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G1 GLOBO (Tudo Diário)

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  1. Palestino sentado no topo de escombros de uma casa atingida por um ataque israelense em Deir al-Balah, no centro de Gaza. Mahmoud Issa / Reuters As Forças de Defesa de Israel (FDI) anunciaram nesta quarta-feira (27) a morte de Mohammed Odeh, apontado como o chefe do Quartel-General de Inteligência e recém-nomeado líder da ala militar do Hamas. De acordo com o comunicado oficial do governo israelense, Odeh foi alvo de um ataque direcionado na Faixa de Gaza na terça-feira (26), apesar do cessar-fogo que deveria estar em vigor desde outubro. "O comandante do braço armado da organização terrorista Hamas em Gaza foi eliminado ontem", escreveu o ministro da Defesa israelense, Israel Katz, em uma mensagem na rede social X. O anúncio da operação também foi confirmado pelo primeiro-ministro Benjamin Netanyahu. Até o momento, o Hamas não fez nenhuma declaração oficial sobre o caso. Segundo as autoridades de Israel, Odeh havia assumido o comando das Brigadas Ezzdine al-Qassam (o do braço armado do grupo) há apenas duas semanas, após a morte de seu antecessor, Izz al-Din al-Haddad. Agora no g1 O comando israelense afirma que Odeh era um dos últimos comandantes seniores do Hamas ainda vivos que participaram diretamente do planejamento e da execução dos ataques de 7 de outubro. Em seu papel na liderança da inteligência do grupo nos últimos anos, ele teria sido o responsável por coordenar a infiltração dos terroristas e mapear os alvos em território israelense durante o massacre. Ainda de acordo com a inteligência militar de Israel, ao longo do atual conflito, Odeh permaneceu na coordenação de operações de campo, no gerenciamento de combates contra as tropas e no direcionamento de novos ataques contra militares e civis israelenses. *Com informações da AFP.

  2. Geir Souza de Jesus é suspeito de tentativa de feminicídio no DF. divulgação O Tribunal do Júri do Gama, no Distrito Federal, realiza nesta quarta-feira (27) o julgamento de Geir Souza de Jesus, acusado de tentar matar a ex-companheira a facadas. O caso aconteceu em janeiro do ano passado. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 DF no WhatsApp O réu será submetido a júri popular no primeiro caso da circunscrição analisado sob a vigência da nova Lei do Feminicídio (Lei nº 14.994/2024), que tornou o crime autônomo no Código Penal e aumentou as penas para esse tipo de violência. Segundo a acusação, a vítima chegava ao apartamento onde morava quando foi surpreendida pelo ex-companheiro. Geir Souza teria invadido o prédio residencial e ao encontrá-la, deferiu golpes de faca e fugiu logo depois. Ele foi preso três dias depois, dentro de um ônibus voltando para o DF. Geir Souza estava escondido na casa de parentes no interior de Minas Gerais. Geir Souza de Jesus, de 40 anos, é preso pela polícia dentro de ônibus. PCDF/Divulgação Denúncia aponta intenção de matar Para o Ministério Público (MP), o acusado agiu com intenção de matar e o crime somente não foi consumado por circunstâncias alheias à vontade dele. A denúncia aponta as seguintes qualificadoras: crime praticado por motivo torpe, em razão do inconformismo do acusado com o fim do relacionamento; emprego de recurso que dificultou a defesa da vítima, uma vez que ela foi surpreendida pelo ataque; crime foi cometido com uso de meio cruel, em razão da quantidade e da violência dos golpes desferidos contra a vítima, causando intenso sofrimento físico e hemorragias graves; crime foi praticado em contexto de violência doméstica e familiar. O MP também sustenta que o denunciado descumpriu medidas protetivas de urgência previstas na Lei Maria da Penha. LEIA TAMBÉM: CASO BRB: BC diz que acompanha instituições financeiras diariamente e nega que prazo de ajuste acabe 29 de maio POLÍTICA: Celina Leão diz que decisões no BRB podem ter motivado críticas de Ibaneis: 'só pode ter incomodado' Leia mais notícias sobre a região no g1 DF.

  3. A culpa não é dos pais: pesquisa aponta cinco fatores que definem o que vai no prato das crianças Adobe Stock Quando uma criança pede biscoito no supermercado ou insiste nos doces e rejeita o legume no prato, a cena costuma ser alvo de julgamentos precipitados, que culpam as famílias e, em especial, as mães. Essa é uma leitura comum, porém incompleta e equivocada, como mostra um estudo recém-concluído conduzido pelo Instituto Pensi. A partir dos relatos de 142 pessoas ouvidas em cinco grandes centros urbanos do país, a pesquisa Comportamento Alimentar: Percepções e Desafios da Alimentação Saudável mostra que a alimentação infantil não se define apenas dentro de casa. Ela é resultado de um conjunto de fatores que antecedem a refeição: o preço dos alimentos, a jornada de trabalho dos responsáveis, o ambiente alimentar disponível, o tempo de exposição a telas e a pressão constante da publicidade dirigida às crianças. Os depoimentos revelam como esses fatores se entrelaçam nas escolhas cotidianas de famílias. Sem a pretensão de representar o país em termos estatísticos, o estudo ajuda a compreender como os pais e responsáveis negociam, na prática, o que gostariam de oferecer e o que de fato conseguem colocar no prato. As famílias sabem o que é comer bem e o problema não está na informação, mas nas condições que moldam as escolhas. Idealizada pelo Pacto Contra a Fome, com apoio da Food and Land Use Coalition(FOLU) e cofinanciamento da Fundação José Luiz Setúbal(FJLS), a pesquisa trabalhou com grupos focais online. Os encontros foram realizados entre setembro e outubro de 2025 em São Paulo, Porto Alegre, Fortaleza, Belém e Goiânia com famílias das classes AB, C e DE. Entre os domicílios participantes, 57% conviviam com uma ou duas crianças, enquanto 4% tinham três ou mais. Agora no g1 Em todos os grupos, a alimentação saudável foi associada à comida caseira: arroz, feijão, frutas, legumes e alimentos frescos. Já refrigerantes, biscoitos, salgadinhos, macarrão instantâneo e fast food foram reconhecidos como menos saudáveis. O problema está na distância entre saber e conseguir fazer: é aí que entram cansaço, preço, tempo, aceitação da criança, praticidade e publicidade. A influência da criança As narrativas indicam que as crianças são uma importante força organizadora do carrinho de compras. Pais e mães tentam garantir refeições com arroz, feijão, proteína, frutas e legumes, mas relatam dificuldade diante de pedidos por marcas específicas, embalagens coloridas, alimentos vistos em vídeos na internet ou associados a momentos de lazer. Essa influência não é trivial. Uma revisão sistemática e meta-análise publicada no JAMA Pediatrics, com 96 estudos, encontrou associação entre marketing de alimentos e aumento de ingestão, escolha, preferência e pedidos de compra em crianças e adolescentes. O Ministério da Saúde, alinhado às recomendações da Organização Mundial da Saúde, afirma em seus documentos oficiais que é fundamental proteger crianças da publicidade de alimentos ultraprocessados para garantir ambientes saudáveis e prevenir obesidade e doenças crônicas. Na prática, muitas famílias não estão apenas escolhendo entre uma fruta ou um biscoito. Elas comparam uma fruta (que precisa ser comprada fresca, lavada, cortada, aceita pela criança e consumida antes de estragar) com um produto ultraprocessado barato, durável, pronto, palatável e desenhado para ser desejado. O atalho dos ultraprocessados Com presença marcante na dieta infantil, os ultraprocessados funcionam como atalho na rotina. Eles aparecem quando falta tempo, quando o orçamento aperta e também no fim de semana como lazer, recompensa ou alternativa fácil de consumir. De acordo com o Estudo Nacional de Alimentação e Nutrição Infantil - ENANI-2019, a proporção de crianças de seis a 23 meses que consomem ultraprocessados foi de 80,5%. O percentual chega a 93% entre crianças de 24 meses a 59 meses. O consumo de bebidas adoçadas foi de 24,5% e 50,3%, respectivamente. Um estudo do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), de 2026, mostrou a força desses produtos no lanche: 50% das crianças pesquisadas haviam consumido ultraprocessados no lanche no dia anterior. Escola também é ambiente alimentar Na nossa escuta, a escola apareceu como um dos ambientes mais decisivos para a alimentação infantil. Nas famílias com crianças em escolas públicas, a alimentação escolar foi descrita como referência de refeição equilibrada e, muitas vezes, como segurança: a criança “come de verdade” na escola. Entre famílias de renda mais alta, a preocupação se desloca para lancheira, a cantina e a qualidade nutricional das opções disponíveis. Em 2025, o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) anunciou diretrizes para reduzir gradualmente a compra de processados e ultraprocessados e ampliar alimentos in natura ou minimamente processados. O mínimo dessa categoria passa de 80% em 2025 para 85% a partir de 2026, enquanto o limite para processados e ultraprocessados cai para 10%. A escola não é, portanto, apenas um lugar para ensinar o que é alimentação saudável. Ela é um ambiente alimentar. Por isso, políticas escolares precisam envolver o que é servido, vendido e anunciado, bem como o que aparece na cantina, o que circula no entorno da escola e como crianças participam das práticas alimentares. Desigualdades espelhadas no prato Os grupos de pesquisa evidenciaram desigualdades na alimentação infantil conforme a renda, o tempo disponível e a infraestrutura das famílias. Nos grupos de maior renda houve planejamento, acesso a frutas, verduras e laticínios, e também utilização do fast food e o delivery como estratégias para recompensa ou lazer. Nos grupos C e DE, o esforço principal era garantir o básico: arroz, feijão, alguma proteína, leite, pão e alimentos que sustentem, enquanto frutas, verduras, peixe e laticínios apareciam como desejáveis, porém condicionados ao preço. O IBGE aponta que a insegurança alimentar grave atingiu 3,2% dos domicílios brasileiros em 2024, chegando a 6,3% dos domicílios no Norte e 4,8% no Nordeste. Nos relatos, quando o orçamento é instável, as famílias são condicionadas a realizar substituições e escolhas por alimentos de menor qualidade nutricional e, muitas vezes, menos saudáveis, mas que “sustentam” e “não estragam”. O que fazer? Políticas públicas! Os registros de pais e mães expressam preocupação em oferecer alimentos mais saudáveis, mas esse desejo compete com uma rotina que favorece o alimento ultraprocessado. A resposta a isso não pode ser culpar as famílias, especialmente as mães e cuidadoras, que ainda têm maior carga de trabalho doméstico, cuidado com os filhos e com a alimentação. Nesse sentido, estudos brasileiros são referência ao demonstrar que os modos de viver, adoecer e se alimentar estão condicionados pelas determinações sociais da saúde, como renda, trabalho, acesso aos alimentos, publicidade, território e desigualdades de gênero. Essa compreensão é fundamental para retirar das famílias, especialmente das mães e cuidadoras, o peso da culpa individual pela alimentação infantil e deslocar o debate para pensar que tipo de sociedade estamos construindo coletivamente para garantir o presente e o futuro das crianças. Proteger a alimentação infantil exige uma combinação de medidas. A primeira é fortalecer a alimentação escolar, garantindo refeições saudáveis, culturalmente adequadas e com alimentos in natura e minimamente processados. A segunda é regulamentar a alimentação oferecida em cantinas de escolas, no entorno do ambiente escolar e a publicidade de alimentos para as crianças. A terceira é contribuir com as condições estruturais que podem tornar alimentos saudáveis mais acessíveis, práticos e desejáveis. A quarta é apoiar quem cuida da alimentação em casa, reconhecendo que planejar, comprar, cozinhar, armazenar e negociar preferências com as crianças é trabalho e, muitas vezes, trabalho concentrado nas mulheres. A alimentação das crianças não depende só dos pais porque o prato das crianças é moldado por um conjunto de fatores sociais, econômicos e culturais. Ele começa na renda, passa pelo mercado, pela escola, pela tela do celular, pela jornada de trabalho e pelo cuidado doméstico. Se queremos que crianças comam de maneira mais saudável, precisamos parar de tratar a alimentação infantil como uma escolha individual das famílias de forma isolada. Ela é fruto de um sistema e uma responsabilidade coletiva. Nada a divulgar. Bruna Liria Avelhan, Claudia Cheron König e Renan Rosolem Machado não prestam consultoria, trabalham, possuem ações ou recebem financiamento de qualquer empresa ou organização que poderiam se beneficiar com a publicação deste artigo e não revelaram nenhum vínculo relevante além de seus cargos acadêmicos.

  4. Primeiro pouso na água na UE deverá ser da cápsula de transporte Phoenix, da empresa alemã Atmos Space Cargo. Atmos Foguetes lançados a partir dos Açores transportam satélites construídos em Portugal para o espaço; suas cápsulas espaciais reutilizáveis retornam ao Oceano Atlântico, próximo ao arquipélago. Um sonho? Por enquanto, sim, mas em breve se tornará realidade – pelo menos em parte. Portugal quer se tornar uma grande nação espacial. O país aposta em seus engenheiros altamente qualificados, na cooperação europeia e numa pequena ilha. "Portugal se modernizou significativamente nos últimos 20 anos. Nossas universidades formam engenheiros excepcionais. Criamos capital humano que podemos desenvolver", explica o presidente da Agência Espacial Portuguesa (fundada em 2019), Ricardo Conde. Cerca de duas mil pessoas altamente qualificadas trabalham no setor espacial em cerca de 80 empresas que geraram 200 milhões de euros (R$ 1,1 bilhão) em receitas no ano passado. Este ano serão muito mais. Tudo isso, explica Conde, "porque temos mais uma carta na manga: os Açores." VEJA TAMBÉM: Agora no g1 Base de lançamento nos Açores Um porto espacial português está em construção na pacata ilha de Santa Maria, no Açores. A nave de carga europeia Space Rider está prevista para aterrissar lá em 2028. Ela deverá pousar com paraquedas gigantes ao lado de uma antiga pista construída pelos americanos durante a Segunda Guerra Mundial e que hoje está praticamente sem uso. "Está previsto que um foguete lançará um satélite sul-coreano em órbita a partir dali em 2030. Várias antenas de comunicação por satélite já operam em Santa Maria", acrescenta Ivo Vieira, da AED Cluster Portugal, a associação da indústria espacial. Um Cabo Canaveral português, então? "Muito menor e mais um complemento ao porto espacial europeu em Kourou, na Guiana Francesa", explica Bruno Carvalho, da operadora do porto espacial Atlantic Spaceport Consortium (ASC). "Seremos um local de lançamento economicamente viável para foguetes menores com satélites menores. E dentro da União Europeia, o que é estrategicamente muito importante." E no meio do Atlântico, ou seja, em local desabitado. Isso é um fator positivo e importante para espaçonaves reutilizáveis que poderão aterrissar ali. Espera-se que 35 pessoas trabalhem no local quando tudo estiver concluído. Trata-se de uma infraestrutura relativamente simples, que é mais barata do que a grande concorrente americana. E que utilizará recursos locais e, assim, fortalecerá a economia da ilha. "Talvez possamos até trazer de volta os jovens que deixaram a ilha", diz Carvalho. Primeiro pouso na água na UE O primeiro pouso na água nos Açores está previsto para o segundo semestre de 2026. "As autoridades portuguesas aprovaram o primeiro pouso na água em território da UE para a cápsula de transporte Phoenix 2.1", afirma a portuguesa Marta Oliveira, cofundadora da empresa alemã Atmos Space Cargo. Marta Oliveira, da empresa alemã Atmos Space Cargo Marta Oliveira, da empresa alemã Atmos Space Cargo Autoridades portuguesas aprovaram o primeiro pouso na água em território da UE para a cápsula de transporte da empresa alemã Atmos Space Cargo, diz cofundadora Marta OliveiraFoto: Atmos Space Cargo O objetivo é lançar satélites ao espaço de forma econômica, através de cápsulas espaciais reutilizáveis. Atualmente, os lançamentos são feitos pela americana SpaceX. "Mas também estamos em negociações com empresas europeias." O pouso está previsto para o Oceano Atlântico, próximo à ilha açoriana de Santa Maria. "O porto espacial da ASC facilita a logística e coordena o contato com as autoridades locais. Isso é ideal para nós." Faltam apenas os próprios satélites. "Existem três centros em Portugal que deveriam fabricar satélites", diz Conde. "Um está sendo construído pelo consórcio CEiiA no Porto, no norte do país; outro pela multinacional Open Cosmos na cidade universitária de Coimbra, região central; e um terceiro em Lisboa, que trabalha principalmente em cooperação com as Forças Armadas." Trata-se de satélites menores para aplicações comerciais, militares e mistas, como comunicações, observação da Terra e dos oceanos e – cada vez mais importante – combate a incêndios florestais. Satélites pequenos, mas eficientes O consórcio CEiiA, que também atua nos setores automotivo e aeroespacial, é um dos principais atores nessa área. "Entramos no setor espacial em 2018", diz André Dias, responsável pela divisão de Downstream. "Nosso objetivo é construir uma indústria para satélites de alta resolução." Para isso está previsto outro centro nonorte de Portugal, próximo à cidade de Guimarães, em parceria com a cidade e sua universidade. "Queremos quadruplicar ou quintuplicar nossa capacidade de produção." Atualmente, a CEiiA consegue construir quatro satélites civis por ano, com peso de até 500 quilos. Mas a procura está em constante crescimento e, com o aumento da capacidade, Portugal poderá também atrair contratos internacionais. A palavra de ordem é descentralização. "Das grandes potências espaciais europeias, como a Alemanha e a França, para países mais pequenos como Portugal. Trata-se de uma espécie de democratização dos voos espaciais. Estamos nos especializando em satélites menores, que custam entre 20 milhões e 30 milhões de euros, e não nos grandes, que podem custar até 500 milhões", explica Dias. No entanto, os planos da Agência Espacial Portuguesa estão longe de ser modestos. "Até 2030, teremos 30 satélites no espaço, alguns em cooperação com a Espanha", projeta Conde. "Queremos atrair parceiros internacionais para o país para colaborarem, estamos nos concentrando em iniciativas europeias." Incluindo, claro, o setor militar, que vem ganhando cada vez mais importância na Europa.

  5. Mais de 45 mil trabalhadores da Samsung poderiam aderir à paralisação prevista REUTERS/Kim Hong-Ji/File Photo Os trabalhadores sindicalizados da gigante sul-coreana Samsung Electronics aprovaram um acordo que prevê vultosos bônus anuais atrelados aos lucros gerados pela inteligência artificial (IA), segundo os resultados de uma votação eletrônica concluída nesta quarta-feira (27). A Samsung e o sindicato chegaram a esse acerto na semana passada para evitar uma greve geral, com um compromisso que prevê prêmios individuais de até 338 mil dólares (R$ 1,7 milhão) neste ano para 78 mil funcionários da divisão de chips, de um total de 125 mil na Coreia do Sul. Dos aproximadamente 62.600 votos registrados, mais de 73% apoiaram o pacto, informou o sindicato em comunicado. A votação começou na sexta-feira e se estendeu até as 10h locais desta quarta (22h de terça no horário de Brasília). O acordo fechado de última hora na semana passada ocorreu em meio a um boom global da IA que impulsionou o negócio de chips de memória de alta largura de banda da Samsung, crucial para os centros de dados dessa tecnologia. Agora no g1 Pelo acordo de 10 anos, atrelado a ambiciosas metas de desempenho, os bônus anuais corresponderão a 10,5% do lucro operacional da divisão de chips e serão pagos em ações, juntamente com um adicional de 1,5% em dinheiro. A Samsung registrou um aumento de aproximadamente 750% em seu lucro operacional no primeiro trimestre em relação ao ano anterior, enquanto seu valor de mercado superou 1 trilhão de dólares (R$ 5 trilhões) no início de maio. A possibilidade de uma greve havia despertado grande preocupação na Coreia do Sul, onde só a Samsung responde por cerca de 12,5% do PIB e os chips de memória representam aproximadamente 35% das exportações. Esse conflito trabalhista também reacendeu o debate sobre como os ganhos da IA devem ser distribuídos. Um alto funcionário da Presidência chegou até a sugerir a ideia de um "dividendo nacional", argumentando que o excedente de receitas fiscais relacionadas à IA poderia ser usado para financiar programas de bem-estar social. LEIA TAMBÉM: R$ 3 bilhões por dia: o que está por trás da ameaça de greve na Samsung e por que ela preocupa tanto

  6. Mulher sobrevive após ser jogada de penhasco Familiares de Ana Cláudia Rodrigues da Silva Souza, de 41 anos, denunciaram que a vítima foi ameaçada pelo ex-companheiro, Silvanildo Amâncio de Araújo, de 52 anos, antes de ser jogada do penhasco. Segundo a prima da vítima, Sônia Alves Ribeiro, houve tortura física e psicológica por parte do suspeito. “Ele pegou ela com faca, colocou no pescoço dela e falava: ‘Aqui não dá pra você morrer’. Andava mais um pouco e dizia de novo: ‘Aqui não dá pra você morrer’. Então eu imagino o desespero dela”, afirmou Sônia. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Minas no WhatsApp Depois de mais de 24 horas de angústia, a família de Ana Cláudia finalmente recebeu a notícia de que ela foi encontrada viva na Serra do Rola Moça, na Grande BH. A mulher foi localizada agarrada à vegetação, em uma área de difícil acesso, durante uma força-tarefa envolvendo Polícia Militar e Corpo de Bombeiros. O resgate foi acompanhado pela equipe da TV Globo. Caminhada sob ameaça e costas feridas A prima da vítima contou que, durante as ameaças, Ana Cláudia foi obrigada a caminhar mesmo ferida. “As costas dela estão muito arranhadas, ela está com muita escoriação, mas ela está consciente”, disse. A familiar também relatou que Ana se escondeu dos drones usados nas buscas porque acreditava que o agressor havia voltado. “Ela estava com muito medo. Achando que as luzes que ela estava vendo eram dele. O drone passou perto, mas ela se escondeu embaixo da pedra porque achou que era ele”, contou. Segundo a polícia, o suspeito foi preso no Norte de Minas e confessou ter jogado a ex-companheira do penhasco. O vídeo abaixo mostra o momento do resgate: Veja resgate de mulher que foi encontrada em penhasco na Serra do Rola-Moça, em MG Filha desabafou após resgate da mãe A filha da vítima, Thaine Heloísa Rodrigues de Souza, de 24 anos, recebeu a confirmação de que a mãe estava viva diante das câmeras da TV Globo. Antes da localização de Ana Cláudia, Thaine descreveu o desespero vivido pela família durante o desaparecimento. “Foi o pior dia da minha vida. Porque eu não sabia se minha mãe estava bem, se minha mãe estava viva, se minha mãe estava morta”, disse. Após o resgate, a jovem afirmou que só queria reencontrar a mãe. “Eu só quero ver minha mãe, poder abraçar ela e ficar perto dela. Só isso.” Mulher foi encontrada agarrada à vegetação Ana Cláudia desapareceu na manhã de segunda-feira (25), após avisar familiares que havia encontrado o ex-companheiro enquanto levava a filha de 9 anos para a escola, no bairro Pindorama, na Região Noroeste de Belo Horizonte. De acordo com a Polícia Militar, Silvanildo chegou a dizer a parentes que havia sequestrado a mulher e pretendia jogá-la de um penhasco na Serra do Rola Moça. As buscas mobilizaram bombeiros, policiais militares, drones e aeronaves. A vítima foi encontrada presa à vegetação do penhasco e resgatada com vida. Suspeito mandou áudio para filha da vítima Horas após o desaparecimento, o suspeito enviou áudios para a filha de 9 anos tentando negar o crime. Nas mensagens, ele dizia que “não teria coragem” de fazer algo contra a mãe da menina e repetia declarações de amor à criança. Após o resgate de Ana Cláudia, Silvanildo Amâncio de Araújo foi localizado em Várzea da Palma, no Norte de Minas, e preso. Segundo a polícia, ele confessou ter jogado a ex-companheira do penhasco. LEIA TAMBÉM: Mulher de 27 anos morre durante procedimento estético em BH Bombeiros são acionados para pouso de emergência de avião em Nova Lima Infográfico mostra local onde mulher foi encontrada com vida em penhasco após ser dada como desaparecida em Belo Horizonte Arte/g1 GIF mostra momento em que mulher é resgatada em penhasco após ser dada como desaparecida Reprodução/TV Globo Vídeos mais vistos no g1 Minas:

  7. Polícia prende homem suspeito de atuar como falso médico Uma fisioterapeuta diagnosticada com dengue sofreu uma parada cardíaca e morreu após ser atendida por dois falsos médicos no Hospital de Clínicas Jardim Helena, na Zona Leste de São Paulo. Segundo a Polícia Civil, os suspeitos não souberam realizar manobras básicas de reanimação durante a emergência. O caso ocorreu em 2024. As informações foram divulgadas na terça-feira (26) durante coletiva sobre a Operação Hipócrates II, que investiga a atuação de dois homens suspeitos de exercer ilegalmente a medicina na unidade hospitalar. Segundo o secretário da Segurança Pública, Nico Gonçalves, o pai de Marcos Phelipe de Barros, um dos investigados, também exercia medicina ilegalmente e tinha ligação com o crime organizado. De acordo com a investigação, Marcos Phelipe utilizava documentos verdadeiros de um médico chamado Nicolas Joseph Della Matta para atuar no hospital. O segundo suspeito é Maike César Silva, que fugiu para o Chile e é considerado foragido. Segundo a Polícia Civil, os dois foram responsáveis por cerca de 2 mil atendimentos em dois anos, com nove óbitos decorrentes de mau atendimento. Polícia prende falso médico que atuava em hospital particular na Zona Leste de SP Reprodução/TV Globo Em um dos casos investigados, a paciente com dengue começou a apresentar piora no quadro até sofrer uma parada cardíaca. “Eles não sabiam como proceder. Ela passou a ficar em uma situação delicada até que ela teve uma parada cardíaca, e eles não sabiam como ressuscitar. É uma manobra muito simples para uma pessoa com conhecimento técnico realizar”, afirmou o delegado José Mariano Filho, responsável pela investigação. Outro caso citado pela polícia envolve uma mulher com problemas cardíacos. Segundo Mariano Filho, um laudo do Instituto Médico Legal (IML) apontou que um erro de procedimento causou a morte da paciente. “Ela ficou oito horas sem que fosse feito um exame cardíaco que apuraria que ela estava com aneurisma na aorta. Por conta desse intervalo de tempo tão longo, ela morreu”, contou o delegado. As apurações começaram após denúncias de irregularidades em atendimentos realizados no hospital em dezembro do ano passado. Segundo os investigadores, Marcos Phelipe começou a atuar inicialmente na ala pediátrica da unidade. Apesar disso, não há confirmação até o momento de mortes de crianças relacionadas ao caso. Segundo a polícia, ele também realizava atendimentos por telemedicina a partir da própria casa. Equipamentos usados nos atendimentos foram apreendidos pela polícia. A investigação ainda aponta que Maike César Silva atuava em atendimentos emergenciais do Samu de Taboão da Serra, na Grande SP. As investigações também miram a possível omissão da direção do hospital. Segundo Mariano Filho, os suspeitos recebiam salários inferiores aos dos demais médicos da unidade, o que levantou suspeitas. “O pagamento que era realizado para esses falsos médicos era diferenciado, a menor. Por que alguém aceitaria ser remunerado a menor? Essa é uma das características”, disse o delegado. Segundo a Polícia Civil, a direção do hospital já havia sido alertada sobre a atuação dos falsos médicos em dezembro do ano passado. A Justiça determinou o afastamento da gestora do hospital e do diretor clínico da unidade. Na avaliação do secretário Nico Gonçalves, o hospital tem responsabilidade no caso porque a direção deveria verificar o currículo dos profissionais antes da contratação. A defesa de Marcos Phelipe afirmou que ele é biomédico e negou que ele atuasse como médico. Os advogados também disseram que Maike César Silva é instrumentador cirúrgico e que ambos poderiam trabalhar em ambiente hospitalar. A defesa classificou a operação como “midiática e injusta” e afirmou que Maike pretende se entregar às autoridades. Em nota, o Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp) afirmou que o exercício ilegal da medicina é caso de polícia e informou que, quando identifica profissionais se passando por médicos ou tentativas de registro com documentos falsos, aciona os órgãos competentes. Abaixo, leia a íntegra da nota: "O Cremesp informa que o exercício ilegal da Medicina é um caso de polícia, uma vez que a atuação do Conselho se limita a profissionais médicos registrados na Autarquia. O Cremesp, quando identifica, por exemplo, durante fiscalização, que há profissionais se passando por médicos, ou quando o Conselho percebe tentativas de registro com apresentação de documentos falsos, como diplomas, aciona os órgãos competentes, como o Ministério Público e a Polícia. Cabe ressaltar que o Conselho disponibiliza o Guia Médico em seu site, para que empresas médicas e pacientes possam checar se o profissional que o está atendendo é médico e está com registro regular no conselho. Caso a empresa contratante tenha dúvidas em relação ao profissional mesmo após consulta pública ao Guia, ela deverá entrar em contato com o Cremesp pelos canais oficiais."

  8. Avenida Dantas Barreto, no Centro do Recife, em imagem de arquivo Reprodução/TV Globo Um consórcio formado por duas empresas de construção civil venceu um leilão para reformar e gerir 1.128 moradias no Centro do Recife. As unidades, localizadas em terrenos do poder público, serão utilizadas como imóveis de habitação social após serem repassadas para a gestão privada. O projeto prevê investimentos de R$ 518 milhões durante 25 anos de concessão. A maioria dos residenciais será destinada à locação social, com aluguéis subsidiados para famílias que têm renda de até R$ 4.942, o equivalente a 3,5 salários-mínimos. O restante poderá ser adquirido por meio do Minha Casa, Minha Vida. ✅ Receba no WhatsApp as notícias do g1 PE O leilão da "Parceria Público Privada (PPP) Morar no Centro" foi realizado na terça-feira (26), na Bolsa de Valores, a B3, em São Paulo. O Consórcio Habitação Social Recife, composto pelas empresas CPM Construtora e Sanco Engenharia, foi o único participante da licitação, vencendo o processo sem concorrentes. De acordo com a prefeitura, essa é a primeira PPP voltada para a locação social no país. A iniciativa contempla seis empreendimentos, sendo quatro da União e dois do município, localizados nos bairros de Santo Antônio, São José, Boa Vista e Cabanga (veja lista abaixo). Projeto da prefeitura prevê concessão de parte do Centro do Recife à gestão privada Três deles são prédios já existentes, que devem ser requalificados. Os outros três serão construídos do zero. Os mais de R$ 500 milhões de investimentos, durante os 25 anos de contrato, devem ser divididos da seguinte forma: R$ 266 milhões, destinados à realização de obras de retrofit, requalificação e construção de unidades; R$ 252 milhões, para a operação dos empreendimentos, incluindo manutenção predial, gestão condominial, acompanhamento social das famílias, limpeza, segurança patrimonial e reposição periódica de equipamentos. Além das moradias, o projeto prevê a construção de uma creche em Santo Antônio e uma nova sede para a Orquestra Criança Cidadã, no Cabanga. Também será possível alugar alguns imóveis como áreas comerciais, para a instalação de lojas, restaurantes e outros serviços. LEIA TAMBÉM Projeto prevê concessão de área histórica do Recife à gestão privada e gera debate Locação social Segundo a gestão municipal, 56% dos apartamentos serão destinados à modalidade de locação social. Conforme o projeto, o valor do aluguel cobrado às famílias não poderá ultrapassar 25% da renda dos moradores. Para ter acesso ao subsídio, é necessário residir no Recife há, no mínimo, dois anos e não ter sido beneficiado por programas de aquisição de imóveis. Além disso, a locação tem como público prioritário: mulheres ou idosos chefes de família; famílias com filhos menores de 18 anos; famílias monoparentais; pessoas que moram em áreas de risco; mulheres e pessoas LGBTQIAP+ em situação de violência; pessoas com deficiência ou alta dependência; famílias que morem ou trabalhem no Centro do Recife. Empreendimentos Conforme o projeto, seis empreendimentos serão construídos ou reformados. Dois deles, localizados na Rua Siqueira Campos, em Santo Antônio, foram desapropriados pela prefeitura para o programa. Confira, abaixo, a localização de cada um deles e o número de unidades habitacionais: "Siqueira Campos", na rua de mesmo nome, em Santo Antônio, com 104 unidades; "Pátio 304", também na Rua Siqueira Campos, em Santo Antônio, com 89 unidades; "Dantas Barreto", no cruzamento da Avenida Dantas Barreto com a Rua Passo da Pátria, em São José, com 76 unidades; "Riachuelo Saudade", no cruzamento das ruas Riachuelo e da Saudade, na Boa Vista, com 88 unidades; "Cabanga", na Rua Camutanga, no bairro do Cabanga, com 771 unidades. VÍDEOS: mais vistos de Pernambuco nos últimos 7 dias

  9. A oitava fase da operação Compliance Zero teve como alvo de um mandado de busca e apreensão o ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro, suspeito de integrar um esquema que aportou R$ 3,7 bilhões de recursos públicos em títulos podres do Banco Master. Essa foi a segunda vez em 11 dias que os agentes da Polícia Federal bateram na porta de Castro: primeiro na operação Sem Refino, que investiga a participação do ex-governador na fraude fiscal bilionária da refinaria Refit; agora, diante da suspeita de ter facilitado a transferência do dinheiro da Rioprevidência – fundo público que gere os recursos de 235 mil aposentados e pensionistas do Rio – para o banco de Daniel Vorcaro. Neste episódio, Natuza Nery conversa com o jornalista Octavio Guedes sobre o esquema que drenou bilhões da Rioprevidência – e de outros fundos públicos identificados pela investigação da PF. Guedes também analisa o “enterro” da candidatura de Cláudio Castro ao Senado e as consequências políticas para Flávio Bolsonaro e PL. Convidado: Octavio Guedes, comentarista da GloboNews e colunista do g1. O podcast O Assunto é produzido por: Luiz Felipe Silva, Sarah Resende, Carlos Catelan, Luiz Gabriel Franco, Juliene Moretti, Stéphanie Nascimento e Guilherme Gama. Apresentação: Natuza Nery. As relações entre Daniel Vorcaro, Cláudio Castro e Flávio Bolsonaro O que você precisa saber: Cláudio Castro é alvo de buscas da PF em operação contra aportes de R$ 3 bilhões pelo Rioprevidência em fundos do Banco Master Encontros, viagens e nomeações: elo pessoal entre Castro e Vorcaro facilitou aporte de R$ 3,7 bi no Master pelo Rioprevidência, diz PF Camila Bomfim: PF diz que Castro tinha 'alinhamento' e 'vínculo pessoal estreito' com Vorcaro e, por isso, RioPrevidência investiu no Master Octavio Guedes: Flávio procurou Vorcaro quando cúpula do PL-RJ já sabia que Castro tinha colocado dinheiro público no Master Valdo Cruz: Depois de nova operação da PF, cúpula do PL avalia que candidatura de Cláudio Castro ao Senado naufragou de vez O Assunto é o podcast diário produzido pelo g1, disponível em todas as plataformas de áudio e no YouTube. Desde a estreia, em agosto de 2019, o podcast O Assunto soma mais de 168 milhões de downloads em todas as plataformas de áudio. No YouTube, o podcast diário do g1 soma mais de 14,2 milhões de visualizações. Cláudio Castro e Daniel Vorcaro Reprodução

  10. Em uma obra, tempo e organização caminham lado a lado. Atrasos na entrega de materiais estão entre os fatores que mais comprometem o cronograma, provocando pausas, retrabalho e custos adicionais. Nesse cenário, a logística deixa de ser apenas uma etapa operacional e passa a exercer papel estratégico no sucesso de reformas e construções. Quando a entrega funciona com eficiência, o andamento da obra se torna mais previsível. As equipes conseguem seguir o planejamento, as etapas avançam dentro do prazo e o projeto preserva sua proposta original, sem a necessidade de adaptações de última hora. Com mais de 48 mil metros quadrados de área de estocagem, a Vilarejo tem um Centro de Distribuição estrategicamente localizado Acervo Vilarejo A logística própria da Vilarejo se destaca justamente por oferecer esse nível de controle. Com uma estrutura dedicada, o processo de separação, transporte e entrega dos materiais se torna mais ágil e organizado. Isso reduz o tempo de espera e garante que os produtos cheguem no momento certo para cada fase da obra. Com entregas diárias em mais de 50 municípios do Estado do Rio, o Centro de Distribuição da Vilarejo é estrategicamente localizado ao lado da BR101, em Casimiro de Abreu, garantindo agilidade e precisão nas entregas. Na Vilarejo, a logística própria faz parte de uma estrutura pensada para atender às demandas reais do dia a dia da construção. Com entregas organizadas e frequência constante, o cliente tem mais segurança para seguir com a obra sem depender de prazos incertos. Visite uma das lojas em Araruama, Maricá, Cabo Frio, Búzios, Rio das Ostras, Macaé, Campos dos Goytacazes, Niterói ou no CasaShopping – RJ.

  11. O prefeito de Montes Claros, Guilherme Guimarães, assinou ordem de serviço para a pavimentação das ruas Joaquim Morais e Jurandir Barbosa, na Vila Sion. Para os moradores Samuel Batista Pereira e Wilson Pereira dos Santos, da Rua Joaquim Pereira, a pavimentação das ruas trará benefícios que vão além da melhoria na acessibilidade, ajudando também a reduzir problemas de saúde causados pela poeira. “Vai melhorar bastante para nós”, comemora o morador Wilson Pereira Luís Carlos Gusmão “Embora a rua seja bastante movimentada, tendo inclusive uma sede muito frequentada da igreja evangélica Assembleia de Deus, ela é uma das poucas vias da Vila Sion sem pavimentação asfáltica. Agora, com este asfalto, vai melhorar bastante para nós”, afirmou Wilson. Samuel Batista acredita que a diminuição da poeira será acompanhada pela redução dos problemas alérgicos dos moradores Luís Carlos Gusmão Já Samuel complementou dizendo: “estou muito feliz com esta notícia, pois a pavimentação facilitará a vida tanto de pedestres quanto de motoristas e acabará com os constantes problemas alérgicos dos moradores”. Para Carlos Pereira, representante dos moradores, a atuação da atual gestão tem sido exemplar, especialmente na região da Vila Sion: “além do asfaltamento de ruas e avenidas, nossa região foi beneficiada com a construção de escolas, unidade do PSF, quadra poliesportiva, entre outras melhorias”.

  12. O programa Qualifica + Macaé tem 3.600 alunos inscritos em cursos de qualificação profissional. As aulas do programa acontecem em 10 polos, incluindo a região serrana, para facilitar o acesso da população. São eles: Aroeira, Malvinas, Nova Holanda, Ajuda de Baixo, Campo do Oeste, Parque Aeroporto, Visconde, Lagomar, Córrego do Ouro e Sana. A aula inaugural foi ministrada no Centro de Convenções pelo especialista em gestão administrativa, financeira e social, Adenilson Machado Teles, que destacou a importância da dedicação e da frequência às aulas como ferramentas de transformação pessoal e profissional. O objetivo é ampliar as oportunidades de emprego Rui Porto Filho O programa Qualifica + Macaé é oferecido pela Prefeitura de Macaé, por meio da Secretaria de Qualificação Profissional, em parceria com o Instituto Nacional de Desenvolvimento Humano (INAD). O objetivo é ampliar as oportunidades de emprego, geração de renda e empreendedorismo para a população em diferentes áreas. Nesse ano são 3600 alunos Rui Porto Filho Além da formação técnica em cursos nas áreas de Estética e Beleza e Gastronomia e Alimentação, os alunos também recebem orientações sobre gestão, precificação, atendimento e organização financeira. No ano passado o programa formou seis mil integrantes.
  13. Garimpo é combatido a 1,5 km da Floresta das Árvores Gigantes, na Amazônia Entre o Pará e o Amapá, uma das áreas mais preservadas da Amazônia vive sob ameaça crescente do garimpo ilegal. A região conhecida como floresta das árvores gigantes abriga exemplares que chegam a quase 90 metros de altura — alguns dos maiores do planeta —, mas vê o avanço de máquinas, pistas clandestinas e facções criminosas impulsionado pela alta histórica do ouro no mercado internacional. O Fantástico acompanhou uma operação do Ibama no Vale do Rio Jari, onde fiscais encontraram acampamentos de garimpeiros, mercúrio ilegal e escavadeiras em uma área de proteção ambiental considerada uma das mais restritivas do país. Logo no início da fiscalização, um avião ligado ao garimpo decolou de uma pista clandestina e quase atingiu um dos helicópteros do Ibama. Segundo os agentes, a aeronave abastecia uma frente de mineração ilegal instalada dentro da estação ecológica. Os garimpeiros fugiram para a mata, deixando para trás uma vila improvisada com alimentos, roupas e equipamentos. O acampamento foi destruído pelos fiscais para impedir a retomada das atividades. A poucos quilômetros dali está uma das maiores riquezas naturais da Amazônia: os angelins-vermelhos gigantes, conhecidos como “catedrais da floresta”. O maior exemplar já mapeado na região mede 88,5 metros de altura — a maior árvore do Brasil. Especialistas alertam que o garimpo já se aproxima perigosamente dessas áreas preservadas. Segundo análise de imagens de satélite, uma das frentes ilegais está a cerca de 1,5 quilômetro de uma das árvores gigantes. “Se o ouro mostrar sinais de estar presente nessa direção, é nessa direção que o garimpo vai expandir”, afirmou o especialista em mineração por satélite Cesar Diniz. A região reúne características únicas que ajudam no crescimento dessas árvores monumentais. O solo argiloso e rico em nutrientes, protegido por formações geológicas contra ventos e raios, cria condições ideais para o desenvolvimento da floresta. Até poeira do deserto do Saara ajuda a fertilizar a área após atravessar milhares de quilômetros pelo Oceano Atlântico. Além da importância ecológica, as árvores gigantes desempenham papel fundamental no equilíbrio climático. Pesquisadores estimam que existam cerca de 55 milhões de árvores gigantes na Amazônia, cada uma liberando até mil litros de vapor de água por dia para a atmosfera, contribuindo para a formação de chuvas em outras regiões do país. Mesmo assim, o avanço do garimpo tem deixado um rastro de destruição. Em uma das áreas fiscalizadas, a equipe encontrou uma castanheira de cerca de 50 metros derrubada em meio ao terreno devastado pela mineração ilegal. Segundo o Ibama, o cenário se agravou nos últimos anos com a entrada do crime organizado no financiamento do garimpo. Autoridades afirmam que facções criminosas passaram a investir na atividade devido ao lucro elevado e à valorização do ouro no mercado internacional. “O garimpo na Amazônia há muito tempo não é mais artesanal. Para operar nessa escala, é preciso muito dinheiro”, afirmou um dos especialistas ouvidos pela reportagem. Dados do Boletim do Ouro, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), apontam que o combate ao comércio ilegal do minério e as operações de fiscalização ajudaram a reduzir a participação do ouro ilegal no mercado brasileiro. Ainda assim, os pesquisadores alertam que o garimpo continua migrando para novas áreas da Amazônia. A pressão sobre regiões preservadas preocupa ambientalistas e fiscais. Na semana passada, a Câmara dos Deputados aprovou um projeto que proíbe a destruição de equipamentos usados em crimes ambientais — medida vista pelo Ibama como um possível enfraquecimento das ações de combate ao garimpo. Enquanto isso, na floresta das árvores gigantes, o tempo corre contra a preservação. Um angelim-vermelho pode levar cerca de 300 anos para atingir o tamanho monumental que transformou a região em um dos lugares mais raros da Amazônia. GloboPop: clique para ver os vídeos do palco do Fantástico Ouça os podcasts do Fantástico ISSO É FANTÁSTICO O podcast Isso É Fantástico está disponível no g1 e nos principais aplicativos de podcasts, trazendo grandes reportagens, investigações e histórias fascinantes em podcast com o selo de jornalismo do Fantástico: profundidade, contexto e informação. Siga, curta ou assine o Isso É Fantástico no seu tocador de podcasts favorito. Todo domingo tem um episódio novo.

  14. Advogado com nanismo é reprovado novamente em concurso para delegado O advogado com nanismo, Matheus Menezes, de 25 anos, conseguiu na Justiça o direito de refazer os exames biofísicos, também chamados de Teste de Aptidão Física (TAF), após ter sido reprovado anteriormente. A nova reprovação foi divulgada pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), banca organizadora do concurso. Na primeira avaliação, Matheus não atingiu a marca exigida no salto de 1,65 m (entenda abaixo os exames realizados). Ao g1, o candidato afirmou que o resultado do último TAF está em análise de recurso administrativo e que não há nada definido, por isso, não irá se manifestar no momento. A defesa de Matheus, representada pelo advogado Flávio Britto, especialista em concursos públicos, afirmou que o teste foi adaptado após a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), mas que a adaptação não ocorreu de forma "satisfatória". Agora, o advogado aguarda o resultado do recurso para poder tomar outras providências, caso seja necessário. ✅ Clique e siga o canal do g1 GO no WhatsApp O resultado preliminar, que considerou Matheus "inapto", foi divulgado no dia 15 de maio. O g1 entrou em contato com a FGV para saber mais detalhes sobre o caso, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem. De acordo com o edital, os exames biomédicos e biofísicos são uma das etapas do concurso de caráter eliminatório. Confira em detalhes abaixo: Exames biomédicos: verificam se o candidato possui condições de saúde para exercer o cargo. Para verificar a saúde de cada candidato, são realizados exames laboratoriais e complementares, como teste ergométrico, radiografia do tórax, exames neurológicos e oftalmológicos, entre outros. Exames biofísicos: verificam se o candidato possui aptidão física compatível com a atividade policial. Esses exames, também conhecidos como TAF, exigem que o candidato realize: flexão de braço; impulsão horizontal (salto); corrida de 50 metros rasos; teste de cooper (12 minutos). No edital, a banca destacou que o cargo possui exigências físicas e operacionais típicas da atividade policial, o que ajuda a explicar a necessidade dos exames biofísicos. Matheus Menezes Reprodução/Instagram de Matheus Menezes Entenda o caso Advogado com nanismo diz que foi discriminado em teste de aptidão físic O caso ganhou ampla repercussão após o candidato denunciar ter sido vítima de discriminação nas redes sociais. Antes da prova, Matheus havia pedido adaptação no TAF e apresentou laudos médicos à FGV, que organizou o concurso, mas não foi atendido. Um vídeo mostra o momento da realização do primeiro teste (veja acima). Após ter sido reprovado inicialmente, Matheus entrou com uma ação judicial, o que fez com que a reprovação fosse anulada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e garantiu a ele o direito de refazer o teste, no mesmo processo seletivo. De acordo com o ministro Alexandre de Moraes, a banca descumpriu o entendimento firmado pelo STF na ADI 6.476, que estabeleceu a obrigatoriedade de adaptações razoáveis em provas físicas de concursos para candidatos com deficiência. Atualmente, a participação do candidato está sub judice, quando a permanência no concurso público está pendente de uma decisão definitiva da Justiça. Denúncia Na época, Matheus contou que já havia passado pelas provas objetiva, discursiva e oral, além dos exames biomédicos. O problema ocorreu na fase de exames biofísicos, que avaliam a aptidão física dos candidatos. “Eu decidi fazer essa denúncia para dar voz aos nossos direitos, que foram desrespeitados. Não foi só comigo, foram vários candidatos PcD's. Nós solicitamos adaptação do teste físico à banca, apresentamos laudo médico, mas a banca simplesmente ignorou”, afirmou em entrevista ao g1. Matheus contou que foi desclassificado em uma prova que exigia um salto de 1,65 m. Antes disso, ele já havia sido aprovado nas etapas de flexões e corrida. "A Constituição e a lei garantem adaptação para pessoas com deficiência. Mesmo assim, fomos submetidos ao mesmo teste físico, o que levou à nossa eliminação de forma injusta”, disse. "Ser delegado é o maior sonho da minha vida. Não vai ser o meu tamanho que vai impedir isso. Quero essa carreira porque sempre tive vontade de trabalhar na área, investigando e combatendo o crime”, completou o candidato. Repercussão Matheus Menezes foi eliminado em prova de salto durante Teste de Aptidão Física (TAF) Reprodução/Instagram de Matheus Menezes Na ocasião, a FGV pontuou que os exames biofísicos do concurso seguiram as regras previstas no edital e que não havia previsão de adaptação da etapa às condições individuais dos candidatos. Após a repercussão do caso, a PCMG informou na época que os testes físicos estão previstos no edital e têm o objetivo de verificar se o candidato possui condições físicas compatíveis com as atividades do cargo de delegado. A instituição também afirmou que o concurso segue as regras legais e que candidatos com deficiência podem participar do certame, desde que atendam aos critérios estabelecidos. O Instituto Nacional de Nanismo realizou uma manifestação pública criticando a eliminação do candidato. Para o instituto, a aplicação de critérios físicos sem avaliação individualizada pode configurar discriminação contra pessoas com deficiência. 📱 Veja outras notícias no g1 Goiás. VÍDEOS: últimas notícias de Goiás

  15. Desmatamento na Amazônia. Bruno Kelly/Amazônia Real O desmatamento ficou abaixo de um milhão de hectares no acumulado de 2025 pela primeira vez desde 2019, ano de início da série histórica. Isso é o que mostra o Relatório Anual do Desmatamento no Brasil de 2025, divulgado nesta quarta-feira (27) pelo MapBiomas. De acordo com os dados, 984.794 hectares foram devastados em 2025, uma queda de pouco mais de 20% em relação a 2024. Segundo o levantamento, todos os biomas brasileiros apresentaram uma redução da área degradada. Ainda que a redução tenha sido significativa, nos últimos anos, os números do desmatamento têm sido preocupantes no país. VEJA TAMBÉM: Agora no g1 Nos últimos sete anos, o Brasil perdeu 10.913.064 hectares de vegetação nativa, área superior ao estado de Pernambuco. E mesmo com a diminuição observada em 2025, o levantamento mostra que quase 2,7 mil hectares foram desmatados por dia no ano passado. "É como se 17 parques do Ibirapuera – o maior parque urbano da cidade de São Paulo – fossem desmatados todos os dias", destaca o MapBiomas. Evolução do desmatamento desde 2019. Arte/g1 Bioma mais desmatados A análise também revelou quais foram os biomas que mais sofreram com o desmatamento no ano passado. O Cerrado segue como a região mais devastada, com 540.614 hectares perdidos, 55% do desmatamento do país. O valor representa uma queda de 17% com relação a 2024. A Amazônia foi o segundo bioma mais desmatado, com 289.478 hectares devastados, uma redução de 23,5% em relação ao ano anterior. Desmatamento dos biomas em 2025. Arte/g1 🪵Juntas, as áreas correspondem a quase 85% do total desmatado no país em 2025. Por outro lado, o Pantanal foi o bioma que registrou a maior redução proporcional no desmatamento. Foi observada uma queda de 48,4% na área degradada frente à 2024, com 12.260 hectares perdidos. LEIA TAMBÉM: O desmatamento é o maior vilão climático do Brasil? Entenda o projeto que reduz em quase 40% a Floresta Nacional do Jamanxim, criada para proteger áreas perto da BR-163 MATOPIBA lidera o ranking de devastação nos estados Os dados mostram ainda que a situação é mais preocupante em estados do Norte e Nordeste brasileiros. Quatro estados do MATOPIBA (Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia) estão presentes entre as cinco unidades federativas com maior área desmatada em 2025. Junto com o Mato Grosso, o grupo representa mais de 63% da área total desmatada no Brasil no ano. Apesar disso, Maranhão, Tocantins, Bahia e Mato Grosso registraram queda na devastação em relação a 2024. Apenas Piauí, entre os estados mais afetados, observou alta. Desmatamento nos estados brasileiros. Arte/g1 Quando é analisado o acumulado de 2019 a 2025, o Pará é o estado com maior área desmatada: mais de 2 milhões de hectares de vegetação nativa perdidos no período. A boa notícia é que a situação foi bem melhor em 2025. O estado registrou queda de 40% em relação ao ano anterior, a maior entre todas as unidades da federação.
  16. Banco Central aponta R$ 10,6 bilhões em 'dinheiro esquecido' em bancos Os brasileiros ainda podem recuperar o dinheiro que estiver esquecido nos bancos, embora parte desses recursos já tenha sido transferida para uso no Desenrola 2.0 — programa do governo para reduzir o endividamento. O Ministério da Fazenda informou ao g1 que R$ 5,7 bilhões já foram tranferidos ao fundo público, o Fundo de Garantia de Operações (FGO), que vai garantir a renegociação das dívidas. Em março, segundo o último balanço divulgado pelo Banco Central, R$ 10,6 bilhões tinham sido deixados nos bancos. Com base nesses números, os clientes ainda poderão resgatar R$ 4,9 bilhões. Do total esquecido, ainda de acordo com as informações mais recentes, R$ 8,13 bilhões são recursos de 45,3 milhões de pessoas físicas e R$ 2,43 bilhões de pouco mais de 5 milhões de empresas. O pedido de recuperação do dinheiro precisa ser feito no site do Banco Central (veja mais abaixo). No começo deste mês, o governo informou que usaria de R$ 5 bilhões a R$ 8 bilhões em recursos esquecidos para viabilizar o Desenrola 2.0 – novo programa de renegociação de dívidas. De acordo com o Ministério da Fazenda, R$ 5,7 bilhões já foram transferidos para o FGO com o objetivo de oferecer garantias às instituições financeiras, disponibilizando o dinheiro para cobrir eventual calote de quem renegociar contratos. Considerando o balanço de março divulgado pelo Banco Central, restam quase R$ 5 bilhões no sistema da autoridade monetária. ➡️O governo também informou que será lançado um edital de chamamento público para os correntistas que ainda desejarem buscar os recursos transferidos ao fundo público do Desenrola 2.0. ➡️Assim que publicado, o edital irá prever um prazo de 30 dias corridos para que os clientes dos bancos possam constestar a transferência do dinheiro. Decorrido esse prazo, os valores transferidos que não forem contestados serão incorporados de forma definitiva ao FGO. "Os cidadãos não precisam aguardar a publicação do edital para continuar consultando e solicitando valores disponíveis no Sistema de Valores a Receber (SVR) do Banco Central. O edital previsto na Medida Provisória do Programa Desenrola Brasil trará orientações complementares e prazos de saque específicos para a parcela dos recursos do SVR que foi transferida ao Fundo de Garantia de Operações (FGO)", disse o governo. ➡️O Ministério da Fazenda argumenta que esses recursos, que hoje estão nas tesourarias das instituições financeiras, "passarão a gerar benefícios para todo o sistema financeiro, em especial para as famílias que renegociarem suas dívidas" dentro do Desenrola 2.0. Como consultar o dinheiro esquecido O único site no qual é possível fazer a consulta e saber como solicitar a devolução dos valores para pessoas jurídicas ou físicas, incluindo falecidas, é o https://valoresareceber.bcb.gov.br. 🔑Via sistema do Banco Central, os valores só serão liberados para aqueles que fornecerem uma chave PIX para a devolução. 📞Caso não tenha uma chave cadastrada, é preciso entrar em contato com a instituição para combinar a forma de recebimento. Outra opção é criar uma chave e retornar ao sistema para fazer a solicitação. 💰No caso de valores a receber de pessoas falecidas, é preciso ser herdeiro, testamentário, inventariante ou representante legal para consultá-los. Também é necessário preencher um termo de responsabilidade. Após a consulta, é preciso entrar em contato com as instituições nas quais há valores a receber e verificar os procedimentos. Pedido automático Desde maio do ano passado, o BC informou que é possível habilitar uma solicitação automática de resgate de valores a receber. A novidade, segundo a instituição, é que a adesão ao novo serviço é facultativa. "O propósito é facilitar ainda mais a vida do cidadão, que não precisará consultar o sistema periodicamente nem registrar manualmente a solicitação de cada valor que existe em seu nome", informou o Banco Central, na ocasião. Entenda Para habilitar, é necessário acessar o SVR com uma conta gov.br de nível prata ou ouro e verificação em duas etapas ativadas. A solicitação automática é exclusiva para pessoas físicas e está disponível apenas para quem possui chave PIX do tipo CPF. Quem ainda não possui essa chave, deve cadastrá-la junto à sua instituição financeira. O cidadão não receberá aviso do Banco Central quando algum valor for devolvido. O crédito será feito diretamente pela instituição financeira na conta do cidadão. As instituições financeiras que não aderiram ao termo de devolução via PIX continuarão exigindo solicitação manual. Isso também se aplica a valores oriundos de contas conjuntas. 🚨Atenção: o governo não entra em contato solicitando dados pessoais ou informações extras para a devolução dos recursos por mensagem ou ligação telefônica. Fique atento e se proteja de golpes. Ferramenta de segurança Em fevereiro, o Banco Central mudou a verificação de segurança do Sistema Valores a Receber para evitar fraudes. 📱O acesso continua a ser feito com a conta "gov.br", nível prata ou ouro. Mas o aplicativo passou a exigir duas etapas de verificação de segurança. 📲Quem não tem o gov.br no celular, precisa primeiro baixar o aplicativo. Depois, é necessário preencher as informações e fazer a validação facial para liberar as duas etapas. 🗝O acesso ao sistema de valores é com o CPF e a senha. Em seguida, o sistema vai pedir um código de acesso que precisa ser gerado no aplicativo.

  17. Funcionária da Latam ameaça tirar brasileiros de voo na Alemanha e aciona a polícia A passageira que foi escoltada por policiais durante uma discussão sobre assentos em um voo entre Frankfurt, na Alemanha, e Guarulhos, em São Paulo, recebeu um reembolso da Latam e uma ligação da companhia aérea nesta terça-feira (26), mas disse que a restituição do valor não resolve os transtornos vividos durante a viagem. "Desculpa, não vai funcionar neste momento. O valor do assento eles devolveram imediatamente, mas isso não apaga tudo o que aconteceu", afirmou a técnica projetista Pâmela Baldan, de Vitória. A passageira capixaba e o marido, o engenheiro mecânico Geovany Baldan, haviam comprado um assento com mais espaço, mas ela teve o assento alterado e viajou em uma poltrona sem o benefício adquirido. Ao g1, a Latam informou que, após o episódio, a companhia identificou que os assentos dos clientes em questão foram alterados automaticamente ainda em 2025 para lugares separados entre si, uma vez que suas reservas foram realizadas separadamente. A Latam disse ainda que lamenta o desconforto vivenciado pelos clientes. (Leia mais abaixo) 📲 Clique aqui para seguir o canal do g1 ES no WhatsApp Segundo Pâmela, no contato por telefone após a repercussão do caso, a companhia aérea pediu que ela relatasse novamente toda a situação vivida na aeronave e informou que o caso será encaminhado para análise da diretoria. A passageira disse ainda que a Latam perguntou se ela aceitaria uma negociação. "Eu disse que ouviria o que eles têm para dizer, mas dificilmente vou aceitar"', afirmou Pâmela. Ao g1, ela disse que pretende registrar reclamações em órgãos de defesa do consumidor e na Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC). Casal teve assentos trocados A confusão aconteceu na noite do último sábado (23) no voo LA 8071, quando o casal de brasileiros, que havia comprado um assento com espaço extra, recebeu no cartão de embarque um outro lugar sem o benefício adquirido. Segundo Pâmela, ela e o marido relataram a divergência para os comissários ao entrar no avião, e foram informados que poderiam seguir para o assento comprado. Eles, então, se dirigiram para os assentos com mais espaço. Entretanto, ainda de acordo com a passageira, logo depois outra passageira se apresentou dizendo que também havia comprado um dos assentos onde o casal estava. Era a poltrona 13 K, onde Pâmela estava sentada. Então, eles foram abordados por uma outra funcionária da Latam, que pediu que Pâmela fosse para uma poltrona comum. A passageira diz que apresentou novamente os comprovantes da compra dos assentos com espaço extra, mas que a funcionária da companhia aérea manteve a orientação para que ela deixasse o assento e chamou a polícia. "Eles me trataram como louca. Eu mostrava os comprovantes e ninguém queria ouvir", relembrou a passageira. LEIA TAMBÉM: Voo atrasado ou cancelado: veja quais são os direitos dos passageiros Dentista influencer é indiciada pela PC por lesão corporal após pacientes ficarem deformadas Cidade do ES enfrenta infestação de escorpiões e captura 150 animais em uma semana Suplente de vereador morto no dia da eleição foi vítima de vingança de facção 'A polícia vai tirar a senhora' Em vídeo feito por Pâmela durante a confusão, é possível escutar a funcionária da Latam dizendo que a passageira seria retirada do avião pela polícia. "A polícia vai tirar a senhora de bordo, mas eu gostaria que a senhora saísse na paz, sem discussão, porque a senhora está atrasando a vida de todas essas pessoas que estão aqui". O marido de Pâmela tentou conversar com a funcionária e explicar que eles haviam comprado aqueles assentos em que estavam sentados, mas a colaboradora da Latam argumentou que eles deveriam ter solucionado o problema antes de sentarem. "Isso é uma coisa que tem que resolver lá na frente. Por favor, peço a gentileza. Olha, a polícia vai entrar. Nós estamos na Alemanha, aqui as coisas são diferentes", afirmou a funcionária. Geovany e Pâmela Baldan tentavam retornar ao Espírito Santo após confusão em voo na Alemanha Reprodução Ligação da companhia aérea e pedido de desculpas Dois dias após o episódio ocorrido no voo, Pâmela recebeu uma ligação da companhia aérea com um pedido de desculpas e o reembolso do valor pago pelos assentos com espaço extra. Contudo, ela critica a forma como a situação foi conduzida no momento do impasse dentro do avião. Segundo ela, tanto funcionários de bordo quanto funcionários de solo ignoraram os comprovantes que mostravam a compra dos assentos. A capixaba também destacou que todos os funcionários que falaram com ela também eram brasileiros. "Ninguém da tripulação veio em nosso favor. Nem os funcionários de bordo, nem os funcionários de solo. Todos foram contra. Todos", afirmou. A capixaba disse que o pior da situação foi sentir que estava sendo tratada como se não tivesse comprovação de que comprou assentos com espaço extra. Separada do marido por 12 horas após viagem de férias à Alemanha Geovany Baldan e Pâmela Baldan em viagem pela Europa. Casal mora no Espírito Santo e tiveram problemas com voo da Latan da Alemanha para o Brasil Arquivo Pessoal Segundo Pâmela, outro ponto que a deixou chateada foi a separação do casal durante toda a viagem de retorno ao Brasil. Ela e o marido haviam planejado as férias na Europa com antecedência e viajavam juntos pela primeira vez para a Alemanha. "Foram 12 horas de voo. Eu fiquei longe do meu marido e totalmente abalada com tudo o que tinha acontecido. Você já está voltando de uma viagem longa, cansada. E aí passa o voo inteiro tensionada por causa daquilo. Eu pedia a Deus para tirar aquela situação da minha cabeça, mas o filme passava o tempo todo", relembrou. Pâmela também relatou que acabou acomodada entre dois passageiros, em um assento diferente daquele que havia comprado originalmente, e que fez uma viagem desconfortável. O que diz a Latam Ao g1, a Latam informou que, após o episódio, a companhia identificou que os assentos dos clientes em questão foram alterados automaticamente ainda em 2025 para lugares separados entre si, uma vez que suas reservas foram realizadas separadamente. A Latam disse ainda que lamenta o desconforto vivenciado pelos clientes e está em contato com eles. "A companhia esclarece e reforça que não é possível realizar novas alterações de assentos já a bordo. Os procedimentos realizados pelos colaboradores da Latam visam garantir segurança, eficiência e celeridade da operação de voo", explicou a nota. Questionada, a companhia não informou por que a passageira teve que viajar em um assento sem espaço extra, conforme havia adquirido no momento da compra da passagem. A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) não estabelece uma regra geral que impeça trocas de assento após o embarque. Na prática, mudanças podem ocorrer mediante autorização da tripulação e conforme os procedimentos operacionais da companhia aérea. Especialista aponta possível dano moral A reportagem conversou a advogada civilista Kelly Andrade para entender quais são os direitos dos passageiros em situações como a relatada por Pâmela Baldan. Segundo a especialista, quando o consumidor paga por um assento específico, especialmente os comercializados como espaço extra, o serviço passa a fazer parte do contrato firmado com a companhia aérea. "A partir do momento em que o passageiro paga por aquele assento, ele deixa de ter uma mera expectativa. Aquilo passa a integrar o contrato", explicou. De acordo com a advogada, mudanças de assento normalmente precisam estar associadas a razões operacionais, técnicas ou de segurança. Caso contrário, a situação pode configurar falha na prestação de serviço, passível de reparação ao consumidor. Para Kelly, o aspecto mais grave do caso não é apenas a troca da poltrona, mas a forma como os passageiros teriam sido tratados. "O ponto mais grave é o constrangimento. Houve exposição diante dos demais passageiros e acionamento da polícia em uma situação que, aparentemente, poderia ter sido resolvida de outra forma", afirmou. A especialista acrescenta que consumidores que passam por situações semelhantes devem guardar comprovantes, cartões de embarque, fotos, vídeos e demais registros da ocorrência. Ela também orienta que sejam feitas reclamações junto à companhia aérea, à Anac e ao Consumidor.gov.br. "Dependendo do caso, o passageiro pode buscar ressarcimento por prejuízos materiais e também indenização por danos morais", concluiu. Vídeos: tudo sobre o Espírito Santo Veja o plantão de últimas notícias do g1 Espírito Santo

  18. Pessoas LGBTQIA+ no Brasil enfrentam índices mais altos de desemprego, de inatividade e de trabalho informal do que a população em geral, de acordo com estudo do Banco Mundial. A pesquisa traduziu em números a desvantagem encarada pelos LGBTQIA+ e mediu quanto custa essa exclusão do mercado de trabalho. 📱 Clique aqui para seguir o canal do g1 no WhatsApp A taxa de desemprego entre LGBTQIA+ é de 15,2%, ante 7,7% da população em geral. A inatividade chega a 37,4% contra 33,4%. E, entre os LGBTQIA+, 46% trabalham na informalidade, ante 40% da população em geral. Os dados específicos são da pesquisa do Banco Mundial e os gerais, da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) de 2024. "A pesquisa mostra que esta é uma agenda de desenvolvimento econômico fundamental para o país. Quando o preconceito ganha, toda a sociedade perde. Por isso, um dos maiores méritos do estudo é demonstrar como este é assunto de interesse de todas as pessoas", analisa Ricardo Sales, presidente do Instituto Mais Diversidade, que atua com inclusão econômica de pessoas LGBTQIA+ . Os pesquisadores entrevistaram 11.231 pessoas ao longo de três meses, em todas as regiões do Brasil. Os resultados mostram que essa exclusão causa uma perda econômica anual de R$ 94,4 bilhões para o país, valor que representa 0,8% do PIB. Exclusão de pessoas LGBTQIA+ representa 0,8% do PIB anual do Brasil Arte / g1 Trabalho informal vira saída A preocupação com a cultura da empresa e com a segurança psicológica são motivos para que 7 em cada 10 profissionais LGBTQIA+ deixem de se candidatar a vagas e considerem desistir de oportunidades de trabalho, de acordo com o estudo do Banco Mundial. Agora no g1 No caso da administradora Isabela (nome fictício), o entrave na hora de se candidatar aparece no processo seletivo. Usando o LinkedIn como ferramenta principal para encontrar vagas, ela conta que frequentemente avança nas etapas, mas é desclassificada na hora da entrevista presencial, quando os recrutadores notam que ela é uma mulher trans. "Sempre fui uma profissional de alta performance e, no processo seletivo, não me perguntaram se eu era transgênero. Quando eu fui presencialmente para conversar com a gestora da vaga, eles falaram que eram uma empresa tradicional e que não estavam preparados para receber alguém como eu", relata Isabela, sobre um episódio vivenciado no início desse ano . Isabela está desempregada há dois anos. As negativas dos empregadores contrastam com uma carreira bem-sucedida e construída dentro de grandes empresas. Atualmente com 41 anos, ela iniciou a transição de gênero aos 28 anos, enquanto trabalhava em um grande banco no qual permaneceu por 12 anos, até 2020. A saída da empresa foi escolha de Isabela, que, buscando novos cargos e melhores salários, passou por outras duas companhias que tinham políticas de diversidade e inclusão, até ser demitida de uma farmacêutica. Os dados do estudo indicam que a discriminação nas fases de recrutamento e contratação gira principalmente em torno da expressão de gênero, cor da pele e o quanto a pessoa LGBTQIA+ se enquadra nas normas de gênero "tradicionais". Ciente do preconceito, Isabela só informa que é uma mulher trans nos formulários de inscrição quando há uma pergunta sobre identidade de gênero. Caso contrário, prefere omitir a informação, mas também diz que nunca mentiu e nunca tentou se passar por uma mulher cisgênero. "Quando não há a obrigatoriedade de responder, eu prefiro não responder para [minha identidade] não ser colocada contra mim mesma", explica. Nesse contexto, a economia informal surge como ferramenta para "burlar o sistema" na tentativa de obter autonomia e escapar de preconceitos. Enquanto 40% da população geral depende do trabalho informal, essa porcentagem é de 46% entre o público LGBTQIA+. O trabalho autônomo é a realidade de 25% dos brasileiros e de 30% dos brasileiros LGBTQIA+. "A escolha de mensurar o impacto da discriminação a partir de uma perspectiva econômica funciona como uma estratégia a mais, além da discussão dos direitos humanos. O que o argumento do custo econômico adiciona é que a violência sofrida por pessoas LGBTI+ não é prejudicial só para essa população, mas para o país como um todo", aponta Lucas Bulgarelli, diretor do Instituto Matizes, organização LGBTQIA+ de pesquisa. Pessoas LGBTQIA+ procuram a informalidade ou o trabalho autônomo para não sofrer com preconceito Arte / g1 Discriminação no ambiente de trabalho A pesquisa do Banco Mundial constatou que, quando pessoas LGBTQIA+ são contratadas, muitas descrevem conviver com o questionamento rotineiro da competência de travestis e mulheres trans, o "ocultamento estratégico" entre homens bissexuais e a sexualização de interações cotidianas. Por isso, muitos escondem suas identidades, o que aumenta seu estresse e prejudica sua produtividade. Além disso, 72,7% dos entrevistados disseram já ter sofrido preconceito no local de trabalho, e 64% relataram eventos repetidos de discriminação, o que teve consequências negativas para seu desempenho e permanência na empresa. Sete em cada 10 pessoas LGBTQIA+ deixam de se candidatar a vagas preocupados com segurança psicológica Arte / g1 Essa exclusão no local de trabalho ocorre de forma contínua e vai de demissões injustificadas, assédio e agressão — até práticas mais sutis, como pressão para que a pessoa se adapte às normas de gênero, aceitação baseada no ocultamento da identidade LGBTQIA+, perguntas invasivas a respeito das vidas de pessoas trans e normalização da autocensura por motivos de segurança. Em conjunto, essas dinâmicas geram sofrimento psicossocial persistente, incluindo exaustão, ansiedade, trauma e burnout, todos associados à exposição prolongada à hostilidade no ambiente de trabalho e à necessidade constante de comprovar sua competência profissional. 72,7% dos entrevistados disseram já ter sofrido preconceito no local de trabalho Pegatroco/Divulgação

  19. PF apura relação entre Cláudio Castro e Daniel Vorcaro A investigação da Polícia Federal aponta uma "elevada coincidência temporal" entre encontros do então governador Cláudio Castro (PL) com o banqueiro Daniel Vorcaro e a liberação de aportes bilionários do Rioprevidência no Banco Master. A decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, que autorizou a nova fase da Operação Compliance Zero, afirma que os investigadores identificaram “sincronismo entre encontros mantidos entre ambos e os aportes financeiros subsequentes do RPPS”. Segundo a PF, a relação entre Castro e Vorcaro “não se limitou a contatos institucionais”, mas envolveu “vínculo pessoal estreito”, com encontros frequentes, inclusive “em ambientes privados e no exterior”, custeados pelo banqueiro. Os investigadores sustentam que esse relacionamento teria garantido o “alinhamento político necessário” para liberar os aportes e influenciado mudanças internas no Rioprevidência. ℹ️O Rioprevidência é o fundo responsável pelo pagamento das aposentadorias e pensões dos servidores estaduais do Rio de Janeiro e administra uma das maiores estruturas previdenciárias do país. Atualmente, o sistema atende cerca de 237 mil aposentados e pensionistas civis e militares do estado. A PF aponta que a cúpula do fundo foi alterada pouco antes do início das operações financeiras investigadas. Segundo a decisão, houve a nomeação estratégica de dirigentes para cargos-chave, como presidência, diretoria e gerência de investimentos. De acordo com o documento, os novos gestores passaram a adotar decisões contrárias à política conservadora que vigorava até então no Rioprevidência. A investigação cita: credenciamento acelerado do Banco Master; ausência de análises técnicas estruturadas; falta de comparação com alternativas do mercado; avaliações de risco consideradas insuficientes; e continuidade dos aportes mesmo após alertas de órgãos de controle. Credenciamento um dia após troca de diretor A decisão também descreve uma sequência considerada relevante pela PF: o então diretor de investimentos do Rioprevidência, Eucherio Lerner Rodrigues, assumiu o cargo em 4 de outubro de 2023. No mesmo dia, o Banco Master pediu credenciamento junto ao fundo. Segundo os investigadores, a partir dali começaram os investimentos que hoje são alvo da operação. A PF calcula que o Rioprevidência destinou R$ 3,69 bilhões ao Banco Master, somando aplicações em Letras Financeiras e fundos ligados ao grupo financeiro. O documento afirma que parte dos investimentos ocorreu depois que surgiram obstáculos regulatórios para manter os aportes nas Letras Financeiras. A investigação sustenta que os recursos então migraram para fundos estruturados ligados ao banco, em uma tentativa de contornar restrições regulatórias. Para o ministro André Mendonça, há “elevada probabilidade” de que os investigados integrem “um amplo, estável e bem estruturado esquema de corrupção e lavagem de dinheiro criado para o desvio de uma cifra bilionária do Rioprevidência”. 🟩O g1 Rio está no GloboPop, o novo aplicativo de vídeos curtos verticais da Globo, disponível gratuitamente no seu celular. Lá no app, você pode seguir o palco do g1 Rio para não perder nenhum detalhe. Baixe o GloboPop. Cláudio Castro e Daniel Vorcaro Reprodução

  20. Corpus Christi é feriado? Veja em quais capitais haverá folga Para o trabalhador que está precisando de um descanso prolongado, um possível feriadão pode estar chegando: o Corpus Christi, celebrado em 4 de junho. A data é considerada ponto facultativo nacional, ou seja, estados e municípios podem decretá-la como feriado religioso, desde que haja regulamentação local — o que pode permitir a emenda e prolongar o descanso. (veja em quais capitais a data garante folga) 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 A celebração católica cai em uma quinta-feira e pode render até quatro dias seguidos de descanso para quem conseguir folga na sexta-feira (5) — de quinta a domingo, no caso de trabalhadores que não atuam aos fins de semana. Veja como fica o calendário: 4 de junho: Corpus Christi (ponto facultativo); 5 de junho: ponto facultativo; 6 de junho (sábado): folga para quem não trabalha aos fins de semana; 7 de junho (domingo): folga para quem não trabalha aos fins de semana. Nas cidades onde Corpus Christi é considerado feriado, a regra geral é a dispensa do trabalho. Ainda assim, a legislação permite o funcionamento de atividades em setores considerados essenciais. (confira quais abaixo) ⚠️ Mas atenção: quem for escalado para trabalhar na data tem direitos assegurados, como remuneração em dobro ou um dia de folga compensatória. Oficina forma novos voluntários para confecção dos tradicionais tapetes de Corpus Christi em Castelo, no Espírito Santo Reprodução/ TV Gazeta A possibilidade de “emendar” o feriado não é automática e depende das regras de cada empresa, no caso da iniciativa privada, além de decisões dos governos municipais, estaduais e federal para os servidores públicos. 🏢 EMPRESAS PRIVADAS Segundo a advogada trabalhista Vanessa Carvalho, não há, na legislação, obrigatoriedade de o empregador conceder a chamada "emenda de feriado" aos seus empregados. "No entanto, é possível — e bastante comum — que o tema seja objeto de negociação entre as partes, empregadores e empregados", completa a especialista. Uma alternativa para o empregador é pedir a compensação do dia da emenda por meio de banco de horas, trabalho em um sábado ou acréscimo de até duas horas na jornada diária durante a semana. Há também empresas que concedem a folga na emenda do feriado de forma espontânea. Nesses casos, não é permitido descontar o dia não trabalhado nem exigir compensação posterior. 🏛️ FUNCIONÁRIOS PÚBLICOS Para os servidores federais, a segunda-feira (20) será ponto facultativo, conforme o calendário divulgado pelo governo no fim do ano passado. Para servidores municipais e estaduais, a adoção do ponto facultativo depende de decisão de cada governo local. Em São Paulo, por exemplo, a prefeitura determinou a suspensão do expediente, com compensação posterior das horas não trabalhadas. Nesses casos, servidores, estagiários e residentes deverão repor as horas entre janeiro e setembro de 2026. A administração municipal também pode instituir plantões, se necessário. ➡️ Vale lembrar que os serviços essenciais continuam funcionando normalmente, sem alteração na jornada de trabalho. O g1 conversou com especialistas em direito trabalhista para explicar como funcionam as regras. Abaixo, você vai descobrir: 🤔 Meu chefe pode me obrigar a trabalhar durante o feriado? ⚖️ Quais são os meus direitos? 💰 Remuneração em dobro ou folga? Quem define? ❌ Faltei ao trabalho, apesar de ter sido escalado. Posso ser demitido por justa causa? ⚠️ As regras são diferentes para empregado fixo e temporário? ✍🏼 Como funciona no caso do trabalhador intermitente? 📆 Quais são os próximos feriados de 2026? Quais são os próximos feriados de 2026? (Spoiler: restam seis) 1. Meu chefe pode me obrigar a trabalhar durante o feriado? Sim. Apesar de o artigo 70 da CLT proibir atividades profissionais durante feriados nacionais, a legislação abre exceções para serviços considerados essenciais, como setores da indústria, comércio, transportes, comunicações, serviços funerários e atividades ligadas à segurança, entre outros. Além disso, o empregador pode solicitar que o funcionário trabalhe durante o feriado quando houver uma Convenção Coletiva de Trabalho — acordo previamente firmado entre empregadores e sindicatos. 2. Quais são os meus direitos? Para quem trabalha no feriado, a legislação garante o pagamento em dobro ou a compensação com folga em outro dia. "Se houver banco de horas, também é possível lançar essas horas trabalhadas, nos termos do acordo individual ou coletivo", explica Ana Gabriela Burlamaqui, advogada trabalhista e sócia do AC Burlamaqui Consultores. 3. Remuneração em dobro ou folga? Quem define? A definição do tipo de compensação — pagamento em dobro ou concessão de folga compensatória — geralmente é determinada em acordo firmado entre empregador e sindicato. Na ausência da Convenção Coletiva de Trabalho, a decisão pode ser negociada entre empregador e funcionário. No entanto, é importante que as duas partes estejam de acordo e que a compensação escolhida esteja em conformidade com a legislação. "O empregador não pode decidir de forma unilateral. Se houver um acordo ou convenção coletiva prevendo a compensação por folga, essa regra prevalece; caso não exista, o pagamento em dobro pelo trabalho no feriado é obrigatório", afirma Elisa Alonso, advogada trabalhista e sócia do RCA Advogados. 4. Faltei ao trabalho, apesar de ter sido escalado. Posso ser demitido por justa causa? Depende. A ausência pode ser caracterizada como insubordinação — ou seja, desobediência a um superior hierárquico. "Mas a dispensa por justa causa, em geral, não decorre de um fato isolado, mas de um comportamento faltoso de forma reiterada", afirma Ana Gabriela Burlamaqui, advogada trabalhista. Assim, a demissão por justa causa geralmente resulta de um processo que inclui advertências formais e tentativas de correção de comportamento. Em caso de expediente normal, o empregado poderá sofrer outras penalidades administrativas como o desconto do dia não trabalhado, que será considerado falta injustificada. "A falta injustificada deve ser repreendida, no entanto, para fins de justa causa necessário que outros sejam analisados, como a recorrência da conduta, o impacto causado à empresa e a função desempenhada pelo empregado, por exemplo", completa a advogada trabalhista Elisa Alonso. 5. As regras são diferentes para empregado fixo e temporário? As regras básicas sobre trabalho em feriados aplicam-se tanto a empregados fixos quanto temporários, incluindo o direito ao pagamento em dobro ou folga compensatória. No entanto, trabalhadores contratados em regime temporário podem ter condições específicas previstas em contrato. 6. Como funciona no caso do trabalhador intermitente? Para o trabalhador contratado em regime de trabalho intermitente — previsão legal incluída na CLT pela Reforma Trabalhista de 2017 —, o pagamento pelos dias trabalhados em feriados deve ser acordado no momento da contratação. O contrato deve especificar o valor da hora trabalhada, que já precisa considerar os adicionais devidos por trabalho em feriados ou por horas extras. Dessa forma, o trabalhador intermitente recebe exatamente o valor previamente combinado para os dias efetivamente trabalhados, incluindo feriados, explica o advogado Luís Nicoli. 7. Quais são os próximos feriados de 2026? Ao todo, 2026 terá 10 feriados nacionais, sendo que 9 cairão em dias úteis. Este é um dos calendários mais favoráveis dos últimos anos para quem deseja planejar folgas prolongadas ao longo do ano. Depois de Corpus Christi, que é ponto facultativo nacional, os próximos feriados são 7 de setembro (Independência do Brasil) e 12 de outubro (Nossa Senhora Aparecida). Ambos caem em uma segunda-feira e podem render um descanso prolongado para quem folga aos fins de semana. Veja abaixo os próximos feriados nacionais e os dias da semana em que caem: 7 de setembro, Independência do Brasil (segunda-feira) 12 de outubro, Nossa Senhora Aparecida (segunda-feira) 2 de novembro, Finados (segunda-feira) 15 de novembro, Proclamação da República (domingo) 20 de novembro, Dia da Consciência Negra (sexta-feira) 25 de dezembro, Natal (sexta-feira) Confira também os próximos pontos facultativos, que podem render folgas em alguns casos: 4 de junho, Corpus Christi (quinta-feira) 5 de junho (sexta-feira) 28 de outubro, Dia do Servidor Público (quarta-feira) 24 de dezembro, véspera de Natal (após 13h) (quinta-feira) 31 de dezembro, véspera de Ano Novo (após 13h) (quinta-feira) O g1 preparou um calendário com todos os pontos facultativos e feriados nacionais de 2026. Confira: Calendário 2026 g1 LEIA TAMBÉM As melhores datas para tirar férias em 2026: veja como emendar feriados e ganhar até seis dias de descanso Feriados de 2026: quase todos caem em dias úteis e viram folga prolongada; veja como aproveitar Feriados de 2026: quase todos caem em dias úteis e viram folga prolongada

  21. Ônibus estacionados em um pátio na Região Metropolitana de Porto Alegre Transcal/ Divulgação As tarifas do transporte coletivo intermunicipal na Região Metropolitana de Porto Alegre vão subir a partir do dia 2 de junho. O reajuste será de 7,32%, conforme informou a Metroplan, responsável pelo sistema. 📲 Acesse o canal do g1 RS no WhatsApp O aumento também atinge outras regiões do estado, com percentuais distintos: Na Aglomeração Urbana do Litoral Norte, a correção será de 7,79%; Na Aglomeração Urbana do Sul, as empresas Expresso Embaixador e Harms terão alta de 8,77%, enquanto a Santa Silvana aplicará reajuste de 7,47%; Na Região Metropolitana da Serra Gaúcha, o índice definido é de 8,76%. Agora no g1 A Metroplan não divulgou os valores exatos atualizados das passagens com o reajuste. Os novos preços devem variar de acordo com cada linha e município atendido. De acordo com o órgão, os novos valores levam em conta o reposicionamento tarifário previsto para 2026. O cálculo inclui a variação acumulada, ao longo de 12 meses até março deste ano, dos custos operacionais do sistema, além dos efeitos da reoneração da folha de pagamentos prevista em lei federal. Também foram considerados atrasos na aplicação desses percentuais nos anos de 2025 e 2026. VÍDEOS: Tudo sobre o RS

  22. Três técnicos de enfermagem suspeitos de matarem pacientes internados na UTI do Hospital Anchieta TV Globo/Reprodução As audiências de instrução e julgamento de três técnicos de enfermagem acusados de envolvimento na morte de pacientes internados na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Anchieta começam nesta quarta-feira (27), no Tribunal do Júri de Taguatinga. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 DF no WhatsApp. As sessões serão realizadas nos dias 27 e 29 de maio e 1º de junho, às 14h. Serão julgados Amanda Rodrigues de Sousa, Marcela Camilly Alves da Silva e Marcos Vinicius Silva Barbosa de Araújo. De acordo com a programação, serão ouvidas as testemunhas indicadas pelas partes. Ao final dos depoimentos, poderá ocorrer o interrogatório dos réus. O processo tramita em segredo de Justiça. Por isso, segundo o Tribunal de Justiça, a presença da imprensa não será permitida durante as audiências. Os depoimentos serão acompanhados apenas pelas partes envolvidas no caso e por interessados previamente cadastrados no processo, como assistentes de acusação. Polícia indicia três técnicos de enfermagem pelas mortes de pacientes na UTI do hospital Anchieta Relembre o caso O caso que levou os três técnicos de enfermagem ao Tribunal do Júri de Taguatinga teve início após a morte de pacientes internados na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Anchieta. As investigações começaram depois que suspeitas sobre as circunstâncias dos óbitos chegaram às autoridades. A partir disso, foi instaurado inquérito para apurar se havia irregularidades na conduta de profissionais de saúde durante o atendimento aos pacientes. Com o avanço da apuração, o Ministério Público denunciou os técnicos, apontando indícios de participação deles nas mortes. Segundo informações do processo, os casos ocorreram enquanto os pacientes estavam internados na UTI, um ambiente de cuidados intensivos onde são atendidas pessoas em estado grave. A investigação buscou esclarecer se as mortes decorreram de causas naturais ou se houve ação ou omissão criminosa. Após a fase de investigação e análise das provas, a Justiça decidiu levar o caso a julgamento pelo Tribunal do Júri, responsável por crimes dolosos contra a vida. Em março, o Tribunal do Júri decretou as prisões preventivas de Marcos, Amanda e Marcela. Com isso, os três seguem detidos por tempo indeterminado. LEIA TAMBÉM: SOBRADINHO: Moradores são multados após pintar rua para a Copa em condomínio STF: Distrito Federal e União avançam em acordo para viabilizar socorro bilionário ao BRB Leia mais notícias sobre a região no g1 DF.

  23. A comissão especial que discute a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da redução da jornada de trabalho deve votar nesta quarta-feira (27) o parecer do relator, deputado Leo Prates (Republicanos-BA). O deputado apresentou seu relatório na última segunda-feira (25) estabelecendo a redução da jornada de 44 para 40 horas semanais. O texto fixa uma transição de até 14 meses, com queda de duas horas nos primeiros dois meses após a promulgação da PEC (leia mais abaixo). Escala 6x1: texto prevê transição em etapas, mas pedido de vista adia votação A proposta poderia ter sido votada já na segunda, mas o deputado Maurício Marcon (PL-SP) pediu vista e adiou a análise. Se aprovado na comissão, o parecer segue para o plenário, onde precisará do apoio de, no mínimo, 308 parlamentares em dois turnos de votação. O regimento estabelece um intervalo de cinco sessões do plenário para votação entre um turno e outro, mas os parlamentares costumam aprovar um requerimento que dispensa esse período. A tramitação célere da PEC contou com o apoio do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), que marcou sessões extras na Casa para vencer o prazo para apresentação de emendas na comissão. A comissão especial discutiu duas PEC’s, uma de autoria do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG) e outra de autoria da deputada Erika Hilton (PSOL-SP). Ambas previam a redução para a jornada para 36 horas, mas o acordo final ficou em 40 horas, com duas folgas semanais, uma delas preferencialmente aos domingos. O que diz o texto A proposta altera a parte da Constituição que trata sobre os Direitos e Garantias Fundamentais e deixa expresso que a “duração do trabalho normal” não será superior a oito horas diárias e quarenta horas semanais. O artigo prevê exceções ao permitir compensações de horários e a redução da jornada conforme acordo ou convenção coletiva de trabalho. Conforme a proposta, a redução das quatro horas na jornada de trabalho será concretizada em duas etapas: as primeiras duas horas em até dois meses após a promulgação da PEC; as quatro horas em até 12 meses após a redução das primeiras duas horas. O fim da escala 6x1, com garantia de ao menos duas folgas semanais, preferencialmente aos domingos, entrará em vigor 60 dias após a promulgação do texto. O período de transição foi o principal ponto de discussão da PEC nas últimas semanas. Empresários e confederações de empregadores pediam um tempo para se adequar à medida. Fim da escala 6x1: por que empresários resistem à redução da jornada de trabalho? Tânia Rêgo/Agência Brasil O governo a princípio se colocou contra a transição, mas chegou a um acordo para permitir a implantação gradativa da redução da jornada. O relator fixou que, decorridos 60 dias da promulgação, todas as convenções e acordos coletivos que forem incompatíveis com as novas jornadas perdem a validade automaticamente. Esse ponto servirá como uma trava para obrigar sindicatos e empresas a sentarem na mesa de negociação. A PEC inscreve na Constituição a exigência de duas folgas remuneradas por semana, uma delas, de preferência, aos domingos e determina que deve ser “garantido o gozo de pelo menos um dos dias dentro do período máximo de uma semana de trabalho”. Teto Ficarão fora das novas regras estabelecidas pela PEC os trabalhadores com diploma de nível superior e que ganham a partir de duas vezes e meia o teto do INSS — cerca de R$ 21,1mil atualmente. Para estes profissionais, não serão aplicadas as regras de jornada e controle de ponto. A exclusão se deu sob o argumento de combater a "pejotização" e dar liberdade a profissionais de alta renda. Na avaliação de economistas, o debate no governo federal e no Congresso Nacional precisa ser acompanhado de discussões sobre ganhos de produtividade que, segundo eles, virão principalmente com o aumento da qualificação dos trabalhadores, inovação e investimentos em melhorias em infraestrutura e logística.

  24. Samuel Levi Rodrigues Saldanha foi preso preventivamente por lesão corporal contra a ex-namorada. Reprodução A dentista Gabriele Pessoa, que denunciou ter sido agredida e mantida em cárcere pelo ex-namorado no dia 19 de maio, em Camocim (CE), contou ter pedido socorro, ter tentado expulsá-lo e até ligado para a mãe do suspeito na tentativa de fazê-lo ir embora, mas o homem só foi embora após atacá-la. "Todas as tentativas de ajuda foram em vão, ele foi embora quando ele quis, tranquilamente", revelou. O homem, identificado como corretor de imóveis Samuel Levi Rodrigues Saldanha, foi capturado pela polícia em Fortaleza, nesta segunda-feira (25). Conforme a vítima, ela estava separada do suspeito há cerca de um mês, após o fim do relacionamento de 2 anos. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Ceará no WhatsApp Na madrugada do dia 19 de maio deste ano, Samuel foi até a casa onde Gabriele estava dormindo, na Praia de Tatajuba. "Acordei com os gritos dele pedindo que eu fosse até a porta, que eu abrisse a porta, que ele queria conversar comigo", contou. A dentista foi agredida e mantida em cárcere privado. Ela relatou que, de imediato, pediu ajuda de outras pessoas que estavam na casa e ligou para a mãe de Samuel, de modo que ela pudesse convencê-lo a ir embora. Mãe e filho chegaram a falar brevemente pelo telefone, mas o homem permaneceu no local. As outras pessoas que estavam na casa presenciaram o ataque, mas não conseguiram impedir o criminoso, pois ele se trancou com a vítima no quarto. As testemunhas chegaram a gravar vídeos com áudios da vítima chorando e pedindo para o suspeito ir embora. Em um dos áudios, é possível ouvir Gabriele pedindo que Samuel vá embora, enquanto outras pessoas batem na porta do quarto. Assista no vídeo abaixo: Dentista agredida e mantida em cárcere privado pelo ex pediu que ele fosse embora "Todas as vezes que eu tentava fugir e correr até a porta para tentar sair dessa situação ele me puxava e me jogava no chão. Bateu minha cabeça contra a parede, dizia que a culpa de tudo o que estava acontecendo era minha, que ele não conseguia viver sem mim, que não havia mais nada a perder, que eu havia acabado com a vida dele", contou a vítima. Ainda de acordo com Gabriele, somente horas depois Samuel saiu da casa, "tranquilamente", deixando a ex-namorada com vários hematomas pelo corpo. Ela não explicou se a Polícia Militar chegou a ser acionada. Conforme a dentista, em alguns momentos o ex-companheiro teria dito que "não tinha nada a perder", o que a fez temer pela própria vida. "Vi minha vida passar diante dos meus olhos. Imaginei que se ele não tinha mais nada a perder ele me mataria ali. Foi desesperador. Eu sentia dor física, emocional. Eu só queria que tudo aquilo terminasse. Todas as tentativas de ajuda foram em vão", relembrou Gabriele Pessoa. Dentista ficou 2h mantida em cárcere pelo ex-namorado em Camocim Não foi a primeira agressão, diz vítima De acordo com Gabriela, esta não foi a primeira vez que ela foi agredida pelo suspeito. "Foram dois anos de relacionamento com recorrentes agressões e quando eu finalmente consegui sair do relacionamento, não satisfeito, ele ainda fez tudo aquilo. Felizmente eu consegui sair com vida", disse a vítima. Gabriele Pessoa denunciou Samuel na Delegacia de Camocim. No decorrer das investigações, a Justiça expediu um mandado de prisão preventiva contra o homem pelo crime de lesão corporal contra a mulher no âmbito de violência doméstica. Samuel Levi foi capturado na capital cearense por agentes da Delegacia de Camocim, com apoio do Núcleo Operacional do Departamento de Polícia Civil do Interior Norte, em cumprimento a ordem judicial. Agora ele está à disposição da Justiça. Dentista Gabriele Pessoa denuncia que foi agredida e ficou 2h mantida em cárcere pelo ex-namorado na cidade de Camocim, no litoral do Ceará. Arquivo pessoal O que diz a defesa do suspeito A defesa de Samuel Levi Saldanha, representada pelo advogado João Saldanha de Brito Júnior, irmão do suspeito, disse em nota ter recebido com “profunda estranheza” a decretação da prisão preventiva. "No dia 22 de maio, o advogado compareceu espontaneamente à Delegacia Municipal de Camocim para apresentar o investigado e informar que ele estava à disposição das autoridades para prestar esclarecimentos. O delegado teria informado que não seria necessário ouvi-lo naquele momento e que um novo horário seria marcado posteriormente", falou a defesa de Samu Levi. Ainda conforme o advogado, apesar das tentativas realizadas, não tiveram acesso aos autos do processo até a realização da audiência de custódia e não foi levada em consideração a situação de saúde do investigado, que um dia antes de ser preso recebeu encaminhamento urgente para atendimento psiquiátrico. "A defesa adotará medidas judiciais para tentar reverter a prisão preventiva e garantir acesso integral ao processo, reafirmando confiança no Poder Judiciário e compromisso com o devido processo legal", diz um trecho da nota. Corretor é preso em Fortaleza por agredir ex-namorada dentista em Camocim Veja a íntegra da nota da defesa de Samuel Levi Saldanha: A defesa de Samuel Levi Rodrigues Saldanha, representada pelo advogado João Saldanha de Brito Júnior (OAB/CE 31.277), divulgou nota à imprensa para esclarecer pontos sobre as investigações relacionadas aos fatos ocorridos no dia 19 de maio de 2026, em uma casa de apoio destinada a profissionais da zona rural, em Camocim. Segundo a defesa, no dia 22 de maio, o advogado compareceu espontaneamente à Delegacia Municipal de Camocim para apresentar o investigado e informar que ele estava à disposição das autoridades para prestar esclarecimentos. Ainda conforme a nota, o delegado teria informado que não seria necessário ouvi-lo naquele momento e que um novo horário seria marcado posteriormente. A defesa afirma ter recebido com “profunda estranheza” a decretação da prisão preventiva de Samuel Levi, ocorrida no dia 25 de maio, mesmo após a demonstração de cooperação com a Justiça. Os advogados também alegam cerceamento de defesa, afirmando que, apesar das tentativas realizadas, não tiveram acesso aos autos do processo até a realização da audiência de custódia. Outro ponto destacado na nota é a situação de saúde do investigado. Conforme a defesa, Samuel Levi recebeu encaminhamento urgente para atendimento psiquiátrico no dia 24 de maio, antes da prisão, o que, segundo os advogados, indicaria a necessidade de tratamento especializado. Por fim, a defesa informou que adotará medidas judiciais para tentar reverter a prisão preventiva e garantir acesso integral ao processo, reafirmando confiança no Poder Judiciário e compromisso com o devido processo legal. Assista aos vídeos mais vistos do Ceará:

  25. Veja resgate de mulher que foi encontrada em penhasco na Serra do Rola-Moça, em MG Ana Cláudia Rodrigues da Silva Souza, de 41 anos, encontrada viva após ser jogada pelo ex em um penhasco na Serra do Rola-Moça, em Belo Horizonte, havia denunciado o homem por perseguição e ameaças dias antes do desaparecimento. Após o resgate da vítima, Silvanildo Amâncio de Araújo, de 52 anos, foi localizado em Várzea da Palma, no Norte de Minas, e preso. Segundo a Polícia Civil, ele confessou ter sequestrado a ex-companheira e jogado a mulher do penhasco. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Minas no WhatsApp O boletim de ocorrência da denúncia feita por Ana foi registrado na noite do dia 20 de maio, às 19h40. Com medo e se sentindo ameaçada, Ana Cláudia pediu uma medida protetiva de urgência. À Polícia Civil, Ana Cláudia contou que teve um relacionamento de 12 anos com Silvanildo Amâncio de Araújo, de 52, e que os dois têm uma filha de 9 anos. Segundo o relato, o homem passou a persegui-la há cerca de quatro meses, após o fim do relacionamento, em fevereiro deste ano. Policiais militares e bombeiros resgataram mulher que ficou mais de 24 horas em penhasco Perseguição no trabalho A vítima afirmou, durante a denúncia, que trabalha como diarista em diferentes bairros da capital mineira e relatou episódios em que o ex-companheiro teria ido até locais onde ela prestava serviço. Em um dos casos, no bairro Mangabeiras, em 20 de abril, ele teria procurado o patrão da mulher dizendo ser marido dela e pedindo para entrar na residência para conversar com Ana Cláudia. Ela também informou que, no dia 8 de maio, Silvanildo foi flagrado por câmeras de segurança rondando outro imóvel onde ela trabalhava, no bairro Castelo. Ainda de acordo com o boletim de ocorrência, no dia em que procurou a delegacia, Ana Cláudia contou que o ex-companheiro buscou a filha na escola e, ao devolvê-la à casa da mãe da vítima, iniciou uma discussão. Depois, segundo a mulher, ligou para o celular da criança e passou a fazer ameaças e insultos. “Cê vai me pagar, cê desgraçou com minha vida, cê me afastou da minha filha”, teria dito o homem, conforme o registro policial. Entenda o caso Ana Cláudia desapareceu na manhã de segunda-feira (25), após avisar familiares que havia encontrado o ex-companheiro enquanto levava a filha para a escola, no bairro Pindorama, na Região Noroeste de Belo Horizonte. Segundo a Polícia Militar, Silvanildo chegou a dizer a parentes que havia sequestrado a mulher e que iria jogá-la de um penhasco na Serra do Rola-Moça. Horas depois, equipes do Corpo de Bombeiros e da Polícia Militar iniciaram buscas na região, com apoio de drones e aeronaves. Ana Cláudia foi encontrada viva na manhã desta terça-feira (26), presa à vegetação de um penhasco em área de difícil acesso. Após o resgate, Silvanildo foi localizado em Várzea da Palma, no Norte de Minas, e preso. Segundo a Polícia Civil, ele confessou ter sequestrado a ex-companheira e jogado a mulher do penhasco. O suspeito chegou a encaminhar um áudio à filha de 9 anos dizendo que "é mentira" o que diriam caso a menina escutasse que ele fez algo contra a mãe dela. Thaine Heloísa, filha de Ana, recebeu a notícia de que a mãe foi encontrada com vida na Serra do Rola Moça, em Belo Horizonte, nesta segunda-feira (26). O momento foi registrado pela equipe da TV Globo que acompanhava o caso (veja vídeo abaixo). Filha de mulher desaparecida recebe a informação de que foi achada com vida GIF mostra momento em que mulher é resgatada em penhasco após ser dada como desaparecida Reprodução/TV Globo LEIA TAMBÉM: Argentino preso após fotografar criança e enviar mensagens racistas em trem de MG: entenda ponto a ponto MG é o estado com maior aumento de homicídios estimados em 2024, diz Atlas da Violência Vídeos mais vistos no g1 Minas:

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