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G1 GLOBO (Tudo Diário)

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  1. O presidente tunisiano Kais Saied participa de uma cerimônia de assinatura em Pequim, em 31 de maio de 2024. Tingshu Wang/Pool via AP, Arquivo As autoridades tunisianas ordenaram nesta sexta-feira (24) a suspensão das atividades da Liga dos Direitos Humanos (LTDH) por um mês, segundo um comunicado do grupo, que integrava o quarteto da sociedade civil vencedor do Prêmio Nobel da Paz em 2015. O governo não se pronunciou imediatamente sobre o assunto. A liga afirmou que a medida fazia parte de um "padrão mais amplo de restrições cada vez mais sistemáticas à sociedade civil e às vozes livres e independentes". Em outubro, a Tunísia também suspendeu vários grupos importantes , incluindo a organização Mulheres Democráticas e o Fórum de Direitos Econômicos e Sociais, enquanto organizações de direitos humanos criticaram o que consideram uma repressão sem precedentes contra ONGs, grupos de oposição e jornalistas desde que o presidente Kais Saied assumiu poderes adicionais em 2021. A LTDH, uma crítica ferrenha de Saied, tem alertado repetidamente que a Tunísia tem caminhado rumo a um regime autoritário desde que Saied suspendeu o parlamento em 2021 e, posteriormente, começou a governar por decreto. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Saied afirmou que não será um ditador e que as liberdades estão garantidas na Tunísia , mas que ninguém está acima da lei, independentemente de seu nome ou posição. Em 2022, o presidente também dissolveu o Conselho Judiciário Supremo e demitiu dezenas de juízes, uma medida que, segundo a oposição, minou a independência judicial e transformou o tribunal em um órgão que recebe instruções diretas. Nos últimos meses, a LTDH foi impedida de visitar prisões para inspecionar as condições dos detentos em diversas cidades. Fundada em 1976, a liga é amplamente vista como um pilar da defesa dos direitos humanos na Tunísia e é um dos grupos mais antigos desse tipo no mundo árabe e na África. Foi um dos quatro grupos da sociedade civil tunisiana a receber o Prêmio Nobel da Paz como parte do Quarteto do Diálogo Nacional em 2015, por seu papel no apoio à transição democrática do país. ➡️O Quarteto de Diálogo Nacional da Tunísia foi formado em 2013, quando o processo de redemocratização do país estava correndo risco de colapsar após assassinatos políticos e protestos se espalharem pelo país. ➡️ Ele é composto por quatro organizações: a União Geral Tunisiana do Trabalho (UGTT, um sindicato), a União Tunisiana da Indústria, do Comércio e do Artesanato (Utica, patronato), a Ordem Nacional dos Advogados da Tunísia (ONAT) e a Liga Tunisiana dos Direitos Humanos A Tunísia , que já foi aclamada como o único caso de sucesso democrático surgido da Primavera Árabe há 15 anos, enfrenta agora críticas crescentes de grupos internacionais de direitos humanos devido às restrições impostas a opositores, à imprensa e à sociedade civil. Jornalista detido após criticar judiciário Jornalistas seguram cartazes durante uma manifestação em frente à sede do sindicato dos jornalista, em Túnis, em 24 de abril de 2026. Fethi Belaid / AFP O repórter tunisiano Zied Heni foi detido na sexta-feira após escrever um artigo criticando o judiciário, segundo seu advogado, uma medida que o sindicato dos jornalistas classificou como parte de uma repressão mais ampla à liberdade de expressão. O Ministério Público da Tunísia ordenou a prisão, disse a advogada Nafaa Laribi à Reuters. Não houve declaração imediata do Ministério Público nem detalhes sobre qualquer acusação. O chefe do sindicato dos jornalistas da Tunísia , Zied Dabbar, afirmou que a detenção de Heni foi "arbitrária e mais um passo para intimidar jornalistas". A liberdade de expressão floresceu inicialmente após a revolta de 2011 que derrubou o autocrata Zine El Abidine Ben Ali e deu origem à "Primavera Árabe". Mas os críticos afirmam que a acumulação de poder por Saied em 2021 e os decretos que ele emitiu desde então desmantelaram as salvaguardas democráticas e permitiram que as autoridades perseguissem muitos jornalistas. Os líderes dos principais partidos da oposição tunisiana foram presos nos últimos três anos, juntamente com dezenas de políticos, jornalistas, ativistas e empresários, sob acusações de conspiração contra a segurança do Estado, lavagem de dinheiro e corrupção.

  2. Trator de luxo tem banco ajustado ao peso, piloto automático e refrigerador: g1 testou Banco de couro e ajustado ao peso, refrigerador, piloto automático, painel touchscreen, joystick e um sistema de proteção contra ruídos externos e vibrações. À primeira vista, estas características se encaixam perfeitamente em um carro de luxo, mas estão cada vez mais presentes em tratores. O g1 fez um test-drive de uma destas máquinas em Bebedouro (SP). Para quem não tem familiaridade com a vida rural, o MF 9S, da Massey Ferguson, impressiona de cara. São 19 toneladas e 3,41 metros de altura. A plantadeira, que acompanha o conjunto, é dobrável e pode chegar a 15 metros. De dentro da cabine, a visão é panorâmica. Em um primeiro momento, o que chama a atenção são as especificidades oferecidas. ✅Clique aqui para seguir o canal do g1 Ribeirão e Franca no WhatsApp A empresa apostou em tecnologia e conectividade para oferecer ao produtor rural o melhor custo-benefício. O preço do MF 9S pode chegar a R$ 2 milhões. LEIA TAMBÉM Tecnologia aproxima investidores de empresas com ideias inovadoras no agro Agrishow 2026: visitantes terão app com inteligência artificial para não se perder na feira Pagar trator com soja? 'Barter’ ganha espaço com juros altos no agronegócio; entenda O trator será apresentado ao público na Agrishow, maior feira agrícola da América Latina, que começa na segunda-feira (27). Trator MF 9S será lançado na Agrishow, em Ribeirão Preto, SP Murilo Corazza/g1 O banco tem suspensão pneumática ativa, que ajusta a pressão ao peso do operador. A capacidade máxima suportada é de 180 kg e a mínima, é de 40 kg. Uma criança, por exemplo, não conseguirá acionar o trator, porque o assento não vai ser ajustado a um peso tão leve. Ele também tira a vibração, se mantendo estático ao longo do percurso, independentemente dos desníveis do terreno, e tem dois ajustes de lombares, para ajudar o operador a acompanhar passo a passo do plantio. "Eu consigo soltar o banco para girar até 60 graus, para quando eu for verificar alguma coisa atrás da máquina, não ter de pivotar minha coluna. O banco faz isso para mim", revelou ao g1 Eder Pinheiro, coordenador de marketing de produto tratores da Massey Ferguson. Além disso, o item oferece aquecimento interno para dias frios e resfriamento para os dias quentes, tudo isso para oferecer mais conforto durante o uso. "O banco tem um ventilador interno, então vai pegar o ar que está na cabine, que é o ar-condicionado, e vou setar qual a temperatura que eu quero. É o mesmo ar que passa por dentro do banco para resfriar". Embaixo do banco auxiliar, tem um espaço refrigerado, que pode ser usado para acondicionar bebidas e alimentos. Cabine sem ruídos e com frigobar Outro ponto de muita diferença, principalmente para quem trabalha diariamente no campo, é a blindagem de ruídos de dentro da cabine. Se as máquinas atuais emitem até 180 decibéis, no MF 9S o barulho não passa de 69. O sistema que permite a operação quase no silêncio é o Protect-U. De acordo com a marca, o design tem um vão de 18 centímetros, isolando o motor da cabine e também reduzindo as vibrações. "A cabine está separada do resto da máquina, tirando vibração, tirando o calor e tirando, principalmente, o ruído. A gente não escuta nada de fora, pode conversar normalmente ali dentro da cabine sem precisar gritar, sem precisar alterar o tom de voz, pode escutando um radiozinho, uma música, que está bem tranquilo", diz Eder. A cabine é bem espaçosa e comporta até duas pessoas. São 3,4 m³ e uma visão panorâmica de 360º. O apoio de braço do centro de controle é equipado com uma alavanca MultiPad e um joystick integrado. E, dependendo da necessidade do operador, o trator pode vir equipado com um frigobar. O apoio de braço do centro de controle é equipado com uma alavanca MultiPad e um joystick integrado. Murilo Corazza/g1 Design da cabine tem vão de 18 centímetros, isolando o motor da cabine e também reduzindo as vibrações Guilherme Silva/EPTV Piloto automático Outra característica do trator é a transmissão CVT (continuamente variável), que funciona como um piloto automático. Antes de dar início ao trabalho, o operador escolhe a velocidade que quer processar, gerando, inclusive, economia de combustível. "Não tem mais marcha. Eu informo para o trator qual a velocidade que eu quero operar e, a partir disso, o motor e a transmissão vão conversando. Se o motor precisa dar mais rotação ou se a transmissão consegue manter aquela velocidade com menos rotação no motor. Quanto menor for a rotação no motor, maior vai ser a economia de combustível". Este ponto aqui, a reportagem do g1 observou durante o test-drive em Bebedouro. Em piloto automático, a máquina faz todo o trabalho, deixando para o operador apenas a função de monitorar e supervisionar. Foram 11 minutos à frente do trator, acompanhando o desempenho dele em um terreno na Fundação Coopercitrus Credicitrus, às margens da Rodovia Brigadeiro Faria Lima. "Quando a gente trabalha com o piloto automático o conjunto do Momentum [plantadeira acoplada ao trator], a função do operador está para uma questão de segurança. Se acontecer algum acidente, surgir um buraco na frente, ele assume o controle da máquina. Mas, mais do que isso, é ficar olhando os monitores para ver se está distribuindo a semente da forma correta, se o adubo está caindo de forma correta, se a velocidade está correta. Ele é um monitor ali dentro da máquina", explica Eder. Detalhe da direção do trator MF 9S, Ribeirão Preto, SP Guilherme Silva/EPTV Máquina começa a ser comercializada na Agrishow O lançamento oficial do MF 9S será na Agrishow e a empresa prevê comercialização imediata. De acordo com Lucas Zanetti, gerente de Marketing de Produto da Massey Ferguson, a ideia é que os grandes produtores já possam contar com a máquina para a safra de setembro/outubro. "Já temos capacidade de entrega, já temos programação para estar plantando na safra de setembro e outubro, para já ter máquina no campo". Segundo ele, dependendo da operação, o trator pode representar uma economia de até 30%. "Em um preparo de solo pesado, por exemplo, a gente faz em torno de 40, 50 litros/hora. A gente já tem teste com outras máquinas que chegam a ultrapassar 65, então já dá uma diferença boa. Mas tudo depende de implementos, solo, velocidade. Quando você rende mais, faz mais hectare por dia. Essa máquina já chegou a ultrapassar 150 hectares em um dia ali que é um altíssimo rendimento com baixo custo". Trator MF 9S será lançado na Agrishow, em Ribeirão Preto, SP Guilherme Silva/EPTV Veja mais notícias da região no g1 Ribeirão Preto e Franca VÍDEOS: Tudo sobre Ribeirão Preto, Franca e região

  3. Parditude, marmitório e mi-mi-mi podem entrar no vocabulário oficial da língua portuguesa Editora Planeta/Freepik/Reprodução/Redes sociais Naquela cordelteca improvisada no fundo do marmitório, o enredista tentava organizar um debate sobre parditude em tempos de policrise, evitando o mi-mi-mi e apostando em ideias pesquisáveis. As palavras destacadas em negrito na frase acima estão passando por um "processo seletivo" para ganhar uma vaga fixa no Vocabulário Oficial da Língua Portuguesa (Volp). Dependendo da decisão dos lexicógrafos da Academia Brasileira de Letras (ABL), elas podem ser incorporadas oficialmente ao idioma. Em 2025, por exemplo, "pejotização" (prática de contratar um trabalhador como pessoa jurídica) e "terrir" (gênero de filme ou obra que mistura terror e humor) estavam na disputa e foram aprovadas com sucesso. LEIA TAMBÉM: Quem é pardo para os comitês que decidem quais alunos podem entrar nas universidades por cotas raciais? 🤔O que significam? cordelteca: coleção, acervo ou espaço dedicado à guarda e divulgação de literatura de cordel. marmitório: local de refeição simples, geralmente associado a trabalhadores que levam marmita, ou espaço de venda desses pratos prontos. enredista: pessoa que cria enredos, especialmente para narrativas, peças, novelas ou desfiles (como no Carnaval). parditude: condição, identidade ou conjunto de características associadas a pessoas pardas; termo ligado a discussões raciais no Brasil. policrise: situação em que múltiplas crises (econômica, social, ambiental etc.) ocorrem simultaneamente e se inter-relacionam. mi-mi-mi: reclamação considerada excessiva ou repetitiva; choramingo. pesquisável: que pode ser pesquisado ou investigado. 📖O que é Volp? É o documento oficial que estabelece qual é a grafia correta de cada palavra na norma padrão do português brasileiro. Ele tem força de lei. LEIA TAMBÉM: Aluno tira zero na redação da Fuvest ao usar 'palavras difíceis' e processa reitor da USP Ao contrário de dicionários como "Houaiss" e "Aurélio", que são mais descritivos e que registram inclusive gírias para mostrar o "uso cotidiano da língua", o Volp privilegia a forma culta. Nos resultados de busca, ele não mostra o significado do termo, e sim a forma certa de escrita, a flexão da palavra (o plural de couve-flor, por exemplo, ou um feminino irregular) e a classe gramatical dela (substantivo masculino, verbo etc.). “O Volp não introduz uma palavra no léxico nem é um censor que autoriza ou não o ingresso de um termo na língua. Quem cria é o falante. O que o VOLP faz é registrar”, explicou Ricardo Cavalieri, da ABL, em entrevista ao g1 em 2025. ✏️Quais os critérios para que uma palavra entre no nosso vocabulário oficial? Um termo que é só “modinha do momento” não pode entrar no Volp — é preciso haver estabilidade e continuidade de uso. Podemos pensar, por exemplo, em “Inshalá”, que dominou as conversas em 2002, durante a transmissão de “O Clone”, na TV Globo, mas que caiu em desuso pouco tempo depois. Fez sentido não entrar no Volp. Os principais critérios levados em conta pela comissão de lexicógrafos para incorporar um novo termo ao nosso vocabulário são os seguintes: Ocorrência em textos escritos: a palavra precisa constar em materiais como reportagens, livros, artigos acadêmicos ou textos doutrinários. "Não basta circular apenas na oralidade, em redes ou em conversas digitais”, afirma Cavalieri. Presença em pelo menos três gêneros textuais distintos: é necessário que o vocábulo apareça em registros diversos — como reportagens jornalísticas, artigos científicos, textos técnicos e obras literárias. Isso mostra que ele não está restrito a um grupo específico de pessoas. Uso estável e uniforme: o termo deve apresentar “homogeneidade de sentido em diferentes contextos”, sem variações de significado. Um neologismo que seja entendido de forma diferente por cada um pode não estar ainda consolidado na língua. Adaptação ortográfica, no caso de estrangeirismos: termos como “deletar”, aportuguesados, podem ser incorporados. Já aqueles que mantêm a grafia original, como “spin-off” e “bullying”, costumam ser registrados em um vocabulário específico de palavras estrangeiras, distinto do Volp. ⏳E quem está na ‘sala de espera’? Para acompanhar essa dinâmica, a ABL mantém o Observatório Lexical, que funciona como uma "sala de espera”. Ali, determinados termos sugeridos por leitores ou por profissionais do Volp ficam no aguardo de uma decisão: são apenas um modismo ou estão sendo usados de forma estável? Chegar à resposta é um processo complexo que envolve pesquisas textuais intensas tanto na internet quanto em obras digitalizadas nas bibliotecas. Também é comum receber contribuições de lexicógrafos de fora da ABL. Não há um prazo estipulado para que a decisão seja tomada. Como explicou Cavalieri ao g1, “a própria palavra faz seu tempo. Cada termo tem sua história até se firmar”. Covid-19, por exemplo, entrou no vocabulário oficial rapidamente, pelo uso massivo durante a pandemia. Outras candidatas Veja a lista com mais palavras que estão sendo analisadas pelos lexicógrafos no momento e descubra o significado de cada uma delas (além das já mencionadas no início da reportagem): ordinarista: relativo ao cotidiano ou ao que é comum; também pode designar alguém que se ocupa de fatos ordinários. preferencialista: que adota ou defende critérios de preferência; ligado a políticas ou práticas de prioridade. reclínio: ato ou efeito de reclinar; posição inclinada ou de repouso. refilável: que pode ser reabastecido (com refil), especialmente embalagens reutilizáveis. Vídeos Aluno tira zero na redação da Fuvest ao usar 'palavras difíceis'

  4. Vira-lata invade cena de teatro de drama e faz público cair na risada Uma cena inusitada arrancou gargalhadas do público durante uma apresentação teatral de rua quando um cachorro vira-lata invadiu a peça justamente em um momento dramático e virou personagem da história. A encenação aconteceu na noite de quinta-feira (23), em frente à Catedral Basílica de Nossa Senhora do Pilar, na tradicional cidade histórica de São João del Rei, no Campo das Vertentes. Em um vídeo gravado pela produtora do grupo ‘Lendas São Joanenses’, Karla Veloso Vitalino, é possível ver o momento em que o animal puxa o vestido da atriz Monique Silva, de 37 anos. Veja acima. Ela improvisa e interage com o cão enquanto interpreta a lenda ‘A Noiva’. “Estava em uma parte da lenda em que a personagem conta que perdeu o noivo e cai de joelhos no chão. Foi nessa hora que o doguinho apareceu. Quando me levantei para continuar a interpretação, a plateia começou a rir. Até achei que fosse algo com o vestido, mas percebi que tinha um colega de cena”, contou Monique. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Zona da Mata no WhatsApp Vira-lata invade cena de teatro de drama e faz público cair na risada em São João del Rei Espetáculo Lendas São Joanenses/Divulgação Segundo Monique, o cachorro parecia tentar impedir o desfecho trágico da personagem, que na lenda tira a própria vida. “Parecia que ele não queria que isso acontecesse. Então comecei a interagir e contracenar com meu companheiro”, brincou. Ainda conforme a atriz, a presença inesperada do animal mudou completamente o clima da apresentação. “Faço parte há 18 anos. Em todo esse tempo, ontem foi a primeira vez que vivi uma experiência dessas. E confesso: foi difícil não rir junto com a plateia”, completou. Já Karla Veloso, que gravou as imagens, disse: “Na hora em que vi aquele movimento estranho e o pessoal rindo, fui lá registrar. Pensei: ‘gente, esse cachorro vai atrapalhar a cena’, mas a atriz acolheu o animal e foi muito bacana”, completou. Vira-lata invade cena de teatro de drama e faz público cair na risada em São João del Rei Espetáculo Lendas São Joanenses/Divulgação Lendas São Joanenses O espetáculo faz parte do projeto 'Lendas São Joanenses', realizado uma vez por mês. Neste ano, o grupo completa 19 anos e realiza apresentações gratuitas por meio de parceria com a Secretaria de Cultura e Turismo do município. LEIA TAMBÉM: Vira-lata 'invade' treino de corredor queniano e participa de alongamento em MG; VÍDEO VÍDEOS: veja tudo sobre a Zona da Mata e Campos das Vertentes

  5. Corpo de caseiro é encontrado com genitais decepadas no interior de MG Polícia Civil/Reprodução Um caseiro de 73 anos foi encontrado morto na zona rural de Monte Carmelo, no Alto Paranaíba, na propriedade onde trabalhava, na manhã de quinta-feira (23). Segundo a Polícia Civil, o corpo apresentava sinais de violência extrema, incluindo mutilação na região genital. Um suspeito de 47 anos foi identificado e preso em flagrante. O g1 questionou se a mutilação ocorreu antes ou depois da morte, mas a Polícia Civil informou que é necessário aguardar o laudo pericial para esclarecer a dinâmica do crime. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Triângulo no WhatsApp Segundo a polícia, o crime ocorreu em uma fazenda da região, onde foram encontrados sinais de arrombamento e desordem. Os vestígios recolhidos no local foram encaminhados para a perícia técnica e devem ajudar a esclarecer como o crime aconteceu. De acordo com os investigadores, as primeiras informações levaram à identificação de um suspeito de 47 anos, que não teve o nome divulgado. A polícia afirma que reuniu indícios que podem ligá-lo ao crime, como vestígios encontrados na fazenda e em um veículo associado a ele. O suspeito foi preso em flagrante no distrito de Celso Bueno e levado à Polícia Civil, onde a ocorrência foi registrada. O caso segue sob investigação da Polícia Civil, que apura a motivação e outras circunstâncias do crime. LEIA TAMBÉM: Corpo com marcas de tiros é encontrado em matagal Corpo de homem é encontrado enrolado em tapete às margens de rio Jovem é encontrado morto dentro de carro ASSISTA: Quais as diferenças entre o homicídio culposo e doloso? Quais as diferenças entre o homicídio culposo e doloso? VÍDEOS: veja tudo sobre o Triângulo, Alto Paranaíba e Noroeste de Minas

  6. Risco de super El Niño existe, mas especialistas pedem cautela Antes de o El Niño aparecer de vez, o oceano costuma dar sinais mais discretos — e um dos principais já está em curso agora no Pacífico. Uma grande área de água mais quente do que o normal começou a se deslocar ao longo da faixa equatorial, em direção à América do Sul. O QUE É O EL NIÑO? O El Niño é caracterizado pelo aquecimento maior ou igual a 0,5°C das águas do Oceano Pacífico. Quando o fenômeno está ativo, o planeta costuma registrar calor acima da média. Ele acontece com frequência a cada dois a sete anos. No Brasil, os efeitos costumam ser desiguais: o Sul tende a ter mais chuva, enquanto áreas do Norte e do Nordeste podem enfrentar períodos mais secos. O que os pesquisadores apontam como sinal da chegada do fenômeno é o deslocamento de uma grande área de água mais quente do que o normal acontecendo principalmente abaixo da superfície. Ele é monitorado por cientistas porque faz parte do processo que antecede o desenvolvimento do fenômeno. Tecnicamente o movimento da água mais quente é chamado de ondas Kelvin. O nome vem do físico britânico Lord Kelvin, que no século 19 descreveu como a rotação da Terra pode aprisionar certos tipos de onda junto ao equador ou a uma costa. 🌊 Elas não são ondas como as que quebram na praia, são estruturas oceânicas de larga escala, invisíveis a olho nu, que se propagam ao longo do equador e transportam esses grandes volumes de calor de oeste para leste no Pacífico. Na superfície, a variação de altura que produzem é de apenas 5 a 10 centímetros, mas sua extensão lateral pode chegar a centenas de quilômetros. Por isso, elas são detectadas principalmente por satélites que medem a altura do nível do mar, como os da NASA e da agência espacial europeia (veja ABAIXO os mapas). No equador, essa "barreira" é o próprio eixo de rotação do planeta, o que mantém essas ondas confinadas perto da linha equatorial enquanto avançam para leste. Imagens de satélite mostram variações no nível do mar em abril de 2026; áreas em vermelho indicando águas mais elevadas no Pacífico equatorial, sinal típico associado ao desenvolvimento do El Niño. Sentinel-6 Michael Freilich/NASA/NOAA O que os dados mostram agora Pelas imagens de satélite mais recentes, é possível dizer que há atualmente no Pacífico equatorial uma onda Kelvin de tamanho considerável em deslocamento. Josh Willis, oceanógrafo do Laboratório de Propulsão a Jato (JPL) da NASA, diz que esse padrão de agora de aquecimento subsuperficial e de nível do mar no Pacífico lembra o de eventos de El Niño de intensidade moderada observados nas últimas três décadas. "Os eventos muito grandes de 2015 e 1997 tinham ondas Kelvin muito maiores em abril. Isso aponta para um evento de tamanho médio", afirma Willis ao g1. Mas qual é a relação entre essa onda e o fenômeno climático em questão? Quando uma onda Kelvin avança pelo Oceano Pacífico, ela empurra a água quente para mais perto da superfície e dificulta a subida da água fria que normalmente vem das profundezas, especialmente na região do Peru e do Equador. Com menos água fria chegando à superfície, o mar fica mais quente ali. E isso muda o “motor” das chuvas tropicais, que tende a se deslocar mais para o leste do Pacífico, bagunçando os padrões de clima em várias partes do mundo. Na prática, esse movimento costuma favorecer mais chuva em áreas como o sul dos Estados Unidos e, ao mesmo tempo, aumenta o risco de períodos mais secos no Brasil durante o verão. Justamente por isso, e por causa do aquecimento acelerado das temperaturas da superfície do mar, do acúmulo de calor abaixo da superfície e do alinhamento dos modelos climáticos globais, a Organização Meteorológica Mundial (OMM) divulgou na última sexta-feira (24) que há alta confiança para o início do El Niño ainda em 2026. Apesar disso, a avaliação da agência da ONU é de que esse pode ser um evento forte. A organização ressalva, contudo, que as previsões nessa época do ano ainda têm limitações, e a confiança tende a aumentar após abril. Entenda mais sobre essa barreira de previsibilidade aqui Uma onda Kelvin é diferente das ondas comuns do mar: em vez de se mover na superfície, ela se propaga dentro do oceano, transportando calor — e por isso não se desfaz ao chegar ao continente. Pexels Por que ainda é cedo para certezas Resposta curta: uma onda Kelvin, por si só, não garante o desenvolvimento do El Niño. Para que o fenômeno se consolide, é necessário que o oceano e a atmosfera entrem em um ciclo de retroalimentação: o aquecimento do Pacífico leste precisa enfraquecer os chamados ventos alísios, o que por sua vez gera novas ondas Kelvin e mantém o calor se espalhando. 💨 ENTENDA: Os ventos alísios sopram normalmente de leste para oeste no Pacífico, empurrando água quente para o lado da Ásia e mantendo água fria perto da América do Sul. Quando enfraquecem, essa água quente escorrega de volta para leste e esse acúmulo de calor no Pacífico oriental é o El Niño. É um ciclo: oceano mais quente enfraquece os alísios, alísios mais fracos aquecem ainda mais o oceano. Se esse ciclo não se estabelecer, o aquecimento pode se dissipar sem virar um El Niño propriamente dito. Por ora, Willis avalia que o cenário atual aponta para um evento de intensidade moderada, mas ressalva que maio e junho trarão uma imagem muito mais clara do que está por vir. "Ainda é abril, e normalmente só começamos a ter uma visão mais clara de como será o El Niño em maio e junho", diz o especialista. A OMM deve divulgar uma nova atualização em maio, com orientações mais precisas para o período de junho a agosto. Mapa mostra mudanças recentes nos oceanos usadas para monitorar El Niño e La Niña. Sentinel-6 Michael Freilich/NASA/NOAA 🌎 O que é o El Niño — e por que ele importa tanto O El Niño é um aquecimento fora do normal das águas do Oceano Pacífico na faixa próxima à linha do Equador. Ele faz parte de um ciclo natural do clima que alterna fases quentes (El Niño), frias (La Niña) e neutras — com impactos em várias regiões do planeta. Esse aquecimento muda a circulação da atmosfera e altera o padrão de chuvas e temperaturas em diferentes partes do mundo. No Brasil, os efeitos costumam ser desiguais: o Sul tende a ter mais chuva, enquanto áreas do Norte e do Nordeste podem enfrentar períodos mais secos. O fenômeno também influencia a temperatura global. Em anos de El Niño mais intenso, o planeta costuma registrar calor acima da média, somando-se ao aquecimento global. A intensidade varia de um evento para outro, assim como os impactos. E, com o planeta já mais quente, mesmo episódios moderados podem ter efeitos mais fortes do que no passado. El Niño ilustrado no globo terrestre. NOAA 🌧️ Possíveis impactos no Brasil Historicamente, o El Niño altera o padrão de chuva e temperatura no país e causa: aumento de chuva no Sul, com risco maior de eventos extremos; redução de chuvas no Norte e em partes do Nordeste; mais irregularidade nas precipitações no Sudeste e Centro-Oeste; maior frequência de ondas de calor. Segundo especialistas, um dos principais efeitos esperados é o aumento de períodos prolongados de calor, especialmente na primavera e no verão. Mesmo com a alternância entre La Niña, neutralidade e El Niño, os cientistas destacam que o aquecimento global continua sendo o principal fator por trás das mudanças no clima. Com os oceanos já mais quentes do que a média histórica, a expectativa é de que os próximos meses sigam registrando temperaturas elevadas em várias regiões do planeta. El Niño e La Niña Arte g1/Luisa Rivas LEIA TAMBÉM: Pesquisadores usam 'raios artificiais' para transformar gás natural em combustível menos poluente; entenda Chuva forte atinge Norte, Nordeste e Sul; calor e tempo firme predominam no Sudeste e parte do Centro-Oeste Por que governo da Colômbia vai sacrificar 80 hipopótamos de Pablo Escobar Veja os vídeos que estão em alta no g1

  7. Eleições 2026 TRE-MG O Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG) anunciou a abertura de dois novos postos de atendimento ao eleitor em Belo Horizonte. A ação vai até o dia 6 de maio, prazo para tirar o primeiro título, cadastrar a biometria, regularizar pendências, transferir ou atualizar dados do documento. Os novos postos começam a funcionar a partir deste sábado (25) e estão instalados no auditório do TRE-MG e no estacionamento do Minas Shopping. Com a ampliação, a capital mineira passa a contar com sete unidades, em uma ação para reforçar o atendimento na reta final do fechamento do cadastro eleitoral. Para ser atendido, é necessário apresentar: Documento de identidade com comprovação de nacionalidade brasileira; comprovante de endereço; comprovante de quitação do serviço militar, no caso de homens que completam 19 anos em 2026. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Com a mudança, Belo Horizonte passa a ter 135 guichês de atendimento (veja outros endereços abaixo). Segundo o TRE-MG, o objetivo é facilitar o acesso da população aos serviços eleitorais, especialmente para quem precisa regularizar pendências antes do prazo final. Eleitores de qualquer cidade de Minas Gerais podem ser atendidos nos postos do TRE na capital. Outros locais de atendimento Além das novas unidades, há atendimento ao eleitor em outros cinco endereços na capital: CAE Lourdes: Avenida do Contorno, 7038 - Lourdes CAE Barreiro: Rua Alcindo Vieira, 69 - Barreiro CAE Venda Nova: Rua Padre Pedro Pinto, 5020 - Venda Nova Câmara Municipal: Avenida Churchill, 505 - Santa Efigênia UAI Praça Sete: Avenida Amazonas, 478 - Centro Novos endereços: Auditório do TRE-MG: Av. Prudente de Morais, 100 - Cidade Jardim Estacionamento do Minas Shopping: Avenida Cristiano Machado, 4000 - União Horário de funcionamento Os novos postos vão funcionar todos os dias, das 9h às 17h, mesmo horário das centrais já existentes. A exceção é o posto da Câmara Municipal de Belo Horizonte, que atende de segunda a sexta-feira, das 12h30 às 17h30, e a unidade da Unidade de Atendimento Integrado (UAI) Praça Sete, que funciona em horário ampliado, das 7h às 19h. Veja os vídeos mais assistidos do g1 Minas:

  8. Da periferia à medicina: aluna da Unicamp viraliza ao discutir desigualdade na medicina A estudante de medicina da Unicamp Analice Parizzi, de 23 anos, viralizou nas redes sociais ao publicar um vídeo em que questiona a desigualdade de oportunidades no acesso ao ensino superior. Ela usou a trend "Será que?" para rebater, com ironia, estereótipos sobre quem pode cursar medicina. Filha de uma ex-empregada doméstica e de um vigilante, a moradora da região do Ouro Verde, periferia de Campinas (SP), usou a própria trajetória para destacar que "a humanização que a gente tanto busca na medicina esteja onde ninguém quer enxergar”. “Talvez o problema nunca foi capacidade, e sim oportunidade", diz a estudante do 5º ano de medicina na Unicamp. Segundo Analice, à medida que se aprofunda, percebe que as visões de mundo colidem. "O seu passado é a sua história, é o que define o que você acredita. Então, com histórias tão diferentes, vindo de lugares tão diferentes, é difícil não se sentir só", fala. 📲 Participe do canal do g1 Campinas no WhatsApp Analice nasceu em Nhandeara (SP) e se mudou para o bairro DIC 6, em Campinas, após seus pais perderem o emprego em uma fábrica de sapatos, em Birigui (SP). Para a família, a educação sempre foi vista como a única forma de "quebrar ciclos". Mas foram muitas barreiras desde cedo. Na escola pública, Analice conta que enfrentou bullying e dificuldades. Incentivada pelos pais, manteve-se resiliente. "Eles tinham muito medo que a gente sofresse o mesmo que eles", recorda a estudante. Analice Parizzi, estudante do quinto ano de Medicina na Unicamp, em Campinas (SP) Arquivo pessoal Abismo social Apesar de sonhar com a medicina desde pequena, foi ao conseguir uma bolsa em um cursinho particular que Analice percebeu o abismo social. "Eu nunca tinha visto pessoas tão brancas. É uma lembrança que eu tenho muito forte e que também eu nunca tinha visto um ambiente climatizado e organizado cada milímetro para incentivar as pessoas a estudarem", fala. A aprovação para o ensino superior aconteceu por meio do Programa de Formação Interdisciplinar Superior (Profis), programa da Unicamp para alunos de escolas públicas. Analice obteve a maior nota de sua escola no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e, após dois anos no programa, conquistou uma das dez vagas em medicina. Entrar foi apenas uma etapa, e os desafios continuaram: ela chegava a pegar seis ônibus por dia e só conseguiu comprar seu primeiro tablet no quinto ano do curso. Além da barreira financeira, a estudante relata o isolamento e o impacto na saúde mental. "Eu ainda faço tratamento porque me afeta todos os dias, afeta qualquer pessoa que saiu de periferia", se emociona. Família de Analice Parizzi em comemoração Arquivo pessoal Combustível para a mudança O vídeo com a trend "Será que?", idealizado com a mãe, foi uma forma de mostrar como políticas de reparação, como as cotas, transformam vidas. Hoje, Analice usa sua visibilidade para incentivar outros jovens de origem semelhante a acreditarem em seus sonhos. Segundo ela, o primeiro passo é entender que as dificuldades não são uma falha individual. "A partir do momento que você entende que a culpa não é sua, que é algo estrutural, você tem combustível para ir atrás da mudança", conclui. Analice Parizzi na infância Arquivo pessoal *Estagiária sob supervisão de Fernando Evans VÍDEOS: Tudo sobre Campinas e Região Veja mais notícias sobre a região na página do g1 Campinas

  9. Equipe de reportagem e trilheiros em pedra ao lado do Pico do Itacolomi, em Ouro Preto. Thâmer Pimentel / TV Globo Parque Estadual do Itacolomi O Parque Estadual do Itacolomi está em uma área de transição de dois biomas, a Mata Atlântica e o Cerrado. O espaço de 5.971 hectares preserva centenas de espécies da fauna e da flora. O principal atrativo é o Pico do Itacolomi, que fica na parte mais alta da reserva. O percurso a pé é de seis quilômetros, e o visitante desfruta de paisagens surreais, além de ter a vista de Mariana, Ouro Preto e até de Belo Horizonte. Confira as trilhas: Trilha do Pico Itacolomi: 6 km (ida e volta), nível moderado/difícil. Trilha do Forno e da Lagoa: percursos curtos. Trilha dos Sentidos: experiência inclusiva para pessoas com deficiência visual e auditiva (placas táteis e audioguias). Patrimônio Histórico: Casa Bandeirista: uma das primeiras moradias rurais da região e uma das construções mais antigas do estado, datada do século XVIII. Capela de São José: espaço de fé, contemplação e arquitetura histórica. Museu do Chá: antiga fábrica de chás, do século XX. Informações úteis: Endereço: BR-356, Km 98 – Bauxita, Ouro Preto – MG, 35400-000 Horário de Funcionamento: Terça a domingo e feriados, das 8h às 17h Valores dos ingressos: Inteira: R$ 28,75 e Meia Estudante: R$ 14,37 WhatsApp do parque: (11) 9 7695 6484 Parque Natural Municipal das Andorinhas Cachoeira das Andorinhas, no Parque Natural Municipal das Andorinhas, em Ouro Preto. Thâmer Pimentel / TV Globo O Parque Natural Municipal das Andorinhas, reserva criada em 1968, preserva várias espécies encontradas na Mata Atlântica e no Cerrado, além de manter uma das nascentes do Rio das Velhas, importante afluente do Rio São Francisco. O espaço conta com diversas cachoeiras. A mais famosa é a Cachoeira das Andorinhas, que dá nome ao parque. A queda d'água dentro de uma caverna é lar para dezenas de andorinhas que saem em voo quando os raios do sol adentram o espaço. Além das cachoeiras, o visitante pode fazer trilhas, conhecer mirantes, piscinas naturais e até praticar esportes, como a escalada. Cachoeiras: Cachoeira das Andorinhas - tem uma queda-d’água de cerca de 10 metros de altura, no interior de uma formação rochosa que se assemelha a uma gruta. A cachoeira fica a 550 metros da sede do parque e tem dificuldade considerada normal. Cachoeira dos Pelados - é a menor que a cachoeira do parque, com uma queda-d’água de aproximadamente 5 metros de altura. Fica a 600 metros da entrada do parque e a trilha para chegar até ela é considerada difícil. Cachoeira Véu das Noivas - Apresenta duas quedas-d’água que somam cerca de 50 metros de altura. Chegar à base é tarefa para os visitantes mais aventureiros, já que é necessário atravessar uma trilha bem fechada e muito íngreme que liga o topo à base da cachoeira. São 30 minutos de caminhada num percurso de 1.100 metros. Endereço: Rua das Andorinhas, s/n, Morro São João Ouro Preto-MG Horário de Funcionamento: 08:00h às 18:00h Entrada: Gratuita Contato: Parque das Andorinhas: (31) 99873-0034

  10. Ana Luiza apareceu em uma transmissão da Globo, no Mineirão, com cartaz que chamava a atenção para a importância da doação de órgãos. TV Globo/Reprodução Minas Gerais registrou 253 transplantes de órgãos nos primeiros meses de 2026, segundo dados do Ministério da Saúde. O rim é o órgão mais transplantado no estado, com 182 procedimentos realizados até 17 de abril deste ano. Apesar dos avanços, a demanda ainda supera a oferta. Ao todo, 4.448 pessoas aguardam por transplante de órgãos em Minas Gerais, a segunda maior fila do país, atrás apenas de São Paulo. Do total, 4.220 pacientes esperam por um rim. ✅Clique aqui para seguir o canal do g1 MG no WhatsApp Decisões simples, como conversar com a família, podem salvar vidas na hora do transplante. O assunto é tema do Rolê nas Gerais deste sábado (25), na TV Globo em Minas. O programa conta histórias de pessoas que se destacaram em situações diversas e, depois, viralizaram na internet. Veja os vídeos que estão em alta no g1 A Ana Luiza, por exemplo, apareceu na transmissão da Globo, durante uma partida do Campeonato Mineiro deste ano, com um cartaz que chamava a atenção para a importância da doação de órgãos. Ele recebeu um novo coração após um transplante, em 2024. "Um único doador pode salvar oito vidas ou mais, se nós considerarmos tecidos como: ossos, peles, tendões, córneas, entre outros", disse o diretor do MG Transplantes, o cirurgião Omar Lopes Cançado Júnior. A pedido do g1 Minas, o diretor do MG Transplantes preparou um material sobre o que é mito e o que é fato sobre doação de órgãos: ❌ Mito 1: É preciso deixar tudo registrado em cartório para ser doador Verdade: Não é necessário deixar nenhum documento por escrito informando o desejo de ser doador. Segundo o MG Transplantes, quem autoriza a doação após a morte são os familiares de até segundo grau, e a decisão é tomada no momento da confirmação da morte encefálica. Por isso, conversar com a família é fundamental. ❌ Mito 2: O atendimento médico muda se a pessoa disser que é doadora Verdade: O processo de doação só começa após o diagnóstico de morte encefálica, que segue critérios rigorosos e é confirmado por médicos independentes. As equipes que tentam salvar a vida do paciente não são as mesmas envolvidas na captação de órgãos, conforme protocolos do Sistema Nacional de Transplantes. ❌ Mito 3: Quem morre mais velho não pode doar órgãos Verdade: Não existe idade máxima para ser doador. O que determina a possibilidade de doação é a avaliação clínica dos órgãos, feita no momento da morte. Minas Gerais registra doações de pessoas idosas, principalmente de córneas e rins. ❌ Mito 4: A família não pode mais velar o corpo Verdade: A retirada dos órgãos é feita com técnicas cirúrgicas e não impede o velório nem o sepultamento, inclusive em caixão aberto. Esse é um dos esclarecimentos mais frequentes feitos pelas equipes do MG Transplantes durante a abordagem familiar. ❌ Mito 5: Existe comércio de órgãos Verdade: A compra e venda de órgãos é crime no Brasil. Todo o processo é 100% regulado pelo SUS e fiscalizado pelo Ministério da Saúde e pelas centrais estaduais de transplantes, como o MG Transplantes, da Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig). 📌 Serviço Quem quiser mais informações sobre doação de órgãos pode procurar o MG Transplantes, pelo telefone 0800 283 7183, ou acessar o site da Fhemig.

  11. Robô 'Priscila' desenvolvida pelos estudantes. Vídeo: Reprodução/Rede sociais Um grupo de estudantes de Minas Gerais com idade entre 14 e 18 anos se prepara para representar o Brasil na FIRST Championship 2026, considerada uma das maiores competições de robótica do mundo. O torneio, que será realizado entre 29 de abril e 4 de maio, em Houston, nos Estados Unidos, reúne mais de 50 mil participantes de cerca de 100 países. Além do grupo mineiro, haverá um time do Paraná. ✅Clique aqui para seguir o canal do g1 MG no WhatsApp A equipe mineira, chamada Amigos Droids, levará um robô batizado de “Priscila”. O equipamento, construído 100% em policarbonato e sem o uso de parafusos, é resultado de um processo contínuo de aprimoramento e já está em sua 18ª versão. Entre os integrantes da equipe de mineiros está Felipe Lipin Soares de Almeida, de 18 anos, morador de um distrito rural de Caeté, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. A participação dele chama a atenção pela trajetória recente e pela forma como entrou no universo da robótica. Ele foi atraído por um projeto que busca aproximar estudantes do universo da tecnologia, participou de competição e logo foi convidado para entrar na equipe Amigo Droids. “Quando surgiu a oportunidade, resolvi tentar. Fui aprendendo, me envolvendo, e as coisas foram acontecendo. Hoje, já começo a pensar em um futuro diferente para mim”, afirma o estudante. Robô 'Priscila' e equipe Amigo Droids Instituto Tauá/ Divulgação Estudante nunca teve contato com a robótica Até pouco tempo, a rotina do jovem era dividida entre a escola e o trabalho em um sítio da região. A mudança começou após a participação na Robocopa, iniciativa para que jovens tenham contato com a robótica, realizada em Caeté com alunos de escolas públicas estaduais. Felipe integrou a equipe da Escola Estadual do distrito de Antônio dos Santos, que venceu a etapa municipal. Um dos diferenciais do grupo foi a criação de um robô inspirado em um trator, equipado com uma pá carregadeira, o que aumentou a eficiência nas provas e ajudou a garantir o título. O desempenho chamou a atenção de treinadores da equipe Amigos Droids, que é de Belo Horizonte. Eles convidaram o estudante a integrar o time, que já acumula títulos internacionais na área. Em 2026, Felipe passou a atuar como piloto do robô, função considerada estratégica nas competições. Com ele na equipe, o grupo conquistou o Campeonato Mineiro, em Belo Horizonte, e o Campeonato Brasileiro, em São Paulo, garantindo a vaga para o mundial. LEIA TAMBÉM Privatização da Copasa: governo de MG divulga exigências para investidores interessados Felipe Amaral Instituto Tauá/Reprodução Projeto abre portas para estudantes A Robocopa, que marcou o início da trajetória de Felipe, é uma iniciativa do Instituto Tauá, em parceria com o Instituto Amigos Droids. O projeto leva a robótica para escolas públicas e busca aproximar estudantes do universo da tecnologia. Segundo Otávio Pederçoli Rocha, presidente do Instituto Tauá, a proposta vai além da competição. “O que começou como uma iniciativa local hoje está levando um estudante de escola pública rural para um campeonato mundial. Isso mostra o potencial transformador da educação quando ela chega com oportunidade”, destaca. Além disso, Otávio ressalta que na competição internacional, o desempenho das equipes vai além da atuação dos robôs na arena. "As instituições levam a robótica a estudantes de escolas públicas, incluindo jovens de áreas rurais, como Felipe, e esse impacto também será apresentado durante o mundial. A organização da competição avalia, por exemplo, o alcance das ações das equipes em suas comunidades", completa o presidente. O projeto oferece aos estudantes uma jornada de aprendizado, com acesso a kits de robótica, aulas, mentorias e desenvolvimento de projetos ao longo de cerca de dois meses. Além do conteúdo técnico, os alunos têm aulas práticas e competições. Segundo Otávio, as atividades estimulam o raciocínio lógico, trabalho em equipe e resolução de problemas. Veja os vídeos mais assistidos do g1 Minas:

  12. Ladrão chora, se arrasta e pede perdão após ser baleado em SP Um assaltante aparece baleado e chorando, enquanto se arrasta por vários metros numa rua de Barueri, na Grande São Paulo, para tentar fugir sem atendimento médico e não ser preso. Na sequência, pede desculpa ao dono do mercado que atirou nele após o roubo, na manhã de quarta-feira (22). "Perdão, tenho filho pequeno", diz o homem de 39 anos, que acabou socorrido por uma ambulância que o levou a um hospital, onde foi operado sob escolta policial. Depois foi preso pela Polícia Militar (PM) por assalto a mão armada. Para a Polícia Civil, o comerciante atirou em legítima defesa. As cenas descritas acimas foram gravadas por testemunhas e câmeras de segurança do bairro Vila Silvestre da Cruz Preta. As imagens viralizaram nas redes sociais. Outras filmagens mostram o momento em que o criminoso entra no estabelecimento, que fica na Rua Piraju, usando capuz e com uma arma (veja vídeo acima). Nas gravações do circuito interno do mercado, é possível ver quando o homem pega cédulas de dinheiro do caixa. O proprietário disse ter sido obrigado a entregar cerca de R$ 120. Câmera de mercado mostra momento em que ladrão armado rouba dinheiro e depois dono reage atirando Reprodução/Redes sociais Quando o bandido aponta o cano da garrucha em direção ao comerciante, a vítima saca a arma que usa para se defender e atira. Outra câmera mostra o assaltante do lado de fora do comércio, caído na rua após ter sido baleado — o tiro teria atingido uma de suas pernas. Moradores da região passam a filmar o criminoso, que vai se arrastando pelo chão para tentar fugir. Uma mulher diz a ele: "Aguarda atendimento, moço". Em seguida, o dono do mercado aparece nas imagens. Ele se aproxima do bandido enquanto telefona para as autoridades, contando o que ocorreu. Ainda estendido, o homem baleado diz que não pode esperar por atendimento médico. "Eu não posso, irmão". O homem também se desculpa com o dono do comércio por tê-lo roubado: "Perdão, eu tenho filho pequeno". Depois fala ainda que "só quero ir embora". Testemunhas filmaram ladrão se arrastando e pedindo 'perdão' a dono de mercado roubado que atirou nele em Barueri Reprodução/Redes sociais Num dado momento, o assaltante fala para o proprietário do estabelecimento parar de falar com ele para esperar a ambulância. "Você atirou em mim já, irmão". Além da garrucha (pequena pistola) do criminoso, a PM apreendeu a arma do dono do mercado, que é registrada, para perícia. O dinheiro roubado também foi recuperado pelos agentes. O caso foi registrado na Delegacia de Polícia de Barueri como roubo a estabelecimento comercial e localização e apreensão de veículo. A equipe de reportagem não conseguiu localizar a vítima e a defesa do preso para comentarem o caso.

  13. Novas negociações entre EUA e Irã podem ocorrer no Paquistão neste fim de semana; JD Vance não deve participar Delegação iraniana deve travar conversas com mediadores paquistaneses, segundo fontes da imprensa norte-americana. Secretário de Guerra vê chances de acordo. O chanceler iraniano iniciou uma série de viagens que inclui o Paquistão, onde conversas entre EUA e Irã foram travadas. Ele também irá à Rússia. . Ele não disse se participará de uma nova rodada de tratativas. A imprensa dos EUA diz que uma comitiva de Teerã deve conversar com paquistaneses nesta sexta (24). . O secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, disse ver boas chances de um acordo de paz com Irã, mas não informou se uma delegação de Washington irá ao Paquistão. . Hegseth afirmou ainda que o bloqueio naval dos EUA na entrada do Estreito de Ormuz está sendo ampliado. O estreito segue bloqueado. . No Líbano, o cessar-fogo entre Israel e Hezbollah foi prorrogado por mais três semanas, segundo anunciou Donald Trump.

  14. Wayback Machine Reprodução Há 30 anos, o portal archive.org guarda a memória da internet. Sua plataforma Wayback Machine contém mais de um bilhão de sites arquivados e funciona como uma ferramenta imprescindível, que permite a jornalistas, pesquisadores, historiadores e juristas acessar conteúdos originais de páginas que foram alteradas ou até mesmo excluídas. No entanto, esse projeto fundamental da entidade criada em São Francisco, nos EUA, enfrenta uma crise existencial. E a última ameaça vem justamente de quem mais precisa do arquivo — os veículos de imprensa. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Um número cada vez maior de empresas de comunicação vem negando o acesso do Internet Archive aos seus conteúdos. Segundo uma pesquisa da Nieman Foundation for Journalism, da Universidade de Harvard, pelo menos 241 portais de notícias de nove países já bloquearam o acesso da Wayback Machine. Entre eles estão o britânico The Guardian, o americano New York Times, o francês Le Monde e o USA Today, maior conglomerado jornalístico dos Estados Unidos. Veja os vídeos em alta do g1 Veja os vídeos que estão em alta no g1 LEIA TAMBÉM 'Pegou foto sem autorização', diz evangélica de 16 anos vítima de influencer que usou IA para sexualizar sua imagem em igreja Usar o celular enquanto carrega é perigoso? Veja em quais situações é preciso ter cuidado Abrindo mão de uma importante ferramenta O próprio USA Today publicou recentemente uma reportagem mostrando como a polícia de imigração americana, o ICE, havia ocultado informações na web sobre sua política de detenção. Para a apuração, o jornal utilizou conteúdos da Wayback Machine do archive.org, contradizendo a própria política da empresa, que agora bloqueia o acesso da plataforma a seus artigos. O motivo pelo qual os veículos de comunicação estão barrando o acesso à ferramenta que eles mesmos utilizam é simples. Os jornais temem que empresas de inteligência artificial, como OpenAI ou Google, acessem os conteúdos jornalísticos arquivados na plataforma para treinar seus modelos de linguagem — sem autorização e sem pagamento. "O problema é que os conteúdos do New York Times no Internet Archive são utilizados pelas empresas de IA, que infringem direitos autorais para concorrer diretamente conosco", declarou o porta-voz do NYT, Graham James. Milhares de consultas por segundo com robôs De fato, dados mostram que, no site archive.org, inúmeros robôs são usados para buscar conteúdos jornalísticos e utilizá-los no treinamento de modelos de IA — obtendo, assim, exatamente as informações que lhes são negadas. O diretor do Wayback Machine, Mark Graham, afirmou à revista Wired que algumas empresas chegaram a acessar os arquivos com dezenas de milhares de solicitações por segundo, a ponto de sobrecarregar temporariamente os servidores. Era algo que o archive.org não esperava. A organização sem fins lucrativos se apresenta como uma entidade comprometida com a internet aberta. "Exatamente como uma biblioteca clássica, oferecemos acesso gratuito a pesquisadores, historiadores, cientistas e pessoas com deficiência visual e ao público em geral. Nosso objetivo é possibilitar a todas as pessoas o acesso universal a todo o conhecimento", diz o lema da associação. Isso também exclui a possibilidade de bloquear robôs e rastreadores — o que levou às sanções impostas por grandes editoras e empresas de mídia. A Electronic Frontier Foundation (EFF), organização de direitos humanos especializada em questões digitais, compara a atitude dos veículos de imprensa a uma situação em que "um jornal proibisse bibliotecas de manter cópias de seu periódico". A história da internet pode se perder para sempre Desde então, mais de 100 jornalistas assinaram uma petição em apoio ao Internet Archive. Em carta aberta, eles afirmam: "Em um cenário de mídia digital em que artigos desaparecem devido à perda de links, fusões de empresas ou cortes de custos, os jornalistas dependem frequentemente da Wayback Machine do Internet Archive para recuperar páginas que, de outra forma, estariam perdidas. Sem esse trabalho contínuo de preservação da Internet, grande parte da história jornalística recente já teria se perdido." Mark Graham, do New York Times, afirmou também à Wired que está em conversas com as empresas de jornalismo para reaver o acesso. O desfecho ainda é incerto. "Não há dúvida de que o bloqueio crescente de grande parte da internet pública prejudica a capacidade da sociedade de compreender o que está acontecendo em nosso mundo", confessou Graham. Fragmentar a internet é inevitável? Getty Images Arquivo como infraestrutura pública Repórter especializado em mídia e fundador do socialmedia watchblog.de, Martin Fehrensen vê no archive.org o único registro funcional da web aberta. Caso a plataforma não consiga mais cumprir essa função, isso teria consequências graves, diz ele à DW. "Milhões de trechos da Wikipedia perderiam a referência; pesquisas sobre a responsabilidade das plataformas – ou seja, quais termos de uso vigoravam em cada momento, quais regras de moderação foram reformuladas e de que maneira – se tornariam significativamente mais difíceis; e as evidências digitais com valor probatório judicial seriam perdidas", explica, acrescentando que, especialmente para os veículos jornalístico, seria totalmente absurdo bloquear o arquivo. Segundo Fehrensen, há duas maneiras de se resolver esse conflito. "Precisamos de um diálogo com os editores, com uma separação técnica clara entre o arquivamento e o treinamento de IA, pois esse é o verdadeiro conflito, não o arquivo em si", explica o jornalista. A médio prazo, na opinião dele, deve ser criado um status jurídico especial para os arquivos da web. E, a longo prazo, o arquivamento da internet deve ser tratado como infraestrutura pública, não como um projeto isolado de uma ONG em São Francisco, acrescenta. "O fato de que, em 2026, ele ainda dependa de uma única organização é a verdadeira falha estrutural", conclui. Um conflito dramático – entre vários Não é a primeira vez que o Internet Archive luta para continuar existindo. Em setembro de 2024, um ataque hacker ao site resultou no roubo de 31 milhões de contas de usuário. Foi um duro golpe, mas a organização conseguiu se recuperar. No mesmo ano, o Archive perdeu um processo de direitos autorais em um tribunal de apelação dos EUA: as editoras Hachette, Penguin Random House, HarperCollins e Wiley entraram com uma ação contra o programa gratuito de empréstimo de e-books que o Archive havia lançado durante a pandemia de Covid-19, e obtiveram sucesso. Mais de 500 mil livros tiveram que ser retirados da plataforma. Mas o archive.org ainda enfrenta pedidos de indenização na casa dos milhões. Em comparação com essas derrotas, a ameaça atual representada pelos bloqueios da mídia é estruturalmente mais grave, pois não pode ser sanada por uma decisão judicial ou uma atualização. Ela é o resultado de inúmeras decisões corporativas que, em conjunto, minam a essência do Wayback Machine: a documentação completa da internet pública.

  15. Galinha bota ovo gigante com outro dentro em MG e caso impressiona nas redes sociais A agonia de uma galinha para botar um ovo e o resultado do seu esforço surpreenderam um casal de produtores rurais de Cássia, no Sul de Minas Gerais, e a internet. 📲 Siga a página do g1 Sul de Minas no Instagram O vídeo da ave botando um ovo muito maior do que o normal chamou a atenção nas redes sociais. Mas o que mais impressionou foi o que tinha dentro dele: além de uma gema, outro ovo com casca e tudo. Galinha botou ovo com outro ovo dentro em Cássia, MG Reprodução Instagram Os vídeos foram postados por Karina Heloísa e Guilherme Aparecido Souza Cruz. O casal costuma compartilhar a rotina da vida no sítio onde mora e os cuidados com as plantações e com os animais. O vídeo foi gravado após Karina perceber que uma de suas galinhas estava com dificuldade para botar um ovo. A ave não estava no ninho e se contorcia perto de uma cerca. “Vai, minha filha”, incentiva a produtora rural no vídeo. Após quase dois minutos de muito esforço, a galinha finalmente conclui a postura, arrancando reações de espanto: “Saiu, meu Deus do céu! A galinha ficou até tonta. É um ovo deformado. Olha o tamanho disso! ”, diz, surpresa. Karina Heloísa e Guilherme se espantaram com o tamanho do ovo que a galinha batizada de Famosa botou Reprodução EPTV A repercussão do vídeo foi grande e a galinha que virou celebridade acabou ganhando o nome de Famosa. “Nunca imaginei que um vídeo de galinha botando, por mais que seja surpreendente, subiria tanto”, afirma Karina. Segundo ela, um caso parecido já havia ocorrido com a mãe da galinha há muito tempo. “A gente nunca imaginou que isso ia acontecer de novo. Acho que é uma coisa rara”, diz. Ao quebrar o ovo, o casal teve outra surpresa: outro ovo, desta vez do tamanho normal, no seu interior. Causa pode ter sido o estresse Em Cássia, galinha bota ovo gigante e momento é registrado por sitiantes De acordo com a veterinária Samanta Maria Faleiros Corrêa casos semelhantes são raros, mas a explicação pode estar no estresse da galinha que sofreu um susto por conta da disputa do ninho com outra ave na hora da postura, o que fez com que ela fosse para o quintal. “O ovo que ia ser botado sobe de novo para o oviduto, onde são formados os ovos, e o corpo entende que tem que encapsular aquilo, formando um novo ovo só daquele material, e aconteceu de ter um ovo dentro do ovo”, explica. O ovo gigante entrou no cardápio da família. “Eu gosto da gema mole e o Guilherme da gema dura. Na frigideira mesmo, separei um pouquinho para cada lado. Todo mundo ficou feliz”, brinca Karina. Veja mais notícias da região no g1 Sul de Minas

  16. Sargento é preso nos EUA após lucrar R$ 2 milhões em plano contra Maduro O sargento das forças especiais dos EUA Gannon Ken Van Dyke, que participou da captura de Nicolás Maduro, foi preso por autoridades federais na última quinta-feira (23) sob a acusação de lucrar mais de US$ 400 mil (cerca de R$ 2 milhões) em apostas na destituição do líder venezuelano na plataforma Polymarket, segundo comunicado do Departamento de Justiça norte-americano. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Ao todo, o militar teria feito 13 apostas entre 27 de dezembro e 2 de janeiro, somando cerca de US$ 33 mil. O volume de operações pode indicar uma tentativa de pulverizar os valores investidos para evitar levantar suspeitas. Após a captura de Maduro e receber os lucros, o militar teria transferido a maior parte do dinheiro para uma carteira de criptomoedas no exterior e, em seguida, para uma conta recém-criada em uma corretora online. A estratégia pode ter sido uma tentativa de dificultar o rastreamento dos valores, já que transações em criptomoedas são registradas por meio de endereços digitais — e não diretamente vinculadas a nomes —, o que confere um grau de pseudonimato. Gannon Ken Van Dyke, sargento dos EUA que lucrou R$ 2 milhões em aposta sobre a captura de Maduro Reprodução/Redes Sociais Além disso, ao movimentar os recursos entre diferentes carteiras e plataformas, é possível fragmentar o caminho do dinheiro, tornando mais complexa a identificação da origem dos recursos por autoridades. No dia da operação, o militar sacou a maior parte dos ganhos supostamente ilegais da Polymarket. Após o anúncio da “Operação Resolução Absoluta”, relatos de movimentações atípicas passaram a circular na imprensa e nas redes sociais. Segundo a investigação, Van Dyke ainda tentou ocultar sua identidade. Em 6 de janeiro de 2026, pediu a exclusão da conta na plataforma, alegando falsamente ter perdido acesso ao e-mail. No mesmo dia, alterou o endereço eletrônico vinculado à conta de criptomoedas para outro, criado semanas antes e que não estava em seu nome. LEIA TAMBÉM: Brasil barra plataformas de previsões em política e esporte; decisão não afeta bets Apesar do esforço, o sargento norte-americano foi descoberto. Toda a movimentação atípica gerou suspeitas imediatas no mercado de previsões, resultando em uma investigação de meses que culminou na detenção do comando por uso de dados sigilosos para ganhos financeiros. “Nossos homens e mulheres em serviço recebem acesso a informações confidenciais para cumprir suas missões com segurança e eficácia, e são proibidos de usar esses dados altamente sensíveis para obter vantagem financeira pessoal”, disse o procurador-geral interino do FBI, Todd Blanche, na nota divulgada. O sargento agora responde por três acusações de violação da Lei de Bolsa de Mercadorias, com pena máxima de até 10 anos cada, além de fraude eletrônica (até 20 anos) e transação monetária ilegal (até 10 anos). LEIA MAIS: É #FAKE que foto mostre Maduro com rosto magro e abatido em audiência nos EUA Por onde anda Maduro? Ex-presidente da Venezuela volta nesta semana a tribunal O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, divulga foto de Nicolás Maduro após captura do líder venezuelano no dia 4 de janeiro de 2026 Reprodução

  17. Homem preso por engano em Jataizinho pede R$ 500 mil de indenização ao Estado O homem que foi preso por engano durante a investigação do assassinato de Marley Gomes de Almeida e da neta dela Ana Carolina Almeida, processou o Estado do Paraná. Na ação, o advogado de Reginaldo Aparecido dos Santos pede uma indenização de R$ 500 mil como forma de reparar os 43 dias em que ele ficou preso injustamente. O crime aconteceu no dia 22 de março de 2025, em Jataizinho, no norte do Paraná. Reginaldo foi detido quatro dias depois, por ter sido supostamente flagrado em um vídeo de câmera de segurança passando próximo à casa das vítimas no dia do crime. Ele só saiu da cadeia no dia 9 de maio, dois dias depois que outro homem, identificado como João Vitor Rodrigues, confessou ser o verdadeiro autor do assassinato de avó e neta. ✅ Siga o g1 Maringá e região no WhatsApp Na época, antes de ser preso, Reginaldo foi espacado por moradores e teve a casa invadida. Na ação, a defesa dele alega que ele foi vítima de violência física, moral, institucional e existencial e, por isso, há a necessidade de reparar o abalo sofrido. "As autoridades locais, mesmo diante da fragilidade das investigações, se manifestaram publicamente de forma convicta, tratando o Requerente como culpado, reforçando uma narrativa que jamais encontrou respaldo na realidade dos fatos. Tal postura, somada à ampla divulgação de sua imagem na imprensa regional, contribuiu para consolidar sua condenação social antecipada situação ainda mais devastadora em uma cidade de pequeno porte, onde o olhar acusador dos vizinhos e o estigma da falsa imputação permanecem como feridas abertas até hoje", argumentou a defesa na ação. Reginaldo ficou preso por 43 dias. Reprodução/RPC Londrina O advogado informou na ação que, atualmente, Reginaldo vive em moradia provisória, não possui recursos financeiros e está com a saúde fragilizada. Por isso, considerou que o valor pedido como indenização por danos morais é "justo e adequado à gravidade do caso". Em nota, o Governo do Paraná disse que ainda não foi informado oficialmente sobre o pedido de indenização. Veja a nota da íntegra: "A Procuradoria-Geral do Estado informa que o Governo do Estado não foi citado judicialmente e, portanto, não tem conhecimento formal sobre o pedido de indenização. A prisão foi feita no âmbito da investigação. Ele foi liberado assim que o autor confessou o crime." Leia também: BR-277: Jovem morto em engavetamento era herdeiro do grupo de concessionárias Barigüi Relato: 'Criança de muita luz', diz tia de menina que morreu após ser atingida por trave de futebol Entenda: gravação feita por empresário leva a investigação de fraude em licitação milionária Espancamento, casa invadida e falta de medicação Antes de ser preso, Reginaldo chegou a ser espancado por moradores do bairro depois que as imagens da câmera de segurança circularam nas redes sociais. Na época, em entrevista à RPC, afiliada da TV Globo no Paraná, ele disse que quebrou o maxilar e bateu a cabeça durante as agressões. "Destruíram [a casa]. Acabou a minha vida. Peguei até trauma daquele lugar. Estou até com medo da 'turma' chegar e bater em mim, lá", Reginaldo contou em entrevista à RPC. Na entrevista, Reginaldo disse que também foi agredido por policiais quando foi levado para passar por exames médicos. "Falava que era inocente e aí que eles batiam mais", contou. Ele teve a prisão temporária prorrogada, com a justificativa de "garantir a regularidade na coleta de provas e para preservar sua integridade física, diante da grande repercussão do caso e da intensa comoção pública", de acordo com uma nota divulgada pela polícia. A defesa de Reginaldo na época, disse que a Polícia Penal do Paraná também não viabilizou o medicamento para o tratamento contínuo de cirrose hepática e que isso fez o quadro dele piorar. Relembre o caso Segundo a Polícia Militar (PM-PR), avó e neta foram encontradas mortas dentro de casa pelo filho de Marley, quando ele foi ao endereço para visitar a mãe. De acordo com o registro, elas estavam deitadas na cama com sinais de violência. As duas tinham lenços amarrados no pescoço e foram cobertas por um edredom. Um pedido de desculpas estava escrito com sangue na parede, ao lado dos corpos. No final da mensagem havia um nome escrito. "Deculpa mae" [sic], dizia o recado. Ana e Marley em foto publicada nas redes sociais, em 2022. Redes sociais No dia 31 de janeiro de 2026, João Vitor foi condenado a 60 anos de prisão por ter matado Marley e Ana Carolina. Em depoimento, ele disse cometeu o assassinato com medo de ser reconhecido por elas, após ter invadido a casa onde elas estavam e roubado R$ 100 da bolsa da vítima. O Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR) entendeu que João Vitor cometeu duplo latrocínio e fraude processual. Ele está preso desde maio de 2025, quando confessou o crime à mãe e ela o denunciou à polícia. VÍDEOS: Mais assistidos do g1 Paraná Leia mais notícias no g1 Norte e Noroeste.

  18. Criança é salva por guarda municipal em Vitória de Santo Antão Um flagrante de solidariedade foi feito pela câmera corporal de um guarda municipal de Vitória de Santo Antão, na Zona da Mata Sul de Pernambuco, no dia 14 de abril. Uma criança de 2 anos, identificada como Ewellyn Vitória, se engasgou e já estava com a boca roxa quando foi salva pelos agentes (veja vídeo acima). A mãe de Ewellyn e uma vizinha estavam numa moto levando a criança engasgada a uma unidade de saúde quando encontraram a viatura da Guarda Municipal no caminho. A ação foi rápida: assim que o comandante da Ronda Ostensiva do município, Marvinier Américo, viu a situação, já iniciou as manobras de desengasgo. ✅ Receba no WhatsApp as notícias do g1 PE "Quando nossa equipe estava indo atender outra ocorrência, onde a gente pegou a avenida principal aqui, a Avenida Henrique de Holanda, e percebeu que estava com trânsito muito intenso e teve que desviar o caminho. E, nesse desvio de caminho, graças a Deus, a gente conseguiu fazer essa intervenção, o socorro da criança", contou o comandante à TV Globo. Quando os agentes saíram da viatura, Thaís Vitória Lima, mãe da criança, contou que a vítima tinha convulsionado e já estava com a boca roxa. Após fazer a manobra duas vezes, Ewellyn tossiu, o que indica um bom sinal. O socorro a vítimas não faz parte da rotina dos agentes da Guarda Municipal, mas Marvinier contou que, quando se deparou com a situação, imaginou que poderia acontecer algo parecido com a filha dele. "Minha esposa está gestante, com seis meses, e é uma filha, uma menina. Passou um filme na cabeça que ali poderia ser a minha filha", contou Marvinier. Câmera de Guarda Municipal filma salvamento de criança engasgada em Vitória de Santo Antão Reprodução/TV Globo Após realizar as manobras, os agentes levaram Ewellyn na viatura até uma unidade de saúde. Ainda no caminho, ela conseguiu vomitar e expelir o que estava obstruindo. Ela ficou bem logo em seguida. Foi um desvio na rotina habitual da ronda que ajudou no salvamento da criança. Mas a solidariedade começou bem antes, quando a menina ainda estava em casa e começou a apresentar os primeiros sinais de engasgo. Ao perceber que a filha estava passando mal, Thaís pediu ajuda aos vizinhos. Renata Pimentel, que é técnica de enfermagem e mora próximo, levou a criança na moto para procurar uma unidade de saúde. "Eu pensei nela como se fosse minha filha. O pessoal não foi negligente com ela, todo mundo se moveu, se comoveu com ela. É o verdadeiro amor pelo próximo. [...] Eu não conhecia [Ewellyn], não sabia quem era a mãe, onde ela morava, eu só estendi as mãos", disse Renata. Dias após o salvamento, a família se reencontrou com os agentes que ajudaram no socorro. Para a mãe de Ewellyn, o que fica é o sentimento de agradecimento. "Eu não tenho palavras, só gratidão por ter salvado minha filha. Vou ser eternamente grata", declarou Thaís. VÍDEOS: mais vistos de Pernambuco nos últimos 7 dias

  19. Mulher é encontrada amarrada, suja e ferida em apartamento de Itapoã, em Vila Velha Uma mulher de 37 anos foi resgatada após ser mantida em cárcere privado e submetida a tortura em um apartamento no bairro Itapoã, em Vila Velha, na Grande Vitória. Um casal foi preso suspeito do crime: uma mulher de 30 anos e um homem de 40. O caso foi descoberto no dia 19 de abril, após a Polícia Militar ser acionada por um homem ferido na cabeça, com sangramento intenso. Os suspeitos foram identificados como Nilo Perovano Ferreira e Lorrane Martins dos Santos. A mulher estava nua, amarrada a um colchão com o uso de um cinto, apresentava diversos ferimentos pelo corpo e estava coberta por fezes. Havia forte odor no ambiente, segundo relato dos policiais. A porta do quarto estava apenas encostada e a vítima não tinha condições de se locomover. O caso ainda segue em investigação. O g1 reuniu o que se sabe até agora e o que falta esclarecer sobre o caso. Confira abaixo: Onde a vítima estava A mulher foi localizada deitada em um quarto, amarrada a um colchão com um cinto, completamente nua, com ferimentos pelo corpo e coberta por fezes. Policiais que encontraram a vítima relataram que um forte odor se espalhava por toda a residência. Na casa, também havia um alicate do tipo corta-fio, que teria sido utilizado para agredi-la. LEIA TAMBÉM: CARIACICA: Universitária morre após carro dirigido pelo namorado capotar durante racha; ele fugiu ASSASSINATO: Manobrista foi morto por ciúmes após engravidar mulher que fazia parte de um trisal EM FAMÍLIA: Homem mata o próprio irmão a tiros durante briga e fere sobrinho em Linhares Mulher é mantida em cárcere privado, torturada e resgatada com o corpo coberto de fezes em Vila Velha Reprodução/TV Gazeta Como ela foi encontrada A mulher foi localizada após um professor de Educação Física de 43 anos ser chamado pelo suspeito Nilo Perovano Ferreira, de 40 anos, para ir até o local. Segundo a TV Gazeta, os dois estavam bebendo em um bar quando Nilo disse que uma colega dele havia caído e não estava movimentando as pernas, por isso, pediu ajuda. Ao chegar ao local, Nilo teria solicitado ao professor que limpasse a vítima, afirmando que não conseguiria fazer a limpeza. Nilo também informou que havia agredido a mulher com um alicate, atingindo o corpo dela com violência, o que teria feito com que a vítima não conseguisse mais movimentar as pernas. O professor ficou desesperado com a situação e tentou pedir socorro, mas foi impedido. Segundo a Polícia Militar, ele foi agredido, teve o celular quebrado e foi empurrado escada abaixo, quando acabou ferindo a cabeça. Mesmo assim, ele conseguiu acionar a corporação. Como a vítima foi parar no apartamento? Essa questão ainda não foi explicada pela polícia. Vizinhos relataram à TV Gazeta que a mulher encontrada em condições deploráveis morava com Nilo. Eles acreditam que os dois eram usuários de drogas, e afirmaram que não conheciam Lorrane. Polícia foi acionada e flagrou a situação Ao chegarem ao endereço indicado, os militares encontraram Nilo e a namorada, Lorrane Martins dos Santos, 30 anos, em frente à residência. Inicialmente, o casal alegou que o desentendimento com o professor teria ocorrido porque o homem tentou beijar Lorrane à força. No entanto, os policiais desconfiaram da situação devido ao estado físico do professor e ao forte odor de fezes vindo do local, e entraram no imóvel. Os militares também disseram ter ouvido um gemido vindo de dentro da casa. Os suspeitos foram presos? Sim. Inicialmente, o casal Nilo e Lorrane negou o crime. Os dois foram autuados em flagrante por tortura, tentativa de homicídio, cárcere privado e associação criminosa. Após os procedimentos, foram encaminhados ao sistema prisional. A Secretaria de Estado da Justiça (Sejus) informou que, dois dias depois, Lorrane recebeu alvará de soltura e deixou o sistema prisional na última terça (21). O caso seguirá sob investigação da Polícia Civil. Material foi encontrado pela polícia no apartamento onde mulher de 37 anos foi torturada em Vila Velha, no Espírito Santo Reprodução/ Polícia Militar Alicate apreendido No apartamento, a polícia também apreendeu um alicate do tipo corta-fio, que teria sido utilizado para agredir a mulher. Nilo admitiu à polícia que mantinha a vítima detida havia cerca de duas semanas e disse que ela era uma pessoa com deficiência. Embora Lorrane tenha afirmado desconhecer a situação, alegando que estava apenas de visita, seus pertences pessoais foram encontrados no quarto adjacente ao local onde a mulher estava presa. Por isso, ela também foi detida. *Com informações de Julia Afonso. Vídeos: tudo sobre o Espírito Santo Veja o plantão de últimas notícias do g1 Espírito Santo

  20. Casal de influenciadores nômades se 'aposenta' e fixa moradia no RS Você já pensou em ser nômade? Trocar a rotina fixa por aeroportos, fusos horários, culturas diferentes e decidir todos os dias onde comer, dormir e trabalhar? Durante anos, essa foi a realidade dos criadores de conteúdo Marina Guaragna, de 31 anos, e do marido, Will Ritt, de 41. Sem endereço fixo, eles cruzaram o mundo até perceberem que a liberdade também pode pedir uma pausa. 📲 Acesse o canal do g1 RS no WhatsApp Agora, depois de quase uma década em viagens contínuas, o casal decidiu dar um novo significado à palavra "voltar". Sem abandonar as viagens, os dois resolveram criar um lar com endereço fixo no estado natal, no Rio Grande do Sul, apostando em uma base para descansar, reunir a família e reorganizar a vida entre uma viagem e outra. A construção de um lar próprio em Porto Alegre não significa o fim das viagens, mas representa uma pausa estratégica, um respiro necessário após quase uma década direto de estrada. Anos no mundo e o desejo de voltar Casal Will Ritt e Marina Guaragna no Sudeste Asiático Divulgação/ Marina Guaragna Durante seis anos, Marina viveu como "nômade digital". Will, ainda mais experiente nesse vaivém, soma nove anos cruzando fronteiras. Juntos, colecionaram países que não são contados na ponta do lápis. "Eu não conto países, gosto de contar só experiências, vivências, porque não é uma corrida, nem um checklist. Então, se eu morrer e tiver visitado 20 países, 10 países e aproveitado muito bem, conhecido muito bem, estou muito feliz. Não preciso conhecer todos os países do mundo, apesar de que gostaria, mas não quero correr, quero conhecê-los com calma", confessa Marina. Índia e China ocupam lugar especial no coração pelos contrastes culturais e pela sensação constante de estar em outro mundo. Eles buscam o choque cultural. No entanto, agora, depois de tantos lugares e histórias espalhadas pelo mapa, o casal entende que viajar também fica melhor quando existe um lugar para voltar. Agora, o casal encara outro tipo de aventura: escolher móveis, discutir planta, planejar reforma e imaginar como será, pela primeira vez, chegar em casa sabendo exatamente onde está cada coisa. A decisão animou não só os dois. Familiares e amigos reagiram com entusiasmo (e até certo alívio). "Todo mundo ficou muito animado. A família ficou bem feliz. Eles já estavam tipo: 'vocês precisam parar um pouco, ter uma casa'", conta Marina. Ao fazer um balanço da experiência nômade, Marina comenta que viajar ensinou em pouco tempo mais do que todo o resto da vida. Contudo, ao mesmo tempo, a rotina de mudanças constantes também trouxe desgaste e revelou limites que nem sempre ficam aparentes para quem acompanha à distância. A rotina exige escolhas o tempo todo: descobrir onde comer, como se locomover, onde comprar o básico. Sem o conforto do automático, tudo vira escolha. Ter um lar, nesse contexto, surge como porto seguro. "Ter uma base, um lar, uma geladeira nossa, poder fazer nossa comida, poder sentar no nosso sofá, ver uma TV, descansar", enumera Marina. Galerias Relacionadas O apartamento na Capital A decisão não veio de um dia para o outro. Foi amadurecida aos poucos, em conversas que começaram anos atrás e ganharam força recentemente. Curiosamente, amigos que também vivem na estrada estavam passando pelo mesmo processo. Muitos começaram a buscar uma base, um “cantinho” para chamar de seu. Porto Alegre entrou no radar do casal por vários motivos. Marina conta que o casal chegou a cogitar outras cidades, inclusive São Paulo, mas a capital gaúcha falou mais alto. Estar perto da família e dos amigos foi um dos principais fatores de escolha. A familiaridade com a cidade também. "Quando a gente está indo para uma nova cidade, tem todo aquele esforço de conhecer a cidade, de entender os lugares, de conhecer os lugares. Ia ser mais um esforço de conhecer um novo lugar. Então, a gente queria estar onde a gente sente em casa, onde a gente já conhece, já sabe o que tem, onde tem, que dias tem, já está mais habituado", comenta a influenciadora. A casa escolhida carrega um valor simbólico forte: é o apartamento onde Will nasceu e cresceu, no Centro Histórico de Porto Alegre. O imóvel, que pertence à família, estava vazio e agora será completamente reformado. A escolha não é apenas prática, mas afetiva. O lugar faz parte da história do viajante, tanto que virou tatuagem: um desenho de casa, com o número do andar onde ele viveu a infância. A reforma Agora, o casal vive a fase pré-obra. Entre lojas de móveis, reuniões com arquiteta e conversas com marcas, Marina e Will planejam uma casa que fuja do óbvio. A ideia é identidade em cada escolha: apostar em cores e soluções pouco convencionais. "É um momento que a gente quer fazer uma casa muito do nosso jeitinho, não muito usual", revela a influencer. Como criadores de conteúdo, eles pretendem dividir cada etapa do processo com os seguidores, mesclando temas de viagem com o cotidiano da nova rotina doméstica. A reforma deve começar em maio, se tudo ocorrer como esperado. Até lá (e mesmo depois), as viagens continuam. A diferença é que, ao voltarem, haverá um endereço fixo esperando por eles. A casa também deve ajudar na organização do trabalho: preparar conteúdos antes das viagens, ter mais foco quando estiverem no Brasil e, quem sabe, passar mais tempo no país entre um destino e outro. "Ter uma casa oficial pra gente ficar é um motivo a mais pra ficar um pouco mais no Brasil, mas seguir gravando a mesma quantidade de conteúdos", comenta. VÍDEOS: Tudo sobre o RS

  21. Como moradores se mobilizam para decorar 'rua da Copa' em Manaus e manter viva tradição Milhares de tiras de plástico que viram arte e colorem uma das ruas mais tradicionais de Manaus em tempos de Copa do Mundo. Na Rua 3, no bairro Alvorada, Zona Centro-Oeste da capital, moradores já iniciaram os preparativos para transformar a via na “rua da Copa”, mantendo uma tradição de mais de 30 anos. Com mais de 200 metros de extensão, a rua é enfeitada com milhares de bandeirinhas, pinturas no asfalto e estruturas cenográficas. O local também costuma transmitir os jogos da seleção e ser um ponto de encontro entre torcedores. A iniciativa ganhou reconhecimento internacional e já foi destaque em publicações da Fifa, entidade que organiza o mundial. A menos de 50 dias para a estreia do Brasil no torneio, o g1 acompanhou como estão os preparativos dos moradores para transformar a rua em mosaicos que exalam a paixão brasileira pelo futebol e dão cores ao sonho do hexa. Assista acima. 📲 Participe do canal do g1 AM no WhatsApp Um dos organizadores, Leandro Libório, explicou que o projeto é mantido com o esforço coletivo dos próprios moradores. “São mais de 34 anos de tradição. A cada Copa, a gente traz algo diferente. A comunidade é o nosso maior patrocinador. Todo mundo ajuda, compra material, participa das reuniões e vem para a rua trabalhar”, afirmou. Segundo ele, o período de preparação também fortalece a convivência entre os vizinhos. “É um momento único. Pessoas que quase não saem de casa passam a participar, ajudam a amarrar bandeirinhas, a pintar. Os moradores colocam cadeiras na frente de casa, compartilham comida com quem está trabalhando. É uma festa antes mesmo da Copa começar”, disse. Rua 3, no Alvorada, inicia preparativos para a Copa e mantém tradição de mais de 30 anos em Manaus. Francisco Bento/Rede Amazônica A organização estima que a ornamentação deste ano cubra cerca de 240 metros da via. De acordo com outro organizador, Ezequiel Libório, o cronograma inclui montagem de portais, pintura artística e instalação de estruturas para receber o público. “Nós estamos finalizando a produção das bandeirinhas e começando a montagem dos portais. Depois, entra a pintura, que este ano terá mais de 80 latões de tinta. A inauguração está prevista para o dia 10 de junho, com programação especial”, explicou. Entre as novidades desta edição estão dois palcos para apresentações musicais e uma pintura em 3D no chão, produzida por artistas de Parintins. “A Rua 3 vai se tornar uma grande tela. Teremos dois palcos, shows e uma pintura que vai surpreender quem vier visitar. A expectativa é fazer ainda mais bonito”, destacou. Por que milhares de pessoas estão correndo juntas pelas ruas de Manaus à noite? Conheça o 'Corre de Quinta'; VÍDEO Projeto mostra como deve ficar a 'Rua da Copa' em Manaus. Francisco Bento/Rede Amazônica Moradores atravessam a madrugada para finalizar decoração O trabalho conta com a participação direta dos moradores, que se revezam em jornadas intensas para concluir a decoração. O pintor Christian Araújo, que mora na Rua 3, contou que o esforço é coletivo e contínuo. “A gente começa cedo e, muitas vezes, atravessa a madrugada trabalhando. Mesmo com chuva ou sol, todo mundo se dedica para deixar tudo pronto. É cansativo, mas é gratificante ver o resultado e receber o público aqui”, contou. Pintor Christian Araújo, que vive na rua, contou que o esforço é coletivo e contínuo para ornamentar a Rua 3 em Manaus. Francisco Bento/Rede Amazônica Além da ornamentação, a "rua da Copa" também se torna ponto de encontro durante os jogos do Brasil, com telões, programação cultural e ambiente familiar. Segundo os organizadores, nunca houve registros de confusão durante os eventos. A expectativa é que, mais uma vez, a Rua 3 receba grande público durante o mundial, mantendo viva uma das tradições mais conhecidas de Manaus no período da Copa do Mundo. Rua 3, no Alvorada, inicia preparativos para a Copa e mantém tradição de mais de 30 anos em Manaus. Francisco Bento/Rede Amazônica Reconhecimento da Fifa A ornamentação da rua já é tradicionalmente conhecida e, no mundial de 2022, o perfil da Fifa no X publicou fotos que mostram a decoração no local. Na publicação, a entidade disse: "O entusiasmo está sendo construído ao redor do mundo para a Copa do Mundo da Fifa". Confira abaixo a publicação da época. Initial plugin text Moradores do bairro Alvorada se mobilizam para transformar rua para Copa do Mundo

  22. Seção eleitoral improvisada nas eleições municipais em Deir el-Balah, na Faixa de Gaza. Eyad Baba/ AFP Os palestinos da Cisjordânia e de uma zona central de Gaza comparecem às urnas neste sábado (25) para eleger prefeitos e vereadores nas primeiras eleições desde o início da guerra, caracterizadas pelo desânimo e um panorama político reduzido. Cerca de 1,5 milhão de pessoas estão registradas para votar neste pleito municipal na Cisjordânia, ocupada por Israel. Outras 70 mil pessoas podem votar na área de Deir al Balah, em Gaza, segundo a Comissão Eleitoral Central com sede em Ramallah. A maioria das listas eleitorais está alinhada com o partido Fatah, nacionalista, laico e liderado pelo presidente Mahmoud Abbas, ou concorre como independente. Não há listas vinculadas ao movimento islamista Hamas, o arquirrival do Fatah que controla quase a metade da Faixa de Gaza e cujo ataque de 7 de outubro de 2023 contra Israel desencadeou a guerra. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Na maioria das cidades, as candidaturas apoiadas pelo Fatah enfrentarão listas independentes lideradas por candidatos de grupos como a Frente Popular para a Libertação da Palestina (marxista-leninista). Mahmoud Bader, um empresário da cidade de Tulkarem, no norte da Cisjordânia, onde dois campos de refugiados adjacentes estiveram sob controle militar israelense por mais de um ano, disse que votaria embora tivesse poucas esperanças de uma mudança significativa. "Sejam candidatos independentes ou partidários, não tem nenhum efeito e não terá nenhum efeito nem benefício para a cidade", opinou ele para a AFP. "A ocupação [israelense] é quem governa Tulkarem. Seria apenas uma imagem exibida para a mídia internacional, como se tivéssemos eleições, um Estado ou independência", disse ele Em muitas cidades, incluindo Nablus e Ramallah, sede da Autoridade Palestina, apenas uma lista foi apresentada, o que significa que será a vencedora automaticamente, sem necessidade de votação. As seções eleitorais na Cisjordânia permanecerão abertas das 7h às 21h locais (de 1h às 15h em Brasília), enquanto em Deir al Balah as urnas fecharão às 17h (11h em Brasília). A medida ocorre para que a apuração seja feita sob a luz do dia pela falta de eletricidade nesse território devastado pela guerra, informou a comissão eleitoral à AFP. Palestino deposita sua cédula de voto em seção eleitoral improvisada na Faixa de Gaza Eyad Baba / AFP O coordenador da ONU, Ramiz Alakbarov, elogiou a comissão por organizar um "processo crível". "As eleições deste sábado representam uma oportunidade importante para que os palestinos exerçam seus direitos democráticos durante um período excepcionalmente difícil", disse Alakbarov em comunicado. 'Confirmação de que seguimos existindo' Controlada pelo Hamas desde 2007, Gaza realizará sua primeira votação desde as eleições legislativas de 2006, vencidas pelo movimento islamista. Nesse território, a Autoridade Palestina liderada por Abbas participa do pleito de Deir al Balah apenas "como um experimento" para colocar à prova o seu próprio "sucesso ou fracasso, pois não há pesquisas de opinião no pós-guerra", explicou à AFP Jamal al Fadi, cientista político da Universidade Al Azhar do Cairo, no Egito. Mahmoud Abbas foi eleito para um mandato de quatro anos em 2005, mas permanece no poder desde então. GETTY IMAGES Abbas, que atualmente tem 90 anos e está há mais de 20 no poder sem nunca ter sido reeleito, promete com frequência eleições legislativas e presidenciais que nunca ocorreram. Deir al Balah foi escolhida porque era um dos únicos lugares de Gaza onde "a população se manteve majoritariamente no local e não foi deslocada" por mais de dois anos de guerra entre Hamas e Israel, disse Fadi. Farah Shath, de 25 anos, estava emocionada de votar pela primeira vez. "Embora não se pareça com nenhuma outra eleição no mundo, é uma confirmação de que seguimos existindo na Faixa de Gaza apesar de tudo", disse ela à AFP. A comissão eleitoral assegurou que recrutou pessoal de organizações da sociedade civil e contratou "uma empresa de segurança privada para proteger os centros de votação" em Gaza, assinalou o porta-voz Fared Tamala à AFP. No entanto, uma fonte dentro da comissão em Gaza, que pediu anonimato, afirmou que "a polícia do Hamas insistiu em garantir a segurança do processo eleitoral em Deir al Balah".

  23. Xi Jinping e Lula na China Ricardo Stuckert / Presidência da República Em 23 de julho de 2025, Donald Trump assinou ordem para exportar “pacotes completos” de inteligência artificial, colocando o Brasil entre destinos prioritários ao lado de Egito e Indonésia. A medida intensifica a disputa com a China por influência tecnológica global. No mesmo período, o Brasil firmou memorando com Pequim e negocia com Washington, enquanto amplia dependência de infraestrutura digital estrangeira. 📩 Assine a newsletter do Guia de Compras do g1 com testes e dicas de tecnologia O Brasil está nominalmente na lista de destinos prioritários. Ao lado do Egito e da Indonésia, o país figura entre os mercados emergentes onde a presença americana precisa ser consolidada, antes que a influência chinesa se torne irreversível. Para entender o que isso representa na prática, vale olhar o que aconteceu com o Japão. Em outubro de 2025, durante a visita de Trump a Tóquio, os dois países assinaram um “Technology Prosperity Deal”, um acordo de alinhamento em política de IA que vai muito além da compra e venda de hardware. Veja os vídeos que estão em alta no g1 O documento inclui compromissos sobre padrões técnicos, frameworks de governança, fluxo de dados e cooperação em segurança digital. O Japão passou a integrar estruturalmente a órbita tecnológica americana, não apenas como parceiro comercial, mas como parceiro normativo. Washington quer replicar esse modelo em escala. A lógica americana é clara e, num certo sentido, legítima. A China exporta tecnologia de IA num modelo que analistas descrevem como “full-stack com condições embutidas”: hardware subsidiado, software com lógica de caixa preta e frameworks de governança que replicam o modelo regulatório de Pequim. Washington entendeu que competir chip a chip não é suficiente. É preciso exportar o ecossistema inteiro e, com ele, a arquitetura normativa que o acompanha. Para o Brasil, o problema é que os dois modelos chegam com política externa no rodapé do contrato. Em 2025, o governo Lula assinou um memorando de entendimento com a China para aprofundar a colaboração em inteligência artificial. No mesmo período, Brasília avançava nas conversas com Washington sobre o programa de exportação de IA e recebia anúncios de bilhões de dólares em data centers da Microsoft, Amazon e Oracle. Do ponto de vista diplomático, é um malabarismo admirável. Do ponto de vista tecnológico, é uma contradição estrutural que vai cobrar seu preço mais cedo do que se imagina. A questão central não é quem vende o chip. É quem treinou o modelo. Os grandes sistemas de linguagem e tomada de decisão que o setor público e privado brasileiro já usa, na análise de crédito, na triagem de políticas, na recomendação de conteúdo e na gestão de contratos foram desenvolvidos majoritariamente por empresas americanas, segundo padrões americanos, com dados que refletem realidades americanas. O viés não é necessariamente malicioso. Mas é estrutural. E tende a se aprofundar na medida em que o Brasil sustenta sua infraestrutura cognitiva sobre servidores sujeitos ao CLOUD Act americano, a lei que autoriza o governo federal dos EUA a requisitar dados armazenados por provedores americanos em qualquer jurisdição do mundo, independentemente de onde o servidor esteja fisicamente localizado. O próprio debate regulatório revela a ambiguidade. O Senado brasileiro tem acompanhado de perto o AI Act europeu como referência normativa para sua legislação nacional, e o projeto em discussão cria um sistema de governança de IA sob a responsabilidade da Autoridade Nacional de Proteção de Dados. Na teoria, é soberania. Na prática, o discurso regulatório aponta para autonomia, mas a implementação é operada por corporações multinacionais americanas. O Brasil faz a lei, mas quem comanda a infraestrutura sobre a qual essa lei incide são outros. Isso não é uma acusação. É uma descrição de como o poder funciona no século 21. Brasil é maior mercado de dados da América Latina A boa notícia é que o Brasil tem cartas genuínas nessa mesa. É o maior mercado de dados da América Latina, tem uma das matrizes energéticas mais limpas do mundo, o que importa imensamente para data centers, e produziu o PIX, um dos sistemas de pagamentos digitais mais sofisticados em operação no planeta. Quando Washington e Pequim disputam o Brasil como parceiro de IA, não o fazem por generosidade. É porque o país tem o que ambos precisam: escala, energia e população conectada. A dependência, se vier, será escolhida, não imposta. A pergunta que o debate público brasileiro ainda não fez com a seriedade necessária é esta: ao aceitar o pacote completo de IA americano, com seus chips, seus modelos, seus padrões de governança e suas obrigações de compliance, o que o Brasil está abrindo mão em troca? Não em termos comerciais, mas em termos de autonomia sobre decisões que, daqui a dez anos, serão tomadas por sistemas que alguém, em algum lugar, já programou.

  24. A campanha contra o voto feminino nos EUA "Que direito você tiraria das mulheres?", pergunta um apresentador de podcast. "Eu eliminaria o direito ao voto de centenas de grupos, das mulheres, com certeza", responde o influenciador de ultradireita Nick Fuentes. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Nem parece sério, mas é real: cresce o número de vozes nos Estados Unidos que defendem o fim do direito ao voto feminino. "Um voto por família, mas decidido pelo marido." Essa é a opinião defendida pela Igreja de Cristo do pastor Doug Wilson, que integra a Comunhão de Igrejas Evangélicas Reformadas. A ideia da "feliz submissão das esposas aos maridos" também é pregada nos púlpitos e nas redes sociais pelo pastor Dale Partridge. Em fevereiro, ele publicou no Instagram que "as mulheres votam de forma emocional", que "a política nacional está feminizada", e defendeu o fim da 19ª Emenda. A 19ª Emenda transformou os EUA em uma democracia plena ao garantir o direito de voto às mulheres há 126 anos. Agora, o governo Trump propôs uma reforma eleitoral que cria obstáculos burocráticos ao voto de mulheres casadas que adotaram o sobrenome do marido. Não é o fim da 19ª Emenda, mas representa uma grande dificuldade para o exercício desse direito. Ativistas como Nick Fuentes, que ganham espaço entre a ultradireita frustrada com promessas não cumpridas de Trump, estão levando esse discurso para a chamada "machosfera", que domina diversas redes sociais. E pior: não é um discurso exclusivamente masculino. A comentarista política conservadora Helen Andrews escreveu um artigo sobre os perigos do que chama de "a grande feminização institucional", um argumento que abre caminho para a exclusão. E o jornal "The New York Times" publicou uma reportagem sobre mulheres que acreditam que elas próprias deveriam perder o direito ao voto. Essas mulheres são adeptas do patriarcado bíblico e apoiam apenas um voto por domicílio. Esse repúdio público ao voto feminino surge num momento em que, nos círculos mais conservadores, as mulheres têm sido responsabilizadas pela instabilidade econômica e no mercado de trabalho, pelas leis que protegem o aborto nos estados e pelo avanço de políticos com agendas progressistas. Lembrando que, nos EUA, as mulheres tendem a votar mais em candidatos do Partido Democrata. Mulheres sufragistas na França, durante as campanhas do movimento que lutou pelo direito ao voto feminino, em 1930 Keystone-France/Gamma-Keystone via Getty Images

  25. Empresa gaúcha Baldo patrocina a Seleção Argentina de futebol Reprodução/ Redes sociais/ Instagram Fundada há mais de um século no interior do Rio Grande do Sul, a Baldo construiu sua trajetória a partir de um símbolo ligado à cultura sul-americana: a erva-mate. Agora, essa história atravessa fronteiras e entra em campo em um dos maiores palcos do esporte global, com o patrocínio à Seleção Argentina para a Copa do Mundo. A parceria com a Associação do Futebol Argentino (AFA) nasce de uma afinidade que vai além de contratos. Assim como com os gaúchos, o mate faz parte do cotidiano dos hermanos. Ele faz parte de uma cultura que envolve partilha e tradição. 📲 Acesse o canal do g1 RS no WhatsApp "O ato de matear é um símbolo autêntico da América do Sul. Ele atravessa fronteiras, aproxima pessoas e carrega consigo valores como convivência, tradição e energia compartilhada. Nesse sentido, o futebol se apresenta como um território natural para essa conexão, pois também representa identidade, encontro e paixão coletiva", pontua a Baldo. E é nesse contexto de identidade cultural que a parceria com a Seleção Argentina se consolida. A união entre Baldo e AFA representa o encontro de dois universos que compartilham valores como respeito à história e compromisso com legado. De acordo com a empresa, "trata-se da união de dois universos que já estavam conectados no dia a dia dos atletas, das concentrações e da própria essência do futebol argentino". O país vizinho é tido como importante mercado para a marca, uma vez que o consumo de erva-mate chega aos 270 milhões de kg por ano, segundo dados do Instituto Nacional de la Yerba Mate (INYM). Chimarrão pronto é destaque em cafeteria de Porto Alegre História que começa no campo Lionel Messi tomando chimarrão Reprodução/Redes sociais A trajetória da empresa começa há mais de cem anos, em 1920, na cidade de Vespasiano Correa, na Serra Gaúcha, quando os irmãos João, Antônio e Luiz Baldo, filhos de imigrantes italianos, deram início a uma pequena produção artesanal de erva-mate. A partir da década de 1970, a Baldo expandiu sua atuação industrial, incluindo o beneficiamento de soja e investindo continuamente na modernização de seus processos. Novas unidades foram inauguradas fora do Rio Grande do Sul. Hoje, a empresa conta com mais de 500 colaboradores diretos, distribuídos em cinco unidades fabris no Brasil, e atua como exportadora de erva-mate e de soluções à base da planta, com produtos consumidos em diversos países. O que diz a Baldo "A Baldo se posiciona nesta parceria com profundo respeito e gratidão. Entendemos que a Seleção Argentina pertence aos argentinos e reconhecemos a força desse sentimento, construído por gerações e sustentado por uma cultura apaixonada pelo futebol. Nosso papel é nos somarmos a essa história valorizando aquilo que realmente está no centro dessa conexão: a erva-mate. O ato de matear é um símbolo autêntico da América do Sul. Ele atravessa fronteiras, aproxima pessoas e carrega consigo valores como convivência, tradição e energia compartilhada. Nesse sentido, o futebol se apresenta como um território natural para essa conexão, pois também representa identidade, encontro e paixão coletiva. A parceria com a Associação do Futebol Argentino reflete um movimento orgânico, construído a partir dessa cultura comum. Mais do que uma associação institucional, trata-se da união de dois universos que já estavam conectados no dia a dia dos atletas, das concentrações e da própria essência do futebol argentino. Compartilhamos valores fundamentais como a busca constante pela excelência, o compromisso com qualidade e o respeito à nossa história. Estar ao lado de uma entidade que exige os mais altos padrões reforça o nosso propósito de levar a erva-mate a novos mercados, sempre com autenticidade e responsabilidade. Mais do que um patrocínio, esta é uma parceria estratégica entre duas instituições que entendem o valor do trabalho consistente, da tradição e da construção de legado. A sinergia entre Baldo e AFA fortalece ambas as marcas, integrando a mística da Seleção Argentina com a trajetória sólida de uma empresa profundamente enraizada na cultura do mate. Seguimos felizes e honrados por fazer parte deste movimento, com a consciência de que a grande protagonista desta história continua sendo a erva-mate — um símbolo que une povos, transcende fronteiras e agora ganha ainda mais espaço no cenário global." VÍDEOS: Tudo sobre o RS

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