Enviar uma pergunta? CLICK AQUI
Seg - Sexta: 7:30 - 17:00
Sáb-Dom Fechado
3262 7482 - 3262 7483
16 99781 3817
16 99742 1727
Rua Barão do Rio Branco, 347 - Centro
Itápolis/SP

G1 GLOBO (Tudo Diário)

Últimas notícias do Brasil e do mundo, sobre política, economia, emprego, educação, saúde, meio ambiente, tecnologia, ciência, cultura e carros. Vídeos dos telejornais da TV Globo e da GloboNews.

  1. Maio bordô alerta sobre os impactos da enxaqueca na população A dor começa atrás dos olhos. Ou como um aperto constante na cabeça inteira. Às vezes vem acompanhada de náusea, intolerância à luz, tontura ou flashes luminosos. Em outras, parece só efeito de um dia estressante. Mas dor de cabeça não é tudo igual —e identificar os sinais que acompanham cada tipo de cefaleia pode evitar anos de crises recorrentes, automedicação e diagnósticos tardios. Embora a maioria das dores seja benigna, neurologistas afirmam que sintomas como localização, intensidade, frequência e alterações neurológicas ajudam a diferenciar os principais quadros. E isso faz diferença porque enxaqueca, cefaleia tensional e dor provocada pelo excesso de analgésicos exigem abordagens diferentes. Sensação de pressão costuma indicar cefaleia tensional cefaleia tensional Freepik A cefaleia tensional é o tipo mais comum de dor de cabeça. Em geral, provoca sensação de pressão ou aperto nos dois lados da cabeça, como se houvesse um peso contínuo comprimindo a região. A dor pode irradiar para o pescoço e os ombros e costuma aparecer em períodos de estresse, privação de sono, ansiedade ou fadiga visual. Diferentemente da enxaqueca, não costuma vir acompanhada de náusea, vômitos ou grande sensibilidade à luz. A neurologista Renata Londero, coordenadora do Departamento Científico de Cefaleia da Academia Brasileira de Neurologia, explica que tanto a cefaleia tensional quanto a enxaqueca podem ser desencadeadas pelo estresse —o que muda é o padrão da dor e os sintomas associados. O aumento do tempo diante de telas também passou a pesar nessa equação. Segundo os especialistas, horas seguidas no celular ou computador favorecem tensão muscular, piora do sono, ressecamento ocular e sobrecarga visual —combinação frequentemente ligada ao aumento das crises. Enxaqueca afeta mais do que a dor enxaqueca AdobeStock Na enxaqueca, a dor costuma ser pulsátil, mais intensa e frequentemente concentrada de um lado da cabeça, embora possa alternar entre os lados. Mas o quadro vai muito além da dor. Durante as crises, é comum que o paciente apresente náusea, vômitos, hipersensibilidade à luz, sons e cheiros, além de dificuldade para se concentrar ou realizar tarefas simples. Neurologista do Hospital São Luiz Morumbi, da Rede D'Or, Márcio Sueto afirma que muitos pacientes relatam lentificação do pensamento durante as crises, com dificuldade para compreender textos ou manter conversas. Em cerca de um terço dos casos, a enxaqueca vem acompanhada da chamada aura —alterações neurológicas transitórias que surgem antes ou no início da dor. Os sintomas mais conhecidos são flashes luminosos, pontos brilhantes, embaçamento visual e formigamento. Em alguns casos, também podem ocorrer tontura e fala enrolada. A neurologista Sara Casagrande, membro da Sociedade Brasileira de Cefaleias e da International Headache Society, afirma que um dos problemas mais comuns é que muitos pacientes passam anos tratando a enxaqueca apenas com analgésicos até que a dor “muda de padrão” e começa a se parecer com tensão muscular ou dor cervical. Segundo ela, isso pode dificultar o diagnóstico e contribuir para a cronificação do quadro. O remédio pode virar parte do problema E aí surge outro problema frequente nos consultórios: a cefaleia provocada pelo uso excessivo de medicação. Tomar analgésico para aliviar uma crise parece um gesto inofensivo. Mas o uso frequente dessas medicações pode alimentar um ciclo difícil de interromper. Neurologistas chamam esse quadro de cefaleia por abuso de medicação —situação em que o cérebro passa a responder pior aos estímulos de dor depois da exposição repetida aos remédios. Sueto explica que o problema costuma ser identificado quando o paciente apresenta dor de cabeça em 15 ou mais dias por mês e mantém uso regular de medicamentos para dor por mais de três meses. Sara Casagrande afirma que muitos pacientes passam a desenvolver uma espécie de dependência do analgésico. “A dor melhora parcialmente e depois volta”, afirma. Entre os medicamentos mais associados à cronificação estão remédios combinados com cafeína, opioides e alguns tratamentos específicos para enxaqueca. Quando a dor exige avaliação urgente Embora a maioria das dores de cabeça seja benigna, alguns sintomas exigem atendimento imediato. Entre os principais sinais de alerta estão: dor súbita e extremamente intensa; perda de força; alteração da fala; perda visual; convulsões; febre associada à cefaleia; confusão mental; dor após trauma; piora progressiva ao longo dos dias. Nesses casos, a cefaleia pode estar associada a problemas graves, como meningite, hemorragias cerebrais e acidente vascular cerebral (AVC). Especialistas também recomendam investigação quando a dor aparece em três ou mais dias por mês durante pelo menos três meses consecutivos. Tratamento mudou nos últimos anos Os tratamentos para enxaqueca avançaram de forma importante nos últimos anos com o desenvolvimento de medicamentos direcionados aos mecanismos da doença, como os anticorpos monoclonais anti-CGRP. Também há expectativa pela chegada de novas drogas orais da classe dos gepants ao Brasil. E, nesta segunda-feira (25), a Agência Nacional de Vigilância Sanitária aprovou o registro do Nurtec ODT, da Pfizer, primeiro medicamento oral com rimegepanto autorizado no país para tratar e prevenir crises de enxaqueca. O remédio dissolve na boca e pertence justamente à classe dos gepants, desenvolvida para bloquear a ação do CGRP, proteína ligada à inflamação e à transmissão da dor durante as crises. Mas os neurologistas reforçam que remédio sozinho não resolve. Sono regular, atividade física, alimentação adequada, hidratação e manejo do estresse continuam sendo parte central do controle das crises. Renata Londero afirma que a enxaqueca ainda é subdiagnosticada e subtratada no mundo todo, apesar do impacto importante sobre qualidade de vida e produtividade. E talvez esse seja um dos maiores problemas da dor de cabeça: por ser tão comum, ela muitas vezes deixa de ser levada a sério —até começar a ocupar espaço demais na rotina.

  2. Alia – cujo nome foi alterado para proteger sua segurança – viajou centenas de quilômetros de sua aldeia até Cabul BBC Alia – cujo nome foi alterado para proteger sua segurança – viajou centenas de quilômetros de sua aldeia até Cabul para escapar de um casamento. A viagem de táxi no ano passado com sua prima — coberta da cabeça aos pés, apenas os olhos visíveis, como decretam as regras — foi uma coisa excepcional e arriscada no Afeganistão, onde a qualquer momento elas poderiam ser pegas pelos inspetores do Talibã aplicando regras que proíbem mulheres de viajarem longas distâncias sem que um parente do sexo masculino as acompanhe. Mas Alia, que tem 19 anos, e sua prima não foram paradas em nenhum posto de controle do Talibã e chegaram à capital. “Inventei uma desculpa para minha família dizendo que estava vindo aqui para conhecer meus amigos e ex-colegas de classe. Mas isso não é verdade. Eles não estão aqui. O motivo real é que, se eu ficasse em Daykundi, seria forçada a me casar.” Em vez disso, ela chegou a Cabul com um plano: matriculou-se em um curso de inglês. Esses cursos particulares de curta duração e com foco restrito — disponíveis apenas para aqueles que podem pagar — são, junto com as madrassas que se concentram na educação religiosa, as únicas opções para as meninas aprenderem após a escola primária no Afeganistão. Mas nenhum deles está perto de substituir a educação formal. A vida das mulheres depois que o Talibã retomou o poder Já se passaram quase cinco anos desde que o Talibã impediu que meninas com mais de 12 anos frequentassem a escola, com vários motivos apresentados para explicar por que a proibição ainda está em vigor. Anos em que meninas como Alia cresceram sem a educação que queriam e precisavam. Anos em que o caminho para uma carreira foi efetivamente bloqueado, reduzindo suas opções até que milhões de meninas no Afeganistão passaram a ter apenas uma escolha: o casamento. A história de Alia é incomum. Não apenas por sua coragem, mas ela também vem de uma família que tem fundos para aproveitar as poucas oportunidades disponíveis para mulheres jovens — uma raridade em um país onde três em cada quatro pessoas não conseguem atender às suas necessidades básicas, de acordo com as Nações Unidas. A família de Alia não é contra seus estudos — eles aceitaram que ela queria ficar em Cabul e estão financiando seu curso de inglês — mas até mesmo eles estão limitados pela realidade da vida no Afeganistão. “Antes da proibição, meus pais me incentivavam com entusiasmo a ir à escola. Eles diziam que eu poderia definitivamente realizar meu sonho de me tornar piloto. Mas agora dizem que é melhor eu me casar, porque não posso ir à escola, à universidade, nem posso trabalhar." Alia tem recebido propostas de casamento. Ela teme que possa ser obrigada a aceitar uma. "Algumas famílias podem ser muito restritivas. É possível que me digam para esquecer meus sonhos. Não me sinto nada bem em relação a isso." Mas sua determinação é firme. "Se minha família não me obrigar a me casar, vou esperar. Eu vou resistir até meu último suspiro." Mas resistir é difícil. Em uma casa pequena e simples no oeste de Cabul, encontramos Shama. "Se o Talibã não tivesse assumido o controle, eu já teria quase terminado a escola. Eu estaria perto do meu sonho de ser médica. Isso é o que eu queria", diz Shama. Em vez disso, há quatro anos, aos 18 anos, ela foi pressionada pela mãe a se casar. Agora ela é mãe de um bebê e de uma criança pequena — ambas meninas. Alteramos os nomes dela e de sua família para proteger sua segurança. Sua mãe, Kamila, que trabalhou como faxineira para colocar suas filhas na escola depois que seu marido morreu há seis anos, sentiu que não tinha escolha. Ela temia que sua filha — uma jovem em idade de casar — atraísse atenção e enfrentasse dificuldades se continuasse solteira. "Eu tinha medo de que eles [o Talibã] questionassem por que eu não estava casando minha filha", conta Kamila. "Eu queria que ela fosse educada, trabalhasse e contribuísse com a sociedade. Sou analfabeta, então sou como uma pessoa cega. Mas queria que minhas meninas aprendessem. Ela [Shama] tinha tantos sonhos. Mas isso não aconteceu para ela." A proibição da educação pelo governo do Talibã já teve um impacto irreversível na vida de inúmeras mulheres e meninas. De acordo com as Nações Unidas, se a proibição continuar até 2030, "mais de dois milhões de meninas terão sido privadas de educação além da escola primária em um país que já tem uma das menores taxas de alfabetização feminina do mundo". "Ter um marido não é o único sonho de uma mulher. Ela precisa se sustentar primeiro, tornar-se independente e depois pode se casar e começar uma família. Mas entrei nessa nova vida sem nada disso. Meus sonhos continuam não realizados", diz Shama. Menina afegã frequenta escola pela 1ª vez no Brasil: 'Porque eles (Talibã) não deixam ir' Antes da tomada do poder pelo Talibã, Shama recusou muitas propostas de casamento. "Eu as recusei porque minha educação era mais importante para mim do que qualquer outra coisa. O que eu queria para mim não era o que eles [futuros maridos] queriam para mim", diz ela. Agora, diz que está constantemente estressada, e fica abalada ao assistir a filmes em que personagens femininas são retratadas trabalhando ou estudando. Ela é bem tratada pelo marido, mas a dor de não ter tido a oportunidade de alcançar seu potencial nunca a abandona. "É muito difícil para mim. Sinto como se estivesse presa em casa. Eu vivo apenas para meus filhos", diz. Sua irmã Nora, de 18 anos, teme agora enfrentar o mesmo destino. "Sou muito jovem para me casar. Eu quero continuar meus estudos. É como estar na prisão. Tenho medo de sair por causa do governo e, em casa, minha mãe me diz que eu preciso me casar", diz Nora, que sempre sonha em voltar à escola. Mas ela não acredita que algum dia voltará à escola sob o governo do Talibã. "O governo disse que as escolas estão fechadas para meninas até novo aviso. Mas já faz quatro anos e meio. Estamos esperando por essa mensagem todos os dias." Promessa distante Desde 2021, a resposta do governo do Talibã à pergunta sobre quando as escolas serão reabertas para meninas tem oscilado entre diferentes justificativas, chegando atualmente à evasão e ao silêncio. Em setembro de 2021, em nossa primeira entrevista com um porta-voz do Talibã após a tomada de poder, o porta-voz disse que escolas para meninas abririam, acrescentando que elas estavam "trabalhando para melhorar a situação de segurança". Um ano depois, a resposta foi que "estudiosos religiosos têm problemas com a segurança das meninas no trajeto de ida e volta da escola", mas estavam trabalhando no problema. Em 2024, o vice-porta-voz do governo talibã, Hamdullah Fitrat, disse à BBC: "Estamos aguardando a decisão da liderança". Este mês, mais uma vez encontrei Fitrat, que não queria ser fotografado com uma mulher ou sentar à minha frente. Perguntei como eles podem continuar justificando a proibição do ensino médio e universitário para mulheres. Ele respondeu apontando "que cerca de sete milhões de meninos e cinco milhões de meninas estão estudando atualmente". "A restrição à educação acima da sexta série é uma questão separada", disse ele. Madrassas, ou escolas religiosas, ainda são uma opção para a educação de meninas AFP via Getty Images, via BBC Quando insisti mais, dizendo que mulheres e meninas no Afeganistão nos disseram que não acreditam que a educação jamais será aberta sob a supervisão do governo do Talibã, sua resposta mais uma vez foi perguntar ao Ministério da Educação. Fizemos a mesma pergunta ao Ministério da Educação. Eles não responderam. Existem divisões dentro do governo sobre a questão da educação feminina que são evidentes para nós, mas o líder supremo vem endurecendo sua posição ao longo dos anos. As mulheres e meninas se lembram como se fosse ontem do dia em que as escolas fecharam para elas. "Tudo o que eu fiz foi chorar e soluçar durante todo o dia e a noite", lembra Alia. "Não consegui dormir por uma semana. Eu me senti como se estivesse andando por aí como um cadáver." "Quando vejo homens da minha idade que se formaram e estão indo para a universidade, me sinto muito mal, sinto que estou ardendo no inferno", acrescenta. As mulheres enfrentam uma série de outras restrições impostas pelo líder supremo do Talibã, vigorosamente aplicadas em alguns lugares, mas com um pouco mais de liberdade em outros. Mas os decretos provocam medo entre as pessoas. O impacto coletivo da aplicação das regras pelo governo, e em alguns casos de restrições autoimpostas, é que as mulheres estão praticamente ausentes da vida pública. Defendendo seu governo, Fitrat diz: "Emitimos milhares de licenças para mulheres administrarem negócios, o que é um passo positivo". Ele também alegou que o ministério para a Promoção da Virtude e Prevenção do Vício — a polícia moral do Talibã — resolveu mais de "2 mil casos em que mulheres tiveram negada sua participação legítima na herança" e "2,5 mil mulheres que estavam sendo forçadas a se casar ou menores de idade foram assistidas". Mas na semana passada, o governo do Talibã transformou em lei regras que implicam a aprovação legal do casamento infantil e nas quais o silêncio de uma menina menor pode ser interpretado como consentimento para o casamento. E as evidências no dia a dia sugerem o contrário: que a prevalência de casamentos forçados e de menores está aumentando porque as meninas são impedidas de estudar. Entre as mulheres e meninas com quem conversamos, há a sensação de que uma das formas mais severas de discriminação institucionalizada já não causa mais tanto choque ou indignação. Elas se sentem abandonadas pelo mundo. "Se não tivéssemos sido esquecidas, algo certamente já teria sido feito", diz Alia. A BBC está protegendo as identidades de todas as mulheres que contribuíram para esta reportagem BBC "Muitas vezes penso: por que nascemos no Afeganistão?" diz Nora. Sua mãe, Kamila, tem uma mensagem para mães de todo o mundo. "Em um mundo em que suas filhas podem estudar e trabalhar, deixe-as fazer isso. Deixe que elas se tornem independentes. Aqui no Afeganistão, acabou para nós." Reportagem adicional de Imogen Anderson, Mahfouz Zubaide e Sanjay Ganguly

  3. Pedido foi negado em 1° instância e decisão mantida em 2° Reprodução/Eulalio Miranda Uma disputa por herança levou herdeiros de um homem já falecido à Justiça, em João Pinheiro, no Noroeste de Minas Gerais. Eles pediram a realização de um exame de DNA para tentar anular o registro de nascimento de uma criança registrada como filha dele. Segundo os herdeiros, o homem havia feito vasectomia e teria sido coagido pela mãe da criança a reconhecê-la como filha. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Triângulo no WhatsApp O pedido para realização do exame de DNA foi negado pela Justiça em 1ª Instância. A família recorreu da decisão, mas o entendimento foi mantido em 2ª Instância. Ainda cabe recurso. O Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) não divulgou os nomes das partes envolvidas nem dos advogados. Por isso, não foi possível localizar as defesas para comentar o caso. Ao negar o pedido, a relatora do caso, desembargadora Ana Paula Caixeta, afirmou que o registro de paternidade é presumido como verdadeiro até que haja provas concretas em sentido contrário. Segundo ela, o documento só pode ser anulado quando há comprovação de vício de vontade ou de consentimento. A desembargadora também destacou que o pedido de exame de DNA, por si só, não substitui a necessidade de indícios mínimos de que o homem teria sido enganado. Ela ressaltou ainda que os herdeiros não apresentaram provas da suposta coação. Herdeiros alegam que homem era vasectomizado Para justificar o pedido, os herdeiros afirmaram que o homem havia feito vasectomia e que não existia vínculo biológico nem socioafetivo com a criança. Os herdeiros alegaram ainda que o exame de DNA seria a única forma de confirmar se a menina era filha biológica do homem. No entanto, segundo a magistrada, os herdeiros não apresentaram provas de que o homem havia feito vasectomia. Em nota, o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) informou que não pode divulgar mais detalhes porque o caso tramita em segredo de Justiça. LEIA TAMBÉM: Calor e tempo seco marcam a semana no Triângulo e Alto Paranaíba Entregadora de aplicativo é esfaqueada por homem durante o trabalho Homem é preso na casa dos pais por furtar picanha de R$ 80 ASSISTA: CNJ lança aplicativo para facilitar adoção de crianças e adolescentes CNJ lança aplicativo para facilitar adoção de crianças e adolescentes VÍDEOS: veja tudo sobre o Triângulo, Alto Paranaíba e Noroeste de Minas

  4. Rio detalha pagamento por Pix e cartões de crédito e débito direto no validador do Jaé Os primeiros testes de pagamentos por PIX em ônibus municipais do Rio vão acontecer nesta terça-feira (26) na linha 634 (Bananal x Saens Peña), que já é a primeira a abolir o uso do dinheiro em espécie no sistema de transporte rodoviário municipal. A previsão da Prefeitura do Rio é que a liberação do pagamento por Pix em todos os ônibus seja liberada a partir do mês de junho. A prefeitura anunciou, na manhã desta segunda-feira (25), como funcionará o pagamento das passagens nos ônibus municipais por meio de Pix e cartões de crédito e débito, diretamente nas catracas do sistema. O pagamento por Pix vai acontecer diretamente no validador do Jaé. O passageiro pressiona um botão, o aparelho vai mostrar um QR Code e o usuário usa o aplicativo do banco para pagar pelo sistema. A catraca é liberada após a confirmação do pagamento. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias do RJ em tempo real e de graça Prefeito Eduardo Cavaliere e o secretário municipal de Transportes, Jorge Arraes, explicam o uso do Pix no pagamento das passagens dos ônibus no Rio Reprodução/ Prefeitura do Rio Após o início na linha 634, os testes devem ser ampliados posteriormente. "Vamos ter o teste espalhado por diversos validadores da cidade para testar o funcionamento do Pix, o que já estava previsto por causa do fim da circulação de dinheiro e estamos adiantando", afirmou o prefeito Eduardo Cavaliere. A prefeitura anunciou também o pagamento de tarifa por meio de aproximação de cartões de crédito e débito. O usuário vai aproximar o cartão de crédito ou débito do validador e a catraca será liberada. Questionado se o uso de Pix poderia causar uma demora maior no embarque, o prefeito argumentou que os ônibus possuem dois validadores e que não acredita em problemas neste sentido. “O pagamento por Pix é menos demorado do que o pagamento com dinheiro, porque não precisa dar o troco. Isso pode acontecer entre o cidadão e o validador, sem precisar do motorista”, disse Cavaliere. Ônibus do Rio começam a deixar de aceitar dinheiro, e passageiros relatam dificuldades com medida Reprodução/TV Globo Os testes deste sistema acontecem até o dia 15 de junho. A previsão é que a liberação em todos os ônibus aconteça até o fim do mês que vem. "Do ponto de vista tecnológico, a questão está resolvida. E só há uma negociação com as administradoras de cartão para que isso ganhe a escala que precisa durante o mês de junho", afirmou Jorge Arraes, secretário municipal de Transportes. LEIA MAIS: Prefeito do Rio diz que ônibus passarão a aceitar Pix Fim do dinheiro nos ônibus do Rio: veja o que muda a partir de 30 de maio Fim do pagamento em dinheiro No início do mês, a Prefeitura anunciou a transição para um sistema sem uso de dinheiro nos ônibus da cidade. A partir de 30 de maio, os passageiros não poderão mais pagar a passagem em espécie diretamente ao motorista. Segundo a prefeitura, 95% dos passageiros utilizam cartões do Jaé e o aplicativo do sistema para pagar a passagem. O poder municipal acredita que esse valor pode ainda aumentar, com a venda dos cartões pré-pagos do Jaé nas bancas de jornal. Assim, a cidade ganha 750 pontos de recarga credenciados. Nesta nova rede de venda, os cartões verdes, que não dão direito à integração com vários meios de transporte, passam a ser vendidos por R$ 10, sendo R$ 5 pelo preço do cartão e outros R$ 5 da tarifa, funcionando como um cartão unitário. O item pode ser recarregado posteriormente. Além disso, a cidade conta com as 250 máquinas de autoatendimento nas estações de BRT, VLT, Metrô e aeroportos. A administração municipal afirma que a medida deve tornar o embarque mais rápido e seguro, além de reduzir fraudes e eliminar a chamada dupla função dos motoristas, que hoje precisam dirigir e cobrar as passagens simultaneamente. 🟩O g1 Rio está no GloboPop, o novo aplicativo de vídeos curtos verticais da Globo, disponível gratuitamente no seu celular. Lá no app, você pode seguir o palco do g1 Rio para não perder nenhum episódio. Baixe o GloboPop. O cartão Jaé, sistema de bilhetagem da Prefeitura do Rio Reprodução/ TV Globo

  5. Pirâmides do Egito. Osama Elsayed/ Unsplash Erguida há cerca de 4,6 mil anos, a Grande Pirâmide de Gizé (também conhecida como Pirâmide de Quéops), no Egito, resistiu a terremotos sem grandes danos durante todo esse tempo. Saiu ilesa de tremores como os de 1847, com magnitude de 6,8 pontos, e de 1992, de 5,8 pontos. Um novo estudo, conduzido pelo Instituto Nacional de Pesquisa em Astronomia e Geofísica (NRIAG), do Egito e publicado na revista Scientific Reports, analisou essa façanha. VEJA TAMBÉM: Agora no g1 Saber acumulado ao longo de gerações O estudo demonstra que "os antigos construtores egípcios possuíam conhecimentos práticos e empíricos excepcionais, acumulados ao longo de gerações", afirma o primeiro autor do artigo, Mohamed ElGabry, à agência de notícias EFE. A Pirâmide de Gizé, segundo ele, é testemunho da excelência técnica dos antigos construtores egípcios, capazes de erguer monumentos com estabilidade estrutural notável. Suas técnicas foram desenvolvidas por tentativa e erro, sem as teorias modernas da sismologia e da mecânica dos solos. Não há provas diretas de que a pirâmide tenha sido projetada especificamente para resistir a terremotos. O objetivo, explica ElGabry, era construir o monumento "mais estável e durável possível". O pesquisador considera provável que muitas das características que contribuem para o bom comportamento da pirâmide durante os terremotos tenham sido escolhidas principalmente por motivos de estabilidade estática e durabilidade. "Seu excelente comportamento sísmico parece ser um efeito colateral muito positivo da extraordinária intuição engenheira [dos construtores]", indica ElGabry. Como a pirâmide vibra durante um sismo Os pesquisadores registraram as vibrações ambientais geradas pela atividade humana ou por mudanças climáticas em 37 pontos ao redor da pirâmide, incluindo suas câmaras internas, blocos de construção e solo adjacente. Os resultados indicam que a estrutura tem uma frequência natural de vibração. Ou seja, a maior parte da grande pirâmide vibra com uma frequência natural muito semelhante, entre 2 e 2,6 hertz. Isso indica que "todo o monumento se comporta como uma estrutura altamente coerente e bem integrada, em vez de um conjunto de partes conectadas de forma frouxa". Essa homogeneidade reduz as tensões internas durante os tremores, explica. Outra característica importante que a protege dos terremotos é o fato de a frequência da pirâmide ser bastante diferente da do solo ao redor, o que ajuda a evitar a ressonância — uma amplificação perigosa que ocorre quando uma estrutura "vibra em uníssono" com o solo. Geometria, fundações e projeto interno: as chaves da resistência sísmica Entre as características que lhe conferem essa resistência, o cientista destacou a base extremamente larga e o baixo centro de gravidade. A isso soma-se uma geometria altamente simétrica, a redução gradual da massa em direção ao topo e a construção sobre um leito de rocha calcária sólida. Além disso, o sofisticado projeto interno, em especial das câmaras de alívio localizadas sobre a Câmara do Rei, desempenha um papel fundamental. As medições revelaram que a amplificação das vibrações diminui no interior dessas câmaras, apesar de estarem em maior altura, o que sugere que elas têm um papel importante na dissipação da energia sísmica e na proteção da Câmara do Rei. Além disso, a base sobre a qual a pirâmide foi construída — um planalto de pedra calcária sólida e resistente — influencia de forma "muito significativa" a mitigação dos riscos de um terremoto. Uma fundação sólida é um dos fatores mais importantes para a resistência sísmica, pois minimiza a amplificação do solo e os assentamentos diferenciais. Nesse caso, os dados confirmaram que a fundação apresenta um baixo índice de vulnerabilidade sísmica, declarou o pesquisador. Mais de quatro mil milênios após sua construção, a Pirâmide de Quéops permanece em "muito bom estado estrutural", observa ElGabry. E o estudo confirma que "seu projeto original continua oferecendo proteção eficaz contra as forças sísmicas". Desde que não haja danos internos graves nem mudanças significativas nas fundações, conclui, a pirâmide deve continuar resistindo bem a possíveis terremotos futuros.

  6. Araquari Divulgação Um casal de Araquari, no Norte de Santa Catarina, foi condenado por violação à intimidade e à vida privada de uma mulher após instalar câmeras de segurança direcionadas à casa dela. Segundo o Tribunal de Justiça catarinense, ela receberá R$ 6 mil por danos morais. Conforme o órgão, a mulher relatou que os equipamentos podiam captar imagens de áreas internas e íntimas da residência, inclusive do quarto. Os réus, que não tiverem os nomes divulgados, também devem reposicionar suas câmeras. ✅Clique e siga o canal do g1 SC no WhatsApp A autora descreveu, conforme o TJSC, que os equipamentos eram giratórios e acompanhavam movimentos, sendo direcionados ao quintal, à garagem e às janelas do imóvel. Ela relatou que a situação causava constrangimento, insegurança e violação constante de sua privacidade, especialmente devido ao conflito já existente entre as partes: de acordo com o órgão, uma medida protetiva já havia sido concedida anteriormente em seu favor. O motivo não foi informado. Agora no g1 Cabe recurso da decisão e o processo tramita em sigilo. Condenação Em decisão liminar, em dezembro de 2024, o juízo já havia determinado o reposicionamento das câmeras, sob pena de multa diária de R$ 500, limitada a R$ 10 mil. Na defesa, o casal disse que os equipamentos eram usados exclusivamente para segurança do imóvel e alegou que não havia qualquer direcionamento para dentro da casa vizinha. Também afirmou que não havia provas de captação indevida de imagens. Após a análise das provas, o juízo destacou que, embora a instalação de câmeras de segurança seja um direito, a utilização delas não pode ultrapassar os limites impostos pelos direitos à intimidade e à vida privada. Leia também: Presos errados são divulgados como foragidos após fuga em penitenciária em SC Veja linha do tempo até a condenação do vice-prefeito de Lages Morador vê conta disparar e descobre que pagava energia elétrica de ponto turístico em SC A juíza observou que vídeos, fotografias e laudo técnico juntados no processo demonstraram que os equipamentos possuíam capacidade de giro e direcionamento reiterado para o imóvel da autora, inclusive para a janela do quarto. Em casos como esse, conforme o órgão, não é possível exigir da vítima uma prova direta da captação de imagens internas, já que os registros ficam sob controle exclusivo da outra parte. A irregularidade pode ser comprovada por elementos indiretos, como a posição das câmeras, a capacidade técnica dos equipamentos, o alcance das imagens e o contexto de conflito entre os envolvidos. Descumprimento de liminar O juízo também reconheceu o descumprimento da tutela provisória anteriormente deferida. Segundo a decisão, mesmo após intimação da ordem judicial em março de 2025, os réus mantiveram o direcionamento indevido das câmeras, situação comprovada por novos vídeos, registros audiovisuais e laudo técnico produzidos ao longo do processo. A conduta, conforme o TJSC, seguiu até novembro de 2025, quando foi instalada uma barreira física entre os imóveis. VÍDEOS: mais assistidos do g1 SC nos últimos 7 dias

  7. Piloto encontrado vivo após queda de avião no PA diz que montou 90% da aeronave A família do piloto Altevir Edson de Alencar, de 72 anos, informou nesta segunda-feira (25) que ele recebeu alta médica após sobreviver à queda de um avião de pequeno porte em uma área rural de Benevides, na Grande Belém. O acidente ocorreu no dia 15 de maio, por volta das 10h, no distrito de Murinim, após a aeronave colidir com um urubu. Altevir foi encontrado com vida no dia 16, cerca de 26 horas depois, a aproximadamente 1 km em linha reta do local da queda. O piloto é experiente e possui várias horas de voo. ✅ Siga o canal do g1 Pará no WhatsApp De acordo com o Registro Aeronáutico Brasileiro (RAB), da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), o monomotor estava em situação regular. A Força Aérea Brasileira (FAB) informou que o caso é investigado pelo Primeiro Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Seripa I), responsável por apurar ocorrências na região. Buscas e resgate Ferido, o piloto deixou o avião em busca de socorro, entrou em uma área de mata e acabou se perdendo. Acidente com monomotor em Benevides é investigado pela FAB. Reprodução/Redes sociais Quando as equipes chegaram ao local do acidente, o piloto já não estava na aeronave, o que deu início às buscas na região. No local do acidente, a parte frontal da aeronave ficou cravada no solo, e a estrutura onde estava o piloto foi totalmente esmagada. Próximo ao avião, foram encontrados objetos pessoais, como relógio, óculos e peças de vestuário, além de um vidro quebrado com manchas de sangue. O Corpo de Bombeiros informou que Altevir recebeu os primeiros atendimentos ainda no local onde foi encontrado e, em seguida, foi encaminhado ao Hospital Metropolitano em Ananindeua. Piloto de avião que caiu em Benevides é encontrado com vida após mais de 24 horas de buscas Corpo de Bombeiros Paixão pela aviação Antes do acidente, Altevir chegou a compartilhar um vídeo nas redes sociais em que falava sobre sua paixão pela aviação e a construção da aeronave. "Como eu não tinha condições de comprar avião, comprei o material e fabriquei 90% desse aqui. Está homologado, todo documentado. Eu vou para qualquer canto com ele. Um avião muito seguro", disse. Avião caiu em Benevides e piloto foi resgatado em área de mata g1 VÍDEOS com as principais notícias do Pará v
  8. Um trecho de um viaduto em demolição em Seul, capital da Coreia do Sul, desabou nesta terça-feira (26). Duas pessoas morreram e outras quatro ficaram feridas. Imagens de televisão mostraram equipes de emergência realizando operações de busca e resgate enquanto um longo segmento da estrutura permanecia colapsado sobre a rua abaixo, próximo a uma passagem ferroviária no centro de Seul. Trabalhadores haviam detectado sinais de instabilidade na estrutura durante a noite e suspenderam a demolição na manhã de terça-feira para uma inspeção de segurança, disse um funcionário da prefeitura de Seul. O trecho desabou enquanto inspetores de segurança estavam dentro da estrutura de sustentação, acrescentou o funcionário. O viaduto, construído em 1966, estava sendo demolido devido a defeitos de segurança na estrutura envelhecida, segundo ele. Agora no g1

  9. Da periferia de Salvador à Nova York: a trajetória da modelo baiana que conquistou grifes Quando sonhava em ser modelo, na adolescência, a jovem Iasmin Reis não imaginava que antes mesmo dos 20 anos sairia do bairro de Pirajá, na periferia de Salvador, para morar em Nova York e desfilar para grifes internacionais. O sonho parecia algo distante. "Sempre conversei com minha família sobre ser modelo e, graças a Deus, eu tive o apoio deles para tudo isso acontecer", destacou em entrevista ao g1. Inicialmente, a baiana, que agora tem 19 anos, buscou escolas de modelo em Salvador, mas não teve muito sucesso. Ela lembra que desanimou um pouco, porém, sempre tentou se manter resiliente e confiante. 📲 Clique aqui e entre no grupo do WhatsApp do g1 Bahia E não é que deu certo? Uma agência de modelos encontrou Iasmin em uma rede social onde ela era bastante ativa, e a convidou para uma avaliação de perfil. A jovem não pensou duas vezes e foi novamente em busca do sonho. Hoje em dia, já acumula trabalhos com marcas de luxo como Dolce & Gabbana, Ralph Lauren, Marc Jacobs e Chanel. "Me sinto muito privilegiada e abençoada por estar fazendo tantas coisas grandes com tão pouca idade", celebrou. "Ainda estou nesse processo de ser reconhecida, estou fazendo desfiles, conhecendo clientes. Então, assim, todo dia você recomeça, todo dia você aprende um pouco mais". Modelo Iasmin Reis impressiona com semelhança à cantora Rihanna Divulgação Iasmin também destaca a conexão com a moda baiana e como esse contato foi fundamental para entender seu lugar no mundo antes de alçar voos internacionais. Isso aconteceu quando ela desfilou para a marca Dendezeiro, que cria roupas para corpos diversos e foca na representatividade e na quebra dos padrões de beleza. "No casting que fui fazer para eles, já senti uma energia boa. Quando descobri que eles eram da Bahia, eu fiquei: 'Nossa, por isso que a energia bateu'. No dia do desfile, lembro que eu estava nervosa antes de subir na passarela e eles me tranquilizaram falando coisas boas sobre o axé, que é a minha religião", relembrou. Rihanna baiana? Uma curiosidade que Iasmin conta são as comparações com a cantora Rihanna. A semelhança entre as duas é realçada em algumas fotos compartilhadas pela modelo nas redes sociais. Apoio familiar, hobbies e saúde mental Iasmin Reis em desfile para a Ralph Lauren Divulgação Mudar para outro país não é fácil – mesmo que seja para ir em busca de um sonho. Para se manter firme longe de casa, Iasmin conta com o apoio familiar e dos amigos. "Estar em um país onde a língua é diferente e, consequentemente, o humor das pessoas também é diferente, é meio complexo, porque não tem aquele carinho que o brasileiro tem", pontuou a jovem. E nada melhor do que a tecnologia para manter a família e os amigos presentes, mesmo que à distância. Para isso, a jovem costuma fazer videochamadas e trocar mensagens diariamente com as pessoas que ama. A modelo enfatiza ainda que, apesar das adversidades, a mente sempre foi uma grande aliada. "Se você tiver uma mente boa, se você realmente quiser isso, você pode, sim, fazer acontecer apesar das dificuldades", declarou. Mas manter a saúde mental em dia não é tão simples quanto parece. Iasmin já pensou, inclusive, em desistir da carreira por causa da inconstância do fluxo de trabalho, mas encontrou na terapia um suporte essencial. A mãe dela, inclusive, exigiu que a jovem fizesse uma consulta com uma psicóloga antes da primeira viagem internacional, aos 15 anos, para garantir que ela estivesse apta. Além da terapia, a modelo gosta de focar em alguns hobbies, como ler e tocar violão e ukulele. Ela acredita que ter outras atividades é fundamental para o bem-estar e o desenvolvimento pessoal. Rotina intensa (nada deslumbrante) Iasmin Reis Divulgação Apesar de parecer algo deslumbrante, a rotina de modelo costuma ser intensa, com trabalhos que começam às 3h e terminam às 23h, conforme explica Iasmin Reis. Para aguentar a correria, a baiana foca em ter uma boa alimentação, um sono adequado e beber bastante água para se manter hidratada. "Se você não estiver dormindo bem, você não aguenta. Às vezes eu saía de um casting e ia para o fitting, aí depois tinha desfile e eu ficava: 'Meu Deus do céu'. Mas eu sempre tinha alguma barrinha de proteína na bolsa porque é o que ajuda bastante", detalhou. Toda essa agonia, no entanto, se dissipa quando a jovem pensa nos pais. O orgulho que eles têm da filha caçula é visto como uma grande recompensa por Iasmin. "Todo o apoio que eles me deram, tudo que eles abriram mão, eu estou conseguindo retribuir de volta. E isso é muito gratificante para mim", enfatizou. Acho que o que eu mais queria era isso: saber que eles percebem o meu esforço e que têm orgulho de mim. Para as meninas do bairro de Pirajá, onde foi criada, Iasmin é uma inspiração. Ela faz questão de responder a todas as perguntas em sua rede social, oferecendo apoio às jovens que também sonham com essa carreira. Entre as dicas que a modelo dá estão a importância dos estudos e de aprender um novo idioma. Em meio a isso, preserva para si mesma o desejo de desfilar para a marca de luxo italiana Versace e fazer uma campanha para a grife. LEIA TAMBÉM: Moda com dendê: destaques no cenário nacional, marcas baianas Dendezeiro e Meninos Rei se consolidam na SPFW Conheça Daiane Sodré, modelo baiana que foi de infância simples na Chapada Diamantina às passarelas no mundo Da jardinagem às passarelas: modelo conquistou carreira internacional após ser descoberto no subúrbio de Salvador Veja mais notícias do estado no g1 Bahia. Assista aos vídeos do g1 e TV Bahia 💻

  10. Hospital Colônia de Barbacena é fechado em definitivo Com a transferência dos últimos 14 pacientes do Hospital Colônia de Barbacena e com o fechamento definitivo da unidade hospitalar na segunda-feira (25), chega ao fim a atividade de uma das instituições associadas às mais graves violações de direitos humanos do país. Os moradores — todos idosos, sendo o mais velho com 91 anos — foram levados para uma residência terapêutica em Barbacena, onde receberão acompanhamento especializado. Nenhum deles mantém contato com familiares, e a maioria apresenta quadro de saúde debilitado. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Zona da Mata no WhatsApp A transferência foi anunciada no fim de abril e iniciada na semana passada, marcando também o Dia Nacional da Luta Antimanicomial, celebrado em 18 de maio. O g1 relembra a história do Colônia, iniciada no século passado e marcada como uma das maiores violações de direitos humanos no país. Cerca de 60 mil pacientes morreram no local, considerado o maior manicômio do Brasil. Hospital Colônia de Barbacena foi definitivamente fechado Wesley Barbosa/TV Integração O que foi o Hospital Colônia Criado em 1903, o espaço nasceu como uma instituição destinada ao tratamento de pessoas com transtornos mentais. No entanto, ao longo das décadas, se transformou em um símbolo de exclusão, violência e negligência. Durante as décadas de funcionamento, cerca de 60 mil pacientes morreram no local. Hospital Colônia de Barbacena, em Minas Gerais. Centro Cultural do Ministério da Saúde Pelo menos 1.800 desses corpos foram vendidos e usados no ensino de anatomia nos cursos de saúde de universidades. Recentemente, a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e a Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) publicaram pedido público de desculpas pela prática que violou os cadáveres e a dignidade das pessoas. A história da instituição também foi contada no livro-reportagem 'Holocausto Brasileiro', da jornalista Daniela Arbex. A obra conquistou o 2º lugar na Prêmio Jabuti em 2014. Um ‘depósito’ de pessoas Durante décadas, o Hospital Colônia recebeu milhares de pacientes muitas vezes sem diagnóstico médico adequado. Na prática, isso significava que não apenas pessoas com doenças mentais eram enviadas para lá, mas também aquelas consideradas indesejadas pela sociedade da época, como homossexuais, militantes políticos, grávidas, pessoas com deficiências, transtornos ou distúrbios, além de mulheres rejeitadas pelos maridos ou que haviam perdido a virgindade antes do casamento. Museu da Loucura Barbacena Deborah Marcier/Divulgação Com isso, o hospital acabou se consolidando como um local de isolamento social, para onde eram enviados aqueles que não se enquadravam nos padrões, em um modelo de internação compulsória e pouco fiscalizado. Violações e maus-tratos A instituição ficou marcada por graves violações de direitos humanos ao longo do século 20 devido também ao tratamento desumano dado aos internos, inclusive com uso de eletrochoque como forma de punição por comportamentos indesejados, como chorar, tentar fugir ou não seguir ordens. As descargas eram aplicadas sem anestesia por funcionários não qualificados, causando dores extremas e até mesmo queimaduras nos pacientes. Imagem de arquivo mostra pacientes do Hospital Colônia de Barbacena Divulgação Os ambientes eram extremamente precários, e os pacientes dormiam em um modelo conhecido como 'leito único', que consistia em deitar diretamente no chão frio, coberto somente por capim seco. A desativação do Colônia, começou na década de 1980, a partir da mudança de compreensão sobre a saúde mental, de movimentos da luta antimanicomial e de mudanças nas políticas públicas relacionadas aos tratamentos psiquiátrica no país. Museu da Loucura permanece em funcionamento O Museu da Loucura continuará funcionando no complexo hospitalar, que também abriga o Centro Hospitalar Psiquiátrico de Barbacena (CHPB), no Bairro Floresta. As exposições reúnem textos, fotografias, documentos, objetos, equipamentos e instrumentação cirúrgica, relatando a história do tratamento de pessoas que passaram pelo hospital. Museu da Loucura em Barbacena Museu da Loucura/Acervo Há mostras permanentes e também exposições temporárias. O Museu da Loucura está aberto diariamente de 8h às 18h, com visitações gratuitas. Um símbolo da história da saúde mental no Brasil Mais do que um hospital, o Colônia de Barbacena se tornou um marco histórico. Seu funcionamento e as denúncias de abusos contribuíram para transformar a forma como o país trata a saúde mental. Hoje, o encerramento definitivo da estrutura representa não apenas o fim físico do espaço, mas também o fechamento de um capítulo marcado por exclusão — e o reforço de um novo modelo de cuidado baseado em direitos e dignidade. Hospital Colônia fecha definitivamente após 115 anos de atividade LEIA TAMBÉM: Museu da Loucura completa 25 anos de fundação em Barbacena Últimos pacientes do Hospital Colônia de Barbacena serão transferidos; local é conhecido por violação de direitos humanos VÍDEOS: veja tudo sobre a Zona da Mata e Campos das Vertentes e

  11. Suspeita de lavagem de dinheiro A esposa do desembargador Divoncir Schreiner Maran, Viviane Alves Gomes de Paula, é citada em relatório do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) que investiga a atuação do magistrado na decisão que resultou na liberdade do megatraficante Gerson Palermo, em 2020. Conforme o documento, Viviane realizava pagamentos de alto valor em dinheiro vivo, o que levantou suspeitas de autoridades. Conforme a Polícia Federal, em 2020 Divoncir e Viviane compraram um terreno em um condomínio de alto padrão em Campo Grande, onde construíram uma casa. Segundo o inquérito, a obra custou mais de R$ 2,1 milhões. Os pagamentos aos fornecedores da obra eram feitos pela esposa, com dinheiro em espécie, como revelam conversas interceptadas pelos investigadores. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MS no WhatsApp Trocas de mensagens indicam que Viviane combinava encontros presenciais para efetuar pagamentos em dinheiro e evitava usar cartão. Segundo relatório da PF, a reforma começou em 2021, um ano após Divoncir conceder prisão domiciliar a Gerson Palermo. Em conversa com o arquiteto responsável pelo projeto ela afirma: “Pra mim fica melhor eu te dar dinheiro todo mês. Esse mês aconteceu de eu te dar picado, porque eu peguei uma parte do dinheiro, depois outra. Saiu tudo picado". Pagamento em espécie Desembargador Divoncir Maran e a esposa. Redes sociais/Reprodução Em outro momento, Viviane diz ao profissional que estava com o valor na bolsa e que queria se encontrar com ele para quitar parte da dívida. O casal também contratou móveis planejados para o imóvel, em um serviço orçado em R$ 650 mil. Em mensagens, Viviane pede para marcar um encontro com o fornecedor. “Precisamos marcar para eu acertar com você. Você vem até mim? Estou aqui no TRE. Me avise quando chegar na frente". Para os investigadores, há indícios de que pagamentos foram feitos diretamente em dinheiro, inclusive dentro de veículos, para evitar registros formais. Em outro diálogo, ao negociar a compra de ferragens no valor de R$ 40 mil, Viviane pede: "Veja pra mim quanto dá pra fazer no dinheiro". O vendedor estranha a proposta e questiona se o pagamento seria em espécie. Após a confirmação, ele responde: “É doido!" E orienta que o valor deveria ser pago por meios como cartão, PIX ou boleto, já que a empresa não aceita dinheiro vivo. A Polícia Federal constatou que a origem do dinheiro não foi identificada. LEIA TAMBÉM INTERMEDIAÇÃO - Mulher de desembargador que soltou chefe do PCC agia em sentenças, revela CNJ ENTENDA - A ligação entre o chefe do PCC condenado a 126 anos e o desembargador punido pelo CNJ QUEM É ELE? De sequestro de avião a chefe do PCC: quem é Gerson Palermo, condenado a 126 anos e hoje foragido VIU ISSO? Os prints que revelam ‘gambiarra’ de desembargador para soltar chefe do PCC PUNIÇÃO: Divoncir Maran: quem é o desembargador punido pelo CNJ que soltou chefe do PCC condenado a 126 anos em 40 minutos Desembargador investigado Desembargador Divoncir Maran. Reprodução/TV Globo O desembargador Divoncir Schreiner Maran, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS), foi punido com aposentadoria compulsória pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) no dia 10 de fevereiro deste ano. A punição foi aplicada porque o magistrado concedeu prisão domiciliar, em 2020, a Gerson Palermo, condenado a 126 anos por tráfico de drogas. Palermo estava no presídio de segurança máxima de Mato Grosso do Sul. Após conseguir prisão domiciliar por decisão liminar, rompeu a tornozeleira eletrônica e fugiu. Ele segue na lista de procurados do Sistema Único de Segurança Pública. A prisão domiciliar foi concedida durante a pandemia de Covid-19. Na época, o desembargador autorizou que o preso cumprisse pena em casa, sob a justificativa de problemas de saúde. Segundo o CNJ, porém, não havia laudo médico que comprovasse a condição alegada. O caso foi analisado em um Processo Administrativo Disciplinar (PAD). Veja vídeos de Mato Grosso do Sul:

  12. Filhote de jacaré encontrado em pneu se joga em igarapé após ser resgatado em Manaus O motoboy Lucas Paulo encontrou um filhote de jacaré escondido dentro de um pneu nas proximidades da Avenida Ephigênio Salles, Zona Centro-Sul de Manaus. O animal, carinhosamente batizado de Francisco, virou "companheiro de entregas" durante o expediente do trabalhador até ser devolvido à natureza horas depois. A situação foi registrada em vídeo e viralizou nas redes sociais. Assista acima. Segundo Lucas, o filhote foi localizado próximo a uma base de motoboys. Ele contou que decidiu ajudar o animal após saber que o jacaré já estava no local havia cerca de dois dias. “Eu nunca gostei desse tipo de coisa com animal, pessoal fica maltratando, pegando e vendendo na rua. Aí eu falei: ‘pô, esse jacaré vai acabar morrendo’”, relatou. 📲 Participe do canal do g1 AM no WhatsApp Após o resgate, o motoboy colocou o filhote dentro de uma caixa de papelão e seguiu trabalhando normalmente. "Francisco" ficou dentro da bolsa usada para o transporte das entregas enquanto Lucas fazia corridas pela cidade. “Não recusei a corrida, botei dentro da bag. Fiz uma corrida, depois outra, e ele dentro da bag comigo. Sempre conferia para ver se estava bem”, disse. Depois das entregas, o motoboy levou o filhote até um igarapé na região da avenida Governador José Lindoso e decidiu devolver o animal à natureza. Segundo ele, a gravação foi feita sem a intenção de viralizar. “Fiz porque achei que estava no meu direito devolver o bichinho para o igarapé. Ele não merecia estar ali no sol quente, com fome”, afirmou. O momento da soltura também foi registrado em vídeo. Lucas contou que se surpreendeu com a reação do animal, que rapidamente saltou em direção à água. “Quando eu tirei ele da caixa, pensei que ele ia ficar parado, porque ele estava muito quietinho o tempo todo. Mas foi uma surpresa ele correr para dentro do rio. Quando eu vi, já estava pulando”, contou. A publicação rapidamente repercutiu nas redes sociais, acumulando comentários e compartilhamentos de internautas impressionados com a cena registrada em Manaus. LEIA TAMBÉM: Criança chora emocionada ao tirar figurinha rara de Cristiano Ronaldo no álbum da Copa em Manaus Orientação de especialista Segundo a analista ambiental do Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) Sônia Canto, por melhor que sejam as intenções do motoboy em realizara o resgate, o procedimento foi feito da maneira incorreta. Ela alerta que, embora o jacaré tenha facilidade em se adaptar a diferentes ambientes, não é recomendado manter o animal dentro de uma caixa e, principalmente, próximo de outros alimentos. "O jacaré é uma espécie adaptável. Ele não tem problemas maiores, mas mesmo assim não é aconselhável fazer o que ele fez, ainda mais colocar em um caixa onde tem alimentos. É um animal silvestre a gente não sabe o tipo de bactéria, fungo ou vírus que ele pode ter no corpo, então fazer o manuseio desses animais você pode se contaminar". A especialista orienta que todo resgate de animais silvestres deve ser feito por profissionais capacitados. "A orientação que a gente dá é que não faça o que ele fez. O órgão ambiental, Ipaam ou Batalhão Ambiental, eles sempre vão fazer os atendimentos. Motoboy encontra filhote de jacaré escondido em pneu e solta animal que pula em igarapé de Manaus. Reprodução/Redes Sociais

  13. Fernanda Torres em trecho da peça "A Casa dos Budas Ditosos" Luciana Prezie A vencedora de melhor atriz do Globo de Ouro de 2025, Fernanda Torres, está de volta aos palcos na capital paulista com o aclamado espetáculo “A Casa dos Budas Ditosos”, uma adaptação ao teatro em sua linguagem mais pura, em formato de monólogo, com uma história intensa. Serão apenas três apresentações, na casa de shows Vibra São Paulo, que fica na Zona Sul: dias 4 (quinta), 6 (sábado) e 7 (domingo) de junho (veja mais detalhes abaixo). Com 23 anos de sucesso por todo o Brasil, a narrativa de João Ubaldo Ribeiro (lançada em 1999) carrega detalhes da vida de uma mulher de 68 anos, com uma sexualidade aflorada, experiências amorosas, liberdade e busca por prazer sem culpas. Em um vídeo nas redes sociais, Fernanda Torres comemorou a volta aos palcos, e reforçou: “'A Casa dos Budas Ditosos' é um pouco igual o vinho, não é?! Quanto mais velha eu fico, mais apurada eu estou para entender aquela baiana”. O diretor do espetáculo, Domingos de Oliveira, afirmou que "a narrativa de João Ubaldo Ribeiro contém nítida importância filosófica, disfarçada em folhetins de peripécias sexuais. O personagem sem nome que Ubaldo criou é sem dúvida uma deusa. Ela possui uma liberdade divina almejada na imaginação por todos nós e, na prática, inalcançável por qualquer um de nós". SERVIÇO: 📅Quando? 4 (às 18h), 6 (às 20h) e 7 de junho (às 18h) 📍Onde? Vibra São Paulo | Avenida das Nações Unidas, 17.955, Vila Almeida, Zona Sul 💲 Quanto? A partir de R$ 115 ➡️Mais informações

  14. EUA deslocam porta-aviões e navios de guerra para o Mar do Caribe, próximo de Cuba Nas últimas semanas, os Estados Unidos vêm aumentando a pressão sobre Cuba em uma tentativa de chegar a um acordo que pode resultar na queda do governo cubano. O presidente Donald Trump tem sugerido, inclusive, que pode tomar a ilha à força. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp ▶️ Contexto: No dia 20 de maio, o governo dos EUA acusou formalmente Raúl Castro, irmão de Fidel Castro e ex-presidente de Cuba, de uma série de crimes. A medida representou mais um capítulo na escalada de tensão entre os dois países. Castro é acusado pelos EUA de ter planejado e executado a operação militar que derrubou, em 1996, duas aeronaves da organização de exilados cubanos Irmãos ao Resgate. Trinta anos depois, o governo norte-americano o indiciou por quatro homicídios, dois crimes de destruição de aeronave e um crime de conspiração para matar cidadãos americanos. Atualmente, Castro tem 94 anos e ainda exerce influência no governo cubano. No mesmo dia do indiciamento, os EUA anunciaram que o porta-aviões USS Nimitz havia chegado à região do Caribe. O indiciamento de Castro e a movimentação militar no Caribe relembraram medidas semelhantes adotadas pelo governo norte-americano semanas antes da ofensiva contra a Venezuela. A operação, feita em janeiro, resultou na captura do ditador Nicolás Maduro. Assim como acontece agora com Cuba, Trump também fez uma série de ameaças contra a Venezuela e determinou o envio de um forte efetivo militar ao Caribe para pressionar Maduro. No entanto, uma eventual ação militar contra Cuba pode gerar questionamentos no direito internacional. As justificativas apresentadas atualmente pelos EUA podem não ser suficientes para respaldar uma intervenção militar, segundo a Organização das Nações Unidas (ONU). 🔎 Uriã Fancelli, mestre em relações internacionais pelas universidades de Estrasburgo e Groningen, afirma que a Carta da ONU permite o uso da força apenas em casos de legítima defesa diante de um ataque armado ou com autorização do Conselho de Segurança das Nações Unidas. Segundo ele, um país não pode agir militarmente de forma unilateral sem uma justificativa prevista no direito internacional. Isso também vale para ameaças de intervenção, assim como Trump está fazendo. Para Fancelli, a controvérsia está justamente na tentativa de enquadrar determinadas situações como justificativa legítima para uma ação militar. “Por mais que seja um Estado autoritário, por mais que desrespeite direitos humanos, isso, por si só, não se configuraria, do ponto de vista legal, como algo suficiente para justificar uma ação militar”, afirma. Segundo Fancelli, o cenário seria diferente se os Estados Unidos alegassem legítima defesa após um ataque de Cuba contra a base de Guantánamo, navios ou o próprio território americano. “Agora, se ele diz: ‘Vamos atacar Cuba porque Cuba é um regime autoritário, porque tem relações com a China ou com a Rússia’, aí isso não se configuraria como legítima defesa”, diz. “Os Estados Unidos podem sancionar Cuba, denunciar violações e pressionar diplomaticamente. Mas isso não significa necessariamente que possam ficar fazendo ameaças de agir militarmente”, afirma. O que vem por aí? Trump e Raul Castro Reuters A imprensa norte-americana afirma que Trump busca promover uma mudança de regime em Cuba até o fim do ano. O presidente tem adotado medidas para pressionar a ilha e enfraquecer o governo local — como o bloqueio ao envio de petróleo, que agravou a crise energética no país. Por outro lado, de acordo com uma reportagem publicada pelo site Politico no dia 18 de maio, o governo dos EUA avalia que a pressão econômica aplicada contra Cuba não deu os resultados esperados. Diante disso, fontes ligadas ao governo afirmaram que conselheiros de Trump e o próprio presidente passaram a considerar seriamente lançar uma operação militar, segundo o site. “A ideia inicial sobre Cuba era que a liderança estava fraca e que a combinação de uma aplicação mais rígida das sanções (...) e vitórias militares claras dos EUA na Venezuela e no Irã assustaria os cubanos e os levaria a fechar um acordo”, disse a fonte ao Politico. “Agora, a situação no Irã saiu dos trilhos, e os cubanos estão se mostrando muito mais resistentes do que se imaginava inicialmente. Por isso, uma ação militar agora está sobre a mesa de um jeito que antes não estava.” 🔎 O g1 ouviu especialistas em relações internacionais sobre os possíveis cenários para a crise envolvendo Estados Unidos e Cuba: Os EUA podem lançar uma operação militar contra Cuba para capturar Raúl Castro e levá-lo ao território americano, assim como aconteceu com Maduro. A operação pode enfrentar uma resistência militar maior do que a encontrada pelos EUA na Venezuela, o que elevaria o risco de um conflito sangrento e com forte impacto político. Por outro lado, uma eventual intervenção pode receber apoio popular dentro de Cuba por causa da grave crise econômica enfrentada pelo país. Outro cenário considerado é que os EUA estejam aguardando o surgimento de uma liderança cubana disposta a negociar uma transição de poder alinhada a Washington. 👉 A seguir, veja em detalhes o que pode acontecer em Cuba nas próximas semanas. No radar dos EUA Incidente em meio a tensão entre EUA e Cuba, após a imposição de embargo petrolífero à ilha por Washington CTK Photo/IMAGO via DW Maurício Santoro, doutor em Ciência Política pelo Iuperj e colaborador do Centro de Estudos Político-Estratégicos da Marinha do Brasil, acredita que, no cenário atual, é provável que os Estados Unidos tentem resolver primeiro a questão do Irã antes de investir na crise cubana. O próprio presidente Donald Trump sugeriu algo parecido neste mês ao dizer que os EUA poderiam agir contra a ilha “na volta do Irã”. “Cuba tem problemas. Vamos terminar uma coisa primeiro. Gosto de terminar um trabalho”, afirmou no dia 1º de maio. Para Santoro, existe uma possibilidade real de que os Estados Unidos tentem fazer uma intervenção muito rápida. Por outro lado, ele aponta que há risco de reação militar por parte de Cuba. “Se realmente os americanos obtivessem um sucesso militar imediato, o que restaria ao Estado cubano seria uma guerra de guerrilha: ir para o interior do país, abandonar as grandes cidades e lançar uma guerra contra uma eventual ocupação americana”, afirma. "Cuba tem militares experientes, veteranos das guerras africanas, em Angola e na Etiópia. Então existe possibilidade de um choque muito violento com os Estados Unidos". Segundo ele, no entanto, a situação econômica em Cuba está tão grave que, se realmente ocorrer uma intervenção, ela pode até receber apoio popular expressivo dentro da ilha. 🔎 O professor aponta que os Estados Unidos não teriam grandes dificuldades para realizar uma operação contra Cuba. O estado da Flórida, por exemplo, fica a menos de 300 quilômetros da ilha. Além disso, os americanos mantêm a base militar de Guantánamo em território cubano. A presença de um porta-aviões na região também facilitaria um ataque aéreo. Uma das possibilidades seria lançar uma operação para capturar Raúl Castro e até mesmo o presidente cubano, Miguel Díaz-Canel. Ambos poderiam ser levados para os Estados Unidos e permanecerem presos, assim como aconteceu com Maduro. O procurador-geral interino dos EUA, Todd Blanche, disse na quarta-feira (20) que Castro vai comparecer aos EUA para responder às acusações “por vontade própria ou de outra forma”. Mudança de governo Raúl Castro em 1º de maio de 2025 em Havana, Cuba Norlys Perez / Reuters Em entrevista à GloboNews, Oliver Stuenkel, professor de Relações Internacionais da Fundação Getulio Vargas (FGV), afirmou que há sinais de que uma operação militar contra Cuba está se aproximando. O que falta, segundo ele, é uma visão clara sobre o que virá depois. Na avaliação do professor, um dos fatores que dificultam uma operação é a falta de uma liderança cubana que os Estados Unidos considerem capaz de negociar uma transição política, como aconteceu na Venezuela. Após a captura de Maduro, Trump conseguiu construir uma relação com a presidente interina Delcy Rodríguez. A medida resultou na manutenção de um governo alinhado aos interesses dos Estados Unidos sem que houvesse uma mudança de regime na prática. “O ideal do ponto de vista de Washington seria encontrar uma pessoa capaz de substituir a atual liderança política, o presidente Díaz-Canel, e transformar Cuba em um país alinhado aos Estados Unidos, facilitando também acordos econômicos, comerciais e investimentos americanos”, afirma. 🔎 Stuenkel afirma que existe a expectativa de que uma operação militar contra Cuba possa ser apresentada ao eleitorado americano como uma grande conquista política. A questão cubana historicamente mobiliza setores da política dos EUA, principalmente entre exilados cubanos e grupos conservadores — alinhados a Trump. Segundo o professor, na visão da Casa Branca, uma ação contra Cuba poderia ser bem recebida por parte do eleitorado, assim como aconteceu na ofensiva contra a Venezuela. A operação também poderia ter uma avaliação diferente da ofensiva lançada pelos EUA contra o Irã, que é vista como um fracasso pelo eleitorado. “Mas tudo dependerá do que acontecer depois de uma eventual atuação militar. Uma coisa é fragilizar um país. Outra é estabilizá-lo da forma esperada.” VÍDEOS: mais assistidos do g1

  15. Entre os dias 13 e 15 de maio, o Rio de Janeiro sediou o 2º Summit Integração de Cuidados de Saúde nos Países de Língua Portuguesa – que, a propósito, são nove: em ordem alfabética, Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste. Unidos pela língua, separados pela desigualdade: Há uma diferença de 18 anos na expectativa de vida entre Portugal (82,5 anos) e Moçambique (62 anos). A mortalidade materna na Guiné-Bissau é 34 vezes superior à de Portugal. As despesas em saúde per capita variam em até cem vezes dentro da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP). Determinantes sociais e desigualdade: há uma diferença de 18 anos na expectativa de vida entre Portugal (82,5 anos) e Moçambique (62 anos) Tim Donahue para Pixabay Esses foram alguns dos dados apresentados por Ann Lindstrand, pediatra sueca que se expressa num português bastante razoável e é representante da Organização Mundial da Saúde (OMS) em Cabo Verde. O cenário é ainda pior quando se pensa em termos planetários. De acordo com a entidade, a disparidade na expectativa de vida entre as nações chega a 33 anos; nas mais pobres, o índice de mortalidade de crianças menores de 5 anos é 13 vezes maior. No Brasil, enquanto se estima que um homem negro em Alagoas viva 66,7 anos, uma mulher branca em Santa Catarina pode viver, em média, 80,9 anos. Os dados são do Instituto Mobilidade e Desenvolvimento Social) em parceria com o Cedeplar/UFMG. E o que está por trás desse panorama? Os chamados determinantes sociais de saúde, que vão muito além das escolhas pessoais. Eles englobam as condições em que os indivíduos nascem, crescem, vivem, trabalham e envelhecem. Imagine um enorme guarda-chuva socioeconômico e cultural que abriga todos os aspectos que afetam nossa existência: educação, moradia, trabalho, saneamento, segurança alimentar, riscos ambientais e o próprio acesso aos serviços de saúde. O estilo de vida de cada um está intimamente relacionado com todas essas variáveis. Quando elas falham, os resultados são sombrios: Populações com menor rendimento representam o maior volume de atendimentos hospitalares e apresentam a maior taxa de mortalidade. Condições habitacionais deficientes aumentam doenças respiratórias e problemas de saúde mental. Desemprego e precarização laboral sobrecarregam os cuidados de emergência. “Os sistemas de saúde são um modelo de atrasos: para que o paciente chegue aos cuidados iniciais e os receba; e depois, numa etapa posterior e mais complexa, para ter acesso aos cuidados de referência”, afirmou Lindstrand. A médica recorreu a uma declaração da própria OMS que sintetiza o paradoxo da situação: “Por que deveria o setor de saúde apenas curar as pessoas para devolvê-las às condições que as adoeceram inicialmente?”. É importante que países que têm laços culturais compartilhem informações e boas práticas e, principalmente, formulem políticas públicas para reduzir a desigualdade e promover a equidade. Afinal, os fatores de risco modificáveis são de conhecimento geral, mas exigem uma resposta estrutural: Alimentação inadequada: dietas pobres em vegetais e ricas em ultraprocessados estão associadas à mortalidade cardiovascular. Sedentarismo: contribui para obesidade, diabetes tipo 2 e doenças cardíacas. Tabagismo e álcool: são responsáveis por um número expressivo de mortes e casos de câncer. Poluição atmosférica: impacto direto no desencadeamento de doenças respiratórias e cardiovasculares. Alterações climáticas: acarretam ondas de calor, eventos extremos e a redistribuição de vetores de doenças infecciosas. Vidas: 24% das mortes globais estão ligadas a questões ambientais e o custo anual da poluição está na casa dos 820 bilhões de dólares. Projeto “Conversações de Além-Mar” aproxima autores e leitores lusófonos

  16. Estudo valida tecnologia brasileira inovadora para monitorar pacientes neurocríticos em UTIs Adobe Stock Um dos grandes desafios da medicina intensiva, praticada em UTIs, é determinar qual é o nível de pressão arterial adequado para pacientes com lesões cerebrais graves. Um estudo recente demonstrou, pela primeira vez, que é possível identificar esse valor de forma não invasiva – utilizando sensores externos – e com precisão equivalente ao método considerado referência (o chamado padrão-ouro). A descoberta abre caminho para um manejo individualizado e mais seguro de pacientes neurocríticos, sem a necessidade de procedimentos cirúrgicos. A circulação sanguínea cerebral possui mecanismos próprios de ajuste, de acordo com suas necessidades. Na presença de certas doenças agudas ou crônicas, esses mecanismos ficam comprometidos, levando a uma dissociação entre a pressão arterial no corpo (sistêmica) e a cerebral. Com isso, o médico não consegue saber exatamente quais níveis de pressão arterial estão adequados a cada paciente para garantir fluxo sanguíneo suficiente para o cérebro. O estudo recém-concluído foi realizado com dados retrospectivos de pacientes no Brasil, Portugal e Estados Unidos. Meus colegas e eu analisamos informações obtidas em prontuários, exames ou bancos de dados para avaliar o desempenho do novo método não invasivo em comparação com a monitorização invasiva, considerada a principal referência. A concordância entre os métodos indicaria um caminho para monitorar o cérebro sem recorrer a uma cirurgia – e foi o que observamos. O resultado demonstrou que é possível usar com sucesso um sensor externo para orientar o tratamento individualizado de pacientes com lesões cerebrais graves. Nossa pesquisa foi publicada em abril na revista Critical Care, do grupo Springer Nature, uma das referências mundiais em medicina intensiva. Agora no g1 Para chegar a essa conclusão, meus colegas e eu trabalhamos com uma base de dados que reuniu 114 pacientes com patologias neurológicas críticas. A maioria deles apresentava traumatismo cranioencefálico grave (68%), além de hemorragia subaracnoidea (sangramento grave que acontece no espaço entre o cérebro e suas membranas), hematomas intracranianos e AVC isquêmico. Foram 268 sessões de monitorização simultânea. O desafio da pressão intracraniana Ao longo de anos cuidando de pacientes com problemas neurológicos graves e agudos, meus colegas e eu convivemos com uma importante limitação: não havia como determinar, de maneira segura e precisa, o nível ideal de pressão arterial para o cérebro de cada paciente. Na prática, contávamos com a experiência clínica, com protocolos gerais e com uma boa dose de intuição. Esse ajuste da pressão ainda representa um sério desafio, pois o valor ideal não é igual para todos. Uma pressão considerada “normal” pode ser excessiva para um paciente e insuficiente para outro. De modo geral, essa pressão é mantida de forma empírica, sem considerar as necessidades individuais de cada cérebro. A monitorização invasiva é uma alternativa para estimar a pressão arterial ideal para o paciente. Além disso, o cérebro lesionado é muito vulnerável a dois extremos: pressão de perfusão (proporciona a irrigação sanguínea cerebral) baixa demais causa isquemia e o tecido morre por falta de sangue. Alta demais, aumenta o edema e a pressão intracraniana. O equilíbrio preciso é o que chamamos de manejo hemodinâmico cerebral personalizado. A tecnologia não invasiva, validada pelo estudo que conduzimos, utiliza um sensor fixado externamente na cabeça do paciente para captar as pulsações do crânio. Em tempo real, os dados são transmitidos para um dispositivo conectado à internet, onde visualizamos gráficos em forma de onda que mostram as variações do volume e da pressão intracraniana. Esses dados são processados por uma plataforma baseada em inteligência artificial e devolvidos em forma de relatórios. Essa tecnologia já está sendo utilizada por hospitais no Brasil e nos Estados Unidos. Entre as instituições brasileiras que fazem uso do sensor externo estão os hospitais Albert Einstein e Nove de Julho, ambos em São Paulo, e o Hospital Cristo Redentor, em Porto Alegre. Nos Estados Unidos, o método está em uso no Hospital da University of California, San Diego (UCSD), entre outros. Até o momento, o único método validado para medir a pressão intracraniana exige um procedimento cirúrgico para a inserção de um cateter diretamente no cérebro do paciente. Além dos riscos inerentes à cirurgia, o monitoramento depende de um software proprietário desenvolvido pela Universidade de Cambridge, no Reino Unido, uma tecnologia de alto custo e disponível em poucos centros especializados no mundo. Opção poderá ampliar acesso A alternativa não invasiva mais conhecida é o Doppler transcraniano, exame que fornece informações sobre a circulação sanguínea no cérebro. Sua eficiência, porém, é prejudicada justamente nos pacientes que mais precisam de monitoramento intensivo. Pessoas internadas em UTI frequentemente apresentam condições como anemia, febre e alterações na concentração de gás carbônico no sangue, fatores que interferem nos resultados do exame e reduzem sua precisão. Na prática, isso significa que o Doppler transcraniano não consegue substituir plenamente o método invasivo considerado padrão-ouro. Com este estudo, conseguimos demonstrar, por meio da comparação entre métodos, que é possível usar o monitoramento não invasivo para identificar a pressão de perfusão cerebral ótima, ou seja, o valor individualizado de pressão arterial intracraniana. Enfim, temos evidências de que um sensor externo, sem riscos cirúrgicos e de custo acessível, pode guiar decisões clínicas que antes dependiam de um procedimento que exigia um investimento proibitivo para a maioria das instituições de saúde. Até hoje, esse cuidado personalizado era privilégio de poucos centros de excelência no mundo. O uso do sensor externo inaugura torna a alternativa não invasiva acessível a mais hospitais no Brasil e em outros países. A hipótese que nos motivou foi testada, sustentada e abre caminho para mais pesquisas. A partir de agora, é preciso realizar ensaios clínicos prospectivos (para acompanhar os pacientes ao longo do tempo) e randomizados (com pacientes distribuídos aleatoriamente em grupos) para confirmar se o uso dessa tecnologia em tempo real, no leito, melhora os desfechos dos pacientes. O estudo utilizou tecnologia desenvolvida pela empresa brain4care. O autor declara que não possui participação societária ou vínculo remunerado com a empresa e que a pesquisa não teve outro tipo de financiamento.

  17. Nuvens de ferro fundido em um exoplaneta gasoso ESO/M. Kornmesser, CC BY O Universo volta a nos surpreender com um fenômeno meteorológico tão familiar quanto estranho: um planeta gigante fora do Sistema Solar parece ter manhãs nubladas e tardes claras. A diferença é que, nesse caso, não estamos falando de brisas suaves nem de chuvas passageiras, mas de temperaturas extremas e ventos supersônicos em um mundo gasoso abrasado por sua estrela. A descoberta, publicada na revista Science e realizada com o telescópio espacial James Webb (JWST), traz uma das imagens mais detalhadas até agora de como funcionam as atmosferas de exoplanetas gigantes. Além disso, ela ajuda a resolver um antigo debate da astronomia moderna: de que são realmente feitas as névoas (hazes) e nuvens que envolvem esses mundos? Um “Júpiter quente” com duas faces O protagonista do estudo é WASP-94A b, um exoplaneta de um tipo conhecido como “Júpiter quente”: um gigante gasoso semelhante a Júpiter, mas orbitando extremamente perto de sua estrela. Essa proximidade faz com que um ano lá dure apenas alguns dias terrestres e que o planeta esteja em trava de maré, ou seja, sempre mostrando a mesma face para o seu sol, assim como acontece com a Lua em relação à Terra. Desta forma, um hemisfério do exoplaneta permanece eternamente iluminado, enquanto o outro fica em constante escuridão. Entre ambos, existe uma faixa de transição, chamada “terminador”, onde os astrônomos podem estudar a atmosfera observando como a luz da estrela atravessa suas camadas gasosas durante um trânsito planetário. E foi precisamente dali que apareceu a surpresa. As observações do JWST revelaram uma diferença muito clara entre o lado matinal e o lado vespertino do planeta. Na região onde amanhece, predominam nuvens densas que atenuam os sinais espectrais do vapor de água. Em contrapartida, na zona onde anoitece, a atmosfera parece muito mais limpa e transparente. Agora no g1 Ciclo meteorológico mais extremo que se imagina A explicação aponta para um autêntico ciclo meteorológico extraterrestre. Os pesquisadores acreditam que as nuvens se formam nas regiões relativamente mais frias do planeta, provavelmente por meio da condensação de minerais e compostos exóticos presentes na atmosfera. Em seguida, ventos atmosféricos intensos transportam essas partículas para zonas mais quentes, onde acabam evaporando. Na Terra, as nuvens são formadas por água líquida ou cristais de gelo. Mas nesses mundos escaldantes poderiam existir nuvens de silicatos ou minerais vaporizados. As diferenças térmicas entre os dois lados do planeta podem ultrapassar 280 graus Celsius, o suficiente para que os aerossóis apareçam e desapareçam continuamente enquanto circulam ao redor do globo. Gigante gasoso com nuvens de silicatos Pablo Carlos Budassi, CC BY Os novos dados do JWST sugerem, além disso, que a distribuição das nuvens não é uniforme nem estável. As observações indicam uma atmosfera extremamente dinâmica, dominada por correntes capazes de redistribuir calor e materiais a velocidades enormes. Nesse cenário, modelos atmosféricos apontam para ventos supersônicos que percorrem o planeta transportando partículas condensadas do hemisfério noturno e das regiões matinais para zonas progressivamente mais quentes. Um velho dilema resolvido? A descoberta é importante porque, durante anos, existiram duas hipóteses principais para explicar os aerossóis dos Júpiteres quentes. Enquanto uma defendia que eram nuvens originadas por condensação, a outra propunha névoas fotoquímicas, criadas pela intensa radiação estelar, semelhantes às de Titã, a lua de Saturno, ou à smog terrestre. As novas observações favorecem claramente a primeira explicação: pelo menos nesse tipo de planeta, as nuvens parecem se comportar como sistemas meteorológicos dinâmicos regidos pela temperatura e pela circulação atmosférica. Os Júpiteres quentes têm, normalmente, camadas de nuvens e neblina em suas atmosferas. NASA/JPL-Caltech O problema das atmosferas “ocultas” Embora as nuvens tornem esses mundos mais fascinantes, elas também representam um grande desafio científico. Para estudar um exoplaneta, os astrônomos analisam como certos gases absorvem comprimentos de onda específicos da luz. Esse padrão permite identificar moléculas como água, dióxido de carbono ou metano. Mas as nuvens e a neblina podem ocultar parte desses sinais e distorcer as medições. Em alguns casos, um planeta pode parecer pobre em água simplesmente porque as nuvens bloqueiam a observação. De fato, estudos anteriores já haviam mostrado que muitos Júpiteres quentes formam um continuum que vai de atmosferas completamente desobstruídas a outras muito cobertas por nuvens. Agora sabemos algo ainda mais complexo: um mesmo planeta pode ter regiões simultaneamente nubladas e claras. Isso obriga a reinterpretar parte dos dados obtidos durante mais de uma década com telescópios como o Hubble e a desenvolver modelos atmosféricos tridimensionais muito mais sofisticados. Mais perto de compreender outros mundos O JWST está inaugurando uma nova etapa na exploração de exoplanetas. Já não basta detectar sua existência: agora começamos a estudar sua meteorologia, seus ciclos atmosféricos e sua química com um nível de detalhe impensável há apenas alguns anos. O WASP-94A b se tornou um dos melhores exemplos dessa nova astronomia atmosférica. Seus “amanheceres” cobertos de nuvens e seus “pôres-do-sol” ensolarados mostram que mesmo os mundos mais extremos têm dinâmicas complexas, mutáveis e surpreendentemente semelhantes, em certos aspectos, a fenômenos meteorológicos familiares na Terra. Compreender como essas nuvens exóticas se formam também será fundamental para interpretar planetas menores e potencialmente habitáveis. Afinal, a atmosfera é a grande intermediária entre a superfície de um mundo e o espaço. Pela primeira vez, começamos a observar como o tempo muda em planetas situados a centenas de anos-luz de distância. Carlos Vázquez Monzón não presta consultoria, trabalha, possui ações ou recebe financiamento de qualquer empresa ou organização que poderia se beneficiar com a publicação deste artigo e não revelou nenhum vínculo relevante além de seu cargo acadêmico.

  18. Consultora de gente e gestão fala sobre como lidar com erros no mercado de trabalho A Agência de Trabalho de Pernambuco divulgou as vagas de emprego disponibilizadas para o município de Petrolina, Salgueiro e Araripina, no Sertão de Pernambuco, nesta terça-feira (26). As oportunidades são atualizadas diariamente pelo g1 Petrolina. Os interessados nas oportunidades podem entrar em contato com a Sedepe através da internet. O atendimento em Petrolina é na Agência de Trabalho, que funciona no Expresso Cidadão. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Concursos no WhatsApp. 📱:Baixe o app do g1 para ver notícias de Petrolina e Região em tempo real e de graça Agência do Trabalho em Petrolina funciona no Expresso Cidadão Carteira de trabalho Marcello Casal Jr/Agência Brasil Petrolina Contato: (87) 3866 - 6540 e (87) 9 9180-4065 Vagas disponíveis Salgueiro Contato: (87) 3871 - 8467 Vagas Disponíveis Araripina Contato: (87) 3873 - 8381 Vagas disponíveis Vídeos: mais assistidos do Sertão de PE

  19. Chacina em Cariacica: pai, filho, genro e amigo são mortos a tiros em terreno de projeto social Reprodução/TV Gazeta Quatro homens, sendo três da mesma família (pai, filho e genro), foram mortos em Flexal II, em Cariacica, na Grande Vitória, na tarde de sábado (23). Segundo as investigações, as vítimas da chacina não aceitavam ordens do tráfico de drogas na região, comandado pela facção Terceiro Comando Puro (TCP). Um quinto homem também ficou ferido, mas foi socorrido e levado a um hospital, onde passou por cirurgia. Até o momento, quatro suspeitos foram identificados e dois foram presos. 📲 Clique aqui para seguir o canal do g1 ES no WhatsApp Os assassinados foram identificados como Hélio da Silva Souza, de 58 anos; Gean de Castro Souza, 39 anos, filho de Hélio; Ruan Carlos da Silva Ribeiro, genro de Gean; e Carlos Daniel Rocha dos Santos, amigo das vítimas. O sobrevivente, de 41 anos, é irmão de Gean e levou um tiro no peito, mas conseguiu fugir pela mata na hora dos disparos, deixando um rastro de sangue. O nome dele não será revelado por motivos de segurança. O caso ainda segue em investigação. O g1 reuniu o que se sabe até agora e o que falta esclarecer sobre o caso. Confira abaixo: Como o crime aconteceu? O crime aconteceu em um terreno baldio que pertence ao Ministério Internacional Resgatado Para Contar (MIRC Brasil), uma organização que desenvolve projetos sociais e ações comunitárias na região. No local, a instituição pretende construir futuramente uma nova estrutura para atendimento de crianças e moradores da comunidade. As cinco vítimas do ataque estavam no terreno, fazendo a limpeza e cortando madeira, quando foram surpreendidas por um grupo armado. Segundo o fundador e presidente do MIRC Brasil, pastor Sidney Pereira de Souza e Silva, uma pessoa havia entrado em contato com a instituição informando que pretendia retirar uma estrutura de madeira existente na área. "Uma pessoa entrou em contato dizendo que queria cortar uma estrutura de uma árvore que estava ali e fazer madeiras, cadeiras e outros materiais, porque essa família trabalhava nessa área", relatou. LEIA TAMBÉM: BRUTAL: Homem invade casa e mata mulher com tiro na cabeça no ES ACIDENTE: Pais morrem e filhos gêmeos de 10 anos ficam feridos em engavetamento com 8 veículos VILA VELHA: Policial penal é suspeito de dar soco no rosto da esposa, também policial penal Antes do ataque, segundo o delegado Luiz Gustavo Ximenes, chefe do Departamento Especializado de Homicídios e Proteção à Pessoa (DEHPP), suspeitos teriam checado se as vítimas estavam no local. “À princípio, dois indivíduos fizeram levantamento na parte da manhã para saber se as vítimas realmente estavam no local e, depois, quatro indivíduos chegaram no local e efetuaram os disparos”, destacou o delegado. Segundo a Polícia Militar, os cinco homens foram atingidos por disparos de arma de fogo. O sobrevivente foi ferido no peito e socorrido no Pronto Atendimento do bairro. Em seguida, os suspeitos teriam fugido por uma escadaria que leva ao campo do Apolo, local apontado pela polícia como sendo de intensa movimentação do tráfico. Quem são as vítimas? Ruan Carlos da Silva Ribeiro, Hélio da Silva Souza e Gean de Castro Souza morreram no ataque em Cariacica Redes Sociais As vítimas não tinham qualquer vínculo com o projeto social, segundo o dono do terreno. Eles também não teriam qualquer ligação com atividades criminosas, afirma a polícia. "Não são pessoas da nossa equipe, não são pessoas do MIRC Brasil, não são colaboradores. Eu não conheço essas pessoas que estavam ali no nosso terreno, mas infelizmente aconteceu e a gente sente muito pela família, pelos familiares e pelas pessoas envolvidas", declarou pastor Sidney Pereira de Souza e Silva. Segundo as investigações, os homens trabalhavam na criação de animais e eram moradores antigos da região. Hélio trabalhava com a criação de gado e cavalos, e o filho dele era conhecido como Gean Leiteiro porque tinha vaca desde criança. Ele cresceu no bairro cuidando dos animais com o pai. Já Ruan era pedreiro e estava no bairro com o amigo Carlos Daniel, também morto, para ajudar no corte das árvores. O que motivou o ataque? Segundo a polícia, os homens mortos foram identificados pela polícia como pessoas que não aceitavam imposições do tráfico de drogas, tendo uma rixa com a facção Terceiro Comando Puro (TCP), que comanda o crime na região. Até o momento, a principal linha de apuração é de que a chacina aconteceu depois de um desentendimento entre a família e os traficantes. Moradores relataram à PM que a organização criminosa tem obrigado toda a comunidade a reverenciá-la, exigindo que as pessoas baixem a cabeça quando estão na presença dos traficantes locais. Conforme os depoimentos, um dos trabalhadores assassinados no sábado não teria baixado a cabeça ao cruzar com um faccionado. Ofendido, o criminoso buscou comparsas e retornou armado para executar o grupo. Delegado fala sobre chacina em Cariacica que deixou 4 mortos Este foi o primeiro conflito entre as vítimas e os faccionados? Não. O conflito entre a família alvo do ataque e os membros da facção começou anos antes. Em 2021, o filho mais novo de Hélio também foi morto pelo tráfico. Segundo relatos de testemunhas, na época a vítima e seus familiares impediram traficantes do grupo de iniciarem uma "boca de fumo" na região conhecida como Morro da Boa Vista. Em represália por terem barrado o ponto de venda de drogas, a facção assassinou o filho de Hélio na presença de outros parentes. Desde esse episódio, toda a família passou a demonstrar uma "aberta repulsa à atividade criminosa na localidade". Os suspeitos foram presos? Segundo o delegado Luiz Gustavo Ximenes, quatro suspeitos de serem os executores do crime foram identificados. Até a manhã desta segunda-feira (25), dois deles tinham sido presos. Um dos detidos é Caio Mota, de 28 anos. Ele foi preso na noite de sábado e identificado pela Polícia Civil como um dos homens que atiraram contra as vítimas. A arma que foi apreendida com ele foi encaminhada para a perícia. Caio Mota, de 28 anos, foi preso suspeito de participar da chacina em Flexal II, em Cariacica, Espírito Santo Reprodução Já o outro preso foi identificado como Daniel Inácio Schinidel Bernardo, de 31 anos. Segundo a polícia, ele é um traficante que atua na região onde o crime aconteceu, mas não foi identificado como um dos homens que apertou o gatilho. Apesar disso, a ligação dele com a chacina não foi descartada. Havia outras pessoas no local do crime? Sim. No momento do crime, cerca de 50 crianças participavam de atividades promovidas pelo MIRC Brasil em outro terreno da instituição, localizado do outro lado da rua. Nenhuma delas ficou ferida. O policiamento foi reforçado na região? Sim, segundo a PM, o policiamento em Flexal II foi reforçado. No entanto, não há informações sobre até quando o reforço vai continuar. “Nós estamos saturando o local, estamos fazendo policiamento. Já tínhamos policiamento lá, mas agora de forma mais saturada, mais viaturas, uma presença maior ali no local, e vamos continuar nos próximos dias até identificarmos e prendermos os envolvidos”, afirmou o tenente-coronel Prado. Quem ordenou a chacina? A polícia já identificou quatro atiradores e prendeu dois suspeitos, mas ainda não esclareceu quem mandou executar o grupo e qual foi a participação de cada um dos envolvidos. Chacina em Cariacica: pai, filho, genro e amigo são mortos a tiros em terreno de projeto social Reprodução/TV Gazeta Onde estão os outros suspeitos? Além dos dois homens presos, os outros apontados como atiradores seguem foragidos. Também há a busca por uma liderança criminosa citada pela PM como responsável pela região e que estaria fora do sistema prisional desde a saída temporária de Natal. Qual foi a motivação exata do crime? Ainda falta esclarecer se a chacina foi uma vingança a um acumulado de conflitos ao longo dos anos ou resposta a um desentendimento recente causado pela irreverência da família. A família foi ameaçada antes do ataque? O delegado informou que dois homens teriam feito um levantamento no terreno antes da execução. Falta esclarecer há quanto tempo o grupo era monitorado e se havia ameaça anterior registrada. Como os criminosos chegaram e fugiram do local? Até agora, as autoridades não detalharam a dinâmica da ação, quais veículos foram usados, a rota de fuga exata ou se houve apoio de outros integrantes da facção. Vídeos: tudo sobre o Espírito Santo Veja o plantão de últimas notícias do g1 Espírito Santo

  20. Frederico Biagi, de Ribeirão Preto (SP), foi preso por desviar dinheiro de investimentos Redes sociais O assessor financeiro Frederico Goz Biagi, acusado de aplicar um golpe de R$ 21 milhões contra clientes e sócios de um escritório de assessoria de investimentos em Ribeirão Preto (SP), será ouvido pela Justiça Federal nesta terça-feira (26). Biagi está preso desde dezembro de 2025, quando a Polícia Federal decretou a Operação Stop Loss. Além do réu, a Justiça ouvirá testemunhas de defesa e de acusação na audiência de instrução. A expectativa das vítimas é que ele seja condenado pela fraude e pelo desvio dos valores para benefício próprio. A investigação apontou que Biagi se aproveitou até de relacionamentos amorosos e do perfil de galanteador para tirar vantagem. Uma das vítimas é uma ex-namorada dele. A defesa de Biagi não comentou o assunto até a última atualização desta matéria. ✅Clique aqui para seguir o canal do g1 Ribeirão e Franca no WhatsApp Agora no g1 Como as vítimas eram escolhidas e como o suspeito agia? Frederico Goz Biagi atuou entre 2020 e 2023 em um escritório de assessoria de investimentos. Em maio de 2023, chegou a constituir uma empresa. De acordo com a Polícia Federal, o suspeito selecionava vítimas com base no poder econômico delas e chegou, inclusive, a se relacionar com mulheres para adquirir a confiança delas. LEIA TAMBÉM Idoso perdeu R$ 1 milhão ao ser enganado por assessor que desviava investimentos: 'Dinheiro da vida dele', diz PF Assessor que desviou R$ 11 milhões de investimentos se relacionava com mulheres para atrair vítimas, diz PF; entenda esquema Operação da PF em SP, MG e RJ prende assessor financeiro suspeito de desviar R$ 11 milhões de investimentos Para mantê-las enganadas, de acordo com a PF, o assessor fraudava documentos e inseria informações falsas no sistema, dificultando o acesso às informações. Ao deflagrar a operação em 2025, o delegado Marcellus Henrique de Araújo explicou que Biagi era bem relacionado e se utilizou dessa rede de relacionamentos para expandir sua atuação. "O investigado conseguiu ir construindo relações dentro da sociedade de Ribeirão Preto, com pessoas economicamente em uma situação melhor, digamos assim, e isso permitiu que (...) houvesse uma abertura para se estabelecer a confiança necessária que permitisse que, ao longo do tempo, essas ações dele se estabelecessem. Ao mesmo tempo que essas pessoas ficavam sob essa condição de confiança, elas também acabavam indicando outras pessoas", disse. Marcellus Henrique de Araújo, delegado da Polícia Federal de Ribeirão Preto Reprodução/EPTV As investigações apontaram que Biagi utilizava os valores dos investidores em proveito próprio, realizando operações de day trade (iniciadas e finalizadas no mesmo dia), que resultaram na perda dos recursos investidos. Preso preventivamente no CDP de Ribeirão Preto, ele responde por pelo menos seis crimes contra o Sistema Financeiro Nacional: Gestão fraudulenta Apropriação de recursos de investidor Manutenção de investidor em erro mediante omissão ou falsidade Fraude à fiscalização com inserção de informações falsas em documentos Inserção de elementos falsos em demonstrativos contábeis Contabilidade paralela Frederico Biagi, de Ribeirão Preto (SP), foi preso nesta quinta-feira (4) por desviar pelo menos R$ 11 milhões em investimentos Redes sociais Segundo a PF, a operação de Biagi era tão convincente que os clientes chegaram a declarar ganhos sobre os investimentos à Receita Federal na declaração do Imposto de Renda. De acordo com o Ministério Público Federal, a fraude foi sustentada por uma série de documentos falsificados e com erros grosseiros, elaborados com o intuito de manter os investidores em erro e conferir aparência de legalidade às operações. A acusação alega que Biagi conseguiu criar uma conta em um banco digital, sem a assinatura dos demais sócios do escritório, para onde conseguiu transferir cerca de R$ 11 milhões investidos por eles. Ainda segundo o MPF, ele se valeu de notas de corretagem falsificadas para simular lucros milionários inexistentes e até mesmo da criação de um e-mail de uma funcionária fictícia de uma grande corretora para justificar a falta da senha para que os sócios pudessem acompanhar relatórios. Veja mais notícias da região no g1 Ribeirão Preto e Franca

  21. Procurado por morte de ajudante de pedreiro em Niterói se entrega à polícia A prima do ajudante de pedreiro Igor Pereira da Cruz, que tinha 29 anos e foi morto na madrugada deste domingo (24) em Niterói, na Região Metropolitana do Rio, questionou as intenções do atirador durante a cerimônia de despedida do parente. Brayan Vianna Borges foi preso durante a tarde desta segunda (25) e disse que disparo "foi por brincadeira". "Ele usou esse termo, que foi uma brincadeira. Brincadeira com arma de fogo não é brincadeira e aqui eu falo para todo mundo, quem usa arma é policial ou é bandido. Ele não era policial, por que ele tava com uma arma?", questiona Viviane Amaral. O corpo de Igor foi enterrado nesta segunda-feira (25) no Cemitério do Maruí. Arrasados, os familiares questionam a motivação do crime. Igor e Brayan se conheciam desde a infância. "Acabou com a minha família, acabou. Ele acabou com a vida do meu filho", lamenta o pai Nelson Soares da Cruz. A bala atravessou o braço da vítima e atingiu o abdômen, causando lesões no fígado e no coração. Igor morreu ao ser atingido por um tiro em um bar em Niterói, na Região Metropolitana do Rio Reprodução/ TV Globo Igor morava com a companheira e deixa uma filha de 3 anos. "Meu primo está morto, quem vai cuidar dessa criança? A mãe da criança não trabalha, dependia do meu primo. Ele trabalhava de carteira assinada, era ajudante de pedreiro", lamenta a prima. Parentes relataram que o atirador passou inicialmente pelo local e cumprimentou Igor. Algum tempo depois, retornou de carro, sacou a arma e atirou. Testemunhas afirmam que, após o disparo, ele voltou e disse que tudo não passava de uma “brincadeira” e a arma acabou disparando. “Ele disse que foi brincadeira. E agora? Meu filho está ali [apontando para a capela]. Eu quero justiça. Ele matou meu filho”, afirmou o pai. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias do RJ em tempo real e de graça O caso é investigado pela Polícia Civil, que busca esclarecer as circunstâncias do crime. 🟩O g1 Rio está no GloboPop, o novo aplicativo de vídeos curtos verticais da Globo, disponível gratuitamente no seu celular. Lá no app, você pode seguir o palco do g1 Rio para não perder nenhum detalhe. Baixe o GloboPop.

  22. O que é ovo jumbo? Uma mesma granja pode produzir ovos de diversos tamanhos, indo do médio (o menor) até o jumbo. Na indústria, os produtos são separados a partir do peso. Confira abaixo. Médio: 38 g a 47,99 g; Grande: 48 g a 57,99 g; Extra: 58 g 67,99 g; Jumbo: acima de 68 g. O fator determinante de cada tipo é a idade da galinha. "A ave que está iniciando a produção, ela tá crescendo. Então, ela não tem estrutura óssea para botar ovos jumbo. Conforme a franga vai ficando mais velha, ela vai tendo abertura da pélvis maior, onde vai passar esse ovo", explica o veterinário Tarcísio Agostinho. As aves produzem ovos desde as 18 até as 90 semanas de vida. A partir de 50 semanas, elas já conseguem colocar ovos jumbo. Além da idade, a ração precisa ser muito nutritiva, proteica e a base de soja. Aumentar a luz artificial no galinheiro também pode elevar a produção de ovos. Baixe o GloboPop para assistir vídeos curtos verticais da Globo Leia também: Edamame ganha versão brasileira, com grãos maiores e sabor mais suave Como cultivar a palma forrageira Acordo UE-Mercosul passa a valer no Brasil: o que muda para o agro

  23. NR-1: veja o que muda com a nova regra sobre saúde mental no trabalho A atualização da Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1), que entra em vigor nesta terça-feira (26), amplia a responsabilidade das empresas sobre a saúde mental dos trabalhadores. Anunciada pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) em agosto de 2024, a medida estava inicialmente prevista para valer em maio de 2025 — ano em que, como revelou o g1, o Brasil bateu recorde no número de afastamentos por transtornos mentais. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Após pressão de sindicatos patronais e empresas, o governo decidiu adiar a entrada em vigor da norma por um ano. Mais recentemente, diante de novos pedidos de prorrogação, um segundo adiamento chegou a ser discutido pelo Ministério do Trabalho. O ministro Luiz Marinho, no entanto, afirmou que não pretende voltar atrás novamente. Segundo especialistas, a exposição contínua a situações de risco no ambiente profissional está entre as principais causas de adoecimento mental e afastamentos do trabalho. Em parceria com a Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH), o g1 preparou uma sequência de perguntas para ajudar você a identificar sinais de um ambiente de trabalho que pode estar prejudicando a saúde mental dos trabalhadores. Como saber se você está em um ambiente de trabalho tóxico? Como é identificado um local de trabalho tóxico? 🤔 Segundo a coordenadora-geral de Fiscalização em Segurança e Saúde no Trabalho do Ministério do Trabalho, Viviane Forte, existem diversas situações e indícios que levam um ambiente de trabalho a ser considerado tóxico. Entre os principais fatores estão: metas excessivas jornadas extensas ausência de suporte assédio moral conflitos interpessoais falta de autonomia no trabalho condições precárias de trabalho Segundo Thatiana Cappellano, pesquisadora sobre os transtornos mentais no contexto do trabalho, um dos principais gatilhos que causam o adoecimento mental do trabalhador é a intensificação da jornada, pressão excessiva por meta, e a precarização dos empregos. “Boa parte das pessoas hoje seguem tendo que fazer atividade de três pessoas, mas em uma só função. Se as pessoas continuarem trabalhando no ritmo que elas trabalham, elas vão continuar adoecendo mentalmente”, explica. Já segundo Luana Carvalho, Diretora de Comunicação da Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH), afirma que é essencial encontrar um equilíbrio entre a vida profissional e pessoal, além de priorizar os cuidados com a saúde mental. ⚠️ Como denunciar? Existem diversos canais para denúncias trabalhistas nos casos de empregados que estão passando por situações de riscos psicossociais. São eles: Canal de Denúncias para Inspeção do Trabalho: canal online do Ministério do Trabalho para denúncias trabalhistas; Fala.br: plataforma integrada de ouvidoria e acesso à informação da Controladoria-Geral da União; Central Alô Trabalho: o número 158 funciona de segunda a sábado, das 7h às 22h (horário de Brasília). A ligação gratuita de qualquer telefone fixo, mas chamadas por celular serão cobradas; Superintendências Regionais do Trabalho: são responsáveis por executar, supervisionar e monitorar ações relacionadas a políticas públicas de trabalho nos estados; Canal do Ministério Público do Trabalho: O MPT tem um canal de denúncias e atua para combater o assédio moral nas relações de trabalho; Disque 100: Serviço gratuito e disponível 24 horas por dia, o disque 100 recebe denúncias de violações de direitos humanos, inclusive assédio moral no trabalho. O denunciante não precisa se identificar, basta acessar um dos sistemas e inserir o maior número possível de informações. A ideia é que os órgãos possam, a partir dessas informações do denunciante, analisar se o caso de fato configura em assédio moral e realizar as verificações no local de trabalho. Assédio moral no trabalho pode causar consequências na saúde mental e física da vítima Freepik Brasil tem mais de 546 mil afastamentos por saúde mental em 2025 e bate recorde

  24. A dignidade menstrual nos presídios O Instituto Alana promove, nestas quarta e quinta-feira (27), debates sobre o Dia Internacional da Dignidade Menstrual. A programação faz parte do A.if_alana Ideia Fest 2026, voltado à ampliação do debate público e incentivo de ações relacionadas à saúde menstrual. 🔎 Dignidade menstrual é o direito das pessoas que menstruam de ter acesso a produtos e condições de higiene adequados, de acordo com o Fundo das Nações Unidas para a Infância das Nações Unidas (UNICEF). Mostra de curtas 🍿 Quarta é dia da mostra de cinema Pipoca.if no Túnel SESI Lab, com a exibição de quatro curtas-metragens, seguida de rodas de conversa com especialistas, meninas e mulheres. A entrada é gratuita. Confira a programação completa: ⏰ 14h: curta “Livre para menstruar” (Ana Pands, Brasil, 2025) e mesa-redonda “Menstruar em Voz Alta: Contar Novas Histórias”; ⏰15h: curta “Dias de Abundância” (Aiko Alonso, México, 2023) e mesa-redonda “Sobre Dores Indizíveis”; ⏰ 16h30: ccurta “Me Conta no Caminho” (Gabi Biga, Brasil, 2026) e mesa-redonda em parceria com a Maria Farinha Filmes; ⏰ 17h30: curta “O drama menstrual de Jane Austen” (Julia Aks e Steve Pinder, EUA, 2024) e mesa-redonda “Histórias menstruais”. 📍No Sesi Lab, Eixo Monumental Debates 🗣️ Já na quinta-feira, pesquisadores, médicos, sociedade civil, poder público, sistema de justiça e especialistas participam de uma série de conversas sobre saúde. A programação também conta com apresentação musical e exposição. A entrada também é gratuita. Confira a programação completa: ⏰ 10:30 às 11:30h: Dor Invisibilizada com Bia Ciência, Dr.ª Joyce Martins, Lola Ferreira, Dr. Omero Poli e Sofia Reinach; ⏰ 11h30h às 12h30: Impacto na escola com Alice, Suelaine Carneiro, Natália Fazzioni e Talita Nascimento; ⏰ 14h10 às 15h10: Meninos também com Vicente, Miguel, Suzana Pamplona, Felipe Fortes e Carolina Delboni; ⏰ 15h10 às 16h10: Futuro do Cuidado com Karina Terena, Georgia Nicolau, Luciana Albuquerque, Pedro de Paula e Munah Malek; ⏰ 16h10: encerramento com Hevinha e Camila Hessel Diretora de Redação LUNETAS. 📍No Brasília Palace Hotel, Setor de Hotéis e Turismo Norte Absorventes de graça É #FATO: governo envia WhatsApp para quem tem direito a receber absorvente gratuito. Reprodução Em 2023, o governo federal publicou um decreto que cria o Programa de Proteção e Promoção da Saúde Menstrual. Entre outras medidas, o decreto viabiliza a distribuição gratuita de absorventes para pessoas que menstruam e estejam em situação de vulnerabilidade. De acordo com o Ministério das Mulheres, desde o início da distribuição, em janeiro de 2024, o programa beneficiou 1,7 milhão de pessoas que menstruam. Quem tem acesso ao benefício❓ Podem participar do programa pessoas de 10 a 49 anos de idade e que estão cadastradas no Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico). Os interessados precisam: Estar matriculado em escola da rede pública de ensino e ser de baixa renda (meio salário mínimo); ou Estar em situação de vulnerabilidade social extrema (renda mensal de até R$ 218); ou Estar em situação de rua. Como retirar os absorventes❓ Os absorventes podem ser retirados em qualquer farmácia credenciada no Programa Farmácia Popular do Brasil. É preciso apresentar: Documento de identificação oficial com foto e número do CPF; ou documento de identidade que conste o número do CPF. "Autorização do Programa Dignidade Menstrual", disponível no aplicativo Meu SUS Digital, no próprio celular ou impressa. Mais informações sobre o programa podem ser acessadas no site do Ministério da Saúde. Leia mais notícias sobre a região no g1 DF.

  25. Pessoas em situação de rua em Belo Horizonte TV Globo A Prefeitura de Belo Horizonte publicou uma portaria com diretrizes e protocolos para a atuação de agentes públicos na abordagem à população em situação de rua. O texto proíbe o recolhimento forçado de bens e pertences pessoais, o que inclui qualquer item que a pessoa abordada considerar ter valor, utilidade ou significado pessoal. Além disso, veda a remoção compulsória dos sem-teto (leia mais abaixo). ✅Clique aqui para seguir o canal do g1 MG no WhatsApp A portaria, assinada em conjunto por representantes de diversas secretarias municipais, está em conformidade com uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF). Em 2023, a Corte impôs uma série de obrigações às diferentes esferas do poder público em relação às pessoas em situação de rua, no âmbito da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 976. 🔎 ADPF é uma ação judicial exclusiva do Supremo Tribunal Federal (STF) que serve para evitar ou reparar violações a princípios básicos da Constituição. Agora no g1 Veja o que diz a portaria: é proibido o recolhimento forçado de bens e pertences da população em situação de rua, incluindo meios de sobrevivência, subsistência e de trabalho (como materiais recicláveis); é obrigatório garantir a segurança pessoal e a integridade dos pertences dessas pessoas; é proibida a remoção ou o transporte compulsório de pessoas sem-teto; é vedado o uso de técnicas de arquitetura hostil contra a população em situação de rua e, sempre que possível, deve ser providenciada a remoção de barreiras ou equipamentos que dificultem o acesso a políticas e serviços públicos; os serviços oferecidos aos animais devem contar com o suporte das vigilâncias sanitárias; os agentes públicos devem ser continuamente capacitados para o desempenho de suas funções; o município deve garantir às pessoas em situação de rua o direito de ir e vir, transitar, permanecer em espaços públicos e acessar equipamentos e serviços. Fiscalização em último caso O texto diz que as ações de zeladoria urbana, destinadas à organização do espaço público, devem ter informações de dia, horário e local divulgadas previamente, para que as pessoas em situação de rua possam arrumar os próprios pertences. A abordagem inicial deve ser sempre orientativa, voltada para o esclarecimento da situação, a oferta de acolhimento e de serviços e a busca por soluções consensuais. As ações fiscais devem ocorrer somente em último caso, depois de esgotadas todas as tentativas de diálogo, e quando a ocupação do espaço público comprometer o fluxo de pessoas e a mobilidade urbana ou resultar no acúmulo desordenado de materiais e objetos. Em casos de obstrução total ou parcial da via pública, os pertences das pessoas em situação de rua podem ser objeto de fiscalização. Um documento deve conter informações claras sobre a destinação dos itens e os procedimentos necessários para a recuperação. Assunto em pauta no legislativo A portaria da prefeitura foi publicada no Diário Oficial do Município na última sexta-feira (22), uma semana após a Câmara Municipal de Belo Horizonte aprovar, em 2º turno, um projeto de lei que facilita o retorno de pessoas em situação de rua às suas cidades de origem. A proposta prevê a concessão de passagens rodoviárias ou ferroviárias, intermunicipais ou interestaduais, com origem em Belo Horizonte, para pessoas em situação de vulnerabilidade social interessadas em voltar ao município de origem. No dia 7 de maio, a Câmara Municipal também aprovou de forma definitiva um projeto que obriga a prefeitura a desobstruir vias públicas e passeios "sempre que a circulação de pedestres e/ou veículos for prejudicada". Vereadores que se posicionaram contra a proposta dizem que, na prática, ela permite a retirada de pertences de pessoas em situação de rua. Vídeos mais vistos no g1 Minas:

+ Sobre nós

Image

Onde estamos: .

Rua Barão do Rio Branco, 347
Centro Itápolis/SP
3262 7482 - 3262 7483
16 99781 3817(Rega)
16 99742 1727(Daiane)
© 2018 RG Assessoria Fisco Contábil. All Rights Reserved. Designed By JKAsites