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G1 GLOBO (Tudo Diário)

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  1. Natanzinho Lima leva o 'bregarrocha' ao palco do Ribeirão Rodeo Music 2026 O brega vai reconquistando o Brasil e o responsável pelo movimento é Natanzinho Lima. O cantor sergipano de apenas 23 anos subiu ao palco do Ribeirão Rodeo Music 2026, em Ribeirão Preto (SP), na madrugada deste domingo (3), e mostrou a mistura do gênero com o arrocha que vem conquistando uma legião de fãs. Ele bebeu da fonte de artistas como o pernambucano Reginaldo Rossi, que ganhou o título de “o rei do brega”, com músicas como “Garçom” nos anos 1980. “O grande cara do brega tem o Reginaldo, tem o Júlio Nascimento, tem essa galera, mas é bom trazer esse brega inovado para o povo. Fazer parte, estar entre o top 5 da galera que traz esse brega mais novo, que é um brega mais agitado como se fosse um Calypso, uma guitarra mais pra frente”, afirmou em entrevista ao g1. O “bregarrocha”, como ele mesmo define sua música, mistura elementos do bolero, instrumentos de sopro e uma batida envolvente capaz de te fazer dançar sem nem perceber. FOTOS: Natanzinho Lima no Ribeirão Rodeo Music 2026 Natanzinho Lima agradece recepção do público no Ribeirão Rodeo Music 2026 em Ribeirão Preto, SP Érico Andrade/g1 Figuraça No palco, Natanzinho Lima é aquele cara da turma considerado o figuraça. Irreverente, divertido, animado. Ele dança o tempo todo, se deixa levar pela batida da banda. A coreografia muitas vezes faz lembrar os movimentos do surf, só que com rebolado em cima da prancha. Para compor o estilo, o cantor aposta em um visual que ostenta muito brilho e marcas de luxo. Miranda Priestly, personagem de Meryl Streep em “O Diabo Veste Prada”, faria uma boa análise do estilo. Em Ribeirão Preto, o extravagante cantor ostentou correntes, pulseiras, braceletes e relógio dourados, um cinto da luxuosa Louis Vuitton. O chapéu virou uma marca, tanto que pelo Parque Permanente de Exposições difícil era não ver fãs usando o acessório. Natanzinho Lima dança e anima multidão no Ribeirão Rodeo Music 2026 em Ribeirão Preto, SP Érico Andrade/g1 De tudo um pouco E o som brega de Natanzinho misturou do sertanejo ao pop rock em sua estreia no palco do Ribeirão Rodeo Music. O cantor foi revelado em shows promovidos em bares de Sergipe, gravados e publicados na internet. “A partir de agora o pau quebra. O brega chegou. A partir de agora a gente vai viver”, disse. E não teve pausa. A banda foi emendando uma música atrás da outra. Haja energia! No auge dos 23 anos, o jovem artista teve fôlego para encarar o segundo show da noite cantando e dançando por duas horas. “Uma e Quinze da Manhã”, de “No Doze”, o projetou para a cena nacional. Esse feito foi inclusive destacado pelo artista no show, muito agradecido pelo momento promissor na carreira. Natanzinho Lima dançando ao som de piseiro no Ribeirão Rodeo Music 2026 em Ribeirão Preto, SP Érico Andrade/g1 Os arranjos dos metais deram a pegada de arrocha a clássicos sertanejos como “Sonho de Amor”, de Zezé Di Camargo & Luciano, “Seu Astral”, de Jorge & Mateus. Também deram nova cara a sucessos de Luan Santana, como “Te Esperando” e “Chuva de Arroz”. Famoso por beber no palco e dar bebida aos fãs, Natanzinho se mostrou mais comportado em Ribeirão Preto. Tomou, mas bem menos do que em shows que viralizam nas redes sociais por causa de sua performance etílica. Mas não deixou de chamar ao palco dois fãs mais animados para dançar com ele. De forma inusitada, apareceu no set list “Como Eu Quero”, do Kid Abelha. Mas foi com músicas como “Vagabundo Apaixonado”, “Logo Eu”, “Um Beijo Por Minuto (25 milhões)”, “5 da Manhã”, e por bordões como "Mulher bonita e gado Nelore, só tem quem pode", que ele fez o público se render. Leia mais notícias do Ribeirão Rodeo Music 2026

  2. Aposentados buscam novas formas de se manter ativo e encontrar propósito Para muita gente, a aposentadoria ainda é vista como um período de descanso definitivo, com rotina mais leve e menos compromissos. Na prática, porém, essa fase também pode representar um recomeço. O Globo Repórter conversou com brasileiros que, mesmo após se aposentarem, buscam novas formas de se manter ativos. É o caso de Pedro Rodrigues Santos, que, depois de deixar o trabalho, enfrentou um período de tristeza profunda ao se ver sem rotina e sem propósito. Incentivado pela esposa, ele encontrou em cursos uma saída para a depressão. Aprendeu elétrica, drywall e até edição de vídeo. “Eu não vivo para trabalhar. Eu trabalho para viver. E viver bem”, afirma. ‘Eu trabalho para viver’: aposentado vence a depressão fazendo cursos em diferentes áreas Reprodução/TV Globo Segundo o educador e escritor canadense Riley Moynes, essa sensação é comum. Ele identifica quatro fases da aposentadoria: O período inicial de férias; Seguido por uma fase de vazio, em que a falta de rotina e propósito pode levar à depressão. Depois vem a experimentação — quando a pessoa busca novas atividades. Até chegar ao reencontro com o trabalho, muitas vezes em funções diferentes das exercidas ao longo da vida. É nessa última fase que muitos aposentados descobrem novas formas de atuação. Dario Gramorelli, engenheiro aposentado, decidiu seguir ativo como voluntário e também como profissional. Ele participa de projetos sociais no sertão nordestino e integra um grupo de engenheiros experientes que compartilham conhecimento com novas gerações. “Temos muitos engenheiros experientes sendo deixados de lado pelo etarismo”, alerta. “Temos muitos engenheiros experientes sendo deixados de lado pelo etarismo” Reprodução/TV Globo Para ele, dividir conhecimento é uma forma de transformação dupla: de quem recebe e de quem compartilha. "Eu dedico o meu maior patrimônio, hoje eu tenho consciência disso, que é meu tempo", relata. Engenheiro se aposenta, mas segue ativo e encontra realização no trabalho voluntário Reprodução/TV Globo Como resume a neurocientista Suzana Herculano‑Houzel, o cérebro precisa de estímulo. Planejar o que fazer com o tempo, antes mesmo da aposentadoria, ajuda a evitar o vazio. "A aposentadoria de uma maneira inteligente, quer dizer, fazer planos para o que você quer fazer do seu tempo, o que você quer fazer de toda a sua competência, de toda a sua capacidade mental e biológica antes daquelas férias. O que você pode fazer que vai te dar prazer depois disso", orienta. “Temos muitos gente experiente sendo deixada de lado pelo etarismo” Reprodução/TV Globo Veja a íntegra do programa no vídeo abaixo: Globo Repórter: Será que é hora de mudar? - 01/05/2026 Confira as últimas reportagens do Globo Repórter:

  3. Natanzinho Lima dança no palco do Ribeirão Rodeo Music 2026 em Ribeirão Preto, SP Érico Andrade/g1 Natanzinho Lima estreia no Ribeirão Rodeo Music 2026 em Ribeirão Preto, SP Érico Andrade/g1 Natanzinho Lima sobe ao palco do Ribeirão Rodeo Music 2026 em Ribeirão Preto, SP, na madrugada deste domingo (3) Érico Andrade/g1 Natanzinho Lima bebe no palco do Ribeirão Rodeo Music 2026 em Ribeirão Preto, SP Érico Andrade/g1 Natanzinho Lima durante estreina no Ribeirão Rodeo Music 2026 em Ribeirão Preto, SP Érico Andrade/g1 Fãs acompanham estreia de Natanzinho no Ribeirão Rodeo Music 2026 em Ribeirão Preto, SP Érico Andrade/g1 Natanzinho Lima dança e anima multidão no Ribeirão Rodeo Music 2026 em Ribeirão Preto, SP Érico Andrade/g1 Natanzinho Lima agradece recepção do público no Ribeirão Rodeo Music 2026 em Ribeirão Preto, SP Érico Andrade/g1 Fã leva cartaz para ser chamado ao palco por Natanzinho Lima no Ribeirão Rodeo Music 2026 em Ribeirão Preto, SP Érico Andrade/g1 Natanzinho Lima dançando ao som de piseiro no Ribeirão Rodeo Music 2026 em Ribeirão Preto, SP Érico Andrade/g1 Fãs acompanham show do cantor Natanzinho Lima no Ribeirão Rodeo Music 2026 em Ribeirão Preto, SP Érico Andrade/g1 Fãs cantam junto com Natanzinho Lima no Ribeirão Rodeo Music 2026 em Ribeirão Preto, SP Érico Andrade/g1 Natanzinho Lima diverte público com perfomance dançante no Ribeirão Rodeo Music 2026 em Ribeirão Preto, SP Érico Andrade/g1 Natanzinho Lima canta enquanto bebe e dança no palco do Ribeirão Rodeo Music 2026 em Ribeirão Preto, SP Érico Andrade/g1 Natanzinho Lima pede apoio dos fãs em coro durante apresentação no Ribeirão Rodeo Music 2026 em Ribeirão Preto, SP Érico Andrade/g1 Natanzinho Lima dança no palco do Ribeirão Rodeo Music 2026 em Ribeirão Preto, SP Érico Andrade/g1 Natanzinho Lima dança no palco do Ribeirão Rodeo Music 2026 em Ribeirão Preto, SP Érico Andrade/g1 Leia mais notícias do Ribeirão Rodeo Music 2026

  4. Canoístas foram resgatados após ficarem ilhados em Guarujá Canoas havaianas foram atingidas e arrastadas por uma forte correnteza em Guarujá, no litoral de São Paulo. O grupo de canoístas precisou ser resgatado pelos bombeiros a região da Ilha das Palmas e Praia do Sangava. Imagens, obtidas pelo g1, mostra o momento em que as embarcações ficam à deriva. O caso ocorreu neste sábado (2).A Marinha do Brasil já havia emitido um alerta de uma chegada de frente fria e a previsão de ventos fortes no litoral de São Paulo. ✅ Clique aqui para seguir o novo canal do g1 Santos no WhatsApp. Segundo o Grupamento de Bombeiros Marítimo (GBMar), duas embarcações foram utilizadas na operação do resgate, que contou com a atuação conjunta do Subgrupamento Náutico de Guarujá e dos guarda‑vidas de Santos. Nove pessoas foram resgatados após ficarem ilhados em Guarujá. Adriano Neris Ainda de acordo com o GBMar, ao todo, nove pessoas receberam apoio direto dos guarda‑vidas, enquanto outras conseguiram deixar o local por meios próprios. Nas embarcações, haviam dois homens, cinco mulheres e duas crianças de 4 e 5 anos. O GBMar informou que, após o resgate, todas as vítimas foram levadas para um local seguro, em Guarujá. Até a última atualização desta reportagem, não havia informações sobre as causas do acidente. Canoa havaiana é atingida por uma onda em Guarujá. Adriano Neris

  5. Câmeras de segurança registraram padrasto saindo com menino desacordado de apartamento Câmeras de segurança registraram o momento em que o padrasto de Arthur Kenay Andrade de Oliveira, de 8 anos, saiu do apartamento com o menino desacordado nos braços do apartamento em São Vicente, no litoral de São Paulo. Luan Henrique Silva de Almeida, de 31 anos, conhecido como “Fuzil”, é apontado como principal suspeito do crime. O padrastro foi morto a tiros após o caso. O menino morreu após dar entrada em uma UPA em Cubatão, na sexta-feira (1), com lesões compatíveis com maus-tratos. Segundo a polícia, o menino chegou em parada cardiorrespiratória e não resistiu, apesar das tentativas de reanimação. O caso segue em investigação. ✅ Clique aqui para seguir o novo canal do g1 Santos no WhatsApp. Imagens do condomínio mostram ainda que Arthur entrou no prédio sem ferimentos aparentes, ao lado da mãe e do padrasto. A cena ocorreu horas antes da criança dar entrada em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) em Cubatão com lesões compatíveis com maus-tratos. Luan Henrique Silva de Almeida, conhecido como “Fuzil”, é apontado como principal suspeito do crime. Reprodução Por volta das 14h57, a mãe deixou o apartamento sozinha, permanecendo no local apenas a criança e o padrasto. Às 16h19, ele foi flagrado deixando o imóvel carregando o menino desacordado. Com base nos indícios, a Justiça decretou a prisão preventiva de Luan, apontando que ele estava sozinho com a criança no momento das agressões. Além disso, ele apresentou comportamento incompatível ao deixar a unidade de saúde, após o atendimento, e não ser mais localizado. Padrasto morto Luan foi baleado no bairro Ribeirópolis, em Praia Grande, neste sábado (2). Ele chegou a ser socorrido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), e direcionado à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Samambaia. Durante o trajeto, a ambulância foi abordada por homens armados, invadida e ele foi baleado. O suspeito não resistiu aos ferimentos e morreu. A Polícia Civil investiga o caso e tenta identificar o autor dos disparos. Entenda o caso Arthur Kenay Andrade De Oliveira morreu aos 8 anos Reprodução/Redes sociais Arthur Kenay Andrade de Oliveira, de 8 anos, morreu após dar entrada em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) com diversas lesões em Cubatão. De acordo com o boletim de ocorrência, os ferimentos eram compatíveis com maus-tratos. O garoto chegou em parada cardiorrespiratória na unidade de saúde, no bairro Jardim Casqueiro, na noite desta sexta-feira (1). Em nota, a Secretaria de Saúde de Cubatão informou que o paciente deu entrada vindo de São Vicente e os médicos tentaram a reanimação, mas a vítima não resistiu e teve a morte constatada no local. Segundo o registro policial, durante o atendimento, a equipe médica identificou lesões de unha no pescoço e lábio do menino, além de hematomas e manchas roxas em áreas como abdômen, tórax, dorso, membros inferiores e nádegas, compatíveis com indícios de maus-tratos. Sendo assim, a Polícia Militar (PM) foi acionada. Inicialmente, a mãe disse que levou o filho para a UPA em um carro de aplicativo, pois encontrou o menino caído no banheiro da casa após ter ido tomar banho a pedido do padrasto, enquanto ela cochilava. Durante o registro do caso na delegacia, a mulher apresentou uma nova versão sobre o caso. Desta vez, ela disse que estava em um salão de beleza fazendo cílios quando o companheiro chegou e disse que o filho dela estava desfalecido no carro. Segundo o relato, o casal levou a criança até a UPA de Cubatão e, durante o trajeto, a mulher questionou o que havia acontecido, mas o homem não respondeu. Após deixar o menino na UPA, 'Fuzil' chegou a retornar para casa para buscar os documentos da mãe, mas deixou a documentação com a irmã dela e não apareceu mais. Segundo a mulher, o companheiro parou de responder as mensagens. Uma testemunha, dona do salão onde a mãe de Arthur estava, confirmou a versão durante depoimento na Delegacia de São Vicente. Investigação O caso foi registrado na Delegacia de Cubatão e, no mesmo dia, encaminhado para investigação em São Vicente. Na ocasião, a equipe ouviu a mãe e a testemunha, além de reunir imagens de monitoramento do prédio onde a vítima morava. Segundo a Polícia Civil, a análise das imagens das câmeras e os depoimentos reforçaram a segunda versão apresentada pela mãe. Isso porque foi possível ver que a mãe havia saído do imóvel horas antes do padrasto deixar o apartamento com a criança nos braços. Em nota, a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) informou que a Polícia Civil investiga a morte do menino, que deu entrada com ferimentos graves na UPA do Jardim Casqueiro. "A residência foi periciada e imagens de câmeras de segurança foram apreendidas. O caso foi registrado como homicídio na Delegacia de Polícia de Cubatão.

  6. Carlinhos de Jesus celebra recuperação de doença autoimune Um dos maiores nomes da dança no Brasil, o dançarino e coreógrafo Carlinhos de Jesus pensou em deixar a carreira na dança durante o tratamento de uma neuroradiculopatia desmielinizante inflamatória crônica. A doença autoimune o deixou sem os movimentos das pernas por meses. Em entrevista a TV Tribuna, afiliada da Globo, ele disse que teve a ideia de atuar como pedagogo e motorista de aplicativo durante a internação, por causa da doença, onde precisou tomar morfina por mais de 10 dias (veja detalhes do tratamento abaixo). “Numa das madrugadas que eu não conseguia dormir, eu fiquei pensando: ‘bom, eu sou pedagogo por formação, então vou distribuir currículos meus próximo à minha residência’”, disse em entrevista à TV Tribuna, afiliada da Globo. ✅ Clique aqui para seguir o novo canal do g1 Santos no WhatsApp. Carlinhos contou ter pensado em trabalhar em uma escola e, no tempo livre, ser motorista de aplicativo. O dançarino, porém, se recuperou e jamais abandonou a dança. Ele, inclusive, esteve em Santos, no litoral de São Paulo, para uma oficina de samba no Centro de Cultura Patrícia Galvão. O jurado do quadro Dança dos Famosos, do Domingão do Huck, contou ao apresentador Rodrigo Nardelli que foi difícil receber o diagnóstico da doença, mas é grato pelo tratamento que lhe permitiu uma recuperação antes do previsto. “Eu acho que a gente tem que mostrar para as pessoas o que é dançar e não uma sequência coreográfica. É mostrar e ela entender, e o corpo entender aquele movimento. Isso é muito importante”, afirmou, em entrevista à TV Tribuna, afiliada da Globo. Ele ainda disse que enfrentou o maior desafio de sua vida anos atrás, quando perdeu o filho assassinado no Rio de Janeiro. “Não existe dor maior do que essa”, lamentou. Carlinhos de Jesus esteve em Santos para oficina de samba Reprodução/TV Tribuna Confira a entrevista: O que é dançar? Dançar é expressar com o corpo um sentimento, ou a expressão sem a palavra. Você diz, você fala, sem usar a boca, a frase, o som. É o movimento que te transmite o entendimento da mensagem, da emoção. E acho que a dança é escrever com o corpo o movimento e a emoção que você sente no momento, através do movimento. Você falou de samba, a gente tem como lembrar de você na Sapucaí, lá no Rio de Janeiro, nesse Carnaval. Aliás, foi um momento diferente por causa da questão da saúde que você vem enfrentando e lutando também há alguns meses já. Eu voltei para Sapucaí agora, foi um momento muito difícil para mim. Difícil não, de muita emoção, porque imagina que aquela pista ali é a minha vida durante um bom tempo. E, dessa vez eu estava com uma movingjet, uma cadeira motorizada. Eu passando na avenida e o povo me reconhecendo e mandando um aplauso, uma energia muito boa. Foi meu retorno depois de cinco anos. Eu volto para Sapucaí e espero o ano que vem estar de volta sem a cadeira motorizada. Carlinhos de Jesus na Sapucaí AgNews Aliás, como é que está sendo esse tratamento que você vem fazendo? Essa experiência também, porque apesar das limitações que a doença às vezes acaba impondo, você está conseguindo, de certa forma, conviver com ela, ou em alguns momentos, até driblar, se é que a gente pode dizer assim. Exatamente. Durante a minha internação, fiquei 15 dias internado. Desses 15 dias, 12 dias à base de morfina, tamanha a dor que eu sentia. E a minha falta de mobilidade no leito, eu comecei a pensar, numa das madrugadas que eu não conseguia dormir, eu fiquei pensando: ‘Bom, eu sou pedagogo por formação, então vou distribuir currículos meus, próximo à minha residência, vou trabalhar das 8h às13h da tarde numa escola, vou em casa, almoço, pego meu carro adaptado. Eu tenho um carro bom, é só adaptar, e vou fazer Uber. Juro você que eu pensei. Em casa é que eu não vou ficar lamentando a minha falta de mobilidade. Então, eu acho que a cabeça é muito importante nesse momento. Foi difícil para mim aceitar o diagnóstico. Eu tenho uma neuroradiculopatia desmielinizante inflamatória crônica. É uma doença neurológica que dá em qualquer um. Qualquer pessoa de 5, 10, 15, 20 anos, 25 ou 30. Dentro do pior, eu ainda tive sorte. Deus foi bom comigo que deixou eu, com 73 anos, ter isso. Se eu tivesse isso com 20, eu não estarei aqui hoje, eu não seria o Carlinhos de Jesus. Então, eu acho que me acostumar a isso, entender esse problema é fundamental para qualquer pessoa, entender a sua neuropatia, o seu problema, e conviver com ele. O importante é você ter qualidade de vida. Se você vai viver andando ou numa cadeira de rodas, isso é o de menos. O importante é que você viva bem. E estar bem é estar bem saudável com a vida e seguir aquilo que a vida te deu, né? A vida me deu esse problema. E no que era 1 ano e 7 meses para eu me levantar da cadeira, eu me levantei 7 meses. E esse levantar da cadeira foi no Domingão com Huck? Foi. Dentro da Dança dos Famosos do ano passado, eu estava entrando de cadeira de rodas e isso me incomodava muito. Eu disse que antes de acabar a Dança dos Famosos, eu quero estar de pé. Claro que eu estava de pé aí, mas totalmente dependendo de uma cadeira para andar em distâncias muito longas ou a bengala. Mas, eu estava de pé, eu consegui estar de pé. Isso eu devo a ciência, eu devo a imunoglobulina humana que eu tomo uma vez por mês e a fisioterapia, um trabalho maravilhoso da fisioterapia com José Vicente Martins, que é um craque e é um cara muito competente. Eu faço muito essa fisioterapia seca, digamos, e a fisioterapia aquática, que são atividades fundamentais para minha recuperação. Carlinhos de Jesus de muletas @alvimfotografia/Divulgação E dança ficou onde nesse período? A dança ficou me acompanhando o tempo todo, né? Enquanto estava no hospital, eu tinha um trabalho, um compromisso com um festival, o maior festival do mundo é brasileiro. Eu digo isso com o maior orgulho e todos nós brasileiros devemos ter orgulho disso. O maior festival de dança do mundo é brasileiro e é em Joinville (SP), o Festival de Dança de Joinville. E eu tinha esse compromisso contratual já com aquele trâmite todo de 50% já pago e tal. Eu e minha mulher discutindo isso, porque ela é minha agente, ela que cuida da minha agenda e ela me acompanhou o tempo todo no leito. E eu dizia para ela: “não vou poder fazer Joinville". E ela liga para Joinville, que diz o seguinte: "Olha, ele só não vem se ele não quiser, porque nós queremos a presença dele, porque ele é uma diferença. Ele é uma autoridade na dança e ele, na cadeira de rodas ou em pé, a gente quer ele de qualquer maneira, só se ele não quiser”. A dança mais uma vez, foi o meu suporte, além da minha família, claro, da medicina e dos amigos, mas o que me levantou de eu dizer: "poxa, tudo bem que eu sou pedagogo, tudo bem que eu vou fazer Uber, mas a dança ainda me quer". Tem o maior festival de dança dizendo para que eu só não iria se não quisesse. Eu digo: "É claro que eu vou, né?". E é claro que a gente fez uma campanha de divulgação, porque eu ia entrar de cadeira de rodas, não iam entender nada, Carlinhos de Jesus uma cadeira de roda num festival de dança. A dança foi e é e será sempre o meu suporte. Eu perdi um filho brutalmente assassinado no Rio de Janeiro e não existe dor maior do que essa, do que você perder um filho. E eu consegui superar isso, sabe? Me levantei moralmente e segui minha vida. Eu digo, se eu conseguir com a maior dor da minha vida, por que que eu não vou conseguir agora? Então, isso foi um grande impulso e a dança certamente me acompanhou nesse tempo todo. VÍDEOS: g1 em 1 Minuto Santos

  7. ARVO 2026: confira o line-up com as principais atrações do festival em SC 🎶🎤Tá chegando! Florianópolis já pode começar a contagem regressiva para a 10ª edição do ARVO Festival, que acontece no domingo (16). O evento reúne artistas de diferentes gêneros da música brasileira em uma celebração que mistura shows, arte e cultura na capital catarinense. O festival será realizado no Kartódromo do Sapiens Parque, em Canasvieiras, no Norte da Ilha, local que já sediou edições anteriores do evento. A programação está prevista para começar às 14h e seguir até 4h. Os ingressos estão à venda pela bilheteria online. ✅Clique e siga o canal do g1 SC no WhatsApp ARVO 2026: confira o line-up com as principais atrações do festival em SC Divulgação A programação aposta em encontros inéditos e nomes que vão do pop ao samba, do rap à música regional. Veja abaixo as atrações: 🎤 Line-up ARVO 2026 Destaques do palco principal João Gomes convida Jota.pê BaianaSystem Fundo de Quintal Gilsons Carol Biazin Duquesa Cultura popular e regional Arrasta Ilha convida Rainha Marivalda Santos (maracatu de baque virado) Pista e música urbana KL Jay Cleiton Rasta Mvuka convida Mac Julia Tropicals Outros nomes do line-up Baile da Brum Sô Lyma & Lysia Judivan Duarte Mary Jane, Scher & Anayá Rodas e encontros de samba Quintal do Fê – Samba do Rosa convida Elô Gonzaga Samba das Pretas – Juliana D Passos e Julia Maria Samba Informal de Rua convida Ju Queiroz Bastião convida Bárbara Damásio e Camélia Martins ARVO 2026: horários dos shows do festival e line-up completo Divulgação LEIA MAIS: Pastora mirim abordada ao pregar em voo estava a caminho do maior congresso evangélico do Brasil SC dá largada na pesca da tainha em tradição que mistura economia e cultura do litoral Quem já veio Arvo Festival em 2024 Reprodução/Arquivo No ano passado, o evento foi no Kartódromo Sapiens Parque e contou com atrações como Liniker, Alcione, Zeca Pagodinho, Mano Brown, Marina Sena e Sandra Sá, além de apresentações de Fat Family cantando Tim Maia, Os Garotin, Ana Frango Elétrico e Dazaranha. VÍDEOS: mais assistidos do g1 SC nos últimos 7 dias

  8. Operação no Porto do Rio Reprodução/TV Globo As investigações que deram origem à operação Mare Liberum, deflagrada nesta semana pela Polícia Federal, Receita Federal e Ministério Público Federal, descobriram que um auditor da Receita Federal liberou a entrada no país de 144 mil latas de energéticos. A liberação irregular aconteceu apesar da carga ter sido analisada e proibida pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O g1 apurou que pela ação ilegal, o auditor ganhou, de acordo com a investigação, R$ 20 mil. O nome do servidor não foi divulgado. A investigação encontrou indícios de irregularidades em quase 17 mil declarações de importação de julho de 2021 até março de 2026. Nessa lista, todo tipo de produto: de alimentos a equipamentos de óleo e gás. Carregamentos avaliados em R$ 86 bilhões. PF, Receita e MPF miram pagamento de propina para liberar cargas no Porto do Rio “Alimentos que estavam sujeitos ao controle de autoridades sanitárias que não poderiam entrar no Brasil sem a anuência desses órgãos e, no entanto, devido ao esquema, acabavam entrando”, disse o corregedor-geral da Receita Federal, Guilherme Bibiani na entrevista na terça-feira (28) sem detalhar o caso. A liberação irregular aconteceu em 2022. A carga de energéticos estava distribuída em 6 mil caixas. Na ocasião, o delegado da Alfândega no Porto do Rio era Pedro Antônio Pereira Thiago, de 62 anos, alvo de busca nesta semana. Pedro Thiago pediu aposentadoria em 8 de abril. Ele foi nomeado como delegado da Alfândega em dezembro de 2020. O g1 tenta contato com Pedro Thiago. A 3ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro expediu 45 mandados de busca, tendo 25 servidores da Receita como alvos. Todos foram afastados de seus postos. Dinheiro debaixo da cama, no piano A Polícia Federal contabilizou o dinheiro apreendido na terça-feira (28) na casa de auditores fiscais da Receita Federal alvos da Operação Mare Liberum. Os valores em espécie, divididos entre reais, dólares, euros e libras, totalizaram R$ 5.093,859 milhões. Na casa de um auditor em Copacabana, os policiais encontraram R$ 200 mil debaixo de uma cama. Já na casa de uma auditora na Barra da Tijuca foram R$ 830 mil no interior de um piano. PF encontra R$ 200 mil debaixo da cama de um auditor em Copacabana Divulgação/PF Além do dinheiro, ainda foram apreendidos 54 telefones celulares, 17 veículos e 11 relógios de luxo. Na casa de um despachante, foram achadas 54 garrafas de vinho avaliadas em R$ 700 cada. Um analista da Receita foi preso em flagrante por posse ilegal de arma. Relógios apreendidos na operação Mare Liberum Reprodução Propinas A Operação Mare Liberum investiga um esquema de propinas no Porto do Rio de Janeiro. Estima-se um prejuízo de meio bilhão de reais aos cofres públicos com a liberação irregular de contêineres. O que foi apreendido Dinheiro (Reais): R$ 1.517.750,00 Dinheiro (Dólar): US$ 467.753,00 Dinheiro (Euro): 50.265,00 EUR Dinheiro (Libras): 140,00 GBP Celulares: 54 Veículos: 17 Relógios de luxo: 11 Passaportes: 17 Armas: 1 revólver Munições: 10 (calibre .38) A operação A investigação começou com uma denúncia levada à Corregedoria da Receita Federal em fevereiro de 2022. O caso foi repassado à Polícia Federal e ao Ministério Público Federal para a apuração conjunta. Garrafas de vinho e dinheiro em espécie apreendidos na Operação Mare Liberum Divulgação/PF A operação conjunta da Polícia Federal, da Receita Federal e do Ministério Público Federal teve início na manhã desta terça-feira (28) quando equipes saíram da Superintendência da PF, na Praça Mauá, e do prédio do Ministério da Fazenda, no Centro do Rio para cumprir 45 mandados de busca e apreensão contra importadores, despachantes e servidores públicos. Policiais federais, equipes da Corregedoria da Receita e procuradores do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) foram para endereços na capital e nas cidades de Niterói, Nilópolis, Nova Friburgo e Vitória (ES). Entre os locais está a alfândega do Porto do Rio. A Justiça ainda determinou o afastamento dos cargos de 17 auditores fiscais e 8 analistas tributários, além do sequestro de até R$ 102 milhões em bens dos envolvidos. Nove despachantes foram proibidos de exercer atividades no Porto do Rio. Dinheiro apreendido na casa de uma auditora na Barra da Tijuca que totalizou R$ 2.078.800,00 Divulgação/ Polícia Federal

  9. Dubai, cidade que tem o aeroporto mais movimentado do mundo, é abandonada pelos turistas A guerra no Irã não alterou apenas o equilíbrio geopolítico no Oriente Médio. Ela também trouxe consequências inesperadas. Uma delas se concretizou em meados de abril, quando as autoridades detiveram em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, o irlandês Daniel Kinahan, indicado há anos como figura fundamental do crime organizado internacional. Em abril de 2022, o governo americano impôs sanções após identificá-lo, ao lado de outros membros da sua família, como um dos líderes do chamado cartel Kinahan, uma rede vinculada ao tráfico de drogas, armas e assassinatos. Considerado pelo Departamento do Tesouro dos Estados Unidos e por agências policiais europeias como um dos criminosos mais influentes da Europa, Kinahan também mantinha vínculos com o mundo do esporte por meio da MTK Global, sua antiga empresa de representação (2012-2022). Ela chegou a trabalhar com mais de 100 boxeadores, entre eles os britânicos Tyson Fury e Carl Frampton. As autoridades dos Emirados Árabes Unidos realizaram a prisão dentro de um contexto de maior vigilância no Oriente Médio, causado pelo receio de que redes criminosas internacionais aproveitassem a instabilidade gerada pela guerra no Irã. A jornalista investigativa Nicola Tallant, especializada no crime organizado, afirmou que a prisão é muito significativa e representa um duro golpe para os Kinahan. "As autoridades investiram muito tempo e recursos humanos para desmantelar o cartel Kinahan e esta é uma grande conquista", declarou ela à BBC News Mundo, o serviço em espanhol da BBC. "Mas se trata de uma organização muito grande, com muitíssimo dinheiro", prossegue ela, "e não acredito que a eliminação de uma única pessoa consiga destruí-la." "Minha opinião é que existem pessoas já preparadas para assumir a direção do cartel. Eles não irão se render, nem desaparecer, simplesmente porque Daniel foi preso." A polícia irlandesa afirmou em um comunicado que a detenção demonstra a importância e "a necessidade de cooperação policial internacional para combater o crime organizado transnacional". A operação foi possível depois que as autoridades irlandesas enviaram aos Emirados Árabes Unidos um expediente judicial, detalhando os supostos delitos de Kinahan e seu papel na rede criminosa internacional. A partir deste documento, a Procuradoria de Dubai emitiu um mandado de prisão para iniciar os procedimentos legais para sua extradição. Kinahan foi detido menos de 48 horas depois da emissão do mandado. Segundo a polícia irlandesa, este processo ocorreu no âmbito do acordo bilateral de extradição entre a Irlanda e os Emirados Árabes Unidos, considerado fundamental para este tipo de operação conjunta. Os Kinahan Da esquerda para a direita: Daniel Kinahan, Christopher Kinahan pai e Christopher Kinahan filho Paul Williams/Stephen Breen via BBC A relação entre os Kinahan e o tráfico de drogas remonta aos anos 1980, quando o pai de Daniel, Christopher Kinahan, já marcava grande presença. Em 1986, Christopher Kinahan foi preso por tráfico de heroína e condenado a seis anos de prisão. Posteriormente, ele cumpriu penas mais curtas na Irlanda, Holanda e Bélgica. Mas ele teria ampliado sua rede de contatos, criando o que, no meio policial, chegou a ser conhecido como o Grupo de Crime Organizado Kinahan (KOCG, na sigla em inglês). Em 2010, a KOCG já havia centralizado suas operações em Marbella, no sul da Espanha. Os irmãos Daniel e Christopher Kinahan Jr. eram suspeitos de ajudar o pai a dirigir o cartel familiar. Naquela época, Daniel Kinahan já era bastante conhecido. Em 2012, além de Daniel, seu pai Christopher e outros seis membros da família Kinahan receberam sanções do Departamento do Tesouro dos Estados Unidos. Washington acusa o suposto cartel Kinahan de estar por trás de atividades ilegais na Irlanda, Reino Unido, Espanha e nos Emirados Árabes Unidos. A jornalista Nicola Tallant passou anos investigando a família Kinahan. Ela explica que Daniel morou na Espanha até 2016, onde fundou a empresa promotora de pugilismo MGM (que, depois, viria a se chamar MTK Global), começando a projetar a imagem de um empresário legítimo. Desde aquele ano, o grupo se envolveu em uma violenta disputa com a gangue rival Hutch. "Um dos episódios mais marcantes foi a tentativa de assassinato no Hotel Regency de Dublin, na Irlanda, que desencadeou uma grande reação policial no país", relembra Tallant. Acredita-se que os Kinahan tenham centralizado suas operações na cidade de Marbella, na Espanha, entre meados de 2010 e 2016 Getty Images via BBC Naquele ataque, morreu a tiros David Byrne, associado aos Kinahan, e outras duas pessoas foram feridas. A disputa entre os Hutch e os Kinahan deixou, até hoje, pelo menos 18 mortos. Tallant destaca que a "Operação Shovel", uma tentativa anterior de desmantelar a organização em 2010, fracassou devido à lentidão do sistema judiciário e à sólida defesa legal do grupo. Mas, após o tiroteio no Hotel Regency em 2016, a cooperação policial europeia mudou significativamente, levando a Holanda e a França a compartilhar inteligência de forma mais eficaz. As autoridades irlandesas conseguiram desarticular grande parte da estrutura local. Cerca de 70 membros foram presos em poucos anos, por crimes como assassinato e lavagem de dinheiro. Mas a perseguição de Kinahan ficou mais complicada quando ele se mudou para Dubai em 2016, ao lado do seu irmão. O pai de ambos já residia ali. Em Dubai, Kinahan consolidou sua posição. Ele se integrou aos círculos empresariais e passou a ser uma figura influente no pugilismo internacional. Paralelamente, as averiguações internacionais se intensificaram. Investigações jornalísticas e fontes de inteligência mencionadas na imprensa indicam que o entorno do cartel Kinahan chegou a controlar parte significativa do tráfico de cocaína da América do Sul para a Europa. O Departamento do Tesouro dos EUA também descreve o cartel como uma "organização assassina". Em 2022, Washington ofereceu uma recompensa de US$ 5 milhões (cerca de R$ 25 milhões) por informações sobre cada um dos supostos líderes do cartel Kinahan Departamento do Tesouro dos EUA Nicola Tallant explica que o narcotráfico na Europa evoluiu a partir de centros tradicionais. Um deles é Amsterdã, na Holanda, que chegou a ser chamado de "supermercado das drogas", devido à sua posição logística e comportamento permissivo. O outro é a Costa do Sol, no sul da Espanha, marcada pela corrupção, proximidade com o Marrocos e pela presença de redes criminosas internacionais. Nos últimos anos, segundo Tallant, Dubai ganhou importância como um novo refúgio para grandes figuras do crime organizado. Eles foram atraídos pelo estilo de vida local, pela concentração de riqueza e por um ambiente que, segundo ela, permitiu a chegada de capitais vinculados a atividades ilícitas, até que vieram os mandados judiciais internacionais. "Dubai gira em torno do dinheiro e de estilos de vida hedonistas, uma riqueza difícil de imaginar", explica a jornalista. "E grande parte desta riqueza provém do crime organizado." "Muitos grupos se sentem bem-vindos naquela cidade, sem dúvida." Sensibilidade geopolítica devido à guerra no Irã Aeroporto Internacional de Dubai suspendeu os voos após ataques de retaliação do Irã Altaf Qadri/AP Photo/picture alliance via DW O clima de tensão regional devido à guerra no Irã e a sensibilidade em relação às atividades vinculadas ao país, aparentemente, jogaram contra Daniel Kinahan. Diversas fontes afirmam que as autoridades dos Emirados Árabes Unidos começaram a agir com mais firmeza após a divulgação de vínculos do suposto cartel de Daniel Kinahan com redes associadas ao Irã, especialmente em relação a atividades ilícitas, como o comércio de petróleo contrariando as sanções americanas às exportações do país. Uma investigação do website de jornalismo investigativo holandês Bellingcat concluiu que pessoas vinculadas ao entorno do cartel participaram de circuitos de transporte e comercialização de petróleo sancionado. Paralelamente, o jornal britânico The Times mencionou avaliações de segurança, segundo as quais o cartel mantinha "vínculos com a inteligência iraniana, particularmente em relação ao comércio ilícito de petróleo". O jornal noticiou que isso teria aumentado as pressões diplomáticas sobre os Emirados e contribuído para que as autoridades do país árabe decidissem tomar ações a respeito. Neste contexto, a sensibilidade geopolítica em torno da guerra no Irã e os ataques realizados pelo país contra as nações do Golfo teriam contribuído para que as autoridades dos EAU reforçassem sua cooperação com a Irlanda e agissem contra as principais figuras do grupo. Para a jornalista Nicola Tallant, a prisão de Kinahan se enquadra em um contexto mais amplo, que inclui o conflito no Irã e supostos vínculos do cartel com organizações como o Hezbollah. Tallant destaca relatos de que o grupo teria oferecido transporte e investimentos vinculados ao narcotráfico, para financiar atividades dessas organizações. Ela descreve o caso como um pano de fundo geopolítico que acompanhou a investigação. Este episódio deixa claro como os conflitos internacionais podem intensificar a pressão sobre as redes criminosas. Para o governo irlandês, a prisão de Daniel Kinahan representa um avanço significativo na luta contra o crime organizado e um exemplo da importância cada vez maior da colaboração internacional em assuntos de segurança. Com colaboração do jornalista Darragh MacIntyre. VÍDEOS: mais assistidos do g1

  10. Quem era o despachante que morreu em capotamento na BR-040 em MG O despachante Maurício dos Reis Rezende, de 60 anos, levava o carro de um cliente para uma vistoria, quando perdeu o controle do veículo e morreu em um capotamento na BR-040, em Carandaí. A informação foi confirmada ao g1 pela filha da vítima, Maria Fernanda Magella Rezende. O acidente foi registrado na quinta-feira (30). A Polícia Rodoviária Federal (PRF) e a perícia foram acionadas para atender à ocorrência. Morador de Cristiano Otoni, município da Zona da Mata mineira com menos de 5 mil habitantes, o motorista estava sozinho no veículo quando saiu da pista e capotou, segundo a concessionária EPR Via Mineira. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Zona da Mata no WhatsApp Até a última atualização da reportagem, não havia informações sobre o que teria provocado o capotamento. Apesar do acidente, não houve interdição da rodovia. 'Pai, esposo, trabalhor e muito humano', revela filha Ao g1, Maria Fernanda lamentou a morte do pai e relembrou a importância dele em sua vida e na comunidade. “Meu pai era tudo. Pai, esposo, trabalhador, contador e despachante da cidade, amigo, presidente da Sociedade Musical, membro ativo da igreja. E humano, muito humano. É difícil falar sobre ele”, disse a filha. Maurício era conhecido na cidade não apenas pelo trabalho, mas também pela forte presença na vida cultural. Presidia a Sociedade Musical Barão do Rio Branco e integrava o grupo há mais de 30 anos, deixando uma marca importante na comunidade. O despachante também era apaixonado pelo Clube Atlético Mineiro e carregava esse amor com orgulho. Segundo a filha, ele chegou a ser homenageado por ex-atletas do Galo. “Era atleticano doente e chegou a receber uma homenagem de dois ex-jogadores do Atlético. Deve ter ficado muito feliz!”, completou. Casado há 30 anos, “Maurição”, como era carinhosamente conhecido na cidade, deixou a esposa e dois filhos. Nas redes sociais, a Prefeitura de Cristiano Otoni lamentou a morte e prestou solidariedade à família, destacando sua importância para a comunidade local. O velório e o sepultamento foram realizados na sexta-feira (1º), no Cemitério Municipal da cidade. LEIA TAMBÉM: Motorista morre após perder o controle, capotar carro e bater em cerca na MG-353 Motorista morre após capotar carro em Juiz de Fora Após resgate na BR-040, maritaca ferida na asa é reabilitada e solta; VÍDEO Maurício dos Reis Rezende, de 60 anos, morreu em um capotamento na BR-040, em Carandaí, na quinta-feira (30). Arquivo Pessoal Capotamento deixa uma pessoa morta na BR-040, em Carandaí Portal Carandaí Online/Reprodução Maurício dos Reis Rezende, de 60 anos, morreu em um capotamento na BR-040, em Carandaí Redes Sociais Maurício dos Reis Rezende, de 60 anos, morreu em um capotamento na BR-040, em Carandaí Redes Sociais VÍDEOS: veja tudo sobre a Zona da Mata e Campos das Vertentes

  11. Tempo fechado Victor Lebre/g1 A passagem de uma frente fria deve provocar aumento da instabilidade no Vale do Paraíba, Serra da Mantiqueira, região bragantina e Litoral Norte de São Paulo neste domingo (3), com previsão de chuva forte, rajadas de vento e raios, segundo a Defesa Civil do estado. O alerta vem após a atuação, neste sábado (2), de uma frente de rajada associada a tempestades, que provocou ventos de até 60 km/h e mudou a direção dos ventos ao longo da costa. Durante a passagem do sistema, moradores registraram em Ilhabela a formação de uma nuvem do tipo prateleira — também conhecida como shelf cloud —, que chama atenção pelo formato denso e alongado no céu. O fenômeno é típico da chegada de ar frio sobre uma massa de ar quente e costuma indicar a intensificação dos ventos e a aproximação de chuva. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Vale do Paraíba e região no WhatsApp A partir deste domingo, a tendência é de mudança no tempo. Com o avanço de uma frente fria mais organizada pelo oceano, a previsão é de pancadas de chuva de intensidade moderada a forte, principalmente na faixa leste do estado. Confira a previsão do tempo deste fim de semana na região Segundo um alerta da Marinha, o mar também deve ficar agitado, com ondas que podem ultrapassar 3 metros entre domingo (3) e segunda-feira (4), o que aumenta o risco de alagamentos costeiros e ressaca. A Defesa Civil orienta que moradores e turistas acompanhem as atualizações meteorológicas e redobrem a atenção em áreas mais vulneráveis, como encostas e regiões sujeitas a alagamentos. Em caso de emergência, o órgão pode ser acionado pelo telefone 199, e o Corpo de Bombeiros pelo 193. Veja mais notícias do Vale do Paraíba e região bragantina

  12. Flipoços reúne escritores e leitores em mais de 200 atividades em Poços de Caldas Estamos todos endividados. E não financeiramente. Para a médica paliativista Ana Claudia Quintana Arantes, vivemos um tempo de “endividamento dos nossos afetos”. Acumulamos dívidas que não aparecem em extratos bancários, mas pesam silenciosamente nas relações e, assim como o endividamento monetário, irão determinar a condição de como terminaremos nossos dias. 📲 Siga a página do g1 Sul de Minas no Instagram "A vida reserva para a gente uma morte na medida da nossa vida. E isso inclui como fomos com as pessoas que estão à nossa volta", diz. A reflexão foi feita durante a participação da médica e escritora no Festival Literário Internacional de Poços de Caldas (Flipoços), realizado na cidade mineira até o próximo domingo (3). 📚 Confira os destaques da programação do Flipoços Um dos maiores nomes em cuidados paliativos no Brasil, Ana Claudia é autora de diversos livros sobre a finitude. Sua primeira obra, "A morte é um dia que vale a pena viver", lançada em 2016, se tornou referência sobre o tema. Nele, a autora destaca que o que deveria assustar não é a morte em si, mas a possibilidade de chegar ao fim da vida sem aproveitá-la. "A gente está em um momento de endividamento dos nossos afetos", diz a paliativista Ana Claudia Quintana Arantes Divulgação Ana Claudia Quintana Arantes: 🩺 Profissão: médica referência em cuidados paliativos 📖 Livros: - A morte é um dia que vale a pena viver - Linhas pares - Histórias lindas de morrer - Pra vida toda valer a pena viver - Mundo dentro - Cuidar até o fim: como trazer paz para a morte - Onde fica o céu? (infantil) Amar até o fim Durante a mesa “Amar até o fim: afetos, cuidado e a condição humana” no Flipoços, realizada em conjunto com o psicólogo Alexandre Coimbra Amaral, a médica chama a atenção para como o comportamento com a rede de contatos no dia a dia determina como será a caminhada para o final da vida. "Quem vai te amar até o fim da vida?", questiona a médica. “A gente está sempre em dívida”, afirma. A dívida, nesse caso, é de gestos simples não realizados: uma visita adiada, uma ligação não feita, um encontro que não sai do plano. Na correria cotidiana, pequenos adiamentos se acumulam até se tornarem grandes débitos difíceis de pagar. A médica observa que a conta desse endividamento é apresentada no fim da vida. “Pense em uma pessoa que faz tempo que você não vê e saiba que essa pessoa vai morrer um dia. E pode ser que você se arrependa de não ter ficado cinco minutos ali”, provoca. Ana Claudia Quintana Arantes participa de conversa no Flipoços 2026 com o psicólogo Alexandre Coimbra Amaral Fabiana Assis/g1 Ela chama a atenção para a ironia de que, no momento de mais conexão tecnológica da humanidade com tantas ferramentas de comunicação, o ser humano está mais desconectado das suas relações, está sempre ocupado, ouvindo áudios na velocidade 2x e esperando receber conexões, em vez de tomar uma atitude para buscá-las. “Tem um monte de mãe que fica reclamando que o filho não liga, mas a criatura não liga para os filhos. Você quer ouvir a voz do seu filho ou você quer que ele te ligue?”, provoca. Ela sugere gestos que podem parecer pequenos, como enviar um áudio dizendo “eu te amo”, mas que ganham enorme importância no momento de luto. “O dia em que você morrer, quem recebeu vai encontrar esse áudio. E isso vai salvar a vida dele.” Estes gestos de presença abastecem uma poupança para o futuro. A médica alerta para o fato de que nem todos os afetos estarão ao lado no fim da vida e que as pessoas que permanecem não surgem por acaso, são resultado de relações cultivadas ao longo do tempo. “É uma grande prova para saber se você realmente escolheu bem as pessoas à sua volta, quem vai dar conta de olhar para você no final da vida. O amar até o fim é capaz de lidar com o feio, com o difícil. Afeto é você ter a coragem de estar junto, mesmo estando cansado.” A médica e escritora Ana Claudia Quintana Arantes participa do Flipoços 2026 Fabiana Assis/g1 Ana aponta que a capacidade de permanecer é cada vez mais escassa. Não apenas por falta de tempo, mas por dificuldade emocional. Estar com alguém no fim da vida implica lidar com dor, limites e finitude, temas que muitos evitam. Algumas pessoas não encontram apoio nem mesmo em círculos próximos. A dificuldade de cuidar, segundo ela, está ligada a um baixo poder de conexão e à incapacidade de lidar com as próprias emoções. A solução para quitar as “dívidas”, de acordo com a médica, exige atenção ao essencial: tempo, presença e disponibilidade emocional. No fim, Ana deixa uma provocação: “Quem você vai ser quando for ausência? Vai ser saudade ou vai ser alívio?” Flipoços Flipoços 2026 reúne mais de 40 expositores em Poços de Caldas Flipoços/Divulgação O Festival Internacional de Literatura de Poços de Caldas (Flipoços) está entre os principais eventos literários do Brasil. A 21ª edição ocorre entre os dias 25 de abril e 3 de maio, no Parque José Afonso Junqueira, com mais de 200 atividades literárias, musicais e gastronômicas, em vários espaços. A temática desse ano é cartas e diários na literatura. Veja mais notícias da região no g1 Sul de Minas

  13. A 'supervaca' zebu foi melhorada geneticamente no Brasil até atingir suas melhores condições Getty Images via BBC Uberaba não exporta apenas carne ou animais vivos. Da cidade conhecida como a capital mundial do Zebu, saem doses de sêmen e embriões que ajudam a formar rebanhos na América Latina, África e Ásia. Veja no mapa abaixo para onde Uberaba exporta material genético zebuíno de forma frequente. Segundo a Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ), o Brasil tem mercado aberto para exportação de material genético bovino em cerca de 40 países, e Uberaba concentra a maior parte das empresas habilitadas para esse tipo de comércio. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Triângulo no WhatsApp A genética zebuína brasileira é negociada a partir de um rigoroso sistema sanitário e de um polo tecnológico que fez de Uberaba um verdadeiro hub global do setor. “Não é por acaso que Uberaba concentra a maioria das empresas exportadoras de genética do país. Aqui existe um volume muito grande de tecnologia, ciência e mão de obra altamente qualificada”, afirmou Raquel Dal Secco Borges, supervisora do Departamento Internacional da ABCZ. Delegação de 11 países da África conhecem de perto os avanços genéticos na Zebuembryo, em Uberaba, durante a ExpoZebu 2026 Adilson Rodrigues/Zebuembryo/Divulgação Somente na última semana, a Zebuembryo - uma das seis centrais de genética exportadoras de sêmen e embriões sediadas em Uberaba - recebeu uma delegação formada por empresários e técnicos de 11 países da África e da Ásia, incluindo Egito, Sudão, Etiópia, Tanzânia, Zâmbia, Nigéria, Quênia e Bangladesh. A visita fez parte de uma agenda para conhecer de perto os avanços brasileiros em reprodução animal. Segundo a ABCZ, durante a ExpoZebu, Uberaba chega a receber representantes de 50 a 60 países, confirmando o papel estratégico da cidade no comércio internacional de genética bovina. Exportação cresce, mas mercado interno segue forte Apesar do peso do mercado externo, a genética produzida em Uberaba também abastece fortemente o Brasil. Em 2025, a Zebuembryo, por exemplo, produziu mais de 20 mil embriões, dos quais cerca de 60% ficaram no mercado interno e 40% foram destinados à exportação. Países para onde Uberaba exporta material genético bovino LEIA TAMBÉM: ExpoZebu 2026 é aberta em Uberaba com presença de autoridades e público esperado de 400 mil pessoas Uberaba é responsável por cerca de 70% da exportação brasileira Delegação África em Uberaba ExpoZebu 2026 Adilson Rodrigues/Zebuembryo/Divulgação De todo o material de melhoria genética do zebu brasileiro que vai para fora o país, estima-se que cerca de 70% saem de Uberaba, de acordo com a ABCZ. Conforme a associação, a cidade concentra seis centrais de genética exportadoras de sêmen e embriões, sendo as principais centrais brasileiras. De acordo com a Associação Brasileira de Inseminação Artificial (Asbia), em 2025 foi o primeiro ano em que o Brasil ultrapassou a marca de 1 milhão de doses de sêmens exportados: 2025: 🧬Exportação Total: 1.118.334 ⬆️34,2% 🥩Exportação de corte: 598.718 ⬆️28,8% 🥛Exportação de leite: 519.616 ⬆️41% 2024: 🧬Exportação Total: 833.276 🥩Exportação de corte: 464.905 🥛Exportação de leite: 368.371 A entidade tem disponível dados abertos de exportação de sêmen a partir de 2009. Contudo, a Asbia não tem apurados dados de exportação de embriões. O interesse estrangeiro cresce impulsionado, principalmente, pela adaptação do zebu às condições tropicais. “O Brasil vem se tornando referência mundial em genética tropical, especialmente na produção de leite. Isso chama atenção de países com clima semelhante ao nosso”, explicou Humberto Rosa. Exportação brasileira de doses de sêmen bovino Uberaba: um polo visto como referência mundial Uberaba virou destino obrigatório de quem busca genética zebuína de ponta. A Zebuembryo, por exemplo, recebeu visitantes de 24 nacionalidades diferentes apenas no último ano. “Uberaba é a Disney do Zebu. Com o trabalho da ABCZ e com eventos como a ExpoZebu e a Expogenética, a cidade se consolidou como uma referência internacional”, afirmou o diretor de negócios da Zebuembryo, Humberto Rosa. Nos últimos três anos, a empresa exportou embriões para 15 países da América Latina e da África. E, recentemente, iniciou operações na Ásia. Um dos marcos foi a exportação de genética zebuína brasileira para a Índia — país de origem histórica da raça. “Foi simbólico ver a genética zebuína brasileira voltando para a Índia, agora com o padrão tecnológico desenvolvido aqui”, disse Humberto Rosa. Como funciona a exportação da genética zebuína Antes que uma dose de sêmen ou um embrião cruzem fronteiras, o caminho é longo. A exportação só acontece depois da assinatura de acordos sanitários bilaterais entre o Brasil e o país importador. Esses acordos definem regras detalhadas sobre exames, testes de doenças, quarentenas e padrões de qualidade do material genético. “Não podemos exportar sem um acordo sanitário. Cada país estabelece exigências próprias, que podem viabilizar ou inviabilizar o comércio e até encarecer o produto”, explicou Raquel. Essas negociações são conduzidas pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), com apoio do setor produtivo. A ABCZ atua como facilitadora técnica e diplomática, trabalhando junto a autoridades brasileiras e estrangeiras para tornar os protocolos viáveis na prática. Além disso, a associação mantém parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), por meio do projeto Brazilian Cattle, que promove a genética nacional no exterior e aproxima compradores internacionais das empresas exportadoras. Assista também: Expozebu fecha acordo para exportação de genética de gir leiteiro para a Índia Expozebu fecha acordo para exportação de genética de gir leiteiro para a Índia VÍDEOS: veja tudo sobre o Triângulo, Alto Paranaíba e Noroeste de Minas

  14. Ataques de Israel deixam mortos no Líbano O Exército de Israel emitiu neste domingo (3) um alerta urgente para moradores de 11 cidades e vilarejos do sul do Líbano, pedindo que deixem as casas e se afastem ao menos 1.000 metros em direção a áreas abertas. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Segundo os militares, as operações têm como alvo o Hezbollah após o que Israel descreveu como uma violação do acordo de cessar-fogo. O Exército afirmou que qualquer pessoa próxima a combatentes ou instalações do grupo pode estar em risco. O grupo extremista Hezbollah, apoiado pelo Irã, mantém ataques com drones e foguetes contra tropas israelenses no Líbano e contra o norte de Israel, em meio a um cessar-fogo que segue oficialmente em vigor entre Israel e Líbano. Israel, por sua vez, continua realizando ataques no sul do território libanês. Tropas israelenses também ocupam uma faixa da região e têm destruído casas que dizem ser usadas pelo Hezbollah como infraestrutura militar. Fumaça sobe do local de um ataque aéreo israelense que atingiu a vila de Mayfadoun, no distrito de Nabatieh, no sul do Líbano, em 2 de maio de 2026. AFP VÍDEOS: mais assistidos do g1

  15. Wesley Safadão banca cupido e tenta ajudar fã a reatar namoro em show em Ribeirão Preto O clima na madrugada deste domingo (3) no Ribeirão Rodeo Music 2026 subia ao som de “Ar Condicionado no 15” quando Wesley Safadão deu uma de cupido e protagonizou um dos momentos mais inusitados da performance no Parque Permanente de Exposições, em Ribeirão Preto (SP). Entre risadas da plateia, o cantor gravou um vídeo direcionado a Thales, ex-namorado de uma fã que acompanhava o show colada ao palco. Em tom bem-humorado, enquanto cantava o hit de 2017, Safadão incentivou a reconciliação e desejou que o casal superasse o término. “Oh, Thales, quem está aqui é sua ex, ela mandou essa música para você [...] Thales, ela está querendo, meu filho. Hoje o pau tora”, brincou. A cena repetiu o que já havia acontecido na noite de estreia do evento, quando Ícaro, da dupla com Gilmar, também ajudou uma fã a reatar o relacionamento, enviando um áudio ao som de “Por Um Gol a Mais”, de Bruno & Marrone. FOTOS: Veja como foi o show de Wesley Safadão Wesley Safadão abre o sorriso largo durante show no Ribeirão Rodeo Music 2026 em Ribeirão Preto, SP Érico Andrade/g1 O tom de proximidade com o público seguiu ao longo de toda a apresentação do cearense. Em um dos momentos mais fofos da noite, Safadão convidou dois fãs mirins para subir ao palco e tirar fotos, arrancando palmas da arena. Entre uma música e outra, o coro de “Vai, Safadão!” ecoava como um grito que ficou preso na garganta dos fãs por oito anos. A última apresentação do cantor no evento havia sido em 2018, aumentando ainda mais a expectativa pelo retorno. Sensível à recepção calorosa, Safadão prometeu não ficar tanto tempo longe novamente. “É um privilégio enorme para qualquer artista poder subir aqui nesse palco, Ribeirão. A gente não pode demorar tanto para voltar aqui. Que festa linda. Se depender de mim, essa vai ser a melhor noite da sua vida. Porque tem que se divertir, eu não vim trabalhar hoje não”, disse. Wesley Safadão agita os fãs no Ribeirão Rodeo Music 2026 em Ribeirão Preto, SP Érico Andrade/g1 Cidade de homens fiéis Além da música, Safadão arrancou gargalhadas ao brincar com o público em diferentes momentos da performance. Em tom de descontração, o cantor afirmou que, naquela madrugada, Ribeirão Preto era “a cidade com o maior número de homens fiéis do mundo”, provocando reações imediatas da plateia e entrando no clima de “zoação”. A interação constante foi uma das marcas da apresentação. Ao trocar o figurino, o cantor voltou ao palco de regata e chapéu, tirado suspiros das fãs. A mudança no visual engatou o hit “Aquele 1%”, de Marcos & Belutti, em um dos pontos altos da noite, com direito a coro sincronizado do público e muito rebolado do artista. Acompanhado por dançarinos e energia de sobra, o cearense transformou a arena em uma pista de dança. O show foi marcado por uma sequência intensa e praticamente sem pausas, misturando grandes sucessos da carreira com releituras, principalmente de funks atuais, em um repertório pensado para não deixar ninguém parado. Wesley Safadão retorna ao Ribeirão Rodeo Music após oito anos Hits como “Maria Santinha” e “Te Maceto Depois do Baile” vieram acompanhados de coreografias e muita interação, enquanto músicas como “Revoada” ajudaram a manter o clima lá em cima. Safadão também apresentou a recém-lançada “Cê Volta”, feat com Zé Vaqueiro, ensinando o público a cantar o novo trabalho. O setlist ainda passeou por parcerias com nomes como Zé Felipe e Anitta, chegando até o cantor sergipano Natanzinho Lima. Ao citar com carinho o cantor, Safadão prometeu estender a festa até o amanhecer e marcar presença no show do amigo que estreia no evento neste domingo. Em meio à euforia, houve espaço para emoção. Safadão homenageou Marília Mendonça, com imagens da cantora no telão, levando o público a cantar em coro. Clássicos inesperados também entraram no repertório, como “Pelados em Santos”, dos Mamonas Assassinas, e “Superfantástico”, da Turma do Balão Mágico. Do romantismo dos clássicos que marcaram os mais de 20 anos de carreira do cantor, ao batidão sem freio, Wesley Safadão encerrou a apresentação agradecendo mais uma vez a recepção calorosa do público e desejando voltar em breve. Wesley Safadão solta o vozeirão no palco do Ribeirão Rodeo Music 2026 em Ribeirão Preto, SP Érico Andrade/g1 Leia mais notícias do Ribeirão Rodeo Music 2026
  16. Nasa planeja base humana permanente na Lua Veja reportagem completa no VÍDEO acima Resumo: A agência espacial americana quer construir uma inédita base humana lunar. A iniciativa surge em meio a uma nova corrida espacial com a China e a Rússia. Para a Nasa, a missão não seria o objetivo final – mas um trampolim para futuras missões a Marte. O chefe da Nasa, Jared Isaacman, que tem laços com Elon Musk, CEO da SpaceX, disse que a agência faria parcerias com empresas privadas. O custo será de cerca de US$ 20 bilhões e a sua realização deve levar sete anos. Desde o primeiro pouso na Lua, em 1969, as missões envolveram apenas visitas curtas e exploração robótica. Agora, o plano é construir uma base para um assentamento humano permanente. Veja também: Borboletas sinalizam a lenta recuperação da Mata Atlântica da Serra do Japi

  17. A nuvem molecular de Taurus é uma região de formação estelar relativamente próxima, a 450 anos-luz de distância da Terra, e tem sido palco de muitas descobertas de astromoléculas. European Southern Observatory Astrônomos podem usar telescópios para detectar moléculas específicas nas atmosferas de planetas distantes, em nebulosas – nuvens de poeira e gás interestelar – a centenas ou milhares de anos-luz de distância, ou em galáxias além dos confins da Via Láctea. Astrônomos detectaram mais de 350 moléculas no espaço entre e ao redor das estrelas em pouco menos de cem anos – a primeira dessas moléculas foi relatada em 1937. A cada ano, o estoque químico cósmico cresce com um número que varia de algumas poucas a algumas dezenas de novas descobertas. Muitas dessas moléculas são precursoras de biomoléculas, o que significa que podem fornecer pistas sobre as origens da vida em outras partes do Universo. Como astroquímico, minha pesquisa gira em torno de substâncias químicas encontradas no espaço, especialmente em nuvens cósmicas distantes onde estrelas jovens nascem. Mesmo assim, as observações precisas desses telescópios nunca deixam de me surpreender. Com essa explosão de dados de levantamentos astroquímicos, há muito com que se entusiasmar. Às vezes, porém, esse entusiasmo pode ser prematuro. Encontrar moléculas em lugares que pessoas provavelmente nunca visitarão não é tarefa fácil, então verificar e, às vezes, corrigir essas observações é um processo contínuo – especialmente para moléculas cujos sinais não são tão fortes. “Vendo” moléculas no espaço Os astrônomos não podem visitar planetas distantes, muito menos regiões distantes de formação estelar. Então, como eles veem o que há lá fora? Astrônomos observam o Cosmos com telescópios que captam todos os diferentes comprimentos de onda da radiação eletromagnética. Para a astroquímica, eles normalmente usam radiotelescópios. Esses instrumentos, semelhantes a enormes antenas parabólicas, são usados para “ver” ondas de rádio, que têm comprimentos de onda muito maiores do que o olho humano pode perceber. O Telescópio Robert C. Byrd do Observatório Green Bank, Virgínia Ocidental, é um radiotelescópio que foi usado na descoberta de muitas astromoléculas. NSF/AUI/NRAO/John Stoke, CC BY Quando as moléculas circulam livremente como gases no espaço, elas giram, e esse movimento libera energia na forma de fótons, ou partículas eletromagnéticas. Diferentes tipos de rotação requerem diferentes níveis de energia. Cada fóton transporta essa energia até um telescópio, que registra seu sinal. Quanto mais fótons de uma determinada energia, mais forte é esse sinal. Se um radiotelescópio registrar todos os sinais esperados para uma determinada molécula – seu espectro –, então os astrônomos podem afirmar com segurança que detectaram essa molécula. Telescópios infravermelhos, como o Telescópio Espacial James Webb, ou telescópios que detectam luz visível, como o Telescópio Espacial Hubble, também podem ser usados para astroquímica. Ambos os tipos de telescópios, no entanto, captam sinais químicos que muitas vezes são mais difíceis de distinguir uns dos outros. Sabendo o que procurar Por trás de cada descoberta de uma nova molécula no espaço há meses ou até anos de trabalho para capturar as “impressões digitais” de uma substância química, ou seu espectro. Passei cerca de um ano fazendo esse tipo de trabalho na Universidade de Colônia, na Alemanha, como bolsista de pesquisa Fulbright. Lá, usei modelos computacionais de substâncias químicas de interesse astrofísico para prever como seriam seus espectros. No laboratório, injetava as substâncias químicas em um tubo de vidro mantido sob vácuo para simular as condições do espaço. Usando instrumentos sensíveis, registrei o que um radiotelescópio veria se estivesse observando apenas aquela molécula. Astrônomos já haviam encontrado algumas dessas moléculas no espaço, e meus colegas e eu estávamos reexaminando-as, mas também estávamos analisando moléculas que previmos que poderiam existir em algum lugar no espaço. Trabalhei com uma equipe de cientistas para ajustar as entradas do computador repetidamente até que os espectros simulados correspondessem aos dados experimentais. Quando os espectros simulados correspondiam aos experimentos, isso significava que os espectros simulados modelavam de forma confiável como seria a “impressão digital” de uma molécula no espaço. Espectros de modelo confiáveis permitem que os astrônomos detectem características químicas em frequências além daquelas que podem ser medidas em laboratório. Embora minhas contribuições para a equipe de Colônia não tenham levado à descoberta de uma nova molécula no espaço, passei a valorizar o trabalho de bastidores da descoberta de moléculas. As medições em laboratório são feitas com precisão para que os astrônomos possam ter confiança em suas detecções. Quando as detecções ficam confusas Mesmo com radiotelescópios potentes e experimentos minuciosos, porém, algumas detecções não são tão claras quanto os astrônomos gostariam que fossem. Às vezes, os sinais são muito fracos para que os astrônomos tenham total certeza de que representam as moléculas que eles acreditam que representam. Outras vezes, há muitos sinais de moléculas amontoados, fazendo com que sinais diferentes se misturem. Cientistas detectaram moléculas relevantes para processos biológicos na Terra em cometas e nas atmosferas de outros planetas. Essas descobertas são empolgantes, mas a maioria dos cientistas age com cautela para evitar tirar conclusões precipitadas, pois essas moléculas geralmente podem existir fora dos seres vivos. Às vezes, porém, o entusiasmo supera a cautela e leva a conclusões prematuras. Os cientistas frequentemente ficam entusiasmados quando novas moléculas, especialmente moléculas biologicamente relevantes, estão potencialmente presentes, e querem compartilhar essas descobertas com o mundo. Alguns pesquisadores também se preocupam em ser os primeiros a publicar um novo resultado, especialmente porque muitos dados de telescópios ficam disponíveis ao público após um breve período de exclusividade. Talvez uma das “não descobertas” mais empolgantes na astroquímica tenha sido a da glicina no espaço interestelar há mais de 20 anos. A glicina é o aminoácido mais simples, um tipo de molécula essencial para a vida como a conhecemos. Encontrar essa molécula em uma nebulosa mudaria a forma como os cientistas pensam sobre a evolução dos ingredientes da vida. Estudos posteriores mostraram que sinais importantes estavam faltando no relatório inicial sobre a glicina. Como resultado, os astroquímicos agora concordam, em geral, que a glicina não havia sido encontrada em nebulosas de formação estelar. Esta é uma imagem no infravermelho médio de Sagitário B2 capturada pelo Telescópio Espacial James Webb. Sagitário B2 é uma região do espaço rica em moléculas e um dos locais onde os cientistas pensavam ter observado glicina antes que essa afirmação fosse refutada. o rica em moléculas e um dos locais onde os cientistas pensavam ter observado glicina antes que essa afirmação fosse refutada. NASA, ESA, CSA, STScI, A. Ginsburg (Universidade da Flórida), N. Budaiev (Universidade da Flórida), T. Yoo (Universidade da Flórida). Processamento de imagem: A. Pagan (STScI) Mais recentemente, outra descoberta molecular tem sido analisada: a possível detecção de fosfina na atmosfera de Vênus. Ao contrário do que aconteceu com a glicina, os cientistas ainda não chegaram a um consenso sobre se a fosfina, que está associada a alguns processos biológicos na Terra, está de fato presente em Vênus. Os relatórios iniciais sobre a fosfina em Vênus geraram especulações sobre biosinais e evidências de vida potencial no planeta irmão da Terra, muito mais quente. Mas estudos posteriores realizados por outros cientistas não conseguiram confirmar os resultados iniciais. Nos últimos cinco anos, os cientistas continuaram tentando confirmar ou refutar definitivamente a presença de fosfina em Vênus. Avaliando alegações Ao ler sobre descobertas de novas moléculas no espaço interestelar ou em outros planetas, como você pode ter certeza das detecções sobre as quais está lendo? É importante ficar atento a manchetes sensacionalistas que afirmam que sinais de vida foram encontrados em outras partes do Universo. Descobertas de moléculas que se baseiam na detecção de apenas um ou dois sinais são geralmente menos confiáveis do que aquelas baseadas em cinco ou mais sinais. Para descobertas que sugerem indícios de vida em outros mundos, é quase certo que outros cientistas tentarão reproduzir os resultados. Se você esperar alguns meses até que o alvoroço inicial se acalme, poderá fazer uma pesquisa na web para ver quais novos resultados surgiram para apoiar — ou refutar — a alegação original. Olivia Harper Wilkins recebe financiamento da NASA e do National Radio Astronomy Observatory (NRAO). Olivia Harper Wilkins é Professor Assistente de Química no Dickinson College. Este texto foi publicado originalmente no site The Conversation Brasil

  18. Homem cria a própria prótese em impressora 3D em Francisco Beltrão Após perder a mão direita em um acidente de trabalho, André Southier, de Francisco Beltrão, no Sudoeste do Paraná, desenvolveu sozinho próteses com impressora 3D para retomar atividades do dia a dia, como trabalhar, treinar na academia e até jogar sinuca. Assista acima. André teve a mão amputada após um acidente com uma prensa. A mudança foi imediata e impactou a rotina dele. Ainda no hospital, ele começou a pensar em uma solução para recuperar a autonomia. “Veio a ideia de criar uma prótese, enquanto eu ainda estava internado”, disse. ✅ Siga o g1 Foz do Iguaçu no WhatsApp André criou diversas próteses para cada tarefa diária Arquivo pessoal Segundo ele, o primeiro modelo foi feito de alumínio, com ajuda de um amigo. A peça tinha ímãs na palma e nos dedos para facilitar o uso de ferramentas, mas era pesada — cerca de 1,5 quilo. Em busca de algo mais leve e resistente, André decidiu investir em uma impressora 3D. Com apoio de um colega, desenvolveu uma nova versão usando fibra de carbono, material que precisou ser importado. “Comprei a máquina e consegui fazer em 3D, com resistência e força”, explicou. A nova prótese pesa cerca de 420 gramas e permitiu que ele voltasse a realizar diferentes atividades. André também criou acessórios específicos para cada função. Prótese é feita com fibra de carbono Arquivo pessoal Para continuar treinando musculação, por exemplo, desenvolveu um suporte acoplado à prótese. “Faço exercícios de peito e costas sem problema nenhum”, afirmou. Ele também adaptou peças para voltar a jogar sinuca e até cozinhar. “Cada função precisa de uma prótese. Não tem uma que faça tudo. Por isso fui criando os acessórios que eu precisava”, disse André consegue treinar com a prótese Arquivo pessoal Com o tempo, André transformou a própria experiência em um projeto maior. Ele patenteou as invenções, montou uma oficina em casa e pretende ajudar outras pessoas que passaram por situações semelhantes. “Melhor não desanimar. É erguer a cabeça e correr atrás. Foi assim que eu me senti melhor”, afirmou. Leia também: Consulta no ChatGPT: Família descobre que criança era vítima de abuso sexual após ver pergunta dela para IA Dentro de potes: Ampolas de tirzepatida são encontradas em carregamento de doce de leite Ponte de Guaratuba: se estrutura leva a Matinhos, por que ficou conhecida pelo nome de uma cidade só? VÍDEOS: Mais assistidos do g1 Paraná Leia mais notícias em g1 Oeste e Sudoeste.

  19. Mar - imagem de arquivo. Reprodução/TV Globo A Marinha do Brasil emitiu um alerta de ressaca marítima que pode provocar ondas de até 3 metros de altura no litoral entre Santa Catarina e São Paulo, além de trechos do Rio de Janeiro. Segundo o comunicado, no trecho entre São Francisco do Sul (SC) e Ubatuba (SP), as ondas devem atingir até 3 metros entre a manhã de domingo (3) e a tarde de segunda-feira (4), com direção de sudoeste a sul. Já no litoral do Rio de Janeiro, entre Paraty e Campos dos Goytacazes, a ressaca está prevista entre a noite de domingo (3) e a tarde de terça-feira (5), também com ondas de até 3 metros. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Vale do Paraíba e região no WhatsApp Confira a previsão do tempo deste fim de semana na região O fenômeno deve ser causado pela passagem de um sistema frontal, que favorece a formação de ondas mais intensas no mar. A Marinha recomenda que pescadores, navegantes e praticantes de esportes aquáticos redobrem a atenção e evitem entrar no mar durante o período de ressaca. O órgão também orienta que as condições do tempo sejam consultadas previamente por meio do site oficial e dos canais do Serviço Meteorológico Marinho, além de aplicativos como o “Previsão Ambiental Marinha (PAM)” e o “Boletim ao Mar”. Mar - imagem de arquivo Vivi Leão/g1 Veja mais notícias do Vale do Paraíba e região bragantina

  20. Psicólogo Pedro Oliveira em uma sessão de teatro terapêutico na P III, em Hortolândia Joey Daminelli O ambiente é majoritariamente cinza. Grades, aço, paredes descascadas e o som metálico de trincos que se fecham ditam o ritmo do dia a dia na Penitenciária III de Hortolândia (SP) e na Fundação Casa. É dentro desse cenário que o imprevisto surge como uma fresta de luz. “É tudo sempre igual, mas nesse grupo a gente tem um imprevisto e o imprevisto alimenta a gente”, relata um dos internos ao psicólogo Pedro Oliveira. Também educador popular e produtor cultural, Pedro sempre teve ligação com projetos culturais. Durante a formação acadêmica, ele realizou estágios nos sistemas penitenciário e socioeducativo e percebeu a importância de levar a arte para esses espaços. A partir dessa percepção, ele desenvolveu projetos para pessoas privadas de liberdade. Nasceu, então, o teatro terapêutico, feito na Penitenciária III de Hortolândia, e a Onírico Produtora, focada em projetos para jovens de escolas públicas e da Fundação Casa. “Quando eu vi que existe uma carência muito grande de acesso nesses espaços, eu comecei a entender a necessidade de movimentar e trazer arte, psicoterapia, educação e visibilidade de uma outra forma”, explica o psicólogo. Vídeos em alta no g1 Diálogo entre arte e psicologia O projeto Teatro Terapêutico foi criado em 2023, quando Pedro concluía a pós-graduação como psicodramatista. No início, houve desconfiança. "Os agentes penitenciários, a polícia penal, não entendem o que é o projeto, chamam de curso de teatro", conta. O objetivo é conduzir um grupo psicoterapêutico a partir do psicodrama, que ele define como "uma encruzilhada entre o teatro e a psicologia". Segundo Pedro, o psicodrama parte do princípio de que uma pessoa "adoece em relação e é curada em relação". O método promove o desenvolvimento por meio de relações saudáveis, criatividade e espontaneidade. O psicólogo detalha que a técnica usa improvisações cênicas para o desenvolvimento psicossocial dos indivíduos e do grupo. No começo, os participantes resistiram à ideia. Para quebrar essa barreira, Pedro introduziu outros elementos antes de chegar à improvisação cênica. "Eu trouxe a poesia primeiro, eu trouxe o rap primeiro, para que eles entendessem o que eu estava fazendo ali", explica. O psicólogo afirma que prioriza a criação de um vínculo forte com o grupo. A partir dessa conexão, ele introduz a linguagem teatral e permite que o próprio grupo direcione os caminhos do processo terapêutico. As turmas têm de 20 a 25 vagas. Com encontros semanais, o processo dura de quatro a cinco meses. Nos primeiros encontros, as atividades são mais direcionadas, mas, a partir do quinto, o grupo passa a propor os temas. "Eu já estou aberto ao que eles vão propor. 'Ah, sonhei com isso', vamos dramatizar seu sonho. 'Na minha visita, aconteceu isso', vamos dramatizar. 'Nossa, estava pensando nisso', vamos trazer para a cena", exemplifica Pedro. Psicólogo Pedro Oliveira em uma sessão de teatro terapêutico na P III, em Hortolândia Joey Daminelli Desafios e reflexões Pedro conta que, na renovação dos grupos, alguns participantes permanecem para atuar como "ego auxiliar", ajudando a engajar os novos membros. Questionado sobre os desafios, o psicólogo afirma que eles surgem no cotidiano. Um dos principais é a dificuldade de homens em interpretar papéis femininos. "Isso aparece em todos os grupos. E aí a gente começa a conversar o porquê disso. Onde está a raiz dessa dificuldade? Ela é histórica, ela é política também. Está embasada no machismo, na misoginia", analisa. Para ele, porém, é um desafio que vale a pena. Ele questiona se um grupo terapêutico no cárcere seria como "enxugar gelo", já que a prisão, por natureza, produz sofrimento psíquico. A resposta, segundo Pedro, está em uma psicologia crítica, que vai além de aliviar o sofrimento. O objetivo é "produzir consciência, para que o sujeito compreenda o que produziu aquelas escolhas que o levaram àquele contexto". Ele aponta que a falta de acesso à saúde, educação e cultura de qualidade é uma estrutura que dificulta que a pessoa privada de liberdade veja outras possibilidades além do crime. Participante interpretando em uma sessão do "Teatro Terapêutico" na P III, em Hortolândia. Joey Daminelli Máscaras como 'experiência de liberdade' As máscaras são um instrumento importante nas sessões. Pedro as utiliza "como um recurso para alcançar lugares que às vezes uma dramatização sem máscara não alcançaria". Ele explica que o rosto é o principal lugar de identidade de uma pessoa. Ao colocar uma máscara, o indivíduo se sente visto de outra forma. Isso, segundo o psicólogo, "produz no corpo e na pessoa uma experiência de liberdade, porque a pessoa se descola do lugar social dela e às vezes explora uma corporeidade que ela não exploraria sem a máscara". As máscaras são diversas, desde peças lisas até outras encomendadas a um artista plástico. As reações variam: alguns sentem medo, enquanto outros demonstram curiosidade. “Aquele contexto só tem cinza, só tem grade, só tem aço, parede; não tem arte lá dentro. Então, trazer essas máscaras para lá é uma porta para o mundo, uma forma de interagir, de ver uma forma de expressão artística”, comenta. Pedro Oliveira e um educando no projeto "Escrevivências Libertárias", na Fundação Casa, em Campinas Joey Daminelli Educação e arte como caminhos para a liberdade Com a experiência que acumulou, Pedro criou a Onírico Produtora em 2025. A ideia veio de trabalhos com educação popular, que acontecem na relação, na troca e na arte feita em grupo. Hoje, a produtora está em escolas e unidades da Fundação Casa. Um dos projetos é a Escola do Hip Hop, feita com apoio do Fundo de Incentivo Cultural de Campinas. A proposta é colocar o jovem no centro, em diálogo com a escola, incluindo professores, colegas, gestão e família. A partir do hip-hop, os adolescentes criam vínculos e constroem conhecimento. Outro é o Escrevivências Libertárias, financiado por leis de incentivo do Plano Nacional Aldir Blanc (PNAB municipal), uma oficina mais curta que junta a “escrevivência”, da Conceição Evaristo, com a educação popular do Paulo Freire. A ideia é que os adolescentes escrevam poesias próprias, falando de si e do mundo que veem. Para o psicólogo, educação, cultura e arte são caminhos para a liberdade. "E quando a gente fala de liberdade, não estamos falando necessariamente dessa liberdade física, mas de uma liberdade de ter consciência do próprio processo", explica. Ele afirma que levar esses projetos a esse público é uma forma de acessar pessoas historicamente marginalizadas. "É a minha luta, eu acredito que seja a minha luta e a minha missão. Eu acho que fazer isso para mim é o que eu sinto que eu tenho que fazer; se eu não fazer isso, perde o sentido, as coisas perdem o sentido”, conclui. Atividade com colagem realizada no projeto "Escrevivências Libertárias" na Fundação Casa, em Campinas Joey Daminelli Do hip-hop ao grafite A educadora Thata Oliveiros, que trabalha na área social há 15 anos e está na Onírico desde o início, vê nos elementos do hip-hop uma ferramenta de diálogo e debate com os jovens. “É uma maneira que a gente tem também de debater política e outras possibilidades de vivência, de como sobreviver, de ser criativo diante de questões que são impostas”, afirma. Segundo Thatha, a intenção da Escola do Hip-Hop é fazer com que os jovens vivenciem as quatro linguagens do movimento (rap, DJ, grafite e break), compartilhando habilidades. A ideia é "fazer junto com eles", em vez de apenas palestrar. "Teve unidades em que os adolescentes já faziam rima, então pudemos fazer uma minibatalha ou um sarau para eles se apresentarem", conta. Ela destaca que o grafite gera um "grande encantamento", principalmente por ser uma arte que vem da rua e por ser feito em locais de grande circulação, como a quadra onde recebem visitas. Para ela, arte e cultura deveriam ser política pública. "Onírico fala de sonhos, e Paulo Freire fala de sonhos possíveis. A junção é dar a eles a possibilidade de também terem sonhos possíveis. Há um apagamento da identidade desses meninos, que são pretos, periféricos, indígenas. A cultura ajuda a garantir o resgate dessa identidade", finaliza. Atividade com colagem realizada no projeto "Escrevivências Libertárias" na Fundação Casa, em Campinas Joey Daminelli 'Levar uma esperança e outra realidade' O fotógrafo Joey Daminelli, social media da Onírico, já acompanhou uma sessão do Teatro Terapêutico na penitenciária. Ele conta que se surpreendeu com a reação dos participantes. "Não sabia o quanto eles iam abraçar, mas vi como é importante, como eles gostam e como realmente faz a diferença." Já na Fundação Casa, a surpresa foi outra. “Às vezes você chega lá e são só crianças, adolescentes. Tem até um clima de escola, porque são muito novinhos. Toda hora vêm perguntar, vêm conversar.” “Estar com a câmera na mão era muito louco. Todo mundo vinha falar comigo, pedia pra ver, pra conhecer. Para eles é novidade, muitos nunca viram uma câmera", afirma. Ele se lembra de um adolescente de cerca de 17 anos que participou do projeto Escrevivências e não era alfabetizado. No começo, era preciso soletrar as palavras para ele. Com o tempo, o jovem passou a escrever textos inteiros sem precisar de ajuda. Para Joey, o trabalho é fundamental. "É importante a gente estar lá para levar uma esperança para eles, levar outro ponto de vista, outra realidade", afirma. " "O que para outro jovem é normal, como andar de skate, fazer grafite ou estar numa batalha de rima, para esse moleque pode ser a salvação dele", conclui o fotógrafo. Jovens durante atividade projeto "Escrevivências Libertárias" na Fundação Casa, em Campinas Joey Daminelli Novo mundo Para o diretor da unidade socioeducativa, Ciro Arlei Francisco, os jovens demonstram uma “carência”. Ele explica que, por causa da vulnerabilidade social e da alta evasão escolar, muitos não têm clareza sobre as consequências de seus atos. “A arte e a cultura apresentam a eles um outro mundo, que antes não conheciam. Como a evasão escolar é muito grande, eles acabam saindo um pouco da realidade que vivem lá fora”, comenta. Já a educadora Paola Montenegro conta que, no início, há um certo distanciamento por parte dos jovens, mas que essa barreira se rompe com o tempo. Ela se surpreendeu com a forma como eles passaram a se envolver com a escrita. "A gente estimula que eles levem esses poemas adiante, não só aqui dentro, mas para a vida. É o começo de liberdade pelas palavras", diz a educadora. *Estagiária sob supervisão de Gabriella Ramos e Fernando Evans. VÍDEOS: tudo sobre Campinas e região Veja mais notícias sobre a região no g1 Campinas

  21. Maio Amarelo: mortes no trânsito passam de 450 na Grande SP no 1º trimestre; capital registra alta de 5% O número de mortes no trânsito na Região Metropolitana de São Paulo passou de 450 no primeiro trimestre deste ano, mesmo com campanhas de conscientização. Na capital paulista, houve aumento de 5% em relação ao mesmo período do ano passado. Quando ampliado para todo o estado, o total de vítimas ultrapassa 1,3 mil mortes nos três primeiros meses do ano. Apesar do volume elevado, houve queda de 7% na comparação com 2025, segundo o Departamento Estadual de Trânsito (Detran). De acordo com os dados, a maioria das vítimas é formada por homens que estavam em motocicletas. Os acidentes também se concentram, principalmente, aos fins de semana, especialmente aos sábados e domingos. Neste ano, as ações da campanha Maio Amarelo, que começam nesta semana, fazem parte do Plano de Segurança Viária do estado, que tem como meta salvar 19 mil vidas até 2030. O movimento é referência internacional de conscientização para a segurança no trânsito. Trânsito lento na Avenida Washington Luiz, na região do Aeroporto de Congonhas, na zona sul da cidade de são Paulo (SP), nesta quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026 RENATO S. CERQUEIRA/ATO PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO Em São Paulo, a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) promove ações educativas como simulações, palestras e atividades voltadas a motoristas, motociclistas, ciclistas e pedestres. Em 2025, foram registradas 6.101 mortes no trânsito em todo o estado de São Paulo. A maior parte das vítimas também era motociclista. Conscientização Segundo o Detran-SP, as campanhas focam nos principais fatores de risco: uso do celular ao volante, excesso de velocidade e direção sob efeito de álcool. A diretora de Segurança Viária do Detran-SP, Roberta Mantovani, afirma que as ações incluem orientação para diferentes públicos. “Estamos fazendo campanhas sobre álcool e direção, respeito ao pedestre, ações voltadas aos motociclistas, aos cuidados com velocidade, uso correto do capacete, e também aos condutores de veículos em relação ao uso do cinto de segurança e dos equipamentos de proteção nas crianças”, disse. O Detran também deve intensificar a fiscalização em todo o estado, com aumento no número de abordagens para tentar reduzir acidentes. A orientação é que motoristas planejem viagens, evitem distrações e respeitem os limites de velocidade. “Às vezes um aumento de 10% na velocidade aumenta exponencialmente o risco de morte, mas não reduz o tempo de chegada. A dica é circular com segurança”, afirmou Mantovani. Para a advogada Carolina Goldenberg, é preciso mais respeito no trânsito. “Tá muito difícil dirigir na cidade e as pessoas precisam pensar mais no próximo e respeitar as regras que a gente tem.

  22. Família resgatada em Santa Rita Karine Tenório/TV Cabo Branco Equipes da Defesa Civil Nacional chegam à Paraíba neste domingo (3) para garantir apoio aos muncípios atingidos pelas fortes chuvas. Os técnicos vão orientar as prefeituras sobre o reconhecimento federal de situação de emergência, além da solicitação de recursos para assistência humanitária, restabelecimento e reconstrução. Waldez Góes, ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, afirmou que está em contato com autoridades locais para acompanhar a situação das chuvas na Paraíba e garantir o apoio do Governo Federal às ações de resposta. “Vamos reconhecer de forma imediata os municípios que precisarem desse reconhecimento. Esse é um passo fundamental, pois permite mobilizar toda a estrutura do Governo Federal — desde as Forças Armadas e a Defesa Civil Nacional, no atendimento à ajuda humanitária, até as ações necessárias para o restabelecimento da normalidade”, afirmou o ministro. Segundo o balanço mais recente da Defesa Civil estadual, a Paraíba registra aproximadamente 16,1 mil pessoas afetadas pelas chuvas, além de 624 desalojados, 703 desabrigados e dois óbitos. Os maiores impactos concentram-se nos municípios de Bayeux, Rio Tinto, Mamanguape, Sapé, Ingá, João Pessoa e Cabedelo. Chuvas na Grande João Pessoa e Litoral da Paraíba Vários trechos de Santa Rita, na Grande João Pessoa, ficaram alagados após as fortes chuvas na cidade, nesta sexta-feira (1º) e sábado (2). Outras cidades da Região Metropolitana também registraram alagamentos. De acordo com a Defesa Civil, o Rio Paraíba, que fica próximo ao município, subiu aproximadamente quatro metros. O Centro da cidade ficou totalmente alagado, e famílias tiveram que deixar suas casas. A Prefeitura de Santa Rita ainda não informou um balanço de quantas casas foram alagadas. De acordo com dados do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), choveu 153 milímetros em Santa Rita nas últimas 48 horas. Na comunidade conhecida como Canaã, os moradores ficaram ilhados e precisaram ser resgatados em motocicletas aquáticas. Inmet renova alertas de chuvas intensas para cidades da PB Em João Pessoa, 11 famílias ficaram desabrigadas na comunidade Engenho Velho e foram levadas para uma escola, em Gramame. A capital registrou 219 milímetros de chuvas nas últimas 48 horas., segundo dados do Cemaden. Chuva deixa famílias desabrigadas e ruas inundadas na Paraíba Vídeos mais assistidos do g1 Paraíba

  23. Paciente com câncer realiza casamento no leito de hospital em Manaus O funcionário público João dos Santos Araújo, de 63 anos, se casou dentro do Hospital Rio Negro, em Manaus, após ser internado para realizar tratamento contra um câncer, na quinta-feira (30). A cerimônia, que estava marcada para acontecer em cartório, precisou ser transferida para o hospital diante do quadro clínico delicado do paciente. Para João, seguir com o casamento mesmo durante a internação reflete a trajetória construída ao lado da companheira e ao significado que o momento carrega. “Esse casamento já estava nos nossos planos. Quando tudo mudou, eu não queria adiar mais", disse. 📲 Participe do canal do g1 AM no WhatsApp O paciente também fez questão de destacar o atendimento recebido e a forma como a situação foi conduzida pela equipe do hospital, desde o primeiro contato até a realização da cerimônia. "Eu fui muito bem acolhido desde que cheguei." Segundo a direção do hospital, o pedido chegou por meio da esposa do paciente, que procurou o Serviço Social ao perceber que não seria possível cumprir o compromisso fora da unidade. A partir desse contato, a equipe passou a avaliar alternativas e iniciou a articulação interna para adaptar a cerimônia à realidade do hospital. “Ela nos procurou e explicou que o casamento já estava todo organizado. Como ele foi internado e não tinha previsão de alta, a gente começou a buscar uma forma de viabilizar esse momento aqui dentro”, explicou a assitente social Renata Santana Gomes. A organização envolveu diferentes áreas do hospital e exigiu alinhamento entre equipe assistencial, gestão, família e cartório. O objetivo foi garantir que a cerimônia acontecesse com segurança, sem interferir na rotina hospitalar. Para João, conseguir realizar um plano que já estava traçado ganhou ainda mais importância diante do contexto que está vivendo. "Fazer isso aqui dentro foi importante pra mim, me deu força e me deixou mais tranquilo." Paciente casa em leito de hospital de Manaus Divulgação Noivos com a equipe do hospital em Manaus Divulgação LEIA TAMBÉM Médico realiza parto de gêmeas dentro de lancha no interior do Amazonas Antes de arrastar multidões, Shakira fez show intimista no Teatro Amazonas em 1996; relembre

  24. Por que só ouvimos quem concorda conosco? O viés de confirmação é a resposta Adobe Stock Certamente você conhece — na sua família ou no seu grupo de amigos — alguém cuja ideologia é totalmente oposta à sua. Pense nisso por um momento. Você acha que a razão por essa pessoa pensar assim é o fato de ela sempre consumir os mesmos veículos de comunicação? Será que ela só dá atenção às informações que estão de acordo com suas próprias crenças? Ela fica irritada quando alguém discorda dela? Se você respondeu sim a essas perguntas, é provável que essa pessoa esteja sendo vítima do viés de confirmação. Mas embora isso possa surpreendê-lo, tenho uma má notícia: você também é. O viés de confirmação é uma tendência a buscar, interpretar e lembrar prioritariamente informações que concordam com nossas crenças pré-existentes. Os primeiros estudos sobre o tema foram realizados na década de 1960 pelo psicólogo cognitivo Peter Wason. Esses estudos mostraram que, ao enfrentar o desafio de verificar a veracidade de uma hipótese, as pessoas tendem a selecionar informações que confirmem sua crença inicial, em vez de tentar refutá-la, o que pode levar a eventuais erros de raciocínio. Mas mais do que ser um erro pontual, o viés de confirmação se manifesta no ser humano como uma espécie de defeito de fábrica. Portanto, não há motivo para se sentir mal: mesmo profissionais treinados para serem objetivos (como cientistas e médicos) caem sistematicamente nesse viés. Como você vê, não é um problema de inteligência, mas um erro profundamente humano. Vídeos em alta no g1 Pessoas razoáveis também caem nisso É muito tentador pensar que você ou eu, como pessoas razoáveis, não cometemos esses erros. Grande erro. Se você acha que está imune a ser vítima desse viés, talvez deva refletir sobre os seguintes pontos: Sempre busca informações em fontes semelhantes. Embora o viés de confirmação tenha sido entendido como um processo que inclui a busca de informações, o processamento dessas informações e a lembrança das informações processadas, evidências recentes apontam a busca de informações como o elemento-chave para identificar o viés. Ou seja, o viés não se encontra apenas na forma como pensamos, mas também em onde decidimos consultar em primeiro lugar e a qual fonte recorremos para fazê-lo. Normalmente, recorremos primeiro a fontes que confirmam nossas evidências e evitamos aquelas que as questionam. Você não confia sempre nos mesmos veículos de comunicação e descarta outros automaticamente? Avalie as informações de maneira diferente, dependendo de como elas se encaixam em suas crenças. O viés de confirmação não afeta apenas o que buscamos, mas também como avaliamos as informações que encontramos. As evidências mostram que tendemos a aceitar com muito mais facilidade as informações que se encaixam em nossas crenças, enquanto submetemos a um escrutínio muito mais exaustivo aquelas informações que nos contradizem. Na prática, o que coincide com você parece razoável rapidamente, enquanto o que não coincide parece fraco ou pouco confiável. Esse fenômeno foi descrito como raciocínio motivado: somos muito mais críticos com as informações que não se encaixam em nossas crenças prévias, o que nos motiva a buscar razões para descartar essas informações. Sente desconforto emocional quando são apresentadas evidências contrárias às suas crenças. Mudar de opinião não é um processo estritamente racional. Um estudo de neuroimagem sobre ideias políticas mostrou que as estruturas cerebrais relacionadas às emoções, especialmente as negativas, são ativadas quando são apresentadas evidências contrárias às nossas crenças. Ou seja, parece que não avaliamos as informações apenas pelo que nos parece razoável, mas em função do que elas nos fazem sentir. Certamente vale a pena avaliar cuidadosamente se você rejeita determinada informação porque ela está incorreta ou simplesmente porque ela o incomoda. Você está ciente de que é vítima desse viés? Evidências recentes sugerem que as pessoas são menos suscetíveis a serem vítimas desse viés se estiverem cientes de que podem cair nele. Um estudo com mais de 1.400 participantes mostrou que aqueles que receberam um breve treinamento sobre o viés de confirmação foram mais capazes de distinguir entre notícias falsas e verdadeiras do que o grupo de controle que não recebeu o treinamento. Em outras palavras: algo tão simples quanto saber que podemos estar sendo tendenciosos ajuda consideravelmente a sermos mais críticos. Portanto, o objetivo não deveria ser aprender a pensar sem vieses — algo muito difícil de alcançar —, mas aprender a identificar quando estamos caindo nesses erros. Talvez este texto possa contribuir para ajudar o leitor a reconhecer os sinais que indicam que ele pode estar sendo vítima desse viés cognitivo, ou seja, confirmando o que acredita saber, em vez de pensar: e se eu estiver errado? Francisco Vicente Conesa não presta consultoria, trabalha, possui ações ou recebe financiamento de qualquer empresa ou organização que poderia se beneficiar com a publicação deste artigo e não revelou nenhum vínculo relevante além de seu cargo acadêmico.

  25. Chernobyl não acabou A tragédia de Chernobyl foi há 40 anos, em 26 de abril de 1986. Mas três coisas bizarras que estão acontecendo agora sugerem que o experimento nuclear jamais terminou. Vamos entender. Um: quando 50 mil pessoas foram evacuadas, elas receberam a ordem de deixar seus animais de estimação para trás. "Três dias no máximo", disseram. Ninguém voltou. Os descendentes desses cães ainda estão lá. Quase mil deles. E não — nenhum com cinco pernas. Eles parecem completamente normais. Mas uma simples amostra de sangue consegue diferenciar um cachorro da zona de exclusão de um cachorro da cidade. Os genomas deles mudaram, inclusive em genes responsáveis por reparar danos no DNA. Algo está acontecendo. Silenciosamente. Dois: a carne de javali em toda a Europa ainda apresenta níveis de radiação acima do limite seguro. Só no ano passado, a Alemanha abateu quase 3 mil javalis radioativos. Javalis adoram cavar em busca de trufas. As trufas absorvem césio radioativo do solo. Mas agora o que ninguém esperava: grande parte dessa radiação nem vem de Chernobyl. Ela vem de testes de armas nucleares feitos durante a Guerra Fria. E três: isso pode, um dia, proteger astronautas em Marte contra a radiação. E veio de dentro do reator de Chernobyl. Um fungo negro foi encontrado crescendo nas paredes do reator. Não morrendo, mas crescendo em direção à radiação. Cientistas acreditam que ele se alimenta dela. Eles enviaram o fungo para a Estação Espacial Internacional. Ele cresceu mais rápido. E bloqueou, de forma mensurável, parte da radiação. Um escudo vivo, auto-replicante, contra a radiação. Nascido de um desastre. A explosão durou segundos. O experimento nunca terminou. A explosão do dia 26 de abril de 1986 destruiu o reator 4 da usina nuclear de Chernobyl, na Ucrânia Getty Images via BBC

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