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G1 GLOBO (Tudo Diário)

Últimas notícias do Brasil e do mundo, sobre política, economia, emprego, educação, saúde, meio ambiente, tecnologia, ciência, cultura e carros. Vídeos dos telejornais da TV Globo e da GloboNews.

  1. Às vésperas do início oficial da campanha eleitoral, o pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) reuniu representantes de cerca de 40 países em Brasília e voltou a levantar suspeitas sobre as urnas eletrônicas brasileiras, repetindo uma alegação já desmentida pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O episódio remete imediatamente à reunião promovida por Jair Bolsonaro com embaixadores em 2022, que levou o ex-presidente a ser declarado inelegível por abuso de poder político e uso indevido dos meios de comunicação. Desta vez, Flávio citou um relatório da CIA sobre as eleições na Venezuela para associar, sem provas, as urnas brasileiras à empresa Smartmatic — informação negada reiteradamente pela Justiça Eleitoral. O caso recoloca no centro do debate uma estratégia que marcou as eleições de 2022 e traz de volta discussões sobre a confiança no sistema eleitoral brasileiro. Também levanta questões sobre os limites legais para candidatos que questionam, sem apresentar evidências, a integridade das urnas eletrônicas e sobre o papel da Justiça Eleitoral na proteção da credibilidade das eleições. Neste episódio, Natuza Nery conversa com Valdo Cruz sobre o momento político em que Flávio faz essa declaração e os impactos para a campanha do senador. Depois, o professor de Direito Oscar Vilhena explica quais são as diferenças entre o caso de Flávio e o de Jair Bolsonaro, quais são os limites jurídicos para esse tipo de discurso e por que ataques infundados ao sistema eleitoral não são tratados apenas como opinião política. Convidados: Valdo Cruz, comentarista da GloboNews, e Oscar Vilhena, professor da FGV Direito SP e colunista na Folha de São Paulo. O podcast O Assunto é produzido por: Luiz Felipe Silva, Sarah Resende, Carlos Catelan, Luiz Gabriel Franco, Juliene Moretti, Stéphanie Nascimento e Guilherme Gama. Apresentação: Natuza Nery. Colaborou neste episódio: Janize Colaço. O que você precisa saber: Flávio Bolsonaro durante evento com diplomatas Raul Spinassé/Novo Selo Comunicação O Assunto é o podcast diário produzido pelo g1, disponível em todas as plataformas de áudio e no YouTube. Desde a estreia, em agosto de 2019, o podcast O Assunto soma mais de 168 milhões de downloads em todas as plataformas de áudio. No YouTube, o podcast diário do g1 soma mais de 14,2 milhões de visualizações.

  2. PRFs agem rápido e salvam criança após afogamento em piscina Divulgação Uma criança que havia se afogado na piscina de um hotel em Santarém, no oeste do Pará, foi salva por dois policiais rodoviários federais que estavam de folga na noite desta quarta-feira (22). Os agentes perceberam a gravidade da situação, assumiram o atendimento de primeiros socorros e conseguiram reanimar a vítima antes da chegada da equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). ✅ Clique aqui e siga o canal g1 Santarém e Região no WhatsApp O caso aconteceu por volta das 20h30, na piscina de um hotel no bairro Liberdade, onde equipes da Polícia Rodoviária Federal (PRF) estão hospedadas para atuar na Operação de Enfrentamento ao Furto e Roubo de Veículos e Cargas (OTEVEIC). Segundo a PRF, os policiais Assis e Mardem Alves estavam em momento de folga quando perceberam a movimentação ao redor da piscina. Ao se aproximarem, encontraram a criança desacordada após o afogamento. Ainda de acordo com a corporação, pessoas que estavam no local tentavam reanimar a vítima, mas realizavam as manobras de forma inadequada. Diante da urgência, os dois policiais assumiram o atendimento e iniciaram corretamente a reanimação cardiopulmonar (RCP). Após as manobras, a criança voltou a apresentar sinais vitais e recuperou a consciência. Em seguida, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência foi acionado e realizou o atendimento médico, encaminhando a vítima para uma unidade de saúde. Agora no g1 A rápida intervenção e o conhecimento técnico dos policiais foram decisivos para o desfecho da ocorrência, evitando que o afogamento tivesse consequências mais graves. Até a publicação desta matéria, não havia informações atualizadas sobre o estado de saúde da criança. VÍDEOS: Mais vistos do g1 Santarém e Região 50 vídeos

  3. O Ministério do Trabalho e Emprego divulgou os números do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED) relativos ao mês de maio. O estudo, realizado desde 1965, utiliza dados repassados pelas próprias empresas sobre a contratação e dispensa de trabalhadores em cada um dos municípios brasileiros. No mês de maio, as empresas instaladas em Montes Claros contrataram 4.396 profissionais, enquanto 4.199 foram dispensados. O saldo foi de 197 vagas e o estoque, que é o total de trabalhadores em empregos formais, chegou a 96.570. Novamente, o setor de Serviços se destacou, sendo responsável por 2.627 contratações e saldo de 190 vagas em maio, seguido por Indústria, com 433 admissões e saldo de 72 vagas. 2026 - Entre janeiro e maio, todos os meses tiveram saldo positivo de contratações. Em janeiro, foram 4.379 admissões e 4.159 demissões, o que resultou em um saldo de 220 vagas. No mês de fevereiro foram, respectivamente, 4.873 e 4.517, o que resultou em um saldo de 356 vagas. Em março, foram 5.521 contratados e 4.828 demitidos (saldo de 693). Em abril, foram 4.633 admissões, 4.252 desligamentos e saldo de 381. Acumulado do ano - Desta forma, em 2026, já são 1.831 novos postos de trabalho criados (23.821 contratações e 21.990 demissões), o que corresponde a uma média mensal de mais de 305 novas vagas, o que representa um aumento de 37% em relação ao mesmo período de 2025, quando foram 23.094 contratações, 21.758 demissões e saldo de 1.336 vagas. Setor de serviços se destaca na geração de empregos em Montes Claros Fábio Marçal

  4. Evento debaterá o potencial econômico do ambiente marítimo Divulgação Macaé se prepara para consolidar sua posição como um dos principais motores da chamada "Economia Azul" no país. Entre os dias 24 e 28 de julho, o município realiza a quarta edição da Feira da Economia do Mar. O evento, integrado à programação da Expo Macaé 2026 no Parque de Exposições Latiff Mussi Rocha, debaterá o potencial econômico do ambiente marítimo através de discussões sobre pesca sustentável, turismo náutico, mercado offshore e conservação ambiental. Com entrada gratuita, o encontro reúne o poder público, a iniciativa privada, instituições de ensino e entidades de classe para discutir estratégias de desenvolvimento. O grande destaque desta edição será o lançamento de Macaé como a primeira cidade do Brasil a implementar a Certificação Selo Azul Cidades Costeiras. Trata-se de uma iniciativa da Federação das Associações Comerciais e Empresariais do Estado do Rio de Janeiro (Facerj), em parceria com a Associação Brasileira das Empresas da Economia do Mar (Abeemar), desenhada para incentivar boas práticas de governança nos territórios marítimos. Rodada de negócios e conexões estratégicas Logo após a abertura oficial, marcada para as 13h do dia 24 de julho, o evento dá início à sua Sessão de Negócios. O espaço foi planejado para conectar grandes empresas da cadeia de óleo e gás e prestadores de serviços. Estão confirmadas representações de gigantes regionais e nacionais, como a Arke Energia, Engeman, Unimed Costa do Sol e Shopping Plaza Macaé, com o objetivo de fomentar novos contratos e ampliar o networking regional. Para participar desta rodada específica, investidores e empresários devem realizar uma inscrição prévia pela internet. Macaé será a primeira cidade do Brasil a implementar a Certificação Selo Azul Cidades Costeiras Divulgação Para a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, o mar representa o principal vetor financeiro e histórico da cidade, que mantém uma forte tradição pesqueira ao mesmo tempo em que lidera as operações de suporte ao mercado de energia offshore. A coordenação da pasta aponta que o grande diferencial do evento em 2026 é tratar a sustentabilidade não como um entrave, mas como resposta direta aos desafios climáticos e econômicos contemporâneos, integrando diferentes setores produtivos sob o conceito de preservação ativa. O envolvimento institucional para viabilizar a feira mobiliza dezenas de entidades representativas, desde a Capitania dos Portos e a Firjan até associações comerciais locais e órgãos de fomento como o Sebrae e o Senac. Destaques da programação A dinâmica do evento foi desenhada para equilibrar a exposição comercial com debates técnicos de alto nível técnico ao longo de cinco dias: Fim de semana de exposição (24 a 26 de julho): O público poderá visitar os estandes de empresas e instituições das 12h às 19h, conhecendo as principais inovações tecnológicas e projetos voltados ao setor marítimo. Segunda-feira (27 de julho) – Ordenamento e Selo Azul: O dia será dedicado aos debates sobre gestão costeira e turismo. A partir das 14h, especialistas discutem os gargalos para o turismo náutico e, às 16h, ocorre a cerimônia oficial de adesão e implementação do Comitê de Governança do pioneiro Selo Azul na cidade. Terça-feira (28 de julho) – Pesca e Segurança: O encerramento abordará a pesca artesanal e sua inclusão na merenda escolar como modelo de desenvolvimento local. Na ocasião, o prefeito receberá simbolicamente o prêmio Sebrae Prefeitura Empreendedora na categoria Economia Azul. O painel final, às 16h, será conduzido pela Marinha do Brasil, focando na integração das comunidades pesqueiras locais.

  5. Evento inédito terá produtos de qualidade com descontos exclusivos Divulgação Integrada ao calendário oficial de comemoração dos 213 anos do município, Macaé sedia, entre os dias 25 e 28 de julho, a primeira Feira de Preços Especiais (FEPE). Com espaço cedido pela prefeitura, o evento inédito acontece no Centro de Convenções Jornalista Roberto Marinho, das 14h às 22h. A feira busca impulsionar a economia local e oferecer aos consumidores produtos de qualidade com descontos exclusivos. Apontada como a maior feira de varejo e comércio da região, a FEPE Macaé ocupará uma área de 2,5 mil metros quadrados e contará com cerca de 200 estandes comercializando roupas, calçados, acessórios, móveis e artigos de decoração. Para além das compras, a estrutura foi planejada para oferecer uma experiência de lazer para toda a família, dispondo de praça de alimentação, centro de convivência e espaço kids. A feira ocupará 2,5 mil metros quadrados e contará com cerca de 200 estandes Divulgação Após o sucesso de 32 edições realizadas em Campos dos Goytacazes, o modelo da FEPE se expande e ganha sua primeira versão Regional em Macaé. O evento é fruto de uma ação conjunta entre as Câmaras de Dirigentes Lojistas (CDLs) de Campos, de Macaé e de Rio das Ostras, contando com o apoio estratégico da Prefeitura de Macaé. A expectativa da organização é repetir o sucesso histórico do evento e atrair cerca de 200 mil pessoas ao longo dos quatro dias. Com foco no incentivo ao comércio regional e no fortalecimento dos pequenos negócios, a feira preparou condições facilitadas para Microempreendedores Individuais (MEIs), que contam com subsídio da prefeitura para a aquisição de estandes. O comércio tem um papel fundamental na economia de Macaé, somando hoje mais de 8 mil lojas ativas. Segundo a prefeitura, trazer a primeira edição da FEPE Regional para a cidade, um evento que já é um sucesso absoluto em Campos, é um passo estratégico para fomentar o varejo de toda a região, além de oferecer produtos de qualidade com preços acessíveis para a população. A realização da feira coincide com as festividades de aniversário de Macaé, gerando uma sinergia que permite ao público desfrutar de uma programação integrada. Essa dinâmica conecta estrategicamente o comércio de varejo às atrações agropecuárias e de fomento à economia marítima do município. Eventos Simultâneos A FEPE faz parte do calendário oficial de comemorações do aniversário de Macaé e acontece de forma integrada a outros dois grandes eventos do município: a Expo Macaé e a Feira da Economia do Mar. A estratégia de unificação visa potencializar o turismo, atrair visitantes de outras regiões e movimentar a economia local em diferentes frentes. Os eventos simultâneos acontecem no Parque de Exposições Latiff Mussi Rocha, com entrada gratuita: 4ª Feira da Economia do Mar (24 a 28 de julho) Promovida pela Prefeitura, a feira consolidou-se como um dos principais espaços de debate sobre o potencial socioeconômico do ambiente marítimo. O encontro reunirá representantes do poder público, empresários, instituições de ensino e especialistas para discutir o desenvolvimento sustentável de setores ligados ao oceano. Como Macaé é um polo pesqueiro, a Economia do Mar é tratada como um motor estratégico de inovação. A programação deste ano abordará temas como Pesca Sustentável, Turismo Náutico, Economia da Praia, Mercado Offshore e Economia Azul. 42ª Exposição Agropecuária de Macaé - Expo Macaé (24 a 29 de julho) Uma das maiores vitrines da agroeconomia do Norte Fluminense, a tradicional Expo Macaé oferece seis dias de programação voltada para toda a família. O evento une entretenimento, tradição rural e o fortalecimento do agronegócio, servindo como uma importante plataforma de negócios para criadores e produtores da região. Além das feiras e competições agrícolas, a programação conta com rodeios e grandes shows nacionais gratuitos, incluindo apresentações de Thiaguinho, Sorriso Maroto e Zezé Di Camargo.

  6. Novas imagens revelam nervos do clitóris em 3D e mudam o que se sabia sobre corpo feminino Mulheres com síndrome ovariana metabólica poliendócrina (SOMP) têm um risco até quatro vezes maior de sofrer eventos cardiovasculares graves, como infarto, AVC e doença arterial periférica, do que mulheres sem a condição. A conclusão é de um estudo publicado na revista científica The Lancet Obstetrics, Gynaecology & Women's Health. ➡️ A SOMP é uma das condições hormonais mais comuns entre mulheres em idade reprodutiva. Ela afeta a ovulação e pode causar menstruação irregular, aumento de pelos, acne e dificuldade para engravidar. Mas seus efeitos vão além do sistema reprodutivo: a síndrome também está associada a resistência à insulina, obesidade e alterações no metabolismo. Até maio de 2026, a condição era conhecida como síndrome dos ovários policísticos (SOP). Por décadas, esse nome ajudou a consolidar a ideia de que se tratava de um problema ginecológico isolado — quando, na verdade, é uma condição hormonal e metabólica mais ampla, que afeta inclusive a saúde do coração das mulheres. O que a pesquisa revela é que a SOMP exige atenção redobrada à saúde do coração das pacientes — independentemente da idade, do histórico cardíaco pessoal ou de casos de doença cardíaca na família. No estudo, mesmo isolando essas agravantes, o risco ainda era alto. Para os especialistas ouvidos pelo g1, a pesquisa reforça a necessidade do acompanhamento da saúde cardíaca das pacientes diagnosticadas com a síndrome. No Brasil, as doenças cardiovasculares são a principal causa de morte entre mulheres. Mulheres com síndrome ovariana metabólica poliendócrina (SOMP) têm um risco até quatro vezes maior de sofrer eventos cardiovasculares graves Divulgação O que mostrou o novo estudo A pesquisa foi feita com base em um banco de dados de pacientes dos Estados Unidos, usando dados de mais de 400 mil mulheres, entre 18 e 50 anos com diagnóstico de SOMP. Os pesquisadores acompanharam a ocorrência de doença cardiovascular aterosclerótica (DCVA), o que inclui: infarto; AVC; doença arterial periférica, quando o acúmulo de placas de gordura estreita as artérias. O resultado: mulheres com SOMP tiveram risco 4,4 vezes maior de sofrer esses eventos cardiovasculares do que as mulheres do grupo de referência. Síndrome afeta milhões de mulheres no mundo Sora Shimazaki O grupo com SOMP já apresentava, no início do estudo, mais fatores de risco cardiovascular tradicionais — diabetes, colesterol alterado, obesidade e hipertensão — do que o grupo de referência. Isso acontece pelo próprio quadro da doença, que causa a resistência à insulina. (Leia mais abaixo) 🔴 Mas o ponto central da pesquisa é que essa diferença, sozinha, não explica o resultado: o risco mais alto se manteve mesmo depois de os pesquisadores isolarem o efeito desses fatores. Ou seja, diabetes, colesterol, obesidade e pressão alta, por si sós, não explicam os achados — algo na própria síndrome parece contribuir de forma independente para o risco cardiovascular. A partir desses resultados, os autores do estudo defendem mais educação de profissionais de saúde e mais conscientização das próprias pacientes sobre o risco cardiovascular ligado à SOMP para que haja atendimento precoce e se evitem quadros mais graves . A pesquisa reforça o que a gente vem falando: é uma doença metabólica que afeta muito mais a vida da paciente do que só os ovários. É preciso olhar para a saúde do coração, um acompanhamento para evitar que essa paciente evolua para quadros mais graves "Isso reforça a necessidade tanto de capacitar os profissionais de saúde quanto de empoderar as pacientes em relação à prevenção, por meio da adoção e manutenção de hábitos de vida saudáveis como primeira linha de cuidado. É fundamental desenvolver e implementar intervenções preventivas, políticas públicas de saúde para reduzir o risco cardiovascular a longo prazo", afirma Cristina Carrasco, professora substituta e pesquisadora do Departamento de Fisiologia da Faculdade de Medicina e Ciências da Saúde da Universidade da Extremadura. A proposta dos autores é que a análise sirva de resposta a uma pergunta que ainda não tinha dados robustos: qual é, de fato, o risco cardiovascular em mulheres com a síndrome. No entanto, especialistas alertam que, apesar da importância e robustez pelo volume de dados, há limitações. O estudo analisou informações de banco de dados e não pacientes em si. Além disso, o estudo tem um recorte geográfico específico: é preciso que pesquisas locais confirmem se o mesmo padrão se repete em outras populações. Jovem de 30 anos tem AVC após dor de cabeça; casos sobem entre os mais novos Por que a síndrome afeta o coração? O que explica a ligação com o coração é que a SOMP não se limita aos ovários: ela envolve alterações em vários hormônios ao mesmo tempo — insulina, andrógenos (os hormônios masculinos), o hormônio luteinizante (LH) e o próprio AMH. O ponto de partida costuma ser a resistência à insulina, quando as células do corpo respondem mal ao hormônio que controla o açúcar no sangue. Ela está presente em cerca de 85% das pessoas com a síndrome, incluindo 75% das mulheres magras. Essa resistência piora a produção de andrógenos e empurra o corpo para um conjunto de alterações que caminham juntas: obesidade, pré-diabetes, diabetes tipo 2, colesterol alto, pressão elevada e gordura no fígado. É esse pacote metabólico — e não apenas os ovários — que eleva o risco cardiovascular nessas mulheres. "A resistência à insulina faz o tecido gorduroso crescer, principalmente o tecido gorduroso central, visceral. Isso já contribui para o processo inflamatório que traz risco cardiovascular", explica o ginecologista Marcelo Steiner, especialista em Ginecologia Endócrina. Mais da metade das mulheres relata dor severa na colocação do DIU, aponta pesquisa O que isso muda no acompanhamento? 🔴 Desde 2023, já existe uma recomendação internacional orientando a avaliação do risco cardiovascular desde o diagnóstico da SOMP. Mas essa orientação ainda não chegou de forma consistente à rotina de atendimento das mulheres. O novo estudo reforça a urgência de mudar esse cenário. O monitoramento cardiológico não deveria depender da presença de outros fatores de risco já conhecidos, nem esperar a mulher entrar na faixa etária em que doenças cardiovasculares costumam aparecer. Como a SOMP costuma ser diagnosticada ainda na juventude, o rastreamento pode — e, segundo os autores do estudo, deveria — começar ali, décadas antes. No Brasil, as doenças cardiovasculares são a principal causa de morte entre mulheres. Rastrear esse risco desde o diagnóstico de SOMP pode significar identificar e tratar um problema antes que ele evolua para um quadro fatal. É preciso tirar essa mulher da população geral e falar: daqui para frente, a gente vai te acompanhar mais de perto. O seguimento tem que ser muito mais cuidadoso e mais próximo.

  7. Bloqueios ocorrerão de segunda a sexta-feira, das 20h às 4h, por cerca de 15 dias, no trecho entre a Vilarinho e a MG-10, no sentido Centro Divulgação/Prefeitura de BH A Avenida Cristiano Machado, uma das principais vias de Belo Horizonte, terá interdições noturnas a partir desta quinta-feira (23) para o avanço das obras da trincheira no cruzamento com a Avenida Vilarinho. Os bloqueios ocorrerão de segunda a sexta-feira, das 20h às 4h pelos proxímos 15 dias, no trecho entre a Vilarinho e a MG-10, no sentido Centro. As mudanças vão alterar o trânsito, o transporte coletivo e o acesso ao Shopping Estação BH e ao Hospital Risoleta Neves. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MG no WhatsApp As interdições são necessárias para a adequação da rede de gás que passa pela região, etapa indispensável para a continuidade das obras da trincheira. A obra faz parte de uma das intervenções viárias na Região Norte da capital com objetivo de reduzir os congestionamentos. Segundo a Prefeitura de Belo Horizonte, não haverá interdições aos sábados e domingos. Agentes da Unidade Integrada de Trânsito vão atuar na região para orientar motoristas e fazer ajustes na circulação de veículos durante as intervenções. Agora no g1 Veja as mudanças no trânsito Quais são os desvios? Motoristas que seguem pela MG-10 em direção à Avenida Cristiano Machado poderão utilizar dois trajetos: Opção 1: MG-10 → Avenida Pedro I → Rua Bernardo Ferreira da Cruz → Avenida Vilarinho → Avenida Cristiano Machado. Opção 2: Avenida Pedro I → Rua Padre Pedro Pinto → Rua Doutor Álvaro Camargos → Avenida Vilarinho → Avenida Cristiano Machado. Quem segue em direção ao Novo Anel deverá utilizar a Avenida Pedro I durante o período das obras. Já os veículos que saem da Rua das Gabirobas, no Bairro Juliana, com destino ao Centro pela Cristiano Machado, serão desviados pela Rua Malibu. Depois, seguirão pela Avenida Vilarinho e poderão retornar à Cristiano Machado na bacia de contenção existente no local. Como ficam os acessos ao Shopping Estação e ao Hospital Risoleta? Motoristas que seguem do Centro para o Shopping Estação BH deverão acessar a Avenida Vilarinho e a Rua Malibu, que funcionará temporariamente em mão dupla. Quem vem da MG-10 também deverá utilizar uma das rotas alternativas para chegar ao estacionamento G1 do shopping, pela Avenida Vilarinho e Rua das Macieiras. Já o acesso ao Hospital Risoleta Tolentino Neves, para quem vem da MG-10, será feito pela Rua Bernardo Ferreira da Cruz, Avenida Vilarinho, Rua das Melancias, Avenida Doutor Cristiano Guimarães, Avenida Pedro I e Rua Aldemiro Fernandes Torres. Durante as interdições, o ponto de ônibus localizado na Avenida Cristiano Machado, em frente ao Shopping Estação BH, ficará desativado entre 20h e 4h. LEIA TAMBÉM: Órgão ambiental de MG suspende operações da maior produtora de lítio do país Comandante da PM de MG trata morte da capitã Michele como 'violência doméstica e familiar' e defende polícia: 'Não vamos recuar' O que muda para ônibus e transporte por aplicativo? As linhas passarão a atender temporariamente em um ponto instalado na Rua Malibu, número 130. Para usuários de transporte por aplicativo, a orientação é solicitar embarque e desembarque pela Rua Malibu. Quem estiver no Shopping Estação BH também poderá utilizar o ponto de embarque localizado no estacionamento, no piso G2. Obra deve ser concluída em 2028 As obras da trincheira começaram em setembro de 2025 e têm conclusão prevista para o segundo semestre de 2028. O investimento é de R$ 161,6 milhões. O projeto prevê a construção de uma trincheira de até 780 metros de extensão no canteiro central da Avenida Cristiano Machado, além da ampliação do viaduto sobre a linha do metrô, implantação de uma pista de aceleração e melhorias na drenagem, iluminação, pavimentação e paisagismo da região. Veja os vídeos mais assistidos do g1 Minas:

  8. Silvio Carvalho (à esquerda), Ana Costa e Fabiano Salek integram a formação do grupo carioca Sururu na Roda no álbum 'Na linha do tempo' Rogério Von Kruger / Divulgação ♫ NOTÍCIA ♬ Em cena desde 2000, ano em que se formou na familiaridade de encontros nos jardins da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO), o grupo Sururu na Roda já teve várias formações ao longo de 26 anos de atuação. E é como um trio – integrado por Ana Costa (voz e violão), Fabiano Salek (voz e percussão) e Silvio Carvalho (voz e percussão) – que o Sururu arredonda a data e festeja 25 anos de carreira com o álbum “Na linha do tempo”. Em rotação nos players de áudio a partir de amanhã, sexta-feira, 24 de julho, o álbum foi gravado sob direção musical de Rildo Hora, produtor de importância fundamental nas discografias de Beth Carvalho (1946 – 2019), Martinho da Vila e Zeca Pagodinho. Na linha do tempo do repertório formado somente por regravações de sucessos do samba, o grupo carioca vai de Noel Rosa (1910 – 1937) e Vadico (1910 – 1962) – compositores do samba-choro “Conversa de botequim” (1935) – a Dudu Nobre e Roque Ferreira, parceiros em “Água da minha sede”, samba lançado por Zeca Pagodinho em 2000, ano da criação do Sururu na Roda. A cronologia do repertório do álbum “Na linha do tempo” abarca sambas de Martinho da Vila (“Ex-amor”, de 1981) e Gonzaguinha (1945 – 1991), de quem o grupo rebobina o politizado samba “É” (1988). Em seleção dominada por sambas lançados na década de 1980, o Sururu também reabre “Testamento de partideiro” (Candeia, 1976), refaz “Mutirão de amor” (Jorge Aragão, Zeca Pagodinho e Sombrinha, 1983), revive “Seja sambista também” (Arlindo Cruz e Sombrinha, 1984), reacende “Fogo de saudade” (Sombrinha e Adilson Victor, 1986), dá “Sorriso aberto” (Guaraci Sant'anna, o Guará, 1988)” e replanta “Pura semente” (Acyr Marques e Arlindo Cruz, 1989). Obra-prima da parceria de Elton Medeiros (1930 – 2019) com Zé Kétti (1921 – 1999), “Mascarada” (1966) também ganha registro do Sururu no álbum em gravação feita com a adesão de Mart'nália. Já Marcelo Caldi toca piano em “Conversa de botequim”, “É”, “Ex-amor” e “Fogo de saudade”. Além de ter feito a direção musical do álbum “Na linha do tempo”, Rildo Hora toca realejo em nove das 12 faixas. Capa do álbum 'Na linha do tempo', do grupo Sururu na Roda Rogério Von Kruger / Divulgação

  9. Na Casa Branca, Lula e Donald Trump discutem terras raras, crime organizado e comércio Jornal Nacional/ Reprodução As tarifas de 25% recentemente anunciadas pelos Estados Unidos contra o Brasil têm levado empresas brasileiras a buscar alternativas ao mercado americano. Uma estimativa recente do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) indicou que cerca de 18% das exportações brasileiras para os EUA devem ser afetadas pelo novo tarifaço, o equivalente a US$ 7,4 bilhões (R$ 37,7 bilhões). 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Para representantes de diferentes setores da economia ouvidos pelo g1, porém, diversificar mercados leva tempo, exige investimentos e não evita os impactos imediatos sobre exportações, empregos e faturamento. Além disso, empresários defendem uma redução da carga tributária e medidas para conter o avanço das importações, ampliando o espaço da indústria nacional no mercado interno como forma de amenizar os efeitos do tarifaço. Agora no g1 Busca por novos mercados esbarra em custos e concorrência global O vaivém das tarifas americanas tem provocado uma enorme instabilidade para os setores exportadores desde o ano passado. Veja a cronologia das tarifas. Segundo o presidente-executivo da Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados), Haroldo Ferreira, muitas empresas que ainda tinham fôlego financeiro no ano passado conseguiram negociar com seus importadores e dividir o custo da tarifa adicional. “Mas essa estratégia começou a ficar mais difícil neste ano com a nova rodada de tarifas”, afirma. Setores afetados pelas novas tarifas estão se reunindo com representantes do governo para apresentar as principais demandas de cada segmento e discutir medidas de apoio. Ainda assim, alguns demonstram preocupação com os efeitos financeiros das novas tarifas e defendem que a negociação diplomática para reduzir ou retirar a alíquota continua sendo a melhor alternativa. É o caso, por exemplo, do setor moveleiro. Segundo Cândida Cervieri, diretora-executiva da Associação Brasileira das Indústrias do Mobiliário (Abimóvel), cerca de 30% das exportações do segmento têm como destino os EUA. “Já enfrentamos um impacto muito grande em polos industriais de São Paulo, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Paraná e Minas Gerais, que registraram uma forte onda de demissões”, afirma a executiva, reiterando a estimativa de cerca de 10 mil desligamentos desde o ano passado. Cervieri ressalta que, embora as empresas estejam buscando novos mercados, essa estratégia leva tempo para produzir resultados. “Existe todo um processo de construção de confiança entre parceiros comerciais, e cada mercado tem características próprias. Além disso, o mundo inteiro está lidando com as tarifas impostas por Trump e buscando novos mercados, o que aumenta a concorrência global”, completa. Sapatos em uma linha de produção na fabricante brasileira de calçados Kissol, em meio à imposição de novas tarifas americanas sobre diversos produtos brasileiros, incluindo a indústria calçadista, que tem os EUA como seu principal mercado externo. Joel Silva/Reuters O que a indústria pede ao governo para enfrentar o tarifaço Representantes da indústria destacam a importância de manter o diálogo diplomático com o governo americano e com interlocutores brasileiros que atuam nos EUA. Essa discussão também envolve a eventual aplicação da Lei da Reciprocidade Econômica, que permite ao governo brasileiro adotar medidas de resposta contra países ou blocos econômicos que imponham barreiras comerciais, legais ou políticas ao Brasil. “Precisamos manter as portas abertas para o diálogo e seguir negociando. É preciso reconhecer que a política comercial dos EUA é injusta, mas é o cenário atual. Precisamos encontrar pontos de convergência para buscar uma solução favorável para os dois lados”, afirma o diretor-superintendente da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit), Fernando Pimentel. Além das negociações, diversos setores da economia já apresentaram propostas ao governo para fortalecer a indústria brasileira diante das novas tarifas. Na terça-feira, por exemplo, o presidente-executivo da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), José Velloso, reuniu-se com o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, para discutir medidas emergenciais voltadas à preservação da competitividade das exportações brasileiras. Entre outros pontos, o setor propôs: o fortalecimento do Reintegra, programa que devolve às exportadoras parte dos tributos pagos ao longo da cadeia produtiva; um crédito-prêmio à exportação, que geraria créditos tributários para compensar impostos; e a adoção de um regime especial de diferimento de tributos federais, permitindo que empresas tenham mais prazo para pagar impostos. “Outro desafio que discutimos com o governo é a adoção de medidas complementares que utilizem os instrumentos já previstos na legislação para conter o avanço das importações”, diz Ferreira, da Abicalçados. Segundo os executivos, o mercado interno, visto como uma alternativa para compensar parte das perdas nas exportações, enfrenta forte concorrência de produtos importados. De acordo com Pimentel, da Abit, as importações cresceram neste ano, tanto no comércio tradicional, realizado por contêineres, quanto nas compras feitas por plataformas internacionais de comércio eletrônico, as chamadas pequenas encomendas. “Temos de buscar uma internacionalização cada vez maior, mas também precisamos enfrentar o custo Brasil e outros fatores que ainda dificultam o crescimento das empresas nacionais. Precisamos encontrar um equilíbrio nesse processo”, conclui. Entenda as novas tarifas anunciadas pelos EUA Na semana passada, o governo americano confirmou a aplicação de uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros após concluir uma investigação comercial conduzida pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês). A medida, porém, conta com uma extensa lista de exceções. O governo brasileiro reagiu afirmando que a decisão não tem justificativa econômica e teria sido motivada por razões políticas. A tarifa entra em vigor nesta quarta-feira (22). Além disso, na terça-feira (21), o representante comercial dos EUA, Jamieson Greer, afirmou, em entrevista à CNBC, que o governo americano deve anunciar novas tarifas para aproximadamente 60 países nos próximos dias. Nesse caso, a alíquota adicional deve variar entre 10% e 12,5% e seria aplicada a países que, segundo o governo americano, falharam em proibir ou fiscalizar adequadamente a importação de mercadorias produzidas com trabalho forçado.

  10. Céu escuro e nuvens carregadas na região leste da cidade de São Paulo (SP), na tarde de 14 de janeiro de 2025. Fábio Vieira/Fotorua/Estadão Conteúdo A frente fria que começou a mudar o tempo no Centro-Sul do Brasil vai avançar nesta quinta-feira (23) e espalhar chuva por São Paulo e Mato Grosso do Sul. Ao longo do dia, as instabilidades também chegam ao sul de Minas Gerais e a áreas do Rio de Janeiro. A passagem do sistema também favorece a queda das temperaturas em parte dessas regiões. A frente deve inclusive continuar influenciando o tempo entre o Sul, o Sudeste e o Centro-Oeste nos próximos dias. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Segundo a Climatempo, a mudança mais significativa vai ocorrer em São Paulo entre esta quinta e a próxima sexta-feira (24). A chuva vai começar pelas áreas do oeste, sudoeste e sul paulista e deve avançar para o centro, o litoral e a Região Metropolitana de São Paulo. Há risco de pancadas fortes e temporais isolados, principalmente no interior. Na capital paulista, a quinta-feira será marcada por aumento da nebulosidade e períodos de chuva. A temperatura já fica mais baixa e não deve subir muito. Na sexta, a tendência é de um dia ainda mais fechado, chuva frequente e máxima perto dos 20°C em São Paulo (SP). 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça A chuva também ganha força em Mato Grosso do Sul. As áreas mais atingidas devem ficar no centro-sul, sudeste e leste do estado, onde podem ocorrer pancadas fortes, trovoadas e rajadas de vento. Por causa disso, o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) mantém avisos para tempestades em municípios do sul sul-mato-grossense. Agora no g1 A maior quantidade de nuvens também vai derrubar a temperatura. Em Campo Grande (MS), a máxima desta quinta deve ficar perto dos 24°C, valor mais baixo do que o registrado nos últimos dias. No Rio de Janeiro, a mudança começa de forma mais gradual. A quinta-feira ainda terá períodos de tempo firme e máxima perto dos 28°C no Rio de Janeiro (RJ), mas a nebulosidade aumenta ao longo do dia e há chance de chuva fraca à noite. Na sexta-feira, a temperatura máxima pode cair para perto dos 25°C. ☁️ Veja a previsão do tempo na sua cidade Já em Minas Gerais, a chuva fica mais concentrada no sul do estado e no Triângulo Mineiro. Belo Horizonte (MG) ainda deve ter predomínio de sol nesta quinta, máxima perto dos 28°C e pouca chance de chuva. Apesar da chegada da frente fria, grande parte do centro do Brasil continua sob influência do ar seco. Goiás, o Distrito Federal, boa parte de Mato Grosso e o centro-norte de Minas Gerais ainda devem registrar baixos índices de umidade durante as tardes. Em algumas áreas do Centro-Oeste, a umidade relativa do ar pode ficar entre 12% e 20%, faixa considerada de atenção pela possibilidade de impactos à saúde e pelo aumento do risco de queimadas. Cuiabá (MT), por exemplo, ainda deve ter tempo firme e máxima perto dos 32°C. Brasília (DF) pode registrar mínima de 14°C. LEIA TAMBÉM: Raro e espetacular: caverna no Brasil só recebe luz por 3 meses e vira cenário de outro planeta Como Peru transformou um dos desertos mais áridos do mundo em um centro de produção de alimentos 80% dos corais do planeta sofreram branqueamento moderado ou severo, mostra estudo inédito Previsão de chuva nesta quinta em todo o país. CPTEC/Inpe No Sul, a chuva perde força nesta quinta em boa parte do Rio Grande do Sul, mas ainda aparece no Paraná e em áreas de Santa Catarina. Curitiba (PR) terá um dia frio, muita nebulosidade e períodos de garoa, e a máxima deve ficar abaixo dos 20°C. Porto Alegre (RS) também terá temperaturas mais baixas e melhora gradual do tempo ao longo desta quinta. A trégua, porém, não deve durar muitos dias. A partir de sexta-feira, novas áreas de instabilidade voltam a alcançar o Rio Grande do Sul. A preocupação aumenta principalmente a partir de domingo (26), quando há previsão de uma nova rodada de chuva intensa sobre cidades gaúchas. Esse novo período chuvoso pode se prolongar até a quarta-feira (29). Os volumes acumulados podem chegar a cerca de 250 milímetros em alguns pontos do estado durante o período, o que aumenta a atenção para áreas já atingidas por episódios recentes de chuva. Temperaturas mínimas previstas para esta quinta em todo o Brasil. CPTEC/Inpe No Nordeste, a chuva continua principalmente na faixa litorânea. Entre Alagoas, Pernambuco, Paraíba e Rio Grande do Norte, há possibilidade de volumes mais elevados nesta quinta-feira, além de risco de pancadas fortes em alguns momentos. Cidades de áreas próximas ao litoral, entre elas Natal (RN), João Pessoa (PB), Recife (PE) e Maceió (AL), estão entre os pontos sujeitos a períodos de chuva mais intensa. Salvador (BA) também pode registrar pancadas. Na sexta-feira, a chuva tende a ficar ainda mais concentrada perto da costa. O interior nordestino segue majoritariamente seco, sobretudo no sul do Maranhão, grande parte do Piauí e no oeste da Bahia, onde a umidade também pode cair bastante. Na Região Norte, a chuva aparece de forma irregular. Os maiores volumes devem atingir principalmente o oeste do Amazonas, além de partes de Roraima, Amapá e do litoral do Pará. Em outras áreas, o calor predomina e as pancadas ficam mais isoladas. No Tocantins, a preocupação maior continua sendo o tempo seco. Palmas (TO) pode chegar aos 37°C, uma das maiores temperaturas previstas entre as capitais neste período. 📱GloboPop: confira o palco do Jornal Nacional na plataforma de vídeos verticais da Globo Indicadores sobre o clima estão em alerta vermelho LEIA TAMBÉM: Cientistas descobrem formação geológica no Triângulo das Bermudas que pode explicar mistérios da região Japoneses processam governo por inação climática e pedem indenização É #FAKE que Amazônia não contribui para equilibrar clima do mundo

  11. Destroços de avião desaparecido há 74 anos são encontrados no mar Foi uma etiqueta de mala que apareceu boiando na costa da Flórida que ajudou a resolver um dos maiores mistérios da aviação civil recente. Em 2019, Russ Matthews, presidente da Air/Sea ​Heritage Foundation, viu uma notícia de jornal dizendo que havia sido encontrada a etiqueta da bagagem que estava no DC-4 batizado de "Clipper Endeavor", que caiu no mar em 1952. ➡️ Os destroços de um avião da Pan Am que estava desaparecido havia 74 anos foram finalmente encontrados por exploradores no mar. A descoberta foi anunciada na terça-feira (21). O acidente, que ocorreu após a aeronave decolar de Porto Rico, matou 52 pessoas e mudou as normas de segurança da aviação comercial (leia mais abaixo). ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Mas por que a aeronave demorou tanto tempo para ser encontrada? Em primeiro lugar, é preciso dizer que, desde os anos 1950, mais de meio século se passou até que as buscas pelo Clipper Endeavor fossem retomadas. A história começa de fato em 2019, quando o pesquisador Russ Matthews leu uma notícia sobre uma etiqueta de bagagem do voo que havia aparecido na costa da Flórida. Se nos anos 1950 os exploradores contavam com pouco mais do que mapas feitos à mão e diagramas de correntes marítimas, atualmente a tecnologia avançou muito mais: de sonares mais sofisticados até modelos matemáticos criados por inteligência artificial para estimar a localização provável dos destroços. Investigadores acreditam que um dos principais motivos para a demora em encontrar o avião é que a aeronave, de modelo Douglas DC-4, se partiu em dois pedaços quando afundou no oceano. O avião se acidentou ao realizar um pouso forçado no mar logo após decolar de Porto Rico, em 11 de abril de 1952. A partir dali da etiqueta, Matthews passou anos analisando arquivos da Pan Am, da Guarda Costeira dos Estados Unidos e relatórios do então Conselho de Aeronáutica Civil, órgão que antecedeu a Administração Federal de Aviação (FAA). No entanto, a chave para encontrar os destroços estava em registros de uma audiência realizada em Porto Rico sobre o acidente. Ali, foi encontrado um mapa que estimava o local da queda, elaborado por pilotos da Força Aérea que testemunharam o ocorrido enquanto realizavam um voo de treinamento na região. Uma primeira tentativa de localizar os destroços, em 2024, fracassou por causa do mau tempo. Neste ano, porém, Matthews contou com a ajuda da empresa Deep Sea Vision, especializada em exploração submarina. “Estamos todos surpresos e entusiasmados com essa descoberta, mas também nos sentimos humildes ao lembrar o que aconteceu naquele lugar há tanto tempo”, disse Russ Matthews, presidente da Air/Sea Heritage Foundation. Destroços de avião desaparecido há 74 anos são encontrados no mar Voo Pan Am 526A O DC-4 da Pan Am perdeu potência logo após pouco depois de decolar de Porto Rico e fez um pouso forçado no oceano. O voo tinha como destino Nova York e levava 69 pessoas. Os 17 sobreviventes disseram aos investigadores que todos os passageiros e tripulantes sobreviveram ao impacto. O drama começou logo depois, já que muitos passageiros não encontravam os coletes salva-vidas, e a tripulação enfrentava dificuldades para retirar os botes infláveis. Em poucos minutos, a aeronave afundou. Os destroços foram localizados no mês passado por uma equipe que utilizou um drone submarino autônomo equipado com sonar de alta resolução. A fuselagem e a cauda do avião estavam a cerca de 2 mil pés de profundidade, o equivalente a aproximadamente 610 metros. Esta imagem sem data, fornecida pela Fundação Histórica da Pan Am na terça-feira, 21 de julho de 2026, mostra o avião Clipper Endeavour Pan Am Historical Foundation via AP Segundo o especialista em segurança da aviação John Cox, o acidente se tornou um marco para a indústria. "Este incidente se tornou um catalisador e ajudou a impulsionar avanços na segurança, como melhores equipamentos de flutuação e briefings pré-voo", afirmou em entrevista à Associated Press. "Portanto, este é um passo importante no caminho para o que hoje desfrutamos como segurança da aviação. Foi um grito de guerra na época." Atualmente, antes da decolagem, comissários orientam os passageiros sobre a localização das saídas de emergência, dos coletes salva-vidas e a forma correta de utilizá-los, um procedimento que ganhou força após o desastre. Além do valor histórico, a descoberta também pode trazer esperança para familiares de vítimas de outros acidentes ocorridos no mar, como o desaparecimento do voo MH370 da Malaysia Airlines, em 2014, que levava 239 pessoas a bordo. Anos de pesquisa Imagem mostra o logotipo da Pan Am entre os destroços do Clipper Endeavou Air/Sea Heritage Foundation e Deep Sea Vision via AP Imagem mostra destroços do voo da Pan Am no fundo do mar Air/Sea Heritage Foundation and Deep Sea Vision via AP Em abril, uma embarcação da empresa que transportava um drone submarino equipado com sensores capazes de detectar a aeronave iniciou as buscas. Com base nas pesquisas históricas e em dados meteorológicos da época do acidente, os exploradores delimitaram uma área de cerca de 34 quilômetros quadrados. O drone encontrou os destroços logo na primeira varredura, embora a equipe só tenha percebido isso quando o equipamento retornou à superfície e as imagens foram descarregadas. O momento foi registrado pela equipe do programa "Expedition Unknown", do Discovery Channel. Nas imagens divulgadas nesta terça-feira, é possível ouvir a reação dos pesquisadores quando a silhueta do avião aparece na tela. VÍDEOS: mais assistidos do g1

  12. Quadrilha que roubava remédios para câncer fez mais de 50 assaltos e ameaçou abastecimento Uma investigação da Delegacia de Roubos e Furtos de Cargas (DRFC) revela que a quadrilha especializada em roubar cargas de medicamentos praticou mais de 50 assaltos em 3 anos e meio. Segundo a Polícia Civil, o prejuízo provocado pelos crimes passa de R$ 30 milhões. De acordo com a polícia, o volume de cargas roubadas chegou a comprometer o abastecimento de serviços públicos essenciais. “O volume de roubo praticado por essas quadrilhas, por essa quadrilha, ele é tão significativo que chegou a comprometer, em certa medida, o abastecimento de serviços públicos essenciais”, disse o delegado da DRFC, André Prates. O grupo que assaltava os caminhões recebia apoio de traficantes do Complexo da Maré, mas a quadrilha era comandada em São Paulo. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias do RJ em tempo real e de graça Quadrilha serrava carroceria de caminhões para roubar medicamentos Reprodução/TV Globo Imagens mostram os roubos Somente em maio deste ano, a DRFC registrou quatro roubos com a mesma dinâmica. Em um dos casos, pouco depois das 6h, no bairro Vila Maria Helena, em Duque de Caxias, um carro escuro e um caminhão, ocupados pelos criminosos que se preparavam para o ataque, seguiam à frente de duas motocicletas. O piloto da segunda moto saca uma arma e ordena que um carro de passeio e um caminhão branco, que vinham logo atrás, parem. Os motoristas obedecem imediatamente. O carro da frente fazia a escolta da carga. Dois homens saem do veículo com as mãos para o alto e correm, mesmo com os assaltantes gritando para que voltarem. O motorista do caminhão é rendido. Imagens mostram que os criminosos usam uma ferramenta semelhante a uma serra elétrica para abrir a lateral do baú. A ação durou cerca de dez minutos. Os ladrões fizeram um buraco na carroceria e retiraram caixas com medicamentos avaliados em R$ 1,1 milhão, segundo as notas fiscais apresentadas na delegacia. “Eles nem arrombaram o caminhão. Rasgaram a lateral do caminhão com uma serra elétrica.” Quadrilha roubava medicamentos no Rio Reprodução/TV Globo Conversa interceptada Durante as investigações, a polícia interceptou uma conversa entre dois bandidos que planejavam um novo ataque. Segundo os investigadores, "TN", citado pelos criminosos, seria um traficante do Complexo da Maré. Bandido 1: “Maluco quer dar um caminhão de remédios lá para o TN lá, tá ligado? O maluco vai dar, só que o Camelo tem que cortar a lateral. Não pode abrir, senão berra na empresa, tá ligado? Só que tem que arrumar aquela p* elétrica, tá ligado? Como é que a gente vai ligar isso na rua? " Bandido 2: “A lixadeira é 200 merréis, pô. Dá para comprar. Só que tem que fazer o maior cortão, ne?! A chapa deve ser de alumínio, deve cortar rapidinho.” LEIA TAMBÉM: Operação mira roubos de remédios para câncer; esquema em 4 estados e com apoio do TCP movimentou R$ 33 milhões Jaguar de preso em operação tinha R$ 4,6 milhões em remédios de câncer roubados 2 semanas antes VÍDEO mostra ataque de quadrilha que roubava remédios para câncer Remédios para pacientes com câncer Em outro assalto, no início deste ano, a quadrilha levou um caminhão para dentro da Vila do João, no Complexo da Maré. Imagens mostram um homem de capuz vermelho cortando a porta do veículo com uma ferramenta semelhante à utilizada em outros roubos. O motorista foi obrigado a indicar onde estavam os medicamentos destinados ao tratamento de câncer. Na sequência, os criminosos transferiram as caixas para outro caminhão. Os medicamentos, usados por pacientes em estado debilitado, foram retirados sem qualquer cuidado com a conservação. Os assaltantes jogaram os isopores enquanto faziam o transbordo da carga, que seria revendida pela organização criminosa. Depois do roubo, os criminosos ainda conferiram a nota fiscal dos medicamentos. Investigação Fernanda Rodrigues França, Stefano Montovani Fernandes e Umberto Xavier de Lima Reprodução/TV Globo Segundo a polícia, um dos homens que aparece nas imagens é Ronald Gonçalves da Silva, conhecido como Talarico. Ele está foragido. Até esta terça-feira (21), segundo a investigação, Ronald levava uma vida aparentemente normal. Em uma foto publicada por ele no último fim de semana, Ronald aparece correndo na orla de Copacabana. Ainda de acordo com a Polícia Civil, Ronald coordenava os assaltos e fazia a ligação do esquema com Fernanda Rodrigues França e Umberto Xavier de Lima, presos nesta terça. Os investigadores afirmam que Fernanda e Umberto enviavam os medicamentos roubados para empresas de fachada, onde eram revendidos. O chefe do esquema seria Stefano Mantovani Fernandes. Ele foi preso nesta terça em Santo André, no Grande ABC. Stefano Montovani Fernandes foi preso em Santo André (SP) Reprodução/TV Globo Os agentes apreenderam num dos carros dele remédios roubados no início do mês, perto de Campinas. A carga foi avaliada em R$ 4,6 milhões. Nesta quarta-feira (22), mais quatro carros apreendidos com Stefano chegaram à Cidade da Polícia. A frota é avaliada em cerca de R$ 1 milhão. “É importante mencionar que essa investigação não se trata apenas de um roubo de carga, mas sim de uma ameaça direta à vida de pacientes oncológicos”, disse o delegado de Polícia Civil, Luiz Eduardo Moura. Polícia apreende Jaguar com carga de remédios contra o câncer O que dizem os citados A defesa de Fernanda Rodrigues de França disse que a verdade dos fatos será integralmente reconhecida no final do processo. A defesa de Umberto Xavier de Lima diz que não é o momento oportuno para se manifestar fora do processo. O RJ2 não conseguiu contato com as defesas dos outros acusados. 🟩O g1 Rio está no GloboPop, o novo aplicativo de vídeos curtos verticais da Globo, disponível gratuitamente no seu celular. Lá no app, você pode seguir o palco do g1 Rio para não perder nenhum episódio. Baixe o GloboPop.

  13. g1 em 1 minuto: CNPJ com letras e números entra em vigor em julho A Receita Federal anunciou uma parada programada nos sistemas do Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) para concluir a implantação do CNPJ Alfanumérico, novo padrão de identificação das pessoas jurídicas no Brasil que passará a combinar letras e números. A interrupção está prevista para ocorrer entre as 21h desta quinta-feira (23) e as 7h da próxima segunda-feira (27). Durante esse período, diversos serviços relacionados ao CNPJ terão funcionamento limitado ou ficarão temporariamente indisponíveis. 🔎 A mudança faz parte do processo de modernização dos cadastros da Receita e busca ampliar a quantidade de combinações disponíveis para novos registros, diante do crescimento contínuo de inscrições no país. Segundo a Receita Federal, a paralisação ocorrerá em duas etapas: Fase de consulta exclusiva Das 21h do dia 23 de julho até as 7h do dia 25 de julho; A base do CNPJ funcionará apenas para consultas; Não será possível realizar inscrições, baixas, alterações ou atualizações cadastrais. Indisponibilidade total A partir das 7h do dia 25 de julho; O sistema ficará totalmente indisponível para conclusão da migração tecnológica; Serviços integrados, como o Portal Único Siscomex, também serão afetados. A previsão é que todos os sistemas sejam restabelecidos às 7h de segunda-feira (27), já adaptados para operar com o novo modelo alfanumérico. O primeiro CNPJ no novo formato está previsto para ser emitido em 31 de julho. Apesar da novidade, a Receita esclarece que a adoção será gradual e que nem todos os cadastros realizados após essa data receberão automaticamente números com letras. Para evitar transtornos, o Sebrae orienta que empreendedores antecipem procedimentos cadastrais, atualizações de registros e operações que dependam da consulta à base do CNPJ antes do início da paralisação. Com essa mudança, o novo número de identificação do CNPJ terá 14 posições. As oito primeiras identificarão a raiz do novo número, compostas por letras e números; As quatro seguintes representarão a ordem do estabelecimento, também alfanuméricas; As duas últimas posições, que correspondem aos dígitos verificadores, continuarão a ser numéricas. No caso dos dígitos verificadores, para manter os algarismos nos futuros CNPJs, os valores numéricos e alfanuméricos serão substituídos pelo valor decimal correspondente ao código da tabela ASCII (Código Padrão Americano para Intercâmbio de Informações), usada pela maior parte da indústria de computadores. Do código da tabela ASCII, será subtraído o valor 48. Dessa forma, a letra A equivalerá a 17, B a 18, C a 19 e assim por diante. Veja abaixo oito perguntas e respostas sobre a mudança: O que é o CNPJ alfanumérico? Quem vai receber CNPJ com letras? O procedimento de inscrição do CNPJ vai mudar? O que as empresas precisam fazer? Empresas e profissionais já inscritos precisam fazer algo? O que muda no cálculo do Dígito Verificador? Qual a ligação com a reforma tributária? Haverá algum custo para as empresas com essa mudança? 1. O que é o CNPJ alfanumérico? É o novo modelo de identificação das pessoas jurídicas no Brasil. Em vez de utilizar apenas números, o novo CNPJ combinará letras (de A a Z) e números (de 0 a 9), mantendo o total de 14 caracteres. A estrutura visual será semelhante à atual, mas com a inclusão de caracteres alfanuméricos. (confira no exemplo abaixo) Sistema atual vs. nova tipologia Receita Federal 2. Quem vai receber CNPJ com letras? Apenas novas inscrições a partir da data de início — como empresas recém-criadas, filiais, produtores rurais, condomínios e profissionais liberais — receberão o CNPJ com letras. O formato atual, composto exclusivamente por números, continuará válido. Não será necessário nenhum procedimento adicional por parte dos contribuintes junto à Receita Federal ou aos órgãos estaduais e municipais. 3. O procedimento de inscrição do CNPJ vai mudar? Não. O processo para abertura de empresas e solicitação de CNPJ continuará o mesmo. A única diferença é que o número gerado poderá conter letras. Segundo a Receita, após atualização, todos os sistemas estarão preparados e integrados à Rede Nacional para a Simplificação do Registro e da Legalização de Empresas e Negócios (REDESIM). 4. O que as empresas precisam fazer? Empresas e sistemas que lidam com emissão de notas fiscais ou controle tributário precisarão adaptar seus softwares, bancos de dados e rotinas internas. Podem ocorrer falhas na emissão de documentos fiscais, dificuldades com fornecedores ou atrasos no cumprimento de obrigações tributárias. 5. Empresas e profissionais já inscritos precisam fazer algo? Não. Nenhuma ação será necessária junto a órgãos federais, estaduais ou municipais. Os sistemas públicos serão atualizados para aceitar tanto o formato atual quanto o novo. A expectativa, segundo a Receita, é que essa adaptação ocorra de forma automática e transparente para as empresas. 6. O que muda no cálculo do Dígito Verificador? O Dígito Verificador (DV), número que aparece no final do CNPJ e serve para validar sua autenticidade, continuará sendo calculado pelo método do Módulo 11 — um tipo de verificação matemática —, agora adaptado para incluir letras no cálculo. Cada caractere será convertido em um valor numérico com base na tabela ASCII, que atribui um número específico a cada símbolo, e dele será subtraído o valor 48. Por exemplo: a letra A corresponde ao número 65 na tabela ASCII e, para o cálculo, será utilizado o valor 17 (que é o resultado de 65 menos 48). A Receita Federal disponibilizará rotinas de cálculo em linguagens de programação populares para facilitar essa adaptação técnica. 7. Qual a ligação com a reforma tributária? O novo CNPJ faz parte do processo de modernização do sistema tributário. A mudança prepara o caminho para a implementação de dois novos tributos: a CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços) e o IBS (Imposto sobre Bens e Serviços), que visam unificar e simplificar diversos impostos atualmente em vigor. Para isso, será necessário contar com sistemas mais modernos e integrados. O novo CNPJ alfanumérico contribui nesse processo ao ampliar a capacidade do sistema, facilitar a separação entre despesas pessoais e profissionais e automatizar processos como a recuperação de créditos tributários. 8. Haverá algum custo para as empresas com essa mudança? Sim. As empresas precisarão atualizar seus sistemas para reconhecer o novo CNPJ com letras e calcular corretamente o Dígito Verificador. Essas adaptações podem gerar custos técnicos, especialmente em softwares de emissão de notas fiscais e bancos de dados. Fachada da Receita Federal, em Brasília. Marcelo Camargo/Agência Brasil Baixe o GloboPop para assistir a vídeos curtos verticais da Globo

  14. Tarifas dos EUA expõem relação comercial que beneficia os dois países As tarifas adicionais de 25% impostas pelos Estados Unidos sobre parte das exportações brasileiras entraram em vigor nesta quarta-feira (22), com impacto concentrado nos setores mais dependentes do mercado americano. Economistas ouvidos pelo g1 avaliam que a medida não deve provocar uma crise na economia brasileira como um todo, mas pode pressionar parte das empresas, que terão dificuldade para encontrar novos compradores no curto prazo. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 O efeito, porém, ocorre em um cenário diferente do de duas décadas atrás. Os EUA perderam participação no comércio exterior brasileiro. Em 2005, o mercado americano absorvia cerca de um quinto das exportações do país, o equivalente a aproximadamente 19% do total embarcado. Em 2025, essa participação havia recuado para cerca de 12%. No primeiro semestre de 2026, a fatia caiu para 9,4%. Os dados são do Comexstat, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). No mesmo período, a China consolidou sua posição como principal destino das exportações brasileiras, respondendo por mais de 30% das vendas ao exterior. Infrográfico g1 Para o Brasil, o principal desafio do tarifaço não está apenas na perda de vendas para o mercado americano, mas na capacidade de encontrar novos destinos para essas exportações sem trocar uma dependência por outra e, ao mesmo tempo, aumentar a competitividade da indústria brasileira. Para Leonardo Paz, pesquisador do Núcleo de Prospecção e Inteligência Internacional da FGV, a perda de protagonismo dos EUA era inevitável com a ascensão da China como principal parceiro comercial do Brasil desde 2009. Segundo ele, o Brasil aproveitou principalmente o crescimento econômico da China e a demanda por commodities agrícolas e minerais brasileiras. Na mesma linha, Marcos Crivelaro, economista da Fundação Vanzolini, afirma que as tarifas representam "um choque para alguns segmentos da economia, mas não uma crise estrutural". Para Crivelaro, o Brasil chega a esse momento com uma pauta exportadora mais diversificada e presença crescente em mercados asiáticos e outras economias emergentes. O presidente dos EUA, Donald Trump, durante um pronunciamento à nação no Salão Leste da Casa Branca, em Washington SAUL LOEB/Pool via REUTERS O que muda na prática para as empresas A capacidade de substituir o mercado americano varia conforme o tipo de produto. Segundo estimativas da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), 57% das exportações brasileiras para os EUA permaneceram sem incidência das novas tarifas. Ao todo, 2,4 mil empresas foram diretamente afetadas, e 74% delas já exportam para outros países. Os especialistas ressaltam, porém, que a diversificação, por si só, não compensa toda a perda no mercado americano. Roberto Dumas, professor do Insper especializado em economia chinesa, explica que as commodities têm maior facilidade de redirecionamento porque são produtos padronizados e negociados globalmente. Já os bens industrializados enfrentam obstáculos maiores. "Calçados, por exemplo, são muito mais difíceis de redirecionar", afirma. Segundo ele, produtos manufaturados costumam ser desenvolvidos para atender características específicas de cada mercado, o que dificulta encontrar novos compradores rapidamente. Cerca de 18% das exportações brasileiras devem ser efetivamente atingidas pelas tarifas, e a abertura de novos mercados não acontece de forma imediata. "O Brasil consegue abrir novos mercados? Sim. É o que ele está fazendo. Mas isso exige tempo", afirma Crivelaro. Segundo o economista, esse processo envolve negociações sanitárias, homologações técnicas, adaptação logística, construção de cadeias de fornecedores e contratos internacionais. Em média, a entrada em um mercado completamente novo pode levar de 12 a 36 meses. Entre os destinos com maior potencial, ele cita a Índia, países do Sudeste Asiático — como Indonésia, Vietnã, Tailândia, Filipinas, Malásia e Singapura —, além do Oriente Médio. Na África, vê oportunidades mais pulverizadas em economias como Angola, África do Sul, Nigéria e Egito. Em 2025, mesmo com o tarifaço, as exportações brasileiras bateram recorde de US$ 348,7 bilhões (R$ 1,774 trilhão), e mais de 40 mercados registraram o maior volume de compras da série histórica. É o caso de Índia, Canadá, Turquia, Paraguai, Uruguai, Suíça, Paquistão e Noruega. Os embarques para a China cresceram 6%, para a União Europeia, 3,2%, e para a Argentina, 31,4%, impulsionados principalmente pelo setor automotivo, segundo o MDIC. Apesar do potencial, Dumas ressalta que diversificar não significa substituir uma dependência por outra. "É sempre importante que os países diversifiquem suas exportações. Isso não significa que o Brasil deva ficar completamente dependente da China apenas porque a participação desse mercado nas nossas exportações passou de 28% para 32%, enquanto a dos Estados Unidos caiu de 12% para 9%", explica. Segundo ele, o ideal seria manter os EUA como um parceiro relevante, enquanto o Brasil amplia sua presença em outros mercados. Nem todos, porém, acreditam que a diversificação geográfica seja suficiente para compensar as perdas. Fabrizio Panzini, diretor de Relações Governamentais e Políticas Públicas da Amcham Brasil, afirma que a principal diferença está no perfil dos produtos vendidos aos americanos. Enquanto cerca de 80% das exportações brasileiras para os EUA são compostas por produtos industriais, a pauta destinada aos demais mercados é mais concentrada em commodities. Por isso, o Brasil não consegue simplesmente compensar uma eventual perda no mercado americano com mais vendas de soja para a China. São produtos diferentes, produzidos por setores distintos da economia. Enquanto exportadores de commodities, como carne e café, buscam ampliar as vendas para outros mercados, indústrias de máquinas, equipamentos, madeira, móveis, cerâmica e calçados afirmam que o redirecionamento é mais complexo, porque seus produtos atendem a cadeias produtivas específicas e exigem novos processos de homologação, certificação e negociação com compradores. A Confederação Nacional da Indústria (CNI), por exemplo, avaliou que a sobretaxa agrava um cenário que já pressionava as vendas brasileiras para os EUA e aumenta a insegurança para empresas dos dois países. (leia mais nesta reportagem) "Os efeitos do aumento de tarifas dos Estados Unidos estão sendo cada vez mais sentidos pela indústria brasileira: 20 dos 27 estados reduziram suas exportações ao mercado norte-americano no primeiro semestre. O cenário tende a piorar, corroendo ainda mais a competitividade da indústria brasileira", afirmou o presidente da CNI, Ricardo Alban. EUA devem anunciar em breve novas tarifas sobre trabalho forçado para 60 países Tarifaço de Trump: veja a lista de produtos que ficaram isentos e os que serão impactados pela nova taxa Tarifaço redesenha mapa das exportações brasileiras; vendas para a China bateram recorde Jornal Nacional/ Reprodução O papel do Brasil nisso tudo Para os especialistas, aproveitar novos mercados depende menos das tarifas e mais da capacidade de o país resolver problemas internos de competitividade. Leonardo Paz defende uma política industrial baseada em inovação, produtividade e contrapartidas para empresas beneficiadas por incentivos públicos, como metas de exportação, investimentos em tecnologia e manutenção de empregos. Ele também cita a necessidade de simplificar o sistema tributário, reduzir a burocracia no comércio exterior, melhorar a infraestrutura logística e ampliar os investimentos em educação e tecnologia. "Na minha opinião, tornar o Brasil mais competitivo depende muito mais das mudanças internas do que do cenário externo", explica Paz. A avaliação é compartilhada por José Augusto de Castro, presidente executivo da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB). Para ele, o principal obstáculo continua sendo o Custo Brasil. "O tarifaço apenas agravou uma situação que já não vinha evoluindo. O custo de produzir no Brasil vem aumentando ao longo dos últimos anos e, com as tarifas, houve um salto repentino." Segundo Castro, o país é competitivo em commodities, mas enfrenta dificuldades para exportar produtos manufaturados. Por isso, defende reduzir custos estruturais antes de ampliar acordos comerciais. Uma estimativa do Movimento Brasil Competitivo (MBC), em parceria com a FGV, mostra que empresas brasileiras têm maior dificuldade para competir internacionalmente em produtos de maior valor agregado devido ao Custo Brasil: cerca de R$ 1,7 trilhão por ano — o equivalente a 19,5% do Produto Interno Bruto (PIB) — é gasto com sistema tributário, burocracia, infraestrutura e insegurança jurídica. Para Constanza Negri Biasutti, diretora de Desenvolvimento Industrial, Tecnologia e Inovação da CNI, as tarifas americanas aceleraram uma agenda que já era necessária: ampliar e qualificar os parceiros comerciais. "O que estamos vivenciando neste momento é uma pressão maior para que esse movimento aconteça porque, de alguma maneira, era uma tarefa pendente do Brasil." O desafio também é reconhecido pelo governo federal. No Plano Plurianual (PPA) 2024-2027, um dos indicadores estratégicos da política industrial é elevar as exportações brasileiras de produtos manufaturados de média-alta e alta intensidade tecnológica, que passaram de US$ 31,2 bilhões (R$ 158,8 bilhões) em 2020 para US$ 49,2 bilhões (R$ 250,42 bilhões) em 2022. A meta é alcançar cerca de US$ 54,3 bilhões (R$ 276,38 bilhões) até 2027, refletindo a necessidade de ampliar a competitividade da indústria brasileira no mercado internacional. Donald Trump, presidente dos EUA, durante evento da Fifa em Nova York, em 17 de julho de 2026 Reuters/Evan Vucci Ela ressalta, porém, que diversificar não significa fechar acordos indiscriminadamente. O objetivo, segundo ela, é buscar parceiros estratégicos e aproveitar acordos recentes, como o firmado entre Mercosul e União Europeia. "A indústria apoia essa agenda de diversificação, mas com uma premissa: exportar mais e exportar melhor", diz. Segundo Constanza, setores industriais mais sofisticados terão maior dificuldade para substituir o mercado americano, porque dependem de exigências regulatórias específicas de cada país. Ela cita como exemplo o setor de madeira: cerca de 45% das exportações têm os EUA como destino, e aproximadamente 80% dos embarques deverão enfrentar as novas tarifas. Vender para os EUA não é apenas sobre receita Mesmo com o avanço da diversificação, os especialistas afirmam que isso não reduz a importância estratégica do mercado americano para parte da indústria brasileira. "Uma empresa que vende para os EUA abre portas no Canadá, no México, na Alemanha ou na Espanha porque demonstra que atende às exigências técnicas de um dos mercados mais rigorosos do mundo", explica o economista da Fundação Vanzolini. Por isso, mesmo que reduzam investimentos ou adaptem suas operações, empresas que já atuam nos EUA dificilmente abandonarão completamente esse mercado.

  15. A fila de espera por benefício do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) caiu diz que fila caiu 74% em 2026 e que 1,6 milhão de pedidos aguardavam resposta até 14 de julho. Esse é o menor patamar em 21 meses. Segundo os dados do Ministério da Previdência Social, desse total, 486 mil requerimentos estão fora do prazo legal de 45 dias. Outros 745 mil processos seguem dentro do prazo regimental. O governo trocou a chefia do INSS em abril. No lugar de Gilberto Waller, que foi demitido, assumiu o posto Ana Cristina Viana Silveira. Após a troca, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse que a nova chefe do INSS tem a meta de zerar a fila de espera até setembro deste ano. Essa foi uma promessa de Lula ao tomar posse em 2023. 🔎 O Ministério da Previdência considera que a meta de “zerar a fila” do INSS significa acabar com o estoque de requerimentos com mais de 45 dias. Todos os meses o INSS recebe, em média, 1,3 milhão de novos requerimentos. Agora no g1 Há, ainda, 450 mil processos cujo andamento depende do cumprimento de exigências por parte do cidadão, como envio de documentos complementares, laudos ou comprovação de vínculos. O alívio na fila é fruto da ampliação da capacidade de processamento da instituição, segundo o governo. Isso porque, entre janeiro e maio de 2026, a quantidade de processos analisados pela autarquia teve alta de 34,7%, quando comparado com o mesmo período de 2025. No acumulado de janeiro a maio, a média mensal de benefícios concedidos subiu 12,4%, passando de 608,6 mil no ano passado para 683,8 mil concessões mensais em 2026. O fluxo manteve-se constante nos meses de abril e maio, quando as aprovações registraram uma média de 755,5 mil novos benefícios por mês. O "ápice" desse fluxo de processamento ocorreu em março de 2026, período em que a autarquia registrou a marca de 1,626 milhão de processos analisados e concedeu 890 mil benefícios em um único mês. Atualmente, a taxa média de concessão acumulada, de janeiro a maio de 2026, é de 50,6%. Aplicativo do Meu INSS INSS/Divulgação Troca no comando do órgão Ana Cristina presidiu o Conselho de Recursos da Previdência Social (CRPS) por quase três anos. Neste período, segundo o governo, o INSS dobrou a capacidade de análise de recursos. Após esse resultado, a nova presidente do INSS assumiu o cargo com a missão de zerar as filas no órgão. A troca no comando da autarquia foi defendida pelo ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz (PDT). Ainda segundo o blog, Lula avaliou que o agora ex-presidente Gilberto Waller foi importante para colocar a casa em ordem depois da eclosão do escândalo de desvios de aposentadorias e pensões. Mas não conseguiu fazer o serviço de casa em relação às filas, por não ser alguém do setor. 🔎O INSS é uma autarquia federal vinculada ao Ministério da Previdência Social, encarregada de executar as ações de concessão, manutenção e pagamento de benefícios previdenciários.

  16. Mulher é presa no Ceará por suspeita de gravar vídeo de sexo com adolescente de 13 anos Um vídeo íntimo gravado por uma mulher de 27 anos tendo relação sexual com um adolescente de 13 anos revoltou os moradores de Aurora, município no interior do Ceará. As imagens se espalharam em grupos de mensagem e redes sociais. Ela foi presa e outras duas pessoas foram indiciadas. Clique aqui para seguir o canal do g1 Ceará no WhatsApp O g1 preparou um compilado de informações sobre o que se sabe sobre o caso. Confira abaixo. Quem é a suspeita A mulher foi identificada como Thays Benício Carneiro, de 27 anos. Ela foi presa no último dia 18 de julho. Quem é a vítima A vítima é um adolescente de 13 anos, morador de Aurora. Qual a dinâmica do crime O vídeo foi feito no dia 8 de julho. Conforme apuração do g1, o menino estaria sozinho em casa quando Thays Benício foi para lá e fez as imagens. O vídeo foi compartilhado em aplicativos de mensagens e o material teve grande repercussão entre os moradores da cidade. Quem são os outros envolvidos Duas pessoas foram indiciadas por compartilhar o vídeo. Conforme apuração do g1, os dois indiciados por compartilhar o vídeo são: o ex-companheiro de Thays, para quem ela enviou o vídeo para fazer ciúmes; e uma amiga de Thays, que teria recebido o vídeo do ex-companheiro da suspeita e compartilhado. A identidade dois dois indiciados não foi divulgada. O que diz a família da vítima Familiares do adolescente disseram que a mulher já trocava mensagens de cunho sexual com o jovem, antes do vídeo ser feito. A família do jovem chegou a abordar Thays após tomar conhecimento da troca de mensagens entre a mulher e o adolescente. Entretanto, a suspeita alegou não ter qualquer interesse no rapaz. Dois dias depois, a família soube do vídeo íntimo que circulou nas redes sociais. O que diz a lei ⚠️ De acordo com o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), é crime tanto produzir como compartilhar cenas de sexo envolvendo crianças e adolescentes. As condutas estão previstas nos artigos 240 e 241 da lei. Confira: Art. 240. Produzir, reproduzir, dirigir, fotografar, filmar ou registrar, por qualquer meio, cena de sexo explícito ou pornográfica, envolvendo criança ou adolescente: (Redação dada pela Lei nº 11.829, de 2008). Pena – reclusão, de 4 (quatro) a 8 (oito) anos, e multa; Art. 241-A. Oferecer, trocar, disponibilizar, transmitir, distribuir, publicar ou divulgar por qualquer meio, inclusive por meio de sistema de informática ou telemático, fotografia, vídeo ou outro registro que contenha cena de sexo explícito ou pornográfica envolvendo criança ou adolescente. Pena – reclusão, de 3 (três) a 6 (seis) anos, e multa. Mulher é presa no Ceará por suspeita de gravar vídeo de sexo com adolescente de 13 anos Reprodução Assista aos vídeos mais vistos do Ceará

  17. Representantes dos setores afetados e integrantes do governo federal demonstram visões diferentes sobre a adoção de medidas de reciprocidade em resposta às novas tarifas anunciadas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, que começaram a valer nesta quarta-feira (22). Enquanto o governo mantém a possibilidade de acionar a Lei da Reciprocidade Econômica, entidades empresariais têm defendido que o Brasil priorize a negociação e medidas de apoio às empresas. Nesta terça-feira (21), o governo iniciou uma rodada de reuniões com representantes dos segmentos mais atingidos pela nova taxação. Os encontros tem como objetivo identificar demandas dos setores e discutir mecanismos de mitigação dos impactos da medida americana. LEIA TAMBÉM: Governo prepara ajuda em etapas a empresas afetadas por tarifaço Governo Lula libera R$ 18,5 bilhões em crédito para empresas afetadas por tarifaço do governo Trump Governo se reúne com setores para avaliar impacto da nova tarifa dos EUA ➡️ A tarifa adicional de 25% foi confirmada na semana passada pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) e passa a valer nesta quarta-feira (22). A medida é resultado de uma investigação comercial conduzida ao longo de cerca de um ano com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974. Apesar da sobretaxa, uma série de produtos brasileiros, como petróleo, café, carne bovina, aeronaves e celulose, foi excluída da cobrança. No governo, a avaliação é que a Lei da Reciprocidade permanece como instrumento disponível para responder às medidas adotadas por Washington. 🔎A Lei de Reciprocidade é um mecanismo que permite a um país aplicar a outra nação as mesmas medidas, restrições ou tarifas que sofreu por parte dela. Na prática, se um governo estrangeiro impõe sanções ou barreiras unilaterais "injustas", o Brasil usa a norma para reagir na mesma moeda, adotando restrições equivalentes para reequilibrar as relações e proteger a economia. A medida é defendida pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) desde que os Estados Unidos anunciaram as primeiras tarifas, ainda no ano passado. Ao mesmo tempo, integrantes da equipe econômica têm buscado demonstrar cautela. O vice-presidente Geraldo Alckmin afirmou que o governo continua apostando na negociação e sinalizou que uma resposta brasileira não deve ser tratada como uma retaliação comercial. Nesta terça, após reunião com setores, ao ser perguntado sobre a possibilidade de aplicar a Lei da Reciprocidade contra os Estados Unidos, o vice-presidente afirmou que o governo estuda todas as possibilidades e deve adotar as medidas no "momento adequado". "A ideia não é retaliação. Não é retaliação. 'Olho por olho', o que pode acontecer é os dois ficarem cegos, né?", afirmou o vice-presidente. Além disso, o ministro do Desenvolvimento, Márcio Elias Rosa, afirmou nesta quarta-feira (22) que, no momento, "não há a necessidade de se buscar a aplicação de nenhuma medida" contra os Estados Unidos. "Dizer que nós temos a lei é diferente de aplicar a medida de reciprocidade. A lei nos dá a possibilidade de aplicação de uma medida de reciprocidade e ela envolve também adoção de procedimentos para se chegar a uma medida eventual. O governo não recua e não recuará porque não há necessidade de fazê-lo. Do mesmo modo que como não há agora a necessidade de se buscar a aplicação de nenhuma medida". Posição dos setores Entre os empresários, a preocupação principal tem sido outra. Durante as reuniões com integrantes do governo, representantes de setores como máquinas e equipamentos, calçados, eletroeletrônicos, pneus, plásticos e têxteis pediram ampliação das linhas de crédito e reforço dos programas de apoio às empresas afetadas. Também defenderam a continuidade das negociações diplomáticas com os Estados Unidos e manifestaram resistência à aplicação imediata de medidas de reciprocidade. Após reunião com integrantes do governo, representantes da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) afirmaram que são contra a aplicação de reciprocidade tarifária sobre produtos americanos exportados ao Brasil. "A reciprocidade não é tão simples. Não somos favoráveis. Temos que continuar pela via diplomática e empresarial", disse o presidente da Abimaq, José Velloso. Assim como defendido pela Abimaq, a Abicalçados também contra a aplicação da Lei de Reciprocidade contra os Estados Unidos. Na mesma linha, a Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit), vê no instrumento um meio de negociação. "Nossa proposta é de que não haja reciprocidade. Negociar, negociar, negociar, seja com a diplomacia empresarial privada, diplomacia governamental, as duas juntas. Nós temos conversado com as nossas contrapartes nos Estados Unidos", afirmou Fernando Pimentel, presidente emérito da Abit, ao g1. Nesta quarta-feira, em entrevista após o encontro com Alckmin, Paulo Afonso Lustosa, presidente da Federação Interestadual das Empresas de Transporte de Cargas & Logística (Fenatac), disse que, para ele, a melhor saída para o Brasil é buscar a negociação diplomática e comercial, evitando medidas espelhadas de reciprocidade. Questionado sobre a possibilidade de o Brasil adotar medidas de retaliação e aplicar tarifas recíprocas contra produtos norte-americanos, o presidente da Fenatac alertou para os riscos de uma escalada na crise comercial e, segundo ele, agir da mesma forma que os EUA pode agravar o conflito e piorar ainda mais a situação das empresas brasileiras. A avaliação de parte das entidades é que uma escalada na disputa comercial pode elevar custos para a indústria nacional e atingir cadeias produtivas que dependem de insumos, componentes e equipamentos importados. O foco das reivindicações tem sido o fortalecimento do programa Brasil Soberano, criado para apoiar empresas impactadas pelas tarifas americanas. Ameaça de novas tarifas: Departamento de Comércio dos Estados Unidos acusa governo brasileiro de práticas injustas ou discriminatórias Jornal Nacional/ Reprodução Segundo cálculos do governo, cerca de 18% das exportações brasileiras para os Estados Unidos serão afetadas pela nova medida. Os segmentos mais expostos incluem madeira, máquinas e equipamentos, móveis, produtos cerâmicos, calçados e parte da indústria de transformação. Enquanto a taxa começa a valer nesta quarta-feira (22), o governo deve ainda se reunir com demais setores produtivos para definir como será realizado o apoio às empresas e qual será a estratégia de reação ao tarifaço. Entenda o caso Na semana passada, o governo americano confirmou que aplicará uma nova tarifa de 25% sobre produtos brasileiros após concluir uma investigação comercial conduzida pelo Escritório do Representante de Comércio dos EUA. 🔎 A medida foi adotada com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, mecanismo usado pelo governo americano para apurar práticas consideradas prejudiciais ao comércio do país. Apesar da nova taxa, uma extensa lista de produtos foi excluída da sobretaxa. LEIA TAMBÉM: Tarifaço de Trump: veja a lista de produtos que ficaram isentos e os que serão impactados pela nova taxa O governo brasileiro reagiu afirmando que a medida não tem justificativa econômica e foi motivada por razões políticas. Em nota, o governo Lula classificou a decisão como um "marco lastimável" na relação bilateral e afirmou que poderá recorrer à Lei da Reciprocidade Econômica.

  18. O governo federal decidiu antecipar o início do fornecimento de energia de cinco contratos de leilões de reserva de capacidade na modalidade energia e de um contrato na modalidade potência, diante dos efeitos do fenômeno El Niño (leia mais abaixo). A medida acrescentará 1,8 gigawatt (GW) ao Sistema Interligado Nacional (SIN) a partir de 1º de setembro. A decisão foi tomada nesta quarta-feira (22) pelo Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE). 🔎 O El Niño é um fenômeno climático marcado pelo aquecimento das águas do Oceano Pacífico, que altera os padrões do clima no mundo. Ele acontece com frequência a cada dois a sete anos. No Brasil, os efeitos costumam ser desiguais: o Sul tende a ter mais chuva, enquanto áreas do Norte e do Nordeste podem enfrentar períodos mais secos. Agora no g1 Em nota, o comitê afirmou que a antecipação dos contratos é "fundamental para garantir a segurança do sistema elétrico brasileiro em 2026 e no início de 2027", especialmente em razão dos possíveis impactos do El Niño. Segundo o CMSE, parecer emitido pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) em julho apontou uma "elevada probabilidade" de ocorrência do fenômeno. 🔎O El Niño tende a reduzir a disponibilidade de geração de energia na região Norte e, ao mesmo tempo, elevar a demanda por eletricidade em razão do aumento das temperaturas. O cenário geopolítico, marcado pela guerra no Oriente Médio, também pesou na decisão. De acordo com o comitê, a antecipação dos contratos considera as incertezas provocadas pelos conflitos. "A decisão para antecipar os contratos também se baseou nas incertezas geopolíticas ocasionadas pelo atual cenário de guerras, que podem impactar diretamente os preços de combustíveis. De acordo com estudos elaborados pelo MME, a utilização de usinas sem contrato (merchant) para suprimento de carga custam, no mínimo, 25% a do que as contratadas nos certames", acrescentou o comitê, em nota. Linha de transmissão de energia, em Brasília. Ueslei Marcelino/ Reuters Alerta El Niño Segundo alerta da Organização Meteorológica Mundial (OMM), agência das Nações Unidas responsável por acompanhar o clima, a tendência é que o El Niño se intensifique ao longo do segundo semestre e atinja o pico entre novembro e fevereiro de 2027. Ela alertou que o fenômeno eleva as chances de secas e chuvas intensas, além de ondas de calor tanto em áreas continentais quanto nos oceanos. As projeções dos principais centros meteorológicos indicam um aquecimento expressivo das águas do Pacífico equatorial, especialmente nas porções central e leste do oceano. Em algumas das áreas usadas para monitorar o fenômeno, a temperatura da superfície do mar pode ficar mais de 2°C acima da média. LEIA TAMBÉM: Quando foi o último 'super' El Niño? Entenda por que o intervalo entre os eventos extremos vem encurtando Boias, robôs submersos e satélites: como cientistas medem o oceano para detectar o El Niño El Niño 2026: o que é, por que os cientistas estão em alerta e como isso pode afetar sua vida

  19. Acidente da Voepass: relatório final de investigação do Cenipa será divulgado nesta quinta O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) divulga nesta quinta-feira (23) o relatório final sobre a queda do avião da Voepass em Vinhedo (SP), acidente que matou 62 pessoas em agosto de 2024. Antes da divulgação pública, o órgão fará uma apresentação reservada aos familiares das vítimas. Em seguida, às 17h, investigadores concederão uma coletiva de imprensa em Brasília (DF), quando apresentarão as conclusões da investigação. O g1 transmite o evento ao vivo a partir de 16h40. O que será divulgado? O relatório final reúne as conclusões da investigação técnica conduzida pelo Cenipa para identificar os fatores que contribuíram para o acidente. Ao longo da investigação, o órgão fez dezenas de perícias para reconstruir o voo e entender a sequência de eventos que levou à queda da aeronave. ➡️ Entre os principais trabalhos realizados estão: análise das duas caixas-pretas (gravador de voz da cabine e gravador de dados de voo); reconstrução completa do voo, incluindo comandos feitos pelos pilotos e alertas emitidos pela aeronave; exames nos motores e nos sistemas de degelo e de proteção contra estol; análise das condições meteorológicas registradas no dia do acidente; entrevistas com pilotos, mecânicos, despachantes e familiares dos tripulantes; estudo de mais de 15 mil voos realizados por aeronaves da mesma frota da companhia; testes em simuladores e um voo experimental com outro ATR 72-500; análise de registros de manutenção, certificados médicos dos pilotos e outros documentos técnicos. Segundo o Cenipa, também foram analisados equipamentos responsáveis pelo controle de diferentes sistemas da aeronave e até as lâmpadas dos painéis do avião para verificar quais estavam acesas no momento da queda. Escombros de avião em Vinhedo (SP) neste sábado, dia 10 de agosto de 2024 Nelson Almeida/AFP Revisão internacional Antes da divulgação, o relatório passou pelas etapas previstas no protocolo internacional para investigações de acidentes aeronáuticos. O documento foi analisado: pelo Bureau d'Enquêtes et d'Analyses pour la Sécurité de l'Aviation Civile (BEA), da França, país responsável pelo projeto e fabricação do ATR 72-500; e pelo Transportation Safety Board (TSB), do Canadá, responsável pelo projeto dos motores da aeronave. O relatório aponta culpados? Não. A investigação do Cenipa tem caráter preventivo e busca identificar os fatores que contribuíram para o acidente, além de emitir recomendações para aumentar a segurança da aviação. O relatório não define responsabilidades civis nem criminais. Caixa preta da aeronave que caiu em Vinhedo (SP). Divulgação/FAB Investigação criminal também está na reta final Paralelamente ao trabalho do Cenipa, a Polícia Federal conduz um inquérito para apurar se houve crimes e eventuais responsáveis pela tragédia. No fim de junho, representantes das famílias tiveram acesso pela primeira vez à transcrição das conversas registradas na cabine da aeronave. O documento integra o laudo produzido pelo Instituto Nacional de Criminalística (INC), que embasa o inquérito da PF. As conversas eram aguardadas porque poderiam ajudar a esclarecer os momentos finais do voo, incluindo se os pilotos comentaram ou acionaram o sistema de degelo — uma das hipóteses investigadas desde o acidente. Segundo os advogados que representam os familiares, a expectativa é que a Polícia Federal conclua o inquérito em breve e encaminhe o caso ao Ministério Público Federal (MPF). O relatório poderá embasar eventuais indiciamentos. Ação judicial Após a conclusão do inquérito da PF, familiares das vítimas pretendem ingressar com uma ação coletiva de responsabilidade civil por danos morais. Segundo o advogado Leonardo Amarante, a medida não substitui as ações individuais de indenização já em andamento. A intenção é buscar a responsabilização de empresas, pessoas físicas e eventuais instituições que tenham contribuído, por ação ou omissão, para a tragédia. LEIA TAMBÉM: EXCLUSIVO: avião teve falha omitida em diário de bordo horas antes de decolar, diz testemunha Áudios inéditos mostram conversas entre pilotos e controle aéreo minutos antes da queda; OUÇA Bilhete de amor, terço e alianças: objetos saem intactos da tragédia e viram relíquias para famílias enfrentarem saudade Protesto de familiares das vítimas da queda de avião em Vinhedo Gabriella Ramos/g1 Relembre o acidente O acidente aconteceu em 9 de agosto de 2024. O ATR 72-500, matrícula PS-VPB, fazia o voo entre Cascavel (PR) e o Aeroporto Internacional de Guarulhos (SP) quando caiu no quintal de uma casa em um condomínio de Vinhedo (SP). As 62 pessoas a bordo, incluindo 58 passageiros e quatro tripulantes, morreram. Nenhum morador da residência atingida ficou ferido. Foi o acidente mais grave da aviação brasileira desde o desastre com o voo da TAM, em 2007. O que diz a Voepass Em nota, a Voepass afirmou que a queda do voo 2283 foi "o episódio mais difícil" da história da companhia e disse seguir prestando apoio psicológico às famílias das vítimas. A empresa declarou que colaborou com as investigações desde o início, reafirmou que sua frota "sempre esteve aeronavegável e apta a realizar voos", conforme os padrões internacionais, e sustentou que apenas o relatório final do Cenipa poderá apontar, de forma conclusiva, as causas do acidente. VÍDEOS: tudo sobre Campinas e região Veja mais notícias sobre a região no g1 Campinas

  20. Bebê de 1 ano morre após prender a cabeça em grade de creche na Mooca, Zona Leste de SP As imagens das câmeras de segurança da Creche Luz do Brás, no Brás, região central de São Paulo, mostram que Abdoulaye Dieng, de 1 ano e 4 meses, ficou preso por cerca de seis minutos antes de ser socorrido por funcionárias da unidade, na manhã de quarta-feira (22). O menino morreu após prender a cabeça entre uma barra de ferro e um espelho durante uma atividade recreativa. Segundo a investigação da Polícia Civil, o bebê estava em uma sala multiuso com outras crianças quando deitou no chão e colocou a cabeça no vão entre a barra metálica que protege um espelho e a parede. As gravações mostram que ele tentou se desvencilhar durante aproximadamente seis minutos, mas só foi retirado quando monitoras perceberam a situação. A Polícia Militar foi acionada por volta das 9h20, depois de ser abordada por funcionárias da creche que saíam da unidade carregando a criança no colo. Abdoulaye foi levado à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Mooca, mas não resistiu. Abdoulaye Dieng de 1 ano e 4 meses e o pai dele. A família é natural do Senegal. Reprodução O boletim de ocorrência relaciona cinco profissionais da creche entre os investigados, incluindo coordenadoras, diretora e pedagogas (leia mais abaixo). O caso foi registrado como homicídio culposo, quando não há intenção de matar, e é investigado pelo 8º Distrito Policial (Brás). Pai deixou o filho na creche O pai do menino, Ibrahima Dieng, vendedor senegalês que vive no Brasil há oito anos, contou que deixou o filho na creche por volta das 7h30. Cerca de uma hora e meia depois, recebeu uma ligação informando que a criança havia sofrido um acidente. "Hoje foi lá na escola e depois ele fala ligar (...) chegou, ele fala 'cadê criança?', esperar e depois ele morreu", disse. Emocionado, Ibrahima afirmou que a família está destruída com a perda. "Tem que chorar, chorar muito assim, é triste." Segundo ele, a mãe do menino passou mal após receber a notícia. "Chora muito... é triste, muito. Vai ser muito difícil recuperar." Demora no socorro O advogado da família, Erson de Oliveira, afirmou que as imagens reforçam a suspeita de que a criança estava sem supervisão quando o acidente aconteceu. "O que foi relatado para a gente é que a criança estava brincando sem supervisão. Ela prendeu a cabeça num ferro que prende um espelho e se asfixiou sem socorro, sem ajuda de ninguém, até falecer", disse. Para o advogado, o fato de o menino permanecer preso por cerca de seis minutos demonstra uma falha na vigilância da creche. "Da mesma forma que colocou a cabeça, se tivesse alguém para levantar o corpinho conseguiria tirar facilmente. Não houve esse auxílio." A defesa também questiona por que a creche optou por levar a criança à unidade de saúde, em vez de acionar imediatamente o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) ou o Corpo de Bombeiros. Imagem simula local onde criança colocou a cabeça no vão entre a barra de ferro e o espelho na creche no Brás. Reprodução/TV Globo Investigação A Polícia Civil preservou o local para perícia do Instituto de Criminalística e solicitou exame necroscópico ao Instituto Médico Legal (IML), que deve apontar a causa da morte. O boletim de ocorrência relaciona cinco profissionais da creche entre os investigados, incluindo coordenadoras, diretora e pedagogas. Até a última atualização desta reportagem, ninguém havia sido preso. Em nota, a Secretaria da Segurança Pública (SSP) afirmou que "policiais militares que realizavam patrulhamento pela região foram abordados por funcionários da creche, que já estavam socorrendo a criança à UPA Mooca". Já a a Secretaria Municipal de Educação (SME) lamentou profundamente o ocorrido e manifestou solidariedade aos familiares, amigos e disse que equipes da Diretoria Regional de Educação e do Núcleo de Apoio e Acompanhamento para a Aprendizagem (NAAPA) estão prestando o suporte necessário à família. "As circunstâncias da ocorrência no CEI parceiro Luz do Brás estão sendo rigorosamente apuradas pelos órgãos competentes. A secretaria colabora integralmente com as investigações e adotará todas as providências cabíveis após a conclusão da apuração dos fatos." "A criança deu entrada na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Mooca na manhã desta quarta-feira (22), onde recebeu atendimento da equipe médica. Apesar de todos os esforços assistenciais, o óbito foi confirmado na unidade, segundo a Secretaria Municipal da Saúde (SMS)."

  21. O logotipo da OpenAI é visto em um telefone celular em frente a uma tela de computador que exibe a tela inicial do ChatGPT AP/Michael Dwyer, Arquivo O ataque virtual "sem precedentes" divulgado pela OpenAI envolveu dois dos modelos de inteligência artificial mais avançados da empresa. A dona do ChatGPT revelou que eles encontraram um meio de invadir outro sistema. A divulgação do caso acontece semanas após a rival Anthropic dizer que não liberaria a versão plena de seu modelo Claude Mythos por conta do "salto significativo em suas capacidades" para fazer ataques cibernéticos. Os dois casos indicam os avanços de novos modelos de IA. Mas eles agora conseguem decidir fazer ataques sem precisar de humanos? Afinal, seria possível um robô ficar "rebelde" e decidir atacar uma empresa? A resposta é "não". Em vez de agirem por conta própria, os modelos apenas tentam alcançar objetivos que recebem, afirmam especialistas. Eles destacam ainda que a ideia de uma IA "perigosa demais" costuma ser explorada por empresas, que tentam demonstrar sua capacidade. Agora no g1 Para Adriano Carezzato, professor do curso de Inteligência Artificial da Fundação Vanzolini, a ideia de uma inteligência artificial neutra é incompleta, já que ela segue uma espécie de "receita de bolo" em suas atividades. "Quando dizem que a IA “agiu sozinha”, quase sempre estão escondendo a mão humana que apertou o botão para iniciar o modelo. Em todos os casos conhecidos havia uma ordem humana no começo: vencer um teste, ou espionar alvos escolhidos por pessoas", explicou. Álvaro Machado Dias, professor da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) destacou o fato de o governo dos Estados Unidos ter bloqueado o uso do modelo mais avançado da Anthropic a cidadãos estrangeiros – a medida foi revertida no início de julho. "O que a OpenAI fez esta semana é caçar o seu equivalente desse momento. A diferença decisiva é de encenação: a Anthropic teve o Estado escrevendo seu comunicado; a OpenAI precisou escrever o seu", afirmou. OpenAI e Anthropic Reuters/Dado Ruvic/Illustration Como aconteceu a invasão? A OpenAI revelou na última terça-feira (21) que testes com o GPT-5.6 Sol, lançado no início de julho, e em um modelo ainda não divulgado levaram à invasão do sistema da Hugging Face, uma plataforma para compartilhamento de modelos de IA. A própria Hugging Face já havia revelado na última quinta-feira (16) que detectou uma invasão feita por um agente de IA. A empresa afirmou que ação ofereceu acesso indevido a dados e credenciais. O incidente aconteceu durante testes em que OpenAI faz os modelos de IA buscarem falhas em outros sistemas para melhorarem suas capacidade de segurança. Esses experimentos costumam acontecer em ambientes controlados, mas com uma versão sem as barreiras de proteção que costumam existir em modelos disponíveis para usuários comuns. Em seu comunicado, a OpenAI afirmou que o GPT-5.6-Sol e o sistema que ainda será lançado atuaram em conjunto para encontrar brechas no ambiente de pesquisa da empresa e na infraestrutura da Hugging Face. Modelos de IA atuaram em conjunto para encontrar brechas em sistema, disse a OpenAI Kevin Horvart/Unplash A Hugging Face, por sua vez, disse que sua plataforma executou dois códigos enviados por um agente de IA, que então conseguiu aumentar suas permissões na infraestrutura da empresa e obter credenciais para atacar outros sistemas internos. Esse tipo de ataque deverá se tornar mais comum com o avanço de modelos de IA que entendem de cibersegurança, disse a OpenAI. "Consideramos este um incidente cibernético sem precedentes, envolvendo recursos de última geração", afirmou. A invasão alerta para o cenário de ataques virtuais conduzidos por agentes como já vinha sendo projetado por especialistas, destacou a Hugging Face. "Foi diferente de tudo que havíamos enfrentado antes", disse a companhia. Modelos de IA podem escolher fazer ataques? Os especialistas ouvidos pelo g1 explicaram que o caso é mais um exemplo de como agentes de IA estão evoluindo, mas destacaram que esses modelos não têm consciência e, portanto, não são capazes de decidir realizar um ataque. Para Adriano Carezzato, da Fundação Vanzolini, uma comparação possível é a de um sistema de GPS que é orientado a chegar ao destino o mais rápido possível e, por isso, induz o motorista a dirigir na contramão. "O modelo não ficou rebelde nem agiu por vontade própria. O que ele fez foi levar uma ordem humana ao pé da letra e utilizou um atalho que ninguém esperava que usaria", explicou. Ele destacou o fato de as barreiras de segurança estarem desativadas de propósito, para o modelo demonstrar se conseguiria vencer um teste de habilidade em cibersegurança. "Não foi uma IA escapando das proteções normais que funcionam quando o modelo está sendo usado já em produção, foi um teste de laboratório com os freios de segurança desligados de propósito". Álvaro Machado Dias, da Unifesp, chamou atenção para o fato de que esse tipo de ataque não é inédito, mas que tem feito os modelos de IA se tornaram uma "arma de propósito geral". "O que impressiona de fato é a escala do estrago, não a sua natureza. Ou seja, o potencial de catástrofe é novidade, a forma de gerá-las não", afirmou. Para ele, o que pede mais atenção é a possibilidade de agentes de IA serem usados para realizarem mais ataques cibernéticos, mesmo sem a presença de hackers muito especializados. "O cenário provável é mais o da democratização do crime cibernético de nível médio, com quadrilhas formadas por hackers meia-boca executando ataques que antes exigiam criminosos hiperespecializados. O futuro parece anunciar uma nova era para o crime organizado, infelizmente".

  22. Veja como fica o tempo no RS Depois de dias marcados por fortes chuvas que provocaram estragos em 169 municípios gaúchos e deixaram mais de mil pessoas fora de casa, a previsão indica uma mudança no cenário meteorológico no Rio Grande do Sul. A tendência para os próximos dias é de diminuição das precipitações e predomínio de tempo estável na maior parte do estado. 📲 Acesse o canal do g1 RS no WhatsApp Segundo informações da Climatempo Meteorologia e da Defesa Civil estadual, uma massa de ar frio e seco avança sobre o território gaúcho e favorece a melhora das condições do tempo a partir desta quinta-feira (23). Apesar da mudança, o céu deve seguir com muitas nuvens em áreas da metade leste do estado, especialmente na Região Metropolitana, no Litoral Norte, nos Vales e no Nordeste gaúcho. Nessas regiões, ainda podem ocorrer episódios isolados de chuvisco durante as primeiras horas do dia. Nas demais áreas, o sol aparece entre nuvens e o tempo permanece firme. Além da redução da chuva, a chegada do ar frio deve derrubar as temperaturas. O amanhecer será mais gelado em diversas regiões, com destaque para a Campanha, Fronteira Oeste e Sul do estado. Durante a tarde, mesmo com períodos de sol, o aquecimento será limitado, mantendo temperaturas amenas. A Defesa Civil informa que não há expectativa de volumes significativos de chuva nas próximas 24 horas. No entanto, os reflexos das precipitações recentes ainda exigem atenção. Arroios e pequenos rios devem permanecer com níveis elevados, enquanto rios de maior porte seguem acima do normal. Nas bacias dos rios Taquari-Antas e Caí, o nível de inundação deve ser mantido nesta quinta-feira (23). Na sexta-feira (24), a previsão aponta aumento da nebulosidade em parte do Rio Grande do Sul. Embora o tempo firme continue predominando, áreas da faixa leste, da Região Metropolitana, do Litoral Norte, da Serra e de parte do Nordeste podem registrar pancadas isoladas de chuva entre a madrugada e o início da tarde. Em alguns pontos, há possibilidade de ocorrência de descargas elétricas, mas sem previsão de temporais generalizados. Já no Oeste, na Campanha e na Fronteira Oeste, o cenário será diferente, com predomínio de sol, poucas nuvens e temperaturas em lenta elevação ao longo do dia. Para sábado (25), a expectativa é de consolidação do tempo firme em praticamente todo o estado. O sol deve aparecer desde as primeiras horas do dia e a chance de chuva é considerada muito baixa. O amanhecer seguirá frio em regiões como Campanha, Serra e Sul, mas as temperaturas ficam mais agradáveis durante a tarde. De acordo com os órgãos de monitoramento, não há condições favoráveis para a formação de instabilidades organizadas no fim de semana, o que reforça a tendência de trégua após o período de chuvas intensas registrado no estado. Céu nublado em Porto Alegre Jonathan Heckler/ Agencia RBS VÍDEOS: Tudo sobre o RS

  23. Governo federal faz novo leilão da Régis nesta quinta O governo federal realiza nesta quinta-feira (23), na sede da B3, na capital paulista, um novo leilão de concessão da Rodovia Régis Bittencourt (BR-116). Segundo a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), o contrato atual deixou de funcionar de forma adequada e precisava de ajustes para ficar mais equilibrado entre o poder público e a iniciativa privada, garantindo melhorias na rodovia. O contrato da Arteris, concessionária responsável pela administração da Régis Bittencourt, era válido até 2033. No entanto, a empresa pediu o reajuste do cronograma de investimentos e das metas contratuais. Para viabilizar essas mudanças, o governo federal criou um novo leilão. "É o leilão simplificado. Eu não estou fazendo uma nova concessão. Eu estou vendendo a atual concessionária ao mercado", disse o secretário do Programa de Parcerias de Investimentos do governo federal, Marcus Cavalcanti. "É uma forma de dar transparência a essa alteração contratual, que foi uma alteração significativa. Era um contrato muito antigo, com modelos antigos, que não previa desconto tarifário nem novos investimentos. Nós reequilibramos todo o contrato", ressaltou. Segundo a ANTT, o atual contrato da Régis Bittencourt está "estressado", "em razão de questões como a degradação acentuada do asfalto, elevados índices de acidentes e interrupções constantes do tráfego, em prejuízo à segurança e conforto dos motoristas". Rodovia Régis Bittencourt TV Globo Vence o leilão a empresa que se comprometer a cobrar a menor tarifa de pedágio dos motoristas. Atualmente, a rodovia tem seis praças de pedágio, todas com tarifa de R$ 4,30 para carros. O novo leilão ocorre após a ANTT abrir mais de 300 processos administrativos para apurar possíveis descumprimentos de contrato por parte da Arteris. No fim de 2024, a concessionária assinou um acordo em que se comprometeu a investir mais R$ 370 milhões na rodovia para encerrar as investigações. Governo federal faz novo leilão da Régis nesta quinta Além da Arteris, disputam o novo contrato a EPR, que administra rodovias no Paraná e em Minas Gerais, e a Motiva, que atua em São Paulo na gestão de rodovias e no transporte sobre trilhos. O contrato terá duração de 15 anos e prevê R$ 7 bilhões em investimentos. Entre as obras previstas estão a construção de quase 70 quilômetros de faixas adicionais, 32 quilômetros de vias marginais, dois túneis e 18 passarelas, além de melhorias nos trechos de serra e nos pontos com maior congestionamento. Com quase 400 quilômetros de extensão, a Régis Bittencourt liga São Paulo a Curitiba, passa por 16 cidades e é uma rota essencial para o transporte de cargas e para o escoamento da produção agrícola e industrial das regiões Sul e Sudeste. "Para você ter ideia desse movimento, nesse primeiro ano, ela está com um movimento de 173 mil veículos, em média, por dia. E, no 15º ano da concessão, esse número chegará a 215 mil veículos. Então você vê a importância da quantidade de pessoas que passam por essa rodovia", afirmou Marcus Cavalcanti. Entre os motoristas que utilizam a estrada diariamente está o comerciante Benedito Marcio. "Eu passo, às vezes, três, quatro vezes por dia aqui, e o trecho mais crítico é entre Taboão da Serra e Embu", disse. "Não sei se vai ter pedágio também nesse trecho, mas precisa fazer investimento e melhoria mesmo. Os acostamentos precisam melhorar muito aqui", completou. Em nota, a Arteris afirmou que, ao longo de 15 anos de concessão, investiu quase R$ 9 bilhões e ajudou a transformar a Régis Bittencourt. Segundo a empresa, os recursos foram aplicados em obras, modernização e operação, contribuindo para reduzir pela metade o número de mortes na rodovia. Leilão da Régis Bittencourt prevê R$ 7 bilhões em investimentos e menor tarifa de pedágio TV Globo

  24. Na ordem da esquerda para a direita: Marcos Rogério (PL) e Delegado Camargo (Podemos). Mateus santos/g1RO O Partido Liberal (PL) confirmou a candidatura de Marcos Rogério ao governo do estado de Rondônia. A decisão foi tomada durante convenção realizada nesta quarta-feira (22), em Porto Velho. Marcos Rogério da Silva Brito é formado em Direito e Jornalismo, além de mestrado em Administração Pública. Em 2018 foi eleito senador por Rondônia. Deixou o cargo disputar a vaga de governador. Em 2018 ele se candidatou mas não ganhou. Outras candidaturas aprovadas na convenção: Delegado Rodrigo Camargo (Podemos) para vice-governador; Bruno Bolsonaro Scheid (PL) e Fernando Máximo (União Brasil) para o Senado. Durante a oficialização de sua candidatura, Marcos Rogério destacou o potencial econômico de Rondônia e afirmou que pretende governar com visão e responsabilidade. Segundo ele, a proposta é colocar o estado nos trilhos do desenvolvimento e “resgatar a esperança da população”. "O recado, a mensagem que a gente deixa para a Rondônia é uma mensagem de esperança. É possível construir uma Rondônia de esperança. Essa união, esse agrupamento de liderança que nós fizemos aqui é de um único propósito, construir uma proposta de mudança, um caminho de mudança para o Estado", destacou. O PL vai disputar as eleições deste ano em Rondônia na coligação “Juntos por Rondônia” com os partidos Novo, Mobiliza e Podemos. Veja os vídeos em alta no g1: Agora no g1 Calendário de convenções As convenções são os eventos em que os filiados dos partidos se reúnem para escolher os candidatos nas eleições. A data limite é 5 de agosto. Na sequência, os nomes devem ser registrados no Tribunal Superior (TSE) até o dia 15 de agosto. A campanha eleitoral começa oficialmente no dia seguinte. Nas eleições deste ano, em 4º de outubro, os brasileiros vão votar para: presidente; governador; Senado (duas vagas por estado); deputado federal; deputado estadual; deputado distrital (apenas no texto do DF). Trajetória de Marcos Rogério Marcos Rogério da Silva Brito nasceu em Ji-Paraná (RO), tem 47 anos e formação em Direito e Jornalismo, além de mestrado em Administração Pública. Sua trajetória política, segundo dados do TSE, começou como vereador de Ji-Paraná (RO) em 2008. Também foi deputado federal e em 2018 foi eleito senador por Rondônia. Deixou o cargo brevemente em 2022 para disputar a vaga de governador em Rondônia, mas não foi eleito.

  25. Queimada na Amazônia. Adobe Stock A Fundação Amazônia Sustentável (FAS) realiza nesta sexta-feira, dia 24 de julho, das 16h às 18h, a mesa-redonda “Mapa do Caminho para o Desmatamento Zero: Ação Climática em Territórios de Populações Tradicionais e Povos Indígenas do Amazonas”, no auditório da instituição, localizado na Rua Álvaro Braga, nº 351, Parque 10 de Novembro, Manaus (AM). Aberto ao público, o encontro reunirá representantes da Rede de Soluções para o Desenvolvimento Sustentável da Amazônia (SDSN Amazônia), pesquisadores, lideranças, organizações parceiras e demais interessados na agenda climática. As inscrições são gratuitas e podem ser realizadas clicando aqui. A programação discutirá estratégias para acelerar o alcance do desmatamento zero e fortalecer políticas e iniciativas de adaptação climática a partir das experiências, dos conhecimentos e do protagonismo dos povos indígenas e das populações tradicionais do Amazonas. 📲 Participe do canal do g1 AM no WhatsApp Agora no g1 O convidado principal será o diplomata Marco Túlio Scarpelli, especialista em negociações internacionais sobre clima, florestas e desenvolvimento sustentável. Com trajetória dedicada à diplomacia climática e à cooperação internacional, Marco Túlio atua na agenda ambiental brasileira e nas discussões relacionadas à COP30. O debate contará ainda com a participação de Henrique Pereira, diretor do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa) e pesquisador nas áreas de biodiversidade e desenvolvimento sustentável; e de Sinéia do Vale, coordenadora do Comitê Indígena de Mudanças Climáticas (CIMC) e enviada da COP30. A moderação será realizada pelo superintendente-geral da FAS, Virgilio Viana. Entre os assuntos que serão abordados estão as estratégias para alcançar o desmatamento zero na Amazônia; a contribuição dos povos indígenas e das populações tradicionais para a conservação da floresta; políticas públicas e financiamento climático; bioeconomia; desenvolvimento sustentável; e os desafios e oportunidades da agenda climática brasileira. O encontro também busca fortalecer o diálogo da Rede SDSN Amazônia e aproximar as experiências desenvolvidas nos territórios dos debates nacionais e internacionais sobre mudanças climáticas, conservação ambiental e desenvolvimento sustentável.

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