
Governo atualiza 'lista suja' do trabalho escravo e inclui Amado Batista e BYD
A nova atualização da chamada "lista suja" do trabalho escravo, divulgada pelo governo federal nesta segunda‑feira (6), chamou atenção não apenas pela quantidade de novos nomes incluídos, mas também por quem passou a constar no cadastro: uma das maiores montadoras de carros elétricos do mundo, a BYD, e um dos cantores mais populares da música sertaneja, Amado Batista.
📌 A "lista suja" é um cadastro mantido pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) desde 2004. O documento é divulgado duas vezes por ano, sempre em abril e outubro, com o objetivo de dar transparência às ações de fiscalização contra o trabalho análogo à escravidão no Brasil.
A inclusão no cadastro não é automática nem resulta apenas de uma fiscalização ou denúncia. Os nomes só passam a constar na lista após o encerramento de todas as etapas administrativas, com julgamento definitivo e sem possibilidade de recurso.
Em regra, cada nome permanece no cadastro por dois anos. Após esse período, o empregador é retirado da lista, desde que não haja reincidência. Na atualização divulgada nesta segunda‑feira, por exemplo, 225 nomes foram excluídos por terem cumprido esse prazo.
Nesta rodada, o governo incluiu 169 novos empregadores, o que elevou o total do cadastro para cerca de 613 nomes. Ao todo, os novos casos resultaram no resgate de 2.247 trabalhadores.
Os episódios incluídos ocorreram entre 2020 e 2025, em 22 estados brasileiros, com maior concentração em Minas Gerais, São Paulo, Bahia, Paraíba e Pernambuco. As atividades econômicas mais recorrentes foram serviços domésticos, criação de gado, construção civil e atividades agrícolas.
Caso Amado Batista
Entre as novas autuações, duas ocorreram em propriedades do cantor Amado Batista, no município de Goianápolis (GO).
Os autos envolvem o Sítio Recanto da Mata, voltado ao cultivo de milho, com quatro trabalhadores, e o Sítio Esperança, dedicado à pecuária leiteira, com dez trabalhadores.
No caso do cultivo de milho, os auditores encontraram trabalhadores sem registro, que relataram jornadas entre 12 e 16 horas diárias, de segunda a domingo, além da falta de pagamento dos salários desde outubro.
Ainda segundo as autuações, os trabalhadores pernoitavam em um galpão sem camas, dormindo sobre colchões no chão, sem roupas de cama, armários individuais ou espaço adequado para as refeições.
Já na propriedade voltada à produção de leite, não houve resgate imediato porque, inicialmente, a equipe não identificou trabalho forçado ou condições degradantes.
No entanto, a análise posterior de documentos revelou jornadas que chegavam a 18 horas diárias, o que configurou condição análoga à escravidão por jornada exaustiva, mesmo sem o resgate físico dos trabalhadores, segundo o MTE.
Em nota, a assessoria do cantor afirmou que são falsas as informações sobre o resgate de 14 trabalhadores. Disse ainda que houve apenas uma fiscalização em uma área arrendada para o plantio de milho e que as irregularidades envolveram uma empresa terceirizada.
O comunicado menciona a assinatura de um Termo de Ajuste de Conduta, o cumprimento das obrigações trabalhistas e a realização de melhorias estruturais nas propriedades.
Apesar disso, com a conclusão do processo administrativo, o nome de Amado Batista foi incluído na “lista suja”.
Caso BYD
Imagens mostram condições de trabalho em obra da BYD na Bahia
Arquivo Pessoal
A BYD passou a integrar a "lista suja" após um caso registrado em dezembro de 2024, durante a construção da fábrica da montadora em Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador.
Ao todo, 220 trabalhadores chineses foram encontrados em situação considerada análoga à escravidão. Segundo as autoridades, eles viviam amontoados em alojamentos sem condições mínimas de conforto e higiene e eram vigiados por seguranças armados, que impediam a saída do local.
Os relatos indicam a retenção de passaportes e contratos que previam jornadas exaustivas, sem descanso semanal.
O Ministério Público do Trabalho da Bahia também apontou que os funcionários ingressaram no Brasil de forma irregular, com vistos para serviços especializados que não correspondiam às atividades efetivamente desempenhadas na obra.
À época, a BYD afirmou que as irregularidades foram cometidas por uma construtora terceirizada, a Jinjiang Construction Brazil Ltda., e anunciou o encerramento do contrato.
A empresa declarou não tolerar violações à legislação brasileira nem à dignidade humana e determinou a transferência de parte dos trabalhadores para hotéis da região.
No fim de 2025, o o Ministério Público do Trabalho firmou um acordo no valor de R$ 40 milhões com a montadora e duas empreiteiras, após ajuizar uma ação civil pública por trabalho análogo à escravidão e tráfico de pessoas. Mesmo assim, com a conclusão do processo administrativo, a BYD acabou incluída no cadastro.
Procurada após a atualização da lista, a empresa não se manifestou até a última atualização da reportagem.
O que acontece com quem entra na lista?
Imagens mostram condições de trabalho em obra da BYD na Bahia
Arquivo Pessoal
As fiscalizações são conduzidas por auditores-fiscais do trabalho e podem envolver ações conjuntas com outros órgãos, como Ministério Público do Trabalho, Defensoria Pública da União, Polícia Federal e polícias estaduais.
Quando uma fiscalização identifica trabalhadores em condição análoga à escravidão — o que inclui jornadas exaustivas, condições degradantes, trabalho forçado ou restrição de liberdade, ainda que sem cárcere físico —, é lavrado um auto de infração.
Cada auto resulta na abertura de um processo administrativo. O empregador tem direito à defesa em duas instâncias. Somente após a conclusão desse processo, com decisão definitiva, o nome é incluído na “lista suja”.
Desde julho de 2024, uma portaria passou a permitir que alguns empregadores evitem a entrada no cadastro ou deixem a lista antes dos dois anos, desde que firmem um Termo de Ajuste de Conduta, com indenização mínima de 20 salários mínimos por trabalhador e investimento em programas de apoio às vítimas.
Quem opta por esse caminho passa a integrar outro cadastro, o de Empregadores em Ajustamento de Conduta, mas pode retornar à “lista suja” em caso de descumprimento do acordo ou reincidência.
⚠️ Como denunciar?
Denúncias de trabalho escravo podem ser feitas de forma remota pelo Sistema Ipê, lançado em maio de 2020 pela Secretaria de Inspeção do Trabalho em parceria com a Organização Internacional do Trabalho.
O sistema é o canal específico para denúncias de trabalho análogo à escravidão. O denunciante não precisa se identificar: basta acessar a plataforma e inserir o maior número possível de informações.
A proposta é que, a partir dessas informações, a fiscalização avalie se o caso de fato configura trabalho análogo à escravidão e, se necessário, realize as verificações no local.
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O Banco Master pagou mais de R$ 40 milhões ao escritório de advocacia de Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, em 2024.
As informações foram reveladas pelo jornal Folha de S. Paulo e confirmadas pelo g1 e pela TV Globo.
Os pagamentos foram declarados pelo Master à Receita Federal em função dos impostos retidos direto na fonte, ou seja, pagos imediatamente após uma nota de prestação de serviço ter sido emitida.
Os registros foram enviados à CPI do Crime Organizado após a comissão notar que os dados não haviam sido entregues na primeira remessa de informações solicitada ao Fisco.
A reportagem entrou em contato com o escritório, mas até o momento não recebeu resposta.
Veja os vídeos que estão em alta no g1
Pagamentos
Em dezembro de 2025, o jornal O Globo revelou que o banco de Daniel Vorcaro havia contratado o escritório Barci de Moraes Sociedade de Advogados.
O contrato, segundo documentos do celular do banqueiro aos quais a publicação teve acesso na época, previa pagamentos mensais de R$ 3,6 milhões mensais por 36 meses em 2024.
Os dados da Receita Federal mostram agora que o banco declarou 11 pagamentos mensais de R$ 3.646.529,72 ao escritório naquele ano, totalizando R$ 40.111.826,92.
Sobre esses pagamentos, ainda de acordo com os documentos da Receita Federal, o Master informou ter recolhido R$ 2.466.877,38 em impostos retidos na fonte.
Consultoria jurídica
Em março, o escritório de Viviane Barci de Moraes divulgou uma nota na qual relatava a contratação de serviços jurídicos por Vorcaro.
O escritório, a nota informava, foi contratado entre fevereiro de 2024 e novembro de 2025, pelo Banco Master, "para o qual realizou ampla consultoria e atuação jurídica".
O serviço foi prestado por uma equipe composta por 15 advogados e, no período da consultoria, foram realizadas 79 reuniões na sede da instituição financeira.
"Para a realização dos serviços, também contratou outros três escritórios especializados em consultoria, que ficaram sob sua coordenação", dizia o texto.
CPI não será prorrogada
O senador Alessandro Vieira (MDB-SE), relator da CPI do Crime Organizado, disse nesta terça-feira (7), após reunião com Davi Alcolumbre (União-AP), que o presidente do Senado decidiu por não prorrogar o prazo de funcionamento da comissão.
A CPI foi instalada no começo de novembro e encerra as atividades na próxima terça-feira (14).
Segundo Vieira, Alcolumbre atribuiu a decisão a problemas que a comissão poderia causar em ano eleitoral. O senador afirmou que o relatório da comissão será apresentado no último dia, a partir das informações já obtidas pelo colegiado.

Simone Maria de Oliveira, de 56 anos, e Fabiano Lourenço de Araújo, de 45, morreram em desabamento de casarão na Comunidade do Pilar, no Bairro do Recife
Reprodução/Acervo pessoal
O homem e a mulher mortos sob os escombros do casarão que desabou na noite da segunda-feira (6) na Comunidade do Pilar, no Bairro do Recife, eram casados e estavam juntos havia mais de 20 anos. Ao g1, a amiga e vizinha do casal, Brenda Gomes, contou que Simone Maria de Oliveira, de 56 anos, e Fabiano Lourenço de Araújo, de 45, eram muito unidos.
"Eles dois sempre diziam que só quem ia separar os dois era a morte. Ou ela morria primeiro, ou ele morria segundo, ou eles dois iam morrer juntos, que ia sair um caixão atrás do outro. [...] Ela dizia sempre a mim: 'está vendo meu marido? Só quem larga a gente é a morte'", disse.
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Brenda disse que Simone era amiga de sua mãe e a conhecia desde pequena e que chegou a falar com ela pouco antes do desmoronamento.
"Ela me conhece há 28 anos. Eu sou nascida e criada aqui na comunidade. Ela me viu na barriga da minha mãe. Todo dia eu falava com ela, todo dia. E antes de acontecer isso [o desabamento], eu tinha falado com ela. Meia hora depois foi que aconteceu essa tragédia", afirmou.
Segundo Defesa Civil, casarão que desabou era ocupado irregularmente
Segundo a vizinha, Simone foi vista pela última vez ao passar em uma barraca para comprar lanche e comentou que iria descansar. Para Brenda, o que aconteceu foi uma tragédia enorme e inesperada para toda a comunidade.
"Quem a viu na última vez disse que ela chegou na barraca, comprou as coisinhas dela e disse que ia entrar para tomar o banho dela, comer e dormir porque estava cansada. Ela foi trabalhar, só que o movimento do trabalho dela foi fraco por conta da chuva que tinha caído. Mesmo assim, ela sempre agradecia, sempre botava Deus em frente a tudo. Então, para mim foi uma tremenda tragédia. Que a gente não esperava que isso acontecesse com eles dois", disse.
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Queridos na comunidade
Segundo Brenda, o casal era alegre e muito querido pela comunidade. Os dois estavam sempre sorrindo, brincando e conversando com os vizinhos.
"Ela era uma pessoa alegre, os dois eram brincalhões, se davam com todo mundo. Quem daqui do Recife Antigo não gostasse de Simone, não gostava de ninguém. Ela, ele sempre respeitavam todo mundo, sempre brincavam", afirmou.
Simone tinha quatro filhos de um relacionamento anterior, de acordo com a amiga. Ela disse, ainda, que o casal trabalhava no Bairro do Recife, às vezes como "flanelinha", em serviços de faxina ou vendendo alimentos.
"Ela sempre trabalhou, acordava de manhã e ia para o Recife Antigo. Trabalhou com faxina, vendendo no 'dogão' do Recife Antigo. Quando não dava, encostava carro como flanelinha, e tinha a área dela na Rua da Moeda. Tanto ele quanto ela tinham a área dos dois na Rua da Moeda. Um sempre ajudava o outro. Os dois tinham aquelas brigas como casal, como qualquer um tem, mas estavam sempre juntos para o que desse e viesse", contou.
Ocupação irregular
Ruínas do casarão que desabou na Comunidade do Pilar
TV Globo/Reprodução
O casarão onde Simone e Fabiano moravam era ocupado de forma irregular há mais de 20 anos e monitorado pela Defesa Civil por risco de colapsar (veja vídeo abaixo). No local, havia seis moradias, que ruíram na noite da segunda (6). Uma cachorra foi resgatada dos escombros por bombeiros na manhã da terça (7).
Ana Carolina continua internada na unidade de saúde. De acordo com o último boletim, ela passou por procedimento cirúrgico para fixar uma fratura na perna esquerda e permanece com quadro de saúde estável.
O acidente também deixou duas pessoas feridas, que foram levadas para o Hospital da Restauração, no bairro do Derby, área central do Recife: Ana Carolina da Costa Silva, de 31 anos, e Sidclei de Oliveira, de 29 anos.
Sidclei foi transferido para o Hospital Alfa, no bairro de Boa Viagem, na Zona Sul do Recife. Segundo a unidade de saúde, ele está consciente e orientado e aguarda parecer da equipe de neurocirurgia para uma possível intervenção cirúrgica.
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Eleições 2026: quem são os pré-candidatos à Presidência da República
O PL, do ex-presidente Jair Bolsonaro, e o Missão, partido recém-criado a partir do Movimento Brasil Livre (MBL) foram os que mais ganharam filiados no período mais recente de trocas partidárias, encerrado no dia 4 de abril. Já o MDB, maior partido do país, lidera entre os que mais perderam integrantes, seguido de PRD, PP e PT, do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Entre janeiro e março de 2026, o PL ganhou 43.588 filiados, passando de 896.026 para 939.614. No mesmo período, o Missão avançou em 7.820 integrantes, de 9.562 para 17.382. Do outro lado, o MDB perdeu 5.062 filiados, mas ainda mantém mais de 2 milhões de integrantes. O PT aparece como o quarto partido com maior perda, com redução de 3.215 filiados, de 1.671.885 para 1.668.670.
Mesmo com as variações registradas no período, os partidos que mais perderam filiados continuam entre os que concentram as maiores bases do país, como MDB, PT e PP, que seguem nas primeiras posições do ranking nacional, de acordo com os dados de filiação mensais do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
As mudanças ocorreram dentro da janela partidária, encerrada no sábado (4), quando é permitida a troca de partido sem perda de mandato. A seis meses do primeiro turno, o período concentra movimentações e reorganiza as legendas para a disputa eleitoral.
PL concentra maior crescimento; Missão aparece na sequência
O avanço do PL ocorre em meio à movimentação política da legenda para as eleições de 2026. O senador Flávio Bolsonaro é pré-candidato à Presidência, escolha do ex-presidente Jair Bolsonaro, que está preso após condenação por tentativa de golpe de Estado.
A última pesquisa Quaest, divulgada em março, mostra Flávio Bolsonaro empatado com o presidente Lula (PT) em um eventual segundo turno, com 41% das intenções de voto para cada .
Nos últimos meses, o partido também intensificou campanhas de filiação. Há cerca de dez meses, o PL mantém peças em redes sociais e canais institucionais para atrair novos integrantes.
Os dados indicam predominância masculina, 56% dos filiados são homens, e 44%, mulheres. Entre os registros, 325 não têm informação de gênero. Em relação ao tempo de filiação, 58% estão no partido há mais de dez anos; 25% entre um e cinco anos; cerca de 10% entre cinco e dez anos. Cerca de 6% está há menos de um ano.
São Paulo concentra 170.353 filiados (18% do total), seguido por Minas Gerais, com 104.532 (11%), e Santa Catarina, com 69.622 (7%). Na sequência aparecem Rio de Janeiro (62.911), Paraná (59.861) e Bahia (52.974).
Na sequência, o Missão registrou o segundo maior crescimento, com alta de 7.820 filiados no período, passando de 9.562 para 17.382 integrantes. Registrado em 2023 pelo MBL e formalizado pelo TSE no ano passado, o partido tem uma base menor em termos absolutos, mas foi a segunda legenda que mais ampliou o número de integrantes no período, passando de 9.562 para 17.382.
Assim como no PL, há predominância masculina: são 16.186 homens (93%) e 1.196 mulheres (7%). Em termos de tempo de filiação, praticamente todos os integrantes ingressaram há menos de um ano.
São Paulo reúne 5.787 filiados no Missão (33% do total), seguido por Minas Gerais (1.481) e Paraná (1.271). Na sequência estão Rio de Janeiro (1.171) e Santa Catarina (1.111), além de Rio Grande do Sul (967), Bahia (599), Ceará (536), Pernambuco (531) e Goiás (486).
Outras siglas também registraram crescimento, embora em menor escala. O Novo ganhou 3.223 filiados, chegando a 75.680, enquanto a UP cresceu em 803, para 13.313.
Também avançaram, de forma mais discreta, partidos como DC, Democrata, Rede e PCO. O PSC não teve variação e manteve 443 filiados.
No total, o número de filiados a partidos no país passou de 16.097.237 em janeiro para 16.119.210 em março, um aumento de 21.973 integrantes.
MDB lidera perdas; PT está entre maiores reduções
Entre os partidos que perderam filiados, o MDB registrou a maior queda no período, com redução de 5.062 integrantes entre janeiro e março.
Na sequência, aparecem PRD, com menos 3.964 filiados, e PP, que perdeu 3.431 no período. O PT figura como o quarto partido com maior redução, com queda de 3.215 filiados.
Outras siglas também registraram desfiliações, como PDT, com menos 3.156 integrantes; PSDB, com menos 2.875; e União Brasil, com menos 2.668.
O PSB perdeu 1.433 filiados, o Podemos teve recuo de1.323 integrantes, o PV está com menos 1.155 filiados e o Cidadania, com menos 1.123. Também tiveram redução o Solidariedade, PCdoB, PRTB, Republicanos, Agir, Mobiliza, PSD e Avante.
Ranking de filiados por partidos
Apesar das variações registradas entre janeiro e março, o ranking geral de filiados no Brasil segue liderado por partidos com maior número de integrantes. Veja os números, até abril:
MDB: 2.022.593
PT: 1.668.670
PP: 1.291.209
PRD: 1.286.621
PSDB: 1.264.716
PDT: 1.077.280
União Brasil: 1.070.647
PL: 939.614
PODE: 797.867
PSB: 640.925
Republicanos: 564.856
PSD: 464.930
Cidadania: 415.223
PCdoB: 384.239
Solidariedade: 375.136
PV: 341.392
PSOL: 291.126
Avante: 243.068
Mobiliza: 207.638
Agir: 194.906
DC: 181.712
PRTB: 143.742
Novo: 75.680
Rede: 55.778
Democrata: 55.015
Missão: 17.382
PSTU: 14.655
UP: 13.313
PCB: 11.771
PCO: 7.063
PSC: 443
O MDB permanece como a legenda com maior número de filiados no país, com 2.022.593 integrantes. Entre eles, 1.033.094 são homens, o que corresponde a cerca de 51% do total, enquanto 889.706 são mulheres, aproximadamente 44%, além de 1.189 registros sem informação. Em relação ao tempo de filiação, 72% dos integrantes estão no partido há mais de 10 anos, 16% entre 1 e 5 anos, cerca de 5% entre 5 e 10 anos e cerca de 2% há menos de um ano.
São Paulo reúne 364.388 filiados, cerca de 18% do total do partido. Minas Gerais aparece em seguida, com 205.447, aproximadamente 10%, e Rio Grande do Sul soma 157.013, cerca de 8%.
Na sequência estão Bahia, com 151.606 (cerca de 7%), Paraná, com 131.278 (cerca de 6%), e Santa Catarina, com 109.885 (cerca de 5%). Também aparecem Rio de Janeiro, com 107.123, Ceará, com 102.984, Pernambuco, com 95.473, e Pará, com 93.180.
Em seguida aparecem o PT, com 1.668.670 filiados, e o PP, com 1.291.209. No PT, são 814.867 homens, cerca de 49%, e 699.418 mulheres, aproximadamente 42%, além de 1.028 registros sem informação.
Em relação ao tempo de filiação, 66% dos integrantes estão no partido há mais de 10 anos, 16% entre 1 e 5 anos, cerca de 6% entre 5 e 10 anos e aproximadamente 3% há menos de um ano.
São Paulo concentra 314.836 filiados do PT, cerca de 19% do total. Minas Gerais aparece com 153.180 (cerca de 9%), seguido pela Bahia, com 143.592 (aproximadamente 9%), e Rio Grande do Sul, com 134.190 (cerca de 8%).
Depois estão os estados do Rio de Janeiro, com 120.743 (cerca de 7%), Paraná, com 96.622 (cerca de 6%), Ceará, com 85.169, Pernambuco, com 83.392, Pará, com 79.594, e Santa Catarina, com 68.415.
O presidente Lula é pré-candidato à reeleição pelo partido. Na pesquisa Quaest mais recente, 56% dos entrevistados disseram que não votariam em Lula, enquanto 55% afirmaram o mesmo em relação ao senador Flávio Bolsonaro