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  1. EUA renovam ataques ao Irã e ameaçam bombardear instalação nuclear subterrânea A trégua negociada entre EUA e Irã em junho já era. Com a troca cada vez mais intensa de bombardeios, drones e mísseis, a questão já não é mais se a guerra foi retomada, e sim se o conflito está se transformando em uma disputa sem prazo para terminar, que nenhum dos lados pode vencer. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Pode ser mais uma "guerra sem fim", afirma Kelly Grieco, pesquisadora sênior do centro de estudos Stimson Center, sediado em Washington. O termo descreve conflitos que se arrastam por anos, com ações militares recorrentes e sem uma solução política duradoura. "Você acaba adotando uma abordagem de 'aparar o gramado', na qual as capacidades do Irã crescem até determinado nível. Então você decide que não está disposto a tolerar esse grau de ameaça e volta a realizar uma nova rodada de ataques com mísseis e bombardeios. E depois repetimos esse ciclo indefinidamente", explica. A aviação militar dos EUA intensificou os ataques contra alvos em todo o Irã, que, por sua vez, segue atacando posições americanas e aliados regionais. As forças iranianas atingiram locais em vários países do Golfo e voltaram a interromper a navegação no Estreito de Ormuz, por onde antes passava cerca de um quinto do petróleo e gás exportados ao mundo. Do outro lado do Golfo, os rebeldes houthis do Iêmen, apoiados pelo Irã, impuseram um bloqueio naval à Arábia Saudita no Mar Vermelho, ameaçando estrangular uma segunda rota estratégica crucial para o tráfego marítimo na região. Os esforços diplomáticos não cessaram. O ministro do Interior do Irã, Eskandar Momeni, viajou ao Paquistão, um dos principais mediadores do conflito, numa tentativa de retomar as negociações. Mas as perspectivas de um avanço parecem pequenas. O presidente dos EUA, Donald Trump, manifestou pouco entusiasmo por novas negociações, afirmando na terça-feira que os norte-americanos "não têm interesse em se reunir". Pelo contrário: a campanha aérea americana poderia ser intensificada. Autoridades iranianas, por sua vez, advertiram a Casa Branca a não atacar instalações nucleares, sob risco de provocar uma grande escalada. LEIA TAMBÉM Dias após acusar China de interferir nas eleições de 2020, Trump confirma visita de Xi Jinping em setembro Irã diz considerar 'alvo legítimo' base militar do Reino Unido utilizada pelos EUA para bombardeio Catedral de Notre Dame prepara novos vitrais para outubro sete anos após incêndio Um conflito em expansão Guerra no Oriente Médio: rebeldes houthis do Iêmen realizam ataques Reprodução/Jornal Nacional O que começou como uma campanha militar limitada pode evoluir para uma guerra de desgaste, travada por meio de ataques aéreos, pressão econômica e escaladas recorrentes, sem um fim claro à vista. "O que devemos esperar é que, se os Estados Unidos continuarem ampliando sua campanha de ataques aéreos, atingindo infraestrutura ferroviária, pontes, grandes instalações portuárias ou instalações de energia, o Irã poderá e irá responder da mesma forma, usando seus mísseis e drones para atacar estruturas semelhantes no Golfo, bem como no Levante [leste do Mediterrâneo], atingindo áreas na Jordânia e na Síria, por exemplo", afirma Megan Sutcliffe, analista de segurança para Oriente Médio e África da empresa privada de inteligência Sibylline, com sede em Londres. "Essa lógica de retaliação mútua é exatamente o que continuará a acontecer nas próximas semanas. Isso nos aproxima do pior cenário possível: a retomada de um conflito em grande escala." Ao longo da guerra, os objetivos dos EUA pareceram mudar repetidamente: No início, a retórica se concentrava em uma mudança de regime e na eliminação do programa nuclear iraniano. Mais tarde, a ênfase passou a ser a degradação das capacidades militares do país. Hoje, o objetivo mais imediato parece ser a reabertura do Estreito de Ormuz e a proteção de uma das rotas marítimas mais importantes do mundo. Ainda assim, uma pergunta permanece sem resposta: se os Estados Unidos têm ampla superioridade militar e realizaram centenas de ataques em todo o Irã, por que então Teerã ainda é capaz de interromper o tráfego em Ormuz? É que para isso não é preciso ter um grande arsenal ameaçador de mísseis ou drones, explica Grieco. "Mesmo que os Estados Unidos consigam destruir, digamos, hipoteticamente, 95% dos lançadores de mísseis, dos mísseis e dos drones iranianos, o Irã ainda manteria uma capacidade residual de 5%. E esses 5% geralmente seriam suficientes para que os iranianos conseguissem interromper o tráfego pelo Estreito de Ormuz." "Chega um ponto em que se torna realmente difícil localizar alguns desses alvos. Eles são móveis, numerosos e estão amplamente distribuídos pelo país — como os drones Shahed, por exemplo." Missão cumprida? Pessoas caminham perto de um mural anti-EUA em Teerã, Irã , 13 de julho de 2026 Majid Asgaripour/WANA via Reuters Para alguns observadores, a guerra contra o Irã começa a evocar lembranças desconfortáveis das intervenções militares americanas no Iraque (2003–2011) e no Afeganistão (2001–2021). Esses conflitos mostraram que a superioridade militar não se traduz necessariamente em uma campanha bem-sucedida. Sob o governo do presidente George W. Bush, as forças americanas derrotaram rapidamente o Talibã no Afeganistão e o governo de Saddam Hussein no Iraque. Da mesma forma, ataques dos EUA e de Israel mataram muitos dos principais líderes iranianos no início da guerra e rapidamente estabeleceram domínio militar no espaço aéreo. No entanto, como em conflitos anteriores, o sucesso inicial no campo de batalha não produziu um resultado claro em terra. As guerras anteriores dos EUA também mostram como adversários mais fracos podem se adaptar. No Afeganistão e no Iraque, insurgentes utilizaram bombas caseiras à beira de estradas e atentados suicidas para compensar a superioridade militar americana. No Irã, as Forças Armadas têm usado drones relativamente baratos e pequenas lanchas de alta velocidade para interromper a navegação no Estreito de Ormuz, apesar das grandes perdas sofridas no mar. "A comparação que eu faria não é com o Afeganistão ou o Iraque, porque lá havia tropas terrestres", pontua Grieco. "A comparação que eu realmente faria é com o Iraque durante toda a década de 1990 e até a guerra de 2003. Foi quando os Estados Unidos impuseram uma zona de exclusão aérea sobre partes do Iraque, usando poder aéreo para mantê-la e, em alguns momentos, realizando ataques", diz. "Acho que o resultado acaba se parecendo com isso: algo fortemente centrado no uso da força aérea. Estamos falando de um compromisso de longo prazo, sem perspectiva de término." O dilema de Ormuz Embarcações circulando pelo Estreito de Ormuz Majid Asgaripour/WANA (West Asia News Agency) via REUTERS Ainda é possível desescalar e evitar outra "guerra sem fim", acredita Sutcliffe. "Embora isso pareça relativamente improvável neste momento, não é algo sem precedentes", diz, citando a mudança de rumo adotada por Trump ao declarar um cessar-fogo com o Irã. Grieco concorda que o conflito terá de ser resolvido na mesa de negociações. "O centro da divergência agora gira em torno do Estreito de Ormuz. Essa é a questão mais urgente, porque toda a economia global está sendo mantida refém. E precisamos chegar a algum tipo de acordo." Mas, para Teerã, a capacidade de ameaçar a navegação pelo estreito continua sendo uma das poucas formas eficazes de penalizar os Estados Unidos e a seus aliados, apesar da esmagadora superioridade militar americana. Os líderes iranianos podem ver poucos motivos para abrir mão dessa vantagem sem concessões significativas em troca. Enquanto ambos os lados continuarem escolhendo a força em vez da negociação, o conflito poderá se arrastar por anos, transformando-se em mais uma "guerra sem fim" americana. VÍDEOS: mais assistidos do g1

  2. Atrações do fim de semana no DF Reprodução Está chegando mais um fim de semana e, com ele, várias opções de cultura e lazer para os moradores do Distrito Federal. Música, teatro e palhaçaria são apenas algumas das possibilidades na agenda da capital. Veja o que fazer na capital entre sexta-feira (24) e domingo (26): Capital Moto Week estreia mais uma edição Sexta-feira de pé na areia Humberto Gessinger com turnê acústica Brasília Orgulho 24ª Edição do Sesc Festclown Memórias do Vinho Um Reles Potter – O Musical Arraiá da Cris OZZY por Bruno Sutter Final do Candangão Junino Moana 2: Mar de Atrações Festival de Inverno do Sesc Teatro de bonecos "A Flor do Sertão" Estranhoíntimo Batukenjé Orquestrado: Percussão Itinerante ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 DF no WhatsApp Capital Moto Week começa nesta quinta-feira (23), na Granja do Torto Capital Moto Week estreia mais uma edição O festival brasiliense recebe mais de 40 atrações – só no primeiro fim de semana. A programação tem atrações de diferentes partes do país e do mundo. Entre os artistas que sobem ao palco estão Velvet Chains, Di Ferrero e Eagle-Eye Cherry. 🗓️ Quando: sexta-feira (24) a domingo (26) ⏰ Horário: a partir das 14h 📍 Local: Parque de Exposições da Granja do Torto 🎫 Entrada: a partir de R$ 25 pelo site Sexta-feira de pé na areia O festival Na Praia recebe, em mais um fim de semana de festa com pé na areia, Zé Vaqueiro, Henry Freitas e Syon Trio. 🗓️ Quando: sexta-feira (24) ⏰ Horário: a partir das 18h 📍 Local: Na Praia Parque (Setor de Clubes Sul, trecho 2, entre a Agepol e o Centrejufe) 🎫 Entrada: a partir de R$ 119 pelo site Humberto Gessinger com turnê acústica O cantor revisita, em formato acústico, sucessos do Engenheiros do Hawaii e da carreira solo em duas apresentações na capital. No repertório, ainda estão duas canções inéditas de Gessinger. 🗓️ Quando: sexta-feira (24) ⏰ Horário: 19h e 21h30 📍 Local: Ulysses Centro de Convenções 🎫 Entrada: a partir de R$ 140 pelo site Humberto Gessinger canta 'Terra de Gigantes' Brasília Orgulho O festival Brasília Orgulho chega aos últimos dias com diversas atrações. No sábado, o Mercado Borboleta dá espaço ao empreendedorismo LGBT, das 10h às 18h, no Conic. Já, no domingo, a partir das 14h, tem parada do orgulho LGBT, com a cantora Lorena Simpson, Banda das Montadas e DJs. 🗓️ Quando: sábado (25) e domingo (26) ⏰ Horário: 10h às 18h, no sábado; a partir das 14h no domingo 📍 Local: Conic, no sábado; Congresso Nacional, no domingo 🎫 Entrada: gratuita 24ª Edição do Sesc Festclown A abertura de um dos maiores festivais de palhaçaria da América Latina acontece com um cortejo artístico no Parque da Cidade, neste domingo. Artistas, músicos e personagens circenses fazem uma celebração ao ar livre. 🗓️ Quando: domingo (26) a 2 de agosto ⏰ Horário: a partir das 17h 📍 Local: Parque da Cidade - Parque Nicolândia 🎫 Entrada: gratuito Memórias do Vinho Herson Capri e Caio Blat vivem pai e filho no teatro Os atores Herson Capri e Caio Blat interpretam pai e filho que não se encontram há muito tempo. Na adega do pai, o filho vê uma chance de sair da ruína financeira vendendo algumas garrafas. 🗓️ Quando: sábado (25) e domingo (26) ⏰ Horário: 17h30 e 20h no sábado; 17h e 19h30 no domingo 📍 Local: Teatro UNIP (SGAS Quadra 913 Conj. B) 🎫 Entrada: a partir de R$ 25 pelo site Um Reles Potter – O Musical A história de um dos bruxo mais famosos do mundo chega aos palcos do DF em uma comédia musical. A obra acompanha o jovem enquanto ele enfrenta os desafios escolares e um vilão – tudo isso ao tentar descobrir seu lugar no mundo. 🗓️ Quando: sábado (25) e domingo (26) ⏰ Horário: 16h e 19h 📍 Local: Teatro do Colégio Madre Carmén Salles (SGAN,604 - L2 Norte) 🎫 Entrada: a partir de R$ 40 pelo site Arraiá da Cris Julho está chegando ao fim, mas ainda tem arraiá em Brasília. Os dois dias de festa reúnem música, quadrilha, comidas típicas deliciosas, atrações especiais e brincadeiras para a família. 🗓️ Quando: sábado (25) e domingo (26) ⏰ Horário: a partir de 18h 📍 Local: QR 205 conjunto 1 – Samambaia Norte 🎫 Entrada: gratuito mediante retirada de ingresso pelo site OZZY por Bruno Sutter Os amantes de heavy metal podem curtir um tributo ao príncipe das trevas Ozzy Osbourne no Galpão 17. Bruno Sutter comanda a apresentação dos clássicos de uma das maiores lendas do rock. 🗓️ Quando: sábado (25) ⏰ Horário: a partir de 20h 📍 Local: Galpão 17 (SMAS Área Especial G Conjunto A Lotes 16 e 17) 🎫 Entrada: a partir de R$ 40 pelo site Samba no Parque Resenha do Sabino, Filipe Duarte, Amaral 2K – além de convidados surpresas e DJs – animam os convidados em um dos pôr-do-sol mais bonitos da cidade. 🗓️ Quando: domingo (26) ⏰ Horário: a partir de 15h 📍 Local: Praça do Cruzeiro – Eixo Monumental 🎫 Entrada: a partir de R$ 35 pelo site Candangão Junino 2026 A Praça do Trabalhador, em Ceilândia, é palco para as quadrilhas juninas, na final do Candangão Junino 2026. O evento, que reúne os 21 melhores grupos do DF e Entorno, encerra a temporada que percorreu Planaltina, Samambaia, Santa Maria e Ceilândia. 🗓️ Quando: sábado (25) e domingo (26) ⏰ Horário: a partir das 18h 📍 Local: Praça do Trabalhador, em Ceilândia 🎫 Entrada: gratuita Moana 2: Mar de Atrações Na praça central do shopping, a criançada pode se divertir com atrações inspiradas no universo do filme Moana 2. Escorregador temático, customização de estrelas-do-mar são algumas das brincadeiras. 🗓️ Quando: até 2 de agosto ⏰ Horário: funcionamento do shopping 📍 Local: Parkshopping 🎫 Entrada: gratuita, mediante retirada de ingresso pelo app do shopping Festival de Inverno Sesc 2026 O estacionamento 11 do Parque da Cidade é ponto de encontro da cultura com o Festival de Inverno Sesc 2026. Entre os destaques do line-up estão Baianasystem, a cantora Céu, o grupo Seu Pereira e Coletivo 401 e a cantora de blues Claudette King. 🗓️ Quando: sábado (25) e domingo (26) ⏰ Horário: a partir das 13h 📍 Local: Estacionamento 11 do Parque da Cidade 🎫 Entrada: gratuita, mediante doação de 1 kg de alimento não perecível Teatro de bonecos "A Flor do Sertão" A Cia Cidade dos Bonecos apresenta um espetáculo inspirado no universo do escritor Ariano Suassuna, misturando mamulengo, xilogravura e muitos outros elementos da cultura popular brasileira. A partir de 10h, há também oficina de teatro lambe-lambe. 🗓️ Quando: domingo (26) ⏰ Horário: 17h 📍 Local: Centro Cultural TCU 🎫 Entrada: gratuita, mediante doação de 1 kg de alimento não perecível Estranhoíntimo O espetáculo aborda relações familiares marcadas por afeto, conflito, convivência e distanciamento. A peça é uma montagem feita a partir de duas obras: Amores Surdos, de Grace Passô, e Leão no Aquário, de Vinícius de Souza. 🗓️ Quando: sexta-feira (24) a domingo (26) ⏰ Horário: 20h na sexta-feira; 18h e às 20h no sábado e domingo 📍 Local: Administração Regional de Arniqueira 🎫 Entrada: gratuita Batukenjé Orquestrado: Percussão Itinerante Oficinas de iniciação à percussão e apresentações da Orquestra Percussiva Batukenjé agitam a praça da feira de Ceilândia. Tanto a participação nas aulas quanto o show são gratuitos. 🗓️ Quando: sábado (25) ⏰ Horário: 10h30 à 12h de manhã; e 14h às 15h30 de tarde 📍 Local: Praça da Feira Central de Ceilândia 🎫 Entrada: gratuita Veja o que fazer em Brasília no g1 DF.

  3. Forro do teto de enfermaria do Imip desaba sobre leito com mãe e bebê, no Recife Parte do teto de uma enfermaria do Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira (Imip), no bairro dos Coelhos, na área central do Recife, caiu sobre o leito onde estavam uma mãe com um bebê recém-nascido. Eles não se feriram (veja vídeo acima). O incidente aconteceu na tarde da quarta-feira (22). Nas imagens, a mãe da criança, que não se identificou, relata que deu entrada no dia 14 de julho e estava deitada com o filho quando o teto desabou. Segundo ela, a primeira reação foi se jogar sobre o bebê para protegê-lo. ✅ Receba as notícias do g1 PE no WhatsApp "Eu estava naquela maca com o meu bebê recém-nascido, que vai completar sete dias amanhã. Eu estou cirurgiada, de uma cesárea com laqueadura, e na hora pulei em cima do meu bebê porque eu não pensei em mim, pensei nele", contou. A mulher afirmou ainda que outra mãe estava com o bebê em uma maca próxima e que, por pouco, eles também não foram atingidos. "É essa a situação aqui", afirmou. Fundado em 1960, o Imip é uma instituição privada filantrópica que atende apenas pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS). A unidade possui 1.147 leitos e é referência em oncologia, realização de transplantes e saúde materno-infantil. O que diz o Imip Procurado, o Imip informou que o incidente foi registrado numa enfermaria do alojamento conjunto tardio da maternidade e afirmou que não houve feridos entre pacientes, acompanhantes ou colaboradores. Por meio de nota, a instituição disse, ainda, que a área está interditada, todos os pacientes foram transferidos com segurança para outro setor, "sem qualquer prejuízo à assistência" e o reparo será realizado após a conclusão da avaliação técnica pela equipe responsável. O g1 perguntou ao Imip se o local vai passar por alguma reforma estrutural. Em resposta, o hospital disse que a avaliação técnica que será realizada no alojamento "permitirá identificar as medidas cabíveis para garantir a segurança da estrutura". Forro do teto de enfermaria desaba no Imip Reprodução/Instagram VÍDEOS: mais vistos de Pernambuco nos últimos 7 dias

  4. Papel sustentável para mechas substitui alumínio e fatura R$ 300 mil por mês A busca por soluções mais sustentáveis tem transformado diversos setores da economia. Em Londrina (PR), uma inovação criada para os salões de beleza mostra como uma ideia simples pode gerar impacto ambiental e abrir espaço para um negócio de alcance internacional. Lucas Olivetti criou um papel sustentável para a aplicação de mechas e descoloração de cabelos, desenvolvido para substituir as tradicionais folhas de alumínio utilizadas nos procedimentos. A solução nasceu da combinação entre experiência no setor gráfico, persistência empreendedora e a observação de um problema pouco discutido fora do universo da beleza. O caminho até a invenção, porém, esteve longe de ser linear. Antes de lançar o produto que mudou sua trajetória, Olivetti acumulou três tentativas de empreender. Duas delas foram em negócios ligados ao segmento gráfico. Nenhuma prosperou da forma esperada. Ainda assim, ele nunca abandonou o sonho de construir uma empresa própria. O contato com o empreendedorismo começou cedo. Ainda criança, acompanhava o trabalho do avô na feira e observava de perto os desafios e as oportunidades de quem vive do próprio negócio. A ideia que deu origem à empresa surgiu durante uma conversa com um cabeleireiro. Na ocasião, Lucas ouviu relatos sobre limitações do alumínio utilizado nos processos de coloração e descoloração dos fios. A observação despertou sua curiosidade. Com conhecimento prévio nas áreas de gráfica e celulose, ele começou a pesquisar alternativas. Descobriu que praticamente não existiam opções capazes de substituir o alumínio nos procedimentos de mechas sem gerar resíduos metálicos. Empreendedor cria papel sustentável para mechas e negócio fatura R$ 300 mil por mês Reprodução/PEGN Ao mesmo tempo, identificou o potencial ambiental da proposta. As pesquisas começaram em 2018. Durante cerca de um ano, o empreendedor realizou testes, protótipos e ajustes até chegar ao formato ideal. Parte desse trabalho foi desenvolvida na gráfica do padrasto, utilizando equipamentos e matérias-primas já disponíveis no local. O resultado foi um papel capaz de auxiliar o processo de clareamento dos fios sem utilizar alumínio. Além da proposta sustentável, o produto foi desenvolvido para oferecer maior segurança durante os procedimentos químicos realizados nos cabelos. Mas criar a solução foi apenas metade do desafio. Quando chegou o momento de apresentar a novidade ao mercado, Lucas teve de enfrentar a resistência natural dos profissionais do setor. Sem experiência no universo dos salões de beleza, ele visitava estabelecimentos tentando convencer cabeleireiros a testar um produto completamente novo. Muitas vezes, as amostras distribuídas sequer eram utilizadas. A virada aconteceu quando o empreendedor decidiu buscar validação não diretamente nos salões, mas junto às marcas de cosméticos. Empreendedor cria papel sustentável para mechas e negócio fatura R$ 300 mil por mês Reprodução/PEGN Foi então que adotou uma estratégia de produção para terceiros, aproveitando os canais de distribuição já consolidados dessas empresas. A aposta exigiu ousadia. Antes mesmo de ter uma fábrica estruturada, Lucas e os sócios percorreram 12 estados brasileiros em busca de clientes. Em cerca de seis meses, conseguiram levantar quase R$ 2 milhões em antecipações de pedidos, recursos que permitiram montar a estrutura industrial e iniciar a produção. O risco deu resultado. Atualmente, o papel sustentável para mechas está presente em diversos mercados internacionais. Segundo a empresa, mais de 260 milhões de folhas já foram comercializadas no Brasil e em outros 19 países. O impacto ambiental também se tornou um dos diferenciais do negócio. A estimativa é que a substituição do alumínio pelo papel sustentável tenha evitado o descarte de mais de 3 milhões de quilos do metal. O produto é comercializado em diferentes formatos. Pacotes com 30 folhas custam cerca de R$ 13, enquanto versões com 120 folhas são vendidas por aproximadamente R$ 44. A aceitação entre profissionais da beleza ajudou a consolidar o crescimento da empresa. Cabeleireiros destacam a combinação entre sustentabilidade, eficiência técnica e praticidade como alguns dos fatores que impulsionaram a adoção da novidade. Com faturamento médio mensal de cerca de R$ 300 mil em 2025, a empresa já estuda expandir o portfólio para outros produtos voltados ao mercado de beleza e cosméticos. Empreendedor cria papel sustentável para mechas e negócio fatura R$ 300 mil por mês Reprodução/PEGN Para Lucas, o sucesso está diretamente ligado à capacidade de enxergar oportunidades onde poucos estão olhando. A trajetória do empreendedor paranaense mostra que inovação nem sempre surge de grandes laboratórios ou tecnologias complexas. Às vezes, ela começa em uma conversa, identifica um problema cotidiano e encontra uma maneira diferente de resolvê-lo. Papel Para Mechas 📍 Endereço: Av. Higienópolis, 32 - Sl 1601 – Centro Londrina/PR – CEP: 86020-080 📞Telefone: (43) 99116-6244 🌐Site: https://www.papelparamechas.com.br/ 📧E-mail: sac@papelparamechas.com.br 📘Facebook: https://www.facebook.com/papelparamechas 📸 Instagram: https://www.instagram.com/papelparamechas/

  5. Oito servidores federais foram punidos com suspensão de suas atividades, por períodos que variam de 32 a 47 dias, pelo registro e uso de certificados falsos de vacinação para a Covid-19. As punições foram publicadas na edição de quinta-feira (23) do Diário Oficial da União e foram aplicadas após os servidores terem sido submetidos a Processo Administrativo Disciplinar (PAD) conduzido pela Controladoria-Geral da União (CGU). Durante a pandemia de Covid-19, o comprovante de vacinação passou a ser exigido para acesso a determinados locais e para viagens. Para burlar essa exigência, pessoas que não se vacinaram se utilizaram do registro e emissão de certificados falsos. Agora no g1 Entre os punidos estão: um professor da Universidade Federal Rural do Semi-Árido (Ufersa), que apresentou o certificado falso à instituição; um estatístico da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio), que usou o documento falso em uma viagem para o Canadá; uma analista tributária da Receita Federal que usou o certificado falso para viajar à Itália e que, em depoimento, admitiu nunca ter se vacinado contra a Covid-19; uma auxiliar de enfermagem do Hospital Federal da Lagoa (HFL), no Rio de Janeiro, que apresentou o documento falso ao hospital. Os processos concluíram que eles descumpriram deveres dos servidores que estão previstos em lei, entre os quais o de observar as normas legais e o de manter conduta compatível com a moralidade administrativa. De acordo com informações obtidas pela TV Globo, a investigação identificou que ao menos parte dos oito servidores pagou para obter o registro falso. Os valores desembolsados variaram de R$ 400 a R$ 800. Um dos casos mais notórios sobre o tema foi o do ex-presidente Jair Bolsonaro, que, apesar de afirmar nunca ter se vacinado contra a Covid-19, teve doses registradas em seu nome. A fraude foi investigada pela CGU e pela Polícia Federal. Em março do ano passado, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes determinou o arquivamento do inquérito contra Bolsonaro. A medida atendeu a pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR) que disse não ter encontrado provas de que partiu de Bolsonaro o pedido para o registro falso. Cartão de vacina contra Covid-19 no DF TV Globo / Reprodução

  6. ‘Maquiagem’ em manutenção e panes omitidas faziam parte da rotina da Voepass, diz Cenipa O desastre com a morte de 62 pessoas a bordo de um avião da Voepass, em 2024, no interior de São Paulo foi o desfecho de uma série de falhas que faziam parte da rotina de manutenções da companhia aérea de Ribeirão Preto (SP), segundo o Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa). Faziam parte do que os investigadores classificaram como uma "cultura de normalização de desvios" da empresa práticas como: "maquiagem" nos prazos de utilização de peças para permitir a liberação de aeronaves; omissão de panes, que deixavam de ser relatadas em diários de bordo; falta de condições em bases de manutenção secundárias. "Essa normalização de desvios vem de uma cultura de informalidade em que pilotos e mecânicos não relatavam as panes da aeronave no diário de bordo com a finalidade de que essa aeronave pudesse voar no dia seguinte (...) Existiam serviços em que auxiliares de mecânicos realizavam sem a supervisão dos mecânicos ou inspetores dentro da empresa operadora", afirmou o tenente-coronel Paulo Mendes Fróes, investigador do Cenipa. Faça parte do canal do g1 Ribeirão e Franca no WhatsApp Divulgado na quinta-feira (23), dois anos após a tragédia em Vinhedo (SP), o relatório final sobre a queda apontou falhas da companhia aérea, dos pilotos e da fiscalização da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), além de indicar que a aeronave tinha um erro no limpador de para-brisa que deveria impedir que ela voasse em condição de previsão de chuva. Antigo gangar da Voepass, quando empresa operava em Ribeirão Preto (SP). Sergio Oliveira/EPTV Em nota, a Voepass afirmou que a queda do avião foi o episódio mais grave de sua história e destacou que prestou apoio às famílias das vítimas desde o primeiro momento. A companhia também informou que segue colaborando de forma transparente com as investigações. Veja a nota na íntegra ao final da reportagem. LEIA TAMBÉM Relatório final aponta que empresa, pilotos e Anac falharam, e diz que avião não poderia ter decolado Cenipa aponta 'cultura de normalização de desvios' na Voepass VÍDEO: simulação mostra voo da Voepass da decolagem à queda Cenipa cita conversas pessoais de pilotos e 'esquecimento' do sistema de degelo Relembre queda de avião que matou 62 pessoas em 2024 Anac diz que vai analisar recomendações em até 4 meses EXCLUSIVO - Avião da Voepass que caiu há 1 ano teve falha omitida em diário de bordo horas antes de decolar, diz testemunha Que falhas foram apontadas na rotina da Voepass Ao analisar voos anteriores ao da tragédia, relatórios de inspeção e testemunhos de ex-funcionários, o Cenipa concluiu que a empresa tinha uma cultura organizacional "com múltiplas vulnerabilidades". A seguir, confira as principais falhas e desvios: 'Maquiagem' nos prazos de manutenção A MEL, sigla em inglês para a lista de equipamentos mínimos, é um documento que permite que um avião voe temporariamente com algum item quebrado, desde que não afete a segurança imediata e seja consertado em um determinado prazo. O Cenipa descobriu que a empresa realizava testes operacionais apenas para declarar que o sistema funcionava e para renovar o prazo de conserto, sem efetivamente resolver o problema. Em 9 de agosto, dia da tragédia, o avião foi liberado com dez itens inoperantes registrados na MEL, entre eles o limpador de para-brisa e parte do sistema de pressurização. Cenipa divulga relatório final sobre fatores que levaram à queda do avião da Voepass. Gabriella Ramos/g1 Além disso, o centro obteve o relato de mecânicos que substituíam peças com defeito por outras que sabiam que também estavam em pane para "zerar" a contagem de tempo da MEL e liberar o avião para o voo seguinte ou por mais alguns dias. "O que acontecia era que havia registros nos diários de bordo da aeronave que colocavam como feito um check operacional daquele sistema em pane e que o check operacional tinha passado. Só que, no dia seguinte, quando a aeronave decolava, nós vimos registros da mesma pane, reincidentemente, naquela aeronave", afirmou Fróes. Ocultação de panes no Diário de Bordo Por lei, toda falha deve ser anotada no Diário de Bordo, o Technical Log Book (TLB), mas, segundo os investigadores, existia uma cultura da empresa de não registrar panes por escrito. Segundo o relatório, os pilotos falavam dos problemas verbalmente aos mecânicos para evitar que o avião ficasse "no chão", ou seja, indisponível por muito tempo. Entre os problemas omitidos, de acordo com as investigações, está a falha no sistema de degelo das asas, o chamado "airframe de-icing", confirmando o que um ex-funcionário da empresa revelou com exclusividade ao g1 em 2025, quando a tragédia completou um ano. Segundo o Cenipa, os três voos que antecederam a queda em Vinhedo (SP) tiveram essa falha no sistema, mas isso não foi reportado, o que a impediria de ter sido utilizada em condições meteorológicas para formação de gelo. "Nós tínhamos três tripulações diferentes (...) realizando procedimentos ou na falta da realização de alguns procedimentos que tivemos em relação às falhas." Simulação voo ATR da Voepass que caiu em Vinhedo foi apresentada durante relatório final do Cenipa Reprodução/Cenipa Pressão e falta de recursos No relatório também consta a informação de que os mecânicos tinham poucas horas, geralmente no período da noite, para resolver problemas complexos antes do próximo voo pela manhã, o que gerava pressa e manutenção superficial. "Segundo relatos, ocorreram casos em que as jornadas de trabalho ultrapassavam os limites previstos, especialmente em ocasiões em que a frota se encontrava com alta demanda, o que por vezes expunha os profissionais à fadiga", divulgou o Cenipa, no relatório. Além disso, o Cenipa apontou que atividades críticas eram delegadas a auxiliares sem supervisão e que, em algumas bases secundárias de manutenção, em outros aeroportos fora de Ribeirão Preto, onde a empresa estrava sediada, faltavam ferramentas básicas e havia até problemas de comunicação com a central. Em alguns casos, mecânicos não tinham crachá para acessar o pátio por inadimplência da empresa com o aeroporto. "As bases secundárias por vezes não tinham a capacidade de sanar aquela pane naquele momento." Avião da Voepass na pista do Aeroporto Leite Lopes, em Ribeirão Preto (SP) Marcelo Moraes/EPTV Além disso, o centro de investigações apontou problemas na intrução dos funcionários. Segundo o relatório, a manutenção era baseada em manuais em inglês nem sempre compreendidos por técnicos, que precisavam pedir ajuda por telefone para executar tarefas. O Cenipa também destacou que os treinamentos dessas equipes eram em sua maioria por cursos à distância, considerado insuficiente para se obter habilidades práticas. "Essa configuração, apesar de não estar em desacordo com os regulamentos que vigoravam à época da ocorrência, segundo relatos, era insuficiente para desenvolver as habilidades motoras e a proficiência técnica necessárias para a execução segura de serviços especializados", observou o Cenipa. Maior tragédia na aviação brasileira desde 2007 A queda do voo 2283 da Voepass em Vinhedo (SP), ocorrida em 9 de agosto de 2024, marcou a aviação brasileira como o desastre mais grave desde 2007. A tragédia com a aeronave ATR 72-500, que partiu de Cascavel (PR) com destino a Guarulhos (SP), resultou na morte de todas as 62 pessoas a bordo, sendo 58 passageiros e 4 tripulantes. Fundada em 1995 em Ribeirão Preto (SP) como Passaredo Linhas Aéreas, a companhia consolidou-se como um pilar da aviação regional no Brasil. Em 2019, após a aquisição da MAP Transportes Aéreos, a empresa passou a adotar o nome comercial Voepass, expandindo sua atuação e chegando a ser classificada pela Anac como a quarta maior companhia aérea do país. Antes da tragédia, a empresa operava 15 aeronaves turboélice, atendendo dezenas de destinos em todas as regiões brasileiras e transportando cerca de 500 mil passageiros por ano. Imagem aérea mostra trabalho nesta quarta-feira (14) nos destroços do avião da Voepass que caiu em Vinhedo (SP) e matou as 62 pessoas a bordo na última sexta (9) Reprodução/EPTV As linhas de investigação Logo após a queda, duas frentes de investigação foram abertas: a técnica, conduzida pelo Cenipa, e a criminal, sob responsabilidade da Polícia Federal, ainda em andamento. A principal hipótese investigada desde o início é o acúmulo de gelo severo na estrutura do avião, o que pode comprometer a sustentação e causar a queda em "parafuso chato". Relatórios preliminares confirmaram que o sistema de degelo foi acionado e desligado várias vezes durante o voo, e que os pilotos chegaram a comentar sobre "bastante gelo" e uma possível falha no equipamento minutos antes do impacto. Surgiram também denúncias sobre a manutenção. Um ex-funcionário revelou com exclusividade ao g1 que problemas no sistema de degelo haviam sido reportados verbalmente por um piloto horas antes do desastre, mas foram omitidos do diário de bordo técnico (TLB), o que impediu que a manutenção fizesse os reparos necessários. 🔎 TLB: sigla para Technical Log Book, um livro obrigatório onde pilotos devem registrar formalmente qualquer falha mecânica identificada na aeronave. Simulação do Cenipa mostra voo da Voepass que caiu em Vinhedo da decolagem à queda O colapso da empresa Após a queda do avião, a Voepass enfrentou uma crise sem precedentes. Em março de 2025, a Anac suspendeu preventivamente suas operações por falhas de segurança e, em junho do mesmo ano, cassou o Certificado de Operador Aéreo (COA) da companhia. A agência apontou que a empresa realizou mais de 2,6 mil voos sem manutenção adequada após a tragédia de Vinhedo. Financeiramente prejudicada pela perda da parceria com a Latam e por dívidas superiores a R$ 400 milhões, a empresa entrou em recuperação judicial. No final de 2025, os credores aprovaram um plano de reestruturação para parte das empresas do grupo, visando quitar débitos trabalhistas e negociar slots aeroportuários. 🔎 Slots: cotas ou horários específicos para pousos e decolagens em aeroportos. O processo de recuperação judicial ainda não foi homologado pela Justiça porque ainda está pendente a apresentação de certidão negativa de débitos, ou seja, o documento que comprova que as empresas não têm pendências com órgãos oficiais. Em paralelo, a Voepass aguarda a análise de um agravo de instrumento para tentar inserir a Passaredo Transportes Aéreos – maior empresa do grupo e com as maiores dívidas – no plano de recuperação e ainda tenta meios de negociar os chamados slots até então com direitos pertencentes à Voepass, mas já redistribuídos pela Anac. O que diz a Voepass Veja a nota na íntegra com a posição da Voepass divulgada nesta quinta-feira (23) após a divulgação do relatório do Cenipa: A queda do voo 2283, em 9 de agosto de 2024, foi o episódio mais difícil da história da VOEPASS. Desde o momento do acidente, a empresa esteve solidária às famílias das vítimas, compartilhando uma dor que permanece presente em sua memória. Em mais de 30 anos de operações na aviação brasileira, a companhia jamais havia enfrentado uma situação como essa. Ao longo de três décadas, sempre adotou procedimentos sérios de segurança, capacitação e orientação de tripulação. A atuação da empresa sempre esteve pautada em padrões de segurança internacionais, contando inclusive com a certificação IOSA desde 2012, um requisito de excelência operacional emitido apenas para empresas auditadas IATA. A tripulação do voo 2283 era experiente, capacitada e devidamente certificada, acumulando mais de 5.000 horas de voo e com treinamentos técnicos e acompanhamentos de saúde rigorosamente atualizados, sem qualquer registro prévio ou fator que impedisse sua atuação. Desde o início das apurações, a VOEPASS atua de forma transparente junto ao Cenipa e às autoridades públicas e segue à disposição de todas as instituições e agentes envolvidos para colaborar com o que for necessário. Veja mais notícias da região no g1 Ribeirão Preto e Franca VÍDEOS: Tudo sobre Ribeirão Preto, Franca e região

  7. Para que servem as células do cordão umbilical? Colhidas em minutos na sala de parto e mergulhadas em nitrogênio a 196°C negativos, as células do cordão umbilical são um trunfo real contra leucemias e doenças genéticas. Mas os números contam outra história: das quase 165 mil amostras guardadas em bancos privados no país em duas décadas, 26 foram usadas —e a rede pública, a mais recomendada pelos médicos, está inerte. Na sala de parto, a coleta dura cerca de quinze minutos e quase ninguém percebe. Nascida a criança, o obstetra pinça o cordão e o separa do bebê, que segue para os primeiros cuidados. Só então entra a equipe de terapia celular —não perto do recém-nascido, mas da placenta, já desligada, levada para uma mesa ao lado. De uma veia do cordão, o sangue é aspirado para uma bolsa, como numa coleta comum: 80 mililitros de um material que costuma ir direto para o lixo hospitalar. Em seguida, uma tesoura corta cerca de dez centímetros do próprio cordão, guardados à parte. A mãe, muitas vezes, mal registra o movimento. Coleta de sangue de cordão umbilical é rápida, indolor e custa em torno de R$ 4 mil Cortesia/Criogênesis O que vem depois parece ficção científica. A bolsa viaja num contêiner de temperatura controlada —nunca passa pela esteira de raio-X do aeroporto porque a radiação danifica as células—, com um sensor lendo cada variação, e precisa chegar ao laboratório em até 48 horas. Lá, o sangue é lavado, contado célula a célula e recebe um anticongelante que impede a formação de cristais de gelo capazes de romper a membrana por dentro. Uma máquina então resfria o material um grau por minuto, até 120°C negativos, ponto a partir do qual ele pode enfim descer aos tanques de nitrogênio, a 196°C negativos. Ali, sob pressão positiva e dupla barreira contra bactérias, cada torre guarda cerca de quatro mil amostras. São milhares de vidas em pausa, à espera de um futuro que talvez nunca chegue. Foi esse caminho que a atriz Camila Queiroz percorreu com a filha, Clara, nascida em dezembro, e relatou aos seguidores no início deste mês, descrevendo o procedimento como simples, seguro e indolor. Tudo verdade. O g1 apurou que guardar esse material custa, em média, cerca de R$ 4 mil pela coleta e algo em torno de R$ 1 mil por ano de manutenção —e que existem dois caminhos possíveis, quase opostos. Nos bancos públicos, a mãe doa, e as células deixam de pertencer a ela: vão para quem precisar. Não há custo. Nos privados, pelo valor descrito acima, ficam reservadas à própria família, mediante pagamento. Para acompanhar a chegada e o congelamento de uma dessas amostras, o g1 esteve num banco privado em São Paulo, ao lado de Nelson Tatsui, hematologista da equipe de hemoterapia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HC-FMUSP) e diretor clínico da Criogênesis. Profissionais armazenando o material em tanques de nitrogênio a -196 graus Cortesia/Criogênesis O que se guarda e por quê As células-tronco do sangue de cordão são as fábricas originais do sangue: multiplicam-se e se transformam em glóbulos vermelhos, brancos e plaquetas. O que as torna valiosas, explica Fernanda Guttilla, ginecologista e especialista em reprodução humana do Hospital Sírio-Libanês, é a juventude. Colhidas no exato momento em que o feto ainda as produz em ritmo intenso, elas se multiplicam mais e melhor do que as células adultas da medula óssea —e trazem vantagem decisiva: por serem imunologicamente imaturas, toleram alguma incompatibilidade entre doador e receptor sem desencadear a rejeição grave que inviabilizaria um transplante convencional. O sangue não é a única coisa recolhida. Do tecido do próprio cordão vêm as células mesenquimais, de outra linhagem, associadas à regeneração de tecidos como osso, cartilagem e fígado, e ainda em estudo. É por isso que muitos pais hoje guardam os dois —o sangue, no primeiro ato da coleta; o tecido, no segundo. Para que servem, de fato No terreno do comprovado, o sangue de cordão tem um uso principal, e um só: servir de fonte de células para o transplante de medula óssea. As indicações reconhecidas giram em torno de algumas dezenas de doenças do sangue e do sistema de defesa —leucemias, linfomas, síndromes mielodisplásicas, aplasia de medula, anemias hereditárias como a falciforme e a talassemia, imunodeficiências e alguns erros metabólicos raros. O que o transplante faz, porém, muda conforme a doença. Nos cânceres do sangue, o paciente passa antes por uma fase de preparo —o condicionamento— que elimina as células tumorais e abre espaço para o novo material; as células do cordão então repovoam a medula e reconstroem a produção de sangue do zero. Na aplasia de medula, não há tumor a destruir: o que falhou foi a própria fábrica, e as células saudáveis assumem o lugar de uma medula que deixou de produzir. Nas anemias hereditárias, como a falciforme e a talassemia, a lógica é outra ainda —as células do doador passam a fabricar hemácias com hemoglobina normal, corrigindo a origem do problema. Em imunodeficiências, dão origem a um sistema de defesa funcional; em certas doenças metabólicas, produzem a enzima que faltava. O que se repete em todos os casos é o desfecho. Infundidas na veia, como numa transfusão, as células encontram sozinhas o caminho até o interior dos ossos, instalam-se e começam a trabalhar. Os primeiros sinais aparecem entre dez e quinze dias; a recuperação completa da imunidade leva meses. Sangue de cordão coletado na hora do parto Cortesia/Criogênesis Um cordão vs. o meu cordão A promessa implícita na "poupança biológica" é que a criança terá guardado o remédio para as próprias doenças. A biologia raramente coopera: o cordão do próprio paciente traz uma vantagem real, mas ela tende a desaparecer justamente nos casos em que o transplante seria necessário. A vantagem é a seguinte. Quando as células vêm de um doador, existe o risco da doença do enxerto contra o hospedeiro, explica Fernanda: o material transplantado ataca os órgãos de quem o recebeu, complicação grave dos primeiros cem dias. Com as próprias células, esse risco praticamente desaparece. Nas leucemias, porém, esse mesmo ataque é parte do tratamento —o novo sistema de defesa reconhece e destrói as células cancerosas que resistiram à quimioterapia, o chamado efeito enxerto contra a leucemia. Usar o próprio cordão abre mão disso e ainda esbarra em outro risco: as células guardadas podem trazer alterações precoces do câncer. Nas doenças genéticas, o impasse é mais direto. Na anemia falciforme, as células do cordão carregam o mesmo defeito e, usadas como estão, não corrigem nada —o transplante precisa vir de um doador saudável, de preferência um irmão compatível. Tatsui pondera que a edição genética começa a abrir uma saída, corrigindo em laboratório o trecho defeituoso do DNA antes de devolver as células ao corpo, mas ressalva que é uma ponte em construção: as terapias já aprovadas usam células colhidas do paciente no momento do tratamento, não o cordão estocado ao nascer. Há ainda o limite mais prosaico: volume. Um cordão rende poucas células, muitas vezes insuficientes para o peso de um adolescente ou de um adulto —obstáculo que a medicina contorna em parte juntando dois cordões num mesmo transplante ou multiplicando as células em laboratório. Marta Lemos, que coordena o serviço de hemoterapia e terapia celular do A.C.Camargo Cancer Center e faz transplantes com esse material, lembra que, mesmo quando o transplante se impõe, há rotas antes do cordão próprio: um irmão, um dos pais, um doador compatível no Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea (Redome). "A chance de utilização é muito pequena, e, para uso próprio, esse investimento não se justifica", diz. "Guardar não isenta a família de risco: pode ser que aquelas células nunca sejam necessárias, e pode ser que, no dia em que forem, a quantidade não seja suficiente para o tamanho do paciente. Prefiro ver esse esforço direcionado ao banco público, onde o cordão fica disponível para qualquer paciente do SUS que precise dele." Coleta do cordão umbilical após o parto Cortesia/Criogênesis A conta que raramente fecha Os números dão razão à cautela. O 15º relatório da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), publicado neste ano com dados de 2024, mostra que, desde 2003, os bancos privados brasileiros coletaram 164.789 unidades de sangue de cordão. Dessas, ao longo de mais de vinte anos, 26 foram efetivamente utilizadas —nove pelo próprio dono, 17 por parentes. Em 2024, entre todos os bancos privados do país, uma única bolsa foi para transplante, entre irmãos, para tratar uma aplasia de medula. No mesmo ano, 1.428 famílias romperam o contrato e deixaram de pagar a guarda; desde 2015, foram 9.173 rescisões. Nem todo cordão coletado, aliás, serve: em 2024, 17,3% das unidades recolhidas pela rede privada foram desqualificadas, na maioria por volume ou concentração de células abaixo do mínimo. Quando tempo dura? Por quanto tempo esse material permanece válido é a pergunta que as próprias fontes respondem com cautela. Não existe, na literatura médica, um prazo de validade definido: estudos que acompanham amostras reais mostram células viáveis e potentes para transplante depois de 27, 29, quase 30 anos no nitrogênio —a idade da própria tecnologia, que ninguém ultrapassou até agora. Tatsui observa que há uma pequena perda de viabilidade no primeiro ano, uma espécie de adaptação da célula ao frio extremo, sem prejuízo para o uso posterior; daí em diante, a curva se estabiliza, e a expectativa é que o material se mantenha por décadas, possivelmente por toda a vida de uma pessoa. O limite real, de todo modo, raramente é o relógio: é a dose. Um cordão guarda um número fixo de células, e o que bastaria para um bebê pode ser pouco para o mesmo indivíduo já adulto —razão pela qual a validade de uma amostra se mede menos em anos e mais em quantas células vivas ela ainda entrega no dia em que for preciso. Camila Queiroz coletou o sangue de cordão da filha, Clara Reprodução/Instagram Um sistema público inerte Hoje, quem deseja doar o sangue do cordão umbilical para uso público não pode simplesmente chegar à maternidade e fazer a doação. Diferentemente dos bancos privados —nos quais a família contrata o serviço, agenda a coleta e guarda o material exclusivamente para uso próprio ou de parentes—, a doação ao SUS depende de maternidades habilitadas pela rede BrasilCord e segue critérios específicos de seleção. Quando aceita, a bolsa deixa de pertencer à família e passa a integrar um banco público, podendo ser utilizada por qualquer paciente compatível que necessite de um transplante. O paradoxo é que a via recomendada pelos médicos está encolhendo. A rede pública brasileira, a BrasilCord, coordenada pelo Instituto Nacional de Câncer (Inca), suspendeu as coletas de doação não aparentada em 2020, no início da pandemia de Covid-19, e nunca as retomou. Dados mais recentes da Anvisa mostram o tamanho dessa retração: em 2024, nenhum dos 15 bancos públicos da BrasilCord coletou uma única bolsa destinada ao uso não aparentado. O relatório registra que toda a atividade de captação para esse fim permaneceu zerada ao longo do ano. Em janeiro de 2025, o Inca comunicou oficialmente à Anvisa a decisão, tomada em conjunto com a Coordenação-Geral do Sistema Nacional de Transplantes, de não abrir novos bancos nem ampliar o acervo existente —sob a justificativa da queda no uso desse tipo de transplante e do elevado custo de manutenção da rede. Os dois órgãos passaram também a avaliar o redimensionamento do material já congelado e sua centralização no banco do Rio de Janeiro. Meses depois, em setembro de 2025, uma portaria do Ministério da Saúde que atualizou o regulamento técnico dos transplantes retirou as referências à BrasilCord. Isso não significa que o SUS tenha deixado de oferecer transplantes com sangue de cordão umbilical. O procedimento continua disponível em centros habilitados. O que praticamente desapareceu foi a principal porta de entrada dessas células: a coleta de novas doações que abasteciam os bancos públicos. Ministério da Saúde fala em redirecionamento Procurado pelo g1, o Ministério da Saúde afirma que os bancos públicos seguem em funcionamento e que as bolsas armazenadas continuam disponíveis para transplante sempre que houver indicação médica. Segundo a pasta, o que mudou não foi o acesso do paciente, mas o cálculo de onde buscar as células: o crescimento do Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea (Redome) ampliou a oferta de doadores adultos e reduziu a necessidade de recorrer ao cordão. Em nota, o ministério afirma que em 2023, dos 369 transplantes não aparentados feitos no país, quatro usaram unidades da rede pública de cordão. Diante desse cenário, informa a pasta, as coletas destinadas a ampliar o acervo não foram retomadas, embora sigam autorizadas as que atendem a uso entre parentes, com indicação médica. A prioridade hoje são os doadores adultos e, quando o cordão é a escolha, unidades com mais células e perfis genéticos raros. Sobre a portaria de setembro, o ministério sustenta que a retirada do nome BrasilCord reorganizou a regulamentação segundo critérios técnicos, sanitários e assistenciais, sem encerrar a rede nem alterar o direito de acesso dos pacientes. Abandono ou redirecionamento, o efeito para quem está grávida é o mesmo. A gestante que hoje quisesse doar o cordão do filho a um banco público, para que servisse a qualquer paciente compatível do país, não encontraria onde fazê-lo. O que ainda pode virar o jogo Existe um cenário em que a matemática muda, e é nele que Tatsui aposta. As terapias gênicas —que retiram células do paciente, corrigem em laboratório o trecho defeituoso do DNA com ferramentas como o CRISPR e as devolvem ao corpo— já são realidade aprovada para anemia falciforme e beta-talassemia em alguns países. Hoje, esses tratamentos usam em geral células colhidas do próprio paciente no momento da doença, não o cordão guardado ao nascer. Mas as células do cordão, por serem jovens e vigorosas, seriam matéria-prima ideal para essa engenharia —e é essa ponte, ainda em pesquisa, que faria de uma amostra congelada há décadas um recurso de fato útil contra a mesma doença genética que hoje a contraindica. Até lá, guardar o cordão é o que os especialistas descrevem como uma aposta, não um seguro. Pode compensar para a família que já tem, em casa, um filho com doença tratável por transplante —a hipótese em que a medicina é unânime. Para todo o resto, segundo Marta, é pagar, por muitos anos, pela possibilidade remota de precisar, enquanto a ciência corre atrás de tornar esse material tão valioso quanto o anúncio garante que ele já é.
  8. UE proíbe a destruição de roupas não vendidas Veja reportagem completa no VÍDEO acima Resumo: As grandes empresas não poderão mais destruir roupas e sapatos em bom estado que não forem vendidos, de acordo com as novas regras da UE. O objetivo é reduzir o desperdício, os danos ambientais e as emissões de CO2 que vêm com o descarte de milhões de peças. A Comissão Europeia afirma que a medida visa “apoiar a transição para uma economia europeia mais circular e competitiva”. Na Europa, 20% das peças de vestuário são devolvidas. E cerca de um terço dessas devoluções é destruído. Veja também: Borboletas sinalizam a lenta recuperação da Mata Atlântica da Serra do Japi

  9. Acidente Voepass: relatório final aponta que empresa, pilotos e Anac falharam O relatório final do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) sobre a queda do avião da Voepass, em Vinhedo (SP), apresentou definiu recomendações às instituições envolvidas na tragédia - entre elas a ATR, fabricante francesa da aeronave, e a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) - e apontou conclusões sobre o acidente aéreo. O resultado da investigação foi apresentado nesta quinta-feira (23) e concluiu que falhas da Voepass, dos pilotos e da fiscalização da Anac contribuíram para a queda. Ao todo, 39 itens foram listados como conclusão da investigação no documento final. Veja, abaixo, um resumo deles: Presença de gelo severo: o avião encontrou condições meteorológicas de formação de gelo severo durante o voo. Isso ocorreu ainda durante a subida e persistiu por todo o trajeto; Falha no sistema de degelo: a falha técnica afetou o sistema responsável por remover o gelo da asa direita; Desconsideração de avisos críticos: o sistema de monitoramento da aeronave emitiu pelo menos oito avisos de velocidade baixa e alertas de performance degradada, mas os pilotos não executaram os procedimentos de emergência previstos para essas situações; Falta de atenção na cabine: conversas entre os pilotos sobre assuntos pessoais, não relacionadas ao voo, tiraram o foco do monitoramento do gelo e dos instrumentos; Erros na tentativa de recuperação: quando a aeronave perdeu a sustentação e começou a cair (estol), o copiloto agiu de forma contrária aos manuais, puxando o manche em vez de empurrá-lo, o que agravou a situação e impediu a recuperação do controle; Problemas de manutenção e registros: o avião ATR 72-500 foi liberado para voar com uma falha técnica no sistema de degelo que não foi registrada em diário de bordo, o que impediu os reparos; Falta de segurança: a Voepass tinha cultura de "normalização de desvios", em que pilotos e mecânicos não relatavam as panes em diário de bordo para que os aviões pudessem voar no dia seguinte; Fiscalização insuficiente: o relatório aponta que o processo de gerenciamento de risco da Anac não foi suficiente para evitar o acidente; Detalhes da queda: o avião entrou em parafuso chato (girando sobre o próprio eixo enquanto caía verticalmente) e completou cinco voltas antes de colidir com o solo. Velocidade da queda: Com a perda de controle, a velocidade de descida foi de 14 mil pés por minuto, o equivalente a uma queda de 4 quilômetros a cada minuto. Recomendações Cenipa divulga relatório final sobre fatores que levaram à queda do avião da Voepass. Gabriella Ramos/g1 Quatro recomendações foram direcionadas à European Union Aviation Safety Agency (EASA), órgão que regula o transporte aéreo europeu, para que sejam repassadas à ATR. São elas: Mudança nos alertas de desempenho: revisar o procedimento de desempenho degradado (degraded performance) para que o alerta exija ação imediata dos pilotos para acelerar o avião e evitar que fique abaixo da velocidade mínima; Regras para curvas com gelo: a ATR deve aprimorar as regras de voo em condições de gelo, para prevenir o aumento da velocidade de estol (perda de controle) causada pela possível inclinação lateral do avião em condição de degradação de performance; Melhoria na caixa-preta: incluir a gravação de dados técnicos que atualmente não são registrados, como falhas no sistema de degelo, ativação do sistema de segurança contra estol e a posição dos manches de cada piloto; e Mudança no sistema de alerta: reavaliar o sistema de monitoramento (APM - aircraft performance management, em inglês) para aprimorar a consciência situacional da tripulação sobre a gravidade da condição encontrada e à necessidade de executar procedimentos. O relatório também indicou recomendações à Anac: Revisão de checklists: verificar se todas as empresas que operam o modelo ATR no Brasil incluíram nos manuais o procedimento de ajuste de velocidade durante o voo; Melhoria na comunicação: revisar as regras de comunicação entre o avião e as equipes de terra, para que a troca de informações sobre perigos seja mais rápida e eficiente durante o voo; Aprimoramento da fiscalização: atualizar os processos internos da Anac para que as atividades de vigilância consigam identificar riscos; Divulgação do resultado: compartilhar o resultado dessa investigação com as companhias aéreas para aumentar a consciência dos pilotos sobre os perigos enfrentados nesse voo; e Monitoramento internacional: acompanhar se a autoridade europeia (EASA) vai implementar as mudanças sugeridas no projeto do avião. LEIA TAMBÉM: Cenipa aponta 'cultura de normalização de desvios' na Voepass VÍDEO: simulação mostra voo da Voepass da decolagem à queda Cenipa cita conversas pessoais de pilotos e 'esquecimento' do sistema de degelo Relembre queda de avião que matou 62 pessoas em 2024 Anac diz que vai analisar recomendações em até 4 meses Veja como foi divulgação do relatório em tempo real O que diz a Voepass Leia a nota completa: "A queda do voo 2283, em 9 de agosto de 2024, foi o episódio mais difícil da história da VOEPASS. Desde o momento do acidente, a empresa esteve solidária às famílias das vítimas, compartilhando uma dor que permanece presente em sua memória. Em mais de 30 anos de operações na aviação brasileira, a companhia jamais havia enfrentado uma situação como essa. Ao longo de três décadas, sempre adotou procedimentos sérios de segurança, capacitação e orientação de tripulação. A atuação da empresa sempre esteve pautada em padrões de segurança internacionais, contando inclusive com a certificação IOSA desde 2012, um requisito de excelência operacional emitido apenas para empresas auditadas IATA. A tripulação do voo 2283 era experiente, capacitada e devidamente certificada, acumulando mais de 5.000 horas de voo e com treinamentos técnicos e acompanhamentos de saúde rigorosamente atualizados, sem qualquer registro prévio ou fator que impedisse sua atuação. Desde o início das apurações, a VOEPASS atua de forma transparente junto ao Cenipa e às autoridades públicas e segue à disposição de todas as instituições e agentes envolvidos para colaborar com o que for necessário". Não poderia ter decolado, diz Cenipa Avião da Voepass que caiu não poderia ter decolado, aponta Cenipa Segundo a investigação, a aeronave não poderia ter decolado em horário com previsão de chuva porque tinha um erro no sistema de limpador de para-brisa. O turboélice voou entre oito e dez minutos em uma área com condições de gelo severo. O tenente-coronel Paulo Mendes Fróes, investigador encarregado pelo Cenipa para essa investigação, apontou que antes do voo de Cascavel a Guarulhos, a aeronave apresentava 10 itens com falhas - uma delas no limpador de para-brisa. "Não poderia ter sido despachado a aeronave nesse horário em virtude da falha no limpador de para-brisa", disse Fróes. "A aeronave não poderia ter previsão de decolagem se houvesse previsão de chuva uma hora antes e uma hora depois após a previsão da decolagem. Isso também valia para o horário estimado de pouso para a decolagem de destino ou na localidade da alternativa", completou. Fiscalização da Anac Cenipa diz não se recordar da Anac ser fator contribuinte para outro acidente aereo O Cenipa apontou que auditorias e inspeções realizadas pela Anac antes do acidente revelaram "diversas não conformidades" relacionadas à manutenção das aeronaves da Voepass, à rastreabilidade de componentes e à prática recorrente de reporte informal de panes - ou até o não reporte. No entanto, ainda segundo o Cenipa, essas constatações "não foram capazes de auxiliar nas tomadas de decisões estratégicas necessárias à mitigação e ao controle dos riscos". Com isso, as investigações do órgão concluíram que os problemas apontados pela Anac permitiram a continuidade das operações da Voepass, "apesar das degradações dos níveis de segurança". Em nota, a Anac afirmou que vai analisar as conclusões do Cenipa em até 120 dias. Como era o avião que caiu em Vinhedo Arte g1 Relembre o acidente Protesto de familiares das vítimas da queda de avião em Vinhedo Gabriella Ramos/g1 O voo 2283 da Voepass caiu na tarde de 9 de agosto de 2024 em um condomínio de Vinhedo, durante o trajeto entre Cascavel (PR) e Guarulhos (SP). As 62 pessoas a bordo - 58 passageiros e quatro tripulantes - morreram. Foi o acidente aéreo mais grave do Brasil desde o desastre com o voo da TAM, em 2007. Logo após a tragédia, duas investigações foram abertas. O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) passou a apurar os fatores que contribuíram para a queda e indicar medidas para evitar novos acidentes. Já a Polícia Federal iniciou um inquérito para apurar se houve crime e produzir um laudo próprio sobre o caso, já que o relatório do Cenipa não pode ser usado para responsabilização criminal. Um mês depois, o Cenipa divulgou o relatório preliminar da investigação. O documento confirmou que a aeronave enfrentou condições severas de formação de gelo e registrou que a tripulação relatou uma possível falha no sistema antigelo durante o voo. Também mostrou que o sistema foi acionado e desligado várias vezes ao longo da viagem, mas sem concluir se isso ocorreu por ação dos pilotos ou por outro motivo. O relatório, porém, não apontou a causa do acidente. Enquanto as investigações avançavam, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) suspendeu as operações da Voepass, em março de 2025. Três meses depois, cassou o Certificado de Operador Aéreo (COA) da empresa, impedindo a companhia de operar voos comerciais. Na semana em que a tragédia completou um ano, o g1 publicou reportagens exclusivas sobre o caso. Uma delas revelou o relato de um ex-funcionário da Voepass de que um piloto havia informado verbalmente, horas antes do acidente, falhas no sistema antigelo durante um voo anterior, mas que o problema não foi registrado no diário técnico da aeronave. O g1 também publicou os áudios das conversas entre piloto e copiloto nos minutos que antecederam a queda. Em 30 de junho de 2026, familiares das vítimas tiveram acesso pela primeira vez às transcrições das conversas gravadas na cabine durante uma reunião com a Polícia Federal. Quase dois anos depois da tragédia, o Cenipa concluiu as investigações e divulgou o relatório final, que reúne a análise técnica do acidente e recomendações para aumentar a segurança da aviação e evitar novas tragédias. VÍDEOS: tudo sobre Campinas e região Veja mais notícias sobre a região no g1 Campinas

  10. O ministro das Relações Exteriores do Irã, Seyed Abbas Araghchi, disse que a apreensão de ativos do país para pagar por "reivindicações futuras não relacionadas é um precedente incendiário". A declaração ocorreu após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmar nesta quinta-feira (23) que todo dano causado a navios, cargas ou bens relacionados ao transporte marítimo será pago com recursos iranianos que estão sob posse e controle do governo americano. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Nas redes sociais, Araghchi alertou para o "caos" que uma medida de apreensão de ativos de outro país pode gerar. "Aqueles que celebram ou lucram com esses fundos devem se lembrar: uma vez que os governos normalizam a confiscação, os ativos de ninguém estão seguros", publicou o ministro. A reação iraniana à declaração de Trump ocorreu um dia após os EUA terem ameaçado bombardear infraestrutura do Irã caso embarcações fossem alvo de ataques no Estreito de Ormuz. "Que esta declaração sirva para informar que, até novo aviso, a partir deste momento, todo e qualquer dano causado a navios, cargas ou qualquer coisa relacionada a eles será pago com recursos iranianos que estão em posse dos Estados Unidos e sob seu controle", escreveu Trump. Publicação do ministro das Relações Exteriores do Irã, Seyed Abbas Araghchi em reação à ameaça de Trump de usar ativos iranianos para indenizar navios. Reprodução / X O presidente americano acrescentou que os prejuízos "podem ser muito substanciais", mas afirmou que essa seria "a medida justa e equitativa a ser adotada". A publicação não detalha quais ativos iranianos seriam usados nem explica por qual mecanismo jurídico os Estados Unidos fariam esses pagamentos. Horas mais tarde, o Irã rejeitou uma proposta de cessar-fogo proposta pelo presidente dos EUA, Donald Trump, levada pelo primeiro-ministro do Iraque, noticiou o jornal The New York Times citando autoridades iranianas e iraquianas Os detalhes da proposta não foram divulgados. Entretanto, autoridades iranianas informaram ao jornal que o governo não tinha interesse em um acordo temporário que não resolvesse o controle do Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte de petróleo. Em entrevista à televisão estatal iraniana, Araghchi afirmou que Al-Zaidi compartilhou com Teerã suas "visões e impressões" após a passagem por Washington, mas disse que o problema entre os dois países não é a falta de intermediários. Segundo o ministro, Irã e Estados Unidos já contam com mediadores suficientes para transmitir mensagens. Na quarta-feira (22), Trump havia dito que os EUA destruiriam "uma ponte ou usina elétrica" no Irã sempre que a República Islâmica disparasse contra um navio no Estreito de Ormuz, por meio de mísseis, foguetes, drones ou qualquer outro tipo de arma. Irã ameaça impedir trânsito de petróleo sem autorização no Estreito de Ormuz: 'nem uma gota' Logo depois da ameaça, a Guarda Revolucionária do Irã afirmou que cortaria o fornecimento de energia de aliados dos Estados Unidos no Oriente Médio caso os americanos bombardeassem usinas iranianas. O comando militar iraniano também ameaçou interromper o fluxo de petróleo no Golfo Pérsico e atacar infraestruturas energéticas e econômicas de países da região. Também na quarta-feira, os Houthis, grupo extremista do Iêmen apoiado pelo Irã, disseram ter atacado dois petroleiros da Arábia Saudita no Mar Vermelho, alegando que as embarcações violaram um bloqueio naval imposto pelos rebeldes. O governo saudita confirmou um ataque a um petroleiro, mas a agência britânica United Kingdom Maritime Trade Operations (UKMTO), que monitora a segurança da navegação na região, não atribuiu oficialmente a autoria da ação. Embarcações circulando pelo Estreito de Ormuz Majid Asgaripour/WANA (West Asia News Agency) via REUTERS VÍDEOS: mais assistidos do g1

  11. Edu Falaschi, ex-Angra, sobe ao palco principal com o projeto Masters of Voice Caike Scheffer O projeto Masters of Voice leva, nesta sexta-feira (24), ao palco principal do Capital Moto Week as vozes que fizeram história em bandas como Angra, Journey, Mr. Big e Judas Priest. Entre os sucessos que o público pode esperar, estão "Heaven and hell", do Black Sabbath; "To be with you", do Mr. Big, e "Breaking the law", do Judas Priest. No mesmo palco, a banda norte-americana Velvet Chains – apontada como um dos grandes nomes da nova geração do rock internacional – e o grupo brasileiro Ginger and The Peppers também se apresentam. Veja o line-up completo e outras atrações abaixo. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 DF no WhatsApp O evento segue até o dia 1º de agosto, no Parque Granja do Torto, em Brasília, com 105 shows, gastronomia, atrações radicais, espaços para crianças, exposições e motoclubes de todo o país em um complexo de 400 mil m². Capital Moto Week movimenta a economia do DF Confira todas as atrações desta sexta-feira (24) Os portões serão abertos ao público às 12h. A programação do palco principal tem começo previsto para às 20h. Os estandes e praças de alimentação também começam a funcionar às 12h. Palco principal Palco principal do Capital Moto Week em 2025 Divulgação/Capital Moto Week Ginger and the Peppers Velvet Chains Masters of Voices Rock Saloon Royal Enfield Old Is Cool Tequila Shot Band Starace Moto Bar Spaten In Out Rock Banda Radio Bla Popfiction DJ Leo Machado Praça Pepsi Brega & Rosas Elvis Presley Cover com Renato Paiva Lady Bikers Sebrae Madame 61 Palco LS2 TRIH Palco Kamikazes Rayet Procurados Blues Iron Force BSB Outras atrações Arena Rock Saloon do Capital Moto Week Divulgação/Capital Moto Week Espaço Moto Kids Crianças de todas as idades contam com programação exclusiva. Na sexta-feira (24), o espaço é aberto a partir das 13h; e no sábado (25) e domingo (26), a diversão começa mais cedo: às 10h. Em todos os dias o funcionamento vai até à 1h. Dentre as atrações estão brinquedos infláveis, roda gigante, tirolesa, bungee jump e apresentações de globo da morte. Cada atração tem seus próprios horários e preços. De 27 a 29 de julho, o espaço funcionará das 13h à meia noite. Gastronomia Duas praças de alimentação e os diversos quiosques espalhados pela Cidade da Moto totalizam 37 operações para atender todos os gostos, do café da manhã ao jantar, incluindo petiscos e sobremesas. Na sexta-feira (24), as refeições começam a ser servidas às 14h; e no sábado (25) e domingo (26) ao meio dia. De 27 a 29 de julho, a entrada no festival é gratuita das 12h às 14h. Capital Moto Week começa nesta quinta-feira (23), na Granja do Torto Vila do Bem Na última semana do mês, entre segunda (27) e quarta-feira (29), a arena principal do festival abre suas portas para ações e serviços sociais dedicados à comunidade. A programação gratuita inclui ações culturais, shows, esportes, experiências de tecnologia, espaços de acolhimento, qualificação profissional e oferta de serviços gratuitos. Segundo a assessoria do festival, a expectativa é beneficiar mais de 17 mil pessoas e reunir 1,8 mil participantes de projetos sociais selecionados pela curadoria do festival. Dentre os destaques está o cinema a céu aberto, com duas sessões diárias, sempre começando às 18h30. Como chegar Vista aérea do Capital Moto Week em 2025 Divulgação CMW/Reprodução O Parque de Exposições da Granja do Torto fica a 12 km do centro de Brasília. Os acessos ao festival estão logo após o balão do Torto. Basta seguir em frente e virar à esquerda para acessar as entradas e saídas de motos sem garupa. Mais à frente estão o acesso de motos com garupa, o estacionamento rotativo (E1) e o estacionamento público, onde está a entrada de pedestres e bilheteria (E2). A Cidade da Moto funciona 24 horas por dia. A bilheteria e a entrada do público rotativo funcionarão a partir das 14h na quinta e sexta-feira, e a partir das 9h aos sábados e domingos. Motos sem garupa possuem acesso livre ao evento. Quem levar garupa pode entrar gratuitamente de segunda a sexta até às 18h e sábado e domingo até às 15h. A entrada no complexo é gratuita de segunda a sexta-feira, das 12h às 14h. Já a entrada para a Vila do Bem, de segunda (27) a quarta-feira (29), é liberada mediante a retirada do ticket online, pelo site. Ingressos Ainda há ingressos disponíveis para todos os dias. A compra pode ser feita pelo site, incluindo o ticket gratuito para a Vila do Bem, ou presencialmente na bilheteria do evento. 🎟️ Motociclistas sem garupa e pilotando não pagam. Motos com garupa entram grátis de segunda a sexta-feira até 18h e, aos sábados e domingos, até 15h. Pessoas com deficiência (PCD) têm acesso gratuito, com direito a acompanhante. Meias-entradas são concedidas aos beneficiários previstos pela lei. Crianças de até 12 anos não pagam, desde que acompanhadas de responsável. Menores de 16 anos só podem entrar no evento acompanhados de responsável legal. Ingresso solidário (preço promocional) é concedido para quem levar lixo eletrônico ou 1kg de alimento não perecível. Programe-se Capital Moto Week 🗓️ Quando: de 23 de julho a 1 de agosto 📍 Local: Parque de Exposições, na Granja do Torto 📡 Transmissão: TV Globo 🎫 Ingressos: a partir de R$ 25, no site 🎫 Entrada gratuita: para motociclistas sem garupa e pilotando; pessoas com deficiência com acompanhante; e crianças até 12 anos. Motos com garupa entram de graça de segunda a sexta-feira até as 18h, e aos sábados e domingos até as 15h. Leia mais notícias sobre a região no g1 DF.

  12. Áudio com IA: vítimas desaparecidas no RS foram atraídas por áudio falso Passados seis meses do desaparecimento de três integrantes da família Aguiar, o caso permanece sem resposta sobre o paradeiro das vítimas e segue em fase inicial na Justiça. Silvana de Aguiar, 48 anos, e os pais dela, Isail Vieira de Aguiar, 69, e Dalmira Germann de Aguiar, 70, desapareceram nos dias 24 e 25 de janeiro. 🔎 A família é de Cachoeirinha, na Região Metropolitana de Porto Alegre. A polícia vê como remotas as chances de encontrá-los com vida. 📲 Acesse o canal do g1 RS no WhatsApp O principal suspeito é o policial militar Cristiano Domingues Francisco, ex-marido de Silvana. Ele está preso, responde por dois feminicídios, referentes às mortes de Silvana e Dalmira, um homicídio qualificado relacionado a Isail, além dos crimes de ocultação de cadáveres, fraude processual, associação criminosa, falsidade ideológica, furto e abandono de incapaz. Conforme a investigação policial, o crime teria sido planejado e estaria relacionado a desavenças pela guarda do filho do casal e também a questões patrimoniais. A apuração aponta que Silvana teria sido morta na própria casa e que os pais dela teriam sido atraídos ao local e assassinados posteriormente, em um esquema que incluiu tentativas de despistar as investigações. Cristiano Domingues Francisco, suspeito no desaparecimento da família Aguiar Renan Mattos / Agencia RBS Também são réus a atual esposa de Cristiano, Milena Ruppental Domingues, acusada de participação nos homicídios e outros crimes, e o irmão do policial, Wagner Domingues Francisco, que responde por ocultação de cadáver, fraude processual e associação criminosa. Eles respondem ao processo em liberdade. De acordo com o Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJRS), o processo está na etapa de apresentação das respostas à acusação por parte das defesas. Ainda não foi marcada audiência. Conforme o tribunal, uma eventual data poderá ser definida somente depois da análise das manifestações apresentadas pelos advogados dos denunciados. LEIA TAMBÉM: Ouça áudios gerados por IA que PM suspeito de matar ex-mulher usou para atrair e assassinar os pais dela Vítima chamou ex-marido PM de 'psicopata' em áudio antes de desaparecer Áudios, vídeos e geolocalização permitem reconstrução do final de semana do desaparecimento Enquanto a ação penal avança, as buscas pelas vítimas não estão mais em andamento. O delegado Cristiano Álvarez, da Polícia Civil, afirma que não existem novos locais a serem vistoriados neste momento. Segundo ele, todo o material e as informações considerados relevantes até agora foram checados pela Polícia Civil. "Tudo que foi possível, foi checado", resume o delegado Álvarez. Apesar da interrupção das buscas regulares, Álvarez destaca que a legislação permite que novas diligências sejam realizadas caso surjam informações ou denúncias que justifiquem a retomada dos trabalhos. O delegado também informou que todas as perícias solicitadas pela Polícia Civil ao Instituto-Geral de Perícias (IGP) já foram realizadas. A investigação resultou em um inquérito com mais de 20 mil páginas. Os outros investigados Mesmo sem a localização dos corpos, o inquérito foi concluído com o indiciamento de seis pessoas. O Ministério Público denunciou três deles — Cristiano, Milena e Wagner — por participação nas mortes e por ações para dificultar a investigação. Durante o andamento do caso, a Polícia Civil pediu a prisão de Wagner Domingues Francisco e Milena Ruppental Domingues. O pedido foi negado pela Justiça de Cachoeirinha. O Ministério Público recorreu da decisão, mas o Tribunal de Justiça manteve o entendimento e voltou a negar as prisões. No entanto, Milena está proibida de se aproximar do enteado, filho de Silvana, após decisão judicial. A defesa de Cristiano Domingues Francisco e de Wagner afirma que aguarda a conclusão dos laudos periciais e das perícias técnicas para realizar uma análise completa do caso. Já a defesa de Milena informou que ainda espera acesso integral aos elementos que embasam a investigação, especialmente aos indícios de materialidade e autoria. Leia as notas abaixo na íntegra. O que dizem as defesas Defesa de Cristiano e Wagner "A defesa de Cristiano e Wagner permanece no aguardo da conclusão dos laudos periciais e das perícias técnicas, elementos indispensáveis para o início de uma avaliação técnica completa e responsável do caso. Enquanto essas provas não forem produzidas e disponibilizadas à defesa, o exercício do direito à ampla defesa e ao contraditório permanece objetivamente limitado, impedindo uma análise plena dos fatos e comprometendo o efetivo exercício das garantias constitucionais asseguradas aos denunciados." Defesa de Milena "A defesa de Milena informa que, até o Presente momento, ainda aguarda o acesso integral aos elementos que embasam a investigação, especialmente aos indícios de materialidade e autoria, imprescindíveis para a adequada análise do caso e apresentação de resposta à acusação. Desde o início da atuação, o escritório vem adotando todas as medidas jurídicas cabíveis para assegurar o pleno exercício da ampla defesa e do contraditório, garantias constitucionais indispensáveis em qualquer persecução penal. Somente após o acesso completo aos autos e aos elementos de prova será possível realizar uma avaliação técnica aprofundada e definir, com segurança, as estratégias defensivas mais adequadas ao caso concreto. Assim, passados quase seis meses desde o desaparecimento das vítimas da família Aguiar, renovamos nossos mais sinceros sentimentos de solidariedade aos familiares, reconhecendo a dor, a angústia e a espera que têm marcado este período. SUÉLEN LAUTENSCHLEGER DE OLIVEIRA RS/122180 WILLIAM RODRIGUES DE VARGAS RS/142120 SUZAN PELEGRINI MOROWSKOWSKI RS/137469" Silvana Germann de Aguiar, Dalmira Germann de Aguiar e Isail Vieira de Aguiar Imagens cedidas/Polícia Civil VÍDEOS: Tudo sobre o RS

  13. Menor Teteu, do funk proibidão 'Dingo Bell', vira cantor sertanejo “Esse é o Teteu, o do Papai Noel??”, pergunta uma seguidora, surpresa, em uma publicação de um rapaz vestido com um conjunto azul, óculos Juliet e boné. Na gravação, ele solta a voz passeando por todas as notas de "Jogado na Rua", modão sertanejo de Guilherme & Santiago lançado em 2013: Uô-uô-uô-uô, ai É no som da viola que o peito chora Nessas noites de lua jogado na ruaaa Ai amor, ai amorrrrrr 🎶 O jovem ali é mesmo Mateus Correia da Silva, que até pouco tempo atrás usava o nome artístico "MC Teteu". Em 2019, aos 14 anos, ele estourou no funk com o hit erótico “Dingo Bell”, cuja letra falava de temas bem... diferentes. Me apresento, sou Teteu, sou o seu Papai Noel 🎅 Seu presente é p*roca e ela caiu do céu Cinquenta por cento açúcar, cinquenta por cento mel... O cantor Menor Teteu em ensaio fotográfico na época em que ainda era MC. Divulgação Mas o Teteu cresceu, virou pai e resolveu explorar outros ares. Agora, aos 21, sem "MC" no nome e assinando apenas como Menor Teteu, ele inicia uma nova fase na carreira convertido totalmente ao sertanejo. "Eu já estava pedindo para Deus me mudar porque queria parar de falar palavrão. Também tive um filhinho, que hoje tem seis meses. Não queria que ele crescesse me ouvindo cantar músicas pesadas", conta em entrevista ao g1. Menor Teteu com o filho de seis meses. Cantor diz que a paternidade foi um dos motivos que o levou a mudar os rumos da carreira. Redes sociais Do proibidão para a sofrência A saída do funk era um plano antigo de Mateus. Em conversa com o g1, em 2023, ele já dizia que pretendia migrar para o gospel. "Louvar ao Senhor é o meu propósito", afirmou na época. O proibidão acabou mesmo ficando para trás, mas o destino foi outro. Nem produtores nem amigos do funk sabiam o que ele estava preparando. A mudança para o sertanejo aconteceu sem aviso prévio. No primeiro projeto da nova fase, um audiovisual lançado em junho, o cantor com 1,5 milhão de ouvintes mensais no Spotify preferiu começar pelo caminho mais seguro: regravando sucessos já consagrados no meio. Entre elas, "Tentei Te Esquecer", de Matogrosso & Mathias, "Te Amo Demais", de Leonardo, e "Não Posso Ter Medo de Amar", de Bruno & Marrone . O audiovisual batizado de "Peneira do Teteu", segundo ele, é apenas o primeiro passo dessa nova fase. Em agosto, Menor Teteu pretende lançar a primeira "sofrência" inédita e começar a apresentar um show reformulado, com banda completa, para iniciar uma turnê em outubro. Nada de cinto e fivela A mudança para o sertanejo também veio acompanhada de uma outra escolha bastante curiosa: o visual de Teteu permaneceu praticamente o mesmo da época em que ele cantava hits como "Dim Dim Dom", ao lado de MC Pedrinho. Enquanto a maior parte dos cantores sertanejos costuma apostar nas calças jeans coladinhas, botas e fivelas, Teteu continua usando seus 'kits' esportivos, bonés e óculos Juliet. Após sucesso no funk, Menor Teteu inicia carreira no sertanejo. Divulgação A escolha, claro, virou assunto nas redes sociais. Comentários como "Quando alguém de SP passa uma semana no Goiás" e "O chassi não bate com a carroceria", feitos em tom de brincadeira, viralizaram. Teteu não liga. Para ele, esse contraste é até importante. "É um jeito de me diferenciar no meio do sertanejo. Acho bom que choca as pessoas e fico com a mente em paz porque a minha essência não mudou", afirma. Sem negar as origens O cantor afirma ainda que a notícia foi muito bem recebida tanto pelos antigos colegas do funk quanto pelos novos parceiros do sertanejo. Ele diz ter como referências para esta nova etapa artistas como Zezé Di Camargo & Luciano e Gusttavo Lima, mas faz questão de reconhecer a importância de olhar com carinho para o seu passado. "Eu nunca vou esquecer que foi o funk que abriu as portas para mim. Sei que vai existir muito preconceito dentro do sertanejo, mas irei quebrar todos eles com a graça de Deus." MC Teteu em cena do clipe 'Dingo Bell' Divulgação

  14. Influenciadora que criticou BTS tem curso sobre “riscos do feminismo” e “arte da faxina” por R$ 497 Redes sociais A repercussão dos comentários de Pietra Bertolazzi sobre o grupo sul-coreano BTS levou muitos usuários das redes sociais a procurar por outros conteúdos produzidos pela influenciadora (entenda polêmica mais abaixo). Entre as postagens encontradas está um curso voltado para mulheres cristãs, criado por ela, que segue com inscrições abertas em meio à polêmica. Os módulos incluem aulas sobre "os malefícios do feminismo" e "a arte da faxina". Intitulado “Desafio dos 3 Pilares”, o programa é divulgado como uma formação para mulheres que desejam “vencer feridas que desordenam a mulher moderna”. No site oficial do curso, Bertolazzi é apresentada como “educadora”. Também é descrita como alguém que “fala o que a maioria pensa, mas não tem coragem de dizer” sobre os valores que o mundo moderno "tenta apagar". Módulo do curso aborda críticas ao feminismo, apresentado na divulgação como “as armadilhas da ideologia e seus efeitos na mulher”. Site do curso Curso inspirado na Bíblia custa R$ 497 O programa tem duração de 12 dias e é dividido em 12 módulos, cada um inspirado em um apóstolo retratado na bíblia. Entre os conteúdos extras apresentados na página de divulgação estão aulas sobre “as armadilhas da ideologia e seus efeitos na mulher”, dentro de um tema maior chamado de "feminismo e seus malefícios". Também são ofertadas aulas sobre a “arte da faxina”, descritas como a parte do módulo que abordará a “organização e cuidado do lar”. O curso custa R$ 497 e, conforme descrição do site, está em sua 12ª turma. Módulo do curso aborda críticas ao feminismo, apresentado na divulgação como “as armadilhas da ideologia e seus efeitos na mulher”. Site do curso Módulo do curso aborda a “arte da faxina”, descrita como conteúdos sobre organização e cuidado do lar. Site do curso Influenciadora é acusada de homofobia por fãs Nos últimos dias, Bertolazzi esteve no centro de uma polêmica na internet após publicar "críticas" a apresentação do grupo sul-coreano de k-pop BTS. A postagem foi feita durante o show do intervalo da final da Copa do Mundo, no último domingo (19), enquanto a banda se apresentava. Na legenda de um dos vídeos, ela escreveu: “De tudo que eu vi hoje na final da Copa, nada me chocou mais do que saber que um grupo de homens totalmente afeminados, vaidosos e cheios de caras e bocas que me deram verdadeira vergonha alheia (não sei quem são e não quero saber) é uma das maiores referências que essa geração atual tem. Não é possível que a maioria não perceba o quão grave isso é.” O comentário rapidamente viralizou nas redes sociais e gerou reações de fãs do BTS, conhecidos como ARMYs, que acusaram a influenciadora de homofobia. Prints do story da influenciadora Pietra Bertolazzi chamando os integrantes do BTS de 'afeminados'. Redes sociais Pietra Bertolazzi responde a comentário que questionava a aparência dos integrantes do BTS. Redes sociais Endereço vazado e cadastro como mesária Agora no g1 Após a repercussão, começaram a circular relatos de que dados pessoais atribuídos a Pietra Bertolazzi teriam sido compartilhados por usuários da rede social X (antigo Twitter). Entre as informações divulgadas estariam documentos pessoais como os números do RG, CPF, título de eleitor, além do endereço e telefone. Também surgiram relatos de ações coordenadas contra os perfis da influenciadora, incluindo denúncias em suas redes sociais e outras formas de tentativa de restrição de suas contas. Usuários chegaram a afirmar que ela teria sido inscrita como mesária nas eleições. 'Vou me ausentar por um tempo' Após a repercussão, Bertolazzi chegou a publicar novos stories comentando a reação dos fãs do grupo. Em uma das postagens, afirmou estar surpresa com o tamanho do fandom e classificou a comunidade de fãs como um “bueiro”, dizendo que a reação teria sido “muito pior do que falar mal do PT”. A influenciadora, que se apresenta nas redes como criadora de conteúdo sobre “cultura, ideologias, política e fé”, posteriormente restringiu o acesso ao seu perfil no Instagram e avisou que se afastaria das redes por um tempo. Pietra Bertolazzi, conhecida por conteúdos sobre política, ideologias e fé, anunciou uma pausa nas redes após a repercussão das críticas ao BTS. Redes sociais

  15. Onda de calor extremo atinge Paris, na França Reuters/Abdul Saboor A mudança climática causada por humanos intensificou a seca na Europa. E o responsável pelas condições excepcionalmente secas é o calor extremo, e não a falta de chuva, informou um grupo de cientistas nesta quinta-feira (23). Uma grave seca assola o continente europeu, onde países como França e Romênia enfrentam restrições ao uso de água, incêndios devastadores e rios secos, após uma histórica onda de calor em junho. Um novo estudo determinou que o clima quente acelerou a perda de umidade dos solos, lagos e rios europeus, aumentando a probabilidade de condições secas. Grande parte da Europa recebeu menos chuva do que o habitual na primavera, mas foi o calor o responsável por tornar a seca "mais severa", afirmou Mariam Zachariah, coautora do estudo do World Weather Attribution (WWA). Agora no g1 "Nossos resultados mostram que esta seca não é principalmente uma história de baixas precipitações, mas de uma atmosfera mais quente que provoca maiores déficits de umidade no solo", declarou Zachariah, do Imperial College London. Segundo ela, isto significa que "mesmo em regiões onde a chuva variou pouco ou se projetam aumentos sazonais, os riscos de seca continuam aumentando". Isto se deve ao fato de que uma atmosfera mais quente pode reter 7% mais vapor de água a cada grau de aumento da temperatura, segundo os cientistas. O planeta já aqueceu aproximadamente 1,4 ºC desde o período de 1850-1900, sobretudo devido à queima de carvão, petróleo e gás. Atmosfera "sedenta" Os cientistas afirmam que a mudança climática torna eventos destrutivos como secas, inundações e ondas de calor mais frequentes e intensos, e que a Europa é o continente que está aquecendo mais rapidamente. O mês de junho de 2026 foi considerado o mais quente na Europa Ocidental, segundo o observatório do clima europeu Copernicus, com uma brutal onda de calor que causou milhares de mortes. Até mesmo regiões que tiveram um inverno relativamente úmido enfrentaram secas poucos meses depois, afirmou o coautor do estudo Dominik Schumacher, do ETH Zurich. "Se você tem um ar cada vez mais quente, ele vai secar os solos. E depois ficará ainda mais quente e os solos vão secar ainda mais", declarou. Este cenário favorece as condições para incêndios florestais, acrescentou. No estudo, cientistas da Europa, dos Estados Unidos e do Reino Unido utilizaram dados climáticos e modelos computacionais para comparar uma seca no mundo atual com um clima 1,4 ºC mais frio no passado. Eles descobriram que solos extremamente secos são cinco vezes mais prováveis hoje na Europa Ocidental do que em um mundo sem mudança climática, e 11 vezes mais prováveis na Europa Oriental. Os níveis excepcionalmente elevados de evaporação - o potencial de a atmosfera extrair umidade de solos e plantas - observados entre abril e junho na Europa Ocidental eram 80 vezes mais prováveis no clima atual. "Como a atmosfera está atualmente mais 'sedenta', o mesmo déficit de chuvas que talvez não tivesse causado uma seca no clima pré-industrial agora pode levar a um evento mais severo", afirmou Zachariah. "O agravamento das secas constitui um sinal de alerta impossível de ignorar, indicando que o nosso planeta está superaquecido à medida que a crise climática se agrava rapidamente, afetando os preços dos alimentos, os sistemas de energia e o transporte fluvial", destacou Simon Stiell, secretário-executivo da ONU Clima, citado no comunicado da WWA.

  16. A 20ª edição do Anuário Brasileiro de Segurança Pública apresenta um dado para o país celebrar: a taxa de homicídios em 2025 é a menor dos últimos 14 anos. Mas quando se coloca lupa nestes números, o que se vê é o crescimento da violência para determinadas parcelas da população. Aspectos como raça, gênero, sexualidade e idade podem aumentar a exposição a determinados crimes violentos. Pessoas negras são 80% das vítimas de homicídio no Brasil. O registro de casos de feminicídios bateu recorde em 2025: na média, a cada dia quatro mulheres foram assassinadas no país. A violência contra a população LGBT+ cresceu mais de 35% de um ano para o outro – e isso conta apenas uma parte do problema, pois os crimes contabilizados neste caso são altamente subnotificados. E as crianças e adolescentes são alvos de violências de todo tipo. A cada dez vítimas de estupro no Brasil, seis tinham menos de 14 anos. E os registros de bullying e cyberbullying tiveram um acréscimo de quase 70% em um ano. Neste episódio, Natuza Nery entrevista dois especialistas. Primeiro, a conversa é com a promotora de Justiça Lívia Sant'Anna Vaz, que analisa os aspectos raciais e de gênero da violência. Depois, ela fala com o professor Renan Quinalha sobre os direitos da população LGBT+ e sobre como o Brasil e outros países têm lidado com esta questão. Convidados: Lívia Sant'Anna Vaz, promotora de Justiça do Ministério Público da Bahia e doutora em Ciências Jurídico-Políticas pela Universidade de Lisboa, e Renan Quinalha, professor de Direito da Unifesp e autor de Movimento LGBTI+. O podcast O Assunto é produzido por: Luiz Felipe Silva, Sarah Resende, Carlos Catelan, Luiz Gabriel Franco, Juliene Moretti, Stéphanie Nascimento e Guilherme Gama. Apresentação: Natuza Nery. Colaborou neste episódio: Vivian Souza. Protesto feminicídio Adriana Cópio - Secom/PMVR O que você precisa saber: Feminicídios batem recorde no Brasil, na contramão do menor número de assassinatos em 13 anos, indica Anuário da Segurança Amapá lidera alta de feminicídios no Brasil com salto de 347% em um ano, aponta Anuário SC é o estado do Brasil com maior taxa de registros de ameaças contra mulheres e crimes de racismo Bullying e cyberbullying crescem 67% entre jovens no Brasil ao longo de 2025 Assassinatos caem para o menor nível em 14 anos, mas 80% dos mortos são negros Veja ranking das 10 cidades e dos estados mais violentos, segundo dados do Anuário de Segurança O Assunto é o podcast diário produzido pelo g1, disponível em todas as plataformas de áudio e no YouTube. Desde a estreia, em agosto de 2019, o podcast O Assunto soma mais de 168 milhões de downloads em todas as plataformas de áudio. No YouTube, o podcast diário do g1 soma mais de 14,2 milhões de visualizações. Anuário de Segurança Pública de 2026 Fórum de Segurança Pública

  17. O presidente dos EUA, Donald Trump, e o primeiro-ministro iraquiano, Ali al- Zaidi, durante uma reunião bilateral no Salão Oval da Casa Branca, em Washington, em 14 de junho. Evan Vucci / Reuters O Irã rejeitou uma proposta de cessar-fogo proposta pelo presidente dos EUA, Donald Trump, levada pelo primeiro-ministro do Iraque, noticiou o jornal The New York Times citando autoridades iranianas e iraquianas nesta quinta (23). A viagem do primeiro-ministro iraquiano, Ali al-Zaidi a Teerã ocorreu após a visita dele à Casa Branca, em reunião com Trump. No Irã, Ali al-Zaidi teria se reunido com o presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, com o principal negociador iraniano, general Mohammad Bagher Ghalibaf, e com o ministro das Relações Exteriores, Abbas Araghchi, segundo a imprensa local. Os detalhes da proposta não foram divulgados. Entretanto, autoridade iranianas informaram ao jornal que o governo não tinha interesse em um acordo temporário que não resolvesse o controle do Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte de petróleo. Em entrevista à televisão estatal iraniana, Araghchi afirmou que Al-Zaidi compartilhou com Teerã suas "visões e impressões" após a passagem por Washington, mas disse que o problema entre os dois países não é a falta de intermediários. Segundo o ministro, Irã e Estados Unidos já contam com mediadores suficientes para transmitir mensagens. Agora no g1 Ainda de acordo com o The New York Times, autoridades iranianas avaliam que o conflito pode se ampliar caso Trump cumpra ameaças recentes de atacar Teerã e outras infraestruturas consideradas críticas. Nesse cenário, segundo duas autoridades ouvidas pelo jornal, o Irã poderia expandir suas ações na região, incluindo ataques contra Tel Aviv e o uso de aliados houthis para tentar interromper a navegação no estreito de Bab al-Mandab, importante corredor marítimo no Mar Vermelho. Nesta quinta, os EUA lançaram a 13ª noite de ataques contra o Irã desde o fim do acordo de cessar-fogo assinado em junho entre os dois países. Nas últimas semanas, os confrontos entre os dois países se intensificaram. Segundo o jornal, forças americanas realizaram bombardeios contra bases militares e estruturas de transporte iranianas, enquanto Teerã respondeu com ataques de mísseis balísticos e drones contra alvos militares dos EUA no Oriente Médio.

  18. Entre os serviços disponíveis no Complexo do Idoso, estão o Centro-Dia e o Centro de Convivência do Idoso Projeto A Prefeitura de Macaé elaborou o projeto básico para a construção do Complexo 60+, um espaço projetado para o acolhimento integral, segurança e valorização da terceira idade. A estrutura será apresentada oficialmente durante as celebrações do aniversário da cidade, no dia 28 de julho, às 9h, na sede do Programa Macaé Cidade da Melhor Idade. A iniciativa unifica três níveis essenciais de assistência social e de saúde em um único endereço na Estrada do Incra, no Bairro da Ajuda. Com área total de implantação de 4.556,60 m², o complexo integrará uma Instituição de Longa Permanência para Idosos (ILPI), um Centro Dia e um Centro de Convivência dos Idosos. A coordenação do programa municipal ressalta que o empreendimento representa um avanço estrutural e de modernização para oferecer mais oportunidades de cuidado, saúde e convivência. O local reunirá três equipamentos com capacidade inicial de 60 vagas, ajudando a reduzir a demanda por acolhimento no município e oferecendo atendimento mais digno e humanizado. O impacto social do empreendimento reflete-se na descentralização e no fortalecimento das redes de proteção. O Bloco ILPI funcionará como residência protegida, projetada do zero para garantir privacidade a idosos sem vínculos familiares ou em situação de vulnerabilidade social. O Centro Dia oferecerá atendimento socioassistencial e cuidados durante o período diurno, permitindo que os usuários participem de atividades terapêuticas enquanto seus familiares trabalham, prevenindo o isolamento. Complementando a estrutura, o Centro de Convivência promoverá oficinas culturais, educativas e de lazer, estimulando o envelhecimento ativo por meio da socialização. O bloco ILPI concentra a Instituição de Longa Permanência para Idosos Projeto Reabilitação e infraestrutura técnica Para dar suporte à rotina integrada, a arquitetura do complexo prioriza o bem-estar físico. O setor de fisioterapia, academia e piscina receberão melhorias estruturais para oferecer tratamentos de baixo impacto e atividades físicas adaptadas. O espaço contará com uma piscina aquecida equipada com rampa de acesso e barras de segurança, garantindo acessibilidade para a promoção da saúde com conforto. Atualmente, a rede municipal já oferece atividades físicas, de lazer e oficinas que combatem o isolamento e fortalecem a autoestima. Recentemente, a assistência local incorporou a Saúde Digital, ampliando o acesso a consultas com médicos especialistas em cardiologia, reumatologia, geriatria, neurologia, endocrinologista, ortopedia, psiquiatra e nutrição, tornando o acompanhamento completo.

  19. Em uma reforma, o desperdício nem sempre está ligado apenas ao material que sobra. Muitas perdas começam antes da execução, quando medidas não são conferidas, produtos são escolhidos sem considerar o uso do ambiente ou decisões importantes ficam para a última hora. Por isso, planejar a obra com antecedência faz diferença no resultado. Definir revestimentos, tintas, louças e metais antes do início da reforma ajuda a organizar o orçamento, evitar compras desnecessárias e reduzir mudanças que podem gerar atrasos durante a execução. Planejamento e definição antecipada dos materiais ajudam a reduzir imprevistos e tornar a reforma mais eficiente Acervo Internet O planejamento também fica mais claro quando o projeto pode ser visualizado antes da compra. No Vilarejo de Ideias, é possível comparar materiais, entender combinações e avaliar soluções para cada ambiente com mais segurança. Esse apoio ajuda profissionais e clientes a organizarem melhor as etapas da reforma, reduzindo escolhas por impulso e aumentando a previsibilidade sobre prazos, custos e resultado final. O Vilarejo de Ideias reúne ambientes inspiradores e diferentes combinações de materiais para ajudar clientes e profissionais a visualizarem o projeto antes do início da obra Acervo Vilarejo Na Vilarejo, o planejamento ganha apoio de uma equipe preparada para orientar desde a escolha dos materiais até a compatibilização entre revestimentos, tintas e acabamentos. A variedade de soluções e a disponibilidade de produtos permitem que clientes e profissionais encontrem em um só lugar os elementos necessários para transformar ideias em projetos mais bem resolvidos. Mais do que evitar desperdícios, planejar é criar condições para que cada escolha faça sentido. Quando materiais, orçamento e expectativas caminham na mesma direção, a reforma se torna mais organizada, eficiente e preparada para entregar o resultado esperado. Visite uma das lojas em Araruama, Maricá, Cabo Frio, Búzios, Rio das Ostras, Macaé, Campos dos Goytacazes, Niterói – RJ.

  20. Em comemoração ao aniversário da cidade, Macaé inaugura nova sede da Secretaria de Promoção da Igualdade Racial Moisés Bruno Como parte da programação oficial em comemoração ao aniversário de Macaé, a prefeitura inaugura, nesta segunda-feira, 27 de julho, às 17h, a nova sede da Secretaria Municipal de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir). O novo espaço está localizado na Rua Augusto de Carvalho, nº 137, no bairro Imbetiba, na antiga Rua do Forte Marechal Hermes. A estrutura foi planejada para ampliar o acesso da população aos serviços e fortalecer as políticas públicas direcionadas à equidade e à inclusão social. O novo endereço oferecerá infraestrutura aprimorada de atendimento, acolhimento e orientação jurídica e social, reforçando as ações de enfrentamento à discriminação no município. Nos últimos meses, a pasta intensificou ações de conscientização por meio de encontros focados em estudantes, servidores públicos e iniciativa privada, além de desenvolver um mapeamento pioneiro de trancistas no município. As iniciativas buscam expandir o alcance dos programas institucionais e promover a valorização da cultura afro-brasileira. Cidade avança e adere ao Sistema Nacional de Promoção da Igualdade Racial Moisés Bruno As diretrizes da administração municipal apontam que a mudança física consolida um espaço de referência técnica. Outro avanço recente para o setor foi a adesão de Macaé ao Sistema Nacional de Promoção da Igualdade Racial (Sinapir), ferramenta federal que confere maior robustez e possibilita a captação de recursos para a implementação de políticas públicas de combate ao racismo de forma integrada em todo o país. Entre os serviços contínuos mantidos pela secretaria está o Disque Racismo. O canal funciona 24 horas por dia pelo telefone (22) 99104-7284 e é destinado ao recebimento de denúncias de discriminação racial, contando com suporte para o envio de imagens e áudios que auxiliam as autoridades na apuração das ocorrências. A relevância demográfica dos investimentos no setor é respaldada por dados estatísticos oficiais. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), cerca de 53% da população de Macaé se autodeclara negra. O cenário estatístico valida a necessidade de aportes permanentes na rede de proteção e na ampliação de frentes voltadas à garantia de direitos e oportunidades para a maior parcela dos cidadãos do município.

  21. São Lourenço, também chamado de Lourenço de Huesca, foi um mártir cristão, executado pelo Império Romano no ano 225 da nossa era. Quando o imperador Valeriano ordenou que a igreja apresentasse suas riquezas para serem confiscadas pelo estado, São Lourenço, que na época era diácono (um cargo de responsabilidade dentro da organização cristã), trouxe para diante das forças do império as pessoas ajudadas pelos cristãos, dizendo: "estes são o verdadeiro tesouro da igreja". Essa resposta o condenou à morte. Mas, mesmo diante de sua cruel execução, já que foi queimado vivo sobre uma grelha, São Lourenço não perdeu o bom humor, pois ficava dizendo aos que o queimavam: "podem me virar agora, este lado já está bem passado". Hoje, no bairro São Lourenço (região do Distrito Industrial de Montes Claros), as riquezas continuam sendo as pessoas, e o bom humor também nunca sai de moda. Principalmente agora, que o bairro começou a receber pavimentação em dez ruas: São Lourenço, São Judas, São José, São Lucas, São Pedro, São João, São Genaro, Manoel Antônio Barbosa, Celina de Jesus Oliveira Abreu e Santa Maria. O morador Vilson Pereira não esconde sua ansiedade pela chegada do asfalto: “aguardando há muito tempo” Sâmara Andrade Quem está rindo à toa é o morador Vilson Pereira que, por circular de moto, já antevê as melhorias para a mobilidade trazidas pela pavimentação: "a gente que mora no bairro está aguardando há “Vitória para o nosso bairro”, comemora a presidente da Associação do São Lourenço, Ângela Pereira Sâmara Andrade "Os moradores estão muito felizes com mais esta conquista, mais esta vitória para o nosso bairro. Em breve o bairro todo vai estar asfaltado, são só motivos de alegria!", afirmou a presidente da Associação do Bairro São Lourenço, Ângela Pereira de Aquino. Obras já começaram Sâmara Andrade

  22. A banda paraibana Papangu lança o terceiro álbum de estúdio, 'Celestial', em 7 de agosto, dia em que inicia turnê pela Europa Rodolfo Salgueiro e Helder Bruno / Divulgação ♫ NOTÍCIA ♬ Banda paraibana que transita entre o metal extremo e rock progressivo, com o tempero da brasilidade de gêneros nordestinos como a ciranda e os ritmos forrozeiros, Papangu investe nessa mistura no terceiro álbum de estúdio, “Celestial”, programado para ser lançado em 7 de agosto com dez músicas autorais e com capa que expõe arte criada por Juliana Lapa. Com edição prevista nos formatos físicos de LP, CD e até fita cassete, além da edição digital, “Celestial” sucede os álbuns “Holoceno” (lançado em 2021 com metal de atmosfera apocalíptica) e “Lampião rei” (editado em 2024 com narrativa calcada em realismo mágico sobre o cangaço) na discografia do grupo formado em 2012 em João Pessoa (PB). “Celestial” é o último álbum da Papangu com o baterista e percussionista Vitor Alves na formação, já que o músico deixou a banda neste ano de 2026 e foi substituído por George Alexandria. George se juntou aos dois remanescentes da formação original da banda, Hector Ruslan (voz e guitarra) e Marco Mayer (voz e baixo), como já tinham feito há quatro anos o multi-instrumentista Pedro Francisco (desde 2022) e o tecladista Rodolfo Salgueiro (também desde 2022). Como “Celestial” foi gravado em 2025, o álbum ainda conta com Vitor Alves, que tinha entrado na banda em 2022 no lugar do baterista original, Nichollas Jaques. Agendado para o mesmo dia 7 de agosto em que o quinteto (já com George Alexandria na formação) inicia turnê na Europa que prevê 16 apresentações até 29 de agosto, o álbum “Celestial” foi gravado por Richard Behrens de forma inteiramente analógica entre 2 e 10 de setembro de 2025 no Big Snuff Studio em Berlim, na Alemanha, com repertório formado pelas músicas “Mau-olhado”, “Colosso”, “Taxidermia”, “Bode expiatório”, “Celeste”, “Fechamento”, “Calado (de olho)”, “Iamanakaru”, “Afirmação” e “Outro”. Além de ter gravado o álbum em fita magnética de duas polegadas, com arsenal de equipamentos vintage usados para evocar timbres de discos das décadas de 1960 e 1970, Richard Behrens também assina a mixagem de “Celestial”, o primeiro álbum da banda Papangu editado pela gravadora carioca Deck. Já a masterização e o corte foram feitos por Sidney Claire Meyer nos Emil Berliner Studios, também em Berlim, Alemanha. Capa do álbum 'Celestial', da banda Papangu Arte de Juliana Lapa

  23. Palácio do Campo das Princesas, sede do Governo de Pernambuco, no Centro do Recife Yacy Ribeiro/Divulgação Os candidatos ao governo de Pernambuco vão poder gastar até R$ 17,3 milhões na campanha eleitoral de 2026. Os limites de gastos para as candidaturas a governador, senador e deputados federais e estaduais foram estabelecidos pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). De acordo com o TSE, o limite máximo de gastos permitido com a campanha terá o mesmo valor da última eleição geral, em 2022. ✅ Receba no WhatsApp as notícias do g1 PE Em Pernambuco, para o 1º turno, o limite de gastos para o cargo de governador é de R$ 11.562.724,00. Caso a disputa vá ao 2º turno, o tribunal autoriza um acréscimo de R$ 5.781.362,00. Veja, abaixo, quanto cada candidato pode gastar durante a campanha: Governador: R$ 11.562.724 (1º turno); R$ 5.781.362 (acréscimo permitido em caso de 2º turno); R$ 17.344.086 (total da eleição). Senador: R$ 4.447.201,54. Deputado federal: R$ 3.176.572,53. Deputado estadual: R$ 1.270.629. Para os cargos legislativo, o limite de gasto de campanha por candidato é menor. Para o Senado, o permitido em Pernambuco é de até R$ 4.447.201,54. Os candidatos a deputado federal, por sua vez, poderão gastar, no máximo, R$ 3.176.572,53. Já os candidatos a deputado estadual vão ter permissão de gastar até R$ 1.270.629,01. De acordo com a Justiça Eleitoral, o montante autorizado para gasto deve compreender não apenas as despesas contratadas diretamente pela candidata ou pelo candidato, mas também outros valores relacionados à campanha. O que entra no cálculo de gasto das campanhas: total dos gastos de campanha contratados pela candidatura; transferências financeiras feitas para outros partidos, candidatas ou candidatos; doações estimáveis em dinheiro recebidas, ou seja, bens e serviços doados que possuem valor econômico. Os limites de gastos são definidos com base na Lei nº 9.504/1997 (Lei das Eleições) e na Resolução TSE nº 23.607/2019, e servem de referência para as despesas realizadas pelas campanhas eleitorais. LEIA TAMBÉM PE tem 7,2 milhões de eleitores aptos a votar em 2026; veja perfil do eleitorado Pelo menos 36 servidores se afastaram de cargos para disputar eleições Os valores são tabelados pelo TSE e seguem critérios ligados ao número de eleitores de cada estado. Pernambuco está na terceira maior faixa de limite de gastos para a campanha, ao lado de Ceará, Pará, Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina. O estado de São Paulo, com a maior quantidade de eleitores do país, tem um limite de gastos da campanha de governador de R$ 40 milhões, seguido pelos estados da Bahia, Minas Gerais e Rio de Janeiro, com limite de gastos de aproximadamente R$ 27 milhões para os candidatos ao governo. De acordo com o TSE, os candidatos que ultrapassarem o limite estabelecido podem pagar multa equivalente a 100% do valor excedente, além da possibilidade de serem enquadrados na Lei de Inelegibilidade. VÍDEOS: mais vistos de Pernambuco nos últimos 7 dias

  24. Giulliana Brito, chefe de gabinete da Setur, foi denunciada por servidoras Reprodução/Redes Sociais A chefe de gabinete da Secretaria de Turismo da Bahia (Setur-BA), Giulliana Brito do Espírito Santo Mercuri, foi denunciada por supostos episódios de assédio moral, perseguição, abuso de autoridade e humilhações no ambiente de trabalho. Servidores da pasta formalizaram a denuncia contra a gestora à Ouvidoria e à Corregedoria Geral do Estado (CGR). O g1 entrou em contato com Giulliana Brito, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem. Há relatos de ameaças, cobranças consideradas abusivas, constrangimentos públicos e até retaliações após formalizarem as denúncias. A Setur e a Corregedoria informaram que instauraram procedimentos para apurar o caso. 📲 Clique aqui e entre no grupo do WhatsApp do g1 Bahia Agora no g1 Veja abaixo o que se sabe sobre o caso: Quais são as denúncias de assédio moral feitas pelas servidoras? O que as denunciantes falaram sobre ameaças e perseguição? Quais os relatos sobre desvio de função? Há relatos de adoecimento e pedidos de exoneração? Qual foi o estopim da formalização das denúncias? O que dizem a Setur e a Corregedoria? 1. Quais são as denúncias de assédio moral feitas pelas servidoras? Em relato ao g1, uma servidora, que preferiu não se identificar, contou que trabalhou com Giulliana por cerca de cinco anos, primeiro na Diretoria de Planejamento Turístico e, posteriormente, no gabinete da pasta, com sede em Salvador. Ela contou que passou a ser chamada frequentemente por Giulliana para receber críticas ao trabalho, muitas vezes sendo exposta na frente de outros servidores, sem apresentar justificativas técnicas. "Ela começou a fazer diversas correções na frente de outros servidores e desqualificar o trabalho, dizendo que não estava bom, que não era aquilo e que era para melhorar. Mandava corrigir o mesmo documento umas 20 vezes. Mudava uma palavra, depois dizia que não era aquilo que queria", afirmou. No relato, a funcionária também afirmou que diversos servidores deixaram a secretaria ou foram exonerados após conflitos com a chefe de gabinete. Ela citou o caso de uma colega que trabalhou até quase 22h de uma sexta-feira e, no sábado, saiu a exoneração dela no Diário Oficial do Estado (DOE). Entre os episódios narrados, a servidora relata que havia informado, desde o início do trabalho no gabinete, que precisava deixar o expediente às 18h para buscar a filha na escola. Segundo ela, mesmo ciente da situação, Giulliana deixava para encaminhar demandas consideradas urgentes apenas no fim do expediente. "Ela chegou a falar na frente de outras pessoas 'você só sai daqui quando eu quiser' e que, por ela, eu deixaria de buscar minha filha", afirmou. Após a formalização da denúncia, ela foi transferida para outro setor da Secretaria de Turismo. Segundo a funcionária, embora não trabalhe mais diretamente no gabinete, os documentos produzidos por ela continuam sendo revisados pela chefe de gabinete. Além disso, relata que houve mudanças internas consideradas por ela como retaliação, como a retirada de seu ramal telefônico e a suspensão temporária do serviço de copa para outras duas denunciantes por alguns dias. 2. O que as denunciantes falaram sobre ameaças e perseguição? A funcionária também afirmou que a chefe de gabinete fazia ameaças relacionadas ao cargo dos servidores e dizia que algumas pessoas seriam responsabilizadas criminalmente. Segundo o relato, Giulliana dizia reiteradamente que uma servidora investigada em processos internos "ia sair presa da Setur", mesmo antes da conclusão de qualquer apuração. A denunciante afirma ainda que a gestora costumava atribuir falhas a servidores que sequer tinham conhecimento das demandas. "Ela vinculava o não cumprimento de determinadas demandas a mim, sendo que eu nem sabia que elas existiam", afirmou. Outra reclamação envolve prazos considerados inviáveis. "Ela dizia: 'Eu preciso dessa demanda pronta em cinco ou dez minutos', mesmo quando eram processos complexos que precisavam ser analisados". 3. Quais os relatos sobre desvio de função? A servidora também afirmou que colegas exerciam atividades que não faziam parte das atribuições do cargo e faziam tarefas de caráter pessoal para a chefe do gabinete. Segundo ela, secretárias eram orientadas a buscar almoço, levar roupas para conserto e até limpar os óculos da chefe de gabinete. A servidora sustenta que essas atividades não faziam parte das atribuições dos cargos exercidos pelas funcionárias e eram determinadas diretamente pela chefe de gabinete. 4. Há relatos de adoecimento e pedidos de exoneração? A servidora falou ainda que desenvolveu crises de ansiedade durante o período em que trabalhou diretamente com a chefe de gabinete e que recebeu informações que outra funcionária precisou ser afastada por seis meses após ter o mesmo problema de saúde relacionado ao ambiente de trabalho. Outra mulher, que trabalhou com Giulliana na Setur por cerca de dois anos, relatou ter sofrido perseguição por parte da chefe de gabinete e pediu exoneração por não suportar mais o ambiente de trabalho. Durante o período, ela relatou ter desenvolvido problemas de saúde como aneurisma e câncer de intestino. "Ela começou a mudar de setor as pessoas que trabalhavam comigo, não falava comigo, não atendia telefone, não respondia mensagem de WhatsApp e nem e-mail e eu fiquei sem conseguir trabalhar porque tudo lá passava por ela", relatou. "Minha vida ficou virou um inferno, eu fiquei na na mão de psiquiatras. Eu fiquei um ano e meio de cama, porque aquele trabalho era tudo que eu tinha. Minha vida era aquele lugar", afirmou a ex-servidora da Setur. 5. Qual foi o estopim da formalização das denúncias? Segundo a denunciante, o episódio que motivou ela e outras duas servidoras a formalizarem as denúncias ocorreu durante o plantão do São João deste ano. Ela relata que, na ausência do secretário da pasta, Giulliana discutiu com uma servidora dentro do elevador e, no dia seguinte, voltou a repreendê-la de forma agressiva por causa da fiscalização de eventos. A denunciante afirma que a servidora respondeu que não precisava se submeter ao tratamento e tentou deixar a sala. "Ela só não agrediu uma colega fisicamente porque outra intercedeu." Ainda segundo o relato, no domingo seguinte ao episódio, as três servidoras protocolaram denúncias na Ouvidoria e na Corregedoria Geral do Estado. 6. O que dizem a Setur e a Corregedoria? A servidora afirma que registrou denúncia tanto na Ouvidoria Geral do Estado quanto na Corregedoria Geral do Estado. Em nota, a Secretaria de Turismo da Bahia informou que instaurou processo administrativo para apurar as denúncias. Já a Secretaria da Administração do Estado da Bahia (Saeb) informou que a Corregedoria Geral do Estado também instaurou apuração. (Veja notas na íntegra abaixo) Nota da Secretaria de Turismo da Bahia "A Secretaria de Turismo da Bahia (Setur-BA) informa que foi aberto o processo administrativo para apurar a denúncia de atos em desacordo com as regras do serviço público, supostamente praticados pela chefe de gabinete da pasta, seguindo o que determina o rito no Estado para casos dessa natureza. Serão ouvidos o denunciante, testemunhas e a denunciada, para que seja garantido o contraditório. Finalizado o processo, a Setur-BA adotará as medidas cabíveis. Enquanto isso, a chefe de gabinete segue no exercício das funções." Nota da Secretaria da Administração do Estado da Bahia "A Secretaria da Administração do Estado da Bahia (Saeb) informa que a Corregedoria Geral do Estado (CGR) recebeu denúncia de assédio envolvendo a servidora Giulliana Brito do Espírito Santo Mercuri. Informa também que a CGR vai apurar o caso." LEIA TAMBÉM: Agente de microcrédito será indenizada em R$ 10 mil após chefe impedir que ela buscasse filha e dizer à criança que mãe estava 'de castigo' Atendente de telemarketing que postou vídeo em aniversário durante atestado tem justa causa revertida pela Justiça na Bahia Presidente de cooperativa na BA é investigado por violência psicológica contra funcionárias e tentativa de destruição de provas Veja mais notícias do estado no g1 Bahia. Assista aos vídeos do g1 e TV Bahia 💻

  25. O presidente dos EUA, Donald Trump, em reunião com o presidente libanês, Joseph Aoun (não aparece na foto), no Salão Oval da Casa Branca, em Washington. Evelyn Hockstein / Reuters Os Estados Unidos anunciaram nesta quinta-feira (23) que vão aplicar uma tarifa de 12,5% sobre produtos brasileiros. A taxa corresponde ao teto previsto nesta etapa da investigação comercial sobre trabalho forçado e entra em vigor à 0h01 desta sexta-feira (24). Para além do Brasil, outros 59 países também serão afetados pela nova medida de Donald Trump. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Nesta fase, os EUA estabeleceram duas alíquotas. Países que, na avaliação do governo americano, adotaram medidas para proibir a importação de bens produzidos com trabalho forçado pagarão 10%. Já aqueles considerados insuficientes nesse combate, caso do Brasil, estarão sujeitos à taxa de 12,5%. A decisão é resultado de uma apuração conduzida com base na Seção 301 da Lei de Comércio dos EUA. Segundo o governo americano, o processo concluiu que esses países adotam práticas comerciais desleais ao não proibirem nem fiscalizarem adequadamente a entrada de mercadorias produzidas com trabalho forçado. 🔎 O argumento é parecido ao utilizado pelos EUA para justificar a tarifa de 25% aplicada sobre produtos brasileiros, que entrou em vigor na última quarta-feira (22). Com a nova medida, parte dos produtos do Brasil podem passar a enfrentar uma sobretaxa total de 37,5%. Confira abaixo a lista completa dos países que serão atingidos pelas novas tarifas: Tarifaço de Trump: EUA confirmam nova tarifa de até 12,5% sobre trabalho forçado para Brasil e outros parceiros comerciaisTarifaço de Trump: EUA confirmam nova tarifa de até 12,5% sobre trabalho forçado para Brasil e outros parceiros comerciaisTarifa de 12,5% (54 economias) Argélia — 12,5% Angola — 12,5% Argentina — 12,5% Austrália — 12,5% Bahamas — 12,5% Bahrein — 12,5% Bangladesh — 12,5% Brasil — 12,5% Camboja — 12,5% Chile — 12,5% China — 12,5% Colômbia — 12,5% Costa Rica — 12,5% República Dominicana — 12,5% Egito — 12,5% El Salvador — 12,5% Guatemala — 12,5% Guiana — 12,5% Honduras — 12,5% Hong Kong — 12,5% Índia — 12,5% Iraque — 12,5% Israel — 12,5% Japão — 12,5% Jordânia — 12,5% Cazaquistão — 12,5% Kuwait — 12,5% Líbia — 12,5% Malásia — 12,5% Marrocos — 12,5% Nova Zelândia — 12,5% Nicarágua — 12,5% Nigéria — 12,5% Noruega — 12,5% Omã — 12,5% Peru — 12,5% Filipinas — 12,5% Catar — 12,5% Rússia — 12,5% Arábia Saudita — 12,5% Singapura — 12,5% África do Sul — 12,5% Coreia do Sul — 12,5% Sri Lanka — 12,5% Suíça — 12,5% Taiwan — 12,5% Tailândia — 12,5% Trinidad e Tobago — 12,5% Turquia — 12,5% Emirados Árabes Unidos — 12,5% Reino Unido — 12,5% Uruguai — 12,5% Venezuela — 12,5% Vietnã — 12,5% Tarifa de 10% (6 economias) Canadá — 10% Equador — 10% União Europeia — 10% Indonésia — 10% México — 10% Paquistão — 10% As tarifas aplicadas sobre o Brasil No documento divulgado nesta quinta-feira, o Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR) afirmou que o Brasil está entre os países que "falharam em impor e aplicar efetivamente uma proibição à importação de bens produzidos com trabalho forçado". O órgão acrescentou que a decisão levou em conta as conclusões da investigação, as contribuições recebidas durante a consulta pública e as orientações do presidente Donald Trump. Conforme o documento, tanto a cobrança quanto as exceções previstas são "apropriadas para obter a eliminação dos atos, políticas e práticas" identificados ao longo da apuração. Na prática, isso significa que alguns produtos permanecerão isentos da tarifa. Segundo o governo americano, ficarão de fora da cobrança itens considerados estratégicos para a economia dos EUA ou cuja tributação poderia comprometer os objetivos da própria investigação. Entre as exceções estão: matérias-primas cuja taxação possa provocar escassez no mercado americano; produtos que possam causar impactos econômicos amplos caso sejam tributados; itens que não possam ser produzidos ou cultivados em quantidade suficiente nos EUA nem obtidos de outros fornecedores; produtos cuja isenção possa incentivar outros países a adotar medidas para proibir a importação de mercadorias produzidas com trabalho forçado; e produtos para os quais a tarifa adicional não contribuiria de forma significativa para combater as práticas investigadas pelos Estados Unidos. Agora no g1 Prática "irracional" De acordo com um relatório divulgado no início de julho pelo USTR, a prática foi considerada "irracional" e prejudica o comércio americano ao criar condições de concorrência consideradas desleais para empresas e trabalhadores dos EUA. "A falha de nossos parceiros comerciais em lidar com a importação de bens feitos com trabalho forçado é inaceitável", afirmou o representante comercial dos EUA, Jamieson Greer, na época. "Isso força os trabalhadores americanos a competir em um campo desigual. Não toleraremos mais." A investigação concluiu que a entrada desses produtos nos mercados globais não apenas prejudica a lucratividade de empresas éticas, mas também incentiva a manutenção do trabalho escravo moderno ao permitir a circulação de mercadorias produzidas a custos artificialmente baixos. Em relação ao Brasil, o relatório afirma que, embora o país assuma compromissos de combate ao trabalho escravo em acordos de comércio e investimentos, ainda não possui uma proibição considerada efetiva pelos EUA para impedir a entrada de mercadorias produzidas nessas condições no mercado interno. O documento menciona a existência da Lista Suja do Trabalho Escravo, atualizada semestralmente pelo governo federal, mas ressalta que o foco da investigação americana foi a ausência de mecanismos para impedir a importação de bens produzidos com trabalho forçado em outros países. Novas taxas substituem tarifaço anterior Na prática, as novas tarifas substituem a taxa global de 10% anunciada pelo presidente americano, Donald Trump, em fevereiro deste ano, logo após a Suprema Corte dos EUA derrubar as "tarifas recíprocas" impostas pelo republicano no ano passado. A medida havia sido adotada com base na Seção 122 da legislação comercial americana, que permite ao presidente impor tarifas temporárias por até 150 dias. Esse prazo se encerra nesta sexta-feira (24). Na ocasião, o presidente americano havia adiantado que recorreria à Seção 301 para abrir investigações sobre práticas comerciais consideradas desleais. O que acontece agora? O governo brasileiro já esperava a aplicação da nova tarifa de 12,5% e agora mantém conversas com representantes dos setores afetados para definir uma resposta à medida. A principal iniciativa do governo para apoiar empresas afetadas pelas tarifas é o Plano Brasil Soberano. Lançado em 2025, o programa prevê linhas de financiamento, ampliação das garantias para exportadores e ações de promoção comercial para ajudar empresas brasileiras a conquistar novos mercados. Na última quarta-feira (22), o governo anunciou a terceira etapa do plano, que liberou R$ 18,5 bilhões em crédito para empresas afetadas pelas tarifas comerciais dos EUA. A medida atende companhias de setores industriais estratégicos, como os segmentos farmacêutico, de fertilizantes e têxtil, além de empresas que tiveram as exportações para o Golfo Pérsico afetadas. Nesse último caso, o objetivo do governo é ampliar o apoio a empresas afetadas pela guerra no Oriente Médio. O conflito, que envolve os EUA, o Irã, Israel e outros países da região, provocou o fechamento parcial do Estreito de Ormuz, uma das principais rotas comerciais do mundo, por onde passa cerca de 20% do comércio global de petróleo. O presidente dos EUA, Donald Trump, discursa em um comício para dar início à Great American State Fair (Grande Feira Estadual Americana) em celebração ao 250º aniversário da independência dos EUA, no National Mall, em Washington, D.C., EUA, 24 de junho de 2026. Reuters/Evan Vucci

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