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G1 GLOBO (Tudo Diário)

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  1. Trump diz que Irã não assume negociação de paz pois 'têm medo de serem mortos pelo seu próprio povo' Guerra no Oriente Médio está na 4ª semana com mensagens conflitantes sobre negociações de cessar-fogo. EUA enviaram plano de 15 pontos para encerrar conflito, e Trump afirmou que Irã 'quer fazer um acordo', porém o Irã disse que Trump 'negocia consigo mesmo'. Na terça (24), Israel e Irã trocaram ataques, e mísseis atingiram a capital israelense. O Irã rejeitou uma proposta de paz feita pelos EUA nesta quarta (25), segundo a rede de TV estatal iraniana Press TV. Na terça (24), o jornal "The New York Times" afirmou que Washington elaborou um plano de fim da guerra com 15 pontos. . O secretário-geral da ONU disse que o conflito está fora do controle e pode se alastrar pelo mundo. . Enquanto isso, Israel bombardeou a capital iraniana e Isfahan, onde fica uma das centrais nucleares do Irã. . No Golfo Pérsico, Irã também voltou a atacar bases dos EUA no Bahrein e Kuwai.

  2. A escolha da cor é um dos momentos mais decisivos de qualquer projeto. Ela define atmosfera, influencia sensações e valoriza a arquitetura. Na Vilarejo, essa etapa ganha um novo patamar com mais de 2.500 opções em cores prontas na hora, uma verdadeira Fábrica de Tintas. Com tecnologia e controle rigoroso, as tintas da Vilarejo garantem alto desempenho e excelente acabamento Acervo Vilarejo O processo alia inovação e qualidade. Sistemas modernos de dosagem garantem fidelidade absoluta à tonalidade escolhida, respeitando nuances, intensidade e acabamento. O resultado é consistência entre o que se imagina e o que se aplica na parede, com agilidade que otimiza o cronograma da obra e reduz imprevistos. Cores que inspiram, qualidade que duram Acervo Vilarejo Mais do que variedade, a fábrica de tintas representa liberdade criativa. Tons neutros sofisticados, paletas terrosas, verdes orgânicos e cores profundas podem ser personalizados de acordo com o estilo do projeto. Cada escolha contribui para ambientes que promovem bem-estar, equilíbrio visual e valorização do imóvel. Ao visitar uma loja Vilarejo, o cliente encontra orientação especializada para definir não apenas a cor, mas também o acabamento e a performance mais adequados para cada ambiente. A consultoria personalizada transforma a escolha da tinta em uma etapa estratégica do projeto, unindo estética, durabilidade e cuidado com cada detalhe da casa. Visite uma das lojas em Araruama, Maricá, Cabo Frio, Búzios, Rio das Ostras, Macaé, Campos dos Goytacazes, Niterói ou no CasaShopping – RJ.

  3. Tarifas de pedágio começarão a ser cobradas na BR-153 a partir do dia 26 de março. Divulgação/Way-153 As três praças de pedágio das concessionárias Way-153 e Way-262 nos trechos da BR-153 e BR-262 em Prata, Fronteira e Campo Florido, no Triângulo Mineiro, passaram a operar a partir desta quinta-feira (26). Os valores aprovados pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) variam de R$ 12 a R$ 113,60, conforme a categoria e o número de eixos dos veículos. Confira a tabela abaixo. Segundo a ANTT, motocicletas, motonetas, triciclos e bicicletas motorizadas, além de ambulâncias, veículos oficiais e diplomáticos, estão isentos da cobrança. Já a tarifa básica, aplicada a automóveis, caminhonetes e furgões será de R$ 13,20 em Prata, R$ 12 em Fronteira e R$ 14,20 em Campo Florido. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Triângulo no WhatsApp Os valores autorizados pela ANTT são maiores nas praças da BR-153 e BR-262, entre Goiás e Triângulo Mineiro, em relação ao que era cobrado pela concessionária anterior. O reajuste passa a valer, também no dia 26 de março, conforme o contrato da concessionária. Em Campo Florido, por exemplo, o valor básico sai de R$ 7,40 para R$ 14,20. Enquanto em Fronteira, o valor sobe de R$ 5 para R$ 12. Tabela de tarifas por categoria Investimentos De acordo com a Way-153, a tarifa foi definida com desconto de 24,8% em relação ao plano inicial de negócios. O contrato de concessão prevê R$ 10,5 bilhões em investimentos ao longo de 30 anos, sendo R$ 5,53 bilhões destinados a obras de infraestrutura e R$ 4,95 bilhões à operação e serviços aos usuários. Entre as melhorias prometidas estão previstos 42 km de duplicação, 31,8 km de faixas adicionais, 132 acessos, 146 pontos de ônibus, seis passarelas e cinco passagens de fauna. Além disso, a concessionária prevê a recuperação e requalificação do pavimento, nova sinalização horizontal e vertical, roçagem das margens da rodovia e implantação de conectividade 4G. LEIA TAMBÉM: Acidente envolvendo quatro veículos deixa motorista morto na BR-153 em MG Mãe e filho morrem em acidente envolvendo três carros e uma carreta na BR-153 BR-262 e BR-153 no Triângulo serão administradas pela Way Concessões Way-153 responsável pela Rota Sertaneja (MG/GO) Os trechos da BR-262, entre Uberaba e Comendador Gomes, e da BR-153, de Araporã até Fronteira, na divisa com São Paulo, foram concedidos à Way Concessões, vencedora do leilão da Rota Sertaneja. A empresa ofereceu o maior desconto: 24,80% sobre a tarifa básica de pedágio. 🔍A Rota Sertaneja compreende as duas rodovias, que conectam 21 municípios nos estados de Goiás e Minas Gerais, abrangendo 530,6 km. O trecho inclui: BR-153/GO: de Hidrolândia até Itumbiara (divisa GO/MG). BR-153/MG: da divisa até a Ponte sobre o Rio Grande (MG/SP). BR-262/MG: de Uberaba até Comendador Gomes. As praças de pedágio da Way-153 estão distribuídas em Piracanjuba (GO), Itumbiara (GO), Prata (MG), Fronteira (MG) e Campo Florido (MG). ASSISTA: Receita Federal divulga regras do IR 2026 Receita Federal divulga regras do Imposto de Renda 2026 VÍDEOS: veja tudo sobre o Triângulo, Alto Paranaíba e Noroeste de Minas

  4. Jovem foi morta pelo namorado após pedir para ver o celular dele A jovem Raiane Maria Silva Santos, de 21 anos, foi morta com uma facada no apartamento onde morava com o namorado, André Lucas da Silva Ribeiro, em Goiânia. Segundo a investigação, o crime aconteceu durante uma discussão do casal. André Lucas foi preso suspeito pelo crime e confessou o assassinato, de acordo com a polícia. Veja o que se sabe na reportagem. ✅ Clique e siga o canal do g1 GO no WhatsApp 1-Quando aconteceu o crime? 2- Quem encontrou a vítima? 3- Qual a motivação do crime? 4- Prisão e confissão. 5- Sobre a vítima. 1-Quando aconteceu o crime? O crime aconteceu na manhã de sexta-feira (20), em um condomínio, no Residencial Eldorado. A Delegacia Estadual de Atendimento Especializado à Mulher (Deaem) informou que o casal é de Minas Gerais, mas estava morando em Goiânia junto com um amigo, há duas semanas, para trabalharem juntos. LEIA TAMBÉM: Jovem foi morta pelo namorado após pedir para ver o celular dele, diz delegada Jovem é morta pelo namorado dentro de condomínio em Goiânia, diz polícia Jovem que foi morta dentro de condomínio tinha se mudado há duas semanas para Goiânia com namorado, diz delegada 2- Quem encontrou a vítima? De acordo com a polícia, o amigo do casal, que estava no apartamento, encontrou Raiane Maria morta. “Ouviu um barulho de alguma coisa caindo. Quando ele foi verificar, viu a Raiane Maria caída no chão, já desacordada e com uma mancha de sangue na região do peito", explicou a delegada Priscila de Souza. Suspeito envia vídeo à mãe após matar companheira em condomínio de Goiânia 3- Motivação do crime? O amigo disse à polícia que as brigas entre os dois eram frequentes e que no dia do crime escutou uma discussão. Durante essa discussão, Raiane Maria pediu para ver o celular de André Lucas, mas acabou sendo esfaqueada. "Eles já vinham de vários dias de briga. No dia do crime, ela pediu para ver o celular dele porque estava desconfiada, com ciúmes. A briga foi por isso", afirmou a delegada. 4- Prisão e confissão Após ouvir discussão, amigo encontrou jovem caída e ensanguentada em condomínio de Goiânia, Goiás, diz delegada Reprodução/TV Anhanguera André Lucas foi preso em flagrante suspeito pelo crime e chegou a gravar um vídeo para a mãe confessando o assassinato. Ao ser interrogado, ele disse que matou Raiane Maria ao reagir a uma crise de ciúmes dela (veja abaixo). "Mãe, eu não tava aguentando mais a Raiane, infelizmente eu matei ela. Eu não tava aguentando mais esse inferno. Eu vou me entregar pra polícia aqui", diz no vídeo. Ele passou por audiência de custódia no sábado (21), na qual foi representada pela Defensoria Pública de Goiás (DPE-GO), que informou que cumpriu o seu dever legal e constitucional, mas que não comentará o caso, que é investigado como feminicídio. 5- Sobre a vítima. Raiane Maria Santos, de 21 anos, foi morta pelo namorado Reprodução/Redes socias de Raiane Maria Nas redes sociais, Raiane Maria foi descrita como uma menina de coração puro e que corria atrás de seus objetivos. Uma amiga comentou que além de trabalhar, a jovem estudava e era empreendedora. No perfil de uma rede social, ela se apresentava como dona de um espaço de extensão de cílios e desing de sobrancelhas e se dizia dona da própria história na bio do Instagram. Ela também costumava postar viagens, reflexões sobre a vida e frases de motivação. “Às vezes é preciso tomar novas decisões, enfrentar os medos, reorganizar prioridades e viver a vida que tanto sonha”, escreveu em uma publicação no TikTok. 📱 Veja outras notícias da região no g1 Goiás. VÍDEOS: últimas notícias de Goiás

  5. Declaração do imposto de renda de 2026 começa hoje O prazo para entrega do Imposto de Renda 2026 começou em 23 de março e se estende até 29 de maio. O programa do IR já pode ser baixado no site da Receita Federal e a declaração pré-preenchida já está disponível para os contribuintes. A expectativa da Receita é de que cerca de 44 milhões de declarações sejam entregues neste ano. Para não cair na malha fina, é importante que o contribuinte tenha em mãos seus documentos pessoas e todos os informes de rendimentos da empresa em que trabalha, de instituições financeiras e de outras rendas recebidas no ano passado. Veja abaixo a lista de documentos necessários e outras perguntas e respostas sobre o IR 2026: Veja a lista de documentos necessários para a declaração Quem é obrigado a declarar? Como baixar o programa? Até quando vai o prazo de declaração do Imposto de Renda 2026? Quando vou poder fazer a declaração pré-preenchida? A isenção do IR para quem ganha até R$ 5 mil já está valendo? Quando vou receber a restituição? Quem tem prioridade para receber a restituição? O que é o 'cashback' anunciado pelo Fisco? Quais são os limites para dedução? 1. Veja a lista de documentos necessários para a declaração Renda Informes de rendimentos de instituições financeiras, inclusive corretora de valores; Informes de rendimentos de salários, pró-labore, distribuição de lucros, aposentadoria, pensões etc.; Informes de rendimentos de aluguéis de bens móveis e imóveis recebidos de jurídicas etc.; Informações e documentos de outras rendas recebidas, tais como doações, heranças, dentre outras; Livro Caixa e DARFs de Carnê-Leão; Informes de rendimentos de participações de programas fiscais (Nota Fiscal Paulista, Nota Fiscal Paulistana, dentre outros). Bens e direitos Documentos que comprovem a compra e venda de bens e direitos ocorridas no ano-calendário; Cópia da matrícula do imóvel e/ou escritura de compra e venda; Boleto do IPTU; Documentos que comprovem a posição acionária de cada empresa, se houver. Dívidas e ônus Informações e documentos de dívida e ônus contraídos e/ou pagos no ano-calendário. Renda variável Controle de compra e venda de ações, inclusive com a apuração mensal de imposto (indispensável para o cálculo do Imposto de Renda sobre Renda Variável); DARFs de Renda Variável; Informes de rendimento auferido em renda variável. Pagamentos e deduções efetuadas Recibos de pagamentos de plano de saúde (com CNPJ da empresa emissora); Despesas médicas e odontológicas em geral (com CNPJ da empresa emissora); Comprovantes de despesas com educação (com CNPJ da empresa emissora, com a indicação do aluno); Comprovante de pagamento de previdência social e privada (com CNPJ da empresa emissora); Recibos de doações efetuadas; Recibos de empregada doméstica (apenas uma), contendo número NIT; Recibos de pagamentos efetuados a prestadores de serviços. Informações gerais Nome, CPF, grau de parentesco e data de nascimento dos dependentes; Endereços atualizados; Cópia completa da última Declaração de Imposto de Renda Pessoas Física entregue; Dados da conta para restituição ou débitos das cotas de imposto apurado, caso haja; Atividade profissional exercida atualmente. O contribuinte também pode precisar incluir informações complementares sobre alguns tipos de bens — como imóveis e veículos, por exemplo —, além de dados de conta-corrente e aplicações financeiras. Veja quais são essas informações: Imóveis: data de aquisição, área do imóvel, Inscrição municipal (IPTU), registro de inscrição no órgão público e registro no cartório de Imóveis; Veículo, aeronaves e embarcações: número do Renavam e/ou registro no correspondente órgão fiscalizador; Contas correntes e aplicações financeiras: CNPJ da instituição financeira. Voltar ao índice. 2. Quem é obrigado a declarar? São obrigadas a fazer a declaração do IR 2026: quem recebeu rendimentos tributáveis, sujeitos ao ajuste na declaração, cuja soma foi superior a R$ 35.584,00 no ano passado; contribuintes que receberam rendimentos isentos, não-tributáveis ou tributados exclusivamente na fonte, cuja soma tenha sido superior a R$ 200 mil no ano passado; quem obteve, em qualquer mês de 2025, ganho de capital na alienação de bens ou direitos, sujeito à incidência do imposto, ou realizou operações em bolsas de valores, de mercadorias, de futuros e assemelhadas cuja soma foi superior a R$ 40 mil, ou com apuração de ganhos líquidos sujeitas à incidência do imposto; quem teve isenção de imposto sobre o ganho de capital na venda de imóveis residenciais, seguido de aquisição de outro imóvel residencial no prazo de 180 dias; quem teve, em 2025, receita bruta em valor superior a R$ 177.920,00 em atividade rural; quem tinha, até 31 de dezembro de 2025, a posse ou a propriedade de bens ou direitos, inclusive terra nua, de valor total superior a R$ 800 mil; quem passou para a condição de residente no Brasil em qualquer mês e se encontrava nessa condição até 31 de dezembro de 2025; quem optou por declarar os bens, direitos e obrigações detidos pela entidade controlada, direta ou indireta, no exterior como se fossem detidos diretamente pela pessoa física; quem possui trust (acordo para que outra pessoa administre seus bens) no exterior; quem atualizou bens imóveis pagando ganho de capital diferenciado em dezembro/2025 (Lei nº 14.973/2024); quem auferiu rendimentos no exterior de aplicações financeiras e de lucros e dividendos; deseja atualizar bens no exterior; quem optou pela isenção do imposto sobre a renda incidente sobre o ganho de capital auferido na venda de imóveis residenciais, caso o produto da venda seja aplicado na aquisição de imóveis residenciais localizados no país, no prazo de 180 dias, contado da celebração do contrato de venda, nos termos do art. 39 da Lei nº 11.196, de 21 de novembro de 2005. Imposto de Renda 2026: veja quem deve declarar Voltar ao índice. 3. Como baixar o programa? 🖥️ Pelo computador O contribuinte poderá baixar os programas do Windows, Multiplataforma (zip) e Outros (Mac, Linux, Solaris). O programa está disponível no próprio site da Receita Federal (clique aqui para acessar). Veja o passo a passo: Acesse o site da Receita Federal e clique na opção "Baixar programa" para baixar a versão para Windows ou escolher uma das demais opções; Depois que o computador fizer o download do programa de instalação, uma caixa de introdução será aberta. Nessa aba, a orientação da Receita é que você finalize todos os programas em execução antes de prosseguir. Feito isso, basta clicar em "Avançar"; Em seguida, selecione a pasta onde pretende instalar o programa no seu computador. Você também tem a opção de criar uma pasta própria para o download, se quiser. Depois, clique em "Avançar" novamente; Confirme as configurações para a pasta de destino. Para facilitar, selecione a opção de "criar atalho na área de trabalho" — dessa forma, um ícone para o programa será criado. Em seguida, clique em "Avançar"; Pronto! A Instalação está concluída. Agora, basta clicar em "Terminar". 📱Pelo celular Os contribuintes que preferirem fazer a declaração por dispositivos móveis precisarão baixar o aplicativo da Receita Federal. ▶️ ATENÇÃO: Essa opção não pode ser usada, entre outros, por contribuintes que tenham recebido rendimento: de rendimentos tributáveis recebidos do exterior; que tenham ganhos de capital na alienação de bens ou direitos; que tenham ganhos de capital na alienação de bens ou direitos adquiridos em moeda estrangeira; que tenham ganhos de capital na alienação de moeda estrangeira em espécie; entre outros. Para ver todos os limites da declaração online e por aplicativo, clique aqui. Voltar ao índice. Imposto de renda Marcos Serra/g1 4. Até quando vai o prazo de declaração do Imposto de Renda 2026? O prazo para entrega da declaração vai de 23 de março a 29 de maio. Quem não entregar a declaração dentro do prazo fixado está sujeito a uma multa, que varia de um valor mínimo de R$ 165,74 até um montante máximo, que corresponde a 20% do imposto devido. Voltar ao índice. 5. Quando vou poder fazer a declaração pré-preenchida? De acordo com a Receita Federal, a declaração pré-preenchida estará disponível desde o primeiro dia do prazo de entrega. Ou seja, já nesta segunda-feira (23). 🔎 Na declaração pré-preenchida, a Receita Federal apresenta ao contribuinte informações sobre rendimentos, deduções, bens e direitos, além de dívidas e ônus reais — dados que são carregados automaticamente, sem necessidade de digitação. Neste ano, além das informações já disponibilizadas em anos anteriores, a declaração pré-preenchida também passará a informar: recuperação das informações de pagamento (DARFs); informações do Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) de renda variável (comum e day-trade); informações do eSocial – empregados domésticos; otimização na recuperação das informações dos dependentes (núcleo familiar). Para optar pela declaração pré-preenchida, o contribuinte precisa ter uma conta de nível prata ou ouro no gov.br. Voltar ao índice. 6. A isenção do IR para quem ganha até R$ 5 mil já está valendo? Não. A isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil por mês foi aprovada pelo governo no final do ano passado. A medida também prevê um desconto progressivamente menor para rendas de até R$ 7.350 mensais. Apesar de entrar em vigor a partir de janeiro deste ano, as novas regras só serão declaradas no ano que vem. Isso porque a declaração deste ano se refere aos rendimentos recebidos em 2025. "Rendimentos que estão sendo recebidos neste ano vão estar sujeitos a ajustes, confirmação, na declaração do ano que vem. Na declaração deste ano, o contribuinte tem que considerar aquilo recebido no ano passado", explicou o supervisor do Imposto de Renda da Receita Federal, José Carlos da Fonseca. SAIBA MAIS: ENTENDA: Isenção para quem ganha até R$ 5 mil só começa a valer na declaração de 2027 Isenção do IR: calcule quanto você deixará de pagar e como fica o imposto para a alta renda Voltar ao índice. 7. Quando vou receber a restituição? Diferentemente de anos anteriores, as restituições de 2026 serão pagas em quatro lotes. Segundo a Receita Federal, cerca de 80% dos pagamentos devem ser feitos nos dois primeiros lotes, ou seja, até o fim de junho. 🗓️ Veja o calendário de restituições do IR em 2026: 1º lote: 29 de maio 2º lote: 30 de junho 3º lote: 31 de julho 4º lote: 28 de agosto A Receita prioriza a data de entrega da declaração, mas também segue uma fila de prioridades para alguns grupos, que recebem a restituição antes dos demais — mesmo que tenham enviado o documento nos últimos dias do prazo. Quem envia a declaração mais cedo recebe a restituição primeiro. Por outro lado, se houver erros ou omissões, o contribuinte perde a posição na fila e vai para o fim do calendário de restituições. Voltar ao índice. 8. Quem tem prioridade para receber a restituição? A prioridade no recebimento das restituições do Imposto de Renda acontece na seguinte ordem: idosos acima de 80 anos; idosos entre 60 e 79 anos; contribuintes com alguma deficiência física ou mental ou moléstia grave; contribuintes cuja maior fonte de renda seja o magistério; contribuintes que adotarem a declaração pré-preenchida e optarem por receber a restituição via PIX; contribuintes que adotarem a declaração pré-preenchida ou optarem por receber a restituição via PIX. Imposto de Renda 2026: duas primeiras restituições concentrarão 80% dos pagamentos Voltar ao índice. 9. O que é o 'cashback' anunciado pela Receita? Segundo o secretário da Receita Federal, Robinson Barreirinhas, haverá um tipo de "cashback" do Imposto de Renda 2026, voltado para contribuintes específicos. De acordo com o Fisco, esse valor será direcionado para quem: não precisa declarar neste ano de forma obrigatória (por estar fora da faixa de renda) e que, por isso, não enviará a declaração; teve alguma retenção na fonte em 2025; e que teria direito à restituição do IR. Sem o envio da declaração de ajuste no prazo legal, essas pessoas normalmente ficariam sem a restituição. Neste ano, porém, a Receita depositará os valores automaticamente, em um lote no mês de julho. Segundo a Receita, deverão ser alcançados cerca de 4 milhões de contribuintes. Imposto de Renda 2026: Receita terá 'cashback' na declaração para 4 milhões de contribuintes Voltar ao índice. 10. Quais são os limites para dedução? Segundo a Receita Federal, os contribuintes podem optar por dois modelos na entrega do documento: o simplificado ou o completo, que têm limites para dedução. Veja a seguir: Declaração simplificada A regra para fazer a declaração simplificada continua a mesma. Quem optar por ela terá um desconto "padrão" de 20% na renda tributável. Este abatimento substitui todas as deduções legais da declaração completa, entre elas aquelas de gastos com educação e saúde. No IR de 2026, esse desconto de 20% está limitado a R$ 16.754,34 – mesmo valor do ano passado. Declaração completa Quem teve gastos altos em 2025 com dependentes e saúde, por exemplo, pode optar por fazer a declaração completa do Imposto de Renda, pois esses gastos são dedutíveis. Veja os limites: Dependentes: o valor máximo é de R$ 2.275,08 por dependente, o mesmo do ano passado. Educação: nas despesas com educação (ensino infantil, fundamental, médio, técnico e superior, o que engloba graduação e pós-graduação), o limite de dedução permaneceu em R$ 3.561,50 por dependente. Despesas médicas: as deduções continuam sem limite, ou seja, o contribuinte pode declarar todo o valor gasto e deduzi-lo do Imposto de Renda. Imposto de Renda 2026: saiba quais são os limites para as deduções Voltar ao índice.

  6. O Supremo Tribunal Federal (STF) vai julgar, nesta quinta-feira (26), a prorrogação dos trabalhos da CPMI do INSS. Os ministros vão analisar uma decisão individual do ministro André Mendonça. O plenário da Suprema Corte vai decidir se a determinação individual será mantida. Na última terça-feira (23), o ministro deu prazo para que o Congresso viabilize a extensão do prazo de funcionamento da comissão. O magistrado é o relator de uma ação apresentada pelo senador Carlos Viana (Podemos-MG), presidente do colegiado; o deputado Alfredo Gaspar (União-AL), relator; e o deputado Marcel Van Hattem (Novo-RS), integrante do colegiado. Veja os vídeos que estão em alta no g1 'Omissão' de Alcolumbre A ação aponta que teria ocorrido uma omissão da Mesa Diretora do Congresso Nacional e de seu presidente, Davi Alcolumbre (União-AP), que não teriam processado a tramitação do requerimento de prorrogação do colegiado. Os parlamentares pontuaram que não foi feita a leitura do pedido, uma exigência necessária à prorrogação. Segundo os parlamentares, o pedido atende aos requisitos da Constituição Federal e do regimento do Congresso. 👉🏽 Além disso, argumentam que, diante deste cenário, a ampliação do prazo da CPMI é um ato vinculado, ou seja, não depende de uma avaliação do comando da Casa sobre conveniência e oportunidade. De acordo que a conduta do presidente do Congresso inviabiliza, de forma indireta, a continuidade das investigações sobre fraudes praticadas por aposentados e pensionistas do INSS. Sessão plenária do STF em 4 de fevereiro de 2026 Antonio Augusto/STF Decisão de Mendonça Mendonça determinou prazo de 48 horas para que o Congresso realize a leitura do requerimento da comissão. E que, se o prazo não for respeitado, que a leitura seja considerada realizada e, com isso, a comissão possa continuar seus trabalhos. "O caso dos autos descortina, contudo, uma situação excepcional em que a minoria, por vontade do próprio parlamento no momento em que teceu as normas constitucionais, tem o direito de ver prevalecer a sua vontade sobre a da maioria parlamentar. Nesse contexto, preenchidos os requisitos constitucionais e regimentais aplicáveis, a Mesa Diretora e a Presidência do Congresso não dispõem de margem política para obstar o regular processamento do requerimento de prorrogação de uma CPMI, inclusive seu recebimento, leitura e publicação", afirmou o magistrado. Caso não fosse prorrogada, a CPMI deveria encerrar os trabalhos até sábado (28). Este era o prazo final para depoimentos, pedidos de informações e votação do relatório final da comissão. O novo prazo será definido pelos parlamentares na própria CPMI. A análise do plenário Mendonça determinou o envio da decisão para julgamento no plenário. Agora, os demais ministros vão avaliar se mantêm as determinações do magistrado. A prorrogação é uma etapa necessária para garantir que os parlamentares prossigam com a atuação na comissão, com atividades como depoimentos e apuração de documentos.

  7. O ex-governador Cláudio Castro (PL) Agência Brasil Declarado inelegível por oito anos pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nesta terça-feira (24), por abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022, o ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL-RJ), afirmou que vai recorrer da decisão. Até então pré-candidato ao Senado, ele ainda pode disputar a vaga caso obtenha efeito suspensivo da condenação — e, mesmo com essa medida, concorreria sub judice, enquanto o processo estiver em análise. Especialistas em direito eleitoral ouvidos pelo g1 afirmam que, sem uma decisão favorável que suspenda a inelegibilidade, a Justiça Eleitoral deve seguir o entendimento do TSE e indeferir um eventual pedido de registro de candidatura. Ainda assim, há caminhos jurídicos para contestar a condenação e tentar viabilizar uma candidatura ao Senado em 2026. De acordo com o professor e ex-juiz eleitoral Marcus Elidius, eventuais recursos apresentados pela defesa de Castro não suspendem automaticamente os efeitos da inelegibilidade. Para afastá-la, seria necessário obter uma decisão judicial específica com efeito suspensivo. “O primeiro recurso a ser interposto deve ser o embargo de declaração ao próprio TSE, com o objetivo de esclarecer pontos da decisão. Após o julgamento desses embargos, ainda caberá recurso extraordinário ao Supremo Tribunal Federal”, afirma Elidius. Segundo ele, apenas a entrada com recurso não afasta, por si só, a inelegibilidade. "Os embargos servem para aperfeiçoar algum ponto obscuro ou que não ficou objetivo no acórdão, sem mudar o mérito [da inelegibilidade]", acrescenta o advogado Alberto Rollo, especialista em direito eleitoral. Veja os vídeos que estão em alta no g1 O caminho para contestar a decisão passa primeiro pelo próprio TSE e, em seguida, pelo Supremo Tribunal Federal (STF), mas há limites para esse tipo de recurso. Segundo o advogado Michel Bertoni, a defesa pode apresentar embargos de declaração para esclarecer pontos do julgamento. Depois, é possível recorrer ao STF por meio de recurso extraordinário — que, no entanto, se restringe a questões constitucionais. Na prática, isso significa que os advogados de Castro teriam de demonstrar que a decisão do TSE contraria a Constituição. Bertoni explica ainda que é possível pedir uma medida cautelar com base no artigo 26-C da Lei das Inelegibilidades, que permite suspender a sanção quando há “fumaça do bom direito”, ou seja, indícios de que o recurso pode ser aceito. “É aí que está o X da questão: se o STF vai entender haver ou não a fumaça do bom direito, se vai suspender ou não a inelegibilidade — essa é a primeira questão. O outro aspecto é que, mesmo recorrendo ao STF, enquanto a situação estiver sub judice, em tese, ainda que inelegível, ele pode requerer o registro de candidatura, concorrer e praticar os atos de campanha. Mais adiante, a validade dos votos — caso ele não tenha conseguido a cautelar [suspensão] — ficará condicionada ao eventual provimento do recurso pelo STF”, afirma Bertoni. Mas antes mesmo de discutir os próximos passos, especialistas destacam um aspecto fundamental: sem a concessão de efeito suspensivo, a decisão do TSE permanece em vigor. Entenda abaixo: 1. Decisão com efeito suspensivo Após a decisão, Castro afirmou nas redes sociais que deverá recorrer. “Após obter acesso ao acórdão, pretendo recorrer e lutar até a última instância para restabelecer o que considero um desfecho justo para esse caso”, escreveu o ex-governador. Especialistas ouvidos pelo g1 explicam que os recursos disponíveis, como embargos de declaração, não suspendem automaticamente os efeitos da condenação. “Os recursos não têm efeito suspensivo automático. Ele teria que requerer”, afirmou o advogado Guilherme Barcelos. Na prática, isso significa que Castro permanece inelegível até que haja uma decisão judicial que suspenda os efeitos da condenação ou a reverta. Esse pedido pode ser feito tanto no TSE quanto no STF, mas depende de análise da Justiça. “Sem isso, a situação permanece como está hoje: Cláudio Castro segue inelegível. Essa condição só pode ser afastada com a concessão de efeito suspensivo ou com a reforma da decisão condenatória”, acrescenta. 2. Embargos de declaração no TSE O primeiro passo da defesa deve ser a apresentação de embargos de declaração ao próprio Tribunal Superior Eleitoral. Esse tipo de recurso serve para esclarecer pontos da decisão — como eventuais omissões, contradições ou trechos pouco claros — sem reavaliar o mérito da condenação. Segundo o advogado e membro da Academia Brasileira de Direito Eleitoral e Política (Abradep) Francisco Almeida Prado, além dos embargos, também é possível recorrer ao Supremo Tribunal Federal. “Contra decisões do TSE, cabem, em tese, embargos de declaração ao próprio tribunal, para suprir omissões ou contradições, e recurso extraordinário ao Supremo. É possível até pleitear efeito suspensivo nesse recurso, mas isso é extremamente difícil”, afirma. No caso de Castro, um dos pontos levantados é o fato de ele ter sido absolvido pelo Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) no mesmo processo. Segundo o advogado, porém, isso não altera o cenário para um eventual recurso. “O fato de ter havido absolvição no TRE é irrelevante”, explica. 3. Recurso extraordinário no STF Após o julgamento dos embargos, a defesa ainda pode recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF) por meio de recurso extraordinário. Esse tipo de recurso, no entanto, é mais restrito. “O recurso para o STF é mais limitado, porque precisa tratar de matéria constitucional. Ainda assim, é possível ingressar com recurso extraordinário”, explica o advogado Michel Bertoni. Segundo o advogado Guilherme Barcelos, mesmo que o recurso não seja admitido inicialmente, ainda há caminhos dentro do próprio trâmite processual. “Se a presidência negar seguimento [ao recurso extraordinário], a depender do fundamento, cabe agravo em recurso extraordinário ou agravo interno”, afirma. Esses mecanismos permitem tentar levar a discussão ao STF, mas não alteram automaticamente a situação do candidato. “Em nenhuma dessas hipóteses há efeito suspensivo automático”, ressalta Barcelos. 4. Tentativa de registrar candidatura Mesmo inelegível, Castro ainda pode tentar registrar candidatura. O pedido, porém, será analisado pela Justiça Eleitoral no momento adequado e tende a ser negado caso a inelegibilidade permaneça. “O registro de candidatura pode ser feito. A questão é que, hoje, ele está inelegível e, se esse cenário for mantido, o pedido deve ser indeferido”, afirma o advogado Guilherme Barcelos. O advogado Alberto Rollo ressalta que essa análise ocorre em uma etapa própria, distinta do processo que levou à condenação. Ou seja, a situação será reavaliada quando — e se — Castro formalizar o pedido de registro. “O registro só é apresentado no período eleitoral, geralmente em agosto, ao TRE-RJ. É nesse momento que a inelegibilidade, já reconhecida pelo TSE, será efetivamente aplicada ao caso concreto”, explica. 5. Pode fazer campanha enquanto recorre, mas sob risco Enquanto os recursos estiverem pendentes de julgamento, a legislação eleitoral permite que candidatos sub judice — ou seja, com a situação ainda em análise — façam campanha e participem da disputa. Segundo o advogado Michel Bertoni, nesse cenário, Castro poderia pedir o registro de candidatura, concorrer e praticar atos de campanha. O risco, porém, permanece. “Enquanto a questão estiver sub judice, ele pode requerer o registro de candidatura, concorrer e praticar os atos de campanha. Mas a validade dos votos ficará condicionada ao provimento do recurso pelo STF”, afirma. Na prática, isso significa que, caso a inelegibilidade seja mantida ao final do processo, os votos eventualmente recebidos podem não ser validados. 6. Para disputar de fato, ele precisa suspender ou reverter a condenação Na prática, especialistas apontam dois caminhos para que a candidatura avance sem o impedimento da inelegibilidade: obter uma decisão que suspenda os efeitos da condenação ou conseguir a reversão do julgamento. “Ele só terá o registro de candidatura deferido se obtiver efeito suspensivo ou se houver a reforma da condenação”, afirma o advogado Guilherme Barcelos. Sem uma dessas medidas, a inelegibilidade permanece válida e tende a barrar a candidatura.

  8. Montagem da BBC mostra Nicolás Maduro (abaixo, ao centro) junto com figuras que participarão de seu julgamento em Nova York Getty Images via BBC O ex-presidente da Venezuela Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores, devem comparecer frente à Justiça americana pela segunda vez após sua captura na capital venezuelana, Caracas, no dia 3 de janeiro, quando foram levados para os Estados Unidos para julgamento. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp A segunda audiência de Maduro está programada para esta quinta-feira, 26 de março. No seu primeiro comparecimento ao tribunal em Manhattan, no dia 5 de janeiro, Maduro se declarou inocente das quatro acusações. Elas incluíam participação em uma conspiração com grupos considerados terroristas, conspiração para tráfico de cocaína para os Estados Unidos e a posse e uso de armas ilegais (basicamente, metralhadoras) para conduzir a suposta conspiração. Desenho mostra Nicolás Maduro durante audiência na Justiça As forças americanas capturaram Flores ao lado do marido. Ela também se declarou inocente. Ao chegar a Nova York, o casal foi encaminhado para a sede da DEA (a agência antidrogas dos Estados Unidos) e está detido no Centro de Detenção Metropolitano, no Brooklyn. Mapa de Nova York com local do julgamento de Nicolás Maduro e da prisão onde ele está sendo mantido BBC Após a deposição de Maduro, Caracas e Washington restabeleceram relações diplomáticas em março, depois de um hiato de sete anos. A Casa Branca reconheceu formalmente a presidente em exercício da Venezuela, Delcy Rodríguez (ex-vice de Maduro), como a "única líder" do país. Analistas afirmam que estes processos podem levar vários meses até o julgamento, segundo a imprensa americana. Mas quem são as figuras chave na batalha legal envolvendo Maduro e sua esposa? Maduro foi capturado em Caracas e levado para julgamento nos Estados Unidos Reuters O juiz Quando Nicolás Maduro compareceu pela primeira vez à Justiça, ele ficou diante do juiz Alvin Hellerstein, que pediu a ele que confirmasse sua identidade, para que o processo pudesse começar. "Senhor, sou Nicolás Maduro. Sou presidente da República da Venezuela e estou sequestrado desde 3 de janeiro", declarou ele calmamente, em espanhol, aguardando que o intérprete traduzisse suas palavras. "Fui capturado na minha casa, em Caracas, Venezuela." O juiz de 92 anos o interrompeu rapidamente, dizendo que haveria "tempo e lugar para detalhar tudo isso". Hellerstein supervisionou diversos casos importantes e vem cuidando do processo contra Maduro desde seu indiciamento e acusações de tráfico de drogas, em 2020. No mesmo processo, outro réu — o ex-chefe de inteligência da Venezuela, Hugo Armando Carvajal — já se declarou culpado. Formado pela Faculdade de Direito da Universidade Columbia, nos Estados Unidos, Hellerstein trabalhou como advogado no Exército americano, antes de iniciar a prática privada. Ele foi nomeado para o Distrito Sul de Nova York em 1998, pelo então presidente Bill Clinton (1993-2001). Hellerstein presidiu casos civis relacionados aos ataques de 11 de setembro de 2001, bloqueou tentativas do governo Trump de deportar supostos membros de gangues venezuelanos sem audiência na Justiça e rejeitou o pedido do presidente Trump de transferir sua ação sobre suborno para a Justiça federal. Hellerstein também julgou uma disputa entre a herdeira e estrela de TV Paris Hilton e uma empresa italiana do setor de lingerie. Hilton pediu US$ 1,5 milhão (cerca de R$ 7,8 milhões) por royalties não pagos e a companhia a culpava por atrasos na aprovação. Mais recentemente, o juiz sentenciou Charlie Javice, fundador de uma startup do setor de tecnologia, a mais de sete anos de prisão por fraude contra o banco de investimentos J. P. Morgan Chase e condenou Bill Hwang, fundador do falido fundo de hedges Archegos, a 18 anos de prisão, em outro caso de fraude. O juiz também ordenou a liberação de fotografias do governo americano que documentavam a tortura de detentos no Iraque e no Afeganistão. Citando fontes, o portal de notícias americano Politico descreveu Hellerstein como juiz "das antigas", que frequentemente adota técnicas incomuns, incluindo ligações telefônicas diretamente aos promotores. Na segunda audiência de Maduro nesta quinta-feira (26), espera-se que Hellerstein analise se Maduro deve ser autorizado a usar fundos do governo venezuelano na sua defesa contra as acusações americanas de tráfico de drogas. Em fevereiro, o Departamento do Tesouro dos Estados Unidos revogou uma exceção às sanções financeiras americanas contra a Venezuela, que permitia ao governo do país financiar sua defesa. O juiz Alvin Hellerstein já tratou de diversos casos célebres Getty Images via BBC A equipe de defesa Maduro contratou o famoso advogado americano Barry Pollack para agir em sua defesa. Pollack é conhecido por defender o fundador do WikiLeaks, Julian Assange, e conseguir sua libertação da prisão no Reino Unido em 2024. Ele é sócio do escritório de advocacia de Wall Street Harris St. Laurent & Wechsler, com sede em Manhattan. Ele também é professor do Centro de Direito da Universidade Georgetown, nos Estados Unidos, e membro do Colégio Americano de Procuradores do Estado. Pollack foi descrito como "advogado minucioso e de reflexão profunda", que "vive, respira e sonha com os julgamentos", segundo a publicação analítica e de pesquisa jurídica Chambers USA. Ele negociou o acordo de Assange, pondo fim a uma batalha legal que durava uma década. Assange se declarou culpado de uma acusação americana de espionagem e foi sentenciado aos anos que passou em detenção e confinamento no Reino Unido. Pollack também já obteve absolvições e ajudou a reverter condenações erradas. Elas incluem a de Martin Tankleff, que passou 17 anos na prisão por ter sido acusado erroneamente de assassinar seus pais, e Michael Krautz, ex-contador da empresa Enron que enfrentava acusações de fraude criminal após o colapso da gigante da energia. Na primeira audiência de Maduro, a imprensa americana informou que Pollack questionou a legalidade da sua captura pelas forças americanas. Ele defendeu que Maduro tem direito a imunidade, como chefe de um Estado soberano. A esposa de Maduro, Cilia Flores, foi representada separadamente pelo advogado Mark Donnelly, de Houston, no Estado americano do Texas. Ele é ex-promotor do Departamento de Justiça e sua experiência se concentra em crimes do colarinho branco, segundo o website do seu escritório. Donnelly afirmou que Flores havia sofrido "lesões significativas" durante a operação militar que levou à sua captura e pediu um exame médico completo. A acusação A acusação está a cargo da Procuradoria Federal do Distrito Sul de Nova York. A Procuradoria é chefiada pelo procurador federal Jay Clayton, que assinou a acusação contra Maduro e sua esposa. Em novembro, a procuradora-geral dos Estados Unidos, Pam Bondi, nomeou Clayton para liderar uma investigação sobre as ligações do criminoso sexual condenado Jeffrey Epstein (1953-2019) com membros importantes do Partido Democrata e grandes instituições financeiras. Uma das principais advogadas no caso de Maduro é Amanda Houle, chefe da divisão criminal da Procuradoria. Ela retornou recentemente ao órgão, após atuar na iniciativa privada. Entre 2015 e 2023, Houle trabalhou no Distrito Sul de Nova York em diversos cargos de alto escalão, incluindo a chefia da Unidade de Narcóticos. Durante a audiência de acusação de Maduro, em 5 de janeiro, o vice-procurador federal Kyle Wirshba falou em nome do governo. Wirshba é membro da unidade de segurança nacional e internacional de narcóticos da Procuradoria. Ele tem histórico de lidar com casos importantes, relacionados ao tráfico internacional de drogas. Ele participa da ação contra Maduro desde a acusação inicial do líder venezuelano, em 2020. Antes disso, ele teve papel importante no processo contra o ex-general venezuelano Cliver Alcalá Cordones, que foi aliado de Maduro e se declarou culpado de fornecer apoio material às guerrilhas colombianas das Farc. Wirshba também processou a gangue venezuelana Trem de Aragua e seu suposto líder, Héctor Rusthenford Guerrero Flores, indiciado como réu ao lado de Maduro neste caso. Ele é um dos procuradores na ação contra o mexicano Jesús Méndez-Vargas, líder de cartel extraditado para os Estados Unidos no ano passado. E também participou da equipe de acusação que obteve a condenação do ex-presidente hondurenho Juan Orlando Hernández (2014-2022).

  9. Alta umidade aumenta risco pra temporais nessa quarta (25). Esta quinta-feira (26) deve ser de chuva em grande parte do Brasil. No Centro-Oeste e no Norte, as pancadas podem ser mais intensas ao longo do dia, com risco de temporais em algumas áreas. No Nordeste, os ventos vindos do oceano devem aumentar a chuva no litoral. Nas demais regiões, o tempo varia entre sol, nuvens e pancadas isoladas. Segundo os meteorologistas, a previsão aponta para chuva moderada a forte em Mato Grosso (MT), Goiás (GO) e grande parte de Mato Grosso do Sul (MS) desde o início da manhã. Ao longo do dia, um sistema meteorológico que se desloca de Minas Gerais em direção ao Centro-Oeste deve intensificar as pancadas, aumentando o risco de temporal no oeste e no centro-sul de Mato Grosso (MT) e nas áreas norte e noroeste de Mato Grosso do Sul (MS). 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Em Cuiabá (MT), há previsão de até 35 milímetros de chuva, com máxima de 28°C. Em Campo Grande (MS), as pancadas devem ocorrer em diferentes períodos do dia, também com máxima de 28°C. No Norte, a umidade elevada favorece chuva desde cedo no Pará (PA), Acre (AC), Rondônia (RO), Roraima (RR) e em partes do Amazonas (AM). Chuva em Manaus. Gato Júnior/Rede Amazônica O risco de temporais isolados é maior no oeste e no centro-sul do Amazonas, no Acre e em Rondônia. Em Porto Velho (RO), a previsão é de até 30 milímetros de precipitação, e em Rio Branco (AC), cerca de 25 milímetros. A sensação de abafamento deve persistir ao longo do dia nessas cidades. No Nordeste, os ventos que chegam do oceano devem ganhar força nesta quinta e aumentar a frequência das pancadas no litoral. ☁️ Veja a previsão do tempo na sua cidade A chuva pode ser localmente forte entre a Bahia (BA) e Pernambuco (PE), com rajadas de vento que podem chegar a 50 km/h no trecho do Rio Grande do Norte (RN) até o norte baiano. No Maranhão (MA), sul do Piauí (PI) e leste do Ceará (CE), a chuva também deve ser mais frequente ao longo do dia. A tendência é de que esse padrão se mantenha pelos próximos dias. No Sudeste, São Paulo (SP) deve ter um dia variado: há chance de nevoeiro de manhã, temperatura próxima dos 30°C à tarde e pancadas com raios entre o fim da tarde e o início da noite. LEIA TAMBÉM: Raro e espetacular: caverna no Brasil só recebe luz por 3 meses e vira cenário de outro planeta Como Peru transformou um dos desertos mais áridos do mundo em um centro de produção de alimentos 80% dos corais do planeta sofreram branqueamento moderado ou severo, mostra estudo inédito Mapa mostra previsão de temperatura máxima para esta quinta (26). CPTEC/Inpe O Rio de Janeiro (RJ) deve registrar sol e calor, com máxima de até 34°C — cerca de cinco graus acima da média para março. A tendência é de que o calor persista nos próximos dias na capital fluminense. Em Belo Horizonte (MG), a previsão é de céu parcialmente nublado com chuva fraca à tarde e máxima de 28°C. No Sul, o tempo deve melhorar gradualmente. Em Porto Alegre (RS) pode chover fraco de manhã, com sol aparecendo entre nuvens ao longo do dia. A capital deve ter máxima de 29°C. Em Curitiba (PR), pancadas moderadas são esperadas para a tarde, após uma manhã de sol, com máxima de 28°C. A tendência para o restante da semana é de menos chuva e mais sol na maior parte da região. Mapa mostra previsão de chuva para esta quinta (26) em todo o Brasil. CPTEC/Inpe Veja como ficam as temperaturas em TODAS as capitais brasileiras, segundo o Inmet: LEIA TAMBÉM: Cientistas descobrem formação geológica no Triângulo das Bermudas que pode explicar mistérios da região Japoneses processam governo por inação climática e pedem indenização É #FAKE que Amazônia não contribui para equilibrar clima do mundo

  10. O que é o PNE aprovado no Senado Antônio Cruz/Agência Brasil O novo Plano Nacional de Educação (PNE), que estabelece objetivos e metas da educação nacional para os próximos 10 anos (2026-2036), foi aprovado pelo Senado na quarta-feira (25) e segue para sanção do presidente Lula. 📝 O PNE é uma lei com as metas para a educação para a década seguinte que determina diretrizes, objetivos e estratégias para a política educacional. A versão anterior vigorou de 2014 a 2025 (após prorrogação) e tinha 20 metas. Atualmente, não há nenhum plano nacional para o setor em vigência. É o PNE que guia as principais políticas educacionais do país, ajudando a definir prioridades de investimentos e criação ou expansão de políticas publicas. Foi com base na meta 11 do PNE 2014-2025, por exemplo, que nasceu uma parte da política do novo ensino médio que integra a etapa ao ensino técnico. A nova versão do Plano estabelece 19 objetivos (veja mais abaixo), 73 metas e 372 estratégias que deverão ser acompanhadas a cada dois anos. Entre as metas, estão: Ampliar o atendimento em creches para 60% das crianças de até 3 anos; Garantir que todas as crianças de 4 e 5 anos estejam na pré-escola; Ter ensino em tempo integral em pelo menos 65% das escolas e atender 50% dos alunos; Reduzir desigualdades na educação básica entre grupos sociais, raciais e regionais; Alfabetizar 80% dos alunos até o fim do 2º ano do ensino fundamental, chegando a 100% ao final da vigência do plano; Incluir a matemática entre as metas de alfabetização. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Para Daniela Caldeirinha, vice-presidente da Fundação Lemann, o novo Plano têm metas "elementares que destravam o desenvolvimento das crianças ao longo de toda a escolaridade." Ela destaca aquelas focadas na educação infantil e alfabetização, e as metas ligadas à equidade. , gerente de Articulação, Advocacy, Monitoramento e Avaliação do Itaú Educação e Trabalho, também vê avanços nas metas do novo PNE, especialmente naquelas focadas em educação profissional e tecnológica. É importante destacar também as metas relacionadas à qualidade, que articulam a necessidade de criação do sistema nacional de avaliação da educação profissional e tecnológica, estabelecendo padrões de conclusão: como a gente quer que esses alunos de EPT estejam ao final do seu processo e quais os níveis de aprendizagem adequado, com conclusão na idade certa. O plano também estabelece metas para a educação ambiental e o uso responsável de tecnologias como suporte no ensino. O texto fixa ainda medidas de monitoramento direto e mecanismos de incentivo, fiscalização e controle interno, externo e social, e estipula parâmetros para que estados e municípios cumpram obrigações na oferta educacional. Além disso, o novo Plano também retoma a meta de investimento na educação pública, que não foi cumprida na versão anterior. O PNE aprovado em 2014 previa que 10% do produto interno bruto (PIB) fosse investido em educação — atualmente, o percentual está em cerca de 5,5%. O novo projeto propõe um aumento gradual do investimento, começando em 7% até o sexto ano de vigência e chegando a 10% ao final de dez anos. Tramitação O PNE anterior ficou em vigor até 31 de dezembro de 2025, após ser prorrogado em 2024, quando, inicialmente, deixaria de ter valor. A proposta do novo PNE só foi enviada pelo governo ao Congresso um mês antes do fim do prazo, e só foi aprovada pela Câmara dos Deputados em 10 de dezembro. Com as atividades limitadas de fim de ano, o Senado não conseguiu votar a pauta ainda em 2025. Na quarta-feira (25), após meses sem um PNE vigente, a proposta foi aprovada na Comissão de Educação e Cultura do Senado e foi analisada pelo Plenário. Agora, o texto segue para sanção do presidente Lula (PT). Os parlamentares têm pressa na sanção do projeto, porque atualmente não existe um plano nacional para o setor em vigência. Objetivos do novo PNE O novo PNE tem 19 objetivos para os quais foram estabelecidas metas que permitem seu monitoramento ao longo dos dez anos. São objetivos do novo PNE: ampliar a oferta de matrículas em creche e universalizar a pré-escola; garantir a qualidade da oferta de educação infantil; assegurar a alfabetização ao final do 2º segundo ano do ensino fundamental para todas as crianças; assegurar que crianças, adolescentes e jovens concluam o ensino fundamental e médio na idade regular; garantir a aprendizagem dos estudantes no ensino fundamental e médio; ampliar a oferta de educação em tempo integral na rede pública; promover a educação digital para o uso crítico, reflexivo e ético das tecnologias da informação e da comunicação; promover a educação ambiental e o enfrentamento das mudanças climáticas em todos os estabelecimentos de ensino; garantir o acesso, a qualidade e a permanência em todos os níveis e modalidades da educação indígena, quilombola e do campo; garantir o acesso, a oferta e a aprendizagem dos alunos da educação especial e bilíngue de surdos; assegurar a alfabetização e ampliar a conclusão da educação básica para todos os jovens, adultos e idosos; ampliar o acesso e a permanência na educação profissional e tecnológica; garantir a qualidade e a adequação da formação às demandas da sociedade, do mundo do trabalho e das diversidades de populações na educação profissional e tecnológica; ampliar o acesso, a permanência e a conclusão na graduação, com inclusão e redução de desigualdades; garantir a qualidade de cursos de graduação e instituições de ensino superior; ampliar a formação de mestres e doutores, de forma equitativa e inclusiva, com foco na solução dos problemas da sociedade; garantir formação e condições de trabalho adequadas aos profissionais da educação básica; assegurar a participação social no planejamento e gestão educacional; assegurar a qualidade e a equidade nas condições de oferta da educação básica.

  11. Polícia usa fotos de Duda Salabert e Erika Hilton em álbum de suspeitas de crime A inclusão das fotos das deputadas federais Erika Hilton (PSOL-SP) e Duda Salabert (PDT-MG) em um álbum de suspeitas de crime, pela Polícia Civil de Pernambuco, levantou questionamentos sobre como funciona a construção desse banco de imagens para reconhecimento de pessoas. O caso veio à tona menos de três meses depois que o Ministério da Justiça e Segurança Pública instituiu, no âmbito da polícia judiciária, uma portaria que estabelece o Protocolo Nacional de Reconhecimento de Pessoas em Procedimentos Criminais. ✅ Receba as notícias do g1 PE no WhatsApp O documento busca padronizar os procedimentos investigativos, promovendo "maior confiabilidade, segurança jurídica e respeito aos direitos fundamentais" no uso do reconhecimento de pessoas como meio de prova. A norma se aplica às polícias civis, à Polícia Federal e à Força Nacional de Segurança Pública, quando atuam em funções de polícia judiciária. Conforme o protocolo, o reconhecimento fotográfico deve seguir diretrizes técnicas. Entre elas: Apresentação de, no mínimo, cinco fotografias, sendo uma da pessoa a ser reconhecida e, ao menos, quatro de indivíduos com características físicas semelhantes às descritas pela vítima ou testemunha; Utilização de imagens em condições técnicas equivalentes de iluminação, fundo, resolução, plano de corte, orientação, escala facial e expressão; Proibição do uso de imagens com elementos identificadores, como uniformes, logomarcas, inscrições, números ou textos visíveis. A portaria também determina que a vítima ou testemunha deve ser previamente informada de que a pessoa que cometeu o crime pode ou não estar entre as imagens, que não há obrigação de realizar o reconhecimento e que a investigação continuará independentemente do resultado. Além disso, deve ser registrada a manifestação espontânea sobre o grau de certeza do reconhecimento. O documento ainda proíbe práticas como: Exibição isolada da imagem da pessoa a ser reconhecida à vítima ou testemunha, prática conhecida como "show-up fotográfico"; Uso de álbuns policiais ou conjuntos compostos por imagens de pessoas previamente investigadas ou constantes de bancos criminais, especialmente quando não houver controle de validade, origem, isonomia ou autorização judicial; Reutilização da imagem da mesma pessoa em diferentes atos de reconhecimento perante a mesma vítima ou testemunha, sem justificativa formal registrada; Extração indiscriminada de imagens de redes sociais ou de fontes abertas, sem verificação da origem, da qualidade técnica ou da adequação ao padrão visual; Montagem de alinhamento que destaque, ainda que involuntariamente, a imagem da pessoa a ser reconhecida, por contraste de cor, iluminação, enquadramento, nitidez ou estilo divergente das demais. LEIA TAMBÉM: Erika Hilton e Duda Salabert cobram Raquel Lyra sobre fotos em álbum de suspeitas Defensoria Pública aponta indícios de transfobia e racismo SDS, Polícia Civil e governadora: o que dizem autoridades Viés discriminatório Fotos das deputadas Duda Salabert e Erika Hilton em álbum de reconhecimento de suspeitos Reprodução Segundo Manuela Abath, advogada criminalista e professora de direito processual da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), o caso da inclusão das fotos das deputadas no álbum da polícia tem cunho racista e transfóbico. "Essa inserção não é automática. Ela é feita por algum agente público que por evidente intenção transfóbica e racista, colocou essas fotos ali. Então, é lamentável, principalmente agora que acaba de sair a determinação do Ministério da Justiça", disse. A professora explica que o reconhecimento de pessoas é um meio de prova previsto no Código de Processo Penal desde o início do conjunto de normas que regula os procedimentos criminais no Brasil. No entanto, ao longo do tempo, passou a ser criticado por possíveis vieses. "O nosso código é de 1941 e já previa esse meio de prova, chamado reconhecimento de pessoas. (...) Em todos os estudos que envolvem reconhecimento de pessoas, se verifica um perfilamento racial. Então há uma predominância de pessoas negras nesses álbuns e fotos que não necessariamente dizem respeito ao histórico criminal dessas pessoas, mas que podem ser extraídas de redes sociais, de banco de imagens, e isso vai compondo um perfil que pode conduzir pessoas a reconhecer erroneamente", informou. A professora destaca que, para evitar distorções, o procedimento deve seguir etapas rigorosas e começar pela descrição da pessoa suspeita feita pela vítima ou testemunha. "O reconhecimento pode até ser feito por fotografia, mas ele deve obedecer a um critério segundo o qual a vítima ou a testemunha que vai reconhecer, primeiramente, vai descrever quem é a pessoa que como elas são as características dessa pessoa", detalha. Ela acrescenta que o descumprimento dessas regras pode comprometer a validade da prova e gerar injustiças no sistema penal. "Quando esse uso indevido da imagem gera um erro judicial e gera, por exemplo, uma condenação. E existem casos de pessoas que foram injustamente condenadas a partir de falsos reconhecimentos fotográficos, essa pessoa tem direito a uma indenização do estado. Além, claro, dela ser absolvida numa ação que a gente chama uma ação de revisão criminal, que é uma ação que desfaz a condenação, ela tem direito a uma indenização", explica. VÍDEOS: mais vistos de Pernambuco nos últimos 7 dias

  12. Homem é detido quatro vezes por engano Detido ao sair de casa, no trabalho, ao levar a mãe ao hospital e numa corrida de rua. O coordenador de departamento pessoal Ailton Alves de Sousa, de 41 anos, sente um medo constante após ter sido conduzido quatro vezes à delegacia por engano, nos últimos sete meses, em São Paulo. Os policiais militares que o conduziram à delegacia disseram que Ailton está cadastrado no sistema do Smart Sampa, o programa de reconhecimento facial da Prefeitura de São Paulo, como um foragido da Justiça por cometer um homicídio no estado de Mato Grosso. Morador de Heliópolis, a maior favela de São Paulo, na Zona Sul, Ailton disse que nunca foi ao Centro-Oeste e que sente um grande constrangimento por conta de tantas detenções por engano. Na primeira vez, ele foi retirado de dentro de casa. “Eles me levaram na viatura. A primeira pergunta que o delegado me fez foi: você já foi pro Mato Grosso? Eu disse que não e foi aí que começou toda essa situação”, disse Ailton. 🔎 O Smart Sampa é o maior sistema de monitoramento de segurança da América Latina. Ele usa o reconhecimento facial de câmeras inteligentes para identificar foragidos da polícia, além de ajudar a encontrar pessoas desaparecidas. De acordo com a prefeitura, hoje o sistema conta com 40 mil câmeras em toda a capital. Ailton Alves de Sousa, de 41 anos Arquivo Pessoal As quatro detenções incorretas poderiam ter sido evitadas se alguns detalhes tivessem sido observados: O primeiro é que o verdadeiro foragido, nascido em Santa Tereza do Oeste (PR), tem o sobrenome Souza com a letra “z”, enquanto o paulistano é Sousa, com “s”; Apesar de também terem nomes iguais, os sobrenomes das mães de ambos são diferentes; Além disso, o nome e a idade dos pais deles não coincidem; Há uma diferença de idade entre os dois Ailtons de 12 anos. O que está foragido nasceu em 1972 e o inocente, em 1984; Mas o ponto principal é que não há imagens do suspeito nos mandados de prisão expedidos em Mato Grosso. O advogado de Ailton já pediu para a prefeitura apagar os dados de seu cliente do Smart Sampa, mas isso não aconteceu, e as abordagens continuaram. A última foi na segunda-feira (23) quando ele acompanhava a mãe numa consulta médica. No mesmo dia, policiais militares já tinham ido buscá-lo em casa de madrugada, mas ele não os atendeu. Para Luiz Augusto d'Urso, advogado especialista em crimes cibernéticos, a prefeitura precisa ser mais ágil para reparar os erros que trazem problemas para quem não comete crimes. “A prefeitura tem a obrigação de, ao aplicar um sistema de inteligência artificial, de reconhecimento facial, ter um canal eficiente de denúnicias, uma Ouvidoria e até auditorias sobre o sistema para que não tenha erros, que podem acontecer, mas devem ser imediatamente corrigidos”, diz. Sandro Godoy, advogado de Ailton, diz que entrou com requerimentos no Smart Sampa e na Justiça de Mato Grosso para que o erro seja corrigido o quanto antes. “O que a gente quer é tirar essa biomentira. Já entrei com pedido junto ao Smart Sampa através de e-mails. Só que até agora a gente não obteve nenhum tipo de resposta.” Enquanto os sistemas não são corrigidos, Ailton vive uma rotina de constante medo. “Eu sei que já aconteceram duas, três vezes, já é a quarta vez e toda vez eu sou levado. Eu não sei o que pode acontecer. Eu fico com medo, mesmo sem dever nada. Você fica com receio, com medo, com vergonha, da situação em si”, afirmou. O que dizem as autoridades Procuradas, nem a Prefeitura de São Paulo nem a Secretaria da Segurança Pública souberam dizer quem poderia ter incluído a imagem do paulistano no sistema. Em nota, a SSP informou ter notificado o Conselho Nacional de Justiça, órgão responsável pelo abastecimento do Banco Nacional de Mandados de Prisão, sobre a inconsistência e também providenciou a remoção dos dados e da fotografia de Ailton da base estadual. Também em nota, a Polícia Militar informou que é “acionada para cumprir mandados, preventivos ou temporários, que constam no Banco Nacional de Mandados de Prisão (BNMP) e em outras plataformas estaduais e nacionais. Os mandados são expedidos pelo Poder Judiciário e acionados pelo Copom”. Já a prefeitura disse que “não houve qualquer falha no funcionamento do programa Smart Sampa” e que a “atuação da Guarda Civil Metropolitana (GCM) ocorreu de forma regular, a partir de um alerta emitido pelo sistema de reconhecimento facial, seguido da confirmação de mandado de prisão ativo no Banco Nacional de Mandados de Prisão (BNMP)”. A Secretaria Municipal de Segurança Urbana informou que o Smart Sampa não é responsável pela inclusão ou atualização de dados em bases oficiais, que é feito por órgãos como o Poder Judiciário, e disse que comunicou a SSP para que adotasse as “medidas cabíveis” para retirar a informação incorreta do sistema. Ailton Alves de Sousa, de 41 anos Arquivo Pessoal

  13. Vida de luxo: quem é o principal alvo de operação sobre fraudes milionárias contra a Caixa Principal alvo de uma operação sobre fraudes bancárias milionárias contra a Caixa Econômica Federal, o empresário Thiago Branco de Azevedo, de 41 anos, tinha vida de luxo e costumava dar festas para cantores sertanejos, conforme informou o delegado da Policia Federal de Piracicaba (SP) Henrique Souza Guimarães à EPTV, afiliada da TV Globo. Em imagens publicadas nas redes sociais, o suspeito, conhecido como Ralado, ostenta carros de luxo e aparece também dirigindo em alta velocidade — assista no vídeo acima. Houve tentativa de prendê-lo nesta quarta-feira (25), mas ele não estava em sua casa, no condomínio Terras do Imperador, em Americana (SP). De acordo com a PF, o dinheiro que o Thiago usava para ostentar vinha da atividade criminosa. O delegado identificou que ele teria viajado para Angra dos Reis (RJ), onde outros dois suspeitos foram presos na operação. No entanto, Thiago e a esposa, que também possui um mandado de prisão em aberto, seguem foragidos. O g1 não conseguiu contato com as defesas. A ação fez parte da operação “Fallax”. Ao todo, 15 pessoas foram presas na operação e outras seis permanecem foragidas, entre elas gerentes de bancos, contadores e "laranjas", com mandados cumpridos nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia. A lista conta, inclusive, com moradores de Limeira (SP) e Americana. Vida de luxo e festa com famosos: quem é o principal alvo de operação sobre fraudes milionárias contra a Caixa Reprodução/Redes Sociais Segundo as investigações, o grupo utilizava empresas de fachada e estruturas empresariais para esconder a origem de recursos ilícitos. Funcionários de instituições financeiras inseriam dados falsos em sistemas bancários para viabilizar saques e transferências indevidas. Depois, os valores eram convertidos em bens de alto valor e criptoativos, dificultando o rastreamento. As fraudes investigadas podem alcançar valores superiores a R$ 500 milhões. Papel no esquema Thiago Branco de Azevedo é apontado como responsável por articular contatos e criar empresas de fachada em esquema de fraudes milionárias contra a Caixa Econômica Federal Reprodução/Redes Sociais/EPTV De acordo com o delegado, Thiago fazia toda a “orquestração” do esquema. Guimarães afirmou que o suspeito era uma pessoa "articulada" e conseguia cooptar pessoas para o crime. "Era ele que fazia contato com os gerentes das instituições financeiras, que conseguia contato com as pessoas que iam emprestar os nomes para figurarem nessas empresas. Ele tinha contato com outras empresas legalizadas que atuam no mercado nacional. Ele fazia contato com essas empresas para ver se essas pessoas tinham interesse em criar empresas de fachada para conseguir valores nas instituições financeiras e alavancar os próprios negócios", disse. Segundo o delegado, pessoas eram pagas com "importâncias ínfimas" de R$ 150, R$ 200 para emprestar o nome. "Chegou a criar uma pessoa fictícia, que não existe. Foi criada no papel só para ser utilizada como laranja", acrescentou. Guimarães apontou, ainda, que Thiago também repassava empresas de fachada criadas por ele para facção criminosa. "A investigação começou porque houve um compartilhamento de provas com a Justiça Estadual e passamos a analisar a função de Thiago no esquema. Foi então que surgiu toda essa gama de empresas que ele utiliza para outras pessoas, não só especificamente para a facção criminosa. Algumas pessoas que foram alvos de busca e de prisão também, que tinham essa facilidade de fazer esse acesso", detalhou. Quebra de sigilo bancários e bloqueios de bens Rafael de Gois, sócio-fundador e CEO do Grupo Fictor, também está os alvos da operação. A PF cumpriu mandados de busca e apreensão em endereços ligados ao executivo na capital paulista. O ex-sócio do Grupo Fictor Luiz Rubini é outro que foi alvo de mandado na cidade de São Paulo. Além dos mandados, foi determinado o bloqueio e o sequestro de bens imóveis, veículos e ativos financeiros até o limite de R$ 47 milhões, com o objetivo de descapitalizar a organização criminosa. As fraudes investigadas podem alcançar valores superiores a R$ 500 milhões. Foram ainda autorizadas medidas cautelares para o rastreamento de ativos financeiros, incluindo a quebra de sigilo bancário e fiscal de 33 pessoas físicas e 172 pessoas jurídicas. Prisões em Limeira e Americana Polícia cumpre mandados de busca e apreensão em Limeira Polícia Militar de Piracicaba/ Reprodução Dois moradores de Limeira (SP) foram presos na operação. São eles: Paulo Junior Ferraz, de 41 anos, detido em sua casa, no bairro Fazenda Itapema; e Sarah Tais Barbosa, 36, moradora do Jardim Colina Verde. Na região de Campinas (SP), houve uma prisão em Americana. O alvo é Rivaldo José de Oliveira Zumbaio, de 53 anos, que foi preso em seu apartamento, no Jardim Ipiranga. O trio passou por audiência de custódia no período da tarde, na 2ª Vara Federal de Piracicaba, que homologou o cumprimento dos mandados de prisão pelo crime de estelionato. A PF não informou qual seria o papel de cada um no esquema. O g1 não conseguiu contato com as respectivas defesas. O que dizem os citados Polícia Federal cumpre mandados de busca, apreensão e prisão em condomínio residencial de Americana Polícia Militar de Piracicaba/ Reprodução A defesa de Rafael de Gois afirmou que vai prestar esclarecimentos necessários às autoridades assim que tiver acesso ao conteúdo da investigação. A defesa de Luiz Rubini, por sua vez, declarou que não teve conhecimento prévio do processo e que se manifestará em momento oportuno. Em nota, a Caixa comunicou que "atua permanentemente em cooperação com os órgãos de segurança pública e de controle, especialmente a Polícia Federal, no combate a fraudes bancárias, estelionatos e crimes de lavagem de dinheiro". "A Caixa reitera que possui políticas rigorosas de prevenção e combate a fraudes, lavagem de dinheiro e financiamento ao terrorismo, alinhadas às melhores práticas de mercado, à legislação vigente e às normas dos órgãos reguladores. Sempre que identificadas movimentações atípicas ou evidências de irregularidades, os casos são imediatamente reportados aos órgãos competentes, colaborando de forma ativa com as investigações", acrescentou. A instituição também ressaltou que mantém "compromisso com a integridade, a transparência e a proteção do patrimônio público, bem como com a pronta adoção de todas as medidas administrativas e judiciais cabíveis para responsabilização dos envolvidos e ressarcimento de eventuais prejuízos, quando aplicável". Sobre as investigações, a Caixa disse respeitar o sigilo do processo. VÍDEOS: Tudo sobre Piracicaba e região Veja mais notícias da região no g1 Piracicaba

  14. Como funciona a Mega-sena O concurso 2.989 da Mega-Sena pode pagar um prêmio de R$ 17 milhões para os acertadores das seis dezenas. O sorteio ocorre às 21h desta quinta-feira (26), em São Paulo. Clique aqui para seguir o canal de Loterias do g1 no WhatsApp No concurso da última terça-feira, nenhuma aposta acertou as seis dezenas. A aposta mínima para a Mega-Sena custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet, até as 20h – saiba como fazer a sua aposta online. A Mega tem três sorteios semanais: às terças, quintas e sábados. Volante da Mega-Sena Ana Marin/g1 Para apostar na Mega-Sena As apostas podem ser realizadas até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos. Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo. O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar. Probabilidades A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa. Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição.

  15. Polícia Federal prende 14 pessoas em operação contra fraudes bancárias e lavagem de dinheiro Uma investigação da Polícia Federal aponta que o Grupo Fictor e células da facção criminosa Comando Vermelho (CV) utilizavam o mesmo esquema de lavagem de dinheiro, baseado em empresas de fachada, movimentações simuladas e cooptação de funcionários de bancos. A operação, batizada de Fallax, foi deflagrada na quarta-feira (25) em três estados e investiga fraudes que podem ultrapassar R$ 500 milhões. O CEO da Fictor, Rafael de Gois, foi um dos alvos de busca e apreensão. Em 17 de novembro do ano passado, a Fictor anunciou a compra do Banco Master, envolvendo investidores árabes e um aporte de R$ 3 bilhões, poucas horas antes de o Banco Central ter anunciado a liquidação extrajudicial do banco de Daniel Vorcaro. Após a liquidação do banco, a Fictor enfrentou uma crise reputacional, resultando em resgates de cerca de R$ 2 bilhões por investidores, o que levou ao pedido de recuperação judicial das empresas Fictor Holding e Fictor Invest, pertencentes ao grupo. Segundo a PF, as investigações começaram em 2024, quando foram identificados indícios de um sistema profissional de fraude bancária e lavagem de capitais desenvolvido por uma organização criminosa com ramificações no setor financeiro e conexão com o crime organizado do Rio de Janeiro. A PF aponta que a Fictor era parte central da engrenagem, funcionando como núcleo financeiro do esquema. O grupo injetava, diz a investigação, recursos que alimentavam as simulações de fluxo de caixa, ajudava a montar empresas de fachada e operava mecanismos usados para enganar instituições financeiras. Rafael Góis, CEO da Fictor Reprodução/Linkedin Essa atuação, segundo os investigadores, “profissionalizou” o modelo e ampliou a eficiência das fraudes (leia mais abaixo). Segundo a PF, células do Comando Vermelho usavam a mesma estrutura para lavar dinheiro do tráfico. Elas se aproveitavam das empresas fictícias e da contabilidade fabricada para justificar a entrada de recursos ilícitos no sistema bancário. Depois de circular pelas firmas de fachada, o dinheiro era convertido em bens de luxo e criptoativos, o que dificultava o rastreamento. Para a PF, o compartilhamento do esquema revela um “ecossistema criminoso” usado por empresários, operadores financeiros e facções. A Operação Fallax prendeu ao menos 15 pessoas na quarta (25). Dentre os presos, há dois gerentes da Caixa Econômica Federal e uma ex-gerente do Banco do Brasil envolvidos no esquema. Grupo Fictor pede recuperação judicial no TJ-SP O modelo O modelo tinha seis pilares: Criação em massa de empresas fictícias Captação de “laranjas” e dados pessoais Contabilidade fraudada Movimentação artificial de dinheiro Participação de funcionários de bancos Inadimplência planejada O grupo investigado montou um sistema profissional de fraude bancária e lavagem de dinheiro baseado principalmente na criação em massa de empresas de fachada. Essas pessoas jurídicas eram abertas com características padronizadas — sócio único, capital social simulado e objeto social genérico — e chegavam a cumprir obrigações fiscais nos primeiros meses para aparentar regularidade. Para viabilizar essas aberturas, integrantes da organização cooptavam pessoas dispostas a ceder seus dados pessoais, muitas vezes sem saber a real finalidade da operação. Depois de criadas, essas empresas passavam a receber uma contabilidade totalmente fraudada. Documentos como DRE, ECF e declarações fiscais eram manipulados para simular um faturamento alto, o que possibilitava às empresas parecerem aptas a obter crédito bancário. Ao mesmo tempo, operadores do esquema iniciavam uma intensa movimentação financeira artificial, composta por pagamentos cruzados de boletos, transferências internas e supostas entradas de capital sem origem real. Essa simulação gerava um histórico bancário inflado, que convencia instituições financeiras a liberar limites maiores de crédito e permitia a circulação de valores ilícitos sem levantar suspeitas. Participação de instituições A engrenagem só funcionava, segundo as investigações, porque havia participação direta de funcionários de instituições financeiras. Gerentes bancários inseriam dados falsos nos sistemas internos, facilitando saques e transferências indevidas, além de acelerar ou aprovar operações de crédito com base em informações manipuladas. Segundo a PF, essa cooptação era peça essencial para dar aparência de legalidade e permitir que grandes somas circulassem rapidamente entre as empresas fictícias. Todo o sistema era planejado para operar por um período limitado — normalmente entre um e um ano e meio. Durante esse tempo, as empresas de fachada movimentavam milhões, tomavam crédito e criavam histórico positivo. Em seguida, a organização simplesmente abandonava as empresas, deixava de pagar os empréstimos e sumia, tornando a recuperação dos valores praticamente impossível para os bancos. A PF afirma que instituições como Caixa, Banco do Brasil, Bradesco, Santander e Safra sofreram prejuízos milionários com o golpe. CEO e ex-sócio do Grupo Fictor Rafael de Gois, sócio-fundador e CEO do Grupo Fictor, foi um dos alvos da Operação Fallax. A PF cumpriu mandados de busca e apreensão em endereços ligados ao executivo na capital paulista. O ex-sócio do Grupo Fictor Luiz Rubini também foi alvo de mandado na cidade de São Paulo. Contra Rubini há ainda a determinação de quebra de sigilo bancário determinado pela Justiça Federal. Ao todo, seriam cumpridos 43 mandados de busca e apreensão e 21 mandados de prisão preventiva, expedidos pela Justiça Federal de São Paulo, em cidades dos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia. Os advogados de Rafael afirmaram que apenas um celular foi apreendido. "Foi realizada hoje diligência de busca e apreensão na residência de Rafael Góis, CEO da Fictor, no âmbito de investigação conduzida pela Polícia Federal. Apenas o seu celular foi apreendido. Tão logo sua defesa tenha acesso ao conteúdo da investigação, serão prestados os esclarecimentos necessários às autoridades competentes, com o objetivo de elucidar os fatos", diz nota. Já a defesa de Luiz Rubini afirmou que não teve conhecimento prévio do processo e se manifestará oportunamente. Operação Fallax Polícia Federal realiza, na manhã desta quarta-feira (25), a chamada 'Operação Fallax'. Divulgação Segundo a Polícia Federal, as investigações da Operação Fallax começaram em 2024, após a identificação de indícios de um esquema estruturado voltado à obtenção de vantagens ilícitas. O grupo, de acordo com a investigação, atuava com a cooptação de funcionários de instituições financeiras e utilizava empresas — inclusive ligadas a um grupo econômico específico — para movimentar valores e ocultar recursos de origem ilegal. A Justiça também determinou o bloqueio e o sequestro de bens imóveis, veículos e ativos financeiros até o limite de R$ 47 milhões, com o objetivo de descapitalizar a organização criminosa. De acordo com a PF, as fraudes investigadas podem ultrapassar R$ 500 milhões. Polícia Federal realiza, na manhã desta quarta-feira (25), a chamada 'Operação Fallax' Reprodução Além disso, foram autorizadas medidas cautelares para o rastreamento de ativos financeiros, incluindo a quebra de sigilo bancário e fiscal de 33 pessoas físicas e 172 pessoas jurídicas. A operação contou com o apoio da Polícia Militar de São Paulo. Os investigados poderão responder por organização criminosa, estelionato qualificado, lavagem de dinheiro, gestão fraudulenta, corrupção ativa e passiva e crimes contra o sistema financeiro nacional. Somadas, as penas podem ultrapassar 50 anos de reclusão. O que diz a Caixa "A CAIXA informa que atua permanentemente em cooperação com os órgãos de segurança pública e de controle, especialmente a Polícia Federal, no combate a fraudes bancárias, estelionatos e crimes de lavagem de dinheiro. A operação deflagrada é resultado direto de investigações conduzidas pelas autoridades competentes, com base em informações e comunicações realizadas pelo banco no curso regular dos mecanismos de monitoramento e notificação de indícios suspeitos. A CAIXA reitera que possui políticas rigorosas de prevenção e combate a fraudes, lavagem de dinheiro e financiamento ao terrorismo, alinhadas às melhores práticas de mercado, à legislação vigente e às normas dos órgãos reguladores. Sempre que identificadas movimentações atípicas ou evidências de irregularidades, os casos são imediatamente reportados aos órgãos competentes, colaborando de forma ativa com as investigações. A CAIXA reafirma seu compromisso com a integridade, a transparência e a proteção do patrimônio público, bem como com a pronta adoção de todas as medidas administrativas e judiciais cabíveis para responsabilização dos envolvidos e ressarcimento de eventuais prejuízos, quando aplicável. Por envolver investigação em curso, a CAIXA respeita o sigilo legal do processo e reforça que eventuais esclarecimentos adicionais devem ser solicitados às autoridades responsáveis pela operação." Polícia Federal realiza, na manhã desta quarta-feira (25), a chamada 'Operação Fallax' Reprodução

  16. Polícia Civil investiga morte de casal que caiu de 9º andar em Aracaju Um homem e uma mulher, identificados como Washington Luís da Silva Matos e Ane Jaqueline Costa Santos Matos, morreram após caírem do 9º andar de um prédio, em Aracaju, na noite da última terça-feira (24). O caso ocorreu durante uma briga entre o casal. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 SE no WhatsApp Confira o que se sabe e o que falta esclarecer sobre o caso: Como o casal morreu? O casal tinha histórico de violência? O casal estava com problemas de saúde mental? Como estão as investigações? Foi feminicídio? O casal tinha filhos? Washington Luís da Silva Matos e Ane Jaqueline Costa Santos Matos. Arquivo Pessoal 1. Como o casal morreu? Washington Luís da Silva Matos e Ane Jaqueline Costa Santos Matos morreram após caírem do 9º andar do prédio em que moravam, localizado no Bairro Farolândia, em Aracaju, na noite da terça-feira. O caso ocorreu durante uma briga entre o casal. 2. O casal tinha histórico de violência? Washington foi condenado por vias de fato após denúncia de violência doméstica contra Ane, pelo Tribunal de Justiça de Sergipe (TJSE). No processo consta que ele agrediu Ane e a ameaçou de morte em duas ocasiões diferentes, ambas em 2021. Ele solicitou recurso, que estava em fase de julgamento. Não havia medida protetiva contra ele em favor de Ane. Também há informações preliminares de que Washington tinha problemas com alcoolismo. 3. O casal estava com problemas de saúde mental? Segundo o advogado do casal, Ricard Cézar, Washington e Ane enfrentavam problemas de saúde mental, com um histórico de alucinações e sensação de perseguição, em episódios diários. Ele afirmou ainda que a família tentou diversas vezes intervir, com apoio psiquiátrico. 4. Como estão as investigações? Informações iniciais da Polícia Civil apontam que Washington teria agredido Ane e, em seguida, tirado a própria vida ao cair do edifício. Imagens de câmeras de segurança do condomínio e do interior do imóvel poderão auxiliar na elucidação do caso. Foram apreendidos celulares, a arma utilizada no crime, equipamentos de informática, que serão periciados, e outros objetos encontrados no apartamento. 5. Foi feminicídio? A Polícia Militar não classificou o fato como feminicídio. O advogado do casal, Ricard Cézar, disse que não consegue opinar sobre o assunto. 6. Eles tinham filhos? Ainda segundo o advogado, o casal estava junto há mais de 20 anos e não tinha filhos em comum.

  17. Maduro se declara inocente em audiência em Nova York e afirma ainda ser o presidente O ex-ditador venezuelano Nicolás Maduro vai passar por uma nova audiência na Justiça dos Estados Unidos nesta quinta-feira (26). A expectativa é que a defesa tente derrubar as acusações de tráfico de drogas apresentadas contra ele em um tribunal federal de Nova York. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp ▶️ Contexto: A audiência acontece quase três meses após Maduro ser capturado durante uma operação americana na Venezuela. Em 3 de janeiro, ele foi levado para Nova York e passou a responder por acusações de colaboração com guerrilhas e cartéis para o envio de cocaína aos EUA. A mulher do ex-ditador, Cilia Flores, também está presa e responde a acusações criminais nos EUA. Os dois já passaram por uma audiência poucos dias após a prisão. À época, Maduro disse ser um "prisioneiro de guerra". Maduro está detido no Metropolitan Detention Center, uma penitenciária federal conhecida pelas condições extremas e por abrigar presos famosos. O ex-ditador está sozinho em uma cela e não tem acesso a jornais ou internet. Uma fonte do governo venezuelano disse à agência France Presse que Maduro tem passado o tempo lendo a Bíblia e que é chamado de "presidente" nos corredores. Ele tem autorização para usar o telefone para falar com familiares e advogados, com limite de 15 minutos por chamada. Na segunda-feira (23), o filho do ex-ditador, Nicolás Maduro Guerra, disse que o pai está bem, animado e cheio de energia. "Vamos ver um presidente esbelto e atlético, que se exercita todos os dias", declarou. Além das acusações criminais, um dos principais pontos da audiência desta quinta-feira deve ser a discussão sobre quem vai custear a defesa de Maduro e Cilia. O governo venezuelano quer assumir os gastos, mas precisa de autorização da Casa Branca por causa das sanções impostas ao país. Maduro escolheu como advogado Barry Pollack, o mesmo que atuou no caso do fundador do WikiLeaks, Julian Assange, e ajudou a tirá-lo da prisão. Pollack já pediu que a Justiça dos EUA arquive o processo contra Maduro, alegando interferência do governo americano no pagamento dos honorários advocatícios. Para a defesa, a exigência viola direitos constitucionais do venezuelano. A segurança no entorno do tribunal deve ser reforçada para a audiência, como ocorreu em janeiro, logo após a prisão. O caso é conduzido pelo juiz Alvin Hellerstein, de 92 anos, conhecido pela longa carreira no Judiciário. LEIA TAMBÉM Acordo nuclear e reparação de danos: veja as condições de EUA e Irã para encerrar a guerra Itamaraty manifestou ao governo Trump oposição do Brasil à classificação de PCC e CV como terroristas Apenas 3 países votaram contra a ONU declarar que tráfico de escravizados africanos foi 'o crime mais grave contra a humanidade'; veja quais Maduro foi capturado em Caracas e levado para julgamento nos Estados Unidos Reuters Acusações Maduro responde por narcoterrorismo, conspiração para tráfico de cocaína, além de conspiração e posse de armas e explosivos. O governo dos EUA acusa Maduro de chefiar uma organização criminosa chamada "Cartel de los Soles". A Casa Branca colocou o suposto grupo na mira ao classificar organizações de tráfico de drogas como organizações terroristas. As conclusões do governo americano, no entanto, são contestadas por pesquisadores do tema. Para especialistas, o grupo não funciona como uma hierarquia definida, mas como uma “rede de redes” que facilita o tráfico de drogas e lucra com a atividade. Ainda assim, há indícios de que Maduro seja um dos principais beneficiários de uma “governança criminal híbrida” que ele teria ajudado a instalar no país. Após Maduro ser capturado pelos EUA, a Venezuela passou a ser governada de forma interina por Delcy Rodríguez, então vice-presidente. Ela tem atendido a exigências da Casa Branca e foi até elogiada pelo presidente Donald Trump. VÍDEOS: mais assistidos do g1

  18. Médico é acusado de atropelar intencionalmente oito pessoas; veja um deles Preso desde 3 de março por suspeita de atropelar oito pessoas e de tentar matar o próprio irmão, o médico Paulo Adriano Pustay negou que tivesse essa intenção e afirmou que um dos atropelamentos ocorreu quando desviou de um cachorro, segundo a Polícia Civil. Em depoimento na delegacia, Pustay afirmou que foi até a casa de familiar, em Presidente Lucena, para "tomar um mate", conforme o delegado Fabio Mota Lopes. Mesmo com a versão do suspeito, ele foi indiciado por tentativa de homicídio. O médico, que estava acompanhado da advogada Bruna Senger durante o depoimento, segue preso preventivamente. A reportagem não conseguiu contato com a defesa até esta publicação. 📲 Acesse o canal do g1 RS no WhatsApp Segundo a Polícia Civil, no interrogatório, o médico admitiu que foi até a propriedade do irmão, Odalci, durante a madrugada. Ele confirmou ter colidido o carro no portão e na varanda, e que usou uma tábua para arrombar a porta após o irmão não atender. Ainda conforme o relato policial, Pustay negou que tivesse a intenção de agredir ou matar o parente, ou que houvesse qualquer desavença entre eles. Para a polícia, Odalci foi alvo de tentativa de homicídio e só teria escapado por ter pulado uma janela. Sobre outro atropelamento, de um homem de 73 anos, o médico alegou à polícia ter sido um acidente. De acordo com o depoimento, ele disse que a vítima estava "no meio da estrada" e que a atingiu ao desviar de um cachorro. A polícia informa que o depoimento de Pustay se refere à suspeita de crimes investigados em Presidente Lucena. Ele também foi indiciado em outro inquérito em Novo Hamburgo por outros atropelamentos no mesmo dia — estes, para a polícia, foram intencionais. Conforme o delegado Alexandre Quintão, responsável pelo caso em Novo Hamburgo, a análise de imagens mostra que o motorista alterava a trajetória do veículo para atingir os pedestres. A polícia apurou que uma das vítimas fraturou costelas, vértebras e a clavícula. Casos e indiciamentos O homem foi indiciado em dois inquéritos, pelos casos de Presidente Lucena e de Novo Hamburgo. A polícia não identificou nenhuma motivação para os casos e acredita que o homem tenha tido um surto psicótico. "Ele jogou o carro sobre a casa do irmão e invadiu o imóvel com um pedaço de pau para espancar o irmão, com a intenção de matá-lo. O irmão somente não foi morto porque conseguiu fugir por uma das janelas da casa", relata o delegado Fabio Mota Lopes. Conforme o delegado, minutos antes, o homem atropelou um idoso de 73 anos que estava em frente à própria casa, a cerca de 400 metros da casa do irmão. "O idoso teve alta hospitalar no dia seguinte. Já está bem e em casa. Teve lesão no tornozelo, na barriga e no braço." Médico é acusado de atropelar intencionalmente oito pessoas e de invadir casa para tentar matar o irmão no RS Polícia Civil Em Novo Hamburgo, a Polícia Civil indiciou nesta terça-feira (24) o motorista por cinco atropelamentos. Em um deles, a vítima caminhava com um bebê no colo e uma criança ao lado quando o motorista veio pela contramão e a atingiu. "Por sorte e destreza, ela conseguiu afastar um pouco do caminho que o veículo vinha e sofreu apenas lesões na perna esquerda, tendo salvado as crianças da morte", destaca o delegado Alexandre Quintão. Um vídeo mostra um dos atropelamentos. Segundo a polícia, a vítima fraturou três costelas, cinco vértebras, clavícula e o esterno, além de sofrer ferimentos graves na cabeça e na perna. A análise das imagens demonstra, de acordo com Quintão, que o homem atropelou as pessoas de forma intencional e que ele alterou a trajetória do Nissan March na via para atingi-las. A caminho da casa do irmão, ele causou o sexto atropelamento. Em nenhum deles, segundo a polícia, prestou socorro às vítimas. Médico é acusado de atropelar intencionalmente oito pessoas e de tentar matar o irmão a pauladas no RS Imagens cedidas/Polícia Civil VÍDEOS: Tudo sobre o RS
  19. Esgoto é despejado em área de proteção ambiental em Altamira Vazamentos constantes na rede de esgoto de Altamira, no sudoeste do Pará, têm causado transtornos para moradores e graves impactos ambientais em áreas de preservação permanente. O despejo irregular de dejetos atinge diretamente trechos do Igarapé Altamira, afluente do rio Xingu, comprometendo a fauna, a flora e a qualidade da água. Entre os bairros mais afetados estão Vista Alegre, São Joaquim e o Reassentamento Urbano Coletivo Casa Nova, áreas para onde foram remanejadas famílias impactadas pela construção da Usina de Belo Monte. No Bairro Vista Alegre, a tubulação apresenta vazamentos contínuos, com esgoto escorrendo pelas ruas e avançando para uma área de mata por onde passa o igarapé. Moradores afirmam que o problema não é recente. “Isso incomoda muito e precisa de uma solução. A área deveria ser preservada, mas está sendo contaminada pelo esgoto”, afirma Antônio José, 69 anos, morador local. Em São Joaquim, o cenário é semelhante. O despejo irregular atinge diretamente a mata nativa, caracterizando crime ambiental, segundo especialistas. No Reassentamento Casa Nova, o esgoto transborda constantemente, devido a entupimentos na estação elevatória da região. Moradores denunciam que o problema já dura anos. “O mau cheiro é insuportável. Pedimos providências há muito tempo, mas nada mudou”, relata Rosalina Chaves, funcionária pública. Medidas emergenciais A Prefeitura, por meio da Coordenação de Saneamento (COSALT), informou que já foi notificada sobre os vazamentos e que equipes técnicas foram enviadas para vistoriar os locais. Medidas emergenciais incluem: Desobstrução das redes de esgoto; Manutenção corretiva das tubulações; Avaliação estrutural do sistema de esgotamento sanitário nas áreas afetadas. Em relação aos impactos ambientais no Igarapé Altamira, a administração municipal informou que o monitoramento será intensificado para minimizar os danos à fauna, à flora e à população local. A população segue cobrando ações efetivas, enquanto o esgoto continua a escorrer por áreas de preservação permanente, representando risco à saúde e ao meio ambiente. ✅ Clique e siga o canal do g1 PA no WhatsApp VÍDEOS: veja todas as notícias do Pará Confira outras notícias do estado no g1 PA

  20. Passageiro morre após passar mal na plataforma da Estação Palmeiras-Barra Funda, em SP Um passageiro morreu após passar mal na plataforma da Estação Palmeiras-Barra Funda, na Linha 7-Rubi, no fim da tarde desta quarta-feira (25), em São Paulo. Segundo a TIC Trens, concessionária responsável pela linha, o homem começou a se sentir mal por volta das 17h30. Funcionários prestaram atendimento e acionaram equipes do Samu. Mesmo com os esforços de socorro, o passageiro não resistiu e morreu no local. A ocorrência foi encaminhada para registro na delegacia da região, que deve apurar a causa da morte. Nas redes sociais, testemunhas afirmam que o homem esperou o socorro por 20 minutos. Trem da concessionária TIC Trens, que começa a operar a Linha 7-Rubi a partir desta quarta-feira (26). Reprodução/TV Globo Em nota, a concessionária afirmou que se solidariza com a família e reforçou que as equipes são treinadas para agir rapidamente em situações de emergência. A concessionária, no entanto, não informou até a última atualização desta reportagem quanto tempo as equipes levaram para iniciar o atendimento ao passageiro.

  21. STF limita pagamentos fora do teto constitucional O STF - Supremo Tribunal Federal limitou o valor dos penduricalhos no Judiciário e no Ministério Público. De forma unânime, os ministros estabeleceram que esses pagamentos extras não podem passar de 70% do salário recebido. O julgamento começou em fevereiro e foi retomado nesta quarta-feira (25). Os penduricalhos são verbas indenizatórias que aumentam os contracheques do funcionalismo público. Somadas, extrapolam o teto constitucional, que é o salário dos próprios ministros do STF: R$ 46 mil. As ações julgadas nesta quarta-feira (25) eram sobre os critérios para o pagamento dessas verbas para juízes e integrantes do Ministério Público e tinham relatoria de quatro ministros: Gilmar Mendes, Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin e Flávio Dino. Eles decidiram apresentar um voto conjunto. O ministro Gilmar Mendes disse que o maior problema está nas verbas aprovadas nos estados e criticou o Congresso Nacional por não propor uma lei com parâmetros para a remuneração de juízes e promotores: “Esse tema se solveria de maneira absolutamente ortodoxa - que foi apontado na tribuna - se tivéssemos, ou fosse possível neste momento, uma iniciativa do Congresso Nacional fixando parâmetros sólidos para a remuneração dessas duas categorias centrais do sistema geral do Estado”. O ministro Flávio Dino defendeu a responsabilidade fiscal e afirmou que o fato de os órgãos públicos terem dinheiro em caixa não deve ser pretexto para manter os penduricalhos: “Eu vejo assim com muita restrição contas do tipo assim: como o Judiciário arrecada tanto, ele é superavitário; como a advocacia pública arrecada tanto... E isso vale para Detran, para quem põe taxas... O meu órgão é superavitário. Que bom! Deus seja louvado, porque são esses superávits dos órgãos arrecadadores que permitem a manutenção da saúde gratuita, pública, universal. São esses superávits arrecadatórios dos órgãos que têm essa atribuição que permitem a manutenção da educação pública, gratuita, das universidades públicas. Então não há, não pode haver uma lógica de privatização do dinheiro que cada um arrecada”. Os relatores definiram o que pode ser considerado verba indenizatória e quais podem ser os penduricalhos pagos acima do salário mensal. O valor final não pode passar de 70% do salário, limitado ao teto do funcionalismo. Esse percentual foi dividido: o adicional por tempo de serviço não pode passar de 35% do salário; os outros 35% vêm com a soma de verbas como diárias, ajuda de custo, promoção ou nomeação com mudança de domicílio, gratificação para professores, indenização por férias não tiradas (limitadas a 30 dias), gratificação por exercício em comarca de difícil provimento, pagamento de eventuais valores retroativos anteriores a fevereiro de 2026, gratificação por acumular mais de uma jurisdição (quando o juiz atua em varas distintas, por exemplo). Supremo limita penduricalhos do Judiciário e do Ministério Público, mas mantém verba indenizatória para férias não tiradas Jornal Nacional/ Reprodução A soma dos dois tipos de verbas permite o pagamento de até R$ 32.456,32 a mais no salário mensal, podendo chegar a R$ 78.822,32, se receber o teto. Os ministros proibiram uma lista de pagamentos criados por resoluções administrativas, leis estaduais ou decisões judiciais locais. Entre eles: auxílio-moradia; auxílio-alimentação; auxílio-combustível; auxílio-natalino; e também fica proibido que sejam pagas em dinheiro as licença-prêmio e compensatória por plantão judiciário ou audiência de custódia. O presidente do Supremo, Luiz Edson Fachin, disse que a decisão cria um parâmetro que deve ser respeitado: “Não há nenhuma flexibilização do limite do teto nem alteração da jurisprudência histórica deste tribunal, a não ser para torná-lo mais rigoroso, reconhecendo agora que será utilizado esse conjunto de parâmetros para todas as demais verbas indenizatórias”. Os ministros aprovaram os limites por unanimidade. Todas essas medidas já serão aplicadas sobre os salários de maio e vão valer até que o Congresso edite uma lei com uma regra geral para o pagamento dessas verbas indenizatórias. LEIA TAMBÉM STF retoma julgamento de ações sobre penduricalhos de servidores públicos; entenda Dino determina que Três Poderes revisem e suspendam 'penduricalhos' ilegais do serviço público

  22. PF faz operação contra quadrilha que deu golpe de R$ 500 mi em bancos A Polícia Federal fez uma operação contra uma quadrilha especializada em fraudes bancárias, estelionato e lavagem de dinheiro. Entre os alvos estão o presidente e um ex-sócio do grupo Fictor, que chegou a anunciar a compra do Banco Master. Entre os presos estão gerentes de bancos, contadores e pessoas suspeitas de servirem como laranjas. A investigação começou em 2024. Segundo a PF, a organização cooptava gerentes de bancos, que repassavam informações internas e, em alguns casos, inseriam dados falsos nos sistemas. Com essas informações, o grupo criava empresas de fachada, simulava faturamento e conseguia empréstimos de alto valor, que nunca eram pagos. O prejuízo para as instituições financeiras pode chegar a R$ 500 milhões. A Polícia Federal afirma que Thiago Branco de Azevedo era o chefe do esquema. Era ele quem montava as empresas, recrutava os laranjas e oferecia a estrutura a terceiros. A casa dele, em um condomínio de luxo em Americana, foi alvo de buscas. Thiago Branco está foragido. Os policiais também foram até endereços ligados ao grupo Fictor em São Paulo e no Rio de Janeiro. Dos 43 mandados de busca e apreensão, quatro envolvem diretores e funcionários do grupo. Entre eles, Rafael de Gois, sócio-fundador e CEO do Fictor, e o ex-sócio Luiz Rubini. “Nós conseguimos identificar conversas entre o Thiago e os principais integrantes desse grupo. São sócios-diretores. Inclusive, com CEO. Efetivamente houve contato entre eles. Eles se interessaram pelo modo de trabalho, pode se dizer assim, utilizado pelo nosso alvo principal para conseguir os financiamentos. E, a partir daí, eles começaram a interagir e, efetivamente, abriram empresas em nome de laranjas para poder conseguir alavancar valores e fazer, também, uma eventual lavagem de capitais”, afirma o delegado da Polícia Federal Henrique Souza Guimarães. Polícia Federal faz operação contra quadrilha especializada em fraudes bancárias, estelionato e lavagem de dinheiro Jornal Nacional/ Reprodução A Polícia Federal afirma que o Fictor não é alvo da operação, mas investiga a atuação individual de sócios e pessoas ligadas ao grupo no esquema. Em novembro de 2025, o grupo Fictor anunciou a compra do Banco Master, um dia antes de o Banco Central ter anunciado a liquidação extrajudicial do banco de Daniel Vorcaro. Após o episódio, o grupo Fictor enfrentou uma crise de reputação e financeira e entrou em recuperação judicial. Ainda segundo a PF, uma célula do Comando Vermelho, em Piracicaba, usou o mesmo esquema para lavar dinheiro do tráfico de drogas. A Justiça também determinou o bloqueio e o sequestro de bens imóveis, veículos e ativos financeiros até o limite de R$ 47 milhões. Os advogados de Rafael de Gois e de Luiz Rubini afirmaram que vão prestar esclarecimentos às autoridades assim que tiverem acesso ao conteúdo da investigação. O Jornal Nacional não conseguiu contato com a defesa de Thiago Branco de Azevedo. Até o começo da noite, 15 pessoas tinham sido presas; seis continuavam foragidas. LEIA TAMBÉM CEO e ex-sócio do Grupo Fictor, que iria comprar o banco Master de Vorcaro, são alvos de operação da PF sobre fraudes bancárias Quem é Rafael Góis, CEO da Fictor e alvo de operação da PF por fraudes bancárias

  23. Motorista morto num acidente em Itaúba estaria envolvido com três crimes A jovem de 26 anos que se fingiu de morta para evitar mais agressões após ser esfaqueada e estuprada por Emanuel Adolfo Wahlbrinck Jauer, de 22 anos, afirmou que fugiu por um canavial enquanto era perseguida pelo suspeito em Itaúba, a 599 km de Cuiabá, no domingo (22). A fala foi dada em depoimento por escrito à Polícia Civil enquanto está internada no hospital devido à facada que sofreu no pescoço. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MT no WhatsApp Depois deste crime, o suspeito ainda atropelou outras duas mulheres, levando a última vítima junto com ele no carro pela BR-163, onde morreram após uma batida contra uma carreta. O delegado responsável pelo caso Thiago Barros disse ao g1 que a primeira vítima se encontrou com o suspeito em um bar junto com os amigos. Ele estava na cidade há 28 dias e ela o conhecia apenas de vista. "Por volta de 3h, ela o acompanhou para comprar bebidas, essa era a justificativa para saírem. No caminho, ele a levou até uma zona rural onde praticou o estupro e a esfaqueou no mato. Lá, ele a deixou, pensando que ela estivesse morta", afirmou. Segundo o depoimento, ela esperou o suspeito deitar no carro e adormecer para sair do mato. Pouco depois, ele acordou e a viu andando, o que deu início a uma perseguição pelo canavial. "Ele a perseguiu pelo canavial, dando voltas [de caminhonete]. A partir das 6h, ele veio no sentido da cidade, onde praticou os outros atropelamentos. Agora entendemos a demora do primeiro crime para o segundo", disse. Por volta de 6h da manhã, ela conseguiu pedir ajuda por telefone ao irmão e aos amigos de uma fazenda. Ela permanece internada em Colíder. Crimes em sequência Depois de deixar a primeira vítima para trás, o suspeito foi flagrado atropelando uma adolescente de 15 anos. Ela consegue se levantar e sai correndo pela Rua Lucílio Carrara, enquanto Emanuel foge do local sem prestar socorro. À polícia, a adolescente contou que viu o motorista virando o volante para atingi-la. Pouco depois, ela foi levada ao hospital com ajuda do próprio pai. Na sequência, em questão de treze minutos, Emanuel rodou pela cidade de caminhonete a procura de mais vítimas. No caminho, encontrou Nathaly Gonçalves. O delegado informou que não se sabe se ele já a atropelou antes ou desceu do veículo para atacar Nathaly. Ele a colocou inconsciente no carro e partiu em direção à BR-163, onde aconteceu o acidente em que os dois morreram em uma batida contra uma carreta. As vítimas não tinham qualquer ligação com o suspeito, de acordo com o delegado. "Ele estava provavelmente em surto, ou por uso de drogas ou medicamentos, mas temos que esperar os laudos. Ele escolheu as vítimas de forma aleatória. Elas não tinham nenhuma ligação com ele. E ele estava há pouco tempo na cidade e não tinha histórico violento", disse. Veja a cronologia dos crimes: Às 3h de sábado para domingo: ele teria estuprado e agredido a primeira vítima de 26 anos, tentando matá-la com uma facada no pescoço. Ela se fingiu de morta e conseguiu avisar o irmão por telefone. Ela está internada em Colíder. Depois, ele rodou pela cidade, procurando outras vítimas. Às 7h, ele atropelou uma segunda vítima, uma adolescente de 15 anos, que se levanta e sai correndo. Treze minutos depois: ele pega a terceira vítima, identificada como Nathaly Gonçalves dos Santos, de 19 anos. Não se sabe se ele já a atropelou antes ou desceu do veículo para atacá-la. Ele a coloca inconsciente no carro e parte em direção à BR-163, onde os dois morreram em uma batida contra uma carreta. Segundo o delegado, o suspeito pegou a caminhonete do proprietário da fazenda onde foi recém contratado como operador de máquinas agrícolas. O dono e um funcionário tentaram contê-lo, mas não conseguiram. Ele veio de Constantina (RS) para assumir essa vaga e estava no estado desde o dia 3 de fevereiro. A Polícia Civil investiga o caso. Emanuel Adolfo Wahlbrinck Jauer, de 22 anos, se apresentava nas redes sociais como operador de máquinas agrícolas Redes sociais

  24. Congresso aprova lei que altera código penal para punir um novo tipo de crime O Congresso Nacional aprovou o projeto de lei que altera o Código Penal para punir um novo tipo de criem: o vicaricídio. Os deputados aprovaram a proposta na semana passada. Nesta quarta-feira (25) foi a vez dos senadores. A votação foi simbólica. O projeto pune atos praticados contra pessoas próximas de uma mulher com a intenção de atingi-la emocionalmente. O ato pode ser uma agressão física ou psicológica. O texto cria o homicídio vicário, quando o criminoso mata filhos, pais ou dependentes diretos de uma mulher com a intenção de provocar dor, punir ou se vingar dela. O chamado vicaricídio passa a fazer parte da Lei Maria da Penha e entra na lista de crimes hediondos. As penas variam de 20 a 40 anos de prisão e podem ser aumentadas se o crime for praticado: na presença da mulher; contra criança, adolescente, pessoa idosa ou com deficiência; em descumprimento de medida protetiva de urgência. Vicaricídio é uma palavra nova. Por isso, pouco conhecida da maioria das pessoas. Segundo o professor de Português Pasquale Cipro Neto, o termo é formado por dois elementos: vicário - que vem do latim e quer dizer "que faz as vezes de outra coisa ou pessoa", "que substitui"; e cídio - que também vem do latim e significa "matar". Vicaricídio passa a fazer parte da Lei Maria da Penha e entra na lista de crimes hediondos Jornal Nacional/ Reprodução A relatora do projeto no Senado destacou a importância de dar ao vicaricídio tratamento semelhante ao do feminicídio. “Com a criação de categoria jurídica específica, atrelada ao mecanismo penal correspondente, como pretendem as proposições, tornam-se mais previsíveis e céleres providências necessárias para a proteção da mulher e de suas famílias, assim como se emite sinal normativo da máxima reprovação social das condutas relacionadas a essa modalidade de violência”, afirma a relatora, senadora Margareth Buzetti, do PP-MT. O projeto foi aprovado em uma reação a crimes contra crianças como forma de punir mulheres. Um caso recente que comoveu o país aconteceu em Itumbiara, Goiás: um secretário do município matou os dois filhos depois que a mãe das crianças pediu a separação. Ele se matou em seguida. O projeto, que agora vai para sanção presidencial, vai facilitar o pedido de medidas protetivas para pessoas que podem ser vítimas de violência de quem, na verdade, quer atingir uma mulher. LEIA TAMBÉM Senado aprova criação do crime de 'vicaricídio', com pena de até 40 anos para quem mata filhos com o objetivo de atingir a mãe

  25. Casal de Sério foi condenado pela morte da própria filha recém-nascida Divulgação/ Polícia Civil Um casal de Sério, na Região dos Vales do Rio Grande do Sul, foi condenado pelo Tribunal do Júri pela morte da própria filha recém-nascida. Relembre o caso abaixo. A genitora recebeu pena de 32 anos e 1 mês de prisão. Já o genitor, 28 anos, 2 meses e 20 dias. Os dois, que não tiveram a identidade revelada, deverão iniciar o cumprimento das penas em regime fechado. 📲 Acesse o canal do g1 RS no WhatsApp O julgamento começou na terça-feira (24) e terminou na madrugada desta quarta (25), no Fórum de Lajeado. Segundo a acusação, o crime foi enquadrado como homicídio qualificado por motivo torpe e fútil, com uso de meio cruel e cometido contra vítima menor de 14 anos, agravado pelo fato de os réus serem pais da criança. Eles também foram condenados por ocultar o corpo. Veja os vídeos que estão em alta no g1 O Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) informou ainda que o júri reconheceu duas atenuantes: ambos tinham 19 anos na época do crime, e o pai confessou a ocultação do cadáver. O casal estava preso preventivamente desde janeiro do ano passado. Como o crime aconteceu Casal é preso suspeito de matar recém-nascida em Sério Polícia Civil Conforme o MPRS, a recém-nascida foi morta entre a noite de 12 de setembro e a madrugada de 13 de setembro de 2024, dentro da residência onde a família morava. Logo após o nascimento, o corpo foi escondido na própria casa. Depois, entre os dias 13 e 14, levado a uma área de mata perto de um lixão. Ainda de acordo com a investigação, teria havido uma tentativa de incendiar o corpo. Para os promotores, o casal pretendia interromper a gestação desde o início, mas não teria conseguido realizar um aborto clandestino. Perícia apontou que bebê nasceu com vida Laudos citados pelo MPRS confirmaram que a menina nasceu viva. Os exames também descartaram que a mãe estivesse em estado puerperal, condição que poderia enquadrar o caso como infanticídio. Com isso, prevaleceu a acusação de homicídio qualificado. VÍDEOS: Tudo sobre o RS

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