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G1 GLOBO (Tudo Diário)

Últimas notícias do Brasil e do mundo, sobre política, economia, emprego, educação, saúde, meio ambiente, tecnologia, ciência, cultura e carros. Vídeos dos telejornais da TV Globo e da GloboNews.

  1. Calor extremo, somado ao atrito dos trilhos, levou ao derretimento do asfalto em Leipzig, no leste da Alemanha; serviço de bondes precisou ser interrompido Heiko Rebsch/dpa via AP A onda de calor extremo que castiga partes da Europa provocou uma cena surreal na cidade de Leipzig, na Alemanha: o derretimento do revestimento no entorno dos trilhos do bonde, levando à suspensão do transporte na tarde do último sábado (27/06) – único serviço de mobilidade sobre trilhos na cidade do leste alemão. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Segundo a LVB, empresa de transporte de Leipzig, as altas temperaturas fizeram com que, em muitos pontos da rede, o material de vedação de asfalto e concreto escorresse para os desvios e trilhos, onde se acumulou. Um funcionamento seguro dos bondes não é possível no momento, informou a empresa, e por isso o serviço foi suspenso até a madrugada de segunda-feira. "A massa entre os trilhos e o asfalto se liquefez e chegou a empelotar em alguns pontos", confirmou uma porta-voz da empresa ao jornal Leipziger Zeitung. Inicialmente, a LVB havia suspendido o serviço apenas até a noite de domingo, mas o período acabou prorrogado. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Os efeitos do calor de mais 40ºC foram intensificados pelo atrito dos trilhos com a passagem dos bondes, que arrastavam a massa de asfalto amolecida por vários metros, provocando a obstrução dos trilhos. O calor também tirou de operação parte da frota de ônibus da cidade. A LVB afirma que ainda avalia a extensão dos danos e a retomada normal de suas operações. "O serviço de ônibus continuará sendo mantido, na medida do possível, de acordo com o horário. No entanto, devido à situação excepcional e à carga contínua de calor elevado, pode haver casos isolados de cancelamentos ou atrasos", disse. Agora no g1 Supermercados sem resfriamento Espécie de mini-Berlim muito querida entre os jovens, Leipzig, no estado da Saxônia, já sofria há uma semana com temperaturas acima dos 30ºC. A sobrecarga à rede elétrica gerada pelo calor parece ter sido tamanha que diversos supermercados tiveram problemas para manter suas lojas refrigeradas no sábado, informou o Leipziger Zeitung. Europa assa sob o calor A onda de calor na Alemanha, que começa a ceder na noite deste domingo, quebrou recordes históricos de temperatura por três dias seguidos. O novo valor máximo de 41,7ºC foi medido por volta das 16h em Coschen, no estado de Brandemburgo, na fronteira com a Polônia. Na sexta-feira, já havia sido registrado um primeiro pico de 41,3ºC em Saarbrücken, no Sarre, seguido no sábado por 41,5ºC em Drewitz, na Saxônia-Anhalt. Na madrugada de sábado para o domingo, o país também teve a noite mais quente desde o início dos registros: 29,4ºC, medidos em Kubschütz, na Saxônia. Os dados, contudo, são preliminares e ainda serão confirmados pelo Serviço Meteorológico da Alemanha (DWD). Em muitas localidades, equipes de resgate e o corpo de bombeiros estiveram mobilizados continuamente. Outros países europeus também registraram recordes de temperatura. Na República Tcheca, a estação meteorológica em Doksany, ao norte de Praga, indicou 41,1ºC. Na Suíça, houve um recorde de calor para o mês de junho, com 39ºC. Na Dinamarca, ao norte de Aarhus, foi registrado um recorde de calor de 37ºC. Além dos danos à infraestrutura, o clima extremo também está provocando um aumento de mortes em toda a Europa. Somente na França, as autoridades contabilizaram cerca de mil mortes adicionais em apenas três dias – a maioria pessoas com mais de 65 anos. LEIA TAMBÉM: Tensão nas falhas de San Andreas e San Jacinto está no maior nível em mil anos, diz estudo Europa enfrenta onda de calor com mortes, temperaturas recordes e impactos na economia O que está por trás da onda de calor na Europa associada a 1.300 mortes Onda de calor na Europa segue para o leste do continente

  2. Família de pastor de Uberlândia faz campanha para traslado após morte na Venezuela A família do pastor Romildo Batista de Lima, de 69 anos, morador de Uberlândia, no Triângulo Mineiro, iniciou uma campanha online para arrecadar R$ 50 mil e custear o translado do corpo ao Brasil. Romildo morreu durante os terremotos que atingiram a Venezuela na última quarta-feira (24). A morte foi confirmada pela esposa dele, Carlha Nacarid, que ficou ferida e permanece internada no país. A informação foi repassada ao g1 pela sobrinha, Jhulya Ribeiro de Lima. Segundo Jhulya, após vários contatos da família, a embaixada deu andamento aos trâmites necessários para o retorno do corpo. O processo de translado já foi iniciado, incluindo a emissão da certidão de óbito, documento que os familiares aguardavam. ✅ Clique aqui e siga o perfil do g1 Triângulo no WhatsApp Segundo apuração da TV Integração, os familiares chegaram a conseguir um voo comercial para transportar o corpo no sábado (27). Mas, após a liberação para a funerária, foram informados de que o estado de conservação do corpo não permitia o embarque em uma aeronave comercial. Diante da situação, a família precisou buscar outra alternativa para o translado, cujo custo estimado do procedimento é de cerca de R$ 50 mil. Para arrecadar o valor, os parentes então criaram uma vaquinha virtual. O objetivo é trazer o corpo para o Brasil e garantir que Romildo seja velado e sepultado próximo da família. A campanha está disponível nas redes sociais dos familiares. “Como os custos são muito altos, a vaquinha online vai tanto ajudar a custear o translado, como também ajudar a Carla, esposa do meu tio que segue internada”, contou Jhulya. Família enfrenta dificuldades para trazer corpo ao Brasil Romildo e Carlha Reprodução/Redes Sociais A família de Romildo soube do ocorrido de forma inesperada, após ver uma reportagem sobre o terremoto e tentar contato com o casal. Horas depois, Carlha conseguiu se comunicar e relatou a tragédia. Desde então, os parentes enfrentam dificuldades para trazer o corpo ao Brasil, relatando demora e falta de informações claras. Para a família, a previsão é que o corpo de Romildo chegue a Uberlândia ainda nesta semana para o sepultamento. A reportagem questionou a embaixada brasileira sobre o translado e a previsão da chegada do corpo, mas não foram repassadas informações. Em resposta, o Ministério das Relações Exteriores informou apenas que acompanha a situação da comunidade brasileira na Venezuela desde os primeiros momentos após os terremotos, prestando assistência consular conforme a legislação. O órgão destacou que o atendimento às famílias segue a normativa e, em respeito ao direito à privacidade e à Lei de Acesso à Informação, não divulga nem confirma dados pessoais de cidadãos, tampouco fornece detalhes sobre a assistência prestada. “É muito desesperador porque queremos trazer meu tio, principalmente para fazer um velório digno para ele. Eles ficam jogando o contato um para o outro”, disse a sobrinha. ➡️ Na noite de quarta-feira (24), dois terremotos em sequência atingiram a região norte do país, onde fica Caracas. Além das mortes, os tremores derrubaram prédios e deixaram um rastro de destruição na capital venezuelana e arredores. Os sismos foram os mais fortes no país em mais de 100 anos. O governo venezuelano atualizou no domingo (28) o número de mortos para 1.450, além de 3.150 feridos e cerca de 50 mil desaparecidos. O governo brasileiro, por sua vez, confirmou a morte de dois brasileiros, sem divulgar as identidades, e informou estar prestando assistência consular às famílias. Pastor morreu em terremotos na Venezuela quatro dias após celebrar 69 anos Romildo havia completado 69 anos no último dia 21 Reprodução/Redes Sociais Pastor visitava família da esposa em Caracas Quatro dias antes da tragédia, Romildo havia comemorado seu aniversário de 69 anos ao lado da esposa, durante a viagem a Caracas para visitar familiares dela. Na quarta-feira (24), quando os terremotos atingiram a região, o casal tentou se abrigar, mas uma parede desabou sobre eles. O casal iria retornar ao Brasil na sexta-feira (26). Romildo foi resgatado com vida, levado ao hospital, mas não resistiu aos ferimentos e morreu na madrugada seguinte. Carlha sobreviveu, mas sofreu uma fratura na bacia e segue internada, profundamente abalada pela morte do marido. Natural de Chapada de Minas (MG), Romildo havia construído a vida em Uberlândia, onde morava há mais de dez anos. Pastor evangélico, embora não estivesse em atuação atualmente, era lembrado pela família como um homem de fé, afetuoso e apaixonado por viajar. "Meu tio era uma pessoa muito boa, uma pessoa radiante, que adorava viajar e aproveitar a vida. É muito triste ver pessoas assim perderem a vida dessa forma, ainda mais com tal grau de descaso", lamentou Jhulya. LEIA TAMBÉM: ONG de Uberlândia arrecada doações para vítimas de terremoto na Venezuela; veja como ajudar Maior comunidade imigrante de Uberlândia, venezuelanos são cautelosos quanto a volta ao país Pastor que morreu durante os terremotos na Venezuela visitava família da esposa Romildo Batista de Lima Reprodução/Redes Sociais VÍDEOS: veja tudo sobre o Triângulo, Alto Paranaíba e Noroeste de Minas

  3. Lucas Martinez, torcedor da Argentina, tempera a carne com sal enquanto prepara um churrasco durante uma concentração antes da partida do Grupo J da Copa do Mundo contra a Áustria, no domingo, 21 de junho de 2026, em Dallas. Foto AP/Julio Cortez Milhares de torcedores argentinos desembarcaram no Texas para a Copa do Mundo, e uma velha disputa voltou à tona. Não é sobre quem tem a melhor seleção nem se Lionel Messi é o melhor jogador do campeonato. A discussão é outra: quem produz a melhor carne e qual é a forma certa de prepará-la. É isso mesmo: existe uma disputa em torno da carne bovina entre duas das maiores regiões produtoras de gado do mundo, onde o bife faz parte da cultura e da alimentação. O Texas lidera a produção de carne bovina nos Estados Unidos. O país ocupa a segunda posição no ranking mundial, atrás apenas do Brasil, segundo o Departamento de Agricultura dos EUA. A Argentina aparece em sexto lugar. Mas, afinal, quem faz a melhor carne? O argumento a favor da carne argentina Torcedores da Argentina fazem churrasco durante uma concentração antes da partida do Grupo J da Copa do Mundo contra a Áustria, no domingo, 21 de junho de 2026, em Dallas Foto AP/Julio Cortez "A carne argentina é simplesmente imbatível. A textura, o tipo de corte... não há como competir", afirma Carlos Eduardo Barahona, chef argentino de 64 anos que vive no Texas desde 1998. Dos cortes mais baratos aos mais nobres, a Argentina é superior, garante Barahona, que já trabalhou em restaurantes na Argentina, no Uruguai e no Texas. "Você pode fazer um asado argentino com o corte mais barato do país e ainda assim vai apreciar a carne. Aqui, você pode usar o melhor corte, como filé-mignon, e, dependendo da origem, ele pode ficar duro, incomível ou macio. A nossa carne, porém, tem um perfil de sabor completamente diferente", disse. A maior parte da carne bovina argentina vem de gado criado a pasto, em campos abertos. Isso faz com que os animais levem mais tempo para atingir o ponto ideal de abate. O resultado é uma carne mais magra, com sabor intenso e terroso. Custo da carne bovina cai em Foz do Iguaçu e estimula preparativos para a Copa do Mundo O argumento a favor da carne texana No Texas e nos EUA, a maior parte do gado é alimentada com grãos. Isso faz com que a carne tenha mais marmoreio — as camadas de gordura entremeadas nas fibras musculares, que ajudam a manter a suculência e a maciez durante o preparo — e um sabor mais adocicado. "Não existe carne melhor do que a americana, especialmente a do Texas", afirmou o comissário de Agricultura do Texas, Sid Miller. Mas, segundo Miller, a carne argentina também é muito boa. Graças ao Texas. Segundo ele, o órgão abriu, há mais de uma década, um escritório de representação para conectar pecuaristas do Texas a criadores de gado da América do Sul, especialmente da Argentina. "Não quero desmerecer nossos amigos da Argentina, mas nós ajudamos a melhorar a produção deles", disse. O veredito de quem come carne O argentino Gonzalo Herrera aproveitou uma ida ao Walmart de Arlington, no Texas, para ver as carnes disponíveis depois de assistir aos dois gols de Lionel Messi na vitória sobre a Áustria. Para ele, a discussão sobre qual carne é melhor não faz muito sentido. "Para ser sincero, não vejo uma diferença tão grande", disse Herrera enquanto colocava quatro bifes T-bone no carrinho de compras. "O segredo é saber exatamente quais cortes comprar e encontrar o equivalente ao que comemos na Argentina", afirmou, balançando a cabeça ao ver o preço de US$ 45. "Os preços aqui são mais altos", disse Herrera. A discussão também passa pelas receitas e pelas preferências em relação ao estilo e à espessura dos cortes. No fim das contas, é literalmente uma questão de gosto quando o assunto é tempero, selagem da carne, defumação, manteiga, pimenta, molhos e outros ingredientes. Na churrascaria argentina Corrientes 348, em Dallas, os bifes são preparados apenas com sal e carvão de madeira de mesquite, segundo o gerente assistente Emmanuel Tobon. "Há uma grande diferença. Os texanos usam muita pimenta, manteiga e um pouco de molho barbecue", disse Tobon. "Os argentinos preferem realçar todo o sabor da carne usando apenas sal." A Argentina ainda tem pelo menos mais uma partida em Dallas, no sábado. Os torcedores da Albiceleste têm lotado o restaurante em busca de um gostinho de casa durante a Copa do Mundo. "Eles têm aproveitado a cultura texana", afirmou Tobon. "(Mas) tem sido um grande prazer receber todos eles e fazê-los se sentir em casa." Segundo ele, os argentinos têm muito orgulho da cultura do churrasco, das receitas passadas de geração em geração e do trabalho "sagrado" do churrasqueiro nos grandes almoços em família. Para Fernando Garcia Morillo, argentino de Buenos Aires que hoje vive perto de Miami, a carne dos dois países é excelente. Ainda assim, ele sente falta das tradições do seu país sempre que pede um bife nos EUA. "Eu peço só sal, sem pimenta, bem simples", disse Morillo. "Às vezes eles usam muito molho." Ele rejeitou qualquer ideia de rivalidade entre os EUA e a Argentina por causa da carne. "Talvez exista a rivalidade de sempre com o Brasil, nosso vizinho", disse. "Eu adoro a carne dos EUA."

  4. Colégio Embraer Divulgação/Instituto Embraer/Arquivo Termina nesta terça-feira (30) o prazo de inscrição para o processo seletivo dos Colégios Embraer, mantidos pelo Instituto Embraer. Reconhecidos pelos bons resultados em avaliações educacionais e pela preparação dos estudantes para o ensino superior, os colégios oferecem ensino médio em período integral. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Vale do Paraíba e região no WhatsApp Ao todo, são oferecidas 240 vagas para estudantes que vão ingressar no ensino médio em 2027. As oportunidades são distribuídas entre as duas unidades dos Colégios Embraer: 160 vagas em São José dos Campos, cidade-sede da Embraer. 80 vagas em Botucatu (SP). Das vagas disponíveis, 80% são destinadas a alunos bolsistas que atendam aos critérios socioeconômicos estabelecidos pelo Instituto Embraer — 128 em São José dos Campos. As bolsas incluem mensalidade, alimentação, uniforme, transporte e material didático. Os outros 20% das vagas são para a modalidade particular. No Vale do Paraíba, são 32 vagas. Agora no g1 As oportunidades são destinadas a estudantes moradores das cidades onde ficam as unidades e de municípios vizinhos contemplados pelo processo seletivo. No caso de São José dos Campos, também podem se inscrever estudantes de Caçapava, Jacareí e Taubaté. A prova será aplicada em agosto e é composta por 50 questões de múltipla escolha e uma redação no gênero artigo de opinião. ✍️ Inscrição Para participar do processo seletivo, os candidatos devem se inscrever pelo site da Fundação Vunesp, responsável pela aplicação da prova. O acesso pode ser feito clicando AQUI. O Instituto Embraer recomenda a leitura do edital completo, principalmente para os interessados em concorrer às vagas sociais. No momento da inscrição, é necessário informar documentos como RG e CPF. Também é preciso pagar uma taxa de inscrição de R$ 65,00 até o dia 1º de julho de 2026. O edital prevê que não haverá isenção, total ou parcial, nem devolução do valor pago. Veja mais notícias do Vale do Paraíba e região bragantina

  5. Dinheiro; real; reais; notas de R$ 5, R$ 10 e R$ 50; moeda de R$ 1 Marcello Casal Jr/Agência Brasil Uma pesquisa da fintech Onze, realizada em parceria com a Icatu Seguros e cedida com exclusividade ao g1, mostra que 42% dos entrevistados apontam o dinheiro como sua principal fonte de preocupação. No levantamento, o percentual supera temas como saúde (22%), família (15%), violência (10%), política (6%) e trabalho (5%). 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A pesquisa foi realizada entre 26 de maio e 1º de junho, ouviu 8.391 pessoas, entre trabalhadores com carteira assinada (CLT), microempreendedores individuais (MEI), desempregados, empresários, aposentados e servidores públicos. Os dados revelam um cenário de falta de planejamento financeiro e sobrecarga emocional. Entre os entrevistados, 56% afirmam não possuir reserva de emergência — questão que se destaca no levantamento pelo quarto ano consecutivo. Outros 15% não possuem reserva e ainda têm dívidas. Além disso, 53% dizem que a renda não é suficiente para cobrir os gastos mensais ou que estão endividados e/ou com o nome negativado. Agora no g1 O principal receio dos entrevistados é não ter dinheiro suficiente para lidar com emergências, como problemas de saúde, acidentes ou ajuda a familiares e amigos, citado por 58% dos entrevistados. Na sequência aparecem a dificuldade para pagar as contas do mês (33%), garantir um futuro melhor para os filhos (25%) e quitar dívidas ou limpar o nome (22%). Dinheiro é a maior fonte de preocupação por quase metade dos brasileiros g1 Cartão de crédito é o principal vilão Questionados sobre quais tipos de dívidas possuem, cerca de 60% citaram o cartão de crédito (parcelado ou fatura em aberto). Em seguida aparecem o empréstimo pessoal (30%) e o crédito consignado, incluindo o Crédito do Trabalhador (26%). O principal motivo para recorrer ao crédito é cobrir os gastos do mês, como alimentação e contas básicas, apontado por 45% dos entrevistados. Outros 23% disseram recorrer ao crédito por causa de emergências inesperadas, como problemas de saúde ou consertos, enquanto 13% afirmaram que usam empréstimos para renegociar dívidas ou limpar o nome. O peso da responsabilidade financeira familiar também ajuda a explicar esse cenário. Entre os entrevistados, 78% possuem ao menos um dependente total ou parcial da própria renda. A pesquisa também revela desafios relacionados à educação financeira. Mais da metade dos entrevistados (53%) afirma que conversava ou conversa raramente sobre dinheiro no ambiente familiar, seja entre pais e filhos ou responsáveis. O levantamento revela ainda que 63% não possuem qualquer tipo de proteção financeira para situações como morte ou invalidez e que 89% nunca buscaram consultoria ou orientação especializada para organizar as finanças ou sair das dívidas. Para Antonio Rocha, CEO e cofundador da Onze, o cartão de crédito continua sendo o principal vilão porque transmite a sensação de que a renda é maior do que realmente é. "A partir do momento que você comprou a mais, no mês seguinte não vai conseguir pagar a fatura. Começa a pagar o mínimo e entra numa bola de neve de juros", afirma o especialista. Henrique Diniz, diretor de Produtos de Previdência da Icatu Seguros, afirma que o ambiente de consumo também alimenta o endividamento. "As pessoas são estimuladas o tempo todo ao consumo pelas redes sociais. Segurar esse consumo para evitar a bola de neve dos juros é um desafio comportamental. O mundo hoje estimula muito o consumo digital. Quando sobra um espaço na renda, a pessoa acaba consumindo — por necessidade ou pelo ambiente em que vive", completa. Impacto na saúde mental A instabilidade financeira também afeta diretamente o bem-estar dos trabalhadores. Segundo a pesquisa, 72% afirmam que a situação financeira prejudica a saúde mental, emocional e a qualidade de vida. Em casos mais graves, 9% dizem que as preocupações com dinheiro chegam a afetar a saúde física. Entre os sintomas mais comuns estão ansiedade (65%), insônia (53%) e depressão (18%). Preocupação financeira afeta a saúde mental dos trabalhadores g1 Segundo Antonio Rocha, ansiedade e insônia costumam ser os primeiros sinais de quem enfrenta dificuldades financeiras. Em casos mais graves, o estresse também pode desencadear depressão, problemas de saúde mais sérios e até compulsão alimentar. Para o especialista, a preocupação constante em conseguir fechar as contas do mês, a falta de uma reserva de emergência e a insegurança em relação ao futuro criam um estado permanente de tensão. "Isso deixa as pessoas numa agonia constante de sentir que a vida não está andando. Não consegue juntar dinheiro, não fecha a conta e tem que entrar no crédito. Aí vira inadimplência, banco ligando, mensagem, golpe, fraude, bet. É um tema que gera uma sobrecarga nas pessoas", afirma. Esse cenário é conhecido como estresse financeiro e afeta a saúde física e mental, além da produtividade no trabalho e das relações pessoais. Cerca de 69% dos entrevistados afirmaram que seriam mais felizes e produtivos caso alcançassem estabilidade financeira por meio de planejamento e melhor organização das dívidas. Para Henrique Diniz, esse estresse também afeta diretamente o ambiente de trabalho e reduz a produtividade. "O trabalhador fica com medo de perder o emprego e isso só piora, gerando uma bola de neve perigosa", explica. O especialista defende que as empresas também discutam saúde financeira com seus funcionários. "Os RHs não têm que ter tabu de discutir saúde financeira. Levar informação e produtos de proteção financeira facilita o planejamento das pessoas e ajuda a reduzir essas preocupações", completa. Por que a percepção da economia está ruim?

  6. A análise ainda não foi comparada com vistorias presenciais ou com registros detalhados feitos por equipes de emergência. NASA Uma análise preliminar feita por pesquisadores da Universidade Estadual do Oregon, nos EUA, estima que cerca de 58,9 mil construções podem ter sido danificadas ou destruídas pelos fortes terremotos que atingiram a Venezuela na última quarta-feira (24). O levantamento foi produzido com imagens de satélite captadas após os tremores e aponta as áreas onde há maior possibilidade de danos(veja ACIMA). 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Os terremotos ocorreram no norte da Venezuela, perto das cidades de San Felipe e Yumare. O primeiro tremor teve magnitude 7,2 e foi seguido por outro, de magnitude 7,5. Os abalos também foram sentidos com força na costa central e na região metropolitana de Caracas. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça O levantamento mostra uma concentração maior de possíveis danos nas áreas que registraram os tremores mais intensos, principalmente na faixa costeira e no corredor urbano que chega à capital venezuelana. A Nasa alerta, no entanto, que o número não representa uma contagem definitiva dos prédios atingidos. A análise ainda não foi comparada com vistorias presenciais ou com registros detalhados feitos por equipes de emergência. Agora no g1 Para chegar à estimativa, foram comparadas imagens feitas antes e depois dos terremotos. O levantamento foi produzido por pesquisadores da Universidade Estadual do Oregon, nos Estados Unidos, a partir de dados do satélite europeu Sentinel-1. A estimativa considera as áreas observadas até a passagem mais recente do equipamento, realizada na manhã de quinta-feira (25). O sistema procura mudanças bruscas na superfície, como as que podem ser provocadas por desabamentos, deslocamento de destroços ou danos em edifícios. Uma das imagens foi captada na noite de quarta-feira e cobriu a região mais próxima dos epicentros. Outra foi registrada na manhã de quinta-feira (25) e incluiu Caracas e áreas populosas da capital, como Petare e Antímano. Prédios destruídos por terremotos em Caraballeda, no estado de La Guaira, na Venezuela, em 27 de junho de 2026. Federico Parra/AFP A análise conseguiu avaliar cerca de 75% da área terrestre incluída no levantamento. Alguns trechos não foram observados porque ficaram fora da passagem dos satélites ou estavam em regiões com poucas construções. Construções muito pequenas ou localizadas muito próximas umas das outras também podem não ter sido identificadas separadamente. Segundo os responsáveis pelo levantamento, os dados devem ser usados para ajudar a localizar áreas com maior possibilidade de destruição e orientar avaliações mais detalhadas. A confirmação da situação de cada edifício depende de imagens de maior qualidade e de inspeções realizadas no solo. LEIA TAMBÉM: Tensão nas falhas de San Andreas e San Jacinto está no maior nível em mil anos, diz estudo Europa enfrenta onda de calor com mortes, temperaturas recordes e impactos na economia O que está por trás da onda de calor na Europa associada a 1.300 mortes Onda de calor na Europa segue para o leste do continente

  7. Toyota não encerrá operação no Brasil e nem demitirá 1,5 mil funcionários g1 Circula nas redes sociais uma publicação dizendo que a Toyota sairá do Brasil e demitiu 1,5 mil funcionários, após o fechamento de uma fábrica em São Paulo. É #FAKE. Selo Fake (Horizontal) g1 🔴 Como são os posts? Publicações que viralizaram neste mês em redes como Instagram, Facebook e X exibem uma montagem em que aparecem a fachada de uma fábrica com o nome da montadora japonesa e o rosto do presidente Lula (PT). Uma caixa de texto sobreposta à imagem tem a seguinte mensagem: "Fechado. Enquanto Lula fala em crescimento, Toyota fecha fábrica em São Paulo e demite 1.500 colaboradores". Veja dois exemplos de legendas que acompanham o material:"Mais uma empresa indo embora graças a um país destroçado por Lula"; e "A marca de carros que mais vende no planeta, não conseguiu sobreviver no Brasil". Procurada pelo Fato ou Fake, a assessoria de imprensa da empresa negou que deixará o Brasil e que demitiu 1,5 mil funcionários no país: "Não é verdade. O que ocorre é uma transferência das operações de Indaiatuba para Sorocaba. A movimentação faz parte do plano de investimentos de R$ 11 bilhões até 2030 da Toyota do Brasil e tem como objetivo fortalecer a competitividade e sustentar o crescimento de longo prazo" (leia mais detalhes abaixo). Em 2024, a companhia anunciou que encerraria a produção em Indaiatuba, abrindo uma segunda fábrica em Sorocaba. Instalada em 1998, a primeira unidade foi responsável pela fabricação de mais de 1 milhão de unidades do modelo Corolla. Em 29 de maio deste ano, a Toyota comunicou que a fábrica de Sorocoba será inaugurada em novembro. Em 20 de junho, ocorreu uma cerimônia para "homenagear" a produção do último Corolla em Indaiatuba. Toyota produz último Corolla em fábrica de Indaiatuba após 28 anos ⚠️ Por que É #FAKE? No e-mail enviado ao Fato ou Fake, a Toyota explicou: "A decisão [da mudança de cidade] está ligada à estratégia industrial e ao plano de investimentos da empresa, visando competitividade e expansão de capacidade produtiva. Essa estratégia foi comunicada ao longo do processo e vem sendo conduzida com previsibilidade e transparência desde 2024". Segundo a montadora, isso não resultou em demissões: "Não houve demissões unilaterais em Indaiatuba. Além disso, o fechamento da fábrica não levou à demissão de 1,5 mil funcionários. Com a expansão do complexo industrial de Sorocaba haverá a criação de aproximadamente 2 mil novos postos de trabalho até 2030, fortalecendo o desenvolvimento econômico regional. A consolidação das operações permite modernizar processos, ampliar capacidade produtiva e integrar operações industriais e cadeia de fornecedores de forma mais eficiente". A empresa disse ter oferecido a possibilidade de transferência dos colaboradores efetivos de Indaiatuba para Sorocaba, além da adesão opcional a um Programa de Demissão Voluntária (PDV). Entre os principais pontos do acerto estão o pagamento de 45 salários e de outros dois salários extras por ano trabalhado para os que optarem pela saída. O acordo foi selado com o Sindicato dos Metalúrgicos de Campinas e Região ainda em 2024. Por fim, a Toyota disse que as atividades em Indaiabuta foram encerradas, mas o destino da fábrica na cidade ainda será decidido. "As atividades produtivas da fábrica de Indaiatuba já foram encerradas. Agora acontece um trabalho de transferir a operação pra Sorocaba. Ainda não há deliberação sobre o destino da fábrica de Indaiatuba. Isso será discutido posteriormente". Toyota não encerrá operação no Brasil e nem demitirá 1,5 mil funcionários g1 Veja também É #FAKE que vacina da dengue foi aplicada como 'experimento' e usou população como 'cobaia' É #FAKE que vacina da dengue foi aplicada como 'experimento' e usou população como 'cobaia VÍDEOS: Os mais vistos agora no g1 Agora no g1 VÍDEOS: Fato ou Fake explica VEJA outras checagens feitas pela equipe do FATO ou FAKE Adicione nosso número de WhatsApp +55 (21) 97305-9827 (após adicionar o número, mande uma saudação para ser inscrito) GloboPop: clique para ver vídeos do palco de Fato ou Fake

  8. Filhote de tamanduá-bandeira é resgatado após esperar pela mãe por cerca de três dias Um filhote de tamanduá-bandeira foi resgatado debilitado após passar cerca de três dias esperando pela mãe perto de um galinheiro, em uma fazenda às margens da MGC-455, em Uberlândia, no Triângulo Mineiro. O animal foi levado ao Hospital Veterinário da Universidade Federal de Uberlândia (UFU), onde chegou com hipoglicemia e hipotermia. O resgate foi feito pela Polícia Militar de Meio Ambiente no sábado (27), após a moradora da propriedade acionar a corporação. Segundo os militares, ela encontrou o filhote sozinho perto do galinheiro e esperou o retorno da mãe por cerca de três dias. Como o animal permaneceu sozinho durante todo esse período e não conseguiu se alimentar, ela pediu ajuda. ✅ Clique aqui e siga o perfil do g1 Triângulo no WhatsApp Como o filhote estava bastante debilitado, os militares decidiram encaminhá-lo ao Setor de Animais Silvestres do Hospital Veterinário da Universidade Federal de Uberlândia (UFU). Segundo o veterinário-chefe da unidade, Márcio Bandarra, o tamanduá-bandeira pesa apenas 1,4 quilo e chegou ao hospital com hipoglicemia e hipotermia. O filhote ficou internado durante todo o fim de semana e, na segunda-feira (29), apresentou melhora no quadro clínico. "Agora ele está estável e já ganhou 50 gramas desde que começou o tratamento", informou o veterinário. Ainda não se sabe o que aconteceu com a mãe do filhote. Segundo a Polícia Militar de Meio Ambiente, ela pode ter morrido após ser atropelada, atacada por cães ou em consequência de queimadas ilegais na região. O filhote permanecerá sob os cuidados da equipe veterinária até que tenha condições de ser encaminhado para um local adequado. LEIA TAMBÉM: Surdo e cego, cão idoso cai em buraco de 3 metros Gato de apoio emocional fica preso 14h em tubulação VÍDEO: Lobo-guará debilitado é encontrado na porta de uma casa Espécie ameaçada Sargento Rafael foi um dos militares que participou do resgate do animal PMMA/Divulgação O tamanduá-bandeira é um dos símbolos do Cerrado brasileiro e está na lista de espécies ameaçadas de extinção no comércio internacional da Convenção sobre o Comércio Internacional das Espécies da Fauna e da Flora Selvagens Ameaçadas de Extinção (Cites). Segundo a Polícia Militar de Meio Ambiente, preservar o tamanduá-bandeira é fundamental para manter o equilíbrio do bioma e a biodiversidade do Cerrado mineiro. VÍDEOS: veja tudo sobre o Triângulo, Alto Paranaíba e Noroeste de Minas

  9. Jovem morre após ser atingida por moto aquática no Rio Araguaia A estudante de fisioterapia Ana Luísa Lemes Lopes, de 19 anos, morreu após o barco em que estava ser atingido o por uma moto aquática na Praia de Araguanã, no Rio Araguaia. De acordo com a Polícia Militar (PM) e a Secretaria da Segurança Pública (SSP), o acidente aconteceu na noite de sábado (27). As investigações preliminares da Polícia Civil apontam que o condutor do veículo aquático apresentava sinais de embriaguez e pilotava em alta velocidade. O suspeito, identificado como Jairam Martins da Costa, de 47 anos, foi preso em flagrante e autuado por homicídio doloso após fugir do local sem prestar socorro à vítima. 📱 Clique aqui para seguir o canal do g1 TO no WhatsApp Confira o que se sabe sobre o acidente que causou a morte de Ana Luísa: Como foi acidente? Ana Luísa estava em um barco do tipo voadeira com um grupo de amigas na Praia de Araguanã quando a embarcação foi atingida por uma moto aquática. Segundo a perícia e relatos de testemunhas, o veículo aquático estava em alta velocidade e a batida ocorreu durante o período noturno. A estudante chegou a ser retirada da água e socorrida por pessoas que estavam no local, mas a morte foi constatada ainda na margem do Rio Araguaia. LEIA TAMBÉM: Estudante morta em acidente com moto aquática foi à praia após trabalho: 'Voltaria no mesmo dia', diz irmão Alegre e cheia de sonhos: quem era a estudante morta após barco ser atingido por moto aquática no TO Moto aquática que atingiu barco e matou estudante de fisioterapia estava em alta velocidade, diz polícia Ana Luísa, de 19 anos, foi atingida por condutor embriagado que pilotava moto aquática em alta velocidade. Reprodução/Facebook de Ana Luisa Lemes Quem era a vítima? Ana Luísa Lemes Lopes tinha 19 anos, morava em Muricilândia e havia se mudado recentemente para Araguaína para cursar o primeiro semestre de fisioterapia. Ela também trabalhava em uma farmácia de manipulação e era descrita por amigos e familiares como uma jovem alegre, dedicada e cheia de sonhos. No dia da tragédia, a estudante tinha saído do trabalho e ido para a praia com amigas para aproveitar o fim de semana. Segundo o irmão da vítima, Ana Luísa avisou à família que voltaria para casa na mesma noite do acidente. Quem é o condutor da moto aquática e qual sua situação atual? O condutor foi identificado como Jairam Martins da Costa, de 47 anos. A PM informou que ele fugiu logo após a batida, sendo localizado em um estacionamento próximo. Após ser preso, ele foi levado ao hospital com uma lesão no rosto e, posteriormente, encaminhado à Central de Flagrantes de Araguaína. Jairam foi autuado em flagrante por homicídio doloso e por conduzir embarcação sem habilitação em águas públicas. Relatórios da Polícia Militar e da Polícia Civil indicam que o homem apresentava sinais visíveis de embriaguez, como forte odor etílico, olhos avermelhados e dificuldade para falar e caminhar. Até a última atualização das reportagens, a defesa do suspeito não havia sido localizada para comentar o caso. Quais infrações foram cometidas segundo a polícia? A investigação aponta pelo menos cinco irregularidades graves cometidas pelo condutor: pilotar sem habilitação (arrais-amador/motonauta), conduzir moto aquática à noite (prática proibida pela Marinha), navegar em alta velocidade, pilotar sob efeito de álcool e omissão de socorro. As normas da Marinha do Brasil são rígidas quanto ao uso de motos aquáticas após o pôr do sol devido à falta de luzes de navegação adequadas nesses veículos. Como as autoridades estão tratando o caso? O caso é investigado pela 23ª Delegacia de Polícia Civil de Araguanã como homicídio doloso, quando há a intenção de matar ou assume-se o risco. A Marinha do Brasil também assumiu as medidas administrativas e de fiscalização para apurar as causas do acidente náutico. A perícia técnica e o Instituto Médico Legal (IML) realizaram os procedimentos no local e exames necroscópicos no corpo da jovem antes da liberação para o velório. Qual foi a repercussão da morte de Ana Luísa? A tragédia causou comoção nas redes sociais e revolta entre os moradores de Muricilândia e Araguaína. A Prefeitura de Muricilândia e a universidade onde ela estudava emitiram notas de pesar lamentando a perda precoce da universitária. Familiares, amigos e moradores prestaram homenagens à estudante nas redes sociais e cobraram a responsabilização do condutor. Veja mais notícias da região no g1 Tocantins.

  10. Marina Martins Lemos, de 25 anos Arquivo pessoal Um homem foi condenado a 31 anos e quatro meses de prisão por matar a companheira em Machadinho, no Norte do Rio Grande do Sul. O crime foi classificado como feminicídio com agravantes, incluindo o uso de meio cruel e a adoção de recurso que dificultou a defesa da vítima. A decisão foi tomada na noite desta segunda-feira (29), durante julgamento do Tribunal do Júri realizado em São José do Ouro. Além da condenação criminal, o réu deverá pagar uma indenização mínima de R$ 80 mil à família. 📲 Acesse o canal do g1 RS no WhatsApp O caso aconteceu em 26 de janeiro de 2025. Conforme a denúncia do Ministério Público, Marina Martins Lemos, de 25 anos, foi morta a facadas em um contexto de violência doméstica e familiar, motivado por questões relacionadas à condição de gênero. O condenado foi identificado como Evandro Ribeiro Leite. O que é feminicídio? De acordo com o advogado Marcelo Barros, "a defesa por seu turno em face da demasia da pena irá recorrer", "eis que colidente com a prova técnica pericial desconsiderada pelos jurados". Na sentença, o magistrado determinou a manutenção da prisão do condenado, que não poderá recorrer em liberdade. Durante a sessão do júri, foram ouvidas cinco testemunhas de acusação e quatro de defesa. VÍDEOS: Tudo sobre o RS

  11. Um terço da população mundial está infectada com o protozoário Toxoplasma gondii, que pode causar a toxoplasmose ocular, uma infecção nos olhos capaz de danificar a retina e resultar em perda permanente da visão. Embora seja vista como uma consequência natural da interação cotidiana entre humanos e animais, a doença é evitável e controlável. Um novo artigo, liderado pelo brasileiro João Furtado, professor associado da Universidade de São Paulo, e pela professora Justine Smith, da Flinders University (Austrália), reuniu especialistas das Américas, Europa, África e Ásia para tratar do assunto. A professora Justine Smith, da Flinders University: toxoplasmose recebe atenção limitada nas agendas globais de saúde Flinders University O documento apela para que a toxoplasmose seja formalmente reconhecida como uma doença tropical negligenciada (DTN) pela Organização Mundial da Saúde (OMS). O risco aumenta para a população idosa por causa da imunossenescência – o declínio natural do sistema imunológico com o envelhecimento. Estudos mostram que os mais velhos apresentam lesões na retina significativamente maiores e respostas mais lentas ao tratamento. Smith, oftalmologista de renome internacionalmente e autora sênior do trabalho, afirma que o impacto da enfermidade na visão é significativo, mas vem sendo ignorado: “A toxoplasmose é uma das principais infecções oculares e uma das maiores causas de perda de visão em todo o planeta, mas recebe pouca atenção nas agendas globais de saúde. Com o reconhecimento da OMS, poderemos fazer progressos substanciais na prevenção e no manejo da doença.” As pessoas são infectadas ao consumir carne malcozida, alimentos ou água contaminados, ou por meio da exposição a fezes de gato. Na gravidez, a infecção pode ser transmitida ao feto, levando ao aborto espontâneo ou a danos permanentes no cérebro e nos olhos. Muitas crianças afetadas desenvolvem problemas de visão que pioram com o tempo. Furtado acrescenta que os desfechos mais graves, incluindo a cegueira, ocorrem em comunidades com acesso limitado a cuidados de saúde, alimentos seguros, água limpa e pré-natal: “A toxoplasmose é frequentemente vista como inevitável, mas possui vias de transmissão bem caracterizadas e pode ser evitada e controlada”, ressaltou. Apesar da carga global que representa, a toxoplasmose recebe menos atenção e financiamento do que enfermidades com impactos semelhantes ou até menores. Os autores enfatizam que o reconhecimento formal como uma DTN liberaria verbas para pesquisa, prevenção e tratamento. Além disso, a classificação também colocaria a doença dentro da agenda global de Saúde Única (One Health), incentivando ações coordenadas. Toxoplasmose passa a ser detectada no teste do pezinho

  12. Adolescentes se encontraram em casa de jogos como forma de tratamento fora do consultório. Letícia Dauer/g1 Em uma sala de uma casa de jogos em Moema, na Zona Sul de São Paulo, quatro adolescentes e dois adultos se reúnem em uma quinta-feira à noite. Entre lanches e bebidas, cartas mudam de mãos, alianças são formadas e blefes arrancam risadas da mesa durante partidas de jogos como Coup, Dixit e Saboteur. À primeira vista, a cena lembra uma noite de jogos entre amigos. Mas os jovens nunca haviam se visto antes. Dois dos participantes eram, na verdade, um psicólogo e um acompanhante terapêutico. Já os outros quatro, adolescentes de 15 a 17 anos em tratamento para transtornos como TDAH e ansiedade, além de dificuldades de socialização. O g1 acompanhou a noite de games do grupo e também participou de algumas rodadas no último dia 18. O objetivo dos profissionais é tirar os pacientes do consultório e inseri-los em uma situação do cotidiano. Em vez de conversas em uma sala de atendimento, a proposta é estimular habilidades como comunicação, convivência social, trabalho em equipe e tolerância à frustração por meio dos jogos. 🔎 A atividade faz parte do acompanhamento terapêutico: modalidade em que o tratamento ultrapassa os limites do consultório e pode acontecer na escola, em um shopping, em um parque, em uma academia ou até em uma mesa de jogos. Agora no g1 Naquela noite, os jogos não foram escolhidos por acaso. Em Saboteur, os participantes precisam desconfiar uns dos outros para descobrir quem era o sabotador e lidar com a frustração de ver uma estratégia dar errado. Em Coup, o blefe é praticamente obrigatório para conquistar a vitória. Já Dixit exige criatividade e interpretação de imagens surrealistas. Em uma das partidas de Saboteur, jogo em que os participantes assumem o papel de mineiros ou sabotadores, um dos adolescentes resolveu blefar mesmo quando estava no time que deveria colaborar com os colegas. Fingia atrapalhar o grupo apenas pela diversão de ver as reações à mesa. Outro adolescente, que mora há cinco meses nos Estados Unidos e nunca havia brincado com jogos de tabuleiro, conseguiu deixar o celular de lado ao longo das partidas e comentou que queria encontrar uma versão em inglês para apresentar a brincadeira aos amigos. Foi justamente esse tipo de interação que motivou a escolha da atividade, segundo o psicólogo Rafael Baptista de Melo, diretor da clínica Revitaliz e responsável pela organização do encontro. "A escolha do ambiente não é aleatória. Onde a gente vai e o que a gente vai fazer já faz parte da estratégia de intervenção, levando em conta as demandas daquela pessoa." Segundo o psicólogo, a proposta do acompanhamento terapêutico é levar a intervenção para o ambiente natural do paciente, onde as dificuldades aparecem de forma espontânea. "Eu posso, por exemplo, acompanhar uma pessoa que tem um transtorno de estresse pós-traumático numa situação onde ela vai sentir aquela ansiedade, mas a gente pode fazer isso de forma gradual", afirma. Embora exista no Brasil desde as décadas de 1970 e 1980, o método ainda é pouco conhecido. Nos últimos anos, porém, especialistas afirmam que a procura pelo acompanhamento terapêutico tem aumentado, especialmente entre adolescentes. Segundo o psicólogo Germano Henning, mestre em Psicologia Clínica pela USP e com mais de 17 anos de experiência na modalidade, o principal diferencial do acompanhamento terapêutico é permitir que o profissional observe o paciente em situações reais do dia a dia, em vez de se basear apenas no relato feito durante as sessões no consultório. "No consultório, a gente trabalha com o que o paciente conta sobre o que aconteceu. Quando você vai para o ambiente real, consegue observar aquele comportamento acontecendo, entender como ele reage às situações e identificar interpretações ou dificuldades que talvez não aparecessem apenas na conversa", explica. Para Henning, o acompanhamento terapêutico funciona como uma extensão do tratamento. O que é discutido e trabalhado nas sessões pode ser colocado em prática em ambientes como a escola, a casa ou espaços públicos, permitindo que o paciente desenvolva habilidades sociais e ganhe mais autonomia. "O objetivo central de toda intervenção psicológica sempre é focar na autonomia. E o acompanhamento terapêutico é uma ponte importante para isso", afirma. LEIA TAMBÉM: Casais no divã: como funciona a coterapia, que tem uma dupla de terapeutas e ganha espaço até entre os não monogâmicos Casa de jogos em Moema, na Zona Sul de São Paulo, foi usada para encontro de pacientes. Letícia Dauer/g1 Relações cada vez mais mediadas pelas telas Para os especialistas, o crescimento da procura pelo acompanhamento terapêutico entre adolescentes também está relacionado às mudanças na forma como os jovens se relacionam. Celulares, computadores e videogames passaram a concentrar boa parte das atividades do dia a dia, reduzindo as oportunidades de interação presencial e o desenvolvimento de habilidades sociais. "O que a gente tem hoje é uma centralização de atividades, tudo focado em tela. A tela veio mudando muito o comportamento. O perfil que eu vejo hoje é mais esse déficit comportamental ligado às habilidades sociais", afirma Henning. Segundo ele, até situações simples do cotidiano passaram a ser intermediadas pela tecnologia. "Você prefere pedir uma comida por aplicativo do que ligar. A nossa interação ficou muito intermediada", diz. Na noite de jogos acompanhada pelo g1, os celulares continuavam presentes sobre a mesa, mas deixaram de ser o centro das atenções. Entre uma partida e outra, alguns adolescentes aproveitavam o intervalo para conferir mensagens ou responder os pais. Assim que chegava novamente a vez de jogar, porém, os aparelhos voltavam a ser deixados de lado, e a atenção retornava às cartas. Henning explica que este é justamente um dos objetivos do acompanhamento terapêutico: criar oportunidades para que adolescentes pratiquem habilidades sociais em ambientes reais. "De fato, o AT ajuda muito nesse momento desse confinamento. Você tem que levar a pessoa para fora. Na clínica, por exemplo, a gente faz grupos de habilidades sociais usando RPG de mesa e também promove encontros em outros espaços para estimular essa interação", afirma. Além de trabalhar dificuldades específicas, o acompanhamento terapêutico também pode fortalecer a relação entre paciente e terapeuta. Segundo Melo, atividades realizadas fora do consultório ajudam a reconhecer avanços conquistados ao longo do tratamento. "De repente, teve uma conquista no processo terapêutico. Então, vamos sair, vamos comer um hambúrguer, vamos ao shopping, tomar um sorvete para comemorar o que a gente conseguiu. Isso fortalece o vínculo e recompensa aquela adesão ao tratamento, valorizando a evolução do paciente. Não necessariamente eu uso o acompanhamento terapêutico apenas para intervir em um problema. Ele também pode celebrar uma conquista, principalmente com adolescentes", explica. Relações estão cada vez mais mediadas pelas telas e afetando o desenvolvimento dos jovens. Hollie Adams/Reuters Shopping, parque e até banca de jornal A noite de jogos acompanhada pelo g1 é apenas uma das possibilidades do acompanhamento terapêutico. O local da intervenção varia conforme as necessidades de cada paciente e os objetivos definidos durante o tratamento. Uma ida ao shopping, uma caminhada no parque, uma refeição em um restaurante ou até uma compra na banca de jornal podem se transformar em parte da terapia. Com adolescentes mais tímidos, por exemplo, o psicólogo Melo costuma ensaia, primeiro no consultório situações que serão vividas depois no mundo real. "Já fui algumas vezes com adolescentes a uma banca de jornal comprar figurinhas. Antes, a gente ensaia no consultório. Eu faço o papel do vendedor, explico como pode ser a conversa e até combinamos um código para o caso de ele ficar muito ansioso e precisar da minha ajuda", conta. Segundo Rafael, a ideia é que o paciente pratique habilidades sociais em situações cotidianas, mas com o suporte do terapeuta sempre que necessário. O psicólogo explica que costuma aproveitar os espaços ao redor do consultório, localizado em São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo, para essas atividades. "Tenho um parque próximo, uma pista de corrida, um shopping e restaurantes. A gente passa a pensar esses lugares também como espaços terapêuticos." Para o psicólogo Henning, muitas vezes são justamente essas situações aparentemente simples que ajudam o adolescente a ganhar confiança para enfrentar desafios maiores. "Às vezes é fazer uma compra, pedir uma informação ou perguntar a um taxista como chegar a determinado lugar. São interações do cotidiano, mas que fazem diferença para quem tem dificuldade de socialização", explica. O objetivo final, segundo especialistas, é desenvolver a autonomia do paciente a partir de situações do cotidiano, fora do consultório. “A gente planeja a independência e a autonomia. A intervenção comportamental foca muito nisso."

  13. Adobe Stock Com o mundo à nossa volta evoluindo em velocidade cada vez maior, podemos sonhar em fazer um upgrade do cérebro para entender o que está acontecendo. Fazer isso literalmente parece impossível. Nossa massa branca e cinzenta possui praticamente a mesma estrutura que tinham nossos ancestrais que viveram na Idade da Pedra. Para ser preciso, nossos cérebros são um pouco menores. Restos arqueológicos indicam que eles encolheram significativamente nos últimos 10 mil anos. Mas a neurocientista Hannah Critchlow, da Universidade de Cambridge, no Reino Unido, oferece muitas razões para sermos otimistas. No seu novo livro, The 21st Century Brain ("O cérebro do século 21", em tradução livre), ela descreve como todos nós podemos cultivar a flexibilidade mental necessária para enfrentar os desafios à nossa frente. "Basicamente, escrevi o livro para mim mesma, para poder tomar decisões mais acertadas e melhorar minha própria vida, especialmente quando entro na meia-idade", ela conta. "Mas também escrevi para os meus pais, para que eles possam manter o cérebro saudável na terceira idade, e para meu filho, que tem agora 10 anos. O que posso fazer para ajudar seu cérebro a florescer?" Confira os segredos desta neurocientista para preparar sua mente para o futuro. Uma caminhada na natureza pode libertar as algemas do seu pensamento, revelando sua criatividade Getty Images / BBC BBC: O que inspirou você a explorar o conceito do cérebro do século 21? Hannah Critchlow: Comecei a trabalhar no livro três anos atrás. E, nesse período, o desenvolvimento da inteligência artificial explodiu. Mesmo naquela época, estava claro que esta tecnologia começaria a invadir toda a nossa vida, em toda a sociedade, mas também em nível individual. E, como agora, havia muito entusiasmo sobre a IA, ao lado de muito medo. Eu quis dar um passo atrás e reconhecer o fato de que a IA se desenvolveu com base no conhecimento obtido com a neurociência. E se nós invertêssemos aquilo e perguntássemos como podemos usar este conhecimento para extrair o máximo da inteligência que temos no nosso próprio cérebro orgânico? O mesmo conhecimento que levou àqueles desenvolvimentos tecnológicos também pode revelar o potencial cognitivo humano presente em todos nós. BBC: Quais foram os seus critérios para selecionar as habilidades que serão mais importantes para o século 21? Critchlow: Eu quis me concentrar nas habilidades frequentemente menosprezadas pelos cientistas, que destacam nossa capacidade de conexão com os demais, de imaginar um novo mundo, de inovar, resolver problemas e pensar a longo prazo. Como vivemos em uma época de mudanças sociais e tecnológicas sem precedentes, eu examino nossa capacidade de tolerar essas mudanças, as incertezas e a ambiguidade. Tudo isso, basicamente, exige "bioenergia" saudável. Por isso, examino as mitocôndrias, que são as usinas de força das nossas células. BBC: Vamos começar com a inteligência emocional e a empatia, frequentemente consideradas soft skills. Critchlow: As avaliações de empatia e inteligência emocional podem ser as mais importantes para prever nossa satisfação com a vida, nossos sentimentos positivos sobre as relações com os demais e o nosso sucesso acadêmico. Quando observamos os dados genéticos, a hereditariedade parece representar 10% a 45%. Mas todos nós podemos treinar nossa inteligência emocional e empatia. O psicólogo Jamil Zaki, da Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, defende que podemos começar demonstrando um pouco de autocompaixão. Tire simplesmente algum tempo para perguntar "por que estou sentindo esta emoção? E o que posso fazer para me ajudar com este sentimento, agora que estou mais confortável?" Quando você começar a praticar um pouco de autocompaixão, os efeitos irão ecoar entre os demais. Os cientistas acreditam que a microbiota intestinal possa influenciar nosso comportamento, incluindo as interações sociais. Getty Images / BBC BBC: Você também defende que o comportamento altruísta pode, quase literalmente, vir dos nossos intestinos. Critchlow: Existe um estudo simplesmente encantador de Hilke Plassmann, do instituto Insead em Fontainebleau, na França, e seus colegas. Eles examinaram 100 voluntários saudáveis que tomavam pré e probióticos. Depois de apenas sete semanas, os participantes do estudo tinham uma microbiota intestinal mais variada, em comparação com as pessoas que tomaram placebo. E eles também eram muito mais altruístas. Os participantes ficaram mais dispostos a renunciar ao seu próprio dinheiro em nome da igualdade, por exemplo. Em outras palavras, seus níveis de altruísmo foram alterados por uma microbiota intestinal muito mais diversa. Não é incrível? BBC: Com certeza! Como é possível que as bactérias intestinais alterem o nosso comportamento? Critchlow: O mecanismo não é totalmente conhecido, mas existem muitos nervos no intestino e no coração. Quando você tem um instinto, ele ocorre porque todas aquelas células estão basicamente enviando um sinal pelo nervo vago até a ínsula, que é a região do cérebro envolvida na verificação do nosso ambiente e coleta de informações. E, dali, o sinal segue para as partes do cérebro responsáveis pela tomada de decisões. Acredita-se que as bactérias intestinais produzam neurotransmissores químicos que alteram a atividade de circuitos neurais para moldar nosso comportamento, incluindo as interações sociais. BBC: E sobre a criatividade? Existe no seu livro aquela incrível passagem, onde você defende que, do ponto de vista do neurocientista, existe apenas uma ligeira diferença entre um Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791) ou a matemática Ada Lovelace (1815-1852) e o resto de nós. Como podemos produzir mais talentos como estes? Critchlow: Uma forma é aproveitar ao máximo os nossos sonhos acordados. Nós passamos 20% do dia com a mente vagando, sem pensar em nada de específico, nem tentando atingir um objetivo particular. E é aqui que começamos a ter novas ideias. O nosso cérebro meio que se fixa em coisas diferentes que estão na nossa mente. E sabemos que uma simples caminhada na natureza pode ajudar neste processo. A caminhada ajuda a aumentar uma frequência muito específica de oscilações elétricas no cérebro, conhecidas como ondas alfa. Elas são associadas à calma e ao pensamento criativo. Provavelmente por isso, Arquimedes (c.287 a.C.-c.212 a.C.) teve seu momento eureka durante o banho, quando ele se sentia bem e relaxado na água. Também sabemos que o sono é importante para a criatividade, especialmente quando estamos adormecendo e começamos a pensar de forma estranha e fragmentada. Novamente, estamos incentivando as ondas cerebrais associadas ao aumento da criatividade. Conta-se que Thomas Edison (1847-1931) costumava segurar um objeto de metal sobre uma bandeja também metálica. Quando o objeto caía, ele fazia um barulho que o acordava, para que ele pudesse rabiscar qualquer ideia nova que tivesse. Os exercícios físicos podem incentivar o crescimento dos neurônios e das conexões neurais, o que protege o nosso cérebro contra o envelhecimento Getty Images / BBC BBC: Você defende veementemente que se manter em boas condições físicas também nos ajuda a enfrentar melhor os desafios do século 21. Critchlow: Sabemos que a atividade física não faz muito bem apenas para o corpo, mas também para o cérebro. Ela permite a criação de novas células e circuitos nervosos. Isso nos ajuda a pensar de formas diferentes e incorporar novas informações, para retermos essa agilidade e flexibilidade do cérebro. BBC: O que nos traz para a bioenergética. O que é ela e como você aplica este conhecimento na sua própria vida? Critchlow: Ela depende das nossas mitocôndrias, as minúsculas usinas de energia das nossas células. O nosso cérebro consome imensas quantidades de energia para pensar de formas diferentes. Por isso, qualquer medida que pudermos tomar para ajudar as nossas mitocôndrias a criar energia boa e limpa servirá para apoiar toda essa ginástica mental. Eu me exercito para ajudar as mitocôndrias a se multiplicarem. Com isso, você passa a ter mais usinas de energia no cérebro e no corpo. Tomo cuidado para ter sono suficiente, pois é quando você pode se livrar dos resíduos tóxicos da produção de energia. E como alimentos saudáveis, para que minhas mitocôndrias tenham o combustível adequado para criar o tipo certo de energia. Isso significa não comer muito açúcar, nem alimentos processados. A alimentação saudável é o combustível certo para a geração de energia pelas mitocôndrias, segundo a neurocientista Getty Images / BBC BBC: Por fim, qual é o seu conselho para alguém que se sente sobrecarregado com a velocidade da vida atual? Critchlow: É estranho porque, de certa forma, o cérebro humano tem dificuldade com as mudanças, as incertezas e com a ambiguidade que advêm com elas. Mas, enquanto espécie, aparentemente fomos incentivados a inovar e a nos movimentar em diferentes direções, a ser curiosos e exploradores. Por isso, sempre existe uma tensão entre estas duas posições. Acho que precisamos simplesmente aceitar que isso faz parte da predisposição natural da nossa espécie: criar mudanças e ter um certo receio delas. O novo livro de Hannah Critchlow, O Cérebro do Século 21: Neurociência de Ponta para nos Ajudar a Enfrentar o Futuro (em inglês), foi publicado pela editora britânica Torva. David Robson é um escritor de ciências premiado. Seu último livro (em inglês) chama-se As Leis da Conexão: 13 Estratégias Sociais que Transformarão Sua Vida, publicado em junho de 2024 pela editora Canongate, no Reino Unido, e pela Pegasus Books, nos Estados Unidos e no Canadá. Ele pode ser encontrado com o nome @davidarobson no Instagram e no Threads e escreve a newsletter Psicologia em 60 Segundos (em inglês) na plataforma Substack.

  14. Baleia-jubarte é encontrada morta entre pedras em praia de SC Uma baleia-jubarte foi encontrada morta entre as pedras do costão da Praia do Forte, em São Francisco do Sul, no Norte de Santa Catarina. Uma equipe do Programa de Monitoramento de Praias Bacia de Santos (PMP/BS) foi acionada para o resgate no domingo (28), mas o animal já estava sem vida. Considerando as condições climáticas e o difícil acesso ao local do encalhe, as equipes farão a retirada da carcaça apenas nesta terça-feira (30). ✅Clique e siga o canal do g1 SC no WhatsApp Baleia-jubarte de 30 toneladas é encontrada morta 🐳 As baleias-jubarte aparecem na costa brasileira entre os meses de junho e novembro. Esses gigantes dos mares - que podem atingir 16 metros de comprimento e pesar 40 toneladas - chegam ao Brasil em busca de águas mais quentes para o período de reprodução e nascimento dos filhotes. As causas da morte da baleia serão apuradas, de acordo com o projeto. Uma baleia jubarte foi encontrada morta neste final de semana em uma praia de Santa Catarina PMP/SC VÍDEOS: mais assistidos do g1 SC nos últimos 7 dias

  15. Consultora de gente e gestão fala sobre como lidar com erros no mercado de trabalho A Agência de Trabalho de Pernambuco divulgou as vagas de emprego disponibilizadas para o município de Petrolina e Salgueiro, no Sertão de Pernambuco, nesta terça-feira (30). As oportunidades são atualizadas diariamente pelo g1 Petrolina. Os interessados nas oportunidades podem entrar em contato com a Sedepe através da internet. O atendimento em Petrolina é na Agência de Trabalho, que funciona no Expresso Cidadão. Carteira de trabalho Divulgação / PMMC ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Concursos no WhatsApp. 📱:Baixe o app do g1 para ver notícias de Petrolina e Região em tempo real e de graça Agência do Trabalho em Petrolina funciona no Expresso Cidadão Petrolina Contato: (87) 3866 - 6540 e (87) 9 9180-4065 Vagas disponíveis Salgueiro Contato: (87) 3871 - 8467 Vagas Disponíveis Araripina Contato: (87) 3873 - 8381 Vagas disponíveis Vídeos: mais assistidos do Sertão de PE

  16. Folhetos produzidos pela PBH Stênio Lima/PBH A Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) realiza nesta terça-feira (30), a partir das 9h, o Mutirão do Orgulho, que oferece diversos serviços para a população LGBTQIAPN+, como atendimento da Defensoria Pública e apoio para entrada no processo de retificação de nome e gênero. A ação faz alusão ao Dia Internacional do Orgulho LGBTQIAPN+, celebrado no último domingo (28). Realizado no Centro de Referência em Segurança Alimentar e Nutricional (Cresan) Mercado da Lagoinha a atividade também terá ações de cuidado em saúde, orientação nutricional, orientações sobre benefícios sociais e CadÚnico. ✅Clique aqui para seguir o canal do g1 MG no WhatsApp O evento também contará com atendimento do Sine, com disponibilidade de vagas para postos de trabalho e orientações para acesso ao mercado. Centro de Referência LGBT O Mutirão marca o aniversário de 19 anos do Centro de Referência LGBT da PBH. O atendimento especializado à população LGBTQIAPN+ é realizado de segunda a sexta-feira, das 8h às 18h na Rua Curitiba, 481, na região central da cidade. O serviço tem como objetivo acolher, orientar e contribuir para a promoção e defesa dos direitos humanos e da cidadania dessa população, por meio de ações de enfrentamento à violência e à discriminação relacionadas à orientação sexual e à identidade de gênero. Agora no g1 Veja os vídeos mais vistos do g1 Minas:

  17. Qual a idade certa para aprender sobre educação sexual? Com que idade as crianças devem aprender sobre educação sexual? O tema voltou ao debate no Brasil com a tramitação do projeto de lei nº 4.844/2023, na Câmara dos Deputados. De autoria do deputado federal Rodolfo Nogueira (PL), a proposta prevê proibir a educação sexual em todas as escolas de educação básica do país, incluindo conteúdos sobre aspectos biológicos básicos. O projeto foi apresentado após o governo Lula reincluir, no Programa Saúde na Escola, conteúdos sobre educação sexual e prevenção de infecções sexualmente transmissíveis (ISTs). Esses temas haviam sido retirados do programa durante o governo Jair Bolsonaro, quando permaneceram apenas conteúdos voltados à promoção da atividade física e da alimentação saudável. Educação sexual nas escolas do Ceará avança mas esbarra em conservadorismo familiar. Fabiane de Paula/SVM O que dizem os dados A discussão ocorre em um país onde, a cada dois minutos, uma adolescente se torna mãe. Além disso, uma em cada quatro meninas de 13 a 17 anos já sofreu assédio sexual ao menos uma vez na vida. Segundo pesquisadores, a escola pode desempenhar um papel importante na prevenção desses casos, especialmente porque a maior parte das violências sexuais contra crianças e adolescentes é cometida por familiares ou pessoas conhecidas da vítima. Estudos indicam que crianças do ensino fundamental que recebem informações sobre o próprio corpo têm maior probabilidade de reconhecer situações de abuso, identificar toques inadequados e denunciar essas ocorrências. Outras pesquisas apontam que estudantes que têm acesso à educação sexual mais cedo tendem a iniciar a vida sexual mais tarde, fazem menos sexo e apresentam menores taxas de infecções sexualmente transmissíveis. Existe uma idade ideal? A Organização Mundial da Saúde afirma que a educação sexual pode começar por volta dos cinco anos, de forma gradual e adequada à faixa etária. Pesquisadores, no entanto, afirmam que não existe uma idade única considerada ideal. Ainda assim, parte deles defende que o tema seja abordado antes da puberdade. O assunto segue dividindo opiniões entre famílias, educadores e parlamentares e levanta uma discussão sobre qual deve ser o papel da escola na orientação de crianças e adolescentes. E você? Qual idade considera ideal para o início da educação sexual?

  18. Jovem enviou áudio para avisar que incendiaria casa do ex em Limeira A mulher de 18 anos que é suspeita de invadir a casa do ex-companheiro e atear fogo em uma cama, em Limeira (SP) na segunda-feira (29), enviou um áudio para avisar que agiria dessa maneira. Segundo a Guarda Civil Municipal (GCM), a jovem, que tem uma medida protetiva contra o ex, cometeu o crime após transferir R$ 500 do homem para ela sem autorização e, por conta disso, ter a conta bancária bloqueada. Na gravação, enviada a um amigo do homem, a mulher chegou a citar que "por causa de R$ 510, ele vai perder uma casa". Em seguida, ela destacou que já estava "até tirando a gasolina da moto". Ouça no vídeo acima. 📲 Siga o g1 Piracicaba no Instagram O caso aconteceu no bairro Jardim dos Jequitibás. A suspeita pulou o muro da casa, arrombou a porta do quarto e ateou fogo na cama e no colchão. No momento do incêndio, nenhuma outra pessoa estava na casa. O Corpo de Bombeiros conseguiu controlar as chamas e evitar que o fogo se espalhasse. Ninguém ficou ferido. A jovem, que não teve o nome divulgado, fugiu depois do crime e, até a última atualização desta reportagem, não havia sido localizada. Jovem incendiou cama do ex-companheiro em Limeira Wagner Morente Ameaças após transferência sem autorização Aos guardas, o homem contou que após a ex-companheira, com quem manteve relacionamento por seis meses, transferir anteriormente R$ 500 para a conta dela, ele contestou a operação, e o banco bloqueou o acesso da jovem à conta. Desde então, segundo ele, ela passou a fazer ameaças para que o valor fosse liberado. O homem foi levada ao 2º Distrito Policial, onde prestou depoimento e manifestou interesse em pedir uma medida protetiva. O caso foi registrado e terá as circunstâncias investigadas pela Polícia Civil. Jovem é suspeita de invadir casa de ex-companheiro e atear fogo em colchão em Limeira Wagner Morente VÍDEO: Tudo sobre Piracicaba e região Veja mais notícias sobre a região na página do g1 Piracicaba

  19. Brasil se aproxima do limite da cota chinesa, e frigoríficos diminuem compra de bois O Brasil deve atingir, em agosto, o limite anual de exportação de carne bovina para a China, segundo a Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat). Por causa disso, pecuaristas afirmam que os frigoríficos já começaram a reduzir a compra de bois para abate. Esse limite define quanto cada país pode vender de carne bovina para a China anualmente sem que seja preciso pagar uma sobretaxa. No caso do Brasil, a cota anual é de 1,1 milhão de toneladas. Dentro da cota, a tarifa é de 12%; acima disso salta para 55%. Com essa política, a China, principal compradora da carne bovina brasileira, busca estimular a produção interna e reduzir a dependência das importações. Segundo o pecuarista Luciano Resende, de Rondonópolis (MT), a procura dos frigoríficos por gado diminuiu na última semana. Como consequência, o preço médio da arroba do boi gordo nas vendas a prazo caiu de R$ 344 para R$ 332, nos últimos 10 dias. Agora, o setor aguarda para ver como frigoríficos e compradores vão se adaptar ao novo cenário. Segundo o diretor executivo da Acrimat, Daniel Latorrocara, poucos países conseguem produzir excedentes de carne bovina como o Brasil. "Caso a China não compre da gente e acelere a compra de Uruguai e Nova Zelândia, esses dois países vão deixar de atender outro do mundo e aí é uma oportunidade de onde os nossos animais podem ser enviados até o fim do ano", afirma. Leia também: El Niño pode beneficiar safras do Brasil e na Argentina, diz relatório Brasil cria protocolo para voltar a exportar carne bovina à União Europeia; veja como vai funcionar Como combater o desperdício de alimentos pode ajudar a reduzir fome

  20. Crianças e adolescentes vítimas de estupro enfrentam barreiras para acessar aborto em MG Fernanda (nome fictício) engravidou aos 11 anos, após ser vítima de estupro de vulnerável cometido por um vizinho de 20. Quando ela descobriu a gestação, na décima semana, foi encaminhada pelo Conselho Tutelar a um abrigo de Belo Horizonte para que pudesse receber a devida assistência e ter acesso ao aborto legal, se assim desejasse. No entanto, um juiz de primeira instância proibiu que a criança fosse levada ao hospital, até mesmo para consultas de rotina. Além disso, um homem que nem sequer conhece Fernanda tentou impedir a interrupção da gravidez, reivindicando judicialmente ser nomeado "curador especial do nascituro". Foram várias semanas de obstáculos, e também de sintomas de gravidez em um corpo de 11 anos, até que, após intervenção da Defensoria Pública de Minas Gerais (DPMG), a Justiça garantiu à vítima acesso ao aborto. O procedimento foi feito após 22 semanas de gestação. ✅Clique aqui para seguir o canal do g1 Minas no WhatsApp O caso de Fernanda não é isolado. Embora a legislação brasileira permita o aborto em casos de gravidez resultante de estupro — e, por lei, toda relação sexual com menor de 14 anos configure estupro de vulnerável —, especialistas afirmam que crianças e adolescentes encontram obstáculos para acessar o procedimento. Em Minas Gerais, foram registrados 3.841 nascidos vivos de mães de até 14 anos entre 2021 e 2025, segundo dados do Ministério da Saúde, uma média de 768 bebês por ano (os números de 2025 ainda estão sujeitos a alterações). Enquanto isso, de 2021 a abril de 2026, foram notificados 56 procedimentos relacionados ao aborto em meninas de 10 a 14 anos na rede pública. A Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG), no entanto, diz que os dados não correspondem necessariamente ao número de abortos realizados. "A maioria das crianças grávidas acaba tendo o bebê, por várias razões: questões sociais, religiosas, falta de informação no serviço de saúde. Tudo isso acaba fazendo com que as meninas tenham menos acesso a um direito garantido por lei", disse a defensora pública Daniele Bellettato Nesrala, coordenadora estratégica de Defesa e Promoção dos Direitos das Crianças e Adolescentes da DPMG, que atuou no caso de Fernanda. A resolução do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda) suspensa pelo Senado no início deste mês buscava reduzir essas barreiras. Sem ela, especialistas temem que as dificuldades aumentem (leia mais abaixo). Ato em São Paulo contra iniciativas no Congresso que restringem o direito ao aborto legal no Brasil. Paulo Pinto/Agencia Brasil Hospitais de referência em apenas 3,4% dos municípios MG tem 34 hospitais habilitados a realizar aborto nos casos previstos em lei, sete em Belo Horizonte e Região Metropolitana. Ao todo, 30 municípios contam com uma unidade de referência, o equivalente a 3,5% do total, o que faz com que muitas meninas tenham de viajar para interromper a gravidez (veja lista de hospitais ao final da reportagem). Outro problema, segundo a defensora pública Daniele Bellettato Nesrala, é que as unidades de saúde tendem a considerar mais a opinião dos responsáveis pela criança ou adolescente do que a da vítima. "Criança não é mãe. É muito complicado impor para uma criança o ônus de uma maternidade, ela não tem condição de cuidar nem de si mesma, que dirá de outra vida. É um direito personalíssimo. A criança precisa ter autonomia de manifestar sua opinião e, se tiver contradição, é a vontade dela que deve prevalecer", afirmou a defensora. Essa contradição, inclusive, é uma das principais causas de judicialização envolvendo aborto legal. "E, sempre que a realização do aborto depende de judicialização, a gente esbarra em outro problema, que o tempo de gestação. Todos os casos em que atuei, sem exceção, ultrapassaram as 22 semanas. [...] O próprio procedimento do aborto é muito difícil conforme a gestação vai avançando, e às vezes a criança não tem estrutura física para suportar", disse. Tempo é mais um dificultador A legislação não estabelece limite de idade gestacional para a realização do aborto legal. Segundo o Ministério da Saúde, a conduta assistencial deve ser definida de forma individualizada, considerando a avaliação da equipe médica, as condições clínicas da paciente e a capacidade da unidade. No entanto, quanto maior o tempo de gestação, mais difícil conseguir acesso ao procedimento. No Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Minas Gerais (HC-UFMG), em Belo Horizonte, uma das unidades de referência do estado, o protocolo prevê que o aborto seja realizado até a vigésima semana de gravidez. De acordo com a médica Natália Dantas, chefe do Serviço de Atendimento às Vítimas de Violência Sexual e em Situação de Vulnerabilidade do HC-UFMG, a paciente é avaliada ao lado de um responsável legal e informada sobre as alternativas a seguir: manter a gestação e ficar com o bebê, entregar a criança para a adoção ou interromper a gravidez. "A gente preferencialmente dá ouvidos à criança, mas é necessário que haja um acordo entre o responsável legal e ela. Já tivemos casos de divergência entre o responsável e a criança em que não conseguimos concluir o procedimento. A criança, sem um bom apoio, não consegue elaborar as coisas direto. [...] A gente se sente de mãos atadas", afirmou a médica. Segundo ela, a instituição costuma atender meninas do interior do estado que tiveram o procedimento negado em outras unidades de saúde. "É um processo muito desgastante psicologicamente para a criança e o familiar. No nosso protocolo, a gente faz um atendimento interdisciplinar abarcando também a saúde mental. Temos psiquiatra e psicólogo para acompanhar essas meninas", explicou. Hospital das Clínicas da UFMG, em Belo Horizonte Aline Ruas/HC-UFMG/Divulgação Norma do Conanda facilitava acesso a direito, dizem especialistas A resolução do Conanda suspensa pelo Senado visa reduzir os obstáculos para o acesso de crianças e adolescentes vítimas de estupro ao aborto legal. O texto deixa claro, por exemplo, que "o limite de tempo gestacional para a realização do aborto não possui previsão legal". Reafirma também que vítimas de estupro não precisam de boletim de ocorrência ou decisão judicial para fazer o procedimento. A norma estabelece ainda que o primeiro órgão a receber o relato de uma menina interessada na interrupção legal da gravidez deve encaminhá-la "direta e imediatamente" ao serviço de saúde. Além disso, contribui para a resolução de divergências entre responsáveis legais e vítimas, reforçando que "o apoio e o respeito à vontade expressa pela criança ou adolescente" devem ser priorizados. Os efeitos da resolução foram suspensos com a aprovação de um projeto de decreto legislativo (PDL) no último dia 2. A votação do requerimento de urgência e do mérito do projeto no Senado levou 1 minuto e 42 segundos. O texto ainda precisa ser promulgado. "O direito ao aborto é previsto em lei desde 1940, não tem nenhuma novidade nesse assunto. O que acontece é que os entraves estão aumentando, e a resolução do Conanda buscava pacificar esses entraves. [A suspensão] é um prejuízo muito grande na defesa de crianças e adolescentes", afirmou a defensora pública Daniele Bellettato Nesrala. LEIA TAMBÉM: Em menos de dois minutos, Senado aprova projeto que dificulta aborto legal em crianças vítimas de estupro O que diz o estado Em nota, a Secretaria de Estado de Saúde afirmou que, nos casos em que a gestação decorre de estupro contra criança ou adolescente menor de 14 anos, o acesso ao aborto deve ser garantido pelos serviços de referência. A pasta reforçou que a palavra da vítima de violência sexual "possui presunção de veracidade para fins de acolhimento e assistência", e "não cabe à equipe multiprofissional emitir julgamentos ou impor valores pessoais que possam interferir no acesso ao cuidado". A orientação da SES-MG é que a paciente seja acolhida inicialmente na rede local de saúde e encaminhada para o serviço hospitalar habilitado mais próximo para a realização do procedimento. Nos casos em que houver necessidade de deslocamento para outra cidade, o município de origem deve oferecer o serviço por meio de transporte sanitário ou outro instrumento disponível. "A SES-MG reforça, ainda, que o atendimento às pessoas em situação de violência sexual é um direito garantido pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e deve ocorrer de forma imediata, humanizada, sigilosa e livre de barreiras administrativas, assegurando acolhimento, proteção e acesso integral aos cuidados previstos na legislação brasileira", disse a pasta, em nota. Unidades de referência Veja a lista de hospitais habilitados para a realização de aborto nos casos previstos em lei em MG: Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Minas Gerais (Belo Horizonte) Hospital Júlia Kubitschek (Belo Horizonte) Hospital Metropolitano Odilon Behrens (Belo Horizonte) Maternidade Odete Valadares (Belo Horizonte) Hospital Risoleta Tolentino Neves (Belo Horizonte) Hospital Público Regional Prefeito Professor Osvaldo Rezende Franco/Centro Materno Infantil (Betim) Centro Materno Juventina Paula de Jesus (Contagem) Santa Casa de Misericórdia de Poços de Caldas (Poços de Caldas) Hospital das Clínicas Samuel Libânio (Pouso Alegre) Hospital de Clínicas de Itajubá (Itajubá) Hospital Nossa Senhora da Saúde (Diamantina) Hospital Municipal de Governador Valadares (Governador Valadares) Hospital César Leite (Manhuaçu) Hospital Nossa Senhora das Dores (Ponte Nova) Hospital São Sebastião (Viçosa) Hospital Santa Rosália (Teófilo Otoni) Hospital Municipal Dr. Joaquim Brochado (Unaí) Hospital Municipal de Paracatu (Paracatu) Hospital Fundajan (Janaúba) Hospital Universitário Clemente de Faria (Montes Claros) Complexo de Saúde São João De Deus (Divinópolis) Hospital Regional João Penido (Juiz de Fora) Casa de Caridade de Muriaé – Hospital São Paulo (Muriaé) Hospital Santa Isabel (Ubá) Hospital Universitário Alzira Velano (Alfenas) Santa Casa de Misericórdia de Passos (Passos) Santa Casa de Misericórdia de Lavras (Lavras) Fundação Casa de Caridade de São Lourenço (São Lourenço) Hospital São Sebastião (Três Corações) Hospital Regional do Sul de Minas (Varginha) Hospital de Clínicas de Uberlândia (Uberlândia) Hospital das Clínicas UFTM (Uberaba) Hospital Nossa Senhora Auxiliadora (Caratinga) Hospital Márcio Cunha (Ipatinga) Vídeos mais vistos no g1 Minas:

  21. Como exame de sangue pode prever risco de câncer de pulmão até 5 anos antes do diagnóstico Anos antes de um tumor aparecer numa tomografia, alguma coisa já está em movimento dentro do pulmão. Células respondem a um agressor —cigarro, poluição, uma mutação silenciosa— e o tecido entra num estado de inflamação que, sozinho, não é doença, mas é terreno fértil para que ela nasça. Foi exatamente esse processo invisível que uma equipe de mais de cem cientistas, liderada por Charles Swanton, do Francis Crick Institute, no Reino Unido, conseguiu capturar no sangue, com até cinco anos de antecedência ao diagnóstico. Pesquisadores criam exame de sangue que pode detectar sinais precoces de câncer. Freepik O achado, publicado na edição de 25 de junho da revista científica Cell, é descrito pelos próprios autores como um primeiro passo rumo a um exame de sangue capaz de prever o tipo de câncer que mais mata no mundo —e, no futuro, ajudar a torná-lo mais evitável. O oncologista brasileiro Stephen Stefani, do grupo Oncoclínicas e membro da Americas Health Foundation, descreveu o trabalho como um dos achados mais promissores em prevenção de câncer dos últimos anos —com a ressalva de que ainda há um caminho longo entre o laboratório e o consultório. Oncologista explica sobre causas e tratamento do câncer de pulmão Como cientistas chegaram às 14 proteínas O ponto de partida foi um arquivo gigantesco de sangue congelado: o Biobanco do Reino Unido, que guarda amostras e históricos de saúde de centenas de milhares de voluntários britânicos, colhidas anos antes de qualquer diagnóstico. Os pesquisadores soltaram um algoritmo de inteligência artificial sobre quase 3 mil proteínas presentes nessas amostras e foram, pouco a pouco, eliminando candidatas, até sobrarem 14. Combinadas à idade, ao histórico de tabagismo e à presença de doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC), essas proteínas previam quem desenvolveria câncer de pulmão nos anos seguintes com mais precisão do que os principais modelos de risco usados hoje na medicina. O time confirmou o padrão em outras oito populações —passando por Estados Unidos, China e Islândia—, somando mais de 55 mil pessoas. Num desses grupos, formado majoritariamente por não fumantes em Taiwan, parte das mesmas proteínas também acendeu o sinal de risco —um detalhe que importa, já que os protocolos atuais de rastreamento praticamente ignoram quem nunca fumou. O tabagismo é um dos fatores de risco para o desenvolvimento de doenças crônicas e câncer ao longo do processo de envelhecimento. Freepik Uma assinatura do ‘solo fértil’ para o tumor Stefani explica o achado: a assinatura das 14 proteínas não fotografa o tumor, fotografa o solo onde ele pode brotar. "O grande mérito desse estudo foi usar inteligência artificial para analisar mais de 3 mil proteínas do sangue e isolar 14 delas que, juntas, funcionam como uma assinatura capaz de indicar, com até cinco anos de antecedência, uma predisposição ao câncer de pulmão", afirma o oncologista. Não é, segundo ele, um veredito —é a fotografia de um processo em andamento: inflamação, reparo de tecido, resposta a um dano que vem se acumulando antes mesmo de existir qualquer célula maligna. "A assinatura proteica não afirma que a pessoa terá câncer; ela indica que o organismo está passando por um processo biológico de inflamação, reparo de tecido pulmonar e resposta a um dano que, somado a outros fatores, pode favorecer o desenvolvimento do tumor", explica. Esse raciocínio começa a responder a uma questão que incomoda médicos há décadas: por que alguns fumantes contumazes passam a vida inteira sem desenvolver câncer de pulmão, enquanto pessoas que nunca tocaram em um cigarro acabam com a doença? Cigarro e poluição são gatilhos conhecidos, mas o que parece importar, segundo o estudo, não é apenas a exposição a esses gatilhos —é se eles conseguem ou não acender, no tecido pulmonar de cada pessoa, essa resposta inflamatória específica capturada pelas 14 proteínas. Um fumante cujo organismo não monta esse processo pode carregar o hábito por décadas sem que o solo fique fértil para o tumor; já alguém exposto a poluição intensa, ou que carrega certas mutações genéticas, pode desenvolver essa mesma resposta inflamatória sem nunca ter fumado. A assinatura, segundo Stefani, capturaria justamente essa variação biológica entre pessoa e pessoa —algo que o histórico de tabagismo, sozinho, não é capaz de mostrar. Poluição e inflamação no centro da descoberta Em camundongos e em culturas de células, os pesquisadores reconstituíram em laboratório o que parece acontecer no pulmão humano exposto à poluição: partículas inaladas provocam células de defesa do organismo a liberar uma proteína inflamatória que deixa certas células pulmonares mais maleáveis —mais dispostas a se transformar em tumor quando já carregam alguma mutação associada ao câncer. O mesmo gatilho aparece acionado também em quadros de DPOC e de fibrose pulmonar, como se as três doenças nascessem de uma raiz inflamatória comum. "A poluição pesou bastante nessa equação", diz Stefani. Exame que pode ampliar radar do rastreamento Hoje, as diretrizes de rastreamento usadas como referência recomendam tomografia de tórax de baixa dose, repetida anualmente, para pessoas entre 50 e 80 anos com pelo menos 20 anos-maço de histórico de tabagismo —uma forma de medir quanto e por quanto tempo alguém fumou— que ainda fumam ou pararam há menos de 15 anos. O critério deixa de fora quem fumou pouco, quem parou há mais tempo e, sobretudo, quem nunca fumou —um grupo que cresce entre os casos de câncer de pulmão, especialmente os ligados a mutações no gene EGFR, mais comuns em não fumantes. Se validada, a assinatura das 14 proteínas poderia ajudar a identificar, dentro e fora desses critérios, quem de fato se beneficiaria de um exame de imagem mais precoce. Os limites do que ainda não se sabe Mesmo entusiasmados, os próprios autores pedem cautela. A assinatura das 14 proteínas ainda não existe como exame disponível em laboratório —é, por ora, um resultado de pesquisa que precisa atravessar anos de validação até virar um teste clínico confiável. Para Stefani, a cautela precisa valer também para a forma como esse tipo de resultado costuma ser lido fora do consultório. "Ainda estamos falando de um achado que precisa ser validado, porque os participantes de um estudo nem sempre representam a população em geral. Também não sabemos se modificar essa assinatura proteica de fato reduz o risco de a pessoa desenvolver a doença. E um ponto importante: ter uma assinatura mais baixa não significa risco zero, nem libera ninguém para continuar fumando ou ignorar outros cuidados", pondera o oncologista. Se a assinatura resistir aos próximos testes, ela pode empurrar a prevenção do câncer de pulmão para um terreno já conhecido em outras frentes da oncologia: o da vigilância sob medida.

  22. DJ Jiraya UAI e MC Jacaré, destaques do eletrofunk Reprodução/Instagram A mistura do tamborzão e de vozes do funk com a batida do house ou EDM do eletrônico virou presença garantida nas festas de rua no interior do Brasil. Antes nichado e periférico, o eletrofunk se tornou o gênero “queridinho” nas festas sertanejas e nas listas de músicas mais ouvidas do país. Atualmente, nomes como DJ Brenno Paixão, DJ Jiraya UAI, MC Jacaré e Jeninho se destacam e rodam o país cantando sucessos como “Chapeluda”, “Ela Carrega Minha Bolsa” e “Rua de Ouro” – esta última ocupava o top 50 do Spotify na última semana. No entanto, mesmo com mais de uma década de história, foi só nos últimos cinco anos que o gênero conseguiu vencer o preconceito dos sertanejos mais tradicionalistas e deixar de tocar apenas nos carros de som e chegar aos principais eventos do interior. Agora no g1 “É funk, mas não é funk” O eletrofunk mistura muitos elementos e, até quem trabalha com gênero, tem dificuldade de explicar suas características. “É um funk que não é funk, é funk mas não é funk. Tem mais da música eletrônica mesmo”, tenta resumir DJ Jiraya UAI. Porém, vale destacar que funk também é música eletrônica. A grande diferença fica nos elementos mais claros do que é considerado como música eletrônica tradicional, o “putz putz” que se ouve mais em raves do que em bailes de favela. Com letras que falam da vida no interior, o eletrofunk se tornou febre nas festas de rua e nos paredões de som ainda no início dos anos 2010, principalmente nos estados do Centro-Oeste. O ponto de virada Na virada da década, músicas como “Pipoco”, de Ana Castela com Melody, e “Ela Pirou na Dodge Ram”, de Luan Pereira com MC Ryan SP, colocaram o eletrofunk no repertório de dois dos principais artistas do gênero, furando uma bolha de nicho. Mas ainda faltava quebrar a barreira dentro do círculo dos rodeios e feiras, além de fazer com que artistas sertanejos mais conservadores entendessem a importância da nova geração. “Eu acho que, no começo, tinha muito artista que não gostava mesmo, muito por uma visão de que as letras eram ruins e tal. Ainda tem gente que vira o olho, mas a maioria viu que tem uma molecada boa, fazendo um trabalho muito legal”, comenta Luan Pereira. “Até entendo que o pessoal mais tradicional não queira ver em festa, mas o pessoal do eletrofunk tem muito respeito pelo sertanejo também. A maioria vem da roça também, sabe a importância das raízes.” Principalmente no pós-pandemia, as principais feiras agropecuárias e festivais de rodeio do país passaram a ter presença garantida de artistas cantando ou tocando eletrofunk no lineup, atraindo um público mais jovem e também intercalando novos ritmos sem abrir mão da ligação com o sertanejo. Para se ter uma ideia, este será o terceiro ano seguido do DJ Jiraya UAI na festa do Peão de Barretos. Ele dividirá o palco com Eduardo Costa e Paula Fernandes, Maria Cecília & Rodolfo, Kaique & Felipe. Tecnologia offline Um dos grandes diferenciais do eletrofunk é uma dinâmica de divulgação das músicas pela tecnologia dos pen drives. É por meio dos aparelhos que DJs e artistas divulgam seus trabalhos nas festas de rua. Não é como se plataformas como o Spotify e, principalmente, o YouTube, que oferece muitas playlists com remixes do gênero, não fossem importantes para o trabalho de conexão com o público. Mas os pen drives são mais populares pois funcionam 100% offline e são mais fáceis na hora da reprodução nos paredões de som que tocam nos eventos públicos. “A cultura do som automotivo é muito forte, a galera coloca os "sonzões" nas portas dos carros — eu mesmo tenho uma caminhonete lotada. E, tipo assim, a melhor qualidade para ouvir a música lá é no pen drive”, explica o DJ Brenno Paixão, um dos grandes nomes do eletrofunk. "Os caras já vão lá, baixam no YouTube e colocam no pen drive, porque tem muito carro de som em Goiás, no Paraná, no interior do Brasil em geral. A galera gosta de passar no pen drive e andar pela cidade tocando a melhor playlist." O “fator” MC Jacaré MC Jacaré – Sexta, 27/02 – Funk fecha a sexta com energia Divulgação Se o topo do Spotify, a principal plataforma de streaming do país, é dominado por sertanejo e funk, MC Jacaré conseguiu encontrar o meio do caminho e colocar o eletrofunk como destaque. Nascido e criado em Goiânia, ele viu no funk uma chance de viver de música. “Eu amo sertanejo, toco viola, toco violão, gosto demais de modão, mas produzir sertanejo é um investimento mais caro. Agora, no funk, por exemplo, eu tenho uma música que tem 100 milhões de visualizações e eu gravei a voz no celular. Além da facilidade de produzir, eu também gosto demais de funk. Hoje em dia não tem como você ir a uma festa e não tocar funk, né?”, contou ao g1, durante entrevista em 2022. O sucesso de Jacaré com canções de eletrofunk chamou a atenção de nomes do funk de São Paulo, caso de MC Ryan SP, com quem lançou músicas como “Posso Até Não Te Dar Flores”, sucesso do verão com centenas de milhões de plays nas plataformas de streaming. Porém, mesmo com o sucesso nacional, Jacaré não fez o movimento de se mudar para o eixo RJ-SP. Ele se manteve na sua cidade natal, abriu sua própria produtora (a Croco Hits) e se tornou referência de música na região. “Hoje, um artista pode viver de eletrofunk. Tem produtor focado no gênero, artista que só canta isso. Não é mais uma coisa de nicho, que a galera olha torto. E acredito que só vai crescer”, diz Jiraya UAI.

  23. Os serviços de emergência de Mônaco foram mobilizados perto do local de uma explosão em um prédio residencial em Mônaco, próximo à fronteira com a França, em 29 de junho de 2026. Foto por AFP O oligarca ucraniano Vadim Irmolaiev e outras duas pessoas ficaram feridos em Mônaco, na noite desta segunda-feira (29), na explosão de um "pacote-bomba", a primeira ação desse tipo no principado, indicaram as autoridades. A explosão ocorreu por volta das 21h (16h no horário de Brasília) em um prédio residencial, próximo à fronteira com a França. ✅ Clique aqui para seguir o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp O governo monegasco informou inicialmente sobre dois feridos em estado grave, um casal de 50 a 60 anos, e outro lesionado, um adolescente de 13 anos, sem revelar suas identidades. "Esta noite, pouco antes das 21h00, foi ouvida no Principado uma violenta explosão ligada a um pacote-bomba, não muito longe da Place des Moulins", publicaram as autoridades na rede social X. Uma fonte próxima ao caso assegurou à AFP, confirmando uma informação prévia da BFMTV, que o homem ferido é Irmolaiev, um oligarca ucraniano que reside em Mônaco. Agora no g1 Desde dezembro de 2023, o empresário está sujeito a sanções devido a uma decisão do Conselho Nacional de Segurança da Ucrânia promulgada pelo presidente Volodymyr Zelensky. Segundo vários veículos de imprensa, que citam os serviços de segurança ucranianos, essas sanções se devem à decisão do bilionário de continuar com suas atividades de comércio de álcool na península da Crimeia, sob ocupação russa. Por enquanto, a identidade das vítimas não foi confirmada por Mônaco, onde o procurador-geral, Stéphane Thibault, planejava conceder uma coletiva de imprensa nesta terça-feira, segundo o ministro de Estado (chefe de governo), Christophe Mirmand. Thibault disse à AFP que o artefato explosivo estava em uma bolsa ou pacote deixado por uma pessoa no saguão do edifício atingido, antes de sair do local. O jornal francês Le Figaro afirmou que imagens de câmeras de vigilância mostraram um homem largando uma mochila na entrada do prédio pouco antes da explosão. "É a primeira vez na história, que eu saiba, que ocorre um ato desse tipo no Principado", afirmou Mirmand. Denunciando "um crime atroz", o príncipe Albert II de Mônaco citou em um comunicado "um golpe para toda a comunidade monegasca" e reafirmou que "a segurança" do microestado europeu "sempre foi uma prioridade" e "continuará a sê-lo mais do que nunca, quaisquer que sejam as ameaças". As autoridades reforçaram as medidas de segurança no principado, já altamente protegido, anunciou o ministro Mirmand em uma breve aparição diante da imprensa nesta segunda. Os três feridos foram transferidos para a cidade francesa de Nice, a cerca de 20 km de Mônaco. A polícia procura pelo suspeito. Policiais de Mônaco patrulham as proximidades do local de uma explosão em um prédio residencial em Mônaco, perto da fronteira com a França, em 29 de junho de 2026. AFP

  24. Planta da Toyota do Brasil em Indaiatuba Toyota do Brasil / Arquivo Pessoal Após 28 anos em atividade e com cerca de 1,5 milhão de Corollas produzidos, a montadora da Toyota em Indaiatuba (SP) encerra as atividades na cidade nesta terça-feira (30). A planta atendia todo o mercado brasileiro. Com o fechamento da unidade, o modelo passará a ser montado em Sorocaba (SP). A previsão é que a nova fábrica sejá inaugurada em novembro deste ano, de acordo com a Toyota, e fique responsável pela produção de novos carros e de modelos com tecnologia híbrida. ➡ O último Corolla montado em Indaiatuba foi apresentado aos funcionários em uma cerimônia de despedida, no dia 20 de junho, com direito a desfile automotivo em um tapete vermelho - veja no vídeo abaixo. 📲 Participe do canal do g1 Campinas no WhatsApp Toyota produz último Corolla em fábrica de Indaiatuba após 28 anos Unidade em Indaiatuba Em 2024, o Sindicato dos Metalúrgicos de Campinas e Região chegou a um acordo com a montadora para a transferência de colaboradores ou adesão ao plano de demissão voluntária. A planta chegou a reunir 1,5 mil funcionários. A fábrica de Indaiatuba foi a segunda da Toyota no Brasil, instalada em 1998 e responsável por fabricar mais de 1 milhão de unidades do modelo Toyota Corolla. Segundo a montadora, na planta foram produzidos os primeiros modelos híbridos flex do mundo. Nova fábrica A inauguração da nova fábrica em Sorocaba faz parte do plano de investimentos de R$ 11 bilhões da Toyota no Brasil, previsto para ser executado até 2030. De acordo com a empresa, o início das atividades da nova fábrica deve gerar cerca de 2 mil empregos. VÍDEOS: Tudo sobre Campinas e região

  25. Usina verde transforma alimentos desperdiçados em adubo Poluição, fome, aumento dos preços e prejuízos financeiros: o enorme desperdício de alimentos mundo afora causa impactos sobre a economia, o meio ambiente e a população. Cerca de 1 bilhão de toneladas de alimentos são jogadas fora por ano, segundo o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma). 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 ️➡️ Esta reportagem faz parte do sexto episódio da série "PF: Prato do Futuro", onde o g1 mostra soluções para desafios da produção de alimentos no Brasil. Na lavoura, falhas de planejamento e manejo podem fazer plantações se perderem e gerar excesso de oferta. Nos supermercados e feiras, muitos produtos acabam descartados porque não atendem ao padrão estético exigido pelos consumidores. O desperdício também causa prejuízos ao meio ambiente. Isso porque, ao se decompor, o alimento gera gases de efeito estufa, como o metano. Ele também produz chorume, que contamina o lençol freático. Estima-se que os alimentos descartados em aterros gerem entre 8% e 10% das emissões globais de gases de efeito estufa, segundo o Pnuma. ENTENDA: Por que há tanto desperdício de alimentos, enquanto milhões passam fome no Brasil Para mitigar a questão, surgem iniciativas que buscam combater cada um desses problemas. Uma das formas de fazer isso é usar a compostagem para que alimentos estragados retornem à terra de forma sustentável, fechando um ciclo de reaproveitamento sem causar impactos ao meio ambiente. O g1 visitou a Usina Verde de Campinas, em São Paulo, que recebe todos os alimentos que estragam na Ceasa da cidade, diminuindo a necessidade de lixões. (Veja no vídeo no início da reportagem). O fertilizante produzido é usado em hortas urbanas, canteiros e parques da cidade, ajudando a reduzir esse tipo de custo de manutenção. O que acontece com a comida que sobra? Conheça projetos que reduzem desperdício, fome, poluição e prejuízos no agro O g1 também visitou outras duas iniciativas de combate ao desperdício. Confira abaixo. Combate ao desperdício e à fome Como combater o desperdício de alimentos pode ajudar a reduzir fome Em meio aos altos índices de desperdício de alimentos, o Brasil tem quase 7 milhões de pessoas passando fome e 18,9 milhões de famílias ainda enfrentam algum grau de insegurança alimentar, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). São famílias que até conseguem acessar comida, mas muitas vezes não conseguem comprar alimentos frescos, como frutas, legumes e verduras. Uma das soluções para mitigar os dois problemas são os bancos de alimentos. Neles, excedentes da produção e sobras do varejo são distribuídos a pessoas em situação de vulnerabilidade. Desde 2023, o governo investiu R$ 25 milhões na modernização desses bancos, segundo o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome. Esses bancos podem ser criados por empresas privadas, pela sociedade civil organizada ou por governos estaduais. Já o governo federal fica responsável por regulamentar o funcionamento deles, explica Patrícia Chaves Gentil, diretora do Departamento de Promoção da Alimentação Adequada e Saudável do ministério. Os bancos podem dar suporte a projetos como o Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae) e a entidades sociais, como cozinhas solidárias. Segundo o Pacto Contra a Fome, apenas 1% das pessoas em situação de insegurança alimentar recebem alimentos redistribuídos. “Isso não resolve a fome, mas é uma ferramenta muito importante de alívio emergencial de uma crise que nós vivemos todos os dias, de as pessoas não terem o que comer”, afirma Maria Siqueira, cofundadora e diretora-executiva do Pacto Contra a Fome. O g1 visitou dois bancos de alimentos e acompanhou o dia a dia de trabalho deles: o Instituto de Solidariedade para Programas de Alimentação (ISA), de Campinas (SP), e o Sesc Mesa Brasil, que atua em todo o país e é o maior banco de alimentos privado da América Latina. (Confira no vídeo acima). Tanto o ISA quanto o Sesc Mesa Brasil fazem parcerias com comerciantes. O primeiro funciona dentro da Ceasa de Campinas e é mantido pelos permissionários. Já o segundo faz também coleta em supermercados e até mesmo em lavouras. Em ambos os casos, os produtos passam por uma triagem antes da redistribuição, para garantir que apenas produtos de qualidade cheguem às ONGs. Além de distribuir alimentos, as instituições também oferecem cursos profissionalizantes em parceria com outras organizações. No caso do ISA, os alimentos que não servem para consumo humano, mas ainda não estão estragados, são doados para pequenas propriedades rurais alimentarem seus animais. Os alimentos estragados são enviados para a Usina Verde de Campinas, onde passam por compostagem. Saiba também: Como a chegada da internet mudou a vida de agricultores em 4 anos Como minimizar perdas Da lavoura ao suco: como diminuir perdas no campo Tudo aquilo que é descartado ao longo da produção, da lavoura ao comércio, é chamado de perda. Além do desperdício de alimentos, isso também gera prejuízo financeiro para os produtores. As perdas podem ser evitadas com técnicas adequadas. É o caso do produtor Emílio Cesar Favero, sócio e diretor da Alfacitrus, que cultiva cítricos como laranja, limão e tangerina. O g1 visitou a fazenda dele em Santa Maria da Serra (SP) e a indústria em Engenheiro Coelho (SP). (Veja no vídeo acima). Uma das técnicas usadas é a colheita manual com monitoramento para identificar o momento certo da retirada das frutas. Assim, é possível evitar que elas estraguem no pé. A colheita manual também previne danos às frutas e ajuda a aumentar sua durabilidade. Além disso, os produtos são transportados em caixas plásticas, que oferecem menos risco de contaminação do que as de madeira. Na indústria, a estratégia é aproveitar o máximo possível das frutas. As que atendem ao padrão para venda in natura são higienizadas e recebem uma camada de cera para aumentar a durabilidade. Já as que não têm o tamanho ideal ou apresentam manchas, mas estão em perfeitas condições de consumo, são enviadas para o preparo de suco. As frutas estragadas vão para a compostagem e depois retornam à lavoura como adubo. Essa triagem é feita em diversas etapas, com análise humana e também por inteligência artificial. O sistema tira cerca de 30 fotos de cada fruta para avaliar suas condições e definir seu destino.. Segundo Favero, os principais fatores que ainda causam perdas são pragas, doenças e problemas climáticos, como geadas e secas. Ele afirma que as pragas exigem manejo constante e que o clima pode surpreender os produtores. Leia também: Como calor e seca afetam alimentos e já deixam o café mais caro Créditos deste episódio da série 'PF: prato do futuro' Coordenação editorial: Raphael Martins Edição e finalização de vídeos: Cadu Lando Narração: Vivian Souza Reportagem: Vivian Souza Produção: Vivian Souza Roteiro: Vivian Souza Coordenação de vídeo: Tatiana Caldas e Mariana Mendicelli Coordenação de arte: Julio Dubiella Ilustração e infografia: Bruna Azevedo Fotografia: Cadu Lando e Kaique Mattos Motion Design: Thalita Ferraz

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