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G1 GLOBO (Tudo Diário)

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  1. Céu estrelado em Madalena Igor Borgo Imagine olhar para o céu noturno e ver uma estrela repentinamente explodir em um clarão de luz mais brilhante do que qualquer outra coisa nas proximidades. Um clarão tão brilhante que ofusca brevemente uma galáxia inteira antes de desaparecer para sempre. Esse destino violento é raro: menos de 1% das estrelas. São estrelas com uma massa aproximadamente oito vezes ou mais que a do Sol. Essas explosões cósmicas, conhecidas como supernovas, naturalmente fascinam os astrônomos há séculos. Em 1572, por exemplo, o astrônomo dinamarquês Tycho Brahe observou uma explosão de supernova tão brilhante que pôde ser vista a olho nu por dois anos. Mas o que podemos ver com nossos olhos, ou mesmo com telescópios potentes, quando essas estrelas morrem é apenas uma pequena parte da história. Isso porque a maior parte da energia de uma supernova é transportada por neutrinos, partículas quase invisíveis frequentemente chamadas de “partículas fantasmas” porque atravessam quase tudo em seu caminho. Os cientistas, porém, finalmente estão prestes a ver esses mensageiros cósmicos fantasmagóricos. Com a ajuda de um telescópio extremamente poderoso enterrado nas profundezas do subsolo no Japão, os astrônomos serão capazes de vislumbrar esses “fantasmas” estelares – e com eles os remanescentes de explosões de estrelas que morreram há 10 bilhões de anos. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Partículas de antes do tempo E há uma chance muito boa de que os cientistas possam finalmente ver essas partículas fantasmas ainda este ano. Isso se deve em grande parte à atualização do observatório Super-Kamiokande do Japão, que aumentou significativamente sua capacidade de detectar neutrinos de supernovas. Para mim, como astrofísico de partículas, essa provavelmente seria uma das conquistas científicas mais emocionantes da minha vida. Na verdade, isso significa que poderemos ver partículas que foram produzidas antes mesmo de a Terra existir, já que o telescópio agora é sensível o suficiente para captar o fraco “brilho” de todas as estrelas em explosão no Universo. Tudo isso é possível porque os neutrinos quase nunca interagem com qualquer coisa. Eles não têm carga elétrica. Portanto, podem viajar pelo espaço — e até mesmo por planetas inteiros — sem serem absorvidos ou espalhados, de modo que quase nada pode detê-los. Na verdade, bilhões dessas partículas fantasmagóricas estão passando pelo seu corpo a cada segundo — e você nem percebe —, e algumas delas viajam há mais de 10 bilhões de anos para chegar até aqui. Quando uma estrela morre Grandes ideias levam a grandes questões, e uma das questões que os astrofísicos estão tentando descobrir é o que resta após a explosão de uma estrela. O núcleo em colapso se torna um buraco negro? Ou forma um tipo diferente de estrela conhecido como estrela de nêutrons, que então esfria lentamente com o tempo? Uma estrela de nêutrons é um objeto incrivelmente denso, com apenas cerca de 20 quilômetros de diâmetro, aproximadamente o tamanho de uma grande cidade ou o comprimento de Manhattan. Se os cientistas conseguirem detectar o sinal combinado de todas as supernovas que já ocorreram, isso nos deixaria mais perto de responder a essas perguntas. Também nos permitiria estudar a morte das estrelas ao longo de toda a história do Universo, usando partículas que viajam em nossa direção há bilhões de anos sem nunca parar. As supernovas são raras em nossa galáxia, ocorrendo apenas uma vez a cada poucas décadas. Mas, em todo o Universo, uma estrela maciça explode em uma supernova aproximadamente uma vez por segundo. Quando explodem, elas liberam uma energia enorme: apenas cerca de 1% é luz visível, enquanto 99% escapa na forma de neutrinos. Embora esses neutrinos sejam quase invisíveis, eles carregam a história de todas as estrelas que já explodiram — e agora, pela primeira vez, seremos capazes de capturá-los. Portanto, se 2026 realmente trouxer a primeira detecção clara, isso marcará uma nova era na astronomia. Pela primeira vez, não observaremos apenas as explosões brilhantes de estrelas próximas, mas a história coletiva de todas as estrelas maciças que já viveram e morreram. E tudo começa com um telescópio enterrado nas profundezas do solo no Japão, observando pacientemente o brilho fraco e fantasmagórico das explosões mais antigas do Universo. *Pablo Martinez Mirave é pesquisador de Pós-Doutorado em Física Teórica de Altas Energias, Astropartículas e Gravitacional na Universidade de Copenhague. **Esta reportagem foi publicada originalmente no site da The Conversation Brasil.

  2. Consultora de RH dá dicas de como ter uma imagem confiável dentro do mercado de trabalho A Agência de Trabalho de Pernambuco divulgou as vagas de emprego disponibilizadas para o município de Petrolina, Salgueiro e Araripina, no Sertão de Pernambuco, nesta segunda-feira (16). As oportunidades são atualizadas diariamente pelo g1 Petrolina. Os interessados nas oportunidades podem entrar em contato com a Sedepe através da internet. O atendimento em Petrolina é na Agência de Trabalho, que funciona no Expresso Cidadão. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Concursos no WhatsApp. 📱:Baixe o app do g1 para ver notícias de Petrolina e Região em tempo real e de graça As vagas são disponibilizadas diariamente pela Agência do Trabalho de Pernambuco. Reprodução Associação Nacional dos Servidores Públicos, de Previdência e da Seguridade Social (Anasps) Leia também: Agência do Trabalho em Petrolina funciona no Expresso Cidadão Petrolina Contato: (87) 3866 - 6540 e (87) 9 9180-4065 Vagas disponíveis Salgueiro Contato: (87) 3871 - 8467 Vagas Disponíveis Araripina Contato: (87) 3873 - 8381 Vagas disponíveis Vídeos: mais assistidos do Sertão de PE

  3. Lázaro Ramos vive 1º vilão em novela: 'É para ser odiado, para ninguém torcer por ele’ Conhecido por papéis carismáticos e bem-humorados, Lázaro Ramos estreia como vilão em novelas em A Nobreza do Amor. Na trama, ele interpreta Jendal, um personagem manipulador e ambicioso inspirado em Iago, de Otelo, de William Shakespeare. “Ele é manipulador, tirano. Para um ator, é maravilhoso fazer um personagem com tantas camadas”, afirma. Curiosamente, o convite para o papel partiu do próprio ator: após ler os primeiros capítulos da novela, escrita por seu primo, Elisio Lopes Jr., Ramos se encantou pela história e pediu para interpretar o antagonista antes mesmo de perceber que se tratava de um vilão. “Eu devorei os seis primeiros capítulos e falei: ‘Eu não só gostei como eu quero fazer. Por favor, me chama’. Depois que eu me toquei que era vilão — e que eu nunca tinha feito um — percebi também que nunca tinha sonhado em interpretar um. Acho que foi o personagem que me convocou”, conta. Bastidores da novela 'A Nobreza do Amor' Estevam Avellar/Globo 'Chance de criar uma coisa única' Com mais de 30 anos de carreira, Lázaro Ramos diz que Jendal tem lhe dado o entusiasmo de quem está começando. “Eu estou estudando como se fossem minhas primeiras peças. Acho isso tão lindo. Depois de tanto tempo, resgatar essa paixão pela carpintaria da profissão”, diz. Para moldar o seu vilão, ele se dedicou a estudar materiais específicos, com personagens marcantes da Globo, além de chamar um diretor de teatro para ajudá-lo nessa construção. "Fui reler o Otelo e a partir daí me deu um clique. Depois disso, eu mergulhei no texto. Entendi que tinha várias diferenças desses universos que podem inspirar. A gente tinha a chance de criar uma coisa única”, explica. A diferença de postura do personagem de Lázaro como primeiro-ministro do reino fictício de Batanga e após dar um golpe de Estado será perceptível. “Na primeira fase, é uma fase mais silenciosa, mais manipulador. Depois, quando ele fica com o poder nas mãos, se torna um tirano”. ‘A Nobreza do Amor’: Jendal (Lázaro Ramos) e sua filha Kênia (Nikolly Fernandes). Globo/ Estevam Avellar Grande antagonista Tudo piora com a rejeição da princesa Alika, prometida a Jendal ainda criança. “Ele vira um bárbaro. A partir disso, ele diz, já que eu estou sofrendo, todo mundo vai sofrer também. Ele faz de tudo: joga gente no poço das serpentes, manda saquear um navio inteiro”, conta. Apesar das diferentes camadas do personagem, Lázaro Ramos reconhece que a função de Jendal na história é clara: ser o grande antagonista. “Em tese, é para ele ser odiado. É para ninguém torcer por ele. As atitudes dele são todas reprováveis”, diz o ator. Diferente de seus outros trabalhos, em que costuma ser piadista e descontraído, Lázaro adotou uma postura mais austera nos bastidores. “Nos primeiros meses de gravação, eu entendi que precisava de uma concentração diferente. Então criei uma certa cerimônia, um jeito específico de chegar ao set. Em cena, não interagia muito com as pessoas”, conta. Até durante a gravação da chamada da novela, ele mudou de postura assim que vestiu o figurino do personagem. “Eu coloquei a roupa e naturalmente cheguei calado. No set, eu não falei nada. Ficou um clima pesadíssimo. E as pessoas começaram a me chamar de Jendal e a pedir licença”, lembra, rindo. Mesmo sem nunca ter planejado interpretar um antagonista, Lázaro Ramos diz que tem se divertido com a nova experiência. “Eu nunca tinha sonhado em fazer vilão, mas estou adorando”, afirma. “Se depender de mim, personagens controversos assim vão aparecer mais e mais.” ‘A Nobreza do Amor’: Lázaro Ramos interpreta Jendal Globo/ Estevam Avellar

  4. Emprego novo: Como fazer um bom currículo usando IA O Ceará tem oportunidades com inscrições abertas no mercado de trabalho e nas seleções públicas, nesta segunda-feira (16). Concursos, processos seletivos e vagas de emprego integram lista compilada pelo g1, incluindo áreas diferentes e níveis diversos de escolaridade exigidos dos candidatos. As seleções incluem editais para prefeituras e instituições públicas, com oportunidades temporárias e efetivas. No setor privado, a lista inclui empresas com processos seletivos ativos. Clique aqui para seguir o canal do g1 Ceará no WhatsApp Os interessados devem ficar atentos aos prazos, critérios de participação e documentação exigida, que variam conforme cada vaga ou seleção. As inscrições, em sua maioria, são realizadas de forma online, por meio de sites oficiais, plataformas de recrutamento ou páginas das próprias instituições. 🗂️ Confira as oportunidades: Escola de Saúde Pública do Ceará A Escola de Saúde Pública do Ceará (ESP-CE) está com inscrições abertas para um novo processo seletivo da Residência em Área Profissional da Saúde (Uniprofissional e Multiprofissional – Resmulti). Ao todo, são ofertadas cinco vagas em três programas formativos. Um dos destaques do edital é o programa de Controle de Vetores e Entomologia Médica, considerado pioneiro no Brasil. Podem participar da seleção profissionais que tenham participado da última edição do Exame Nacional de Residência (Enare) e que sejam graduados em Enfermagem, Medicina Veterinária, Ciências Biológicas ou Fonoaudiologia. O prazo para credenciamento segue até as 12h da próxima quarta-feira (18). As inscrições devem ser feitas por meio de formulário digital, disponibilizado pela Escola de Saúde Pública. ➡️ Confira o edital Prefeitura de Morada Nova A Prefeitura de Morada Nova publicou editais de concurso público com inscrições abertas até o dia 1º de abril, por meio do site do Instituto Consulpam. Confira os principais cargos: Educação: Professores de Educação Infantil, Fundamental I e especialistas (Português, Matemática, Ciências, Artes, Música, etc.); Saúde: Psicólogo, Assistente Social, Fonoaudiólogo, Terapeuta Ocupacional, Psicopedagogo e Técnico em Saúde Bucal; Administrativo/Serviços: Fiscal e Analista Ambiental, Merendeira e Auxiliar de Serviços Gerais. ➡️ Confira os editais Prefeitura de Monsenhor Tabosa A Prefeitura de Monsenhor Tabosa publicou dois editais de concurso público para procuradores e cargos gerais. As inscrições devem ser realizadas exclusivamente via internet, através do site do Instituto Consulpam, até o dia 27 de março. Edital para cargos gerais: Oferece 18 vagas imediatas mais formação de cadastro de reserva para diversos cargos. Os salários iniciais variam de R$ 2.250 a R$ 3.150. (Leia o edital completo clicando aqui) Edital para procuradores: Disponibiliza 3 vagas imediatas (01 para Procurador Autárquico e 02 para Procurador Municipal). O salário é de R$ 3.150,00 com jornada de 30 horas semanais. (Leia o edital completo clicando aqui) Programa de Jovens Talentos 2026 - Prefeitura de Fortaleza A Prefeitura de Fortaleza, em parceria com o CIEE, abriu inscrições para o Programa de Jovens Talentos 2026, que oferece vagas de estágio para estudantes do ensino médio, técnico e superior na administração pública municipal. As inscrições são gratuitas, seguem abertas até 31 de dezembro de 2026 e devem ser feitas exclusivamente pelo portal do CIEE. Os estagiários recebem bolsa-auxílio de R$ 750 (ensino superior), R$ 550 (técnico) e R$ 450 (ensino médio), além de auxílio-transporte. A carga horária é de 4 horas diárias. Para participar, é preciso ter pelo menos 16 anos e estar regularmente matriculado em instituição reconhecida pelo MEC. Saiba mais: Programa abre vagas de estágio para estudantes dos níveis médio, técnico e superior em Fortaleza Concurso para o IFCE O Instituto Federal do Ceará (IFCE) está com dois editais abertos com diversas vagas para cargos de nível médio, técnico e superior. As inscrições seguem até o dia 20 de março. Das 274 vagas ofertadas, são: 169 para professores 105 para técnicos-administrativos ➡️ Confira os editais Concurso para a Unilab A Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (Unilab) está com um edital aberto para a contratação de 8 docentes. As inscrições seguem até o dia 31 de março. ➡️ Confira o edital Veja as vagas abertas no Ceará. Divulgação Concurso para Prefeitura de Jati O governo municipal de Jati, no Cariri do Ceará, está com edital para 98 servidores, além da formação de cadastro de reserva. Os salários podem chegar a R$ 8.134,19. As inscrições seguem até o dia 27 de março. As vagas são para nível fundamental, médio, técnico e superior. ➡️ Confira o edital Sine de Fortaleza O Sine Municipal de Fortaleza está ofertando 2.851 vagas de emprego entre os dias 16 a 20 de março. As oportunidades estão distribuídas em 222 profissões e foram captadas junto a 240 empresas. Segundo a Prefeitura de Fortaleza, as vagas são atualizadas diariamente e podem sofrer alterações conforme o preenchimento. Entre as profissões com maior número de vagas ofertadas estão: Operador de teleatendimento híbrido (telemarketing) – 500 vagas Teleoperador – 330 vagas Operador de telemarketing ativo e receptivo – 152 vagas Repositor de mercadorias – 90 vagas Pedreiro – 85 vagas Ajudante de carga e descarga de mercadoria – 80 vagas Auxiliar de linha de produção – 66 vagas Servente de obras – 64 vagas Auxiliar de cozinha – 58 vagas Auxiliar de limpeza – 57 vagas Presencialmente, o trabalhador pode buscar atendimento em uma das unidades do Sine Municipal, de segunda a sexta-feira, das 8h às 12h e das 13h às 17h: Sine Parquelândia – Rua Dom Lino, 546 Sine Siqueira – Av. Augusto dos Anjos, 2466 Sine Aldeota – Av. Santos Dumont, 2500 – Sala 17 (entrada pela Rua Tibúrcio Cavalcante) Sine Messejana – Rua Santa Clara de Assis, 580 Sine Maraponga – Rua Francisco Glicério, 290 Telefones e WhatsApp: Fixo: (85) 3771-6644 WhatsApp: (85) 99248-2066 E-mail: sinemunicipal@sde.fortaleza.ce.gov.br Confira os processo seletivos presenciais: Vagas Sine Municipal Assista aos vídeos mais vistos do Ceará:

  5. Unesp publicou manual com regras sobre o uso de IA Arquivo Pessoal Não adianta fingir que a inteligência artificial não existe, concluíram reitores e professores do ensino superior. Eles perceberam que qualquer tentativa de proibir 100% o uso de ferramentas como ChatGPT e Gemini pelos alunos seria em vão. Mas como garantir que esse tipo de tecnologia não vá prejudicar a formação dos jovens nem distorcer os resultados de avaliações? 📈Contexto: O Conselho Nacional de Educação (CNE) está discutindo um parecer que criará diretrizes nacionais para o emprego da IA na educação pública e privada, abrangendo todas as etapas de ensino. Até a última atualização desta reportagem, nesta segunda-feira (16), o texto ainda estava em aberto, aguardando as últimas recomendações do Ministério da Educação (MEC). Nos próximos dias, deve ser votado pelos conselheiros e encaminhado para consulta pública. Enquanto essa resolução não é finalizada, universidades públicas brasileiras optaram por elaborar e publicar seus próprios “manuais” com regras e recomendações sobre o uso de inteligência artificial no contexto acadêmico. Na última semana, por exemplo, a Universidade Estadual Paulista (Unesp) divulgou um guia para os alunos e os docentes da graduação, classificando as práticas em três categorias: ✅❌PODE Traduzir textos, parafrasear parágrafos, elaborar resumos e obter explicações adicionais; Revisar textos produzidos (gramática e ortografia); Criar esboços, roteiros, cronogramas e mapas mentais; Gerar imagens, vídeos e animações, compor músicas, criar apresentações e desenvolver jogos educativos; Traduzir textos para fins de pesquisa, desde que a tradução seja cuidadosamente revisada e validada. ❌NÃO PODE Submeter trabalhos gerados por IA como se fossem produções originais sem declaração explícita; Praticar plágio, deixando de citar adequadamente obras que a IA pode ter incluído nos resultados; Utilizar IA em provas, testes e avaliações sem autorização expressa do docente; Compartilhar informações confidenciais ou protegidas por direitos autorais; Produzir desinformação (deepfakes) ou simular resultados experimentais sem explicitar o uso da ferramenta. 😑DEPENDE: Gerar partes específicas de trabalhos (a permissão varia de acordo com a disciplina e as diretrizes do professor); Fazer tarefas em grupo (as diretrizes devem ser explicadas pelo docente e combinadas com transparência entre todos os integrantes da equipe). “Em um trabalho de conclusão de curso, o que nós esperamos é que o aluno não utilize de forma integral a inteligência artificial para a construção do seu texto. Ela não pode fazer a pesquisa por ele ou escrever por ele, mas pode corrigir erros gramaticais ou ajudar a encontrar referências”, explica Denis Salvadeo, professor da Unesp e um dos autores do guia. Em dezembro de 2025, a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) aprovou um documento com regras específicas para a pós-graduação. “A comunidade, tanto alunos quanto professores, não tinha uma orientação do que poderia ser feito. Até onde poderia usar IA em um trabalho ou uma pesquisa?”, afirma Luiz Leduíno de Salles Neto, docente do Instituto de Ciência e Tecnologia da Universidade Federal de São Paulo (ICT/Unifesp). “Agora, nossas diretrizes estabelecem que deve haver transparência: o autor deve indicar onde ele usou inteligência artificial. E aí, vai caber aos pares [outros pesquisadores da área], aos avaliadores e aos professores analisarem se o uso é adequado ou não.” Tudo documentado e combinado com o professor UFBA lançou guia com orientações sobre uso de IA por alunos e professores Reprodução Na Universidade Federal da Bahia (UFBA), o chamado “Guia para Uso Ético e Responsável da Inteligência Artificial Generativa” destaca a importância de o professor de cada disciplina estipular o que é permitido em determinada atividade. O docente pode exigir, por exemplo, que o estudante descreva: a ferramenta de IA utilizada em um trabalho; o prompt (comando) enviado e a resposta obtida. “Se você simplesmente dá um comando, recebe um texto de volta e entrega esse texto, as habilidades de raciocínio, de acúmulo, de ligação de ideias e de síntese não são desenvolvidas. Foi só a máquina. Você entrega a atividade, mas não desenvolve a aprendizagem”, diz Adriano Peixoto, professor e membro da comissão de IA da UFBA. “Para a universidade, o que a gente quer é justamente que o aluno aprenda, que ele desenvolva um senso crítico. Por isso, é importante exigir que ele explique por que usou a IA, qual foi o padrão de interação e qual a interpretação feita sobre a resposta.” Na resolução sobre IA na pesquisa e na pós-graduação, a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) também deixa claro: “É obrigatória a inclusão de uma declaração explícita sobre o uso de IAG [inteligência artificial generativa] em todos os documentos finais submetidos à avaliação na Unifesp ou encaminhados para publicação.” IA como assistente, não como ‘titular’ Em geral, o objetivo central das universidades é reforçar que a IA deve servir como uma “assistente”, sem jamais dispensar a supervisão humana. “A tecnologia deve ser usada para apoiar, complementar e potencializar as capacidades humanas, e não para substituí-las indiscriminadamente”, afirma o guia da Unifesp. Márcia Azevedo Coelho, pesquisadora de IA na Universidade de São Paulo (USP), ressalta que a principal preocupação com o uso indiscriminado dessas ferramentas é aceitar as respostas sem nenhum senso crítico, mas se fossem necessariamente imparciais. “As universidades precisam preparar os alunos e os professores para que eles entendam como cada sistema funciona e quais as estruturas culturais por trás deles. Não são máquinas neutras; elas têm determinada visão de mundo”, diz. “E estar no ensino superior é querer contribuir para alguma área. Se quero contribuir, preciso estar ali como pessoa, refletindo sobre determinado assunto, colocando minha marca, fazendo minhas conexões. O ChatGPT não dá conta disso”, diz. Como descobrir? Punir ou não punir? A Universidade Federal do Ceará (UFC), em portaria publicada em setembro de 2025, segue a mesma linha das demais citadas nesta reportagem: proíbe, por exemplo, que a IA sirva para “redigir seções substantivas do trabalho [de pesquisa] (métodos inéditos, testagens, resultados, discussão e conclusões)” ou “inserir referências não verificadas”. Um dos artigos estipula que os trabalhos de pós-graduação devem ser submetidos a sistemas como o Turnitin, criado para detectar o uso de IA em um texto. Mas, segundo especialistas ouvidos pelo g1, esse tipo de ferramenta não é 100% confiável. “Não existem recursos que garantam que a pessoa usou IA. Eles costumam dar 'falso positivo'. O ideal é que haja um protocolo de transparência entre professores e alunos, seguindo preceitos éticos”, afirma Tadeu da Ponte, pesquisador e especialista em inteligência artificial aplicada. Os únicos casos em que seria mais simples, por esses softwares, provar que a IA foi usada de maneira indevida são: plágio tradicional, quando há cópia quase integral de um texto, sem a devida menção aos autores; uso de referências falsas — o ChatGPT pode, por exemplo, “inventar” fontes e mencionar obras ou artigos científicos que sequer existem. “Sempre deve haver uma revisão humana”, diz Ponte. Não basta criar regras Tadeu da Ponte reforça que só guias ou manuais não bastarão: podem apontar diretrizes, mas devem ser acompanhados de uma mudança na cultura acadêmica. “A mentalidade precisa ser outra. Não dá mais para pensar que um aluno usa IA porque é preguiçoso. As ferramentas podem ser um recurso poderoso para o estudante e para os professores”, diz. “Não faria sentido pedir para alguém ir de São Paulo até Sorocaba, no interior, usando um mapa impresso, se temos hoje o Waze. É preciso mais do que proibir um recurso que já existe: é momento de pensar em como ele deve ser empregado de forma adequada para a aprendizagem.” É aí que entra a importância do letramento digital em IA, como explica a professora Márcia, da USP. “Precisamos ensinar não só os alunos, mas também os professores, a como usar essas ferramentas. Não faz mais sentido aplicar determinadas avaliações”, afirma. “Se for uma prova individual, tem de ser presencial, na sala de aula. Se for um seminário, mesmo que o aluno use IA para pesquisar, podemos exigir que ele apresente o que aprendeu para a sala ou associe algo a seu cotidiano. São formas de garantir o desenvolvimento de certas competências.” Tadeu da Ponte dá mais uma sugestão para a IA no ensino superior: exercícios de simulação de práticas profissionais. Em um curso de jornalismo, poderia haver um exercício de simulação de entrevista, em que o bot (“robô”) representaria um especialista. O aluno enviaria uma pergunta por vez a esse “entrevistado” e reagiria às respostas, como em um diálogo escrito. O professor da faculdade, nessa atividade, avaliaria justamente a conversa entre o estudante e a IA. “Seria uma forma de avaliar um número maior de alunos e conseguir dar devolutivas mais detalhadas. Simulações assim podem ser mais interessantes do que um formato antigo de prova”, diz. Pedagoga explica sobre o uso de inteligência artificial nas escolas

  6. Menos da metade dos alunos da rede pública no PR se sentem acolhidos por adultos na escola Apenas 36% dos estudantes dos 8º e 9º anos de escolas municipais e estaduais do Paraná se sentem acolhidos pelos adultos, conforme uma pesquisa do Ministério da Educação (MEC). Entre os estudantes dos 6º e 7º anos, 54% sentem que os adultos os acolhem na escola. Com o objetivo de entender qual o significado da escola para os adolescentes, a pesquisa ouviu 2,3 milhões de estudantes dos anos finais do ensino fundamental de escolas municipais e estaduais do Brasil inteiro. Desse total, 150.623 eram estudantes do Paraná. ✅ Siga o canal do g1 PR no WhatsApp Ao contrário de outras pesquisas educacionais, que geralmente avaliam critérios técnicos como o grau de conhecimento dos alunos nas disciplinas, a pesquisa apostou em uma abordagem socioemocional da relação dos estudantes com a escola em busca de soluções para a construção da "escola do futuro". "O desempenho educacional não vem sozinho. A escola precisa de todo esse apoio para que ela seja cada vez mais esse lugar de encontro, de vínculo, de desenvolvimento, de acolhimento, de pertencimento e de espaço onde os estudantes exercem empatia e criatividade", detalha Patricia Mota Guedes, superintendente do Itaú Social, que prestou apoio técnico para o desenvolvido da pesquisa. À nível nacional, enquanto 58% dos matriculados nos 6º e 7º anos concordam que são acolhidos por pessoas adultas, apenas 45% compartilham dessa percepção, entre o 8º e o 9º anos. Segundo Gabriel Maia Salgado, gerente de Educação do Instituto Alana, o caminho para a construção de uma escola verdadeiramente acolhedora, que entenda as particularidades da adolescência, depende de soluções integradas e multifatoriais, que envolvem pais, alunos, professores e a própria comunidade. "A gente precisa se perguntar: temos coragem de escutar as crianças e adolescentes? Se a gente pensar que crianças e adolescentes representam um terço da nossa população, e que elas não são escutadas, a gente está, como sociedade, perdendo uma grande oportunidade de construir com eles outros mundos, outras soluções para os problemas que a gente vem enfrentando amplamente", defende. Menos da metade dos alunos da rede pública no Paraná se sentem acolhidos por adultos na escola Roberto Dziura Jr/AEN Para ele, o acolhimento dos estudantes integra as três dimensões fundamentais ao se pensar o direito à educação hoje: acesso, qualidade e permanência. "Quando a gente olha para a permanência, a gente precisa pensar não só no tratamento com esses estudantes, mas também nas pessoas que dialogam e convivem com eles diariamente. Se a gente escuta que muitas vezes os estudantes têm sim um adulto de referência dentro da escola, mas que eles não se sentem completamente acolhidos, a gente precisa fortalecer os espaços de convivência, ampliar projetos em que eles possam trazer as suas inquietações, vontades, desejos, habilidades, saberes, culturas, conhecimentos." A baixa percepção dos adolescentes neste sentido pode, naturalmente, refletir uma postura mais crítica e questionadora da própria faixa etária, como aponta o psicólogo e professor da Uninter, Cassio Gonçalves de Azevedo. "É comum da adolescência esse questionamento dos padrões anteriores, dos pais, dos modelos que eles têm. Então eles precisam estabelecer novos modelos de identificação", explica. Ao mesmo tempo que afirmaram que não se sentem acolhidos, os estudantes apontaram na pesquisa como reconhecem a escola como um espaço importante de socialização. Entre os paranaenses matriculados nos 6º e 7º anos, 85% afirmou terem amigos com quem gostam de estar. Compartilharam da mesma percepção 83% dos estudantes dos 8º e 9º anos. "A gente costuma pensar muito na escola como essa coisa das grades, das disciplinas, e acaba esquecendo a dimensão experiencial, a vivência da escola, a socialização, o processo de troca, de relação. A escola continua sendo vista pelos jovens como um espaço privilegiado, porque existem jovens lá dentro, porque eles estão lá ocupando aquele espaço. É ocupar esse espaço como protagonista", detalha Azevedo. LEIA MAIS SOBRE EDUCAÇÃO NO PARANÁ: 'Batalhar por mim e pelos outros também': Jovem com doença rara passa em Direito na UFPR e luta pela inclusão de pessoas com deficiência Acolhimento: Crescimento de crianças migrantes em Curitiba incentiva adaptação da rede escolar para educação multicultural e acolhimento familiar Perspectiva: O policial que virou professor após presenciar violência contra educadores em 1988 e protestou ao lado deles em 2015 Desvalorização e desrespeito a professores na equação Escola cumpre papel importante na formação cidadã das crianças e adolescentes São minoria também os estudantes paranaenses que acreditam que os alunos respeitam e valorizam os professores. Entre os matriculados nos 6º e 7º anos, 36% têm essa percepção, contra 21% dos estudantes dos 8º e 9º anos. Nacionalmente, os resultados foram 39% e 26%, respectivamente. "A gente precisa reconhecer esses meninos e meninas na sua diversidade e pensar com eles as melhores alternativas para que esse vínculo se restabeleça quando ele estiver perdido", defende Salgado. O processo para pensar uma escola realmente acolhedora passa, também, pelo cuidado de quem cuida dos estudantes e, neste contexto, com atenção especial aos educadores. O professor João Campos, da Campanha Nacional Pelo Direito à Educação, aponta a precarização das condições de trabalho no campo da educação como um dos obstáculos na criação da "escola dos sonhos". "Quando você precariza o financiamento da educação, quando você não dá estrutura e não dá condições de trabalho para os professores e professoras, você vai ter um ambiente com certeza menos acolhedor", diagnostica. Ele pondera ainda que um movimento focado na caracterização da figura do professor como "inimigo" da população também aconteceu nos últimos 20 anos, com ideias de que os educadores são "doutrinadores", por exemplo. Na percepção do professor, como resultado disso, a violência contra os profissionais da educação aumentou dentro de sala de aula. Para Campos, o processo de transformar a escola em um espaço mais acolhedor passa pelo investimento multidisciplinar nos ambientes escolares – como bibliotecas, quadras poliesportivas, por exemplo –, pela formação continuada dos educadores, até a gestão democrática das instituições de ensino. "É o caminho do diálogo", resume. Por fim, o professor avalia que a política educacional priorizada no Brasil hoje atua em busca de resultados, o que gera pressão aos educadores, enquanto a preocupação deveria ser focada na formação humana. "Os estudantes não querem a escola como um espaço onde que eles precisam competir entre eles, que eles têm que demonstrar resultados. A escola, hoje, está muito mais preocupada com esses índices, com as metas que se lhes são impostas. Essa pressão acaba comprometendo a perspectiva da escola como um espaço de acolhimento, de formação humana, em que as pessoas estão ali preocupadas com o processo de aprendizagem, de desenvolvimento, com a saúde mental e emocional das pessoas", critica. Os estudantes do Paraná também acreditam menos, em comparação com os dados nacionais, que os profissionais valorizam e respeitam os estudantes. À nível nacional, foram 71% dos estudantes dos 6º e 7º anos que concordaram com a afirmação, frente a 56% dos matriculados nos 8º e 9º anos. No Paraná, o número cai para 69% e 48%, respectivamente. Neste contexto, o especialista Gabriel Maia Salgado destaca o papel importante da escola, por meio especialmente dos professores, na proteção das crianças e adolescentes, inclusive levando a atuação para além dos muros da instituição. "Uma grande ponte de interlocução com o Conselho Tutelar para os casos mais sérios, inclusive, de violação de direitos e de violência contra crianças e adolescentes, é a escola. É a escola que acompanha todos os dias as crianças adolescentes, que sabe se ela chega ferida, se apresenta uma mudança brusca de comportamento, se ela fala que não comeu o final de semana inteiro." Além do 29 de abril: Professora levou flores para o protesto e voltou para casa com restos de bombas de gás lacrimogêneo e balas de borracha Em Curitiba, um exemplo de escuta ativa Entre os especialistas entrevistados pelo g1, o consenso foi a importância de ouvir os próprios adolescentes na pavimentação de uma estrada para um futuro acolhedor. Segundo o levantamento do MEC, 23% dos estudantes dos 8º e 9º anos afirmaram que sentem que podem se expressar com liberdade. Em Curitiba, uma escola da rede privada adotou iniciativas focadas na escuta ativa e que colocam o adolescente como protagonista. Uma delas, é o "Banco das Emoções", que deixa um assento posicionado no pátio da escola com indicações de sentimentos. O estudante que não consegue expressar pelo o que está passando pode se sentar nele e será acolhido por um adulto. Escola Atuação implementou o banco das emoções para os alunos falarem sobre o que estão sentindo Escola Atuação/Divulgação A escola conta também com a "Brigada Anti-Bullying", formada por alunos dos anos finais do ensino fundamental, orientados por um professor. O grupo é responsável por ficar atento às dinâmicas entre os estudantes, podem ser procurados por alunos que estão passando por cenários de bullying e também levantam discussões sobre o tema a fim de mitigá-lo. Helena Bittencout Pftizner, de 14 anos, está no 9º ano e, desde o começo de 2025, faz parte da brigada da escola. Para ela, a atividade passa por um processo de reflexão e confiança entre os próprios estudantes. "A gente ajuda as crianças a se abrirem mais. Às vezes, ela não tem a oportunidade de falar para alguém e ela pode escrever em um papelzinho e, se ela se sentir confortável, ela coloca o nome da turma para a gente aprofundar mais e explicar", explica a estudante da Escola Atuação. Espaço da Brigada Anti-Bullying na Escola Atuação Escola Atuação/Divulgação Esther Cristina Pereira, psicopedagoga que fundou o projeto na escola, destaca que o processo de escuta ativa passa, também, pelo fortalecimento da relação da escola com a família dos estudantes. Conforme a psicopedagoga, a participação ativa dos estudantes nos projetos foi critério inegociável. "Às vezes a criança não quer contar porque pensa que vai incomodar o pai e a mãe, ou que é besteira. Você tem que trabalhar muito isso dentro da escola: quando envolve sentimento, nunca é besteira [...] Se você quer resultado, você tem que colocar os envolvidos junto. A gente está muito feliz com o projeto, porque vê as crianças realmente procurando ajuda, vê eles sentados no banco esperando acolhimento", detalha. Outras estratégias de acolhimento adotadas pela escola foram a "Sala do Diálogo", espaço usado para resolver conflitos que surgem dentro de sala de aula, e a figura do "professor coach", que tem a hora-aula livre para ouvir as reivindicações dos estudantes da escola. No interior do PR, projeto isolado deu resultado e virou lei Iniciativa proposta por estudantes e orientada pela professora Juliana Mayorca se tornou lei no Paraná Arquivo pessoal Estudantes dos anos finais do ensino fundamental também demonstram vontade de aprender com diferentes formas de participação, revelou a pesquisa do MEC. Além das disciplinas tradicionais, os adolescentes disseram querer conteúdos ligados ao corpo, ao desenvolvimento socioemocional, às competências exigidas no mundo do trabalho e a temas como direitos, combate a preconceitos e discriminação. Também demonstraram vontade de aprender de formas variadas — como projetos voltados à resolução de problemas, atividades práticas, uso de tecnologia, trocas e debates, leitura e aulas de reforço. Foi neste contexto que uma proposta idealizada por estudantes do Colégio Estadual Padre Giuseppe Bugatti, em União da Vitória, se transformou em uma política pública. Orientados pela professora Juliana Mayorca, os estudantes criaram a Campanha Permanente Orienta Paraná, voltada à orientação vocacional e ao planejamento de carreira dos estudantes. O projeto foi desenvolvido no âmbito do programa Geração Atitude, que tem o objetivo de estimular o protagonismo juvenil e a formação cidadã entre estudantes do ensino médio da rede pública. A iniciativa é realizada pela Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) em parceria com o Ministério Público do Paraná (MP-PR). Segundo a Secretaria Estadual de Educação do Paraná (Seed), além de orientar as escolhas profissionais, a iniciativa busca reduzir a evasão e a desistência precoce em cursos técnicos e de graduação. A proposta foi encaminhada para os deputados estaduais, que a aprovaram, e sancionada pelo Governo do Paraná. Ela está em vigor desde fevereiro de 2026. A estudante Rita Lesnhak, de 18 anos, participou do projeto e comemora a possibilidade de poder ajudar outros estudantes. "É muito gratificante saber que um projeto que começou dentro da nossa sala de aula foi reconhecido a ponto de se tornar lei estadual. Saber que uma iniciativa construída por estudantes agora pode auxiliar inúmeros jovens paranaenses é motivo de orgulho e também de muita responsabilidade", define. Interação externa e interna na formação dos estudantes e da comunidade Comunidade Escola leva serviços, lazer e artesanato para escolas aos sábados Levy Ferreira/SMCS Na pesquisa feita pelo MEC, 27% dos estudantes dos 8º e 9º anos afirmaram que interações além da escola poderiam ajudar. Desses, 41% apontaram visitas e passeios fora da escola e 13% interações com a comunidade dentro e fora da escola. Em Curitiba, o Programa Comunidade Escola parte desse princípio, que valoriza a escola como espaço aberto de conhecimento. Aos sábados, 28 escolas municipais oferecem atividades para a população, como jogos, esportes, dança e música. Além de oficinas que atuam em eixos de inclusão social e digital e de empreendedorismo. Em atividade desde 2005, o programa ultrapassou mandatos e contribui para a elevação dos índices de rendimento escolar e a redução dos índices de violência e da vulnerabilidade socioeconômica nas comunidades escolares. "A gente fala muito sobre sair dos muros da escola. Aqui é o contrário: trazer a comunidade para dentro da escola", detalha Viviane da Cruz Leal Nunes Vitorino, professora responsável pelo Comunidade Escola na Coordenadoria de Projetos da Secretaria Municipal da Educação. As escolas são selecionadas para participar do projeto com base nos índices de vulnerabilidade da região onde está inserida. Segundo Giselle Viviane Barcik da Silva, responsável pela coordenadoria de projetos da Secretaria Municipal da Educação, o primeiro impacto percebido é a mudança de relação da comunidade com a escola. "É para que a escola seja mais um movimento de impacto naquela comunidade que mais precisa de um olhar social e aprofundando as políticas públicas. O primeiro impacto é que as pessoas passam a entender aquele espaço como 'meu'. Impacta a forma como eu trato a escola, como me reporto às pessoas da escola, como cuido do patrimônio da escola", aponta. Para o especialista Gabriel Maia Salgado, pensar o vínculo da criança com o território é, também, uma forma de promover espaços de participação. O contrário também pode acontecer. Quando a escola abre as portas para a comunidade, a sensação de cuidado e pertencimento aumenta. "É possível acreditar nos nossos estudantes e professores e confiar que eles podem desenvolver outras possibilidades de vínculo e de relação. Para isso, a gente precisa ter coragem de assumir alguns compromissos: escutar de maneira aberta, transparente e corajosa. Criar espaços para que eles possam se expressar com autonomia." Vídeos mais assistidos do g1 Paraná: Leia mais notícias no g1 Paraná

  7. Professores de pré-vestibular apostam no fator humano e empatia em Ribeirão Preto, SP Já passou do meio-dia e nada de o sinal bater. A fome começa a roubar o foco e a vontade de deixar a sala de aula do curso pré-vestibular aumenta. Só que aí, a professora Jerusa Nazar, Jejequinha para os alunos, chega cantando e, de repente, muda todo o clima do lugar. É hora da aula de química e, entre uma camada e outra do diagrama de Pauling, Jerusa ganha a atenção de todo mundo do terceiro colegial na unidade Médio e Pré-Vestibular do Liceu Albert Sabin, em Ribeirão Preto (SP). Para ela, mostrar o lado mais sincero de si é uma forma de resistir às distrações do mundo virtual. Clique aqui para seguir o canal do g1 Ribeirão e Franca no WhatsApp "O aluno, hoje, exige muito mais de nós, professores. A gente tem de tentar ganhar a atenção dele e tentar fazê-lo desligar de tudo que está em volta. Para isso, acho que a gente tem de lidar com muita verdade. Eu acredito no olho no olho. Em um mundo onde a gente não enxerga mais o ser humano, acredito em você olhar aquele aluno como cidadão, como ser humano, com sentimento". LEIA TAMBÉM: Estudante gabarita questões de matemática no Enem e conquista vaga na USP: 'Não me cansava estudando' Saiba como estudante do interior de SP gabaritou questões de matemática no Enem 2025 Para o professor de história Marcos Roberto de Castro Silva, o Marcão, também do Liceu, a principal ferramenta para lutar contra a falta de concentração dos alunos é a preparação de uma boa aula. "O professor tem de se opor à desmotivação, ele deve lutar contra o desinteresse. E o melhor instrumento de luta que ele tem é a aula que ele proporciona ao aluno. Cabe ao professor preparar uma boa aula, não apenas para prender a atenção do aluno, mas para que, através dessa aula, possa ajudar, não apenas com a informação, mas com a formação do próprio aluno." O docente, que passou a maior parte dos últimos 33 anos com turmas de pré-vestibular, identifica que a habilidade tem se perdido no decorrer dos anos em função das redes sociais, agravadas pelos efeitos da pandemia. Cabe ao professor entender essa nova realidade, o novo cenário que se vislumbra. Justamente para que ele possa encontrar, através da aula, uma maneira de avançar esses problemas, que são geracionais Marcos Roberto de Castro Silva, professor de história do Ensino Médio e Pré-Vestibular Murilo Corazza/g1 As mudanças da geração Ao g1, os professores de pré-vestibular que estão nas salas de aulas há mais de 20 anos dizem que entendem que, a cada ano, precisam se atualizar para acompanhar as mudanças da geração. Tiago Biajoni Veloso de Almeida, professor de Física na Escola SEB AZ Lafaiete, na região central de Ribeirão Preto, afirma que para lidar com a nova geração aposta na empatia. "Minha linguagem com eles não é porque eu tento saber a música que eles gostam, porque acho que se eu tentar correr atrás disso, nunca vou conseguir alcançar. Mas é tentar pegar esse lado humano, que eles são seres humanos como eu, quando era jovem." Para ele, parte das mudanças tem a ver com as redes sociais e também com a ansiedade das turmas. "É uma geração que, até mesmo por conta da velocidade com que as coisas estão na internet, as redes sociais, a questão da comparação que vive no mundo de hoje, fica muito ligada nisso. Mas acho que nosso papel é mostrar que o mundo não é apenas isso." Jerusa Nazar também percebe que o aluno de pré-vestibular tem se importado com uma vitrine de conquistar uma vaga na universidade, sem estar muito preocupado com o bastidor. "Ele [aluno] romantiza até a quantidade de horas de estudo e romantiza a exaustão. Acha que estudar de dez a 12 horas e conta isso para o colega, que vai levar em algum lugar. E, na verdade, esquece, às vezes, de pensar na consistência". Jerusa Nazar, professora de Química do Ensino Médio e Pré-Vestibular Murilo Corazza/g1 Para combater estes pontos, os professores dizem que passaram a mostrar as próprias falhas, que os fizeram mais fortes. "O que eles pensam? 'Pô, professor de física parece que nasceu sabendo, é muito inteligente'. E não é. Quero mostrar pra eles que sou que nem eles. Eu fui um aluno que repetiu de ano, então tento mostrar 'poxa, eu consegui, é possível'", diz. Outra saída é mostrar que a disciplina importa além do vestibular. E no caso das aulas de história, a construção do senso crítico do aluno é uma tarefa desafiadora, segundo Marcão. "No meu caso, em especial, não apenas a explicação do passado como o passado, mas o como esse passado tem com os dias de hoje. Estabelecer essa analogia entre passado e presente também, sem sombra de dúvidas, é uma estratégia de fundamental importância no momento da tarefa." Profissão que é vocação Administrar a sala de aula e o emocional dos alunos não é tarefa simples e os professores das instituições de ensino ouvidas pelo g1 afirmam que dar aula é uma habilidade que vai além dos anos de estudo. "É muito natural. Sempre penso que não tenho de só passar a informação, sou muito colo do meu aluno. Eu quero acolher", diz Jerusa Nazar. Segundo ela, sentir que o aluno entendeu o conteúdo passado em sala de aula é o que a motiva. "Meu aluno sabe que é muito importante para mim eu perceber que ele entendeu minha matéria, eu perceber o brilho no olhar na hora que eu entro. Trabalho muito para isso. Porque, pela quantidade de horas que a gente passa dentro da sala de aula, tem de ser prazeroso para a gente também." Para Tiago, a docência é algo vocacional e ele acredita que lidar com o ensino exige preparação para, por exemplo, responder a mesma dúvida várias vezes. "Ajudar aluno que é bom, no sentido de conhecimento, que pega as coisas fáceis, é gostoso. Mas o grande trabalho do professor é pegar na mão daquele que não consegue. Esse que precisa do nosso trabalho". Tiago Biajoni Veloso de Almeida, professor de Física do Ensino Médio e Pré-Vestibular Murilo Corazza/g1 Frederico Braga, professor de Matemática do SEB AZ Lafeiete, também entende que a carreira não é para qualquer um. "Acho que é um dom, tinha de ser professor. Faz parte do professor de cursinho vestir uma máscara social. Eu sou um cara super tímido, mas na aula, não. Saio da escola e tiro minha máscara. Quando eu chego, coloco. Aquilo [sala de aula] é um palco, aquilo é um tablado, aquilo é um teatro." Com quase 30 anos em salas de aula, Frederico acredita que todos os professores escolhem a carreira influenciados por algum professor que tiveram aula. Ele mesmo foi influenciado por uma professora de Biologia da época em que prestou vestibular. "Dava uma aula que era um show. Você olhava e pensava 'ela é completa'". Frederico Braga, professor de Matemática do Ensino Médio e Pré-Vestibular Murilo Corazza/g1 Veja mais notícias da região no g1 Ribeirão Preto e Franca VÍDEOS: Tudo sobre Ribeirão Preto, Franca e região

  8. André Mendonça concluiu voto sobre responsabilidade das redes sociais nesta quarta (5) Gustavo Moreno/STF A sessão oitiva da CPMI do INSS agendada para esta segunda-feira (16) foi cancelada após decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça. Neste domingo (15), o ministro determinou que o presidente da Confederação dos Trabalhadores Rurais, Agricultores e Agricultoras Familiares (Contag), Aristides Veras dos Santos, não é obrigado a comparecer à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS. O depoimento do presidente da Contag estava marcado para esta segunda-feira (16). Caso Veras dos Santos comparecesse, a decisão de Mendonça permitiria que ele permanecesse em silêncio. O presidente da CPMI, Senador Carlos Viana, deve se manifestar sobre o cancelamento da sessão nesta manhã. “Defiro parcialmente o pedido formulado para afastar a obrigatoriedade de comparecimento, transmudando-a em facultatividade, deixando a cargo do investigado a decisão de comparecer, ou não, à CPMI-INSS para prestar depoimento. Na hipótese de o referido convocado optar, de forma superveniente, por comparecer ao ato, asseguro-lhe, nos termos da jurisprudência consolidada desta Corte, o direito: i) ao silêncio, ou seja, de, assim querendo, não responder a perguntas a ela direcionadas; ii) à assistência por advogado durante o ato; iii) de não ser submetido ao compromisso de dizer a verdade ou de subscrever termos com esse conteúdo; e iv) de não sofrer constrangimentos físicos ou morais decorrentes do exercício dos direitos anteriores”, diz a decisão de Mendonça. No despacho, Mendonça destaca que deciciu da mesma maneira como fez com outros pedidos feitos ao STF, onde é relator das investigações sobre fraudes e descontos indevidos no INSS. Plenário do STF vai analisar quebras de sigilos pela CPI do INSS “Tenho sistematicamente decidido conforme esse entendimento em casos análogos”, diz o ministro . Ao entrar no STF com um mandado de segurança pedindo que seja decidido em caráter liminar pela prorrogação da comissão – que encerra os trabalhos no próximo dia 28 –, o presidente da CPMI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), argumentou que o colegiado precisa ouvir muitos investigados, incluindo dirigentes da Contag. “É imprescindível a oitiva de diversas figuras centrais para as investigações parlamentares, tal como o dirigente da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (CONTAG), o atual Ministro da Previdência Social, alguns parlamentares citados em reportagens investigativas como beneficiários do esquema da fraude contra os aposentados e os pensionistas”, diz o recurso enviado ao STF.

  9. Israel envia tropas ao Líbano enquanto países do Golfo relatam novos ataques do Irã; Guarda Revolucionária ameaça Netanyahu Israel e Irã trocaram ataques neste domingo (15). Guerra entra na terceira semana, sem perspectiva de cessar-fogo. Os conflitos no Oriente Médio entraram na terceira semana, sem perspectiva de cessar-fogo; guerra já matou 2 mil pessoas, segundo agências.. Neste domingo (15), Irã e Israel trocaram ataques. Um fragmento de míssil atingiu o prédio de cônsul dos EUA em Israel.. Trump disse a rede de TV que não há condições para um acordo com o Irã.. O regime iraniano afirmou ter prendido 20 suspeitos de colaborar com Israel.. Na noite de sexta (13), Trump anunciou que atacou a ilha de Kharg, centro vital da produção de petróleo do Irã; autoridades iranianas negam danos.

  10. Coelho de chocolate e ovos de Páscoa George Dolgikh/Pexels Em 2026, o domingo de Páscoa será comemorado no dia 5 de abril, e a busca por presentes de chocolate para pessoas queridas também já começou. O Guia de Compras separou 25 sugestões de ovos de Páscoa, caixas de bombons e até opções para presentear seu cachorro. Os preços iam de R$ 30 a R$ 185 para os ovos e bombons e na faixa dos R$ 30 para os pets. ✅Clique aqui para seguir o canal do Guia de Compras do g1 no WhatsApp Os valores foram consultados no meio de março, nas principais lojas on-line. Veja a lista a seguir: Veja os vídeos que estão em alta no g1 Ovos de páscoa Arcor Tortuguita Brigadeiro 120g Cacau Show Bob Esponja 170g Cacau Show La Creme Zero Lactose 180g Ferrero Rocher ao Leite 365g Ferrero Rocher Dark 137,5g Garoto Caribe 229g Garoto Talento meio amargo e amêndoas 350g Kinder Maxi Natoons 150g Kinder Maxi Smurfs 100g Kopenhagen Mil Delícias ao leite 205g Kopenhagen Nhá Benta Special 210g Lacta Diamante Negro e Laka 494g Lacta Tripla Camada Oreo 320g Lindt Trufa de Chocolate ao Leite 132,5g Lindt Gold Bunny ao leite 125g Marilan Choco + Biscuit 140g Nestlé Alpino 349,5g Nestlé KitKat 338,5g Topcau Paçoquita 300g Barras de chocolate e caixas de bombons Danke Chocolate Branco 180g Guylian The Original 65g Kopenhagen Língua De Gato Tradicional 85g Perugina Dark Baci 175g Ovos de Páscoa para cachorros Ovo de Páscoa para cães Joy Frango 200g Ovo de Páscoa para cães Petiscão sabor carne 200g Esta reportagem foi produzida com total independência editorial por nosso time de jornalistas e colaboradores especializados. Caso o leitor opte por adquirir algum produto a partir de links disponibilizados, a Globo poderá auferir receita por meio de parcerias comerciais. Esclarecemos que a Globo não possui qualquer controle ou responsabilidade acerca da eventual experiência de compra, mesmo que a partir dos links disponibilizados. Questionamentos ou reclamações em relação ao produto adquirido e/ou processo de compra, pagamento e entrega deverão ser direcionados diretamente ao lojista responsável.

  11. BBC: Bloomberg via Getty Images A estrada parece comum. O asfalto é novo. As faixas foram repintadas. Postes de luz se alinham ao longo da pista. Mas quase não há carros. Estou voltando a Fukushima quinze anos depois da tríplice catástrofe de 11 de março de 2011 — o terremoto, o tsunami e o acidente na usina de Fukushima Daiichi, o pior acidente nuclear depois de Chernobyl. Fui convidado pelo governo japonês, por meio do Ministério do Meio Ambiente, para participar de um tour com jornalistas de diferentes partes do mundo. A proposta era mostrar o que mudou desde então — os projetos de reconstrução, as cidades que tentam voltar à vida e as iniciativas para recuperar uma região que, por anos, se tornou sinônimo de desastre. Para mim, porém, a viagem tem outro significado. Acompanhei essa história desde o começo. BBC: Bloomberg via Getty Images Na tarde de 2011 em que um terremoto de magnitude 9.0 sacudiu o nordeste do Japão, eu estava no país. Vi, como milhões de pessoas, as imagens do tsunami avançando sobre cidades inteiras. Cheguei à região destruída dois dias depois. Nos anos seguintes voltei várias vezes ao nordeste do país para reportar sobre as consequências do desastre. Estive aqui também quando a tragédia completou dez anos. Agora retorno pela primeira vez poucos dias antes do aniversário de quinze anos. E voltar provoca uma sensação difícil de explicar. Parte de mim quer observar os sinais de reconstrução que o Japão tenta mostrar ao mundo. Outra quer revisitar os lugares onde a história parece ter ficado suspensa. Esta reportagem é uma tentativa de entender como duas forças diferentes — o mar e a radiação — redesenharam a mesma região. Em Fukushima, o tsunami destruiu cidades inteiras em minutos. O acidente nuclear, porém, criou algo diferente: lugares onde nada parece ter acontecido, mas onde ninguém voltou a viver. BBC: Bloomberg via Getty Images A cidade sem pessoas O carro segue por uma estrada quase vazia em direção à área mais próxima da usina nuclear. Entrar aqui exige autorização especial. Depois do acidente nuclear, grande parte das terras nessa região foi comprada pelo governo japonês. Durante anos, ninguém pôde voltar. A paisagem começa a mudar. Casas aparecem entre árvores que cresceram sem controle. Estacionamentos vazios. Carros abandonados. O que falta aqui não são prédios. São pessoas. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Quinze anos depois do desastre, muitas casas continuam exatamente como estavam no dia em que seus moradores foram obrigados a sair. Em um quintal, uma bicicleta enferrujada ainda está encostada contra a parede. Em outro, um carro permanece estacionado na garagem aberta, coberto por uma camada espessa de poeira e folhas secas. Em frente a um galpão, uma empilhadeira enferrujada se degrada lentamente com o tempo. Ninguém voltou para buscá-la. Passamos por um centro de cuidados para idosos. O prédio permanece de pé, silencioso. Ali, contam os guias, funcionários tiveram de retirar os pacientes às pressas nos dias seguintes ao acidente nuclear. Não houve tempo para organizar nada. Hoje, olhando pelas janelas empoeiradas, ainda é possível ver cadeiras e equipamentos abandonados. Há algo profundamente inquietante nesse tipo de abandono. Cidades destruídas por guerras ou terremotos costumam carregar marcas visíveis de violência — paredes quebradas, ruas rasgadas, montanhas de escombros. Aqui não. Aqui tudo parece intacto. E talvez seja exatamente isso que torna a paisagem tão perturbadora. O desastre não destruiu a cidade. Ele simplesmente expulsou as pessoas. BBC: Bloomberg via Getty Images A escola que escapou do mar A poucos quilômetros dali encontro outro tipo de memória. Em Namie, perto do litoral, uma escola permanece de pé como um memorial silencioso da tarde em que o mar avançou sobre a cidade. A Escola Primária Ukedo fica a cerca de 300 metros do oceano. Antes do desastre, era a única escola primária do distrito de Ukedo — um prédio relativamente novo, reconstruído em 1998. No dia 11 de março de 2011 havia 93 alunos matriculados ali. Às 14h46, quando o terremoto começou, as salas de aula ainda estavam cheias. O tremor foi tão violento que as mesas deslizaram pelo chão. Algumas se moveram dezenas de centímetros enquanto as crianças se protegiam debaixo delas. Quando o chão finalmente parou de sacudir, os professores fizeram a chamada e ordenaram que todos saíssem para o pátio. Minutos depois veio o alerta de tsunami. Os professores tomaram uma decisão simples — e decisiva: não esperar. Levar as crianças para um lugar alto. Os alunos foram organizados rapidamente e começaram a correr em direção ao Monte Ohira, a cerca de um quilômetro e meio da escola. Eles correram sem mochilas. Sem casacos. Alguns ainda vestindo apenas o uniforme leve da escola. Os alunos mais velhos lideravam o grupo. Os menores vinham logo atrás. Enquanto subiam a montanha, um barulho estranho começou a surgir do lado do mar — um som profundo, crescente, como se a própria terra estivesse se movendo. Minutos depois, o tsunami atingiu a cidade. A água avançou pelas ruas, arrastando carros, casas e barcos. Quando chegou à escola, subiu até o segundo andar do prédio. Do alto da montanha, professores e alunos viram algo difícil de compreender. O lugar onde ficava a cidade havia se transformado em água. Mas todos estavam vivos. Dos 93 alunos matriculados, 82 estavam na escola naquele momento — e escaparam com seus professores. Nenhuma criança morreu ali. Hoje o prédio permanece como memorial. Caminhar pelos corredores da escola é como entrar em um edifício que ainda está tentando entender o que aconteceu ali. As salas de aula foram transformadas em espaços de memória. As cadeiras estão alinhadas, como se aguardassem alunos que nunca mais voltarão. Um quadro negro ainda ocupa a parede. No fundo da sala, grandes janelas deixam entrar a luz do Pacífico — o mesmo mar que, naquele dia, avançou sobre a cidade. Do lado de fora, o oceano parece tranquilo. Dentro do prédio, porém, o desastre ainda está presente em cada detalhe. No ginásio da escola, o chão de madeira está rasgado como se tivesse sido levantado por uma força invisível. Tábuas quebradas se curvam para cima, revelando a estrutura por baixo. No teto, placas inteiras desapareceram, deixando vigas metálicas expostas e cabos pendendo no ar. Em um corredor lateral encontro uma sala onde a água entrou com violência suficiente para arrancar paredes e arrastar móveis. Um armário metálico permanece tombado no chão, coberto por uma camada de poeira e ferrugem. Em outra parte do prédio, fileiras de torneiras para crianças estão presas a uma longa pia amarela. A água já não corre ali há anos. As torneiras estão manchadas de verde, corroídas pelo tempo e pelo sal que o mar trouxe até aqui. Cada espaço parece contar uma parte diferente da mesma história. A da água chegando com força suficiente para transformar uma escola inteira em destroços. No centro de uma das salas, dentro de uma vitrine de vidro, está o que restou do relógio que ficava no prédio. O impacto do tsunami o deformou completamente. O metal está retorcido, como uma folha amassada. Os números ainda são visíveis. Mas o tempo ali deixou de existir. Fico alguns minutos olhando para aquele objeto distorcido. Penso que essa escola conta duas histórias ao mesmo tempo. A da destruição. E a da decisão que salvou dezenas de crianças. Porque naquele dia alguém entendeu algo essencial: não havia tempo para esperar. Era preciso correr. Subir a montanha. BBC: Bloomberg via Getty Images Dois desastres Ao deixar a escola e voltar para a estrada, a paisagem muda novamente. As ruas voltam a ficar vazias. As casas voltam a aparecer abandonadas. Aqui não há marcas de água nas paredes. Não há janelas quebradas. Não há escombros. A cidade parece intacta. E, ainda assim, está vazia. Quinze anos depois da tragédia, Fukushima guarda duas paisagens diferentes do desastre. Uma onde a destruição é visível — gravada nas paredes de uma escola, nas estruturas rasgadas pelo mar, nas marcas deixadas pela água. E outra onde o desastre permanece invisível. Uma cidade que não foi destruída. Apenas abandonada. O tsunami levou casas. A radiação levou embora as pessoas. Entre uma paisagem e outra, Fukushima ainda tenta responder a uma pergunta difícil: como reconstruir uma comunidade onde o tempo parou? BBC: Bloomberg via Getty Images
  12. Crise no petróleo pode atingir Ásia, Europa e até o Brasil O petróleo Brent foi negociado perto de US$ 105 (cerca de R$ 551,61) por barril nesta segunda-feira (16), enquanto os países do Golfo relatavam mais ataques do Irã. A guerra travada entre EUA-Israel contra o Irã entra em sua terceira semana. O barril de Brent, o padrão internacional, subiu 1,6%, para US$ 104,73 (cerca de R$ 550,19). O preço apresentou uma leve queda após abrir acima de US$ 106 (cerca de R$ 556,87) por barril. A valorização é de mais de 40% desde o início da guerra. O petróleo bruto de referência dos EUA subiu 1%, para US$ 99,68 (cerca de R$ 523,66) por barril. A valorização acumulada desde o início da guerra é de quase 50%. No mercado de ações, o índice Nikkei 225 de Tóquio caiu 0,4%, para 53.609,49, enquanto o Kospi da Coreia do Sul subiu 0,6%, para 5.521,17. LEIA TAMBÉM Preço médio do diesel sobe 11,8% nos postos e chega a R$ 6,80, diz ANP O índice Hang Seng de Hong Kong subiu 1,1%, para 25.755,53 pontos, enquanto o índice composto de Xangai caiu 0,7%, para 4.066,40 pontos. Na Austrália, o índice S&P/ASX 200 recuou 0,4%, fechando em 8.583,50 pontos. O índice Taiex de Taiwan subiu 0,1%, enquanto o Sensex da Índia caiu 0,1%. Os futuros dos EUA subiram, com o contrato do S&P 500 avançando 0,5%, enquanto o do Dow Jones Industrial Average teve alta de 0,4%. Na sexta-feira (13), as perdas de Wall Street se aprofundaram à medida que a guerra elevou novamente os preços acima de US$ 100 por barril, aumentando a pressão inflacionária sobre a economia global. O índice S&P 500 caiu 0,6%, para 6.632,19. O índice de referência acumula queda de 3,1% no ano. O índice Dow Jones Industrial Average caiu 0,3%, para 46.558,47 pontos. Já o índice Nasdaq Composite encerrou o dia com queda de 0,9%, a 22.105,36 pontos. Esses índices também fecharam a semana com a terceira perda semanal consecutiva. Mercado está operando às cegas O Irã retaliou os ataques de Israel e dos EUA interrompendo efetivamente o tráfego de cargas pelo estreito de Ormuz, por onde normalmente passa um quinto do petróleo mundial. Isso levou os produtores de petróleo a reduzirem a produção, pois seu petróleo bruto não tem para onde ir. Em pouco mais de uma semana desde o fechamento do Estreito de Ormuz, mais de 12 milhões de barris de petróleo equivalente por dia deixaram de ser produzidos, de acordo com a empresa de pesquisa independente Rystad Energy. No entanto, segundo relatos, alguns navios-tanque atravessaram o estreito, aumentando a incerteza. “A verdade é que, neste momento, grande parte do mercado está operando às cegas”, disse Stephen Innes, da SPI Asset Management, em um comentário. “Para contextualizar, o estreito normalmente recebe cerca de 25 navios-tanque de petróleo e GNL todos os dias.” Se a guerra continuar a prejudicar a produção e o transporte de petróleo do Golfo Pérsico, poderá causar um aumento prejudicial da inflação. Os membros da Agência Internacional de Energia estão disponibilizando um número recorde de 400 milhões de barris de petróleo de suas reservas de emergência, embora isso pareça ter feito pouco para tranquilizar os mercados. Expectativas mais elevadas de inflação complicam os esforços do Federal Reserve para reduzir as taxas de juros e, assim, ajudar a economia. Não se espera que o banco central americano reduza as taxas em sua reunião de política monetária desta semana. Um novo panorama dos gastos do consumidor divulgado na sexta-feira mostra que a inflação subiu ligeiramente em janeiro, mesmo antes da guerra com o Irã provocar uma disparada nos preços do petróleo e do gás. O Departamento de Comércio informou na sexta-feira que os preços ao consumidor subiram 2,8% em janeiro em comparação com o ano anterior. Mas, excluindo os voláteis alimentos e energia, os preços básicos subiram 3,1%, o maior aumento em quase dois anos. Ainda assim, os consumidores aumentaram seus gastos a um ritmo sólido de 0,4% em janeiro, com suas rendas crescendo no mesmo ritmo, de acordo com o relatório. A mais recente pesquisa de confiança do consumidor da Universidade de Michigan, divulgada na sexta-feira, mostrou uma leve queda, atingindo o menor nível do ano devido ao aumento do preço da gasolina desde o início da guerra no Irã. Wall Street também recebeu uma atualização sobre o desempenho do crescimento econômico dos EUA no trimestre de outubro a dezembro. A economia, prejudicada pela paralisação do governo que durou 43 dias no outono passado, cresceu a uma taxa anual lenta de 0,7% , uma revisão para baixo em relação à estimativa inicial do mês passado. Em outras negociações realizadas no início desta segunda-feira, o dólar americano caiu para 159,47 ienes japoneses, ante 159,55 ienes. O euro subiu para US$ 1,1442, ante US$ 1,1425.

  13. PIS/Pasep 2026: quando você vai receber o abono salarial? O pagamento do segundo lote do abono salarial PIS/Pasep 2026, referente ao ano-base 2024, começa nesta segunda-feira (16). Ao todo, 2.021.972 trabalhadores serão contemplados em todo o país, com a liberação de cerca de R$ 2,5 bilhões em benefícios. O calendário de pagamentos do abono salarial referente ao ano-base 2024 teve início em 16 de fevereiro e segue até 30 de dezembro, prazo final para que os beneficiários realizem o saque. De acordo com o ministério, mais de 1.8 milhão de trabalhadores são da iniciativa privada e têm direito ao PIS, pago pela Caixa Econômica Federal. Cerca de 203 mil são servidores públicos, com direito ao PASEP, cujo pagamento é feito pelo Banco do Brasil. O valor do abono salarial é proporcional ao tempo de serviço do trabalhador no ano-base em questão. Neste ano, o valor varia de R$ 136 a R$ 1.162, conforme a quantidade de meses trabalhados. O governo federal também autorizou a antecipação do pagamento para trabalhadores nascidos entre março e dezembro que possuem vínculo empregatício em empresas localizadas nos municípios de Juiz de Fora, Matias Barbosa e Ubá, cidades afetadas por fortes chuvas no final de fevereiro. Calendário PIS-Pasep 2019-2020: pagamento de abono salarial para nascidos em março e abril começa nesta quinta Reprodução/TV Globo O que é o abono salarial? O abono salarial é um benefício de até um salário mínimo concedido anualmente a trabalhadores da iniciativa privada — PIS — e a servidores públicos — Pasep — que trabalharam por, no mínimo, 30 dias no ano-base. Para ter direito ao PIS/Pasep, o trabalhador precisa: estar cadastrado no PIS/PASEP há pelo menos cinco anos, contados a partir da data do primeiro vínculo; ter recebido, de empregadores que contribuem para o PIS ou para o PASEP, remuneração média mensal de até R$ 2.766,00 no ano-base 2024; ter exercido atividade remunerada por pelo menos 30 dias, consecutivos ou não, no ano-base considerado para apuração; ter os dados do ano-base 2023 informados corretamente pelo empregador no eSocial. Como consultar? Para fazer a consulta pelo aplicativo da Carteira de Trabalho Digital, siga o passo a passo: Certifique-se de que o aplicativo esteja atualizado; Acesse o sistema com seu número de CPF e a senha utilizada no portal gov.br. Toque em "Benefícios" e, em seguida, em "Abono Salarial". A tela seguinte irá informar se o trabalhador está ou não habilitado para receber o benefício. Trabalhadores do setor privado também podem consultar a situação do benefício e a data de pagamento nos aplicativos Caixa Trabalhador e Caixa Tem. Como são os pagamentos? O pagamento do PIS (Programa de Integração Social) aos trabalhadores da iniciativa privada é administrado pela Caixa Econômica Federal. São quatro opções para receber. As pessoas que possuem conta corrente ou poupança na Caixa recebem o abono automaticamente. Também é possível receber os valores por meio da Poupança Social Digital, cuja movimentação é feita pelo aplicativo Caixa Tem. Outra opção é fazer o saque com o cartão social e senha nos terminais de autoatendimento, unidades lotéricas e Caixa Aqui. Se o trabalhador não possuir cartão social, o pagamento também pode ser realizado em qualquer agência da Caixa com a apresentação de um documento de identificação. Já o Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (Pasep) é válido para os servidores públicos, e os depósitos são feitos pelo Banco do Brasil. Nesse caso, o pagamento será realizado prioritariamente como crédito em conta bancária, transferência via TED, via PIX ou presencial nas agências de atendimento.

  14. Plenário da Câmara Legislativa do DF Ygor Wolf/g1 A Câmara Legislativa do Distrito Federal arquivou sete dos nove pedidos de impeachment apresentados, desde janeiro, contra o governador Ibaneis Rocha (MDB). Os outros dois pedidos, apresentados mais recentemente, seguem em análise na Mesa Diretora da Casa. Não há prazo para que uma decisão seja tomada. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 DF no WhatsApp. As denúncias estão relacionadas à crise no Banco de Brasília (BRB) e a supostas irregularidades administrativas. Ibaneis Rocha (MDB) afirmou que os pedidos eram infundados e que não havia base para responsabilizá‑lo. Sobre o mais recente, disse que era "mais um, sem qualquer fundamento". Para arquivar os sete primeiros, a Mesa Diretora da Casa argumentou que os pedidos deveriam ser apresentados por cidadãos e não por partidos. Além disso, a Procuradoria da CLDF concluiu que as denúncias não atendiam aos requisitos técnicos nem apresentavam base jurídica suficiente para justificar o andamento dos processos. Confira a situação de cada pedido: 1. Antônio Vitor Leitão – 12 de janeiro (Arquivado) O servidor da Secretaria de Educação acusou o governador de irregularidades ligadas à crise no BRB. O presidente da CLDF, Wellington Luiz (MDB) — aliado de Ibaneis —, arquivou o pedido em 10 de fevereiro seguindo parecer da Procuradoria-Geral da Casa, que apontou ausência de requisitos técnicos mínimos. 2. PSOL – 23 de janeiro (Arquivado) Pedido de partidos de oposição, com foco em supostas irregularidades na negociação entre BRB e Banco Master. Foi arquivado em 20 de fevereiro, após parecer da Procuradoria recomendar o arquivamento por falta de elementos jurídicos suficientes. 3. PSB e Cidadania – 23 de janeiro (Arquivado) Partidos acusaram o governador de responsabilidade administrativa nas tratativas envolvendo o BRB. Também arquivado em na mesma data que o anterior, seguindo parecer técnico da Procuradoria da CLDF. 4. PDT – 24 de janeiro (Arquivado) Denúncia do PDT sobre supostas irregularidades administrativas na tentativa de aquisição do Banco Master pelo BRB. Arquivado junto aos demais em fevereiro. 5. Pedido apócrifo assinado como 'População do DF' – 26 de janeiro (Arquivado) ➡️Um pedido apócrifo é um documento sem assinatura ou identificação do autor, ou seja, não se sabe quem o apresentou. Pedido protocolado para investigar supostos crimes de responsabilidade no setor financeiro do DF. A Procuradoria rejeitou o pedido por não atender requisitos formais e ele foi arquivado junto aos demais. 6. Advogado Ivan Pereira de Souza – 03 de fevereiro (Arquivado) Pedido com argumentação semelhante aos anteriores, questionando operações do BRB e atuação do governador. Arquivado conforme parecer técnico. 7. PT, Rede Sustentabilidade, PDT, PCdoB e PV — 4 de fevereiro (Arquivado) Coalizão de partidos de esquerda apresentou denúncia sobre crimes de responsabilidade ligados ao governador, Banco Master e fundos de operações suspeitas. Também arquivado. 8. Deputada Paula Belmonte (PSDB) – 23 de fevereiro (em análise) Pedido individual da deputada, relacionado à crise do BRB e supostas conexões financeiras do governador. Até 12 de março, não havia sido arquivado e seguia em análise pela Mesa Diretora. 9. Federação PSOL e Rede – 11 de março (em análise, recém-apresentado) Pedido mais recente, assinado pelos deputados distritais Fábio Felix e Max Maciel, ambos do PSOL, pela presidente do partido no DF, Giulia Tadini, e pela porta-voz da Rede Sustentabilidade, Bruna Paola. O documento aponta suposta ligação do escritório de advocacia do governador com o fundo Reag, investigado como operador financeiro irregular, além de alegações de conflito de interesses e favorecimento de interesses privados nas negociações entre BRB e Banco Master. As principais acusações são crimes contra a probidade administrativa, leis orçamentárias e uso do dinheiro público. Ibaneis Rocha, governador do DF Renato Alves/Agência Brasília Como funciona o impeachment? Para seguir na Câmara Legislativa do DF, o processo de impeachment deve passar por algumas etapas. Veja quais são abaixo: A denúncia deve ser aceita pelo presidente da Casa, cargo atualmente ocupado pelo distrital Wellington Luiz (MDB). Em seguida, o pedido deve ser lido em Plenário. Uma Comissão Especial deve ser criada, com representantes de todos os partidos. O reunião deve ocorrer até 48 horas após a leitura da denúncia em Plenário e emitir um parecer em até 10 dias. O parecer será votado em Plenário 48 horas após a sua publicação. Cinco representantes de cada partido poderão falar, durante uma hora, sobre o documento. Em seguida, será tomada uma decisão sobre o prosseguimento ou não da denúncia. Caso a decisão seja pela continuidade do processo de impeachment, o denunciado tem 20 dias para oferecer defesa. Recebida a defesa, a Comissão Especial passa para a produção de provas e realização de diligências e, em dez dias, decide sobre a acusação. Após a publicação do último parecer, os deputados distritais devem realizar duas discussões sobre a denúncia, com um intervalo de 48 horas entre as duas. Encerrada a discussão, o parecer é submetido à votação nominal. O parecer deve ser aprovado por 2/3 dos membros da CLDF. Leia mais notícias sobre a região no g1 DF.

  15. Vídeo publicado pela comediante Tatá Mendonça denunciando importunação sexual após show em Franca, SP A comediante Tatá Mendonça, conhecida nas redes sociais como "Cega na Comédia", falou com o g1 sobre o episódio de importunação sexual em Franca (SP) na madrugada da última sexta-feira (13). Ao refletir sobre a responsabilidade de inspirar e representar seu público, Tatá desabafa sobre o que é ser mulher na indústria do entretenimento. "É um pouco frustrante saber que a gente entrega muito e recebe muito pouco apoio", desabafa O noivo de Tatá acionou a Polícia Militar que registrou um boletim de ocorrência. O homem que a importunou foi preso em flagrante, segundo um relato da artista nas redes sociais. A Secretaria de Segurança Pública (SSP) foi procurada pela reportagem para mais informações, mas não respondeu até a última atualização desta publicação. Clique aqui para seguir o canal do g1 Ribeirão e Franca no WhatsApp A comediante de 34 anos afirmou em entrevista que, no palco, a performance a deixa mais exposta. Para ela, é nesse momento que o artista se permite ser vulnerável — e a importunação durante a apresentação reflete a forma como a mulher é vista na sociedade. "Mulher na casa (de shows) é um alvo. Por ser mulher, você vira um alvo de possíveis predadores e por ser enxergada desse jeito, a pessoa acha que, só porque ela quer, pode acessar nossos corpos." Comediante cega que foi assediada em sessão de fotos com fãs em Franca, SP Redes sociais Importunação na sessão de fotos A comediante foi vítima de importunação sexual na madrugada desexta-feira (13), em um bar na Vila Aparecida, em Franca (SP). O caso aconteceu logo após o término de sua apresentação de stand-up, enquanto a artista atendia o público. O homem se aproximou para tirar a foto e, segundo Tatá, ficou apalpando sua cintura. "Demonstrei umas duas vezes, com o cotovelo, para ele se afastar e tudo, e ele não parou. Quando ele foi embora, já estava ficando desconcertada. Ele saiu e voltou. Foi quando ele chegou bem perto e quase encostou na minha boca" O g1 entrou em contato com o bar onde o evento foi realizado para um posicionamento, mas não teve resposta. "Então, eu queria deixar esse alerta, assim, pras casas (de show): que mulher nos espaços não está lá pra trazer problemas. Pelo contrário! E a casa tem que dar segurança máxima pra que ela não tenha esse tipo de problema." LEIA TAMBÉM: Comediante Tatá Mendonça diz que sofreu importunação sexual após show em Franca: 'Minha arte é pública, minha dignidade não' Comediante cega denuncia importunação sexual durante show de stand-up em SP: 'Vamos expor, eles são nojentos' As fotos ao fim do espetáculo são um momento que Tatá diz se sentir suscetível a qualquer abordagem. A comediante afirma que realiza as sessões pelo público, mas principalmente a pedido das casas de stand-up. Outro episódio Essa não foi a primeira vez que a Tatá foi vítima de importunação sexual. Em 2024, um vídeo circulou nas redes sociais mostrando o momento em que o comediante Cadu Moura estava no palco com ela e colocou a mão nas costas da artista, descendo até a região das nádegas. Segundos depois, ela retirou a mão dele. "Da outra vez eu não tive reação. Porque não tinha ninguém da minha família comigo e então pensei: Se eu tentar me defender, tentar reagir ou qualquer coisa do tipo, eu sabia que ia virar problema meu, porque tudo que a gente, mulher, fala vira problema nosso [...] Na época eu ainda tava muito preocupada em ser uma menina que não queria incomodar a cena, não queria dar trabalho". A comediante, que trabalha há 10 anos cuidando de mulheres vítimas de violência doméstica, refletiu sobre como lidou com o crime da última sexta. "Com essa maturidade, eu enxergo que, acima de tudo, eu sou uma menina muito respeitada pelas pessoas então não tem porque temer. Sou uma mulher que faz o trabalho com excelência e o que os outros tem que fazer é respeitar e acabou." Veja mais notícias da região no g1 Ribeirão Preto e Franca VÍDEOS: Tudo sobre Ribeirão Preto, Franca e região As fotos ao fim do espetáculo são um momento que ela sente estar suscetível a qualquer abordagem. A comediante afirma que realiza as sessões pelo público, mas principalmente a pedido da casa.

  16. Novo líder supremo do Irã diz que Estreito de Ormuz seguirá fechado O presidente Donald Trump sugeriu que pode adiar sua viagem à China no final do mês, enquanto busca aumentar a pressão sobre Pequim para reabrir o Estreito de Ormuz e acalmar os preços do petróleo, que dispararam durante a guerra com o Irã. Em uma entrevista ao 'Financial Times' neste domingo (15), Trump disse que a dependência da China do petróleo do Oriente Médio significa que ela deveria ajudar na nova coalizão que ele está tentando montar para colocar o tráfego de petroleiros em movimento pelo estreito. Trump disse que "gostaríamos de saber" antes da viagem se Pequim ajudará. "Podemos adiar", disse o presidente na entrevista. O cancelamento da visita presencial com o presidente chinês, Xi Jinping, pode ter suas próprias consequências econômicas. Já que as relações entre Washington e Pequim têm sido tensas e ambos os lados se ameaçaram mutuamente com tarifas acentuadas ao longo do último ano. Trump e Xi Jinping se encontram em Busan, na Coreia do Sul, nesta quinta-feira (30). Reuters/Evelyn Hockstein Os novos comentários de Trump surgiram no momento em que o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, se reunia com o vice-premiê chinês, He Lifeng, na segunda-feira, em Paris, para uma nova rodada de negociações comerciais que preparariam o caminho para a viagem de Trump a Pequim. Os EUA e a China declararam uma trégua, mas os riscos permanecem altos. Nos primeiros dias do conflito no Irã, Trump havia dito que navios da Marinha dos EUA escoltariam os petroleiros pelo estreito e minimizou a ameaça representada pelo Irã. Mas, com a disparada dos preços do petróleo, ele e seu governo foram forçados a considerar novas opções. LEIA TAMBÉM Donald Trump diz que negociações com Cuba continuam e que uma ação pode ocorrer após o Irã Neste fim de semana, Trump pediu que outros países se juntem ao esforço com seus próprios navios de guerra. Até agora, nenhum atendeu formalmente ao chamado. Mais cedo, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, disse à CBS que Teerã foi “procurado por vários países” que buscam passagem segura para seus navios e que “cabe às nossas forças armadas decidir”. Segundo ele, um grupo de embarcações de “diferentes países” já foi autorizado a passar, sem dar detalhes. O Irã afirmou que o estreito — por onde normalmente passa um quinto das exportações globais de petróleo — está aberto a todos, exceto aos Estados Unidos e seus aliados. Araghchi acrescentou que “não vemos razão para conversar com os americanos” sobre uma forma de encerrar a guerra, afirmando que Israel e os EUA iniciaram os combates com ataques coordenados em 28 de fevereiro durante negociações indiretas entre EUA e Irã sobre o programa nuclear iraniano. Ele também disse que Teerã “não tem planos de recuperar” o urânio enriquecido que ficou sob escombros após ataques dos EUA e de Israel no ano passado. Trump disse aos repórteres a bordo do Air Force One, enquanto retornava a Washington após um fim de semana na Flórida, que os EUA haviam conversado com "cerca de sete" nações sobre o oferecimento de apoio militar. Ele não disse quais e esquivou-se quando foi questionado diretamente sobre a China. Porém, ele chegou a sugerir posteriormente que havia feito tal oferta a Pequim. “A China é um estudo de caso interessante", disse ele, observando sua dependência do petróleo do Golfo. "Então eu disse: ‘Vocês gostariam de participar?’ e descobriremos. Talvez eles participem, talvez não.” A guerra no Irã fez o preço do petróleo disparar, o que elevou o preço que os americanos pagam nas bombas de combustível, justamente quando a temporada eleitoral de 2026 começa a esquentar. A China, no entanto, tem enfrentado suas próprias pressões econômicas e recentemente reduziu sua meta de crescimento para 4,5% a 5%, a projeção de crescimento mais lenta desde 1991. Antes de Trump sugerir o cancelamento potencial de sua viagem, um porta-voz da embaixada chinesa em Washington não se comprometeu com o apelo de Trump por ajuda externa no estreito. “O Estreito de Ormuz e as águas próximas são uma rota importante para o comércio internacional de mercadorias e energia. Manter a região segura e estável serve aos interesses comuns da comunidade internacional", disse o porta-voz. "Todas as partes têm a responsabilidade de garantir um fornecimento de energia estável e desimpedido." O porta-voz acrescentou: “Como amigo sincero e parceiro estratégico dos países do Oriente Médio, a China continuará a fortalecer a comunicação com as partes relevantes, incluindo as partes em conflito, e desempenhará um papel construtivo para a desescalada e a restauração da paz.”

  17. Oscar 2026: 'Uma batalha após a outra' é grande vencedor em noite sem prêmios para o Brasil Filme levou seis das suas 13 indicações. 'Pecadores', que bateu recorde histórico ao concorrer em 16 categorias, levou quatro. "O agente secreto" recebeu quatro indicações ao Oscar 2026, mas saiu sem prêmios.. Seleção de elenco, uma das indicações do filme brasileiro, foi para 'Uma batalha após a outra'.. Adolpho Veloso concorria à categoria de melhor fotografia por 'Sonhos de Trem', mas o prêmio foi para 'Pecadores'.. Veja resumo completo da noite.

  18. O presidente dos EUA, Donald Trump, fala com repórteres a bordo do Air Force One em um voo de volta a Washington, em 15 de março de 2026. REUTERS/Kevin Lamarque O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse no domingo (15) que os EUA podem em breve chegar a um acordo com Cuba ou tomar outras medidas, sinalizando que avanços na relação historicamente tensa entre os dois países podem ocorrer rapidamente. “Cuba também quer fazer um acordo, e acho que muito em breve vamos fazer um acordo ou fazer o que tivermos que fazer”, disse Trump a repórteres a bordo do Air Force One. 📱Baixe o app do g1 para ver as notícias tempo real e de graça “Estamos conversando com Cuba, mas vamos tratar do Irã antes de Cuba.” Os comentários surgem em meio a tensões elevadas entre Washington e Havana após anos de sanções, atritos diplomáticos e disputas sobre migração e segurança, enquanto aliados regionais e investidores observam atentamente qualquer sinal de mudança de política. O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, disse na sexta-feira (13) que o país iniciou conversas com os Estados Unidos, enquanto a ilha enfrenta uma de suas crises econômicas mais graves em décadas. Veja os vídeos que estão em alta no g1 “Essas conversas têm como objetivo buscar soluções, por meio do diálogo, para as diferenças bilaterais que existem entre as duas nações”, afirmou Díaz-Canel em um vídeo exibido pela televisão estatal. Ele disse esperar que as negociações afastem os dois rivais históricos “do caminho da confrontação”. A crise econômica do país foi agravada por interrupções no fornecimento de petróleo importado, do qual a ilha depende para operar usinas de energia e redes de transporte. A escassez de combustível obrigou as autoridades a impor apagões rotativos em todo o país e limitar alguns serviços públicos. Nas últimas semanas, Trump fez uma série de declarações dizendo que Cuba estaria à beira do colapso ou ansiosa para fechar um acordo com os Estados Unidos. Na segunda-feira, ele disse que Cuba pode estar sujeita a uma “tomada amigável”, acrescentando em seguida: “talvez não seja uma tomada amigável”. Apesar do contato renovado, permanecem diferenças significativas entre os dois governos. Autoridades americanas indicaram que qualquer alívio da pressão provavelmente dependerá de concessões políticas e econômicas de Havana, enquanto líderes cubanos insistem que as negociações devem respeitar a independência da ilha.

  19. Após serem chamadas de traidoras, atletas iranianas ganham asilo Mais uma jogadora da seleção feminina de futebol do Irã que havia aceitado um visto de refugiado para permanecer na Austrália deixou o país neste domingo (15), informou o governo australiano. Com a partida, restam apenas duas pessoas da equipe na Austrália. Segundo o gabinete do Ministro da Administração Interna, Tony Burke, a jogadora partiu pouco antes da meia-noite desta segunda-feira (16). Ainda no sábado (14), outras duas jogadoras e um membro da equipe de apoio deixaram Sydney rumo à Malásia. A seleção do Irã chegou à Austrália para a Copa da Ásia Feminina no mês passado, antes do início da guerra no Oriente Médio, em 28 de fevereiro. Inicialmente, seis jogadoras e um membro da equipe de apoio aceitaram vistos humanitários para ficar na Austrália. O convite foi estendido aos 26 membros da equipe antes que o restante da seleção iraniana voasse de Sydney para Kuala Lumpur em 10 de março. Outra integrante mudou de ideia no dia seguinte e deixou a Austrália. Jogadoras da seleção iraniana chegam em aeroporto na Malásia. Hasnoor Hussain/Reuters O restante da equipe permanece na capital da Malásia desde que saiu da Austrália. Preocupações com o retorno das atletas A preocupação com a segurança das atletas ao voltarem para casa aumentou depois que a televisão estatal iraniana chamou o time de “traidores em tempos de guerra”. A crítica ocorreu após as jogadoras se recusarem a cantar o hino nacional durante uma partida da Copa da Ásia feminina realizada na Austrália no início do mês. Jogadoras do Irã prestam continência durante o hino nacional antes da partida de futebol feminino da Copa da Ásia entre Irã e Filipinas em Robina, Austrália, domingo, 8 de março de 2026. Dave Hunt/AAP Image via AP Depois da desistência em ficar no país como refugiadas, autoridades iranianas saudaram a mudança de ideia das mulheres como uma vitória contra a Austrália e o presidente dos EUA - Trump pressionou o país a oferecer os vistos às atletas. O Ministro Adjunto da Imigração, Matt Thistlethwaite, descreveu a situação das mulheres na Austrália como "muito complexa". "Temos trabalhado muito de perto com elas, mas obviamente esta é uma situação muito complexa. Estas são decisões profundamente pessoais, e o governo respeita as decisões daquelas que optaram por retornar. E continuamos a oferecer apoio aos dois que permanecem", disse Thistlethwaite à televisão 'Sky News'. Kylie Moore-Gilbert, cientista política da Universidade Macquarie, em Sydney, que passou mais de dois anos em prisões iranianas sob acusações de espionagem, disse que "vencer a guerra de propaganda" ofuscou o bem-estar das mulheres. "O alto risco fez com que o regime iraniano prestasse atenção e tentasse forçar a mão delas em resposta, na minha visão", disse Moore-Gilbert à Australian Broadcasting Corp. A Agência de Notícias Tasnim, do Irã, disse que as três que saíram no sábado estavam "retornando ao abraço caloroso de suas famílias e de sua terra natal". A agência de notícias iraniana descreveu o retorno das mulheres como o "fracasso vergonhoso do projeto americano-australiano e outro fracasso para Trump". O primeiro-ministro australiano, Anthony Albanese, cortou relações diplomáticas com o Irã em agosto, após autoridades de inteligência concluírem que a Guarda Revolucionária dirigiu ataques incendiários contra uma empresa de alimentos kosher em Sydney e a Sinagoga Adass Israel em Melbourne em 2024. Kambiz Razmara, vice-presidente da Sociedade Australiano-Iraniana de Victoria, disse que as mulheres que aceitaram o asilo estavam sob pressão do regime de Teerã. "Elas tiveram que tomar decisões no calor do momento com muito pouca informação e tiveram que reagir às circunstâncias", disse Razmara. "Estou surpreso que tenham decidido ir, mas na verdade não estou surpreso porque entendo as pressões que estão sofrendo."

  20. Sem Oscar para ‘O Agente Secreto’, público no Recife reage com gritos de ‘marmelada’ “O Agente Secreto” saiu do Oscar sem estatuetas. No Recife, o resultado provocou reação imediata do público que acompanhava a cerimônia no Cinema São Luiz, no Centro da cidade, e que gritou “marmelada” em protesto contra os vencedores anunciados (veja vídeo acima). Com clima de carnaval, tapete vermelho e bonecos gigantes, o cinema, que também foi cenário de cenas do filme, se “vestiu de gala” para a transmissão da premiação. O público se reuniu no local para torcer pelo longa do diretor pernambucano Kleber Mendonça Filho. ✅ Receba as notícias do g1 PE no WhatsApp A assistente social Rosana França, de Olinda, não escondeu a tristeza após o fim da cerimônia e contou que não iria aceitar o resultado. “Sem condições, poxa vida. Eu não estou entendendo até agora o que aconteceu. A gente se organizou para estar aqui. ‘O Agente Secreto’ foi o melhor. A gente se mobilizou e agora eu estou 'na mágoa'. É marmelada. A gente não vai aceitar isso porque a gente quer o nosso Oscar”, afirmou. Mesmo sem estatuetas, houve quem preferiu celebrar as quatro indicações do longa. O filme concorreu nas categorias de melhor seleção de elenco, melhor filme internacional, melhor ator, com Wagner Moura, e melhor filme. A bibliotecária Roseane Souza de Mendonça, do Recife, disse que as indicações já são motivo de orgulho para os pernambucanos. "Não preciso de prêmio, a gente já ganhou. O filme está no Oscar, foi indicado, então o pernambucano faz festa por qualquer coisa. Wagner está lá, tem o molho, é nordestino, então a gente já ganhou", disse. A bibliotecária Roseane Souza de Mendonça, do Recife, comemorou as indicações, mesmo sem Oscar. Mariane Monteiro/g1 PE Roseane foi ao evento vestida “a caráter” com a camisa do bloco carnavalesco Pitombeira dos Quatro Cantos, a mesma usada por Wagner Moura no filme. A peça virou sucesso após o lançamento do longa e chegou a gerar fila de espera com pedidos de várias partes do país. “A gente não basta só torcer. A gente tem que estar enfileirado, com a mesma roupa, porque é tudo Nordeste, é Brasil”, disse. A consultora de economia criativa Karina Zapata também se manteve positiva, mesmo sem estatuetas. Ela afirmou que, embora a categoria de melhor seleção de elenco não tenha sido premiada no Oscar, Kleber Mendonça Filho conquistou a "de multidão”. "Ninguém apagará o brilho e a alegria que você está vendo aqui. (...) Ver Pernambuco na sua melhor versão, ver as pessoas unidas, integradas em coisas, pela economia criativa. É direção de multidão que ele ganhou!", afirmou. Exibição da cerimônia do Oscar aconteceu no Cinema São Luiz, no Recife, que também foi cenário de cenas de 'O Agente Secreto'. Silla Cadengue/Divulgação LEIA TAMBÉM Tânia Maria, atriz de ‘O Agente Secreto', ganha boneca gigante Longa transforma o Recife em cenário, reforçando tradição do cinema pernambucano Veja locações do filme gravado no Recife Cerimônia Bonecos gigantes de Kleber Mendonça e Wagner Moura animam festa do Oscar no Recife A programação no Recife começou por volta das 18h30. Do lado de fora do cinema, um telão transmitiu a cerimônia, enquanto a exibição também ocorreu dentro da sala principal do São Luiz. Também houve cortejo do bloco Pitombeira dos Quatro Cantos, banda de pífano e os bonecos gigantes de Wagner Moura, Kleber Mendonça Filho e Tânia Maria (veja vídeo acima). O evento também reuniu integrantes do elenco do filme, como Hermila Guedes, que interpreta Cláudia; Kaiony Venâncio, que vive o pistoleiro Vilmar; e Nivaldo Nascimento, intérprete de Lúcio, durante a exibição do prêmio. Hermila Guedes disse que acompanhar a transmissão no Recife teve um significado especial para a trajetória dela no cinema. “Eu como cria do cinema pernambucano, meus primeiros passos foram no cinema daqui de Pernambuco. É um misto de muita emoção, alegria, medo e nervosismo…”, afirmou a atriz. Atores do filme 'O Agente Secreto' também participaram da cerimônia no Recife Mariane Monteiro/g1 PE Para Kaiony Venâncio, participar do elenco foi um marco na carreira. “Fazer parte desse elenco foi um presente, eu agradeço a Kleber eternamente, porque esse elenco é diverso, tem todos os sotaques do Brasil, e eu estou feliz porque mudou a minha vida. Minha vida é antes e depois do Vilmar”, disse. Já Nivaldo Nascimento destacou o momento como uma celebração da produção artística do Nordeste. "É o momento de celebrar a arte acima de tudo, valorizando o talento nordestino. É uma oportunidade de mostrar ao mundo que o talento pernambucano existe, que somos um verdadeiro celeiro de talentos. A felicidade é enorme, porque agora não é apenas o Brasil que vai conhecer o Nordeste, mas o mundo inteiro", contou. A governadora Raquel Lyra (PSD) também participou do evento, ao lado da vice Priscila Krause. Ela ressaltou o orgulho do estado pela produção do filme. “É muito bom a gente poder celebrar os nossos atores, os nossos cineastas, mas também todos aqueles que trabalharam para garantir que essa produção pudesse ser feita. (...) Paramos as obras para permitir que o cinema também pudesse ser palco do filme que hoje representa não só Pernambuco, mas o nordeste e o Brasil”, disse a governadora. Cinema São Luiz, no Recife, exibe premiação do Oscar 2026 Mariane Monteiro/g1 PE VÍDEOS: mais vistos de Pernambuco nos últimos 7 dias
  21. Pelo menos 10 pessoas morreram em um incêndio que iniciou na unidade de traumatologia de um hospital no estado de Odisha, no leste da Índia, nesta segunda-feira (16). Segundo autoridades, cinco pessoas ficaram gravemente feridas, porém, não está confirmado se foi devido ao incêndio ou a ferimentos anteriores. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça O incêndio pode ter sido causado por um curto-circuito no centro de trauma nas primeiras horas do dia, disse o ministro-chefe Mohan Charan Majhi a repórteres após visitar o hospital. Pelo menos 23 pacientes estavam em tratamento na unidade de terapia intensiva e 10 deles morreram enquanto eram transferidos para uma área segura, longe do fogo. Veja os vídeos que estão em alta no g1 "A equipe médica e o pessoal de segurança arriscaram suas vidas no resgate dos pacientes; durante isso, eles também sofreram ferimentos e também estão sob tratamento", disse Majhi.

  22. Os vídeos de um paciente com lesão medular que voltou a andar trouxeram esperança para muita gente. Ele foi um dos oito pacientes testados em uma pesquisa sobre o uso da polilaminina para reverter quadros de paralisia. A perspectiva promissora em relação à substância disparou uma corrida judicial: mais de 50 pessoas entraram na Justiça para receber o medicamento antes mesmo de ser aprovado pela Anvisa. A pesquisa, conduzida pela doutora Tatiana Sampaio, pesquisadora da UFRJ, já realizou testes em animais e neste pequeno grupo de pacientes. Mas a liberação pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária ainda tem um longo caminho pela frente. Até aqui, a Anvisa autorizou apenas o início da fase 1 dos testes – etapa para garantir a segurança sobre o uso da substância. A polilaminina precisa passar ainda pelas fases 2 e 3. Na última semana, a repórter de ciência e saúde do g1 Poliana Casemiro publicou uma reportagem na qual entrevista a cientista. Elas conversaram sobre pontos de atenção no estudo: Tatiana admitiu erros, mas reforçou a eficácia da substância. Poliana Casemiro, que é também mestre em divulgação científica pela Unicamp, é a convidada de Natuza Nery neste episódio. A jornalista explica o que é a polilaminina e o que os resultados divulgados até agora indicam. Ela também descreve os próximos passos do estudo clínico e diz por que o método científico, muitas vezes, exige tanto tempo de pesquisa. Convidada: Poliana Casemiro, repórter de ciência e saúde do g1 e mestre em divulgação científica pela Unicamp. O que você precisa saber: EXCLUSIVO: Cientista admite erros em gráfico e em escrita de artigo, mas reafirma que polilaminina é eficaz ENTENDA: Por que o estudo não foi publicado por revistas científicas e quais os próximos passos da pesquisa PACIENTE QUE VOLTOU A ANDAR: Saiba o que a polilaminina pode fazer e o que ainda não se sabe PODCAST: Os avanços dos tratamentos experimentais com a polilaminina O podcast O Assunto é produzido por: Luiz Felipe Silva, Sarah Resende, Carlos Catelan, Luiz Gabriel Franco e Juliene Moretti. Colaborou neste episódio Arthur Stabile. Apresentação: Natuza Nery. Testes ainda não garantem a segurança da polilaminina O Assunto é o podcast diário produzido pelo g1, disponível em todas as plataformas de áudio e no YouTube. Desde a estreia, em agosto de 2019, o podcast O Assunto soma mais de 168 milhões de downloads em todas as plataformas de áudio. No YouTube, o podcast diário do g1 soma mais de 14,2 milhões de visualizações. Imagem ilustrativa de um frasco Reprodução/TV Globo

  23. A cantora Diane Warren no tapete vermelho da d98ª edição do Oscar, que acontece neste domingo, 15 de março de 2026 ANGELA WEISS / AFP Diane Warren, compositora de 69 anos, perdeu o Oscar pela 17ª vez neste domingo (15). Warren já tem Grammy, Emmy, Globo de Ouro e mais. Pela Academia, ela levou apenas um prêmio honorário, em 2022. Neste ano, ela foi indicada ao Oscar de melhor canção original por “Dear Me”, música do documentário "Diane Warren: Relentless", interpretada por Kesha. Ela perdeu o Oscar de Melhor Canção Original de 2026 para "Golden", de "Guerreiras do K-Pop", que também levou o Oscar de Melhor Animação. Audrey Nuna, cantora de ‘Guerreiras do Kpop’, fala sobre sucesso do filme Quais os hits de Diane Warren? Warren é uma das compositoras mais bem-sucedidas da música pop e do cinema, com 33 músicas no top 10 da Hot 100 da revista americana "Billboard" e nove hits número 1. Entre os principais hits escritos por ela estão “Un-Break My Heart”, de Toni Braxton, “Because You Loved Me”, com Céline Dion, “I Don’t Want to Miss a Thing”, do Aerosmith, “If I Could Turn Back Time”, de Cher, além de “Nothing’s Gonna Stop Us Now”, do Starship. No ano passado, ela concorreu à categoria de melhor canção com "The Journey", do filme "The Six Triple Eight", e perdeu para "El Mal", do filme "Emilia Pérez". Warren é recordista de maior número de indicações ao Oscar por uma compositora. Embora não tenha um Oscar competitivo, ela tem estatuetas do Grammy, Globo de Ouro e Emmy.

  24. Delegado fala sobre morte de corretora de imóveis morta em Florianópolis A corretora de imóveis gaúcha Luciani Aparecida Estivalet Freitas foi morta e esquartejada em Florianópolis, segundo a Polícia Civil. Três pessoas foram presas suspeitas de envolvimento no crime, que é investigado como latrocínio, quando ocorre roubo seguido de morte. Luciani foi dada como desaparecida pela família na segunda-feira (9). Os parentes estranharam o fato de ela não atender ligações e perceberam uma série de erros gramaticais em mensagens enviadas pelo celular da corretora. ✅Clique e siga o canal do g1 SC no WhatsApp 'Pesso' e 'precionando': erros de português em mensagens levam família a registrar sumiço Durante a investigação, a polícia também identificou compras feitas pela internet em nome da vítima, utilizando o CPF dela, o que reforçou as suspeitas de crime. Veja abaixo perguntas e respostas sobre o caso: O que aconteceu? Quem são os suspeitos pela morte da corretora? Como a investigação foi conduzida? Qual foi a motivação do crime? Como os criminosos esconderam os restos mortais? O grupo cometeu outros crimes? A corretora suspeitava de algo? Quem era a corretora gaúcha? 1. O que aconteceu? Luciani havia sido vista pela última vez em 4 de março, segundo o irmão dela, Matheus Estivalet Freitas. O desaparecimento, no entanto, foi registrado na segunda-feira (9). Segundo o irmão, mensagens enviadas pelo celular da corretora com vários erros gramaticais, após um tempo sem conseguir qualquer contato com ela, chamaram a atenção da família, que passou a desconfiar se era realmente Luciani quem estava digitando. Os familiares também desconfiaram quando a corretora não parabenizou a mãe pelo aniversário, ocorrido em 6 de março. Embora morasse sozinha na cidade, Luciani mantinha contato diariamente com a família por mensagens e ligações, segundo Matheus. Mensagem suspeita acendeu alerta à família de Luciani Aparecida Estivalet Freitas, desaparecida em Florianópolis Arquivo pessoal 2. Quem são os suspeitos pela morte da corretora? Ângela Maria Moro, de 47 anos, administradora do conjunto residencial onde a vítima morava, presa na quinta-feira (12). Matheus Vinícius Silveira Leite, 27 anos, vizinho de porta da vítima, preso na sexta-feira (13). Letícia Jardim, 30 anos, namorada de Matheus. Ela foi presa na sexta-feira. Ângela Maria Moro foi presa em Florianópolis, na quinta (12), inicialmente pelo crime de receptação, após a Polícia Civil encontrar diversos objetos que pertenciam à vítima em um dos apartamentos que a suspeita afirma administrar. Porém, durante a audiência de custódia, o juiz citou a existência de indícios de homicídio e determinou a prisão temporária da suspeita por 30 dias. Já o casal Matheus e Letícia foi preso na sexta-feira (13) em Gravataí, na Região Metropolitana de Porto Alegre. Eles teriam fugido para o RS. A mãe de Matheus, que chegou a ser ouvida como investigada, não responde até o momento a nenhum crime, assim com o irmão dele, um adolescente de 14 anos, encontrado com produtos comprados no nome de Luciani. 3. Como a investigação foi conduzida? De acordo com a Polícia Civil, após o desaparecimento da corretora, compras teriam sido feitas utilizando o CPF da vítima. A partir dessas informações, os investigadores passaram a monitorar os endereços de entrega dos produtos, todos localizados em Florianópolis. Durante os trabalhos, os policiais abordaram um adolescente de 14 anos que buscava algumas das encomendas. Ele afirmou que os produtos seriam destinados ao irmão. Com base nesse relato, os agentes foram até o conjunto residencial, onde encontraram uma das mulheres suspeitas, que se apresentou como responsável pelo local. Em um dos apartamentos do local, os policiais encontraram malas com pertences da corretora, além de diversos itens comprados em nome dela, como dois arcos de balestra, um controle de videogame e uma televisão. Depoimentos também indicaram que objetos da vítima teriam sido escondidos e que houve tentativas de dificultar o trabalho da polícia. O carro da corretora, um HB20, foi localizado nas proximidades da pousada. Ele foi usado para levar o corpo até o local de descarte, a mais de 100 km da Capital. Carro de da corretora Luciani Aparecida Estivalet Freitas Juan Todescatt/ NSC TV 4. Qual foi a motivação do crime? A polícia trata o caso como latrocínio, mas ainda apura como a decisão de matar a vítima ocorreu e qual foi o grau de participação de cada suspeito. O latrocínio é uma forma de crime de roubo. Ele acontece quando há violência ou grave ameaça durante o roubo e essa ação resulta na morte da vítima. Por causa da gravidade, o latrocínio é considerado um dos crimes mais severos previstos na lei. A pena pode variar de 20 a 30 anos de prisão, em regime de reclusão, com início do cumprimento da pena em regime fechado. Luciani Aparecida Estivalet Freitas está desaparecida em Florianópolis Redes sociais/ Reprodução 5. Como os criminosos esconderam os restos mortais? Luciani foi esquartejada. Segundo a Polícia Civil, os restos mortais foram divididos em cinco pacotes diferentes e levados com o carro da própria vítima até uma ponte na área rural de Major Gercino, cidade de 3,2 mil habitantes, e jogadas em um córrego. Até sexta-feira (13), apenas o tronco da vítima foi localizado. 6. O grupo cometeu outros crimes? Além da morte da corretora, Matheus é suspeito de matar João Batista Vieira, de 65 anos, em 2022. O crime ocorreu em Laranjal Paulista (SP) e câmeras de segurança registraram o crime durante a madrugada. À época, a polícia disse que Matheus já trabalhou como segurança na padaria da vítima. Ele foi identificado através de testemunhas e imagens. Segundo o delegado, a blusa que o suspeito usou no dia do crime foi encontrada em um rio em Laranjal Paulista, e a arma do crime também pode estar no local. Suspeito de matar comerciante jogou blusa utilizada no dia do crime em ribeirão em Laranjal Paulista Arquivo pessoal 7. A corretora suspeitava de algo? Corretora Luciani Aparecida Estivalet Freitas relatou decepção com administradora de imóvel presa meses antes de ser morta Redes sociais/ Reprodução; Arquivo pessoal A corretora havia relatado ao irmão, meses antes do crime, decepção com a administradora do conjunto residencial onde morava. "Achei que a dona do residencial era minha amiga, mas ela me decepcionou", disse em uma mensagem enviada ao irmão, em novembro de 2025. Na mesma conversa, ela mencionou que não iria mais "confiar cegamente" (veja acima). O irmão da vítima, Matheus Estivalet Freitas, disse que não sabe o que levou a irmã a fazer o comentário, mas afirmou ao g1 que muitas pessoas se aproveitavam dela. “Ela confiava demais nas pessoas”, disse. 8. Quem era a corretora gaúcha? Luciani era sorridente, amante dos animais, também gostava de cantar e tinha um jeito "lindo de ver a vida". Segundo o irmão. Além de corretora, era administradora de imóveis e turismóloga. Ela era natural de Alegrete (RS) e morava sozinha em um apartamento no bairro Santinho, região turística de Florianópolis. Em uma publicação em homenagem a ela, nas redes sociais, o irmão descreveu Luciani: "Minha irmã era amor. Minha irmã era doçura. Ela confiou demais em pessoas que acreditava serem amigas, mas que não eram. Pessoas que se aproveitaram da sua inocência, da sua confiança, dos seus segredos e da sua vida pessoal e profissional", escreveu. Infográfico - Morte corretora gaúcha Arte/g1 VÍDEOS: mais assistidos do g1 SC nos últimos 7 dias

  25. CNU 2025: tudo sobre o concurso A classificação final da segunda edição do Concurso Público Nacional Unificado (CNU) será divulgada nesta segunda-feira (16). A publicação reúne as listas de aprovados nas vagas imediatas e também o banco de candidatos em lista de espera, organizadas por blocos temáticos e modalidades de concorrência. A partir desta mesma data também começam as convocações para nomeação. Dependendo do cargo, os candidatos poderão ser chamados para etapas adicionais, como investigação social e funcional, defesa de memorial, prova oral ou curso de formação. ✅ Siga o canal do g1 Concursos no WhatsApp 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A fase marca o encerramento do maior concurso público do Brasil, que é coordenado pela Escola Nacional de Administração Pública (Enap) e executado pela Fundação Getulio Vargas (FGV). A classificação final foi definida após três rodadas de confirmação de interesse previstas no edital, encerradas no dia 9 de março. Nessas etapas, os candidatos precisaram informar se continuavam interessados nos cargos para os quais estavam classificados. 📎 Quem não confirmou interesse dentro do prazo foi eliminado daquele cargo ou, em alguns casos, de todas as opções para as quais poderia ser convocado. Segundo o edital, a lista final considera o resultado dessas confirmações. A ordem de classificação leva em conta: a Nota Final Ponderada (NFP), que soma prova objetiva, prova discursiva e, quando houver, avaliação de títulos; a modalidade de concorrência (ampla concorrência, PcD, pessoas negras, indígenas e quilombolas); a ordem de preferência de cargos definida no momento da inscrição; a confirmação de interesse nas convocações realizadas ao longo do processo. Também foram eliminados candidatos que: foram reprovados na prova discursiva; não enviaram documentação exigida para cotas ou para vagas destinadas a pessoas com deficiência; não compareceram às etapas obrigatórias do concurso; não confirmaram interesse nas convocações realizadas pela organização. O que acontece a partir de agora? Com a divulgação da classificação final, o concurso entra na fase de convocações para as etapas seguintes. Os órgãos participantes passam a chamar os candidatos aprovados dentro do número de vagas, respeitando a ordem de classificação. Dependendo do cargo, o processo pode incluir etapas adicionais, como investigação social e funcional, defesa de memorial, prova oral ou cursos de formação. Essas fases são eliminatórias e fazem parte do processo de preparação para o exercício das funções públicas. A nomeação dos aprovados seguirá a ordem de classificação final e respeitará a modalidade de concorrência de cada candidato, além do número de vagas previsto para cada cargo. Após a convocação, cada órgão participante será responsável por conduzir as etapas administrativas necessárias para a posse, incluindo a solicitação de documentos, a realização de exames admissionais e o agendamento da posse dos novos servidores. Situação de quem está na lista de espera Os candidatos classificados no banco de espera continuam aptos a serem convocados durante todo o período de validade do concurso. Esse prazo é de 12 meses a partir da homologação do resultado final, podendo ser prorrogado uma única vez por igual período. Durante esse intervalo, novas convocações podem ocorrer em caso de abertura de vagas adicionais, desistências de candidatos aprovados ou necessidade de reforço no quadro de servidores. CNU 2025 O CNU 2025 foi coordenado pelo MGI, em parceria com a Enap, e executado pela FGV. A seleção reuniu 3.652 vagas para cargos de níveis médio, técnico e superior, com salários iniciais que variam entre R$ 4 mil e R$ 16 mil. As provas foram aplicadas em 228 cidades no país. Ao todo, mais de 760 mil pessoas se inscreveram, reforçando o CNU como o maior concurso público do país. A primeira etapa do CNU 2025, foi realizada no dia 5 de outubro. Já a etapa discursiva foi aplicada em 7 de dezembro e reuniu cerca de 42 mil candidatos em todo o país. Segunda edição do Concurso Nacional Unificado (CNU Ministério da Gestão e Inovação

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