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G1 GLOBO (Tudo Diário)

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  1. Paolla Oliveira acompanhou o desfile da Grande Rio na madrugada desta quarta-feira (18) e foi vista aplaudindo e comemorando a passagem da escola pela Marquês de Sapucaí. A atriz assistiu à apresentação na frisa. Paolla foi rainha de bateria da agremiação por quatro anos e, mesmo fora do posto neste Carnaval, seguiu prestigiando a escola de Duque de Caxias. VEJA FOTOS ABAIXO: A atriz Paolla Oliveira assiste ao desfile da Grande Rio no terceiro dia de desfiles da Sapucaí. Leo Franco / AgNews A atriz Paolla Oliveira assiste ao desfile da Grande Rio no terceiro dia de desfiles da Sapucaí. Leo Franco / AgNews

  2. O anúncio de Virginia Fonseca como rainha de bateria do Salgueiro foi recebido com vaias na Sapucaí, na noite do desfile da escola, nesta terça-feira (17). A reação de parte do público, que estava no Setor 1, aconteceu no momento em que um integrante da Liesa leu a ficha técnica da escola e o nome da influenciadora foi citado no sambódromo. A chegada da apresentadora e influenciadora ao Setor 1 foi tumultuada e ela chegou a desfilar escoltada por seguranças. Seguranças de Virginia vieram como 'diretores de concentração' Thaís Espírito Santo/g1 Os guarda-costas vestiam camisas da escola ora com os dizeres “Diretor de Concentração”, ora escritos “Diretoria”. Virginia deixou o camarote onde se arrumou pouco depois da meia-noite e foi cercada por público, curiosos e desfilantes ao seguir em direção à concentração. “Gente, é muita emoção estar aqui”, disse a apresentadora enquanto era recebida aos gritos de “linda”. Fantasia e homenagem Virginia Fonseca Reuters Antes de chegar à Avenida, Virginia fez uma transmissão ao vivo que reuniu quase 400 mil pessoas. Durante a live, ela mostrou os preparativos para o desfile e falou sobre ajustes na fantasia. Para a estreia, a influenciadora usou uma fantasia com estética tecnológica, que, segundo ela, pesa cerca de 15 quilos. Em uma publicação nas redes sociais, escreveu que “a revolução já começou”. Ajustes antes do desfile Rainha de bateria do Grande Rio, Virginia Fonseca desfila na Sapucaí nesta quarta-feira (18). Gustavo Wanderley/g1 Durante a transmissão, Virginia relatou que enfrentou problemas com o figurino antes do desfile. Segundo ela, o peso da fantasia fazia a parte de baixo do maiô ceder, o que causava desconforto. “Falei: ‘Não dá, teve que fazer tudo de novo”, contou. Como solução, afirmou que reforçaria a fixação da peça. “Nós vamos colar hoje. Vamos colocar uma fita”, disse.

  3. Ação oferece oportunidades de estágio para universitários e aprendizes CIEE O Centro de Integração Empresa-Escola (CIEE) está com 550 vagas de estágio abertas no Distrito Federal. Em todo o país, são 6,7 mil oportunidades de estágio e aprendizagem. ✅ Clique aqui para seguir o novo canal do g1 no WhatsApp As vagas são para estudantes de nível médio e do ensino superior. Os interessados devem se cadastrar pela internet ou presencialmente (veja detalhes abaixo). As áreas com mais vagas são: 📊 Administrativa: 137 vagas 📚 Para alunos no ensino médio: 71 vagas 📖 Educação: 69 vagas ⚖️ Direito: 36 vagas Também há oportunidades em setores como informática, marketing, comunicação, construção civil, contabilidade. Como se inscrever❓ 📍 Pessoalmente: EQSW 304/504 Edifício CIEE – Lote 02, St. Sudoeste 💻 Pela internet: no site da instituição LEIA TAMBÉM: VEJA NOVOS VALORES: Com reajuste, passagens de ônibus entre DF e Entorno passam dos R$ 12 FERIADO: Veja o que abre e o que fecha no Carnaval em Brasília Leia mais notícias sobre a região no g1 DF.

  4. Tapa-sexo de Virginia descola durante desfile g1 Virginia Fonseca teve problemas com sua fantasia durante a sua estreia como rainha de bateria da Grande Rio, no desfile desta quarta-feira (17). Além do costeiro de 12 kg, que a influencer pediu para retirar porque estava sentindo dor, o tapa-sexo também começou a descolar bem durante a passagem dela pela Avenida. Incidente com o tapa-sexo atrapalhou a evolução de Virginia, que precisou sambar com mais cuidado. Tapa-sexo de Virginia descola no meio do desfile da Grande Rio Virginia termina o desfile sem parte do costeiro Thaís Espírito Santo/g1 Durante a transmissão de uma live antes de entrar na Sapucaí, Virginia relatou que enfrentou problemas com o figurino antes do desfile. Segundo ela, o peso da fantasia fazia a parte de baixo do maiô ceder, o que causava desconforto. “Falei: ‘Não dá, teve que fazer tudo de novo”, contou. Como solução, afirmou que reforçaria a fixação da peça. “Nós vamos colar hoje. Vamos colocar uma fita”, disse. Chegada tumultuada Seguranças de Virginia vieram como 'diretores de concentração' Thaís Espírito Santo/g1 A chegada da apresentadora e influenciadora ao Setor 1 foi tumultuada e ela chegou a desfilar escoltada por seguranças. Os guarda-costas vestiam camisas da escola ora com os dizeres “Diretor de Concentração”, ora escritos “Diretoria”. Virginia deixou o camarote onde se arrumou pouco depois da meia-noite e foi cercada por público, curiosos e desfilantes ao seguir em direção à concentração. “Gente, é muita emoção estar aqui”, disse a apresentadora enquanto era recebida aos gritos de “linda”. Antes do desfile, Virginia Fonseca com a fantasia completa Gustavo Wanderley/g1

  5. Presidente Lula fala durante entrevista Ricardo Stuckert/Presidência da República O Palácio do Planalto informou, nesta terça-feira (17), que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sancionou parcialmente o projeto que previa reajuste salarial para carreiras da Câmara, do Senado e do Tribunal de Contas da União (TCU) para 2026. A medida será publicada no DOU (Diário Oficial da União) desta quarta-feira (18). Ao mesmo tempo, o presidente vetou trechos que previam aumentos salariais graduais para os anos de 2027, 2028 e 2029; o pagamento retroativo de despesas permanentes; e a criação de uma licença compensatória que poderia ser convertida em dinheiro, gerando valores que poderiam ultrapassar o teto salarial do serviço público - hoje fixado em R$ 46.366,19. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Veja os vídeos que estão em alta no g1 Reajuste mantido para 2026 Lula sancionou o aumento para 2026 para os servidores da Câmara, Senado e TCU. Também foram aprovados: A substituição das atuais gratificações de desempenho pela Gratificação de Desempenho e Alinhamento Estratégico (GDAE), de natureza remuneratória e sujeita ao teto constitucional; O reconhecimento das três carreiras como típicas de Estado, garantindo aos seus servidores maior segurança jurídica, previsibilidade e proteção como detentores de funções essenciais aos Poderes da República; No caso do TCU, a ampliação do número de cargos, a elevação dos níveis de funções de confiança e a exigência de nível superior para todos os cargos. O presidente Lula vetou os trechos que previam aumentos salariais até 2029. A justificativa é que definir reajustes para depois do fim do atual mandato vai contra a Lei de Responsabilidade Fiscal, que proíbe criar despesas obrigatórias nos últimos oito meses de governo que não possam ser totalmente pagas ainda durante o próprio mandato. Também foram vetados: Trechos que autorizavam pagamentos retroativos de despesas continuadas, por afronta ao art. 169, § 1º, inciso II, da Constituição Federal; Dispositivos que instituíam licença compensatória para funções comissionadas e de assessoramento, com possibilidade de conversão em indenização; Regras que previam forma de cálculo semestral para aposentadorias e pensões, por incompatibilidade com a Emenda Constitucional nº 103/2019. No caso da licença compensatória, os projetos permitiam conceder dias de folga remunerada pelo acúmulo de atividades extras — como sessões noturnas, auditorias e plantões — com a possibilidade de transformar essas folgas em dinheiro. Em alguns casos, os valores pagos poderiam ultrapassar o teto salarial do serviço público, hoje fixado em R$ 46.366,19. Por isso, esses trechos foram vetados. Reajuste na Câmara O texto da Câmara estabelece reajustes de 8% para secretários parlamentares, mesmo ajuste já concedido a servidores do judiciário. ➡️Os servidores efetivos e de carreira receberão reajuste de 9,25% e os que ocupam cargos em comissão, um reajuste ponderado de 8,63%. “É uma marca da nossa gestão não criarmos aqui castas, não criarmos diferenciações nas carreiras. Todas as categorias estão recebendo reajuste salarial”, afirmou o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB). Assim como no Senado, a proposta também prevê uma gratificação que varia de 40% a 100% para servidores efetivos, incidente sobre o maior vencimento básico do cargo efetivo ocupado pelo servidor.

  6. Virginia desfila escoltada por seguranças na Sapucaí Virginia Fonseca desfilou escoltada por seguranças na Marquês de Sapucaí durante a madrugada desta quarta-feira (18), em sua estreia como rainha de bateria da Acadêmicos do Grande Rio. Os guarda-costas vestiam camisas da escola ora com os dizeres “Diretor de Concentração”, ora escritos “Diretoria”. Alguns empurravam jornalistas e até desfilantes que tentavam se aproximar. A chegada da apresentadora e influenciadora ao Setor 1 foi tumultuada. Virginia deixou o camarote onde se arrumou pouco depois da meia-noite e foi cercada por público, curiosos e desfilantes ao seguir em direção à concentração. “Gente, é muita emoção estar aqui”, disse a apresentadora enquanto era recebida aos gritos de “linda”. Seguranças de Virginia vieram como 'diretores de concentração' Reprodução/TV Globo Seguranças de Virginia vieram como 'diretores de concentração' Thaís Espírito Santo/g1 Fantasia e homenagem Antes de chegar à Avenida, Virginia fez uma transmissão ao vivo que reuniu quase 400 mil pessoas. Durante a live, ela mostrou os preparativos para o desfile e falou sobre ajustes na fantasia. Para a estreia, a influenciadora usou uma fantasia com estética tecnológica, que, segundo ela, pesa cerca de 15 quilos. Em uma publicação nas redes sociais, escreveu que “a revolução já começou”. “Minha fantasia representa o meu sentimento pela GRANDE RIO e a BATERIA DO MESTRE FAFÁ!!! O pulsar forte e acelerado, que move toda uma comunidade!! O coração das pessoas, o coração da bateria, o meu coração”, afirmou. Ela também exibiu um piercing com o número 7 em um dos dentes, em referência ao número da camisa usada pelo namorado, o jogador Vinícius Júnior, no Real Madrid. Antes de entrar na Avenida, Virginia fez uma chamada de vídeo com o atleta para mostrar a homenagem. Segundo ela, Vini não pôde comparecer ao desfile porque está em competição na Europa, mas prometeu acompanhar a apresentação de Madri, por volta das 5h no horário local. “Vou ver”, garantiu o jogador. Ao comentar o piercing, disse: “Cadê o dente? Ficou maneiro”. Virginia Fonseca Reuters Ajustes antes do desfile Durante a transmissão, Virginia relatou que enfrentou problemas com o figurino antes do desfile. Segundo ela, o peso da fantasia fazia a parte de baixo do maiô ceder, o que causava desconforto. “Falei: ‘Não dá, teve que fazer tudo de novo”, contou. Como solução, afirmou que reforçaria a fixação da peça. “Nós vamos colar hoje. Vamos colocar uma fita”, disse.

  7. Ludmila beija Bruna na Sapucaí: ‘Minha mulher está maravilhosa' Ludmilla acompanhou o desfile da Grande Rio na madrugada desta quarta-feira (18). A cantora tinha um motivo especial, já que sua mulher, Brunna Gonçalves, é uma das musas da escola de Caxias. Enquanto desfilava, a influenciadora fez uma parada estratégica para beijar a cantora, que estava em um dos camarotes da Marquês de Sapucaí. “Minha mulher está maravilhosa, arrasando como sempre”, elogiou Ludmilla. Ludmilla beija Brunna Gonçalves na Sapucaí: 'Minha mulher está maravilhosa' Globo/Priscila Monteiro Brunna Gonçalves desfila pela Acadêmicos do Grande Rio, com enredo sobre manguebeat, na madrugada desta quarta (18). Leo Franco/AgNews Mais cedo, Ludmilla comandou o tradicional Fervo da Lud na manhã desta terça-feira (17) e transformou o Centro do Rio em uma gigante pista de dança. Com o tema "Ritmos do Brasil", a cantora fez uma homenagem à diversidade musical brasileira e animou 600 mil pessoas, segundo balanço divulgado pela Riotur. A cantora levou convidados para o palco, como Duquesa e MC Maneirinho, e chegou a interromper a apresentação algumas vezes por causa de furtos e brigas. Algumas pessoas passaram mal por conta do calor. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias do RJ em tempo real e de graça Brunna Gonçalves, musa da Grande Rio, no último dia de desfiles do Grupo Especial. Roberto Narciso / AgNews

  8. Gavin Arm e Bert de Wit implementaram a semana de quatro dias na empresa em 2019 BBC Os holandeses adotaram discretamente a jornada de trabalho de quatro dias por semana. Mas qual foi o impacto da medida e como fazê-la perdurar? "Seus filhos só são pequenos uma vez", afirma Gavin Arm, cofundador da Positivity Branding, uma pequena empresa com sede em Amsterdã, capital holandesa. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça "A maioria das pessoas, quando dirige uma empresa, se dedica totalmente e trabalha, trabalha, trabalha para tentar fazê-la dar certo. E provavelmente elas fazem isso pelos filhos", explica Arm. "Mas depois, quando elas ficam mais velhas, olham para trás e dizem 'eu perdi essa parte da vida deles', e isso é terrível. Nós não queremos ser assim." Veja os vídeos que estão em alta no g1 Arm fala à reportagem no escritório aconchegante da empresa, no animado bairro De Pijp. Ao sul do centro da cidade, a região é conhecida por seus mercados movimentados, sua história boêmia e pela intensa gentrificação (processo de transformação da população local, que é substituída gradualmente por outros perfis de renda mais alta, contribuindo para a supervalorização de um bairro ou cidade e, consequentemente, para a expulsão de antigos moradores). A empresa, fundada por ele e pelo colega Bert de Wit, presta consultoria em identidade de marca e design de embalagens. Há sete anos, os sócios adotaram a semana de quatro dias para si e para os funcionários. Os empregados não precisaram aceitar redução salarial nem trabalhar mais horas nos quatro dias. A carga horária semanal permanece em 32 horas, ou oito horas por dia. "O equilíbrio entre a vida pessoal e o trabalho esteve no centro da decisão", afirma de Wit. Ele discorda da ideia de que os funcionários agora trabalham menos pelo mesmo salário. "Trata-se de trabalhar de forma mais inteligente, não mais intensa." Segundo ele, "em outros países, as pessoas passam muito tempo no trabalho, mas isso não significa que trabalhem muito. Mudar a cultura e a mentalidade é o maior desafio." Os holandeses trabalham o menor número de horas por semana na Europa AFP via Getty Images (BBC) A jornada de quatro dias por semana já se tornou comum na Holanda há vários anos, com a adesão inclusive de grandes empresas. O maior sindicato do país, Netherlands Trade Union Confederation (FNV, na sigla em holandês), continua a pressionar o governo holandês para que a medida se torne uma recomendação oficial. De todo modo, os trabalhadores já têm o direito legal de solicitar redução de jornada. "Gostamos de ter tempo para liberar a mente. Tenho minhas melhores ideias quando passeio com o meu cachorro", diz Marieke Pepers, diretora de gestão de pessoas da empresa holandesa de software Nmbrs. Ela tira a sexta-feira de folga toda semana. "Ninguém espera nada de mim nesse dia, eu me inspiro, fico melhor e a empresa também." Segundo Pepers, desde que a empresa adotou a semana de quatro dias, "as licenças médicas diminuíram e a retenção aumentou". No entanto, ela afirma que a proposta enfrentou resistência no início. "Tivemos que convencer os investidores. Nossos próprios funcionários estavam céticos no começo: 'não consigo terminar meu trabalho nem em cinco dias' [foi uma das reações]", diz Pepers. "Algumas pessoas se sentiam pressionadas. Mas precisamos ser extremamente criteriosos ao definir prioridades no nosso trabalho e reduzimos o número de reuniões." Marieke Pepers afirma que tem suas melhores ideias quando sai para passear com o cachorro Marieke Pepers A adoção discreta da semana de quatro dias na Holanda atraiu atenção internacional. Os trabalhadores holandeses cumprem, em média, 32,1 horas por semana, a menor carga horária da União Europeia, bem abaixo da média do bloco, de 36 horas. Ao mesmo tempo, o PIB (Produto Interno Bruto, a soma de todas as riquezas produzidas) per capita do país — isto é, por habitante — está entre os mais altos da Europa e figura próximo ao topo entre os membros da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE, conhecida como "clube dos países ricos"), que reúne economias desenvolvidas. O desempenho desafia a premissa de que países ricos precisam de jornadas longas para se manter competitivos. Mas a realidade da semana de quatro dias na Holanda é tão bem-sucedida para a economia quanto sugerem as manchetes da imprensa? "É verdade que a Holanda tem alta produtividade e trabalha menos horas", afirma Daniela Glocker, economista responsável pela Holanda na OCDE. "Mas o que vimos nos últimos 15 anos é que ela [a produtividade] não cresceu." Glocker acrescenta: "Então, se os holandeses quiserem manter sua qualidade de vida, terão de aumentar a produtividade ou ampliar a oferta de trabalho." Segundo Glocker, isso significa que os trabalhadores atuais precisarão produzir mais bens e serviços por dia de trabalho ou que o país terá de ampliar o número de pessoas no mercado, possivelmente com maior imigração. A Holanda tem a maior proporção de trabalhadores em tempo parcial entre os países da OCDE: quase metade dos empregados trabalha menos que a jornada integral. Salários mais altos e a forma como os impostos holandeses incidem sobre a faixa intermediária de renda tornam menos atraente trabalhar horas extras, levando famílias a trocar renda por tempo livre. Uma análise do próprio governo aponta que 3 em cada 4 mulheres e 1 em cada 4 homens trabalham menos de 35 horas por semana. Sindicatos argumentam que "um dia a menos" pode beneficiar a energia, a produtividade e a sociedade, e que normalizar a semana de quatro dias pode manter no mercado pessoas que, de outra forma, deixariam de trabalhar. A OCDE, no entanto, alerta que esse modelo enfrenta pressões crescentes. Como a maioria dos países, a Holanda lida com o envelhecimento da população: à medida que mais pessoas se aposentam, menos permanecem na força de trabalho. "Os holandeses são ricos e trabalham menos — mas a questão é: isso é sustentável?", questiona Nicolas Gonne, economista da OCDE. "Há um limite para o que se pode fazer com poucos trabalhadores." "O que vemos é que a Holanda enfrenta restrições por todos os lados; a forma de aliviar isso é expandir a oferta [de trabalho]", afirma Gonne. AFP via Getty Images Alguns economistas afirmam que mais mulheres na Holanda precisam trabalhar em tempo integral Uma forma de ampliar a oferta de trabalho seria aumentar a participação de mulheres holandesas em jornadas integrais. Embora a taxa de emprego feminino seja elevada, mais da metade das mulheres no país trabalha em tempo parcial, cerca de três vezes a média da OCDE. O acesso a creches a preços acessíveis continua sendo um entrave importante, e a elevada carga tributária sobre a renda, aliada à complexidade do sistema de benefícios, pode desestimular o aumento da jornada, especialmente entre os chamados segundos provedores de renda familiar. Peter Hein van Mulligen, do Escritório Central de Estatísticas da Holanda (CBS, na sigla em holandês), aponta para um "conservadorismo institucionalizado" profundamente enraizado na sociedade holandesa, que atua como barreira à participação feminina. Um estudo de 2024 apontou que 1 em cada 3 holandeses considera que mães com filhos pequenos (de até três anos) não deveriam trabalhar mais do que um dia por semana, e quase 80% afirmam que três dias semanais seriam o máximo. Entre os pais, os percentuais são, respectivamente, 5% e 29%. "Uma diferença considerável", observa van Mulligen. Yvette Becker, do sindicato FNV, afirma que a semana de quatro dias pode ajudar a reduzir a desigualdade de gênero. "Há ganho de produtividade com menor absenteísmo." De volta à Positivity Branding, de Wit afirma que a semana de quatro dias torna o emprego "mais atraente", sobretudo em setores com escassez de mão de obra, como educação e saúde. "Pode ser uma forma de tornar essas profissões mais atrativas e elevar novamente a produtividade." Seu sócio, Arm, resume sua visão sobre o modelo: "Você está mais feliz? Está aproveitando mais a vida? É disso que se trata". Motta encaminha PEC que põe fim à escala 6x1

  9. Cidade do RS se destaca pela produção de uvas para vinhos e espumantes Vinhos finos e espumantes de alta qualidade têm origem nos parreirais de Encruzilhada do Sul, na Região dos Vales. As características do bioma Pampa e o subsolo formado por granito garantem uvas diferenciadas, usadas por vinícolas de várias partes do estado. Na mesma região em que é produzido o melhor azeite brasileiro, cresce também a matéria-prima de rótulos premiados. O município se destaca pela combinação entre clima seco, grande amplitude térmica e solo profundo, que obriga as raízes das videiras a buscar umidade em camadas mais baixas da terra. 📲 Acesse o canal do g1 RS no WhatsApp O diferencial climático favorece a qualidade das uvas. "É de 12 a 14 graus de diferença térmica durante o dia. De manhã faz 15 °C, à tarde faz 30 °C. Isso para a videira é ótimo", afirma o pesquisador da Embrapa Uva e Vinho, Celito Crivellaro Guerra. Os solos profundos também ajudam a planta a enfrentar períodos de seca. Segundo ele, a água fica em locais mais profundos, obrigando as raízes a crescer. Expectativa é de safra de 5 mil toneladas A expectativa para este ano é de uma safra maior. O verde das videiras destaca o colorido dos cachos, indicando boa produtividade. A projeção é colher cerca de 5 mil toneladas — mil a mais do que no ano passado. De acordo com Marco Antônio Santos, técnico agrícola da Emater, o cenário é promissor. "Com mais uvas, teremos mais espumantes e mais vinhos. E, aliado a isso, há uma safra com uma qualidade excepcional." Produtores Produtores locais reforçam a importância do ponto certo da colheita para manter a qualidade. "A gente colhe várias parcelas em datas diferentes, porque a soma das partes é sempre melhor que uma isolada. Quando tu colhe de vários dias, tu tem acidez perfeita, álcool perfeito, açúcar na medida", explica o produtor rural Gustavo Bertolini. Além da boa produtividade, o setor cresce rapidamente. As primeiras parreiras chegaram à cidade há apenas duas décadas. Hoje, 30 produtores cultivam 550 hectares de uvas finas. A produção é verticalizada e em menor escala, o que melhora o direcionamento de nutrientes e a qualidade dos cachos. Na propriedade de Hilton Fensterseifer, o resultado já aparece nos vinhedos. "Essa safra está um espetáculo. A gente tem qualidade e produtividade." Construção de vinícolas no município Atualmente, as uvas produzidas em Encruzilhada do Sul se tornam vinho na Serra Gaúcha. Mas o cenário deve mudar nos próximos anos. Vinícolas estão sendo construídas no município e a previsão é que, a partir de 2027, o produto final também seja elaborado na cidade. Segundo Santos, o investimento vai fortalecer o turismo e a economia local. “À medida que essa uva é processada dentro do município, o retorno financeiro melhora. Com a vinificação ocorrendo dentro de Encruzilhada [do Sul], isso tende a crescer.” Entre azeites, uvas e vinhos, a região consolida um terroir brasileiro reconhecido por produtores e especialistas. Clima e subsolo tornam Encruzilhada do Sul referência na produção de uvas para vinhos e espumantes premiados. Reprodução/RBS TV VÍDEOS: Tudo sobre o RS

  10. Luciano Junior, ex-diretor da Unidos do Jacarezinho Reprodução Um ex-diretor da Unidos do Jacarezinho, da Série Ouro, usou as redes sociais nesta terça-feira (17) para denunciar um calote. Luciano Junior afirma não ter recebido valores acordados com Mattheus Gonçalves, presidente da escola. A agremiação abriu a 1ª noite da divisão de acesso na sexta-feira (13), em um desfile com muitos problemas. Alas inteiras saíram sem fantasias, e as alegorias foram apresentadas com acabamentos simples. Na publicação, Luciano afirmou que firmou, em julho de 2025, um acordo para dobrar o salário de R$ 600 para R$ 1.200, mas que continuaria recebendo R$ 600 até a liberação da subvenção — dinheiro que o poder público concede anualmente às escolas. “A subvenção, os apoios e as verbas que a escola recebeu foram liberados em janeiro [de 2026]. Quando comecei a cobrar o pagamento do meu trabalho, conforme o acordo, simplesmente deixei de ter qualquer retorno do presidente”, escreveu. Segundo Luciano, outros profissionais teriam sido pagos após o desfile, mas o valor combinado com ele ainda não foi quitado. Ele não informou o montante devido. Luciano disse que trabalhou inicialmente na escola quando a agremiação ainda desfilava na Intendente Magalhães, recebendo R$ 400. Com a subida para a Série Ouro, o valor teria passado para R$ 600. “Não é justo que um profissional que deu o seu máximo seja desrespeitado e ignorado ao cobrar algo que é seu por direito”, publicou. Procurada, a Unidos do Jacarezinho ainda não se manifestou sobre as acusações até a última atualização desta reportagem. ✅Clique aqui para seguir o canal do g1 RJ no WhatsApp Luciano Junior, ex-diretor da Unidos do Jacarezinho, após a vitória ano passado Reprodução Desligamento na semana passada Na sexta-feira (13), Luciano anunciou a saída da escola. Em vídeo publicado nas redes sociais, ele afirmou que a decisão era “dolorosa” e que deixava o cargo com a “consciência tranquila”. “Eu tô aqui nesse vídeo anunciando a minha saída da Unidos do Jacarezinho. É muito doloroso, sabe? Você sonhar, idealizar um momento tão especial e ele acabar dessa forma”, disse. Jacarezinho pede ‘clemência’ contra provável rebaixamento Desfile marcado por dificuldades A Unidos do Jacarezinho voltou à Marquês de Sapucaí após 13 anos fora do Grupo Especial e desfilou pela Série Ouro homenageando o cantor Xande de Pilares. No esquenta, a escola cantou “Tá escrito”, um dos sucessos do artista. O desfile foi impactado por incêndios registrados nos últimos meses. Em outubro de 2025, o fogo atingiu o barracão da escola na Via Binário do Porto, no Santo Cristo, Zona Portuária do Rio. Segundo a agremiação, o espaço onde estavam alegorias, adereços e fantasias ficou totalmente destruído. Em 5 de fevereiro de 2026, outro incêndio atingiu as instalações administrativas da quadra, na Avenida Dom Hélder Câmara, na Zona Norte. De acordo com a escola, três salas usadas para armazenar fantasias foram atingidas, resultando na perda de 12 alas e diversos adereços. Ninguém ficou ferido. Na Avenida, várias alas desfilaram sem fantasias e usaram camisas da escola. As alegorias foram apresentadas em tamanho reduzido.

  11. Dor no joelho: quando tratar em casa e quando procurar um ortopedista A dor no joelho é uma queixa comum no dia a dia e pode ter causas muito diferentes — desde uma sobrecarga passageira até doenças inflamatórias ou lesões que exigem avaliação médica. Saber identificar quando é possível adotar medidas simples em casa e quando procurar um especialista pode evitar agravamentos e acelerar o tratamento. As lesões mais comuns em ordem de frequência são as meniscais, as ligamentares e as de cartilagem. Segundo especialistas ouvidos pelo g1, o primeiro passo é entender o tipo de dor, sua duração e se há sinais de alerta. Abaixo, nesta reportagem, você vai ver: Dor aguda ou crônica: entenda a diferença Quais estruturas do joelho são mais afetadas? Dor muscular ou problema na articulação? Quando suspeitar de artrose? É possível tratar a dor no joelho em casa? Por quanto tempo esperar antes de procurar um médico? Quando a dor no joelho é sinal de alerta? Exames de imagem são sempre necessários? Como prevenir a dor no joelho? Dor aguda ou crônica: entenda a diferença Dor no joelho: quando tratar em casa e quando procurar um ortopedista Adobe Stock A dor no joelho pode ser dividida em dois grandes grupos: aguda e crônica. A dor aguda é aquela mais recente, geralmente associada a um gatilho claro, como uma torção, queda ou prática esportiva. Já a dor crônica é aquela que persiste por três meses ou mais, muitas vezes sem um fator inicial bem definido, explica o reumatologista José Eduardo Martinez, presidente da Sociedade Brasileira de Reumatologia (SBR). Nas dores agudas, são comuns as lesões traumáticas, como torções do dia a dia e lesões esportivas, mais frequentemente avaliadas pela ortopedia. Do ponto de vista reumatológico, uma causa importante de dor aguda é a gota, inflamação relacionada ao excesso de ácido úrico, que costuma atingir o pé, mas também pode acometer o joelho de forma intensa, acrescenta o reumatologista. Outras causas inflamatórias menos frequentes incluem a artrite infecciosa, que é rara, e a artrite reativa, quando uma infecção em outro local do corpo, como intestino ou trato urinário, desencadeia inflamação articular. Já entre as dores crônicas, a principal causa é a osteoartrite, conhecida popularmente como artrose. Ela provoca dor progressiva e limitação funcional e é uma das principais responsáveis por queixas persistentes no joelho. Quais estruturas do joelho são mais afetadas? As estruturas mais atingidas variam conforme a causa da dor. Segundo Pedrinelli, as lesões mais frequentes, em ordem, são as de menisco, seguidas pelas ligamentares e pelas lesões de cartilagem. “A dor no joelho pode acontecer com qualquer um desses tipos de lesão, quer sejam as traumáticas, por um desgaste articular decorrente do nosso processo biológico de envelhecimento ou causadas por inflamação decorrente de alguma doença reumatológica”, afirma o médico. No caso das doenças reumatológicas, a inflamação pode atingir outras estruturas. Na gota, por exemplo, ocorre inflamação da sinóvia, membrana que reveste a articulação. Na osteoartrite, há envolvimento da cartilagem, da própria sinóvia e também do osso logo abaixo da cartilagem. Além disso, uma causa comum de dor no joelho é a inflamação dos tendões, especialmente na região conhecida como pata anserina, onde se inserem três tendões. Essa dor costuma aparecer na face interna do joelho e pode ser confundida com artrose ou até ser acompanhada dela. Dor muscular ou problema na articulação? Diferenciar dor muscular de dor articular é uma dúvida frequente. De modo geral, a dor muscular está relacionada a movimentos específicos e não costuma aparecer em repouso. Já os problemas articulares tendem a provocar dor quando há aplicação de carga sobre o joelho. A história clínica e o exame físico ajudam a identificar se o incômodo vem de músculos, tendões ou da articulação em si, por meio de manobras que avaliam quais estruturas estão envolvidas. Quando suspeitar de artrose? A artrose — ou osteoartrite, termo mais usado atualmente na literatura médica — é uma doença associada ao processo biológico de envelhecimento, embora possa começar mais cedo em algumas articulações. A suspeita surge diante de uma dor crônica, especialmente em articulações como o joelho, o tornozelo, a coluna cervical e lombar, a base do polegar e as articulações dos dedos. A dor tende a piorar com o esforço, melhorar com o repouso e vir acompanhada de limitação de movimento. Fatores como idade, histórico familiar e presença de outras doenças também ajudam o médico a levantar essa hipótese. É possível tratar a dor no joelho em casa? Em alguns casos, sim. Segundo Pedrinelli, dores leves, sem inchaço importante da articulação, podem ter início de tratamento em casa. As medidas incluem repouso, aplicação de gelo e, eventualmente, o uso de anti-inflamatórios tópicos ou orais — sempre com cautela. O gelo é indicado principalmente quando há aumento de volume ou inchaço. Após três a quatro dias, o calor local pode ser usado para melhorar a circulação e ajudar na absorção de hematomas ou edemas. Apesar disso, os especialistas alertam que a automedicação não é recomendada sem avaliação médica. Por quanto tempo esperar antes de procurar um médico? De forma geral, aguardar dois a três dias para observar a evolução da dor é considerado aceitável na maioria dos quadros leves. Se não houver melhora nesse período, a orientação é procurar avaliação especializada. O maior erro, segundo os médicos, é menosprezar a dor, acreditando que ela vai desaparecer sozinha com o tempo. Quando a dor no joelho é sinal de alerta? Alguns sinais indicam a necessidade de avaliação médica mais rápida. Entre eles estão: Inchaço ou derrame articular Dor persistente Sensação de calor na articulação Limitação funcional Estalos acompanhados de dor Travamento ou bloqueio do joelho Sensação de instabilidade Esses sintomas podem indicar lesões mais graves ou processos inflamatórios que precisam de diagnóstico preciso. Exames de imagem são sempre necessários? Nem sempre. Tanto na ortopedia quanto na reumatologia, a história clínica e o exame físico são fundamentais e, muitas vezes, suficientes para definir a conduta inicial. Os exames de imagem ajudam a avaliar a extensão do problema, mas não são obrigatórios em todos os casos. Em muitas situações, o tratamento pode ser iniciado mesmo sem exames, especialmente quando o quadro clínico é claro. Como prevenir dor no joelho? A prevenção passa por cuidados gerais com a saúde. Manter o peso adequado é essencial, já que o joelho é uma articulação de suporte de carga e o excesso de peso aumenta significativamente a sobrecarga. A prática regular de atividade física, com exercícios aeróbicos, musculação e alongamentos, ajuda a prevenir doenças degenerativas. Além disso, controlar condições como diabetes, hipertensão e síndrome metabólica também contribui para a saúde das articulações. Calçados adequados e atenção à postura também fazem diferença, especialmente durante a prática esportiva ou atividades de impacto.


  12. Virginia defende Vini Jr após novo ataque racista: 'Estou com ele em todo momento e torço Antes de estrear na Marquês de Sapucaí como rainha de bateria da Grande Rio, Virginia comentou sobre o novo episódio de racismo sofrido pelo namorado, o atacante Vini Jr. “A gente tem que falar sobre a coragem dele, a força por ter passado por tudo isso em campo e continuado. Ele fez um belíssimo jogo, fez o gol da vitória. Eu sou apaixonada por ele. Estou com ele em todo momento e torço por ele sempre”, falou. Perrengue com tapa-sexo, homenagem a Vini Jr. e fantasia tecnológica: Virginia faz live antes de desfile Virginia estreia na Sapucaí como rainha de bateria da Grande Rio Leo Franco / AgNews Virginia estreia na Sapucaí como rainha de bateria da Grande Rio Rogério Fidalgo - AGNEWS Virginia estreia na Sapucaí como rainha de bateria da Grande Rio Reprodução O atacante Vini Jr. denunciou ter sido vítima de um ato de racismo durante a vitória do Real Madrid por 1 a 0 sobre o Benfica, nesta terça-feira (17), pela Champions League. O episódio ocorreu logo depois de o brasileiro marcar um gol e abrir o placar para o time espanhol no segundo tempo do confronto, no Estádio da Luz, em Lisboa. A influenciadora falou do nervosismo com a estreia e disse que não conseguiu dormir nesses últimos dias. "Esse momento eu dedico a todas as pessoas que acreditaram em mim", disse.

  13. BMB: o que se sabe sobre esquema de pirâmide financeira no interior de São Paulo Prejuízos, frustração e sensação de impunidade resumem a situação vivida por moradores da região de Ribeirão Preto (SP) desde o fechamento de escritórios da BMB, uma empresa de publicidade suspeita de praticar golpes por meio de um esquema de pirâmide financeira. O negócio, que prometia renda extra online por meio da avaliação de hotéis e pontos turísticos, chegou a ter sedes em cidades como Monte Alto (SP) e Jaboticabal (SP), onde passa de 100 o número de pessoas que procuraram as autoridades para prestar queixa. Faça parte do canal do g1 Ribeirão e Franca no WhatsApp A Polícia Civil instaurou um inquérito não só para identificar os responsáveis, como para entender a extensão do golpe, já que existe a suspeita de que a empresa atuou em diferentes cidades. "Pode ter ou não um caráter de transnacionalidade, pessoas de fora do país, empresas em outros estados. A gente vai avaliar essa questão também da interestatalidade, da internacionalidade das condutas para ver também se é atribuição da Polícia Federal", afirma o delegado Marcelo Lorenço dos Santos. Escritório da BMB, investigada por esquema de pirâmide financeira em cidades da região de Ribeirão Preto (SP). Reprodução/EPTV Veja, abaixo, o que se sabe sobre o esquema de pirâmide financeira: O que é a pirâmide financeira? Considerada ilegal, a pirâmide financeira não se sustenta pela venda de produtos e serviços, mas sim pela entrada constante de novos membros, mediante o pagamento de comissões, que sustentam as camadas superiores dessa estrutura - que falha quando esses pagamentos deixam de acontecer. Segundo o delegado Marcelo Lorenço dos Santos, a prática, também chamada de "pichardismo", está prevista na lei 1.521, de 1951. "O tipo penal diz o seguinte: obter ou tentar obter vantagem em lista em detrimento de um número indeterminado de pessoas ou em detrimento dessas pessoas, utilizando de processos fraudulentos ou especulação", explica. Onde o golpe foi aplicado? Até o momento, há registros de vítimas em Monte Alto (SP) e Jaboticabal (SP). Em Monte Alto, a empresa operou por cerca de três meses com um escritório no Centro da cidade. Em Jaboticabal, a loja física funcionou até 2025. A polícia também investiga se a empresa atuou em outras cidades e estados. Como o golpe funcionava na prática? A BMB prometia lucros por meio da avaliação de hotéis e pontos turísticos pelo mundo. Nas redes sociais, a companhia afirmava ser parceira de um grande grupo internacional de viagens para atrair interessados. No entanto, para começar a trabalhar, o interessado precisava pagar comissões. O sistema prometia ganhos que subiam de acordo com o cargo atingido, que poderiam chegar a R$ 250 mil por mês na função de gerente. No final, pouco antes de fechar os escritórios, as vítimas relatam que a empresa passou a exigir depósitos para autenticação e fotos de documentos pessoais, impedindo os saques. Cartaz mostra salários prometidos por empresa suspeita de pirâmide financeira em Monte Alto (SP). Tiago Aureliano/EPTV Qual o prejuízo das vítimas? Ainda não se sabe o valor total do prejuízo, mas os entrevistados pela reportagem disseram ter perdido entre R$ 2 mil e R$ 15 mil. Uma das vítimas afirmou que outras pessoas usaram economias, fizeram empréstimos e até venderam veículos para entrar no negócio. Como estão as investigações sobre o caso? A Polícia Civil instaurou inquérito para investigar o crime contra a economia popular. O delegado Marcelo Lourenço dos Santos, de Monte Alto, afirmou que a investigação está em fase inicial, com depoimentos sendo colhidos e análise de documentos. LEIA TAMBÉM 'Pensei que fosse uma coisa honesta', diz homem que perdeu R$ 15 mil em esquema de pirâmide financeira em SP Empresa é denunciada por suspeita de prometer renda extra e fazer vítimas com esquema de pirâmide em Monte Alto, SP As autoridades buscam identificar quem iniciou o modelo de negócio e como as pessoas foram atraídas. Eventuais bloqueios de bens dependem do avanço das investigações. O motorista Cristiano Henrique Souza diz ter perdido R$ 15 mil em esquema de pirâmide financeira em Jaboticabal (SP). Reprodução/EPTV O que os suspeitos disseram? Os responsáveis pela BMB não foram localizados. Após o encerramento das atividades e o fechamento das portas dos escritórios físicos, nenhum representante foi encontrado para prestar esclarecimentos às vítimas ou às autoridades. Esquema de pirâmide é alvo de denúncias em Monte Alto, SP Veja mais notícias da região no g1 Ribeirão Preto e Franca

  14. Universidades particulares tradicionais de São Paulo iniciaram o ano letivo com uma nova regra: a proibição de celulares em sala de aula, exceto para atividades acadêmicas com fins pedagógicos. A medida, adotada com o objetivo de reduzir distrações e melhorar a concentração, reacendeu o debate sobre os limites da autonomia em um ambiente adulto – e dividiu opiniões. Para parte dos estudantes, a proibição foi recebida com surpresa e resistência. Outros, porém, relatam dificuldade em manter a concentração durante as aulas e reconhecem que o uso constante de dispositivos eletrônicos prejudica o aprendizado. Três estudos mediram os impactos de regras que limitam ou proíbem o uso de celulares, na China, nos EUA e na Índia – no caso indiano, uma pesquisa que acompanhou mais de 17 mil estudantes. Os resultados apontam que a medida pode trazer benefícios para alunos e professores. Para analisar o que dizem esses estudos, Natuza Nery recebe neste episódio Antônio Gois, jornalista de educação desde 1996 e colunista do jornal O Globo. Ele também comenta as motivações pedagógicas desse tipo de decisão e as chances de outras instituições de ensino superior adotarem o mesmo caminho. Convidado: Antônio Gois, jornalista de educação desde 1996, colunista do jornal O Globo e autor dos livros "O ponto a que chegamos"; "Quatro décadas de gestão educacional no Brasil" e "Líderes na escola". O que você precisa saber: ENSINO SUPERIOR: Universidades de SP também começam a proibir celulares dentro de sala de aula PERGUNTAS E RESPOSTAS: Distração ou recurso pedagógico? Como especialistas avaliam o uso de celulares nas escolas O ASSUNTO #1659: O julgamento das big techs e a responsabilidade do algoritmo O podcast O Assunto é produzido por: Luiz Felipe Silva, Amanda Polato, Sarah Resende, Carlos Catelan e Luiz Gabriel Franco. Apresentação: Natuza Nery. Participou deste episódio Paula Paiva Paulo. Universidades proíbem celulares em São Paulo O Assunto é o podcast diário produzido pelo g1, disponível em todas as plataformas de áudio e no YouTube. Desde a estreia, em agosto de 2019, o podcast O Assunto soma mais de 168 milhões de downloads em todas as plataformas de áudio. No YouTube, o podcast diário do g1 soma mais de 14,2 milhões de visualizações. Imagem ilustrativa mostra celulares e cadernos em sala de aula Reprodução TV Globo

  15. ASSISTA: Tuiuti, Vila, Grande Rio e Salgueiro encerram carnaval do Rio Apuração será nesta Quarta-Feira de Cinzas, e o g1 acompanha tudo. Ordem dos desfiles: veja quem desfila até terça-feira (17). Posição dos jurados para o Grupo Especial já estão definidas; veja a lista. Já conhece os sambas-enredo? Veja o que as escolas vão levar para a Avenida. Quem são as 12 rainhas de bateria do Grupo Especial do Rio? Conheça as histórias. Apuração define campeã do carnaval do Rio nesta quarta, e metade das notas será descartada; entenda

  16. Seis É D+ venceu concurso de blocos com defesa o orgulho da periferia Após o adiamento provocado por chuvas nessa segunda-feira (16), o bloco Seis É D+ venceu a disputa de desfiles carnavalescos de Rio Branco na noite desta terça (17). Grupo foi o último a se apresentar e teve o enredo "Favela ou Periferia: a origem não define meu futuro", e chegou ao sétimo título. Três agremiações subiram ao palco principal da festa: Unidos do Fuxico, 6 é D+ e Sambase. Confira mais abaixo os sambas-enredo e as apresentações dos três blocos. 📲 Participe do canal do g1 AC no WhatsApp O desfile do levou alas e fantasias com referências a questões sociais, como cultura e educação, com direito a um carro alegórico em homenagem ao educador Paulo Freire, morto em 1997, além do samba-enredo que dizia: "Favela é o berço da cultura" .O grupo já havia vencido em 2025, com enredo que contou a história do Carnaval. Após a vitória, o presidente do bloco, declarou que o título representa a união dos integrantes, que se dedicaram para garantir mais um ano na avenida. Seis É D+ defendeu periferia como berço da cultura Jhenyfer Souza/g1 LEIA TAMBÉM: Carnaval 2026: Concurso de blocos carnavalescos marca 4º dia de programação; veja detalhes Veja como fica o trânsito durante Carnaval 2026 em Rio Branco Com enredo sobre história do carnaval, 6 é D+ quebra jejum de oito anos e vence disputa de blocos pela 6ª vez em Rio Branco "Favela venceu! A determinação, a garra, a responsabilidade. Nós tínhamos um objetivo, nós planejamos o título e conquistamos. Mais uma vez eu digo: a favela venceu, sete vezes campeões", celebrou Cláudio Jansen. Em segundo lugar, ficou o bloco Unidos do Fuxico, primeiro a se apresentar, enquanto o Sambase ficou na terceira colocação. Os blocos foram julgados por uma comissão de 12 pessoas. Durante o percurso, foram avaliados os carros alegóricos, a bateria e demais instrumentos, o samba-enredo, a harmonia referente ao entrosamento entre o ritmo e o canto, a comissão de frente e a rainha da bateria. Premiações: 🥇 1º lugar: R$ 20 mil (aumento de R$ 13.625,00 em comparação com 2025); 🥈 2º lugar: R$ 10 mil (aumento de R$ 4.625,00 em comparação com 2025); 🥉 3º lugar: R$ 6 mil (aumento de R$ 1.625,00 em comparação com 2025); Galerias Relacionadas Adiamento Público procurou abrigo por conta da chuva que atingiu o Centro de Rio Branco durante o desfile dos blocos carnavalescos Jhenyfer Souza/g1 O desfile dos blocos carnavalescos foi interrompido por conta de fortes chuvas quando apenas o Unidos do Fuxico havia se apresentado. A chuva começou próximo à conclusão do primeiro desfile e se intensificou enquanto os próximos blocos se preparavam. Através de votação, por volta das 19h53, presidentes dos blocos votaram pelo adiamento. "O que foi combinado com os presidentes dos blocos e com a Comissão de Carnaval é que se um bloco se apresentasse com o tempo normal, tudo bem as duas continuarem. Se caso um bloco desfilasse e logo em seguida, chovesse, aí é suspenso o desfile e dado continuidade no próximo dia. Então, o que ficou determinado aqui é que nós vamos cumprir todo o acordo", disse o diretor-presidente da Fundação de Cultura Garibaldi Brasil (FGB), Klowsbey Pereira. Enredos e apresentações Unidos do Fuxico levou a tradição e a resistência do Santo Daime à avenida Unidos do Fuxico O enredo "Daime Luz!", inspirado na cultura do Daime e na tradição da ayahuasca, prática espiritual de origem amazônica com forte presença no Acre. A equipe foi em busca do quarto título, sendo a última vitória em 2024. Depois de ter sido desclassificado em 2025 por descumprimento do regulamento, o bloco retorna com uma proposta centrada na espiritualidade e na ancestralidade. O samba-enredo evoca o ritual conduzido pelo pajé e a figura de um 'grande mestre' que difundiu a doutrina na região. Ala do Bloco Unidos do Fuxico - Carnaval 2026 em Rio Branco, Acre Jhenyfer Souza/g1 Sambase Sambase celebra Revolução Acreana no desfile de blocos de Rio Branco Enredo que exaltou a Revolução Acreana e a formação do estado. A letra cita Plácido de Castro como líder da revolução e destaca o papel dos seringueiros. O bloco buscou o tricampeonato, sendo sua última vitória em 2023. Em 2025, a Sambase ficou em terceiro lugar ao abordar o mesmo tema histórico, homenageando o Estado, os seringueiros e os combatentes que participaram do processo que tornou o território independente da Bolívia. Ala do bloco Sambase - Carnaval 2026 em Rio Branco, Acre Jhenyfer Souza/g1 Seis É D+ Seis É D+ foi à avenida para defender o orgulho da periferia Enredo "Favela ou Periferia: a origem não define meu futuro" levou uma proposta de emoção e reflexão. A equipe chegou ao heptacampeonato. Depois de quebrar um jejum de oito anos e conquistar o título de campeão em 2025, a agremiação apostou em um tema social que surge como resposta aos estigmas que cercam comunidades periféricas. Ala do bloco Seis É D+ - Carnaval 2026 em Rio Branco, Acre Jhenyfer Souza/g1 VÍDEOS: g1

  17. Desfile do Boi Tolo de 2015 Tata Barreto/Riotur O New York Times publicou nesta terça-feira (17) uma reportagem sobre o Boi Tolo, um dos blocos mais icônicos do carnaval de rua do Rio, que este ano completou 20 anos. O cortejo foi no último domingo (15) e atraiu uma multidão. Com o título “A Rio Carnival Party That Goes On and On” (“Uma festa de carnaval no Rio que continua e continua”), o jornal descreve o bloco como símbolo da celebração popular, longe do glamour dos desfiles oficiais. Logo no subtítulo, o NYT destaca: “O Boi Tolo, uma das festas de rua mais icônicas da cidade, passou a representar a celebração reluzente e crua, de base popular, distante do glamour dos desfiles oficiais.” A reportagem acompanha um dia inteiro do bloco, descrito como uma espécie de “maratona itinerante”. “O Boi Tolo não tem horário, roteiro ou trajeto definidos, mas reúne milhares de foliões eufóricos marchando pela cidade em ritmo frenético.” Neste ano, o bloco foi dividido em 3 “boiadas”, que saíram de diferentes pontos do Centro da cidade e se encontraram no Túnel Novo, que liga Botafogo a Copacabana — o auge do cortejo. Muitos chegam a andar 10 km. O texto do jornal norte-americano ressalta que acompanhar o bloco exige resistência. “Ao longo do caminho, você começa a se perguntar: ‘Será que eu desisto? Eu vou desistir’, disse Lucas Fagundes, 35 anos. ‘É como o teste definitivo da sua resistência.’” 📱Baixe o app do g1 para ver notícias do RJ em tempo real e de graça Desfile do Boi Tolo de 2015 Tata Barreto/Riotur O NYT também explica a origem do nome, surgido há 2 décadas, depois que um grupo foi a uma praça para um bloco anunciado no jornal — que não existia. “Frustrados, decidiram improvisar (…) Um folião pegou um pedaço de papelão e escreveu com batom ‘Boi Tolo’ — por terem caído no anúncio errado.” A reportagem também enfatiza o caráter espontâneo e popular do bloco. “‘O Boi Tolo só existe porque as pessoas querem que ele exista’, disse Luís Otávio Almeida, um dos fundadores. ‘O carnaval é feito na rua. É feito pelo povo.’” O texto ainda descreve o momento em que o cortejo atravessa os túneis rumo à orla como o ponto alto do dia. “A batida acelerou, ecoando pelo túnel. A multidão explodiu em júbilo eufórico. ‘É mágico’, disse Pérola Mendonça, 26. ‘É uma sensação incrível de êxtase.’” Após 12 horas de desfile, muitos ainda se recusavam a ir embora. O coro que ecoava na areia sintetizava o espírito do bloco. “Eu não vou embora! Eu não vou para casa!”, gritavam os foliões, pulando na areia. Fervo da Lud leva milhares de foliões ao Centro do Rio

  18. Grupo Especial do Rio ganha subquesitos na apuração O Rio de Janeiro vai conhecer na tarde desta Quarta-Feira de Cinzas (18) a grande campeã do carnaval 2026. O g1 e a TV Globo transmitem a apuração, a partir das 15h45 para o Rio, e às 16h05 para todo o Brasil. Houve várias mudanças no regulamento: aumento no número de julgadores, cabines espelhadas, subquesitos inéditos e descarte de metade das notas. Veja em detalhes abaixo. Antes, os sorteios As emoções começam já no início da tarde, quando a Liga Independente das Escolas de Samba (Liesa) realiza 2 sorteios — e o g1 vai acompanhar tudo. Critérios de desempate: 9 bolinhas serão tiradas do globo e vão estabelecer a ordem de leitura dos quesitos. Caso haja igualdade de pontos entre as escolas, os últimos envelopes a serem abertos definirão a campeã. Descarte de jurados: 54 avaliadores deram notas, mas, segundo o regulamento, a apuração vai abrir apenas os envelopes de 36 deles. Para tal, em um sorteio, a Liga vai tirar da planilha 2 julgadores em cada quesito. Quais notas serão desconsideradas de cara? Os 54 julgadores foram distribuídos em 4 módulos: 1 no começo da Avenida, 2 no meio e 1 no fim. As cabines das extremidades são duplas, com 2 julgadores por quesito, mas o sorteio vai tirar 1 deles por módulo. Mapa mostra onde estarão os jurados do carnaval carioca Infografia: Dhara Pereira/g1 Na hora da leitura Quando começar a apuração, serão 36 notas, ou 4 jurados para 9 quesitos. Como aconteceu nos últimos anos, a menor em cada fundamento será excluída da soma. Restarão, portanto, 27 notas, ou a metade do que foi concedido, de 9,0 a 10,0. Obrigatoriedades Antes de abrir os envelopes do júri, a Liga observará se todas as escolas cumpriram as obrigatoriedades. Uma delas é o tempo de desfile, fixado entre 70 e 80 minutos: cada minuto estourado custará 0,1 ponto. A agremiação que encerrar a apresentação abaixo de 70 minutos também será punida na mesma medida. Outros itens preveem decréscimo de 0,5 ponto e envolvem o número de integrantes. Ala de baianas com menos de 60 senhoras é um exemplo. E se empatar? Só pode haver empate na 1ª colocação. Mesmo assim, só vai acontecer se as escolas tiverem exatamente a mesma pontuação final, com os mesmos 9 subtotais, considerando as 27 notas válidas. Em qualquer outra situação, a Liesa seguirá esta ordem de critérios: Soma dos quesitos (na ordem inversa do sorteio): a comparação começa pelo último quesito lido. Vence quem tiver a maior soma no subtotal. Se continuar empatado, passa-se ao penúltimo quesito sorteado, e assim por diante, até que haja diferença. Maior número de notas 10: se o empate persistir após a comparação dos quesitos, vence a escola que tiver recebido mais notas 10 em todos os quesitos. Comparação das notas abaixo de 10: se ainda houver empate, a análise passa a considerar as notas abaixo de 10, começando por 9,9, depois 9,8, 9,7 e assim sucessivamente, até surgir uma diferença. Sorteio: se todas as etapas anteriores mantiverem o empate, a definição será feita por sorteio. Veja as outras novidades do regulamento. Cabines espelhadas A distribuição pela Sapucaí foi determinada por sorteio. Os 54 julgadores foram alocados em 6 cabines instaladas em 4 módulos: Módulo 1 (cabines 1 e 2): Setor 3A, no início do desfile; Módulo 2 (cabine 3): camarotes no Setor 6, no meio da Avenida; Módulo 3 (cabine 4): camarotes no Setor 7, “espelhado” com o Módulo 2; Módulo 4 (cabines 5 e 6): entre os setores 10 e 12, no fim da Passarela. Os módulos 2 e 3, os espelhados, são uma novidade. As escolas terão que apresentar quesitos como comissão de frente e casal de mestre-sala e porta-bandeira “em 360 graus”, contemplando jurados em lados opostos da Avenida. Subquesitos Todos os 9 quesitos que definirão a escola de samba campeã do carnaval carioca de 2026 foram divididos em subquesitos. Os velhos conhecidos “Bateria”, “Harmonia”, “Samba-enredo” e afins ganharam 26 detalhamentos como “Cadência”, “Fluência” e “Funcionalidade”. Os 9 fundamentos passam a ter até 4 partes distintas. Caberá aos 54 jurados somar os critérios e lançar o total no envelope. O cálculo é complicado porque não há como dar uma nota menor do que 9,0 pelo regulamento — o zero é previsto, mas só se a escola não apresentar o quesito, o que é praticamente impossível. Na matemática do carnaval, então, há subquesitos em que há apenas 1,8, 1,9 e 2,0 como possibilidades de nota. Laíla representado em carro da Beija-Flor: escola é a atual campeã Alex Ferro/Riotur Segundo Thiago Farias, coordenador de Jurados da Liga Independente das Escolas de Samba (Liesa), a novidade no regulamento foi aprovada em plenária pelas 12 agremiações. “O que motivou a subdivisão dos quesitos foi a mudança do método de julgamento, que deixou de ser comparativo, e passou a ser fechado no mesmo dia”, explicou. Desde o ano passado, no fim de cada noite de desfile o jurado precisa preencher o envelope com as notas das 4 escolas que se apresentaram e lacrá-lo. Antes, esse processo só era feito depois que a 12ª agremiação terminasse de desfilar. Então, o julgamento deixou de ser sobre “quem foi a melhor” para ser sobre “quem errou menos” — e os 26 subquesitos orientam o júri a olhar com lupa cada pormenor da avaliação. Alguns novos critérios — como “Criatividade” ou “Espontaneidade” —, à primeira vista, podem parecer “subjetivos” demais. Mas Thiago afirma não haver preocupação sobre isso. “A entrada desses critérios foi apenas para dar mais clareza e explicação para os quesitos”, disse. “O novo modelo continua como sempre foi: técnico e transparente”, destaca Thiago. Como ficou? Veja agora todos os 26 subquesitos, quanto cada um vale e o que pode custar décimos à escola. Desfile da escola Beija-Flor, durante a segunda noite do Carnaval em 4 de março de 2025 Tata Barreto | Riotur 1. Alegorias e Adereços Segundo a Liesa, o quesito “avalia a criatividade, o impacto visual, a harmonia e a qualidade plástica das estruturas cenográficas e ornamentos utilizados no desfile”. “Considera o acabamento, a originalidade e a adequação das alegorias e adereços à proposta do enredo, valorizando a capacidade da escola de transformar ideias em grandes obras visuais que encantam e comunicam com força estética na Avenida”, detalha o manual. “Esses elementos são essenciais para dar grandiosidade e teatralidade ao espetáculo.” Subdivisões: Concepção (de 4,5 a 5,0 pontos): as alegorias e os adereços cumprem a função de representar as diversas partes do enredo? A criatividade plástica possui significado? Realização (de 4,5 a 5,0 pontos): qual a impressão causada pelas formas? Há entrosamento entre materiais e cores? Como são os acabamentos na confecção e decoração? Tem alguma ponta solta, alguma coisa fora do lugar? Tem gerador aparente? Bateria da Unidos da Tijuca Reprodução 2. Bateria Para a Liesa, “é um dos elementos mais vibrantes e fundamentais do desfile”. “A bateria dita o andamento do samba-enredo e influencia diretamente a evolução da escola na Avenida. É considerada o coração de uma escola de samba”, define. Subquesitos: Manutenção da cadência (de 3,6 a 4,0 pontos): a bateria sustenta o samba-enredo? Houve alterações bruscas que comprometeram o andamento? Os ritmistas “desandaram”? Conjugação dos instrumentos (de 2,7 a 3,0 pontos): os sons estão casando? As “paradinhas” e bossas foram perfeitamente executadas? Criatividade e versatilidade (de 2,7 a 3,0 pontos): como foram as bossas, paradinhas e convenções? Qual o grau de dificuldade? Ator representou Exu no desfile da Grande Rio, campeã do carnaval de 2022 Alexandre Durão/g1 3. Comissão de frente Único quesito com 4 subdivisões, avalia a 1ª apresentação artística da escola ao público e aos jurados. O grupo deve demonstrar “criatividade, teatralidade, sincronia e impacto visual, além de estabelecer uma conexão com o enredo”. “A comissão de frente tem a missão de causar uma forte 1ª impressão e introduzir, de forma cênica e envolvente, a história que será contada na Avenida”, diz a Liesa. Subquesitos: Indumentária e tripé (de 1,8 a 2,0 pontos): a roupa da comissão de frente e o possível tripé (ou elemento cênico) são adequados? Houve perda de parte das fantasias? Concepção (de 1,8 a 2,0 pontos): a mensagem passada foi fácil de entender? Houve impacto positivo? Apresentação (de 3,6 a 4,0 pontos): os integrantes saudaram o público e apresentaram a escola? Os componentes foram sincronizados? Como foi a interação com o tripé? Criatividade (de 1,8 a 2,0 pontos): o que o tripé acrescentou? Houve efeitos especiais na evolução? Carro alegórico "Cosmos", da Mocidade Independente de Padre Miguel João Salles | Riotur 4. Enredo O quesito avalia a maneira como o tema escolhido pela escola é desenvolvido e apresentado ao longo do desfile. “Esse critério considera a clareza, a criatividade e a coerência narrativa da história contada na Avenida, além da integração com fantasias e alegorias”, explica a Liesa. “O enredo é o fio condutor da apresentação e tem papel fundamental na construção da identidade do desfile, sendo essencial para envolver o público e transmitir a proposta artística e cultural da escola.” Subdivisões: Concepção (de 2,7 a 3,0 pontos): a ideia apresentada pela escola foi desenvolvida com clareza, coerência e coesão? A roteirização do desfile ajudou a entender o tema? Realização (de 4,5 a 5,0 pontos): de que forma o assunto foi “carnavalizado”? Como foi a adaptação do tema através das fantasias e alegorias? Como a sequência das alas contou essa história? Faltou alguma coisa prevista no roteiro fornecido pela escola? Criatividade (de 1,8 a 2,0 pontos): como foram as soluções apresentadas? Buraco se abriu no desfile da Mocidade na Sapucaí Reprodução/TV Globo 5. Evolução É a forma como a escola se movimenta pela Avenida. “Deve ocorrer de maneira natural e contínua, sem correria, interrupções ou buracos que comprometam a apresentação”, define a Liesa. Pelo regulamento, cada agremiação tem entre 70 e 80 minutos para fazer seu carnaval e perde ponto se não observar esses limites, para mais ou para menos. A Liga ressalta que o começo do desfile tende a ser mais lento, pois a comissão de frente e o casal principal de mestre-sala e porta-bandeira precisam se apresentar para os jurados em 3 pontos na Sapucaí. Como cada ciclo demora de 2 a 3 minutos, a escola deve “calibrar” a velocidade dos demais componentes para compensar essas paradas. Quando o abre-alas chega à Apoteose, todos “aceleram”. “É importante que a escola mantenha o equilíbrio entre animação e disciplina, garantindo que todos os setores desfilem com harmonia e sincronia, transmitindo ao público a energia e a emoção do espetáculo.” Subquesitos: Fluência (de 4,5 a 5,0 pontos): teve correria? A escola soube alternar corretamente as fases do desfile? As alas estavam coesas? Houve buraco entre as alas e ao redor das alegorias? Alguém andou para trás? Espontaneidade (de 2,7 a 3,0 pontos): teve ala coreografada? Como foi? Houve criatividade dos desfilantes? Evolução do componente (de 1,8 a 2,0 pontos): os foliões estão empolgados? Tem alguém sem sambar? As alam sambam com leveza, ou a fantasia atrapalha? Desfile da Mangueira na Sapucaí. Alex Ferro/Riotur 6. Fantasias Analisa a beleza, a criatividade, a diversidade e o acabamento dos trajes. “As fantasias são fundamentais para transmitir visualmente a narrativa proposta, contribuindo para a coesão estética e o impacto artístico do espetáculo na Avenida”, diz a Liesa. Subquesitos: Concepção (de 4,5 a 5,0 pontos): as fantasias estão adequadas ao enredo? As alas cumprem a função de representar as diversas partes do conteúdo? São criativas? Possuem significado? Realização (de 4,5 a 5,0 pontos): qual foi a impressão causada pelas formas? Como foi a distribuição de materiais e cores? A fantasia permite ao folião sambar? Em cada ala, os foliões têm rigorosamente a mesma roupa, dos pés à cabeça? Tem fantasia quebrada ou capenga? Neguinho da Beija-Flor no seu último ano como intérprete da Beija Flor Stephanie Rodrigues/g1 7. Harmonia Avalia a integração entre o canto dos componentes e o ritmo da bateria. “A escola deve manter um entrosamento consistente, com seus integrantes cantando o samba-enredo de forma coesa e contínua”, ensina a Liesa. “A harmonia é essencial para garantir que o desfile tenha fluidez, emoção e unidade, refletindo o trabalho de preparação e o espírito coletivo da escola na Avenida.” Subquesitos: Canto da escola (de 3,6 a 4,0 pontos): todo mundo está cantando o samba, do chão aos carros alegóricos? Cada verso é cantado, ou só o refrão? Harmonia instrumental (de 2,7 a 3,0 pontos): como os músicos estão tocando? Estão casados com a bateria? Harmonia vocal (de 2,7 a 3,0 pontos): o intérprete principal está em harmonia com os intérpretes de apoio? Dá para entender cada palavra do que eles cantam? Casal de mestre-sala e porta-bandeira Matheus André e Lucinha Nobre, desfilando pela Unidos da Tijuca, em 4 de março de 2025 Alex Ferro | Riotur 8. Mestre-Sala e Porta-Bandeira É o casal que conduz e apresenta o pavilhão da escola, “e essa função precisa ter elegância, graça e respeito”. “Esse julgamento considera a harmonia do par, a correção dos movimentos, a fluidez da dança, a indumentária e o entrosamento entre ambos”, teoriza a Liesa. “É uma das tradições mais emblemáticas do carnaval, um momento de destaque no desfile, simbolizando a alma e o orgulho da escola de samba.” Subquesitos: Indumentária (de 2,7 a 3,0 pontos): como é a fantasia do casal? Ajuda ou atrapalha a dança? Tem beleza e bom gosto? Faz sentido com o enredo? Alguma parte caiu ou quebrou? Coreografia (de 2,7 a 3,0 pontos): como foi a dança? Teve improvisações ou inspirações positivas? Houve alguma descaracterização? O casal evoluiu bem no espaço? Sincronismo e harmonia (de 3,6 a 4,0 pontos): o casal estava integrado? O mestre-sala cortejou a porta-bandeira e protegeu o pavilhão da escola? A porta-bandeira manteve o pavilhão sempre desfraldado ou deixou enrolar? Alguém tropeçou ou caiu? Milton Nascimento foi homenageado pela Portela Marcelo Sá Barreto/AgNews 9. Samba-enredo Tem a função de traduzir, em letra e melodia, a narrativa proposta. Precisa ser claro, coerente e bem estruturado. “A melodia precisa ser envolvente, adequada ao canto coletivo e capaz de sustentar o ritmo ao longo de toda a apresentação. Já a letra deve ser fiel ao enredo, apresentando criatividade poética e fácil compreensão para o público e os jurados”, explica a Liesa. “Esse quesito é fundamental, pois une todos os setores da escola e contribui diretamente para a harmonia e emoção do desfile. É considerado o pulmão de uma escola de samba.” Subquesitos: Desenvolvimento do enredo (de 3,6 a 4,0 pontos): a letra é adequada ao enredo? Foi forçada e espremeu todos os elementos presentes no desfile? Ficou presa na ordem cronológica ou nos setores do desfile? Riqueza poética e melódica (de 3,6 a 4,0 pontos): tem beleza e bom gosto? Usou vocabulário próprio e adequado? Como foram as rimas, ricas ou forçadas? Funcionalidade (de 1,8 a 2,0 pontos): o samba-enredo cresceu na execução? Ajudou o folião a desfilar?

  19. CNU 2025: tudo sobre o concurso Depois de semanas de expectativa, esta quarta-feira (18) marca um dos momentos mais aguardados pelos candidatos do Concurso Público Nacional Unificado (CNU): a divulgação dos resultados individuais da segunda edição. A consulta será liberada às 16h. As informações estarão disponíveis na área do candidato no site da Fundação Getulio Vargas (FGV), responsável pela aplicação das provas. Cada participante poderá verificar o resultado definitivo da prova discursiva, após a análise dos recursos, além da avaliação de títulos (quando houver), do resultado dos procedimentos de cotas e das respostas aos pedidos de revisão. Também nesta quarta-feira serão publicadas as listas completas com os resultados finais pós-recursos, no mesmo formato das tabelas já divulgadas anteriormente, com número de inscrição e notas. Já na sexta-feira (20) serão divulgadas as listas de classificação para vagas imediatas e para cadastro de reserva — etapa que define quem segue dentro das vagas e quem permanece na lista de espera. No mesmo dia, será publicada a primeira convocação para confirmação de interesse. Todos os candidatos convocados precisarão confirmar interesse em continuar no processo seletivo. A regra vale para cargos com curso de formação, vagas imediatas e também para quem estiver na lista de espera. O prazo da primeira rodada vai até as 23h59 de domingo (23), exclusivamente pelo site da FGV. ⚠️ Quem não se manifestar dentro do período será considerado desistente. Caso haja desistências, novas convocações serão feitas nas semanas seguintes, o que pode alterar a ordem de classificação. CNU 2025 O CNU 2025 foi coordenado pelo Ministério da Gestão e da Inovação (MGI), em parceria com a Escola Nacional de Administração Publica (Enap), e executado pela FGV. A seleção reuniu 3.652 vagas para cargos de níveis médio, técnico e superior, com salários iniciais que variam entre R$ 4 mil e R$ 16 mil. As provas foram aplicadas em 228 cidades no país. Ao todo, mais de 760 mil pessoas se inscreveram, reforçando o CNU como o maior concurso público do país. A primeira etapa do CNU 2025, foi realizada no dia 5 de outubro. Já a etapa discursiva foi aplicada em 7 de dezembro e reuniu cerca de 42 mil candidatos em todo o país. 📆 Confira o cronograma oficial 18 de fevereiro – Consulta individual aos resultados definitivos e publicação das listas completas 19 de fevereiro – Extrato no DOU com link para as listas 20 de fevereiro – Divulgação das listas de classificação (vagas imediatas e lista de espera) e 1ª convocação para confirmação de interesse Até 23 de fevereiro – Prazo para confirmação na 1ª rodada 27 de fevereiro – Divulgação da 2ª convocação De 28 de fevereiro a 2 de março – Prazo para confirmação na 2ª rodada 6 de março – Divulgação da 3ª convocação De 7 a 9 de março – Prazo para confirmação na 3ª rodada 16 de março – Divulgação da classificação final Segunda edição do Concurso Nacional Unificado (CNU Ministério da Gestão e Inovação

  20. Quarta-Feira de Cinzas tem animação e bloco no Centro do Rio A Quarta-feira de Cinzas (18) segue com programação oficial de blocos no Rio de Janeiro. Ao todo, sete agremiações desfilam em diferentes regiões da cidade, mantendo o ritmo do carnaval de rua mesmo após os dias mais intensos da folia. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias do RJ em tempo real e de graça A agenda começa às 9h, com dois blocos na Zona Sul: o Mulheres Rodadas, no Largo do Machado, no Catete, e o Me Beija Que Eu Sou Sem Censura, na Praça Luiz de Camões, na Glória. À tarde, o tradicional Cordão do Me Enterra na Quarta sai às 15h na Avenida Augusto Severo, 64, no Centro, mantendo viva a tradição dos cortejos da Quarta-feira de Cinzas. O carnaval não acabou e segue pelas ruas do Rio nesta Quarta-feira de Cinzas. Luciola Villela/Riotur Confira a lista completa dos blocos de quarta-feira (18/02): Mulheres Rodadas — Largo do Machado — Catete — 9:00 Me Beija Que Eu Sou Sem Censura — Praça Luiz de Camões — Glória — 9:00 Ainda Agüento — Praia da Engenhoca, 151 — Ribeira — 12:00 Cordão do Me Enterra na Quarta — Av. Augusto Severo, 64 — Centro — 15:00 Planta na Mente — Praça Cardeal Câmara, 71 — Lapa — 16:00 Bloco Guri da Merck — Praça Albert Sabin — Taquara — 17:00 Grêmio Recreativo Chave de Ouro — Rua Ana Leonídia, 85 — Engenho de Dentro — 18:00

  21. 'Quarta de Cinzas', aquarela de Julian Fałat, feita no século 19. Domínio público Tradicionalmente, é a data que marca o fim da folia e o início de um tempo de recolhimento — como se fosse necessária uma fronteira entre a festa da carne e o período de penitência chamado de quaresma. Para católicos praticantes, a Quarta-Feira de Cinzas é uma celebração rica em significado e necessária para a preparação rumo à Páscoa, 40 dias mais tarde. Nas missas, há um momento em que o padre e seus ministros abençoam cada um colocando um pouquinho de cinzas sobre a cabeça ou fazendo uma cruz na testa. Há duas possibilidades de frase a serem ditas neste momento, cabendo ao sacerdote decidir. “Convertei-vos e crede no Evangelho” é um lembrete da necessidade cristã de mudança de vida, de abrir mão dos prazeres em prol de uma experiência mais próxima de Deus; “Das cinzas vieste, às cinzas retornarás” recorda a brevidade da vida. “As duas possibilidades são válidas porque esses são os dois sentidos principais das cinzas”, afirma à BBC News Brasil o vaticanista Filipe Domingues, vice-diretor do Lay Centre, em Roma, e professor na Pontifícia Universidade Gregoriana, também em Roma. “Esse dia nasceu como uma manifestação de devoção popular entre os séculos 3º e 4º. Os cristãos, nesse dia, para se prepararem para a quaresma, impunham sobre si as cinzas em sinal de penitência pública”, explica à reportagem a vaticanista e historiadora Mirticeli Medeiros, pesquisadora de História do Cristianismo na Pontifícia Universidade Gregoriana. Para o historiador, teólogo e filósofo Gerson Leite de Moraes, professor na Universidade Presbiteriana Mackenzie, de São Paulo, a celebração surgiu “nas comunidades cristãs primitivas” como referência ao início do período de preparação para a Páscoa. “Nasce junto com esse costume de se guardar os 40 dias do que chamamos de quaresma”, diz ele, à BBC News Brasil. “É um período que marca momentos de reflexão, de arrependimento, de renovação espiritual.” O rito foi oficializado na liturgia pelo para Gregório Magno (540-604), na virada do século 7º. “Foi chamada por ele de ‘capite ieiunii’, ou seja, o dia em que se começava o jejum”, pontua Medeiros. A pesquisadora conta que, conforme relatos antigos, no início a cerimônia era realizada em Roma sempre “em silêncio” e pessoalmente pelo papa, “que organizava uma procissão nos arredores da Basílica de Santa Anastácia e Santa Sabina”. Carnaval 2026: saiba se é feriado, dia normal ou ponto facultativo na sua capital Papa Gregório, em imagem pintada por Francisco de Zurbarán. Domínio público Referências bíblicas 'Quarta-Feira de Cinzas. , óleo sobre tela feita pelo pintor Karl Spitzweg, no século 19 Domínio público “As cinzas carregam duas simbologias. A primeira é a ideia da efemeridade da vida, do fato de que quando Deus disse [no Antigo Testamento] de que das cinzas viemos e às cinzas voltaremos, era para lembrar que o ser humano é pequeno diante da grandeza de Deus”, contextualiza Domingues. “A segunda questão é a do arrependimento, da penitência. Aí é uma leitura cristã, já do Novo Testamento, porque Cristo, segundo os evangelhos canônicos questionou algumas tradições do mundo judaico […], o legalismo de alguns doutores da lei. [Nesse contexto], no período da quaresma ele começa com essa reflexão interna da importância do arrependimento, da penitência, de reformular o que nós somos e como estamos vivendo”, afirma Domingues. Assessor da Comissão dos Movimentos Eclesiais da Diocese de Itabira, em Minas Gerais, o padre Eugênio Ferreira de Lima lembra à BBC News Brasil que inúmeras referências bíblicas baseiam esse costume litúrgico. “Nelas, o uso das cinzas aparece tanto para a purificação e a penitência quanto para lembrar a relatividade da vida”, interpreta ele. No livro do Gênesis, o primeiro do Antigo Testamento, há a reprodução de um diálogo que Deus teria tido com Adão explicando a ele como seria a vida fora do Éden. “No suor do teu rosto comerás o pão, até voltares ao solo, pois dele foste tirado. Sim, és pó e ao pó voltarás”, diz o versículo. Mais adiante, no mesmo livro, há uma passagem em que Abraão afirma “vou ousar falar ao meu Senhor, eu que não passo de pó e cinza”. Já no livro de Jó, um versículo orienta “repetis à exaustão máximas de cinza, torres de argila são vossas defesas”. No segundo livro de Samuel, diz-se que “Tamar tomou cinza e derramou sobre a cabeça, rasgou sua túnica de princesa, pôs as mãos na cabeça e afastou-se gritando”. “Ele se agarra à cinza, seu coração enganado o desvia: ele não se verá libertado”, lê-se em Isaías. “E também como sinal de arrependimento, em [no livro de] Jonas, o povo se veste de cinzas, cobre a cabeça de cinzas em sinal de arrependimento e penitência”, comenta o padre Lima. “Eles proclamaram um jejum e se vestiram de sacos, desde os grandes até os pequenos […]. Ele se levantou do trono, tirou o manto real, cobriu-se de saco e sentou-se sobre a cinza”, diz o trecho bíblico. No livro dos Números, está escrito que “para este homem impuro, tomar-se à cinza do brasileiro do sacrifício pelo pecado”. O sacerdote explica que, no Novo Testamento, há relatos que associam passagens de Jesus à simbologia das cinzas. Quando ele lamenta sobre as cidades da Galileia que não se renderam à sua palavra, diz que “cobertas de saco e cinza, elas se teriam convertido”, segundo narração do Evangelho de Mateus. Na carta aos Hebreus, diz-se que “a cinza de novilha esparzida sobre os seres maculados os santificam, purificando-lhe os corpos”. “Ou seja, as cinzas são o convite que a Igreja faz para refletirmos sobre a brevidade e a relatividade de nossa vida aqui na Terra, dizendo o que realmente somos: humanos que vamos morrer”, pontua o padre. “Somos chamamos a entrar nesse tempo da quaresma dedicando mais tempo para a palavra da Deus e para abrir o coração e perceber a presença do Cristo no meio de nós: o Cristo que passa fome, que é torturado, que é injustiçado, que tem necessidade de roupa, de casa, de comida.” “É uma simbologia muito bonita”, comenta o teólogo Moraes. “Marca o início de um período que conclama ao autoexame, à autorreflexão, à busca por uma renovação espiritual.” Do que são feitas Fronte com a cruz feita de cinzas em missa de Quarta-Feira de Cinzas. Jennifer Balaska/ Wikimedia Commons/ Dominio público Segundo a tradição católica, as cinzas utilizadas nessa missa de Quarta-Feira que marca o início da quaresma são obtidas a partir da queima de um produto de outra missa, realizada no ano anterior. “Pela práxis oficial, as cinzas provêm das folhas do domingo de Ramos, celebrado no ano precedente. Acrescentam a elas agua benta e incenso”, diz a historiadora Medeiros. Domingues vê também simbologia nessa origem do material. “Eles queimam os ramos usados na liturgia do ano passado e essas cinzas são guardadas para o ano seguinte. Isso mostra o ciclo da liturgia e da vida cristã, que nunca acaba, fecha um ciclo e começa outro”, acrescenta ele. Padre Lima conta que funciona assim: “uma quantidade razoável daqueles ramos bentos no Domingo de Ramos é guardada, conservada e queimada para se transformar nas cinzas que, depois, são abençoadas na missa e, no momento certo do ritual da Quarta de Cinzas, todos os fiéis são convidados a se apresentarem para serem assinalados com elas”. Ele enfatiza que o momento não é de ânimo negativo. “Não é tristeza. É penitência, é conversão, é mudança de vida. É preciso lembrar isso”, comenta. Outras igrejas cristãs De acordo com o teólogo e professor Moraes, a tradição da Quarta-Feira de Cinzas não foi incorporada pelas igrejas protestantes e evangélicas. “As igrejas do protestantismo histórico, algumas são mais litúrgicas, outras menos. Todas reconhecem o período da Páscoa e, portanto, o período que a antecede, esses 40 dias da quaresma. Mas varia de intensidade [conforme a denominação religiosa]. Numa igreja litúrgica, às vezes o pastor cita que iniciamos o período da quaresma, algumas igrejas usam cores específicas”, conta. “Já as evangélicas pentecostais e neopentecostais geralmente são muito pouco litúrgicas, é um espontaneísmo muito grande então dificilmente você vai encontrar uma valorização desse período de tempo em relação à observância da quaresma”, acrescenta ele. Moraes afirma que, em geral, os cristãos não católicos não têm nenhum ritual próprio para a Quarta-Feira de Cinzas.

  22. Jejum intermitente é uma abordagem relativamente nova para perder peso e ganhou popularidade nos últimos anos Getty Images via BBC Um estudo amplo que analisou os resultados de diversas pesquisas apontou que o jejum intermitente pode não ter os efeitos esperados por pessoas com sobrepeso ou obesidade que adotam a prática com o objetivo de emagrecer. O jejum intermitente é uma abordagem relativamente nova para perder peso e ganhou popularidade nos últimos anos. Ela pode se apresentar de diferentes formas: com alimentação apenas durante um período determinado a cada dia, com jejum em determinados dias da semana ou alternância entre dias de alimentação normal e dias de alimentação bastante reduzida. Um exemplo é a "dieta 5:2", que prevê a redução significativa da ingestão calórica em dois dias não consecutivos durante a semana. A análise se debruçou sobre os dados de 22 estudos já publicados, com quase 2.000 participantes ao todo, conduzidos com o objetivo de verificar se o jejum intermitente de curto prazo (durante um período de até 12 meses) era mais eficaz para ajudar adultos a perder peso do que as recomendações padrão sobre dieta e alimentação saudável ou a ausência de qualquer recomendação. A principal conclusão foi de que o jejum intermitente "pode ​​fazer pouca ou nenhuma diferença na perda de peso e na qualidade de vida" quando comparado à conduta focada nas orientações tradicionais sobre dietas, com recomendações, por exemplo, para reduzir a ingestão de calorias e adotar uma alimentação mais saudável. Os autores ressaltaram que é possível que o jejum intermitente ajude a melhorar a saúde geral por meio de mudanças benéficas em algumas funções corporais, mas que esse efeito ainda não é claro e, portanto, ainda são necessárias evidências científicas mais robustas para corroborar essa hipótese. Luis Garegnani, autor principal do estudo de revisão e pesquisador do Hospital Universitário Italiano de Buenos Aires, disse estar preocupado com a atenção que o jejum intermitente vem recebendo na internet. "O jejum intermitente pode ser uma opção razoável para algumas pessoas, mas as evidências atuais não justificam o entusiasmo que vemos nas redes sociais", afirmou. Os pesquisadores também pontuam, por outro lado, que cada pessoa é diferente e que algumas podem se beneficiar da prática, como destacou Eva Madrid, autora sênior da pesquisa: "Os médicos precisarão adotar uma abordagem individualizada ao aconselhar um adulto com sobrepeso sobre a perda de peso". Análise apontou que jejum não fez diferença quando comparado a práticas tradicionais como redução da ingestão de calorias e alimentação saudável Getty Images via BBC Os cientistas afirmam ter razoável nível de confiança em seus achados e sinalizaram uma série de fragilidades nos estudos que analisaram. A maioria deles, por exemplo, ​​não utilizou os métodos mais robustos de pesquisa e incluiu um número reduzido de participantes, o que diminui a relevância estatística dos resultados e sua possibilidade de generalização. Publicado na Cochrane Database of Systematic Reviews, o trabalho afirma que são necessárias mais pesquisas para analisar o impacto do jejum intermitente em outros aspectos da saúde, como a situação do diabetes tipo 2 e outras doenças subjacentes. Também aponta que existem muitos tipos diferentes de jejum intermitente e que são necessários mais detalhes sobre como eles podem afetar homens e mulheres separadamente, além de pessoas com diferentes índices de massa corporal (IMC) e de diferentes países. Os estudos incluídos na revisão foram realizados na Europa, na América do Norte, na China, na Austrália e na América do Sul. 'Desalinhamento entre percepção pública e evidências científicas' Baptiste Leurent, professor associado de estatística médica no University College London, afirmou que, em conjunto, os estudos individuais "indicam claramente que o jejum intermitente oferece poucos benefícios". "Este é mais um exemplo de desalinhamento entre a percepção pública e as evidências científicas", acrescentou. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Keith Frayn, professor emérito de metabolismo humano na Universidade de Oxford, pontuou que o jejum intermitente tem sido amplamente promovido como um meio de perder peso, frequentemente com base na alegação de que possui "efeitos especiais no metabolismo". "Este estudo mostra que tais alegações podem ter pouca relevância", disse ele, acrescentando que não existem "soluções rápidas" para pessoas com sobrepeso ou obesidade além da redução da ingestão de calorias. É amplamente aceito que muitas pessoas consideram o jejum intermitente uma boa maneira de evitar o ganho de peso, embora esse aspecto não tenha sido objeto de pesquisa no estudo de revisão. Por ajudar as pessoas a comerem menos, a prática também tem sido associada à redução do colesterol e do açúcar no sangue, além de melhorar a saúde intestinal.

  23. Carnaval 2026: Veja o horário de funcionamento dos bancos e quando fecham As agências bancárias, que permaneceram fechadas na segunda e na terça-feira de carnaval, reabrem nesta quarta-feira (18), com horário reduzido. Segundo a Federação Brasileira de Bancos (Febraban), as agências funcionarão a partir das 12h (horário de Brasília) e fecharão no horário habitual. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça ⚠️ Mas há exceções: nos locais onde as agências fecham tradicionalmente antes das 15h, o início do expediente nesta Quarta-Feira de Cinzas será antecipado para garantir, no mínimo, três horas de atendimento presencial ao público. As compensações bancárias não foram processadas na segunda e na terça de carnaval, incluindo transferências via TED. O PIX, por sua vez, funcionou normalmente, 24 horas por dia. Nos dias sem expediente nas agências, a Febraban recomenda que os clientes priorizem o uso de canais digitais, como sites e aplicativos dos bancos, para realizar transferências e pagar contas. A previsão é que o atendimento presencial volte ao normal na quinta-feira, quando as agências retomam o horário habitual de funcionamento. LEIA TAMBÉM Saiba se carnaval é feriado, dia normal ou ponto facultativo na sua capital Agência do Banco do Brasil de Caruaru, no Agreste de Pernambuco Reprodução/Google Street View

  24. Carnaval 2026: saiba se é feriado, dia normal ou ponto facultativo na sua capital Após dias embalados por blocos, trios e viagens, a fantasia sai de cena e a rotina começa a bater à porta. A Quarta-Feira de Cinzas, celebrada neste 18 de fevereiro, marca oficialmente o fim do carnaval e o início de um novo ciclo — tanto no calendário religioso quanto na vida prática de quem precisa retomar o trabalho. 🤔 Mas afinal: já é hora de voltar ao expediente normal? Apesar de muita gente tratar a data como feriado, nem a Quarta-Feira de Cinzas nem os dias de carnaval são considerados feriados nacionais. O que existe, na maior parte do país, é o chamado ponto facultativo. Seguindo o calendário federal, a Quarta-Feira de Cinzas é ponto facultativo até as 14h. Na prática, isso significa que órgãos e repartições públicas podem retomar o funcionamento normal a partir desse horário. Estados e municípios, no entanto, têm autonomia para definir seus próprios decretos. Por isso, os horários variam de capital para capital. Em quase 20 delas, o ponto facultativo vale apenas até 12h, 13h ou 14h. Já em outras, a dispensa é integral ao longo de todo o dia. (Abaixo, veja como fica nas capitais) Para o setor privado, a regra é diferente: o ponto facultativo não obriga empresas a conceder folga. Quem trabalha fora do serviço público deve cumprir o expediente normalmente ou negociar com o empregador caso queira estender o descanso. Como fica nas capitais Ponto facultativo integral (o dia todo): Aracaju (SE) Boa Vista (RR) Maceió (AL) Porto Velho (RO) Recife (PE) Rio Branco (AC) Rio de Janeiro (RJ) São Luís (MA) Teresina (PI) Ponto facultativo até as 12h: Belém (PA) Brasília (DF) João Pessoa (PB) Macapá (AP) Manaus (AM) Palmas (TO) Salvador (BA) São Paulo (SP) Ponto facultativo até as 13h: Campo Grande (MS) Cuiabá (MT) Fortaleza (CE) Porto Alegre (RS) Ponto facultativo até as 14h: Belo Horizonte (MG) Curitiba (PR) Florianópolis (SC) Goiânia (GO) Natal (RN) Vitória (ES) Bloco Quem Pede Pede arrasta foliões com Ivete Sangalo abrindo oficialmente o carnaval de Rua de São Paulo 2026, na manhã do sábado, 07 de fevereiro de 2026, no Circuito do Ibirapuera, na zona sul da capital paulista Edi Sousa/Ato Press/Estadão Conteúdo O que é ponto facultativo? Em dias de ponto facultativo, servidores públicos são dispensados do serviço sem prejuízo da remuneração. A medida costuma ser aplicada em dias úteis que emendam feriados ou datas comemorativas. Diferentemente do feriado oficial, o decreto de ponto facultativo não impõe obrigação ao setor privado. Ou seja, a decisão de liberar ou não os funcionários cabe exclusivamente às empresas. Da folia à Quaresma Além da questão trabalhista, a data também tem significado religioso. A Quarta-Feira de Cinzas marca o início da Quaresma — período de 40 dias de preparação para a Páscoa no calendário da Igreja Católica, tradicionalmente associado à reflexão e à penitência. Entre a simbologia religiosa e a reorganização da agenda profissional, a data funciona como uma ponte entre a festa e a rotina.

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