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G1 GLOBO (Tudo Diário)

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  1. Ovos inusitados chamam atenção dos clientes Faltando poucas semanas para a Páscoa, que tal apostar em um ovo diferente neste ano? Para atrair novos clientes, confeiteiros e empreendedores do Vale do Paraíba têm reinventado os cardápios e apostado em combinações cada vez mais criativas. O g1 foi em busca das novidades — e tem de tudo: além da tendência dos ovos vendidos em fatias, com diversos sabores, a reportagem encontrou opções inusitadas, como ovo de batata chips e até de açaí. Segundo os confeiteiros ouvidos, a estratégia ajuda a impulsionar o faturamento no período — e, em muitos casos, os estoques chegam a esgotar antes mesmo da data (leia mais abaixo). Ovo de batata chips Ovo de batata chips Gabriel Bitencourt O chocolatier Gabriel Bitencourt, de São José dos Campos, incluiu no cardápio neste ano um ovo de Páscoa de batata chips no cardápio. A ideia surgiu a partir de referências da confeitaria internacional e de testes feitos por ele. Para manter a crocância, o chocolate é misturado com uma oleaginosa — no caso, a avelã — evitando o contato do chips com a umidade. O toque de flor de sal completa a receita, que aposta no contraste agridoce. "Meu objetivo principal de fazer sabores diferentes na Páscoa é os clientes, as pessoas não ficarem na mesmice. Pra tentar brincar um pouco com a degustação de novos sabores, com a combinação", relatou. Bitencourt já apostou em outros sabores inusitados, como piña colada, cupuaçu com castanha de caju e manga com maracujá. O ovo de batata chips custa, em média, R$ 105,90 e, embora não seja o mais vendido, chama atenção pela proposta diferente. Ovo em fatias Ovo em fatias Bruna Guimarães Um dos destaques deste ano é o ovo em fatias, que virou tendência nas redes sociais. Foi isso que motivou a confeiteira Bruna Guimarães, de São José dos Campos, a apostar no modelo. A proposta é oferecer uma experiência diferente, com até seis sabores em um único ovo. Segundo ela, o produto está entre os mais vendidos, com preços entre R$ 170 e R$ 290, dependendo do tamanho e do recheio. "As pessoas não querem só o valor, elas querem alguma coisa mais, uma experiência diferente", disse. Essa foi a primeira aposta de Bruna fora do tradicional. Apesar do sucesso, a produção é trabalhosa e pode levar até três horas — bem mais do que os cerca de 30 minutos de um ovo de colher comum. O processo exige paciência e precisão, para que as fatias se encaixem perfeitamente. Ovo com açaí Ovo com açaí Deived Pedroso Outra aposta para a Páscoa deste ano é o ovo com açaí. Deived Pedroso, proprietário de uma rede de lojas em Jacareí, decidiu trocar os potes pelas cascas de chocolate nessa época do ano, permitindo que os clientes montem o próprio recheio. Entre as opções estão inclusos o açaí trufado, natural, além dos adicionais. Os preços variam de acordo com o peso de cada ovo. As cascas custam R$ 9, e o açaí é cobrado por quilo, fazendo com que o valor final fique em torno de R$ 30. "É uma opção mais acessível para as famílias. Os pais trazem os filhos e economizam, e eles podem personalizar", comentou. Segundo o proprietário da loja, a demanda, até mesmo antes da Páscoa, já é grande e tende a aumentar ainda mais conforme a proximidade da data. Primeira imagem: ovo de batata chips; segunda imagem: ovo em fatias; terceira imagem: ovo com açaí Maria Clara Martins/g1 Veja mais notícias do Vale do Paraíba e região bragantina

  2. Pesquisadora atuando no prédio da Sucen Reprodução O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) se manifestou a favor da suspensão imediata da venda de um prédio público na região da Luz, no Centro da capital, que abriga laboratórios ligados à pesquisa em saúde. A medida atende um pedido da Associação dos Pesquisadores Científicos do estado de São Paulo (APqC), que entrou com ação civil pública contra o governo estadual. A entidade questiona um despacho do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), de 10 de março, que autorizou a alienação do imóvel que compõe a estrutura da antiga Superintendência de Controle de Endemias (Sucen), atualmente subordinada ao Instituto Pasteur. ➡️ Alienação de bens é a transferência de um bem móvel ou imóvel a terceiros por meio de venda, doação, transferência ou cessão de bens. Para a APqC, a decisão viola regras constitucionais e pode comprometer atividades científicas consideradas estratégicas para o estado. Segundo o MP, há elementos suficientes para conceder uma liminar que suspenda a venda até que exigências legais sejam cumpridas. Entre os pontos citados estão a falta de autorização legislativa específica, a ausência de consulta à comunidade científica e a inexistência de estudos técnicos sobre os impactos da medida (leia mais abaixo). Em nota, o governo de São Paulo informou que "não foi notificado a respeito da ordem judicial relacionada ao referido processo". Motivos da ação Na ação, a APqC sustenta que o imóvel não pode ser vendido nas condições atuais porque integra o patrimônio científico do estado. Pela Constituição paulista, esse tipo de bem só pode ser alienado após audiência com a comunidade científica e aprovação prévia do Poder Legislativo, o que, segundo a entidade, não ocorreu. A associação argumenta, ainda, que o governo utilizou uma lei estadual que permite a venda de imóveis de até 5 mil metros quadrados, mas afirma que essa autorização genérica não substitui a exigência constitucional específica. Em um dos trechos da ação, a entidade destaca que esse tipo de exigência funciona como mecanismo de proteção ao patrimônio público e científico, impedindo decisões unilaterais do Executivo sem controle institucional. A presidente da APqC, Helena Dutra Lutgens, afirmou que a medida é necessária para evitar prejuízos imediatos às pesquisas: “A liminar é necessária para evitar a perda imediata de uma estrutura científica ativa, que ainda hoje sustenta atividades essenciais de vigilância epidemiológica. Sem essa medida, o Estado pode inviabilizar pesquisas em andamento e comprometer sua capacidade de resposta a doenças endêmicas”. Despacho do Governo de SP Reprodução Falta de consulta e estudos técnicos Outro ponto central da ação é a ausência de audiência pública com a comunidade científica, exigida pela Constituição estadual e regulamentada por lei. Segundo a APqC, não houve nenhuma convocação formal ou divulgação do procedimento, o que inviabilizou a participação dos pesquisadores diretamente afetados. A entidade também afirma que o governo não apresentou estudos técnicos que justifiquem a venda, nem um plano de realocação das atividades atualmente desenvolvidas no prédio. Entre as lacunas apontadas estão: Inexistência de estudo econômico que fundamente a alienação; Ausência de plano para continuidade das pesquisas; Falta de definição sobre onde e como os laboratórios seriam transferidos. Para a APqC, essa falta de planejamento impede avaliar os impactos institucionais, científicos e sanitários da medida. Posição do Ministério Público Na manifestação enviada à Justiça, o MP afirma que há “plausibilidade do direito” e risco de dano caso a venda seja concretizada. O promotor Paulo Destro destacou a relevância da estrutura instalada no imóvel: O imóvel em questão abriga infraestrutura científica ativa vinculada ao Instituto Pasteur, com laboratórios estratégicos nas áreas de entomologia, malacologia e biologia molecular, responsáveis por atividades essenciais de vigilância epidemiológica e pesquisa em saúde pública. Trata-se de estrutura complexa, recentemente reformada com significativo investimento público, cuja alienação foi autorizada sem estudos técnicos prévios sobre impactos institucionais, realocação da infraestrutura científica ou continuidade das pesquisas em curso. O MP também ressaltou o risco imediato da venda: “O perigo da demora é incontestável, pois, com a manutenção do despacho, o imóvel poderá vir a ser alienado, com a perda do controle sobre o patrimônio científico e prejuízo à atividade de relevância pública”. Ao todo, 82 profissionais trabalham no local, entre pesquisadores e técnicos, além de estudantes de pós-graduação da USP que utilizam a estrutura em projetos acadêmicos. A APqC também destaca que o prédio passou por reformas recentes com recursos públicos, o que, na avaliação da entidade, reforça a “irracionalidade” da decisão de venda. Pesquisadores de São Carlos, SP, criam IA para detectar notícias falsas

  3. Mais de 3 mil pessoas desaparecem por ano em Goiás, diz MJSP Entre a angústia das famílias e o trabalho das autoridades, o número de desaparecimentos continua crescendo em Goiás. De acordo com dados do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), nos últimos cinco anos 17,4 mil pessoas desapareceram no estado, sendo mais de três mil desaparecidos por ano e em média 10 casos por dia. O aumento é de quase 33% de 2021 para 2025. Neste período de tempo, 9,2 mil casos foram solucionados. Para cada 10 pessoas que desapareceram no estado, cinco casos foram concluídos e a outra metade permaneceu sem solução. Somente entre janeiro a fevereiro de 2026, 562 casos de desaparecimento foram registrados em Goiás, segundo o MJSP. ✅ Clique e siga o canal do g1 GO no WhatsApp Confira abaixo o número de casos de desaparecimento em Goiás: Desaparecidos em Goiás de 2021 a 2025 Já em Goiânia, o cenário é diferente. Ao g1, o delegado Pedromar Augusto de Souza, titular do Grupo de Investigação de Desaparecidos (GID), destacou que são investigados pelo grupo apenas os casos ocorridos na capital. "Desde outubro de 2024 também investigamos os desaparecimentos de menores", informou. O saldo é positivo, todos os casos de crianças e adolescentes nos últimos dois anos foram solucionados. O índice de localização de pessoas maiores de idade na capital foi de 93,89% em 2024 e de 96,47% no ano passado. Desaparecidos procurados pela Interpol Rosana Ferrari Pandim desapareceu em 1973 Reprodução/Interpol Atualmente, a Difusão Amarela da Organização Internacional de Polícia Criminal (Interpol) procura sete desaparecidos em Goiás. O alerta policial global é uma ferramenta que amplia as chances de localizar uma pessoa desaparecida, especialmente quando há indícios de que ela possa estar no exterior. O caso mais antigo é o de Rosana Ferrari Pandim. Natural de São Paulo, ela desapareceu aos 11 anos de idade, em 1973, em Goiânia, segundo dados da Interpol. De acordo com notícias da época, no dia 23 de novembro, Rosana foi em direção ao Instituto Santo Tomás de Aquino, na Rua 55, onde estudava, mas não chegou ao local. Uma colega teria a visto conversando com um homem desconhecido de meia idade e chegou a alertar de que iria se atrasar para uma prova. Depois, outra pessoa viu a menina abraçada aos livros e cadernos ao lado do mesmo homem, em direção à Avenida Goiás. Rosana nunca mais foi vista. Atualmente, ela estaria com 63 anos de idade. Progressão de idade de Rosana Ferrari Pandim, que desapareceu em Goiânia Reprodução/Interpol 17 anos sem notícias Mayra da Silva Paula foi vista pela última vez em 3 de julho de 2009, em Goiânia, aos 20 anos, após descobrir que estava grávida. Ela chegou a deixar uma carta para a mãe, no apartamento onde morava, revelando a gravidez. No dia do desaparecimento, estava combinado que a jovem iria visitar a família em Nova Glória, o que costumava fazer no período das férias da faculdade e em feriados prolongados, mas nunca chegou ao local. O paradeiro de Mayra foi investigado pela Polícia Civil e também pela Polícia Federal. Carta que a goiana Mayra da Silva Paula deixou para a mãe antes de desaparecer, em julho de 2009 Arquivo pessoal/ Edlamar Rosária da Silva Oliveira O caso de Maycon Eder Alves de Jesus também chama atenção. O jovem desapareceu aos 23 anos em 2017, quando tentava entrar nos Estados Unidos de forma ilegal. Segundo a família, ele saiu de Goiás no dia 10 de maio daquele ano. Primeiramente, Maykon foi para o Panamá, depois para a República Dominicana e, por fim chegou às Bahamas. A última vez que ele entrou em contato foi no dia 3 de agosto, quando disse que poderia iniciar a travessia pelo mar a qualquer momento. Depois disso, os familiares não tiveram mais informações sobre ele. Goiano Maykon Eder Alves de Jesus sumiu ao tentar entrar nos Estados Unidos Arquivo pessoal/ Wesley Alves de Jesus Confira abaixo outros casos que estão na lista de procurados da Interpol Nome: Marcelo Gomes de Souza Ramos Data de desaparecimento: 21/11/2012 Idade atual: 44 anos Nome: Denis Carlos Mendonça Data de desaparecimento: 29/03/2013 Idade atual: 47 anos Nome: Juliana Pereira de Morais Data de desaparecimento: 13/04/2017 Idade atual: 10 anos Nome: Luciano Tadeu Rodrigues Junior Data de desaparecimento: 14/07/2022 Idade atual: 31 anos LEIA TAMBÉM: A fé e o drama de quem busca por desaparecidos: Goiás tem média de nove pessoas desaparecidas por dia Registro de pessoas desaparecidas: veja o que fazer se parentes sumirem Mãe que procura filha que desapareceu após descobrir gravidez em 2009 diz que não vive: 'Preciso achá-la viva ou morta' Casos que se tornam mistérios João Paulo, conhecido como “João Planta”, está desaparecido desde o dia 8 de dezembro na Chapada dos Veadeiros Reprodução/Instagram de Justiça por João Planta Entre os casos mais recentes e que se tornaram verdadeiros mistérios está o desaparecimento do ativista ambiental, João Paulo Vaz da Silva, de 33 anos, na Chapada dos Veadeiros. Amigos mantêm ativa a lembrança dele há três meses por intermédio do perfil “Justiça por João Planta”. Desaparecido desde 8 de dezembro de 2025, o extrativista ambiental e defensor da conservação do Cerrado vivia no município desde 2015 e era visto como um profundo conhecedor das espécies nativas, atuando em hortas, hospedagens e projetos ligados à natureza e à sustentabilidade. O desaparecimento só foi registrado na Polícia Civil no dia 16 de dezembro de 2025. O boletim de ocorrência relata que João havia chegado da rua com plantas e deixou o celular carregando em casa. Depois disso, ele saiu para ajudar algumas pessoas que chamaram por ele no portão e não foi mais visto. Érika Luciana de Sousa Machado, desapareceu em Corumbá Reprodução/TV Anhanguera Quatro meses. Esse é o tempo que a família da biomédica Érika Luciana de Sousa Machado, de 47 anos, continua sem respostas. Ela foi vista pela última vez no dia 1º de novembro de 2025 após bater o carro em um meio fio em Corumbá de Goiás, no Entorno do Distrito Federal. Segundo o irmão Júlio César de Sousa, o carro dela estava exibindo uma mensagem de "combustível bloqueado" no computador de bordo. Érika teria tentado chamar um mecânico, mas não conseguiu, porque era fim de semana, então abandonou o carro. Depois disso, ela não foi mais vista. Em janeiro, a polícia pediu a quebra do sigilo telefônico e bancário e ampliou o raio de buscas pela biomédica. Na época, a delegada responsável pela investigação, Aline Lopes, informou que as mensagens, ligações e movimentos bancários não revelaram nenhum indício do paradeiro de Érika. Procurada pela reportagem, a Polícia Civil informou que os dois casos continuam sendo investigados. Histórias com desfechos Daiane Alves Souza, de 43 anos, foi vista pela última vez dia 17 de dezembro Arquivo pessoal/Nilse Alves Pontes O desaparecimento da corretora de imóveis, Daiane Alves, de 43 anos, ganhou ampla repercussão. Ela chegou a ficar desaparecida por mais de 40 dias até ser encontrada morta no dia 28 de janeiro deste ano em uma área de mata às margens da GO-213, que liga Caldas Novas a Ipameri e Pires do Rio, a cerca de 15 quilômetros de Caldas Novas. O síndico do prédio onde ela morava, Cleber Rosa de Oliveira, confessou o crime e foi preso por homicídio qualificado e ocultação de cadáver. Pedro Henrique Lopes Silva é advogado há cerca de dez anos Reprodução/ TV Anhanguera e Arquivo Pessoal/ Marizeth Alves Outro caso com um desfecho trágico foi o desaparecimento do advogado Pedro Henrique Lopes Silva, de 38 anos. Ele foi encontrado morto no dia 19 de novembro de 2025 após ficar quatro dias desaparecido. Segundo a família, ele havia dito que iria encontrar um cliente em Aparecida de Goiânia, saiu de casa e não havia sido mais visto. Dias após a localização do corpo, Rafael Leandro Carneiro, de 32 anos, foi preso suspeito de ter cometido o crime. Gisele Heloísa Alves Silva, de 29 anos, desapareceu em Goías Reprodução/TV Anhanguera Casos de desaparecimentos voluntários e por questões financeiras também são comuns. A empregada doméstica Gisele Heloisa Alves Silva, de 29 anos, desapareceu no dia 6 de maio. Segundo a família, ela a filha em casa, em Goianira, e saiu para trabalhar. Algum tempo depois, ela enviou uma mensagem para o marido falando que o carro teria parado de funcionar por falta de combustível. Também por mensagens, a doméstica avisou que chamaria uma moto por aplicativo para chegar no trabalho, em Goiânia , e depois não foi mais vista. Gisele foi encontrada no dia 10 do mesmo mês. Em depoimento à polícia, ela explicou sumiu após ter ficado desesperada por conta de dívidas. Reencontro após mais de 40 anos Filha reencontra mãe após mais de 40 anos, em Goiás Vinicius Moraes/g1 Goiás Mãe e filha se reencontram após mais de 40 anos em fevereiro deste ano, na delegacia do Grupo de Investigação de Desaparecidos (GID), em Goiânia. Maria Luiza Gomes Soares, de 68 anos, contou que precisou entregar a recém-nascida a um casal por problemas financeiros. Aos 41 anos, Ludimila Gomes Duarte procurou a Polícia Civil para localizar a mãe e entender suas origens. Depois da doação, a mãe contou que se mudou para o Mato Grosso, onde trabalhou com mineração por cerca de 12 anos até voltar para Goiás e perder o contato com a família. O que fazer quando alguém desaparece? Pessoas desaparecidas em Goiás Michel Gomes/g1 O MJSP, por intermédio da Política Nacional de Pessoas Desaparecidas, orienta as famílias a agir imediatamente diante do desaparecimento de uma pessoa, destacando que não é necessário esperar 24 horas para registrar o boletim de ocorrência. O registro deve ser feito o quanto antes, em qualquer delegacia ou de forma on-line para agilizar o início das buscas. Também é importante fornecer o máximo de informações possíveis sobre a pessoa desaparecida, como características físicas, roupas e circunstâncias do desaparecimento. No entanto, é preciso tomar cuidados na divulgação dessas informações e usar apenas contatos oficiais para evitar golpes. 📱 Veja outras notícias da região no g1 Goiás. VÍDEOS: últimas notícias de Goiás

  4. Terra de Minas 25 anos Reprodução/TV Globo O Terra de Minas completa 25 anos em 2026, e a gente quer saber: para qual cidade mineira o programa deve ir no último episódio desta temporada? Por meio das enquetes abaixo, você pode escolher uma cidade de cada região do estado. Depois que cada cidade for eleita, uma nova votação será aberta para definir o último destino do ano, em edição especial prevista para dezembro. Qual cidade do Alto Paranaíba e Triângulo deve encerrar a temporada especial do Terra de Minas? Initial plugin text Qual cidade do Vale do Jequitinhonha e Mucuri deve encerrar a temporada especial do Terra de Minas? Initial plugin text Qual cidade da Zona da Mata e Campo das Vertente deve encerrar a temporada especial do Terra? Initial plugin text Qual cidade do Norte e Noroeste de Minas deve encerrar a temporada especial do Terra? Initial plugin text Qual cidade do Vale do Rio Doce, Centro-Oeste e Central deve encerrar a temporada especial do Terra? Initial plugin text Qual cidade do Sul de Minas deve encerrar a temporada especial do Terra? Initial plugin text

  5. Vegetais de folhas verde-escuras, como couve e brócolis, são importantes fontes de vitamina D GettyImages A alimentação saudável é essencial em todos os ciclos da vida, da nutrição. E está diretamente associada à promoção da saúde e à prevenção de doenças. Após os 50 anos, o cuidado nutricional assume papel relevante, devido às transformações fisiológicas que acompanham o processo de envelhecimento. A pedido da reportagem do g1 Minas, a nutricionista e professora do Departamento de Nutrição da Escola de Enfermagem da UFMG, Ana Luiza Moraes dos Santos, elaborou um conteúdo práticas saudáveis para quem tem mais de 50 anos. ✅Clique aqui para seguir o canal do g1 MG no WhatsApp O Rolê nas Gerais, que vai ao ar na TV Globo em Minas, na tarde deste sábado (21), conta histórias de gente que se tornou mais ativa depois dos 50 anos. Neste sábado (21), o programa Rolê nas Gerais conta histórias de pessoas com mais de 50 anos que mantém uma vida ativa e produtiva. TV Globo/Reprodução Segundo a especialista, embora seja um processo natural, o envelhecimento provoca alterações anatômicas, funcionais, bioquímicas e psicológicas que impactam de forma significativa as condições de saúde e nutrição dos indivíduos. Entre essas mudanças, destacam-se a redução do metabolismo basal, a perda progressiva de massa e força muscular, o aumento da gordura corporal, além das alterações hormonais como menopausa e andropausa. A Organização Mundial da Saúde (OMS) define envelhecimento saudável como o “processo de desenvolvimento e manutenção da capacidade funcional que permite o bem-estar na idade avançada”. "A OMS ressalta que grande parte dos problemas de saúde enfrentados por pessoas mais velhas está associada a condições crônicas, especialmente as doenças crônicas não transmissíveis (DCNT), como hipertensão arterial, diabetes, doenças cardiovasculares. Evidências indicam que muitas dessas condições podem ser prevenidas ou adiadas por meio de hábitos de vida saudáveis, com destaque para uma alimentação equilibrada e a atividade física, que promovem bem-estar ao longo de toda a vida", disse Ana . LEIA TAMBÉM: Outono começa em Minas Gerais com chuva e queda das temperaturas Ana Luiza Moraes dos Santos é nutricionista e professora do Departamento de Nutrição da Escola de Enfermagem da UFMG Arquivo Pessoal Ela ressalta que, nos últimos anos, a nutrição tem ganhado ainda mais visibilidade como componente fundamental para um envelhecimento saudável, ativo e funcional. "Estudos apontam que escolhas alimentares adequadas contribuem diretamente para a longevidade, preservação da massa muscular, manutenção da saúde óssea, proteção da função cognitiva e fortalecimento do sistema imunológico. Assim, após os 50 anos, uma alimentação equilibrada torna-se essencial para manter o peso adequado, preservar a musculatura, melhorar a densidade mineral óssea, proteger o cérebro, reforçar a imunidade, promover autonomia e garantir qualidade de vida", completa. A seguir, algumas recomendações práticas para essa fase da vida: 1. Controle do peso corporal - Evite tanto o excesso, quanto a perda de peso involuntária. - Não fique longos períodos sem comer, isso pode levar à perda de massa magra e aumentar a sensação de fome, e fazer a pessoa comer mais. - Observe roupas ficando largas ou apertadas: sinal de alerta para ajustar alimentação ou buscar orientação. 2. Pratique atividade física regularmente Priorize exercícios de força e atividades aeróbicas. A OMS recomenda que adultos realizem pelo menos 150 a 300 minutos de atividade física aeróbica de intensidade moderada por semana, ou pelo menos 75 a 150 minutos de intensidade vigorosa, ou uma combinação equivalente. 3. Mantenha boa hidratação Garanta a ingestão adequada de água (1.5 a 2,0 L ou 30-35 ml/kg) ao longo do dia. 4. Inclua alimentos fontes de cálcio e vitamina D Eles são essenciais para a saúde óssea, como leite, queijo, iogurte, vegetais de folhas verde-escuras (como couve e brócolis), além da exposição solar para obter vitamina D. 5. Atenção à saúde mental e cognitiva Estimule o cérebro e priorize alimentos ricos em antioxidantes (frutas e verduras) e ômega-3 (peixes como sardinha, salmão, atum, cavala). 6. Alimentos in natura Opte por alimentos in natura (frutas, verduras, legumes, castanhas, ovos, leite, carnes e peixes) ou minimamente processados (arroz, feijão, iogurtes, queijos), limitando processados e evitando ultra processados (biscoitos, macarrão instantâneo, sucos de caixinha, embutidos). 7. Durma bem Garanta uma rotina regular de sono, incluindo 7 ou mais horas de descanso por noite. 8. Coma com regularidade e atenção - Opte por ambientes tranquilos e refeições preferencialmente em companhia. - Evite se alimentar assistindo TV e usando o celular. Pequenas escolhas diárias, como um prato mais colorido, um copo de água a mais, uma caminhada curta, somam grandes benefícios ao longo do tempo. Cuidar do que se come é uma forma poderosa de garantir vitalidade, autonomia e bem-estar após os 50 anos. Vídeos mais assistidos do g1 MG:

  6. Jovem que foi torturada e teve língua cortada com alicate mostra prédio onde ficou presa Dezoito anos depois de ser torturada pela mãe adotiva, Lucélia Rodrigues da Silva, hoje com 30 anos, é casada, mãe de três filhos, escritora e missionária, palestrando sobre sua história para mulheres de todas as idades. Na data que marcou sua libertação das torturas, Lucélia usou as redes sociais para compartilhar sobre suas conquistas ao longo desses 18 anos. ✅ Clique e siga o canal do g1 GO no WhatsApp No texto publicado em 15 de março, ela começa relembrando o tempo em que estava presa e sofria maus-tratos da mãe adotiva, um lugar que ela descreve como de medo, dores e muito sofrimento. Lucélia cita a fé e a oração que fez e afirma que foi ouvida por Deus. "Nesse mesmo dia, há 18 anos atrás, ainda presa naquelas escadas, eu orei com muita fé no meu coração e Jesus me ouviu. Naquele dia, a minha história começou a mudar!", escreveu. LEIA TAMBÉM: Jovem que foi torturada e teve língua cortada com alicate mostra prédio onde ficava acorrentada; vídeo Após 13 anos, jovem que foi torturada e chegou a ter a língua cortada com alicate diz que superou trauma: ‘Escolhi perdoar' Presa mulher suspeita de torturar filha adotiva A postagem continua com Lucélia dizendo que não imaginava estar de pé e curada depois do que aconteceu. “Eu não imaginava que um dia estaria de pé, curada, pregando o evangelho, sorrindo, com uma família linda e vivendo os sonhos de Deus. Dezoito anos atrás eu estava presa em um cativeiro. Hoje eu vivo a liberdade que só Deus pode dar”, afirmou. Perdão A história de superação da missionária Lucélia Rodrigues da Silva nos ensina o poder do perdão. Em 2008, quando era adolescente, ela foi torturada e chegou a ter a língua cortada pela ex-empresária Sílvia Calebresi. No entanto, Lucélia escolheu seguir com a vida, deixar o passado difícil para trás e formar a própria família. “É possível [superar]. Eu perdoei, escolhi perdoar. Perdoar não é esquecer. É lembrar e não sentir mais dor”, disse a jovem. Lucélia Rodrigues da Silva Reprodução\TV Anhanguera 📱 Veja outras notícias da região no g1 Goiás. VÍDEOS: últimas notícias de Goiás

  7. Vizinho preso por suspeita de envolvimento na morte de Thamiris A adolescente de 14 anos, Thamiris Pereira, desapareceu na quinta-feira (12), no bairro Jardim das Margaridas, em Salvador. Após uma semana de buscas, o corpo foi encontrado em um terreno baldio e dois homens foram alvos de mandados de prisão por envolvimento no crime. Um deles era vizinho dela e chegou a participar dos grupos de voluntários que buscavam pelo paradeiro da menina. Ele foi preso em casa, suspeito de atraí-la para o local do crime. O outro já estava detido por violência doméstica. Ele teria orquestrado o assassinato da menina de dentro da prisão. 📲 Clique aqui e entre no grupo do WhatsApp do g1 Bahia Nesta reportagem, o g1 detalha toda a linha do tempo do caso. Acompanhe. Das buscas por Thamiris à identificação do corpo 12 de março, quinta-feira Thamiris dos Santos Pereira, está desaparecida desde a manhã de quinta-feira (12). Redes sociais Thamiris saiu da escola, no bairro de Itinga, em Lauro de Freitas, mas não seguiu direto para casa, no bairro Jardim das Margaridas, em Salvador. Na mesma data, a mochila dela foi encontrada com todos os itens escolares. Apenas o celular de Thamiris ainda não foi encontrado. 13 de março, sexta-feira Edifício Dois de Julho, da Secretaria de Segurança Pública da Bahia Vitor Barreto/Ascom SSP-BA Começaram as buscas por Thamiris no bairro do Jardim das Margaridas. Os familiares da garota confirmaram que o celular dela estava desligado e que, ao consultar câmeras da região, notaram que ela não passou pelo caminho que costumava usar quando voltava da escola para casa. 16 de março, segunda-feira Foram divulgadas imagens de uma câmera de segurança, que flagrou a menina usando a farda da escola e caminhando pelo Jardim das Margaridas, no dia 12 de março. O vídeo mostra que ela parou na frente de uma casa e depois seguiu um caminho contrário ao que costumava usar para chegar à própria residência. As imagens não capturaram o ponto de parada de Thamiris. 17 de março, terça-feira Familiares e amigos da adolescente fizeram um protesto na região da estação de metrô Aeroporto, em Lauro de Freitas, cobrando celeridade nas buscas e investigações. 18 de março, quarta-feira Familiares e amigos de Thamiris fizeram um novo protesto na região de São Gonçalo do Retiro e colocaram fogo na pista. A Polícia Militar foi acionada para acompanhar o ato. 19 de março, quinta-feira Os familiares de Thamiris foram até a sede da Secretaria de Segurança Pública, no Centro Administrativo da Bahia (CAB), em Salvador, para cobrar celeridade no caso. Após o protesto, a mãe da garota participou de uma reunião no Centro de Operações e Inteligência (COI). Horas depois, um corpo foi encontrado em um terreno baldio em Cassange, em Salvador. Ao lado, estavam a farda, o sapato e o relógio que Thamiris usava no dia em que foi vista pela última vez. Apesar dos indícios de que se tratava da menina, a família não pôde fazer o reconhecimento formal diante do estado avançado de decomposição do corpo. Seguiu-se, então, os trâmites do Instituto Médico Legal (IML) para análise do corpo e do material encontrado. Rodrigo Faria Sena dos Santos e Davi de Jesus Ferreira são suspeitos da morte de Thamiris Reprodução/TV Bahia No mesmo dia, dois homens foram alvos de mandados de prisão temporária. Um deles é Rodrigo Faria Sena dos Santos, de 37 anos, vizinho de Thamiris. Ele morava em uma casa abaixo do imóvel onde vive a família da garota. Para a Polícia Civil, Rodrigo a atraiu para o local do crime. Davi de Jesus Ferreira é apontado como mandante da morte de Thamiris Divulgação O segundo alvo de mandado estava preso desde 20 de fevereiro por violência doméstica. Davi de Jesus Ferreira, de 32 anos, é suspeito de ter orquestrado o crime contra a menina de dentro do Complexo Penitenciário da Mata Escura. Os investigadores trabalham com a tese de que ele ordenou o crime por vingança, pois acreditava que a menina foi a responsável por acionar a polícia para denunciar a agressão. Não há confirmação de que Thamiris tenha feito isso. 20 de março, sexta-feira Exames periciais confirmaram que o corpo encontrado é de Thamiris. A informação foi divulgada pelo Departamento de Polícia Técnica da Bahia (DPT-BA). Em nota, o DPT-BA informou que a confirmação foi feita por meio da necropapiloscopia, que é o confronto das impressões digitais da vítima com as fichas do banco de dados do Instituto de Identificação. O órgão pontuou também que exames periciais estão sendo realizados e os laudos serão encaminhados para a delegacia assim que concluídos. O prazo para liberação é de 10 dias, podendo ser prorrogado conforme necessidade da perícia. Além disso, a Polícia Civil cumpriu mandados de busca e apreensão em três endereços e em um trecho da Rua Antônio das Neves, no bairro de Itinga, em Lauro de Freitas. Na região, foram realizadas buscas por vestígios biológicos e outros indícios que possam contribuir para o esclarecimento do crime. LEIA TAMBÉM: Mulher é morta após cobrar pensão dos filhos a ex-companheiro no sudoeste da Bahia União autoriza renovação do emprego da Força Penal Nacional em Salvador Troca de tiros entre suspeitos e policiais militares termina com quatro mortos Veja mais notícias do estado no g1 Bahia. Assista aos vídeos do g1 e TV Bahia 💻

  8. Cavalo desgovernado provoca acidente entre carro e carroça no interior de MG Uma cena inusitada foi registrada por uma câmera de monitoramento em Ituiutaba, no Triângulo Mineiro, na tarde de quarta-feira (18). No vídeo é possível ver o momento em que um cavalo desgovernado, puxando uma carroça com diversos objetos, provoca um acidente com um veículo no cruzamento das ruas José Silva Ramos e Joaquim Antônio da Silva, no bairro Alcides Junqueira. Segundo moradores da região, que não quiseram ser identificados, o acidente provocou um barulho muito alto, a ponto de acharem que o animal era, na verdade, um caminhão desgovernado. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Triângulo no WhatsApp Depois do susto inicial, quem passava pelo cruzamento parou para ver o que aconteceu. De acordo com a população, na carroça estavam apenas objetos e o veículo atingido ficou bastante danificado. “Agora pensamos duas vezes antes de atravessar a rua, com medo de um cavalo desgovernado”, brincou uma moradora. Ainda conforme os moradores, o cavalo não sofreu lesões aparentes. O g1 tenta localizar o tutor do animal para saber o estado de saúde dele. Apesar da situação, a Polícia Militar (PM) e o Corpo de Bombeiros não foram acionados para atendimento. LEIA TAMBÉM: VÍDEO: Adolescente é flagrado dando chicotadas em cavalo Homem é preso por deixar cachorros em meio ao lixo e infestados de carrapatos Tutores são detidos por maus-tratos; cães foram machucados e gatos mortos Carro atingido por cavalo ficou bastante danificado, segundo moradores Reprodução/Redes Sociais VÍDEOS: veja tudo sobre o Triângulo, Alto Paranaíba e Noroeste de Minas

  9. Busca por água gera dívida para agricultor que encontrou possível petróleo ao furar poço O agricultor Sidrônio Moreira, que encontrou uma possível jazida de petróleo em Tabuleiro do Norte (CE), não tinha intenção de achar o líquido. O seu objetivo inicial era encontrar água. Por isso, ele decidiu fazer um empréstimo de R$ 15 mil para perfurar dois poços artesianos no sítio onde mora. No entanto, encontrou apenas um líquido denso, preto, com cheiro de combustível. Este imbróglio, no entanto, está longe de terminar. A família, que não tem acesso a água encanada em casa - e, por isso, depende de adutora e carros-pipa - espera um laudo definitivo da Agência Nacional do Petróleo (ANP) para saber do que se trata o material estranho achado no quintal. LEIA TAMBÉM: Entenda se agricultor cearense que encontrou possível petróleo pode lucrar com achado Agricultor que encontrou possível petróleo no CE deve isolar poço enquanto aguarda laudo Agricultor Sidrônio Moreira furou poço em busca de água, mas encontrou óleo que pode ser petróleo. Marcelo Andrade/IFCE Falta de água e dívida Ao g1, Sidrônio conta que pensou em perfurar os poços artesianos para tentar sanar um problema antigo que afeta a região. A ideia era "ficar sossegado", mas, depois da possível descoberta de petróleo, o agricultou deve isolar as áreas das perfurações e evitar contato com o líquido preto. A dívida continua: "Eu disse: 'Mulher, vamos fazer esse empréstimo pra furar esse poço'. Fizemos, fiquei animado, mas agora nem água e nem os R$ 15 mil. A gente se aperreia, né?! Meu pensamento era pegar o dinheiro, fazer esse poço (...), ficar sossegado. Mas, não deu. Vamos esperar por Deus, quem sabe não melhora?", lamentou. Sidrônio e a esposa, Maria Luciene, vivem com dois filhos no Sítio Santo Estevão, a cerca de 35 km do centro de Tabuleiro do Norte. Sem acesso à água encanada, a família depende de adutora e carros-pipa para o abastecimento. A renda vem das aposentadorias do casal e da venda de animais, feijão e milho. A família depende de uma adutora da região e carros-pipa para ter água em casa. Na foto está Maria Luciene, agricultora de 58 anos. Gabriela Feitosa/g1 Depois do empréstimo, eles ficaram com as finanças comprometidas. Enquanto esperam uma resposta definitiva da ANP, Sidrônio não pode mais perfurar poços, e o problema da água continua. O caso começou em novembro de 2024, mas só neste ano a ANP visitou o local pela primeira vez. O vice-prefeito de Tabuleiro do Norte, Antério Fernandes, afirmou que uma nova adutora - uma espécie de tubulação subterrânea criada para transportar grande volume de água - está sendo construída na zona rural da cidade e deve atender mais de 700 famílias. Uma delas é a família de Sidrônio e Luciene. O prazo para a construção é o fim deste mês de março. A família não faz planos caso o líquido "estranho" encontrado no terreno seja mesmo petróleo. Em relação a isso, eles preferem "manter os pés no chão", como relatou ao g1 o filho de Sidrônio, Sidnei Moreira: "A gente trabalha bastante com os pés no chão. A gente não sabe ainda o que é, se vai ser possível explorar esse material, a gente ainda não tem essa noção. E a gente vai continuar com a nossa vida normal no campo mesmo, porque nunca foi nossa intenção achar petróleo, sempre foi achar água". Mãe e filho observam área em que segundo poço artesiano foi perfurado. Gabriela Feitosa/g1 Caso seja confirmado, o agricultor poderá 'lucrar'? A resposta é complexa. Conforme os técnicos da ANP relataram ao g1, o agricultor não será dono do petróleo, pois a Constituição Federal determina que o subsolo e suas riquezas, incluindo o petróleo e o gás, são de propriedade e monopólio da União. No entanto, Sidrônio poderá ter um retorno financeiro caso a área passe por um processo de exploração e produção comercial no futuro. Dessa maneira, o proprietário da terra tem direito a receber um percentual do lucro. ➡️Mas, atenção: primeiro a agência precisa analisar se vale a pena explorar a bacia, já que outros achados parecidos foram descartados por serem acúmulos pequenos. Infográfico - Possível descoberta de petróleo registrada em Tabuleiro do Norte, no interior do Ceará. Arte/g1 Esse repasse financeiro, garantido por lei, pode chegar a até 1%, dependendo de vários fatores que precisarão ser avaliados. Em resumo, embora o agricultor não tenha a titularidade sobre o recurso e não possa vendê-lo por conta própria, ele tem o direito de receber essa compensação financeira caso a extração comercial se concretize. Relembre o caso A substância semelhante a petróleo foi encontrada em novembro de 2024 enquanto o agricultor Sidrônio Moreira perfurava o solo em busca de água para abastecimento de animais da sua propriedade, na localidade de Sítio Santo Estevão. Vídeo mostra momento em que agricultor encontra possível poço de petróleo ao perfurar solo Um vídeo gravado pela família em novembro de 2024 mostra o momento em que Sidrônio e a equipe contratada furam o primeiro poço. Em determinado momento, um líquido escuro emerge do buraco e o agricultor chega a comemorar, pensando se tratar de água. Semanas mais tarde, porém, a família descobriu que o líquido pode ser petróleo. 📍Localizado a cerca de 210 quilômetros de Fortaleza, Tabuleiro do Norte fica na divisa com o Rio Grande do Norte e faz parte da região do Vale do Jaguaribe. A região é contemplada pela Bacia Potiguar, uma área de exploração de petróleo localizada entre o Ceará e o Rio Grande do Norte. A família e o IFCE procuraram a ANP ainda em julho de 2025 informando da descoberta, mas desde então a agência não havia respondido. Somente no dia 25 de fevereiro deste ano, o órgão se manifestou, respondendo a um pedido de informação do g1. Mesmo que o petróleo seja confirmado, o agricultor não poderá comercializar o combustível, uma vez que, no Brasil, riquezas encontradas no subsolo pertencem à União. Conforme a legislação brasileira, a ANP deverá confirmar se a substância é de fato petróleo; mesmo se for confirmado, o dono do terreno não poderá extrair nem vender o combustível. Equipe da ANP levou amostra colhida pelo IFCE para analisar. Divulgação/IFCE Assista aos vídeos mais do Ceará:

  10. Pão francês Divulgação Presente no café da manhã, no lanche da tarde e até como acompanhamento das refeições, o pão francês segue como protagonista nas padarias da capital paulista. Em 2025, a cidade de São Paulo registrou o consumo de cerca de 20 milhões de unidades por dia, o que representa aproximadamente 7,3 bilhões ao longo do ano, segundo levantamento enviado ao g1 do Sampapão, entidade que representa os industriais de panificação e confeitaria de São Paulo. Os dados ganham ainda mais relevância neste sábado (21), quando é celebrado o Dia Nacional do Pão Francês. O volume diário atual mostra crescimento em relação a 2024, quando o consumo era de cerca de 18 milhões de unidades por dia. A alta, estimada entre 10% e 12%, reflete a retomada do consumo e reforça a presença consolidada do produto no hábito alimentar dos paulistanos. Além de símbolo cultural, o pão francês também tem peso econômico significativo. Apenas na cidade de São Paulo, o faturamento gerado com o produto pode chegar a aproximadamente R$ 6 bilhões a R$ 7 bilhões por ano, considerando o preço médio praticado nas padarias. Para o presidente do Sampapão, Rui Gonçalves, a data comemorativa é uma oportunidade de fortalecer a relação entre o setor e os consumidores. “O pão francês é o grande convite diário para que as pessoas entrem nas nossas padarias. Celebrar o dia 21 de março com promoções e engajamento nas redes sociais é a nossa forma de agradecer ao paulistano por essa fidelidade histórica. Mostramos, assim, que a panificação sabe unir a maestria e a tradição das fornadas quentes com as novas tendências de relacionamento com o consumidor”, destaca Rui Gonçalves. Entenda como conservar o pão francês por mais tempo Pão francês Divulgação

  11. Roupa feita de pele humana? Estilista de SP ganha o mundo com peças extravagantes Reprodução Uma regata que parece ter sido feita de pele humana, com textura, cicatrizes e tatuagens. Embalada como comida, numa marmita de alumínio. Um vídeo mostrando exatamente isso viralizou e já ultrapassa 20 milhões de visualizações. À primeira vista, pode parecer estranho (e este é o ponto). Criada pela paulistana Ludmila Obrigon, a marca batizada com seu sobrenome nasceu de um Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) na faculdade com a proposta de provocar e já vestiu nomes como Anitta, Ludmilla e Luísa Sonza. Spoiler: a meta é a Lady Gaga. A recepção nas redes sociais foi um misto de fascínio e horror. “Imagina se os Correios têm que abrir a caixa”, comentou um usuário. Outros, em diversos idiomas, incluindo o russo, pareciam confusos: “Me diz o que é isso, por favor”. Para Ludmila, essa reação é quase um experimento social que comprova sua pesquisa acadêmica sobre a “demonização do feio e do esquisito”. Criada sob influência do rock emo e do desenho, Ludmila sempre se interessou pelo que era considerado diferente. Ingressou na faculdade de moda mesmo sem saber costurar, mas desenvolveu uma identidade visual específica e conceitual ao longo dos semestres. “No final do ano de conclusão, um colega que se encantou pelo meu trabalho me questionou: ‘O que vai ser da Provoke agora?'. Foi com essa pergunta que eu comecei a tirar do papel o sonho de ter uma marca”, contou ela em entrevista ao g1. Com a chegada da pandemia, a marca foi lançada experimentalmente no final de 2020, abandonando o nome Provoke e adotando o Obrigon de hoje. No início, não havia investimento, e foi marcado por testes até que a identidade se consolidasse. Da cultura pop ao 'estranho familiar' As criações da estilista bebem de fontes variadas, desde tardes assistindo à MTV para ver clipes de Lady Gaga e Green Day até a paixão por filmes de terror e diretores como David Cronenberg e Gaspar Noé. Na moda, suas referências passam por nomes como Alexander McQueen e Rei Kawakubo. Mas o seu trabalho mora mesmo no conceito alemão "Unheimlich", ou o “estranho familiar”. Ludmila explica que gosta de tirar elementos comuns, como o corpo ou a pele, de contexto. “Gosto de pegar um elemento extremamente comum, como nosso corpo ou pele, e tirar de contexto, colocar em um lugar em que ele ‘não deveria estar', como a vestimenta. É algo simples que causa uma comoção gigante entre o público, que cria muitas teorias mirabolantes em cima." Segundo o site da marca, o objetivo é “questionar as normas estéticas através da desconstrução do vestuário tradicional e exaltação da auto expressão”. Look Capillus, em látex e cabelo humano, para Drop Etereal, em 2023 Arquivo pessoal O processo manual: 'Como obra de arte' Diferentemente da produção em massa da fast fashion, a Obrigon opera como um ateliê, com um processo inteiramente manual e autoral. Ludmila desenvolveu suas próprias técnicas de manipulação têxtil e aprendeu a trabalhar com o látex já dentro da marca. As peças que mais chamam a atenção, as que simulam peles tatuadas, são justamente as mais difíceis e desafiadoras de se produzir, segundo a estilista. “Preparo pedaço por pedaço de látex, pinto cada um deles, para só depois juntar na modelagem final e desenhar em cima. São dias de processo, como uma obra de arte mesmo”, detalha ela. Roupa feita de pele humana? Estilista de SP ganha o mundo com peças extravagantes O trabalho é feito em pequena escala, muitas vezes pela própria Ludmila, com apoio pontual no ateliê. Um dos sucessos da marca, a Bolsa Pectus, que simula um busto feminino, surgiu a partir de um manequim bem definido que ela utilizou para modelar o látex. A peça já foi usada, por exemplo, pelo trapper Matuê. SP como inspiração A capital paulista é onipresente no trabalho de Ludmila. Para ela, a cidade inspira pela “falta de cor, na confusão de texturas, no brutalismo”. Ela afirma que o ambiente cosmopolita foi essencial para o surgimento da marca. “A Obrigon nasceu em São Paulo que é uma das maiores e mais diversas metrópoles do mundo, sabia que tinha público para a marca aqui.” Embora tenha começado focada na cena eletrônica e no techno, hoje a Obrigon atrai profissionais criativos, como designers, artistas, criadores de conteúdo e arquitetos que buscam peças para se expressar em festivais e ambientes underground. Das revistas ao sonho de vestir Gaga A aceitação no meio da moda tem sido positiva. A Obrigon já estampou grandes revistas do país e também publicações internacionais. Um dos marcos foi a participação no SPFW N59, em parceria com o estilista Dario Mittmann. O caminho para vestir celebridades começou cedo, ainda em 2020, quando uma stylist conheceu o trabalho a partir do desfile de TCC. “É incrível ver meu trabalho em locais de tamanha visibilidade e prestígio”, afirma. Um momento marcante foi vestir Alice Glass, ex-integrante do Crystal Castles, artista que dialoga diretamente com o universo da marca. Mas o grande objetivo internacional permanece. “Com certeza sonho em vestir a Lady Gaga, em quase todo post da Obrigon alguém comenta sobre isso.” Chaveiro de pelúcia azul upcycling, com um olho e rosto feito e pintado à mão Reprodução Após a virada de chave proporcionada pela viralização, a Obrigon planeja expandir seus horizontes. O foco agora é a internacionalização, com a atualização do site para vendas globais e uma maior presença em eventos e na mídia. Hoje, as vendas internacionais ainda são feitas manualmente, o que limita o crescimento, mas ela estuda o lançamento de produtos em escala para o futuro, pensando em preços mais acessíveis, sem abandonar o caráter autoral. Pablo Vittar vestindo Provoke em 2019 Arquivo pessoal

  12. 'Vlog de demissão': vídeos de desligamentos viralizam, mas exigem cuidados Quem acessou as redes sociais nos últimos dias provavelmente se deparou com “vlogs de demissão”, vídeos em que trabalhadores registram a rotina no dia em que são desligados da empresa. Curiosamente, os bastidores de um momento delicado da vida profissional têm atraído milhões de visualizações. É o caso de Victoria Macedo, de 28 anos, que publicou no TikTok um vídeo sobre o dia em que foi desligada da Natura. O post alcançou mais de 1,5 milhão de visualizações. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A repercussão impulsionou seu perfil como criadora de conteúdo e abriu portas para novas oportunidades, com convites para entrevistas de emprego — mesmo antes de atualizar currículo ou portfólio. Formada em administração e com uma segunda graduação em publicidade e propaganda em andamento, Victoria construiu carreira no mercado corporativo desde os 16 anos, com passagens por bancos e, mais recentemente, pela Natura. Lá, ingressou como estagiária em 2024, foi efetivada após oito meses e atuou no planejamento comercial até a reestruturação que levou à sua saída. Victoria trabalhava na empresa havia quase dois anos quando foi desligada. Paralelamente, já produzia conteúdo sobre rotina profissional no TikTok – hábito que ganhou força após a efetivação. A familiaridade com as câmeras, inclusive, a levou a participar do programa de influenciadores internos da empresa, no qual colaboradores divulgam a marca de forma voluntária. “Eles analisam nossas redes antes de aprovar, então sabiam exatamente o tipo de conteúdo que eu produzia”, conta. Mesmo assim, decidiu registrar a demissão para explicar aos seguidores por que deixaria de mostrar o dia a dia na empresa. “Eu pensei: vou postar porque vou parar de produzir esse tipo de conteúdo e as pessoas podem estranhar”, diz. A identificação do público foi imediata, e o vídeo viralizou no dia seguinte. Para Victoria, o tema é sensível e universal: “Quase todo mundo já passou ou vai passar por isso. É um momento frágil, mas muito real.” Ela acredita que o sucesso está justamente no contraste com a narrativa tradicional das redes profissionais, que costuma destacar promoções e conquistas – como no LinkedIn. “As pessoas se enxergam ali, no dia difícil que quase nunca aparece na internet”, afirma. Victoria Macedo, de 28 anos, foi demitida da Natura em uma reestruturação da empresa e compartilhou o processo nas redes sociais. Reprodução/Tiktok O caso não é isolado. Ao buscar por “vlog de demissão” no TikTok, é possível encontrar diversos vídeos que somam milhões de visualizações sobre o tema. Apesar da popularização, especialistas ouvidos pelo g1 alertam que é preciso cautela ao compartilhar esse tipo de conteúdo. A exposição pode trazer consequências para a vida profissional, especialmente dependendo do que é divulgado. “A demissão em si não é o problema, faz parte da trajetória de qualquer pessoa. O ponto-chave é como ela é exposta”, afirma Raquel Nunes, líder de RH na HUG. A especialista explica que conteúdos que revelam conflitos, críticas diretas ou detalhes internos tendem a gerar alerta entre recrutadores. Já publicações estruturadas, que destacam aprendizados, podem até fortalecer a imagem profissional. Segundo ela, profissionais de seleção não avaliam apenas o fato de alguém ter sido desligado, algo comum, mas a maturidade demonstrada ao comunicar esse momento. “No fim, o que se avalia é a capacidade de lidar com situações difíceis sem expor terceiros ou informações sensíveis”, diz. Recrutadores de grandes empresas acompanham redes sociais com frequência, especialmente quando um conteúdo viraliza. Isso não elimina automaticamente um candidato, mas influencia a percepção sobre competências como confidencialidade, inteligência emocional e profissionalismo. Em tempos de redes sociais, cada postagem ajuda a construir – ou desgastar – a marca pessoal do profissional. Conteúdos sobre demissão podem mostrar resiliência e autoconhecimento, mas também podem transmitir impulsividade. No caso de Victoria, por exemplo, ela afirma que teve cautela ao produzir os vídeos. Evitou mostrar colegas, ambientes internos ou qualquer informação confidencial, mantendo o foco na própria experiência. “Se você pretende continuar no mercado, não faz sentido expor ou difamar a empresa”, diz. Do sucesso à demissão: saiba por que algumas empresas têm se incomodado com os ‘blogueiros CLT’ 📱 Palavra ‘demissão’ impulsiona engajamento Outro caso é o da mineira Thaís Borges, de 26 anos, conhecida nas redes como Thaís do Millenium. Após mais de uma década trabalhando como CLT – sendo três anos e meio como designer sênior em uma multinacional – foi desligada pela primeira vez durante uma demissão em massa. O que poderia ser apenas um episódio traumático acabou se tornando um impulso para ampliar a presença digital. Formada em Publicidade e Propaganda pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Thaís começou a trabalhar aos 14 anos, como jovem aprendiz na área de marketing. Com o tempo, migrou para o design de produtos e construiu carreira no setor. Até então, nunca havia enfrentado o desemprego. “Foi um baque, mesmo tendo me preparado financeiramente”, conta. A virada aconteceu quando decidiu registrar a própria demissão – e a reação do marido ao receber a notícia. O vídeo, publicado sem grandes expectativas, viralizou rapidamente e já acumula mais de meio milhão de visualizações. Para o público, parecia o início de uma trajetória como criadora de conteúdo. Mas Thaís explica que já produzia vídeos sobre carreira há cerca de quatro anos. “Algumas pessoas acharam que comecei depois da demissão, mas não. Eu já falava de vida profissional”, diz. Segundo a criadora, a explosão de alcance não foi por acaso e a palavra “demissão” carrega uma força emocional capaz de conectar pessoas. “Situações traumáticas geram empatia. É natural que as pessoas se compadeçam”, afirma. Desde então, ela passou a usar o termo de forma estratégica em títulos, falas e hashtags — tanto para ampliar o alcance quanto para normalizar a experiência. Eu não sabia do poder que a palavra ‘demissão’ poderia ter.” Conhecida nas redes como Thaís do Millenium, Thaís Borges, de 26 anos, compartilha conteúdos sobre demissão e carreira. Reprodução/Instagram Apesar de já produzir conteúdo sobre carreira, foi após esse episódio que seus vídeos ganharam maior alcance. A partir disso, passou a compartilhar a rotina de recolocação profissional, mostrando etapas como atualização de currículo e portfólio. Para Thaís, falar abertamente sobre o desligamento ajuda a romper o tabu. “Antes, eu via ‘demissão’ como algo negativo, como se estivesse ligado à competência. Hoje, falo com todas as letras: fui demitida. Quero desmistificar isso”, afirma. A repercussão nas redes também teve impacto direto na carreira. Mesmo sem se candidatar a vagas, Thaís recebeu contatos de empresas e convites para processos seletivos, muitos deles por indicação de seguidores. “Eu fiquei impressionada com o poder da internet de fazer as coisas acontecerem”, diz. “Antes mesmo de eu assimilar o que estava acontecendo, já tinha empresa me chamando para conversar, sem eu ter enviado currículo”, completa. Há um mês e meio sem emprego formal, ela ainda avalia os próximos passos. Enquanto isso, atualiza currículo e portfólio em pequenos avanços – seu lema é “1% todo dia” –, enquanto mantém a produção de conteúdo. Para ela, produzir para as redes também é trabalho, que exige planejamento, rotina e dedicação. “Eu não quero me limitar agora dizendo que quero um emprego CLT ou focar só na produção de conteúdo. Estou me deixando aberta para o que vier”, finaliza. 🧠 O que explica o fenômeno? Para a pesquisadora e professora Issaaf Karhawi, da Universidade de São Paulo (USP), o fenômeno de transformar a demissão em conteúdo está ligado a mudanças mais amplas na forma como as pessoas se relacionam com a exposição nas redes sociais. Segundo ela, esse movimento nasce do “borrão” entre vida privada e esfera pública, cada vez mais evidente nas plataformas digitais. Trabalho, lazer e intimidade se misturam, e o cotidiano passa a ser empacotado como uma narrativa para as redes sociais. “Vivemos uma convocação permanente à visibilidade. Tudo precisa ser tornado público, empacotado como conteúdo”, afirma. Para a pesquisadora, filmar um momento tradicionalmente íntimo, como o desligamento, revela como a vida profissional foi incorporada às práticas culturais online. Karhawi diz que o TikTok tem papel central nessa lógica. A plataforma fortaleceu formatos como os vlogs, já conhecidos no YouTube, mas agora adaptados a vídeos curtos sobre rotina, trabalho e produtividade – especialmente entre os jovens profissionais. O TikTok se consolidou como um espaço de conteúdos mais autênticos, que fogem da estética perfeita de outras redes. Os vlogs de rotina de trabalho já eram comuns, e a demissão passou a ser incorporada como parte dessa narrativa.” A pesquisadora avalia que esses vídeos funcionam como uma “contra-narrativa” em relação ao padrão tradicional das redes, historicamente marcado por performance, sucesso e conquistas. Enquanto Instagram e LinkedIn costumam funcionar como vitrines de promoção, mérito e ascensão, o TikTok tem aberto espaço também para rupturas, frustrações e momentos de vulnerabilidade. “Esses vídeos mostram algo que normalmente não aparece nas redes: o momento difícil. Isso gera conexão porque contrasta com a lógica de sucesso que domina plataformas como LinkedIn e Instagram”, afirma. Ela também destaca que conteúdos com forte carga emocional tendem a ganhar mais alcance. “Vídeos como esses geram muitas reações. E o algoritmo tende a ampliar aquilo que mobiliza atenção, seja ela positiva ou negativa”, diz. A professora lembra ainda que o fenômeno não é totalmente novo. Vídeos de demissão já circularam com força em 2024, especialmente durante os layoffs (demissões) em massa na indústria de tecnologia. Hoje, esse tipo de publicação se consolidou quase como um subgênero dentro da plataforma, reunindo pessoas que compartilham experiências semelhantes. Apesar do potencial de engajamento, Karhawi faz um alerta: a viralização pode até abrir portas no universo da influência, dependendo da forma como o criador aproveita essa exposição, mas não garante recolocação profissional em setores tradicionais. “Cada mercado reage de forma muito diferente. O setor da comunicação, por exemplo, não funciona como o agronegócio ou a indústria farmacêutica. Em algumas áreas pode ser mais aceito, em outras pode gerar resistência”, explica. A pesquisadora enfatiza ainda que viralizar não significa consolidar uma carreira como influenciador. Isso porque a maioria dos criadores que vivem de conteúdo tem anos de dedicação, e não apenas um vídeo de grande repercussão. Além disso, muitos seguem conciliando a produção digital com empregos formais. “A ideia de que basta viralizar para viver de conteúdo não corresponde à realidade. Construir uma carreira digital exige consistência e tempo”, afirma. Para Karhawi, a popularização desses vídeos diz menos sobre a demissão em si e mais sobre a forma como as plataformas moldam a experiência humana. “Nada escapa do imperativo da visibilidade. Trabalho, relacionamentos, lazer, tudo passa pela lógica de transformar a vida em conteúdo”, conclui. Conheça os 'blogueiros CLTs', que mostram a rotina e os perrengues de trabalho nas redes sociais ⚠️ Cuidados ao expor a demissão nas redes Segundo a especialista em RH Raquel Nunes, existe uma diferença clara entre compartilhar uma experiência pessoal e expor a empresa. Falar sobre sentimentos, aprendizados e trajetória é legítimo. Já divulgar detalhes internos, citar nomes, envolver gestores ou buscar validação por meio de conflito tende a ser visto como comportamento de risco – tanto para a reputação do profissional quanto para sua empregabilidade. A orientação é evitar publicações feitas no calor do momento. “Nada de expor a empresa, o gestor ou informações internas. O ideal é focar no próprio processo e nos aprendizados”, afirma. Ela também recomenda que o trabalhador reflita antes de publicar: “Como isso seria interpretado em um processo seletivo?” Para a especialista, o tema deve ganhar ainda mais espaço com o avanço dos conteúdos sobre rotina de trabalho nas redes. Por isso, o cuidado com a imagem profissional se torna ainda mais relevante. “Conte sua história, mas com consciência de que ela também compõe sua reputação profissional”, completa. Além dos impactos na imagem, a exposição pode trazer consequências legais. Segundo a advogada trabalhista Isabel Cristina, do escritório Ferraz dos Passos, a liberdade de expressão do trabalhador não é absoluta – especialmente quando envolve a imagem do empregador. Compartilhar vídeos gravados dentro da empresa, mostrando colegas, chefes ou processos internos, pode caracterizar violação de confidencialidade e descumprimento de regras de compliance. De acordo com a especialista, muitas empresas possuem cláusulas que proíbem gravações ou a divulgação da marca sem autorização. Nesses casos, o trabalhador pode ser responsabilizado por danos à reputação da companhia. Se o conteúdo tiver tom irônico, ofensivo ou crítico, a situação pode ser interpretada como ato lesivo à honra do empregador – o que abre espaço para pedidos de indenização. O risco é ainda maior quando a publicação ocorre durante o aviso prévio ou enquanto o desligamento ainda está em andamento. 📌 Quando a demissão pode virar justa causa Nesses casos, a empresa pode até reverter uma dispensa comum em demissão por justa causa. Segundo o advogado trabalhista Cid de Camargo Júnior, isso pode acontecer quando há publicação de conteúdo ofensivo enquanto o contrato ainda está em vigor. Como o contrato ainda está ativo, a empresa pode reverter a dispensa para justa causa, desde que comprove a gravidade da conduta. Ele ressalta que a mudança não é automática e depende de análise da Justiça, já que a justa causa é a penalidade mais severa prevista na legislação trabalhista. Mesmo após o fim do vínculo, a empresa ainda pode recorrer à Justiça para pedir indenização por danos morais ou materiais. Embora não exista uma legislação específica sobre redes sociais nesses casos, as regras da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) podem ser aplicadas ao ambiente digital. Entre as situações previstas estão: ato lesivo à honra ou à imagem do empregador; mau procedimento; indisciplina ou insubordinação. Segundo especialistas, a Justiça do Trabalho já reconhece que o comportamento nas redes pode impactar diretamente a relação profissional. Trabalhador pode ser demitido por conta de publicações nas redes sociais? Veja como funciona Do sucesso à demissão: empresas têm se incomodado com os ‘blogueiros CLT’

  13. Os países mais felizes do mundo em 2026 — e o que eles estão fazendo de certo para isso Getty Images via BBC Os países nórdicos dominam há muito tempo o Relatório Mundial da Felicidade. Mas 2026 trouxe uma surpresa. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Pela primeira vez em 14 anos de publicação, um país latino-americano chegou ao top 5. A Costa Rica manteve sua ascensão anual e pulou do 23° lugar, em 2023, para a quarta posição este ano. O ranking é elaborado anualmente pelo Instituto Gallup, pelo Centro de Pesquisa sobre Bem-Estar da Universidade de Oxford, no Reino Unido, e pela Rede de Soluções para o Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas. Ele se baseia na avaliação média das condições de vida pelos próprios moradores de 140 países nos últimos três anos, ao lado de fatores como o PIB de cada país, serviços sociais, expectativa de vida, percepção de liberdade, generosidade e corrupção. Pelo segundo ano consecutivo, nenhum dos principais países de fala inglesa chegou ao top 10. A Austrália veio em 15°, os Estados Unidos em 23°, o Canadá em 25° e o Reino Unido, em 29°. Entre os latino-americanos, atrás da Costa Rica, vieram o México (12°), Belize (27°), Uruguai (31°), Brasil (32°), El Salvador (37°), Panamá (39°), Guatemala (42°), Argentina (44°), Jamaica (49°) e o Chile (50°). Neste ano, cada um dos cinco melhores classificados apresenta aspectos específicos que contribuem para sua felicidade. Mas a liberdade de fazer escolhas de vida se destaca em todos eles. Conversamos com moradores de cada um desses países para entender o que contribui para sua sensação de felicidade no dia a dia e a longo prazo — e como os visitantes podem sentir o gostinho da "vida feliz" de cada local durante suas viagens. Veja os vídeos em alta do g1 Veja os vídeos que estão em alta no g1 1. Finlândia A Finlândia ocupou o primeiro lugar em nove dos últimos 10 anos. O país tem alta avaliação para serviços sociais e baixa percepção da corrupção. E os moradores costumam mencionar sua rede de assistência social (que inclui educação e assistência médica), que cria uma sensação de segurança e bem-estar. "Adoro o fato de que a Finlândia é um país seguro e posso confiar nas pessoas comuns por aqui", afirma Olli Salo, um dos fundadores da empresa Skimle, com sede na capital, Helsinque. "As crianças vão a pé para a escola a partir dos sete anos de idade, você não se sente ameaçado quando volta andando para casa e pode confiar que, se alguém fizer uma promessa, irá cumpri-la." Os impostos do país são altos, mas os seus moradores observam uma clara compensação. LEIA TAMBÉM: 'Vaticano muçulmano'? Europa pode ganhar novo menor país do mundo Solo compara com pagar uma assinatura por um software premium. Pode custar mais, mas a qualidade é melhor. "A maioria das coisas que realmente importam na vida, como saúde, educação e transporte, são serviços públicos", explica ele. "Por que não gastar um pouco e ter tudo isso com melhor qualidade?" Ele também observa que os locais de trabalho finlandeses são mais colaborativos do que em outras partes do mundo, com menos hierarquia e menos "teatro corporativo". A Biblioteca Central Oodi, de Helsinque, é um dos espaços públicos mais marcantes da capital finlandesa Getty Images via BBC Para o atual prefeito de Helsinque, Daniel Sazonov, a felicidade também vem da proximidade com a natureza. "Conseguir sair de casa e, em poucos minutos, chegar ao mar, a um parque ou a uma floresta para andar à noite é algo especial", descreve ele. Os visitantes devem começar conhecendo a cultura da sauna finlandesa. Com cerca de três milhões de saunas para uma população de apenas 5,5 milhões de pessoas, as opções são muitas. "Sugiro experimentar as diferentes saunas de Helsinque e talvez até um mergulho no frio mar Báltico", recomenda Sazonov. Já a Biblioteca Central Oodi de Helsinque, aberta em 2018, é uma construção moderna surpreendente e um popular ponto de encontro para os moradores locais e os visitantes. Além da capital, Salo sugere ir para o norte no inverno, alugar uma cabine e esperar a Aurora Boreal. Mas ele aconselha não seguir um itinerário corrido. "Nunca entendi por que as pessoas reservam quatro atividades por dia e correm dos passeios de trenó para ver a Aurora Boreal", conta Salo. "Não é assim que os finlandeses fazem." 2. Islândia Ultrapassando a Dinamarca pela primeira vez desde 2014, a ilha de apenas 400 mil habitantes ocupa o primeiro lugar em serviços sociais, a ponto de fazer os moradores locais sentirem que têm alguém com quem contar em tempos de dificuldade. A Islândia também ocupa o top 10 em PIB per capita, expectativa de vida saudável e generosidade. Por isso, ela é presença certa entre os primeiros lugares nas diversas avaliações. A colorida rua Skólavörðustígur, em Reykjavík, reflete a atmosfera vibrante do dia a dia da capital islandesa Getty Images via BBC "Historicamente, o nosso isolamento transformou a sobrevivência em um esforço de todos", conta Ingibjörg Friðriksdóttir, moradora da capital Reykjavík e gerente de marketing digital do Hotel Rangá. "Por séculos, não havia ajuda de fora. Éramos apenas nós e precisávamos permanecer juntos", prossegue ela. "Este legado formou uma cultura na qual ajudar uns aos outros é simplesmente nossa segunda natureza." Os islandeses também têm forte capacidade de adaptação, decorrente da sobrevivência a severos e escuros invernos. "Aprendemos a apreciar os pequenos momentos: bom café, piscinas quentes e passar tempo com os amigos", conta Bryndís Björnsdóttir, diretora-gerente da lagoa Laugará́s, em Reykjavík. "Quando chega o verão, de repente temos luz do dia quase toda a noite e todos ficam mais felizes e cheios de energia." Não importa qual seja a estação do ano, os moradores locais recomendam aos visitantes sair ao ar livre, independentemente das condições. "O ar fresco, as paisagens ao ar livre e a sensação de liberdade são uma parte importante do que faz deste um ótimo país", afirma Björnsdóttir. Ela destaca que a comida também vale a pena ser apreciada, especialmente o peixe fresco. No Hotel Rangá, os hóspedes podem se inscrever no programa "Viva Como um Islandês". Ali, eles aprendem a dizer a frase Þetta reddast, que traduz uma das principais crenças islandesas, que contribui para a felicidade do país: não importa a situação, tudo dará certo. 3. Dinamarca Sempre entre os primeiros colocados, a Dinamarca nunca caiu além do quarto lugar na história do relatório. E ocupa com frequência a primeira posição. Em terceiro lugar este ano, o país também aparece em terceiro na avaliação de serviços sociais e baixos níveis de corrupção, além de ocupar o sétimo lugar em PIB per capita. Mas a sensação de felicidade no país nem sempre é claramente visível. "Não é questão de colocar um grande sorriso e dar risada", afirma a jornalista Laura Hall, da capital Copenhague. Ela é a autora do livro The Year I Lay My Head in the Water ("O ano em que coloquei minha cabeça na água", em tradução livre), sobre nadar na Escandinávia. "É realmente questão de confiança na sociedade, confiança uns nos outros e a crença de que todos estão trabalhando juntos pelo bem comum." Hall cria duas filhas aqui e afirma que a sensação de segurança é constante. Ela também adora o limpo porto de Copenhague, um canal industrial dos anos 1990 transformado pela cidade em um local onde os moradores podem nadar o ano inteiro. Os canais de Copenhague são fundamentais para o dia a dia dos moradores, permitindo que eles nadem, passeiem de caiaque e pratiquem paddleboard por toda a cidade Getty Images via BBC Na cidade mais antiga do país, Ribe, a moradora Lise Frederiksen observa a felicidade enraizada na participação cívica. "Caminho todos os dias pelas ruas de pedregulhos, sou agradecida pela minha vida aqui", ela conta. Frederiksen valoriza o sistema educacional dinamarquês, que permite a crianças de qualquer situação financeira comparecer à mesma escola pública por 10 anos. E os pais devem organizar grupos de brincadeiras reunindo as famílias. "É muito importante que as crianças visitem as casa umas das outras, para observar que as pessoas podem viver de muitas formas diferentes", destaca ela. Para os visitantes, Frederiksen recomenda vir durante um dos muitos festivais de Ribe. Os temas variam das ostras e tulipas até heavy metal. Quem visitar o país no outono pode observar o período do "sol negro", quando milhões de estorninhos migram pela região, em densas formações que bloqueiam rapidamente o céu. Em Copenhague, os visitantes não precisam planejar um itinerário perfeito para entrar na vibe da felicidade. "Na maior parte do tempo, os visitantes vão embora com uma sensação de calma e paz", conta Frederiksen. "E também com um pouco de inveja ao ver pessoas andando de bicicleta e passando seus dias de forma relaxada. Realmente, a cultura não é de agitação por aqui." 4. Costa Rica Ao subir para o quarto lugar na avaliação deste ano, a Costa Rica é o primeiro país latino-americano a atingir o top 5. Suas avaliações de liberdade e assistência social quase dobraram desde 2021. A Costa Rica não conta com avaliação tão alta do PIB ou apoio governamental quanto os países nórdicos, mas seus moradores relatam forte liberdade para fazer suas próprias escolhas de vida. Eles também mantêm avaliações de vida significativamente mais altas que o esperado com base na avaliação dos seus fatores, segundo o relatório. Questionado sobre o que faz da Costa Rica um lugar tão feliz, o morador local Adrian Hunt não hesita em responder. "Comunidade, comunidade, comunidade", afirma o nômade digital que mora em Las Catalinas, uma cidade sem carros no litoral de Guanacaste. "Ter pessoas que compartilham a mesma paixão de viver uma vida saudável, ao ar livre e ser vizinhos." A cidade litorânea sem carros de Las Catalinas foi projetada em torno das caminhadas, da natureza e da vida ao ar livre Getty Images via BBC A natureza também é uma fonte diária de felicidade. Hunt conta que acorda pela manhã para andar na praia e observar os macacos bugios se movimentarem de uma árvore para outra, enquanto os peixes perseguem uns aos outros na baía. "Acredito que a Costa Rica tenha a melhor qualidade de vida dentre todos os países da América Central", segundo ele. "Existe algo na energia das pessoas, locais e estrangeiros, que torna este país muito especial." Para ter uma ideia da felicidade reinante na Costa Rica, ele recomenda se sentar em um café e iniciar uma conversa, ou passear pelos quilômetros de trilhas do país. "Queremos que as pessoas observem como este lugar é realmente tranquilo e pacífico", conclui Hunt. 5. Suécia Em quinto lugar este ano, a Suécia flutuou entre o quarto e o décimo ao longo da última década. Ela ocupa o sétimo lugar global em expectativa de vida saudável e o quinto em baixa percepção da corrupção. Sua presença nas primeiras posições reflete o que os moradores descrevem como equilíbrio entre a vida urbana progressista e o fácil acesso à natureza. "Uma das principais razões que levam a Suécia a ter altas avaliações de felicidade com tanta frequência é porque somos um país pequeno" explica o professor de bem-estar, prosperidade e felicidade Micael Dahlen, da Escola de Economia da capital sueca, Estocolmo. "As distâncias são curtas, entre as pessoas, entre as cidades e a natureza. Aprendemos a confiar e depender uns dos outros, compartilhar e valorizar o que temos, conviver com a natureza e receber bem novas ideias e pessoas." Um detalhe cultural captura o aspecto igualitário do país: o uso universal do pronome informal du ("você"), independentemente da posição. "Não importa quem você seja — um astro do pop, laureado com o Nobel, o primeiro-ministro do país ou um professor de felicidade como eu. Você é simplesmente 'você', du", explica Dahlen. Sua organização firmou recentemente parceria com o governo da capital, para lançar o Índice de Bem-Estar de Estocolmo, garantindo que o bem-estar seja avaliado e desenvolvido ao lado do crescimento econômico. Estocolmo fica em um arquipélago, onde a água, os parques e a vizinhança nunca ficam muito longe Getty Images via BBC "Adoro as pessoas e sua gentileza, a vida mais lenta, a beleza natural, as paisagens e a sensação de que tomei uma boa decisão para o meu futuro e para o futuro dos meus filhos", conta Karolina Pikus. Ela se mudou da Polônia para a Suécia, onde escreve o blog LikeSweden.com. Pikus mora atualmente em Gotemburgo, a segunda maior cidade do país. Ali, ela gosta principalmente de poder nadar no mar, visitar um lago e andar na floresta, tudo no mesmo dia, graças às boas conexões do transporte público. Os moradores locais recomendam visitar a Suécia no verão, especialmente os que vêm pela primeira vez. No meio do verão, os visitantes podem dançar canções tradicionais, comer jordgubbstårta (bolo de morango) e mergulhar nas longas noites da Escandinávia. Em Estocolmo, Dahlen sugere simplesmente caminhar. "Tudo em Estocolmo e nas outras cidades pode ser visitado a pé e você consegue esbarrar em qualquer pessoa", ela conta. E o arquipélago fica a pouca distância de barco e "realmente vale a pena visitar". Mas o ponto de entrada mais simples é fika, se sentar para tomar um café com pão doce de canela e acompanhar o ritmo das ruas. "Para mim, esta é uma das melhores formas de compreender a Suécia", segundo Pikus. "Reduzir a velocidade, respirar fundo e aproveitar o momento." Os 10 países mais felizes de 2026 Finlândia Islândia Dinamarca Costa Rica Suécia Noruega Holanda Israel Luxemburgo Suíça O Brasil ocupa a 32ª posição.

  14. Irã ameaça atacar cidadãos americanos e israelenses em pontos turísticos de outros países Jornal Nacional/ Reprodução O Irã lançou neste sábado (21) dois mísseis balísticos em direção à base militar de Diego Garcia, no Oceano Índico, utilizada pelos Estados Unidos e pelo Reino Unido, segundo informou a agência semi-oficial Mehr. De acordo com a publicação, o ataque representa um “passo significativo” e demonstraria que o alcance dos mísseis iranianos é maior do que o estimado por adversários. Mísseis não atingiram a base Apesar da ofensiva, os projéteis não atingiram a instalação militar, segundo informou o jornal The Wall Street Journal, que havia noticiado o lançamento de mísseis de alcance intermediário em direção à base. Até o momento, não há informações sobre danos ou vítimas. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Base estratégica no Índico A base de Diego Garcia é considerada um ponto estratégico para operações militares dos Estados Unidos e de aliados, especialmente em regiões do Oriente Médio e da Ásia. O episódio ocorre em meio à escalada de tensões envolvendo o Irã e países ocidentais, com aumento recente de confrontos diretos e indiretos na região. Sinalização militar A agência Mehr destacou que o lançamento dos mísseis teria caráter demonstrativo, indicando capacidade de alcance ampliada por parte do Irã. O ataque, ainda que sem impacto direto, reforça o clima de instabilidade e levanta preocupações sobre uma possível intensificação do conflito em escala regional ou global.

  15. Aeroporto de Natal São Gonçalo do Amarante Aluízio Alves RN Rio Grande do Norte Alex Régis/Natal Airport O voo direto do aeroporto de Natal para Montevidéu, no Uruguai, começa a operar neste sábado (21), partindo da capital potiguar. A rota é feita pela Gol Linhas Aéreas. Os voos vão acontecer aos sábados, em três períodos do ano: de 21 de março a 4 de abril; de 4 de julho a 25 de julho; e 5 de dezembro a 26 de dezembro. ✈️ O trecho de Natal para Montevidéu terá partidas às 16h20 e chegadas às 21h20. 🛬 Já o trecho Montevidéu para Natal terá partidas às 22h15 e chegadas às 03h35. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Natal possui outras duas rotas para aeroportos da América do Sul: de Ezeiza e do Aeroparque Jorge Newberry, ambos na Argentina. A Empresa Potiguar de Promoção Turística (Emprotur) informou que para promover a nova rota realiza nos dias 23 e 24 de março uma “blitz” nas agências uruguaias para divulgar o turismo no RN. “Adesivamos uma van e visitaremos de agência em agência, conversando com operadores, distribuindo brindes e divulgando ainda mais a nova rota, que resolverá um gargalo de conexão historicamente demandado pelas operadoras e agentes de viagens, que recebem pedidos constantes por parte de seus clientes”, falou Raoni Fernandes, presidente da Emprotur. Vídeos mais assistidos do g1 RN ~

  16. Prefeito destrói cocho tombado após charretes serem proibidas em Poços de Caldas A Câmara Municipal de Poços de Caldas (MG) fez um requerimento questionando a atitude do prefeito Paulo Ney (PSD), que destruiu um cocho tombado durante um ato público que oficializou o fim do serviço de charretes a cavalo na cidade. 📲 Siga a página do g1 Sul de Minas no Instagram O ato aconteceu na segunda-feira (16). Acompanhado de protetores da causa animal, o prefeito usou uma marreta para quebrar as pedras do cocho que era usado como bebedouro para os animais das charretes. Os vereadores entenderam que a atitude do prefeito foi um desrespeito à história de Poços de Caldas e aos charreteiros. O requerimento apresentado pelo vereador Thiago Mafra (PT) e aprovado por unanimidade questiona a legalidade do ato e se houve autorização dos órgãos responsáveis. Prefeito de Poços de Caldas, Paulo Ney (PSB) participa de ato que destruiu cocho em Poços de Caldas Reprodução redes sociais Segundo o vereador, a praça Getúlio Vargas, onde fica o cocho, integra o Complexo Hidrotermal e Hoteleiro de Poços de Caldas, tombado pelo estado desde 1989 e pelo município desde 2006. Ele destacou que a Lei Orgânica de Poços de Caldas proíbe a descaracterização de espaços tombados sem autorização legislativa e uma lei complementar de 2006 estabelece que bens protegidos não podem ser destruídos, alterados ou restaurados sem autorização prévia do Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Artístico, Cultural e Turístico (CONDEPHACT). A Divisão de Patrimônio Construído e Tombamento (DPCT) disse que o cocho não é tombado e foi construído recentemente. A prefeitura informou que o cocho foi reconstruído na sexta-feira (13). A gestão municipal não comentou sobre a atitude do prefeito. Cocho de praça de Poços de Caldas que foi destruído é reconstruído Reprodução redes sociais e Fabiana Assis/g1 Embora refeita, a estrutura ficou descaracterizada. As pedras foram cimentadas e a fonte de água foi retirada, sendo substituída por terras e plantas. O professor e historiador Hugo Pontes diz que, como a praça é tombada, todos os elementos nela devem ser preservados. Ele defende que o local deva ser conservado e, inclusive, sinalizado para registrar a existência das charretes naquele local por décadas como fato histórico da cidade. "A prefeitura deveria colocar uma placa, porque as futuras gerações talvez não venham a se lembrar disso, como nós que estamos presenciando a situação na nossa época", afirmou. Apesar de as charretes a cavalo terem sido extintas em Poços de Caldas, as carruagens elétricas, que deveriam substituí-las, ainda não têm prazo para começar a operar. Prefeito de Poços de Caldas, Paulo Ney (PSB) participa de ato que destruiu cocho em Poços de Caldas ONG Pegasus Veja mais notícias da região no g1 Sul de Minas

  17. Transtornos alimentares viram “estilo de vida” disfarçados de saúde Se você viveu a internet dos anos 2000, provavelmente se lembra dos blogs “ana” e “mia”. Os nomes eram uma referência direta a dois transtornos alimentares: anorexia e bulimia. Hoje, essas páginas não existem mais e as redes sociais bloqueiam esses termos. Mas quem usa o Instagram e o TikTok pode estar consumindo esse tipo de conteúdo, agora apresentado não mais como doença, mas como um novo “estilo de vida”. ⚠️(Atenção: esta reportagem aborda transtornos alimentares. Se esse é um tema sensível para você, considere isso antes de continuar a leitura.) O g1 encontrou dezenas de vídeos em perfis no TikTok e no Instagram que compartilham conteúdos que incentivam comportamentos associados a transtornos alimentares. Vídeos virais ensinam a interromper a alimentação, dão dicas de como permanecer mais horas sem comer e até incentivam sessões de autodepreciação. Vídeos virais ensinam a interromper a alimentação e dão dicas de como permanecer mais horas sem comer. Reprodução/ Tiktok Geralmente, quem está por trás desses conteúdos usa roupas de academia e se apresenta como alguém que dá dicas de bem-estar, disciplina alimentar ou conselhos de autocuidado. Muitos desses vídeos são feitos por profissionais de nutrição. O conselho afirma que investiga os casos. (Leia mais abaixo.) O que especialistas explicam é que estamos diante de uma nova realidade: os transtornos foram transformados em estilo de vida, criando uma comunidade aberta e sem controle nas redes. Segundo eles, isso tem agravado o cenário das doenças: pacientes cada vez mais jovens, com casos de crianças de nove anos em tratamento, e perdas de peso cada vez mais extremas. Eles também alertam para uma nova fase da anorexia, agora associada ao uso das chamadas “canetas emagrecedoras”. De acordo com médicos, algumas pessoas usam esses medicamentos mesmo sem ter sobrepeso, como forma de restringir a alimentação e buscar metas cada vez menores de peso – sintoma clássico de anorexia. Abaixo, nesta reportagem, o g1 mostra qual é o cenário atual dessas doenças nas redes sociais, como pessoas ganham engajamento e dinheiro divulgando esse tipo de conteúdo, o envolvimento de profissionais de saúde e o que fazer para identificar os sinais desses transtornos. As plataformas explicam que não permitem conteúdo que promova transtornos alimentares e práticas perigosas de controle de peso -- apesar de tudo isso circular livremente. (Leia abaixo o que dizem o Tiktok e o Instagram) Miriam Bottan teve bulimia e passou pelo auge da internet dos anos 2000 Reprodução A nova cara dos transtornos alimentares na internet Na Internet dos anos 2000, circulavam em fóruns e blogs, de forma mais discreta, conteúdos sobre anorexia e bulimia. Apesar de serem feitos para não chamar a atenção, eles eram assumidamente espaços para divulgar as doenças. Nesses mais de 20 anos que se passaram, o mundo viveu o movimento body positive, uma expansão do debate sobre os padrões de corpos e as coisas pareciam ter mudado, mas o que pesquisas e especialistas explicam é que não mudaram. Pelo contrário: agora, mais do que nunca, crianças e adolescentes estão cada vez mais expostos. O g1 encontrou dezenas de conteúdos que ensinam explicitamente pessoas a terem comportamentos típicos de anorexia e bulimia. Os vídeos trazem informações sobre como inibir o apetite, duração de jejuns que superam 12 horas, purgar (provocar vômito ou usar laxantes e diuréticos), restringir alimentos básicos e ter dietas com um volume muito baixo de calorias. 🔴 Atenção: não há recomendação médica para interrupção da alimentação e nem mesmo jejum de muitas horas. Pelo contrário, pesquisas já mostram que o jejum pode piorar o cenário de emagrecimento, ser gatilho para transtorno alimentar e trazer consequências para o funcionamento do pâncreas. 🔴 Ou seja: há uma roupagem de saúde, mas que, na verdade, esconde os sintomas de uma doença. E é aqui que mora o perigo. Há perfis em que influenciadoras ensinam mulheres a se ofenderem, criticarem o próprio corpo para ‘expurgar’ a pessoa fora do padrão que há nelas e, finalmente, serem magras. Nos comentários, uma rede engajada de quem diz aderir a esse tipo de comportamento e que é apoiado por outros comentários e a própria influenciadora. A exposição nas redes pode ampliar padrões irreais de corpo e intensificar a pressão estética Reprodução/ Tiktok Comentários nas redes sociais expõem o que as pessoas estão fazendo para aumentar a perda de peso. Reprodução/ Tiktok Para além de todo o engajamento, que se transforma em monetização, essas pessoas ainda vendem cursos com esse tipo de conteúdo, emagrecedores e suplementos vitamínicos. ➡️Quem viveu a internet dos anos 2000, reconhece esse tipo de vídeo, apesar disso não ser uma proteção. Mas a geração Z, grande usuária dessas redes, não viu e têm sido exposta a um padrão de magreza que coloca em risco a saúde com hábitos apresentados como saudáveis, mas que levam à prática de uma doença sem reconhecerem. O psiquiatra Fábio Salzano, que está à frente do Ambulim, centro de tratamento e pesquisa, explica que os transtornos sempre estiveram nas redes, mas que nos últimos anos ganharam uma interface de saúde muito perigosa. Esse movimento que estamos vendo é um risco à saúde. As pessoas estão naturalizando quadros de doença. A gente tem um terreno em que as pessoas estão muito mais vulneráveis. Comentários nas redes ampliam a circulação de opiniões sobre aparência e podem impactar escolhas relacionadas à saúde Reprodução/ Tiktok O psiquiatra Amilton dos Santos explica que esse tipo de cenário em um ambiente de redes sociais não reguladas, com livre acesso para adolescentes, coloca em risco pessoas vulneráveis. “As redes sociais criaram comunidades que tratam a anorexia e a bulimia como um estilo de vida, proporcionando um falso, mas poderoso, senso de pertencimento para jovens em sofrimento. Isso é um risco”, explica Amilton dos Santos Júnior, professor Associado do Departamento de Psiquiatria da Faculdade de Ciências Médicas da Unicamp. Os transtornos alimentares são doenças psiquiátricas caracterizadas por uma relação não saudável com a comida. Reprodução/ Tiktok Transtornos mudaram de roupagem, mas seguem em alta De acordo com os especialistas, conteúdos sobre anorexia e bulimia sempre existiram na internet, mas o que acontece agora é que eles não são mais apresentados como uma doença, mas como hábitos de saúde, um novo estilo de vida. Antes, para você entender: Os transtornos alimentares são doenças psiquiátricas caracterizadas por uma relação não saudável com a comida. Entre os principais estão a anorexia nervosa, a bulimia nervosa e o transtorno da compulsão alimentar. Essas condições não afetam apenas a quantidade e o tipo de alimento que a pessoa consome. Em muitos casos, também podem interferir na forma como o organismo utiliza e absorve os nutrientes, com impactos diretos na saúde física e mental. De acordo com o psicólogo Raphael Cangelli, do Ambulim, as pessoas vêm aderindo a comportamentos bulímicos e anoréxicos sem identificar as doenças. “As pessoas seguem essas dicas, aderem a esse tipo de movimento e nem percebem o comportamento de transtorno alimentar. Ou seja, a pessoa evolui muito nesse ciclo sem se reconhecer doente e isso leva a quadros mais graves da doença”, explica. O psicólogo, que atende no ambulatório desde os anos 90, acompanha esses cenários desde o início da internet e explica que, agora, o número de pacientes é maior, mais jovem e com uma perda de peso mais extrema. De acordo com o Ministério da Saúde, no ano passado, a rede pública fez 968 atendimentos a pessoas com quadros de transtorno alimentar, a maior parte deles por anorexia. Desse número, quase 300 pessoas precisaram ser internadas pela gravidade do quadro. Transtornos alimentares Arte/g1 Nutricionistas se promovem através de conteúdos sobre transtorno Mais da metade dos conteúdos encontrados pelo g1 durante a apuração sobre transtornos alimentares estavam em perfis de profissionais de nutrição. Eles apresentam informações sobre restrição de alimentação, medidas extremas para evitar a comida e associam a perda de peso à saúde – ainda que sob essas condições. De acordo com o Conselho Federal de Nutrição (CFN) o número de denúncias desse tipo de caso envolvendo nutricionistas vem crescendo. A nutricionista e membro do comitê de ética, Juliana Pizzol, explica que esses casos configuram infrações graves do código de ética e da publicidade para a profissão. “Há uma inversão. O profissional da nutrição está para a saúde das pessoas e não por estética. É uma responsabilidade dele. Essas são práticas que comprometem a saúde da população, isso é muito perigoso”, explica. O g1 denunciou ao Conselho todos os profissionais que apareciam na lista de vídeos. Caso você se depare com um perfil que traga esse tipo de conteúdo, você também pode denunciar. O relato pode ser feito por qualquer pessoa e é anônimo. A interação nos comentários pode ampliar o alcance de opiniões e referências ligadas à aparência Reprodução/ Tiktok A anorexia e as canetas emagrecedoras A anorexia ganhou uma nova ferramenta com a chegada das canetas emagrecedoras. De acordo com os especialistas, além de ser usada por quem já tem um quadro da doença, o uso indiscriminado desses medicamentos e a dependência que algumas pessoas têm, vem criando novos quadros de anorexia. “É um comportamento de risco usar esse tipo de medicação para emagrecer e, ao mesmo tempo, evitar comer. Isso pode resultar em anorexia. Muitas pessoas também podem estar em quadros de transtorno alimentar sem perceber, porque entram nesse ciclo sem conhecer o problema e acabam não se reconhecendo nessa condição”, afirma Raphael Cangeli. Os especialistas relatam que esses medicamentos têm levado a quadros de desnutrição nunca antes vistos, com pacientes cada vez mais magros. Os médicos alertam que é preciso que equipes médicas acompanhem a saúde mental de pacientes que façam uso de canetas com indicação. E reforçam que o uso sem quadros de obesidade, pode ser um sinal de comportamento anoréxico. Das calças de cintura baixa ao ‘corpo ideal para o feed’ Miriam Bottan, jornalista e influenciadora, viveu o auge da magreza extrema dos anos 2000, com a moda das calças de cintura baixa. Ela passou anos vivendo com bulimia, sessões excessivas de exercícios e compulsão. Nesse processo, chegou a um corpo magro que custava a ela a sua saúde. “Quando eu tinha transtorno, eu aparecia publicamente com um comportamento saudável, pregando certas coisas que, na verdade, faziam parte do transtorno. Quem tem transtorno alimentar muitas vezes não se reconhece como alguém que o possui. Se eu não tivesse falado publicamente sobre meu transtorno, ninguém saberia que, enquanto eu parecia saudável, eu não estava.” O cenário para Miriam, no entanto, era diferente: nessa época, as redes sociais ainda não existiam e todo esse discurso não era amplificado como se vê hoje, com a alta dos perfis de bem-estar. “Adolescentes estão sempre em busca de identidade e de padrões. Nem imagino como seria lidar com as redes sociais sendo uma adolescente”, afirma Mirian Bottan. Hoje, a influenciadora usa as redes sociais para falar sobre sua trajetória com o corpo . “Para uma adolescente que passa por isso, é difícil enxergar que está passando por um transtorno. Tem meninas que adotam isso como identidade. Há também outro lado, em que você não enxerga isso como um problema. Mas de qualquer forma, existe um problema: a pessoa está doente. A melhor forma de agir é acessando quem está ao redor dela”, diz. Como identificar e pedir ajuda? Muitas vezes, quem está passando por isso não reconhece os próprios comportamentos. Alguns sinais de transtornos alimentares incluem: longos períodos sem comer; ao consumir algo considerado “não saudável” ou mais calórico, tentativa de compensar as calorias; evitar comer perto de outras pessoas; esconder ou descartar alimentos; obsessão por contar calorias; obsessão com medir ou pesar constantemente. Caso você perceba esses sinais, a recomendação é buscar ajuda médica e psicológica o quanto antes. O diagnóstico precoce ajuda a evitar prejuízos maiores à saúde e permite iniciar o tratamento mais cedo. Faça o teste e veja se você tem uma relação saudável com o seu corpo e com a comida. O que dizem as plataformas O g1 procurou o TikTok e compartilhou exemplos das postagens encontradas. A plataforma informou que os conteúdos foram removidos por violarem as Diretrizes da Comunidade. Em nota, o TikTok afirmou que suas regras deixam claro que não é permitido mostrar, descrever, promover ou glorificar transtornos alimentares. “Também não permitimos a comercialização, o marketing ou o fornecimento de acesso a produtos e serviços relacionados ao gerenciamento de peso que incluam alegações exageradas ou prejudiciais”, disse a empresa. A Meta, responsável pelo Instagram, também foi procurada. A empresa disse que reafirma seu compromisso com a proteção da saúde mental e física dos usuários, especialmente em temas sensíveis, como distúrbios alimentares. Segundo a companhia, há proteções adicionais para contas de menores de 18 anos.

  18. Quem trabalha no Lollapalooza consegue curtir o festival? Para a roda do Lollapalooza girar, muitas pessoas estão envolvidas no festival. E elas não estão restritas apenas aos palcos e bastidores. Vendedores ambulantes, seguranças, bombeiros, funcionários da limpeza e tantos outros colaboradores e voluntários estão em contato direto com o público durante os três dias de evento. O g1 conversou com alguns deles para saber se, entre as tantas horas de trabalho, é possível assistir aos shows e curtir atrações do evento. E a resposta foi unânime: sim! É possível curtir o Lollapalooza enquanto trabalha. Muitos aproveitam as horas de pausas, intervalos de refeições e final de turno para sair de seus postos e assistir a algum show do evento. "Tá dando para curtir. O tempo que a gente tem, a gente dá uma volta, usa bastante toda a estrutura do evento pra aproveitar ao máximo", afirma Gustavo, que trabalha em um dos espaços gastronômicos. "De qualquer maneira a gente curte, tanto no stands, os brindes que a gente ganha, a galera também é super receptiva, os shows... Gosto pra caramba da Sabrina Carpenter. E de qualquer jeito a gente assiste um pouco e tira foto pra caramba. E acho isso incrível", afirma a bombeira Nicole Nóbrega. Os bombeiros Alice Alves, Renan e Nicole Nobre no Lollapalooza 2026 Rafael Peixoto/g1 E isso acontece mesmo quando eles não conhecem as estrelas que estão no palco. "Queria ver muitos [artistas] hoje. Mas não sei os nomes deles", diz Patrick, colaborador da limpeza do evento. Tem também muita gente que, logo no primeiro dia, já realizou o sonho de ver a Negra Li no palco. A cantora se apresentou na tarde desta sexta-feira (20) no evento e recebeu os filhos e a cantora Gloria Groove. "É mais por ser brasileira. A gente curte a pauta dela, o que ela fala sobre os negros", afirmou a bombeira Alice Alves. Agora, quando questionados quem eles gostariam de ver no evento, o nome de Luisa Sonza foi o mais citado. Nomes internacionais como Bruno Mars, Demi Lovato, Mariah Carey e Chris Brown também estão na lista de astros que os trabalhadores gostariam de assistir no evento. Mesmo que seja entre uma venda e outra, entre um atendimento e outro. Público curte primeiro dia de Lollapalooza 2026 Fabio Tito/g1 Fabio Tito/g1

  19. Boca Rosa faz transplante de sobrancelha; saiba como funciona e quais são as contraindicações reprodução redes sociais A influenciadora e empresária Bianca Andrade, conhecida como Boca Rosa, contou nas redes sociais recentemente que aderiu ao transplante de sobrancelhas. Ela mostrou, por meio de um vídeo, que foi fazer o primeiro design de sobrancelha depois do transplante e ficou impressionada com o crescimento dos fios. O g1 conversou com dermatologistas para entender como é feito o procedimento, os riscos e as contraindicações. O procedimento deve ser feito por médicos especialistas e os problemas mais relevantes costumam ser estéticos, porque pequenos erros técnicos ficam muito aparentes, como a direção errada dos fios, curvatura inadequada e aspecto artificial. Além disso, há casos em que o procedimento são deve ser indicado e pode falhar, como quando há doença de base não controlada, inflamação e pouca área doadora adequada. A dermatologista Sarah Thé Coelho, especialista em estética e integrante da Sociedade Brasileira de Dermatologia, explica que o transplante de sobrancelha não é uma necessidade universal na medicina, mas pode ser uma “ótima indicação em casos de perda definitiva dos fios, falhas estáveis ou insatisfação estética persistente”. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Mas a médica alerta que, antes disso, é essencial investigar a causa da rarefação, porque, em muitas situações, existem alternativas clínicas. Em quais casos o transplante é recomendado? Especialistas explicam que o transplante pode ser indicado principalmente em casos de: falhas estáveis excesso de depilação ou laser ao longo dos anos cicatrizes queimaduras traumas alguns casos de rarefação permanente alopecia de sobrancelha, mas somente com a doença controlada. Ainda assim, o médico precisa avaliar o risco do procedimento e a taxa de sucesso dentro de cada caso. Em alguns casos, pode haver contraindicação. Coelho explica que é mais importante saber qual é o tipo de alopecia e se ela está ativa e controlada do que perguntar se há alopecia. O tricologista especialista em transplante capilar avançado Pedro Henrique de Almeida acrescenta que o procedimento também pode ser indicado para pacientes que já nasceram com um formato de sobrancelha que não as agradam. Quando o transplante não é indicado O procedimento não é recomendado nos seguintes casos: em quem tem doença ativa na região inflamação não controlada alopecia cicatricial em atividade alopecia areata (doença autoimune que causa queda de cabelo em áreas específicas do couro cabeludo ou do corpo) instável infecção local tricotilomania sem controle (transtorno psicológico caracterizado pelo impulso recorrente de arrancar os próprios cabelos ou pelos do corpo) expectativas irreais pouca área doadora adequada “Em doenças inflamatórias ou autoimunes ativas, o transplante pode ter um resultado ruim ou temporário. Em transplante de sobrancelha, selecionar mal o paciente é uma das principais causas de frustração”, destaca Coelho. Como é feito, na prática, o transplante de sobrancelha? O procedimento é uma cirurgia de autotransplante. O médico seleciona os folículos do próprio paciente - geralmente do couro cabeludo e preferencialmente de áreas com fios mais finos e compatíveis. Depois, ele implanta esses enxertos um a um na sobrancelha, respeitando o desenho, a direção, a angulação e a distribuição dos fios. “Essa etapa é extremamente delicada, porque a sobrancelha exige que os fios saiam bem rentes à pele e sigam uma orientação muito específica; pequenos erros técnicos ficam muito aparentes”, alerta Coelho. A implantação é feita com anestesia local e uma sedação endovenosa para que a paciente fique confortável e sem dor durante o procedimento, acrescenta Almeida. A técnica mais utilizada no Brasil atualmente é chamada de FUE. Essa também é a mais utilizada globalmente em transplante capilar e a mais associada ao transplante de sobrancelhas nas revisões técnicas. Os principais riscos do procedimento Os riscos cirúrgicos gerais incluem edema, hematoma, dor, crostas, infecção, foliculite, cistos e cicatriz. Mas, no transplante de sobrancelha, os problemas mais relevantes muitas vezes são estéticos e técnicos: assimetria, baixa densidade, direção errada dos fios, curvatura inadequada e aspecto artificial. “O principal problema é a sobrancelha ficar ‘denunciando’ o procedimento: fios nascendo muito retos, muito verticais, afastados da pele, em tufos, com desenho artificial, assimetria entre os lados ou densidade insuficiente” alerta Coelho. Também pode haver falha de pega dos enxertos e necessidade de retrabalho. Como a sobrancelha participa muito da expressão facial, um pequeno erro pode mudar bastante o rosto da paciente. O problema maior não é rejeição imunológica, como em transplante de órgão, e sim pega inadequada, inflamação local, infecção, foliculite ou perda posterior por doença de base ativa, segundo os especialistas. Fios continuam crescendo e resultado final pode levar até dois anos Os fios continuam crescendo como cabelo, principalmente no início, e o resultado final não é imediato. Como os folículos vêm do couro cabeludo, eles mantêm parte do comportamento biológico do cabelo. Por isso, o paciente pode perceber crescimento mais rápido do que o da sobrancelha natural, especialmente nos primeiros meses. É comum, por exemplo, que os fios transplantados caiam nas primeiras semanas e depois comecem a crescer novamente - o que faz parte do processo normal. Por isso, o risco de os fios caírem depois do transplante precisa ser explicado antes da cirurgia, explicam os especialistas. Além da queda inicial esperada no pós-operatório, pode haver perda tardia se os enxertos não pegarem bem, se houver cicatriz desfavorável, técnica inadequada ou doença de base ativa. Em alopecias cicatriciais e em alguns casos de alopecia areata, a previsibilidade é menor. Em geral, os primeiros resultados aparecem entre 6 e 12 semanas, mas o resultado mais definitivo costuma ser avaliado por volta de 6 a 12 meses. E pode ser necessária, meses depois, uma segunda sessão para refinamento de densidade. O transplante é considerado uma solução duradoura porque utiliza folículos vivos do próprio paciente, mas “permanente” não significa “imutável” nem “garantido em qualquer contexto”, explica Coelho. “Se a causa da perda dos fios estiver ativa — por exemplo, algumas alopecias inflamatórias ou autoimunes — o resultado pode piorar ao longo do tempo. Em pacientes com alopecia frontal fibrosante, por exemplo, há séries mostrando bom resultado inicial, mas perda progressiva de fios transplantados em parte importante dos casos após alguns anos”, acrescenta a médica. Ainda não há um consenso entre os médicos sobre a adaptação dos fios. Algumas publicações informam que, com o tempo, pode haver certa adaptação ao local receptor, mas não se deve prometer que o fio passará a se comportar exatamente como um fio nativo, afirma Coelho. Na maioria dos casos, é necessário cortar ou modelar os fios transplantados com frequência. Outros médicos afirmam que a adaptação pode ocorrer após dois anos. “O paciente geralmente precisa aparar os fios transplantados e, às vezes, alinhá-los com gel, pomada ou escovinha, sobretudo no começo. Isso acontece porque o fio transplantado pode crescer mais e ter tendência a curvar ou apontar em uma direção diferente da ideal”, explica Coelho. Os profissionais habilitados para realizar o procedimento O transplante de sobrancelha é um procedimento cirúrgico médico. No Brasil, pareceres do Conselho Federal de Medicina (CFM) e de Conselhos Regionais de Medicina (CRMs) deixam claro que implantes capilares devem ser realizados por médicos devidamente inscritos no CRM, e que a responsabilidade técnica de serviços especializados nesses procedimentos é privativa de especialista com Registro de Qualificação de Especialista (RQE) em Dermatologia ou Cirurgia Plástica. “Na prática, o mais importante é que seja um médico com formação sólida, treinamento real em transplante capilar e domínio específico de sobrancelha, que é uma área muito mais delicada do que parece”, alerta Coelho. Sinais de alerta que devem ser observados Antes da cirurgia, são sinais de alerta: promessas de resultado “perfeito” banalização do procedimento ausência de investigação da causa da falha proposta sem discutir riscos clínica que delega etapas médicas a pessoas não habilitadas Depois da cirurgia, são sinais de alerta: secreção pus vermelhidão progressiva calor intenso dor que não passa inchaço exagerado febre assimetria importante fios claramente implantados em direção errada perda de sobrancelha por uma doença ainda ativa que não tenha sido investigada Geralmente, após 48 horas, já ocorre uma diminuição do edema. O perfil dos pacientes Em geral, o transplante de sobrancelhas é procurado principalmente por mulheres - principalmente na casa dos 50 anos - mas homens também procuram. Há dois grupos muito claros: pacientes reconstrutivos, com perda real dos fios por cicatriz, trauma, doença ou depilação excessiva pacientes estéticos, que desejam mais definição, moldura facial e naturalidade. O aumento da procura nos últimos anos Em 2024, 21% dos procedimentos cirúrgicos femininos envolveram áreas não escalpe (que não fazem parte do couro cabeludo), contra 17% em 2021, e a sobrancelha apareceu como a principal área não escalpe entre mulheres, em torno de 12%. Por isso, dentro do universo da restauração capilar, a sobrancelha claramente ganhou espaço. Uma das explicações para o aumento da busca é a mudança no tipo de tipo de formato de sobrancelha. Antigamente, as mulheres buscavam um formato mais fino e mais delimitado e hoje buscam a sobrancelha mais cheia e com os fios mais preenchidos e naturais. “Esse aumento vem também do desenvolvimento de técnicas que deixam com que o transplante fique mais natural e muito mais bem feito”, acrescenta Almeida. Os tratamentos alternativos para evitar o transplante O primeiro passo é descobrir a causa da falha: alopecia areata, dermatites, distúrbios hormonais, tricotilomania, cicatriz, excesso de retirada dos fios, entre outras. Quando ainda existe folículo viável, muitas vezes é tentado o tratamento clínico antes da cirurgia, segundo Coelho. Entre as opções com melhor respaldo estão a bimatoprosta e minoxidil tópico em casos selecionados. Na alopecia areata, a infiltração com corticosteroide pode ser usada inclusive em sobrancelhas. Dessa forma, o transplante costuma ser mais indicado quando há perda estável, resposta ruim ao tratamento clínico ou destruição definitiva do folículo, explica a médica. Também há tratamentos orais e em forma de intradermoterapia, que são aplicações de injeções diretamente na sobrancelha, mas eles só serão efetivos quando ainda resta um fio viável na região, acrescenta Almeida. Quando vale mais a pena optar por micropigmentação? Especialistas explicam que a micropigmentação faz mais sentido quando: a principal queixa é o desenho, a simetria a pessoa quer um efeito visual sem passar por cirurgia não tem indicação cirúrgica – como quando a área doadora da paciente não é adequada para o transplante ou quando há doença de base ou alopecia cicatricial não quer pós-operatório apresenta alguma condição que torne o transplante menos previsível A limitação é que a micropigmentação não repõe o pelo de verdade; ela cria uma ilusão óptica. Por isso, quando o objetivo é ter fios de verdade e textura natural, o transplante entrega um resultado mais biológico. LEIA TAMBÉM: Testosterona baixa: caso de Zé Felipe levanta debate sobre reposição hormonal

  20. Brasileira desaparecida na Inglaterra: confira cronologia dos acontecimentos A Polícia de Essex, na Inglaterra, informou nesta sexta-feira (20) que está atuando em conjunto com “parceiros internacionais” para localizar a brasileira Vitória Figueiredo Barreto, desaparecida desde o início de março. A declaração foi divulgada em nota publicada no site oficial da corporação. A polícia também anunciou que as buscas físicas serão encerradas, mas que segue determinada a encontrar a psicóloga. Vitória estava hospedada na casa de uma amiga brasileira em Colchester, cidade a cerca de 90 km a nordeste de Londres. Familiares e amigos perderam contato com ela na tarde de 3 de março. A polícia britânica foi acionada no dia seguinte e iniciou as buscas pela cearense. Clique e siga o canal do g1 Ceará no WhatsApp A polícia informou que segue apurando diferentes linhas de investigação para tentar reconstruir os últimos passos da brasileira antes e depois do desaparecimento. Entre as frentes analisadas estão dados de comunicação e movimentações financeiras. "Estamos trabalhando com parceiros internacionais para garantir que nenhuma possibilidade seja descartada, enquanto buscamos reconstruir um panorama completo dos dias e das horas antes e depois de Vitória ser dada como desaparecida", diz a nota. Vitória Barreto estava hospedada em Essex na casa de uma amiga enquanto trabalhava em um projeto de pesquisa. Arquivo da família LEIA TAMBÉM: Mãe e namorado de brasileira desaparecida na Inglaterra adiam retorno ao Brasil Polícia analisa 'diário de viagem' de brasileira desaparecida na Inglaterra Entenda o caso A psicóloga cearense Vitória Figueiredo Barreto está desaparecida desde o dia 3 de março, depois que ela saiu do campus da Universidade de Essex em Colchester, a cerca de 90 quilômetros de Londres. A polícia britânica foi comunicada no dia 4 de março e iniciou as buscas pela cearense. Segundo a Polícia de Essex, os últimos passos confirmados de Vitória foram quando ela foi filmada na marina de Brightlingsea, à 0h16 do dia 4 de março. Depois disso, a polícia trabalhou fortemente com a hipótese de que ela tenha utilizado uma embarcação que foi encontrada à deriva no dia seguinte, por volta do meio-dia, próxima à costa de Bradwell-On-Sea. Natural de Fortaleza, Vitória está fora do Brasil desde o mês de janeiro, quando participou de um congresso e dois cursos no Marrocos. Em seguida, ela chegou à Inglaterra, onde ficou hospedada na casa de amigos. A intenção era participar de atividades científicas e tentar um doutorado. O g1 montou uma linha do tempo que compila informações divulgadas pela Polícia de Essex e compartilhada por amigos e familiares de Vitória. Confira neste link. Assista aos vídeos mais vistos do Ceará:

  21. Jovem gaúcha que cursou mestrado durante enchente ganha bolsa de R$ 2 milhões nos EUA A arquiteta e urbanista Andressa Valentin, de 29 anos, natural de Sapucaia do Sul, na Região Metropolitana de Porto Alegre, foi aprovada para um PhD em Planejamento Urbano na Ohio State University, nos Estados Unidos. E tudo isso, de graça: Andressa conquistou uma bolsa de estudos integral estimada em mais de R$ 2 milhões. 📲 Acesse o canal do g1 RS no WhatsApp A conquista pode ser ainda maior, pois Andressa ainda aguarda o resultado de outras universidades americanas. A jovem recebeu orientação do EducationUSA, rede do Departamento de Estado dos EUA para estudos no país. Filha mais nova de quatro irmãos, Andressa cresceu em um ambiente que valorizava a educação. Seu pai, principal incentivador, concluiu o ensino médio pela Educação de Jovens e Adultos (EJA) e não pôde terminar a faculdade por questões financeiras. "A educação sempre foi algo muito estimulado pela minha família, pelos meus pais, principalmente", conta Andressa. "O meu pai, de fato, ele é uma pessoa muito curiosa. Eu sempre via ele lendo coisas, se interessando por história, lendo livro, lendo jornal." O apoio paterno ia além das palavras. "Ele me auxiliou durante toda a minha trajetória. Quando eu tinha algumas aulas à noite, ele me acompanhava para garantir minha segurança. A gente não tinha muito dinheiro, mas eu tinha esse apoio moral e esse suporte nas ações da minha família, que foram essenciais", relembra. A trajetória acadêmica de Andressa começou em Sapucaia do Sul, passou pelo ensino médio em São Leopoldo e culminou na graduação em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), em Porto Alegre. "Fui abrindo um pouco as asas. Vindo para a capital, um pouco assustada, mas esse medo que eu tinha nunca foi paralisante, sabe? Ele sempre foi um estimulante", afirma. Na universidade, ela percebeu as particularidades de sua identidade. "Ser uma mulher negra tem as suas diferenças, isso é inegável. Entendo as dificuldades, mas também como isso pode ser uma potência para os meus estudos. Foi uma construção interessante, fui abrindo aos pouquinhos e indo cada vez mais longe", reflete. Foco na crise climática O foco do doutorado será o planejamento urbano e os efeitos da crise climática, tema que ganhou força após as enchentes que atingiram o RS em maio de 2024. "Na reta final do meu mestrado aconteceram as enchentes e foi impossível não pensar sobre isso. O que ficou muito claro é que os espaços que já são vulnerabilizados, onde está a maioria da população pobre, a maioria da população negra, são os espaços mais atingidos", explica. O objetivo é claro: voltar e aplicar o conhecimento adquirido. "Meu desejo realmente é ir para lá, buscar um repertório, abrir meus horizontes, mas para aplicar na realidade daqui, seja como planejadora urbana, seja como professora universitária. A gente consegue propor uma cidade que seja minimamente justa, minimamente equilibrada para todo mundo", projeta. Sonho e preparação O sonho de estudar no exterior, presente desde a adolescência, começou a se materializar quando uma amiga compartilhou uma oportunidade do EducationUSA. O apoio da rede foi fundamental para navegar no complexo processo de candidatura das universidades americanas. "Eu sabia que eu queria estudar fora, mas não sabia nem por onde começar. Eles foram essenciais", destaca. O processo exigiu dedicação intensa, conciliando a preparação com o trabalho e os estudos. "Era como se fosse um segundo emprego, basicamente". A notícia da aprovação demorou a ser processada. "Eu estava em casa, fiquei um tempo ali processando a informação, parece que não é verdade. Demorei uns dias para falar para a minha família", conta. "A ficha caiu realmente quando eu contei para eles. Foi essa sensação que o meu nome estava ali, mas era uma conquista de toda a minha família". Com a viagem para os EUA prevista para julho, Andressa aguarda os resultados de universidades do Texas e de Washington. "Vale a pena. É possível. Diria para ter paciência e para não deixar de sonhar. E diria também para confiar e construir redes de apoio, elas são essenciais. A gente não consegue nada sozinha", aconselha. Feira gratuita em Porto Alegre Para quem sonha em seguir os passos de Andressa, o EducationUSA promove a Feira EducationUSA 2026, um evento gratuito que passará por seis capitais brasileiras entre 19 e 31 de março. Mais de 60 universidades americanas participarão, apresentando programas de graduação, mestrado, doutorado e oportunidades de bolsas. Em Porto Alegre, o evento acontece no dia 28 de março, das 15h às 18h, no Hilton Porto Alegre. "A nossa missão no EducationUSA é aproximar os estudantes brasileiros da realização desse sonho, mostrando que estudar fora pode ser um caminho possível, com informação, planejamento e apoio adequado", afirma a coordenadora, Anelise Hofmann. Jovem gaúcha conquista bolsa de R$ 2 milhões para PhD nos EUA Arquivo pessoal VÍDEOS: Tudo sobre o RS

  22. A advogada Gabriela Cardozo, de 31 anos, morreu afogada durante viagem ao México Reprodução/ Redes Sociais "Muito estudiosa e dedicada, elogiada pelos professores". A advogada Gabriela Cardozo, de 31 anos, que morreu afogada na praia Rosedal, no México, na quarta-feira (18), foi descrita por amigos como alguém com muitos planos e um futuro brilhante. A brasileira estava no país com um grupo de amigos para aproveitar o Spring Break, período de recesso de primavera nos Estados Unidos. No dia do acidente, ela chegou a publicar nas redes sociais registros da viagem. 📲 Clique aqui para seguir o canal do g1 ES no WhatsApp Advogada capixaba morre durante viagem ao México Gabriela se formou na Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo. Ainda na graduação, conquistou o segundo lugar no ICC International Commercial Mediation Competition, um concurso voltado às áreas de Direito e Administração, que reuniu equipes de 67 universidades e 40 países. Nos anos seguintes, atuou na área de consultoria empresarial e investimentos, em São Paulo. Atualmente, morava em Nova York, onde cursava MBA na Columbia Business School. LEIA TAMBÉM: NA PORTA DE CASA: Adolescente é sequestrada após criminoso descobrir que parente dela ganhou na Mega-Sena CRIME DE MANDO: Prêmio de R$ 99 milhões na Mega-Sena motivou sequestro de adolescente MORTO POR ENGANO: Pedreiro é confundido com estuprador após boato e morto com 19 tiros por dois criminosos, na Serra Infográfico - Brasileira morre afogada em praia do México Arte/g1 Sobre o afogamento Gabriela chegou ao México no domingo (15), e o retorno aos Estados Unidos estava previsto para sábado (21). O caso aconteceu na praia Rosedal, no município de Santa María Colotepec, próximo a Puerto Escondido. Segundo relatos de pessoas que estavam com a capixaba, ela entrou no mar e, pouco depois, apresentou dificuldades para sair da água. Guarda-vidas tentaram fazer o resgate, mas ela já foi retirada do mar sem vida. Autoridades locais foram acionadas e realizaram os procedimentos legais. No Brasil, familiares já iniciaram os trâmites para a repatriação do corpo, mas ainda não há prazo para a chegada. Advogada natural do Espírito Santo, Gabriela Cardozo, de 31 anos, morreu afogada durante viagem ao México Reprodução Advogada natural do Espírito Santo, Gabriela Cardozo, de 31 anos, morreu afogada durante viagem ao México Reprodução/Rede Social Vídeos: tudo sobre o Espírito Santo Veja o plantão de últimas notícias do g1 Espírito Santo

  23. Site do Voa Brasil informa que utiliza dados de janeiro de 2025 referentes a dezembro de 2024 Reprodução Idosos, aposentados desde janeiro de 2025, que tentam acessar o programa Voa Brasil, que oferece até dois bilhetes aéreos por ano por até R$ 200 para aposentados, relatam receber a mensagem de que não constam na base de dados do sistema. (veja o passo a passo para acessar) O aviso no site informa que a última atualização ocorreu em janeiro de 2025, com informações referentes a dezembro de 2024. Na prática, mesmo atendendo aos critérios do programa, esses beneficiários ficam impedidos de acessar a plataforma e, consequentemente, de emitir passagens. O problema decorre da defasagem da base, que ainda não contempla os novos aposentados. Ao g1, o Ministério dos Portos e Aeroportos (MPor) confirmou que a última atualização foi feita em 2025 e informou que, devido à complexidade do processo, a atualização cadastral é realizada uma vez por ano. Segundo a pasta, uma nova atualização deve ocorrer ainda neste mês. “Ministério de Portos e Aeroportos, Serpro e Dataprev trabalham em melhorias para automatizar esse procedimento e torná-lo mais ágil”, afirmou. De acordo com o ministério, as solicitações de dados para a atualização deste ano já foram encaminhadas, mas houve problemas de compatibilidade e na disponibilização das informações, o que impactou o cronograma inicial. Imagem de arquivo mostra avião da Azul no aeroporto de Fernando de Noronha Ana Clara Marinho/g1 A pasta acrescentou que solicita periodicamente ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) a base de beneficiários para atualização do sistema. Além disso, explicou que o processo é programado, e não automático. Após o recebimento dos dados, cabe ao Serpro, responsável pela gestão da plataforma, realizar a atualização. “Durante esse intervalo, pode haver um lapso no acesso para aposentados que ainda não constam na base mais recente”, disse o ministério. Sobre a periodicidade, a pasta destacou que o procedimento segue as diretrizes da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). “Essas exigências também implicam custos operacionais, o que reforça a necessidade de planejamento e de atualizações periódicas, atualmente realizadas de forma anual”, declarou o órgão. Atraso lançamento O Voa Brasil foi anunciado em março de 2023 pelo então ministro de Portos e Aeroportos, Márcio França, que deixou a pasta sem lançar o programa. Silvio Costa Filho assumiu o ministério em setembro e, em dezembro, disse que a iniciativa só sairia do papel em 2024. O governo federal apresentou o programa em julho de 2024. De acordo com a estimativa do Ministério de Portos e Aeroportos apresentada na época de seu lançamento, cerca de 23 milhões de pessoas poderiam ser beneficiadas pelo Voa Brasil.

  24. Novo Nordisk anuncia programa que vai oferecer Wegovy no SUS para tratar obesidade Adobe Stock A agência regulatória americana de alimentos e medicamentos (FDA, na sigla em inglês) aprovou nesta quinta-feira (19) uma dose mais alta do Wegovy (semaglutida), medicamento injetável indicado para perda de peso em adultos com obesidade ou sobrepeso. A nova versão, chamada Wegovy HD, contém 7,2 mg da substância ativa e é indicada para adultos com obesidade ou sobrepeso associado a ao menos uma condição de saúde. Segundo a FDA, o aval foi concedido ao laboratório Novo Nordisk com base em dados clínicos que mostraram uma redução de peso maior com a dose mais alta em comparação às versões já disponíveis. No Brasil, a Novo Nordisk informou que submeteu o Wegovy na dosagem de 7,2mg para aprovação na Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). No momento, a companhia está aguardando a avaliação da agência, que não tem previsão de resposta. Em pacientes com obesidade e diabetes tipo 2, a novo dosagem ofereceu controle glicêmico similar ao das versões anteriores. Ainda de acordo com a agência, os efeitos colaterais mais comuns continuam sendo gastrointestinais, como náusea, vômito, diarreia, constipação e dor abdominal. Também foram relatados casos de sensações alteradas na pele, como dor ou queimação, mais frequentes na dose mais alta, mas, em geral, reversíveis. LEIA TAMBÉM: Antes de transplante de rim, Jackson Antunes enfrentou câncer no pâncreas, um dos tipos mais difíceis de tratar Por que 'Ozempic brasileiro' pode demorar e queda de patente não deve derrubar preços Câncer colorretal deve causar 635 mil mortes e perdas bilionárias no Brasil até 2030

  25. Empresa diz ter copiado cérebro de mosca para computador; especialistas contestam Um vídeo curto, compartilhado nas redes sociais, mostra uma mosca digital andando, se alimentando e limpando o próprio corpo. À primeira vista, parece só mais uma animação. Mas por trás da cena está uma promessa ousada: a de que, pela primeira vez, um cérebro biológico teria sido “copiado” para dentro de um computador e colocado para funcionar. A afirmação vem da empresa Eon Systems, nos Estados Unidos, e rapidamente viralizou, junto com comparações com filmes de ficção científica e previsões sobre até um “upload de mentes humanas”. Mas, na avaliação de especialistas ouvidos pelo g1, o que foi demonstrado está muito longe disso. À esquerda, a mosca digital em simulação; à direita, o conectoma — a rede de conexões neurais usada no modelo. Especialistas ressaltam: isso não equivale a um cérebro real. Eon Systems O que a empresa fez foi mapear as conexões entre os neurônios do cérebro da mosca e usar esse mesmo mapa para controlar um corpo virtual em simulação: um avanço real e inédito, reconhecem os pesquisadores. ➡️Mas um mapa de conexões NÃO é um cérebro. "É como ter o mapa das estradas de uma cidade sem saber o tipo de veículos, o trânsito ou as regras de circulação — você conhece a estrutura, mas não entende o fluxo real", diz o médico e neurocientista Rogério Panizzutti, pesquisador do Instituto de Psiquiatria da UFRJ que não teve relação com o estudo. Para ele, o modelo deixa de fora praticamente tudo que faz o cérebro funcionar de fato: a identidade de cada neurônio, os sinais químicos que eles trocam entre si, a capacidade do cérebro de se reorganizar com o tempo e a influência do ambiente ao redor de cada célula. Na prática, o sistema consegue reproduzir comportamentos básicos porque segue esse “mapa” de conexões, mas não incorpora a complexidade biológica que define como um cérebro realmente funciona — o que limita até onde essa simulação pode ir. Entenda mais abaixo. LEIA TAMBÉM: Astronauta da Nasa flagra fenômeno luminoso raro durante tempestade vista do espaço; entenda Em fenômeno inédito, cientistas descobrem planeta que acelera sua própria destruição; entenda O teste de DNA em osso que pode reescrever a história do Egito antigo Veja os vídeos que estão em alta no g1 Corpo simulado em computador Para entender o que a Eon Systems realmente fez (e o que não fez) é preciso olhar para como diferentes peças desse experimento foram combinadas. Em outubro de 2024, Philip Shiu, cientista sênior da empresa, e dezenas de colaboradores de várias universidades publicaram na prestigiada revista científica "Nature" um modelo computacional baseado no mapeamento do cérebro da Drosophila melanogaster, a mosca-das-frutas. Mosca-das-frutas (Drosophila melanogaster) se alimenta de banana; espécie é amplamente usada em pesquisas. Sanjay Acharya/Wikimedia Commons Esse mapeamento, chamado de conectoma, registrou mais de 125 mil neurônios e 50 milhões de conexões entre eles, reconstruídos a partir de imagens de microscopia eletrônica produzidas por outros grupos de pesquisa ao longo de anos. Com base nessa estrutura, os pesquisadores criaram então um modelo matemático simples que simula como sinais elétricos se propagam de neurônio em neurônio, e mostraram que esse modelo consegue prever, com mais de 90% de acerto, quais células nervosas disparam quando a mosca detecta açúcar ou precisa limpar a sua antena, por exemplo. 🔍 O que a Eon Systems afirma ter feito agora vai além desse artigo, mas sem o mesmo respaldo. “Minha preocupação é com a forma como a Eon Systems tem apresentado esses avanços, especialmente ao falar em ‘animais realmente carregados’. O que eles fizeram é limitado, baseado em trabalhos mais fundamentais, e essa ideia de ‘upload’ de um animal não se sustenta”, critica Alexander Bates, pesquisador em neurobiologia da Harvard Medical School (EUA). “Não vejo evidência de que tenhamos ‘carregado’ um animal real em qualquer sentido significativo", acrescenta o pesquisador. A empresa diz ter integrado esse modelo neural a um corpo virtual de mosca, ele próprio desenvolvido por outros pesquisadores em um projeto separado, e a uma plataforma de física computacional chamada MuJoCo, amplamente usada em robótica e inteligência artificial. A ideia é que os sinais gerados pela simulação do cérebro passem a controlar os movimentos da mosca digital, fazendo com que ela ande, se alimente e se limpe sem que cada gesto tenha sido programado manualmente. ⚠️ Essa parte, porém, não foi publicada em nenhum artigo científico, não passou por revisão independente e não teve sua metodologia detalhada em nenhum documento público. O que existe são dois vídeos curtos postados no X, antiga rede social Twitter, e uma postagem no blog da própria empresa. "Acho que o termo 'emulação' é mais adequado nesse caso", pondera também João Luís Garcia Rosa, professor associado do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação da Universidade de São Paulo (ICMC-USP). Para ele, se comprovado, o resultado representa um avanço real, mas ainda distante de reproduzir um cérebro completo. "A teoria na prática é outra — a física pode ser muito diferente do modelo teórico", diz o especialista, que também pesquisa a interface entre neurociência e inteligência artificial, com foco justamente em interfaces cérebro-computador. Na avaliação do pesquisador, o avanço está em mostrar esse modelo funcionando em um corpo simulado, o que amplia o que antes ficava restrito ao ambiente computacional. Ainda assim, ele pondera que se trata de uma representação muito simplificada, capaz de reproduzir apenas aspectos limitados do comportamento cerebral, algo muito distante da complexidade de cérebros avançados. “Não vejo objeção em chamar de ‘mosca virtual’, mas copiar o circuito do cérebro não cria uma mosca — apenas descreve seu funcionamento elétrico, que pode servir de base para protótipos mecânicos”, diz André Luiz Paranhos Perondini, professor do Departamento de Genética e Biologia Evolutiva da USP e especialista em biologia evolutiva de moscas-das-frutas. LEIA TAMBÉM: Espécie achada em esterco de gado pode explicar a origem do 'cogumelo mágico' mais cultivado do mundo Cientistas encontram fóssil de tiranossauro gigante que pode ser parente antigo do T. rex Estudos sugerem que o Sol 'fugiu' do centro da Via Láctea junto com estrelas gêmeas O que o mapa deixa de fora O g1 entrou em contato com o cofundador da Eon Systems Alexander Wissner-Gross e com o cientista sênior Philip Shiu — principal autor do artigo publicado na Nature — para comentar as críticas de especialistas ao experimento. Nenhum dos dois respondeu até a publicação desta reportagem. Entre as perguntas enviadas estavam como a empresa sustenta a afirmação de ter “carregado” um cérebro em um computador, qual seria exatamente o avanço em relação a estudos anteriores, o que a integração com um corpo virtual acrescenta do ponto de vista científico e como são tratados os limites conhecidos desse tipo de modelo. Essas são justamente algumas das questões que mais geram debate entre especialistas. “Modelos baseados apenas no conectoma [o esquema de conexões entre neurônios] são úteis para mapear ‘quem se conecta com quem’, mas deixam de fora praticamente tudo o que faz o cérebro funcionar de fato”, acrescenta Panizzutti. Ele explica que elementos centrais não entram nesse tipo de simulação, como os sinais químicos trocados entre os neurônios, a identidade de cada célula, a capacidade de adaptação do cérebro ao longo do tempo e a influência do ambiente ao redor. “É como ter o mapa das estradas de uma cidade sem saber o tipo de veículos, o trânsito ou as regras de circulação — você conhece a estrutura, mas não entende o fluxo real.” Na prática, isso limita o alcance dessas simulações. Embora permitam identificar caminhos possíveis de propagação de informação, prever comportamento real é outra questão. “O comportamento emerge de interações dinâmicas entre circuitos, estados neuroquímicos, experiências prévias e o ambiente”, diz. “Dois cérebros com conectividade semelhante podem se comportar de maneiras completamente diferentes.” Por isso, para o pesquisador, o principal avanço está em usar esses modelos para testar hipóteses sobre circuitos específicos — não em reproduzir um cérebro completo nem em sustentar a ideia de que uma mente possa ser “transferida” para um computador. Fotógrafo do RS faz imagem incrível de cometa 'mais brilhante do ano'

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