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G1 GLOBO (Tudo Diário)

Últimas notícias do Brasil e do mundo, sobre política, economia, emprego, educação, saúde, meio ambiente, tecnologia, ciência, cultura e carros. Vídeos dos telejornais da TV Globo e da GloboNews.

  1. As candidaturas agora são oficiais. No sábado (25), o PL realizou a convenção que confirmou Flávio Bolsonaro como candidato do partido à Presidência – o nome do vice ainda não foi anunciado. Participaram do evento figuras da política nacional, como o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e o prefeito da capital, Ricardo Nunes (MDB), e nomes da direita internacional, caso do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, que falou em vídeo, e do presidente da Argentina, Javier Milei, que fez discurso anti-esquerda e ofendeu o ministro do STF Alexandre de Moraes. Flávio viu também no telão da convenção o discurso da madrasta Michelle – que mencionou seu nome apenas uma vez – e uma versão do pai, Jair Bolsonaro, feita por inteligência artificial. No domingo (26), o PSD oficializou a candidatura de Ronaldo Caiado: o ex-governador de Goiás discursou ao lado do candidato a vice, o presidente da legenda, Gilberto Kassab, e se colocou como a alternativa anti-Lula e anti-Flávio. Na segunda-feira (27), foi a vez do partido Novo realizar sua convenção para lançar Romeu Zema candidato: o ex-governador de Minas Gerais foi apresentado sem vice na chapa, e investiu em um discurso contra o PT. Neste episódio, Victor Boyadjian conversa com três repórteres do g1 que cobriram as convenções de PL, PSD e Novo: respectivamente, Victória Cócolo, Marília Barbosa e Caetano Tonet. Os três relatam os bastidores dos eventos e tudo que acompanharam in loco. Depois, Victor fala também com Bernardo Mello Franco, que analisa os discursos dos candidatos e o que muda no tabuleiro político a partir de agora. Convidado: Victória Cócolo, repórter de Política do g1; Marília Barbosa, repórter do g1 São Paulo; Caetano Tonet, repórter de Política do g1, em Brasília; e Bernardo Mello Franco, jornalista e colunista do jornal O Globo e da Rádio CBN. O podcast O Assunto é produzido por: Luiz Felipe Silva, Sarah Resende, Carlos Catelan, Luiz Gabriel Franco, Juliene Moretti, Stéphanie Nascimento e Guilherme Gama. Apresentação: Natuza Nery. Milei rouba a cena e ofusca Flávio na convenção O que você precisa saber: PL lança candidatura de Flávio à Presidência em evento com vídeo de Jair Bolsonaro feito por IA, apoio de Michelle e discurso de Milei PSD lança candidatura de Ronaldo Caiado à Presidência da República Sem vice, Novo confirma Zema à Presidência da República Lula escolhe berço político do PT em São Paulo para primeiro evento da campanha à reeleição PT aciona TSE contra Flávio e PL por vídeo de Bolsonaro feito com IA exibido na convenção Por que Javier Milei veio ao lançamento da candidatura de Flávio Bolsonaro a presidente Merval Pereira: Centrão deve ficar neutro na eleição para presidente Malu Gaspar: O que fez a diferença para a trégua entre Michelle e Flávio Bolsonaro O Assunto é o podcast diário produzido pelo g1, disponível em todas as plataformas de áudio e no YouTube. Desde a estreia, em agosto de 2019, o podcast O Assunto soma mais de 168 milhões de downloads em todas as plataformas de áudio. No YouTube, o podcast diário do g1 soma mais de 14,2 milhões de visualizações. Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado e Romeu Zema: começa corrida à Presidência Reprodução/Redes sociais

  2. Seguem as obras de urbanização e canalização do Córrego do Cintra. O chamado Trecho 3, que agora está recebendo as melhorias, compreende o trajeto que fica entre a avenida dos Militares e a rua Claudionor Antônio Brito (antiga rua Mato Verde). As obras vão beneficiar não só os moradores dos bairros Cintra e Santa Rita, mas toda a cidade, pois o trecho se tornará uma ampla avenida, canalizada e pavimentada, ampliando a mobilidade urbana de forma geral. As obras no local colocam fim a uma espera de quase 50 anos, transformando uma área de risco de inundações e acúmulo de entulho em uma via totalmente estruturada. “Isso aqui era só barroca”, lembra “seu” João Alves, morador há mais de 40 anos Marlon Rodrigo Quem está feliz demais é o “seu” João Alves, morador do local há mais de 40 anos. “Quando eu vim pra cá isso aqui era só barroca. É uma grande alegria ver esse sonho se tornando realidade”, destaca. Professor Adelmo, morador: “sonho se tornando realidade” Marlon Rodrigo Outro morador da região, o professor Adelmo Souza, diz estar muito satisfeito com a obra: “tanto a obra quanto a limpeza feitas aqui são um sonho se tornando realidade”. Obras já estão mudando a cara da região Marlon Rodrigo

  3. Para a imunização, os jovens devem levar a Caderneta de Vacinação Secom A medida mais eficaz e segura de prevenção contra o Papilomavírus Humano (HPV) é a vacina. A Vigilância em Saúde, da Secretaria de Saúde de Rio das Ostras, informa que a Campanha, que amplia a imunização para adolescentes de 15 a 19 anos foi prorrogada até o mês de dezembro. A vacinação direcionada para o público de 9 a 14 anos já consta no Calendário. Os jovens que não foram imunizados contra o HPV também podem procurar as unidades de saúde do Município para tomar a vacina, levando a Carteira de Vacinação. Essa estratégia busca fazer o resgate vacinal das pessoas que não receberam sua dose na idade recomendada. Com essa estratégia de ampliação do público, adolescentes e jovens que perderam a oportunidade de se vacinar entre os 9 e 14 anos podem garantir sua proteção individual e contribuir para a redução da circulação do vírus entre a população. PREVENÇÃO - A vacinação contra o HPV é importante para evitar infecções que podem levar a diferentes tipos de câncer (como os de colo do útero, vulva, pênis, garganta e pescoço) e verrugas genitais. A imunização é a forma mais eficaz de prevenção contra infecções causadas pelo vírus e suas consequências, incluindo o câncer do colo do útero, que é uma das principais causas de morte em mulheres. A vacina é segura e previne contra quatro tipos do HPV (tipos 6, 11, 16 e 18). A vacinação não só protege quem se imuniza, como também ajuda a reduzir a transmissão do vírus para outras pessoas. A eficácia é melhor quando a vacina é administrada antes do início da atividade sexual, mas também pode ser benéfica para pessoas que já tiveram contato com o vírus. HPV – O contágio do HPV pode ocorrer no contato pele a pele, principalmente durante a relação sexual com penetração vaginal e/ou anal. No entanto, também pode haver transmissão durante o sexo oral, assim como em qualquer contato com a região genital, inclusive com as mãos. Não se transmite o vírus por contato com objetos, como toalhas e assentos sanitários. Veja abaixo a lista das unidades vacinadoras do Município e os dias e horários de imunização. UNIDADES DE SAÚDE – Dias e Horários de Vacinação Unidade Saúde da Família Dona Edmeia (Nova Esperança) Manhã: 8h30 às 11h30 Tarde: 13h às 16h Clínica da Família Paulo Henrique Gussen (Âncora) Manhã: 8h30 às 11h30 Tarde: 13h às 16h Unidade Saúde da Família Operário Manhã: 8h30 às 11h30 Tarde: 13h às 16h Unidade Saúde da Família Cláudio Ribeiro Manhã: 8h30 às 11h30 Tarde: 13h às 16h Unidade Saúde da Família Cidade Praiana Manhã: 8h30 às 11h30 Tarde: 13h às 16h Unidade Básica de Saúde Jardim Mariléa Manhã: 8h30 às 11h30 Tarde: 13h às 16h Unidade Saúde da Família Cantagalo Manhã: 8h30 às 11h30 Tarde: 13h às 16h30 Unidade Saúde da Família Mar do Norte Manhã: 8h30 às 11h30 Tarde: 13h às 16h Unidade Saúde da Família Rocha Leão Manhã: 8h30 às 11h30 Tarde: 13h às 16h Unidade Saúde da Família Nova Cidade Manhã: 8h30 às 11h30 Tarde: 13h às 16h Unidade Saúde da Família Âncora Manhã: 8h30 às 11h30 Tarde: 13h às 16h Unidade Saúde da Família Recanto Manhã: 8h30 às 11h30 Tarde: 13h às 16h

  4. Encontro reflete momento positivo vivido por Macaé no ambiente de negócios Equipe Secom Muito além de sua vocação no petróleo, Macaé deu mais um passo para consolidar sua posição como referência nacional na Economia do Mar. A Prefeitura abriu, nesta sexta-feira (24), a 4ª Feira da Economia do Mar, durante a programação da Expo Macaé 2026. reunindo mais de 100 empresas, seis empresas âncoras, representantes do setor produtivo, especialistas, instituições de ensino e investidores para discutir oportunidades de negócios, inovação e desenvolvimento sustentável. A programação mostrou a força de uma cadeia produtiva que vai além da indústria offshore e engloba pesca, logística, construção e manutenção naval, operações portuárias, turismo, pesquisa, tecnologia e prestação de serviços ligados ao mar. A proposta foi ampliar conexões entre empresas, incentivar investimentos e fortalecer a diversificação da matriz econômica de Macaé. Com um terço de todo o investimento privado do Estado do Rio de Janeiro, Macaé tem parte de sua receita incrementada pelos royalties, mas possui uma economia bastante plural. A Economia do Mar reflete essa diversidade: começou com o mercado offshore e, gradualmente, se expandiu para a pesca, a indústria naval, a prestação de serviços e a chegada de novas empresas do setor de petróleo e gás. Para além das águas, o agronegócio da cidade vive forte expansão, posicionando o município como o maior produtor de grãos do estado. Setores como educação, turismo e a atração de novas indústrias seguem o mesmo ritmo de crescimento, enquanto grandes eventos, a exemplo da própria Expo Macaé e das festividades de Natal, movimentam o comércio e consolidam a cidade como um potente polo de desenvolvimento. A economia de Macaé vai muito além do petróleo Equipe Secom Durante a cerimônia, foi anunciado que Macaé será a primeira cidade brasileira a receber o Selo Azul, certificação voltada às boas práticas em Economia do Mar e desenvolvimento sustentável. Responsável por cerca de 95% do comércio mundial, o ambiente marítimo vai muito além da indústria do petróleo, envolvendo a pesca, a construção naval e toda uma cadeia produtiva dependente das águas. A iniciativa reuniu mais de 100 marcas, incluindo seis grandes corporações âncoras. A Zurich Airport Brasil, concessionária do Aeroporto de Macaé, reforçou o potencial logístico e de negócios do município, que abriga uma das principais bases de apoio aéreo às operações offshore do país. Companhias dos segmentos de energia, logística, tecnologia e serviços também participaram ativamente das rodadas de negócios e dos painéis de inovação. O encontro também refletiu o momento positivo vivido por Macaé no ambiente de negócios. Recentemente, o município foi reconhecido no Prêmio Sebrae Prefeitura Empreendedora e conquistou o Selo Prata de Referência em Atendimento, reconhecimentos que reforçam as políticas de incentivo ao empreendedorismo e à atração de investimentos

  5. Pesquisadora fez vaquinha para pagar visto de bolsa aprovada para mestrado na Austrália e foi alvo de deboche Arquivo Pessoal Uma pesquisadora da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) virou alvo de chacota nas redes sociais depois de pedir ajuda financeira para bancar a emissão de um visto para um doutorado sanduíche — quando parte da pesquisa é feita em uma universidade estrangeira. Talita Motta Beneli, doutoranda em ecologia, foi aprovada para uma temporada de pesquisa em uma universidade na Austrália e finalização do doutorado no Brasil. O visto exigido pela universidade em que ela foi aprovada, no entanto, só pode ser emitido por meio de uma agência particular, e esse custo não estava entre as demandas cobertas pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). Sem essa verba, ela recorreu a uma vaquinha online para arrecadar R$ 8 mil e pagar pelo processo. Com uma rede social fechada, de menos de mil seguidores, ela compartilhou o link com uma influenciadora que acompanha e que tem alguns milhões de seguidores nas redes sociais. Horas depois, viu sua situação — sem ser identificada nominalmente — se transformar em assunto de um vídeo em que a influenciadora criticava quem pede vaquinha para "financiar sonhos", atraindo uma onda de ofensas nos comentários. As pessoas começaram a me xingar de vagabunda, falar que eu tinha que ir trabalhar, que eu era preguiçosa, sem nem mesmo saber o que estava acontecendo. É muito triste mesmo que um pesquisador tenha que se expor a esse tipo de situação, mas isso não acontece porque a gente quer, e sim porque essa é a realidade da ciência no país. 🔴 O episódio expôs um problema pouco discutido fora da academia: as dificuldades de quem faz ciência no país. Hoje, a maioria vive das chamadas "bolsas", os salários pagos por agências de fomento a pesquisadores enquanto desenvolvem seus estudos. Algumas das principais são a Capes e o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) que pagam R$ 2,1 mil para quem faz mestrado a R$ 3,1 mil para quem faz doutorado. Talita pesquisa comportamento de peixes para entender impacto de mudanças do clima nos recifes Arquivo Pessoal Por que a pesquisadora fez vaquinha? A vaga de Talita veio pelo Programa Institucional de Doutorado Sanduíche no Exterior (PDSE), da Capes, que financia estágios de pesquisa de doutorandos brasileiros em instituições estrangeiras. Pelo edital do programa, os benefícios cobertos pela bolsa são: mensalidade; auxílio deslocamento, que inclui o voo, por exemplo; auxílio instalação, que prevê os primeiros custos de aluguel e da casa onde vai passar os nove meses da pesquisa; auxílio seguro-saúde. O próprio edital explica que taxas administrativas e acadêmicas, taxas de bancada e qualquer outra despesa adicional não entram na conta. A pesquisadora explica que a maior parte desses custos, embora previstos, está defasada. O auxílio para passagem, por exemplo, considera algo em torno de R$ 8 mil, quando uma passagem de ida e volta para a Austrália, para a região aonde ela precisa ir, custa cerca de R$ 11 mil. Mesmo assim, conta que que sabia de tudo isso antes de aplicar, já tinha feito as contas e, com alguns ajustes, seria possível seguir. "Você precisa ir fazendo ajustes nos seus custos para poder fazer tudo, porque os valores não correspondem com a realidade. Por isso, qualquer custo extra acaba sendo um problema", explica Talita. O visto exigido pela universidade é o de atividade temporária (subclass 408), que não dá direito a trabalho remunerado complementar — diferente do visto de estudante, que permitiria. Isso deixou as contas ainda mais apertadas. A pesquisadora já estava com o processo de visto em andamento quando a universidade passou a exigir que ele fosse feito por uma agência particular parceira, o que teria um custo adicional de R$ 8 mil. Talita fez vaquinha para bancar parte de um visto que garante sua pesquisa na Austrália Arquivo Pessoal O orientador chegou a escrever para a universidade pedindo que fosse aberta uma exceção, já que a estudante não teria suporte financeiro para arcar com o valor extra — mas recebeu uma negativa. Hoje, Talita é pesquisadora exclusiva. Ou seja, seu trabalho é fazer pesquisa e, com isso, tem uma remuneração de R$ 3,5 mil vinda da Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina (Fapesc), que tem um valor um pouco maior que a Capes. Ainda assim, é um valor limitado para viver na capital Florianópolis e que não deixa margem para ter qualquer reserva. Foi assim que a vaquinha surgiu como opção. Com vários dias de arrecadação aberta e nem perto da meta, vendo o sonho de completar a parte da Austrália da pesquisa indo embora, ela pensou em compartilhar com uma influenciadora que admirava e que tem uma base maior de seguidores. Na mensagem, enviou o link da campanha com uma explicação do que ia fazer na Austrália — que era uma pesquisa, qual a repercussão do estudo. Mas, para sua surpresa, a influenciadora decidiu fazer um vídeo sobre o pedido, sem citá-la, debochando de quem pede dinheiro na internet. A repercussão foi instantânea: um engajamento de milhares de comentários com uma onda de ofensas. As pessoas falaram que quem pedia dinheiro era vagabundo, sinal de que não queria trabalhar, que ninguém tinha que patrocinar sonho de ninguém, que a internet tava cheia de gente preguiçosa. Na hora, aquilo me deixou tão triste, mas também tão irritada, porque eu trabalho, trabalho muitas horas, e aquilo não tinha nada a ver com a realidade Talita acabou se identificando nos comentários, respondendo a alguns deles com o contexto de sua história — a pesquisa, o doutorado, o cenário da ciência no Brasil. O vídeo viralizou e saiu do Tiktok para o X e o Instagram. Demorou dois dias até que algumas pessoas começaram a entender o contexto e se formou um movimento de apoio que reuniu outros pesquisadores. Hoje, a vaquinha atingiu a meta, e ela finalmente já pode pagar pelo processo de visto exigido pela universidade e seguir para a pesquisa. Mas, ainda assim, o retrogosto é amargo. "A gente percebe que, fora da pesquisa, as pessoas não sabem o que está acontecendo com a ciência no país. O financiamento vem sendo cortado ano após ano e não depende do retorno de uma pesquisa. Mesmo que a gente veja isso sendo falado, é em momentos assim que percebemos que as pessoas ainda não entenderam", comenta. Pesquisa vai ajudar em tomada de decisão sobre proteção de animais em recifes com mudanças climáticas Arquivo Pessoal Sobre o que é a pesquisa de Talita e por que ela é importante? Talita não é uma novata na pesquisa. Já atuou em projetos no exterior e publicou trabalhos científicos antes mesmo de ingressar no doutorado. A ida à Austrália é a continuação de um estudo para entender o que os peixes comem dentro dos recifes. ➡️ Parece simples, mas essa informação revela algo importante: qual é a função de cada espécie no ecossistema marinho. Um peixe pode ajudar a controlar o crescimento de algas. Outro pode depender diretamente dos corais para se alimentar. Cada espécie ocupa um papel — e alguns desses papéis não são feitos por mais ninguém ali. É aí que mora o risco. Duas espécies podem ser parecidas — do mesmo tamanho, da mesma família — mas cumprirem funções bem diferentes no recife. Isso quer dizer que, quando uma espécie desaparece de um lugar, o problema pode ser maior do que perder só mais um nome na lista de animais daquela região. Pode significar perder uma função que nenhuma outra espécie ali cumpre. Para entender melhor esse risco, Talita compara recifes em diferentes partes do mundo junto com seu grupo de pesquisa na UFSC, que também já viajou a outras partes do globo. Uma das lacunas é uma região na Austrália, para onde ela vai. A proposta é que, ao final, com esse tipo de dado, seja possível entender melhor o papel dos peixes no recife, o que pode nortear estratégias de conservação e entender quais espécies ou regiões são mais vulneráveis no contexto de mudanças. Isso fica mais urgente quando se olha para o Brasil. Com os recifes brasileiros cada vez mais fragilizados, esse tipo de dado ajuda a decidir onde a conservação precisa agir primeiro. Qual o salário de quem faz pesquisa no Brasil hoje? Hoje, um pesquisador exclusivo no Brasil depende de bolsas de pesquisa, pagas pelas agências de fomento. Algumas das principais são a Capes e o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Os valores são: Doutorado: R$ 3.100 Mestrado: R$ 2.100 Pós-doutorado sênior: R$ 5.500 Pós-doutorado júnior: R$ 5.200 ➡️ Esses valores norteiam boa parte das demais agências no país, mas isso pode variar. A Fapesp, agência de fomento de São Paulo, por exemplo, paga a partir de R$ 3.270 para o mestrado e R$ 5.790 para o pós-doutorado. No caso de Talita, que recebe da agência de fomento de Santa Catarina, os valores também são um pouco maiores. Apesar disso, os valores ainda são questionados por entidades ligadas à pesquisa. Isso porque, por trás deles, estão muitas horas de trabalho para além da pesquisa em si — publicações, congressos e outras atividades necessárias para se manter como pesquisador. Além disso, envolvem alguns dos cérebros mais importantes do país, dedicados a pesquisas que protegem a saúde, desenvolvem produtos que ajudam a solucionar problemas da sociedade, protegem contra novas doenças, aproximam o país de curas, analisam riscos ambientais e preparam a sociedade para a mudança do clima e seus extremos, entre outras coisas. Esse valor limitado, segundo essas entidades, acaba gerando desestímulo à pesquisa e fuga de cérebros. Até 2024, um pesquisador não podia ter bolsa e, ao mesmo tempo, qualquer outra atividade remunerada. Agora, pode — mas isso ainda depende da universidade, que pode ter exigências adicionais, e exige ciência do orientador. Além disso, o pesquisador precisa se dividir entre as horas da pesquisa em si, que também exigem prática, análise e relatórios, e a outra atividade. Na prática, não é tão simples. Soma-se a isso o problema da instabilidade. Entidades ligadas à pesquisa apontam que as bolsas também não dão ao pesquisador estabilidade, porque ficam sujeitas a cortes e atrasos. O orçamento que mantém o pagamento de pesquisadores no país pelas bolsas consta como Despesa Primária Discricionária. Essa categoria orçamentária permite ao governo cortar ou represar esse tipo de gasto a qualquer momento — ou seja, se em algum momento for necessário um ajuste, o salário de cientistas pode ser contingenciado. Em junho deste ano, a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), a Academia Brasileira de Ciências (ABC) e outras mais de 35 entidades ligadas à pesquisa lançaram uma nota pedindo que isso mude e que o salário de pesquisadores seja tratado como um compromisso assumido, sem risco de corte no meio do ano. "A bolsa não é despesa discricionária qualquer — é a contraprestação do trabalho de quem dela depende para subsistir e pesquisar. Seu atraso não gera economia: gera insegurança jurídica, evasão de talentos e interrupção de pesquisas que o país já financiou", diz trecho da nota.

  6. Como funciona a Mega-Sena? O concurso 3.030 da Mega-Sena pode pagar um prêmio de R$ 78 milhões para os acertadores das seis dezenas. O sorteio ocorre às 21h desta terça-feira (28), em São Paulo. No concurso do último domingo (27), nenhuma aposta acertou os seis números e o prêmio acumulou. Veja os números sorteados: 05 - 12 - 21 -33 - 43 - 50. Clique aqui para seguir o canal de Loterias do g1 no WhatsApp Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Compartilhe essa notícia no WhatsApp O g1 passou a transmitir todos os sorteios das Loterias Caixa, ao vivo. A transmissão começa momentos antes de cada dia de concursos, no site e no canal do g1 no YouTube. A aposta mínima para a Mega-Sena custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet, até as 20h – saiba como fazer a sua aposta online. A Mega tem três sorteios semanais: às terças, quintas e domingos. Volante da Mega-Sena Ana Marin/g1 Para apostar na Mega-Sena As apostas podem ser realizadas até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos. Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo. O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar. Probabilidades A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa. Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição.

  7. No Brasil, a influenciadora Beta B.oechat foi uma das primeiras desse segmento a emagrecer Divulgação Há cerca de uma década, enquanto blogueiras ostentavam dietas restritas e barrigas negativas, um movimento na direção contrária passou a ganhar atenção em todo o mundo: o body positive ou body positivity (positividade corporal, em inglês). A iniciativa que prega o amor próprio e a aceitação de todos os corpos, independentemente da forma física, passou a ocupar espaço relevante nas redes. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia O movimento ganhou vozes e corpos diversos no Brasil e teve o seu auge por volta dos anos de 2019 a 2022. Na esteira da autoaceitação, marcas viram a oportunidade para faturar com iniciativas voltadas a diferentes formas físicas. Nos últimos anos, porém, especialistas apontam que o movimento perdeu força em todo o mundo. As passarelas já não dão o mesmo espaço aos corpos fora do padrão e as marcas cada vez menos apoiam campanhas sobre diversidade. O body positive entrou em crise. Nesse mesmo período, figuras que promoviam esse movimento e compartilhavam suas experiências como pessoas gordas decidiram emagrecer. Com isso, elas enfrentaram críticas e questionamentos. Militância que se voltou contra ativistas que passaram por mudanças No mundo, um dos casos de emagrecimento mais famosos é o da influenciadora americana Thubten Donme, que era um dos nomes do movimento nos Estados Unidos. Ela era modelo plus size e publicava mensagens sobre aceitação corporal. Em 2023, seguidores notaram que Thubten estava emagrecendo e ela passou a ser alvo de críticas de antigos apoiadores. No Brasil, a influenciadora Beta Boechat, de 36 anos, foi uma das primeiras desse segmento a emagrecer. Ela foi uma das fundadoras do Corpo Livre, uma interpretação brasileira do movimento. Na época, justificou nas redes a decisão de passar por uma cirurgia bariátrica para perder peso. "Cheguei aos 220 quilos e fiquei em um nível que perdi minha mobilidade 100%", disse. Beta também passou a ser alvo de críticas. Para a influenciadora, muitas pessoas não entenderam o que ela defendia no body positive. "Me cobram para seguir uma cartilha que elas próprias criaram para tentar me enquadrar. Eu nunca falei que as pessoas não poderiam emagrecer, muito pelo contrário. Mas o simples fato de alguém ir a público falar 'hoje eu estou bem com o meu corpo' era tão agressivo que as pessoas entendiam: "por favor, almoce pizza e jante hambúrguer todo dia ou engorde, sim, por favor, o importante é engordar'", diz Beta. A influenciadora não fala mais sobre o movimento nas redes. Ela conseguiu conquistar um novo público com vídeos em que reage a conteúdos de humor. Neste ano, se tornou apresentadora de um programa na Dia TV, uma plataforma digital de televisão. "Meu conteúdo reflete o que eu vivo. Falei sobre aceitação porque naquele momento era o que eu mais precisava trabalhar em mim mesma. Em algum momento, essas necessidades foram migrando", conta a influenciadora, que nos últimos anos também compartilhou a transição de gênero em seus perfis. Outra responsável pela criação do movimento Corpo Livre, a influenciadora Alexandra Gurgel, de 37 anos, também parou de falar sobre o body positive. No passado, ela lançou dois livros sobre o tema, foi capa de revistas e se tornou uma das principais vozes do movimento no país. "Eu de fato achava que eu estava fazendo alguma diferença e eu sinto que eu fiz legal. Eu me senti culpada por um bom tempo quando eu saí disso. Mas chegou uma hora em que isso não fazia mais sentido pra minha vida", diz Alexandra, que hoje faz vídeos em que conta histórias curiosas de relacionamentos. "É cansativo. Eu comecei a me tornar a militante perfeita, que não podia errar", acrescenta. Atualmente, ela está em processo de emagrecimento. "Agora parece que a gente emagreceu e virou um monte de Gisele Bündchen. E a gente, na verdade, só está mais magro. A maioria ainda é lido como gordo socialmente." No auge do body positive, diz Alexandra, havia uma pressão daqueles que a acompanhavam nas redes para que ela e outros militantes da causa não emagrecessem, pois muitos defendiam que o movimento era sobre continuar gordo. "Quando você vê pessoas gordas emagrecendo, quem não entende dessa pauta acha que o body positive acabou, mas não acabou nada. Na verdade, todo mundo sempre quis ser livre, por isso era Corpo Livre", declara. O emagrecimento no body positive Houve grandes mudanças no body positive nos últimos anos. O período pós-pandemia e as canetas emagrecedoras estão entre esses fatores. Um outro ponto que os especialistas destacam é a propagação do discurso contra a diversidade. Nas passarelas, um relatório de inclusão de tamanhos da Vogue Business, que analisou os principais desfiles da primavera e verão deste ano, mostrou que o tamanho padrão, de 34 a 40 no Brasil, correspondeu a 97,1% dos looks. Já o médio (entre 42 e 48 no Brasil) correspondeu a 2%, enquanto apenas 0,9% das roupas eram plus size (acima de 46). O relatório mostrou que esse é um dos piores índices de inclusão dos últimos anos, um pouco superior ao levantamento do ano passado – que havia tido 2% de tamanho médio e 0,3% plus size. Em 2023, havia mais inclusão nas passarelas: cerca de 4,4% dos looks eram médios ou grandes. A Vogue menciona que um dos fatores para essa inclusão limitada nas passarelas é uma mudança cultural nos últimos dois anos, marcada pelo fortalecimento do conservadorismo. Essa postura tem relação com o discurso adotado pelo presidente americano, Donald Trump, aponta a influenciadora Dani Rudz, de 50 anos, que presta serviços sobre diversidade para diferentes empresas. "Assim que o Trump assumiu, ele trabalhou fortemente para retirar verbas a apoio aos posicionamentos políticos com relação à diversidade nas empresas, seja corporal, deficiência, racial, enfim, qualquer uma. E isso afetou as empresas internacionais com sede no Brasil", diz Dani. "E isso enfraqueceu o discurso da diversidade. Cada vez mais empresas deixaram de patrocinar essas ações", acrescenta. Esse discurso de Trump reforçou as dificuldades do body positive, que já vinha sendo afetado desde o fim da pandemia de covid-19, avalia o pesquisador Dario Caldas, fundador da consultoria Observatório de Sinais, focada em tendências de comportamento de consumo. A influenciadora Alexandra Gurgel. No auge do body positive, ela conta que havia uma pressão para que ela e outros militantes da causa não emagrecessem. Arquivo pessoal Segundo ele, nessa fase, as pessoas tentaram levar uma vida mais saudável e a obesidade foi ainda mais associada a práticas ruins, como o sedentarismo. "O problema do body positive é que ele esbarra na questão da saúde, da obesidade, então é aí que as coisas se chocam. E esse vetor da saúde é o que leva ao desejo de ser saudável e não acompanhar esse movimento mais", diz. Para os ativistas do body positive, sempre houve uma interpretação errônea do movimento por parte de muitas pessoas. Isso porque eles apontam que o movimento nunca foi uma forma de incentivo à obesidade ou uma romantização dela. "Havia um movimento dentro do body positive que era liderado por extremistas, com algumas criadoras gordas com conteúdo mais radical sobre a gordofobia. Esse movimento foi muito disruptivo, porque mulheres muito gordas andavam de biquínis, faziam passeatas e fotos, era algo do tipo: me engula, me respeite, aceite o meu peso porque não estou nem aí", diz Dani. "E esse movimento, de certa forma, foi importante, porque era 'pé na porta', dava visibilidade ao tema. Mas o body positive em si não é isso, ele é a aplicação de um respeito balanceado a diferentes corpos e tamanhos", acrescenta Dani. As canetas emagrecedoras Diante de um cenário de enfraquecimento, o body positive enfrentou uma nova mudança: a propagação das canetas emagrecedoras. Para Bruno Gualano, presidente do Centro de Medicina do Estilo de Vida, da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), esses novos medicamentos devem ser vistos como aliados de movimentos pela liberdade dos corpos. "Agora, as pessoas com dificuldades para emagrecer vão ter a possibilidade de chegar a um corpo, digamos, mais normalizado pela sociedade. Isso se torna uma possibilidade realmente concreta e segura", diz. "Essas canetas podem promover mais saúde, reduzindo a gordura corporal de quem tem obesidade, que geralmente luta a vida inteira para isso. Hoje esse processo é facilitado por essas canetas emagrecedoras", acrescenta. O especialista afirma que esses novos medicamentos também ajudam a quebrar estigmas que acompanham as pessoas gordas durante toda a vida, como o de que não emagrecem por falta de vontade ou porque não conseguem ser saudáveis. "O excesso de gordura corporal é um fator de risco para doenças múltiplas. Mas também é importante dizer que o estigma do corpo gordo é prejudicial para esse sujeito, porque traz uma série de malefícios", diz Gualano. "A obesidade é uma doença crônica. Você pode, por exemplo, até dizer que é um indivíduo fisicamente ativo e com obesidade", acrescenta. A endocrinologista Maria Edna de Melo, coordenadora da comissão de políticas públicas da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e Síndrome Metabólica (Abeso), classifica o body positive como uma iniciativa importante para as pessoas gordas. "O paciente com obesidade, em geral, enfrenta muito estigma em todos os lugares. Então, esses ativistas têm um papel relevante para que essas pessoas com obesidade possam reivindicar seu papel na sociedade", diz. A médica defende que os membros desse movimento possam emagrecer. "Tem uma hora em que a doença pode pesar mais. E essas pessoas, como todo mundo, devem ter as suas decisões respeitadas", afirma. E quem ainda fala de body positive? Os influenciadores que foram referência no body positive dizem que o movimento não acabou, mas mudou de forma. "Não foi porque eu saí que eu traí o movimento ou que ele acabou. Eu sinto que nada acabou, só está sendo tratado de uma maneira diferente", diz Alexandra. "O que a gente ensinou e praticou ainda existe. Se você olhar no TikTok, por exemplo, ele tem outro nome. Virou algo sobre a autoestima, sobre você se sentir bem consigo mesmo. É uma coisa mais liberal. Eu acredito que entrou em um lugar menos de revolta", acrescenta. Nas redes, ainda há influenciadoras que têm o movimento entre os principais assuntos de seus perfis, como Dani Rudz. Mesmo após emagrecer, ela continuou como referência no body positive. "Ainda publico dicas sobre o mercado plus size e outros temas." Dani diz que atualmente tem duas parcelas de seguidores: aqueles que já usam as canetas emagrecedoras e os que almejam conseguir acesso ao medicamento, que ainda tem um custo alto para a maioria da população brasileira. "O body positive continua, ele sempre existiu e precisa existir, porque nós não somos iguais, somos diferentes e lutamos pelo respeito. E eu sempre vou defender o seu direito de escolha, seja você gorda ou magra, e o seu direito de existir enquanto formato corporal único", afirma.

  8. "Eu comecei a me tornar a militante perfeita, que não podia errar", diz a influenciadora e jornalista Alexandra Gurgel. Arquivo pessoal Alexandra Gurgel era um dos principais nomes do body positive no Brasil. Mas deixou o movimento e agora planeja emagrecer. Para ela, muitas pessoas faziam uma interpretação errônea sobre o amor próprio. A influenciadora e jornalista Alexandra Gurgel, de 37 anos, era uma das principais vozes do body positive no país. No movimento, também conhecido como body positivity, ela expunha seu corpo gordo para milhares de seguidores na internet e lidava com os efeitos de ser uma voz para tantas pessoas. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Ela fundou o Corpo Livre, uma espécie de versão brasileira do movimento, e se tornou referência. Alexandra lançou livros, foi capa de revistas nacionais e deu palestras sobre a luta contra a gordofobia. Mas há dois anos, a influenciadora decidiu recomeçar. Ela parou de fazer publicações sobre o body positive e hoje conta histórias sobre relacionamentos nas redes. A militância, diz ela, é exaustiva e a fez repensar tudo o que fazia até então. Alexandra, assim como outros influenciadores que defendiam os corpos gordos nas redes, quer emagrecer. Ela diz que só agora se sente segura para iniciar um processo de perda de peso, por conta do avanço das canetas emagrecedoras. Em entrevista à DW, Alexandra falou sobre esses e outros temas. Confira. DW: Como você se tornou uma voz do body positive e da luta contra a gordofobia no Brasil? Alexandra Gurgel: Tudo aconteceu muito rápido na minha vida. Eu comecei o meu canal no YouTube para encontrar semelhantes. Eu não conhecia a palavra gordofobia, não conhecia o body positive, não conhecia nada. Conheci junto com as pessoas. Até hoje assistem a maratona de body positive que eu fiz no YouTube. Há 10 anos, eu era só uma menina. E eu acredito muito em tudo o que eu falava e acredito muito em tudo o que aconteceu. Eu só acho que, como em todas as militâncias, no fim das contas, as coisas se perderam. Na pandemia, foi um momento em que eu cresci muito no Instagram com as pautas que aconteciam. Eu me tornei a pessoa que estava denunciando e também abraçando as pessoas, ao mesmo tempo em que também ganhei fama. E junto disso veio uma estratégia em cima do meu nome: vamos ser famosa. Você quer ser capa de revista? Você não quer ir pra televisão? Você quer ser atriz? E eu ficava assim: gente, eu nem sei. Eu não estava com isso na cabeça, eu sou uma jornalista. E eu gostei, por exemplo, quando a [revista] Marie Claire me chamou pra fazer uma capa ou quando eu estava no escritório da Vogue. E eu falava: caraca, venci na vida. Isso foi muito legal. Foi nesse período da pandemia que o body positive pegou uma força mundial e a gente virou uma comunidade de pessoas online que estavam em casa e se reconectando com o corpo. Eu sinto que o corpo livre abraçou a gente na pandemia de uma forma incrível. O body positive foi muito importante pra gente sobreviver a esse momento. Como referência no body positive, você tinha a impressão de que falava em nome de muitas pessoas? Eu, pensando em Alexandre Gurgel, não na pauta do body positive, sempre falei por muitas e acho que eu aceitei esse lugar. Esse lugar fez bem pra minha cura, porque essa pauta sempre foi identitária. Então sempre foi uma coisa que era sobre a minha cura, eu estava falando de coisas que eu estava aprendendo junto. Só que eu fui colocada em um lugar e tive acessos e lugares que me envaideceram. Eu comecei a me tornar a militante perfeita, que não podia errar. Por exemplo, eu sou fumante e hoje falo abertamente sobre isso. Mas eu não podia fumar na frente de ninguém, não queria falar porque isso não era body positive. Foi difícil ter se tornado uma referência nesse tema? Eu passei por muitos desafios de ter que ser uma coisa que eu não era. E pra aceitar isso, tinha dinheiro. E você não se envaidece? Você acha que não vai se envaidecer com uma marca que vai te dar muito dinheiro pra falar de uma pauta muito legal pra um monte de gente? Claro que vai. E, de repente, falaram: "ah, mas seria legal você estar em Paris” ou "acho que é legal você usar Dior". E eu: nossa, eu posso comprar isso? Mas chegou uma hora em que isso não fazia mais sentido pra minha vida. Eu vendi cerca de 90% das minhas coisas porque eu quis, hoje tenho uma coisa ou outra. Eu parei de ir no circuito de eventos. Eu ia no Baile da Vogue, porque eu considerava que a minha presença seria uma representatividade. E, de fato, foi. Só que eu estava cansada de representar as pessoas. Eu acho que é isso. Eu cansei de ter que ser uma voz que sabe o que está falando. Eu quero me dar o direito de errar, mas militante não tem esse direito. Gurgel fundou o Corpo Livre e lançou livros, foi capa de revistas nacionais, deu palestras sobre a luta contra a gordofobia e acumulou milhares de seguidores nas redes. Divulgação E hoje em dia você se considera militante? Não, há muitos anos que não mais. Eu assumi isso pra mim mesma em 2024. Deixar de ser militante tirou um fardo de você? Tirou. É cansativo, porque eu, de fato, me preocupava. Eu achava que eu estava fazendo alguma diferença e eu sinto que eu fiz. Eu me senti culpada por um bom tempo quando eu saí disso. Há algo que você falava na época do ativismo que hoje se arrepende? Eu acho que a única coisa que eu não concordo, que eu trazia um entendimento errado, é que eu falava que obesidade não era doença. Mas eu falava que eu não queria ser vista como doente: não me chama de obesa, me chama de gorda. E até hoje não entendem isso, mas acho que eu poderia ter falado de outra maneira. Eu falava que obesidade é uma palavra gordofóbica. E eu não acho mais isso hoje. É a única coisa que eu não acho mais, que eu discordo de mim do passado. E discordo do meu tom, mas eu era uma garota revoltada e tendo atenção pela primeira vez. Eu acho que quando parei de ser militante, parei de me importar tanto com o que todo mundo falava e pensava. Eu nunca tive o direito de errar. Quando você é militante e erra, você vira o diabo na Terra, na mesma altura em que era a fada sensata. E isso é muito ruim. Uma das críticas é de que vocês ganharam dinheiro com o movimento e deixaram o movimento depois que ele enfraqueceu. O que acha disso? Sim, a gente ganhou muito dinheiro. Era isso que a gente fazia: as marcas vinham, queriam comunicar sobre o tema, então dava esse match. Parece que falar que ganha dinheiro com isso é errado, mas era o nosso trabalho. Só que eu não fiquei milionária e mudei a minha vida. Eu tô trabalhando. Inclusive, muitas pessoas desse meio foram afetadas, justamente pela pauta mundial acabar por causa do reacionarismo. E todo mundo desse meio geral de militância, não só do body positive, ficou sem dinheiro. Todo mundo estava ganhando dinheiro. Eu fazia várias palestras em grandes empresas que hoje não fazem mais. Hoje em dia dizem que não têm mais verba destinada para a diversidade. Como você lida com as críticas recorrentes às pessoas que eram vozes do body positive e emagreceram? É a mesma pressão e ódio que elas sofriam porque eram gordas demais. Eu acho que as pessoas nunca estão satisfeitas. Ou vão falar que você está "pelancuda" ou que tem que fazer cirurgia ou que se entregaram ao padrão. E antes falavam que era apologia à obesidade. Quando você vê as pessoas gordas emagrecendo, aqueles que não entendem dessa pauta falam que o body positive acabou, mas não acabou. Na verdade, todo mundo queria só ter uma chance de viver, de aparecer, de ser livre. Por isso que era corpo livre, deixa a gente ser livre. Eu estou com um médico em um processo de emagrecer com consciência. Eu já vi vários resultados de amigos que me fizeram pensar assim: dá pra ter uma vida normal e resolver essa questão. Eu quero ter uma roupa melhor, eu não resolvi tudo. A gente não resolveu tudo. Quem é que não quer isso? Agora parece que a gente emagreceu e virou um monte de Gisele Bündchen. E a gente, na verdade, só está mais magro. A maioria ainda é lido como gordo socialmente. Você quer emagrecer? Como encara esse tema hoje em dia? Quero. Eu quero emagrecer. Isso sempre foi uma questão, sempre quis emagrecer durante a minha vida toda. Eu parei de querer isso quando deixei de fazer dieta, porque pensei: vou parar de ferrar a minha cabeça. Eu não tinha alternativa, era: faça a dieta, faça isso e faça aquilo. Hoje, parece que a gente tem uma alternativa que nunca teve. Então, acredito que se isso pode me ajudar na questão com o meu corpo e na minha genética para que eu tenha uma vida melhor, por que não? No meu caso, emagrecer dentro do que foi ensinado pela cultura da magreza nunca funcionou. Por isso, se tiver uma caneta que se associe comigo, com meu estilo de vida, e que eu consiga ter uma qualidade de vida melhor, por que não? Quando a gente fala de se aceitar, do body positive, a gente não tá falando que tem uma vida feliz, a gente só quer ser aceito. Tem gente que [por causa da obesidade] não vai passar na catraca, tem gente que não vai conseguir fazer um exame ou uma cirurgia se não conseguir emagrecer. Então são alternativas que tornam a nossa vida mais viável. Eu nunca tô batendo no peito e falando: vamos ser gordos. O que tô falando é: a gente é assim, então vamos nos aceitar, porque senão a gente vai se odiar para sempre. É o direito de ser feia. É disso que surgem os meus memes, mas é daí que também sai o meu lema. O que acha de ter que se explicar publicamente sobre o seu emagrecimento? Existe uma cobrança porque a gente sempre falou do nosso corpo. O nosso movimento era muito sobre biquíni, sobre mostrar o corpo no verão. Como você enxerga o body positive atualmente? Eu enxergo que ele ainda existe. Ele só talvez não esteja tão coordenado dentro de um discurso ou de um movimento de minoria. Ele é uma realidade. A gordofobia acabou? Claro que não. As pessoas continuam sendo gordofóbicas, mas eu acredito que hoje as pessoas entendem que existe um outro lugar. O que a gente ensinou, o que a gente praticou e o que a gente trouxe ainda existe. E se você for ver no TikTok, o body positive tem outro nome hoje. E as pessoas discutem essa pauta. Virou falar sobre você se sentir bem com você mesmo. É uma coisa mais liberal. Eu acredito que entrou num lugar muito menos de revolta, de "você precisa me aceitar", e está muito mais para um lugar de: "a gente tem que considerar a diversidade". No último ano, você mudou o seu conteúdo nas redes, começou a contar histórias de relacionamentos e não fala mais sobre o body positive. Como foi a recepção dos seguidores? E eu paguei o preço por isso. Eu estaria muito melhor hoje se ainda estivesse falando da mesma pauta, pensando no que me fez crescer. Eu paguei um preço durante uns dois anos sem saber o que eu estava fazendo. Mas eu não desfaço, não cuspo no prato que eu comi, porque eu amo a minha história. O meu livro hoje [Pare de se odiar] hoje é um grande meme, e eu adoro. Eu virei meme com tantas coisas que eu falei, como pelo direito de ser feia. O povo LGBT, principalmente os gays, me amam nesse lugar de tia Xanda. E isso até me abriu para pensar: cara, vou contar histórias. E contar histórias foi uma coisa que trouxe um novo olhar, onde eu não tenho que falar sobre mim. Eu até conto minhas histórias raramente, mas eu conto mesmo as de outras pessoas. E aí deu muito certo e eu só faço isso hoje nas redes. Eu cresci 400 mil seguidores de dezembro para cá. Foi a primeira vez em anos, porque eu estava sem fazer conteúdo até então.

  9. Duda Fortes/Agência RBS A partir desta terça-feira (28), o Rio Grande do Sul volta a enfrentar um período de chuva intensa e temporais, que trazem risco de alagamentos, quedas de árvores, interrupções no fornecimento de energia e novos transbordamentos de rios. No restante do país, o calor ganha força no Centro-Oeste, onde as temperaturas podem chegar perto dos 40°C. O tempo seco também predomina em áreas do interior do Sudeste e do Nordeste. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia No Rio Grande do Sul, áreas ainda estão com o solo encharcado e os rios elevados por causa da chuva dos últimos dias. Nesta terça-feira, os temporais podem atingir praticamente todo o estado, principalmente as regiões oeste, central, sul e leste, além da Região Metropolitana de Porto Alegre. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça A chuva pode começar já durante a madrugada e continuar ao longo do dia, acompanhada de raios, rajadas de vento e queda de granizo em alguns pontos. Os acumulados podem passar de 100 milímetros em apenas 24 horas em cidades como Uruguaiana, Santa Maria, Bagé, Santa Cruz do Sul e Porto Alegre. Segundo a Climatempo, os volumes acumulados entre esta semana e o próximo domingo (2) podem passar de 200 milímetros em várias áreas do Rio Grande do Sul e superar 250 milímetros em pontos isolados. A chuva deve perder um pouco de força após quarta-feira (29), mas volta a aumentar no fim de semana, principalmente entre sábado (1º) e domingo (2). Porto Alegre (RS) terá chuva a qualquer hora nesta terça, com possibilidade de temporais e máxima próxima dos 21°C. A combinação de muita água em pouco tempo, ventos fortes e solo já saturado aumenta o risco de transtornos na capital e nas cidades da região metropolitana. Muita chuva prevista no RS. Arte/g1 Santa Catarina também começa a sentir os efeitos dessas áreas de chuva. Nesta terça, as pancadas devem atingir principalmente o oeste e o sul do estado, perto da divisa com o Rio Grande do Sul. Na quarta-feira, a chuva se espalha e pode vir acompanhada de trovoadas e vento forte em outras regiões catarinenses. No Paraná, a terça ainda terá predomínio de tempo firme em boa parte do estado. A mudança mais significativa é esperada a partir de quarta, quando as áreas de chuva avançam pelo oeste, noroeste e centro paranaense. Também há possibilidade de temporais perto da divisa com São Paulo e Mato Grosso do Sul. No Centro-Oeste, o destaque será o calor forte e a baixa umidade. Mato Grosso, Goiás, Distrito Federal e boa parte de Mato Grosso do Sul terão muitas horas de sol, poucas nuvens e temperaturas elevadas durante as tardes. Agora no g1 Em Mato Grosso, os termômetros podem variar entre 37°C e 39°C até quarta-feira. Cuiabá (MT), que já registrou 38,6°C no domingo (26), pode alcançar novamente os 38°C nesta terça e se aproximar de um novo recorde de calor para o ano. O calor também será intenso em áreas de Goiás e Mato Grosso do Sul. Campo Grande (MS) pode chegar aos 34°C nesta terça. A partir de quarta-feira, porém, a aproximação da frente fria aumenta a possibilidade de chuva e temporais no sul e no oeste sul-mato-grossense, principalmente em cidades como Dourados, Ponta Porã, Amambai e Naviraí. ☁️ Veja a previsão do tempo na sua cidade O Sudeste também terá predomínio de sol e pouca chuva. Nesta terça, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Espírito Santo terão tempo firme na maior parte do dia. Há chance apenas de chuva fraca e isolada em pontos do litoral e no extremo leste mineiro. São Paulo (SP) deve ter manhã mais fria, com temperatura perto dos 14°C, e tarde de até 29°C. No Rio de Janeiro (RJ), os termômetros podem chegar aos 33°C ou 34°C. Belo Horizonte (MG) terá sol entre poucas nuvens e máxima próxima dos 28°C. A umidade do ar ficará mais baixa no oeste e no norte paulista, no Triângulo Mineiro e em áreas do centro, oeste e sul de Minas Gerais. Em alguns municípios, os índices podem variar entre 12% e 20% durante as horas mais quentes do dia. LEIA TAMBÉM: Raro e espetacular: caverna no Brasil só recebe luz por 3 meses e vira cenário de outro planeta Como Peru transformou um dos desertos mais áridos do mundo em um centro de produção de alimentos 80% dos corais do planeta sofreram branqueamento moderado ou severo, mostra estudo inédito Previsão de chuva nesta terça em todo o país. CPTEC/Inpe No Nordeste, a chuva deve ficar concentrada na faixa litorânea. Há previsão de pancadas fracas e passageiras entre Salvador e o litoral do Rio Grande do Norte, além de pontos do litoral do Maranhão, Piauí e Ceará. No interior nordestino, o sol predomina e o ar permanece seco. A umidade pode cair para menos de 20% no oeste da Bahia, no sul do Ceará, no centro-sul do Maranhão e do Piauí e em áreas do interior de Pernambuco e da Paraíba. Teresina (PI) pode chegar aos 35°C. Na Região Norte, as pancadas de chuva serão mais frequentes no Amazonas, em Roraima, no Amapá e no norte do Pará. Há risco de chuva moderada a forte em áreas do oeste e do norte do Amazonas, além do leste de Roraima e do litoral paraense. No Tocantins, em Rondônia e no sul do Pará, o tempo seco predomina. Palmas (TO) pode registrar máxima próxima dos 37°C, com umidade baixa e maior risco de queimadas. Na quarta-feira, a chuva ganha força no Amazonas e em Roraima, com possibilidade de trovoadas, mas o tempo continua firme no Tocantins e em boa parte do sul paraense. 📱GloboPop: confira o palco do Jornal Nacional na plataforma de vídeos verticais da Globo Indicadores sobre o clima estão em alerta vermelho LEIA TAMBÉM: Cientistas descobrem formação geológica no Triângulo das Bermudas que pode explicar mistérios da região Japoneses processam governo por inação climática e pedem indenização É #FAKE que Amazônia não contribui para equilibrar clima do mundo

  10. Veja como é rio em que jovem tentou atravessar e desapareceu, no PR O ponto do rio em que a fotógrafa Ana Paula Silveira Cardoso, de 29 anos, tentou atravessar e desapareceu fica próximo a uma queda de 45 metros, segundo o Corpo de Bombeiros. No último sábado (25), ela estava fazendo uma trilha com uma amiga no Salto das Orquídeas, em Sapopema, no norte do Paraná, quando escorregou na correnteza e sumiu. A amiga dela, Ana Carolina Camilo, também se desequilibrou, mas conseguiu se salvar, foi socorrida e hospitalizada. Conforme os bombeiros, o local apresenta corredeiras, cachoeiras e três quedas d'água. Ele fica em meio à mata fechada, no rio Lajeado Liso. No dia do desaparecimento da jovem, estima-se que o nível da água estava 40 centímetros acima do normal. ✅ Siga o g1 Londrina e região no WhatsApp Ana está desaparecida há dois dias. Cerca de 30 pessoas, entre bombeiros e voluntários, atuam em duas frentes de busca, sendo uma subindo o rio e outra percorrendo o curso da água. Os bombeiros também informaram que estão usando drones para realizar a varredura da área, além do apoio de uma aeronave. As buscas abrangem o poço da cachoeira, a calha do rio, as margens e áreas de difícil acesso. Ponto de rio onde fotógrafa desapareceu fica próximo a queda de 45 metros, no Paraná. Reprodução/ Redes sociais/ Corpo de Bombeiros Como fotógrafa desapareceu Ana Paula é moradora de Londrina, no norte do Paraná, e trabalha como fotógrafa. No dia do desaparecimento, ela fazia um passeio no Salto das Orquídeas com um grupo. Em certo momento, ela e a amiga decidiram ir sozinhas até um mirante, e tentaram atravessar o rio com o auxílio de cordas. A água, porém, estava agitada por conta de chuvas recentes. Durante a travessia, Ana Paula caiu. A amiga tentou ajudá-la, mas também caiu na água. Jovem desaparece ao atravessar rio durante trilha com amiga no Paraná O pai de Ana Carolina, Valdir Camilo, explicou que a jovem conseguiu se salvar porque se segurou em uma das pedras que não estavam submersas. Ela parou a 500 metros de distância do local da queda e ficou das 15h de sábado até aproximadamente 9h de domingo (26) sozinha na mata. Ana foi encontrada por um funcionário do Salto das Orquídeas, que verifica o nível do rio frequentemente e a viu durante o trabalho de rotina. Em seguida, houve o resgate com o auxílio de dois policiais militares. Ela recebeu atendimento médico e está internada em Cornélio Procópio. Segundo a família, Ana Carolina fraturou uma vértebra da coluna durante a queda. Bombeiros e policiais procuram por Ana Paula Silveira Cardoso com o auxílio de drones no Salto das Orquídeas, em Sapopema Corpo de Bombeiros LEIA TAMBÉM: Buscas: Autista não verbal de 5 anos desaparece em área de mata Trânsito: Polícia trata como homicídio culposo morte de jovens em batida de carro que levava dez pessoas Investigação: PM de folga atira e mata cão comunitário que vivia perto de UPA VÍDEOS: Mais assistidos do g1 Paraná Leia mais notícias no g1 Paraná.

  11. Érica Cristina Bannai Von Hoonholtz e o raio-X que, segundo ela, mostra a tesoura cirúrgica deixada em seu abdômen após uma cirurgia. Reprodução/Arquivo pessoal Uma paciente denuncia que uma tesoura cirúrgica de cerca de 18 centímetros foi esquecida em seu abdômen durante uma histerectomia, que é a cirurgia para a remoção do útero, realizada na Santa Casa de Misericórdia de Bragança Paulista (SP). Um raio-X mostra o instrumento no corpo da mulher, identificada como Érica Cristina Bannai Von Hoonholtz. Segundo ela, o objeto permaneceu no corpo por cerca de três meses e só foi descoberto em abril. "Eu já cheguei no hospital desnorteada de dor. Eles me medicaram, mas não passava. Não cortava o vômito, não cortava a dor. Muita dor, era desesperador. Parecia que tinha algo querendo sair de dentro de mim", disse ao g1. Agora no g1 ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Vale do Paraíba e região no WhatsApp De acordo com a paciente, ela foi levada às pressas para o centro cirúrgico na madrugada do dia 11 de abril. Durante a cirurgia, os médicos encontraram a tesoura e constataram que parte do intestino delgado havia necrosado. Erica relatou ter passado por um total de quatro cirurgias: a histerectomia original, a retirada da tesoura, uma para correção de hérnia e drenagem de abscesso intestinal, e uma última intervenção para tratar um abscesso hepático "Agora que tá caindo minha ficha, né? De todo risco de vida que eu tive.. Eu tô me recuperando, eu tô tentando entender psicologicamente ainda tudo que eu tô passando. Vamos torcer agora pra eu me recuperar, porque senão eu tenho que voltar novamente pro centro cirúrgico", disse Érica ao g1. Tratamento e assistência A paciente afirma que, após a descoberta da tesoura, representantes da Santa Casa reconheceram o ocorrido e passaram a oferecer assistência médica. Segundo ela, como perdeu o convênio de saúde, o hospital passou a custear os atendimentos relacionados ao caso. Além disso, os três filhos passaram a receber acompanhamento psicológico oferecido pela instituição. "Tudo relacionado à tesoura eles estão me dando suporte. Qualquer dor que eu sinto, eu vou lá e eles me atendem. Meus filhos também estão passando por atendimento psicológico", disse. Raio-X mostra a tesoura cirúrgica encontrada no abdômen da paciente após a cirurgia em Bragança Paulista. Reprodução/Arquivo pessoal Tentativa de acordo Segundo Érica, dois dias após a retirada da tesoura, ela foi procurada por advogados do médico responsável pela cirurgia. Ela afirma que recebeu uma proposta de acordo, mas as conversas não prosseguiram naquele momento. De acordo com a paciente, a própria Santa Casa tentou intermediar uma reunião entre ela e representantes do profissional, mas ela preferiu não avançar nas negociações. Além do suposto erro cirúrgico, Érica afirma que, antes e depois da cirurgia, o médico teria insistido para que ela realizasse uma cirurgia estética de retirada do excesso de pele e gordura abdominal mediante pagamento particular de R$ 8,5 mil. Segundo Érica, durante uma nova internação em julho, ela voltou a encontrar o médico no hospital. A paciente afirma que se incomodou ao vê-lo atendendo normalmente. Boletim e Justiça Além do boletim de ocorrência registrado pela paciente, o caso também é apurado na esfera criminal. Conforme consulta ao Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), tramita desde 28 de maio um Termo Circunstanciado na Vara do Juizado Especial Cível e Criminal de Bragança Paulista. O procedimento está em andamento. Erica em uma das hospitalizações e raio-X de tesoura no abdômen. Reprodução/Arquivo pessoal O que dizem os envolvidos Procurada pelo g1, a Santa Casa de Misericórdia de Bragança Paulista informou que, "em cumprimento ao dever de sigilo assistencial, à privacidade dos pacientes e à legislação de proteção de dados pessoais", não se manifesta publicamente sobre casos individualizados. A instituição afirmou ainda que "permanece à disposição das autoridades competentes, por meio dos canais oficiais, para prestar os esclarecimentos cabíveis". O g1 procurou o médico responsável pela cirurgia e não há retorno até a última atualização desta matéria. Veja mais notícias do Vale do Paraíba e região bragantina

  12. Motos flex e elétricas entram no programa Move Brasil arte/g1 A partir desta semana, os entregadores e mototaxistas que fizeram o cadastro e atendem aos requisitos do programa Move Brasil Entregadores e Motoapp podem procurar instituições financeiras e solicitar um financiamento para a compra de motocicletas e bicicletas, elétricas ou não. A linha de crédito, operada pela Caixa Econômica Federal, tem juros subsidiados pelo governo por meio do Fundo de Investimento em Infraestrutura Social (FIIS) e garantia do Fundo Garantidor de Operações (FGO). ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp A previsão do governo é de financiar 100 mil motos, motonetas ou ciclomotores. O programa promete juros menores para a aquisição de motos, ciclomotores ou bicicletas que atendam aos seguintes critérios: Motor de até 160 cilindradas ou até 7.500 watts no caso de modelos elétricos; Bicicletas elétricas de até 1.000 watts; Ser do tipo flex (modelos apenas a gasolina ou híbridos não são aceitos); Ser zero km, já que o programa não inclui veículos usados; A moto deve ser fabricada no Brasil ou ter projeto de produção nacional em andamento. Agora no g1 Apesar das condições facilitadas, os candidatos precisam passar por uma etapa crucial: o crivo dos bancos. Como o financiamento depende da análise individual de risco de cada banco parceiro, o trabalhador autônomo precisa se preparar estrategicamente para não ter o crédito negado. Para entender como entregadores e mototaxistas podem aumentar as chances de aprovação, o g1 consultou especialistas em planejamento financeiro. 1. Mostre que você tem capacidade de pagamento O primeiro passo fundamental para conquistar a confiança das instituições parceiras é provar que você consegue arcar com o compromisso assumido. Segundo Henrique Soares, planejador financeiro pela Planejar, a melhor forma é manter as contas em dia, evitar atrasos recorrentes e reduzir o nível geral de endividamento. E manter organizada a documentação de comprovação de renda é essencial. “Ajuda a dar uma entrada maior para o veículo, porque isso reduz o valor financiado e, consequentemente, o risco para a instituição financeira", detalha o planejador. Antes de solicitar formalmente o crédito, vale revisar eventuais pendências cadastrais e verificar a real situação do seu CPF nos órgãos de proteção ao crédito, como o Serasa. 2. Cuide do seu score de crédito O score, segundo o especialista, funciona como um dos principais termômetros utilizados pelas instituições para mensurar o risco de inadimplência de cada consumidor. Ele não deve ser encarado como o único critério da avaliação, mas tem um papel central ao ajudar o banco a entender todo o histórico financeiro daquele cliente. 🔎 De forma geral, quanto melhor for o seu histórico de pagamentos e menor for a incidência de atrasos, maiores tendem a ser as chances de aprovação da proposta e melhores podem ser as condições de taxas oferecidas. 3. Fique atento ao comprometimento da renda O comprometimento da renda é um dos fatores mais analisados no processo de concessão de crédito, explica Soares. O banco precisa avaliar detalhadamente se a parcela cabe no orçamento sem comprometer excessivamente a capacidade de subsistência e pagamento do cliente. Por isso, o especialista reforça que, mais importante do que saber qual o teto do valor máximo que pode ser financiado, é entender perfeitamente qual parcela pode ser paga de forma sustentável no longo prazo. 4. Organize os comprovantes (mesmo sem contracheque) Por se tratar de um trabalho autônomo, não existe um contracheque ou holerite tradicional, mas isso não deve ser um impedimento para buscar o benefício do Move Brasil. Os bancos já adotam como critério a análise da movimentação financeira de profissionais independentes. Para facilitar e agilizar a análise de crédito, reúna a seguinte documentação: Declaração do Imposto de Renda; Extratos bancários recentes; Histórico completo de movimentação da conta corrente; Comprovantes e relatórios consolidados de recebimentos emitidos pelas plataformas de aplicativo. Quanto mais organizada estiver essa documentação, mais fácil tende a ser a análise realizada pela mesa de crédito. 5. Use o relacionamento com o seu banco a seu favor Se você já movimenta dinheiro ou possui conta em uma instituição financeira específica, começar a busca por ela pode facilitar bastante a aprovação. Ter um relacionamento prévio ajuda porque a instituição já detém um histórico consolidado dos seus hábitos financeiros, diz o especialista. “Quando o banco consegue visualizar entrada de renda, comportamento de pagamento e relacionamento ao longo do tempo, a análise tende a ser mais completa”, explica. 🔎 Isso não é garantia automática de aprovação, mas contribui diretamente para uma avaliação mais precisa e justa do perfil de crédito do entregador ou mototaxista. 6. Evite os erros mais comuns Muitas das negativas de crédito acontecem por falhas recorrentes que poderiam ser sanadas na fase de planejamento. Os principais motivos de reprovação identificados pelo mercado incluem: Renda declarada incompatível com o valor solicitado para o veículo; Excesso de endividamento e outras linhas de crédito simultâneas; Histórico recente de contas atrasadas ou restrições cadastrais ativas; Falta de documentação adequada e comprovações inconsistentes. Outro deslize muito frequente apontado pelo planejador é escolher modelos de veículos com parcelas muito próximas do limite máximo do próprio orçamento mensal. "O ideal é buscar um financiamento que caiba com folga no orçamento, considerando não apenas a parcela, mas também custos como combustível, seguro, manutenção e até períodos de menor faturamento", ressalta Soares. 7. Faça uma preparação para o 'sim' Para quem pretende solicitar o financiamento do Move Brasil, a preparação ideal deve começar bem antes do envio do pedido formal. A recomendação prática do planejador financeiro é organizar rigorosamente os documentos, reduzir ao máximo as dívidas existentes, regularizar pendências no CPF e focar na construção de uma reserva financeira. Isso servirá tanto para aumentar o valor de entrada do veículo quanto para proteger o entregador contra imprevistos de manutenção. “Também é importante acompanhar a própria renda ao longo dos meses para entender qual parcela realmente cabe no orçamento”, aconselha. Segundo Soares, o financiamento facilitado é uma ferramenta importante para a aquisição de um veículo de trabalho, mas a aprovação do crédito é apenas o passo inicial. “O mais importante é garantir que essa dívida seja sustentável ao longo do tempo”, diz. Juros menores "A taxa do programa, entre 11,5% e 12,5% ao ano, é menos da metade da taxa média de mercado para aquisição de veículos para pessoa física", explica Carlos Castro, planejador financeiro CFP pela Planejar. A estratégia de poupança continua sendo o melhor caminho para quem quer economizar de verdade. Mesmo com taxa subsidiada, dar a maior entrada possível continua sendo a regra. “O juro, ainda que menor, é composto e incide sobre todo o saldo devedor", explica. 🔎 A lógica financeira, segundo Castro, é simples e implacável: reduzir o principal sempre reduz o custo total da operação. Faça as suas contas O consumidor tem direito a ter todas as informações claras no momento de adquirir um financiamento. O g1 já mostrou quais são as obrigações dos vendedores ao apresentar um financiamento, quais são os direitos do consumidor e como calcular o custo real de um empréstimo para evitar um mau negócio na compra de um veículo. O consumidor tem direito à informação adequada e clara sobre todos os elementos relevantes da contratação, especialmente preço, encargos, juros, custo efetivo total e consequências econômicas do negócio”, explica Jefferson Leão, advogado da Poliszezuk Advogados. 🔎 O chamado custo efetivo total (CET) representa o valor real de um financiamento. Ele inclui juros, tarifas, impostos e quaisquer outras despesas da operação. Segundo Leão, omitir informações durante a negociação verbal e apresentá-las apenas no contrato, de forma a confundir o consumidor, é uma prática vedada pela lei. Assim, é necessário que todos os custos e informações estejam claros, tanto na conversa quanto na documentação.

  13. Trump é chamado de 'protetor de pedófilo' durante comício O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, terá nesta terça-feira (28) reuniões separadas com o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, e o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, na Casa Branca. Os encontros acontecem em um momento de negociações sobre a guerra na Ucrânia e de divergências entre Washington e o governo israelense sobre os rumos dos conflitos no Oriente Médio. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Segundo a Casa Branca, Trump discutirá com Zelensky novas propostas para um cessar-fogo entre Ucrânia e Rússia. Com Netanyahu, a pauta inclui a guerra na Faixa de Gaza, a situação regional após o conflito com o Irã e a presença militar israelense em Gaza, no Líbano e na Síria. O presidente dos EUA, Donald Trump, aponta enquanto discursa sobre a economia no Campo de Provas da General Motors em Milford, Michigan, EUA REUTERS/Carlos Osorio Divergências sobre o Oriente Médio A visita de Netanyahu ocorre em meio a sinais de desgaste na relação entre os dois líderes. Desde que Trump voltou à Casa Branca, eles já se encontraram seis vezes e mantiveram uma aliança próxima. Nos últimos meses, porém, surgiram divergências sobre a condução da guerra contra o Irã e sobre a estratégia americana para reduzir as tensões na região. O principal ponto de atrito é a pressão do governo americano para que Israel reduza sua presença militar nas regiões conflagradas. Netanyahu afirma que não pretende retirar as tropas enquanto o Hamas não estiver completamente desarmado. Ao mesmo tempo, o governo israelense aprovou a criação de uma força internacional de estabilização na Faixa de Gaza. O plano prevê o envio inicial de cerca de 200 militares de países parceiros para proteger uma zona humanitária em Rafah, no sul do território palestino. Apesar disso, Israel diz que continuará mantendo tropas na região. LEIA TAMBÉM Baixo estoque de mísseis Patriot pesou na decisão de Trump para pausar ataques ao Irã, diz imprensa dos EUA Países europeus e Japão doam US$ 1 bilhão para recuperação de Gaza Trump diz que está pronto para ação militar 'mais forte' se negociação com Irã falhar A guerra em Gaza já se estende desde outubro de 2023, quando o Hamas atacou o sul de Israel. Desde então, o Exército israelense realiza operações militares no território palestino. As negociações por um cessar-fogo seguem sem acordo definitivo. Outro tema da reunião será o Irã. Após a guerra iniciada por Israel e pelos Estados Unidos contra o país, em fevereiro deste ano, Washington e Tel Aviv passaram a divergir sobre a estratégia para impedir que Teerã avance em seu programa nuclear. Enquanto Trump tem defendido uma solução negociada, Netanyahu continua defendendo a manutenção da pressão militar. Ocidente em linha com a Ucrânia O encontro entre Trump e Zelensky acontece enquanto Estados Unidos e Ucrânia discutem uma nova proposta de cessar-fogo para apresentar à Rússia. Segundo autoridades dos dois países, a ideia é retomar as negociações de paz após tentativas anteriores terem sido rejeitadas por Moscou. A reunião também ocorre em um momento de dificuldades para a defesa aérea ucraniana. Kiev afirma que enfrenta escassez de mísseis Patriot, usados para interceptar mísseis balísticos russos. Parte dos estoques americanos foi consumida durante a guerra entre Israel e Irã, o que reduziu a disponibilidade desse armamento. LEIA TAMBÉM Mais avançado do mundo e 'provocação' à Rússia: conheça o Patriot, sistema de defesa aérea que Trump vai enviar à Ucrânia Milhares de ucranianos vão às ruas em protesto à demissão de ministro da Defesa por Zelensky VÍDEO: a bordo de avião soviético, soldado ucraniano 'bom de mira' derruba drones russos utilizando apenas um fuzil Na semana passada, durante uma reunião da Otan, Trump anunciou que pretende conceder à Ucrânia uma licença para produzir localmente os armamentos deste tipo. Segundo o presidente americano, Washington também deve compartilhar a tecnologia necessária para ampliar a fabricação das munições. Em paralelo, o país do leste europeu também deve contar com o sistema britânico de guerra eletrônica conhecido como "Stone Cloak" ("Manto de Pedra"). O Reino Unido anunciou na últia segunda (26) que compartilhará a tecnologia com a Ucrânia para permitir a produção em larga escala do equipamento. O sistema dificulta que drones ucranianos sejam detectados pelas defesas aéreas russas, aumentando as chances de atingir alvos militares e reduzindo perdas no campo de batalha.

  14. Tiroteio com 2 mortos: discussão entre 3 mulheres iniciou briga em Santa Gertrudes A Polícia Civil de Rio Claro (SP) procura os 3 suspeitos de envolvimento no tiroteiro que terminou com 2 mortos e 3 feridos em Santa Gertrudes (SP), no domingo (26). Uma discussão entre três mulheres teria iniciado a confusão que resultou nos tiros. Ninguém foi preso até a última atualização desta reportagem. Um homem continua internado na Santa Casa de Rio Claro. 📱 Siga o g1 São Carlos e Araraquara no Instagram O g1 reuniu 9 pontos sobre o que se sabe do caso. (Veja abaixo). O que aconteceu, onde e quando foi o tiroteio? Quem são as pessoas que morreram? Como as duas vítimas fatais foram atingidas? Houve feridos? Qual o estado de saúde deles? Qual foi a causa inicial da confusão? Quem fez os disparos e alguém já foi preso? Os suspeitos foram identificados? O que a polícia apreendeu? Qual o andamento das investigações? 1. O que aconteceu, onde e quando foi o tiroteio? Briga em bar resulta em tiroteio com 2 mortos e 3 feridos em Santa Gertrudes (SP) Reprodução/EPTV O crime ocorreu na noite de domingo, por volta de 20h40. Foi uma briga seguida de tiroteio em frente a um bar (do lado de fora do estabelecimento), localizado na Avenida João Vitte, no bairro Parque dos Jequitibás. O cenário na praça em frente ao bar ficou marcado por muito vidro quebrado pelo chão (de garrafas e copos), uma cadeira quebrada em um canto e pedaços de fita de isolamento da polícia. O atendimento inicial foi da Polícia Militar, que realizava patrulhamento pelo bairro quando ouviu os disparos e foi ao local. Posteriormente, a área foi preservada para os trabalhos da Polícia Científica, 2. Quem são as pessoas que morreram? Sebastião Barbosa, de 50 anos, foi uma das vítimas fatais do tiroteiro em briga em bar em Santa Gertrudes (SP) Reprodução/Facebook Duas pessoas morreram no local. Elas foram identificadas como Sebastião Barbosa, de 50 anos, e João Vitor Ramalho Souza, de 23 anos. Ambos já estavam sem vida quando a polícia chegou. 3. Como as duas vítimas fatais foram atingidas? Tiroteio em bar deixa dois mortos e três feridos em Santa Gertrudes De acordo com o boletim de ocorrência e testemunhas, Sebastião Barbosa foi baleado e morreu ao tentar separar a briga. Já João Vitor tentou fugir a pé, mas também foi atingido pelos disparos e não resistiu. 4. Houve feridos? Qual o estado de saúde deles? Sim, outras três pessoas ficaram feridas. Duas delas sofreram ferimentos mais graves e foram encaminhadas para atendimento hospitalar da região. A terceira pessoa sofreu apenas um ferimento de raspão. Até a última atualização da reportagem apenas um jovem de 25 anos continuava internado na Unidade de Urgência e Emergência Nossa Senhora de Lourdes da Santa Casa. O estado de saúde dos feridos não foi divulgado. 5. Qual foi a causa inicial da confusão? Crime aconteceu em frente a um bar em Santa Gertrudes (SP) no domingo (26) Reprodução/EPTV De acordo com o boletim de ocorrência, a confusão começou com uma discussão entre três mulheres jovens. A motivação do desentendimento e a relação delas ainda não foram esclarecidas. Em seguida, os namorados de duas delas foram tirar satisfações com o companheiro da terceira mulher, dando início a uma briga generalizada com agressões envolvendo garrafas, copos e vidros. Durante o tumulto, a arma foi sacada e os disparos foram efetuados. 6. Quem fez os disparos e alguém já foi preso? Crime aconteceu em frente a um bar em Santa Gertrudes (SP) no domingo (26) @falagertrudense e @cordeiroemfoco De acordo com o boletim de ocorrência, seriam duas pessoas armadas e que um homem sacou a arma, e o outro também, ocorrendo alguns disparos. Contudo, não é possível saber ao certo quem os efetuou, sendo este um dos pontos sob investigação. Até o momento, ninguém foi preso. 7. Os suspeitos foram identificados? A polícia identificou três suspeitos de participação no crime, mas nenhum deles havia sido localizado até a última atualização do caso. Segundo a Polícia Militar, os três possuem antecedentes criminais por tráfico de drogas, homicídio, roubo e porte ilegal de arma. 8. O que a polícia apreendeu? A motocicleta de um dos suspeitos foi localizada e apreendida após ser abandonada nas proximidades do bar. Além disso, sete celulares foram apreendidos para averiguação e perícia. 9. Qual o andamento das investigações? O caso foi registrado na Delegacia Seccional de Rio Claro. A investigação está sob a responsabilidade do delegado Paulo Hadich. Para ajudar nas investigações, a polícia conta com imagens registradas pela câmera do próprio estabelecimento, que mostram a briga generalizada. VÍDEOS DA EPTV: Veja mais notícias da região no g1 São Carlos e Araraquara

  15. Convenção do PL exibe vídeo feito por Inteligência Artificial de Bolsonaro Reprodução A convenção partidária nacional do Partido Liberal (PL), realizada em São Paulo no sábado (25), exibiu um vídeo produzido com inteligência artificial (IA) para simular um pronunciamento de Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar. Na gravação, o ex-presidente afirma estar "preso e calado por uma decisão arbitrária", diz que "nenhuma prisão vai calar o sentimento de esperança" despertado por seu movimento e pede que os apoiadores recebam Flávio Bolsonaro "de braços abertos" como candidato à Presidência. Para diferentes especialistas ouvidos pelo g1, o conteúdo deve causar reações tanto do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) quanto do Supremo Tribunal Federal (STF). Isso porque o TSE proíbe o uso de deepfakes, ou conteúdo sintético, para substituir a imagem ou voz de pessoa viva, mesmo com autorização. O ex-presidente, que cumpre pena de 27 anos e 3 meses em prisão domiciliar, não pode divulgar manifestações de conteúdo político-eleitoral por qualquer meio, após determinação do ministro Alexandre de Moraes. ➡️ Deepfake é uma técnica que permite alterar um vídeo ou foto com ajuda de IA. Com ele, por exemplo, o rosto da pessoa que está em cena pode ser trocado pelo de outra; ou aquilo que a pessoa fala pode ser modificado. Luiz Eduardo Peccinin, advogado especialista em Direito Eleitoral e doutor em Direito do Estado, acredita que o vídeo representou uma infração à legislação eleitoral. “Ainda que tenha sido indicado que se tratava de um personagem de inteligência artificial, isso viola de forma objetiva a norma do TSE que estabeleceu a proibição do uso de deepfake ou o uso da IA generativa para criar uma pessoa artificial”, disse ao g1. Segundo Peccinin, o caso pode causar consequências que vão da aplicação de multa até a proibição do uso deste recurso específico durante as eleições. “Se essa conduta prosseguir pela campanha após ser considerada irregular, isso vai trazer riscos”, avalia. 'Bolsonaro de IA' manda mensagem para Flávio em lançamento de candidatura Já Matheus Puppe, advogado e consultor da Comissão Especial de Direito Digital da Câmara dos Deputados, considera que a resolução do TSE que proíbe conteúdo sintético é “muito ampla” e não pode ser interpretada isoladamente. No seu entendimento, o conceito de deepfake deveria contemplar apenas conteúdos que têm caráter prejudicial, de atrapalhar ou ludibriar um candidato ou um eleitor. “Proibir o deepfake e permitir a IA, uma coisa esbarra na outra. É uma norma que se contradiz”, pondera. “O próximo passo do TSE é reavaliar a próxima resolução, a finalidade de fato dela. E proibir o uso de IA sem o consentimento da pessoa representada para prejudicar a sociedade de maneira geral." Neste domingo, o Partido dos Trabalhadores (PT) acionou o TSE contra o PL e o senador Flávio Bolsonaro por suposta propaganda eleitoral antecipada e uso irregular de inteligência artificial. O partido também enviou uma petição ao STF afirmando que a veiculação do vídeo de IA pode ter desobedecido restrições impostas a Jair Bolsonaro. De acordo com o advogado criminalista Guilherme Alonso, isso pode ter consequências sérias para o ex-presidente. “Já houve uma situação em que uma carta do ex-presidente foi utilizada com suposta finalidade política eleitoral e já houve uma decisão do ministro Alexandre de Moraes indicando que isso poderia justificar a prisão cautelar que seria imposta ao presidente”, explica. “Mas não houve naquela decisão uma devolução do ex-presidente ao estabelecimento prisional. Agora não é mais o primeiro episódio, então fica uma situação delicada”. Alonso acredita que, com a petição feita pelo PT, Moraes deve abrir um prazo para a defesa de Bolsonaro se manifestar e explicar por que não se tratava de uma manifestação por intermédio de terceiros sobre a candidatura do filho. “Se isso vai ser suficiente para que ele indefira a manifestação do PT para que se reconheça a violação da cautelar, não sabemos. Mas objetivamente há esse risco real de revogar a prisão domiciliar.”

  16. Anuário da Segurança: feminicídios batem recorde,taxa de assassinatos é a menor desde 2012 O Brasil pode atingir a marca de 1 milhão de pessoas presas em 2027, caso se mantenha o ritmo de crescimento da população carcerária visto nos últimos anos, conforme os dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública, produzido pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP). A edição de 2026 foi divulgada na quinta-feira (23). Em 2025, a população prisional chegou a 964.668 pessoas, somados os presos em penitenciárias e em delegacias. O número aumentou 6% em relação ao ano anterior. Na última década, houve um aumento médio de 3,3% por ano. Uma projeção feita pelo g1 e validada pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública aponta que um crescimento médio de aproximadamente 2% neste ano e em 2027 — inferior ao da última década — já seria suficiente para que o país atingisse 1 milhão de encarcerados. Segundo David Marques, gerente de programas do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, a análise da série histórica confirma a tendência ininterrupta de crescimento do número de presos no Brasil, em um sistema que está superlotado. "Isso é muito característico da política criminal brasileira, uma população prisional que segue crescendo, num sistema prisional que não tem o número de vagas adequado", afirma. Entre 2000 e 2025, o número de pessoas privadas de liberdade aumentou 314,5%. Considerando apenas o período entre 2016 e 2025, o total passou de 722.120 para 964.668 detentos em penitenciárias e delegacias. Média anual de aumento de encarcerados foi de 3,3% em 10 anos. Arte g1 Enquanto a população prisional aumenta, o número de vagas disponíveis no sistema prisional era de 679.763 no último ano - déficit de 281.213 vagas. Essa realidade, segundo o relatório, torna mais difícil a reintegração social das pessoas encarceradas. "No sistema superlotado, as estruturas, as políticas, os direitos e garantias que deveriam existir dentro do cárcere não são oferecidos de fato", diz Marques. Outro dado apontado pelo Anuário é que, nos últimos anos, cerca de um em cada quatro presos no Brasil ainda aguardava julgamento, quadro que revela um desequilíbrio entre a capacidade de prender e a de julgar no tempo hábil e agrava o problema da superlotação. Número de mulheres presas aumenta 44% em 10 anos Os homens continuam sendo a ampla maioria, representando 94% da população carcerária. Ainda assim, o Brasil registrou um recorde de 57.222 mulheres privadas de liberdade, o maior número desde o início da série histórica, em 2016. Em 10 anos, a população prisional feminina cresceu 43,7%, acima do percentual registrado entre os homens, de 36,4%. Justiça determina interdição parcial do Presídio de Alfenas por superlotação e falhas estruturais EPTV/Reprodução Segundo o Anuário, esse crescimento reforça a necessidade de políticas específicas para atender às demandas das mulheres privadas de liberdade, em um sistema estruturado para uma população majoritariamente masculina. O perfil da população carcerária também revela desigualdades. Em 2025, 69,6% das pessoas presas eram negras, o maior percentual da série histórica, enquanto 29,2% eram brancas, o menor índice registrado desde o início da coleta. Pessoas amarelas representavam 0,9% da população prisional, e indígenas, 0,3%. Mortes no sistema prisional sobem 241% em 10 anos O estudo também aponta um crescimento expressivo das mortes registradas dentro do sistema prisional. Entre 2016 e 2025, 23.942 pessoas morreram em unidades prisionais brasileiras, considerando todas as causas, um aumento de 241%. Somente em 2025, foram registradas 3.318 mortes, o maior número de toda a série histórica. Mortes por problemas de saúde e causas naturais são as mais recorrentes, o que, segundo o relatório, indica falhas no acesso à atenção básica, à prevenção de doenças e ao atendimento ambulatorial e hospitalar. O relatório também destaca o crescimento das mortes registradas por causas desconhecidas, com alta de 1.422% entre 2016 e 2025, indicando fragilidades na investigação e na identificação das circunstâncias desses óbitos. Mais de 10 mil presos com deficiência e 70% dos presídios sem acessibilidade Em 2025, o Brasil contabilizou 10.218 pessoas privadas de liberdade com algum tipo de deficiência, número superior ao registrado no ano anterior, quando eram 9.799. Apesar disso, a infraestrutura das unidades prisionais permanece distante dos padrões de acessibilidade estabelecidos pela norma brasileira. Segundo o levantamento do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, quase 70% dos 1.532 estabelecimentos prisionais não possuem qualquer módulo ou cela adaptados. Outros 17,3% apresentam alguma adequação, enquanto menos de 15% estão totalmente adaptados. O Anuário também avaliou os programas de laborterapia (abordagem terapêutica que utiliza atividades ocupacionais e laborais para reabilitação física, mental ou social), considerados uma das principais estratégias de reintegração social das pessoas privadas de liberdade. Embora o número de participantes tenha crescido 13,2% em relação a 2024, apenas 21,6% da população prisional estava inserida em atividades dessa natureza em 2025.

  17. Keiko Fujimori recebe as credenciais presidenciais em cerimônia em Lima, no Peru, em 15 de julho de 2026 Angela Ponce/Reuters Keiko Fujimori assume nesta terça-feira (28) a Presidência do Peru, em uma sessão solene no Congresso. A cerimônia marca o retorno da direita ao poder em Lima e conta com o argentino Javier Milei entre os convidados. ✅ Clique aqui para seguir o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp A cerimônia marca também o retorno do sobrenome Fujimori à Casa de Pizarro, sede do Executivo peruano, em 26 anos. Keiko saiu vencedora do segundo turno das eleições contra Roberto Sánchez. A votação foi realizada em 7 de junho, mas o resultado oficial só foi divulgado em 3 de julho, após uma contagem apertada que terminou com apenas 49.641 votos separando os dois candidatos. Esta foi sua quarta candidatura à Presidência do país e a primeira vez em que ela não terminou em segundo lugar no pleito. Nas outras três, ela acabou derrotada também por uma margem mínima de votos. Sánchez indicou que não reconheceria o resultado e afirmou que recorreria a instâncias internacionais. Agora no g1 Em seus discursos de vitória, Keiko Fujimori tem falado em união do país frente à divisão política da sociedade peruana. O presidente da Argentina, Javier Milei, está entre os convidados que confirmaram presença na cerimônia em Lima. Milei compareceu também à convenção do Partido Liberal (PL), que oficializou a candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência, no último sábado. Em um discurso inflamado em São Paulo, ele valorizou a chamada "onda azul" na América do Sul, que vê a eleição da direita em diferentes países, como a Colômbia e o próprio Peru. A lista de dignatários presentes também inclui o rei Felipe VI da Espanha e os presidentes José Antonio Kast (Chile), Rodrigo Paz (Bolívia), Daniel Noboa (Equador), Nasry Asfura (Honduras), José Raúl Mulino (Panamá), Santiago Peña (Paraguai) e Yamandú Orsi (Uruguai). Os Estados Unidos devem enviar uma delegação chefiada pelo vice-secretário de Estado, Christopher Landau. Também são esperadas delegações de Japão, China e Marrocos. País dividido e crise política Keiko assume o comando de um Peru profundamente dividido e mergulhado em uma crise política que se arrasta há mais de uma década, com presidentes destituídos em série. Ela receberá a faixa, inclusive, do presidente interino José María Balcázar Zelada, que foi escolhido pelo Congresso para cumprir um mandato-tampão em fevereiro, após a destituição de José Jerí. A nova presidente também enfrentará um Legislativo fragmentado: sua legenda, a Força Popular, elegeu as maiores bancadas — 41 deputados e 22 senadores —, mas está longe da maioria em ambas as casas, o que exigirá negociações com forças de direita e de centro. Aos 51 anos, Keiko está na política desde a adolescência, quando passou a acompanhar o pai, o ditador Alberto Fujimori, em agendas oficiais. Formada em administração de empresas nos Estados Unidos, ela foi eleita ao Congresso em 2006 com a maior votação já registrada para um parlamentar peruano. Entre 2018 e 2020, chegou a passar cerca de um ano e meio presa no âmbito de investigações sobre suposto financiamento irregular de campanha, caso posteriormente arquivado.

  18. Vídeo de câmera corporal mostra execução de suspeito rendido em operação em Paraisópolis A Justiça marcou para a manhã desta terça-feira (28) o início do júri popular de dois dos quatro policiais militares acusados de participarem da execução de Igor Oliveira de Moraes Santos, de 24 anos. A vítima foi morta em 10 de julho de 2025, na comunidade de Paraisópolis, na Zona Sul de São Paulo. Câmeras corporais dos próprios agentes da Polícia Militar (PM) registraram o crime. Nas imagens, Igor aparece desarmado, com as mãos erguidas e apoiadas sobre a cabeça, atrás de uma cama. Em seguida é atingido por dois disparos, um no peito e outro no pescoço (veja vídeo acima). O julgamento está previsto para às 10h30, no Plenário 13 do Fórum Criminal da Barra Funda, na Zona Oeste da capital. O julgamento poderá durar até três dias, segundo informações das partes envolvidas no processo. Apenas dois dos PMs acusados, que seguem presos, deverão ser julgados a partir desta terça. Outros dois agentes, que estão soltos, entraram com recursos, e o julgamento deles ainda não foi marcado (saiba mais abaixo). LEIA TAMBÉM: Investigação revela fraude processual e abusos cometidos por PMs com câmeras corporais em São Paulo Quem sãos os PMs réus PMs com body cam atiram em Igor, mesmo ele tendo erguido as mãos para se render. Suspeito foi morto com dois tiros dados pelos agentes em Paraisópolis Reprodução Dois policiais — os cabos Renato Torquatto da Cruz e Robson Noguchi de Lima — respondem presos pelo crime de homicídio qualificado por motivo torpe e pelo uso de recurso que dificultou a defesa da vítima. Segundo a acusação, foram eles que atiraram em Igor. Os dois deverão ser julgados nesta semana. Os soldados Hugo Leal de Oliveira Reis e Victor Henrique de Jesus também respondem pelo mesmo crime, mas na condição de colaboradores dos executores. No caso deles, o processo foi desmembrado e ainda não há data para o júri. Os quatro réus aparecem nas imagens das câmeras corporais utilizadas durante a ocorrência que terminou com a morte de Igor. A equipe de reportagem teve acesso às gravações. À época, os agentes das Rondas Ostensivas com Apoio de Motocicletas (Rocam), do 16º Batalhão da Polícia Militar (BPM), alegaram que realizavam patrulhamento no cruzamento das ruas Rudolf Lotze e Pasquale Gualupi, em Paraisópolis, para combater o tráfico de drogas na região. Body cams gravaram crime Câmera corporal mostra PM executando suspeito rendido durante operação em Paraisópolis Segundo os policiais, ao menos três suspeitos armados fugiram ao ver as motos da corporação e entraram em uma casa, localizada em uma viela, onde teriam se escondido. De acordo com as investigações do Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), as imagens das câmeras corporais mostram que Igor foi vítima de execução. Os PMs não sabiam que os equipamentos estavam funcionando e gravando a ocorrência. Nas gravações, é possível ver os PMs invadindo o imóvel e arrombando a porta do quarto onde Igor e outros dois suspeitos estavam escondidos atrás da cama. Assim que os agentes entram armados no cômodo, os três rapazes se rendem, com as mãos levantadas. Mesmo assim, os policiais aparecem gritando com os jovens, exigindo que entregassem armas, apesar de todos estarem desarmados. Igor aparece no vídeo da câmera corporal no lado esquerdo da imagem, levanta as duas mãos e as coloca atrás da cabeça, em um gesto claro de rendição. Jovem ergueu mãos ao alto Imagens das câmeras corporais mostram que PMs atiraram em suspeito rendido e desarmado em Paraisópolis Reprodução Diante da ameaça dos PMs, que miram as armas e fazem menção de atirar, Igor se ajoelha e ainda ergue uma das mãos novamente. Em seguida, ele é atingido por dois disparos, dados pelos cabos Renato e Robson. Os soldados Hugo e Victor também disparam, mas não atingem mais ninguém. Igor morreu dentro do cômodo. Os outros dois jovens que estavam no imóvel não foram atingidos _ eles chegaram a ser ouvidos como testemunhas pela polícia. Dentro da casa, os PMs disseram que apreenderam diversas armas, munições e drogas que estavam com o trio. Para o Ministério Público (MP), os policiais decidiram matar o jovem mesmo após a rendição, substituindo a atuação legal do Estado por uma ação de justiçamento. Segundo a denúncia da Promotoria, os agentes agiram “impelidos por motivo torpe, deliberando matar o suspeito já rendido e subjugado em ato de desforra”. Julgamento dos PMs PMs executaram suspeito que estava rendido e desarmado. Reprodução/TV Globo O julgamento dois dois PMs acusados de matar Igor será conduzido pelo Tribunal do Júri, responsável por analisar crimes dolosos contra a vida. Caberá aos sete jurados decidir se os policiais são culpados ou inocentes pelas acusações relacionadas ao assassinato. “A defesa pretende demonstrar aos jurados a legalidade da ação policial, eis que as câmeras corporais não mostraram a realidade”, afirmou João Carlos Campanini, advogado de dois dos acusados, o cabo Robson e o soldado Victor. O advogado Wanderley Alves dos Santos, que defende o cabo Renato e o soldado Hugo, disse que a acusação contra seus clientes é frágil. "A hipótese acusatória não se sustenta. Imagens da COP são apenas um recorte acerca dos fatos e estão sujeitas a diversos vieses cognitivos", disse Wanderley sobre a defesa de seus clientes. "A defesa demonstrará a legitimidade na atuação policial." 'Vieram na maldade', diz pai Área próximo à favela de Paraisópolis em que grupos atacaram motoristas na noite de quinta-feira (10) Reprodução/TV Globo "A gente busca justiça porque entendemos que foi uma execução. Não somos contra a PM. Esses PMs, no caso, acabaram manchando nome da corporação porque se excederam", disse o advogado Jonatha Carvalho, que atua no caso ao lado da advogada Gabriela Amoras Silva. Eles defendem os interesses da família de Igor e atuam como assistentes da acusação. "O que mais me dói é que meu filho ficou agonizando e deixaram-no morrer de olhos e boca abertos", disse Magdo de Moraes Santos, pai de Igor, ao g1. "Vieram na maldade." Igor deixou uma filha de 5 anos.

  19. No decorrer da pré-campanha, de meados de maio até a primeira metade de julho, os cinco presidenciáveis mais bem posicionados nas pesquisas priorizaram agendas no Sudeste - mais especificamente, no estado de São Paulo, conforme levantamento realizado pelo g1 com base nas agendas compartilhadas pelas equipes de cada um. O presidente Lula (PT) manteve uma agenda institucional repleta de viagens e entregas - antes do início do prazo do defeso eleitoral, que proíbe a participação dele em inaugurações de obras públicas. Ao mesmo tempo, o senador e candidato Flávio Bolsonaro (PL) também percorreu vários estados brasileiros, priorizando eventos de lançamento de pré-candidaturas de aliados e encontros com lideranças partidárias. Entre os demais nomes da oposição, há um fator em comum: o uso de entrevistas para a imprensa como elemento de vitrine. De acordo com as agendas divulgadas publicamente, a participação em programas de comunicação apareceu como prioridade para Romeu Zema (Novo), Ronaldo Caiado (PSD) e Renan Santos (Missão). Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Flávio Bolsonaro (PL), Ronaldo Caiado (PSD), Renan Santos (Missão) e Romeu Zema (Novo) Reprodução São Paulo é o maior colégio eleitoral do país, com 34,1 milhões de pessoas aptas a votar. Exceto Zema, os outros quatro presidenciáveis escolheram a capital paulista como palco para as convenções, eventos em que lançam oficialmente suas candidaturas. Agora no g1 Veja detalhes das prioridades de cada um dos presidenciáveis: Lula (PT) O g1 mostrou que o presidente priorizou viagens, visitas e entregas em maio e junho. O principal destino das agendas de Lula foi São Paulo. Foi na capital paulista, por exemplo, que o presidente participou de agendas ligadas à construção civil, à indústria e ao lançamento de crédito para taxistas e motoristas de aplicativo. Também esteve nos seus arredores: em Guarulhos, anunciou o programa Celular Seguro, visitou o Hospital Santa Marcelina e inaugurou um centro de radioterapia. Já em São Caetano do Sul visitou o Instituto Mauá de Tecnologia, em julho. Lula participa de entrega de equipamento de radioterapia no Hospital Santa Marcelina, em Itaquera, Zona Leste de São Paulo Ricardo Stuckert/PR Saúde e agronegócio apareceram como os temas mais frequentes dos eventos dos quais Lula participou. Em maio, Lula esteve na Bahia para agenda na Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados da Bahia, a Fafen-BA, e visitou a Refinaria de Paulínia, em São Paulo, com anúncio de investimentos da Petrobras. Lula também esteve em compromissos em outros países, apesar de serem minoria no seu calendário recente. O presidente teve agendas nos Estados Unidos, na Europa, durante reunião do G7, e no Paraguai, para a Cúpula do Mercosul. Nenhum país apareceu mais de uma vez no período analisado. A agenda internacional mais longa foi a ida à França, com quatro dias no roteiro. Flávio Bolsonaro (PL) O senador anunciou em dezembro de 2025 que era o nome escolhido pelo pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, para a disputa pelo Planalto. Desde então, tem passado por diferentes estados brasileiros. O pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, ao lado do senador Magno Malta e de Maguinha Malta, pré-candidata ao Senado pelo Espírito Santo. Vittor Sales/Divulgação De maio a julho, especificamente, Flávio Bolsonaro deu preferência a eventos de política nacional e estadual, como o lançamento de pré-candidaturas ao Senado e a governos estaduais. Ele esteve na cerimônia dos pré-candidatos Guilherme Derrite (SP), André do Prado (SP), Maguinha Malta (ES), Deltan Dallagnol (Novo-PR) e Alcides Fernandes (CE), por exemplo. Além disso, o candidato do PL participou de reuniões internas, como o café com lideranças femininas do PL e o seminário nacional de comunicação do partido, ambos em julho. Flávio fez eventos para anunciar projetos de governo: para segurança pública, no plano “Brasil sem Medo”, e para mulheres, na live em que divulgou o “Brasil por Elas”. Flávio Bolsonaro é o único presidenciável analisado pelo levantamento, além de Lula, que teve agendas fora do Brasil. Foi aos Estados Unidos em maio - para se encontrar com Donald Trump - e em julho para participar da audiência na USTR (órgão de comércio dos EUA) sobre tarifas e o Pix. Nesse intervalo, esteve na Argentina, onde se reuniu com o presidente Javier Milei e participou de um evento chamado "Latin America Chairmen's Conference", com a Israel Allies Foundation. Ronaldo Caiado (PSD) A pré-campanha de Ronaldo Caiado tem apostado em muitas viagens: já passou por 14 estados, fazendo giros pelo Sul, Nordeste e Centro-Oeste. O candidato a presidente é ex-governador de Goiás. Ronaldo Caiado durante evento em Trindade, Goiás Reprodução/TV Anhanguera Um dos temas prioritários de Caiado é o agronegócio em diferentes partes do país. Esteve presente na Expo Agro em Dourado, Mato Grosso do Sul, na Fenamilho em Patos de Minas, em Minas Gerais, e na Feira PEC Brasil no Nordeste, em Fortaleza, no Ceará. Também teve reunião com a Federação da Agricultura do Estado do Paraná, em Curitiba. Caiado também tem priorizado eventos religiosos. Ele participou da Marcha para Jesus em São Paulo em junho, assim como foi no Congresso da Confederação de Irmãs Beneficentes Evangélicas Mundial (Cibem) no Rio de Janeiro e no Totus Tuus Festival em Goiânia. Por fim, o candidato deu preferência a eventos com empresários de diferentes segmentos. Em maio, Caiado participou de uma reunião com empresários em Santa Catarina e jantou com representantes do setor produtivo do Rio Grande do Sul. Nos meses seguintes, foi ao Fórum Empresarial de Sergipe, ao encontro da Confederação Nacional do Comércio em Brasília e ao Entrepreneurs Organization no Rio de Janeiro. Romeu Zema (Novo) O ex-governador de Minas Gerais tem alguns eixos principais na sua estratégia de pré-campanha. Primeiro, tem priorizado aparecer na imprensa por meio de entrevistas a diferentes veículos de comunicação. Ao longo de suas passagens por diferentes estados, Zema tem dado entrevistas a emissoras e veículos locais, como em Sorocaba (SP), Caruaru (PE), Salvador (BA) e Santos (SP). Com frequência, deu mais de uma entrevista por dia. O pré-candidato a presidente pelo Novo, Romeu Zema Reprodução Assim como Caiado, Zema mira no empresariado. Em quase todas as cidades que visitou, teve almoços ou reuniões com representantes de diferentes segmentos, como varejo e indústria. Participou da MegaLeite, em Minas Gerais, e teve um encontro no Instituto do Desenvolvimento do Varejo, em São Paulo. O candidato ainda realizou reuniões com filiados em Recife, Salvador e Fortaleza ao longo de junho. Em julho, participou do encontro nacional e estadual do Novo em São Paulo. A convenção nacional do partido foi em Brasília, nessa segunda (27). Renan Santos (Missão) Renan Santos nunca ocupou cargos públicos. A base do candidato aparece principalmente na internet. Isso se reflete nos compromissos priorizados pelo candidato: lives diárias chamadas de “análises renais”, gravação de conteúdo para as redes sociais e forte presença digital. Renan Santos, candidato do Missão à Presidência da República Reprodução Renan oficializou sua candidatura na segunda-feira (20), após o partido realizar uma convenção online e antecipada. Segundo ele, ameaças de facções criminosas motivaram a antecipação. Assim, Renan já pode utilizar o esquema de segurança preparado pela Polícia Federal para presidenciáveis. Outro aspecto da estratégia de Renan são os eventos “sociais” e menos institucionais. Parte de sua agenda incluiu um happy hour em Santa Cruz do Sul e Caxias do Sul, participação de um show de stand-up comedy em Fortaleza e presença no evento Anime Friends em São Paulo, ao lado do deputado federal Kim Kataguiri. O candidato também divulga publicamente sua agenda de shows com a banda “Limão Rosa”.

  20. Justiça mantém prisão de suspeito de importunação sexual em Feira de Santana O homem que foi filmado se masturbando enquanto observava uma vizinha na academia de um condomínio, em Feira de Santana, na Bahia, virou as câmeras de segurança do local para a parede antes de cometer o crime. A informação foi divulgada nesta segunda-feira (27) pela delegada Lorena Almeida, responsável pela investigação do caso. Segundo ela, imagens do sistema de videomonitoramente registraram o momento em que Pedro Henrique Sales, de 21 anos, reposicionou os aparelhos. “Quando pegamos as imagens das câmeras do condomínio, percebemos que ele tinha planejado o ato, porque ele vira as câmeras internas. Ele visualiza a vítima treinando, passa a observá-la, vai até as câmeras da academia, vira as câmeras para a parede e pratica o ato”, afirmou a delegada, durante coletiva de imprensa. 📲 Clique aqui e entre no grupo do WhatsApp do g1 Feira de Santana e região A importunação sexual aconteceu no dia 19 de julho. Apesar de ter tentado esconder a ação, o estudante de educação física foi filmado pela vítima, que estava gravando o treino com seu celular. Homem é denunciado por importunação sexual em Feira de Santana Reprodução/Redes Sociais De acordo com a investigação, a mulher posicionou o celular no mesmo momento em que o investigado direcionava as câmeras para a parede. Como ela utilizou a câmera traseira do aparelho, ele não percebeu que estava sendo filmado. Ainda segundo a delegada, as imagens mostram que o estudante permaneceu olhando fixamente para a vítima enquanto praticava o ato. Depois, ambos continuaram treinando normalmente até que a mulher pegou o celular, viu as imagens gravadas e passou a se movimentar. Ao perceber a reação dela, o investigado fugiu do local. Pedro Henrique foi preso na última sexta-feira (24), cinco dias após o crime. Ele estava em uma casa em construção na cidade de Simões Filho, na Região Metropolitana de Salvador. Após passar por audiência de custódia nesta segunda-feira, ele teve a prisão preventiva mantida. “Foi montada toda uma estrutura para que ele permanecesse no local. Havia colchão, travesseiro, coberta, itens de higiene e a alimentação dele estava sendo entregue. Ele estava com mochilas e malas dentro do imóvel e não tinha nenhuma intenção de se apresentar ou colaborar com a Justiça”, disse a delegada. Pedro Henrique Sales, de 21 anos, é investigado por importunação sexual Redes Sociais A polícia já havia divulgado também que o investigado resistiu à abordagem, tentou escapar por uma área de matagal e arremessou escombros contra os policiais. Em depoimento, ele permaneceu em silêncio. Além da investigação contra o estudante, a polícia apura se familiares dele facilitaram a fuga e esconderam seu paradeiro. Caso haja comprovação de participação, eles poderão responder criminalmente por favorecimento. Segundo a delegada Lorena Almeida, o irmão gêmeo do investigado é uma exceção, pois ajudou na apuração. O homem, que não teve o nome divulgado, ficou em risco durante o período em que o irmão estava foragido, chegando a ficar afastado do trabalho por causa da exposição do caso. Na sexta-feira, moradores do condomínio onde ocorreu o crime aprovaram, em assembleia, a exclusão de Pedro Henrique do residencial e autorizaram o ajuizamento de uma ação judicial para efetivar a medida. Também foi aberta uma apuração administrativa contra o estudante. LEIA MAIS: Personal trainer é preso por importunação sexual e estupro durante atendimentos de liberação miofascial em Salvador Homem que se masturbou em academia tentou fugir, atacou policiais com escombros e ficou em silêncio durante depoimento Paciente que denunciou médico por importunação sexual na Bahia detalha crime: 'Me segurou pela cintura e me puxou' Veja mais notícias de Feira de Santana e região. Assista aos vídeos do g1 e TV Subaé 💻

  21. Homem que morreu em rua de Catalão implorou por ajuda de moradores Passada uma semana após a morte do marido, a enfermeira Keila Silva, de 48 anos, ainda lida com o abalo emocional da perda de Rafael Vinicius Silva de Souza, de 35 anos. O caso ganhou repercussão nacional depois que imagens de câmeras de segurança de uma rua de Catalão, no sudeste de Goiás, registraram os últimos momentos do caldeireiro. A esposa não conseguiu assistir ao vídeo. Nas imagens, Rafael aparece caminhando devagar e gritando por socorro, batendo de porta em porta, na vizinhança. A ambulância só chegou duas horas depois, embora moradores afirmem que pediram ajuda várias vezes ao Corpo de Bombeiros. ✅ Clique e siga o canal do g1 GO no WhatsApp Em entrevista ao g1, Keila destacou que o marido era uma pessoa bondosa, sempre disposta a ajudar os outros, e um pai exemplar. Diante do trauma pela forma como o esposo morreu, sem receber socorro, agora ela busca apoio psicológico para si e para a filha do casal, de 5 anos. "O meu sentimento é de dor, é de revolta... é de angústia, de tristeza. Porque a vida toda Rafael ajudou as pessoas. E no dia que ele mais precisou, ninguém o estendeu a mão", afirmou. O casal estava junto havia 8 anos. Naquela noite do dia 20 de julho, Keila havia chegado do trabalho, por volta das 19h, e ficou em casa com a filha. Rafael não estava. Tentou falar com ele várias vezes, mas ele recusava as ligações. Ela conta que soube da morte por um vizinho. "Eu perguntei se ele tinha visto o Rafael: 'Você viu o Rafael?'. Ele simplesmente falou assim: 'Morreu'", relatou. Assim como a família do marido, que deseja que o caso seja investigado, Keila também busca respostas. Ela afirma que não recebeu nenhum contato ou apoio do poder público. "Mas eu não tive apoio de prefeitura, não tive apoio de polícia, não tive apoio de ninguém, ninguém bateu na minha porta para falar algo, entendeu?", desabafou. Rafael Vinícius pediu ajuda de moradores antes de cair na rua Reprodução/TV Anhanguera LEIA TAMBÉM: Homem que morreu em rua após esperar duas horas por ambulância implorou por ajuda de moradores e bateu de porta em porta Filha de 5 anos de homem que morreu após esperar duas horas por ambulância em rua 'pergunta pelo pai a todo momento', desabafa tia Morte de homem que esperou duas horas por ambulância: morador diz que vizinhos tentaram pedir socorro e 'ligaram dezenas de vezes' Pai amoroso Keila conta que Rafael era um pai presente, amoroso, que "fazia tudo pela filha". Segundo uma tia paterna dele, Keila Melo, a menina pergunta o tempo todo pelo pai. "Muito difícil olhar para a minha filha agora, sabe? Porque tudo me lembra ele... assim, do bom pai que ele era, sabe? Do bom esposo. Só quem viveu com o Rafael sabe realmente quem ele era", disse. Ao contrário do que aconteceu com ele na última noite de vida, Rafael foi descrito pela esposa como uma pessoa solícita, que gostava de ajudar o próximo. "De ver alguém caído, por exemplo. Ele parava o carro, ia lá, ajudava a pessoa, falava 'Ô, você quer que eu te deixe em casa?", descreveu. Keila conta que outra ocasião em que ele se dispôs a ajudar foi quando um senhor enfartou dentro da igreja. "Ele foi o primeiro a pegar o senhorzinho, ajudar o filho. Ele colocou dentro do carro dele e levou no hospital mais próximo", detalhou. Assim como a família do marido, que acompanha o caso do Pará, a enfermeira deseja que as circunstâncias da morte de Rafael sejam investigadas. Ao g1, o Ministério Público de Goiás disse que a 6ª Promotoria de Justiça de Catalão instaurou um procedimento para apurar os fatos e que solicitou informações tanto ao Corpo de Bombeiros quanto ao Samu de Catalão. "Sendo assim, aguarda o recebimento dessas informações para, então, definir qual o encaminhamento será dado ao caso" , disse o MPGO, em nota.  📱 Veja outras notícias da região no g1 Goiás. VÍDEOS: últimas notícias de Goiás

  22. Entenda por que RS deve ter mais temporais nos próximos dias A chuva segue no Rio Grande do Sul nesta terça-feira (28), com previsão de acumulados expressivos, ventos intensos e possibilidade de granizo, de acordo com a Climatempo Meteorologia. A instabilidade, associada à permanência de uma frente fria sobre o estado, mantém em situação de perigo especialmente a metade Sul gaúcha, onde o risco de alagamentos, enxurradas e transbordamentos continua elevado. Segundo a Climatempo, a chuva deve ocorrer ao longo de todo o dia em praticamente todas as regiões do estado, variando entre momentos de intensidade moderada e forte e acompanhada de raios e temporais. As áreas com maior preocupação são Campanha, Centro, Sul, Costa Doce, Região Metropolitana, Vales e Litoral Médio. Nessas localidades, os volumes de precipitação podem variar entre 100 e 150 milímetros em um curto período. Também há previsão de rajadas de vento acima de 90 km/h e queda de granizo, além da possibilidade de fenômenos meteorológicos mais intensos em pontos isolados. Alerta vermelho Inmet publicou alerta de grande perigo para acumulado de chuva Divulgação/Inmet O cenário também levou o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) a emitir alerta vermelho para acumulado de chuva. O aviso, válido até as 23h59 de terça-feira, indica precipitações superiores a 60 milímetros por hora ou acima de 100 milímetros por dia, com grande risco de alagamentos, transbordamentos de rios e deslizamentos de encostas. Além do alerta para chuva volumosa, o Inmet publicou avisos de perigo e perigo potencial para tempestades em todo o estado. LEIA TAMBÉM: VÍDEO: veja chegada de forte chuva em Porto Alegre Chuva de granizo dura menos de 5 minutos e danifica 500 casas ‘Nos preparamos para evitar desastres e perda de vidas’, diz Eduardo Leite diante de chuvas 'A gente não aguenta mais perder', diz moradora após cheia de rios Quando a chuva começa a perder força? A instabilidade ainda deve persistir na quarta-feira (29), principalmente durante a madrugada e a manhã na metade Norte do estado. Há previsão de chuva forte, vento acima de 90 km/h e granizo em áreas do Noroeste, Norte, Nordeste, Serra, Vales e Litoral Norte. Ao longo do dia, a tendência é de redução gradual da chuva nas regiões sul e oeste, enquanto a precipitação segue mais persistente no norte gaúcho. Os acumulados previstos variam entre 10 e 60 milímetros. Já na quinta-feira (30), o cenário começa a mudar. Com o afastamento gradual da frente fria, a expectativa é de diminuição da chuva na maior parte do estado. Ainda pode haver precipitação fraca e isolada entre as regiões Norte e Nordeste, mas sem a intensidade observada nos dias anteriores. A previsão também indica redução significativa do risco de temporais. As temperaturas devem permanecer amenas, sob influência da maior nebulosidade e da entrada de uma massa de ar mais frio. Chuva no RS Bruno Todeschini/ Grupo RBS VÍDEOS: Tudo sobre o RS

  23. Ministro da Fazenda diz que Brasil está melhor que a Argentina e chama Milei de 'palhaço' O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta segunda-feira (27) que a economia brasileira está em situação melhor do que a da Argentina e classificou o presidente do país vizinho, Javier Milei, de "palhaço". A declaração ocorreu após Milei viajar ao Brasil para participar, no sábado (25), do lançamento da candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência. No evento, o argentino fez críticas ao presidente Lula (PT) e chamou o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes de "lixo careca". 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia A comparação entre as economias dos dois países passou a alimentar o debate entre esquerda e direita, que buscam nos indicadores econômicos argumentos para defender quais governos ou linhas políticas apresentam melhores resultados. Para especialistas ouvidos pelo g1, porém, colocar Brasil e Argentina lado a lado exige cautela: as duas economias têm diferenças importantes de tamanho, estrutura produtiva e trajetória de inflação e estabilidade econômica. "A situação das duas economias hoje não é estritamente comparável, porque a Argentina vive um cenário similar ao que o Brasil enfrentava em meados da década de 1990", afirma Fabio Giambiagi, pesquisador associado do FGV Ibre, em referência ao processo de combate à inflação. Ainda assim, alguns indicadores ajudam a entender a dinâmica de cada país. Inflação, desemprego, pobreza, dívida pública, reservas internacionais e Produto Interno Bruto (PIB) revelam os principais contrastes entre as duas economias. Entenda abaixo, em 8 gráficos, as diferenças. 1. Inflação Inflação Brasil e Argentina Arte/g1 Uma das principais diferenças entre os países hoje está na inflação. Enquanto o Brasil controlou a alta dos preços com o Plano Real, na década de 1990, a Argentina ainda enfrenta inflação elevada, apesar da forte desaceleração registrada nos últimos meses. 🔎 O índice de preços argentino encerrou 2025 com alta de 31,5%, o menor patamar desde 2017. Ainda assim, ficou muito acima da inflação brasileira, que fechou o ano em 4,26%. Ao afirmar que a economia brasileira está em situação melhor, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, citou a inflação como um dos indicadores que sustentam essa avaliação. O economista-chefe da consultoria Análise Econômica, André Galhardo, explica que a inflação elevada na Argentina tem diversas causas, mas destaca a forte oscilação do peso argentino em relação ao dólar como um dos principais fatores. "A Argentina tem uma moeda muito desvalorizada e é bastante exposta aos choques da economia internacional por depender das exportações. Com isso, a desvalorização recorrente do peso acaba pressionando a inflação", diz. Segundo ele, o Brasil também está suscetível a esses movimentos, mas a inflação se mantém controlada e está "em níveis baixos para os padrões brasileiros". Na Argentina, a inflação atingiu o pico em abril de 2024, quando o índice de preços acumulado em 12 meses chegou a 289,4%. O resultado ocorreu em meio ao ajuste do governo Milei, que incluiu a retirada de subsídios para reduzir o desequilíbrio das contas públicas. 2. Desemprego Desemprego Brasil e Argentina Arte/g1 A trajetória do desemprego seguiu movimentos semelhantes nos dois países, mas com taxas mais altas no Brasil nos últimos anos, segundo dados do Fundo Monetário Internacional (FMI). 🔎 O gráfico acima utiliza dados do FMI para manter a mesma metodologia na comparação entre os países. Por isso, os números podem diferir dos divulgados pelo IBGE e pelo Instituto Nacional de Estatísticas e Censos (Indec), da Argentina. Por lá, a desocupação vinha em queda até 2023. Após o chamado Plano Motosserra, de Milei — que incluiu cortes de gastos públicos e medidas de ajuste —, a economia retraiu. Nesse cenário, o mercado de trabalho perdeu força e o desemprego passou a subir. Para o FMI, a economia argentina avançou no processo de estabilização, mas a geração de empregos se tornou um dos principais desafios. A avaliação foi feita pela diretora-gerente da instituição, Kristalina Georgieva, durante visita ao país nesta segunda-feira (27). “O desemprego na Argentina não é alto na comparação internacional, mas muitas pessoas trabalham na economia informal”, afirmou. “As pequenas e médias empresas geram a maioria dos empregos. Devemos facilitar o acesso delas ao financiamento para que possam crescer e contratar mais trabalhadores”, acrescentou a chefe do FMI. No Brasil, o mercado de trabalho passou por uma recuperação após a crise econômica de 2015 e 2016 e a pandemia de Covid-19. Em 2025, o país registrou a menor taxa média de desemprego da série histórica. Ainda assim, a informalidade também continua como um dos principais desafios. “É um problema comum à maioria dos países em desenvolvimento”, afirma André Galhardo, da Análise Econômica. 3. Pobreza População abaixo da linha da pobreza: Brasil e Argentina Arte/g1 Um índice de pobreza calculado pelo Banco Mundial aponta que 26,2% da população brasileira vivia abaixo da linha de pobreza social em 2024, contra 24,1% na Argentina. 🔎 O indicador ajusta o limite de pobreza ao nível de renda de cada país e, por isso, não corresponde às taxas oficiais divulgadas pelos governos. Nos dados oficiais dos dois países, a parcela da população brasileira abaixo da linha de pobreza é menor do que a da Argentina. Os dados mais recentes divulgados pelo IBGE apontam que o Brasil atingiu, em 2024, os menores níveis de pobreza e extrema pobreza da série histórica. A proporção de pessoas em situação de pobreza caiu de 27,3%, em 2023, para 23,1%, em 2024 — uma redução de 8,6 milhões de brasileiros nessa condição. 🔎 Para calcular o indicador, o IBGE considera como pobres os domicílios com renda inferior a US$ 6,94 por pessoa ao mês. Na Argentina, a pobreza aumentou inicialmente após o impacto econômico do Plano Motosserra, mas recuou posteriormente com a melhora de alguns indicadores econômicos. Segundo o Instituto Nacional de Estatísticas e Censos (Indec), a taxa caiu no segundo semestre de 2025 para 28,2% da população, e atinge o equivalente a cerca de 8,5 milhões de pessoas. 4. PIB em paridade de poder de compra PIB Brasil e Argentina em paridade de poder de compra Arte/g1 A economia brasileira é cerca de três vezes maior que a argentina quando considerado o PIB em paridade de poder de compra (PPP, na sigla em inglês), indicador que leva em conta as diferenças de preços entre os países. Uma das explicações está no tamanho da economia brasileira: o Brasil tem uma população muito maior, um mercado consumidor mais amplo e uma estrutura produtiva mais diversificada, com destaque para serviços, indústria, agronegócio e energia. Outro fator é a trajetória econômica da Argentina, marcada por décadas de inflação elevada e instabilidade, que reduziram o peso da economia do país em algumas comparações internacionais. Galhardo, da Análise Econômica, lembra que o país já enfrentava desequilíbrios macroeconômicos antes da pandemia. “A alta dívida externa e a dependência do dólar tornam a Argentina mais vulnerável a crises e dificultam a recuperação da economia”, diz. 5. Evolução do PIB brasileiro Evolução do PIB brasileiro ano a ano, até 2025 Arte/g1 O PIB do Brasil fechou 2025 com alta de 2,3%, puxado pela agropecuária, no quinto ano consecutivo de crescimento. O resultado, porém, mostrou desaceleração em relação aos anos anteriores. Na avaliação de economistas, um dos desafios para o crescimento sustentável é o equilíbrio das contas públicas. A expectativa é que uma melhora no cenário fiscal possa abrir espaço para a redução dos juros e favorecer a atividade econômica. Para 2026, economistas do mercado financeiro projetam nova desaceleração, com crescimento de 1,99%. 6. Evolução do PIB argentino PIB da Argentina Arte/g1 O PIB da Argentina cresceu 4,4% em 2025, segundo o Indec. O resultado representou uma recuperação em relação a 2024, quando a economia retraiu 1,3%, conforme valores revisados. Foi o primeiro avanço do PIB sob a gestão de Milei, que assumiu o cargo em dezembro de 2023. Foi também a primeira alta desde 2022, ano em que o país cresceu 6%, durante o governo de Alberto Fernández. Para especialistas ouvidos pelo g1, embora o resultado do PIB tenha sido positivo, ele ainda apresenta desafios estruturais, com crescimento concentrado em setores específicos e consumo interno ainda fraco — ou seja, os argentinos seguem consumindo pouco. (leia mais) 7. Dívida em relação ao PIB Brasil e Argentina: dívida em relação ao PIB Arte/g1 A dívida pública é elevada nos dois países, mas os desafios em relação às contas aparecem em contextos diferentes. Na Argentina, o endividamento se soma a um histórico de crises fiscais, dificuldades de financiamento e vulnerabilidade externa. No Brasil, a principal pressão vem do aumento das despesas públicas e da trajetória de crescimento da dívida, embora o país tenha maior acesso ao mercado e mais reservas para enfrentar choques. (leia mais abaixo) Federico Servideo, diretor-presidente da Câmara de Comércio Argentino-Brasileira de São Paulo, ressalta que, sob Milei, a Argentina adotou um forte ajuste nas contas públicas, com cortes de gastos e geração de superávit primário (receitas maiores que as despesas) no curto prazo. "Já o Brasil enfrenta um cenário de maior pressão fiscal, com aumento das despesas e crescimento da dívida pública", destaca. Dados compilados pelo FMI mostram que a dívida bruta do governo brasileiro chegou a 93,3% do PIB, enquanto a da Argentina ficou em 80,3%. O indicador mede o total de obrigações do governo em relação ao tamanho da economia. Para estabilizar ou reduzir a dívida, um país precisa gerar resultado fiscal positivo — ou seja, arrecadar mais do que gasta antes do pagamento dos juros da dívida. Após o ajuste promovido por Milei, a Argentina voltou a registrar superávits fiscais. No Brasil, o governo tem registrado déficits primários nos últimos anos, com despesas superiores às receitas. 8. Reservas Internacionais Reservas internacionais de Brasil e Argentina Arte/g1 Com US$ 360,9 bilhões, o Brasil possui um volume de reservas internacionais muito superior ao da Argentina, que tem US$ 49 bilhões. Esse colchão de dólares ajuda o país a enfrentar momentos de turbulência nos mercados e reduz a exposição a choques externos. A diferença também aparece no risco de crédito. Pelo CDS de 5 anos (Credit Default Swap), um dos indicadores usados pelo mercado para medir a percepção de risco de um país, a Argentina aparece em um patamar muito superior ao Brasil: 1.030,95 pontos, contra 124,40 pontos. 🔎 O CDS funciona como uma espécie de seguro contra um eventual calote da dívida. Quanto maior o indicador, maior a desconfiança dos investidores e, em geral, maior o custo para o país captar recursos no mercado. "O Brasil tem como vantagem uma maior disponibilidade de reservas em dólares, uma dívida emitida majoritariamente em moeda local e desemprego controlado. Por outro lado, enfrenta desafios fiscais, com a trajetória de aumento da dívida pública", analisa Servideo, da Câmara de Comércio Argentino-Brasileira. Conforme mostrou o g1, o acúmulo de reservas internacionais ainda é um dos desafios de Milei. Desde janeiro de 2025, porém, o Banco Central da Argentina (BCRA) aumentou em US$ 20,7 bilhões seu estoque. Lula e Milei durante encontro do Mercosul Luis ROBAYO / AFP

  24. Rogério Miranda durante convenção do Democracia Cristã Tiago Côrtes/ g1RR O Partido Democracia Cristã (DC) confirmou a candidatura de Rogério Miranda ao Senado por Roraima. A decisão foi tomada durante convenção realizada nesta segunda-feira (27), na Câmara Municipal de Boa Vista. Rogério é empresário no ramo da metalurgia e construção civil. Ele afirmou ter formação em economia e em jornalismo. Nas eleições de 2018, participou como suplente de Júlio Martins (Partido Trabalhista Brasileiro). ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 RR no WhatsApp A sigla participa da disputa sem qualquer coligação com outro partido. Assim, os candidatos podem apoiar qualquer concorrente ao governo de Roraima. Entretanto, o atual governador interino, Soldado Sampaio, marcou presença na convenção. Durante o evento, Rogério Miranda, ressaltou a indignação com a atual situação do judiciário brasileiro e destacou o que pretende fazer como senador pelo Democracia Cristã. "Eu tenho uma história em Roraima. Por que a minha pretensão por Roraima? Por ser um estado rico e um povo pobre. Para mudar isso, como senador, primeiro vou fazer uma reforma no judiciário. Nós temos um judiciário político e a Corte tem que ser constitucional", afirmou Apoiadores O produtor rural e ex-vice-governador de Roraima, Paulo César Justo Quartiero, declarou apoio a Rogério Miranda. Na convenção, o governador interino, Soldado Sampaio, esteve presente no evento, mas não declarou apoio ao candidato na disputa pelo Senado. As convenções são os eventos em que os filiados dos partidos se reúnem para escolher os candidatos nas eleições. A data limite é 5 de agosto. Candidatos Até esta segunda-feira (27), apenas o Partido Liberal (PL) anunciou as candidaturas ao Senado, com Nicoletti e Hélio Bolsonaro. Além disso, lançou a candidatura de Arthur Henrique ao governo. Calendário de convenções Na sequência, os nomes devem ser registrados no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) até o dia 15 de agosto. A campanha eleitoral começa oficialmente no dia seguinte. Nas eleições deste ano, em 4º de outubro, os brasileiros vão votar para: presidente; governador; Senado (duas vagas por estado); deputado federal; deputado estadual. Trajetória de Rogério Miranda Rogério é natural de Ubara, no Ceará. Ele chegou a Roraima no ano de 1975, quando começou a empreender no ramo da metalurgia e contrução civil, onde continua trabalhando. Na política, colocou o nome como pré-candidato ao Senado pelo partido Democracia Cristã. Ele pretende abordar políticas públicas, com destaque para a democracia e a liberdade de expressão. Agora no g1 Leia outras notícias do estado no g1 Roraima.

  25. Plínio Valério foi anunciado como candidato federação PSDB/Cidadania ao Senado pelo Amazonas. Divulgação/PSDB A federação PSDB/Cidadania confirmou a candidatura de Plínio Valério ao Senado do Amazonas. A decisão foi tomada durante convenção realizada nesta segunda-feira (27), em Manaus. Plínio Valério é senador e vai disputar o cargo pela quarta vez. Já foi eleito vereador por três mandatos e deputado federal. Grace Kelly (PSDB) integra a chapa como primeira suplente e Judite Pinho (PSDB) como segunda suplente. 📲 Participe do canal do g1 AM no WhatsApp Agora no g1 "Eu não quero ir a Brasília para me defender de fake news e ataques, eu não quero ir pra Brasília me defender de nada. Eu quero continuar em Brasília pra continuar defendendo o Amazonas", disse Plínio. A federação PSDB/Cidadania anunciou que não vai apoiar nenhum candidato ao Governo do Amazonas no primeiro turno. Calendário de convenções As convenções são os eventos em que os filiados dos partidos se reúnem para escolher os candidatos nas eleições. A data limite é 5 de agosto. Na sequência, os nomes devem ser registrados no Tribunal Superior (TSE) até o dia 15 de agosto. A campanha eleitoral começa oficialmente no dia seguinte. Nas eleições deste ano, em 4º de outubro, os brasileiros vão votar para: presidente; governador; Senado (duas vagas por estado); deputado federal; deputado estadual; Trajetória de Plínio Valério Plinio Valério nasceu em 31 de janeiro de 1955, é jornalista e radialista, formado pela Universidade Federal do Amazonas (Ufam). Nasceu em Eirunepé, no Amazonas, e entrou na vida pública quando assumiu uma vaga de vereador em 2001, mandato exercido até 2004. Disputou o cargo de Senador pelo Amazonas em 2002 e 2006, não conseguindo se eleger. Exerceu o cargo de vereador outras duas vezes, ao ser eleito em 2012 e 2016. Em 2013, como suplente, ocupou a vaga de deputado federal pelo Amazonas por oito meses. Nas eleições de 2018, foi eleito senador pelo Amazonas, na 1.ª vaga, com 834.809 votos, e permanece no cargo. Atualmente é vice-presidente da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado.

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