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G1 GLOBO (Tudo Diário)

Últimas notícias do Brasil e do mundo, sobre política, economia, emprego, educação, saúde, meio ambiente, tecnologia, ciência, cultura e carros. Vídeos dos telejornais da TV Globo e da GloboNews.

  1. Motorista embriagado invade calçada e atropela casal com criança de 2 anos Bruno de Souza Damo, de 41 anos, havia sido preso em flagrante por agredir a namorada horas antes de ser detido novamente por dirigir embriagado e atropelar uma família em Praia Grande, no litoral de São Paulo. Imagens de uma câmera de monitoramento mostram o momento em que o motorista invadiu uma calçada, atingindo o casal e uma criança de dois anos (assista acima). O atropelamento aconteceu por volta das 22h de quarta-feira (28), na Rua Bruno Seabra, no bairro Trevo. O g1 apurou que o homem já havia sido preso em flagrante por resistência, violência doméstica e injúria, por volta das 15h do mesmo dia, no bairro Gonzaguinha, em São Vicente (SP). ✅ Clique aqui para seguir o novo canal do g1 Santos no WhatsApp. Ele foi liberado da Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de São Vicente após a namorada agredida decidir não representar criminalmente. A vítima é a proprietária do veículo envolvido no atropelamento e estava dentro do carro quando o motorista atingiu a família. Bruno de Souza Damo foi preso após dirigir embriagado, invadir uma calçada e atropelar uma família em Praia Grande, SP Reprodução 1ª prisão De acordo com o boletim de ocorrência (BO), testemunhas acionaram a Polícia Militar (PM) relatando que um homem estava hostilizando uma mulher. Ao chegarem ao local, os agentes avistaram Bruno xingando e empurrando a namorada de forma violenta, fazendo com que ela caísse no chão. Conforme relatado no BO, Bruno também chegou a armar um soco, mas foi imediatamente contido pelos policiais. Os agentes destacaram que foi necessário o uso de força moderada após o homem se exaltar e resistir à prisão. A vítima contou aos policiais que o casal estava na praia, quando se desentendeu devido ao ciúme de Bruno. A mulher afirmou que era ex-namorada do suspeito, mas essa informação foi alterada no registro do atropelamento, quando disse que tem um relacionamento com o homem há dois anos. 2ª prisão No vídeo, é possível ver que as vítimas estavam andando na calçada quando foram surpreendidas pelo carro, que avançou na direção delas em alta velocidade. O veículo atingiu a família, que foi parar dentro de uma casa após o carro se chocar contra o portão da residência. Motorista embriagado atropelou família em calçada de Praia Grande (SP) Reprodução Segundo o BO, as vítimas estavam sendo socorridas pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e encaminhadas ao Pronto-Socorro Central quando a PM chegou ao local. Não há detalhes sobre o estado de saúde delas. Já o motorista estava sendo agredido por testemunhas que presenciaram o caso. Os agentes contiveram os agressores e notaram que Bruno apresentava sinais visíveis de embriaguez, como olhos vermelhos, fala desconexa e odor de álcool. O delegado efetuou a prisão em flagrante por embriaguez ao volante e tentativa de homicídio. Segundo a polícia, Bruno tentou matar as vítimas, pois lançou o carro na direção da família, usando o veículo como arma. O g1 não localizou a defesa dele até a publicação desta reportagem. Depoimentos Bruno confessou que fez uso de bebida alcoólica, mas negou se submeter ao teste do bafômetro. Ele disse que perdeu o controle da direção quando atropelou as vítimas e tentou prestar socorro, mas foi agredido por moradores. A namorada dele contou à polícia que é a proprietária do carro e que o veículo estava com problema na troca de marcha. Ela disse que o casal tinha ido à casa da irmã dela e sofreu o acidente na volta. A mulher afirmou que o motorista havia bebido cerveja, mas não sabe o que aconteceu para o carro não ter conseguido efetuar uma curva. Ela disse ainda que tentou impedir as agressões contra o namorado, mas isso só ocorreu com a chegada da PM. VÍDEOS: g1 em 1 minuto Santos

  2. Mulher é achada morta em Praia Grande A Polícia Civil de Praia Grande, no litoral de São Paulo, aguarda o resultado do laudo necroscópico de Monica Bragaia, de 49 anos, encontrada morta perto de um lixão, para definir as linhas de investigação sobre a morte. Ao g1, o pai dela contou que o atestado de óbito mencionou “edema pulmonar”. Monica foi encontrada sem vida no domingo (25), na calçada da Avenida dos Trabalhadores, no bairro Sítio do Campo. Segundo o boletim de ocorrência, não havia sinais de violência. A mulher não estava com documentos, mas foi identificada pelo pai, de 80 anos. ✅ Clique aqui para seguir o novo canal do g1 Santos no WhatsApp. Em depoimento à polícia, o idoso disse que Monica era usuária de drogas e vivia em situação de rua há cerca de seis anos. Um amigo explicou que ela se transformou por conta da dependência química. Segundo a Polícia Civil, a causa da morte é fundamental para avaliar as possibilidades de investigação. Por isso, a corporação aguarda o laudo necroscópico do Instituto Médico Legal (IML), que irá detalhar as causas. Dependendo do resultado do exame, a polícia iniciará uma apuração sobre crime contra a vida visando identificar o responsável. Monica Bragaia se transformou após dependência química. Ela foi encontrada morta em Praia Grande. Redes sociais Benedito Bragaia, pai de Monica, contou ao g1 que o atestado de óbito mencionou edema pulmonar, mas a causa da morte foi registrada como indeterminada. Ele relatou que a filha começou a usar drogas influenciada por um namorado. “Acabou com ela, com o serviço dela, com os bens que ela tinha, tudo”, lamentou. Segundo o pai, Monica trabalhava como promotora de vendas antes de se envolver com drogas. Desde que passou a viver em situação de rua, só ia à casa dele em busca de dinheiro e, ocasionalmente, banho. “A gente sabia que qualquer hora isso ia acontecer”, disse. O que é edema pulmonar A cardiologista Fernanda Douradinho explicou que o edema pulmonar pode ter diversas causas, incluindo uso de drogas e ação humana, como esganadura. “Um edema agudo pulmonar é quando você tem excesso de líquido no pulmão e não consegue fazer a troca de oxigenação adequada”, disse. Entre as causas estão insuficiência cardíaca, hipertensão, infarto e arritmias. O uso de entorpecentes também pode contribuir. Outras condições, como quadros infecciosos, afogamentos e aspiração de conteúdo gástrico, também podem provocar o problema. A médica afirmou que o edema pode ser causado por esganadura, mas acredita que este não foi o caso de Monica, já que não havia sinais de violência. Transformação com as drogas Imagens obtidas pelo g1 mostram a transformação de Monica após anos de dependência química. Monica Bragaia se transformou após vício em drogas Redes sociais O jornalista Antonio Cassimiro, de 59 anos, contou que conheceu Monica há cerca de 30 anos, quando ela estudava em uma escola onde ele trabalhava como inspetor. “Ela era uma jovem muito vistosa. As pessoas gostavam dela pelo semblante sempre alegre. Uma menina radiante”, relembrou. Ele disse que reencontrou Monica em 2018, próxima a uma igreja, já debilitada. “Ela estava mancando, totalmente desfigurada, cabelos que demonstravam estar sem lavar muito tempo e o cheiro também”. Antonio tirou foto com Monica Bragaia em julho de 2018 Arquivo Pessoal O jornalista afirmou que chegou a falar sobre Deus e pedir para ela sair daquela vida, mas Monica apenas concordou. Ele tirou uma foto com ela e ofereceu ajuda, dizendo que iria procurá-la novamente. Para o jornalista, a história de Monica evidencia a necessidade de políticas públicas voltadas à recuperação de usuários de drogas. “As famílias têm um limite. Então, é mais ainda importante a atuação do poder público”, afirmou. Encontro do corpo Monica Bragaia, de 49 anos, foi encontrada morta em Praia Grande Redes sociais O corpo de Monica foi encontrado por uma equipe da Polícia Militar (PM), que recebeu uma denúncia anônima. Os agentes acionaram o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), que constatou a morte. O local foi preservado para perícia, e o caso foi registrado como morte suspeita na Central de Polícia Judiciária (CPJ) de Praia Grande. Corpo de mulher é achado perto de lixão VÍDEOS: g1 em 1 Minuto Santos

  3. Ademário Oliveira, ex-prefeito de Cubatão, foi denunciado por estupro Arquivo AT O Ministério Público do Estado de São Paulo (MPSP) denunciou o ex-prefeito de Cubatão, Ademário Oliveira, por estupro contra uma ex-servidora municipal. O processo corre sob segredo de Justiça e a vítima não será identificada. A defesa do ex-chefe do Executivo afirma que ele é inocente. Segundo o MPSP, o crime teria ocorrido em outubro de 2020, quando a mulher comemorava seu aniversário em um bar. Na época, Oliveira estava no último ano de seu primeiro mandato. ✅ Clique aqui para seguir o novo canal do g1 Santos no WhatsApp. De acordo com o relato enviado à 3ª Vara Judicial da cidade, Oliveira “constrangeu, mediante violência, a vítima [...] a permitir que ele praticasse com ela ato libidinoso diverso da conjunção carnal”. O documento descreve que, em certo momento da festa, o acusado aguardava para usar o banheiro e viu a vítima saindo de uma das cabines. “Aproveitando-se da situação, o denunciado [Oliveira] empurrou bruscamente a ofendida para dentro da cabine e, com o uso de força física, levantou o vestido da vítima e passou a acariciar seus seios, pernas e nádegas, tudo contra a vontade da ofendida". Ainda conforme a denúncia do MPSP, para se desvencilhar, a mulher “teve que utilizar força física”. O que diz a defesa de Oliveira? Em nota, o escritório Octavio Rolim Advogados Associados, que representa o ex-prefeito, informou que as declarações seriam prestadas “com a devida cautela e reserva”, em razão do segredo judicial. “Em que pese a denúncia oferecida pelo Ministério Público, é fundamental destacar que, ao final das investigações conduzidas pela Polícia Civil [...], não houve o indiciamento de nosso cliente”. A defesa afirmou que o julgamento da questão caberá à Justiça e declarou: "Desde já, afirmamos de forma categórica e inequívoca a inocência de Ademário”. Também ressaltou que “os fatos objeto da denúncia datam do ano de 2020, tendo sido levados ao conhecimento das autoridades competentes somente em 2025, circunstância que será devidamente esclarecida no curso do processo”. Crime de estupro Pela lei brasileira, desde 2009 não é necessária penetração para que um ato seja considerado estupro. A pena varia de seis meses a dez anos de prisão e pode ser aumentada em até 50% quando o agressor ocupa posição de autoridade sobre a vítima, como no caso de um empregador. Importunação sexual: o que é e como denunciar? Violência contra mulher: como pedir ajuda VÍDEOS: g1 em 1 Minuto Santos

  4. Cão Orelha: pais e tio de adolescentes são indiciados por coagir testemunha A Polícia Civil de Santa Catarina informou que descarta que os quatro adolescentes identificados como suspeitos de maus-tratos contra o cão comunitário Orelha, que morreu após as agressões na Praia Brava, em Florianópolis, tentaram afogar outro cachorro na praia. Caramelo, como é chamado, costumava andar ao lado de Orelha e foi adotado. ✅Clique e siga o canal do g1 SC no WhatsApp Morte de cão Orelha repercute na imprensa internacional Justiça determina exclusão de conteúdos que identifiquem adolescentes suspeitos Grupo teria tentado afogar cachorro Caramelo, companheiro de Orelha Redes sociais/ Reprodução Ainda de acordo com o delegado Renan Balbino, da Delegacia Especializada de Adolescentes em Conflito com a Lei (DEACLE), um dos quatro adolescentes inicialmente apontados como suspeitos de participar das agressões contra Orelha já foi ouvido e negou que estivesse na Praia Brava no momento do crime. A princípio, a participação dele no caso estaria descartada. De acordo com o delegado, o celular do adolescente ouvido foi apreendido e passará por extração de dados. “A gente tem a versão dele e agora aguarda a análise do telefone para verificar se há algum elemento que confirme ou contradiga o relato”, explicou. Orelha morreu após ser espancado no início de janeiro. As agressões só chegaram oficialmente ao conhecimento da Polícia Civil no dia 16. O animal foi encontrado agonizando por pessoas que estavam na praia, socorrido e levado a uma clínica veterinária, mas não resistiu à gravidade dos ferimentos. Cão Orelha Reprodução Quando os outros adolescentes serão ouvidos? Os outros adolescentes suspeitos devem ser ouvidos na próxima semana. As oitivas ainda não têm data definida, mas ocorrerão com a presença de um responsável legal, conforme prevê o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). A participação de um advogado é facultativa. Dois desses investigados estavam fora do país e retornaram ao Brasil na quinta-feira (29). No mesmo dia, a polícia cumpriu mandados de busca e apreensão, recolhendo celulares e roupas dos jovens. No início da semana, outros mandados já haviam sido cumpridos em endereços de adolescentes que estavam no Brasil. Por determinação do ECA, os nomes, idades e localizações dos suspeitos não são divulgados, já que o procedimento corre sob sigilo absoluto. O que a polícia analisa agora? A Polícia Civil analisa cerca de mil horas de imagens de câmeras de segurança da região da Praia Brava, registradas no período em que as agressões teriam ocorrido. Um relatório complementar de investigação está em elaboração e deve ajudar a esclarecer o caso. Um dos principais desafios, segundo Balbino, é a falta de imagens diretas do momento do espancamento. Ainda assim, registros de outros episódios de vandalismo e confusão na mesma região e período, supostamente envolvendo adolescentes, estão sendo usados para cruzamento de informações. A Polícia Científica também trabalha no melhoramento das imagens para possibilitar uma eventual comparação facial entre os suspeitos e pessoas que aparecem nos vídeos. Além disso, a extração de dados dos celulares apreendidos pode ajudar a preencher lacunas da investigação. Outras apurações Os adolescentes também são investigados por possível envolvimento em outros atos ilícitos registrados neste mês na região, como furto de bebida alcoólica, danos ao patrimônio e perturbação do sossego. Cada caso será apurado separadamente, em autos próprios de apuração de ato infracional. “É um grupo muito grande de adolescentes. Aparecem muitas pessoas nos vídeos que a gente tem”, afirmou o delegado. Três adultos suspeitos de envolvimento em ações de coação no processo que investiga a morte do cão comunitário Orelha foram indiciados pela Polícia Civil. Os investigados são pais e um tio dos adolescentes. Dois deles são empresários, e o outro, advogado. Os nomes dos indiciados não foram revelados pelos delegados e a corporação informou que o crime foi cometido contra o vigilante de um condomínio que teria uma foto que poderia colaborar com a investigação da ocorrência. Infográfico - morte do cão Orelha Arte g1 VÍDEOS: mais assistidos do g1 SC nos últimos 7 dias

  5. Cadela foi encontrada morta em Barbacena Arquivo Pessoal Duas cachorras de pequeno porte morreram após retornarem de um banho e tosa em um pet shop de Barbacena, na última quinta-feira (29), no Campo das Vertentes. Segundo o boletim de ocorrência, o proprietário do local informou à Polícia Militar que elas teriam sido atacadas por um husky siberiano durante o transporte de volta para casa. Aos policiais, o tutor, de 41 anos, relatou que contratou o serviço para 'Pretinha', uma pinscher, e 'Pipoquinha', uma pequinês. No retorno à residência, uma das filhas dele percebeu que os animais já estavam sem vida. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Zona da Mata no WhatsApp Ao verificar, o dono das cadelas encontrou os corpos no compartimento do triciclo usado para o transporte. O dono do pet shop informou à polícia que os dois animais estavam em uma caixa de transporte, colocada no compartimento do triciclo. No mesmo espaço havia outros dois cães: um pug e um husky siberiano. No momento da entrega, a caixa estava danificada. As cachorras foram encontradas mortas, apresentando ferimentos compatíveis com mordidas. As duas cadelas que foram devolvidas mortas ao tutor em Barbacena Arquivo Pessoal O que diz o proprietário? O proprietário do pet shop alegou que o husky siberiano, mesmo com coleira e amarrado na lateral do compartimento, conseguiu alcançar os animais menores. 'Pipoquinha' apresentava mordidas no pescoço e na barriga, e 'Pretinha' tinha uma lesão na região abdominal. Ele foi preso em flagrante por omissão de cautela na guarda ou condução de animais. Em seguida, assinou um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) e foi liberado. Uma audiência foi marcada para este ano. Perícia não compareceu ao local No BO cita que a perícia da Polícia Civil não compareceu ao local para apurar a situação e causa da morte das cadelas. O g1 questionou a Polícia Civil sobre o motivo. Em nota, a corporação afirmou que cabe ao profissional decidir, de acordo com a situação da ocorrência e os fatos pertinentes, se há necessidade de se deslocar. Quando o deslocamento não ocorre, o material necessário é encaminhado à perícia para as providências cabíveis. O caso foi encaminhado ao Juizado Especial Criminal da Comarca de Barbacena. LEIA TAMBÉM: Morre cadela salva após ficar presa de cabeça para baixo em pedreira de MG Cachorro morre atropelado por motociclista durante perseguição policial em MG Polícia Civil investiga ataque a cão esfaqueado mais de 30 vezes em Juiz de Fora ASSISTA TAMBÉM: Maus-tratos a animais domésticos foi o segundo mais registrado no disque denúncia Maus-tratos a animais domésticos foi o segundo mais registrado no disque denúncia VÍDEOS: veja tudo sobre a Zona da Mata e Campos das Vertentes

  6. Você viu g1 Zona da Mata Reprodução/Redes Sociais/Corpo de Bombeiros/Reprodução Olá! Confira o que foi destaque no g1 Zona da Mata nesta semana, com as notícias mais acessadas entre os dias 24 e 30 de janeiro. Homens morrem em capotamento na BR-267 Dois homens morreram e outro ficou ferido em um acidente na madrugada da última segunda-feira (26) no km 218 da BR-267, em Bom Jardim de Minas. Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), há indícios que o motorista tenha perdido o controle da direção, batido o carro em um barranco e capotado. Três pessoas de Seritinga, no Sul de Minas, estavam no veículo. Dois homens morreram e outro ficou ferido em um acidente na BR-267, em Bom Jardim de Minas Redes Sociais Ainda de acordo com a PRF, o motorista e um passageiro que viajava no banco da frente estavam sem cinto, foram arremessados para fora do veículo e morreram no local. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Zona da Mata no WhatsApp A pista estava molhada. Os corpos das vítimas foram levados para o Instituto Médico Legal (IML) de São João del Rei. Motorista morre na MGC-265 Motorista morreu após carro bater em caminhão na MGC-265, entre Ubá e Tocantins PMRv/Divulgação A semana também foi marcada por um acidente entre um carro e uma caminhonete no km 90 da MGC-265, entre Ubá e Tocantins, na terça-feira (27). O motorista do carro, de 54 anos, morreu. Segundo a Polícia Militar Rodoviária (PMRv), a Saveiro transportava marmitex com alimentos para o Presídio de Rio Pomba, quando se envolveu em uma batida com um caminhão que seguia no sentido oposto e levava tubos galvanizados. À PMRv, o condutor do caminhão, de 26 anos, informou que viu o automóvel entrar na contramão na curva onde ocorreu o acidente e que não foi possível evitar o choque. O Corpo de Bombeiros e a perícia da Polícia Civil estiveram no local. Prefeito proibido de entrar na prefeitura Jonia Leite, prefeito de Orizânia Reprodução O prefeito de Orizânia Jonia Leite (PDT) foi afastado do cargo por 90 dias após decisão liminar da Justiça que também determinou o bloqueio de R$ 5,8 milhões em bens do político. A medida atende a um pedido do Ministério Público de Minas Gerais, que identificou um esquema de fraude em licitação envolvendo contratos de aluguel de máquinas pesadas. Durante o período, ele fica impedido de entrar em qualquer prédio da administração municipal, mesmo para retirada de objetos pessoais. Jonia também não poderá emitir ordens ou recomendações a qualquer servidor público municipal durante o período. Segundo o MPMG, o prefeito estruturou uma rede de desvio de recursos por meio de contratos em que a própria Prefeitura alugava máquinas pesadas do seu patrimônio particular — operação ocultada com notas fiscais fraudulentas emitidas em nome de parentes. O aluguel das máquinas era formalizado por meio do Consórcio Intermunicipal Multifinalitário do Vale do Aço (Cimva), que firmou dois contratos com a Prefeitura — um em 2022 e outro em 2024 — totalizando R$ 8,2 milhões. Neste período de afastamento, quem responderá pelo Executivo será o vice-prefeito. Também teve isto 👀 Caminhão de bebidas tomba na BR-040, e três são presos por saque da carga Morre cadela salva após ficar presa de cabeça para baixo em pedreira de MG Apartamento é arrombado e mais de 2 mil joias são furtadas no Bairro Cascatinha, em Juiz de Fora VÍDEOS: veja tudo sobre a Zona da Mata e Campos das Vertentes

  7. Drogas e facas apreendidas com suspeitos de matar mulher em Divinópolis PM/Divulgação Um dos suspeitos de envolvimento na morte da mulher encontrada no Rio Itapecerica, em Divinópolis, no Centro-Oeste de Minas Gerais, participou do assassinato um dia após deixar a prisão, segundo a Polícia Militar (PM). Ele cometeu o crime com ajuda de outro homem, preso nesta sexta-feira (30) e fugiu em seguida. O corpo da vítima foi localizado nesta quinta-feira (30), com marcas de facadas, nas proximidades da ponte do Bairro Manoel Valinhas. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Centro-Oeste de Minas no WhatsApp De acordo com as investigações, um terceiro homem, de 33 anos, é apontado como mandante do crime. Ele já está preso e cumpre pena por ter tentado matar a mesma mulher em julho do ano passado. Segundo a PM, o suspeito que está foragido deixou o sistema prisional na segunda-feira (26), após cumprir pena na mesma cela que o homem apontado como mandante. A partir disso, conforme os levantamentos iniciais, o crime teria sido planejado. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Ainda conforme a polícia, a mulher teria sido morta na terça-feira (26), por volta do 12h, na ponte do Bairro Niterói, na entrada do Pontilhão. O corpo teria sido jogado no rio durante a madrugada de quarta-feira e foi encontrado apenas na quinta. O homem apontado como mandante já havia sido preso anteriormente por tentar matar a vítima. Conforme a Polícia Militar, em julho do ano passado, ele e a própria mãe teriam atacado a mulher com cerca de 15 facadas. O caso também foi investigado na época. A PM segue em rastreamento para localizar o segundo suspeito e informou que as investigações continuam para esclarecer completamente a dinâmica e a motivação do crime. LEIA TAMBÉM: Corpo de mulher é encontrado com marcas de facadas em lago Homem é indiciado por tentativa de homicídio em loja automotiva Vendedor encontrado morto na Bahia é sepultado em Itapecerica VÍDEOS: veja tudo sobre o Centro-Oeste de Minas

  8. Tambaba é a praia naturista mais antiga do Nordeste Angélica Nunes/Jornal da Paraíba Quatro trechos de praia estão impróprios para banho na Paraíba, segundo o relatório de balneabilidade divulgado pela Superintendência de Administração do Meio Ambiente (Sudema) nesta sexta-feira (30). Os trechos impróprios estão localizados em três praias em João Pessoa e um na cidade de Pitimbú, no Litoral Sul do estado. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 PB no WhatsApp A análise da balneabilidade da água foi realizada de 26 a 28 de janeiro e é válida até o dia 6 de fevereiro, data da divulgação do próximo relatório. Segundo o órgão ambiental, a classificação de impróprio para banho se aplica exclusivamente a uma faixa de 100 metros à direita e à esquerda do ponto de coleta. Fora desse perímetro, as praias permanecem liberadas para o banho, até que novos dados indiquem mudança na qualidade da água. Ao todo, a Sudema monitora 62 pontos distribuídos nos municípios de João Pessoa, Pitimbu, Mataraca, Baía da Traição, Conde, Lucena, Cabedelo e Rio Tinto. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Trechos impróprios para banho na Paraíba Em João Pessoa: Praia do Seixas, no final da Av. das Falésias Praia da Penha, em frente a desembocadura do Rio Cabelo Jacarapé, Arraial do Sol, ao final da rua Manoel Cândido Soares Em Pitimbú: Em frente a desembocadura do Riacho Engenho Velho Vídeos mais assistidos do g1 Paraíba

  9. Modelo de base comunitária da PM em SP SSP/Governo de SP O governo de São Paulo planeja derrubar nove árvores da Praça Califórnia, nos Jardins, bairro nobre da capital, para instalar uma nova base da Polícia Militar (PM). A área é protegida por tombamentos e decretos que impedem o corte de vegetação e, por isso, a Secretaria da Segurança Pública precisa de autorização dos órgãos ambientais e de preservação do patrimônio. Outro ponto controverso é a baixa incidência criminal no endereço, que não teve nenhum registro de roubo ou furto no ano passado (leia mais abaixo). O projeto já recebeu aprovação quase unânime do Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico do Estado de São Paulo (Condephaat) em reunião de dezembro. O tema foi incluído às pressas como item "extra-pauta" na sessão de julgamento, sem justificativa de urgência, pela vice-presidente do colegiado -- em desacordo com o regimento interno. Em seu voto, a relatora Mariana de Souza Rolim argumentou que o projeto prevê compensação ambiental e que as resoluções de tombamento dos Jardins não proíbem expressamente construções em praças da região. A instalação da base policial também depende de autorizações da Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente e do Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental da Cidade de São Paulo (Conpresp), já que prevê a remoção de árvores em área protegida e impermeabilização do solo. O Conpresp deve votar o pedido na reunião de 23 de fevereiro. Transferência para o estado A Praça Califórnia já está passando por uma reforma contratada pela prefeitura em dezembro. O projeto de R$ 350 mil inclui novos calçamentos e paisagismo, mas não faz menção ao posto policial. A previsão é que as obras sejam concluídas em 90 dias - só então a área poderá ser transferida para o estado e, então, receber a base. Um decreto publicado em abril passado pelo governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), após solicitação do então secretário da Segurança Pública, Guilherme Derrite, autorizou o estado a receber uma permissão de uso do espaço pelo município. Segundo a Prefeitura de São Paulo, o pedido é analisado pela Secretaria Municipal de Gestão. O edital de licitação para a construção de novas bases da PM, inicialmente, não incluía a Praça Califórnia. Publicada em 2024, a concorrência previa postos policiais em locais historicamente conhecidos pelo "intenso consumo e tráfico de entorpecentes (cenas abertas de uso de drogas ilegais), prostituição e prática de crimes contra pessoa e patrimônio", como a Praça da Sé, o Largo de Santa Cecília e o Parque da Luz, no Centro, entre outros. Mesmo concentrando poucos registros de crimes, a pequena praça dos Jardins foi incluída no processo sob a mesma justificativa, juntamente com o Largo do Arouche, no Centro. Em todo o ano passado, não houve nenhum registro de roubo ou furto na Praça Califórnia, e as ruas do entorno imediato somaram 15 ocorrências, segundo dados da Secretaria da Segurança Pública. Praça Califórnia: 0 Rua Groenlândia: 5 Rua França: 1 Rua Argentina: 4 Rua Canadá: 5 O número é muito menor do que o registrado nos outros endereços selecionados para instalação de bases policiais. A Avenida Paulista, por exemplo, teve 3.027 casos; a Praça da Liberdade, 394, e o Largo do Arouche, 246 ocorrências de crimes contra o patrimônio. Avenida Paulista: 3.027 Largo de Santa Cecília: 75 Largo da Batata: 6 Praça Agente Cícero: 51 Largo do Paissandu: 66 Praça da Sé: 531 Parque da Luz e Rua José Paulino: 23 Praça 14 Bis: 52 Praça da Liberdade: 394 Largo do Arouche: 246 Para a advogada Elza Regina Hepp, membro da Comissão de Direito Urbanístico da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) de Pinheiros, a instalação da base no local contraria decisões colegiadas do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), que permitem intervenções em áreas ambientalmente protegidas somente quando comprovado "inequívoco interesse público" e a inexistência de local alternativo. Ela ainda lembra que um decreto municipal do ano 2000 estabeleceu que a construção de postos policiais não poderá “acarretar diminuição das áreas verdes, admitindo-se, em casos excepcionais, o replantio, no mesmo local, da vegetação atingida pelo projeto”, mediante deliberação da Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente. Um decreto estadual de 1989 também torna "imunes de corte, em razão de sua localização e beleza, todas as árvores existentes" nos Jardins. A lista de árvores que podem ser removidas inclui espécies nativas como ipê, sibipiruna e pitanga. A associação de moradores AME Jardins foi procurada pelo g1 e disse ser contrária à remoção da cobertura vegetal, mas que vê com bons olhos a presença da PM na região. O que diz o governo de SP Procurada, a Secretaria da Segurança Pública (SSP) disse que o projeto de construção da base comunitária na Praça Califórnia segue trâmite regular nos órgãos competentes e que um Termo de Compensação Ambiental (TCA) vai definir condições para remoção das árvores. "Caso o replantio não seja viável, o plantio de mudas de árvores nativas é obrigatório, havendo a possibilidade de ser realizado no mesmo local de execução da obra", disse a SSP em nota. Quanto aos critérios para selecionar o local para implantação da base, a SSP disse que o ponto é estratégico por ter fluxo intenso de pessoas e estar próximo de avenidas movimentadas, como Europa e Nove de Julho. "A análise é feita de forma integrada pelas forças de segurança, não se limitando a registros pontuais de ocorrências", justifica. Ainda segundo a SSP, a escolha foi baseada em estudo técnico que "apontou a inexistência de posto policial fixo na região, a necessidade de ampliar a presença ostensiva e qualificar o atendimento à população residente e flutuante, além de fortalecer a integração comunitária e o apoio operacional aos policiais militares". O g1 pediu acesso a esse estudo, mas não foi atendido. O órgão afirma também que o projeto cumpre todas as exigências legais e faz parte de planejamento voltado ao fortalecimento da presença policial no centro expandido. Questionada sobre a inclusão do projeto como item extra-pauta na reunião do Condephaat, a Secretaria da Cultura de São Paulo disse que a medida se fez necessária "devido à utilidade pública", para que o recesso de fim de ano não atrasasse o processo.

  10. Menos é Mais em entrevista ao g1 no Planeta No meio de um festival multigênero que move multidões, o grupo Menos é Mais chegou ao Planeta Atlântida com a leveza de quem colhe os frutos de um 2025 histórico. Mesmo dominando as paradas e acumulando hits, o grupo garante que pressão não é algo que entra no palco com eles. Gustavo Goes, o percussionista da banda, explica o motivo: "A responsabilidade que a gente tem é de levar o pagode em festivais como esse, que nem o Planeta Atlântida, muito grande. A gente tá representando um segmento aqui. Mas eu acho que a responsabilidade que a gente tem enquanto músico foi de toda a luta que a gente teve no começo", comenta. 📲 Acesse o canal do g1 RS no WhatsApp Segundo Goes, o momento atual é de respiro depois de anos tentando conquistar espaço: "Hoje em dia, graças a Deus, a gente tá podendo desfrutar, tá podendo viver o melhor da música. Mas foi bem longa a caminhada até chegar onde a gente está, viver um ano de 2025 tão incrível", revela. E o reconhecimento, segundo ele, veio de forma sólida. "A música é uma área muito difícil, que demora muito a vir esse reconhecimento, então acho que hoje a gente só tem a agradecer e a exaltar todo mundo que escuta Menos é Mais", completa o percussionista. Menos é Mais em entrevista ao g1 no Planeta g1 Pagode em solo gaúcho E se engana quem pensa que o Sul é território distante do pagode. O g1 questionou o grupo sobre a recepção dos gaúchos e Duzão fez questão de falar sobre o RS: “Cara, muita gente não sabe… mas Porto Alegre curte muito pagode. Desde a primeira vez que a gente veio pra cá, a galera já sabia cantar nossas músicas, sabia cantar todo o nosso repertório da época ali, a primeira vez que a gente veio. Então, aqui já é terra de pagodeiro", diz Duzão. Confira o line-up do Planeta Atlântida 2026 🎤 Veja os artistas confirmados nesta edição do festival: Sexta-feira – 30 de janeiro Anitta Baile da Syon Ebony Isa Buzzi João Gomes Jota Quest Luísa Sonza Maneva Menos É Mais Convida Matheus Fernandes Nenhum De Nós Neto Fagundes Raimundos Reação Em Cadeia Veigh & Supernova Zé Neto & Cristiano Sábado – 31 de janeiro Alok Armandinho ATL Bands Belo Bonde Do Tigrão Brandão Comunidade Nin-Jitsu (com participações de Vera Loca, Da Guedes, Serginho Moah, Mc Jean Paul e DJ Cabeção) Dennis DJ convoca Tília Diego & Victor Hugo Ludmilla Marcão Britto & Thiago Castanho - Charlie Brown Jr. Matuê Simone Mendes Vitor Kley Wiu VÍDEOS: Tudo sobre o Planeta Atlântida

  11. Motorista espelhou celular de idosa e realizou 48 transferências bancárias entre janeiro de 2023 e abril de 2024 Divulgação A motorista que se aproveitou da confiança de uma idosa de 79 anos para realizar 48 transferências bancárias que juntas somaram R$ 88.847,40, deverá devolver o valor à vítima. A decisão foi divulgada pelo Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais (TJMG) na quinta-feira (29) e o estorno do valor deve ser acrescido de juros e correção monetária. Cabe recurso da decisão. O crime foi descoberto em maio de 2024, em Patos de Minas, no Alto Paranaíba, depois que o gerente do banco ligou para a vítima alertando sobre as transferências frequentes. Na época, a vítima disse que a motorista de 26 anos prestou serviços de transporte por aplicativo para ela entre janeiro de 2023 e abril de 2024, depois de conquistar sua confiança. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Triângulo no WhatsApp A suspeita é que a mulher se aproveitava dos momentos em que a idosa deixava a bolsa no carro, pegava o telefone e realizava as transferências depois de conseguir acesso às senhas do celular e dos aplicativos de bancos. Ao g1, o advogado da idosa, Rafael Vinicius Normandia da Cruz, afirmou que só estará de fato satisfeito quando sua cliente for integralmente ressarcida. "Ela fez um espelhamento do celular da minha cliente, então ela conseguia mexer no aplicativo pelo celular dela e realizar as transferências. Caso a justiça negue mais uma vez o recurso da motorista, se ela recorrer, ela deverá pagar o valor corrigido que soma um valor superior a R$ 100 mil. Se por ventura ela não pagar, a justiça pode optar pela penhora dos bens dela", esclareceu o advogado. Já o advogado da motorista, Brian Epstein Campos, disse que irá comentar sobre o caso posteriormente. Relembre o caso Segundo o processo, a motorista prestava serviços com frequência para a idosa, criando uma relação de confiança entre as duas. Com o tempo, se aproveitando da vulnerabilidade da vítima e do fato de ela ter pouca familiaridade com tecnologia, a motorista usou aplicativos de acesso remoto para controlar o celular da idosa à distância. As investigações e a análise dos extratos bancários mostraram que, entre janeiro de 2023 e abril de 2024, foram realizadas 48 transferências da conta bancária da idosa diretamente para a conta da motorista. Ao todo, os valores desviados somaram mais de R$ 88 mil. Além da ação na área cível, que trata da devolução do dinheiro, a motorista também foi denunciada pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) por furto qualificado, crime que ocorre quando há agravantes, como o abuso de confiança. “Diversas tentativas de conciliação foram realizadas. No entanto, todas foram infrutíferas. Diante da gravidade da situação, da tentativa de ocultar provas e da ausência de êxito nas tratativas extrajudiciais, não restou alternativa senão propor a ação buscando a reparação dos prejuízos causados pelos valores indevidamente desviados da conta bancária”, ressaltou Rafael Normandia. LEIA TAMBÉM: Idosa é atropelada por moto ao atravessar Avenida Seme Simão, em Uberlândia VÍDEO: Homem aproveita conversa de idosa e furta carteira com R$ 1.600 Ladrão é preso após derrubar idosa ao puxar bolsa durante roubo Em primeira instância, a Justiça condenou a motorista a devolver os valores. Inconformada com a decisão, ela recorreu ao Tribunal de Justiça. No recurso, a motorista alegou que não teve direito pleno de defesa, o que é chamado juridicamente de cerceamento de defesa. Segundo ela, a sentença deveria ser anulada para que testemunhas fossem ouvidas e para que fosse feita uma perícia técnica no celular da idosa. A defesa também argumentou que as provas apresentadas não seriam suficientes para comprovar o crime. Ao analisar o recurso, o relator do caso, desembargador Nicolau Lupianhes Neto, rejeitou os argumentos da defesa. Ele explicou que a motorista não apresentou contestação dentro do prazo previsto em lei, situação conhecida como revelia, mesmo tendo participado de uma audiência de conciliação acompanhada de advogada. O magistrado destacou ainda que não houve prejuízo ao direito de defesa, já que os documentos anexados ao processo eram suficientes para a análise do caso. “Os extratos bancários detalham cronologicamente 48 transferências bancárias, todas destinadas à conta da apelante”, afirmou o desembargador no voto. Ao manter a condenação, o relator ressaltou que a motorista agiu de forma intencional ao se apropriar do dinheiro da idosa, explorando a fragilidade da vítima e a relação de confiança construída ao longo do tempo. A decisão também destacou a gravidade da conduta por se tratar de um crime cometido contra uma pessoa idosa, grupo que tem proteção especial garantida pelo Estatuto do Idoso, lei que busca coibir abusos e garantir os direitos dessa parcela da população. Veja também: Idoso é vítima de golpe do empréstimo Idoso é vítima de golpe do empréstimo em Uberlândia VÍDEOS: veja tudo sobre o Triângulo, Alto Paranaíba e Noroeste de Minas

  12. O empresário Gilmar Coelho dos Santos, de 47 anos, morreu durante uma trilha de bicicleta, em Guarapari, Espírito Santo Rede social Foi sepultado na tarde desta sexta-feira (30) no Cemitério Municipal de Guidoval, na Zona da Mata de Minas Gerais, o empresário Gilmar Coelho dos Santos, que morreu após sofrer um acidente enquanto fazia uma trilha de bicicleta em Guarapari, no Espírito Santo. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Zona da Mata no WhatsApp O velório aconteceu na Capela Mortuária João Paulo II, em Guidoval e, em seguida, o corpo foi enterrado no cemitério da cidade. Gilmar tinha 47 anos e estava no litoral capixaba passando férias com a família. Ele era proprietário de uma loja de gesso, drywall e perfis de aço em Ubá. Nas redes sociais, a esposa se manifestou sobre a morte do marido. A mulher relembrou os últimos momentos com o companheiro. "Hoje, eu acordei ao lado do meu grande amor, meu marido, líder, protetor do nosso lar e da nossa família. Nos beijamos, nos abraçamos, declaramos nosso amor com mais tempo, mais presença, porque estávamos em semana de férias, cercados pela família e por amigos. Nunca passou pela minha mente que aquele seria o nosso último abraço", escreveu. Ela também falou disse não imaginar como vai ser a vida sem o esposo. "Não sei e ainda não consigo imaginar como será a vida sem ele. Mas sei que, enquanto Deus o deixou conosco, ele viveu intensamente por mim e por nossas filhas. Foi um marido presente, um amigo leal e um pai extraordinário". A consultora de negócios, Josiane Souza, falou sobre o quanto o amigo era querido e participou de momentos importantes da vida dela. "Éramos amigos-irmãos mesmo, e ele e a esposa são meus padrinhos de casamento. Um homem trabalhador, extremamente família, sempre com sorriso no rosto, de um coração incrível. Foi com ele que o meu filho andou de quadriciclo pela primeira vez, de lancha, carro. Estava sempre fazendo parte, levava para tomar sorvete, tudo. Momentos assim marcaram de verdade o coração do meu filho e agora a gente está indo para a cidade onde será o sepultamento", lamentou. Gilmar pedalava em uma área montanhosa Segundo a Polícia Militar, ele pedalava em uma área particular, conhecida como Buenos Aires, quando perdeu o controle da bicicleta e caiu. O Samu foi acionado, mas a morte foi constatada ainda no local. Como a região era montanhosa e de difícil acesso, o corpo foi levado até a UPA de Guarapari e, em seguida, encaminhado ao IML, de onde foi liberado para os familiares. Imagem aérea de Buenos Aires, em Guarapari, Espírito Santo TV Gazeta LEIA TAMBÉM: Quem era o turista mineiro que morreu afogado em praia do Rio Grande do Norte Turista de Juiz de Fora que morreu afogada na Praia de Copacabana, no RJ, será enterrada nesta quarta ASSISTA TAMBÉM: Guia de turismo é levado de helicóptero do topo de serra para transplante em Juiz de Fora Guia de turismo é levado de helicóptero do topo de serra para transplante em Juiz de Fora VÍDEOS: veja tudo sobre a Zona da Mata e Campos das Vertentes

  13. Rio tem tempo firme nesta quarta-feira (5) Cristina Boeckel / g1 A previsão do tempo para este fim de semana no Rio aponta para dias abafados e com chuva ao fim das tardes neste sábado (31) e domingo (1º), segundo a Climatempo. De acordo com a Climatempo, ventos em níveis mais elevados da atmosfera e um sistema de baixa pressão no mar deixam o tempo mais instável no Rio nesses dias. É possível que chova ainda na madrugada de sábado, mas o sol aparece durante o dia, com novas pancadas no fim da tarde. No domingo essas instabilidades se afastam do estado e o sol aparece mais em todas as regiões do estado, com máxima de 36°C no Rio. Apesar disso, o tempo abafado ainda favorece as pancadas de chuva isoladas ao longo da tarde e da noite. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Veja temperatura para os próximos dias 🌦️ Sexta: 21/31 - 40 mm 🌦️ Sábado: 22/32 - 20 mm 🌦️ Domingo: 21/36 - 15 mm 🌦️ Segunda: 23/34 - 10 mm 🌦️ Terça: 23/35 - 15 mm 🌦️ Quarta: 23/34 - 30 mm

  14. David Sacks fala em evento na Casa Branca, em julho de 2025. Ele é um dos bilionários que se opõem à medida Casa Branca via BBC O mês de dezembro de 2025 foi marcado por uma movimentação peculiar no Vale do Silício, região da Califórnia (EUA) que é considerada a capital global da tecnologia e lar de muitos dos bilionários que fizeram sua fortuna no setor. À medida que o fim do ano se aproximava, cresciam rumores de que alguns desses residentes mais ricos planejavam reduzir seus vínculos com a Califórnia ou até mesmo abandonar completamente o Estado. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça A suposta revolta seria provocada pela ameaça de um novo imposto estadual de 5% sobre fortunas a partir de US$ 1 bilhão. Caso aprovado, o imposto será aplicado retroativamente a todos os bilionários residentes da Califórnia em 1º de janeiro de 2026, o que explicaria a aparente urgência em deixar o Estado antes do fim de 2025. Veja os vídeos em alta no g1: Veja os vídeos que estão em alta no g1 O empresário e investidor David Sacks, assessor especial para Inteligência Artificial e Cripto do governo do presidente Donald Trump, aumentou a especulação sobre o assunto em um post na rede social X em 21 de dezembro. Ao comentar sobre um protesto contra bilionários em San Francisco, ele escreveu: "Mensagem recebida". Dez dias depois, em 31 de dezembro, Sacks postou: "Tenho o prazer de encerrar o ano anunciando que a Craft Ventures [empresa de capital de risco da qual é fundador] abriu um escritório em Austin [no Texas]. Que Deus abençoe o Texas e feliz ano novo!". Segundo comunicado da empresa, Sacks se mudou para Austin em dezembro. No mesmo dia, Peter Thiel, cofundador da PayPal e da empresa de software Palantir Technologies, entre outras, anunciou que sua empresa de investimentos privados, Thiel Capital, estava abrindo um escritório em Miami, na Flórida. A nova unidade, segundo comunicado, irá "complementar" as operações da empresa em Los Angeles. A imprensa americana também relatou que Sergey Brin e Larry Page, os fundadores do Google, retiraram diversos ativos da Califórnia pouco antes do Natal, incluindo a transferência para outros Estados de empresas de responsabilidade limitada (LLCs) que gerenciam parte de seus interesses comerciais e investimentos. Como a Califórnia tem mais de 200 bilionários, mais do que qualquer outro Estado americano, a possibilidade de taxação sobre essas fortunas gerou um enorme debate, envolvendo não apenas líderes do setor de tecnologia, mas também deixando claras divisões no Partido Democrata, que domina a política local. Peter Thiel anunciou escritório na Flórida Reuters via BBC Os detalhes da proposta A proposta de taxar bilionários foi apresentada no fim do ano passado pelo Service Employees International Union-United Healthcare Workers West (SEIU-UHW), um sindicato que representa mais de 120 mil profissionais de saúde, trabalhadores de hospitais e pacientes na Califórnia. Residentes do Estado com fortunas a partir de US$ 1 bilhão estariam sujeitos ao novo imposto, cuja alíquota aumenta de forma progressiva e linear, partindo de 0% até chegar a 5% para aqueles com US$ 1,1 bilhão ou mais. Na prática, quase todos os afetados pagariam a alíquota de 5%. Isso porque, de acordo com a lista de bilionários compilada pela Revista Forbes, citada pelos autores da proposta, apenas um entre os 204 bilionários da Califórnia tem fortuna abaixo de US$ 1,1 bilhão. Esse imposto estadual seria pago uma única vez, não seria recorrente, e o pagamento poderia ser dividido ao longo de cinco anos, em parcelas de 1% (acrescidas de "uma pequena taxa"). Mas a medida só entrará em vigor caso seja aprovada por consulta popular na eleição legislativa de novembro deste ano. E nem mesmo a inclusão da proposta nas cédulas de votação está garantida, já que depende da assinatura de 875 mil eleitores da Califórnia. O SEIU-UHW anunciou que começou a coleta de assinaturas neste mês, mas opositores da ideia, entre eles o governador do Estado, o democrata Gavin Newsom, já avisaram que pretendem lutar para que não seja incluída nas cédulas de votação. Caso o SEIU-UHW consiga reunir o número necessário de assinaturas e a pergunta realmente chegue às cédulas, são esperadas campanhas intensas, tanto por parte de apoiadores quanto de opositores, para convencer os eleitores a votar pelo "sim" ou pelo "não". Peter Thiel já doou US$ 3 milhões para uma campanha contra a medida, e há relatos na imprensa americana de que vários outros investidores também fizeram doações. Se a proposta for aprovada em novembro, os contribuintes afetados terão de pagar o imposto já em 2027, e o montante exato devido será calculado com base em seu patrimônio líquido total em 31 de dezembro de 2026. Mesmo se aprovada, porém, muitos apostam que a mudança será contestada na Justiça. As justificativas para o imposto Gavin Newsom, governador democrata da Califórnia, promete campanha contra o imposto. EPA via BBC O SEIU-UHW e um grupo de especialistas em direito e política tributária consultados para elaborar a proposta afirmam que a taxação dos bilionários serviria para compensar cortes de gastos na saúde adotados pelo governo Trump em 2025. O argumento é o de que a Califórnia enfrenta "uma crise fiscal aguda", causada "em grande parte" pelos cortes federais, que devem causar um aumento nos custos de saúde. É citado o risco de fechamento de hospitais, demissão de funcionários e perda cobertura de saúde para muitos moradores, entre outros impactos negativos. "Novas receitas são necessárias para atenuar o impacto desses danos", afirmam coautores da propostas em um artigo recente. Eles observam que muitos dos cortes federais foram "para compensar o custo de grandes isenções fiscais para os mais ricos". A ideia do imposto seria "utilizar fundos dos que mais ganharam com as recentes mudanças federais para proteger aqueles que foram mais prejudicados". "Economistas projetam que a Califórnia perderá cerca de US$ 100 bilhões nos próximos cinco anos [em cortes à saúde]", diz à BBC News Brasil um dos autores, Brian Galle, professor da Faculdade de Direito da Universidade da Califórnia em Berkeley (UC Berkeley). "Nossa pesquisa sugere que a maneira economicamente mais sensata de preencher esse rombo seria impor um imposto sobre este grupo de pessoas que já são extraordinariamente confortáveis [financeiramente]", afirma Galle. A expectativa é a de que o novo imposto arrecade cerca de US$ 100 bilhões ao longo de cinco anos, sendo US$ 20 bilhões por ano, de 2027 a 2031. Pela proposta, 90% da receita seria investida em saúde, e o restante em assistência alimentar e educação. Divisões no Vale do Silício e no Partido Democrata A perspectiva de um imposto sobre fortunas desencadeou uma reação imediata por parte de bilionários e investidores. Em uma mobilização online, críticos como David Sacks, que comanda um podcast popular, passaram a ressaltar os possíveis impactos negativos no setor de tecnologia e na economia do Estado. Um dos argumentos é o de que o imposto tributaria ativos e participação acionária em vez de renda e prejudicaria fundadores de empresas e startups. Há o temor da necessidade de vender grande quantidade de ações para pagar o imposto, com impacto negativo no valor das empresas. O investidor do setor de tecnologia Chamath Palihapitiya disse em postagem no X em dezembro que a medida levaria a Califórnia à falência. "O desfecho inevitável será um êxodo dos empreendedores mais talentosos, que podem — e irão — optar por fundar suas empresas em Estados menos regressivos." Em postagem no X neste mês, Andy Fang, cofundador da empresa de entrega de comida DoorDash, disse que ama a Califórnia, "mas propostas estúpidas de imposto sobre a fortuna como esta tornam irresponsável da minha parte não planejar sair do Estado". Outros bilionários, porém, descartaram planos de deixar o Estado, entre eles o CEO da Nvidia, Jensen Huang, e o fundador do Airbnb, Brian Chesky O debate deixou claras as divisões não apenas entre fundadores, CEOs e investidores do Vale do Silício, mas também na política local e no Partido Democrata, em um ano eleitoral que irá definir o controle do Congresso em Washington. Em um momento de crescente preocupação com o aumento dos níveis de desigualdade nos Estados Unidos, políticos da ala progressista do partido, entre eles o novo prefeito de Nova York, Zohran Mamdani, têm ganhado destaque com a defesa de alta de impostos para os mais ricos. A proposta de taxação na Califórnia já recebeu apoio de nomes como o senador Bernie Sanders, que é independente mas vota com os democratas no Congresso, e o deputado federal Ro Khanna, que representa o distrito que engloba o Vale do Silício. No entanto, a discussão pode complicar a estratégia do governador Gavin Newsom, que vem tentando se firmar como um dos críticos mais proeminentes de Trump, de olho em uma posssível candidatura democrata à Presidência em 2028. Newsom, que tem uma relação próxima com a indústria de tecnologia e já foi prefeito de San Francisco, onde vivem muitos dos líderes do setor, prometeu lutar para impedir que a proposta vá adiante. Segundo o governador, o novo imposto poderia inibir a inovação e tornar a Califórnia menos atraente para startups. Em entrevista recente ao jornal New York Times, ele disse que a mera introdução da proposta já havia prejudicado o Estado, ao levar alguns bilionários a se mudarem e, assim, "levarem seus dólares de impostos com eles". Resposta às críticas Em análise conjunta, o órgão técnico e apartidário de assessoria fiscal da Assembleia Legislativa da Califórnia e o Departamento de Finanças do governador estimam que o novo imposto resultaria em dezenas de bilhões de dólares em receitas extraordinárias. Ao mesmo tempo, preveem que possa levar a centenas de milhões de dólares por ano em perdas contínuas devido à provável saída de alguns bilionários da Califórnia, para evitar a tributação. Apoiadores da proposta, no entanto, descartam a possibilidade de um grande "êxodo" de bilionários. "Minha opinião é a de que falar é fácil", observa Galle. "Em muitos casos anteriores, quando um governo, seja nacional ou local, iria adotar novos impostos para os super-ricos, ouvimos ameaças de que essas pessoas iriam partir. Mas elas não foram embora", afirma o professor da UC Berkeley. Galle cita o caso da própria Califórnia, que em 2012 estabeleceu um novo imposto sobre milionários. "Opositores disseram que iria destruir a economia. Em vez disso, hoje a Califórnia tem uma parcela maior de pessoas que ganham US$ 1 milhão do que tinha antes do imposto." "Há muitas evidências econômicas, ao redor do mundo e nos Estados Unidos, sobre se esses tipos de impostos causam respostas reais de deslocamento. E a evidência é de que, sim, alguns se mudam. Mas são poucos", diz Galle. Estabelecer domicilio fiscal fora da Califórnia é um processo complexo, que leva em conta uma série de fatores e envolve mais do que simplesmente comprar uma casa em outro Estado. "É um teste complicado para definir quem conta como residente da Califórnia, que analisa todos os vínculos sociais e comerciais, onde seus filhos frequentam a escola, quem é seu médico, que escritórios você frequenta quando vai trabalhar", destaca Galle. "Seria muito difícil mudar todos esses fatores para conseguir deixar de ser residente nas poucas semanas entre quando os bilionários começaram a falar sobre isso e o dia 1º de janeiro", diz Galle, lembrando que quem sair do Estado após essa data não vai evitar pagar o imposto. 'Corrigir desequilíbrios' O debate na Califórnia ocorre em um momento em que inúmeros estudos e especialistas em tributação indicam que os mais ricos pagam taxas de imposto menores do que a classe média trabalhadora. No artigo conjunto, os autores da proposta estimam que, "incluindo todos os impostos em todos os níveis de governo, bilionários pagaram 24% de sua verdadeira renda econômica em impostos nos anos de 2018 a 2020, enquanto a média nacional dos EUA foi de 30%". O novo imposto poderia ajudar a corrigir esse desequilíbrio, ao tributar toda a riqueza, "independentemente de ter sido realizada como renda ou não". Diferentemente de contribuintes assalariados, a maior parte da riqueza dos bilionários está em ações e outros ativos intangíveis e em investimentos tributados a uma alíquota menor. Os sistemas de imposto de renda dos Estados Unidos e da Califórnia tributam ganhos de capital e investimentos apenas quando o proprietário vende seus ativos. "O imposto de renda, mesmo que tenha alíquotas progressivas, em que as pessoas pagam mais conforme sua capacidade de pagar, não é muito eficiente em tributar os super-ricos", diz à BBC News Brasil outro dos arquitetos da proposta, Darien Shanske, professor da Faculdade de Direito da Universidade da Califórnia em Davis (UC Davis). "Isso ocorre porque os super-ricos não recebem renda. Eles têm muitos ativos, é isso que os torna ricos, e não precisam vendê-los para se beneficiar deles", afirma Shanske. "A maioria dos sistemas de imposto de renda tributa os investidores apenas quando vendem seus investimentos", complementa Galle. "Há um incentivo muito forte para que indivíduos ricos nos Estados Unidos simplesmente mantenham seus investimentos para sempre e não os vendam." Para os autores da proposta, como os bilionários "geralmente não têm muita renda comum, nem costumam vender seus ativos", mesmo se alguns realmente deixarem o Estado, o impacto não seria tão profundo. "Sua renda representa uma parcela relativamente pequena [cerca de 2,5%] do total de receitas do imposto de renda da Califórnia", diz o artigo, ao sugerir que a perda seria "muito pequena em relação à receita esperada de US$ 100 bilhões com o [novo] imposto". Dados citados pelos autores indicam que "o crescimento anual da riqueza dos bilionários [nos EUA] de 1982 a 2025 foi de cerca de 7,5% ao ano [ajustado pela inflação], enquanto a renda média cresceu apenas 1,5% ao ano no mesmo período". "O que é intrigante e, francamente, um pouco desanimador sobre algumas das reclamações por parte dos bilionários é que cada um deles, mesmo que pague o total de 5% no primeiro ano [em parcela única], ainda estará mais rico ao final do ano do que quando começou", afirma Shanske. "Porque seus ativos estão se valorizando a mais de 5%." "Como o pagamento pode ser parcelado em cinco anos, na prática, os bilionários continuarão a ver sua riqueza crescer, em média, cerca de 6,5% ao ano, ao mesmo tempo que fornecem ao Estado uma receita valiosa", diz o artigo. Segundo os autores, com o novo imposto, os super-ricos passariam a contribuir "com algo mais próximo de uma parcela justa de sua riqueza para sustentar o Estado no qual construíram suas fortunas".

  15. Simulação da Nasa mostra criação da Lua Depois de uma série de ajustes no cronograma e novos adiamentos causados pelo mau tempo na Flórida, a Nasa se aproxima de um momento histórico: o lançamento da Artemis II, a primeira missão tripulada rumo à Lua desde o fim do programa Apollo, em 1972. E desta vez, diferentemente da Artemis I, há astronautas a bordo. Quatro tripulantes vão viajar dentro da cápsula Orion, impulsionada pelo Space Launch System - SLS (em português, Sistema de Lançamento Espacial), o foguete mais poderoso já construído pela agência espacial americana. A Nasa trabalha com 8 de fevereiro como a data mais próxima para o lançamento, mas a confirmação depende das condições meteorológicas e da conclusão das etapas finais de preparação do foguete na plataforma do Centro Espacial Kennedy, na Flórida (entenda mais abaixo). 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça A missão terá duração aproximada de dez dias e não prevê pouso na Lua. O plano é levar os astronautas a um sobrevoo pelo satélite natural, passando pelo seu lado oculto e retornando à Terra em uma trajetória de “retorno livre”, que aproveita a gravidade da Terra e da Lua para trazer a cápsula de volta sem necessidade de grandes manobras de propulsão. Durante o voo, a tripulação vai testar sistemas essenciais da Orion em um ambiente de espaço profundo (longe da influência da Terra), incluindo suporte de vida, comunicações, navegação e controle manual da cápsula — etapas consideradas fundamentais antes de uma tentativa de pouso lunar. A bordo estão Reid Wiseman, comandante da missão; Victor Glover, piloto; Christina Koch, especialista de missão; e o canadense Jeremy Hansen. Eles serão os primeiros humanos a se afastar da Terra em mais de meio século, superando distâncias alcançadas desde as missões Apollo. Se bem-sucedida, a Artemis II abre caminho para a ainda mais aguardada Artemis III, missão que deve marcar o retorno de astronautas à superfície da Lua nos próximos anos, incluindo a primeira mulher e a primeira pessoa negra a pisar no satélite natural. Abaixo, você confere tudo sobre como será o voo da Artemis II e vai entender por que essa missão é considerada um dos passos mais importantes da nova era da exploração espacial. O foguete SLS e a cápsula Orion seguem presos ao lançador móvel rumo ao Complexo 39B, no Centro Espacial Kennedy, na Flórida, durante a preparação da missão Artemis II. NASA/Joel Kowsky O que é o programa Artemis? É um programa de missões lunares liderado pela Nasa, a agência espacial norte-americana. Seu nome deriva da deusa grega Artemis, irmã gêmea do deus Apolo, que deu o nome às missões originais de pouso na Lua, nos anos 1960. O programa visa pousar “a primeira mulher e a primeira pessoa de cor na Lua" em meados desta década. Para chegar lá, a Nasa planejou uma série de missões progressivas ao redor e na superfície lunar. A primeira missão, a Artemis I, aconteceu em novembro de 2022 e não foi tripulada. Agora, quatro astronautas viajarão ao redor da Lua durante 10 dias, testando todos os sistemas da Orion com humanos a bordo. Eles não pousarão no satélite natural, mas chegarão a aproximadamente 7.500 km além do nosso satélite natural, mais longe do que qualquer ser humano já esteve da Terra. A terceira missão, a Artemis III, prevista para não antes de 2027 ou 2028, levará astronautas de volta à superfície lunar pela primeira vez desde a Apollo 17 em 1972. O pouso acontecerá no polo sul da Lua, uma região nunca antes explorada por humanos. No futuro mais distante, a Nasa planeja inclusive não apenas explorar a superfície da Lua, mas também estabelecer uma presença humana permanente em solo lunar e construir uma estação espacial chamada Gateway, que orbitará o satélite e servirá como base para missões de longa duração. O objetivo final é usar a Lua como "trampolim" para futuras missões tripuladas a Marte. A cápsula Orion passa por uma câmara de vácuo durante testes ambientais antes da missão Artemis II. NASA/GRC/Quentin Schwinn O que são o foguete SLS e a cápsula Orion? O SLS é um megafoguete que enviará ao espaço a cápsula Orion, veículo que serve de transporte para essa nova geração de astronautas em missões lunares. Com 98 metros, o SLS é mais alto que a Estátua da Liberdade e classificado pela Nasa como seu “mais poderoso foguete”. Embora um pouco menor que o Saturno V, que enviou os astronautas Buzz Aldrin e Neil Armstrong à Lua em 1969, o modelo produz 4 milhões de kg de empuxo, o equivalente a 14 aviões Boeing 747. O foguete tem dois propulsores de combustível sólido nas laterais e um estágio central equipado com quatro motores RS-25. Após consumir todo seu combustível durante a subida, o estágio central se separa e um estágio superior chamado ICPS (Estágio criogênico provisório de propulsão, em tradução livre) continua impulsionando a Orion para além da órbita terrestre. Já a cápsula Orion, acoplada no topo do SLS, foi projetada para suportar o ambiente hostil do espaço profundo. O módulo da tripulação, onde os astronautas viajam, tem capacidade para quatro pessoas e conta com sistemas de suporte de vida, painéis de controle avançados e janelas que permitirão vistas espetaculares da Terra e da Lua. Um componente crucial da Orion é o Módulo de Serviço Europeu (ESM), construído pela Agência Espacial Europeia e pela Airbus na Alemanha. Ele fornece propulsão, energia elétrica através de painéis solares, controle térmico, água e os gases respiráveis (oxigênio e nitrogênio) essenciais para manter a tripulação viva durante toda a missão. A Orion também possui um sistema de escape de lançamento no topo, que pode puxar rapidamente o módulo da tripulação para longe do foguete em caso de emergência durante o lançamento. “A Artemis II será um passo decisivo para a exploração espacial humana”, disse o administrador da NASA, Jared Isaacman. “A Artemis II representa um avanço rumo ao estabelecimento de uma presença lunar duradoura e ao envio de americanos a Marte. Não poderia estar mais impressionado com a equipe da NASA e com a tripulação da Artemis II, e desejo sucesso a todos. Avante, com ousadia.” Técnicos içam o estágio central do foguete SLS no Centro de Montagem Michoud, em Nova Orleans. A estrutura será usada no lançamento da Artemis II, primeira missão tripulada do novo programa lunar da NASA. NASA/Michael DeMocker Quem são os astronautas? São três homens e um mulher. Entre eles, um homem negro. A astronauta Christina Hammock Koch será a primeira mulher que irá para uma missão ao redor da Lua organizada pela Nasa. Já Victor Glover será o primeiro homem negro. Os escolhidos foram: Jeremy R. Hansen - função: especialista de missão; é um coronel da Força Aérea Real Canadense e o primeiro canadense escolhido para um voo para a Lua; Victor Glover - função: piloto; é um aviador da Marinha dos EUA e veterano de quatro caminhadas espaciais; Christina Hammock Koch - função: especialista de missão; ela é uma engenheira que já detém o recorde de voo espacial contínuo mais longo por uma mulher e fez parte das três primeiras caminhadas espaciais femininas da Nasa; Reid Wiseman - função: comandante, é ex-piloto de caça da Marinha dos EUA. Todos os três astronautas da Nasa escolhidos para a missão Artemis 2 são veteranos de expedições anteriores a bordo da Estação Espacial Internacional. O canadense Hansen é um novato em voos espaciais. Os quatro astronautas da Artemis II, missão que vai levar a tripulação em um voo de cerca de 10 dias ao redor da Lua. Nasa A Artemis II vai pousar na lua? Como vai ser essa missão? Novamente, não veremos um pouso lunar desta vez. Esta é uma missão de teste tripulada que preparará o terreno para o pouso lunar da Artemis III, previsto para acontecer alguns anos depois. Se tudo ocorrer como planejado, essa viagem ao redor da Lua levará cerca de 10 dias e será a primeira vez em mais de 50 anos que seres humanos viajarão para além da órbita terrestre. A missão começará com o lançamento do foguete SLS do Centro Espacial Kennedy, na Flórida. Após a decolagem, a Orion e seu estágio superior entrarão em órbita ao redor da Terra, onde permanecerão por aproximadamente um dia completo, período em que os astronautas deve realizar checagens importantes dos sistemas da nave ainda relativamente perto do nosso planeta. Durante essa fase em órbita terrestre, a tripulação também assume o controle manual da Orion para um teste inédito: os astronautas vão pilotar a cápsula nas proximidades de uma parte do foguete já separada, simulando manobras que serão necessárias em missões futuras, como a aproximação de outras naves e estruturas no espaço, incluindo a estação lunar Gateway. Ao se aproximar da Lua, a Orion vai passar entre 6.400 e 9.600 quilômetros acima da superfície lunar, distância que deve variar conforme a data exata do lançamento. E mesmo sendo mais distante do que o sobrevoo feito pela Artemis I, a trajetória ainda levará os astronautas a dezenas de milhares de quilômetros mais perto da Lua do que qualquer ser humano esteve nos últimos 50 anos. Como será a trajetória da missão. Alberto Corrêa/Arte g1 O momento mais marcante da missão deve acontecer quando a cápsula voar atrás do lado oculto da Lua - o lado que não conseguimos avistar aqui da Terra. Durante essa passagem, a tripulação ficará sem comunicação com a Terra por 30 a 50 minutos, enquanto fotografa e filma a superfície lunar para observações científicas. Após contornar a Lua, a Orion viajará aproximadamente 7.500 km além do lado oculto, alcançando o ponto mais distante da Terra que humanos já atingiram - quebrando o recorde estabelecido pela Apollo 13 em 1970. E, diferentemente das missões Apollo, a Artemis II não depende de grandes queimas de motor para voltar. Depois de passar pela Lua, a Orion entra em uma trajetória de retorno livre, em que a gravidade conduz a espaçonave de volta à Terra, reduzindo a necessidade de combustível e aumentando a segurança da missão. No total, a Orion viajará mais de 2,2 milhões de quilômetros durante sua missão. Ao retornar, a espaçonave entrará na atmosfera terrestre a aproximadamente 40.000 km/h - uma das reentradas mais rápidas já realizadas por uma nave tripulada. O escudo térmico da Orion enfrentará temperaturas de cerca de 3.000 graus Celsius. Finalmente, após uma sequência de paraquedas - primeiro dois paraquedas estabilizadores, depois três paraquedas-piloto e finalmente três paraquedas principais de 35 metros de diâmetro - a cápsula amerissará (pousará) no Oceano Pacífico, onde será recuperada pela Nasa. LEIA TAMBÉM: Arte rupestre mais antiga do mundo é identificada na Indonésia; veja IMAGEM Astronauta da Nasa que ficou 'presa' no espaço se aposenta menos de um ano após retorno à Terra Como um brasileiro invadiu os sistemas da Nasa e foi reconhecido pela agência espacial dos EUA Por que a Nasa ainda não lançou o foguete? A Artemis II ainda não saiu do chão porque a Nasa decidiu avançar com cautela máxima antes de colocar astronautas novamente em uma missão lunar tão importante. Desde o voo de teste realizado em 2022, a agência vem revisando sistemas, ajustando procedimentos e aceitando atrasos como parte do processo para reduzir riscos. O principal ponto de atenção surgiu justamente após a missão Artemis I, quando análises revelaram danos inesperados no escudo térmico da cápsula Orion. Durante a reentrada na atmosfera terrestre, mais de 100 pontos de desgaste foram identificados: pedaços do material de proteção se desprenderam de forma irregular, um comportamento que poderia comprometer a segurança de uma missão tripulada. Fora isso, investigações descobriram que gases ficaram presos dentro do revestimento da cápsula durante a reentrada, o que provocou fissuras no material. A Nasa precisou realizar ao todo mais de 100 testes em diferentes centros para entender o problema e, por isso, decidiu alterar o perfil de reentrada da Artemis II para reduzir esse risco. Além do escudo térmico, os sistemas de suporte à vida — que fornecem ar respirável, água e controle de temperatura durante os 10 dias de viagem — também passaram por testes extras. E mesmo com as correções encaminhadas, a agência ainda precisa concluir o ensaio final com o foguete na plataforma. É o chamado Wet Dress Rehearsal (algo como ensaio geral "molhado"), que simula o abastecimento de combustível, a contagem regressiva completa e procedimentos de emergência. Aliado a isso, o clima também atrapalhou. No fim do último mês, uma onda de frio intenso na Flórida inviabilizou os testes da agência — o ar ártico representa risco para os propulsores de combustível sólido, e a memória do desastre do Challenger, em 1986, causado por falha em condições de frio, ainda pesa nessas decisões. Por isso, por causa do tempo, o ensaio da Artemis II foi adiado para 31 de janeiro, empurrando a data de lançamento mais próxima para 8 de fevereiro. Se essa janela for perdida, o próximo lançamento só pode acontecer em 10 e 11 de fevereiro, ou então em março e abril. John Honeycutt, chefe da equipe de gestão da missão, resumiu a filosofia da Nasa: "Vamos voar quando estivermos prontos. A segurança da tripulação será nossa prioridade número um." Equipes da Nasa treinam procedimentos de resgate no mar durante simulação de emergência da missão Artemis II, na costa da Flórida. O exercício usou um modelo em tamanho real da cápsula Orion, em 12 de junho de 2025. NASA/Isaac Watson Há pressão política para lançar a Artemis II? Sim, mas não do tipo que força a Nasa a lançar a qualquer custo. A pressão existe e vem de várias frentes — do Congresso americano, de parceiros internacionais e da competição geopolítica com a China. Isso acontece porque a missão está no centro de uma nova corrida espacial. De um lado, os Estados Unidos lideram uma coalizão de países aliados. Do outro, China e Rússia promovem seu próprio projeto lunar, com planos ousados de pousos tripulados chineses até 2030. Por causa disso, políticos americanos até usaram expressões como "Lua vermelha" para descrever o risco de a China dominar a corrida caso os EUA atrasem demais. Fora isso, a missão carrega peso diplomático: A Artemis II inclui o astronauta canadense Jeremy Hansen como parte de um acordo pelo qual o Canadá fornece o braço robótico Canadarm3 para a futura estação lunar Gateway, em troca de vagas em missões do programa. A Europa participa com o Módulo de Serviço da cápsula Orion, já integrado à cápsula que voará na Artemis II, além de componentes de módulos habitacionais do Gateway. O Japão contribui com sistemas de suporte à vida e com o desenvolvimento de um rover pressurizado para missões futuras na superfície lunar. Já os Emirados Árabes Unidos ficaram responsáveis pela câmara de ar de tripulação do Gateway. Assim, para os parceiros internacionais, a Artemis II funciona como um teste de confiança no programa e um passo decisivo antes da montagem da estação lunar e das próximas missões tripuladas. Como é a estrutura do SLS Alberto Corrêa/Arte g1 E os outros lançamentos? Por ora, haverá pelo menos mais duas missões tripuladas no programa: a Artemis III e a Artemis IV, além de outras planejadas para estabelecer presença humana permanente na Lua. A Artemis III será a primeira missão tripulada da agência espacial americana que pousará na Lua desde 1972. Prevista para acontecer "não antes de 2027", segundo a Nasa, embora especialistas considerem 2028 um período mais realista, a missão fará história ao pousar a primeira mulher e a primeira pessoa negra na superfície lunar, especificamente na região do polo sul da Lua — uma área nunca antes explorada por humanos. Para a Artemis III, a Nasa ainda precisa escolher entre duas opções de módulo de pouso: o Starship da SpaceX ou uma nave desenvolvida pela Blue Origin, de Jeff Bezos. Novos trajes espaciais fabricados pela empresa Axiom também ainda estão em desenvolvimento. Depois da Artemis III, o programa entrará em uma nova fase. As missões Artemis IV e V começarão a construir a Gateway, uma pequena estação espacial que orbitará a Lua. Essa estação servirá como base de operações para pousos lunares mais longos e frequentes, com mais países envolvidos na exploração. O objetivo de longo prazo é manter pessoas vivendo e trabalhando na Lua e ao seu redor por períodos estendidos, desenvolvendo novas capacidades de exploração. Se tudo isso der certo, robôs também operarão na superfície lunar, coletando amostras e realizando experimentos. LEIA TAMBÉM: Matéria escura: Mapa revela 'esqueleto oculto' que mantém o cosmos unido Astrônomos encontram planeta semelhante à Terra com 50% de chance de ser habitável Protetor solar vendido em lojas de material de construção viraliza nas redes; entenda se há diferença X-59: avião supersônico da NASA terá testes contra barulho extremo

  16. O Irã dificilmente conseguiu reparar o estrago em seu arsenal provocado pela guerra de 12 dias contra Israel e os EUA, em 2025. Segundo analistas ouvidos pelo g1, os danos causados nas defesas do país agora dão a Donald Trump uma "excelente" oportunidade para atacar novamente e pressionar o regime do aiatolá Ali Khamenei. O presidente dos EUA ameaça o Irã com uma ação militar, caso o regime se recuse a negociar limitações ao seu programa nuclear. A pressão escalou nas últimas semanas com o envio de uma grande força ao Oriente Médio, com navios de guerra e jatos de combate (veja mais abaixo). ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Ainda não se sabe se o cerco militar de Trump será suficiente para fazer o regime Khamenei negociar um acordo nuclear, porém, uma coisa é certa: os EUA têm à frente uma grande oportunidade para atacar o Irã, afirmou ao g1 Ana Karolina Morais, pesquisadora da Universidade de São Paulo (USP) e do Núcleo de Pesquisa em Relações Internacionais (NUPRI). “Do ponto de vista tático, acho difícil, mas não impossível, que Trump faça algo mais ousado ou até mesmo tente depor o aiatolá. Os EUA têm uma excelente oportunidade de atacar o Irã, porque a Rússia voltou as atenções para a Ucrânia, e Bashar al-Assad foi deposto. É como se a Síria fosse a única coisa que restava no caminho da escalada de EUA e Israel contra o Irã”, disse Ana. Trump considera desde bombardeios até incursões dentro do país para pressionar por uma mudança de regime, segundo a mídia dos EUA. Já Teerã afirma que qualquer agressão militar norte-americana será interpretada como um ato de guerra e disse estar pronto para uma "resposta esmagadora". Buracos na defesa x discurso iraniano Apesar da retórica de força do regime iraniano, o país enfrentaria sérios problemas para se defender de um bombardeiro dos EUA e para responder de forma eficaz, afirmou ao g1 Vitelio Brustolin, professor de Relações Internacionais da UFF e pesquisador de Harvard. "O Irã gastou muitos de seus mísseis contra Israel no ano passado e com certeza não tiveram condições de repor. Já a defesa aérea do Irã tem áreas descobertas e isso ficou claro nos bombardeios do ano passado. Dificilmente essas deficiências foram reparadas ao longo dos meses subsequentes aos bombardeios", afirmou Brustolin. O governo iraniano, no entanto, afirma estar pronto para a guerra e diz que aumentou seus estoques de mísseis e drones. Segundo o general Reza Talaei-Nik, porta-voz do Ministério da Defesa iraniano, "a capacidade das defesas antimísseis do país foi fortalecida e se tornou mais eficaz graças às experiências adquiridas durante a guerra". Mas, o discurso do regime iraniano é visto com cautela pelos analistas. Segundo eles, o país tenta se mostrar forte o tempo todo — inclusive, se declarou vencedor da guerra contra Israel e os EUA, o que não aconteceu. Outro fator que contribui para desacreditar em parte as falas oficiais são as sanções internacionais impostas ao Irã, que dificultam a capacidade de adquirir novos armamentos e baterias de defesa aérea e também de reparar a indústria de mísseis (leia mais abaixo). Para Vitelio Brustolin, dada a situação atual do regime Khamenei, Trump está em condições inclusive de tentar tirar o aiatolá do poder e colocar alguém alinhado aos interesses dos EUA, tal qual a Casa Branca fez na Venezuela. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Ataque por via aérea Um ataque dos EUA contra o Irã necessariamente seria pela via aérea, já que os países não são vizinhos e não há indícios de preparativos para uma invasão terrestre a partir de países que fazem fronteira com os iranianos. Nesse caso, o Exército norte-americano lançaria mísseis e jatos a partir de navios de guerra e de bases aéreas situadas em países aliados no Oriente Médio. É provável também que Israel se junte a uma ofensiva americana. O cerco do Exército dos EUA ao Irã Trump enviou o grupo de ataque USS Abraham Lincoln, que contém o porta-aviões de mesmo nome e ao menos três destróieres como escolta. A bordo do USS Abraham Lincoln estão ao menos 60 aeronaves de guerra. Veja a força militar abaixo: USS Abraham Lincoln (porta-aviões); USS Spruance, USS Michael Murphy, USS Frank E. Petersen Jr. e USS Delbert D Black (destróieres); Cerca de 56 jatos dos modelos F-35 e F-18 (a bordo do porta-aviões); Ao menos 1 submarino nuclear da classe Virginia; Cada um desses destróieres tem capacidade para carregar até 96 mísseis Tomahawk, de longo alcance e difíceis de serem detectados. As embarcações se juntaram recentemente à região do Comando Central do Exército dos EUA, que responde pelo Oriente Médio. Ao todo, há ao menos dez navios de guerra norte-americanos no alcance do Irã, segundo o jornal “The New York Times” (veja abaixo). O porta-aviões e os destróieres Spruance, Michael Murphy e Frank E. Petersen Jr. estão no Mar Arábico, ao sul do Irã. Já o Delbert D Black está perto do porto israelense de Eilat, do outro lado da Península Arábica e a cerca de 1.200 km do território iraniano. Segundo a Marinha dos EUA, outros cinco destróieres fazem parte do grupo de ataque do USS Abraham Lincoln e deveriam estar junto com o porta-aviões, são eles: USS Milius, USS Decatur, USS Kidd, USS Dewey e USS Wayne E. Meyer. Essas embarcações são acompanhados por diversos jatos e outras aeronaves. Algumas estão a bordo do USS Abraham Lincoln e outras estão estacionadas nas 19 bases militares em diferentes países do Oriente Médio, como Catar, Arábia Saudita, Bahrein, Iraque, Emirados Árabes Unidos e Kuwait. Gui Sousa/Arte g1 Editoria de Arte/g1 Como estão hoje arsenal e defesas do Irã? Irã e Israel travaram, em junho de 2025, uma guerra de 12 dias com trocas de bombardeios. Cerca de mil pessoas morreram e outras 5 mil ficaram feridas no Irã. Em Israel, foram 28 mortos e cerca de 3,3 mil feridos. Os EUA se envolveram no conflito e bombardearam três instalações nucleares iranianas —Fordow, Isfahan e Natanz. Após o fim da guerra, o Irã correu para reabastecer seu arsenal de mísseis, composto por projéteis balísticos e de cruzeiro, e em agosto realizou exercícios militares para demonstrar força. Segundo estimativas de institutos especializados, Teerã utilizou entre 500 e 600 mísseis e mais de 1.000 drones no conflito. Mísseis iranianos Contando os mísseis utilizados e as eventuais perdas por bombardeios israelenses, que alvejaram instalações militares e galpões, é possível que o arsenal de mísseis do Irã tenha caído dos estimados 3 mil no primeiro semestre de 2025 para cerca de 1.500 atualmente. Segundo Vitelio Brustolin, é quase improvável que o governo iraniano tenha conseguido repor seu arsenal, levando em conta as sanções que enfrenta, apesar das afirmações de Teerã. Interior de uma das "cidades de mísseis" onde é armazenada uma grande quantidade de mísseis balísticos Kheibar Tansim Defesas aéreas O mesmo ocorre com as defesas aéreas do Irã. Israel afirma que destruiu cerca de 40 sistemas S-300, de fabricação russa e altamente avançados. Dados do Instituto Internacional de Estudos Estratégicos (IISS) do início de 2025 afirmam que o Irã tinha ao menos 42 baterias de S-300 e S-200 como trunfo de sua defesa aérea. O Irã tem defesas aéreas consideradas robustas, até por serem reforçadas por tecnologia russa. São um sistema multicamadas, com dezenas de dispositivos de médio alcance e centenas de baterias de curto alcance. No entanto, todo esse aparato falhou durante os ataques de Israel, segundo Ana Karolina Morais. Segundo o IISS, um dos trunfos do Irã está em sua indústria militar, que “atingiu alto grau de proficiência na produção de alguns tipos de armamentos avançados”, como os mísseis e os drones. Os drones de ataque produzidos por Teerã estão entre os mais tecnológicos do mundo, e o regime Khamenei tem centenas de milhares desses projéteis em seu arsenal. A combinação de seu programa de mísseis e a forte indústria drones de ataque compensam pela força aérea iraniana, que é “incapaz”, segundo o IISS. Apesar de contar com mais de 270 jatos fabricados nos EUA e na Rússia, a falta de peças causada pelas sanções prejudica na prontidão dessa força. Veja abaixo os jatos que o Irã tinha no primeiro semestre de 2025: 69 F-5; 55 F-4; 35 Mig-29; 29 Su-24; 18 F-7; 12 Mirage; 10 F-14; 6 Azarakhsh; 6 HESA Saegheh.

  17. Luan Moore Aguiar Martins Divulgação Luan Moore Aguiar Martins de Mello tinha 13 anos quando foi apreendido pela primeira vez pela polícia, em 2020. Na quinta-feira, aos 18 anos e três meses, foi preso após ser apontado como o principal responsável por furtos a residências de alto padrão na Zona Sul do Rio. Luan foi preso na comunidade de Manguinhos, na Zona Norte, durante uma operação policial. Contra ele havia um mandado de prisão por furto no interior de residência e receptação. O prejuízo estimado, de acordo com os investigadores, pode chegar a R$ 1 milhão por residência, especialmente nos imóveis de mais alto padrão. As investigações tiveram início em setembro de 2025, após uma sequência de furtos registrados em imóveis de alto padrão. Segundo a polícia, o suspeito escolhia os imóveis com mais facilidade de acesso e menor risco de ser visto. "Ele ficava acampado na mata e furtava as residências. Ele furtou um apartamento no Jardim Botânico pulando uma altura muito alta. Jardim Botânico, Gávea e São Conrado tinham muitos problemas com ele ", relatou a delegada Daniella Terra, da 15ª DP (Gávea). De acordo com os investigadores, Luan selecionava residências que poderiam ter grande potencial de abrigar objetos de alto valor. Uma vez dentro das casas, ele percorria todos os cômodos em busca de joias, relógios, bolsas de luxo e outros artigos. Registros policiais indicam pelo menos dois roubos em 2026 antes da prisão de Luan. Policiais que o apreenderam em outras ocorrências afirmaram ao g1 como ele reagia ao ser apreendido quando ainda era menor de idade: "Ele era abusado demais. Ele ria, e falava: 'Daqui a pouco eu estou solto", contou um agente. Histórico criminal Luan tem 47 anotações criminais. Antes de completar a maioridade, ele foi apreendido dez vezes, todas pelo mesmo crime: furto no interior de residência. Em 2024, ainda com 16 anos, participou de um roubo na rua Araucaira, no Jardim Botânico, em que um Ipad foi roubado de uma residência. Luan, apontado como suspeito, teria entrado pela varanda. Este é o primeiro registro contra Luan pelo crime. Já adulto, voltou a ser investigado por delitos semelhantes, mantendo o mesmo modo de agir. Segundo a polícia, a reincidência levou o suspeito a ser comparado com Pedro Dom. O criminoso da classe média carioca, apelido de Pedro Machado Lomba Neto, chefiou uma quadrilha especializada em assaltar prédios de luxo. Ele foi morto pela polícia em 2005. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias do RJ em tempo real e de graça Além de também roubar celulares e cometer furtos, Luan teve problemas em unidades socioeducativas do Degase em 2025: tentou enforcar um colega interno de um centro em Nova Friburgo, na região Serrana, em junho. Meses antes, em março, foi responsável por uma rebelião e tentou fugir da unidade de Volta Redonda. Polícia recupera itens roubados no réveillon Nesta sexta-feira (30), policiais da 15ª DP encontraram em um imóvel perto da comunidade de Manguinhos, na Zona Norte, usado por Moore para armazenar materiais furtados até a revenda. Ele foi apontado pelo próprio criminoso após a prisão. No local, foram localizadas diversas joias e relógios subtraídos de uma casa em São Conrado na noite do réveillon. O imóvel estava vazio e não houve novas prisões. Todo o material recuperado foi apreendido e será devidamente restituído ao proprietário . Veja os vídeos que estão em alta no g1 Objetos vendidos abaixo do mercado De acordo com a 15ª DP (Gávea), após os furtos, os objetos eram revendidos a receptadores, principalmente peças de ouro e relógios de marcas renomadas. A polícia afirma que os itens eram negociados por valores muito abaixo do preço de mercado — cerca de R$ 450 por grama de ouro —, sem que fossem consideradas as marcas ou assinaturas das joias, que poderiam elevar o valor real em até dez vezes. As investigações também apontam que o suspeito utilizava as redes sociais para divulgar os itens furtados. Para a polícia, as publicações tinham o objetivo de desafiar as forças de segurança e atrair interessados na compra dos objetos. Objetos roubados pelo criminoso eram revendidos Reprodução Ostentação nas redes sociais Ainda segundo a Polícia Civil, o valor obtido com os furtos era usado em restaurantes e hotéis de luxo, geralmente com pagamentos feitos em dinheiro vivo. A rotina de gastos e ostentação também eram exibida com frequência nas redes sociais do investigado. Luan Moore ostentava nas redes sociais: 'Pra lá de mil' Divulgação

  18. Painel eletrônico mostra as flutuações de ações na B3, em 28 de outubro de 2021 REUTERS/Amanda Perobelli Depois de uma alta expressiva em 2025, o Ibovespa abriu o ano novo sem tirar o pé do acelerador. Nesta sexta-feira (30), o principal índice da bolsa fechou aos 181.364 pontos, acumulando valorização superior a 12% no mês e registrando o melhor resultado para janeiro em 20 anos, segundo a B3. Embalado pela expectativa de cortes de juros no Brasil e no exterior, e pela retomada da entrada de capital estrangeiro na bolsa, o índice já acumula oito recordes de fechamento neste ano e alta de 43% em 12 meses. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Na prática, quem investiu em produtos ligados ao Ibovespa no último ano teve motivos para comemorar. A valorização do índice superou, de longe, o CDI, taxa referência de mercado e que acompanha a Selic — que atualmente está em 15% ao ano, o maior patamar em quase 20 anos. Mas, apesar de atrair potenciais novos investidores, o cenário também gera dúvidas para quem quer aproveitar o bom momento da bolsa: quando os ganhos com ações ficam elevados, o mercado costuma registrar uma realização de lucros (conhecida como “take profit”). 🔎 Esse movimento ocorre quando investidores que compraram ações na baixa decidem vender para converter o ganho em dinheiro. Quando muitos investidores fazem o mesmo, o preço dessas ações tende a recuar. Nesse cenário, considerando que a rentabilidade da renda fixa continua atrativa, ainda vale a pena investir na bolsa e aproveitar o boom das ações? Ou o bonde já passou e quem ganhou, ganhou? Veja os vídeos em alta no g1: Veja os vídeos que estão em alta no g1 Para especialistas ouvidos pelo g1 ainda há espaço para investir em ações e aproveitar o bom momento do mercado brasileiro. Pela análise, empresas de alguns setores podem se beneficiar bastante nos próximos meses, com a expectativa de corte da Selic já na próxima reunião do Copom, em março. Segundo a projeção dos analistas de mercado, a taxa deve cair a 12,25% ao ano até o fim de 2026. Entenda ponto a ponto abaixo. Ainda vale investir na bolsa? Para Bruna Sene, analista de renda variável da Rico, ainda pode ser vantajoso investir na bolsa mesmo após uma alta tão forte do índice. Segundo ela, a realização de lucros é natural e também pode criar novas oportunidades de entrada. “Não é porque o Ibovespa subiu muito que todos os papéis também se valorizaram da mesma forma. Por isso, a seletividade nas ações continua sendo importante”, afirma. 📈 O Ibovespa é o principal índice da bolsa e reúne as ações mais negociadas. Quando várias empresas se valorizam, o índice sobe, e quando caem, ele recua. Algumas companhias, como Petrobras, Vale e Itaú, têm maior peso e influenciam mais fortemente o resultado. O economista-chefe da Análise Econômica, André Galhardo, ressalta que as condições estão favoráveis à economia brasileira, com expectativa de que o país volte a crescer em ritmo semelhante ao projetado para 2025 — quando o mercado estima que o Produto Interno Bruto (PIB) tenha avançado 2,26%. Isso tende a beneficiar empresas listadas no índice. Embora o Brasil ainda enfrente uma taxa de juros elevada, o corte previsto para março, considerado tardio por Galhardo, deve beneficiar empresas mais afetadas por uma Selic alta. “Com esse ciclo de redução dos juros, as companhias podem registrar ganhos — o que, por sua vez, tende a valorizar suas ações, especialmente no comércio e na indústria, setores mais afetados pela alta da taxa de juros”, afirma. Quais setores têm maior potencial de ganho? Gabriela Barssottini, CFP e assessora de investimentos da Knox Capital, lembra que, no último ano, as empresas que mais se destacaram foram da construção civil, do setor de tecidos, vestuário e calçados, além de intermediários financeiros. O setor bancário também teve forte desempenho: as ações do Itaú subiram cerca de 70% em 12 meses, as do Bradesco avançaram mais de 80% e as do BTG Pactual, mais de 90%. O Santander cresceu 50%, enquanto o Banco do Brasil recuou cerca de 5%. “Os bancos estão entre os setores com maior potencial para 2026, beneficiados pela margem de lucro nas operações de crédito, pela expansão do crédito e pela queda futura da taxa de juros”, afirma Barssottini. Além da expectativa de um ciclo de cortes na Selic, André Galhardo, da Análise Econômica, ressalta a força da economia dos Estados Unidos e, especialmente, da China — fator que beneficia as exportações de commodities. “O Banco Popular da China promete, em 2026, continuar oferecendo instrumentos para que a economia cresça no ritmo desejado pelo Partido Comunista Chinês. Isso beneficia, por exemplo, as empresas mineradoras”, diz Galhardo. A Vale acompanhou o bom momento do setor no último ano. Os papéis da mineradora, com um dos maiores pesos no Ibovespa, subiram mais de 70% em 12 meses. Esse movimento também pode beneficiar a Petrobras. 🔎 A lógica é que, com grandes potências econômicas aquecidas e maior consumo, a demanda por commodities aumente, elevando seus preços. Isso beneficia empresas exportadoras brasileiras, valoriza seus papéis e atrai investidores, impulsionando a bolsa. Mas e a renda fixa? Os investimentos em renda fixa acompanham ou são influenciados pela Selic. A projeção de Antônio Sanches, analista de research da Rico, é de um corte de 0,5 ponto percentual nos juros em março, seguido de mais quatro cortes consecutivos da mesma magnitude, o que levaria a taxa a 12,50% no segundo semestre. Ele destaca que, mesmo com a redução, os investimentos em renda fixa devem continuar em nível elevado, considerando o risco relativamente baixo para o investidor. “Com isso, a renda fixa continua bastante atrativa, assim como os títulos pós-fixados, especialmente para objetivos de curto prazo ou para investidores conservadores que buscam previsibilidade na rentabilidade”, diz. Os principais investimentos em renda fixa são: Tesouro Direto: inclui Tesouro Selic, Tesouro Prefixado e Tesouro IPCA+. É um empréstimo ao governo federal, com remuneração ligada à Selic, a uma taxa fixa ou à inflação. Costuma ser considerado o investimento mais seguro do país. Títulos bancários: incluem CDB, LCI, LCA e LC. São empréstimos a bancos, que pagam juros ao investidor. Muitos contam com proteção do FGC (Fundo Garantidor de Créditos), de até R$ 250 mil por CPF e por instituição. Crédito privado (títulos de empresas): inclui debêntures, CRI e CRA. São empréstimos a empresas ou a setores específicos, como imobiliário e agronegócio. Em geral, oferecem maior rentabilidade, mas com mais risco. Fundos de renda fixa: reúnem diversos títulos de renda fixa em uma carteira gerida por um profissional, facilitando a diversificação e o acesso a diferentes ativos. Sanches afirma que é importante que o investidor diversifique a carteira, para não concentrar um percentual muito grande em um único emissor ou até mesmo em um único setor da economia. "Isso ajuda a evitar eventuais estresses de crédito no mercado, especialmente em um cenário de juros elevados por um período prolongado", diz. ENTENDA O OTIMISMO DA BOLSA E O QUE ESPERAR PARA 2026: Relembre o que fez a bolsa disparar em 2025 Segundo especialistas ouvidos pelo g1, o bom desempenho da bolsa brasileira no ano refletiu, sobretudo, os seguintes fatores: Cortes de juros nos EUA, com expectativa de novas reduções em 2026; Realocação de investimentos em meio a incertezas sobre as contas públicas e a política econômica de Donald Trump nos EUA, o que favoreceu ativos brasileiros; Expectativa de cortes de juros no Brasil, com o mercado de olho em 2026; Maior resiliência do Brasil nas tensões comerciais com os EUA, reduzindo impactos sobre empresas exportadoras; Ações de empresas brasileiras ainda negociadas abaixo dos níveis pré-pandemia, o que atraiu investidores; Expectativa de mudanças no cenário político, em especial na condução das contas públicas, com a proximidade das eleições de 2026.

  19. Sociólogo Vinicius Ribeiro Alvarez Teixeira, autor do livro 'Arco-íris brilha com glitter: livro investiga ativismos LGBTQIA+ no carnaval de rua de São Paulo' Marcos Credie “Parece só uma festa, mas o fervo também é luta.” É assim que o sociólogo Vinicius Ribeiro Alvarez Teixeira resume o carnaval de rua em São Paulo — tema do seu novo livro "Arco-íris brilha com glitter: livro investiga ativismos LGBTQIA+ no carnaval de rua de São Paulo". A obra será lançada neste sábado (31) na Ocupação Fervo, na Água Branca, Zona Oeste da capital, a partir das 16h. O evento será em formato de festa, com apresentação do Bloco Abacaxi de Irará, além de bate-papo com o autor e sessão de autógrafos. Em entrevista ao g1, Teixeira explica que o objetivo do livro — que nasceu de uma pesquisa de doutorado na USP — é mostrar como coletivos e pessoas LGBTQIA+ ocupam as ruas, constroem visibilidade e resistem ao preconceito por meio da música, da festa e dos corpos diversos durante o carnaval paulistano. Participar de um bloco LGBTQIA+ significa pertencer e dar visibilidade à diversidade de gênero e sexual, além de resistir à homofobia, à transfobia e ao machismo. A minha pesquisa me leva a compreender o carnaval como a festa feminina popular de raízes africanas, homossexual, transgênera e queer de uma sociedade estruturalmente machista, patriarcal, erotista, racista e homotransfóbica. Blocos fazem ensaios e shows pra afinar detalhes e fazer caixa para o carnaval de rua de SP Para o pesquisador, o crescimento dos blocos de rua em São Paulo está diretamente ligado ao contexto político que se intensificou no país a partir de 2013 com as Jornadas de Junho. Segundo ele, aquele período foi marcado por uma forte efervescência e pelo surgimento de novas formas de organização coletiva, menos hierárquicas e mais horizontais. “A ideia de coletivo estava muito em voga. Eram organizações mais transversais, que rompiam um pouco com a lógica hierárquica de partidos políticos e movimentos sociais tradicionais. O bloco de carnaval vira uma dessas maneiras de organização”, afirma. Essa presença nas ruas, explica Teixeira, também carrega um sentido de pertencimento. Para ele, quando pessoas LGBTQIA+ se reúnem em blocos, não estão apenas celebrando, mas afirmando o direito de existir na cidade — similar ao que acontece na Parada do Orgulho LGBT+. Expressão da identidade O carnaval de rua também é um momento de expressão, em especial para a comunidade LGBTQIA+, aponta Teixeira. “Eu acho que ninguém fica fora do arco-íris na rua. O carnaval é um momento privilegiado de expressão de todas as letras, de toda a diversidade de identidade de gênero e orientação sexual”, diz. Para ele, a festa abre brechas para experimentar formas de ser que, muitas vezes, não encontram espaço no cotidiano. Uma das pessoas entrevistadas na pesquisa, por exemplo, contou ter começado a entender que era não binária justamente durante o carnaval, ao brincar com roupas e expressões de gênero. 🔎 Não binário é alguém que não se encaixa exclusivamente no que se compreende como "homem" ou "mulher". “A possibilidade de se expressar de outras maneiras, que o cotidiano não nos permite, faz com que a gente explore um pouco das nossas identidades”, explica. O mesmo vale para o desejo. “A gente também pode pensar nas possibilidades de desejo que aparecem ali.” Apesar do ambiente de celebração e mais visibilidade, Teixeira ressalta que a festa não elimina as violências estruturais. Ele observa que pessoas LGBTQIA+, especialmente mulheres trans, seguem mais vulneráveis, inclusive durante o carnaval. Livro 'Arco-íris brilha com glitter: livro investiga ativismos LGBTQIA+ no carnaval de rua de São Paulo' do sociólogo Vinicius Ribeiro Alvarez Teixeira. Reprodução Teixeira também fala a partir da própria vivência. Ele conta que vem de uma família que sempre gostou de carnaval e que os pais se conheceram, justamente, em uma terça-feira de folia, no Rio de Janeiro. Apesar dessa relação antiga com a festa, ele diz que demorou a se aproximar do carnaval de rua paulistano. “Eu fugia do carnaval de São Paulo”, afirma. Isso mudou em 2018, quando passou a frequentar blocos na capital — experiência que, mais tarde, se transformaria também em objeto de pesquisa. Como homem gay cis, ele relata que o carnaval foi, durante muito tempo, um dos poucos momentos em que se sentia mais seguro para demonstrar afeto em público. “Eu me sentia mais seguro beijando outros homens na rua durante o carnaval do que em outros momentos do ano”, conta. 🔎 Uma pessoa cis é aquela que nasceu com sexo biológico feminino e se identifica como mulher. Ou que nasceu com o sexo biológico masculino e se identifica como homem. Essa vivência pessoal atravessa o trabalho acadêmico e ajuda a explicar o olhar do autor, que vê a festa não só como celebração, mas como um espaço onde visibilidade, pertencimento e existência se tornam atos políticos. SERVIÇO: 📅 Quando? Sábado (31), a partir das 16h 📍 Onde? Ocupação Fervo — Rua Carijós, 248 - Água Branca, Zona Oeste

  20. Peixe é devolvido ao rio durante pesca esportiva e vira presa de boto em segundos no AM Um vídeo que repercutiu nas redes sociais mostra o momento em que um peixe é devolvido ao rio durante uma pescaria esportiva e atacado por um boto segundos após a soltura, no interior do Amazonas. As imagens foram registradas em Barcelos, no Rio Arirarrá, e chamaram a atenção pelo comportamento do animal, que aparentemente aguardava a liberação do peixe para se alimentar. O registro foi feito por drone pelo pescador Maicon Bianchi e mostra um tucunaré azul de pequeno porte sendo devolvido à água após a captura. Logo em seguida, um boto se aproxima da embarcação e captura o peixe em um ataque rápido e preciso. No vídeo, Bianchi afirma que cenas como essa têm se tornado cada vez mais frequentes na região. Segundo ele, os botos passaram a seguir embarcações e a esperar o momento em que os peixes são soltos. “Infelizmente, está virando rotina. A gente solta o peixe e, em questão de segundos, o boto aparece e pega exatamente aquele peixe”, relatou. 📲 Participe do canal do g1 AM no WhatsApp Ao g1, Maicon contou que atua há cerca de 30 anos na pesca esportiva e que já presenciou a situação diversas vezes, principalmente quando os peixes são devolvidos à água em áreas abertas. “Se soltar o peixe no meio do rio, o boto vai atrás e pega. Por isso a orientação sempre foi soltar na beira, no lugar mais raso possível”, explicou. O episódio, no entanto, surpreendeu o pescador por ter ocorrido em um trecho extremamente raso do rio, com cerca de 30 a 40 centímetros de profundidade. “Eu nunca tinha visto um boto entrar em um lugar tão raso assim. A gente achou que o peixe teria chance de escapar, mas acabou não acontecendo”, disse. Segundo Maicon, após a captura, o peixe fica mais vulnerável, o que facilita a ação dos predadores. “O peixe sai cansado, então fica mais exposto. Os botos aproveitam. Já vi eles ficarem até escondidos atrás da canoa, segurando a respiração para pegar o peixe. É impressionante”, afirmou. Apesar do alerta, o pescador destacou que não se trata de uma crítica ao animal. “Não é um ataque ao boto. Ele faz parte do rio e do ecossistema, mas fingir que isso não existe não é preservação. Pescar não é só soltar o peixe, é soltar do jeito certo”, ressaltou. Ele recomenda que, durante a pesca esportiva, os peixes sejam devolvidos à água em locais rasos, com vegetação ou estruturas naturais, onde tenham mais chances de se esconder e sobreviver após a soltura. O vídeo segue gerando debate nas redes sociais sobre práticas de pesca esportiva, preservação ambiental e a adaptação do comportamento dos animais à presença humana nos rios da Amazônia. LEIA TAMBÉM: VÍDEO: Filhote de cachorro é resgatado pelos bombeiros após ficar preso entre paredes de casa em Manaus VÍDEO: Jacaré é flagrado em quintal de casa no interior do Amazonas após fortes chuvas Boto é flagrado capturando peixe recém pescado no Amazonas. Reprodução/Redes Sociais

  21. Confira como ficam as temperaturas neste sábado na região O fim de semana deve continuar chuvoso em toda a região do Vale do Paraíba. Apesar disso, um leve aumento nas temperaturas é esperado para estes sábado (31) e domingo (1°). A chance de chuva é considerada grande por conta da formação de um ciclone extratropical próximo à costa de São Paulo na sexta-feira (30). ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Vale do Paraíba e região no WhatsApp Tempo nublado em Taubaté Léo Nicolini/g1 Este fenômeno, que atua em conjunto com outros sistemas como áreas de baixa pressão, umidade e calor, aumenta a chance de temporais. "A nossa previsão meteorológica é para que tenha chuva. A gente pede para as pessoas sempre ficarem atentas aos alertas da Defesa Civil e não se colocarem em situações de risco", afirma o diretor da Divisão de Monitoramento e Alerta da Defesa Civil Estadual, Capitão Felipe Serra Camilo. "Gosto de frisar sempre que uma enxurrada de 15 centímetros já é capaz de arrastar uma pessoa. A 30 centímetros, que é mais ou menos na altura do meio da roda de um carro, a água arrasta um veículo. É importante que as pessoas se recordem disso e não se coloquem em situações de risco", completa. A Defesa Civil orienta ainda que os moradores da região se cadastrem no serviço de alertas do órgão. "Seguimos monitorando tudo. Para as pessoas que desejam receber o nosso alerta via SMS basta se cadastrar pelo número 40199, enviando uma mensagem de texto com o CEP da residência", conclui o diretor. Como o solo já está encharcado por conta das chuvas registradas nos últimos dias, há possibilidade de ocorrências como alagamentos, enxurradas e deslizamentos de terra, especialmente em cidades mais vulneráveis - como Campos do Jordão e São Sebastião, por exemplo. Leve aumento das temperaturas A previsão aponta ainda para um pequeno aumento nas temperaturas. Isso acontecerá por conta de uma presença maior do sol em meio as nuvens sobre a região nestes sábado (31) e domingo (1°). Enquanto as temperaturas máximas ficaram na casa dos 25°C nas cidades da região na sexta-feira, a tendência é que os termômetros subam de três e a quatro graus no fim de semana. Veja mais notícias do Vale do Paraíba e região bragantina

  22. Adolescente de Fortaleza comemora aprovação em vestibular 2026 no ITA. Com pouca idade, Raul Saraiva Cavalcante já obteve grandes resultados: foi aprovado no vestibular do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), um dos mais difíceis do país, e em medicina na Universidade Estadual do Ceará (Uece). Aos 16 anos, o jovem saiu de Fortaleza para estudar no campus do ITA em São José dos Campos (SP). "Quando eu descobri que eu passei, foi um alívio tão grande. Eu senti como se eu estivesse tirando um peso enorme das minhas costas. Estou aqui aproveitando o tempo, estou feliz, porque estou praticamente em uma das melhores faculdades do Brasil", disse Raul sobre a aprovação após anos intensos de estudo. “Eu chegava na escola às 8h30, tomava café lá. Eu assistia às aulas, e ficava estudando até 22h, que era quando o colégio fechava. Aí eu voltava para casa, dormia, acordava, me arrumava, ia para o colégio de novo”, lembrou o adolescente. LEIA TAMBÉM: Filho de mecânico e vendedora, aluno de escola pública de Fortaleza é aprovado em medicina no Sisu Jovem da zona rural de cidade no Ceará é aprovado em três faculdades Nos primeiros dias de janeiro, Raul viajou para morar nos alojamentos do ITA. Atualmente, ele passa por etapas do processo seletivo para saber se está apto a ingressar no instituto como militar. "Enquanto isso eu acordo e vou estudar", disse o jovem, que não parou os estudos mesmo com as aprovações. "Caso eu seja aprovado para ser militar, eu vou passar um mês meio que servindo, fazendo serviço obrigatório", explicou Raul. Ele falou que ainda não se decidiu sobre qual curso técnico irá escolher futuramente — após os primeiros anos que são de engenharia em geral — mas que pensa na área de computação. Ele disse que, durante os estudos para o ITA, colocou em si próprio uma pressão para ser aprovado, pois queria muito passar. Raul disse que sempre gostou de se desafiar com relação aos estudos. Então, ele encarou a aprovação no ITA como uma meta a ser alcançada. Há uma unidade do ITA sendo construída em Fortaleza, mas Raul disse que não pretende voltar para Fortaleza quando começar as atividades na unidade da capital cearense, devido ao curso que ele pretende seguir — que não será incluído, inicialmente, no Ceará. O universitário não negou a saudade da família, mas disse se agarrar à oportunidade de estudar em uma instituição renomada. “Nos primeiros dias [em São Paulo] foi ruim, porque eu ficava pensando nisso [na família], mas ao longo do tempo eu fui meio que tentando aproveitar o momento. Eu não vou ficar triste por estar dentro do ITA. A oportunidade que eu tenho, eu vou aproveitar o máximo possível”, reforçou Raul. Raul disse que sempre gostou de se desafiar com relação aos estudos. Arquivo pessoal Aprovação em medicina Em busca de se desafiar, Raul também decidiu prestar o vestibular de medicina na Uece, principalmente por incentivo do colégio onde estudava. As experiências dele com olimpíadas estudantis de química, física e biologia ajudaram no resultado do processo seletivo. “Fui melhorando a parte de física e química, e biologia também, porque eu fiz a olimpíada que envolveu essas três matérias”, explicou o adolescente. Apesar da aprovação, Raul não pretende cursar medicina na Uece devido ao resultado positivo do ITA. “Eu consegui passar na primeira fase da Uece, e na segunda eu consegui muito bem por causa dessa Olimpíada mesmo. Então, eu consegui fazer uma ótima prova. Escolhi prestar para medicina porque era a área que eu mais sabia das matérias”, complementou Raul. Raul se mudou para São José dos Campos (SP), onde fica o ITA, no começo de janeiro de 2026. Arquivo pessoal Assista aos vídeos mais vistos do Ceará

  23. Cresce o alerta para doença de chagas após 37 casos confirmados em Ananindeua O surto de doença de chagas registrado em Ananindeua, na Grande Belém, tem impactado a rotina de comerciantes e consumidores de açaí. Apenas em janeiro de 2026, o município registrou quatro mortes, número maior que todos os óbitos registrados nos últimos cinco anos. De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde (Sesau), foram 26 casos notificados em dezembro e 14 em janeiro. Dados da Secretaria de Estado de Saúde Pública do Pará (Sespa) mostram que até março de 2025 foram registrados 45 casos em todo o estado. O Ministério da Saúde reconhece que o município enfrenta um surto da doença, onde a principal suspeita de transmissão está associada a falhas no manuseio e na limpeza do açaí. ✅ Clique e siga o canal do g1 PA no WhatsApp Dados da Secretaria de Saúde Pública do Pará (Sespa) mostram que o número de casos registrados até o momento em Ananindeua, apenas em janeiro, representa cerca de 30% de todos os casos de 2025. Comerciantes preocupados Entre os vendedores, a percepção é de diminuição nas vendas após a divulgação dos casos. Proprietário de um ponto de açaí no bairro do 40 Horas, o comerciante Júnior Silveira afirma que a procura diminuiu desde o início de 2026. “Sempre que surgem casos da doença, as vendas caem. Trabalho há sete anos com açaí e isso acontece quase todo ano”, relata. Surto da doença provoca queda nas vendas de açaí e muda a rotina de comerciantes e consumidores. Divulgação Segundo ele, em períodos de safra, o movimento chega a 90 a 100 litros vendidos por dia durante a semana e cerca de 140 litros nos fins de semana. Durante o surto, as vendas chegaram a 60 litros nos dias de semana e 80 litros nos fins de semana. Júnior relata, ainda, que os consumidores passaram a questionar com mais frequência sobre a higiene e o preparo do produto. Para tentar manter a confiança dos clientes, o ponto reforçou os cuidados com a higiene e o preparo do produto. Segundo o comerciante, o açaí passa por um processo rigoroso de higienização antes de chegar ao consumidor, que inclui peneiração, lavagens sucessivas, uso de solução adequada para desinfecção, branqueamento, resfriamento e batimento com água filtrada. Júnior afirma que o estabelecimento também adota práticas de limpeza diária do espaço e dos equipamentos e busca manter o processo transparente, permitindo que os clientes acompanhem o preparo do açaí no local. “Todos os dias perguntam sobre o manuseio do açaí. A gente faz vídeos, convida os clientes para verem como é feito e isso ajuda a gerar confiança”, conta. Surto da doença provoca queda nas vendas de açaí e muda a rotina de comerciantes e consumidores. Divulgação Outro comerciante que sente o impacto causado pelo surto da doença é Marcelo, que há mais de 20 anos trabalha com venda de açaí. No estabelecimento dele são comercializados, em média, 200 litros por dia, muitos vendidos a clientes que conhecem seu trabalho há anos. Marcelo conta que investe em capacitação e melhorias no local, como manutenções necessárias nos maquinários e na manipulação dos alimentos. "Processo necessário para levar segurança aos nossos clientes e nos deixar seguros também", afirma. Quarta vítima da doença ficou internada por duas semanas A Prefeitura de Ananindeua confirmou a quarta morte causada pela doença de Chagas no município. A vítima mais recente é uma menina de 11 anos, que morreu após quase duas semanas internada na UTI de um hospital particular no bairro do Umarizal, em Belém. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, exames confirmaram que a criança contraiu a doença e apresentou agravamento do quadro clínico com insuficiência cardíaca, estágio mais grave da infecção. A família informou que consumiu açaí no município de Ananindeua. O irmão da menina, uma criança de 5 anos teve sintomas da doença. Por meio de nota, a Prefeitura de Ananindeua informou que intensificou ações de vigilância, monitoramento, fiscalização e orientação, em parceria com o Ministério da Saúde, a Sespa e o Instituto Evandro Chagas, e que segue acompanhando a evolução dos casos no município. VÍDEOS: veja todas as notícias do Pará

  24. Kassab postou foto com Eduardo Leite, Ronaldo Caiado e Ratinho Jr, o trio de presidenciáveis do PSD Reprodução/X Com três governadores colocados como potenciais presidenciáveis, o PSD tenta se posicionar como alternativa para o eleitorado de direita não alinhado ao bolsonarismo, segmento que ainda concentra suas preferências majoritariamente em Flávio Bolsonaro (PL), segundo cenários da pesquisa Quaest mais recente, divulgada em 14 de janeiro. Nesta semana, o partido de Gilberto Kassab ampliou o leque de possíveis pré-candidatos com a filiação do governador de Goiás, Ronaldo Caiado. O PSD já contava com Ratinho Júnior, do Paraná, e Eduardo Leite, do Rio Grande do Sul, e prevê anunciar o escolhido em abril. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça O movimento é apontado como o mais relevante no campo da direita desde o anúncio da pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL) como o escolhido pelo ex-presidente Jair Bolsonaro para enfrentar Lula (PT), que tentará a reeleição. No meio político, a articulação é lida também como uma tentativa de construir uma alternativa ao bolsonarismo, num cenário em que o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), já afirmou que não será candidato à Presidência e disputará a reeleição. Tarcísio tem dito que estará no palanque de Flávio, inclusive. Caiado, Ratinho e Leite afirmaram em entrevistas recentes que o candidato do PSD deve buscar o voto do eleitor de centro-direita para superar Flávio Bolsonaro e ir para o segundo turno com Lula. Pesquisa mostra cenário favorável a Flávio na direita Na pesquisa Quaest de janeiro, que ouviu 2.004 pessoas, 21% dos entrevistados declararam ser da direita não bolsonarista e 12% afirmaram ser bolsonaristas. São 33% no total. Do outro lado do espectro político, há 19% de lulistas e 14% da esquerda não lulista, o que também dá 33%. No meio, 32% se consideram independentes, grupo que pode pender para um dos lados a depender do cenário. A pouco mais de oito meses do primeiro turno, o que a pesquisa mostra é que Flávio detém a maior parte do apoio na direita no momento, incluindo a parcela não bolsonarista. No cenário que coloca Lula, Flávio e Ratinho na disputa do primeiro turno, o senador do PL detém 59% das intenções de voto na direita não bolsonarista, contra 16% de Ratinho, e 82% no segmento bolsonarista, contra apenas 7% de Ratinho. Gráfico com intenção de voto para presidente no 1º turno de 2026 de acordo com posicionamento político no cenário 5 testado pela Quaest. Arte/g1 Entre os independentes, Lula tem 25%, contra 17% de Flávio e 14% de Ratinho. Há ainda nesse grupo 25% dizendo que podem votar em branco ou anular, e 13% de indecisos. Em outra simulação, com Lula, Flávio e Caiado, o senador do PL fica com 67% das intenções de voto da direita não bolsonarista, contra 7% de Caiado. Entre os bolsonaristas, Flávio marca 84% e o governador de Goiás, 3%. Gráfico com intenção de voto para presidente no 1º turno de 2026 de acordo com posicionamento político no cenário 7 testado pela Quaest. Arte/g1 Na disputa pelo voto dos independentes, Lula tem 25%, contra 19% de Flávio e 7% de Caiado. Brancos e nulos somam 27%, e 15% se declararam indecisos. Nessa pesquisa de janeiro, Caiado ainda era apresentado como possível candidato pelo União Brasil, seu ex-partido. Considerando o total de entrevistados, de todos os espectros políticos, a pesquisa mostra Lula à frente em todos os cenários de primeiro turno e Flávio consolidado na segunda posição. Nas simulações de segundo turno, Lula também está à frente, e quem chega mais perto do presidente é Tarcísio: 45% a 38%. Candidatos de centro-direita 'Certeza absoluta de que PSD terá candidato a presidente', diz Caiado após filiação Em entrevistas na quarta-feira (28) ao Estúdio i, da GloboNews, os três governadores afirmaram que buscam posicionar o PSD como uma alternativa viável no campo da centro-direita. Ronaldo Caiado disse que lançar vários candidatos de oposição no 1º turno é a melhor estratégia para derrotar Lula. "É a estratégia correta, mais inteligente que se tem", disse Caiado. "Nós temos uma frente da centro-direita que vai disputar essa vaga e vai ser um candidato que vai sair pelo PSD, o [Romeu] Zema [governador de Minas Gerais] e o Flávio [Bolsonaro]". Eduardo Leite defendeu que o candidato que será escolhido pelo PSD deverá representar uma direita reformista, democrática e liberal, respeitando a diversidade do país. "O país precisa encontrar novas opções do centro para a direita, é nisso que eu acredito", disse. "Aquela candidatura que emergir vai sair muito mais fortalecida para representar o campo de uma direita reformista, democrática, com pensamento liberal e que respeite as diferenças". Decisão sobre quem será o candidato a presidência pelo PSD será em abril, diz Ratinho Jr. Já Ratinho Jr. criticou a polarização entre lulismo e bolsonarismo, dizendo que esse embate impede avanços concretos para a população. "Nós temos é buscado construir um projeto de um novo Brasil que saia dessa discussão menor e partidária", afirmou Ratinho. "Esse fla-flu político não tem trazido o benefício para Dona Maria para o seu zé não tem melhorado a vida dessas pessoas". 'Pesquisa não será critério' Nunca e jamais são palavras que você deve evitar na política, diz Kassab sobre Tarcísio Também em entrevista ao Estúdio i, o presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, afirmou que a escolha do candidato do partido à Presidência da República em 2026 não será definida apenas pelas pesquisas de intenção de voto. Ele disse que existe a possibilidade de um pré-candidato pior posicionado nas sondagens ser escolhido em detrimento de quem estiver à frente. "Tem essa possibilidade", disse Kassab. "Significa que será um conjunto de fatores que serão analisados. A pesquisa do momento também é importante, evidente, mas quando você fala que é uma solução política, envolverá uma série de outros fatores, perspectivas, relacionamento."

  25. Jota Quest anuncia sold out do Planeta Atlântida 2026 Curtiu a primeira noite do Planeta Atlântida? Então, fica tranquilo que neste sábado (31) tem muito mais. As apresentações do segundo dia do maior festival de música do Sul do Brasil começam às 18h, no Palco Planeta, e às 17h, no Palco Atlântida. Veja abaixo 📲 Acesse o canal do g1 RS no WhatsApp No Palco Planeta, o dia começa com show de Armandinho, às 18h, seguido por Belo, às 19h30. Ludmilla chega com toda sua versatilidade às 21h. A sofrência fica por conta de Simone Mendes, às 22h30. À meia-noite, Matuê promete um show intenso, preparando o terreno para Alok, à 1h30. Dennis convoca Tília fecha a noite a partir das 3h10 com muito funk. No Palco Atlântida, o segundo dia abre com ATL Bands, às 17h. Brandão se apresenta às 17h50, e Wiu a partir das 19h. Vitor Kley faz show às 20h30, enquanto Marcão Britto & Thiago Castanho celebram o legado do Charlie Brown Jr. às 22h. Diego & Victor Hugo assumem o palco às 23h30, seguidos por Comunidade Nin-Jitsu, à 1h, com participações de Vera Loca, Da Guedes, Serginho Moah, Mc Jean Paul e DJ Cabeção. O encerramento fica por conta do funk do Bonde do Tigrão, a partir das 2h30. Maior festival de música do Sul do Brasil acontece nesta sexta e sábado Nani ArtClub Palco Atlântida 17h ATL Bands 17h50 Brandão 19h Wiu 20h30 Vitor Kley 22h Marcão Britto & Thiago Castanho 23h30 Diego & Victor Hugo 1h Comunidade Nin-Jitsu com participações de Vera Loca, Da Guedes, Serginho Moah, Mc Jean Paul e DJ Cabeção 2h30 Bonde do Tigrão Palco Planeta 18h Armandinho 19h30 Belo 21h Ludmilla 22h30 Simone Mendes 0h Matuê 1h30 Alok 3h10 Dennis convoca Tília VÍDEOS: Tudo sobre o RS

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