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G1 GLOBO (Tudo Diário)

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  1. Além da parceria entre pai e filho, o negócio também ganhou novos horizontes com o apoio do Sebrae Divulgação/Sebrae Há cerca de 30 anos, o artesão José Carlos Martins começou a produzir peças de cerâmica vitrificada dentro de casa, no Maranhão, para ajudar no sustento da família. Ele havia deixado o Rio de Janeiro para recomeçar no estado. O trabalho, que começou como um hobby, cresceu e hoje reúne uma equipe de dez pessoas. Hoje, Martins divide o trabalho com o filho, Bernardino Alves, que atua principalmente no atendimento aos clientes e nas vendas. Neste domingo (9), Dia dos Pais, os dois celebram uma parceria que também ajuda a manter o negócio familiar e o trabalho com a cerâmica. ✅ Clique aqui para seguir o novo canal do g1 Maranhão no WhatsApp Martins conta que decidiu investir na produção ao perceber que havia espaço para esse tipo de trabalho no Maranhão. Ele começou sozinho e, com o aumento da demanda, ampliou a produção e formou a equipe que hoje reúne dez pessoas. "Era um hobby dentro de casa. Eu vi que existia espaço para expandir esse trabalho no Maranhão e resolvi investir. Comecei sozinho e, aos poucos, o negócio foi crescendo", lembra. Com o crescimento do negócio, o trabalho também se transformou em uma parceria entre pai e filho. "Primeiro vem o amor quando ele está no berço, depois quando começa a andar, vai para a escola. Hoje eu tenho um parceiro. Se estou na oficina, ele está na loja. Se estou na loja, ele está na oficina. É uma relação de pai e filho, mas também de amizade e responsabilidade", afirma. Martins diz que, além de ensinar o artesanato ao filho, sempre o incentivou a estudar. "Eu sempre disse que o estudo é a base de tudo. Queria que ele tivesse uma profissão para seguir o caminho que desejasse. Se escolhesse continuar no artesanato, seria por vontade própria". Bernardino decidiu continuar no negócio da família e passou a atuar principalmente no atendimento aos clientes e nas vendas. Martins permanece mais ligado à produção das peças. "O diferencial dele é o jeito de atender. Muitas pessoas visitam a loja, conhecem nosso trabalho e depois voltam para fazer encomendas. Isso ajudou muito o negócio a crescer", destaca Martins. Bernardino afirma que trabalhar com o pai também contribuiu para o desenvolvimento pessoal dele. “É uma experiência de vida. Com o barro, além de ter a questão do desenvolvimento físico, eu também consegui trabalhar bastante a concentração e minhas habilidades de comunicação”, conta. Agora no g1 Negócio ganha novos mercados O negócio também passou a participar de feiras e eventos com apoio do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae). Segundo Martins, as experiências ajudaram a família a conhecer novos mercados e diversificar a produção. Até então, Martins produzia principalmente peças pequenas, vendidas como lembranças. Durante uma feira em São Paulo, ele decidiu apostar também em peças decorativas maiores. Segundo o artesão, a procura pelos produtos levou a família a ampliar o catálogo. "Percebemos que as peças decorativas tinham uma aceitação muito grande. Voltamos com uma nova visão e passamos a investir também nesse segmento", acrescenta Martins. A família agora se prepara para participar da Expo MEI, espaço voltado a microempreendedores individuais na Feira do Empreendedor 2026. Segundo Martins, o objetivo é apresentar as peças a novos públicos e ampliar as vendas. "Estamos levando bastante produto porque acreditamos na feira. Queremos divulgar nosso trabalho, crescer e mostrar que todo mundo pode crescer junto", afirma. Feira do Empreendedor A Feira do Empreendedor será realizada pelo Sebrae Maranhão entre os dias 14 e 16 de agosto, em São Luís. A programação terá capacitações, rodadas de negócios, palestras e espaços voltados aos pequenos negócios. A Expo MEI faz parte da programação e reunirá empreendedores de diferentes áreas para apresentar produtos, fazer contatos comerciais e trocar experiências. Para Martins, quase 30 anos depois de começar a produzir dentro de casa, poder dividir o trabalho com o filho se tornou uma das principais conquistas dessa trajetória. O negócio criado para ajudar no sustento da família agora também mantém o artesanato entre gerações.

  2. Adolescente goiana Alice Dias é encontrada pela polícia francesa A mãe da adolescente brasileira de 16 anos que foi encontrada após ficar vários dias desaparecida na França publicou uma mensagem em seu perfil do Instagram agradecendo o retorno da filha. Alice Dias de Oliveira tinha sumido no dia 22 de julho e foi encontrada na última sexta-feira (7). "Para uma mãe, só o fato do filho estar vivo é tudo", disse Marília Leandra, reiterando que a família não pode dar detalhes porque o caso está sendo investigado pela polícia francesa. No sábado (8), Ana Flávia, irmã de Alice, postou uma foto deitada ao lado dela, após o reencontro, dizendo 'Vai ficar tudo bem". A adolescente e a família moram em Trappes, na Região Metropolitana de Paris. O desaparecimento da adolescente mobilizou parentes, amigos e também internautas, que compartilharam pedidos da família por informações que pudessem levar ao paradeiro de Alice. A família chegou a espalhar cartazes dela pelas ruas de Paris, pedindo informações que pudessem ajudar a localizá-la. Na ocasião, o Ministério das Relações Exteriores informou, por meio do Consulado-Geral do Brasil em Paris, que acompanhava o caso e estava prestando assistência consular aos familiares da adolescente. Adolescente goiana desaparece na França após sair do estágio, diz família Arquivo Pessoal/Ana Flávia Dias de Oliveira LEIA TAMBÉM Adolescente brasileira que estava desaparecida na França é encontrada, diz família Irmã de brasileira encontrada na França posta foto deitada ao lado da adolescente após reencontro: 'Vai ficar tudo bem' Família de adolescente brasileira que sumiu na França espalha cartazes para ajudar nas buscas O desaparecimento Alice sumiu após sair do estágio que fazia durante as férias escolares e ir à estação de trem, para voltar pra casa. O último contato que Alice tinha feito com a família foi por meio de uma mensagem de celular, enviada para o pai, às 22h40, enquanto ela aguardava a chegada da condução. A irmã contou ao g1 que a família notou o desaparecimento de Alice quando era meia-noite e Alice não tinha chegado. Uma nota enviada neste sábado (8) à imprensa pela irmã Ana Flávia Dias de Oliveira diz que Alice foi localizada pelas autoridades policiais francesas e que a investigação do caso permanece sob sigilo. "Em respeito à vítima e visando preservar sua recuperação física, psicológica e emocional, não serão divulgados detalhes sobre as circunstâncias em que foi localizada, tampouco informações relacionadas às investigações", diz o comunicado. No texto, a família também agradece à imprensa e a todos que ajudaram a divulgar o caso pelas redes sociais, "mantendo viva a mobilização durante todo o período".

  3. Saiba como fazer um delicioso bolo de milho Reprodução / TV TEM O Nosso Campo deste domingo (9) ensina a preparar um delicioso bolo de milho. Saiba como fazer: Ingredientes: 6 espigas de milho verde ou 2 latas de milho a medida para os demais ingredientes será a lata de milho 1/2 lata de óleo (125 mL) 1 lata de leite (250 mL) 1 lata de açúcar 1 lata de fubá 2 ovos 1 colher de fermento em pó goiabada Modo de preparo Corte o milho do sabugo, evitando cortes fundos para não amargar; No liquidificador, misture o leite, o óleo, os ovos, o milho, o açúcar e o fubá; Bata até virar uma mistura homogênea; Adicione o fermento e bata mais um pouco; Despeje a massa em uma forma untada, evitando usar farinha; Coloque no forno pré aquecido a 180°C por 50 minutos ou até estar dourado e seco; Finalize com a goiabada por cima. Veja a reportagem exibida no programa em 9/8/2026: Receita Nosso Campo: aprenda a fazer um bolo de milho VÍDEOS: veja as reportagens do Nosso Campo Acesse + TV TEM | Programação | Vídeos | Redes sociais Confira as últimas notícias do Nosso Campo

  4. Jundiaí tem produção anual de cerca de 40 mil toneladas de uva Reprodução / TV TEM Especialistas da tradicional Escola de Enologia de Conegliano, a mais antiga da Itália, estão em Jundiaí (SP) para ajudar produtores locais a aprimorar a qualidade do vinho durante a preparação para a safra de inverno. A colaboração internacional ocorre por meio de trocas tecnológicas e visitas anuais de professores italianos, que desenvolvem experimentos conjuntos na região. Jundiaí (SP) é um dos principais destaques do setor no estado, com produção anual de cerca de 40 mil toneladas de uva, divididas entre as safras de verão e de inverno. No município, 21 vinícolas industriais e artesanais produzem juntas 8,7 milhões de litros de vinho por ano. O objetivo do projeto é fazer com que as inovações cheguem diretamente aos produtores. De acordo com Eduardo Alvarez, professor responsável pelo Centro de Enologia da Etec Benedito Storani, um dos focos da pesquisa é aperfeiçoar o controle do pH (potencial de hidrogênio) da bebida. Esse indicador define a qualidade do produto, influenciando diretamente o sabor, a cor e a durabilidade do vinho. Para evitar a proliferação de microrganismos indesejados e assegurar a conservação, o vinho precisa manter um nível de pH próximo de 3,0 e sempre abaixo de 3,4, aliado ao teor alcoólico correto. Durante as atividades na Etec, acompanhadas por estudantes e produtores, o enólogo Felipe de Jesus Piazzaroli explicou parte do processo: após as etapas de fermentação e clarificação, o vinho com pH ajustado entre 3,2 e 3,3 retorna ao tanque para finalização da fermentação. O procedimento preserva o aroma e o sabor característicos do fruto, garantindo a identidade e a exclusividade do vinho de acordo com a região. Os testes práticos foram comandados pelo professor italiano Luigi, da Escola de Conegliano. A técnica é aplicada pela primeira vez no Brasil e permite corrigir a acidez, além de remover metais pesados e outros elementos que podem instabilizar a bebida. Veja a reportagem exibida no programa em 9/8/2026: Parceria com escola italiana busca aprimorar produção de vinhos em Jundiaí VÍDEOS: veja as reportagens do Nosso Campo Acesse + TV TEM | Programação | Vídeos | Redes sociais Confira as últimas notícias do Nosso Campo

  5. O jovem Lucas Roncoleta, de 15 anos, aprende com o pai, Sérgio, os valores e práticas da agricultura Reprodução / TV TEM Em Getulina, interior de São Paulo, a família Roncoleta soma cinco gerações dedicadas ao campo. Hoje, o jovem Lucas Roncoleta, de 15 anos, aprende com o pai, Sérgio, os valores e práticas da agricultura. A fazenda pertence à família desde o bisavô de Sérgio. O trabalho atravessou décadas e agora ganha continuidade com Lucas. Segundo Sérgio, o segredo para manter a produção está no cuidado com cada etapa: plantar, colher e cortar. Para ele, o conhecimento passado de pai para filho garante qualidade e desperta o interesse das novas gerações. Lucas já planeja o futuro. O adolescente quer cursar agronomia para ampliar as lavouras e assumir a gestão da propriedade. O pai se emociona ao ver o filho repetir sua trajetória. Sérgio lembra dos ensinamentos que recebeu do próprio pai, na mesma terra onde hoje orienta Lucas. O legado, afirma, não é só paixão. Também envolve enfrentar os desafios do campo, como desastres naturais e perdas de safra. Parte da produção já está sob responsabilidade de Lucas. Ele cuida da hidroponia do sítio, acompanha o plantio e controla diariamente os nutrientes das hortaliças. Para Sérgio, ter alguém para dar continuidade é essencial. "A terra não acaba, só vai mudando de dono. As pessoas vão passando e os novos têm que assumir", diz. Veja a reportagem exibida no programa em 9/8/2026: Família Roncoleta mantém tradição agrícola há cinco gerações em Getulina VÍDEOS: veja as reportagens do Nosso Campo Acesse + TV TEM | Programação | Vídeos | Redes sociais Confira as últimas notícias do Nosso Campo

  6. Expo Rio Preto atrai 50 mil visitantes na primeira semana Reprodução / TV TEM A 63ª Expo Rio Preto, considerada a maior feira do agronegócio de São Paulo em número de animais, recebeu 50 mil visitantes na primeira semana. O evento acontece até 16 de agosto e reúne mais de mil bovinos e equinos. A programação inclui atividades voltadas à bacia leiteira e o tradicional Torneio Leiteiro, que segue até o fim da feira. Entre os destaques está a raça Tabapuã, originária de Nova Granada (SP). O zebuíno sem chifres é conhecido pelo fácil manejo, docilidade e alta produção de carne. A raça já conquistou o título de tricampeã em julgamentos de qualidade genética. Segundo o encarregado da baia, Anador Felipe Neto, os animais são calmos, adaptados ao manejo e ao pasto, além de apresentarem bezerros fortes e boa produção de leite. A secretária de Agricultura e Abastecimento, Carina Ayres, afirma que o crescimento da Expo Rio Preto está ligado ao resgate das tradições locais e à qualidade dos animais. A feira também promove leilões, julgamentos e debates técnicos sobre o agronegócio. A edição de 2026 tem o maior número de mulheres atuando no manejo dos animais. Elas participam da alimentação e dos cuidados antes dos julgamentos. A estudante de veterinária Tayná Dionísio contou que pretende seguir na área de animais de grande porte e destacou a experiência prática como um aprendizado importante. Veja a reportagem exibida no programa em 9/8/2026: Expo Rio Preto atrai 50 mil visitantes na primeira semana VÍDEOS: veja as reportagens do Nosso Campo Acesse + TV TEM | Programação | Vídeos | Redes sociais Confira as últimas notícias do Nosso Campo

  7. Vista aérea de São Paulo TV Globo/Reprodução Até meados do século 20, as regiões centrais das grandes cidades brasileiras ainda figuravam como seus centros nevrálgicos. Seria comum ver um morador de São Paulo ou do Rio de Janeiro caminhando à noite depois do trabalho, passando em um bar ou indo ao teatro. Nas últimas décadas, porém, a intensa transformação urbana afetou a maneira como os brasileiros se relacionam com os centros das grandes cidades. O esvaziamento e a sensação de insegurança são marcas registradas desse processo. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Mas por que os centros das grandes cidades brasileiras sofreram com esse fenômeno e como isso nos ajuda a entender o crescimento urbano no país? O crescimento urbano Para isso temos que voltar algumas décadas e entender a mudança que ocorreu no Brasil especialmente a partir da segunda metade do século 20. Com o avanço da industrialização e a migração em massa das áreas rurais para os espaços urbanos, diversas cidades brasileiras viram um grande crescimento demográfico em um curto período. Agora no g1 O Censo de 1950 apontava que a cidade de São Paulo contava com 2 milhões de habitantes. Vinte anos depois, esse número já tinha quase triplicado para 5,9 milhões. Atualmente, são 11,5 milhões de moradores. O rápido crescimento demográfico fez com que as cidades tivessem que se expandir, com a criação de novos bairros. Esse movimento, segundo especialistas, ocorreu de maneira descoordenada em diferentes cidades brasileiras. Em maior ou menor grau de Porto Alegre ao Recife, do Rio de Janeiro a Belém. Áreas afastadas dos centros eram mais baratas para se construir, fazendo com que novos empreendimentos surgissem nessas regiões. Com a criação de novos bairros, expandiu-se a área urbana, enquanto a manutenção dos centros das cidades como local de moradia e trabalho ficou em segundo plano. "É um problema, em geral, de todas as cidades brasileiras. Desde o processo de colonização, o proprietário fundiário sempre teve muito poder econômico e político. A estrutura das cidades tem muito a ver com os interesses sobre ela", afirma Éber Marzulo, professor da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Sem uma política de priorização da centralidade urbana, esse movimento levou gradualmente mais pessoas para longe dos centros. Em algumas cidades, até mesmo prédios da administração pública foram movidos para bairros afastados. "No caso de São Paulo, foi a iniciativa privada que foi ocupando a cidade de maneira irregular por meio de loteamentos. A cidade não tinha infraestrutura nessas novas áreas, mas era a opção que muitas pessoas podiam pagar", afirma Ariadne Natal, pesquisadora do Núcleo de Estudos da Violência da Universidade de São Paulo (NEV-USP). "O Estado teve que suprir essa demanda e até hoje não conseguiu construir completamente a infraestrutura para conectar essas novas áreas. Não é simples lidar com isso em poucas décadas", diz Natal. Ela se refere à falta de serviços públicos básicos nas novas regiões, como transporte público, saneamento básico ou postos de saúde. "Para as cidades grandes o que faz sentido é adensar mais o centro para garantir que não se tenha que expandir continuamente essa infraestrutura", complementa Natal. Espaços privados Ao mesmo tempo, a priorização do modal rodoviário a partir da década de 1950 fez com que linhas de bondes elétricos nas áreas centrais fossem gradualmente desativadas, enquanto o transporte de automóveis era priorizado. A criação de novas avenidas que interligavam regiões distantes das cidades foram surgindo. Diferentes gerações viam o automóvel como um bem essencial para se ter a melhor experiência de locomoção urbana. Enquanto isso, os novos bairros, com os empreendimentos mais novos e atrativos para uma classe média que emergia, estavam cada vez mais longe do centro. Trânsito na Castello Branco Reprodução/ TV Globo "Essa lógica de organização urbana é chamada de fragmentação socioespacial. Sempre houve bairros de ricos, classe média e pobres, mas hoje a maior parte das novas áreas já nascem com essa demarcação, e isso está diretamente ligado à desigualdade social", afirma a professora Maria Beltrão Sposito, professora da Universidade Estadual Paulista (Unesp) e pesquisadora de geografia urbana. Ela explica que, ao longo do tempo, esse modelo de expansão urbana, que inclui a criação de condomínios fechados e o avanço dos shopping centers como espaço de interação pública para a classe média e alta contribuiu para uma nova maneira de os moradores se relacionarem com as cidades. "Essa forma de estruturação coloca em xeque um elemento estrutural da vida urbana do ponto de vista social, que é a cidade ser um ambiente que favorece a ocorrência da esfera pública", explica Sposito. Esse movimento também pode ser visto em outras cidades ao redor do mundo onde uma urbanização difusa afetou o planejamento urbano, defende a professora. "No Brasil, esse movimento, combinado a uma enorme desigualdade, leva a uma disparidade socioespacial muito mais marcante", diz Sposito. Esvaziamento e criminalidade Esse movimento gradual de saída do centro fez com que a região se tornasse cada vez menos habitada, com predominância de comércio popular durante o dia, mas pouca ou quase nenhuma atividade durante a noite e aos finais de semana. "O tipo de ocupação que foi desenhado para o centro de São Paulo não envolve moradia. Ocupar esses espaços significa repensar a vocação deles", afirma Ariadne Natal do NEV-USP. Esse vazio em determinados momentos do dia contribui para a sensação de insegurança. O conceito de "olhos na rua", da ativista americana Jane Jacobs, descreve esse fenômeno. Quando há menos pessoas utilizando e ocupando uma região, diminui a vigilância informal naturalmente exercida por quem circula pelo local. Basicamente, ruas movimentadas e ativas geram maior sensação de segurança do que locais vazios ou pouco frequentados. Mas essa sensação não necessariamente corresponde aos índices reais de violência. "A sensação de segurança e a percepção de risco não traduzem diretamente de maneira empírica os dados da criminalidade", explica Natal. Revitalização O poder público vem há alguns anos tentando contornar essa situação em diferentes cidades do país. O Rio de Janeiro, por exemplo, revitalizou parte da zona portuária no centro. São Paulo teve diferentes projetos de conservação do centro histórico, como os que buscavam requalificar a região do Vale do Anhangabaú. Já São Luís começou há décadas o projeto Reviver, que buscou revitalizar a região central da capital maranhense. Mas a principal dificuldade é conseguir consistência nas diferentes ações e atrair mais moradores para o centro das cidades, fazendo com que a região seja ocupada durante todos os períodos do dia. "Para um político, a inauguração de um espaço renovado é o auge, mas não existe uma preocupação tão grande com o que vem depois", afirma Maria Beltrão Sposito da Unesp. "Acompanhar é tão importante quanto inaugurar o espaço", complementa.

  8. Encontro de Paulinho da Viola com Maria Bethânia na 4ª edição do festival Doce Maravilha é marcado pela moderada interação entre os artistas Roncca / Divulgação Doce Maravilha ♫ CRÍTICA DE SHOW Título: Paulinho da Viola convida Maria Bethânia Artistas: Paulinho da Viola e Maria Bethânia Data e local: 8 de agosto de 2026 no festival Doce Maravilha no Jockey Club Brasileiro (Rio de Janeiro, RJ) Cotação: ★ ★ ★ ♬ Quando Paulinho da Viola puxou “Canção para Maria” (1966), samba que compôs com José Carlos Capinan e que foi apresentado há 60 anos em festival da canção, imagens da silhueta de Maria Bethânia requebrando ao som da cadência bonita do samba foram projetadas no telão. Ali, naquele momento, cresceu ainda mais a expectativa pelo reencontro dos artistas no palco principal da 4ª edição do festival Doce Maravilha, realizado no Jockey Club Brasileiro, no Rio de Janeiro (RJ). Contudo, a participação da cantora no show de Paulinho da Viola – apresentado no início da noite de ontem, sábado, 8 de agosto – frustrou essa alta expectativa pela reduzida interação entre os artistas. Imponente como de hábito, Bethânia assumiu o protagonismo do reencontro com Paulinho e, após dividir o canto do samba “Falsa baiana” (Geraldo Pereira, 1944) com o anfitrião do show, foi dominando a cena a ponto de o sambista ter virado mero espectador da intérprete convidada quando Bethânia cantou sozinha a balada “As canções que você fez pra mim” (Roberto Carlos e Erasmo Carlos, 1966) e o samba “Reconvexo” (Caetano Veloso, 1989), músicas recorrentes nas apresentações da artista baiana. Antes, Paulinho tocara e fizera sutis intervenções vocais em “Desde que o samba é samba” (Caetano Veloso, 1993) no que que pode ser classificada como colaboração afetiva no número – algo que se repetiria, com os papéis invertidos, quando o anfitrião puxou o samba que fez para exaltar a Portela, “Foi um rio que passou em minha vida” (Paulinho da Viola, 1969), e que teve alguns versos brevemente cantarolados por Bethânia. Dueto propriamente dito, além do canto já mencionado do samba “Falsa baiana”, houve somente mais um, no samba “Sei lá, Mangueira” (Paulinho da Viola e Hermínio Bello de Carvalho, 1968). Paulinho da Viola e Maria Bethânia cantam juntos os sambas 'Falsa baiana' (1944) e 'Sei lá, Mangueira' (1968) em show no festival Doce Maravilha Rodrigo Goffredo Ao fim, após ressaltar que tinha sido “uma honra” cantar com Paulinho da Viola, Bethânia puxou alguns versos da canção praieira “O mar” (Dorival Caymmi, 1940) para sair de cena, deixando no espectador a sensação de que faltou à cantora disposição para mergulhar com mais vontade no universo de Paulinho da Viola. Afinal, havia um histórico envolvendo esse reencontro, já que os artistas interagiram eventualmente no início das respectivas carreiras nos anos 1960 – e um desses encontros, de 1969, está perpetuado no filme “Saravah” (1972), do diretor francês Pierre Barouh (1934 – 2016) – e fizeram inclusive turnê por alguns países da Europa, em 1972, ocasião em que ambos os cantores fizeram gravações (individuais) para o raro álbum coletivo “Nova bossa nova”, lançado somente na Europa por selo alemão. Antes da participação protocolar de Maria Bethânia, Paulinho da Viola reiterou a própria nobreza em set solo aberto com o menos conhecido samba “Nas ondas da noite” (Paulinho da Viola, 1971), ao qual se seguiu um punhado de irretocáveis standards atemporais do cancioneiro autoral do compositor, todos devidamente acompanhados em coro pelo público. Depois do bloco de Bethânia, o cantor reviveu “Timoneiro” (Paulinho da Viola e Hermínio Bello de Carvalho, 1996) e, em espécie de bis, saudou Clementina de Jesus (1901 – 1987) com o canto improvisado de “Tava dormindo”, tema tradicional de domínio público que Clementina gravou há 60 anos em álbum de 1966. Ao sair do palco do festival Doce Maravilha, Paulinho da Viola foi devidamente reverenciado como um nobre do samba e do choro. Mas o fato é que até os nobres mais nobres da música brasileira viram meros súditos espectadores diante da imponência da Abelha Rainha da MPB... Paulinho da Viola desfila standards do cancioneiro autoral em show apresentado no 4º festival Doce Maravilha Roncca / Divulgação Doce Maravilha

  9. Árvore caída em São Paulo após ventania: no Brasil, El Niño provoca clima de extremos em agosto, com calor atípico e ciclone Defesa Civil SP Na sua primeira mensagem após a posse, no final de julho, a presidente do Peru, Keiko Fujimori, incluiu duas "emergências imediatas" entre suas prioridades: a falta de segurança e o fenômeno climático El Niño. Os cientistas preveem que o El Niño atual pode vir a ser um dos mais intensos das últimas décadas. "O clima não espera o tempo da burocracia", declarou Fujimori. "Por isso, implementaremos um plano de contingência nacional frente ao fenômeno El Niño, que irá interromper a lógica da reação tardia, passando à era da prevenção oportuna." Governos de outros países latino-americanos, como a Colômbia, o México e o Equador, já anunciaram medidas de reação às possíveis emergências climáticas causadas pelo El Niño. Agora no g1 O último relatório do Centro de Previsões Climáticas (CPC), um organismo da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA, na sigla em inglês), indica que "há 81% de probabilidade de ocorrência de um El Niño muito forte, durante o período de outubro a dezembro" deste ano. Existem indícios de que o evento de 2026 estaria "entre os eventos El Niño mais importantes do registro histórico" mantido pelos cientistas desde a década de 1950. Seu potencial levou alguns especialistas a chamá-lo de "Super El Niño". "Os impactos continuarão sendo sentidos em 2027. Aliás, os piores impactos irão ocorrer no próximo ano", explica à BBC News Mundo (o serviço em espanhol da BBC) o professor Ángel Adames, do Departamento de Ciências Atmosféricas e Oceânicas da Universidade de Wisconsin-Madison, nos Estados Unidos. "Daqui em diante, falaremos sobre os riscos do calor e as mudanças dos padrões de chuva sendo observados", destaca ele. A recém-empossada presidente do Peru, Keiko Fujimori, incluiu entre suas prioridades a preparação de rios e bacias hidrográficas frente à chegada do El Niño Getty Images 'Tormenta climática perfeita' Os fenômenos El Niño e La Niña ocorrem com alguma frequência, causando sérias tempestades ou ondas de calor e secas prolongadas. Mas a combinação de fatores climáticos deste ano fortaleceu o fenômeno a um nível poucas vezes observado. Um episódio normal do El Niño-Oscilação do Sul (Enso, na sigla em inglês) ocorre quando a temperatura da superfície do mar na zona tropical do centro do oceano Pacífico atinge +1,5 °C acima da média histórica. Ele pode durar de nove a 12 meses. Mas, para que o evento seja considerado "forte" ou "muito forte", diversos fatores climáticos devem entrar na equação, segundo Adames. Um deles é o comportamento dos ventos alísios, que sopram de leste para oeste no Pacífico. "Quando os ventos ficam mais fracos, o afloramento da água fria fora do litoral do Peru e do Equador é debilitado", explica o professor. "Na ausência de água fria, ela é substituída por água mais quente. E, neste ano, o enfraquecimento foi muito grande e o aquecimento da água foi bastante rápido." De fato, este ano trouxe alterações em diversos fenômenos meteorológicos, como a retroalimentação oceano-atmosfera, as ondas Kelvin ou mudanças da termoclina. Todas elas colaboram para o prognóstico de um El Niño mais forte que o habitual. Anomalias como estas "precisam ocorrer todas de uma vez" para que o El Niño seja muito forte. E é o que aconteceu nos últimos meses, segundo Adames. Ele também indica o aquecimento global como outro fator que provocou o fortalecimento. Tudo isso faz com que os chamados "efeitos canônicos" do El Niño sejam mais pronunciados, como as secas, as intensas ondas de calor e as chuvas torrenciais. Condições de temperatura do oceano no El Niño BBC Condições diversas na América do Sul Para a América do Sul, estão previstas diversas condições. O "epicentro" do El Niño, no Peru e no Equador, gera o efeito conhecido como "El Niño costeiro": chuvas torrenciais, gerando grandes inundações e deslizamentos na zona do Pacífico. A pesca (setor fundamental para a região) é gravemente reduzida pelas alterações da temperatura do oceano. Partes do Peru, além da Bolívia, também podem registrar fortes secas, que colocarão a agricultura em xeque. A região formada pela Colômbia, Venezuela e norte do Brasil também pode sofrer graves secas. Além dos impactos à produção agropecuária, a vazão dos rios também irá diminuir sensivelmente, limitando a geração de energia hidrelétrica. Já no sul do Brasil, Uruguai, Paraguai, norte da Argentina e Chile, haverá chuvas mais intensas, que devem beneficiar a agricultura. Mas, se as chuvas vierem em excesso, poderá haver inundações, com consequente devastação, como ocorreu no El Niño de 1997. No mês de agosto, meteorologistas ouvidos pela BBC News Brasil indicam que o El Niño deve continuar influenciando o clima brasileiro e ajudar a moldar um cenário de eventos extremos pelo país. A expectativa é de temperaturas acima da média em praticamente todo o país, mas com efeitos diferentes de uma região para outra. No Sul, o fenômeno aumenta a probabilidade de chuvas intensas e temporais, com risco de ventos fortes, granizo e alagamentos. No Sudeste e no Centro-Oeste, a previsão é de calor acima do normal e baixa umidade do ar. Já no Norte e no Nordeste, a tendência é de menos chuva, favorecendo o avanço das queimadas. O Centro de Previsões Climáticas dos Estados Unidos esclarece que os efeitos mais extremos nem sempre ocorrem durante o El Niño. Mas, quando o fenômeno ocorre com mais força, seus chamados "efeitos canônicos" são mais previsíveis. O Peru é um dos países que mais sofrem os efeitos do fenômeno El Niño Getty Images América do Norte e Central É provável, por exemplo, que o inverno mexicano seja marcado por tempestades mais intensas no norte do país no final do ano, mais calor e secas no sudeste nos próximos meses e pela presença de furacões mais fortes no Pacífico Sul. A América Central também registrará mais calor e secas, no chamado "corredor seco" da Guatemala, Honduras, El Salvador e Nicarágua. Já a Costa Rica e o Panamá sofrerão ondas mais intensas do que o normal em outros anos. A região do Caribe também tende a sofrer mais secas durante o El Niño, resultando em altas temperaturas para a população e falta de água para a agropecuária. "As ondas de calor costumam ser o fenômeno meteorológico mais letal", alerta Adames. "Não se fala muito sobre isso, mas o fato é que mais pessoas morrem de calor do que de qualquer outro evento meteorológico." O 'corredor seco' da América Central poderá registrar graves secas, prejudicando a agricultura local Getty Images A temporada de furacões Outra alteração importante ocorre na temporada de furacões. No oceano Atlântico, o El Niño tende a enfraquecer a formação de ciclones. De certa forma, este é um "alívio" para as regiões do Caribe, leste do México e os Estados Unidos. Mas, no litoral do Pacífico, na América Central e no México, ocorre exatamente o contrário. Poderá haver este ano a ocorrência de mais furacões, mais potentes. Foi o que aconteceu no evento El Niño de 1997, que trouxe furacões como o Pauline, que arrasou uma faixa litorânea no sul do México. Adames destaca que outros fatores podem agravar a situação da agricultura neste ano e no próximo, como a guerra no Oriente Médio, que influencia o preço e a oferta de fertilizantes. "Haverá impactos às colheitas, aliados às ondas de calor e às secas", alerta o professor. "Se os governos não tomarem cuidado, os impactos serão maiores sobre a produção de alimentos e a geração de eletricidade." A temporada de furacões BBC Quais medidas estão sendo tomadas? Diversos governos da América Latina já anunciaram medidas para enfrentar os efeitos do El Niño previstos pelos cientistas. No Peru, a recém-empossada presidente Fujimori anunciou o início imediato do "desassoreamento em massa dos rios, construção de defesas ribeirinhas com critérios técnicos modernos e proteção das bacias hidrográficas". "Destinaremos maquinaria pesada para os pontos críticos e implementaremos um sistema logístico de resposta rápida para garantir o abastecimento de alimentos, água e remédios, nas regiões de maior vulnerabilidade", declarou ela ao assumir o cargo, no final de julho. Na Colômbia, o ex-presidente Gustavo Petro, antes de deixar o cargo, decretou estado de emergência e destinou um pacote orçamentário de cerca de US$ 1,2 bilhão (cerca de R$ 6,1 bilhões) para a Unidade Nacional de Gestão de Riscos de Desastres. O objetivo é melhorar a infraestrutura de diversas regiões, principalmente no litoral, como forma de prevenção às emergências futuras. Mas o Conselho de Estado, que é o órgão judiciário mais alto do país, suspendeu parcialmente o decreto de Petro, incluindo o financiamento. No seu discurso de posse na sexta-feira (7/8), o novo presidente da Colômbia, Abelardo de la Espriella, prometeu "soluções urgentes" frente à ameaça representada pelo fenômeno El Niño neste ano e em 2027. Em relação ao sistema energético, ele afirmou que o país enfrenta uma "situação crítica, com reservas insuficientes, projetos fundamentais paralisados ou atrasados e uma demanda que cresce em ritmo superior à nossa capacidade de geração". Por isso, De la Espriella declarou ter dado instruções "para que sejam adotadas as decisões regulatórias e de investimento necessárias para recuperar a margem de segurança, acelerar projetos estratégicos e evitar a ameaça de racionamento ou apagões". Entre as medidas a serem tomadas, o novo presidente mencionou a priorização da energia térmica, a proteção dos reservatórios e a diversificação da matriz elétrica, "para reduzir nossa vulnerabilidade energética frente às secas no futuro próximo". A Colômbia pode registrar grave redução da disponibilidade de água no país Getty Images No México, devido à previsão de chuvas muito intensas causadas pelo El Niño, a presidente Claudia Sheinbaum declarou ter ordenado, no início de julho, que fossem disponibilizados alertas a serem enviados aos celulares dos moradores de localidades específicas em caso de risco. Sheinbaum afirmou que o Escritório de Proteção Civil instalará "postos de comando em todos os Estados, começando pelos litorâneos, particularmente no oceano Pacífico e, depois, indo em direção ao centro do país", para monitorar constantemente a situação. Os trabalhos preventivos também incluem, entre outros, a limpeza do curso de rios e represas e a instalação de barreiras. O pico do fenômeno no México é esperado para dezembro, segundo as previsões do governo do país. Os governos da Bolívia e do Equador também afirmaram que estão estudando planos e confirmando equipes para atender situações de emergência que possam surgir nos próximos meses. Imagem da Nasa mostrando, em vermelho, o aquecimento das águas do oceano Pacífico perto da linha do Equador NASA Adames acredita que alguns governos não estão prestando a devida atenção a esta situação de emergência, que já está em andamento. "Precisamos ensinar melhor às pessoas o que é o El Niño e quais são as suas consequências", orienta o professor. "As pessoas estão cansadas de ouvir sobre as mudanças climáticas, mas falar sobre este assunto é mais importante do que nunca." Os moradores do continente latino-americano também deveriam ser informados sobre os riscos dos desastres naturais que podem ocorrer nos locais onde moram, além de manter planos preventivos. "É preciso saber que graves impactos estão por vir. Ter algum tipo de racionamento de alimentos", defende Ángel Adames. "Não quero ser pessimista porque, na verdade, nunca se sabe. Mas é bom que os cidadãos se preparem para as ondas de calor e as secas." "Devemos ter uma mentalidade de preparação, pois estamos vivendo tempos muito difíceis."

  10. Cidadãos terão acesso a um amplo leque de serviços gratuitos TJRN/Divulgação Pessoas em situação de rua e em vulnerabilidade social poderão acessar gratuitamente serviços de saúde, assistência social e Justiça durante o Mutirão PopRuaJud Poti, que acontece no próximo domingo, 16 de agosto, em Natal. A ação acontece das 8h às 15h, na sede da Toca de Assis, na Avenida Xavier da Silveira, em Lagoa Nova. Segundo os organizadores, haverá ônibus saindo de pontos estratégicos para transportar o público até o local. 📳 Clique aqui para seguir o canal do g1 RN no WhatsApp Entre os serviços oferecidos estão atendimentos jurídicos, registro de demandas no Juizado Especial sem necessidade de advogado, orientação da Defensoria Pública, Justiça Federal, Justiça do Trabalho e Ministério Público do Trabalho. Na área de saúde e assistência, o mutirão contará com perícia médica do INSS, vacinação, atendimentos médicos, corte de cabelo, banho por meio do Chuveiro Solidário e orientações para pessoas com dependência química e egressos do sistema prisional. A iniciativa é organizada pelo Comitê PopRuaJud no Rio Grande do Norte em parceria com a Toca de Assis e faz parte da Política Nacional de Atenção às Pessoas em Situação de Rua, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Serviço Mutirão PopRuaJud Poti Data: 16 de agosto de 2026 Horário: das 8h às 15h Local: Toca de Assis (Av. Xavier da Silveira, 1024, Lagoa Nova, Natal) Público-alvo: pessoas em situação de rua e em vulnerabilidade social Agora no g1

  11. Plantação de soja pronta para colheita em Roraima Raquel Maia/Amazônia Agro A colheita da soja começou em Roraima, mas a falta de chuva durante o desenvolvimento das lavouras deve reduzir a produtividade da safra pela metade. A previsão inicial era superar 500 mil toneladas do grão, mas o estado pode deixar de colher aproximadamente 260 mil toneladas, conforme estimativa da Associação dos Produtores de Soja e Milho (Aprosoja). No ano passado, Roraima colheu mais de 430 mil toneladas de soja. Neste ano, a falta de chuva, influenciada pelo El Niño, afetou o desenvolvimento das lavouras e reduziu a expectativa para a safra. O impacto também é financeiro. A Aprosoja estima que as perdas na colheita devem chegar a R$ 500 milhões que deixarão de ser gerados diretamente no campo. Considerando os impactos nos demais setores ligados ao agronegócio, o prejuízo para a economia de Roraima pode ultrapassar R$ 2 bilhões. A falta de água que comprometeu as lavouras era prevista pelos órgãos de monitoramento climático. A estiagem está associada à influência do El Niño, fenômeno que altera o regime climático em diferentes regiões do país. A Fundação Estadual do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Femarh) havia alertado para os efeitos do fenômeno no estado durante este período. Colheitadeira em plantação de soja em Roraima Raquel Maia/Amazônia Agro Início da colheita Na Fazenda Flórida do Norte, na zona rural de Boa Vista, as máquinas começaram a entrar nos talhões para colher há poucos dias. O produtor rural Lucas Cavalca explica que a colheita ocorre de forma escalonada, conforme cada área atinge o ponto ideal. A soja cultivada na propriedade tem um ciclo de aproximadamente 90 dias, mas a falta de chuva também alterou o manejo de algumas áreas. Apesar de as primeiras áreas apresentarem resultado satisfatório, Lucas afirma que a expectativa para o restante da colheita é de uma produtividade menor. "A gente está tendo uma boa produtividade, poderia ser melhor, mas o estado sofreu muito com a seca este ano. Então as primeiras sojas a gente está tendo um bom resultado, mas a tendência daqui para frente é que infelizmente não seja um ano muito bom", destacou. LEIA TAMBÉM: Agronegócio, produção rural: tudo sobre o Amazônia Agro Veja todas as reportagens do agro em Roraima A água é fundamental para o desenvolvimento da soja, principalmente durante as fases de floração e enchimento dos grãos. Quando a planta passa por um período prolongado de estiagem, reduz a absorção e o transporte de água e nutrientes. Na prática, isso pode resultar na formação de menos grãos e no menor enchimento dos que já se desenvolveram, o que reduz o peso e, consequentemente, a produtividade final da lavoura. Como a colheita ainda está em andamento na Fazenda Flórida do Norte, o produtor não consegue mensurar com precisão o tamanho da perda. A estimativa, no entanto, é de uma redução de aproximadamente 30% na produtividade, podendo ser ainda maior nas áreas mais afetadas pela falta de água. "A gente sabia da possibilidade do El Niño, mas acho que ninguém previu que ia cortar tão cedo a chuva. Então assim é um ano bem difícil para o estado", pontuou. Mesmo com o cenário climático desfavorável, a colheita continua. Para o produtor, a atividade rural exige capacidade de adaptação diante das dificuldades e disposição para seguir produzindo mesmo quando as condições não são as esperadas. "É mais um desafio que a gente vai ter que enfrentar. O agricultor é resiliente, não desiste fácil. Então, os problemas que tiverem, a gente vai resolver e vai continuar trabalhando", disse Lucas. Em 2025, o estado tinha 132.421 hectares plantados. Para 2026, a estimativa era de aumento para 144.893 hectares, conforme previsão do governo, por meio da Secretaria de Agricultura, Desenvolvimento e Inovação (Seadi). Outras notícias sobre soja em Roraima Testes em campo ajudam produtores a escolher cultivares de soja adaptadas para Roraima Leia outras notícias do estado no g1 Roraima.

  12. Dia dos Pais: conheça a historia do seu João, morador de Volta Redonda A casa onde Seu João vive, no bairro Açude I, em Volta Redonda (RJ), guarda mais do que fotografias e lembranças: guarda a história de um pai que ergueu com as próprias mãos o lar onde criou a família. Natural de Carangola (MG), João da Silva Gomes perdeu o pai ainda jovem e mudou-se com a mãe para o interior fluminense. Foi em Volta Redonda que conheceu Dona Nilza, sua companheira há mais de seis décadas, desde o namoro iniciado aos 17 anos. Por décadas, trabalhou como motorista de ônibus. A rotina exaustiva de longas horas ao volante tinha um propósito claro: garantir o sustento dos quatro filhos. Mas a figura paterna para a família sempre foi muito além da ausência do trabalho. O empenho era a sua forma de cuidar. Dia dos Pais: histórias que mostram a força do amor de um pai. Arquivo pessoal ✅Clique aqui e entre no canal do g1 no WhatsApp “A gente ia lá levar a marmita para ele jantar... Ele colocava do lado do motor do carro. Enquanto ele dava as voltas, a marmita esquentava", contou André da Silva Gomes (filho). Nos intervalos entre os turnos na empresa, o motorista virava pedreiro. Pouco a pouco, a casa da família tomava forma — um retrato material de sua paciência e dedicação. “Eu saía da empresa, chegava em casa e já estava com o material preparado para começar a construir.” contou Seu João. Dia dos Pais: histórias que mostram a força do amor de um pai. Arquivo pessoal Enquanto Dona Nilza conduzia o cotidiano da casa, o casal consolidou uma base familiar pautada pelo afeto e pela fé, valor transmitido com dedicação nos cultos e que moldou a formação dos filhos. "Primeiro Deus, depois nossa família [...] Com certeza essa fé que ele passou com muita firmeza pra gente." disse Miriam Gomes Rabello (filha). O carinho também se manifestava nos detalhes: na sopa preparada quando alguém adoecia, nas portas abertas aos amigos ou nos momentos à mesa. “Ele fazia um pastel de massa cozida [...] Ele fazia o pastel, reunia a gente na beirada da mesa. Eu amava o pastel.” contou Andreia da Silva Gomes Faria (filha). Dia dos Pais: histórias que mostram a força do amor de um pai. Arquivo pessoal Hoje, aos 77 anos, Seu João é avô e bisavô. Ativo, estendeu a paixão pela construção para o sítio da família, onde segue ensinando pelo exemplo. “A gente tem um sítio, e ele estava construindo. Ele fez um portão lá. Ele é um exemplo para mim. Mesmo depois de bastante tempo, continua firme" relatou Guilherme Gomes Rabello. Dia dos Pais: histórias que mostram a força do amor de um pai. Arquivo pessoal Neste Dia dos Pais, a trajetória de Seu João traduz a realidade de milhares de pais brasileiros: homens que, entre jornadas exaustivas, expressaram seu amor no esforço diário, na presença possível e no legado de valores aos seus descendentes: "Eu tenho uma família, que eu realizei meu sonho[...] Todo mundo pensa em nascer, crescer, casar e adquirir família. Minha história está realizada ai, na minha família". VÍDEOS: as notícias que foram ao ar na TV Rio Sul

  13. Mulher vence o câncer e faz última sessão de quimioterapia em MS Depois de anos de tratamento, idas ao hospital e momentos de incerteza, Maria de Fátima Moreira, moradora de Campo Grande, comemorou neste sábado (8) a última sessão de quimioterapia contra um câncer raro que atingiu a região da coxa. Ao sair do Hospital de Câncer, ela bateu o sino da vitória e foi recebida pelas filhas, netos, sobrinhas e profissionais que acompanharam sua trajetória. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MS no WhatsApp A história de Maria começou em 2016, quando ela percebeu que uma pequena alteração na região da coxa estava crescendo. Inicialmente, o problema foi tratado como uma "bola de gordura". Como a situação não melhorou, ela procurou outro médico e passou por novos exames. Foi então que descobriu que se tratava de um câncer já em estágio avançado. Maria precisou passar por cirurgia, quimioterapia e radioterapia. Segundo ela, o primeiro tratamento foi um período difícil, mas conseguiu completar todas as etapas. Depois de oito anos e seis meses, Maria percebeu novamente um caroço duro na mesma região. Ela procurou atendimento médico e passou por exames para descobrir a causa. Em 18 de novembro de 2024, foi submetida a uma nova cirurgia. O câncer havia voltado e, a partir de janeiro de 2025, ela iniciou novamente o tratamento com quimioterapia. Depois dessa etapa, veio a radioterapia. No entanto, durante o acompanhamento médico, Maria recebeu a notícia de que a doença havia chegado à região pélvica e que seria necessário retomar a quimioterapia. A situação se tornou ainda mais difícil porque, enquanto enfrentava o tratamento, o marido de Maria também passava por uma rotina de cuidados de saúde e fazia hemodiálise. Mesmo diante das dificuldades, ela decidiu continuar o tratamento. "Ele desceu, ele subiu, agora daqui pra frente ele nem vai descer nem vai subir, em nome de Jesus ele vai embora", disse Maria, lembrando do que falou à filha quando recebeu a notícia. Maria de fátima comemorou a última quimioterapia ao lado de familiares Arquivo pessoal Fé durante o tratamento Durante o período mais difícil, Maria conta que chegou a perder 17 quilos. Segundo ela, passou de 77 kg para 60 kg e enfrentou dores e momentos de muita fragilidade. Foi nesse período que buscou forças na fé. "Eu aprendi que tudo é no tempo Dele, pede e espera com fé, com confiança e crê", afirmou. Após novos exames, Maria recebeu uma notícia positiva. O médico informou que seriam necessárias mais duas sessões de quimioterapia para reforçar o tratamento. A segunda delas foi concluída neste sábado (8). A alta etapa foi marcada pela emoção. Ao deixar a quimioterapia, Maria encontrou familiares e pessoas que acompanharam seu tratamento. Para Maria, terminar o tratamento representa mais do que o fim de uma sessão. É a celebração de uma caminhada marcada por cirurgias, quimioterapia, radioterapia, perda de peso, dor e, principalmente, esperança. Agora, ela quer deixar uma mensagem para outras pessoas que enfrentam o câncer. "A pessoa que tá passando por esse processo do câncer, não se desanime, tenha fé, confie em Deus, que Deus é bom e maravilhoso em nossas vidas", afirmou. Ao comemorar a última sessão, Maria diz estar confiante e agradecida pela trajetória que conseguiu enfrentar. Veja vídeos de Mato Grosso do Sul:

  14. Fórum Francisco Batista Queiroz em Frutal, no Triângulo Mineiro Roberto Leal/Reprodução Em Frutal, no Triângulo Mineiro, 19 réus foram condenados por participação em esquema de estelionato eletrônico e lavagem de dinheiro conhecido como “golpe do falso leilão”. Conforme a decisão da 1ª Vara Criminal e de Execuções Penais da Comarca de Frutal, publicada em portal eletrônico nesta sexta-feira (7), as penas variam de 6 a 14 anos e meio de prisão em regime fechado. A Justiça também determinou que os bens e valores apreendidos bloqueados nas contas dos condenados sejam usados para ressarcir diretamente as vítimas do golpe. O esquema movimentou R$ 520 milhões em Minas Gerais, São Paulo e Paraná, usando empresas de fachada e atingindo vítimas em todo o país. Segundo uma estimativa da Polícia Civil, que investigou o esquema por três anos, apenas em 2025 mais de 250 pessoas foram enganadas pelo golpe em diferentes regiões do Brasil. ➡️ Clique aqui e siga o perfil do g1 Triângulo no Instagram A organização criminosa foi desarticulada em diferentes fases de operações chamadas de “Martelo Virtual”. A 3ª fase prendeu quatro investigados durante o cumprimento de mandados de prisão preventiva e 10 de busca e apreensão, ainda em março deste ano. De acordo com a condenação, a atuação dos réus estava organizada em três núcleos: financeiro, operacional e de lavagem de capitais. Entenda mais abaixo como o esquema funcionava. Estrutura organizada e ‘pulverização’ do dinheiro A Polícia Civil apurou que o grupo atuava com divisão de tarefas bem definidas: responsáveis pela criação e operação dos sites de falsos leilões; investigados usados como “laranjas” para receber os valores dos golpes, cientes da origem ilícita do dinheiro; integrantes que realizavam saques em agências bancárias ou transferências para outras contas ligadas à organização, com o objetivo de fracionar os valores. Esse processo de movimentação do dinheiro, chamado internamente de “pulada”, consistia no repasse sucessivo dos valores para dificultar o rastreamento; na etapa seguinte, as cifras eram direcionados a um grupo familiar de São Paulo, apontado como responsável pela “pulverização” dos recursos em diversas contas; por fim, os chamados “lavadores finais”, que mantinham em seus nomes bens incompatíveis com a renda declarada, como imóveis, veículos e até motos aquáticas. Juiz destaca atuação em golpe do falso leilão A denúncia do Ministério Público, apresentada em junho de 2025, apontou que, entre 2021 e 2025, os acusados financiaram e organizaram uma quadrilha especializada. Os sites desenvolvidos e operados pela organização criminosa tinham aparência semelhante a de páginas de leilões legítimos. Para atrair as vítimas, os investigados usavam ferramentas de impulsionamento em plataformas digitais, direcionando os usuários para endereços eletrônicos fraudulentos. Após o suposto arremate dos veículos anunciados nessas plataformas, as vítimas eram direcionadas para conversas pelo WhatsApp, sob o pretexto de concluir a negociação. Nesse momento, os investigados solicitavam transferências via Pix para contas de pessoas usadas como “laranjas” pelo grupo. Em alguns casos, o prejuízo individual chega a R$ 200 mil — inclusive há registros de vítimas que acreditaram ter arrematado mais de um veículo. Na sentença, o juiz Robson Monteiro Rocha ainda destacou o modo de atuação do grupo na fase de integração e reciclagem do dinheiro ilícito, revelado pelas investigações da Polícia Civil. Para inserir os valores milionários na economia formal sem levantar suspeitas para atividade criminosa, os sócios de uma suposta transportadora compravam veículos antigos colecionáveis, especialmente Kombis da Volkswagen fabricadas a partir de 1963. Além das reformas e revendas superfaturadas desses automóveis, o esquema incluía a administração oculta de boxes comerciais em shoppings populares de São Paulo e a venda em massa de frotas de veículos. “O sistema de lavagem funcionava sob a metodologia que eles chamavam de ‘reformas de comboios inflados’: os acusados faziam reformas estéticas nos veículos, alteravam documentos e chassis, simulavam contratos de revenda interestadual e revendiam por preços superfaturados, criando uma aparência de legalidade para o dinheiro obtido nos estelionatos eletrônicos. O sistema Infoseg apontou que o grupo movimentou ao menos 32 automóveis nessa modalidade, avaliados em R$ 2,6 milhões”, registrou o magistrado. Na decisão, o magistrado destacou que a prioridade é devolver o dinheiro a quem sofreu prejuízo. Só depois disso, caso haja saldo restante, os valores serão destinados ao Estado de Minas Gerais. O g1 ainda questionou o Ministério Público sobre a idade dos réus, se eles estão entre os presos na terceira fase da operação e se são da região de Frutal. Até a última atualização, não houve retorno. LEIA MAIS: Suspeitos de movimentar R$ 1 milhão com 'golpe do leilão' são presos Quadrilha que aplicou golpes em sites de leilões falsos é alvo de novos mandados no país Você viu? Diarista presa por furto, ex-gerente condenado a ressarcir R$ 8,6 milhões e aposta leva R$ 230 mil na Mega Polícia Civil deflagra nova fase da Operação Martelo Virtual VÍDEOS: veja tudo sobre o Triângulo, Alto Paranaíba e Noroeste de Minas
  15. Veja os vídeos do Jornal do Campo GO de domingo, 09 de agosto de 2026.

  16. imagem da primeira bomba atômica lançada pelos americanos na cidade japonesa de Hisroshima, em 6 de agosto de 1945 AFP Em 6 de agosto de 1945, os Estados Unidos lançaram uma bomba atômica sobre Hiroshima. Três dias depois, em 9 de agosto, outra bomba atingiu Nagasaki. Os ataques mataram mais de 210 mil pessoas, considerando também as mortes provocadas posteriormente pela exposição à radiação. Foram os únicos casos de uso de armas nucleares em um conflito armado. O aniversário dos ataques ocorre em meio a mudanças importantes na política de defesa japonesa. A primeira-ministra Sanae Takaichi está conduzindo uma ampla revisão da estratégia nacional de defesa, diante do fortalecimento militar da China e da Coreia do Norte e das incertezas sobre o papel dos Estados Unidos na segurança regional. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Os três princípios não nucleares Desde 1967, o Japão segue os chamados três princípios não nucleares: não possuir armas nucleares, não produzi-las e não permitir que sejam introduzidas em seu território. A manutenção desses princípios entrou no centro do debate político. Agora no g1 Durante a cerimônia em Hiroshima, na quinta-feira, Takaichi foi questionada diretamente pelo sobrevivente Satoshi Tanaka sobre uma possível mudança nessa política. A primeira-ministra respondeu que o Japão “atualmente” segue os três princípios, mas não esclareceu se pretende mantê-los no futuro. A resposta provocou preocupação entre os sobreviventes dos bombardeios e grupos pacifistas. No mês passado, o ministro japonês da Defesa, Shinjiro Koizumi, havia defendido uma discussão “sem tabus” sobre armas nucleares. A declaração abriu espaço para um debate que, durante décadas, permaneceu praticamente fora da agenda política japonesa. Em dezembro, um alto funcionário do governo, cuja identidade não foi revelada, também teria defendido, durante uma conversa extraoficial com jornalistas, que o Japão deveria possuir armas nucleares. A declaração foi posteriormente divulgada por grandes veículos de comunicação japoneses. Pressão por maior capacidade militar O governo Takaichi vem adotando uma política de defesa mais ativa. O Japão aumentou os gastos militares, suspendeu uma proibição autoimposta à exportação de armas e defende uma revisão da Constituição pacifista. Os defensores de uma mudança nos princípios nucleares argumentam que o último deles — o compromisso de não permitir a introdução de armas nucleares no Japão — deveria ser discutido. Uma das possibilidades seria permitir que os Estados Unidos levassem armas nucleares ao território japonês, como parte da estratégia de dissuasão nuclear na região. Hirofumi Yoshimura, líder do Partido da Inovação do Japão, integrante da coalizão governista, defendeu a manutenção dos princípios de não possuir e não produzir armas nucleares. Mas afirmou que existe espaço para discutir a proibição de sua introdução no país. A mudança de postura também provoca reações da China. Pequim acusa o Japão de retomar um “novo militarismo”, em referência ao fortalecimento das capacidades militares japonesas. Sobreviventes demonstram preocupação Os sobreviventes de Hiroshima e Nagasaki, conhecidos no Japão como hibakusha, foram fundamentais para a construção da cultura pacifista japonesa no pós-guerra. Em 2024, a organização que representa os sobreviventes recebeu o Prêmio Nobel da Paz por seus esforços em favor de um mundo sem armas nucleares. Mas o grupo está envelhecendo rapidamente. Em março deste ano, o Japão reconhecia pouco mais de 91 mil sobreviventes dos bombardeios de Hiroshima e Nagasaki. Dez anos antes, eram mais de 164 mil. A idade média é de 86,7 anos. Satoshi Tanaka, sobrevivente de Hiroshima e ativista antinuclear de 82 anos, criticou a falta de clareza do governo sobre o futuro da política nuclear. Segundo ele, afirmar que o Japão segue atualmente os três princípios apenas descreve a situação presente e não esclarece o que poderá acontecer no futuro. O debate acontece, portanto, em um momento simbólico para o Japão: enquanto o país lembra as vítimas de Hiroshima e Nagasaki, sua liderança discute até que ponto a política de defesa deve se afastar do pacifismo que marcou as últimas oito décadas. (com agências)

  17. Conheça uma história de amor de quem escolheu ser pai Aos 33 anos, Ney Robson se tornou pai pela quarta vez de uma forma inesperada. O filho mais novo chegou à família depois de ser deixado em uma cesta na porta da casa, na Paraíba, e foi acolhido imediatamente pelos familiares. Segundo Ney Robson, a conexão com o bebê aconteceu desde o primeiro momento. O vínculo foi tão forte que o menino recebeu o mesmo nome do pai e passou a se chamar Ney Robson Júnior. “Na minha concepção, acho que era uma questão de dar segurança a essa adoção, né? Então eu acho que botando meu nome era uma coisa mais segura”, disse o pai. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 PB no WhatsApp Homem adota menino deixado na porta de casa na Paraíba Reprodução TV Cabo Branco. A chegada do bebê transformou a rotina da família e fez com que ele passasse a ser chamado carinhosamente de “presente de Deus”. O apelido acompanhou a infância de Ney Júnior, que, com o passar dos anos, começou a questionar o significado da expressão. “Meus pais, depois de um tempo de eu ficar mais velho, eles foram me informando, falando que era um presente de Deus. Minha sobrinha também falava. Eu ficava com aquilo na cabeça, eu sou um presente de Deus, mas de onde eu vim, né? Depois de um tempo, eles foram me comunicando, falando, não, Júnior, você é adotado, a gente recebeu você. E foi bem tranquilo pra mim essa parte”, explicou o caçula. Mesmo após descobrir a história da adoção, Ney Júnior conta que nunca sentiu necessidade de procurar informações sobre os pais biológicos. Para ele, o vínculo construído ao longo da vida sempre esteve ligado ao cuidado e à presença da família que o criou. “Eu sou muito grato ao meu pai, sempre fui grato. Nunca procurei quem são meus pais de sangue, porque pra mim os pais são quem cria. Então sou muito grato a ele, a minha mãe também e é isso”, acrescentou. Homem adota menino deixado na porta de casa na Paraíba Reprodução TV Cabo Branco. A relação entre pai e filho já soma 32 anos de convivência, marcada por diálogo e companheirismo. Para Ney Robson, acompanhar o crescimento e as conquistas do filho é motivo de orgulho. “Ele já tem sua independência, já mora só, mas a gente sempre tem contato e sempre tá no dia a dia, sempre presente. Ele é uma pessoa muito carismática e tem isso aí, a humildade dele, uma pessoa bastante forte nessa questão. Então eu tenho orgulho desses valores dele”, contou. O sentimento também é compartilhado por Ney Júnior. Mesmo seguindo a própria trajetória, ele afirma que faz questão de acompanhar os momentos importantes da vida do pai. “Sempre que ele tem competição, eu vou com ele, eu acompanho ele e fico correndo atrás dele assim, tirando foto, filmando. E eu lá, correndo na chuva, em todo canto, tirando foto e sempre a gente tá junto”, disse. No período em que se celebra o Dia dos Pais, Ney Robson destaca a importância da paternidade construída pelo afeto e pela convivência, independentemente dos laços biológicos. “Essa questão da adoção, essa é uma questão muito forte. Só quem tem sabe como é forte uma adoção, um presente dado por Deus”, finalizou o pai. Vídeos mais assistidos do g1 Paraíba

  18. Mulheres contam como transformaram a relação com a solteirice Quase metade dos brasileiros vive sem um companheiro ou companheira. São pessoas que nunca se casaram, se divorciaram, se separaram ou ficaram viúvas. E, para muitas mulheres, a solteirice já não é vista como sinônimo de fracasso amoroso ou solidão, mas como uma oportunidade de construir novos vínculos, investir em si mesmas e redefinir o que significa ser feliz. Foi nesse contexto que quatro mulheres de diferentes regiões do país criaram uma amizade que ultrapassou a distância e se tornou um dos pilares de suas vidas. Professora e empresária, Thaíse Valentim, de 41 anos, se divorciou recentemente. Rafaely Alves, de 35, advogada de Sorocaba (SP), voltou ao Brasil após o fim de um casamento de quase dez anos. Sabrina Franco, de 44 anos, está separada há três anos. Já Carolina Piacitelli, de 42, vive um relacionamento, mas encontrou no grupo uma conexão que vai além do estado civil. As quatro se conheceram há cerca de um ano em uma comunidade de mulheres na internet. Desde então, passaram a compartilhar viagens, conversas e apoio mútuo. "A gente se conectou imediatamente. E a gente nunca mais parou", resume Thaíse. Já Carolina define a amizade de forma direta: "A gente se ama mesmo. E a gente se respeita". Virei a 'tia solteira' e estou feliz: mulheres contam como transformaram a relação com a solteirice Reprodução/TV Globo Amizade no lugar da solidão Para Rafaely, o grupo ajudou a preencher um vazio vivido após a separação. "Para mim o divórcio foi uma parte da minha vida muito solitária", afirma. As amigas dizem que a relação mudou a forma como enxergam a própria solteirice. A independência financeira e a autonomia conquistadas pelas mulheres também ajudaram a transformar esse cenário. "A gente se banca e isso foi uma das coisas mais importantes que a gente entendeu desde o início", diz Thaíse. Durante um encontro no Rio de Janeiro, elas refletem sobre os rótulos ainda associados às mulheres sem parceiro. "Talvez eu tenha me tornado aquilo que todo mundo abomina: tia solteira. E eu provo ali que a tia solteira não sofre. Tia solteira viaja, se banca, tia solteira tem amigas", afirma Rafaely. A frase resume uma mudança percebida por especialistas. Segundo a psicóloga e professora da Universidade de Brasília (UnB) Valeska Zanello, ainda há preconceitos em relação às mulheres solteiras. "É muito comum ela sofrer perguntas do tipo: 'Cadê os namoradinhos?', 'Você fez uma grande viagem, mas encontrou alguém?'. Ou seja, coitada. Uma mulher solteira é aquela que nenhum homem quis", afirma. Entre amigas, viagens e novas experiências: mulheres mostram outro jeito de viver sem parceiro Reprodução/TV Globo Pressão desigual Para o psicanalista Lucas Bulamah, a cobrança social continua sendo diferente para homens e mulheres. "Para os homens nunca foi tão estigmatizante estar solteiro. A figura do solteirão é uma figura charmosa. Já a mulher solteira era a mulher que ficaria pra titia", explica. Ao mesmo tempo, ele observa o surgimento de uma nova imagem feminina. "Hoje existe essa figura nova da mulher solteira feliz", diz. O novo retrato dos solteiros no Brasil Reprodução/TV Globo As quatro amigas acreditam que fazem parte dessa transformação. Entre viagens, encontros e conversas, elas criaram laços que independem de relacionamentos amorosos. "Não somos uma amizade de balada. Uma amizade que se constrói por meio de muitos assuntos", afirma Thaíse. Entre amigas, viagens e novas experiências: mulheres mostram outro jeito de viver sem parceiro Reprodução/TV Globo Felicidade sem pré-requisitos Embora não descartem a possibilidade de viver um relacionamento amoroso, elas rejeitam a ideia de que a felicidade dependa disso. Segundo Valeska Zanello, o problema está em associar valor pessoal ao fato de ser desejado romanticamente. "Se essa lógica não for desconstruída, ser solteira é entendida como um fracasso e solidão", afirma. "Prefiro estar sozinha do que mal acompanhada. É um exercício de saúde mental." Entre amigas, viagens e novas experiências: mulheres mostram outro jeito de viver sem parceiro Reprodução/TV Globo A especialista defende que os vínculos afetivos podem ser construídos de diversas formas. "A gente é capaz de usufruir e se alimentar afetivamente de muitas fontes", diz. Entre amigas, viagens e novas experiências: mulheres mostram outro jeito de viver sem parceiro Reprodução/TV Globo Assista ao programa na íntegra: Globo Repórter: As novas faces da solterice - 07.08.2026 Confira as últimas reportagens do Globo Repórter:

  19. O único estado brasileiro onde homens são maioria entre solteiros Mato Grosso ocupa uma posição única no mapa demográfico brasileiro. Segundo dados do Censo 2022, é o único estado do país onde há mais homens solteiros do que mulheres solteiras: são 102,5 solteiros para cada 100 solteiras. A explicação passa pela forte expansão do agronegócio. O estado atrai trabalhadores de diferentes partes do Brasil para atuar nas lavouras de soja, milho e algodão, gerando uma migração predominantemente masculina em busca de oportunidades profissionais. Mato Grosso é o único estado do Brasil onde homens solteiros são maioria, aponta IBGE Reprodução/TV Globo Migração e trabalho no campo Nas fazendas mato-grossenses, histórias parecidas ajudam a explicar os números. Muitos trabalhadores deixam suas cidades de origem ainda jovens para buscar crescimento profissional. É o caso de Alan Augusto da Silva Weinch, de 20 anos, operador de máquinas agrícolas. Natural de Novo Machado (RS), ele deixou a casa dos pais para trabalhar no estado. "Foi preciso coragem, né? Bastante coragem. Se não tem coragem, não vem não", contou. Mato Grosso é o único estado do Brasil onde homens solteiros são maioria, aponta IBGE Reprodução/TV Globo Casamento ficou para depois A trajetória dos trabalhadores do campo acompanha uma tendência observada em todo o país: os brasileiros estão se casando mais tarde. Segundo dados do IBGE citados na reportagem, as mulheres se casam, em média, aos 29 anos, enquanto os homens chegam ao casamento aos 31. Nesse cenário, a prioridade costuma ser a construção da carreira, da estabilidade financeira e dos projetos pessoais antes da formação de uma união. Willian Balen, técnico em agropecuária vindo de Santa Catarina, também priorizou a carreira. Aos 27 anos, ele afirma que a meta de formar uma família ficou para mais tarde. "Meu foco principal é o agro, o trabalho", disse. "Minha meta é ter um casamento a partir dos 30 anos." Mato Grosso é o único estado do Brasil onde homens solteiros são maioria, aponta IBGE Reprodução/TV Globo Entre a liberdade e a solidão Para muitos dos trabalhadores que vivem longe da família, a solteirice é marcada por sentimentos contraditórios. Ao ser questionado sobre as vantagens de não estar em um relacionamento, Willian citou a autonomia: "Sai a hora que quer, volta a hora que quer e não depende de ninguém". Mas ele também reconhece o lado mais difícil da rotina. "A desvantagem é um pouco a solidão, né? Que ela bate." Já Erisom Marinho de Barros, operador de máquina agrícola que deixou Alagoas para trabalhar em Mato Grosso, afirma que a busca por melhores condições de vida teve um custo emocional. "Abri mão de muita coisa", disse. "De estar perto da minha família, da minha filha, para estar em busca da realização dos sonhos." Mesmo assim, ele não desistiu da vida amorosa. No ritmo das safras, acredita que os relacionamentos podem surgir nos períodos de entressafra, quando há mais tempo para sair e conhecer pessoas. Retrato raro no país O caso de Mato Grosso chama atenção porque vai na contramão da realidade nacional. A população brasileira tem mais mulheres do que homens, resultado de uma mortalidade masculina mais elevada ao longo da vida, segundo especialistas ouvidos pelo programa. O novo retrato dos solteiros no Brasil Reprodução/TV Globo LEIA TAMBÉM: Tesouro escondido: reforma em casa revela sem querer relíquia arqueológica de 900 anos atrás em Portugal; VÍDEO Assista ao programa na íntegra: Globo Repórter: As novas faces da solterice - 07.08.2026 Confira as últimas reportagens do Globo Repórter:

  20. Vídeo mostra momento em que pai descobre que esposa está grávida de trigêmeos e desmaia Dois anos após viralizar com o desmaio ao descobrir que seria pai de trigêmeos, Natan Reis contou ao g1 como está a vida com os três pequenos. Neste domingo (9), quando é celebrado o Dia dos Pais, ele relembrou a surpresa e falou sobre a rotina de criar três crianças da mesma idade. “Me perguntei: o que vou fazer? Foi difícil, porque não vai ser um bebezinho para sempre, vai ser criança, adolescente e depois se tornar um adulto igual você”, afirmou o morador de Guarujá, no litoral de São Paulo. ✅ Clique aqui para seguir o novo canal do g1 Santos no WhatsApp. O vídeo do momento em que o médico contou aos pais que eles esperavam trigêmeos ultrapassou 1 milhão de visualizações após ser publicado em dezembro de 2023. Na ocasião, Natan sofreu uma queda de pressão e desmaiou durante a ultrassonografia. Natan pretende passar o Dia dos Pais ao lado dos filhos. Reprodução/Redes Sociais Segundo a família, os trigêmeos nasceram prematuros e, por isso, demoraram aproximadamente um mês para ir para casa. Hoje, o trio vive junto aos pais, Natan e Carolina, e duas irmãs, de quatro e sete anos. Pais de trigêmeos Natan disse que foi preciso que ele e Carolina “batessem no peito” para cuidar dos três. "Ou a gente fala 'vamos para cima', ou tudo vai desabar”, lembrou. Após dois anos com a rotina corrida com os filhos, Natan disse que a paternidade se tornou natural, mas continua sendo um aprendizado diário. “Hoje a paternidade para mim é natural, mas cada dia é um aprendizado e um desafio novo. As crianças estão crescendo, ficando mais espertas”, explicou. Ele acrescentou que, neste Dia dos Pais, pretende manter a rotina: estar perto dos filhos, brincar, ensinar e cuidar. Natan planejou levar as crianças ao parquinho e preparar uma refeição para a família. “Vou passar o dia com eles, provavelmente vamos ficar em casa mesmo. Hoje, se eu estou com a minha família, para mim já está ótimo”, disse. Natan já tinha uma filha e uma enteada quando teve os trigêmeos. Reprodução/Redes Sociais Relembre o caso Conforme noticiado pelo g1 à época, o casal revelou que só pretendia ter mais um filho após 2025. Segundo Carolina, a filha caçula começou a dizer que a mãe tinha "um bebê na barriga". Como ela tomava anticoncepcional, acreditava que seria impossível estar grávida. Depois de sonhar que esperava um filho, porém, decidiu fazer um teste de gravidez, que deu positivo. Durante a ultrassonografia, o médico Hugo Garcia, de 40 anos, confirmou a gravidez e começou a revelar que havia mais de um bebê. Primeiro, mostrou um segundo feto e, depois, contou que havia um terceiro. Logo depois da notícia, um estrondo chamou a atenção da equipe. Ao virar a câmera, Hugo mostrou Natan desmaiado no chão. O pai sofreu uma queda de pressão e foi amparado pela equipe médica. Após se recuperar do susto, ele contou que estava feliz com a notícia. "Quando ele disse que eram dois, eu fiquei surpreso. Já comecei a pensar no que eu teria que fazer: trabalhar mais, aumentar a renda. Um pensamento de pai que sustenta a família. Quando ele disse que teve briga no céu e eram três, eu fui nocauteado com a notícia", lembrou. VÍDEOS: g1 em 1 minuto Santos

  21. Árvore cai sobre carro com pai e filho dentro no litoral de SP Menos de cinco minutos. Esse foi o intervalo entre Barbara Raquel Andreoli sair do carro para entrar em uma loja e uma árvore esmagar o veículo em Itanhaém, no litoral de São Paulo. Ao ouvir o barulho da queda, ela voltou ao local e encontrou o marido saindo do automóvel com o filho de quatro anos. "Quando cheguei, meu marido estava saindo com o meu filho no colo. Se eu estivesse dentro do carro, provavelmente teria morrido, porque ela caiu em cima do banco do passageiro", afirmou Barbara à TV Tribuna, afiliada da Globo. O acidente aconteceu no sábado (8), na Rua João Mariano, no Centro de Itanhaém. Segundo o Corpo de Bombeiros, o carro estava estacionado quando a árvore caiu sobre o veículo. Apesar do impacto, o homem e a criança não ficaram feridos. 'Por pouco' Barbara contou que havia acabado de deixar o carro com o marido e o filho para entrar em uma loja. Segundo ela, permaneceu no estabelecimento por cerca de quatro minutos. Enquanto estava no local, a advogada ligou para o marido para perguntar o que ele queria que comprasse. Foi durante a ligação que ouviu o barulho da queda. Duas viaturas e cinco bombeiros atuaram no local. As equipes fizeram o corte da árvore e retiraram os galhos, troncos e demais destroços que estavam sobre o automóvel. Após a conclusão dos trabalhos, os resíduos foram deixados sob os cuidados da Defesa Civil de Itanhaém. Segundo o Corpo de Bombeiros, a ação contou com o apoio da Guarda Civil Municipal (GCM), da Neoenergia e do órgão municipal de trânsito. Árvore cai sobre carro com pai e filho dentro em Itanhaém (SP) Aline Ribeiro Presente de Dia dos Pais Barbara relatou que ficou preocupada com os danos causados ao carro, mas celebrou o fato de o marido e o filho terem saído ilesos, o que considerou um "presente". "Na hora, fiquei desesperada pensando que poderia ter acontecido alguma coisa. Presente de Dia dos Pais, né? Inclusive, amanhã também é aniversário do meu marido, então foi um presente duplo", concluiu. Árvore cai sobre carro com pai e filho dentro em Itanhaém (SP) Rodrigo Nardelli/TV Tribuna

  22. Palmeirense de 4 anos pede bola do Santos FC e surpreende pai Admiração de um fã que ultrapassa a rivalidade entre clubes. Um menino de 4 anos, torcedor do Palmeiras, viralizou após ser gravado pedindo ao pai para comprar uma bola do Santos FC por causa de Neymar Jr. O conteúdo publicado pelo empresário Allan Bonucci chamou a atenção do próprio jogador, que reagiu ao vídeo (assista acima). No vídeo, além de mostrar o pedido do filho, Bonucci fez uma reflexão sobre a influência do jogador sobre as crianças. O conteúdo alcançou mais de 1,5 milhão de visualizações e quase 3 mil comentários. Dentre eles, o de Neymar. “Sempre por eles, obrigado pelo carinho”, comentou o camisa 10 do Santos FC. Lui, de 4 anos, é apaixonado pelo Neymar Arquivo pessoal e Reprodução/Redes sociais Vídeo Bonucci gravou o vídeo após o filho Lui, de 4 anos, pedir para comprar uma bola do Santos FC de um ambulante em uma praia de Guarujá, no litoral de São Paulo, na última semana. Na ocasião, o empresário questionou o time da criança, que respondeu ser palmeirense, mas reforçou que queria a bola por conta de Neymar. Ao g1, Bonucci contou que a situação o fez refletir sobre a influência do craque sobre diferentes gerações. Neymar comentou na publicação do empresário Reprodução O pai resolveu falar sobre o caso em um vídeo para o perfil nas redes sociais, no qual já cria conteúdo sobre liderança, gestão e empresas. “Olha o poder da marca. Olha o poder do que uma pessoa consegue fazer, o que uma pessoa consegue movimentar com uma empresa, com o Santos, com um clube. A força da tua marca é gigante”, afirmou Bonucci. Na publicação, o empresário pediu para que os internautas marcassem Neymar. Ele contou que, apesar disso, não imaginava que o jogador realmente assistiria ao vídeo. “Fiquei totalmente radiante, feliz, dei um grito na hora”, relembrou Bonucci, acrescentando que os filhos também se emocionaram. Allan e os filhos comemoraram o comentário de Neymar no vídeo deles Reprodução Família palmeirense Bonucci contou que a família toda é palmeirense, mas admira o futebol do Neymar. Por isso, ele e os filhos, de 4 e 6 anos, também assistem aos jogos do Santos. O caçula, porém, é ainda mais apaixonado pelo jogador e tem até o uniforme do time da Vila Belmiro com nome do camisa 10. De acordo com ele, o menino já havia pedido uma bola do Santos em outras ocasiões, mas ele costumava desconversar sobre o assunto e incentivar a comprar itens do Palmeiras. Dessa vez, porém, Allan atendeu ao pedido do filho. “Estou cedendo porque é importante deixar ele feliz”, afirmou. O empresário relatou que, apesar de torcer para um rival do Santos, é um admirador de Neymar. “Ele cativa muitas gerações, mesmo muita gente falando mal dele, mas acho que ele só tem pontos positivos”, finalizou Bonucci.

  23. Tilápia assada com batatas e legumes Inter TV Costa Branca A tilápia é uma das opções de peixe mais consumidas no Brasil e ganha destaque na receita exibida no quadro "Bom Que Só", do Inter TV Rural, deste domingo (9). Preparada pelo gastrólogo Alexandre Dantas, a receita leva a tilápia inteira assada sobre uma cama de batatas e legumes, temperada com ingredientes que valorizam o sabor natural da carne. Além de prática, a receita pode ser adaptada com outros tipos de peixe e diferentes ervas e temperos, mantendo a mesma técnica de preparo no forno. 📳 Clique aqui para seguir o canal do g1 RN no WhatsApp Veja abaixo o passo a passo da receita: Ingredientes Para o peixe 1 tilápia inteira de aproximadamente 1,5 kg, limpa; Suco de 1 limão; 1 dente de alho pequeno triturado; Sal a gosto; Pimenta-do-reino a gosto; Coloral a gosto; 2 colheres (sopa) de azeite. Para a montagem 800 g de batata inglesa pré-cozida e cortada em rodelas; 1 cebola roxa grande em rodelas; 1/2 pimentão verde em fatias grossas; 1/2 pimentão amarelo em fatias grossas; 1/2 pimentão vermelho em fatias grossas; Cebolinha a gosto; Azeite, sal e pimenta-do-reino a gosto. Modo de preparo Tempere o peixe Misture o suco de limão, o alho triturado, o sal, a pimenta-do-reino, o coloral e o azeite. Faça alguns cortes na lateral da tilápia para facilitar a penetração do tempero. Espalhe a mistura por toda a superfície e também no interior do peixe. Reserve enquanto prepara a assadeira. Monte a assadeira Unte uma assadeira com um fio de azeite ou óleo. Forre o fundo com as batatas pré-cozidas e distribua por cima os pimentões e a cebola roxa. Tempere os legumes com sal, pimenta-do-reino e mais um fio de azeite. Coloque a tilápia sobre essa cama de vegetais e regue o peixe com o restante do tempero. Asse o peixe Cubra a assadeira com papel-alumínio e leve ao forno preaquecido a 180°C por 20 a 30 minutos. Retire cuidadosamente o papel-alumínio e volte a assadeira ao forno por mais 10 a 20 minutos, até que a tilápia fique levemente dourada. Se o forno tiver função grill, ela pode ser utilizada nos minutos finais. Outra opção é aumentar um pouco a temperatura nos últimos 10 minutos para intensificar a cor do peixe. Retire do forno e aguarde cerca de cinco minutos antes de servir, para manter a carne mais suculenta. Dicas do chef Alexandre Dantas explica que a receita pode ser preparada com outros tipos de peixe, utilizando a mesma técnica de assar sobre uma cama de legumes. Quem desejar incrementar o tempero pode acrescentar ervas como alecrim e tomilho, além de substituir parte dos pimentões por pimenta-de-cheiro. Um descanso de cinco minutos antes de servir ajuda a preservar a suculência da carne. Agora no g1

  24. Como Pri Helena, atriz mineira, virou Lyris de 'Quem Ama Cuida' Quando foi escalada para a novela das 9 'Quem Ama Cuida', da TV Globo, Pri Helena ainda não sabia qual papel interpretaria. A atriz, nascida em Juiz de Fora, na Zona da Mata mineira, entrou na produção sem uma função definida e sem previsão de grande destaque. Mas um teste de texto mudou os planos da equipe: após a apresentação, ganhou uma participação própria na trama. Agora, ela vive Lyris, uma ex-detenta que se torna aliada da protagonista Adriana, vivida por Letícia Colin, e ajuda a discutir um dos temas centrais da novela: a ressocialização de pessoas que passaram pelo sistema prisional. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Zona da Mata no WhatsApp Pri contou ao g1 que a participação surgiu durante o processo de preparação do elenco. "Eu entrei sem uma definição. Fiz uma cena de texto e, depois disso, surgiu a Lyris", disse. Pri Helena, natural de Juiz de Fora, vive Lyris em 'Quem Ama Cuida' Instagram/Reprodução Segundo a atriz, a preparação foi intensa e envolveu pesquisas, documentários e uma transformação física para representar as marcas deixadas pelo período no sistema prisional. As cenas do núcleo prisional foram gravadas no Complexo Penitenciário Frei Caneca, no Rio de Janeiro, que serviu de cenário para a trama. "Gravamos dentro de uma cela real. Ver as paredes, as grades, as camas... Tudo isso tornou a experiência muito rica como atriz", completou. Debate social Jeniffer Nascimento (Nancy), Leticia Colin (Adriana) e Pri Helena (Lyris) Arquivo Pessoal Para Pri Helena, o maior mérito da novela é mostrar mulheres que passaram pelo sistema prisional além dos estereótipos. "A nossa sociedade é muito preconceituosa com pessoas que passaram pelo sistema penitenciário. Quando mostramos essas mulheres com sonhos, sentimentos e humanidade, ajudamos a mudar um pouco esse olhar". Na trama, Lyris enfrenta dificuldades para conseguir emprego após deixar a prisão por crimes do passado e reflete os obstáculos vividos por muitas pessoas que tentam reconstruir a vida. Na última semana, a garçonete confessou a Ulisses (Alexandre Borges) que já foi presa. Tudo começou quando a polícia apareceu de surpresa no cassino onde ela trabalha. "Eu passei um bom tempo presa, Ulisses. Eu estou em liberdade condicional", afirmou a personagem de Pri Helena na novela. Sobre o destino de Lyris, a atriz brinca: "Vão ter que assistir". Pri Helena é natural de Juiz de Fora e está na novela das 9 atualmente Arquivo Pessoal Laços com Juiz de Fora Mesmo em uma produção nacional, Pri diz que faz questão de manter a produção artística na cidade onde começou a carreira. "Sempre pensei que, se um dia tivesse visibilidade, faria o movimento contrário: continuar a produzir em Juiz de Fora", afirmou. Ela também atua como produtora cultural independente e afirma que as políticas públicas foram fundamentais para a trajetória artística dela. Pri Helena também já atuou na novela 'Volta por Cima' e no filme 'Ainda Estou Aqui', premiado no Oscar como a melhor produção estrangeira. LEIA TAMBÉM: Conheça Pri Helena, atriz de Juiz de Fora que está na novela 'Volta por cima' e no filme 'Ainda estou aqui' Pri Helena, a empregada Zezé de 'Ainda estou aqui', comemora as indicações ao Oscar 2025: ‘Quem diria que iríamos chegar até aqui’ Pri Helena, como Zezé de 'Ainda Estou Aqui' Arquivo Pessoal VÍDEOS: veja tudo sobre a Zona da Mata e Campos das Vertentes

  25. Nixon Pérez Paz foi deportado dos Estados Unidos em maio de 2025. Um ano depois, sua companheira, Glendy González de la Cruz, decidiu voltar para sua Guatemala natal para reunir a família Acervo pessoal O "sonho americano" de Nixon Pérez Paz e Glendy González de la Cruz terminou em um canavial no sul da Guatemala. Foi lá que os corpos dos dois foram encontrados, com ferimentos causados por tiros, em 21 de julho. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Havia pouco mais de um ano que Pérez Paz, de 43 anos, havia sido deportado dos Estados Unidos. E fazia apenas um mês que González, de 25, decidira voltar ao seu país natal com as três filhas do casal para se reunir a ele e retomar a vida em família. Ao lado dos corpos, a polícia encontrou a filha mais nova, Giovanni, de 14 meses, viva, mas gravemente desidratada. "É assim que muitos de nós, imigrantes nos Estados Unidos, tememos acabar", disse à BBC News Mundo uma amiga do casal chamada Liliana, que preferiu ser identificada apenas pelo primeiro nome. "Vivemos com o medo de sermos detidos e separados dos nossos maridos, dos nossos filhos, ou de sermos devolvidos ao país perigoso do qual fugimos", acrescentou. Detenção e deportação Em 2019, eles deixaram a Guatemala em busca, nos Estados Unidos, de uma alternativa à pobreza e à violência. Primeiro, Nixon migrou, cruzando a fronteira com o México de forma irregular. Meses depois, Glendy o seguiu, levando a filha do casal na época, Marisol. Após uma breve passagem pelo Texas, encontraram estabilidade em Overland, uma cidade tranquila de cerca de 15 mil habitantes no Estado do Missouri, no Meio-Oeste dos EUA. Lá, tiveram a segunda filha, enquanto Pérez Paz trabalhava como telhadista e González alternava empregos em empresas de embalagem de frutas, engarrafadoras e outras fábricas. Em março de 2021, o irmão dele, Rolando Pérez Paz, também se juntou à família, como contou à BBC News Mundo. O drama da família começou em 15 de abril do ano passado, quando, ao iniciarem a jornada de trabalho, os dois irmãos foram abordados por agentes do Serviço de Imigração e Controle de Alfândegas dos Estados Unidos (ICE, na sigla em inglês). "Vários agentes desceram de um veículo sem identificação e nos cercaram", lembra Rolando Pérez Paz, por telefone, da Guatemala. Depois de obrigá-los a sair da caminhonete de trabalho, os agentes colocaram algemas e correntes em seus tornozelos. Em seguida, os levaram primeiro para um centro de detenção e depois para a cadeia do condado de Phelps. "Eles disseram que estávamos sendo presos por termos entrado de forma irregular no país e que seríamos deportados", conta Pérez Paz, confirmando que nem ele nem o irmão tinham status migratório legal nos Estados Unidos. Questionado pela BBC News Mundo, o ICE confirmou a detenção. "Nixon Pérez Paz, um imigrante em situação irregular da Guatemala com antecedentes criminais, foi preso durante uma operação direcionada de fiscalização migratória", diz a mensagem atribuída a um porta-voz da agência e enviada por e-mail à BBC News Mundo. "Ele havia sido condenado duas vezes por dirigir sob efeito de álcool em Overland, Missouri — uma em 2020 e outra em 2024", prossegue o texto. "Recebeu o devido processo legal, teve uma ordem final de deportação emitida em 21 de abril de 2025 e foi deportado para a Guatemala em maio daquele ano." LEIA TAMBÉM O que é o turismo de nascimento nos EUA e como decretos de Trump podem afetar brasileiros Migrantes com status temporário devem buscar residência ou deixar os EUA, diz secretário EUA tornam permanente exigência de caução de até US$ 20 mil para vistos de cidadãos de 50 países Um mês depois, o irmão dele também foi deportado. "Continuei tentando recorrer da minha situação com a ajuda de uma organização, mas não teve jeito", lamenta Rolando Pérez Paz. Grávida novamente, Glendy González de la Cruz permaneceu em Overland, onde deu à luz a terceira filha do casal um mês depois. "Sozinha, responsável por sustentar a família, Glendy lutou durante um ano inteiro para conseguir chegar ao fim do mês", escreveu a organização Missouri Workers Center (MWC) em suas redes sociais. A guatemalteca colaborava com esse grupo, defendendo os direitos de imigrantes por meio do comitê organizador, chamado Fuerza. "Glendy começou a participar das reuniões do Fuerza três semanas após dar à luz. Apesar de ter dois empregos, ela comparecia, levava novos integrantes, mesmo quando via seu mundo desmoronar", relembra o Missouri Workers Center em sua publicação. "Em junho, para proteger as filhas e manter a família unida — e com medo de perder a guarda das meninas — Glendy tomou a difícil decisão de voltar para a Guatemala, apesar de ter uma audiência de seu processo de asilo marcada para 2027", acrescenta a organização. A BBC News Mundo, no entanto, não conseguiu confirmar essa informação de forma independente. Assim, a família Pérez González passou a integrar o número crescente de guatemaltecos deportados dos Estados Unidos desde a chegada de Donald Trump à Presidência, em janeiro de 2025, com a promessa de realizar "a maior operação de deportação da história do país". Neste ano, a Guatemala recebeu 38.720 deportados, segundo os dados mais recentes do Instituto Guatemalteco de Migração (IGM) — um aumento de 47% em relação ao mesmo período do ano passado. Mais de 90% dessas pessoas foram deportadas dos Estados Unidos, e o restante, do México. Com ferimentos de tiros De volta ao país natal, a família se estabeleceu no município de San Andrés Villa Seca, uma área rural do departamento de Retalhuleu, a 175 quilômetros a oeste da capital, Cidade da Guatemala. A última vez que Nixon e Glendy foram vistos com vida foi em 20 de julho, quando saíram de casa para resolver alguns assuntos. "Quando vimos que eles não voltavam, comunicamos o desaparecimento à polícia e às autoridades da comunidade", lembra Rolando Pérez Paz. "Graças a Deus, as comunidades daqui se dispuseram a ajudar." No dia seguinte, alertados pelo choro de um bebê, moradores encontraram os corpos do casal em um canavial próximo. Ao chegar ao local, segundo confirmou a Polícia Nacional Civil (PNC) à BBC News Mundo, os agentes encontraram as vítimas com as mãos amarradas para trás e amordaçadas, sem seus pertences e com possíveis ferimentos de bala no pescoço e na cabeça. Na área, a polícia também encontrou cápsulas de munição, uma toalha e um tênis branco e rosa da marca Champion, que foi recolhido como prova. Uma motocicleta vermelha também foi apreendida no local. A PNC não respondeu ao questionamento da BBC News Mundo sobre se o casal havia sido alvo de episódios de violência ou feito denúncias de ameaças anteriormente. Segundo a imprensa local, a polícia trabalha em conjunto com o Ministério Público para esclarecer o caso. 'Este caso mostra o quanto o sistema está falido' A taxa de homicídios na Guatemala passou de 16,1 por 100 mil habitantes em 2024 para 17,65 em 2025 — mais que o dobro da média mundial, segundo o Centro de Investigações Econômicas Nacionais. Embora o primeiro semestre de 2026 tenha registrado uma queda em relação ao mesmo período do ano anterior, os homicídios voltaram a aumentar em junho. Especialistas atribuem essa violência principalmente às disputas de poder entre diferentes gangues, além do narcotráfico. No início do ano passado, uma onda de violência iniciada por motins simultâneos em três presídios evidenciou o poder que essas organizações ainda exercem no país, especialmente a Barrio 18, que disputa o controle das ruas da capital e de outras cidades com sua rival histórica, a Mara Salvatrucha (MS-13). Na época, o presidente Bernardo Arévalo decretou estado de sítio, acusando "máfias político-criminosas" de tentarem desestabilizar um governo cercado pela violência e por uma crescente tensão institucional. A identidade dos responsáveis pela morte de Glendy González e Nixon Pérez, em Retalhuleu, e a motivação do crime ainda são desconhecidas. Seja quem for o culpado, "tiraram de mim o que eu mais amava", lamenta hoje Rolando Pérez Paz. "Meu irmão e minha cunhada eram pessoas que queriam trabalhar, que queriam lutar", afirma. "Nos últimos meses, vivíamos com medo constante das operações de fiscalização, de sermos detidos", reconhece. "Agora, o que não sai da minha cabeça é que, se a imigração não tivesse prendido meu irmão, talvez minha cunhada ainda estivesse viva e as meninas não estivessem passando por essa dor." Para ajudar com o sustento e a educação das três meninas, que ficaram sob os cuidados de familiares na Guatemala, está sendo realizada uma campanha de arrecadação de fundos na plataforma GoFundMe. No domingo, também foi organizada uma vigília em frente à prefeitura de Overland para homenagear a memória do casal. "Este caso mostra o quão falido está o sistema", diz à BBC News Mundo Zachary Mueller, estrategista da organização sem fins lucrativos States at the Core, que promove a democracia inclusiva e trabalha com entidades como o Missouri Workers Center (MWC). "Isso desmonta a ideia de que essas deportações tenham algo a ver com segurança pública. Agora há duas pessoas mortas e três meninas pequenas que perderam os pais para o resto da vida."

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