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G1 GLOBO (Tudo Diário)

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  1. Lourenço e Lourival relembram mal-entendido que criou cachê para duplas sertanejas Aos 89 e 86 anos, os irmãos Lourenço e Lourival formam a dupla sertaneja mais antiga ainda em atividade. Mas, lá em 1971, críticos disseram que “Como Eu Chorei” seria o fim da carreira deles. Erraram feio. A música, inspirada na Jovem Guarda, acabou criando o primeiro cachê do sertanejo e abrindo caminho para as próximas gerações. A canção foi inspirada em “Quero que vá tudo pro inferno”, de Roberto Carlos. Foi o primeiro grande sucesso da dupla e também marcou uma mudança no estilo. “O sertanejo já estava ficando repetitivo, só viola e violão. Então a gente mudou o jeito de cantar, pensando nos jovens. E deu certo”, conta Lourenço. Mesmo assim, nem todo mundo gostou. Muitos violeiros criticaram a dupla por incluir instrumentos como gaita de boca e teclado, algo inédito no gênero até então. “Eles falavam que ‘Como Eu Chorei’ era iê-iê-iê e que sertanejo não pode cantar iê-iê-iê”, lembra Lourenço. Foi nessa época que surgiram as previsões de que a dupla não duraria. Mas os irmãos não se abalaram. “Deixa falarem. Não me batendo, tá bom”, brinca. 🤠 Esta reportagem faz parte de uma série especial sobre música sertaneja exibida no EPTV 1, celebrando o concurso cultural “ÉPra Cantar”. Nesta edição, o grande vencedor terá a chance de subir ao palco da Festa de Peão de Barretos, o maior rodeio da América Latina. Caxi ou cachê? A música criticada trouxe mais uma inovação para o sertanejo. "A primeira dupla a fazer cachê foi eu e meu irmão”, afirma Lourenço. E tudo começou em Botucatu (SP), quando uma rádio local passou a tocar “Como Eu Chorei” sem parar. O sucesso foi tanto que o dono da rádio foi até São Paulo procurar os irmãos no Bar do Café, no Largo do Paissandu, onde artistas se encontravam. Ele queria contratá-los para cantar na inauguração de uma nova emissora. “Nós estávamos tomando garapa, que era o nosso almoço”, lembra Lourenço. Foi aí que surgiu a proposta de cachê — que, de início, eles recusaram por um mal-entendido. Lourenço achou que “cachê” era “caxi”, um legume parecido com chuchu. “A nossa mistura na roça era aquilo. Aí eu falei: ‘Não aguento mais comer caxi, vim da roça esses dias”, lembra. Quando entenderam que era um pagamento fixo pelo show, tentaram calcular um valor com base no que ganhavam em circos. O empresário ofereceu o dobro. A praça em Botucatu lotou. “O sucesso foi tanto que ele pagou outro cachê pra gente ficar no domingo”, lembra Lourival. A mistura de sertanejo com Jovem Guarda, que marcou “Como Eu Chorei”, deu tão certo que continua influenciando artistas até hoje. A música virou referência e já foi regravada por nomes como Eduardo Costa e Ana Castela. Os irmãos têm orgulho desse pioneirismo. “Nós abrimos o caminho. Depois veio o Leo Canhoto e Robertinho, Milionário e Zé Rico, tudo já com outras roupagens igual nós”, diz Lourenço. Lourenço e Lourival Pedro Santana/EPTV VÍDEOS: tudo sobre Campinas e região Veja mais notícias sobre a região no g1 Campinas

  2. Coreia do Norte testa motor para míssil capaz de atingir território continental dos EUA A Coreia do Norte tem aproveitado a guerra no Oriente Médio para acelerar o desenvolvimento de armas e reforçar o status nuclear do país, em um cenário de enfraquecimento das normas internacionais, avaliam analistas. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Desde o início dos ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, no fim de fevereiro, Pyongyang realizou cinco lançamentos de mísseis, segundo levantamento da AFP. Os testes ocorrem após o líder norte-coreano, Kim Jong-un, prometer ampliar as capacidades nucleares do país. O movimento acontece em meio à aproximação com a Rússia e ao aumento da retórica contra a Coreia do Sul. Para Lim Eul-chul, especialista em Coreia do Norte da Universidade Kyungnam, na Coreia do Sul, os lançamentos parecem fazer parte de uma estratégia para adaptar o avanço militar às mudanças na relação entre Estados Unidos, Rússia e China. "O atual panorama da segurança global se transformou em uma 'terra sem lei', onde as normas internacionais existentes já não funcionam. E a Coreia do Norte aproveita esse vazio para completar o seu arsenal nuclear", diz. A Coreia do Norte condenou os ataques dos Estados Unidos contra o Irã, mas evitou críticas diretas ao presidente americano, Donald Trump. Não há indicação de envio de armas norte-coreanas a Teerã. Trump deve viajar à China para uma cúpula em maio, e há especulações sobre um possível encontro com Kim. De acordo com Hong Min, pesquisador do Instituto Coreano para a Unificação Nacional, Pyongyang pode ter aproveitado o momento para reforçar a mensagem de que é um Estado nuclear irreversível. LEIA TAMBÉM Turista morre após cobra entrar em calça e picá-lo em show de encantador de serpentes no Egito 'Comprem agora': ministro espanhol alerta que guerra pode disparar preço de passagens aéreas Como atirador conseguiu chegar tão perto de Trump e outras perguntas sobre ataque em Washington ‘Irreversível e permanente’ O líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un, supervisiona teste militar em 29 de março de 2026 KCNA via Reuters A atual onda de lançamentos de mísseis começou pouco depois do congresso do Partido dos Trabalhadores da Coreia do Norte, realizado em fevereiro. O encontro, que ocorre a cada cinco anos, define as prioridades do país. Durante o congresso, Kim Jong Un afirmou que a posição da Coreia do Norte como Estado com armas nucleares foi consolidada como “irreversível e permanente”. Segundo Hong Min, o momento escolhido indica que Pyongyang busca “acumular conquistas visíveis” em suas capacidades militares. Os testes incluíram mísseis balísticos, mísseis de cruzeiro antinavio e munições de fragmentação. Analistas ouvidos pela AFP afirmam que as manobras demonstram avanços técnicos e maior domínio de armas de uso dual, capazes de operar tanto em funções nucleares quanto convencionais. Há indícios, segundo Lim Eul-chul, de progresso na miniaturização de ogivas nucleares e na capacidade de realizar “ataques de saturação”, estratégia baseada no lançamento simultâneo de grande quantidade de projéteis para sobrecarregar sistemas inimigos de interceptação. O especialista avalia que Pyongyang deve manter os testes de mísseis balísticos. "O regime considera que, enquanto os Estados Unidos estiverem envolvidos no Oriente Médio, este é o momento ideal para acelerar sua dissuasão ofensiva e o desenvolvimento paralelo de forças nucleares e convencionais", afirma o especialista. Respaldo da Rússia O líder da Coreia do Norte, Kim Jong Un, durante uma cerimônia de despedida do presidente da Rússia, Vladimir Putin, no aeroporto de Pyongyang, Coreia do Norte, em 19 de junho de 2024 Sputnik/Gavriil Grigorov/Pool via REUTERS A Coreia do Norte também busca demonstrar o apoio recebido da Rússia, que teria fornecido assistência econômica e técnica em troca do envio de milhares de soldados para apoiar a invasão da Ucrânia. Pyongyang e Moscou inauguraram recentemente a primeira ponte rodoviária entre os dois países, além da construção de um “hospital da amizade” e de um complexo militar norte-coreano em homenagem à guerra. Os ministros da Defesa, do Interior, dos Recursos Naturais e da Saúde da Rússia, assim como o presidente da Câmara e outras autoridades visitaram a Coreia do Norte recentemente, que permanece diplomaticamente isolada do resto do mundo. Segundo relatos, o embaixador norte-coreano em Moscou chegou a discutir cooperação agrícola com o dirigente instalado pela Rússia na região ucraniana de Kherson, sob ocupação russa. "A Coreia do Norte é um dos poucos países que não teria medo de operar na Ucrânia ocupada, e ambos os lados estão se aproveitando disso", observa Fyodor Tertitskiy, acadêmico nascido na Rússia e professor na Universidade da Coreia, em Seul, especialista no Norte. Os laços culturais também se intensificaram. A Rússia recebeu recentemente uma exposição de arte norte-coreana que exalta a guerra na Ucrânia. "Não há um 'boom' nem um aumento brusco, mas sempre há clientes interessados nesse país", relata Olga, administradora de uma agência de viagens russa que oferece excursões à Coreia do Norte. Um pacote custa cerca de R$ 7,5 mil. Tertitskiy, no entanto, avalia que a aproximação pode não durar além do conflito. Segundo ele, o presidente russo, Vladimir Putin, precisa principalmente de munição, enquanto outros aspectos da relação permanecem secundários. VÍDEOS: mais assistidos do g1

  3. Acidente em Araquari na quinta-feira (25) PRF/Divulgação O Brasil registrou, em 2025, o maior número de acidentes e mortes no trabalho. Foram 806.011 acidentes e 3.644 óbitos no ano, segundo estudo da Secretaria de Inspeção do Trabalho (SIT), vinculada ao Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Entre 2016 e 2025, o país acumulou 6,4 milhões de acidentes e 27.486 mortes, além de mais de 106 milhões de dias de trabalho perdidos por afastamentos temporários e cerca de 249 milhões de dias debitados, indicador que mede o impacto permanente de lesões graves e óbitos na vida dos trabalhadores. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 O levantamento foi elaborado com base nas Comunicações de Acidentes de Trabalho (CAT) registradas no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e no eSocial, que reúnem dados oficiais sobre acidentes e doenças relacionadas ao trabalho no país. A base considera apenas trabalhadores com vínculo formal, ou seja, com carteira assinada. Acidentes de trabalho no Brasil Arte/g1 Vídeos em alta no g1 Após a queda observada em 2020, em meio à retração econômica provocada pela pandemia de Covid-19, os acidentes voltaram a crescer de forma contínua. Entre 2020 e 2025, houve aumento de 65,8% nos registros de acidentes e de 60,8% nas mortes. (veja comparativo abaixo) Embora a taxa de incidência – que relaciona o número de acidentes ao total de trabalhadores formais – tenha recuado ao longo da década, o avanço no número absoluto de casos indica que a expansão do emprego formal não foi acompanhada por melhorias equivalentes nas condições de segurança. Para o auditor-fiscal do trabalho e diretor de Segurança e Saúde no Trabalho da SIT, Alexandre Scarpelli, os dados reforçam a urgência de ampliar a proteção aos trabalhadores. “Os números evidenciam que ainda há um longo caminho a percorrer. É fundamental fortalecer a cultura de prevenção, aprimorar as condições de trabalho e ampliar a atuação integrada entre governo, empregadores e trabalhadores para reduzir acidentes e salvar vidas”, afirmou. Mortes por acidentes de trabalho Arte/g1 Desigualdade regional Em números absolutos, São Paulo concentra o maior volume de acidentes e mortes, reflexo do tamanho da economia. Ao todo, em 10 anos, são 2.219.859 acidentes (34,4% do total nacional) e 6.517 óbitos (23,7%). Os estados do Sul e Sudeste — São Paulo, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Paraná, Santa Catarina e Rio de Janeiro — concentram 68% dos acidentes e 62% das mortes, padrão associado ao peso industrial e do setor de serviços formais nessas regiões. Por outro lado, estados como Tocantins, Mato Grosso e Maranhão apresentam as maiores taxas de letalidade, indicando maior gravidade dos acidentes. Total de acidentes de trabalho por estado Arte/g1 Mato Grosso se destaca como um caso de “duplo alerta”, ao combinar alta incidência e elevada mortalidade. O estado está entre os três primeiros tanto na taxa de acidentes quanto na de letalidade, reunindo o maior risco ocupacional do país. Com 1.257 óbitos e taxa de letalidade de 9,24, cerca de 1 em cada 100 acidentes resulta em morte — o dobro da média nacional. O perfil econômico, fortemente baseado no agronegócio, no transporte de cargas e na construção de infraestrutura, ajuda a explicar o risco elevado. Já nas regiões Norte e Nordeste, há o que o estudo chama de “letalidade oculta”: apesar do menor volume de acidentes, estados como Tocantins, Maranhão, Pará, Rondônia e Piauí registram algumas das maiores taxas de mortes, indicando que os acidentes nessas regiões tendem a ser mais graves. Mortes por acidentes de trabalho Arte/g1 Saúde lidera acidentes; transporte concentra mortes A análise por atividade econômica revela um retrato desigual dos riscos ocupacionais no país. O setor de saúde, especialmente o atendimento hospitalar, lidera em número absoluto com mais de 500 mil acidentes, reflexo da alta concentração de trabalhadores e da sobrecarga das equipes, sobretudo no período pós-pandemia. Já o transporte rodoviário de carga aparece como o segmento mais letal do Brasil. Entre 2016 e 2025, o setor acumulou 2.601 mortes, com taxas de letalidade muito superiores à média nacional. Acidentes e mortes por setor Arte/g1 Quando o recorte é feito por ocupação, o quadro se torna ainda mais grave: enquanto os técnicos de enfermagem são os trabalhadores que mais sofrem acidentes, os motoristas de caminhão lideram as mortes, com 4.249 óbitos em 10 anos — mais de uma morte por dia, em média. A construção civil também figura entre os setores mais perigosos, combinando alto número de acidentes com elevada mortalidade, especialmente em atividades como obras de edifícios, terraplenagem e montagem industrial. Nesse último caso, o risco é extremo: em obras de montagem industrial, a taxa de incidência chega a 80 mil acidentes por 100 mil trabalhadores, indicando exposição contínua ao perigo. Acidentes e mortes por ocupação Arte/g1 Mudança no perfil dos acidentes O estudo também aponta transformações importantes no perfil dos acidentes de trabalho. Os acidentes típicos, ocorridos durante a execução da atividade profissional, representam cerca de 65% do total, mas os acidentes de trajeto ganharam peso ao longo dos anos. As doenças ocupacionais tiveram um pico atípico em 2020, impulsionadas pelos casos de Covid-19 reconhecidos como relacionados ao trabalho, especialmente entre profissionais da saúde. Outro destaque é o crescimento da participação feminina. As mulheres passaram a representar 34,2% dos acidentes registrados, com aumento de 48% ao longo da década, especialmente em setores como saúde, serviços e administração pública. Para o Ministério do Trabalho, os números reforçam a necessidade de fortalecer a cultura de prevenção no país. “Os dados mostram que ainda há um longo caminho até garantir ambientes de trabalho seguros. É fundamental aprimorar as condições laborais e ampliar a atuação integrada entre governo, empresas e trabalhadores para reduzir acidentes e salvar vidas”, conclui o estudo. Apesar da recuperação econômica e da formalização do emprego, o cenário indica que o crescimento sem investimento em segurança cobra um preço elevado: milhares de vidas interrompidas e milhões de trabalhadores afastados todos os anos. Brasil tem mais de 546 mil afastamentos por saúde mental em 2025 e bate recorde

  4. Incêndio causado por balão na Floresta da Tijuca durou mais de 30 horas A queda de balões tem provocado uma sequência de ocorrências recentes no Rio de Janeiro — de incêndios em áreas de mata a invasões e situações de risco em áreas urbanas — e reacende o alerta das autoridades para os perigos da prática, que é crime ambiental. Na Floresta da Tijuca, um balão que caiu no domingo (26) deu início a um incêndio em uma área de vegetação no Morro do Anhanguera. As chamas se espalharam rapidamente, mobilizando brigadistas do ICMBio, bombeiros e voluntários, que atuaram de forma ininterrupta no combate ao fogo. Incêndio causado por balão na Floresta da Tijuca durou mais de 24 horas e interditou 5 trilhas Reprodução Cinco trilhas chegaram a ser fechadas para garantir a segurança dos visitantes. O fogo só foi controlado no fim da tarde de segunda-feira (27). Segundo o agente ambiental Gabriel Pruchiniaki, o incêndio reforça os riscos da soltura de balões. Ele relatou que parte da área atingida é de difícil acesso, o que complica o combate às chamas e exige monitoramento constante para evitar novos focos. O Corpo de Bombeiros também alerta para o perigo. De acordo com o porta-voz da corporação, tenente-coronel Fábio Contreiras, os balões são responsáveis por incêndios em áreas urbanas e florestais, além de representarem ameaça à aviação, com risco de colisão ou sucção por turbinas de aeronaves. Ainda segundo ele, os artefatos podem atingir redes elétricas, provocando curtos-circuitos e interrupção no fornecimento de energia. Queda ao lado de hospital Motoqueiros sobem no muro de hospital para pegar balão em São Gonçalo (RJ). Reprodução: Redes Sociais Em São Gonçalo, um balão de cerca de 20 metros caiu dentro do Hospital Estadual Alberto Torres. No momento, 243 pacientes estavam na unidade. Após a queda, dezenas de motoqueiros invadiram a área para tentar recuperar o material. As ambulâncias precisaram ser redirecionadas para outra entrada. Apesar do susto, o atendimento não foi interrompido. Queda em praia lotada Balão cai na beira do mar na praia de Copacabana e assusta banhistas Na Zona Sul do Rio, outro episódio chamou a atenção durante o fim de semana. Um balão caiu no mar, na altura do posto 5, em Copacabana. Pessoas que acompanhavam o artefato correram pela areia para resgatá-lo. Ninguém ficou ferido. Dias antes, no feriado de São Jorge, outros flagrantes foram registrados. Em Duque de Caxias, um balão caiu sobre uma casa, que acabou sendo invadida por baloeiros. Em Parada de Lucas, na Zona Norte, um artefato atingiu um aparelho de ar-condicionado. Pena de 1 a 3 anos e multa Depois que são soltos, não há controle sobre o destino dos balões — o que amplia o risco de acidentes. Eles podem cair em áreas residenciais, unidades de saúde, redes elétricas, florestas ou até mesmo em rotas aéreas. Soltar balões é crime ambiental. A prática pode causar danos à vegetação, colocar vidas em risco e provocar prejuízos materiais. A pena prevista é de um a três anos de detenção, além de multa. Autoridades reforçam o alerta para que a população não solte balões e denuncie a prática. Denuncie Autoridades pedem que a população denuncie baloeiros, o que pode ser feito anonimamente ligando ou mandando mensagem de WhatsApp pelo Linha Verde do Disque Denúncia: Disque em seu telefone o número 2253-1177 e denuncie anonimamente; Salve o número 21-2253-1177 em sua agenda e envie uma mensagem de WhatsApp para este número.

  5. Caminhão cai em represa no Paraná, motorista consegue sair, volta à água para tentar salva O caminhão que levava uma família e caiu na Represa Capivari, na Grande Curitiba, estava carregado com cerca de 5 mil litros de tintas e solventes, segundo Instituto Água e Terra (IAT). O órgão informou que está avaliando impacto ambiental gerado pelo derramamento do material, que é considerado tóxico. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 PR no WhatsApp O acidente aconteceu na noite de domingo (26). Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), o caminhão saiu da pista na BR-116 e caiu na represa, que fica em Campina Grande do Sul, na Região Metropolitana de Curitiba. O motorista e a enteada dele morreram. A esposa da vítima está internada e não corre risco de morrer. Quem eram as vítimas: Padrasto conseguiu sair do caminhão após acidente, mas voltou para tentar salvar enteada O caminhão ficou submerso na represa e foi retirado da água na tarde desta segunda-feira (27). Equipes avaliam impacto ambiental causado por derramamento material tóxico após queda de caminhão em represa do PR. Júlio Barrios/RPC De acordo com o IAT, uma operação de emergência ambiental foi organizada e técnicos estão trabalhando na contenção da carga derramada, mas ainda não é possível saber que quantidade do material tóxico entrou em contato com a água. Não há prazo para que o trabalho seja finalizado. "Isso demanda um monitoramento contínuo da região do Capivari, através de análises laboratoriais, para que a gente possa ter informações técnicas mais corretas e adotar as ações de acordo com a necessidade", informou o fiscal do IAT Anderson Santos. A Represa do Capivari é utilizada para a produção de energia e não abastece a região com água. No momento, o Instituto Água e Terra orienta que não é recomendado nadar ou pescar no local. Em nota, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) disse que também está monitorando o caso. Também informou que foram retiradas as embalagens que estavam flutuando na represa e barreiras de contenção foram montadas no entorno do caminhão. Veja a nota na íntegra abaixo: "O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) informa que acompanha, de forma integrada com o Instituto Água e Terra (IAT), o acidente ocorrido na Represa do Capivari, em Campina Grande do Sul. Equipes das duas instituições estiveram no local para vistoria técnica e monitoramento da situação. O acidente envolve carga fracionada de tintas e solventes, em embalagens individuais. O volume efetivamente derramado ainda não foi quantificado, uma vez que parte das embalagens pode não ter sofrido ruptura. Foram adotadas medidas emergenciais, como a retirada de embalagens que flutuavam e a instalação de barreiras de contenção no entorno do caminhão submerso e a jusante do local. A remoção dos materiais remanescentes está prevista com o apoio de equipe especializada. Como medida preventiva, e enquanto seguem as ações de monitoramento ambiental, recomenda-se que a população evite a prática de pesca na área afetada." Leia também Feminicídio: Jovem de 17 anos é morta a facadas pelo ex-companheiro no Paraná Investigação: Homem joga gasolina e incendeia vereador dentro de comércio Pesquisa: Moro tem 35%, Requião Filho 18% e Greca 15%, mostra Quaest Como aconteceu o acidente Caminhão cai em represa no Paraná, motorista consegue sair, volta à água para tentar salvar a enteada e desaparece; menina morre PRF De acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), o caminhão saiu da pista no km 42 da BR-116, sentido São Paulo, e caiu na Represa do Capivari, em Campina Grande do Sul. O veículo ficou submerso. Conforme a corporação, o motorista e a esposa conseguiram sair do veículo, mas ele voltou para tentar salvar a enteada, de 4 anos, e desapareceu. Segundo o Corpo de Bombeiros, o corpo dele foi encontrado submerso por volta das 12h desta segunda-feira (27), a cerca de 12 metros de onde o caminhão caiu. A criança foi achada sem vida pela corporação ainda durante madrugada, dentro da cabine do veículo. A mãe foi socorrida e internada no Hospital Angelina Caron. Ela não corre risco de morrer. O nome da mulher não foi divulgado oficialmente. Local onde o caminhão caiu em represa, no Paraná g1 Vídeos mais assistidos do g1 Paraná: Leia mais notícias no g1 Paraná

  6. Cavalo Caramelo vira figura pública e tem agenda de eventos e anos após enchentes no RS 🐴 O Caramelo nem parece mais aquele mesmo cavalo que ficou ilhado por quatro dias no telhado de uma casa em Canoas, na Região Metropolitana de Porto Alegre, durante as enchentes no Rio Grande do Sul há dois anos. Mais saudável, forte e pesado, o animal agora virou celebridade e tem até agenda de eventos. 🔎O RS foi atingido por uma enchente histórica em maio de 2024, que provocou danos em quase todos os municípios, devastou cidades — especialmente da Região Metropolitana e Vale do Taquari —, retirou milhares de casa e deixou 185 mortos, além de 23 desaparecidos, 805 feridos e 2,3 milhões de afetados. De todo o país, voluntários e doadores se mobilizaram para prestar ajuda aos atingidos. 📲 Acesse o canal do g1 RS no WhatsApp Há dois anos, a imagem de Caramelo preso em um telhado rodou o mundo e comoveu o país. Rapidamente, virou símbolo da resiliência do Rio Grande do Sul. “O Caramelo é uma referência. Para nós, a forma como ele aguentou essa situação toda, e possivelmente grande parte da população do estado também", explica a médica veterinária Laura Martins Cezimbra. Laura é coordenadora do Hospital Veterinário da Universidade Luterana do Brasil (Ulbra), em Canoas, onde Caramelo mora agora. Na universidade, o animal tem vida pacata, dormindo em baia própria durante a noite e pastando livre durante o dia. Mas a rotina do cavalo-celebridade também é dividida com visitações e agenda de eventos. "Temos um sistema de agendamento, e as visitas são acompanhadas. No período de férias escolares, teve bastante: dois, três grupos no mesmo dia. A agenda dele é bem diversa. Nesse fim de semana, por exemplo, ele foi num evento como presença VIP lá no Jockey Club, em Porto Alegre." Cavalo Caramelo agora está hospedado no Hospital Veterinário da Universidade Luterana do Brasil (Ulbra), em Canoas Bruna Linck/Ascom Ulbra Fora dos holofotes, Caramelo é um cavalo dócil, apesar de tudo. Adora comer alfafa e recentemente descobriu a cenoura, que entrou ema sua dieta como ingrediente especial. O passatempo preferido do equino é "gramear" (quando cavalos são colocados para pastar em áreas com grama) na área externa da universidade. “Ele sai da baia de manhã, e o pessoal da graduação que faz estágio leva ele para escovar, pois isso melhora a circulação. Tem toda uma questão de comportamento para ele se sentir, digamos, acariciado. Os cavalos têm esse comportamento de estar sempre junto de outros cavalos”, conta Laura. “Cavalo gosta mesmo é de gramear. Ele está bem 'gordinho' também, porque está bem abastecido de comida e tem bastante pasto aqui. Ele relincha bastante, principalmente quando vê outros cavalos. Os equinos têm esse comportamento de interagir", explica a veterinária. Laura não estava na universidade durante as enchentes, quando Caramelo foi resgatado, mas estima que ele tenha ganhado cerca de 100 kg desde que chegou ao campus. "Ele estava muito magro, praticamente caquético. Dava para ver as costelas, os ossos do púbis, da pelve, no lombo. Na garupa, que a gente chama, estavam bem evidentes". Apesar do "susto", Laura afirma que Caramelo não demonstra nenhum sinal de traumas. "Ele fica 'grameando' na chuva tranquilamente. Não tem nenhum comportamento que reflita alguma questão de trauma". Cavalo Caramelo ganhou peso e está saudável dois anos após enchente no RS Bruna Linck/Ascom Ulbra Relembre o resgate O resgate foi feito pelo Corpo de Bombeiros de São Paulo — veterinários acompanharam toda a ação. Caramelo precisou ser sedado porque a equipe foi alertada que, para o bote não virar, o animal não poderia estar acordado durante o trajeto. Seco, Caramelo, ainda dentro do bote, foi colocado em cima de uma carreta e, em seguida, levado ao hospital veterinário, onde recebeu medicação para repor a quantidade de líquido perdida nas horas em que ficou ilhado. A mobilização da população e das forças de segurança comoveu o país e sintetizou a relação histórica do cavalo com o povo gaúcho. O cavalo crioulo é animal-símbolo do RS e considerado patrimônio cultural desde 2002. A relação com o animal é uma tradição que faz parte do DNA do povo gaúcho. Um ano após a catástrofe, a RBS TV apresentou o RBS.Doc. A equipe conversou com pessoas afetadas, voluntários, moradores que perderam tudo e familiares de vítimas. Nos locais atingidos, encontrou exemplos de solidariedade e união. Cavalo que ficou ilhado sobre o telhado de uma casa no RS é resgatado Cavalo Caramelo ilhado sobre telhado no bairro Mathias Velho, em Canoas Reprodução VÍDEOS: Tudo sobre o RS

  7. Alunos de universidade onde brasileira assassinada estudava medicina organizam memorial Estudantes da Universidad de la Integración de las Américas (UNIDA), no Paraguai, organizaram um memorial em homenagem à brasileira Julia Vitória Sobierai Cardoso, de 22 anos, estudante de medicina assassinada na última sexta-feira (24). O suspeito do crime, Vitor Rangel Aguiar, segue foragido e pode ter retornado ao Brasil após o ocorrido. O Ministério Público do Paraguai informou, no fim de semana, que vai formalizar um pedido de captura internacional, mas, até a última atualização desta reportagem, o nome dele ainda não constava na lista vermelha da Interpol. ✅Clique e siga o canal do g1 SC no WhatsApp Estudante queria ser pediatra e mãe: 'Amava crianças' Vítima e suspeito mantiveram amizade após término O ato reuniu apenas alunos da instituição na segunda-feira (27). Um vídeo gravado no local mostra os estudantes reunidos em um dos blocos da universidade. A manifestação foi organizada por representantes da turma com apoio da responsável pelo bem-estar educacional da instituição. Alunos organizam memorial onde brasileira morta estudava no Paraguai Luiz Rafael Gomes Gonçalves/Arquivo pessoal Durante o encontro, houve discursos em memória de Julia e contra a violência, especialmente a praticada contra mulheres. Ao g1, a estudante Sarah Bweigher, contou que o objetivo foi homenagear a colega e chamar atenção para o tema. “Um ato silencioso, onde o objetivo era fazer uma homenagem à Julia, mas também chamar atenção para o assunto que é normalizado todo o tempo. Infelizmente hoje a gente tem a Julia como um marco, mas que a gente não precise ter outros motivos para parar e fazer um memorial', afirmou. Brasileira Julia Vitoria Sobierai Cardoso foi morta a facadas no Paraguai Redes sociais/ Reprodução Julia nasceu em Chapecó, no Oeste de Santa Catarina. Antes de se mudar para o Paraguai, morou com a família em Navegantes, onde ocorreu o velório. A jovem havia se mudado recentemente para o país para realizar um sonho de adolescência: cursar medicina e, depois, se tornar pediatra, contou a amiga Sara Cazarotto. Jovem foi morta com mais de 60 golpes de tesoura e faca O memorial ocorreu no mesmo dia em que o promotor Osvaldo Zaracho, responsável pela investigação, informou o resultado da autópsia do corpo da jovem. Julia foi morta com 58 golpes de tesoura de unha e outros sete golpes de faca. O laudo também apontou ferimentos no pescoço, o que indica estrangulamento. As armas usadas no crime foram apreendidas. Identificado como Vitor Rangel Aguiar, ele é ex-companheiro da vítima e pode ter voltado ao Brasil após o crime. Reprodução/Redes Sociais Segundo o promotor, a principal linha de investigação aponta que o crime foi motivado pela não aceitação do fim do relacionamento. "Este homem provavelmente não tinha aceitado [o fim do relacionamento] e ele estava se aproximando dela novamente como amigo. Na sexta-feira, ele foi ao apartamento onde ela morava, supostamente para conversar", disse Zaracho. A informação de que os dois mantiveram amizade após o fim do namoro foi confirmada pelo irmão da vítima, Gustavo Sobierai. Corpo foi encontrado por colega de apartamento No momento do crime, além da vítima e do suspeito, também estava no apartamento o namorado da colega de quarto de Julia. Segundo depoimento às autoridades, ele ouviu um barulho vindo do quarto da estudante e chegou a perguntar se havia algum problema, mas o suspeito respondeu que não. Horas depois, por volta das 17h, a colega de Julia chegou ao apartamento e encontrou a porta do quarto trancada. O corpo da estudante foi localizado após a entrada forçada pela varanda. A polícia foi acionada em seguida, e a Justiça paraguaia autorizou ainda na sexta-feira a entrada dos investigadores na casa do suspeito. VÍDEOS: mais assistidos do g1 SC nos últimos 7 dias

  8. Cidade que ficou 90% submersa durante enchente soma bairros 'fantasma' Eldorado do Sul, na Região Metropolitana de Porto Alegre, ainda tenta se reconstruir dois anos depois da enchente de 2024, quando 90% da cidade ficou submersa na pior tragédia climática do estado. Nos bairros mais atingidos, o silêncio substituiu a rotina movimentada de antes e transformou a área num acumulado de casas vazias e ruas quase sem moradores — ficaram para trás poucas paredes que resistiram à força da água. 📲 Acesse o canal do g1 RS no WhatsApp Na Vila da Paz, uma das áreas mais atingidas pela enchente, o bairro parece ter virado "fantasma". No local, o caminho de muitos moradores é ir embora — decisão marcada pelo medo provocado pela possibilidade de novas cheias. "Agora em maio estou indo embora. Nasci e me criei em Eldorado", relata a moradora Roselaine Fortes, que aos 46 anos vai recomeçar a vida em Gravataí. Confira imagens de Eldorado do Sul durante enchente de 2024 O cenário se repete em outras áreas. O município tem 15 pontos classificados como de risco ou alto risco de enchentes pelo Serviço Geológico do Brasil. Antes da cheia histórica de 2024, cerca de 40 mil pessoas viviam na cidade. Hoje, boa parte dessa população foi para outros municípios. Segundo a Associação de Empresários de Eldorado do Sul, ao todo, 1.253 contratos do programa de Compra Assistida foram firmados — e mais de 80% dessas famílias deixaram Eldorado do Sul definitivamente. Confira como está Eldorado do Sul dois anos após enchente no RS Economia local A saída em massa impactou diretamente a economia local. Comércio enfraquecido, falta de trabalhadores e menos consumidores fazem parte da nova realidade. "Isto atinge em cheio o comércio local. Além de não ter mão de obra para trabalhar nas nossas empresas, não temos população suficiente para fazer movimentar a máquina econômica de Eldorado do Sul", comenta Margenato Matos, membro da Associação de Empresários do município. Mesmo assim, há quem escolha ficar e investir. No Centro, alguns empreendedores tentam reconstruir os negócios. É o caso de Vinícius Kohls, que aplicou cerca de R$ 120 mil em um novo empreendimento. A aposta vem acompanhada de insegurança. Kohls registrou alagamentos recentes após poucos minutos de chuva. "Já cheguei a ficar ilhado quatro horas sem receber nenhum cliente dentro da loja", relata o empreendedor. Para ele, medidas emergenciais ajudam, como manutenção mais frequente da drenagem, mas não resolvem. A principal cobrança é antiga: a construção do dique de proteção. Promessa de construção de dique Considerada a principal obra contra cheias em Eldorado do Sul, o dique virou símbolo de uma promessa que se arrasta há décadas. Empresários da cidade criaram um movimento para pressionar as autoridades, apontando que municípios vizinhos da Região Metropolitana já iniciaram obras semelhantes, enquanto Eldorado segue sem nenhuma grande intervenção de contenção. A Defesa Civil informou que o projeto do dique foi recalculado para suportar volumes de chuva como os de 2024 e está na fase de anteprojeto. A estrutura prevista terá 8,7 quilômetros, em formato de ferradura, contornando a cidade com uma barreira de saibro ou concreto. A estimativa é de que, após as etapas técnicas e de licitação, as obras comecem em 2027, abrangendo o entorno ao norte de Eldorado, com início e fim nas rodovias da região. Mesmo com a espera longa, a expectativa ainda move parte da população. O comerciante Marcos Cruz está investindo as economias na reabertura da primeira lotérica da cidade após as enchentes. Ele acredita que o poder público precisa priorizar a obra. "Eldorado teve em 2024 uma catástrofe e a cidade tem que se preparar para isso com o dique, acho que sana as principais partes. Eldorado tem potencial muito grande. Se não acreditasse, não estaria aqui hoje", comenta Cruz. Ao g1, a prefeitura disse que "muitas pessoas já começaram a voltar a residir em Eldorado e os comércios já começam a se reerguer. As obras estruturantes estão em andamento e os sistemas de proteção devem partir para a próxima etapa nas próximas semanas. Eldorado do Sul está sendo reconstruída e será protegida com investimentos robustos do Governo do Estado e Federal". Para a RBS TV, o governo do Estado confirmou que o novo anteprojeto do sistema de proteção contra cheias do Delta do Jacuí incorpora melhorias para aumentar a segurança e adaptar a estrutura a cenários climáticos mais severos. O Executivo informou ainda que a licitação, no modelo Regime Diferenciado de Contratações Públicas (RDC), que inclui projeto executivo e obra, está prevista para ocorrer ao longo de 2026. O g1 procurou a prefeitura de Eldorado do Sul, mas não obteve retorno até a publicação desta reportagem. Governo autoriza construção de 400 casas Vista de uma casa inundada em Eldorado do Sul, Rio Grande do Sul, em maio de 2024 GETTY IMAGES O governo do Rio Grande do Sul autorizou, na segunda-feira (27), o início da construção de 400 moradias permanentes em Eldorado do Sul. A ordem de serviço foi assinada pelo governador Eduardo Leite no mesmo loteamento onde outras 64 casas já estão sendo erguidas, com obras em andamento vistoriadas pela comitiva estadual. O projeto prevê um investimento expressivo do Estado, que adquiriu a área já urbanizada por R$ 47,6 milhões e destinará mais R$ 65,8 milhões para a construção das unidades. É a primeira vez que o governo estadual compra um terreno completamente estruturado para esse fim, com redes de água, energia elétrica e saneamento prontas, como parte das ações de reconstrução no município. Ao todo, 464 casas definitivas devem atender famílias que hoje vivem em moradias temporárias, recebem aluguel social ou participam do programa de estadia solidária. A expectativa do governo é concluir todo o loteamento até o fim de outubro. Além desse empreendimento, o Estado também investe na preparação de outros dois terrenos para fins habitacionais em Eldorado do Sul. Um deles, municipal, receberá R$ 20,1 milhões em infraestrutura, enquanto outro, de propriedade estadual no Bairro Progresso, contará com R$ 30 milhões. Somadas, as iniciativas elevam para R$ 166 milhões o total destinado às políticas de habitação no município. Eldorado do Sul (RS) dois anos após ser atingida por enchente de 2024 Reprodução/ RBS TV VÍDEOS: Tudo sobre o RS

  9. Contracepção natural cresce, em meio à rejeição a hormônios; métodos exigem controle rigoroso e têm riscos Adobe Stock Calcular a ovulação, medir a temperatura diariamente e observar as secreções vaginais são alguns dos métodos contraceptivos naturais que atraem mulheres que desejam se libertar dos hormônios, mas exigem um protocolo rigoroso para serem eficazes. "Para mim, os contraceptivos hormonais foram um desastre completo", relata Louise, secretária municipal de 26 anos, à AFP. Aos 18 anos, ela optou pelo DIU hormonal, mas seu corpo o rejeitou, e depois pelo implante, quando teve efeitos colaterais: ganho de peso, alterações de humor, depressão... Há seis anos, ela decidiu voltar ao "natural": calcular seu ciclo menstrual e praticar a abstinência durante o período fértil. Assim como ela, um número crescente de mulheres está abandonando os métodos contraceptivos tradicionais: 7,5% das mulheres usavam métodos contraceptivos naturais em 2023, em comparação com 4,6% em 2016, segundo a pesquisa "Contexto da Sexualidade na França", do Instituto Nacional de Pesquisa em Saúde e Medicina (Inserm). Esses métodos incluem a tabelinha, também conhecido como método de Ogino, que se baseia no cálculo do período fértil; o método da temperatura, que requer registro diário em horário fixo; o método de Billings, que envolve a observação diária do muco cervical para identificar as diferentes fases do ciclo menstrual; e o método sintotérmico, que combina os dois métodos anteriores. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Esse interesse renovado é alimentado por um "clima de fobia hormonal", afirma Geoffroy Robin, ginecologista do Hospital Universitário de Lille. Essa rejeição, ou "hormonofobia", como Robin destaca, começou principalmente com a revelação, em 2012, dos riscos aumentados associados às pílulas anticoncepcionais de terceira e quarta geração, e tem sido alimentada desde então por informações falsas. Nas redes sociais, os métodos naturais são apresentados como uma forma de "se libertar" da contracepção hormonal que "arruína a saúde". "Recuperar meu corpo" Em 20 anos, o uso da pílula anticoncepcional despencou na França entre mulheres de 18 a 49 anos, caindo de mais de 50% em 2005 para 26,8% em 2023, segundo pesquisa do Inserm. Cécile Thomé, socióloga e pesquisadora do Centro Nacional de Pesquisa Científica (CNRS), também menciona uma tendência mais ampla de crescimento do bem-estar e do desenvolvimento pessoal, impulsionada pela promessa de "controlar o próprio corpo e alcançar um melhor autoconhecimento". "Eu queria recuperar meu corpo a seu estado natural, para ter certeza de que tudo estava funcionando corretamente", explica Elodie Monnier Legrand, uma empresária de 30 anos. Depois de 10 anos tomando a pílula anticoncepcional, ela comprou um anel conectado, que custou mais de 200 euros (1.160 reais), para monitorar sua temperatura, e assinou um aplicativo que supostamente identifica seu período fértil. No entanto, depois de um ano e meio, Elodie engravidou duas vezes seguidas. Após sofrer dois abortos espontâneos, ela lamenta a falta de confiabilidade desse método, que "poderia ter oferecido uma alternativa muito interessante". Embora funcionem para algumas mulheres, esses métodos naturais têm suas limitações e só devem ser considerados por aquelas "que aceitam o risco da gravidez", segundo o Inserm. Essas práticas não são eficazes para mulheres com ciclos irregulares, ou seja, "uma em cada cinco mulheres", de acordo com o ginecologista Robin. Além disso, muitos fatores podem afetar a análise da temperatura ou do muco cervical: infecções, candidíase, medicamentos (anti-histamínicos, paracetamol, entre outros) ou mudanças na rotina de trabalho. Sessões de treinamento Ao combinar vários métodos, a sintotermia apresenta uma taxa de eficácia superior a outros e pode ser adequada para "muitas mulheres" se estiverem "bem informadas", afirma a ginecologista Danielle Hassoun. Na França, alguns profissionais de saúde, principalmente parteiras, oferecem sessões de treinamento às suas pacientes. Mas a procura é tão grande que surgiram outras opções para aprender mais sobre esses métodos contraceptivos naturais. Laurène Sindicic, advogada de formação, especializou-se em sintotermia e criou a plataforma educacional "Emancipées" ("Emancipadas") em 2020. Na plataforma, ela oferece cursos com aulas teóricas e práticas, "essenciais, já que 100% das mulheres cometem erros no primeiro ciclo", explica, e vende um acompanhamento de três ciclos por cerca de 400 euros (2.318 reais). "Eu não teria conseguido sozinha", conta Juliette, de 28 anos, que começou o treinamento com sua parteira no início de 2025 e agora tem consultas de acompanhamento regulares. "É preciso constância, mas está indo muito bem", afirma, acrescentando que não teve "nenhum susto" até agora. LEIA TAMBÉM: Ex-BBB Laís Caldas engravida usando Mounjaro e pílula; entenda como remédio pode reduzir eficácia do anticoncepcional Implanon no plano de saúde: contraceptivo passa a ser oferecido obrigatoriamente pelos convênios Como funcionam os métodos contraceptivos sem hormônios Contracepção natural cresce, em meio à rejeição a hormônios; métodos exigem controle rigoroso e têm riscos Adobe Stock

  10. 'El Jardinero' preso pelas forças da Marinha do México Secretaria Nacional de Defesa do México / AFP Em uma operação com a participação de centenas de militares, as autoridades mexicanas capturaram nesta segunda-feira (27) um dos sucessores de Nemesio "El Mencho" Oseguera, fundador do poderoso Cartel Jalisco Nova Geração (CJNG), enquanto tentava fugir por um sistema de drenagem. Apelidado de "El Jardinero", foi "o braço direito" de Oseguera até sua morte, disse à AFP David Saucedo, especialista em segurança. Oseguera morreu em fevereiro após ser ferido por soldados durante uma operação em Jalisco, o que resultou em um motim criminoso no qual os capangas de "El Mencho" queimaram veículos para bloquear vias em 20 dos 32 estados do país. A captura de Audias Flores Silva, um dos homens mais próximos de Oseguera, no estado de Nayarit, limítrofe com Jalisco, levou as autoridades locais a pedirem à população através do Facebook que permanecesse em casa diante da possibilidade de novos bloqueios e ações violentas. LEIA TAMBÉM: O que é o Cartel Jalisco Nova Geração e como ele se tornou a organização criminosa mais poderosa do México Quem era 'El Mencho', o narcotraficante mais procurado do México morto em operação militar Os Estados Unidos ofereciam uma recompensa de US$ 5 milhões por "El Jardinero". Segundo o centro de análise Insight Crime, o líder criminoso despontava como um dos sucessores do fundador do CJNG. Também ficou encarregado de negociar em nome de Oseguera uma aliança entre o CJNG e "Los Chapitos", a facção do Cartel de Sinaloa comandada pelos herdeiros de Joaquín "El Chapo" Guzmán, acrescentou Saucedo, citando fontes de inteligência de Estados Unidos e México. Flores Silva esteve preso por cinco anos nos Estados Unidos e foi libertado em 2016. Segundo a informação difundida por autoridades mexicanas, ele controlava vários laboratórios de metanfetaminas em Jalisco e no estado vizinho de Zacatecas. Vídeos em alta no g1 Capturado em uma tubulação de drenagem A Marinha mexicana planejou e executou a operação de captura após 19 meses de monitoramento e "troca de informações com agências americanas", informou o Gabinete de Segurança em comunicado O líder do CJNG "se encontrava resguardado em uma cabana, com um dispositivo de segurança" integrado por cerca de 30 caminhonetes e "mais de 60 pessoas" armadas, detalha o texto A operação foi realizada na comunidade de El Mirador, com apoio de quatro helicópteros e mais de 500 militares. O Ministério da Marinha destacou que "nem um único disparo" foi efetuado. Quando as forças militares chegaram, os seguranças de Flores se dispersaram "como distração", mas o líder criminoso foi localizado e detido "quando tentava se esconder em um duto de drenagem", indicaram as autoridades. Flores Silva é "requerido por autoridades dos Estados Unidos com fins de extradição", disse na rede social X Omar García Harfuch, ministro de Segurança. Além disso, foi detido em Jalisco César Alejandro "N", conhecido como "El Güero Conta", operador financeiro de Flores Silva, informou o ministro. O embaixador dos Estados Unidos no México, Ronald Johnson, reconheceu "a valentia e precisão" da Marinha na operação. "Juntos, conseguimos resultados que tornam nossas nações mais seguras", acrescentou em mensagem no X. A captura acontece quando México e Estados Unidos trocam acusações pela morte de dois agentes americanos em um acidente de trânsito após participarem de uma operação antidrogas em território mexicano, sem contar com as autorizações necessárias. Bloqueios no norte Mais cedo, o governo de Tamaulipas (nordeste) reportou a detenção de Alexander "N" -- por lei os sobrenomes não são divulgados --, apontado como "alvo prioritário" e integrante de uma organização criminosa que atua nesse estado. A captura resultou em pelo menos oito bloqueios por parte de criminosos em estradas de Reynosa, cidade fronteiriça com os Estados Unidos. Segundo a mídia mexicana, o criminoso detido é Alexander Benavides Flores, conhecido como "R9", que seria chefe do grupo Los Metros, uma facção do enfraquecido Cartel do Golfo.

  11. Memorial para crianças mortas em ataque a escola no Irã Reprodução / Fantástico O bombardeio de uma escola iraniana no primeiro dia da guerra no Oriente Médio matou 155 pessoas, incluindo 120 crianças, segundo um balanço revisado para baixo divulgado nesta terça-feira (28) pela televisão estatal IRIB. O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, declarou no final de março perante a ONU que "mais de 175 estudantes e professores" tinham sido "massacrados a sangue frio" no ataque de 28 de fevereiro em Minab. Mas, segundo o novo balanço divulgado pela IRIB e outras mídias, citando um alto cargo do Judiciário iraniano, no bombardeio morreram 115 pessoas, incluindo "73 meninos, 47 meninas, 26 professores, sete pais". Também faleceram o motorista de um veículo escolar e um farmacêutico da clínica próxima à escola de Minab. Investigação aponta que EUA foram responsáveis por ataque que matou 175 em escola no Irã O ataque ocorreu no primeiro dia do ataque conjunto de Estados Unidos e Israel contra o Irã, que respondeu com bombardeios contra o território israelense e outros países da região. O governo iraniano acusou o Exército dos Estados Unidos pelo ataque, embora, inicialmente, o presidente Donald Trump tenha negado qualquer responsabilidade de seu país. Posteriormente, Trump disse que "acataria" o resultado da investigação iniciada pelo Pentágono. LEIA TAMBÉM: Mochilas, cadernos e mais objetos de crianças mortas em escola viram memorial no Irã, mostra Caco Barcellos Bombardeio à escola no Irã: como ataque matou dezenas de crianças e jogou pressão sobre Trump e os EUA Segundo o jornal The New York Times, que cita autoridades americanas e fontes próximas à investigação, o projétil foi lançado pelo Exército dos Estados Unidos e atingiu a escola por erro. A AFP identificou que o edifício ficava próximo de dois locais controlados pelo Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica (IRGC, na sigla em inglês), o poderoso exército ideológico do Irã.

  12. Soraya Thronicke chama Frei Gilson de 'falso profeta' e o acusa de misoginia O sacerdote católico Frei Gilson foi criticado na última semana, após fazer declarações sobre o papel da mulher dentro da família. As falas repercutiram nas redes sociais e provocaram reação da senadora Soraya Thronicke (PSB-MS), que acusou o religioso de misoginia. A jornalista Rachel Sheherazade, a deputada federal Tábata Amaral (PSB-SP) e outros internautas também criticaram as falas do religioso - veja as reações abaixo. Conhecido por mobilizar multidões em transmissões religiosas e eventos, Frei Gilson tem mais de 12,8 milhões de seguidores nas redes sociais e também acumula uma série de falas controversas envolvendo temas como feminismo, racismo, aborto, política e relações homoafetivas. A repercussão mais recente começou após a circulação de um vídeo em que o religioso associa o empoderamento feminino a uma “ideologia dos tempos atuais” e defende a liderança masculina no lar. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Vale do Paraíba e região no WhatsApp Na gravação, ele afirma que “Deus deu ao homem a liderança” e que “o homem é o chefe do lar”, acrescentando que a mulher teria “desejo de poder” ao buscar mais autonomia. Em outro momento, diz que “a guerra dos sexos é ideologia pura” e chega a classificá-la como “diabólica”. Frei Gilson Daniel Xavier/Canção Nova Em outro trecho da mesma fala, o frei afirma que a mulher foi criada para "auxiliar o homem" e cita um trecho bíblico para sustentar a ideia, dizendo que Deus teria feito a mulher “para curar a solidão do homem”. A repercussão ganhou força após a reação da senadora Soraya Thronicke, que criticou diretamente o religioso nas redes sociais. Ao comentar o vídeo, ela chamou o frei de “falso profeta” e afirmou que líderes religiosos não deveriam usar o nome de Deus para reforçar ideias que, segundo ela, prejudicam avanços sociais, especialmente em relação às mulheres - veja outras críticas abaixo. Após a repercussão das declarações, a assessoria do religioso foi procurada pelo g1 e informou que "o Frei Gilson dedica-se integralmente ao seu ministério pastoral e às atividades inerentes à sua vocação religiosa. Como prática, preservamos essa rotina e não encaminhamos as repercussões públicas". Em outros vídeos que viralizaram, Frei Gilson também comentou os debates sobre racismo ao dizer que vivemos em uma “geração do mimimi”, enquanto, em outro momento, durante uma oração, participou de um apelo para o país ser livre do “flagelo do comunismo”, o que também gerou críticas por misturar religião com posicionamento político. As declarações sobre temas como aborto e relações homoafetivas também seguem uma linha conservadora. Diante da repercussão, o g1 reuniu algumas falas de Frei Gilson feitas durante pregações e rezas nos últimos anos. Confira: Frei Gilson faz declarações sobre o papel das mulheres O papel da mulher O vídeo compartilhado pela senadora mostra um recorte de um sermão de Frei Gilson, em que ele fala sobre o “papel” de homens e mulheres nas relações. Na fala, o religioso associa o conceito de empoderamento feminino a uma suposta “ideologia dos tempos atuais” e defende a liderança masculina dentro da família. “Ela [mulheres] sempre quer ter mais. Eu não me contento só em ter qualidades normais de uma mulher, eu quero mais. E isso é a ideologia dos mundos atuais. Uma mulher que quer mais, eu vou até usar a palavra que vocês já escutaram muito, empoderamento. Eu quero mais”, afirmou o frei. Na sequência, ele sustenta que a liderança do homem estaria prevista na Bíblia. “É claro ver que Deus deu ao homem a liderança. É claro ver que Deus deu ao homem o ser o chefe. Isso está na Bíblia. O homem é o chefe do lar. O homem foi dado a ele a liderança. Mas a mulher tem o desejo de poder. Não é desejo de serviço, desejo de poder. Repito a palavra, empoderamento. Essa palavra é do mundo atual”, diz. O frei também critica o que chama de “guerra dos sexos”. “Portanto, eu já começo a falar: a guerra dos sexos é ideologia pura. A guerra de masculino com feminino é diabólica”, declara. Ao citar um trecho bíblico, ele quis explanar uma interpretação própria sobre o que seria o “papel feminino”. “Para curar a solidão do homem, Deus fez você. Olha o texto bíblico: Gênesis 2, 18. O que está escrito aí? ‘Vou dar-lhe uma auxiliar que lhe seja adequada’. Deus faz uma promessa para Adão. Eu vou fazer alguém para ser sua auxiliar. Aqui você já começa a entender qual é a missão de uma mulher. Ela nasceu para auxiliar o homem”, disse. Frei Gilson faz declarações com alusão contra o comunismo Comunismo Em uma live realizada ao lado do também frei José Lucas, Gilson fez o seguinte pedido: "Não permitais, Senhor e Rainha de Nazaré, que os erros da Rússia venham a assolar o Brasil, como bem afirmou Nossa Senhora em Fátima". Na sequência, o outro sacerdote complementa: "Livra-nos, Mãe de Deus e nossa, do flagelo do comunismo". Frei Gilson faz declarações sobre gays e uso de anticoncepcionais LGBTs, castidade e anticoncepcionais Em outras pregações, Frei Gilson também abordou temas ligados à moral sexual e aos costumes, defendendo posicionamentos alinhados à doutrina católica e criticando comportamentos que, segundo ele, se afastam dos ensinamentos da Igreja. “Estamos numa geração de cristãos 'mimimi', estamos numa geração de cristãos que estão se adaptando aos pensamentos do mundo. Você é católico, sim ou não? Então, você não escuta televisão, você não escuta mídia, você não escuta internet, você só escuta o que a palavra de Deus te fala, e o que o catecismo da Igreja Católica te fala. A tua fonte é essa. Então, se a tua igreja fala que não pode tirar uma vida do ventre de uma mãe, não pode, pronto, acabou. Quem falou isso foi tua igreja”, afirmou Frei Gilson. “Se a tua igreja está dizendo que não pode homem com homem, mulher com mulher, não pode. Quem está falando isso é tua igreja. Pronto, acabou. É a Bíblia, a palavra, catecismo, igreja. Se a tua igreja diz que não pode morar junto, é a tua igreja que está dizendo. Se a tua igreja está dizendo que namoradinho não pode fazer sexo, é a tua igreja que está falando. Se a tua igreja fala que noivo não pode fazer sexo, é a tua igreja que está falando”, continuou. “Se a tua igreja diz que não pode usar anticoncepcional, não pode usar anticoncepcional. Se a tua igreja diz que casal católico, casado, deve estar aberto à vida, católicos casados devem estar abertos à vida. Talvez tenha gente aqui, talvez tenha gente em casa pensando que isso é muito exagerado. É exagerado? Então, presta atenção: é exagerada a Bíblia. É exagerado o catecismo da Igreja Católica. E talvez você esteja se achando maior do que a Bíblia”, completou. Frei Gilson faz declarações sobre racismo e geração 'mimimi' Racismo e geração ‘mimimi’ O religioso também já fez comentários sobre questões raciais e debates sociais contemporâneos. “Pretinha aqui, Pretinha, a gente tem a nossa querida Pretinha aqui, todo mundo chama ela de Pretinha. É o nome que a gente gosta de chamar, carinhosamente, e aí... é preconceito. É a geração do mimimi, é a geração do dodói, talvez por causa disso. Porque os pais estão fazendo seus filhos serem dodóis”, declarou. Frei Gilson faz declarações sobre aborto e morte por desligamento de aparelhos Aborto e morte assistida Ao falar sobre temas ligados à vida e à morte, Frei Gilson também se posicionou contra práticas como o aborto e a morte assistida, defendendo que a decisão sobre a vida não cabe ao ser humano. “Veja, nós não escolhemos o dia do nosso nascimento, foi Deus quem escolheu, foi Deus quem planejou tudo isso para nós. Agora, também nós não temos escolha a respeito da morte, você não pode dizer ‘eu não quero morrer, eu não vou morrer, eu não quero que a pessoa que eu mais amo morra’. Não, quem é você diante da vida? Você não tem poder sobre a vida. Interessante porque você não tem poder sobre a sua vida e você não tem poder sobre a vida de ninguém. Você não tem. Isso mostra, claro, que a nossa vida não está nas nossas mãos. A nossa vida está nas mãos de Deus”, afirmou o frei. “É claro que nós vivemos num mundo onde se acha que eu tenho poder sobre a vida. Por isso, para mim, é inadmissível quando um ser humano quer dizer quem vai nascer e quem vai morrer no ventre de sua mãe. Isso é um absurdo, porque a vida não está na mão do ser humano. Então, agora é o ser humano que decide quem nasce, quem morre. Não, a vida não está na mão do ser humano. A vida está nas mãos de Deus. Ele é quem decide”, continuou. “E eu falo de uma criança no ventre de sua mãe, mas poderia falar de um velhinho que está vivendo à base de aparelhos. E tem gente hoje que está decidindo ‘desliga esse aparelho’. Sejam autoridades, seja lá quem tenha responsabilidade, ou seja, a própria família. Quem é a família para dizer ‘desliga’?”, questionou. Frei Gilson Daniel Xavier/Canção Nova Críticas nas redes sociais às falas de Frei Gilson As falas do Frei Gilson vêm sendo alvo de críticas nas redes sociais, tanto de personalidades públicas quanto de usuários anônimos. Além da senadora Soraya Thronicke, entre os famosos que se manifestaram estão a jornalista Rachel Sheherazade e a deputada federal Tábata Amaral. No X (antigo Twitter), Rachel Sheherazade afirmou: "Jesus não veio pregar o moralismo, mas sim a misericórdia, o repartir do pão, o respeito às mulheres, aos marginalizados e aos mais pobres". Ela completou a publicação com as hashtags #maispadrejulio — em referência ao padre Júlio Lancellotti —, #menosfreigilson, #maisamor e #menosmisoginia. Rachel Sheherazade criticou o Frei Gilson na rede social X (antigo Twitter) Reprodução/Redes sociais Já a deputada federal Tábata Amaral publicou um vídeo em suas redes sociais comentando as falas do frei sobre o papel da mulher. Apesar de afirmar que acompanha conteúdos do religioso e respeitar sua trajetória, ela discordou do posicionamento. "Ele diz que a mulher deve ser auxiliar do homem. Obviamente, eu não concordo com essa frase. Toda a minha trajetória profissional vai na direção oposta dessa frase. Essa não é a primeira, nem vai ser a última vez, em que a gente vai ouvir uma liderança religiosa da nossa fé ou da nossa igreja dizer uma frase sobre mulheres com a qual a gente não concorda. (...) Para mim, Jesus foi o grande defensor da igualdade que já passou pela Terra", afirmou Tábata. Initial plugin text Internautas também usaram as redes sociais para se posicionar. No YouTube, por exemplo, uma usuária avaliou as declarações como misóginas e disse que a definição sobre o papel da mulher dada pelo religioso é anacrônica e prejudicial. "Com o devido respeito ao Frei Gilson, não posso silenciar minha total indignação diante de afirmações tão anacrônicas e prejudiciais. Em pleno século XXI, ouvir um líder com tamanha influência afirmar que a missão da mulher é ser auxiliar do homem e que ela deve renunciar à sua autonomia e ao seu sustento é, no mínimo, assustador. É profundamente misógino classificar o desejo de evolução, estudo e independência financeira como fraqueza ou ideologia diabólica", disse. "Esse discurso não protege a família, ele aprisiona a mulher num papel de submissão que a História já provou ser terreno fértil para a opressão e a desigualdade. Vejo aqui o uso da fé não para elevar o ser humano, mas para justificar o controle sobre a vida das mulheres, tentando convencê-las de que a sua inteligência e ambição são pecados. A dignidade de uma mulher não depende de ser auxiliar de ninguém, mas sim da sua liberdade de escolher o seu próprio caminho, seja ele no mercado, na academia ou onde ela bem entender", completou a internauta. Internauta criticou Frei Gilson no Youtube. Reprodução No Instagram, outra internauta questionou as declarações feitas pelo Frei Gilson sobre a geração "mimimi" e defendeu que tais falas reforçam preconceitos. "Frei, ai como faz para curar os mimimis mesmo? Por falas assim que o tal mimimis nunca acabam. Preconceito e racismo só crescem e adoecem! Os discursos são, na verdade, falácias de quem quer dominar", afirmou. Internauta criticou o Frei Gilson na rede social Instagram após declarações sobre mimimi Reprodução Ainda no Instagram, outra internauta discordou das falas sobre racismo e disse que o frei precisa ter letramento racial. "Letramento racial para o Frei Gilson! Vá estudar sobre o que é racismo, padre! Não a normalização do racismo. Racismo é crime" Internauta criticou o Frei Gilson na rede social Instagram após declarações sobre racismo. Reprodução "Preto é cor. Negro ou negra é raça. Merece processo por injúria racial", disse outra internauta, ao criticar o vídeo em que o frei afirma chamar uma mulher de "pretinha" de forma carinhosa. Sobre as declarações envolvendo comunismo, uma internauta disse: "Ele é tão bolsominion que não entende que não existe comunismo no Brasil. Vai estudar, padre". Internauta criticou o Frei Gilson na rede social Instagram após declarações sobre comunismo Reprodução Outra usuária do Instagram também criticou as falas sobre o tema: "Mais um que usa a palavra de Deus, num momento que deveria ser sagrado, para falar sobre o que não sabe. Deveria pedir para livrar o Brasil da ignorância, pedir sabedoria para todos os governantes, pedir para livrar o Brasil da violência, da animosidade, da desunião. Mas é só mais um que se desviou do caminho", avaliou. Internauta criticou o Frei Gilson na rede social Instagram após declarações sobre comunismo. Reprodução No X, uma internauta disse que "dói ver muitos católicos santificando" o Frei Gilson e classificou as declarações dele como absurdas. "Tudo o que ele fala é um absurdo, e faz meu coração despencar. Sou católica e sei que esse homem não representa Jesus. Ele pode até falar de Jesus, mas essas falas dele mostram como ele é contra o que Jesus prega", afirmou. Internauta criticou o Frei Gilson na rede social Instagram após declarações polêmicas. Reprodução Apesar das críticas, o frei mantém uma base fiel de seguidores. Frei Gilson é um dos nomes mais populares da internet religiosa no Brasil. Suas transmissões ao vivo de orações de terços e do rosário, especialmente durante a quaresma, e suas missas costumam alcançar milhões de pessoas simultaneamente, e seus conteúdos acumulam milhões de visualizações, o que amplia significativamente o alcance de suas falas. Frei Gilson Bruna Marinho/Comunidade Canção Nova Quem é Frei Gilson? Frei Gilson, nome de batismo Gilson da Silva Pupo Azevedo, é um sacerdote católico de 39 anos, nascido em São Paulo. Integrante do Instituto dos Freis Carmelitas Mensageiros do Espírito Santo, foi ordenado em 2013 e atuou por nove anos na Paróquia Nossa Senhora do Carmo, na Diocese de Santo Amaro. Além da atuação religiosa, ganhou projeção nas redes sociais e na música. No YouTube, reúne público expressivo e soma mais de 12,8 milhões de seguidores no Instagram. O frei ficou conhecido pelas transmissões de oração às 4h, que, durante a quaresma, chegaram a reunir mais de 1 milhão de pessoas simultaneamente. Como cantor, emplacou músicas como “Eu Seguirei” e mantém cerca de 2 milhões de ouvintes mensais no Spotify. Apesar da popularidade e do apoio de figuras políticas conservadoras, também acumula críticas por declarações públicas. Frei Gilson Reprodução/Redes Sociais/@freigilson_somdomonte Veja mais notícias do Vale do Paraíba e região bragantina

  13. Em 2025, o país importou 88% dos adubos usados nos plantios e bateu um recorde histórico, ao adquirir 45,5 milhões de toneladas no ano, aponta relatório da Cogo Inteligência em Agronegócios. Foto de Kashif Shah O Brasil é uma das maiores potências agrícolas do mundo, líder na produção e exportação de soja, carne bovina, café e açúcar. Ainda assim, depende fortemente de um dos principais produtos que sustentam essa atividade: os fertilizantes. Em 2025, o país importou 88% dos adubos usados nos plantios e bateu um recorde histórico, ao adquirir 45,5 milhões de toneladas no ano. Com isso, tornou-se o maior importador mundial da matéria-prima, segundo um relatório da Cogo Inteligência em Agronegócios, elaborado por Carlos Cogo. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Além disso, cerca de 45% dos fertilizantes importados pelo Brasil vêm de países com alta propensão à instabilidade política ou violência motivada por fatores geopolíticos, como Rússia, Bielorrússia, Irã, Nigéria, entre outros. Um dos efeitos dessa dependência é a maior vulnerabilidade do Brasil a aumentos repentinos de preços. Um exemplo recente foi a disparada dos fertilizantes em meio à guerra no Oriente Médio, desencadeada pelo conflito entre Irã, Estados Unidos e Israel. Esse cenário deve aumentar os custos de produção da próxima safra e, mais adiante, pressionar os preços dos alimentos no Brasil. O impacto só não será imediato porque boa parte dos plantios e colheitas deste ano utilizou adubos comprados antes da guerra. Vídeos em alta no g1 Choque externo expõe fragilidade A consultoria afirma que a dependência do Brasil de países em conflito deixou de ser um “risco teórico” e já se "materializou com força em episódios recentes". "O conflito entre Rússia e Ucrânia, iniciado em fevereiro de 2022, foi o teste mais severo da vulnerabilidade do agronegócio brasileiro até então", diz a Cogo. Ele relembra que, com as sanções econômicas impostas à Rússia — responsável por cerca de 23% das importações brasileiras de fertilizantes —, os preços dispararam. Naquele momento, o custo do insumo subiu para os produtores brasileiros, mas o clima favorável garantiu uma safra recorde e evitou o repasse ao consumidor. "O conflito entre Israel e Irã trouxe um novo choque ao mercado", destaca. "A paralisação de fábricas iranianas de ureia — que produzem cerca de 9 milhões de toneladas por ano — e a interrupção do fornecimento de gás israelense ao Egito reduziram em aproximadamente 20% a oferta global de fertilizantes nitrogenados", acrescenta. Entre o início da guerra e o dia 16 de abril, o preço da ureia subiu 67%, segundo dados da StoneX Brasil. Dependência por tipo de fertilizante POTÁSSIO O potássio é o nutriente com maior grau de dependência de importação, mostra o relatório da Cogo Inteligência em Agronegócios. O Brasil produz internamente apenas cerca de 4% do que consome e importa os outros 96% de países como Canadá, Rússia e Bielorrússia. Nessa categoria, o cloreto de potássio é o principal produto importado. ➡️ O cloreto de potássio é usado nas principais culturas do país, como soja, milho, cana-de-açúcar e café, além de outras, como algodão, arroz, feijão, citros e banana. Ele fortalece as plantas, aumenta a resistência a pragas e à seca e melhora a formação de grãos e frutos. "O Brasil possui reservas conhecidas de potássio, mas sua exploração em escala comercial ainda é limitada", afirma o relatório. "O caso mais emblemático é o da Mina de Autazes, no Amazonas, cujo projeto poderia suprir até 20% da demanda nacional. No entanto, o empreendimento enfrenta, há anos, um processo de licenciamento ambiental complexo, envolvendo questões relacionadas a territórios indígenas e aos impactos ambientais na região", acrescenta. NITROGÊNIO A dependência de nitrogênio também é elevada, em torno de 95%. A ureia, principal fonte desse nutriente, é quase totalmente importada. ➡️ A ureia é utilizada em plantios como milho, cana-de-açúcar, trigo, arroz e café. Ela estimula o crescimento das folhas e a formação de grãos. "A produção industrial de nitrogênio no Brasil é onerosa. O processo mais utilizado é a síntese de Haber-Bosch, que converte gás natural e nitrogênio atmosférico em amônia, base para a produção de ureia", diz Cogo. "O principal entrave está no custo do gás natural no país, historicamente mais elevado do que nos principais produtores, como Rússia, Estados Unidos e países do Oriente Médio, onde esse insumo energético é mais abundante e barato", detalha. O analista afirma que a Petrobras já operou unidades de fertilizantes nitrogenados no país, conhecidas como FAFENs (Fábricas de Fertilizantes Nitrogenados). “Em 2013, a empresa vendeu essas unidades, o que levou à perda de grande parte da capacidade nacional de produção de ureia”, diz. Em janeiro de 2026, a Petrobras anunciou a retomada das operações das FAFENs da Bahia, em Camaçari, e de Sergipe, em Laranjeiras, além de aprovar a reativação da unidade Araucária Nitrogenados (ANSA), no Paraná. FÓSFORO O Brasil tem uma dependência menor de fósforo, em torno de 72%. ➡️ O fósforo é usado em culturas como soja, milho, cana-de-açúcar, café e algodão. Ele estimula o desenvolvimento das raízes e garante o bom estabelecimento das plantas, especialmente nas fases iniciais do cultivo. "O país possui reservas expressivas de rocha fosfática, concentradas principalmente em Minas Gerais, Goiás e Ceará, e as explora com relativa regularidade", diz Cogo. Entre os projetos de destaque está a mina de Itataia, em Santa Quitéria (CE), com reservas estimadas em 8,9 milhões de toneladas. "Outros complexos em operação, como o da EuroChem em Serra do Salitre (MG), inaugurado em 2024 com capacidade de 1 milhão de toneladas de fertilizantes fosfatados por ano, voltadas exclusivamente ao mercado interno, indicam que o segmento de fósforo apresenta um caminho de expansão mais viável", destaca o relatório.

  14. MARCELO CAMARGO/AGÊNCIA BRASIL O Ministério do Trabalhou estima que 4,56 milhões de trabalhadores deixarão de receber o abono salarial em cinco anos, entre 2026 e 2030, por conta da mudança nas regras para a concessão do benefício. O número de trabalhadores que perderá o benefício sobe ano a ano, progressivamente. A informação consta no projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO), enviado ao Congresso Nacional neste mês pela equipe econômica. Pelas regras que vigoraram até 2025, o abono foi pago anualmente, no valor de até um salário mínimo, a trabalhadores que: receberam até dois salários mínimos no ano-base do abono; trabalharam com carteira assinada por ao menos 30 dias no ano-base. ▶️Com as mudanças propostas pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no fim de 2024, e aprovadas pelo Congresso Nacional, essa regra começou a mudar a partir deste ano. A partir de 2026, o valor da renda máxima para ter acesso ao abono salarial será corrigido pela inflação. Por outro lado, o salário mínimo terá ganho real (acima da inflação, seguindo as regras do arcabouço fiscal). A regra de transição vai chegar a um ponto em que, para ter acesso ao abono salarial, o trabalhador só poderá ganhar um salário mínimo e meio. Ou seja, o acesso ficará mais restrito. "Sobre as novas regras que começam a vigorar em 2026, o governo busca garantir a sustentabilidade do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) e a responsabilidade fiscal a longo prazo. A transição gradual permite que o mercado de trabalho e os trabalhadores se adaptem à nova realidade, focando o benefício na parcela da população com menor renda e assegurando que o abono salarial cumpra seu papel social de forma eficiente e equilibrada", diz o Ministério do Trabalho. Abono salarial PIS-Pasep 2026: consulta ao benefício é liberada; veja como fazer Projeções do governo ▶️Pelo fato de o abono salarial ser corrigido apenas pela inflação em 2026, terá direito ao benefício o trabalhador que recebeu, em 2024, 1,96 salário mínimo, e não mais, dois salários mínimos. Com isso, 559 mil trabalhadores deixarão de ter acesso ao benefício neste ano. ▶️Em 2027, com a correção apenas pela inflação do abono salarial, terá direito ao benefício o trabalhador que receber até 1,89 salário mínimo. Deste modo, o número de trabalhadores que perderá o benefício subirá para 1,58 milhão. "Para o exercício de 2027, estima-se que receberão o abono salarial trabalhadores com rendimento médio de até 1,89 salário mínimo, com reduz em 1.585.923 o número de trabalhadores que seriam beneficiados no caso de pagamento para os trabalhadores com remuneração média de até dois salários mínimos, com economia de gastos estimada em R$ 2,2 bilhões", diz o Ministério do Trabalho. Em 2028, com a correção apenas pela inflação do abono salarial, terá direito ao benefício o trabalhador que receber até 1,83 salário mínimo. Com isso, o número de trabalhadores que perderá o benefício subirá para 2,58 milhões. Em 2029, com a correção apenas pela inflação do abono salarial, terá direito ao benefício o trabalhador que receber até 1,79 salário mínimo. Deste modo, 3,51 milhões de trabalhadores deixarão de receber o benefício em 2029. Em 2030, com a correção apenas pela inflação do abono salarial, terá direito ao benefício o trabalhador que receber até 1,77 salário mínimo. Com isso, o número de trabalhadores que perderá o benefício subirá para 4,56 milhões. Aumento de gastos Apesar da economia prevista nos próximos anos com a retirada de trabalhadores que teriam direito ao benefício, pela regra anterior, o governo estimou que os valores pagos continuarão crescendo por conta do aumento no número de pessoas com carteira assinada. A expectativa é de que o número de trabalhadores celetistas avance de 59,86 milhões em 2026 para 67 milhões de trabalhadores em 2030. Com isso, o gasto anual com o abono salarial saltará, segundo as projeções do Ministério do Trabalho, de R$ 34,36 bilhões em 2026 para R$ 39,27 bilhões em 2030. Por conta do alto volume de gastos, o abono salarial é frequentemente citado por analistas como um benefício que deve ser aprimorado, ou até mesmo encerrado, pelo fato de não estar focado necessariamente na população mais pobre. De acordo com análise do economista Fabio Giambiagi publicada em 2022, o abono salarial: não combate o desemprego, pois quem recebe o abono está empregado; não combate a miséria, porque quem recebe o abono não está entre os 20% mais pobres do país. "Ele [abono salarial] ajuda a reduzir a informalidade? Não, porque quem recebe o benefício já está no mercado formal", concluiu Giambiagi, em artigo. Estudo promovido pela equipe econômica de Paulo Guedes, que comandava a Economia na gestão Jair Bolsonaro, também apontou que, do ponto de vista distributivo, a maioria do benefício tende a se concentrar nas camadas de renda média da população. "Consequentemente, o abono tem pouco efeito sobre o nível geral de desigualdade e pobreza da economia, embora contribua para uma redução da desigualdade dentro do grupo de trabalhadores formais", diz o estudo. A equipe de Paulo Guedes chegou a cogitar mudanças no abono salarial para destinar mais recursos ao Renda Brasil, programa de transferência de renda, mas a iniciativa foi abortada por Bolsonaro.

  15. Ação da Defensoria Pública do DF na Esplanada dos Ministérios, em Brasília DPDF A Defensoria Pública do Distrito Federal realiza, nesta quarta-feira (29), mais uma edição da "Quarta do Cidadão", ação voltada ao atendimento da população em situação de vulnerabilidade. O evento acontece das 8h às 14h, em frente à Biblioteca Nacional, na Esplanada dos Ministérios. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 DF no WhatsApp. Durante a programação, os participantes terão acesso a assistência jurídica gratuita, atendimento psicossocial, serviços de saúde, orientações bancárias e habitacionais, além de ações de bem-estar, como corte de cabelo e massagens. Também serão oferecidos exames de DNA gratuitos para reconhecimento voluntário de paternidade. Entre os serviços disponíveis, estão: Assistência jurídica, atendimento psicossocial e exames de DNA, pela DPDF; emissão da Carteira de Identidade Nacional, pela Polícia Civil; Vacinação e serviços de saúde, pela Secretaria de Saúde; Vagas de emprego, seguro-desemprego e orientação profissional, pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Renda; Serviços socioassistenciais, pela Secretaria de Desenvolvimento Social (com senhas limitadas); Atendimentos do Na Hora, pela Secretaria de Justiça e Cidadania; Exames de vista, pelo projeto Visão para Todos; Corte de cabelo e barba; Distribuição de água potável; Emissão de carteiras de artesãos; Além de atividades de bem-estar, como massagens e terapias. Para receber alguns atendimentos, como vacinação, é necessário apresentar o cartão de vacina ou o aplicativo Meu SUS Digital. Vídeos em alta no g1 LEIA TAMBÉM: VEJA HORÁRIOS: Buraco do Tatu será interditado para manutenção noturna até a próxima quinta CHACINA NO DF: Réus receberam pena superior a 300 anos; entenda quanto tempo eles ficarão presos Leia mais notícias sobre a região no g1 DF.

  16. Líder guerrilheiro colombiano Iván Mordisco discursa em evento em 16 de abril de 2023, em San Vicente del Caguán, Colômbia JOAQUIN SARMIENTO / AFP Iván Mordisco, o guerrilheiro mais procurado da Colômbia, está desafiando as eleições presidenciais com o pior ataque contra civis em décadas no país. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp O presidente Gustavo Petro o compara a Pablo Escobar desde que Mordisco abandonou as negociações de paz com seu governo, em 2024. (Leia mais abaixo) Pelo menos 31 ataques de sua guerrilha foram registrados no sudoeste da Colômbia durante o fim de semana, entre eles a detonação de uma bomba em uma rodovia que deixou 21 mortos e 56 feridos. Drones explosivos e carros-bomba tornaram-se a marca registrada do comandante do maior grupo dissidente das Farc, que realizou demonstrações de força às vésperas das eleições gerais de 31 de maio. Ataque a bomba deixa 20 mortos na Colômbia Mordisco, um ex-comandante do maior grupo guerrilheiro da Colômbia até a década passada, se recusou a assinar o acordo de paz que desarmou as Farc em 2016, que concedeu anistia a seus ex-membros. Após a dissolução do grupo, ele organizou uma facção dissidente que permaneceu armada, financiada pelo narcotráfico. Hoje, ele comanda um esquadrão de cerca de 3.200 combatentes que se financiam com tráfico de cocaína, mineração ilegal, extorsão e outros crimes. Usando óculos escuros, Mordisco, cujo nome verdadeiro é Néstor Gregorio, ordenou um ataque no fim de semana que deixou 21 civis mortos, segundo o governo de Gustavo Petro. Atirador de elite Mordisco juntou-se à guerrilha ainda adolescente e é considerado um atirador de elite. Com o tempo, conquistou o respeito de outros combatentes por sua proficiência com fuzis e explosivos. Quando as Farc depuseram as armas para se tornarem um partido político, Mordisco permaneceu na selva, semeando o terror. Ele utiliza os emblemas históricos do antigo grupo guerrilheiro marxista e venera suas principais figuras. Nas Farc, "ele era um comandante de nível médio. Nunca esteve entre os comandantes históricos, mas sua experiência militar e sua oposição inicial às negociações lhe conferiram significativa legitimidade", disse o pesquisador de conflitos Jorge Mantilla à AFP. À frente do grupo dissidente conhecido como Estado-Maior Central (EMC), ele impediu que a sigla Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia desaparecesse. Seus combatentes se consideram herdeiros do projeto ideológico das Farc. Rejeição à paz Mordisco não esteve presente nas negociações de paz de 2026, ocorridas em Havana, e deixou claro desde o início que não deporia suas armas. O ex-segundo em comando do grupo guerrilheiro e principal negociador das Farc, Iván Márquez, enviou um líder conhecido como Gentil Duarte à Colômbia para persuadi-lo a aderir ao processo, segundo pesquisadores da Core Foundation. Mas, longe de convencê-lo, Duarte se juntou a ele e, juntos, abandonaram o pacto com o então presidente e ganhador do Prêmio Nobel da Paz, Juan Manuel Santos. Mordisco afirmava que se tratava de um acordo de "morte" e "desapropriação". Ele acreditava que o pacto só beneficiaria a liderança das Farc e que os combatentes de base ficariam desprotegidos. As Forças Armadas estimam que os grupos dissidentes se fortaleceram rapidamente por meio de seus negócios ilícitos, recrutamento forçado e aliciamento de jovens empobrecidos em plataformas de mídia social como o TikTok. Em abril de 2023, Mordisco fez sua única aparição pública, em uma área de selva. Ele chegou em um SUV blindado de luxo para anunciar o início das negociações com Petro. Ele portava um fuzil Tavor X95 de fabricação israelense e usava seus característicos óculos escuros. Líder guerrilheiro colombiano Iván Mordisco discursa em evento em 16 de abril de 2023, em San Vicente del Caguán, Colômbia Foto por JOAQUIN SARMIENTO / AFP 'Traqueto' Em 2024, Mordisco rompeu as negociações de paz com Petro, que o chamou de "traqueto", termo coloquial para narcotraficantes na Colômbia. "Quero Iván Mordisco capturado vivo, não morto", declarou Petro à época, lançando uma caçada implacável com recompensas milionárias por sua captura. Sua morte foi noticiada em diversas ocasiões. Em 2022, o governo de direita de Iván Duque anunciou seu falecimento, mas o rebelde reapareceu posteriormente em um vídeo. Petro o considera a principal ameaça à segurança de um país mergulhado em mais de seis décadas de conflito entre guerrilheiros, paramilitares, narcotraficantes e agentes do Estado. Em vídeos, Mordisco afirma estar "do lado dos pobres" e ser um defensor do meio ambiente, enquanto é acusado de assassinar policiais, civis e líderes sociais na selva. Segundo pesquisadores da violência colombiana, ele também é considerado um comandante implacável que ordena execuções por traição ou corrupção. Estrutura de ônibus que explodiu em um atentado de grupos armados colombianos em frente a uma base militar no oeste da Colômbia, em 24 de abril de 2025. Joaquín Sarmiento/ AFP Ataques no fim de semana A "onda terrorista" é uma resposta a operações militares na região, declarou o ministro Sánchez, qualificando estas ações como "crimes de guerra". O presidente Gustavo Petro tachou os guerrilheiros de "terroristas" e ordenou que a força pública redobre operações contra o grupo. Os principais candidatos presidenciais também condenaram os atos de violência. O país vai às urnas no dia 31 de maio, em uma eleição que tem a segurança como um dos temas centrais. A explosão ocorreu no departamento de Cauca BBC

  17. Capitão-tenente da Marinha Cassiano Meirelles Alecrim Divulgação/Marinha do Brasil A Marinha do Brasil divulgou a causa da morte do capitão-tenente Cassiano Meirelles Alecrim, de 49 anos, encontrado morto no quarto de um hotel no domingo (26), em Barreirinha, interior do Amazonas. De acordo com a instituição militar, Alecrim foi vítima de um infarto agudo do miocárdio. Segundo apuração da Rede Amazônica, os colegas perceberam que ele não apareceu no horário combinado para a saída. Eles foram até o quarto, bateram na porta, mas não tiveram resposta. Diante da situação, a porta foi arrombada e o oficial foi encontrado já sem vida. 📲 Participe do canal do g1 AM no WhatsApp Conforme a Marinha, a causa do falecimento foi confirmada pelo atestado de óbito emitido pela Secretaria Municipal de Saúde de Parintins - Regional Médico Legal. O corpo de Alecrim chegou a Manaus nesta segunda-feira (27) e permanece na capital amazonense aguardando os trâmites burocráticos necessários para posterior traslado à cidade do Rio de Janeiro Com quase 30 anos de carreira militar, Alecrim era reconhecido pelo profissionalismo e pela dedicação à segurança da navegação na Amazônia. Iniciou sua trajetória na Marinha do Brasil como marinheiro, galgando, ao longo dos anos, sucessivas graduações e postos na carreira naval até alcançar o atual posto de capitão-tenente. "Durante sua caminhada na Força, destacou-se pela dedicação ao serviço, conduta ilibada e pelo inequívoco compromisso com os valores que norteiam a Marinha do Brasil", informou o órgão em nota. Em janeiro de 2026, assumiu o comando da Agência Fluvial de Parintins, subordinada ao Comando do 9º Distrito Naval, e vinha coordenando ações de fiscalização de embarcações e campanhas educativas voltadas para comunidades ribeirinhas. A Marinha do Brasil confirmou a morte por meio da Capitania Fluvial da Amazônia Ocidental, subordinada ao Comando do 9º Distrito Naval, e informou que uma equipe presta apoio à família. A Prefeitura de Parintins também lamentou a morte e destacou a atuação de Alecrim, ressaltando o profissionalismo e a contribuição para a segurança nas comunidades ribeirinhas e no tráfego aquaviário. LEIA TAMBÉM: PF investiga professor por suspeita de crimes sexuais contra adolescentes em instituição federal no Amazonas Mais duas suspeitas são presas por morte de adolescente no interior do Amazonas Vídeos em alta no g1

  18. A professora Daniele Fraga com a mãe, Suely, no público do show de Shakira no Rock in Rio de 2011. Daniele Fraga/ Arquivo pessoal A professora Daniele Fraga, conhecida como Dany, vai ao show da cantora Shakira na Praia de Copacabana, no sábado (2), movida pela admiração pela artista e para homenagear a mãe, Suely. Foi com ela que Dany aprendeu a gostar da cantora colombiana ainda na década de 1990. Suely morreu em 2013 e, desde então, Dany mantém um ritual para reviver as lembranças dos momentos em que as duas curtiram juntas as músicas da artista. “Onde ela estiver, estará no show comigo”, diz Dany. No início da carreira de Shakira no Brasil, mãe e filha acompanhavam as apresentações da cantora em programas de televisão e a ascensão nas paradas de sucesso com o álbum "Pies Descalzos", que consolidou a colombiana no país. Tudo o que você precisa saber para ir ao show da Shakira em Copacabana Na época, as duas tentaram ir a um show de Shakira, mas a apresentação foi cancelada. O sonho só se concretizou em 2011, quando a cantora foi uma das atrações do Rock in Rio e também se apresentou no estádio do Morumbi, em São Paulo. Dany e Suely foram juntas nos dois shows. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias do RJ em tempo real e de graça 43 perfumes de Shakira Daniele com parte da coleção de álbuns, DVDs e perfumes lançados por Shakira Daniele Fraga/ Arquivo pessoal A relação de Dany com Shakira vai além de um hobby compartilhado com a mãe. Ao longo dos anos, a professora reuniu uma coleção de lembranças e produtos ligados à artista, incluindo todos os álbuns lançados e 43 perfumes assinados pela cantora. “Todos os dias eu uso um perfume dela. É como se ela saísse de casa comigo”, conta. A música de Shakira também esteve presente em momentos marcantes da vida de Dany, como o casamento. Mãe de um filho de 17 anos, ela escolheu a canção "Tú", do álbum "¿Dónde están los ladrones?", para a entrada das alianças na cerimônia. Dois anos após realizarem o sonho de assistir juntas aos shows de Shakira no Brasil, Suely morreu aos 54 anos, em decorrência de um AVC. "Minha mãe era meu alicerce, metade do meu coração se foi com ela, e ouvir Shakira ameniza esse vazio", diz Daniele. LEIA MAIS: Shakira faz post em português dias: 'Deus me livre não ser latina' Shakira terá palco maior que os de Madonna e Gaga; veja dimensões Galeão espera receber 314 mil passageiros para show de Shakira 'Lobacabana': fãs de Shakira impulsionam vendas na Saara Promessa Daniele Fraga posa com a estrela de Shakira na calçada da fama do Rock in Rio Daniele Fraga/ Arquivo pessoal O vínculo construído entre as duas por meio das músicas da cantora ajudou Dany a enfrentar o luto. “O que ela representa para nós, fãs, vai além do que a gente pode imaginar. A Shakira, na minha vida, é como uma pessoa que me conhece e me consola, sem saber que eu existo." Foi a partir desse sentimento que surgiu uma promessa: Dany decidiu que estaria presente em todos os shows de Shakira realizados no Brasil, sempre em homenagem à mãe, ao som da canção favorita de Suely, "Inevitable". “A música diz: ‘Não encontro nenhuma forma de te esquecer porque seguir te amando é inevitável’. Essa é a minha frase com a minha mãe. É uma ligação muito forte”, conclui. A última vez que cumpriu a promessa foi no ano passado, na abertura da turnê "Las mujeres no lloran", no Estádio Nilton Santos. Na ocasião, ela chegou a dar uma entrevista na entrada, falando sobre o amor pela arte de Shakira (veja o vídeo abaixo). No sábado, Dany estará novamente entre o público de um show de Shakira para homenagear a mãe. Quando perguntada o que falta para ela, a resposta é simples: “Só me falta uma foto com ela”, finaliza. O show de Shakira está previsto para começar às 21h45 e terá transmissão pela TV Globo, Multishow e Globoplay. Fãs passam o dia na fila à espera do show de Shakira no Rio

  19. Mulher finge reconciliação com ex para escapar de ataque com faca na frente dos filhos Uma jovem de 27 anos conseguiu escapar de um ataque do ex-companheiro, de 33, ao fingir que aceitaria uma reconciliação em Patrocínio, no Alto Paranaíba. O caso de violência contra a mulher foi registrado pela Polícia Militar (PM) na última sexta-feira (24). O crime ocorreu cerca de dez dias após o fim do relacionamento de cinco anos do casal. A vítima estava em um comércio no bairro São Benedito, acompanhada dos filhos, de 2 e 10 anos, quando foi surpreendida pelo ex-companheiro armado com uma faca. ✅ Clique aqui e siga o perfil do g1 Triângulo no WhatsApp De acordo com o Boletim de Ocorrência (BO), a jovem foi rendida e obrigada a entrar no próprio carro com as crianças. Durante o trajeto, o homem manteve a faca encostada no pescoço dela e fez ameaças constantes, dizendo que iria matá-la na frente dos filhos. A vítima então fingiu aceitar a reconciliação e convenceu o agressor a ir até a casa onde o casal havia morado para ganhar tempo e pedir socorro. Ao chegar ao imóvel, ela conseguiu fugir com os filhos e chegou a trancar o homem dentro da residência. Mas ele escapou pelo telhado, danificando o forro e a cobertura, e voltou a perseguir a vítima pelas ruas. Agressor fugiu pelo telhado ao ser trancado pela ex em Patrocínio PM/Reprodução Filho da vítima conseguiu pedir ajuda a vizinho Segundo a Polícia Militar (PM), em uma nova agressão, o suspeito derrubou a vítima no chão e voltou a ameaçá-la com a faca. Um dos filhos da vítima conseguiu correr até a casa de um vizinho, um homem de 57 anos, e pedir ajuda. O morador interveio e chegou a trocar agressões com o suspeito, que tentou atacá-lo. Durante a ação, a mulher sofreu um corte na mão. O suspeito só cessou as agressões ao perceber que a polícia havia sido acionada. Ele fugiu do local e, até o fechamento da ocorrência, não havia sido localizado. A polícia segue em buscas pelo homem. A vítima foi socorrida e encaminhada ao pronto-socorro municipal, onde recebeu atendimento médico. As crianças e o vizinho não precisaram de atendimento médico. O g1 procurou a Polícia Civil para saber se foi instaurado inquérito, se houve pedido de medida protetiva para a vítima e os filhos e se o suspeito foi localizado. Até a última atualização desta reportagem, não houve resposta. Jovem sofreu ferimentos nas mãos durante ataque do ex a facadas em Patrocínio PM/Reprodução LEIA TAMBÉM: Mulher leva tijolada ao cobrar explicação do companheiro sobre Pix recebido em Uberlândia Vítima faz sinal universal de socorro e namorado é preso por violência doméstica em Uberlândia Fisiculturista é preso em academia de Uberlândia após agredir a mulher Polícia Militar de Patrocínio registrou boletim de ocorrência e fez buscas pelo homem Google Maps/Reprodução VÍDEOS: veja tudo sobre o Triângulo, Alto Paranaíba e Noroeste de Minas

  20. Edilson Damião e Antonio Denarium durante cerimônia de posse na Assembleia Legilstiva de Roraima. Marley Lima/Ale-RR/Reprodução O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) retoma nesta terça-feira (28) o julgamento do recurso que pode resultar na cassação do governador de Roraima, Edilson Damião (União Brasil), e tornar inelegível o ex-governador Antonio Denarium (Republicanos), que renunciou ao cargo para disputar o Senado (entenda abaixo). A análise está suspensa desde 14 de abril, após pedido de vista da ministra Estela Aranha. O julgamento será retomado com placar de dois votos a favor e um contra a cassação de Edilson, além de três votos pela inelegibilidade de Denarium. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 RR no WhatsApp O caso é o terceiro na pauta de julgamento e será analisado a partir das 19h, no horário de Brasília — 18h no horário local. O g1 transmite a sessão ao vivo. O pedido de vista de Estela Aranha suspendeu o processo pela quarta vez no TSE. Antes disso, o ministro Nunes Marques votou contra a cassação de Edilson Damião, mas a favor da inelegibilidade de Antonio Denarium. Pedido de vista suspende julgamento sobre cassação da chapa eleita para o governo de RR LEIA TAMBÉM: TSE marca pela 5ª vez julgamento que pode cassar governador de RR e tornar Denarium inelegível Abuso de poder político e econômico O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) analisa recursos contra a decisão do Tribunal Regional Eleitoral de Roraima (TRE-RR), que cassou a chapa eleita em 2022 para o governo do estado, formada por Antonio Denarium e Edilson Damião. No processo, Denarium e Damião são acusados de abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022, quando foram eleitos governador e vice, respectivamente. A ação tramita há mais de um ano na Corte. Entre as acusações do processo estão: Executar reformas nas casas de eleitores roraimenses, por meio do programa “Morar Melhor”, em 2022 — ano de eleição; Distribuição de cestas básicas em ano eleitoral, por meio do programa "Cesta da Família"; Transferência de R$ 70 milhões em recursos para municípios às vésperas do período vedado pela lei eleitoral; Promoção pessoal de agentes públicos; Aumento de gastos com publicidade institucional. No TRE-RR, a chapa de Denarium e Damião foi cassada por cinco votos a dois, em janeiro de 2024. A inelegibilidade, porém, atingiu apenas o então governador. Renuncia antes da decisão Antonio Denarium renunciou ao cargo em 27 de março de 2026, um ano e meio após o processo ser iniciado no TSE. Com a saída dele, o então vice-governador, Edilson Damião, assumiu o comando do Executivo Estadual. A renúncia não encerra o processo. Com isso, Damião segue como alvo do julgamento e pode perder o mandato, caso a cassação seja confirmada. Fora do cargo, Denarium pode ficar inelegível por oito anos. A punição foi aplicada pelo TRE-RR, mas ainda depende de decisão final do TSE. Leia outras notícias do estado no g1 Roraima.

  21. De receita baiana a negócio de R$ 200 mil: o sucesso do pão delícia Uma receita afetiva, que remete à infância e às reuniões em família, foi o ponto de partida para um negócio que hoje fatura cerca de R$ 200 mil por mês em São Paulo. A empreendedora Juliana Senna transformou o tradicional pão delícia, típico da Bahia, em uma marca que saiu da cozinha de casa para uma fábrica e, mais recentemente, para uma padaria aberta ao público. A história começou de forma inesperada. Juliana se mudou da Bahia para São Paulo para fazer uma pós-graduação em moda e já tinha um emprego encaminhado quando a pandemia mudou os planos. Sem a vaga, passou a cozinhar em casa — e foi nesse período que retomou a receita do pão delícia, carregada de memória afetiva. De receita caseira a fábrica: pão delícia vira negócio de R$ 200 mil Reprodução/PEGN A ideia de vender surgiu quase por acaso, após incentivo de familiares e amigos. Uma postagem nas redes sociais foi suficiente para atrair os primeiros clientes. No início, a produção era totalmente artesanal, feita no apartamento, com massa batida à mão e estrutura improvisada. Com cerca de R$ 10 mil de investimento inicial, Juliana comprou equipamentos básicos e começou a estruturar o negócio. O crescimento veio rápido, impulsionado pelo boca a boca e pela divulgação nas redes sociais. Ainda em 2020, a produção passou de 150 para 300 unidades por dia, o que levou a empreendedora a buscar um espaço maior e contratar o primeiro funcionário. A expansão continuou nos anos seguintes. Em 2021, a produção já chegava a 500 pães por dia, e o negócio ganhou estrutura de fábrica. Para atender às exigências sanitárias e profissionalizar a operação, foram necessários novos investimentos, de cerca de R$ 40 mil. Inicialmente focada no delivery, a marca ganhou visibilidade ao apostar na construção de uma identidade e na valorização da origem do produto. “Se você faz um produto de qualidade, com um público bem alinhado, você vai longe”, afirma a empreendedora. Com o aumento da demanda, Juliana decidiu dar mais um passo e abriu um ponto físico para atendimento ao público, integrado à fábrica. O contato direto com os clientes ajudou a apresentar o produto a um público mais amplo, além de reforçar o caráter afetivo da receita. Hoje, a empresa produz cerca de 3 mil pães por dia, conta com uma equipe de 18 funcionários e oferece um cardápio variado, com versões doces e salgadas. Os produtos são vendidos com ticket médio de R$ 70. A expansão também incluiu a abertura de uma padaria com café, consolidando a marca no mercado paulistano. A proposta é inserir o pão delícia no cotidiano dos consumidores, ampliando o alcance de um produto ainda pouco conhecido fora da Bahia. Para o futuro, Juliana pretende crescer ainda mais. “Meu maior sonho é levar o pão delícia para São Paulo toda”, diz. A trajetória da empreendedora reflete um movimento comum entre pequenos negócios que nasceram na pandemia: ideias simples, baseadas em experiências pessoais, que ganharam escala com o apoio das redes sociais e da demanda por produtos artesanais e diferenciados. De receita caseira a fábrica: pão delícia vira negócio de R$ 200 mil Reprodução/PEGN Oxe Pãozinho 📍 Endereço: Rua Gomes de Carvalho 116, Vila Olimpia São Paulo/SP –CEP: 04547-001 📍 Endereço: Rua Simão Álvares 63, Pinheiros São Paulo/SP – CEP: 05417-030 📞 Telefone: 71 991265187 📧E-mail: comercial@oxepadariabaiana.com.br 📸 Instagram: https://www.instagram.com/oxepadariabaiana

  22. Passageiros são resgatados após colisão de trens na Indonésia Pelo menos 14 mortes foram confirmadas após um grave acidente envolvendo a colisão entre um trem de longa distância e o último vagão de um trem de passageiros na estação Bekasi Timur, nos arredores de Jacarta, na Indonésia. O acidente ocorreu na segunda-feira, mas o trabalho de busca e resgate dos feridos continua nesta terça (28). Bobby Rasyidin, CEO da empresa ferroviária estatal PT Kereta Api Indonesia, disse que os corpos foram levados a um hospital para posterior identificação. Ao todo, 81 pessoas feridas foram levadas a hospitais para tratamento. O último vagão do trem de passageiros era destinado exclusivamente a mulheres, uma medida comum para evitar assédio. “As operações de evacuação estão demorando bastante... e estamos fazendo isso com muito cuidado”, disse Rasyidin a repórteres sobre os esforços de resgate. Equipes de resgate carregam o corpo de uma vítima de uma colisão de trens em Bekasi, Indonésia Tatan Syuflana / AP Todos os 240 passageiros do trem de longa distância Argo Bromo Anggrek estavam em segurança, informaram autoridades. A polícia investigava a causa do acidente, disse o chefe da polícia de Jacarta, Asep Edi Suheri, a repórteres no local. Rasyidin afirmou que outro trem de passageiros atingiu um táxi parado em uma passagem próxima à estação e suspeita-se de uma falha no sistema ferroviário. Vítimas ficaram presas no trem danificado após a colisão de dois trens na Indonésia REUTERS/Ajeng Dinar Ulfiana “Quanto à cronologia dos fatos, deixamos para o Comitê Nacional de Segurança nos Transportes investigar com mais detalhes a causa do acidente ferroviário desta noite”, disse Rasyidin. Acidentes são comuns na envelhecida rede ferroviária da Indonésia. Em janeiro de 2024, dois trens colidiram na província de Java Ocidental, matando pelo menos quatro pessoas. *Com informações da AP.

  23. Um negócio de quase US$ 3 bilhões colocou o Brasil no centro das atenções em um mercado no qual o país detém a segunda maior reserva do mundo: as terras raras. São 17 minerais estratégicos, usados na fabricação de produtos que vão de carros elétricos a sistemas militares, e que hoje estão no centro de uma disputa geopolítica global, impulsionada pela corrida tecnológica e pela transição energética. Nesse contexto, uma mineradora em Goiás, controlada por fundos privados e internacionais, foi vendida para uma empresa americana. O movimento reacendeu preocupações no governo brasileiro sobre soberania e controle de recursos estratégicos. Enquanto os negócios avançam, a regulamentação das terras raras ainda anda lentamente no Congresso e deve ser analisada em maio; ao mesmo tempo, o tema também está no STF, que avalia uma ação que questiona se a exploração da mina em Minaçu, no norte de Goiás, fere a Constituição. Neste episódio, Natuza Nery conversa com o engenheiro Jonathan Colombo, professor de transição energética da FGV, sobre os desafios para evitar danos ambientais e a perda de soberania na exploração de terras raras no Brasil. Convidado: Jonathan Colombo, engenheiro e professor do MBA em ESG de Mudanças Climáticas e Transição Energética da Fundação Getúlio Vargas (FGV). O que você precisa saber: Terras raras: Empresa americana compra mina em Goiás por US$ 2,8 bilhões Ministro diz que subsolo pertence à União e que acordo de Goiás com EUA sobre terras raras 'não se sustenta' Projeto sobre exploração de terras raras e minerais críticos tem análise adiada para maio EUA convocam mais de 50 países para fazer parte de aliança sobre minerais críticos e terras raras; China reage ANTERIORMENTE: O trunfo das terras raras nas mãos da China e do Brasil O podcast O Assunto é produzido por: Luiz Felipe Silva, Sarah Resende, Carlos Catelan, Luiz Gabriel Franco, Juliene Moretti e Stéphanie Nascimento. Apresentação: Natuza Nery. Colaborou neste episódio Felipe Turioni. Brasil e Vietnã se igualam à China em terras raras, mas ficam atrás em exploração O Assunto é o podcast diário produzido pelo g1, disponível em todas as plataformas de áudio e no YouTube. Desde a estreia, em agosto de 2019, o podcast O Assunto soma mais de 168 milhões de downloads em todas as plataformas de áudio. No YouTube, o podcast diário do g1 soma mais de 14,2 milhões de visualizações. Amostras de terras raras: Óxido de cério, Bastnasita, óxido de neodímio e carbonato de lantânio REUTERS/David Becker

  24. A Prefeitura de Montes Claros, através da Secretaria de Serviços Urbanos, realizou a recomposição de parte do passeio da Avenida José Corrêa Machado, no trecho entre as ruas Eusébio Sarmento e Olímpio Dias de Abreu, no Bairro Jardim São Luiz. O local havia sido danificado por fortes chuvas registradas na cidade nos últimos meses. O ponto estava isolado, com passagem vedada para pedestres. A Prefeitura realizou no local uma intervenção, refazendo o piso que havia cedido. Também foram colocadas novas defensas metálicas, além da contenção para evitar novos deslizamentos. Avenida é muito utilizada para a prática de caminhadas Marlon Rodrigo

  25. A busca por ambientes mais elegantes e ao mesmo tempo práticos tem influenciado diretamente as escolhas na arquitetura e na decoração. Nesse cenário, os revestimentos com efeito de pedra natural vêm ganhando destaque por unir estética marcante, versatilidade e facilidade de manutenção. Inspirados em materiais como mármore, travertino e outras rochas, esses revestimentos reproduzem com fidelidade veios, texturas e tonalidades naturais. O resultado são superfícies que transmitem sofisticação e valorizam o projeto, sem as exigências de manutenção mais complexas das pedras naturais. O Travertino Navona Satin traduz a elegância clássica da pedra natural em uma superfície de acabamento suave e contemporâneo Acervo internet Além da aparência refinada, a funcionalidade tem sido um dos principais fatores por trás do crescimento dessa escolha. Diferentemente de muitas pedras naturais, porcelanatos e revestimentos com esse efeito costumam apresentar menor porosidade, maior resistência e mais facilidade de limpeza características que fazem diferença na rotina e contribuem para a durabilidade do ambiente. A Vilarejo oferece grande variedade em pedras naturais em seu portfólio Ana Ribeiro Outro ponto importante está na amplitude de aplicação. Revestimentos com efeito de pedra natural se adaptam com facilidade a salas, cozinhas, banheiros, varandas e áreas externas, permitindo criar uma continuidade visual que amplia os espaços e reforça a unidade estética do projeto. Essa flexibilidade também favorece composições mais harmoniosas, em que diferentes ambientes dialogam entre si sem perder personalidade. Na Vilarejo, a experiência se fortalece com variedade, estrutura e pronta disponibilidade. Com amplo volume de produtos em estoque, a marca oferece mais agilidade no processo de compra e mais segurança para quem precisa manter o cronograma da obra em andamento, sem abrir mão de escolhas cuidadosas e bem orientadas. Para conhecer as opções disponíveis e entender qual material melhor se adapta ao seu projeto, vale visitar uma das lojas Vilarejo e contar com o suporte de uma equipe preparada para orientar cada etapa da escolha. Visite uma das lojas em Araruama, Maricá, Cabo Frio, Búzios, Rio das Ostras, Macaé, Campos dos Goytacazes ou Niterói – RJ.

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