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G1 GLOBO (Tudo Diário)

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  1. Candidatos ao governo de Goiás apresentam propostas e fazem críticas à ausência de Daniel Vilela em debate Reprodução/TV Sucesso-Band Os candidatos ao governo de Goiás Luis Cesar Bueno (PT), Marconi Perillo (PSDB) e Wilder Morais (PL) participaram neste domingo (9) em Goiânia do debate promovido pela TV Band para apresentar propostas para o estado. Durante o debate, os candidatos também criticaram a ausência do candidato Daniel Vilela (MDB). O encontro foi estruturado em duas etapas principais, intercaladas por momentos de perguntas temáticas e confronto direto. A ordem de fala e de resposta dos candidatos em cada bloco foi definida previamente por meio de sorteio. O debate teve mediação do jornalista Joel Datena. De acordo com o apresentador, a emissora recebeu um comunidado da assessoria de Daniel Vilela (MDB) na tarde de domingo (9). O comunicado disse que ele não poderia comparecer por conta de um compromisso previamente agendado. Agora no g1 Confira como foi cada etapa do debate: Apresentações Primeira rodada de perguntas Segunda rodada de perguntas Perguntas entre os candidatos Perguntas dos jornalistas Perguntas dos telespectadores Considerações finais Apresentações No início, cada candidato teve um minuto se apresentar. A ordem foi definida por sorteio. O primeiro candidato foi Luis Carlos Bueno (PT). Luis destacou que nasceu em Goiânia e é professor, além de ter sido vereador por dois mandatos e deputado por quatro legislaturas. Depois, foi a vez de Wilder Morais (PL), que ressaltou ser filho de taxista e costureira, engenheiro e disse que estava emocionado de participar do debate. Ele ainda defendeu trabalhar com orçamento, planejamento, cumprimento de prazos e entregas. Por último, Marconi Perillo (PSDB) destacou a necessidade de discutir legados e debater projetos. Marconi ainda destacou a ausência de Daniel Vilela, atual governador de Goiás. ✅ Clique e siga o canal do g1 GO no WhatsApp Primeira rodada de perguntas Na primeira rodada de perguntas, os temas pré-definidos pela produção eram sorteados. Em seguida, o apresentador sorteava o candidatos que iria responder cada pergunta. Luis César Bueno abriu a rodada respondendo como o seu plano de governo irá tratar a questão climática para minimizar impactos ao produtor rural e também a quem vive em área urbana. O candidato defendeu a manutenção dos mananciais e ações rápidas de recuperação do Rio Araguaia, além de conscientização desde a escola, da criança, do jovem e do cidadão. Wilder Morais falou em seguida sobre como seu governo irá atuar para enfrentar o poder das facções dentro e fora dos presídios. O candidato defendeu tratar o PCC e traficantes como terroristas, além de reforçar o policiamento e o acompanhamento da entrada de entorpecentes em Goiás. Ele também prometeu premiar os policiais que fizerem as maiores apreensões. Por último, Marconi Perillo respondeu resondeu sobre como pretende lidar com o transporte coletivo da Grande Goiânia. O candidato defendeu a expansão da tarifa subsidiada para garantir um transporte barato e acessível, ajudando na economia das famílias trabalhadoras. Ele também prometeu criar um transporte de massa e implementar um subsídio forte para o entorno. Segunda rodada de perguntas Luis César Bueno falou sobre a questão da exploração das terras raras em Goiás. Luis defendeu atrair indústrias para processar os minérios no estado, gerando recursos para saúde e educação em parceria com o Governo Federal. Ele também criticou a concessão de áreas de terras raras aos Estados Unidos feita pelo governo estadual, afirmando que o patrimônio pertence ao povo goiano. Em seguida, Wilder Morais discorreu sobre a utilização da inteligência artificial. Wilder ressaltou a necessidade de incentivar a produção e a industrialização frente ao cenário orçamentário e destacou Goiás como referência no ensino de inteligência artificial. Ele defendeu aplicar a IA em todas as áreas, com foco na saúde e na inovação. Marconi Perillo falou sobre a letalidade policial. Marconi destacou a criação do Comando de Divisas, além de concursos para estruturar e valorizar as forças policiais. Ele apontou a atual desvalorização da tropa, defendeu a apuração de eventuais excessos pelos órgãos competentes e prometeu realizar concurso para 5 mil novos policiais. Perguntas entre os candidatos No segundo bloco, os candidatos fizeram perguntas uns aos outros a partir de termas definidos pela emissora. O primeiro tema sorteado foi educação e Luis César Bueno perguntou para Wilder Morais qual o projeto dele para a educação no estado de Goiás. Wilder respondeu que a ideologia de gênero não estará no governo dele. Ele destacou que a educação terá formação de mão de obra com carteira assinada para atrair empresas para Goiás. Na réplica, Luis afirmou que o governo Lula avançou no número de institutos federais e que é preciso ter uma parceria concreta para salvar a Universidade Estadual de Goiás. Já na tréplica, Wilder destacou sua atuação para a criação de universidades federais e cursos de medicina em Goiás, como em Catalão, Jataí e Cidade Ocidental. O segundo tema foi sobre segurança pública e Wilder Morais perguntou a Marconi Perillo o que mudou na área durante a sua gestão, já que Marconi já foi governador no estado por quatro mandatos. Marconi afirmou que sempre estará ao lado da polícia e do cidadão. Ele disse que herdou uma situação caótica em 1999 e que valorizou a tropa com concursos para mais de 12 mil policiais. Na réplica, Wilder concordou com a ausência de policiais em uma centena de municípios e prometeu dar continuidade à construção da Casa da Mulher. Já na tréplica, Marconi destacou que em seus mandatos foram criados mais de dez batalhões, como a Rotam e o Comando de Divisas. Ele ainda prometeu voltar a valorizar os policiais, criticando a retirada de efetivos das divisas estaduais. O terceiro tema sorteado foi sobre infraestrutura. Marconi questionou Luis César Bueno sobre propostas para viabilizar recursos energéticos no estado. Luis apontou falhas no abastecimento que prejudicam produtores rurais e indústrias. Ele ainda prometeu atuar em alinhamento com o Governo Federal para expandir a logística regional. Na réplica, Marconi criticou a atual gestão estadual pela cobrança da chamada "taxa do agro", afirmando que os recursos arrecadados não foram revertidos em obras para o setor. Em sua tréplica, Luis defendeu a ampliação do uso da Ferrovia Norte-Sul por meio de ferrovias complementares para ligar a produção aos pontos de exportação. Perguntas dos jornalistas No terceiro bloco, os candidatos responderam a perguntas feitas por jornalistas e por telespectadores da emissora. O jornalista Cássim Zaidem não fez uma pergunta direta, mas destacou que os candidatos precisam ter um compromisso com as promessas que fazem. O candidato Luis foi sorteado para responder e defendeu que a atuação política deve ser pautada pela "convivência com a verdade" e pela transparência sobre a real situação das finanças públicas de Goiás. O jornalista Wender Soares perguntou se a "taxa do agro" será mantida ou reescrita caso sejam eleitos e se o estado dispõe de recursos financeiros para dar prosseguimento a investimentos em infraestrutura. O candidato sorteado foi Marconi, que reafirmou sua oposição contra à "taxa do agro" e destacou a escolha de ter uma mulher produtora rural como candidata a vice. O jornalista José Otávio perguntou sobre as propostas para o transporte público do Entorno do Distrito Federal. O candidato Wilder respondeu que vai resolver a questão do transporte industrializando a região. Ele destacou que já existe um estudo para fazer um grande polo industrial na cidade de Santo Antônio do Descoberto. Já a jornalista Luma Silveira perguntou quais as propostas dos candidatos para melhorar a saúde em todo estado. Marconi defendeu que vai reorganizar a fila de atendimento dos hospitais. Perguntas dos telespectadores Nas perguntas do telespectador cada candidato teve dois minutos para falar, e a ordem foi definida por sorteio. Na primeira pergunta, um eleitor perguntou o que o candidato fará para melhorar as rotas de escoamento da produção agrícola e baratear os custos do produtor em Goiás. Luis César Bueno destacou obras de duplicação e pavimentação de rodovias federais realizadas pelo Governo Federal em Goiás Outro telespectador perguntou qual a proposta para evitar que o cidadão tenha que ir a vários locais para ter atendimento da saúde pública no estado. Wilder Morais afirmou que a saúde em Goiás está em situação crítica e propôs a criação da "Tabela SUS Goiana" para remunerar melhor os serviços e permitir parcerias com a rede privada, Santas Casas e entidades filantrópicas (como a Vila São Cottolengo). Uma terceira telespectadora perguntou como o candidato pretende incentivar o empreendedorismo e melhorar a qualidade de vida das pessoas mais pobres. Marconi Perillo prometeu reativar o Banco do Povo com taxa de juros reduzida e aval solidário para conceder microcrédito a famílias de baixa renda. O candidato também propôs o fortalecimento da Goiás Fomento para ampliação do crédito a pequenos e microempresários. Em seguida, outra telespectadora perguntou qual a proposta do candidato para a ampliação de vagas em escolas de tempo integral. Marconi Perillo foi sorteado para responder. O candidato prometeu revogar a cobrança previdenciária de aposentados da educação. Ele também defendeu a ampliação do modelo de escolas de tempo integral, a construção de unidades no padrão Século XXI, a expansão de colégios militares e a realização de concursos públicos para professores. Outro telespectador perguntou o que o candidato fará para manter a sensação de segurança no estado. Luis César Bueno defendeu políticas públicas integradas para combater a criminalidade digital e o crime organizado, rebatendo a ideia de que o estado esteja plenamente seguro. Já Itamar Luiz questionou o que o candidato fará para combater a corrupção. Wilder Morais afirmou que nomeará secretários e gestores locais qualificados para cada área e implantará mecanismos de compliance para fiscalizar os gastos públicos. Considerações finais Para encerrar o debate, cada candidato teve dois minutos para fazer suas considerações finais. A ordem foi definida por sorteio. Luis César Bueno (PT) pediu uma oportunidade para o povo eleger, pela primeira vez, um governador do campo progressista em Goiás. O candidato destacou o histórico eleitoral do PT no estado e afirmou que sua proposta foca no desenvolvimento econômico com geração de emprego, renda e justiça social. Wilder Morais (PL) relembrou sua trajetória pessoal e profissional, desde a infância em Taquaral até sua atuação como engenheiro, empresário, ex-secretário estadual e senador. Ele apontou o contraste entre o crescimento econômico do estado e as dificuldades enfrentadas pela população. Marconi Perillo (PSDB) falou sobre seu legado em gestões anteriores e defendeu um plano de governo voltado para jovens, famílias e mães atípicas. O candidato propôs uma gestão focada na revolução tecnológica, com fortes investimentos em ciência, inovação e parcerias com universidades. 📱 Veja outras notícias da região no g1 Goiás. VÍDEOS: últimas notícias de Goiás

  2. Debate entre candidatos ao governo da Paraíba tem troca de acusações e embates sobre obras e segurança pública TV Arapuan/Youtube Um debate entre candidatos ao cargo de governador da Paraíba foi realizado pela TV Arapuan/Band na noite deste domingo (9), em João Pessoa. Participaram Cícero Lucena (MDB), Efraim Filho (PL) e Lucas Ribeiro (PP), que tiveram seus nomes referendados pelas convenções partidárias na última semana. O encontro foi marcado por acusações entre os participantes e também por discussões em relação a temas como obras estruturantes e segurança pública. Os candidatos também falaram de esgotamento sanitário e mobilidade urbana do estado. Confira, mais abaixo, como foi o debate. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 PB no WhatsApp O debate foi apresentado pelo jornalista Luís Tôrres, e foi dividido em quatro blocos. O primeiro e o terceiro contou com o sistema de ‘banco de minutos’, e pergunta com temas livres. No segundo, os candidatos fizeram perguntas com temas determinados, e o último foi para as considerações finais. Veja abaixo o formato de cada bloco: 1º bloco: apresentações iniciais e rodada de perguntas feitas a partir de temas temas livres. Cada candidato perguntou e respondeu uma vez, em formato cadeia; Aqui já houve banco de minutos; 2º bloco: temas foram sorteados ao vivo pelo mediador e cada candidato respondeu, também com direito a réplica e também a tréplica; 3º bloco: mesmo formato do primeiro bloco; 4º bloco: considerações finais. Agora no g1 Primeiro bloco Por sorteio, o primeiro a falar foi Cícero Lucena, seguido por Lucas Ribeiro e Efraim Filho. Cada um fez uma breve apresentação de si. Na sequência, começaram as rodadas de perguntas com temas livres. Cícero começou perguntando sobre o fim da moradia oficial do governador da Paraíba, a Granja Santana, em João Pessoa. Ele perguntou por que não houve a implementação de um “Parque Sensorial” para pessoas autistas no local. “Nós discutimos o que seria nosso plano de governo, e ele me sugeriu acabar com a moradia oficial da granja. Eu acatei. E pergunto, cadê o parque sensorial que o senhor correu para pegar de carona e anunciar? Já que hoje virou um comitê de campanha e um palácio familiar?”, perguntou. Lucas Ribeiro respondeu: “É lamentável que no Dia dos Pais, a gente venha para cá, deixe nossos filhos, para ouvir uma pergunta desnecessária como a sua. Um projeto que nós lançamos no dia nossa posse, 2 de abril. O Parque Sensorial que ficou pronto recentemente já está sendo licitado, e é algo inovador para as famílias autistas da paraíba e para joão pessoa. a Granja santana é um local de trabalho, tem sido lá que temos dado ordem de serviço importantes, nós temos recebido autoridades e tratados dos temas mais relevantes da paraíba. e vai ser lá que a gente vai ter também um espaço acolhedor com as famílias atípicas paraibanas”, disse. Depois desse primeiro momento, os candidatos falaram sobre educação, saúde e obras. Nesse momento, Lucas citou algumas obras de João Pessoa, cidade onde Cícero foi prefeito, que, segundo ele, “estão abandonadas”. “Sua marca é essa. É abandono, é não fazer nada. Pelo contrário, o que tem feito, você deixa se acabar”, disse Lucas. Cícero respondeu dizendo que algumas das obras citadas pelo candidato concorrente foram feitas na gestão dele como prefeito e não estão abandonadas. Ele citou o exemplo de um conjunto de parques na capital do estado. “Não tem parque abandonado na cidade de João Pessoa, porque a prefeitura assumiu todos os Parques Parahybas. E por que é que o senhor se diz filho de Campina Grande e deixou o Parque de Bodocongó abandonado? Não precisava nem construir. O que é que o senhor fez nesses 100 dias?”, respondeu. Lucas ressaltou, como resposta, que “Cícero deixou a cidade no lixo” ao deixar a prefeitura municipal. Ele citou, na sequência, o anúncio de um resort voltado para famílias neurodivergentes e “milhões de investimentos para o estado”. Ao término do primeiro embate entre Cícero e Lucas, o candidato do PP perguntou para Efraim Filho. O primeiro tema entre eles foi o de cuidado com idosos. Lucas perguntou sobre a inclusão de pessoas da terceira idade na política habitacional. Efraim respondeu que “a terceira idade precisa muito de cuidado e que isso vai além da habitação”. Ele disse ainda que “não veio para desconstruir o que funciona e aquilo que for bom, vai reforçar e ampliar”. “Construir casas será uma prioridade, seja para as mães solteiras, seja para policiais que precisam de ter conjunto habitacional próprio, ou seja o Cidade Madura para os idosos”, disse. Lucas disse, em resposta: “Amanhã, estarei enviando para a ALPB a criação do Fundo Estadual da Pessoa Idosa, ao mesmo tempo, nós iremos criar a escola de cuidadores, uma ação da escola estadual de saúde pública, onde iremos capacitar cuidadores, familiares, dos idosos, vamos dar todo o apoio daquela pessoa idosa frágil”. Lucas e Efraim trocaram acusações depois disso. Lucas disse que Efraim esteve ligado a pessoas de um esquema de desvio de aposentadoria do INSS, mais precisamente, Erik Janson Marinho, suplente do senador, que é investigado por suposta lavagem de dinheiro para Antônio Carlos Camilo, o “Careca do INSS”. “Diga para a Paraíba, porque Erik Marinho, seu suplente de senador, que está usando uma tornozeleira eletrônica e é o operador do Careca do INSS, por que ele pagou um boleto seu no valor de R$ 50 mil”?”, perguntou Efraim retrucou afirmando que pessoas ligadas à família do candidato além do presidente do partido dele são ligados a esquemas fraudulentos. “Ele pagou, eu já admiti, já está no imposto de renda, já foi pago. O próprio Supremo Tribunal Federal já analisou e disse que não tem nenhum alcance a minha pessoa. Você está querendo insistir porque não consegue atacar de outra forma. É ficha limpa”, respondeu. Posteriormente, Efraim foi o último a iniciar uma rodada de perguntas no bloco. Ele perguntou para Cícero Lucena. A pergunta inicial foi voltada sobre episódios de esgotos registrados desaguando em área de praia, em João Pessoa, enquanto Cícero era prefeito. “João Pessoa precisa o gestor, que eu acredito que alguns não tenham essa capacidade, não só gerenciar o problema imediato, que ele está vivendo, que é o crescimento, o adensamento, e zero investimento de expansão na rede de esgoto onde hoje já existe, muto menos nas áreas que ainda não tem cobertura. Nós temos a responsabilidade de mostrar quem é o responsável por isso, chama-se Cagepa, o chefe maior é governo do estado, é o governador, que é responsável por falta de planejamento, falta de investimento”, respondeu. O tema sobre meio ambiente e tratamento do esgotamento sanitário encerrou o primeiro bloco do debate. Segundo bloco Lucas Ribeiro foi sorteado para fazer a primeira pergunta do segundo bloco sobre desigualdade regional e distribuição de investimentos entre Litoral, interior e Sertão. Ele escolheu perguntar para Cícero Lucena sobre a ampliação da atratibilidade de novas empresas para o interior do estado. “O que temos encontrado andando em todo o estado, não é incentivo do governo, pelo contrário, é penalização, perseguição, é não permitir que o empreendedor trabalhe com a sua força e possa ter efetivamente a capacidade de crescer e desenvolver. Na nossa proposta de governo é diferente. João Pessoa vive o exemplo disso, é a capital que mais cresce, que mais gera empregos, economicamente é o que mais contribuiu para o crescimento do PIB no estado, mas isso não é suficiente, temos que levar esse desenvolvimento para os potenciais de outras regiões”, respondeu. O tema seguinte foi inovação e economia digital e Cícero Lucena perguntou para Efraim Filho as propostas para a área. “Renovar é fazer de novo a mesma coisa, inovar é fazer diferente. E a gente tem uma Paraíba cheia de oportunidades, energias renováveis, start-ups, vocações econômicas, uma Paraíba que tá pronta para voar. Nós temos que levar fibra óptica a todo corredor paraibano, a todas as regiões”, disse. Como resposta, Cícero citou exemplos da prefeitura municipal que ele comandava e disse que esse modelo deve ser seguido. “Todas as nossas escolas e o consumo da prefeitura é gerado em energia solar. Isso é pensar o futuro, poder ter certeza que não é para ser privilégio só de João Pessoa, tem que ir para todo o estado, na gestão estadual, mas também com apoio às gestões municipais que por ventura não tenham condições de avançar”, respondeu Cícero. Outro tema sorteado no segundo bloco foi gestão fiscal e administração pública. Efraim Filho, no entanto, perguntou sobre concursos para Lucas Ribeiro, argumentando que estudantes de concursos da educação e da saúde não tomaram posse. “Essa semana, segunda-feira, empossamos mais de 100 profissionais na área da saúde. Não tem um concurso público que nós não empossamos aqueles que foram aprovados. Aliás, a gente tem chamado até mais, ao longo desses anos foram 11 mil concursados aprovados e chamados pelo nosso governo”, respondeu Lucas. “Você mais uma vez afirmou aqui que chamou a todos os concursados aprovados, vamos ver se o pessoal da PBSaúde, que tem lotado nossas redes sociais, se eles foram chamados. Os professores, que vieram baseadas em promessas, que são públicas, com a sua palavra, a de João Azevêdo, vocês jogaram para depois da eleição”, disse Efraim. Terceiro bloco O tema inicial do terceiro bloco foi segurança pública. Efraim Filho perguntou para Lucas Ribeiro as medidas adotadas para desmantelar facções criminosas no estado. “Nós temos centros integrados de comando e controle, um centro de monitoramento, em João Pessoa, Campina Grande e Patos. Nós vamos abrir mais dois, um em Guarabira e outro em Cajazeiras. Eles trabalham de forma integrada, já atuaram prendendo pessoas, olhando e monitorando as cidades e auxiliando forças de segurança que estão nas ruas”, disse Lucas. Efraim disse mais adiante que, por meio de emendas parlamentares dele como senador, alocou R$ 10 milhões em segurança pública para o estado. “Para o centro de comando e controle, esse que ele acabou de citar, que existem três, um deles tem recursos meus, de memória é difícil buscar, algo em torno de R$ 3 milhões, que eu era o coordenador da bancada da Paraíba”, disse. Um outro tema no terceiro bloco foi mobilidade urbana. Lucas perguntou para Cícero Lucena quais obras foram feitas à nível municipal, em João Pessoa, enquanto ele era prefeito. “O grande projeto que nós fizemos foi o projeto dos corredores, onde teremos quatro corredores e cinco terminais de integração com financiamento de agência francesa. O governo do estado tem responsabilidade com a cidade de João Pessoa, agora, o que temos feito, com muita cautela. Hoje mesmo eu fui na Cidade Universitária e peguei ligação com o Altiplano, e o motorista quase batia, porque aquilo não é uma rotatória, é um tobogã, só você pegar seu carro e ver a qualidade daquele serviço”, disse Cícero em alusão a uma obra estadual na capital. “São muitas obras acontecendo, a ligação do Altiplano com a universidade, polo turístico do Cabo Branco, Boulevard dos Ipês, que iremos inaugurar em breve e eu tenho muito orgulho de ter construído isso ao lado do ex-governador João Azevêdo”, disse Lucas. Por exclusão, Cicero obrigatoriamente teve que perguntar para Efraim Filho na sequência e, escolheu falar sobre o autismo, perguntando as propostas do concorrente. “O tema das crianças autistas, as mães atípicas, tem que ser tratado com muita responsabilidade e, infelizmente, ainda existem vazios e lacunas nas nossas políticas de saúde pública na Paraíba (...) Então é preciso sim olhar para crianças atípicas e com síndromes raras, com necessidades especiais, como agir, para não ficar só no discurso”, respondeu. Em resposta, Cícero disse ter reconhecimento internacional em favor da causa autista e usar um broche especial sobre a causa. “Eu criei o Centro de Doenças Raras do município de João Pessoa. Começamos com o ambulatório, esse que a Funad para fazer o laudo era 6 meses, hoje nós fazemos em oito a 10 dias úteis. Vá no site da Funad, o prazo é 1 ano para ser marcado”, afirmou. Considerações finais Por sorteio, Efraim Filho foi o primeiro a falar. Cícero Lucena falou na sequência e Lucas fechou as considerações finais. "Nós deixamos claro as nossas propostas, nós denfendemos a vida, defendemos a família, denfendemos a liberdade, vamos juntos, com energia, entusiamo, a campanha tá crescendo, vamos pra cima, conto com vocês, saio daqui muito convicto, que vamos conquistar a Paraíba", disse Efraim. "Abaixo de Deus, eu tive essa oportunidade e essa chance. Ocupei vários cargos, de vice-governador, governador, senador, ministro da república, e em cada mandato desse, de quatro vezes prefeito da capital de todos os paraibanos, me dediquei, me ofereci para fazer e fazer bem feito, da mesma forma que estou fazendo agora", disse Cícero. "Fica as demais propostas, dobrar as câmeras de segurança, política de idosas, distritos industriais, passe-livre universitário e interiorizar a Funad, foi algumas coisas que falamos hoje, porque falamos de futuro e temos compromissos com o presente, porque entregas a gente têm, e muita", disse Lucas. Vídeos mais assistidos do g1 Paraíba

  3. Requião Filho (PDT) e Sandro Alex (PSD) fizeram o primeiro debate televisivo entre candidatos a governador do Paraná das eleições de 2026. Organizado pela Band, o evento aconteceu na noite deste domingo (9) e não teve a presença de Sergio Moro, do PL, que também havia confirmado presença no debate. O senador e ex-juiz publicou em suas redes sociais, cerca de três horas antes do início do debate, um vídeo no qual disse que não participaria do evento. O candidato afirmou que haveria um "jogo combinado" entre os dois adversários para atacá-lo. "É jogo combinado. E, como eles estão desesperados, combinam entre si atacar quem lidera a eleição para o governo do Paraná. Quem tem história e credibilidade e não depende nem de pai, nem de padrinho. Eu não vou ao debate porque me recuso a entrar nesse jogo combinado. Não tenho medo de debate. Não tenho medo de nada", disse Moro no vídeo. ✅ Siga o canal do g1 PR no WhatsApp Os três candidatos foram os únicos convidados para o debate da Band, seguindo critérios de representatividade previstos pela legislação eleitoral. Foram convidados os partidos que têm pelo menos cinco representantes no Congresso Nacional, somando deputados federais e senadores. Requião Filho (PDT) e Sandro Alex (PSD) no primeiro debate da TV aberta para o Governo do Paraná. Lucas Vicente Antunes/Band Paraná Adversários criticaram a ausência de Sergio Moro: Os dois candidatos foram perguntados sobre a ausência de Sergio Moro em entrevista coletiva. O senador foi alvo de críticas de ambos os adversários. Requião Filho cobrou do candidato presença de Moro nos próximos debates televisivos: "Queria saber dele o que ele acha da venda da Copel, que deixou a energia mais cara. Queria saber dele, que fala tanto em corrupção, sobre as diversas denúncias que eu fiz aqui no Paraná e que estão hoje no Ministério Público, no Tribunal de Contas, saber por que ele se calou durante tanto tempo. Saber por que Sérgio Moro, que se diz tão amigo de Ratinho Júnior, hoje passou a atacar até mesmo o candidato do governador. Sérgio, o povo do Paraná quer saber quem realmente é você. Vem para o debate, discutir conosco, candidato", provocou Requião Filho. Já Sandro Alex afirmou que comparecer ao debate é uma demonstração de respeito com o eleitor: "Para ser governador do Paraná, um homem não pode ser covarde. E eu não sou covarde. Eu represento hoje a direita do Paraná. E, pra ser direita, tem que ter coragem, porque a gente representa princípios e valores inegociáveis. [...] Eu gostaria que todos estivessem aqui, porque isso é respeito ao eleitor, respeito aos paranaenses. Só o fato de ele não estar presente já revela que ele não está preparado para comandar esse estado. O Paraná precisa de um gestor responsável", afirmou o candidato do PSD. Sem Moro, debate teve segurança pública e impostos como principais temas O debate da Band no Paraná começou às 20h deste domingo (9) e foi conduzido pela jornalista Alessandra Consoli. Em três blocos de perguntas e respostas, os candidatos puderam apresentar propostas sobre temas diversos em confrontos diretos, com um bloco de entrevistas individuais ao final, mediado pelos jornalistas da emissora. Temas como a logística no Porto de Paranaguá, privatização de empresas públicas, escolas cívico-militares foram destaque. No entanto, a segurança pública ficou no centro das falas, ocupando boa parte do segundo bloco. O terceiro bloco teve enfrentamentos a respeito da carga tributária e isenções de impostos estaduais. Os dois candidatos também discutiram a venda de ações da Copel, estatal de energia que teve ações vendidas na bolsa de valores em 2023, durante o governo Ratinho Júnior. Na entrevista coletiva após o debate, Sandro Alex defendeu que, se eleito, fará um governo de continuidade das políticas de Ratinh Júnior. Veja no vídeo abaixo: Sandro Alex diz que fará governo de continuidade caso eleito: 'Não precisamos de ruptura' Requião Filho respondeu durante a coletiva sobre a proposta de redução da carga tributária para micro e pequenas empresas do estado, discutida durante o evento. Veja no vídeo abaixo: Requião Filho propõe redução de carga tributária para micro e pequenas empresas Campanha começa oficialmente no dia 16 Oito candidatos foram definidos para disputar o Governo do Paraná nas eleições de 2026. Veja quem são todos os candidatos. As candidaturas foram definidas nas convenções partidárias. O prazo para realização das convenções se encerrou na quarta-feira (5). Os nomes ainda precisam ser registrados no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) até 15 de agosto. A campanha eleitoral começa oficialmente no dia 16. O primeiro turno será realizado em 4 de outubro. Já o segundo turno, nos locais em que ele for necessário, está marcado para 25 de outubro. VÍDEOS: Mais assistidos do g1 Paraná Leia mais notícias no g1 Paraná.

  4. Grupo planejava explodir o Palácio do Planalto e mirava o debate do 2º turno; polícia agiu antes Uma investigação da Polícia Civil do Distrito Federal revelou um grupo que planejava, pela internet, atentados contra políticos e prédios públicos em Brasília. Eram homens que nunca tinham se encontrado pessoalmente. Nas conversas, monitoradas pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, eles falavam em fabricar explosivos e disseminavam discursos de ódio pela rede. "Vocês deveriam listar os principais alvos para garantir o sucesso da revolução", dizia uma das mensagens. Outras afirmavam: "Muito dificilmente nossos inimigos estão concentrados em um único lugar". As comunicações ocorriam em dois grupos do aplicativo Telegram, sendo que um deles utilizava a foto de Hitler como imagem de perfil. Entre os planos discutidos, estava o de "explodir o edifício do debate onde os eleitos do 2º turno irão debater". Entre os planos discutidos, estava o de "explodir o edifício do debate onde os eleitos do 2º turno irão debater" Reprodução/TV Globo O monitoramento das autoridades revelou que as condutas não eram inofensivas. "Não eram práticas inocentes. O que estava ali sendo engendrado eram atentados sérios", disse Wellington César Lima e Silva, ministro da Justiça e Segurança Pública. O ministro ressaltou a relevância do caso, afirmando que a sociedade deve atentar para o fato de que tais comportamentos não podem ser minimizados ou normalizados. Um relatório do Ciberlab, laboratório especializado em crimes cibernéticos, concluiu que o conteúdo compartilhado apresentava elevado grau de periculosidade, planejamento de atos violentos mediante utilização de artefatos explosivos, disseminação de ideologia neonazista, misoginia e incentivo à violência. O acesso aos grupos era restrito, exigindo links específicos ou buscas por nomes exatos. O grupo maior tinha mais de 600 integrantes. E quem se radicalizava era convidado para um grupo mais restrito, com 46, em que não trocavam apenas ideias, e sim instruções. Para o ataque, eles estavam difundindo manuais de como construir explosivos, coquetéis Molotov e desenvolvimento de artefatos explosivos. Eles também calculavam quantidades de explosivos e custos dos ataques. Segundo o Ministério da Justiça, os administradores dos grupos tentavam identificar integrantes dispostos a matar. As conversas monitoradas revelam que o principal objetivo do grupo era invadir e explodir prédios públicos, em especial o Palácio do Planalto. Mas a intenção não era apenas causar destruição: era mandar a partir de Brasília um recado violento e antidemocrático para todo o país. Eles tinham mapas dos ministérios, do Congresso Nacional, do Supremo Tribunal Federal, diz o delegado Coelho. "Chegaram, inclusive, a compartilhar a planta baixa do Palácio do Planalto, para mostrar lá: 'A planta deles é assim, a gente pode entrar por aqui, sair por aqui'", afirmou. O ministro Lima e Silva disse que a internet representa um número muito expressivo das ocorrências criminais. "Nós temos aqui dentro do Ministério da Justiça o Ciberlab , que capturou essas informações e compartilhou com diversos parceiros". O Ciberlab funciona em uma sala de acesso restrito em Brasília Reprodução/TV Globo O Ciberlab funciona em uma sala de acesso restrito em Brasília. Os investigadores identificam quem se esconde por trás dos perfis anônimos: em geral, homens jovens que produzem e compartilham conteúdo racista, misógino, homofóbico. Apenas em 2026, o Ciberlab produziu 103 relatórios sobre mais de 50 grupos de ódio diferentes. Nos grupos, a disseminação de ódio contra mulheres era frequente. Mas as mensagens foram monitoradas pelas policiais que trabalham no Ciberlab. Na última terça-feira (4), a polícia cumpriu mandados de busca e apreensão em oito cidades de cinco estados. Os investigados devem responder por associação criminosa, apologia e distribuição de material nazista e incitação ao crime. A investigação segue na análise dos computadores e celulares apreendidos. "A gente acredita que eles levariam [o plano] à frente. E a nossa teoria aqui é que a gente não vai pagar para ver", diz o delegado. "O sentimento do extremismo será sempre contra o pluralismo. E nós todos, democratas, cidadãos, temos que estar vigilantes em relação a isso", diz o ministro. GloboPop: clique para ver os vídeos do palco do Fantástico Ouça os podcasts do Fantástico ISSO É FANTÁSTICO O podcast Isso É Fantástico está disponível no g1 e nos principais aplicativos de podcasts, trazendo grandes reportagens, investigações e histórias fascinantes em podcast com o selo de jornalismo do Fantástico: profundidade, contexto e informação. Siga, curta ou assine o Isso É Fantástico no seu tocador de podcasts favorito. Todo domingo tem um episódio novo.

  5. Prefeitura de São Fidélis confirma caso de febre maculosa após mortes de dois moradores O médico-veterinário e empresário Gabriel Serra, de 30 anos, teve morte confirmada por febre maculosa em São Fidélis (RJ). O caso, que estava sob investigação, foi confirmado pela Prefeitura após sair o resultado do exame laboratorial realizado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). A morte do veterinário ocorreu na madrugada do último domingo (2), poucos dias após completar 30 anos de idade. A Vigilância em Saúde seguiu acompanhando o caso até a chegada do resultado das amostras biológicas na sexta-feira (7). O laudo foi entregue à família. Ainda segundo a Prefeitura, outros parentes também fizeram o exame, e todos os resultados foram negativos para febre maculosa, causada principalmente pela picada do carrapato-estrela, o principal transmissor da doença. 📱 Siga o canal do g1 Norte Fluminense no WhatsApp. Veterinário Gabriel Serra, de 30 anos Reprodução Inter TV A Prefeitura informou que tomou todas as providências assim que teve conhecimento do caso, realizando imediatamente a notificação e o encaminhamento das amostras para análise. Um idoso, amigo do veterinário, morreu uma semana antes, mas a Prefeitura informou que, neste caso, não foi possível coletar material pelo tempo decorrido desde o óbito. Outra orientação é para que moradores da região ribeirinha que identificarem possíveis focos de carrapato-estrela entrem em contato com a Ouvidoria do município pelo telefone (22) 99616-5516. "Diante da confirmação do caso, o município dará continuidade às ações necessárias de intervenção na área relacionada ao caso. As medidas serão definidas e executadas de forma integrada pela Secretaria Municipal de Saúde, Secretaria Municipal de Desenvolvimento Ambiental, Secretaria Municipal de Desenvolvimento Agropecuário e Superintendência Municipal de Defesa Civil, seguindo os protocolos estabelecidos pelos órgãos de vigilância em saúde", disse a Prefeitura em nota. O que é a febre maculosa? É uma doença infecciosa causada por bactérias do gênero Rickettsia. No Brasil, segundo o Ministério da Saúde, duas espécies estão associadas à febre maculosa: Rickettsia rickettsii, mais registrada do norte do Paraná e nos estados da região Sudeste. Rickettsia sp. cepa Mata Atlântica, que é registrada em áreas silvestres e apresenta sintomas mais leves. Como ela é transmitida? A transmissão em seres humanos ocorre por meio da picada do carrapato infectado pela bactéria causadora da doença. Os carrapatos permanecem infectados durante toda a vida, em geral de 18 a 36 meses. Veja o ciclo Ciclo da febre maculosa envolve carrapatos e capivara Amanda Paes/G1

  6. Debate da TV Band Bahia com os candidatos ACM Neto (União Brasil), Jerônimo Rodrigues (PT) e Ronaldo Mansur (Psol) Band / Reprodução O primeiro debate entre candidatos ao Governo da Bahia nas eleições deste ano reuniu, neste domingo (9), ACM Neto (União Brasil), Jerônimo Rodrigues (PT) e Ronaldo Mansur (PSOL) nos estúdios da Band Bahia. O encontro foi marcado por trocas de críticas, cobranças sobre ações de governos passados e atuais, além da apresentação de propostas para áreas como saúde, educação, segurança pública, meio ambiente e economia. Central de Eleições da Rede Bahia inicia nova rodada de entrevistas com candidatos ao Governo do Estado Confira calendário de debates e entrevistas da Rede Bahia Mediado pela jornalista Carolina Rosa, o debate seguiu as regras da legislação eleitoral para emissoras de rádio e televisão e contou com três blocos. Na dinâmica, os candidatos responderam a perguntas da mediadora e de jornalistas da emissora e também participaram de confrontos diretos entre si. O primeiro bloco foi dedicado aos confrontos entre os candidatos e teve educação e saúde entre os principais temas debatidos. 📲 Clique aqui e entre no grupo do WhatsApp do g1 Bahia Jerônimo Rodrigues abriu a rodada questionando Ronaldo Mansur sobre propostas para a educação. O candidato do PSOL afirmou que pretende priorizar a qualificação dos professores. Na réplica, Jerônimo defendeu o fortalecimento dos municípios na área e fez críticas à oferta de creches públicas em Salvador. Agora no g1 Na sequência, Mansur perguntou a ACM Neto se ele ainda mantinha declarações feitas contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Neto respondeu destacando o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil), o qual apoia para presidente, e relembrou alianças políticas da eleição de 2022. O ex-prefeito também afirmou que continua sendo citado por adversários quando temas ligados à educação são debatidos e apresentou o "Provão Bahia" como uma de suas propostas. No último confronto do bloco, ACM Neto questionou Jerônimo sobre a fila da regulação da saúde pública. O governador respondeu cobrando realizações das gestões ligadas ao grupo político de Neto e afirmou que sua administração entregou 15 hospitais. Os dois trocaram críticas sobre investimentos na rede de saúde e a condução das políticas públicas do setor. Jerônimo Rodrigues, ACM Neto e Ronaldo Mansur no primeiro debate da Band Band / Reprodução O segundo bloco teve perguntas de jornalistas da Band e foi o momento mais acirrado do debate. A segurança pública dominou parte das discussões. Jerônimo e ACM Neto responderam a questionamentos sobre o tema, enquanto Ronaldo Mansur foi perguntado sobre a estrutura da Secretaria de Segurança Pública e a visão do PSOL sobre a atuação policial. O candidato defendeu a valorização dos profissionais das forças de segurança. Durante uma das respostas, Jerônimo criticou o suposto uso de inteligência artificial na elaboração do plano de governo de ACM Neto. O ex-prefeito negou a acusação. A situação do Planserv também gerou confronto. Questionado sobre uma eventual privatização do plano de saúde dos servidores estaduais, ACM Neto afirmou que não pretende privatizar o serviço, mas defendeu a contratação de atendimentos na rede privada para reduzir filas e ampliar a assistência. Mansur rebateu, dizendo que a proposta poderia abrir caminho para a privatização do plano, e criticou administrações ligadas ao grupo político do adversário. Na discussão sobre meio ambiente, Mansur perguntou a Jerônimo se ele assinaria um decreto para proteger a Serra da Chapadinha (um santuário natural desconhecido na Chapada Diamantina). O governador respondeu que o processo está em análise na Procuradoria-Geral do Estado e assegurou que a unidade de conservação será criada. Outro tema recorrente foi a relação dos candidatos com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Mansur questionou ACM Neto sobre a tentativa de aproximação com a imagem do presidente durante a campanha. Neto respondeu que busca manter diálogo institucional em benefício da Bahia. O embate mais tenso ocorreu entre Neto e Jerônimo na rodada final do bloco. O ex-prefeito cobrou explicações sobre um buraco na BR-324 e afirmou que o governador teria prestado informações incorretas sobre a situação da rodovia. Jerônimo respondeu criticando a postura do adversário e voltou a classificá-lo como opositor de Lula. Neto retomou críticas sobre obras de infraestrutura, incluindo a Ponte Salvador-Itaparica, enquanto o governador destacou investimentos realizados em parceria com o governo federal, como o metrô e o VLT. ACM Neto, Jerônimo Rodrigues e Ronaldo Mansur Band / Reprodução O último bloco foi dedicado aos temas mais comentados nas redes sociais durante o debate e às considerações finais dos candidatos. Ronaldo Mansur abordou a área da saúde e defendeu a realização de concursos públicos para o setor, além do combate à pejotização de profissionais. Jerônimo Rodrigues falou sobre educação, destacou sua trajetória como estudante da rede pública e reafirmou compromisso com o fortalecimento do setor. O governador também voltou a criticar a oferta de vagas em creches na capital baiana. ACM Neto escolheu a economia como tema principal. O candidato afirmou que a educação é fundamental para o desenvolvimento econômico e prometeu investimentos em infraestrutura, incluindo a ampliação da malha aeroportuária em regiões turísticas do interior. Também criticou as condições das estradas estaduais e cobrou a execução de projetos como a Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol). Nas considerações finais, Mansur relembrou sua trajetória pessoal, agradeceu aos partidos que compõem sua candidatura e defendeu a continuidade do governo Lula. Jerônimo agradeceu aos telespectadores, à organização do debate e aos apoiadores, e afirmou que seu grupo político tem como marca o diálogo. ACM Neto encerrou questionando os resultados da atual gestão estadual nas áreas de educação, saúde e segurança pública e pediu ao eleitor uma reflexão sobre os próximos quatro anos da Bahia. LEIA MAIS: Veja quem são os candidatos a governador da Bahia em 2026 Veja quem são os candidatos a vice-governador da Bahia em 2026 Veja quem são os candidatos a senador pela Bahia em 2026 Veja mais notícias do estado no g1 Bahia Assista aos vídeos do g1 e TV Bahia 💻

  7. Debate entre candidatos ao governo do Amazonas é marcado por críticas e embates sobre saúde, segurança e educação. Reprodução/TV Band Amazonas Os candidatos ao governo do Amazonas participaram, neste domingo (9), do primeiro debate das Eleições 2026, promovido pela Band Amazonas. O encontro reuniu Isael Munduruku (Rede), Omar Aziz (PSD), David Almeida (Avante) e Maria do Carmo (PL). Roberto Cidade (União), que também estava apto a participar, não compareceu. Mediado pelo jornalista Neto Cavalcante, apresentador do Band Cidade, o debate foi dividido em cinco blocos, com perguntas do mediador, confronto direto entre os candidatos, questionamentos de jornalistas e perguntas de eleitores. Ao longo do encontro, os candidatos discutiram saúde, segurança pública, educação, agricultura, combate ao feminicídio e políticas para povos indígenas. Também houve críticas à ausência de Roberto Cidade e confrontos principalmente entre David Almeida e Maria do Carmo. 📲 Participe do canal do g1 AM no WhatsApp Primeiro bloco Na abertura, os candidatos responderam ao que os motivou a disputar o governo do Amazonas e quais experiências os credenciavam para o cargo. Eleitorado cresce 5,7% no AM: são mais de 2,8 mi de eleitores aptos a votar nas eleições Isael Munduruku afirmou que pretende apresentar propostas diferentes das que considera ultrapassadas. Omar Aziz citou propostas como a criação de uma cidade universitária e mencionou a ausência de Roberto Cidade. David Almeida destacou sua experiência em cargos públicos e os resultados de sua gestão como prefeito de Manaus. Maria do Carmo ressaltou sua trajetória na educação e afirmou contar com o apoio da família Bolsonaro. Segundo bloco O segundo bloco foi marcado por perguntas diretas entre os candidatos. Isael Munduruku questionou Omar Aziz sobre o que faria em um novo mandato, e o ex-governador citou a construção de 21 hospitais e defendeu a construção de oito hospitais regionais. Isael afirmou que os investimentos em saúde ficaram concentrados na capital e defendeu a expansão do atendimento para o interior. Na sequência, Omar questionou David Almeida sobre segurança pública. David citou medidas adotadas quando foi governador interino e prefeito de Manaus, enquanto Omar defendeu a ampliação do Ronda no Bairro, o funcionamento de delegacias 24 horas e novos concursos para a área. David criticou a carga de trabalho imposta aos policiais pelo programa e defendeu a integração das forças de segurança. Outro confronto ocorreu entre David e Maria do Carmo, que discutiram feitos na área da educação. Maria afirmou que sua trajetória no setor a credencia para governar o estado. David contestou a declaração e criticou obras e indicadores relacionados à instituição de ensino ligada à candidata. Maria respondeu que ainda busca financiamento para obras e afirmou que pretende realizar as entregas com recursos próprios. No fim do bloco, Maria questionou Isael sobre propostas para os povos indígenas. O candidato criticou políticas associadas ao governo Jair Bolsonaro e afirmou que pretende priorizar cultura, ensino e conhecimentos tradicionais. Maria respondeu criticando os governos do PT na área, e Isael voltou a defender políticas públicas para os povos indígenas. Terceiro bloco O terceiro bloco teve perguntas de jornalistas da Band Amazonas e da Rádio BandNews Difusora Manaus. Na saúde, David Almeida defendeu que serviços de urgência e emergência não sejam terceirizados. Isael criticou o modelo de gestão hospitalar e afirmou que pretende assumir a administração das unidades pelo governo. Na segurança, Isael defendeu investimentos em inteligência e estrutura policial. Omar Aziz prometeu convocar mil policiais, realizar concurso para cinco mil agentes e delegados e ampliar ações de prevenção. A discussão sobre recursos para as propostas levou Omar a defender um ajuste fiscal e revisão dos contratos do governo. Maria do Carmo criticou a atual administração e afirmou que existe uma “organização criminosa” que, segundo ela, estaria “dilapidando o estado”. Omar respondeu que o problema não seria falta de dinheiro, mas de gestão. Na educação, Maria defendeu transformar as escolas estaduais em unidades de ensino integral. David citou ações de sua gestão na Prefeitura de Manaus e afirmou que pretende levar medidas semelhantes para o estado. Quarto bloco O quarto bloco teve perguntas elaboradas por eleitores. Entre os temas estavam o combate ao feminicídio, educação, cumprimento de promessas e agricultura. Maria do Carmo defendeu uma rede de apoio às mulheres, com delegacias e casas de acolhimento, e afirmou que pretende reduzir os índices de feminicídio. Omar também defendeu maior acolhimento às vítimas e disse que sua vice deverá atuar na área. Na educação, Omar e Isael defenderam melhorias na estrutura das escolas, valorização dos professores e reforço escolar no contraturno. Já em uma pergunta sobre promessas de campanha, Isael afirmou que pretende manter diálogo com a população e fortalecer conselhos para garantir participação na gestão. A última pergunta tratou da agricultura. David apresentou propostas para o setor, incluindo uma fábrica de ração no interior. Maria questionou ações apresentadas pelo adversário e também fez referência à instituição de ensino ligada a ele. Na réplica, David contestou a candidata e voltou a citar a avaliação do curso de medicina da instituição. Quinto bloco Com a ausência de Roberto Cidade, os quatro candidatos presentes tiveram três minutos para as considerações finais no quinto bloco. Maria do Carmo pediu que os eleitores avaliassem a situação das áreas prioritárias antes de escolher o próximo governador e defendeu sua candidatura como alternativa aos governos anteriores. David Almeida afirmou que o Amazonas vive, segundo ele, seu pior momento em saúde, segurança e educação. Voltou a criticar a ausência de Roberto Cidade e destacou ações realizadas durante sua gestão como prefeito de Manaus. Omar Aziz defendeu a valorização dos professores, escolas em tempo integral, investimentos na produção rural e novos concursos na segurança pública, além de delegacias funcionando 24 horas e ações para dependentes químicos. Isael Munduruku encerrou defendendo um governo baseado no diálogo com a população, fortalecimento dos conselhos e valorização dos servidores. Também propôs integrar ciência e conhecimentos tradicionais para promover o desenvolvimento do Amazonas.

  8. Cachoeira do Jacu da Vala Corpo de Bombeiros Militar de Rondônia Uma pessoa morreu após mergulhar em uma área de pesca na 'Vala do Jacu', na manhã deste domingo (9). Equipes do Corpo de Bombeiros Militar de Rondônia realizaram buscas no local e encontraram a vítima já sem vida. Segundo a corporação, o afogamento ocorreu por volta das 11h40. De acordo com informações repassadas aos bombeiros durante a solicitação de busca, a vítima participava de uma confraternização em família quando entrou na água para pescar. Testemunhas contaram aos bombeiros que a vítima mergulhou, chegou a emergir por um instante e, em seguida, afundou, sem retornar à superfície. Segundo informações do Corpo de Bombeiros Militar de Rondônia, o desaparecimento ocorreu por volta das 11h29. O nome da vítima ainda não foi divulgado até a última atualização desta reportagem. Segundo a corporação dos bombeiros, a equipe do Instituto Médico Legal (IML) realizou o transporte da vítima até Porto Velho. Veja agora no g1 Agora no g1

  9. Debate com candidatos ao governo do Rio de Janeiro na Band Divulgação/Band Os candidatos ao governo do Rio de Janeiro realizaram na noite deste domingo (9) o primeiro debate eleitoral. Eles debateram sobre propostas na segurança pública, responderam a perguntas sobre corrupção e direcionaram ataques a Eduardo Paes (PSD), que não compareceu ao debate. Participaram do evento, nos estúdios da Band, em Botafogo, os candidatos Anthony Garotinho (Republicanos), André Marinho (Novo), Douglas Ruas (PL) e William Siri (PSOL). O ex-prefeito alegou que, por orientação jurídica, só participará de debates e sabatinas após o início oficial da campanha e a confirmação dos registros das candidaturas pela Justiça Eleitoral, em 16 de agosto. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias do RJ em tempo real e de graça Agora no g1 O debate foi desenvolvido em 3 blocos: 1º bloco: Todos responderam a pergunta única da produção do debate. Depois, tiveram 3 minutos para fazer perguntas entre si, com tema livre. 2º bloco: Cada candidato respondeu perguntas feitas pelos jornalistas da Band. Posteriormente, os candidatos tiveram mais tempo para perguntas entre eles, com tema livre. 3º bloco: Os candidatos tiveram tempo estipulado para fazer suas considerações finais. Como foi o debate O debate começou às 20h. Na primeira pergunta entre os candidatos, Siri perguntou se Douglas Ruas negociaria com o crime organizado, lembrando da prisão de Rodrigo Bacellar. O ex-presidente da Alerj foi indiciado pela Polícia Federal, suspeito de ser um agente político do Comando Vermelho na Assembleia Legislativa. Douglas Ruas respondeu sobre outro assunto, citando que a adoção do sistema de metas foi um retrocesso no combate ao crime. Ele prometeu um programa para garantir defesa jurídica a policiais. Segundo ele, a adoção do indicador "letalidade violenta" teria dificultado o trabalho dos policiais que passaram a responder por homicídios, quando na verdade teriam atuado em legítima defesa. Os ataques a Bacellar, Cláudio Castro e Douglas Ruas continuaram através de Anthony Garotinho: "A situação está tão complicada que os bandidos estão no governo". Sem se vincular a Castro e Bacellar, Douglas Ruas afirmou que vai ter como principal indicador de seu mandato a retomada de territórios. "Precisamos devolver a liberdade econômica para as pessoas que moram nessas comunidades. Não é possível que essas pessoas não tenham garantido o seu direito de ir e vir", pontuou. André Marinho afirmou que criou um "super conselho de segurança", com o objetivo de retirar o fuzil das mãos do crime organizado no Rio, que, segundo ele, está sob permanente "toque de recolher". "A gente precisa de autoridade novamente e foi por isso que eu trouxe conexões internacionais inéditas aqui é o que eu pretendo mobilizar todos os esforços para trazer a revolução na segurança pública". Durante o debate, Marinho chamou Paes de "fujão". William Siri também lembrou que Paes não compareceu e disse que o ex-prefeito e candidato ao governo do estado "não gosta do servidor público". Educação e Saúde O candidato do PSOL prometeu levar ensino integral às escolas, no modelo utilizado por Leonel Brizola nos anos 80 e 90. Ele prometeu construir 30 Cieps nos primeiros seis meses de governo. "São quatro refeições por dia, é para o aluno ter cultura, ter lazer, ter esporte. É isso que nós precisamos porque isso funcionava antigamente", pontuou Siri. Douglas Ruas afirmou que sua principal proposta para a educação é implementar 200 escolas cívico-militares para melhorar as notas do estado do Rio de Janeiro no Ideb. Na saúde, Garotinho e William Siri defenderam o fim do uso de organizações Sociais (OSs). "É tudo negociado e superfaturado", atacou Garotinho. Siri prometeu construir o Complexo Industrial da Saúde para fortalecer a indústria no setor.

  10. Daniel Kinahan Departamento de Estado dos EUA Um tribunal irlandês acusou neste domingo (9) o suposto chefe de um cartel internacional, Daniel Kinahan, de dirigir uma organização criminosa, e ordenou a sua prisão preventiva, após ele ser extraditado de Dubai em um avião do governo. A extradição do irlandês, 49, marca uma mudança na cooperação judicial com os Emirados Árabes, acusados pela agência de cooperação policial europeia (Europol) de oferecer refúgio a alguns dos maiores traficantes de drogas da Europa. Kinahan se apresentou ao Tribunal Penal Especial de Dublin, onde foi acusado de dirigir uma organização ligada ao crime organizado e foi colocado em prisão preventiva até uma audiência marcada para 5 de outubro. O irlandês foi preso em Dubai em abril, após a Irlanda emitir um mandado de prisão internacional. Seu grupo, conhecido como Grupo Criminoso Organizado Kinahan (KOCG), é considerado a maior organização criminosa da Irlanda, com uma fortuna estimada pela polícia em mais de US$ 1,15 bilhão. Agora no g1 A prisão e extradição de Kinahan mostra uma mudança de tendência em Dubai, onde traficantes de drogas europeus encontraram refúgio para viver luxuosamente e controlar seus negócios, segundo especialistas policiais. Em 2024, um relatório da Europol descreveu o emirado como "um centro de coordenação à distância", onde traficantes viviam abertamente e podiam lavar dinheiro por meio de bens de luxo e propriedades. A relação entre os Kinahan e o tráfico de drogas remonta aos anos 1980, quando o pai de Daniel, Christopher Kinahan, já marcava grande presença. Em 1986, Christopher Kinahan foi preso por tráfico de heroína e condenado a seis anos de prisão. Posteriormente, ele cumpriu penas mais curtas na Irlanda, Holanda e Bélgica. Mas ele teria ampliado sua rede de contatos, criando o que, no meio policial, chegou a ser conhecido como o Grupo de Crime Organizado Kinahan (KOCG, na sigla em inglês). Em 2010, a KOCG já havia centralizado suas operações em Marbella, no sul da Espanha. Os irmãos Daniel e Christopher Kinahan Jr. eram suspeitos de ajudar o pai a dirigir o cartel familiar.

  11. Gabriel Souza (MDB), Juliana Brizola (PDT), Luciano Zucco (PL) e Marcelo Maranata (PSDB) participam de debate entre candidatos ao governo do RS Reprodução Candidatos ao governo do Rio Grande do Sul, Gabriel Souza (MDB), Juliana Brizola (PDT), Luciano Zucco (PL) e Marcelo Maranata (PSDB) participaram de um debate realizado neste domingo (9), em Porto Alegre. No encontro, promovido pela Band e mediado pelo jornalista Oziris Marins, na sede da Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (Fiergs) os candidatos buscaram explorar o que consideram os pontos fracos de seus adversários. 📲 Acesse o canal do g1 RS no WhatsApp Foram quatro blocos (leia abaixo as regras). Em dois deles, os políticos puderam formular questionamentos uns aos outros em tema livre. Em um, receberam perguntas predefinidas, em que os temas foram economia, segurança pública, cultura/educação, sustentabilidade, saúde e projetos especiais. O último bloco foi direcionado às considerações finais. O primeiro bloco teve duas rodadas de confronto direto entre os postulantes ao governo gaúcho. Candidato perguntava para candidato com tema livre, o que propiciou embates entre os concorrentes da corrida pelo Palácio Piratini. As discussões começaram ainda com rescaldos do primeiro debate, realizado pela rádio Gaúcha, do Grupo RBS. Marcelo Maranata afirmou que Juliana Brizola desdenhou da cidade de Guaíba naquele encontro. Ela se defendeu e disse que ele traiu a população ao deixar o mandato. "No último debate, você desdenhou da cidade de Guaíba, dizendo que é uma cidade pequena, pouco importante. Somos a quinta economia do estado do e poderíamos ser, quem sabe, a segunda ou terceira, se não fosse o PT. Quero saber qual a cidade que tu administrou ou qual o negócio da vida pública ou privada que já fez gestão", questionou Maranata. "Nunca desdenhei Guaíba. Tu é um prefeito tão bom, mas tão bom, que eu não entendo como tu pode ter traído a população e se candidatar ao governo, já que a população votou em ti para ser prefeito durante os quatro anos. Eu quero ser governadora do meu estado por, no mínimo, quatro anos. Não vou largar a governança para ser candidata a outro posto", rebateu Juliana. Em seguida, a pedetista afirmou que a cidade que era governado pelo tucano gasta mais do que arrecada, enquanto ele declarou que o município está com as contas em dia. "Por que será que o município de Guaíba atingiu 54,11% da receita corrente líquida com a folha de pagamento, ultrapassando a Lei de Responsabilidade Fiscal? Queria entender por que tu gastou mais do que arrecadou. Hoje, a prefeita que está lá não tá sabendo nem como vai fazer pra governar, está desesperada", questionou Juliana. "O RS precisa de alguém que tenha experiência de ter feito gestão. Pegamos a cidade quebrada e mostra tua incapacidade de entender que o município recebe dinheiro da União. Nossa cidade não deve nada para ninguém. Nossa cidade está com as contas todas em dia. E nossa vice-prefeita aceitou o desafio de tocar a gestão, sabendo que a gente tinha um projeto importante", rebateu Maranata. Ainda no primeiro bloco, e debate foi para o tema da educação. Após críticas ao governo atual, Gabriel Souza questionou Luciano Zucco sobre sistema de progressão parcial e o lugar do Rio Grande do Sul na aprendizagem no ranking nacional no Ensino Médio. Na resposta, Zucco voltou a criticar a gestão. "O senhor falou sobre o IDEB, dizendo que os números foram maquiados em virtude do fluxo. O IDEB é fluxo e aprendizagem. Eu queria saber quanto por cento dos alunos da rede estadual estão no sistema de progressão parcial que o senhor tanto critica", questionou Gabriel. "Se comparar as escolas públicas com as escolas privadas, o IDEB aumentou. Sabe qual a diferença? Na escola pública, aumentou pela aprovação. Na escola privada, pelo aprendizado. Eu não sou contra o IDEB, eu sou contra a maquiagem que está sendo feita", disse Zucco. Zucco criticou a aprovação de alunos que reprovem em até quatro matérias na rede estadual, enquanto Gabriel destacou que o sistema de progressão parcial é igual de muitas escolas particulares que tem o sistema de dependência. "E essas teorias, querer citar nomes, porcentagens... só na área de educação, são 25 projetos. No governo, mais de 200. Aquelas crianças que rodaram em até quatro matérias vão fazer um teste para cada matéria que elas rodaram. Na teoria, dizem que durante o ano vão recuperar, mas com que tempo? Numa turma de 30 alunos, como é que vai recuperar?", questionou Zucco. "O jovem que não passe algumas disciplinas com nota vai para o próximo ano e recupera o aprendizado. Se não recuperar, ele não vai adiante na sua jornada escolar. Sabe quanto por cento dos mais de 700 mil alunos da rede estadual estão nesse sistema neste ano de 2026? 1%. Somos o 2º colocado no Brasil em aprendizagem graças aos nossos alunos", afirmou Gabriel. Leia também: Primeiro debate tem troca de acusações, ataques diretos e poucas propostas Quem são os candidatos ao governo do RS Quem são os candidatos ao Senado no RS No segundo bloco, os candidatos responderam a perguntas definidas pela organização do evento, sobre: economia, segurança pública, cultura/educação, sustentabilidade, saúde e projetos especiais. O terceiro bloco voltou com o enfrentamento direto entre candidatos, com tema livre. Gabriel afirmou que Juliana representa os governos do PT e questionou quais políticas dos ex-governadores Olívio Dutra e Tarso Genro ela traria para uma gestão. Juliana disse que tem capacidade de diálogo para articular tanto com o presidente Lula quanto com o governador Eduardo Leite. “Essa briga serve para quem? Sou uma pessoa do diálogo. Tenho o apoio do presidente Lula assim como já tive o apoio do Eduardo Leite para a prefeitura de Porto Alegre. Eu transito em todos os espectros políticos. Precisamos focar naquilo que muda a vida das pessoas”, disse Juliana. “Represento aqui o governo atual com muito orgulho. Avançamos muito. Não podemos permitir retrocesso sobre o que avançamos. O governo Olívio afugentou a Ford aqui do Rio Grande do Sul. O governo Tarso aumentou o gasto acima da arrecadação em bilhões de reais”, criticou Gabriel. Na sequência, Zucco questionou Maranata sobre qual estratégia que ele irá adotar para renegociar a dívida gaúcha com a União. "Assinando o Propag, a gente vai ter uma nova dívida. E vai ter que ter um governador que tenha habilidade de sentar para negociar tanto a esquerda quanto para a direita. Como prefeito, eu consegui recursos com Lula e Bolsonaro. Essa é uma tarefa de quem tem esse espírito empreendedor, que está do lado das pessoas", disse Maranata. "Como líder da oposição, escolhido por deputados de todo o Brasil, eu entendo que a articulação com os estados devedores é fundamental. Por isso, entendo que o próximo governador, juntamente com os próximos governadores de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro, devem sentar (para negociar) com o próximo presidente", salientou Zucco. Após, cada candidato fez suas considerações finais. O primeiro turno está marcado para 4 de outubro, e o segundo deve acontecer em 25 de outubro. Agora no g1 As regras do debate: No primeiro bloco, candidato perguntava para candidato. Foram duas rodadas e o tema era livre. No segundo bloco, os candidatos responderam perguntas predefinidas pela organização. O candidato escolhia um adversário para comentar. Os temas foram: economia, segurança pública, cultura/educação, sustentabilidade, saúde e projetos especiais. No terceiro bloco, candidato perguntava para candidato. Foi uma rodada e o tema era livre. O quarto bloco foi destinado às considerações finais. VÍDEOS: Tudo sobre o RS

  12. Candidatos ao governo do DF participam de primeiro debate TV Globo/Reprodução Pré-candidatos ao governo do Distrito Federal participaram neste domingo (9) do primeiro debate eleitoral para as eleições de 2026. O evento foi promovido pela Band, apresentado pelos jornalistas Rodrigo Orengo e Lara Canepa, e reuniu seis pré-candidatos – os partidos têm até o próximo sábado (15) para formalizar o envio dos nomes à Justiça Eleitoral. Participaram do debate: Celina Leão (PP), José Roberto Arruda (PSD), Kiko Caputo (Novo), Leandro Grass (PT), Paula Belmonte (PSDB) e Ricardo Cappelli (PSB). Veja quem são os candidatos a governador no Distrito Federal em 2026 Duas vagas para o Senado: repetir o candidato anula o 2º voto; saiba como votar e evite erros Baixe o app do g1 para receber notícias da eleição O encontro foi dividido em quatro blocos: No primeiro, os candidatos tiveram um minuto e meio para responder à mesma pergunta. Em seguida, fizeram perguntas uns aos outros – cada um perguntou e respondeu uma única vez, com direito a réplica. No segundo bloco, os candidatos responderam a perguntas gravadas de eleitores sobre temas considerados prioritários para o DF. No terceiro bloco, houve uma nova rodada de perguntas diretas entre os candidatos. Em seguida, cada participante teve um minuto para as considerações finais. 30 anos da urna eletrônica: como evoluiu nas eleições brasileiras Primeiro bloco Pergunta única Na abertura do debate, os candidatos tiveram de responder, em ordem definida por sorteio, à mesma pergunta: "Qual deve ser a principal marca que pretende deixar como legado de sua gestão para o Distrito Federal?" Primeiro a responder, Kiko Caputo afirmou que pretende "devolver uma saúde digna para a nossa população, mobilidade urbana, regularização fundiária, devolver a tranquilidade que nós tínhamos para circular pelas vias da nossa cidade, sem medo de um morador de rua, de um assalto, de um traficante". Em seguida, Paula Belmonte disse que deseja, se eleita, "mostrar que a ética, a honestidade, ela é fundamental para a nossa sociedade. Fortalecer princípios e valores, defendendo as nossas crianças com uma escola de qualidade". Terceiro no sorteio, José Roberto Arruda afirmou que pretende "cortar gastos e botar as contas em dia, salvar o BRB e botar ordem na saúde". Também citou a contratação de 1 mil médicos, construção de quatro hospitais e de quatro novas linhas de Metrô. Candidata à reeleição, Celina Leão disse que herdou "dois grandes problemas" ao assumir o governo – o "desequilíbrio financeiro" e a "grave crise do BRB". "Diferente de muitos candidatos que falavam do banco, que falavam realmente mal do banco, para que o banco viesse a quebrar, a gente veio para resgatar esse patrimônio", disse. Quinto a responder a mesma pergunta, Leandro Grass disse que pretende "reconstruir o Distrito Federal, tirando as pessoas da fila [...] da creche, do exame, da cirurgia, do trânsito". "A capital tem que dar o bom exemplo, não pode ser motivo de vergonha e é essa a nossa grande missão", emendou. Último a responder, Ricardo Cappelli afirmou que sua "prioridade número 1 é resolver a crise na Saúde. "Nós vamos para cima dos problemas da saúde, fazer uma intervenção na saúde. Eu já fiz na segurança e vou fazer na saúde para resolver esse problema grave", disse. Confronto direto Primeira sorteada para o confronto direto, Celina Leão perguntou à candidata Paula Belmonte sobre as dificuldades de ser mulher na política. Paula Belmonte respondeu que, junto a deputadas federais, “várias leis” foram feitas, e reclamou que Celina não teria a ajudado quando ela denunciou um caso de assédio na Câmara Legislativa. Celina respondeu que não interfere no legislativo, mas que apoiou "várias mulheres do Distrito Federal com vários programas", como Órfãos do Feminicídio e o programa Viva Flor. Por fim, Celina Leão perguntou à Paula Belmonte quanto ela investiu nas mulheres do Distrito Federal. Paula Belmonte respondeu que a Secretaria da Mulher “tem só 20% da execução que é colocada”. Em seguida, Ricardo Cappelli perguntou a Celina Leão sobre "o dinheiro da saúde". Durante a interação, Cappelli fez acusações a Celina relacionadas à operação Drácon, que investigou supostas negociações de propina reveladas em 2016. Em resposta, Celina disse que Cappelli "é um forasteiro, não sabe nem pegar ônibus na nossa cidade". Celina Leão afirmou que tem priorizado os recursos da saúde desde que assumiu o governo, em março. "Você não consegue resolver o problema em quatro meses. Temos cinco hospitais que foram assinados a ordem de serviço desde quando eu virei governadora", citou. Cappelli disse que, se eleito, vai lançar o programa "Fila Zero". "Vou contratar na primeira semana de governo os 5,3 mil médicos que estão faltando, os 4,2 mil técnicos de enfermagem que estão faltando, os 2,3 mil enfermeiros, os 1,9 mil agentes comunitários de saúde". O candidato Leandro Grass perguntou a José Roberto Arruda "quem são os responsáveis pelo rombo do BRB". Arruda respondeu: “Espero que a Justiça e o Banco Central respondam, mas mais importante do que encontrar as responsabilidades e puni-los exemplarmente é salvar o BRB.” Leandro Grass disse que o papel do BRB é “apoiar a cidade, o pequeno produtor e o empreendedor”, mas virou um “escândalo de corrupção”. “E aí é muito interessante, porque na hora que a bomba estoura, ninguém tem nada a ver com isso, todo mundo se esconde”, disse. Arruda sugeriu que todos assinem “um manifesto” pedindo ao presidente do BRB que publique o balanço com o tamanho do rombo do BRB. Em seguida, Arruda perguntou a Kiko Caputo sobre os planos do candidato para melhorar o transporte e a mobilidade do DF. Caputo respondeu que pretende “apostar no transporte de trilhos” e construir novas estradas. Arruda também disse que pretende expandir o funcionamento do Metrô. “No nosso plano de governo, com projetos de engenharia, estudo de valores, nós estamos pensando e podemos construir 4 novas linhas de metrô”, disse. Caputo afirmou que “é uma tristeza o que fizeram com o metrô e o que estão fazendo com todas as empresas públicas do Distrito Federal”. Em seguida, Paula Belmonte perguntou a Leandro Grass sobre educação e citou que Brasília foi "para o último lugar no ranking do ensino médio". Em resposta, Grass afirmou que o DF tem o último lugar na proporção das escolas integrais e "está lá atrás" no salário dos professores. "Educação tem que ser prioridade, tem que ter planejamento, gestão. Não dá para toda hora que tem um problema trocar o secretário, como fizeram ontem de novo", disse. Paula disse ser "a deputada que mais coloca o dinheiro na educação do DF" e acusou o governo Ibaneis-Celina de "cancelar R$ 50 milhões para a educação o ano passado. E R$ 11 milhões que nós colocamos hoje para a educação, a Celina também ainda não aprovou. Então, falar de educação tem que falar de investimento e nós vamos trazer educação integral para as crianças". A última pergunta foi feita por Kiko Caputo a Ricardo Cappelli e tratou de corrupção e "probidade administrativa". Na resposta, Cappelli tratou de outros temas, como o déficit de profissionais na saúde os problemas de transporte público. "Nesse um ano e meio que eu estou dormindo na casa das pessoas, o que eu mais ouço é que você se cansa mais no trânsito, no transporte do que no trabalho", disse. Kiko Caputo afirmou que o governo atual "está se assemelhando muito aos governos de esquerda, colocando Brasília só nas páginas policiais. Se superaram agora, fazendo o maior escândalo da história do nosso país, maior escândalo financeiro." Segundo bloco Perguntas do eleitor Por sorteio, Celina Leão respondeu à primeira pergunta sobre segurança. “Na minha gestão, nos quatro meses, nós alcançamos o primeiro lugar na segurança pública do Brasil", disse. “Nós somos o estado menos letal. O governo Ibaneis que eles tanto criticam foi onde teve a maior nomeação de segurança pública da história. Foi o maior reajuste aos servidores da segurança pública da história também”, declarou. O segundo tema, infraestrutura, foi respondido por Ricardo Cappelli. Ele disse que pretende fazer contratações emergenciais para “acabar com o esgoto a céu aberto no Distrito Federal”. Também disse que quer construir policlínicas e escolas. “Os professores estão adoecendo porque não têm apoio. Nós precisamos construir mais escolas, dar mais apoio aos professores. Nós precisamos mudar a infraestrutura”, afirmou. O terceiro tema, educação, foi respondido por Arruda. Ele afirmou que a educação pública de qualidade “passa necessariamente pela valorização dos professores” e que pretende nomear concursados. “A educação pública de Brasília precisa de mais. Voltar com os laboratórios, com a reciclagem dos professores. E uma coisa muito importante, o avanço da tecnologia. Fazer com que os laboratórios de informática estejam presentes em todas as cidades”, disse. O quarto tema foi mobilidade, respondido por Leandro Grass. Ele disse que pretende fazer uma nova licitação dos ônibus do DF e “colocar Brasília nos trilhos”: “Hoje o modelo que está posto não atende mais. Tem lugares que não tem linha de ônibus. As pessoas têm que andar muito. [...] Aqui em Brasília a gente pode ter mais estações do metrô, a gente pode ter o veículo leve sobre trilhos, conectando as principais vias.” O quinto tema foi comércio e quem respondeu foi Paula Belmonte. Ela disse que pretende “desenvolver o setor econômico” e “capacitar as pessoas para que elas possam estar preparadas para o mercado de trabalho”. “ Aproveito para falar das feiras tão maltratadas por esse governo. Nós vamos fomentar as feiras do Distrito Federal, o metro quadrado que mais emprega em Brasília”, afirmou. O último tema sorteado foi saúde e quem respondeu foi o candidato Kiko Caputo. Ele afirmou que pretende fazer mais contratações e construir novos hospitais. "Vamos finalizar o Hospital do Câncer, é inacreditável que o DF até hoje não tenha um. Nós vamos construir o segundo hospital de Ceilândia, o Hospital de São Sebastião, a Policlínica de Brazlândia, do Sol Nascente, da Estrutural”, disse. Terceiro bloco Confronto direto Na primeira pergunta, Paula Belmonte questionou Celina Leão sobre sua atuação no caso Master. Perguntou "cadê a leoa, cadê a botina que não estavam no Palácio do Buriti para cuidar disso" – em referência aos símbolos da campanha de Celina. Celina disse ter sido contra a aquisição do banco pelo BRB e afirmou que, como vice à época, não teria como barrar a proposta. "Eu não fui a favor porque eu acho que o BRB tem que ser um banco regional, não um banco nacional." Paula Belmonte disse que, como distrital, "sempre foi contra" a negociação. E acusou Celina de não orientar os deputados de seu partido a votarem contra a autorização do negócio. Em resposta, Celina afirmou que nenhum dos outros pré-candidatos ajudou o governo a lidar com a crise do BRB. "Aliás, alguns têm contato com o governo federal e sequer o aval do governo conseguiram para nos ajudar. Eu estou sozinha tentando salvar um banco, mas eu sou corajosa mesmo. Isso faz parte da minha história", defendeu. Em seguida, Celina Leão questionou a opinião de Kiko Caputo sobre "um pré-candidato que está com seis condenações de improbidade, devendo R$ 598 milhões aos cofres públicos". Kiko disse apenas que "ele tem que se explicar com a Justiça" e passou a defender seu plano de governo. Afirmou que fez um "plano de resgate do Distrito Federal para os próximos 20, 30 anos" e que os governos recentes "falharam na política habitacional, na segurança pública, nos cuidados com a saúde, na mobilidade urbana". Celina afirmou que "o Distrito Federal jamais vai eleger outro presidente da OAB", em referência ao cargo já ocupado por Caputo e pelo ex-governador Ibaneis Rocha (MDB). E que os problemas que enfrenta no governo foram deixados por aliados dos outros candidatos. "Meu governo tem quatro meses, o governador Ibaneis teve o governo dele", disse. Em seguida, Ricardo Cappelli perguntou a Leandro Grass sobre segurança pública. Grass disse que o DF vive uma "crise do medo" e que houve aumento de crimes como feminicídio, roubos e furtos, além do número de pessoas em situação de rua. "Primeira coisa importante, valorizar os profissionais da segurança pública. E se tem alguém que tem moral aqui para dizer que valoriza os profissionais da segurança pública, somos nós. [...] Esse aumento que foi dado agora foi dado por um homem chamado Luiz Inácio Lula da Silva, não foi dado nem por Celina e nem por Ibaneis. Quem reajusta é o governo federal", defendeu Grass. "Eu vou lançar essa semana o programa Tolerância Zero, com alguns focos bem objetivos. Primeiro, a cada 15 dias está morrendo uma mulher no DF vítima de feminicídio. Quando a mulher é morta, é porque o agressor já vem escalando. Vagabundo nenhum vai mais matar mulher no DF no meu governo, porque a polícia vai se antecipar e nós vamos agir com inteligência", prometeu Cappelli. A seguir, Kiko Caputo questionou Paula Belmonte sobre os planos para a assistência social. Ela respondeu que acredita na “política de transformação”. “É inaceitável no Distrito Federal termos pessoas, sim, passando fome. Então nós vamos estar trabalhando isso com muita responsabilidade. Não só trazendo a assistência, que é necessária, porque a fome não espera, mas nós vamos dar a porta de saída, e a porta de saída com certeza absoluta é a qualificação das pessoas”, declarou. Leandro Grass perguntou a Arruda sobre o "caos na educação" e uma possível relação com a "crise provocada pelo governo Ibaneis e Celina". Arruda disse achar que o problema “tem a ver com gestão”. “O PDAF que criamos no nosso governo era de cada diretor de escola ter um valor de dinheiro proporcional ao número de alunos para trocar a lâmpada que queimou, a válvula de escape, o muro que quebrou, acabaram. Acabaram com o Ciência em Foco, com o Dentista nas Escolas, com a educação integral. A educação integral, principalmente nas áreas mais carentes, é fundamental”, disse Arruda. Por fim, Arruda perguntou a Cappelli sobre o dinheiro necessário para cobrir o "buraco" financeiro deixado pela crise do BRB. Cappelli respondeu afirmando que o PSB pediu à Justiça que o BRB seja obrigado a divulgar seus balanços e a explicar o impacto da crise aos servidores do banco. Arruda também questionou os dados orçamentários divulgados pelo governo atual e perguntou se a economia de dinheiro foi gerada pelo não pagamento de contratos. "Eu vou acionar a Polícia Federal para ir atrás do caminho desse dinheiro. Nós vamos recuperar esse dinheiro para salvar o BRB", disse Grass. Durante a interação, Cappelli disse defender o direito de Arruda disputar as eleições – e Arruda, na réplica, disse defender que processos contra Celina Leão só sejam julgados após o pleito. Considerações finais Ao fim do debate, todos os candidatos tiveram um minuto para suas considerações finais. Leia o que eles disseram: Leandro Grass (PT) Candidato ao governo do DF, Leandro Grass (PT) participa de primeiro debate TV Globo/Reprodução "Obrigado à Band e a você que ficou até agora assistindo a gente aqui. Eu sou Leandro Grass, professor, tenho 41 anos, sou casado com a Marcela, nasci em Brasília, aqui eu construí a minha vida. Eu estive em sala de aula ao longo desses últimos 20 anos da minha vida e me dedicando também, como deputado distrital, a fiscalizar e denunciar o governo que até agora está ocupando o Buriti. Não tem mudança, não tem outro CPF, é o mesmo projeto. É esse projeto que a gente precisa derrotar. Quem não trabalha direito tem que ser demitido, a fila tem que andar. Tem que chegar o momento do governo que vai cuidar do povo, que vai melhorar a educação. Brasília está cansada de tudo isso e a gente tem programa, passamos os últimos quatro anos trabalhando, recuperando o Brasil. Eaqui no Distrito Federal, nos últimos meses, construindo um programa de governo, ouvindo a população, escutando as pessoas na rua, também no ambiente digital. Você talvez tenha participado disso. Está na hora de a gente sair da espera, da fila da creche, da fila do exame, para a esperança." Kiko Caputo (Novo) Candidato ao governo do DF, Kiko Caputo (Novo) participa de primeiro debate Reprodução/Youtube "Eu sou o caçula de uma família de nove filhos. Nós chegamos aqui em 1973 e moramos em uma cidade que foi programada para funcionar e funcionava. Estudei em escola pública, me tratei em hospital público e quero que hoje os meus filhos, os seus filhos, os seus netos tenham essa mesma oportunidade de ter serviços públicos de excelência como nós já tivemos aqui no Distrito Federal. O meu saudoso pai, eu cumprimento todos os pais pelo dia de hoje. Eu recebi muitos exemplos, mas principalmente de caráter, de honestidade, de respeito ao próximo, de muito trabalho e de vocação para servir. Eu quero servir o Distrito Federal. Eu quero ser o servidor, o melhor servidor público do Distrito Federal e resolver os problemas reais da sua família, projetando o Distrito Federal para o futuro e entregando serviços públicos muito melhores do que a gente tem hoje. Eu peço a bênção de Deus, que Deus abençoe o Distrito Federal." José Roberto Arruda (PSD) Candidato ao governo do DF, Arruda (PSD) participa de primeiro debate TV Globo/Reprodução "Muito obrigado pela oportunidade, muito obrigado a todos os candidatos pelo alto nível do debate. Eu acho que Juscelino Kubitschek foi o maior brasileiro de todos os tempos. Esse homem em três anos, como uma mágica, pegou a capital no Rio de Janeiro e trouxe para o centro do Brasil. Construiu estradas, usinas hidrelétricas. Ele redescobriu o Brasil e nós todos que estamos aqui somos herdeiros da página mais bonita da história do Brasil. Para honrar isso, Brasília tem que voltar a pensar grande. Chega de mediocridade. Brasília precisa pensar em novas linhas de metrô, em hospitais que funcionem, em educação pública de qualidade. Esses dias eu andava sozinho pelas ruas de Ceilândia. Encontrei uma senhora, jovem ainda, mãe de três filhos, com endometriose crônica. Ela quase não conseguia caminhar. Três anos na fila de cirurgia. Não foi isso o sonho de Juscelino Kubitschek. Vamos, se Deus quiser, resgatar o Distrito Federal." Paula Belmonte (PSDB) Candidata ao governo do DF, Paula Belmonte (PSDB) participa de primeiro debate TV Globo/Reprodução "Meu nome é Paula Belmonte, eu tenho 53 anos, sou casada há 26 anos, tenho seis filhos, sou fruto de escola pública e entrei na política porque eu acredito de verdade em princípios e valores. Nós precisamos, e eu quero aqui dizer que eu quero honrar o meu pai e minha mãe, mas honrar a Deus em primeiro lugar. Nós precisamos dizer que, para a política, ela tem que ser uma política de transformação. E quando se fala que zerou fila de creche, é um absurdo. Esses dias eu estava com a dona Jussara, com três crianças dentro de casa e não conseguindo trabalhar. Então, não é verdade. Temos aqui uma situação muito séria, que é da família atípica, que nós precisamos cuidar e nós vamos cuidar. O nosso governo vai ser um governo que vai prezar pela transparência, pela honestidade e principalmente pelo cuidar das pessoas. Nosso plano de governo está sendo construído por vocês, por nós, para que a gente possa mostrar que Brasília, a capital do Brasil, será a referência em política pública." Celina Leão (PP) Candidata ao governo do DF, Celina Leão (PP) participa de primeiro debate TV Globo/Reprodução "Eu quero agradecer a você, que me acompanha há quatro mandatos. Agradecer a Deus por ter me dado força e coragem para enfrentar os adversários, para ficar firme sempre na minha missão. Eu entrei na política por uma missão e por um propósito. E todos os dias eu acordo de manhã cedo pensando realmente em cuidar de quem mais precisa. É isso que eu fiz quando assumi o governo do Distrito Federal com tanta dificuldade. Eu fico tão preocupada quando eu escuto tanta bobagem que foi dita aqui. Eu vou desmentir no meu Instagram, porque a gente precisa falar a verdade. Brasília precisa de quem ama ela de verdade, de quem tem a ficha limpa, de quem não deve mais de R$ 600 milhões aos cofres públicos, de quem nunca foi presa. Brasília merece muito mais. Brasília merece respeito, Brasília merece amor, Brasília merece cuidado. Eu acho que isso eu tenho feito todos os dias. Em quatro meses de governo, eu já mostrei do que eu sou capaz, eu já mostrei que eu consigo enfrentar as situações." Ricardo Cappelli (PSB) Candidato ao governo do DF, Ricardo Cappelli (PSB) participa de primeiro debate TV Globo/Reprodução "Olha, eu tenho muita fé. Tudo na vida, Deus tem um propósito. Eu não fui nomeado pelo presidente Lula [como] interventor federal na segurança pública para botar ordem na nossa cidade por um acaso. Eu não fui o primeiro a denunciar o escândalo Master-BRB por um acaso, tudo tem um propósito. O nosso Distrito Federal não nasceu para estar nas páginas policiais, nas páginas da corrupção. A nossa cidade não quer voltar para trás. É por isso que eu te peço uma chance. Me dá uma oportunidade para a gente junto, com coragem, com ousadia, com muito trabalho, mudar a saúde, mudar a educação, resgatar a Esperança. Brasília nasceu para andar para frente e ela tem que parar de andar para trás. Meu nome é Ricardo Cappelli, mas pode me chamar de mudança, de coragem." Leia mais notícias sobre a região no g1 DF.

  13. Debate entre Haddad e Tarcísio na Band Renato Pizzutto/Band Os candidatos ao governo de São Paulo Tarcísio de Freitas (Republicanos) e Fernando Haddad (PT) protagonizaram neste domingo (9), na Band, o primeiro debate do 1º turno, em um encontro com clima de 2º turno. Sem a presença de outros candidatos com representatividade no Congresso, o debate foi marcado pelo confronto de dados, sem ataques pessoais, pela disputa de narrativas sobre o desempenho dos governos de São Paulo e federal e por embates sobre o tarifaço de Trump e o crime organizado. Haddad conduziu sua participação destacando a atuação do governo federal em obras e ações realizadas em São Paulo que, segundo ele, foram omitidas pelo governador,Tarcísio. O petista também buscou vincular o governador ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), em uma tentativa de nacionalizar a disputa. Tarcísio, que inicialmente rejeitou esse tom, depois incorporou a estratégia e passou a elogiar seu padrinho político no segundo bloco, além de criticar a atuação do governo Lula. O programa foi mediado por Rodolfo Schneider, diretor-geral de Jornalismo e Esporte do Grupo Bandeirantes, e dividido em três blocos, com perguntas do mediador e de jornalistas, além de confrontos diretos entre os candidatos. No primeiro bloco, Tarcísio e Haddad responderam ao mesmo questionamento feito pelo mediador, com dois minutos para cada resposta. Em seguida, houve confronto direto. Cada candidato teve 20 minutos para administrar o tempo da maneira que considerar mais adequada. Por sorteio, Tarcísio foi o primeiro a falar. No segundo bloco, jornalistas do Grupo Bandeirantes fizeram perguntas aos candidatos. Cada resposta teve dois minutos, enquanto comentários e réplicas tiveram um minuto. Foram duas perguntas para cada candidato, com Tarcísio novamente iniciando as respostas. O terceiro bloco foi marcado por um novo confronto direto. Assim como no primeiro, cada candidato teve 20 minutos para administrar seu tempo, mas a ordem foi invertida: Haddad começou. Depois, os candidatos tiveram dois minutos cada para as considerações finais. A ordem também foi definida por sorteio, com Tarcísio falando primeiro e Haddad encerrando o debate. O direito de resposta podia ser solicitado exclusivamente em casos de ofensa moral e pessoal. O pedido deverá ser feito ao mediador imediatamente após a fala do candidato que estiver com a palavra e será avaliado por um comitê formado por jornalistas e um advogado. Se o pedido fosse deferido, o candidato teria um minuto para a resposta, ainda no mesmo bloco. Não houve pedidos de direito de resposta. Debate da Band Renato Pizzutto/Band Educação A primeira pergunta do apresentador do debate foi sobre o desempenho da educação em São Paulo após a divulgação dos resultados do Ideb. Ele destacou que o estado está próximo da média nacional no ensino médio e que avançou menos que a média do país, além de citar estados como Piauí e Pará, com PIB menor, que apresentam resultados superiores. Também mencionou exemplos internacionais, como Chile, Coreia do Sul e Vietnã, e o município de Inajá, no sertão nordestino, que teria alcançado nota 9,8 no Ideb. A pergunta foi sobre quais propostas os candidatos teriam para fazer São Paulo avançar e se tornar uma referência em educação nos próximos quatro anos. Tarcísio de Freitas afirmou que seu governo avançou na alfabetização na idade certa e apresentou como prioridades para os próximos anos o Pacto pela Matemática, a educação tecnológica com inteligência artificial, a formação continuada de professores, a ampliação das escolas de tempo integral, o ensino profissionalizante e a recuperação da aprendizagem. Segundo ele, o estado ampliou em 150 mil o número de matrículas e em quase 500 o número de escolas de tempo integral. Também citou o programa de bolsa-estágio para alunos do ensino médio e programas de tutoria. Fernando Haddad afirmou que a situação da educação em São Paulo é grave. Disse que o estado teria caído da terceira colocação em qualidade do ensino médio e apontou que Piauí, Ceará e Pernambuco teriam ultrapassado São Paulo. Também afirmou que São Paulo está abaixo da média nacional na alfabetização de crianças na idade certa, com 61% contra 66% da média brasileira. Haddad criticou o projeto pedagógico adotado pelo estado, dizendo que houve substituição do livro didático e do professor por aulas em plataformas digitais, e questionou a infraestrutura de internet das escolas. Para ele, há necessidade de ampliar o apoio aos professores e o uso de tecnologias na educação. No primeiro confronto direto, Tarcísio rebateu Haddad e afirmou que os dados deveriam considerar também o ensino profissionalizante. Segundo ele, São Paulo teria passado de 12% para 42% dos alunos do ensino médio em dupla formação, que combina ensino regular e profissional. Ao incluir os estudantes do ensino profissional na avaliação, afirmou que a nota do estado chegaria a 4,5 e que São Paulo teria mantido sua posição, apesar do crescimento do Brasil. Ele também voltou a citar a recuperação da aprendizagem e o programa de tutoria. Tarcísio e Haddad em debate da Band Renato Pizzutto/Band Segurança No primeiro confronto direto, Tarcísio de Freitas começou defendendo os resultados de seu governo em relação à segurança e citou a atuação conjunta do estado com a Prefeitura de São Paulo, o Ministério Público, o Judiciário e a sociedade civil no combate à criminalidade no Centro da capital. Ele destacou as ações relacionadas à Cracolândia, como o combate ao tráfico de drogas, a criação de 700 leitos para desintoxicação e de 44 casas terapêuticas, além de medidas de habitação e assistência social. Segundo Tarcísio, a integração entre investigação e inteligência policial permitiu identificar o funcionamento do crime na região. Ao responder às críticas de Haddad sobre a violência contra a mulher, Tarcísio afirmou que São Paulo apresenta índices de feminicídio e mortes violentas de mulheres inferiores à média nacional. Ele citou dados do Ministério da Justiça e disse que o estado ampliou a rede de proteção, com 144 Delegacias da Mulher e 235 salas DDM funcionando 24 horas. Também mencionou o protocolo Não Se Cale e o Espaço Lilás, instalado nos comandos da Polícia Militar, com policiais femininas treinadas para atender ocorrências. Tarcísio afirmou ainda que o estado estaria buscando os agressores e encaminhando-os para grupos reflexivos e que os indicadores de violência contra a mulher apresentavam redução pelo segundo mês consecutivo. Ele disse que as medidas demonstrariam que as políticas públicas estavam funcionando. Haddad, por sua vez, direcionou a crítica principalmente para a violência contra as mulheres e os crimes raciais. Ele afirmou que São Paulo estaria vivendo uma "epidemia de crimes contra a mulher", citando feminicídio, assédio, lesão corporal e importunação sexual, com base em dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública. Também disse que os crimes raciais estariam aumentando no estado e questionou Tarcísio sobre o que faria de diferente em um eventual novo mandato. Na réplica, Haddad contestou os dados apresentados por Tarcísio e afirmou que o feminicídio teria crescido 10% em São Paulo no primeiro semestre daquele ano, enquanto teria havido queda de 2,5% no país. "Então, o país está funcionando", afirmou. Em outro momento do debate, Haddad também destacou os roubos de celulares. Ele afirmou que a capital paulista responderia por uma parcela significativa dos roubos de celulares registrados no país e criticou as escolhas do governo em relação à tecnologia, argumentando que o estado teria recursos para investir, mas precisaria adquirir as tecnologias adequadas. O governador também defendeu a composição técnica de seu secretariado e, ao ser questionado sobre o ex-secretário de Segurança Pública Guilherme Derrite, afirmou que sua gestão apresentou resultados. No combate ao crime organizado, Tarcísio rebateu Haddad e disse que a Operação Carbono Oculto começou em São Paulo, com participação da polícia estadual. Ele afirmou ainda que o Ministério Público participou das investigações por meio do Gaeco. Haddad, por sua vez, concentrou as críticas nas escolhas de Tarcísio para a área de segurança e na relação do estado com o governo federal. O candidato afirmou que há insatisfação da população paulista com as escolhas feitas pelo governador e citou o afastamento do comandante-geral da Polícia Militar por supostos vínculos com o PCC. Também criticou a gestão em outras áreas, como educação e saúde. Ao falar sobre o combate ao crime organizado, Haddad destacou a participação do governo federal e da Receita Federal na Operação Carbono Oculto. Segundo ele, a operação foi considerada por um especialista como a maior ação de combate ao crime organizado da história. Haddad também criticou o que considera falta de reconhecimento, por parte de Tarcísio, das parcerias do governo federal com São Paulo. Crime organizado e tarifaço No segundo bloco, o debate teve como temas o túnel Santos-Guarujá, as tarifas dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, o agronegócio e o combate ao domínio territorial de facções criminosas. O momento de maior confronto ocorreu na discussão sobre segurança, quando Tarcísio mencionou uma aparição de Haddad ao lado de uma mulher apontada por ele como traficante. Haddad reagiu, disse que Tarcísio conhecia o tráfico tanto quanto ele e pediu para o governador "baixar essa bola". No início do bloco, Tarcísio e Haddad disputaram o protagonismo em torno do túnel Santos-Guarujá. Tarcísio destacou a parceria entre os governos estadual e federal e afirmou que os recursos dos dois governos já estavam depositados. Também ressaltou que o estado teve papel importante para viabilizar o leilão e afirmou que, embora o aporte seja dividido entre União e estado, a contrapartida estadual representa 84% do valor. Haddad, por sua vez, destacou os investimentos e financiamentos do governo federal em São Paulo e afirmou que o estado recebeu R$ 13,7 bilhões em linhas de financiamento do BNDES. Também citou obras e programas que, segundo ele, dependem de recursos federais. Na discussão sobre as tarifas impostas pelos Estados Unidos aos produtos brasileiros, Haddad defendeu uma atuação conjunta do país e afirmou que o governo federal criou o Plano Brasil Soberano para dar sustentação às empresas e abrir novos mercados. Tarcísio afirmou que as tarifas prejudicam especialmente setores industriais de São Paulo e apresentou como medidas estaduais a antecipação da devolução de créditos acumulados de ICMS para empresas exportadoras e a criação de linhas de crédito com prazo maior de carência e juros competitivos. Haddad criticou a falta de adesão do estado à renegociação da dívida proposta pelo governo federal e afirmou que a medida poderia ter ampliado a capacidade financeira paulista. Sobre o agronegócio, Tarcísio destacou programas estaduais de financiamento, seguro rural, irrigação, máquinas e equipamentos e afirmou que o estado manteve R$ 1,2 bilhão em recursos do Fundo de Expansão do Agronegócio Paulista (Feap) ao longo do mandato. Haddad defendeu o fortalecimento do seguro agrícola e a recuperação dos institutos estaduais de pesquisa. Tarcísio respondeu citando a recomposição salarial dos pesquisadores, a valorização da carreira e a realização de concursos públicos. O momento mais acalorado veio na discussão sobre o domínio territorial de facções criminosas. Haddad propôs a criação de um gabinete institucional de segurança pública, presidido pelo governador e com participação das polícias estaduais, Ministério Público, Polícia Federal, Receita Federal e Coaf. Ele defendeu maior integração das inteligências dos órgãos e afirmou que o combate ao crime organizado precisa atingir sua estrutura financeira. Tarcísio respondeu destacando o aumento do efetivo policial e operações de inteligência e asfixia financeira contra o crime organizado. Também citou ações em Paraisópolis e na Baixada Santista e afirmou que seu governo teve coragem para enfrentar grupos criminosos em setores como combustíveis, motéis, revendas de carros importados e transportes. Na sequência, em um momento pouco mais tenso, Tarcísio citou uma imagem de Haddad ao lado de uma mulher que, segundo ele, comandava o tráfico na favela do Moinho. Haddad reagiu e afirmou: "Eu vou saber quem é do tráfico. Você conhece o tráfico." Em seguida, questionou: "Se só você sabia que ela era uma traficante, porque você não foi lá aprender" e disse que, se soubesse da situação, teria dado voz de prisão. Haddad encerrou a reação dizendo: "Então você respeita, baixa essa bola." Ele voltou a criticar a condução da segurança pública por Tarcísio e afirmou que "só a truculência não vai resolver", defendendo o combate à estrutura financeira do crime organizado. Privatizações No terceiro bloco, Haddad atacou Tarcísio pela defesa das privatizações e cobrou uma avaliação crítica sobre a venda da Sabesp, as concessões de transporte e a instalação do sistema de pedágio free flow. Ao responder, Tarcísio citou obras e investimentos do governo estadual em saneamento, transporte e educação. Haddad então chamou o governador de “meio de decoreba” e disse que ele usava nomes de bairros, cidades e números para tentar intimidá-lo e desviar do que havia sido perguntado. “Tarcísio, você é meio decoreba. Concurseiro que joga um monte de números pensamos que me intimida. Você precisa fazer uma avaliação crítica das privatizações. Um trem explodiu duas semanas atrás", disse. O embate avançou para os investimentos do estado, a participação do governo federal em obras e ações em São Paulo, a saúde e a chamada tabela SUS Paulista. Haddad questionou os resultados da gestão estadual e citou dados oficiais para contestar os números apresentados por Tarcísio. O governador rebateu, apresentou outros indicadores e afirmou que São Paulo vive recordes em áreas como cirurgias, habitação e investimentos em infraestrutura. No fim do bloco, os dois voltaram a divergir sobre os investimentos do governo Tarcísio e o legado de gestões anteriores. Considerações finais Nas considerações finais, Tarcísio defendeu os resultados de sua gestão e pediu ao eleitor uma nova oportunidade para continuar no governo. Destacou avanços nas áreas de segurança, educação, saúde, habitação e infraestrutura e prometeu ampliar investimentos, o transporte sobre trilhos e o uso de inteligência artificial nos serviços públicos. Haddad, por sua vez, afirmou que Tarcísio não cumpriu promessas e criticou o fato de o governador apresentar obras ainda em andamento como resultados de sua gestão. O petista também defendeu o legado de sua passagem pela Prefeitura de São Paulo, afirmando que hospitais e outras obras que começaram em sua gestão foram entregues posteriormente. Ao criticar o prefeito Ricardo Nunes, aliado de Tarcísio, disse que o prefeito tem R$ 80 bilhões em caixa, mas estaria endividando a cidade em R$ 50 bilhões, além de fazer uma acusação envolvendo um contrato de Wi-Fi e o PCC.

  14. Dona Anita, Lucinha e Dudu Nobre Reprodução/Redes sociais Initial plugin text Anita Nobre, mãe do cantor e compositor Dudu Nobre e da ex-porta-bandeira Lucinha Nobre, morreu neste domingo (9), aos 78 anos. A informação foi divulgada pelo sambista em uma nota de falecimento publicada nas redes sociais. A causa da morte não foi informada. “É com profunda tristeza que comunicamos o falecimento de Anita Nobre, mãe de Dudu Nobre e Lucinha Nobre, neste domingo, 09 de agosto de 2026”, diz a publicação. Relembre abaixo reportagem de Milton Cunha com Anita Nobre, há 10 anos: Milton Cunha mostra receita especial de frango com farofa para a Ceia de Natal Na homenagem, a família destacou as lembranças deixadas por Anita. “Anita deixa seu amor, sua história e suas lembranças eternizados nos corações de seus familiares, amigos e de todos que tiveram o privilégio de conviver com ela. Descanse em paz, Anita Nobre.” Initial plugin text História no samba Anita tem longa história no samba e também teve papel fundamental na carreira dos filhos. O sambista já contou em entrevistas que foi a mãe quem comprou para ele o primeiro cavaquinho, ainda na infância. Segundo relato do próprio cantor, ele costumava brincar na casa de um porteiro que tinha um cavaquinho. Enquanto outras crianças colocavam brinquedos dentro do instrumento, Dudu tentava imitar as posições das notas. Anita percebeu o interesse do filho e comprou o cavaquinho. Ela também é citada como uma das precursoras das rodas de samba no Rio de Janeiro, e os filhos cresceram em um ambiente em contato desde cedo com nomes como Arlindo Cruz, Almir Guineto e Zeca Pagodinho. Biografias do sambista também registram que Anita e o marido, João Nobre, incentivaram a aptidão musical do filho desde pequeno, inclusive com aulas de piano clássico e percussão. Anita Nobre, à esquerda, em noite de desfile pela Império da Tijuca Reprodução/TV Globo Dudu Nobre e a mãe, Anita Nobre Reprodução/TV Globo

  15. Projeto da UNIFESP incentiva quem parar de usar "suco", gíria para anabolizante A morte do fisiculturista Gabriel Ganley, de 22 anos, em maio, em São Paulo, acendeu um alerta entre usuários de anabolizantes, conhecidos como “suco” nas academias. O atleta, que tinha cerca de 2 milhões de seguidores e falava abertamente sobre o uso de substâncias, morreu de forma súbita após problemas cardíacos. Relembre: Morre Gabriel Ganley, fisiculturista e influenciador, aos 22 anos O caso chamou a atenção para um problema que vai além do fisiculturismo. A pressão por um corpo considerado perfeito tem levado pessoas a recorrer a anabolizantes em busca de resultados mais rápidos, apesar dos riscos para a saúde. Gabriel Ganley: quem era o fisiculturista e influenciador que morreu aos 22 anos em SP Reprodução A reportagem do Fantástico, que foi ao ar neste domingo (9) mostrou os efeitos desse uso e acompanhou pessoas que decidiram abandonar as substâncias. Na Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), médicos criaram o projeto “Saindo do Suco com Segurança” para ajudar usuários que querem interromper o consumo. A iniciativa oferece acompanhamento de profissionais como nutricionistas e psicólogos durante o processo de recuperação. Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 'Força motriz' para chegar ao corpo ideal O influenciador e publicitário Paulo Gab conta que começou a buscar mudanças no próprio corpo ainda na infância e na adolescência. Magro, ele sofreu bullying na escola e passou a lidar com problemas de autoestima. “Eu fui uma criança e um adolescente muito magricela. E isso foi um problema para a minha autoestima, eu sofria muito bullying na escola.” No ambiente das academias, Paulo afirma que o anabolizante passou a ser visto por ele como uma maneira de acelerar os resultados. A substância se tornou parte da estratégia para alcançar o físico que desejava. “É muito comum o uso do anabolizante, justamente por ser uma força motriz que vai te dar um pouquinho mais de rapidez para chegar naquilo que a gente se pressiona para ter.” Com o tempo, porém, os efeitos começaram a aparecer também entre pessoas próximas. Dois amigos de Paulo quase entraram na fila de transplante de rins por problemas relacionados ao uso das substâncias. A experiência contribuiu para que ele decidisse interromper o consumo e procurasse atendimento especializado. Risco de morte é três vezes maior No projeto da Unifesp, Clayton Macedo, coordenador da iniciativa, recebe usuários que querem abandonar os anabolizantes. Segundo ele, alguns chegam a combinar três tipos diferentes de substâncias, inclusive produtos que não foram estudados em humanos. A morte de Ganley também provocou uma procura maior pelo atendimento. Macedo afirma que o caso fez surgir uma demanda de pessoas interessadas em suspender o uso de hormônios. Anabolizantes Reprodução Entre os principais riscos está o aumento da probabilidade de problemas cardiovasculares. Segundo o médico, usuários de esteroides anabolizantes têm risco de morte três vezes maior e possibilidade nove vezes maior de desenvolver miocardiopatia, doença que afeta o músculo cardíaco. O uso das substâncias também pode afetar fígado, rins e sistema hormonal. Entre as possíveis consequências estão hepatite medicamentosa, tumores hepáticos, infertilidade e alterações comportamentais. A pressão pelo corpo começa antes Para os profissionais da Unifesp, a relação problemática com a própria aparência pode começar muito antes do primeiro contato com os anabolizantes. O professor de bioquímica Paulo de Melo também passou pelo processo de abandonar as substâncias. Na infância e na adolescência, ele era obeso e sofreu bullying. Anos depois, já com outro corpo, precisou lidar com uma nova dificuldade: aceitar a perda de parte da massa muscular conquistada durante o uso de anabolizantes. Ele relaciona essa experiência ao filme “A Substância”, estrelado por Demi Moore, que aborda a obsessão com a aparência. “Quando eu assisti a Demi Moore se tornando aquele monstro, eu me vi naquele monstro.” Paulo está há um ano sem usar anabolizantes. A adaptação, segundo ele, tem sido difícil principalmente pelo aspecto psicológico, já que durante muito tempo se acostumou a enxergar o próprio corpo de outra maneira. “Um problema gigantesco de saúde pública” Para Clayton Macedo, a influência das redes sociais ajuda a alimentar o consumo de hormônios por pessoas que buscam resultados rápidos. O médico classifica o cenário como uma “epidemia de mau uso de hormônios” e critica também as redes sociais e profissionais que, segundo ele, passam uma falsa sensação de segurança aos pacientes. A avaliação é que o fenômeno deixou de ser restrito ao universo do fisiculturismo e passou a representar uma questão mais ampla. “Nós encaramos isso como um problema gigantesco de saúde pública.” Macedo afirma ainda que pessoas sem deficiência hormonal não deveriam utilizar essas substâncias com finalidade estética e que nenhum acompanhamento médico é capaz de garantir que o uso será seguro. Projeto atende pessoas de diferentes profissões O projeto “Saindo do Suco com Segurança” oferece acompanhamento com nutricionistas, psicólogos e outros profissionais para ajudar os pacientes a enfrentar o processo de interrupção do uso, incluindo as dificuldades psicológicas e possíveis recaídas. Atualmente, 158 homens e quatro mulheres, com idade média de 38 anos, são acompanhados pela iniciativa. O grupo é formado por pessoas de diferentes profissões, como advogados, empresários, policiais e trabalhadores da construção civil. Para os especialistas, o perfil reforça que o uso de anabolizantes não está limitado a atletas ou fisiculturistas. Andrea Fioretti, coordenadora do Núcleo de Endocrinologia do Esporte da Unifesp, afirma que muitos pacientes apresentam uma massa muscular exuberante, mas não necessariamente praticam fisiculturismo. Há ainda pessoas que começaram a utilizar anabolizantes na adolescência e permanecem por anos consumindo as substâncias. Abandonar o “suco” também significa aceitar mudanças na aparência. Para Paulo Gab, que já interrompeu o uso, a decisão não representa uma perda. “Eu estou muito pronto e estou muito feliz, disse" O influenciador e modelo Gabo, que também passou pelo projeto, destaca a forma como os profissionais conduzem o atendimento. Segundo ele, o ambiente permitiu falar sobre questões que não conseguia abordar com facilidade. Paulo de Melo espera que mais usuários procurem ajuda, mas ressalta que cada pessoa tem seu próprio tempo para tomar a decisão. “A partir do momento que você escolhe ganhar uns anos a mais de vida, você escolhe levar uma vida mais saudável, você tá ganhando com certeza. Muito mais do que você tá perdendo.”

  16. O podcast ‘Prazer, Renata’ está de volta para uma nova temporada, com episódios sobre temas importantes do universo feminino. No segundo episódio, a conversa é sobre o papel da amizade na nossa saúde física e mental. Renata Ceribelli recebe a atriz e diretora Debora Lamm, e a médica geriatra Karla Giacomin, uma das maiores referências em longevidade no Brasil, que estuda há décadas como as nossas relações afetam diretamente a forma como a gente envelhece. "A verdadeira amizade é um encontro que nunca termina, e isso a gente observa todos os dias. Se você tiver dez anos sem ver sua amiga, você parte de onde parou e nem nota que se passaram dez anos. A gente não gagueja, a gente não engastalha na conversa. A gente é livre, fluido ali naquele relacionamento”, afirma Karla Giacomin. "Realmente, a gente não viveu no mundo que nos estimulou a essa amizade, né? A gente viveu até aqui no mundo onde as mulheres foram sempre colocadas no lugar de adversárias uma das outras. Então, eu acho que a amizade entre mulheres é sim, ainda um tema a ser debatido, porque a gente não tem consciência da importância disso”, diz Débora Lamm.e Renata Ceribelli recebe a atriz e diretora Débora Lamm, e a médica geriatra Karla Giacomin Fantástico

  17. Incêndio atinge prédio abandonado na Avenida Prudente de Morais, em BH O prédio ao lado do edifício abandonado que pegou fogo na tarde deste domingo (9), no bairro Santo Antônio, em Belo Horizonte, foi desocupado por orientação do Corpo de Bombeiros. Segundo a corporação, há recomendação para que os moradores não passem a noite em casa. De acordo com o capitão Sérgio Magalhães, o residencial esvaziado tem seis apartamentos. A instrução para deixar o local tem caráter preventivo e busca evitar que os vizinhos fiquem expostos aos efeitos da fumaça. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Minas no WhatsApp O incêndio atingiu um prédio abandonado que pertence à empresa Oi, na esquina da Avenida Prudente de Morais com a Rua Marabá. Conforme o Corpo de Bombeiros, o edifício é ocupado por pessoas em situação de rua, e as chamas podem ter começado em um colchão, após uma possível queima de cobre. "A gente imagina que o fogo tenha se iniciado por conta de uma incineração de cobre [...]. Quando a gente chegou, conseguiu visualizar que tinha algumas pessoas fazendo barulho no interior da edificação. Por conta disso, a gente precisou romper a porta para poder adentrar [...]. A gente visualizou algumas pessoas tentando sair pela janela e deu o apoio necessário", detalhou o capitão Sérgio Magalhães à TV Globo. Uma mulher foi retirada do prédio abandonado e encaminhada em estado grave ao Hospital João XXIII após inalar fumaça. As chamas foram controladas no início da noite. A ocorrência mobilizou sete viaturas e 25 militares do Corpo de Bombeiros. Prédio abandonado Uma nuvem de fumaça preta tomou os arredores do prédio da Oi, atualmente sem uso. De acordo com moradores da região, há cerca de um mês, o lugar passou a ser alvo de furtos de equipamentos eletrônicos e fios de cobre. Em nota, a Defesa Civil de Belo Horizonte informou que uma equipe irá avaliar as condições de segurança para verificar a possibilidade de realização da vistoria de risco, considerando a visibilidade reduzida, a presença de fumaça e a temperatura no interior da edificação após o incêndio. "Caso não seja possível realizar a vistoria com segurança neste momento, a avaliação será programada assim que o imóvel apresentar condições adequadas e seguras para o acesso da equipe da Defesa Civil", completou o órgão. LEIA TAMBÉM: Incêndio atinge prédio abandonado na Avenida Prudente de Morais, em BH Incêndio atinge prédio abandonado na Avenida Prudente de Morais, em BH Imagens cedidas à TV Globo
  18. Denúncia exclusiva: ANAC teria sido alertada sobre possíveis irregularidades na manutenção da Voepass antes do desastre que matou 62 pessoas Hoje faz dois anos da queda do 2283 da companhia aérea Voepass em Vinhedo, no interior de São Paulo. As 62 pessoas que estavam a bordo morreram. Na quinta-feira, a Polícia Federal encerrou a investigação das causas do acidente e indiciou 16 pessoas. O Fantástico mostra a denúncia de um ex-funcionário da Anac. Antes do desastre, ele já alertava sobre o reaproveitamento de peças em aviões da empresa. LEIA TAMBÉM: Exclusivo: caixa-preta de avião da Voepass revela piloto admitindo falha no sistema de degelo: 'Essa b** não tá funcionando' 'Informações falsas': presidente da Anac diz que agência foi enganada pela Voepass Setecentos e vinte e oito dias depois, a resposta veio por meio da investigação. O delegado Rodrigo Sanfurgo, superintendente da Polícia Federal em São Paulo, explicou o trabalho realizado: "A Polícia Federal durante esses dois anos se debruçou na análise, nas provas, nas perícias, nos laudos, nos testemunhos, com o objetivo de entender a dinâmica dos fatos. E, ao mesmo tempo, responsabilizar todos que atuaram para que esse acidente ocorresse". Ao todo, 16 pessoas foram indiciadas, entre pilotos, funcionários de terra, gerentes, diretores e o presidente da Voepass. Segundo o delegado da Polícia Federal André Ribeiro, a investigação revelou problemas estruturais na empresa: "A investigação deixa bem claro que há uma cultura de omissões, uma gestão pautada com pressões para não reportar, priorizando o operacional em detrimento da segurança". O voo 2283, que partiu de Cascavel com destino ao Aeroporto de Guarulhos, enfrentou uma frente fria que provocou condições severas de formação de gelo. Especialistas alertam que as asas do modelo ATR têm quase 30 metros e o acúmulo de gelo pode adicionar algumas toneladas ao peso da aeronave. Diálogos extraídos das caixas-pretas revelam a progressão da crise na cabine. Às 12h14, o sistema emitiu um alerta sonoro de detecção de gelo na asa direita. O comandante reconheceu a falha no equipamento de degelo, o "airframe": "É o airframe que deu fault". Ao dizer "airframe", ele se refere ao equipamento que retira gelo das asas. E "fault" significa mau funcionamento. Na sequência, às 12h15, o piloto Danilo Romano desligou o sistema de detecção, afirmando: "Pode tirar, pode tirar, pelo menos a gente já sabe que tá... [com mau funcionamento]". Às 12h17, o comandante brincou: "Foi só eu falar. O avião escutou. Esse avião parece aquele fusquinha, Herbie lá, Herbie, filme bem antigo". Danilo Romano cita o carro da série "Se meu Fusca falasse", lançada no fim dos anos 1960. Mesmo com alertas de perda de velocidade e falha no sistema de degelo, os pilotos não deixaram a área de formação de gelo, como previa o procedimento. Às 13h20, o copiloto Humberto Alencar avisou: "Bastante gelo". Ele tentou acionar o sistema novamente, dizendo "ligar o airframe", mas o comandante respondeu: "Essa b... não tá funcionando, né?". Às 13h21, a última fala registrada foi do copiloto: "Gelo". Um minuto depois, o avião caiu. A Polícia Federal descobriu que o sistema de degelo falhou em pelo menos 15 vezes antes, mas os defeitos não foram registrados no diário técnico. Se tivessem sido anotados, o avião não poderia ter decolado. Além disso, a aeronave não era homologada para voar em condições de gelo severo, as quais já eram previstas na rota. A investigação agora analisa possíveis falhas da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC). "Nós fizemos dois pedidos para a Justiça Federal de Campinas. Um deles que sejam compartilhadas a prova de toda a investigação com a própria Anac. E que encaminhasse cópia pra procuradoria da Republica do Distrito Federal para que seja analisado a possibilidade ou não de atos de improbidade, com eventual crime.", diz o delegado André Ribeiro. Documentos exclusivos revelam que um ex-inspetor da ANAC, exonerado no ano passado após 16 anos de serviço, já alertava sobre problemas na Voepass e alegava perseguição por parte de dirigentes da agência. Em 2019, ele recomendou a suspensão da autorização de voo da MAP Linhas Aéreas (que se fundiu à Passaredo para criar a Voepass), afirmando haver evidências de que peças estavam sendo usadas sem avaliação de aeronavegabilidade. Segundo ele, essa recomendação não foi seguida pela agência. Em 2022, ele alertou que peças de um avião acidentado em Rondonópolis (MT) em 2016 estariam sendo reaproveitadas ilegalmente. Sem providências internas, ele enviou e-mails para órgãos internacionais (FAA e EASA), mas a ANAC desautorizou o inspetor perante essas agências. O inspetor acabou respondendo a um processo interno por insubordinação antes de sua exoneração. Denúncias de prevaricação contra funcionários da ANAC foram arquivadas pelo Ministério Público Federal por falta de provas, mas um processo cível por injúria e difamação continua. A ANAC só cassou a autorização da Voepass em junho de 2025, dez meses depois do acidente. Em nota, a ANAC informou que os achados sobre o avião de Rondonópolis foram analisados e que as peças passaram por checagem conforme as normas. A agência anunciou a abertura de processo interno para verificar responsabilidades de servidores. A Voepass reiterou que a segurança sempre foi prioridade, que seus treinamentos cumprem protocolos e que colabora com as autoridades. O advogado do presidente da empresa, José Luiz Felício Filho, afirmou que ele não atuava na gestão direta na época, mas que havia determinado o cumprimento de protocolos de segurança e, após o acidente, reassumiu a gestão para promover mudanças. Os 16 indiciados podem responder por atentado contra a segurança do transporte aéreo e falsidade ideológica. Segundo o delegado André, a exposição ao perigo é agravada pela queda e pelas mortes, podendo resultar em penas altas: "A exposição a perigo já é crime, já possui uma pena que é agravada quando há uma queda; se torna uma pena alta, de 4 a 12 anos. E o evento morte faz a pena ser aplicada em dobro". GloboPop: clique para ver os vídeos do palco do Fantástico Ouça os podcasts do Fantástico ISSO É FANTÁSTICO O podcast Isso É Fantástico está disponível no g1 e nos principais aplicativos de podcasts, trazendo grandes reportagens, investigações e histórias fascinantes em podcast com o selo de jornalismo do Fantástico: profundidade, contexto e informação. Siga, curta ou assine o Isso É Fantástico no seu tocador de podcasts favorito. Todo domingo tem um episódio novo

  19. Cuidado com a falsa central: quem liga não é quem você pensa "A velha já tá indo sozinha. Se tivesse R$ 100 mil aqui, eu ia esfolar ela". Essa declaração foi feita por um golpista que se passava por gerente de banco em um telefonema com uma vítima. Imagens obtidas pelo Fantástico mostram como funciona o golpe da falsa central bancária. Enquanto a vítima acredita estar seguindo um procedimento de segurança, os golpistas a induzem a fazer uma transferência. Na última sexta-feira (7), um homem foi preso em flagrante depois de tirar R$ 17.400 de duas contas de um idoso de 82 anos. O caso aconteceu em um banco em Guarulhos (SP), mas a fraude começou em Belo Horizonte (MG), com uma ligação que induziu a vítima a entregar tudo o que tinha. Em outro caso, um advogado de Cascavel (PR) teve um prejuízo de aproximadamente R$ 600 mil. Os golpistas tiraram dinheiro da conta, esgotaram o cheque especial e fizeram um financiamento em nome da vítima. Vídeo mostra vítima caindo em golpe da falsa central bancária Reprodução/TV Globo O advogado relatou ter recebido uma mensagem de um contato com a foto e o número de telefone da gerente do seu banco. Os criminosos apresentaram um suposto pagamento com os dados da vítima e perguntaram se ela reconhecia a operação. Na sequência, afirmam que um especialista em segurança entraria em contato. Esse falso funcionário ajudaria a cancelar as supostas operações suspeitas, mas seu objetivo é induzir a vítima a seguir os passos necessários para cair no golpe. A vítima não conseguiu ressarcir o prejuízo que sofreu com o golpe. "Eles acharam uma forma muito mais fácil de fazer esse roubo. Nem explosão de caixa eletrônico acontece mais", disse. "Você sai de vítima para inadimplente e sem recurso, sem amparo". Para o delegado Everson Aparecido Contelli, os criminosos recorrem a gatilhos de autoridade ao se apresentarem como funcionários do banco. "Qualquer pessoa pode cair. Temos acompanhado aqui pessoas com mestrado, com doutorado", afirmou. A estratégia é atacar em massa e incluir disparar a mesma farsa para dezenas de pessoas ao mesmo tempo. "Evidentemente, o criminoso não espera sucesso em todos. Mas no mínimo que ele alcança, já acaba causando um prejuízo muito significativo", disse Contelli. Estratégia de golpistas é atacar em massa e disparar mesma farsa para dezenas de pessoas ao mesmo tempo Reprodução/TV Globo Segundo o delegado Adair Marques Correia Junior, as quadrilhas de diferentes estados têm trabalhado juntas. "Algumas replicam sites de bancos, outras quadrilhas trabalham com os contatos com as vítimas. Outra é responsável por obter esses vazamentos de dados dos bancos", afirmou. Uma operação realizada em julho terminou com 22 prisões e a apreensão de celulares, computadores e documentos usados em uma casa que funcionava como uma falsa central bancária. Segundo a investigação, o grupo mantinha dados sigilosos das vítimas. O local tinha até mesmo uma espécie de quadro de metas, que revelava os objetivos definidos para cada mês. Vídeos feitos por golpistas revelam como funcionam as falsas centrais bancárias Globo Em 30 cidades da região noroeste do estado de São Paulo, a falsa central equivale a metade dos golpes. Mirassol é a cidade da região com o maior número de casos: diariamente, duas pessoas do município são vítimas desse tipo de crime. Uma cidade pequena geralmente vira alvo desses golpes por dois motivos: os criminosos ligam para uma sequência de números de celular com o mesmo DDD ou conseguem informações privilegiadas sobre clientes de uma determinada agência bancária. A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) explica que não há qualquer pedido de transferência por nenhuma instituição financeira. "A conta mais segura é a sua conta protegida pelas suas credenciais, seus tokens e suas senhas", disse Ivo Mósca, diretor-executivo de Inovação da Febraban. Segundo ele, a recuperação do dinheiro depende de alguns fatores. "Primeiro, da velocidade com que o cliente percebeu esse golpe. Esse fluxo financeiro acaba sendo redirecionado para múltiplas contas. Vai depender também das políticas internas de cada uma das instituições".

  20. Carro com 137 kg de maconha fugiu da PRF por 10 km antes de acidente com sete mortos em MG A Polícia Civil identificou as sete pessoas que morreram no acidente entre dois carros na BR-251, em Salinas, nesse sábado (8). Três delas estavam no carro branco que fugiu de uma abordagem da Polícia Rodoviária Federal (PRF) e quatro no carro preto atingido durante a fuga. Segundo o delegado regional de Taiobeiras, Douglas Ferraz Veloso, Pedro Yan Linhares Gutierrez, de 24 anos, era o motorista do carro branco. Ele não era habilitado e usava tornozeleira eletrônica. No carro branco, que fugiu da abordagem da PRF, estavam: Pedro Yan Linhares Gutierrez, 24 anos — motorista Alana Alves da Silva, 28 anos Ramon Silverio Nogueira, 19 anos Mulher, 20 anos — sobrevivente 📲Clique aqui para seguir o canal do g1 Grande Minas no WhatsApp Alana morreu no local. Pedro Yan e Ramon foram socorridos, mas morreram após serem levados para o hospital. A mulher de 20 anos sobreviveu e foi encaminhada em estado grave. No carro preto, atingido durante a fuga, estavam: Argemiro Machado da Silva, 79 anos Valmir Machado da Silva, 76 anos Alcides Silva Santos, 77 anos Gilmar Bispo dos Santos, 46 anos Os quatro morreram no local. A Prefeitura de Ruy Barbosa divulgou nota de pesar pelas mortes de Argemiro, Valmir, Alcides e Gilmar e informou que os quatro eram moradores do município. Nota de pesar da secretária de assistência social do município de Ruy Barbosa, Bahia. Reprodução Os sete corpos foram encaminhados ao Posto Médico-Legal de Taiobeiras. Até a noite deste domingo (9), seis já haviam sido liberados para os familiares, segundo o delegado regional. A Polícia Civil informou ainda que foi instaurado um caderno investigativo para apurar o caso. Como foi o acidente Segundo a PRF, a ocorrência começou depois que o motorista do carro branco desobedeceu a uma ordem de parada, na tarde de sábado (8), no km 314 da BR-251 em Salinas fugiu em alta velocidade. A polícia informou que houve cerca de 10 quilômetros de acompanhamento tático até a colisão, registrada no km 304. A fuga terminou em uma ultrapassagem que provocou a colisão frontal. Carro branco transportava 168 tabletes de maconha, segundo a PRF. Corpo de Bombeiros Militar “Na tentativa de fuga, o motorista executou manobras perigosas e invadiu a faixa contrária em uma curva para ultrapassar quatro veículos, provocando a colisão frontal com um GM Astra que transitava no sentido contrário”, disse a PRF. Os quatro ocupantes do carro preto morreram no local. No carro branco, Alana também morreu na rodovia. Pedro Yan e Ramon foram socorridos, mas morreram no hospital. Segundo a última informação fornecida pelo Samu, a mulher de 20 anos havia sido encaminhada ao hospital em estado grave, com traumatismo cranioencefálico grave e múltiplas fraturas, e precisou ser intubada. Carro transportava 137 kg de maconha A PRF encontrou 168 tabletes de maconha no carro que fugiu da abordagem. A droga apreendida pesava 137 kg. Segundo a corporação, o veículo percorreu aproximadamente 10 quilômetros durante o acompanhamento antes da colisão frontal. Carro branco transportava 168 tabletes de maconha e bateu durante tentativa de fuga, segundo a PRF. Sete pessoas morreram no acidente Redes Sociais Oito pessoas ficaram presas às ferragens O Corpo de Bombeiros informou que as oito pessoas que estavam nos dois carros ficaram presas às ferragens. Quando os militares chegaram, cinco vítimas estavam mortas e outras três foram socorridas com vida pelo Samu. Os bombeiros fizeram o desencarceramento e a retirada das vítimas, além da sinalização, segurança e preservação da área durante o trabalho da perícia. A Polícia Civil requisitou perícia no local. Neste domingo (9), a corporação informou ao g1 que, até aquele momento, ninguém havia sido conduzido à delegacia. Oito vítimas ficaram presas às ferragens, segundo o Corpo de Bombeiros. Corpo de Bombeiros Militar LEIA TAMBÉM: Carro com 137 kg de maconha fugiu da PRF por 10 km antes de bater de frente na BR-251; sete morreram Sete pessoas morrem após carro que fugia da PRF na BR-251 bater de frente com outro automóvel Colisão frontal entre carro e picape na MGC-135 deixa dois motoristas feridos em Montes Claros Vídeos do Norte, Centro e Noroeste de MG Veja mais notícias da região em g1 Grande Minas.

  21. Ex-marido de Maria da Penha é preso após dar entrevista sobre tentativa de matar ativista O ex-marido de Maria da Penha, mulher que inspirou a lei de combate à violência doméstica no Brasil, foi preso neste domingo (9/8), em Natal, no Rio Grande do Norte, por descumprimento de medidas preventivas concedidas em favor de sua ex-esposa e das duas filhas. O pedido foi feito pelo Ministério Público do Ceará (MPCE) porque Marco Antônio Heredia Viveros deu uma entrevista falando sobre Maria da Penha à TV Record - reportagem que iria ao ar no programa Domingo Espetacular. A lei completou 20 anos na última sexta-feira (7/8) e tem assegurado direitos a mulheres vítimas de violência doméstica e familiar. Em 2024, segundo o MP, o Juizado da Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher de Fortaleza, no Ceará, expediu uma medida cautelar contra Viveros, o proibindo de divulgar informações sobre o processo e de propagar o nome ou a imagem da ex e filhas em mídias sociais, aplicativos ou qualquer ambiente virtual. Maria da Penha levou um tiro na coluna e ficou paraplégica. Justiça condenou seu ex-marido por tentativa de homicídio Instituto Maria da Penha/Divulgação Portanto, o MPCE entendeu que a entrevista violava esta medida. Segundo o órgão, o juiz Cesar Morel Alcantara acolheu o pedido e determinou a prisão de Viveros. Ele foi preso pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) do Ministério Público do Rio Grande do Norte. A entrevista de Viveros foi anunciada nas redes sociais como parte de uma reportagem que também teria uma entrevista com Maria da Penha. No trecho divulgado, o repórter Roberto Cabrini pergunta a Viveros sobre o crime pelo qual foi condenado. Viveros responde, em trecho editado: "Afirmar é muito fácil". Segundo o MPCE, as chamadas veiculada estavam sendo divulgadas em plataformas digitais e redes sociais, caracterizando o descumprimento da determinação judicial. O órgão informou que "o investigado foi devidamente notificado das restrições impostas e das consequências jurídicas em caso de violação da medida". Além de decretar a prisão preventiva, também foi determinada a retirada imediata do ar de conteúdos relacionados à entrevista e proibida a veiculação da reportagem. A BBC News Brasil procurou a defesa de Marco Antônio Heredia Viveros, mas até a publicação desta reportagem não havia manifestação oficial. Um de seus advogados, Otacilio de Paula, fez postagens nas redes sociais criticando a prisão: "Por que não podemos ouvir Marcos Heredia? Por que só ela pode falar?", criticou. Marco Heredia foi preso em Natal neste domingo MPRN/Divulgação O crime que deu origem à lei Resultado de crescentes demandas por uma forma mais efetiva de combater a violência doméstica e de anos de preparação e estudo por entidades de defesa das mulheres, a lei aprovada em 2006 foi batizada em homenagem à farmacêutica cearense Maria da Penha Fernandes. Em maio de 1983, Penha despertou com um estampido agudo dentro do quarto. Tentou se mexer e não conseguiu. "Puxa, o Marco me matou", pensou ela, segundo disse em entrevista à BBC News Brasil em 2016. Viveros contaria à polícia que acordou no meio da noite com barulho em casa, em Fortaleza. E que ao chegar à cozinha, deparou-se com uma gangue de quatro assaltantes. Após uma breve luta, eles teriam lhe acertado um tiro de raspão no ombro e baleado Maria da Penha, que se encontrava em outro quarto, adormecida. Penha, que passaria os quatro próximos meses no hospital, não tinha como questionar essa versão, mas já tinha dúvidas sobre ela. "Eu raciocinava, como é que um homem luta com quatro pessoas e não morre, não leva um tiro? E eu, dormindo, levei um tiro." Nos próximos meses, a história de Viveros cairia como um castelo de cartas. Nenhum vizinho, mesmo os vários que se sobressaltaram com os tiros nas primeiras horas da manhã do fatídico dia, viu os supostos assaltantes deixando a casa. As marcas da entrada na casa da família nunca confirmaram que houve arrombamento. As empregadas acharam uma espingarda no armário de Viveros da qual ninguém jamais havia ouvido falar. O próprio cairia em contradições ao ser chamado para depor uma segunda vez à polícia. Ainda retomando os movimentos básicos do corpo e reprendendo a viver em cadeira de rodas, Penha diz que a crueldade continuava. Na volta para casa do hospital, ainda no carro, Viveros lhe ordenou que não recebesse visitas nem de amigos nem de parentes Mas foi só quando Viveros tentou eletrocutá-la, levando-a para baixo de um chuveiro elétrico, que Penha decidiu que era hora de abandonar o casamento de vez. Os crimes aconteceram em 1983 e Maria da Penha passou 19 anos apresentando provas à Justiça brasileira que comprovavam a tentativa de homicídio, mas a Justiça Brasileira só condenou sei ex-marido em 2002. Ele cumpriu apenas 2 anos da pena de 6 anos de prisão. O caso foi apresentado em 2001 à Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) que condenou o estado brasileiro por negligência e fez uma série de recomendações de para evitar que outras brasileiras sofram tragédias como a de Maria da Penha. Viveros segue até hoje insistindo na versão do assalto. Num recente documentário da produtora Brasil Paralelo, ele alegava que o casal tinha sido vítima de assaltantes, e que a luta corporal com bandidos teria provocado o disparo de tiro em Maria da Penha e lesões no queixo, mão e no pescoço dele. Segundo o MPCE, essa produção usou um laudo adulterado de um exame de corpo de delito de Vivero e, por isso, entrou com uma denúncia, posteriormente aceita pela Justiça. O órgão argumenta que Viveros segue fazendo uma "campanha de ódio" contra Maria da Penha. A lei, criada há 20 anos e classificada pelo ONU como pioneira no mundo na defesa da mulher, tem sido alvo de uma campanha de desinformação nos últimos anos, como mostrou reportagem da BBC News Brasil em 2023. Nos últimos anos, a lei já foi ampliada para além da mulher cis em relações heterossexuais, alcançando casais LGBTs e mulheres trans. Atualmente, o Supremo Tribunal Federal (STF) discute se as medidas protetivas podem ser utilizadas mesmo quando não existe relação doméstica, familiar ou afetiva entre vítima e agressor.

  22. Vídeo mostra mulher sendo resgatada com ajuda de moto aquática no litoral de SP Uma mulher foi resgatada por um guarda-vidas no mar em Guarujá, no litoral de São Paulo, neste domingo (9). Segundo o Grupamento de Bombeiros Marítimo (GBMar), ela estava em processo de afogamento, mas foi retirada da água em segurança. O caso aconteceu na Praia da Enseada. Imagens obtidas pelo g1 mostram o momento em que o guarda-vidas segurou a mulher até a chegada de duas pessoas, não identificadas, em uma moto aquática. ✅ Clique aqui para seguir o novo canal do g1 Santos no WhatsApp. Mulher foi resgatada em praia do Guarujá, SP. Reprodução/Redes Sociais A ação também contou com o apoio de uma segunda moto aquática, esta do GBMar. Ainda segundo a corporação, não foi constatado grau de afogamento na mulher. Perigo no mar Corrente de retorno é uma das causas de afogamentos no mar Reprodução/TV Bahia Anteriormente, o GBMar explicou que as correntezas são as maiores ameaças contra a vida dos banhistas e responsáveis pela maioria dos afogamentos em praias. De acordo com a corporação, a corrente de retorno funciona como se fosse um rio em direção ao fundo do mar e pode arrastar uma pessoa em poucos segundos. Por ser difícil de identificá-las, o GBMar coloca sinalizações com placas vermelhas. Confira algumas orientações dos bombeiros para fugir de correntezas: ⚠️Não entre no mar em praias com sinalização; 🍹Se não souber nadar ou ingerir bebidas alcoólicas, não entre nas águas; 🏊‍♀️Fique com a água abaixo da linha da cintura. VÍDEOS: g1 em 1 minuto Santos

  23. Tarcísio de Freitas antes do debate da Band Reprodução O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), rebateu neste domingo (9) um vídeo publicado pelo seu alido, Eduardo Bolsonaro (PL), sobre a obrigatoriedade das vacinas no Brasil. Neste sábado (8), Eduardo Bolsonaro gravou um vídeo em que disse que foi a uma agência de correio norte-americana para assinar uma declaração isentando sua filha da obrigatoriedade de tomar vacinas para poder ser matriculada na escola no estado do Texas. No vídeo, ele afirmou que isso mostra "respeito à liberdade dos pais nos EUA e criticou o que chamou de obrigatoriedade vacinal imposta por Lula no Brasil" e questionou "quem seria responsabilizado em caso de efeito colateral". No momento em que o estado de São Paulo vive um surto de sarampo, com 23 casos confirmados da doença, questionado sobre a fala de Eduardo Bolsonaro, Tarcísio chamou a população a ir aos postos de saúde vacinar, para evitar o avanço da doença no estado. "A vacina do sarampo é consagrada e segura. A gente tem feito um esforço muito grande aqui em São Paulo para aumentar a cobertura vacinal graças a algumas medidas, como incentivo à gestão municipal, a gente está conseguindo ampliar. E eu recomendo a todos já buscar o posto de vacinação a buscar a vacinação do sarampo porque ela é fundamental nesse momento", disse o governador.

  24. Supeito é um jovem de 19 anos Arquivo pessoal Um jovem, de 19 anos, foi preso por tráfico de drogas neste sábado (8), no bairro Alvorada, na zona Oeste de Boa Vista. Com ele, a Polícia Militar (PM) apreendeu cinco porções de substância parecendo cocaína, três pacotes de skank, uma balança de precisão, R$ 363, US$ 2, um iPhone e outros objetos que comumente são utilizados no tráfico. De acordo com a PM, ele foi preso após ser flagrado entregando um objeto a outro pela cerca de uma casa e recebendo algo em troca. Ao notar a aproximação da viatura, o jovem teria jogado fora um pacote e corrido para uma construção abandonada no quintal. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 RR no WhatsApp Os policiais abordaram os dois homens. Com o suspeito, encontraram três invólucros de substância semelhante à cocaína e dinheiro. Ainda conforme a PM, o jovem informou que havia mais drogas em seu quarto e autorizou a entrada dos militares. No local, os agentes encontraram o restante das drogas, uma balança de precisão e um celular. Além disso, apreenderam uma faca de mesa com resíduos de cocaína e outras duas facas, uma tesoura pequena, um saco zip e um relógio preto com pulseira prata. Nada foi encontrado com o outro homem abordado. Segundo a PM, ele afirmou ser usuário de drogas e disse que estava no local para comprar entorpecentes quando os policiais chegaram. Agora no g1 Leia outras notícias do estado no g1 Roraima.

  25. Alerta de ventos costeiros emitido pelo Inmet para Litoral de SP. Reprodução/Inmet O Litoral Norte de São Paulo está sob alerta de perigo potencial para ventos costeiros, segundo aviso emitido pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). O alerta começou às 8h30 deste domingo (9) e segue válido até as 23h59 de segunda-feira (10). O aviso vale para toda a faixa litorânea da região, incluindo Caraguatatuba, Ubatuba, São Sebastião e Ilhabela. De acordo com o Inmet, a intensificação dos ventos nas áreas litorâneas pode provocar a movimentação de dunas de areia sobre construções localizadas na orla, em pontos mais suscetíveis. Em caso de emergência, a orientação é acionar a Defesa Civil pelo telefone 199. Agora no g1 Veja a previsão do tempo para segunda-feira (10): 📍Caraguatatuba Mínima: 13°C Máxima: 21°C O dia será de muitas nuvens, com possibilidade de chuva isolada pela manhã, tarde e noite. As temperaturas seguem em declínio. 📍Ubatuba Mínima: 12°C Máxima: 21°C A previsão indica muitas nuvens e possibilidade de chuva isolada durante todo o dia. As temperaturas também devem cair. 📍São Sebastião Mínima: 12°C Máxima: 20°C O município terá muitas nuvens e possibilidade de chuva isolada ao longo do dia. A tendência é de queda nas temperaturas. 📍Ilhabela Mínima: 15°C Máxima: 21°C O tempo permanece com muitas nuvens e possibilidade de chuva isolada durante todo o dia. As temperaturas seguem em declínio. Veja mais notícias do Vale do Paraíba e região bragantina

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