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G1 GLOBO (Tudo Diário)

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  1. Museu do Amanhã é uma das sedes do TurisMall Alexandre Macieira/Riotur O Rio de Janeiro recebe, entre esta quarta-feira (12) e sexta-feira (14), um evento internacional voltado ao turismo, negócios e inovação. A primeira edição do TurisMall - Plataforma Multieventos de Turismo, Negócios e Inovação ocupa diferentes pontos da cidade, como o Museu do Amanhã, o Museu de Arte do Rio, a Casa Firjan, a Associação Comercial do Rio de Janeiro e o Copacabana Palace. A inscrição é gratuita. A proposta do encontro é reunir representantes do setor público, executivos da indústria do turismo, investidores e especialistas para discutir o papel do turismo como motor de desenvolvimento econômico. A organização espera mais de cinco mil participantes ao longo da programação, com circulação diária de cerca de 1,8 mil agentes de turismo na área de exposições. O centro das atividades será o Museu do Amanhã, na Região Portuária, onde ocorre uma feira com cerca de 20 expositores, entre destinos turísticos e empresas do setor. Estados e cidades como Mato Grosso do Sul, São Paulo, Foz do Iguaçu, Niterói e Petrópolis confirmaram participação para apresentar projetos e atrair negócios. ‘Oscar do Turismo’: Rio é eleito melhor destino turístico da América do Sul Além da área de exposição, o espaço recebe painéis e debates com executivos de empresas e entidades do turismo internacional. Entre os convidados estão Terry Dale, presidente da United States Tour Operators Association, associação que reúne operadoras de turismo dos Estados Unidos; Ray Bloom, fundador da IMEX Group; e Simon Mayle, diretor global da International Luxury Travel Market, feira internacional de turismo de luxo. Tecnologia, audiovisual e diplomacia A programação do TurisMall está dividida em diferentes fóruns temáticos espalhados pela cidade. No Museu do Amanhã também ocorre o OpenTurisTech, encontro dedicado à transformação digital no turismo. Os debates abordam temas como inteligência artificial aplicada ao setor, proteção de dados de viajantes, turismo virtual e soluções tecnológicas para melhorar a experiência de visitantes. O Museu de Arte do Rio recebe o Fórum de Audiovisual e Turismo, que reúne secretários de turismo e especialistas para discutir como produções de cinema, televisão e streaming podem transformar destinos em cenários turísticos e atrair visitantes. Na Casa Firjan, o foco será a relação entre Brasil e China. O fórum bilateral discute oportunidades de investimento, comércio e ampliação do fluxo de turistas entre os dois países. Outro encontro ocorre na Associação Comercial do Rio de Janeiro, com representantes diplomáticos de nove países. O objetivo é debater cooperação internacional e a chamada “economia do mar”, ligada a atividades portuárias, marítimas e turísticas. Liderança feminina Entre as atividades paralelas está um encontro promovido pelo Grupo de Líderes Empresariais, realizado no Copacabana Palace, que reúne cerca de 80 lideranças femininas do turismo, da gestão pública e do setor empresarial. Uma das palestras será conduzida por Patrícia Hespanha, diretora-executiva administrativa da Copa do Mundo Feminina da FIFA 2027, que falará sobre o impacto do torneio para a projeção internacional do Brasil. Festival gastronômico aberto ao público Além das atividades voltadas ao mercado, o entorno do Museu do Amanhã terá um festival gastronômico aberto ao público durante os três dias de evento. A programação também inclui capacitações para agentes de turismo e operadores no último dia do encontro, com foco em formação profissional e troca de experiências entre empresas e destinos turísticos. Segundo os organizadores, a proposta é posicionar o Rio de Janeiro como sede de encontros internacionais voltados à indústria do turismo e ampliar a atração de investimentos para o setor. Veja a programação completa e como se inscrever no site do TurisMall.

  2. Diagnóstico de Alzheimer: avaliação precoce influencia no tratamento No final de fevereiro, a Associação Internacional de Alzheimer (AAIC na sigla em inglês) promoveu, ao longo de quatro dias, eventos em diferentes lugares – Austrália, Reino Unido, Nigéria, Kosovo, Costa Rica e Uruguai – para debater o cenário da doença com abordagens locais. Decidi acompanhar o painel realizado no Uruguai, já que os dados se referiam à América Latina. Coube à pesquisadora argentina Lucía Crivelli, da Fundação para a Luta contra as Enfermidades Neurológicas da Infância (FLENI), instituição especializada em neurologia, neurocirurgia e reabilitação de crianças e adultos, fazer a principal apresentação, com um alerta importante. Enquanto, no resto do mundo, 45% dos casos de Alzheimer poderiam ser evitados, o percentual chega a 56% na América Latina. Lucía Crivelli: chega a 56% o percentual dos casos de Alzheimer que poderiam ser evitados na América Latina Divulgação E por que isso acontece? Como explicou a pesquisadora, o foco em prevenção ainda é insuficiente. Nosso estilo de vida desempenha um papel crucial nesse tabuleiro de xadrez. Vamos ao meu mantra preferido: praticar atividade física, não fumar, controlar o peso, o colesterol, o nível de açúcar no sangue e o consumo de álcool são iniciativas que deveriam constar de todos os programas de saúde pública. Crivelli enumerou outros fatores de proteção: escolaridade, redução da poluição, prevenção da depressão, de traumatismos cranianos e da perda de audição e visão – tendo, como pano de fundo, o estímulo a conexões sociais que sirvam de apoio às pessoas. Embora tenha insistido na ressalva de que a América Latina não pode ser vista como um bloco homogêneo, ela apresentou uma consolidação de dados mostrando o impacto de ações protetoras contra a demência. Na infância, juventude e início da vida adulta, investir em escolaridade (número anos na escola) diminuiria o risco em 11%. A partir da meia-idade, o controle da hipertensão reduziria esse risco em 9%, enquanto o da obesidade responderia por 8%. Evitar a perda de audição diminuiria o risco em 8%; tratar a depressão, 7%; deixar de fumar, 6%; combater o sedentarismo, 5%; e controlar o diabetes, 3%. Há variações entre países: no México, por exemplo, Crivelli apontou que o foco deveria ser em hipertensão e obesidade, além de depressão e isolamento. No Brasil, em escolaridade, hipertensão, perda auditiva e obesidade. A estimativa é de que, no país, tenhamos perto de 2 milhões de pessoas com algum tipo de demência, enquanto, na América Latina, o total chegue a 10 milhões – os números vão triplicar até 2050. A prova de que há uma saída para cenário tão desolador é o FINGER (Finnish Geriatric Intervention Study to Prevent Cognitive Impairment and Disability). Publicado originalmente em 2015 pela médica Miia Kivipelto, professora de geriatria clínica do Instituto Karolinska, na Suécia, foi o primeiro grande estudo clínico a provar que uma intervenção multidomínio, ou seja, atuar em várias frentes ao mesmo tempo, pode prevenir ou retardar o declínio cognitivo em idosos com risco de demência. Para monitorar e melhorar a saúde dos participantes, o estudo foca em cinco áreas simultâneas: Nutrição: dieta baseada no padrão mediterrâneo/nórdico (rica em vegetais, frutas, grãos integrais, peixes e uso de óleo de canola/oliva). São feitas adaptações de acordo com a realidade de cada país: no México, onde o azeite é muito caro, a alternativa foi substituí-lo por abacate; na Bolívia, a dieta não inclui peixe, item raro no cardápio. Exercício físico: um programa combinando treinamento de força (musculação), exercícios aeróbicos e treinos de equilíbrio. Treinamento cognitivo: exercícios para estimular a memória, velocidade de processamento das informações e funções executivas. Monitoramento metabólico e vascular: controle rigoroso da pressão arterial, níveis de glicose (diabetes), colesterol e índice de massa corporal (IMC). Atividade social: por último, mas não menos importante, o combate ao isolamento. Na Finlândia, os participantes do grupo de intervenção tiveram uma melhora de 25% na pontuação cognitiva global. Devido ao seu sucesso, o modelo foi expandido globalmente e hoje existe a rede World-Wide FINGERS, que adapta essa metodologia para diferentes culturas e países. Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Costa Rica, República Dominicana, Equador, México, Peru e Uruguai integram o projeto LatAm-FINGERS.

  3. O Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (CGRI) é um órgão vital para a sustentação do regime religioso Getty Images via BBC O Irã escolheu seu novo líder supremo. Mojtaba Khamenei sucederá seu pai, o aiatolá Ali Khamenei (1939-2026), morto durante os ataques coordenados dos Estados Unidos e Israel contra o Irã, no sábado, 28 de fevereiro. O novo líder terá poder absoluto e se transformará na referência máxima, política e religiosa, do país que seu pai liderou por quase quatro décadas, desde 1989. Mojtaba Khamenei controlará uma nação em que a religião determina a política e quase todos os aspectos da vida dos seus habitantes. Com sua eleição, começa um novo capítulo, no qual o regime iraniano aparentemente permanece intacto, mas ainda é cedo para projetar o alcance deste conflito e suas consequências. O Irã nem sempre foi uma teocracia — um regime no qual a autoridade máxima é atribuída a Deus e exercida por autoridades religiosas. Sua força é explicada por elementos históricos e teológicos, mas também por fatores políticos. A capacidade do regime de sustentar o sistema institucional que o mantém é vital para sua sobrevivência. Mas é igualmente fundamental sua sistemática dedicação para evitar o surgimento de eventuais opositores, segundo diversos especialistas. O líder todo-poderoso Mojtaba Khamenei foi escolhido como o novo líder supremo do Irã, em substituição ao seu pai, morto nos primeiros ataques ao país, em 28 de fevereiro Getty Images via BBC A teocracia iraniana é única. O país tem Parlamento e presidente eleitos pelo povo, mas todo o poder se concentra em uma figura, que é o líder supremo. Seu poder quase não tem contrapeso. O líder supremo pode vetar e exercer influência decisiva sobre as principais políticas públicas do país. E, além de ser o chefe de Estado, é também a autoridade máxima política e religiosa do Irã. Ele atua como comandante-chefe das Forças Armadas e todas as nomeações militares de alto escalão dependem da sua decisão. O líder supremo também nomeia o chefe do Poder Judiciário e o diretor da rádio e TV estatal, que mantém o monopólio do setor no país. "É como ter outro rei, mas um rei religioso", define o jornalista Siavash Ardalan, da BBC News Persa. O Conselho de Guardiães e a Assembleia de Peritos são os dois outros pilares teocráticos do sistema iraniano. Quem é Mojtaba Khamenei, novo líder supremo do Irã O Conselho tem como principal função revisar a legislação parlamentar. Todas as leis aprovadas pelo Parlamento devem receber sua aprovação antes de entrar em vigor. "O Conselho também desempenha papel de filtro nos processos eleitorais, avaliando todos os candidatos para as eleições parlamentares, presidenciais e a Assembleia de Peritos", explica o especialista em teologia política islâmica Naser Ghobadzadeh, professor de Política e Relações Internacionais da Universidade Americana da Bulgária. Já a Assembleia de Peritos, que teve a missão de escolher Mojtaba Khamenei como novo líder supremo, é um organismo composto por 88 membros. Seus integrantes são eleitos por votação popular, mas todos eles devem ser homens e possuir o nível de mojtahed. Por isso, a Assembleia é composta exclusivamente por clérigos. Uma das suas principais funções é escolher a autoridade máxima e supervisionar seu desempenho — papel que, na prática, não é cumprido. O Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (CGRI) é outro elemento fundamental para a proteção do regime teocrático do país. Ele foi criado como exército paralelo para defender a Revolução Iraniana de 1979 e se manteve leal ao regime desde então. A força da teocracia iraniana é expressa muito além da sua estrutura institucional. Ela também é sentida nas ruas, onde as mulheres são obrigadas a usar o hijab e, se não cumprirem as regras impostas pelo aiatolá, podem ser detidas pela polícia da moralidade. Foi o que aconteceu com Mahsa Amini (1999-2022), uma jovem iraniana de origem curda que morreu nas mãos daquele organismo aos 22 anos de idade, ao ser presa em 2022. Sua morte gerou protestos em massa no país. Mas como este regime se instalou no Irã? Alí Khamenei liderou a teocracia iraniana por quase 40 anos, desde 1989 Getty Images via BBC O caminho para a teocracia O regime teocrático dos aiatolás surgiu na Revolução Iraniana de 1979. Até então, o Irã era uma monarquia, onde o clero tinha poder limitado. O levante contra o xá Mohammad Reza Pahlavi (1919-1980) ocorreu quando diversos setores do país concordaram em se opor ao regime da época. A modernização autoritária impulsionada pelo xá ao longo dos anos era vista pelo mundo islâmico como submissão ao Ocidente, particularmente aos Estados Unidos. E, embora originalmente a revolução não fosse apenas religiosa, a consolidação da liderança do aiatolá Ruhollah Khomeini (1902-1989) foi fundamental para a instalação da teocracia no Irã. Khomeini era um líder carismático e erudito religioso. No exílio, ele promoveu a ideia que hoje está no centro do regime iraniano: que o clero deveria ter o poder de tutelar diretamente o poder político. Trata-se de uma reinterpretação radical do conceito de velayat-e faqih (tutela do jurista islâmico). Esta nova definição rompeu totalmente com a leitura tradicional do mundo xiita — o ramo do Islã que passou a ser a religião oficial do Irã durante a dinastia dos safávidas (1501-1736). Até a reinterpretação de Khomeini, os xiitas entendiam este conceito como a influência necessária dos clérigos sobre os temas da vida pública, mas não como participação direta nas estruturas governamentais. A doutrina original provém de uma crença fundamental do islamismo xiita, particularmente do seu ramo duodecimano. Seus seguidores acreditam que os sucessores espirituais do profeta Maomé (c.570-632) são doze imãs, considerados guias espirituais com autoridade para interpretar o Islã. Eles professam que o décimo-segundo imã não morreu, mas sim entrou em ocultação. E, algum dia, ele irá regressar para instaurar a ordem prometida. Durante séculos, muitos clérigos defenderam que, enquanto esse líder espiritual permanecer oculto, nenhuma figura política poderia assumir plena legitimidade em seu nome. Mas, como seu ocultamento se prolongou, a ideia de que um erudito em jurisprudência islâmica poderia administrar os assuntos da comunidade muçulmana acabou se consolidando. "O islamismo xiita nunca foi apolítico", explica Ghobadzadeh. "O que ele evitou historicamente foi a tomada direta das instituições estatais, ou seja, a estrutura formal de governo." Os safávidas foram uma das dinastias mais importantes do território persa. Eles estabeleceram o xiismo duodecimano como religião oficial Getty Images via BBC Com esta premissa e durante séculos, o poder político e religioso do Irã permaneceram vinculados, embora relativamente separados. Até que Ruhollah Khomeini elevou para outro nível o conceito da tutela do jurista islâmico. "Com sua teoria do velayat-e faqih, Khomeini rompeu fundamentalmente com esta tradição", destaca Ghobadzadeh. "Ele defendeu que a ocultação havia se prolongado por muito tempo e uma parte importante da lei islâmica tem dimensões sociais e políticas", explica o professor. "Exatamente por isso, os clérigos não só estavam autorizados, mas sim obrigados a assumir o governo em nome do imã ausente, para aplicar essas leis." Frente à crescente impopularidade do xá, mesmo com a classe clerical dividida em relação à reinterpretação de Khomeini, o clima antimonarquista acabou sendo propício para gerar apoio à sua ideia. Após a queda da monarquia, os iranianos aprovaram por referendo a criação da República Islâmica baseada nesta interpretação do velayat-e faqih, que foi institucionalizada na Constituição do país, com Khomeini como seu primeiro líder supremo. A máquina institucional Os especialistas concordam que a supremacia constitucional das instituições do regime, particularmente os amplos poderes formais outorgados ao líder supremo, foram fundamentais para sua consolidação. A religião por si própria e a imagem pública de incorruptibilidade do clero após a revolução desempenharam papel decisivo neste sentido. "Nos anos imediatamente posteriores à revolução, essa popularidade e credibilidade se traduziram, por meio de processos eleitorais, em um domínio quase inconteste das instituições sendo formadas", relembra o professor. Ghobadzadeh destaca que as eleições para a Assembleia de Peritos — para redigir a Constituição — foram simbólicas. Embora seus membros fossem eleitos em concorrência aberta, um alto percentual das vagas ficou nas mãos dos clérigos. O aiatolá Ruhollah Khomeini, antecessor do líder supremo Ali Khamenei, foi fundamental para a instalação da teocracia no Irã Getty Images via BBC Eles utilizaram essa maioria com habilidade. E, quando sua popularidade caiu, não perderam sua posição. "A Constituição que eles mesmos haviam redigido garantiu que seu domínio institucional sobrevivesse até mesmo à perda do seu prestígio público", segundo Ghobadzadeh. "A opinião pública mudou, mas a arquitetura do poder, não." "Tanto Khomeini como Khamenei exploraram ao máximo estas prerrogativas", prossegue o professor. "E, em diversas ocasiões, eles chegaram a ir além das suas amplas atribuições constitucionais, para garantir a sobrevivência do sistema e seu próprio controle sobre ele." Fatores externos Mas também houve fatores externos ao regime que permitiram seu fortalecimento. Pouco tempo depois da revolução, o Iraque de Saddam Hussein (1937-2006) declarou guerra contra o Irã. Khomeini aproveitou o conflito, que se estendeu por quase oito anos, para consolidar o novo regime e solidificar suas estruturas de poder. A narrativa do regime iraniano sobre a guerra se baseou na ideia de "defesa sagrada". E, no plano político, ela serviu para silenciar a oposição. O então presidente do Iraque Saddam Hussein decidiu invadir o Irã em setembro de 1980, poucos meses depois da Revolução Iraniana Getty Images via BBC Após a morte de Khomeini em 1989 e a ascensão de Ali Khamenei, o sistema aprofundou sua onipresença. Durante o mandato de Ali Khamenei, a institucionalidade teocrática passou por ampla expansão. Se, com Khomeini, o escritório do líder supremo era uma estrutura relativamente pequena, com Khamenei ele se expandiu exponencialmente. Isso permitiu que o líder, após a chegada do movimento reformista dentro da própria revolução, desmantelasse a oposição de diferentes formas. "O regime marginalizou todos os grupos de oposição desde o princípio", segundo o jornalista Siavash Ardalan, da BBC News Persa. "A revolução teve sucesso graças a todos os grupos — nacionalistas, comunistas, socialistas e sociais-democratas. Mas, quando os religiosos formaram o governo, expulsaram todos os demais." "Houve também divisões entre eles próprios", prossegue Ardalan. "Alguns se tornaram setores linha-dura e outros passaram a ser moderados e reformistas dentro da classe religiosa. E estes, novamente, foram expulsos pelos setores linha-dura." "Foi simplesmente um processo de radicalização e eliminação de todos os opositores", conclui o jornalista. Mas o autoritarismo do regime também se mostrou nas ruas. E uma amostra recente foi a repressão aos protestos de janeiro deste ano. Diversas estimativas indicam que, durante os protestos, morreram milhares de iranianos que saíram às ruas para manifestar seu descontentamento com a situação econômica vivida pelo país de quase 90 milhões de habitantes. Por que o regime continua de pé? A estrutura institucional fortalecida pelo regime ao longo de décadas e empregada como arma para perpetuar seu poder não é o único fator que explica sua resistência ao colapso. Outro motivo é o fato de que, atualmente, não existe uma alternativa clara para sua substituição. "Uma das conquistas mais importantes da República Islâmica foi a supressão sistemática de qualquer alternativa viável a ela mesma", explica Ghobadzadeh. "A oposição, especialmente a que opera fora do Irã, não produziu uma figura, nem um movimento que seja capaz de reunir amplo apoio popular dentro do país." 'Momento de voltar às ruas está próximo', diz Reza Pahlavi A única figura proeminente que surgiu é o filho do antigo xá, o príncipe Reza Pahlavi. Ele ganhou visibilidade sobretudo entre a diáspora iraniana e alguns setores do país, mas ainda não se sabe ao certo se sua figura poderia aglutinar apoio suficiente. Em contraste com a perda de apoio popular do regime, especialistas também destacam a existência de um amplo grupo de iranianos com interesses econômicos pela sua continuidade. Mas o início do conflito se deu há pouco mais de dez dias e os especialistas concordam que ainda é muito cedo para concluir se o sistema poderá manter seu atual equilíbrio a longo prazo. E a guerra será decisiva para isso.

  4. Oliver Laxe, Jessie Buckley e Timothée Chalamet ficaram no centro de polêmicas do Oscar 2026 Montagem/g1 A corrida pelo Oscar costuma colocar os artistas em alguma saia justa, seja por comentários que repercutem mal, caras fechadas nas premiações ou brigas públicas que ganham destaque na mídia e acabam respingando na disputa pelos votos da Academia. Neste ano, não foi diferente. A cerimônia do Oscar 2026 acontece neste domingo. A TV Globo transmite a premiação a partir das 20h, e você também pode acompanhar a cobertura completa pelo g1. Relembre as polêmicas que marcaram a edição de 2026: Timothée Chalamet e o balé Indicado ao Oscar de Melhor Ator ao lado de Wagner Moura, o ator de ‘Marty Supreme’ afirmou que balé e ópera estão "em declínio" e que "ninguém se importa" mais com estas áreas. A declaração foi dada em evento promovido pela revista americana "Variety" e pela emissora CNN. Embora tenha garantido, logo em seguida, ter "todo o respeito pelos profissionais da área", o comentário reverberou negativamente entre instituições e críticos. "Marty Supreme" concorre em 9 categorias no Oscar 2026. Crítica: 'Marty Supreme' se empolga com começo incrível e insiste em repetir confusões cansativas O programa foi exibido no dia 21 de fevereiro, cerca de duas semanas antes do prazo final para a votação da Academia. A bailarina Misty Copelans, que participou da campanha do filme “Marty Supreme”, criticou publicamente Timothée Chalamet em um evento, afirmando que "ele não seria ator se não fosse pelo balé e pela ópera". Casas de ópera e academias clássicas de dança também fizeram publicações em redes sociais criticando a fala. Assista ao trailer de 'Marty Supreme' Oliver Laxe e os brasileiros Durante um comentário sobre os votantes brasileiros na Academia, o diretor de "Sirât" afirmou que "se os brasileiros inscrevessem um sapato no Oscar, todos votariam nele". Quem é Óliver Laxe, diretor que disse que brasileiros votariam em um sapato no Oscar A fala gerou uma onda de críticas e emojis de sapato nas redes sociais do filme e de sua distribuidora. O diretor se desculpou da fala e disse que os brasileiros “não entenderam o contexto” de humor. "Era um programa radicalmente irônico e de humor, não nos levamos a sério", disse. "Sirât" concorre ao Oscar nas categorias Melhor Filme Internacional e Melhor Som. Diretor de 'Sirât' faz comentário polêmico sobre indicações de “O Agente Secreto” Jessie Buckley e os 'gateiros' Uma das favoritas ao Oscar de Melhor Atriz por “Hamnet: A Vida Antes de Hamlet”, Jessie Buckley contou em um podcast que, no início do relacionamento com o marido, pediu que ele se desfizesse de dois gatos porque, segundo ela, os animais a odiavam. “Gatos são malvados”, disse, em tom de brincadeira. Crítica: 'Hamnet', vencedor do Globo de Ouro, impressiona com drama emocionante e envolvente O comentário provocou a fúria da internet, especialmente entre os amantes dos felinos. Diante da repercussão, a atriz tentou esclarecer a história no programa de Jimmy Fallon, afirmando que foi um “equívoco” dizer que detesta gatos. “Eu amo gatos. Acordei esta manhã pensando: será que o mundo acha que eu realmente não amo gatos? E isso me incomodou o dia todo. Me senti mal”, declarou. Para se redimir com os "gateiros", Buckley também contou que chegou a fazer teste para participar do musical “Cats”. Caso do BAFTA Outra premiação também foi alvo de polêmica. John Davidson, que inspirou o filme “I Swear”, proferiu uma ofensa racista em meio a um tique vocal involuntário durante o BAFTA. O episódio ocorreu em 22 de fevereiro, durante a cerimônia. O longa, que narra a história de um jovem com Síndrome de Tourette, foi destaque na premiação e desbancou indicados ao Oscar: Robert Aramayo venceu na categoria de Melhor Ator, e Lauren Evans conquistou o prêmio de Melhor Direção de Elenco. Davidson gritou da plateia enquanto os atores Michael B. Jordan e Delroy Lindo, do filme “Sinners”, estavam no palco. Diagnosticado aos 25 anos, John Davidson apresenta tiques vocais e explosões involuntárias que frequentemente incluem palavrões. Depois do episódio, disse estar “mortificado” com a possibilidade de que suas vocalizações tenham sido interpretadas como algo intencional. O momento não foi cortado da transmissão. A organização do BAFTA pediu desculpas a Michael B. Jordan e Delroy Lindo e declarou assumir total responsabilidade pelo ocorrido. Robert Aramayo, ator que interpreta John Davidson em “I Swear”, venceu nas categorias Melhor Ator e Estrela em ascensão no BAFTA JUSTIN TALLIS / AFP

  5. Último acusado pela morte do juiz Alexandre Martins será julgado 23 anos após o crime Quase 23 anos depois do assassinato do juiz Alexandre Martins de Castro Filho, o juiz aposentado Antônio Leopoldo Teixeira será julgado nesta quinta-feira (12), no Espírito Santo, acusado de ser um dos mandantes do crime. O julgamento está marcado para as 9h, no Tribunal de Justiça do Espírito Santo. Alexandre Martins nasceu no Rio de Janeiro, mas construiu a carreira como magistrado no Espírito Santo. Ele foi assassinado em março de 2003, em Vila Velha, quando saía de uma academia no bairro Itapoã. 📲 Clique aqui para seguir o canal do g1 ES no WhatsApp Na época, o juiz tinha 32 anos e integrava uma missão especial de combate ao crime organizado no estado. O processo se arrastou por mais de duas décadas após uma série de recursos apresentados pela defesa de Antônio Leopoldo em diferentes instâncias da Justiça. A última condenação relacionada ao caso ocorreu há mais de dez anos, em agosto de 2015. Juiz aposentado Antônio Leopoldo Teixeira, acusado de mandar matar outro juiz no Espírito Santo Reprodução/ TV Gazeta Acusação Segundo o Ministério Público, Leopoldo responde por homicídio qualificado por motivo torpe, que teria sido cometido mediante promessa de recompensa. Dos dez acusados de participação no crime, entre mandantes, intermediários e executores, ele é o único que ainda não foi julgado. A defesa do juiz aposentado afirma que Leopoldo é inocente e que pretende demonstrar falhas na investigação durante o julgamento. Desde que o crime ocorreu, nove pessoas já foram julgadas e 8 condenadas pela participação no assassinato, entre executores e intermediários, com penas que variam de 8 a 25 anos de prisão. Dos oito, todos já não respondem mais pela morte do juiz. Um deles, inclusive, foi assassinado a tiros em 2020. Entenda a cronologia do caso do juiz Alexandre Martins Condenado por morte de juiz é assassinado a tiros em Vila Velha Júri condena Ferreira e absolve Calu no caso Alexandre Martins Juiz Alexandre Martins foi assasinado a tiros em Vila Velha, no Espírito Santo, em 2003 Arquivo/ TV Gazeta Crime ocorreu em 2003 Alexandre Martins atuava na Vara de Execuções Penais e já havia recebido ameaças de morte desde 2001. Por causa disso, ele e um colega de trabalho chegaram a contar com escolta policial. No dia do crime, porém, o juiz estava sem proteção quando foi abordado por dois jovens armados ao chegar à academia onde costumava malhar. Após levar um tiro no peito, Alexandre tentou sacar a própria arma, mas caiu e foi atingido por outros disparos no ombro e na cabeça. Os autores confessaram o assassinato, mas alegaram inicialmente que o crime teria sido um latrocínio, roubo seguido de morte. A acusação, no entanto, sustenta que se tratou de crime de mando, já que o magistrado vinha sendo ameaçado e testemunhas apontaram indícios que contestam a versão de assalto. Apenas a arma do juiz foi levada. Julgamento no Tribunal de Justiça O julgamento de Leopoldo será realizado em uma sessão pública, no Tribunal Pleno do TJES, a partir das 9h, na sede da corte, na Enseada do Suá, em Vitória. Nesse tipo de sessão, participam desembargadores do tribunal, que analisam o processo e votam pela condenação ou absolvição do réu. Durante a sessão, o relator apresenta um relatório com o histórico do caso e as provas do processo. Em seguida, o Ministério Público e a defesa fazem as sustentações orais. Depois disso, os desembargadores votam. Nesse julgamento, não há oitiva de testemunhas durante a sessão. Isso ocorre porque toda a fase de instrução do processo, quando são colhidos depoimentos e analisadas provas, já foi concluída antes do julgamento. Caso haja condenação, os desembargadores podem divergir em relação ao tempo de pena proposto. Nesses casos, o resultado final é definido a partir de uma média das penas apresentadas nos votos. Vídeos: tudo sobre o Espírito Santo Veja o plantão de últimas notícias do g1 Espírito Santo

  6. Depois de viver na Ásia, casal aposta em spa de terapias orientais em Paraty e fatura R$ 1,2 milhão A busca por equilíbrio entre corpo e mente inspirou um casal de empreendedores a transformar experiências de viagem em um negócio no litoral fluminense. Em Paraty, no Rio de Janeiro, o spa criado por Hans e Priscila Neus oferece terapias corporais inspiradas em práticas tradicionais da Ásia e faturou cerca de R$ 1,2 milhão em 2025. A ideia nasceu anos antes da abertura do espaço. Hans, holandês, veio ao Brasil para trabalhar no escritório de uma multinacional em São Paulo. Foi nesse período que começou a se interessar pela cultura oriental, especialmente após fazer um curso sobre a filosofia chinesa dos cinco elementos e técnicas de massagem. Priscila, bióloga marinha, acompanhou o marido em uma transferência profissional para Singapura. A mudança marcou o início de uma imersão cultural que acabaria influenciando o futuro da dupla. Nos intervalos entre o trabalho e o mestrado, o casal passou a viajar por diferentes países asiáticos, como Malásia, Indonésia e Japão. Durante essas experiências, conheceram práticas de relaxamento, rituais terapêuticos e diferentes filosofias de bem-estar. Com o tempo, surgiu o desejo de empreender. Casal transforma viagens pela Ásia em spa de terapias orientais que fatura R$ 1,2 milhão Reprodução/PEGN Do projeto de resort ao day spa De volta ao Brasil em meados dos anos 2000, os dois decidiram transformar o interesse pelas terapias orientais em um negócio. O projeto inicial previa a criação de um resort de bem-estar, mas acabou evoluindo para um day spa, com serviços voltados ao relaxamento e ao cuidado corporal. Para escolher o local, o casal buscava uma cidade pequena, com natureza e fluxo turístico internacional. A escolha acabou recaindo sobre Paraty, localizada entre os grandes centros de São Paulo e Rio de Janeiro. A lógica era simples: oferecer um refúgio de relaxamento para quem vive em rotinas estressantes nas metrópoles. O investimento inicial no negócio foi de cerca de R$ 350 mil. Casal transforma viagens pela Ásia em spa de terapias orientais que fatura R$ 1,2 milhão Reprodução/PEGN Pausa na pandemia e nova fase Durante a pandemia de Covid-19, o spa precisou fechar as portas temporariamente. No período, Hans criou uma startup voltada à conexão entre terapeutas e clientes online — experiência que trouxe aprendizados de gestão, especialmente nas áreas fiscal e jurídica. Com a retomada das atividades presenciais, o casal encontrou um novo espaço para reabrir o negócio em parceria com um hotel no centro histórico da cidade. O modelo inclui um contrato em que o proprietário do imóvel recebe uma participação no faturamento, reduzindo custos fixos do spa. Terapias de diferentes tradições O catálogo do spa reúne rituais inspirados em diversas tradições asiáticas, incluindo técnicas de Bali, da Índia, do Tibete, da ilha de Java e da Tailândia. Entre os serviços mais procurados estão massagens de corpo inteiro e terapias focadas em relaxamento profundo. O ticket médio do negócio foi de R$ 348 em 2025. Hoje, cerca de 15 terapeutas trabalham no espaço, que realiza aproximadamente 250 atendimentos por mês. O spa adota um sistema semelhante ao modelo de “salão parceiro”. Os profissionais atuam como microempreendedores individuais (MEI) e trabalham sob demanda, de acordo com os agendamentos dos clientes. Nesse formato, o spa oferece infraestrutura, atendimento e marketing, enquanto os terapeutas recebem parte do valor dos serviços realizados. Segundo os empreendedores, o modelo trouxe mais eficiência operacional e flexibilidade para os profissionais, que conseguem organizar melhor a própria agenda. Casal transforma viagens pela Ásia em spa de terapias orientais que fatura R$ 1,2 milhão Reprodução/PEGN A clientela do spa inclui tanto brasileiros quanto estrangeiros — estes representam cerca de 70% dos clientes. Por isso, avaliações online e recomendações em plataformas digitais têm grande peso na atração de novos visitantes. O casal aposta no crescimento do setor. Dados do Global Wellness Institute indicam que o Brasil ocupa o 12º lugar no ranking mundial do mercado de bem-estar, um segmento impulsionado pela busca por qualidade de vida e redução do estresse. Para Hans e Priscila, essa tendência deve continuar nos próximos anos.“Mesmo com o avanço da tecnologia, o toque humano e o cuidado com o bem-estar não são fáceis de substituir”, diz Hans. “É um mercado que tende a crescer cada vez mais.” Shambhala SPA Ltda (SPA) 📍 Endereço: Rua Comendador José Luiz, 348 – Centro Histórico – Paraty/RJ 📞 Telefone: (24) 99999‑1299 🌐 Site: www.shambhala-spa.com 📧 E‑mail: info@shambhjala-spa.com 📘 Facebook: https://www.facebook.com/shambhalaspa.paraty/ 📸 Instagram: https://www.instagram.com/shambhalaspa.paraty/

  7. Leilão da Caixa voltado para mulheres tem imóveis de até R$ 1 milhão O leilão da Caixa Econômica voltado para mulheres conta com imóveis em Goiás avaliados de R$ 95 mil até mais de R$ 1 milhão. O tamanho dos imóveis também varia, com o maior, localizado em Aparecida de Goiânia, tendo 384 m² de área total. Os detalhes completos sobre cada imóvel podem ser consultados no site e no edital do leilão. A proposta abrange todos os estados brasileiros, ofertando mais de 1.180 imóveis. As ofertas seguem até o dia 20 de março. O imóvel com o menor valor venal avaliado conta com lances abertos com o valor R$ 52 mil, enquanto o com o maior valor venal estimado está com lance de R$ 649 mil. ✅ Clique e siga o canal do g1 GO no WhatsApp A participação no leilão é aberta a todos os interessados, mas as condições especiais no mês das mulheres são válidas apenas para propostas cuja proponente principal seja mulher. Os detalhes sobre os imóveis são limitados, com fotos divulgadas apenas da parte externa das residências, mas o número de quartos, banheiros e outros cômodos estão presentes na descrição de cada casa no edital. LEIA TAMBÉM: ENTENDA: Caixa faz leilões de imóveis voltados a mulheres com lances a partir de R$ 52 mil Banco leiloa mais de 100 imóveis com lance a partir de R$ 57,7 mil, em Goiás Detran-GO leiloa quase 3 mil veículos Mais de 20 cidades goianas estão disponíveis no leilão, com os municípios com a maior quantidade de imóveis sendo Cidade Ocidental, Águas Lindas de Goiás e Caldas Novas. Condições especiais para mulheres A mulher deve ser a proponente principal da proposta de compra; Caso haja segundo participante, ele precisa ser cônjuge da proponente, independentemente do regime de casamento; O benefício é concedido apenas uma vez por CPF; Se a mesma proponente fizer mais de uma proposta, a condição especial valerá apenas para a primeira; Há possibilidade de financiamento habitacional, pela linha SBPE, conforme análise de crédito; É permitido uso do FGTS, seguindo as regras do fundo; A Caixa pode pagar dívidas vencidas de condomínio e IPTU/ITR do imóvel: até a data de assinatura do contrato, em caso de financiamento; até a data do pagamento total, em compras à vista; As condições especiais valem somente para propostas feitas nos leilões dos dias 20 e 23 de março de 2026. Como dar lances Casa em Goiás disponível para leilão Divulgação/Leilões Brasil Os lances deverão ser feitos exclusivamente de forma eletrônica, pelo site da Leilões Brasil. De acordo com o leiloeiro Leony Gomes dos Santos Júnior, é importante que os interessados realizem o cadastro antecipadamente na plataforma, leiam o edital com atenção e procurem uma agência da Caixa para obter informações sobre as modalidades de financiamento. Leony estará à frente do evento no dia 23. O leiloeiro Antônio Brasil II será o responsável pelo leilão do dia 20 e destacou que o evento representa uma oportunidade importante, especialmente para mulheres que são responsáveis pelo sustento da família. Segundo Antônio, além dos descontos médios de cerca de 40% em relação ao valor de mercado, podendo variar entre 36% e 77%, as condições oferecidas ajudam a facilitar a compra. Os interessados podem entrar em contato com a empresa para obter orientações sobre cadastro e participação nos leilões. O atendimento é feito pelo telefone ou chat (62) 99677-1096, pelo e-mail site@leiloesbrasil.com.br ou pelo telefone fixo (62) 3250-1500. Casa avaliada em mais de R$ 1 milhão em Goiás está por R$ 649 mil em leilão Divulgação/Leilões Brasil 📱 Veja outras notícias da região no g1 Goiás. VÍDEOS: últimas notícias de Goiás

  8. Soberana Ziza Fotografista/Divulgação A artista plástica preta Soberana Ziza inaugurou exposição “Território de permanência” no Centro Cultural São Paulo. Mais do que uma mostra de arte, o projeto se baseia em uma pesquisa histórica realizada pela artista na capital e em cidades do interior próximas a São Paulo sobre as origens do samba paulista. Durante o trabalho de pesquisa, a artista reuniu histórias de muitas mulheres pretas que participaram dessa jornada histórica e musical ligada ao samba no estado. O objetivo da arte de Soberana Ziza é promover o resgate histórico e tirar do apagamento personagens e histórias do samba paulista, como a da madrinha Madrinha Eunice, fundadora da primeira escola de samba de São Paulo, a Lavapés. A proposta da exposição também dialoga com temas como inclusão e diversidade ao destacar trajetórias que marcaram a formação cultural do samba em São Paulo. Obra de Soberana Ziza Adriano Mendes/Divulgação Serviço Exposição: Território de Permanência Artista: Soberana Ziza Local: Centro Cultural São Paulo – Piso Flávio de Carvalho Endereço: Rua Vergueiro, 1000 – Paraíso – São Paulo Visitação: até 03/05/2026 Horários: Terça a sexta, das 10h às 20h Sábados, domingos e feriados, das 10h às 18h Entrada: gratuita, sem retirada de ingressos. Veja os vídeos que estão em alta no g1

  9. Conheça as paisagens de Bombinhas, cidade do Litoral de Santa Catarina A Taxa de Preservação Ambiental (TPA) cobrada de visitantes em Bombinhas, no Litoral de Santa Catarina, foi mantida pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Por unanimidade, a Segunda Turma da Corte rejeitou um recurso apresentado por deputados estaduais e confirmou a validade da cobrança feita pela prefeitura. A decisão é de segunda-feira (9) e teve como relator do caso o ministro Luiz Fux. O julgamento no Supremo encerra, por ora, uma série de contestações à TPA desde a criação da cobrança, em 2014, e que teve o deputado estadual Ivan Naatz (PL) como principal nome à frente dos questionamentos. 🚦🌱Bombinhas é um dos destinos paradisíacos e a menor cidade do estado em extensão territorial. O município tem cinco praias com selo Bandeira Azul, certificação internacional conhecida como o “Oscar das Praias”. ✅ Clique e siga o canal do g1 SC no WhatsApp A ação chegou ao Supremo após deputados estaduais contestarem a TPA com base em uma mudança na Constituição de Santa Catarina, feita em 2020, que proibiu pedágios municipais. O STF manteve a cobrança ao entender que o recurso discutia uma lei local à luz da Constituição estadual, sem envolver diretamente a Constituição Federal, o que foge da competência da Corte. Em nota, a Prefeitura de Bombinhas classificou o resultado como uma “grande vitória”. À NSC, o deputado afirmou que a contestação à cobrança deve ser retomada em outras instâncias da Justiça. “Ministério Público e eu estamos preparando uma nova ação”, escreveu o deputado. 🔍Bombinhas foi uma das primeiras cidades do Brasil a instituir uma taxa para visitantes. Criada em 2014 e em vigor desde 2015, a TPA é cobrada de veículos que entram no município durante a temporada. Neste ano, a cobrança segue obrigatória até abril (entenda mais abaixo). Bombinhas, no Litoral Norte de Santa Catarina Cristian Cruz/Prefeitura de Bombinhas Destino paradisíaco de SC com 39 praias foi um dos pioneiros em cobrar taxa para turistas; veja como funciona O que decidiu o STF Os deputados estaduais questionaram a constitucionalidade da taxa após uma mudança na Constituição de Santa Catarina, em 2020, que proibiu a criação de pedágios municipais. Segundo eles, a alteração tornaria a cobrança em Bombinhas ilegal. O Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC), no entanto, entendeu que a taxa continuava válida. O recurso chegou ao Supremo Tribunal Federal, onde o relator do caso, ministro Luiz Fux, votou por negar o pedido dos parlamentares. Estrangeiros precisam pagar taxa na hora Luiz Souza/RBS TV Segundo o ministro, o recurso buscava discutir a constitucionalidade da lei municipal com base em dispositivos da Constituição estadual. Para o STF, no entanto, não cabe à Corte reexaminar leis locais quando a discussão não envolve diretamente a Constituição Federal. Na prática, a decisão mantém a validade da taxa e autoriza o município a continuar cobrando a TPA. Os ministros Gilmar Mendes, Dias Toffoli, Nunes Marques e André Mendonça acompanharam o voto do relator. Por que turistas pagam para entrar na menor cidade de SC? Praia da Sepultura, em Bombinhas, no Litoral Norte de Santa Catarina Cristian Cruz/Prefeitura de Bombinhas Com 34,5 quilômetros quadrados, Bombinhas tem cerca de 67% do território coberto por áreas verdes, três unidades de conservação e 39 praias. Considerada a Capital Nacional do Mergulho Ecológico, a cidade recebe um volume intenso de turistas: na última temporada foram 2,3 milhões de visitantes, número que chega a multiplicar por até 18 vezes a população fixa de cerca de 25 mil moradores. Reportagem: Turismo de massa, desafio em dobro em Bombinhas A taxa foi criada com o objetivo de financiar ações de preservação ambiental. Os valores variam conforme o tipo de veículo, indo de R$ 4,50 para motocicletas até R$ 191,50 para ônibus de turismo. Entre as medidas implementadas estão recuperação de vegetação, isolamento de áreas em regeneração, elaboração de planos de manejo em parques municipais e monitoramento ambiental marinho. Bombinhas também possui cinco praias certificadas com o selo internacional Bandeira Azul. A cobrança de taxas ambientais para turistas ainda é rara no país. Além de Bombinhas, modelos semelhantes existem em destinos como Fernando de Noronha (PE) e Jericoacoara (CE). LEIA MAIS: 'Bolha' de luz em volta de avião? Influencer registra fenômeno óptico no céu de destino paradisíaco em SC O que mudou no destino paradisíaco de SC que tem apenas 25 mil habitantes, mas atrai 2 milhões de turistas no verão Bombinhas (SC): PF investiga fraudes em construções irregulares em destino paradisíaco VÍDEOS: mais assistidos do g1 SC nos últimos 7 dias

  10. Consultora de RH dá dicas de como ter uma imagem confiável dentro do mercado de trabalho A Agência de Trabalho de Pernambuco divulgou as vagas de emprego disponibilizadas para o município de Petrolina, Salgueiro e Araripina, no Sertão de Pernambuco, nesta quinta-feira (12). As oportunidades são atualizadas diariamente pelo g1 Petrolina. Os interessados nas oportunidades podem entrar em contato com a Sedepe através da internet. O atendimento em Petrolina é na Agência de Trabalho, que funciona no Expresso Cidadão. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Concursos no WhatsApp. 📱:Baixe o app do g1 para ver notícias de Petrolina e Região em tempo real e de graça Carteira de trabalho Marcello Casal Jr/Agência Brasil Leia também: Agência do Trabalho em Petrolina funciona no Expresso Cidadão Petrolina Contato: (87) 3866 - 6540 e (87) 9 9180-4065 Vagas disponíveis Salgueiro Contato: (87) 3871 - 8467 Vagas Disponíveis Araripina Contato: (87) 3873 - 8381 Vagas disponíveis Vídeos: mais assistidos do Sertão de PE

  11. Diplomatas brasileiros e auxiliares do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) detectaram a volta da influência de aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro nas decisões da Casa Branca. Reclassificação de facções pelos EUA mobiliza Itamaraty O caminho utilizado envolvendo integrantes da gestão de Donald Trump que seguem a linha mais radical do chamado movimento Maga (Make America Great Again). A leitura do governo brasileiro é que a ideia de classificar as facções criminosas PCC (Primeiro Comando da Capital) e Comando Vermelho (CV) como terroristas é resultado de uma articulação entre aliados do ex-presidente e as figuras mais radicais da extrema-direita trumpista com o objetivo de criar uma armadilha para Lula em um ano eleitoral. Na prática, o governo brasileiro prevê que uma classificação desse tipo nas facções que atuam no país abriria caminho para intervenções militares norte-americanas no território nacional, ferindo a soberania do Brasil, além da aplicação de sanções a instituições financeiras brasileiras. Retomada da influência A avaliação no Palácio do Planalto e no Itamaraty é que esses grupos perderam influência nas decisões da Casa Branca após o fracasso do tarifaço e das sanções contra autoridades brasileiras, mas “ressuscitaram” nas últimas semanas no entorno trumpista, especialmente no Departamento de Estado, chefiado por Marco Rubio. O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, fala com repórteres no dia das reuniões informativas confidenciais para o Senado e a Câmara dos Representantes dos EUA sobre a situação no Irã REUTERS/Elizabeth Frantz Não houve posicionamento oficial, nem declarações de integrantes do governo brasileiro, desde que se tornou pública a movimentação da pasta de Rubio para classificar as facções como terroristas. A linha da diplomacia é trabalhar nos bastidores, com discrição. De forma reservada, no entanto, o tom dos diplomatas é de revolta com o que chamam de “balão de ensaio” por "talibãs do Maga" e aliados do governo Trump na direita brasileira. "Já produziram o tarifaço e os prejuízos do ano passado. Seguem tentando causar dano a qualquer custo. Só mudou o assunto, depois que o tarifaço naufragou”, afirmou, sob reserva, uma fonte do Itamaraty. Visita ao ex-presidente Uma das figuras do Maga no entorno de Trump é Darren Beattie, assessor do presidente americano para políticas ligadas ao Brasil. Darren Beattie, político de extrema direita nomeado para cargo de 'assessor sênior para a política em relação ao Brasil'. Divulgação/Departamento de Estado dos EUA Lotado no Departamento de Estado, Beattie foi nomeado para o cargo no final de fevereiro e tem histórico de ataques ao STF (Supremo Tribunal Federal) e ao governo brasileiro, além de participação em eventos de nacionalistas brancos. Nesta semana, o ministro Alexandre de Moraes autorizou o encontro entre Beattie e Jair Bolsonaro na prisão, mas em data diferente da pedida por Beattie. A defesa de Bolsonaro recorreu da decisão, pedindo que a visita ocorra na data pedida inicialmente. Outra fonte da diplomacia, que acompanha as conversas entre Lula e Trump, avalia que os integrantes do Maga estão em busca de uma nova agenda após a repercussão negativa na opinião pública americana em torno da guerra no Irã e das ações do Ice em Minnesota. Contra-ofensiva brasileira Há dúvidas se a ideia de classificar as facções brasileiras como terroristas irá prosperar, mas o governo brasileiro montou uma espécie de contra-ofensiva para evitar a medida. No sábado, o chanceler Mauro Vieira telefonou para Rubio. A conversa girou em torno da visita de Lula a Trump, ainda sem data para ocorrer, mas Vieira pediu a Rubio para que não tome decisões sobre o tema antes do encontro entre os presidentes. Nesta semana, Lula conversou por telefone com os presidentes da Colômbia, Gustavo Petro, e do México, Cláudia Sheinbaum. Os presidentes do Brasil, Lula, e da Colômbia, Gustavo Petro, durante encontro em Bogotá Ricardo Stuckert/Palácio do Planalto As notas oficiais sobre os telefonemas não mencionam o tema do combate ao crime organizado, embora os dois países possuam facções qualificadas como terroristas pelos Estados Unidos e tenham sido alvo de intervenções de forças americanas em ações contra cartéis. De acordo com funcionários do governo americano, a parte técnica do processo está pronta. O próximo passo seria o envio ao Congresso, uma decisão de caráter político e que está nas mãos de Marco Rubio. O último ato, caso seja aprovado no Congresso, é o aval de Donald Trump. A Embaixada do Brasil em Washington também tem agido nos bastidores, com encontros com deputados e senadores, principalmente democratas, para evitar a aprovação da medida caso Rubio envie ao Congresso. Um dos bolsonaristas empenhados nesta articulação é o influenciador Paulo Figueiredo, denunciado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) por coação contra autoridades do Poder Judiciário, com o objetivo de intervir na tramitação da trama golpista. Paulo Renato de Oliveira Figueiredo Filho, neto do ex-presidente da Ditadura militar João Baptista de Oliveira Figueiredo Reprodução/YouTube À reportagem da GloboNews, ele admitiu que a ideia é criar embaraço na relação diplomática entre Brasil e Estados Unidos. “Pra gente é bom que esse assunto mantenha a tensão entre os dois países”, disse. “A parte técnica está bem adiantada, vamos chamar assim. Mas só eles sabem ao certo. E, claro, a decisão final passa pela política. Está avançado mas não tem como termos certeza. O governo Lula jogou tudo que tem pra isso não acontecer. Eles estão sendo bem sucedidos em atrasar o passo”, acrescentou. Teste para “química” entre Lula e Trump Integrantes do governo avaliam que a associação entre o atraso da reunião entre Lula e Trump, inicialmente prevista para meados de março, e a nova onda de influência dos radicais do Maga pode esfriar a relação entre os presidente, descrita por ambos como de uma “química excelente” após os contatos presenciais ou por telefone. Trump e Lula mantiveram um encontro bilateral na Malásia, em outubro Getty Images via BBC O ideal, na leitura de fontes da diplomacia, é que o encontro ocorra antes do ciclo eleitoral começar para afastar ruídos. O Ministério da Justiça já preparou um dossiê com iniciativas de combate ao crime organizado para apresentar a Trump. A diplomacia brasileira identificou a tática de usar o tema da segurança pública para provocar atritos entre o Palácio do Planalto e a Casa Branca em outubro do ano passado, logo após a megaoperação nos complexos do Alemão e da Penha, na Zona Norte do Rio de Janeiro. Naquele momento, a tática do tarifaço, capitaneada por Eduardo Bolsonaro, já havia fracassado. Na época, o senador Flávio Bolsonaro – agora pré-candidato à Presidência – chegou a fazer uma postagem em uma rede social defendendo a atuação de aeronaves militares americanas na Baía de Guanabara. A partir daí, o governo brasileiro decidiu agir de forma propositiva e passou a pautar, como tema central das conversas com Trump, o combate ao crime organizado. O objetivo era ocupar a agenda e neutralizar a estratégia da direita bolsonarista. O Brasil passou a defender medidas de cooperação entre os países para combater a lavagem de dinheiro e o tráfico de armas, além de estratégias conjuntas para investigar chefes de organizações e recuperar ativos decorrentes de práticas criminosas. Até fevereiro deste ano, a aposta de auxiliares de Lula era que a boa relação pessoal com Trump seria suficiente para barrar iniciativas de interferência no Brasil no período eleitoral, inclusive no tema da segurança pública. De lá para cá, no entanto, a popularidade do presidente brasileiro caiu, enquanto Flávio Bolsonaro subiu nas pesquisas. A decisão do governo americano sobre como classificar as facções brasileiras servirá de termômetro da postura da Casa Branca em relação ao governo Lula daqui até as eleições de outubro.

  12. GETTY IMAGES via BBC Você tenta estudar, mas é difícil. Você lê o texto várias vezes, mas não retém nada. A solução não é necessariamente passar cada vez mais horas examinando suas anotações, segundo a especialista em educação Noelia Valle, professora de fisiologia da Universidade Francisco de Vitoria, na Espanha. Ela é a criadora do site de divulgação científica La Pizarra de Noe ("A lousa de Noe", em tradução livre). "Imagine tentar encher uma garrafa d'água com uma mangueira de incêndio com potência máxima", compara ela, em um artigo no site de notícias acadêmicas The Conversation. "A maior parte da água seria derramada e a garrafa continuaria meio vazia." A educadora explicou à BBC News Mundo (o serviço em espanhol da BBC) por que o enfoque quantitativo costuma ser ineficaz. "O cérebro humano não aprende por acumulação, mas por integração", segundo ela. O motivo tem a ver com dois conceitos fundamentais: memória de trabalho e carga cognitiva. E, quando o assunto é aprendizado, menos é mais, afirma a especialista. Valle compartilhou conselhos práticos para melhorar nosso rendimento nos estudos. Veja os vídeos que estão em alta no g1 A memória de trabalho e a carga cognitiva A memória de trabalho é a capacidade ou espaço de trabalho cerebral que manipula certas informações de forma temporária, a fim de realizar tarefas complexas como o raciocínio, explicou Valle à BBC. "Ela é o processador ou a RAM do nosso cérebro, ou seja, a capacidade de reter e manipular informações durante um breve período de tempo." "É como uma tábua de cortar, o espaço físico onde você coloca todos os ingredientes que precisa cortar e misturar", compara ela. "Se você colocar ingredientes demais, eles irão cair da tábua. E a memória de trabalho não pode 'cozinhar' [processar] mais do que cabe naquela tábua." Portanto, a carga cognitiva é a quantidade de esforço mental (a receita) que a memória de trabalho deve realizar para processar (cozinhar) as novas informações, segundo Valle. A carga cognitiva tem duas partes: a intrínseca, que é a dificuldade inerente do tema; e a extrínseca, que pode aumentar quando o esforço mental for inútil, por ser provocado por explicações confusas ou excesso de estímulos, explica a educadora. "Fazer um ovo frito traz menos carga cognitiva intrínseca do que cozinhar uma paella à valenciana", compara ela. "E, se a receita estiver mal redigida, se faltar luz ou se alguém estiver perturbando enquanto você cozinha, a dificuldade [carga extrínseca] do processo aumenta." A professora Noelia Valle é a criadora do site de divulgação científica 'La Pizarra de Noe'. Arquivo pessoal de Noelia Valle Na nossa 'RAM' cabem apenas 5 a 9 elementos Nossa capacidade de aprender depende do uso eficiente da nossa memória de trabalho, segundo Valle. "O problema é a que a nossa capacidade é muito limitada e só pode conter de cinco a nove elementos. Tanto é assim que, se excedermos esta capacidade, se recebermos mais informações em um mesmo momento do que nosso cérebro pode processar, elas irão se perder." Quando se fala em um limite de cinco a nove "elementos", estamos falando de dados ou de conceitos? Podem ser ambos, segundo a especialista. "Em psicologia, os fragmentos ou unidades de informação são chamados de chunks." "A memória de trabalho tem espaço para manipular entre cinco e nove chunks. A diferença entre dados e conceitos depende se a pessoa que os gerencia é especialista ou novato." "Para um estudante do primeiro ano de medicina, 'frequência cardíaca alta', 'pressão arterial baixa' e 'pele fria' são três dados diferentes, que ocupam espaço na memória de trabalho", explica a professora. "Se eu der mais três sintomas, ela fica saturada." "Para um médico especialista, estes três dados são automaticamente agrupados em um único conceito: 'choque hipovolêmico'." "O médico ocupa um único chunk da sua memória de trabalho com este conceito complexo e, por isso, sobram seis ou sete lacunas livres para incluir o tratamento, a informação que ele irá fornecer à enfermeira e o histórico do paciente." Valle destacou que a memória de trabalho não diferencia se o que está sendo empregado é um dado simples ou um conceito complexo, que já estava armazenado na memória de longo prazo. "Cabem cinco a nove elementos, mas o tamanho deles depende do seu grau de conhecimento", prossegue ela. "Aprender consiste exatamente em transformar muitos dados soltos em um único conceito sólido, para que ocupe menos espaço na memória de trabalho e nos permita pensar em coisas mais difíceis." "A memória dos especialistas não é maior; ela é mais organizada." Valle destaca que os docentes podem ajudar a reduzir a complexidade intrínseca de um tema, por exemplo, segmentando as informações, do simples até o complexo. Os professores também podem reduzir a carga extrínseca, eliminando distrações desnecessárias, como excesso de animações em uma apresentação, entre outras medidas. Explicar o que aprendemos para outra pessoa ajuda a aumentar o nosso rendimento. 'O cérebro não aprende enquanto recebe informações, mas quando se esforça para recuperá-la', segundo Noelia Valle. GETTY IMAGES via BBC Como melhorar o nosso rendimento? Evidências indicam que é mais eficaz estudar duas horas por dia por várias semanas do que estudar muitas horas seguidas no mesmo dia, segundo a educadora. E, nessas duas horas, é importante fazer intervalos para descansar. "Estudando duas horas seguidas, é mais provável que você sature o espaço da sua memória de trabalho e acumule tanta carga cognitiva que acabe fatigado", explica a professora. "E o cansaço e a frustração são distrações, ou seja, carga extrínseca [ruim]." "Fazer breves pausas a cada meia hora permite, de um lado, que as informações passem da memória de trabalho para um estado de consolidação. E, de outro, ao voltar do descanso, você irá obrigar o cérebro a recordar onde estava." "O cérebro não aprende enquanto recebe informações, mas sim quando se esforça para recuperá-las", destaca Valle. Entre as tarefas que realizamos para aprender, as de manutenção (como reler ou recordar uma lista de elementos) têm efeitos neuronais limitados, segundo ela. "Mas as tarefas de atualização [de pensar], que desafiam constantemente o cérebro a manipular as informações e não apenas a retê-las, são as que se associam mais consistentemente ao aumento da atividade em regiões do cérebro que são fundamentais para o aprendizado e a recompensa." Valle oferece alguns exemplos de tarefas que nos obrigam a pensar: Mudar de formatos: transformar um texto em um esquema ou desenho, ou passar um gráfico para uma explicação verbal. Estas atividades nos obrigam a reorganizar mentalmente o conteúdo. Realizar testes de autoavaliação e reescrever a resposta, corrigindo e ajustando o raciocínio. Praticar o que a educadora chama de "dois atrás": ao ler uma lista de passos ou termos, parar e explicar a relação entre o conceito atual e aquele que apareceu duas posições antes. Explicar a uma outra pessoa o que foi aprendido. "O melhor é se a pessoa a quem explicarmos não detiver o conhecimento, pois o seu esforço será muito maior", prossegue a professora. "Ao acabar de ler esta reportagem, por exemplo, explique para alguém a diferença entre dado e conceito para a memória de trabalho." "Se ninguém quiser ou puder escutar, conte para você mesmo, por escrito (pois sempre é bom praticar a redação) ou falando. E, quando estiver estudando, deixe por escrito perguntas sobre o que foi mais complicado de entender, para que, ao voltar ao estudo, você comece respondendo àquelas perguntas." Valle destaca que, "hoje em dia, a IA pode nos ajudar, gerando perguntas ou problemas com diferentes formatos e níveis de dificuldade". Transformar um texto em um esquema ou desenho, ou passar um gráfico para uma explicação verbal, nos obriga a reorganizar mentalmente o conteúdo estudado. GETTY IMAGES via BBC O sono e o entorno O sono é fundamental para os processos de consolidação da memória, segundo Valle. "Sabemos que, enquanto dormimos, o sistema glinfático limpa o cérebro dos resíduos metabólicos e também que, enquanto sonhamos [fase REM], repetimos o que foi aprendido durante o dia, o que ativa os mesmos neurônios e reforça suas conexões." O espaço e o momento escolhidos para estudar também são importantes, afirma a professora. "Se você estudar em um espaço desordenado, com ruídos, ou deixar ativadas as notificações do celular, o seu cérebro usará parte da memória de trabalho para inibir esses estímulos." "Por outro lado, o momento do dia em que começamos a estudar deve ser escolhido de acordo com o nosso cronotipo, ou seja, devemos estudar quando nossas funções executivas estiverem no pico", orienta Valle. "Tentar memorizar algo complexo quando o corpo está no nível mais baixo de energia aumenta a carga cognitiva necessária para uma mesma tarefa." "Enquanto sonhamos [fase REM], repetimos o que foi aprendido durante o dia, o que ativa os mesmos neurônios e reforça suas conexões", segundo a professora Noelia Valle. GETTY IMAGES via BBC Relacionar as informações com nossa própria realidade Aprendemos melhor aquilo no que pensamos, novamente, porque o esforço necessário promove a consolidação da memória. Em termos celulares, consolidar significa criar novas conexões entre os neurônios. E sabemos que os neurônios que são ativados em conjunto acabam se unindo. Por isso, ativar a recordação das novas informações com exemplos cotidianos conhecidos ajuda a criar essa nova conexão, o que garante sua passagem da memória de trabalho para a memória de longo prazo, explica Valle. "Se você estiver estudando a inflação, compare o preço do café de hoje com o de um ano atrás", orienta ela. "Ao conectar a definição com algo que o afeta, você irá criar uma âncora de onde retirar a recordação quando precisar recuperá-la." "Além de ajudar a aprender, isso treinará seu pensamento crítico, o que também é benéfico." "Se você estiver estudando a inflação, compare o preço do café de hoje com o de um ano atrás. Ao conectar a definição com algo que o afeta, você irá criar uma âncora de onde retirar a recordação quando precisar recuperá-la." GETTY IMAGES via BBC O que fazer quando a complexidade de um tema parece intransponível? Antes de nos sentirmos frustrados, devemos ter claro que, quando somos principiantes em algum tema, a carga cognitiva é sempre muito alta, segundo Valle. "Quando você aprende a dirigir, precisa pensar em pisar na embreagem, olhar para os espelhos, mover a alavanca de câmbio, acelerar suavemente, ligar a seta, girar o volante e frear." "Como cada ação ocupa um espaço na memória de trabalho, você se sente saturado e, se nesse momento, alguém fizer uma pergunta irrelevante, o mais seguro é que você não saiba o que responder", destacou a educadora à BBC News Mundo. "Quando você já sabe dirigir e automatizou todos esses movimentos [eles ficam guardados na sua memória de longo prazo], pode manter um diálogo e ouvir o rádio enquanto dirige." Nesses momentos de frustração, Valle recomenda começar fragmentando as informações. "Deixe-as em pedaços tão pequenos que pareçam ridículos, de tão fáceis de aprender. Esses pequenos sucessos gerarão dopamina, que ajudará a superar os desafios." Ela também aconselha a preparar esquemas simples com palavras-chave, para garantirmos que a ordem está correta. "Depois, você passa a elaborar mapas conceituais complexos, integrando as informações relacionadas", orienta a professora. Em momentos de frustração, Valle recomenda fragmentar as informações. "Deixe-as em pedaços tão pequenos que pareçam ridículos, de tão fáceis de aprender. Esses pequenos sucessos gerarão dopamina, que ajudará a superar os desafios." GETTY IMAGES via BBC Entender e respeitar seu cérebro Um cérebro mais forte trabalha menos. Segundo a neurociência, treinar a memória de trabalho causa redução da atividade em regiões fundamentais do cérebro, especialmente na rede frontoparietal, que é fundamental para as funções executivas, explica Valle. "Da mesma forma que um atleta experiente consome menos energia para executar uma ação, em comparação com um principiante, o cérebro, à medida que se torna mais hábil em uma tarefa, exige menos recursos neuronais para atingir o mesmo resultado ou até mesmo ter melhor rendimento." O aprendizado eficaz não se resume em forçar o nosso cérebro além dos seus limites, segundo a especialista. "Trata-se de entender e respeitar a arquitetura cognitiva com que todos nós operamos para minimizar os esforços inúteis e maximizar o aprendizado profundo." O aprendizado eficaz se baseia "em sermos mais inteligentes em relação à forma de apresentação das informações para o nosso cérebro", conclui a professora. Leia aqui o artigo de Noelia Valle no site de notícias acadêmicas The Conversation, com mais conselhos para professores e estudantes. E o site de divulgação científica da professora, "La Pizarra de Noe", está disponível neste link.

  13. A missão de uma cientista para conter a dengue no Brasil Imagina você descobrir uma forma de proteger milhões de pessoas e evitar milhares de mortes? Durante anos, a pesquisadora Neuza Frazzati trabalhou em silêncio nos laboratórios do Instituto Butantan para enfrentar um velho conhecido do Brasil: a dengue. O resultado desse esforço chegou à população nas últimas semanas, com o início da aplicação da primeira vacina 100% brasileira e de dose única contra a doença. 📈 Desde os anos 2000, mais de 18 mil pessoas morreram por dengue no país e outras 25 milhões já tiveram a doença – o que pressiona o sistema de saúde. A dengue é considerada uma doença negligenciada. Como afeta países tropicais e em desenvolvimento, durante décadas houve pouca pesquisa para frear o avanço da doença. Mas, agora, o Brasil tem uma solução nacional: a Butantan-DV é a única vacina contra a dengue de dose única no mundo. À frente do desenvolvimento está Neuza, pesquisadora que entrou no Butantan na década de 1980 e construiu a carreira desenvolvendo vacinas. Para ela, o projeto da dengue é mais do que um marco científico, mas uma forma de amenizar o sofrimento e evitar mortes no país. Todo mundo vem aqui nessa vida com alguma missão que a gente precisa descobrir qual é. Acho que encontrei a minha, deixar uma vacina de dengue que pode amenizar o sofrimento das pessoas Neuza é a pesquisadora à frente da vacina Divulgação/Butantan A vacina demonstrou eficácia de cerca de 75% contra a doença e superior a 90% contra formas graves e hospitalizações — um dado relevante em um país que convive há décadas com surtos sucessivos com milhões de casos. O estudo foi conduzido com mais de 16 mil pessoas, acompanhadas por anos. Há décadas pesquisadores tentam achar uma solução para a doença no país. Agora, a vacina de Neuza pode, finalmente, criar um futuro para o país com uma redução drástica de casos e zerar as mortes. O imunizante começou a ser distribuído pelo Brasil nas últimas semanas. Por enquanto, ainda está em uma fase prioritária, mas segundo o Ministério da Saúde deve chegar às pessoas de 15 a 59 anos até o segundo semestre deste ano. Pesquisadora dedicou anos de pesquisa no desenvolvimento de imunizantes Kaique Mattos/g1 A mulher por trás da vacina da dengue Neuza é bióloga por formação e doutora em Biotecnologia pela Universidade de São Paulo. Ela conta que escolheu a biologia por amar os animais e a pesquisa em vacinas pela necessidade de ajudar pessoas. Quando chegou ao Butantan, em 1980, Neuza começou trabalhando com influenza. Ela conta que o laboratório ao lado do dela fazia pesquisas por uma vacina contra a raiva em humanos. Para isso, eram usados camundongos, quase mil animais por semana. Eu falava: ‘Meu Deus, a gente tem que mudar isso de alguma maneira'. O incômodo acabou se transformando em um projeto. Ela passou a pesquisar uma tecnologia em que não precisasse sacrificar animais. Foram dez anos de trabalho até que a vacina contra a raiva desenvolvida por ela fosse licenciada pela Anvisa, em 2008. ➡️ O que ela fez naquele ano foi inédito: em vez de utilizar tecidos de origem animal, como era feito tradicionalmente, o vírus passou a ser cultivado em células Vero — um tipo de linhagem celular estável, obtida originalmente a partir de rins de macaco-verde-africano e mantida em bancos internacionais de pesquisa. Isso rendeu a ela o prêmio Péter Murányi-Saúde, um reconhecimento internacional pelo trabalho. A experiência acumulada ali — cultivo viral, estabilidade, testes e exigências regulatórias — seria decisiva anos depois, quando ela se desafiou a desenvolver uma vacina de dose única contra a dengue. Vacina começou a ser distribuída pelo país Reprodução Como a vacina contra a dengue foi feita Entre 2006 e 2007, o país enfrentava uma alta nos casos de dengue, com mais de 800 mortes. Foi quando ela recebeu um novo desafio: desenvolver um imunizante que protegesse a população. 💉 Mas a vacina representava um desafio ainda maior: o vírus da dengue circula em quatro sorotipos diferentes e uma vacina precisa proteger contra todos eles sem provocar desequilíbrios na resposta imunológica. Eu lembro que na época as pessoas confiavam em mim para esse processo e eu falava: isso é muito complexo para mim. Cheguei a duvidar, mas eu nunca desisti. O trabalho começou no laboratório, com o cultivo dos vírus e uma sequência de ajustes até alcançar a fórmula que hoje chega aos postos. Neuza conta que via os jornais anunciando o aumento no número de mortes e casos da doença e se desafiou a não descansar até ter uma resposta. Para isso, trabalhou muitos fins de semana, feriados e passou noites em claro. A pesquisa começou com uma equipe pequena e, conforme os resultados apareciam e a dengue crescia no Brasil, a equipe aumentava. Ao todo, foram quase 50 pessoas sob seu comando. O segundo maior desafio foi a estabilidade. Na forma líquida, o vírus não se mantinha viável pelo tempo necessário dentro do imunizante. A vacina viajaria por um país de dimensões continentais e de realidades diversas. Nem sempre os postos têm o transporte refrigerado ou a geladeira necessária. 💉 Foi quando conseguiu a liofilização. Em geral, as vacinas têm a forma líquida. Mas, nesse caso, ela seria transformada em pó e só voltaria a ser líquida na hora de aplicar. Isso facilitaria o transporte. Foram quatro anos de pesquisa em laboratório com mais de 200 experimentos até chegar à Butantan-DV. Em 2011, Neuza e sua equipe tinham em mãos uma vacina eficaz contra todas as cepas e de dose única – o que era primordial para eles, já que queriam ampliar e facilitar a adesão. Neuza está à frente da vacina da dengue Kaique Mattos/g1 ➡️ E você pode se perguntar: por que já em 2011 essa vacina não estava disponível? Porque para que um medicamento ou um imunizante possa ser distribuído, ele precisa passar pela aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A vacina passou por todas as fases de estudos clínicos exigidas para qualquer imunizante: avaliação de segurança, resposta imunológica e eficácia em voluntários. Só após a conclusão dessas etapas e a análise regulatória o produto pôde começar a ser aplicado na população. De forma prática, o desenvolvimento da vacina contra a dengue levou quatro anos. Para quem vê de fora, pode parecer pouco tempo diante da complexidade do desafio. ➡️ A resposta para isso está justamente nas mãos e na mente de Neuza: tudo que ela aprendeu enquanto tentava resolver o problema da raiva e do rotavírus, vacina que ela desenvolveu depois, levou a uma resposta mais rápida para a dengue. Eu acho que a experiência é o maior valor que a gente adquire nessa vida. Porque quanto mais experiente, mais a gente tem condições de se doar, né? A gente vai aprendendo a cada passo, a cada erro, a cada vitória, a gente vai se moldando. Eu fiz mais rápido o que poderia levar anos, mas porque dediquei muitos anos antes. Nada foi feito com pressa. Neusa ainda se emociona ao lembrar de todos os que assinam junto com ela esse feito. “Não conseguiria nada sozinha”. Vacina no braço No fim de 2025, a Anvisa aprovou a vacina e em janeiro deste ano as primeiras doses foram distribuídas. Para a pesquisadora, isso mostra a força da ciência nacional e um marco na própria história – apesar de estar ligada a tantas outras vacinas. “Acho que todo mundo tem uma missão na vida e a minha foi essa. Sabe quando você chega na minha idade e pensa: acho que eu fiz alguma coisa pelas pessoas. O imunizante já está nos postos de saúde, mas, por enquanto, apenas para um grupo prioritário, que envolve profissionais da saúde. Até o segundo semestre, deve chegar às unidades pelo país para a população em geral, segundo o Ministério da Saúde. Hoje, o Brasil tem uma vacina contra a dengue no SUS, a Qdenga. Desde que iniciou a imunização, o Brasil tinha um desafio: o número de doses e o custo. Para você entender melhor: 💉 A vacina é importada e como a dengue é uma doença negligenciada, não havia volume suficiente de doses vindas do laboratório, ainda que o Brasil quisesse comprar. 💉 Para além disso, ela é aplicada em duas doses. O que aumentava ainda mais a necessidade de vacinas, não sendo possível ter uma cobertura maior da população. 💉 Outro desafio era o custo. Como é importada, comprar todas essas doses custava mais caro ao país. “É um orgulho saber que a ciência nacional construiu algo que vai ajudar tantas pessoas, evitar mortes, dor, sofrimento e custo para o nosso sistema de saúde”, comenta. Neusa explica que a vacina é a melhor chance do país contra a doença. Com a imunização de 50% da população, é possível uma queda drástica no volume de casos. Para se ter uma ideia, em 2025 foram 1,4 milhão de casos. Quando houver uma cobertura vacinal completa, é possível que o país zere o número de mortes, que em 2025 foi de 1,7 mil pessoas. Erradicar a doença é difícil porque isso depende da circulação do mosquito, o que é mais difícil de controlar com o cenário tropical, e cada vez mais quente, do Brasil. “Importante é vacina no braço para a gente não ter mais mortes”.

  14. Parlamentares de oposição ao governo federal tentam reeditar o episódio da “taxação das blusinhas” para tentar derrubar o projeto que regulamenta o trabalho por aplicativos. O tema é bandeira eleitoral do governo e uma das prioridades do Executivo para este ano. O texto tramita na Câmara em uma comissão especial, mas deve ser levado diretamente ao plenário no início de abril pelo presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB). Pelas redes sociais, integrantes da oposição, como Nikolas Ferreira (PL-MG), publicaram vídeos em que ligam a aprovação do projeto ao aumento do valor pago por serviços de entrega de comidas, como o Ifood. Veja os vídeos que estão em alta no g1 A crítica é semelhante à feita quando aprovada a chamada “taxa das blusinhas”, cobrança de imposto de importação de 20% sobre compras internacionais de até US$50 e que até então estavam isentas. Na época, a oposição argumentou que a medida punia o consumidor de baixa renda que buscava opções mais baratas no exterior. Valor mínimo A última versão do projeto dos aplicativos de transporte estabelece o valor mínimo de R$ 8,50 para entregas de: até três quilômetros rodados, no caso de coleta e entrega de bens por meio de automóvel ou outro veículo automotor de porte similar; até quatro quilômetros, no caso de coleta e entrega de bens a pé ou por meio de veículo motorizado de duas ou três rodas ou de bicicleta. O ministro chefe da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos (PSOL-SP), defende que o piso suba para R$10, até 4 quilômetros, com R$2,50 por quilômetro adicional. (leia mais abaixo) Última versão do texto traz valor mínimo de R$ 8,50 para entregas. Rovena Rosa/Agência Brasil É essa taxa mínima que está sendo usada pela oposição para dizer que o consumidor pagará mais caro na ponta. No entanto, o governo e o próprio relator argumentam que é preciso garantir “um colchão social” ao entregador, além de atender ao pedido dos trabalhadores por um valor mínimo de entrega. Sem acordo Na última terça-feira (11), Motta, ministros do governo e o relator do texto participaram de uma reunião na residência oficial da Câmara, mas não chegaram a um acordo sobre o valor mínimo. Pessoas próximas ao relator afirmam que ele vai manter o valor mínimo de R$8,50 para entregas por aplicativo, contrariando Boulos – e pode restringir o valor a apenas algumas modalidades. A avaliação é a de que o governo sabe que não é possível subir o valor mínimo e que a demanda é apenas do ministro da Secretaria Geral da Presidência, que pretende apresentar o aumento como um trunfo eleitoral. As plataformas, por sua vez, criticam o tabelamento por acreditarem que isso inviabiliza o modelo de negócios. O relator pediu que os executivos apresentam uma proposta até sexta-feira (13). Na terça, Coutinho se reunirá com integrantes do governo para levar as propostas. 'Terrorismo econômico' Ao g1, o ministro Guilherme Boulos negou que o governo vá taxar clientes e que os produtos das plataformas ficarão mais caros com as medidas defendidas pelo Palácio do Planalto. Segundo Boulos, atualmente a maior parte do ganho das empresas está na taxa mensal cobrada dos restaurantes. "É uma mentira absoluta dizer que o governo está taxando os clientes, taxando as plataformas. E outra é vender a ideia de que encarecerá o produto, que não é verdade, porque a maior parte do ganho das plataformas não está com a entrega, a maior parte do ganho das plataformas está com a taxa que eles cobram dos restaurantes, que é uma taxa mensal para estar nos cardápios eletrônicos e cerca de 28% de cada restaurante por pedido. Então, é aí que está o centro do ganho deles", explicou Boulos. "Então, dizer que pagar uma remuneração digna para os trabalhadores vai aumentar o preço, não procede". O ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos Divulgação O ministro disse que a proposta do governo de defender uma remuneração mínima de R$ 10,00 é uma reivindicação dos entregadores e que atualmente já existe um valor mínimo pago pela empresas. "Já existe um mínimo pago pelo iFood que é de R$ 7,50 por entrega e R$ 1,50 para cada quilômetro adicional passando dos quatro quilômetros, para entregas mais longas. A reivindicação dos entregadores é, pura e simplesmente, aumentar do R$ 7,50 para R$ 10,00 e de R$ 1,50 para R$ 2,50", disse. "Dizer que isso vai alterar significativamente o preço, além de mentira é um terrorismo econômico que busca atacar qualquer ganho dos trabalhadores."

  15. Todos os filmes de Kleber Mendonça Filho do pior para o melhor Kleber Mendonça Filho desembarca no Oscar deste domingo (15) com o peso de uma filmografia premiada. Desde 2012, o cineasta lançou cinco longas-metragens e somou mais de 150 vitórias em premiações pelo mundo. O levantamento cruzou os dados de três dos principais agregadores de crítica da internet: Letterboxd, IMDb e Rotten Tomatoes. Para medir o impacto dessa trajetória, o g1 mergulhou na obra do diretor e montou um ranking da sua obra. Além dos dados globais, o portal também atribuiu uma nota de 0 a 10 para cada produção. E os curtas? Muito antes de cair nas graças de Hollywood, Kleber lapidou seu olhar em curtas-metragens fundamentais, como "Vinil Verde" (2004) e "Recife Frio" (2009). As produções seguem repercutindo até os dias de hoje. Mas g1 levou em consideração apenas os longas-metragens. Veja lista em ordem cronológica do lançamento. "O Som ao Redor" (2012); "Aquarius" (2016); "Bacurau" (2019); "Retratos Fantasmas" (2023) "O Agente Secreto" (2025). Critérios de análise Wagner Moura e Kleber Mendonça Filho nos bastidores de 'O Agente Secreto' Divulgação/Victor Jucá Para tentar dar conta de vozes tão distintas (críticos, cinéfilos, fãs e haters), o g1 converteu todas as métricas para uma escala de 0 a 10. O cálculo equilibra o índice de aprovação da crítica especializada (Rotten Tomatoes), a média aritmética do público (IMDb) e o engajamento da comunidade cinéfila (Letterboxd), além da nota atribuída pelo portal. Veja abaixo o ranking, a análise detalhada de cada produção e os destaques de direção e roteiro. 5º) O Som ao Redor (2012) Sinopse: Moradores de classe média são atormentados por trombadinhas, roubos de som de carro e um cachorro que não para de latir. Tudo muda quando uma empresa de segurança privada, chefiada por Clodoaldo (Irandhir Santos), passa a policiar a região. Minicrítica: O filme vale muito pelas cenas da reunião de condomínio, do “banho de sangue” na cachoeira e da revelação nos minutos finais. Embora os diálogos sejam propositalmente banais, não cativam tanto. A direção/o roteiro: Em seu longa de estreia, KMF faz do bairro onde cresceu, Setúbal, no Recife, um microcosmos do Brasil pós-ascensão da classe média. Mesmo em uma crônica urbana polida, o diretor já dava indícios do desejo de se experimentar num cinema mais sujo e chocante. ONDE ASSISTIR? Globoplay e Netflix. Os feitos Eleito um dos dez melhores filmes do mundo pelo “The New York Times” em 2013. Escolhido como representante brasileiro na disputa pela indicação ao Oscar de 2014 (não foi indicado). 4º) Aquarius (2016) Sinopse: Aposentada, viúva e livre, Clara (Sônia Braga) não quer arredar o pé do apartamento onde morou a vida inteira. Diego (Humberto Carrão) e o avô trabalham numa dessas construtoras-incorporadoras de nome em inglês e fazem de tudo para tentar convencê-la do contrário. Minicrítica: Trilha sonora e direção de arte lindíssimas. Passaria horas e horas assistindo Sônia Braga dançar em gafieiras e peitar dono de construtora miserável. Mas poderia chocar ainda mais. A direção/o roteiro: Kleber acerta em construir um vilão que foge do caricato: um herdeiro de sorriso amarelo que é a personificação do neoliberalismo cordial. Os zooms lentos e planos abertos brilham. ONDE ASSISTIR? Globoplay e Netflix. Os feitos Concorreu à Palma de Ouro no 69ª Festival de Cannes. Levou mais de 350 mil pessoas aos cinemas. 3º) Retratos Fantasmas (2023) Sinopse: Pesquisa para “O Agente Secreto”, o documentário remonta a cidade do Recife do século XX com a presença dos cinemas de rua e de calçada que, segundo o diretor, “são tão importantes para a formação de público espectador”. Minicrítica: Quando a arte se dispõe a virar um documento de registro. É um daqueles filmes que vão ficando mais importantes à medida que o tempo vai passando. A direção/o roteiro: A narração em primeira pessoa de Kleber guia e se destaca. Um salve para a equipe de pesquisa e montagem. ONDE ASSISTIR? Globoplay e Netflix. Os feitos Representante brasileiro na disputa ao Oscar de 2024 (não foi indicado). Exibido em sessão especial no Festival de Cannes de 2023. 2º) Bacurau (2019) Sinopse: Após descobrir que o povoado foi apagado dos mapas e está sendo atacado por um bando de gringos pistoleiros, uma comunidade no interior de Pernambuco decide reagir. A entrada de Lunga (Silvério Pereira) em cena com uma enxada e um mullet muda tudo. Minicrítica: Violento e lindo. Bacurau é bicho grande, brabo e que não está em extinção. Ótimo para rever em ano de eleição e sempre. A direção/o roteiro: Em parceria com Juliano Dornelles, Kleber cavuca a identidade do nordestino do interior. Tem drone, psicotrópico e puteiro. Nesta distopia sertaneja de gente do bem que reage, todos os personagens são interessantíssimos. ONDE ASSISTIR? Nos cinemas e na Netflix. Os feitos Vencedor do Prêmio do Júri no Festival de Cannes 2019. Levou mais de 800 mil pessoas aos cinemas. 1º) O Agente Secreto (2025) Sinopse: Professor universitário, Marcelo (Wagner Moura) busca refúgio em um condomínio de exilados durante a Ditadura Militar. Apesar disso, é Carnaval. Agonia e folia se misturam neste thriller político de suspense e humor. Minicrítica: Tem muita gente e é muita coisa acontecendo ao mesmo tempo, o que poderia ser ruim, mas aqui não é. Quando Tânia Maria sai de cena, dá saudades. Mas ela é só uma das (muitas) partes boas. A direção/o roteiro: Busca por memória, rinha entre regiões, corrupção, o papel da imprensa, luta de classes, força da juventude... Pior que é aquele clichezão: a impressão que dá é a de que todos os filmes de Kleber o levaram até esse aqui. ONDE ASSISTIR? Nos cinemas e na Netflix. Os feitos Indicado em quatro categorias no Oscar 2026. Melhor Filme em Língua Não Inglesa e Melhor Ator (Wagner Moura) no Globo de Ouro 2026. Melhor Diretor (Kleber Mendonça Filho) e Melhor Ator (Wagner Moura) no Festival de Cannes 2026.

  16. Cenas de 'Uma batalha após a outra' (à esq.) e 'Pecadores' (à dir.) Divulgação Só "Pecadores" ainda pode frustrar o grande favoritismo de "Uma batalha após a outra" na disputa à categoria de melhor filme do Oscar 2026 — pelo menos é o que indicam as maiores premiações de sindicatos de classes de Hollywood, que servem como os principais "termômetros" da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas americana. A maior premiação do cinema acontece neste domingo (15), em Los Angeles, com apresentação do comediante Conan O'Brien pelo segundo ano seguido — e transmissão ao vivo da TV Globo. Os prêmios dos sindicatos são considerados bons indicadores para suas respectivas categorias do Oscar por compartilharem muitos membros com a Academia. Ou seja, muita gente vota em um e, depois, no outro. Os quatro grandes São quatro organizações principais que podem ser consideradas indicadoras de como pensa a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, organizadora do Oscar: PGA: Sindicato dos Produtores da América DGA: Sindicato dos Diretores da América SAG: Sindicato dos Atores WGA: Sindicato dos Roteiristas da América (que premia original e adaptado) *as siglas vêm do inglês Arte g1 Corrida de dois cavalos Se "Uma batalha após a outra" começou a temporada de premiações como o grande favorito à categoria principal do Oscar, os sindicatos confirmaram esse status. Desde 2005, 15 filmes foram os preferidos do PGA e do DGA. Deles, 12 saíram ganhadores da Academia — uma taxa de 80%, que incluiu os últimos três grandes vencedores da Academia. As exceções, no entanto, dão um pouco de esperança aos fãs de "Pecadores". Afinal de contas, os três vencedores dos dois sindicatos que não ganharam o Oscar foram superados exatamente por ganhadores do prêmio de roteiro original do WGA. Muita gente gosta de comparar a situação de 2026 com a vitória de "Moonlight" sobre "La la land", em 2017. A situação era muito mais parecida, no entanto, em 2006. Naquele ano, "O segredo de Brokeback Mountain" chegou como favorito por ganhar os mesmos prêmios de "Uma batalha após a outra". No fim, perdeu para "Crash - No limite", preferido dos sindicatos nas mesmas categorias de "Pecadores". Para os demais indicados, a montanha é quase intransponível. Nenhum filme jamais venceu a categoria principal da Academia sem pelo menos um prêmio dos quatro sindicatos. Diretor e roteirista de "Uma batalha após a outra", Paul Thomas Anderson deve ganhar o primeiro Oscar da carreira após 14 indicações desde 1998 — e não deve parar no primeiro. Mesmo que não confirme o favoritismo na categoria de roteiro adaptado, já que a correlação com ganhadores do WGA não é tão confiável por causa das regras do sindicato, ele deve levar em melhor direção. Em 78 edições, 66 vencedores do DGA ganharam a estatueta — uma taxa de 84,6%. Ele ainda pode vencer uma como um dos produtores do próprio filme. Jogo aberto Michael B. Jordan vence melhor ator por 'Pecadores' no Actors Awards Reprodução/AP Photo/Chris Pizzello Apenas uma das quatro categorias de atuação é considerada já fechada. Nas demais, o SAG serviu apenas para trazer mais incertezas — e, em um dos casos abrir uma disputa que também parecia resolvida. Jessie Buckley, de "Hamnet: A vida antes de Hamlet", é provavelmente a aposta mais segura da noite entre as atrizes principais, um status que mantém desde o começo da temporada e que só reforçou desde então. A irlandesa ganhou o Bafta, o SAG, e até premiações menores, como o Globo de Ouro e o Critics' Choice. Até hoje, apenas Russell Crowe não venceu o Oscar após ser celebrado nos quatro eventos pelo mesmo papel. Em 2002, o australiano ganhou tudo com "Uma mente brilhante", mas perdeu a estatueta dourada para Denzel Washington, de "Dia de treinamento". Entre os atores principais, SAG e BAFTA bagunçaram a corrida ao ignorar Timothée Chalamet ("Marty Supreme"), que vinha vencendo tudo até então. Com isso, o ganhador do sindicato, Michael B. Jordan ("Pecadores"), assume o favoritismo. Se ele não ganhar, vai ser apenas o sétimo preferido do SAG a não levar o Oscar. Curiosamente, a última vez que isso não aconteceu foi em 2025. Sabe com quem? Ele mesmo, Timothée Chalamet. Entre os coadjuvantes, as taxas de conversão entre SAG e Academia não são tão altas — justamente em categorias das mais imprevisíveis. Sean Penn ("Uma batalha após a outra") até parece ser o nome a ser batido em sua categoria após vencer o sindicato (que prevê cerca de 68% das vezes o escolhido da Academia) e o Bafta, mas foi ignorado por Globo de Ouro e Critics' Choice após começar a temporada na frente. Já Amy Madigan ("A hora do mal") goza de chances maiores após ganhar o SAG (uma taxa de 74%), o Critics' Choice e o Bafta — mas é também extremamente raro que duas atrizes do mesmo filme concorram ao Oscar depois de nem receberem indicações do sindicato, como é o caso de Inga Ibsdotter Lilleaas e Elle Fanning, ambas de "Valor sentimental". Como Madigan é também a única representante de um filme com apenas uma indicação, enquanto suas concorrentes vêm de filmes com presença em múltiplas categorias, é difícil dar à veterana todo o favoritismo — mas que ele existe, existe.

  17. Isuke Takakura aceitou liderar um projeto simbólico — reconstruir o santuário xintoísta da comunidade, destruído pelo tsunami Ewerthon Tobace/ BBC Quando Isuke Takakura voltou para Futaba, a cidade já não existia como ele lembrava. As ruas continuavam ali. Os postes também. Algumas casas permaneciam de pé — silenciosas, vazias, com janelas fechadas havia mais de uma década. O que havia desaparecido eram as pessoas. Antes do desastre de 11 de março de 2011, Futaba tinha cerca de 7,2 mil habitantes. Hoje, quinze anos depois, apenas cerca de 190 moradores vivem oficialmente na cidade, segundo dados da prefeitura local — uma redução de mais de 97% da população. Takakura é um deles. Ele caminha devagar pelas ruas que conhece desde criança, passando por casas abandonadas e terrenos onde a vegetação cresceu sem controle. "Sinto raiva às vezes. E tristeza também", diz. A frase sai tranquila, quase sem emoção. Talvez porque tenha sido repetida muitas vezes ao longo destes anos. Mas ele continua: "Se ninguém fizer nada, este lugar se tornará uma terra morta." Foi por isso que decidiu voltar. Quinze anos depois do terremoto, do tsunami e do acidente nuclear na famosa usina local que transformaram Fukushima em sinônimo de desastre em todo o mundo, a região vive um processo lento e incerto de reconstrução. Algumas cidades continuam quase vazias. Outras tentam reinventar sua economia com novas indústrias, tecnologia e projetos experimentais. Em Futaba e nas cidades vizinhas, moradores que decidiram retornar convivem com uma pergunta que ainda não tem resposta clara: é possível reconstruir uma comunidade depois que quase todos foram embora? A cidade que parou no tempo Futaba fica na costa da província de Fukushima, voltada para o Pacífico. Durante décadas, viveu bem perto — a cerca de 4 quilômetros — da usina nuclear de Fukushima Daiichi, operada pela companhia elétrica TEPCO. Em 2011, um terremoto de magnitude 9.0 — o mais forte já registrado no Japão — desencadeou um tsunami gigantesco que atingiu o litoral nordeste do país. Mais de 20 mil pessoas morreram ou desapareceram naquele desastre, segundo o governo japonês. O tsunami destruiu cidades inteiras ao longo da costa. E, ao inundar a usina nuclear, provocou uma sequência de explosões e falhas de resfriamento que levaram ao maior acidente nuclear no mundo desde Chernobyl. Futaba estava no centro dessa história. Durante anos, toda a população da cidade foi obrigada a evacuar. Casas ficaram abandonadas, com objetos ainda sobre as mesas e carros parados nas garagens. Em muitos bairros, o tempo parecia simplesmente ter parado. Tsunami há 15 anos deixou mais de 26 mil mortos e um rastro de destruição pelo país, como na cidade pesqueira de Morioka, na costa do Pacífico na ilha de Honshu Roslan Rahman/AFP via Getty Images O santuário Seis anos depois da evacuação total da cidade, o governo japonês começou a retirar gradualmente as ordens de evacuação em algumas áreas. Mas isso não significou que as pessoas voltariam. Na verdade, a maioria não voltou. Takakura observava aquela paisagem vazia e se fazia uma pergunta simples: "se ninguém retornar, o que resta de uma cidade?" Foi então que ele aceitou liderar um projeto simbólico — reconstruir o santuário xintoísta da comunidade, destruído pelo tsunami. Durante séculos, santuários foram o centro espiritual das aldeias japonesas. Festivais, cerimônias e encontros aconteciam ali. Era o lugar onde a comunidade se reunia. Sem o santuário, dizia ele, Futaba não teria alma. "Se não houver algo para as pessoas voltarem, elas simplesmente não voltam", reflete. O novo santuário foi concluído há quatro anos. Não trouxe a população de volta. Mas trouxe algo que talvez seja ainda mais raro em uma cidade quase vazia: a sensação de que aquele lugar ainda pode continuar existindo. Novas indústrias Mas memória e símbolos, sozinhos, não sustentam uma cidade. Reconstruir um lugar exige algo mais simples — e mais difícil: trabalho e empregos. Nos últimos anos, a região de Futaba e das cidades vizinhas começou a atrair pequenos projetos industriais e tecnológicos — iniciativas que tentam responder à pergunta que paira sobre Fukushima desde 2011: como reconstruir uma economia em um território marcado por um desastre nuclear? Quinze anos depois do acidente nuclear, a palavra radiação ainda provoca apreensão — dentro e fora do Japão. Para muitos japoneses, Fukushima continua associada a um risco invisível. Em várias cidades da região, medidores de radiação foram instalados em praças, escolas e prédios públicos, exibindo em tempo real níveis que, segundo o governo japonês e organismos internacionais como a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), hoje são comparáveis aos de grandes cidades ao redor do mundo. Grande parte das áreas evacuadas foi gradualmente reaberta após extensos trabalhos de descontaminação. Milhões de metros cúbicos de solo contaminado foram removidos de campos, jardins e áreas urbanas, armazenados temporariamente em instalações especiais. Mesmo assim, o medo persiste. Muitos antigos moradores hesitam em voltar — não apenas por causa da radiação em si, mas também pela perda de infraestrutura, empregos e laços comunitários que existiam antes do desastre. Do ponto de vista científico, estudos conduzidos pelo governo japonês, pela ONU e por pesquisadores independentes indicam que, para a população em geral, os níveis atuais de exposição são baixos e não devem causar impactos significativos à saúde. Mas o medo nem sempre segue o mesmo ritmo dos dados científicos. Ele aparece, por exemplo, na relação com a comida. Fukushima sempre foi uma região agrícola importante, conhecida pelo arroz, pelas frutas — como pêssegos e maçãs — e por produtos frescos que abasteciam mercados em todo o Japão. Depois do acidente, esses alimentos passaram a carregar um estigma difícil de apagar. Embora os produtos da região estejam entre os mais testados do país — com controles rigorosos de radiação realizados pelo governo e por cooperativas agrícolas — muitos agricultores dizem que ainda enfrentam desconfiança. Alguns consumidores evitam comprar alimentos produzidos ali, mesmo quando os níveis registrados estão muito abaixo dos limites de segurança. Para quem vive da terra, reconstruir a confiança talvez seja um dos desafios mais longos da reconstrução. Afinal, a radiação não tem cheiro, não tem cor, não pode ser vista — e essa invisibilidade ajuda a explicar por que, mesmo quando os números apontam segurança, o medo pode levar muito mais tempo para desaparecer. Startup japonesa produz peixes em terra firme usando água salgada artificial Ewerthon Tobace/ BBC Em Namie, outro município do entorno da usina nuclear, uma startup japonesa está tentando reinventar a aquicultura. Dentro de uma espécie de trailer discreto, tanques circulares produzem peixes em terra firme usando água salgada artificial, sensores e monitoramento digital. O sistema permite criar espécies de águas quentes em regiões frias — e em espaços muito menores do que os da aquicultura tradicional. "Estamos testando se esse tipo de cultivo pode funcionar mesmo em um lugar como este", explica Koyo Takenoshita, um dos responsáveis pelo projeto. "O ambiente aqui é severo. Mas se conseguirmos provar que funciona aqui, então pode funcionar em qualquer lugar do Japão." A lógica é transformar um território considerado frágil em laboratório para novas indústrias. Transformar o estigma Outras empresas apostam em um caminho semelhante: transformar o estigma ambiental da região em motor de inovação. Em outra parte de Namie, uma fábrica produz plástico usando arroz descartado ou que não pode ser consumido. O material mistura grãos com polímeros industriais para criar um bioplástico que não seria nocivo ao meio ambiente. "Fukushima ficou marcada como um lugar associado ao desastre nuclear", diz Shohei Iida, proprietário da empresa. "Queremos mudar essa imagem. Mostrar que daqui também podem surgir tecnologias boas para o meio ambiente." Parte do arroz usado na produção vem de estoques governamentais que seriam descartados. Outra parte vem de agricultores locais que ainda enfrentam dificuldades para vender seus produtos. "Alguns agricultores não conseguem vender arroz para consumo porque as pessoas ainda têm medo", explica. "Então compramos esse arroz para produzir o material. Assim ajudamos os agricultores e criamos um novo mercado." A região ainda tem locais com rastros da destruição deixada pelo tsunami há 15 anos, como nessa sala de aula de uma escola abandonada em Namie Ewerthon Tobace/ BBC Plantar uvas onde havia ruínas Nem todas as iniciativas, porém, vieram da indústria. Algumas nasceram de uma ideia simples: voltar a cultivar a terra. Em Tomioka, cidade vizinha a Futaba, uma pequena vinícola surgiu justamente dessa vontade de reconstruir o território. A Tomioka Winery começou em 2016, cinco anos após o desastre. A ideia nasceu de um morador local, Shubun Endo, que passou anos vivendo como deslocado e temia que sua cidade desaparecesse. "Ele começou a pensar que, se nada fosse feito, Tomioka poderia se tornar uma cidade sem vida", conta Junichiro Hosokawa, gerente do projeto. A solução encontrada foi plantar vinhas. Não era uma tradição da região. Mas havia uma razão prática. "Em muitos países do mundo sempre existe uma bebida local — cerveja ou vinho", explica Hosokawa. "Percebemos que aqui não tínhamos isso." Junichiro Hosokawa, gerente da Tomioka Winery Ewerthon Tobace/ BBC No início, dez pessoas decidiram voltar para tentar o projeto. Nenhuma delas era especialista em viticultura. Plantaram cerca de 200 mudas de uva. Nos primeiros anos, quase tudo deu errado. Pragas, doenças e o solo alterado pelo tsunami dificultavam o cultivo. Mas eles persistiram. No terceiro ano, conseguiram colher as primeiras uvas. Produziram apenas algumas dezenas de garrafas de vinho. Foi o suficiente para convencê-los de que o projeto poderia sobreviver. Este ano, a vinícola espera produzir cerca de 10 mil garrafas. As uvas hoje crescem em um terreno que, anos antes, havia sido devastado pelo tsunami. A economia da reconstrução Há também quem veja na reconstrução uma oportunidade. Uma empresa têxtil instalou uma fábrica na região para produzir fios especiais usados na fabricação de toalhas e tecidos. Masami Asano, fundador da empresa, acredita que o próprio passado da região pode se transformar em vantagem. "Quando chegamos aqui, nos disseram que reconstruir esta cidade era impossível", afirma. "Mas acreditamos que este lugar vai se tornar uma cidade extraordinária." Segundo ele, existe uma força particular em lugares que passaram por grandes tragédias. "Quando um lugar enfrenta algo tão difícil, surge também uma força de reação. É daí que nasce algo novo." Entre os funcionários dessas novas empresas está uma geração que cresceu com a memória do desastre. Masami Asano CEO da Super Zero Ewerthon Tobace/ BBC Uma geração que voltou Riona Okada tinha apenas cinco anos quando o terremoto começou. "Minha mãe pegou meu irmão e eu no colo e nos levou para fora de casa", lembra. "Esperamos ali até o tremor parar." Naquela noite, a família ainda dormiu em casa. Na manhã seguinte, porém, veio a notícia do acidente na usina nuclear. "Meus pais não sabiam exatamente o que estava acontecendo. Só sabiam que precisávamos ir embora." A família dirigiu por cerca de uma hora rumo às montanhas. Dias depois, acabaria se mudando para outra província. Durante anos viveram distantes do lar. "Ficamos em casas de parentes, depois em apartamentos alugados. Foram muitas mudanças." Riona Okada tinha apenas cinco anos quando o terremoto começou Ewerthon Tobace/ BBC Ela voltou para a região alguns anos depois. Hoje trabalha em uma das empresas que tentam reconstruir a economia local. "No começo eu tinha um pouco de medo de trabalhar aqui", admite. Mas havia também outro sentimento. "Quando penso no que aconteceu, lembro que muitas pessoas ajudaram nossa família naquele momento. Então eu queria fazer algo de volta pela minha região." Os pais ficaram preocupados quando ela decidiu trabalhar em Futaba. Mesmo assim, ela não mudou de ideia. "Se ninguém fizer nada, nada vai mudar." Riona sorri quando fala sobre o futuro. "Meu sonho é um dia me tornar presidente da empresa." O silêncio que permanece Quinze anos depois do desastre, Fukushima continua sendo um território em transição. Há novas empresas, novos projetos e algumas famílias retornando. A maioria, porém, são de novos moradores. Gente de outras regiões que quer ajudar na recuperação do local. Mas o ritmo da reconstrução é lento. E o vazio ainda domina grande parte da paisagem. Em Futaba, o silêncio continua sendo a presença mais constante. No fim da tarde, Takakura costuma caminhar pelas ruas vazias da cidade. O vento que vem do Pacífico atravessa terrenos onde antes havia casas, passa por lotes cobertos de mato e segue até o antigo centro da cidade. "Quero ver com meus próprios olhos até onde esta cidade consegue chegar", diz. Talvez Futaba nunca volte a ser a cidade que era antes. Mas Takakura continua ali — caminhando pelas ruas silenciosas, observando cada pequeno sinal de retorno. Ele olha ao redor para a cidade quase vazia e repete a frase que diz desde que decidiu voltar. "Se ninguém fizer nada… este lugar se tornará uma terra morta."

  18. Motociclista cai ao empinar moto em Lagoa Formosa Um motociclista de 19 anos ficou ferido após empinar a moto e cair na rua Sebastião Veríssimo, em Lagoa Formosa, no Alto Paranaíba. O acidente aconteceu no momento em que crianças caminhavam pela via e foi registrado por câmeras de segurança. As imagens mostram o momento em que o jovem passa pela rua equilibrando a motocicleta sobre apenas uma roda. Em seguida, ele perde o controle da direção, cai de barriga no chão e sai rolando pelo asfalto. Assista ao vídeo acima. 🔎 Empinar motocicleta é infração de trânsito prevista no artigo 244 do Código de Trânsito Brasileiro (CTB). O dispositivo proíbe conduzir motocicleta fazendo malabarismo ou equilibrando o veículo em apenas uma roda. A infração é gravíssima e prevê multa, suspensão do direito de dirigir e retenção do veículo. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Triângulo no WhatsApp Ponto a ponto do vídeo: As câmeras registraram o momento do acidente, por volta de 12h10, ne terça-feira (10) É possível ver o motociclista empinando o veículo na rua Sebastião Veríssimo Duas crianças, que andavam na via, chegaram a se assustar com a manobra Em seguida, o condutor perdeu o controle da direção e caiu, rolando pelo asfalto Após a queda, a vítima ainda se arrastou até a calçada Outras testemunhas se aproximaram do local na tentativa de ajudá-lo De acordo com a Polícia Militar (PM), as testemunhas acionaram o serviço de socorro da cidade, que levou o motociclista ao Hospital Municipal com escoriações no braço, joelhos, além de um corte na boca. Consta no Boletim de Ocorrência (BO) que os policiais tiveram acesso aos vídeos do acidente por volta das 18h40 e identificaram o condutor posteriormente. No relato aos militares, o jovem afirmou que não teve a intenção de empinar a motocicleta e disse que perdeu momentaneamente o controle do acelerador após passar por uma imperfeição no asfalto. Como a PM só tomou conhecimento do caso depois da divulgação dos vídeos, não houve prisão em flagrante. A ocorrência foi registrada como direção perigosa e o caso encaminhado para a Polícia Civil. LEIA TAMBÉM: Motociclista morre após queda na BR‑050 em Uberlândia VÍDEO: Motociclista tem moto furtada ao prestar socorro em acidente no Centro de Uberlândia Mulher morre ao bater de frente com ônibus no Anel Viário Sul, em Uberlândia * Estagiário sob supervisão de Caroline Aleixo. Motociclista caiu após empinar mto Divulgação VÍDEOS: veja tudo sobre o Triângulo, Alto Paranaíba e Noroeste de Minas
  19. Vereadores de BH aprovam projeto de lei que regulamenta internação de usuários e dependentes químicos A Câmara Municipal de Belo Horizonte aprovou nesta quarta-feira (11), em segundo turno, um projeto de lei que autoriza e regulamenta a internação involuntária de dependentes químicos na rede municipal de saúde. A proposta gerou debates intensos entre vereadores, especialistas e movimentos sociais. Após discussões e negociações entre os vereadores, a versão editada pela base do Executivo municipal teve 29 votos a favor e nove contrários. Agora, o prefeito Álvaro Damião (União Brasil), poderá sancionar ou vetar o texto. ✅Clique aqui para seguir o canal do g1 MG no WhatsApp Veja nesta reportagem, a partir dos pontos abaixo, o que diz o texto aprovado pelos vereadores e quais são as regras previstas no projeto. O que é o projeto aprovado pela Câmara? O que é a internação involuntária? Por que o projeto gera polêmica? A proposta já está em vigor? Quem pode solicitar a internação involuntária? O tratamento precisa ser sempre por internação? Qual será o prazo máximo da internação? Como funciona a alta do paciente? Quem fiscaliza essas internações? O que mudou em relação ao texto original? 1. O que é o projeto aprovado pela Câmara de BH? O projeto institui regras para o tratamento de usuários e dependentes de drogas na rede municipal de saúde de BH. A proposta estabelece critérios para atendimento, incluindo a possibilidade de internação involuntária. A proposta original foi apresentada pelo vereador Braulio Lara (Novo). Durante a tramitação na Câmara, o texto recebeu mudanças por meio de emendas apresentadas por outros parlamentares. 2. O que é a internação involuntária? A internação involuntária é aquela realizada sem o consentimento do paciente. Pelo projeto aprovado na capital, esse tipo de internação só poderá ocorrer mediante autorização médica e seguindo protocolos clínicos. O projeto defende que ela pode ocorrer quando há risco à integridade física da própria pessoa ou de terceiros. 3. Por que o projeto gera polêmica? Durante a votação, movimentos ligados à população em situação de rua, à saúde mental e à luta antimanicomial protestaram contra a proposta na Câmara Municipal. Eles argumentam que a internação involuntária pode representar violação de direitos humanos e defendem que o tema deveria ser tratado por legislação federal. Já o autor do projeto, Braulio Lara, afirma que a medida busca facilitar o acesso ao tratamento para pessoas que já perderam a capacidade de procurar ajuda por conta própria. 4. A proposta já está em vigor? Não, o texto só poderá entrar em vigor após ser sancionado pelo prefeito, o que ainda não tem data confirmada para acontecer. LEIA TAMBÉM: Câmara aprova projeto que autoriza internação involuntária de dependentes químicos em BH Rompimento de barragem em Brumadinho: Justiça nega habeas corpus a réus e mantém ação penal 5. Quem pode solicitar a internação involuntária? A internação involuntária poderá ser solicitada por familiares ou representantes legais do paciente. Caso não haja familiares ou responsáveis, profissionais da rede pública de saúde ou da assistência social também poderão fazer a solicitação. A equipe médica deve avaliar fatores como o tipo de droga utilizada e o padrão de uso pelo paciente. Familiares podem solicitar ao médico responsável a interrupção do tratamento a qualquer momento. 6. O tratamento precisa ser sempre por internação? O texto determina que o tratamento de dependentes químicos deve ocorrer, preferencialmente, de forma ambulatorial, ou seja, sem necessidade de internação. A internação é prevista apenas quando outras alternativas terapêuticas disponíveis na rede pública de saúde não forem suficientes para o tratamento. 7. Qual será o prazo máximo da internação? Uma das emendas aprovadas estabelece que a internação involuntária poderá durar no máximo 90 dias. A medida também determina que essa alternativa só deve ser utilizada depois de esgotadas as possibilidades de tratamento ambulatorial. 8. Como funciona a alta do paciente? Nos casos de internação voluntária, a alta poderá ocorrer mediante solicitação por escrito do próprio paciente ou por decisão médica. Já nos casos de internação involuntária, a alta só poderá ser determinada pela equipe médica responsável pelo tratamento. 9. Quem fiscaliza essas internações? Todas as internações e altas deverão ser comunicadas em até 72 horas a órgãos de fiscalização, como o Ministério Público e a Defensoria Pública, por meio de um sistema informatizado único previsto na legislação federal sobre drogas. 10. O que mudou em relação ao texto original? Uma das alterações feitas durante a tramitação retirou a possibilidade de agentes de segurança pública solicitarem a internação involuntária. O substitutivo apresentado pela prefeitura manteve a decisão concentrada na área da saúde e da assistência social. Veja os vídeos mais assistidos do g1 Minas:

  20. Paulo Ricardo canta ‘Olhar 43’ O fim de semana em Natal promete uma programação movimentada para quem quer se divertir e curtir uma boa música. Entre os destaques está o espetáculo de humor "Agora É Que São Elas!", que chega ao palco do Teatro Riachuelo na sexta-feira (13), com as atrizes Júlia Rabello, Maria Clara Gueiros e Priscila Castello Branco interpretando diversos personagens em esquetes escritos por Fábio Porchat. 📳 Clique aqui para seguir o canal do g1 RN no WhatsApp No sábado (14), o Largo da Rua Chile, na Ribeira, recebe o Natal Soul Reggae, que tem como principal atração o cantor Edson Gomes, um dos nomes mais conhecidos do reggae brasileiro. A programação segue no domingo (15) com o show de Paulo Ricardo, ex-RPM, que se apresenta no Teatro Riachuelo em turnê comemorativa pelos 40 anos de carreira. O g1 reuniu mais eventos disponíveis a partir desta quinta-feira (12) até segunda-feira (16). Veja abaixo: Quinta-feira (12) Quinta Que Te Quero Samba - com Batuque de um Povo Local: Rua Coronel Cascudo 130, Cidade Alta (Bar da Nazaré) Horário: 19h Ingressos: entrada gratuita Fernando Pedrosa - Xaveca a Plateia e Bebe Vinho Local: Teatro Riachuelo Natal Horário: 21h Ingressos: a partir de R$ 30 (clique AQUI) Circo do Tirú apresenta "Nordestinamente - Em Busca do Primeiro Palhaço" Local: Estacionamento externo da Casa de Apostas Arena das Dunas Horário: 19h15 (sexta, sábado e domingo, às 19h15) Ingressos: a partir de R$ 50 (clique AQUI) Sexta-feira (13) Agora É Que São Elas - com Júlia Rabello, Maria Clara Gueiros e Priscila Castello Branco Local: Teatro Riachuelo Natal Horário: 21h Ingressos: a partir de R$ 90 (clique AQUI) Peça 'Agora é que são elas' tem nove esquetes escritos por Fábio Porchat Pino Gomes Sexta-feira 13 no Wesley's Bar - Mobydick e Jam in the Box Local: Wesley's Bar Horário: 17h Ingressos: a partir de R$ 20 (clique AQUI) Amanda e Ruama no Afonso Local: Afonso Pub (Petrópolis) Horário: 21h Ingressos: a partir de R$ 40 (clique AQUI) Simioides 15 anos Local: Black Sheep (Candelária) Horário: 19h Ingressos: a partir de R$ 15 (clique AQUI) Baile do Troinha Local: Malca Club (Ponta Negra) Horário: 22h Ingressos: a partir de R$ 40 (clique AQUI) Sábado (14) Natal Soul Reggae - Edson Gomes, Alphorria, Sourebel e Allan Negão Local: Largo da Rua Chile (Ribeira) Horário: 21h Ingressos: a partir de R$ 90 (clique AQUI) Edson Gomes faz show em Natal neste sábado Divulgação Uskaravelho no Wesley's Bar Local: Wesley's Bar Horário: 17h Ingressos: a partir de R$ 30 (clique AQUI) Roda de Samba do Preto no Branco Local: 294 Bar (Avenida Deodoro) Horário: 17h Ingressos: a partir de R$ 50 (clique AQUI) Roda de Samba do Preto no Branco no 294 é atração deste sábado, em Natal Divulgação United Reloaded na Abissal Local: Zona Abissal Brewpub (Cidade Verde) Horário: 20h Ingressos: a partir de R$ 25 (clique AQUI) Vila Catita - Iva e Zé Filho Sanfoneiro Local: Buraco da Catita (Ribeira) Horário: 21h Ingressos: a partir de R$ 30 (clique AQUI) Domingo (15) Paulo Ricardo - Tour XL - 40 Anos Local: Teatro Riachuelo Natal Horário: 19h Ingressos: a partir de R$ 115 (clique AQUI) Paulo Ricardo encerra o Altas Horas cantando 'Rádio Pirata' Segunda-feira (16) Segunda de Vagabundo Local: Rua Pereira Simões, 43 B, Rocas Horário: 20h Ingressos: entrada gratuita
  21. Agência Internacional de Energia vai disponibilizar 400 milhões de barris de petróleo para segurar alta dos preços O ministro da energia da Austrália, Chris Bowen, anunciou nesta quinta-feira (12) que o país vai alterar os padrões de qualidade de combustível para pressionar a queda nos preços do petróleo. Segundo o ministério, o combustível australiano poderá apresentar níveis mais altos de enxofre nos próximos 60 dias. Com isso, a expectativa do governo é que 100 milhões de litros de combustível, que inicialmente seriam exportados, sejam misturados ao consumo doméstico australiano. O ministério ressaltou que a Ampol, empresa petrolífera australiana, se comprometeu a redirecionar o combustível para regiões com maior escassez e para o mercado atacista à vista, atendendo distribuidores independentes e produtores rurais. Petróleo ultrapassa US$ 100 novamente Pouco tempo depois, o preço do petróleo Brent, a referência internacional, disparou novamente acima de US$ 100 (cerca de R$ 515,90). O aumento ocorreu após ataques atingirem navios petroleiros próximo ao Estreito de Ormuz. Nesta quarta (11) e quinta-feira (12) foram relatados diversos ataques iranianos contra navios comerciais ao redor do Estreito de Ormuz e do porto de Basra, no Iraque. O momento é de intensificação da pressão sobre a região do Golfo, rica em petróleo. Com informações da agência Reuters.

  22. Empresas de transporte coletivo e de cargas calculam impactos da guerra no Oriente Médio Os preços do óleo diesel subiram mais de 7% nos primeiros dias de março, segundo levantamento da Edenred Mobilidade feito com base em dados de 21 mil postos no país. O Índice de Preços Edenred Ticket Log (IPTL) compara a primeira semana de março em relação aos últimos sete dias de fevereiro. O preço médio do diesel S-10 subiu 7,72%, de R$ 6,22 para R$ 6,70 por litro. Já o diesel comum avançou 6,10%, de R$ 6,44 para R$ 6,52 por litro. A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) também calcula os preços médios do diesel no país. Os dados mais recentes, divulgados na sexta-feira (6), ainda não indicaram aumentos tão expressivos quanto os apontados pela Edenred. Segundo a ANP, o preço médio do diesel S-10 ficou em R$ 6,15 na semana encerrada em 6 de março, alta de 0,98% em relação aos sete dias anteriores. O diesel comum subiu 0,83% na mesma comparação, para R$ 6,08. Segundo o diretor de frete da Edenred Mobilidade, Vinicios Fernandes, a alta dos combustíveis acompanhou o avanço do petróleo no mercado internacional, em meio à guerra no Oriente Médio. Há bastante preocupação sobre o combustível por conta de seu impacto indireto na inflação. “Quando há uma alta mais forte no preço do petróleo, é comum que os primeiros efeitos apareçam no diesel. Como ele é o principal combustível do transporte rodoviário de cargas, qualquer aumento de custo tende a se refletir rapidamente nesse mercado", explica o executivo. Os preços do petróleo subiram nas últimas semanas, com a escalada do conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã, e o fechamento do Estreito de Ormuz — rota por onde passa mais de 20% do comércio global da commodity. Na segunda-feira (9), o barril chegou perto de US$ 120, mas acabou recuando nos dias seguintes para a casa dos US$ 90. "Alguns postos já relatam dificuldade para repor combustível em determinados tanques ou bombas, o que pode indicar oferta mais restrita caso as limitações logísticas provocadas pelo conflito se prolonguem", avalia Fernandes. O executivo destaca ainda que os preços ao consumidor têm mudado mesmo sem anúncio oficial de reajuste da Petrobras nas refinarias. A situação virou alvo de investigação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), após sindicatos do setor indicarem aumento ou previsão de alta nos preços da gasolina e do diesel em várias regiões, mesmo sem mudança nos valores praticados pela estatal. A investigação foi solicitada pela Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) na última terça-feira (10). Segundo Fernandes, ainda é cedo para afirmar que haverá falta de combustíveis no país por causa do conflito no Oriente Médio, e é "importante ter cautela nesse momento". "A Petrobras ainda não anunciou reajustes e costuma avaliar o comportamento do mercado antes de tomar qualquer decisão", diz. Além disso, mais de 30 países-membros da Agência Internacional de Energia (AIE) anunciaram nesta quarta-feira (11) que vão liberar 400 milhões de barris de petróleo de suas reservas de emergência. Trata-se da maior liberação já realizada pelo grupo e deve ajudar a conter os preços. Caminhão abastece com diesel em posto de combustível em Brasília no dia 27 de maio de 2018 Marcello Casal Jr/Agência Brasil Nordeste registra a maior alta no diesel O IPTL indica que o maior avanço dos preços foi registrado no Nordeste, com alta de 13,17% no diesel S-10 e de 8,79% no diesel comum. O preço médio na região chegou a R$ 7,22 por litro. Em seguida, vieram as regiões Centro-Oeste e Sul. Veja abaixo: Na análise por estado, o levantamento mostra que o maior preço médio do diesel comum foi registrado em Roraima, a R$ 7,84 por litro. O menor valor apareceu em Pernambuco, a R$ 6,23 por litro. No diesel S-10, o maior preço foi registrado em Rondônia, a R$ 7,90 por litro, enquanto o menor valor médio ficou na Paraíba, a R$ 6,26 por litro.

  23. Conheça os desafios da produção artesanal da castanha de caju A castanha de caju é uma fonte de renda importante para pequenos produtores no semiárido do Rio Grande do Norte. Mas a rotina traz desafios. Sem acesso a equipamentos de proteção, alguns agricultores queimam as mãos. Em alguns casos, crianças também acabam ajudando na produção. No Nordeste, 195 mil agricultores cultivam caju. Os pequenos produtores representam mais da metade desse número. Apesar das dificuldades, a renda chega em um momento importante: durante a entressafra de culturas como feijão, milho e algodão. O Rio Grande do Norte é o terceiro maior produtor do Brasil de castanha de caju, com 20,5 mil toneladas. O estado fica atrás do Ceará, com 102 mil toneladas, e do Piauí, com 25 mil toneladas. Na comunidade indígena Amarelão, no município de João Câmara, a castanha é extraída da forma artesanal. Primeiro ela vai para o tacho, onde é torrada. Depois é cozida e quebrada para retirar a amêndoa. A comunidade beneficia 42 toneladas por semana. Os trabalhadores começam o dia ainda de madrugada para fugir do calor. É o caso de Sebastiana de Souza Raimundo e Damião Raimundo. O casal estudou apenas até a terceira série do ensino fundamental. Eles começaram a trabalhar com a castanha para sustentar a família, formada quando Sebastiana tinha 14 anos e Damião 17. "A castanha mudou muito a nossa vida. Conseguimos construir a nossa casinha, compramos um carrinho, criamos as nossas filhas", diz Sebastiana. As filhas do casal não precisaram abandonar a escola. Kaliane virou professora e a Kainara, técnica de enfermagem. Leia também: Do Mato Grosso para o mundo: a nova rota da soja e os desafios do transporte no Arco Norte Por que a castanha machuca Hoje, Sebastiana e Damião usam luvas para trabalhar. Mas, no passado, já machucaram diversas vezes a mão durante o processo de retirada da amêndoa. Isso é causado pelo Líquido da Casca da Castanha de Caju (LCC), que é liberado na torra. Ele pode queimar, irritar a pele e até mesmo apagar as impressões digitais. A castanha de caju tem três partes: a casca, a película e a amêndoa. Dentro da casca há um tecido esponjoso chamado de mesocarpo. É nele que está o LCC, que é corrosivo. A película o separa da amêndoa. Composição da castanha de caju Reprodução / Globo Rural Trabalho infantil Em 2012, o programa Profissão Repórter mostrou casos de trabalho infantil durante o processamento da castanha na comunidade. Enquanto o Globo Rural gravou a reportagem, exibida neste domingo (8), a equipe não encontrou nenhuma criança trabalhando. Contudo, a auditora do trabalho Marinalva Dantas confirma que o problema ainda existe. O flagrante mais recente foi em 2023, quando 30 adolescentes foram encontrados com as mãos machucadas. Mão de criança machucada pelo trabalho com a castanha de caju no Rio Grande do Norte Reprodução / Globo Rural "O trabalho infantil continua, infelizmente. Como é no âmbito familiar, eles trabalham até às 7 horas da manhã, comem e vão para a escola. Lá eles não conseguem entender nada da aula, porque estão muito sonolentos", relata Dantas. Para ela, é importante que as famílias entendam que crianças e adolescentes não devem trabalhar até os 18 anos. Além disso, a auditora diz que a prefeitura e o governo do estado precisam oferecer apoio às famílias. Veja também: Guerra no Oriente Médio pode encarecer preço dos alimentos no Brasil; entenda Implicância ou realidade: entenda por que o agronegócio europeu se sente ameaçado pelo acordo com o Mercosul Exportação de gado vivo por navio dobra em 3 anos

  24. Estreito de Ormuz escoava mais de 20% do transporte global de petróleo. Getty Images via BBC A Agência Internacional de Energia (AIE) vai liberar 400 milhões de barris de petróleo para compensar a perda de suprimento causada pelo fechamento de fato do Estreito de Ormuz em plena guerra no Irã. O anúncio foi feito nesta quarta-feira (11/3) por seu diretor-executivo, Fatih Birol, depois de o governo do Irã ameaçar não deixar passar "um único litro de petróleo" pelo corredor marítimo que até agora escoava mais de 20% do transporte global desse recurso energético crucial. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Birol afirmou que os 32 países membros votaram unanimemente a favor da maior liberação de reservas de petróleo da história da Agência Internacional de Energia. A AIE é um organismo internacional que coordena a política energética e as reservas estratégicas de petróleo de 32 países industrializados, em sua maioria economias avançadas da Europa, América do Norte e Ásia-Pacífico. A lista de membros inclui a maior parte da Europa Ocidental (como França, Itália, Alemanha e Reino Unido), além de Austrália, Canadá, Japão, Coreia do Sul, México, Nova Zelândia, Turquia e EUA. O Brasil é considerado um país "em vias de adesão". Veja os vídeos em alta no g1: Veja os vídeos que estão em alta no g1 Medida 'sem precedentes' "Os desafios que enfrentamos no mercado do petróleo são de uma escala sem precedentes; portanto, fico extremamente satisfeito que os países membros da AIE tenham respondido com uma ação coletiva de emergência de magnitude igualmente sem precedentes", declarou o diretor-executivo. A agência especificou que as reservas de emergência estarão disponíveis no mercado dentro de um prazo adequado às circunstâncias nacionais de cada país membro. Valor do barril de petróleo disparou com a guerra no Irã. Getty Images via BBC Os 400 milhões de barris de petróleo equivalem a quatro dias de consumo mundial ou ao que, em circunstâncias normais, flui pelo Estreito de Ormuz em 20 dias. Esta é a sexta vez que a AIE aprova uma liberação coordenada de reservas de petróleo, depois de tê-lo feito em 1991, 2005, 2011 e duas vezes em 2022. Segundo dados do próprio organismo, seus membros mantêm reservas de emergência superiores a 1,2 bilhão de barris, além de outros 600 milhões armazenados pela indústria petrolífera em cumprimento de obrigações legais impostas pelos governos. Os preços dos barris Brent e WTI estavam na faixa dos US$ 60 antes do início da guerra no Irã — um valor relativamente baixo em comparação com dados históricos, devido à oferta abundante. O conflito chegou a elevar o preço do barril para acima de US$ 100, embora nos últimos dias ele tenha se moderado para a faixa de US$ 80–90. De todo modo, o preço da gasolina subiu em quase todos os países, e muitos governos passaram a considerar medidas de contingência caso a crise se agrave. Irã ameaça com petróleo a US$ 200 O regime do Irã, por sua vez, anunciou anteriormente nesta quarta-feira que pôs fim à sua política de ataques militares recíprocos para se concentrar no bloqueio do Estreito de Ormuz. Especialistas interpretam essa estratégia como uma tentativa de usar o controle sobre o estreito para pressionar a alta dos preços e aumentar o custo econômico da guerra para os Estados Unidos e seus aliados. Irã tem apostado em fechar o Estreito de Ormuz para pressionar seus adversários na guerra. Getty Images via BBC A política de Teerã agora será "ataque após ataque", declarou o porta-voz Ebrahim Zolfaqari, do quartel-general do comando militar Khatam al Anbiya, em Teerã, em um comunicado. Ele afirmou que o Irã não permitirá que "nem um único litro de petróleo" atravesse o Estreito de Ormuz com destino aos Estados Unidos, a Israel e a seus aliados. "Qualquer navio ou petroleiro com destino a eles será um alvo legítimo. Preparem-se para que o barril de petróleo chegue a US$ 200, porque o preço do petróleo depende da segurança regional que vocês desestabilizaram." Preços de 'guerra', segundo Trump O presidente dos EUA, Donald Trump, classificou nesta quarta-feira o aumento dos preços do petróleo como uma "questão de guerra" e afirmou que os mercados financeiros devem "voltar ao normal" em breve, em declaração à imprensa. Ele assegurou que suas forças militares "atacaram 28 'navios mineiros' até o momento", fazendo referência a embarcações iranianas supostamente destinadas a atacar navios comerciais com minas em Ormuz. Trump aposta que subida de preço é algo passageiro. Getty Images via BBC O Exército dos Estados Unidos, que há dias busca uma forma de neutralizar a ameaça militar ao tráfego marítimo no estreito, sugeriu a possibilidade de ataques iminentes a portos na costa sul do Irã. O Comando Central dos Estados Unidos (Centcom) advertiu os civis iranianos para "evitarem imediatamente" todos os portos ao longo do estreito onde operam as forças navais do país. O Centcom afirmou que o regime iraniano está utilizando portos civis para "operações militares que ameaçam o transporte marítimo internacional". "Essa ação perigosa coloca em risco a vida de pessoas inocentes", diz a mensagem de advertência. O comunicado especifica que portos civis utilizados para fins militares perdem seu status de proteção e se tornam "alvos militares legítimos, segundo o direito internacional". Anteriormente, o Centcom havia divulgado imagens do que descreveu como 16 navios mineiros iranianos destruídos nas proximidades do estreito de Ormuz. Trump também declarou nesta quarta-feira — desta vez ao portal de notícias Axios — que a guerra terminará "em breve" e que "praticamente não resta nada para atacar". "Quando eu quiser que acabe, vai acabar", afirmou. Por sua vez, o ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, disse que a guerra "continuará por tempo indeterminado". Ele alegou que o conflito seguirá enquanto for necessário e até que todos os objetivos da campanha conjunta israelense-americana iniciada em 28 de fevereiro, sejam alcançados, segundo relataram a agência Reuters e o jornal The Times of Israel. A situação dos produtores no Oriente Médio Nessa situação, alguns países produtores da região estão tentando encontrar alternativas para lidar com a crise no Estreito de Ormuz. A Arábia Saudita está aumentando o fluxo de petróleo através de sua rede de oleodutos Leste–Oeste, enquanto outros Estados petrolíferos do Golfo Pérsico estão reduzindo a produção, informa de Riad, a capital saudita, Sameer Hashmi, correspondente da BBC News no Oriente Médio. O oleoduto de 1,2 mil km transporta petróleo dos campos do Golfo até os terminais de exportação no Mar Vermelho, o que permite que os embarques evitem o gargalo energético do estreito de Ormuz. Antes da crise atual, o oleoduto Leste–Oeste saudita transportava cerca de 2,8 milhões de barris de petróleo por dia. Arabia Saudita desviou parte de sua produção a oleodutos. Getty Images via BBC O diretor-executivo da gigante petrolífera saudita Aramco, Amin Nasser, confirmou na terça‑feira (10/3) que agora estão aumentando o fluxo até sua capacidade máxima, de aproximadamente 7 milhões de barris diários, já que os petroleiros estão transferindo as operações de carregamento para os portos no Mar Vermelho. A Arábia Saudita e os Emirados Árabes Unidos estão entre os poucos produtores do Golfo com oleodutos projetados para contornar parcialmente o Estreito de Ormuz. O Oleoduto de Petróleo Bruto de Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos, pode enviar cerca de 1,8 milhão de barris diários até o porto de Fujairah, no Golfo de Omã. Mas, mesmo operando em plena capacidade, os oleodutos administrados pela Arábia Saudita e pelos Emirados Árabes Unidos transportariam menos da metade do petróleo que normalmente passa pelo Estreito de Ormuz. Outros produtores do Golfo que não contam com alternativas semelhantes, como Kuwait e Iraque, já começaram a reduzir a produção. Amin Nasser descreveu a interrupção atual como "a maior crise que a indústria de petróleo e gás da região já enfrentou".

  25. Cinema e Recife: as paixões do diretor Kleber Mendonça Filho que levaram o Brasil a disputar mais um Oscar A poucos dias do Oscar, Kleber Mendonça Filho, diretor pernambucano que recebeu quatro indicações ao prêmio com o filme "O Agente Secreto", é, na verdade, jornalista de formação. Ele ingressou na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) em 1988, numa época em o curso de cinema sequer exista na instituição. Entre sessões de cinema na casa do cineasta, primeiros vídeos como exercícios das disciplinas e experimentos pessoais, Kleber escolheu o jornalismo porque gostava de escrever. Mas a paixão pela sétima arte já fazia parte de sua vida desde cedo. ✅ Receba as notícias do g1 PE no WhatsApp "Ele é uma enciclopédia de cinema. Ele sabe tudo. Ele sabe o ano que foi feito, ele sabe a câmera que foi usada, a lente que foi usada, os atores", contou Winston Araújo, sócio-administrativo da CinemaScópio, produtora de filmes de Kleber. Filho da historiadora Joselice Jucá, a formação de Kleber foi diretamente influenciada pela mãe. "O fato de ele ser filho de uma historiadora reconhecida, de um trabalho formidável, como era Dona Joselice Jucá, acho que isso influenciou sem dúvida nenhuma na pessoa do Kleber Mendonça Filho", diz Winston. Professor da UFPE, o jornalista e fotógrafo José Afonso Júnior também cita como influência importante a produtora Emilie Lesclaux, esposa e parceira de trabalho de Kleber Mendonça Filho. "Eles são parceiros profissionais, de família, têm filhos e, como a garotada gosta de falar, 'formou'", disse. Kleber Mendonça Filho e Emilie Lesclaux na festa de indicados ao Bafta REUTERS/Carlos Jasso LEIA TAMBÉM: Cenário de 'O Agente Secreto', Cinema São Luiz exibe cerimônia do Oscar Kleber Mendonça Filho planeja longa no Recife dos anos 1930: 'Cada filme é um desafio' 'O agente secreto': veja locações do filme gravado no Recife 'Eu amo o Centro do Recife' Antes de se tornar diretor, Kleber Mendonça trabalhou como crítico de cinema. Foi também programador e curador de cinema na Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj), no Recife. Como diretor, iniciou com curtas-metragens. "Recife Frio", um dos mais populares, conta a história de uma brusca queda de temperatura na cidade, conhecida por seu clima tropical, com humor e crítica humana e social, temáticas que voltariam em "O som Ao redor", "Aquarius" e "Bacuaru", três de seus longas ficcionais anteriores a "O Agente Secreto". A paisagem do Recife como personagem e cenário é uma constante na obra do diretor desde os primeiros trabalhos. A paixão pela cidade, que é o principal cenário de "O Agente Secreto", já havia sido declarada em filmes anteriores, como em "Retratos Fantasmas", documentário sobre cinemas de rua no qual Kleber repete apaixonadamente uma de suas frases mais famosas: "Eu amo o Centro do Recife". Para concluir o curso de jornalismo, Kleber produziu vídeos sobre o projecionista Seu Alexandre, dos antigos Cine Boa Vista e Cine Art-Palácio. Foi ele que inspirou o personagem homônimo interpretado por Carlos Francisco, que em "O Agente Secreto" é sogro do protagonista. Em entrevista à TV Globo, o diretor afirmou que, mesmo com um centro da cidade diferente, o local continua mantendo sua personalidade. "Você pode estar no Recife em qualquer bairro, mas o centro da cidade, como um filtro, consegue concentrar a ideia e a logica dessa cidade. Mesmo assim, da forma como está, continua mantendo sua personalidade, continua sendo incrivelmente atraente, eu acho que tem muita gente que tem redescoberto o centro e que vê o centro como espaço de inspiração mesmo", disse. Kleber Mendonça Filho recebe prêmio de Melhor Ator em nome do ator brasileiro Wagner Moura pelo filme "O Agente Secreto" durante a Cerimônia de Encerramento da 78ª edição do Festival de Cinema de Cannes, em Cannes, sul da França, em 24 de maio de 2025. Sameer AL-DOUMY / AFP VÍDEOS: mais vistos de Pernambuco nos últimos 7 dias

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