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G1 GLOBO (Tudo Diário)

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  1. Fã de Léo Foguete pede um autógrafo durante o Ribeirão Rodeo Music 2026, em Ribeirão Preto, SP Érico Andrade/g1 Léo Foguete se apresenta pela primeira vez no Ribeirão Rodeo Music 2026, em Ribeirão Preto, SP Érico Andrade/g1 Público do Ribeirão Rodeo Music 2026 lota arena durante show de Léo Foguete. Érico Andrade/g1 Léo Foguete canta sucessos como "Última noite" para agitar o público do Ribeirão Rodeo Music 2026. Érico Andrade/g1 Léo Foguete anima a arena do Ribeirão Rodeo Music 2026 com diversos estilo musicais. Érico Andrade/g1 Léo Foguete retribuiu o carinho dos fãs durante o show no Ribeirão Rodeo Music 2026, em Ribeirão Preto, SP Érico Andrade/g1 Galera registra os principais momentos do show de Léo Foguete no Ribeirão Rodeo Music 2026 Érico Andrade/g1 Acompanhado da sanfona, forró de Léo Foguete ganhou espaço entre os sertanejos do Ribeirão Rodeo Music 2026 Érico Andrade/g1 Fã emocionada canta os sucessos de Léo Foguete no show do Ribeirão Rodeo Music 2026 Érico Andrade/g1 Léo Foguete chama o público para cantar seus hits no ritmo do forró Érico Andrade/g1 Léo Foguete conquista as fãs dedicando corações e canções no Ribeirão Rodeo Music 2026. Érico Andrade/g1 Léo Foguete joga charme para o público durante sua primeira apresentação no Ribeirão Rodeo Music 2026 Érico Andrade/g1 Pela primeira vez no Ribeirão Rodeo Music, Léo Foguete não queria deixar o palco em Ribeirão Preto, SP Érico Andrade/g1 O público acompanhou a animação de Léo Foguete no show do Ribeirão Rodeo Music 2026 Érico Andrade/g1 Aos 22 anos, Léo Foguete fez sua estreia no Ribeirão Rodeo Music 2026, em Ribeirão Preto, SP Érico Andrade/g1 Público do Ribeirão Rodeo Music 2026 sabia de cor todos os sucessos de Léo Foguete Érico Andrade/g1 No Ribeirão Rodeo Music 2026, Léo Foguete cantou pela primeira vez sua versão da música "Deixo", de Ivete Sangalo Érico Andrade/g1 Show de Léo Foguete garantiu animação para o público do Ribeirão Rodeo Music 2026 madrugada a dentro Érico Andrade/g1 Léo Foguete chama fã para subir ao palco durante seu show no Ribeirão Rodeo Music 2026 Time de Foto

  2. Henrique e Juliano postam vídeo após acidente com helicóptero no TO O helicóptero que caiu nesta sexta-feira (8), em uma fazenda em Porto Nacional, pertence ao sertanejo Juliano, que faz dupla com Henrique. Edson Reis, pai dos cantores, pilotava a aeronave na companhia de outra pessoa. O Corpo de Bombeiros confirmou a presença de duas pessoas na aeronave: o piloto Edson Reis e um ocupante. Ambos tiveram ferimentos leves. A assessoria da dupla classificou o incidente como um pouso de emergência. 📱 Clique aqui para seguir o canal do g1 TO no WhatsApp Veja abaixo o que se sabe sobre o acidente a seguir. Onde e quando ocorreu o acidente? O acidente aconteceu no fim da manhã de sexta-feira, 8 de maio, em uma propriedade rural da dupla Henrique e Juliano, localizada no município de Porto Nacional, na região central do Tocantins. Testemunhas locais relataram ter ouvido um forte estrondo por volta das 12h20. LEIA TAMBÉM: Helicóptero da dupla Henrique e Juliano cai em fazenda no Tocantins 'Tá todo mundo bem', tranquiliza Henrique, da dupla com Juliano, após queda de helicóptero Helicóptero que caiu em fazenda era pilotado pelo pai de Henrique e Juliano, diz assessoria Helicóptero caiu próximo a fazenda de Henrique e Juliano no Tocantins Reprodução/Redes sociais Quem estava a bordo da aeronave? Estavam no helicóptero o piloto Edson Reis, pai dos cantores, e um segundo ocupante. Henrique e Juliano não estavam no voo. Segundo a assessoria da dupla, os dois tripulantes sofreram apenas ferimentos leves e não precisaram de atendimento hospitalar mais complexo. Qual foi a causa informada? A assessoria dos artistas classificou o ocorrido como um “pouso de emergência”. Em nota e em vídeos publicados nas redes sociais, os cantores reforçaram que o pai é um piloto experiente e que o incidente resultou apenas em danos materiais. Como ficou o estado do helicóptero após a queda? Imagens registradas no local mostram que a aeronave, de cor laranja, ficou pendurada em uma árvore na divisa da fazenda da família com um condomínio de chácaras. Testemunhas afirmaram que o helicóptero sobrevoou a área em baixa altitude antes de atingir a cerca e a vegetação. Como está sendo a investigação do caso? Investigadores do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), órgão ligado à Força Aérea Brasileira (FAB), foram acionados para realizar a coleta de dados e a análise dos danos. A investigação deve apontar os fatores que levaram à queda da aeronave de matrícula PR-MSJ. O que disse a dupla Henrique e Juliano sobre o ocorrido? Henrique publicou um vídeo tranquilizando os fãs e confirmando que todos estavam bem. Ele destacou a experiência do pai como piloto e agradeceu pelo fato de não haver lesões graves. Juliano também agradeceu a preocupação do público e confirmou que a aeronave está registrada em seu nome. Até o momento, a agenda de compromissos não sofreu alterações. Os cantores mantiveram o show confirmado para a noite de sábado (9), em Uberlândia (MG), no Estádio Parque do Sabiá. Íntegra da nota da dupla Confirmamos o incidente, com helicóptero pertencente à família de Henrique e Juliano. A aeronave fez um pouso de emergência Na tarde de hoje, 08 de maio. O pouso aconteceu em uma das propriedades da dupla, em Porto Nacional/TO. Sr. Edson Reis, pai dos cantores, é um piloto experiente e estava no comando do helicópter, felizmente passa bem, e não sofreu nenhum tipo de lesão grave. Íntegra da nota do CENIPA Força Aérea Brasileira (FAB), por meio do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (CENIPA), informa que, nesta sexta-feira (08/05), investigadores do Sexto Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (SERIPA VI) — órgão regional do CENIPA, com sede em Brasília (DF) — foram acionados para realizar a Ação Inicial da ocorrência envolvendo a aeronave de matrícula PR-MSJ, no município de Porto Nacional (TO). Durante a Ação Inicial, profissionais qualificados e credenciados aplicam técnicas específicas para coleta e confirmação de dados, preservação de elementos, verificação inicial dos danos causados à aeronave ou pela aeronave, além do levantamento de outras informações necessárias à investigação. Helicóptero cai em fazenda no Tocantins Arte g1 Veja mais notícias da região no g1 Tocantins.

  3. Léo Foguete faz farra com Ana Castela no palco do Ribeirão Rodeo Music 2026 Em sua primeira passagem pelo Ribeirão Rodeo Music em Ribeirão Preto (SP) na madrugada deste sábado (9), Léo Foguete mostrou o que tem conquistado arenas, principalmente o público mais jovem. Energia de sobra, fazendo jus ao nome, o suficiente para se jogar no meio dos fãs e ainda incendiar a festa ao receber Ana Castela no palco. Ao convidar a boiadeira, que tinha acabado de encerrar seu show, os dois jovens cantores fizeram uma grande farra. Eles se divertiram na batida do funk e de músicas eletrônicas, cantaram umas modas e levaram o público à loucura. Léo ainda "decolou" e foi parar no meio da galera, enquanto Ana Castela puxou "Amo Noite e Dia", de Jorge & Mateus, mas de cima do palco. Ana Castela faz festa com Léo Foguete no palco do Ribeirão Rodeo Music 2026 em Ribeirão Preto, SP Time de Foto Show descontraído A música de Léo Foguete mistura letras descontraídas que falam de amor, a batida do forró de Petrolina (PE), terra natal dele, sensualidade e uma pegada sertaneja - sim, ele tem um pezinho no gênero, tanto que em muitos momentos do show puxa umas modas românticas famosas. Léo, que nasceu Mayrlon de Castro Souza, adotou o nome de foguete por sugestão da equipe em 2024. “A gente queria encontrar algo fácil, e divertido, que tivesse a minha energia também. Foi aí que apareceu o “Foguete”. No começo achei diferente, mas gostei rápido. Hoje virou algo tão natural que até meus avós me chamam de Léo pela facilidade”, contou ao g1, em entrevista. Léo Foguete conquista as fãs dedicando corações e canções no Ribeirão Rodeo Music 2026. Érico Andrade/g1 Aos 22 anos, ele já carrega o peso de uma indicação ao Grammy Latino na categoria "Melhor Álbum de Música Sertaneja" com o álbum de estreia, "Obrigado Deus", em 2025. “É muito especial olhar para trás e ver tudo o que aconteceu em tão pouco tempo. Às vezes eu paro para pensar e ainda parece surreal. A indicação ao Grammy foi um daqueles momentos que me fizeram entender a dimensão do que estamos construindo. Sou muito grato por tudo isso.” Léo Foguete abriu o show com “Cópia Proibida”, com a sanfona ditando o ritmo do show, e seguiu com “A Noite”, “Barulho do Foguete” e “Cabelo de Sol”. “É a realização de um sonho estar aqui, graças a Deus, é por vocês, obrigado por consumir todas as nossas músicas. Faz barulho pra vocês.” Léo Foguete joga charme para o público durante sua primeira apresentação no Ribeirão Rodeo Music 2026 Érico Andrade/g1 Renovação Com Natanzinho Lima, Léo Foguete tem sido apontado como aposta da renovação do forró. Mas ao invés do jeito escrachado do colega, o mais novo representante de sucesso do brega, faz o bom moço, romântico, aquele pra casar. Ao g1, ele evitou fazer comparações. Nas redes sociais, vídeos que mostram a diferença de personalidade entre os jovens artistas divertem os seguidores. “Acho que isso faz parte da personalidade de cada um, e dentro da música tem espaço para todos. Fico feliz que as pessoas enxerguem autenticidade tanto nele quanto em mim, mesmo sendo perfis tão diferentes.” Show de Léo Foguete garantiu animação para o público do Ribeirão Rodeo Music 2026 madrugada a dentro Érico Andrade/g1 Léo Foguete está prestes a lançar um novo projeto, que inclui a faixa “Deixo”, sucesso de Ivete Sangalo. O single chegou às plataformas digitais na última quinta-feira (7). A música reforça a veia romântica do jovem cantor, que assina composições que vão direto ao coração. “Eu acho que sentimento não tem idade. Todo mundo já viveu alguma paixão, alguma saudade, alguma decepção, mesmo sendo novo. Sempre gostei muito das músicas que contam histórias e fazem as pessoas se identificarem. O forró romântico tem essa força de tocar direto no coração, sabe? E eu gosto de cantar aquilo que eu realmente sinto ou que vejo acontecer ao meu redor. Acho que essa verdade aproxima o público.” No show, as românticas “Logo Eu”, “Briga Feia”, “Notificação Preferida”, “Dona” e “Um Palmo” foram a prova máxima de que Léo Foguete flerta e muito com o sertanejo. O cantor deixou para o fim seu maior sucesso “Última Noite”, gravada com Nattan e responsável por lançá-lo à fama instantânea. No Ribeirão Rodeo Music 2026, Léo Foguete cantou pela primeira vez sua versão da música "Deixo", de Ivete Sangalo Érico Andrade/g1

  4. Bandeirinhas coloridas, camisa xadrez, chapéu de palha e milho na brasa. Basta chegar junho - e até julho - para o Brasil mergulhar em uma das tradições mais queridas do calendário: as festas juninas. Mas, em tempos de eventos temáticos, cenários “instagramáveis” e celebrações cada vez mais diversas, surge a pergunta: o que realmente diferencia um arraiá autêntico? Festa Junina de verdade Divulgação A verdadeira Festa Junina vai muito além da decoração temática. Sua essência está na celebração da cultura popular brasileira, marcada por elementos tradicionais como quadrilha, trio de forró, fogueira, bingo, brincadeiras típicas e uma gastronomia profundamente ligada às raízes do interior, com pratos como canjica, milho verde, paçoca, quentão e bolo de fubá. Historicamente, as festas juninas nasceram de influências europeias ligadas às celebrações de santos católicos, especialmente Santo Antônio, São João e São Pedro, mas ganharam identidade própria no Brasil ao incorporar música, culinária e costumes regionais. Com o tempo, junho virou sinônimo de encontros comunitários, celebração familiar e valorização da cultura caipira. Por isso, uma Festa Junina “de verdade” costuma ser reconhecida justamente pela experiência completa: não basta ter bandeirinhas. É preciso ter clima, tradição e participação. O casamento caipira, a dança coletiva, a música regional e o senso de comunidade continuam sendo diferenciais que mantêm viva a autenticidade da celebração. Já as festas julinas surgem como extensão desse espírito, ampliando a temporada para julho e permitindo que mais pessoas aproveitem a proposta, especialmente em hotéis, resorts e destinos turísticos que transformam o arraiá em experiência prolongada. Festa Junina com viagem especial No turismo, esse movimento tem crescido justamente porque famílias buscam não apenas uma festa pontual, mas uma imersão temática. É nesse contexto que eventos estruturados ganham destaque, ao unir tradição cultural com lazer, conforto e programação ampliada. Festa junina em Atibaia Divulgação Em Atibaia, por exemplo, o Atibaia Residence Hotel & Resort apostou em uma proposta que transforma o conceito de arraiá em temporada completa. Com programação distribuída por dois meses, o resort investe em experiências que incluem trio de forró, comidas típicas, bingo, fogueira e atividades para todas as idades, reforçando uma proposta mais próxima da essência junina - mas com estrutura all inclusive e foco em famílias. A programação inclui ações especiais no feriado de Corpus Christi, sábados temáticos em junho e uma agenda reforçada durante as férias de julho, quando o arraiá se mistura a recreação, esportes e experiências exclusivas. A estratégia acompanha uma tendência crescente no setor: transformar datas culturais em experiências turísticas completas. Veja programação completa da Festa aqui. Porque festa junina de verdade é sentir o forró, reunir a família, comer bem, celebrar raízes e, claro, aproveitar quando tem arraiá "pra mais de metro".

  5. O que a ABL e a USP têm a ver com o Parabéns brasileiro 🎂 Parabéns a você Nessa data querida Muita felicidade Muitos anos de vida A letra acima é um pouco diferente daquela cantada por milhões de pessoas todos os anos país afora. Mas, por mais estranha que possa parecer, é a versão escolhida por Imortais da Academia Brasileira de Letras na década de 1940 como a letra oficial do “Parabéns” brasileiro. A composição é uma trova, que é o nome dado a uma poesia com uma única estrofe de quatro versos (quadra), e em que cada verso contém sete sílabas (redondilha maior). Ela foi criada pela paulista Bertha Celeste Homem de Mello. Na ocasião, Bertha soube de um concurso de rádio a nível nacional para eleger o “Parabéns” brasileiro, que substituiria a versão em inglês (veja mais abaixo) que era cantada até então. Festa de aniversário infantil; imagem ilustrativa. Prostooleh/Magnific A farmacêutica compôs a trovinha e a submeteu ao concurso. Mesmo concorrendo com mais de 5 mil outras composições, os versos de Bertha foram os escolhidos por nomes como Cassiano Ricardo, Múcio Leão e Olegário Mariano. Hoje, mais de 80 anos depois, a música marca o ponto alto das festas de aniversário no Brasil. E a letra é quase totalmente fiel à original. "O que vemos é uma adaptação, uma popularização, da letra. O sentido permanece o mesmo e as mudanças observadas fazem sentido se consideramos o dinamismo das festas brasileiras, a maneira como as rimas são cantadas", avalia a linguista Luísa Albuquerque. A especialista explica que a versão popular, inclusive, tem uma progressão mais natural. "A letra começa e termina com plurais [parabéns e muitos anos], mas muda para o singular no meio [muita felicidade]. Para o cérebro, é mais fácil seguir uma única lógica, então parece natural essa adaptação para 'muitas felicidades.'" Em 1997, aos 95 anos, Bertha disse em entrevista à TV Globo que ficava comovida ao saber que pessoas de todo o país cantavam seus versos em comemorações — mesmo com as mudanças 'extraoficiais'. Mas fazia questão: em casa, com a família, a versão cantada era sempre a composta por ela. (Veja no vídeo abaixo.) Relembre a história da autora do 'Parabéns a Você' 🎈 Pique-pique ou big-big? A versão brasileira de Bertha Celeste geralmente é complementada por outro trecho muito popular: "É pique, é pique / É hora, é hora, é hora / Rá-tim-bum". A origem deste trecho remete à década de 1930 e a um grupo de alunos da Faculdade de Direito do Largo São Francisco, da Universidade de São Paulo (USP). Ou seja, antes mesmo da versão brasileira existir. Os trechos nada mais são do que gritos de guerra dos então estudantes de Direito: É pique, é pique: apelido de Ubirajara Martins de Souza, conhecido como Pic-Pic. Histórias da época dizem que o estudante sempre estava com uma tesourinha para aparar a barba e o bigode. O apelido faz referência ao barulho da tesoura. É hora, é hora, é hora: dizem que os estudantes de Direito viviam em bares da região da faculdade, onde era comum que esperassem meia hora até que uma nova rodada de cerveja gelasse para ser servida. Ao final desse tempo, os alunos gritavam repetidamente aos garçons que era a hora de servir a bebida. Rá-tim-bum: originalmente, o grito era ra-já-tim-bum, uma referência a um rajá (título de um governante indiano) chamado Timbum que visitou a faculdade à época. Tempos depois, o "já" deixou de ser cantado, restando o grito de "rá-tim-bum". Além disso, no Rio de Janeiro, é comum que o "pique-pique" seja substituído por "big-big". "Variações regionais também podem acontecer, especialmente porque algumas regiões têm os próprios costumes, que podem se fundir com um canto tão popular quanto esse", diz Luísa Albuquerque. E há também versões mais obscenas que substituem os cantos uspianos por palavras de baixo calão. 🎉 "Happy Birthday To You" As irmãs americanas Mildred e Patty Smith Hill compuseram a melodia original do parabéns no final do século 19. Em tradução livre, o título seria “Feliz Aniversário Para Você” (Happy Birthday to You). Além de um ritmo mais lento e menos efusivo, a letra da versão internacional é mais simples do que a cantada pelo Brasil, e seria algo como: Feliz aniversário para você (Happy birthday to you) Feliz aniversário para você (Happy birthday to you) Feliz aniversário, querido/a (nome do aniversariante) (Happy birthday dear [aniversariante]) Feliz aniversário para você (Happy birthday to you).

  6. Veja a previsão do tempo Uma frente fria deve causar uma mudança brusca no tempo no fim de semana do Dia das Mães. No sábado (9), a expectativa é que o calor siga em toda a região. Já no domingo (10), a previsão é de queda nas temperaturas. Segundo Guilherme Borges, meteorologista do Climatempo, uma frente fria já está se aproximando da região. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Vale do Paraíba e região no WhatsApp "Antes da frente fria chegar, ela potencializa a subida das temperaturas. A gente deve ter um sábado bem quente, com as temperaturas passando dos 30ºC. Isso também favorece a formação de pancadas de chuva isoladas". Explica Borges. Depois do calorão no sábado, a expectativa é que o frio chegue no domingo, causado pela frente fria que chega de vez à região. Taubaté em dia nublado Léo Nicolini/g1 "No domingo, a tendência é que a gente tenha um dia com mais nebulosidade, com uma virada significativa no tempo. A temperatura máxima não deve passar dos 24ºC e a mínima deve ficar na casa dos 16ºC". Explica o meteorologista. Além disso, no domingo ainda há chance de chuva na região, também causada pela chegada da frente fria. O frio deve permanecer na região durante toda a semana. Confira a previsão da temperatura para os próximos dias. São José dos Campos Sábado: 14ªC / 33ºC Domingo: 12ºC / 25ºC Segunda-feira: 7ºC / 24ºC Taubaté Sábado: 17ºC / 33ºC Domingo: 14ºC / 25ºC Segunda-feira: 10ºC / 25ºC Caçapava Sábado: 16ºC / 32ºC Domingo: 14ºC / 24ºC Segunda-feira: 9ºC / 24ºC Caraguatatuba Sábado: 15ºC / 38ºC Domingo: 13ºC / 22ºC Segunda-feira: 11ºC / 25ºC Campos do Jordão Sábado: 13ºC / 23ºC Domingo: 11ºC / 21ºC Segunda-feira: 6ºC / 21ºC Cruzeiro Sábado: 19ºC / 33ºC Domingo: 13ºC / 31ºC Segunda-feira: 9ºC / 23ºC Bragança Paulista Sábado: 17ºC / 31ºC Domingo: 14ºC / 23ºC Segunda-feira: 8ºC / 25ºC Veja mais notícias do Vale do Paraíba e região bragantina

  7. Daniel Queiroz Reprodução/Redes Sociais Enquanto muitos brasileiros fazem registros com roupas de gala para assistir a 'O Diabo Veste Prada 2' nas telonas, o mineiro Daniel Queiroz, de 40 anos, comemora uma ligação ainda mais especial com a obra: ele aparece, mesmo que por alguns segundos, na sequência do clássico. “Eles divulgaram o filme usando um nome fictício. Eu havia me candidatado para algumas cenas anteriormente, mas não fui chamado, porque a concorrência era muito grande. Quando a produção já estava terminando as gravações em Nova York, fui selecionado para interpretar um garçom em uma das cenas”, contou Daniel ao g1. ✅ Clique aqui e siga o perfil do g1 Triângulo no WhatsApp Mesmo participando como figurante, o ator mineiro afirma que a rotina de gravações foi intensa. Durante dois dias, ele participou de diversos takes que agora pode rever nas telas dos cinemas. “Depois da aprovação, gravei durante dois dias, com jornadas de cerca de 14 horas por dia. Foi uma experiência incrível. Trabalhei bastante porque fazia parte da equipe de garçons e fui muito utilizado nas cenas. Em uma delas, a câmera começava em mim e depois revelava a atriz Meryl Streep. No total, apareci em dois takes do filme.” De perto, ele também acompanhou o profissionalismo das protagonistas. Segundo Daniel, Anne Hathaway e Meryl Streep foram simpáticas com toda a equipe, enquanto o parceiro de cena de Anne chegou a conversar com os figurantes. “O foco delas é impressionante”, relembrou. A participação em “O Diabo Veste Prada” não foi a primeira experiência de Daniel em uma produção de Hollywood. O mineiro já havia trabalhado na série “Love Story” cerca de um ano antes, após decidir trocar a carreira no mundo corporativo pelos sets de filmagem. De Minas para o mundo Desde criança, em Patos de Minas, no Alto Paranaíba, Daniel já demonstrava interesse pela arte. Ainda adolescente, fez cursos de teatro e encontrou nos palcos um espaço de expressão e pertencimento. A vida, porém, seguiu outro rumo. Aos 17 anos, mudou-se para os Estados Unidos, onde estudou Business em Boston e construiu uma carreira sólida no mundo corporativo. Foram quase duas décadas dedicadas à área empresarial, entre cursos de inglês, intercâmbio e experiências profissionais em grandes empresas, especialmente após a mudança para Nova York, em 2007. Mas a arte nunca deixou de existir dentro dele. O reencontro com a atuação aconteceu em meio a um período de profundas transformações pessoais. Em 2022, Daniel perdeu a mãe para o câncer de mama e, pouco tempo depois, encerrou um relacionamento de quase dez anos. A dor da perda e a necessidade de recomeçar fizeram com que ele passasse a enxergar a vida de outra forma. “Foi nesse momento que decidi buscar um propósito maior. A morte da minha mãe trouxe uma certeza: a vida é curta demais para adiar sonhos. E foi justamente essa consciência que me levou de volta aos palcos e às câmeras, retomando uma paixão que havia começado ainda na infância”, contou Daniel. Love Story Daniel e elenco de 'Love Story' Reprodução/Redes Sociais Há cerca de um ano, após se aperfeiçoar ainda mais na atuação, Daniel foi escalado para fazer figuração na série “Love Story”. A produção gostou tanto do desempenho do mineiro que ele acabou sendo escolhido para participar da cena do casamento de John F. Kennedy Jr. e Carolyn Bessette. “Nas cenas do casamento tive a oportunidade de aparecer ainda mais. Eu gosto da atuação porque, quando você entra em um personagem, é como se estivesse vivendo a vida daquela pessoa. Acho isso muito divertido e prazeroso. Poder interpretar diferentes personagens e viver várias histórias é algo que me encanta”, ressaltou. Leia também: Nascido em cidade sem cinema, crítico mineiro será um dos votantes do Globo de Ouro 2026 Animador mineiro recebe indicação ao Oscar com 'Wicked' Filme produzido em Uberlândia e gravado em Estrela do Sul ganha prêmio em Portugal; conheça 'A Saga' O Diabo Veste Prada 2 Quando as gravações de “O Diabo Veste Prada 2” começaram em Nova York, a cidade praticamente parou para acompanhar os bastidores do filme — e Daniel estava entre os fãs atentos à movimentação. O longa foi anunciado inicialmente com um nome fictício para despistar curiosos, mas nem isso diminuiu a expectativa de quem sonhava em participar da produção. Daniel chegou a se candidatar para outras cenas, mas não foi selecionado de imediato. Com a concorrência alta, parecia improvável conseguir espaço no set. Até que, já na reta final das gravações em Nova York, veio a surpresa: ele foi escolhido para atuar como garçom em uma das cenas do filme. Apesar do cansaço das gravações, a experiência virou uma lembrança marcante. “Parecia que estávamos em uma festa”, contou. Mais do que aparecer em um dos filmes mais comentados da temporada, Daniel afirma que a experiência serviu como confirmação de que está no caminho certo. “É muito legal ter esse reconhecimento e participar de algo que tanta gente conhece. Fazer o que eu realmente gosto é um incentivo enorme”, afirmou. Ator fez garçom em 'O Diabo Veste Prada 2' Reprodução/Redes Sociais Veja também: 'Amor Perfeito': Atriz de Juiz de Fora estreia logo mais na nova novela das 6 'Amor Perfeito': Atriz de Juiz de Fora estreia logo mais na nova novela das 6 VÍDEOS: veja tudo sobre o Triângulo, Alto Paranaíba e Noroeste de Minas

  8. Músico leva piano para se apresentar em cachoeira no Ceará. Uma queda d’água de 84 metros foi o cenário para o pianista Paulo Rodrigo Pinto Barros na Cachoeira do Perigo, em Baturité, município serrano do Ceará. O artista escolheu a cachoeira para fazer uma homenagem ao município onde nasceu. “Eu sou filho de Baturité, então é um lugar muito especial para mim. É um lugar que eu visitei desde criança e também é muito importante para toda a região do Maciço de Baturité, então eu quis fazer essa homenagem gravando nesse ponto que é um dos mais conhecidos lá”, explicou o músico. Clique aqui para seguir o canal do g1 Ceará no WhatsApp Para viabilizar a performance, foi necessária uma operação logística complexa. O piano azul de aproximadamente 120 kg foi transportado até a base da cachoeira após ser parcialmente desmontado, com apoio de uma equipe de cerca de 12 profissionais, incluindo especialistas em rapel e produção. O deslocamento envolveu trilhas íngremes, áreas escorregadias e trechos com correntezas, além da descida do instrumento por sistemas de cordas ao longo da formação rochosa. Paulo disse que foi necessário um ano de processo para determinar a melhor logística de chegada ao local, com análises técnicas e outras etapas para realizar o trajeto em segurança. LEIA TAMBÉM: No aniversário de Fortaleza, pianista faz homenagem com clipe nas dunas da Praia da Sabiaguaba Pianista percorre hospitais de Fortaleza em concerto em homenagem a profissionais da saúde “A gente fez toda essa logística de um ano para poder chegar o dia e tocar lá na cachoeira. Porque a cachoeira é diferente, tem pedras molhadas, então foi bem específico para poder a gente estar lá fazendo tudo isso com segurança”, explicou. O artista comentou que foi instalada uma tirolesa de quase um quilômetro para deslocar o piano. As pernas do instrumento foram desmontadas para facilitar o deslocamento. ‘Orgulho de ser cearense’ Pianista Paulo Rodrigo se apresentou em cachoeira de Baturité, no Ceará, onde ele nasceu. Divulgação A apresentação fez parte da terceira temporada do projeto “Orgulho de Ser Cearense”, iniciativa que busca valorizar paisagens e identidades culturais do estado por meio de apresentações musicais em ambientes naturais e desafiadores. A apresentação teve duração aproximada de uma hora e foi registrada para a produção do clipe. Paulo Rodrigo já tinha realizado outras performances em cenários inusitados, como em um balão de ar quente, dentro de um globo da morte e no topo do Pico Alto, em Guaramiranga - um dos pontos mais altos do Ceará. “A ideia do projeto é a gente tocar em lugares incríveis do Ceará, em cenários de natureza que eu possa estar lá com o meu piano”, destacou o artista. A performance na cachoeira fez Paulo ser reconhecido pela quarta vez no Rank Brasil, uma iniciativa de recordes brasileiros. O artista foi considerado o primeiro pianista a realizar uma apresentação musical sobre uma cachoeira no Brasil. “Cada desafio tem uma dificuldade diferente. Por exemplo, a da cachoeira foi muita parte técnica; e também tinha a questão das pedras escorregadias. Mas teve um outro que também muito desafiador, foi tocar em cima do navio Mara Hope. Inclusive, foi fabricada uma escada padrão do Corpo de Bombeiros para a gente fazer o acesso ao navio”, lembrou o músico sobre a apresentação na embarcação encalhada no litoral de Fortaleza há mais de 40 anos. “Teve um outro grande desafio que foi subir no Morro do Feiticeiro, que fica em Tamboril [no interior do Ceará]. A gente passou quatro dias para poder chegar nesse morro, abrindo trilha para chegar no topo. Então foi uma dificuldade também muito grande”, destacou Paulo. Assista aos vídeos mais vistos do Ceará:

  9. Centro Municipal de Agroecologia e Educação Ambiental para Resíduos Orgânicos (Cemar), Sesc Contagem e Parque do Palácio Reprodução/ Redes sociais O fim de semana será de programação especial em comemoração ao Dia das Mães em Belo Horizonte e Região Metropolitana. Diversos espaços prepararam atividades para celebrar a data, com opções que vão de piqueniques e oficinas a shows e feiras agroecológicas. O g1 separou algumas opções de lazer para celebrar a data. Veja a programação: Sábado (9/5) Sesc Contagem Fachada do Sesc, em Contagem Sesc/Divulgação O Sesc Contagem promove uma noite de música e celebração para as mães. O evento acontece neste sábado (9), no Salão Dourado, das 18h às 22h, com show ao vivo da banda CeA Classic. O repertório inclui clássicos para homenagear o amor e a força das mães. A entrada é gratuita mediante a retirada de ingresso pelo Sympla. Crianças abaixo de 10 anos não precisam de ingresso e menores de 18 anos só podem entrar acompanhados do responsável legal. Endereço: Rua Padre José Maria de Man, 805, Novo Riacho, Contagem Horário: 18 às 22h Atenção: O estacionamento é gratuito, mas as vagas são limitadas. Centro Municipal de Agroecologia e Educação Ambiental para Resíduos Orgânicos Parte da área no Cemar PBH/Divulgação No bairro Estoril, o Cemar e o Arandu Coletivo Agroecológico realizam um encontro gratuito das 8h30 às 13h, aberto a todas as idades. Não é necessário fazer inscrição. A programação inclui: Oficina de musicalização com Sérgio Luiz Brandão Oficina de bordado com o grupo Coralinhas Atividades infantis para confecção de lembrancinhas para as mães Feira agroecológica com hortaliças, geleias, pães, bolos, artesanato e produtos sem glúten Roda de conversa “Cuidando da Mãe Terra”, com educadores ambientais Endereço: bairro Estoril, Belo Horizonte Domingo (10/5) Parque do Palácio Parque do Palácio, no Mangabeiras, BH Reprodução/Redes sociais O Parque do Palácio, em Belo Horizonte, terá uma programação especial ao ar livre no domingo (10), com vista para a Serra do Curral. Os ingressos podem ser retirados pelo site, com o valor da intera de R$ 10 e a meia R$ 5. A partir das 9h, o público pode participar de piqueniques organizados pela Cria Café, com cestas de café da manhã pensadas para serem compartilhadas em família. As reservas são antecipadas e as vagas são limitadas. As cestas incluem pães de queijo de canastra, mini sanduíches, croissants, cookies, bolos caseiros, salada de frutas, suco de laranja natural e café especial. Os kits vêm com itens de apoio, como cesta e garrafa térmica, para garantir conforto durante a experiência. Além dos piqueniques, o parque oferece: Aula de yoga às 9h, aberta ao público, com convite especial para as mães Abertura da Pumptrack infantil, circuito para crianças Oficina da Cabana Movido a Fantasia para mães e filhos Oficina de bolhas de sabão das 10h às 12h Música ao vivo com apresentação de chorinho das 10h às 11h nos jardins

  10. Alana Cabral, Sophie Charlotte e Dira Paes, em Três Graças Divulgação - TV Globo Na próxima sexta-feira (15), vai ao ar o último capítulo de "Três Graças", novela da TV Globo que conta a história de três mulheres, mãe, filha e neta: Lígia (Dira Paes), Gerluce (Sophie Charlotte) e Joélly (Alana Cabral), cujas vidas são marcadas por um ponto em comum: todas viveram as alegrias e os percalços da gravidez na adolescência. Fora da ficção, essa realidade também marca a vida de mulheres que vivem nas periferias de Belo Horizonte. ✅Clique aqui para seguir o canal do g1 MG no WhatsApp Segundo o Ministério da Saúde, Minas Gerais registrou, no ano passado, 19.835 nascimentos de bebês de mães entre 15 e 19 anos. Desse total, 16.413 são de bebês de mães solteiras. O assunto é tema do Rolê nas Gerais deste sábado, na TV Globo em Minas. O programa, especial em homenagem ao Dia das Mães, conta histórias de maternidades diversas, nas periferias da região metropolitana de Belo Horizonte. No Morro das Pedras, as "três graças" da vida real: Nicolly com o filho Kauan, ao lado da avó, Sônia de Paula, e da mãe, Amanda de Paula Arquivo Pessoal No Morro das Pedras, na região Oeste, vive a técnica em enfermagem Amanda de Paula Oliveira, de 34 anos. A história da família começa com a auxiliar de serviços gerais, Sônia Beatriz de Paula, que engravidou de Amanda aos 17 anos. A gravidez precoce, segundo Amanda, nunca foi assunto dentro de casa. "Essa questão não era abordada em casa, não havia diálogo sobre isso entre nós. Fiquei sabendo da boca de tias e tios. A gente não conversava sobre isso", conta. A gravidez de Amanda veio quando ela ainda era jovem e morava no bairro Mantiqueira, na região de Venda Nova. Por falta de informação e de atenção aos sinais do corpo, só descobriu que estava grávida com cerca de cinco meses, alertada por uma vizinha. Depois da confirmação, separou-se do pai da criança e voltou, grávida, para o Morro das Pedras. "Não senti que minha adolescência acabou precocemente, pois, desde muito nova, minha vida já se assemelhava à de um adulto. Com 10 anos, já catava latinhas e fazia faxinas para ajudar em casa. Aos 9 anos, já cuidava dos meus irmãos, preparando suas refeições e mamadeiras. Aos 12 anos, eu mesma levava meus irmãos para visitar o pai deles, pegando três ônibus. Portanto, a responsabilidade e o amadurecimento vieram cedo", disse. Amanda é mãe de duas filhas e foi avó aos 33 anos. A filha mais velha, a balconista Nicolly, engravidou aos 15 anos e interrompeu os estudos após o nascimento de Kauan. A chegada do neto trouxe desafios, mas também é motivo de alegria para a família. "A chegada do meu neto trouxe mais alegria à nossa casa e à nossa família, mas não alterou significativamente minha rotina", conclui. LEIA TAMBÉM Relatório diz que JK foi morto pela ditadura militar, e não vítima de acidente Realização de um sonho Diana Porto (ao centro) com a filha Tamiris Vitória, segurando o neto Ravi Luca, e ao lado a mãe, Sônia: três gerações de mulheres Arquivo Pessoal Na comunidade do Bananal, no bairro Cachoeirinha, região Norte da capital, a experiência da maternidade precoce tem outro significado na vida de Diana Porto de Oliveira, de 45 anos. Filha de Sônia de Oliveira Alves, de 73 anos, mãe de oito filhos, Diana sente orgulho de ter visto a mãe viver a maternidade ainda jovem. “Ela sempre foi uma mulher guerreira. Foi com ela que aprendi a ser forte e a cuidar da minha família”, diz. Diana engravidou aos 18 anos, já casada. E, diferente de Amanda, a maternidade era um sonho realizado. “Para mim foi uma alegria descobrir que estava grávida.” A mãe, no entanto, demorou a aceitar a gestação. A aceitação só veio por volta do sexto mês. Diana seguiu firme: já tinha sua casa e seu espaço. Hoje, ela é mãe de cinco filhos e se tornou avó aos 45 anos. O neto Ravi Luca, de seis meses, é filho de Tamiris Vitória. “Olhar minha mãe, me olhar, olhar minha filha e olhar meu neto é sentir que somos uma família”, resume. Ela faz questão de dizer que não tem uma família "perfeita", mas unida pelo afeto e pelo desejo de um futuro melhor. “Sonho que meu neto estude, se forme, e que minha filha continue correndo atrás dos objetivos dela.” Assim como na novela "Três Graças", as histórias de Amanda e Diana mostram que a maternidade na adolescência não acontece de uma única forma. Pode surgir do silêncio ou do acolhimento, da falta de escolha ou da realização de um sonho — mas quase sempre exige amadurecimento precoce, força e redes de apoio. Fora da ficção, essas três graças resistem no cotidiano de muitas famílias mineiras.

  11. Ônibus ou bike? Casal "aposta corrida" de São Paulo até Campinas e vídeo viraliza Quem chega primeiro de São Paulo (SP) a Campinas (SP): uma bicicleta ou um ônibus? Foi essa pergunta que um produtor de conteúdo tentou responder em um vídeo que divertiu as redes sociais nas últimas semanas. Na gravação, Renan Neve, de 29 anos, e namorada Ana Duarte, de 28, apostam a corrida inusitada. Enquanto ele foi de bike, ela seguiu com o coletivo na expectativa de descobrir quem faria o trajeto em menos tempo partindo da capital paulista. 📲 Participe do canal do g1 Campinas no WhatsApp Em entrevista ao g1, o rapaz compartilhou que já havia feito vídeos parecidos anteriormente, mas que a inspiração veio da série 'How I Met Your Mother'. "A gente já tinha feito ali no meu perfil uma corrida 'bicicleta versus metrô'. A ideia veio de um episódio onde cada um aposta corrida usando um meio de transporte diferente e eles chegam ao mesmo tempo no local combinado". 🎬 O "Subway Wars" é o episódio 4 da 6ª temporada de How I Met Your Mother. Nele, personagens decidem disputar uma corrida por Nova York para tentar encontrar o diretor Woody Allen em um restaurante. Para isso, recorrem a diferentes meios de transporte. Eles decidiram realizar o desafio durante a Páscoa, quando Renan foi convidado pela tia, que mora em Campinas, para passar o feriado. "Fomos da minha casa até a casa da minha tia onde ia rolar a Páscoa. Eu já tinha noção do tempo que ia demorar, porque eu já tinha feito esse mesmo percurso num Natal", explicou. No trajeto, o paulistano enfrentou desafios com a própria bike, que furou o pneu três vezes, enquanto Ana precisou lidar com a longa espera para comprar a passagem de ônibus. Como resultado, o ônibus acabou passando na frente, mas o jovem acha que o resultado poderia ter sido diferente (leia o relato abaixo): 🥇 ônibus: 4h10 🥈 bicicleta: 4h30 Os desafios do trajeto Renan precisou trocar os pneus da bicicleta três vezes Acervo pessoal No vídeo, Renan sai de São Paulo pela rodovia Bandeirantes, e passa por diversos pontos, como o Pico do Jaraguá, apresentando curiosidades sobre o trajeto. Depois ele entra na Rodovia Anhanguera, mas para em Vinhedo (SP), já perto do destino, para trocar o pneu, que furou três vezes. Ele diz que a corrida foi feita de forma bem espontânea, sem muito planejamento, mas teve alguns imprevistos que dificultaram a a disputa. O primeiro desafio foi na compra da passagem, que não aconteceu com antecedência. A ideia era dar vantagem para a bicicleta, porém, a compra demorou um pouco mais que o esperado. "A Ana não comprou a passagem de ônibus com antecedência justamente para para ver quanto tempo demoraria assim que ela chegasse na rodoviária, e para dar mais chance para a bicicleta, mas mesmo assim ela teve que ficar uma hora esperando lá", disse ele. Já Renan encontrou problemas quando passava pela rodovia Anhanguera, onde foi necessário ter mais atenção por causa do grande número de alças de acesso na região. Ele também foi prejudicado por furar o pneu três vezes seguidas, já na reta final. "Eu estava preparado, porque eu sempre ando com câmaras reservas e com remendo de pneu, mas eu não achei que iria furar tantas vezes. Isso fez a bicicleta acabar perdendo", comenta. Com o sucesso do vídeo, o produtor de conteúdo já planeja novas corridas, como uma revanche entre os veículos e tentar outras modalidades. Ele acredita que nenhum transporte consegue combater a velocidade e versatilidade da bicicleta, a não ser a moto. "E a gente planeja fazer uma revanche ônibus versus bicicleta até Sorocaba (SP). Também alguma com um busão municipal e um carro versus bicicleta. Acho que o único transporte que realmente consegue vencer da bicicleta seria uma uma moto". Repercussão do vídeo Renan produz vídeos andando de bicicleta em São Paulo Arquivo Pessoal O vídeo da corrida já conta com 43,7 mil curtidas e mais de 5 mil compartilhamentos. Ele posta vídeos mostrando o seu dia a dia andando de bicicleta enquanto apresenta curiosidades sobre a cidade de São Paulo, onde mora. Para ele, estas são duas de suas maiores paixões. "Eu sou apaixonado por São Paulo. Tenho uma coleção de uns 55 livros sobre, e isso acaba expandindo para coisas do estado também e não só da cidade". "Comecei a andar de bicicleta para ir trabalhar e acabei conhecendo vários grupos de pedal, daí virou um lifestyle mesmo. Estou sempre com o pessoal da bike, sempre pedalando". *Estagiário sob supervisão de Yasmin Castro. VÍDEOS: tudo sobre Campinas e região Veja mais notícias sobre a região no g1 Campinas

  12. Maria do Carmo Guimarães Pereira, fundadora do Memorial do Bordado de Belo Horizonte. Edmilson Vieira Há mais de 40 anos, a pesquisadora Maria do Carmo Guimarães Pereira abriu uma escola de costura em Belo Horizonte e percebeu a necessidade de ter diferentes tipos de bordados para mostrar para as alunas. Assim, foi reunindo material, até que em 2014 já tinha 48 malas cheias de peças bordadas. Naquele mesmo ano, ela juntou outras mulheres, abriu a Associação pela Preservação da Arte do Bordado (APAB) e fundou o Memorial do Bordado. Hoje o espaço reúne um acervo de aproximadamente 13 mil peças, muitas doadas por mulheres ao longo de décadas e outra garimpadas e arrematadas em leilões. ✅Clique aqui para seguir o canal do g1 MG no WhatsApp A coleção inclui itens que atravessam gerações, incluindo enxovais de bebê e de casamento, roupas de batismo, roupas íntimas, toalhas, peças litúrgicas e até vestidos de noiva, alguns datados do século XIX. Cada peça que chega ao memorial é catalogada. As doações, normalmente, são acompanhadas por cartas que registram a origem e memórias íntimas e coletivas relacionadas aos objetos bordados, transformando o espaço em um registro vivo da cultura e da identidade das mulheres. Os tecidos passam por higienização e, quando necessário, restauração realizada por bordadeiras da Associação pela Preservação da Arte do Bordado. Referência em ensino e pesquisa sobre bordado Hoje o Memorial é considerado uma referência em ensino e pesquisa ligados ao bordado, mas o acervo precisa de um espaço maior e mais adequado a preservação das peças. De acordo com Maria do Carmo, o Memorial precisa de um patrocínio ou de incentivos de lei para continuar existindo. "A gente tem peça de 1838, (um mostruário de motivos de bordado). Ela está bem guardada, na medida que a gente pode, mas ela não está no lugar adequado. Ela não podia estar no lugar assim. Tinha que estar no lugar refrigerado, no lugar com iluminação adequada. Isso é que é a nossa luta . Nós precisamos de um espaço maior. Porque o Memorial do Bordado é uma história de família. É a história de vó, de mãe, de um saber fazer que transitou entre gerações, disse Maria do Carmo. Doações e visitação O Memorial do Bordado recebe doações e pode ser visitado. A sede fica na Rua Ouro Fino, número 395, sala 603, no bairro Cruzeiro, em Belo Horizonte. Para enviar uma doação e agendar uma visita é preciso ligar para o telefone (31) 3223-7648. Mulheres restauram bordados no Memorial do Bordado, em Belo Horizonte. Edmilson Vieira

  13. Especialista analisa aumento da desigualdade salarial para negros e mulheres na BA Divulgação/Agência Brasil A desigualdade salarial para mulheres e negros cresceu na Bahia em 2025. É o que apontam dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que trazem comparações com anos anteriores. Conforme os dados divulgados na sexta-feira (8), as trabalhadoras baianas ganhavam em média R$ 2.084 em 2025, o que correspondia a -14,1% do rendimento dos homens, que faturavam R$ 2.426 na ocasião. A porcentagem corresponde a quase o dobro do registrado em 2022, quando a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNADC) apontou uma média de -7,8% em relação ao salários dos homens (a menor média nos 14 anos de série da pesquisa). 📲 Clique aqui e entre no grupo do WhatsApp do g1 Bahia No caso dos trabalhadores pretos, o ganho em média em 2025 era de R$ 1.887, o equivalente a -41,3% do rendimento dos que se declaravam brancos: R$ 3.217. Um ano antes, em 2024, essa porcentagem era de -39,4%. Renda das famílias baianas aumentou em quase 3% Já os trabalhadores pardos recebiam R$ 2.157 em 2025, o equivalente a -32,9% dos brancos. Em 2024, a diferença era de -30,8%. Vale destacar que as mulheres representam a maioria da população brasileira: 51,7%. Já a porcetagem de negros é de 80,8%, dando ao estado o primeiro lugar no ranking do país em proporção de pretos e pardos. Em contrapartida, houve uma queda da desigualdade no rendimento domiciliar em geral na Bahia, entre os anos de 2024 e 2025. A redução foi a segunda registrada no estado consecutivamente. O Índice diminuiu de 0,492 para 0,480, de um ano para o outro, e o estado passou da 12ª para a 14ª posição no ranking nacional para esse indicador. Em entrevista ao g1, o professor de Direito do Trabalho da Universidade Federal da Bahia (Ufba) e advogado trabalhista João Gabriel Lopes analisou os dados. Para ele, apesar de avançada em relação aos anos anteriores, a discussão sobre questões raciais e de gênero é ineficaz quando não está ancorada em ações práticas. "O debate público, embora importante, não é suficiente para alterar automaticamente a estrutura do mercado de trabalho. Falar mais sobre racismo e desigualdade de gênero é um passo relevante, mas, se isso não vier acompanhado de políticas concretas, fiscalização, transparência salarial e responsabilização das empresas, a desigualdade continua se reproduzindo". O especialista aponta que os números são uma expressão da estrutura histórica de desigualdade, que é reproduzida e reforçada pelo estado e pelas instituições de mercado, que formam obstáculos para o acesso aos melhores postos de trabalho, às carreiras mais valorizadas, aos cargos de liderança e aos salários mais altos. Para João Gabriel Lopes, é indispensável tratar essas desigualdades como uma consequência do modo de funcionamento das instituições do mundo do trabalho no Brasil, a fim de enfrentá-las não apenas como um problema individual entre empregado e empregador. "As mulheres seguem acumulando maior responsabilidade pelo cuidado doméstico e familiar, enfrentam maiores obstáculos para ascensão profissional e, muitas vezes, são direcionadas para setores historicamente menos valorizados. Ao mesmo tempo, a população negra é imposta a uma maior presença na informalidade e em ocupações precarizadas", pontuou. Segundo o professor, diante desse cenário, momentos de crescimento econômico ou de melhora na renda média podem beneficiar mais rapidamente os grupos que já estão em posições mais protegidas e bem remuneradas. "A desigualdade geral pode até cair, mas as desigualdades internas por raça e gênero continuaram crescendo. Isso indica que a melhora média da renda não está sendo distribuída de forma igual entre os grupos sociais", destacou. Tabela mostra desigualdade salarial para mulheres e negros na Bahia Divulgação/IBGE LEIA MAIS: Dados do IBGE apontam que Salvador não é a cidade mais negra fora da África Mães mais velhas e com menos filhos explicam queda da fecundidade na Bahia, aponta IBGE IBGE abre inscrições para 534 vagas de trabalho temporário na Bahia, 202 delas para Salvador Veja mais notícias do estado no g1 Bahia. Assista aos vídeos do g1 e TV Bahia 💻

  14. Bairro Sarandi, em Porto Alegre, atingido por enchente de 2024 Jefferson Botega/ Agencia RBS Um em cada 17 contratos firmados em Porto Alegre no programa habitacional criado após as enchentes de 2024 virou alvo de denúncia. A Prefeitura mapeou 262 registros de possíveis irregularidades no Minha Casa, Minha Vida – Reconstrução, na modalidade Compra Assistida. Os casos foram encaminhados à Polícia Federal na segunda-feira (4) e entregues ao superintendente regional da PF no Rio Grande do Sul, delegado Alessandro Maciel Lopes. 📲 Acesse o canal do g1 RS no WhatsApp O programa Compra Assistida foi criado para atender famílias que tiveram suas casas destruídas ou interditadas durante as enchentes de 2024. A iniciativa garante um benefício médio de cerca de R$ 200 mil por contrato para a aquisição de um novo imóvel. Desde o início da operação em Porto Alegre, 4.421 beneficiários já tiveram contratos registrados. Vídeos em alta no g1 No entanto, as denúncias colocaram sob suspeita parte dessas concessões. Do total de 262 registros compilados pelo Departamento Municipal de Habitação (Demhab), 77 já passaram por um processo de validação administrativa, enquanto os demais continuam em análise. Isso significa que, até agora, cerca de 5,9% do universo de beneficiários do programa foram alvo de algum tipo de denúncia, e aproximadamente 1,7% dos contratos apresentam indícios materiais de irregularidades. Principais irregularidades Entre os casos já validados, o Demhab identificou padrões recorrentes. As denúncias mais frequentes envolvem: a apropriação indevida do benefício; a classificação considerada irregular para ingresso no programa; a permanência do beneficiário no imóvel de origem mesmo após ser contemplado com o Compra Assistida. Os registros se concentram, sobretudo, em áreas duramente atingidas pelas enchentes, como Vila Dique, Humaitá, Sarandi e o bairro Arquipélago, regiões na Zona Norte onde a demanda por soluções habitacionais emergenciais foi alta após o desastre climático. Na segunda-feira (4), o Departamento Municipal de Habitação (Demhab) recebeu mais 40 novos relatos, todos relacionados à suspeita de permanência no imóvel original após a concessão do benefício. Esses novos casos já foram incluídos no relatório entregue à Polícia Federal, embora ainda estejam em fase de detalhamento e, por isso, não tenham sido contabilizados oficialmente entre os validados. Impacto financeiro ainda será calculado Cada contrato do Compra Assistida gira em torno de R$ 200 mil. Contudo, a Prefeitura afirma que ainda não é possível estimar com precisão o impacto financeiro das possíveis irregularidades. O cálculo dependerá da conclusão das investigações da Polícia Federal e da confirmação, ou não, de crimes ou fraudes. No caso dos 77 registros já validados administrativamente, o montante potencialmente envolvido só poderá ser estimado após a análise da PF. Se houver confirmação de irregularidades, o valor poderá chegar a dezenas de milhões de reais, mas esse número ainda é hipotético e dependerá do desfecho de cada processo. Como as denúncias surgiram rodovia e casas em Picada Mariante, no município de Venâncio Aires, que foram atingidas pela enchente que deixou cenário devastador após as fortes chuvas no Rio Grande do Sul Fábio Tito/g1 Os registros não vieram de uma única fonte. Ao longo dos últimos meses, o Demhab estruturou uma rede de recebimento de informações que envolve múltiplos canais. Parte das denúncias foi registrada pelo serviço municipal no telefone 156, que passou a receber relatos relacionados ao Compra Assistida a partir de junho de 2025. Outras chegaram diretamente ao Departamento, por atendimento presencial, pelo e-mail oficial criado para esse fim, ou por processos eletrônicos enviados por órgãos externos. Também contribuíram para o levantamento informações encaminhadas por instituições como Polícia Federal, Defensoria Pública, Ministério Público e Secretaria Nacional de Habitação, além de dados repassados por lideranças comunitárias e ações de fiscalização realizadas diretamente nos territórios afetados. Cada denúncia corresponde a um beneficiário específico. Segundo o Demhab, não há duplicidade nos registros: são 262 cadastros individualizados, todos apontando suspeitas distintas. Denúncia "validada" Dentro do Departamento, as denúncias passam por uma triagem técnica. Um caso é considerado validado quando, ainda na esfera administrativa, surgem indícios concretos de possível fraude. Essa verificação é feita por meio do cruzamento de informações entre diferentes sistemas governamentais e bases de dados internas do próprio Demhab. A validação não significa, automaticamente, que houve crime. O próximo passo cabe à Polícia Federal, que vai analisar o material, tipificar as condutas e decidir se há configuração de fraude ou outro tipo de irregularidade penal. Mesmo assim, a Prefeitura afirma que, a partir dessas análises preliminares, alguns processos foram interrompidos ou deixaram de ser concedidos, justamente para evitar que recursos públicos continuassem sendo destinados a situações consideradas suspeitas. VÍDEOS: Tudo sobre o RS

  15. Goleiro Bruno Fernandes é preso em São Pedro da Aldeia após 2 meses foragido O goleiro Bruno Fernandes, condenado pelo assassinato da modelo Eliza Samudio, voltou a ser preso após a Justiça do Rio entender que ele descumpriu regras impostas para manter o benefício da liberdade condicional. O ex-jogador do Flamengo foi localizado na noite de quinta-feira (7), em São Pedro da Aldeia, na Região dos Lagos, depois de passar cerca de dois meses foragido. Nesta sexta-feira (8), Bruno foi transferido para o Presídio José Frederico Marques, em Benfica, na Zona Norte do Rio. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias do RJ em tempo real e de graça A nova ordem de prisão foi expedida pela Vara de Execuções Penais (VEP) em março, após o Ministério Público e a Justiça apontarem uma série de violações das condições impostas para que Bruno cumprisse a pena fora do sistema prisional. Goleiro Bruno é preso em São Pedro da Aldeia Divulgação/PMERJ Por que Bruno voltou a ser preso? Segundo a Justiça, Bruno descumpriu regras básicas da prisão condicional. O principal episódio citado pela decisão ocorreu em 15 de fevereiro, quando o ex-goleiro viajou ao Acre para jogar pelo Vasco-AC sem autorização judicial. Além da viagem, a VEP apontou que Bruno não retornou ao regime semiaberto quando determinado pela Justiça. O Ministério Público do Rio também afirmou que ele deixou de atualizar o endereço residencial por cerca de três anos, desrespeitou horários de recolhimento noturno e frequentou locais considerados incompatíveis com as condições impostas pelo benefício. Entre os episódios mencionados está uma ida ao Maracanã, em fevereiro deste ano, além de viagens não autorizadas para Minas Gerais. “No que concerne ao descumprimento das condições do livramento condicional, de fato, as condutas do apenado devem ser encaradas como descaso no cumprimento do benefício que lhe foi concedido”. O magistrado também destacou que Bruno tinha conhecimento das condições impostas pela Justiça e não poderia alegar desconhecimento. Família de Eliza diz estar aliviada após prisão de goleiro Bruno O que é liberdade condicional? O livramento condicional é um benefício concedido pela Justiça a presos que cumprem determinados requisitos previstos na legislação penal. Na prática, o condenado pode cumprir o restante da pena em liberdade, desde que siga regras estabelecidas judicialmente, como: manter endereço atualizado; não sair do estado sem autorização; respeitar horários de recolhimento; comparecer periodicamente à Justiça; não frequentar determinados locais. Caso haja descumprimento, o benefício pode ser revogado, como ocorreu no caso de Bruno. 🔎 Diferentemente do regime semiaberto, no qual o preso ainda permanece sob custódia do Estado e precisa retornar à unidade prisional após o trabalho ou estudo, o livramento condicional permite o cumprimento da pena fora do sistema penitenciário. Como foi a prisão? De acordo com a Polícia Militar, Bruno foi encontrado no bairro Porto da Aldeia, em São Pedro da Aldeia, na Região dos Lagos do Rio. Segundo os agentes, ele não resistiu à abordagem e colaborou durante toda a ação policial. O ex-jogador foi levado inicialmente para a 125ª DP (São Pedro da Aldeia). Depois, o caso foi encaminhado para a 127ª DP (Búzios), responsável pelos procedimentos legais. A prisão ocorreu após um trabalho conjunto entre os setores de inteligência da Polícia Militar do Rio de Janeiro e de Minas Gerais. Nesta sexta-feira, Bruno foi transferido para o Presídio José Frederico Marques, em Benfica. 🟩O caso Eliza Samudio é o 1º episódio da série “História do Crime”, que está no GloboPop, o novo aplicativo de vídeos curtos verticais da Globo, disponível gratuitamente no seu celular. Lá no app, você pode seguir o palco do História do Crime, para não perder nenhum episódio. Baixe o GloboPop. História do crime: como Eliza Samudio denunciou Bruno antes de ser morta O que diz a defesa? A defesa do goleiro afirmou que Bruno tenta reconstruir a vida e atribuiu o caso a uma possível interpretação equivocada das condições impostas pela Justiça. “O que ocorreu, ao que tudo indica, decorreu muito mais de um desencontro ou de uma incompreensão acerca das condições impostas no período de livramento do que propriamente de qualquer intenção deliberada de afrontar a Justiça”. “Bruno permanece submetido à fiscalização judicial, possui autorização para trabalhar e exatamente por isso vem buscando, através do trabalho honesto e da disciplina, o caminho esperado pelo próprio sistema penal: a ressocialização”. Os advogados informaram ainda que pretendem recorrer da decisão judicial. Relembre o caso Eliza Samudio Bruno Fernandes foi condenado pelo assassinato da modelo Eliza Samudio, desaparecida em 2010. Mãe de Eliza Samudio incentiva vítimas e famílias a seguirem na luta por Justiça Arquivo pessoal O ex-goleiro recebeu pena superior a 22 anos de prisão pelos crimes de homicídio, ocultação de cadáver, sequestro e cárcere privado. A investigação concluiu que Eliza foi morta após cobrar de Bruno o reconhecimento da paternidade de Bruninho Samudio, hoje goleiro das categorias de base do Botafogo. Bruno permaneceu preso em regime fechado até 2019, quando passou ao semiaberto. Em janeiro de 2023, obteve o benefício do livramento condicional.

  16. Guilherme e Tainá são gravados caminhando no Rio Comprido 8 minutos antes do do criminoso aparecer fugindo na Tijuca. O Gabriel / Arquivo pessoal A família do mototaxista Guilherme Fernando da Conceição Gomes, de 33 anos, preso no último domingo (3), afirma que ele é inocente e foi levado à cadeia por falhas na investigação que o apontaram como um dos autores do assalto contra um policial militar de folga, na Tijuca, na Zona Norte do Rio. A defesa de Guilherme disse que ele foi preso apenas por reconhecimento fotográfico, o que seria irregular. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias do RJ em tempo real e de graça Além disso, imagens de câmeras de segurança mostram Guilherme caminhando com a esposa no Rio Comprido minutos antes do crime. Para a advogada Yara Moraes, as imagens comprovam que ele não poderia estar no local do assalto. "Meu marido é pai de família, é trabalhador, é esforçado. Ele jamais faria isso (...) Eu quero que a pessoa que é responsável se entregue, porque o meu marido é inocente”, afirmou a esposa de Guilherme, Tainá Andrade. Vídeos em alta no g1 A reportagem também teve acesso a vídeos da fuga dos criminosos na Tijuca e a fotos da motocicleta apresentada pela família como sendo o veículo de Guilherme. Os modelos têm cores diferentes. Tainá Andrade disse ainda que Guilherme sofreu uma queda de moto na manhã de domingo, por volta das 6h30, procurou atendimento no Hospital Municipal Miguel Couto e acabou preso após ter uma foto tirada por policiais dentro da unidade de saúde. Segundo ela, ele foi confundido com o assaltante. Segundo a Polícia Civil, Guilherme foi conduzido do hospital por policiais militares à 19ª DP (Tijuca) e reconhecido por três vítimas como autor da tentativa de roubo. Já a Polícia Militar informou que o assalto terminou com um suspeito baleado e morto. O outro assaltante fugiu após o confronto, de acordo com a corporação. A PM disse não ter informações sobre esse homem. O Ministério Público decidiu denunciar Guilherme por tentativa de roubo majorado e se manifestou contra o pedido de liberdade apresentado pela defesa do mototaxista. A Justiça manteve a prisão preventiva. 🟩O g1 Rio está no GloboPop, o novo aplicativo de vídeos curtos verticais da Globo, disponível gratuitamente no seu celular. Lá no app, você pode seguir o palco do g1 Rio para não perder nenhum detalhe. Baixe o GloboPop. Guilherme no Rio Comprido na hora do crime Imagens de câmeras de segurança obtidas pela reportagem mostram Guilherme e a esposa caminhando pela Rua Paulo de Frontin, no Rio Comprido, cerca de 6 minutos antes do horário da tentativa de assalto na Tijuca. A moto utilizada no assalto na Tijuca é vermelha. Guilherme trabalha como entregador e tem uma moto amarela. O Gabriel / Arquivo pessoal Segundo a defesa, as gravações mostram o casal, às 11h33, indo em direção a um ponto de ônibus para seguir até o Hospital Miguel Couto, na Gávea, Zona Sul. O g1 também teve acesso a mensagens trocadas pela esposa de Guilherme. Entre os prints apresentados pela família estão mensagens atribuídas a Guilherme enviadas à esposa às 6h31 de domingo, nas quais ele pede ajuda após ter caído de moto. A defesa também apresentou prints de pesquisas de rota para o Hospital Miguel Couto feitas por Tainá no celular, às 11h38, antes do assalto que ocorreu às 11h42. Além disso, a esposa de Guilherme apresentou uma conversa em que pede dinheiro emprestado a uma amiga às 11h45 para pagar um transporte até o hospital. “Ele falou que não estava conseguindo mexer as mãos dele para poder pilotar a moto. Então a gente decidiu ir de ônibus”, afirmou Tainá. Tainá, Guilherme e o filho Enzo Reprodução redes sociais O g1 também teve acesso a imagens da fuga dos criminosos após a tentativa de assalto na Tijuca. Em um dos vídeos, é possível observar características da motocicleta utilizada pelos suspeitos. A motocicleta registrada nas imagens da Tijuca tem características diferentes da moto que seria de Guilherme. As imagens das câmeras de segurança, no entanto, não permitem identificar o rosto do piloto. Ordem cronológica De acordo com o Registro de Ocorrência da 19ª DP, a tentativa de assalto aconteceu por volta das 11h45 na esquina da Rua Pareto com a Rua Heitor Beltrão, na Tijuca. Segundo o policial militar Luciano Ferreira Rodrigues, que estava de folga, ele dirigia um Fiat Siena acompanhado da esposa e do filho de 5 anos, quando foi abordado por dois homens em uma motocicleta. O PM afirmou que o carona apontou uma arma para dentro do carro e anunciou o assalto. Ainda segundo o relato, o criminoso chegou a mirar a arma em direção à criança. PM de folga reage a assalto na Tijuca e baleia suspeito O policial contou que esperou o momento em que o sinal abriu e o piloto da moto acelerou. Nesse instante, segundo ele, o garupa perdeu o equilíbrio e abaixou a arma. O PM então reagiu e efetuou cerca de seis disparos. Ainda conforme o registro, um dos suspeitos caiu próximo à UPA da Tijuca e morreu. O outro conseguiu fugir. Linha do tempo 6h30 — Guilherme sofre uma queda de moto nas proximidades do Turano, onde mora, segundo informações da família. Ele volta pra casa em seguida. 10h — Guilherme sente dores mais fortes no braço e no ombro. Por volta de 11h — Guilherme decide procurar atendimento médico no Hospital Miguel Couto, na Gávea. 11h34 — Câmeras mostram Guilherme e a esposa caminhando pela Rua Paulo de Frontin, no Rio Comprido. 11h38 — Registros do celular de Tainá mostram pesquisas de rota para o Hospital Miguel Couto no Google Maps. 11h45 — Tainá pede dinheiro emprestado a uma amiga para pagar transporte até o hospital. 11h45 — Segundo o Registro de Ocorrência, acontece a tentativa de assalto contra o policial militar Luciano Ferreira Rodrigues na Rua Pareto com Rua Heitor Beltrão, na Tijuca. Logo após o assalto — O policial reage e atira contra os suspeitos. Um deles cai próximo à UPA da Tijuca e morre. O outro foge de moto, segundo o RO. 12h27 — A Secretaria Municipal de Saúde informa que Guilherme deu entrada oficialmente no Hospital Miguel Couto. 13h07 — Guilherme recebe alta médica, segundo a Secretaria Municipal de Saúde. Depois da alta, Guilherme é conduzido à 19ª DP (Tijuca). A defesa de Guilherme afirma que, no mesmo período do assalto, ele caminhava pelo Rio Comprido em direção ao ponto de ônibus para ir ao hospital, com dores no braço por conta da queda que teve na manhã de domingo, às 6h30. Em outra câmera de segurança, Guilherme aparece passando pela Rua Paulo de Frontin às 11h33 e 11h34. Atendimento no hospital A Secretaria Municipal de Saúde informou que Guilherme deu entrada no Hospital Miguel Couto às 12h27 “com relato de acidente automobilístico”. Segundo a pasta, ele foi atendido pela ortopedia, realizou exames de imagem e recebeu alta às 13h07. Para a defesa, os horários reforçam a tese de que Guilherme não poderia estar na Tijuca no momento do crime. Já a Justiça entendeu que as gravações não são suficientes, neste momento, para afastar a suspeita de participação no assalto. Na decisão que manteve a prisão, o juiz afirmou que os horários exibidos nas câmeras podem estar descalibrados e que “a mera juntada das imagens com menção ao horário específico, por si só, não constitui prova cabal” de que Guilherme não praticou o crime. Reconhecimento por foto questionado De acordo com Tainá, policiais abordaram Guilherme dentro do Hospital Miguel Couto após ele passar pelo atendimento médico. “O policial falou: ‘pô cara, tem um menino que acabou de chegar baleado minutos antes de você que mora no mesmo lugar que você e a gente ta achando muito estranho, porque ele foi baleado e vocês moram no mesmo local’”, contou Tainá. “Depois veio mais dois policiais pra tirar foto do rosto dele enviar para la, enviar para ca (...) Ele estava parado e já bateram a foto do rosto dele, enquanto ele estava distraído”, completou. Guilherme Fernando da Conceição Gomes, de 33 anos, trabalha fazendo entrega por aplicativo. Reprodução No Registro de Ocorrência, o policial militar vítima do assalto relatou que inicialmente não reconheceu Guilherme na fotografia apresentada pela Polícia Civil. Segundo o documento, a esposa do PM, o sobrinho dele e um amigo, que estavam no carro a vo dos bandidos, teriam reconhecido “imediatamente” o suspeito. A advogada Yara Moraes afirmou que o procedimento foi irregular. “Esse tipo de postura é completamente ilegal. A vítima precisa descrever o assaltante, não pode tirar uma foto e apresentar diretamente para vítimas e testemunhas. Não existe nenhuma previsão legal para isso”, questionou a advogada. O Código de Processo Penal prevê que o reconhecimento de suspeitos deve seguir regras específicas, como descrição prévia da pessoa a ser reconhecida e apresentação do suspeito ao lado de outras pessoas com características semelhantes. Decisões recentes do Superior Tribunal de Justiça também têm restringido condenações baseadas apenas em reconhecimento fotográfico. “Faltou investigação. O correto, para eles consertarem o erro, seria eles terem ouvido o Guilherme e a esposa, irem no prédio buscar câmeras de segurança, verificar a moto do crime. Eles tinham que investigar”, afirmou a advogada. Justiça mantém prisão preventiva Guilherme passou por audiência de custódia na terça-feira (5). Na ocasião, a defesa pediu o relaxamento da prisão e, alternativamente, a concessão de liberdade provisória. O Ministério Público defendeu a conversão da prisão em flagrante em preventiva, alegando gravidade concreta dos fatos e necessidade de garantia da ordem pública. Na decisão, o juiz afirmou que o custodiado foi reconhecido por vítima e testemunhas e considerou que não havia elementos suficientes para apontar ilegalidade na prisão naquele momento processual. Posteriormente, o MP apresentou denúncia formal contra Guilherme por tentativa de roubo majorado. A moto utilizada no assalto na Tijuca é vermelha. Guilherme trabalha como entregador e tem uma moto amarela. O Gabriel / Arquivo pessoal Ao se manifestar contra o pedido de liberdade da defesa, o Ministério Público argumentou que as lesões apresentadas por Guilherme e o fato de ele ter sofrido um acidente de moto no mesmo dia da ocorrência seriam compatíveis com a dinâmica narrada pelas vítimas. Na decisão mais recente, a Justiça manteve a prisão preventiva e afirmou que os elementos apresentados pela defesa ainda precisam ser analisados durante a instrução criminal. O que dizem os citados A Polícia Civil informou que Guilherme foi conduzido por policiais militares à 19ª DP (Tijuca) e reconhecido por três vítimas como autor da tentativa de roubo. “Ele foi assistido por advogados durante todo o processo e não quis prestar depoimento. O homem foi autuado em flagrante e o caso foi encaminhado à Justiça”, afirmou a corporação. Já a Polícia Militar informou que policiais foram acionados para a UPA da Tijuca após a reação do policial militar de folga à tentativa de assalto. Segundo a PM, “um deles conseguiu fugir com a moto” e “o outro ficou ferido e foi socorrido à UPA”. A corporação acrescentou que não tinha informação sobre o outro suspeito que fugiu. A Secretaria Municipal de Saúde informou que Guilherme deu entrada no Hospital Miguel Couto às 12h27 com “relato de acidente automobilístico”, passou pela ortopedia, fez exames de imagem e foi liberado às 13h07. O Ministério Público do Rio foi procurado pela reportagem. Contudo, até a última atualização não houve resposta.

  17. Voo é cancelado após avião atropelar pedestre durante a decolagem em Denver, nos EUA Um voo da companhia aérea Frontier Airlines foi cancelado após a aeronave atropelar um pedestre na pista no Aeroporto Internacional de Denver, nos Estados Unidos, na noite desta sexta-feira (8). ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp O acidente ocorreu durante a decolagem do Airbus A321, do voo 4345, que saía de Denver e ia para Los Angeles. Até a última atualização da reportagem, não havia informações sobre a vítima. Após o incidente, os pilotos relataram um incêndio no motor e fumaça dentro da aeronave. Os passageiros foram evacuados em segurança por meio de escorregadores como medida de precaução, informou a Frontier Airlines à Reuters. Em um comunicado, o aeroporto afirmou que havia 231 pessoas a bordo, que foram transportadas de ônibus até o terminal. O atendimento de emergência e a investigação continuam em andamento. O Conselho Nacional de Segurança nos Transportes (sigla NTSB em inglês) foi notificado. Comunicado do Aeroporto Internacional de Denver: "O voo Frontier 4345 relatou ter atingido um pedestre durante a decolagem em DEN por volta das 23h19 de sexta-feira, 8 de maio de 2026. Houve um breve incêndio no motor que foi prontamente extinto pelo Corpo de Bombeiros de Denver. Equipes de emergência responderam ao local e transportaram os passageiros de ônibus até o terminal. Havia 231 pessoas a bordo. O atendimento de emergência e a investigação continuam em andamento. O NTSB foi notificado. A pista 17L permanecerá fechada enquanto a investigação é conduzida." FOTO DE ARQUIVO: Um avião da Frontier Airlines se aproxima do Aeroporto Nacional Ronald Reagan de Washington. REUTERS/Ken Cedeno/Foto de Arquivo

  18. As empresas que estão ganhando bilhões com a guerra no Irã Getty Images Enquanto as famílias de todo o mundo contam os prejuízos gerados pela guerra dos Estados Unidos e Israel contra o Irã, algumas empresas vêm contabilizando altos lucros. As incertezas ocasionadas pelo conflito e o fechamento do estreito de Ormuz pelos iranianos estão aumentando o custo de vida e prejudicando o orçamento das empresas, famílias e governos. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Mas, enquanto alguns enfrentam dificuldades, outros vêm registrando altos ganhos, com negócios que são mais lucrativos em tempos de guerra ou se beneficiando da instabilidade dos preços da energia. Aqui estão algumas das empresas e setores da economia que estão ganhando bilhões com a continuidade do conflito no Oriente Médio. Vídeos em alta no g1 1. Petróleo e gás O principal impacto da guerra à economia mundial, até aqui, foi o forte aumento dos preços da energia. Cerca de 20% do petróleo e do gás do mundo são transportados através do estreito de Ormuz. Mas este tráfego foi efetivamente interrompido no final de fevereiro. O resultado foi uma montanha-russa de oscilações de preços nos mercados de energia. E algumas das maiores empresas do setor de petróleo e gás do mundo lucraram com essas oscilações. Os principais beneficiários foram as gigantes petrolíferas europeias. Elas têm setores especializados na compra e venda de ativos (trading), que as permitiram ganhar com as fortes oscilações de preços, impulsionando seus ganhos. Os lucros da BP (British Petroleum), por exemplo, mais do que dobraram nos primeiros três meses do ano, atingindo US$ 3,2 bilhões (cerca de R$ 15,7 bilhões). Este resultado foi possível graças ao desempenho da sua divisão de trading, que a empresa considerou "excepcional". A Shell também superou as expectativas dos analistas, relatando um aumento dos lucros no primeiro trimestre do ano, atingindo US$ 6,92 bilhões (cerca de R$ 33,9 bilhões). Outra gigante internacional, a TotalEnergies, viu seus lucros saltarem em quase um terço, atingindo US$ 5,4 bilhões (cerca de R$ 26,4 bilhões) no primeiro trimestre de 2026. O aumento foi causado pela volatilidade dos mercados de petróleo e energia. Já as gigantes americanas ExxonMobil e Chevron tiveram queda dos ganhos, em comparação com o mesmo período do ano passado, devido à interrupção do fornecimento do Oriente Médio. Mas as duas empresas superaram as previsões dos analistas e esperam que seus lucros cresçam ao longo do ano, com os preços do petróleo ainda significativamente superiores aos níveis praticados no início da guerra. 2. Grandes bancos Alguns dos maiores bancos do planeta também viram seus lucros dispararem após o início da guerra no Irã. A receita de trading do JP Morgan atingiu o nível recorde de US$ 11,6 bilhões (cerca de R$ 56,8 bilhões), o que ajudou o banco a atingir o segundo maior lucro trimestral da sua história. Entre todos os demais bancos do grupo dos "Seis Grandes" (Bank of America, Morgan Stanley, Citigroup, Goldman Sachs e Wells Fargo, além do JP Morgan), os lucros aumentaram substancialmente no primeiro trimestre do ano. Ao todo, os bancos relataram lucros de US$ 47,7 bilhões (cerca de R$ 233,4 bilhões) nos três primeiros meses de 2026. "Os altos volumes de trading beneficiaram os bancos de investimentos, particularmente o Morgan Stanley e o Goldman Sachs", afirma a estrategista-chefe de investimentos do Wealth Club, Susannah Streeter. O forte aumento da demanda de trading favoreceu os principais credores de Wall Street. Investidores correram para se desfazer de ações e títulos de maior risco e depositar seu dinheiro em ativos considerados mais seguros. Os volumes de trading também aumentaram devido aos investidores que buscaram se capitalizar em função da volatilidade dos mercados financeiros. Para Streeter, "a volatilidade desencadeada pela guerra gerou um pico de trading, pois alguns investidores venderam ações com medo da escalada do conflito, enquanto outros compraram em baixa, ajudando a alimentar a corrida pela recuperação". 3. Defesa O setor de defesa é um dos beneficiários mais imediatos de qualquer conflito, segundo a analista sênior da consultoria RMS UK, Emily Sawicz. "O conflito reforçou as lacunas da capacidade de defesa aérea, acelerando investimentos em defesas contra mísseis, sistemas de combate a drones e equipamento militar em toda a Europa e nos Estados Unidos, declarou ela à BBC. Além de destacar a importância das empresas do setor de defesa, a guerra cria entre os governos a necessidade de reabastecer seus estoques de armas, o que aumenta a demanda. A empresa BAE Systems, fabricante de produtos como os componentes dos jatos de combate F35, declarou em uma atualização comercial na quinta-feira (7/5) que espera forte crescimento das vendas e lucros em 2026. Ela mencionou o aumento das "ameaças de segurança" em todo o mundo, o que impulsiona os gastos governamentais com a defesa e, por sua vez, cria um "cenário de apoio" para a companhia. Três dos maiores fornecedores do setor de defesa do mundo, a Lockheed Martin, a Boeing e a Northrop Grumman, relataram atrasos recordes dos pedidos no final do primeiro trimestre de 2026. Mas as ações das empresas do setor, que tiveram fortes altas nos últimos anos, vêm caindo desde meados de março, em meio aos temores de que o setor possa estar supervalorizado. 4. Energia renovável O conflito também destacou a necessidade de diversificar as fontes de energia e reduzir a dependência dos combustíveis fósseis, segundo Streeter. Este fator "potencializou o interesse no setor de energia renovável", segundo ela — mesmo nos Estados Unidos, onde o governo Trump incentivou o uso de combustíveis fósseis, popularizando o slogan "perfurar, baby, perfurar". Streeter afirma que a guerra fez com que os investimentos em energias renováveis fossem considerados cada vez mais importantes para a estabilidade e a resiliência aos choques. Uma empresa que recebeu forte impulso foi a NextEra Energy, com sede no Estado americano da Flórida. Suas ações se valorizaram em 17% este ano, com os investidores se unindo à sua missão. As gigantes dinamarquesas da energia eólica Vestas e Orsted também relataram aumento dos lucros, destacando como as consequências da guerra no Irã também estão impulsionando as empresas de energia renovável. No Reino Unido, a empresa Octopus Energy declarou recentemente à BBC que a guerra trouxe "enorme impulso" para a venda de placas solares e bombas de calor. As vendas de painéis solares aumentaram em 50% desde o final de fevereiro. A alta dos preços da gasolina também aumentou a demanda por veículos elétricos. E os fabricantes chineses, particularmente, vêm aproveitando melhor esta oportunidade.

  19. O advogado José Luiz de Oliveira Junior, que denunciou racismo em evento jurídico no hotel Tivoli Mofarrej em SP Reprodução A Justiça de São Paulo condenou o hotel Tivoli Mofarrej a pagar R$ 20 mil por danos morais a um advogado negro que denunciou ter sido alvo de uma abordagem racista durante um evento realizado no auditório do hotel, nos Jardins, Zona Oeste da capital. A decisão é da juíza Ana Raquel Victorino de França Soares, do 1º Juizado Especial Cível Central, no Fórum Vergueiro, e foi publicada nesta sexta-feira (8). Segundo a sentença, José Luiz de Oliveira Junior participou de um evento no hotel em 20 de setembro de 2024 e foi abordado por um agente de segurança já dentro do auditório, sob a alegação de que não estaria com a credencial visível. Na ação, o autor afirmou que a abordagem teve caráter discriminatório e causou constrangimento diante de outras pessoas presentes no local. Já a defesa do hotel sustentou que a ação fazia parte de um protocolo regular de segurança (veja abaixo). Vídeos em alta no g1 Ao analisar o caso, a magistrada afirmou que os elementos apresentados no processo indicam que a abordagem “ultrapassou os limites de um procedimento regular de verificação”. A juíza destacou que o hotel não apresentou documentos que comprovassem a existência do protocolo de segurança alegado nem demonstrou que outras pessoas sem credencial visível também foram abordadas da mesma forma. “A situação narrada, consistente em ser chamado à atenção publicamente e questionado quanto à legitimidade de sua presença em evento regularmente acessado, revela-se apta a gerar constrangimento e abalo à dignidade”, escreveu a magistrada na decisão. A sentença também aponta que a abordagem ocorreu após o participante já ter realizado o credenciamento para acessar o evento, o que, segundo a juíza, reforça a “desnecessidade da intervenção naquele momento e modo”. Procurada, a defesa do hotel não se manifestou até a última atualização desta reportagem. Cabe recurso da decisão. Relembre o caso Em 2024, o advogado José Luiz de Oliveira afirmou ter sido vítima de racismo durante um evento jurídico no hotel Tivoli Mofarrej, na região do Jardim Paulista, Zona Oeste da capital. Membro da Associação Nacional da Advocacia Negra, Oliveira disse que, depois de ter entrado no evento, um segurança do local o abordou, perguntou se ele havia feito o cadastro para estar no espaço e pediu para que o acompanhasse até a entrada. Em entrevista ao g1, o advogado disse que acredita que sofreu racismo por ser uma das únicas pessoas negras do local, além de usar dreads. "Estou de calça jeans e camisa, a maioria das pessoas está de terno e gravata", continuou. "Paguei R$ 100 pelo valor do evento, fui abordado dentro da sala de um lugar que vai discutir questões sobre direitos humanos envolvendo inteligência artificial. [O segurança] me tratou como se eu fosse um penetra", lamentou. Em nota, o hotel Tivoli Mofarrej disse, à época do acontecido, que o segurança seguiu "os procedimentos padrões de controle de acesso" e que José foi orientado a colocar a credencial do evento em local visível (leia a íntegra abaixo). Discussão com o segurança Depois de ter sido abordado, Oliveira começou a filmar a interação entre ele e o segurança. Na gravação, é possível ouvir o advogado questionando o motivo de ter sido abordado. "Por que eu? Tem algum problema? Tem alguma coisa diferente? Lógico que eu fiz o cadastro, você acha que eu sou o quê?", questionou José. Diante da gravação, o segurança pediu calma, se desculpou, disse que estava apenas fazendo seu trabalho e afirmou que também abordou outras pessoas. Momentos depois, o advogado confrontou o segurança e o chamou de racista. Em outro vídeo, José relatou a sua visão sobre o que havia acontecido: "Na verdade, ele me olhou e acreditou que eu não poderia estar aqui, eu tenho certeza. Tanto que ele veio direto em mim. O local lotado, ele veio direto, unicamente na minha pessoa".

  20. O Papa Leão 14 durante seu primeiro Angelus em Castel Gandolfo Getty Images No dia 8 de janeiro, um usuário postou no Facebook uma imagem — deixando claro que se tratava de montagem — do papa Leão 14 vestindo uma pomposa e pesada coroa cravejada de pedras preciosas e pérolas. A imagem mostrava a tiara papal, símbolo da nobreza que marcou os pontificados por séculos até o Concílio Vaticano 2º, realizado entre 1962 e 1965, que modernizou a Igreja Católica. O adereço, como bem lembrou um comentário do post, está aposentado pela cúpula do Vaticano há mais de 60 anos — o último registro de seu uso foi na coroação de Paulo 6º (1897-1978), em 1963; na ocasião, em gesto interpretado como de humildade, ele retirou a coroa da cabeça e a colocou sobre o altar. O post do usuário, originalmente publicado em um grupo no Facebook em inglês dedicado a debater vestes e adereços do clericalismo católico (sim, isto existe), viralizou de forma a furar as bolhas desses observadores de moda sacra. Não à toa. Desde que foi eleito para comandar a Igreja Católica Apostólica Romana, em 8 de maio de 2025, portanto há exatamente um ano, o norte-americano Robert Francis Prevost, Papa Leão 14, tem sido objeto de observação atenta sobre o que veste e quais adereços utiliza. Não por reles fashionismo. Mas porque, no âmbito da tradição católica, tudo ali é simbólico, cada detalhe e escolha transmite uma mensagem. E o atual papa assume a responsabilidade de suceder o argentino Jorge Mario Bergoglio, papa Francisco, um verdadeiro iconoclasta no modo papal de se trajar. Vídeos em alta no g1 Há olhares muito atentos aos detalhes das vestes sacras. Em um post de semanas atrás, por exemplo, um usuário observava as estolas — o tecido longo utilizado ao redor do pescoço, pendendo sobre os ombros — de Leão 14 em uma missa e questionava se o adereço, vermelho com detalhes em dourado, havia sido feito exclusivamente para ele ou se tratava de uma herança prévia dos guarda-roupas papais de seus antecessores. No post, ele dizia que o estilo não lhe era familiar, se comparado "às estolas costumeiramente utilizadas por Bento 16 e João Paulo 2º". No dia 18 de dezembro, por exemplo, em uma comunidade brasileira na mesma rede social, uma usuária postou que o papa havia sido "eleito uma das pessoas mais bem-vestidas de 2025 pela Vogue", famosa revista internacional de moda. Não era fake news. A edição norte-americana da publicação realmente incluiu o sumo pontífice em um rol de 55 pessoas vistas como destaques por suas roupas ao longo do ano. Segundo a revista, a inclusão de Leão se justifica porque ele rompeu "com o gosto modesto de seu antecessor", manteve seu alfaiate e preserva "o legado papal de vestes litúrgicas impecáveis". A matéria da Vogue destaca que o melhor look do papa foi justamente o escolhido para sua estreia no cargo. Na sua aparição inaugural como papa, na sacada da Basílica de São Pedro, ele usava "uma capa de cetim musselina vermelha e uma estola vinho bordada a ouro, combinada com um pingente de cruz em um cordão de seda dourada", pontuou a revista. O cardeal americano Robert Prevost, agora conhecido como Leão 14, após ser eleito papa pelos cardeais no segundo dia do conclave Getty Images Professora na Universidade Lusófona de Portugal, a antropóloga e historiadora Lidice Meyer cita a lista da Vogue para definir o estilo de Leão como "visivelmente contrastante" ao de seu antecessor. Mas se há um frisson a respeito do que usa o papa e do significado de suas escolhas, especialistas lembram que isso diz mais respeito ao que fez Francisco do que ao que faz Leão. Afinal, o estilo do norte-americano é semelhante — e até mais comedido — do que o dos seus predecessores anteriores ao argentino. "Francisco foi o ponto fora da curva", comenta o vaticanista Filipe Domingues, professor na Pontifícia Universidade Gregoriana, em Roma, e diretor no Lay Centre, também em Roma. Pesquisador na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), o teólogo Raylson Araujo ressalta que o argentino "não aboliu nenhuma veste" — mas "optou por não utilizá-las". "Usava apenas a batina, o solidéu e a faixa, chamando atenção principalmente por não utilizar o múleo, os sapatos vermelhos, e continuar com os seus sapatos dos tempos de arcebispo". Batina ou sotaina é a roupa eclesiástica básica de todo religioso católico. Solidéu é o nome do pequeno chapéu circular utilizado por bispos — na cor roxa —, cardeais — vermelho — e pelo papa — que usa um branco. "Leão 14 também manteve os sapatos pretos, por exemplo", lembra o teólogo. Mas não são os sapatos ortopédicos simples e práticos que Francisco usava. Também foi destaque nas redes sociais, por exemplo, o fato de que Leão 14 usa sapatos pretos feitos à mão pelo famoso sapateiro italiano Adriano Stefanelli, o mesmo que se encarregava de calçar os pés de Bento 16. Seu nome é uma grife. Há 70 anos sapatos Stefanelli são os preferidos de muitas autoridades políticas, religiosas e empresariais do país. Araujo ainda lembra que o atual pontífice veste a mozzetta, aquela pequena capa vermelha que Francisco não usava. Prevost o faz "seguindo o protocolo comum para as visitas e audiências", ressalta o teólogo, enfatizando que Leão 14 é um "canonista, isto é, uma pessoa ligada aos protocolos da instituição". "Não é que ele esteja rompendo com o legado de Francisco, mas sim está seguindo protocolos que funcionam há muitos e muitos anos", salienta o teólogo e historiador Gerson Leite de Moraes, professor na Universidade Presbiteriana Mackenzie. O papa Francisco ficou conhecido pelo estilo simples que adotou em suas vestimentas AFP via Getty Images Guarda-roupa do Vaticano Mas para compreender melhor esse fenômeno, é preciso se voltar para quais são as vestes papais. De modo sucinto: um papa se veste de forma muito semelhante a um bispo, afinal ele é o bispo de Roma. E, como explica Domingues, ele tem três situações diferentes no dia a dia que refletem no modo como se apresenta: os momentos mais cotidianos, os eventos formais no geral — inclusive quando o papa está na posição de chefe de Estado — e as cerimônias litúrgicas, com todo o aparato relativo à religião. Aqui está o ponto-chave. Francisco representou uma ruptura porque ele passou a usar a roupa que seria do dia a dia, ou seja, ao hábito branco, em praticamente todas as situações. Foi assim, vestido com uma batina sem adereços, que ele se apresentou ao mundo como papa, quando foi eleito naquele conclave de 2013. Leão resgatou a prática anterior, embora o faça sem exageros. "Embora resgate peças tradicionais, ele não quer ser visto como um restauracionista radical", pontua o pesquisador de arte Jack Brandão. Diretor do Centro de Estudos Logo-imagéticos Condes-Fotós e editor da revista acadêmica Lumen et Virtus, Brandão conta que a tradição do papa usando branco no dia a dia remonta ao século 16, no pontificado de Pio 5º (1504-1572). "Desde então o branco se tornou a marca visual exclusiva do sumo pontífice", explica. O código cromático se repete no solidéu: se tem chapeuzinho branco na cabeça, é o papa. No caso dos acessórios e das insígnias, o papa e os demais bispos usam a cruz peitoral — não os padres comuns. "O báculo, o cajado que lembra o de um pastor, é usado por bispos em cerimônias solenes", diz Brandão. "O papa, no entanto, usa uma versão específica, a férula, que tem um crucifixo no topo". "A mitra, aquele chapéu pontudo, é usada por bispos, cardeais e pelo papa, mas a deste é sempre branca. Há ainda o pálio, uma faixa circular de lã branca com cruzes pretas, usada sobre a casula, a capa da missa, que simboliza a ovelha que o pastor carrega nos ombros e é um privilégio do papa e dos arcebispos metropolitanos", acrescenta Brandão. "O anel do pescador, com a imagem de São Pedro, é exclusivo do Papa e serve como seu selo oficial." No caso dos sapatos, há tradição da cor vermelha remete ao sangue derramado pelos mártires cristãos. O último a usar foi Bento 16 (1927-2022). Fato é que um papa é, em última instância, um monarca absolutista teocrático. Então cada qual pode decidir como, quando e de que forma seguir os protocolos. Leão 14 tem usado as vestes do cargo de três formas. Liturgicamente, ele se veste de modo muito similar ao de um bispo, com os adereços básicos que o identificam como papa. "Se colocar um cardeal ali ao lado, quase não se diferencia muito", compara Domingues. "Quando o papa se apresenta como chefe de Estado, digamos em uma solenidade civil, fora do contexto litúrgico, Leão 14 tem aparecido com uma batina branca como base, coberta por uma sobrepeliz, que é aquela primeira túnica branca e, em cima, o manto vermelho, a mozzetta", comenta Domingues. Segundo o vaticanista, essa diferença é protocolar, demonstrando o aspecto da missão do papa que está em evidência em cada caso. Foi com a mozzetta vermelha, que ele apareceu na sacada da basílica quando foi anunciado como papa, há um ano — assim como o fizeram os sumo pontífices anteriores a Francisco, aliás. Por último, a roupa básica do papa é a veste branca. "Uma batina, como a dos padres, mas toda branca", diz Domingues. "É a roupa pública do dia a dia. Normalmente é assim que ele está quando vai visitar uma escola ou encontrar uma comunidade religiosa, por exemplo." Papa Francisco Getty Images Estilos de cada um Dentro dos protocolos, há variantes que têm a ver com a personalidade de cada papa. "Essa liberdade de escolha que permite que cada papa imprima sua própria personalidade e ênfase teológica no modo como se veste", diz Brandão. "Diferentemente do que muitos imaginam, não existe um uniforme papal rígido com regras escritas sobre o que deve ser usado em cada ocasião. Há tradições, há precedentes históricos, há um senso de decoro, mas a decisão final é sempre pessoal." Por isso mesmo em eventos semelhantes, há diferenças visíveis entre Bento, Francisco e Leão. Com o argentino destoando mais, com um aspecto de simplicidade extrema. "Acho que isso diz mais sobre o papa Francisco do que sobre o papa Leão. Francisco escolheu ser o diferente dos outros nessa questão das vestes", comenta Domingues. "Leão voltou a seguir os protocolos." "Essa liberdade não é vista como capricho pessoal, mas como parte do caráter pastoral do papado. Cada papa, ao escolher como se apresentar publicamente, está comunicando algo sobre seu entendimento do ministério petrino. A roupa, nesse contexto, veste a mensagem", analisa Brandão. O pesquisador lembra que Bento 16, o alemão Joseph Ratzinger, era um teólogo liturgista de formação profunda. "Para ele, a beleza e a solenidade da liturgia eram caminhos privilegiados para encontrar Deus. Isso se refletiu em suas escolhas de vestuário: resgate do uso tradicional dos múleos vermelhos utilizados por papas anteriores", pontua. Bento 16 também usou o camauro, tradicional gorro cuja tradição remonta à Idade Média, em alguns eventos de inverno. Lançava mão da mozzetta com frequência — inclusive gostava de versões mais ornamentadas. "Não era ostentação", afirma Brandão. "Era a continuidade da tradição, a ideia de que o sagrado merece ser revestido de beleza." O argentino que o sucedeu, por sua vez, "fez escolhas deliberadamente opostas", salienta o pesquisador. Ele sinalizou "mudança de estilo". Para ele, a roupa era sempre a batina branca de corte reto, sem os bordados. Na primeira aparição, quando foi anunciado papa, ressalta Brandão, Francisco dispensou até a estola sobre os ombros. Brandão explica que a mensagem era de um "papado diferente: menos corte, mais rua; menos pompa, mais serviço". Bento 16 resgatou tradição do uso de múleos, sapatos vermelhos, de papas anteriores BBC O estilo de Leão Então vem o papa norte-americano. "Como situá-lo nesse espectro? Ele está navegando em um meio-termo consciente e equilibrado, já que suas escolhas sugerem que ele busca, de certa maneira, resgatar a solenidade litúrgica, como demonstrou já em sua eleição ao utilizar a mozzetta, a estola cerimonial, mas sem cair no excesso", diz Brandão. No ano passado, Leão usou até um chapéu conhecido como saturno, a versão de verão do camauro — branco, para os papas. A peça não vinha sendo utilizado há décadas: o último sumo pontífice que costumava lançar mão do adereço foi João 23 (1881-1963). No caso atual, o norte-americano ganhou de presente. "Ele colocou para alguns registros [fotográficos], mas desde então não o utilizou mais. Foi mais por educação do que um resgate", comenta o teólogo Araujo. Leão honra a tradição. "Mas, diferentemente do que se diz, não ignora os gestos de simplicidade que Francisco popularizou", comenta o pesquisador. "Tem-se a impressão de que Leão 14 parece estar transmitindo a seguinte mensagem: é possível ser solene sem ser opulento, bem como é possível ser tradicional sem ser radical", avalia Brandão. "É provável que ele queira devolver à liturgia e às cerimônias papais a dignidade visual que alguns sentiam que havia se perdido, mas sem romper com o gesto fundamental de Francisco de que o papa é, antes de tudo, um pastor e não um príncipe." Para Araujo, o atual pontífice não faz o resgate dos símbolos, apenas "faz uso do seu direito, como papa". "Usar a mozzetta significa, por exemplo, que aquela audiência ou encontro estavam marcados. Faz parte do protocolo do Vaticano. É diferente de quando ele aparece com alguém apenas de batina branca", pontua. "A veste também é uma forma de comunicar." O teólogo define o estilo de Leão como o de alguém que usa os símbolos, respeita os ritos e protocolos, mas o faz no "espírito pós-conciliar". "A escolhas das indumentárias papais de Leão 14 não é simplesmente uma escolha fashionista", analisa a antropóloga Meyer. "É uma escolha política." Para ela, é assim que o papa marca a posição do Vaticano enquanto Estado e a sua própria posição como líder estabelecido. "A humildade e simplicidade de Francisco contrasta fortemente com o personalismo hierárquico mostrado por Leão 14 nas roupas e em suas mais recentes manifestações públicas", afirma. Enquanto isso, as redes sociais são claque e plateia. Brandão reconhece que tradicionalistas comemoram cada aparição de Leão como "uma pequena vitória, uma confirmação de que o papa da tradição está de volta". Mas os progressistas se voltam para "o fato de ele manter os sapatos pretos e discurso humilde". Domingues acredita que o tema ganha engajamento nas redes sociais porque hoje "muitas vezes a religião é usada como elemento de identidade". "A gente vê esse fenômeno associado muito ao espectro político. Essa preocupação aparece na extrema-direita como se as vestes não fossem apenas uma parte da fé católica, como se fossem a definição total da fé católica", contextualiza. "Leão 14 está fazendo escolhas estéticas e pastorais conscientes", diz Brandão. "Ele respeita o antecessor, mas tem uma própria visão sobre o que é ser papa, uma visão que envolve usar as vestes da tradição, ainda que não todas e nem as mais extremas." E embora as vestimentas também comuniquem, também passem uma mensagem, o consenso entre os especialistas é que há questões mais importantes do que essas opções. "Leão 14 está muito bem no seu papado, em defesa da vida lutando para um mundo sem guerras", afirma o teólogo e filósofo Fernando Altemeyer Junior, professor na PUC-SP. "Mais do que veste e adereços, sua simbologia está na força contra o mal, contra as guerras e aqueles que as querem." Para Moraes, Leão é estratégico ao emitir sinais pelas vestimentas que escolhe. Com isso, acaba ganhando a simpatia também dos católicos conservadores e consegue avançar nos debates que lhe interessam — e estes seriam mais semelhantes às preocupações de Francisco, embora num ritmo menos intenso. Para professor, escolha de vestimentas do papa pode angariar simpatia de católicos conservadores Getty Images Antiguidade A antropóloga e historiadora Meyer explica que os trajes papais começaram a ser instituídos no século 4º, à medida que o cristianismo se tornava religião oficial do Império Romano. Naquele contexto, ensina ela, a liderança religiosa passou a ser hierarquizada, espelhando-se no senado romano. E isto se refletiu nas vestes, que comunicavam a hierarquia. E aí o vermelho teria outra explicação — com a leitura atual, em alusão ao sangue dos mártires, possivelmente sendo resultante de uma ressignificação. "As cores púrpura, vermelho e dourado eram associadas no império romano ao poder, nobreza e divindade", conta ela. "A púrpura era reservada exclusivamente ao imperador, pois era um pigmento muito caro obtido de moluscos Murex. Seu uso era restrito aos imperadores e aos senadores de alto escalão, em ocasiões especiais e oficiais." "O vermelho, associado ao poder militar e à alta patente, como o paludamentum, a capa usada por generais e imperadores romanos, foi concedido ao uso também dos bispos", acrescenta Meyer — a professora afirma que há documentos do século 13 atestando essa história. LEIA TAMBÉM: VÍDEO mostra papa Leão XIV abençoando bebê brasileira: 'sensação indescritível', diz mãe Após escalada de tensão, secretário de Trump e papa Leão XIV têm encontro amigável no Vaticano Após novo ataque de Trump, Papa Leão XIV diz que 'só espera ser ouvido'

  21. O conselheiro de Comércio e Manufatura do governo norte-americano, Peter Navarro, enfatizou o fato de duas das quatro maiores indústrias de carne do país são brasileiras Getty Images A reunião dos presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump em Washington nesta quinta-feira (7) coincide com uma nova rodada de ameaças do governo dos Estados Unidos contra gigantes brasileiras da carne que operam no país. Embora o tema não tenha feito parte da agenda dos presidentes na Casa Branca, múltiplas movimentações à margem da agenda diplomática indicam que a pauta está no radar das autoridades federais norte-americanas. Em entrevista coletiva após a reunião, na embaixada do Brasil em Washington, Lula brincou a respeito do menu do almoço oferecido por Trump na Casa Branca, que incluiu filé bovino grelhado: "Fiquei curioso para saber se era carne brasileira, mas não quis perguntar porque poderia não ser". Horas depois de a notícia da viagem-relâmpago de Lula aos EUA vir à tona na segunda-feira (4), o governo norte-americano anunciou detalhes de uma megainvestigação sobre a indústria de carne no país por suspeita de "práticas anticompetitivas", seguindo uma postagem presidencial feita em novembro de 2025. Vídeos em alta no g1 No alvo das apurações estão as chamadas Quatro Grandes (Big Four) do setor, responsáveis por cerca de 85% da atividade nos Estados Unidos. E duas dessas gigantes são brasileiras ou controladas por capital brasileiro: a JBS Foods USA e a National Food. Maior processadora de carne do mundo, a JBS é líder do setor em solo americano por meio da marca JBS Foods USA. Já a National Food é controlada pela brasileira MBRF, resultante da fusão entre a BRF e a Marfrig. Na lista de quatro gigantes estão também a Cargill e a Tyson Foods, de capital norte-americano. O empresário Joesley Batista, do Conselho de Administração da J&F, holding que abriga a JBS Foods USA, teria sido um dos articuladores do encontro entre Lula e Trump, segundo a agência Reuters. A processadora de carne de frango Pilgrim's Pride, uma das subsidiárias da JBS Foods USA, esteve entre as maiores doadoras de campanha de Trump em 2024, com um aporte de US$ 5 milhões (R$ 24,6 milhões). Batista esteve em Washington na quinta-feira (7) ao mesmo tempo em que ocorria a reunião entre Lula e Trump na Casa Branca, segundo informações do jornal "O Globo". A investigação contra a megaindústria da carne havia sido antecipada em novembro de 2025 em postagem de Trump na sua rede social Truth Social, sem especificar os nomes das companhias. O secretário de Justiça dos Estados Unidos, Todd Blanche, participou do anúncio de investigações sobre o setor da carne. GETTY IMAGES Companhias brasileiras no alvo Na segunda-feira (4), além de citar nominalmente as Quatro Grandes, representantes do governo dos Estados Unidos responsáveis pelas investigações fizeram declarações duras sobre o peso brasileiro no setor. O tom do anúncio contrastou com o clima ameno e otimista do encontro entre Trump e Lula. "[...] Metade das Quatro [Grandes] são brasileiras. E no meu mundo das tarifas eu me lembro vividamente de que recentemente, quando o presidente [Trump] impôs tarifas sobre o Brasil em razões de ações prejudiciais para o povo americano", afirmou Peter Navarro, conselheiro especial para Comércio e Manufatura do governo dos Estados Unidos, que participou do anúncio da investigação no Departamento de Justiça. "O que aconteceu? O lobby da carne, representado por brasileiros, silenciosamente ameaçou a Casa Branca de que nós veríamos a carne vendida nos supermercados americanos indo para onde? China", prosseguiu. E concluiu: "Não é apenas com abuso de preços e cartel que devemos nos preocupar. É também com a influência de estrangeiros em nossa cadeia de abastecimento". Economista com formação em Harvard, Navarro acompanha Trump desde o primeiro mandato (2017-2020) e é considerado o principal inspirador das políticas protecionistas do presidente norte-americano. "Essa investigação da JBS e da National Beef denota que a relação Brasil-Estados Unidos mergulhou em um enredo pautado em [política] antitruste, inflação alimentar e nacionalismo econômico", afirma Priscila Caneparo, doutora em Direito das Relações Econômicas Internacionais pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) e professora do Curso de Relações Internacionais da Unicuritiba. O resultado, na opinião da professora, é uma "contaminação da agenda bilateral" por meio de acusações de concentração de mercado e segurança alimentar. Ao mesmo tempo, diz Priscila, ocorre um fortalecimento do discurso protecionista. Joesley Batista, da JBS, teria sido um dos articuladores do encontro entre Lula e Trump Getty Images Impopularidade e alta de preço da carne preocupam Trump O efeito político da medida, segundo a pesquisadora, é colocar as grandes empresas brasileiras sob suspeita em setores considerados estratégicos pelos Estados Unidos. As apurações anunciadas por Washington não são somente técnicas, sustenta Priscila. "[Por meio da investigação das Quatro Grandes] o governo dos Estados Unidos tenta responder a uma pressão doméstica, que é o preço dos alimentos, que gera inflação e foi uma bandeira de campanha de Trump", afirma a professora. O governo dos Estados Unidos anunciou também que vai recompensar financeiramente quem der informações sobre práticas ilícitas cometidas pela indústria da carne. "Há uma politização e uma tentativa de securitização muito tênue dessa discussão [sobre as práticas comerciais das empresas], tentando trazê-la para o campo da segurança nacional", define Natali Hoff, doutora em Ciência Política pela Universidade Federal do Paraná (UFPR) e professora do Curso de Relações Internacionais da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR). Às voltas com queda nos índices de aprovação e uma decisiva campanha para as eleições legislativas de meio de mandato — marcadas para novembro de 2026 —, Trump tenta enfrentar uma das questões mais candentes para o eleitorado: o custo de vida. O preço da carne é um componente importante da inflação no país. Para Natali, a investigação sobre empresas estrangeiras permite ao governo Trump "terceirizar" a culpa pelo aumento do preço da carne. "Trump está muito enfraquecido, principalmente depois da Guerra do Irã, e com isso [a investigação das gigantes da carne], consegue tentar emplacar algum tipo de discurso diante do eleitorado, sejam consumidores ou pecuaristas, que se irritaram com a ampliação das importações de carne para lidar com a alta dos preços." Em nota, a MBRF afirmou que atua em estrita conformidade com as leis de defesa da concorrência e mantém políticas robustas de governança e compliance. "[...] Nos Estados Unidos as operações da National Beef [subsidiária da MBRF] têm uma característica especial, já que elas são baseadas em sociedade de longa data com cerca de 700 produtores locais, que juntos detêm aproximadamente 18% do capital da empresa", diz a nota. A BBC News Brasil procurou a JBS e a J&F para tratar da investigação anunciada pelos Estados Unidos, mas não havia obtido resposta até o fechamento desta reportagem. A BBC News Brasil também questionou o Ministério das Relações Exteriores do Brasil e os Departamentos de Agricultura e Justiça dos Estados Unidos sobre a investigação norte-americana, mas não havia recebido retorno até a finalização desta reportagem. Assim que houver manifestação, o texto será atualizado

  22. Moda circular: mulheres negras reciclam e transformam retalhos em negócios A moda faz parte do nosso cotidiano, mas quando o assunto é moda circular, mulheres negras protagonizam caminhos de sustentabilidade e transformação. Retalhos viram negócios, geram renda, sustentam famílias e impulsionam sonhos. O g1 entrevistou três empreendedoras que atuam na Região Metropolitana de Goiânia e fazem a diferença quando o assunto é produção responsável. Elas trabalham para combater a sensação que muitas mulheres enfrentam: ter o guarda-roupa cheio de roupas, mas sentir que não tem nada para vestir. Com o avanço da internet e das plataformas de compra e venda online, as promoções aparecem a todo momento e em qualquer lugar. Em meio a esse montante de tecidos diários, algumas perguntas acabam passando despercebidas: quem faz as minhas roupas? do que elas são feitas? para onde elas vão quando são descartadas? ✅ Clique e siga o canal do g1 GO no WhatsApp 🔎 A moda circular é uma abordagem que procura prolongar ao máximo a vida útil de roupas e tecidos, reduzindo o descarte e os impactos ambientais. Ela estimula a reutilização, o reparo e a reciclagem, assegurando que os recursos retornem à cadeia produtiva em vez de serem jogados fora. Em entrevista ao g1, a coordenadora de diversidade do Comitê Racial do Fashion Revolution Brasil, Ana Fernanda Souza, explicou que a moda circular começa desde a concepção da roupa. “Desde o design, eu já penso em matérias-primas e em fibras que sejam facilmente recicláveis, ou que possam ser consertadas e trocadas, para que aquela roupa não estrague rapidamente e vá para o lixo. E, caso a peça chegue ao fim de sua vida útil, que possa retornar completamente ao ciclo, sendo inteiramente reciclada e sem gerar resíduos”, afirmou. 🌍 Esse pensamento responsável vai ao contrário do fast fashion, um modelo de produção que prioriza a quantidade e o baixo custo de mão de obra. Quanto mais peças são produzidas em um curto espaço de tempo, maior é a pressão sobre os recursos naturais e o aumento da poluição em toda a cadeia — desde o uso intensivo de água e energia até a geração de resíduos têxteis. Atualmente, a indústria da moda responde por cerca de 8% a 10% das emissões globais de gases do efeito estufa (GEE) e pelo consumo de bilhões de litros de água todos os anos. Conforme o relatório Fashion on Climate, elaborado pela Global Fashion Agenda em parceria com a McKinsey & Company, somente em 2018, a indústria global da moda foi responsável por aproximadamente 2,1 bilhões de toneladas de emissões de GEE. 🛍️👗 Perfil da mulher negra empreendedora Mulheres negras estilistas em Goiás Yanca Cristina/g1 Goiás No oposto das grandes empresas, há as mulheres que atuam em pequena escala. De acordo com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas de Goiás (Sebrae-GO), as mulheres negras são maioria e correspondem a 53% das empreendedoras de Goiás. No entanto, desafios ainda permeiam a trajetória dessas mulheres, que buscam no empreendedorismo uma forma de expressar suas raízes. O Sebrae é uma ponte para que elas possam impulsionar os seus negócios. Umas das iniciativas destinada a esse grupo é o Programa Plural, voltado para mulheres, indígenas, negros, quilombolas, comunidade LGBTQIAPN+ e pessoas com deficiência. O Plural tem como objetivo promover o empreendedorismo como mecanismo de transformação social e ampliar negócios liderados por pessoas de grupos historicamente sub-representados na sociedade. 🧵 Em entrevista ao g1, a gestora do programa, Thais Oliveira, abordou o levantamento do perfil da mulher empreendedora em Goiás: 33% dos empreendedores negros são mulheres; Elas apresentam um maior nível de escolaridade em comparação aos homens negros; Ganham em média 58% menos que homens brancos donos de pequenos negócios e 34% menos que homens negros; Delas, 34% possuem CNPJ. “Quando a gente olha essa mulher negra nessas condições no segmento da moda, observamos que houve um crescimento de atuação, mesmo que a formalização ainda seja pequena. Muitas delas atuam ainda na informalidade”, afirmou. A gestora ressaltou que a maioria das mulheres atua na moda afro, uma vertente dentro da moda autoral. O segmento realoca os traços identitários da cultura negra e transfere isso para a modelagem das peças, seja na paleta de cor ou até mesmo na forma de comunicação. Nirce costurando em casa, em Aparecida de Goiânia Yanca Cristina/g1 Goiás Para Thais, as possibilidades são grandes por intermédio da moda, mas os desafios persistem. “A gente observou dificuldade de acesso a mercados maiores, às vezes elas atuam somente no mercado local da cidade ou na rede própria de amigos; baixo acesso a crédito; uma inserção limitada em eventos de grande expressão; e uma necessidade muito grande do fortalecimento da marca”, destacou. “A nossa atuação ocorre no sentido de valorizar a moda autoral, orientar quanto ao crédito e mostrar para essas mulheres que elas não estão sozinhas”, completou. Confira abaixo as formas de apoio oferecidas pelo Sebrae: Consultorias gratuitas, disponíveis de forma presencial e online em todo o estado de Goiás; Acesso a capacitações e orientações especializadas para quem deseja empreender ou fortalecer o negócio; Atendimento aberto nos canais do Sebrae para solicitação de serviços e suporte contínuo. De CLT à estilista Nirce Pereira dos Santos, de 54 anos, em Aparecida de Goiânia Yanca Cristina/g1 Goiás Em Aparecida de Goiânia, uma mulher negra encontrou na costura uma forma de sobrevivência. Nirce Pereira dos Santos, de 54 anos, trabalhava no regime CLT e cursava pedagogia quando precisou mudar de bairro. A distância e a necessidade de estar perto dos filhos fez com que a venda de roupas se tornasse uma possibilidade de emancipação e esperança. Ela começou vendendo roupas no salão da irmã até começar a ter clientes fiéis e surgir a necessidade de fabricar as peças. No entanto, Nirce tinha um empecilho: ela não sabia costurar. Isso não foi o suficiente para que desistisse. No início, ela precisava contar com o trabalho de outras mulheres em facções para poder dar vida aos modelos que vendia. Com o passar do tempo, Nirce se tornou protagonista da própria história. Cansada de ter que esperar as peças ficarem prontas, ela resolveu aprender a colocar a linha na máquina e colocar no mundo suas criações. “Uma amiga minha, que fazia facção para mim, um dia se ofereceu para me ajudar. Ela disse: ‘Se você quiser, eu te ensino’. Eu respondi: ‘Sério? Você me ensina?’. Comecei a ir para a casa dela duas vezes por semana. Eu chegava umas três horas antes do horário marcado e ficava lá. Quando aprendi, juntei um dinheirinho, comprei as máquinas e comecei a fabricar sozinha: comecei a costurar”, relembrou. Etiqueta da Njinga Moda Afro Yanca Cristina/g1 Goiás O que era uma forma de sobrevivência se transformou em uma marca de moda afro, assim nasceu a Njinga, um sonho materializado. O nome que as etiquetas estampam faz referência a uma rainha africana que liderou a resistência aos portugueses em Angola, um país localizado na zona intertropical da África Austral, conhecida por ser uma guerreira valente e símbolo do anticolonialismo. Em meados de 2014, com apoio da filha, a empreendedora social e gestora cultural Erika Santos, a marca ganhou forma, logo e cores. As roupas vendidas não eram mais uma peça e conquistaram um significado relacionado à ancestralidade africana. Atrelado à representatividade, outra questão fundamental para a Njinga diz respeito ao reaproveitamento de retalhos. “A gente sempre aproveitava os tecidos, porque havia muitas sobras. Para que não fossem para o lixo, também pensamos na reaproveitação desses materiais. Foi aí que fomos desenvolvendo: começamos a fazer turbantes, faixas de cabelo, fizemos necessaires, bolsinhas para guardar óculos… Tudo a gente aproveita”, relatou Nirce. Nirce Pereira dos Santos, de 54 anos, em Aparecida de Goiânia Yanca Cristina/g1 Goiás Aquilo que não é reaproveitado, vira doação, volta a circular e não vai parar no lixo. Contribuir com o meio ambiente se tornou parte da identidade da marca. Para além da responsabilidade pelo lixo produzido, a produção consciente também gera lucro. “Com o reuso dos retalhos, isso gera mais lucro para a gente. São as peças que têm um valor menor, que são mais vendáveis. A gente também coloca como brinde para os clientes”, destacou. Em um corredor atrás da cozinha de casa, Nirce encontrou um lugar para pensar nas suas coleções e costurar. Atualmente, ela aprendeu a otimizar a rotina de trabalho para priorizar a saúde e não passa mais dias e noites em frente à máquina de costura – uma realidade que ainda faz parte do dia a dia de milhares de mulheres negras no Brasil. “Tenho um tempo para cuidar de mim, que eu faço minha atividade física. Eu procurei priorizar isso pela minha saúde. A parte da manhã é dedicada para mim, para que eu possa também produzir”, afirmou. Confira fotos do ateliê e peças da Njinga Moda Afro Com a otimização do tempo, ela se desdobra entre as etapas de pesquisa, modelagem e criação. A Njinga é sua principal fonte de renda, mas ela ainda realiza serviços de costura por fora para complementá-la. Mãe de três filhos, hoje o principal desafio de Nirce é competir com os grandes polos comerciais. “A competição ficou muito grande, a questão de valores é desigual. As pessoas acham que, só porque uma roupa é feita em casa, vale menos”, ressaltou a estilista. A afroempreendedora já assistiu a sua marca participar de desfiles estaduais e marcar presença no figurino do filme “Levanta, Regiane!”, uma produção da TV Globo. Mesmo diante de conquistas, Nirce ainda sonha com voos maiores e deseja um dia ver as peças da Njinga em uma loja própria. LEIA TAMBÉM: Dia da Consciência Negra: conheça mulheres negras que fazem a diferença na cultura, na política e na ciência, em Goiás Médica quilombola inicia carreira em hospital onde avó trabalhou na limpeza durante quase 20 anos Mais de 260 mil hectares e 39 comunidades: quilombo Kalunga celebra tombamento histórico pelo Iphan Da herança familiar à negócio Milleide Lopes e Eurides Lopes, em Goiânia Yanca Cristina/g1 Goiás No Conjunto Vera Cruz II, em Goiânia, mãe e filha dividem a paixão pela costura. Milleide Lopes, de 35 anos, cresceu vendo Eurides Lopes, de 75, em frente a uma máquina de costura criando colchas e tapetes — uma forma de colocar comida na mesa da família. Criada por uma mulher originária e de origem humilde, Milleide possui uma trajetória de vida marcada pela escassez de recursos financeiros. Aos nove anos, ela começou a contribuir com o sustento da família. Ao lado da mãe, Dona Eurides, a menina trabalhava em facções e ganhava apenas centavos em troca do seu serviço. “Eu cresci trabalhando em facções, bordando. São trabalhos análogos à escravidão. Eu recebia centavos para bordar vestidos de festa, pedraria. Minha mãe também trabalhava. Só que não está tudo bem você receber 10 centavos para fechar uma blusa. Isso é absurdo”, relembrou. Eurides chegou a Goiânia em 1979. Ela descreve a própria vida como um milagre após perder a mãe quando tinha apenas três anos de idade. A costura foi a sua porta de entrada para o mercado de trabalho, mesmo sem ter uma formação acadêmica. Milleide Lopes e Eurides Lopes, em Goiânia Yanca Cristina/g1 Goiás Hoje em dia, a filha montou na parede de casa uma exposição com peças feitas pela mãe para homenageá-la (veja acima). “Ela é minha maior referência dentro da área têxtil. Toda essa ideia do reaproveitamento, de reciclar, recriar, usar o que se tem, foi ela que me passou. As referências que ela traz nas imagens que vai costurando são totalmente originárias e africanas. Isso é inegável e a gente foi tomando essa consciência juntas”, disse Milleide. A estilista viu Eurides usando técnicas como upcycling sem antes saber que havia um nome para o processo de transformar resíduos em novos produtos, sem destruir o material original. “A gente fala muito sobre isso, que as mulheres negras, originárias e outras dissidentes, já estavam ali utilizando dessa técnica muito antes de se tornar conhecida, com as roupas que passavam dos irmãos mais velhos para os mais novos. Era uma forma de reutilização”, afirmou. Na juventude, o sonho de Milleide de cursar moda foi impedido devido a falta de pagamento das mensalidades da faculdade particular após a morte do pai. Ela foi convidada a se retirar da instituição e precisou focar no trabalho. A Novelo Moda surgiu dessa necessidade. A marca nasceu nas comunidades do antigo Orkut e se formalizou como Microempreendedor Individual (MEI) em 2011. O nome “Novelo” foi escolhido como analogia ao fio de lã que se desdobra em várias vertentes e reflete a diversidade do negócio. “Desde a escola eu já reaproveitava, pegando referências do que via em casa. Fazia peças e vendia para poder complementar a renda e ajudar a família. Comecei de forma muito simples usando materiais descartados e de reuso”, relatou. Milleide Lopes é proprietária da Novelo Moda Yanca Cristina/g1 Goiás Atualmente, a Novelo trabalha com retalhos, miçangas e o que mais for possível. A estilista também brinca com o tingimento e a estamparia com modelagens amplas. Para ela, a moda está atrelada a um processo de memória, ancestralidade e pertencimento. Esse cenário condiz com o movimento slow fashion, que promove o consumo ético e uma moda responsável. “Como eu parto desse processo familiar e pessoal, ele é muito pequeno. O impacto de resíduo que eu tenho no solo que eu uso é minúsculo perante uma indústria”, ressaltou. Veja fotos do ateliê e peças da Novelo Moda Entre as coleções mais afetivas de Milleide está “Dindinha”, criada como um tributo à madrinha Maria Conceição — mulher negra, costureira e símbolo de força em sua trajetória. Foi ela quem, após a chegada da família a Goiás, presenteou a mãe da estilista com a primeira máquina de costura, gesto que não apenas ajudou a construir um caminho profissional, mas também alimentou sonhos e heranças entre as gerações. A marca já participou como figurinista de filmes e foi vendida durante a São Paulo Fashion Week. “O que a gente faz hoje é um grande milagre para manter a dignidade. Muitas das vezes dá certo, mas aos trancos e barrancos, reinvestindo aquilo que faturou. Hoje já tem 8 anos que eu vivo só da Novelo”, ressaltou a proprietária. De Goiás para o mundo Theodora Alexandre, em Goiânia Yanca Cristina/g1 Goiás No centro de Goiânia, uma marca autoral emerge como um suspiro de perseverança. Com peças atemporais e feitas de fibras naturais, a Thear foi a primeira marca do Centro-Oeste a participar da Casa dos Criadores, em 2020, e esteve nas passarelas da São Paulo Fashion Week, representando Goiás no evento de moda mais importante da América Latina. Recetemente, a marca foi responsável por criar o vestido de noiva da personagem Agrado, da novela da TV Globo Coração Acelerado, interpretada pela atriz Isadora Cruz. Em 2025, a Thear também realizou a sua primeira estreia internacional, na Holanda. “Tem uma energia que eu nunca vou poder explicar que é a de um desfile. É muito interessante quando você vê tantas pessoas, convidados, a equipe de backstage e modelos, estando ali porque eu sonhei um dia. Isso não tem lugar de explicação. Eu só consigo sentir essa grandiosidade e é isso que me movimenta. Fazer moda é o lugar que me transforma”, contou a estilista Theodora Alexandre. A trajetória dela com a moda começou há duas décadas atrás. Fruto de uma família simples e com poucos recursos, ela foi a primeira pessoa da sua linhagem a entrar em uma universidade. No entanto, havia um empecilho: a faculdade era particular e ela não tinha dinheiro para conseguir se manter. Com a venda de uma moto e a ajuda de amigos, o sonho foi se tornando realidade aos poucos. Em 2005, a jovem conseguiu transferência para a Universidade Federal de Goiás (UFG), quando precisou enfrentar outros desafios: não sabia desenhar, costurar e nem modelar. Para realizar o sonho, precisou aprender a arte do desenho aos 25. Era necessário se reinventar mais uma vez. Para além da faculdade, Theo herdou a experiência com o processo criativo a partir do trabalho em confecções de Campinas e na 44 quando atuava como cortadora. No entanto, a trajetória da jovem iniciou antes disso, ainda na infância, das roupas herdadas, do hábito de frequentar brechós e da curiosidade em transformar o que já existia. Vestidos da Thear Yanca Cristina/g1 Goiás A customização sempre esteve presente em sua vida. Nessa época, surgiu um incômodo que mais tarde se tornaria eixo de sua criação: o desperdício. “Eu sempre me angustiava muito com aquele processo de descarte. Não é jogar fora. Você joga no meio ambiente”, afirmou. Em 2016, Theodora fez uma pós-graduação na Universidade Estadual de Goiás (UEG) que a encorajou a dar vida à marca. “Eu queria que o nome tivesse história, que tivesse profundidade, que as pessoas se conectassem”, disse. A partir dessa premissa, a Thear nasceu com uma alusão ao verbo tecer e o “H” de Theo. “Eu nasci Eleotério Alexandre, na vida adulta eu assumi Theo Alexandre. Aos 42, me entendi como uma mulher trans, desde então uso Theodora Alexandre”, afirmou. Atualmente, Theo é o rosto de uma marca composta por muitas mãos. Esse número varia conforme a necessidade e a coleção envolvida, podendo chegar a mais de 20 pessoas. “Eu gosto muito de lidar com pessoas e ver potencialidades. Acho que minha grande expertise é gerenciar e orquestrar todo mundo por trás”, disse. Confira fotos do ateliê e peças da Thear Um dos pontos mais marcantes da trajetória da Thear está atrelado à Penitenciária Feminina Consuelo Nasser, em Aparecida de Goiânia. Durante a pandemia, enquanto o mundo precisou se isolar, Theo criou uma coleção à distância com a ajuda de presidiárias. “Elas começaram a produzir um tear direcionado para a nossa coleção. Normalmente, elas só faziam tapetes e jogos de jantar e fizemos esse processo criativo à distância. A diretora do presídio mandava imagens para a gente. Foi um grande desafio”, recordou. Theodora prefere tratar a moda que produz como responsável, ao invés de sustentável. “Eu trabalho com fibras naturais e coloco o mínimo de material sintético na minha produção. O porquê disso? Quando a minha roupa vai pro meio ambiente, ela tem um processo de decomposição completo mais rápido. Uma fibra sintética demora mais de 100 anos, uma fibra natural em dois anos ela finaliza esse ciclo”, afirmou. O sonho da estilista é um dia poder transformar a Casa Thear em uma escola e poder passar para frente os seus saberes. “Aqui pode ser um lugar de produzir talentos também, eu acho que faz muito sentido. Entendi que a moda também é capaz de transformar vidas”, relatou. 📱 Veja outras notícias da região no g1 Goiás. VÍDEOS: últimas notícias de Goiás

  23. Veja perguntas e respostas sobre a crise sanitária do hantavírus em navio Os 147 passageiros do navio de cruzeiro MV Hondius, atingido por um surto de hantavírus, devem desembarcar nas Ilhas Canárias neste domingo (10). A chegada acontece em meio a um impasse político interno e deve gerar protestos locais. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp VÍDEO: Passageiro mostra interior de cruzeiro antes de mortes por possível surto de hantavírus Isso porque o governo local das Ilhas Canárias, pertencentes à Espanha, se posicionou, ao menos em um primeiro momento, contra a decisão do governo federal espanhol de receber a embarcação. Governo espanhol x Ilhas Canárias O navio, que saiu de Ushuaia, na Argentina, no início de abril, originalmente desembarcaria em Cabo Verde, na África, no dia 6 de maio, mas o governo local não aceitou receber os passageiros após saber dos casos da doença. (veja mapa abaixo) 🔎Três pessoas que viajam no cruzeiro morreram e outras oito pessoas que estavam a bordo estão com suspeita de ter contraído o hantavírus, segundo a Organização Mundial da Saúde. Leia mais aqui sobre o vírus. Apesar disso, à pedido da Organização Mundial da Saúde (OMS), o governo da Espanha aceitou nesta terça-feira (5) receber os passageiros nas Ilhas Canárias. “A Organização Mundial da Saúde explicou que Cabo Verde não tem capacidade para realizar essa operação”, afirmou o ministério da saúde espanhol. “As Ilhas Canárias são o local mais próximo com a estrutura necessária. A Espanha tem obrigação moral e legal de ajudar essas pessoas, entre as quais também há vários cidadãos espanhóis.” Mas o governo local das Ilhas Canárias se manifestou contra a determinação das autoridades federais. "Esta decisão não se baseia em quaisquer critérios técnicos, nem existem informações suficientes para tranquilizar o público ou garantir a sua segurança", disse o líder do governo canário, Fernando Clavijo, à rádio "COPE", nesta quarta-feira (6). De acordo com o jornal espanhol El País, as declarações causaram tensão entre os dois poderes, já que as autoridades federais viram as falas de Clavijo como "irresponsáveis" por propagarem medo entre a população. Nesta quinta-feira (7), contudo, o líder canário conversou com autoridades federais e parece ter acalmado os ânimos. Isso porque ele foi informado pelo governo federal de que o navio não vai atracar no porto e ficará ancorado próximo ao local. "Consideramos isso uma ótima notícia, pois reduz as potenciais fontes de infecção e risco, e, consequentemente, a evacuação desses passageiros será realizada por meio de um navio, um navio-base que poderá sair, buscá-los, transportá-los e levá-los ao aeroporto", disse Clavijo à imprensa local. A melhora na relação entre o governo local e o federal é fundamental nesse caso, de acordo com o professor de Relações Internacionais da Universidade Federal Fluminense (UFF) e pesquisador da Universidade Harvard Vitelio Brustolin. "Apesar de o governo federal ter controle sobre o espaço marítimo nacional, o que impede o governo canário de fechar a rota, a autoridade local controla a infraestrutura terrestre e a segurança pública imediata e, por isso, tem poder para exigir que a operação não ocorra no cais", explica. Apesar de o impasse político ter sido contornado, ainda há oposição local. Na sexta (8), houve uma manifestação local em Santa Cruz, região do porto de Tenerife, contrária ao desembarque do navio (veja abaixo). Manifestante com cartaz dizendo "Isto não ajuda. Isto é um trabalho malfeito". REUTERS/Hannah McKay Desembarque em Tenerife A previsão é que o navio MV Hondius ancore no porto de Granadilla, em Tenerife, nas Ilhas Canárias, neste domingo pela manhã. O local estará isolado, e não haverá nenhum contato com a população, segundo o governo espanhol. Depois do desembarque, as 147 pessoas a bordo, entre passageiros, tripulação e médicos, passarão por quarentena e serão repatriadas. Segundo o Centro Europeu de Prevenção e Controle de Doenças (ECDC), nenhum dos passageiros está com sintomas da doença. Agentes da Guarda Civil espanhola observam os preparativos de segurança no porto de Granadilla de Abona, Tenerife, Ilhas Canárias, para receber o navio de cruzeiro MV Hondius REUTERS/Borja Suarez Os passageiros serão transferidos em botes infláveis e enviados diretamente para aeronaves privadas contratadas pelos governos de seus países, para onde voarão. Os únicos que vão ficar na Espanha são os 14 espanhóis a bordo, que serão levados em um avião militar para o Hospital Gómez-Ulla, em Madri, onde ficarão de quarentena. Mapa mostra trajetória e cronologia de surto de hantavírus em navio de cruzeiro, em abril de 2026. arte/g1

  24. Motorista do transporte público de Uberlândia é flagrado ao celular por passageiro Um passageiro da linha expressa T131 ficou indignado ao flagrar o motorista de um ônibus do transporte coletivo usando o celular enquanto dirigia, na tarde de quinta-feira (7), em Uberlândia. O momento foi registrado em vídeo e mostra o profissional chegando a tirar as duas mãos do volante para segurar o aparelho. Veja acima. O passageiro, de 62 anos, que preferiu não se identificar, contou ao g1 que, apesar do vídeo curto, o motorista teria usado o celular enquanto conduzia o veículo por cerca de 10 minutos. “Eu entrei no ônibus ainda no terminal e o motorista já estava no celular. Ele saiu do Terminal Santa Luzia e continuou usando o aparelho durante o trajeto até uma concessionária, um percurso de cerca de 3 km, que deve ter durado aproximadamente 10 minutos”, afirmou o passageiro. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Triângulo no WhatsApp Em nota, a empresa responsável pelo ônibus, a Autotrans, informou que preza pelo cumprimento das normas de trânsito e que o caso será apurado internamente. Leia a nota completa abaixo. Motorista chegou a soltar o volante No vídeo, que dura cerca de um minuto, é possível ver o motorista desviando o olhar da pista em diversos momentos para mexer no celular. Em alguns trechos, ele também parece ouvir áudios e gravar mensagens enquanto dirige. Segundo o passageiro que registrou a cena, a indignação aumentou porque o ônibus estava cheio e qualquer incidente poderia deixar pessoas feridas. “O ônibus estava lotado e houve momentos em que ele chegou até a soltar o volante enquanto mexia no celular. Eu não falei nada na hora porque fiquei com medo de que ele descontasse nos passageiros. E não é a primeira vez que vejo esse tipo de situação acontecer”, relembrou. 🔍 O uso de celular ao volante é proibido pelo artigo 252 do Código de Trânsito Brasileiro (CTB). Segurar ou manusear o aparelho enquanto dirige é considerado infração gravíssima, com multa de R$ 293,47 e sete pontos na CNH. Motorista do transporte público de Uberlândia Reprodução/Redes Sociais Por fim, o passageiro afirmou que divulgou o vídeo com o objetivo de conscientizar sobre os riscos do uso do celular ao dirigir. “Minha intenção é alertar e evitar que outras pessoas passem por uma situação parecida”, finalizou. LEIA TAMBÉM: VÍDEO: Com CNH vencida desde 2019, motorista é preso após ‘cavalo de pau’ destruir casinha de calibragem em MG Desmanche de veículos furtados é descoberto em casa abandonada no bairro Lagoinha, em Uberlândia VÍDEO: Pelo menos 10 esqueletos de cachorros são encontrados em casa abandonada em MG O que disse a Autotrans "A Autotrans informa que presa pelo respeito às normas de trânsito e que o caso será apurado internamente. Caso seja constatada qualquer irregularidade, as medidas cabíveis serão adotadas. Ainda reforça que não compactua com atitudes que comprometam a segurança dos passageiros e destaca que seus colaboradores são constantemente orientados quanto à condução segura e ao cumprimento das normas operacionais." VÍDEOS: veja tudo sobre o Triângulo, Alto Paranaíba e Noroeste de Minas

  25. Confusão em supermercado acaba na delegacia após troca de agressões e ofensas homofóbicas Uma briga entre dois clientes gerou uma confusão dentro de um supermercado em Jaboatão dos Guararapes, no Grande Recife. Imagens que circulam na internet mostram os homens se agredindo com tapas e trocando insultos antes de serem contidos por seguranças. Um deles, que é cadeirante, xinga o outro com ofensas homofóbicas, chamando-o de "viadinho safado" e "arrombado" (veja vídeo acima). ✅ Receba no WhatsApp as notícias do g1 PE Ao g1, um dos envolvidos, Daniel Estevam, contou que a confusão começou depois que ele presenciou uma discussão entre o outro cliente, que é cadeirante, e uma funcionária de serviços gerais na unidade do Carrefour que fica em um shopping no bairro de Piedade. Segundo Daniel, o homem, identificado como Orlando Soares, estava agredindo verbalmente a trabalhadora e teria jogado urina no chão para que ela limpasse. Depois da confusão, Daniel disse que registrou um boletim de ocorrência, relatando injúria, agressão e homofobia, na Delegacia de Boa Viagem, na Zona Sul do Recife. O g1 tenta contato com Orlando Soares ou a defesa dele. Em nota, o Carrefour informou que o cliente é frequentador da unidade e tem histórico de confusão no local (saiba mais abaixo). "Resolvi, na quarta-feira, dia 29 [de abril], ir ao cinema. Porém, por um atraso, não consegui entrar no cinema e fui ao Carrefour fazer umas compras. No meio dessas compras, no setor de laticínios, ouvi um barulho vindo do hortifrúti e fui ver o que era. Quando chego no setor, avisto o PCD debatendo de frente com a funcionária da limpeza, ao qual ele jogou a urina no chão para ela limpar e começou a falar palavras ofensivas para ela, chamando ela de vagabunda e outras palavras", afirmou. Daniel disse que defendeu a funcionária e começou a filmar a briga, que evoluiu para agressões físicas. A confusão aconteceu perto dos caixas do supermercado. "Começaram as palavras homofóbicas, me chamar de arrombado, de gayzinho, baitola, várias vezes. Foi uma demora, uma questão de 5 a 10 minutos ou mais, nessa confusão, ali próximo a esse setor, onde ele começou a me agredir, fisicamente, com duas tapas", disse. Chegada da PM A Polícia Militar foi acionada, mas, segundo Daniel, demorou cerca de duas horas para chegar ao local. Enquanto isso, a equipe de segurança do supermercado separou os envolvidos, mas não conseguiu evitar que a discussão continuasse. "Enquanto a gente esperava, ele veio no sentido do caixa, ao qual eu estava próximo, e começou a gravar novamente e falar debochando da gente. Com isso, eu fiquei fazendo o sinal 'de dedo' para ele, [com o dedo] do meio, e falando coisas, retrucando ele", relatou. O registro do B.O. foi feito no dia 4 de maio na Delegacia de Boa Viagem. O g1 entrou em contato com a Polícia Civil para saber como o caso foi registrado e o andamento das investigações, mas não obteve resposta até a última atualização desta reportagem. Confusão em supermercado acaba na delegacia após troca de agressões e ofensas homofóbicas Reprodução/Instagram O que diz o Carrefour Procurado, o Carrefour informou que repudia qualquer forma de agressão ou discriminação em suas unidades. A empresa disse que: o cliente envolvido é frequentador da unidade; em fevereiro de 2025, ele se envolveu em uma discussão com uma cliente dentro da loja, ocasião em que a equipe acionou a polícia e o homem foi levado à delegacia para prestar esclarecimentos; no caso mais recente [de Daniel Estevam], houve um desentendimento entre clientes que evoluiu para agressão; a equipe de prevenção da loja interveio para encerrar o conflito e garantir a segurança das pessoas no local; a Polícia Militar foi acionada, ouviu os envolvidos e orientou sobre as medidas cabíveis; a vítima recebeu acolhimento imediato por parte da equipe da loja; permanece à disposição das autoridades para colaborar com as investigações. VÍDEOS: mais vistos de Pernambuco nos últimos 7 dias

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