
Mãe de empresária que morreu de câncer no Acre anuncia fim de empreendimento da filha
Mais de duas semanas da morte da empresária acreana Mariana Quintela, de 32 anos, a mãe dela, Lucenilde Quintela, anunciou nesse domingo (2) que o empreendimento da filha, o 'Delícias da Lu', encerrou suas atividades. (Veja o vídeo do anúncio acima)
Mariana Quintela morreu no dia 15 de julho após luta contra o câncer, era uma empresária do ramo alimentício conhecida na capital Rio Branco e enfrentou a doença por duas vezes, sendo uma no colo do útero e outra no pulmão. O g1 e a Rede Amazônica contaram a história dela em fevereiro deste ano.
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Segundo Lucenilde, a decisão de encerrar esta etapa na vida da família foi algo conversado com Mariana antes dela morrer.
Além do anúncio, Lucenilde também agradeceu aos clientes que acompanharam o empreendimento e que estiveram presentes nos momentos mais difíceis de Mariana.
“Estamos aqui para agradecer a cada cliente que esteve conosco [...]. A cada um que nos acompanhou, a cada um que no momento difícil da minha filha se dispôs a orar, se dispôs a rezar e se dispôs a interceder por Deus pela saúde dela. Estamos aqui hoje com o coração grato por cada um de vocês que esteve conosco, pelo sabor que degustaram das nossas comidas, por ter vivenciado conosco durante todo esse processo que nós estivemos à frente do Delícias da Lu”, disse.
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Marina Quintela e sua mãe Lucenilde Quintela
Reprodução/Instagram
Luta contra o câncer
Mariana ficou conhecida pela atuação como empresária e a forma como compartilhou parte da própria trajetória durante o tratamento.
Em entrevista à Rede Amazônica, em fevereiro, ela falou sobre os desafios que enfrentava com a doença, os efeitos colaterais da quimioterapia e a importância do apoio da família.
Além da trajetória como empresária, Mariana também deixou a marca de uma mulher que falou abertamente sobre a própria experiência com o câncer. (Relembre no vídeo abaixo)
Após tratar câncer do colo do útero, mulher é diagnosticada com câncer de pulmão no AC
Os primeiros sintomas do câncer no colo do útero surgiram em 2023. Na época, Mariana convivia com dores intensas na região abdominal e tinha sangramentos fora do período menstrual. Após meses de desconforto, ela decidiu procurar atendimento médico.
“Eu sentia muita dor no pé da barriga, era o dia inteiro. Também tinha sangramento em relações sexuais e fora do período menstrual. Quando contei tudo ao médico, ele falou que eu tinha no mínimo três diagnósticos e pediu vários exames”, relatou na época.
Durante a investigação, os exames apontaram, inicialmente, endometriose, a presença do vírus HPV e alterações celulares. A confirmação do câncer, entretanto, veio após uma biópsia. A acreana precisou passar por uma cirurgia em agosto daquele ano. Porém, novos exames confirmaram que a doença havia atingido os linfonodos.
Após o tratamento, Mariana concluiu o acompanhamento em janeiro de 2024. No entanto, em novembro de 2025, durante exames de rotina, recebeu um novo diagnóstico: câncer de pulmão.
O tratamento, desta vez, incluía quimioterapia e imunoterapia. Com o novo protocolo, a empresária passou a enfrentar outros efeitos colaterais, como queda de cabelo, cansaço intenso, enjoo, vômitos e fraqueza.
Mariana Quintela tinha 32 anos e morreu no dia 15 de julho
Reprodução/Instagram
“Todo dia você acha que vai acordar bem e que vai dar tudo certo. Mas, quando acorda, está mal. Você faz planos para o dia, mas nada daquilo acontece porque você não está bem e precisa entender que o seu corpo precisa descansar, mas ao mesmo tempo, você se cobra. A parte mais invasiva é a quimioterapia, é dolorosa e cansativa”, afirmou durante a entrevista.
Mesmo diante do tratamento, a empresária buscava preservar momentos ao lado da família. Em 2025, chegou a pedir o adiamento de uma das sessões de quimioterapia para passar o Natal com os familiares.
“Eu queria viver aquele momento, rever minhas primas e esquecer um pouco que o câncer estava ali”, contou.
A mãe dela, Lucilene Quintela, acompanhou de perto os diferentes momentos da doença. Para ela, a rotina ao lado da filha foi marcada pela necessidade de manter a força, mesmo diante do sofrimento.
“Como mãe, a gente nunca espera que isso aconteça com um filho, esperamos que aconteça com a gente. Eu precisei ser a fortaleza dela, pois somos só nós duas. A fé em Deus tem sido o que me sustenta e acredito que ele está curando a minha filha”, afirmou na época.
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