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G1 GLOBO (Tudo Diário)

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  1. Trump é recebido por Xi Jinping na China para reunião Os presidentes da China, Xi Jinping, e dos Estados Unidos, Donald Trump, ficaram reunidos por mais de duas horas nesta quinta-feira (14), em um encontro histórico em Pequim. A reunião teve alertas sobre riscos de conflito entre os dois países e acenos para cooperação em diversos setores. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp O encontro aconteceu no Grande Salão do Povo. Trump foi recebido com um desfile militar e uma apresentação de crianças chinesas que carregavam bandeiras dos dois países, além de flores. Logo no início, Xi falou sobre a instabilidade internacional e disse que Estados Unidos e China têm mais interesses em comum do que diferenças. “Devemos ser parceiros, não rivais. Devemos ajudar uns aos outros a ter sucesso, prosperar juntos e encontrar a forma adequada para que grandes países convivam na nova era”, afirmou Xi. Trump também adotou um tom positivo ao comentar a relação bilateral. O presidente americano classificou o encontro como uma honra e disse acreditar que os dois países terão um “futuro fantástico”. No entanto, o tom mudou após a reunião entre as duas delegações passar a portas fechadas. Xi alertou Trump para o risco de confronto caso a questão de Taiwan não seja conduzida de forma adequada. Segundo a agência estatal chinesa Xinhua, o líder chinês afirmou que Taiwan é o tema mais importante na relação entre os dois países e disse que um erro na condução do assunto levaria a relação a uma situação “muito perigosa”. Taiwan é um dos principais pontos de tensão entre as duas potências. A China considera a ilha parte do território chinês, enquanto os Estados Unidos atuam para garantir a autonomia da região. Nos últimos anos, os EUA forneceram armas a Taiwan, o que irritou Pequim. Em resposta, o governo chinês ampliou a presença militar no entorno da ilha, o que também provocou críticas americanas. Enquanto o encontro acontecia, um porta-voz do governo de Taiwan afirmou que a ilha é “muito grata” ao apoio dos Estados Unidos. Após o fim da reunião, Trump disse apenas que o encontro tinha sido “ótimo”, sem dar mais detalhes. O presidente retornou ao hotel onde está hospedado sem fazer declarações à imprensa. 'Armadilha' Xi Jinping e Donald Trump em Pequim, em 14 de maio de 2026 Reuters Ainda durante o encontro, Xi citou a chamada “armadilha de Tucídides” ao questionar se China e Estados Unidos conseguirão evitar um confronto entre grandes potências. Segundo o presidente chinês, o mundo inteiro acompanha a reunião entre os dois líderes em um momento de mudanças profundas no cenário internacional. Em seguida, ele fez uma série de questionamentos a Trump. “China e Estados Unidos conseguem superar a armadilha de Tucídides e criar um novo modelo de relações entre grandes potências? Podemos enfrentar juntos os desafios globais e oferecer mais estabilidade ao mundo?”, afirmou. 🔎 A expressão “armadilha de Tucídides” é usada para descrever o risco de guerra quando uma potência emergente desafia uma potência dominante. O conceito foi inspirado nos escritos do historiador grego Tucídides, que analisou a Guerra do Peloponeso, travada entre Atenas e Esparta no século V a.C. Segundo essa interpretação, o crescimento do poder de Atenas gerou medo em Esparta, tornando o conflito praticamente inevitável. O termo se popularizou com o cientista político norte-americano Graham T. Allison, ao ser aplicado à rivalidade entre Estados Unidos e China. Trump chama Xi de amigo Crianças recebem Donald Trump durante visita à China em 13 de maio de 2026 REUTERS/Maxim Shemetov/Pool Ainda no início da reunião, Trump disse ter uma “relação fantástica” com Xi e afirmou que os laços entre os dois países “vão ser melhores do que nunca”. “Vamos ter um futuro fantástico juntos. Tenho muito respeito pela China e pelo trabalho que você fez”, afirmou Trump, dirigindo-se a Xi. “Você é um grande líder. Digo isso a todo mundo. Às vezes as pessoas não gostam que eu diga isso, mas digo mesmo assim porque é verdade. Eu só digo a verdade.” O presidente americano classificou o encontro como “uma honra como poucas” já vividas e disse acreditar em um futuro positivo para a cooperação entre as duas potências. 'Portas abertas' Trump ao lado de Xi Jinping na China, em 13 de maio de 2026 BRENDAN SMIALOWSKI/AFP Apesar de momentos de tensão no encontro, Xi Jinping também sinalizou interesse em ampliar a cooperação entre China e Estados Unidos em diferentes áreas. Segundo a emissora estatal CCTV, o líder chinês afirmou que os dois países vão buscar uma relação “construtiva, estratégica e estável” como nova base para os laços bilaterais. De acordo com Xi, esse direcionamento deve orientar a relação entre as duas potências nos próximos três anos e além. O presidente chinês disse ainda que China e Estados Unidos pretendem ampliar a cooperação em áreas como comércio, agricultura, saúde, turismo e aplicação da lei. Em outra frente, Xi afirmou que a China abrirá ainda mais suas portas e que as empresas americanas estarão profundamente envolvidas na reforma e abertura econômica do país. Segundo a agência estatal Xinhua, o líder chinês disse que empresas dos Estados Unidos terão perspectivas mais amplas no mercado chinês e que o país vê com bons olhos o fortalecimento da cooperação com investidores americanos. Na área comercial, Xi afirmou que as equipes de negociação dos dois países alcançaram resultados equilibrados e positivos nas discussões recentes. “Não há vencedores em uma guerra comercial”, afirmou. VÍDEOS: mais assistidos do g1

  2. Os bastidores do vídeo de ‘Dai Dai’, música oficial da Copa, com o ‘Dance Maré’ A nova aposta de hit da FIFA para a Copa do Mundo de 2026, "Dai Dai", chega oficialmente às plataformas nesta quinta-feira (14) unindo a estrela colombiana Shakira ao cantor nigeriano Burna Boy. Com o Maracanã como cenário, o vídeo promocional da faixa foi gravado sob sigilo no fim de abril, estrelando o coletivo carioca Dance Maré — apenas dois dias antes de o grupo dividir o palco com a cantora no show histórico para 2 milhões de pessoas em Copacabana. Ao g1, os integrantes do grupo liderado por Raphael Vicente detalharam os bastidores da produção internacional e a rotina de ensaios. Confira abaixo. Convite, bastidores e mimos Diferente do que se especulava, a produção no Maracanã não integra o videoclipe oficial da faixa, mas funciona como um material de divulgação estratégico para as redes sociais. O convite surgiu de última hora, enquanto o grupo ensaiava para a apresentação de Copacabana. Dance Maré revela bastidores de vídeo com Shakira no Maracanã: ‘Parecia que já a conhecíamos’ Divulgação Initial plugin text O grupo chegou ao estádio no início da tarde para aprender novas sequências com as coreógrafas Liz e Darina, sob supervisão remota da própria Shakira. "A gente gravava e enviava para ela ver se aprovava a formação e a proposta", explicou a dançarina Maria Eduarda Reis, de 24 anos. A cantora colombiana chegou ao set apenas à noite para gravar suas cenas com o grupo. Para o vídeo, o Dance Maré contou com o reforço de outros dez dançarinos convidados, totalizando 20 pessoas. Ao fim das gravações, o coletivo presenteou Shakira com uma cesta repleta de lembrancinhas brasileras, incluindo sandálias e doces tradicionais como brigadeiro e cajuzinho. ‘Onde está Rapha?’ Conheça o cria da Maré que conquistou Shakira; 'A gente só não dominou o mundo por falta de oportunidade' Shakira reúne 2 milhões em Copacabana, diz prefeitura Um cover que mudou tudo A história do Dance Maré com Shakira começou de forma despretensiosa. Foi durante a Copa de 2022, quando o grupo decidiu gravar um "remake" do clipe de "Waka Waka". Sem a intenção de alcançar a artista, o vídeo viralizou e, em uma semana, foi compartilhado pela própria colombiana em todas as suas redes sociais. Initial plugin text O gesto abriu portas para uma sucessão de colaborações: o grupo gravou um vídeo oficial para o remix de "Estoy Aquí" (parceria da cantora com Papatinho); dançou para ela no palco do "Domingão com Huck"; foi convidado para a performance histórica na Praia de Copacabana. Apresentação para 2 milhões de pessoas Para o Dance Maré, a participação no show de Shakira na Praia de Copacabana superou qualquer experiência anterior em grandes eventos. O coletivo subiu ao palco já na reta final da apresentação para dançar "Waka Waka", o hit que estabeleceu a primeira ponte entre eles e a colombiana. "Quando vimos aquela multidão e depois a Shakira vindo abraçar a gente, percebemos que tinha acontecido. Saímos do palco muito emocionados, com todo mundo chorando, porque foi, de fato, a maior experiência de nossas vidas", disse o dançarino João Victor Silva, de 25 anos. Coletivo 'Dance Maré' nos bastidores do show de Shakira na Praia de Copacabana. Divulgação Começo de tudo A trajetória do grupo começou em um ministério de dança de uma igreja local na Maré. Apesar disso, a inspiração inicial para formar o coletivo veio de um grupo de "global pop" chamado Now United. "Fizemos um videocover de uma música deles, um clipe, e as pessoas da nossa bolha amaram. A partir dessa vontade de expor nossa arte para além da igreja, de forma externa, que nasce o Dance Maré", conta Raphael Vicente. Atualmente, os dez integrantes fixos — com idades entre 24 e 29 anos — conciliam o coletivo com profissões paralelas, atuando como instrutores de dança em academias, dançarinos profissionais, criadores de conteúdo e estudantes universitários. Legado e o 'Dance Maré Space' A repercussão internacional conquistada ao lado de Shakira deve se transformar em impacto social permanente até o fim de 2026 com a inauguração do "Dance Maré Space". A sede própria, que já está em obras, funcionará como um centro de treinamento e escola de dança com preços sociais voltados exclusivamente para moradores da comunidade. Para o fundador do coletivo, a passagem pelos maiores palcos do mundo serve como validação do propósito central do grupo: "Fazer com que as pessoas continuem vendo palcos cheios de gente da favela sendo talentosa", finaliza. Ensaio do coletivo 'Dance Maré', formado por 10 dançarinos 'crias' do Complexo. Divulgação

  3. Os Garotin lançam 'Força da Juventude' nesta quinta (14) Divulgação/Mateus Aguiar Os Garotin lançam "Força da Juventude", segundo álbum de estúdio do trio, nesta quinta (14). O álbum segue o bem-sucedido "Os Garotin de São Gonçalo", dobrando a aposta no funk e no soul que os consolidaram. (E eles reforçam: é música pop.) Com grande elenco, "Força da Juventude" inclui participações de Marina Sena, BK', Liniker, Lenine e Arthur Verocai. Mas acima de tudo, é bem Os Garotin: o álbum brinca com essa "molecagem" dos músicos, que não se levam muito a sério — segundo os próprios, eles "vão ter 80 anos e ainda vão ser garotin", mas com responsabilidade. "A gente participou daquele protesto a favor da democracia e a gente vê artistas mais velhos ainda batalhando, lutando depois de já ter dedicado a vida toda a isso. Então, a gente precisa se levantar em prol de uma vida melhor pra nossa geração, pro nosso país", diz Cupertino. "A gente não pode se omitir, deixar essa energia que a gente tem passar. Esse nome 'Força da Juventude' é muito forte para a gente como responsabilidade. É a coisa de ser responsável, mas não se levar a sério, não achar que é o centro do mundo. A gente não pode abandonar essa essência jovem, assim como o Arthur Verocai não abandonou, assim como Lenine não abandonou". Ao g1, eles falam sobre o novo álbum, parcerias e relação com críticas. Veja: Feat com Anitta e resposta às críticas No primeiro disco do trio, Os Garotin já cantavam sobre uma mulher "pique Anitta". Anos depois, em 2026, estão no álbum da própria, com a parceria "Caso de Amor". O encontro entre os artistas se deu quando Os Garotin foram convidados para o "camp" de composição na casa de Anitta, para o disco "Equilibrivm". Segundo Cupertino, "no meio da composição, Anitta foi vendo que a gente estava ali junto com ela, foi gostando do astral" e os convidou não só para compor, como para cantar com ela. "A Anitta é a patroa mesmo do rolé, cara. Quando a gente tá com ela, é uma aula", diz Leo. "É muito foda fazer parte da curadoria do que a Anitta considera hoje, o que é a música pop brasileira. Marina Sena, Liniker... Ela olhou pra música brasileira e falou assim: 'Eu quero essas pessoas aqui'. E pra gente fazer parte dessa curadoria do que é a maior artista do Brasil no mundo, é uma honra". Os Garotin lançam 'Força da Juventude' nesta quinta (14) Divulgação/Mateus Aguiar Os meninos também contam que, quando ganharam o Grammy Latino de Melhor Álbum de Pop Contemporâneo em Língua Portuguesa, foram muito criticados porque "não seriam pop". Eles concorriam com Luísa Sonza ("Escândalo Íntimo"), Jão ("Super"), Iza ("Afrodhit") e Melly ("Amaríssima"). Por isso, o feat com Anitta seria mais uma consolidação de que Os Garotin são pop, sim, senhor. "Teve uma galera aí que ficou falando: 'Mas Os Garotin não são pop'. Se tinha alguém que falava que Os Garotin não é música pop, eu acho que essa pessoa tem que engolir para dentro, porque Os Garotin é pop sim. A Anitta falou que é pop, quem vai dizer que não é? Se Anitta falou que é, se eu fosse você, ficava quieto". "Esse assunto deixa a gente meio estressado. Porque a pessoa que falou para mim isso, eu tô c*gando literalmente para ela. Eu nem ouço nada dessa pessoa. Essa pessoa, para mim, nem existe. Aí veio a base de fãs... 'Ah, porque Os Garotin não são pop'. Nosso som é maior legal. Pô, é popzinho style maneiro, tá ligado?". Foi um artista que falou isso sobre eles? "Não dá nem para dizer que é artista", responde Léo, desconversando sobre quem seria. Durante a entrevista, Léo chegou a mostrar o prêmio na tela. "Olha o que tá escrito aqui: Os Garotin, pop contemporâneo. É, quem falou isso não ganhou [o Grammy] nesse ano." Lenine 'paizão' e Verocai atemporal "Força da Juventude" tem gente grande junto d'Os Garotin. Mas uma das músicas que mais se destaca é "Soul Brasileiro", parceria com Lenine e o grande bandolinista Hamilton de Holanda. A música cita "Jack Soul Brasileiro", sucesso do pernambucano, e é um soul com jeitinho de samba, ou vice-versa. Os Garotin e Lenine durante gravações de 'Soul Brasileiro' Divulgação/Matheus Yashi Os Garotin consideram Lenine um "deus da rítmica", mas contam que foi o ídolo quem os procurou. "A gente tava no aeroporto. Aí o filho dele olhou a gente e falou: 'Opa, meu pai quer falar com vocês. Meu pai quer falar com vocês'. Que legal, do nada, né? Não é todo dia que tem um Lenine querendo falar com você." O convite veio para se apresentar na homenagem a Lenine no Marco Zero, em Pernambuco. Mas a "coincidência danada", nas palavras deles, é que eles já preparavam uma música inspirada pelo pernambucano, que já estava até gravada. Ficou fácil convidar Lenine para entrar no álbum. "Não tem nada mais brasileiro do que o nordestino, né? Então é um sabor muito forte pra música que pintou muito. E e essa junção é do Nordeste com a gente ali, dos nossos sotaques diferentes cantando a canção, eu acho que deu mais sentido ainda pro 'soul brasileiro'", afirma Cupertino. No fim do álbum, outro medalhão: Arthur Verocai comanda a orquestra de "Uma Noite Só", faixa mais robusta do disco. Os músicos contam que Verocai elogiou a "imprevisibilidade harmônica" da canção, que não tem um tom definido e é cíclica, como um mantra. Os Garotin: Cupertino (à esquerda), Leo Guima (ao centro) e Anchietx Maria Vitória / Divulgação Os Garotin não são os primeiros, nem os últimos a falar em Verocai. O compositor e maestro, na ativa desde os anos 60, virou figurinha carimbada entre artistas da nova geração — que o citam, sampleiam ou convidam para participar de seus trabalhos. Para Os Garotin, garantir que o músico tenha seu trabalho revisitado é quase uma missão: "Se não prestaram atenção naquela época, opa, pera aí". "O atemporal da música do Verocai, se não prestaram atenção naquela época, opa, pera aí. Então agora, nada vai passar batido, sabe? O que é foda mesmo, o que é bom, não passa batido. A canção vem para o mundo numa missão, e esse propósito vai ser cumprido. E cara, a gente poder chamar o Verocai pro nosso álbum e colaborar para que mais pessoas vão ouvir os discos dele, poxa..."

  4. A influenciadora Gabi Brandt e o cantor Saulo Poncio Reprodução/Instagram A influenciadora digital Gabi Brandt e o cantor Saulo Poncio reataram o relacionamento. Em um comunicado compartilhado com a revista "Quem", o casal afirmou que a decisão foi tomada "em família". Gabi e Saulo iniciaram o relacionamento em 2019 e, em 2021, se separaram. Eles são pais de Davi, de seis anos, Henri, de cinco, e Beni, de três anos. No comunicado enviado à "Quem", o casal reforçou que eles têm amor um pelo outro e que os dois estão focados no futuro. Vídeos em alta no g1 “A vida de uma família não se resume ao momento de maior exposição que ela já viveu. Não se trata de apagar nada. Trata-se de não parar o relógio num momento de maior tensão e tratá-lo como definitivo”. O início A influenciadora e o integrante do duo UM44K iniciaram o relacionamento em junho de 2018. Eles se casaram oficialmente em janeiro de 2019, em cerimônia realizada no hotel Copacabana Palace, no Rio de Janeiro. A grande estrela musical da noite foi o cantor Ed Motta. "Meu casamento com a Gabi é como se eu tivesse confirmando em atitude tudo que a gente fala para o outro, todo o amor e comprometimento que eu sinto por ela e ela por mim", disse o cantor à época. Crises e traições Já em 2019, começaram as especulações sobre traições por parte de Saulo Poncio. Passou a circular nas redes sociais um vídeo no qual o cantor aparecia num momento íntimo com uma mulher durante uma festa no município de Búzios (RJ). Nos meses seguintes, outros relatos de traições de Saulo surgiram. À época, Gabi disse que chegou a terminar o relacionamento por um período de quatro meses, mas acabou retomando o casamento. Nas redes sociais, internautas apontavam que logo após uma polêmica envolvendo sua fidelidade, o cantor dava um presente caro à esposa. Em entrevista ao podcast "Piranhaocast", a influenciadora contou que não tinha certeza das traições e que seu marido sempre negava. "Chegou um ponto que eu só tinha Deus. A internet inteira acabava comigo, achando que eu aceitava [as traições]. O Saulo sempre teve problema com isso, inclusive em outros relacionamentos. Ele foi a maior decepção da minha vida e a maior surpresa, de alegria e felicidade." Término com amizade - e a volta Gabi Brandt e Saulo Pôncio terminam casamento Reprodução/Instagram/Gabi Brandt Em janeiro de 2022, Gabi Brandt anunciou nas redes sociais que o casal terminaria a relação. "Vou amá-lo pro resto da vida e em mim ele terá pra sempre uma companheira e eterna intercessora", diz trecho do texto publicado. Os dois mantiveram uma relação próxima após a separação. Gabi, inclusive, seguiu morando na casa com ex-companheiro e os filhos até 2023. Em 2024, Saulo iniciou um processo mais intenso de reaproximação. Ele lançou a canção "Carta Para Gabi" e deu diversas declarações pedindo para voltar com a ex, o que acabou acontecendo nesta quarta-feira.

  5. Perder gordura visceral pode proteger o cérebro e melhorar a memória ao longo dos anos, aponta estudo Adobe Stock A redução sustentada da gordura abdominal (gordura visceral) está associada a menor atrofia cerebral, preservação de estruturas cerebrais importantes e melhor desempenho cognitivo no final da meia-idade, segundo um estudo internacional com mais de 500 adultos acompanhados por até 16 anos. Os resultados indicam que o tipo de gordura, e não apenas o peso corporal, pode ter impacto direto na saúde do cérebro. Os pesquisadores analisaram 533 participantes, com média de 61 anos, que haviam passado por intervenções no estilo de vida anos antes. Acompanhados por um período de 5 a 16 anos, eles foram submetidos a exames de ressonância magnética do cérebro e do abdômen e testes cognitivos para avaliar o estado do cérebro e da memória. A análise mostrou que níveis mais altos de gordura visceral estão associados a: maior atrofia cerebral redução de volumes cerebrais pior desempenho cognitivo Por outro lado, participantes com menor exposição a esse tipo de gordura ao longo do tempo apresentaram melhores resultados nos testes de cognição. O estudo foi realizado na Universidade Ben-Gurion do Negev, em Israel, em colaboração com pesquisadores da Universidade de Harvard (Estados Unidos), da Universidade de Leipzig (Alemanha), e da Universidade de Tulane (EUA). Vídeos em alta no g1 Redução da gordura visceral tem efeito duradouro Um dos principais achados do estudo é que a perda de gordura visceral durante as intervenções iniciais teve impacto anos depois. Quem conseguiu reduzir esse tipo de gordura apresentou: maior volume cerebral total melhor preservação da substância cinzenta melhores indicadores relacionados ao hipocampo, região ligada à memória Além disso, observou-se uma desaceleração na expansão dos ventrículos cerebrais, um processo que constitui um marcador bem estabelecido de atrofia cerebral. Esses efeitos foram observados mesmo quando a perda de peso total não era significativa, indicando que a qualidade da gordura corporal pode ser mais relevante do que o peso em si. Mais gordura visceral, maior risco de atrofia cerebral Ao acompanhar os participantes ao longo do tempo, os pesquisadores observaram que a exposição prolongada à gordura visceral está ligada a uma aceleração do envelhecimento cerebral. Os dados mostram que: níveis mais altos de gordura visceral estão associados a maior velocidade de atrofia do cérebro níveis mais baixos estão ligados a um declínio mais lento Já outros tipos de gordura, como a subcutânea, a superficial e a profunda, não apresentaram associação significativa com esses desfechos. Enquanto a gordura subcutânea serve principalmente como depósito de energia, a gordura visceral é um tecido metabolicamente muito ativo que secreta moléculas bioativas prejudiciais que afetam múltiplos sistemas do corpo. As estratégias eficazes para reduzir a gordura visceral A primeira autora do estudo, Dra. Dafna Pachter, informou ao g1 que – de acordo com os estudos de sua equipe - a dieta Mediterrânea Verde (Green-MED), combinada com atividade física, é particularmente mais eficaz na redução da gordura visceral do que outros padrões alimentares. “Essa abordagem inclui uma redução substancial no consumo de carne vermelha e processada e carboidratos simples, juntamente com o aumento do consumo de alimentos vegetais ricos em polifenóis, como chá verde, nozes e a planta aquática Mankai”, acrescenta Pachter. Controle da glicose aparece como principal mecanismo O estudo também investigou quais fatores poderiam explicar essa relação entre gordura abdominal e cérebro. Os resultados indicam que o principal mecanismo envolvido é o controle glicêmico. Melhoras nos níveis de glicose e de hemoglobina glicada estiveram associadas a melhores desfechos cerebrais. Segundo o estudo, a resistência à insulina e a desregulação crônica da glicose podem: prejudicar a circulação cerebral comprometer a barreira hematoencefálica acelerar a degeneração da substância cinzenta e do hipocampo Por outro lado, marcadores de colesterol e inflamação não mostraram relação consistente com a proteção do cérebro. “Os resultados apontam para o controle da glicose e a redução da gordura visceral abdominal como metas mensuráveis, modificáveis e alcançáveis na meia-idade – com potencial real para retardar a degeneração cerebral e reduzir o risco de declínio cognitivo”, afirma a professora Iris Shai, uma das autoras do estudo. Pachter destaca que pessoas com diabetes ou pré-diabetes devem prestar atenção especial aos resultados da pesquisa. Como a gordura visceral prejudica diretamente a sensibilidade à insulina e a regulação da glicose, indivíduos com diabetes ou pré-diabetes podem ter um risco aumentado de atrofia cerebral acelerada e declínio cognitivo. “Nossos resultados demonstraram que o controle glicêmico, avaliado pelos níveis de glicose em jejum e hemoglobina glicada, está fortemente associado à taxa de envelhecimento cerebral, ainda mais do que marcadores inflamatórios ou níveis de lipídios no sangue”, diz Pachter. Tipo de gordura importa mais do que o peso Outro dado relevante é que o índice de massa corporal (IMC), medida tradicional usada para avaliar obesidade, não apresentou associação significativa com a saúde cerebral nos modelos analisados. Isso sugere que a gordura visceral pode ser um fator de risco mais específico para o cérebro do que o excesso de peso em geral. “Descobrimos que, mesmo quando a perda de peso é modesta, reduções sustentadas na gordura visceral – medidas ao longo de todo o período – estão associadas à preservação da estrutura cerebral e a uma taxa mais lenta de atrofia”, afirmou Pachter. Achados reforçam importância da prevenção Os pesquisadores concluem que a gordura visceral é um fator modificável e que sua redução pode ter efeitos duradouros na preservação da função cerebral. Segundo o estudo, intervenções voltadas à diminuição desse tipo de gordura podem contribuir para um envelhecimento mais saudável do cérebro e para a redução do risco de declínio cognitivo ao longo dos anos. “Como a atrofia cerebral e a perda de volume do hipocampo são consideradas marcadores precoces de demência, o controle da gordura visceral pode representar um alvo importante para retardar a deterioração cognitiva relacionada à idade”, conclui Pachter. O estudo é o maior e mais longo até o momento que relaciona a exposição cumulativa à gordura visceral e medidas cerebrais, avaliadas longitudinalmente por meio de ressonância magnética, com a taxa de envelhecimento cerebral e a função cognitiva. LEIA TAMBÉM: Gordura 'invisível' no abdômen e no fígado pode causar danos silenciosos nas artérias, aponta estudo canadense 'Um homem sem barriga é um homem sem história?' Orgulho da 'barriga de chope' é ignorância sobre riscos da gordura visceral

  6. A doula do fim de vida oferece suporte não clínico a quem está morrendo e a quem vai ficar. No Brasil, a profissão ainda não tem regulamentação, mas um projeto de lei apresentado em abril de 2026 pretende mudar isso. A advogada Letícia Corrêa é doula da morte desde 2022. Em depoimento ao g1, ela conta por quê. Letícia Corrêa, doula da morte, e a mãe, Luzia. Arquivo Pessoal "Quando os exames pré-operatórios apontaram um nódulo no pâncreas, eu disse à minha mãe: ‘que bom, descobriu antes de operar. Aproveita e tira tudo de uma vez’. Não tinha ideia do que estava dizendo. Minha mãe havia sido diagnosticada meses antes com câncer de ovário. O protocolo incluía cirurgia para retirada do aparelho reprodutor e meses de quimioterapia. Depois, vida normal. A cirurgia foi feita. O peritônio, varrido. Baço, linfonodos e o nódulo do pâncreas, ressecados e biopsiados. Quando o cirurgião oncológico nos chamou ao consultório para apresentar o resultado do exame imuno-histoquímico, disse que havia sido surpreendido. Aquele nódulo no pâncreas não era uma metástase. Era o câncer primário. As metástases estavam no ovário. O cenário, então, se transformou. De um tratamento curativo, passamos a lidar com um tratamento paliativo. ------ Eu estava na metade da faculdade de Direito quando meu pai precisou de um transplante de fígado. Aprendi cedo o que significa enfrentar o sistema de saúde com alguém que se ama do outro lado —a espera, o processo judicial para medicamentos de alto custo, a mudança de cidade enquanto o órgão não chega. Quando me formei, minha psicóloga me perguntou se eu já tinha ouvido falar em direito médico. Pesquisei e entendi que não, nunca tinha ouvido falar, mas era exatamente o que eu estava fazendo com meu pai. Decidi, como advogada, seguir por esse caminho. Foram anos de demandas contra planos de saúde, acesso a medicamentos, leitos de UTI. Eu conhecia hospitais por dentro. Sabia como pedir, como pressionar, como esperar. Ao menos, eu achava que sabia. Até minha mãe adoecer. Ela era lúcida sobre o que acontecia com o corpo dela. Usava a palavra morrer —não ‘partir’, não ‘ir embora’. Era espírita e nunca pediu a cura. Pedia qualidade de vida enquanto vivesse. O prognóstico para câncer de pâncreas é de seis a oito meses. Ela viveu quase seis anos a partir do diagnóstico, em 2015. O que sustentou a sobrevida foi uma quimioterapia formulada para ovário —o tumor, como o médico descreveu, era como um cachorro que cacareja como galinha. Embora pancreático, o comportamento era de câncer ovariano. A gente aproveitou esses anos. Nunca vou esquecer a primeira viagem que fizemos ao Rio depois do diagnóstico. Ela era apaixonada pelo mar e achava que nunca mais o veria. Lembro de sairmos do metrô em Ipanema. Quando avistou o oceano, começou a chorar. Queria colocar os pés na água, mas estava imunossuprimida. Não podia. E nessas horas temos de analisar os pormenores da situação: o benefício para o bem-estar dela superava qualquer risco de contato com a areia da praia. E assim foi. Ainda a levei ao bar do Carlinhos de Jesus –de quem era fã–, na Lapa, e combinei que ele dançaria com ela. Ela quase morreu de felicidade naquele dia. ------ Em 2017, minha mãe assistiu a uma reportagem sobre o programa Sempre Vivo, da Universidade Federal de Juiz de Fora, que estimulava a doação de corpos para pesquisa. Decidiu que queria doar o próprio. Só ela, meu pai e eu sabíamos. Em janeiro de 2021, ela estava internada após um quadro de dor muito agudo. Disse: ‘minha filha, não há nada que possam fazer por mim aqui. Quero dormir. Quero morrer na minha casa, na minha cama, com seu pai do lado. E de preferência, sem que você esteja lá.’ Ela era a pessoa mais importante da minha vida. Faria tudo para mantê-la aqui, mas não podia ser egoísta. Aquele corpo sobre aquela cama não era o corpo de Luzia. Era um corpo que não a comportava mais. Ela teve alta. Eu voltei para Curitiba, onde morava, à época. Na terceira semana de março daquele ano –ano em que ela morreu–, minha mãe me enviou uma mensagem pedindo que eu comprasse uma cama para meu pai, para quando ele viesse morar comigo. No dia seguinte, ligou para o cartório para perguntar onde se lavra a certidão de óbito quando alguém morre em casa. Depois, ligou para o cemitério. A funcionária perguntou do que ela ia morrer. ‘De câncer’, respondeu. E emendou perguntando se daria para guardar o corpo por até 36 horas. A funcionária assentiu. Minha mãe, então, concluiu o papo: ‘Ótimo, dá tempo de minha filha vir de Curitiba.’ Dois dias depois, era segunda-feira, e ela pediu que meu pai providenciasse o que viria a ser sua última refeição: pão com mortadela e refrigerante –combinação pela qual ela era apaixonada. Na sexta-feira, não consegui falar com ela. À tarde, recebi uma mensagem: os exames não estavam bons, precisaria internar. Não havia ambulância disponível —era pandemia. O apartamento ficava no terceiro andar de um prédio sem elevador. Agendamos uma ambulância para as sete. Às seis e dez, meu pai ligou: ‘filha, sua mãe está morrendo’. Pedi uma chamada de vídeo. Quando ele ligou, vi minha mãe deitada, a boca já entreaberta, a respiração alterada. Eu repetia sem parar ‘mãe, fala comigo, eu te amo’. Meu pai apoiou o telefone sobre a mesa de cabeceira. Era verão. Eu só via as pás do ventilador de teto girando. A chamada caiu. Ele me ligou de volta. ‘Filha, ela morreu.’ Não havia voo naquela hora. Fui de carro de Curitiba a Juiz de Fora. Passei mal no caminho. Antes de chegar, parei o carro na beira da estrada. Troquei de roupa. Coloquei um vestido dela que eu carregava comigo. Me maquiei, porque ela dizia: ‘ai de você se chegar feia no meu velório’. Era um dia de céu azul, cheio de sol. Como ela merecia. Luzia, minha mãe, tinha luz no nome. Ao final do velório, reuni as pessoas na capela. Uma amiga do centro espírita fez uma oração. Agradeci a presença de todos e informei que não haveria enterro. Todos se entreolharam. Contei, então: ‘minha mãe doou o corpo para pesquisa’. A capela veio abaixo. Alguém murmurou: ‘isso só podia ser coisa de Luzia’. Seguimos em cortejo até a universidade. A coordenadora do departamento de anatomia, Alice, estava lá para nos receber —ela havia sido localizada por uma cadeia improvável de telefonemas durante a pandemia, de vizinho em vizinho, até que alguém tinha o número particular dela. Alice nos disse que, a partir do último uso, o corpo poderia servir à pesquisa por quase quarenta anos. Minha mãe morreu com 62 anos. Ela sempre disse que viveria até os cem. De alguma forma, vai. Letícia Corrêa, doula da morte, e a mãe, Luzia Arquivo Pessoal ------ Os primeiros dias foram muito procedimentais. Guardar roupas, desmontar rotinas. Sou filha única. Éramos muito próximas, e o adoecimento nos aproximou ainda mais. Quando tudo acabou e o cronograma que havíamos construído juntas chegou ao fim, não soube o que fazer a seguir. O luto foi violento. Encontrei uma psicoterapia especializada em luto em Curitiba. Ao entrar no site da clínica e descobrir que os terapeutas haviam atuado com as vítimas do incêndio da Boate Kiss, pensei: para quem faz o máximo, o mínimo vai ser tranquilo. Foi nesse processo que ouvi falar pela primeira vez em doula da morte. E não apenas ouvi falar como entendi que o conceito era a teoria de uma prática que eu executei com a minha mãe. A palavra doula vem do grego e significa mulher que serve. Mais conhecida no contexto do parto, a mesma lógica se aplica ao outro extremo da vida. A doula do fim de vida acompanha pessoas em processo de finitude e suas famílias, oferecendo suporte não clínico: presença, escuta, organização prática, mediação entre família e equipe de saúde, elaboração de documentos de legado, rituais de despedida. Não é médica. Não administra medicamentos. Não interfere nas decisões clínicas. Faz o que a equipe de saúde frequentemente não tem tempo para fazer: fica; escuta; ajuda a resolver burocracias; acolhe familiares. Em 2022, concluí minha formação pela AmorTser, primeira escola de doulas da morte no Brasil. Passei a equilibrar o escritório de advocacia com a atuação como doula. Em 2025, defendi minha dissertação de mestrado na Universidade Federal do Paraná: Doulas da morte no contexto das políticas públicas de cuidados paliativos. A conclusão foi que a inclusão dessas profissionais no Sistema Único de Saúde é juridicamente possível e eticamente desejável. O centro da doulagem, aprendi na prática, é ser guardiã da vontade da pessoa. Estar ali para lembrar o que ela disse que queria. Quando minha mãe mencionou que teria de voltar ao hospital, fui eu quem lembrou: ‘mas você não queria voltar’. Ela morreu como havia pedido. Em casa, na cama dela, com meu pai ao lado, sem que eu estivesse lá. Nos próprios termos. Quando uma família me contrata, raramente é o paciente quem liga. Quase sempre é um filho, um cônjuge, um irmão; a família que chegou sozinha ao entendimento de que algo grave está acontecendo, mas não consegue nomear o que precisa. Às vezes o paciente está em processo ativo de morte. Às vezes está em terminalidade avançada e a família ainda não processou. Faço uma reunião prévia com os familiares. Depois, se necessário, vou até o hospital. Entendo o quadro clínico com a equipe. Identifico o que aquela família precisa para atravessar aquele momento sem colecionar arrependimentos. Há alguns meses, acompanhei uma família em Brasília, onde moro hoje. A paciente estava internada numa oncologia sem cuidados paliativos. Tinha dois filhos pequenos. A preocupação da família era com as crianças: como incluí-las? O horário de visita era no final da tarde, quando a paciente já estava sonolenta pela medicação. Conversei com a equipe. Conseguimos autorização para uma visita pela manhã. A filha mais nova levou um desenho. O mais velho levou um cartão. Tiraram foto juntos. Não me reúno com crianças. Nesse caso, as encaminhei para um psicólogo infantil. A doula precisa saber até onde vai. Uma das ferramentas mais importantes no acompanhamento de fim de vida é a Diretiva Antecipada de Vontade —um documento em que a pessoa registra suas preferências para quando não puder mais se manifestar. O que quer em caso de parada cardiorrespiratória. Se aceita intubação. Que músicas gostaria de ouvir. Com quem quer ou não quer estar. A roupa que escolheu para ser velada. É um documento simples. Não faz disposição patrimonial. Mas, desde o estatuto do direito do paciente, ganha segurança jurídica quando registrado em cartório e anexado ao prontuário. Minha mãe não teve uma diretiva formal. Mas teve algo equivalente: conversas longas, repetidas, precisas. Ela foi construindo isso comigo ao longo do tempo. Eu não sabia ainda que isso tinha nome. Em abril de 2026, o deputado Aureo Ribeiro apresentou o Projeto de Lei 1845, que regulamenta a profissão de doula do fim de vida no Brasil. O texto prevê que hospitais, unidades de pronto-atendimento e instituições de longa permanência para idosos devem permitir a presença da doula quando solicitada pelo paciente ou seus representantes legais, sem cobrança adicional pelas instituições. Quando li o projeto pela primeira vez, pensei em Luzia. Ela não precisou de uma lei para morrer nos próprios termos. Teve sorte. Teve um marido que entendeu. Teve uma filha que aprendeu, mesmo a custo, a respeitar o que ela queria. A maioria das pessoas não tem isso. É para elas que trabalho." É possível viver em cuidados paliativos?

  7. Mosquitos Aedes aegypti são mantidos em gaiolas para que pesquisadores coletem seus ovos, em um laboratório da empresa de biotecnologia Wolbito. Nelson Almeida/AFP Quase com carinho, o cientista Luciano Moreira segura uma caixa de vidro na qual se agitam mosquitos "antidengue": uma aposta que se mostrou eficaz contra a doença, mas que revela limites para se expandir no Brasil. Para que ninguém descubra os segredos do método, os assessores de Moreira pedem que não fotografem o equipamento desta biofábrica em Curitiba, onde funciona o maior criadouro de "wolbitos" do mundo. É assim que este renomado entomólogo, de 59 anos, chama os Aedes aegypti inoculados com a Wolbachia, uma bactéria que os impede de desenvolver o vírus da dengue. "A gente está em um momento decisivo para conseguirmos nos expandir pelo Brasil", diz à AFP Moreira, reconhecido por seu trabalho em 2025 entre os dez cientistas de maior destaque do mundo pela revista Nature e, neste ano, entre as 100 pessoas mais influentes da revista Time. VEJA TAMBÉM: A missão de uma cientista para conter a dengue no Brasil O método consiste em liberar "wolbitos" em áreas urbanas, onde, em questão de meses, eles substituem por transmissão geracional os mosquitos que transmitem a dengue. Embora a técnica funcione em 15 países, em nenhum protegeu tantas pessoas quanto no Brasil desde que Moreira começou a testá-la em 2011: um total de seis milhões. Mas ainda restam 207 milhões de cidadãos no país, o mais afetado pela dengue em 2024, com mais de 6.000 mortes, embora no ano passado a incidência tenha sido muito menor. 100 milhões de ovos por semana A biofábrica foi inaugurada em 2025 com o apoio da Fundação Oswaldo Cruz e a ONG World Mosquito Program (WMP). Em sua sala de reprodução, alguns dos seus 70 funcionários enxugam o suor. O aquecimento está regulado ao gosto dos mosquitos, confinados em grandes gaiolas iluminadas de tela translúcida. Eles se alimentam de sangue quente de cavalo e água com açúcar, que exalam um forte cheiro. A produção semanal pode chegar a cem milhões de ovos infectados com Wolbachia, que é transmitido pelas fêmeas aos filhotes. Embalados em cápsulas, os ovos são enviados a centros municipais, onde eclodem e depois são liberados. Em duas cidades onde há estudos científicos sobre o método, Niterói e Campo Grande (Centro-Oeste), os resultados foram espetaculares: quedas de 89% e 63% nos casos de dengue, respectivamente. "Antes não tinha dengue" Mas a cura não avança mais rápido que a doença. A mudança climática "aumenta a disseminação do vírus. No sul do país, que era bem mais frio, antes não tinha dengue" e agora há, alerta Moreira, fundador da biofábrica e hoje assessor do WMP. Embora o governo de Luiz Inácio Lula da Silva tenha reconhecido o método Wolbachia como uma medida de saúde pública, o ritmo do Estado não acompanha o da reprodução dos mosquitos. Os ovos produzidos em Curitiba são distribuídos para outras cidades conforme as ordens das autoridades sanitárias. LEIA MAIS: Aedes 2.0: o que surtos mostram sobre a evolução do agente transmissor da dengue Fábrica de mosquitos: como é projeto brasileiro que ganhou 'Oscar da Ciência' Mas a fábrica teve que reduzir a produção porque a demanda (do Ministério da Saúde) não estava tão alta, conta o cientista. Segundo a bióloga e epidemiologista Ludimila Raupp, professora da Pontifícia Universidade Católica do Rio, há "urgência" em expandir o método Wolbachia para combater a dengue no Brasil. Mas ampliar a cobertura nacional "não é simples", diz ela, citando o caso do Rio de Janeiro, onde a implementação teve "graves falhas" e uma "descoordenação institucional". De acordo com a especialista, a cidade registrou resultados modestos porque as equipes de saúde fizeram uso intensivo de larvicidas prejudiciais aos "wolbitos". A violência do crime organizado também dificultou a implementação nas favelas cariocas, segundo Moreira. Desafios A expansão do método enfrenta "desafios técnicos, operacionais, logísticos e financeiros", admite à AFP o ministro da Saúde, Alexandre Padilha. Contudo, defende os avanços: em 2026, será implementado em 54 municípios brasileiros, totalizando 70 até o final do ano. Moreira explica que a técnica demora alguns anos para mostrar resultados e avisa que não é uma "fórmula mágica", mas sim uma estratégia complementar a outras como a vacina. Os "wolbitos" do cientista descendem de Aedes aegypti inoculados com Wolbachia há quase duas décadas na Austrália, onde ele fez seu pós-doutorado em entomologia. A equipe da qual fazia parte descobriu em 2008 que esta bactéria, comum em outros insetos, bloqueia a dengue, a zika e a chikungunya.

  8. Xi faz alerta sobre risco de conflito com os EUA durante encontro com Trump Presidente chinês disse que, caso questão de Taiwan seja mal conduzida, relação entre os dois países entrará em uma situação 'muito perigosa'. Trump afirmou que reunião foi 'ótima'. O encontro ocorre em meio a tensões entre as duas principais potências econômicas mundiais, incluindo acusações de testes nucleares.. Durante a reunião, Xi alertou Trump sobre o risco de conflito entre os dois países por causa de Taiwan.. O presidente norte-americano chamou o líder chinês de "amigo" e afirmou ver um "futuro fantástico" nas relações entre China e EUA.. Xi também se reuniu com empresários norte-americanos.

  9. Dia D reforça mobilização contra o abuso e a exploração sexual de crianças e adolescentes no DF Agencia Brasília/Divulgação O Dia D de combate ao abuso e à exploração sexual de crianças e adolescentes acontece nesta quinta-feira (14), com ações educativas em diferentes pontos do Distrito Federal. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 DF no WhatsApp. As atividades integram a Operação Caminhos Seguros 2026 e fazem parte da campanha Maio Laranja, que reforça a conscientização e o enfrentamento à violência infantojuvenil. No período da manhã, das 8h às 12h, será realizada uma blitz educativa na unidade da Polícia Rodoviária Federal (PRF), em Santa Maria. Durante a ação, equipes da Secretaria de Justiça do DF e de órgãos parceiros abordarão motoristas e passageiros para distribuir materiais informativos e orientar a população sobre prevenção, identificação e denúncia de casos de violência contra crianças e adolescentes. À tarde, a mobilização segue nas proximidades da Feira dos Importados, em parceria com o Detran-DF. A ação também prevê abordagens a veículos e distribuição de materiais educativos voltados à conscientização da população. Violência e abuso sexual infantil: saiba como denunciar Polícia prende suspeitos de invadir conta gov.br de empresário do DF e movimentar R$ 3,5 milhões Maio Laranja A iniciativa faz parte de uma atuação conjunta coordenada nacionalmente pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública. As ações são voltadas principalmente para áreas com maior circulação de pessoas ou consideradas mais vulneráveis, como rodovias, postos de combustíveis e regiões periféricas. Além das blitzes, o mês de maio também contará com palestras em escolas públicas sobre prevenção à violência, consentimento e identificação de situações de risco. Segundo o secretário de Justiça e Cidadania interino, Jaime Santana, o enfrentamento à violência infantojuvenil depende da participação de toda a sociedade. “A proteção das nossas crianças e adolescentes exige união, vigilância e compromisso permanente”, afirmou. Dados do Disque 100 indicam que parte dos casos de violência ocorre dentro de casa: familiares são responsáveis por mais de 60% das agressões, enquanto cerca de 23% dos autores são pessoas conhecidas das vítimas. LEIA MAIS: FRAUDES ELETRÔNICAS: Polícia prende suspeitos de invadir conta gov.br de empresário do DF e movimentar R$ 3,5 milhões R$ 42 MILHÕES: Em meio à crise, BRB firma contrato aditivo para uso da marca do Flamengo até 2027 Leia mais notícias sobre a região no g1 DF.

  10. Chef faz 'maior ambrosia do mundo' de 196L com 150L de leite, 80kg de açúcar, 700 ovos Um chef de Novo Hamburgo que se autodenomina como “caçador de recordes” está preparando ao menos cinco feitos para essa semana. Ele pretende cozinhar os maiores hambúrguer, pizza, ambrosia, carreteiro e linguiça do Brasil — e quiçá do mundo — durante a Fenasul Expoleite 2026, em Esteio, na Região Metropolitana de Porto Alegre. Um forno do tamanho de uma quadra construído com 5 mil tijolos. Três empilhadeiras para assar um hambúrguer. Toneladas e toneladas de alimentos, e sem sobrar nada. Tudo preparado para acumular mais recordes na carreira do chef Edi Dagrê. 📲 Acesse o canal do g1 RS no WhatsApp “Já tenho 12 recordes estabelecidos. Agora, estou batendo mais cinco. No Brasil, sou o maior recordista gastronômico, reconhecido pelo RankBrasil”, afirma o chef. 🔎 O “RankBrasil - Livro dos Recordes Brasileiros” adota critérios técnicos e padrões próprios para a análise, mensuração e homologação de recordes exclusivamente brasileiros. O objetivo é garantir credibilidade, clareza e segurança na validação de cada feito, preservando a seriedade do título e a confiança do público. Maior ambrosia do mundo Foram 150 litros (L) de leite cru, 80 quilos (kg) de açúcar, 5L de vinagre e 700 ovos, além de canela, cravo e especiarias. Essa foi a receita da maior ambrosia já registrada, feita nesta quarta-feira (13). “Deu 196 litros de ambrosia pronta. Isso deve dar mais de 300kg”, afirma Dagrê. A sobremesa, que é muito tradicional no Rio Grande do Sul, já foi avalizada pelo RankBrasil como a maior do país. Na falta de outros registros, o chef acredita se tratar também da maior do mundo. “Como estamos dentro da Expoleite, queríamos um recorde usando leite daqui do estado e a Gadolando nos doou. Não tinha nenhum recorde estabelecido (para o doce), por isso fizemos — e comeram tudo”, conta. Como a maior parte do insumo são doados por empresas gaúchas do setor do agronegócio e da indústria alimentícia, os alimentos são distribuídos gratuitamente no evento, que também conta com entrada franca e ocorre até domingo (17) no Parque Assis Brasil, em Esteio. “O legal é a inclusão. Em São Jerônimo, por exemplo, fizemos a maior parmegiana do mundo e o pessoal mais humilde chegava perguntando o que era parmegiana. É o médico e o gari na mesma fila, comendo a mesma comida”, celebra Dagrê. Maior carreteiro de cordeiro do mundo Na sexta-feira, o almoço contará com o maior carreteiro de cordeiro do mundo. A expectativa do chef é produzir até uma tonelada do alimento e servir ao público. Serão 300kg de cordeiro doados pela Associação Brasileira de Criadores de Ovinos (Arco), 100kg de bacon e 100 kg de calabresa. Ou seja, meia tonelada apenas de proteína animal. Para a confecção do carreteiro, ainda serão usados 300kg de arroz e 200kg do molho do chef, feito à base de tomate, cebola e alho. A refeição é finalizada com salsa e salsinha picada e servida com vinagrete e o tradicional pão francês. Maior pizza do Brasil Sexta-feira é perfeita para uma boa pizza. Que tal uma de 70 metros? Para isso, foi construído um forno de 5 mil tijolos que ocupa uma quadra inteira. O objetivo é desbancar a maior pizza linear do Brasil, assada em Balneário Camboriú (SC) no ano passado, com 61 metros. Diferente da catarinense, que foi de margherita, a gaúcha terá três sabores: calabresa, bacon e margherita também. Serão 700kg de farinha, 400kg de queijo ralado e 210kg de molho de tomate. “Vamos fazer a massa e o molho, tudo artesanal”, disse o chef. Maior hambúrguer do Brasil Três empilhadeiras vão ser usadas para assar um bife de hambúrguer de 2,2 metros de raio que pesa meia tonelada. É assim que vai sair o maior hambúrguer do Brasil, feito por um infiernillo, uma técnica argentina de cocção que funciona como um forno a céu aberto, utilizando duas chapas sobrepostas com fogo em cima e embaixo para aquecer os dois lados da carne. “Toda a carne de gado é gaúcha: 70% acém e 30% peito, um blend especial nosso aqui. É o mesmo hambúrguer que faço na minha casa, sou exigente com qualidade”, afirma Dagrê. Também será utilizado um pão gigante, e, para cortá-lo, foi fabricada uma faca de 3 metros. Para completar, muito cheddar e muito bacon. Maior salsichão do mundo "Eu já tenho o recorde de maior linguiça do mundo, com 205m. Decidimos agora fazer o maior salsichão do mundo, que é a linguiça toscana, com 230m. Cada 1m, vai ser 1kg”, contabiliza o chef. O prato será servido à moda choripan, contendo a linguiça toscana com pão, no domingo (17), último dia da Fenasoja Expoleite. Assim, a expectativa de Dagrê é finalizar a semana com mais cinco recordes no RS. Chef faz 'maior ambrosia do mundo' de 196L no RS com 150L de leite, 80kg de açúcar, 700 ovos Bárbara Andressa/Divulgação VÍDEOS: Tudo sobre o RS

  11. Vítima de fábrica de móveis gastou economias para montar ateliê de costura da esposa Um dos clientes que relatam terem sido vítimas de uma fábrica de móveis planejados de Ribeirão Preto (SP), o retificador Wesley Ferreira da Silva afirma ter investido economias para montar um ateliê de costura para a esposa, mas que acabou no prejuízo. Do projeto de R$ 25 mil orçado com a Planearte, ele afirma que pagou R$ 17 mil em dinheiro e parcelou o restante no cartão, mas não teve retorno da empresa. "Não é um dinheiro que cai do céu, a gente tem que lutar para conseguir os bens da gente", afirma. Clique aqui para seguir o canal do g1 Ribeirão e Franca no WhatsApp Em um perfil com quase 20 mil seguidores nas redes sociais, a Planearte informa ter mais de 15 anos de mercado e mais de cinco mil projetos entregues em Ribeirão Preto e região, além de dar garantia de dez anos para os móveis que fabrica. O retificador Wesley Ferreira da Silva pagou R$ 25 mil por projeto de móveis planejados que não foi entregue em Ribeirão Preto (SP). Cacá Trovó/EPTV Apesar disso, clientes têm entrado na Justiça e prourado a Polícia Civil alegando que os responsáveis não deram mais resposta depois de não entregarem móveis que haviam sido encomendados há meses. Um cliente, inclusive, afirma ter encontrado a fábrica vazia e parada esta semana. A reportagem procurou os responsáveis por telefone, na fábrica e na loja, mas não conseguiu um posicionamento até a última atualização desta notícia. 'Demos entrada no dinheiro' Wesley conta que fechou uma encomenda com a fábrica em dezembro do ano passado, um projeto que previa um armário e uma mesa para o ateliê da esposa. "Montamos um projeto, pagamos, demos uma entrada no dinheiro e o restante [foi] no cartão. Parcelamos o restante em 12 vezes e esperamos o projeto para fevereiro", diz. LEIA TAMBÉM Clientes relatam prejuízos e golpe de fábrica de móveis planejados em Ribeirão Preto, SP No prazo estipulado, Wesley afirma que, ao questionar a fábrica, começou a notar que nenhum funcionário estava disposto a resolver o problema. Fábrica de móveis planejados em Ribeirão Preto é alvo de reclamações de clientes por falta de entrega de projetos. Cacá Trovó/EPTV "Um jogava pra o outro, passava um contato de outra pessoa da fábrica pra montar, quando eu ligava ou ia à fábrica, jogavam que era o vendedor que tinha que decidir", conta. Desde então, a mulher dele tem sido dificuldades para organizar os utensílios e as roupas das clientes do ateliê de costura. "A gente sempre sonhou com isso. (...) É uma sensação de impunidade. A pessoa luta para ter um bem e outra pessoa lucra em cima da gente. Isso é triste." Perfil nas redes sociais de fábrica de móveis planejados denunciada por clientes em Ribeirão Preto (SP). Reprodução/ Redes sociais Veja mais notícias da região no g1 Ribeirão Preto e Franca VÍDEOS: Tudo sobre Ribeirão Preto, Franca e região

  12. Jiboia 'arco-íris' encontrada em Vilhena (RO), em 2022. Prefeitura de Vilhena/Reprodução Uma pesquisa realizada no Instituto de Biociências (IB) da USP revelou que a jiboia arco-íris do Cerrado (Epicrates crassus) guarda segredos biológicos surpreendentes, incluindo machos que possuem estruturas parecidas com um útero. O estudo, liderado pelo pesquisador Rafael Anzai, é um exemplo do que a academia chama de "ciência básica", cujo objetivo primordial é expandir o conhecimento sobre famílias inteiras de animais, como a das jiboias e sucuris. Para o pesquisador, entender o ciclo biológico é o caminho necessário para compreender o comportamento e os hormônios dos animais. Além disso, a descoberta não só ajuda a conhecer melhor a espécie, mas também mostra como a educação científica é essencial para valorizar a biodiversidade brasileira. Vídeos em alta no g1 O mistério dos machos com "útero" A parte mais intrigante da pesquisa da USP foi a descoberta de casos de intersexualidade. Em vários machos analisados, o pesquisador encontrou vestígios de ovidutos, que são órgãos femininos que funcionam de forma parecida com o útero humano. Ou seja, esses animais são geneticamente machos e produzem espermatozoides normalmente, mas carregam no corpo uma pequena lembrança de um sistema reprodutor feminino. Isso não significa que elas seja, pois as estruturas femininas são apenas vestígios e não funcionam para gerar filhotes. O fenômeno é comparado a uma condição rara chamada Síndrome da Persistência dos Ductos de Müller, onde o corpo "esquece" de reabsorver as estruturas femininas durante o desenvolvimento do embrião. É a primeira vez que algo assim é descrito com tantos detalhes para esse grupo de serpentes. Essa descoberta abre portas para novas discussões em sala de aula sobre como o sexo dos animais pode ser mais flexível e surpreendente do que mostram os livros didáticos tradicionais. Ainda não se sabe se o ambiente ou a genética causam isso, mas o achado sugere que ainda há muitos mistérios no que se refere à biologia das jiboias. Jiboia 'arco-íris' encontrada em Caldas Novas, Goiás Divulgação/Corpo de Bombeiros O valor das coleções A descoberta não aconteceu no meio do mato, mas sim dentro de "bibliotecas de animais" — as coleções científicas. Rafael Anzai analisou quase 130 jiboias preservadas em museus e institutos de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. Essas coleções são fundamentais para o ensino e para a pesquisa, pois permitem que os cientistas estudem animais coletados ao longo de décadas sem precisar retirar novos bichos da natureza. A jiboia arco-íris foi escolhida para o estudo por ser uma "vizinha" comum no Cerrado e por ter uma característica que facilita a pesquisa: ela vira adulta muito rápido. Enquanto a jiboia comum (Boa constrictor) precisa crescer até os três metros para começar a namorar, a arco-íris já está pronta para a reprodução quando atinge cerca de um metro de comprimento. Isso permitiu que o pesquisador encontrasse mais exemplares adultos para estudar e entender como funciona o ciclo de vida da espécie. Lutas por amor e fêmeas poderosas A vida amorosa das jiboias arco-íris segue um calendário rigoroso, com um "pico de romance" concentrado no outono. Diferente de nós, humanos, que podemos ter filhos em qualquer época, essas serpentes preferem as estações mais frias e secas. Durante esse período, os machos entram em um verdadeiro "clube da luta" particular: eles realizam combates rituais para disputar a atenção das fêmeas. O vencedor da briga ganha o direito de ficar com a pretendente, enquanto o perdedor precisa se retirar de fininho. Mas há um detalhe curioso nessa história: apesar de os machos serem os brigões, as fêmeas é que são as "poderosas" da relação. A pesquisa confirmou que, nessa espécie, as fêmeas costumam ser bem maiores que os machos. Essa diferença de tamanho tem uma explicação pedagógica interessante: as fêmeas maiores conseguem comer presas mais robustas e, por terem mais espaço no corpo, conseguem carregar ninhadas muito maiores. É a natureza priorizando a sobrevivência da próxima geração através do tamanho das mães.

  13. Dois novos relatórios detalharam uma série de denúncias de abuso sexual no conflito entre Israel e o Hamas Gareth Fuller/empics/picture alliance Mesmo em meio ao turbilhão de opiniões, há pouca dúvida de que a guerra em Gaza desencadeou uma crise humanitária. Além da fome, morte e destruição, dois relatórios divulgados esta semana lançam luz sobre a dimensão de alegados abusos sexuais ocorridos em 7 de outubro de 2023 e depois, envolvendo os dois lados do conflito. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Vídeos em alta no g1 Do lado israelense, uma investigação de dois anos conduzida pela Comissão Civil de Israel, que se apresenta como um grupo independente não governamental, concluiu que o grupo terrorista Hamas "utilizou violência sexual e baseada em gênero (SGBV, na sigla em inglês) de forma deliberada e sistemática como parte inerente de uma estratégia mais ampla do ataque, visando principalmente mulheres e reféns, enquanto menores também foram submetidos a formas graves desse tipo de violência e abuso". Do lado palestino, testemunhas relataram ao jornal The New York Times, dos EUA, que sofreram violência sexual por agentes de segurança israelenses. As testemunhas, segundo o jornal, "relataram um padrão de violência sexual generalizada cometida por soldados, colonos, interrogadores da agência de segurança Shin Bet e, sobretudo, por guardas prisionais de Israel contra homens, mulheres e até crianças" palestinas. Comandante de Israel afirma que 70 mil palestinos foram mortos durante a guerra em Gaza Retrato gigante de menina morta na guerra de Gaza é estendido em praia de Barcelona Abuso nos ataques de 7 de outubro de 2023 A Comissão Civil em Israel afirma ter analisado milhares de fotos e vídeos e entrevistado centenas de testemunhas dos ataques de 7 de outubro. Segundo o relatório, abusos foram cometidos no Festival de Música Super Nova, assim como em bases militares e, em alguns casos, na frente de familiares. Acrescenta ainda que o Hamas e milícias associadas "usaram tortura sexual para maximizar dor e sofrimento. As vítimas sofreram atos brutais, incluindo queimaduras, mutilações, estupros, imobilizações, inserção forçada de objetos na genitália, tiros no rosto e na região genital, assassinatos e abusos na frente de familiares, além de execuções". O relatório também inclui um vídeo em que reféns israelenses libertados relatam histórias emocionantes e perturbadoras de abusos sofridos por eles e por outras pessoas. "Os homens retiraram uma mulher do veículo", disse Raz Cohen, sobrevivente do festival. "Removeram roupas dela à força e a estupraram, depois a esfaquearam repetidamente, matando-a. Eles continuaram a abusá-la mesmo após sua morte." O Hamas tem negado consistentemente essas alegações. Os autores do relatório, liderados por Cochav Elkayam-Levy, disseram que o documento foi "orientado por metodologias reconhecidas internacionalmente para documentar crimes de guerra e violência sexual". Ele também conta com o respaldo de diversas figuras relevantes da política, do direito e dos direitos humanos, incluindo Hillary Clinton e o ex-ministro da Justiça do Canadá, Irwin Cotler. ONU duvida que dimensão total venha a ser conhecida Um relatório da ONU de 2024 concordou amplamente com as alegações feitas por Israel. Nele, a representante especial sobre violência sexual em conflitos, Pramila Patten, concluiu, durante uma missão de apuração, que há "motivos razoáveis para acreditar que ocorreu violência sexual relacionada ao conflito, incluindo estupro e estupro coletivo". As conclusões de Patten não tinham caráter investigativo completo, e ela visitou Israel e a Cisjordânia ocupada, mas não a Faixa de Gaza, devido às hostilidades. Durante uma visita a Ramallah, na Cisjordânia ocupada, Patten e sua equipe também constataram que "interlocutores levantaram preocupações sobre tratamento cruel, desumano e degradante de palestinos sob detenção, incluindo várias formas de violência sexual, como revistas corporais invasivas, ameaças de estupro e exposição forçada prolongada, além de assédio sexual e ameaças durante incursões em residências e em postos de controle". NYT: relatos de abusos cometidos por forças israelenses Esses padrões de comportamento também são detalhados em um artigo recente de Nicholas Kristof no jornal americano The New York Times. Classificado como texto de opinião, ele se baseia em diversas entrevistas com habitantes dos territórios palestinos ocupados por Israel. Kristof descreve "conversas com 14 homens e mulheres que disseram ter sido vítimas de violência sexual por colonos israelenses ou membros das forças de segurança”, além de familiares, investigadores e autoridades. O texto relata abusos extremamente graves. O Ministério das Relações Exteriores de Israel rejeitou essas acusações, classificando-as como "mentiras infundadas" e "difamação", parte de uma "campanha anti-Israel". ONG identifica abusos generalizados contra crianças palestinas O artigo de Kristof também cita um estudo da organização Save the Children, de 2025, sobre o tratamento de crianças palestinas em detenção israelense. Mais da metade das crianças entrevistadas afirmou "ter testemunhado ou sofrido violência sexual durante a detenção", segundo o documento, que acrescenta: "O número real provavelmente é muito maior, já que casos de violência sexual costumam ser subnotificados devido ao estigma e ao sentimento de vergonha". O relatório descreve formas de abuso como: "toques ou agressões nos genitais, obrigar crianças a realizar atos humilhantes enquanto estavam despidas, assédio sexual incluindo ameaças, e agressão sexual. Algumas crianças afirmaram ter sido ameaçadas com estupro. Advogados relataram que muitas das crianças atendidas sofreram agressões sexuais, incluindo casos de estupro". Tais alegações também aparecem em relatórios do B'Tselem (Centro Israelense de Direitos Humanos), de agosto de 2024, e do Centro Palestino de Direitos Humanos, de maio de 2025. Testemunhos indicam repetidos atos de violência sexual por soldados israelenses e guardas prisionais contra detentos palestinos, usados como forma de punição. Violência sexual como ferramenta de guerra Enquanto a Comissão Civil sustenta que o Hamas utiliza a violência sexual como ferramenta de guerra, o artigo de Kristof afirma que "não há evidências de que líderes israelenses ordenem estupros". Apesar disso ele acrescenta que "foi criado um aparato de segurança em que a violência sexual se tornou, como descreveu um relatório da ONU no ano passado, um dos 'procedimentos operacionais padrão' de Israel e um 'elemento importante nos maus-tratos de palestinos'". As dificuldades enfrentadas pela equipe da ONU liderada por Pramila Patten para reunir provas em um conflito tão violento a levaram a concluir que a "verdadeira dimensão da violência sexual durante os ataques de 7 de outubro e seus desdobramentos pode levar meses ou anos para emergir – e talvez nunca seja totalmente conhecida".

  14. Pedido de arquivamento do caso Orelha O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) apontou que a disseminação de versões não verificadas, vazamentos de informações sigilosas e a condução da investigação pela Polícia Civil contribuíram para uma “fixação precoce e equivocada de autoria” no caso da morte do cão comunitário Orelha, em Florianópolis. O órgão pediu o arquivamento do inquérito por falta de provas de autoria humana nas agressões. A informação divulgada pelo MPSC na terça-feira (12) foi antecipada com exclusividade pelo colunista da NSC Anderson Silva. No mesmo dia, o órgão anunciou que a investigação conduzida pela Polícia Civil sobre a morte do cão comunitário foi baseada em relatos de “ouvi dizer” e concluiu que os adolescentes investigados não estiveram junto com o animal na região da Praia Brava. ✅Clique e siga o canal do g1 SC no WhatsApp As contradições que levaram ao pedido de arquivamento do caso MP investiga quem lucrou com postagens falsas na web sobre a morte do cão Além do pedido de arquivamento, o órgão também solicitou o envio do caso à Corregedoria da Polícia Civil para investigar a conduta de agentes durante a apuração e de possível uso político do caso. Os apontamentos fazem parte de um parecer de 170 páginas enviado à Justiça, no qual o MP detalha cada etapa da investigação e sustenta que não há provas diretas de que o adolescente investigado tenha agredido o animal. Cão Orelha morava na Praia Brava Reprodução/Redes sociais Conduta de agentes No parecer, o órgão afirma ainda que a condução da investigação “tolheu possíveis outros desfechos que não envolvessem os jovens” e que a falta de exploração de outras hipóteses resultou na perda de provas que poderiam esclarecer o caso. Um dos exemplos citados é sobre o desentendimento entre o porteiro de um condomínio na Praia Brava e familiares de um dos adolescentes. O MP afirmou que a discussão ocorreu antes da mensagem enviada no grupo sobre as supostas agressões e não teve relação com a morte do cachorro. "A difusão de versões não verificadas também contribuiu para a fixação precoce e equivocada de autoria, direcionando indevidamente a interpretação dos fatos e afastando outras linhas investigativas plausíveis”, diz o parecer. O órgão também questiona o fato de documentos e laudos não terem sido encaminhados integralmente pela corporação após a conclusão do inquérito. Pais e tio de adolescentes são indiciados por coagir testemunha na investigação da morte do animal Divulgação/Polícia Civil de Santa Catarina Possível uso político do caso Outro ponto destacado pelo MP é a divulgação indevida de informações sigilosas envolvendo adolescentes investigados. O caso foi encaminhado à 9ª Promotoria de Justiça da Capital, responsável pela área da infância e juventude, para apurar possível infração administrativa relacionada à exposição de dados protegidos à imprensa. Os promotores também citaram manifestações públicas de autoridades, incluindo uma publicação feita pelo governador de Santa Catarina, Jorginho Mello, durante a investigação. Na postagem, ele afirmou que as provas do caso “embrulharam o estômago”. Governador Jorginho Mello (PL) se posicionou em relação o caso Orelha Reprodução/NSC TV Segundo o MP, a declaração "indica possível acesso a informações sigilosas do processo e contribuiu para ampliar a repercussão e os ataques nas redes sociais". Caso Orelha: MP investiga quem lucrou com postagens falsas na web sobre a morte do cão MP entra com ação de improbidade contra ex-delegado-geral da Polícia Civil de SC Em nota, a Polícia Civil informou que concluiu as investigações e divulgou oficialmente, à época, as medidas adotadas no inquérito. A polícia também disse em nota que "concluiu as investigações relacionadas ao caso e realizou, oportunamente, a divulgação oficial das medidas adotadas no âmbito do inquérito policial" (leia a íntegra ao final da matéria). O g1 entrou em contato com o Governo de Santa Catarina, mas o órgão não se manifestou até a última atualização desta reportagem. Cão e adolescentes não estiveram juntos em praia No inquérito e num vídeo postado nas redes sociais, a polícia afirmou que com base nas imagens de duas câmeras de segurança, o cachorro e o adolescente permaneceram na praia de forma simultânea, por aproximadamente 40 minutos na madrugada de 4 de janeiro de 2026 e que a agressão teria ocorrido nesse período. Mas a polícia não levou em conta um detalhe importante, segundo o MP: havia uma diferença, uma defasagem nos registros de horário das câmeras. Vídeo mostra adolescente indiciado por agressões ao cão Orelha saindo e voltando de condomínio no dia 4 de janeiro Divulgação/Polícia Civil de Santa Catarina E com essa discrepância, a interpretação da polícia não se sustenta. Com a correção, o adolescente e o cachorro não poderiam ter ficado simultaneamente na praia por 40 minutos. "Verificou‑se que, nos instantes em que o adolescente esteve nas imediações do deck, o cão se encontrava a cerca de 600 metros de distância. Dessa forma, não se sustenta a tese de que ambos tenham compartilhado o mesmo espaço por aproximadamente 40 minutos, como afirmado nos relatórios policiais",disse o MPSC. O que diz a Polícia Civil A Polícia Civil de Santa Catarina informa que concluiu as investigações relacionadas ao caso e realizou, oportunamente, a divulgação oficial das medidas adotadas no âmbito do inquérito policial. Após a conclusão do procedimento, os autos foram encaminhados ao Ministério Público de Santa Catarina, órgão constitucionalmente responsável por eventual oferecimento de denúncia ou arquivamento. A Polícia Civil de Santa Catarina e o Ministério Público de Santa Catarina atuam de forma independente, dentro das atribuições previstas na legislação. Assim, eventuais manifestações sobre a decisão de arquivamento do caso competem exclusivamente ao Ministério Público. VÍDEOS: mais assistidos do g1 SC nos últimos 7 dias

  15. Após 'tapa', esposa de Macron nega dar o braço para o marido A cena viralizou em maio do ano passado: a primeira-dama da França, Brigitte Macron, dando um tapa no rosto do presidente Emmanuel Macron antes do desembarque do avião no Vietnã. Veja acima. Quase um ano depois, o jornalista Florian Tardif, da revista Paris Match, revelou na quarta-feira (13) que a suposta agressão foi resultado da descoberta de uma conversa que o líder teve com seu "amor platônico". ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp "Durante vários meses, Macron manteve uma relação platônica com mensagens que iam muito além do que se pensava, segundo fontes próximas a mim", disse Florian Tardif. "Isso causou tensão no casal, que culminou nessa cena privada que se tornou pública", afirmou o repórter em entrevista à rádio RTL. Segundo Tardif, autor do livro "Un Couple Presque Parfait" (Um Casal Quase Perfeito, em tradução livre), Brigitte Macron teria dado um tapa no presidente devido a uma discussão. O incidente teria sido motivado pela suposta relação "platônica" que Macron mantinha com a atriz franco-iraniana Golshifteh Farahani. O vídeo do tapa, divulgado por várias agências de notícias estrangeiras e amplamente compartilhado nas redes sociais, mostra o presidente Macron tendo o rosto empurrado na entrada da aeronave, antes do desembarque em Hanói, onde o chefe de Estado iniciava uma turnê pelo Sudeste Asiático. Quando o presidente percebe que está sendo filmado, ele sorri e faz um rápido aceno com a mão. O Palácio do Eliseu, sede da presidência francesa, descreveu a cena, registrada pela agência Associated Press, como um "momento de cumplicidade". Um ano depois, o livro do jornalista da revista Paris Match, publicado nesta quarta-feira, aprofunda-se no ocorrido, apresentando uma versão diferente. 'Ela jamais deveria ter lido' Momento em que mãos da primeira-dama da França, Brigitte Macron, atinge o rosto do marido, o presidente francês Emmanuel Macron, em 26 de maio de 2025. Chalinee Thirasupa/ Reuters Em seu livro, Tardif escreve que Brigitte descobriu, durante o voo, uma mensagem enviada ao celular de Macron por Golshifteh Farahani, de 42 anos. "Uma mensagem que ela jamais deveria ter lido", afirma um amigo próximo do casal citado pelo autor. "O que magoará Brigitte não é tanto o conteúdo da mensagem, mas o que ela implicava: uma possibilidade. Uma porta entreaberta para um mundo que ela pensava controlar. Nada tangível, nem verdadeiramente condenável, mas a mera ideia de que tal coisa pudesse ter existido foi suficiente", declara o repórter. Brigitte Macron teria se sentido "rebaixada". "E por uma mulher muito mais jovem!", enfatiza ele. À época, o Palácio do Eliseu primeiramente negou a existência do tapa, que acabou sendo confirmado posteriormente como sendo apenas "uma briguinha de casal". A atriz Golshifteh Farahani em novembro de 2025 Patrick Baz/Qatar Creates/Factstory via AFP VÍDEOS: mais assistidos do g1

  16. A divulgação da relação entre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o banqueiro Daniel Vorcaro voltou a colocar no centro das discussões no Congresso a criação da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Banco do Master, defendida tanto por opositores, quanto por governistas. No áudio, o senador chama Vorcaro de "irmão" ao cobrar repasses de R$ 134 milhões para financiar um filme sobre seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. Flávio Bolsonaro cobra dinheiro de Vorcaro para filme sobre o pai, diz site As informações foram reveladas nesta quarta-feira (13) pelo portal Intercept Brasil, que teve acesso a mensagens trocadas entre os dois e a um áudio enviado por Flávio ao banqueiro em setembro do ano passado. 🔎 Vorcaro, dono do Banco Master, está preso em Brasília, acusado de chefiar um esquema bilionário de fraudes financeiras que podem chegar a R$ 12 bilhões, segundo a PF. A TV Globo confirmou com investigadores e pessoas com acesso às informações o conteúdo da reportagem e a existência do áudio. Ao se defender das acusações de ligação com o banqueiro, Flávio Bolsonaro voltou a pedir a instalação da comissão para investigar o Master. O Banco é investigado por fraudes bilionárias e as conexões políticas de Vorcaro estão no centro das apurações. Alcolumbre resiste A CPMI do Banco Master ainda não saiu do papel, porque o presidente do Congresso, senador Davi Alcolumbre (União-AP), decidiu não criar o colegiado na última sessão conjunta realizada há duas semanas. 🔎 Segundo o regimento, a criação de uma CPMI é automática, caso haja assinaturas suficientes para a instalação. O presidente deveria apenas ler os requerimentos. A regra foi utilizada por parlamentares da oposição no ano passado, que na ocasião exigiram a instituição da CPMI do INSS na primeira sessão subsequente do Congresso, por exemplo. Presidente do Senado Federal, senador Davi Alcolumbre (União-AP). Carlos Moura/Agência Senado São necessárias pelo menos 171 assinaturas de deputados, e 27 senadores para abrir uma CPMI. O requerimento protocolado em fevereiro tinha 280 assinaturas (42 senadores e 238 deputados). Ao não ler o requerimento de criação na última sessão do Congresso, Alcolumbre criou um precedente que pode ser usado em outros episódios. Durante a sessão, governistas afirmaram que Alcolumbre não instalou o colegiado, porque havia fechado um acordo com a oposição para derrubar os vetos do projeto da dosimetria, que pode reduzir a pena do ex-presidente Jair Bolsonaro e dos envolvidos na tentativa de golpe de 8 janeiro de 2023. Em março deste ano, parlamentares foram ao Supremo Tribunal Federal (STF) para tentar garantir a instalação de uma CPI para investigar o Master. Os pedidos foram feitos por deputados e senadores, mas a manobra foi negada pelo STF, que a instalação deve ficar a cargo do Congresso Nacional. Repercussão no Congresso Nesta quarta, os parlamentares voltaram a pressionar pela criação da CPMI. “Mais do que nunca é fundamental a CPI do Banco Master já. Vamos separar os bandidos dos inocentes”, afirmou Flávio. A deputada Fernanda Melchionna (PSOL-RS), uma das deputadas que cobrou a instalação da CPMI na última sessão do Congresso, afirmou que é preciso investigar “doa a quem doer”. Banco Master é suspeito de irregularidades na venda de crédito consignado para milhares de aposentados e pensionistas Jornal Nacional/ Reprodução “Eu apresentei questão de ordem ao Senador Davi Alcolumbre, presidente do Congresso Nacional. Não cabe a ele escolher ou não. Ela [CPMI] tem que ser instalada. Nós vamos enfrentar, lutar, porque queremos investigar, doa a quem doer”, disse a deputada. “Quem é podre que se quebre. Nós sabemos que essa extrema direita é muito podre. Nós queremos mostrar ao povo brasileiro isso, e, ao mesmo tempo, defender a prisão para os ladrões”, afirmou nesta quarta. O líder da oposição, Cabo Gilberto Silva (PL-PB) disse que foi a oposição quem defendeu a CPMI desde o início. “Conseguimos todas as assinaturas, e ninguém da Base do Governo queria assinar. Agora, estufam o peito, porque querem inverter a narrativa”, afirmou. “Em todos os debates de que participamos, deixamos claro que somos favoráveis à CPMI do Banco Master”. O deputado Helder Salomão (PT-ES) também cobrou a instalação da CPMI e citou um “acordão” para tentar enterrar o colegiado. “Nós queremos, sim, a instalação da CPMI do Banco Master. Nós queremos que o Senador Davi Alcolumbre instale esta Comissão. Nós queremos que o Hugo Motta instale a CPI aqui. Agora, eles fizeram um grande acordão para derrubar o Messias, para aprovar a dosimetria e, acima de tudo, para enterrar a CPMI do Banco Master”.

  17. Thalys Feitosa da Silva foi preso após descumprir medida protetiva em São Vicente, SP Reprodução O jovem de 19 anos preso por invadir a casa da ex-namorada, de 20, e ameaçá-la de morte em São Vicente, no litoral de São Paulo, continuou intimidando a vítima mesmo internado após sofrer queimaduras com água fervendo jogada por ela durante a invasão. O g1 apurou que Thalys Feitosa da Silva enviou mensagens enquanto recebia atendimento no Hospital Irmã Dulce, em Praia Grande. O suspeito foi preso preventivamente na última segunda-feira (11) e segue internado sob escolta policial por recomendação médica. A prisão foi solicitada pela Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de São Vicente e decretada pela Justiça por conta das novas ameaças feitas do hospital. ✅ Clique aqui para seguir o novo canal do g1 Santos no WhatsApp. Nas mensagens, Thalys declarou que planejava atacar a vítima novamente. “Eu vou melhorar, viu? E pode ter certeza que dessa vez eu mato você”, escreveu. Essa não foi a primeira vez que o homem ameaçou a ex-namorada por mensagens. Em outra imagem obtida pelo g1, ele diz que a vítima pode ir para qualquer lugar que ele irá encontrá-la. “Eu vou te levar pro inferno”, afirmou (veja abaixo). Thalys Feitosa da Silva foi preso após descumprir medida protetiva em São Vicente, SP Reprodução Invasão No último dia 5 de maio, Thalys descumpriu uma medida protetiva e invadiu a casa da ex-companheira. Conforme registrado no boletim de ocorrência, a vítima contou à polícia que foi empurrada e ameaçada pelo suspeito durante a invasão. Ela disse às autoridades que, por medo, reagiu e jogou uma panela com água fervendo no ex-namorado. Imagens obtidas pela TV Tribuna, afiliada da Globo, mostram o momento em que ele deixou o imóvel após sofrer queimaduras. Investigado por tentar matar a ex é preso ao invadir casa da vítima no litoral de SP Tentativa de homicídio Segundo a vítima, o medo era motivado por um histórico de violência. Ela relatou à polícia que Thalys já a esfaqueou 13 vezes em outubro de 2025, em um caso investigado como tentativa de homicídio. De acordo com outro boletim de ocorrência, o suspeito não teria aceitado o fim do relacionamento, que durou dois meses, e passou a persegui-la e ameaçá-la. Ainda conforme o relato da jovem, mesmo após o ataque a facadas, Thalys continuou entrando em contato com ela por meio de números de familiares e também ameaçou parentes da vítima. Este processo tramita em segredo de Justiça no Foro de São Vicente. VÍDEOS: g1 em 1 minuto Santos

  18. A Entre Investimentos, empresa que teria intermediado repasses de dinheiro entre o banqueiro Daniel Vorcaro e a produção do filme Dark Horse, sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro, recebeu R$ 159,2 milhões de fundos investigados pela Polícia Federal por participarem de fraude do Banco Master. Os dados estão nos relatórios de inteligência financeira (RIFs) feitos pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) sobre empresas ligadas ao Banco Master e que tiveram algum tipo de relação com a Entre Investimentos e Participações. Nesta quarta-feira (13) reportagem do portal Intercept Brasil revelou mensagens e um áudio do senador e pre-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) cobrando de Vorcaro pagamentos relativos ao filme sobre seu pai. O acordo total previa o pagamento de R$ 124 milhões, dos quais R$ 61 milhões foram pagos pelo dono do Master. Parte dos pagamentos determinados por Vorcaro foi feita por meio da Entre Investimentos. Mensagens mostram que Flávio Bolsonaro cobrou dinheiro de Vorcaro para concluir filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro 🔎 Vorcaro, dono do Banco Master, está preso em Brasília, acusado de chefiar um esquema bilionário de fraudes financeiras que podem chegar a R$ 12 bilhões, segundo a PF. A TV Globo confirmou com investigadores e pessoas com acesso às informações o conteúdo da reportagem e a existência do áudio. A Entre Investimentos faz parte do grupo Entrepay, de Antonio Carlos Freixo Junior, conhecido como “Mineiro”, que foi liquidada em março deste ano pelo Banco Central. A decisão foi motivada pelo “comprometimento da situação econômico-financeira” da Entrepay, além de irregularidades no cumprimento das normas que regem o setor e prejuízos considerados capazes de expor credores a risco anormal. A maior parte dos repasses à Entre, R$ 139,2 milhões foi feita pela Sefer Investimentos — um dos alvos da segunda fase da Compliance Zero, em janeiro deste ano, por ter relações com Vorcaro. Em seguida, com R$ 20 milhões, aparece o fundo Gold Style, administrado pela Reag, também ligado ao banqueiro dono do Master e que movimentou quase R$ 1 bilhão de empresas apontadas pela Polícia Federal como parte do esquema de lavagem de dinheiro do Primeiro Comando da Capital (PCC) no mercado financeiro. O fundo Dublin, ligado a Sefer, repassou outros R$ 154,2 milhões à investidora. Há ainda o repasses de montantes de empresas que não estão diretamente ligadas a Vorcaro, mas que aparecem em outras suspeitas. É o caso da Inovanti Bank, que segundo informativo bancário recebido pelo Coaf também movimentou dinheiro da facção criminosa paulista e mandou R$ 35,7 milhões para a Entre Investimentos. Por outro lado, a Entre investimento mandou R$ 87,7 milhões para a RMD Instituição de Pagamento, antiga RMD Administração Empresarial, suspeita de operar para o PCC. Dark Horse Segundo informações foram reveladas nesta quarta-feira (13) pelo portal Intercept Brasil, parte dos pagamentos determinados por Vorcaro foi feita por meio de uma empresa chamada Entre Investimentos e Participações, vinculada ao banqueiro. Segundo o site, a empresa é mencionada em mensagens trocadas sobre o tema entre Vorcaro e seu cunhado, Fabiano Zettel. A colunista do jornal O Globo, Malu Gaspar, ouviu o publicitário Thiago Miranda, identificado pelo Intercept como o responsável por colocar o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e Vorcaro em contato. Daniel Vorcaro volta a ser preso; Polícia Federal afirma que dono do Banco Master criou uma milícia privada para cometer crimes Jornal Nacional/ Reprodução À coluna, ele confirmou ter intermediado as negociações para que o banqueiro aportasse R$ 62 milhões na produção cinematográfica. Miranda disse ainda que os repasses foram suspensos com a crise no Master e que a ligação de Vorcaro com o filme não seria pública. O que faz a Entrepay Fundada em 2022, a Entrepay Instituição de Pagamento é uma empresa de tecnologia voltada ao setor de pagamentos. 🔎A companhia fornece infraestrutura que permite que negócios aceitem pagamentos com cartão, conectando estabelecimentos, bandeiras e bancos, além de processar e liquidar as transações com segurança. Com sede em São Paulo, a empresa também mantém um portal para desenvolvedores, voltado à integração de sistemas e à ampliação de sua atuação no mercado digital. A Entrepay faz parte do Grupo Entre, ecossistema que reúne companhias de tecnologia e serviços financeiros. Criado em 2016, o Grupo Entre cresceu por meio da aquisição de empresas nos segmentos de meios de pagamento e crédito, formando uma estrutura que afirma reunir 26 companhias e cerca de 700 funcionários. Em 2022, a holding adquiriu a operação brasileira da Global Payments, dando origem à Entrepay. Os problemas financeiros da Entrepay A Entrepay passou a ser alvo de críticas após o aumento de relatos de lojistas sobre demora no repasse de valores de vendas feitas via maquininhas. Em dezembro do ano passado, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) analisou casos de possíveis irregularidades no mercado financeiro, uma delas ligada ao grupo Entrepay. No principal processo, a autarquia rejeitou um acordo de cerca de R$ 21,3 milhões apresentado por empresas e executivos, incluindo Entre Investimentos, Banco Master e Viking Participações. O caso envolve suspeitas de operações fraudulentas com cotas de um fundo imobiliário. Mesmo com recomendação favorável de um comitê técnico, o colegiado decidiu não aceitar a proposta, o que faz com que o processo continue e ainda possa resultar em punições, como multas e até impedimento de atuação no mercado. Em nota, o Grupo Entre informou que tomou conhecimento da decisão do BC que decretou a liquidação extrajudicial da Entrepay e que “vinha conduzindo, de forma estruturada, um processo de descontinuação das operações dessas sociedades”, no âmbito de uma revisão estratégica do portfólio. Segundo o grupo, a ideia era encerrar as operações de forma organizada, cumprindo todos os compromissos e mantendo os serviços funcionando normalmente durante o processo. A companhia também declarou que “reitera seu compromisso com a colaboração integral com as autoridades competentes”, acrescentando que está prestando os esclarecimentos necessários e acompanhando o processo de liquidação pelos canais institucionais, com o objetivo de mitigar impactos a clientes e parceiros.

  19. Madonna, BTS e Shakira farão show histórico na Copa do Mundo 2026, nos EUA Pablo PORCIUNCULA / AFP, Divulgação, Ricardo Moraes/Reuters Madonna, Shakira e BTS serão as atrações principais do primeiro show do intervalo de uma final da Copa do Mundo da FIFA, no estádio de Nova York, em 19 de julho, nos EUA. Com curadoria de Chris Martin, do Coldplay, e produção da Global Citizen, o show arrecadará fundos para o FIFA Global Citizen Education Fund, com foco em ampliar o acesso à educação de qualidade e ao futebol para crianças em todo o mundo. O anúncio foi feito pelas redes sociais do Coldplay e da banda de K-Pop BTS. Initial plugin text

  20. Trump é recebido por Xi Jinping na China para reunião O presidente da China, Xi Jinping, alertou nesta quinta-feira (14), durante encontro com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para o risco de confronto entre os dois países caso a questão de Taiwan não seja conduzida de forma adequada. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Segundo a agência estatal chinesa Xinhua, Xi afirmou que Taiwan é o tema mais importante na relação entre China e Estados Unidos. O presidente chinês afirmou que um erro na condução do assunto levaria a relação dos dois países para uma situação "muito perigosa". Taiwan é um dos principais pontos de tensão entre as duas potências. A China considera a ilha parte do território chinês, enquanto os Estados Unidos atuam para garantir a autonomia da região. Nos últimos anos, os EUA forneceram armas a Taiwan, o que irritou Pequim. Em resposta, o governo chinês ampliou a presença militar no entorno da ilha, o que também provocou críticas americanas. Enquanto o encontro acontecia, um porta-voz do governo de Taiwan disse que a ilha era muito grata ao apoio dos Estados Unidos. Ainda durante o encontro, Xi citou a chamada “armadilha de Tucídides” ao questionar se China e Estados Unidos conseguirão evitar um confronto entre grandes potências. Segundo o presidente chinês, o mundo inteiro acompanha a reunião entre os dois líderes em um momento de mudanças profundas no cenário internacional. Em seguida, ele fez uma série de questionamentos a Trump. “China e Estados Unidos conseguem superar a armadilha de Tucídides e criar um novo modelo de relações entre grandes potências? Podemos enfrentar juntos os desafios globais e oferecer mais estabilidade ao mundo?”, afirmou. 🔎 A expressão “armadilha de Tucídides” é usada para descrever o risco de guerra quando uma potência emergente desafia uma potência dominante. O conceito foi inspirado nos escritos do historiador grego Tucídides, que analisou a Guerra do Peloponeso, travada entre Atenas e Esparta no século V a.C. Segundo essa interpretação, o crescimento do poder de Atenas gerou medo em Esparta, tornando o conflito praticamente inevitável. O termo se popularizou com o cientista político norte-americano Graham T. Allison, ao ser aplicado à rivalidade entre Estados Unidos e China. Trump chama Xi de amigo Xi Jinping e Trump caminhando lado a lado no Templo do Céu, em 14 de maio de 2026 Reuters Após o discurso de Xi, Trump afirmou que vê um “futuro fantástico” para a relação entre Estados Unidos e China. Ele também chamou o líder chinês de amigo. Trump disse ter uma “relação fantástica” com Xi e afirmou que os laços entre os dois países “vão ser melhores do que nunca”. “Vamos ter um futuro fantástico juntos. Tenho muito respeito pela China e pelo trabalho que você fez”, afirmou Trump, dirigindo-se a Xi. “Você é um grande líder. Digo isso a todo mundo. Às vezes as pessoas não gostam que eu diga isso, mas digo mesmo assim porque é verdade. Eu só digo a verdade.” O presidente americano classificou o encontro como “uma honra como poucas” já vividas e disse acreditar em um futuro positivo para a cooperação entre as duas potências. Trump também elogiou recepção na China e afirmou ter ficado impressionado com a participação de crianças nas cerimônias oficiais. VÍDEOS: mais assistidos do g1

  21. Candidatos encontram dificuldades para tirar a CNH 🚘 Prometida como mais simples, rápida e barata, a nova forma de tirar a Carteira Nacional de Habilitação tem esbarrado em práticas que contradizem a própria legislação. A proposta do governo federal era dar mais autonomia ao candidato e reduzir custos. No entanto, candidatos denunciam exigências, pacotes obrigatórios e cobranças extras em centros de formação de condutores. 📲 Acesse o canal do g1 RS no WhatsApp Em dezembro, o Conselho Nacional de Trânsito (Contran) aprovou uma resolução que acaba com a exigência de aulas em autoescolas para a obtenção da CNH. Entre as principais novidades com a alteração das regras estão a redução da carga obrigatória de aulas práticas, a possibilidade de fazer o curso teórico pela internet e o fim da exigência de frequentar um Centro de Formação de Condutores (CFC). Segundo o diretor-técnico do Detran-RS, Fábio Pinheiro dos Santos, a resolução que entrou em vigor cria dois percursos possíveis. Em ambos os casos, o início e o fim passam pelo Detran, que aplica o exame prático: Com o novo modelo, deixou de ser obrigatória a realização de aulas teóricas e práticas exclusivamente em autoescolas. O candidato pode ir até um CFC apenas para a coleta da biometria, feita gratuitamente, além de agendar a avaliação psicológica, os exames de aptidão física e mental e a prova teórica. No Rio Grande do Sul, o número de aulas práticas exigidas caiu de 20 horas para um mínimo de duas horas. Essas aulas não precisam mais ser feitas em centros de formação: podem ser realizadas com instrutores autônomos. Iniciar todo o processo de forma digital, contratando um instrutor autônomo credenciado. Seguir o modelo tradicional, buscando um centro de formação de condutores; Segurança e qualificação são as preocupações que persistem após mudanças Novo modelo trava nos CFCs Contudo, na prática, quem tenta seguir esse novo caminho relata resistência por parte dos CFCs. O estudante João Rafael Costa de Oliveira, da região central do Estado, afirma que tentou reduzir os custos optando pelas aulas com um instrutor autônomo, que cobrava cerca de R$ 100 por aula — valor menor do que os R$ 150 pedidos por um CFC da cidade. Porém, segundo o estudante, o centro de formação só autorizaria o agendamento do exame se ele contratasse, no mínimo, duas aulas no local. João relata que tentou negociar, explicando que uma aula seria suficiente para a avaliação, mas recebeu uma negativa. Com a exigência, o custo disparou. Ele calcula que apenas três itens (aula, locação do carro e prova) chegariam a quase R$ 500. "A gente fica amarrado, de mãos atadas, e acaba gastando muito mais. O gasto foi muito grande", desabafa João. Situação semelhante foi registrada em um CFC de Porto Alegre. Uma funcionária, que não vai ser identificada, afirma à reportagem que o processo só é aberto se o candidato fizer ao menos uma aula no local, mesmo com a possibilidade prevista de contratar instrutor autônomo. "Não tem aquela questão do instrutor autônomo?", questionou a reportagem. "Aqui não", respondeu a funcionária. Em Gravataí, o cenário se repete. Uma atendente — também não identificada pela reportagem — explica que, mesmo que o candidato faça aulas com um instrutor autônomo, será necessário contratar, ainda assim, uma aula no CFC antes da prova. O argumento apresentado é a necessidade de usar o carro da autoescola no exame. "Tu vai ter que fazer uma aula com o meu plano, como é que tu vai pra prova?", questionou a funcionária. Pela nova regulamentação, o candidato pode realizar a prova prática com veículo próprio. Cobranças e legislação O Detran-RS afirma que, ao receber denúncias, abre processo administrativo para apurar os casos. Se for confirmada prática abusiva, as penalidades previstas em lei podem ser aplicadas. Já o Sindicato dos Centros de Formação de Condutores do Rio Grande do Sul defende a legalidade das cobranças. "O cliente sempre que entra no CFC, ele faz as duas horas de aula prática obrigatória, paga a locação do veículo para a prova, conforme está importaria do próprio Detran e realiza o exame", afirma Vilnei Sessim, presidente do Sindicato dos Centros de Formação de Condutores do RS. Contudo, essa interpretação é contestada pelo órgão estadual de trânsito. O diretor-técnico do Detran-RS reforça que não há obrigatoriedade de uso do veículo do CFC e que a exclusividade é proibida pela resolução em vigor. Em meio a essa disputa, a desinformação se espalha: um candidato recebeu mensagem de um centro de formação alertando que a contratação de instrutor autônomo poderia levar à suspensão do processo e até a uma aplicação de multa. A informação não encontra respaldo na legislação. O Detran-RS reforça que a atuação de instrutores autônomos é legal e prevista na legislação. O órgão alerta que apenas profissionais autorizados devem ser contratados. Esses instrutores passam por avaliação, têm aulas gravadas em áudio e vídeo e estão sujeitos à auditoria. Já aulas realizadas com profissionais não credenciados não têm validade no processo. Carro de autoescola em Porto Alegre Reprodução/RBS TV VÍDEOS: Tudo sobre o RS

  22. Estádio MetLife será usado na Copa do Mundo de 2026. ge / Camilo Pinheiro Machado Cerca de 25% dos jogos da Copa do Mundo 2026 devem ser disputados em condições de calor consideradas preocupantes para a saúde dos atletas e torcedores. Os dados são de uma nova análise do World Weather Attribution (WWA), publicada nesta quinta-feira (14). O levantamento revela que os riscos relacionados ao calor e à umidade extremos são muito maiores neste ano do que em 1994, quando o torneio ocorreu no mesmo continente. De acordo com a WWA, ao menos um quarto das partidas vão acontecer em um cenário que ultrapassa os 26°C de Temperatura de Bulbo Úmido e Globo (WBGT, na sigla em inglês). Nessas situações, a FIFPRO, organização global que representa jogadores de futebol profissionais, já recomenda a implementação de medidas de segurança, como o resfriamento. Os dados também alertam que ao menos cinco partidas devem ser disputadas quando o índice estiver acima de 28°C, nível considerado inseguro para a prática esportiva. VEJA TAMBÉM: O que é a canícula e como ela explica a onda de calor extremo? ➡️O WBGT é um indicador do estresse térmico do corpo humano durante um trabalho ou lazer sob luz solar direta. 🥵De acordo com a Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA), ele leva em consideração diversas variáveis como: Temperatura Umidade Velocidade do vento Ângulo do sol Cobertura de nuvens "Quando o WBGT ultrapassa 26°C, o desempenho dos jogadores pode ser prejudicado. Acima de 28°C, o risco de doenças graves relacionadas ao calor torna-se mais preocupante – não apenas para os jogadores, mas também para as centenas de milhares de torcedores em estádios e festivais ao ar livre", alerta Chris Mullington, professor do Imperial College London e um dos colaboradores do estudo. Ele alerta que a exposição a altas temperaturas durante a prática de exercício físico intenso pode causar problemas como desidratação e insolação. Nesse contexto, a pausa para a hidratação é essencial. (entenda mais sobre os efeitos do calor no corpo abaixo) Em dezembro de 2025, a Fifa anunciou que todos os jogos da Copa 2026 contariam com duas pausas para hidratação, uma em cada tempo das partidas. A medida tem como principal objetivo garantir as melhores condições possíveis para os atletas. "Em todas as partidas, independentemente do local, da cobertura do estádio ou da temperatura, haverá uma pausa de três minutos para hidratação. Serão três minutos do apito inicial ao apito final em ambos os tempos”, disse Manolo Zubiria, diretor de Torneios dos EUA para a Copa do Mundo da Fifa 2026 , ao anunciar a iniciativa. LEIA MAIS: Previsão de calor extremo influenciou montagem do calendário da Copa de 2026 Calor extremo pode colocar atletas em risco em grandes eventos esportivos, alerta estudo Locais de alto risco Os pesquisadores também mapearam quais sedes e estádios têm o maior risco de exposição ao calor. Miami é a cidade que lidera esse ranking, com uma quase certeza de calor intenso nas partidas disputadas no local. E o Brasil pode ser diretamente afetado por esses efeitos. Isso porque o jogo contra a Escócia, na terceira rodada da competição, vai acontecer justamente em Miami. Kansas City, no Missouri, é outro local que pode ser muito impactado. Apesar dos horários de início das partidas serem mais tarde, o risco de calor extremo ainda é significativo. "A partida Holanda x Tunísia, por exemplo, enfrenta 7% de chance de ultrapassar o limite de 28°C, o que, segundo as diretrizes da FIFPRO, deve levar ao adiamento", expõe a pesquisa. No Texas, os torcedores que vão acompanhar os jogos em Dallas e Houston também devem sofrer com as altas temperaturas. Ainda que os estádios sejam climatizados, há mais de 30% de chance de marcas acima de 28°C de WBGT serem registradas fora das arenas na maioria das partidas. Em Nova Iorque e Nova Jersey, cidades que vão sediar a final da Copa do Mundo, também existe uma grande preocupação em relação ao calor. O risco de interrupção da partida por conta das temperaturas extremas aumentou em cerca de 50% desde a Copa do Mundo de 1994. "O fato de a própria final da Copa do Mundo enfrentar um risco nada desprezível de ser disputada em calor em nível de 'cancelamento' deve servir como um alerta para a Fifa e para os torcedores, destacando a necessidade urgente de reconhecer que não há aspecto da sociedade que não seja afetado pelas mudanças climáticas", destaca Friederike Otto, Professora de Ciência do Clima no Imperial College London. Os pesquisadores alertam que as mudanças climáticas provocadas pela atividade humano tornaram essas condições significativamente mais prováveis ao longo dos anos, aumentando os riscos à saúde humana nesses eventos. Efeitos do calor extremo no corpo Se as altas temperaturas podem levar a quadros de desidratação mesmo em condições normais, quando o assunto é a prática de exercício físico no calor, a situação pode ser ainda mais crítica. 👉Os especialistas destacam que, para os jogadores, os efeitos mais comuns são: Câimbras Exaustão pelo calor Insolação E tanto para os atletas como para aqueles que assistem, os sintomas mais sutis podem indicar que algo não vai bem com o corpo. O desconforto pode começar como uma fraqueza muscular ou tontura que parecem inofensivos, mas já servem como sinais de alerta. ⚠️Em quadros de exaustão térmica – quando a perda excessiva de sais e líquido acontece devido ao calor – e insolação – a condição mais grave, quando a temperatura corporal pode superar os 40ºC, com risco de comprometimento neurológico – os principais sintomas são: Tonturas Sensação de desmaio iminente Má coordenação motora Fadiga Dor de cabeça Visão embaçada Dores musculares Náusea Vômitos Convulsões Nessas situações de muita exposição ao sol e ao calor constante, os especialistas destacam que a hidratação é fundamental, seja para jogadores ou torcedores. Ao longo da partida, a pausa para a hidratação faz com que a temperatura corporal reduza, aliviando a sobrecarga cardiovascular e permitindo que o organismo de recupere minimamente.

  23. Trump se encontra com Xi Jinping em Pequim O presidente chinês, Xi Jinping, citou nesta quinta-feira (14) a chamada “armadilha de Tucídides” ao questionar se China e Estados Unidos conseguirão evitar um confronto entre grandes potências. A declaração foi feita durante encontro com o presidente norte-americano, Donald Trump, em Pequim. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Segundo Xi, o mundo inteiro acompanha a reunião entre os dois líderes em um momento de mudanças profundas no cenário internacional. Em seguida, ele fez uma série de questionamentos a Trump. “China e Estados Unidos conseguem superar a armadilha de Tucídides e criar um novo modelo de relações entre grandes potências? Podemos enfrentar juntos os desafios globais e oferecer mais estabilidade ao mundo?”, afirmou. “Podemos, em nome do bem-estar dos nossos dois povos e do futuro da humanidade, construir juntos um futuro mais brilhante para nossas relações bilaterais?” 🔎 A expressão “armadilha de Tucídides” é usada para descrever o risco de guerra quando uma potência emergente desafia uma potência dominante. O conceito foi inspirado nos escritos do historiador grego Tucídides, que analisou a Guerra do Peloponeso, travada entre Atenas e Esparta no século V a.C. Segundo essa interpretação, o crescimento do poder de Atenas gerou medo em Esparta, tornando o conflito praticamente inevitável. O termo se popularizou com o cientista político norte-americano Graham T. Allison, ao ser aplicado à rivalidade entre Estados Unidos e China. Trump chama Xi de amigo Trump é recebido por Xi Jinping em Pequim, em 13 de maio de 2026 AP Photo/Mark Schiefelbein Após o discurso de Xi, Trump afirmou que vê um “futuro fantástico” para a relação entre Estados Unidos e China. Ele também chamou o líder chinês de amigo. Trump disse ter uma “relação fantástica” com Xi e afirmou que os laços entre os dois países “vão ser melhores do que nunca”. “Vamos ter um futuro fantástico juntos. Tenho muito respeito pela China e pelo trabalho que você fez”, afirmou Trump, dirigindo-se a Xi. “Você é um grande líder. Digo isso a todo mundo. Às vezes as pessoas não gostam que eu diga isso, mas digo mesmo assim porque é verdade. Eu só digo a verdade.” O presidente americano classificou o encontro como “uma honra como poucas” já vividas e disse acreditar em um futuro positivo para a cooperação entre as duas potências. Trump elogiou recepção na China e afirmou ter ficado impressionado com a participação de crianças nas cerimônias oficiais. VÍDEOS: mais assistidos do g1

  24. Mensagens e áudios trocados entre o senador Flávio Bolsonaro (RJ-PL) e Daniel Vorcaro, dono do Banco Master acusado pela Polícia Federal de chefiar um esquema bilionário de fraudes financeiras, mostram que o pré-candidato à Presidência pediu dinheiro ao banqueiro. A conversa, que consta do material que estava no celular de Vorcaro, foi divulgada pelo site The Intercept Brasil e confirmada pela TV Globo. Nela, Flávio negociou com o banqueiro um repasse correspondente a mais de R$ 130 milhões para financiar o filme “Dark Horse”, sobre a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro – R$ 61 milhões foram, de fato, enviados por Vorcaro entre fevereiro e maio do ano passado, de acordo com a reportagem. O senador publicou nota reconhecendo o teor da conversa, mas disse que se trata apenas de um “filho procurando investidores privados” para um filme sobre seu pai e pediu a abertura de uma CPI do Banco Master. Neste episódio, Victor Boyadjian conversa com Bernardo Mello Franco sobre o tamanho da crise que se abre para a pré-candidatura de Flávio Bolsonaro e sobre quais movimentações se desenham no tabuleiro político a partir de agora. Convidado: Bernardo Mello Franco, colunista do jornal O Globo e da rádio CBN. O que você precisa saber: 'Fala, irmãozão', 'estarei contigo sempre': veja mensagens entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro Flávio Bolsonaro pediu dinheiro a Vorcaro para filme sobre o pai; banqueiro chegou a pagar R$ 61 milhões para a produção 'É mentira, de onde tirou isso?': Flávio Bolsonaro chegou a negar ter pedido dinheiro a Vorcaro antes de vazamento Relação entre Flávio Bolsonaro e Vorcaro repercute na imprensa internacional Análise: mensagens entre Flávio Bolsonaro e Vorcaro deixam aliados perplexos e colocam candidatura em xeque O podcast O Assunto é produzido por: Luiz Felipe Silva, Sarah Resende, Carlos Catelan, Luiz Gabriel Franco, Juliene Moretti , Stéphanie Nascimento e Guilherme Gama. Apresentação: Victor Boyadjian. Candidatura de Flávio está comprometida no momento O Assunto é o podcast diário produzido pelo g1, disponível em todas as plataformas de áudio e no YouTube. Desde a estreia, em agosto de 2019, o podcast O Assunto soma mais de 168 milhões de downloads em todas as plataformas de áudio. No YouTube, o podcast diário do g1 soma mais de 14,2 milhões de visualizações. Daniel Vorcaro e Flávio Bolsonaro. Reprodução/Evaristo SA/AFP

  25. Programação contou com diversas atividades com as equipes técnicas da Secretaria e das unidades escolares Secom Rio das Ostras intensifica a conscientização sobre a importância da permanência dos alunos nas escolas municipais. A Secretaria de Educação, Esporte e Lazer promoveu a Semana de Mobilização Contra a Infrequência Escolar. A ação teve o objetivo de garantir o acesso e a aprendizagem dos estudantes, além de assegurar o avanço da escolarização e a reintegração dos alunos que deixaram de frequentar as aulas. A programação da Semana contou com diversas atividades com as equipes técnicas da Secretaria e das unidades escolares. A iniciativa compartilhou as ações desenvolvidas pelas escolas, fortaleceu estratégias intersetoriais, alinhou as dinâmicas sobre Censo Escolar e a Plataforma de Busca Ativa, além de debater processos de Recomposição da Aprendizagem. Nas unidades escolares, a Semana contou com rodas de conversa com estudantes e famílias, atividades pedagógicas voltadas à permanência, além de acompanhamento dos dados de frequência e da busca ativa de alunos em situação de infrequência. Como suporte ao acompanhamento da frequência dos alunos, as escolas do Município ganharão um mural de Busca Ativa. “Sob orientação da Secretaria Municipal de Educação, as unidades escolares vão intensificar o acompanhamento da frequência, realizando a busca ativa, registro e monitoramento sistemático da presença dos estudantes, além de estratégias pedagógicas que favoreçam o engajamento e a permanência desses estudantes”, pontuou a secretária de Educação, Esporte e Lazer, Marcele Raquel. BUSCA ATIVA - A busca ativa escolar consiste no conjunto de estratégias e ações de identificação, localização e resgate de alunos em situação de infrequência, abandono ou evasão escolar, realizadas de forma articulada e sistemática, resultando o retorno às atividades escolares. PREJUÍZOS – A Secretaria de Educação reforça que a infrequência escolar traz consequências ao desenvolvimento do aluno. Quando o estudante se ausenta com frequência, há prejuízos no processo de aprendizagem, dificuldades de acompanhamento dos conteúdos, fragilização dos vínculos com a escola e, em muitos casos, aumento do risco de evasão. O combate à infrequência é o compromisso escola, família e comunidade, assegurando que estudantes estejam na escola, aprendendo e se desenvolvendo plenamente.

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