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G1 GLOBO (Tudo Diário)

Últimas notícias do Brasil e do mundo, sobre política, economia, emprego, educação, saúde, meio ambiente, tecnologia, ciência, cultura e carros. Vídeos dos telejornais da TV Globo e da GloboNews.

  1. Donald Trump asssiste a luta do UFC durante rodada de negociação sobre paz no oriente Médio REUTERS/Kevin Lamarque O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, deixou a Casa Branca na noite deste sábado e seguiu para Miami, local da luta pelo título do UFC 327. A categoria de artes marciais mistas mereceu a atenção do republicano em plena negociação feita por seu vice, JD Vance, sobre um possível cessar-fogo no conflito no Oriente Médio. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp AO VIVO: Acompanhe as últimas notícias da guerra Apesar do 'conflito de agendas', Vance informou aos jornalistas que esteve em constante contato com Trump e outros integrantes do governo. ❌ Sem acordo: Vance deixou o Paquistão após afirmar que as negociações entre Washington e Teerã foram encerradas na madrugada deste domingo (sábado no Brasil) sem um acordo, após a recusa do Irã em aceitar os termos americanos de não desenvolver uma arma nuclear. O fato de Trump estar na Flórida acompanhando a luta repercutiu na imprensa dos Estados Unidos. "Não ficou claro se o presidente sabia que as negociações haviam fracassado quando entrou na arena para o evento do UFC ao som de uma música de Kid Rock e aplausos estrondosos. Ele não estava mexendo no celular — deixou isso para o secretário de Estado, Marco Rubio, que em certo momento se inclinou para mostrar a tela ao presidente — e não demonstrou decepção ou raiva", diz um artigo do 'The New York Times'. Donald Trump, assiste a uma luta durante o evento UFC 327 no Kaseya Center em Miami, Flórida, EUA, em 11 de abril de 2026. REUTERS/Kevin Lamarque Mais cedo, antes mesmo de embarcar para Miami, Trump havia dito que, do ponto de vista dele, "não faz diferença" se um acordo for alcançado ou não com o Irã. Falando a jornalistas na Casa Branca, o republicano disse que estava recebendo diversos relatos sobre as conversas em Islamabad. Ao comentar as negociações, o presidente reiterou que não vê o desfecho das conversas como algo decisivo. “Vamos ver o que acontece, mas, do meu ponto de vista, não me importo”, afirmou Segundo ele, agora o governo americano trabalha para garantir a abertura do Estreito de Ormuz — uma ação que, afirmou, estaria sendo realizada em nome de outros países que descreveu como “medrosos, fracos ou mesquinhos”. O presidente americano também criticou a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), dizendo que a aliança militar não ofereceu apoio aos EUA. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Paquistão faz apelo Após o fracasso na tentativa de cessar-fogo, o ministro das Relações Exteriores do Paquistão, Ishaq Dar, pediu ao Irã e aos Estados Unidos que cumpram seu compromisso de manter o cessar-fogo, após ambos os países encerrarem negociações históricas presenciais sem um acordo. “É imprescindível que as partes continuem a cumprir o seu compromisso com o cessar-fogo”, disse Dar. Ele acrescentou que o Paquistão continuará a desempenhar seu papel de mediador e tentará continuar facilitando o diálogo entre o Irã e os EUA nos próximos dias. O acordo já estava fragilizado antes do encontro por divergências profundas e pelos ataques contínuos de Israel contra o Hezbollah, grupo apoiado pelo Irã no Líbano.

  2. Serviços de bem-estar impulsionam o mercado pet e atraem novos empreendedores Tratar cães e gatos como membros da família deixou de ser exceção e virou regra em milhões de lares brasileiros. Esse comportamento ajuda a explicar a expansão do mercado pet, que deve crescer 9,6% em 2026, segundo a Associação Brasileira da Indústria do Setor de Estimação (Abinpet), com expectativa de movimentar mais de R$ 80 bilhões no país. O avanço do setor é impulsionado pela maior demanda por saúde, longevidade e qualidade de vida dos animais. Alimentação natural, funcional e personalizada, planos de saúde veterinários, estética especializada e soluções sustentáveis estão entre as principais tendências. Em São Paulo, a empreendedora Raquel Yukie Hama apostou no segmento para transformar essa demanda em oportunidade e focou em um modelo de negócio mais sofisticado: a creche e resort para cães, que combina lazer, socialização, terapias e acompanhamento profissional. Mercado pet cresce com foco em bem-estar e impulsiona novos modelos de negócio Reprodução/PEGN O espaço conta com piscina aquecida, hidroterapia, cromoterapia, acupuntura, atendimento veterinário e áreas de descanso. “Criamos um resort, um spa para cães”, explica a empreendedora. Além dos serviços de day care e hotel, os animais têm acesso a atividades planejadas de acordo com o perfil de cada um. “O foco é sempre o bem-estar. Cada cão precisa gastar energia na medida certa”, afirma. A piscina interna aquecida, por exemplo, é voltada a animais que precisam de tratamento específico, como cães obesos ou com problemas articulares. Já os mais ativos podem brincar em áreas externas, com lago e obstáculos. “Tudo pensado para atender diferentes necessidades”, diz a empreendedora. Mercado pet cresce com foco em bem-estar e impulsiona novos modelos de negócio Reprodução/PEGN Negócio nasceu de uma necessidade 🦴 A ideia de abrir a creche surgiu da própria experiência de Raquel como tutora. Ao perceber dificuldades no comportamento de cães criados em apartamento, ela começou a passear com animais de amigos e clientes, levando-os a parques e oferecendo momentos de descanso e socialização. “A demanda foi crescendo e eu senti a necessidade de ter um espaço maior”, conta. O negócio começou de forma informal e foi sendo adaptado conforme surgiam novas necessidades — um caminho comum entre pequenos empreendedores do setor pet. Hoje, após mais de duas décadas de atuação, a empresária vê um mercado em plena expansão. “Quando comecei, praticamente não existiam referências no Brasil. Hoje, só em São Paulo, já são cerca de 900 espaços diferentes”, afirma. Além da operação própria, Raquel passou a oferecer cursos, treinamentos e consultorias para quem deseja entrar no segmento. Pets idosos e cuidados especiais🚿 Com o aumento da expectativa de vida dos animais, outro nicho ganha força: o de pets idosos e com necessidades especiais. Para 2026, a creche planeja investir em um espaço exclusivo para esses cães, com atividades de baixo impacto e ambiente mais tranquilo. “A dinâmica é completamente diferente. São animais que precisam de descanso, terapias e muito carinho”, explica Raquel. A proposta reflete uma das principais tendências do mercado pet: a personalização dos serviços, respeitando o ritmo e a história de cada animal. Para quem empreende — ou pensa em empreender — no setor, o recado é claro: o mercado continua crescendo, mas exige preparo, sensibilidade e visão de longo prazo. Afinal, como resume a própria empreendedora, “trabalhar com cães é uma emoção diária. Não existe um dia igual ao outro”. Mercado pet cresce com foco em bem-estar e impulsiona novos modelos de negócio Reprodução/PEGN Dogresort 📍 Endereço: Av. Indianópolis, 1819 – Planalto Paulista, São Paulo/SP – CEP: 04062‑003 📞 Telefone: (11) 97165‑4433 📧 E-mail: contato@dogresort.com.br 🌐 Site: www.dogresort.com 📸 Instagram: https://www.instagram.com/dogresortsp 📘 Facebook: https://www.facebook.com/share/18BNAis5MD/?mibextid=wwXIfr

  3. Cidade perto de Goiânia atrai amantes de esportes radicais para voos de parapente A cidade de Jandaia, na região oeste de Goiás, se tornou um dos destinos favoritos dos amantes de esportes radicais para voos de parapente. A cerca de 120 km de Goiânia, o município situado entre o Morro do Segredo e a Serra do Boqueirão tem o céu tomado por cores e emoção. Em 2024, uma lei estadual concedeu ao local o título de Capital Estadual do Parapente. Em entrevista ao g1, Daniel Vasconcelos, instrutor de parapente e paramotor, contou que a cidade une esporte, turismo, sustentabilidade e desenvolvimento econômico. Segundo ele, um dos grandes diferenciais é a rampa de voo, que atende desde pilotos iniciantes até atletas altamente experientes. ✅ Clique e siga o canal do g1 GO no WhatsApp A rampa conta com 866 metros de altitude e fácil acesso, com asfalto duplicado por quase todo o percurso. “Isso faz de Jandaia um verdadeiro centro de formação e evolução dentro do esporte, permitindo que novos praticantes tenham um ambiente seguro para aprendizado, enquanto pilotos mais avançados encontram condições ideais para voos técnicos e de longa distância”, informou Daniel. “O parapente em Jandaia vai muito além do esporte. A cidade se transforma durante campeonatos e eventos, recebendo pilotos de diversos estados brasileiros e de outros países. Esse intercâmbio fortalece o turismo esportivo, coloca o município em destaque no cenário nacional e internacional e proporciona uma rica troca cultural entre visitantes e moradores”, completou o instrutor. Em 2025, a cidade foi palco do Campeonato Brasileiro de Parapente de Pouso de Precisão, entre os dias 17 a 21 de abril. Prática de parapente em Jandaia Arquivo pessoal/Daniel Vasconcelos O que é um voo de parapente? Segundo Daniel, o esporte surgiu na década de 1980, na Europa, quando alpinistas passaram a utilizar velas adaptadas para descer montanhas de forma mais rápida e segura. “Com o tempo, a prática evoluiu, ganhou equipamentos mais modernos e seguros, e hoje é reconhecida mundialmente como uma das principais modalidades do voo livre”, disse. Atualmente, a prática do parapente conta com estrutura e profissionalização para garantir a segurança de todos. "Os voos são realizados por pilotos certificados por entidades nacionais e internacionais, seguindo rigorosamente todas as normas técnicas do esporte. Antes de cada voo, são feitas análises detalhadas das condições climáticas. Toda a operação conta com equipes de apoio em solo, garantindo tranquilidade tanto para pilotos quanto para visitantes”, explicou Daniel. Jandaia atrai visitantes de todo o país devido ao parapente Arquivo pessoal/Daniel Vasconcelos Importância para o turismo local Ao g1, o secretário de Cultura e Turismo de Jandaia, Murilo Moura Sardinha, destacou que o município tem se consolidado como um dos principais polos de parapente no Brasil devido a uma combinação de fatores naturais e investimentos estruturais. "Jandaia reúne condições naturais altamente favoráveis ao voo livre, como relevo privilegiado, correntes térmicas consistentes e clima estável ao longo do ano, fatores que garantem qualidade e segurança para a prática do parapente”, afirmou. De acordo com o secretário, a gestão municipal tem investido na estrutura das rampas, na acessibilidade e na organização dos espaços. “Essa integração entre natureza e planejamento tem consolidado o município como referência no cenário nacional”, afirmou. LEIA TAMBÉM: Conheça a cachoeira de quase 100 metros com foco em trilha e atividades radicais Goiás entra na rota do turismo subterrâneo com mais de mil cavernas Cachoeira com pêndulo, fervedouro e cavernas: conheça cidade goiana famosa por turismo de aventura Murilo explicou que a atividade tem papel estratégico no desenvolvimento da cidade. Ele afirmou que o turismo vai além do lazer e gera impacto direto na economia local, especialmente nos setores de hotelaria, alimentação e serviços. Segundo o representante, há um planejamento para consolidar o parapente como eixo permanente de desenvolvimento econômico e turístico. “O parapente já é tratado como um dos principais eixos estratégicos do turismo em Jandaia”, destacou. Atualmente, a secretaria trabalha no fortalecimento da estrutura existente, na qualificação contínua dos espaços de voo e na criação de um calendário permanente de eventos. O secretário ressaltou que o município recebe pilotos ao longo de todo o ano, o que demonstra o potencial da atividade para além dos grandes eventos. “O objetivo é ampliar esse fluxo, impulsionar a economia local e posicionar Jandaia de forma definitiva como referência nacional no turismo de voo livre”, concluiu. Voo de parapente Arquivo pessoal/Daniel Vasconcelos Compromisso com o meio ambiente Outro ponto que chama atenção na prática do esporte na cidade é o compromisso com o meio ambiente. Segundo Daniel, durante os voos, os pilotos realizam ações de reflorestamento aéreo, com o lançamento de sementes de árvores nativas em áreas estratégicas, o que contribui diretamente para a recuperação ambiental e reforça o papel do esporte como aliado da sustentabilidade. O instrutor também explicou que a conscientização ambiental não se limita ao momento do voo. De acordo com o instrutor, são promovidas palestras em escolas públicas, onde crianças e jovens têm a oportunidade de aprender sobre o voo livre, a segurança no esporte e, principalmente, a importância da preservação ambiental. Ele ressaltou que essas iniciativas ajudam a formar uma nova geração mais consciente e conectada com a natureza. Desenho de atletas praticando parapente, em Jandaia Arquivo pessoal/Daniel Vasconcelos Além disso, ele afirmou que o impacto na economia local é significativo. “Hotéis, restaurantes, postos de combustível, comércios e prestadores de serviço registram aumento na demanda durante os eventos”, disse. Esse movimento gera emprego, renda e fortalece toda a cadeia produtiva da cidade. “Jandaia se firma não apenas como um destino para a prática do parapente, mas como um exemplo de como o esporte pode impulsionar o turismo, promover a educação ambiental e gerar desenvolvimento sustentável para toda a região”, concluiu. Formação de novo pilotos Base de Voo livre forma novos pilotos, em Goiás Arquivo pessoal/Daniel Vasconcelos De acordo com o instrutor, são realizadas aulas teóricas, momento em que os alunos aprendem sobre o equipamento, tráfego aéreo, meteorologia, entre outros aspectos. “O aluno estará ao final do curso apto a voar em qualquer lugar do planeta”, afirmou Daniel. O instrutor informou que são em média 25 aulas para que um aluno passe a voar sozinho. No entanto, isso depende do processo de aprendizado de cada um, que podem se formar em um tempo mais curto. “Já formamos mais de 150 pilotos. Em Goiás, temos ativos em torno de 400 pilotos e no Brasil por volta de 15 mil praticantes”, destacou o instrutor. De acordo com Daniel, no estado existem outras cidades com boas condições para voar de parapente, como Jaraguá, Formosa, Iporá, Mineiros e Pontalina. Na Chapada dos Veadeiros, o Morro da Baleia também é um destaque para os amantes do esporte. 📱 Veja outras notícias da região no g1 Goiás. VÍDEOS: últimas notícias de Goiás

  4. 5 provas irrefutáveis de que o homem pisou na Lua A retomada das missões tripuladas rumo à Lua, mais de cinco décadas após o fim do programa Apollo, traz de volta uma curiosidade histórica: quantas vezes o homem já pisou no solo lunar? Desde 1969, quando a Apollo 11 realizou o primeiro pouso, até a última missão em 1972, um total de seis expedições levaram 12 astronautas à superfície da Lua. Todos homens norte-americanos. Apollo 11 (1969) — Neil Armstrong, Buzz Aldrin Apollo 12 (1969) — Pete Conrad, Alan Bean Apollo 14 (1971) — Alan Shepard, Edgar Mitchell Apollo 15 (1971) — David Scott, James Irwin Apollo 16 (1972) — John Young, Charles Duke Apollo 17 (1972) — Eugene Cernan, Harrison Schmitt Mas por que a Artemis II teve 'só' um sobrevoo pela Lua se os Estados Unidos já pousaram lá? Depois do sucesso das missões, a corrida espacial dos EUA contra a União Soviética foi considerada vencida. O interesse político e público pela exploração lunar caiu rapidamente, e o programa Apollo foi encerrado em 1972. Nas décadas seguintes, a Nasa concentrou seus recursos em órbita baixa da Terra, com os ônibus espaciais e a Estação Espacial Internacional (ISS). Recolocar humanos na Lua exige, portanto, reconstruir praticamente do zero uma infraestrutura que foi desativada há mais de meio século — e fazer isso com tecnologias, exigências de segurança e estruturas de custo completamente diferentes das da era Apollo. Foto oficial da tripulação da Apollo 11, da direita para a esquerda: Neil A. Armstrong, Michael Collins e Edwin E. "Buzz" Aldrin Divulgação/Nasa LEIA TAMBÉM O que aconteceu com as bandeiras dos EUA deixadas na Lua? Por que o interesse pela Lua voltou? Mais de 400 mil km: Artemis II daria 10 voltas na Terra ou atravessaria o Brasil 90 vezes As provas de que o homem foi à Lua Uma pesquisa do Datafolha revela um cenário de ceticismo científico no Brasil: 33% dos brasileiros afirmam ser mentira que o ser humano já viajou para a Lua. As evidências mais importantes da chegada do homem à Lua foram listadas pela própria agência espacial norte-americana: São 382 quilos de rochas trazidas pelos pioneiros que são estudadas por cientistas há décadas; É possível refletir raios laser lançados da Terra nos espelhos retro-refletores colocados na superfície lunar pelos astronautas da Apollo; Há imagens do Orbitador de Reconhecimento Lunar da Nasa que registram os locais de pouso desde 2011. Módulo Lunar Apollo, parte da nave usada no Projeto Apollo. Com seu formato de aranha, era usado para a descida no solo lunar Divulgação/Nasa Informação confirmada pelos adversários E se não for o bastante, a agência ainda convida os que têm dúvidas a procurar as mais de 400 mil pessoas envolvidas nas missões, ou até mesmo buscar os adversários da corrida espacial. As missões da Apollo foram acompanhadas de maneira independente pela União Soviética, que reconheceu a aterrissagem dos norte-americanos. O astrofísico teórico norte-americano Ethan Siegel explica que "existe um grande número de evidências irrefutáveis" de que tenhamos ido à Lua. "Milhares de fotos e vídeos foram feitos décadas antes de as tecnologias de falsificação de imagem sequer existirem. Os equipamentos que foram levados à Lua não apenas funcionaram, como nos enviaram dados relevantes. Mesmo as pegadas e a trilha dos veículos deixadas pelos astronautas são ainda visíveis até hoje", explica Siegel. São 382 quilos de rochas coletadas pelos astronautas em mais de uma missão estudadas até hoje pelos cientistas Divulgação/Nasa

  5. Após dez dias no espaço, a missão Artemis II voltou à Terra nesta sexta-feira (10), reforçando uma trajetória de avanços na exploração espacial — mas também de episódios trágicos. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Responsável pelo voo, a Nasa é a mesma agência que colocou o homem na Lua seis vezes desde 1969, começando pela Apollo 11. Apesar do grande sucesso, a instituição também viu, ao longo das décadas, três de suas missões transformarem avanços em tragédia e exporem os riscos da exploração espacial. Veja abaixo: Apollo 1 (1967) Vista em close do interior da cápsula de comando da Apollo S/C 012, na Plataforma 34, mostrando os efeitos do calor intenso do incêndio repentino que matou a tripulação principal da missão A/S 204. Cabo Kennedy, Flórida. Reprodução/Nasa A primeira das missões que, mais tarde, levariam o homem à Lua não chegou a decolar rumo ao espaço. Na verdade, um incêndio durante um ensaio de lançamento acabou matando os três astronautas que compunham a missão, Gus Grissom, Ed White e Roger Chaffee. Em 27 de janeiro de 1967, a tripulação se posicionou na cabine para a realização de um teste de rotina na base de Cabo Canaveral, na Flórida. O teste acumulava problemas técnicos desde o início. Havia falhas na comunicação, defeitos na fiação e problemas no controle de qualidade. O próprio Grissom, comandante da missão, demonstrava irritação. Em um momento de frustração, chegou a dizer: "Como nós vamos chegar à Lua se não conseguimos conversar entre dois ou três prédios?" LEIA TAMBÉM: É #FAKE que fotos coloridas da Lua foram feitas por astronautas da Artemis II; imagens passaram por edição para destacar minerais O que astronautas da Artemis 2 trazem de viagem à Lua: 'A parte boa está voltando com a gente' Dentro da cápsula, o ambiente também contribuía para o risco. A cabine estava pressurizada com oxigênio puro — prática comum na época —, o que tornava qualquer faísca potencialmente devastadora. Em poucos segundos, as chamas tomaram conta do módulo de comando. O ambiente altamente inflamável e a presença de materiais combustíveis dentro da cápsula contribuíram para a intensidade do incêndio. Sem tempo de reação, os astronautas tentaram alertar a equipe em solo, mas, por conta das falhas de comunicação, não houve tempo para o resgate. Em um áudio do momento, é possível ouvir os astronautas avisando do fogo e pedindo resgate: "Chamas!". "Nós temos um incêndio no cockpit". "Nós temos um incêndio, vamos sair daqui". A resposta da cabine de controle demora segundos: "Tripulação, vocês conseguem sair neste momento?". Ninguém responde. Além de as chamas se alastrarem muito rapidamente, a porta da cápsula abria para dentro e, com o aumento da pressão interna causado pelo fogo, não era possível abrir. A tripulação não conseguiu escapar. Os três homens morreram rapidamente. A tragédia levou a uma ampla revisão nos protocolos da Nasa. O projeto da espaçonave foi reformulado, os padrões de segurança foram reforçados e o uso de oxigênio puro em testes no solo foi abandonado. Quem eram os astronautas: Astronautas da Apollo 1 Reprodução/Nasa Gus Grissom (comandante da missão): veterano dos programas Mercury e Gemini, foi o segundo americano a ir ao espaço e o primeiro a viajar duas vezes. Era um dos principais nomes da NASA e cotado para liderar uma missão à Lua. Ed White (piloto sênior): ficou conhecido por realizar a primeira caminhada espacial de um americano, durante a missão Gemini 4, em 1965. Roger Chaffee (piloto do módulo de comando): piloto da Marinha e novato no programa espacial participaria de sua primeira missão. Era considerado um astronauta promissor, com forte formação técnica. Challenger (1986) Aeronave Challenger explode no ar Em 1986, outro acidente com uma nave da Nasa marcou a história da exploração espacial. No dia 28 de janeiro, o ônibus espacial Challenger explodiu durante o lançamento, a partir do Kennedy Space Center, na Flórida, e matou todos os sete tripulantes da missão STS-51L. A tragédia ocorreu 73 segundos após a decolagem e a causa do acidente foi uma falha nos O-rings, anéis de vedação de borracha presentes nos foguetes auxiliares. As temperaturas extremamente baixas na manhã do lançamento comprometeram a flexibilidade do material, impedindo a vedação adequada. Com isso, gases quentes escaparam, atingiram o tanque de combustível e provocaram a desintegração da nave ainda no ar. Investigações posteriores mostraram que o desastre poderia ter sido evitado. Engenheiros da empresa Morton Thiokol alertaram na véspera que o lançamento não deveria ocorrer sob frio intenso, mas a recomendação foi ignorada após pressão de autoridades da Nasa e da própria empresa. O desastre da Challenger AP Photo/Bruce Weaver, Arquivo A explosão foi transmitida para todo o mundo e causou uma comoção maior pela presença de Christa McAuliffe, uma professora que foi escolhida para dar a primeira aula do espaço. Os pais, marido e filhos dela estavam na base assistindo ao lançamento. Na época, o Jornal Nacional repercutiu a explosão em uma reportagem. (Veja no vídeo acima). O caso levou a mudanças nos protocolos de segurança da Nasa e se tornou um símbolo dos riscos da exploração espacial e das consequências de falhas na tomada de decisão. Quem eram os astronautas: Tripulação da Challenger Reprodução/Nasa Francis R. (Dick) Scobee (comandante): Piloto da Força Aérea dos EUA, veterano da Guerra do Vietnã e astronauta desde 1978. Já havia participado de uma missão anterior do Challenger. Michael J. Smith (piloto): Oficial da Marinha dos EUA e piloto experiente. A missão do Challenger seria seu primeiro voo espacial. Judith A. Resnik (especialista de missão): Engenheira elétrica com doutorado, foi a segunda mulher americana no espaço e participou de missões com satélites e pesquisas científicas. Ronald E. McNair (especialista de missão): Físico com PhD pelo MIT, especialista em lasers. Foi o segundo astronauta negro a ir ao espaço. Ellison S. Onizuka (especialista de missão): Engenheiro e oficial da Força Aérea, foi o primeiro astronauta nipo-americano. Gregory B. Jarvis (especialista de carga): Engenheiro da indústria aeroespacial, participava da missão para realizar experimentos sobre foguetes de combustível líquido. Christa McAuliffe: Professora escolhida no programa “Teacher in Space”. Seria a primeira educadora a dar aulas do espaço. Columbia (2003) Ônibus espacial Columbia explode no céu O acidente do ônibus espacial Columbia foi o único desastre com fatalidades da Nasa em que os astronautas chegaram ao espaço. Isso porque a fatalidade ocorreu na volta da nave à Terra. Em 1º de fevereiro de 2003, o mundo parou para assistir à volta do Space Shuttle Columbia após uma missão. A nave, contudo, se desintegrou durante a reentrada na atmosfera, cerca de 16 minutos antes de pousar. Os sete astronautas que estavam a bordo morreram. Columbia Dr. Scott Lieberman/Associated Press A causa do desastre começou ainda no lançamento, em 16 de janeiro. Cerca de 82 segundos após a decolagem, um pedaço de espuma isolante do tanque externo se soltou e atingiu a asa esquerda da nave. Na época, o impacto não foi considerado crítico por engenheiros e gestores da Nasa, já que casos semelhantes haviam ocorrido em missões anteriores. Durante a reentrada, porém, o dano se mostrou fatal. A abertura na asa permitiu a entrada de ar superaquecido, que comprometeu a estrutura da nave. Sem controle, o Columbia se partiu sobre o estado do Texas, espalhando destroços por uma grande área. A missão, STS-107, era dedicada a experimentos científicos em microgravidade e vinha sendo considerada um sucesso até então. Durante 16 dias, os astronautas realizaram cerca de 80 pesquisas, muitas delas com aplicações futuras na Estação Espacial Internacional. Assim como no caso do Challenger, investigações apontaram falhas na tomada de decisão. Engenheiros chegaram a solicitar imagens mais detalhadas do dano na asa, mas o pedido foi negado. A comissão que apurou o acidente concluiu que problemas técnicos, aliados a uma cultura organizacional que minimizava riscos, contribuíram para a tragédia. O desastre do Columbia reforçou lições já vistas anos antes: a importância de ouvir alertas técnicos e de não subestimar riscos em missões espaciais, mesmo quando problemas semelhantes já ocorreram sem consequências graves. Quem eram os astronautas: Tripulação da STS-107 Reprodução/Nasa Rick D. Husband (comandante da missão): coronel da Força Aérea dos EUA e veterano do programa espacial. William C. McCool (piloto): oficial da Marinha americana em sua primeira missão espacial. Michael P. Anderson (comandante de carga útil): responsável pela coordenação dos experimentos científicos. Kalpana Chawla (engenheira e astronauta): primeira mulher nascida na Índia a ir ao espaço. Laurel B. Clark (médica e especialista de missão): atuava em pesquisas biológicas. David M. Brown (médico e piloto): também especialista de missão. Ilan Ramon (especialista de carga útil): primeiro astronauta de Israel, participante de experimentos internacionais. As missões da Nasa que terminaram em tragédias Reprodução/Nasa

  6. Café da manhã, sono e exercício ajudam a “destravar” a mente e lidar melhor com o estresse, aponta estudo Adobe Stock Adotar hábitos simples do dia a dia, como comer bem pela manhã, dormir o suficiente e se exercitar regularmente, pode ser a chave para enfrentar situações estressantes com mais equilíbrio. Essa é a conclusão de um novo estudo da Universidade de Binghamton, que associa esses comportamentos ao desenvolvimento da chamada flexibilidade psicológica, uma habilidade essencial para lidar melhor com desafios. A flexibilidade psicológica é a capacidade de adaptar pensamentos, emoções e comportamentos diante de situações em constante mudança de forma equilibrada e construtiva. Na prática, significa não ficar travado diante do estresse. Segundo a pesquisadora Lina Begdache, pessoas com essa habilidade conseguem se distanciar emocionalmente de situações difíceis, processar o que estão sentindo e reagir de maneira mais adequada. Um exemplo é alguém que perde um voo: em vez de entrar em pânico, essa pessoa consegue manter a calma, entender o problema e buscar alternativas, mesmo ainda se sentindo estressada. Veja os vídeos que estão em alta no g1 🥗 Hábitos simples que fortalecem a mente O estudo foi realizado com cerca de 400 estudantes universitários e investigou a relação entre alimentação, sono, exercícios físicos e saúde mental. Os resultados mostram que práticas cotidianas podem influenciar diretamente a flexibilidade psicológica e, consequentemente, a resiliência: Café da manhã frequente: consumir a refeição cinco ou mais vezes por semana está associado a maior resiliência, mediada pela flexibilidade psicológica. Sono adequado: dormir menos de seis horas por noite está ligado a menor flexibilidade e menor capacidade de lidar com o estresse. Exercício físico: praticar atividades por pelo menos 20 minutos por dia está associado a melhorias nessa habilidade. Óleo de peixe: o consumo frequente também pode contribuir para a flexibilidade psicológica. ⚠️ Maus hábitos têm efeito contrário O estudo também aponta que a baixa flexibilidade psicológica — caracterizada por rigidez no pensamento e dificuldade de adaptação — está associada a comportamentos menos saudáveis. Entre eles estão: Falta de sono. Consumo frequente de fast-food. Esses fatores podem dificultar a capacidade de lidar com emoções e situações estressantes. 🔄 Como a mente processa o estresse De acordo com Begdache, a flexibilidade psicológica funciona como um “passo para trás” diante do estresse. Em vez de se sentir completamente dominada pela situação, a pessoa consegue identificar o que está sentindo e por quê. Esse processo ajuda a encontrar caminhos para lidar melhor com as emoções. 🔍 O elo entre estilo de vida e resiliência Pesquisas anteriores já indicavam que uma alimentação de melhor qualidade está associada a maior resiliência. No entanto, o novo estudo acrescenta a flexibilidade psicológica como elemento central. Segundo os autores, não é apenas a dieta ou o estilo de vida que tornam alguém resiliente. Esses fatores atuam ao desenvolver a flexibilidade psicológica. E é essa habilidade que, de fato, fortalece a capacidade de enfrentar o estresse. O estudo “Fatores dietéticos e de estilo de vida e resiliência: o papel da flexibilidade psicológica como mediadora” foi publicado no Journal of American College Health. Como o café da manhã influencia no funcionamento do cérebro e no humor ao longo do dia O médico nutrólogo Durval Ribas Filho destaca que o café da manhã ajuda o organismo a sair do jejum noturno e pode favorecer um início de dia com mais energia, mais estabilidade de glicemia e melhor disposição mental. Os estudos mostram que, em adultos, ele pode trazer um benefício pequeno, mas consistente, principalmente para a memória, enquanto outros efeitos cognitivos variam mais entre as pessoas. Além disso, manter o hábito de consumir um café da manhã equilibrado costuma estar associado a uma rotina mais organizada de sono, alimentação e autocuidado, o que também repercute no humor: “Pular o café da manhã e não repor as energias com uma alimentação equilibrada ao despertar pode levar a uma dificuldade de foco, lentidão mental e certa irritabilidade em lidar com os desafios do dia a dia”, afirma. Os nutrientes mais associados à melhora da saúde mental e da resposta ao estresse Os nutrientes mais citados na literatura como associados à melhora da saúde mental e da resposta ao estresse são: ômega-3: encontrado principalmente em peixes gordurosos e frutos do mar, mas também nas nozes, chia e linhaça. folato (vitamina B9), que está presente naturalmente em diversos alimentos, principalmente os de origem vegetal, como espinafre, couve, brócolis, aspargos e alface. O nutriente está presente também em leguminosas e em frutas, como laranja, abacate, banana, mamão e morango. Ele também é adquirido em alimentos como fígado, ovos, sementes (girassol) e amendoim outras vitaminas do complexo B vitamina D: a principal fonte ainda é a exposição ao sol, mas alguns alimentos ajudam bastante, como peixes gordurosos (salmão, sardinha, atum e cavala), ovos (principalmente a gema), leite e derivados, fígado, manteiga e óleo de fígado de bacalhau. magnésio: também encontrado em verduras, especialmente os verdes escuros, oleaginosas e sementes, grãos integrais, leguminosas, chocolate amargo (quanto mais cacau, melhor), banana, abacate, leite e derivados. Mas Ribas Filho destaca que o maior benefício costuma aparecer não por um nutriente isolado, e sim dentro de um padrão alimentar saudável, rico em alimentos in natura ou minimamente processados. Em resumo, o cérebro responde melhor a uma alimentação de boa qualidade como um todo do que a soluções pontuais. LEIA TAMBÉM: Suplementação de magnésio: entenda os tipos e saiba o efeito de cada um O que comer para viver mais: os alimentos mais estudados pela ciência ligados à proteção do coração e à maior longevidade Mamão: descubra 5 benefícios da fruta e um alerta; lista de receitas ajuda a aproveitar potencial do alimento 🍌 Banana: descubra 6 benefícios da fruta e um alerta

  7. Torneira pingando (imagem ilustrativa) Samantha Rufino/g1 RR O abastecimento de água pode apresentar intermitências em mais de mil bairros de Belo Horizonte e outras 15 cidades da Região Metropolitana neste domingo (12). O motivo é a paralisação do sistema Rio Manso para a realização de obras de ampliação, segundo a Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa). Além da capital mineira, pode faltar água em Betim, Brumadinho, Contagem, Esmeraldas, Ibirité, Lagoa Santa, Mário Campos, Matozinhos, Pedro Leopoldo, Ribeirão das Neves, São Joaquim de Bicas, Igarapé, São José da Lapa, Sarzedo e Vespasiano. ✅Clique aqui para seguir o canal do g1 MG no WhatsApp A paralisação do sistema está programada para ocorrer das 6h às 18h. De acordo com a Copasa, o fornecimento de água será retomado de forma gradativa após esse período, mas, em regiões mais elevadas e distantes da infraestrutura, só deve ser normalizado na noite de segunda-feira (13). Ainda segundo a companhia, imóveis que têm caixa d'água podem não sofrer impactos. A distribuição por caminhão-pipa vai priorizar serviços essenciais. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Veja os bairros afetados por cidade: Belo Horizonte Ademar Maldonado, Alípio de Melo, Alpes, Alta Tensão, Alta Tensão I, Alto Caiçaras, Alto das Antenas, Alto dos Pinheiros, Álvaro Camargos, Apolônia, Araguaia, Átila de Paiva, Bandeirantes, Barão Homem de Melo IV, Barreiro, Barreiro de Cima, Bernadete, Betânia, Bonfim, Bonsucesso, Brasil Industrial, Braúnas, Buritis, Cabana do Pai Tomás, Caiçara Adelaide, Caiçaras, Calafate, Califórnia, Camargos, Cardoso, Carlos Prates, Castanheira, Castelo, CDI Jatobá, Cenáculo, Céu Azul, Cinquentenário, Confisco, Conjunto Habitacional Vale do Jatobá, Conjunto São Francisco de Assis, Conjunto Bonsucesso, Conjunto Califórnia I, Conjunto Califórnia II, Conjunto Jardim Filadélfia, Conjunto Jatobá, Conjunto João Paulo II, Conjunto Lagoa, Conjunto Minas Caixa, Conjunto Novo Dom Bosco, Conjunto Santa Maria, Conjunto Túnel de Ibirité, Copacabana, Coqueiros, Coração Eucarístico, Custodinha, Dandara Trevo, Das Indústrias I, Das Indústrias II, Das Mansões, Delta, Diamante, Distrito Industrial do Jatobá, Dom Bosco, Dom Cabral, Engenho Nogueira, Ernesto do Nascimento, Esplendor, Estoril, Estrela do Oriente, Europa, Flávio Marques Lisboa, Gameleira, Garças, Glória, Goiânia, Guaratá, Gutierrez, Havaí, Imbaúbas, Inconfidência, Independência, Itaipu, Itatiaia, Jardim Alvorada, Jardim América, Jardim das Rosas, Jardim do Vale, Jardim dos Comerciários, Jardim Leblon, Jardim Liberdade, Jardim Montanhês, Jardim São José, Jardinópolis, Jatobá, João Pinheiro, Leonina, Liberdade, Lindeia, Lorena, Luxemburgo, Madre Gertrudes, Manacás, Mangueiras, Mantiqueira, Marajó, Maravilha, Marieta II, Marilândia, Milionários, Minas Brasil, Minas Caixa, Miramar, Monsenhor Messias, Nova Cachoeirinha, Nova Cintra, Nova Gameleira, Nova Granada, Nova Pampulha, Nova Suíça, Nova York, Novo das Indústrias, Novo Glória, Novo Ouro Preto, Novo Santa Cecília, Novo Tirol, Oeste, Olaria, Ouro Preto, Padre Eustáquio, Palmeiras, Pantanal, Paquetá, Parque São José, Patrocínio, Pedra Branca, Petrópolis, Pindorama, Pongelupe, Resplendor, Salgado Filho, Santa Cecília, Santa Helena, Santa Lúcia, Santa Margarida, Santa Maria, Santa Mônica, Santa Rita, Santa Sofia, Santa Terezinha, São Bento, São João, São Judas Tadeu, São Salvador, Serra do Curral, Serra Verde, Serrano, Solar do Barreiro, Sport Club, Teixeira Dias, Tiradentes, Tirol, Tirol (BA), Trevo, Urca, Urucuia, Vale do Jatobá, Venda Nova, Ventosa, Vila Alto dos Pinheiros, Vila Antena Montanhês, Vila Átila de Paiva, Vila Batik, Vila Califórnia, Vila Castanheira, Vila Cemig, Vila Copasa, Vila Coqueiral, Vila Corumbiara, Vila da Amizade, Vila das Oliveiras, Vila dos Anjos, Vila Engenho Nogueira, Vila Esperança, Vila Formosa, Vila Havaí, Vila Jardim Alvorada, Vila Jardim Montanhês, Vila Jardim São José, Vila Madre Gertrudes I, Vila Madre Gertrudes II, Vila Madre Gertrudes III, Vila Madre Gertrudes V, Vila Mangueiras, Vila Marieta, Vila Nova dos Milionários, Vila Nova Gameleira I, Vila Nova Gameleira II, Vila Nova Gameleira III, Vila Nova Paraíso, Vila Oeste, Vila Pinho, Vila Piratininga, Vila PUC, Vila Tirol, Vila Trinta e Um de Março, Vila Ventosa, Vila Virgínia, Vila Vista Alegre, Vista Alegre, Washington Pires. Betim Betim: Alvorada, Amarante, Amazonas, Bandeirinhas, Campos Elíseos, Capelinha, Casa Amarela, Charneca, Citrolândia, Colônia Santa Isabel, Conjunto Habitacional José Gomes de Castro, Conjunto Residencial Dicalino Cândido da Fonseca, Cruzeiro, Distrito Industrial Barreiro Cima Norte, Distrito Industrial Jardim Piemonte/Norte, Distrito Industrial Jardim Piemonte/Sul, Distrito Industrial Bandeirinhas, Distrito Industrial Paulo Camilo Sul, Dom Bosco, Estância do Sereno, Estâncias do Sereno, Fazenda Serrinha, Guanabara, Imbiruçu, Jardim da Cidade, Jardim das Alterosas – 1ª Seção, Jardim Nazareno, Jardim Teresópolis, Kennedy, Laranjeiras, Nova Baden, Novo Amazonas, Paquetá, Parque das Acácias, Parque Ipiranga, Parque Jardim Teresópolis, Paulo Camilo, Petrovale, Presidente Kennedy, Quintas da Bandeirinha, Renascer, Riacho III – Jardim Pampulha, Santa Cruz, Santo Antônio, São Caetano, São Cristóvão, São Jorge, São Marcos, São Miguel, São Salvador, Vila Boa Esperança, Vila Cristina, Vila Inconfidência, Vila São Caetano, Vila Universal, Vila Verde. Brumadinho Inhotim, Conceição de Itaguá, Retiro do Brumado. Contagem: Água Branca, Alvorada, Amazonas – 1ª Seção, Antônio Cambraia, Arpoador, Arvoredo, Arvoredo – 2ª Seção, Balneário da Ressaca, Bandeirantes, Beatriz, Bela Vista, Bernardo Monteiro, Bitácula ou 40 Alqueires, Bom Jesus, Braúnas, Campina Verde, Cândida Ferreira, Centro, Centro Industrial Francisco Firmo de Matos, Chácara Boa Vista, Chácara Novo Horizonte, Chácaras Campestre, Chácaras Campo do Meio, Chácaras Cotia, Chácaras Planalto, Chácaras Reunidas Santa Terezinha, Cidade Industrial, Cidade Jardim Eldorado, Cincoão, Colorado, Conjunto Habitacional Água Branca, Conjunto Habitacional Carajás, Conjunto Habitacional Confisco, Conjunto Habitacional Costa e Silva, Conjunto Habitacional Jardim Califórnia, Conjunto Habitacional Monte Castelo, Conjunto Habitacional Nova Pampulha, Conjunto Habitacional Riacho III, Conjunto Habitacional Oitis, Conjunto Parque das Mangueiras, Conjunto Perobas, Conquista Veredas, Coqueiros, Da Glória, Darcy Vargas, Distrito Industrial Dr. Hélio P. Guimarães, Distrito Industrial Riacho das Pedras, Do Cabral, Do Comércio, Dos Caiapós, Dos Funcionários, Eldoradinho, Empresarial do Mandu, Estrela Dalva, Fazenda da Tapera, Feijão Miúdo, Flamengo, Floricultura Lempp, Fonte Grande, Fonte Grande – 4ª Seção, Granja Lempp, Guanabara, Inconfidentes, Industrial – 1ª e 2ª Seção, Industrial – 3ª Seção, Industrial Itaú, Industrial Santa Rita, JK, Jardim Balneário, Jardim das Oliveiras, Jardim do Lago, Jardim dos Bandeirantes, Jardim Emaús, Jardim Industrial, Jardim Laguna, Jardim Marrocos, Jardim Pérola, Jardim Riacho das Pedras, José Ferreira Camargos, Kennedy, Liberdade I, Liberdade II, Linda Vista, Lua Nova da Pampulha, Maria da Conceição, Milanez, Morada Nova, Nacional, Nacional – 2ª Seção, Novo Boa Vista, Novo Eldorado, Novo Recanto, Oitis, Parque Ayrton Senna, Parque BH Industrial, Parque dos Turistas, Parque Durval de Barros, Parque Maracanã, Parque Novo Progresso, Parque Recreio, Parque Riacho das Pedras, Parque São João, Parque Xangrilá, Parque Xangrilá – 2ª Seção, Parque Xangrilá – 3ª Seção, Pedra Azul, Pedra Azul – 2ª Seção, Pôr do Sol, Portal do Sol, Recanto da Pampulha, Residencial Vale das Orquídeas, Riacho das Pedras, Santa Cruz Industrial, Santa Maria, Santa Terezinha, São Gotardo, São Joaquim, São Joaquim – 2ª Seção, São Joaquim – 3ª Seção, São Pedro, São Sebastião, Senhora da Conceição, Serrano, Tijuco, Três Barras, Vale das Amendoeiras, Vale das Perobas, Vera Cruz, Vila Boa Vista, Vila Francisco Mariano, Vila Itália, Vila Líder, Vila Paris, Vila Parque Industrial, Vila Pernambucana, Vila Presidente Vargas, Vila Riachinho, Vila Ruy Barbosa, Vila Santa Edwiges, Vila Santa Luzia, Vila Santo Antônio, Vila São Mateus, Vila São Paulo, Vila Vitória. Esmeraldas Alexandria, Condomínio Nossa Fazenda, Ecovilla Tijuco, Quintas São José, Santa Cecília, São Francisco de Assis, São Pedro. Ibirité Águia Dourada, Aparecida, Bela Vista, Bela Vista – 3ª Seção, Boa Vista, Bosque de Ibirité, Cascata, Condomínio das Palmeiras, Distrito Industrial de Ibirité, Distrito Industrial Marsil, Durval de Barros, Eldorado, Guanabara, Ideal, Industrial, Itaipu, Jardim das Oliveiras, Jardim das Rosas, Jardim Industrial, Jardim Montreal, José do Prado, Lajinha, Los Angeles, Marilândia, Mirante, Morada da Serra, Ouro Negro, Palmares, Palmares – 4ª Seção, Palmeiras, Parque Elizabeth, Petrolina, Petrovale, Piratininga, Primavera, Recanto da Lagoa, Regina, São Judas Tadeu, Serra Dourada, Sol Nascente, Vila dos Operários, Washington Pires. Igarapé Atenas, Bela Vista, Beverly, Bom Jardim, Campina Verde, Campo Belo, Canarinho, Capão Comprido, Centro, Chácara Três Lagoas, Cidade Clube Residência, Cidade Jardim, Cidade Nova, Condomínio Fazenda Solar, Condomínio Granville, Condomínio Morada da Serra, Condomínio Morada do Sol, Condomínio Vila da Serra, Estância Paraopeba, Fazenda Boa Vista, Fazenda Coqueiro, Fazenda do Rego, Fernão Dias, Gran Royalle, Imperial, Industrial, Ipanema, Itatiaiuçu, Jardim Colonial, Jardim das Roseiras, Jardim Ipiranga, Jequitibá, Juscelino Kubitschek, Lago Azul, Machado, Madre Liliane, Maracanã Industrial, Marechal Rondon, Meriti, Monte Sinai, Nobre, Nossa Senhora Aparecida, Nossa Senhora de Fátima, Nossa Senhora do Carmo, Nova Esperança, Novo Horizonte, Novo Horizonte Norte, Novo Igarapé, Ouro Preto, Ouro Velho, Pacaembu, Padre Eustáquio, Panorama, Panorama Industrial, Pedra Grande, Planalto, Portal do Igarapé, Pousada Del Rey, Progresso, Rancho Três Lagoas, Recanto do Coqueiro, Recanto do Igarapé, Residencial Fazenda Mirante, Residencial Mangabeiras, Residencial Ouro Verde, Resplendor, Santa Ana I, Santa Mônica, Santa Rosa, Santo Antônio, São Francisco, São Mateus, São Miguel, São Sebastião, Sumaré, Três Poderes, União, Vale do Amanhecer, Vale dos Igarapés, Vargem das Piabas, Veterinária, Vila Rica, Vila Senhora de Fátima II, Vista Alegre, Vista da Serra, Vivendas Santa Mônica I, Vivendas Santa Mônica II. Lagoa Santa Aeronautas, Alto do Joá, Alto dos Aeronautas, Amadeus, Bela Emília, Bela Vista, Bela Vista II, Brant, Campinho, Campo das Azaleias, Campo dos Grous Coroados, Campo dos Pelicanos, Campo Florido, Campos da Liberdade, Canto do Riacho, Cascalheiras, Centro, Chácaras do Vinhático, Comercial Goiabeiras, Condomínio Estância Caravelas, Condado de Bougainville, Condomínio Majestade Sabiá, Condomínio Manancial, Condomínio Moradas do Sol, Condomínio Roseiral, Conjunto Residencial Bela Vista, Conjunto Residencial Lagoa Santa, Conjunto Residencial Ovídio Guerra, Conjunto Residencial Vila Maria, Das Acácias, Distrito Industrial Genesco Ap. Oliveira, Distrito Industrial Vista Alegre, Doutor Lund, Eco Village, Encanto da Lagoa, Estância das Aroeiras, Estância das Orquídeas, Estância das Petúnias, Estância dos Antúrios, Estância dos Oitis, Estância Real, Fazenda do Jack, Fazenda Olaria, Flamboyant, Flor do Cerrado, Francisco Pereira, Goiabeiras, Grapérola, Gran Pérola, Herdeiros Lindolfo da C. Viana, Ipanema, Jaques Ville, Jardim do Campinho, Jardim Imperial, Jardim Ipê, Jardim Ipê II, Jardins da Lagoa, Jardins da Lagoa II, Joá, Joana D’Arc, Joana Marques, Lagoa Mansões, Lagoinha de Fora, Laticam Comides, Lindolfo Costa Viana, Luís Pinto Sobrinho, Lundcéia, Lundcéia II, Mariposas, Mirante da Lagoa, Mirante do Fidalgo, Mirante do Tamboril, Moradas da Lapinha, Morro do Cruzeiro, Nossa Senhora de Fátima, Nossa Senhora de Lourdes, Novo Santos Dumont, Observatorium, Ovídio Guerra, Palmital, Palmital I, Palmital II, Palmital III, Parque Aeronáutico, Parque das Borboletas, Parque dos Buritis, Parque Residencial Vivendas, Pastinho, Pomar da Lagoa, Pontal da Liberdade, Pôr do Sol, Portal do Sol, Praia Angélica, Promissão, Promissão – 1ª Seção, Promissão II, Promissão III, Quebra, Quintas dos Viana, Real Garden, Recanto da Lagoa, Recanto do Poeta, Redenção, Residencial Bem Viver, Residencial Boulevard, Residencial Champagne, Residencial Eldorado, Residencial Golden Class, Residencial Gran Royalle, Residencial Jardins Village, Residencial Mont Ville, Residencial Montreal, Residencial Paineiras, Residencial Real Mont Ville, Residencial Redenção, Residencial Riviera, Residencial Solarium, Residencial Villa Paradiso, Residencial Virgínia, Residencial Vitória, Santa Cecília, Santos Dumont, Santos Dumont II, São Geraldo, Shalimar, Sítio do Campinho, Sítio do Diogo, Sobradinho, Sonho Verde, Terra Vista, Tradição, Trevo, Trilhas do Sol, Vale dos Sonhos, Vale Verde Ville, Vargem do Lobo, Várzea, Veredas da Lagoa, Vitória I, Vitória II, Vila Arcádia, Vila Asas, Vila dos Ipês, Vila dos Oficiais, Vila Jardim Presidente, Vila José Fagundes, Vila Maria, Vila Nossa Senhora de Fátima, Vila Pinto Coelho, Vila Rica, Vila Santa Helena, Villa Paradiso, Village do Gramado, Visão, Vista Alegre, Vitória da União, Zumbi. Mário Campos Áreas do Paraopeba, Bambuí, Bela Vista, Bom Jardim, Campo Belo, Campo Verde, Centro, Chácara Recanto Bom Jardim, Chácaras Maria Antonieta, Estância Balneário Bom Jardim, Estância Serra Verde, Funil, Garcia, Jardim Primavera, Palmeiras, Residencial Maria Antonieta, Reta do Jacaré, São Tarcísio, Tangará, Vila da Serra, Vila das Amoreiras, Vila Eny, Vila Lourdes, Vila Machadinho, Vila Ondina, Vila Tânia. Matozinhos Mocambeiro. Pedro Leopoldo Boa Esperança, Campinho, Capão, Centro, Condomínio dos Quintais, Condomínio Fazenda da Lajinha, Conjunto Habitacional Adélia Issa, Conjunto Habitacional Amélia Torres, Conjunto Habitacional Romero de Carvalho, Conjunto Residencial César J. Cece Sales, Coqueirinho, Distrito Industrial Dr. Lund, Dom Camilo, Dona Júlia, Donato, Felipe Cláudio Sales, Ferreiras, Giardino di Soli, Jardinópolis, Joana D’Arc, Lagoa de Santo Antônio, Manoel Carlos, Maria Cândida, Maria de Lourdes, Marieta Batista de Sales, Mocambeiro, Morada dos Angicos, Morada dos Hibiscos, Novo Campinho, Parque Agenor Teixeira, Parque Andyara, Parque dos Bandeirantes, Parque Jardim Soli, Parque Roberto Belizário, Ponte Alta, Portal Central Park, Portal das Acácias, Portal das Acácias II, Parque Sônia Teixeira Romanelli, Quinta das Palmeiras, Recanto da Lagoa, Santa Fé, Santa Rita, Santa Tereza, Santo Antônio, Santo Antônio da Barra, São Geraldo, São José, São Pedro, Serra Negra, Tapera, Teotônio Batista de Freitas, Triângulo, Vargem Alegre, Vera Cruz de Minas, Vesper Triângulo, Vila Aparecida, Vila Brasilina, Vila Felicidade, Vila Magalhães, Vila São João Batista, Vitória Tênis Residence. Ribeirão das Neves Alicante, Alterosa, Areias de Baixo, Barcelona, Bela Vista, Belvedere, Bom Sossego, Campos Silveira, Centro, Centro de Areias, Céu Anil, Chácaras Bom Retiro, Chácaras do Baú, Conjunto Habitacional Henrique Sapori, Conjunto Nova Pampulha, Distrito Industrial João de Almeida, Dona Clara, Dona Clarice, Dos Pereiras, Eliane, Elizabeth, Evereste, Fazenda Castro, Fazenda das Lages, Fazenda Severina, Félixlândia, Florença, Fortaleza, Franciscadriângela, Granjas Primavera, Havaí, Iolanda, Jardim Alvorada, Jardim Colonial, Jardim de Alá – 1ª Seção, Jardim Primavera, Jardim Verona, José Maria da Costa, Kátia, Lagoa, Landi I, Landi II, Laredo, Liberdade, Luana, Luar da Pampulha, Mangueiras, Maria Helena, Maria Helena II, Monte Verde, Nápoli, Neviana, Nossa Senhora da Conceição, Nossa Senhora das Neves, Nossa Senhora de Santana, Nossa Senhora de Santana II, Nova União, Novo América, Pedra Branca, Penha, Porto Seguro, Quintas do Lago, Quintas Vera Cruz, Rosana, Rosaneves, Rosimeire, San Genaro, San Marino, San Remo, Santa Branca, Santa Fé, Santa Izabel, Santa Margarida, Santa Marta, Santa Martinha, Santa Matilde, Santa Paula, Santinho, Santo Antônio, São Francisco de Assis, São Geraldo, São Januário, São João de Deus, São José, São Judas Tadeu, São Luiz, São Pedro, Savassi, Severina – 2ª Seção, Sevilha, Soares, Sônia, Status, Tancredo Neves, Tânia, Tocantins, Toni, Vale da Prata, Vale das Acácias, Vale Verde, Várzea Alegre, Veneza, Vereda, Vereda II, Verônica, Vila Aparecida, Vila Bispo de Maura, Vila Cacique, Vila Esplanada, Vila Henrique Sapori, Vila Hortinha, Vila Mariana, Vila Real, Xangrilá. São Joaquim de Bicas Alvorada Industrial, Alvorada Industrial II, Avante, Bandeirantes, Bela Vista, Belo Vale, Boa Esperança, Campina Verde, Campo Belo, Campo São Joaquim, Canadá, Chacreamento do Baú, Condomínio Valle do Cedro, Dos Pescadores, Esperança, Estância Paraopeba, Estância Serra Negra, Estância Serra Verde, Fazenda dos Coqueiros, Flor de Minas, Funil, Granja Fernão Dias, Guarani, Imperador, Itatiaia, Jardim Vila Rica, Marília, Marques Industrial, Marques Industrial II, Marques Industrial III, Monte Alegre, Montreal, Nazaré, Nossa Senhora da Paz, Nova Esperança, Orquídeas, Padre Victor, Pedra Branca I, Pedra Branca II, Planalto, Pousada das Rosas, Pouso Alegre, Primavera, Recanto das Flores, Recanto do Sol, Recreio do Lago I, Recreio do Lago II, Residencial Casa Grande, Residencial Fernando Costa, Retiro da Mata, Retiro do Moinho, Santa Rita, Santo Antônio, São José, Senhora da Paz, Serra Dourada, Tereza Cristina, Tijuca, Tiradentes, Tupanuara, Vale do Igarapé, Vale do Sol I, Vale do Sol II, Vila Boa Vista, Vila do Ipê, Vila São Dimas, Vila Verde. São José da Lapa Belo Vale, Cachoeira, Centro, Chácaras dos Ipês, Chácaras Quintas dos Ipês, Chácaras Reunidas São Vicente, Dom Pedro I, Guarani, Maria de Lourdes, Maria de Lourdes Oliveira, Nova Cachoeira, Nova Granja, Parque Jardim Encantado, Perobas, Recanto do Vale, Vila Brasilina, Vila Ical. Sarzedo Brasília, Cachoeira, Central Park, Condomínio Sarzedo, Condomínio Vista da Lagoa, Distrito Industrial de Sarzedo, Imaculada Conceição, Jardim Anchieta, Jardim das Oliveiras, Jardim Santa Rosa, Jardim Vera Cruz, Liberdade, Pinheiros, Planalto, Residencial Masterville, Riacho da Mata, Riacho da Mata II, Santa Cecília, Santa Mônica, Santa Rita, Santa Rosa de Lima, Santo Antônio, São Cristóvão, São Joaquim, São Pedro, Sarzedo, Serra Azul. Vespasiano Alphaville, Angicos, Bela Vista, Bernardo de Souza, Boa Vista, Bonsucesso, Caieiras, Célvia, Central Park, Centro, Chácaras Laranjeiras, Condomínio dos Coqueiros, Condomínio Mangueiras, Condomínio São José, Distrito Industrial, Fagundes, Gávea, Gran Park, Imperial, Jardim Alterosa, Jardim Bela Vista, Jardim da Glória, Jardim Daliana, Jardim Encantado, Jardim Itaú, Jardim Paraíso, Jequitibá, Lar de Minas, Lourdes, Morro Alto, Morro do Cruzeiro, Názia, Nova Iorque, Nova Pampulha, Novo Horizonte, Parque Jardim Maria José, Parque Norte, Residencial Mônaco, Residencial Park I, Residencial Toscana, Residencial Verde Valle, Rosa dos Ventos, Santa Clara, Santa Clara II, Santa Cruz, Santa Maria, Santo Antônio, Serra Azul, Serra Dourada, Suely, Vale Formoso, Vida Nova, Vida Nova II, Vila Cruzeirinho, Vila Esportiva, Vista Alegre. Vídeos mais vistos no g1 Minas:

  8. O crescimento da produtividade do trabalho na economia brasileira nos últimos seis anos foi "modesto" e decorreu, sobretudo, de elementos como desempenho favorável da produtividade na agropecuária e realocação do emprego para atividades mais produtivas. Manifestantes protestam pelo fim da escala 6x1 com faixas e cartazes. Cláudio Pinheiro / O Liberal A conclusão é do Banco Central (BC) e foi divulgada no relatório de política monetária no fim do mês passado, em meio ao debate sobre o fim da escala 6x1. "Quando se exclui a agropecuária, o desempenho da produtividade mostra-se ainda mais limitado: cresceu apenas 1,1% desde 2019 (média de 0,2% ao ano)", avaliou o Banco Central, ressaltando o impacto negativo de outros setores da economia. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Em tese, sem ganhos de produtividade, a redução das horas trabalhadas pode elevar o custo de produção, pressionando margens das empresas e, em alguns casos, os preços — mas isso depende de outros fatores como concorrência, demanda e eficiência. Para o BC, a contribuição da produtividade para a redução dos custos do trabalho tem sido limitada. "A eventual persistência do avanço modesto da produtividade do trabalho, combinada às restrições ao crescimento da população ocupada – decorrentes da taxa de desocupação em patamar reduzido, da relativa estagnação da participação na força de trabalho e da desaceleração do crescimento da população em idade de trabalhar – poderia restringir o potencial de crescimento da economia. Nesse contexto, acelerações da demanda podem se traduzir em pressões inflacionárias", acrescentou o BC. Frentes parlamentares debatem escala 6X1 Fim da escala 6x1 Uma das principais bandeiras de campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na economia em sua busca pela reeleição no fim deste ano, a proposta de reduzir a jornada de trabalho de 44 horas para 40 horas semanais sofre resistência do setor produtivo. O principal argumento é que haverá aumento de custos, o que tende a ser repassado ao consumidor. (entenda mais abaixo) De acordo com o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, o debate sobre a redução da jornada de trabalho é uma necessidade cobrada pela sociedade brasileira. Ele afirmou, porém, que já há empresas que vem antecipando esse debate, reduzindo voluntariamente a jornada de seus trabalhadores. Segundo Marinho, há necessidade de enquadramento das empresas que não desejam. "Aí é lei, não haverá um acordo coletivo que leve à redução da jornada máxima. A partir da jornada máxima, empresas podem fazer adequações para menos, mas não podem para mais", explicou. Ministro do Trabalho, Luiz Marinho, defendeu o fim da escala 6x1 durante evento em Vitória, Espírito Santo, em março Alice Souza O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), disse que a Proposta de Emenda à Constituição (PEC), que põe fim à escala 6x1, deverá ser votada na próxima semana na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e até o fim de maio em plenário. O ministros Guilherme Boulos (PSOL), da Secretaria-Geral da Presidência da República, disse que o governo segue disposto a enviar uma proposta sobre o tema para análise dos parlamentares. O governo deve se reunir nos próximos dias para fechar o texto do projeto. Segundo Boulos, o governo defende as seguintes mudanças nas regras trabalhistas – sem redução de salário: fim da escala 6x1 e implementação da 5x2, com dois dias de descanso semanais; e jornada de trabalho seja de 40 horas por semana, no máximo. Ministro Guilherme Boulos defende envio de projeto que preveja jornada máxima de 40 horas, sem redução salarial Divulgação Evolução nos últimos anos De acordo com o Banco Central, a alta relativamente modesta da produtividade do trabalho entre 2019 e 2025 (média de 0,6% ao ano) refletiu dinâmicas distintas ao longo do período. Segundo o Banco Central: Em 2020, observou-se forte elevação da produtividade, associada à pandemia, quando a redução da população ocupada superou a queda Valor Adicionado Bruto (VAB). Este é um indicador econômico que mede a riqueza gerada por uma empresa, setor ou região. A alta da produtividade foi gradualmente revertida até 2022, quando a variação acumulada da produtividade desde 2019 ficou praticamente nula. Em 2023, a produtividade apresentou alta expressiva, influenciada pelo aumento da produtividade da agropecuária em ano de safra recorde, passando a avançar em ritmo moderado nos dois anos seguintes. "Setorialmente, a agropecuária foi o principal destaque em termos de elevação da produtividade, resultado da combinação de expansão da produção e redução da população ocupada. O segmento de outros serviços também apresentou desempenho positivo desde 2019, possivelmente associado à maior incorporação de tecnologia e mudanças organizacionais, embora essa hipótese exija investigação adicional", diz o BC De acordo com a instituição, os demais segmentos registraram contribuições mais modestas ou mesmo negativas para a evolução da produtividade do trabalho agregada. Segundo o BC, agropecuária foi setor de destaque no aumento da produtividade desde 2019 Jornal Nacional/ Reprodução O que dizem analistas e o setor produtivo Richard Domingos, diretor executivo da Confirp Contabilidade, avaliou que o debate sobre qualidade de vida é legítimo e necessário, mas pontuou que a economia brasileira passa por um momento de desemprego historicamente baixo, com dificuldade de contratação. "Mudar a jornada sem avaliar os impactos estruturais pode gerar efeitos econômicos e fiscais relevantes. Se a jornada diminui e o salário é mantido, o custo aumenta. Em um mercado já pressionado por escassez de profissionais, isso pode gerar inflação na mão de obra e parte desse aumento tende a ser repassado aos preços de produtos e serviços", afirma Domingos. Benito Pedro Vieira Santos, CEO da Avante Assessoria Empresarial, observou que alterações no regime de trabalho atingem operações que dependem de cobertura contínua, como indústria, logística, varejo e serviços, e, com isso, 'reverberam ao longo de cadeias de fornecedores e clientes". Na prática, segundo ele, as empresas podem enfrentar três movimentos simultâneos: recomposição de horas produtivas via contratação ou pagamento adicional; elevação do custo fixo; e pressão sobre preços e margens, especialmente em mercados com pouca capacidade de repasse dos custos. Mudança da escala 6x1 teve grande adesão nas redes sociais e impulsionou projetos no Congresso Tânia Rêgo/Agência Brasil CNI estima queda de 0,7% no PIB Segundo nota técnica da Confederação Nacional da Indústria (CNI), a proposta de redução do limite semanal das horas trabalhadas de 44 para 40 horas de trabalho – com 8 horas diárias em 5 dias por semana e manutenção do salário mensal pago – tem como resultado imediato o aumento do valor da hora trabalhada regular para os empregados cujo contrato de trabalho atual exceda 40 horas semanais. "O exercício mostra que, como consequência da elevação do custo do trabalho, tem-se, ao fim do processo de ajuste da economia, aumento generalizado dos preços da economia. Tanto de bens e serviços para os consumidores finais, como também de insumos e matérias-primas para as empresas, o que gera perda de competitividade. A menor competitividade implicará em perda de participação nos mercados exterior e doméstico, resultando em queda das exportações e alta das importações", avaliou a CNI. Com a perda de participação, a entidade avalia que também haverá menor produção. "Assim, as horas trabalhadas perdidas com a redução do limite semanal não são integralmente recompostas e, como resultado, tem-se queda da atividade econômica como um todo. Estimamos que isso geraria uma queda de 0,7% do PIB brasileiro, o equivalente a uma perda de R$ 76,9 bilhões", concluiu.

  9. Facções transformam crimes ambientais em nova fronteira do poder no Amazonas O ouro que sai do fundo do rio no sul do Amazonas não serve apenas para enriquecer garimpeiros ilegais. Esse e outros crimes ambientais, como extração ilegal de madeira, grilagem e tráfico de animais silvestres, financiam armas, pagam por droga importada do Peru e Colômbia e fortalecem facções criminosas que avançam seus domínios por meio do controle da floresta. Dados reunidos no estudo Cartografias da Violência na Amazônia 2025 , do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, indicam que facções como o Comando Vermelho (CV) e o Primeiro Comando da Capital (PCC) passaram a tratar crimes ambientais como fonte estratégica de financiamento, lavagem de dinheiro, domínio regional e parte da engrenagem de poder. Os pesquisadores observaram uma mudança no perfil do crime na região - antes concentrado na disputa pelas rotas do tráfico e, agora, focado na extração clandestina de recursos naturais da Amazônia. Pelo menos três municípios já têm atuação de facções com foco em crimes ambientais, segundo o estudo: Humaitá Lábrea Manicoré O documento mostrou ainda que presença dessas organizações intensifica os conflitos socioambientais e coloca comunidades tradicionais e povos indígenas em situação de vulnerabilidade. “Essas organizações chegam à Amazônia com interesse estratégico em controlar a cadeia do tráfico de drogas direto da produção. A partir do momento em que se inserem na economia ilegal local, passam a explorar outras possibilidades, como o garimpo, que permite reinvestir e lavar o dinheiro obtido com o tráfico.” disse Ariadne Natal, pesquisadora sênior do Fórum Brasileiro de Segurança Pública. Segundo a pesquisadora, o enfraquecimento das instituições de fiscalização ambiental e de proteção indígena, sobretudo a partir de 2018, abriu espaço para que facções expandissem suas operações para os crimes ambientais. Além da participação direta na mineração e extração de madeira, também cobram sobre atividades ilegais exercidas em seus territórios de domínio. Infográfico mostra que crimes ambientais nestas cidades servem para lavagem de dinheiro e domínio do PCC e do CV Arte/g1 Ariadne também explicou que o tamanho territorial do Amazonas, combinado a rotas fluviais e pistas aéreas clandestinas na mata torna a combinação entre tráfico e crimes ambientais facilitada para esses grupos. Ao g1, o delegado de Polícia Federal Rafael Grummt, chefe da Delegacia do Meio Ambiente do AM, afirmou que o combate as facções exige ações integradas e coordenadas entre diversos órgãos do Estado, uma vez que tais grupos passaram a explorar atividades como o garimpo ilegal, o desmatamento. “O avanço de facções como PCC e CV no Amazonas não se limita ao tráfico de drogas. Hoje as facções geram bilhões em prejuízos ao meio ambiente e à União". ENTENDA: Presença de facções cresce e chega a quase metade das cidades da Amazônia Legal Manaus vira epicentro do crime organizado na Amazônia, aponta relatório internacional Barcos são usados pela polícia para o monitoramento do rios no Amazonas Divulgação 🌳💵Floresta como negócio De acordo com o Coronel e membro do Instituto Brasileiro de Segurança Pública, Francisco Xavier, a expansão do CV e do PCC no estado busca fortalecer três pontos das organizações. 🔴 Necessidade de se expandir as atividades criminosas para além do narcotráfico; 🔴Uso do garimpo como esconderijo de criminosos foragidos da Justiça; 🔴Compartilhamento do sistema logístico do garimpo ilegal pelo narcotráfico. No 'sistema híbrido', drogas, ouro, madeira e armas circulam pelas mesmas rotas, utilizando a mesma infraestrutura. "Há o direcionamento de 'investimentos' [do crime] para empreendimentos dedicados a explorar a pesca predatória e a extração de madeira, sobretudo em razão da baixa capacidade das instituições de segurança e de fiscalização ambiental em exercer um efetivo controle das incontáveis e imensuráveis áreas onde ocorre essa exploração ambiental", disse Xavier. O coronel frisa que essa incapacidade do Estado de retomar o controle do território traz consequências sociais graves às comunidades indígenas e ribeirinhas. “Praticamente, em todas as terras indígenas amazônicas há o registro da atuação criminosa na exploração do garimpo ilegal que se utiliza, na maioria das vezes, do mercúrio como recurso para obtenção do metal precioso. Isso gera sérios riscos à saúde dos indígenas e ribeirinhos, como contaminação dos rios e dos peixes consumidos por essas populações", explicou. O Secretário de Segurança Pública do Amazonas, Coronel Vinícius Almeida garantiu que o Governo do Estado vem reforçando o combate dos crimes ambientais como exploração de madeira ilegal e queimadas com a Operação Tamoiotatá. O g1 questionou a SSP e Agência Brasileira de Inteligência (ABIN) para saber quais as ações de combate para a cadeia financeira das facções estão sendo feitas, mas não obteve resposta até a publicação desta reportagem. FISCALIZAÇÃO: Operação Tamoiotatá: desmatamento ilegal leva a R$ 5,4 milhões em multas Estado ausente x floresta ocupada Dono de garimpo ilegal na Amazônia é pego pelo ICMBio e tem maquinário queimado A presença insuficiente do Estado em áreas remotas da Amazônia, segundo o estudo, expõe comunidades inteiras às pressões ambientais. Agentes em operações de fiscalização, na linha de frente, vivem sob tensão. “Em muitos lugares nós somos a única força do Estado que eles [os moradores] conhecem. Somente na repressão, e não deve ser assim, disse uma agente do ICMBio que atua em operações e não quis se identificar. Agentes do Ibama sofrem emboscada em operação contra extração ilegal em terra Indígena Ela observa, no trabalho de campo, a influência das facções no dia a dia das comunidades. "Tem-se observado o aumento do consumo de drogas, não somente ele, mas também a venda [tráfico]. E isso quase sempre associados ao alto consumo de álcool", completou. Sobre isso, a pesquisadora do Fórum Brasileiro destaca que o medo imposto pelas facções é uma nova forma de vulnerabilizar as populações locais. “Essas organizações acabam se inserindo na vida das comunidades de forma muito negativa. Há casos de violência letal contra lideranças e um terror psicológico que leva até à migração forçada. Além disso, jovens passam a ver o crime como possibilidade de futuro, o que resulta em evasão escolar ” relata a pesquisadora. Saiba mais Município do AM onde indígenas eram aliciados sofre com vulnerabilidade e alcoolismo CV trava guerra com PCC por rotas do tráfico na AM após exterminar facção que já foi 3ª maior do Brasil Operações no AM destruíram 375 estruturas e fizeram garimpo ilegal perder mais de R$ 1 bi Facções expandem atuação para crimes ambientais na Amazônia Michel Castro/Rede Amazônica e Divulgação/PF Ouro ilegal é moeda do tráfico internacional Segundo informações apuradas pelo g1, o ouro ilegal extraído dos garimpos, se tornou a principal moeda utilizada por facções criminosas para financiar a compra de pasta-base de cocaína no Peru e na Colômbia. Investigações mostram que o narcotráfico está diretamente ligado a um portfólio de crimes ambientais que servem tanto para gerar recursos quanto para lavar o dinheiro. Para o delegado da PF, Rafael Grummt, o enfrentamento ao crime organizado na Amazônia precisa ir além das prisões. “Não basta prender indivíduos. É fundamental descapitalizar as facções, rastreando a origem do dinheiro e responsabilizando os destinatários”, afirma. Grummt explicou que, por isso, a ação da PF contra as facções não se limita a prender indivíduos envolvidos em crimes ambientais. Ele destacou o trabalho recente para atingir também a estrutura econômica das quadrilhas. Operações de garimpo na região amazônica são controladas ou taxadas por facções, que acessam ainda estruturas legais do poder, por meio de agentes corruptos, para expandir seus negócios ilegais. A Polícia Civil também tem trabalhado para frear a expansão das facções. Em março, uma operação com 23 mandados de prisão mirou um esquema ligado ao "núcleo político" do CV no Amazonas. A investigação descobriu que a facção mantinha "braços" nos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário do Estado em prol tráfico de drogas. Policiais são presos com mais de 70 kg de ouro no Amazonas; cinco armas são apreendidas Polícia faz operação para desarticular 'núcleo político' do Comando Vermelho no Amazonas Policiais são presos com mais de 70 kg de ouro no Amazonas 🏴‍☠️As facções O PCC nasceu em São Paulo, no início dos anos 1990, dentro do sistema prisional, com o objetivo de organizar presos contra abusos e fortalecer a influência criminal. Com o tempo, tornou-se uma facção altamente estruturada, com hierarquia definida e atuação nacional e internacional. Rua com muro pixado que indica a presença do CV em Manaus Divulgação O Comando Vermelho (CV) surgiu no Rio de Janeiro no fim dos anos 1970, também dentro de presídios, a partir da convivência entre presos comuns e militantes políticos. A facção cresceu rapidamente e consolidou-se como a principal organização criminosa do estado, expandindo sua influência para outras regiões do Brasil. Hoje, o CV disputa diretamente com o PCC o controle de rotas estratégicas do tráfico, especialmente na Amazônia. Alto Solimões se torna rota central do tráfico internacional dominada pelo CV e PCC, diz estudo Manaus vira epicentro do crime organizado na Amazônia, aponta relatório internacional Disputa pelas rotas de tráfico Rotas fluviais do tráfico são aproveitadas para escoamento de produto dos crimes ambientais. Arte/g1 A guerra pelo controle do tráfico na Amazônia se intensificou desde 2018, quando o Comando Vermelho consolidou o domínio sobre áreas antes controladas pela Família do Norte (FDN), facção que chegou a ser considerada pela Polícia Federal a terceira maior do país. A expansão do CV abriu caminho para uma guerra silenciosa com o PCC, que tenta avançar sobre as rotas internacionais de entorpecentes que passam pela tríplice fronteira entre Brasil, Colômbia e Peru. (veja no infográfico acima) Segundo o historiador Joel Paviotti, a FDN nasceu entre 2006 e 2007 como uma união de traficantes que controlavam rotas fluviais e mantinham conexões com produtores estrangeiros. O avanço do PCC sobre essas rotas levou a FDN a se aliar ao Comando Vermelho, mas essa parceria acabou provocando uma crise no sistema penitenciário do estado. Paviotti explicou que, nesse período, líderes do CV em presídios federais se aliaram a Zé Roberto da Compensa, considerado o fundador da FDN, e estabeleceram vínculos com traficantes da Bolívia, Peru e Venezuela. “Essas alianças permitiram ao grupo dominar a Rota Solimões e movimentar milhões de reais por mês. Mas o PCC passou a tentar controlar essa rota e intensificou os batismos em presídios do Norte, o que levou a confrontos”, detalhou o pesquisador.

  10. Filhote de gato utiliza calha como “tobogã” no interior de SP Um vídeo de um filhote de gato utilizando uma calha como escorregador viralizou nas redes sociais neste fim de semana e tem divertido a família da maquiadora Camilla Izaias, de Miguelópolis (SP). Ao g1, ela contou que postou o conteúdo na própria rede social na sexta-feira (10) e não imaginava que faria tanto sucesso. Neste sábado (11), o vídeo já acumulava 3 milhões de visualizações. Nas imagens, é possível ver o felino andando pelo muro da casa da família. Na sequência, ele entrou pela calha e desceu escorregando até atingir o solo. (veja o vídeo acima) ✅Clique aqui para seguir o canal do g1 Ribeirão e Franca no WhatsApp Camilla conta que a mãe, Soneli Izaias, foi a primeira a flagrar o gatinho escorregando pela calha e ela não acreditou quando ficou sabendo. "Cheguei na [casa da] minha mãe e aí ela falou pra mim 'Camilla, você não acredita o que os gatinhos estão fazendo' e me contou. Na hora, eu não acreditei muito, não. Aí ficamos de olho lá e eu consegui gravar bem na hora". Filhote de gato descendo pela calha em Miguelópolis (SP) Redes Sociais Camilla afirma que não postou o vídeo com intenção de viralizar, porém, em menos de um dia, o vídeo já acumula mais de 237 mil curtidas e mais de dois mil comentários. Além do gatinho que aparece no vídeo, Soneli já flagrou outro filhote descendo escorregando pela calha e a família suspeita que o terceiro segue os mesmos passos dos irmãos. A descoberta A maquiadora revelou ao g1 que os gatinhos têm 40 dias e a família achava estranho porque eles acompanhavam a mãe até um terreno que fica ao lado da casa, mas voltavam sem ela. O portão fica fechado e não é possível atravessar. Foi então que Soneli descobriu que os filhotes haviam encontrado uma forma própria e bem curiosa de voltar para casa antes da mamãe. "De vez em quando ,a gata vai para esse terreno e eles ficam miando no portão para ir atrás da mãe. Aí minha mãe acaba deixando os gatinhos irem junto e, na hora de voltar, ele estava aparecendo lá sem que o portão estivesse aberto. Minha mãe ficou com aquilo na cabeça 'será que a gata está trazendo os gatinhos na boca?’ Porque, na hora de voltar pra casa, ela pula o muro, mas os pequenininhos não conseguem ainda. Faz uns dois dias que minha mãe viu ele subindo no muro e escorregando pela calha". Filhote de gato sobe o muro e volta para a casa descendo escorregando pela calha. Arquivo pessoal Apesar da cena engraçada ter viralizado, Camilla afirma que já pediu para o pai instalar telas nas aberturas da calha para segurança dos animais. Pelo menos até eles crescerem. "Na hora que ele desce, não bate a cabecinha no chão. Ele desce com as patinhas na frente do rostinho, mas eu já comentei com meu pai pra colocar a telinha lá na calha o mais rápido possível pra não acontecer nenhum acidente". Gata apareceu grávida em casa e família passou a cuidar A mãe do gatinho arteiro ganhou o nome de Lua e chegou na casa da mãe de Camilla já grávida. Os três gatinhos nasceram no fim de fevereiro e a família passou a cuidar de todos. "Os filhotes devem estar com uns 40 dias, mais ou menos. A gata apareceu lá em casa e ela estava prenha, aí ela teve três filhotinhos, que ficaram lá com a gente". Os gatinhos ainda não tem nome e Camilla disse que eles estão para adoção. Caso não apareça nenhum interessado, ela pretende ficar com todos. "Estamos tentando achar alguém pra adoção, mas se não acontecer de achar, vamos ficar, sim". *Sob a supervisão de Flávia Santucci Veja mais notícias da região no g1 Ribeirão Preto e Franca VÍDEOS: Tudo sobre Ribeirão Preto, Franca e região

  11. Quem são os famosos que ajudam a transformar o Lago de Furnas em destino 'instagramável' Lancha deslizando sobre águas verde-esmeralda, paredões de cânions ao fundo, festas privadas ao pôr do sol e mansões com vista privilegiada. As imagens se multiplicam nas redes sociais, muitas vezes acompanhadas por nomes conhecidos da música, da televisão e da internet. Nos últimos anos, o Lago de Furnas, no Sul de Minas, deixou de ser apenas um destino turístico para se tornar símbolo de um estilo de vida aspiracional. 📲 Siga a página do g1 Sul de Minas no Instagram 📺 Durante duas semanas, o g1 Sul de Minas e a EPTV percorreram o Lago de Furnas na expedição especial “Travessia das Águas”, que mostrou a dimensão, a importância econômica e as histórias de quem vive da água em torno do maior reservatório de água doce do Sudeste e um dos maiores do Brasil. Além das reportagens especiais no portal e de conteúdos exibidos nos telejornais da EPTV, foi possível acompanhar os bastidores da expedição em um diário de bordo em tempo real. 📹 Acompanhe em tempo real os bastidores da viagem Cela, Gusttavo Lima, Gkay e Eduardo Costa são alguns dos nomes que já passaram pelo Lago de Furnas Reprodução / Redes sociais 'Mar de Minas' sob os holofotes Entre os nomes mais associados à região está o cantor Gusttavo Lima. Frequentador recorrente de Escarpas do Lago, condomínio de alto padrão em Capitólio, ele ajudou a consolidar a imagem do destino como espaço de entretenimento exclusivo. O artista já realizou eventos privados no local, como o “Paraíso Particular”, e costuma circular pela região em passeios de lancha após apresentações. Outro nome ligado ao estilo de vida do lago é o cantor Eduardo Costa, que já teve imóvel na região. O destino também aparece na rota de personalidades do esporte, como o jogador Hulk, o atacante Dudu e o técnico Leonardo Jardim. O perfil de visitantes, no entanto, vai além da música. As influenciadoras como Gkay, Hariany Almeida e Cela representam um novo perfil de visitante: nomes das redes sociais que exploram o potencial “instagramável” do lago, com registros em praias artificiais, cânions e passeios de lancha. Galerias Relacionadas 🖼️ O que aparece nas redes é cuidadosamente selecionado 🤳 Cenários naturais funcionam como “cenografia” para narrativas pessoais 🔍 O destino passa a ser consumido como estética e estilo de vida Impulsionado pelas redes, planejado no digital O crescimento de destinos turísticos alavancados por redes sociais não acontece por acaso. Segundo Leandro Bornacki, coordenador do Grupo de Trabalho de Digital da Abracom (Associação Brasileira das Agências de Comunicação), o comportamento do turista mudou e a tomada de decisão começou no ambiente digital. “Redes sociais, influenciadores e celebridades ajudam a acelerar a descoberta de destinos e a gerar desejo. Mas hoje a promoção eficiente não se resume a aparecer em um post. Ela depende de uma presença digital mais ampla e estruturada”, afirma. Bornacki explica que, após ver um destino nas redes sociais, o turista costuma buscar validação em outros canais. “A publicação de um influenciador não encerra o processo de decisão. Ela abre uma jornada. Depois disso, a pessoa pesquisa no Google, lê blogs, consulta portais de turismo e avaliações antes de decidir a viagem.” Bar flutuante é uma das opções de lazer no Lago de Furnas, em Minas Gerais Divulgação / Escarpas Flutuante Bar No caso do Lago de Furnas, o forte apelo visual facilita esse caminho. “É um destino com natureza exuberante, experiências ligadas ao lazer, à contemplação e à aventura. Isso gera conteúdo que funciona muito bem em fotos e vídeos curtos”, diz Bornacki. 💡 O desejo de viajar muitas vezes começa no feed 🔍 Após ver posts, turistas buscam validação no Google, blogs e avaliações 📈 Exposição digital acelera a descoberta e a vontade de conhecer o destino Mansões, marinas e exclusividade Na prática, esse movimento se reflete diretamente no mercado imobiliário. Em Capitólio, Escarpas do Lago se consolidou como um dos condomínios mais sofisticados do interior do Brasil, com mansões de alto padrão, marinas privadas, helipontos e acesso direto ao Lago de Furnas. “O que esse público busca é privacidade, segurança e estrutura para aproveitar o lago”, explica o corretor Rogério Henrique Martins, que atua na região. “Muitos clientes dizem que conheceram a região pelas redes sociais, vendo influenciadores e celebridades curtindo o lago. Primeiro vêm visitar. Depois passam a considerar a compra de um imóvel”, conta. Embarcações atracadas na Marina Escarpas do Lago, em Capitólio (MG) Thallita Mesquita/EPTV Segundo ele, a presença de famosos gera efeito quase imediato na procura. “Quando alguém conhecido aparece aqui, o interesse aumenta na hora. As pessoas ficam curiosas para saber onde é, querem conhecer. Isso reflete diretamente nas vendas e na valorização.” 🔐 Público busca privacidade, segurança e estrutura 👀 Curiosidade vira visita — e visita vira compra de imóvel 📊 A presença de famosos gera impacto imediato na valorização Luxo que nem sempre aparece nas redes Nem toda celebridade que passa por Furnas, no entanto, publica registros. Muitos alugam casas por curtos períodos, participam de eventos privados ou evitam marcar localização exata por questões de segurança. Esse comportamento reforça o caráter exclusivo do destino: um tipo de turismo de alto padrão que acontece, muitas vezes, longe dos holofotes. “A exposição nas redes ajuda, mas existe também um público que prefere discrição. Mesmo assim, essa circulação de nomes conhecidos fortalece a imagem da região”, diz Rogério. Capitólio, Lago de Furnas Lorena Lemos/g1 Imóveis à beira d’água chegam a valer até 200% mais Em cidades do entorno do lago, o crescimento do turismo náutico também impactou fortemente o mercado imobiliário. O corretor João Evangelista de Assis Chagas, conhecido como João Assis, afirma que o acesso direto à água se tornou um dos principais fatores de valorização. “Um lote com acesso exclusivo ao lago pode valer até 200% a mais. Na mesma rua, um terreno sem acesso custa cerca de R$ 100 mil. Com acesso à água, pode chegar a R$ 400 mil”, explica. Segundo o profissional, a região vive um crescimento ligado ao chamado turismo de segunda residência, que são imóveis comprados para lazer, finais de semana e férias, e não para moradia fixa. Empreendimentos imobiliários às margens de Furnas são aposta de investidores em Minas Gerais Divulgação 🌊 Acesso direto ao lago é fator-chave de valorização 📊 Lotes podem valer até 200% a mais 🏖️ Cresce o turismo de segunda residência — casas para lazer e férias Furnas no mapa do turismo nacional Para a Abracom, o reflexo desse movimento ultrapassa a visibilidade nas redes sociais. Ele movimenta a economia local, gera demanda por hospedagem, restaurantes, marinas, serviços turísticos e valoriza produtos regionais. “Quando bem trabalhada, essa exposição não é um pico momentâneo. Ela gera busca recorrente, avaliações positivas e presença constante nos ambientes onde a decisão de viagem acontece”, afirma Leandro Bornacki. Guardadas as proporções, profissionais do setor já comparam o Lago de Furnas a destinos como Angra dos Reis, no Rio de Janeiro, pela combinação entre paisagem natural, infraestrutura náutica e mercado imobiliário de alto padrão. Entre posts discretos, festas privadas e registros que viralizam, Furnas consolidou um novo lugar no turismo brasileiro como um destino que une natureza, exclusividade e forte presença digital, com impacto que ultrapassa o Sul de Minas e alcança o país inteiro. Leia também: Engolida pelas águas de Furnas, cidade mineira se reconstrói e busca futuro além da hidrelétrica no turismo ‘Trancosinha’ mineira: conheça o vilarejo no Lago de Furnas que aponta como novo roteiro turístico impulsionado pelas redes sociais Piscicultura, espécies exóticas e poluentes alteram ecossistema do Lago de Furnas; veja os riscos à água e à fauna Diretor Gabriel Villela transforma casa histórica às margens de Furnas em refúgio criativo do teatro brasileiro Conheça 'Gilda', a garça que criou rotina com dona de pousada e aceita peixe na mão no Lago de Furnas Pesca no Lago de Furnas sustenta famílias e impulsiona turismo, mas enfrenta desafios no Sul de Minas Do camping à lancha: 5 rotas para explorar o Lago de Furnas e aproveitar o melhor de cada região Casa no meio da água? Flutuantes viram 'point' e transformam o Lago de Furnas em novo polo de experiências turísticas Furnas: lago criado para ser ‘caixa d’água do Brasil’ tem 11 vezes o volume da Baía de Guanabara e 'cidades submersas' Infográfico - Usina de Furnas em números Arte g1 Veja mais notícias da região no g1 Sul de Minas

  12. Por dentro da rota dos haitianos ao Brasil: Viracopos recebe até 600 imigrantes por semana A crise social, política e de segurança no Haiti têm forçado a migração de milhares de pessoas em busca de sobrevivência. A violência de gangues armadas desde 2018 e a falta de perspectivas econômicas no país de 11 milhões de habitantes levam famílias inteiras a deixar o território caribenho, abrindo mão de tudo o que possuem, como casas, terras e carros, para recomeçar a vida no Brasil. Uma das principais portas desse fluxo migratório é o Aeroporto Internacional de Viracopos. Segundo a Polícia Federal (PF), cerca de 600 haitianos chegam por semana em voos fretados ao terminal em Campinas (SP). Apesar dessa concentração de voos, não há uma explicação oficial para esse movimento. "A situação é realmente complicada. Todos perderam suas casas, eles [gangues] quebraram minha casa, eu não tinha lugar para ficar. Meu irmão mora aqui. Quero conseguir um emprego e quero estudar medicina. Espero que tudo fique bem, aqui vamos ficar seguros", contou Jean Baptiste Silvano, de 34 anos. Jean Baptiste Silvano, de 34 anos, disse que teve a casa destruída no Haiti e veio ao Brasil morar com o irmão, em Porto Alegre (RS). Ele sonha em estudar medicina Estevão Mamédio/g1 Não há uma rota comercial direta entre os dois países, e um lugar em um desses voos fretados pode custar até R$ 11 mil por passageiro. Dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) revelam que uma companhia aérea equatoriana concentra boa parte dos voos que chegam a Viracopos. Foram 34 operações entre 1º de janeiro e 8 de abril de 2026, data do último voo fretado com haitianos que pousou no terminal. 📲 Participe do canal do g1 Campinas no WhatsApp Informações do Ministério das Relações Exteriores revelam que o número de vistos emitidos em favor de cidadãos haitianos tem crescido ano a ano, sendo o mais expressivo deles o de reunião familiar, que aumentou 252,9% somente entre 2024 e 2025 - veja gráfico abaixo. 🔎O visto de reunião familiar permite que estrangeiros se juntem a parentes no Brasil. Esse tipo de visto pode ser emitido por qualquer repartição consular brasileira no exterior, inclusive pela Embaixada do Brasil em Porto Príncipe, no Haiti. Infográfico - como é a migração do Haiti ao Brasil por Viracopos arte/g1 🛂 Entre 1º de janeiro e 9 de abril de 2026, o Itamaraty confirmou a emissão de 9.575 vistos para haitianos. Em nota, o Ministério das Relações Exteriores pontua que a quantidade de vistos concedidos não se confunde com o número real de ingressos em território nacional. "O estrangeiro portador de visto que efetivamente viaja ao Brasil terá sua documentação checada por agentes da Polícia Federal nos pontos de controle fronteiriços. Uma vez que o visto constitui mera expectativa de direito, os agentes migratórios têm a prerrogativa de negar o ingresso inclusive de portadores de visto, caso verifiquem-se problemas na documentação apresentada", diz, em nota. Embora a ampla maioria das chegadas ocorra de forma regular, com vistos emitidos por autoridades brasileiras, um episódio registrado em março pela Polícia Federal lançou luz sobre essa dinâmica: um voo foi retido em Viracopos após a identificação de vistos falsos de 113 haitianos. O caso expôs, na prática, como essa rota migratória funciona e também suas vulnerabilidades. O Itamaraty destacou que os vistos falsificados apresentados não tiveram origem em nenhum órgão do Ministério das Relações Exteriores. O caso é apurado pela PF, que informou que não comenta sobre investigações em andamento. De Viracopos para o Brasil, de ônibus Nem todos os haitianos que chegam ao Brasil por Viracopos têm como destino final o estado de São Paulo, embora haja grupos consolidados tanto no interior como na capital. Em sua maioria, seguem de ônibus para o Terminal Rodoviário do Tietê, e de lá em rotas rodoviárias para cidades como Belo Horizonte (MG), Curitiba (PR), Florianópolis (SC) e Porto Alegre (RS). Já espalhadas pelo território brasileiro, famílias aguardam parentes e amigos recém-chegados com a garantia de um teto e, em alguns casos, trabalho encaminhado - muitos relatam atuar na construção civil ou no setor de serviços, como bares e restaurantes. Esse movimento segue uma rotina conhecida no terminal. Após deixarem a área do desembarque internacional, os haitianos fazem fila para comprar passagens rodoviárias para o Terminal do Tietê. Apesar de não ser uma viagem fretada, a empresa reserva um veículo exclusivo para os haitianos, para minimizar os impactos de uma grande barreira no novo país: o idioma. Morando há seis anos no Brasil, Marcos Carel ajuda outros haitianos na chegada ao Brasil por conta da barreira da língua, ajudando na compra de passagens rodoviárias de Viracopos para o Terminal do Tietê, em São Paulo (SP) Estevão Mamédio/g1 Acolhimento O Haiti tem como línguas oficiais o crioulo e o francês. Por conta dessa dificuldade na comunicação, é comum que haitianos já estabelecidos no Brasil sigam até o Aeroporto de Viracopos para recepcionar e ajudar os compatriotas nos primeiros contatos com o português. Um deles é Marcos Carel, de 29 anos, que há seis anos mora em São Paulo. Com frequência ele faz o caminho entre a capital e o terminal de Campinas. "Eu tô conhecido aqui, venho sempre", brinca. Trabalhador da construção civil, Carel dedica seu tempo para ajudar outros haitianos a enfrentar barreiras que ele já superou. "É para ajudar. As pessoas não falam [português], ajudo a comprar as passagens, levar até o ônibus, para distribuir no Brasil inteiro. As famílias moram longe, não conseguem buscar, me ligam para dar uma ajuda. É meu conterrâneo, sei da dificuldade", conta. Não sabe falar 'bom dia' Quem também esteve em Campinas para apoiar um grupo foi Evens Cheyery, de 38 anos, há nove no Brasil. Depois de passar por Rio de Janeiro e São Paulo, estabeleceu-se em Florianópolis (SC), onde mora com a família. Alterna trabalhos entre a construção civil e o setor de serviços, como pizzaiolo e padeiro. "Para sobreviver, não pode ficar parado", diz. Evens fez todo o trajeto de ônibus para encontrar a cunhada, mas também iria acompanhar pessoas cujos parentes não conseguiram viajar para fornecer esse apoio. "Venho encontrar minha família e encontrar outras famílias. Para mim é uma experiência muito importante. Sair de lá e vir para cá é muito difícil. A situação no nosso país é muito complicada. E cada um tem uma experiência. Quando a gente chega aqui, não sabe falar nem 'bom dia'. Pouco a pouco a gente aprende", afirma. Evens Cheyery (à esq.), saiu de Florianópolis (SC) para acompanhar a chegada da cunhada e amigos em Viracopos; animado com a chegada ao Brasil, Francisco Melisse deixou um recado de agradecimento e esperança Estevão Mamédio/g1 Recado em crioulo haitiano Enquanto alguns haitianos recém-chegados demonstravam timidez à abordagem para entrevistas, Francisco Melisse, mesmo com a barreira do idioma, fez-se entender que precisava transmitir uma mensagem. Com sorriso no rosto e uma gravata borboleta impecável para quem havia acabado de passar horas dentro de um avião, transmitiu um recado em crioulo. "Saúdo todas as pessoas que estão me vendo e que vão me ouvir. É uma honra e um privilégio para mim estar no Brasil. Vocês são um povo realmente muito acolhedor, e nos sentimos bem ao ver que o Brasil está apoiando o Haiti dessa forma. Então, digo a todos os haitianos: em vez de correrem para ir a outros lugares onde são rejeitados e maltratados, venham para o Brasil. Aqui vocês serão bem recebidos e muito bem acolhidos". Francisco contou que um dos quatro irmãos veio ao Brasil dez anos atrás, e que isso abriu a porta para que ele e o pai pudessem migrar agora. "Estou feliz por ter viajado e muito contente com a recepção que tive na embaixada do Brasil. Agora vou para a cidade de São Paulo, para a casa do meu irmão". Associação para apoio Guerby Sainte é doutorando na Unicamp e lidera uma associação que atua no acolhimento e na integração de imigrantes haitianos que chegam à região de Campinas, incluindo aulas de português Fernando Evans/g1 Radicado no Brasil desde 2011, Guerby Sainte é doutorando em Geografia pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e desenvolve pesquisas voltadas à compreensão do território haitiano e de suas dinâmicas sociais, econômicas e políticas. Desde 2024, lidera a Associação de Integração Social e Cultural (AISC), que atua no acolhimento e na integração de imigrantes haitianos que chegam à região de Campinas. "A pessoa não pensa duas vezes em abrir mão de tudo, deixar tudo para sair do território. Vendem terra, vendem casa, vendem vaca. Essas pessoas não chegam porque querem aventura. Chegam porque não têm mais perspectiva", explica o pesquisador. Entre as ações da associação estão apoio gratuito no registro de documentos, elaboração de currículos para quem busca emprego, além de atuar na adaptação dos migrantes ao Brasil, com foco especial na superação da barreira do idioma. "A maior dificuldade quando chega é a língua. Serve como uma barreira muito grande para acessar o mercado de trabalho”, explica o pesquisador. No distrito de Barão Geraldo, a associação mantém aulas presenciais de português duas vezes por semana, sempre no período da noite. O pequeno espaço cedido por uma igreja evangélica também funciona como ponto de apoio comunitário. "O curso é o primeiro passo para reconstruir a vida aqui. A gente acompanha, traduz, orienta. Às vezes, só ter alguém que fala a língua ali já muda tudo", completa Guerby. Os relatos indicam que a rota migratória que passa por Viracopos se tornou parte do recomeço possível para quem deixou o Haiti em busca da sobrevivência. No Brasil, essas famílias veem a oportunidade de reconstruir a vida longe da violência e da incerteza. Migrantes haitianos esperam o horário de embarque no ônibus no saguão do Aeroporto Internacional de Viracopos: terminal de Campinas (SP) tem concentrado o fluxo migratório ao Brasil Estevão Mamédio/g1 VÍDEOS: Tudo sobre Campinas e região Veja mais notícias sobre a região na página do g1 Campinas.

  13. Cadela que teve 3 patas amputadas pelo tutor começa a andar com próteses A história da cadela Anja, vítima de um crime de maus tratos no Norte do RS, ganhou um novo rumo oito meses depois do resgate. Após o período de tratamento, a cachorrinha que teve três patas mutiladas pelo antigo tutor voltou a se apoiar no chão e ensaia os primeiros passos com o auxílio de próteses desenvolvidas especialmente para ela. Relembre o caso abaixo. O avanço é resultado de um procedimento cirúrgico realizado no início de março, em Ibiraiaras. Anja passou por uma cirurgia de cerca de quatro horas para a colocação dos implantes. 📲 Acesse o canal do g1 RS no WhatsApp As próteses foram projetadas para possibilitar movimentos semelhantes aos naturais, sem contato direto com a pele, o que reduz a dor e amplia as chances de adaptação. Segundo o veterinário responsável pela cirurgia, cada implante foi feito de forma individual. As estruturas são fixadas ao osso por meio de parafusos e utilizam um pino de titânio que conecta a parte interna à externa da prótese. "Ela movimenta como se estivesse com o osso. Então, o movimento é como se fosse um movimento natural", explica o médico veterinário cirurgião Filippe Michel. Próteses da cadela Anja, que teve 3 patas amputadas pelo tutor Reprodução/ RBS TV Com o procedimento, Anja se tornou a única cadela no país a receber três implantes desse tipo. A partir de agora, ela inicia uma nova etapa de reabilitação. Ainda cautelosa, a cachorrinha segue em acompanhamento veterinário, reaprendendo a se movimentar pouco a pouco. Relembre o caso Homem é preso por suspeita de cortar patas de cadela no RS Em julho do ano passado, em Caseiros, Anja foi encontrada com as duas patas dianteiras amputadas. O responsável pelas agressões era o próprio tutor, que foi preso por maus-tratos. A denúncia chegou até a ONG União Protetora Caseiros, que realizou o resgate. Quando Anja chegou na clínica veterinária de Ibiraiaras, a cadela apresentava ferimentos graves também em uma das patas traseiras, que também precisou ser amputada, e no rabo. Voluntárias da entidade relatam que a cena encontrada foi uma das mais impactantes que já presenciaram: "Ela estava no fundo do quintal, estava amarrada, no meio do barro, no meio do sangue, e as patinhas da frente que ele cortou estavam do lado", lembra Géssica Stoqueiro. Desde o resgate, Anja passou a receber cuidados contínuos. Uma das profissionais que participou do primeiro atendimento conta que, apesar da gravidade das lesões, a cadela demonstrava tranquilidade e carinho. "Quando comecei a manipular, ela feliz, carinhosa, lambendo, aceitou a alimentação. Então, foi algo que eu nunca imaginava que ia me deparar com uma cena dessas", conta a veterinária Francieli Sgarbossa. A espera de adoção Cadela Anja, que teve 3 patas amputadas pelo tutor Reprodução/ RBS TV Pessoas de diferentes partes do país contribuíram financeiramente para custear o tratamento, por meio de doações de valores variados. As contribuições permitiram manter os atendimentos, os exames e, finalmente, a cirurgia para a colocação das próteses. A cachorrinha virou símbolo da ONG e representa a força e a persistência de animais vítimas de violência. Mesmo após tudo o que sofreu, nunca demonstrou comportamento agressivo ou sinais de desistência. Agora, com as próteses, Anja segue em adaptação, cercada de cuidados, enquanto aprende a caminhar novamente. Em recuperação, ela aguarda a chance de encontrar uma família disposta a oferecer o que sempre lhe faltou: proteção, respeito e carinho. VÍDEOS: Tudo sobre o RS

  14. Solo ancestral da Amazônia acelera crescimento de árvores, aponta USP Um estudo conduzido por pesquisadores brasileiros mostrou que a terra preta da Amazônia (TPA), um solo fértil criado por populações ancestrais, pode acelerar o crescimento de árvores. O estudo testou o uso de pequenas quantidades desse solo em campo e demonstrou que elas são capazes de aumentar o crescimento do ipê-roxo, espécie também presente na Mata Atlântica, e do paricá, árvore nativa da Amazônia. Em comparação com plantas que não receberam a terra preta, o ipê-roxo apresentou, nos primeiros três meses de pesquisa, crescimento 55% maior em altura e 88% maior em diâmetro. Os pesquisadores também testaram o impacto no paricá. Na espécie, o aumento foi de 20% na altura e 15% no diâmetro do tronco. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Piracicaba no WhatsApp As terras pretas são protegidas por lei e reguladas pelo Conselho de Gestão do Patrimônio Genético (CGen), órgão presidido pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima. Segundo o primeiro autor do estudo, Anderson Santos de Freitas, o objetivo não é transferir a terra preta para o campo. A motivação é entender como o processo funciona para, no futuro, replicar a técnica. "A ideia é que a gente entenda como isso funciona e que a gente consiga mimetizar essa terra preta. Com o conhecimento que nós temos hoje, seria impossível conseguir mimetizar 2.500 anos de evolução, manejo e melhoria de solo. Mas buscamos chegar o mais próximo possível, isolando esses micro-organismos", indica. A pesquisa foi realizada durante o doutorado do pesquisador no Centro de Energia Nuclear na Agricultura da Universidade de São Paulo (Cena-USP), em Piracicaba (SP), e teve seus resultados publicados na revista BMC Ecology and Evolution. O estudo foi conduzido por pesquisadores do Cena-USP, em parceria com a Embrapa Amazônia Ocidental e o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpe). A parceria permitiu o uso da terra preta em uma área experimental da Embrapa, com autorização do Sistema Nacional de Patrimônio Genético. Nós tomamos cuidado de não pegar áreas em que tinha algum resquício de atividade humana. E nós usamos uma pequena quantidade, feita em tubetes de 290 centímetros cúbicos", indica Freitas. O que é essa terra ancestral? 🌱 Conhecida também como terra preta de índio (TPI), o solo de extrema fertilidade foi modificado pelos povos nativos da Amazônia há pelo menos 2.500 anos. Por isso, possui grande quantidade de matéria orgânica, como ossos, restos de comida, carvão, fogueiras, cerâmica e outros materiais. Esse tipo de solo pode ser encontrado próximo a rios e em pequenos pontos de cerca de 5 hectares (50.000 m²) no território amazônico. Esses pontos contrastam com o solo naturalmente pobre da Amazônia. De acordo com o pesquisador, micro-organismos como bactérias, fungos e arqueias, que permitem o crescimento das plantas, se desenvolveram nesse solo ao longo dos anos. O papel desses organismos é tornar os nutrientes mais disponíveis e solúveis para as plantas. "É o micro-organismo que vai combater um patógeno que possa atacar a planta e é o micro-organismo que vai deixar esses nutrientes mais fáceis de serem assimilados. E aí, por consequência, a planta vai crescer mais rápido, vai crescer mais forte, com mais chances de se estabelecer", explica. Camada orgânica formada no solo após 33 meses do plantio de acácias e pesquisadores coletando solo e medindo crescimento de árvores Anderson Santos de Freitas/Acervo pessoal 📊 Metodologia Freitas afirma que a escolha das espécies ipê-roxo e paricá como objeto de pesquisa buscou entender os efeitos tanto na restauração ecológica quanto na exploração comercial. "Precisamos pensar nos dois lados, para que a gente tenha um desenvolvimento sustentável até certo ponto. O paricá pode ser utilizado para madeira, tem um poder calorífico interessante, e o ipê também tem uma madeira valorizada, mas ambos também são muito importantes em projetos de restauração". O ipê cresceu mais comparativamente, entre os tratamentos — sem e com terra preta. Já no mesmo tratamento, o paricá apresentou maior crescimento. Segundo o pesquisador, isso ocorre porque o paricá possui baixo requerimento nutricional, ou seja, precisa de poucos nutrientes para se manter saudável. O ipê, que é uma espécie secundária, precisa de sombreamento e melhoria do solo para se desenvolver e, por isso, é mais afetado por mudanças na qualidade do solo. O experimento completo durou 33 meses e incluiu análises da acácia, com foco na exploração comercial, e da imbaúba, voltada à restauração ecológica. No entanto, devido a problemas metodológicos, essas duas espécies foram excluídas da análise final. "Em seis meses, a gente já teve um resultado extremamente expressivo. E aí, algumas coisas ainda precisam ser avaliadas, mas, com 33 meses, o resultado é ainda mais contundente", diz. Visão de várias espécies durante o experimento Anderson Santos de Freitas/acervo pessoal Replicação da terra preta 🧪 Cerca de 230 micro-organismos da terra preta de índio (TPI) já foram isolados pelos pesquisadores brasileiros, no projeto "Feedbacks planta-solo na floresta amazônica e em sistemas agrícolas no Estado do Amazonas", coordenado por Tsai Siu Mui, professora do Cena-USP. O próximo passo da pesquisa é entender o papel de cada micro-organismo no crescimento das árvores e testar se, em pequenos grupos, eles conseguem reproduzir esses efeitos. "Muitos deles são de espécies que são próximas a compostos comerciais. Talvez em alguns anos a gente já consiga ter algo próximo de um produto que possa ser utilizado", indica Freitas. De acordo com o pesquisador, é necessário testar fontes viáveis, estáveis e contínuas para comprovar a segurança e permitir o desenvolvimento desses compostos. A persistência dos insumos biológicos no solo é uma questão apontada pelo pesquisador como um dos desafios a serem superados para o avanço. "A gente não está falando de uma cultura perene, estamos falando de árvores que vão ficar, mesmo que você pense em cortar essa árvore para um fim econômico, sete, dez, 15 anos no solo até poder fazer algo com ela. A gente precisa que esse efeito se propague ao longo do tempo". Freitas indica três pilares para a criação de um produto biológico que replique as potencialidades da terra preta: segurança, durabilidade e eficácia no crescimento das plantas. *Estagiária sob supervisão de Claudia Assencio e Rodrigo Alonso. Professora Tsai Siu Mui com acácias produzidas com TPA (esquerda) e Controle sem TPA (direita) após 33 meses de experimento Tsai Siu Mui/acervo pessoal Veja mais notícias da região no g1 Piracicaba

  15. O policial militar Luiz Gustavo Xavier do Vale é investigado pelas mortes de Daniele Toneto e Francisca Chaguiana Dias Viana, em Cariacica, Espírito Santo Reprodução O policial militar Luiz Gustavo Xavier do Vale, investigado por matar duas mulheres a tiros no meio da rua, em Cariacica, na Grande Vitória, no dia 8 de abril, teve a prisão em flagrante convertida em preventiva em audiência de custódia realizada na quinta-feira (9). Ele foi preso após a morte de Daniele Toneto, de 45 anos, e Francisca Chaguiana Dias Viana, de 31 anos. As duas moravam no bairro Cruzeiro do Sul. Vídeos de câmeras de segurança registram o momento em que elas foram atingidas. 📲 Clique aqui para seguir o canal do g1 ES no WhatsApp Antes do crime, o agente já acumulava denúncias de violência durante o trabalho. Em 2022, inclusive, ele foi investigado por matar uma mulher trans. Segunda vítima de PM é enterrada no ES MAIS SOBRE O CASO: 'Ele é um psicopata. Não pode estar armado, nem nas ruas', diz irmã de uma das mulheres executadas por policial Vídeo mostra momento em que policial militar atira e mata casal de mulheres; assista O caso mais recente também envolve a possível responsabilização de outros policiais que estavam no local. A investigação segue em andamento e deve avançar com a coleta de provas e novos depoimentos. O policial já foi denunciado pelo Ministério Público, e a Justiça aceitou a denúncia, o que pode levá-lo a julgamento. Confira abaixo o que já se sabe sobre a morte do casal de mulheres em Cariacica e o que ainda precisa ser esclarecido: 1. O que aconteceu? Daniele Toneto e Francisca Chaguiana Dias Viana foram mortas a tiros por policial militar em Cariacica, Espírito Santo Reprodução No dia 8 de abril, o policial militar Luiz Gustavo Xavier do Vale atirou contra duas mulheres, no meio da rua, em Cariacica, na Grande Vitória. Daniele Toneto, de 45 anos, e Francisca Chaguiana Dias Viana, de 31 anos, foram baleadas e morreram na hora. 2. O que motivou o crime? De acordo com testemunhas, o crime foi motivado por uma desavença entre as vítimas e a ex-esposa do militar, que moravam no mesmo prédio. Moradores relataram que a ex-companheira do agente foi ameaçada pelo casal horas antes do crime. A discussão teria começado por causa de um ar-condicionado. Em certo momento, as vítimas mencionaram o filho que a ex-esposa do policial tem com ele. Foi então que ela acionou o ex-marido, que foi até o local acompanhado de colegas de trabalho. 3. Há imagens do momento do crime? Vídeo mostra momento em que policial militar atira e mata casal de mulheres no meio da rua, em Cariacica, Espírito Santo Reprodução Sim. Imagens de uma câmera de segurança mostram o momento em que duas viaturas chegam ao endereço do casal. O policial desce de uma delas e dispara contra as vítimas. As imagens passaram a integrar as investigações. 4. O policial foi preso? Sim. Após o crime, o policial retirou o colete, segundo a PM, e entregou a arma. Ele foi autuado por duplo homicídio qualificado e está preso no Quartel da Polícia Militar, em Maruípe, Vitória, sem previsão de liberação. Em audiência de custódia realizada na quinta-feira (9), o juiz Getúlio Marcos Pereira Neves homologou o flagrante e converteu a prisão em preventiva. Na decisão, o magistrado destacou que a conduta do militar afronta a ordem pública e compromete princípios da corporação, como hierarquia e disciplina. 5. O PM estava trabalhando no momento do crime? Sim. O cabo atuava como guarda em uma companhia da corporação em Itacibá, no mesmo município, e saiu do local de trabalho durante o expediente para cometer os assassinatos das mulheres. A Polícia Militar não informou se o suspeito pediu autorização para deixar a função administrativa e ir até o local do crime. Também não esclareceu, caso tenha havido pedido, se a autorização foi concedida e por quem. 6. Por que ele foi afastado das funções de trabalho na rua? Cabo da Polícia Militar Luiz Gustavo Xavier do Vale atirou e matou duas mulheres em Cariacica Reprodução/Rede social Luiz Gustavo estava afastado das atividades nas ruas desde a morte de uma mulher trans conhecida como Lara Croft, em 2022, atingida por cinco tiros durante uma abordagem no bairro Alto Lage, em Cariacica. Na ocasião, a Polícia Militar informou que ela teria reagido com violência. Já testemunhas afirmam que houve execução. Ele ainda responde a esse processo. 7. Além das mortes do casal de mulheres e do assassinato da mulher trans, o polícia tinha histórico de outras denúncias? Sim. O agente já era investigado por outros casos. Há registros de denúncias por agressão durante um “bico”, enquanto trabalhava em uma boate, em março de 2020. Na ocasião, o cabo deu socos e coronhadas em um homem, que teve fraturas no maxilar, passou por cirurgia e ficou 11 dias internado. O caso ainda não foi a julgamento. O policial também é suspeito de balear um homem durante uma abordagem, em abril de 2020. Mesmo após balear a vítima, o cabo deu uma rasteira, e o homem acabou desmaiando. A Justiça Militar do Espírito Santo absolveu o policial da acusação de lesão corporal grave nesse caso. A decisão cabe recurso. 8. O cabo da PM vai responder pela morte do casal na Justiça? Segundo a Polícia Militar, Luiz Gustavo Xavier do Vale será investigado na Justiça Militar por abandono de posto, uso de viatura e demais transgressões cometidas no exercício da função, que ainda serão apuradas. Em relação aos assassinatos, ele foi autuado por duplo homicídio qualificado na Justiça comum. 9. Os outros policiais que foram com o suspeito até o endereço do casal podem ser responsabilizados? Cabo da Polícia Militar Luiz Gustavo Xavier do Vale atirou e matou duas mulheres em Cariacica, Espírito Santo TV Gazeta Questionada sobre os policiais que acompanharam o cabo no momento do crime e não impediram os disparos, a Polícia Militar não informou quantos são nem se foram afastados das ruas. Disse apenas que eles serão ouvidos durante o inquérito. Segundo o professor e mestre em Segurança Pública Henrique Herkenhoff, os colegas de trabalho também podem responder pelos assassinatos. Para o especialista, os policiais não deveriam ter acompanhado o militar após ele ser acionado pela ex-esposa. 10. Quais são os próximos passos? A investigação segue em andamento. Segundo o comandante-geral da Polícia Militar do Espírito Santo, coronel Ríodo Rubim, o caso está sendo conduzido com rigor. Vídeos: tudo sobre o Espírito Santo , Veja o plantão de últimas notícias do g1 Espírito Santo

  16. Conheça a produção das microverdes: miniplantas usadas na culinária Um produto extremamente delicado, colhido folha por folha e flor por flor, tem ganhado espaço na alta gastronomia e impulsionado um negócio no Espírito Santo. As chamadas plantas alimentícias não convencionais (PANCs), além de microverdes e flores comestíveis, viraram uma ideia lucrativa nas mãos do agrônomo Giliard Prúcoli. O cultivo é feito em Xuri, na zona rural de Vila Velha, na Grande Vitória, em um sistema de agricultura periurbana, uma transição entre a cidade e o campo. Parte da produção acontece em ambiente controlado e outra parte ao ar livre. 📲 Clique aqui para seguir o canal do g1 ES no WhatsApp O projeto deu tão certo que, em pouco mais de dois anos, o produtor conseguiu dobrar o faturamento. A aposta da empresa é um mercado ainda pouco explorado. Entre os produtos estão as PANCs, muitas vezes conhecidas popularmente como "mato de comer", como capuchinha, ora-pro-nóbis, taioba e azedinha. "A capuchinha é muito utilizada para decoração de pratos, mas também é rica em nutrientes e antioxidantes", explicou Giliard. Além das PANCs, a empresa produz microverdes, que são versões em miniatura de vegetais como couve, beterraba, mostarda e rabanete. Colhidos entre sete e 21 dias após o plantio, eles concentram altos níveis de vitaminas e minerais. LEIA TAMBÉM: CONHEÇA AS VARIEDADES: Flores comestíveis ganham espaço no prato e na horta ECONOMIA: Morango importado do Egito derruba preços e deixa fruta produzida no ES menos competitiva no mercado MUDAS PLANTADAS HÁ 18 ANOS: Parreira gigante produz 500 quilos de uva por ano, até 25 vezes mais do que uma videira comum CHOCOLATE DE CAFÉ? Produtores do ES investem no doce feito com grãos especiais Giliard e Jardel investem na produção de PANCs, microverdes e flores comestíveis no Espírito Santo Samy Ferreira/ TV Gazeta Crescimento Foi depois da criação do negócio que o empresário Jadiel Assunção passou a integrar a empresa e ajudar na expansão da produção. Com o crescimento da demanda, a estrutura inicial ficou pequena e foi necessário buscar um novo espaço, além de investir em melhorias no cultivo. "A casa que a gente tinha de produção ficou pequena. A gente precisou expandir. Antes de vir para cá, teve todo um processo de análise de solo, de água e de construção, para que tudo ficasse conforme tem que ser”, contou Jadiel. Cultivo de microverdes no Espírito Santo Samy Ferreira/ TV Gazeta Flores comestíveis A empresa também aposta nas flores comestíveis, que têm apelo estético e nutricional. Segundo os produtores, os itens são cada vez mais procurados, principalmente por chefs e restaurantes. “Tem um lado decorativo e tem um lado nutricional. Os microverdes, por exemplo, são indicados até por nutricionistas. Já as flores chamam atenção pela estética, mas também têm nutrientes”, explicou Jadiel. A produção segue práticas sustentáveis. O substrato utilizado no plantio é reaproveitado como compostagem, e as embalagens usadas na entrega são biodegradáveis. Atualmente, a empresa produz cerca de 4 mil unidades por mês, distribuídas no Espírito Santo e também enviadas para São Paulo. Flores comestíveis sendo produzidas no Espírito Santo Samy Ferreira/ TV Gazeta Da moda para o campo Antes de entrar no negócio, Jadiel trabalhava na área da moda. A mudança de carreira veio junto com a parceria com Giliard. "Eu falo que não saí da minha área. Eu trouxe a moda comigo. Moda é a forma como você se mostra para o mundo, e hoje a gente aplica isso no cultivo, nas variedades e no atendimento", disse. Entre os diferenciais da produção está o cultivo de espécies menos comuns, como o jambu, planta de origem amazônica conhecida por causar uma leve sensação de formigamento na boca. O ingrediente tem ganhado espaço na alta gastronomia. Em um restaurante de Vila Velha, por exemplo, as PANCs já estão presentes em metade dos pratos do cardápio. "Não é só estética. A gente usa para compor sabor, trazer acidez, amargor ou até um toque picante", explicou o sous chef Pedro Cardozo Thomazini. Cultivo de microverdes no Espírito Santo Samy Ferreira/ TV Gazeta Apesar de ainda causar estranhamento em parte do público, os produtores acreditam que o mercado está em crescimento. "À primeira vista pode parecer algo supérfluo ou caro, mas quando você entende o diferencial, passa a olhar com outros olhos", afirmou Giliard. Uso de microverdes e flores comestíveis na alta gastronomia, no Espírito Santo Samy Ferreira/ TV Gazeta Vídeos: tudo sobre o Espírito Santo Veja o plantão de últimas notícias do g1 Espírito Santo

  17. GCM mata entregador de pizza em São Paulo O guarda civil metropolitano que matou um entregador a tiros na Zona Sul de São Paulo, na sexta-feira (11), já havia respondido a outros processos na Justiça, incluindo uma prisão em flagrante por tentativa de homicídio, em 2003. Douglas Renato Scheefer Zwarg, de 39 anos, foi baleado enquanto pedalava uma bicicleta elétrica após um dia de trabalho. Segundo a família, ele voltava para casa com uma pizza que levaria para jantar com a esposa e os filhos. O subinspetor Reginaldo Alves Feitosa chegou a ser preso em flagrante, mas pagou fiança de R$ 2 mil e foi solto. Ele já respondeu a um processo por tentativa de homícido em 2003 (leia mais abaixo). De acordo com o boletim de ocorrência, guardas foram acionados por um vigilante para apurar relatos de furtos cometidos por ciclistas na região. Durante o patrulhamento, os agentes disseram ter suspeitado de Douglas por ele estar encapuzado e porque duas mulheres pareciam fugir dele. O entregador Douglas Renato Scheeffer Zwarg, de 39 anos, morreu após ser baleado pela GCM. Ele deixou três filhos. Reprodução Ainda segundo o relato dos GCMs, o entregador teria se desequilibrado, colidido com a viatura e caído. Nesse momento, o subinspetor Reginaldo Alves Feitosa afirmou que houve um disparo acidental da arma. A versão, no entanto, é contestada pela família. “Eu não vejo um disparo acidental. Um profissional treinado não pode cometer esse tipo de erro”, afirmou a madrasta da esposa da vítima. Douglas deixa três filhos: duas filhas, de 18 e 10 anos, e um bebê de 4 meses. De acordo com a família, ele trabalhava em dois empregos, era um pai presente e não tinha antecedentes criminais. Histórico do GCM O subinspetor que efetuou o disparo já teve outras passagens pela polícia. Em 2003, ele foi preso em flagrante por tentativa de homicídio, mas respondeu ao processo em liberdade. Em 2009, também respondeu a um processo no Juizado Especial Criminal e foi investigado por constrangimento ilegal, abuso de autoridade e discriminação contra pessoa idosa. Todos os casos foram arquivados. Além disso, segundo registros oficiais, ele recebeu uma repreensão disciplinar 11 dias antes da ocorrência. Prisão e investigação O delegado responsável pelo caso afirmou que a conduta do agente indica imprudência e imperícia no manuseio da arma, especialmente em uma situação de estresse. O caso foi registrado como homicídio culposo — quando não há intenção de matar. O GCM foi preso, mas liberado após pagar fiança de R$ 2 mil. A polícia busca imagens de câmeras de segurança da região para esclarecer a dinâmica da ocorrência. Guardas civis metropolitanos de São Paulo não utilizam câmeras corporais. Em nota, a Secretaria Municipal de Segurança Urbana (SMSU) informou que o agente foi afastado das funções operacionais e que a Corregedoria da GCM instaurou procedimento para apurar o caso. A Polícia Civil também investiga as circunstâncias da morte.

  18. Um homem vota em uma seção eleitoral em Budapeste, Hungria, domingo, 12 de abril de 2026. AP/Denes Erdos Os húngaros começaram a votar neste domingo naquela que é considerada a eleição mais importante da Europa neste ano, uma votação que pode destituir o primeiro-ministro populista Viktor Orbán , aliado do presidente dos EUA, Donald Trump, após 16 anos no poder. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp É um momento crucial para Orbán, o líder que há mais tempo serve na União Europeia e um de seus maiores antagonistas, que percorreu um longo caminho desde seus primeiros dias como um liberal inflamado e antissoviético até o nacionalista pró-Rússia admirado hoje pela extrema-direita global. As urnas abriram às 6h, horário local, e o fechamento estava previsto para as 19h (14h, no horário de Brasília). Após votar na manhã deste domingo em Budapeste, Viktor Orban disse que estava "aqui para vencer". O candidato a reeleição disse ainda que a Europa caminha para uma grande crise e que a Hungria precisa "de uma forte unidade nacional para resistir às crises iminentes". O primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orban, vota em Budapeste, Hungria. AP/Petr David Josek Seu adversário e ex-aliado, Peter Magyar, também votou cedo. "Se vencermos, precisamos primeiro adotar medidas anticorrupção", disse o candidato, que também declarou que pretende desbloquear fundos congelados da União Europeia. "Os húngaros farão história nas eleições de domingo, quando escolherem 'entre o Leste e o Oeste', e o partido de oposição Tisza sairá vitorioso", disse Peter Magyar a repórteres após votar em uma seção eleitoral de Budapeste. Peter Magyar, líder do partido de oposição Tisza, vota em uma seção eleitoral em Budapeste, Hungria. Foto AP/Denes Erdos A eleição é acompanhada de perto em países da Europa e de outros continentes, o que demonstra o papel preponderante que Orbán desempenha na política populista de extrema-direita em todo o mundo. Membros do movimento "Make America Great Again" de Trump estão entre aqueles que veem o governo de Orbán e seu partido político Fidesz como exemplos brilhantes de política conservadora e antiglobalista em ação, enquanto ele é repudiado por defensores da democracia liberal e do Estado de Direito. Ao votar em Budapeste na manhã de domingo, a aposentada Eszter Szatmári, de 62 anos, disse que sentia que a eleição era "basicamente nossa última chance de ver algo que se assemelhe vagamente à democracia na Hungria". "Todos nós precisamos fazer um esforço real para mostrar ao mundo que não somos o que as pessoas pensavam que éramos nos últimos 10 anos", disse ela. Após a primeira hora de votação, 3,6% dos eleitores registrados haviam votado, segundo o Escritório Nacional Eleitoral. O número representa um recorde na história pós-socialista da Hungria e quase o dobro da participação registrada no mesmo período das eleições de 2022. Dinastia ameaçada A Hungria vai às urnas em eleições que podem encerrar os 16 anos de Viktor Orbán no poder, em meio a uma disputa direta contra um ex-aliado político e denúncias de interferência estrangeira. Pesquisas indicam que a oposição pode vencer por ampla margem e provocar uma virada histórica no país. ▶️ Contexto: Orbán é um dos principais nomes da extrema direita atual. Ele foi eleito primeiro-ministro pela primeira vez em 1998 e governou o país por quatro anos. Em 2010, retornou ao poder com uma vitória esmagadora e, desde então, permanece no cargo. O partido de Orbán, o Fidesz, tem ampla maioria no Parlamento. A legenda atuou para reescrever a Constituição e aprovar leis com o objetivo de criar uma "democracia cristã iliberal". As políticas do premiê restringiram a liberdade de imprensa, enfraqueceram o Judiciário e limitaram direitos de minorias, como a comunidade LGBTQIA+. Por outro lado, medidas antimigração e uma postura nacionalista e conservadora ajudaram a manter o apoio popular. A atuação de Orbán gerou atritos com a União Europeia, que chegou a suspender bilhões de euros em repasses à Hungria por violações de padrões democráticos. Orbán venceu as quatro últimas eleições parlamentares com ampla vantagem. A oposição fragmentada, somada ao controle político do premiê, ajudou a consolidar esses resultados. Neste ano, o cenário mudou. Com a economia estagnada há três anos e o enriquecimento de uma elite ligada ao governo, Orbán perdeu força interna e viu o ex-aliado Péter Magyar ganhar espaço. Magyar lidera o partido de centro-direita Respeito e Liberdade, conhecido como Tisza. O opositor afirmou ter se inspirado em Orbán no início da carreira política, mas se afastou do premiê, passou a acusar o governo de corrupção e mudou de partido. Magyar ganhou espaço ao prometer reaproximação com a União Europeia e aliados ocidentais — postura combatida por Orbán nos últimos anos. Ao mesmo tempo, ele busca apoio conservador ao defender a manutenção das políticas de combate à imigração ilegal. O opositor também aposta em discursos voltados às redes sociais e em comícios com estética patriótica. Ao criticar o atual governo, passou a ser visto por apoiadores como alguém que "enfrenta o sistema". O resultado foi um salto nas pesquisas. Segundo a agência Reuters, levantamentos recentes de institutos independentes colocam o partido de Magyar muito à frente da legenda de Orbán. Uma estimativa baseada em cinco pesquisas de opinião realizadas entre fevereiro e março indica que o Tisza pode conquistar entre 138 e 142 das 199 cadeiras do Parlamento. Com esse número, o partido da oposição alcançaria dois terços das cadeiras e poderia promover reformas constitucionais. O Fidesz, de Orbán, deve conquistar entre 49 e 55 cadeiras. Já outro partido de extrema direita, conhecido como Mi Hazank, deve obter cinco ou seis assentos. Eleições na Hungria Arte g1 VÍDEOS: mais assistidos do g1

  19. Por que o nome Fransérgio se tornou comum em Franca e o que o basquete tem a ver com isso Franca (SP) é conhecida nacionalmente como a capital do basquete, mas um levantamento demográfico recente revela que o município carrega outro título curioso: é o lugar com a maior concentração de pessoas com o nome de 'Fransérgio' no Brasil. A explicação para o fenômeno estatístico está nas quadras e surgiu como uma homenagem de torcedores a um ex-jogador de basquete (entenda abaixo). Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Franca lidera o ranking com 234 registros oficiais de Fransérgios. O número é alto se comparado a cidades mais populosas. ✅Clique aqui para seguir o canal do g1 Ribeirão e Franca no WhatsApp Com 234 registros oficiais, Franca (SP) lidera o ranking do IBGE como a cidade com a maior concentração de pessoas chamadas Fransérgio no Brasil Reprodução EPTV Uberlândia (MG) tem 46 registros. Ituverava (SP) soma 19 e Ribeirão Preto (SP) aparece com 16. Na capital paulista, são apenas 11 pessoas chamadas Fransérgio. Nos cartórios de registro civil de Franca, os números são ainda maiores, já que o IBGE trabalha com amostragem. O 1º Cartório soma 319 registros. O mais antigo é de 1968 e o mais recente é de 2013. Já o 2º Cartório possui outras 60 pessoas registradas, com idades entre 20 e 51 anos. A origem do nome O responsável por inspirar tantas certidões de nascimento é o ex-jogador e atual médico cardiologista Francisco Sérgio Garcia. Na década de 1970, ele defendeu a Seleção Brasileira e marcou época no Franca Basquete ao lado dos irmãos Hélio Rubens e Totó, em um trio conhecido como "Irmãos Metralha". Francisco Sérgio Garcia, o Fransérgio, ao lado dos irmãos; trio marcou época no Franca Basquete e ficou conhecido como os 'Irmãos Metralha' Arquivo pessoal O nome Fransérgio surgiu na infância do atleta por um erro de pronúncia. A mãe tinha o hábito de chamar os três filhos pelo nome composto. "Meu pai viajava vendendo sapato e chegava a ficar até 40 dias fora. Minha mãe, com três filhos para criar, era muito enérgica. Ela tinha o hábito de chamar os filhos pelo nome próprio, Hélio Rubens, Lázaro Henrique e Francisco Sérgio", relembra o médico. Com a dificuldade das crianças menores em pronunciar as sílabas corretamente, as palavras se juntaram. Segundo o médico, os primos e o irmão mais novo tentavam falar Francisco Sérgio, mas o som saía como Fransérgio. "Meus priminhos e até meu irmão Totó, ainda pequeno, não conseguiam pronunciar. Eles queriam falar Francisco Sérgio, mas saía Fransérgio", conta. O ex-jogador de basquete e médico cardiologista Francisco Sérgio Garcia atualmente Reprodução EPTV Homenagens nas ruas A idolatria pelo jogador motivou os moradores a batizarem os filhos. O pai do entregador Fransérgio Rodrigo Garcia era muito fã de basquete e decidiu mudar a escolha do nome do filho na hora do registro no cartório. "Eu ia chamar Mário, aí na hora de registrar meu pai mudou para Fransérgio. Eu tenho o Garcia também no meu nome, o mesmo sobrenome que ele, mas através da minha família, não tem nenhum parentesco", explica o entregador. O gerente de loja Fransérgio Cristiano Ferreira tem uma história parecida. A mãe escolheu o nome exclusivamente para homenagear o atleta. "Foi por causa do Fransérgio, que é irmão do nosso ídolo Hélio Rubens. Através disso, minha mãe colocou Fransérgio", diz. entregador Fransérgio Rodrigo, à esquerda, e o gerente de loja Fransérgio Cristiano, à direira, foram batizados em homenagem ao ex-jogador de basquete Reprodução EPTV Doutor Fransérgio Quando deixou o basquete para se dedicar à medicina, Francisco acreditou que a forma como era chamado ficaria no passado. No entanto, a marca já estava consolidada em Franca. "Cheguei em Franca e não sabia como o pessoal ia me chamar. O apelido ficou muito marcante. Você acredita que ficou Doutor Fransérgio? Se chegar no hospital lá, ninguém me conhece por Francisco Sérgio", relata o médico. Das quadras para os consultórios: o ex-atleta e atual médico cardiologista Fransérgio, dono do apelido que inspirou centenas de registros em Franca (SP) Reprodução EPTV Para o dono involuntário do nome, a situação é motivo de orgulho. "Eu acho um fato realmente interessante, acho até inédito isso. Não tem nenhum Fransérgio que é mais velho que eu. É raro você ver uma história como essa", conclui. Assista à reportagem completa abaixo: Fransérgio: Franca lidera ranking curioso de nomes no Brasil Veja mais notícias da região no g1 Ribeirão Preto e Franca VÍDEOS: Tudo sobre Ribeirão Preto, Franca e região

  20. Jabuticaba Reprodução/Festival da Jabuticaba Três frutas brasileiras aparecem no ranking atual de 100 melhores do mundo do TasteAtlas, portal considerado uma enciclopédia gastronômica dos EUA: a jabuticaba, o açaí e o guaraná. A jabuticaba, que chegou a ficar em segundo lugar no ranking em 2023 e apareceu na décima posição no ano passado, agora está em 18º lugar. A fruta de tom roxo escuro, com polpa doce e saborosa, é uma favorita dos usuários do TasteAtlas. Atualmente, a jabuticaba possui 4,3 estrelas (de 5) no site, uma nota baseada na avaliação dos usuários. A primeira colocada do ranking é a polonesa truskawka kaszubska, um tipo de morango, que tem 4,7 estrelas (veja abaixo as cinco melhores frutas do ranking). Já o açaí aparece em 40º lugar (4,1 estrelas) e o guaraná em 79º (3,9). 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Veja os vídeos que estão em alta no g1 🫐O que torna a jabuticaba tão especial? Apesar de a polpa ser a parte mais doce da jabuticaba, a riqueza nutricional da fruta está na casca. Abaixo, confira os principais benefícios da fruta: A casca da jabuticaba é rica em antioxidantes; Tem vitaminas C e do complexo B; Contém minerais como o ferro, o magnésio e o potássio; É fonte de pectina, uma fibra que auxilia as "bactérias do bem" do intestino. A fruta reforça ainda o sistema imunológico, diminui o risco do diabetes tipo 2 e reduz o colesterol, por ter alta capacidade antioxidante, segundo a pesquisadora da Embrapa Ana Carolina Chaves. Além disso, os antioxidantes da jabuticaba protegem o organismo dos radicais livres, que podem provocar doenças. Para conseguir os benefícios para a saúde, segundo a pesquisadora, a dica é consumir dez jabuticabas por dia (com a casca). Conheça as cinco melhores frutas no ranking da TasteAtlas: 1° Truskawka kaszubska 🍓 (4,7 estrelas) Truskawka Kaszubska, morango tradicional da Polônia Reprodução/Truskawka Kaszubska A truskawka kaszubska é um tipo de morango cultivado nos distritos de Kartuski, Kościerski e Bytowski, na Polônia. Ele se destaca pelo alto teor de açúcar, com sabor doce, aromático e bem equilibrado, segundo o TasteAtlas. Devido a essa característica, a fruta costuma ser usada no preparo de doces e bolos. 2º Rodakina naoussas 🍑 (4,5 estrelas) Rodakina Naoussas, tipo de pêssego cultivado na Grécia Reprodução/@agravianews A rodakina naoussas é um tipo de pêssego cultivado na vila de Naoussas, na ilha de Paros, na Grécia — daí o nome “naoussas”. Mesmo tendo origem na China, essa fruta doce e com aroma forte se tornou uma das mais populares da Grécia. Isso porque, segundo o TastleAtlas, o clima e o solo locais favorecem o seu cultivo. Atualmente, os "pêssegos" gregos também são vendidos em mercados da Europa e do Oriente Médio, especialmente, entre os meses de maio e outubro. 3º Melocotón de Calanda 🍑(4,5 estrelas) Melocotón de Calanda Fructibus/Wikimedia Commons Os pêssegos Melocotón de Calanda, da Comunidade Autônoma de Aragão, na Espanha, aparecem na terceira posição e são considerados únicos devido ao tamanho grande, doçura e sabor, segundo o TasteAtlas. Eles são cultivados na região espanhola desde o século 19 e colhidos no ponto correto de maturação, garantindo o sabor e a textura ideal para consumo. Com um diâmetro mínimo de 73 mm, os Melocotón de Calanda são maiores do que os pêssegos de outros locais, aponta o TasteAtlas, e não podem apresentar nenhuma imperfeição visual. 4° Mandarini chiou 🍊 (4,5 estrelas) Mandarini chiou é um tipo de tangerina cultivado em Quios, uma ilha da Grécia Reprodução/@visit_chios A quarta fruta da lista é a mandarini chiou (tangerina de Quios, na tradução livre do grego para o português). Quios é a ilha na Grécia na qual essa fruta é tradicionalmente cultivada. A tangerina de Quios é conhecida por ser uma das mais aromáticas do mundo, segundo o TasteAtlas. O cheiro é tão marcante que fez com que a ilha ganhasse o apelido de "Myrovolos" – a ilha perfumada, segundo a publicação. A fruta também se destaca por ser muito doce, o que é atribuído ao clima quente e as propriedades do solo. 5º Citrinos do Algarve 🍊(4,5 estrelas) Citrinos do Algarve AlgarOrange/Facebook Segundo o TasteAtlas, as laranjas, tangerinas, toranjas, limas e limões produzidas na região do Algarve, em Portugal, compartilham uma casca fina, cores intensamente vivas e elevado teor de sumo. Eles podem ser consumidos após as refeições ou como aperitivo, mas também são utilizados na preparação de sucos, sobremesas, licores e compotas. O site ainda destaca que as árvores de Natal na região portuguesa são decoradas com citrinos desde os tempos antigos, demonstrando a importância deste produto para a região. De onde vêm as frutas vermelhas De onde vem o que eu como: morango

  21. Eleição decide futuro de Cachoeirinha Eleitores de Cachoeirinha vão às urnas para eleger um novo prefeito neste domingo (12). Quatro candidatos concorrem, em eleição suplementar que será realizada devido ao impeachment do ex-prefeito Cristian Wasem (MDB). São três mulheres e um homem concorrendo ao cargo Executivo. As urnas serão abertas a partir das 8h de domingo e a votação tem encerramento às 17h. 📲 Acesse o canal do g1 RS no WhatsApp Claudine Silveira concorre pelo PP. O partido terá chapa pura, com Marco Albernaz como candidato a vice. Claudine é atual vereadora do município. Jussara Caçapava disputa pelo Avante e tem o apoio do Republicanos, PDT, MDB, Podemos, PL, PSD, PSDB e Cidadania. Seu candidato a vice é Luis Carlos da Rosa (PL), conhecido como Mano. Lais Cardoso será a candidata do PSOL, que tem apoio da Rede Sustentabilidade. Ela é estudante e terá como vice Breno Munhoz (PSOL). Tairone Keppler é o postulante do PT, sigla que tem apoio do PCdoB e PV. Tairone é empresário e terá Claudia Azevedo (PV) como candidata a vice. Cachoeirinha é sede da 143ª Zona Eleitoral e conta com 102.143 eleitores, distribuídos em 277 seções eleitorais, que serão alocadas em 34 locais de votação na cidade. Simultaneamente à eleição, será realizado o teste de integridade da urna eletrônica. Trata-se de uma auditoria prevista pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com objetivo de verificar a segurança da captação e da contabilização dos votos, por meio da simulação de uma votação oficial, utilizando urna eletrônica e candidatos reais. Essa auditoria será realizada no plenário do TRE-RS. Claudine Silveira (PP), Jussara Caçapava (Avante), Lais Cardoso (PSOL) e Tairone Keppler (PT). Facebook e Instagram/Reprodução VÍDEOS: Tudo sobre o RS

  22. Morre Phelps, músico do grupo D’Corpo Inteiro, aos 36 anos O cavaquinista Felipe Oliveira, conhecido como “Phelps”, que morreu na manhã de sábado (11) aos 36 anos, era considerado uma das figuras mais queridas do samba e pagode de Uberlândia. Integrante do grupo D’Corpo Inteiro, ele enfrentava um câncer há cerca de dois anos. Nascido em 2 de setembro de 1989, Phelps construiu sua trajetória na música com forte presença nos palcos e carisma marcante. Reconhecido pelo público e por colegas de profissão, ele era visto como um músico talentoso e, sobretudo, uma pessoa de convivência leve e generosa. A morte foi confirmada pelo grupo nas redes sociais. Segundo a publicação, o artista não resistiu às complicações da doença e morreu por volta das 6h. O velório foi realizado no sábado, na funerária Paz Universal, em Uberlândia. Já o sepultamento ocorreu às 16h30, no cemitério Bom Pastor, no bairro Planalto, também na cidade. ✅ Clique aqui e siga o perfil do g1 Triângulo no WhatsApp Felipe Oliveira, conhecido como Phelps, integrava o D´Corpo Inteiro Divulgação Além da atuação musical, Phelps também ficou marcado pela mobilização que despertava. Durante o tratamento contra o câncer, amigos e admiradores organizaram uma roda de pagode beneficente para ajudar nos custos médicos. O evento teve grande adesão e arrecadou recursos suficientes para auxiliar a família. Uma cantora amiga do músico, que preferiu não se identificar, descreveu Phelps como alguém “ímpar” no meio artístico. “Ele era um menino excelente. Não há nada que desabone sua conduta, nem como pessoa, nem como músico, colega ou filho. Pelo contrário: era um ótimo filho, tio, irmão e parceiro musical. Era conhecido por estar sempre sorrindo”, afirmou. Segundo ela, o carinho demonstrado durante o tratamento reflete o impacto que o cavaquinista tinha na vida das pessoas. “Foi uma mobilização inédita na cidade, feita espontaneamente, por amor e admiração. Muita gente ajudou simplesmente porque era ele. Era uma pessoa que irradiava algo diferente”, disse. LEIA TAMBÉM: Homem morto a facadas dentro de motel faria 60 anos um dia após o crime Criminosos invadem motel, rendem funcionário e levam 30 placas solares Suspeita de matar homem em motel é indiciada por roubo seguido de morte Phelps morreu na manhã de sábado, em Uberlândia Reprodução/Redes Sociais A cantora também destacou que Phelps era unanimidade no meio musical local. “Ele é uma das poucas pessoas de quem nunca se ouve nada negativo no meio do samba e do pagode em Uberlândia. Era uma pessoa verdadeiramente excepcional”, completou. Entre amigos, familiares e fãs, a sensação é de perda irreparável. “A gente sente que não vai existir alguém igual novamente”, disse. Phelps deixa familiares, amigos e uma trajetória marcada pela música, pelo carisma e pela capacidade de unir pessoas em torno do bem. VÍDEOS: veja tudo sobre o Triângulo, Alto Paranaíba e Noroeste de Minas

  23. Delegado da Polícia Federal é flagrado furtando produto em supermercado no Recife Imagens registradas por uma câmera de segurança mostram o momento em que um delegado da Polícia Federal tentou furtar uma iguaria de luxo no supermercado do shopping RioMar, no bairro do Pina, na Zona Sul do Recife (veja vídeo acima). Erick Ferreira Blatt, de 50 anos, foi detido e levado para prestar depoimento na Delegacia de Boa Viagem, também na Zona Sul da capital pernambucana. Além de um inquérito criminal por furto, ele responde a um processo disciplinar aberto pela Corregedoria da PF. ✅ Receba as notícias do g1 PE no WhatsApp O vídeo foi registrado na quarta-feira (8), por volta das 16h, na unidade da rede Palato. A TV Globo apurou que o produto furtado foi um carpaccio de trufas negras, uma iguaria usada para comer com pães. O alimento, vendido em conserva, custa R$ 300. Nas filmagens, é possível ver o cliente pegando o pote em uma prateleira. Minutos depois, ele se senta numa mesa no setor de padaria e esconde o vidro num bolso da bermuda enquanto mexe no celular. As imagens mostram, ainda, o homem no caixa do supermercado. Ele passa outros itens e faz o pagamento, sem incluir o pote de carpaccio. Após finalizar a compra, o cliente sai da loja carregando duas sacolas. Logo depois, um segurança segue o delegado pelo corredor do shopping, fala com o cliente e o conduz de volta ao supermercado. Ao retornar com o trabalhador, o servidor tira o vidro do bolso e entrega ao vigilante, que faz uma revista no cliente. Em seguida, outro funcionário se aproxima e conversa com o delegado. O g1 tenta contato com a defesa de Erick Ferreira Blatt. Também procurou o shopping RioMar e o Palato, mas, até a última atualização desta reportagem, não obteve respostas. Delegado da Polícia Federal foi detido após tentar furtar vidro de carpaccio de trufas negras em shopping no Recife Reprodução/WhatsApp VÍDEOS: mais vistos de Pernambuco nos últimos 7 dias

  24. Receita caseira para evitar traças nos armários Pequenas, mas capazes de provocar um verdadeiro desastre dentro de casa. As traças não fazem mal à saúde, mas deixam rastros fáceis de reconhecer: roupas perfuradas, livros marcados e objetos danificados após meses guardados. A troca de estação costuma ser o momento em que o problema aparece. Com o outono, vem também o movimento clássico de reorganizar o armário: peças frescas dão lugar aos casacos, e aquilo que ficou guardado por muito tempo volta a ser manuseado. É aí que muita gente percebe que não estava sozinha. 📲 Acesse o canal do g1 RS no WhatsApp Para evitar que o guarda-roupa vire "território livre para insetos", a reportagem conversou com uma influenciadora de rotinas domésticas que aposta em soluções simples e naturais para manter as traças longe de casa. Confira, abaixo, o que funciona na prática. Dicas Na casa da influenciadora digital Lu Guimarães, os temperos não têm função só na cozinha. Eles também ganham papel de destaque na proteção das roupas. A estratégia nasceu da necessidade, depois que pequenos furos começaram a aparecer em peças guardadas. Camiseta com furo de traças Reprodução/ RBS TV O vinagre de álcool passou a fazer parte da rotina mensal de cuidados com a casa. Uma vez por mês, ela usa o produto diluído em um pano limpo para higienizar o interior do guarda-roupa e das gavetas. "Normalmente, eu uso o [vinagre] que é de limpeza, que ele é 8%, ele é mais ácido, é de maçã, de álcool. A acidez do vinagre não é agradável às traças, então mantém elas mais longe, além de ajudar a limpar", explica. A partir de uma infestação em um armário, Lu passou a apostar em soluções naturais e acessíveis. O segredo, segundo ela, está na rotina: limpeza frequente, ambiente arejado e aromas que não agradam aos insetos. "A partir do momento que tu começa a ter um cuidado, manter sempre limpo, arejado e com esses cheirinhos, evita muito [as traças]", revela. Há ainda aquelas traças que se proliferam em alimentos, como farinhas e grãos. Nesse caso, o truque de Lu é simples: um galho de louro dentro do armário. E quando o assunto é manter os tecidos protegidos e perfumados, ela ensina uma receita caseira que virou aliada contra as traças. Os ingredientes são fáceis de encontrar: Um pedaço de tule, saquinho de presente ou até mesmo filtro de papel de café; Cravo; Folhas de louro — quanto mais verdes, mais intenso o aroma; Casca de laranja seca; Lavanda, que é opcional. Para o preparo, basta colocar os ingredientes dentro do saquinho escolhido, reunir tudo como uma pequena trouxinha, amarrar bem e distribuir pelo armário. Os sachês podem ser pendurados nos cabides, acomodados entre as roupas ou deixados dentro das gavetas. "É importante que [o saquinho escolhido] seja furadinho para passar o cheiro", diz a influenciadora. Aos poucos, o cheiro se espalha, ajuda a afastar as traças e ainda deixa as peças com um perfume suave por semanas. Traça de roupas; Receita caseira para espantar os bichinhos dos armários Luciano Lima/TG; Reprodução/ RBS TV Livros, papéis e objetos guardados Apesar de não oferecerem risco à saúde dos moradores, as traças podem causar prejuízo, e não só às roupas. Livros, papéis e objetos guardados também estão na lista de alvos. O biólogo Fabiano Soares explica que o principal cuidado começa antes mesmo do armazenamento. "Os bichos comem qualquer partícula: é um pelinho, é um cabelo, é uma sujeirinha. Então, o mais importante é sempre guardar as roupas limpas. As roupas que ficam muito tempo guardadas dentro do armário é bom lavar, guardar dentro de um pote plástico fechado, onde não possa ter contato com o ambiente externo", pontua Soares. Segundo o especialista, o problema pode se multiplicar rapidamente: "Se elas entram dentro do roupeiro, vão encontrar o alimento, vão colocar os ovinhos, e essa traça fêmea, a mariposa, ela coloca de 20 a 150 ovos", diz. As mais comuns dentro de casa são as mariposas, que atacam tecidos, e as traças prateadas, que costumam aparecer em livros. Ambas deixam marcas visíveis, com pequenos buracos nas superfícies. Traça-das-roupas é, na verdade, a fase larval de uma mariposa Luciano Lima/TG VÍDEOS: Tudo sobre o RS

  25. Entregador trabalha de bicicleta pelas ruas do Centro do Rio Raoni Alves O Rio de Janeiro tem uma rede de ruas que, na prática, expõe ciclistas, usuários de bicicletas elétricas, patinetes e ciclomotores a condições de alto risco. Essa é a conclusão de especialistas ao avaliarem o levantamento do g1, feito com base em dados oficiais da Prefeitura do Rio, que mostra que a maior parte das principais vias da cidade combina alta velocidade de circulação com ausência de infraestrutura cicloviária. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias do RJ em tempo real e de graça A análise ganha ainda mais relevância diante do novo decreto municipal que regulamenta a circulação desses modais. Embora tenha como objetivo aumentar a segurança, especialistas apontam que, na prática, as regras podem empurrar usuários para vias mais rápidas e perigosas, já que o decreto reclassifica parte dos autopropelidos como ciclomotores, proibindo sua circulação em ciclovias e reduzindo as opções de trajeto seguro. “Nós devemos avaliar as principais rotas de interesse e ver se elas são atendidas por infraestrutura para bicicleta (...) nos casos em que as ligações não são atendidas, o ciclista realmente estará mais exposto"., avaliou a professora da Coppe/UFRJ, Marina Baltar. "Com as bicicletas elétricas, acredito que as distâncias que estão sendo percorridas por esse modo são ainda maiores. Por falta de infraestrutura o ciclista também pode optar por outros modos menos sustentáveis, como carro e moto", afirmou. Decreto do Rio sobre bicicletas e ciclomotores entra em conflito com resolução federal 📊 Principais achados do levantamento do g1 Das 105 ruas avaliadas, 43 foram classificadas como “segurança crítica”, 24 como “baixa segurança”, 35 como “segurança moderada” e apenas 3 como “alta segurança”; 37 vias têm limite de velocidade de até 40 km/h; 67 ruas não possuem qualquer tipo de infraestrutura cicloviária; Apenas 11 vias têm ciclovia, 6 têm ciclofaixa e 21 contam com faixa compartilhada. O levantamento foi feito com base em dados do portal Data.Rio, da Prefeitura do Rio. O g1 analisou 105 vias em todas as regiões da cidade — 37 na Zona Sul, 13 no Centro, 31 na Zona Norte e 24 na Zona Oeste — priorizando ruas com maior fluxo e papel estrutural na ligação entre bairros. A classificação cruzou limite de velocidade e presença de infraestrutura cicloviária. Vias com velocidade elevada e sem proteção foram enquadradas como de 'segurança crítica' — justamente o perfil predominante nas principais ligações urbanas da cidade. As vias com limite até 40 km/h, sem infraestrutura de ciclovias foram apontadas como sendo de 'baixa segurança'. As ruas com limite de velocidade igual ou maior que 40 km/h, com infraestrutura cicloviária, foram classificadas como 'segurança moderada'. Já as vias com limite de velocidade menor que 40 km/h e boa infraestrutura cicloviária foram classificadas como 'alta segurança'. A tabela completa é interativa e permite ao leitor filtrar os dados por bairro, nome da via, velocidade, presença de BRS e tipo de infraestrutura. Confira abaixo. mapa-ciclovias 🚨 Segurança crítica O levantamento do g1 revela um padrão consistente. As vias mais importantes da cidade, ou seja, aquelas que concentram maior fluxo de veículos e conectam regiões, são maioria entre as mais perigosas para os ciclistas. Esse cenário fica evidente na Grande Tijuca. Das 15 vias analisadas na região, que inclui bairros como Vila Isabel, Andaraí, Maracanã e Rocha, mais da metade foi classificada como de segurança crítica. São elas: Rua Haddock Lobo; Rua Conde de Bonfim; Avenida Maracanã; Avenida Heitor Beltrão; Rua São Francisco Xavier; Rua 24 de Maio; Rua Teodoro da Silva; Boulevard 28 de Setembro. Entre elas está a Rua Conde de Bonfim, onde uma mulher e o filho de 9 anos morreram atropelados por um ônibus no fim de março. A via tem limite de 50 km/h e não possui infraestrutura cicloviária. Para especialistas, essa é a combinação que aumenta significativamente o risco de acidentes graves. “Nossa preocupação é muito clara quanto a velocidade (...) estudos mostram que acima de 50km/h é letal para ciclistas e usuários de autopropelidos e ciclomotores", afirma Vivi Zampieri, gestora de Mobilidade Ativa da Comissão de Segurança no Ciclismo do Rio. Para Luiz Saldanha, diretor do Aliança Bike, é urgente que o Rio faça uma melhor gestão das velocidades das vias na cidade. "A gente vê muitas vias que já poderiam ser reduzidas. Ruas que poderiam estar com uma redução de velocidade para 40 km por hora que não ia influenciar no tempo das viagens", comentou Saldanha. Protesto na Rua Conde de Bonfim na Tijuca pede ciclovias na cidade. Reprodução TV Globo A análise do g1 mostra que a tragédia na Conde de Bonfim não foi um caso isolado. Vias estruturais como Avenida Presidente Vargas, Francisco Bicalho, Avenida Dom Hélder Câmara e Estrada Intendente Magalhães repetem o mesmo padrão: alta velocidade, grande fluxo e ausência de ciclovias. O cenário se torna ainda mais complexo com as regras do decreto municipal, que passou a restringir a circulação de bicicletas elétricas, ciclomotores e outros veículos leves de acordo com o limite de velocidade das vias. (Veja os detalhes do decreto ao longo da reportagem). Pela norma, esses modais não podem circular em ruas com velocidade superior a 60 km/h e enfrentam limitações também em vias de até 60 km/h, especialmente quando há faixas exclusivas de ônibus (BRS). Especialistas apontam que, como grande parte das principais ligações da cidade opera acima de 40 km/h, a regulamentação pode acabar reduzindo as opções de trajeto e empurrando usuários para rotas mais longas ou mais perigosas. Na prática, isso significa que ciclistas são obrigados a dividir espaço com ônibus, carros e motos em condições de risco elevado — muitas vezes sem alternativa viável de trajeto. "A regulamentação é importante, mas precisamos preparar a cidade para ela. Considerando que toda a regulamentação foi baseada em velocidade e que velocidade é um dos principais fatores para aumentar a severidade dos sinistros, acredito que a primeira medida a ser tomada seria uma gestão de velocidade da via", avaliou Marina Baltar. "O decreto não teve a sensibilidade de pensar nas desconexões da rede cicloviária da cidade e do uso dos autopropelidos em vias inseguras e com velocidades altas", ponderou Vivi Zampieri. ⚠️ Zona Norte: ausência de infraestrutura Os dados mostram que a Zona Norte concentra alguns dos piores indicadores da cidade. Em bairros como Benfica, Engenho da Rainha, Méier, Lins de Vasconcelos e Bonsucesso, praticamente todas as vias analisadas não têm qualquer tipo de infraestrutura cicloviária. Entre as 15 ruas avaliadas, 8 foram classificadas como de segurança crítica. A exceção é pontual: apenas a Avenida Ernani Cardoso, em Cascadura, apresenta trecho com ciclovia. Carro estaciona bem no meio da ciclofaixa na Avenida Ernani Cardoso, em Cascadura. Reprodução Google Maps O padrão reforça um problema estrutural. As principais ligações da região, utilizadas diariamente por trabalhadores, entregadores e estudantes, são justamente aquelas sem proteção para ciclistas. "A rede cicloviária do Rio ainda está muito concentrada na Zona Sul e principalmente nas áreas de turismo, porém hoje o uso da bicicleta para ir ao trabalho, escola e nos afazeres próximos de casa está mais frequente, então é necessário planejar pensando nessa nova dinâmica da mobilidade", comentou professora Baltar. O cenário também aparece em dados de uso real. Estudo da União de Ciclistas do Brasil (UCB), com base em dados da plataforma Strava, aponta que regiões como Zona Norte e Zona Oeste concentram trechos muito utilizados sem infraestrutura adequada. Esse descompasso entre demanda e estrutura, segundo especialistas, evidencia falhas no planejamento urbano. "Existe um modus operandi, que é de se dedicar às áreas mais ricas, áreas mais turísticas da cidade, como a Zona Sul ou parte da Zona Sudoeste. Nesses casos, ali também tem conexão para o Centro, mas quando a gente vê os outros bairros da Zona Norte, Zona Oeste, não tem. No estudo, é basicamente só 'baixa segurança' e 'segurança crítica'", analisou Luiz Saldanha. 🌴 Zona Sul é quase um oásis A Zona Sul aparece como a região com melhores indicadores, concentrando a maior parte da infraestrutura cicloviária da cidade. Ainda assim, o cenário está longe de ser ideal. Ciclovia na orla de Ipanema tem boa estrutura para o usuário. Mas patinete estacionado na via indica que falta educação para quem circula pelo local. Raoni Alves / g1 Rio Em Copacabana, por exemplo, metade das vias analisadas é considerada de 'segurança crítica'. Em Ipanema, há uma mistura de condições, incluindo a uma das vias classificadas como de 'alta segurança' no levantamento, a Rua Alberto de Campos. Mesmo em áreas com ciclovias consolidadas, como a orla e a Lagoa Rodrigo de Freitas, há limitações importantes. Em muitos trechos, a infraestrutura é compartilhada com pedestres ou voltada ao lazer, o que gera conflitos e reduz a eficiência para deslocamentos do cotidiano. Outro problema é a falta de conexão com outras regiões da cidade. Mesmo onde há ciclovia, o trajeto frequentemente se interrompe, obrigando o ciclista a migrar para vias de maior risco. Ciclovia em Ipanema entre as ruas Alberto de Campos e Vinícius de Moraes é de mão única. Reprodução Google Maps 🌆 Zona Oeste: desigualdade na região Na Zona Oeste, o levantamento revela um cenário de forte desigualdade interna. Enquanto a Barra da Tijuca concentra algumas vias com infraestrutura, ainda que muitas delas com faixas compartilhadas e limites elevados de velocidade, bairros como Campo Grande, Bangu e regiões de Jacarepaguá apresentam um cenário predominantemente crítico. São vias longas, com poucas alternativas e grande dependência da bicicleta para deslocamentos cotidianos, como mostram os dados da plataforma Strava. Esse padrão reforça o conceito de “demanda reprimida”, apontado por estudos e especialistas. A população já utiliza a bicicleta, mas sem condições adequadas de segurança, como apontou um trecho do estudo. O levantamento do g1 dialoga diretamente com o estudo da UCB e da Comissão de Análise de Dados do Strava, que mostra que 80% dos trechos mais utilizados por ciclistas no Rio não têm ciclovia. Apesar disso, 44% dos quilômetros percorridos são feitos em vias com infraestrutura, o que indica que ciclistas tendem a priorizar rotas mais seguras quando elas existem. Apesar da prefeitura contabilizar como infraestrutura cicloviária na R. Cel. Tamarindo, em Bangu, a faixa compartilhada na calçada (a esquerda) é praticamente imperceptível. Ciclistas seguem dividindo espaço com os carros. Reprodução Google Maps O levantamento também mostra que o uso da bicicleta não está restrito a áreas turísticas. Há registros em todas as regiões da cidade, incluindo corredores de alto fluxo e vias com limites de até 90 km/h. A análise identificou que os principais pontos de risco estão nos eixos estruturais da cidade, que conectam regiões e concentram grande fluxo de veículos. Entre eles estão: Centro–Tijuca (Presidente Vargas, Francisco Bicalho e Paulo de Frontin); Eixos da Zona Norte, como Dom Hélder Câmara e Intendente Magalhães; Corredores da Barra, como Avenida das Américas e Ayrton Senna. Esses trechos têm em comum a ausência de infraestrutura contínua e a presença de tráfego intenso, o que amplia o risco para ciclistas. "Hoje em dia, infelizmente temos motos em passarelas e ciclovias. Então não basta ter infraestrutura sem ter um programa de educação acompanhado de uma fiscalização constante", comentou Zampieri. 👥 Perfil do ciclista Dados da Pesquisa Nacional Perfil Ciclista 2024, realizada pela ONG Transporte Ativo, mostram que o uso da bicicleta no Rio está ligado principalmente ao deslocamento cotidiano. Ao todo, o levantamento ouviu 593 ciclistas. Mais de 70% utilizam a bicicleta para ir ao trabalho, e quase metade aponta a infraestrutura como principal fator que poderia aumentar a frequência de uso. 📊 Perfil do ciclista no Rio 🚲 Uso consolidado: 51,1% utilizam a bicicleta há mais de 5 anos; 12% entre 1 e 2 anos; e 7% começaram há menos de 6 meses; 📅 Frequência de uso: 30,2% pedalam todos os dias da semana; 21,6% utilizam 5 dias; e 17,6% usam 6 dias por semana; 💼 Principais destinos: 71,9% usam a bicicleta para trabalhar; 64,7% para lazer e atividades sociais; 48,2% para compras; e 27,1% para estudo; ⏱️ Trajetos: 47% levam entre 15 e 30 minutos no deslocamento mais frequente; 31,3% até 15 minutos; e 20,2% mais de 30 minutos; ⚙️ Motivação: 43,5% apontam praticidade como principal motivo para pedalar; 25,4% saúde; e 19,9% custo; 🚧 Infraestrutura é entrave: 47,7% dizem que usariam mais a bicicleta se houvesse melhor infraestrutura; 29,4% apontam a necessidade de educação no trânsito; e 11,7% citam segurança pública; 🔄 Integração: 33,8% combinam a bicicleta com outros meios de transporte ao longo da semana; 🚨 Exposição à violência: 32,1% já tiveram a bicicleta ou partes dela furtada ou roubada; ⚠️ Acidentes: 22,4% afirmam que sofreram ou se envolveram em ocorrência de trânsito nos últimos dois anos. Outro dado relevante é o perfil socioeconômico. Uma parcela significativa dos ciclistas tem renda de até dois salários mínimos, o que reforça o papel da bicicleta como meio de transporte acessível. “Esses dados (...) demonstram que a economia familiar também é uma das responsáveis pela escolha de veículos de micromobilidade", afirma Vivi Zampieri. 🚑 Acidentes em alta Os dados mais recentes da prefeitura indicam crescimento no número de acidentes envolvendo ciclistas na cidade. Somente em março de 2026, foram registrados 425 casos. Em um ano, os atendimentos na rede pública cresceram 34%, passando de 3.554 em 2024 para 4.761 em 2025. Segundo especialistas, esses números podem ser ainda maiores devido à subnotificação. “Existe um número que não é visível: pessoas que se machucam no trânsito, levantam e vão embora", afirma Vivi. Ciclovias ‘desconectadas’ no Rio obrigam ciclistas a dividir espaço com carros ⚖️ Decreto pode ampliar exposição O novo decreto municipal que regulamenta a circulação de bicicletas elétricas, ciclomotores e autopropelidos surgiu nesse cenário de infraestrutura limitada da cidade. A norma define limites de velocidade e locais de circulação para cada tipo de veículo, restringindo, por exemplo, o uso de ciclomotores em ciclovias e proibindo a circulação desses modais em vias com limite superior a 60 km/h. Para bicicletas elétricas e autopropelidos, a regra permite o uso em ciclovias, ciclofaixas e também nas vias, mas impõe restrições em ruas com faixas exclusivas de ônibus (BRS), comuns em diversos corredores da cidade. O texto também estabelece exigências como o uso de equipamentos de segurança e, em alguns casos, prevê a necessidade de registro ou identificação dos veículos, pontos que geraram críticas por possível conflito com normas federais. Mesmo com a ciclovia vazia, ciclista prefere se arriscar no meio dos carros. Raoni Alves / g1 Rio Na prática, especialistas apontam que, ao limitar a circulação sem garantir rotas seguras alternativas, o decreto pode reduzir a mobilidade desses usuários e aumentar a exposição ao risco em vias de maior velocidade e fluxo. “A regulamentação é importante, mas precisamos preparar a cidade para ela (...) a primeira medida a ser tomada seria uma gestão de velocidade da via", avalia Marina Baltar. 🚧 Prefeitura prevê expansão Após o acidente na Tijuca, a prefeitura anunciou um plano de expansão da malha cicloviária, com previsão de 50 quilômetros de novas vias até 2028. A proposta inclui corredores importantes, como a Avenida Dom Hélder Câmara e a Rua Haddock Lobo, além da Rua Conde de Bonfim, onde ocorreu a morte da mãe e do filho de 9 anos. Especialistas avaliam que a medida é necessária, mas insuficiente diante do cenário atual. “A gente precisa de um planejamento adequado a longo prazo (...) gestão de velocidade, sinalização ostensiva e campanhas de educação", afirma Marina Baltar. Para Vivi Zampieri, falta o poder municipal ouvir os usuários sobre o que fazer para garantir maior segurança e fluidez de bicicletas na cidade. "Os entregadores, que foram tão essenciais na pandemia, deveriam ser ouvidos. Hoje, por exemplo, conversando com a associação, entendemos que muitos entregadores deixaram de fazer entregas em ruas da orla por não poder circular nem na ciclovia, nem nas ruas que tinham a velocidade alta", disse Zampieri. "Moradores, comércio e entregadores foram prejudicados, então a velocidade foi reduzida para 60 km/h. Acho que a tendência é de fato eles deixarem de circular nessas regiões até que a prefeitura de fato nos ouça", ponderou.

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