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G1 GLOBO (Tudo Diário)

Últimas notícias do Brasil e do mundo, sobre política, economia, emprego, educação, saúde, meio ambiente, tecnologia, ciência, cultura e carros. Vídeos dos telejornais da TV Globo e da GloboNews.

  1. Sine Estadual da Paraíba fica localizado no Centro de João Pessoa Reprodução/TV Cabo Branco A semana tem 2.075 vagas de emprego sendo oferecidas pelo Sistema Nacional de Empregos (Sine), a partir desta segunda-feira (30). No total, 520 oportunidades oferecidas pelo Sine Paraíba, 635 pelo Sine João Pessoa e 920 pelo Sine de Campina Grande. Sine Paraíba No Sine Estadual, são 520 vagas distribuídas em onze municípios: João Pessoa, Campina Grande, Patos, Santa Rita, São Bento, Princesa Isabel, Conde, Sapé, Pombal, Mamanguape e Cabedelo. Em João Pessoa, o Sine Paraíba está localizado na avenida Duque de Caxias, número 305, no Centro. Confira os endereços dos demais postos na Paraíba. Vagas do Sine Estadual: João Pessoa - 204 vagas Campina Grande - 85 vagas Princesa Isabel - 10 vagas Pombal - 6 vagas Conde - 12 vagas São Bento - 9 vagas Patos - 17 vagas Santa Rita - 153 vagas Cabedelo - 6 vagas Sapé - 3 vagas Mamanguape - 15 vagas Sine João Pessoa Sine João Pessoa Sine-JP Secom-JP/Divulgação O Sine de João Pessoa oferece 635 vagas de emprego, sendo 70 delas para pedreiro e 76 vagas para auxiliar de linha de produção Confira todas as vagas disponíveis Para concorrer a uma das vagas, basta ir até a sede do Sine-JP na Avenida João Suassuna, nº 49, exatamente no primeiro casarão da Villa Sanhauá, na Praça Antenor Navarro, no Varadouro, de quarta a sexta-feira, das 8h às 14h. Sine Campina Grande Área interna do Sine de Campina Grande Divulgação/Prefeitura de Campina Grande O Sistema Nacional de Emprego de Campina Grande (Sine-CG) está oferecendo 920 vagas de emprego, com destaque para as 600 vagas para a função de operador de telemarketing. Também estão abertas 29 vagas para auxiliar de pedreiro, com ou sem experiência. Confira a lista completa Os interessados podem acessar o link e selecionar a opção Cadastro Online – Currículo Vagas. É necessário preencher corretamente todos os campos do formulário. Caso necessitem de auxílio, no preenchimento do formulário, os candidatos devem procurar o Sine Municipal de forma presencial. Para o atendimento, é necessário apresentar os seguintes documentos: RG e CPF; comprovante de residência; currículo atualizado e a carteira de trabalho. O Sine Municipal está localizado na rua Santa Clara, s/n, Centro, próximo ao Terminal de Integração de Passageiros. O horário de atendimento é de segunda à sexta-feira, das 7h às 17h. Para suporte e outros serviços, os trabalhadores podem entrar em contato pelo WhatsApp (83) 9323-9599 ou pelo Instagram @sinemunicipalcg. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Vídeos mais assistidos do g1 Paraíba

  2. Prefeitura de Palmas terceiriza gestão das UPAs Termina nesta segunda-feira (30) o prazo para redistribuição obrigatória dos servidores efetivos das Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) de Palmas. A mudança ocorre após a prefeitura firmar contrato para transferência da gestão das UPAs a uma entidade filantrópica. A inscrição para uma das 474 vagas deve ser realizada exclusivamente pela internet. A seleção levará em conta critérios como maior tempo de serviço, idade e proximidade entre a residência do profissional e a unidade escolhida. Segundo o edital, a movimentação não altera vínculo, cargo ou regime jurídico dos servidores. O processo permite que os profissionais das UPAs Norte e Sul indiquem até três unidades de interesse para atuação. 📱 Clique aqui para seguir o canal do g1 TO no WhatsApp. Para participar, é necessário anexar documento de identificação e comprovante de residência atualizado. LEIA MAIS: Palmas abre redistribuição de servidores das UPAs com 474 vagas e inscrição obrigatória Gestão das UPAs de Palmas é repassada para entidade filantrópica por R$ 139 milhões UPA da região sul de Palmas Raiza Milhomem/Secom Palmas Entenda a mudança nas UPAs O contrato entre a Prefeitura de Palmas e a instituição filantrópica foi firmado no valor de cerca de R$ 139 milhões e prevê que a nova gestora assuma a administração dos serviços nas unidades. Com a mudança, servidores efetivos deixam de atuar nas UPAs e passam a ser realocados em outros serviços da rede municipal, principalmente na Atenção Primária. As informações sobre o termo de colaboração foram publicadas no Diário Municipal do dia 24 de março de 2026. A Defensoria Pública do Tocantins chegou a solicitar informações ao município sobre o modelo de gestão compartilhada e o plano de redistribuição dos profissionais, com foco na garantia da continuidade dos serviços de saúde. Segundo a prefeitura, a reorganização das equipes permitirá ampliar o funcionamento de unidades básicas de saúde, que devem passar a atender até meia-noite em algumas regiões. As vagas contemplam diversas áreas, como médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem, dentistas, farmacêuticos, assistentes sociais e profissionais administrativos. O resultado final da redistribuição deve sair na próxima terça-feira (7). Após a homologação, os servidores deverão se apresentar à Secretaria Municipal de Saúde entre os dias 8 e 10 de abril. O início das atividades nas novas unidades está previsto para o dia 13. O que acontece com contratos temporários Já os profissionais contratados sem vínculo efetivo não participam da redistribuição. A entidade responsável pela nova gestão abriu processo seletivo próprio para contratação de equipes que irão atuar nas UPAs. A prefeitura afirma que a mudança faz parte de uma estratégia para reorganizar a rede e ampliar o acesso da população aos serviços de saúde. Veja mais notícias da região no g1 Tocantins.

  3. Penitências curiosas marcam quaresma; fiéis de Rio Preto falam sobre significado Abstinência de carne, banho gelado, abandono da maquiagem e até ausência de música estão entre as penitências adotadas por fiéis de São José do Rio Preto (SP) durante a quaresma, que termina na quinta-feira (2). Os relatos mostram não apenas os sacrifícios, mas o significado espiritual que cada prática tem na vida dos católicos. 📲 Participe do canal do g1 Rio Preto e Araçatuba no WhatsApp O estudante e fotógrafo Ricardo Milani Gomes Filho, de 18 anos, escolheu um desafio físico: tomar apenas banhos frios ao longo de 40 dias. Acostumado com água quente, o jovem relata a dificuldade da mudança, especialmente na rotina puxada de estudos, pois levanta cedo para frequentar o cursinho pré-vestibular. “É muito difícil tomar banho gelado, pois tenho que acordar de manhãzinha para estudar. Mas tá dando certo, graças a Deus. Estou fazendo sem reclamar, o que é o mais importante”, diz em entrevista ao g1. Para ele, que costuma tomar dois banhos por dia, o sacrifício ajuda a refletir sobre o amor a Deus e a necessidade de abdicar das próprias vontades. A estudante Valentina Dottore deixou de lado a maquiagem, que usa diariamente até em casa, como penitência para a quaresma Valentina Dottore/Arquivo pessoal Renúncia à vaidade Já a estudante Valentina Dottore, de 16 anos, optou por uma renúncia ligada à vaidade. Acostumada a usar maquiagem diariamente, ela conta que decidiu passar todo o período sem batom, base, corretivo, pó e delineador. “Tem sido difícil porque a maquiagem fazia parte de mim. Uso todos os dias, não importa se estou em casa. Eu não me via sem ela, pois é parte da minha personalidade”, conta a jovem. Conforme relata ao g1, a decisão veio após perceber que, em alguns momentos, colocava a própria imagem acima da relação com Deus. Segundo ela, a penitência tem sido uma forma de reaproximação espiritual. Initial plugin text Sem música Outro exemplo é o da pedagoga Bruna Marques Belluci, de 31 anos, que decidiu viver a quaresma em silêncio, sem escutar música — hábito constante em sua rotina. Ela explica que mora sozinha e, por isso, ouve canções a todo o momento, principalmente religiosas. “Seja em casa ou no carro, sempre escuto música. Agora senti o chamado para o silêncio”, resume. Claudia Regina e Walter, de São José do Rio Preto (SP), adotaram como penitência o jejum de qualquer carne de animal de sangue quente, além de participarem das missas todos os dias até o fim da quaresma Claudia Regina Borges/Arquivo pessoal Nada de carne A fonoaudióloga Cláudia Regina Borges, de 55 anos, decidiu, pela segunda vez, se abster de carne de animais de sangue quente durante toda a quaresma, consumindo apenas peixe. Neste ano, ela acrescentou uma nova prática: a participação diária na missa e na comunhão, compartilhada com o marido Walter, de 57 anos. “Deixei a carne para me abastecer do pão da vida todos os dias”, afirma Cláudia. Cláudia destaca que é um período de reflexão, conversão e busca da santidade, vivido como forma de controlar impulsos e fortalecer a caridade. Na mesma família, o exemplo influenciou o filho mais velho, Murilo, de 27 anos, que, pela primeira vez, aderiu à penitência. Ele abriu mão de alimentos fritos, como pastel e hot roll (sushi frito e empanado). Privação de doces e refrigerantes é a penitência praticada pela estudante Rafaela Lemos, de São José do Rio Preto (SP), para o período da quaresma, que termina quinta (2) Rafaela Lemos/Arquivo pessoal LEIA MAIS: Cientista brasileiro desenvolve pesquisa com IA para identificar molécula capaz de destruir células cancerígenas Tira do premiado Orlandeli relembra Caldeirão do Diabo e Homem-Andorinha em Rio Preto Orquestra 100% feminina é criada no interior de SP Nem doce A estudante Rafaela Mutton Lemos, de 15 anos, escolheu abrir mão de doces e refrigerantes, além de incluir momentos diários de oração. “Eu sou praticamente viciada em doce, como toda hora. E, quando bebo refrigerante, exagero um pouco”, relata. Na quaresma do ano passado, Rafaela se desafiou a deixar de lado as redes sociais. A estudante conta que foi difícil por não poder acompanhar novas publicações de amigos de outras cidades. Para ela, a quaresma vai além de uma tradição religiosa e representa um tempo de pausa, reflexão e desenvolvimento de atitudes como paciência, empatia e responsabilidade. “É um momento de disciplina e crescimento pessoal em que pequenas escolhas ganham um significado maior”, conta. Padre Pedro Sant'Ana Machado, da Arquidiocese de São José do Rio Preto (SP) Pedro Henrique Sant’Ana Machado/Arquivo pessoal Pena como arrependimento A quaresma é um período de 40 dias de preparação para a Páscoa, com início na Quarta-Feira de Cinzas e término antes da Missa da Ceia do Senhor na Quinta-Feira Santa. Para os cristãos, especialmente os católicos, é um tempo de conversão, oração, penitência e jejum. Neste ano, a quaresma começou em 18 de fevereiro e vai até quinta-feira (2). “A quaresma é o tempo favorável e necessário para a prática do autocontrole, para limitar atos excessivos, viver na sobriedade, à imagem e semelhança de Jesus, que jejuou durante quarenta dias no deserto”, explica o padre Pedro Henrique Sant’Ana Machado, da comissão de liturgia da Arquidiocese de Rio Preto. O sacerdote lembra que as penitências como jejuns alimentares são mais comuns e podem ser mais fáceis, porém as que estão relacionadas a costumes e atitudes chamam atenção. “O esforço é maior, de determinação e perseverança num período de mais de 40 dias. O que determina um ato como penitência é a expressão do arrependimento atráves do cumprimento de uma pena”, declara. Veja mais notícias da região em g1 Rio Preto e Araçatuba VÍDEOS: confira as reportagens da TV TEM

  4. Rebelião que matou 9 detentos em Jundiaí completa 20 anos Uma tragédia anunciada, agravada pelas ações de uma facção criminosa no estado de São Paulo, levou à morte de nove pessoas na Cadeia Pública de Jundiaí (SP) — todos detentos. O episódio completou 20 anos neste mês, no mesmo período em que eram registrados oito motins simultâneos em várias regiões do estado. Na cidade, foram mais de 20 horas de incertezas e muito pânico. O motim na cadeia pública de Jundiaí teve início após uma tentativa frustrada de fuga em massa. Durante a rebelião, sete presos morreram asfixiados pela fumaça de colchões incendiados pelos próprios detentos. Posteriormente, mais duas pessoas que estavam internadas também morreram. 📲 Participe do canal do g1 Sorocaba e Jundiaí no WhatsApp Durante mais de 20 horas de tensão, três agentes penitenciários foram feitos reféns. A principal reivindicação dos presos era contra a superlotação da unidade, que tinha capacidade para 120 pessoas, mas abrigava 470, número quase quatro vezes maior que o limite. Caso peculiar Rebelião com 9 mortes na cadeia pública de Jundiaí (SP) completa 20 anos CEDOC/TV TEM O defensor de direitos humanos Belisário dos Santos, ex-secretário de segurança pública na gestão de Mário Covas e membro da Comissão de Defesa dos Direitos Humanos Dom Paulo Evaristo Arns, lembra que o caso foi diferente de outros motins porque não houve intervenção policial direta. “Eles morreram, mas foram agredidos por eles mesmos. O curioso é isso”, afirma. Ele também relembra que os presos mortos no episódio de Jundiaí estavam nas celas chamadas de seguro. Nesses locais ficam os presos que correm risco de vida na convivência comum, Os detentos mortos estavam nas chamadas celas de “seguro”, destinadas a presos ameaçados por facções ou que correm risco na convivência comum, como autores de crimes sexuais, ex-policiais, delatores, ameaçados por facções ou os que violam regras internas, como em brigas. Mesmo sem ação policial, Belisário reforça que o Estado tem responsabilidade sobre a vida de quem está sob sua custódia. "O Estado tem responsabilidade sobre a vida das pessoas submetidas à sua custódia. Obviamente que tem. A Polícia Militar não invadiu, eles não foram vítimas de violência policial, mas claro, o Estado tem que prover condições de segurança para as pessoas que a Justiça determina que sejam mantidas sob sua custódia." O especialista lembra ainda que boa parte dos presos que estão em Centros de Detenção Provisória (CDPs) e em cadeias, como a que existia em Jundiaí, sequer havia passado por julgamento. Desativação das delegacias A cadeia pública de Jundiaí, localizada no bairro Anhangabaú, foi desativada em 2010. Os presos foram transferidos para o Centro de Detenção Provisória (CDP) da cidade, construído pouco antes. Para Belisário, a desativação de cadeias em delegacias foi um avanço importante para reduzir a superlotação crônica. "A partir de 1995, houve uma determinação do governador Covas [Mário Covas] de começar, com o Zé Afonso da Silva, o constitucionalista — ele era o secretário da segurança —, a desativar as prisões nas delegacias. A polícia prende quase 800 pessoas por dia. Mas ele deve ser imediatamente levado à audiência de custódia e daí já sai para um presídio regular. Houve um super avanço. Antes era um problema grave, com a superlotação crônica." Ele também diz que podem ser tiradas lições e aprendizados do que aconteceu em Jundiaí. "O acompanhamento de perto, às vezes, garante uma orientação melhor à polícia para que não haja uma ação rápida num determinado sentido. Então, o acompanhamento de um ator civil com autoridade sempre seria bom. E acho que isso é uma coisa que a gente pode tirar de lição e aprendizado. Todo motim deve ser enfrentado." Belisário dos Santos, ex-secretário de segurança pública do estado de São Paulo Arquivo Pessoal Sem resposta O g1 procurou a Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP) para saber os desdobramentos da situação, em especial sobre responsabilidades no caso. A pasta informou apenas que "foi instaurado pela equipe Corregedora de Jundiaí o Inquérito Policial 2ª CA 069/2006, o qual foi relatado em 23/08/2006", sem dar detalhes. Initial plugin text Rebelião com 9 mortes na cadeia pública de Jundiaí (SP) completa 20 anos CEDOC/TV TEM Rebelião com 9 mortes na cadeia pública de Jundiaí (SP) completa 20 anos CEDOC/TV TEM Rebelião com 9 mortes na cadeia pública de Jundiaí (SP) completa 20 anos CEDOC/TV TEM Rebelião com 9 mortes na cadeia pública de Jundiaí (SP) completa 20 anos CEDOC/TV TEM Veja mais notícias da região no g1 Sorocaba e Jundiaí VÍDEOS: assista às reportagens da TV TEM

  5. Bauruense Adriana Maximino dos Santos conquistou 55 mil votos e foi eleita para a Câmara Municipal de Frankfurt Arquivo pessoal Bauruense de 56 anos, Adriana Maximino dos Santos é vereadora eleita na cidade de Frankfurt, na Alemanha. Com 55.946 votos, a brasileira inicia um mandato de 5 anos. Em entrevista ao g1, a mulher, que ganhou uma cadeira na Câmara Municipal e um lugar no Conselho Municipal de Imigrantes, relembra a trajetória, cita as dificuldades pelas quais passou e mira em direção ao que deseja fazer politicamente após a vitória. 📲 Participe do canal do g1 Bauru e Marília no WhatsApp A hoje parlamentar recordou os momentos iniciais de sua estadia no país europeu, quando chegou em 2012 com os dois filhos. Primeiros anos na Alemanha "Nós tivemos uma chegada muito difícil. Viemos com pouco dinheiro e mobiliamos todo o nosso apartamento com móveis da rua. Foi complicado, porque é difícil uma mulher estrangeira, sozinha com duas crianças e não branca, fazer com que as pessoas acreditem que você vai dar conta de pagar um apartamento”, destaca. Veja os vídeos mais acessados no g1 Veja os vídeos que estão em alta no g1 Com as crianças na escola e o término do doutorado em 2014, ela se tornou tradutora juramentada e fundou uma associação de direitos humanos para se engajar social e politicamente com outros brasileiros que estavam na Europa. Em meio ao impeachment de Dilma Rousseff no Brasil, em 2016, Adriana tinha o objetivo de trazer a situação do seu país natal para os europeus. Nesse contexto, surgiu a ideia de organizar a ida de um cacique para a Alemanha, o que aumentou o desejo de se estruturar de forma mais ativa no local. Articulação política e fundação de grupo de imigrantes A pauta indígena é uma das agendas que despertou o interesse de Adriana Maximino dos Santos na articulação política Arquivo pessoal A partir desse momento, a vereadora criou uma associação para apoiar os povos indígenas, como os Guarani-Kaiowá do Brasil, além do destaque aos imigrantes. A formação do grupo de trabalho Abá eV, em 2017, teve como objetivo a priorização dos direitos humanos, do intercâmbio cultural, da participação política e social e da sustentabilidade na Alemanha e no mundo Sul. “Temos três pilares: coesão social e participação social de imigrantes na sociedade alemã, educação global de conhecimentos do sul global para Alemanha e o apoio de povos indígenas”, explica. Ela ainda conta que a associação tem como destaque o público feminino. “Aplicamos vários projetos para as mulheres. Percebemos que faltava esse espaço de troca entre elas”, afirma. Desafio pessoal e eleição para o Conselho de Imigrantes A questão imigratória e os direitos dos estangeiros em solo alemão é uma das pautas da vereadora Arquivo pessoal Com um jeito mais introvertido, Adriana não possuía contato com o público no começo de sua trajetória, mas aos poucos foi superando esses obstáculos pessoais para avançar na carreira política. “Fui aprendendo com o tempo que a única forma de separar o medo e a vergonha era fazendo. Fui desenvolvendo o meu lado político lentamente, pois sempre fui uma pessoa tímida”, relata. Em 2021, a bauruense foi a segunda mais votada para participar do Conselho de Imigrantes em uma lista latino-americana, algo fundamental para a carreira política. De início, ela preferiu apoiar quem quisesse participar, mas foi convencida a se candidatar. “Eu era o número 2 na lista. Para a minha surpresa, eu fui eleita. Não esperava que eu fosse, mas a minha vitória foi devido ao apoio das mulheres. Muitas delas falaram ‘Adriana, eu votei em você’. Mulheres de diversas nacionalidades e regiões [votaram em mim]”, celebra. Ao longo de sua participação, Adriana também foi vice-presidente do conselho, que tinha 31 homens e apenas 7 mulheres. “Foi um desafio. Houve muitos embates. Eu fui amadurecendo politicamente ali, aprendendo a discutir e a me posicionar. Eu não imaginava que [um dia] eu estaria sentada dentro do espaço da Câmara Municipal como política”, recorda. Política na Alemanha Adriana Maximino dos Santos se organizou politicamente para destacar a questão dos imigrantes em Frankfurt, na Alemanha Arquivo pessoal Adriana se filiou ao Partido Verde, um dos grupos democráticos do país. No final de 2025, ela se candidatou a vereadora e recebeu a posição 19 para a Câmara Municipal de Vereadores. Já para a Câmara Municipal de Imigrantes, a bauruense se inscreveu na primeira colocação. “Fazer uma campanha eleitoral na Alemanha é completamente diferente do que no Brasil. É mais uma formação política e educacional, de explicar como votar e como funciona politica do que exatamente falar das suas propostas”, revela a vereadora. Antes da eleição, ela conta que se emocionou: “Eu pensava ‘Mesmo se eu não ganhar, já é uma vitória levar as pessoas para votarem’”. “Muitos falam que as pessoas não gostam de política. Na verdade, elas não entendem como funciona. Quando entendem, elas querem participar e serem ouvidas”, acrescenta. Cinco anos de mandato Adriana Maximino dos Santos era tímida, mas se soltou a partir do momento em que foi se envolvendo com a política Arquivo pessoal “Uma das minhas vontades é que eu e outros imigrantes fôssemos ouvidos. E eu percebi que isso não acontecia no Conselho de Imigrantes”, afirma a brasileira. Ela explicou que o grupo fez 177 petições relacionadas à tradução de sites em outras línguas para aqueles que não entendiam alemão, ao contato mais humanizado com os que vinham de fora do país e à seriedade das pautas levantadas pelas mulheres imigrantes. “O meu grande objetivo nesses cinco anos é que eu faça a ligação entre as pessoas imigrantes e a cidade, porque há poucos deles dentro da Câmara”, destaca. De acordo com Adriana, Frankfurt tem 56% de pessoas com o histórico de imigração, ou seja, quando a pessoa vem de outro país, ou nasceu na cidade e o pai ou a mãe são de fora. Para ela, é importante que os cidadãos de outros locais entendam o avanço de seus direitos, bem como as lacunas de seus acessos enquanto estrangeiros em solo alemão. Um outro aspecto desejado de abordar durante a vigência do cargo é a ‘língua de herança’, quando uma criança de outro país pode ter aulas paralelas às regulares que ela já possui em alemão. Segundo a brasileira, a língua da herança para os falantes de português não ocorre e, por isso, ela deseja pôr em prática esse tema ao Estado. “Nos próximos cinco anos eu quero ser essa voz das mulheres imigrantes e das mães solo para dentro de cidade. É a chance de trouxermos os problemas e as soluções pela nossa perspectiva”, reitera. Preconceito Adriana Maximino dos Santos saiu de Bauru em 2012 e se tornou vereadora após 14 anos em Frankfurt, na Alemanha Arquivo pessoal Em meio à ascensão do partido Alternativa para a Alemanha (AfD), classificado enquanto um grupo de extrema-direita pelo Departamento Federal de Proteção da Constituição da Alemanha, Adriana desabafa a respeito das situações de preconceito que já viveu. “Principalmente em metrô e uma vez em um hotel. Às vezes, o preconceito é de uma forma velada, discreta e com algumas indiretas, mas eu creio que estou preparada para isso”, afirma a vereadora. Ela ainda explica que o suporte às denúncias de racismo em Frankfurt é fraco. “Não se processa ninguém contra racismo por aqui. Praticamente não tem onde denunciar. Se você for à delegacia, vão te pedir muitas provas que você não pode dar”, explica Adriana. Trabalho voluntário Adriana Maximino dos Santos tem 56 anos e é de Bauru Arquivo pessoal Adriana ainda não participou da primeira sessão da Câmara Municipal, mas contou que se sente preparada para a recepção que terá quando de fato iniciar os trabalhos. “Eu estou muito feliz de ter conseguido e de ter tido o apoio e engajamento das pessoas. Diferente do Brasil, aqui cada um faz tudo sozinho do próprio bolso. É importante dizer que ser vereadora aqui é um trabalho voluntário com ressarcimento de despesa não muito alto." *Sob a supervisão de Mariana Bonora. Initial plugin text Veja mais notícias da região no g1 Bauru e Marília VÍDEOS: assista às reportagens da região

  6. Líderes do setor têm atribuído os cortes de empregos ao avanço das ferramentas de IA e ao aumento das demandas de investimento na área Reuters via BBC Demissões abrangentes em empresas de Big Tech se tornaram uma tradição anual. A forma como executivos explicam essas decisões, no entanto, mudou. Saem de cena palavras de ordem como eficiência, contratações excessivas e camadas demais de gestão. Hoje, todas as explicações partem da inteligência artificial (IA). Nas últimas semanas, gigantes como Google, Amazon e Meta, assim como empresas menores como Pinterest e Atlassian, anunciaram ou sinalizaram planos de reduzir suas equipes, apontando para avanços em IA que, segundo eles, permitem fazer mais com menos pessoas. Veja os vídeos em alta no g1 Veja os vídeos que estão em alta no g1 "Acho que 2026 será o ano em que a IA começará a mudar dramaticamente a maneira como trabalhamos", disse o chefe da Meta, Mark Zuckerberg, em janeiro. Desde então, sua empresa, proprietária de Facebook, Instagram e WhatsApp, cortou centenas de pessoas — incluindo 700 apenas na semana passada. A Meta, que planeja quase dobrar os gastos com IA neste ano, ainda está contratando em "áreas prioritárias", disse um porta-voz. Mas mais demissões são esperadas nos próximos meses, enquanto um congelamento de contratações está em vigor em muitas partes da empresa, disseram duas pessoas da companhia à BBC. 'Eu queria me antecipar a isso' Jack Dorsey, que lidera a empresa de tecnologia financeira Block, tem sido ainda mais explícito sobre seus objetivos. "Isso não se trata apenas de eficiência", disse ele aos acionistas no mês passado, ao anunciar que sua empresa, que opera plataformas como CashApp, Square e Tidal, reduziria quase metade da sua força de trabalho. "Ferramentas de inteligência mudaram o que significa construir e administrar uma empresa… Uma equipe significativamente menor, usando as ferramentas que estamos desenvolvendo, pode fazer mais e melhor." Dorsey disse esperar que uma "maioria das empresas" chegue à mesma conclusão dentro de um ano. "Eu queria me antecipar a isso", acrescentou. As justificativas de Dorsey atraíram muitos céticos, que observaram que ele presidiu pelo menos duas rodadas de demissões em massa nos últimos dois anos sem nunca mencionar IA. Mas explicar cortes apontando para avanços em IA soa melhor do que citar pressões de custo ou o desejo de agradar acionistas, diz o investidor de tecnologia Terrence Rohan, que já ocupou lugar em muitos conselhos empresariais. "Apontar para a IA rende um post de blog melhor", diz Rohan. "Ou pelo menos não faz você parecer tanto o vilão que só quer cortar pessoas por rentabilidade." Isso não significa que não haja substância por trás das palavras, acrescentou Rohan. Algumas das empresas que ele financia estão usando código que é entre 25% e 75% gerado por IA. Esse é um sinal da ameaça real que ferramentas de IA para escrever código representam para empregos como desenvolvedor de software, engenheiro de computação e programador — cargos antes considerados garantias de carreiras estáveis e altamente remuneradas. "Parte disso é a mudança da narrativa; parte é que realmente começamos a ver saltos de produtividade", diz Anne Hoecker, sócia da Bain que lidera a área de tecnologia da consultoria, sobre as recentes demissões. "Líderes mais recentemente estão percebendo que essas ferramentas são suficientemente boas para realmente permitir fazer a mesma quantidade de trabalho com fundamentalmente menos pessoas." Sinalizando 'disciplina', gastando US$ 650 bilhões Há outra forma pela qual a IA está impulsionando demissões — e isso não tem nada a ver com a capacidade técnica de ferramentas de código ou chatbots. Amazon, Meta, Google e Microsoft planejam coletivamente investir US$ 650 bilhões (cerca de R$ 3,4 trilhões) em IA no próximo ano. Enquanto executivos procuram maneiras de amortecer o choque desses custos entre investidores, muitos estão mirando na folha de pagamento — tipicamente a maior despesa das empresas de tecnologia. As empresas não estão exatamente escondendo essa conexão. Em fevereiro, executivos da Amazon disseram que planejam gastar US$ 200 bilhões (mais de R$ 1 trilhão) no próximo ano em investimentos em IA — o maior valor entre as grandes empresas de tecnologia. Ao mesmo tempo, o diretor financeiro da empresa observou que ela continuaria "trabalhando muito para compensar isso com eficiências e reduções de custos" em outras áreas. Desde outubro, a Amazon já cortou cerca de 30 mil funcionários corporativos. O Google, que fez vários cortes menores desde dispensar 12 mil pessoas em 2023, ofereceu garantias semelhantes a investidores em fevereiro, ao discutir seus planos de investimento em IA. "Quanto mais capital pudermos liberar dentro da organização para investir, melhor podemos girar essa engrenagem de investimentos que impulsionam o crescimento futuro", disse a diretora financeira Anat Ashkenazi. Embora a despesa, por exemplo, de 30 mil funcionários corporativos da Amazon seja eclipsada pelos planos de investimento da empresa em IA, companhias desse tamanho agora aproveitam qualquer oportunidade para cortar custos, diz Rohan. "Eles estão jogando um jogo de milímetros", afirma Rohan sobre os cortes nas gigantes de tecnologia. "Se você puder ajustar minimamente a máquina, isso já ajuda." Hoecker diz que cortar empregos também sinaliza aos investidores preocupados com o custo "real e enorme" do desenvolvimento de IA que os executivos não estão assinando cheques em branco sem cuidado. "Isso mostra certa disciplina", diz Hoecker. "Talvez demitir pessoas não vá fazer muita diferença nessa conta, mas ao criar um pouco de fluxo de caixa, ajuda."

  7. Carreta perde controle e causa acidente na Epia Norte, no DF Uma carreta perdeu o controle e causou um acidente com 12 veículos na Epia Norte, no Distrito Federal, na manhã desta segunda-feira (30). O caso aconteceu no sentido Plano Piloto. Até as 7h, o trânsito seguia interditado. Segundo os bombeiros, a princípio, seis pessoas foram transportadas para hospitais, sem gravidade. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 DF no WhatsApp. Durante o início da manhã, a TV Globo registrou o momento em que os militares resgatavam duas pessoas presas nas ferragens de um dos carros (veja vídeo acima). Segundo testemunhas, um primeiro acidente bloqueou o trânsito na região. Ao se aproximar da local, a carreta perdeu o controle, atingiu os carros e tombou. Carreta perde controle e causa acidente na Epia Norte, no DF TV Globo LEIA TAMBÉM: MUDANÇA NO GOVERNO: Ibaneis deixa governo do DF nesta segunda após 7 anos de mandato e em meio à polêmica BRB-Master SUPOSTO 'ACERTO DE CONTAS': vizinhos são suspeitos de matar mulher esfaqueada Leia mais notícias sobre a região no g1 DF.

  8. Acidente entre carro e ônibus deixa motorista ferido na Estrada de Ribamar Um motorista ficou ferido após se envolver em um grave acidente na noite de domingo (29), na Estrada de Ribamar, na Grande São Luís. O carro que ele dirigia bateu na traseira de um ônibus por volta das 23h. De acordo com informações apuradas pela TV Mirante, após a colisão, o motorista sofreu ferimentos no tórax e várias escoriações pelo corpo. Ele estava consciente e conversando, mas precisou ser levado para o hospital para atendimento médico. O estado de saúde dele não foi informado. 📲 Clique aqui e se inscreva no canal do g1 Maranhão no WhatsApp Motorista fica ferido em acidente na Estrada de Ribamar e carro é depenado por criminosos Juvêncio Martins/TV Mirante Após o acidente, o condutor deixou o local e retornou horas depois para buscar a documentação do veículo. Ao chegar, encontrou o carro completamente depredado. Durante a madrugada, criminosos furtaram diversas peças do automóvel. Foram levadas as rodas traseiras, o som, a bateria e outros objetos que estavam dentro do carro. A parte frontal do automóvel também ficou totalmente destruída com o impacto da batida. O carro ficou parado ocupando parte da faixa exclusiva de ônibus, o que passou a dificultar o trânsito na região. O veículo deve ser retirado por equipes da Polícia Rodoviária Federal (PRF), responsável pela via. Familiares e amigos do motorista estiveram no local para retirar o que ainda restou do veículo.
  9. Furnas - Travessia das Águas: acompanhe em tempo real os bastidores da viagem g1 e EPTV fazem expedição pelo maior lago de água doce do Sudeste

  10. Quais as diferenças entre o homicídio culposo e doloso? Rozélia Maria Elói Honorato, de 42 anos, foi morta a tiros dentro de casa, na noite de domingo (29), em Luís Correia, no litoral do Piauí. Segundo o 24° Batalhão da Polícia Militar, testemunhas disseram que quatro homens armados arrebentaram o portão da casa da vítima e atiraram quatro vezes contra ela. ✅ Siga o canal do g1 Piauí no WhatsApp Uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência foi acionada por vizinhos, mas os socorristas confirmaram a morte de Rozélia assim que chegaram ao local. Ainda de acordo com a PM, estojos de munições e projéteis foram encontrados na casa dela. Os atiradores fugiram para um mangue próximo, de difícil acesso, e não foram encontrados. O corpo de Rozélia foi recolhido pelo Instituto de Medicina Legal, que vai fazer exames antes de liberá-lo para a família. A investigação do caso será feita pela Delegacia de Luís Correia. Mulher de 42 anos é morta a tiros dentro de casa no litoral do Piauí Divulgação/PMPI VÍDEOS: assista aos vídeos mais vistos da Rede Clube

  11. Incêndio de grandes proporções atinge refinaria em Haifa após ataque iraniano em 30 de março de 2026. Reuters Uma refinaria de petróleo em Haifa, no norte de Israel, foi atingida nesta segunda-feira (30) por um bombardeio iraniano, o que causou um incêndio de grandes proporções. Um prédio industrial e um caminhão-tanque de combustível na Oil Refineries de Israel foram atingidos por destroços de um míssil interceptado, segundo o Serviço de Bombeiros e Resgate israelense. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Duas pessoas ficaram feridas, uma delas em estado grave, segundo o serviço de emergências israelense Magen David Adom. Ainda não se sabe se o míssil foi disparado do Irã ou Hezbollah, grupo terrorista libanês apoiado pelo Irã. O regime de Teerã e o Hezbollah têm realizado bombardeios coordenados contra o território israelense em meio à guerra que o Irã trava contra os EUA e Israel há mais de um mês. O serviço de bombeiros informou que foi identificado um impacto direto em um caminhão-tanque estacionado dentro do complexo industrial, provocando uma densa fumaça no telhado de uma estrutura próxima. Os bombeiros trabalham para evitar que o fogo se espalhe para outras áreas, ao mesmo tempo em que buscam possíveis pessoas presas. O ministro da Energia de Israel, Eli Cohen, afirmou que não houve danos às instalações de produção e que o fornecimento de combustível não será afetado. Incêndio de grandes proporções atinge refinaria em Haifa após ataque iraniano em 30 de março de 2026. REUTERS/Rami Shlush

  12. Motorista morreu no local. Jorge Júnior/Rede Amazônica Uma mulher de 30 anos morreu na madrugada deste domingo (29) após o carro em que estava capotar e bater em um caminhão estacionado na rodovia Duca Serra, nas proximidades do município de Santana. Segundo a Polícia Militar do Amapá, o acidente aconteceu por volta das 5h35. A condutora morreu ainda no local, de acordo com o atendimento da equipe do Samu. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 AP no WhatsApp Veja os vídeos que estão em alta no g1 No carro havia outros quatro ocupantes. Uma das vítimas foi encaminhada ao hospital de Macapá e as demais levadas para o hospital de Santana por equipes de resgate. O motorista do caminhão relatou que estava estacionado quando o carro capotou em alta velocidade e atingiu o veículo. LEIA MAIS: Tráfego é interrompido para obras em duas pontes da BR-156 no Amapá Caminhões colidem na BR-156 em Laranjal do Jari, no Sul do Amapá A área foi isolada para os trabalhos da Polícia Científica do Amapá (PCA) que realizou perícia e a remoção do corpo. O carro foi recolhido ao pátio do Detran. As circunstâncias do acidente estão sendo investigadas pela Polícia Civil do Amapá. Veja o plantão de últimas notícias do g1 Amapá VÍDEOS com as notícias do Amapá:

  13. MPT notifica cinco cidades da região de Campinas por casos de trabalho infantil O Ministério Público do Trabalho (MPT) notificou, neste mês, as prefeituras de Campinas (SP), Sumaré (SP), Hortolândia (SP), Itapira (SP) e Indaiatuba (SP) por conta do elevado número de casos de trabalho infantil. A ideia é que as cidades advertidas tomem providências e façam parte do projeto "MPT na Escola", que prevê atividades com alunos da rede municipal sobre a necessidade de acabar com a exploração de menores de idade. Segundo o órgão estadual, as denúncias aumentaram 46% de 2024 para 2025 nas regiões de Campinas, Piracicaba (SP) e Jundiaí (SP). No último dia 17, uma reunião foi realizada com representantes de algumas das prefeituras que foram notificadas, mas a ata do encontro informa que ninguém da região participou. A Prefeitura de Campinas disse que um coordenador pedagógico da Secretaria de Educação esteve na reunião e confirmou que participará do projeto, assim como nos anos anteriores — leia manifestação abaixo. Hortolândia reconheceu a importância da iniciativa e afirmou que está analisando a adesão neste ano. Sumaré afirmou que ainda não foi notificada. Já Indaiatuba explicou que o planejamento da rede municipal de Ensino foi fechado em janeiro de 2026, o que impossibilitou a participação no projeto. Por fim, Itapira justificou que a supervisora responsável não conseguiu acessar a audiência realizada no último dia 17 por questões técnicas. No entanto, depois foi estabelecido contato com o MPT. 📊 Aumento de casos Para definir as cidades que seriam notificadas, foram considerados dados do Smart Lab, que reúne observatórios digitais, da Organização Internacional do Trabalho (OIT) e do Observatório de Segurança e Saúde no Trabalho. Esses órgãos são apoiados pelo governo federal. Também foram levantados os números de denúncias recebidas, de termos de ajuste de conduta firmados e de ações civis públicas ajuizadas pelo MPT nas regiões de Campinas, Piracicaba e Jundiaí — que abrangem 89 municípios. Casos de trabalho infantil nas regiões de Campinas, Piracicaba e Jundiaí Os dados mostram aumento de casos de trabalho infantil, segundo a procuradora e representante regional da Coordenadoria Nacional de Combate ao Trabalho Infantil e de Promoção e Defesa dos Direitos das Crianças e dos Adolescentes (Coordinfância), Ana Raquel de Moraes. "Fizemos essa análise de dados para priorizar o convite desses municípios que estão com índices significativos de trabalho infantil para participar do movimento como forma de combate. O município por si só tem a obrigação de adotar inúmeras políticas públicas para a erradicação do trabalho infantil", explicou. O número de denúncias recebidas pelo órgão estadual, por exemplo, subiu de 128, em 2024, para 187 em 2025 — crescimento de 46%. ✅ Participe do canal do g1 Campinas no WhatsApp Além disso, até 18 de março deste ano, o MPT já recebeu 73 queixas de exploração de menores de idade, quase um por dia. Caso a média se mantenha, o ano terminaria com 351 denúncias. "É muito preocupante. O trabalho infantil é invisível para a sociedade, por diversos fatores. Ele se encontra muitas vezes no ambiente doméstico ou na área rural, onde é difícil a fiscalização ter acesso. A sociedade tem um pensamento equivocado, que vem de uma cultura de compreender que seria permitido o trabalho infantil. Uma cultura que diz 'é melhor a criança ou adolescente estar trabalhando do que estar na rua vendendo drogas'", comentou Ana Raquel. 📖 A criança ou o adolescente pode trabalhar? Confira as regras estabelecidas pelo Estatuto da Criança e do Adolescente para trabalho até os 18 anos: Até os 13 anos é proibida qualquer forma de trabalho; Com 14 ou 15 anos, o adolescente só pode ser contratado como aprendiz; É proibido trabalho noturno, perigoso ou insalubre a menores de 18 anos; O trabalho precisa ser monitorado, com formação teórica e prática; A atividade tem de ser compatível com o desenvolvimento do adolescente e deve acontecer em horário especial; O trabalho não pode atrapalhar os estudos ou prejudicar o desenvolvimento do adolescente, já que ele tem direito à educação e ao lazer; O contratante deve respeitar o desenvolvimento do adolescente, inclusive em questões psicológicas, fisiológicas e pessoas; Mendicância é considerada uma forma de exploração e é proibida; A ajuda a negócios familiares não pode prejudicar a rotina desse adolescente (estudo e lazer). Ana Raquel lembra que o trabalho infantil prejudica o desenvolvimento da criança e a expõe a situações de abuso e violência, além de reforçar o ciclo da pobreza. Criança vende panos em frente a uma padaria no Taquaral, em Campinas Johnny Inselsperger "A criança não tem acesso à educação e vai acabar se sujeitando a empregos que não exijam uma qualificação, uma capacitação, com remuneração menor", atentou. ✏️ MPT na Escola A intenção do MPT é que as cidades tomem providências e façam parte do projeto "MPT na Escola", que consiste em atividades realizadas com os alunos sobre a necessidade de erradicação da exploração e a importância da proteção ao trabalhador adolescente. Criada em 2011, a iniciativa foi intensificada em 2020 por conta do aumento de casos e, neste ano, recebeu o reforço das notificações aos municípios que "apresentam índices mais significativos de casos". O órgão estadual oferece às prefeituras capacitação de profissionais da educação, material didático e kit pedagógico. Os professores trabalham o assunto do combate ao trabalho infantil nas salas de aula. "Os professores conseguem identificar se a criança, de repente, começa a chegar muito cansada, se não rende, se ela começa a faltar à escola. Então, os professores são uma ponte para essa ação", explicou Ana Raquel. Na sequência, os alunos participam de um concurso com quatro categorias: conto, poesia, música e desenho, devendo ser produções originais e inéditas. A ação é dividida em dois grupos distintos para garantir a adequação do tema conforme a faixa etária: O Grupo 1 é destinado a estudantes do 4º e 5º anos do ensino fundamental, com foco obrigatório no tema do trabalho infantil ou abrindo a possibilidade da abordagem específica sobre a reciclagem. Já o Grupo 2 atende aos alunos do 8º e 9º anos, centrando-se na profissionalização do adolescente e na aprendizagem profissional. Os trabalhos são avaliados por comissões e podem avançar para etapas estaduais e nacionais. Há também a distribuição de premiações aos vencedores. 🤝 Trabalho integrado com prefeituras No último dia 17, uma reunião foi realizada com representantes de algumas das prefeituras que foram notificadas, mas ninguém de Campinas e região participou. Os municípios puderam se inscrever no projeto até esta terça-feira (24). O g1 procurou o MPT para saber quais prefeituras aderiram, mas não recebeu a lista até o fechamento desta matéria. Ana Raquel destaca que é necessário que as cidades enfrentem o problema e possibilitem que as crianças e os adolescentes tenham os seus direitos garantidos. Além disso, a procuradora explicou que as prefeituras precisam contribuir dando assistência social às famílias, já que geralmente as crianças exploradas pertencem a núcleos familiares de baixa renda. "A partir do momento que a gente se depara com uma criança ou um adolescente trabalhando nas ruas, é muito provável que ele esteja em uma situação de vulnerabilidade. Você só retirar ele das ruas não vai ter uma efetividade. Provavelmente ele vai para outro lugar", disse. O MPT, por sua vez, atua em projetos educacionais, na cobrança das prefeituras e na fiscalização de empresas e de denúncias. O que diz a Prefeitura de Campinas Campinas vai participar da edição 2026 do projeto MPT na Escola. O município também esteve presente em edições anteriores desta iniciativa. A erradicação do trabalho infantil é um dos compromissos da Prefeitura de Campinas. No âmbito da Assistência Social, o combate ao trabalho infantil se dá por meio de ações integradas que envolvem identificação, atendimento, prevenção e apoio às famílias. O Serviço de Abordagem Social (SEAS), em parceria com o Movimento Vida Melhor, atua na busca ativa em locais de maior incidência, com cerca de 225 atendimentos anuais, encaminhando os casos aos serviços especializados, como o PAEFI, via CREAS. Para adolescentes, o programa PROCAF oferece qualificação profissional em parceria com o Senai, já tendo capacitado 384 jovens até 2025, com bolsa auxílio para garantir a permanência nos cursos. O município também mantém políticas de transferência de renda, como o Renda Campinas e o programa Próximo Passo, voltado à autonomia financeira das famílias, além de iniciativas como o Cartão Nutrir e o Viva Leite. A atuação também inclui articulação intersetorial por meio do Comitê Municipal do PETI, que reúne diferentes áreas para monitoramento e prevenção, além de ações educativas em parceria com o Ministério Público do Trabalho. A população pode contribuir por meio de denúncias ao Disque 100, telefone 156 e Conselhos Tutelares. Na área da Educação, a abordagem ocorre por meio do plano pedagógico aplicado nas escolas municipais, espaços considerados estratégicos para reforçar ações de prevenção ao valorizar a cultura de respeito aos direitos das crianças e dos adolescentes. Com isso, há práticas com reflexões críticas do problema, incluindo os impactos no desenvolvimento. O que diz a Prefeitura de Sumaré ​A Prefeitura de Sumaré informa que os e-mails encaminhados pelo MPT (Ministério Público do Trabalho) são direcionados à Diretoria de Ensino do Estado de São Paulo. Nenhuma notificação foi levada à Secretaria Municipal de Educação. O combate ao trabalho infantil em Sumaré é tratado como prioridade e ocorre de forma intersetorial. Entre as principais ações, destacam-se: ​Busca Ativa Escolar: Identificação e acompanhamento de crianças em situação de vulnerabilidade para garantir a permanência no ensino regular. ​Rede de Proteção (CRAS e CREAS): Atendimento especializado às famílias através do Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (PETI), com acompanhamento assistencial e inserção em serviços de convivência e fortalecimento de vínculos. Além do "MPT na Escola", a rede municipal desenvolve atividades pedagógicas contínuas que abordam o tema da proteção integral à infância. Outro ponto é o trabalho conjunto com o Conselho Tutelar e órgãos de segurança para identificar e coibir casos de exploração. ​A Prefeitura de Sumaré reafirma seu compromisso com a proteção de suas crianças e permanece à disposição dos órgãos de controle e da sociedade para garantir um futuro digno aos jovens sumareenses. O que diz a Prefeitura de Hortolândia A Prefeitura está avaliando a adesão ao 0projeto, tendo em vista os diversos projetos existentes na Secretaria de Educação, Ciência e Tecnologia e ações nesse sentido. O Currículo Municipal Integra Saberes é um deles, pois insere a discussão sobre o trabalho em suas unidades temáticas como: Educação para a Cidadania e Direitos Humanos. O currículo de Hortolândia define-se como um "mecanismo de exercício para a cidadania". O combate ao trabalho infantil sustenta-se em fundamentos transversais do documento: Educação Integral: O currículo visa o desenvolvimento humano global (físico, afetivo, social e ético), o que é incompatível com a exploração do trabalho infantil. Criança como Sujeito de Direitos: O documento reafirma a concepção da criança como sujeito histórico e de direitos, que deve ter garantido o tempo para brincar, imaginar e aprender, em oposição ao tempo de trabalho precoce. Identificação de Vulnerabilidades: Através de uma "escuta atenta e olhar sensível", os professores são orientados a trazer as necessidades e o real vivido pelas crianças para o centro do processo educativo, o que facilita a identificação de situações. A administração participou da edição anterior e reconhece a valorização da iniciativa. No momento, a Secretaria avalia internamente a viabilidade e o formato da participação neste ano. Devido a essa fase de análise e a conflitos de agenda, não foi possível comparecer à reunião mencionada. O que diz a Prefeitura da Indaiatuba A Secretaria Municipal de Educação informa que o Planejamento da Rede Municipal de Ensino para 2026 foi fechado em janeiro deste ano, o que impossibilitou a participação no projeto. A Prefeitura de Indaiatuba reconhece a relevância do tema, tanto que a pauta já está inserida no Currículo da Rede Municipal de Ensino (Componente Curricular - Filosofia: 4º ano - Tema Estruturante: Direitos das Crianças), reafirmando o compromisso do município com a proteção integral dos direitos da criança e adolescente. Em Indaiatuba, o combate ao trabalho infantil é realizado de forma articulada e contínua, envolvendo diferentes órgãos públicos e a sociedade civil. O município conta com a Comissão Municipal do Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (PETI), vinculada à Secretaria Municipal de Assistência Social, por meio do Centro de Referência Especializado da Assistência Social (Creas). Entre as principais ações desenvolvidas estão campanhas de conscientização, com panfletagem em estabelecimentos comerciais, distribuição de materiais informativos (como encartes em jornais e outdoors) em pontos estratégicos da cidade. Também são realizadas reuniões intersetoriais permanentes, com foco na conscientização, mobilização e articulação entre as equipes da rede de proteção. Essas ações fortalecem o trabalho integrado entre os diversos setores envolvidos. Outro eixo importante é o atendimento e acompanhamento das famílias de crianças e adolescentes identificados em situação de trabalho infantil e vulnerabilidade social, garantindo suporte e encaminhamentos adequados. O Conselho Tutelar desempenha papel fundamental nesse processo. O órgão é responsável por receber denúncias, realizar averiguações, aplicar medidas de proteção e encaminhar os casos para os serviços da rede, como assistência social, saúde e educação. Além disso, acompanha as famílias, garantindo que crianças e adolescentes sejam retirados de situações de trabalho infantil e tenham seus direitos assegurados. O município ainda conta com a parceria do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA) que exerce papel fundamental ao deliberar, normatizar e controlar as ações da política de atendimento à criança e ao adolescente no município, conforme previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). O Conselho é composto de forma paritária por representantes do poder público e da sociedade civil, garantindo a participação democrática na formulação e fiscalização dessas políticas. Dessa forma, Indaiatuba já atua de maneira integrada, preventiva e protetiva, buscando não apenas combater o trabalho infantil, mas também promover os direitos e o desenvolvimento integral de crianças e adolescentes. O que diz a Prefeitura de Itapira De acordo com os levantamentos realizados, a supervisora responsável não conseguiu acessar a audiência realizada no último dia 17 por questões técnicas. No entanto, foi encaminhado e-mail ao Ministério Público do Trabalho, e o contato já foi posteriormente estabelecido. Informamos ainda que o município está em fase de articulação para participação no projeto MPT na Escola, com previsão de envolvimento das turmas do ensino integral nas atividades propostas. Em relação às ações de combate ao trabalho infantil, o município desenvolve iniciativas intersetoriais voltadas à proteção de crianças e adolescentes, incluindo acompanhamento pela rede socioassistencial e ações de conscientização. VÍDEOS: Tudo sobre Campinas e Região Veja mais notícias da região no g1 Campinas

  14. LINK TN2 Um levantamento feito pelo Conselho Regional de Enfermagem (Coren-SP) identificou vítimas de violência contra a mulher entre profissionais da equipe de enfermagem no ambiente de trabalho, considerando auxiliares, técnicas e enfermeiras. No interior paulista, quase 300 mulheres foram vítimas. O levantamento interno feito pelo Coren-SP em 2025 ocorreu durante uma campanha voltada à prevenção e ao combate desse tipo de violência. A TV TEM e o g1 obtiveram os dados referentes a algumas cidades das regiões de Presidente Prudente, Rio Preto, Bauru, Itapetininga e Sorocaba. 📲 Participe do canal do g1 Presidente Prudente e Região no WhatsApp Além disso, como a equipe de enfermagem está na linha de frente no atendimento de pacientes vítimas de violência, ao mesmo tempo em que oferece apoio, também pode acabar se tornando vítima. Quase 300 profissionais de enfermagem sofrem violência contra a mulher no interior de SP, aponta Coren Freepik/Reprodução Quantidade de casos registrados No estado paulista, o número é ainda mais preocupante, já que o conselho identificou que mais de 80% dos profissionais de enfermagem já sofreram algum tipo de violência, uma vez que a categoria é composta majoritariamente por mulheres. Já no interior, entre os tipos de violência identificados contra as profissionais da saúde, os casos mais recorrentes são de violência física e verbal. Confira os dados por região: Presidente Prudente: 15 profissionais foram vítimas; Dracena: 8 profissionais; Adamantina: 6 profissionais; Presidente Venceslau: 1 profissional; Bauru: 50 profissionais; Marília: 27 profissionais; Botucatu: 43 profissionais; Bastos: 2 profissionais; Sorocaba: 81 profissionais; Itapetininga: 11 profissionais; São José do Rio Preto: 57 profissionais. Diante deste cenário, a Câmara Municipal de Presidente Prudente realizou, na última quinta-feira (26), uma reunião pública, em parceria com o Coren-SP, para discutir o enfrentamento da violência contra a mulher. O encontro teve como objetivo debater a prevenção, o acolhimento e o fortalecimento da rede de proteção às mulheres. A proposta surgiu diante do aumento e da repercussão de casos de violência física, psicológica, moral e de feminicídio, o que aponta para a necessidade de ações coordenadas e contínuas por parte do poder público. A reunião também discutiu estratégias de conscientização, atendimento humanizado e integração dos serviços disponíveis para atendimento às vítimas. Initial plugin text Veja mais notícias no g1 Presidente Prudente e Região VÍDEOS: assista às reportagens da TV TEM

  15. Chocolate mudou? Alta do cacau e mudanças na fórmula explicam diferença no sabor Diogo Nolasco/TV TEM Morder um pedaço de chocolate esperando matar a vontade de doce e notar um gosto diferente. Ou, depois de anos, voltar a consumir um produto e perceber que o sabor já não é o mesmo. Relatos como esses têm se tornado cada vez mais comuns. Mas, afinal, o chocolate mudou ou foi o nosso paladar? Às vésperas da Páscoa, o g1 conversou com especialistas em alimentos e na produção de chocolates para entender como é a composição dos produtos vendidos atualmente e de que forma isso influencia diretamente o sabor. 📲 Participe do canal do g1 Itapetininga e Região no WhatsApp A nutricionista Flavia Farinazzi Machado, professora de Tecnologia em Alimentos da Fatec de Marília, explica que a receita original do chocolate era bastante simples: levava basicamente massa de cacau, obtida a partir de amêndoas fermentadas, secas, torradas, descascadas e moídas, e açúcar. “Estamos falando dos primeiros chocolates produzidos. Depois, houve a adição de sólidos do leite, como leite em pó, soro de leite em pó e gordura de leite, o que contribuiu para deixar o chocolate mais cremoso e com melhor derretimento na boca”, lista. Segundo a especialista, a mudança na legislação brasileira que ocorreu em 2005 passou a permitir a redução do teor de cacau nos produtos. Com a Resolução RDC nº 264/2005, o percentual mínimo de sólidos totais de cacau caiu de 32% para 25% nos chocolates amargo e ao leite. Já no chocolate branco, o teor mínimo de manteiga de cacau foi reduzido para 20%. "Essas alterações abriram espaço para a inclusão de outros ingredientes na composição. E esta mesma legislação de 2005 permitiu também a adição de gorduras alternativas, ou seja, substitutas da manteiga de cacau", explica a especialista. Chocolate, composto ou sabor chocolate: saiba identificar no rótulo TV TEM Flávia explica que as mudanças na composição dos chocolates tiveram como objetivo reduzir o custo de produção, já que as gorduras vegetais são mais baratas do que a manteiga de cacau. “Por isso, produtos rotulados como ‘sabor chocolate’, também chamados de ‘composto’ ou ‘cobertura’, têm uma porcentagem muito baixa de cacau e não podem ser considerados chocolate de fato”, afirma. A especialista alerta que a composição não influencia apenas o sabor, mas também pode trazer impactos à saúde do consumidor. “O chocolate pode ser um alimento benéfico à saúde, o que traz esses benefícios é a massa de cacau, rica em compostos antioxidantes, como os polifenóis. Produtos com 60% ou 70% de cacau, por exemplo, oferecem esses efeitos. Já aqueles com baixo teor de cacau e maior quantidade de açúcar e gorduras, além de não terem essas propriedades, podem aumentar riscos metabólicos e se aproximam mais de alimentos ultraprocessados”, explica. Chocolate ou 'Sabor Chocolate'? Saiba o que você está levando para casa nesta Páscoa LEIA TAMBÉM: Hortifruti fresquinho, ponto de encontro e fonte de renda: há quase 100 anos, feira livre de Itapetininga movimenta a economia e a vida social Professora cria 'fábrica de chocolate' para ensinar matemática a crianças e desempenho da turma melhora: 'Esperam ansiosos pela aula' Frutado, fresco e azedo: conheça o chocolate cor-de-rosa considerado a 'joia da confeitaria moderna' por chef do interior de SP Mas também há boas notícias para os "amantes" de chocolate. Em 17 de março, a Câmara dos Deputados aprovou um projeto que define novas quantidades mínimas de cacau na produção. Agora, a proposta retorna para análise dos senadores. O texto define, por exemplo, um mínimo de 35% de sólidos totais de cacau nos chocolates intensos. Atualmente, o regulamento da Anvisa exige apenas 25%. "O chocolate ao leite deverá ter pelo menos 25% de cacau e 14% de leite. Já o chocolate amargo ou meio amargo precisará ter no mínimo 35% de cacau. O chocolate branco deverá conter ao menos 20% de manteiga de cacau e 14% de leite, enquanto o cacau em pó terá mínimo de 32% de cacau. E os fabricantes deverão informar a % de cacau nos rótulos. Algumas marcas já fazem isso", explica Flávia. Aumento na saca do cacau A alta no preço do cacau nos últimos dois anos impactou a produção nas fábricas de chocolate e elevou o preço do produto final. Isso levou algumas empresas a adotarem diferentes estratégias para manter os produtos no mercado. Em uma fábrica de chocolates de Itapetininga (SP), a decisão foi reduzir as margens de lucro para manter a composição original dos produtos. Segundo o diretor da empresa, Felipe Masztaler, mudanças na fórmula podem comprometer a percepção do consumidor e até a identidade da marca. “Diminuímos as nossas margens, mas garantimos que a qualidade permaneceria a mesma. Caso contrário, você descaracteriza o produto, a marca, descaracteriza tudo. A nossa ideia é vender chocolate de verdade, não ‘sabor chocolate’”, afirma. Com a alta do cacau, fábrica de chocolates de Itapetininga (SP) opta por reduzir margens para manter a composição dos produtos Chocolateria Aspen/Divulgação Para ele, manter a receita com manteiga de cacau também é uma forma de atender a um público cada vez mais atento à qualidade do que consome, e não apenas ao preço. “Existe uma crescente de pessoas que priorizam produtos de melhor qualidade e estão mais preocupadas com a saúde. Elas estão mais seletivas. Não significa que o produto precise ser caro, mas precisa ser bom. Muitas vezes, esses consumidores preferem comprar menos, mas escolher um produto melhor, em vez de levar maior quantidade de algo que perdeu qualidade”, analisa. A marca adquire o cacau de produtores parceiros, mas todo o processo de fabricação é realizado na unidade de Itapetininga, desde o preparo até a finalização dos produtos. Felipe aponta que a alta no preço do cacau tem sido um dos grandes desafios do setor. “O cacau sempre variou entre US$ 2,5 mil e US$ 3 mil a tonelada. Isso dava segurança para programar compras com antecedência e garantir fornecimento." Esse cenário mudou após problemas climáticos, como o fenômeno El Niño, que afetaram a produção e reduziram a oferta da matéria-prima. “O preço saiu de cerca de US$ 3 mil para até US$ 12 mil a tonelada e não voltou mais aos níveis anteriores. Atualmente, mesmo com alguma queda, os valores ainda giram em torno de US$ 5,5 mil a US$ 6 mil", aponta Felipe. Cacau plantado na agrofloresta da aldeia Tupinambá do Acuípe de Cima Rafael Peixoto / g1 Quem também sentiu o impacto da alta no preço do cacau foi a empresária e confeiteira Marta Ferrari, dona de uma loja de doces finos em Itapetininga. Embora não produza o chocolate, a maior parte dos produtos vendidos no local leva o ingrediente como base. “Cerca de 70% dos doces levam chocolate, seja no ganache, na cobertura ou no recheio. Se me tirarem o chocolate hoje, tiram a maior parte da produção”, afirma. Com quase 40 anos de experiência, ela conta que avalia com atenção as informações do rótulo antes de escolher o produto que será usado nas receitas. “Quando compro a barra para derreter, analiso principalmente o teor de cacau e o de gordura. Isso é essencial. Quanto mais gordura, menor tende a ser a quantidade de cacau. E, ao substituir a manteiga de cacau por gordura vegetal, o chocolate nobre passa a ser um produto hidrogenado”, explica. A confeiteira também aponta o armazenamento e conservação como influenciadores diretos na qualidade do chocolate: “É importante observar se o produto foi mantido em local adequado, com temperatura controlada, e dentro do prazo de validade." A empresária e confeiteira Marta Ferrari, dona de uma loja de doces finos em Itapetininga (SP), diz que a maior parte da produção é feita com chocolate Karamello/Divulgação Como identificar a diferença? A nutricionista orienta que o consumidor observe com atenção o rótulo na hora de escolher o chocolate. “Primeiro, a lista de ingredientes, é a regra de ouro. O ideal é que massa de cacau e manteiga de cacau apareçam no início da lista, o que indica melhor qualidade. Se o açúcar for o primeiro ingrediente, o produto tende a ser inferior. A presença de gordura vegetal também é um sinal de alerta”, explica. "O teor de cacau também é um indicativo. Algumas embalagens mostram. Na verdade, quanto menos ingredientes na lista, melhor. Massa de cacau, manteiga de cacau, leite em pó, açúcar. E emulsificantes lecitina e PGPR, mas são utilizados em pequeníssimas quantidades só pra acertar a viscosidade mesmo", continua. A diferença está na quantidade de cacau e no que a legislação permite em cada tipo de produto. No Brasil, essas categorias seguem definições técnicas: 🍫 Chocolate Tem quantidade mínima de cacau definida por lei Usa manteiga de cacau (a gordura natural do cacau) Pode ter açúcar, leite e outros ingredientes, mas com limites 👉 Em geral, é mais caro e tem sabor mais intenso e textura melhor e derrete mais fácil na boca. 🍬 Sabor chocolate Não atingem o mínimo de 25% de sólidos de cacau exigidos pela Anvisa Pode ter aromatizantes que imitam o gosto Usa gorduras vegetais no lugar da manteiga de cacau 👉 Resultado: sabor mais artificial e textura diferente (às vezes mais “encerada”). 🍫➡️🍬 Composto de chocolate Tem uma parte de chocolate de verdade, mas não o suficiente Mistura com gorduras vegetais e outros ingredientes Muito comum em coberturas e produtos mais baratos 👉 É intermediário: não é totalmente artificial, mas também não é chocolate puro. Initial plugin text Veja mais notícias no g1 Itapetininga e Região VÍDEOS: assista às reportagens da TV TEM

  16. Inmet renova aviso de acumulado de chuvas no interior de PE Reprodução/Inmet O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) renovou o alerta de acumulado de chuvas com grau de severidade considerado como ‘perigo potencial’ para as regiões Agreste ee Mata Sul de Pernambuco. 35 municípios das regiões Agreste e Sertão foram notificados (confira abaixo). Segundo o instituto, o alerta foi renvoado às 00h desta segunda-feira (30) e tem validade até às 23h59, com possibilidade de renovação. A chuva deve ficar entre 20 a 30 milímetros por hora, ou chegar a 50 milímetros por dia. Existe o baixo risco de alagamentos e pequenos deslizamentos nas cidades citadas. ✅ Receba as notícias do g1 Caruaru e região no seu WhatsApp Confira municípios notificados Água Preta Águas Belas Angelim Belém de Maria Bom Conselho Brejão Buíque Caetés Canhotinho Catende Correntes Cortês Garanhuns Iati Itaíba Itambé Jaqueira Jurema Lagoa do Carro Lagoa dos Gatos Maraial Palmares Palmeirina Panelas Paranatama Pedra Quipapá Rio Formoso Saloá São Benedito do Sul São João Terezinha Timbaúba Tupanatinga Xexéu Veja orientações Defesa Civil orienta população em caso de chuvas intensas Evite enfrentar o mau tempo Observe alteração nas encostas Evite usar aparelhos eletrônicos ligados à tomada Obtenha mais informações junto à Defesa Civil (telefone 199) e ao Corpo de Bombeiros (telefone 193)

  17. Assista ao Bom Dia Cidade Campinas Acompanhe diariamente o telejornal da EPTV pela internet.

  18. Bom Dia Cidade - Ribeirão e Franca Acompanhe as notícias da manhã na região.

  19. Diego Monteiro foi aprovado em Harvard, que é a instituição de ensino superior mais antiga dos Estados Unidos Após ser aprovado na Universidade de Princeton, o estudante acreano Diego Heitor da Silva Monteiro, de 17 anos, acaba de alcançar mais um feito de destaque internacional: uma vaga em Harvard, uma das instituições mais prestigiadas do mundo. Em um vídeo gravado em casa, o jovem aparece comemorando junto com os familiares que vibram por mais uma aprovação dele em mais uma universidade norte-americana. (Veja mais acima). 📲 Participe do canal do g1 AC no WhatsApp Aluno do 3º ano do ensino médio do Colégio de Aplicação (CAP) da Universidade Federal do Acre (Ufac), em Rio Branco, Diego conta que a admissão saiu nessa quinta-feira (26). “Fiz a inscrição com textos específicos para Harvard, explicando meus objetivos, meus sonhos e o que pretendo fazer com a educação que receber. Parte da aprovação também veio das minhas notas do ensino médio, através do Test-Optional”, relatou. Estudante acreano já foi jovem embaixador e aprovado em quatro intercâmbios Arquivo pessoal O estudante explica que fez a inscrição na universidade americana de forma despretensiosa e utilizou como estímulo a aprovação em Princeton. "A aprovação me fez ficar motivado, então, resolvi também tentar a vaga na instituição de Cambridge. Com isso, sempre digo que a ideia é aproveitar todas as oportunidades e dar o seu melhor", disse. Conforme Diego, a candidatura foi enviada no início de janeiro, após a preparação dos materiais exigidos. Além da análise documental, ele passou por uma entrevista em fevereiro, que é uma etapa comum no processo seletivo de universidades norte-americanas. Assim como em Princeton, o acreano pretende cursar psicologia. A escolha, segundo ele, está ligada à necessidade de mais profissionais da área dentro das escolas, especialmente para dar suporte a estudantes que enfrentam pressão psicológica durante a trajetória acadêmica. Carta de boas-vindas do estudante na Universidade de Harvard Arquivo pessoal Escolha difícil Com duas vagas garantidas em renomadas universidades, a dúvida de Diego Heitor agora é qual instituição vai escolher. Ele diz que está listando os pontos positivos e negativos de cada uma das instituições para decidir qual irá cursar psicologia. "Tenho até o dia 1º de maio desse ano para decidir em qual das universidades vou me matricular. Apesar de Harvard ser muito popular, eu não desisti de Princeton ainda, por isso estou decidindo onde vou me matricular e frequentar", afirmou. A bolsa conquistada em Princeton cobre a despesa com alimentação, transporte, hospedagem e os custos da viagem. O curso vai começar em setembro deste ano, quando ele deve se mudar para os Estados Unidos. LEIA MAIS: Acreana superdotada de 14 anos é aprovada em oito universidades públicas: 'Desempenho dela', diz mãe Aos 17 anos, 1º lugar em medicina na Ufac tem maior nota da história do curso após bônus regional: 'Felicidade enorme' Estudante do Acre é aprovada para cursos em Harvard e Yale, nos EUA: 'Sempre foi um sonho' Sobre a bolsa de estudos em Harvard, Diego revelou que que ainda não teve acesso às informações completas devido à pendência de um documento na inscrição. A expectativa, no entanto, é de que ele também consiga uma bolsa integral. "Essas universidades norte-americanas têm algumas políticas adotadas para os estudantes cuja renda familiar esteja abaixo de determinados valores. “Provavelmente será uma bolsa completa, mas ainda não posso afirmar até a liberação oficial”, destacou o estudante. Morador do bairro Mocinha Magalhães, na capital acreana, Diego vive com os pais e duas irmãs, e conciliava os estudos do ensino médio com a preparação para as universidades internacionais, dedicando-se principalmente no período da noite. Satisfeito com as duas aprovações, o acreano deixou uma mensagem para outros estudantes que sonham em ingressar em universidades internacionais. “A gente nunca sabe se vai passar se não tentar. Mesmo achando que não ia conseguir, eu sempre me inscrevia”, concluiu. Diego visitando a Casa Branca em Washington, capital dos Estados Unidos Arquivo pessoal Talento acreano A formação no exterior é mais um capítulo na jornada internacional do estudante, que já foi jovem embaixador e aprovado em quatro intercâmbios. Diego esteve nos Estados Unidos participando gratuitamente de dois programas em 2024. Em janeiro de 2025, foi jovem embaixador na capital Washington e no estado de Oklahoma, no centro-sul do país. Um ano depois, Diego foi novamente aprovado em outro programa de intercâmbio. Em julho de 2025, esteve na China, quando participou do AFS Global STEM Academies, um intercâmbio com bolsa integral e imersão em tecnologia, engenharia e matemática. Intercambio gratuito de quatro semanas na China Arquivo pessoal Já em julho do mesmo ano, representou o Acre no Camp Rising Sun, um programa de liderança para jovens em Nova Iorque, com foco em cidadania global e liderança para adolescentes de todo o mundo. O jovem ainda foi aceito no Telluride Association Summer Seminar (Tass), um dos programas americanos de verão mais seletivos para os estudantes do ensino médio. Contudo, não pôde participar porque coincidiu com o período em que estava na China. Reveja os telejornais do Acre .

  20. A hora do dia em que você come sua refeição, a rapidez com que você engole a comida e até o quanto você mastiga podem afetar a quantidade de calorias que você extrai dos alimentos Getty Images/BBC A sabedoria popular indica que a solução para manter o peso saudável é contar quantas calorias ingerimos e quantas nós gastamos. Este cálculo faz sentido: a energia que entra em comparação com a que sai. Parece simples, não é mesmo? Mas esta forma de pensar desconsidera uma verdade importante: nem todas as calorias da nossa alimentação são iguais. Na verdade, existe uma complexa interação biológica ocorrendo no interior do nosso corpo, influenciada pelo tipo de alimento que ingerimos, pela rapidez com que o consumimos e pela sua interação com a agitada comunidade de micróbios que vive nos nossos intestinos. "Esta é uma área de pesquisa em enorme expansão", afirma a professora de nutrição Sarah Berry, do King's College de Londres. "Estamos realmente começando a ver como a nossa reação aos alimentos varia e que eu posso comer algo que irei metabolizar de forma muito diferente da sua, em relação ao mesmo alimento." Veja os vídeos que estão em alta no g1 Quando comemos O que comemos certamente ainda é importante. Uma alimentação rica em legumes e verduras frescas será melhor do que se for dominada por x-búrguers. Mas esta consideração está longe de ser a única. O horário da refeição, por exemplo, também influencia a qualidade da digestão e quais nutrientes serão absorvidos pelo nosso corpo. Um estudo demonstrou que mulheres obesas e com excesso de peso perderam mais peso ao consumir a maior parte das suas calorias no horário do café da manhã, em comparação com aquelas que comiam mais à noite, mesmo que o total de calorias fosse o mesmo. Outro pequeno estudo, realizado por pesquisadores do Reino Unido, concluiu que reduzir o período de tempo entre a primeira e a última refeição do dia pode fazer com que você, ao todo, coma menos calorias. Quando adultos saudáveis, mas levemente acima do peso, postergaram sua primeira refeição do dia em uma hora e meia e comeram pela última vez 90 minutos mais cedo que o normal, sua ingestão de energia foi menor e eles sofreram redução da gordura corporal, em comparação com um grupo controle, mesmo tendo acesso à mesma quantidade de comida. Os cientistas acreditam que isso pode ocorrer porque o nosso ritmo circadiano é conectado a como digerimos e metabolizamos os alimentos. Este é um campo emergente de pesquisa conhecido como crononutrição. E comer mais cedo também pode ajudar. Pesquisadores da Espanha descobriram que as pessoas que almoçam mais cedo perderam peso ou mantiveram peso mais baixo com mais facilidade do que aquelas que comem após as 15 horas. Também podemos reavaliar o horário dos nossos lanches, pois as pesquisas relacionaram os lanches após as 21 horas a altos níveis de colesterol ruim e açúcar no sangue, o que pode aumentar o risco de obesidade e doenças cardiovasculares. Nos EUA e no Reino Unido, cerca de 25% da nossa energia diária vêm dos lanches. Por isso, repensar o que lanchamos e quando fazemos pode melhorar nossa saúde. A rapidez com que comemos Mas quando comemos não é a única questão relativa ao tempo que precisamos examinar, quando o assunto é a alimentação. É importante também observar a velocidade com que comemos. As pessoas que comem rapidamente suas refeições tendem a comer mais. Por isso, elas consomem mais calorias. Um estudo ofereceu sorvete aos participantes e pediu que eles comessem rapidamente (em cinco minutos) ou que saboreassem a iguaria por 30 minutos. Comer lentamente aumentou a liberação dos hormônios intestinais que regulam o apetite, incluindo GLP-1, o peptídeo 1 semelhante ao glucagon que as medicações atuais para perda de peso, como a semaglutida, imitam para reduzir a fome. O nível dos hormônios do intestino que regulam o nosso apetite leva algum tempo para aumentar depois que comemos. Por isso, podemos ficar, a princípio, com a sensação de que a refeição não teria sido suficiente. Getty Images/BBC A concentração de um hormônio intestinal chamado colecistoquinina (responsável pelos primeiros sinais de saciedade) leva 15 minutos para atingir níveis suficientes no fluxo sanguíneo. Já o GLP-1 e outro hormônio chamado peptídeo tirosina-tirosina (PYY) levam de 30 a 60 minutos para atingir seus níveis de pico e reduzir o apetite. Estes níveis permanecem elevados por três a cinco horas. Isso explica por que alguns de nós preferem comer um doce imediatamente após a refeição, mas esta vontade desaparece se esperarmos algum tempo. Reduzir a velocidade quando comemos ajuda a nos sentirmos satisfeitos por mais tempo. Os participantes de um estudo que comeram mais lentamente também relembraram melhor o que comeram e consumiram menos alimentos mais tarde. E seus cérebros demonstraram atividade em áreas relacionadas à recompensa e satisfação. Comer lentamente também pode alterar a reação do açúcar do sangue aos alimentos. Isso foi demonstrado em um estudo no qual os indivíduos comeram uma refeição em 10 minutos em um dia e, no dia seguinte, ingeriram a mesma refeição em mais de 20 minutos. Ao comer mais depressa, os participantes exibiram maior nível de açúcar no sangue, o que, ao longo do tempo, pode aumentar o risco de diabetes tipo 2. Estrutura alimentar Quando comemos, o número de calorias que absorvemos depende da estrutura da comida à nossa frente, que pode determinar a facilidade de liberação dos nutrientes. As amêndoas, por exemplo. Um punhado contém cerca de 160 a 170 calorias. A quantidade que iremos absorver depende de como as comemos. Alguns de nós podem absorver toda a quantidade, enquanto outros absorverão menos calorias, mesmo comendo o mesmo número. Tudo depende de como mastigamos as amêndoas e de como elas foram previamente processadas. Se mastigarmos cuidadosamente as amêndoas, aumenta a possibilidade de absorvermos todas as calorias. Mas, se as mastigarmos apenas parcialmente, isso não irá acontecer, segundo Berry. Os nossos corpos também extrairão mais calorias de amêndoas moídas do que inteiras. Da mesma forma, podemos comer molho de maçã com muito mais rapidez do que uma maçã inteira, por exemplo. Isso também altera o nosso nível de satisfação. Berry afirma que isso também explica por que costumamos consumir mais calorias quando comemos alimentos ultraprocessados, o que pode nos levar a ganhar peso. "Alterar a estrutura dos alimentos muda a textura da comida, alterando a rapidez da sua metabolização, onde ela ocorre e onde os nutrientes são absorvidos", explica ela. O quanto mastigamos os alimentos e o tempo que passamos comendo podem ter influência significativa sobre a quantidade total de calorias que consumimos Getty Images/BBC Variação microbiana Mas também vale lembrar que existem consideráveis variações entre os indivíduos na forma em que processamos os alimentos, segundo os estudos. Em 2015, pesquisadores descobriram que, mesmo quando comemos o mesmo alimento, os níveis de glicose no sangue apresentam grandes variações entre as pessoas. Alguns indivíduos exibem maior pico de açúcar com tomates e outros com bananas, por exemplo. Os cientistas indicam que isso pode se dever aos micróbios que vivem no nosso intestino — a microbiota. As espécies e o equilíbrio dos micróbios no nosso intestino diferem de pessoa para pessoa. Isso significa que eles também metabolizam os alimentos que ingerimos de forma diferente. Isso também explica, de certa forma, por que algumas pessoas parecem ter mais facilidade de manter o peso saudável do que outras. Até gêmeos idênticos podem ter reações metabólicas diferentes ao mesmo alimento. Um estudo recente envolvendo mais de 1 mil gêmeos e adultos não relacionados encontrou grandes variações dos níveis de gordura, glicose e insulina no sangue dos gêmeos, depois de comerem o mesmo alimento. Alguns participantes apresentaram fortes picos de açúcar e insulina no sangue, enquanto outros exibiram alterações mais suaves. As pesquisas sugerem que esta variação da nossa reação aos alimentos pode abrir o caminho para a nutrição personalizada. Ainda assim, Berry explica que todos nós deveríamos comer mais fibras e limitar o açúcar, o sal e a gordura. Mas saber que nossas reações variam simplesmente mostra que é importante considerar como a nossa microbiota metaboliza a comida que ingerimos e nos lembrar de comer muitos alimentos que irão nutrir nossos micróbios. Para isso, precisamos manter uma alimentação variada, com uma variada seleção de frutas, legumes e verduras, limitando nosso consumo de lanches pouco saudáveis. * Melissa Hogenboom é repórter de saúde da BBC e autora dos livros Breadwinners ("Provedores", em tradução livre), lançado em 2025, e The Motherhood Complex ("O complexo de maternidade").

  21. Assista ao Bom Dia Amapá desta segunda (30) O g1 transmite ao vivo, diariamente, os telejornais Bom Dia Amapá (7h), JAP1 (11h45) e JAP2 (19h05).

  22. Alto Tietê tem 3.075 vagas de emprego Reprodução Associação Nacional dos Servidores Públicos, de Previdência e da Seguridade Social (Anasps) O Alto Tietê tem 3.105 vagas de emprego nesta segunda-feira (30). As oportunidades estão em Mogi das Cruzes, Suzano, Itaquaquecetuba, Guararema e Arujá (confira a lista completa abaixo). ✅ Clique para seguir o canal do g1 Mogi das Cruzes e Suzano no WhatsApp As vagas são em diversas áreas de atuação e para diferentes graus de escolaridade. Elas são oferecidas pelos programas municipais das cidades. Os interessados podem se candidatar tanto online quanto presencialmente. Mogi das Cruzes Em Mogi das Cruzes são 996 vagas e os interessados devem acessar a plataforma Mogi Conecta para participar e saber mais detalhes. Clique aqui para acessar a plataforma Mais informações pelos telefones 4699-1900, 4699-2784 ou 4798-6315. Vagas disponíveis em Mogi das Cruzes Suzano Em Suzano são 754 vagas disponíveis em diversas áreas e os interessados conseguem cadastrar os currículos no site. Mais informações nas unidades do Centro Unificado de Serviços (Centrus), pelos telefones 4745-2264 (central) e 4934-5490 (região norte). Vagas de Suzano Veja os vídeos que estão em alta no g1 Itaquaquecetuba Em Itaquaquecetuba, o programa Itaquá Mais Emprego tem 966 vagas disponíveis para diversas áreas e escolaridades. Os interessados devem cadastrar o seu currículo pelo formulário disponibilizado pela prefeitura para se candidatar para as vagas. Cadastre seu currículo e candidate-se Além do atendimento online, os interessados podem comparecer na sede do programa, que fica na rua Dom Thomaz Frey, 89, Centro. Vagas disponíveis no Itaquá Mais Emprego Guararema O Serviço de Atendimento ao Trabalhador (SAT) tem 261 vagas de emprego nesta segunda-feira (30). Os interessados podem se candidatar por meio da plataforma da prefeitura. Clique aqui para se cadastrar; Os postos de trabalho são nas áreas de ajudante geral, balconista, estágio, faxineiro, entre outros. Veja a tabela com alguns destaques: Vagas em Guararema A Secretaria Municipal de Emprego e Desenvolvimento Econômico, responsável pelo programa, fica na rua 19 de Setembro, 127, no Centro. Em caso de dúvidas e para mais informações, os telefones são 4693-1717 ou 4693-143. Arujá O programa Arujá Emprega oferece 128 vagas e os interessados devem se cadastrar pelo site da plataforma para participar e saber mais detalhes. Clique aqui para se cadastrar; A sede do programa Arujá Emprega fica na rua Adhemar de Barros, 60, no Jardim Modelo. Em caso de dúvidas e para mais informações, o telefone é o 4653-4057. Vagas disponíveis em Arujá Assista a mais notícias sobre o Alto Tietê

  23. Hospital da Criança e do Adolescente, em Campina Grande, PB Geraldo Jerônimo/TV Paraíba A bebê de 1 ano e seis meses que estava internada no Hospital de Emergência e Trauma de Campina Grande, após a família denunciar uma suposta negligência médica no Hospital da Criança e do Adolescente, na mesma cidade, morreu neste domingo (29). A criança estava internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Trauma de Campina Grande, desde a última terça-feira (24). O velório acontece na manhã desta terça-feira (31), na Câmara Municipal de Remígio. O enterro está previsto para as 10h, no cemitério da cidade. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 PB no WhatsApp Segundo os pais, a bebê foi levada ao Hospital da Criança e do Adolescente com sintomas gripais, na última sexta-feira (20). Após atendimento médico, ela recebeu alta e foi enviada para casa. A família afirma que a criança voltou à unidade e, novamente, foi liberada. De acordo com o relato do tio da bebê, a médica teria dito à mãe que ela estaria “exagerando por ser mãe de primeira viagem” e receitou dipirona antes de conceder alta. Família faz oração por bebê em hospital de Campina Grande Ainda segundo os familiares, após voltar para casa, a criança apresentou piora, com vômitos e secreção. Em novo retorno ao hospital, na segunda-feira (23), ela não teria sido examinada e recebeu alta após indicação de lavagem nasal. A família relata que, já em casa, a bebê convulsionou e foi levada novamente ao hospital, na madrugada de segunda-feira (23) para terça-feira (24). Ao chegar à unidade, foi encaminhada diretamente para a ala vermelha. O tio da menina, que também é profissional de saúde há mais de 15 anos, afirma que sugeriu uma intervenção mas foi ignorado. Por volta das 5h50 da terça-feira (24) a menina foi levada para a UTI do hospital, onde foi entubada. Em nota, a Secretaria de Saúde de Campina Grande informou que lamenta a morte da criança e afirmou que está empenhada na apuração dos procedimentos adotados no Hospital da Criança. A pasta também comunicou que solicitou ao Ministério Público da Paraíba (MPPB) apoio técnico do Conselho Regional de Medicina da Paraíba (CRM-PB) para contribuir com a investigação sobre a conduta médica e os atendimentos realizados nos hospitais envolvidos. Segundo a secretaria, as apurações vão orientar eventuais responsabilizações e possíveis ajustes nos protocolos de atendimento. Vídeos mais assistidos do g1 Paraíba

  24. Um grande carregamento de formigas vivas foi encontrado na bagagem no Aeroporto Internacional Jomo Kenyatta, com destino à China, no início deste mês KWS As formigas estão voando no Quênia neste momento. Durante esta estação chuvosa, enxames podem ser vistos deixando os milhares de formigueiros em Gilgil e nos arredores, uma tranquila cidade agrícola no Vale do Rift, no Quênia, que se tornou o centro de um comércio ilegal em rápida expansão. O ritual de acasalamento faz com que machos alados deixem o ninho para fecundar as rainhas, que também voam nesse período. Isso torna este o momento perfeito para perseguir formigas-rainhas e vendê-las a contrabandistas que estão no centro de um crescente mercado negro global, que se aproveita da moda de ter formigas como animais de estimação em recintos transparentes projetados para observar os insetos enquanto constroem uma colônia. São as rainhas das formigas gigantes africanas coletoras, grandes e vermelhas, que são mais valorizadas pelos colecionadores internacionais — uma única rainha pode alcançar até £170 (cerca de R$ 1.185) no mercado clandestino, que costuma operar online. Uma única rainha fecundada é capaz de criar toda uma colônia e pode viver por décadas — e pode ser facilmente enviada pelo correio, já que scanners tendem a não detectar material orgânico. "No começo, eu nem sabia que era ilegal", disse à BBC um homem que pediu para não ser identificado sobre como certa vez atuou como intermediário, conectando compradores estrangeiros a redes locais de coleta. Também conhecidas como Messor cephalotes, essas formigas são nativas da África Oriental e conhecidas por seu comportamento característico de coleta de sementes, o que as torna populares entre colecionadores de formigas. "Um amigo me disse que um estrangeiro estava pagando bem pelas rainhas — aquelas grandes e vermelhas que são facilmente vistas por aqui", disse o ex‑intermediário. "Você procura os montes perto de campos abertos, geralmente de manhã cedo antes do calor. Os estrangeiros nunca iam aos campos — esperavam na cidade, em uma pousada ou dentro de um carro, e nós levávamos as formigas para eles, embaladas em pequenos tubos ou seringas que eles nos forneciam." As formigas gigantes africanas coletoras, vistas no Quênia, são populares entre colecionadores amadores ao redor do mundo Dino Martins A dimensão do comércio ilícito no Quênia ficou evidente no ano passado, quando 5 mil rainhas de formigas gigantes colhedoras — coletadas principalmente nos arredores de Gilgil — foram encontradas vivas em uma pousada em Naivasha, uma cidade próxima à beira de um lago popular entre turistas. Os suspeitos — da Bélgica, do Vietnã e do Quênia — tinham embalado os tubos de ensaio e seringas com algodão úmido, o que permitiria que cada formiga sobrevivesse por dois meses, segundo o Serviço de Vida Selvagem do Quênia (KWS). O plano era levá‑las à Europa e à Ásia e colocá‑las à venda. Esse comércio de formigas surpreendeu cientistas e autoridades. O país da África Oriental está mais acostumado a crimes de grande repercussão envolvendo marfim de elefantes e chifres de rinoceronte. A varejista britânica Ants R Us descreve a formiga gigante africana coletora como "a espécie dos sonhos de muita gente" — embora as rainhas estejam atualmente fora de estoque, com o site explicando que é muito difícil para os vendedores consegui‑las. "Até eu, como entomólogo, fiquei surpreso com a extensão do aparente comércio", disse à BBC Dino Martins, biólogo radicado no Quênia, onde há cerca de 600 espécies de formigas. Veja os vídeos que estão em alta no g1 No entanto, ele entende o fascínio pela colhedora da África Oriental, com colônias criadas por uma "rainha fundadora", que pode crescer até 25 mm (0,98 polegada) e que produz ovos ao longo de toda a vida. "Elas são uma das espécies de formigas mais enigmáticas — formam colônias grandes, apresentam comportamentos interessantes e são fáceis de manter. Não são agressivas." Durante o enxameamento, ele diz que as rainhas acasalam com vários machos. "Depois disso, acabou para os machos — o trabalho deles está feito… a maioria é comida por predadores ou morre", diz o entomólogo, passando a explicar como a rainha então se afasta rapidamente para cavar uma pequena toca e começar a pôr ovos para iniciar seu império. Suas operárias e soldados — aquelas que protegem o ninho — são todas fêmeas e podem chegar a centenas de milhares. As formigas podem ser encontradas com frequência em montes como este Getty Images/BBC "Os ninhos podem viver por mais de 50 anos, talvez até 70 anos. Eu pessoalmente conheço ninhos perto de Nairóbi que têm pelo menos 40 anos, pois os visito há esse tempo", disse Martins. Isso significa que as rainhas também vivem todo esse período — porque assim que ela morre, a colônia colapsa e as operárias sobreviventes procuram outro ninho. Os quenianos que já lidaram com formigas invadindo suas plantações ou casas sabem disso muito bem — e, para eliminar uma colônia, alguém é enviado para localizar a rainha, muitas vezes escondida profundamente em um dos túneis ou câmaras de um monte. O ex‑intermediário disse que as formigas também podiam ser coletadas perturbando suavemente o monte e recolhendo‑as enquanto tentavam escapar. "Só quando vi as prisões no noticiário percebi do que eu tinha feito parte — e saí imediatamente", afirmou. Os detidos foram condenados por biopirataria e obrigados a pagar multas ou cumprir 12 meses de prisão — eles optaram por pagar a taxa de US$ 7,7 mil (mais de R$ 40,4 mil), e os estrangeiros deixaram o país. Duas semanas atrás, um cidadão chinês — apontado como o suposto mentor do esquema do ano passado e que teria fugido usando outro passaporte — foi detido no Aeroporto Internacional Jomo Kenyatta (JKIA), em Nairóbi, com outras 2 mil rainhas embaladas em tubos de ensaio e rolos de papel. Para Zhengyang Wang, parte de uma equipe de pesquisadores que publicou em 2023 um relatório sobre o comércio de formigas com foco na China, isso é preocupante e pode "causar estragos" nos ecossistemas locais. "No início, ficamos muito entusiasmados quando soubemos que muitas pessoas tinham começado a criar formigas", disse Wang, professor assistente da Universidade de Sichuan, à BBC. "Uma colônia de formigas de estimação costuma ser mantida em um formicário, basicamente uma caixa de plástico transparente para que os criadores possam observar as colônias trabalhando, cavando túneis, coletando comida e protegendo sua rainha. Eu diria que é bastante encantador e… pode ser uma boa forma de educar as pessoas sobre insetos e seu comportamento. "Mas então percebemos: espere, manter espécies invasoras não é extremamente perigoso?" Ao monitorar as vendas on-line — mais de 58 mil colônias — na China ao longo de seis meses, os pesquisadores descobriram que mais de um quarto das espécies comercializadas não eram nativas do país — apesar de ser ilegal importá‑las. "Se o volume de comércio de formigas invasoras continuar crescendo, é apenas uma questão de tempo até que algumas escapem de seus formicários e se estabeleçam na natureza", declarou Wang. O estudo do qual participou, publicado na revista Biological Conservation, explicou o que poderia acontecer no caso da gigante africana coletora — uma das espécies mais comercializadas na China: "Por exemplo, Messor cephalotes, nativa da África Oriental, está entre as maiores coletoras de sementes do mundo e poderia potencialmente impactar a agricultura predominantemente baseada em grãos no sudeste da China." As consequências ambientais também preocupam no Quênia. "As formigas coletoras são tanto espécies-chave quanto engenheiras de ecossistemas. Elas coletam sementes de gramíneas e outras plantas e, ao fazer isso, também ajudam na dispersão das sementes", disse Martins, acrescentando que os insetos "criam um ambiente campestre mais saudável e dinâmico". Mukonyi Watai, cientista sênior do Instituto de Pesquisa e Treinamento de Vida Selvagem do Quênia, compartilha desses receios. "A coleta insustentável — especialmente a remoção das rainhas — pode levar ao colapso das colônias, perturbando ecossistemas e ameaçando a biodiversidade", afirmou à BBC. É possível coletar formigas legalmente no Quênia — em conformidade com vários tratados internacionais — com uma permissão especial, que exige que o comprador assine um acordo de repartição de benefícios com a comunidade local envolvida para dividir eventuais lucros. Mas, segundo o KWS, até agora nenhuma permissão foi solicitada — e a papelada exige ainda detalhes sobre quantas formigas estão sendo coletadas e qual será seu destino. Alguns conservacionistas agora pedem mais proteções comerciais para todas as espécies de formigas no âmbito da Convenção sobre o Comércio Internacional das Espécies Ameaçadas de Extinção (Cites), o tratado global sobre comércio de vida selvagem. "A realidade é que nenhuma espécie de formiga está atualmente listada na Cites", disse à BBC Sérgio Henriques, pesquisador do comércio global de formigas. "Sem tratados internacionais monitorando esses movimentos, a escala do comércio permanece amplamente invisível para formuladores de políticas e para a comunidade global", afirmou. Um formicário permite que colecionadores vejam o funcionamento de uma colônia Getty Images/BBC Mas, para o KWS, o problema real é mais imediato — como monitorar e reprimir o tráfico de insetos, considerado "subnotificado", com a agência sugerindo equipamentos de vigilância melhores em aeroportos e outros pontos de fronteira como um bom começo. Martins concorda: "É provável que apenas uma fração das formigas realmente comercializadas esteja sendo detectada, então só podemos imaginar a escala real por enquanto." O jornalista Charles Onyango‑Obbo argumenta que o Quênia está ignorando uma oportunidade significativa de receita global. "As formigas não são itens finitos, como ouro ou diamantes. São ativos biológicos que podem ser criados e cultivados, e sua produção pode ser ampliada para milhares por dia. Ainda assim, as tratamos como artefatos roubados", escreveu ele recentemente no jornal Daily Nation. Na verdade, o gabinete do Quênia aprovou no ano passado diretrizes de política voltadas à comercialização da economia da vida selvagem, incluindo o comércio de formigas. "As diretrizes buscam promover o uso sustentável de espécies selvagens, como as formigas, para gerar empregos, riqueza e meios de subsistência comunitários em todos os condados", afirmou Watai. Com monitoramento cuidadoso, é possível que futuros agricultores na região de Gilgil tenham formicários especiais em suas terras, ampliando a produção de seus campos e pomares — cheios de vegetais e frutas — para incluir também lucrativas rainhas. Mas o debate sobre os riscos de exportar formigas para colecionadores amadores em diferentes partes do mundo ainda não foi resolvido. Reportagem adicional de Osmond Chia em Cingapura

  25. Getty Images/BBC Mudou de casa e as espinhas apareceram de repente? Ou passou por um término de relação e o eczema piorou? Pode não ser coincidência. Há muito tempo se suspeita que o estresse afeta a pele. Mas, nas últimas décadas, pesquisas vêm aprofundando a compreensão de como funciona essa conexão entre mente e pele — o que tem ajudado tanto no tratamento de doenças dermatológicas quanto na saúde da pele de forma geral. O estresse pode ter uma série de efeitos: desde agravar crises de acne até provocar ressecamento e sensibilidade, aumentar o risco de infecções e piorar — ou até desencadear — condições como eczema, psoríase e urticária. "A sua pele é impactada tanto por estresses físicos quanto emocionais", explica a dermatologista Alia Ahmed, especialista em psicodermatologia, uma área emergente que considera mente e pele de forma integrada. Ela conta que avalia não apenas os sintomas físicos dos pacientes, mas também o bem-estar psicológico — perguntando sobre humor, ansiedade, episódios de choro, padrões de sono, alimentação e prática de exercícios. "Dermatologistas muitas vezes se sentem como detetives", diz. Isso porque o estado da pele — o maior órgão do corpo — pode ser um importante indicador da saúde geral de uma pessoa. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Como o estresse afeta a pele? Cérebro e pele se desenvolvem a partir do mesmo grupo de células nas fases iniciais do embrião — e permanecem intimamente conectados. Quando nos sentimos estressados, o cérebro desencadeia uma série de reações que liberam hormônios como cortisol e adrenalina na corrente sanguínea. Em pequenas doses, essa resposta — conhecida como reação "de luta ou fuga" — pode nos deixar mais alertas e ajudar a dar conta das tarefas do dia a dia. Mas, quando prolongada, ela pode aumentar a inflamação no organismo, agravando doenças inflamatórias da pele. Além disso, esses hormônios podem enfraquecer a barreira cutânea — a camada externa que protege a pele. Isso facilita a perda de hidratação e permite a entrada de irritantes e alérgenos, como pólen e fragrâncias, o que pode levar ao ressecamento e à sensibilidade, explica Ahmed. Ao mesmo tempo, o estresse reduz os peptídeos antimicrobianos — pequenas moléculas que normalmente eliminam germes — na pele, tornando as infecções mais prováveis. Há também evidências de que ele pode piorar a acne, inclusive ao estimular a produção de uma substância oleosa chamada sebo, que pode obstruir os poros e favorecer o surgimento de espinhas. E, como destaca a médica Alia Ahmed, o estresse também pode prejudicar o sono — o que compromete a capacidade de regeneração da pele. BBC Ciclos viciosos Os sinais de estresse também fazem com que células da pele liberem substâncias como a histamina, que provocam coceira — alimentando o chamado ciclo coceira-ato de coçar. "Você sente coceira, se coça, causa mais danos à pele e isso faz com que a coceira aumente ainda mais", explica Alia Ahmed. "E aí você começa a se irritar consigo mesmo: por que não consigo parar de me coçar? Isso eleva ainda mais o nível de estresse — que, por sua vez, intensifica a coceira." A própria experiência de ter um problema de pele também pode agravar o quadro, acrescenta ela, citando o exemplo de condições como o eczema: "Você se coça, isso afeta sua qualidade de vida, você se sente mal porque as pessoas comentam — e fica ainda mais estressado. E aí todo o problema se retroalimenta, criando um ciclo vicioso." Reduzir o estresse ajuda? "O estresse pode se tornar prejudicial quando começamos a sentir que não conseguimos controlá-lo", explica Rajita Sinha, professora de psiquiatria, neurociência e estudos da criança na Universidade Yale. Nesse ponto, podem surgir sinais físicos, como dores de cabeça ou problemas no estômago, além de sintomas como lapsos de memória, irritabilidade ou dificuldade para dormir. Ela recomenda adotar medidas como buscar apoio e praticar mais atividade física. Há evidências de que o exercício regular pode reduzir os níveis basais de cortisol — e que atividades mais intensas podem ajudar a conter picos de cortisol relacionados ao estresse. A professora também sugere a prática de meditação mindfulness. Quando feita de forma regular, estudos indicam que ela pode fortalecer o córtex pré-frontal — região do cérebro responsável por funções mais complexas, como o raciocínio — aumentando sua espessura e melhorando sua conexão com outras áreas cerebrais. Terapias baseadas em mindfulness também têm mostrado resultados promissores na melhora da qualidade de vida e dos sintomas físicos em algumas doenças de pele. Em um estudo com pacientes com psoríase, por exemplo, aqueles que receberam esse tipo de terapia, além do tratamento convencional, apresentaram melhores resultados do que os que não receberam. O estresse pode piorar a coceira, e a coceira pode piorar o estresse Getty Images/BBC Será que estou mesmo lidando com o estresse? A médica Alia Ahmed diz que recomenda que seus pacientes testem diferentes estratégias para lidar com o estresse, a fim de descobrir quais funcionam melhor para cada um. As opções vão desde exercícios de relaxamento feitos na cama antes de dormir até meditação em movimento, para pessoas mais ativas, ou técnicas de "aterramento", que ajudam a "trazer você de volta ao momento presente", especialmente para quem se distrai com facilidade ou fica preso em pensamentos repetitivos. Mas, segundo ela, relaxar de verdade pode ser mais difícil do que parece. "Vejo muitas pessoas de alto desempenho no consultório", afirma — incluindo aquelas com rotinas exigentes no trabalho ou em casa, como cuidar dos filhos ou de pais idosos. Embora algumas digam que vão à academia ou fazem caminhadas diárias para relaxar, Ahmed observa que, ao investigar melhor, muitas continuam pensando nas tarefas que ainda precisam cumprir. "A sua mente também precisa ter espaço para descansar durante essas atividades", ressalta. O estresse estimula as glândulas da pele que produzem uma substância oleosa chamada sebo, que pode obstruir os poros e contribuir para o surgimento da acne Getty Images/BBC O panorama geral Além de reduzir o estresse, a médica Alia Ahmed afirma que a pele precisa de "um pouco de tudo" — incluindo cuidados adequados com a pele e eventuais tratamentos médicos, além de uma boa alimentação, sono e estilo de vida. Ela ressalta que isso deve ser mantido ao longo do tempo para que haja uma melhora consistente na saúde da pele — o que pode, inclusive, ajudar o paciente a identificar outros fatores que desencadeiam seus problemas dermatológicos. Segundo Ahmed, a abordagem holística da psicodermatologia também pode trazer benefícios mais amplos: "Não só vejo melhora nas condições de pele dos meus pacientes, como também ouço deles que estão se sentindo melhor mentalmente."

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