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  1. Da cama do hospital onde se recupera, o guia contou à BBC como saiu com vida da montanha mais alta do mundo. Prabin Ranabhat/ AFP via Getty Images O guia nepalês encontrado vivo após permanecer seis dias sozinho no monte Everest contou à BBC que sobreviveu mastigando gelo e comendo chocolates que tinha no bolso. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Dawa Sherpa afirmou que não desapareceu durante a descida, mas que foi obrigado a ficar para trás depois que o oxigênio acabou. Acreditava-se que ele tivesse morrido na montanha. Sua família em Katmandu, capital do Nepal, já havia começado os ritos fúnebres quando uma equipe de resgate o avistou descendo em direção ao acampamento-base. O guia foi levado de helicóptero a um hospital em Katmandu, onde falou com a BBC enquanto recebia tratamento para desidratação, congelamento e uma fratura. "Não achei que sobreviveria", disse ele na sexta-feira ao Serviço Nepalês da BBC. "Achei que ia morrer", admitiu. O escalador Chris Thrall foi a última pessoa a ver Dawa Sherpa antes do resgate. O encontro aconteceu nas proximidades da famosa Cascata de Gelo de Khumbu, na quinta-feira (4). O ex-militar britânico relatou que o homem, de 57 anos, estava sentado sobre a própria mochila logo acima do Acampamento 3, a cerca de 7.500 metros de altitude, "como já tinha feito centenas de vezes antes para descansar um pouco". Thrall continuou descendo sozinho entre 50 a 100 metros, segundo seus cálculos, antes de encontrar outro membro do grupo, um escalador polonês sem oxigênio e em estado severo de congelamento. "Imediatamente, minha atenção se voltou para o mais fraco do grupo. E foi aí que tudo mudou", disse à BBC. "Enquanto eu olhava para cima, ajudando esse homem a descer, Dawa Sherpa parecia não ter se mexido. E certamente não estava descendo, porque teríamos visto a lanterna da cabeça dele", afirmou. Preso em uma fenda Dawa Sherpa (à esquerda), que se temia ter morrido em algum ponto da montanha mais alta do mundo, conseguiu se salvar. Sagarnatga Pollution Control Committee (SPCC) via BBC Dawa Sherpa contou à BBC que passou por momentos muito difíceis. "Quando o oxigênio acabou, eu não conseguia andar", explicou. "Não comi nada nos dois primeiros dias. Depois, comecei a mastigar gelo. Meus dentes doíam. Eu mastigava com força", relatou o guia. Em seguida, Sherpa encontrou chocolates nos bolsos da roupa e conseguiu beber um pouco de gelo derretido. O guia começou a descer a montanha lentamente, mas caiu em uma fenda, segundo duas pessoas que conversaram com ele sobre sua experiência. Ele ficou preso ali por dois dias e meio, sem conseguir encontrar uma saída. Então, uma avalanche arrastou neve para dentro da fenda, dando a ele a primeira esperança em dias. "Ao pisar na neve, fiquei de pé e olhei para cima... senti que poderia sair dali", contou à BBC. Depois de conseguir sair da fenda com muito esforço, encontrou cordas que o ajudaram na descida. Uma nova avalanche quase o impediu de seguir, mas ele estava decidido a continuar. "Consegui atravessar a neve e desci. Caminhei a noite toda. Então, me aproximei do acampamento-base", contou. Foi ali que viu as primeiras pessoas em quase uma semana. "Uns rapazes estavam subindo para recolher o lixo. Eu os encontrei, e eles me carregaram montanha abaixo", narrou. VÍDEO: alpinista registra longa fila para chegar ao cume do Monte Everest "Indescritível" Agora no g1 A notícia causou comoção e alegria na comunidade sherpa, entre os colegas de expedição e em sua família. 👉 Cinco pessoas morreram durante a temporada de escalada deste ano. Desde o início dos registros, na década de 1920, mais de 300 já morreram no Everest. Pemba Sherpa, diretor-executivo da 8K Expeditions, empresa que coordenava as buscas, classificou o feito como um "verdadeiro autorresgate". "Dawa conseguiu sobreviver contra todas as probabilidades por dias. É um verdadeiro milagre", disse. Quando Thrall viu pela primeira vez comentários nas redes sociais de que Dawa Sherpa — também conhecido como Hillary Dawa Sherpa, em homenagem ao famoso alpinista Edmund Hillary — havia sido encontrado vivo, pensou que fosse spam. "É inacreditável: em um minuto eu estava contendo as lágrimas com a filha dele, e no minuto seguinte o vi chegar rastejando ao vilarejo", disse Thrall à BBC. "É absolutamente incrível, indescritível", acrescentou. A esposa (à direita) e a filha (à esquerda) do guia permanecem no hospital à espera da alta médica. Prabin Ranabhat/ AFP via Getty Images A esposa do guia, Damu Sherpa, contou à BBC que havia perdido as esperanças quando a empresa da expedição informou que o resgate era impossível e que a família havia começado os ritos fúnebres. "Quando o vi pela primeira vez, fiquei muito surpresa. Estava angustiada depois que nos disseram que ele nunca mais voltaria para casa. Não consigo acreditar que ele tenha voltado vivo", disse. "Não conseguia acreditar no que meus olhos viam quando vi que ele havia voltado são e salvo". "Eu me pergunto quanto tempo ele sobreviveu sem comida e sem mantimentos... Não consigo entender como meu marido conseguiu comer e beber em uma altitude dessas. Espero que ninguém tenha que passar por isso", afirmou. Damu Sherpa acrescentou que o governo nepalês deveria garantir que incidentes semelhantes não voltem a acontecer. "Ele me reconheceu... está bem e fala. Estamos felizes", declarou a filha do guia, Mhendo Lhamo Sherpa, à agência Reuters, após visitá-lo. Os médicos do Hospital HAMS, em Katmandu, afirmaram que Dawa Sherpa recebe atendimento integral na UTI. Seu estado é estável e a desidratação está melhorando significativamente. 👉 Mais de mil pessoas chegaram ao topo do Everest nesta temporada, a mais movimentada da história.

  2. O trio de irmãs mais longevo do mundo mora no Rio Quando perguntam a Zoraide de Deus Mota qual é o segredo para chegar aos 104 anos, a resposta vem sem rodeios: “Não existe segredo. Tem que viver tranquilo, não fazer mal a ninguém e pensar no dia de amanhã.” A irmã dela, Zulina de Deus Nunes, de 103 anos, costuma responder de forma ainda mais direta: “O segredo é saber viver.” As explicações ajudam a resumir a trajetória de Zoraide, Zulina e Levita de Deus Nunes, que neste domingo (7) completa 109 anos. Juntas, elas somam 316 anos de vida e foram reconhecidas pela LongeviQuest, organização internacional especializada em validação de supercentenários, como o trio de irmãs vivas mais longevo do mundo. 🟩O g1 Rio está no GloboPop, o novo aplicativo de vídeos curtos verticais da Globo, disponível gratuitamente no seu celular. Lá no app, você pode seguir o palco do g1 Rio para não perder nenhum detalhe. Baixe o GloboPop. Zoraide, Zulina e Levita em 2021 Arquivo pessoal As três nasceram em Cedro de São João, no interior de Sergipe — na época distrito de Propriá —, cresceram em uma família de 8 irmãos e atravessaram mais de um século de transformações no Brasil. Viram o país passar pela chegada da televisão, pela popularização dos automóveis, da internet e dos celulares. Hoje, vivem em casas pela Zona Norte do Rio de Janeiro e continuam cercadas por filhos, netos, bisnetos e tataranetos. Alimentação simples, trabalho e vida ativa Apesar da idade impressionante, nenhuma delas acredita em fórmulas especiais para viver mais. Nas entrevistas, as respostas giram em torno de alguns temas em comum: alimentação simples, trabalho, independência financeira, convivência familiar e uma rotina sem excessos. Zulina costuma lembrar da infância em Sergipe, quando boa parte dos alimentos era produzida pela própria família. O leite vinha das vacas e cabras criadas pelo pai, enquanto frutas, verduras e legumes eram cultivados no quintal. O milho era ralado manualmente para a produção de cuscuz. “A gente sentia o gosto do cuscuz do milho, hoje não sente gosto de nada”, disse. Filha de Zoraide, Ângela acredita que esse estilo de vida teve influência importante na saúde das irmãs. “Meu avô tinha vaca no quintal, minha avó plantava tudo em casa. Elas cresceram com uma alimentação muito natural. Hoje a gente come muita coisa industrializada, muita coisa processada”, afirmou. A genética também chama atenção na família. A mãe das três irmãs, Jovelina de Deus Nunes, viveu até os 100 anos e é frequentemente lembrada pelos descendentes quando o assunto é longevidade. “Minha avó fez 100 anos dia 22 de dezembro, e no dia 6 de janeiro seguinte, ela faleceu. Então, elas estão com DNA da minha avó”, contou Ângela. Manoel de Deus Nunes e Jovelina de Deus Nunes, seus pais Arquivo pessoal Os familiares, porém, acreditam que a herança genética não explica tudo. Para eles, a educação recebida, a alimentação da infância e os hábitos construídos ao longo da vida tiveram papel tão importante quanto os fatores hereditários. Outro aspecto citado por filhos, netos e bisnetos é a manutenção de uma rotina ativa. Mesmo com mais de um século de vida, as três continuam interessadas no que acontece ao redor. Zulina ainda gosta de cozinhar e acompanhar a rotina dos filhos, netos e bisnetos. Durante a entrevista, brincou que continua querendo saber para onde todos vão, o que fizeram durante o dia e se já se alimentaram. “Quando chegam da rua, eu pergunto: ‘Já comeu? O que comeu? Onde vai amanhã?’”, contou. Zulina e sua bisneta, em 2024 Arquivo pessoal 📱Baixe o app do g1 para ver notícias do RJ em tempo real e de graça Levita mantém o hábito da leitura, que a acompanha há décadas. Já Zoraide continua compartilhando histórias da juventude, da carreira e da criação dos filhos. A convivência social também permanece presente. Jogos de buraco, visitas de familiares, encontros e conversas fazem parte da rotina das irmãs. “Ela joga buraco, faz sudoku, aqueles outros caça-palavras que ela gosta. Até hoje ela se encontra, ela tem amizade. Ela tem um ciclo de amigas que se encontra para jogar buraco”, revelou Lucas Guerra, um dos bisnetos de Zoraide. A fé aparece como outro ponto em comum. Quando perguntada sobre a própria longevidade, Levita respondeu de forma simples: “É graça de Deus.” Zoraide (à esquerda) em 1988, e sua irmã mais nova, Zulina. Arquivo pessoal Como a idade das irmãs foi validada A história das irmãs despertou o interesse da LongeviQuest, organização internacional especializada na validação de casos de longevidade extrema, após uma publicação nas redes sociais. A família celebrava os 108 anos de Levita quando uma homenagem compartilhada na internet chamou a atenção dos pesquisadores, que entraram em contato para conhecer melhor a trajetória das irmãs e dar início ao processo de análise do caso. Segundo a entidade, a comprovação foi feita por meio da análise de documentos de diferentes fases da vida das irmãs. Foram avaliadas certidões de nascimento, certidões de batismo, certidões de casamento, carteira de trabalho e documentos atuais de identificação. O g1 recebeu cópias de documentos que atestaram a idade das irmãs. Iara Souza, pesquisadora da LongeviQuest, durante entrevista ao G1. Jeph Rodrigues A validação foi conduzida pelos pesquisadores da LongeviQuest responsáveis pelo Brasil, a brasileira Iara Souza e o americano Gabriel Ainsworth. De acordo com a organização, esse tipo de trabalho ajuda não apenas a registrar casos raros de longevidade, mas também a fornecer dados para pesquisas sobre envelhecimento humano. No caso das sergipanas, a documentação permitiu confirmar que Levita, Zoraide e Zulina formam atualmente o trio de irmãos vivos mais longevo do mundo. O que dizem filhos, netos e bisnetos A longevidade das irmãs é assunto frequente entre as gerações mais novas da família. Muitos acreditam que a genética ajuda, mas destacam principalmente os hábitos que as acompanharam ao longo da vida. Uma das netas de Zoraide afirma que as visitas à avó costumam render novas histórias. “Toda vez que eu faço uma visita, ela conta um capítulo da vida dela.” Segundo ela, cada nova conversa reforça o orgulho da família pela trajetória construída ao longo de mais de um século. Os bisnetos também destacam a lucidez das centenárias e a naturalidade com que a família convive com essa realidade. “Para a gente sempre foi uma coisa muito natural.” Lucas Guerra e Jéssica Carrocino, bisnetos de dona Zoraide, durante entrevista ao G1. Jeph Rodrigues Eles apontam ainda que a união familiar ajuda a explicar a qualidade de vida das irmãs. Filhos, netos e bisnetos mantêm contato frequente, participam da rotina delas e se revezam nos cuidados quando necessário. Questionados se acreditam que também chegarão aos 100 anos, os mais jovens demonstram esperança, mas fazem uma ressalva: o mais importante não é apenas viver mais, mas envelhecer com autonomia e saúde.

  3. Donia Ahmed Mohamed Fawzi morreu após despencar de quase 200 metros em uma trilha do Parque Nacional da Tijuca Divulgação A Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro investiga se a falta de sinalização, de estrutura e de segurança na Trilha do Primata, no Parque Nacional da Tijuca, pode ter contribuído para a morte do canadense Donia Ahmed Mohamed Fawzi Mohammed, de 38 anos. Ele caiu de uma altura de aproximadamente 170 metros enquanto percorria o trajeto para a Cachoeira do Primata na última quarta-feira (3). Ele morreu na hora. Segundo a Delegacia de Atendimento ao Turista (Deat), que investiga o caso, a perícia no local foi realizada no sábado (6) por questões de segurança devido ao tempo nublado e chuvoso na capital fluminense. No local, os policiais encontraram todos os pertences de Donia como: celular, documentos e dinheiro. Agentes da delegacia especializada precisaram descer até a área da queda com o apoio de agentes do Corpo de Bombeiros, utilizando técnicas de rapel devido à dificuldade de acesso. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias do RJ em tempo real e de graça Agora no g1 Ao g1, a delegada Patrícia Alemany afirmou que a investigação busca entender as circunstâncias da queda e possíveis falhas na estrutura da trilha. “Estamos apurando se havia sinalização adequada no local e se as condições da trilha podem ter contribuído para o acidente. Também estamos analisando o trajeto percorrido e os relatos de testemunhas. Realizamos uma perícia na região e constatamos que o local não possui nenhum tipo de sinalização ou estrutura de segurança. Não há controle de entrada, nem informações adequadas para as pessoas que visitam a área para turismo”, afirmou Alemany. Momentos antes do acidente Local de onde despencou Donia Ahmed Mohamed; objetos pessoas foram encontrados no local Divulgação Segundo o registro do caso feito na polícia, o amigo da vítima que o acompanhava contou que os dois iniciaram o passeio por volta de 13h28, na região do Cristo Redentor. O canadense Karim Karam disse que, durante a caminhada, outros frequentadores informaram que faltariam cerca de 10 minutos para o fim da trilha. No entanto, após mais de uma hora de percurso, eles perceberam que ainda não haviam encontrado a saída. Diante da dificuldade de orientação, a dupla passou a usar um aplicativo de trilhas e seguiu pela chamada Trilha do Primata, em área de mata fechada e terreno acidentado. Ainda de acordo com o relato, em determinado ponto ficou inviável retornar, por causa da inclinação da trilha. Os dois decidiram continuar descendo e passaram a caminhar por pedras escorregadias próximas a uma cachoeira, cercada por vegetação densa. O acidente ocorreu entre 15h20 e 15h30. Ao tentar transpor uma árvore caída, Donia escorregou em uma pedra e caiu pela cachoeira. Karim relatou que tentou descer para prestar socorro, mas desistiu por conta do risco. Ele acionou ajuda por meio do responsável pelo imóvel onde estava hospedado e tentou ligar para o número de emergência 911, sem sucesso, já que o contato não funciona no Brasil. Ele então voltou pela trilha em busca de auxílio e conseguiu reunir um grupo de cerca de cinco pessoas. Mesmo assim, ninguém conseguiu acessar a área da queda em segurança. Resgate difícil O Corpo de Bombeiros foi acionado e mobilizou uma operação complexa. Os militares levaram várias horas para alcançar a vítima, sendo necessária a atuação de uma equipe especializada em salvamento em altura. O corpo de Donia foi localizado quase na madrugada de quinta-feira (4). Os agentes utilizaram técnicas de rapel. Investigação e próximos passos Policial da Deat utilizando técnicas de rapel devido à dificuldade de acesso ao local da queda Divulgação A polícia recolheu vídeos feitos pelo acompanhante do canadense durante o passeio. As imagens devem ajudar a reconstruir o trajeto, identificar o ponto exato da queda e esclarecer a cronologia dos fatos. A delegada Patrícia Alemany destacou que todas essas informações serão fundamentais para a conclusão do inquérito. “Pedimos que as autoridades revejam urgentemente as condições de segurança desse ponto turístico. Também alertamos que turistas que não conhecem a região e não estão acompanhados por um guia devem redobrar a atenção”, afirmou Alemany. O caso também levanta questionamentos sobre a segurança e a sinalização nas trilhas do parque, especialmente em áreas de difícil acesso e com grande circulação de turistas. “O ideal é sempre percorrer as trilhas do Rio de Janeiro acompanhado por um guia experiente ou por alguém que conheça bem o local. Existem associações sérias de guias e empresas de turismo de aventura no Rio que podem oferecer esse suporte com segurança”, completou a delegada. Corpo segue no IML O corpo de Donia Ahmed Mohamed Fawzi Mohammed foi encaminhado ao Instituto Médico-Legal (IML) do Centro do Rio, onde permanece à espera de procedimentos legais e contato com a família. O ICMBio, responsável pelo Parque Nacional da Tijuca, disse que não foi acionado para atuar nesta ocorrência, assim como não foi comunicado pelas autoridades que prestaram socorro ao turista. Segundo o órgão, a trilha que leva à Cachoeira dos Primatas conta com sinalização informando sobre os riscos e perigos que existem em trilhas em locais naturais. A administração informou que avalia constantemente o aperfeiçoamento e ampliação da sinalização nas trilhas do parque e, no ano passado, 34 novas placas foram instaladas. O g1 entrou em contato com o Consulado do Canadá, que não respondeu aos questionamentos até a última atualização desta reportagem. 🟩O g1 Rio está no GloboPop, o novo aplicativo de vídeos curtos verticais da Globo, disponível gratuitamente no seu celular. Lá no app, você pode seguir o palco do g1 Rio para não perder nenhum episódio. Baixe o GloboPop.

  4. Chuva extrema no Rio Grande do Sul em 2024, provocada por sobreposição de eventos climáticos, incluindo El Niño Renan Mattos/REUTERS via DW Um novo episódio de El Niño já dá sinais no Pacífico e pode trazer mais chuvas ao Sul e seca ao Norte e Nordeste. Ainda há dúvidas sobre a intensidade do fenômeno, em meio à falta de preparo e adaptação no país. Do alto, satélites e radares acompanham a massa de água mais quente que se desloca pelo Oceano Pacífico em direção à costa da América do Sul. Esse monitoramento, reforçado por boias no mar, indica um padrão já conhecido pelos pesquisadores: mais um El Niño está em formação. A principal incerteza agora é sobre sua intensidade. "O termo 'super El Niño' não é exatamente adequado", afirma Tércio Ambrizzi, professor de ciências atmosféricas na Universidade de São Paulo (USP). "A tendência é que ele seja de moderado para forte", comenta sobre um certo consenso na comunidade científica. O fenômeno costuma ser identificado quando a temperatura da superfície do Oceano Pacífico, na região equatorial, fica cerca de 0,5 °C acima do normal por um período prolongado, geralmente de pelo menos três meses. Desde fevereiro, as medições apontam essa elevação na região. Agora no g1 Os cientistas ainda aguardam a confirmação de onde ocorrerá o maior aquecimento no oceano. Esse fator será decisivo para definir como os impactos serão sentidos no Brasil. "Comparando com outros do passado, é possível que os primeiros sinais desse El Niño devem aparecer no Sul do Brasil durante a primavera, com mais chuvas", afirma José Marengo, coordenador-geral de Pesquisa e Desenvolvimento do Centro Nacional de Monitoramento e Alerta de Desastres Naturais (Cemaden). Segundo a Organização Meteorológica Mundial (OMM), há 90% de probabilidade de o El Niño ocorrer novamente este ano. Ele pode ter intensidade forte, o que tende a agravar tanto as secas quanto as chuvas intensas, além de aumentar o risco de ondas de calor em terra e no oceano. "As condições do El Niño vão lançar mais lenha na fogueira de um mundo que está se aquecendo e seu impacto será ainda mais severo, chegará mais longe e cruzará fronteiras com uma velocidade devastadora", alertou o organismo científico das Nações Unidas na última terça-feira (02). Entre o fim de abril e meados de maio, a temperatura da superfície do mar na área do Pacífico usada como referência já se aproximava dos níveis típicos de El Niño. Esse cenário era reforçado por temperaturas abaixo da superfície mais de 6 ºC acima da média. Nunca é igual ao outro O possível surgimento de um El Niño de forte intensidade tem movimentado debates pelo país. No Congresso Nacional, sessões discutem se seus impactos podem prejudicar a população, a economia e o agronegócio. A próxima safra de grãos, por exemplo, está estimada em 356 milhões de toneladas, o que representa um aumento de 1,2% em relação à safra anterior. À DW, a Defesa Civil da União, ligada ao Ministério do Desenvolvimento Regional, informou que acompanha diariamente as condições climáticas em articulação com estados, municípios e instituições como o Cemaden e o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). Condições geradas por El Niño podem facilitar as queimadas e impactar produções agrícolas Michael Dantas/AFP via DW "Ainda não há um prognóstico preciso sobre os impactos do fenômeno. Por isso, a atuação está focada no monitoramento constante e na preparação antecipada para que, caso haja previsão de situações mais críticas, os alertas e medidas necessárias sejam adotados em tempo oportuno", respondeu o órgão, por meio de nota. Se o fenômeno se confirmar, espera-se um agravamento da seca durante o inverno e o início do verão em algumas regiões, como o Norte — especialmente na Amazônia — e parte do Nordeste. Essas condições podem favorecer queimadas e afetar a produção agrícola. No Sul, há previsão de aumento das chuvas. "Cada El Niño tem sua própria impressão digital. Ele nunca é igual ao outro", afirma Ambrizzi. O episódio mais recente do El Niño ocorreu entre 2023 e 2024 e foi um dos cinco mais intensos registrados, o que influenciou a ocorrência de temperaturas globais recordes. As periferias de Porto Alegre foram fortemente atingidas pelos eventos de 2024 Gustavo Basso/DW Ainda está recente a memória da destruição causada pelas chuvas extremas no Rio Grande do Sul, em 2024. Naquele ano, uma combinação de eventos climáticos, incluindo um El Niño intenso, provocou a pior inundação da história do estado. "Os governos e autoridades em geral parecem mais preocupados. Mas só isso não é suficiente. Mesmo que o El Niño não seja intenso, a atmosfera já está mais quente, já existe o aquecimento global, o que já deveria estar provocando mudanças de forma mais sistemática", pontua Marengo. Ausência ou pouco preparo Nas comunidades mais vulneráveis, há a percepção de que faltaram investimentos públicos para adaptação e enfrentamento de chuvas ou secas extremas intensificadas pelo El Niño. "As periferias das cidades já sofrem com impactos acumulados por vários desastres. Não temos quase nada pronto para adaptar nossas comunidades a esse cenário", afirma Thaynah Gutierrez, secretária executiva da Rede por Adaptação Antirracista, citando as periferias de Porto Alegre, fortemente atingida pelos eventos de 2024. Para especialistas em gestão de riscos, a preparação para eventos climáticos extremos não deveria depender da confirmação de um fenômeno específico. Ela deveria fazer parte de uma agenda contínua de planejamento. Embora tenha havido avanços na conscientização em órgãos públicos, no setor privado e na sociedade civil, o debate ainda costuma se concentrar no que exatamente vai acontecer: se haverá seca, chuvas intensas ou enchentes. O foco, porém, deveria estar na construção de uma capacidade permanente de adaptação. "Mais do que reagir a cada novo alerta, independentemente da ocorrência de um evento específico, os territórios devem estar preparados. O foco precisa estar na resiliência das cidades, da infraestrutura e dos sistemas produtivos", sugere Victor Marchezini, sociólogo no Cemaden e coordenador do Projeto Capacidades Organizacionais de Preparação para Eventos Extremos apoiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp). Alarmismo perigoso Outro desafio está na comunicação de risco. Com a multiplicação de análises meteorológicas nas redes sociais — muitas vezes produzidas por consultorias privadas e influenciadores com diferentes interesses — a população fica exposta a informações desencontradas. "Esse excesso de mensagens pode gerar dúvidas sobre quais previsões são mais confiáveis e quais medidas concretas devem ser adotadas", critica o sociólogo. Formada em administração pública, Gutierrez acompanha o alarmismo gerado pelas previsões, mas afirma que a maioria da população não acessa esse tipo de conteúdo — exceto por meio de vídeos que viralizam na internet. "No geral, faltam aos governos e instituições um conhecimento situado de quais são os territórios mais vulneráveis. Nós queremos falar sobre isso de forma responsável e cobrar governos para que priorizem esses territórios na preparaçao", argumenta. A responsabilidade de cobrar investimentos e prestar contas precisa fazer parte de todas as esferas de governo, assim como o planejamento, complementa Marchezini. "Isso permitiria, por exemplo, a realização antecipada de licitações e contratos para resposta a desastres, reduzindo a necessidade de medidas emergenciais e de gastos extraordinários quando as crises já estiverem em curso", comenta. Diante das previsões, Santa Catarina, por exemplo, decretou estado de alerta climático, válido até novembro. Ao mesmo tempo, o governo estadual praticamente paralisou os investimentos em prevenção de desastres, segundo dados do Sistema Integrado de Planejamento e Gestão Fiscal (Sigef-SC), divulgados pela Assembleia Legislativa do estado. Em 2025, apenas 15,4% dos recursos previstos no orçamento da Secretaria de Proteção e Defesa Civil foram executados. O volume destinado à construção, ampliação e reforma de barragens foi ainda menor: apenas 0,66% do total foi empenhado. "Vale lembrar que estamos em ano de eleições. Não podemos continuar elegendo esses políticos que vão usar os recursos que deveriam ir para o preparo e adaptação aos eventos extremos para desvios", comenta Gutierrez.

  5. CIA 2026: assista ao vivo aos shows da Copa Inter Atléticas em Uberaba O g1 Triângulo transmite os shows desta quinta (4), a partir das 23h30, e de sexta (5) e sábado (6), a partir das 23h, direto do Centro Park, em Uberaba. Confira os shows transmitidos pelo g1 Triângulo: . Quinta (4): 23h30 - Turma do Pagode; 1h - Matheus e Kauan; 2h10 - Leo Foguete e 3h30 - Japa NK. Sexta (5): 23h - Mr. Monkey; 1h - Pabllo Vittar; 2h30 - Matuê e 3h40 - Nattan. Sábado (6): 23h30 - DJ WJ; 00h30 - BK; 2h20 - Meu Nome É Vaca e 3h10 - Pedro Sampaio

  6. Casal do DF constrói motorhome para viajar pelo Brasil O endereço da família de Felipe Chaves, de 34 anos, muda com frequência. Às vezes, a vista da janela é uma praia. Em outras ocasiões, uma serra ou uma estrada. 🏖️🏞️🛣️🚐 Há três anos, ele e a esposa Isabel Barcelos, de 32 anos, trocaram a casa fixa em Brasília por um motorhome construído pelas próprias mãos e passaram a viver viajando. No ano passado, o casal aventureiro ganhou uma nova companheira: a filha Ana Catarina, agora com 1 ano. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 DF no WhatsApp Casal do DF constrói motorhome com as próprias mãos e cria filha viajando pela estrada Arquivo pessoal Juntos, eles já visitaram 10 estados do Brasil. Depois das viagens nacionais, o objetivo é ir ainda mais longe e explorar toda a América do Sul. Para Felipe, a palavra que resume essa experiência é: "única". "A gente pode tentar fazer essa viagem de novo, outro dia, várias vezes, mas essa experiência que a gente está tendo vai ser única e a gente não vai viver isso nunca mais do jeito que a gente está vivendo hoje. Esse cuidado com a Ana Catarina na idade que ela está, na idade que a gente está também, todas as nuances da viagem. Está sendo único e inesquecível para a gente." Veja abaixo os detalhes da história e da rotina da família de Felipe e Isabel, que são compartilhados no perfil deles nas redes sociais, o "Agora Vai Trip". Como tudo começou? 🤔 Família do DF mostra desafios de morar num motorhome Felipe conta que o sonho de viver viajando era de Isabel. Os dois são empresários, e o desejo dela era poder trabalhar de qualquer lugar. Ela tentou o convencer várias vezes e, embora Felipe se considere uma pessoa mais "enraizada" — nas palavras dele, em dado momento ele decidiu ceder aos apelos da esposa. "Um dia, a gente sentado no sofá assistindo outros viajantes também, eu falei: 'Ah, vamos ter essa vida aí? Acho que é legal, vamos viver isso'. E aí a gente tomou essa decisão em 2023, e desde então fizemos tudo para que essa vida acontecesse", diz. O motorhome foi então construído do zero, a quatro mãos e com muito carinho. "A gente comprou o carro, era um furgão, não tinha nada dentro. Construção, marcenaria, elétrica, hidráulica, manutenção, tudo foi a gente que fez", conta Felipe. Casal do DF vive em motorhome com a filha Arquivo pessoal Quais são os maiores desafios? 🤔 Felipe diz que, dentre os principais desafios, um deles envolve conseguir os suprimentos para o motorhome. "Para a água, gente tem que parar em postos de combustível, em algum lugar para pedir para encher a caixa que usamos para o banho e para a louça. Nossa energia é, principalmente, solar. Então, em dias nublados a gente não consegue", conta. Felipe e Isabel trabalham de forma remota. Além disso, precisam conciliar a paternidade e a maternidade com os "perrengues" da viagem. "A gente fala que desistir não não é uma opção, a gente segue a vida do jeito que dá e entre tantos trancos, barrancos, perrengues, a gente vai fazendo do jeito que dá", diz. Como é a rotina da família? 🤔 Casal do DF mostra como é rotina vivendo em motorhome De segunda a sexta-feira, Felipe e Isabel param para trabalhar. Nos fins de semana, eles aproveitam para "turistar" na cidade em que estão. "Temos uma regrinha de não dormir mais de dois ou três dias no mesmo lugar. Então, se a gente chega num lugar e dorme nesse lugar, a gente fica dois ou três dias ali no máximo. Nem que a gente vá para a rua do lado", diz Felipe. Além de atividades de uma rotina comum, como cozinhar e tomar banho, a família de Felipe também tem a oportunidade de conhecer lugares e pessoas diferentes. "A gente sempre usa um aplicativo para pegar lugares que são bem avaliados, lugares que as pessoas já passaram, já falaram que não tem problema. A gente dá um giro na região em que a gente para, conversa com as pessoas próximas, tenta fazer uma amizade." Houve resistência por parte de familiares e amigos? 🤔 Casal do DF vive em motorhome com a filha e o cachorro "Tivemos muito apoio e temos até hoje. Óbvio que muitos não entendem, principalmente depois que a gente voltou da primeira viagem e as pessoas perguntavam: 'E aí, vocês vão continuar viajando agora que a Ana Catarina nasceu?'. Mas eles apoiam a gente, e sabemos que eles estão junto com a gente desde o início", diz Felipe. No entanto, para eles, foi difícil abrir mão do convívio com os familiates e ficar longe, principalmente, dos sobrinhos. "A gente sente muita falta deles e sente falta de ver o crescimento deles também", contam. O que vocês têm aprendido um com o outro nessa aventura? 🤔 "Bom, a gente já está junto há 12 anos, então é bastante tempo. Quando a gente casou em 2019, logo depois veio a pandemia e ficamos em casa 100% do tempo. Então, já conhecemos muito bem a rotina um do outro, a diferença é que a gente agora está em um espaço bem menor, não dá pra eu ir dormir no sofá, por exemplo, quando a gente briga", diz Felipe, com bom humor. "Mas a gente aprendeu principalmente a ser pai e ser mãe em uma realidade diferente. A rotina de uma casa fixa é totalmente diferente de uma casa sobre rodas. Acho que o principal é a gente aprender essa dinâmica." LEIA TAMBÉM: DIVIRTA-SE: feriado de Corpus Christi no DF tem Geraldo Azevedo, Gilsons, jazz, samba e festival de café IPS BRASIL 2026: DF lidera ranking nacional de qualidade de vida e Brasília é 2ª melhor capital do país Leia mais notícias sobre a região no g1 DF.

  7. Empório em São Paulo vende bebidas alcoólicas e alimentos Crédito: Soulpics photography Aprovado no âmbito da reforma tributária sobre o consumo, o imposto seletivo, conhecido como imposto do pecado, começa em 2027 e tem o objetivo de encarecer produtos ou atividades que causam danos à saúde ou ao meio ambiente. A lista inclui bebidas alcoólicas, refrigerantes e cigarros. O novo imposto também vai incidir sobre alguns veículos, conforme o nível de poluição, sobre a extração de bens minerais, e sobre loterias, apostas e jogos de fantasy sports. Ao g1, o Ministério da Fazenda reafirmou o "interesse na implementação do Imposto Seletivo para o ano que vem, principalmente pelo seu efeito regulatório de reduzir o consumo de produtos danosos à saúde e ao meio ambiente". Para começar a valer efetivamente, o Congresso Nacional precisa aprovar a regulamentação do imposto, mas a proposta do governo federal ainda não foi enviada. O Executivo diz que isso será feito até o fim deste ano. ➡️Levantamento da Fiocruz, citado pelo Ministério da Saúde, diz que, em 2019, o consumo de álcool custou R$ 18,8 bilhões, dos quais R$ 1,1 bilhão relativo a custos federais diretos com hospitalizações e procedimentos ambulatoriais no SUS, e R$ 17,7 bilhões à perda de produtividade pela mortalidade prematura, licenças e aposentadorias precoces decorrentes de doenças associadas ao consumo de álcool, perda de dias de trabalho por internação hospitalar e licença médica previdenciária. ➡️No Brasil, segundo o Ministério da Saúde, as doenças relacionadas ao tabagismo geram um custo indireto de R$ 86,3 bilhões por ano, o que resulta em um gasto total anual de R$ 153,5 bilhões para o governo, o equivalente a 1,6% do PIB. "Em contrapartida, a arrecadação de tributos federais na venda de cigarros é de apenas R$ 8 bilhões por ano, o que evidencia desequilíbrio entre os gastos com a saúde e a arrecadação gerada pela comercialização do produto", diz. ➡️Considerando as bebidas ultraprocessadas, como refrigerantes, isotônicos e refrescos, o governo estimou, em estudo para embasar o uso do imposto seletivo, que os custos contabilizados para o Sistema Único de Saúde (SUS) com o tratamento de doenças associadas ao consumo desses produtos são estimados em quase R$ 3 bilhões ao ano. Comerciantes do Alto Tietê explicam como 'imposto do pecado' podem impactar nas vendas Valor do imposto a ser cobrado ➡️O valor do imposto a ser cobrado de cada produto ainda não está definido. Na regulamentação, que terá de ser feita até o fim deste ano, para valer a partir de 2027, a área econômica irá propor, e o Legislativo definirá, quais serão as alíquotas. "O projeto está em desenvolvimento interno em nível técnico de governo e depende de ajustes e definições finais, antes de sua divulgação. Apenas após a definição das alíquotas será possível estimar os eventuais impactos econômicos", comunicou o Ministério da Fazenda. ➡️Produtores nacionais dizem que as bebidas alcoólicas, por exemplo, já têm taxação alta no Brasil, com carga tributária variando de 40% a mais de 80% do preço do produto, e avaliam que um eventual aumento dos impostos cobrados pressionará as margens de lucro, podendo gerar repasses aos preços, demissões e estímulo ao mercado ilegal (veja mais abaixo). Como vai funcionar? Pela sistemática da reforma tributária, o imposto seletivo será um tributo extra, ou seja, além da CBS e do IBS (impostos do governo federal, estados e municípios sobre o consumo). Ao contrário desses impostos, será vedado qualquer aproveitamento de crédito do imposto do pecado nas etapas anteriores ou posteriores da cadeia. De acordo com o texto aprovado da reforma tributária, o imposto sobre o pecado substituirá o atual Imposto Sobre Produtos Industrializados (IPI), que permanecerá, a partir de 2027, apenas para itens da Zona Franca de Manaus (ZFM) produzidos em outras regiões do país. "Embora restrito a poucos bens e serviços, o imposto seletivo é um complemento à regulamentação da Reforma Tributária, tendo em vista que uma significativa quantidade de produtos terá suas alíquotas de IPI zeradas em 2027", informou o Ministério da Fazenda. O imposto seletivo incidirá sobre os seguintes produtos: bebidas alcoólicas; cigarros e produtos fumígenos; bebidas açucaradas (refrigerantes e similares); veículos (conforme o nível de poluição), embarcações e aeronaves; extração de bens minerais, como minério de ferro, petróleo e gás natural; loterias, apostas e jogos de fantasy sports. ➡️Para bebidas alcoólicas de acordo com regra aprovada na reforma tributária, o imposto será uma combinação de: Uma alíquota específica: valor fixo, em reais (R$), de acordo com a graduação alcoólica, ou seja, bebidas com maior teor alcoólico terão imposto mais alto. Uma alíquota ad valorem: percentual sobre o valor do produto, de acordo com o tipo de bebida. O que dizem representantes dos setores Jones Valduga, o presidente da União Brasileira de Vitivinicultura (Uvibra), afirmou que o setor vê com "grande preocupação" a determinação da alíquota que incidirá sobre os vinhos. Ele lembra que o setor emprega mais de 90 mil pessoas diretamente, está presente em 17 estados e recebe três milhões de turistas por ano no enoturismo. "A determinação da alíquota está nas mãos do Congresso Nacional, e o setor dispõe de subsídios técnicos qualificados para contribuir com esse debate. Nossa posição é clara: uma alíquota equilibrada protege a arrecadação, combate o mercado ilegal e preserva um patrimônio econômico, cultural e social que o Brasil levou mais de 150 anos para construir", avaliou o executivo da Uvibra. Segundo Eduardo Cidade, presidente Associação Brasileira de Bebidas Destiladas (ABBD), como as alíquotas do imposto seletivo ainda não foram definidas pelo governo, isso torna qualquer projeção de impacto no setor prematura. Ele observou que o peso dos tributos sobre destilados, atualmente, já supera o das cervejas no Brasil. "O que a ABBD defende não é aumento de carga sobre nenhuma categoria — é a correção de uma assimetria. Um modelo que tribute a molécula de álcool [somente a quantidade em cada garrafa], não o rótulo [tipo de cada bebida] Com uma alíquota única por litro de álcool puro e uma alíquota única sobre o preço, a conta é proporcional: quem tem mais álcool paga mais, quem custa mais paga mais. Sem privilégios de categoria", diz Eduardo Cidade. Márcio Maciel, presidente-executivo do Sindicato Nacional da Indústria da Cerveja (Sindicerv), informou que estimativas do setor apontam para uma carga tributária atual de 56% sobre a cerveja, ou seja, a proporção de impostos no preço final, e que um possível aumento poderá ocasionar em alta de preços ao consumidor. "A questão de preço é algo muito específico das empresas. Se aumenta imposto, se reflete no mercado. A margem da cerveja é menor do que vinhos e destilados, a cerveja é muito competitiva. Qualquer aumento de imposto é algo que aperta muito, até porque a inflação da cerveja está acima do IPCA [inflação oficial] nos últimos anos", disse Márcio Maciel, do Sindicerv. Carlos Lima, presidente da diretoria executiva do Instituto Brasileiro da Cachaça (IBRAC), informou que o peso dos impostos já é alto no produto, respondendo por mais de 80% do seu preço final. Por isso, o executivo avalia que o setor não teria como repassar potenciais aumentos de imposto aos preços. O setor engloba mais de 600 mil empregos diretos e indiretos. "Qualquer aumento nessa tributação, a gente vai começar a sentir os efeitos negativos, como uma grande migração para o mercado informal, o fechamento de fabricas e a demissão de funcionários. A tributação do setor da cachaça hoje está muito acima do que consegue segurar. Não é uma questão do momento do imposto seletivo. Qualquer movimento do governo tributar mais, arrecada menos e mercado ilegal cresce", declarou Carlos Lima, do IBRAC. Em posicionamento formal, Associação Brasileira das Indústrias de Refrigerantes e de Bebidas Não Alcoólicas (Abir) informou que o setor contempla mais de dois milhões de empregos diretos e indiretos. A entidade diz não concordar com o imposto seletivo para bebidas açucaradas, que, em sua visão, "traz uma série de inconsistências quanto ao seu objetivo". "O argumento do aumento da obesidade pelas bebidas açucaradas também não se sustenta, conforme dados do próprio Ministério da Saúde, que apontam crescimento exponencial do índice no Brasil e queda pela metade na frequência de consumo", diz a Abir, em nota. Já a Associação Brasileira da Indústria do Fumo (Abifumo) avaliou, por meio de nota, que a eventual definição de alíquota excessiva para cigarros no imposto do pecado poderá gerar perda perda de competitividade da produção nacional frente ao mercado ilegal "criando um ambiente favorável à expansão de organizações criminosas". Em posicionamento na internet, o presidente da Abifumo, Edimilson Alves, disse que o cigarro oriundo do contrabando é uma das principais fontes de financiamento de facções criminosas envolvidas com o tráfico de drogas e armas, justamente por oferecer alto lucro e baixo risco de prisão. Segundo a associação, o tabaco já figura entre os segmentos mais tributados do país. Governos Federal, estaduais e municipais publicam regras para implementação da reforma tributária

  8. Homem trans recorre à Justiça após SUS negar testosterona usada em hormonioterapia no DF Arquivo Pessoal Um homem trans de 19 anos precisou recorrer à Justiça para conseguir acesso à testosterona indicada para a hormonioterapia pelo Sistema Único de Saúde (SUS) no Distrito Federal. Segundo a Defensoria Pública do Distrito Federal (DPDF), Pedro Rafael Anselmo era acompanhado pela rede pública desde os 16 anos e tinha prescrição médica para realizar a hormonioterapia como parte do processo de afirmação de gênero. O pedido administrativo para fornecimento do medicamento, no entanto, foi negado. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 DF no WhatsApp. Embora a hormonioterapia integre a política pública de saúde voltada à população trans, o medicamento solicitado – o cipionato de testosterona, conhecido comercialmente como Deposteron –, não estava padronizado para essa finalidade específica na rede pública. Ao g1, Pedro contou que procurou a Justiça após enfrentar dificuldades para custear o tratamento. "Além do valor do medicamento subir a cada mês, eu também tinha que arcar com exames frequentes para acompanhar a saúde e as mudanças que foram acontecendo", afirma. A Defensoria Pública ajuizou ação e obteve decisão favorável para que o Distrito Federal forneça o medicamento pelo período inicial de um ano. A decisão foi mantida pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal e já transitou em julgado, ou seja, é definitiva. G1 Explica: transição de gênero A sentença também determinou o início do fornecimento em até 20 dias – o prazo vence no próximo dia 20. A Justiça também encaminhou o caso às autoridades competentes para análise da possível incorporação do medicamento ao SUS. Direito de Pedro e de outros pacientes Para a Defensoria Pública, o caso vai além de uma situação individual. "A decisão judicial é importante para garantir o direito daquele paciente, mas também chama atenção para a necessidade de aperfeiçoar a política pública, para que outras pessoas não precisem judicializar o acesso a um cuidado que deveria estar disponível de forma regular, segura e digna", disse o defensor público João Carneiro Aires, responsável pelo caso. Pedro afirma que, até o momento, ainda não recebeu o medicamento pela rede pública. Em nota, a Secretaria de Saúde afirmou que já acatou a decisão judicial e que a compra do remédio encontra-se em fase final de aquisição. A pasta afirmou ainda que "a secretaria iniciou o processo de padronização desse medicamento [cipionato de testosterona], bem como de outros insumos relacionados ao protocolo de hormonização para pessoas trans adultas no DF". Medicamento à base de cipionato de testosterona foi o alvo da ação judicial movida por homem trans no Distrito Federal. Arquivo pessoal O que foi negado? O medicamento solicitado foi o cipionato de testosterona 200 mg (Deposteron), prescrito pela endocrinologista e ginecologista que acompanhava Pedro no Adolescentro. A testosterona é utilizada na chamada hormonioterapia masculinizante, tratamento que promove mudanças físicas alinhadas à identidade de gênero de homens trans. Na lei que trata do processo transexualizador, o tratamento hormonal consiste no uso da terapia medicamentosa com testosterona ou estrógeno, disponibilizado mensalmente. De acordo com a Defensoria Pública, a negativa não ocorreu porque o medicamento fosse inexistente na rede pública, mas porque ele não estava formalmente padronizado para uso em tratamentos relacionados à incongruência de gênero. Gastos com o tratamento Segundo Pedro, os gastos chegaram a aproximadamente R$ 1,5 mil apenas com hormônios e cerca de R$ 2 mil com exames necessários para monitorar o tratamento. "O dia a dia era mais estressante porque, pelo tempo sem tratamento, as características físicas femininas começaram a voltar. Isso foi realmente ruim para o meu psicológico", relata. De acordo com ele, a interrupção também prejudicou os resultados do tratamento. "O tratamento acabou tendo uma pausa que prejudicou a minha produção [hormonal]. Hoje, estou tendo dificuldade para alcançar os mesmos níveis hormonais que eu tinha antes desse um ano sem o medicamento." Ministério da Saúde muda classificação de gênero para procedimentos no SUS Como funciona o acesso à hormonioterapia pelo SUS? O Processo Transexualizador do SUS foi criado em 2008 e ampliado em 2013. Entre os serviços previstos na modalidade ambulatorial estão o acompanhamento clínico e a hormonioterapia para pessoas em processo de transição de gênero. O acesso começa, em geral, pela Unidade Básica de Saúde, que faz o encaminhamento para ambulatórios especializados. No Distrito Federal, Pedro foi acompanhado inicialmente pelo Adolescentro e, após atingir a maioridade, passou a ser atendido pelo Ambulatório de Assistência Especializada às Pessoas Travestis e Transexuais do Distrito Federal. O que diz a Secretaria de Saúde? "A Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) informa que o medicamento cipionato de testosterona não integra atualmente a lista de medicamentos padronizados da rede pública de saúde do Distrito Federal. No entanto, a Secretaria iniciou o processo de padronização desse medicamento, bem como de outros insumos relacionados ao protocolo de hormonização para pessoas trans adultas no DF. O referido protocolo já passou por consulta pública e encontra-se em fase final de elaboração. Após sua publicação e a conclusão do processo de padronização, serão realizados os procedimentos necessários para aquisição e abastecimento dos medicamentos, possibilitando o atendimento da população elegível acompanhada pelos serviços de referência, conforme os critérios estabelecidos no protocolo. Em relação ao caso citado, a SES-DF informa que a demanda judicial foi recebida e adotadas as providências para seu atendimento. A aquisição encontra-se em processo de finalização. A SES-DF esclarece ainda que, atualmente, não há pacientes realizando hormonioterapia na rede pública do Distrito Federal, uma vez que o protocolo específico para esse atendimento ainda está em fase de finalização." O que diz o Ministério da Saúde? "No âmbito do Processo Transexualizador, o SUS oferece procedimentos como cirurgias de redesignação sexual, mastectomia, histerectomia e intervenções complementares. Atualmente, não há demanda em análise na Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec) para avaliação da incorporação do cipionato de testosterona para o Processo Transexualizador. Entretanto, estados e municípios podem ofertar a hormonoterapia em suas redes de saúde, de acordo com a organização local da assistência e a disponibilidade dos medicamentos. No ano passado, o SUS realizou 395 procedimentos hospitalares relacionados ao Processo Transexualizador em todo o país, seis vezes mais que em 2022." Leia mais notícias sobre a região no g1 DF.

  9. José Patrik Machado trabalhou como ator em Campo Grande Redes sociais A morte do ator e escrevente extrajudicial José Patrik Machado, de 32 anos, encontrado em um motel no Jardim Paulista, em Campo Grande, na madrugada de sexta-feira (5), está sob investigação da Polícia Civil. A vítima entrou no motel com outros dois homens, que deixaram o local algum tempo depois. Pelo interfone, José Patrik informou que permaneceria no quarto, mas depois parou de responder. A investigação tenta descobrir o que aconteceu nas últimas horas de vida dele. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MS no WhatsApp Confira abaixo o que já se sabe e o que ainda está sendo apurado. Quem era José Patrik Machado? Onde e como o corpo foi encontrado? Patrik estava sozinho no motel? Os dois homens foram os últimos a ver Patrik com vida? Quem são os dois homens que estavam com ele? A polícia trata o caso como homicídio? Qual é a principal hipótese para a morte? A causa da morte já foi confirmada? Foram encontradas drogas no quarto? O que a perícia recolheu no local? Há indícios de violência? Como a comunidade artística reagiu? O caso já foi esclarecido? 1. Quem era José Patrik Machado? José Patrik Machado tinha 32 anos e era conhecido no meio artístico de Campo Grande. Ele integrou a companhia teatral Adote entre 2015 e 2020 e também trabalhava desde 2014 como escrevente extrajudicial em um cartório de notas da Capital. Nas redes sociais, costumava compartilhar fotos e vídeos relacionados ao teatro e à sua atuação artística. Agora no g1 2. Onde e como o corpo foi encontrado? O corpo foi encontrado em um dos quartos de um motel, no Jardim Paulista. Segundo o boletim de ocorrência, funcionários do estabelecimento entraram no quarto após tentativas frustradas de contato com Patrik pelo interfone. Ao chegarem ao local, encontraram o ator caído no chão e aparentemente sem sinais vitais. A Polícia Militar foi acionada por volta de 0h29. Quando a equipe do Samu chegou, o médico constatou que a vítima já apresentava rigidez cadavérica. José Patrik Machado foi encontrado morto em Campo Grande Redes sociais 3. Patrik estava sozinho no motel? Não. De acordo com a recepcionista do motel, Patrik entrou no estabelecimento acompanhado de outros dois homens. Algum tempo depois, os dois deixaram o local, enquanto o ator permaneceu no quarto. 4. Os dois homens foram os últimos a ver Patrik com vida? Pelas informações divulgadas até agora, sim. Segundo o relato da recepcionista, após a saída dos dois acompanhantes ela entrou em contato com Patrik pelo interfone para confirmar se ele continuaria utilizando o quarto. Ele respondeu que sim. Pouco tempo depois, uma nova ligação foi feita para cobrança da permanência, mas não houve resposta. 5. Quem são os dois homens que estavam com ele? A identidade dos acompanhantes do ator ainda não foi divulgado pela polícia. Não há informações sequer se eles já foram localizados ou ouvidos pelos investigadores. 6. A polícia trata o caso como homicídio? Até o momento, o caso não é tratado como homicídio. A ocorrência foi registrada inicialmente como "morte decorrente de fato atípico", classificação usada quando não há indícios imediatos de crime ou quando a causa da morte ainda precisa ser esclarecida. Isso não impede que a investigação mude de rumo caso surjam novas evidências. 7. Qual é a principal hipótese para a morte? A principal hipótese inicial apontada pelo médico do Samu é uma possível overdose. No entanto, essa informação é preliminar e ainda depende da confirmação dos exames periciais. 8. A causa da morte já foi confirmada? Não. A causa oficial da morte só será conhecida após a conclusão dos exames realizados pela Perícia Criminal e pelo Instituto de Medicina e Odontologia Legal (Imol). Os laudos devem indicar se houve intoxicação por drogas, medicamentos ou qualquer outra condição que possa ter provocado a morte. 9. Foram encontradas drogas no quarto? O registro policial menciona que havia drogas no local, segundo o registro policial inicial. No entanto, as autoridades ainda não divulgaram detalhes sobre quais substâncias foram encontradas, a quantidade apreendida ou se elas tinham relação direta com a morte. 10. O que a perícia recolheu no local? Além de periciar o quarto, a equipe apreendeu o celular de Patrik. O aparelho será analisado para reconstruir os últimos contatos, conversas e deslocamentos da vítima antes da morte. 11. Há indícios de violência? Até o momento, as autoridades não divulgaram informações sobre sinais de agressão ou violência no corpo da vítima. A confirmação ou não dessa hipótese também depende dos laudos periciais. 12. Como a comunidade artística reagiu? A companhia teatral Adote lamentou a morte do ex-integrante em uma publicação nas redes sociais. Em nota, o grupo destacou o talento de Patrik, a convivência nos palcos e a marca que ele deixou durante os cinco anos em que participou da companhia. "A arte perde um de seus filhos. Todos nós perdemos um amigo talentoso e amado", diz um trecho da homenagem. 13. O caso já foi esclarecido? Não. Embora exista uma hipótese inicial de overdose, a morte de José Patrik Machado ainda é considerada um caso em investigação. A polícia aguarda os resultados da perícia e a análise de provas para determinar exatamente o que aconteceu dentro do quarto do motel na madrugada de sexta-feira. Veja vídeos de Mato Grosso do Sul:

  10. Turismo 60+: por que viagens estão cada vez mais frequentes A aposentadoria tem mudado a rotina e o destino de muita gente. Cada vez mais brasileiros acima dos 60 anos estão usando o tempo livre para viajar com frequência, planejar melhor os roteiros e escolher datas mais baratas. Com mais flexibilidade, esse público na "melhor idade" consegue fugir dos períodos mais caros do ano e priorizar conforto, segurança e bom custo-benefício. Viagens em grupo e pacotes organizados também aparecem como alternativas para economizar e viajar com mais tranquilidade. 📲 Acesse o canal do g1 RS no WhatsApp Realização pessoal A aposentada Ilka Rota Calvete transformou as viagens em parte da rotina. Ao longo de quatro décadas, já conheceu perto de 70 países, em roteiros feitos sozinha, com amigas e em grupos organizados. Para ela, viajar é uma forma de conhecer culturas, modos de vida e pessoas diferentes: "As pessoas, como vivem, a alimentação, a gastronomia. E as amizades, porque a gente sempre acaba fazendo amizade com alguém". Entre os destinos visitados estão países da Europa, da Ásia e até o Timor‑Leste. Mesmo com tantos carimbos no passaporte, ela ainda faz planos e diz que quer chegar aos 100 países, se a saúde permitir. "Enquanto a cabeça comandar e as pernas obedecerem, a gente vai. Não tem nada que segure a gente", resume. Viagens em grupo ganham espaço A próxima viagem de Minervina Silveira Torales, de 64 anos, já está marcada: para Costão do Santinho, em Santa Catarina. "Sempre que eu posso, eu vou. Agora a gente foi a Natal, já fomos a Fortaleza, adoro viajar", conta. Aos 78 anos, Célia Marciano Nunes também embarca com grupos organizados. Foram tantas viagens nos últimos anos que ela já perdeu as contas: "Fortaleza, Salvador, Maceió… no Nordeste, eu acho que já fomos em todos", diz. Segundo a proprietária de agência de turismo Rita Silva, viajar em grupo é uma escolha que une experiência e economia. "Você sai daqui sem conhecer ninguém e volta sempre uma grande família”, afirma. Ela explica que o formato permite negociar tarifas aéreas e de hospedagem, o que ajuda a reduzir custos. Pesquisa mostra perfil do turista 60+ Imagem de pessoas com malas de viagem Reprodução/ RBS TV Uma pesquisa nacional com brasileiros acima dos 60 anos mostra que esse público está cada vez mais ativo no turismo. Metade faz pelo menos três viagens por ano, e quase 90% têm flexibilidade de datas, um diferencial importante para economizar. Entre os entrevistados, 73% priorizam bom custo-benefício. Praia aparece como o destino preferido, e conforto e segurança estão entre as principais prioridades. Para a coordenadora do estudo Turismo 60+: O Brasil que Viaja Depois dos 60, Cléa Klouri, viajar vai além do lazer: "A viagem tem esse significado da autonomia, de viver novas experiências, aprender coisas novas e conhecer pessoas", afirma. Contudo, a pesquisa também aponta dificuldades. Sete em cada dez idosos dizem que as viagens ainda não são pensadas para essa faixa etária. Entre as principais reclamações estão: excesso de automatização; atendimento despreparado; roteiros cansativos. Por isso, especialistas recomendam priorizar hospedagens bem localizadas e viagens com suporte presencial. "Esse olhar para o que as empresas de turismo podem entregar é uma oportunidade muito grande", destaca Cléa Klouri. Cresce a oferta de roteiros para o público 60+ A procura por viagens entre pessoas acima dos 60 anos tem crescido no Sesc. Segundo a coordenadora de Turismo do Sesc/RS, Cintia Amaral, a demanda aumenta entre 10% e 15% ao ano, impulsionada pelos grupos do programa de maturidade ativa. "O público já está dentro das unidades do Sesc e passa a pedir as viagens", afirma. Entre os diferenciais estão o acompanhamento de guias desde a saída até o destino e o cuidado individual com os viajantes, inclusive com informações de saúde. Outro fator que facilita o acesso é o parcelamento em até 24 vezes sem juros, no boleto ou no cartão. Os roteiros são planejados para um ritmo mais tranquilo, com atenção à acessibilidade, alimentação ao longo do dia e mais tempo para os passeios. Hoje, cerca de 50% do público tem mais de 65 anos, e há clientes de até 94 anos participando das viagens. Uma pesquisa do Sesc, aplicada em 54 unidades e com 1.960 respondentes, identificou os destinos de maior interesse entre o público 60+. Entre os preferidos estão: Florianópolis (SC); Campos do Jordão (SP); Caldas Novas (GO). O levantamento também aponta interesse por destinos de natureza, como os Lençóis Maranhenses (MA), e por viagens internacionais, com destaque para a Itália. VÍDEOS: Tudo sobre o RS

  11. Sami Rico grava 1º clipe autoral ao vivo no palco da Festa do Peão de Americana Sami Rico retornou pela terceira vez consecutiva à Festa do Peão de Americana e, desta vez, apresentou uma música nova ao público. O cantor, filho de José Rico, gravou seu primeiro videoclipe ao vivo com uma faixa autoral e, antes da apresentação, ensinou o refrão aos fãs. No camarim, ele deu uma “palhinha” para o g1: “Será que eu sou o último romântico / Será que tem mais gente na estatística”. Durante o show, o público de Americana (SP) reagiu com empolgação à música inédita. “É a realização do meu sonho agora”, disse o cantor antes da gravação. “Isso aqui vai ficar marcado na história da minha carreira, muito obrigado.” Filho de José Rico, Sami grava 1º clipe autoral ao vivo e aposta em projeto sobre fases do amor Sami Rico gravou o clipe da música autoral "Último Romântico" no palco da Festa do Peão de Americana, neste sábado (6) Thomaz Marostegan A apresentação começou com “Estrada da Vida”, sucesso do pai, e seguiu com momentos de arrocha e acústico. No repertório do arrocha, Sami cantou “Sinal Disfarçado”, de Zé Ricardo e Thiago, “Amar Não é Pecado”, de Luan Santana, e “Só Vou Beber Mais Hoje”, de Humberto e Ronaldo. “Festa do Peão de Americana sem arrocha não existe”, brincou. Siga o g1 Campinas no Instagram 📱 Sami Rico gravou o clipe da música autoral "Último Romântico" no palco da Festa do Peão de Americana, neste sábado (6) Thomaz Marostegan Já no formato voz e violão, interpretou “Nenhuma Esperança”, de Milionário e José Rico, e “A Carta”, de Eduardo Costa. A música, segundo ele, foi a primeira que aprendeu a tocar com o pai. Neste momento, Sami revelou ao público que quando José Rico tentou corrigir o seu jeito de tocar, ele bateu de frente com o pai e foi repreendido pela avó. No entanto, José Rico defendeu Sami e disse que queria filho com opinião. “Papai só chegou onde chegou porque sempre buscou o diferente”, disse o artista. Shows, montaria e novo palco: tudo o que você precisa saber sobre a Festa do Peão de Americana 2026 Tradição, nostalgia e novidades: veja como foi a 1ª noite da Festa do Peão de Americana 2026 Montaria, emoção e hits: veja como foi a 2ª noite da Festa do Peão de Americana 2026 FOTOS: Sami Rico na Festa do Peão de Americana 2026 Atrações musicais A edição de 2026 conta com 16 apresentações musicais distribuídas em sete dias. Confira os shows: 3 de junho (quarta-feira): Chitãozinho & Xororó, Zezé Di Camargo (Rústico) e Panda 5 de junho (sexta): Simone Mendes e Zé Neto & Cristiano 6 de junho (sábado): Sami Rico, João Bosco & Vinícius e Gusttavo Lima 7 de junho (domingo): Matogrosso & Mathias e Grupo Menos é Mais 12 de junho (sexta): Henrique & Juliano e Gustavo Mioto 13 de junho (sábado): Luan Santana, Bruno & Marrone e Natanzinho Lima 14 de junho (domingo): Ana Castela VÍDEOS: tudo sobre Campinas e região Veja mais notícias sobre a região no g1 Campinas

  12. Você bebe vinho todo dia? É normal ou sinal de alerta? Os brasileiros bateram recorde no consumo de vinho ao longo de 2025. O país registrou consumo de 4,4 milhões de hectolitros no ano passado, o maior já registrado no Brasil pela Organização Internacional da Vinha e do Vinho (OIV). Um hectolitro equivale a 100 litros. O número representa uma alta de 41,9% em relação a 2024, segundo estimativas divulgadas pela OIV. Assim, o Brasil foi um dos poucos que tiveram aumento no consumo no mercado mundial de vinhos em 2025, que recuou 2,7%. 📲 Acesse o canal do g1 RS no WhatsApp Diante destes dados expressivos, um estudo traçou um "raio-x" no consumo de vinhos no país ao longo de 2025. Os estados da Região Sul se destacaram. O Rio Grande do Sul foi o estado com maior nível de consumo per capita no Brasil, com consumo de 3,35 litros por habitante ao longo do ano, segundo o levantamento da consultoria de inteligência de mercado Ideal BI. Em seguida, aparece Santa Catarina, com 3,02 litros por habitante. O Espírito Santo ficou em terceiro lugar, com consumo de 2,12 litros por habitantes. Fecham o top 5 o Distrito Federal (1,95 L/hab) e Minas Gerais (1,76 L/hab). O estado de São Paulo é o maior consumidor total com seus mais de 46 milhões de pessoas, concentrando 26% do volume total, mas ficou em sexto lugar com 1,64 litro por habitante Maiores consumidores de vinhos do país, segundo levantamento da Ideal BI RS — 3,35 L/hab SC — 3,02 L/hab ES — 2,12 L/hab DF — 1,95 L/hab MG — 1,76 L/hab SP — 1,64 L/hab Taça de vinho wavebreakmedia_micro/freepik VÍDEOS: Tudo sobre o RS

  13. Sami Rico grava 1º clipe autoral ao vivo no palco da Festa do Peão de Americana Sami Rico, filho de José Rico, gravou seu primeiro videoclipe inédito ao vivo durante a madrugada deste domingo (7), no palco da 38ª Festa do Peão de Americana. A música escolhida foi “Último Romântico”, que será o primeiro lançamento de um projeto autoral com dez faixas autorais sobre as cinco fases do amor. O cantor afirmou que a canção é essencial para compreender sua identidade artística e destacou seu perfil pessoal ligado ao romantismo. Segundo ele, o projeto marca uma nova etapa da carreira, com repertório totalmente inédito. Antes de subir ao palco em Americana, Sami deu uma “palhinha” especial para o g1 - assista abaixo. “Eu sou mesmo um cara apaixonado, não só na música, no pessoal mesmo. Eu gosto do amor e eu me considero um dos últimos românticos”, disse Sami. LEIA MAIS Sami Rico ensina nova música e vai do arrocha ao acústico em Americana Sami Rico grava 1ª música autoral em Americana e anuncia novo projeto Legado do pai Além do trabalho autoral, Sami também mantém a proposta de levar o legado do pai para novas gerações. Durante esse processo, ele redescobriu a música “Saudade Noturna”, lançada em 1980, que, apesar de não ter sido um dos maiores sucessos de Milionário e José Rico, tem valor especial para ele. “Essa música eu escutava muito quando eu era criança, e não é uma música que virou um hit do Milionário e José Rico”, conta. “Essa é fundo do baú, placa preta essa aqui”, brinca. Siga o g1 Campinas no Instagram 📱 Sami Rico abriu a terceira noite de shows da Festa do Peão de Americana 2026, neste sábado (6) Thomaz Marostegan A faixa acabou ficando de fora do projeto “Filho da Lenda — 10 Anos de Saudade”, no qual Sami reuniu 25 músicas em homenagem ao pai, com mais de 14 participações de artistas do sertanejo, de Zezé Di Camargo a Ana Castela. “Todos cantando as músicas do meu pai, todos me honrando. Porque antes dele ser o Zé Rico, ele é meu pai. Cantar as músicas dele é como eu me sinto em casa". Porém, mais longa que a lista de participações do último projeto, é a relação de nomes com quem Sami ainda quer gravar. Alguns nomes: Trio Parada Dura, Paulo e Paulino, Luan Santana, Gusttavo Lima, João Bosco e Vinícius, Zé Neto e Cristiano, e por aí vai. “Qualquer um é muito bem vindo, porque eu sou fã de todos. Eu ainda tenho um coração de fã de sertanejo”, afirmou. FOTOS: Sami Rico na Festa do Peão de Americana 2026 Shows, montaria e novo palco: tudo o que você precisa saber sobre a Festa do Peão de Americana 2026 Tradição, nostalgia e novidades: veja como foi a 1ª noite da Festa do Peão de Americana 2026 Montaria, emoção e hits: veja como foi a 2ª noite da Festa do Peão de Americana 2026 Atrações musicais A edição de 2026 conta com 16 apresentações musicais distribuídas em sete dias. Confira os shows: 3 de junho (quarta-feira): Chitãozinho & Xororó, Zezé Di Camargo (Rústico) e Panda 5 de junho (sexta): Simone Mendes e Zé Neto & Cristiano 6 de junho (sábado): Sami Rico, João Bosco & Vinícius e Gusttavo Lima 7 de junho (domingo): Matogrosso & Mathias e Grupo Menos é Mais 12 de junho (sexta): Henrique & Juliano e Gustavo Mioto 13 de junho (sábado): Luan Santana, Bruno & Marrone e Natanzinho Lima 14 de junho (domingo): Ana Castela VÍDEOS: tudo sobre Campinas e região Veja mais notícias sobre a região no g1 Campinas

  14. Vídeo mostra como mulher de 37 anos fingia ter 12 e agia como criança A mulher de 37 anos presa em Joinville (SC) após fingir por 14 meses ter somente 12 anos para ser "adotada" por uma família, pesquisava na internet como imitar o comportamento infantil e estudava os sinais, atitudes e reações de uma adolescente autista. A revelação consta em um vídeo publicado nas redes sociais pela nutricionista Renata Magalhães, que foi vítima do mesmo golpe no Rio de Janeiro, em 2023. Em um dos registros publicados no perfil da nutricionista, Amanda Maria Souza de Oliveira — identificada como a autora do golpe — aparece imitando a voz de uma criança. No vídeo, ela interage com a mãe de Renata: “Eu só queria dizer que a senhora é linda, especial. Eu amei a senhora. A senhora já mora no meu coração”. O advogado Rafael Luiz Siewert, defensor público nomeado pela Justiça para a suspeita, informou que ela vai passar por exames de sanidade mental. ✅ Clique e siga o canal do g1 SC no WhatsApp Segundo a nutricionista, Amanda, que se apresentava como “Duda" na época, relatava que o próprio pai a obrigava a se prostituir e a tomar hormônios. A história era usada para justificar a fisionomia e a falta de documentos. Amanda Maria Souza de Oliveira em imagem cedida pela assistente social Delma Soares, se passando por uma adolescente de 12 anos Arquivo Pessoal Renata Magalhães, que é nutricionista clínica infantil com ênfase em autismo, explicou como a farsa conseguiu se sustentar por tanto tempo. Segundo ela, por se tratar de um transtorno diagnosticado por sinais clínicos, e não por exames laboratoriais, a mulher simulava perfeitamente os sintomas por meio de desenhos, comportamentos infantis e crises falsas. Presa na terça-feira (2) após a farsa ser descoberta a partir da inquietação de uma parente da então família adotiva, Amanda Maria teve a prisão em flagrante convertida em preventiva. Na sexta, ela foi indiciada por estelionato e falsa identidade. Em depoimento à polícia, Amanda confessou que, além de Joinville, ela aplicou o mesmo golpe em Curitiba (PR), Nova Iguaçu (RJ), além dos estados de Minas Gerais, Goiás e Ceará. Em Santa Catarina, a polícia investiga outros dois casos em Florianópolis e em Chapecó. LEIA TAMBÉM: Quem é Amanda Maria, mulher de 37 anos que fingiu ser adolescente Mulher viveu com família 'adotiva' por 14 meses 'Ela vomitava agulha' A nutricionista contou ainda que presenciou Amanda vomitar agulhas em diversas ocasiões. Imagens de raio-X feitas em 2024, em um hospital de Goiás, onde a suspeita foi presa pelo mesmo golpe, mostraram esses objetos espalhados pelo corpo dela. Na ocasião, o Conselho Tutelar e a Polícia Militar foram acionados. “Ela vomitava a agulha. Ela vomitava, fez isso na minha frente. É uma coisa bizarra. Tenho visto muita gente rindo e fazendo piada na internet, mas ela é uma estelionatária, uma narcisista, uma mulher perigosa. É uma pessoa que vestiu um personagem e criou uma narrativa”, desabafou Renata. Exame de raio-x mostrou que mulher tinha agulhas no corpo, em 2010 Reprodução De acordo com a profissional, após o esquema ser descoberto, a polícia encontrou no celular da golpista um histórico de pesquisas sobre o comportamento de pessoas autistas e técnicas para desenhar de forma emocionalmente apelativa. “O celular dela estava cheio de buscas. Pesquisava como se comportava um autista, como fazer desenhos para emocionar pessoas evangélicas e, para piorar: o histórico de filmes pornográficos era imenso”, revelou a nutricionista. Mulher enganou família de Joinville por mais de um ano Segundo o delegado Rodrigo Bueno Gusso, responsável pelo caso de Santa Catarina, Amanda conviveu com a família de Joinville por 14 meses. Ela se apresentava para eles como Gabriele. A ata da audiência de custódia mostra que a investigada se aproximou da família por intermédio de um pastor da igreja. Inicialmente, declarou ter 18 anos, experiência em panificação e que buscava emprego. Com o passar do tempo, no entanto, passou a relatar problemas de saúde e dificuldades financeiras, o que motivou o casal a acolhê-la temporariamente em casa. Após conquistar a confiança da família, a mulher teria alterado sua versão, afirmando ter apenas 11 anos e alegando ter sido vítima de abusos. O casal, então, se sensibilizou e permitiu que ela passasse a morar com eles. Acreditando na condição de vulnerabilidade infantil apresentada por ela, o pai e a mãe chegaram a organizar uma festa de 12 anos para a menina comemorar o suposto aniversário. Mamadeira, chupeta e desenhos: como agia mulher de 37 anos que fingiu ter 12 anos e enganou família em SC De mamadeira ao Mounjaro como agia mulher de 37 anos que fingiu ter 12 anos para enganar família Redes sociais/Reprodução Infográfico - Falsa adolescente Arte/g1 VÍDEOS: mais assistidos do g1 SC nos últimos 7 dias

  15. VÍDEO: veja momento em que motorista de Porsche perde o controle e bate na Zona Sul de SP A Polícia Civil e testemunhas ouvidas neste sábado (6) apontam que o fisiculturista e influenciador Fábio Giga conduzia seu veículo Porsche "em alta velocidade" antes de perder o controle, bater em duas motocicletas e atingir outros dois carros na tarde na Avenida das Juntas Provisórias, Zona Sul de São Paulo (vídeo acima). Câmeras de segurança registraram o momento em que o carro derrapa, atinge duas motos e depois colide contra uma estrutura que sustenta as colunas do Expresso Tiradentes, além de passar a poucos metros de atingir outra motocicleta que seguia pela via. No boletim de ocorrência, o delegado responsável pelo caso disse que os elementos obtidos até então indicam que o motorista estaria acima do limite permitido: "Segundo relatos das partes envolvidas e de acordo com os elementos informativos obtidos até o momento, o investigado conduzia uma Porsche, a princípio em alta velocidade, e teria perdido o controle da direção, atingindo duas motocicletas e dois automóveis na via". Fábio realizou o teste do bafômetro e o resultado foi negativo para consumo de álcool. O caso foi registrado como lesão corporal culposa na direção de veículo automotor. Testemunhas relataram velocidade elevada A suspeita de excesso de velocidade também aparece nos relatos de testemunhas e motoristas envolvidos no acidente. O motorista que dirigia um Fiat Palio atingido na colisão afirmou aos policiais que ouviu o barulho das primeiras batidas e, ao olhar pelo retrovisor, viu o Porsche se aproximando "em alta velocidade" antes de atingir seu veículo. Outra testemunha, motorista de um Honda Civic envolvido no acidente, afirmou que ouviu um forte estrondo e, em seguida, foi atingido lateralmente pelo Porsche. Segundo ele, a força da batida foi suficiente para lançar seu carro contra uma mureta de proteção e arrancar uma das rodas do veículo. Versão de Fábio Giga Em depoimento à polícia, Fábio Giga apresentou uma versão diferente para o acidente. Segundo o influenciador, ele havia saído de sua academia e trafegava pela Avenida das Juntas Provisórias quando percebeu um declive na pista. De acordo com o relato, por conduzir um veículo com o assoalho muito baixo, perdeu o controle após passar pelo trecho, atingiu inicialmente uma mureta e, depois, os demais veículos envolvidos. Fábio também afirmou que prestou socorro às vítimas, acionou o resgate e permaneceu no local após o acidente. Ele informou ainda que estava acompanhado do influenciador Bitelo, que ocupava o banco do passageiro e não ficou ferido. Em nota, a defesa do fisiculturista afirmou que ele adotou uma postura colaborativa desde o início da ocorrência, realizou o teste do bafômetro, prestou assistência às vítimas e continuará oferecendo suporte aos envolvidos. Os advogados também disseram que a apuração deve ocorrer "com serenidade, responsabilidade e observância ao devido processo legal", evitando conclusões precipitadas sobre as causas do acidente. Vítimas Segundo a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), dois motociclistas ficaram feridos e foram levados para unidades de saúde da região. De acordo com o boletim de ocorrência, um motociclista foi encaminhado para a UPA Sacomã, e o outro para a UPA Ipiranga. A polícia informou que, preliminarmente, nenhum deles apresentava risco de morte. A Polícia Civil requisitou perícia do Instituto de Criminalística e solicitou imagens de câmeras de monitoramento para ajudar a esclarecer a dinâmica do acidente. Segundo o delegado, os laudos e as gravações serão importantes para determinar as circunstâncias exatas da colisão. Motorista de Porsche bate carro na Zona Sul de SP Reprodução Infográfico: Fábio Giga bate Porsche em motos e carros na Zona Sul de SP Arte g1

  16. Participantes da primeira edição da Parada LGBT+ na Avenida Paulista em 1997. LULUDI/Estadão Conteúdo Trinta anos após a primeira edição da Parada do Orgulho LGBT+ de São Paulo, a maior manifestação da comunidade LGBTQIAPN+ no Brasil continua ocupando as ruas por uma razão que vai além da celebração. Embora avanços históricos tenham sido conquistados nas últimas décadas, especialistas e ativistas alertam que muitos desses direitos ainda permanecem vulneráveis a disputas políticas e tentativas de retrocesso. Realizada pela primeira vez em 1996, na Praça Roosevelt, no Centro da capital paulista, a Parada reuniu cerca de 500 pessoas. Três décadas depois, atrai mais de 2 milhões de participantes para a Avenida Paulista e é reconhecida pelo Guinness World Records como a maior parada LGBT+ do mundo. Ao longo desses anos, o evento acompanhou e ajudou a impulsionar debates que resultaram em conquistas importantes para a população LGBTQIAPN+, como o reconhecimento da união estável e do casamento homoafetivo, a possibilidade de retificação de nome e gênero em documentos sem necessidade de autorização judicial e a criminalização da homofobia e da transfobia. Para o professor de direito da Unifesp e coordenador do Núcleo TransUnifesp, Renan Quinalha, as paradas cumprem um papel fundamental ao dar visibilidade à comunidade, dialogar com a sociedade e pressionar o Estado por mudanças. "Então as paradas conseguiram sempre fazer um papel de diálogo com a sociedade, de mostrar a existência pública dessas identidades, desses corpos, e de poder pressionar também os poderes constituídos e disputar a mentalidade da sociedade para que a gente tivesse uma cultura de maior diversidade no nosso país." Apesar dos avanços, ele ressalta que a maior parte dos direitos conquistados pela população LGBTQIAPN+ no Brasil não surgiu por meio de leis aprovadas pelo Congresso Nacional, mas por decisões do Poder Judiciário. Segundo ele, essa característica torna as conquistas mais suscetíveis a mudanças de entendimento nos tribunais e a transformações no cenário político. "É muito mais fácil alterar uma decisão de um Supremo Tribunal Federal do que alterar uma legislação, que seja proposta e aprovada no Legislativo, depois sancionada pelo Executivo e ainda submetida a um controle judicial. Então a gente ainda precisa avançar nesse sentido, porque isso cria uma cidadania precária ou limitada e de muita insegurança ainda para a população", explica Quinalha. Drag queen Sissy Girl participa da 29ª Parada do Orgulho LGBT+ de São Paulo, na Avenida Paulista, Centro de SP. Luiz Gabriel Franco/g1 E ressalta: "Existe, sim, um risco de retrocesso. Os direitos nunca estão escritos em pedra, eles nunca são sólidos o suficiente para não serem mudados. Então é fundamental que haja uma vigilância constante, uma mobilização social para a manutenção e o aprofundamento dos direitos e a sua efetivação. É para isso que as paradas servem, elas são manifestações de força política da comunidade". Os receios apontados por especialistas têm sido alimentados por acontecimentos recentes no Brasil e no exterior. Em maio deste ano, a Câmara Municipal de São Paulo aprovou em primeira votação um projeto de lei que proíbe a presença de crianças e adolescentes em eventos que "façam alusão ou fomentem práticas LGBTQIA+", incluindo a Parada do Orgulho LGBT+ da capital, mesmo quando acompanhados pelos pais ou responsáveis. A proposta também determina que eventos com temática LGBTQIA+ sejam realizados apenas em espaços fechados e com controle de entrada, proibindo a ocupação de vias públicas. Especialistas ouvidos pelo g1 classificaram o projeto como inconstitucional e discriminatório. Como resposta a este PL, há também parlamentares que apresentam projetos de lei que visam fortalecer os direitos da população LGBTQIA+, como o que declara a Parada como Patrimônio Cultural Imaterial do estado, de autoria da deputada estadual Ediane Maria (PSOL) e que está em tramitação na Assembleia Legislativa do estado de SP (Alesp). O professor avalia que, mesmo quando há decisões favoráveis nos tribunais superiores, a implementação desses direitos ainda enfrenta obstáculos nas instituições e na própria sociedade. "Temos uma cúpula do sistema de Justiça que decide positivamente, mas na base ainda existe muita dificuldade para concretizar esses direitos por conta de barreiras institucionais e de uma cultura que continua sendo intolerante em muitos aspectos", pontua. O debate ocorre em meio à expansão de movimentos conservadores em diferentes partes do mundo. Nos últimos anos, ganhou força o chamado movimento anti-woke, uma reação política e cultural contra pautas progressistas relacionadas a diversidade, inclusão e direitos de minorias. Nos Estados Unidos, o presidente Donald Trump promoveu uma série de medidas que restringiram políticas de diversidade e direitos de pessoas trans. Em 2025, por exemplo, assinou uma ordem executiva que interrompeu o financiamento federal para procedimentos de afirmação de gênero destinados a menores de 19 anos. Segundo a organização da Parada, esse cenário também já produz reflexos no evento. A edição de 2026 registrou uma redução de cerca de 60% no número de patrocinadores em comparação com o ano anterior. Por que a parada LGBT+ de SP está com problemas de investimento? Antes dos tribunais, a Paulista Se especialistas apontam que a consolidação dos direitos ainda é um desafio, os organizadores da Parada defendem que a mobilização nas ruas continua sendo uma das principais formas de pressão política da comunidade. Para Matheus Emílio, um dos diretores da Parada do Orgulho LGBT+, praticamente todas as pautas que mais tarde resultaram em avanços judiciais passaram antes pela Avenida Paulista. "As ruas seguem sendo esse espaço de gritarmos e reivindicarmos por esses direitos que ainda são negados, que ainda são garantidos apenas por decisões judiciais e não por lei. Por isso a Parada está na rua nesses 30 anos e vai continuar enquanto for necessário." Um dos exemplos lembrados pelos organizadores ocorreu em 2005, quando o tema da manifestação foi "Parceria civil já! Direitos iguais: nem mais, nem menos". Seis anos depois, o Supremo Tribunal Federal reconheceu a união estável entre pessoas do mesmo sexo, equiparando-a às uniões heterossexuais. Em 2013, uma resolução do Conselho Nacional de Justiça determinou que cartórios de todo o país passassem a celebrar casamentos civis entre pessoas do mesmo sexo e converter uniões estáveis homoafetivas em casamento. Parada do Orgulho LGBT+ em São Paulo celebra envelhecimento da população gay na 29ª edição na Avenida Paulista, neste domingo, 22 de junho de 2025. Luiz Gabriel Franco/g1 "Todas as pautas relevantes para a população LGBT+ passaram pela Paulista antes de serem conquistadas nos tribunais", afirma Emílio. Na avaliação dele, a necessidade de recorrer constantemente ao Judiciário para garantir direitos demonstra uma omissão histórica do Poder Legislativo. Apesar de termos essas conquistas ao longo desses 30 anos, elas não estão garantidas em lei. A gente vê com clareza essa omissão do Poder Legislativo. Temos tido a necessidade de tanta judicialização por questões de direitos que isso, inclusive, foi tema da Parada de 2024. Três décadas depois da primeira edição, a Parada reúne milhões de pessoas em um contexto muito diferente daquele de 1996. Ainda assim, para ativistas e pesquisadores, a necessidade de ocupar as ruas permanece. "A Parada é, sim, um momento de fervo e de celebração, e isso também faz parte da nossa luta. Não é porque mudou a característica que deixou de ser luta. Em um país que mata tantas pessoas LGBT+, celebrar que estamos vivos também é uma forma de lutar." Veja 30 anos de conquistas LGBTs Arte/g1

  17. As campanhas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do senador Flávio Bolsonaro (PL) trabalham para fechar alianças nos estados. Os dois são os que mais têm pontuado nas pesquisas eleitorais sobre a corrida à Presidência da República. E, daqui a pouco mais de dois meses, em 16 de agosto, estarão oficialmente nas ruas do país para o corpo a corpo com os eleitores. Aliados de Lula e Flávio Bolsonaro ainda costuram palanques locais. O maior desafio está nos estados com os maiores colégios eleitorais. De acordo com o Tribunal Superior Eleitoral, São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Bahia, Paraná, Rio Grande do Sul, Pernambuco e Ceará somam mais de 100 milhões de eleitores e correspondem a quase 70% do total de brasileiros aptos a votar neste ano.   O g1 levantou os nomes cotados para as disputas aos governos estaduais que tendem a apoiar Lula ou Flávio Bolsonaro. Os palanques de Lula e Flávio Bolsonaro nos estados Arte/g1

  18. Presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) Reprodução A cerca de dois meses do início oficial do período eleitoral, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ainda enfrentam desafios para a formação de palanques em nos oito maiores colégios eleitorais do País. São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Bahia, Paraná, Rio Grande do Sul, Pernambuco e Ceará somam mais de 100 milhões de eleitores e correspondem a quase 70% do total de brasileiros aptos a votar neste ano. Do lado do presidente Lula, a campanha precisa resolver impasses em São Paulo e Minas Gerais, os dois maiores colégios eleitorais do país, e trabalhar para viabilizar o palanque duplo em Pernambuco. Já Flávio Bolsonaro enfrenta dificuldades para fechar palanques na Bahia, em Pernambuco e no Ceará, estados onde Lula é forte e teve 72%, 67% e 70% dos votos em 2022, respectivamente. Veja abaixo como está o cenário nos oito maiores colégios eleitorais (clique para seguir ao conteúdo): São Paulo Minas Gerais Rio de Janeiro Bahia Paraná Rio Grande do Sul Pernambuco Ceará São Paulo Maior colégio eleitoral do país, com 31,2 milhões de eleitores, São Paulo terá novamente Tarcísio de Freitas (Republicanos) e Fernando Haddad (PT) encabeçando os palanques dos dois favoritos às eleições desse ano. Do lado de Lula, o presidente entregou a Haddad a missão de disputar uma revanche com Tarcísio em 2026 na disputa pelo governo, mas precisa resolver um impasse entre três ex-ministros sobre a candidatura ao Senado. A chapa considerada ideal e que lidera pesquisas de intenção de voto tem Simone Tebet (PSB), que comandou o Planejamento, e Marina Silva (Rede), que esteve à frente do Meio Ambiente. Há ainda o desejo de Márcio França (PSB), ex-ministro de Portos e Aeroportos e que também comandou o Ministério do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte, de concorrer a uma vaga no Senado. A ala da campanha que defende França como candidato argumenta que o palanque em São Paulo ficaria mais próximo do centro, podendo angariar mais votos do eleitor indeciso. No PT, também há um grupo que defende que ele se candidate a vice-governador na chapa com Haddad, mas o ex-ministro insiste em concorrer ao Senado. Por outro lado, os quadros que defendem a chapa com Marina Silva afirmam que ela tem pontuado bem nas pesquisas e avaliam que duas candidatas mulheres fortalecem o palanque de Lula no estado. Coordenador do grupo de trabalho eleitoral do PT, o deputado federal Jilmar Tatto afirmou ao g1 que é preciso definir quem ocupará a vaga de vice de Haddad e também o impasse em relação ao Senado. “Precisa resolver a questão da vice do Haddad e tem uma sobreposição, vamos chamar assim, de candidatos ao Senado que precisa resolver. É um problema? É, mas é um problema bom”, declarou. Montagem com fotos dos pré-candidatos a governador de São Paulo: Tarcísio de Freitas (Republicanos) e Fernando Haddad (PT) Miguel Pessoa/Código 19/Estadão Conteúdo e Ton Molina/Fotoarena/Estadão Conteúdo Tarcísio busca a reeleição e tem a missão de transferir votos para Flávio na corrida presidencial, para a qual chegou a ser cotado e era o preferido dos partidos do Centrão. A chapa contará ainda com deputado e ex-secretário de Segurança de Tarcísio, Guilherme Derrite (PP) e André do Prado (PL), como nomes ao Senado. Apesar de ter declarado apoio público à candidatura, Tarcísio não tem sido uma figura ativa na pré-campanha de Flávio, adotando um distanciamento estratégico após a revelação das conversas do senador com Daniel Vorcaro. "Como eu falei, eu acho que tem muitas questões que ele mesmo precisa explicar. A população está vendo esse escândalo do Banco Master, que é uma coisa que agride a sociedade como um todo. Isso deixa a sociedade em alerta e aí tudo tem que ser muito bem explicado", declarou Tarcísio em coletiva no dia 26 de maio. Nesta semana, o governador declarou apoio à autonomia da Polícia Civil após a corporação deflagrar uma operação para investigar se recursos públicos repassados pela Prefeitura de São Paulo à ONG Instituto Conhecer Brasil (ICB), contratada para instalar 5 mil pontos de Wi-Fi em vias públicas da cidade, foram desviados para custear a produção do filme biográfico de Jair Bolsonaro, “Dark Horse”. Clique para retornar ao índice. Minas Gerais Segundo maior colégio eleitoral do país, com 16,7 milhões de eleitores, Minas Gerais tem a fama de decidir a eleição presidencial. “Quem ganha em Minas, ganha no Brasil” é uma expressão que se confirma em todas as eleições desde a redemocratização. É justamente em Minas, no entanto, que as duas campanhas enfrentam mais dificuldades para montar o palanque. Lula apostou suas fichas durante todo o ano passado no ex-presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSB-MG) para concorrer ao estado e encabeçar seu palanque em Minas. Após meses de indefinição, Pacheco declarou na sexta-feira (29) que não será candidato e que deixará a vida pública. “Tenho uma vida plenamente realizada e é sempre o momento da gente avaliar ciclos. Há um fechamento de ciclo na política que eu decidi fazer com o sentimento de dever cumprido”, afirmou. Diante desse cenário, há uma indefinição do candidato de Lula ao governo de Minas. Nas últimas semanas, ganhou força o nome de Josué Gomes da Silva (PSB), ex-presidente Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). O empresário e filho de José de Alencar, que ocupou a vice-presidência nos dois primeiros mandatos de Lula (2003–2006 e 2007–2010), se reuniu no último sábado (30) em Minas com Edinho Silva, presidente do PT, para tratar de uma possível candidatura. Sem uma definição, Edinho conversou nesta quarta-feira (3) com o ex-presidente da Câmara Municipal de Belo Horizonte e pré-candidato ao governo, Gabriel Azevedo (MDB). O ex-prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PDT), que encabeçou a chapa de Lula em 2022, é pré-candidato. Apesar do histórico, há dúvidas na campanha de Lula se Kalil seria o melhor cabo eleitoral no estado, já que na última eleição foi derrotado no primeiro turno pelo então governador Romeu Zema (Novo). Outra opção seria a ex-prefeita de Contagem, Marília Campos (PT). No entanto, ela lidera as pesquisas para o Senado e a preferência tanto dela quanto do partido é pela disputa a uma vaga no Legislativo. Pelo lado de Flávio Bolsonaro, há outros desafios em Minas. Aliado de Jair Bolsonaro em 2022, o ex-governador Romeu Zema tem se colocado como uma alternativa, inclusive a Flávio, para a Presidência da República nas eleições deste ano. Apesar de um alinhamento ideológico, Zema foi um dos primeiros a criticar o senador após as revelações das conexões do parlamentar com Vorcaro. Na última terça-feira (2), os dois se encontraram em Belo Horizonte pela primeira vez desde que Zema criticou Flávio dizendo que "não adianta nada criticar as práticas de Lula e do PT e fazer a mesma coisa". Em um clima mais cordial, os dois falaram em união da direita para derrotar o PT no segundo turno. O grupo político de Zema lançou o atual governador, Mateus Simões (PSD), e o PL cogita a candidatura de Flávio Roscoe, ex-presidente da Federação das Indústrias de Minas Gerais (Fiemg), para o governo. Apesar dos movimentos, o líder nas pesquisas é o senador Cleitinho (Republicanos), colega de Flávio na oposição a Lula no Senado. Uma ala do PL tenta construir uma candidatura encabeçada por Cleitinho e tendo Roscoe como vice, mas o cenário segue indefinido. Questionado pelo g1, Cleitinho disse que não fará especulações e só falará sobre campanha em agosto. “Isso [candidatura] eu só vou definir e falar depois de julho”, afirmou. Nesse cenário, a principal aposta de Flávio para conquistar votos em Minas é o deputado federal, Nikolas Ferreira (PL). Clique para retornar ao índice. Rio de Janeiro No Rio de Janeiro, reduto eleitoral de Flávio Bolsonaro, o senador enfrenta incertezas para fechar um palanque. A indefinição decorre da desistência do ex-governador Cláudio Castro de disputar uma vaga no Senado após ser alvo de duas operações da Polícia Federal e responder a diferentes ações judiciais. As suspeitas são de corrupção, uso político da máquina pública e favorecimento empresarial durante sua gestão à frente do Palácio Guanabara. A desistência abriu uma vaga na chapa do pré-candidato ao governo do Rio, Douglas Ruas (PL), que preside a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). Na disputa estão os deputados federais, Sóstenes Cavalcante (PL), que lidera o PL na Câmara, Carlos Jordy (PL), que é líder da oposição na Casa, e Carlos Portinho (PL), senador que, com a saída de Castro, pretende disputar a reeleição. A outra vaga é do ex-prefeito de Belford Roxo, Márcio Canella (União Brasil). Por outro lado, o palanque de Lula está definido com o ex-prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD), concorrendo ao governo do estado, e Benedita da Silva (PT), na disputa ao Senado. Para Jilmar Tatto, que está coordenando o grupo de trabalho eleitoral do PT, as operações contra aliados de Flávio Bolsonaro aumentam as chances de Lula e de seus aliados no Rio. “O próprio governador [ex-governandor, Cláudio Castro] já não é mais candidato ao Senado em função dessas buscas e apreensão. Acho que nós temos grandes condições de crescer a votação no Rio de Janeiro”, afirmou. Clique para retornar ao índice. Bahia Na Bahia, governada pelo PT desde 2006 e onde Lula teve 72% dos votos em 2022, Flávio Bolsonaro enfrenta dificuldade em encontrar um palanque. O PL está na chapa de ACM Neto, nome do União Brasil ao governo do estado contra o PT, mas que não declarou apoio à candidatura de Flávio à presidência da República. Apesar da aliança com o PL, que terá o ex-ministro de Bolsonaro, João Roma, como candidato ao Senado, Neto tem evitado declarar apoio a Flávio Bolsonaro e já fez sinalizações a Ronaldo Caiado, pré-candidato à presidência pelo PSD. A chapa de Neto conta ainda com o senador Angelo Coronel (PSD) disputando a reeleição. Coronel foi da base do presidente Lula até o início deste ano, quando rompeu com o grupo político da situação no estado por não ter espaço na chapa do governador Jerônimo Rodrigues (PT). A chapa de Lula na Bahia será a chamada “puro sangue” com petistas em todas as vagas de eleições majoritárias. Jerônimo Rodrigues disputará a reeleição, enquanto o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT), e o ex-ministro da Casa Civil, Rui Costa (PT), irão concorrer às vagas de senador. Apesar da chapa petista, o grupo conta com o apoio do PSD local, que nas eleições de 2024 conquistou 116 prefeituras. Clique para retornar ao índice. Paraná No Paraná, quinto maior colégio eleitoral com 8,9 milhões de eleitores, Flávio Bolsonaro fechou com uma chapa que terá no palanque o senador Sergio Moro (PL) concorrendo ao governo, e o ex-deputado federal, Deltan Dallagnol (Novo) como candidato ao Senado. O senador Sergio Moro Moro também saiu em defesa de Flávio Bolsonaro e afirmou que adversários tentam “inverter narrativas” sobre o pedido de dinheiro ao dono do Banco Master para o filme sobre o ex-presidente Jefferson Barbosa/EPTV A outra vaga para senador terá o deputado federal Filipe Barros (PL) como candidato. O palanque de Lula terá o deputado estadual Roberto Requião Filho (PDT), como candidato ao governo, e a ex-ministra de Relações Institucionais e deputada federal, Gleisi Hoffman (PT), concorrendo ao Senado. A campanha de Lula aposta que as candidaturas locais podem crescer em meio a disputa no campo da direita entre o grupo de Flávio Bolsonaro e do atual governador, Ratinho Jr (PSD). Cotado para concorrer à presidência da República, Ratinho Jr. pretendia fazer o deputado federal Sandro Alex (PSD) como sucessor. O apoio de Flávio a Moro, no entanto, enfraqueceu essa candidatura. A última pesquisa Quaest mostra Moro liderando com 38% das intenções de votos, seguido de Requião com 18%. Sandro Alex aparece apenas na quarta colocação com 5%. A avaliação da campanha petista é de que Ratinho Jr. tem sido alvo de críticas do palanque bolsonarista e, por isso, pode vir a adotar uma neutralidade em um possível segundo turno. “Agora ele [Ratinho Jr.] está apanhando. Eu acho que isso pode acabar nos beneficiando. Ele não está se metendo na disputa nacional também. Vamos lembrar que na outra ele apoiou o Bolsonaro. O Paraná está bem pra nós porque temos um palanque e o governador não está na campanha do Flávio e tem nos ajudado. Porque ele está apanhando, mas também está batendo no bolsonarismo”, afirmou Jilmar Tatto. Clique para retornar ao índice. Rio Grande do Sul No Rio Grande do Sul, que conta com 8,8 milhões de eleitores, tanto Flávio quanto Lula têm palanques bem definidos. Pela primeira vez na história, em 2026 o PT não terá candidato ao governo do Rio Grande do Sul. O palanque de Lula no estado terá Juliana Brizola (PDT) como candidata ao Palácio Piratini e Edegar Pretto (PT), que concorreu em 2022 e teve boa votação, como vice. O diretório local do partido definiu que Pretto seria o candidato ao governo, mas a executiva nacional determinou a composição com Juliana, em um movimento liderado por Lula, para fortalecer seu palanque no Rio Grande do Sul. O palanque de Flávio Bolsonaro terá o deputado federal Luciano Zucco (PL) concorrendo ao governo, com os também deputados, Marcel Van Hattem (Novo) e Sanderson (PL), candidatos ao Senado. Clique para retornar ao índice. Pernambuco Em Pernambuco, que conta com 7,2 milhões de eleitores, Lula pretende ter um palanque duplo com os dois favoritos na disputa do governo: a atual governadora, Raquel Lyra (PSD), e o ex-prefeito do Recife, João Campos (PSB). A ideia é repetir a foto do carnaval deste ano quando, durante o Galo da Madrugada no Recife, Lula teve Raquel de um lado e João do outro. Presidente Lula no Galo da Madrugada, no Recife Reprodução/TV Globo Presidente nacional do PSB, partido que está na chapa presidencial de Lula com Geraldo Alckmin, João Campos é o candidato natural do presidente em Pernambuco, mas a campanha também quer o apoio de Raquel Lyra para fortalecer o palanque e dialogar com o eleitor de centro. A última pesquisa Data Folha mostrou, pela primeira vez, Raquel à frente de João. Em uma eleição polarizada por políticos que tem boa relação, Lula não quer que a disputa contamine seu palanque no estado. Publicamente, Raquel diz que tem recebido apoio do governo federal durante todo seu mandato, mas ainda não declarou apoio a Lula. Há uma avaliação na campanha de Lula de que a chapa de João Campos, com Humberto Costa (PT) e Marília Arraes (PDT) concorrendo ao Senado, “prega para convertidos”. Por outro lado, Raquel levou o deputado federal Tulio Gadelha para o PSD e deve ter o também deputado Eduardo da Fonte (PP) como candidatos ao Senado, em uma composição política mais abrangente. Do lado de Flávio Bolsonaro, há dificuldade em construir um palanque em Pernambuco. O vereador do Recife, Eduardo Moura (Novo), desistiu de ser candidato ao governo e irá concorrer a deputado federal. Isso deixa a disputa sem um candidato de direita e deixa como principal cabo eleitoral o deputado Mendonça Filho (PL), que é candidato ao Senado. Clique para retornar ao índice. Ceará Com 7,1 milhões de eleitores, o Ceará apresenta um cenário de definição para Lula e de instabilidade para Flávio Bolsonaro. Do lado de Lula, o PT definiu um palanque com o governador Elmano de Freitas (PT) concorrendo à reeleição, com o senador Cid Gomes (PDT) e o deputado federal Eunício Oliveira (MDB) candidatos ao Senado. “Pro Lula, o palanque está bom. O compromisso nosso é com Eunício e Cid”, afirmou Jilmar Tatto. Já do lado de Flávio, o cenário é turbulento. O PL local acertou o apoio à candidatura de Ciro Gomes (PSDB) ao governo do estado em um movimento articulado pelo deputado federal André Fernandes (PL). O acerto com Ciro Gomes gerou reação na direita local e nacional. A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro compareceu em novembro do ano passado ao lançamento da pré-candidatura de Eduardo Girão (Novo), feita após o acordo do PL local com Gomes. "O PL no Ceará é centrão. Fez acordo político com o Ciro Gomes para eleger senador o pai do deputado. Quem é de direita de verdade está comigo", afirmou Girão. Clique para retornar ao índice.

  19. A candidata de direita à presidência do Peru, Keiko Fujimori, e o candidato de esquerda, Roberto Sánchez REUTERS/Alessandro Cinque O Peru voltará às urnas neste domingo (7) para o segundo turno das eleições presidenciais. Keiko Fujimori, conservadora e filha de um ex-presidente condenado, enfrentará Roberto Sánchez, um esquerdista conhecido por usar um chapéu camponês de aba larga. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp As pesquisas apontam para um cenário indefinido e indicam que o próximo presidente deverá ser eleito por uma margem apertada. O primeiro turno já havia sido assim: o Peru demorou um mês para saber quem avançaria para a disputa final após uma contagem voto a voto. Tanto Keiko quanto Sánchez têm um passado conhecido na política peruana. A conservadora, que terminou o primeiro turno na liderança, com 17,17% dos votos, é filha do ex-presidente Alberto Fujimori, que passou 16 anos na prisão por violações de direitos humanos cometidas durante o governo dele. O legado de Fujimori ainda divide o país. Enquanto parte da população afirma que o governo trouxe estabilidade ao Peru na década de 1990, críticos dizem que a gestão foi autoritária. O ex-presidente morreu em 2024, aos 86 anos. Agora no g1 Esta é a quarta vez que Keiko tenta se eleger presidente. Em todas as disputas, ela chegou ao segundo turno. Nas campanhas anteriores, buscou se afastar da imagem do pai. Desta vez, porém, tem abraçado políticas públicas adotadas durante o governo dele. Sánchez, por sua vez, foi ministro do ex-presidente Pedro Castillo, deposto e preso em 2022 sob acusação de tentativa de golpe. Ele recebeu 12,03% dos votos no primeiro turno e superou o terceiro colocado por uma margem de 21 mil votos. O candidato de esquerda defende um novo começo para o Peru, inclusive com a elaboração de uma nova Constituição — a atual foi criada justamente durante o governo Fujimori. 👉 Veja a seguir o que defende cada um dos candidatos. Uma nova Keiko A candidata conservadora à Presidência do Peru, Keiko Fujimori, em 17 de maio de 2026 REUTERS/Alessandro Cinque Aos 51 anos, Keiko Fujimori está na política desde a adolescência. Formada em administração de empresas nos Estados Unidos, ela foi eleita para o Congresso em 2006 com a maior votação já registrada para um parlamentar peruano. A candidata também passou anos sob investigação por suposto financiamento irregular de campanha. O caso foi arquivado no ano passado. Entre 2018 e 2020, ela foi mantida duas vezes em prisão preventiva e passou quase um ano e meio na cadeia. Keiko tem se apresentado como a candidata mais capaz de restaurar a ordem e a estabilidade no Peru. Na campanha, ela tem explorado o contexto de violência vivido pelo país, marcado pelo aumento dos homicídios e das extorsões. A preocupação dos eleitores com a segurança criou uma espécie de nostalgia do estilo de governo de Alberto Fujimori. Na década de 1990, ele derrotou guerrilheiros do grupo Sendero Luminoso com apoio das Forças Armadas. Nessa onda, Keiko promete medidas de segurança rígidas, leis antiterroristas mais duras e um papel ampliado para os militares no combate à violência. Ela afirma que travará uma "guerra frontal" contra o crime. "Trabalharemos com instituições financeiras (...) para identificar, rastrear e bloquear dinheiro proveniente de extorsão", disse. O discurso mais duro e o alinhamento a algumas ideias do pai foram vistos como o surgimento de uma "nova Keiko". Ainda assim, o partido faz questão de diferenciá-la de Fujimori, apresentando-a como uma candidata mais democrática. A nova estratégia ajudou Keiko a reduzir os altos índices de rejeição que marcaram as campanhas anteriores. Segundo o Ipsos Peru, 40% dos eleitores afirmam que não votariam nela de jeito nenhum. O índice é menor que o registrado no primeiro turno, quando chegou a 59%. Além do combate à violência, Keiko promete criar programas sociais voltados às famílias mais pobres, incluindo o pagamento de um auxílio. Recomeço para o Peru O candidato de esquerda para a Presidência do Peru, Roberto Sánchez, em 17 de maio de 2026 REUTERS/Alessandro Cinque Aos 57 anos, Roberto Sánchez foi quase uma zebra nas eleições peruanas. Poucas semanas antes do pleito, ele aparecia nas pesquisas com cerca de 7% das intenções de voto. O candidato de esquerda cresceu ao longo da campanha e avançou para o segundo lugar na reta final da apuração. Criado em uma família indígena com raízes no sul do Peru, Sánchez diz ter tido uma educação modesta. Em entrevistas, contou que chegou a cogitar seguir a vida religiosa e se tornar padre. Ele atribui o início da trajetória política ao trabalho social ligado à Igreja. O candidato costuma aparecer em público com um chapéu de palha usado por camponeses da região andina de Cajamarca, conhecido pela aba larga e pela copa alta. O acessório era usado pelo ex-presidente Pedro Castillo, que está preso. Sánchez visita Castillo com frequência na prisão e afirma que concederá indulto ao ex-presidente caso seja eleito. No entanto, ele nega que devolverá o poder ao aliado. Entre as principais promessas está a criação de uma nova Constituição. Segundo ele, o país precisa de um novo começo. O candidato defende maior supervisão estatal sobre os recursos naturais e a criação de impostos sobre grandes fortunas. Ele também propõe mudanças profundas no combate à corrupção, incluindo penas mais severas, proibição vitalícia de ocupar cargos públicos e uma reforma do sistema judiciário. Sánchez ainda quer que as Forças Armadas apoiem a polícia no enfrentamento do crime organizado. "Assassinato, insegurança e corrupção são um único problema", disse. "E a luta deve ser total." Ele afirma ainda que, como católico, apoia o aborto apenas em casos de estupro ou quando a vida da gestante está em risco. Também se opõe a qualquer forma de discriminação com base na orientação sexual, raça ou religião. O candidato também é alvo de polêmicas. Um promotor peruano o acusou de prestar declarações falsas em processos administrativos e de falsificar informações relacionadas a contribuições de campanha. O Ministério Público chegou a pedir a prisão dele.

  20. A candidata de direita, Keiko Fujimori, e o candidato de esquerda, Roberto Sánchez, antes de um debate televisionado em 31 de maio em Lima, às vésperas do segundo turno das eleições presidenciais, marcado para 7 de junho. Reuters/Alessandro Cinque Em meio a uma profunda crise e ao descrédito das instituições, os peruanos vão às urnas neste domingo (7) para eleger um novo ou uma nova presidente entre o candidato da esquerda Roberto Sánchez e a líder de direita no país, Keiko Fujimori. O cenário é uma espécie de "repeteco" das últimas eleições de 2021, quando o esquerdista Pedro Castillo - de quem Sánchez era ministro - venceu Keiko no segundo turno e, meses depois, armou uma tentativa de golpe, sendo preso e condenado. A disputa chega ao final - assim se espera - depois de um primeiro turno extremamente conturbado, com direito a contestação, polêmicas e um atraso de quase um mês para o resultado das urnas. Keiko, filha do ex-presidente condenado Alberto Fujimori, foi confirmada em primeiro lugar logo no início, mas a disputa entre quem seria seu adversário durou semanas e precisou ser apurada voto a voto. Sánchez e o candidato da extrema direita Roberto López Aliaga estavam praticamente empatados até a contagem final. O Observatório Nacional de Processos Eleitorais (ONPE), o TSE peruano, só bateu o martelo quando a apuração chegou a 99,94% das atas eleitorais revisadas, e confirmou Sánchez no 2º turno. Ou seja, o tempo de campanha foi um dos menores que o país já teve. A demora na contagem e as contestações eleitorais, somadas a um número recorde de candidatos à presidência no país, 35 ao todo, mostram a extrema fragmentação política e a crise de confiança na democracia que vive o Peru. Lucas Berti, cientista político, pesquisador sobre o Peru no Observatório Político Sul-Americano e coordenador-executivo do Grupo de Relações Internacionais e Sul Global, afirma que, de fato, o que aconteceu nessas eleições no país não vem de um "vácuo". “É um sintoma de um processo de deslegitimação institucional que vem acontecendo nos últimos anos no país. E isso, na medida em que os presidentes eleitos não conseguem governar", afirmou. 9 presidentes em 10 anos O Peru contabilizou 9 presidentes em 10 anos. Para se ter ideia, os mandatos presidenciais no Peru são de 5 anos. Ou seja, em uma estabilidade democrática, o país teria apenas dois presidentes neste mesmo período. Porém, a realidade foi outra e alguns líderes não duraram nem 5 dias no cargo. “Nestes anos, a liderança que mais durou foi a de Dina Boluarte, que ficou no poder por quase três anos. Mas, ao desagradar a oposição liderada pela coalizão fujimorista de Keiko no Congresso, também caiu”, diz Berti Além disso, vale destacar o artigo 113 da Constituição peruana, que afirma que um presidente pode ser derrubado por “incapacidade moral ou física permanente” - e quem avalia esse diagnóstico são os parlamentares. Então, por exemplo, se o Congresso não gosta simplesmente de uma lei que o presidente tenta passar, eles podem acionar esse artigo, votar e, em menos de 24 horas, derrubar um presidente que foi eleito pela maioria da população. Para o cientista político Berti, essa facilidade do processo demonstra a fragilidade institucional em jogo no Peru. De acordo com ele, nos últimos anos, a coalizão fujimorista, de maioria absoluta no Congresso, vem articulando poderes, seja no Legislativo, nos tribunais ou no sistema judiciário. Desde 2008, a filha de Alberto Fujimori lidera essa corrente fujimorista ao fundar o partido Fuerza Popular e tenta chegar ao Poder Executivo no Peru. Só que isso não acontece, explica Berti. "Keiko perdeu as últimas três eleições (2011, 2016 e 2021) no segundo turno, por margens muito apertadas. E agora nessa eleição, em 2026, passa para o segundo turno com uma margem maior de votos. Alguns institutos dão vantagem para Keiko, outros para o Sánchez. O que indica uma coisa: a eleição será difícil e o resultado ainda está em aberto", diz Berti. Democracia em crise: 'desconfiança crônica' A consequência dessa queda de braço entre Executivo e Legislativo no país resultou não só em uma profunda crise política, mas também na forma como a população enxerga a democracia. "A credibilidade das instituições é baixíssima se olharmos os últimos 10 anos. E a desconfiança no Congresso passa de 90%, especialmente durante o processo que iria resultar na queda da ex-presidente Dina Boluarte, em 2025", explica Berti. Os dados mais recentes da pesquisa do Latinobarómetro, que mede o nível de democracia nos países da América Latina, apontam que o Peru enfrenta um dos níveis mais baixos de confiança nas instituições se comparado a outros países da América Latina. Há o que pode ser classificado como uma "desconfiança crônica". De acordo com os dados, 90% dos peruanos têm pouca ou nenhuma confiança no governo e no Congresso; e apenas 10% apenas se dizem satisfeitos com a democracia. Além disso, a pesquisa também notou outro sentimento perigoso: a indiferença sobre a política ou ao tipo de regime de governo. A própria fragmentação política extrema, como mostra o número de 35 candidatos à presidência no 1º turno, também demonstra isso. "Existe uma facilidade muito grande de criar partidos no Peru e são partidos chamados de 'pouco institucionalizados'. São partidos que não têm raízes efetivas em uma sociedade, que não é um partido que entra para a disputa durante 20, 40 anos. Mas sim legendas que surgem e somem, assim como também não há uma fidelidade dos candidatos aos partidos, que trocam de coalizão também com facilidade", explica Berti. Todo esse cenário reforça no eleitor a lógica de que os candidatos chegam muitas vezes a uma eleição sem base sólida ou sem um partido conhecido. Isso acaba gerando uma leitura de desconfiança e, muitas vezes, um descrédito e temor da facilidade com que essas pessoas eleitas podem cair. Não é difícil imaginar que o próximo presidente eleito, caso seja Sánchez, poderá enfrentar exatamente o mesmo padrão que derrubou os antecessores - a menos que consiga alterar essa correlação de forças no Parlamento. Já, se Keiko for eleita, segundo Berti, talvez exista uma facilidade maior de governabilidade, já que o partido dela tem maioria no Congresso. Mas, ainda assim, terá que lidar com uma crise política no país. Diante de tudo isso, sem dúvida, o maior desafio vai ser convencer o eleitor a sair de casa para votar e acreditar novamente na política peruana.

  21. Relembre outras vezes em que pessoas se arriscaram nas Cataratas do Iguaçu em 2026 As Cataratas do Iguaçu são consideradas uma das sete maravilhas naturais do mundo e, por isso, atraem milhares de turistas todos os anos. No entanto, o cenário que deveria ser apenas de contemplação tem registrado flagrantes de imprudência, com visitantes que colocam a própria vida em risco. Somente neste ano, foram registrados pelo menos três casos de pessoas que se arriscaram no ponto turístico. O mais recente aconteceu neste sábado (6), quando um turista brasileiro se pendurou na passarela e pulou no rio para pegar um celular que havia caído. Diante dos casos de imprudência, as administrações brasileiras e argentinas do Parque Nacional do Iguaçu reforçam que é proibido ultrapassar as grades de segurança. Os turistas que não obedecerem às regras podem até sofrer sanções. Entenda abaixo. ✅ Siga o g1 PR no WhatsApp Outro caso de resgate de objetos aconteceu em janeiro deste ano. Dessa vez, no mirante da Garganta do Diabo, que fica no lado argentino das Cataratas do Iguaçu. Na ocasião, um turista se arriscou para pegar um chapéu e pulou as grades de proteção. Depois, o homem caminhou pela borda do abismo, recolheu o acessório e retornou à passarela. A cena também foi registrada por visitantes. Assista acima. O mirante é o mais famoso do parque e fica em um cânion com cerca de 80 metros de altura — o equivalente a um prédio de cerca de 27 andares. Um mês depois, um bebê foi colocado em risco no mesmo local. Visitantes registraram um homem erguendo a criança no ar, por cima das grades de segurança, enquanto uma mulher fotografava a ação. O local em que eles estavam era a poucos metros da queda d’água. Em janeiro, turista se arriscou para resgatar um chapéu. Em fevereiro, um bebê foi segurado para fora das grades de proteção para uma foto. Reprodução/Redes sociais Leia também: Curitiba: influenciador é preso por ser suspeito de participar de roubo a diarista em Curitiba OVNI no Paraná: como filmagem de influenciador levantou debate sobre infraestrutura e virou crise para prefeitura Universidade Síria foi bombardeada: refugiada encontra acolhimento na UFPR e inspira criação de novas políticas públicas Dessa vez, turista entrou na água Neste sábado (6), um turista brasileiro foi flagrado pulando nas águas das Cataratas do Iguaçu para pegar um celular que deixou cair. A cena foi registrada por outros visitantes, no lado brasileiro, em Foz do Iguaçu, no oeste do Paraná. Nas imagens, é possível ver o momento em que ele se pendurou na passarela, pulou e ficou próximo às quedas d'água. Depois de pegar o celular, ele subiu na estrutura para retornar. O nome dele não foi divulgado. Turista pulo nas Cataratas do Iguaçu para pegar um celular. Reprodução/Redes sociais A administração do Parque Nacional do Iguaçu informou que a situação foi atendida por bombeiros civis da unidade, que atuam no monitoramento das trilhas e da passarela de acesso à Garganta do Diabo. "Ao tomar conhecimento da situação, os profissionais realizaram a intervenção imediata, orientaram o visitante sobre os procedimentos de segurança e acompanharam o turista até o término do passeio, quando ele foi retirado do parque", informou a administração. Administrações brasileiras e argentinas do parque dizem que ultrapassar grades de segurança é proibido As administrações brasileiras e argentinas do Parque Nacional do Iguaçu afirmam que é expressamente proibido ultrapassar, subir ou sentar nos guarda-corpos e grades de proteção, seja para tirar fotos ou recuperar objetos. Em nota, a concessionária Iguazú Argentina S.A. informou que as estruturas existem para evitar situações de risco e que a segurança também depende da responsabilidade dos visitantes. Caso os turistas desrespeitem as regras de segurança nas Cataratas do Iguaçu, no lado argentino do parque, podem ser multados e proibidos de frequentar outros parques nacionais da Argentina. Segundo a concessionária Urbia Cataratas, que atua no lado brasileiro, caso algum item caia no rio ou nas encostas, a orientação é acionar a equipe de bombeiros para avaliar a possibilidade de resgate, conforme as condições de segurança. Conforme o parque, o trabalho é realizado de forma integrada entre bombeiros, equipes de segurança e, quando necessário, com o apoio da Polícia Militar. "Essa medida é fundamental para preservar a integridade dos profissionais envolvidos nas operações de resgate e garantir a segurança dos demais visitantes", informou a Urbia Cataratas. Turista se pendura em passarela e pula nas águas das Cataratas do Iguaçu Reprodução Vídeos mais assistidos do g1 Paraná: Veja mais notícias da região em g1 Paraná.

  22. Veja o antes e depois de ponte que desabou com quatro pessoas no Acre (Imagens: Figueroa Xavier) A Ponte Frei Paolino Baldassari, em Sena Madureira, no interior do Acre, foi inaugurada no dia 19 de dezembro de 2023 e tinha 232 metros de extensão. Executada pela construtora Cidade Ltda, a obra custou mais de R$ 36 milhões. Conforme o Corpo de Bombeiros, a parte da estrutura que ruiu corresponde a 60% da extensão, o que dá cerca de 139 metros. Imagens de drone feitas pelo videomaker Figueroa Xavier no dia 29 de dezembro de 2024, pouco mais de um ano após a inauguração, mostravam como era a ponte antes do desastre. Xavier também fez registros em vídeo da ponte na manhã deste sábado (6), menos de 24 horas após o desabamento. (Veja no vídeo acima) 📲 Participe do canal do g1 AC no WhatsApp A estrutura estava interditada desde quinta (4) devido ao risco de desabamento às margens do Rio Iaco. Imagens de câmeras de segurança mostram que quatro pessoas ultrapassaram o bloqueio e passavam no momento do acidente. Todas ficaram feridas. Clique aqui para saber quem são os feridos. Veja o que se sabe sobre o acidente Em nota, o governo do Acre afirmou que as responsabilidades pelo desabamento recaem sobre a construtora (leia mais ao final do texto). O g1 tentou contato com a construtora Cidade Ltda, mas não tinha conseguido até a última atualização desta reportagem. Como era e como ficou a Ponte Frei Paolino Baldassari, que desabou em Sena Madureira, no Acre, deixando quatro feridos Initial plugin text À época da abertura, a Prefeitura de Sena Madureira estimava que 2,5 mil pessoas seriam beneficiadas pela passagem, que ligava os dois distritos do município. Os escombros seguem no leito do Rio Iaco enquanto os bombeiros e Defesa Civil estudam maneiras de retirar o material. Inquérito A Polícia Civil confirmou que instaurou um inquérito para apurar as causas do desabamento. A investigação deve ser concluída em 30 dias. O delegado-geral da Polícia Civil, Pedro Paulo Buzolin, confirmou ao g1 neste sábado (6) que peritos do município já fizeram uma perícia preliminar no local do desmoronamento. Três delegados da Divisão Especializada de Investigações Criminais (Deic) foram designados para conduzir a investigação. O Ministério Público do Acre (MP-AC) também confirmou que a Promotoria de Justiça Cível e Criminal de Sena Madureira instaurou um procedimento para apurar as causas do acidente. O órgão solicitou ao Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) uma perícia na área do acidente para identificar se houve falhas no projeto, na execução da obra ou na utilização do material. Ponte interditada desaba no Acre Apuração Em nota, o governo do Acre afirmou que as responsabilidades judiciais que recaem sobre a construtora Cidade. Ainda segundo o governo, a obra foi contratada na modalidade integrada, e a Construtora Cidade ficou responsável por todas as etapas: projeto básico, projeto executivo e execução da obra. A empresa também respondeu sozinha pelas decisões técnicas que definiram o projeto e a construção. LEIA MAIS Moradores de áreas próximas ao local onde ponte caiu temem desmoronamentos; MP pede remoção Juiz aposentado que fazia live é um dos feridos em desabamento de ponte no interior do Acre; VEJA VÍDEO A obra foi recebida de forma definitiva em 19 de janeiro de 2024. De acordo com o Código Civil, o empreiteiro responde por cinco anos pela segurança e estabilidade da obra. Por isso, a empresa ainda está dentro do prazo de garantia e pode ser responsabilizada por eventuais danos. Ainda na nota, o governo aponta como possível causa para o desmoronamento a movimentação do solo às margens do Rio Iaco. O processo é conhecido como “terras caídas” e ocorre todos os anos, com períodos de cheia intensa e seca severa, influenciados por mudanças no clima na região Amazônica. A Procuradoria Geral do Estado (PGE) vai adotar as medidas judiciais necessárias. Dentre elas: Pedido de decisão antecipada para obrigar a empresa a reparar, reconstruir ou apresentar outra solução para a travessia, sem custos para o poder público Garantia de assistência aos feridos. "O Estado acompanha de perto os desdobramentos do ocorrido, presta solidariedade às famílias afetadas e assegura que todas as providências administrativas e judiciais serão tomadas para responsabilizar os culpados e restabelecer a mobilidade da população do Segundo Distrito de Sena Madureira com rapidez e responsabilidade jurídica das partes envolvidas", diz parte do comunicado. Trabalhadores feridos em desabamento no AC estavam na ponte: 'Encostei no fundo do rio' Relato de sobrevivente Weverton Murieta, um dos sobreviventes do desabamento, relatou que ele e os outros três feridos estavam sobre a ponte no momento do desastre. Ele trabalhava com Antônio Morais Filho descarregando um caminhão de mercadorias e voltavam para casa quando encontraram o juiz aposentado Edinaldo Muniz e o irmão dele, Edinei Muniz, em cima da ponte interditada desde a quarta-feira (3) por risco de desabamento às margens do Rio Iaco. Weverton recebeu alta na manhã deste sábado (6). Conforme o trabalhador, Edinaldo pediu a eles que mostrassem a rachadura na ponte e eles decidiram acompanhar o ex-magistrado. "Eu disse: 'Rapaz, então bora acompanhar ele, que é doutor'. Ele perguntou para mim onde é que era a falha da ponte, pediu para ir com ele, aí quando eu passei na frente para mostrar para, eu cheguei pertinho para mostrar, a ponte desabou", contou. Weverton contou ainda o que se lembra do momento da queda. Ele chegou a cair no fundo do rio e se agarrou à própria estrutura que desabou para não voltar a afundar. Feridos do acidente são Edinaldo Muniz, Edinei Muniz, Weverton Murieta e Antônio Morais Filho Reprodução "Eu desci direto para o fundo do rio, encostei no fundo do rio, consegui boiar debaixo da ponte, fiquei procurando um canto, nadando debaixo da ponte. Subi em cima da ponte de novo, que estava arriada", disse. Antônio Morais foi um dos feridos em estado gravíssimo, com traumatismo. Ele foi transferido para a capital, assim como os irmãos, Edinaldo e Edinei Muniz. Ainda não há atualização do estado de saúde neste sábado (6). Weverton Murieta relatou ainda que viu Antônio ferido e conseguiu gritar por socorro. "Eu corri em cima da ponte procurando o meu amigo, vi ele deitado, tinham uns ferros nele. Vi que estava respirando e comecei a gritar 'socorro, socorro'", acrescentou.

  23. Humorista gaúcha viraliza ‘falando mal de homem’ e transforma experiências em stand-up Carol Delgado ficou conhecida por uma definição simples, repetida por parte do público: a humorista gaúcha que "fala mal de homem". Ela ri da fama, mas diz que, por trás das piadas sobre relacionamentos, traições e autoestima, o assunto principal não são exatamente os homens. São as mulheres. Em entrevista ao g1, a comediante afirmou que usa situações da própria vida para falar de experiências que, segundo ela, se repetem na vida de outras mulheres. Assédio, términos, cobranças, julgamentos e relações afetivas aparecem nos shows como ponto de partida para o humor. 📲 Acesse o canal do g1 RS no WhatsApp "Eu nunca tive a intenção de ser uma pessoa que traz pautas, por exemplo, sociais, ou como se fosse uma militância ativa mesmo”, disse. "Mas a minha experiência acabou me conectando mais com mulheres." A humorista nasceu em Porto Alegre e cresceu na Cohab Rubem Berta, na Zona Norte da capital gaúcha. Antes de viver da comédia, trabalhou como vendedora de shopping, estoquista em uma loja de roupas, em um call center e na organização de uma ONG. Ela até ingressou no curso de Políticas Públicas na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Atualmente rodando o Brasil com o show "Energia Feminina", Carol afirma que sempre quis ser comediante, mas que a realidade em que cresceu era "pé no chão". Segundo ela, terminar a escola e começar a trabalhar no shopping era um caminho comum para quem vivia no mesmo contexto. Carol conta que começou fazendo vídeos sobre o Rio Grande do Sul mas, aos poucos, o humor passou a se aproximar de temas ligados à vivência de mulheres. A humorista afirma que essa mudança não foi planejada como uma bandeira e apenas passou a tratar da própria experiência em cena. Na visão da artista, o stand-up é uma comédia confessional, construída a partir do ponto de vista de quem está no palco. A humorista diz que não se incomoda com a leitura de que "fala mal de homem". Para ela, a reação também mostra uma diferença na forma como homens e mulheres são percebidos no humor. A diferença, afirma, é que a experiência masculina costuma ser vista como universal. Já quando mulheres falam de relações, assédio ou autoestima, o conteúdo muitas vezes é tratado como nicho. "A comédia de stand-up é confessional, é uma comédia pessoal, intransferível, do seu ponto de vista. Mas eu acredito que por a comédia ser dominada por homens, a gente normalizou a experiência do homem" , disse. Carol afirma que fez o mesmo movimento a partir da própria vivência. Assim, temas como traição, términos e assédio passaram a aparecer nos shows não como casos isolados, mas como situações em que outras mulheres se reconhecem. "Eu acho engraçado porque geralmente o homem quando fala mal da esposa não ligam como se ele falasse mal de mulheres, mas a mulher sim", afirmou. Carol em seu primeiro show e em show recente Arquivo pessoal e @dudaboninii A humorista diz que não pretende ser referência de comportamento, mas mostrar outras possibilidades a partir da própria trajetória. Segundo ela, falar de homens nos shows é uma forma de tratar de temas que atravessam a vida de mulheres. "Eu não tenho como falar de autoestima com a mulher sem falar de homem, eu não tenho como falar de faculdade sem falar de homem, de emprego sem falar de homem porque isso interpela as relações da feminilidade o tempo inteiro", afirmou. Nos shows, Carol também aborda o que considera uma cobrança maior sobre mulheres. Ela cita a própria experiência no início da carreira, quando afirma que era julgada rapidamente mesmo com pouco tempo de comédia. "Quando eu comecei a fazer comédia, eu fiz lá um mês de comédia, e as pessoas ficavam assim 'nossa, é muito ruim'", disse. “E um cara de 20 anos de comédia, às vezes fazia um show ruim e a galera falava 'ah, não tava em um dia bom'.” Para Carol, esse tratamento diferente aparece também fora dos palcos. Ela diz que gostaria que mulheres tivessem as mesmas oportunidades de recomeçar que homens costumam ter. “Eu, inclusive, queria muito que todas as mulheres pudessem ter as oportunidades de errar, e errar de novo, e acertar, e errar de novo, e errar de novo, até acertar”, afirmou. A participação da plateia reforçou esse caminho. Segundo a humorista, o público passou a levar para as apresentações histórias de relacionamentos, traições e conflitos com ex-companheiros. Entre as brincadeiras que surgiram nesse contato, está a “cobrança de pensão”, quando mulheres pedem que ela provoque ex-parceiros durante o espetáculo. "Acontecem coisas na vida delas e elas já pensam assim: 'nossa, tenho que contar isso no show da Carol', 'ah, fui traída, vou contar no show da Carol'", disse. "As pessoas falam: 'ah, cobra pensão no show'. Tudo isso é muito orgânico." Para Carol, a troca com o público cria um ambiente de identificação. Ela afirma que muitas mulheres saem dos shows com sensação de alívio, mesmo quando não viveram exatamente as histórias contadas no palco. "Acho que as mulheres saem de lá como se fosse quase um culto, sabe, como você vai, grita e sai meio de alma lavada", afirmou. Carol também diz que quer mostrar que mulheres podem sair de relações que não fazem bem e construir outros caminhos. “Então, é muito sobre isso. É sobre você poder se priorizar e encontrar o que você precisa. Isso me deixa muito em paz”, disse. Humorista gaúcha viraliza ‘falando mal de homem’ e transforma experiências de mulheres em stand-up Divulgação/@dudaboninii VÍDEOS: Tudo sobre o RS

  24. A candidata presidencial de direita do Peru, Keiko Fujimori, e o candidato de esquerda Roberto Sánchez antes de um debate televisionado em 31 de maio em Lima, às vésperas do segundo turno das eleições presidenciais, marcado para 7 de junho. Reuters/Alessandro Cinque O Peru vai às urnas neste domingo (7) escolher entre Keiko Fujimori e Roberto Sánchez. Quem se eleger se tornará, no dia 28 de julho, o nono presidente em dez anos. O país vive uma década de instabilidade política graças, em parte, a um sistema unicameral que facilita processos de impeachments e destituições "express" — ao contrário do sistema brasileiro, por exemplo, que possui Câmara e Senado. O nome eleito deste domingo sucederá o presidente interino José María Balcázar Zelada, que não foi eleito, mas escolhido pelo Congresso para cumprir um mandato-tampão entre a destituição de José Jerí e as eleições. A destituição de Jerí não foi um episódio isolado. Desde Ollanta Humala, que deixou o poder em 28 de julho de 2016, ninguém conseguiu governar por um mandato completo. Agora no g1 Balcázar é o chefe do Executivo desde fevereiro. Ele era deputado quando o Congresso aprovou uma "destituição express" de Jerí, envolvido em um escândalo após a descoberta de reuniões não divulgadas com um empresário chinês. Antes dele, Dina Boluarte enfrentou forte rejeição popular — sua aprovação varia entre 2% e 4% — ao mesmo tempo em que respondia por denúncias de enriquecimento ilícito. No fim, o Legislativo aprovou seu impeachment. José María Balcázar Ernesto Arias/Peru Congress/Handout via REUTERS Mandatos incompletos Jerí deveria permanecer na Presidência até abril de 2026, preenchendo ele próprio um mandato-tampão antes da data prevista para as próximas eleições presidenciais. Nem ele, nem boa parte de seus antecessores conseguiu a proeza de se manter no cargo até o fim do tempo previsto. Dina Boluarte, que ocupou a cadeira por quase 3 anos, é a recordista de permanência na cadeira desde 2016. Veja quanto tempo duraram os últimos presidentes do Peru: Pedro Pablo Kuczynski, de 28 de julho de 2016 a 23 de março de 2018 (1 ano e 238 dias) Martín Vizcarra, de 23 de março de 2018 a 9 de novembro de 2020 (2 anos e 231 dias) Manuel Merino, de 10 a 15 de novembro de 2020 (5 dias) Francisco Sagasti, de 17 de novembro de 2020 a 28 de julho de 2021 (253 dias) Pedro Castillo, de 28 de julho de 2021 a 7 de dezembro de 2022 (1 ano e 132 dias) Dina Boluarte, de 7 de dezembro de 2022 a 10 de outubro de 2025 (2 anos e 307 dias) José Jerí, de 10 de outubro de 2025 a 17 de fevereiro de 2026 (130 dias) José María Balcázar, de 18 de fevereiro até 28 de julho de 2026 (161 dias, considerando que termine seu mandato) Desde o governo de Kuczynski, a relação entre presidente e Congresso tem sido tensa em Lima. Nem todos os chefes do Executivo, porém, foram destituídos formalmente. Kuczynski renunciou ao cargo após a divulgação de vídeos que mostravam uma tentativa de compra de votos de deputados para que ele sobrevivesse a uma votação de impeachment. Vizcarra, seu sucessor, caiu de fato por impeachment. Merino entrou em seu lugar, mas figuras políticas questionaram sua legitimidade no cargo, o que precipitou sua renúncia em apenas 5 dias. Sagasti foi promovido como presidente do Congresso, por sucessão constitucional, levando o mandato-tampão sob intensas crises sociais e políticas até o final. Pedro Castillo foi eleito em 2021. No ano seguinte, tentou dar um golpe e acabou preso e destituído do cargo. No final de 2025, Castillo foi condenado a 11 anos de prisão. Após a queda de Castillo, o comando do país passou para a vice-presidente Dina Boluarte. Ela permaneceu no cargo até outubro do ano passado, quando sofreu impeachment por “incapacidade moral”. Presidente peruano, Pedro Castillo, durante pronunciamento à população em 6 de dezembro de 2022 Jhonel RODRIGUEZ / Peruvian Presidency / AFP O vizinho andino tem um sistema político com pontos importantes diferentes do Brasil - e da maior parte da América Latina. Os processos de impeachment e destituição têm uma tramitação "express" porque não existem duas câmaras no Legislativo para debater e colocar entrave a tais decisões. Entenda melhor abaixo: por que o Peru tem um sistema unicameral; o que ele implica; como isso se relaciona com o processo de impeachment; o cargo de primeiro-ministro peruano; Sistema unicameral Prédio do Congresso peruano em Lima. Cris Bouroncle / AFP Diferentemente do Brasil, o Peru não tem o chamado sistema bicameral - em que o Poder Legislativo é exercido por Senado e Câmara dos Deputados. No Peru, o Congresso é composto por apenas uma delas, em que atuam 130 parlamentares. Mas nem sempre foi assim. Até 1992, o país tinha Câmara de Deputados e Senado. Naquele ano, o então presidente Alberto Fujimori (1938 -2024) deu um “autogolpe”: entre outras medidas, fechou o Congresso, enviou militares às ruas e promulgou uma nova Constituição no ano seguinte. No texto, que foi aprovado por um referendo, ficou determinado que o país não teria mais um Senado - e a regra vigora até hoje. O ex-presidente do Peru, Alberto Fujimori, em foto de arquivo. Reuters/Mariana Bazo “Fujimori tinha um discurso e uma prática de crítica forte às instituições - que eram lentas, inoperantes, ineficientes. Para ele, os políticos peruanos eram uma desgraça para o país - então, para que ter duas Câmaras?”, aponta o professor Jorge Aragón Trelles, um dos pesquisadores principais do Instituto de Estudos Peruanos, em Lima. Um dos motivos para o texto nunca ter sido alterado desde 1993 continua sendo, segundo explica Aragón, a opinião pública. “Há uma desconfiança e um aborrecimento da opinião pública com o Congresso e os congressistas - nenhum presidente quis levar a cabo a reforma porque é muito impopular. As pessoas não querem mais congressistas”, afirma Aragón. Mesmo assim, o governo de Vizcarra tentou recriar o sistema bicameral, enviando um projeto ao Congresso que previa a recriação do Senado. Quando o texto chegou ao parlamento, foi modificado pelos congressistas. As alterações feitas “desvirtuavam o espírito da reforma, na opinião de Vizcarra, e por isso não passou”, explica Aragón. Outras mudanças, entretanto, foram emplacadas: em dezembro de 2018, o país aprovou, por referendo, uma reforma que acabava com a reeleição para os parlamentares. Como o Congresso funciona na prática Ex-presidente do Peru, Martin Vizcarra, anunciou a dissolução do Congresso em 2019 em uma mensagem televisionada Renato Pajuelo / Andina / AFP O fato de o Congresso do Peru só ter uma câmara legislativa significa, na prática, que um projeto só precisa ser aprovado - ou não - por uma única casa antes de ir à sanção presidencial. O professor Jorge Aragón acredita que seria melhor para o país ter um sistema bicameral. “Como não temos duas câmaras, há certas coisas que não funcionam bem. Não temos uma segunda instância que possa revisar a qualidade das leis”, avalia. “Se tivéssemos duas Câmaras, poderíamos ter uma representação por partidos e uma representação territorial. Poderíamos organizar melhor o trabalho do Congresso - a Câmara Baixa [dos Deputados] poderia fazer algumas coisas e o Senado poderia fazer outras. Tudo isso simplesmente se perde quando não há um sistema bicameral”, explica. Por outro lado, o Peru não é o único país com esse sistema, lembra o professor de relações internacionais da Fundação Getulio Vargas (FGV) em São Paulo Oliver Stuenkel. Venezuela, Equador, Portugal, Dinamarca e Nova Zelândia são outros exemplos de países que só têm uma Câmara legislativa. “Basicamente, todos os sistemas políticos são imperfeitos. Não dá pra dizer que um sistema é melhor que o outro - depende de muitos fatores, é ligado ao processo político do país. Não há uma decisão clara sobre qual sistema é superior ao outro”, avalia Stuenkel. "Com uma Câmara só, costuma-se tomar decisões mais rapidamente". Por outro lado, pondera, "ter as duas Câmaras aumenta a complexidade dos sistemas, mas, ao mesmo serve como mecanismo de freio -- limita a possibilidade de radicalização rápida porque, muitas vezes, há uma distribuição de poder que difere. É como no caso americano, em que o Senado é de maioria republicana e o Congresso, de maioria democrata”, avalia Stuenkel. Ele lembra, também, que o Senado, ao ser composto por uma representação territorial, acaba dando maior peso a regiões que têm menor população. Congresso, destituição e impeachment Para remover um presidente, a Constituição do Peru exige 87 votos, de um total de 130 deputados. Pela lei peruana, o presidente pode "dissolver o Congresso se este tiver censurado ou negado sua confiança a dois gabinetes". Dissolução do Congresso Antes de ser destituído do cargo e preso, o ex-presidente Pedro Castillo havia tentado dissolver o Congresso. Castillo respondia a um terceiro processo de impeachment na Casa. A Constituição do Peru prevê essa possibilidade no artigo 134: "O presidente da República tem o poder de dissolver o Congresso se este tiver censurado ou negado sua confiança a dois gabinetes", ou seja, Castillo se valeu dos outros dois processos de impeachment anteriores para tomar essa decisão. O mesmo artigo diz que o presidente é obrigado a convocar novas eleições em até 4 meses, sem fazer qualquer tipo de alteração no processo eleitoral. Em 2019, Martín Vizcarra, que era presidente na época, também dissolveu o Congresso e convocou novas eleições. Em 1992 o mesmo ocorreu durante a gestão de Alberto Fujimori, que posteriormente incluiu esse artigo na Constituição. Presidente e 'primeiro-ministro' Além do presidente, o Peru tem em seu governo uma figura rara na América Latina: uma espécie de premiê. Seu cargo oficialmente se chama "presidente do Conselho de Ministros" e, na prática, ele atua como chefe dos ministros, uma espécie de chefe de gabinete, segundo o professor Jorge Aragón. Algumas pessoas dizem que o sistema político peruano é "presidencial parlamentarizado", mas não é para tanto. "O 'primeiro-ministro' é como um aliado que o presidente tem. O sistema peruano é fortemente presidencial e tem a figura do premiê como coordenador dos ministros. Mas não mais que isso", explica.

  25. Porsche 911 Carrera GTS Divulgação / Porsche O influenciador Fabio Giga dirigia um Porsche 911 GTS quando se envolveu num acidente com duas motos e dois carros neste sábado (6). O esportivo modelo 2026 custa mais de R$ 1,3 milhão, segundo a tabela Fipe, e pode chegar a 312 km/h. Este é o primeiro 911 a receber sistema híbrido. O motor seis cilindros de 3.6 litros bi turbo gera 541 cavalos de potência e 62,2 kgfm de torque. Uma das inovações desse sistema é a instalação de um motor elétrico entre o compressor e o rotor da turbina. A aceleração de 0 a 100 km/h leva só 3 segundos. Com isso, o Porsche consegue acelerar a compressão dos gases em baixos giros, criar torque e aumentar a aceleração. O sistema, instalado em uma das turbinas, também consegue recuperar energia cinética e transformá-la em 11 kW. VÍDEO: veja momento em que motorista de Porsche perde o controle e bate na Zona Sul de SP A transmissão de dupla embreagem PDK tem outro motor elétrico instalado dentro dela que fornece 15,3 kgfm extras. Como referência, um Volkswagen Polo 1.0 aspirado tem torque de só 10,3 kgfm. Esse motor também entrega potência extra de 54 cv para o Porsche 911. Ambos os motores estão ligados a uma compacta bateria de íon de lítio de só 1,9 kWh. O motor a combustão 3.6 bi turbo gera sozinho 485 cv. Porsche 911 Carrera GTS Divulgação / Porsche Suspensão aprimorada Pela primeira vez, a Porsche oferece como item de série o eixo traseiro esterçante. Essa tecnologia esterça levemente as rodas de trás para facilitar manobras em espaços apertados e ainda aumenta a estabilidade em trocas de direção em alta velocidade. Conhecida pelo acerto fino de suas suspensões, a Porsche integrou o seu controle dinâmico de chassi (PDCC) no sistema de alta tensão de 400V do GTS. Com isso, as respostas dos atuadores são mais rápidas e precisas para equilibrar o 911. A versão GTS dirigida pelo influenciador, tem suspensão rebaixada em 10 mm se comparada às versões Carrera do 911. Interior do Porsche 911 Carrera GTS Divulgação / Porsche Aerodinâmica móvel Nas extremidades do para-choques dianteiro do 911 GTS, há conjuntos de cinco abas móveis verticais. Elas se movem e controlam o fluxo de ar para resfriamento dos radiadores. Há ainda difusores dianteiros adaptativos no sub-chassi. Eles controlam a passagem de ar sob o carro. Tudo para otimizar a aerodinâmica e também melhorar o resfriamento do motor em situações de alta demanda de potência. Aletas no para-choque do Porsche 911 Carrera GTS controlam passagem de ar Divulgação / Porsche Acidente com Fábio Giga O fisiculturista e influencer Fábio Giga perdeu o controle de um Porsche e bateu em duas motos e dois carros na tarde deste sábado (6), na Zona Sul de São Paulo. O acidente aconteceu na Avenida das Juntas Provisórias, sentido Ipiranga. Segundo a Polícia Civil, Fábio fez o teste do bafômetro, e o resultado foi negativo para álcool. Segundo a Companhia de Engenharia e Tráfego (CET), duas vítimas foram socorridas e encaminhadas a unidades de saúde da região. Fábio Giga bateu Porsche 911 Carrera GTS na Zona Sul de São Paulo Reprodução Câmeras de segurança registraram o momento do acidente. No registro, é possível ver que o carro derrapa, atinge duas motos e depois bate em um muro que abriga as colunas do Expresso Tiradentes. Além disso, o carro ficou a poucos metros de atingir outra motocicleta com duas pessoas que vinha logo à frente. Também é possível ver que o airbag do carro de luxo foi acionado. Segundo Fábio, quem estava com ele no carro era outro influenciador conhecido como Bitelo. Outra câmera registrou um ângulo diferente do acidente. Nessa gravação, é possível ver os dois motociclistas deslizando no asfalto após serem atingidos pelo Porsche. Quem é Fábio Giga Fábio Giga é o apelido de Fábio Augusto Rezende, de 46 anos. Com 3,7 milhões de seguidores no Instagram e 1,5 milhão de inscritos no YouTube, ele compartilha nas redes sociais detalhes de sua rotina como fisiculturista. Ele se tornou conhecido do público em 2013 após conhecer personalidades do fisiculturismo brasileiro como Léo Stronda e Felipe Franco, que o incentivaram a criar seu próprio perfil público nas redes sociais.

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