
Familiares e amigos prestam homenagem a menino que morreu após agressões
Familiares e amigos de Arthur Kenay Andrade de Oliveira, o menino de oito anos que morreu após dar entrada em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Cubatão (SP) com diversas lesões, reuniram-se nesta segunda-feira (4) para pedir justiça. O ato aconteceu em frente à escola onde ele estudava em São Vicente (SP).
Arthur morreu na sexta-feira (1°), após chegar à unidade de saúde em parada cardiorrespiratória. De acordo com o boletim de ocorrência, os ferimentos do garoto eram compatíveis com maus-tratos. O caso segue em investigação.
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O padrasto dele, identificado como Luan Henrique Silva de Almeida, o "Fuzil", foi apontado como principal suspeito pelo crime. O homem de 31 anos fugiu após a morte do menino, mas foi executado a tiros dentro de uma ambulância.
Arthur Kenay Andrade de Oliveira, de 8 anos, recebeu uma homenagem em frente à escola onde estudava em São Vicente, SP
Reprodução/TV Tribuna e Redes Sociais
Familiares, amigos, professores e alunos fizeram uma homenagem a Arthur e pediram por justiça em frente à escola, no bairro Tancredo Neves. Conforme apurado pela TV Tribuna, afiliada da Globo, todos estavam abalados com o ocorrido.
Nas imagens, é possível ver os participantes com camisas estampadas com fotos de Arthur. Alguns deles carregavam balões brancos (assista acima).
Arthur Kenay Andrade de Oliveira, de 8 anos, recebeu uma homenagem em frente à escola onde estudava em São Vicente, SP
Reprodução/TV Tribuna
Caso Arthur
Arthur Kenay Andrade de Oliveira, de 8 anos, morreu após dar entrada em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) com diversas lesões em Cubatão. De acordo com o boletim de ocorrência, os ferimentos eram compatíveis com maus-tratos.
O garoto chegou em parada cardiorrespiratória na UPA, no bairro Jardim Casqueiro, na sexta-feira (1°). Em nota, a Secretaria de Saúde de Cubatão informou que o paciente deu entrada vindo de São Vicente e os médicos tentaram a reanimação, mas a vítima não resistiu e teve a morte constatada no local.
Segundo o BO, durante o atendimento, a equipe médica identificou lesões de unha no pescoço e lábio do menino, além de hematomas e manchas roxas em áreas como abdômen, tórax, dorso, membros inferiores e nádegas, compatíveis com indícios de maus-tratos. Sendo assim, a PM foi acionada.
Inicialmente, a mãe disse que levou o filho para a UPA em um carro de aplicativo, pois encontrou o menino caído no banheiro da casa após ter ido tomar banho a pedido do padrasto, enquanto ela cochilava.
Luan Henrique Silva De Almeida foi morto após ser acusado de matar o enteado, de 8 anos
Reprodução
Durante o registro do caso na delegacia, a mulher apresentou uma nova versão sobre o caso. Desta vez, ela disse que estava em um salão de beleza fazendo cílios quando o companheiro chegou e disse que o filho dela estava desfalecido no carro.
De acordo com o relato, o casal levou a criança até a UPA de Cubatão e, durante o trajeto, a mulher questionou o que havia acontecido, mas o homem não respondeu.
Padrasto morto
Após deixar o menino na UPA, 'Fuzil' chegou a retornar para casa para buscar os documentos da mãe, mas deixou a documentação com a irmã dela e não apareceu mais. Segundo a mulher, o companheiro parou de responder às mensagens.
Luan foi baleado no bairro Ribeirópolis, em Praia Grande, no sábado (2). Ele chegou a ser socorrido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), e direcionado à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Samambaia.
Durante o trajeto, a ambulância foi abordada por homens armados, invadida e ele foi baleado. O suspeito não resistiu aos ferimentos e morreu. A Polícia Civil investiga o caso e tenta identificar o autor dos disparos.
Câmeras de segurança registraram padrasto saindo com menino desacordado de apartamento
Investigação
O caso foi registrado na Delegacia de Cubatão e, no mesmo dia, encaminhado para investigação em São Vicente. Na ocasião, a equipe reuniu imagens de monitoramento do prédio onde a vítima morava, além de ouvir a mãe e uma testemunha, dona do salão onde a mulher estava.
Segundo a Polícia Civil, a análise das imagens das câmeras e os depoimentos reforçaram a segunda versão apresentada pela mãe. Isso porque foi possível ver que a mãe havia saído do imóvel horas antes do padrasto deixar o apartamento com a criança nos braços.
Em nota, a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) informou que a Polícia Civil investiga a morte do menino, que deu entrada com ferimentos graves na UPA do Jardim Casqueiro.
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