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G1 GLOBO (Tudo Diário)

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  1. Cantor e compositor baiano que reside em São Paulo, Pedro Emílio lança o segundo álbum, 'Vende-se lembrança' Alexandre Toffoli / Divulgação ♫ NOTÍCIA ♬ A indicação do primeiro álbum de Pedro Emílio, “Enquanto os distraídos amam” (2025), ao Grammy Latino do ano passado, na categoria técnica Engenharia de gravação, ampliou a visibilidade do artista na cena indie da música brasileira dos anos 2020 com som que mixa referências de pop, MPB e R&B. É com essa credencial que o cantor e compositor – nascido na Bahia e residente na cidade de São Paulo (SP) – apresenta o segundo álbum, “Vende-se lembrança”, no mundo desde quinta-feira, 28 de maio. Cinco anos após despontar no mercado fonográfico com o EP “Travessia” (2021), Pedro Emílio reforça a conexão com o produtor musical Matheus Stiirmer em álbum no qual faz feats com a cantora conterrânea Luedji Luna no samba “Reticente” – faixa antecipada em single editado em 1º de maio – e com o cantor catarinense Ryan Fidelis (revelação no segmento do R&B) na faixa “Você foi”. Entre citação de “Come with me” (música-título de disco lançado em 1983 pela pianista e cantora Tânia Maria) na faixa inicial “Tanto você” e o arremate do álbum no clima dançante de “Coisa gostosa”, Pedro Emílio costura referências e memórias afetivas e musicais com contemporaneidade em composições inéditas como “Bobeira”, “Dendê”, “Era pra ser”, “Gília” – canção inspirada pelo encontro em 2020 do artista com a esposa, Lígia – e “Você foi”. Pedro Emílio assina a produção musical do álbum “Vende-se lembrança” com Matheus Stiirmer, responsável com Zeca Leme pela engenharia de gravação das nove faixas do disco editado de forma independente. Capa do álbum 'Vende-se lembrança', de Pedro Emílio Alexandre Toffoli / Divulgação

  2. Com canto agudo e tamanho de uma colher de sopa; quem é a nova espécie de perereca descobe A nova espécie de perereca descoberta no Cerrado do Noroeste de Minas Gerais, batizada de Ololygon paracatu, chama atenção pelo tamanho pequeno — semelhante ao de uma colher de sopa — e pelo canto agudo e delicado. O anfíbio vive em afluentes do Rio Paracatu. Ouça o som acima. Segundo a bióloga Daniele Carvalho, do Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Répteis e Anfíbios do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (RAN-ICMBio), o som emitido pela perereca lembra o canto de outros animais. "O canto é semelhante a um pequeno assobio curto, lembrando o som de grilos ou outros insetos noturnos", destacou a pesquisadora. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Triângulo no WhatsApp Os machos da espécie medem entre 20,4 e 28,2 mm e as fêmeas de 29,3 a 35,2 mm Alejandro Valencia-Zuleta/Divulgação Segundo Daniele Carvalho, cada espécie possui um canto próprio, que funciona como uma “assinatura sonora”. Esses sons podem ser mais agudos ou mais graves, como ocorre com a Ololygon paracatu. Ainda de acordo com a bióloga, o canto ajuda as pererecas a se reconhecerem entre indivíduos da mesma espécie. "Essas diferenças permitem que as fêmeas reconheçam os machos da própria espécie, evitando cruzamentos com espécies semelhantes que vivem no mesmo ambiente", explicou. Foi por meio do canto que os pesquisadores conseguiram identificar e diferenciar as espécies de anfíbios do mesmo grupo. Segundo a cientista, o som está diretamente ligado à reprodução e é emitido, principalmente, pelos machos para atrair as fêmeas e demarcar território. Os cantos ocorrem apenas em determinadas épocas do ano, quando as condições ambientais são favoráveis. Na maior parte das espécies do Cerrado, o período reprodutivo acontece durante a estação chuvosa, já que a água é essencial para o desenvolvimento dos girinos. A Ololygon paracatu está presente em apenas dois locais na região em que foi encontrada Alejandro Valencia-Zuleta/Divulgação Tamanho de uma colher de sopa Os machos da Ololygon paracatu medem entre 20,4 e 28,2 milímetros. Já as fêmeas variam de 29,3 a 35,2 milímetros, tamanho próximo ao de uma colher de sopa. A medição considera a distância entre a ponta do focinho e o fim do corpo, sem incluir patas e membros. Segundo a bióloga Daniele Carvalho, o tamanho da espécie está dentro do padrão observado em outras oito espécies de pererecas do mesmo grupo que vivem na região. "Ololygon paracatu tem um tamanho intermediário: maior que algumas espécies e menor que outras dentro do mesmo grupo", finaliza a bióloga. LEIA TAMBÉM: Saiba como foi tratamento de macaca com diabetes Filhote de tamanduá é resgatado abraçado à mãe morta Fóssil de lagarto mais antigo da América do Sul é descoberto *Estagiário sob supervisão de Adreana Oliveira VÍDEOS: veja tudo sobre o Triângulo, Alto Paranaíba e Noroeste de Minas

  3. Vídeo de empresária sobre tentativa de assalto no Ibirapuera alcança mais de 1 milhão de views e expõe onda de assaltos no parque Reprodução/Instagram O relato de uma empresária que afirma ter escapado por pouco de uma tentativa de assalto enquanto corria no Parque Ibirapuera, na Zona Sul de São Paulo, viralizou nas redes sociais e reacendeu o debate sobre a segurança no local. O vídeo, publicado nesta semana, não mostra a tentativa de assalto. As imagens exibem apenas a empresária correndo, enquanto o relato sobre o episódio aparece na legenda da publicação. Ainda assim, o conteúdo ultrapassou 1,5 milhão de visualizações e reuniu centenas de comentários de pessoas que dizem ter sido vítimas de roubos ou tentativas de assalto dentro e nos arredores do Ibirapuera. Em nota, a concessionária Urbia, responsável pela gestão do parque, disse não haver registro de assaltos neste ano no local e que, em fevereiro, a Guarda Civil Metropolitana ampliou sua atuação no local, reforçando as ações de segurança já existentes (veja nota completa abaixo). A Secretaria Municipal de Segurança Urbana disse que o parque e o entorno são monitorados pelas câmeras do programa Smart Sampa, e o patrulhamento foi reforçado (veja nota completa abaixo). A maior parte dos relatos descreve abordagens feitas por criminosos em bicicletas. Entre os casos citados estão furtos e roubos de celulares e correntinhas. “Roubaram minha correntinha enquanto eu corria em março deste ano. É tão rápido que só percebi depois que o vagabundo já tinha puxado”, escreveu uma internauta. “Uma vez eu estava mexendo no celular e um rapaz que passou do meu lado de bicicleta esticou a mão e quase pegou meu aparelho. Joguei o corpo para o lado e ele não conseguiu levar”, relatou outra pessoa. “Eu quase fui assaltada ontem. Uns meninos de bicicleta, um deles puxou meu cabelo pela trança. Foi horrível. Dentro do parque. Não correr em locais mais vazios, ficar sempre atenta”, afirmou outra internauta. “Levaram a corrente de ouro da minha mãe”, comentou mais um usuário. Ao g1, a empresária Vanessa Souza contou que mora em Florianópolis e estava em São Paulo para participar de um evento do setor imobiliário. Segundo ela, sempre que visita a capital paulista costuma correr no Parque Ibirapuera. “Era domingo, dia 17, por volta das 14h. Fui correr como já fiz outras vezes. Durante boa parte do percurso, o celular estava guardado no bolso. Em determinado momento, peguei o aparelho para fazer alguns registros e permaneci com ele na mão. Em seguida, um rapaz que também estava correndo se aproximou e falou: ‘Esconde o celular’. Na hora, eu me assustei muito”, contou. Initial plugin text Vanessa afirma que, sem entender o que estava acontecendo, saiu da pista e interrompeu a corrida. Pouco depois, o homem voltou a abordá-la e explicou que havia percebido adolescentes observando o celular dela e planejando como pegar o aparelho. “Ele me disse que esse tipo de situação vem acontecendo com frequência dentro do parque e que, naquele momento, a forma que encontrou de me ajudar foi correr até mim e me avisar antes que eles chegassem perto para tentar levar o celular. Sorte que ele conseguiu me alertar”, disse. Após o susto, Vanessa decidiu gravar um vídeo para alertar amigos e outras pessoas que frequentam o parque, mas que, segundo ela, desconheciam os relatos de assaltos no local. A empresária afirma que não imaginava a repercussão da publicação. “Tomou uma proporção muito maior do que eu imaginava. E vi que, inclusive, no mesmo domingo, duas meninas relataram que também sofreram tentativas de assalto. Há vários casos, principalmente envolvendo mulheres”, afirmou. O que diz a Urbia "O Parque Ibirapuera é um espaço seguro. Não há qualquer registro de assaltos no parque, este ano. Em fevereiro, a Guarda Civil Metropolitana (GCM) ampliou sua atuação no local, reforçando as ações de segurança já existentes. A Urbia esclarece que a segurança pública no parque é uma atribuição da Guarda Civil Metropolitana (GCM) e da Polícia Militar (PM). A concessionária atua na segurança patrimonial e no apoio operacional às autoridades, contando com infraestrutura tecnológica de monitoramento e vigilância 24 horas. A operação inclui 283 câmeras integradas ao programa Smart Sampa e Muralha Paulista, além de equipes de vigilância fixa e móvel, com patrulhamento diário. A divulgação de dados oficiais, informações sobre investigações e eventuais prisões é de responsabilidade exclusiva das autoridades competentes. A Urbia reforça a importância do registro de boletim de ocorrência, ferramenta fundamental para apoiar a atuação das autoridades e contribuir para o aperfeiçoamento das estratégias de segurança". O que diz a Secretaria Municipal de Segurança Urbana "A Secretaria Municipal de Segurança Urbana (SMSU) informa que, embora a gestão do Parque Ibirapuera seja privada, a Guarda Civil Metropolitana (GCM) realiza ações coordenadas com a concessionária Urbia para garantir a segurança dos visitantes. O parque e o entorno são monitorados pelas câmeras do programa Smart Sampa, e o patrulhamento foi reforçado com 30 agentes, 13 viaturas e 6 motocicletas, com intensificação nos horários de maior movimento. A corporação mantém diálogo permanente com a concessionária e adota estratégia de patrulhamento móvel e preventivo, ampliando a cobertura territorial e a agilidade no atendimento". Vídeo de empresária sobre tentativa de assalto no Ibirapuera alcança mais de 1 milhão de views e expõe onda de assaltos no parque Reprodução

  4. Conheça a trajetória de empresária do ramo de cavalos de elite que empreendeu aos 7 anos Com sorriso fácil, voz firme e uma trajetória marcada pelo empreendedorismo desde a infância, Maria Jordana Caldas se destaca no mercado de animais de elite. Aos 28 anos, ela é especialista em comportamento equino, conhecida por domar cavalos sem agressividade e por ministrar cursos e palestras sobre empreendedorismo e equitação em diferentes estados do país. Tudo começou aos 7 anos, quando decidiu vender pulseiras para conseguir comprar e sustentar o primeiro animal. ✅ Clique e siga o canal do g1 GO no WhatsApp Natural de Ipameri, na região sudeste de Goiás, Maria Jordana tem formação técnica em agropecuária e gestão de empresas. Ela ganhou o primeiro cavalo, um potro sem raça definida chamado Silver, ainda criança. Aos 15 anos, já competia em provas de três tambores com a égua Quarto de Milha Missy, que ela mesma treinava e cuidava em casa. Atualmente, ela possui 12 animais de elite de raças como Quarto de Milha, Mangalarga e Appaloosa. Os cavalos, que durante anos fizeram parte da escola de equitação, hoje estão em uma fazenda e são utilizados em passeios e outras atividades. Maria Jordana Caldas, conhecida como 'Horse Woman', é especialista em comportamento equino. Foto: Jeferson Britto/Arquivo pessoal LEIA TAMBÉM: Cavalo de R$ 22 milhões e genética internacional: conheça mercado de animais de elite que movimenta Goiás De famosos, a presente de Cristiano Ronaldo e R$ 257 milhões em vendas: veja detalhes de leilão de luxo em Goiás Cavalo impressiona ao ser avaliado em R$ 88 milhões após ter metade dele arrematada durante leilão O início da paixão Ao g1,Maria Jordana contou que, desde pequena, era apaixonada por cavalos, mas a família não tinha condições de comprar um animal. O pai, Vagner Pires Barbosa, trabalhava como montador de móveis e a mãe, Meiriellen Caldas, era operadora de caixa em um supermercado. Foi então que ela teve a ideia de fazer pulseiras para juntar dinheiro e comprar um cavalo. “Eu era muito insistente nessa vontade de ter um cavalo, mas meus pais falavam que era muito caro. Então, um dia, eu ganhei uma caixinha de miçangas e comecei a fazer pulseiras para juntar dinheiro e comprar um cavalo. Ainda criança, montei uma bancada para vender as pulseiras. Depois comecei a vender canetas na escola também, tudo para juntar dinheiro”, contou. Segundo Maria Jordana, ela passou dos 7 aos 12 anos tentando realizar o sonho de ter um cavalo próprio. O esforço foi reconhecido e a tia, Elmi Maria Alves, presenteou Maria Jordana com o primeiro cavalo, o Silver. Na época, ela tinha 12 anos e passava férias na fazenda da tia. “Foi aí que comecei a empreender de novo. Nessa época minha mãe já tinha aberto uma confeitaria, então começamos a fazer cupcakes para eu vender na escola. Com o dinheiro, eu comprava ração e cuidava do cavalo em casa mesmo”, disse. Maria Jordana e o cavalo Silver quando criança e na adolescência. Arquivo Pessoal/Maria Jordana Caldas Doma sem agressividade Durante o processo de treinamento do primeiro cavalo, Maria Jordana decidiu que queria aprender a domá-lo sozinha. Foi nesse período que ela começou a pesquisar métodos diferentes dos modelos tradicionais. “Quando chegou a fase de domar esse cavalo, eu queria fazer isso sozinha. Na época vi muita gente usando força e agressividade com os animais. Isso me incomodava”, contou. Segundo ela, foi pesquisando na internet que encontrou conteúdos da Universidade do Cavalo, em São Paulo, e passou a estudar formas de doma mais respeitosas. Adolescente, Maria Jordana competia em provas de três tambores com sua própria égua treinada. Arquivo Pessoal/Maria Jordana Caldas Provas de três tambores Além da doma, Maria também começou a se apaixonar pelo esporte dos três tambores. Mas ainda existia um desafio: cavalos de competição eram muito caros. “A gente encontrou uma égua da raça que eu precisava para competir, porque o cavalo que eu tinha, o Silver, não tinha raça definida. Então eu vendi esse cavalo, juntei o dinheiro que tinha, meu pai me ajudou e conseguimos comprar a égua de competição”, contou. 🔎 A prova dos três tambores é uma competição de velocidade em que cavalo e amazona precisam contornar três tambores posicionados em formato triangular no menor tempo possível. Há penalidade quando um tambor é derrubado durante o percurso. Sem condições financeiras de pagar treinador ou manter o animal em um centro especializado, Maria Jordana treinava e cuidava da Missy. Ela e os pais construíram uma baia para o animal no quintal de casa. Na época, Maria Jordana tinha 15 anos. “Na nossa casa. A gente construiu uma baia e meu pai me ajudava nos cuidados. Todos os dias eu atravessava a cidade para treinar e competir com ela”, contou. Maria Jordana foi bicampeã goiana em uma competição da modalidade, conquistando o título por dois anos consecutivos. Ela também participou de finais de rodeios e acumulou diversas colocações no pódio em provas de três tambores. Escola de equitação e palestras pelo Brasil Após começar a competir, Maria Jordana abriu uma escola de equitação dentro do Parque de Exposições de Guamiranga. A escola foi criada em 2018 e funcionou durante oito anos. No fim daquele mesmo ano, após conseguir recursos com o trabalho desenvolvido no local, ela fez sua primeira formação na Universidade do Cavalo, em São Paulo, investindo em cursos profissionalizantes na área. O espaço cresceu rapidamente e exigia dedicação integral da jovem empresária. Alguns cavalos ficavam na própria casa dela, onde as baias já eram em maior número. Segundo Maria, a parceria com o Sebrae foi importante durante o processo de crescimento da escola. Entre os alunos da empresária está a instrutora de equitação Sara do Carmo, de 18 anos, que participou da escola durante sete anos e diz considerar Maria Jordana uma "encantadora de cavalos". "A conexão que a Maria cria com os cavalos é profunda. Parece que ela fala a língua deles”, contou. Sara disse ainda que Maria ajudou não apenas no treinamento da égua, mas também no desenvolvimento da sua autoestima e confiança, pois enfrentava depressão e ansiedade quando começou a fazer aulas de equitação. “Ela acreditou no nosso potencial mesmo quando eu não acreditava. Esse apoio me ajudou em momentos muito difíceis”, afirmou. Sara e Maria Jordana em campeonatos. Silvério/Arquivo Pessoal/Sara Em 2025, Maria decidiu pausar temporariamente as atividades da escola para se dedicar às palestras e projetos realizados em diferentes estados do Brasil. “Como comecei a viajar mais, percebi que não conseguiria manter a qualidade do trabalho estando fora com frequência”, explicou. Atualmente, ela realiza entre três e quatro cursos por mês em diferentes cidades do país, geralmente aos finais de semana. As palestras sobre empreendedorismo são feitas em eventos e por meio de convites. Segundo Maria Jordana, ela já falou para mais de 4 mil pessoas ao longo da carreira. Atualmente, Maria também desenvolve o projeto “Mundo Infantil da Horse Woman”. Nele, ela transforma casos reais de cavalos que já treinou em historinhas para colorir e, assim, levar o universo dos cavalos também para as crianças. Segundo a empresária, o faturamento bruto anual da escola de equitação girava em torno de R$ 250 mil antes da pausa das atividades. Atualmente, Maria Jordana foca em palestras e seu projeto 'Mundo Infantil da Horse Woman' Arquivo Pessoal/Maria Jordana Caldas Do sonho no quintal ao empreendedorismo no agro Para Jéssica Mello, analista do Sebrae, a entidade esteve presente desde o início da trajetória empreendedora de Maria Jordana. A analista explicou que, quando a empresária decidiu formalizar o negócio e transformar a paixão pelos cavalos em atividade profissional, procurou o Sebrae em busca de orientações sobre abertura de empresa, formalização e estruturação do empreendimento. “Esse primeiro contato foi fundamental para ela entender os caminhos do empreendedorismo de forma segura e planejada”, disse. De acordo com Jéssica, o Sebrae ajudou Maria Jordana a enxergar a atividade não apenas como paixão, mas também como um negócio com potencial de crescimento. “Por meio de capacitações e orientações recebidas através da Sala do Empreendedor da cidade dela, ela teve acesso a conteúdos sobre gestão, empreendedorismo, marketing, atendimento ao cliente e fortalecimento da presença digital, pontos essenciais para quem trabalha diretamente com imagem e relacionamento no agro”, explicou. A analista ressaltou que a parceria ajudou na ampliação do mercado e fortaleceu a identidade profissional da empresária. “Hoje, ela é um exemplo de como é possível unir propósito, talento e gestão para construir uma trajetória sólida no agronegócio”, afirmou. Empreendedorismo feminino no agro Jéssica destacou que Maria Jordana tem o empreendedorismo na veia e que a trajetória dela inspira outros jovens empreendedores do agro, especialmente mulheres que desejam conquistar espaço em um setor tradicionalmente desafiador. “O grande diferencial que o Sebrae identifica nessa trajetória é justamente a coragem de transformar uma paixão em oportunidade de negócio, aliada à busca constante por conhecimento e profissionalização”, disse a analista. Ela ressaltou ainda que o Sebrae tem orgulho de apoiar trajetórias como a de Maria Jordana, incentivando o desenvolvimento de negócios sustentáveis e fortalecendo o protagonismo feminino no campo. O papel da família Os pais, Vagner Pires e Meiriellen Caldas tiveram papel fundamental para o sucesso de Maria Jordana. Arquivo Pessoal/Maria Jordana Caldas Maria Jordana afirma que os pais tiveram papel fundamental em toda a trajetória. Segundo ela, mesmo sem condições financeiras, eles sempre incentivaram os sonhos da filha. “Meu pai me incentivava muito, me ajudou demais. Ele sempre foi quem mais acreditou em mim”, disse emocionada. Vagner Pires Barbosa morreu há três anos em decorrência de um câncer. Segundo Maria Jordana, ele acompanhou toda a trajetória dela com os cavalos, desde a compra do Silver até a criação da escola de equitação. A mãe acompanha até hoje o crescimento profissional da filha. 📱 Veja outras notícias da região no g1 Goiás. VÍDEOS: últimas notícias de Goiás

  5. Vídeo mostra momento em que agricultor encontra possível poço de petróleo ao perfurar solo Mesmo após confirmação de que o líquido achado em seu quintal é petróleo cru, a preocupação do agricultor Sidrônio Moreira, de 63 anos, segue a mesma: encontrar água para abastecer os animais e a plantação. Em 2024, ele decidiu perfurar um poço artesiano no terreno onde mora na cidade de Tabuleiro do Norte, interior do Ceará, para amenizar os problemas de escassez de água. No lugar, encontrou um líquido preto e com cheiro de combustível. Em maio deste ano, a Agência Nacional do Petróleo (ANP) confirmou se tratar de petróleo cru. LEIA TAMBÉM: Entenda como foi feita análise que confirmou petróleo cru em sítio no CE ANP abre processo para avaliar se é possível extrair petróleo encontrado no CE Agricultor Sidrônio Moreira é dono de sítio onde ANP confirmou existir petróleo cru no subsolo. Ícaro Dias/IFCE Com a confirmação, a agência abriu um processo administrativo para avaliar a área e o seu contexto geológico, de modo a estudar o tamanho das reservas e a viabilidade da exploração. Não há prazo estabelecido para a conclusão da avaliação. Enquanto isso, Sidrônio e a família não podem perfurar novos poços, e devem tomar cuidado com o terreno, pois há risco de contaminação e impacto ao solo e recursos hídricos na região. "Sim, (a adutora) está funcionando. A parte de água para o consumo humano está ok. Mas ainda preciso perfurar um poço para encontrar água para os animais e para a plantação", disse ao g1. Sidrônio mora no sítio com esposa e dois filhos. Ícaro Dias/IFCE Neste ano, a prefeitura da cidade instalou uma nova adutora na região para que mais de 700 famílias tenham acesso à água encanada. O agricultor celebra a novidade, que diminuiu as dificuldades que tinha para realizar atividades básicas, como cozinhar. No entanto, os animais que cria no sítio e a plantação no terreno de mais de 48 hectares, precisam de água para sobreviver. Os novos objetivos de Sidrônio são estes: aguardar o estudo da ANP para entender o que pode fazer no terreno e, se possível, perfurar outro poço para encontrar água. "A ANP mandou um ofício confirmando que vinha outra equipe técnica para avaliar o local, mas sem data para o estudo", comentou Sidrônio ao g1. A família havia comunicado à ANP sobre o possível achado em julho de 2025, e a equipe da agência visitou o sítio 7 meses depois, no dia 12 março de 2026, após o caso ser revelado pelo g1. Quais são os próximos passos? Equipe da ANP levou amostra colhida pelo IFCE para analisar. Divulgação/IFCE A Agência Nacional do Petróleo (ANP) deve iniciar uma fase de estudos para avaliar o tamanho das reservas e a viabilidade da exploração. A ANP, porém, destacou que "não há prazo estabelecido para a conclusão da avaliação técnica" e, uma vez concluída, não há garantia de que a área será explorada comercialmente, já que os interessados na exploração ainda vão analisar se a operação compensa financeiramente. Antes da fase de exploração propriamente dita, a ANP divide a região da jazida em blocos de exploração, isto é, em diferentes áreas que serão leiloadas para as empresas realizarem a exploração de petróleo. O processo como um todo, desde a descoberta até a conclusão das pesquisas, o leilão da área, a instalação da operação e a obtenção de licenças ambientais, pode levar anos. "A partir do resultado da análise, a ANP abriu um processo administrativo com a finalidade de promover a avaliação técnica da área e de seu contexto geológico, inclusive quanto à eventual inclusão de bloco exploratório na Oferta Permanente de Concessão (principal modalidade atual de licitações de áreas para exploração e produção de petróleo e gás)", disse a agência por meio de nota. "A inclusão de blocos no edital da Oferta Permanente necessita de diversas etapas, não só internas da ANP como também de outros órgãos, como órgãos ambientais e ministérios". O agricultor poderá 'lucrar' com o petróleo? Agricultor Sidrônio Moreira furou poço em busca de água, mas encontrou óleo que pode ser petróleo. Marcelo Andrade/IFCE Mesmo com a confirmação de que o líquido é petróleo, Sidrônio não será dono do material, pois a Constituição Federal determina que o subsolo e suas riquezas, incluindo o petróleo e o gás, são de propriedade e monopólio da União. No entanto, Sidrônio poderá ter um retorno financeiro caso a área passe por um processo de exploração e produção comercial no futuro. Dessa maneira, o proprietário da terra tem direito a receber um percentual. ➡️Mas, atenção: primeiro a agência precisa analisar se vale a pena explorar a bacia. Outros achados parecidos foram descartados por serem acúmulos pequenos. Esse repasse financeiro, garantido por lei, pode chegar a até 1%, dependendo de vários fatores que precisarão ser avaliados. Assista aos vídeos mais vistos do Ceará:

  6. Escoamento de produção da agricultura familiar e indígena em Roraima foi comprometida por inundações. Raquel Maia/Rede Amazônica As fortes chuvas que atingem Roraima inundaram plantações e causaram prejuízos a agricultores e pecuaristas, especialmente no município de Bonfim, ao Norte do estado. Comunidades inteiras perderam roças sob a água, enquanto atoleiros em estradas impedem o transporte de gado e o escoamento de soja. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 RR no WhatsApp Na comunidade Marupá, localizada no Bonfim, a força da enchente devastou o meio de subsistência das famílias. A plantação de mandioca, que é a principal fonte de renda e alimento dos povos indígenas da região, foi levada pela água. "Nós perdemos mandioca, perdemos abóboras, perdemos banana. A nossa roça fica igual açude. Lá dentro só dá pra ver o mar e a folhinha de banana. Lá dentro da comunidade é muito triste ver isso", lamenta o agricultor e ex-liderança indígena, Terêncio Salomão. Além da agricultura familiar, o agronegócio também contabiliza perdas. As condições da rodovia estadual RR-207 preocupam os produtores rurais de Bonfim que dependem da rota para vender a colheita e receber insumos. Em uma das principais áreas de cultivo, a estrada de terra foi coberta por lama. "Para a gente é ruim porque isola as fazendas na hora de escoar a produção, tanto de soja quanto de gado. A maioria dos caminhoneiros não quer nem entrar aqui porque sabem do estado da rodovia", relata o pecuarista João Valêncio. Diante da falta de infraestrutura, que é um problema histórico na região, os produtores criaram a Associação dos Moradores e Produtores da Serra da Lua. Segundo Valêncio, o grupo se mobiliza desde o ano passado para pedir soluções ao poder público. Os danos à agricultura também se repetem em outras regiões. No Uiramutã, o município mais indígena do Brasil, uma roça do povo Ingarikó desapareceu completamente após a inundação da área. A água barrenta comprometeu o abastecimento, e os moradores ficaram sem água potável. Para apoiar as vítimas das enchentes, a Coordenadoria Estadual de Defesa Civil (Cedc) anunciou a criação de uma força-tarefa, que atua em conjunto com o Corpo de Bombeiros de Roraima. O transporte de moradores e de mantimentos em áreas isoladas é feito por embarcações. Municípios em emergência Comunidade indígena Ingarikó, no Uiramutã, após fortes chuvas dos últimos dias em Roraima Defesa Civil de Uiramutã/Divulgação Até o momento, os temporais já causaram impactos em dez municípios de Roraima. Desses, cinco precisaram decretar situação de emergência: Mucajaí, Bonfim, Uiramutã, Normandia e Rorainópolis. Em Bonfim, a força das águas derrubou três pontes e isolou cerca de 7,5 mil pessoas. No Uiramutã, o acesso terrestre foi totalmente interrompido neste sábado (30) após a queda de mais uma ponte. Já em Normandia e Rorainópolis, a cheia dos rios rompeu estradas, deixou comunidades isoladas e milhares de moradores afetados, forçando o deslocamento de famílias. Veja reportagem sobre o tema: Temporais em Roraima têm impacto na agricultura do estado Leia outras notícias do estado no g1 Roraima.

  7. Documentário resgata origens da cafeicultura em Machado e destaca o café como patrimônio Uma parte importante da história da cafeicultura sul-mineira foi registrada no documentário “CAFÉ: Patrimônio do Brasil - O início da cafeicultura em Machado(MG)”. 📲 Siga o g1 Sul de Minas no Instagram A produção, que está disponível no Youtube, aborda a formação da cafeicultura no município a partir da segunda metade do século XIX e evidencia como o café estruturou a sua economia, transformou o território e moldou a vida social, econômica e cultural ao longo de mais de 150 anos. 🎥 Clique aqui para assistir o documentário Cafeicultura de Machado (MG) é tema de documentário Adriano Machado/Reuters Por meio de memórias, registros históricos, depoimentos e paisagens, o filme apresenta a consolidação das fazendas cafeeiras e a construção de sedes arquitetônicas expressivas, revelando os processos históricos que contribuíram para a formação da identidade de Machado. LEIA TAMBÉM: Café mineiro avança para ser reconhecido como paisagem cultural do estado O documentário também aborda a origem do café no mundo, sua chegada ao Brasil, a expansão da cafeicultura no século XIX, os impactos sociais do período escravista e as transformações ocorridas após a abolição. De acordo com Platinny Paiva, fundador da AME Cultura e diretor, produtor e roteirista do documentário, a obra nasce da necessidade de preservar e compartilhar a história que ajudou a construir a identidade do município. “Mais do que contar sobre a produção de café, o filme busca mostrar como a cafeicultura moldou o território, as relações sociais, a arquitetura, a cultura e a memória coletiva de Machado. É uma forma de valorizar nossa história e reconhecer o café como parte essencial da identidade do Sul de Minas.” Veja mais notícias da região no g1 Sul de Minas

  8. Maus-tratos contra cães e aves são encontrados em chácara de Ibaté, SP Uma operação conjunta mobilizou autoridades ambientais, sanitárias e de segurança na sexta-feira (29) na zona rural de Ibaté (SP). Em um sítio, equipes constataram um cenário de crueldade e abandono, resultando na morte de mais de 130 animais, a maioria aves. Um homem, que era caseiro no local, foi preso em flagrante e multado em mais de R$ 1 milhão. O g1 reuniu abaixo o que se sabe sobre o caso em 9 pontos. Como a situação de maus-tratos foi descoberta? O que as equipes encontraram ao entrar na propriedade? Quantos e quais tipos de animais foram afetados? Houve alteração na cena do crime? Quem foi preso e o que ele alegou? Quem é o proprietário da chácara e qual a sua versão? Qual a ligação do local com a Funama? Quais serão as punições financeiras (multa) e criminais? O que acontecerá com os animais que sobreviveram? 📱 Siga o g1 São Carlos e Araraquara no Instagram 1 - Como a situação de maus-tratos foi descoberta? Chácara onde animais foram encontrados mortos em Ibaté, SP Leandro Vicari/EPTV A descoberta ocorreu por acaso no início desta semana. Um oficial de justiça compareceu à chácara para cumprir uma citação referente a um processo de penhora de bens — sem nenhuma relação inicial com denúncias ambientais. Ao notar o forte odor e o estado de abandono visível, o servidor estranhou a situação e acionou imediatamente as autoridades competentes. 2 - O que as equipes encontraram ao entrar na propriedade? Ao entrarem pelo portão que estava aberto na sexta-feira, os fiscais de bem-estar animal, planejamento ambiental, Guarda Municipal e Polícia Ambiental depararam-se com uma contradição: uma propriedade de entrada imponente e casa bonita, porém em total estado de abandono. Na parte traseira, dezenas de viveiros abrigavam aves mortas e agonizando. No quintal e dentro da residência, cães debilitados também foram localizados, incluindo uma fêmea da raça shih-tzu em estado de agonia extrema, o que configurou o flagrante técnico. 3 - Quantos e quais tipos de animais foram afetados? Animais encontrados mortos em chácara em Ibaté, SP Reprodução/EPTV Em um levantamento inicial, a Polícia Ambiental identificou 136 animais mortos, mas os agentes alertam que o número real pode ser expressivamente maior conforme a varredura avance. A grande maioria das vítimas era composta por aves (incluindo codornas e três araras da espécie Canindé sem anilhas de identificação). Também foram encontrados cães mortos, como uma cadela da raça Pastor Belga Malinois perto do portão principal e outro cão em avançado estado de decomposição. 4 - Houve alteração na cena do crime? Sim. Ao retornarem ao local neste sábado (30), os representantes do bem-estar animal notaram indícios claros de que a cena foi modificada após a saída das equipes na noite anterior. Corpos de animais mortos foram recolhidos e sumiram, ração e água foram colocadas às pressas em viveiros que antes estavam completamente desprovidos de insumos, e algumas aves que estavam presas foram soltas na tentativa de camuflar a gravidade do cenário. 5 - Quem foi preso e o que ele alegou? Um homem de 26 anos, contratado como caseiro e responsável direto pelo trato diário dos animais, foi preso em flagrante por crime de maus-tratos. De acordo com as autoridades, o jovem apresentou contradições em seu depoimento, afirmando que teria ido alimentar os animais na manhã de quinta-feira, versão que diverge completamente do estado de desidratação, fome crônica e decomposição dos corpos encontrados. 6 - Quem é o proprietário da chácara e qual a sua versão? O dono da propriedade é Cláudio José Lopes. Ele reside temporariamente nos Estados Unidos desde o fim de 2025 por compromissos profissionais. Em contato telefônico com a vereadora Viviane, e posteriormente em nota oficial, Cláudio declarou estar profundamente surpreso e chocado com a situação. Ele afirmou que mantém animais na fazenda há mais de 27 anos e que havia contratado o funcionário especificamente para morar no local e cuidar do plantel, garantindo que efetuava os pagamentos regulares e acreditava que tudo estivesse em ordem. O proprietário informou que apresentará comprovantes de pagamento e registros para colaborar integralmente com as investigações. 7 - Qual a ligação do local com a Fundação Nacional do Meio Ambiente? No passado, a propriedade abrigava a Fundação Nacional do Meio Ambiente (Funama) Dr. Ernesto Pereira Lopes, entidade voltada para a educação e preservação ambiental, onde se realizavam pesquisas com ovos de aves (incubadoras desativadas ainda permanecem no local). Cláudio José Lopes reiterou que atualmente se trata de uma propriedade estritamente particular. Contudo, as autoridades tiveram acesso a uma nota fiscal emitida no último dia 5 de maio no valor de R$ 3,7 mil em nome da Funama para a compra de insumos animais. No Boletim de Ocorrência, além do caseiro e de Cláudio, consta também o nome de Emílio Pereira Lopes como investigado. 8 - Quais serão as punições financeiras (multa) e criminais? Maus-tratos em Ibaté Prefeitura de Ibaté O caso está sendo tratado sob duas esferas jurídicas: Administrativa: A Polícia Ambiental informou que, devido à elevada quantidade de animais vitimados, a multa administrativa a ser aplicada deve ultrapassar o valor de R$ 1 milhão. Penal: Os envolvidos responderão pelo Artigo 32 da Lei de Crimes Ambientais (Lei nº 9.605/1998) por praticar ato de abuso e maus-tratos a animais. 9 - O que acontecerá com os animais que sobreviveram? Mais de 140 animais são encontrados mortos em propriedade rural de Ibaté, SP O boletim de ocorrência menciona que 140 animais foram resgatados com vida. As espécies domésticas e exóticas foram inicialmente encaminhadas ao Centro de Zoonoses municipal, onde passarão por um período obrigatório de quarentena e cuidados veterinários intensivos. Uma das sobreviventes mais emblemáticas é uma cadelinha shih-tzu, encontrada muito debilitada e que recebeu o nome de 'Molly' pela equipe de resgate. Neste sábado, a Prefeitura de Ibaté confirmou que o Parque Ecológico de São Carlos receberá parte dos animais resgatados. Na próxima segunda-feira (1º), os biólogos e veterinários do parque realizarão uma triagem técnica para avaliar as condições de saúde de cada um e definir quais indivíduos poderão ser integrados ao plantel do local. Aqueles que não puderem ser absorvidos pelo parque serão destinados posteriormente a santuários credenciados ou zoológicos. VÍDEOS DA EPTV:

  9. Emerson (à esquerda) e Valmir da Palma (à direita) estão desparecidos desde sexta-feira Reprodução/Redes Sociais A Polícia Civil investiga o desaparecimento do secretário municipal de Agricultura e Meio Ambiente de Aratuípe, Valmir da Palma, e do técnico agrícola Emerson. Os dois não são vistos desde a tarde de sexta-feira (29). No sábado (30), dois corpos carbonizados foram encontrados dentro de um carro em uma estrada na zona rural de Salinas da Margarida, no Recôncavo Baiano. O veículo era utilizado por Valmir e Emerson, segundo informou a Prefeitura de Aratuípe. Polícia investiga se corpos são de secretário e técnico agrícola Até a última atualização desta reportagem, não havia confirmação de que os corpos encontrados no veículo sejam de Valmir da Palma e Emerson. 📲 Clique aqui e entre no grupo do WhatsApp do g1 Bahia Nesta reportagem você vai entender: Quem são os desaparecidos? Onde o carro foi encontrado? Os corpos já foram identificados? O que diz a polícia? O que falta esclarecer? O que disse a prefeitura? Agora no g1 1. Quem são os desaparecidos? Valmir da Palma é secretário municipal de Agricultura e Meio Ambiente de Aratuípe. Emerson atua como técnico agrícola no município. Segundo a prefeitura, os dois desapareceram na tarde de sexta-feira (29). 2. Onde o carro foi encontrado? Corpos carbonizados são encontrados em veículo usado por secretário e técnico agrícola desaparecidos na Bahia Reprodução/Redes Sociais O veículo utilizado pelos dois foi localizado em uma estrada na zona rural de Salinas da Margarida, cidade que fica a cerca de 35 quilômetros de Aratuípe. Dentro do carro, foram encontrados dois corpos carbonizados. 3. Os corpos já foram identificados? Não. Até a última atualização desta reportagem, não havia confirmação de que os corpos encontrados no veículo sejam de Valmir da Palma e Emerson. 4. O que diz a polícia? A Polícia Civil informou que investiga o desaparecimento dos dois servidores municipais e apura as circunstâncias em que os corpos foram encontrados. 5. O que falta esclarecer? As autoridades ainda trabalham para identificar oficialmente os corpos encontrados no carro e determinar as causas das mortes. Equipes do Departamento de Polícia Técnica (DPT) foram acionadas para realizar a perícia, que deve auxiliar tanto na identificação das vítimas quanto no esclarecimento do caso. 6. O que disse a prefeitura? Nas redes sociais, a Prefeitura de Aratuípe manifestou solidariedade às famílias, amigos e colegas de Valmir da Palma e Emerson. A administração municipal informou ainda que acompanha o caso e aguarda o avanço das investigações. LEIA TAMBÉM: Suspeito de matar ex-companheira a facadas no Subúrbio de Salvador é preso Homem morto com facada no peito ao tentar defender amigo na BA era guarda civil em cidade vizinha Suspeito de matar ex-companheira a facadas em Salvador foi preso por agredir vítima e solto 14 dias antes do crime Veja mais notícias do estado no g1 Bahia Assista aos vídeos do g1 e TV Bahia 💻

  10. O feriado prolongado de Corpus Christi tem data e destino definidos para quem quer fugir da rotina sem ir longe. O Atibaia Residence Hotel & Resort, localizado em Atibaia, a cerca de 60 quilômetros de São Paulo, preparou um pacote especial para o período de 3 a 7 de junho com All Inclusive completo, programação temática e estrutura de resort para crianças, adolescentes e adultos. Corpus Christi em Atibaia Divulgação Arraiá no resort O ponto alto da programação é o "mió ARraiá do Interior", a festa junina do resort com trio de forró ao vivo, quadrilha, touro mecânico, casamento caipira e o "Bingão da Roça". A proposta mistura a energia da festa típica brasileira com a estrutura de um resort All Inclusive — sem que os hóspedes precisem sair para aproveitar. All Inclusive sem ressalvas O pacote inclui buffet completo, petiscos, picolés servidos na beira da piscina e carta de bebidas alcoólicas e não alcoólicas liberada durante toda a estadia. A proposta é que os hóspedes não precisem se preocupar com conta no final — um atrativo especialmente valorizado em feriados longos. Piscinas aquecidas O frio de junho não é obstáculo para quem reservar o pacote. Todas as piscinas do resort são aquecidas, o que garante diversão aquática independentemente das temperaturas da serra. A Hidroshow temática, destaque da programação aquática, acontece em horário específico ao longo dos dias. Atibaia Residence Divulgação Para cada faixa de idade A programação de entretenimento foi dividida por faixa etária. Crianças de 3 a 6 anos têm caçadas ao tesouro, oficinas e atividades lúdicas. O público de 7 a 12 anos participa de super games noturnos e jogos cooperativos. Adolescentes e adultos contam com música ao vivo, animação na piscina e atividades esportivas interativas. O resort também estreia uma nova brinquedoteca durante o feriado — espaço lúdico projetado para crianças explorarem a criatividade com segurança. Esportes e aventura Para quem não abre mão da atividade física no feriado, o resort oferece arvorismo, tirolesa e slackline, além de clínicas esportivas de tênis, beach tennis e tênis de mesa. Como reservar As reservas podem ser feitas diretamente pelo time do Atibaia Residence Hotel & Resort. O resort fica na Alameda Professor Lucas Nogueira Garcez, 4746, no bairro Jardim Itapetinga, em Atibaia.

  11. Ana Flauzina alinha 13 músicas autorais no primeiro álbum, 'Rabiscos para o mar' Matheus Leite / Divulgação ♫ NOTÍCIA ♬ Pelo título do samba “Feira de São Joaquim”, uma das 13 músicas do álbum “Rabiscos para o mar”, lançado por Ana Flauzina na quinta-feira, 28 de maio, já dá para saber a procedência da música da cantora e compositora. Sim, Ana Flauzina mora em Salvador (BA), embora a artista tenha nascido em Florianópolis (SC) e sido criada em Brasília (DF). Residente há mais de uma década na capital da Bahia, Flauzina escreve sobre a Feira de São Joaquim – a maior feira livre de Salvador (BA) – neste álbum inteiramente autoral em que se apresenta como intérprete da própria obra após ter ganhado projeção local como compositora (já tendo feito mais de 40 músicas e visto uma delas, “Jangadeiro”, ser gravada por Nelson Rufino em 2023) e como idealizadora da roda “Samba pra rua”. Antecedido pelos singles “Rebento”, “Cidade de luz” e “Liberdade”, o álbum “Rabiscos para o mar” foi gravado por Ana Flauzina sob direção musical da violonista Marília Sodré e do percussionista Tiago Nunes, autores dos arranjos de faixas como “Delirante” (gravada por Flauzina com Márcia Short), “Dentro dos seus Carnavais” e “Sem samba não vai dar”. O samba é o gênero dominante no repertório do primeiro álbum da artista, sendo atravessando pela cultura negra vivenciada de forma potente em Salvador (BA), como sinalizam, já pelos títulos, músicas como “Erê sagrado” e “Sete saias para rodar”. Capa do álbum 'Rabiscos para o mar', de Ana Flauzina Matheus Leite

  12. Robôs e internet bloqueada: os bastidores da cobertura do Salão de Pequim O Salão do Automóvel de Pequim tem muitos superlativos, e um deles ajuda a dimensionar o tamanho do evento quando comparado ao Salão de São Paulo: a área total dos pavilhões na China era quase seis vezes maior que a da capital paulista: 380 mil metros quadrados contra 64 mil. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp Esse espaço foi suficiente para abrigar: 1.451 veículos em exposição; 181 lançamentos; 71 carros-conceito apresentados. (O repórter viajou para o evento a convite da Leapmotor e GWM.) Houve conteúdo de sobra para cerca de 890 mil visitantes. Uma parcela significativa deles adotou uma prática bastante popular na China: transmissões ao vivo. Em vez de câmeras dedicadas à produção de fotos ou vídeos, o que mais chamava a atenção de quem circulava pelos estandes era o uso de transmissões ao vivo, em um formato bastante peculiar. Lives borbulhavam no estandes do Salão de Pequim André Fogaça/g1 O cenário se repetia: um tripé compacto, com haste elevada até o rosto do apresentador, um celular apontado para o carro, outro na mão com informações e uma narração contínua, acompanhada por comentários do público na tela. Do apresentador, só a voz e, em raras oportunidades, o braço aparecia para apontar algum detalhe. O objetivo ia além de apresentar as novidades e qualidades do modelo. A ideia era vender o carro ali mesmo, com cupons que garantiam benefícios ao comprador e comissão ao vendedor. Eram muitos, dezenas alinhados em frente aos estandes. A maioria usava o esquema simples, mas os mais estruturados, que eram raros, contavam com equipes de vídeo, câmeras profissionais e até aparições em cena, em um formato que lembrava programas de vendas na TV. Bastava o estande exibir alguma novidade — afinal, lançamentos representavam apenas 12% do total de carros expostos — para que as transmissões ao vivo se multiplicassem. Lives para uns, luta constante para outros Um ponto importante para entender a situação descrita a seguir: nenhum dos celulares observados pela reportagem estava conectado a uma rede Wi-Fi durante as lives. Todos usavam exclusivamente a rede de telefonia móvel e exibiam excelente qualidade de conexão. Essa fartura de dados, porém, não se confirmou para estrangeiros. O responsável por essa situação é o chamado Grande Firewall da China, uma política do governo que restringe o acesso à internet para quem está no país — sejam chineses ou visitantes de fora. Em resumo, serviços muito populares fora da China simplesmente não funcionam no país, como Facebook, Instagram, WhatsApp, Telegram, Google, Waze, YouTube e X. O uso de uma VPN — ferramenta que simula uma conexão a partir de outro país — contorna o bloqueio, mas cria novos problemas. O principal deles é a queda brusca na velocidade da conexão. Durante a cobertura do salão, a reportagem recorreu a esse tipo de ferramenta e um vídeo de apenas dois minutos, que normalmente seria enviado em segundos, levou mais de uma hora para chegar ao destino. Conexão lenta e instável eram regra dentro da China André Fogaça/g1 E não foi só com vídeos. Publicar um texto também passou a exigir muito mais tempo, e o envio de uma única foto podia levar vários minutos. Esse atraso não significa apenas esperar: representa menos tempo circulando pelo evento, menor autonomia da bateria do notebook e mais tempo procurando tomadas — que eram raras, concentradas em áreas VIP dos estandes e bastante disputadas. Tudo isso acontecia enquanto a legião de criadores de conteúdo desfrutava de conexão abundante para realizar as transmissões ao vivo, sempre com carregadores externos conectados para evitar que a bateria do celular acabasse. Vale destacar que essas transmissões acontecem em redes sociais chinesas, como Weibo e WeChat, por isso não são afetadas pelo bloqueio. Instagram e YouTube ficam fora dessa equação. A limitação da internet é uma realidade desde o momento em que se pisa na China até a hora de ir embora. Trocar para o Wi-Fi não melhora a situação. A VPN provoca a mesma queda na velocidade da internet, e redes públicas de Wi-Fi praticamente não existiam dentro dos pavilhões. Idioma ainda é uma questão O avanço da China no mercado internacional é uma realidade que vai muito além dos automóveis. São marcas de televisores, celulares, carros, geladeiras, micro-ondas e uma infinidade de produtos que chegam ao Brasil e a diversos outros países. Com isso, fica evidente a intenção da China de dialogar com o mundo. Essa preocupação era visível no próprio centro de convenções, que reunia restaurantes de comida tradicional chinesa e unidades completas de redes internacionais como McDonald’s, Pizza Hut e Starbucks. No entanto, apesar de os pavilhões contarem com placas de orientação em inglês, logo abaixo do chinês, e de haver opções de comida ocidental para agradar visitantes estrangeiros, o atendimento não seguia a mesma lógica. Desde pedir um hambúrguer, um café ou uma pizza até conversar com alguém nos estandes das montadoras, quase tudo exigia o uso do celular e de algum aplicativo de tradução. Chegar às coletivas e encontrar o local das apresentações também dependia de um tradutor no celular, capaz de ouvir o que a outra pessoa dizia, exibir a tradução em português na tela e responder com uma voz sintética para que a conversa pudesse seguir. Até as próprias coletivas eram realizadas em chinês. Felizmente, algumas marcas com presença internacional ofereciam tradução simultânea por meio de fones de ouvido. Ainda assim, em certos casos, a impressão era de que a tradução não transmitia integralmente tudo o que o apresentador dizia no palco. Robôs, mas não por todos os lados Robôs estavam presentes, mas não eram muitos no Salão de Pequim André Fogaça/g1 Poucos dias antes do início do Salão de Pequim, a China promoveu uma meia maratona exclusiva para robôs. O vencedor foi desenvolvido pela Honor, criada pela Huawei, empresa que fabrica desde fones de ouvido até carros elétricos. O robô humanoide completou os 21 quilômetros em 50 minutos e 26 segundos, seis minutos e 16 segundos a menos que o tempo do ugandense Jacob Kiplimo. O atleta correu a mesma distância em cerca de 56 minutos e 42 segundos, em março, durante uma competição em Barcelona, na Espanha, e é o atual recordista mundial — ao menos entre os humanos. No hotel onde a reportagem ficou hospedada, pedidos de comida e entregas de encomendas chegavam à porta, levados por robôs e nunca por uma pessoa. Robô no hotel de Pequim era responsável por entregas aos quartos André Fogaça/g1 Estes robôs têm um formato simples, parecido com um caixote vertical, com olhos exibidos em uma tela, por onde o hóspede interage para confirmar o recebimento do item. No shopping ao lado do hotel, um robô era responsável pela limpeza do chão. Ele lembra os modelos já vendidos para uso doméstico, mas é maior, com mais de um metro de altura. Dentro dos pavilhões, porém, o cenário era diferente do que se via fora deles. Poucas empresas exibiam robôs em seus estandes e, na maioria dos casos, eles estavam ali apenas para atrair a atenção do público — não eram produtos desenvolvidos pelas próprias marcas. Uma das exceções foi o grupo Chery, que apresentou um robô humanoide avaliado em R$ 210 mil e um robô em forma de cão, por R$ 12 mil. Os dois já estão à venda na China, longe de qualquer ideia de futuro distante ou de ficção científica.

  13. Mineiro de Nova Serrana relata rotina, medo e sobrevivência no conflito da Ucrânia O morador de Nova Serrana, no Centro-Oeste de Minas Gerais, Albert Luís, de 32 anos, deixou a cidade em novembro de 2025 para lutar na guerra da Ucrânia. Mesmo sem o apoio dos pais, ele viajou para a Europa e passou seis meses atuando no conflito. Ao retornar ao Brasil, em maio deste ano, Albert trouxe marcas físicas e emocionais da guerra, além de uma nova perspectiva sobre a vida. “O objetivo era voltar vivo para minha família”, disse o mineiro. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Centro-Oeste de Minas no WhatsApp Albert Luís em atuação na Ucrânia Arquivo pessoal Albert contou que participou de operações em regiões atingidas por ataques e chegou a ficar ferido durante o conflito. Segundo ele, o ferimento ocorreu enquanto tentava salvar dois colombianos que também atuavam na guerra. Ainda de acordo com Albert, as áreas onde esteve foram alvo de bombardeios em diversas ocasiões. “Ali eu testei meus limites muito além do que eu imaginava”, contou. Segundo Albert, a família nunca apoiou sua decisão de participar da guerra. Ainda assim, ele afirma que atuar na área militar sempre foi um sonho. O brasileiro contou que decidiu embarcar para o conflito ao lado de um grupo de amigos que também optou por ir à Ucrânia. “Minha família nunca apoiou. É muito difícil, justamente pelo medo que todos tinham de eu não voltar vivo, e eu compreendo”, disse. Mesmo diante das situações extremas vividas durante a guerra, Albert afirmou que o medo nunca o impediu de seguir em frente. “Tive várias situações de risco. Vivi momentos em que era a minha vida ou a vida do oponente". Mineiro já esteve em outra guerra A guerra na Ucrânia não foi a primeira experiência de Albert em uma área de conflito. Segundo ele, sua estreia em operações militares ocorreu em Israel, em 2025. “Essa já é a segunda guerra que participo e sem dúvidas foi a mais violenta”, afirmou. Apesar da violência e do desgaste psicológico enfrentados durante o conflito, Albert afirmou que a experiência transformou profundamente sua vida. “Hoje sei que tudo o que eu quero depende da minha fé em Deus e de mim", pontuou. O mineiro definiu a passagem pela guerra como um processo de reencontro consigo mesmo. “Foi onde consegui me reencontrar. Acredito que foi um tratamento de Deus comigo. Mesmo sendo um cenário difícil, me fez ser uma pessoa melhor, que valoriza as pequenas coisas". Guerra tecnológica e o medo dos drones Morador de Nova Serrana- guerra - Ucrânia- comida Albert Luis/Arquivo Pessoal Segundo Albert, a guerra moderna é muito diferente da imagem tradicional de combates corpo a corpo. Para ele, os drones estão entre os principais desafios enfrentados pelos soldados no front, especialmente pelo impacto psicológico que causam. “A única coisa que mexeu com a minha cabeça foram os drones. A guerra hoje é muito tecnológica. Ver um drone é sempre um pânico que precisa ser controlado. Um drone é preparado para matar. Se ele te identificar, a chance de escapar é quase mínima”, explicou. Albert explicou que o risco é constante e que o perigo pode surgir a qualquer momento. “Vários momentos pensei que não ia conseguir voltar, que seria meu fim. De repente o cenário muda.” Salários podem chegar a R$ 25 mil Segundo Albert, estrangeiros que atuam na guerra recebem remuneração, e ele também foi pago durante o período em que participou do conflito. De acordo com o mineiro, os valores variam conforme o nível de treinamento, o tipo de missão e a intensidade das operações realizadas. “A média salarial hoje é de 5 a 25 mil reais", contou. Albert afirmou que, em períodos de operações mais intensas, a remuneração pode chegar ao dobro do valor normalmente recebido. “O salário é por etapa. Contrato, treinamento e missão têm valores diferentes.” Ele também afirmou que as regras de permanência para combatentes estrangeiros foram alteradas. Segundo ele, antes os contratos tinham duração de três anos e permitiam uma pausa após seis meses de atuação. Agora, de acordo com o mineiro, os contratos passaram a ter validade de cinco anos. Nesse novo modelo, o retorno ao país de origem só é permitido após um ano de atuação. Depois de vivenciar a guerra de perto, Albert afirmou que retornou ao Brasil com uma visão completamente diferente sobre a vida. “O simples passou a ter valor", pontuou. Segundo Albert, situações simples do dia a dia passaram a ter um significado diferente após a experiência vivida na guerra. “Poder acordar sem medo de explodir alguma coisa, uma comida da mãe, estar com os filhos, com a família, ter um tempo com Deus… lá você aprende a dar valor porque falta muita coisa", disse. Alerta para brasileiros Albert também alertou brasileiros que cogitam participar do conflito para que não se deixem levar por promessas ou pela visão romantizada da guerra divulgada nas redes sociais. “Muita gente acha que é brincadeira. Tem muita mentira. Muita gente posta coisa, mas não tem coragem nem de ir para o front”, destacou. Ao comentar a experiência vivida na guerra, Albert afirmou que a realidade do conflito é muito diferente da imagem mostrada na internet. Segundo ele, sobreviver em um cenário de combate exige preparo físico, equilíbrio emocional e plena consciência dos riscos envolvidos. "Voltar vivo não é uma certeza", finalizou. Morador de Nova Serrana- guerra - Ucrânia- comida Albert Luis/Arquivo Pessoal VÍDEOS: veja tudo sobre o Centro-Oeste de Minas

  14. Copa do Mundo Getty Images/BBC A Fifa precisará responder a questionamentos de autoridades americanas após ser acusada de "inflar artificialmente os preços" e de "enganar os torcedores" na venda de ingressos para a Copa do Mundo de 2026, que começa no próximo mês. Procuradores-gerais de Nova York e Nova Jersey iniciaram oficialmente uma investigação sobre as práticas da Fifa. Entenda as queixas que a Fifa enfrenta por causa dos preços dos ingressos É #FATO: FBI emitiu alerta contra sites fraudulentos que imitam página da Fifa A procuradora-geral de Nova Jersey, Jennifer Davenport, classificou o processo de compra de ingressos como um "monte de confusão, escassez artificial e preços extremamente elevados". Ela acrescentou que haverá uma "investigação minuciosa sobre a conduta da Fifa" e que a entidade máxima do futebol mundial será intimada a fornecer informações. No sistema jurídico americano, uma intimação obriga uma parte a liberar documentos ou informações internas específicas. Tudo o que você precisa saber sobre a Copa do Mundo de 2026, além dos jogos Davenport fez o anúncio conjunto ao lado da procuradora-geral de Nova York, Letitia James, e do Departamento de Proteção ao Consumidor e ao Trabalhador da Cidade de Nova York (DCWP, na sigla em inglês). O comissário do DCWP, Samuel AA Levine, disse que o órgão levará "muito a sério as alegações de conduta flagrantemente enganosa" e investigará acusações de "inflação artificial dos preços". Em particular, a Fifa foi solicitada a explicar por que os ingressos "excederam os preços de qualquer edição anterior da Copa do Mundo". Torcedores relataram ter sido "enganados" sobre a localização dos assentos com a criação de categorias de ingressos 'front' mais caros, lançados após a venda inicial. Também se alega que a precificação variável ao longo de várias fases permitiu à Fifa aumentar os preços de cerca de 90 das 104 partidas, com aumento médio de 34%. A investigação analisará como o cronograma de venda de ingressos e declarações públicas podem ter impactado os preços. A Fifa se recusou a comentar. 'Não é um convite para explorar moradores e visitantes' A Fifa tem frequentemente destacado a demanda por ingressos, com o presidente da entidade, Gianni Infantino, defendendo o custo ao dizer que eles refletem o apetite "totalmente louco" do público pelo torneio de verão. Mas, até quarta-feira (27), havia ingressos disponíveis para 86 das 104 partidas e para todas, exceto 10, da fase de grupos. Os procuradores-gerais destacaram, em particular, o custo dos ingressos para oito partidas, incluindo a final, no MetLife Stadium, em Nova Jersey. "Ser honesto sobre a venda de ingressos não é complicado", disse Davenport. "É uma honra sediar a Copa do Mundo, mas o evento não é um convite para explorar nossos moradores e visitantes." James afirmou que os residentes locais "merecem uma chance justa de adquirir ingressos acessíveis". "Ninguém deve ser manipulado a pagar preços exorbitantes por assentos, e os torcedores devem poder confiar que os ingressos que compram serão os que receberão", acrescentou James. Levine disse que os torcedores devem esperar "transparência e justiça" ao comprar ingressos para a Copa do Mundo. "Relatos de conduta da Fifa em violação à lei de proteção ao consumidor da cidade, incluindo enganar torcedores sobre a localização dos assentos e inflar artificialmente os preços, são profundamente preocupantes", afirmou Levine. A investigação ocorre depois que o procurador-geral da Califórnia, Rob Bonta, enviou uma carta à Fifa no início deste mês levantando preocupações sobre "práticas de venda de ingressos potencialmente enganosas". Organizadores locais têm estado em desacordo com a Fifa nos últimos meses devido aos altos custos. A governadora de Nova Jersey, Mikie Sherrill, já havia criticado anteriormente a recusa da Fifa em subsidiar o transporte durante o evento e insistiu que os contribuintes locais não pagariam essa conta. Após anunciar inicialmente que uma passagem de trem custaria US$ 150 (R$ 758), no início deste mês a empresa de transporte público NJ Transit voltou atrás e reduziu a tarifa para US$ 98 (R$ 495). As viagens de trem da Penn Station, em Manhattan, até o local — uma distância de cerca de 29km — custam normalmente US$12,90 (R$ 65) para uma tarifa de ida e volta. A Fifa foi procurada para comentar. LEIA TAMBÉM: Copa do Mundo 2026: veja perguntas e respostas Simulador da Copa do Mundo: quem levantará a taça? Veja todas as convocações para a Copa

  15. Casal da Serra planeja expedição de motorhome até o Alasca Um casal de Caxias do Sul, na Serra Gaúcha, se prepara para a maior aventura de suas vidas: uma viagem de motorhome que pretende ir de Ushuaia, no extremo sul da Argentina, até o Alasca, nos Estados Unidos. A jornada é o próximo capítulo na história de Rafael Busatto e Sana Vargas, que há quase três anos trocaram a vida convencional pela estrada. A decisão de mudar de vida foi tomada entre 2020 e 2021. Rafael tinha uma empresa de Tecnologia da Informação (TI) e Sana era protética. O casal vendeu o apartamento, comprou uma van furgão e a transformou na "Belezinha" — casa sobre rodas que construíram. "Hoje a gente não se vê vivendo uma vida normal", afirma Rafael. 📲 Acesse o canal do g1 RS no WhatsApp Antes de mirar o exterior, eles decidiram ganhar experiência e conhecer o próprio país. Por um ano e nove meses, Rafael e Sana rodaram mais de 17 mil quilômetros e passaram por 19 estados brasileiros. "Deu certo o Brasil, conseguimos nos manter na estrada, foi um sucesso. Agora vamos nos preparar e ir sentido ao Ushuaia, e do Ushuaia nós vamos ao Alasca", planeja. O roteiro, no entanto, precisou de um ajuste. Devido ao frio extremo no sul do continente, o plano agora é seguir primeiro para o Paraguai e descer pela lateral do continente. O destino da primeira etapa continua sendo Ushuaia, para então subir em direção ao Canal do Panamá, onde a van será enviada de navio para o México, para então seguir viagem por terra até o Alasca. Gata Pantufa se aventura pela estrada com os tutores Rafael Busatto/Arquivo Pessoal Gatinha aventureira A rotina na estrada é compartilhada com a gata Pantufa, que se adaptou bem à vida nômade. "A gente preparou o carro para ela, tem o cantinho dela. No momento em que a gente desliga o carro e passa para dentro, a gente se sente em casa", conta Rafael. Para viabilizar o sonho, o casal fez uma transição de carreira e hoje trabalha com marketing digital, gestão de anúncios e parcerias com marcas. A criação de conteúdo no perfil "Saí Viajando" surgiu para documentar a jornada e inspirar outras pessoas. "A gente leva muito a frase: sonhe, acredite e realize. A gente quis mostrar que, batalhando muito, correndo atrás e se planejando, é possível fazer isso", finaliza. Casal de Caxias do Sul já percorreu mais de 17 mil km pelo Brasil Casal de Caxias do Sul planeja expedição de motorhome até o Alasca Rafael Busatto/Arquivo Pessoal VÍDEOS: Tudo sobre o RS

  16. Paloma Gurgel, advogada ligada à facção Comando Vermelho, é acusada de tentar extorquir deputado estadual no Ceará Reprodução Uma investigação da Polícia Civil do Ceará apura como a advogada Paloma Gurgel de Oliveira Cerqueira Bandeira fez ameaças em uma suposta tentativa de extorsão contra o deputado estadual do Ceará Simão Pedro (PSD). A advogada cobrava do parlamentar cerca de R$ 121 mil que ele supostamente devia a uma cliente dela. Paloma é conhecida por representar 'Marcinho VP', um dos principais chefes do Comando Vermelho no Brasil, e também é apontada como integrante da facção. A advogada está presa desde janeiro deste ano em uma sala do Comando-Maior da Polícia Militar do Rio Grande do Norte - onde ela já estava quando foi cumprido um novo mandado de prisão preventiva contra ela, em decorrência da denúncia de extorsão. Em 22 de maio deste ano, a Justiça negou um pedido de liberdade da advogada. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Ceará no WhatsApp A investigação policial mostrou como Paloma procurou o deputado e assessores por várias vezes, via WhatsApp, cobrando os valores por meio de ameaças. “Não sei se pra vocês vale um fuzil ou 9 milímetro e .40 basta”, pergunta a advogado, em um trecho da conversa, referindo-se a calibres de armas de fogo. A investigação começou após o deputado Simão Pedro e um assessor dele, Sebastião Vieira de Negreiros Neto, registrarem um boletim de ocorrência, em novembro de 2025, contra uma mulher chamada Bárbara Pinheiro, alegando que ela havia o ameaçado após um encontro no gabinete dele, na Assembleia Legislativa do Ceará (Alece), em 23 de outubro de 2025. Simão disse que só tinha visto Bárbara uma vez, no gabinete, e a conhecia apenas “de vista” devido a questões políticas no município de Milhã, no interior do Ceará. Simão alegou que Bárbara tentou corrompê-lo. Posteriormente, Bárbara acionou Paloma para cobrar o suposto valor que o político devia a ela, o que levou às ameaças da advogada. Prisões por extorsão Bárbara foi presa no mesmo dia que Paloma, em 23 de janeiro, mas, diferente da advogada, ela foi solta no fim do mês de março. A defesa de Bárbara nega as acusações e aponta que, na verdade, ela e o deputado já se conheciam há mais tempo, já tinham tido outros encontros e que, na última visita à Assembleia, eles trataram de emendas parlamentares. Por meio de nota, o advogado de defesa de Paloma, José Hélio Arruda Barroso, defendeu a soltura da mulher, que tem um filho de 8 meses com Síndrome de Down, que "necessita de cuidados permanentes e especializados". O advogado também afirmou que ela jamais "praticou qualquer crime de extorsão contra o deputado estadual Simão Pedro e que todo contato com Bárbara ocorreu "profissionalmente na cobrança de valores que esta alegava possuir a receber do parlamentar" No processo, ao qual o g1 teve acesso, há imagens de outros encontros do deputado com Bárbara, em datas anteriores ao encontro que ele afirmou ter sido o único. A reportagem também verificou que houve o pagamento de recursos, na mesma quantia referida por Bárbara, ao município de Orós - base política do deputado. O g1 procurou Pedro Simão para comentar o caso e questionou se o dinheiro enviado ao município era o mesmo citado pela mulher. Até o momento, não houve resposta. Mensagens de advogada para assessores de deputado cobrando supostos valores devidos Reprodução Em fevereiro de 2026, o Ministério Público do Ceará (MPCE) denunciou Paloma Gurgel e Bárbara Pinheiro pelos crimes de extorsão e organização criminosa. O processo, porém, voltou para a Polícia Civil, que está realizando novas diligências para obter mais informações, a pedido do MP. Por meio de nota, a defesa de Paloma afirmou que ela jamais "praticou qualquer crime de extorsão contra o deputado estadual Simão Pedro e que todo contato com Bárbara ocorreu "profissionalmente na cobrança de valores que esta alegava possuir a receber do parlamentar". Primeiros encontros Em novembro de 2025, o deputado Simão Pedro registrou um boletim de ocorrência contra Bárbara e o companheiro dela, que é advogado. O político afirmava que o casal o chantageava "mediante mentiras, fazendo falsas acusações e realizando pressão psicológica” para forçá-lo a pagar a quantia de R$ 121 mil. Simão disse que as ameaças começaram em novembro, por parte da advogada Paloma Gurgel, mas que em outubro encontrou Bárbara Pinheiro em seu gabinete na Assembleia Legislativa, ocasião na qual ela teria tentado lhe “corromper”. Ele garantiu ter se recusado a continuar a conversa e expulsado a mulher. No dia 13 de novembro, antes da denúncia do deputado, a própria Bárbara registrou um boletim de ocorrência contra o parlamentar. No documento, ela informou que estava no gabinete do parlamentar para cobrá-lo por um serviço realizado. No seu boletim de ocorrência, Simão Pedro cita o BO registrado por Bárbara, afirmando que ele tinha como objetivo aumentar a pressão contra ele e forçá-lo a pagar a quantia exigida. O político, na ocasião, afirmou que o contato com ela foi “meramente profissional, de vista, em alguns eventos políticos” ligados ao grupo oposicionista do município de Milhã. A defesa de Bárbara anexou, no processo, imagens de um encontro dela com o deputado, na Assembleia, em abril de 2025, meses antes da reunião denunciada por ele. Confira na imagem abaixo: Defesa de acusada afirma que teve outros encontros com deputado Reprodução Bárbara retornou à Assembleia em outra data, na companhia do marido advogado, mas foi barrada pela segurança do órgão. O deputado afirmou que, nessa nova visita, eles teriam “confessado” diretamente aos policiais militares que estavam ali para exigir dinheiro de emendas. Em depoimento, porém, um dos PMs chamados à recepção quando Bárbara foi barrada narrou que “o casal não falou nada sobre vantagem indevida” e "não chegou a escutar o casal falar nada sobre facção criminosa ou emendas parlamentares diretamente”, mas que ela havia informado que a advogada dela, Paloma Gurgel, havia ligado para o deputado - e ele não havia gostado. Ameaças No boletim de ocorrência, o deputado narrou ainda que, após a visita de Bárbara à Assembleia em outubro, os assessores dele passaram a receber mensagens, com ameaças, da advogada Paloma Gurgel. Prints de conversas, entregues à Polícia Civil em um pen-drive por Pedro Simão e por seu principal assessor, mostram as ameaças. Nas conversas, Paloma exige o pagamento de dois valores que supostamente o deputado deveria a Bárbara: uma quantia de R$ 70 mil e outra de R$ 51.600. Ela ainda envia uma chave Pix no nome de Bárbara como endereço de pagamento – o trecho, inclusive, foi usado pelo Ministério Público do Ceará para acusar Bárbara de extorsão. Advogada fez referência a morte de ex-prefeito durante cobrança a deputado estadual do Ceará Reprodução Ao não obter resposta, Paloma passou a fazer referências a grupos criminosos e até mesmo a enviar ao assessor de Simão Pedro reportagens sobre assassinatos de outros políticos que ocorreram no Brasil. Ela também diz já ter descoberto onde estuda o filho do deputado e onde vive a família dele. “Se possível dê uma resposta do Pix ou vamos a guerra. To pronta, preparada e querendo”, disse Paloma em uma mensagem. “Esse valor não deixa o deputado mais pobre e evita uma dor de cabeça que ele não tem noção. E é devido né? Combinado não sai caro”, disse em outra mensagem. "Aqui em Natal quando a gente pegou o prefeito Miguel Nasser com 30 tiros... Ele também desacreditou", disse em uma outra mensagem. Miguel Nasser, ex-prefeito do município de São Pedro (RN), foi morto a tiros em fevereiro de 2025 em Natal. O Ministério Público considerou que Paloma “exercia o papel de braço coercitivo e intimidatório da facção” Comando Vermelho. Ela foi presa em uma operação da Polícia Civil no dia 23 de janeiro de 2026, em decorrências das investigações por extorsão. Ela está detida desde então. Recursos transferidos A defesa de Bárbara Pinheiro anexou ao processo uma série de provas relatando que, diferente do que afirmou o deputado em depoimento, os dois tiveram outros encontros, em outras datas além das explicitadas, e que trataram de questões relacionadas a emendas. Primeiro, a defesa afirmou que Bárbara atuou como intermediária de um projeto de formação entre a Escola Superior do Parlamento Cearense (Unipace), da qual Simão Pedro é presidente, e Câmaras municipais no interior do Ceará. Já em relação à visita de outubro de 2025, que deu origem à toda acusação, a defesa aponta que, em setembro, uma empresa chamada Aliz Consultoria & Captação, localizada em Fortaleza, teria contratado Bárbara para viabilizar a captação de um recurso financeiro da União, de R$ 500 mil, que estava disponível para ser enviado a um município. Defesa de acusada anexou prints que mostram contato da ré com deputado e assessor, informando de valores combinados Reprodução Pedro Simão tem como base política o município de Orós, no interior do Ceará, no qual ele foi prefeito entre 2013 e 2020. Em 2022, ele concorreu a deputado estadual e ficou na suplência. Em 2024, ele concorreu a um terceiro mandato a prefeito de Orós e foi eleito, mas não chegou a tomar posse. A deputada estadual Gabriella Aguiar – prima de Simão - foi eleita vice-prefeita de Fortaleza, e deixou o mandato de deputada. Com isso, Simão poderia assumir como deputado estadual. Assim, ele renunciou ao terceiro mandato de prefeito de Orós para ocupar um assento na Assembleia. No lugar dele, assumiu a vice-prefeita eleita, Tereza Cristina, mãe dele. Segundo a defesa, quando Bárbara contatou a equipe do deputado para informar do recurso de R$ 500 mil, ele demonstrou interesse e os trâmites foram realizados. A reportagem consultou o Portal da Transparência e constatou que Orós, governado pela mãe de Simão, recebeu o valor prometido. Transferência no mesmo valor e no mesmo dia que teriam sido combinados com deputado consta no Portal da Transparência Reprodução A defesa de Bárbara anexou ao processo um print da conversa de Bárbara com Sebastião Vieira de Negreiros Neto, um dos principais assessores de Simão, no qual ela aponta que, no dia 2 de outubro (mesmo mês da visita dela à Assembleia), os R$ 500 mil tinham sido transferidos pela União para a cidade, com a finalidade de “Piso de Atenção Primária à Saúde”. A mensagem de Bárbara, então, foi respondida por um áudio de Sebastião, que disse: “Oi Barbara, bom dia! Tudo bem, minha amiga? Oh coisa boa viu? Show de bola. Já avisou o deputado?” Em outra mensagem, do dia 13 de outubro, Bárbara envia uma mensagem diretamente ao telefone do deputado Simão Pedro, informando que os R$ 500 mil tinham sido depositados e tentando esclarecê-lo acerca de alguma confusão que ocorreu no processo do recurso. Ele então responde: “Pode ir pessoalmente que falo com você”. Relação das duas investigadas Em depoimento à Polícia Civil, o companheiro de Bárbara Pinheiro afirmou que, ao aceitar os serviços de captação de recursos da empresa Aliz, o deputado Pedro Simão teria aceitado pagar R$ 50 mil. E justamente esse valor não teria sido pago, no que a empresa Aliz teria passado a cobrar Bárbara. O homem contou que Bárbara procurou a advogada Paloma Gurgel em 12 de novembro de 2025, após o deputado se recusar a pagar os supostos valores devidos. No mesmo dia, Bárbara fez um pagamento, via Pix, de R$ 500 a Paloma. Inicialmente, Bárbara teria pedido a Paloma que a ajudasse a redigir a queixa-crime contra Simão após a expulsão dela da Assembleia – e o BO foi feito por Bárbara no dia 13 de novembro. Já a queixa-crime foi apresentada pelo escritório de advocacia de Paloma no dia 14 de janeiro de 2026 – nove dias antes da prisão das duas. Ao iniciar os contatos os assessores de Simão, porém, Paloma Gurgel afirma que era “amiga pessoal” do companheiro de Bárbara, por isso iria “dar essa mãozinha”. Ainda no depoimento, o companheiro de Bárbara disse que ela pediu que Paloma a ajudasse na cobrança dos valores que teriam sido combinados. Não há nos prints anexados ao processo mensagens que indiquem que Bárbara pediu a Paloma que usasse de ameaça ou de sua influência junto ao Comando Vermelho – boa parte do contato delas ocorreu por ligação. No entanto, o Ministério Público destacou que Paloma já era conhecida por se utilizar “pretexto de ser advogada de membros da facção CV para ameaçar outras pessoas”. 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  17. Polícia diz que rede de pneus estimulava venda de serviços desnecessários O delegado Lyon Ribeiro Silva, responsável pelas investigações que apontam práticas abusivas da rede de lojas Pneuz a clientes de diversas partes do país, disse ter indícios de competições entre franqueados, orientações a funcionários e porcentagens sobre vendas de serviços desnecessários. Segundo ele, alguns ex-colaboradores já prestaram depoimento, mas deverão ser ouvidos novamente. Pelo menos 100 pessoas podem ter sido lesadas, em sua maioria, mulheres e idosos. A empresa nega irregularidades. "Ao que tudo indica, há, sim, indícios fortes de que eles trabalhavam dessa forma. Tinha uma certa regra na forma como eles deveriam agir com relação aos clientes. Há uma orientação. Tanto que há, inclusive, uma forte competição entre os franqueados e também entre os setores da empresa, entre os funcionários de cada setor da empresa". ✅Clique aqui para seguir o canal do g1 Ribeirão e Franca no WhatsApp O caso começou a ser investigado após clientes procurarem a polícia em Mogi das Cruzes (SP) para denunciar os abusos. A Pneuz tem, pelo menos, 43 unidades espalhadas por várias cidades do Brasil. Um cliente de Ribeirão Preto (SP) gastou R$ 10 mil após ser convencido de que o carro precisava de reparos de segurança. LEIA TAMBÉM Cliente diz ter sido lesado pela Pneuz ao pagar R$ 10 mil por serviços desnecessários no carro Rede de pneus com 43 lojas é alvo de operação por suspeita de golpes em clientes Rede de lojas de pneus mantinha central de telemarketing no interior de SP Rede investigada por práticas abusivas e vendas casadas tinha como alvo mulheres e idosos As investigações da polícia apontam que as franquias trabalhavam da mesma forma: o cliente procurava a loja para um serviço simples e era convencido a realizar trocas de peças e fazer reparos de emergência, o que aumentava o preço final. "Há um estímulo dessa empresa nessa questão da competição entre os funcionários para conseguir mais, e mais, e mais. Em relação a isso, inclusive, todos eles ganhavam uma porcentagem relacionada ao que era vendido na loja", diz o delegado. Na quinta-feira (28), uma operação da Polícia Civil cumpriu mandados de busca e apreensão em cinco endereços em Ribeirão Preto e Jardinópolis: as duas lojas, que ficam na Avenida Francisco Junqueira, na casa do dono da franquia, na casa de uma funcionária e na central de telemarketing. Em nota, a defesa da Pneuz informou que não teve acesso ao conteúdo das acusações que resultaram na operação policial e disse que a empresa sempre pautou suas atividades dentro da mais absoluta observância aos preceitos da probidade e boa-fé. O inquérito, instaurado pela Polícia Civil de Mogi das Cruzes, apura os crimes de estelionato e associação criminosa. Rede de lojas Pneuz é alvo de operação da Polícia Civil em Ribeirão Preto, SP Reprodução/EPTV Bens bloqueados Na quinta-feira, dia da operação, a Justiça de São Paulo autorizou o bloqueio de até R$ 4 milhões em contas bancárias dos investigados, que não tiveram os nomes divulgados. O valor, segundo o delegado, seria uma parte do que foi movimentado pelo grupo ao longo dos anos. O dinheiro pode servir para indenizar clientes lesados pela empresa. "A gente conseguiu preliminarmente cerca de R$ 4 milhões. Inclusive, houve um bloqueio desses valores na data de hoje nas contas dos investigados, tanto do CEO da empresa, como dos franqueados da região do Alto Tietê, e também de alguns dos funcionários relacionados ao pessoal do Alto Tietê. A ideia é essa, ressarcir as vítimas". Ainda segundo Lyon Ribeiro Silva, qualquer pessoa lesada pela empresa deve procurar a polícia para registrar um boletim de ocorrência ou acionar um advogado para entrar com uma ação na Justiça. "Por vezes, é até mais interessante a vítima procurar a área cível para a reparação do dano do que a esfera criminal. Nem sempre, na esfera criminal, conseguimos resolver todos os problemas das pessoas no geral. Então, é interessante, sim, que a pessoa procure um advogado eventualmente, ou até um JEC [Juizado Especial Cível] para poder procurar essa reparação ou ter uma orientação melhor do que é possível fazer com relação a isso". Veja mais notícias da região no g1 Ribeirão Preto e Franca VÍDEOS: Tudo sobre Ribeirão Preto, Franca e região

  18. Imagem de área afetada pelo desmatamento na Amazônia Raphael Alves/AFP/Arquivo O Amazonas enfrenta desafios na gestão de terras públicas. Um estudo sobre leis de regularização fundiária na Amazônia Legal aponta que o estado utiliza tabelas de preços desatualizadas para a venda de terras, o que reduz a arrecadação de recursos públicos. Especialistas alertam que o cenário estimula a prática de grilagem e especulação rural. As informações fazem parte de um relatório técnico publicado pelo Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon) em parceria com o Observatório de Políticas de Governança de Terras (OPGT). O estudo analisa as regras jurídicas e os aspectos econômicos que orientam a gestão das terras públicas do Amazonas. 📲 Participe do canal do g1 AM no WhatsApp O estudo mostra que o estado possui um dos sistemas mais peculiares da Região Norte: ao mesmo tempo que oferece incentivos financeiros para estimular a regularização fundiária, o principal desafio continua sendo fiscalizar o cumprimento das leis ambientais após a entrega dos títulos de propriedade. O dado mais alarmante trazido pelo levantamento diz respeito à precificação da terra pública. De acordo com o relatório, os valores utilizados pelo governo do Amazonas para alienar suas terras estão congelados há anos. Na falta de uma tabela atualizada, e o estudo tomou como referência os últimos dados oficiais disponíveis, vigentes desde 2011. O resultado dessa estagnação é uma grande diferença frente ao mercado imobiliário rural: Em média, o valor real de mercado de uma terra no Amazonas chega a ser 26 vezes superior ao preço base estipulado pelo governo para fins de regularização fundiária. Em termos percentuais, o preço de mercado opera 96% acima do valor de tabela governamental. Para o doutor em Ciência do Ambiente e Sustentabilidade na Amazônia, Antônio Norte, essa discrepância faz com que a regularização perca sua função social e passe a produzir efeitos econômicos distorcidos. "A alienação de terras públicas por valores muito inferiores ao mercado pode funcionar como um incentivo indireto à apropriação especulativa do patrimônio público. Isso ocorre porque o baixo custo de aquisição reduz o risco econômico da ocupação irregular e aumenta a atratividade da terra como ativo financeiro, sobretudo em regiões pressionadas pela expansão agropecuária", explica Norte. O advogado e especialista em regularização fundiária, Fabrício Paixão Albuquerque, ressaltou que os valores variam drasticamente dependendo da região do estado, com o mercado de terras particulares girando, em regra, entre R$ 400 e R$ 600 por hectare. No entanto, ele concorda que o foco para frear os grileiros deveria ser o tamanho da área repassada. "Um valor mais alto dificulta a aquisição da propriedade pelo pequeno produtor, ao passo que a redução do tamanho do repasse desincentiva a apropriação por grileiros. Claro que limitar o tamanho da gleba só produz efeito real se combinado com a vedação efetiva de aquisições múltiplas pela mesma pessoa", afirma Albuquerque. O advogado acrescenta que a grilagem no estado se manifesta majoritariamente pela falsificação de documentos e pela atuação corrupta interna em órgãos públicos, citando investigações sobre "negociações de até 100 mil hectares para um único proprietário por valores ínfimos". ENTENDA: Decreto que reduz reservas legais no AM é considerado inconstitucional, dizem especialistas Especialistas alertam para grilagem em terras do Amazona Divulgação Cláusulas ambientais correm risco de virar 'letra morta' Se por um lado o preço facilita o acesso, por outro a legislação do Amazonas tenta ser rigorosa nas obrigações impostas após a entrega do título de propriedade. O estado se destaca na Amazônia Legal ao aplicar as chamadas cláusulas resolutivas ambientais, que vinculam a manutenção definitiva da propriedade ao cumprimento estrito da proteção à natureza. Quatro obrigações fundamentais são estabelecidas pelo Estado sob pena de o imóvel ser retomado: A conservação geral do imóvel rural; A exigência de preservação ambiental contínua; A obrigação de dar uma utilização adequada aos recursos naturais disponíveis; O cumprimento rigoroso dos deveres de identificação das Áreas de Preservação Permanente (APPs) e a devida averbação da Reserva Legal. "Temos o desafio de órgãos não integrados, e uma atuação fragmentada produz mais inércia do que resultados. Os dados de satélite raramente alimentam, de fato, um processo administrativo. Se o estado combina cláusulas resolutivas com monitoramento insuficiente, o sujeito aprende que o controle pós-titulação não virá. O risco de ser punido torna-se praticamente inexistente", alerta Fabrício Albuquerque. Antônio Norte endossa a análise, apontando que o problema central não é a ausência de norma jurídica, mas a fragilidade da governança territorial. "Sem fiscalização periódica, atualização cadastral e resposta administrativa rápida, existe o risco concreto de essas exigências se tornarem meramente formais", destaca. Retomada de terras por crime ambiental é rara na prática Conforme o levantamento, juridicamente, se o novo proprietário descumprir o contrato e desmatar ilegalmente, o Estado tem o direito de declarar a perda do imóvel e reverter a área ao patrimônio público, sem ônus. Na prática, contudo, as punições são raras. Embora Fabrício Albuquerque cite já ter presenciado casos de reversão por descumprimento da função social da propriedade na região de Balbina, em Presidente Figueiredo, ele reconhece que "muitos continuam com suas áreas, ainda que desrespeitando o contrato", devido à falta de fiscalização ativa ou denúncias. Segundo Antônio Norte, os processos de retomada são historicamente lentos, complexos e marcados por disputas judiciais prolongadas. "Existiam poucos casos amplamente conhecidos de retomada efetiva e consolidada de imóveis rurais pelo Estado do Amazonas exclusivamente por ilícitos ambientais posteriores à regularização. Isso demonstra uma dificuldade estrutural na aplicação de multa e penalização. Sem efetividade sancionatória, a cláusula resolutiva perde parte de sua função preventiva e repressiva", avalia Norte. Em Apuí, no AM, famílias denunciam grilagem de terras para exploração de madeira O impasse dos modelos: Proteção Coletiva vs. Título Individual O estudo do Imazon mostra que o Amazonas prevê uma diversidade de ferramentas para a destinação de terras, que vão desde assentamentos estaduais e venda especial até a Concessão de Direito Real de Uso (CDRU) Coletiva fora de áreas protegidas. Para as comunidades ribeirinhas, extrativistas e povos tradicionais, Antônio Norte defende que os modelos coletivos oferecem maior proteção contra o desmatamento e a especulação. "A adoção indiscriminada da privatização individual pode aumentar a vulnerabilidade econômica das comunidades e facilitar a entrada de agentes externos interessados apenas na valorização da terra", argumenta o cientista ambiental. Por outro lado, Fabrício Albuquerque alerta para o perigo de estudos feitos "em gabinete" que ignoram a realidade do produtor individualizado da região. "Impor a coletivização das práticas de produção àquele que sempre trabalhou de forma individual, com sua família, e que, muitas vezes, possui distância considerável em relação ao vizinho, pode não ser adequado. Esse sujeito ribeirinho também deseja deixar uma herança aos filhos. O ideal de coletivização existe na Amazônia, especialmente quando se considera a visão de mundo indígena, mas generalizar é ignorar as múltiplas realidades", rebate o advogado. Caos nos cartórios gera insegurança jurídica e alimenta preços baixos Um dos pontos mais críticos apontados na realidade do Amazonas é a falta de comunicação entre as bases de dados. Segundo Albuquerque, o preço da terra rural no estado também é puxado para baixo pela extrema insegurança jurídica, onde uma mesma terra pode ter várias matrículas diferentes. "Hoje, o que há é confusão. Uma mesma terra pode constar como particular no cartório, como estadual na Secretaria de Terras (SECT) e, no INCRA, novamente como particular. Há milhares de proprietários rurais no Amazonas que detêm títulos municipais sem validade, pois as terras pertencem ao Estado, embora figurem nos cartórios como proprietários legítimos. Essa fragmentação e a falta de publicidade dos títulos antigos beneficiam apenas os grileiros", denuncia Albuquerque. Para os especialistas, o Amazonas precisa encarar a governança fundiária não apenas como uma política de entrega de patrimônio, mas como uma estratégia de proteção climática e sobrevivência socioambiental. Antônio Norte aponta como prioridade imediata o fortalecimento institucional integrado. "O Amazonas precisa avançar na integração entre cadastro fundiário, cadastro ambiental rural (CAR), imagens de satélite e sistemas de controle ambiental. Sem controle efetivo do território, a regularização pode deixar de ser solução e passar a funcionar como vetor indireto de desmatamento", conclui. Fabrício Albuquerque resume as medidas mais urgentes em "dois remédios conhecidos há tempo demais para servirem de novidade": "Primeiro, unificar os sistemas do INCRA, das Secretarias de Terras, das Corregedorias e dos Cartórios. Em segundo lugar, tornar públicos os títulos engavetados nas Secretarias de Terras. Sem esses títulos à vista, ninguém consegue saber o que é terra pública e o que é terra particular. Essa ignorância oficializada custa caro ao Amazonas, e custa ainda mais caro a quem mora na floresta", finaliza. LEIA TAMBÉM Decreto que reduz reservas legais no AM é considerado inconstitucional, dizem especialistas Nova lei de licenciamento ambiental ameaça Unidades de Conservação e a biodiversidade no AM, apontam especialistas Facções transformam crimes ambientais em nova fronteira do poder no Amazonas Reservas legais estão previstas no Código Florestal Divulgação

  19. O cheiro do polvilho espalhado pela casa, os fornos acesos desde cedo e as quitandas feitas à mão fazem parte da rotina de Conceição dos Ouros, no Sul de Minas Gerais. Conhecida como a “Capital Nacional do Polvilho”, a cidade de cerca de 12 mil habitantes construiu a própria identidade em torno da produção artesanal, tradição que atravessa gerações, sustenta famílias e hoje também impulsiona o turismo e pequenos negócios. 📲 Siga a página do g1 Sul de Minas no Instagram Segundo dados do IBGE, o município produz cerca de 15 mil toneladas de mandioca por ano, em uma área plantada superior a 405 hectares. Já o Sebrae Minas aponta que mais de 30 fábricas artesanais de polvilho funcionam na cidade, mantendo viva uma cadeia produtiva que vai do campo às quitandas e aos pratos criativos servidos a turistas. Essa história começa dentro das casas. Em muitas delas, o polvilho sempre esteve presente nas mesas e nas memórias familiares, como na vida de Maria Rita Ribeiro de Souza, a Tia Rita, referência local na produção de sequilhos feitos com fécula, ovos caipiras, manteiga e leite gordo. Entre fornos e quitandas, polvilho sustenta histórias, renda e identidade em cidade do Sul de Minas Acervo Pessoal “Lembro da minha mãe fazendo biscoito assado, biscoito frito, pastel e pão de queijo. Éramos 17 irmãos e todos gostávamos de nos reunir no café da manhã e da tarde para comer e ajudar minha mãe a fazer as quitandas”, contou. A produção começou como complemento de renda, mas ganhou reconhecimento pelo sabor e pela fidelidade às receitas tradicionais. Para Tia Rita, ver o interesse de visitantes e das novas gerações representa continuidade. “Me sinto realizada. É como se estivéssemos resgatando o tempo que passou. Representa tudo para mim, desde que me conheço por gente só víamos polvilho nas redondezas. Me sinto próxima da minha mãe, dos meus irmãos e emocionada em poder passar adiante os sabores e receitas da minha infância”, afirmou. Tradição que também nasce no campo Na zona rural, a produção artesanal é, além de herança cultural, fonte de autonomia e renda. Na comunidade da Cachoeira, a Associação das Biscoiteiras de Ouros reúne mulheres que transformam receitas à base de polvilho em biscoitos, quitandas e outras iguarias típicas mineiras. Integradas à Rota do Polvilho, elas recebem visitantes, apresentam o processo artesanal e promovem degustações. Entre elas está Angélica Maria de Carvalho Prado. “Participar do turismo abriu portas. Hoje, além de mostrar nossa cultura, isso também se tornou uma fonte de renda e trouxe mais autonomia para a gente”, relatou. Entre fornos e quitandas, polvilho sustenta histórias, renda e identidade em cidade do Sul de Minas Arquivo Pessoal Segundo Angélica, o trabalho coletivo foi essencial para consolidar a atividade. “A gente está junto há 10 anos. No começo, trabalhava fora e vinha para a roça, mas depois conseguimos montar nossa própria cozinha com apoio da prefeitura. Hoje temos uma agroindústria e seguimos trabalhando juntas”, afirmou. “É uma forma de preservar o que aprendemos com nossos pais e avós”, completou. Produção artesanal resiste à modernização Mesmo com a modernização da indústria, Conceição dos Ouros segue como referência nacional na produção de polvilho azedo. O processo mantém etapas tradicionais, como a fermentação natural e a secagem ao sol, responsáveis pelas características do produto. É o caso da empresa Maxmil, que atua há mais de 30 anos no setor e nasceu da tradição familiar ligada à mandioca. Ao longo do tempo, a empresa investiu em tecnologia e controle de qualidade, mas preservou práticas artesanais. “O polvilho azedo é um produto muito característico da nossa região e possui um processo natural e artesanal”, explicou Matheus Freitas, engenheiro químico e integrante da gestão da empresa. “Mesmo com a modernização da indústria, fazemos questão de manter etapas fundamentais dessa tradição.” Entre fornos e quitandas, polvilho sustenta histórias, renda e identidade em cidade do Sul de Minas Acervo Pessoal No meio desse movimento de valorização cultural, a tradição passou também a ser vista como estratégia de desenvolvimento. Segundo o prefeito Luís Fernando Rosa de Castro, a cidade aposta na inovação gastronómica e no turismo para ampliar oportunidades económicas. “O polvilho já fazia parte da nossa história. O que fizemos foi transformar essa tradição em uma experiência capaz de gerar renda e turismo”, afirmou. Polvilho além da quitanda Com apoio do Sebrae Minas, desde 2021 empreendedores locais passaram a receber capacitações voltadas ao turismo e à gastronomia. A ideia era mostrar que o polvilho poderia ir além do produto tradicional e se tornar um diferencial para pequenos negócios. “Percebemos que o polvilho já fazia parte da cultura e da economia local, mas também tinha potencial para gerar novas oportunidades de renda e fortalecer pequenos negócios ligados ao turismo”, explicou a analista do Sebrae Minas, Myrian Sousa. Entre os exemplos está o taco de polvilho criado por Sandro Maciel Mendes. A receita surgiu após a participação dele em um dos cursos oferecidos pelo Sebrae. “O taco de polvilho surgiu depois do curso. A partir dele comecei a criar receitas para os recheios”, contou. Segundo ele, a procura por experiências gastronómicas aumentou e se tornou uma importante fonte de renda. Entre fornos e quitandas, polvilho sustenta histórias, renda e identidade em cidade do Sul de Minas Acervo Pessoal Outra receita que chamou a atenção foi o bolo de pão de queijo com linguiça, criado por Leila Cristina Barbosa Carvalho. “A ideia do bolo de pão de queijo veio justamente do desafio de ressignificar sabores e texturas que as pessoas já conheciam”, disse. A receita conquistou o segundo lugar no concurso gastronómico do festival. Rota do Polvilho e reconhecimento Criada há cerca de dois anos, a Rota do Polvilho atrai, em média, 280 turistas por ano e permite acompanhar todas as etapas da produção, do cultivo da mandioca às quitandas. Em 2025, essa herança ganhou reconhecimento institucional: um projeto de lei passou a tramitar na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) para transformar o modo artesanal de fazer polvilho em patrimônio cultural de relevante interesse do estado. Entre fornos e quitandas, polvilho sustenta histórias, renda e identidade em cidade do Sul de Minas Arquivo Pessoal A prefeitura também trabalha na criação do Memorial do Polvilho, voltado à preservação da história local. Mesmo com novas receitas, festivais e turistas, o polvilho segue com o mesmo significado para quem sempre conviveu com ele. “Quando uma tradição é passada de geração em geração, ela nunca deixa de existir”, resumiu Tia Rita. Top 3: veja as notícias mais lidas do g1 Sul de Minas durante a semana Veja mais notícias da região no g1 Sul de Minas

  20. Projeto do Trump Rio Rockwell Group/MHB Studios A Polícia Federal afirma que o operador financeiro do suposto esquema que levou o Rioprevidência a colocar R$ 3,7 bilhões dos aposentados do Rio no Banco Master é Ricardo Siqueira Rodrigues. Conhecido como Ricardo Gordo, ele foi condenado embb dezembro de 2024 pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) a pagar uma multa de R$ 53,3 milhões por uma operação financeira considerada fraudulenta, em 2016, relacionada à construção do hotel do então empresário Donald Trump na Barra da Tijuca, Zona Sudoeste do Rio de Janeiro. O seu companheiro no negócio do hotel era o blogueiro Paulo Figueiredo Filho, neto de João Figueiredo, último presidente da ditadura militar, que mora nos Estados Unidos. Nesta semana, Paulo Figueiredo acompanhou os irmãos Flávio e Eduardo Bolsonaro na visita ao agora presidente dos Estados Unidos Trump, na Casa Branca. Figueiredo também foi condenado pela CVM junto com Siqueira. A multa atribuída a Paulo Figueiredo chega a R$ 102 milhões. Dois dias após o encontro com os Bolsonaro, o governo americano classificou o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas. A defesa de Ricardo Siqueira não foi encontrada para comentar o caso. A reportagem não conseguiu contato com Paulo Figueiredo. Ricardo Siqueira Rodrigues, o Ricardo Gordo Reprodução A ideia de construir o hotel era aproveitar o grande número de turistas que a cidade receberia, na ocasião, com as Olimpíadas de 2016. Em sua apuração, a CVM concluiu que Ricardo Siqueira era o responsável por captar recursos de entidades de previdência para o fundo que investiria no empreendimento. Segundo a comissão, ele teria se beneficiado de um laudo que permitiu uma transferência indevida na venda das cotas para botar o projeto de pé. Assim, segundo entendeu a comissão da CVM, o negócio teve um preço inflado muito além do seu valor real sem qualquer lucro ou crescimento genuíno do negócio, mas por fraude. A manobra prejudicou investidores e fundos de pensão que colocaram dinheiro no projeto do Trump Hotel. Em agosto de 2016, o hotel foi inaugurado, mas quatro meses depois, em dezembro, a empresa de Donald Trump rompeu o contrato de licenciamento da marca. A decisão aconteceu após os atrasos nas obras das suítes e investigações de desvios envolvendo os fundos de pensão que financiaram o projeto. O local então passou a se chamar LSH Barra Hotel. Tanto Ricardo Siqueira como Paulo Figueiredo recorreram das multas. Se a condenação for mantida quando se esgotarem os recursos, a CVM envia a dívida para a Procuradoria Geral Federal, órgão da Advocacia Geral da União (AGU) cobrar os valores na Justiça. Agora no g1 Compliance Zero Para a Polícia Federal, Ricardo Siqueira é o principal responsável por captar recursos do Rioprevidência destinados à aplicação em letras financeiras do Banco Master. A investigação da PF relata o diálogo em que Ricardo Siqueira se apresentou ao banqueiro Daniel Vorcaro, agora preso, como quem "resolveria os trâmites internos (no Rioprevidência), restando pendente apenas o alinhamento de natureza política". “O que me interessa é a captação. É trazer o dinheiro. Como eu faço para trazer o dinheiro? É problema meu. Eu não vou levar problema para você e eu tenho certeza." Em mensagens trocadas com Vorcaro, em junho de 2023, Siqueira diz que o Rioprevidência possuiria um "dono". E esse dono, de acordo com as mensagens, "precisa autorizar os caras internamente". Em maio daquele ano, o então governador Cláudio Castro participou de um jantar em Nova Iorque pago por Vorcaro. O valor da conta: cerca de R$ 66 mil. Em 14 de dezembro de 2023, o Rioprevidência recebeu um aporte de R$ 200 milhões direcionadas a letras financeiras do Banco Master. Uma semana depois, em 21 de dezembro de 2023, Ricardo Siqueira destacou em mensagem a Vorcaro que houve o "cumprimento integral da missão proposta". Ricardo Siqueira considera que houve sucesso em 45 dias. Flávio Bolsonaro, Eduardo Bolsonaro e Paulo Figueredo com Donald Trump Divulgação Ricardo Siqueira firmou acordo de delação premiada na Operação Lava Jato, em 2018. Em seu depoimento, relatou um suposto esquema de pagamento de propina investigado pelo Ministério Público do Rio, que atingiu integrantes da gestão do ex-prefeito Marcelo Crivella, que chegou a ser preso. Contou ainda sobre fraudes em fundos de pensão estatais como Postalis e Serpros, além de um suposto esquema de irregularidades envolvendo o empresário Arthur Soares Filho conhecido como Rei Arthur.

  21. Nesta imagem divulgada pela equipe de resgate Metta Tham Rescue Kalasin, socorristas tentam chegar a pessoas que ficaram presas em uma caverna na província de Xaisomboun, no Laos, na terça-feira, 26 de maio de 2026. Metta Tham Rescue Kalasin via AP As fortes chuvas ameaçavam atrasar neste domingo as buscas por duas pessoas desaparecidas em uma caverna inundada no Laos, após o resgate de outras cinco que ficaram presas no subsolo por mais de uma semana. O mergulhador finlandês Mikko Paasi, um dos primeiros socorristas internacionais a chegar ao local, disse à The Associated Press que as chuvas encheram a caverna até a segunda câmara, impedindo a entrada dos mergulhadores até que bombas consigam reduzir o nível da água. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 Os sete moradores teriam entrado na caverna na semana passada em busca de minerais valiosos, antes de ficarem presos por uma enchente repentina que bloqueou a saída. Outro morador conseguiu escapar e alertou as autoridades. Equipes de resgate do Laos e da vizinha Tailândia trabalham juntas há uma semana na região montanhosa da província central de Xaisomboun, cerca de 120 quilômetros ao norte da capital, Vientiane. Elas receberam reforço de mergulhadores de países como Finlândia, Malásia, Japão, Indonésia, França e Austrália. Vários dos socorristas participaram anteriormente da complexa operação de resgate de 2018 em uma caverna no norte da Tailândia, que salvou 12 estudantes e seu treinador de futebol de uma caverna inundada. Os homens resgatados estão sendo tratados em um hospital local e passam bem, afirmou o mergulhador malaio Lee Kian Lie, que participa da operação. Quatro sobreviventes deixam caverna no Laos depois de 10 dias “Nós os entrevistamos sobre como é a parte mais profunda da caverna. Continuaremos as buscas com base nas informações que temos e talvez consigamos chegar aos outros dois”, disse. Segundo os socorristas, eles já percorreram mais de 200 metros dentro da caverna e descobriram cinco câmaras no sistema. As cinco pessoas resgatadas até agora foram encontradas na quinta câmara. Paasi afirmou que os sobreviventes relataram a existência de uma estreita fissura na quinta câmara que poderia servir de passagem para uma parte mais profunda da caverna. “Este era o único lugar da mina que ainda não havíamos verificado e onde os dois desaparecidos poderiam estar”, disse durante uma entrevista por vídeo. “Agora existe a teoria de que, através dessa pequena fissura, a caverna continua e há uma sexta câmara, o que nos dá esperança de que, se conseguirmos atravessar essa passagem estreita, poderemos alcançar a sexta câmara e ver o que há lá.” As cinco pessoas resgatadas foram encontradas pela primeira vez na quarta-feira. Elas foram identificadas apenas pelos primeiros nomes: Khamla, Mued, Ee, Ing e Laen. O primeiro homem foi retirado em segurança na sexta-feira, guiado por um mergulhador especialista através de uma passagem estreita e inundada. Os outros quatro deixaram a caverna no sábado, depois que o nível da água baixou o suficiente para que pudessem sair caminhando sozinhos, informaram os socorristas. Vídeos divulgados online no sábado pela equipe de resgate mostraram momentos emocionantes quando os homens emergiram da caverna, um a um. Alguns desabaram no chão na entrada da caverna e foram abraçados por trabalhadores que choravam de alegria. Em seguida, imagens mostraram os sobreviventes deitados em macas, cobertos com mantas térmicas e usando máscaras de oxigênio antes de serem transportados para fora do local.

  22. Dados do Ministério da Saúde revelam crescimento expressivo de atendimentos de saúde mental de crianças e adolescentes A coluna de quinta-feira mostrou como motivação e propósito foram apontados como fatores essenciais na Conferência de Envelhecimento Saudável da Universidade Stanford. Hoje, escrevo sobre a instigante palestra de Alia Crum, professora de psicologia da instituição e principal pesquisadora do Laboratório de Corpo e Mente (Mind & Body Lab). Seu trabalho se concentra em como mudanças em nossas crenças podem alterar a realidade objetiva, e seu ponto de partida foi o efeito placebo. Sabe-se que, apesar de o placebo ser um medicamento sem qualquer princípio ativo, ao tomá-lo e acreditar em sua eficácia, a mente do indivíduo é capaz de ativar mecanismos que o organismo tem para se curar. A psicóloga Alia Crum: “Nosso modelo mental tem o potencial de nos tornar mais fortes” Divulgaçao “Nossas mentes mudam a realidade. A forma como pensamos, como enxergamos as coisas, influencia nosso foco, nossa atenção, e afeta o resultado final. Conseguimos controlar muito mais do que imaginamos e nosso modelo mental tem o potencial de nos tornar mais fortes. Velhice pode ser declínio ou sabedoria. Não se trata de ser falso ou verdadeiro, mas sim das lentes que usamos para nossas experiências”, afirmou Crum. A psicóloga citou algumas pesquisas que endossam estudos já divulgados. No refeitório da universidade, as mesmas cenouras foram apresentadas de duas maneiras: quando eram identificadas como um prato pouco calórico, encalhavam; mas, ao serem descritas como uma iguaria com molho cítrico, seu consumo cresceu 45%. “As crenças sobre a comida moldam a reação do corpo, e isso não ocorre apenas com alimentos: a informação que priorizo vai afetar como meu corpo vai reagir”, detalhou. Outra experiência envolveu 84 arrumadeiras de hotel. Apesar do trabalho braçal – que equivale a um exercício físico vigoroso – dois terços diziam que não se exercitavam. O grupo foi dividido em dois, e um deles teve acompanhamento para alterar sua visão da atividade, passando a encará-la como uma “malhação” saudável. “As mulheres que mudaram o modelo mental apresentaram uma medição de pressão melhor e chegaram a perder peso”, contou. Estudo exemplar da pesquisadora Becca Levy apontou que uma visão negativa da velhice era responsável por “roubar” anos de vida dos idosos. A lição? “Precisamos mudar a bússola em relação ao que nos incomoda, que nos fere, e desconstruir visões, estigmas e estereótipos negativos que nos cercam”, ensinou Crum. A fisiologista Stacy Sims: treinamento de força apoia o equilíbrio, o controle da glicose e a função cognitiva ao longo da vida Divulgação Por fim, a fisiologista Stacy Sims enfatizou a importância do treino de força e de resistência para o envelhecimento saudável: “É o que garante a capacidade de manter os atributos físicos à medida que envelhecemos. O treinamento de força apoia o equilíbrio, o controle da glicose e a função cognitiva ao longo da vida”. Ela abordou um conceito relativamente novo na medicina e na neurociência: o eixo músculo-osso-cérebro (muscle-bone-brain axis), que investiga como o sistema musculoesquelético se comunica com o sistema nervoso central através de sinais químicos. Até pouco tempo atrás, a ciência enxergava os músculos e os ossos apenas como estruturas de suporte físico e movimento. Hoje, sabemos que funcionam como órgãos endócrinos dinâmicos, capazes de enviar mensagens que moldam a saúde, a estrutura e o funcionamento do cérebro. Quando realizamos um treino de força, a contração dos músculos libera substâncias na corrente sanguínea chamadas miocinas. Elas têm ação anti-inflamatória e estimulam a criação de novas conexões neurais, protegendo contra doenças neurodegenerativas. Da mesma forma, durante o impacto físico ou o treinamento de resistência, o esqueleto libera fatores derivados dos ossos, conhecidos como osteocinas, influenciando a massa muscular e o controle da glicose. “Esse eixo explica por que a perda de massa muscular e óssea, que acompanha o envelhecimento, está tão intimamente ligada a um quadro de fragilidade, fraturas, perda de independência e declínio cognitivo”, ressaltou Sims.

  23. Parque de dinossauros em Campos do Jordão abre vagas de emprego Um parque temático de dinossauros, que está em construção em Campos do Jordão, na Serra da Mantiqueira, abriu vagas de emprego para moradores da região. Segundo a empresa, cerca de 100 vagas foram abertas nesta etapa inicial de contratação (veja cargos abaixo). O empreendimento recebeu investimento de cerca de R$ 50 milhões e deve gerar até 300 empregos diretos na cidade. O parque está sendo construído no bairro Alto da Boa Vista, em uma área de 130 mil metros quadrados. A previsão é de que a inauguração aconteça em julho, na alta temporada de inverno na cidade turística. Segundo Márcio Clare, fundador e CEO do empreendimento, a expectativa é receber entre 400 mil e 500 mil visitantes por ano. “Dinossauro não prescreve. Sempre vai existir uma geração interessada nesse universo. E o parque não é só uma exposição de dinossauros. A gente cria experiências dentro dele", disse ao g1. Parque de dinossauros em Campos do Jordão, com investimento de R$ 50 milhões, abre vagas de emprego Divulgação De acordo com ele, o espaço vai contar com atrações como tirolesa, trenó de montanha, labirinto temático e gruta fantasma, além de atividades educativas. “Quando recebemos escolas, por exemplo, temos aula de paleontologia, apresentamos as eras e trabalhamos também a questão ambiental”, disse. Vagas de emprego Entre as vagas disponíveis para o parque temático, estão: Monitor Cultural Recreador(a) Equipe de Manutenção Operador(a) de Brinquedos de Aventura Equipe de Limpeza Fotografia / Vendas Bilheteria / Caixa Socorrista Os interessados em participar do processo seletivo podem se candidatar por meio de um formulário online. Parque de dinossauros em Campos do Jordão, com investimento de R$ 50 milhões, abre vagas de emprego Divulgação O projeto De acordo com o empresário, o projeto começou a ser desenvolvido após a pandemia. Segundo o CEO, cerca de 250 trabalhadores participaram da construção do empreendimento. O empreendimento de Campos do Jordão será a expansão de um parque já existente em Miguel Pereira, no Rio de Janeiro, e também tem uma confirmada em João Pessoa (PB). Veja mais notícias do Vale do Paraíba e região bragantina

  24. Miriam Leitão: Guerra freou queda dos juros O chamado crédito direcionado, que conta com juros menores, voltou a subir no terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), segundo números do Banco Central. O aumento dessa modalidade faz o Banco Central (BC) manter a Selic, taxa básica de juros da economia brasileira, em um patamar maior. 🔎 O crédito direcionado é um financiamento em que os recursos têm uma finalidade específica obrigatória, regulamentada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Esses empréstimos têm juros menores e prazos mais longos e destinam-se a atividades setoriais, como imobiliária, rural e de infraestrutura. 🔎 O crédito direcionado possui taxas menores por ter subsídio do governo, fontes mais baratas de recursos e garantias públicas. O próprio BC, responsável por fixar o juro básico da economia para conter a inflação, explica que esse é um fator que pressiona para cima a taxa Selic, atualmente em 14,5% ao ano. Em termos reais, é o segundo juro mais alto do mundo. 🔎 A Selic representa os juros cobrados entre bancos e serve de referência para diversas taxas aplicadas ao consumidor. O crédito fica mais caro quando ela sobe, o que reduz o o consumo, investimentos e contratações. Isso ajuda a conter a inflação. Já a queda da Selic barateia o crédito e estimula a atividade econômica. "O aumento de crédito direcionado e as incertezas sobre a estabilização da dívida pública têm o potencial de elevar a taxa de juros neutra da economia, com impactos deletérios sobre a potência da política monetária e, consequentemente, sobre o custo de desinflação em termos de atividade", informa a ata última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do BC, que é responsável por definir a Selic, em 29 de abril. A explicação é que o BC tem de manter a taxa Selic em um patamar mais elevado do que o normal porque boa parte do crédito em mercado não está atrelado à taxa básica da economia. 💰 Esse tipo de crédito teve um aumento no terceiro mandato do presidente Lula, após queda durante a gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). (veja mais detalhes) As principais linhas de crédito direcionado são: empréstimos para compra da casa própria; crédito rural e as linhas operacionalizadas pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) ao setor produtivo; linhas com garantias oferecidas pelo governo, como o Pronampe e o FGI, e para segmentos específicos. Na série histórica do Banco Central, que tem início em março de 2011, a taxa média de juros do crédito direcionado somou 9,3% ao ano, até março de 2026. Ao mesmo tempo, a taxa média dos empréstimos normais, que não juros favorecidos, somou 38,8% ao ano no mesmo período. Com isso, a taxa média de juros do crédito com recursos livres foi cerca de quase quatro vezes maior do que a do crédito direcionado entre março de 2011 e o mesmo mês deste ano. Aumento no governo Lula De acordo com a série histórica do BC, as linhas de empréstimos subsidiadas, ou seja, que estão abaixo das taxas de mercado, representaram 43,1% do volume total em mercado em março deste ano, o maior nível desde o fim de 2019, no primeiro ano do governo Bolsonaro. 💰Analistas observam que, diante dos limites para gastos da regra fiscal, o governo Lula tem aumentado as linhas de crédito com juros favorecidos em um ano eleitoral, dificultando a queda da taxa básica e, consequentemente, das linhas de empréstimos para os demais setores da economia. 💵No terceiro mandato de Lula, o movimento de crescimento do crédito direcionado se intensificou com a proximidade das eleições, foram anunciadas linhas de crédito com juros mais baratos, impulsionando o crédito direcionado, para: Máquinas agrícolas; Minha Casa, Minha Vida; Taxistas e motoristas de aplicativos; Plano Safra; Caminhões e ônibus; Microempreendedores de baixa renda; Setores afetados pelo tarifaço e guerra no Oriente Médio; Programa para reforma de imóveis; Renegociação de dívidas no Desenrola 2.0; Nova política industrial Pessoas físicas, um novo modelo de crédito imobiliário; Fundo Clima, para projetos de combate às mudanças climáticas; Fundo de florestas tropicais; Renegociação de dívida agropecuária, em curso. Para Sergio Vale, economista-chefe MB Associados, em vez de injetar recursos nessa intensidade por meio de linhas de crédito específicas, o governo deveria fazer o caminho contrário: um corte de gastos mais intenso para promover a redução dos juros para todos os segmentos e setores da sociedade. "O governo escolhe o caminho que parece ser mais fácil, mas na verdade é o mais difícil. Atrapalha o Banco Central e gera resultados que, muitas vezes, são só de curto prazo e são agravantes para a situação econômica do país quando a gente olha no longo prazo", avaliou. Lula no lançamento do Plano Safra 2025, que oferece crédito com juros subsidiados a agricultores Ricardo Stuckert/PR Teoria da meia-entrada no cinema Em 2023, o então presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, indicado por Jair Bolsonaro, recorreu à explicação da meia-entrada no cinema para explicar esse fenômeno. "No crédito direcionado, a gente pode fazer a análise do cinema que vende a meia-entrada. Se eu vendo muita meia-entrada e quero ter o mesmo lucro, a entrada inteira eu tenho que subir o preço. O crédito funciona um pouco assim", afirmou Campos Neto, na ocasião. Ele comparou o volume total do crédito no país a um "tubo" para explicar porque a concessão de empréstimos, com juros menores, afetam o patamar da taxa Selic, fixada pelo Banco Central para conter a inflação. "Se um pedaço do tubo está imobilizado [crédito direcionado, com juro mais baixo], eu tenho que aumentar a pressão no outro [subindo mais a taxa total]. Quando você tem muito crédito subsidiado, a sua potência de influenciar com o juro diminui. Então tem que ter um juro mais alto do que você teria", declarou o ex-presidente do BC, Campos Neto. Gabriel Galípolo, atual presidente do BC, afirmou em audiência pública no Senado Federal neste mês que há algo de "idiossincrático" (peculiar) que permita que o país tenha juro real, após descontada a projeção de inflação para os próximos 12 meses, perto de 10% ao ano, inflação acima da meta e desemprego na mínima histórica. "Vai demandar uma série de reformas para desobstruir os canais, e ter uma política [monetária, de fixação dos juros] que pese menos com um efeito mais eficaz no controle da inflação", disse Galípolo. De acordo com o BC, pelo fato de o direcionado não ser uma forma prevalente de crédito, os países em geral não possuem estatísticas específicas sobre crédito direcionado, o que torna a comparação internacional um exercício complexo e não recorrente. Mesmo assim, suas estimativas, que consideram apenas os dados internacionais disponíveis para países parecidos, como Colômbia, China, Coreia do Sul, México e Peru. Em cerca de 43% do crédito total, o Brasil está muito na frente de outros países, como o México, com 26%. A instituição informou, também, que a maioria dos outros países possui percentual abaixo de 5%. A Associação Brasileira de Bancos (ABBC) concordou que, quanto maior a participação das linhas de empréstimos com recursos direcionados, com taxas de juros abaixo de mercado, menor a potência da política monetária, taxa Selic fixada pelo BC. Mas ponderou que a trajetória recente de aceleração das linhas de crédito com juros favorecidos é bem menos acentuada em relação à verificada no início da década de 2010, com a participação encontrando-se em nível bem distante dos 50% ocorridos entre 2016/2017. "A interferência governamental na definição de taxa de juros no crédito é sempre ruim, gerando em muitas situações ineficiências e distorções na alocação de recursos. Assim, em uma análise inicial, as demais taxas deveriam ser mais altas para preservar a rentabilidade das carteiras", explicou a ABBC. Juros básicos altos, por sua vez, geram outra consequência negativa para a economia brasileira, o crescimento da dívida (pois são base para a emissão de títulos públicos). Em 80% do PIB, o endividamento brasileiro está no maior nível em cinco anos e, também, em patamar semelhante à Zona do Euro. Por ser elevada, a dívida brasileira também é um fator de pressão para cima nos juros. É um ciclo vicioso que se retroalimenta e compromete recursos para gerações futuras.

  25. Moradores transformam rua de Fortaleza em mural a céu aberto em homenagem à Copa do Mundo Moradores da Rua Santa Inês, no Bairro Pirambu, em Fortaleza, transformaram a via em um mural a céu aberto em homenagem à Copa do Mundo de 2026. O cenário é composto por bandeirinhas verdes e amarelas, além de pinturas com símbolos da Seleção Brasileira. Segundo a influenciadora Gleisiane Rodrigues, que é moradora da região, a decoração acontece em todas as edições da Copa, mas neste ano a comunidade decidiu caprichar. ✅ Clique e siga o canal do g1 Ceará no WhatsApp A mobilização começou com a doação de dois galões de tinta feita pelo pai de Gleiciane. Já o restante do material foi comprado com o valor arrecadado em uma vaquinha. "A gente fez uma lista e cada morador ajudou com R$ 10. Com isso, compramos o material para as bandeirinhas", disse Gleisiane Rodrigues. Rua Santa Inês, no Bairro Pirambu, em Fortaleza, foi decorada pelo moradores em homenagem à Copa do Mundo. Gleisiane Rodrigues/ Arquivo pessoal A decoração foi iniciada no dia 13 de maio e concluída dias depois. A iniciativa teve a participação de mais de 30 moradores. "Um ajudou amarrando, outro foi cortando, grampeando, pintando e escrevendo. Inicialmente foram feitas as pinturas, que levaram três dias. Depois fizemos as bandeirinhas, que levaram de três a quatro dias. O pessoal começava umas 16 horas e ia até umas 3 horas da madrugada. Várias vezes as pessoas madrugavam para terminar o mais rápido possível", disse a moradora. Agora, com tudo pronto, os moradores já estão se organizando para se reunir na rua e assistir juntos ao primeiro jogo do Brasil na Copa do Mundo, que irá ocorrer no dia 13 de junho, contra o Marrocos. "A turma vai se reunir para assistir a partida e também estamos convidando pessoas de outros locais. Todos são bem-vindos", falou a Gleisiane. Cenário é composto por bandeirinhas verdes e amarelas, além de pinturas com símbolos da Seleção Brasileira. Gleisiane Rodrigues/ Arquivo pessoal Assista aos vídeos mais vistos do Ceará A e começou a ser realizada no dia 13 de maio e foi concluída no mesmo mês.

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