
Felipe Diogo, conhecido como Felipe Favela, foi morto a tiros em Ribeirão Preto (SP) em outubro de 2023
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O tribunal do júri do homem acusado de matar o jogador de futebol Felipe Diogo foi adiado em Ribeirão Preto (SP). A audiência, prevista para começar na manhã desta segunda-feira (10) no Fórum da cidade, foi suspensa porque parte das dez testemunhas faltou, de acordo com o advogado do réu, Daniel Rondi.
A nova data do julgamento ficou para o dia 10 de novembro, segundo a defesa.
Antes do adiamento, a mãe de Felipe Diogo, havia comentado sobre a expectativa de ver o responsável pela morte do filho condenado. Vânia Presta Bernardes testemunhou o crime há três anos.
“O que eu penso é que o Kleber estava muito envenenado, querendo realmente matar ele, foi uma execução. Se fosse para dar um susto, ele tinha dado uns dois, três, para o alto, ou um para poder acertar, para ele poder cair e ficar ali. Mas ele estava com muito ódio, dava para perceber”, disse a mãe.
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Kleber Archanjo dos Santos é réu por homicídio triplamente qualificado, por motivo fútil, meio cruel e mediante recurso que dificultou a defesa da vítima.
Segundo o Ministério Público, ele é tio da ex-namorada de Felipe e atirou na vítima durante uma confusão envolvendo a família da jovem e o atleta. Kleber teve a prisão preventiva decretada em novembro de 2023, mas nunca foi preso.
Apesar disso, segundo a defesa, ele participou remotamente de todas as fases do processo e a presença dele era aguardada no julgamento nesta segunda-feira.
Testemunha do crime
O jogador de futebol, conhecido como Felipe Favela, tinha 21 anos e era atacante do São Bernardo.
Ele passava férias com a família em Ribeirão Preto. No dia em que morreu, Felipe foi até a casa onde vivia com a ex, na Rua Tabatinga, no Jardim Jandaia, Zona Norte da cidade.
Na época, a família da jovem alegou que ela tinha registrado um boletim de ocorrência contra Felipe por agressão. Durante a investigação, o Ministério Público não identificou qualquer apuração ou queixa contra o jogador.
Segundo Vânia, no dia do homicídio, o filho ligou por volta das 19h pedindo que ela fosse até a casa dele. Ao chegar ao local, Vânia diz ter visto Kleber na janela do imóvel, armado com um revólver. Ela conta que pediu para que a família da ex-nora explicasse o que estava acontecendo.
Ainda segundo Vânia, apesar dos pedidos, Kleber atirou na sequência.
“Na hora que eu cheguei lá, eu pedi, pelo amor de Deus, falei ‘Kleber, não faz isso, você vai acabar com a sua vida, você não vai ter mais vida e vai acabar com a minha’ (...) No total, o que deu para escutar os disparos, tudo, foi uns 18 tiros. Mas o que pegou no Felipe foi 10”, diz.
Crime por ódio
Segundo Vânia, Kleber estava com ódio do filho dela. Ela acredita que Felipe tenha sido alvo de uma execução.
O promotor de Justiça Marcos Túlio Nicolino afirma que o jovem foi atingido por cinco tiros nas costas.
“O embate naquele momento era entre o Felipe e outros familiares da Vitória [ex-namorada]. E o Kleber, o réu, se aproveitou disso para efetuar dez disparos contra o Felipe, de forma covarde, até porque cinco disparos acertaram as costas da vítima.”
Felipe chegou a ser socorrido por moradores e levado à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Norte, mas chegou ao local já sem vida.
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