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G1 GLOBO (Tudo Diário)

Últimas notícias do Brasil e do mundo, sobre política, economia, emprego, educação, saúde, meio ambiente, tecnologia, ciência, cultura e carros. Vídeos dos telejornais da TV Globo e da GloboNews.

  1. Projeto da Ueap leva cursos de impressão 3D com reciclagem de garrafas PET a escolas Um projeto da Universidade do Estado do Amapá (Ueap) mostra como a reciclagem pode ganhar novas formas com a tecnologia. Pesquisadores e estudantes da instituição transformam garrafas PET em filamentos para impressoras 3D. A iniciativa oferece cursos gratuitos nas escolas estaduais, para ensinar a comunidade a transformar as garrafas na matéria para a impressão, e aplicar a tecnologia em sala de aula. Baixe o app do g1 para ver notícias do AP em tempo real e de graça Os objetos produzidos podem ser usados na produção de peças de engenharia, utensílios domésticos e até brinquedos. O professor Felipe Tavares, líder do grupo de pesquisa , explica que a iniciativa une sustentabilidade e inovação. “Reciclar deixou de ser apenas uma prática sustentável. Hoje é uma necessidade diante dos impactos ambientais. A impressão 3D é uma ferramenta que pode ajudar a reduzir o descarte irregular de plásticos”, afirmou. Felipe Tavares, professor de Química na Ueap. Isadora Pereira/g1 Segundo ele, impressoras 3D têm preços acessíveis, semelhantes aos de impressoras comuns. O professor explica que esse avanço tecnológico permite que qualquer pessoa, mesmo sem grandes investimentos, possa adquirir o equipamento e começar a produzir objetos em casa “Com esse equipamento, qualquer pessoa pode produzir peças em casa, desde suportes de celular até componentes de máquinas. A ideia é mostrar que a reciclagem não precisa depender apenas de grandes empresas”, disse. Objetos feitos por impressão 3D por meio do projeto. Isadora Pereira/g1 O acadêmico de Engenharia Química Lucas Rafael participa da iniciativa como bolsista. Ele conta que o projeto trabalha para deixar em evidência a tecnologia em colaboração com a conscientização ambiental. “Nosso propósito é evitar que as garrafas cheguem ao meio ambiente. A partir delas, conseguimos produzir filamentos e criar objetos em impressoras 3D. Uma garrafa PET pode levar até 600 anos para se decompor. Por isso, precisamos pensar em soluções que reduzam esse tempo e deem novos usos ao material”, afirma. Lucas Rafael é acadêmico de Engenharia Química e participa da iniciativa como bolsista. Isadora Pereira/g1 Sobre o processo O processo começa com a transformação das garrafas PET em filamentos. Esses fios são usados nas impressoras 3D e passam por testes de resistência e temperatura. “Não é só produzir o material reciclado, mas avaliar suas propriedades técnicas. Queremos entender se ele mantém a mesma resistência ou se perde qualidade rapidamente”, explica Tavares. Coleta e limpeza: As garrafas PET são recolhidas e passam por um processo de higienização. É necessário retirar rótulos, cola e qualquer resíduo para garantir a qualidade do material. Corte em fitas: depois de limpas, as garrafas são cortadas em tiras finas, que se tornam a base para o próximo estágio. Filamento é produzido no Núcleo de Tecnologia da Ueap. Isadora Pereira/g1 Aquecimento e fusão: as fitas passam por um bloco de aquecimento que atinge cerca de 240 a 250 graus. Nesse ponto, o plástico é derretido e começa a ganhar forma. Produção do filamento: o material derretido é moldado em formato de fio contínuo, semelhante a uma corda. Esse filamento é ajustado para não ficar nem muito grosso nem muito fino, garantindo que funcione corretamente na impressora 3D. Modelagem e impressão: com o filamento pronto, ele é colocado na impressora 3D. A partir daí, softwares de modelagem permitem criar objetos diversos, desde suportes de celular até peças para robótica. Materiais que realizam o processo da impressão do material 3D com o filamento de garrafa PET Isadora Pereira/g1 LEIA MAIS: Projeto do AP que transforma caroço de açaí em gás de cozinha recebe certificado de viabilidade Bio-óleo produzido a partir do caroço de açaí no Amapá pode ser alternativa ao gás e petróleo Cursos gratuitos Em 2025, foram realizados três mini cursos gratuitos, com duração de dois a três dias, voltados para a comunidade. Bolsistas de extensão ensinaram como transformar garrafas PET em filamentos e usar impressoras 3D. Neste ano, o projeto foi ampliado para escolas, com previsão de atender estudantes e professores. Na última semana, o Colégio Amapaense recebeu o projeto. “Queremos que os alunos aprendam a construir peças e vejam na prática como a tecnologia pode ser usada para reciclar”, destaca o professor. Fio para filamento é produzido com material de garrafa PET reciclado, no Amapá. Isadora Pereira/g1 Projeto é desenvolvido na Universidade do Estado do Amapá. Isadora Pereira/g1 Veja o plantão de últimas notícias do g1 Amapá VÍDEOS com as notícias do Amapá:

  2. Arrecadação do bazar solidário será destinada ao projeto Cozinhas Solidárias de Uberlândia UFU/Divulgação Mais de 400 mercadorias apreendidas pela Receita Federal serão vendidas durante um bazar solidário em Uberlândia no próximo sábado (30). O evento acontece das 8h às 17h, na Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), que fica na avenida Belo Horizonte, no bairro Osvaldo Rezende. O lote destinado ao bazar reúne aproximadamente R$ 250 mil em mercadorias apreendidas por irregularidades fiscais, como a ausência de nota fiscal. Os produtos serão comercializados a preços abaixo do mercado e toda a renda arrecadada será destinada às Cozinhas Solidárias da cidade, que fornecem alimentação gratuita para famílias em situação de vulnerabilidade social. O lote de produtos ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Triângulo no WhatsApp Segundo levantamento obtido pelo g1, entre as mercadorias disponíveis para a venda no bazar, estão cerca de 50 smartphones, sete tablets, 30 smartwatches, equipamentos de informática, acessórios para celular, produtos de pesca, brinquedos, entre outros. Confira a lista a seguir. Itens vendidos no bazar solidário Bazar conta com apoio da UFU Segundo a Universidade Federal de Uberlândia (UFU), o bazar solidário é realizado pela Fundação de Apoio Universitário (FAU), em parceria com a universidade por meio do Centro de Incubação de Empreendimentos Populares Solidários (Cieps/Proexc). Atualmente, Uberlândia conta com nove Cozinhas Solidárias espalhadas pelas comunidades e bairros Zaire Rezende, Maná, Torres, Dom Almir, Santa Clara, Morada Nova, Élisson Prieto, Fidel Castro e Jacy de Assis. Juntas, as unidades fornecem cerca de 1,6 mil refeições por dia. Segundo a professora e diretora do Cieps, Neiva Flávia de Oliveira, os recursos arrecadados serão divididos entre as cozinhas para atender demandas específicas de cada unidade. "Temos oito cozinhas que funcionam durante a semana e uma ao final de semana para apoiar familiares dos detentos do Jacy de Assis [presídio]. Todas precisam de mais estruturas, equipamentos ou produtos. A ideia é exatamente esse bazar para gerar fundo que possa em rateio equitativo atender as demandas específicas de cada cozinha. Logo, quanto mais arrecadarmos, mais se poderá apoiar", comentou. De acordo com a organização, as cozinhas funcionam principalmente com trabalho voluntário e enfrentam dificuldades relacionadas à compra de alimentos, manutenção de equipamentos e aquisição de utensílios. Além de contribuir com o combate à fome, os recursos também poderão ser utilizados para regularização jurídica e fortalecimento da estrutura das cozinhas solidárias. Serviço Bazar Solidário das Cozinhas Solidárias 📅 Data: 30 de maio de 2026 (sábado) ⏰ Horário: 8h às 17h 📍 Local: CDL Uberlândia , na avenida Belo Horizonte, 1290, Bairro Osvaldo Rezende LEIA TAMBÉM: De lote de R$ 157 mil a prédio de R$ 11 milhões: Veja imóveis em leilão no Triângulo De botijão de gás a carro: Veja bens que serão doados pelo MPF em MG VEJA TAMBÉM: Cozinha solidária oferece 150 refeições por semana em Uberlândia Cozinha solidária oferece 150 refeições por semana em Uberlândia VÍDEOS: veja tudo sobre o Triângulo, Alto Paranaíba e Noroeste de Minas

  3. Advogada Carol Pessoa morre após cair de moto aquática na ilha do Combu, em Belém. Arquivo Pessoal A advogada Anna Carolina Novaes Pessoa, de 46 anos, que foi encontrada morta na região da Ilha do Combu, em Belém (PA), após desaparecer durante um passeio de moto aquática, era de Juiz de Fora, na Zona da Mata mineira. Ela desapareceu no último domingo (24) e as buscas foram realizadas pelo Corpo de Bombeiros Militar do Pará, com apoio da Capitania dos Portos, da Marinha do Brasil, usando mergulhadores e embarcações na área do Furo São Benedito e da Prainha. O trabalho começou ainda no domingo (24), foi retomado na manhã de segunda-feira (25) e continuou até a localização do corpo, na manhã de terça-feira (26). ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Zona da Mata no WhatsApp Conhecida como Carol Pessoa, a morte da advogada gerou forte comoção entre familiares, colegas de profissão e amigos. O sepultamento está previsto para o fim da tarde desta quinta-feira (28), em um cemitério da cidade. Carreira jurídica em vários estados Anna Carolina formou-se no Instituto Vianna Júnior, em Juiz de Fora, na turma de 2004, e ao longo dos anos construiu uma carreira sólida na advocacia, com atuação de abrangência nacional. No site da Ordem dos Advogados do Brasil, a inscrição principal era de Juiz de Fora, no entanto, ela mantinha inscrições suplementares ativas para exercer regularmente a profissão no Pará, Paraná e Distrito Federal. Em nota oficial, a OAB Seção Pará (OAB-PA) lamentou a perda, manifestou condolências aos familiares e agradeceu o empenho das forças de segurança que atuaram no resgate. OAB-Pará lamenta morte de advogada juiz-forana Reprodução/Rede social 'Luz e risada escandalosa': amigos fazem homenagens nas redes sociais Nas redes sociais, Anna Carolina reforçava o seu amor por viagens, estampando bandeiras de diversos países visitados. Em postagens de luto, amigos e conhecidos destacaram suas principais marcas pessoais: "Carol era assim: sorriso, boas conversas, luz! Quero lembrar de você sempre assim", publicou uma amiga próxima em uma rede social. Escola de idiomas lamenta morte de advogada juiz-forana Reprodução/Rede social A escola de idiomas Dublin Club, onde Anna Carolina estudava, emitiu uma nota de pesar lamentando o falecimento precoce: "Um ser humano incrível, que espalhava seu brilho por onde passava. Ficam em nossa memória as lembranças das aulas, dos eventos, das conversas e do sorriso". Em páginas locais, comentários de pessoas que conviviam com ela ressaltaram sua espontaneidade: "Só quem conheceu a Carol sabe o quão ela tinha um coração imenso, toda doidinha mas com um coração sem igual. Sentiremos saudade da risada escandalosa, da falação em voz alta e das brincadeiras sem ponta e nem cabeça". Outra colega lamentou o ocorrido, lembrando que a advogada planejava realizar uma viagem em comemoração ao seu aniversário recente. LEIA TAMBÉM: Morte de advogada após passeio de moto aquática na Ilha do Combu em Belém: o que se sabe e falta saber Corpo de advogada desaparecida após cair de moto aquática é encontrado próximo à ilha do Combu, em Belém Advogada é encontrada por ribeirinhos após ter desaparecido na Ilha do Combu, em Belém VÍDEOS: veja tudo sobre a Zona da Mata e Campos das Vertentes

  4. Festival de Nova Veneza começa nesta quinta-feira com show de Leonardo e tradição italiana O Festival Italiano de Nova Veneza começa nesta quinta-feira (28) com show do cantor Leonardo e uma programação marcada por tradições italianas, apresentações culturais e pratos típicos. O evento segue até domingo (31), no município da Região Metropolitana de Goiânia conhecido como a maior colônia italiana do Centro-Oeste. Nesta edição comemorativa de 20 anos, o festival terá novidades como a pisa da uva, experiência inspirada na tradição italiana de produção de vinho, além do lançamento do vinho exclusivo Veneza 1924 Cabernet Sauvignon, produzido especialmente para o evento. A expectativa da organização é receber cerca de 150 mil visitantes durante os quatro dias de festa. A programação também inclui apresentações musicais italianas, grupos folclóricos, coral infantil, campeonato de bocha e dezenas de opções gastronômicas na tradicional Cantina da Nonna. Nova Veneza recebe a 20ª edição do Festival Italiano com shows, gastronomia típica e tradições que mantêm viva a herança dos imigrantes italianos em Goiás Divulgação/Festival Italiano de Nova Veneza LEIA TAMBÉM: Conheça a cidade que é a capital italiana de Goiás e que recebe um número de turistas 12 vezes maior que o de habitantes durante festival Idealizador do Festival de Nova Veneza, empresário e ex-prefeito Oswaldo Stival morre aos 92 anos Comida di Buteco: Casarão do Pastel é o campeão da edição 2026 Tradição italiana e pisa da uva Uma das principais novidades deste ano é a pisa da uva, tradição ligada ao processo artesanal de fabricação de vinho. A apresentação será feita pelo Grupo Folclórico Ítalo-Brasileiro de Santa Catarina, que vai encenar a colheita e a pisa das uvas durante os dias do evento. Após as apresentações, visitantes sorteados poderão participar da experiência ao lado dos dançarinos. Segundo a organização, a prática simboliza a preservação da memória e das tradições dos imigrantes italianos que chegaram à região. A edição deste ano também terá decoração inspirada em vinhedos italianos, com barris, folhas de parreira, hortênsias e espaços instagramáveis espalhados pelo circuito do festival. Cidade da Região Metropolitana de Goiânia espera receber cerca de 150 mil visitantes durante os quatro dias do Festival Italiano de Nova Veneza Divulgação/Festival Italiano de Nova Veneza Gastronomia e atrações culturais A Cantina da Nonna, cozinha oficial do evento, vai oferecer 31 opções de pratos típicos italianos. Entre os destaques estão massas, lasanhas, polentas, porpetas e o biscoito Amaretti, novidade desta edição. Mais de 120 cozinheiros e auxiliares participam da preparação dos alimentos. Além da gastronomia, o festival terá apresentações de corais, bandas italianas, danças folclóricas e shows gratuitos. Entre os destaques estão Laura Dalmás, Tony Angeli, Banda Cavatappi, Banda Brizza e os Tenores de Nova Veneza. O cantor Leonardo abre a programação musical na quinta-feira (28). Segundo a organização, Nova Veneza foi uma das primeiras cidades onde o artista se apresentou no início da carreira, em 1988. Estrutura ampliada e atendimento digital Segundo a organizadora do festival, Maria do Carmo, a estrutura do evento foi ampliada para receber melhor o público nesta edição comemorativa de 20 anos. Entre as mudanças estão o aumento do espaço da festa, estacionamento gratuito próximo ao evento e implantação de totens digitais para agilizar o atendimento. “A cada ano que passa, a gente aumenta o espaço para que possa atender todo o público que chega no nosso festival. A gente sempre inova de um ano para o outro”, afirmou. Maria do Carmo também destacou que a Cantina da Nonna, considerada o carro-chefe do festival, terá mais de 31 opções de pratos típicos italianos nesta edição. Quatro rotas de acesso até Nova Veneza Para receber o público esperado durante os quatro dias de evento, a organização também orientou os visitantes sobre as principais rotas de acesso até Nova Veneza, cidade localizada a cerca de 29 quilômetros de Goiânia. O trajeto mais conhecido é pela GO-462, passando por Santo Antônio de Goiás. Outra alternativa para evitar congestionamentos é seguir pela GO-080 até Nerópolis e, depois, acessar a GO-222 em direção ao município. Também há opções para quem sai da região de Trindade, Goianira e Inhumas, além do acesso pela GO-420, rota inaugurada em 2018 que liga Nova Veneza à GO-080. Veja a programação Quinta-feira (28) 19h: Santa Missa no Ranchão 19h: Jantar na Cantina da Nonna 20h30: Abertura oficial 21h30: Apresentações culturais 22h: Show de Leonardo 2h: Encerramento Sexta-feira (29) 18h: Campeonato de bocha 19h: Jantar na Cantina da Nonna 19h: Apresentações culturais e pisa da uva 21h: Coral Amici di Veneza 21h30: Show de Laura Dalmás 23h30: Show da Banda Versatto 2h: Encerramento Sábado (30) - Almoço 11h: Almoço na Cantina da Nonna 11h: Apresentações culturais e pisa da uva 12h: Show de Valdir Amaral 13h: Campeonato de bocha 13h30: Show da Banda Cavatappi 16h: Show dos Tenores de Nova Veneza Sábado (30) - Jantar 19h: Jantar na Cantina da Nonna 19h: Apresentações culturais e pisa da uva 20h: Show de Tony Angeli 22h: Baile de Máscaras com Ana Paula Drigo 23h30: Show da Banda Brizza 2h: Encerramento Festival Italiano de Nova Veneza reúne música, cultura e gastronomia em uma das festas mais tradicionais de Goiás Divulgação/Festival Italiano de Nova Veneza 📱 Veja outras notícias da região no g1 Goiás. VÍDEOS: últimas notícias de Goiás

  5. Bonfim tem 1,8 mil pessoas isoladas em seis comunidades indígenas após ponte ser destruída "A situação continua difícil", relata o tuxaua de Jacamim, Adilson de Sousa. A comunidade indígena é uma das seis de Bonfim, ao Norte de Roraima, que estão isoladas há seis dias após três pontes que davam acesso às regiões serem destruídas pela força da chuva no último sábado (23). Cerca de 7,5 mil pessoas estão sem acesso terrestre, mais da metade da população do município. Em razão das fortes chuvas, o prefeito de Bonfim, Romualdo Feitosa (Republicanos), decretou nesta quarta-feira (27) situação de emergência por 180 dias. Bonfim tem uma população de 13.897 pessoas, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 RR no WhatsApp As comunidades ficaram isoladas após três pontes serem levadas pela força das águas nas regiões do Jacamim, Marupá e Camaleão. "As áreas mais afetadas são a região do Ponto Cinco e as comunidades indígenas Jacamim, Boca da Mata, Marupá e Wapum, onde mais de 3.500 moradores encontram-se isolados devido aos alagamentos e aos danos provocados pelas chuvas intensas", informou a prefeitura de Bonfim. Além disso, o g1 apurou que as chuvas também causam impactos nas comunidades Apiaú e Água Boa. Na região em que o acesso é feito pela BR-401, o trecho rompido também isolou outras duas comunidades. "A situação também é crítica na BR-401, em Bonfim, onde um trecho da rodovia rompeu na manhã de ontem em razão das fortes chuvas, isolando mais de 4 mil pessoas das comunidades Bom Jesus e Caju, além de diversos moradores de lotes da região", informou a prefeitura. Nas regiões isoladas pelo rio Jacamim, moradores são transportados por meio de barcos, com apoio do Corpo de Bombeiros. O tuxaua informou que algumas famílias ainda têm alimentos estocados, e as crianças estão sem frequentar a escola por falta de acesso. "Tivemos perdas na produção. Muitas famílias procuraram ajuda porque a mandioca ficou submersa na água por três dias. Depois que o sol esquenta, a produção acaba estragando. A chuva forte causou prejuízos nas plantações" explicou. O decreto de emergência, segundo a Prefeitura, é necessário para "garantir maior agilidade nas ações emergenciais, possibilitando apoio humanitário, recuperação de acessos e assistência às famílias afetadas." Ponte foi levada pelas fortes chuvas no Bonfim Raquel Maia/Rede Amazônica Ponte submersa Segundo Francisco das Chagas, secretário de Infraestrutura de Bonfim, no último fim de semana ocorreu a primeira alagação que deixou a comunidade do Ponto Cinco em situação crítica. No entanto, o rio secou e o acesso foi liberado. “Cerca de 10 quilômetros depois da comunidade do Ponto 5 fica o rio Jacamim. A força da água arrancou toda a parte de cima da ponte e jogou a estrutura cerca de 100 metros abaixo do igarapé. Praticamente toda a ponte foi levada pela água”, relatou. Em um vídeo, é possível ver cerca de 10 pessoas puxando uma caminhonete para atravessar a parte inundada da estrada. Em outro, mostra a ponte de Jacamim submersa. Bonfim tem 1,8 mil pessoas isoladas em seis comunidades indígenas após ponte ser destruída por força da água Reprodução 🌧️ Atualmente, Roraima está no período chuvoso, que começou em abril e segue até setembro. Até essa terça-feira (26), o estado registrou 315 milímetros de chuva, cerca de 90% dos 347 milímetros previstos para todo o mês, conforme a Defesa Civil estadual, que monitora a situação nos municípios. 10 dos 15 municípios afetados Josí Bezerra Pereira, gerente de uma fazenda no Bonfim, relatou dificuldades de acesso durante o período chuvoso na região, segundo ele, "nem caminhonete consegue passar". “Para sair daqui da fazenda até a estrada tem que ser de trator, porque moto não roda mais. Meu filho está há cerca de um mês sem ir pra escola”, segundo ele, além das chuvas, a unidade escolar também passava por reforma. Roraima tem ao menos 10 dos 15 municípios afetados pelas fortes chuvas registradas no mês de maio. Bonfim está entre os municípios em situação mais grave, segundo a Defesa Civil. Leia outras notícias do estado no g1 Roraima.

  6. Projeto está disponível para consumidores residenciais e não tem custo adicional Divulgação/Energisa Consumidores do Tocantins agora podem optar por um modelo de pagamento pré-pago para a conta de energia elétrica. Em 29 localidades do estado, a modalidade, que funciona de forma semelhante aos créditos de celular, oferece um desconto de 10% na tarifa e permite maior controle sobre os gastos mensais. Segundo a Energisa, para aderir à novidade, o cliente deve atender aos critérios do projeto piloto e realizar a solicitação pelo aplicativo Energisa On ou pela agência digital da distribuidora. Não há custo adicional para a mudança de plano. 📱 Clique aqui para seguir o canal do g1 TO no WhatsApp Como funciona e quem pode participar No modelo pré-pago, a fatura mensal tradicional deixa de existir. O cliente realiza recargas de créditos, com valores entre R$ 30 e R$ 500, e o consumo é monitorado quase em tempo real por meio de medidores específicos e canais digitais. Critérios para adesão: Ser consumidor residencial; Não estar incluído na Tarifa Social; Não ter cobranças adicionais na fatura (como seguros ou doações); Não ser atendido por geração distribuída (energia solar própria, por exemplo). Agora no g1 LEIA TAMBÉM: Atlas da Violência: TO teve queda de mais de 30% nos homicídios entre 2019 e 2024 Futuro do varejo e estratégias de mercado serão discutidos durante Conecta Insights em Palmas Nelore valorizado em R$ 3,9 milhões: conheça a vaca “Isis Valverde”, que teve arremate de César Menotti e Fabiano O sistema envia alertas ao consumidor antes que os créditos acabem. Em situações emergenciais, o plano oferece a opção de crédito adicional para evitar que o fornecimento de energia seja interrompido imediatamente. A iniciativa visa atender, principalmente, trabalhadores autônomos e empreendedores que buscam maior flexibilidade financeira, permitindo que os pagamentos sejam distribuídos ao longo do mês, conforme a entrada de renda. O projeto faz parte do Sandbox Tarifário da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), que permite testar novas formas de cobrança no setor elétrico. Veja mais notícias da região no g1 Tocantins.

  7. g1 em 1 Minuto Mato Grosso do Sul: Mãe de trigêmeos diz que pai das crianças fugiu Quase três anos depois de emocionar o público com a história da gravidez de trigêmeos e do abandono do então namorado, a vida de Verônica Rivarola Leite, de Jardim (MS), tomou um rumo diferente. Assista ao vídeo acima. 🔎O g1 MS completa 15 anos neste mês de maio. Para marcar o início das comemorações, na última semana do mês, o portal relembra a história da Verônica, que após reportagem publicada no g1 mudou de vida. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MS no WhatsApp Atualmente, aos 36 anos, ela comemora a conquista da casa própria, vê os filhos crescendo com saúde e trabalha para sustentar a família — tudo isso com a ajuda da mãe, que ela define como “a melhor avó que conhece”. Gabriel, Maitê e Eloá completaram 3 anos no último dia 15 de maio. As crianças frequentam a creche enquanto Verônica trabalha em uma padaria conhecida da cidade. Nos fins de semana, os trigêmeos ficam com a avó materna, que ajuda nos cuidados desde o nascimento dos pequenos. “Estamos bem, graças a Deus. Eles são bênçãos na minha vida e na vida da minha mãe também. Sem ela eu não sei o que seria da gente”, contou Verônica ao g1. Após reportagem do g1, mãe de trigêmeos supera dificuldades Arquivo pessoal LEIA MAIS: Mãe de trigêmeos diz que pai das crianças fugiu após saber da gravidez Homem que sumiu ao saber que namorada estava grávida de trigêmeos reaparece e pede exame de DNA Luciano Huck dobra vakinha e mãe de trigêmeos abandonada grávida receberá quase R$ 400 mil: 'Vamos sair do aluguel' Rotina de trabalho e criação dos filhos Verônica lembra que precisou deixar o trabalho durante a gestação e nos primeiros meses dos bebês porque não tinha com quem deixá-los. Segundo ela, além das dificuldades financeiras, também enfrentou julgamentos. “Sempre trabalhei, só parei quando engravidei dos trigêmeos. Ouvi muita gente dizendo que eu era atoa, mas ninguém sabe o que a gente passa. Faço o possível e o impossível pelos meus filhos”, disse. Hoje, o pai das crianças paga R$ 600 de pensão para os três filhos, mas, segundo Verônica, os pagamentos estão atrasados há quatro meses. Ela afirma ainda que o homem nunca procurou os trigêmeos desde o nascimento. A ajuda que mudou a vida da família Mãe de trigêmeos que recebeu doação de Luciano Huck Redes sociais Apesar dos desafios, Verônica diz que a ajuda recebida após a repercussão da reportagem publicada pelo g1 mudou completamente a vida da família. Entre as pessoas que estenderam a mão esteve o apresentador Luciano Huck, que conheceu a história por meio da reportagem e criou uma vaquinha solidária durante o aniversário dele. Na época, a campanha arrecadou quase R$ 400 mil, valor que permitiu a Verônica realizar um sonho antigo: comprar a casa própria. “Agradeço muito ao g1 pela primeira matéria, porque foi ali que recebi ajuda. Também agradeço imensamente ao Luciano Huck e a todas as pessoas que ajudaram nossa família”, afirmou. Relembre o caso A história de Verônica ganhou repercussão em 2023, quando ela revelou ter sido abandonada pelo então namorado após descobrir que estava grávida de trigêmeos. Desempregada e mãe de outras duas meninas, ela pedia doações de fraldas e itens de higiene para conseguir cuidar dos bebês. Gabriel, Maitê e Eloá nasceram prematuros, com 32 semanas, no dia 15 de maio daquele ano, em Campo Grande. Após o parto, os três precisaram ficar internados na UTI neonatal do Hospital Regional de Mato Grosso do Sul. Meses depois da repercussão do caso, o pai das crianças reapareceu e pediu exame de DNA para comprovar a paternidade. Na época, Verônica disse que estava à disposição para realizar o teste e afirmou ter ficado surpresa com a atitude, já que ele havia desaparecido durante toda a gestação. Hoje, vivendo novamente em Jardim, Verônica olha para trás com sentimento de gratidão. Entre dificuldades, julgamentos e noites sem dormir, ela diz que nunca perdeu a fé. “No começo não foi fácil. Muito trabalho, muitos gastos. Mas Deus nunca desamparou a gente. Tem muita gente boa nesse mundo”, relembra. Gabriel, Maitê e Eloá nasceram de 32 semanas em MS Arquivo pessoal Veja vídeos de Mato Grosso do Sul:

  8. Caprichoso e Garantido Secom Falta menos de um mês para o 59º Festival Folclórico de Parintins. Marcado para os dias 26, 27 e 28 de junho, o duelo entre os bois-bumbás Caprichoso e Garantido no Bumbódromo será conduzido pelos 21 itens oficiais de cada agremiação — personagens e representantes responsáveis por defender os bois na arena durante as três noites de apresentação. 👉 Contexto: o espetáculo de cada boi no Bumbódromo é complexo e envolve 21 quesitos, chamados de 'itens'. Os itens são divididos em blocos, de acordo com suas características. O 'Bloco A' compreende quesitos comuns e musicais; o 'Bloco B', itens relativos à cenografia e coreografia; e o 'Bloco C' reúne a parte artística do evento. Cada bloco é julgado por um grupo de três jurados com especializações voltadas para as necessidades do bloco. Sendo pré-requisito a todos, referencial teórico em folclore e trabalhos realizados que contemplem as manifestações folclóricas e culturais brasileiras. ​​📲 Participe do canal do g1 AM no WhatsApp Confira abaixo os 21 itens dos bois: Item 1 - Apresentador Apresentadores do Caprichoso e Garantido - Edmundo Oran e Israel Paulain Secom/Garantido Anfitrião, Mestre de Cerimônia, Porta-voz. Os bois introduziram a figura do apresentador que, na prática, é quem conduz a apresentação chamando a atenção para cada etapa/item. É o elo entre os brincantes e o público. Representados por: Caprichoso: Edmundo Oran Garantido: Israel Paulain Item 2 - Levantador de Toadas Levantadores de toadas do Caprichoso e Garantido - Patrick Araújo e David Assayag Secom/Garantido É quem interpreta as toadas do festival. É o responsável por cantar, interpretando-as da melhor forma para garantir as pontuações e agitar a torcida na arquibancada. Representados por: Caprichoso: Patrick Araújo Garantido: David Assayag Item 3 - Batucada/Marujada Marujada (Caprichoso) e Batucada (Garantido) Redes sociais Sustentação rítmica, tradição, base para o espetáculo, agrupamento de percussão que forneça um referencial rítmico indispensável às toadas. O nome "Marujada" é usado pelo boi Caprichoso e "Batucada" para o boi Garantido. Item 4 - Ritual Indígena Ritual indígena do Boi Caprichoso e Boi Garantido Divulgação/Secom Recriação de ritmo xamanístico, fundamentado através de pesquisa dentro do contexto folclórico. A encenação ou recriação de rituais indígenas no Boi-Bumbá reúne elementos alegóricos, coreográficos e teatrais, revelando cenicamente o universo indígena. Item 5 - Porta-Estandarte Porta-estandartes do Caprichoso e Garantido - Marcela Marialva e Jeveny Mendonça Secom/Garantido A porta-estandarte leva o pavilhão que representa a associação folclórica. Precisa conduzir com garra e força o estandarte. Os jurados avaliam o bailado, garra, desenvoltura, simpatia, elegância e alegria. Representados por: Caprichoso: Marcela Marialva Garantido: Jeveny Mendonça Item 6 - Amo do Boi Amo do boi Caprichoso e Garantido - Caetano Medeiros e João Paulo Faria Redes Sociais/Garantido O dono da fazenda, menestrel que tira versos dentro dos fundamentos da noite. No auto do boi, história que embasa o festival, representa o pai da sinhazinha da fazenda. Representados por: Caprichoso: Caetano Medeiros Garantido: João Paulo Faria Item 7 - Sinhazinha da Fazenda Sinhazinhas Caprichoso e Garantido - Valentina Cid e Raíra Lins. Boi Caprichoso/Boi Garantido Filha do dono da fazenda, representa a história branca dentro do auto do boi. Os jurados avaliam beleza, leveza, graça, desenvoltura, simplicidade e alegria. Representados por: Caprichoso: Valentina Cid Garantido: Raíra Lins Item 8 - Rainha do Folclore Rainhas do Folclore Caprichoso e Garantido - Cleise Simas e Lívia Christina Redes Sociais/Garantido É representante da manifestação popular, as lendas, histórias e costumes. Quem interpreta a rainha deve apresentar-se com desenvoltura e indumentária. Na dança há elementos de diversas manifestações que formam a cultura brasileira. Os jurados avaliam: beleza, simpatia, desenvoltura e incorporação. Representados por: Caprichoso: Cleise Simas Garantido: Lívia Christina Item 9 - Cunhã-poranga Cunhãs-poranga Caprichoso e Garantido - Marciele Albuquerque e Isabelle Nogueira Redes Sociais/Garantido Moça bonita, sacerdotisa, guerreira e guardiã. Cunhã-Poranga é a moça mais bela da aldeia. São méritos para pontuação: beleza, simpatia, garra, desenvoltura e incorporação. Representados por: Caprichoso: Marciele Albuquerque Garantido: Isabelle Nogueira Item 10 - Boi Bumbá evolução (Tripa do Boi) Tripas dos bois Alexandre Simas Azevedo (Caprichoso) e Denildo Piçanã (Garantido) Redes socais Símbolo da manifestação popular, motivo e razão de ser do festival. Quem dá os movimentos é o tripa do boi. Representados por: Caprichoso: Alexandre Simas Azevedo Garantido: Denildo Piçanã Item 11 - Toada (Letra e música) É a música do boi-bumbá. Para cada festival, há um novo álbum com cerca de 15 toadas para cada boi. São composições produzidas especialmente para a apresentação anual. Item 12 - Pajé Pajés Erick Beltrão (Caprichoso) e Adriano Paketá (Garantido) Raphão Produções / Divulgação Curandeiro, xamã, sacerdote, ponto de equilíbrio das tribos. No auto do boi, é quem ressuscita o boi favorito da sinhazinha da fazenda. Representados por: Caprichoso: Erick Beltrão Garantido: Adriano Paketá Item 13 - Povos Indígenas Povos Indígenas de Caprichoso e Garantido Secom Agrupamento nativo da Amazônia. Faz parte da disputa o melhor desempenho do corpo de dança representando indígenas, enriquecido pela musicalidade tribal e as incríveis coreografias executadas por mais de 160 jovens, cujas indumentárias e desenhos coreográficos recriam as tradições étnicas dessa região. Item 14 - Tuxauas Tuxauas de Caprichoso e Garantido Secom Chefe da tribo, representação alegórica do imaginário indígena e caboclo da Amazônia. A liderança de uma aldeia está representada neste item que, por força da disputa, precisa conduzir uma indumentária com proporções agigantadas, onde os principais elementos étnicos da aldeia devem estar nela acoplados. A grandiosidade e a forma como a indumentária é conduzida, mostra força e obstinação por parte do dançarino que a veste, provando que pode conduzir o seu povo. Item 15 - Figura Típica Regional Figuras Típicas Regionais de Caprichoso e Garantido Secom Símbolo da cultura amazônica na sua soma de valores a partir dos elementos que compuseram sua miscigenação. Traduz-se como o imaginário caboclo que cria e recria lendas e mitos fantásticos. Surgem no palco do Festival em representações alegóricas e poéticas, encenadas num ambiente que recria o cotidiano de tacacazeiras, artesãos, farinheiros, juteiros, pescadores, de figuras que em sua pluralidade, são tipicamente da região amazônica. Item 16 – Alegorias Alegorias de Caprichoso e Garantido Divulgação Estruturas artísticas que funcionam como suporte e cenário para apresentação. Denominou-se ‘Alegorias’ porque se trata de grandiosos cenários onde esculturas gigantes ganham animação com movimentos que amparam os principais quadros do espetáculo de arena. Beleza, criatividade e originalidade. Item 17 - Lenda Amazônica Lendas amazônicas de Caprichoso e Garantido Raphão Produções / Divulgação Ficção que retrata e ilustra a cultura e o folclore de um povo. Recriação cênica das lendas extraídas do imaginário caboclo e indígena como: seres fantásticos em estórias encantadas de cobra que vira homem, da tribo inteira só de mulheres, do jovem com os pés virados para trás, do ser híbrido com a boca na barriga. Esse universo passa pela criação dramatúrgica cercada de mistérios e magias para, depois, transportar o espectador pelo imaginário amazônico. Item 18 - Vaqueirada Vaqueiradas de Caprichoso e Garantido Secom A vaqueirada é formada por vaqueiros que devem cercar o boi para evitar qualquer ameaça ou perigo ao touro mais querido do amo. Trazem suas lanças para marcar a propriedade do dono da fazenda e para criar um momento que cerca todas as personagens do auto do boi, numa evolução colorida em festejo à chegada do mais bonito boi da fazenda. Os brincantes da vaqueirada são rapazes voluntários das comunidades de Parintins que, ao toque do tambor, se reúnem para vestir seus cavalinhos e apanhar suas lanças com muito orgulho de ser parte da tradição dessa festa folclórica. Item 19 - Galera Galeras de Caprichoso e Garantido Secom Elemento de apoio do espetáculo, estímulo de apresentação, massa humana que forma uma das maiores coreografias uníssonas do mundo. São mais de dez mil torcedores que ocupam as arquibancadas do Bumbódromo desde as primeiras horas do dia. Ao cantar as toadas do espetáculo, os torcedores executam coreografias usando os braços ou adereços distribuídos pelos bois. Participam ativamente, interagindo com o apresentador e itens, sendo avaliados por isso. Item 20 – Coreografia Todos os movimentos de dança apresentados durante o espetáculo. As coreografias reproduzem, ainda que de forma livre ou poética, as etnias que compõem essa vertente de Boi na Amazônia. Item 21 - Organização do Conjunto Folclórico Reunião de itens individuais, artísticos e coletivos embasados no conteúdo da noite dispostos organizadamente na arena de apresentação. A agremiação que mantiver, mais claramente, os brincantes livres de comandos de última hora ou improvisos visíveis, consegue a nota máxima. A agremiação que menos planejou a execução de seu espetáculo poderá ser punida com perda de décimos. LEIA TAMBÉM: Festival de Parintins 2026: com hotéis lotados, aluguel de casas chega a R$ 247 mil Festival de Parintins 2026: com hotéis lotados, aluguel de casas chega a R$ 247 mil
  9. Assista ao Jornal da Manhã

  10. Fernanda Pereira Reprodução/RJ2 Responsável pelo Setor de Controle Interno e Auditoria do Rioprevidência, a advogada Fernanda Pereira da Silva Machado deixou de cuidar da fiscalização dos atos no fundo do Estado do Rio para assumir a presidência do Itaprevi, o Instituto de Previdência de Itaguaí, na Região Metropolitana do Rio. O estado do Rio foi o maior investigador no banco de Daniel Vorcaro entre os fundos de previdência. Mas o Itaprevi colocou cerca de 20% do seu patrimônio nas letras financeiras do Master sob a gestão da advogada. A aplicação não tem proteção do fundo garantidor de crédito. Ou seja, quem deveria cuidar dos atos do Rioprevidência estava no esquema, de acordo com a Polícia Federal. Procurada, a defesa de Fernanda Pereira não retornou o contato da reportagem. As investigações da Polícia Federal apontam suspeitas de corrupção e lavagem de dinheiro no fundo que garante o sustento de mais de 200 mil aposentados e pensionistas no Rio de Janeiro. Coube a Fernanda Pereira, de acordo com a Polícia Federal, assinar o atestado de credenciamento fraudulento do Banco Master, além de viabilizar operações irregulares, sem as análises técnicas obrigatórias. A atuação da advogada, conforme o relato dos investigadores, em vez de "concretizar o controle interno exigido pela função contribui para legitimar formalmente investimentos sem suporte técnico idôneo e em afronta ao dever de evitar resultados danosos ao patrimônio previdenciário". RioPrevidência Reprodução O total aplicado pelo Rioprevidência no Master chega a quase R$ 3, 7 bilhões, segundo a investigação. Isso representa quase dois meses da folha de pagamento de aposentados e pensionistas. Até esta terça-feira (26), o Rioprevidência não admitia o montante investido no Master. Reconhecia apenas a aplicação de R$ 970 milhões em letras financeiras. Depois admitiu que, em dezembro de 2025, fez o resgate de R$ 1,4 bilhão de um fundo gerido pelo Master. Ainda não explicou sobre o restante do dinheiro. Nenhum estado ou município investiu mais no banco de Daniel Vorcaro do que o Fundo de Previdência do Estado do Rio de Janeiro. Fernanda Pereira chegou ao Itaprevi em junho de 2024. Já neste mês tiveram início os aportes: foram R$ 62 milhões entre junho e julho. Fernanda Pereira foi alvo da operação desta terça-feira (26) que fez buscas contra ex-gestores do Rioprevidência e também contra o ex-governador Cláudio Castro. Daniel Vorcaro Segundo a investigação, a atuação de Cláudio Castro não se limitou a contatos institucionais com Daniel Vorcaro. "Envolveu vínculo pessoal estreito com o controlador do Banco Master com encontros frequentes bancados por Vorcaro e com elevada coincidência temporal em relação aos aportes bilionários do Rioprevidência", de acordo com a investigação. "Portanto, segundo a representação, a atuação do ex-governador não se limitou a contatos institucionais, mas envolveu vínculo pessoal estreito com o controlador do Banco Master, caracterizado por encontros frequentes, inclusive em ambientes privados e no exterior, custeados pelo banqueiro, com elevada coincidência temporal em relação aos aportes bilionários do RioPrevidência". TCE aponta diferença de quase R$ 20 milhões em operações ligadas ao Banco Master intermediadas pela Planner no RJ O que dizem os citados O Rioprevidência informou que não há risco para o pagamento dos benefícios de aposentados e pensionistas e que segue adotando todas as medidas administrativas e judiciais cabíveis para a recuperação dos recursos aportados em fundos relacionados ao Banco Master. Desde terça-feira (26), o RJ2 pediu esclarecimentos sobre o valor apontado pela investigação e o dinheiro resgatado, mas o Rioprevidência mais uma vez não respondeu sobre isso. O Itaprevi disse que a atual gestão, assim que tomou conhecimento dos fatos, vem adotando todas as medidas judiciais cabíveis. E que se habilitou na liquidação extrajudicial do Banco Master, visando a reparação do patrimônio investido.

  11. Thiaguinho relembrou que sonhava em ser padre na adolescência durante show O cantor Thiaguinho relembrou um sonho inusitado da adolescência durante um show em Santos, no litoral de São Paulo. Em meio a um momento descontraído da apresentação, o artista contou que chegou a cogitar seguir a vida religiosa antes de iniciar a trajetória na música. “Poderia ser padre Thiaguinho”, brincou o cantor. Thiaguinho participou da celebração dos 45 anos da Rádio Tri FM em um evento marcado por músicas, interação com o público e momentos emocionantes. Após cantar canções religiosas no palco, o artista relembrou com respeito e bom humor o período em que pensava em seguir o sacerdócio, arrancando sorrisos da plateia ao comentar como imaginava a própria rotina na igreja. Em tom bem-humorado, ele ainda comentou que poderia ter sido colega de congregação do apresentador, Val Tomazini. “A gente ia fazer uns pagodes lá na igreja”, brincou. ✅ Clique aqui para seguir o novo canal do g1 Santos no WhatsApp. Além das brincadeiras, Thiaguinho também refletiu sobre a própria trajetória e celebrou as conquistas alcançadas ao longo da carreira. Ao ser questionado sobre o que pensa nos momentos em que está sozinho, o cantor afirmou que sente felicidade por ter conseguido realizar um sonho que parecia distante no início da caminhada artística. “Quando comecei tudo isso, eu achava muito distante, mas nunca achei impossível”, afirmou. “Sabia que seria muito difícil realizar o sonho de ser cantor de pagode. Mas sempre manifestei isso, sempre falei que ia ser cantor”, completou. O artista ainda destacou a importância de continuar acreditando nos próprios objetivos, mesmo diante das dificuldades. “Como é bom sonhar, e como é bom acreditar”, declarou. Leia também: Thiaguinho fala do pai radialista e celebra ligação com o rádio: 'Faço parte dessa companhia através da música' Thiaguinho faz chamada de vídeo com Belo e brinca com novo visual: 'Já não tá mais Misael' Thiaguinho se apresenta nos 45 anos da Tri FM em Santos. Alexsander ferraz/A Tribuna Lançamento do novo álbum Thiaguinho também falou sobre o novo projeto “Bem Black”, inspirado nos tradicionais bailes black das décadas de 1970 e 1980. O trabalho reúne um álbum musical e o documentário “Raízes”, que resgatam referências culturais e sonoras do período. “É um projeto muito importante, forte e potente”, explicou Thiaguinho. “Eu tento trazer para essa turnê a atmosfera dos bailes que eram vividos naquela época.” O álbum conta com participações de artistas como Sandra Sá, Sampa Crew e Negrali. Segundo o cantor, toda a identidade visual e conceitual do projeto foi construída ao longo dos últimos anos para traduzir a essência da proposta no palco e fora dele. “Eu me preparei durante alguns anos para isso. Mudei cabelo, visual, tudo diferente para viver realmente esse momento”, contou. VÍDEOS: g1 em 1 minuto Santos

  12. Vereadora denuncia importunação sexual durante gravação de podcast em SP A vereadora de Praia Grande, no litoral de São Paulo, Eduarda Campopiano (PL), denunciou ter sido vítima de importunação sexual durante a gravação de um podcast. Nas imagens, é possível ver o momento em que a outra convidada do programa, identificada como Savani Shakti, disse à parlamentar: "Te chuparia toda, garota" (assista acima). O caso é investigado pela Polícia Civil. De acordo com o boletim de ocorrência, obtido pelo g1 nesta quinta-feira (28), o vídeo foi gravado em 7 de maio, mas foi publicado no último sábado (23). Conforme divulgado no YouTube, o conteúdo tratava-se de um debate entre "duas bruxas feministas" e "duas cristãs submissas". ✅ Clique aqui para seguir o novo canal do g1 Santos no WhatsApp As quatro participantes discutiam sobre a religião cristã ter perseguido as mulheres de outras crenças, quando Savani destacou que a vereadora tinha apenas 22 anos e iniciou os comentários de cunho sexual. O g1 entrou em contato com a mulher, mas não obteve retorno até a última atualização. "Te chuparia toda. Tu precisa disso. Por que? Tu vai me processar por isso? Eu estou falando para você que eu desejaria você. Maravilhosa, gostosa. Linda, gostosa do c******", afirmou Savani. Vereadora de Praia Grande (SP), Eduarda Campopiano (PL) (à dir.), denunciou ter sido vítima de importunação sexual durante a gravação de um podcast com Savani Shakti (à esq.) Reprodução/YouTube/RedCast Eduarda levantou da cadeira e disse que não continuaria com a gravação. "Manda parar essa p****. Na moral, isso está gravado? Amigo, você não vai apagar isso não. Você não vai apagar essa merda não. Eu vou embora. Pega essa p**** aí, eu vou embora. Sua dissimulada, desrespeitosa", disse a vereadora. Em nota, a vereadora afirmou ao g1 que divergências de ideias são naturais em uma democracia. "O que aconteceu naquele estúdio, no entanto, não foi um debate [...] Fui alvo de declarações de cunho explicitamente sexual e invasivo, proferidas com o claro intuito de me desestabilizar", ressaltou. A vereadora destacou que o abalo moral e psicológico fez com que ela abandonasse o estúdio imediatamente. A parlamentar acrescentou que voltou para a gravação por profissionalismo e respeito aos organizadores e outros participantes. Polícia acionada Após a situação, o vídeo foi cortado e as quatro apareceram continuando o debate normalmente. Também por meio de nota, o Podcast RedCast afirmou que o quadro é feito toda semana e os temas não são voltados para questão sexual, e sim para religião e sociedade. "A Eduarda foi perguntada sobre o que gostaria que fosse feito: a expulsão da participante do programa, o encerramento da gravação ou até mesmo o comparecimento da polícia, tudo isso foi colocado e a Eduarda quis continuar a gravação e agir no dia seguinte", afirmou o podcast, destacando que o vídeo completo já foi entregue à Polícia Civil e será usado em um futuro processo judicial. Vereadora de Praia Grande (SP), Eduarda Campopiano (PL) (à dir.), denunciou ter sido vítima de importunação sexual durante a gravação de um podcast com Savani Shakti (à esq.) Reprodução/YouTube/RedCast A vereadora procurou a Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Praia Grande, onde o caso foi registrado como importunação sexual na segunda-feira (25). "Como mulher jovem, católica e conservadora, esses ataques violaram não apenas o meu decoro, mas os valores mais sagrados que norteiam a minha vida e a minha conduta pública", finalizou a vereadora, que já acionou os advogados na esfera cível e criminal. Outras participantes A outra cristã, identificada como Lauane Lopes, não foi localizada pelo g1. Já a feminista Lady Lucky publicou uma nota de esclarecimento nas redes sociais, afirmando que as falas da Savani foram "infelizes". "Não compactuo de forma alguma. Lamento profundamente o ocorrido", escreveu. Vereadora de Praia Grande (SP), Eduarda Campopiano (PL) (à dir.), denunciou ter sido vítima de importunação sexual durante a gravação de um podcast com Savani Shakti (à esq.) Reprodução/YouTube/RedCast Especialista explica Nas redes sociais, a vereadora publicou um vídeo sobre o caso, que já ultrapassou nove milhões de visualizações. Nele, ela levantou um debate após dizer que Savani sairia presa do estúdio, caso fosse um homem. Ao g1, a presidente da Comissão da Mulher Advogada, da OAB Santos, Larissa Paz, concordou que o caso teria outros desdobramentos se a fala fosse dita por um homem. Apesar disso, ela destacou que a lei pune pelo ato, e não pelo gênero. "[O episódio] mostra, para nós, que a violência pode ser registrada de diversas formas e não somente por homens", destacou Larissa. "A abordagem de conotação sexual não pode ser, em hipótese alguma, abrandada, independente do gênero de quem a pratica", completou ela. Ainda segundo a presidente, a pena por importunação sexual pode chegar a cinco anos de reclusão. "Neste caso específico, o crime poderá ainda ser enquadrado com injúria qualificada, cuja pena pode chegar a três anos de reclusão mais multa", finalizou. VÍDEOS: g1 em 1 minuto Santos

  13. José Erasmo Felix Mouzinho (à esq) e Iarley do Nascimento Bezerra (à dir) foram presos suspeitos de tortura e estupro de vulnerável Reprodução A mãe do bebê que morreu após dar entrada em uma unidade de saúde em Guarujá, no litoral de São Paulo, e o responsável pela casa onde ela vivia foram presos e são investigados por tortura e estupro de vulnerável. Conforme apurado pelo g1, a mulher havia se mudado para a residência há cerca de uma semana, após se separar do pai da criança. Iarley do Nascimento Bezerra, a mãe, e José Erasmo Felix Mouzinho, responsável por alugar e ceder o imóvel onde ela vivia, foram presos pela Polícia Civil na noite de terça-feira (26), após um exame do Instituto Médico Legal (IML) apontar indícios de agressões reiteradas e violência sexual no corpo de Noah de Andrade Nascimento, de 1 ano. ✅Clique aqui para seguir o canal do g1 Santos no WhatsApp. O bebê havia sido levado sem vida à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Rodoviária pela mãe, que negou ter cometido agressões. Inicialmente, o caso foi registrado como “morte suspeita”. A Polícia Civil ouviu os pais da criança e testemunhas e liberou os envolvidos em seguida Iarley, de 23 anos, havia se mudado há cerca de uma semana para a casa de José, de 52, que ajudava financeiramente a mulher. O g1 apurou que ambos já tiveram um relacionamento no passado. No entanto, segundo o depoimento do homem à polícia, eles mantinham uma relação de amizade semelhante à de pai e filha. José disse à corporação que ajudava Iarley financeiramente porque ela não tinha parentes no município. Ele disse às autoridades que a vítima aparentava estar saudável horas antes de morrer. Agora no g1 Morte e prisões A mãe disse à polícia que encontrou o bebê sem sinais vitais em casa durante a madrugada de terça-feira (26). Ela contou que alimentou a criança na noite de segunda-feira (25) e, em seguida, adormeceu. Após ela acordar, notou que o bebê não apresentava reação. Após a confirmação da morte no hospital, a equipe médica identificou sinais de agressão e acionou a Polícia Militar (PM). O pai da criança, também de 23 anos, foi acionado para ir até o hospital após ser informado da morte da criança. Eles haviam se separado. Iarley do Nascimento Bezerra (à dir.) e José Erasmo Felix Mouzinho (à esq.) foram presos suspeitos de tortura e estupro de vulnerável Reprodução Os dois foram ouvidos na unidade de saúde e, após contradições nas versões, encaminhados à delegacia. Em seguida, os policiais também solicitaram que José e outros familiares fossem ouvidos para registro da ocorrência na Delegacia Sede. Na ocasião, os envolvidos foram liberados por falta de definição sobre possíveis crimes, mas seguiram sob investigação. Na tarde de terça-feira (26), porém, um laudo do IML foi concluído e apontou indícios de agressões reiteradas e violência sexual. Conforme apuração do g1, o menino apresentava cortes nos pulsos, arranhões e queimaduras supostamente provocadas por bitucas de cigarro. Também havia lesões traumáticas no ânus sugestivas de abuso. Diante dos laudos, a Delegacia Sede de Guarujá solicitou a prisão temporária de Iarley e José. O caso, inicialmente registrado como morte suspeita, foi reclassificado como tortura e estupro de vulnerável. A Polícia Civil segue investigando o crime. UPA Rodoviária Prefeitura de Guarujá/Divulgação VÍDEOS: g1 em 1 minuto Santos

  14. Linha de montagem da Ford, em fotografia de 1913 Domínio Público/Autor desconhecido/Wikimedia Commons "O país está pronto para a semana de cinco dias [de trabalho]. Seguramente é algo que deve se espalhar por toda a indústria. […] Já é hora de nos livrarmos da ideia de que é 'tempo perdido' o lazer dos trabalhadores, ou um privilégio de classe." Essas palavras fizeram parte de um discurso há cem anos, no 1º de maio de 1926. Não foram proferidas por um operário, um líder sindical, um militante socialista ou um político trabalhista. O pronunciamento foi feito por um dos maiores magnatas da história da humanidade, o engenheiro mecânico e empresário Henry Ford (1863-1947), fundador da Ford Motor Company, considerado um pioneiro no formato industrial conhecido como linha de montagem em série. A partir daquela data, a jornada 5x2 se tornaria praxe em todo o seu gigantesco parque fabril — com 40 horas de trabalho por semana. A ideia de aumentar o fim de semana do trabalhador superava, a favor do proletariado, o que havia sido determinado em 1919 pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) — e havia se tornado padrão internacional por convenção: o teto praticado era de 48 horas semanais. A decisão não foi tomada de uma hora para outra. A Ford já vinha testando em alguns departamentos o novo formato. Em artigo publicado no jornal The New York Times em março de 1922, o filho de Henry Ford, Edsel Bryant Ford (1893-1943), que presidia a empresa desde 1919, escreveu que "toda pessoa precisa de mais de um dia por semana para descanso e recreação". No texto, argumentava que "a Ford sempre buscou promover uma vida doméstica ideal para seus empregados" e disse acreditar que "para viver de forma apropriada, todo ser humano deveria dispor de mais tempo para passar com sua família". Henry Ford é tido como 'pai' da linha de montagem em série Ford Motor Company, Photographic Department , The Henry Ford Collections/Domínio público/Wikimedia Commons Após ser adotado voluntariamente pela Ford, o sistema se expandiu. Nos Estados Unidos, a jornada de trabalho semanal foi reduzida por lei em 1938 — limitada a 44 horas semanais. Em 1940, o teto cairia para as 40 horas semanais idealizadas por Ford 14 anos antes. Principalmente depois da Segunda Guerra Mundial, o sistema fordista de organização de trabalho fabril se espalhou pelo mundo. "O modelo americano de industrialização e economia nacional foi multiplicado nas sociedades que tomaram parte da reconstrução da economia mundial, a partir de 1945, como o Japão e a China", explica o historiador Paulo Henrique Martinez, professor na Universidade Estadual Paulista (Unesp). O advogado trabalhista Pedro Maciel entende a adesão ao sistema por causa do sucesso obtido. "O modelo começou a demonstrar uma vantagem econômica para as empresas, o que acabou por disseminar essa forma de jornada", diz. A concorrência acabou convencida de que menos horas trabalhadas "não significavam menos dinheiro". "Até os anos 1960, a formação de administradores e o adestramento de trabalhadores foram ações conjugadas, engatando patrões e empregados no compromisso pelo sucesso da empresa através da produção e da produtividade do trabalho", contextualiza o historiador. "Criou-se mesmo uma ilusão perversa, a de que um não existiria sem o outro." Vêm daí, relata Martinez, ideias como a de que o empregado precisa "vestir a camisa da empresa". Era a celebração de uma "paz social", ressalta o historiador, vendida por Henry Ford — um estratagema eficaz na contenção das insatisfações proletárias. Se regulamentar o descanso se tornou uma necessidade sobretudo com o advento do capitalismo industrial e as jornadas cada vez mais desgastantes, é fato que o fim de semana de dois dias representou a quebra de um paradigma que vinha desde a antiguidade. Um exemplo importante disso está no livro sagrado que está na base do mundo judaico-cristão. Na concepção do mundo contada no Gênesis, o primeiro livro da Bíblia, Deus descansou no sétimo dia — depois de seis jornadas consecutivas de trabalho na obra da criação. O relato não deixa de ser um registro de como os antigos lidavam com organização entre trabalho e descanso. Mesmo antes de Ford, no entanto, houve casos pontuais de mudança. Professor de direito do trabalho na Universidade Presbiteriana Mackenzie, o advogado Claudinor Roberto Barbiero cita, por exemplo, uma fábrica têxtil dos Estados Unidos que havia instituído em 1908 a semana de cinco dias com o objetivo de acomodar trabalhadores judeus que guardavam o sábado. "A Ford deu escala e prestígio industrial ao modelo", enfatiza ele. "A prática deixou de parecer apenas uma concessão social e passou a ser vista como possível estratégia de gestão." Câmara aprova o fim da escala 6x1 e ainda vai ao Senado Tempo e dinheiro Henry Ford entendia que o progresso, ao mesmo tempo que poderia aumentar os ganhos do empresariado e a eficiência da produção, também deveria resultar em benefícios trabalhistas. Àquela altura, ele já havia criado um programa de bônus por produtividade aos seus trabalhadores e, em 1914, criado certa polêmica entre outros industriais por decidir dobrar o piso salarial dos seus empregados. O empresário argumentava que a própria linha de montagem possibilitava isso. Ao ser adotada na produção do modelo Ford T em 1913, o tempo necessário para um carro ficar pronto havia caído de 12 horas para pouco mais de 1h30. Ford entendeu que os operários também deveriam ser recompensados de alguma forma por esse gigantesco salto de eficiência. "Foi o crescimento das grandes corporações, com sua habilidade de usar o poder, o maquinário de ponta e, de forma geral, reduzir os desperdícios de tempo, material e energia humana que permitiu implementar a jornada de 8 horas diárias", reconheceu ele, no mesmo discurso de 1926. "Nessa mesma linha, novos progressos tornam possível instituirmos também a semana de cinco dias." Evidentemente, Ford respondia a uma demanda presente em sua época. Em artigo acadêmico publicado em junho de 1990 em The Journal of Economic History, o economista e historiador Robert Whaples, então professor na Universidade de Wisconsin, nos Estados Unidos, ressalta que, antes da Segunda Guerra, as lutas dos trabalhadores por menos horas de trabalho eram mais intensas do que as reivindicações por melhores salários. Não é que o empresário fosse "bonzinho". "A motivação de Henry Ford não foi apenas humanitária", diz o professor. Ele sabia o que estava fazendo — e como sua medida resultaria em melhores ganhos. Martinez analisa a decisão de Ford como consequência de "duas balizas" que regiam suas ações empresariais. Em primeiro lugar "a organização metódica do trabalho". Setor de produção de motores de indústria automobilística no Brasil, sem data identificada Arquivo Nacional Ford era um expoente das "teorias científicas de administração e de gerenciamento da produção", contextualiza o historiador, "desde os espaços da fábrica, passando pela disciplina de horários, turnos e demais atividades e intervalos de descanso, até a divisão de tarefas entre equipes e indivíduos, do fiscal ao operador manual". Na sua visão de negócios, para a indústria funcionar, tudo deveria seguir o roteiro. O segundo ponto era justamente que a divisão "programada e organizada do trabalho completava-se na dimensão do consumo dos bens industrializados", ressalta Martinez. Isso alimentava "um mercado de consumo de massas, para uma produção massiva realizada por grandes contingentes de trabalhadores". "Melhores salários e tempo livre completavam a fórmula para induzir e generalizar hábitos de consumo, expandindo assim a produção industrial", comenta o historiador. No fim do mês, a conta fechava — com lucros maiores. "O próprio argumento empresarial era que a empresa poderia produzir tanto ou mais em cinco dias do que em seis, porque a redução da jornada forçaria melhores métodos, maior concentração e mais eficiência por hora trabalhada", diz Barbiero. Na lógica fordista, era possível ao menos tanta produção em cinco dias quanto em seis. "E provavelmente mais, porque 'a pressão traria melhores métodos'", explica o professor. "Ford implantou uma equação bem-sucedida", analisa Martinez. "Buscava assegurar a disciplina e a regularidade do trabalho na fábrica, obtendo melhores resultados produtivos e econômicos, de um lado. E, de outro, estimulando hábitos e condições de consumo." Isso vinha com salários melhores e jornadas de trabalho menores. "A satisfação financeira e o acesso ao mercado de consumo pela massa operária trariam a paz social, ancorada no ciclo ininterrupto entre trabalho, produção e consumo", conclui o professor da Unesp. "Ford entendia que o trabalhador com tempo livre se tornaria também consumidor. Mais lazer significava mais passeios, viagens, compras e, no limite, mais uso e compra de automóveis", comenta Barbiero. Funcionários trabalhando em fábrica de motores em São Bernardo do Campo, em março de 1958 Arquivo Nacional No Brasil O Brasil começou a resolver, ao menos na legislação, o problema das jornadas desumanas de trabalho apenas nos anos 1930. Dois decretos, um de março, outro de maio de 1932, limitaram a jornada em oito horas diárias de trabalho e seis dias por semana. Era plataforma política do então presidente Getúlio Vargas (1882-1954). "[Governo este] com a construção de uma agenda trabalhista estatal, urbanização, industrialização e tentativa de organização das relações entre capital e trabalho", destaca Barbiero. Em 1943, a Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT) reforçou os limites da jornada. Seis anos depois, uma outra lei passou a garantir o descanso semanal remunerado. Para o advogado trabalhista Alessandro Vietri, pós-graduado na área pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), o aumento do direito ao descanso do trabalhador brasileiro foi "gradual e tardio", se comparado ao que ocorreu nos Estados Unidos. Durante os debates da assembleia que criou a Constituição de 1988, que atualmente vigora no Brasil, havia propostas para que a jornada limite no país fosse de 40 horas semanais. "A reação das bancadas de deputados e senadores alinhadas aos interesses empresariais, financeiros e comerciais, resistiram e o texto constitucional consagrou a jornada de 44 horas", afirma o historiador Martinez. "Foi buscada uma compensação para esse acréscimo de horas, como a maior remuneração de horas-extras, o trabalho noturno, atividades de riscos, e assegurar outros direitos aos empregados." "O fim de semana de dois dias 'pegou' no Brasil principalmente após a Constituição de 1988, mas não de forma universal", aponta Barbiero. "A redução de 48 para 44 horas abriu espaço para a compensação do sábado em muitas empresas: em vez de trabalhar 8 horas de segunda a sexta e 4 horas no sábado, muitos empregadores passaram a distribuir as 44 horas em cinco dias, normalmente com jornadas próximas de 8h48 por dia." "Em outros casos, especialmente em áreas administrativas, tecnologia, indústria mais estruturada e empresas com políticas internas mais competitivas, adotou-se a jornada de 40 horas semanais, com oito horas por dia, de segunda a sexta-feira", explica o advogado. Henry Ford e sua mulher Domínio público/Autor desconhecido/Wikimedia Commons Vietri contextualiza que esse tipo de ajuste, no Brasil, acabou sendo viabilizado sobretudo por meio de acordos coletivos. O tema sempre suscita diferentes pontos de vista. "Traz à tona um debate complexo sobre como equilibrar o bem-estar social e a viabilidade econômica", pondera Vietri. "Vejo o fim de semana não apenas como período de descanso, mas um pilar da dignidade humana e da saúde mental do trabalhador, fundamentos estes que estão no cerne da nossa proteção constitucional". Ele defende, contudo, que a mudança na organização das jornadas não seja feita de forma abrupta, para que as empresas, sobretudo as menores, consigam se preparar. "O ponto mais interessante é que Ford percebeu algo que continua atual: o trabalhador não é apenas força de produção; ele também é parte do mercado consumidor", diz Barbiero. "Ao pagar melhor e liberar tempo, Ford fortalecia a própria lógica de consumo que sustentava a indústria automobilística."

  15. Grupo Gilsons se apresenta em Natal nesta sexta-feira Marina Zabenzi / Divulgação O fim de semana em Natal será embalado por muito samba, rap, forró e MPB. O destaque da agenda cultural fica por conta do trio Gilsons, formado por José, João e Fran, que desembarca na capital potiguar nesta sexta-feira (29), no Teatro Riachuelo. O show marca a estreia da Tour 2026 e acompanha o lançamento do álbum "Eu Vejo Luz Em Maior Proporção Do Que Eu Vejo A Escuridão", inaugurando uma nova fase na trajetória do grupo após o sucesso da turnê "Pra Gente Acordar". 📳 Clique aqui para seguir o canal do g1 RN no WhatsApp A programação do fim de semana ainda conta com o "Arraiá do Tábua", na sexta-feira, reunindo Kátia e Aduíllio, Raynel Guedes e Pedro Luiz em clima de São João. No sábado (30), o rapper Djonga chega a Natal com a turnê "QMCMFS", na Ribeira Music. No mesmo dia, o projeto Ribeira Boêmia promove uma roda de samba em homenagem aos grupos Revelação e Fundo de Quintal no Rooftop Dunas, na Arena das Dunas. O g1 reuniu mais eventos disponíveis a partir desta quinta-feira (28) até segunda-feira (1º). Veja abaixo: Quinta-feira (28) Três Vozes Para Celebrar - Eliana Ribeiro, Suely Façanha e Adriana Arydes Local: Teatro Riachuelo Natal Horário: 20h Ingressos: a partir de R$ 100 (clique AQUI) Quinta Que Te Quero Samba - com Batuque de um Povo Local: Rua Coronel Cascudo 130, Cidade Alta (Bar da Nazaré) Horário: 19h Ingressos: entrada gratuita Sexta-feira (29) Gilsons Local: Teatro Riachuelo Natal Horário: 21h Ingressos: a partir de R$ 95 (clique AQUI) JG conversa com exclusividade com os Gilsons Amanda e Ruama no Afonso Local: Afonso Pub (Petrópolis) Horário: 22h Ingressos: a partir de R$ 40 (clique AQUI) Arraiá do Tábua - Kátia e Aduíllio, Raynel Guedes e Pedro Luiz Local: Tábua de Carne (Via Costeira) Horário: 19h Ingressos: a partir de R$ 150 (clique AQUI) Kátia Cilene e Aduíllio Mendes fazem show em Natal Divulgação Baúzão das Antigas - Forró dos 3, JP Vaqueiro e Rodrigo Souza Local: Só Mais Uma Bar Horário: 20h Ingressos: a partir de R$ 30 (clique AQUI) Simioides Local: Black Sheep (Candelária) Horário: 20h Ingressos: a partir de R$ 15 (clique AQUI) Sábado (23) Ribeira Boêmia canta Revelação & Fundo de Quintal Local: Rooftop Dunas - Arena das Dunas Horário: 16h Ingressos: a partir de R$ 56 (clique AQUI) Djonga Tour QMCMFS Local: Ribeira Music (Rua Chile) Horário: 22h Ingressos: a partir de R$ 70 (clique AQUI) Djonga canta 'Fome' Linkin Park com a Banda Reanimation Local: Wesley's Bar (Capim Macio) Horário: 20h Ingressos: a partir de R$ 10 (clique AQUI) Arraiá da Catita - Forró dos 3 Local: Buraco da Catita Horário: 21h Ingressos: a partir de R$ 30 (clique AQUI) Paredão Brega Funk Local: Loop Music Club Horário: 21h Ingressos: a partir de R$ 20 (clique AQUI) Arraiá do Frango Frito - DuSouto, DJ LEOA, Vands (PE), DK, Amelie Bracchi e Opabruno Local: Rua Chile Horário: 21h Ingressos: a partir de R$ 20 (clique AQUI) Domingo (31) Bosque Encena - As Aventuras de Pinóquio Local: Parque das Dunas – Anfiteatro Pau-Brasil Horário: 10h Ingressos: entrada gratuita (acesso ao parque custa R$ 1) Som da Mata - Orquestra Potiguar de Clarinetas Local: Parque das Dunas – Anfiteatro Pau-Brasil Horário: 16h30 Ingressos: entrada gratuita (acesso ao parque custa R$ 1) Domingo na Ovelha - Iron Slave e The Black Wizards Local: Black Sheep (Candelária) Horário: 15h Ingressos: a partir de R$ 20 (clique AQUI) Segunda-feira (1º) Segunda de Vagabundo Local: Rua Pereira Simões, 43 B, Rocas Horário: 20h Ingressos: entrada gratuita

  16. Tem comida que não precisa de ocasião especial. O hambúrguer é uma delas. Mas quando existe uma data no calendário dedicada a ele, fica difícil resistir. Nesta quinta-feira, 28 de maio, é comemorado nos Estados Unidos o National Hamburger Day - o Dia do Hambúrguer. A data não tem um único criador oficial, mas foi consolidada ao longo das últimas décadas como uma celebração espontânea de uma das refeições mais democráticas, criativas e satisfatórias da gastronomia mundial. Feliz Dia do Hambúrguer Divulgação De onde veio o hambúrguer? A origem é disputada - e isso faz parte do charme. A versão mais aceita aponta para imigrantes alemães da cidade de Hamburgo que levaram aos Estados Unidos, no século XIX, o costume de comer carne bovina moída e temperada. A adaptação americana transformou o prato em algo novo: a carne foi para dentro de um pão, ganhou acompanhamentos e virou símbolo de uma cultura inteira. No Brasil, o sanduíche chegou com força nas décadas de 1980 e 1990 com as redes de fast food - e foi completamente reinventado a partir dos anos 2000, quando a cultura do hambúrguer artesanal ganhou espaço nas grandes cidades e se espalhou pelo interior. Uma mensagem para quem ama um bom burguer Comer um bom hambúrguer é um ato de prazer simples e honesto. Não exige cerimônia, não tem protocolo e quase nunca decepciona quando feito com cuidado. É a comida da celebração e do dia comum, do almoço de domingo e da saída espontânea de semana. Quem gosta sabe: existe algo genuinamente satisfatório em morder um hambúrguer bem montado — a carne no ponto certo, o pão que aguenta sem desmanchar, os acompanhamentos que fazem sentido juntos. Hoje é um bom dia para lembrar disso. E para ir comer um. Os tipos que você precisa conhecer O universo do hambúrguer é mais vasto do que parece. Alguns dos estilos mais celebrados: Smash burger: a carne é prensada na chapa quente, o que cria uma crosta caramelizada intensa. Menos volume, mais sabor. Virou tendência global nos últimos anos. Burguer artesanal: blend de cortes nobres, como fraldinha, costela e acém, moídos na hora. A espessura é generosa e o ponto da carne faz toda a diferença. Burguer de costela: corte com mais gordura e sabor defumado natural. Muito popular nas hamburgueiras brasileiras de alto padrão. Burguer de frango: cresceu em popularidade com a valorização de versões mais leves. Pode ser tão elaborado quanto qualquer versão bovina. Burguer vegetariano e vegano: feito com grão-de-bico, lentilha, cogumelos ou proteína de soja. A versão plant-based avançou muito em textura e sabor nos últimos anos. Burguer de morango: aqui é onde o Brasil mostra criatividade. A combinação de carne com geleia ou fatias de morango fresco pode parecer inusitada, mas funciona: o contraste entre o doce da fruta, o salgado da carne e a gordura do queijo cria um equilíbrio surpreendente. Em regiões produtoras de morango, como Atibaia, o sanduíche virou atração gastronômica em si. Curiosidades que poucos sabem O hambúrguer é o alimento mais consumido nos Estados Unidos. Estima-se que americanos comam cerca de 50 bilhões de unidades por ano, o que equivale a três hambúrgueres por pessoa por semana. A palavra "hamburger" em inglês refere-se à carne, não ao sanduíche completo. O pão com a carne é o "hamburger sandwich", mas ninguém mais usa o nome completo. O hambúrguer mais caro do mundo já vendido em lanche custou mais de US$ 5.000, com ingredientes como trufas brancas, foie gras e carne wagyu. Dica de viagem: experimente o hambúrguer de Atibaia Para os apaixonados por hambúrguer que também gostam de uma boa escapada, Atibaia - a menos de 60 quilômetros de São Paulo - tem uma cena de hamburgueria artesanal que surpreende pela qualidade. A cidade, famosa pelo cultivo de morango, produziu algo que faz total sentido: o hambúrguer de morango, que combina a fruta local com carne artesanal e se tornou uma das experiências gastronômicas mais curiosas e gostosas da região. Hambúrguer de Morango de Atibaia Divulgação A cidade tem hamburgueiras bem avaliadas espalhadas por diferentes bairros, com funcionamento que cobre desde o começo da tarde até a madrugada nos fins de semana.

  17. Ives Gonçalves ganhou R$ 10 mil por exigir colocação de CPF na nota fiscal Prefeitura de Patos de Minas/Divulgação Ives Gonçalves, moradora de Patos de Minas, ganhou o prêmio de R$ 10 mil por exigir que o CPF fosse colocado na nota fiscal de um exame de raio X que custou R$ 90. Ela foi contemplada no programa Patos Premia, da Prefeitura, e segundo a administração municipal, não sabia que estava concorrendo ao prêmio. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Triângulo no WhatsApp Segundo a Prefeitura, a premiação incentiva a emissão de notas fiscais e a pontualidade nos pagamentos de IPTU na cidade. Outros sorteios acontecerão até dezembro. LEIA TAMBÉM: Professora de Uberaba ganha R$ 200 mil na Nota Fiscal Mineira Mega-Sena: Apostador leva mais de R$ 100 mil ao acertar cinco números Aposta mineira fatura mais de meio milhão de reais ASSISTA TAMBÉM: Prefeitura divulga lista prévia de famílias aptas ao Minha Casa, Minha Vida Prefeitura divulga lista prévia de famílias aptas ao Minha Casa, Minha Vida VÍDEOS: veja tudo sobre o Triângulo, Alto Paranaíba e Noroeste de Minas

  18. Thais Carla comenta sobre autoestima um ano após bariátrica Um ano após realizar a cirurgia bariátrica e perder cerca de 100 kg, a dançarina e influenciadora digital Thais Carla afirma viver um dos períodos mais transformadores da vida. Em entrevista ao g1, ela contou que o procedimento provocou mudanças que vão além do corpo. O principal balanço desse primeiro ano é o processo de autoconhecimento. A influenciadora relatou que precisou aprender a lidar com um novo corpo, novas possibilidades e também com mudanças emocionais profundas. “A bariátrica não salvou minha vida, mas me fez me enxergar diferente, de uma forma que eu não me via antes”, afirmou. 📲 Clique aqui e entre no grupo do WhatsApp do g1 Bahia A dançarina sempre teve autoestima elevada, mas enfrentava inseguranças que limitavam algumas escolhas pessoais e profissionais. Hoje, acredita mais na própria capacidade e se sente mais aberta para viver experiências que antes pareciam distantes. Thais Carla relata mudanças após cirurgia bariátrica Rafaela Paixão/g1 Thais revelou que a mudança de mentalidade a incentivou, por exemplo, a investir no teatro, fazer cursos e pensar em novos projetos profissionais, como palestras sobre autoestima, gordofobia e transformação pessoal. “Antigamente eu tinha a síndrome do vira-lata, de achar que eu não podia fazer certas coisas. Hoje eu acredito mais no potencial da Thaís”, disse. Thais Carla se emociona ao rever trajetória de emagrecimento: 'Mudou minha vida' Thais afirma que a cirurgia bariátrica foi um estímulo para que ela se reconhecesse e enxergasse cada vez mais o jeito que é. A influenciadora também explicou que ainda evita acompanhar o peso constantemente, porque o corpo continua passando por oscilações naturais após a cirurgia. Segundo ela, o foco atual é respeitar os limites do próprio organismo e entender o tempo do processo. Mesmo assim, houve momentos em que percebeu de forma concreta a transformação física. Um deles aconteceu ao conseguir vestir uma calça tamanho 46/48. Antes da bariátrica, ela usava número 66. “Foi a primeira vez que eu realmente pensei: ‘Caramba, eu emagreci’”, contou. Ela destacou ainda a emoção de poder comprar roupas em lojas comuns. "Eu acho que foi um dos maiores prazeres depois de perder 100 kg foi poder comprar os looks que eu sempre desejei, sem precisar mandar a costureira fazer. Para mim foi o ápice", destacou a dançarina. A adaptação alimentar foi uma das etapas mais difíceis do pós-operatório. Foi preciso reaprender a comer, mastigar lentamente e respeitar o novo ritmo do corpo. Hoje, uma refeição pode levar mais de uma hora para ser concluída. E a influenciadora ainda sente desconforto quando come ou bebe rápido demais. O período da dieta líquida foi uma das fases mais desafiadoras da recuperação: “Você não poder mastigar é desesperador”, disse. O apoio da família foi fundamental durante toda a recuperação. Ter pessoas por perto oferecendo suporte emocional fez diferença nos momentos mais difíceis, destacou Thais. O acompanhamento psicológico é importante e necessário. Thais faz desde antes da cirurgia. O tratamento começou para investigar a existência de compulsão alimentar, mas ela afirmou que descobriu que a obesidade estava relacionada a fatores genéticos. Para Thais, a terapia foi essencial para ajudar a lidar com as mudanças físicas e emocionais provocadas pela bariátrica. “É uma mudança muito drástica. Você precisa de alguém para ajudar sua cabeça a não enlouquecer”, afirmou. Thais Carla revela que gordofobia estrutural motivou cirurgia A gordofobia estrutural foi um dos principais fatores que motivaram a decisão de fazer a cirurgia. A influenciadora chegou a deixar de frequentar lugares e enfrentava dificuldades em espaços públicos por causa do peso. Segundo ela, havia obstáculos desde cadeiras pequenas em restaurantes até dificuldades em aviões e brinquedos. “Você se sente sufocada porque parece que não cabe nos lugares”, relatou. O futuro e o desejo de envelhecer com mobilidade para acompanhar as filhas também pesaram na decisão. “Quero ser uma velha atlética. Quero brincar com minhas filhas e viver coisas com elas”, contou. Thais Carla e as filhas, Eva e Maria, e o marido, Israel Reis Thiago Cerqueira As mudanças impactaram a rotina familiar. Thais voltou a fazer atividades que não conseguia há muitos anos, como andar a cavalo e brincar em atrações de parques aquáticos com as filhas, Maria, de 8 anos, e Eva, de 6. Momentos simples que antes não eram possíveis começaram a ser vividos pela influenciadora, como usar roupas iguais às filhas e ser carregada no colo pelo marido. “São pequenos atos que fizeram muita diferença”, disse. Thais Carla revela novos hábitos após passar por bariátrica Conhecida nas redes sociais por defender a aceitação corporal, Thais também falou sobre as críticas que recebeu após anunciar a bariátrica. Segundo ela, parte do público questionou a decisão, mas o diálogo com os seguidores ajudou a reduzir os ataques. A influenciadora ressalta que nunca renegou a própria trajetória antes da cirurgia e que a antiga versão de si mesma foi importante para construir quem ela é hoje. “A Thais de antes foi maravilhosa para existir a Thais de hoje”, declarou. Atualmente, Thais mantém uma rotina intensa de exercícios físicos e afirma que o foco principal passou a ser o fortalecimento muscular. Ela pratica musculação, dança, beach tênis e outras atividades regularmente. Segundo a influenciadora, a cirurgia não funciona sozinha e exige disciplina contínua. “O povo acha que bariátrica é milagre. Você que tem que fazer acontecer”, afirmou. Thais Carla perdeu 100 kg após cirurgia bariátrica Reprodução/Redes Sociais No futuro, Thais Carla pretende fazer cirurgias reparadoras. Mas a influenciadora não tem pressa. A intenção é esperar o corpo ficar mais preparado fisicamente antes de realizar qualquer novo procedimento. "Eu quero que tudo seja no seu tempo e na sua maneira e eu quero estar preparada. Porque, quanto mais músculo você tiver, melhor vai ser para cirurgia. A recuperação vai ser super rápida e e eu vou estar bem para eu não precisar ir lá fazer outra cirurgia", afirmou Thais. Ainda falando do futuro, ela revelou que os projetos como atriz estão parados, mas pretende lançar um livro ainda este ano e iniciar um novo projeto de palestras em escolas e eventos. “Quero falar sobre autoestima, vivência, bariátrica, tudo que eu já vivi”, contou. Nutricionista alerta para mudanças na alimentação e importância do acompanhamento psicológico Nutricionista Geisa Patrícia Reis, do Núcleo de Tratamento e Cirurgia da Obesidade (NTCO) Arquivo pessoal A nutricionista Geisa Patrícia Reis, do Núcleo de Tratamento e Cirurgia da Obesidade (NTCO), é a responsável pelo acompanhamento de Thais Carla. A profissional explicou que a cirurgia bariátrica provoca mudanças radicais na relação do paciente com a comida e exige acompanhamento contínuo para evitar complicações físicas e emocionais. Uma das primeiras transformações percebidas após o procedimento é a redução drástica da quantidade de alimento tolerada pelo organismo. “O paciente que tinha o hábito de comer grandes volumes vai perceber uma mudança radical no prato. Depois da cirurgia, ele fica saciado com uma quantidade muito menor de comida”, afirmou. O processo de adaptação começa ainda antes da operação, quando os pacientes passam a receber orientações para mudar hábitos simples da rotina, como o tamanho dos utensílios usados nas refeições. “A gente orienta trocar prato, garfo, copo. O paciente precisa começar a enxergar recipientes pequenos e cheios, ao invés de recipientes grandes vazios”, disse. Além da quantidade, a velocidade da alimentação também muda completamente. Segundo Geisa, após a cirurgia o paciente precisa aprender a mastigar melhor e comer lentamente para evitar desconfortos. “Tem paciente que fala que só lembra que foi operado quando dá o primeiro gole de água, porque sente aquele peso e desconforto”, contou. A nutricionista destacou que a proteína passa a ser prioridade absoluta na alimentação pós-bariátrica. Segundo ela, o paciente deve começar todas as refeições por alimentos proteicos para garantir os nutrientes essenciais, já que o volume ingerido é muito reduzido. “No café da manhã, no almoço, em qualquer refeição, ele precisa começar pela proteína. Se o restante não couber, pelo menos já consumiu o que é importante”, explicou. Geisa também alertou para um dos principais erros cometidos por pacientes após os primeiros meses da cirurgia: acreditar que o procedimento sozinho será suficiente para manter o emagrecimento. “O principal fator que a gente observa é o paciente achar que a cirurgia vai resolver tudo sozinha. Mas ela é apenas uma ferramenta”, afirmou. Segundo a especialista, quando o paciente começa a perder peso e ganha mais confiança, muitos acabam retomando hábitos antigos antes da hora, principalmente o consumo de alimentos ultraprocessados, ricos em açúcar e gordura. Ela explicou que doces, frituras e ultraprocessados precisam ser consumidos com moderação e consciência alimentar, porque podem favorecer o reganho de peso e até provocar dumping — condição que causa mal-estar, náusea, tontura e queda de glicose após o consumo de açúcar. “O ideal não é viver em restrição para sempre, mas aprender quando e como consumir esses alimentos”, disse. O álcool também exige atenção especial no pós-operatório. Segundo Geisa, após a cirurgia a absorção da bebida alcoólica acontece de forma muito mais rápida. Outro ponto reforçado pela nutricionista é a necessidade de suplementação contínua. Ela explicou que pacientes bariátricos precisam tomar vitaminas e suplementação proteica pelo resto da vida para evitar deficiências nutricionais. “A dieta é muito restrita e o organismo passa por má absorção de nutrientes. Só a alimentação não consegue suprir todas as necessidades”, afirmou. Segundo ela, a proteína é fundamental no pós-operatório imediato para reduzir a perda de massa muscular, evitar fraqueza e minimizar a queda de cabelo, um efeito comum após a cirurgia. Geisa explicou ainda que o acompanhamento laboratorial precisa ser frequente, principalmente no primeiro ano após a bariátrica, para monitorar possíveis quedas de vitaminas como B12, ferro, cálcio e vitamina D. “A gente trabalha com prevenção. Não espera o paciente entrar em deficiência para agir”, disse. Além das mudanças físicas e alimentares, a nutricionista destacou que o acompanhamento psicológico é considerado fundamental durante todo o processo. Segundo ela, muitos pacientes enfrentam dificuldades para lidar com o novo corpo, excesso de pele, flacidez e até distorção de imagem após o emagrecimento. “O paciente às vezes emagrece bastante, olha no espelho e ainda não consegue se enxergar magro”, explicou. Geisa afirmou também que o suporte psicológico ajuda a prevenir a chamada transferência de compulsão, quando antigos comportamentos ligados à comida podem migrar para outros excessos, como álcool, compras, sexo ou exercícios físicos. A especialista defendeu que o segredo para manter os resultados da cirurgia está na construção de uma rotina sustentável e possível de ser mantida a longo prazo. “A gente não precisa de perfeição e, sim, de constância”, concluiu. LEIA TAMBÉM: Thais Carla resgata fotos antigas e se declara para marido aniversariante: 'Meu grande parceiro' Thais Carla posa de calcinha e sutiã e exibe novo corpo nas redes sociais após perder mais de 80 kg Thais Carla estreia no teatro como protagonista do musical ‘Hairspray’, em São Paulo Veja mais notícias do estado no g1 Bahia. Assista aos vídeos do g1 e TV Bahia 💻

  19. Comparação entre uma figurinha falsa (à esquerda) e uma verdadeira (à direita) Reprodução/X O lançamento recente do álbum da Copa do Mundo de 2026 fez aumentar o número de golpes na internet envolvendo a venda de figurinhas e do livro ilustrado da Panini. Segundo dados da Kaspersky, pelo menos 164 sites fraudulentos que simulam a página oficial de venda de figurinhas foram identificados até meados de maio — um aumento de 720% em relação ao registrado até 23 de abril, quando eram 20 páginas. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Esses domínios reproduzem o layout, a identidade visual e as etapas da jornada de compra do produto oficial, com preços muito abaixo da média ou ofertas classificadas como “imperdíveis”. Para aumentar a credibilidade, algumas dessas páginas falsas apresentam até informações no rodapé, como formas de contato, CNPJ e endereço. Veja os vídeos em alta no g1 Agora no g1 O objetivo é enganar os consumidores e roubar dinheiro. Na etapa de pagamento, por exemplo, as vítimas costumam ser direcionadas a transferências via PIX — e o valor geralmente é enviado para contas de “laranjas” em fintechs. Segundo a Kaspersky, o dinheiro costuma ser rapidamente dividido entre diversas contas após a transferência, o que dificulta o rastreamento e a recuperação dos valores pelas vítimas. “A popularidade da coleção e o apelo emocional dos fãs tornam esse tipo de golpe ainda mais convincente”, diz o pesquisador-chefe de segurança da equipe global de pesquisa e análise da Kaspersky para a América Latina e a Europa, Fabio Assolini. “Os criminosos exploram a pressa, o medo de ficar de fora e a busca por bons preços. Eles constroem armadilhas digitais, e a tendência é que novos domínios fraudulentos, cada vez mais elaborados, continuem surgindo nos próximos dias”, completa. Segundo a empresa, esses sites foram identificados no Brasil, em Portugal e em outros países da América Latina. Na Colômbia, por exemplo, o golpe também era disseminado por meio de mensagens em aplicativos como o WhatsApp e por anúncios em redes sociais, como o Instagram. Procurada, a Panini afirmou que está tomando medidas para retirar do ar os sites que promovem esses golpes, mas reforçou a importância de os colecionadores ficarem atentos a ofertas e benefícios muito fora do padrão. “Os colecionadores podem comprar os cromos por meio de grandes varejistas do e-commerce, que são parceiros comerciais da editora, além do site oficial da Panini”, diz a companhia em nota. Entre os sites parceiros da empresa estão, por exemplo, Amazon, Magalu e Mercado Livre. Figurinhas falsas Outro golpe que vem se tornando comum é a venda de figurinhas falsas, com relatos surgindo nas redes sociais. Initial plugin text Nesse caso, o consumidor chega a receber um pacote em casa, mas com cromos falsificados, com cores diferentes das originais ou com o verso em branco — ou seja, sem o layout característico do papel de proteção. Na semana passada, por exemplo, a Polícia Civil do Rio de Janeiro apreendeu cerca de 200 mil cromos falsificados em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. O material, que foi encontrado no compartimento de carga de um ônibus, foi submetido à perícia e posteriormente inutilizado. Copa do Mundo 2026: como identificar figurinhas falsas do álbum? Veja dicas para se proteger de golpes na internet Use apenas canais oficiais: acesse o site de venda dos álbuns digitando o endereço diretamente no navegador e evite clicar em links recebidos por redes sociais, e-mails ou mensagens. Verifique o domínio do site: pequenas variações no endereço podem indicar páginas falsas. Configure alertas de consumo no seu banco: receber notificações imediatas por SMS ou e-mail permite que você tenha controle sobre cada movimentação feita com seu cartão. Dessa forma, qualquer cobrança não autorizada pode ser detectada rapidamente. Tenha uma proteção de cibersegurança: esses recursos ajudam a evitar fraudes e ataques na internet, podendo identificar sites falsos, bloquear links suspeitos ou proteger seus dados pessoais.

  20. Massacre de Pau D’Arco: nove anos após morte de 10 trabalhadores rurais, nenhum policial foi julgado e júri ainda não tem data Lilian Campelo A 2ª Turma de Direito Penal do Tribunal de Justiça do Pará (TJPA) manteve a decisão que leva os acusados do Massacre de Pau D'Arco a júri popular. A decisão ocorreu após rejeitar os principais recursos apresentados pelas defesas dos policiais civis e militares denunciados pelo caso. No entanto, segundo a Justiça, o julgamento ainda depende de novos trâmites. O massacre ocorreu em 24 de maio de 2017, durante uma operação policial na antiga Fazenda Santa Lúcia, em Pau D’Arco. Na ação, 10 trabalhadores rurais morreram. Um ato foi realizado esta semana cobrando respostas e justiça. Mesmo após nove anos das mortes, o júri popular ainda não tem data definida e nenhum policial foi julgado. Desde o início das investigações, o Ministério Público do Pará sustenta que não houve confronto, mas execução das vítimas, seguida de manipulação da cena do crime para simular troca de tiros. TJ do Pará decide levar acusados de chacina a júri popular em Pau D'Arco ✅ Siga o canal do g1 Pará no WhatsApp O que apontaram as investigações: Massacre de Pau D’Arco: nove anos após morte de 10 trabalhadores rurais, nenhum policial foi julgado e júri ainda não tem data Reprodução / CPT Em setembro de 2017, o Ministério Público denunciou 17 policiais por homicídio qualificado, tentativa de homicídio, tortura, fraude processual e associação criminosa. Na época, a Justiça decretou a prisão preventiva de 15 policiais envolvidos na operação. Os mandados foram cumpridos em Belém e em Redenção, no sul do Pará. Antes disso, parte dos agentes já havia sido presa temporariamente durante as investigações, mas acabou solta posteriormente. Segundo a perícia da Polícia Federal, não havia indícios de confronto armado e parte das vítimas teria sido executada à queima-roupa. Os laudos também apontaram que nenhum policial ficou ferido na ação. As investigações indicaram que os trabalhadores rurais foram surpreendidos enquanto estavam abrigados da chuva sob uma lona dentro da fazenda. Parte dos réus chegou a ser retirada do processo inicialmente, mas recursos posteriores mantiveram 16 policiais pronunciados para julgamento popular. Nesta semana, os desembargadores rejeitaram pedidos das defesas que questionavam a denúncia, as provas produzidas e a legalidade das investigações, mantendo a decisão que leva os policiais a júri. Quase uma década de espera Massacre de Pau D'Arco: Ato refaz caminho de trabalhadores assassinados por policiais há quase uma década no Pará. Reprodução / CPT O processo tramita há quase dez anos entre recursos e questionamentos apresentados pelas defesas dos policiais, que alegaram nulidades processuais, falhas na investigação e problemas nas provas periciais. Apesar da decisão desta semana ser considerada um avanço pelas organizações que acompanham o caso, ainda não há previsão para o julgamento ocorrer. Após a decisão do TJPA, o processo entra na etapa que antecede o Tribunal do Júri. A Justiça ainda deverá concluir trâmites processuais antes de definir a data do julgamento popular dos acusados. “O julgamento dos recursos representa um passo extremamente importante porque pode destravar um processo que há anos aguarda definição e permitir que os acusados sejam efetivamente submetidos ao julgamento popular”, afirmou Jamyla Carvalho, advogada da Comissão Pastoral da Terra (CPT). Em 2021, uma testemunha sobrevivente do massacre foi assassinada na mesma região. Fernando dos Santos Araújo havia sobrevivido à chacina e integrou o Programa de Proteção à Vítima (Provita), mas acabou morto dentro de casa, na área da antiga Fazenda Santa Lúcia. Neste fim de semana, familiares das vítimas, sobreviventes e movimentos sociais realizaram atos em memória dos mortos e cobraram justiça no caso. A programação ocorreu no atual Projeto de Assentamento Jane Júlia, criado em janeiro deste ano na área onde ocorreu o massacre. Segundo organizações sociais, cerca de 200 famílias seguem vivendo no território. Sobrevivente da Chacina de Pau D'arco é assassinado dentro de casa VÍDEOS: veja todas as notícias do Pará

  21. Consequências de um ataque israelense na Cidade de Gaza. Reuters/Dawoud Abu Alkas As Forças de Defesa de Israel (IDF) mataram Ihab Khrizim, líder de uma rede central de transferência de fundos do Hamas, em um ataque a Khan Yunis, no sul de Gaza, anunciou o exército na quinta-feira (28). Israel informou que Khrizim era responsável por gerir a transferência de milhões de dólares para o braço militar do Hamas. Suas atividades permitiam ao grupo executar ataques iminentes contra tropas da IDF e civis israelenses. Além disso, Mohammed al-Habash, comandante de unidade no quartel-general de produção do Hamas, também foi morto durante o ataque. Nesta quarta-feira (27), Israel comunicou a morte de Mohammed Odeh, apontado como o chefe do Quartel-General de Inteligência e recém-nomeado líder da ala militar do Hamas. Os ataques ocorreram na Faixa de Gaza, apesar do cessar-fogo que deveria estar em vigor desde outubro. Agora no g1

  22. No começo do mês, assisti, on-line, a diversas apresentações da Conferência de Envelhecimento Saudável (Healthy Aging), realizada pelo Programa de Medicina do Estilo de Vida da Universidade Stanford. O tema do evento, “Propósito, Poder e Diversão” (Purpose, Power and Play), vai ao encontro do conceito – cada vez mais enraizado – sobre a importância de projetos, objetivos, alegria e engajamento social na velhice. A geriatra Louise Aronson: motivação é uma espécie de motor que nos move Divulgação E o que está por trás disso? A longevidade não pode ser resumida apenas à expectativa de vida e de saúde. Na verdade, tem que levar em conta o que faz nossa existência valer a pena. A sociedade entende que diversão é algo que diz respeito somente a crianças e jovens; no entanto, ela é uma ferramenta eficiente para a construção de laços em qualquer idade. Nas colunas de hoje e de domingo, escrevo sobre as palestras que mais me cativaram. A geriatra Louise Aronson, escritora e professora de medicina da Universidade da Califórnia em São Francisco, afirmou que a motivação é um fator da maior relevância para manter a saúde: “Sabemos que a recuperação é mais difícil à medida que envelhecemos, mas vejo as pessoas enfrentando com muito mais disposição uma quimioterapia, ou o processo de reabilitação após uma cirurgia, porque querem ir à formatura ou ao casamento de um neto ou neta. É uma espécie de motor que nos move”. Aronson utilizou uma expressão que está em alta na área da gerontologia: o social prescribing, ou prescrição social. No lugar de uma receita de farmácia, trata-se de promover um ambiente que conecte as pessoas idosas a atividades, recursos e redes de proteção para promover sua saúde, autonomia e seu bem-estar. “A ciência gosta de medir tudo, o que, às vezes, pode ser meio reducionista. As conexões e o engajamento social são tão importantes quanto exercitar-se”, ressaltou. A gerontóloga Barbara Waxman, consultora do Centro de Longevidade de Stanford, foi enfática: “O envelhecimento não é sinônimo de declínio. Eu diria que, ao chegamos aos 60 anos, é quando temos o maior senso de propósito de nossas vidas e uma noção clara de como os outros importam”. Na sua visão, há espaço para florescer na velhice: Barbara Waxman: “Ao chegamos aos 60 anos, é quando temos o maior senso de propósito de nossas vidas” Divulgação “Precisamos de bons relacionamentos. Precisamos de um propósito, que nos dará asas. Precisamos de alegria. Eu gostaria de convidar todos a embarcar no desafio de criar uma métrica sobre o que nos traz alegria. Diariamente, enumerar todos os pequenos prazeres possíveis. Pode ser o ritual do café da manhã. Ver o dia nascer. Ou, ainda, brincar com os netos, encontrar um amigo querido”. Reportagem dá dicas de como envelhecer bem No domingo: Nosso modelo mental tem o potencial de nos tornar mais fortes

  23. Cena do documentário 'Copan', que chega aos cinemas nesta quinta-feira (28). Divulgação “Como é morar no Copan?” Foi esta pergunta, repetida inúmeras vezes ao longo dos anos, que acabou servindo de ponto de partida para o documentário “Copan”, da diretora Carine Wallauer, que estreia nos cinemas nesta quinta-feira (28). Natural de Novo Hamburgo, no Rio Grande do Sul, Carine se mudou para São Paulo sem conhecer quase nada sobre o edifício projetado por Oscar Niemeyer — e foi aprendendo a entender o prédio enquanto viveu por sete anos em um apartamento alugado, cinco deles dedicados à produção do documentário. “Eu vim de uma família sem formação ligada à arquitetura. Não sabia nada sobre o Copan. Quando vi o prédio pela primeira vez, há uns dez anos, fui descobrindo tudo vivendo ali", afirmou ao g1. O resultado desta experiência é um filme que tenta responder justamente à pergunta que mais ouviu enquanto morou no prédio. Vencedor do prêmio de Melhor Filme Brasileiro no É Tudo Verdade - Festival Internacional de Documentários, “Copan” transforma o edifício mais emblemático do Centro paulistano em um retrato das tensões políticas, sociais e afetivas do Brasil contemporâneo. Cena do documentário 'Copan', que chega aos cinemas nesta quinta-feira (28). Divulgação O longa acompanha a rotina do Edifício Copan durante o dia do segundo turno das eleições presidenciais de 2022, disputadas entre o atual presidente, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e o anterior, Jair Bolsonaro (PL). Ao mesmo tempo, os moradores do prédio também atravessam uma disputa própria: a eleição para síndico do condomínio. Quando você mora em um prédio como o Copan, com 5 mil pessoas, tudo é política O filme é montado como se o espectador passasse um dia inteiro dentro do edifício. Em vez de seguir personagens centrais tradicionais, a câmera acompanha elevadores, corredores, cozinhas, reuniões e conversas aparentemente banais. O olhar da diretora se volta principalmente aos cerca de 100 funcionários responsáveis por manter o prédio funcionando diariamente. "Eu já morava no Copan havia dois anos quando comecei a desenvolver a ideia do filme. Então eu já tinha relações estabelecidas, o que com certeza facilitou meu acesso e da equipe”, afirmou a diretora. Segundo Carine, essa perspectiva nasceu também da forma como conseguiu circular pelo edifício sem interferir na rotina de moradores e trabalhadores. O filme é contado a partir de um lugar de observação. De onde a diretora conseguia transitar sem incomodar. Pré-estreia do filme aconteceu na segunda-feira (25), no Centro de SP. João de Mari/g1 Tensão política e Airbnb Concebido por Oscar Niemeyer e inaugurado em 1966 na Avenida Ipiranga, o Copan abriga mais de 5 mil moradores distribuídos em 1.160 apartamentos e mais de 70 estabelecimentos comerciais. O edifício completou 60 anos na segunda (25). No documentário, o prédio aparece como uma espécie de cidade vertical onde disputas ideológicas, conflitos de convivência e transformações urbanas convivem no mesmo espaço. Uma das cenas que mais marcaram a equipe do filme aconteceu durante uma reunião de condomínio realizada de forma online — algo inédito até então no prédio e que surgiu como reflexo das mudanças provocadas pela pandemia. Além da polarização política, o filme também aborda mudanças recentes no perfil do edifício, especialmente o crescimento das locações de curta duração por meio de plataformas. Cena do documentário 'Copan', que chega aos cinemas nesta quinta-feira (28). Divulgação Hoje, este tema virou uma disputa no edifício. Dos 1.160 apartamentos do Copan, mais de 200 já são destinados ao aluguel de curta temporada, especialmente pela plataforma Airbnb, a mais popular do gênero, segundo a administração do condomínio. O número de apartamentos disponibilizados para aluguel de temporada faz com que o prédio tenha atualmente um número de unidades de hospedagem semelhantes ao de hotéis de médio porte, como a movimentada unidade da rede Ibis que fica da Avenida Paulista, e que tem 236 quartos. A discussão aparece também na trajetória pessoal da diretora. Ela contou que deixou o apartamento onde morava no Copan depois que o imóvel foi vendido para virar hospedagem temporária. “Eu não moro mais lá porque o apartamento que eu alugava foi vendido para se transformar em Airbnb. É uma tendência especialmente crescente nas kitnets do bloco B, completamente descaracterizadas do projeto original para atingir um status de ‘instagramáveis’”, afirmou. Segundo ela, as transformações ajudam a revelar processos mais amplos de especulação imobiliária e gentrificação no Centro. Affonso foi síndico do Copan durante mais de três décadas. Luiz Franco/ g1 O legado de Affonso O documentário também acabou se tornando um registro histórico de Affonso Celso Prazeres de Oliveira, síndico do Copan durante mais de três décadas e uma das figuras mais influentes da história recente do prédio. Ele morreu em dezembro de 2025, aos 86 anos. No filme, Affonso aparece conduzindo reuniões, discutindo regras internas e mediando conflitos entre moradores. A figura dele atravessa toda a narrativa como símbolo de poder dentro do condomínio. “Seu Affonso é uma figura complexa e marcante que dificilmente deixará de ser associada à memória do Copan”, disse Carine, que esteve no velório do ex-síndico no ano passado. Mesmo após o fim das filmagens, a diretora diz que continua frequentando o prédio, visitando amigos e desenvolvendo novos projetos ligados a ele. Para ela, o edifício segue funcionando como espelho do país. “Com a morte do Affonso, quem assumiu foi uma figura muito próxima dele, o Guilherme, que fazia parte do conselho e atuava como advogado do prédio. Soube que a sucessão, como de costume, também foi polêmica”, disse. “Acredito que o filme e sua narrativa sigam atualizados diante dessa nova eleição que se aproxima.” Paisagem do centro paulistano é marcada pelas curvas do Copan Getty images

  24. Maio bordô alerta sobre os impactos da enxaqueca na população Receita especial? Quanto vai custar? Quando estará disponível nas farmácias? Essas são algumas das dúvidas que surgiram após a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovar o Nurtec ODT, medicamento indicado para o tratamento e a prevenção da enxaqueca em adultos. Embora o registro já tenha sido concedido, o remédio ainda não pode ser comprado. Segundo a diretora médica da Pfizer Brasil, Adriana Ribeiro, a expectativa é que a comercialização comece apenas no primeiro semestre de 2027, após a definição do preço pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED). A seguir, veja o que já se sabe sobre o medicamento. Vai precisar de receita? Quando o remédio chega às farmácias? Quanto vai custar? Quem poderá usar o medicamento? Como o Nurtec funciona? Quais apresentações foram aprovadas? Nurtec, novo medicamento aprovado para enxaqueca Reprodução Vai precisar de receita? Sim. Segundo a Anvisa, o Nurtec ODT foi aprovado como medicamento de tarja vermelha. Isso significa que a venda dependerá de prescrição médica. A agência informa ao g1, porém, que não haverá retenção da receita na farmácia. O modelo é semelhante ao adotado para diversos medicamentos de uso contínuo vendidos atualmente no país: o paciente precisa apresentar a prescrição, mas o documento não fica retido no estabelecimento. Quando o remédio chega às farmácias? Ainda não há uma data exata. A diretor da Pfizer afirma que a expectativa da empresa é disponibilizar o medicamento no mercado brasileiro no primeiro semestre de 2027. Antes disso, o produto precisa passar pela etapa de definição de preço junto à CMED, órgão responsável por estabelecer os valores máximos de comercialização de medicamentos no país. A Anvisa ressalta que não tem mecanismos para obrigar uma empresa a lançar um produto já registrado, de modo que a decisão sobre o início das vendas cabe à fabricante. Quanto vai custar? O valor ainda não foi divulgado. Segundo a Pfizer, o preço será definido após avaliação da CMED. A empresa explica que o processo considera critérios regulatórios e também referências internacionais baseadas nos preços praticados em países onde o medicamento já é comercializado. Quem poderá usar o medicamento? A aprovação da Anvisa contempla adultos com enxaqueca. O registro permite o uso tanto para o tratamento das crises quanto para prevenção, mas a indicação dependerá da avaliação médica de cada paciente. A enxaqueca afeta cerca de 30 milhões de brasileiros, segundo dados do Ministério da Saúde. Além da dor de cabeça intensa, a doença pode provocar náuseas, vômitos e sensibilidade à luz, sons e cheiros. Como o Nurtec funciona? O medicamento usa a molécula rimegepanto, que pertence a uma classe conhecida como gepantes. Esses medicamentos atuam bloqueando a ação do CGRP (peptídeo relacionado ao gene da calcitonina), uma proteína envolvida nos mecanismos que participam do surgimento e da manutenção da dor durante as crises de enxaqueca. A neurologista Sara Casagrande, membro da Sociedade Brasileira de Cefaleias e da International Headache Society, afirma que uma das características do medicamento é poder ser utilizado em dois momentos distintos: para aliviar uma crise em andamento ou como estratégia preventiva para reduzir a frequência dos episódios. Segundo a especialista, o remédio também se diferencia por ser administrado por via oral. Hoje, os medicamentos que atuam contra o CGRP disponíveis no Brasil são, em sua maioria, injetáveis. Ela destaca ainda que o rimegepanto não provoca vasoconstrição —o estreitamento dos vasos sanguíneos— mecanismo presente em alguns tratamentos tradicionais para enxaqueca. Quais apresentações foram aprovadas? Segundo a Anvisa, o registro contempla a concentração de 75 mg em embalagens com 2, 8 e 16 unidades. O produto é apresentado como um liofilizado orodispersível, uma formulação que se dissolve rapidamente na boca. Já a Pfizer informou que pretende comercializar inicialmente as versões com 2 e 8 comprimidos. Enquanto o lançamento não ocorre, o medicamento seguirá as próximas etapas regulatórias relacionadas à definição do preço. Só depois disso será possível saber quanto custará o tratamento para os pacientes brasileiros.

  25. Consultora de gente e gestão fala sobre como lidar com erros no mercado de trabalho A Agência de Trabalho de Pernambuco divulgou as vagas de emprego disponibilizadas para o município de Petrolina, Salgueiro e Araripina, no Sertão de Pernambuco, nesta quinta-feira (28). As oportunidades são atualizadas diariamente pelo g1 Petrolina. Os interessados nas oportunidades podem entrar em contato com a Sedepe através da internet. O atendimento em Petrolina é na Agência de Trabalho, que funciona no Expresso Cidadão. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Concursos no WhatsApp. 📱:Baixe o app do g1 para ver notícias de Petrolina e Região em tempo real e de graça Agência do Trabalho em Petrolina funciona no Expresso Cidadão Carteira de trabalho Divulgação / PMMC Petrolina Contato: (87) 3866 - 6540 e (87) 9 9180-4065 Vagas disponíveis Salgueiro Contato: (87) 3871 - 8467 Vagas Disponíveis Contato: (87) 3873 - 8381 Vagas disponíveis Vídeos: mais assistidos do Sertão de PE

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