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G1 GLOBO (Tudo Diário)

Últimas notícias do Brasil e do mundo, sobre política, economia, emprego, educação, saúde, meio ambiente, tecnologia, ciência, cultura e carros. Vídeos dos telejornais da TV Globo e da GloboNews.

  1. São raros os momentos em que um país inteiro olha para o mesmo lugar. Neste ano, isso irá acontecer duas vezes. A primeira já passou: os torcedores brasileiros acompanharam a trajetória da Seleção na Copa do Mundo, que acabou com a derrota de 2 a 1 para a Noruega nas oitavas-de-final. A próxima será em outubro, quando milhões de eleitores forem às urnas para escolherem seus representantes – entre eles o presidente da República. São dois eventos que mobilizam sentimentos diversos dentro do país: podem unir e podem rachar completamente a sociedade, e têm capacidade de gerar pertencimento, raiva, decepção ou euforia. E o conjunto dessas emoções ajuda a explicar o que é o Brasil. Neste episódio, Natuza Nery conversa com a psicanalista Vera Iaconelli sobre como o país encara a Copa do Mundo e as eleições de outubro. Vera também explica por que defende que o Brasil deve encarar o divã e reflete sobre a construção da sociedade brasileira e as violências que instituíram algumas das nossas desigualdades. Convidada: Vera Iaconelli, psicanalista, doutora em Psicologia pela USP, diretora do Instituto Gerar de Psicanálise e escritora. O podcast O Assunto é produzido por: Luiz Felipe Silva, Sarah Resende, Carlos Catelan, Luiz Gabriel Franco, Juliene Moretti, Stéphanie Nascimento e Guilherme Gama. Apresentação: Natuza Nery. Entre o complexo de vira-lata e a arrogância O que você precisa saber: Torcer é sofrer de novo: o que a psicanálise diz sobre o vício em esperar pela vitória do Brasil O Brasil no divã: psicanalistas decifram um país dividido e em busca de tratamento O psicanalista que ouviu o Brasil no divã Luto esportivo existe? Psicólogos explicam como lidar com a eliminação do Brasil em tempos de algoritmo O Assunto é o podcast diário produzido pelo g1, disponível em todas as plataformas de áudio e no YouTube. Desde a estreia, em agosto de 2019, o podcast O Assunto soma mais de 168 milhões de downloads em todas as plataformas de áudio. No YouTube, o podcast diário do g1 soma mais de 14,2 milhões de visualizações. O médico neurologista Sigmund Freud foi o criador da Psicanálise. Suas teorias serão debatidos no contexto atual. reprodução

  2. Uma manhã de domingo marcada por integração, conscientização e muito contato com a natureza. Assim foi o I Pedal Ambiental Circuito Entre os Parques, promovido pelo Município de Montes Claros, através da Secretaria Municipal de Ambiente, Bem-Estar Animal e Sustentabilidade. O evento reuniu público diverso, com participantes de 5 a 72 anos de idade, mostrando que a bicicleta proporciona, de fato, um esporte acessível e democrático, capaz de unir diferentes gerações em torno de um propósito comum. Famílias inteiras participaram do passeio, que teve como objetivo sensibilizar os ciclistas e a comunidade sobre a importância do papel de cada cidadão na preservação do meio ambiente urbano e das unidades de conservação. O percurso teve início no Parque Sagarana, de onde parte dos participantes saiu escoltada pelo Grupamento Tático Ambiental e pela MCTrans, garantindo mais segurança aos ciclistas durante o trajeto. Ao longo do caminho, novos participantes foram se integrando ao pedal, fortalecendo o espírito coletivo da iniciativa e ampliando o alcance da mensagem de conscientização ambiental. A ação esteve em consonância com a temática proposta pela Organização das Nações Unidas (ONU) para as atividades do Dia Mundial do Meio Ambiente, reforçando a necessidade de enfrentarmos as mudanças climáticas por meio de atitudes concretas. Entre elas, destacam-se o incentivo à mobilidade sustentável e a ampliação da arborização urbana, dois temas diretamente trabalhados durante o evento. Mais de 100 mudas foram plantadas durante a ação SABEAS Ao final do percurso, os participantes se reuniram no Parque Florestal da Sapucaia "Simeão Ribeiro", para um momento especial de plantio, integrado ao Projeto Raízes. Foram plantadas 100 mudas de árvores nativas e frutíferas, reforçando as ações de arborização desenvolvidas pela Secretaria. Além disso, outras 100 mudas foram doadas ao público, incentivando que cada participante também se torne multiplicador dessa transformação ambiental em sua casa, seu bairro e sua comunidade. O encerramento contou ainda com a participação do grupo dos Desbravadores, que desenvolvia atividades educativas com crianças sobre a importância das árvores. Juntos, os participantes realizaram o plantio simbólico de um ipê-branco, deixando uma nova raiz no parque e um importante legado para as futuras gerações. A programação foi enriquecida com sorteios de brindes, além de um delicioso café da manhã, proporcionando um momento de confraternização entre todos os presentes. O professor Gilson Fróes ficou feliz com a participação das crianças: “Temos que despertar a consciência ambiental desde pequenos” SABEAS O professor e ciclista Gilson Fróes destacou a importante presença das crianças: “temos que despertar a consciência ambiental desde pequenos”. “Com 67 anos, não tomo nenhum remédio, nem pra dor de cabeça”, afirma o aposentado Jason, destacando os benefícios da prática do ciclismo SABEAS O aposentado Jason chamou a atenção para a importância da prática de ciclismo para a saúde: “comecei a pedalar na pandemia, gostei muito. Já rodei 220 quilômetros em 9 horas, sem descanso. Com 67 anos, não tomo nenhum remédio, nem pra dor de cabeça. Incentivo todo mundo a sair do seu sofá, do seu conforto, para pedalar. A maior riqueza que o ser humano tem é o esporte”. Glenn Miller, diretor da Aciclomoc: “tivemos três gerações participando” SABEAS Glenn Miller Antunes Alves, diretor da Aciclomoc (Associação dos Ciclistas de Montes Claros), parceira do evento, destacou o sucesso do Pedal Ambiental: “é uma iniciativa louvável, muito produtiva. Tivemos três gerações participando: crianças, adultos e idosos. Que venham mais como esta!” Mais do que um passeio ciclístico, o I Pedal Ambiental Circuito Entre Parques mostrou que cuidar do meio ambiente é uma construção coletiva. Ao unir educação ambiental, mobilidade sustentável, arborização e participação comunitária, o evento reforçou que pequenas atitudes, quando realizadas em conjunto, têm o poder de transformar a cidade e inspirar novos hábitos em favor de um futuro mais sustentável.

  3. As áreas gourmet se consolidaram como um dos ambientes mais desejados nos projetos residenciais. Essa valorização acompanha uma mudança no modo de viver a casa, com mais atenção aos espaços voltados para receber, cozinhar e compartilhar momentos. Arquitetos e designers de interiores apontam que a busca por ambientes integrados permanece entre as principais demandas dos clientes. Nesse contexto, a área gourmet se destaca por conectar diferentes usos da casa, criando um espaço que funciona tanto para a rotina quanto para receber visitas. Áreas gourmet integradas valorizam o convívio e ganham mais funcionalidade com materiais resistentes e bem especificados. Acervo Internet. A escolha dos materiais tem papel decisivo nesse resultado. Porcelanatos de fácil manutenção, superfícies resistentes à umidade e produtos indicados para áreas internas e externas ajudam a garantir durabilidade e uma leitura mais integrada entre os ambientes. A escolha dos revestimentos influencia tanto a funcionalidade quanto a integração visual das áreas gourmet. Acervo Internet. Nas lojas Vilarejo, a definição dos materiais para áreas gourmet parte da combinação entre uso, estilo e manutenção. Revestimentos resistentes, metais, cubas e superfícies práticas ajudam a construir um espaço funcional, agradável e preparado para receber. A disponibilidade de produtos à pronta entrega também facilita o andamento da obra, especialmente em projetos que conectam varanda, cozinha ou área externa. Com orientação especializada, cada decisão ganha mais clareza, da escolha do piso ao acabamento final. Visite uma das lojas em Araruama, Maricá, Cabo Frio, Búzios, Rio das Ostras, Macaé, Campos dos Goytacazes, Niterói – RJ.

  4. Estudo do UNICEF explica por que muitas gestantes trocam o parto normal pela cesariana Adobe Stock A maioria das brasileiras inicia a gestação desejando um parto normal. Ainda assim, a cesariana é a via de nascimento mais frequente no país. Para entender por que tantas mulheres mudam de ideia ao longo da gravidez, um estudo do UNICEF identificou que a decisão sobre o tipo de parto é construída durante toda a gestação e sofre influência de fatores psicológicos, sociais e estruturais. A pesquisa conclui que a escolha não depende apenas da vontade da gestante. Medos, crenças, experiências anteriores, relatos de familiares, qualidade do pré-natal, organização dos serviços de saúde e acesso à informação atuam simultaneamente e ajudam a explicar por que muitas mulheres acabam realizando uma cesariana mesmo quando preferiam o parto vaginal. O estudo ouviu 94 gestantes e puérperas e entrevistou 37 profissionais de saúde das redes pública e privada em Belém (PA) e São Paulo (SP), cidades escolhidas por apresentarem altas taxas de cesarianas e contextos sociais distintos. Segundo os pesquisadores, compreender como essa decisão é construída é essencial para reduzir cesarianas sem indicação clínica e garantir que a escolha da via de nascimento seja realmente informada e respeitada. A decisão começa antes do parto Segundo o relatório, a escolha entre parto vaginal e cesariana não ocorre apenas no momento da internação. Ela é construída durante o pré-natal, conforme a gestante recebe orientações, conversa com familiares, acompanha relatos de outras mulheres e estabelece vínculo com os profissionais de saúde. Agora no g1 Embora a cesariana seja um procedimento essencial quando existe indicação clínica, o estudo destaca que sua frequência no Brasil supera a esperada para situações obstétricas de urgência. Nas cidades analisadas, 69,28% dos nascimentos em Belém e 56,19% em São Paulo ocorreram por cesariana. Na rede privada, os índices chegaram a 80,41% e 71,05%, respectivamente. Três grupos de fatores explicam a mudança de decisão Os pesquisadores organizaram os resultados em três grandes grupos de determinantes: psicológicos, sociais e estruturais. Entre os fatores psicológicos, a recuperação mais rápida após o parto vaginal, o medo da cirurgia e experiências positivas anteriores favoreceram a preferência pelo parto normal. Por outro lado, medo da dor, despreparo para enfrentar o trabalho de parto, desejo de realizar laqueadura e baixa autonomia para participar da decisão apareceram como barreiras importantes. O estudo mostra que muitas mulheres passam a solicitar uma cesariana durante o trabalho de parto não por complicações clínicas, mas pelo cansaço, pela dor intensa e pelo desconhecimento sobre a evolução do processo. Segundo os pesquisadores, isso reforça a importância da preparação durante o pré-natal. Família tem papel decisivo na escolha Depois dos fatores individuais, a influência familiar apareceu como um dos principais determinantes da via de nascimento. Entre usuárias do SUS, mães, avós e outras mulheres da família costumam incentivar o parto vaginal, principalmente pela percepção de recuperação mais rápida. Já na rede privada, predominam relatos positivos sobre cesarianas realizados por mulheres que tiveram filhos durante o período de expansão desse procedimento no Brasil, fortalecendo uma norma social favorável à cirurgia. Os parceiros, em geral, respeitam a decisão da gestante, mas participam pouco do pré-natal. Segundo profissionais entrevistados, essa ausência dificulta a compreensão sobre o trabalho de parto e pode levar alguns acompanhantes a defenderem uma cesariana ao presenciarem a dor das contrações, mesmo sem indicação clínica. Organização da assistência também influencia O estudo conclui que a estrutura dos serviços de saúde exerce papel importante na decisão sobre o parto. Entre os fatores que favorecem escolhas mais informadas estão um pré-natal que prepare efetivamente a gestante, utilização do Plano de Parto, funcionamento de Centros de Parto Normal e acompanhamento contínuo durante a gravidez. Já entre as principais barreiras aparecem o início tardio do pré-natal, orientações insuficientes sobre o trabalho de parto, desconhecimento do Plano de Parto, acesso limitado à analgesia, dificuldades para realizar laqueadura após parto vaginal e questões relacionadas à legislação sobre cesarianas. A pesquisa também mostra que praticamente todas as gestantes utilizam internet e redes sociais para buscar informações sobre gravidez e parto. Apesar disso, os profissionais que acompanham o pré-natal continuam sendo considerados a principal fonte para confirmar ou esclarecer essas informações. Como o estudo foi feito A pesquisa foi qualitativa, observacional e transversal, realizada em Belém e São Paulo. Além de revisão da literatura científica e de documentos oficiais, os pesquisadores conduziram entrevistas e grupos focais com gestantes, puérperas e profissionais da saúde. Participaram 94 gestantes e puérperas e 37 profissionais de saúde. A análise foi baseada no Modelo de Determinantes Comportamentais (Behavioural Drivers Model – BDM), desenvolvido pelo UNICEF, que considera que decisões em saúde resultam da interação entre fatores psicológicos, sociais e ambientais. O que o UNICEF recomenda Com base nos resultados, o UNICEF recomenda fortalecer a preparação das gestantes durante o pré-natal, ampliar a participação de parceiros e acompanhantes, incentivar redes comunitárias de apoio, melhorar a organização dos serviços de saúde e ampliar o acesso ao Plano de Parto, à analgesia e à laqueadura após parto vaginal. Para os autores, aumentar a proporção de partos vaginais seguros depende menos de convencer as mulheres sobre seus benefícios e mais de criar condições para que elas possam exercer sua escolha com autonomia, informação, apoio e assistência adequada.

  5. Em uma carta pública endereçada a autoridades dos governos de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e de Donald Trump, associações que representam empresários brasileiros e americanos defenderam a ampliação do comércio entre os dois países em diversas áreas, entre as quais data centers, automóveis e minerais críticos. A carta foi enviada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), pela Câmara Americana de Comércio para o Brasil (AmCham) e pela US Chamber of Commerce no contexto em que autoridades do Brasil e dos Estados negociam um eventual acordo em torno do tarifaço sobre produtos brasileiros vendidos no mercado americano. O prazo para o acordo é 15 de julho. Estimativas da CNI dão conta de que, se implementado, o tarifaço vai atingir cerca de 4,2 mil produtos brasileiros exportados para o mercado americano, o que representa US$ 15 bilhões. Itamaraty mapeia mais de 40 empresas americanas contra tarifaço Nesse cenário, os empresários defendem, por exemplo: ➡️ampliar o acesso em alguns mercados (entre os quais segurança energética e data centers); ➡️aprofundar a cooperação regulatória em setores como o automotivo e o farmacêutico); ➡️apoiar uma moratória da OMC (transmissões eletrônicas); ➡️acelerar o exame de patentes; ➡️cooperação em minerais críticos. “Encorajamos ambos os governos a alcançar entendimentos concretos no curto prazo, que contribuam para uma solução negociada no âmbito das investigações da Seção 301 envolvendo o Brasil e evitem a proposta de aplicação de tarifas adicionais sobre determinados produtos brasileiros”, afirma um trecho da carta. “O avanço […] por meio da negociação, em vez da imposição de tarifas, tende a produzir resultados mais duradouros e evitar efeitos indesejados para empresas, trabalhadores e consumidores dos dois países”, concluíram as entidades. O documento é endereçado aos ministros Mauro Vieira (Relações Exteriores) e Márcio Elias Rosa (Desenvolvimento, Indústria e Comércio), além de Marco Rubio (secretário de Estado americano) e Jamieson Greer (representante comercial da Casa Branca). Em resposta à carta, o Ministério das Relações Exteriores afirmou: “Agradecemos as sugestões do setor privado e continuamos empenhados na negociação e no diálogo com as autoridades norte-americanas, diálogo que já dura um ano, em defesa do interesse nacional.” Tarifas dos EUA podem ter efeito imediato apesar de prazo de negociação Anadolu via Getty Images À espera da decisão O Brasil tenta convencer o UTSR a rever a proposta de aplicação de uma tarifa de 25% sobre parte dos produtos brasileiros exportados ao mercado americano. Há expectativa de reuniões entre equipes brasileiras e americanas antes do dia 15 de julho, data limite para o órgão decidir sobre as tarifas. Nesta semana, o órgão abriu a fase de audiências públicas da investigação, reunindo representantes de associações empresariais brasileiras e americanas dos setores de café, arroz, açúcar, etanol de milho, ferro-gusa, rochas ornamentais, madeira, papel, calçados, mel e propriedade intelectual. Para o presidente da Câmara Americana de Comércio para o Brasil (Amcham), Abrão Neto, "a aplicação de novas tarifas seria prejudicial para ambas as economias, com impactos negativos para o setor produtivo e os consumidores dos Estados Unidos, além de perda de competitividade das exportações brasileiras para um mercado crucial”. Neto mencionou, ainda, que a participação dos Estados Unidos no comércio total do Brasil caiu para 11,2% nos cinco primeiros meses de 2026, o menor nível já registrado. As importações brasileiras provenientes dos Estados Unidos também recuaram 11% no mesmo período. "Essas tendências sugerem que tarifas adicionais podem reduzir ainda mais a presença comercial e a influência econômica dos EUA em um dos maiores mercados emergentes do mundo, abrindo espaço para que concorrentes estrangeiros ampliem sua participação de mercado às custas das empresas americanas", complementou. O sentimento geral é que a reversão das tarifas é impossível, mas que o alcance da medida possa ser reavaliado diante dos prejuízos à economia americana. Governo mapeou empresas americanas contra o tarifaço Como mostrou o g1, o Ministério das Relações Exteriores mapeou 43 empresas e associações comerciais americanas que pedem que produtos brasileiros não sejam tarifados com base na investigação aberta feita pelo governo de Donald Trump. Os pedidos foram apresentados sob o argumento de que não há substitutos produzidos no mercado doméstico para esses produtos. As entidades também alertaram que a aplicação das tarifas elevaria os custos para consumidores americanos e para indústrias dos Estados Unidos que utilizam esses itens como insumos para a fabricação de outros produtos. A informação consta da resposta oficial enviada pelo governo brasileiro ao Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês). Entenda a investigação contra o Brasil Os Estados Unidos concluíram uma investigação comercial contra o Brasil e propuseram a aplicação de uma tarifa de 25% sobre parte dos produtos brasileiros exportados ao mercado americano. A medida ainda não entrou em vigor e depende da realização de consultas públicas e do cumprimento de etapas previstas na legislação dos EUA. Segundo o relatório do Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês), o Brasil adota práticas que "oneram ou restringem" o comércio americano. 🛑 Entre os pontos citados estão o funcionamento do PIX, decisões judiciais envolvendo redes sociais, acordos comerciais com outros países, falhas no combate ao desmatamento ilegal, barreiras ao etanol americano, problemas relacionados à proteção da propriedade intelectual e deficiências no combate à corrupção. Apesar da proposta de taxação, os EUA incluíram uma ampla lista de exceções para produtos considerados estratégicos. Entre os itens que podem ficar isentos estão café, certas carnes, frutas, fertilizantes, medicamentos, aeronaves e peças, além de minerais estratégicos.

  6. O governo brasileiro vai aguardar a dimensão da decisão dos Estados Unidos sobre aplicação de novas tarifas de 25% e 12,5% sobre exportações de produtos brasileiros para calibrar a reação ao governo de Donald Trump. O prazo termina na quarta-feira (15) para a Casa Branca decidir se coloca em prática ou não a nova ofensiva contra o Brasil. 🔎Em 1º de junho, Trump propôs tarifas de 25% sobre mercadorias brasileiras, após uma investigação sobre diferentes temas, como desmatamento ilegal, pirataria e PIX. No dia seguinte, ele anunciou taxas adicionais de 12,5% para 60 países por falhas no combate ao trabalho forçado, incluindo o Brasil. Em ambos os casos, uma longa lista de exceções foi apresentada para evitar uma alta de preços no mercado americano. A equipe do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) trabalha como cenário mais provável a confirmação das novas tarifas. A hipótese foi reforçada após a declaração recente do representante do Departamento de Comércio dos Estados Unidos, Jamieson Greer, de que os dois países ainda estão distantes de um acordo. No entanto, negociadores brasileiros avaliam que, neste cenário, existe a possibilidade de o Departamento de Estado norte-americano incluir um anexo modificado na decisão sobre os 25%, aumentando a lista de exceções ao tarifaço, por exemplo. Até mesmo empresas americanas que dependem de importações brasileiras passaram a pressionar Washington para retirar alguns produtos do Brasil da lista de sobretaxas. O Ministério das Relações Exteriores mapeou 43 empresas e associações comerciais americanas que pedem que produtos brasileiros não sejam tarifados. Os pedidos foram apresentados sob o argumento de que não há substitutos produzidos no mercado doméstico para esses produtos. Caso haja a confirmação da taxação, interlocutores do presidente Lula afirmam que a reação imediata do governo brasileiro deverá manifestar oficialmente "indignação" sobre a decisão da Casa Branca na mesma linha de discursos públicos do petista e das respostas oficiais assinadas pelo Ministério das Relações Exteriores à investigação dos Estados Unidos - que, no caso dos 25%, afirmam que a taxação não se justifica porque "a estrutura tarifária aplicada pelo Brasil já é altamente favorável às exportações norte-americanas". O governo brasileiro deve reforçar também o entendimento de classificar uma nova taxação ao país como "inaceitável". As equipes técnicas e de alto nível do Brasil devem se debruçar por alguns dias sobre a decisão para examinar a lista e avaliarem os próximos passos - desde avaliar se há margem para tentar seguir nas negociações ou até a possibilidade de acionar a Lei de Reciprocidade. 🔎A Lei de Reciprocidade foi aprovada no Congresso Nacional em abril do ano passado e regulamentada pelo presidente Lula três meses depois, uma semana após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciar tarifas de 50% sobre produtos brasileiros. A lei permite que o Estado possa retaliar países ou blocos que imponham barreiras contra o Brasil. A diplomacia brasileira acredita que o presidente Lula não deve fazer nenhum movimento neste momento para tentar negociar diretamente com Donald Trump alguma outra saída. Pedido de adiamento O governo de Lula acredita ser pouco provável o adiamento do tarifaço ao Brasil. O entendimento entre interlocutores é que a política industrial americana é feita com base em tarifas e até agora os EUA não fizeram concessões a nenhum país. Nas reuniões com os EUA, os norte-americanos sinalizaram também que o prazo para a conclusão da investigação em 15 de julho era “imexível”. Caso os EUA mudem de ideia e decidam adiar, a avaliação é que a decisão deverá vir com uma justificativa - o que evitaria, inclusive, uma guerra de narrativas sobre o que levou à decisão. O Brasil não chegou a pedir o adiamento da medida por entender que as tarifas não são justas, mas acredita que a prorrogação do prazo seria bem-vinda, ainda mais se motivada por questões econômicas ou pelo entendimento de que é necessário seguir com as negociações. Presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) Reprodução O pré-candidato do PL à Presidência, senador Flávio Bolsonaro, tem defendido o adiamento da medida. No início do mês, ele enviou uma manifestação ao Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) sugerindo que a decisão sobre as taxas ficasse para depois das eleições. Em audiência pública nos Estados Unidos na semana passada, Flávio Bolsonaro reforçou o pedido e disse que este momento é o 'pior possível' para novas tarifas e que elas beneficiariam Lula. Em caráter reservado, um auxiliar da diplomacia brasileira cita que a ala ideológica do governo norte-americano formada por nomes como Marco Rubio, secretário de Estado, e Darren Beattie, assessor de Trump para políticas relacionadas ao Brasil, pode tentar interferir nas eleições do Brasil mesmo que custe a credibilidade do Departamento de Estado. Um adiamento também pode vir como sinalização política para Flávio Bolsonaro, na busca de dar munição para o pré-candidato do PL usar em sua campanha. Seria um gesto político do presidente Donald Trump a favor do senador do PL. Trump, que havia se aproximado de Lula, acabou fazendo acenos para Flávio Bolsonaro ao recebê-lo na Casa Branca em maio dias depois de também receber Lula. Um ano de tarifaço Há um ano, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, publicou uma carta endereçada ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na qual anunciou que o governo americano iria impor uma tarifa adicional aos produtos brasileiros vendidos no mercado do país. Na carta, Trump saiu em defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e usou a expressão "caça às bruxas". Na mesma carta, Trump anunciou uma tarifa de 50% sobre produtos brasileiros exportados ao mercado americano. O documento marcou uma escalada nas tensões comerciais entre os dois países. Um ano depois, o governo brasileiro tenta evitar que novas tarifas propostas pelos EUA entrem em vigor. Ao longo dos últimos 12 meses, algumas das tarifas foram revistas, outras mantidas e novas cobranças foram anunciadas pelo governo americano. Trump manda carta a Lula e anuncia tarifa de 50% sobre produtos brasileiros Reprodução

  7. Temperatura em Porto Alegre pode superar os 30ºC no final da semana Reprodução/RBS TV O Rio Grande do Sul deve ter uma semana de contrastes no tempo, com começo de frio intenso e chance de geada e aumento acentuado das temperaturas a partir de quinta-feira (16). A previsão indica atuação de uma massa de ar polar no início da semana e, depois, ingresso de ventos de norte e noroeste, que devem trazer ar quente para o estado. Segundo a Climatempo Meteorologia, na segunda-feira (13), a previsão é de tempo firme em praticamente todo o Rio Grande do Sul. Com o afastamento das instabilidades e o avanço do ar polar, o sol aparece entre poucas nuvens ao longo do dia, em uma atmosfera mais seca e estável. 📲 Acesse o canal do g1 RS no WhatsApp O destaque da segunda é o frio intenso nas primeiras horas da manhã. As temperaturas mínimas ficam próximas de 0°C em diversas regiões, com condição para formação de geada, especialmente na Campanha, no Oeste, no Centro, na Serra e no Nordeste do estado. Durante a tarde, mesmo com a presença do sol, as temperaturas permanecem amenas. Agora no g1 Na terça-feira (14), o tempo firme continua predominando em todo o estado. O sol aparece desde as primeiras horas do dia e favorece grande amplitude térmica, com amanhecer muito frio e elevação gradual das temperaturas à tarde. As menores temperaturas seguem concentradas na Campanha, na Serra, no Planalto, no Nordeste e nos Campos de Cima da Serra, onde ainda há possibilidade de geada ao amanhecer. A mudança mais acentuada deve ocorrer a partir de quarta-feira (15), com ventos de norte e noroeste trazendo ar quente do Norte do Brasil. A previsão destaca principalmente a região dos Vales e a Região Central, sobretudo Santa Maria, para ocorrência de vento norte quente e seco, com rajadas acima de 70 km/h e risco de transtornos no fim da semana. Já a partir de quinta-feira (16), o calor passa a ser o principal destaque. Na quinta, as máximas podem chegar a 28°C em Porto Xavier, São Borja, Teutônia, Bom Princípio e Campo Bom. Na sexta, os termômetros podem alcançar 28°C nas mesmas cidades e 29°C em Itaqui e Santa Maria. No sábado, a previsão indica até 31°C na Região Metropolitana e no Vale do Caí, Vale dos Sinos e Paranhana. No domingo, as máximas podem chegar a 31°C nessas mesmas áreas, além da Região Central e da faixa entre Maquiné e Torres. Na segunda-feira seguinte, a previsão mantém até 31°C na Região Metropolitana, nos vales e na área entre Maquiné e Torres. Em contrapartida, a Campanha e a Zona Sul podem ter condição de tempo severo, com chuva forte e granizo, no fim da semana. Com a mudança de tempo, há possibilidade do retorno de temporais ao estado no fim da semana. VÍDEOS: Tudo sobre o RS

  8. Artesã filma aluna colocando substância em garrafa e denuncia ter sido envenenada A artesã Denny Cardoso denunciou ter sido envenenada durante meses enquanto trabalhava em um projeto social no Recife. Ela afirma que uma aluna colocava mercúrio na garrafa de água dela. Imagens gravadas pela vítima mostram a suspeita despejando uma substância no recipiente, e laudos periciais confirmaram a presença do metal na água e no organismo da artesã. Ela conta que até chegou a sentir uma "bolinha" de mercúrio na garganta após beber água, e chamou a polícia após filmar, pela segunda vez, a suspeita colocando uma substância na garrafa dela. O caso é investigado pela Polícia Civil há mais de um ano e o inquérito ainda não foi concluído. ✅ Receba no WhatsApp as notícias do g1 PE Veja, abaixo, o que se sabe sobre o caso: O que aconteceu? Quem é a mulher suspeita? Como a artesã descobriu o suposto envenenamento? O que mostram os vídeos gravados pela vítima? O que apontam os exames? Quais sequelas a artesã diz ter sofrido? Como está a investigação? O que aconteceu? Segundo a vítima, ela começou a apresentar sintomas de intoxicação no segundo semestre de 2024. Ela trabalhava havia mais de dez anos no projeto Arte na Medicina, que funciona em um anexo do Hospital Universitário Oswaldo Cruz (Huoc), no Recife. Ela afirma que uma mulher que frequentava as aulas como acompanhante do filho colocava mercúrio na garrafa de água dela durante vários meses. ⬆️ Voltar ao início desta reportagem. Quem é a mulher suspeita? Mulher flagrada contaminando garrafa d'água com mercúrio no Recife Reprodução/WhatsApp De acordo com a artesã, a suspeita é Maria Aparecida Rodrigues de Araújo, que passou a frequentar o projeto cerca de três anos antes do caso vir à tona. Segundo a vítima, a mulher apresentava comportamento hostil, embora ela diga não saber o motivo. O g1 não conseguiu localizar a defesa da suspeita. ⬆️ Voltar ao início desta reportagem. Como a artesã descobriu o envenenamento? A vítima contou que passou a desconfiar que estava sendo envenenada após flagrar a suspeita com a garrafa dela. Na época, a mulher disfarçou e fingiu que apenas estava movendo o recipiente de lugar. A isso, soma-se o fato de ela ter sentido pequenas "bolas" na água e, em um dia, chegou a retirar uma "bolinha" do metal da garganta, após beber água. Depois disso, comprou uma garrafa idêntica, deixou o celular filmando escondido e registrou, em duas ocasiões, a suspeita mexendo no recipiente e colocando uma substância na água. Em seguida, acionou a Polícia Militar. ⬆️ Voltar ao início desta reportagem. O que mostram os vídeos gravados pela vítima? As imagens foram gravadas em junho de 2025 mostram a suspeita despejando uma substância dentro da garrafa de água da artesã em duas ocasiões. Após uma das gravações, a Polícia Militar levou as duas mulheres para a Central de Plantões da Capital. Conforme o boletim de ocorrência, a suspeita negou ter envenenado a bebida, mas os policiais encontraram resíduos de um pó no fundo da bolsa dela. A vítima também levou o recipiente contaminado à delegacia da Boa Vista e passou por exames no IML. ⬆️ Voltar ao início desta reportagem. O que apontam os exames? Laudo aponta contaminação por mercúrio em garrafa d'água de artesã' Reprodução/WhatsApp Um exame toxicológico detectou concentração de 21 microgramas de mercúrio por mililitro de sangue no organismo dela. Já o laudo pericial da garrafa confirmou a presença do metal na água. De acordo com a médica responsável pelo laudo toxicológico, a quantidade encontrada indica ingestão de mercúrio por um período estimado entre oito meses e um ano. ⬆️ Voltar ao início desta reportagem. Quais sequelas a artesã diz ter sofrido? A artesã afirma que continua em tratamento e relata dores abdominais, neuropatia, compressão na medula, redução dos movimentos e comprometimento da coordenação motora. Segundo ela, o mercúrio atingiu o cérebro. Ela também diz que aguarda uma consulta com um neurocirurgião pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para produzir um laudo solicitado pela Polícia Civil sobre as sequelas neurológicas e para dar seguimento ao tratamento. A defesa ingressou na Justiça para tentar garantir esse atendimento, mas, até agora, não houve mudança no quadro. ⬆️ Voltar ao início desta reportagem. Como está a investigação? O caso é investigado pela Delegacia da Boa Vista desde junho de 2025. Segundo a vítima e seu advogado, todos os laudos periciais já foram concluídos, mas o inquérito ainda não foi finalizado. Procurada pelo g1, a Polícia Civil não respondeu o porquê da demora na conclusão do inquérito, nem por qual crime Maria Aparecida Rodrigues de Araújo é investigada. A corporação informou apenas que o caso segue sob investigação e que não pode divulgar mais detalhes para não comprometer as diligências. ⬆️ Voltar ao início desta reportagem. VÍDEOS: mais vistos de Pernambuco nos últimos 7 dias

  9. Concurso Rainha de Barretos 2026: Isabela Lima ama rodeio desde a adolescência A Festa do Peão de Barretos 2026 elege a nova rainha na sexta-feira (17) pela votação de um júri. Até lá, o g1 apresenta, por ordem alfabética, o perfil das dez candidatas finalistas na disputa pelo título. A atual rainha do rodeio é Lara Peghim. Natural de São José do Rio Preto (SP), a estudante de Biomedicina Isabela Lima, de 24 anos, mora atualmente em Barretos (SP) e conta que a paixão pelo rodeio começou na adolescência. "Minha primeira lembrança é em 2018, quando estive pela primeira vez na arena e, desde então, passei a admirar a emoção das competições, o clima de união e o respeito às tradições". ✅Clique aqui para seguir o canal do g1 Ribeirão e Franca no WhatsApp Foi também naquele ano que surgiu o desejo de disputar o concurso. Ao g1, Isabela conta que a admiração pela Festa do Peão de Barretos a fez entrar no universo e disputar outros concursos de beleza, antes de tentar o título de Rainha de Os Independentes. "A decisão de me inscrever nasceu desde 2018, quando participei do meu primeiro concurso, e da admiração que sempre tive pela Festa do Peão de Barretos e por tudo o que ela representa para a cultura sertaneja". Isabela concorre ao título de rainha da Festa do Peão de Barretos Arquivo pessoal Isabela participa do concurso pela primeira vez e, segundo Isabela, a disputa tem tornado a ligação dela com Barretos e com a tradição do evento ainda mais forte. 🤠A grande final do concurso que vai eleger Rainha da Festa do Peão de Barretos ocorre na sexta-feira (17), a partir das 20h, no North Shopping Barretos. A disputa reúne dez candidatas e o g1 apresenta a história de cada uma delas. LEIA TAMBÉM Conheça as candidatas ao título de rainha da Festa do Peão de Barretos 2026 Festa do Peão terá brasileiros famosos no rodeio dos EUA e R$ 1,5 milhão em prêmios Festa do Peão anuncia Chiclete com Banana, Jammil e Xanddy Harmonia no trio elétrico Isabela Lima, candidata a rainha da Festa do Peão de Barretos 2026 Divulgação g1: O que a cultura sertaneja representa na sua vida e quais valores desse universo mais te inspiram? Isabela: A cultura sertaneja representa tradição, respeito às raízes, união familiar e valorização do trabalho. São valores que fazem parte da minha vida e que procuro levar comigo diariamente. Também admiro a simplicidade, a hospitalidade e o amor pela história e pelas tradições do nosso país. Isabela concorre ao título de rainha da Festa do Peão de Barretos Arquivo pessoal Existe algum artista ou dupla sertaneja que marcou sua trajetória? Por quê? Zezé di Camargo & Luciano marcaram minha trajetória, porque suas músicas fizeram parte de momentos especiais da minha vida e da minha família. As letras transmitem sentimentos verdadeiros e representam muito bem a essência da música sertaneja. Zezé Di Camargo e Luciano, elegantes no palco do Ribeirão Rodeo Music 2025 em Ribeirão Preto, SP Érico Andrade/g1 Qual é a sua modalidade favorita no rodeio? Por quê? Minha modalidade favorita é montaria em touros, porque admiro a preparação, a técnica, a coragem e a dedicação dos competidores. É emocionante acompanhar a superação dos atletas e a paixão que eles demonstram pela modalidade. Salva-vidas protege competidor da montaria em touros da PBR na Festa do Peão de Barretos 2025 nesta quinta-feira (21) Érico Andrade/g1 Quais características acredita que uma Rainha da Festa do Peão de Barretos deve ter para representar o evento? Acredito que uma rainha deve representar muito mais do que beleza. Ela precisa ter simpatia, humildade, responsabilidade, carisma, respeito pela tradição, boa comunicação e amor pela Festa do Peão de Barretos. É alguém que inspira pessoas e leva o nome do evento com orgulho e dedicação. Se conquistar o título, qual mensagem gostaria de transmitir ao público e às meninas que sonham em representar Barretos no futuro? Se eu conquistar esse título, quero transmitir uma mensagem de que os sonhos podem ser alcançados com dedicação, respeito e perseverança. Quero representar Barretos com orgulho, valorizando nossa cultura e nossas tradições. Às meninas que sonham em estar aqui um dia, digo que nunca deixem de acreditar em si mesmas, porque cada passo da caminhada é uma oportunidade de crescer, aprender e realizar sonhos. Fãs lotam palco principal da Festa do Peão de Barretos Rafael Smaira/g1 *Sob a supervisão de Flávia Santucci Veja mais notícias da região no g1 Ribeirão Preto e Franca VÍDEOS: Tudo sobre Ribeirão Preto, Franca e região

  10. Concurso Rainha de Barretos 2026: Maria Fernanda Gomes deseja inspirar outras meninas A Festa do Peão de Barretos 2026 elege a nova rainha na sexta-feira (17) pela votação de um júri. Até lá, o g1 apresenta, por ordem alfabética, o perfil das dez candidatas finalistas na disputa pelo título. A atual rainha do rodeio é Lara Peghim. Nascida e criada em Barretos (SP), a estudante de biomedicina e empreendedora Maria Fernanda Gomes, de 20 anos, conta que a primeira visita ao Parque do Peão, ainda na infância, marcou a forma como enxerga a Festa do Peão. "Minha primeira lembrança marcante no Parque do Pão foi quando minha mãe me levou, junto com minhas irmãs, para conhecer esse lugar tão importante para a nossa cidade. O que mais me impressionou foi a grandiosidade do parque, mas também a diversidade cultural que encontrei ali". ✅Clique aqui para seguir o canal do g1 Ribeirão e Franca no WhatsApp Maria Fernanda diz que, na ocasião, o contato com uma família indígena a conectou com as próprias origens e fez com que ela se sentisse representada dentro da festa. "Eu me lembro de uma família indígena expondo e vendendo artesanatos e produtos culturais. Como tenho ascendência indígena na família, aquela imagem ficou guardada na minha memória, porque me fez perceber que, naquele espaço, eu podia enxergar não apenas minhas raízes sertanejas, mas também parte da história da minha família e da minha árvore genealógica". Maria Fernanda visita o Parque do Peão desde criança Arquivo pessoal Maria Fernanda participa do concurso pela primeira vez. Segundo ela, o sonho de representar o evento surgiu ainda na infância, inspirado pela participação das tias em concursos de beleza. 🤠A grande final do concurso que escolherá a representante máxima da Festa do Peão de Barretos está marcada para a próxima sexta-feira (17), a partir das 20h, no North Shopping Barretos. A disputa reúne dez candidatas. Ao longo da semana, o g1 apresenta a história de cada uma delas. LEIA TAMBÉM Conheça as candidatas ao título de rainha da Festa do Peão de Barretos 2026 Festa do Peão terá brasileiros famosos no rodeio dos EUA e R$ 1,5 milhão em prêmios Festa do Peão anuncia Chiclete com Banana, Jammil e Xanddy Harmonia no trio elétrico Maria Fernanda Gomes, candidata a rainha da Festa do Peão de Barretos 2026 Divulgação g1: O que a cultura sertaneja representa na sua vida e quais valores desse universo mais te inspiram? Maria Fernanda: Representa tradição, família, trabalho, fé e respeito às nossas raízes. Ela vai muito além de música e festa, está presente em nossos costumes, a forma acolhedora das pessoas e orgulho que temos da nossa história. Na minha família, a cultura sertaneja é uma herança que vem passando geração em geração e que mantém viva a identidade da nossa cidade. Maria Fernanda é candidata do concurso de Rainha da Festa do Peão de Barretos Arquivo pessoal Existe algum artista ou dupla sertaneja que marcou sua trajetória? Por quê? Jorge & Mateus marcaram muito a minha trajetória. Cresci ouvindo as músicas deles em momentos com a família e com os amigos. Além do talento, admiro a forma como conquistaram espaço. Mantendo sua identidade, ajudaram a levar a música sertaneja para diferentes gerações. As músicas deles fazem parte de muitas lembranças especiais da minha vida. Jorge & Mateus transformaram arena da Festa do Peão de Barretos palco para desfilar hits Érico Andrade/g1 Qual é a sua modalidade favorita no rodeio? Por quê? Minha modalidade favorita é a montaria em touros, ver a arena iluminada, a energia do público, o brilho nos olhos dos peões ao pisarem na arena da maior festa do peão da América Latina é algo que eu sempre me emociono. É uma prova que exige muita técnica, preparo físico, coragem e respeito pelo animal. Fotos da Final Internacional da montaria em touros da Festa do Peão de Barretos 2024 Érico Andrade/g1 Quais características acredita que uma Rainha da Festa do Peão de Barretos deve ter para representar o evento? Para mim, a Rainha de Os Independentes deve ser, acima de tudo, humilde, responsável e autêntica. Humildade, porque ela leva o nome da festa e de Barretos por onde passa. Responsabilidade, porque suas atitudes inspiram muitas pessoas. E autenticidade, porque acredito que uma boa rainha é aquela que representa a festa sendo verdadeira com quem ela é. Também precisa conhecer a história da festa, valorizar a cultura sertaneja e representar Barretos com respeito e simpatia. A beleza é importante, mas é o caráter, a postura e o compromisso com a tradição que realmente fazem uma grande rainha. Se conquistar o título, qual mensagem gostaria de transmitir ao público e às meninas que sonham em representar Barretos no futuro? Gostaria de mostrar que sonhos são possíveis quando caminhamos com dedicação, humildade e coragem. Quero inspirar outras meninas a acreditarem em si mesmas e entenderem que representar Barretos é muito mais do que usar uma faixa ou uma coroa, é carregar com orgulho a história, a cultura e os valores da nossa cidade. Também quero usar dessa visibilidade que a rainha ganha para promover e ajudar causas sociais que realmente importam para a sociedade. Quero ser uma rainha que acolhe, inspira e honra o legado da maior Festa do Peão da América Latina. Palco do estádio de rodeios da Festa do Peão de Barretos 2025 é aberto com show de Fernando e Sorocaba Érico Andrade/g1 *Sob a supervisão de Flávia Santucci Veja mais notícias da região no g1 Ribeirão Preto e Franca VÍDEOS: Tudo sobre Ribeirão Preto, Franca e região

  11. Mick Jagger fala ao Fantástico sobre o novo trabalho e o futuro dos Rolling Stones Os Rolling Stones acabam de lançar o álbum "Foreign Tongues", e o vocalista Mick Jagger afirmou que está pronto para uma nova turnê da banda. Em entrevista ao Fantástico, em Londres, o cantor de 82 anos falou sobre o novo trabalho, o futuro do grupo e a possibilidade de voltar aos palcos. Questionado se sairia em turnê caso a decisão dependesse apenas dele, respondeu que sim. Mick Jagger: novo álbum dos Rolling Stones não tem clima de despedida Reprodução/Fantástico Ao ser perguntado se isso deve acontecer, completou: "Espero que sim. Eu tô pronto." A banda ainda não confirmou uma nova turnê. Keith Richards, também de 82 anos, afirmou, em uma entrevista coletiva, que a possibilidade será discutida no ano que vem. Além de Jagger e Richards, a formação atual dos Stones conta com Ronnie Wood, de 79 anos, e os músicos Darryl Jones, no baixo, e Steve Jordan, na bateria. Jordan assumiu o posto após a morte de Charlie Watts, em 2021. Keith Richards diz banda vai conversar sobre turnê no ano que vem Reprodução/Fantástico Um álbum sem clima de despedida O novo disco, "Foreign Tongues", não tem, segundo Mick Jagger, um tom de encerramento da carreira. No clipe da música "In the Stars", a inteligência artificial recria versões jovens dos integrantes da banda, em uma brincadeira com o tempo de uma carreira que atravessa gerações. Mas é o próprio Jagger quem fala sobre o presente e o futuro do grupo. Ao comparar o álbum com "Blackstar", último disco de David Bowie, o cantor explicou que os dois trabalhos nasceram de momentos diferentes. "O Bowie estava muito doente, à beira da morte, quando fez o disco. Eu, não. Eu componho de outra perspectiva." Jagger disse que vive uma fase mais leve e que isso aparece nas novas músicas. "Meu mundo é vibrante, tenho um filho de nove anos, vivo cercado de filhos e netos, jogo futebol. Gosto de escrever sobre coisas divertidas. Este é um disco animado, com só um pouco de sofrência aqui e ali." A história com os Beatles Durante a entrevista, Mick Jagger também falou sobre a relação entre os Rolling Stones e os Beatles, bandas inglesas que surgiram na mesma época e ficaram marcadas por uma mistura de proximidade e competição. Ele lembrou que Paul McCartney e John Lennon participaram de músicas dos Stones no fim dos anos 1960 e que os Beatles deram à banda a canção "I Wanna Be Your Man", no início da carreira. The Beatles e Rolling Stones sempre tiveram relação próxima, diz Jagger Reprodução/Fantástico "Eles tinham tantas músicas que saíam distribuindo. E todas faziam sucesso." Segundo Jagger, os dois grupos sempre tiveram uma relação próxima, apesar de poucas colaborações musicais. "Sempre andamos juntos, mas não tocamos muito juntos." No novo álbum, Paul McCartney participa tocando baixo em duas faixas. Jagger diz que a parceria aconteceu porque o ex-Beatle estava gravando em um estúdio próximo. "O Paul estava no estúdio ao lado e a gente disse: vem tocar baixo. Porque não tínhamos o Darryl." A ligação com o Brasil Mick Jagger também falou sobre a possibilidade de voltar ao Brasil. O vocalista afirmou que gostaria de se apresentar novamente no país. "Eu adoraria ir tocar no Brasil. Tô ansioso e quero mesmo ir. Não vejo a hora de subir no palco das suas grandes cidades... e das pequenas também." Os Rolling Stones fizeram a primeira passagem pelo Brasil em 1995, com a turnê "Voodoo Lounge". GloboPop: clique para ver os vídeos do palco do Fantástico Ouça os podcasts do Fantástico ISSO É FANTÁSTICO Confira também: Rolling Stones soam revigorados em 'Foreign Tongues', disco com grandes feats e menção a Musk BTS, Madonna, Shakira e Justin Bieber: como vai ser o 'show do intervalo' da final da Copa Cantor italiano Peppino di Capri morre aos 86 anos

  12. Mercado pet bilionário reflete nova cara da sociedade urbana na China A relação dos chineses com os animais de estimação ganhou novos espaços nos centros urbanos do país. Em Xangai, uma ilha foi criada para receber cães e seus tutores, com atividades, restaurante e hospedagem. O espaço oferece provas com obstáculos, corridas de barco e outras brincadeiras para os animais. Os participantes recebem carimbos durante as atividades, que podem ser trocados por brindes para os cães. Além das atividades, a ilha também tem uma área de hospedagem. Os tutores podem alugar cabanas para passar o fim de semana com os animais. "Eu vi pela primeira vez na internet. Meus cachorros adoram, ficam bem confortáveis", afirma uma frequentadora. Uma das funcionárias do local conta que tem 12 cachorros que foram resgatados das ruas e que começou a trabalhar no espaço depois do convite de um amigo. Espaço oferece provas com obstáculos, corridas de barco e outras brincadeiras para os animais Reprodução/Fantástico Restaurante com menu para cachorros Depois das atividades, os cães também têm um restaurante próprio. O cardápio é inspirado na culinária francesa e tem aperitivos, pratos principais e sobremesas. Entre as opções está um tartar de atum. O restaurante também oferece sobremesas, como um petit gateau feito de iogurte. Atividades de cães e seus tutores com direito a premiação Reprodução/Fantástico O chef responsável pelo local explica que os pratos são preparados sem sal e sem açúcar. Nas sobremesas, é usado um pouco de mel. "Os pratos são parecidos com os dos humanos, mas sem sal, nem açúcar. E nas sobremesas, colocamos um pouco de mel", afirma o chef. A mudança na relação dos chineses com os pets A ligação dos chineses com os cachorros tem raízes antigas. O chow-chow, conhecido como cachorro-leão de língua azul, surgiu a partir de uma mistura de lobos criada no campo. O pequinês era um animal associado aos imperadores. Com a Revolução Comunista, os pets passaram a ser vistos como um símbolo da burguesia. Décadas depois, o mercado de animais de estimação voltou a crescer. Na China, o setor triplicou nos últimos dez anos e movimenta o equivalente a R$ 240 bilhões por ano. O crescimento também mudou a rotina de profissionais que trabalham com animais. A veterinária Gu Yongmei conta que começou trabalhando com animais grandes, mas passou a atuar com pets diante da mudança no país. "Na minha época, era o Estado que escolhia a profissão. Me colocaram em Medicina Veterinária. Comecei a trabalhar com animais grandes, mas a China mudou. Cada vez mais gente tem pet, e tratamentos chineses começaram a ser aplicados neles", afirma. Pets como família em uma sociedade em transformação O crescimento do mercado pet também aparece em novos serviços. Há pessoas que matriculam seus animais em escolas particulares, onde eles podem participar de atividades e socialização. Uma tutora conta que adotou sua cachorra depois de encontrá-la amarrada em uma árvore. "Encontrei ela amarrada numa árvore. Adotei em 2012. Meus cachorros são meus bebês", afirma Caroline Zhang. Para a veterinária, a melhora das condições de vida mudou a forma como os chineses enxergam os animais. Veterinária diz que melhora das condições de vida mudou a forma como os chineses enxergam os animais Reprodução/Fantástico "Com a melhora das condições de vida aqui, a relação dos chineses com seus pets mudou. Eles os tratam como família", afirma. O empresário Eric Xiang também considera o cachorro parte da família. Ele gasta o equivalente a R$ 4 mil por mês com o animal, que também participa de desfiles de moda. "Este aqui é o meu filho. Acho que, hoje em dia, as pessoas querem que os cães sejam cada vez mais parecidos com a gente", afirma. Para ele, cuidar de um cachorro é diferente de criar uma criança. "Eu consigo cuidar do meu cachorro e protegê-lo dentro de casa. Já um filho... uma hora vai ter que ser independente e encarar o mundo." GloboPop: clique para ver os vídeos do palco do Fantástico Ouça os podcasts do Fantástico ISSO É FANTÁSTICO Confira também: Com menos filhos e mais animais, novo perfil familiar impulsiona mercado pet, aponta pesquisa Croissant para cachorro? Mercado pet avança no luxo, com cafés exclusivos e doces gourmet de até R$ 30 'Bom pra cachorro': conheça o resort para cães que oferece piscina aquecida, acupuntura e cromoterapia

  13. Liniker em imagem luminosa da estreia da turnê 'Bye bye Caju' no estádio paulistano Nubank Parque na noite de ontem, 11 de julho Rony Hernandes / Divulgação 30e e b+ca ♫ ANÁLISE ♬ Somente cinco anos se passaram entre o lançamento em 9 de setembro de 2021 do primeiro álbum solo de Liniker, “Índigo borboleta anil”, e a estreia da turnê da cantora por estádios e arenas do Brasil para encerrar o ciclo consagrador do segundo álbum solo da artista paulista, “Caju” (2024). Na noite de ontem, 11 de julho de 2026, Liniker lotou o estádio Nubank Parque, na cidade de São Paulo (SP), na primeira apresentação da turnê “Bye bye Caju”, estreando – para público estimado em 48 mil pessoas – show em esquema de superprodução com telões de LED, bailarinos, big band e vários figurinos. Não vi o show por morar no Rio de Janeiro (RJ), mas entendo que a simples realização dessa turnê grandiosa já simboliza um feito e tanto de Liniker. Por mais que a cantora conte com a estrutura de uma produtora habituada a orquestrar grandes turnês, caso da 30e, a escalada da artista nos últimos cinco anos mostra que é possível ascender no universo pop com independência artística, sem ficar sob o domínio de uma grande gravadora e sem seguir fórmulas alheias. Ao longo de dez anos, se contabilizada a pré-história da cantora como vocalista e frontwoman do grupo Caramelows, Liniker tem sido fiel a si mesma, construindo base sólida e crescente de admiradores com ênfase somente na música que escolheu fazer, apostando no próprio som e, no caso de “Caju”, em álbum que, embora tenha músicas de pegada mais pop, também apresentou faixas que ultrapassavam os sete minutos. Ou seja, Liniker seguiu a própria cartilha, atenta aos sinais emitidos pelo primeiro álbum solo. “Índigo borboleta anil” pode não ter virado fenômeno de massa, mas já mobilizou e ampliou o público da artista, preparando o terreno para “Caju” chegar três anos depois, precisamente em 19 de agosto de 2024. E o resto foi uma história de números e feitos superlativos. Com mix orquestral de R&B, soul, pagode e pop, “Caju” já acumula 350 milhões de reproduções, abocanhou prêmios importantes (como o Grammy Latino) e fez de Liniker uma popstar. Parece muito, e é mesmo, sobretudo para uma artista que acumulou tanto sem pertencer a segmentos do mainstream como o sertanejo, o funk, o forró e o pagode. Liniker pavimentou o próprio caminho e se despede da era “Caju” com uma consagração nacional que parecia distante e até improvável quando, há dez anos, a artista despontou no grupo Caramelows. Liniker encerra o ciclo vitorioso do segundo álbum solo com turnê por arenas e estádios do Brasil Rony Hernandes / Divulgação 30e e b+ca

  14. Quando se fala em turismo de inverno, é comum pensar imediatamente em destinos com neve, temperaturas negativas ou cidades famosas pelas baixas temperaturas. Mas viajar durante os meses mais frios pode proporcionar experiências diferentes. O inverno transforma destinos, muda hábitos e cria novas possibilidades de passeios. Uma cidade conhecida pelas atrações ao ar livre durante o verão, por exemplo, pode ganhar novos sabores, paisagens e experiências quando as temperaturas começam a cair. Turismo de inverno Divulgação No interior de São Paulo, Atibaia e as cidades da região podem ser uma alternativa para turistas interessados em natureza, gastronomia e viagens de curta duração. Antes de preparar as malas, conheça cinco curiosidades sobre o turismo de inverno. 1: Não precisa nevar Essa é uma das principais curiosidades sobre a estação. Quando pensamos em uma viagem de inverno, muitas vezes imaginamos cidades cobertas de neve. No entanto, temperaturas mais amenas, regiões montanhosas, gastronomia e paisagens naturais também podem transformar uma cidade em um destino interessante durante os meses mais frios. No Brasil, onde grande parte do território não registra neve, o turismo de inverno encontrou características próprias. Chalés, hotéis, pousadas, restaurantes, áreas verdes e cidades próximas às montanhas ajudam a criar experiências diferentes para os visitantes. Atibaia é um exemplo. A presença da Pedra Grande e das paisagens naturais reforça a relação do município com o clima de montanha e o turismo ao ar livre. 2: O frio muda a gastronomia Você já percebeu como alguns alimentos parecem combinar mais com os dias frios? Caldos, sopas, massas, fondues, cafés, chocolates e outras receitas quentes ganham espaço durante o inverno. Por isso, a gastronomia costuma ocupar um papel importante nas viagens realizadas nessa época do ano. O turista pode aproveitar a estação para conhecer restaurantes, experimentar pratos regionais e descobrir produtos típicos dos destinos visitados. Em Atibaia, existe ainda um ingrediente especial: o morango. Um dos símbolos da cidade e da região, a fruta aparece em doces, bolos, tortas, geleias, chocolates e diferentes sobremesas. Morango do Amor em Atibaia Divulgação 3: Viajar no inverno para desacelerar Nem toda viagem precisa ter uma programação com atividades durante o dia inteiro. Uma das características do turismo de inverno é justamente a possibilidade de diminuir o ritmo. Acordar mais tarde, tomar um café da manhã sem pressa, contemplar as paisagens, aproveitar uma boa refeição e passar mais tempo conversando com a família ou os amigos também fazem parte da experiência. 4: As paisagens podem ficar diferentes Um mesmo destino pode proporcionar experiências completamente diferentes dependendo da época do ano. Durante os meses mais frios, as manhãs podem apresentar neblina, os dias costumam ter temperaturas mais agradáveis para caminhadas e o céu pode criar cenários especiais para fotografias. Em regiões de montanha, acordar cedo e observar a paisagem pode se transformar em uma das experiências mais interessantes da viagem. Atibaia e Região reúnem áreas verdes, propriedades rurais e cidades cercadas por serras e montanhas. Assim, até mesmo o trajeto entre um município e outro pode fazer parte da experiência turística. 5: Grandes viagens Outra curiosidade é que uma boa viagem de inverno não precisa necessariamente envolver longas distâncias. O chamado turismo de proximidade permite que os viajantes descubram atrações localizadas a poucas horas de casa. Para quem vive na capital paulista ou em outras cidades do interior de São Paulo, Atibaia e Região podem ser opções para uma viagem de final de semana, feriado ou férias escolares. A vantagem é a possibilidade de aproveitar melhor o tempo disponível, reduzindo as horas de deslocamento e aumentando o período destinado aos passeios e ao descanso. Às vezes, uma das melhores descobertas do inverno pode estar mais perto do que o turista imagina.

  15. Ex-namorada acusa Cartolouco de agressão e violência psicológica Imagens de câmeras de segurança mostram o influenciador Lucas Strabko, conhecido como Cartolouco, queimando com um cigarro a orelha da então namorada e, momentos depois, dando um tapa no rosto dela durante uma discussão em uma rua de São Paulo. A agressão aconteceu na madrugada de 31 de janeiro, após um relacionamento de pouco mais de nove meses. Em entrevista ao Fantástico, a ex-namorada contou detalhes do relacionamento e das agressões que diz ter sofrido. Ela pediu para não ter a identidade revelada por medo da exposição. Segundo a vítima, o relacionamento começou de forma intensa. Ela afirma que Lucas fazia demonstrações frequentes de carinho e atenção, mas que, com o passar do tempo, passou a apresentar comportamentos agressivos. Ela relata que passou a ser alvo de ofensas constantes. "Já ouvi também que eu era um câncer, puta, vagabunda", afirmou. influenciador Lucas Strabko, conhecido como Cartolouco. Reprodução/TV Globo Segundo a ex-namorada, a situação se agravou durante uma viagem do casal para Cusco, no Peru, no início de dezembro do ano passado. Ela conta que a discussão começou depois que voltou do banheiro de um bar. Segundo o relato, Lucas se irritou, arrancou o escapulário que ela usava e cuspiu nela ainda no estabelecimento. De volta ao hotel, afirma que as agressões ficaram mais violentas. Segundo a vítima, Lucas chutou seus pertences, passou a agredi-la com tapas e chutes e tentou aplicar um golpe conhecido como "mata-leão". Ela também relata que ele retirou seu celular do bolso e o destruiu. "Ele destruiu a única coisa que poderia me fazer conseguir sair dali", afirmou. Depois da viagem, ela diz que deixou de comentar sobre o relacionamento com familiares e amigos, que já recomendavam o fim da relação. Agressão registrada por câmeras Carto Reprodução/TV Globo Segundo a vítima, no dia 31 de janeiro os dois voltaram ao mesmo bar onde haviam iniciado o relacionamento. Ela afirma que, ao deixar o local, Lucas passou a dizer que havia sido traído e jogou um copo com bebida em seu rosto. Em seguida, os dois caminharam até uma esquina. Imagens de câmeras de segurança mostram Lucas acendendo um cigarro e encostando-o na orelha direita da então namorada. Fotografias mostram a marca da queimadura. Logo depois, outra câmera registrou o momento em que ela recebe um tapa no rosto. A vítima conta que atravessou a rua e permaneceu próxima a um bar porque havia pessoas no local. "Pensei: vai que ele me dá um outro tapa. Pelo menos agora tem a chance de alguém visualizar e presenciar isso", disse. Pessoas que estavam em bares próximos perceberam a discussão e decidiram intervir. Uma testemunha, que pediu para não ser identificada por questões de segurança, afirmou que viu Lucas agir de forma agressiva contra a mulher. Segundo a vítima, mesmo após a intervenção, Lucas continuou a ofendê-la e exigiu acesso ao celular dela. A testemunha afirma que pediu para que ele devolvesse o aparelho e, nesse momento, outra pessoa o reconheceu como Cartolouco. Segundo o relato, Lucas deixou o local. A vítima diz que, antes de ir embora, pediu ajuda para recuperar a chave do apartamento porque ele havia dito que destruiria o imóvel. Lucas foi ao prédio, mas foi impedido de entrar No dia seguinte, ele conversou por telefone com a ex-namorada. Durante a ligação, ela afirmou que estava com o ouvido machucado. Lucas pediu que ela enviasse uma foto da lesão. Outras duas ex-namoradas relatam episódios semelhantes Gabriela, que manteve um relacionamento de três anos com o influenciador, afirma também sofreu agressão física do influenciador. Reprodução/TV Globo O Fantástico ouviu outras duas ex-namoradas de Lucas Strabko, que relataram episódios semelhantes de agressões físicas, violência psicológica e destruição de objetos. Gabriela Augusto, que manteve um relacionamento de três anos com o influenciador, afirma que ele destruía objetos da casa onde moravam. Segundo ela, Lucas quebrou televisão, carro e celular. Ela também relata que teve o rosto queimado com um cigarro durante uma discussão e que, em outra ocasião, foi puxada pelos cabelos, jogada no chão e agredida com chutes. Gabriela mostrou como ficou a casa após um ataque de Lucas Strabko. Reprodução/TV Globo Outra ex-namorada, que atualmente mora em Londres e também pediu para não ser identificada, afirmou que era frequentemente insultada. Segundo ela, Lucas fazia comentários ofensivos sobre sua aparência e dizia que ninguém mais iria querer se relacionar com ela. Ela também relata ter sido agredida fisicamente durante o relacionamento. A mulher afirma que, logo após as agressões, Lucas mudava completamente de comportamento e agia como se nada tivesse acontecido. As duas ex-namoradas disseram que não registraram denúncia na Justiça. No caso da ex-namorada agredida em janeiro, a situação foi diferente. Lucas Strabko virou réu e vai responder por agressão física e violência psicológica. O que diz Cartolouco Em nota, Lucas Strabko afirmou que, durante a viagem ao Peru, foi a ex-namorada quem, em uma crise de ciúmes, passou a dirigir ofensas verbais e a arremessar objetos, inclusive o próprio celular, contra ele. Segundo o influenciador, fotografias tiradas depois da discussão mostram os dois juntos. Ele também afirmou que foi ao prédio da ex-namorada apenas para buscar as próprias roupas, que entregou a chave ao porteiro e que jamais disse que destruiria o apartamento dela. Lucas declarou ainda que, mesmo após o registro do boletim de ocorrência, os dois voltaram a se encontrar. "Meu maior arrependimento é não ter denunciado" As três mulheres dizem que ainda convivem com as consequências dos relacionamentos. A ex-namorada que mora em Londres afirmou que seu maior arrependimento foi não denunciar. "Eu sabia que isso ia acontecer com mais gente. Eu só não tinha condição na época", disse. Gabriela afirmou que, além do fim do relacionamento, precisou enfrentar a humilhação, a delegacia, o exame de corpo de delito e a necessidade de contar à família o que havia vivido. Já a vítima que denunciou Lucas afirma que decidiu procurar a Justiça porque precisava agir por si mesma. "Eu só queria sobreviver, mas tive que tomar alguma ação por mim, pela minha história, mesmo não sendo fácil", afirmou. GloboPop: clique para ver os vídeos do palco do Fantástico Ouça os podcasts do Fantástico ISSO É FANTÁSTICO Confira também

  16. Fantástico mostra como nasceu o épico " A Odisseia" e conversa com elenco do filme Um poema que atravessa quase 3 mil anos chega novamente ao cinema. "A Odisseia" ganha uma nova versão em uma produção de grande escala, com elenco estrelado, tecnologia de ponta e a missão de levar para as telas uma das histórias mais conhecidas da literatura mundial. A trama acompanha Odisseu, também conhecido como Ulisses em algumas traduções, um herói que tenta voltar para casa depois da vitória na Guerra de Troia. Ele é o personagem que teve a ideia do famoso cavalo de madeira usado pelos gregos para entrar no território inimigo. O papel é interpretado por Matt Damon, que descreve Odisseu como um personagem complexo, marcado pelas consequências das próprias escolhas. "É o papel mais incrível que já tive, talvez o melhor da minha carreira", afirmou o ator. Para Damon, o personagem é um herói, mas também alguém que precisa lidar com os erros cometidos durante a jornada. "Ele é um herói, com certeza, em alguns aspectos. Mas também é alguém que vive com as decisões que toma. E ele carrega muita coisa com ele", disse. A história mostra a longa tentativa de retorno para casa depois da guerra. Entre batalhas, monstros e a fúria dos deuses, Odisseu enfrenta também uma luta interna. A produção tem direção de Christopher Nolan, que buscou apresentar a mitologia grega em uma escala inédita no cinema. Penélope, Telêmaco e os personagens do mito A Odisseia' coloca Christopher Nolan diante do desafio de levar Homero ao cinema Reprodução/TV Globo Enquanto Odisseu tenta voltar para Ítaca, seu reino enfrenta uma disputa pelo poder. A rainha Penélope, interpretada por Anne Hathaway, tenta manter tudo de pé enquanto espera pelo marido. Para a atriz, a personagem vai além da imagem tradicional de uma mulher marcada apenas pela paciência. "Ela não é só um símbolo de paciência. Ela chora, grita, se frustra. O filme mostra um lado mais humano dela", afirmou. O britânico Tom Holland interpreta Telêmaco, filho de Odisseu. O personagem acredita que o pai está voltando. Já Zendaya vive Atena, a deusa da sabedoria e da estratégia de guerra. Para a atriz, um dos desafios foi interpretar uma figura mitológica trazendo humanidade ao papel. "O que mais me tocou foi a humanidade dos deuses. Como interpretar uma deusa grega? Eu não fazia a menor ideia", disse. Lupita Nyong’o interpreta Helena de Troia, considerada na mitologia grega a mulher mais bonita do mundo e uma das figuras ligadas ao início da guerra. Para a atriz, o papel permitiu mostrar uma personagem além da imagem associada apenas à beleza. "Por trás da beleza, existe uma mulher real", afirmou. Uma produção feita para o IMAX "A Odisseia" foi gravado usando a tecnologia IMAX, que, segundo Christopher Nolan, oferece alta resolução e uma experiência mais imersiva para o público. "É o sistema de imagem mais nítido, com a maior resolução e a melhor reprodução de cores já criado para o cinema", afirmou o diretor. O uso das câmeras trouxe desafios durante as gravações. Como os equipamentos são grandes, os atores ficavam mais distantes uns dos outros durante as cenas. A equipe criou um sistema de espelhos para ajudar na interação entre os personagens. Nolan também falou sobre a pressão de adaptar uma história tão conhecida. "Este é o dilema da Odisseia: isso é possível? Nós conseguimos fazer?", disse o diretor. "A Odisseia" estreia nos cinemas do Brasil na próxima quinta-feira (16). GloboPop: clique para ver os vídeos do palco do Fantástico Ouça os podcasts do Fantástico ISSO É FANTÁSTICO Confira também: Dwayne Johnson salva a viagem em 'Moana', live action que nada acrescenta à animação; g1 já viu Emmy 2026: 'The Pitt' e 'Hacks' são séries mais indicadas; veja LISTA Fernanda Torres comenta polêmica com Karla Sofía Gascón no Oscar: 'Cancelamento na certa'

  17. Benedito Ruy Barbosa: o avô “astronauta” que inspirou o neto a ser autor de novela Benedito Ruy Barbosa ajudou a apresentar aos brasileiros um país que muitos ainda conheciam pouco. Ao longo de décadas na TV, transformou o interior do Brasil em cenário de grandes histórias, levou para as novelas sotaques e expressões regionais e fez da natureza um dos personagens centrais de suas obras. Foi assim em sucessos como Pantanal, Renascer e Terra Nostra, novelas que retrataram diferentes regiões do país, a influência da imigração na cultura brasileira e personagens profundamente ligados à terra. Segundo o autor Bruno Luperi, neto de Benedito, esse universo começava a ser construído muito antes de as novelas chegarem ao público. Luperi conta que, desde criança, acompanhava o processo criativo do avô. Segundo ele, durante a criação de uma novela, Benedito mergulhava completamente naquele universo. "Era um terreno fértil. De alguma forma, as ideias pareciam brotar dele e frutificavam ao redor", afirmou. Bruno Luperi, neto de Benedito. Reprodução/TV Globo Ele lembra que o avô passava horas no escritório escrevendo. Enquanto a família seguia a rotina da casa, Benedito ria, chorava e se emocionava com os próprios personagens. "Era um astronauta. Ele ia para um outro universo e voltava", disse o neto. Para Bruno, ver o avô escrever despertou o desejo de seguir o mesmo caminho. "Onde tem emoção sincera, a gente vê que aquilo realmente é legítimo." Histórias dentro e fora das novelas Além das histórias que escrevia para a televisão, Benedito também era conhecido por contar episódios da própria vida aos netos. Segundo Bruno, isso acontecia especialmente nas reuniões de Natal. Quando toda a família se preparava para abrir os presentes, Benedito interrompia a celebração para relembrar momentos marcantes da infância. O assunto que mais o emocionava era a morte do pai, quando tinha 12 anos. Segundo o neto, essa perda nunca deixou de acompanhá-lo. "Ele contava sempre com dor. As dores nunca foram embora." Na interpretação de Bruno, essa ausência influenciou diretamente a criação de um dos personagens mais marcantes da televisão brasileira. Para ele, o Velho do Rio, de Pantanal, nasceu da saudade que Benedito carregava do pai. "O cerne de Pantanal é esse pai que ele perdeu aos 12 anos." O próprio Benedito já havia explicado que boa parte do que escrevia vinha das próprias experiências. "Eu sempre digo que 10% é imaginação quando você escreve. O resto está no seu subconsciente. Você traz as emoções da sua própria vida." A responsabilidade de cuidar da família Benedito Ruy Barbosa retratou o Brasil profundo e marcou gerações com suas novelas Reprodução/TV Globo Depois da morte do pai, Benedito assumiu cedo responsabilidades dentro de casa. Segundo Bruno, ele se tornou o principal responsável pelo sustento da família e veio para São Paulo, onde, aos poucos, conseguiu trazer também os irmãos. Em entrevistas, Benedito dizia que uma das poucas vezes em que sentiu inveja foi quando um dos irmãos conseguiu se formar em Direito. Ele próprio precisou abrir mão dos estudos para ajudar a família. Muito antes de se tornar um dos principais autores da televisão brasileira, Benedito trabalhou como jornalista esportivo. Foi nesse período que acompanhou de perto o futebol brasileiro antes de migrar definitivamente para a dramaturgia. Bruno Luperi afirma que a principal lição que recebeu do avô foi sobre a forma de escrever. "A lição mais valiosa que ele deu foi realmente escrever com o coração." Segundo ele, Benedito nunca separava emoção e trabalho. Os personagens, os conflitos e as histórias eram vividos intensamente pelo autor enquanto estavam sendo criados. Um autor que marcou atores e atrizes O trabalho de Benedito também deixou marcas em quem interpretou seus personagens. A atriz Ana Paula Arósio afirmou que aprendeu muito durante as novelas escritas pelo autor. "Aprendi mais sobre a alma humana, sobre as emoções humanas e sobre o que eu era capaz de fazer como atriz. Ele me ensinou muito." O ator Jackson Antunes também relembrou os conselhos que recebeu de Benedito. Emocionado, afirmou que o autor transformou a vida de muitas pessoas. "Ele realmente foi um cara que transformou a vida das pessoas que passaram pelo caminho dele. E a minha também." Segundo Bruno Luperi, Benedito deixou materiais que ainda não chegaram ao público. Há novelas, séries, romances e peças escritos pelo autor. O neto não detalhou quais projetos poderão ser desenvolvidos futuramente. GloboPop: clique para ver os vídeos do palco do Fantástico Ouça os podcasts do Fantástico ISSO É FANTÁSTICO Confira também

  18. Alzheimer em mulheres: danos cerebrais podem começar bem antes da velhice Cuidar da mãe com Alzheimer faz parte da rotina de Maria Edileuza da Silva. A doença mudou completamente a vida da família. Ao perguntar a mulheres sobre o Alzheimer, a reportagem do Fantástico encontrou histórias semelhantes. Há quem tenha convivido com a doença da mãe, da tia, da patroa ou de vizinhas. Também há quem trabalhe diariamente com pacientes diagnosticados com Alzheimer. O cérebro da mulher Alzheimer pode começar a se desenvolver nas mulheres por volta dos 45 anos, apontam pesquisas Reprodução/TV Globo Foram justamente histórias como as dessas outras mulheres que levaram a neurocientista italiana Lisa Mosconi a estudar o tema. Ela conta que a avó teve Alzheimer. Das quatro irmãs da família, três desenvolveram a doença, enquanto o único irmão homem não foi diagnosticado. A partir dessa experiência, Lisa passou a concentrar as pesquisas nos efeitos do Alzheimer sobre o cérebro feminino. Ela lidera, em uma universidade dos Estados Unidos, um estudo de três anos sobre a saúde cognitiva das mulheres. Segundo a pesquisadora, os resultados obtidos já no primeiro ano apontam descobertas importantes. Uma delas é que duas em cada três pessoas com Alzheimer são mulheres. Segundo Lisa, essa diferença não pode ser explicada apenas pelo fato de as mulheres viverem mais que os homens. As pesquisas indicam que as oscilações hormonais que acontecem durante a perimenopausa — fase que antecede a menopausa — e a menopausa também desempenham um papel importante. A pesquisadora explica que o hormônio exerce diversas funções importantes para o cérebro feminino. Segundo ela, o estrogênio contribui para os níveis de energia, melhora o fluxo de sangue para o cérebro, tem ação antioxidante e anti-inflamatória e participa do funcionamento dos neurônios. Quando seus níveis diminuem, o cérebro deixa de contar com essa proteção. "O cérebro passa a perder um hormônio importante", afirma Lisa Mosconi. A doença pode começar décadas antes Durante muito tempo, o Alzheimer foi associado apenas ao envelhecimento. Mas, segundo Lisa Mosconi, esse entendimento mudou nas últimas décadas. Para a pesquisadora, a doença começa a se desenvolver muito antes dos primeiros sintomas aparecerem. "O Alzheimer não é uma doença da velhice. Ele começa na metade da vida", afirma. Segundo os estudos apresentados por ela, nas mulheres o processo pode ter início de forma silenciosa por volta dos 50 anos ou até antes, a partir dos 45 anos. O neurocientista brasileiro Mychael Lourenço explica que já existem exames capazes de identificar alterações iniciais relacionadas à doença. Segundo ele, marcadores presentes no sangue conseguem indicar sinais precoces do Alzheimer. Esses exames já foram aprovados nos Estados Unidos e, na avaliação do pesquisador, poderão chegar ao Brasil nos próximos anos. "Vai ser um avanço muito importante", afirma. Mychael ressalta, porém, que é importante diferenciar esquecimentos ocasionais de um quadro neurodegenerativo. Segundo ele, o principal sinal de alerta é quando a perda de memória interfere na rotina e apresenta piora progressiva ao longo do tempo. "É importante diferenciar um esquecimento temporário, que pode ser recuperado depois, de um quadro neurodegenerativo." O que pode ajudar a proteger o cérebro Para Lisa Mosconi, reduzir o risco de Alzheimer passa por uma combinação de cuidados com a saúde. Entre as recomendações da pesquisadora estão a reposição hormonal para mulheres sem contraindicações, atividade física regular, alimentação saudável, redução do consumo de alimentos ultraprocessados, controle do estresse, boa qualidade do sono, além de evitar o cigarro e reduzir o consumo de álcool. Segundo ela, níveis elevados de cortisol, hormônio relacionado ao estresse, podem prejudicar não apenas o humor, mas também a memória. O neurocientista Mychael ressalta, no entanto, que as descobertas não devem ser motivo de medo. "Isso tem que servir de motivação para uma mudança de estilo de vida, para a ação." O Fantástico também ouviu mulheres que já adotam hábitos como atividade física, alimentação equilibrada e exercícios para manter o cérebro ativo. Entre elas está a artista plástica Maria do Socorro Leal, de 90 anos, que segue trabalhando e acredita que cuidar da saúde é fundamental. Enquanto isso, as pesquisas continuam. Lisa Mosconi lidera um estudo voltado à prevenção do Alzheimer em mulheres e afirma que a expectativa é encontrar estratégias específicas para reduzir o risco da doença. Para ela, o tema finalmente passou a receber a atenção da comunidade científica. "É importante saber que a ajuda está no caminho." GloboPop: clique para ver os vídeos do palco do Fantástico Ouça os podcasts do Fantástico ISSO É FANTÁSTICO

  19. Idosa resgatada em condomínio de luxo tem direito a indenização de R$1,5 mi, afirma MPT Uma mulher de 62 anos, que trabalhava como doméstica para a mesma família havia 55 anos, foi resgatada em um condomínio de alto padrão em Eusébio, na Região Metropolitana de Fortaleza. O caso veio à tona após uma denúncia anônima feita ao Disque 100. A fiscalização foi realizada no fim de junho por auditores fiscais do trabalho e por servidores da Secretaria de Direitos Humanos do Ceará. Segundo a antropóloga Vera Rodrigues, a história da trabalhadora atravessou gerações. "O caso de que nós estamos falando agora é de uma pessoa que passou, no mínimo, três gerações na mesma situação. Cinquenta anos da vida comprometidos e só agora, por meio de uma denúncia anônima, houve uma ação de proteção social do Estado em relação a esse caso." Uma moradora do condomínio afirmou que os vizinhos não desconfiavam da situação. "A gente não tem noção do que tá acontecendo na casa do vizinho." História começou ainda na infância Mulher resgatada após 55 anos trabalhando para a mesma família passou por três gerações da casa Reprodução/Fantástico De acordo com a fiscalização, a história começou no fim da década de 1960, quando a mãe da trabalhadora prestou serviços para um casal até os 14 anos de idade. Depois, ela se mudou para o Piauí, onde se casou e teve seis filhos. Em 1971, o casal a levou de volta com duas filhas. Uma delas era a trabalhadora resgatada, que começou a realizar serviços domésticos aos 7 anos. Em 1982, após a morte da mãe e a saída da irmã da casa, ela passou a trabalhar para Aurora Alencar e o marido, Paulo Brasil, filha e genro do primeiro casal. Em 2014, aos 50 anos, foi trabalhar para Zaamarah Andrade, neta do casal, permanecendo na terceira geração da mesma família. Segundo uma auditora fiscal do trabalho, o caso revela uma relação de transmissão entre gerações. "Nesse caso específico, nós vemos que ela tem todo um sentido patrimonial, porque ela é dada como herança", diz Dercylete Lisboa, diretora de Fiscalização, do Ministério do Trabalho. Uma psicóloga ouvida pela reportagem explica que, nesse tipo de relação, é comum que a oferta de alimento e moradia seja usada para justificar a exploração do trabalho sem qualquer proteção social. Trabalhadora continua na casa Mesmo após o resgate, a mulher continua morando na residência. Segundo a avaliação dos auditores fiscais e da Secretaria de Direitos Humanos do Ceará, ela não tem autonomia para deixar imediatamente o local devido à dependência econômica e emocional construída ao longo de décadas. Para a equipe que acompanha o caso, esse processo precisa acontecer de forma gradual. "A construção dessa autonomia, dessa reconstrução com os vínculos familiares, com sua família biológica, a gente compreende que é um processo." Ainda segundo a Secretaria de Direitos Humanos, retirá-la imediatamente da residência poderia causar mais danos emocionais. Acordo prevê pagamento e compra de imóvel O Ministério Público do Trabalho e a família firmaram um Termo de Ajuste de Conduta (TAC). O acordo prevê: pagamento de R$ 50 mil a título de verbas rescisórias; compra de uma casa para a trabalhadora, no valor mínimo de R$ 150 mil, com mobília e eletrodomésticos essenciais; recolhimento dos direitos previdenciários. Família nega situação análoga à escravidão Zaamarah Andrade, dona da casa onde a mulher foi resgatada, ocupava um cargo comissionado na Prefeitura de Fortaleza e foi exonerada na quarta-feira (8). O advogado da família reconheceu que a trabalhadora não tinha carteira assinada nem recolhimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), mas negou que ela vivesse em situação análoga à escravidão. Zaamarah Andrade, dona da casa onde a mulher foi resgatada, foi exonerada na quarta-feira (8). Reprodução/Fantástico Segundo a defesa, havia diaristas responsáveis pela limpeza da residência e a rotina da mulher não era =exaustiva. O advogado também afirmou que ela exerceu outras atividades ao longo da vida, como a venda de semijoias. Caso pode ter desdobramentos criminais O relatório sobre o resgate será encaminhado à Polícia Federal nos próximos dias. Com isso, a família ainda poderá responder criminalmente pelo caso. Segundo os auditores fiscais, a trabalhadora teria direito a cerca de R$ 1,5 milhão em indenizações. Para uma das auditoras que participou da fiscalização, o caso revela uma situação extrema de vulnerabilidade. "É isso que sempre nos choca quando vemos essa situação de extrema vulnerabilidade, de extrema 'coisificação' de um ser humano que não teve oportunidade de ter uma vida diferente. Não justifica e não justificará." GloboPop: clique para ver os vídeos do palco do Fantástico Ouça os podcasts do Fantástico ISSO É FANTÁSTICO Confira também: Advogado, médico veterinário, servidora pública: quem são os empregadores de mulher de 62 anos resgatada em condições análogas à escravidão no Ceará Governo atualiza 'lista suja' do trabalho escravo e inclui Amado Batista e BYD Adultos e menores de idade são resgatados de situação análoga à escravidão em colheita de mandioca no Paraná

  20. Quem Vive Ali: conheça os moradores de um castelo medieval na França Depois de conhecer diferentes formas de viver no Brasil e em outros países, a série Quem Vive Ali?, do Fantástico, desembarcou no norte da França para responder a uma pergunta que parece saída de um conto de fadas: como é viver dentro de um castelo? O destino é o Castelo de Bienassis, uma fortaleza cuja construção começou no século 12, durante a Idade Média. Hoje, o imóvel pertence à família Huguet e continua sendo usado como residência. A casa de pedra, cercada por muralhas e torres, foi construída em uma época marcada por invasões e disputas por terras na Europa. Naquele período, famílias nobres erguiam fortalezas para proteger seus moradores. Uma casa com séculos de história Bienassis passou por diferentes proprietários ao longo dos séculos. Há quase 150 anos, porém, permanece com a mesma família. Durante a visita, Nathalie Huguet, uma das proprietárias, apresenta ao repórter Murilo Salviano parte da história do castelo. Nathalie herdou o castelo da madrinha, que não teve filhos. Até então, ela e o marido viviam na região de Paris. Na parede está o retrato do trisavô dela, que era navegador. Depois de passar anos no mar, ele decidiu se estabelecer na propriedade com a família. Foi ele quem reuniu objetos trazidos de diferentes partes do mundo, como um vaso de Nápoles, na Itália, e uma mesa de Pequim, na China. Outro ambiente marcante é a antiga sala da guarda, que, séculos atrás, funcionava como um ponto de encontro. 'Quem Vive Ali?': família francesa trocou a cidade para morar em castelo medieval do século 12. Reprodução/TV Globo Segundo Nathalie, era ali que cavaleiros e moradores se reuniam para conversar, negociar terras e resolver assuntos importantes. Pelas paredes também permanecem lembranças de outros períodos históricos. Animais empalhados recordam uma época em que a caça fazia parte da rotina da região. Já do lado de fora, uma inscrição homenageia franceses executados durante a ocupação nazista na Segunda Guerra Mundial. Com a indenização paga após o conflito, os avós de Nathalie compraram um fogão a lenha que, na época, era considerado uma grande novidade. Mais de mil metros quadrados para cuidar Era aqui onde os cavaleiros se reuniam. Reprodução/TV Globo As dimensões da residência impressionam. A parte privativa da família ocupa um espaço com mais de mil metros quadrados, pé-direito de cerca de seis metros, paredes muito espessas e cômodos que permanecem naturalmente mais frios e escuros. Nem a tecnologia escapa das limitações impostas por uma construção medieval. O sinal de internet praticamente não funciona dentro do castelo e depende de conexão via satélite. Hoje, Nathalie e o marido, Pierre-Yves, vivem ali com dois dos quatro filhos e os cachorros da família. Um desses cachorrinhos chama a atenção pelo nome: Rio, escolhido em homenagem ao Rio de Janeiro por iniciativa do filho Jean, apaixonado pela América Latina. Entre cavalos, jardins e tranquilidade Para os filhos do casal, crescer em um castelo significa ter uma rotina bem diferente da maioria das pessoas. Jean diz que a melhor parte é viver cercado pela natureza. "É muito bom viver no campo, com os cachorros. Tem bastante espaço e a gente pode ter muitos animais." Maylis também valoriza a tranquilidade do lugar. Ela conta que gosta de cavalgar depois do trabalho e aproveitar o silêncio da propriedade. "É bem calmo. A gente respira um ar puro. Andar a cavalo depois do trabalho e não pensar em mais nada é o que eu mais gosto daqui." Mas morar em um castelo também tem desvantagens. Segundo ela, a distância da cidade dificulta o convívio com os amigos. Na infância, muitas pessoas sequer acreditavam quando ela dizia onde morava. Donos do castelo recebem equipe do Fantástico. Reprodução/TV Globo Nem tudo é conto de fadas Apesar da paisagem que lembra filmes e histórias infantis, a rotina da família está longe da imagem de luxo normalmente associada aos castelos. Todos ajudam na manutenção da propriedade. É preciso limpar os grandes salões, cuidar dos estábulos, alimentar os animais e manter os jardins. Nathalie resume a rotina em uma frase: "É um ecossistema. Você vive e também trabalha aqui." Jean diz que a experiência também ensinou habilidades pouco comuns entre jovens da sua idade. "Muitos amigos que moram na cidade não sabem cuidar de animais ou usar uma motosserra. A gente aprende tudo isso aqui." GloboPop: clique para ver os vídeos do palco do Fantástico Ouça os podcasts do Fantástico ISSO É FANTÁSTICO Confira também

  21. Imagens e detalhes exclusivos da tentativa de sequestro de uma bebê recém-nascida numa das maiores maternidades do país. Uma técnica de enfermagem foi presa após tentar levar uma recém-nascida dentro de uma bolsa em uma maternidade de Teresina (PI). Câmeras de segurança registraram a ação, que foi interrompida pela tia da bebê, que desconfiou da funcionária e conseguiu recuperar a criança. O Fantástico teve acesso às imagens exclusivas da tentativa de sequestro. A técnica de enfermagem, Auricélia Rocha, trabalhava na Maternidade Dona Evangelina Rosa havia pouco mais de dois anos. No dia do caso, porém, estava de folga. Segundo as imagens, às 13h40 ela aparece com a bebê em um corredor do hospital. De acordo com a família, Auricélia disse à mãe da recém-nascida que precisava levar a criança para fazer exames, entre eles o teste do pezinho. A tia da bebê, Daniela Beatriz, decidiu esperar do lado de fora. Dois minutos depois, a técnica deixou a sala sem a criança, carregando uma bolsa preta grande, e entrou em um banheiro. Daniela estranhou a situação e resolveu segui-la. Técnica de enfermagem é presa após tentar levar recém-nascida em bolsa de maternidade no Piauí Reprodução/Fantástico "Ela vai pro banheiro, eu já fico olhando aquela situação. Eu sinto que aquele negócio não tá certo." Segundo Daniela, a técnica saiu do banheiro usando outra roupa. Bebê foi encontrada dentro da bolsa Às 13h45, Daniela interceptou a funcionária, puxou a bolsa e encontrou a sobrinha dentro dela. "Quando eu puxo, a neném tá lá. Eu questiono: 'Mulher, pelo amor de Deus, o que tu tá fazendo com essa menina nessa bolsa?'. Eu já tiro a neném e saio pedindo socorro." Ela afirma que só depois percebeu a gravidade do que havia acontecido. O diretor administrativo e financeiro da Maternidade Dona Evangelina Rosa, José Alberto Alencar, lamentou o ocorrido, mas afirmou que não houve falha na segurança da unidade. Segundo ele, a maternidade conta com leitores faciais, portas com controle por senhas e códigos, além de profissionais treinados para esse tipo de situação. Investigação A mãe da bebê tem 14 anos e havia viajado de Castelo do Piauí até Teresina para o parto. Depois da tentativa de sequestro, ela contou que viveu momentos de angústia. "Foi tudo ruim. Não vou esquecer nunca." Mãe de recém-nascida diz que passou por momentos de angústia Reprodução/Fantástico Segundo o delegado-geral da Polícia Civil, Luccy Keiko, o caso é tratado como tentativa de sequestro. Como a comunicação do crime demorou, não houve prisão em flagrante. A Justiça decretou a prisão preventiva de Auricélia. De acordo com a investigação, ela foi internada pela família em uma clínica psiquiátrica logo após a repercussão do caso. No dia seguinte, uma equipe policial aguardou a alta médica para cumprir o mandado de prisão. Quarto preparado para receber um bebê Na casa da técnica de enfermagem, a polícia encontrou um quarto montado para receber um bebê. Segundo o delegado Hugo Alcântara, havia fraldas, roupas, banheira e berço. Os investigadores também afirmam que parentes acreditavam que Auricélia estava grávida, embora ela não tivesse apresentado exames que comprovassem a gestação. Em depoimento, a técnica de enfermagem preferiu permanecer em silêncio. Em nota, a defesa informou que Auricélia foi diagnosticada com sintomas esquizofrênicos, fazia uso de medicamentos psiquiátricos e apresenta comprometimento para compreender a gravidade dos fatos investigados. O delegado responsável pelo caso afirmou que, apesar das alegações da defesa, a investigação não trabalha com a hipótese de insanidade mental capaz de afastar a responsabilidade pelos atos. Para a polícia, Auricélia agiu sozinha. A mãe da recém-nascida diz que a filha só voltou para seus braços graças à rapidez da irmã. "Se não fosse por ela, hoje eu estaria sem minha filha. Só uma mãe sabe o que é colocar uma criança no mundo e ver o rostinho dela pela primeira vez." GloboPop: clique para ver os vídeos do palco do Fantástico Ouça os podcasts do Fantástico ISSO É FANTÁSTICO Confira também: 'Meu psicológico está acabado', diz mãe de recém-nascida que sofreu tentativa de sequestro em maternidade de Teresina Técnica de enfermagem suspeita de tentar sequestrar recém-nascida em maternidade tem registro suspenso 'Puxei a bolsa e vi a neném', tia denuncia suposta tentativa de sequestro de recém-nascida em maternidade no PI

  22. Em depoimento à polícia, pai que chutou a filha de 3 anos disse que a menina berrava Um pai preso por agredir a filha de 3 anos com um chute no rosto afirmou, em depoimento à polícia, que "perdeu a cabeça" e disse estar arrependido. O Fantástico teve acesso, com exclusividade, ao depoimento do homem, que está preso. O caso aconteceu em Francisco Beltrão, no interior do Paraná. Imagens mostram o momento em que o homem caminhava com os dois filhos após voltar do mercado. Segundo ele relatou à polícia, a menina chorava e gritava durante o trajeto. "Ela tava berrando na rua. Eu tinha pedido pra ela parar de ficar berrando. Ela sempre chora ou berra direto, assim, escandalosamente", afirmou. Na sequência, o homem desfere um chute no rosto da criança, que cai no chão. O irmão dela, de 5 anos, permanece parado. Uma testemunha que presenciou a cena contou que o menino aparentava estar em choque. "Em momento algum ele reagiu, ele gritou, ele falou, ele não fez nada. Mas ele estava muito assustado." Para preservar a identidade das crianças, o Fantástico não mostra o rosto delas. Como a identificação do pai poderia revelar quem é a vítima, ele também não é identificado. Testemunha impediu nova agressão Pai preso após chutar filha de 3 anos no rosto diz que 'perdeu a cabeça'. Reprodução/TV Globo Quem interrompeu a ação foi o personal trainer José Luiz, dono de uma academia em frente ao local da agressão. "Peguei o flagrante dele fazendo aquele absurdo." Segundo ele, o pai ainda o ameaçou. "Ele me ameaçou dizendo: 'Fica na tua porque não é com você e vai sobrar pra você'." José Luiz também buscou imagens de câmeras de segurança que registraram a agressão. "Conversei com o proprietário daquela residência e foi ali que nós conseguimos a imagem perfeita." As imagens circularam nas redes sociais e chegaram à polícia, que ouviu parentes da família e pediu a prisão do homem, de 31 anos. Durante o depoimento, ele questionou quem havia feito a denúncia. Mais tarde, afirmou estar arrependido. "Eu perdi a cabeça e acabei fazendo o que não deveria ter feito. Não era intencional. Eu jamais ia machucar a minha filha. Acabou acontecendo." Polícia investiga outros episódios de violência Além da agressão registrada em vídeo, a Polícia Civil investiga pelo menos outras duas situações de violência envolvendo as crianças. A mãe pediu medida protetiva contra o marido e manifestou o desejo de se separar. Procurada pela equipe do Fantástico, ela preferiu não dar entrevista. Segundo o delegado Ricardo Moraes Faria dos Santos, a mulher relatou ter ficado "revoltada, assustada e chocada" com o episódio e afirmou que nunca imaginou uma agressão desse tipo contra a filha. De acordo com a investigação, parentes também relataram que o menino de 5 anos teria sido agredido com um pedaço de pau no rosto. A polícia ainda apura denúncias de castigos cruéis, como obrigar as duas crianças a ajoelhar sobre grãos de feijão e tampas de garrafas PET. O pai ainda não tem advogado. Segundo o delegado, a investigação considera a possibilidade de indiciamento por tortura. "Até trabalhamos com a ideia não apenas de uma lesão corporal, mas sim um indiciamento por tortura, por ter imposto um grande dano físico e psicológico." Violência contra crianças cresce no país Dados do Ministério da Saúde mostram aumento nos atendimentos hospitalares de crianças vítimas de agressão. Em 2020, 8,9 mil meninos e meninas de até 9 anos foram atendidos em hospitais por causa de violência. No ano passado, esse número chegou a 18.968 — mais que o dobro, uma média de 52 crianças por dia. Para o presidente da Sociedade Brasileira de Pediatria, Edson Ferreira Liberal, a violência tende a se repetir entre gerações se esse ciclo não for interrompido. "Violência não educa, violência deseduca e perpetua a violência." O Disque 100 recebeu, em 2025, mais de 189 mil denúncias de violência contra crianças, um aumento de 2,5% em relação ao ano anterior. Segundo os dados apresentados na reportagem, os principais agressores estão dentro de casa, entre eles pai, mãe, padrasto, madrasta, avós e avós. O personal trainer José Luiz, que presenciou a agressão do pai contra a menina, faz um apelo para que casos de violência não sejam ignorados. "Quem presencia algo nesse sentido jamais pode ficar calado. Essa brutalidade, principalmente com criança, não pode passar despercebida." GloboPop: clique para ver os vídeos do palco do Fantástico Ouça os podcasts do Fantástico ISSO É FANTÁSTICO Confira também: VÍDEO Pai é flagrado chutando filha de três anos e passa a ser investigado pela polícia do Paraná Menino de 3 anos morto pelo pai por não dar 'bom dia' já foi afastado da família em SC após denúncias Missionário dos EUA é preso no RS após confessar ter espancado o filho de 3 anos por ele não ter dito 'bom dia'

  23. Grupo em área de ocupação rural denuncia violência da PM em Boa Vista Famílias que ocupam uma área localizada após o bairro João de Barro, na zona Oeste de Boa Vista, denunciam terem sido vítimas de violência da Polícia Militar (PM) neste sábado (11). Segundo a advogada popular Auzerina Duarte, que representa as famílias, a ação ocorreu após o filho do ex-senador Romero Jucá (MDB) registrar um boletim de ocorrência por invasão. Em nota, a PM informou que "um dos conduzidos ofereceu resistência à ação policial, sendo necessário o emprego de técnicas de contenção e o uso de algemas, observados os princípios da legalidade, necessidade, proporcionalidade e razoabilidade" (leia a nota na íntegra ao final). De acordo com a advogada, no local, chamado "Acampamento Raimunda Farias" e vinculado ao Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MTST), há cerca de 400 pessoas. O grupo ocupa a área desde 6 de julho e planeja morar lá. O filho do ex-senador Romero Jucá (MDB), Rodrigo de Holanda Menezes Jucá, registrou um boletim de ocorrência às 15h44 de sábado (11). No documento, ele alegou que um grupo de pessoas desconhecidas invadiu, sem autorização, a propriedade rural Fazenda Rancho Alegre. A reportagem do g1 questionou se o filho do ex-senador possui título de posse do terreno, mas ele preferiu não se manifestar. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 RR no WhatsApp Segundo Auzerina Duarte, foi após o registro de Rodrigo que a PM foi ao local. Ela afirma que policiais e equipes da Empresa de Desenvolvimento Urbano e Habitacional (Emhur) chegaram ao acampamento por volta das 17h de sábado para fazer a desocupação da área, sem apresentar mandado judicial. "Quando eu perguntei sobre o mandado judicial, o fiscal da Emhur disse que com um mero boletim de ocorrência poderia retirar as pessoas com a força policial. Questionei se eles são o próprio mandado, já que não apresentaram um. Não podem chegar apenas com um B.O. feito pelo filho de um político e retirar famílias carentes de qualquer forma", afirmou. Vídeo mostra ação da PM Vídeos enviados ao g1 pela advogada mostram quando um policial derruba um homem com um chute. Em seguida, cerca de nove agentes ficam em torno dele e ordenam que as pessoas se afastassem. Uma equipe do Choque, batalhão especializado da PM, também participou da ação com escudos e cassetetes. Pelo menos cinco viaturas da militares acompanharam um fiscal da Empresa de Desenvolvimento Urbano e Habitacional (Emhur). De acordo com a advogada, o fiscal apresentou o boletim de ocorrência para justificar a desocupação das famílias. Auzerina Duarte afirma que a área ocupada é pública, e não privada. Sobre a violência policial, a PM informou em nota que "um dos conduzidos resistiu à abordagem e desobedeceu às ordens legais emanadas pelos policiais, tornando necessário o emprego de técnicas de contenção e o uso de algemas." Dois integrantes do acampamento foram presos. "Uma das lideranças foi submetida ao uso de força física, apesar de não apresentar resistência ou praticar qualquer movimento que justificasse a intervenção. Também foram ouvidos aproximadamente três disparos de arma de fogo para o alto, supostamente efetuados por policiais presentes na operação, considerando que não tem ninguém da comunidade armado", destacou. Boletim de ocorrência No boletim de ocorrência, registrado o on-line na delegacia virtual, Rodrigo alegou que "um grupo de pessoas desconhecidas e não autorizadas invadiu a propriedade. Estão desmatando a área e montando barracos". Além disso, mencionou que "provavelmente quebraram a cerca para poder entrar. O grupo aparentemente está organizado sob algum tipo de liderança". A reportagem do g1 questionou se o filho do ex-senador possui título de posse do terreno, mas ele preferiu não se manifestar. Procurada, sobe o assunto, a Polícia Civil não respondeu até a última atualização da reportagem. "Essa área nunca foi ocupada, não está cercada. A moradia é um direito e as pessoas aqui precisam de uma moradia e elas estão aqui sem água ou energia elétrica", disse. Ainda de acordo com a advogada, o caso é acompanhado pela Rede Nacional de Advogados Populares (Renap). A Rede é uma articulação que presta assessoria jurídica a movimentos sociais, sindicatos e comunidades tradicionais em situação de vulnerabilidade. Procurada sobre a existência do mandado judicial, a Prefeitura de Boa Vista, responsável pela Emhur, não se posicionou sobre o caso até a publicação desta reportagem. Cerca de 400 pessoas moram no local Arquivo pessoal Nota da PM A Polícia Militar de Roraima informa que foi acionada para atender uma ocorrência de invasão recente e flagrante de esbulho de propriedade particular, no bairro Cidade Satélite, na tarde de sábado, 11. A ação também foi acompanhada por representantes da Emhur (Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Habitacional), que informaram tratar-se de área destinada ao parcelamento urbano, cuja ocupação estaria ocorrendo sem a autorização dos órgãos competentes. Sendo assim, a atuação da Polícia Militar de Roraima, em conjunto com os demais órgãos envolvidos, teve como objetivo coibir o parcelamento irregular do solo, em conformidade com a Lei Federal nº 6.766/1979, diante de indícios de ocupação irregular de áreas públicas e privadas e da implantação de empreendimentos imobiliários sem a devida regularização urbanística e ambiental. Durante a intervenção, dois indivíduos que se apresentaram como líderes do grupo invasor e que incitavam os ocupantes contra os policiais foram conduzidos à Delegacia para apresentação à autoridade policial. Conforme registrado na ocorrência, um dos conduzidos ofereceu resistência à ação policial, sendo necessário o emprego de técnicas de contenção e o uso de algemas, observados os princípios da legalidade, necessidade, proporcionalidade e razoabilidade. A Corporação ressalta que não houve retirada dos ocupantes da área, sendo realizada apenas a orientação no local, permanecendo qualquer medida de desocupação condicionada à determinação judicial, nos termos da legislação. Moradores denunciaram violência policial Arquivo pessoal Leia outras notícias do estado no g1 Roraima.

  24. Fantástico mostra flagrantes de contrabando de remédios emagrecedores As canetas para emagrecer se tornaram um dos principais produtos contrabandeados para o Brasil. Em poucos meses, elas passaram a ocupar o segundo lugar entre as apreensões da Receita Federal na Alfândega de Foz do Iguaçu, atrás apenas dos smartphones. A reportagem do Fantástico acompanhou operações da Polícia Rodoviária Federal (PRF) na BR-277, no Paraná, principal rota de entrada desses medicamentos ilegais no país. Em uma das abordagens, os policiais encontraram medicamentos escondidos em um carro que havia saído do Paraguai. Entre eles estava a retatrutida, uma substância ainda em fase experimental. Segundo a Receita Federal, até dois anos atrás os medicamentos sequer figuravam entre as dez maiores apreensões da alfândega de Foz do Iguaçu. Hoje, os chamados medicamentos emagrecedores já ultrapassaram os cigarros e ocupam a segunda posição entre os produtos mais apreendidos na região. As apreensões mostram diferentes formas de transporte das cargas: escondidas no corpo, em motores, escapamentos, fundos falsos de veículos e até em caminhões-cofre. Em uma única operação, a PRF apreendeu mais de 30 mil unidades, a maior ocorrência desse tipo já registrada pela corporação. Canetas emagrecedoras com retatrutida são vendidas no Paraguai. Reprodução/TV Globo Entre os produtos apreendidos está a tirzepatida e também a retatrutida, uma molécula que ainda está em fase três de estudos clínicos, a etapa final de testes em humanos. O medicamento ainda não foi lançado pelo laboratório responsável por seu desenvolvimento. Segundo a Anvisa, nenhuma caneta emagrecedora produzida no Paraguai pode ser vendida no Brasil porque esses produtos não possuem registro no país. A agência afirma que as empresas fabricantes nunca solicitaram autorização para comercialização no Brasil. A Anvisa explica que o processo de registro exige uma série de estudos para comprovar eficácia, segurança e qualidade dos medicamentos. Como não houve pedido de registro, esses produtos nunca passaram por avaliação da agência. O Paraguai possui sua própria agência reguladora, a Dinavisa, com regras diferentes para aprovação de medicamentos. Sem testar esses produtos, a Anvisa afirma que não há garantias sobre sua eficácia, segurança e qualidade. A importação, comercialização ou divulgação de medicamentos sem registro no Brasil é considerada crime. Substância ainda não foi lançada Retatrutida é apontada como uma nova geração de medicamentos para tratamento da obesidade. Reprodução/TV Globo A retatrutida é apontada como uma nova geração de medicamentos para tratamento da obesidade e do diabetes. Ela atua sobre três hormônios relacionados ao metabolismo e ao apetite e ainda está em fase final de estudos clínicos. Segundo o laboratório responsável pelo desenvolvimento da molécula, qualquer produto vendido atualmente como retatrutida não corresponde ao medicamento que está sendo pesquisado. A empresa afirma que essas versões são tentativas de copiar a sequência de aminoácidos da molécula, mas isso não significa que sejam equivalentes ao produto em desenvolvimento. A própria Receita Federal afirma que não é possível saber se os produtos apreendidos realmente contêm a substância anunciada nas embalagens. A reportagem também mostra que a própria vigilância sanitária do Paraguai tem realizado operações para apreender esses produtos. Além disso, a Dinavisa publicou um alerta classificando a retatrutida como um "produto não registrado – risco grave". Segundo o órgão, o produto não possui registro sanitário no Paraguai, não foi aprovado por agências reguladoras internacionais e permanece em fase experimental. Especialistas afirmam que não existe nenhum grau de segurança para quem utiliza essas versões comercializadas atualmente. Venda nas farmácias do Paraguai Nenhuma caneta emagrecedora produzida no Paraguai pode ser vendida no Brasil. Reprodução/TV Globo A reportagem encontrou seis marcas da suposta retatrutida sendo vendidas em farmácias paraguaias. Em visitas feitas com câmera escondida, vendedores ofereceram versões em caneta, ampola e pó, além de informarem preços e diferentes origens para os produtos, citando Paraguai, China, Alemanha e Reino Unido. Em uma das embalagens analisadas pela reportagem, o código utilizado para verificar a autenticidade do produto não foi reconhecido pelo próprio site informado na embalagem. No site do laboratório citado, a informação é de que as substâncias são produzidas apenas para pesquisa. Especialistas alertam que essa informação não representa qualquer garantia de segurança nem autoriza o uso desses produtos por pacientes. Segundo investigadores, também não há como garantir as condições de fabricação, armazenamento e transporte dessas substâncias. Riscos para quem usa O cabeleireiro Thalyson Salvino contou que decidiu usar a substância por motivos estéticos, mesmo após receber orientação médica para não fazer isso. Pouco depois da aplicação, ele apresentou tremores, hipoglicemia, náuseas, vômitos, taquicardia e precisou procurar atendimento hospitalar. Os sintomas duraram vários dias. Especialistas afirmam que o uso dessas substâncias pode provocar diferentes complicações, principalmente porque não é possível saber exatamente o que há dentro das embalagens comercializadas ilegalmente. Uma amostra de uma caneta vendida como retatrutida também foi analisada em laboratório. Os pesquisadores identificaram alterações nas moléculas da substância e afirmam que isso não permite concluir que o produto seja seguro ou equivalente ao medicamento que ainda está em desenvolvimento. Segundo os pesquisadores, alterações provocadas pelo armazenamento inadequado ou por degradação da substância podem reduzir sua eficácia e até aumentar os riscos ao organismo. Também não é possível afirmar que todas as embalagens comercializadas contenham a mesma substância indicada no rótulo. Mercado ilegal cresce As canetas ilegais não chegam ao Brasil apenas pela fronteira com o Paraguai. Segundo a Receita Federal, em três meses foi apreendida uma tonelada de produtos emagrecedores ilegais em remessas que chegaram da China ao Aeroporto de Viracopos, em Campinas. Fábricas clandestinas também foram fechadas no Rio de Janeiro, em São Paulo e em Maceió. A Receita Federal já apreendeu mais de 158 mil unidades de produtos ilegais para emagrecimento no Brasil. Autoridades defendem maior integração entre os órgãos de fiscalização do Brasil e do Paraguai para combater o contrabando. A orientação é que consumidores adquiram medicamentos apenas em farmácias autorizadas, sempre com prescrição e acompanhamento médico, evitando produtos vendidos por terceiros ou em canais irregulares. GloboPop: clique para ver os vídeos do palco do Fantástico Ouça os podcasts do Fantástico ISSO É FANTÁSTICO Confira também

  25. Homem é morto a tiros em Guaraí na manhã deste domingo (12) Um homem de 28 anos, identificado como Welliton John Morais dos Santos Silva, morreu após ser baleado na manhã deste domingo (12), em Guaraí, na região central do estado. O ataque foi registrado por câmeras de segurança (veja no vídeo acima). De acordo com as autoridades, o crime ocorreu por volta das 8h, na Avenida Sebastião Sales, localizada no Setor Pestana. 📱 Clique aqui para seguir o canal do g1 TO no WhatsApp Segundo informações da Secretaria da Segurança Pública (SSP), Welliton foi atingido por disparos de arma de fogo efetuados por dois homens que estavam em uma motocicleta. Após os tiros, os suspeitos fugiram e, até a última atualização desta reportagem, permaneciam foragidos. O Corpo de Bombeiros foi acionado e encontrou a vítima caída na via, com uma perfuração na região abdominal. Os militares realizaram o controle de sangramento e procedimentos de imobilização no local. Durante o transporte para a unidade de saúde, foi necessário o uso de oxigenoterapia para tentar estabilizar o paciente. Homem é morto a tiros por dupla em moto em Guaraí Reprodução/Câmera de segurança LEIA TAMBÉM Suspeito armado com facão morre após ser baleado em ação da PM e cair em reservatório de água Corpos de vítimas de acidente entre carretas na BR-153, em Colinas do Tocantins, passam por exames de identificação Homem morre após sofrer choque elétrico com fiação de uma bomba de caixa d'água A Polícia Militar informou que prestou apoio aos bombeiros e isolou a área para o trabalho da Polícia Científica. Welliton foi levado com vida ao hospital, mas não resistiu à gravidade dos ferimentos e morreu após dar entrada na unidade hospitalar. A ocorrência foi registrada e o caso está sob investigação da Polícia Civil de Guaraí. Equipes da PM realizaram diligências na região para tentar localizar os autores do homicídio. A motivação do crime ainda é desconhecida. Veja mais notícias da região no g1 Tocantins.

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