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G1 GLOBO (Tudo Diário)

Últimas notícias do Brasil e do mundo, sobre política, economia, emprego, educação, saúde, meio ambiente, tecnologia, ciência, cultura e carros. Vídeos dos telejornais da TV Globo e da GloboNews.

  1. Quando as temperaturas começam a cair, alguns destinos ganham novos sabores, paisagens e experiências. É o caso de Atibaia e Região, no interior de São Paulo, que encontra no inverno uma oportunidade para receber turistas em busca de clima de montanha, contato com a natureza e gastronomia. Localizada a cerca de 65 quilômetros da capital paulista, Atibaia pode ser uma alternativa para quem deseja trocar a rotina das grandes cidades por alguns dias de descanso. Turismo em Atibaia Divulgação No inverno, a experiência turística ganha características próprias. O frio convida para aproveitar restaurantes, saborear caldos e pratos quentes, conhecer a produção de morangos e reservar momentos para simplesmente contemplar as paisagens da região. Por que conhecer Atibaia no inverno? Atibaia está localizada em uma região cercada por montanhas e áreas verdes. Essa característica geográfica ajuda a construir uma das imagens mais conhecidas do destino: a de uma cidade onde turismo, natureza e qualidade de vida caminham juntos. Durante os meses mais frios, as temperaturas mais amenas criam um cenário convidativo para passeios ao ar livre, viagens românticas, finais de semana com amigos e férias em família. Para quem vive em grandes centros urbanos, a possibilidade de diminuir o ritmo, contemplar a natureza e respirar o ar das montanhas já pode ser um dos principais motivos para viajar. Morango: sabores de Atibaia Falar de turismo em Atibaia sem mencionar o morango é praticamente impossível. A fruta se tornou um dos símbolos da cidade e da região e pode ser encontrada em diferentes experiências gastronômicas. Durante uma viagem, os turistas podem experimentar morangos frescos e receitas que utilizam a fruta em doces, tortas, bolos, geleias, chocolates, sobremesas e até combinações mais inusitadas. No inverno, a experiência pode ganhar um sabor ainda mais especial. Chocolate quente acompanhado de morangos, fondue e sobremesas preparadas com a fruta são algumas das combinações que ajudam a deixar os dias frios mais saborosos. Para os turistas, conhecer os produtos regionais também é uma forma de descobrir um pouco mais sobre a identidade e as tradições do destino. Caldinho combina com inverno? Se durante o verão as piscinas e atividades ao ar livre ganham protagonismo, nos dias frios são os pratos quentes que ajudam a transformar a experiência de viagem. Turismo radical em Atibaia Mada Figueira/ Divulgação Caldinho de feijão, caldo verde, mandioca, mandioquinha, sopas e cremes estão entre as opções que combinam com as temperaturas mais baixas. A gastronomia é, inclusive, um dos motivos que levam muitos turistas a viajar durante o inverno. Clima de montanha convida a desacelerar O turismo de inverno nem sempre precisa ser marcado por uma programação intensa. Em Atibaia, parte da experiência pode estar justamente em fazer o contrário: desacelerar. Acordar sem pressa, observar as montanhas, aproveitar as áreas verdes, caminhar ao ar livre e passar mais tempo conversando são algumas das possibilidades para quem deseja fugir da correria do cotidiano. Um dos principais cartões-postais da cidade é a Pedra Grande, que ajuda a reforçar a relação do município com o turismo de natureza e aventura. A região também oferece paisagens que atraem visitantes interessados em contemplação, atividades ao ar livre e experiências em contato com o meio ambiente. O que fazer durante uma viagem de inverno em Atibaia? Um roteiro pela cidade pode combinar diferentes experiências. Os turistas podem conhecer os pontos turísticos, contemplar as paisagens da região, experimentar os produtos feitos com morango, descobrir restaurantes, aproveitar os dias mais frios para saborear caldos e reservar parte da viagem simplesmente para descansar. Para famílias com crianças, escolher uma hospedagem que ofereça opções de lazer também pode fazer diferença na experiência. Com pousadas, hotéis e resorts disponíveis. Em Atibaia, esses elementos ajudam a construir uma experiência que combina gastronomia, natureza, descanso e diversão. E talvez seja justamente essa a melhor definição para o turismo de inverno: trocar a pressa por uma paisagem diferente, o barulho da rotina pelo clima das montanhas e transformar os dias mais frios em novas memórias ao lado de quem importa.

  2. Olá! Confira o que foi destaque no g1 Zona da Mata nesta semana, com as notícias mais acessadas entre 4 e 10 de julho. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Zona da Mata no WhatsApp Ibitipoca disputa título global de ‘melhor vila turística do mundo’ da ONU Conceição do Ibitipoca, distrito de Lima Duarte TV Integração/Reprodução Reconhecida pelas belezas naturais, pelo patrimônio histórico e pela cultura local, Conceição de Ibitipoca, distrito de Lima Duarte, na Zona da Mata mineira, está entre os sete destinos brasileiros que disputam o selo de "Melhores Vilas Turísticas do Mundo", iniciativa da Organização das Nações Unidas (ONU) Turismo. Conheça destino de MG que disputa título global de melhor vila turística do mundo De acordo com o Ministério do Turismo, o reconhecimento é concedido a vilas que se destacam pela preservação do patrimônio cultural e natural, pelo compromisso com a sustentabilidade e pela promoção do desenvolvimento das comunidades locais. O resultado será divulgado em dezembro, durante um evento da ONU Turismo em Buenos Aires, na Argentina. Mulher é encontrada morta com a filha viva ao lado do corpo Karen Aparecida Ferreira Rosa foi encontrada morta em Cataguases Arquivo Pessoal Uma mulher de 44 anos foi morta estrangulada dentro de casa em Cataguases. Segundo a Polícia Militar (PM), o marido dela foi preso horas depois suspeito do crime. Ainda conforme a PM, quando os policiais chegaram à residência, encontraram Karen Aparecida Ferreira Rosa já sem vida na sala. A filha do casal, uma bebê de 1 ano, mamava no peito da mãe, e um menino de 2 anos estava deitado em um quarto. A vítima deixou sete filhos e seis netos. Quem era a mulher encontrada morta com a filha viva ao lado do corpo em MG; marido foi preso suspeito do crime João Vitor Silva Coleta da Matta, de 41 anos, confessou o feminicídio em um primeiro momento, mas depois optou pelo silêncio no depoimento oficial. Ele teve a prisão em flagrante convertida para preventiva. Caminhoneiro é encontrado morto dentro de caminhão Caminhoneiro de MG é encontrado morto dentro de caminhão em Cajamar, SP Um caminhoneiro, morador de Miradouro, na Zona da Mata mineira, de 37 anos, foi encontrado morto dentro do próprio caminhão na avenida Doutor Antônio João Abdalla, em Cajamar, na região metropolitana de São Paulo. Olindio Fabrício da Rocha Silva apresentava sinais de violência no corpo. O caso foi registrado como homicídio e será investigado pela Polícia Civil. Também teve isto 👀 Meteoro ilumina o céu de MG e é visto em várias cidades do estado Pai e filho são encontrados mortos em Divino Homem salva cachorro e tutora de ataque de pitbull em Juiz de Fora VÍDEOS: veja tudo sobre a Zona da Mata e Campos das Vertentes

  3. Pinacoteca tem programação especial para crianças em julho. Divulgação As férias escolares chegaram e, com elas, uma programação recheada de opções para entreter as crianças em São Paulo. Há atrações para todos os gostos e bolsos: de parques temáticos, zoológicos e espetáculos infantis a museus com oficinas, exposições interativas e atividades gratuitas. Entre os destaques estão passeios ao Animália Park e ao Zoo São Paulo, experiências imersivas como o Brilha Sonhos e o Museu da Imaginação, além de exposições e oficinas em espaços culturais como Pinacoteca, MASP, Museu da Língua Portuguesa, Museu do Futebol, Itaú Cultural e Casa 1. A programação ainda inclui peças inspiradas em clássicos como O Mágico de Oz e Alice no País das Maravilhas, atividades gratuitas promovidas pela Prefeitura de São Paulo e atrações que estimulam a criatividade, a imaginação e o contato com a arte para crianças de todas as idades. O g1 reuniu opções para quem quer aproveitar o mês de julho em família. Confira abaixo: Exposição "Para crianças: experiências com a arte desde 1968" Exposição reúne 11 obras interativas de artistas brasileiros e internacionais. Divulgação/Pinacoteca A Pinacoteca de São Paulo recebe a exposição "Para crianças: experiências com a arte desde 1968", que coloca a infância no centro da experiência artística. Voltada principalmente ao público infantil, mas aberta a visitantes de todas as idades, a mostra reúne obras de 11 artistas de diferentes países e propõe um percurso com brincadeiras, materiais, perguntas e experiências que estimulam a criatividade e a participação das crianças. Concebida pela Haus der Kunst, da Alemanha, em parceria com a Pinacoteca, a exposição reúne trabalhos produzidos entre 1968 e os dias atuais e convida o público a refletir sobre o papel da infância na arte e na sociedade. A proposta é transformar a visita ao museu em uma experiência interativa e sensorial para toda a família. 📅 Quando? Até 18 de outubro, de quarta a segunda, das 10h às 18h 📍 Onde? Pina Contemporânea — Avenida Tiradentes, 273, Luz (Centro) 💲 Quanto? R$ 40 (inteira) e R$ 20 (meia); entrada gratuita aos sábados e nos segundos domingos do mês ➡️ Mais informações e ingressos Recreio nas Férias Neste ano, o Recreio nas Férias tem como tema "Caminhos do Brincar: Entre Trilhas, Ritmos e Descobertas". Reprodução/Prefeitura de São Paulo A Prefeitura de São Paulo promove a 48ª edição do Recreio nas Férias, com atividades gratuitas para crianças durante o recesso escolar. A programação inclui oficinas, brincadeiras, esportes, atividades culturais e passeios para museus, teatros, cinemas, parques, exposições e espetáculos. Crianças a partir de 4 anos podem participar mesmo sem estarem matriculadas na rede municipal de ensino. Nesta edição, o tema é "Caminhos do Brincar: Entre Trilhas, Ritmos e Descobertas", com atividades voltadas ao desenvolvimento, à convivência e ao contato com diferentes espaços da cidade. Os bebês de até 3 anos serão atendidos nos Centros de Educação Infantil (CEIs), enquanto as demais crianças participam das atividades nos polos do programa. A expectativa da prefeitura é receber mais de 50 mil participantes durante os cinco dias de programação. 📅 Quando? De 13 a 17 de julho 📍 Onde? Em 133 polos espalhados pela cidade, incluindo 63 CEUs 💲 Quanto? Gratuito (é necessário fazer inscrição) ➡️ Mais informações e inscrições Férias no MASP Atividades educativas são oferecidas no Vão Livre do MASP durante as férias de julho. Divulgação/MASP O MASP preparou uma programação especial para as férias de julho com atividades gratuitas para crianças e famílias. Ao longo do mês, o Vão Livre do museu recebe oficinas de pintura, modelagem, confecção de brinquedos, lambe-lambe, expedições urbanas e performances musicais com DJs. Também há visitas mediadas à exposição "A Ecologia de Monet", que aproximam o público infantil da obra do pintor impressionista por meio de atividades interativas. Além da programação infantil, os visitantes podem aproveitar para conhecer as exposições em cartaz, incluindo "A Ecologia de Monet", "Frans Krajcberg: Reencontrar a árvore" e "Hulda Guzmán: Frutas milagrosas". 📅 Quando? Durante o mês de julho 📍 Onde? MASP — Avenida Paulista, 1.578, Bela Vista (Centro) 💲 Quanto? Atividades no Vão Livre gratuitas; exposições com entrada gratuita às terças e às sextas, das 18h às 22h ➡️ Mais informações Casa 1 tem oficinas, cinema e atividades gratuitas Casa 1 vai oferecer atividades pedagógicas e artísticas para crianças ao longo de julho. Divulgação A Casa 1 promove durante o mês de julho uma programação gratuita voltada às crianças durante o recesso escolar. A iniciativa "Casa Aberta para Crianças" reúne oficinas de artes, sessões de cinema, atividades lúdicas e ações que incentivam a criatividade em um ambiente voltado à diversidade e ao convívio comunitário. Entre as atrações estão oficinas de criação em papel, iniciação em artes visuais, confecção de bonecas Abayomi, carimbos artesanais e até uma oficina para consertar bichos de pelúcia e bonecos de pano. Também haverá sessões do Cineminha para Crianças e atividades semanais abertas ao público. 📅 Quando? Programação durante todo o mês de julho (datas e horários variam conforme a atividade) 📍 Onde? Casa 1 — Rua Adoniran Barbosa, 151, Bela Vista (Centro) 💲 Quanto? Gratuito ➡️ Mais informações Brilha Sonhos Público caminha por um festival de luzes e fantasia. Divulgação Após passar por cidades como Bogotá e Madri, o Brilha Sonhos chega a São Paulo com um percurso noturno repleto de luzes, música e experiências imersivas. Ao longo da caminhada, o público percorre 17 ambientes interativos que combinam cenários iluminados, efeitos especiais e instalações sensoriais pensadas para encantar crianças e adultos. A atração também conta com área de alimentação e convida os visitantes a explorar espaços com cores, sons e elementos interativos, em um passeio ao ar livre que dura entre uma e uma hora e meia. 📅 Quando? Até 30 de agosto 📍 Onde? Parque Villa-Lobos — Avenida Professor Fonseca Rodrigues, 2.001, Alto de Pinheiros (Zona Oeste) 💲 Quanto? A partir de R$ 39,90 ➡️ Mais informações e ingressos Museu da Língua Portuguesa Grupo Triii apresenta show infantil interativo com músicas e brincadeiras. Divulgação Durante as férias escolares, o Museu da Língua Portuguesa promove a Estação Férias, com uma programação gratuita que convida crianças e famílias a explorar a poesia de forma divertida. A agenda reúne oficinas, brincadeiras, instalações interativas, jogos com palavras e espaços de leitura, além de atividades para diferentes faixas etárias. Nos fins de semana, a programação ganha atrações especiais, como o show do Grupo Triii, apresentações circenses e o espetáculo musical "Planeta Peteca", da cantora Cris Barulins, inspirado na cultura popular brasileira. 📅 Quando? De 9 a 19 de julho, de terça a domingo, das 10h às 17h 📍 Onde? Museu da Língua Portuguesa — Praça da Luz, s/nº, Luz 💲 Quanto? Gratuito ➡️ Mais informações: Animália Park Habitat de hipopótamos que contém três fêmeas, no Animália Park Camila Quaresma/ g1 O Animália Park reúne parque de diversões, zoológico e experiências de educação ambiental em um só lugar. Um dos maiores parques temáticos e de conservação animal do Brasil, o complexo conta com montanhas-russas, teleférico, barco viking e outras atrações para toda a família, além de uma reserva com cerca de 1.300 animais de 170 espécies e um dos maiores aviários do mundo, onde o público pode caminhar entre aves como araras, tucanos e papagaios. 📅 Quando? De segunda a domingo 📍 Onde? Estrada do Furquim, 1.490, Cotia (altura do km 39 da Rodovia Raposo Tavares) 💲 Quanto? Ingressos a partir de R$ 100 ➡️ Mais informações e ingressos Zoo São Paulo Zoo SP Divulgação O Zoo São Paulo, maior zoológico da América Latina, é uma das atrações mais tradicionais para as férias escolares. Em meio a uma área preservada de Mata Atlântica, o passeio permite conhecer mais de 2 mil animais de cerca de 300 espécies, entre elas tigres, leões, hienas, fenecos (raposas-do-deserto), axolotes e diversas espécies brasileiras ameaçadas de extinção. Além do contato com a fauna de diferentes partes do mundo, o espaço desenvolve ações de conservação e educação ambiental, tornando a visita uma experiência que combina lazer e aprendizado para crianças e adultos. 📅 Quando? Segunda a sexta: das 9h às 17h | Sábados, domingos e feriados: das 9h às 18h 📍 Onde? Avenida Miguel Estéfano, 4.241, Água Funda (Zona Sul) 💲 Quanto? Ingressos a partir de R$ 69 ➡️ Mais informações e ingressos Itaú Cultural Novo espetáculo de Ana Catarina Vieira faz parte da programação de férias no Itaú Cultural. Reprodução Durante as férias escolares, o Itaú Cultural reúne uma programação gratuita para toda a família, com peças infantis, oficinas, exposições e atividades para crianças de diferentes idades. Um dos destaques é a Ocupação Ruth Rocha, que homenageia a autora com uma exposição interativa e espetáculos inspirados em seus livros, como "O Reizinho Mandão" e "Cinderela das Bonecas". O espaço também promove oficinas criativas, sessões de curtas-metragens, mediações e um ambiente de convivência voltado ao público infantil. Além das atrações para crianças, o centro cultural recebe ao longo de julho espetáculos de teatro, apresentações musicais e novas exposições, incluindo a Ocupação Helena Ignez, que estreia no fim do mês. Toda a programação tem entrada gratuita, com retirada antecipada de ingressos apenas para algumas atividades realizadas nos teatros e auditórios. 📅 Quando? Programação ao longo de julho 📍 Onde? Itaú Cultural — Avenida Paulista, 149, Bela Vista (Centro) 💲 Quanto? Gratuito ➡️ Mais informações O Mágico de Oz Julia Leite, Guilherme Franco, Andressa Marconi, Fausto Crispim, Theo Moraes integram o elenco de O Mágico de Oz. Reprodução Um dos maiores clássicos da literatura infantil ganha nova montagem no Teatro Bibi Ferreira durante as férias escolares. A peça acompanha a aventura de Dorothy, que é levada por um ciclone até a fantástica Terra de Oz e embarca em uma jornada para voltar para casa. Pelo caminho, ela faz amizade com o Espantalho, o Homem de Lata e o Leão Covarde, enquanto enfrenta a temida Bruxa Má do Oeste. 📅 Quando? De 11 a 25 de julho | Terças e sábados, às 17h30 📍 Onde? Teatro Bibi Ferreira – Av. Brigadeiro Luís Antônio, 931, Bela Vista (Centro) 💲 Quanto? A partir de R$ 37,50 ➡️ Mais informações e ingressos Alice no País das Maravilhas – Um Musical Desconcertante Alice no País das Maravilhas Reprodução O clássico Alice no País das Maravilhas ganha uma versão musical repleta de fantasia, humor e efeitos visuais. A montagem acompanha a jornada de Alice por um universo cheio de personagens marcantes, como o Chapeleiro Maluco, o Coelho Branco e a Rainha de Copas, em um espetáculo com músicas, cenários grandiosos e figurinos elaborados para encantar crianças e adultos. 📅 Quando? De 11 a 26 de julho | Quartas, sábados e domingos, às 17h30 📍 Onde? Shopping Metrô Tatuapé — Rua Domingos Agostim, 91, Tatuapé (Zona Leste) 💲 Quanto? A partir de R$ 40 ➡️ Mais informações e ingressos Museu da Imaginação Exposição "Uma Volta ao Mundo sem sair do lugar!" no Museu da Imaginação Divulgação Em um espaço de mais de 7 mil m², o público pode explorar exposições que unem ciência, arte, tecnologia e brincadeiras, além de participar de atividades especiais, como a nova mostra ASTROS – Uma Jornada pelo Sistema Solar, apresentações científicas com experimentos ao vivo e encontros com as personagens Bluey e Bingo. Entre os destaques permanentes estão ambientes dedicados ao cérebro humano, matemática, meio ambiente, construção, arte, água e sustentabilidade, além de espaços voltados à primeira infância e uma sala sensorial para crianças com TEA e outras neurodivergências. Durante as férias, o museu também oferece atrações em realidade virtual (à parte), opções de alimentação e promoções nos ingressos às quartas-feiras. 📅 Quando? Até 30 de agosto | Todos os dias, das 9h às 18h 📍 Onde? Museu da Imaginação — Rua Virgílio Wey, 100, Água Branca (Zona Oeste) 💲 Quanto? Ingressos a partir de R$ 69,90 (às quartas-feiras); demais valores a partir de R$ 75 ➡️ Mais informações e ingressos Museu do Futebol As brincadeiras são ligadas à mostra temporária Jaraguá Kunhague Ouga’a – O jogo das mulheres do Jaraguá, em um misto de brincadeiras tradicionais e aprendizado sobre o meio ambiente e a ancestralidade. Divulgação O projeto Férias no Museu transforma a área externa do Museu do Futebol em um circuito de jogos e experiências inspirados na exposição "Jaraguá Kunhague Ouga’a – O jogo das mulheres do Jaraguá", que une esporte, meio ambiente e saberes dos povos indígenas. As atividades são divididas por faixa etária e incluem desafios, caça ao tesouro, jogos de tabuleiro, brincadeiras sensoriais para a primeira infância e oficinas sobre a Mata Atlântica e sustentabilidade. Aos sábados, às 14h, a programação conta ainda com contação de histórias indígenas e afro-brasileiras para crianças e adultos. 📅 Quando? De 1º a 31 de julho | Terça a domingo, das 10h às 17h 📍 Onde? Área externa do Museu do Futebol — Praça Charles Miller, Pacaembu (Zona Oeste) 💲 Quanto? Gratuito ➡️ Mais informações Treco no Baile Treco no Baile Divulgação A exposição Treco no Baile transforma a Sala Ali, na Casa Bradesco, em um grande espaço para brincar durante as férias. Criada pelo artista multimídia Treco (Deco Farkas), a mostra convida crianças de 4 a 12 anos e suas famílias a explorar um universo colorido repleto de instalações interativas, em que o público é incentivado a jogar, arremessar, descobrir e criar novas formas de interação. Pensada como uma experiência artística lúdica, a exposição propõe que o brincar seja uma ferramenta de imaginação, criatividade e descoberta. As sessões têm duração de uma hora e recebem grupos reduzidos, proporcionando uma experiência mais imersiva para as crianças. 📅 Quando? Até 2 de agosto | Terça a domingo, das 12h às 18h 📍 Onde? Sala Ali – Casa Bradesco | Alameda Rio Claro, 190, Bela Vista 💲 Quanto? Gratuito (é necessário reservar ingressos para adultos e crianças) ➡️ Mais informações e reservas Um amigo não imaginário Peça "Um amigo não imaginário" Reprodução/Rodrigo Régis Cia Navega Jangada apresenta um espetáculo que mistura teatro, música e imaginação para falar sobre a importância de preservar a criatividade ao longo da vida. A história acompanha Alberto, um funcionário público preso à rotina, Nico, um amigo imaginário que nunca foi escolhido por nenhuma criança, e Lua, uma amiga imaginária muito popular. O encontro entre os três personagens dá origem a uma aventura divertida e sensível sobre infância, fantasia e afeto. Com músicas originais, ilustrações, teatro de animação e elementos circenses, a montagem é indicada para toda a família. 📅 Quando? Domingos, 12, 19 e 26 de julho, e 2 de agosto, às 16h 📍 Onde? Sesc Santo Amaro — Rua Amador Bueno, 505, Santo Amaro (Zona Sul) 💲 Quanto? A partir de R$ 20 ➡️ Mais informações e ingressos

  4. Festa Julina do colégio CEAT em 2025 Divulgação/Centro Educacional Anísio Teixeira Julho segue em clima de festa no Rio de Janeiro, com uma programação repleta de arraiás e festas julinas e agostinas espalhadas por diferentes bairros da capital. Há opções para todos os públicos, desde eventos gratuitos em praças, shoppings e quadras de escola de samba até festas com grandes shows e ingressos à venda, reunindo música, quadrilhas, comidas típicas e brincadeiras. O g1 reuniu a programação dos principais eventos para quem quer manter o arrasta-pé até o fim de julho e agosto. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias do RJ em tempo real e de graça Eventos gratuitos Arraiá do Via – Irajá O Via Brasil Shopping promove três dias de festa julina com shows de forró e sertanejo, quadrilhas, brincadeiras e comidas típicas para toda a família. 🗓️ 10 a 12 de julho / 📍 Terraço G6 do Via Brasil Shopping – Irajá / 💲 Gratuito 🎶 Atrações: Renato Caruso, Trio Cascadura, Babi Ferreira, D'forró e Geovani Lima. 💃 Apresentações de quadrilha no sábado e domingo. 🌽 Comidas típicas e brincadeiras para toda a família. 🕛 Horários: sexta, das 17h às 22h; sábado e domingo, das 15h às 22h. 📍 Endereço: Rua Itapera, 500 – Irajá. Quadrilha é uma das atrações do Arraiá do Via Divulgação Arraiá de Aniversário do Museu Histórico da Cidade – Gávea O Museu Histórico da Cidade comemora seus 92 anos com um arraiá especial, reunindo cultura, tradição e gastronomia em um dos espaços históricos do Rio. 🗓️ 11 de julho / 📍 Museu Histórico da Cidade – Gávea / 💲 Gratuito 🎶 Atrações: programação cultural e atividades temáticas. 🌽 Comidas típicas e clima de festa julina. 🕛 Horário: das 10h às 16h. 📍 Endereço: Rua Santa Marinha, s/nº – Gávea. Arraiá da Estação Primeira – Mangueira A quadra da Estação Primeira de Mangueira recebe dois dias de festa dedicados às tradições juninas, com atrações para toda a família. 🗓️ 11 e 12 de julho / 📍 Quadra da Estação Primeira de Mangueira – Mangueira / 💲Gratuito 🎶 Atrações: programação junina com música, dança e comidas típicas. 🕛 Horários: 11/07, a partir das 16h; 12/07, a partir das 14h. 📍 Endereço: Rua Visconde de Niterói, 1072 – Mangueira. Junina da Glória – Glória A Praça Luís de Camões recebe mais uma edição da Junina da Glória, com forró, quadrilhas, gastronomia típica e atrações para toda a família. 🗓️ 11 e 12 de julho / 📍 Praça Luís de Camões (Cabeção do Getúlio) – Glória / 💲 Gratuito 🎶Atrações: DJs, trios de forró pé de serra, aula de forró, quadrilha profissional, Bloco do Caramuela e quadrilha do público. 🌽 Comidas típicas e doces juninos. 🧒 Diversão para toda a família. 🕛 Horário: das 11h às 22h. Festa Julina do colégio CEAT em 2025 Divulgação/Centro Educacional Anísio Teixeira Arraiá do Lido – Copacabana A Praça do Lido recebe uma festa julina com shows, comidas típicas, brincadeiras e atrações para toda a família, de frente para a Praia de Copacabana. 🗓️ 11 e 12 de julho / 📍 Praça do Lido – Copacabana / 💲 Gratuito 🎶 Atrações: Geovani Lima, Chamego Nordestino, Alyny Mello, Babi Ferreira, Grupo Arte da Terra e Iago Freitas. 🎠 Pescaria, boca do palhaço, tiro ao alvo, touro mecânico e brinquedos infláveis. 🌽 Comidas típicas e doces juninos. 🕛 Horário: das 12h às 22h. 📍 Local: Praça do Lido, em frente à Praia de Copacabana (Posto 2). FEJUG – Festa Julina da Paróquia Nossa Senhora do Perpétuo Socorro – Grajaú A tradicional festa julina da Paróquia Nossa Senhora do Perpétuo Socorro reúne música, quadrilhas, comidas típicas e celebrações religiosas em um fim de semana de programação para toda a família.🗓️ 11 e 12 de julho / 📍 Paróquia Nossa Senhora do Perpétuo Socorro – Grajaú/ 💲 Gratuito 🎶 Atrações: Tome Forró e Chamego Nordestino. 💃 Quadrilhas da Catequese e Fogo Santo. 🌽 Almoço e comidas típicas. ⛪ Missas durante os dois dias de evento. 🕛 Horários: sábado, das 14h às 21h; domingo, das 8h às 20h. Arraiá da Gema em 2025 Divulgação/Arraiá da Gema Arraiá da Gema – São Cristóvão A Quinta da Boa Vista recebe o Arraiá da Gema, com muito forró, xote, baião e atrações musicais. 🗓️ 18 e 19 de julho / 📍 Quinta da Boa Vista – São Cristóvão / 💲 Entrada Colaborativa 🎶 Atrações: shows de forró, xote e baião. 🕛 Horário: a partir das 12h. 🎟️ Ingressos: Sympla Arraiá Barra Garden – Barra da Tijuca O Barra Garden promove dois dias de festa julina com música ao vivo, quadrilha, brincadeiras e comidas típicas para toda a família. 🗓️ 24 e 25 de julho / 📍 Barra Garden – Barra da Tijuca / 💲 Gratuito 🎶 Atrações: Marco Vivian e Banda Notturnia. 💃 Quadrilha, música ao vivo e brincadeiras. 🌽 Comidas típicas. 🧒 Diversão para toda a família. 🕛 Horário: a partir das 14h. 📍 Endereço: Av. das Américas, 3.255 – Barra da Tijuca. Eventos pagos Festa Julina do CEAT – Santa Teresa O Centro Educacional Anísio Teixeira celebra os 25 anos do Boi Muleque Garboso com uma festa inspirada na cultura popular maranhense, reunindo apresentações culturais, música, dança e comidas típicas. 🗓️ 11 de julho / 📍 Centro Educacional Anísio Teixeira (CEAT) – Santa Teresa / 💲 Ingressos a partir de R$ 20 🎶 Atrações: Auto do Boi Muleque Garboso, quadrilhas, apresentações dos alunos e Baile Garboso. 🌽 Comidas típicas e brincadeiras. 🕛 Horário: das 13h às 22h. 🎟️ Ingressos: R$ 20 (antecipado), promoção de 3 por R$ 50 até 10/07 e R$ 30 no dia do evento. Alunos do CEAT e crianças de até 5 anos não pagam. Maiores informações no site. Sambotica no Largo do Boticário – Cosme Velho O Sambotica entra no clima julino com uma edição especial no Largo do Boticário, reunindo samba, forró, quadrilha e comidas típicas. 🗓️ 11 de julho / 📍 Largo do Boticário – Cosme Velho / 💲De R$ 20 a R$30 🎶 Atrações: Bloco Caramuela, Bebê Kramer e DJ Tales Mulatu. 💃 Quadrilha e comidas típicas. 🕛 Horário: a partir das 14h. 🎟️ Ingressos: Shotgun Arraiá da Fundição – Lapa A Fundição Progresso promove mais uma edição do tradicional Arraiá da Fundição, com shows de forró, comidas típicas e clima de festa julina. 🗓️ 17 de julho / 📍 Fundição Progresso – Lapa / 💲De R$ 60 a R$ 120 🎶 Atrações: Mariana Aydar e Forróçacana. 🌽 Barraquinhas com comidas típicas e brincadeiras juninas. 🔞 Classificação: 18 anos (menores apenas acompanhados pelos pais ou responsável legal). 🕛 Abertura da casa: 20h. 📍 Endereço: Rua dos Arcos, 24 – Lapa. 🎟️ Ingresso: Ingresse. Meia entrada solidária disponível mediante doação de 1 kg de alimento não perecível. Arraiá do Me Enterra na Quarta – Centro O tradicional bloco carnavalesco promove uma festa julina com música, brincadeiras e comidas típicas. 🗓️ 18 e 19 de julho / 📍 Espaço Luiz Gama – Centro / 💲 R$ 50 🎶 Atrações: programação musical do bloco Me Enterra na Quarta. 🌽 Brincadeiras e comidas típicas. 🕛 Horário: a partir das 21h. 📍 Endereço: Rua da Constituição, 54 – Centro. 🎟️ Ingresso: Sympla. Mariana Aydar interpreta "Tenho Sede" no São João de Caruaru Arraiá da Alegria – Lapa A Fundição Progresso recebe o Arraiá da Alegria, que mistura o clima julino com shows de pagode. 🗓️ 24 de julho / 📍 Fundição Progresso – Lapa / 💲De R$ 85 a R$ 170 🎶 Atrações: Sorriso Maroto e Marvvila. 🕛 Horário: a partir das 21h. 📍 Endereço: Rua dos Arcos, 24 – Lapa. 🎟️ Ingressos: Ingresse. 🟩O g1 Rio está no GloboPop, o novo aplicativo de vídeos curtos verticais da Globo, disponível gratuitamente no seu celular. Lá no app, você pode seguir o palco do g1 Rio para não perder nenhum episódio. Baixe o GloboPop.

  5. Sequestro em Biguaçu: idosa de 71 anos foi amarrada e arremessada de ribanceira em Gaspar Um policial civil que estava na equipe de resgate da idosa de 71 anos que foi sequestrada e abandonada em uma ribanceira em Santa Catarina relatou que foi um "milagre de Deus essa senhora ter sobrevivido". Após ser encontrada, a mulher foi levada ao hospital e teve alta na quinta-feira (9). O sequestro aconteceu em Biguaçu, na Grande Florianópolis, na terça-feira (7). A vítima foi localizada na quarta (8) em uma área de mata fechada entre Blumenau e Gaspar, no Vale do Itajaí. ✅Clique e siga o canal do g1 SC no WhatsApp O policial que participou do resgate fez uma descrição da cena encontrada pela equipe, que consta em documento enviado pelo Ministério Público de Santa Catarina à Justiça. "Ela estava com pouca roupa, as roupas molhadas e foi a noite mais fria do ano. Se ela ficasse mais tempo ali, ela iria a óbito com certeza. Dessa noite ela não passaria". Ele também disse que a idosa ficou um dia e uma noite ao relento. O delegado Murillo Batalha, responsável pela investigação, informou que o inquérito continua e a polícia verifica se há a participação de mais pessoas no crime. Suspeito é conhecido por golpes 'Don Juan' Idosa ficou um dia e uma noite amarrada ao relento sob frio intenso, diz polícia Mulher de 71 anos foi resgatada em ribanceira de 200 metros em Gaspar (SC) Polícia Civil/ Divulgação Suspeito tem 18 condenações O suspeito já cumpria pena por aplicar golpes do tipo “Don Juan”, espécie de "estelionato sentimental", e acumula 18 condenações na Justiça, segundo manifestação do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC). Maicon de Moura, de 42 anos, teve a prisão em flagrante convertida em preventiva na quinta-feira (9). Em nota, a defesa dele disse que "não comentará o mérito dos fatos investigados" (leia a íntegra da nota no final da reportagem). De acordo com o MPSC, o suspeito possui uma “extensa folha de antecedentes, com inúmeras condenações por roubos, furtos e, sobretudo, estelionatos praticados contra mulheres”. “Tanto que confidenciou à própria companheira que cumpria pena pela aplicação dos conhecidos golpes do tipo ‘Don Juan’, mediante os quais conquistava a confiança de mulheres para delas obter vantagem patrimonial”, diz trecho do documento do MPSC obtido pelo g1. O suspeito já foi condenado por crimes de roubo, estelionato, receptação, furto qualificado e posse de droga. Maicon encontrava-se, inclusive, cumprindo pena em regime aberto. Foto de 2012 mostra suspeito de sequestrar idosa Polícia Civil/Reprodução Homem disse que cometeu crime para pagar dívida de R$ 20 mil Em depoimento, Maicon de Moura confessou que roubou e sequestrou a mulher de 71 anos para quitar uma dívida de R$ 20 mil com uma facção criminosa que o estaria ameaçando. Ele também admitiu ter amarrado a vítima com fita adesiva. Ele disse que decidiu colaborar com a localização dela por se sentir arrependido ao saber que ela ainda não havia sido encontrada. Segundo a Polícia Civil, o homem declarou em depoimento que a motivação do crime foi o roubo e que, por se tratar de uma idosa, acreditava que seria um alvo mais fácil. Durante o sequestro, ele chegou a colocar a vítima dentro do porta-malas do próprio carro dela. Homem e idosa se conheceram em bailão Segundo a Polícia Civil, suspeito e idosa se conheceram em um bailão na segunda-feira (6) — dia anterior ao crime. Na terça, ele marcou um encontro com a vítima. Durante o sequestro, na terça (7), o homem colocou a idosa no porta-malas do carro dela. A mulher foi levada a Biguaçu e, depois, deixada na ribanceira entre Blumenau e Gaspar, a cerca de 100 quilômetros da primeira cidade. O suspeito foi encontrado em Joinville, cidade a cerca de 90 quilômetros ao Norte de Blumenau, por volta das 14h de quarta (8). Inicialmente, ele tentou fugir, conforme o MPSC. Ao ser pego, ele confessou o crime e contou aos policiais onde havia deixado a vítima. Com essas informações, os agentes foram ao Vale do Itajaí e fizeram quatro horas de buscas até encontrarem a idosa. O que diz a defesa do suspeito Confira abaixo a íntegra da nota da defesa do suspeito. "A defesa de Maicon de Moura informa que acompanha o procedimento desde a lavratura do auto de prisão em flagrante e que atuou na audiência de custódia realizada nesta quinta-feira (9), na Vara Regional de Garantias da Comarca de Joinville. O caso encontra-se em fase de inquérito policial, sem denúncia oferecida pelo Ministério Público. A defesa não comentará o mérito dos fatos investigados, e todas as suas manifestações serão apresentadas exclusivamente nos autos, perante o juízo competente. Ressalta-se, por fim, que vigora a presunção de inocência, garantida pela Constituição Federal a qualquer investigado, até eventual condenação definitiva". VÍDEOS: mais assistidos do g1 SC nos últimos 7 dias

  6. Músico indígena venezuelano Santiago Pemón Sesc/Divulgação O músico indígena venezuelano Santiago Pemón lançou o primeiro EP da carreira para levar a música ancestral do povo Pemón-Taurepang a públicos de diferentes regiões do Brasil. O trabalho reúne três faixas inspiradas em cantos tradicionais, interpretadas na língua materna e acompanhadas por instrumentos como violoncelo e percussão. Natural de Santa Elena de Uairén, na Venezuela, na fronteira com o Brasil, Santiago foi criado na comunidade indígena Manak-Krü, onde encontrou na música uma forma de preservar e compartilhar a cultura do povo Pemón. O trabalho pode ser ouvido nas plataformas digitais de música (ouça). ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 RR no WhatsApp Atualmente, Santiago atua como orientador musical do Serviço Social do Comércio (Sesc), que também apoiou o lançamento do primeiro EP chamado de "Santiago canta o povo Pemón". Nas três faixas, ele une a tradição oral indígena a elementos da música contemporânea. Segundo o artista, o EP representa um passo importante na trajetória musical. "Chega um momento em que o artista encontra o próprio caminho, o próprio estilo. Depois disso, o próximo passo é gravar", afirmou. Santiago vê o lançamento como o início de novas oportunidades. "Depois da primeira gravação, muitas outras possibilidades se abrem." Repertório O repertório apresenta releituras de cantos tradicionais do povo Pemón. As duas primeiras faixas são inspiradas em ritmos ancestrais ligados aos rituais e celebrações da comunidade. A terceira composição é autoral e traz uma abordagem mais contemporânea, utilizando apenas voz, violoncelo e percussão. Faixa a faixa Na primeira música, Santiago interpreta um Parixara, dança tradicional associada aos rituais que celebravam a abundância da caça. A canção recebe uma nova leitura com o violoncelo, instrumento inexistente na versão original, mas incorporado à estrutura da obra. A segunda faixa revisita o ritmo Tükui, tradicionalmente relacionado aos rituais de fartura dos peixes. A terceira composição é uma criação pessoal, sem letra, em que a voz é utilizada como um instrumento. A obra faz um percurso entre momentos de reflexão e esperança, simbolizando a passagem da noite para o amanhecer. Santiago conta que reinterpretar essas músicas é uma maneira de manter viva a identidade de seu povo. "Continuo sendo um indígena tocando violoncelo. Não deixo de ser quem sou por usar um instrumento que veio de outro lugar. O que faço é trazer os cantos do meu povo com respeito, preservando sua essência e mostrando que a cultura também pode dialogar com o presente." Santiago também integra o Trio Pémon, formado ao lado dos irmãos Luis e Greccia Páez. Atualmente, os três seguem projetos individuais — Greccia estuda em Santa Catarina e Luis se dedica às artes plásticas e à música em Roraima —, por isso o trio se reúne para apresentações e gravações quando a agenda permite. Relembre o trio: Trio de irmãos indígenas da Venezuela une tradição ancestral com sinfonias clássicas Leia outras notícias do estado no g1 Roraima.

  7. Agora no g1 O tradicional prato feito talvez seja uma das poucas unanimidades da mesa do brasileiro. Mas, se antes era conhecido por ser uma das alternativas mais econômicas para quem precisava almoçar fora de casa, agora ocupa um espaço cada vez maior no orçamento. É o que mostra o Índice Prato Feito (IPF), elaborado pelo Núcleo de Estudos Econômicos da Faculdade do Comércio (FAC-SP). Segundo o levantamento, o preço médio da refeição chegou a R$ 31,90 em junho, alta de 5,4% em relação a março e de 7,2% na comparação com janeiro. 📱 Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Isso significa um trabalhador que almoça fora durante os 20 dias úteis do mês desembolsa cerca de R$ 638 apenas com essa refeição — uma conta que não inclui café da manhã, lanches ou jantar. O avanço ocorre justamente em um momento em que a inflação dos alimentos perdeu força. Dados divulgados nesta sexta-feira (10) pelo IBGE mostram que o grupo Alimentação e Bebidas caiu 0,24% em junho, ajudando a desacelerar o IPCA, a inflação oficial do país, que subiu 0,16% no mês. Mas a alimentação fora do domicílio continuou registrando alta de 0,15% em junho, embora em ritmo menor do que em maio, quando havia avançado 0,49%. Enquanto produtos como café moído, frutas e carnes ficaram mais baratos, o custo de comer em bares e restaurantes permaneceu em alta. Isso porque o preço do prato feito depende de uma série de custos que vão além dos ingredientes servidos na refeição. "O prato feito é a economia servida no prato. Nele estão o arroz, o feijão e a carne, mas também o aluguel do ponto comercial, a energia elétrica, o salário dos funcionários, o transporte, os tributos, o custo financeiro e a margem do empresário", afirma Rodrigo Simões Galvão, economista, coordenador e responsável técnico pelo Índice Prato Feito. Segundo ele, quando o prato feito fica mais caro, o reajuste costuma refletir a pressão de toda essa estrutura de custos — e não apenas uma alta nos preços dos alimentos. Onde o almoço fora pesa mais no bolso Além de ter subido em todo o país, o preço da refeição também varia de forma significativa entre as regiões. O Sul registra o maior valor médio, de R$ 34,90, seguido pelo Centro-Oeste, com R$ 34,45. No Sudeste, o prato feito custa, em média, R$ 31,99. Já Norte e Nordeste apresentam os menores preços, de R$ 29,99 e R$ 30, respectivamente. Com isso, os dados mostram que um trabalhador pode pagar cerca de 16% a mais pelo mesmo tipo de refeição, dependendo da região onde mora. "O Brasil não almoça pelo mesmo preço. O prato feito evidencia diferenças regionais importantes, mas também mostra um movimento comum: a refeição básica está mais cara em todo o país", afirma Galvão. Segundo o economista, fatores como aluguel, energia elétrica, água, gás, salários, transporte, juros e outros custos operacionais continuam pressionando os restaurantes, mesmo em períodos de alívio nos preços de alguns alimentos. Por isso, o aumento do prato feito nem sempre representa maior lucro para os estabelecimentos. Em muitos casos, trata-se apenas de um repasse parcial da alta dos custos enfrentados pelos empresários. "O empresário da alimentação está entre duas pressões: de um lado, consumidores cada vez mais sensíveis ao preço; de outro, custos operacionais que continuam elevados. O desafio é preservar qualidade, competitividade e sustentabilidade financeira." O que pode acontecer nos próximos meses Mesmo com a desaceleração da inflação dos alimentos em junho, novos fatores podem voltar a pressionar o custo das refeições. Especialistas ouvidos pelo g1 avaliam que um eventual fortalecimento do fenômeno El Niño pode reduzir a oferta de diversos produtos agrícolas e provocar novos aumentos de preços. Entre os alimentos que costumam ser mais afetados estão batata, cebola, tomate, cenoura, maçã e uva. O milho também pode sofrer impacto, o que tende a encarecer a produção de carnes, já que o grão é um dos principais componentes da ração utilizada na criação de animais. Na avaliação de economistas, ainda é cedo para medir a intensidade desses efeitos, mas o fenômeno climático já é acompanhado com atenção pelo potencial de afetar a produção agrícola e os preços dos alimentos. Prato feito Reprodução

  8. Escola de aviação de SP viraliza com reação dos alunos no primeiro voo solo O primeiro voo solo é um marco inesquecível na vida de qualquer piloto. É a primeira vez em que o aluno decola e pousa sozinho, com o céu à frente e a certeza de que está preparado para assumir os comandos da aeronave. Uma escola de aviação de Itápolis, que também tem unidade em Jundiaí, no interior de São Paulo, resolveu registrar esses momentos e publicar os vídeos nas redes sociais. 📲 Participe do canal do g1 Bauru e Marília no WhatsApp Os vídeos que mostram a reação dos alunos no instante em que decolam e pousam sozinhos pela primeira vez viralizaram e já acumulam quase 10 milhões de visualizações. LEIA TAMBÉM: Brasileira realiza sonho profissional de pilotar avião nos Emirados Árabes: 'Quero ser comandante' Brasileira realiza sonho de pilotar maior aeronave de passageiros do mundo: 'Experiência única' Um dos alunos que aparece nas imagens é Adhemar Sierpinski Júnior. Ele tem 38 anos, mora na capital paulista e foi até Itápolis em busca de um sonho que cultivava desde a infância. "O sentimento foi de realização completa e de profunda liberdade, como se fosse um pássaro voando de verdade. Ao ver a cadeira do instrutor vazia, a sensação é de tirar um grande peso das costas e de missão cumprida", contou Adhemar ao g1. A preparação exige meses de estudo teórico presencial, aprovação na prova da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e horas de treinamento prático com instrutor, incluindo dezenas de pousos antes de chegar ao grande momento. Adhemar Sierpinski realizou o primeiro voo solo em Itápolis (SP) Reprodução/EJ Escola de Aviação Civil O que é o primeiro voo solo? O primeiro voo solo é o momento em que o aluno decola e pousa sem a presença do instrutor pela primeira vez, como único ocupante da aeronave. Segundo Leonardo Andrade, coordenador da escola, ele costuma acontecer por volta da 15ª hora de voo do curso de piloto privado. "Embora esse primeiro voo normalmente consista apenas em uma decolagem seguida de um pouso, ele representa um dos marcos mais importantes da formação de um piloto", explica Leonardo. A decisão de liberar o estudante para voar sozinho não é tomada de forma subjetiva. Escola de aviação no interior de SP viraliza ao registrar primeiro voo solo de alunos Reprodução/EJ Escola de Aviação Civil Segundo o coordenador, o desempenho é registrado a cada voo com critérios padronizados que avaliam altitude, proa, velocidade, coordenação e outros parâmetros. Antes do primeiro voo solo, o aluno já precisa demonstrar que é capaz de decolar, pousar e executar todas as manobras sem qualquer intervenção do instrutor. Para o instrutor Rafael Peixoto Pontes Martins, o momento também tem um peso especial para quem acompanha o voo do lado de fora da aeronave. "Dá um frio na barriga, mas, ao mesmo tempo, bate um orgulho enorme. A gente lembra de todos os erros, acertos e da evolução dele até chegar naquele momento", afirma. Após o primeiro voo solo, a tradição continua em solo. Os alunos são "batizados" pelos instrutores com um balde de água, em um ritual simbólico que marca a conquista e a entrada em uma nova etapa da formação como pilotos. Veja na foto abaixo. Escola de aviação no interior de SP viraliza ao registrar primeiro voo solo de alunos Reprodução/EJ Escola de Aviação Civil O sucesso dos vídeos surpreendeu a escola. Leonardo acredita que a repercussão rompe a bolha do universo da aviação, porque desperta um sentimento de identificação com histórias de superação. "As pessoas se colocam no lugar dos alunos porque enxergam nesse momento a realização de um sonho. Mesmo que a grande maioria de quem assiste não tenha o objetivo de se tornar piloto, a identificação não está na profissão em si, mas no sentimento de conquistar algo pelo qual se lutou durante muito tempo", finaliza o coordenador. Instrutores acompanham desenvolvimento dos alunos até primeiro voo solo Reprodução/EJ Escola de Aviação Civil Initial plugin text Veja mais notícias da região no g1 Bauru e Marília VÍDEOS: assista às reportagens da região

  9. Vitral na nave da Paróquia Santa Bárbara Bruno Cesar dos Santos/Concurso Olhos de Ver Foram divulgadas nesta sexta-feira (10) imagens que venceram o concurso de fotografias "Olhos de Ver 2026 – Edição Vitrais do Rio”, promovido pelo Instituto Rio Patrimônio da Humanidade. Ao todo, 402 fotos foram inscritas e a comissão julgadora, formada por três técnicos (arquitetos) e dois representantes da sociedade civil, escolheu 50 imagens que vão integrar a exposição “Vitrais do Rio de Janeiro”. As imagens foram feitas em igrejas, institutos culturais, estabelecimentos comerciais, residências, entre outros. Todas as fotos vencedoras estão no link. O g1 escolheu algumas para ilustrar a reportagem. Confira, abaixo: Vitral na Câmara dos Veradores Letrícia Rodrigues/Concurso 'Olhos de ver' Vitral em casa particular no Grajaú Ricardo Xavier/Concurso 'Olhos de ver' Vitral no Palácio Pedro Ernesto Oscar Liberal/Concurso 'Olhos de ver' Vitral no Palácio Tiradentes Renato Pereira/Concurso Olhos de Ver A musa no Theatro Municipal Leny-Fontenelle/Concurso 'Olhos de ver' Vitral na Igreja de Nossa Senhora da Candelária Claudio Pereira/Concurso 'Olhos de Ver' Vitral na Confeitaria Colombo, na foto intitulada 'Pura Arte' Diego Miranda/Concurso 'Olhos de ver' Centro Cultural de Justiça Federal em foto para o concurso 'Olhos de ver' Estela da Silva Neto/Concurso 'Olhos de ver' Foto de vitral na Biblioteca Nacional intitulada 'Jogo da Velha Carioca' e que foi uma das vencedoras do concurso 'Olhos de ver' Lucas Pamio/Concurso 'Olhos de ver' Foto intitulada 'Brutaluz' da Catedral Metorpolitana do Rio que foi uma das vencedoras do concurso 'Olhos de ver' Giovanni Miceli Puperi/Concurso 'Olhos de ver' Imagem de vitral na Casa Julieta de Serpa intitulada 'Sofisticação neoclássica' que foi uma das vencedoras do concurso 'Olhos de ver', da prefeitura do Rio Jose Licastro/Concurso 'Olhos de ver' Imagem do Real Gabinete Português de Leitura intitulada 'Joia portuguesa' inscrita no concurso 'Olhos de ver' Leny Fontenelle/Concurso 'Olhos de ver' 🟩O g1 Rio está no GloboPop, o novo aplicativo de vídeos curtos verticais da Globo, disponível gratuitamente no seu celular. Lá no app, você pode seguir o palco do g1 Rio para não perder nenhum episódio. Baixe o GloboPop.

  10. Psicóloga cega denuncia capacitismo após ser barrada em hospital A psicóloga Monique Lopes Marques denunciou ter sofrido capacitismo ao tentar acompanhar a bisavó, de 78 anos, durante uma internação no Hospital Regional de Mato Grosso do Sul (HRMS), em Campo Grande. O momento foi gravado. Veja o vídeo acima. Segundo ela, uma funcionária da recepção questionou sua capacidade de exercer o papel de acompanhante por ser cega, o que, inicialmente, impediu sua permanência ao lado da idosa. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MS no WhatsApp De acordo com Monique, a bisavó estava internada em estado grave, com problemas cardíacos e renais, e apresentava grande sofrimento emocional. A psicóloga afirma que a idosa demonstrava medo de permanecer sozinha durante a internação. O g1 entrou em contato com o HRMS, mas não obteve teve retorno até a última atualização desta reportagem. “Ela chorava, dizia que morreria sozinha e abandonada. Sou psicóloga e sei o quanto o isolamento pode agravar o estado clínico de um idoso.” Segundo o relato, após conversar com a enfermeira-chefe do plantão da tarde, ela recebeu autorização verbal para acompanhar a familiar. No entanto, ao retornar ao hospital no dia seguinte para regularizar o procedimento, afirma que foi impedida de entrar. Monique conta que, durante o atendimento na recepção, uma funcionária telefonou para a equipe de enfermagem e, durante a ligação, disse: “Ela é deficiente visual 100%, tem que ver, você que sabe, né.” A bisavó de Monique morreu nesta semana Arquivo pessoal Depois do episódio, Monique procurou a Ouvidoria e o Serviço Social do hospital. Segundo ela, somente após a atuação desses setores recebeu autorização provisória para permanecer como acompanhante. Posteriormente, afirma que voltou a conversar com a enfermeira-chefe, explicou que a função do acompanhante é oferecer apoio emocional e auxiliar nos cuidados permitidos, sem substituir a equipe de enfermagem, e então obteve autorização definitiva. A psicóloga relata que sua presença trouxe mudanças no estado emocional da bisavó. “Conversamos, rimos, ouvi suas histórias e acompanhei as informações médicas. Ela voltou a se alimentar, recuperou o ânimo e me apresentava às pessoas dizendo: ‘Essa é minha bisneta, ela veio ficar comigo’.” Mesmo com liberação, entraves continuaram Mesmo após a autorização definitiva, Monique afirma que continuou enfrentando dificuldades. Segundo ela, a mesma recepcionista conferia a autorização sempre que chegava ao hospital e chegou a impedir que seu marido a acompanhasse até o quarto. “Minha deficiência visual não me impede de amar, cuidar, trabalhar, constituir família ou oferecer apoio emocional a quem precisa. Sou psicóloga, mãe, esposa e plenamente capaz de exercer o papel de acompanhante.” Dias depois dos episódios, a bisavó de Monique morreu. Segundo a advogada da psicóloga, Paula Zanata, o constrangimento tornou ainda mais dolorosos os últimos momentos de convivência entre as duas. Advogada aponta possível violação de direitos A defesa informou que vai buscar a responsabilização dos envolvidos e da instituição. Entre as medidas previstas estão o pedido de indenização por danos morais, a apuração da conduta dos servidores, a eventual responsabilização do hospital e a implantação de um programa permanente de capacitação para o atendimento inclusivo de pessoas com deficiência. Segundo os advogados, também serão adotadas medidas contra comentários preconceituosos publicados nas redes sociais após a repercussão do caso. Veja vídeos de Mato Grosso do Sul:

  11. Cliente fica viciada em remédio indicado por dono de farmácia, padre acerta bolão em derrota do Brasil e pai faz filha passar vergonha. Arte g1 Olá! Confira o que foi destaque no g1 Triângulo nesta semana, com as notícias mais acessadas entre os dias 4 e 10 de julho. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Triângulo no WhatsApp Farmácia é condenada a indenizar cliente que ficou dependente Mulher ficou dependente de remédio controlado indicado por dono de farmácia. Bienaime/BSIP/AFP/Arquivo A Drogaria Alvorada e o proprietário do estabelecimento, Alair Raimundo dos Santos, foram condenados pela Justiça a indenizar uma cliente que desenvolveu dependência química após receber a orientação de tomar quatro comprimidos por dia de um medicamento de venda controlada, sem prescrição médica. O colegiado determinou que a drogaria e o dono paguem, de forma solidária, R$ 15 mil por danos morais. Além disso, Alair deverá ressarcir metade dos gastos da cliente com a compra do medicamento. O valor da indenização por danos materiais ainda será definido na fase de liquidação da sentença. Não cabe mais recurso da decisão. O g1 entrou em contato com o advogado Eustáquio José Bomtempo, que representa a farmácia e o proprietário, e ele afirmou que não irá comentar sobre o caso. Padre crava placar em bolão de Noruega e Brasil Padre crava placar em bolão de Noruega e Brasil e diverte fiéis em MG A eliminação do Brasil para a Noruega na Copa do Mundo no domingo (5) teve um gosto diferente para o padre Artur Oliveira, da Paróquia Nossa Senhora do Carmo, em Monte Carmelo. Enquanto muitos torcedores lamentavam o resultado da partida, ele comemorava a vitória em um bolão após acertar o placar de 2 a 1 para os noruegueses. A reação foi registrada enquanto o padre assistia ao jogo em um telão durante as tradicionais barraquinhas da paróquia. As imagens mostram o momento em que ele acompanha os minutos finais da partida. Assista ao vídeo acima. A tensão aumentou nos minutos finais quando o Brasil teve um pênalti a favor. Durante a cobrança de Neymar, o padre acompanhou o lance cercado por fiéis e divertiu quem assistia ao jogo com ele. "Pelo amor de Deus! Faz! Vai fazer, Neymar! Se você não fazer, eu te desconjuro", brincou. O sacerdote ainda contou no vídeo que o bolão valia R$ 1 mil. "Eu nunca comemorei tanto. Eu ganhei do bolão", comemorou. Apesar do placar contrariar a expectativa dos brasileiros, palpite foi uma "questão de estatística", segundo o padre. Padre comemora placar Brasil e Noruega palpite no bolão Redes sociais/Reprodução Pai que quis fazer a filha 'passar vergonha' Com a intenção de fazer a filha "passar um pouco de vergonha", o caminhoneiro Wellington Junior Severino, de 38 anos, preparou uma surpresa em uma escola estadual de Patrocínio. O gesto, no entanto, emocionou alunos, professores e familiares e transformou a comemoração em um momento marcante. A surpresa, preparada para celebrar os 15 anos da filha Emilly Vitória Cardoso Silva Severino, transformou a saída da escola em uma homenagem que comoveu dezenas de pessoas e repercutiu nas redes sociais. Veja o vídeo abaixo. Wellington chegou à Escola Estadual Amir Amaral com o caminhão decorado especialmente para a filha. Na parte da frente do veículo, uma faixa dizia: "OOOH PAPAI CHEGOU!! Feliz 15 anos, Emilly." "Ele não conseguiu me fazer passar vergonha, porque a emoção foi algo muito maior. Foi algo que eu não esperava e acabei sendo pega de surpresa. No final, todo mundo entrou naquele clima de emoção", relembrou Emilly. Pai caminhoneiro surpreende filha com caminhão decorado na saída da escola VÍDEOS: veja tudo sobre o Triângulo, Alto Paranaíba e Noroeste de Minas

  12. Baterias são de longe o componente mais caro e continuam sendo um dos principais pontos vulneráveis dos carros elétricos John Walton/PA Wire/picture alliance Os carros elétricos passam por uma onda de popularidade sem precedentes desde a crise global do petróleo desencadeada pela guerra no Irã. Na Austrália, as vendas saltaram mais de 150% em abril, na comparação com o mesmo período do ano anterior, enquanto na região Ásia-Pacífico cresceram 80% nos três primeiros meses de 2026 – excluindo a China, onde o crescimento expressivo das vendas já se estabilizou. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Na América Latina foram vendidos cerca de 75% mais veículos elétricos, e na Europa, quase um terço a mais, segundo a Agência Internacional de Energia (AIE). O diretor-executivo da AIE, Fatih Birol, afirmou em maio que as vendas recordes de veículos elétricos estão "proporcionando algum alívio em meio ao maior choque de oferta de petróleo da história" e que a queda nos preços das baterias deverá impulsionar ainda mais o setor. Agora no g1 Mesmo assim, as baterias – de longe o componente mais caro – continuam sendo um dos principais pontos vulneráveis dos carros elétricos. Críticos dos veículos elétricos argumentam há muito tempo que as baterias, geralmente feitas com íons de lítio, podem pegar fogo e que incêndios nesses veículos são mais difíceis de extinguir do que em carros movidos a gasolina. Contudo, essa alegação ignora o fato de que veículos com motor a combustão têm uma propensão muito maior a incêndios. As grandes e pesadas baterias dos veículos elétricos também têm sido apontadas como uma possível causa de danos nas estradas. Especialistas, porém, contestam essa tese e afirmam que os principais responsáveis pelo desgaste das rodovias são os caminhões de grande porte. Dedo apontado para o cobalto Por conterem minerais como cobalto e níquel, as baterias dos veículos elétricos sempre despertaram preocupações relacionadas às cadeias de suprimento, especialmente nas minas de cobalto da República Democrática do Congo (RDC). Na Austrália, o programa jornalístico de horário nobre Spotlight, exibido em março, investigou minas de cobalto pertencentes a empresas chinesas no Congo. A reportagem revelou locais onde milhares de pessoas, incluindo muitas crianças, trabalham em condições precárias e em meio a um ambiente de forte poluição. Ao apresentar o cobalto como "o elemento-chave presente em praticamente todas as baterias de armazenamento do planeta, desde os veículos elétricos até as residências", o programa afirmou que a busca por um futuro "limpo e verde", baseado em energias renováveis e carros elétricos, tem um "custo mortal e devastador". No entanto, críticos da reportagem argumentaram que ela deixou de mencionar um ponto importante: a composição química das baterias de veículos elétricos passou amplamente para a tecnologia de fosfato de ferro-lítio (LFP), que não exige o uso de cobalto. David McElrea, diretor-executivo do Smart Energy Council, um grupo ligado ao setor energético da Austrália e que defende as energias renováveis, questiona por que a reportagem focou especificamente nas baterias de veículos elétricos e em outras tecnologias renováveis se celulares, tablets e laptops também contêm cobalto. Ele diz que os temores de exploração nas extensas cadeias de suprimento de minerais críticos usados em tecnologias renováveis são legítimos, mas afirma que a indústria de veículos elétricos reagiu às preocupações sobre a origem dos materiais e incentivou inovações que eliminaram o cobalto da maioria das baterias automotivas modernas. O professor de química Neeraj Sharma, da Universidade de Nova Gales do Sul, acrescenta que composições químicas mais baratas, como as baterias de íons de sódio, também estão chegando ao mercado. "Os fabricantes de veículos elétricos vêm se afastando do cobalto porque ele é caro, tóxico e apresenta dilemas éticos", afirma. A disputa pela narrativa dos minerais críticos Especialistas falam numa "guerra de narrativas" em torno dos minerais críticos. O instituto canadense Fraser Institute, de orientação conservadora e favorável aos combustíveis fósseis, afirmou em 2023 que seriam necessárias cerca de 400 novas minas de minerais críticos para atender à futura demanda por veículos elétricos. O autor do estudo, Kenneth P. Green, que há anos defende investimentos em combustíveis fósseis "baratos" em vez de energias renováveis, afirmou que "o risco de que a produção mineral e a mineração não consigam acompanhar à demanda projetada por veículos elétricos é significativo". Entretanto, em seu relatório Global EV Outlook 2026, a Agência Internacional de Energia afirma que as reservas geológicas conhecidas de minerais críticos são suficientes para atender à demanda de longo prazo por veículos elétricos, mesmo num cenário de eliminação gradual da maior parte dos carros movidos a combustíveis fósseis. Porém, a forte concentração da produção de baterias na China representa riscos para as cadeias globais de suprimento. A AIE também observa que o avanço das baterias de íons de sódio, que dispensam o uso de lítio, deverá reduzir ainda mais a demanda por minerais críticos. Além disso, a agência defende uma rápida expansão da reciclagem de minerais utilizados em baterias como forma de aumentar a transparência e a resiliência das cadeias de suprimento. Ataque direcionado ou crítica legítima? Mas como diferenciar preocupações legítimas sobre os impactos da mineração da desinformação sobre as cadeias de suprimento dos veículos elétricos? Enquanto McElrea diz haver um "ataque direcionado" contra os veículos elétricos, promovido por mídias simpáticas aos combustíveis fósseis, o especialista em minerais críticos e segurança energética Vlado Vivoda, da Universidade de Queensland, afirma que nem toda crítica é necessariamente coordenada ou feita de má-fé. "Muitas preocupações relacionadas à extração mineral, ao processamento, às condições de trabalho, aos impactos sobre o solo, aos resíduos e à concentração das cadeias de suprimento são reais", diz. É por isso, segundo ele, que é tão fácil contestar narrativas pró-transição energética que apresentam a energia limpa como algo "imaculado". O copresidente de comunicação da coalizão global Climate Action Against Disinformation, Philip Newell, afirma que preocupações reais com a injustiça na extração de recursos devem começar pelo fortalecimento das comunidades afetadas pela mineração. Isso pode ocorrer por meio da participação dessas comunidades nos lucros da atividade ou pelo fortalecimento e pela aplicação mais rigorosa das leis ambientais e trabalhistas. Crise energética alimenta desinformação Para Vivoda, "os esforços para deslegitimar as tecnologias limpas" tem que ver com a atual crise energética global. Ele argumenta que sugerir que as tecnologias limpas são "tão ruins quanto, ou até piores do que, o sistema baseado em combustíveis fósseis" acaba gerando inércia e atrasando a transição energética. Ainda assim, o especialista afirma que a transição para uma economia de baixo carbono precisa oferecer o nível de transparência nas cadeias de suprimento que muitas vezes esteve ausente no setor de combustíveis fósseis. "A resposta adequada não é romantizar a tecnologia limpa, mas comparar os sistemas de forma honesta e administrar as novas cadeias de suprimento muito melhor do que as antigas", diz.

  13. Agentes da CET aplicam multa em motoristas na cidade de São Paulo. Daniel Teixeira/Estadão Conteúdo As multas pela não transferência de propriedade de veículos lideram o ranking de infrações do 1° semestre deste ano em São Paulo, segundo dados do Departamento Estadual de Trânsito (Detran-SP). De janeiro a junho foram aplicadas 478.835 multas desse tipo do estado de São Paulo. A infração é considerada grave, gerando um custo de R$ 195 para os motoristas ou proprietários dos veículos, acumulando 5 pontos na carteira de habilitação. No ano passado, o Detran-SP já tinha aplicado mais de 1,18 milhão de multas desse tipo no estado. A segunda infração mais comum em 2026 foi conduzir um veículo sem o licenciamento anual regularizado, com 184.407 autuações. Na sequência aparecem dirigir sem o cinto de segurança, com 85.153 multas, usar o celular ao volante, com 81.106, e avançar o sinal vermelho, com 43.872 autuações. 4 em cada 10 multas de trânsito no Brasil são por excesso de velocidade 2026: tipo de multas mais aplicadas Ao todo, o Detran-SP já aplicou mais de 1,5 milhão de multas no estado entre janeiro e junho deste ano. O valor corresponde a 44% das autuações registradas ao longo de todo o ano de 2025, que somaram 3,4 milhões. As cinco infrações mais registradas no primeiro semestre foram: Deixar de efetuar registro do veículo em 30 dias, quando for transferido a propriedade: 478.835 multas lavradas; Conduzir o veículo registrado que não esteja devidamente licenciado: 184.407 multas lavradas; Deixar o condutor de usar o cinto de segurança: 85.153 multas lavradas; Dirigir veículo manuseando telefone celular: 81.106 multas lavradas; Avançar sinal vermelho do semáforo: 43.872 multas lavradas. Multas de trânsito em SP por ano 2026: 1.545.293 (até junho) 2025: 3.496.793 2024: 3.700.131 2023: 2.908.276 2022: 2.329.950 2021: 1.547.963 2020: 1.147.414 Para o engenheiro de trânsito Horácio Augusto Figueira, os números recentes de multas administrativas alimentam o discurso de que existe uma "indústria da multa" em São Paulo, o que, segundo ele, não é verdade. “O motorista tem que estar com sua documentação em dia. Isso é fato. Mas o foco das fiscalizações não pode ser multa administrativa. Nós vivemos uma barbárie no trânsito na cidade de São Paulo e no estado. Todo fim de semana é uma tragédia que choca a sociedade. Então, o foco tem que ser na segurança. Quem fala que existe uma indústria da multa em São Paulo nunca ficou parado 10 minutos num cruzamento para ver a quantidade de infrações subnotificadas, por falta de fiscalização”, declarou. Segundo Figueira, o número de autuações por avanço de sinal vermelho é muito inferior ao total de infrações que realmente ocorrem. “Das 43 mil aplicadas por avançar o farol vermelho em São Paulo, esse número deve ser muito maior. Da proporção 10 mil não aplicadas para 1 aplicada. As motos andam na calçada, furam a faixa de pedestre. A falta de estrutura fiscalizatória vitima, principalmente, os pedestres. E a salvação de vidas é que tem que ser o foco de qualquer autoridade de trânsito", disse o especialista. “A gente vê pouquíssimas fiscalizações aos finais de semana e nas noites, onde acontecem os piores acidentes. Isso explica muito o motivo desses números e a carnificina que vivemos hoje nas ruas e estradas do país”, argumentou. O que diz a lei sobre as transferências? Pelas regras do Código de Trânsito Brasileiro (CTB), a transferência de propriedade de um veículo é obrigatória e deve ser feita em até 30 dias após a venda ou doação. O processo exige o preenchimento da Autorização para Transferência de Propriedade de Veículo (ATPV-e) e pagamento de taxas e vistoria. Em São Paulo, essa transferência pode ser realizada presencialmente nos postos do Detran-SP, nos Poupatempos do estado, ou de forma digital. Se o veículo já estiver licenciado no ano, a taxa de transferência é de R$ 295,83 — pago via Pix ou rede bancária. No caso de veículos não licenciados, a taxa é de R$ 469,91. O Projeto de Lei nº 3965/21, que a Câmara dos Deputados aprovou no início de junho de 2025, autoriza a transferência de veículos por meio de aplicativos móveis. Além disso, elimina a obrigatoriedade do reconhecimento de firma em cartório.

  14. Doença genética rara faz irmãos perderem movimentos de forma progressiva no Acre Aos 12 anos, Pedro Rodrigues já precisou abrir mão do futebol, das corridas e até de brincadeiras comuns da infância. O irmão caçula, Tiago Rodrigues, de 7, ainda corre e sobe escadas, mas a família sabe que, com o passar dos anos, a mesma doença que mudou a rotina do mais velho também deve limitar, pouco a pouco, os movimentos dele. 🧬 Os dois irmãos, moradores de Rio Branco, convivem com a Distrofia Muscular de Cinturas tipo 2C (LGMD2C), uma doença genética ultrarrara, degenerativa e sem cura definitiva que provoca a perda progressiva da força muscular. ✅ Participe do canal do g1 AC no WhatsApp Com o avanço, os pacientes passam a ter dificuldade para correr, subir escadas, levantar do chão e fazer outras atividades do dia a dia. Em estágios mais avançados, a doença também pode comprometer músculos responsáveis pela respiração e pelo funcionamento do coração. No entanto, a esperança pela reversão do quadro de saúde dos irmãos começou a mudar no ano passado, a partir de um estudo desenvolvido nos Estados Unidos que apresentou melhoras significativas em pacientes que participaram da primeira fase da pesquisa. Agora, a família busca arrecadar R$ 5,2 milhões (US$ 1 milhão) para viabilizar o financiamento da segunda fase, que inclui o teste de medicamentos, e poder inclui-los de fato -- já que ambos receberam o aceite para participar. Ao g1, a advogada Fabíula Albuquerque Fleming, mãe dos meninos, contou que acompanhar a progressão da doença nos filhos é um dos maiores desafios da família. "É muito difícil assistir um filho enterrando os próprios sonhos ainda em vida. Ver o brilho deles diminuindo, perceber que ficou mais calado e mais triste. Isso parte o coração de qualquer mãe", relatou. Confira, nesta reportagem do g1: O que é a doença Como ocorre o acompanhamento médico Diagnóstico do mais velho Gravidez e descoberta da doença no mais novo Rotina intensa Tratamento Campanha para participar da pesquisa nos EUA Pedro Rodrigues, de 12 anos, e Tiago Rodrigues, de 7, convivem com a Distrofia Muscular de Cinturas tipo 2C, doença genética ultrarrara Arquivo pessoal O que é a doença A Distrofia Muscular de Cinturas tipo 2C (LGMD2C) é uma doença genética ultrarrara que provoca a destruição progressiva das fibras musculares. Segundo a fisioterapeuta neurofuncional Fabiana Martins, mestre em ciências da saúde e que já acompanhou Pedro e Tiago, os primeiros sinais costumam surgir ainda na infância, geralmente entre os 2 e 4 anos de idade. A especialista explica que a doença é hereditária e ocorre devido a uma alteração genética, que pode ser causada por uma mutação ou transmitida pelos pais. Além disto, afeta, principalmente, a musculatura próxima ao centro do corpo, como ombros, braços, quadris e coxas, regiões conhecidas como 'cinturas'. Ainda segundo ela, a criança nasce e se desenvolve normalmente, aprende a andar, correr e brincar como qualquer outra. Com o passar dos anos, porém, começa a perder essas habilidades porque os músculos deixam, gradativamente, de responder aos comandos do corpo. “A criança tem toda a vontade de correr, brincar e fazer as atividades do dia a dia. O cognitivo permanece preservado, mas ela não consegue executar os movimentos porque o músculo começa a se degradar e perder força”, explicou. LEIA MAIS: Síndrome genética rara faz criança de 2 anos do Acre ter fome insaciável 'Tem sido desesperador', diz mãe de menino autista diagnosticado com síndrome rara que causa paralisia no interior do AC 'Foi uma menina amada e feliz', diz mãe de criança com doença rara que morreu após síndrome respiratória no AC Pedro Rodrigues, de 12 anos, durante consulta médica; ele precisa ser acompanhado por especialistas desde o diagnóstico da doença Arquivo pessoal Antes do avanço da doença, o futebol fazia parte da rotina e ocupava boa parte do tempo livre de Pedro. Hoje, subir escadas, levantar do chão ou entrar em um carro exige um esforço a mais. "O Pedro já não consegue correr, andar de bicicleta ou participar de muitas brincadeiras com outras crianças. Durante a noite, ele dorme usando talas nos pés para retardar o encurtamento dos tendões. As atividades físicas intensas podem até provocar inflamação muscular e febre", explicou Fabíula. O filho caçula ainda vive uma realidade diferente. No entanto, embora Tiago ainda corra, suba escadas e brinque, ele já apresenta alguns sinais da doença. "Ele faz compensações para levantar do chão, mas, pela pouca idade, ainda tem a força mais preservada que o Pedro. Quando o Pedro tinha a idade dele, fazia as mesmas coisas. A doença vai tirando isso com o passar do tempo. Hoje, o Tiago não fala de outra coisa que não seja a cura e acredita que um dia vai conseguir realizar esse sonho", disse. Esforço dobrado Conforme a progressão, atividades simples passam a exigir esforço, como levantar do chão, caminhar por longas distâncias ou participar de brincadeiras. Além da perda gradual da força muscular, a LGMD2C também pode comprometer músculos importantes para a respiração e para o funcionamento do coração. Por isso, segundo Fabiana, o diagnóstico precoce e o acompanhamento especializado fazem diferença para preservar a autonomia dos pacientes pelo maior tempo possível. “O tratamento não é apenas para preservar músculos. É para preservar qualidade de vida, independência e oportunidades de desenvolvimento. Essas crianças precisam continuar vivendo a infância, brincando, estudando e convivendo com outras pessoas”, destacou. Além do acompanhamento com neurologistas, o tratamento inclui fisioterapia especializada, monitoramento da função respiratória e cardíaca, acompanhamento nutricional e psicológico, além de adaptações que ajudam a manter a funcionalidade dos pacientes. ''Muitas crianças acabam deixando de participar de atividades escolares, esportivas e de momentos de lazer porque percebem que não conseguem acompanhar os colegas. Por isso, cuidar da participação social, da autoestima e oferecer apoio psicológico também faz parte do tratamento'', ressaltou. Ainda de acordo com a especialista, cada criança evolui de maneira diferente, o que exige um tratamento individualizado. "Na nossa experiência acompanhando o Pedro e o Tiago, percebemos que cada criança evolui de uma forma. Por isso, o tratamento precisa ser pensado para cada paciente e acompanhado continuamente", completou. Tiago Rodrigues, de 7 anos, durante consulta médica; ele precisa ser acompanhado por especialistas desde o diagnóstico da doença Arquivo pessoal Diagnóstico Fabíula Fleming contou que, durante a gravidez e logo após o nascimento dos filhos, nada indicava que havia uma doença genética na família. De acordo com ela, Pedro nasceu aparentemente saudável. Contudo, a única característica que chamava atenção era que ele gripava com mais frequência do que outras crianças e costumava apresentar cansaço durante infecções respiratórias. “Ele começou a apresentar febres muito altas, sem explicação. Investigamos de tudo. Pensaram em infecções, viroses e até doença no fígado. Fazíamos exames praticamente toda semana e ninguém encontrava a causa'', relembrou. Após alterações em exames do fígado, os médicos chegaram a indicar uma biópsia hepática em Rio Branco. Em busca de respostas, a família decidiu viajar para Brasília (DF). Foi lá que exames identificaram níveis extremamente elevados de CPK, enzima que indica lesão muscular importante. Inicialmente, surgiu a suspeita de distrofia muscular de Duchenne. O exame genético descartou essa possibilidade e, após uma biópsia muscular, veio o diagnóstico definitivo: Distrofia Muscular de Cinturas tipo 2C. “Quando recebemos aquele diagnóstico, nossa vida mudou para sempre'', destacou Fabíula. Gravidez Quando Pedro recebeu o diagnóstico definitivo, aos 4 anos, Fabíula já estava grávida de Tiago. A notícia da gestação trouxe, além da confirmação da doença do primogênito, um alerta dos médicos sobre a possibilidade de ela se repetir em outra gestação. “O médico nos disse que eu e meu marido não deveríamos mais ter filhos por causa da chance genética. Mas ele não sabia que eu já carregava o Tiago na barriga. Foi um dos momentos mais difíceis da minha vida”, relembrou. Assim que o caçula nasceu, a família decidiu fazer o exame genético ainda nos primeiros meses de vida. Enquanto aguardava o resultado, Fabíula diz que viveu semanas de expectativa para que o resultado viesse negativo. Porém, a confirmação veio justamente no dia em que Tiago completava cinco meses de idade. “Quando recebi a notícia de que ele também tinha a doença, desabei completamente. O telefone caiu da minha mão. Achei que meu coração não fosse suportar descobrir que meus dois filhos tinham uma doença sem cura”, relatou. Pedro Rodrigues, de 12 anos, e Tiago Rodrigues, de 7, convivem com a Distrofia Muscular de Cinturas tipo 2C, doença genética ultrarrara Arquivo pessoal Como o diagnóstico foi precoce, Tiago ainda não apresentava sintomas da distrofia muscular. Pouco tempo depois, porém, a família enfrentaria outro desafio inesperado. Ainda bebê, ele foi diagnosticado com osteopetrose, uma doença raríssima que afeta os ossos e exigiu um transplante de medula óssea. “Parecia que uma luta nem terminava e outra já começava”, destacou. Rotina intensa em casa e na escola Atualmente, a rotina da família gira em torno dos cuidados com os dois irmãos. Eles fazem acompanhamento com médicos no Acre e também com especialistas em São Paulo, referência no tratamento da doença. Segundo Fabíula, as equipes mantêm contato frequente para discutir a evolução dos meninos e alinhar as condutas médicas. “Sempre que é preciso, os médicos daqui conversam com os especialistas de São Paulo. A gente vai fazendo esse acompanhamento conjunto”, explicou. Além das consultas periódicas fora do estado, os irmãos fazem fisioterapia especializada três vezes por semana em Rio Branco, seguindo protocolos definidos pelos médicos que os acompanham em São Paulo. Para a mãe, a rotina de exames, viagens e tratamentos mudou completamente a forma como a família enxerga a vida. “Descobrir uma doença degenerativa muda a forma como você vê tudo. Coisas simples, como levantar, comer, ir para a escola ou receber os amigos em casa, passam a ter um valor muito diferente. Vivemos entre consultas, exames e acompanhamentos médicos, sempre tentando fazer tudo o que está ao nosso alcance para que eles tenham a melhor qualidade de vida possível”, afirmou. Pedro Rodrigues e Tiago Rodrigues fazem fisioterapia para preservar a mobilidade e retardar a progressão da doença Arquivo pessoal Na escola, os dois irmãos também recebem acompanhamento especial. Fabíula conta que a equipe pedagógica buscou adaptar a rotina sem comprometer a autonomia das crianças. Com Tiago, uma professora acompanha mais de perto as atividades. Já Pedro recebe atenção de toda a equipe escolar, desde inspetores até a direção. Para evitar acidentes durante o recreio, por exemplo, ele sai alguns minutos antes dos colegas para o lanche, evitando a correria no pátio. Os funcionários também ficam atentos para prevenir quedas. Quando Pedro começou a demonstrar sinais de tristeza e dificuldade para lidar com as limitações impostas pela doença, a escola passou a oferecer atendimento psicológico e atividades adaptadas. “O que eu acho mais bonito é que eles fazem tudo isso sem que o Pedro perceba que está sendo tratado de forma diferente. Eles se preocupam em preservar a autonomia dele”, contou a mãe. Mesmo diante das limitações, Fabíula diz que a família faz questão de permitir que os filhos continuem vivendo a infância. "Eles continuam sendo crianças cheias de sonhos, de fé e de vontade de viver. Aqui em casa escolhemos viver um dia de cada vez e não deixar que a doença defina quem eles são. É por isso que seguimos lutando todos os dias", disse. Tratamento e esperança Durante oito anos, a família ouviu dos médicos que não existia um tratamento capaz de interromper a progressão da doença. Contudo, a esperança começou a mudar no ano passado, quando o neurologista que acompanha Pedro e Tiago em São Paulo participou de um congresso internacional sobre distrofias musculares e soube do início de um estudo voltado justamente para pacientes com Distrofia Muscular de Cinturas tipo 2C (LGMD2C), desenvolvido pela Universidade da Flórida, em Gainesville, nos Estados Unidos. Na época, a equipe médica entrou em contato com os responsáveis pelo estudo na tentativa de conseguir uma vaga para os irmãos, mas recebeu uma resposta negativa. Em março deste ano, foram divulgados os primeiros resultados da pesquisa. Segundo Fabíula, as quatro crianças que participaram da primeira fase apresentaram melhora significativa, com redução da inflamação muscular e ganho de força. A partir de então, uma nova mobilização foi feita. Além da família, médicos e amigos passaram a entrar em contato com a fundação responsável pelo estudo. Relatórios médicos foram enviados e a equipe brasileira se colocou à disposição para acompanhar o tratamento. “Conseguimos aquilo que parecia impossível. Recebemos a notícia de que seria possível incluir o Pedro e o Tiago. Pela primeira vez em muitos anos, não estávamos mais lutando apenas para retardar a doença. Estávamos diante de uma oportunidade real de mudar a história dos nossos filhos”, destacou. Pedro Rodrigues e Tiago Rodrigues ao lado da mãe, Fabíula, e do pai, Márcio Fleming. A família busca arrecadar recursos para o tratamento dos irmãos Arquivo pessoal Campanha solidária Apesar da seleção, ainda existe um desafio. Segundo Fabíula, Pedro precisa receber a terapia antes de completar 13 anos, idade limite para participação nesta fase do estudo. Hoje, ele tem 12 anos. Para viabilizar a participação, a família iniciou uma campanha solidária para arrecadar recursos e poder ajudar no financiamento da pesquisa, que custa U$ 2 milhões para quatro pacientes, sendo que duas destas são Pedro e Tiago, envolvidos por meio de uma carta-convite da fundação que ampara o estudo sobre a doença e que busca levantar fundos para financiar a pesquisa. No total, o correspondente para ambos é de US$ 1 milhão -- o equivalente a R$ 5,2 milhões. O valor não inclui despesas com deslocamento, hospedagem ou permanência nos EUA. "Não tem a ver só com os meus filhos. Se o estudo não continuar, a cura não chega no mundo. Eles descobriram a cura, mas ainda não é um tratamento comercializável. Então, por exemplo, se o estudo finalizar e os meninos, recebendo a terapia, forem curados, o estudo finaliza e daqui alguns anos, se uma criança descobrir que tem distrofia muscular do tipo 2C, ela vai ter um tratamento existente no mundo", falou. O ensaio clínico, como os profissionais chamam, deve ser feito em quatro fases e os meninos foram envolvidos na parte dois, onde eles já recebem a aplicação do medicamento que ainda não é comercializado e que, a partir dos testes, precisa ser aprovado pela Administração de Alimentos e Medicamentos (FDA) dos EUA. O objetivo no geral é levantar os R$ 5 milhões e doar à The Dion Foundation, que ampara a pesquisa sobre a doença e que deve garantir o apoio institucional da participação dos meninos. "A indústria farmacêutica em geral não tem interesse em investir numa medicação que não tem público. Esses testes clínicos, o estudo para criação desse medicamento está sendo realizado por recursos filantrópicos nos EUA. São, basicamente, as fundações formadas por pessoas que têm [casos] na família, esse movimento familiar mesmo igual estamos fazendo aqui para levantar o dinheiro e poder aportar a pesquisa", explicou. Ela conta que a família também pretende vender a casa onde mora e um sítio para ajudar a custear os demais gastos necessários durante o tratamento. “Nós conseguimos a vaga. Agora precisamos vencer esse último obstáculo. Depois de tantos anos ouvindo que não existia cura, hoje eu posso dizer que ela existe. Eu sonho em ver meus filhos correndo, subindo uma escada sem dificuldade, entrando caminhando na igreja no dia do casamento deles. Sonho em ser avó, em vê-los crescer e envelhecer. Eu acredito, de todo o meu coração, que Deus não nos trouxe até aqui para parar aqui”, completou. VÍDEOS: g1 ´

  15. "24 para pagar o que me deve" Reprodução/Patos Hoje Uma mulher de 52 anos foi ameaçada pelo próprio filho, de 26, que cobrava uma suposta dívida relacionada à compra de uma moto. O homem deixou um bilhete dando 24 horas para que ela entregasse o dinheiro. O caso aconteceu na quarta-feira (8), em Patos de Minas, no Alto Paranaíba. Segundo a Polícia Militar (PM), o suspeito é usuário de drogas e vive às custas da mãe. No bilhete, ele determinou que a mulher teria 24 horas para pagar a suposta dívida e a ameaçou caso não atendesse à exigência. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Triângulo no WhatsApp No recado, o homem escreveu que a mãe "pagaria pelo que merecia" caso não entregasse o dinheiro. A existência da suposta dívida, no entanto, não foi confirmada. O bilhete foi entregue pela vítima aos policiais e anexado ao registro da ocorrência. Veja acima. Filho ameaçava a mãe constantemente De acordo com a mãe, as ameaças eram frequentes e estavam relacionadas à cobrança de dinheiro por causa da suposta dívida da moto. Ela também relatou que, pouco antes da chegada da Polícia Militar (PM), o filho estava com uma machadinha, gritava, a ofendia e a intimidava. O suspeito foi preso em flagrante pelos crimes de ameaça e violência doméstica. Segundo a PM, o homem voltou a ameaçar a mãe durante o atendimento, mesmo após ser levado para a Delegacia de Polícia Civil. O g1 entrou em contato com a Polícia Civil para saber se o caso é investigado, mas não havia obtido resposta até a última atualização da reportagem. LEIA TAMBÉM: Mãe manda filho trabalhar e acaba agredida Mulher mata ex a facadas durante briga e se entrega Mulher é baleada, foge e companheiro morre em confronto com a PM ASSISTA: O que é feminicídio? O que é feminicídio? VÍDEOS: veja tudo sobre o Triângulo, Alto Paranaíba e Noroeste de Minas

  16. Ilustração de Chica da Silva Imagem criada por meio de IA. O Terra de Minas deste sábado (11) presta uma homenagem a Chica da Silva, 230 anos após sua morte. A partir de pesquisas históricas e documentos da época, o programa revisita a trajetória de uma das personagens mais conhecidas da história de Minas Gerais e mostra como romances, novelas e filmes ajudaram a consolidar, no imaginário popular, a imagem de uma mulher sensual, manipuladora e ambiciosa, nem sempre compatível com o que revelam os registros históricos. ✅Clique aqui para seguir o canal do g1 MG no WhatsApp Para desmistificar essa história, o programa entrevistou historiadores e especialistas, e percorreu os principais lugares ligados à vida de Chica. As gravações foram realizadas em Diamantina, onde ela viveu boa parte da vida; em Milho Verde, onde foi batizada; e na cidade do Serro, no cartório onde estava guardado o testamento de Chica. Esta reportagem aborda os pontos abaixo: Inteligência Artificial Chica jovem e escravizada Chica adulta Chica sem peruca João Fernandes de Oliveira Inteligência Artificial Como não existem retratos considerados fiéis de Chica da Silva, algumas cenas do programa foram feitas pelo departamento de arte da TV Globo em Minas, com o auxílio de inteligência artificial. São reconstruções artísticas baseadas em pesquisas e descrições documentais, sem a pretensão de representar a aparência real da personagem. As ilustrações de Chica da Silva, do companheiro dela, João Fernandes de Oliveira, e dos filhos do casal foram produzidas a partir de referências históricas reunidas durante a apuração da reportagem. Chica da Silva, João Fernandes e os filhos Imagem gerada por meio de IA Para orientar a criação das artes, a equipe utilizou informações do livro "Chica da Silva e o contratador dos diamantes: o outro lado do mito", da historiadora Júnia Ferreira Furtado, professora da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Também houve orientações da professora doutora em Design da Universidade do Estado de Minas Gerais (UEMG) e curadora de arte e moda, Carolina Bicalho, além do uso de registros iconográficos do "Livro de Costumes", um conjunto de aquarelas produzidas por Carlos Julião no século XVIII em Minas Gerais. Todas as ilustrações foram criadas a partir das orientações dos especialistas, de modo que a inteligência artificial funcionou como ferramenta de reconstrução visual baseada em evidências históricas disponíveis, e não como mecanismo capaz de reproduzir com precisão a aparência real dos personagens. Para o design gráfico Igor Paiva, que escreveu as orientações para que a IA gerasse as imagens, um ponto importante foi evitar a sexualização da imagem de Chica da Silva. A maior dificuldade foi não cair em um padrão muito europeu. "Muitas vezes ela criava roupas e cenários parecidos com a nobreza europeia, com vestidos muito armados, ambientes luxuosos demais e pouca relação com o Brasil colonial", disse ele. LEIA TAMBÉM Inteligência artificial recria voz de Santos Dumont em programa especial da Globo em Minas Andorinhas e Itacolomi: conheça os atrativos dos parques abertos à visitação em Ouro Preto Chica jovem e escravizada Ilustração de Chica da Silva quando era escravizada Imagem gerada por meio de IA. A reconstrução por meio de IA buscou representar diferentes momentos da vida de Chica da Silva. Na juventude, quando ainda era escravizada, foram consideradas as informações da professora Júnia Furtado sobre mulheres da Costa da Mina, local de origem da mãe de Chica da Silva. "Portugueses achavam as mulheres originárias da Costa da Mina muito bonitas, por serem altas, magras, por terem dentes muito brancos, e terem um contraste, que era uma coisa que eles valorizavam", disse a historiadora em entrevista ao Terra de Minas. Também foram usados registros documentais que indicam que a Chica escravizada era identificada como "Francisca Parda", designação usada na época para os mulatos de pele mais clara. Para vestir a Chica jovem foram usadas roupas coloridas e estampadas, seguindo a referência das do vestuário usada pelas mulheres escravizadas na região diamantina, presentes no "Livro de Costumes". Chica adulta Ilustração de Chica da Silva com os filhos e mulheres escravizadas Imagem gerada por meio de IA. Em relação à fase adulta, quando Chica vivia com o contratador de diamantes João Fernandes de Oliveira e ocupava posição de destaque na sociedade do Arraial do Tijuco (antigo nome de Diamantina), a reconstrução levou em conta as transformações descritas pelos historiadores no modo de vida dela e em sua aparência física. Segundo Júnia Furtado, Chica passou a viver como uma mulher da elite colonial: era carregada em cadeirinhas por pessoas escravizadas, não andava a pé, nem realizava trabalhos manuais e não amamentava os filhos, função que era desempenhada por amas de leite escravizadas. Nesse contexto, a reconstrução também buscou refletir a mudança no corpo de Chica, que se tornou mais robusto, o que era entendido como sinal de riqueza e prestígio, já que demonstrava que a mulher não precisava trabalhar. As ilustrações buscaram refletir esse padrão de beleza vigente no século XVIII, e não os referenciais estéticos contemporâneos. Nas representações dessa fase da vida, as imagens também passaram a refletir o vestuário luxuoso descrito nas fontes históricas: tecidos estampados e de cores vibrantes, joias, patuás e outros adornos característicos das mulheres negras libertas que alcançavam riqueza e prestígio. "De modo geral, Chica ostentava vestuário rico e colorido, que incluía meias brancas e anáguas da mesma cor, para dar volume, sapatos de seda ornados com fivelas de prata ou pedras coloridas. A saia, de cetim ou de outros tecidos, era sempre de cores vibrantes, listradas ou floridas. Para combinar, blusas de chita ou algodão em tons de verde, vermelho ou branco. Os acessórios eram variados: chapéu de copa alta, brincos de ouro, pedras preciosas e brilhantes, colares e patuás para proteção; nas mãos, um leque de plumas brancas, que deixou para a Santa Casa de Misericórdia do Arraial. A fim de se proteger da névoa e do frio matinal, usava capa dourada ou colorida, que conferia ao conjunto um ar distinto e imponente." (FURTADO, Chica da Silva e o contratador dos diamantes: o outro lado do mito, p. 139) As escolhas relacionadas ao figurino, às joias e aos acessórios também foram orientadas pela professora doutora em Design da Universidade do Estado de Minas Gerais (UEMG) e curadora de arte e moda Carolina Bicalho. A pesquisadora contribuiu com referências sobre as chamadas "joias de crioula" — conjuntos de correntes, pingentes e adornos acumulados ao longo da vida por mulheres negras e usados como símbolo de riqueza e poder após a conquista da alforria. Chica sem peruca Pintura na casa de Chica da Silva em Diamantina Saulo Vieira / TV Globo. Uma das escolhas feitas durante a elaboração das ilustrações foi não representar Chica da Silva com peruca, como em algumas pinturas presentes na casa dela e em cenas do filme Xica Da Silva, de Cacá Diegues, de 1976. A decisão foi baseada nas pesquisas da historiadora Júnia Ferreira Furtado, que aponta que a informação difundida por Joaquim Felício dos Santos, autor do livro "Memórias do Distrito Diamantino", de que Chica usava uma cabeleira de cachos sobre a cabeça raspada, não encontra respaldo nos inventários conhecidos de mulheres livres e forras do Arraial do Tijuco. Segundo a pesquisadora, as perucas aparecem com frequência nos registros de homens da época, indicando que se tratava de um adereço predominantemente masculino. Diante da ausência de evidências documentais que confirmassem o uso de perucas por Chica da Silva, a equipe optou por não incluí-las nas reconstruções visuais. João Fernandes de Oliveira As imagens de João Fernandes de Oliveira seguiram descrições sobre a indumentária da elite portuguesa do século XVIII, com casacas, tecidos nobres, chapéu, insígnias da Ordem de Cristo e demais acessórios compatíveis com sua posição de contratador dos diamantes. "O jovem desembargador deveria impressionar os moradores e impor o respeito que exigia sua presença e o importante cargo de contratador de diamantes que iria ocupar. Trajava-se como a elite branca do Arraial, seguindo a moda europeia. A primeira peça do ritual do vestir era a ceroula, seguida da camisa branca de linho com babados, de calção ou calça e meias finas de seda. Por cima, usava-se uma casaca de droguete preta, vermelha ou azul, ou um fraque de baeta, veludo ou seda. Por fim, um casacão ou capote com mangas quase enroladas sobre o corpo. Os adereços eram variados: pescoinho, no bolso, lenço de seda com babados; outro azul para o tabaco; cabeleira; chapéu com presilha e pluma; a cruz da Ordem de Cristo pendurada ao pescoço; sapatos com fivela de prata ou ouro; bengala de tartaruga com castão de ouro ou prata; e anéis de pedras preciosas. Na algibeira, faca e espadachim com cabos de prata, além de pistolas." (FURTADO, "Chica da Silva e o contratador dos diamantes: o outro lado do mito", p. 139)p. 157-158) Ilustração de João Fernandes de Oliveira e Chica da Silva Imagem criada por meio de IA. Vídeos mais vistos do g1 Minas

  17. Área reflorestada às margens do deserto de Taclamacã, na China, com árvores de médio porte após décadas de plantio. Le Yu/Universidade Tsinghua Se há algo em que a China raramente decepciona é em sua capacidade de pensar grande. Arranha-céus erguidos em tempo recorde, pontes aparentemente impossíveis, cidades inteiras surgidas quase da noite para o dia. Há quase meio século, houve um projeto muito menos chamativo, mas ainda assim monumental: plantar árvores em uma escala difícil de encontrar em qualquer outro lugar do mundo. A Grande Muralha Verde contra a desertificação Desde 1978, o gigante asiático plantou cerca de 66 bilhões de árvores como parte da chamada Grande Muralha Verde, uma barreira vegetal concebida para conter o avanço dos desertos de Gobi e Taclamacã. O objetivo era impedir que a areia continuasse engolindo as pradarias do norte do país, uma região onde o deserto de Gobi chegava a avançar mais de 2.600 quilômetros quadrados por ano. Segundo o site de notícias científicas Live Science, a China planeja plantar outros 34 bilhões de árvores até meados deste século, transformando ainda mais uma paisagem que já pouco se parece com a do fim dos anos 1970. O curioso é que essa gigantesca muralha de árvores nunca foi criada para combater a mudança climática, mas sim para deter a desertificação. Ainda assim, seus efeitos acabaram indo muito além do objetivo inicial. Segundo a revista Nature, a cobertura florestal nas regiões afetadas passou de 5% em 1978 para 14% em 2023. Com isso, não apenas diminuíram as tempestades de poeira, como também melhorou a qualidade do ar em grandes cidades. Agora no g1 Florestas plantadas crescem mais rápido que as naturais Agora, uma nova pesquisa publicada na revista Geophysical Research Letters acrescenta uma faceta inesperada à história. As florestas plantadas parecem responder ao aumento do CO₂ de forma diferente das florestas naturais. Essa diferença se traduz em um crescimento muito mais rápido da cobertura de folhas, embora os pesquisadores ainda não saibam exatamente quais mecanismos explicam esse fenômeno. Para chegar a essa conclusão, a equipe liderada pelo especialista em ecologia da paisagem Yuhang Luo, da Universidade de Pequim em Shenzhen, analisou observações de satélite do índice de área foliar, uma medida da densidade da folhagem relacionada à capacidade das florestas de capturar carbono. Os resultados mostraram que esse indicador aumentou 66% mais rapidamente nas florestas plantadas do que nas naturais. Deserto de Taklamacã, na Região Autônoma Uigur de Xinjiang, noroeste da China — área-alvo do projeto de reflorestamento contra a desertificação. Wikimedia/Domínio Público Um fator de manejo, não apenas de idade Parte dessa vantagem se explica pelo fato de as plantações serem muito mais jovens e ainda estarem atravessando sua fase de crescimento mais acelerado. No entanto, a idade por si só não basta para explicar o fenômeno. Mesmo quando comparadas a florestas naturais de idade e condições semelhantes, as áreas reflorestadas cresceram 4,6% mais rápido. Outra parte da explicação está na forma como essas plantações são administradas. Além de serem compostas, em geral, por espécies de crescimento rápido, como eucaliptos e álamos, elas recebem um manejo florestal mais intensivo, que favorece a absorção de luz, água e nutrientes e amplia a resposta das árvores ao aumento do dióxido de carbono na atmosfera. Uma vantagem com prazo de validade Essa vantagem, porém, parece ter prazo de validade. Ela atinge seu pico quando as árvores têm entre 30 e 40 anos e depois começa a diminuir. As florestas naturais, por sua vez, mantêm um desenvolvimento mais lento, porém constante, o que lhes proporciona vantagem no armazenamento de carbono e na resiliência de longo prazo, segundo as conclusões do estudo. Luo afirma que esses resultados revelam uma limitação de muitos modelos climáticos atuais, que não diferenciam adequadamente florestas naturais e plantadas nem levam em conta a idade ou o histórico de manejo de cada área florestal, o que pode distorcer a avaliação de sua real capacidade de captura de carbono. "As florestas plantadas podem ser uma ferramenta muito eficaz de curto prazo para a captura de carbono, mas essa vantagem é temporária. Para o armazenamento de carbono e a resiliência de longo prazo, as florestas naturais continuam sendo insubstituíveis", afirmou Luo à Live Science. Imagens de satélite mostram o avanço da vegetação na borda do deserto de Taklamacã, no oásis de Hotan. NASA Earth Observatory, imagens de Lauren Dauphin, dados MODIS/NASA EOSDIS Vozes críticas ao estudo Nem todos, porém, concordam com as conclusões da pesquisa. Kevin Dsouza, pesquisador que trabalhou com modelos de reflorestamento na Universidade de Waterloo e que não participou do estudo, disse à Live Science que o índice de área foliar é um indicador útil, mas insuficiente para estimar quanto carbono uma floresta realmente armazena. Uma parte significativa desse carbono também se acumula na madeira, na casca, nas raízes e no solo, e não apenas na copa das árvores. Segundo Dsouza, outro estudo sobre as florestas chinesas apontou que as áreas naturais também podem acumular mais carbono acima do solo durante seus primeiros anos de desenvolvimento. Por isso, esses resultados devem ser interpretados com cautela. Um sumidouro de carbono em larga escala Ainda assim, a dimensão do projeto continua sendo excepcional. Em 2020, as florestas plantadas do sul da China cobriam 90,3 milhões de hectares, o equivalente a 36,6% de toda a área florestal do país, de acordo com o site IFLScience. Outra pesquisa estimou que a faixa arborizada ao longo do deserto de Taclamacã capturou cerca de 8,3 milhões de toneladas de CO₂ por ano entre 2004 e 2017, enquanto emitia aproximadamente 6,7 milhões de toneladas anuais, o que indica que funcionou como um sumidouro líquido de carbono nesse período. Para Luo, a lição não é deixar de plantar árvores, mas fazê-lo de forma mais criteriosa: definir quando plantar, quais espécies utilizar e como administrá-las posteriormente. Na avaliação do pesquisador, o objetivo é oferecer "uma orientação mais prática para a ação climática baseada em florestas" que ajude a aprimorar futuros projetos de reflorestamento em larga escala.

  18. Aposta de Divinópolis fatura R$ 43 milhões na Mega-Sena Uma aposta registrada na lotérica O Paraíso da Sorte, em Divinópolis, no Centro-Oeste de Minas, acertou as seis dezenas do concurso 3.029 da Mega-Sena e faturou R$ 43 milhões. Segundo o proprietário do estabelecimento, este foi o maior prêmio já registrado na unidade. "Ficamos extremamente felizes! Quando o prêmio sai na nossa cidade, na nossa região, traz confiança a todos os apostadores e também a todo o grupo de lotéricos", disse o proprietário, Weverson Bruno Alves. Moradores ficam curiosos para saber quem ganhou R$ 43 milhões O sorteio foi realizado na noite de quinta-feira (9), em São Paulo. As dezenas sorteadas foram: 01, 11, 24, 33, 35 e 59. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Centro-Oeste de Minas no WhatsApp Muita gente quer saber quem é o novo milionário. O g1 perguntou ao dono da lotérica se ele conhecia o vencedor, mas ele disse que não sabe. Segundo o proprietário, a identidade do apostador é mantida em sigilo pela Caixa Econômica Federal. "Ficamos imaginando e torcendo pelos nossos clientes, mas não conseguimos saber quem foi o sortudo", afirmou. Mesmo sem saber quem é o vencedor, Weverson deixou um conselho ao novo milionário: "Saiba usar com sabedoria o seu prêmio", disse Lotérica de Divinópolis tem histórico de premiações Segundo Weverson, a lotérica já registrou diversos prêmios de menor valor. Entre eles, estão apostas premiadas na quina e na quadra da Mega-Sena, além de acertos na Lotofácil e em outras modalidades de loteria comercializadas no estabelecimento. "Não só para a nossa lotérica, mas para todas as lotéricas de Divinópolis, o prêmio aumenta a esperança de todos. Mas claro, para os nossos clientes, a lotérica passa a ser um lugar de muita sorte, afinal, foram 43 milhões que passaram por nós", finalizou. LEIA MAIS: Mega-Sena: apostador de Divinópolis fatura R$ 85 mil na quina Lotofácil premia apostador de Divinópolis com mais de R$ 386 mil Mega-Sena: bolão de Divinópolis acerta cinco números e fatura mais de R$ 40 mil Casa lotérica que registrou aposta premiada em Divinópolis Paraíso da Sorte Loterias/Divulgação Para apostar na Mega-Sena A aposta mínima custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet, até as 20h – saiba como fazer a sua aposta online. Os jogos podem ser realizados até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos. Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo. O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar. Probabilidades A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa. Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição. VÍDEOS: veja tudo sobre o Centro-Oeste de Minas O comércio, segundo o dono, tem histórico de apostas premiadas, mas com valor tão alto foi a primeira vez ,

  19. Por que as baleias-jubarte aparecem todos os anos no litoral do Rio? Entenda a migração dos gigantes do mar Todos os anos, com a chegada do inverno, uma cena volta a se repetir no litoral do Rio de Janeiro: baleias-jubarte aparecem próximas à costa e transformam o mar em um dos principais espetáculos da estação. Os encontros, cada vez mais frequentes, movimentam o turismo de observação e chamam a atenção de quem navega pela Baía de Guanabara e pelo oceano em frente à cidade. Mas por que esses animais passam pelo Rio todos os anos? A resposta está em uma das maiores migrações do planeta, uma viagem de até 9 mil quilômetros. As baleias-jubarte deixam as águas geladas da Antártida e percorrem a costa brasileira rumo ao Arquipélago de Abrolhos, no sul da Bahia, onde encontram condições ideais para acasalar e dar à luz os filhotes. Entre ida e volta, a viagem pode chegar a 9 mil quilômetros. O litoral do Rio de Janeiro não é o destino final da espécie, mas faz parte de uma importante rota migratória. A costa fluminense funciona como um corredor natural por onde milhares de baleias passam todos os anos, tornando a região um ponto privilegiado para observação. 🟩O g1 Rio está no GloboPop, o novo aplicativo de vídeos curtos verticais da Globo, disponível gratuitamente no seu celular. Lá no app, você pode seguir o palco do g1 Rio para não perder nenhum episódio. Baixe o GloboPop. Gigantes de 40 toneladas Apesar de a presença das jubartes ser cada vez mais comum nesta época do ano, os pesquisadores afirmam que avistá-las em alto-mar continua dependendo de uma combinação de experiência e sorte. Depois de mais de uma hora de navegação, qualquer borrifo no horizonte pode indicar a presença de um animal. Primeiro aparece o jato de água da respiração. Depois, uma nadadeira rompe a superfície. Em alguns momentos, as baleias saltam completamente para fora da água. As jubartes podem atingir até 16 metros de comprimento e pesar cerca de 40 toneladas. O Rio está no caminho, mas não é o destino Caminho da migração de baleias da Antártida até a Bahia Reprodução/RJ2 Ao contrário do que muitos imaginam, as jubartes não migram em busca de alimento. Durante esse período, elas deixam as regiões polares e seguem para águas tropicais mais quentes, onde ocorre a reprodução. É no litoral brasileiro que os filhotes nascem e passam os primeiros meses de vida antes de iniciar a viagem de volta para a Antártida. Segundo especialistas, o Rio ocupa uma posição estratégica nessa rota, permitindo que moradores e turistas observem a passagem dos animais sem que eles precisem interromper a migração. Recuperação após risco de extinção A presença crescente de baleias no litoral brasileiro também reflete a recuperação da espécie nas últimas décadas. A caça comercial levou as jubartes à beira da extinção ao longo do século XX. A proibição da atividade, adotada no Brasil na década de 1980, contribuiu para a recuperação da população. Hoje, estima-se que mais de 30 mil baleias-jubarte cruzem o litoral brasileiro todos os anos. Para pesquisadores, a espécie se tornou um dos principais exemplos de recuperação da vida marinha quando há medidas efetivas de conservação. "As baleias-jubarte são o grande exemplo de como a natureza é resiliente e o quanto que se a gente deixar de atrapalhar, a gente simplesmente parou de matar as baleias, elas recuperaram essa população", diz Caio Salles, embaixador do Hope Spot das Ilhas Cagarras. Um mistério que continua sem resposta Apesar dos avanços no conhecimento sobre a espécie, uma pergunta permanece em aberto: como as baleias encontram exatamente o mesmo caminho ano após ano? Os cientistas levantam diferentes hipóteses, como a influência das correntes marítimas, do campo magnético da Terra ou até da posição dos astros. Mas nenhuma delas foi comprovada. O mecanismo que orienta essa navegação continua sendo um dos grandes mistérios da biologia marinha. Enquanto a ciência busca essa resposta, a passagem das jubartes segue encantando quem tem a sorte de encontrá-las no litoral fluminense. Para os pesquisadores, mesmo depois de anos acompanhando esses animais, a emoção continua sendo a mesma. "Cada encontro é um encontro diferente. É isso que faz esses animais serem tão especiais", resume a pesquisadora de cetáceos Liliane Lodi.

  20. 'Quadrilha em cadeira de rodas' se apresenta em arraiá acessível em MG Celebrar as tradições juninas de forma que todos possam participar: é com essa proposta que a Associação Mais Acessível (AMA) realiza, neste domingo (12), o Arraiá Acessível, em Belo Horizonte. Um dos destaques da festa é a apresentação da "Quadrilha em cadeira de rodas", primeiro quadrilha de Minas Gerais formada por pessoas com paraplegia. Segundo Rosana Bastos, coordenadora da quadrilha e organizadora do Arraiá Acessível, o grupo, que retomou as atividades em 2025 reforça, por meio da cultura popular, a inclusão e o pertencimento das pessoas com deficiência. ✅Clique aqui para seguir o canal do g1 MG no WhatsApp Durante os ensaios, os casais percorrem os tradicionais passos da quadrilha, giram pela quadra e seguem o "caminho da roça", mostrando que a tradição também pode ser vivida sobre rodas (veja no vídeo acima). Os dançarinos se apresentam na sede da AMA, no bairro Santas Efigênia, na região leste de BH. A entrada é gratuita e aberta ao público. Grupo tem mais de 15 anos de história Rosana relata que o grupo surgiu há mais de 15 anos anos, quando os integrantes faziam parte da Associação Mineira de Paraplégicos. Após cinco anos de pausa, a quadrilha retomou as atividades no ano passado, quando passou a integrar a AMA, reunindo pessoas paraplégicas entre atletas, ex-atletas e admiradores da tradição das quadrilhas juninas. A coordenadora destaca que a iniciativa reforça o direito das pessoas com deficiência a também ocuparem espaços tradicionais da cultura mineira. "É um movimento de inclusão e de representatividade, porque eles também fazem parte disso. O grupo se sente pertencente a essa cultura de Minas Gerais", afirma. Ao longo da trajetória o grupo já participou de diversas edições do Arraial de Belô, uma das principais festas juninas do estado, e também volta a se apresentar na programação oficial da festa no próximo dia 24 de julho. Confira a programação completa do evento. 'Quadrilha sobre rodas', grupo de Minas Gerais que se apresenta há mais de 15 anos. Rosana Bastos Veja os vídeos mais vistos do g1 Minas:

  21. Local onde estão sepultados os restos mortais de Chica da Silva, no cemitério ao lado da igreja Saulo Vieira / TV Globo A Igreja da Ordem Terceira de São Francisco guarda uma das principais lembranças da trajetória de Chica da Silva. Em testamento, ela manifestou o desejo de ser sepultada no templo, onde manteve uma forte ligação ao longo da vida. O pedido foi respeitado quando morreu, em 15 de fevereiro de 1796, e seu corpo foi enterrado no altar de Santa Isabel, de quem era devota. Mais de um século depois, durante uma reforma realizada na década de 1930, os restos mortais foram transferidos para um cemitério ao lado da igreja. ✅Clique aqui para seguir o canal do g1 MG no WhatsApp Muito além dessa ligação com uma das personagens mais emblemáticas da história de Minas Gerais, a Igreja da Ordem Terceira de São Francisco preserva séculos de memória e mantém viva uma tradição de fé e assistência social iniciada ainda no período colonial. Segundo Igor Gustavo, vice-ministro da Ordem e responsável pelo culto divino na igreja, a trajetória da instituição reflete a forma como a própria comunidade se organizava para suprir a ausência do Estado. "Naquele período, as irmandades cuidavam dos doentes, enterravam os mortos e ofereciam assistência aos mais necessitados. Eram o sistema de saúde e assistência social da época", explica. Agora no g1 Fundada em Diamantina em 1754, a Ordem Terceira de São Francisco nasceu reunindo principalmente portugueses. Ao longo do século XIX, porém, passou a acolher também negros e pardos, movimento considerado essencial para a continuidade das atividades religiosas e sociais da instituição. A mudança acompanha as transformações de uma cidade marcada pela mineração e pelas complexas relações sociais daquele período. Fachada da igreja da Ordem Terceira de São Francisco, em Diamantina Saulo Vieira / TV Globo A ligação com Chica da Silva A relação de Chica da Silva com a Ordem Terceira de São Francisco faz parte da memória preservada pela igreja. De acordo com histórias transmitidas oralmente por gerações, o nascimento de Chica teria sido complicado. Durante o parto, sua mãe, Maria da Costa, sentindo fortes dores, amarrou um cordão de São Francisco à cintura, pedindo proteção para que a filha nascesse com saúde. Segundo Igor Gustavo, esse episódio teria marcado o início da devoção da família a São Francisco de Assis. Ao longo da vida, Chica manteve uma forte ligação com a Ordem Terceira e frequentava regularmente a igreja. "Ela tinha um carinho muito grande pela Ordem Terceira de São Francisco, até porque o próprio nome dela é Francisca. Em testamento, ela deixa registrado que queria ser enterrada aqui", conta o vice-ministro. Na época, o sepultamento dentro das igrejas era uma prática comum entre integrantes de irmandades e ordens terceiras. "Ela foi enterrada no altar de Santa Isabel, que era uma santa de devoção dela", explica Igor. Além da ligação com a Ordem, Chica também se tornou uma importante colaboradora da Santa Casa de Caridade, criada oficialmente em 1790 para atender pessoas pobres e escravizadas. Ela fazia doações à instituição e era devota de Santa Isabel, cuja imagem do século XVIII permanece até hoje no altar da igreja. "Chica rezou muito diante dessa imagem", afirma o vice-ministro. Tesouros, fé e tradição O interior da igreja guarda peças que atravessaram os séculos. Entre elas está um imponente móvel de 1769, utilizado para armazenar as alfaias litúrgicas — os tecidos e paramentos usados nas celebrações religiosas. Outro destaque é justamente a imagem de Santa Isabel, uma rainha que se tornou santa. Segundo a tradição cristã, ela costumava levar pães escondidos aos pobres. Ao ser surpreendida pela sogra e questionada sobre o que carregava no avental, respondeu que eram flores. Quando abriu o tecido, os pães haviam se transformado em flores. Para Igor Gustavo, a história simboliza a caridade e o serviço ao próximo, valores que continuam orientando o trabalho da Ordem. Imagem de Santa Izabel em um dos altares da igreja da Ordem Terceira de São Francisco, em Diamantina Saulo Vieira / Tv Globo Trabalho social Mais de dois séculos depois, a assistência à comunidade segue como uma das principais missões da igreja. A administração é feita por uma mesa administrativa, presidida por uma ministra, e a manutenção do templo depende principalmente da contribuição da comunidade. "A Arquidiocese nos oferece apoio espiritual, mas toda a parte financeira e de conservação é responsabilidade da própria Ordem", explica Igor. A taxa de manutenção cobrada dos visitantes — R$ 10 (inteira) e R$ 5 (meia-entrada) — ajuda a custear as despesas, mas o funcionamento da igreja depende também do trabalho voluntário dos integrantes da Ordem e das doações recebidas. Além da preservação do patrimônio histórico, a instituição mantém ações sociais como distribuição de cestas básicas, fornecimento de medicamentos e auxílio a pacientes em tratamento contra o câncer. "Preservar este patrimônio também faz parte do nosso serviço social", conclui o vice-ministro. Visitação: Quintas e sextas-feira: das 14h às 17h Sábado: das 9h às 17h Domingo e segunda-feira: das 9h às 13h Missa: Todos os domingos, às 17h Taxa de manutenção: Inteira: R$ 10,00. Meia-entrada: R$ 5,00. Veja os vídeos mais vistos do g1 Minas:

  22. Quase 1,2 milhão de imigrantes solicitaram regularizar sua situação na Espanha Dos quase 1,2 milhão de imigrantes que solicitaram a regularização de sua permanência na Espanha, 87% estão em idade ativa para o mercado de trabalho, e 6 em cada 10 têm menos de 34 anos. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Espanha aprova regularização em massa de imigrantes sem documentos; veja as regras Esse e outros dados foram divulgados pelo Ministério da Inclusão, Segurança Social e Migração espanhol para defender o programa, lançado em abril pelo governo do primeiro-ministro Pedro Sánchez, e dar um perfil dos candidatos. De acordo com o plano de regularização em massa, as autoridades dispõem de três meses para analisar os pedidos e conceder - ou não - aos solicitantes uma autorização de residência e trabalho válida unicamente na Espanha. ➡️ Defensor de uma política de acolhimento, o governo de esquerda liderado por Sánchez constitui uma exceção em matéria de migração na União Europeia. "A maioria dos candidatos ingressará no nosso mercado de trabalho em setores estratégicos e essenciais, contribuindo para a prosperidade compartilhada do nosso país", afirma a secretária de Estado para as Migrações, Pilar Cancela. Além da faixa etária, os números mostram a distribuição por gênero, escolaridade e nacionalidade das solicitações, que chegaram ao dobro da expectativa do governo espanhol, que esperava receber apenas 500 mil delas. O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, apresenta o plano de cidadania e integração, no encerramento do prazo para candidaturas à amnistia migratória, em Madrid, Espanha REUTERS/Violeta Santos Moura O Brasil não aparece entre os cinco países com mais cidadãos que fizeram o pedido de regularização. Os dados não especificam exatamente quantos imigrantes são brasileiros, mas é possível dizer que o total é menor do que 4,9%, percentual de hondurenhos, quinta nacionalidade que mais aderiu ao programa. Dois em cada três candidatos são da América Central e do Sul, enquanto 22,9% são de origem africana e 8,3% da Ásia; 84% das pessoas que estão em processo de regularização possuem plena competência linguística em espanhol. "Desde o início, esperávamos que os principais beneficiários fossem imigrantes da América do Sul e da América Central, e foi exatamente o que se confirmou: 67% dos solicitantes são provenientes dessas regiões, incluindo o Brasil. Um fator que pode explicar esse cenário é que muitos brasileiros que decidiram emigrar para a Europa optaram inicialmente por Portugal, acreditando que o idioma facilitaria a adaptação. No entanto, quando analisamos a legislação migratória, a Espanha se mostra um país muito mais receptivo", explica Renata Barbalho, especialista em imigração e CEO da assessoria Espanha Fácil. ➡️ Em maio, Portugal promulgou uma lei que dificulta a concessão de cidadania para imigrantes, inclusive brasileiros. Na Espanha, governo começa a regularizar situação de milhares de imigrantes ilegais Confira abaixo todos os dados divulgados pelo governo espanhol: 👨‍🦱👩 Gênero 57% são homens 43%, mulheres 👶🧑‍🦱👨‍🦳 Faixa etária 17% têm entre 16 e 24 anos 31,3% entre 25 e 34 anos 21,6% entre 35 e 44 anos 🗺️ Nacionalidade Colômbia: 25,9% Marrocos: 13,3% Venezuela: 11,8% Peru: 8,8% Honduras: 4,9% 👩‍🎓 Escolaridade 43% têm diploma do ensino médio ou formação profissional 24%, ensino superior

  23. Projeto de estudos da ionosfera não causou terremoto na Venezuela g1 Circulam nas redes sociais publicações dizendo que o Programa de Investigação de Aurora Ativa de Alta Frequência (HAARP, na sigla em inglês), da Universidade do Alasca Fairbanks, teria causado o terremoto na Venezuela. É #FAKE. Selo Fake (Horizontal) g1 🔴 Como são os posts? Com mais de 3 de milhões de visualizações, publicações no X exibem vídeos de um céu intensamente avermelhado em Caracas e La Guaira, duas cidades venezuelanas intensamente afetadas pelo terremoto de 24 de junho. Os registros também mostram flashs em um céu noturno. As legendas dos posts alegam que esses padrões incomuns no céu seriam evidência de uso do HAARP para causar os tremores. Veja dois exemplos desses enunciados (um em português e outro escrito originalmente em espanhol): "As luzes que aparecem sobre as montanhas geram a suspeita de que se utilizou o H.A.A.R.P para provocar os terremotos na Venezuela. Alguém está brincando de Deus e sabemos de quem se trata: Resortes espetaculares estão chegando?"; e "O céu ficou vermelho durante o dia do terremoto na Venezuela. O céu fica colorido antes, durante e depois da utilização do HAARP". Mas isso é mentira. Ao Fato ou Fake, o professor Micael Cecchini, do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da Universidade de São Paulo (IAG/USP), desmentiu a ligação do projeto de estudos americano: "O HAARP não tem capacidade nenhuma de gerar terremotos, mesmo porque ele é só uma onda eletromagnética, tipo a luz. Pensar que ele causaria um terremoto não tem sentido, assim como ligar um interruptor de luz também não causaria. Ele também não é capaz de fazer nada climático e não tem efeito algum na chuva" (veja mais detalhes abaixo). Na noite de 24 de junho, dois terremotos em sequência atingiram a região norte da Venezuela, onde fica Caracas. A tragédia deixou um rastro de destruição na capital e em municípios vizinhoss. Os sismos foram os mais fortes registrados no país em mais de um século. O número de mortos passou de 4 mil, segundo balanço divulgado nesta sexta-feira (10). Em uma nota técnica publicada em seu site em 24 de junho, o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) atribuiu o terremoto ao choque das placas tectônicas do Caribe e da América do Sul: “Os terremotos de magnitude 7,2 e 7,5 ocorridos em 24 de junho de 2026, a sudeste de Yumare, Venezuela, foram resultado de uma falha transcorrente rasa perto do limite entre as placas do Caribe e da América do Sul. A placa do Caribe se move para leste em relação à América do Sul a uma taxa de cerca de 20 mm por ano, e esse movimento é acomodado por um grande sistema de falhas transcorrentes dextrais (no sentido da direita) que atravessa o norte da Venezuela". Fantástico acompanha angústia e desafios na Venezuela pós-terremoto ⚠️ Por que É #FAKE? Originalmente, a sigla HAARP refere-se a High-frequency Active Auroral Research Program. O site oficial descreve que se trata de "um empreendimento científico que visa estudar as propriedades e o comportamento da ionosfera". Na definição da Nasa (a agência espacial americana) "a ionosfera se estende aproximadamente de 80 a 640 quilômetros acima da superfície da Terra, bem na fronteira do espaço". "Juntamente com a atmosfera superior neutra, a ionosfera forma a fronteira entre a atmosfera inferior da Terra — onde vivemos e respiramos — e o vácuo do espaço." O professor Micael Cecchini explica que o HAARP foi criado para mapear o funcionamento dessa camada eletrificada da atmosfera que torna a transmissão global de ondas de rádio possível: "O HAARP funciona como um radar para medir propriedades da ionosfera, onde o ar é muito rarefeito e eletricamente ativo. Por meio de uma antena, ele solta ondas eletromagnéticas que vão até a ionosfera, interagem com as moléculas de lá e voltam, servindo para entender como a radiação solar impacta, por exemplo, no transporte de ondas de rádio que ocorrem nessa camada e quais são as ossíveis interferências. Essencialmente, é como se o HAARP tivesse um funcionamento análago a de um radar meteorológico, que emite uma micro-onda para interagir com a chuva, permitindo quantificar a distância para essa frente de umidade". Em relação ao tom vermelho intenso registrado no entardecer dos dias seguintes ao terremoto, o especialista da USP aponta que esse fenômeno é conhecido como espalhamento de Rayleigh e está relacionado ao aumento das partículas de poeira no céu: "Quando temos mais partículas na atmosfera, nós podemos ter um pôr do sol vermelho ou até rosado, pois aumenta o desvio da luz que chega do Sol para a atmosfera. Provavelmente, tivemos o levantamento de bastante poeira por conta dos terremotos e da destruição. Nesse sentido, acho possível haver essa relação". Cecchini adverte que o registro do céu avermelhado não foi causado pelo terremoto, nem é indicativo de um novo tremor: "É importante dizer que o céu avermelhado não ocorre diretamente por causa do terremoto. É uma relação indireta: o terremoto acaba levantando muita poeira, que aumenta o espalhamento da luz vermelha e assim fica tudo como nos vídeos. Também não indica se haverá novo terremoto, como vi alguém sugerindo nas redes". Já os lampejos registrados logo após os terremotos poderiam, segundo docente, ter relação com a fricção das placas tectônicas: "É um fenômeno incomum, mas pode ocorrer durante terremotos. O atrito das placas tectônicas pode gerar a eletrização momentânea do ar. Essa carga elétrica, por sua vez, pode esquentar compostos químicos da atmosfera, gerando luzes de diferentes cores". Entenda terremoto na Venezuela Arte/g1 Projeto de estudos da ionosfera não causou terremoto na Venezuela g1 Veja também É #FAKE vídeo de Haaland tomando susto ao se ver de boca cheia em espelho de restaurante' É #FAKE vídeo de Haaland tomando susto ao se ver de boca cheia VÍDEOS: Os mais vistos agora no g1 Agora no g1 VÍDEOS: Fato ou Fake explica VEJA outras checagens feitas pela equipe do FATO ou FAKE Adicione nosso número de WhatsApp +55 (21) 97305-9827 (após adicionar o número, mande uma saudação para ser inscrito) GloboPop: clique para ver vídeos do palco de Fato ou Fake

  24. Vídeo viral sobre cobrar curtidas de funcionários gera debate; veja limites "Se você tem um funcionário que nunca curte nada do que você posta, nunca compartilha nada da empresa e nunca comenta nada, manda embora". Foi com essa frase que a influenciadora e especialista em harmonização facial Ariana Almeida provocou uma onda de reações nas redes sociais nos últimos dias. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 No vídeo, ela defende que empresas devem valorizar profissionais que apoiem o negócio para além das tarefas do dia a dia e afirma que a falta de interação com as publicações da empresa pode indicar ausência de compromisso com a cultura organizacional. "Funcionário bom não é só quem executa tarefa. Funcionário bom é quem compra a ideia, é quem entende que quando a empresa cresce, todo mundo cresce", diz ela na gravação. A fala rapidamente abriu uma discussão maior: o avanço das empresas sobre espaços que antes eram vistos como exclusivamente pessoais. 💭 Se o perfil é do trabalhador, a empresa pode esperar que ele seja usado para divulgar a marca? Curtir, comentar ou compartilhar publicações do empregador pode ser tratado como demonstração de comprometimento ? E o que acontece quando esse engajamento deixa de ser espontâneo e passa a ser esperado? Fala da influenciadora Dra. Ariana Almeida sobre demitir funcionários que não interagem com posts da empresa reacendeu discussão sobre trabalho e redes sociais TikTok/ Reprodução Dias depois da repercussão, Ariana publicou um novo vídeo afirmando que sua fala havia sido retirada de contexto. "Ninguém é obrigado por lei a curtir os meus posts, os posts da empresa, compartilhar, mas a empresa, ela também não é obrigada a manter quem não tem fit cultural (...) A relação de trabalho não é só bater ponto e vai embora", afirmou. A controvérsia, no entanto, acabou trazendo à tona em que momento termina o poder de direção da empresa e onde começam os direitos do trabalhador à privacidade e à vida pessoal? Para a advogada trabalhista Elisa Alonso, sócia do RCA Advogados, a legislação trabalhista não impõe ao empregado o dever de divulgar publicações da empresa e, embora o empregador tenha o direito de organizare fiscalizar a prestação dos serviços, esse poder encontra limites nos direitos fundamentais garantidos ao trabalhador. "Expressões como 'vestir a camisa' ou 'defender a marca' não autorizam a empresa a exigir comportamentos que não decorrem do contrato de trabalho, nem fundamentar punições ou tratamentos desiguais entre os empregados", diz a advogada. Abaixo, saiba ainda: Curtir publicações pode estar no contrato? A empresa pode monitorar as redes sociais dos funcionários? Quando a cobrança pode virar um problema? O trabalhador pode ser advertido? E se houver demissão? Como provar? Curtir publicações pode estar no contrato? Elisa explica que, para a maioria dos trabalhadores, utilizar perfis pessoais para divulgar a empresa simplesmente não integra as atividades para as quais foram contratados. "O empregado é contratado para prestar os serviços inerentes à sua função, e não para demonstrar, em seus perfis pessoais, alinhamento ao propósito da empresa." ⚠️ Isso não significa que empresas estejam proibidas de estimular esse comportamento. Segundo Elisa, é legítimo incentivar funcionários a participar de campanhas, compartilhar conquistas da organização ou contribuir espontaneamente para fortalecer a marca. A diferença está entre convite e obrigação. "Transformar esse comportamento em uma obrigação ou utilizá-lo como critério de punição ou ameaças pode gerar questionamentos na Justiça." Mas há exceções! Em algumas profissões, o uso de redes sociais pode fazer parte da própria atividade contratada. É o caso de profissionais de comunicação, marketing, publicidade, criação de conteúdo e gestão de redes sociais. "A depender da função exercida e dos termos da contratação, o uso das redes sociais pessoais pode integrar suas atribuições." A empresa pode monitorar as redes sociais dos funcionários? Se um trabalhador publica conteúdos em um perfil aberto ao público, a empresa pode visualizar esse material da mesma forma que qualquer outro usuário da internet, explica a advogada. Isso não significa, porém, que exista autorização para monitoramento irrestrito. "A empresa não pode exigir acesso a perfis privados, solicitar senhas ou invadir a vida pessoal do empregado." Segundo Elisa, também não é recomendável usar redes sociais como ferramenta permanente de vigilância sobre comportamentos que não tenham ligação com as atividades profissionais. "O direito de fiscalização existe, mas deve ser exercido com respeito à privacidade e aos direitos da personalidade do trabalhador." Quando a cobrança pode virar um problema? Na avaliação da especialista, o sinal de alerta aparece quando a empresa começa a associar engajamento digital à permanência no emprego, à possibilidade de promoção ou à avaliação de desempenho. "O problema surge quando a empresa passa a constranger, ameaçar, adotar como critério para promoção ou prejudicar o empregado porque ele não curtiu, comentou ou compartilhou uma publicação." Dependendo da intensidade e da frequência dessas cobranças, a conduta pode ser interpretada como abuso do poder diretivo e, dependendo das circunstâncias do caso concreto, até assédio moral. A especialista ressalta que o mesmo vale para situações em que a empresa tenta associar curtidas ou compartilhamentos a noções de propósito, lealdade ou pertencimento. "Vincular o comprometimento do empregado ao fato de ele interagir com as redes sociais da empresa, tratando esse comportamento como demonstração de 'propósito', de que 'veste a camisa' ou de que é um 'defensor da marca', pode extrapolar os limites do poder diretivo." O trabalhador pode ser advertido? Uma advertência baseada exclusivamente na recusa do empregado em utilizar suas redes pessoais para promover a empresa pode ser questionada judicialmente, explica a advogada. "Se ficar comprovado que a advertência, a avaliação negativa ou qualquer outro prejuízo profissional decorreu da recusa do trabalhador em utilizar suas redes sociais pessoais para promover a empresa, a medida poderá ser questionada na Justiça." Dependendo das circunstâncias, o trabalhador pode pedir a anulação da punição e, se houver constrangimento ou prejuízo, até uma indenização por danos morais. E se houver demissão? A situação é mais delicada. A legislação brasileira permite que empresas realizem demissões sem justa causa, sem necessidade de apresentar um motivo específico para o desligamento. Isso significa que uma empresa pode demitir um funcionário mesmo sem explicar formalmente por quê. Ainda assim, a motivação por trás da dispensa pode ser analisada pela Justiça. "Se ficar demonstrado que a demissão foi utilizada como forma de represália pela recusa do empregado em promover a empresa nas redes sociais, a depender da análise caso a caso, também poderá haver discussão sobre eventual reparação por danos morais." Nesses casos, porém, o debate normalmente não gira em torno da reintegração ao emprego. A principal discussão costuma ser a possibilidade de indenização, afirma Elisa. Como provar? Segundo a advogada, essa costuma ser a parte mais difícil do processo. Raramente um empregador registra oficialmente que a dispensa ocorreu porque determinado trabalhador não participava do engajamento digital da empresa. A prova normalmente surge por meio de mensagens, conversas internas, e-mails, grupos corporativos e testemunhas. "Normalmente vai ter algum comentário interno ou, por exemplo, grupo que não participa daquilo pode ter sido demitido por aquele motivo." Por isso, Elisa recomenda que o trabalhador peça esclarecimentos sobre os motivos do desligamento. "A prova é muito difícil, mas ela pode ser feita até, por exemplo, da pessoa questionar o chefe por que estaria sendo demitida e eventualmente registrar aquilo por mensagem." Sem documentos, colegas que tenham presenciado cobranças ou comentários também podem servir como testemunhas.

  25. Caseiro e família são resgatados de trabalho análogo à escravidão no Ceará Equipes da Auditoria-Fiscal do Trabalho (AFT) resgataram de situação análoga à escravidão o caseiro de uma propriedade rural e a família dele, em Aquiraz, na Região Metropolitana de Fortaleza. O resgate ocorreu no dia anterior à operação que encontrou uma doméstica que passou 55 anos sem receber salário em Eusébio, na cidade vizinha. No momento da operação, o caseiro e a família tinham apenas um macarrão instantâneo para comer. As autoridades identificaram que eles estavam em uma situação de "insegurança alimentar extrema". O trabalhador exercia a função de caseiro no local há cerca de 18 anos. Ele residia na propriedade com a esposa e filhos, sem registro formal do vínculo empregatício e sem acesso aos direitos trabalhistas básicos, segundo a AFT. ✅ Clique e siga o canal do g1 Ceará no WhatsApp O trabalhador e o empregador não tiveram a identidade revelada. O empregador firmou um Termo de Ajuste de Conduta(TAC) com o Ministério Público do Trabalho reconhecendo as irregularidades e se comprometendo a regularizar as questões trabalhistas do caseiro. O caseiro e a família foram retirados da propriedade e colocados em um imóvel alugado. O trabalhador declarou à Auditoria-Fiscal do Trabalho que residia e prestava serviços na propriedade desde setembro de 2008, informação corroborada por testemunhas. Diante da inexistência de documentos relativos ao vínculo empregatício, a Auditoria-Fiscal do Trabalho adotou essa data como marco inicial da relação de emprego para fins de apuração dos créditos trabalhistas, previdenciários e fundiários. O empregador, contudo, reconheceu o vínculo empregatício apenas no período de 01/07/2020 a 23/06/2026 e assumiu, perante o MPT, obrigações relacionadas exclusivamente a esse intervalo. Consta no Termo de Ajustamento de Conduta que a indenização paga não produz quitação plena, geral ou irrevogável dos direitos do trabalhador, nem impede o ajuizamento de ações destinadas à cobrança de outros valores eventualmente devidos. Assim, embora tenha havido reconhecimento formal do vínculo apenas entre 2020 e 2026, permaneceu ressalvada a possibilidade de discussão judicial acerca do reconhecimento do período alegado pelo trabalhador desde setembro de 2008, bem como dos correspondentes créditos trabalhistas, previdenciários, fundiários e indenizatórios eventualmente devidos. Proposta de emprego A Auditoria-Fiscal do Trabalho divulgou que a vítima deixou sua cidade de origem após receber proposta de trabalho que previa assinatura da carteira de trabalho, pagamento de salário mínimo mensal, fornecimento de cesta básica e melhores condições de vida para sua família. Para aceitar a oferta, vendeu a residência onde morava e mudou-se com a esposa e os filhos para a propriedade rural. Entretanto, as condições prometidas jamais foram cumpridas. O vínculo empregatício nunca foi formalizado e a remuneração passou a ser paga de forma irregular, em valores progressivamente inferiores ao que havia sido acertado, segundo a AFT. Na pandemia da Covid-19, o pagamento ficou ainda mais reduzido e inconstante. A família do caseiro vivenciou sucessivos períodos de extrema vulnerabilidade econômica. O homem e a esposa dele relataram que precisavam da ajuda de vizinhos e outros familiares para se alimentar. Outra testemunha confirmou que o casal precisava de ajuda de terceiros para comer e comprar gás de cozinha. Momento em que a AFT conversa com o caseiro sobre a situação identificada Reprodução Disponibilidade permanente A fiscalização dos órgãos públicos constatou que o trabalhador era responsável por toda a manutenção da propriedade rural. Entre as atividades desempenhadas estavam limpeza e conservação das áreas externas, poda de árvores, corte de grama, irrigação e adubação de plantas, limpeza de piscina, operação e manutenção de equipamentos. Também foram identificadas atividades realizadas sem treinamento adequado e sem fornecimento de equipamentos de proteção individual. Os depoimentos colhidos durante o resgate apontam que o trabalhador conseguia raramente encontrar a família no estado de origem e que quem tentasse visitá-lo era proibido ou desencorajado. O caseiro também não podia ausentar-se da casa sem autorização e precisava deixar alguém responsável pela propriedade. Conforme relatório da AFT, a família residia em imóvel que apresentava problemas estruturais persistentes, como infiltrações e deterioração de partes da construção. Os próprios moradores realizaram reparos improvisados para reduzir os riscos decorrentes da falta de manutenção da residência. Quando chegaram à propriedade, o imóvel possuía apenas um pequeno refrigerador e não dispunha de mobiliário básico. A família obteve parte dos móveis por meio de doações e materiais descartados. LEIA TAMBÉM: De denúncia anônima a acordo que garante direitos: seis pontos para entender o caso da doméstica resgatada após trabalhar 55 anos sem salário Família de doméstica sem salário há 55 anos é identificada: saiba como vítima será acompanhada após resgate no Ceará Doméstica resgatada em condomínio de luxo trabalhou sem salário por 55 anos com tarefas que começavam às 4h30 Reconhecimento de irregularidades No curso da fiscalização, o empregador reconheceu a prestação de serviços sem formalização do vínculo empregatício e admitiu que a remuneração não vinha sendo realizada de forma regular. No entanto, divergiu quanto ao início do vínculo. Enquanto o trabalhador disse que desde 2008 está na propriedade, o dono do local afirmou que o vínculo começou em 2020. A AFT não limita que a vítima busque a justiça para reparação dos danos. A Auditoria-Fiscal do Trabalho estimou que os créditos trabalhistas devidos ao trabalhador alcançam aproximadamente R$ 180 mil, considerados férias não usufruídas, 13º salários, horas extras decorrentes do trabalho em finais de semana e feriados, entre outras parcelas. No âmbito da atuação do Ministério Público do Trabalho, foi firmado Termo de Ajuste de Conduta (TAC) por meio do qual o empregador reconheceu o vínculo de emprego apenas a partir de 1º de julho de 2020, comprometendo-se ao pagamento de R$ 50 mil, divididos em duas parcelas - de R$ 20 mil e R$ 30 mil. Além disso, também foi acordada a necessidade da formalização do vínculo empregatício doméstico e da regularização dos recolhimentos previdenciários referentes ao período reconhecido. Processo de escuta é fundamental para entender relação trabalhador e empregador Reprodução Assista aos vídeos mais vistos do Ceará:

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