Enviar uma pergunta? CLICK AQUI
Seg - Sexta: 7:30 - 17:00
Sáb-Dom Fechado
3262 7482 - 3262 7483
16 99781 3817
16 99742 1727
Rua Barão do Rio Branco, 347 - Centro
Itápolis/SP

G1 GLOBO (Tudo Diário)

Últimas notícias do Brasil e do mundo, sobre política, economia, emprego, educação, saúde, meio ambiente, tecnologia, ciência, cultura e carros. Vídeos dos telejornais da TV Globo e da GloboNews.

  1. Cachorro começa a frequentar missas e conquista padre Era Quarta-Feira de Cinzas, dia que marca o início da Quaresma e representa a conversão, quando o cachorro "Caramelo" entrou pela primeira vez na Paróquia Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, em São Mateus do Sul, no Sul do Paraná, durante uma missa. Ele chegou tímido e foi pedindo carinho aos fiéis entre os bancos, até chegar próximo ao altar. A cena chamou a atenção do padre Ivo Jablonski, que percebeu que o animal parou de andar e interagir com os devotos quando o vigário começou a proclamar o Evangelho. "Na hora que começou, ele parou de pedir carinho e ficou paradinho, quietinho, escutando. Eu, que já estava na terceira missa do dia, sentei no chão do altar e ele veio ao meu lado, como se fosse um conhecido meu há muito tempo. Depois, foi embora", disse o padre, ao g1. ✅ Siga o g1 PR no WhatsApp Desde então, o cachorro tem sido presença frequente nas missas do padre Ivo - que afirma que ele sempre "se comporta", principalmente na hora da Liturgia da Palavra. O animal foi apelidado carinhosamente de "Caramelo". "Ele continua frequentando as missas, e sempre comportado: na hora do Evangelho ele para de pedir carinho. Isso que me chama a atenção: normalmente o bicho tá ali andando pra lá e pra cá, mas parece que ele gosta de escutar o Evangelho". Cachorro começa a frequentar missas e conquista padre, no Paraná Arquivo pessoal O cachorro se tornou uma figura tão marcante nas celebrações da Quaresma que o padre conta que, recentemente, achou falta dele numa das missas. "Eu cheguei a brincar durante a missa: 'O cachorro não veio hoje, será que ele trocou de igreja?'". Cachorro começa a frequentar missas e conquista padre, no Paraná Arquivo pessoal Leia também: Veja vídeo: Crianças precisam atravessar rio a pé todos os dias para ir à escola, no Paraná: 'Não tem ponte' Meio Ambiente: Empresário do Paraná plantou 400 mil árvores e recuperou florestas em propriedade de 2,4 milhões de m² Conheça: Rochas esculpidas por 180 milhões de anos formam 'floresta de pedras' em parque do Paraná Caramelo não tem raça definida e é considerado um cão comunitário, pois recebe cuidados de moradores da região. Ele foi tema de um dos sermões recentes do padre, que se referiu a ele devido ao tema da Campanha da Fraternidade de 2026, que é "Fraternidade e Moradia". "Eu comentei que hoje tem muita gente abandonada, e animais também - e tudo é criação de Deus. O ser humano é a obra-prima, mas tudo que Deus colocou no mundo tem um propósito na nossa vida e quer nos falar algo.... O que será que Deus quer falar sobre um bichinho no meio da gente, no meio de tanto abandono, fome, irresponsabilidade e agressões não só contra humanos, mas contra todas as criações de Deus? Que é preciso respeitar tudo que Ele criou", reflete o padre. Vídeos mais assistidos do g1 Paraná: Leia mais notícias da região em g1 Campos Gerais e Sul.

  2. Consultora de RH dá dicas de como ter uma imagem confiável dentro do mercado de trabalho A Agência de Trabalho de Pernambuco divulgou as vagas de emprego disponibilizadas para o município de Petrolina e Salgueiro, no Sertão de Pernambuco, nesta terça-feira (07). As oportunidades são atualizadas diariamente pelo g1 Petrolina. Os interessados nas oportunidades podem entrar em contato com a Sedepe através da internet. O atendimento em Petrolina é na Agência de Trabalho, que funciona no Expresso Cidadão. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Concursos no WhatsApp. 📱:Baixe o app do g1 para ver notícias de Petrolina e Região em tempo real e de graça Carteira de Trabalho Reprodução Associação Nacional dos Servidores Públicos, de Previdência e da Seguridade Social (Anasps) Leia também: Agência do Trabalho em Petrolina funciona no Expresso Cidadão Petrolina Contato: (87) 3866 - 6540 e (87) 9 9180-4065 Vagas disponíveis Salgueiro Contato: (87) 3871 - 8467 Vagas Disponíveis Vídeos: mais assistidos do Sertão de PE

  3. Missão espacial Artemis II se aproxima da Lua Na tarde desta segunda-feira (6), os astronautas a bordo da Artemis II se tornaram os seres humanos a voar mais longe da Terra em toda a história. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça AO VIVO: Acompanhe a missão Artemis II A espaçonave ultrapassou os 400 mil km de distância do planeta, recorde da missão Apollo 13 na década de 1970. A estimativa é de que os tripulantes da Artemis chegem a aproximadamente 407 mil km de distância. Para dimensionar o feito, se essa distância fosse percorrida em torno do planeta, os astronautas dariam pouco mais de 10 voltas completas ao redor do globo. Isso porque a circunferência da Terra é de aproximadamente 40 mil quilômetros. Ou então poderiam atravessar o Brasil, um dos maiores países do mundo, diversas vezes. Do Oiapoque ao Chuí, o território brasileiro tem cerca de 4,3 mil quilômetros de extensão. Isso significa que a distância alcançada pela missão equivale a cruzar o país de ponta a ponta mais de 90 vezes. Após quebrar o recorde histórico, o comandante da Artemis II, Reid Wiseman, afirmou que o momento representa a continuidade da exploração espacial. “Estamos honrando os feitos de quem veio antes e indo ainda mais longe no espaço antes de voltar para a Terra”, disse. Ele também deixou um recado: “Que esta geração e as próximas garantam que esse recorde não dure muito.” Como será a trajetória da missão. Alberto Corrêa/Arte g1 A missão A Artemis II foi lançada do Cabo Canaveral, nos Estados Unidos, na última quarta-feira (1º). A missão marca o retorno de voos tripulados rumo à Lua pela primeira vez desde o fim do programa Programa Apollo, encerrado em 1972, além de representar a estreia da cápsula Orion com astronautas a bordo. Com duração prevista de cerca de 10 dias, o voo leva quatro tripulantes na nave Orion, impulsionada pelo foguete Space Launch System. Apesar de não incluir pouso na superfície lunar, a missão tem papel essencial como teste em ambiente de espaço profundo. O objetivo é validar o desempenho da nave e de seus sistemas. Se os resultados forem positivos, a Artemis II deve pavimentar o caminho para futuras operações que pretendem levar humanos de volta à Lua nos próximos anos, segundo a NASA.

  4. Lago de Furnas tem 11 vezes o volume da Baía de Guanabara e 'cidades submersas' O Lago de Furnas, um dos maiores reservatórios do Brasil, tem enfrentado uma crescente pressão ambiental que pode estar ameaçando o equilíbrio de seu ecossistema. Pesquisadores alertam que a combinação entre espécies invasoras, práticas intensivas de piscicultura e a presença de contaminantes emergentes vem alterando a dinâmica natural do lago. 📲 Siga a página do g1 Sul de Minas no Instagram 📺 De 30 de março a 10 de abril, o g1 Sul de Minas e a EPTV percorrem o Lago de Furnas na expedição especial “Travessia das Águas”, que mostra a dimensão, a importância econômica e as histórias de quem vive da água em torno do maior reservatório de água doce do Sudeste e um dos maiores do Brasil. Além das reportagens especiais no portal e de conteúdos exibidos nos telejornais da EPTV, é possível acompanhar os bastidores da expedição em um diário de bordo em tempo real. Ponte das Amoras, Lago de Furnas, entre Alfenas e Campos Gerais Lucas Soares/g1 📹 Acompanhe em tempo real os bastidores da viagem Espécies nativas x exóticas: um ecossistema em desequilíbrio De acordo com o professor Paulo Pompeu, da Universidade Federal de Lavras (Ufla), o reservatório de Furnas já registra 65 espécies de peixes, sendo 51 nativas e 14 não nativas. “Isso considerando apenas as espécies de peixe, porque existem várias outras espécies não nativas dentro do reservatório de Furnas, como, por exemplo, espécies de camarão e de moluscos não nativos”, destaca. A distribuição das espécies revela um cenário de desequilíbrio. Segundo o pesquisador, há maior concentração de espécies nativas nas regiões superiores do reservatório, próximas aos rios formadores, enquanto áreas mais próximas à barragem apresentam aumento de espécies exóticas. “Esse gradiente é muito nítido, de mais espécies nativas nas regiões altas do reservatório e menos espécies nativas quanto mais próximo da barragem”, explica. “E quanto mais próximo da barragem também aumenta a abundância e o número de espécies não nativas”, completa. A introdução dessas espécies está diretamente ligada à ação humana. “Algumas das espécies de peixes não nativas do reservatório de Furnas hoje nitidamente chegaram ao reservatório através de escapes de piscicultura”, afirma Pompeu. “E essas espécies, reconhecidamente, todas elas, acabam trazendo impacto à fauna local”, alerta. Tanques-rede para criação de peixes no Lago de Furnas EPTV/Reprodução A piscicultura em tanques-rede é apontada como um dos fatores que contribuem para a degradação ambiental do lago. Segundo o professor, a prática pode comprometer a qualidade da água, especialmente quando realizada em alta densidade. “O tanque-rede está relacionado a uma piora da qualidade da água, principalmente quando ele é realizado em grandes densidades”, explica. Ele destaca que o problema está ligado aos dejetos dos peixes e à ração não consumida. “Isso acaba mudando a comunidade de peixes no entorno dos tanques-rede”, afirma. 🐟 Espécies invasoras: Das 65 espécies de peixes registradas, 14 são não nativas; há também camarões e moluscos exóticos. 📍 Desequilíbrio na distribuição: Mais espécies nativas nas áreas próximas aos rios; aumento de espécies exóticas perto da barragem. 👩‍🔬 Ação humana como causa: Espécies invasoras chegaram principalmente por escapes da piscicultura. Leia também: Diretor Gabriel Villela transforma casa histórica às margens de Furnas em refúgio criativo do teatro brasileiro Conheça 'Gilda', a garça que criou rotina com dona de pousada e aceita peixe na mão no Lago de Furnas Pesca no Lago de Furnas sustenta famílias e impulsiona turismo, mas enfrenta desafios no Sul de Minas Do camping à lancha: 5 rotas para explorar o Lago de Furnas e aproveitar o melhor de cada região Casa no meio da água? Flutuantes viram 'point' e transformam o Lago de Furnas em novo polo de experiências turísticas Contaminantes emergentes e riscos à saúde humana Além das mudanças visíveis no ecossistema, pesquisadores também investigam ameaças menos perceptíveis, como os contaminantes emergentes. A Universidade Federal de Alfenas (UNIFAL-MG) está implantando um laboratório para monitorar a qualidade da água no Lago de Furnas. A coleta de amostras e análises deve começar no segundo semestre deste ano. Pesquisadores da Unifal irão implantar laboratório para monitorar qualidade da água no Lago de Furnas Oswaldo Henrique/EPTV Segundo a professora Giovana Martins, o objetivo é identificar substâncias que ainda não são amplamente monitoradas. “Serão analisados diferentes tipos de contaminantes emergentes, incluindo metais e compostos orgânicos”, explica. Entre eles estão substâncias como chumbo, mercúrio, arsênio, além de medicamentos, agrotóxicos e drogas ilícitas. “Os contaminantes emergentes podem causar desequilíbrios nos ecossistemas aquáticos, alterando a reprodução dos animais, podendo causar mutações no DNA e o aparecimento de tumores. Além disso, podem afetar outros organismos vivos e se acumular na cadeia alimentar”, acrescenta. Outro ponto crítico é a dificuldade de remoção desses compostos nos sistemas convencionais de tratamento de água e esgoto. “Como não são totalmente removidos, podem alcançar a água de abastecimento, ampliando os seus impactos”, destaca Giovana. A professora Mariane Gonçalves dos Santos reforça que o problema está na complexidade dessas substâncias. “Esses sistemas foram projetados para remover poluentes mais comuns, como matéria orgânica e microrganismos”, explica. “Já substâncias como medicamentos, hormônios e agrotóxicos são mais complexas, persistentes e aparecem em baixas concentrações, o que dificulta a sua remoção”, completa. 🧪 Contaminantes emergentes: Presença de metais pesados, medicamentos, agrotóxicos e drogas ilícitas na água. 🧬 Riscos ambientais: Podem causar mutações genéticas, tumores e desequilíbrios na reprodução dos organismos aquáticos. 🚰 Risco à saúde humana: Essas substâncias não são totalmente removidas no tratamento de água e podem chegar ao consumo. Mariane também alerta para os riscos à saúde. “Muitas dessas substâncias podem apresentar potencial mutagênico e carcinogênico em seres humanos”, afirma. “Além disso, podem afetar o funcionamento do sistema endócrino e nervoso, causando problemas hormonais e neurológicos”, diz. “Um problema muito sério é o aparecimento de bactérias super resistentes, que dificultam os tratamentos de infecções com os antibióticos disponíveis”, acrescenta. Apesar disso, ela pondera: “Os estudos ainda são recentes e não é possível prever a totalidade de danos que essas substâncias podem causar aos seres humanos”. Diante desse cenário, especialistas defendem a ampliação dos estudos e o envolvimento da sociedade. A UNIFAL-MG também pretende desenvolver ações de educação ambiental e parcerias com os moradores. “O apoio da comunidade é fundamental para o desenvolvimento deste projeto”, afirma Mariane. Como os estudos são recentes, ainda não é possível prever a totalidade de danos Júlia Reis/g1 Infográfico - Usina de Furnas em números Arte g1 Veja mais notícias da região no g1 Sul de Minas

  5. Fé que sustenta: Festa da Penha movimenta turismo e transforma rotina de empreendedores Quando a Festa da Penha começa, centenas de empreendedores e comerciantes de Vila Velha, na Grande Vitória, iniciam também os preparativos para atender aos milhares de devotos e romeiros que tomam as ruas da cidade durante os festejos tradicionais em homenagem à padroeira do Espírito Santo. Em 2026, a previsão dos organizadores é de que mais de 2,5 milhões de pessoas participem ao longo dos nove dias de programação, o que faz da celebração de Nossa Senhora da Penha a terceira maior festa mariana do país. 📲 Clique aqui para seguir o canal do g1 ES no WhatsApp A região da Prainha, onde fica o Convento da Penha - num morro com mais de 150 metros de altura -, é um dos principais pontos turísticos do estado, além de ser a casa de Nossa Senhora. É lá que concentra a maior parte da programação. No bairro, restaurantes e cafeterias reforçam os estoques para o período, cardápios são adaptados para refeições rápidas, ambulantes organizam escalas e pontos de venda, e hospedagens abrem as portas para receber os fiéis capixabas e também de outros estados. As empreendedoras Laiz Santos e Valéria Falchetto se prepraram para receber o período da Festa da Penha, com horário de trabalho e cardápios diferenciados Ana Elisa Bassi LEIA TAMBÉM: CONFIRA: Festa da Penha 2026 divulga programação completa com missas, romarias e shows de Eliana Ribeiro e Thiago Brado PRIVLÉGIO: Conheça a mulher que nasceu no Convento da Penha, local de fé e devoção, morada da padroeira do ES Para quem empreende, a celebração vai além da fé, é a melhor oportunidade do ano para aumentar as vendas, conquistar novos clientes e dar visibilidade ao negócio. A expectativa da Prefeitura de Vila Velha é de crescimento na movimentação econômica em 2026, acompanhando o aumento no número de visitantes e a ampliação da estrutura do evento. A rede hoteleira deve ultrapassar 80% de ocupação, com índices ainda mais altos nos dias de maior público, como no sábado (11), quando acontece a Romaria dos Homens. A previsão é de aumento médio de 30% nas vendas do comércio da cidade durante o período da festa. Sem contar a expectativa de criação de, pelo menos, 200 empregos temporários. Da mesma forma, a chegada de excursões organizadas deve superar os mais de 130 ônibus contabilizados no ano passado, com turistas do interior e de estados como Rio de Janeiro, Minas Gerais e Bahia. Prefeitura de Vila Velha prevê aumento médio de 30% nas vendas do comércio da cidade durante a Festa da Penha 2026 Ana Elisa Bassi Você sabia que: ⏳ A Festa da Penha é uma das maiores e mais antigas manifestações religiosas do Brasil, ocorrendo desde 1570. ✝️ Atualmente, é considerada a terceira maior festa mariana do Brasil, atrás apenas do Círio de Nazaré (PA) e da Festa de Aparecida (SP). 👥 Em 2026, a festa chega à sua 456ª edição, com expectativa de reunir mais de 2,5 milhões de pessoas ao longo de nove dias de programação, de 5 a 13 de abril. ✍🏼 No último dia 26, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sancionou uma lei reconhecendo a Festa da Penha como manifestação da cultura nacional. ⛪ Nossa Senhora da Penha é padroeira do Espírito Santo, sua imagem fica no Convento da Penha 👗 Suas vestes nas cores rosa e azul inspiraram Jerônimo Monteiro, então governador, a estabelecer, em 1908, as mesmas cores para a bandeira do estado. 📿 Há quase 30 anos, um terço gigante é instalado entre as palmeiras do Convento da Penha, para celebrar o período da festa. Escalas com horários adaptados às romarias e foco no crescimento Depois de um primeiro ano de resultados positivos, a doceira Laiz Santos chega à Festa da Penha de 2026 com planos de expansão e novas estratégias para aproveitar o aumento no fluxo de visitantes na Prainha, em Vila Velha. “Ano passado foi realmente muito bom, foi o primeiro ano em que participei de forma mais estruturada. Para este ano, decidi ampliar a operação. Além da equipe fixa, vou trabalhar com quatro promotoras em esquema de escala para dar conta da demanda”, contou. Conhecida pelos doces, Laiz também vai apostar em novidades no cardápio, incluindo opções salgadas, adaptando a oferta aos diferentes momentos do dia e ao perfil dos visitantes. “De manhã até o horário do almoço, vamos trabalhar com café e salgados, como pão de queijo. À noite, a proposta é ter opções de saída rápida, como cachorro-quente e baguete. Além disso, dois carrinhos de venda vão circular por pontos estratégicos da Prainha, como a Igreja do Rosário e a Praça da Bancao”, explicou. Laiz Santos ampliou o cardápio e vai contar com promotoras de venda durante a programação da Festa da Penha 2026. Espírito Santo Ana Elisa Bassi Ela acredita que a iniciativa arrojada tem relação com seu perfil comunicativo e com a trajetória no empreendedorismo, que começou em 2019 como renda extra. “Eu larguei o meu emprego, comecei do zero com uma cestinha, correndo atrás. Hoje eu já estou com um ponto físico, pessoas trabalhando comigo. Quem empreende precisa se arriscar e saber aproveitar todos os momentos. E a Festa da Penha é uma grande oportunidade para isso, não tem momento melhor”, disse Lara. Aproveitar o período também para divulgar suas origens Proprietária de uma cafeteria próxima ao Convento da Penha, Valéria Falchetto viu na festa uma oportunidade desde o início do negócio, inaugurado há quatro anos. Atenta ao público que, muitas vezes, está de passagem, a comerciante apostou na praticidade. Criou três opções de combos com produtos já presentes no cardápio, para não sobrecarregar a cozinha, pensando em um atendimento ágil. “O movimento aumenta muito. É o período do ano em que a gente mais consegue aproveitar esse fluxo. Depois de alguns testes, veio a ideia de montar combos que saiam rápido, porque os romeiros geralmente estão com pressa, têm horário de missa ou alguma atividade”, explicou. A proposta da cafeteria é manter um cardápio que valorize a produção local e as raízes da proprietária, descendente de italianos, com família em Venda Nova do Imigrante, na Região Serrana do estado. Entre os destaques estão a polenta na chapa, o socol (embutido típico da região) e a puína, uma ricota fresca feita no próprio local. O café servido também é produzido pela família. E, com os combos, não foi diferente: entre as opções estão combinações como polenta com café, pão de queijo com chá gelado e cappuccino com misto de socol. Polenta com carne na lata e chá gelado são opções na cafeteria da Valéria Falchetto, em Vila Velha, Espírito Santo Ana Elisa Bassi “A gente aproveita esse período não só para vender mais, mas para mostrar o que é nosso. Muita gente vem de fora, não conhece e experimenta muita coisa, e a nossa intenção é que depois a pessoa volte”, diz. Durante a festa, o café também passa a funcionar todos os dias, inclusive aos domingos, o que não ocorre normalmente, e ganha reforço na equipe para dar conta da demanda. Turismo religioso é oportunidade de negócio Para a analista do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), Renata Bromonschenkel, o potencial da festa da padroeira como vetor econômico tem sido cada vez mais explorado e passou a ser tratado de forma mais estratégica a partir de 2025. “As pessoas precisam entender que o turismo religioso é uma oportunidade de negócio. Não é só tradição, é história, cultura e é potencial para os turistas. No Espírito Santo, não só a Festa da Penha, mas todo o estado tem um potencial muito grande para o turismo religioso”, afirma. Uma das ações foi a realização de um famtour, que trouxe operadoras e agências de diferentes estados para vivenciar a festa. A iniciativa ajudou a estruturar, pela primeira vez, pacotes turísticos voltados especificamente para esse público. Além da programação religiosa, os roteiros passaram a incluir experiências culturais e gastronômicas, com visitas a pontos históricos e outras regiões do estado, ampliando o tempo de permanência dos visitantes. Romaria dos Homens de 2025 e imagem de Nossa Senhora da Penha durante Festa da Penha em Vitória Divulgação/Festa da Penha 2025 A estratégia também envolve o comércio local, com incentivo à criação de produtos e serviços voltados ao período. Na Prainha, por exemplo, já foi feito um trabalho com a rede hoteleira, donos de bares, restaurantes e empreendedores em geral. “O turista vem pela fé, mas conhece outras possibilidades e cria o desejo de voltar. Isso é fundamental para consolidar o Espírito Santo como destino. É importante que todos estejam preparados para receber bem esse visitante, desde o atendimento até o conhecimento sobre a história da região”, explicou. Ainda assim, há desafios na promoção do destino. “Nacionalmente, muitas pessoas ainda não conhecem a festa, é necessário um trabalho conjunto, envolvendo poder público e iniciativa privada, para fortalecer essa divulgação”, concluiu Renata. Cenário começou a mudar Carla Rezende é proprietária de um hostel na Prainha, em Vila Velha, e está animada com a chegada do evento. Inicialmente, o público que recebia durante a Festa da Penha era, em sua maioria, composto por voluntários e trabalhadores, mas, aos poucos, o cenário começou a mudar. “Esse ano, mais de um mês antes da festa começar, recebemos reservas, inclusive de famílias do Rio de Janeiro e de Minas Gerais. A gente percebe que já é um interesse e uma busca diferente”, falou. Há seis anos, desde que abriu o estabelecimento, o hostel vem sendo adaptado e ampliado. Atualmente, são sete quartos, entre compartilhados e privativos, além de cozinha e área comum. “A Prainha passou por uma revitalização e vem se transformando nos últimos anos. Surgiram muitos comércios, restaurantes, eventos culturais e sem contar o Convento. Estar perto do Convento da Penha é um privilégio e convida o público a ficar por aqui. Mesmo que vem para a festa, consegue curtir a cidade. E caso não consiga, o meu desejo é que essa pessoa volte”, disse a anfitriã. Carla Rezende é proprietária de um hostel na Prainha, em Vila Velha, Espírito Santo Ana Elisa Bassi Perfil do público Uma pesquisa realizada pelo Sebrae em 2025 traçou o perfil dos visitantes da Festa da Penha, especialmente dos turistas de fora da Grande Vitória, que também avaliaram organização, infraestrutura, programação e outros aspectos do evento. O público é majoritariamente feminino (70,4%) e, em sua maioria, formado por pessoas com mais de 40 anos (63,3%). Em termos de comportamento de consumo, a maior parte dos visitantes gasta até R$ 200 durante o evento, principalmente com alimentação, bebidas e transporte. As missas e celebrações religiosas aparecem como principal motivação para o público em geral, enquanto as romarias atraem especialmente moradores da região. Já para os turistas, a visita ao Convento da Penha é o ponto alto da experiência. 📍 O evento atraiu visitantes de 12 estados e 87 cidades diferentes. 16% do público era de fora da Região Metropolitana da Grande Vitória. 🏨 Entre os turistas que pernoitaram, 38,9% ficaram em casa de amigos ou parentes, 12,8% em hotéis/pousadas e 4,9% utilizaram aluguel por aplicativo. 🗓️ O tempo médio de estada foi de 5 dias, embora 42% tenham sido excursionistas e não pernoitam na cidade. Com alta aprovação do público, mais de 95% recomendam o evento e 98% pretendem voltar, a Festa da Penha segue fortalecendo não apenas a fé, mas também o turismo e a economia local. Para quem empreende, o recado é claro, mais do que um evento religioso, a festa se consolida como uma vitrine para novos negócios e um impulso para quem aposta no potencial do Espírito Santo. Imagem de Nossa Senhora da Penha chega para missa de encerramento da Festa da Penha 2025 em Vila Velha, Espírito Santo Vitor Jubini/Rede Gazeta Vídeos: tudo sobre o Espírito Santo Veja o plantão de últimas notícias do g1 Espírito Santo

  6. Césio-137: Mãe de Leide das Neves diz que não consegue esquecer o acidente Após quase 40 anos desde que Goiânia foi palco do maior acidente radiológico do Brasil, a mãe de Leide das Neves Ferreira, a menina de 6 anos que morreu e se tornou o símbolo da tragédia, falou em que não consegue esquecer o acidente (veja acima). Em entrevista ao 'Jackson Abrão Entrevista', ela relembrou do impacto que o Césio-137 teve em sua vida e na de sua família. “Ainda dói. Eu creio que vou carregar isso para o estado da minha vida. Não passa não. Tem um dia que tá menos, outro dia aumenta, mas continua do mesmo jeito", desabafou Lourdes das Neves Ferreira, de 74 anos. CÉSIO-137: Veja página especial sobre o acidente radiológico O caso ganhou repercussão novamente após o lançamento da minissérie Emergência Radioativa, da Netflix, baseada em fatos reais. De acordo com Lourdes, a adaptação audiovisual ajudou a não deixar a história do acidente adormecida. Segundo a idosa, as vítimas da tragédia enfrentam diversos desafios, incluindo a solidão e transtornos psicológicos, como a depressão. "Muitos ficaram alcoólatras e outros dependem de remédio controlado", relatou. "Eu visitei o lixo em Abadia de Goiás e eu me senti um lixo radioativo, porque lá estava tudo bem cuidado, bem bonito, e as vítimas não", lamentou Lourdes. ✅ Clique e siga o canal do g1 GO no WhatsApp Lourdes das Neves Ferreira, de 74 anos, durante entrevista ao jornalista Jackson Abrão Fábio Lima/O Popular Auxílio do governo Ao g1, Lourdes comentou sobre o reajuste da pensão que recebe do governo do estado. Atualmente, a pensão e o auxílio federal são as suas únicas fontes de renda. “Só dependo do governo para sobreviver”, destacou. A idosa recebe R$ 954, mas parte do valor é comprometida com empréstimos, restando cerca de R$ 400 a R$ 500 para despesas básicas. “Tenho que decidir se pago as despesas de casa ou se compro os remédios”, lamentou. Atualmente, ela enfrenta uma série de problemas de saúde, como dores na coluna, pressão alta, colesterol elevado e complicações oftalmológicas. Outro ponto de preocupação é o risco de perder a casa onde mora, que foi doada pelo governo, pois está com o IPTU atrasado por falta de recursos. O apelo de Lourdes é por melhores condições de vida. “Eu só quero ter um final de vida digno”, desabafou. Recentemente, o Governo de Goiás apresentou um projeto para atualizar os valores pagos aos beneficiários que atuaram na descontaminação da área atingida, na vigilância do depósito provisório em Abadia de Goiás e no atendimento de saúde às vítimas diretas do acidente radioativo. Segundo a proposta, os valores das pensões serão reajustados. Para os radiolesionados que tiveram contato direto com o Césio-137 ou que foram expostos a uma irradiação superior a 100 RAD, o benefício passará de R$ 1.908,00 para R$ 3.242,00. Já para os demais beneficiários, o valor será corrigido de R$ 954,00 para R$ 1.621,00. Césio-137 foi um acidente radioativo ou radiológico? Leide das Neves, 6 anos, foi a primeira vítima do césio-137, e se tornou símbolo da tragédia em Goiás Reprodução / TV Anhanguera Relembre o acidente Com roupas especiais, servidores manipulam materiais expostos ao césio-137, em Goiás Acervo/O Popular O acidente radioativo teve início em 13 de setembro de 1987, quando Wagner Mota Pereira e Roberto Santos Alves retiraram um aparelho de radioterapia abandonado nas ruínas do Instituto Goiano de Radioterapia (IGR). Eles levaram a peça para a casa de Roberto, na Rua 57, onde removeram o lacre da cápsula que continha césio-137 na forma de pó, semelhante ao sal de cozinha, mas que emitia um intenso brilho azul no escuro. Césio-137: veja fotos e vídeos da época do acidente Em 18 de setembro, a peça foi vendida para Devair Alves Ferreira, dono de um ferro-velho, que ficou encantado com a luminosidade e distribuiu fragmentos da substância para familiares e amigos. Sem saber do perigo, as pessoas manipulavam o material, o que causou sintomas imediatos como náuseas, tonturas, vômitos e diarreia. LEIA TAMBÉM: Césio-137: maior acidente radiológico da história deixou 4 mortos, 6 mil toneladas de lixo e ainda terá impacto por mais 200 anos Césio-137: Mãe de Leide das Neves, símbolo do acidente, desabafa após quase 40 anos: 'A gente revive tudo' ENTENDA: Por que Césio-137 tem brilho azul? A suspeita de que o pó era o culpado surgiu com Maria Gabriela, esposa de Devair, que em 28 de setembro levou a cápsula em uma sacola de plástico até a Vigilância Sanitária. O acidente foi oficialmente identificado no dia seguinte, 29 de setembro, pelo físico Walter Mendes, que confirmou os altos níveis de radiação e iniciou o isolamento das áreas afetadas. Walter Mendes Ferreira foi o responsável por identificar o acidente com o césio-137 em 1987 Reprodução/CNEN Embora nos dados oficiais constem apenas quatro mortes diretas devido ao acidente radiológico, os reflexos da tragédia são inúmeros. Os nomes de Leide das Neves, Maria Gabriela, Israel e Admilson representam os sobreviventes que carregaram na pele as marcas do acidente. Atualmente, mais de mil pessoas ainda frequentam o Centro de Assistência ao Radioacidentado (Cara), órgão criado em 2011 para prestar apoio à população afetada pelo material radioativo. A tragédia gerou 6 mil toneladas de rejeitos radioativos, que estão armazenados de forma definitiva em depósitos em Abadia de Goiás. Césio-137 e Chernobyl: Qual diferença entre os acidentes radioativos? Quem são as vítimas? Milhares de pessoas foram avaliadas na época do acidente com césio-137 e 129 apresentaram radiação no corpo Goiânia Goiás Reprodução/Cara De acordo com informações divulgadas pelo Governo de Goiás, na época, um monitoramento realizado no Estádio Olímpico avaliou mais de 112.800 pessoas, das quais 249 apresentaram algum grau de contaminação e 129 necessitaram de acompanhamento médico permanente. Césio-137: veja cronologia do maior acidente radiológico O acidente resultou em quatro vítimas fatais diretas, que faleceram entre quatro e cinco semanas após a exposição devido à Síndrome Aguda da Radiação (SAR): Leide das Neves Ferreira: A menina de apenas 6 anos era filha de Ivo Ferreira e foi a pessoa mais afetada por ter brincado com o pó e ingerido partículas. A criança morreu em 23 de outubro de 1987 e foi enterrada em um caixão de chumbo de 700 quilos para conter a radiação. Maria Gabriela Ferreira: Esposa de Devair e a pessoa responsável por evitar que a contaminação fosse ainda maior, ela adoeceu três dias após o contato e faleceu na mesma data que Leide, em 23 de outubro, aos 37 anos. Israel Batista dos Santos: O jovem de 20 anos era funcionário de Devair e trabalhou na remoção do chumbo da fonte. Ele faleceu em 27 de outubro. Admilson Alves de Souza: Aos 18 anos, ele também era um funcionário do ferro-velho, que manipulou a fonte radioativa e morreu em 28 de outubro. Roupas especiais usadas durante acidente com césio-137, em Goiás Acervo/O Popular 📱 Veja outras notícias da região no g1 Goiás. VÍDEOS: últimas notícias de Goiás

  7. Como atuam os agentes do Metrô em casos de importunação sexual e agressão A rotina no metrô de São Paulo vai muito além do transporte de milhões de passageiros todos os dias. Nos bastidores, uma operação silenciosa tenta coibir crimes como importunação sexual e agressões físicas — ocorrências que tendem a aumentar nos horários de pico. Para enfrentar o problema, o sistema conta com agentes à paisana que circulam entre os usuários sem serem identificados. Misturados aos passageiros, eles monitoram comportamentos suspeitos e acionam equipes uniformizadas ou a polícia quando necessário. O trabalho é reforçado por câmeras de segurança espalhadas por estações e vagões. Segundo os agentes, a estratégia é simples: observar discretamente e agir no momento certo. “Sem uniforme, você tem a visão do cidadão comum e o importunador não te percebe. Assim, conseguimos flagrar as ações”, explicou um dos profissionais, que atua de forma anônima e preferiu não se identificar. A maior incidência de casos ocorre em linhas mais movimentadas, como a Linha 3-Vermelha, especialmente nos horários de maior fluxo, tanto pela manhã quanto pela tarde/noite. Os suspeitos costumam se aproximar das vítimas de forma gradual, aproveitando a lotação dos trens para encostar ou tentar registrar imagens sem consentimento. Em uma das ocorrências, agentes identificaram um homem que perseguia uma passageira dentro do sistema. A equipe priorizou o contato com a vítima, já que esse é o procedimento padrão nesses casos Ao ser abordada, a mulher relatou que havia percebido o contato físico, mas inicialmente acreditou que fosse consequência do trem cheio. "Para a autoridade policial dar flagrante a gente precisa da vítima. E também para dar um amparo a ela, por isso que a gente corre em direção à vítima primeiro", diz Denis Lopes, operador de controle de segurança. O suspeito, Davi Santos da Silva, foi detido em flagrante, mas foi solto dois meses e meio depois, respondendo em liberdade. A defesa disse que só vai se manifestar no processo judicial. Durante a abordagem, agentes encontraram objetos objetos perfurocortantes (como facas e itens pontiagudos) na mochila dele, o que aumentou a gravidade da ocorrência. A vítima decidiu registrar o caso na delegacia, o que permitiu o encaminhamento do agressor à Justiça. Imagem de circuito interno mostra agressão dentro do Metrô de São Paulo. Reprodução/TV Globo/Fantástico Caso de agressão dentro de trem Em outro episódio, uma agressão física dentro de um trem mobilizou equipes de segurança. Um passageiro foi atacado após um desentendimento com um pedinte. Mesmo com o agressor identificado, ele acabou liberado porque a vítima optou por não formalizar a denúncia — o que, nesse caso, impediu o prosseguimento da investigação De acordo com os agentes, a decisão da vítima é determinante. “Sem representação, não tem como encaminhar à delegacia”, explicou Riodo Lopes, agente de segurança do Metrô de São Paulo. Por isso, as equipes também orientam os passageiros sobre a importância de registrar ocorrência. Além de atuar em crimes, os agentes também prestam apoio em situações de emergência, como casos de mal súbito. Passageiros que passam mal recebem atendimento inicial nas estações e, se necessário, são encaminhados a hospitais. Especialistas e vítimas reforçam que denunciar é essencial para combater a impunidade. A professora Stephanie Minematu, que já sofreu importunação sexual no metrô, relata que reagiu ao perceber que estava sendo fotografada sem consentimento. Para ela, o silêncio só favorece os agressores. “Não dá para ficar calada, tem que falar”, afirmou. A atuação conjunta de vigilância, agentes infiltrados e apoio às vítimas tenta reduzir os casos, mas o desafio continua. Em um ambiente de grande circulação, a prevenção depende tanto da estrutura de segurança quanto da colaboração dos passageiros em denunciar qualquer tipo de abuso. Ouça os podcasts do Fantástico ISSO É FANTÁSTICO O podcast Isso É Fantástico está disponível no g1 e nos principais aplicativos de podcasts, trazendo grandes reportagens, investigações e histórias fascinantes em podcast com o selo de jornalismo do Fantástico: profundidade, contexto e informação. Siga, curta ou assine o Isso É Fantástico no seu tocador de podcasts favorito. Todo domingo tem um episódio novo.

  8. Saiba como se prevenir contra o sequestro de celular O golpe do sequestro de celular tem se tornado cada vez mais comum no Brasil. Um repórter conseguiu desmascarar um golpista durante uma tentativa de fraude por telefone, enquanto investigava o avanço dos crimes digitais no país para o Fantástico deste domingo (5). Durante a abordagem, o criminoso orientou a instalação de um aplicativo no celular e pediu acesso a funções do aparelho. “A câmera, compartilha a tela novamente. Agora arrasta para cima e vai lá para o início do seu celular, todos os aplicativos”, disse o golpista, ao instruir o passo a passo da fraude. A conversa foi acompanhada por um especialista em tecnologia, que havia retirado previamente os dados bancários do aparelho para evitar prejuízos. Seguindo as orientações do criminoso, ele mostrou como funciona o golpe. “Eu permiti, seguindo as orientações dele, que ele pudesse ativar o acesso remoto, com a possibilidade de leitura das pastas de meus arquivos pessoais, fotos, vídeos, leitura da memória do celular e dos meus contatos ”, explicou o especialista, que também destacou que o golpista passou a ter acesso a arquivos, fotos, contatos e memória do celular. Golpista é desmascarado durante reportagem do Fantástico. Reprodução/TV Globo/Fantástico A técnica é conhecida como engenharia social, quando criminosos manipulam a vítima para obter informações confidenciais. Com o controle do aparelho, eles conseguem acessar aplicativos bancários e realizar transferências. Em seguida, o repórter se identificou. “Aqui é o jornalista do Fantástico. Não tem nenhum constrangimento em aplicar esse tipo de fraude?”, questionou. Do outro lado da linha, a resposta foi direta: “Não, não”. O caso expõe o nível de sofisticação dos golpes digitais e a naturalidade com que os criminosos atuam. Especialistas alertam que pedidos para instalar aplicativos, compartilhar a tela ou agir com urgência são sinais claros de fraude. A orientação é interromper imediatamente o contato e nunca fornecer dados pessoais ou senhas. Quando ligar o sinal de alerta? A evolução desses crimes é considerada extremamente preocupante. Em um período de 12 meses, 24 milhões de brasileiros sofreram ao menos uma tentativa de golpe no setor financeiro, com prejuízo estimado em quase R$ 29 bilhões. 🚨 Especialistas explicam que esses golpes usam técnicas de engenharia social, que manipulam a vítima com senso de urgência e falsas vantagens. "Se os preços ou as ofertas de investimento estiverem muito fora daquilo que normalmente é praticado no mercado, é um grande sinal de alerta", diz Merula Borges, especialista em finanças da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL). 🚨 A orientação é clara: diante de qualquer pedido de senha, compartilhamento de tela ou instalação de aplicativos, a recomendação é desligar imediatamente a ligação. Bancos não solicitam esse tipo de procedimento. "Quando houver qualquer demanda de dados, senha, compartilhamento de tela, instalação de aplicativos, desligue imediatamente, pois você está, com certeza, sendo fruto de uma tentativa de golpe", explica Ivo Mosca, diretor executivo de Inovação, Produtos e Segurança da Febraban. "As pessoas precisam fazer a sua parte, entender a tecnologia e entender o poder que está ali na mão delas, para que elas consigam utilizar aquilo de forma efetivamente segura", afirma Cristiano Borges, analista de segurança da informação. 🎧 Ouça os podcasts do Fantástico ISSO É FANTÁSTICO O podcast Isso É Fantástico está disponível no g1 e nos principais aplicativos de podcasts, trazendo grandes reportagens, investigações e histórias fascinantes em podcast com o selo de jornalismo do Fantástico: profundidade, contexto e informação. Siga, curta ou assine o Isso É Fantástico no seu tocador de podcasts favorito. Todo domingo tem um episódio novo.

  9. Homem invade casa para se esconder, mas é morto a tiros dentro de garagem em MG - Vídeo cedido/Patos Hoje Um homem de 19 anos invadiu uma casa em Patos de Minas, no Alto Paranaíba, para fugir de um homem armado, mas foi morto na garagem do imóvel na noite de domingo (5). De acordo com a Polícia Militar (PM), a suspeita é de que o crime tenha ocorrido devido a um desentendimento horas antes. Uma câmera de monitoramento mostra quando a vítima invadiu a casa na rua Antônio Jorge Filho, no bairro Residencial Barreiro, para tentar se esconder durante uma perseguição de moto. Veja o vídeo acima. ✅ Clique aqui e siga o perfil do g1 Triângulo no WhatsApp Segundo a PM, o proprietário do imóvel afirmou que o portão da garagem estava aberto e ele guardava o carro quando a vítima entrou com a moto. Logo em seguida, o suspeito também entrou. O suspeito desceu da moto, que ficou caída, e disparou uma vez contra a vítima. Após o crime o homem subiu na moto e fugiu. Após ser atingida, a vítima ainda tentou correr para o interior da casa, mas caiu na sala. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado, mas a morte foi confirmada ainda no local. Ainda conforme a PM, o principal suspeito é um homem de 23 anos. A Polícia Civil realizou perícia e investiga o caso. Homem morto em Patos de Minas Imagens cedidas/ Patos Hoje LEIA MAIS: Fuga de abordagem policial termina em confronto com três mortos VÍDEO: Homem bate o carro após perseguição e tentativa de assassinato Pedestre é baleado na mão durante perseguição policial e tiroteio VÍDEOS: veja tudo sobre o Triângulo, Alto Paranaíba e Noroeste de Minas

  10. MP quer indenização de R$ 30 milhões após quadrilha ser condenada por tráfico O Ministério Público quer que os integrantes de uma quadrilha condenada por um esquema de tráfico de drogas com cafeína e de lavagem de dinheiro com carros de luxo em Ribeirão Preto (SP) paguem uma indenização de R$ 30 milhões para ajudar a saúde pública no município. O pedido faz parte de um recurso apresentado pela Promotoria após uma decisão que condenou 20 investigados na Operação 'Car Wash' a penas que variam de um a 34 anos de prisão. Além de aumentar o tempo de detenção dos condenados, na apelação o MP considerou que o grupo teve lucros elevados com os crimes praticados e solicita que os envolvidos no esquema compensem a sociedade com a indenização por dano moral difuso a ser revetido em prol do Sistema Único de Saúde (SUS). ✅Clique aqui para seguir o canal do g1 Ribeirão e Franca no WhatsApp O recurso ainda deve ser analisado pelo Tribunal de Justiça de São Paulo. Allan Tadashi, apontado como o chefe do esquema, e Nevanir de Souza Neto, um dos financiadores da quadrilha que atuava em Ribeirão Preto, SP Reprodução/EPTV O esquema O grupo envolvido em um dos maiores esquemas de tráfico de drogas e lavagem de dinheiro na região atuou de 2019 a 2023 e incluía, segundo a Polícia Federal, uma rede de integrantes que se dividiam entre as funções de fornecer a substância química usada para "batizar" a droga, financiar o tráfico e lavar o recursos financeiros por meio do comércio de carros de luxo. As investigações apontaram que o grupo utilizava cafeína para ampliar a produção de cocaína e chegou a movimentar R$ 60 milhões em cinco anos. O dinheiro obtido pela quadrilha era utilizado em um esquema de lavagem, envolvendo a compra e a venda de carros de luxo esportivos, avaliados de R$ 800 mil a R$ 1 milhão cada. Segundo o MP, essa venda de carros de luxo também envolvia a adulteração da quilometragem dos automóveis para atrair compradores. No processo, há conversas entre os investigadores que fazem menção a essa prática. "Faz milagre, faz o que ninguém faz", dizia um dos investigados, segundo as acusações. Com o dinheiro obtido com o esquema, os fornecedores e os financiadores também bancavam casas em condomínios fechados. Carro de luxo apreendido na Operação Car Wash em Ribeirão Preto, SP Valdinei Malaguti/EPTV As condenações Em 24 de março, o Tribunal de Justiça de São Paulo condenou 20 pessoas por envolvimento no esquema criminoso, entre eles Allan Tadashi, apontado como o chefe do esquema, condenado a 34 anos e quatro meses de prisão. Ele está preso desde o início da Operação Car Wash, que desmantelou a quadrilha, e morava em um condomínio na zona sul de Ribeirão Preto. LEIA TAMBÉM Justiça condena 20 pessoas por lavagem de dinheiro com carros de luxo e tráfico de drogas com uso de cafeína no interior de SP Condenados pela Justiça em Ribeirão Preto usavam carros de luxo para lavar dinheiro do tráfico Nevanir de Souza Neto, apontado como um dos financiadores da quadrilha, foi condenado a 21 anos, quatro meses e 20 dias. Roger Martins e Antão Viana Júnior, condenados a 22 e 18 anos, respectivamente, são apontados como os principais fornecedores de cafeína no esquema criminoso. A advogada Eloraine Luchesi, que defende Roger Kühl Martins, disse que a sentença de primeira instância é desproporcional e desconsiderou critérios legais essenciais na fixação da pena. Eloraine disse que Martins é primário, possui bons antecedentes e não tem histórico criminal. A defesa vai recorrer. Advogado de Nevanir de Souza Neto, Julio Mossin informou que vai recorrer da sentença. As defesas de Allan Tadashi e Antão Viana Júnior não comentaram sobre o assunto. MP quer que condenados por tráfico paguem R$ 30 milhões de indenização para a saúde pública em Ribeirão Preto (SP). Reprodução/EPTV Veja mais notícias da região no g1 Ribeirão Preto e Franca

  11. Chef de restaurante em Fortaleza é preso pela PF por fraudes na Itália O chef de cozinha italiano Fabio Mattiuzzo segue preso no Ceará e aguarda autorização do Supremo Tribunal Federal (STF) para ser extraditado. Ele foi detido em Fortaleza por fraudes cometidas em seu país de origem. Depois da autorização do STF, Mattiuzzo deve passar por extradição passiva - quando a autoridade requerente vem buscar o preso no Brasil, segundo informações repassadas pela Polícia Federal (PF). Ou seja, policiais da Itália vêm a Fortaleza para levá-lo para o país europeu. ✅ Clique e siga o canal do g1 Ceará no WhatsApp O chef atuou em restaurantes de Fortaleza, ficando responsável por pratos da culinária francesa e italiana. Ele teve a prisão determinada pelo ministro Flávio Dino, do STF, no dia 9 de março deste ano. LEIA TAMBÉM: Quem é o chef italiano preso pela Polícia Federal em Fortaleza por fraudes na Europa Chef de restaurante preso em Fortaleza era procurado pela Interpol e desviou mais de 96 mil euros, diz PF Antes da prisão, o chef atuava em um restaurante de culinária francesa localizado na área nobre de Fortaleza. Em 2023, ele esteve à frente da cozinha de um restaurante italiano, também na mesma região da capital. Nas redes sociais do chef, uma entrevista com ele revela que já trabalhou em cozinhas na Itália, França, Suíça e Espanha, aprendendo sobre a cultura gastronômica destes países. Mattiuzzo contou, também, que veio a Fortaleza após receber um convite em 2014. Na cidade, ele conheceu uma brasileira, com quem se casou. Além de ter comandado cozinhas de restaurantes diferentes na capital cearense nos últimos anos, o chef também era chamado para eventos especiais, como jantares de empresas, associações e lideranças locais. Fraudes na Itália Chef italiano que trabalhava em Fortaleza é preso pela Polícia Federal Reprodução Mattiuzzo estava na lista de procurados da Interpol desde junho de 2025. Ele possui duas condenações na Itália que somam mais de 5 anos de prisão pelo crime de falência fraudulenta agravada. De acordo com o processo ao qual o g1 teve acesso, o chef era diretor de duas empresas na Itália que faliram após sofrerem grandes prejuízos entre 2009 e 2011. Ele é acusado de desviar dinheiro das companhias para pagar despesas pessoais. Em um dos casos, o desvio foi de mais de 96 mil euros. A Justiça italiana também aponta que Mattiuzzo ocultou e destruiu livros e documentos contábeis das companhias. A decisão destaca ainda que os crimes não estão prescritos e equivalem no Brasil aos crimes de apropriação indébita e fraude a credores. Prisão preventiva A prisão preventiva determinada pelo ministro Flávio Dino tem como objetivo a extradição do chef e foi realizada no dia 13 de março. "O Supremo Tribunal Federal (STF) expediu mandado de prisão preventiva para fins de extradição, cumprido pela PF. O detido permanecerá à disposição do STF, responsável pelo processo de extradição", informou a Polícia Federal. No dia 16 de março, a PF informou ao STF que cumpriu o mandado de prisão preventiva e solicitou as tratativas para que seja feita a extradição do italiano. Chef italiano que trabalhava em restaurante em Fortaleza é preso pela PF Reprodução Assista aos vídeos mais vistos do Ceará:

  12. Cão comunitário é agredido duas vezes em 3 dias no RS Enquanto a Polícia Civil investiga, a equipe veterinária da Universidade de Caxias do Sul (UCS) faz o tratamento do Spike, um cão comunitário que foi agredido duas vezes em três dias no município da Serra Gaúcha. Após o caso de maus-tratos, moradores da comunidade pedem o retorno do animal. O cachorro foi atacado em dois episódios distintos na última semana. Na noite de quarta-feira (1º) , foi agredido com um pedaço de madeira com pregos. Três dias depois, no sábado (4), ele voltou a ser alvo de agressões: ele foi atingido por pedras, que teriam sido arremessadas por três adolescentes. Não se sabe se os episódios têm ligação. 📲 Acesse o canal do g1 RS no WhatsApp De acordo com a prefeitura de Caxias do Sul, os moradores da rua sem saída no bairro Rio Branco, onde Spike ficava, estão pedindo o retorno do cão comunitário. O Departamento de Proteção Animal (DPA) ainda irá analisar a situação de Spike quando assim que ele receber alta. O objetivo é encontrar um morador do local que possa adotá-lo, a fim que não volte a viver na rua. "Quando nós transformamos um cachorro da comunidade em comunitário, a gente coloca uma casinha com a placa identificando que ele é um cão comunitário, que ele não pode ser retirado do local. Uma pessoa da comunidade fica responsável por aquele cachorro ou gato", explica a coordenadora do DPA, Elisa Zanolla. Animais vítimas de maus-tratos no município são encaminhados para o hospital da UCS em virtude de um convênio mantido com a prefeitura. Agora, Spike terá um cadastro junto ao departamento. Ele está sendo tratado, receberá as devidas vacinas e foi colocado um microchip para que possa ser monitorado. "Fica sob nossa responsabilidade. Por exemplo: se um cachorro for atropelado, eles (a comunidade) ligam para nós, temos o cadastro e ficamos responsáveis por ir atender e tratar ele. Quando ele tiver alta, for curado e puder voltar para a comunidade, nós devolvemos. Alguns ficamos deficientes, velhinhos ou com alguma lesão que impeça o retorno. Nesse caso, ou não devolvemos, ou conversamos com alguém da comunidade que acaba criando um vinculo e possa adotar", afirma Elisa. Apesar dos ferimentos, Spike não corre risco de vida. Antes de ser alvo de pedradas, o cão foi vítimas de agressão com um pedaço de madeira com pregos. As agressões teriam sido tão fortes que a madeira se partiu, segundo o DPA. De acordo com a equipe veterinário que atendeu o animal, ele se recupera de forma positiva e apresenta bom quadro de evolução. Ainda não recebeu alta, mas está estável. Cão comunitário Spike foi agredido com pedaço de madeira com pregos Prefeitura de Caxias do Sul / Divulgação Polícia Civil ainda apura o caso A Polícia Civil ainda trabalha nas investigações do caso. Segundo o delegado Edinei Albarello, a polícia conseguiu imagens de um possível suspeito da primeira agressão, mas a hipótese ainda não foi confirmada. Agentes foram a campo durante a segunda-feira (6) para identificar imagens e testemunhas que possam ter visto ou escutado o momento da agressão. Cão comunitário é agredido duas vezes em 3 dias no RS; animal foi ferido com um pedaço de madeira com pregos Reprodução/RBS TV VÍDEOS: Tudo sobre o RS
  13. Em 20 anos, 126 magistrados foram punidos com aposentadoria compulsória, diz CNJ Às vésperas da votação, a senadora Eliziane Gama (PSB-MA), relatora da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que acaba com a aposentadoria compulsória como punição para juízes, militares e integrantes do Ministério Público, tenta driblar lobby para criar uma brecha na proposta. 📱Acesse o Canal da Sadi no WhatsApp Associações que representam os juízes tentam condicionar a perda do cargo à decisão judicial transitada em julgado. Pela proposta, a punição poderá ser aplicada em casos de faltas graves que tenham sido condenadas em processos administrativos, cuja tramitação tende a ser mais rápida. Apesar da pressão, senadores resistem em encampar a defesa, tendo em vista o ano eleitoral e o potencial desgaste com a população. Entenda a mudança na Constituição que retirou a possibilidade de aposentadoria compulsória como punição a juízes PGR recorre de decisão de Dino que derrubou aposentadoria compulsória como maior punição a juízes Outra tentativa de alteração à proposta foi feita pelo ex-juiz e senador Sérgio Moro (PL-PR). Na emenda, o parlamentar restringe quais crimes poderia ser punidos com a perda do cargo, tais como corrupção, favorecimento a organizações criminosas e os cometidos com grave violência contra pessoa. O relatório de Eliziane Gama será votado nesta quarta-feira (8) na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado. Ela não pretende acatar alterações porque acredita que o texto está alinhado à decisão recente do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Flávio Dino. No último dia 16, o ministro definiu que o CNJ (Conselho Nacional de Justiça) deverá aplicar a perda de mandato como punição mais grave a violações disciplinares. No despacho, no entanto, o próprio Dino determina que, uma vez decretada a penalidade, ela precisa ser referendada pelo STF. A PEC é de autoria de Dino, que apresentou o texto antes de ser nomeado ministro do Supremo. "Aposentadoria se destina a assegurar dignidade ao trabalhador que, após regular cumprimento de suas obrigações laborais, deve ser transferido para a inatividade. Esse pressuposto torna inadequada a utilização do instituto da aposentadoria (ou pensão por morte ficta ou presumida) para justificar 'aparente quebra' de vínculo entre o Poder Público e o servidor que tenha cometido conduta grave que acarrete alto grau de desmoralização do serviço público e perda da confiança nas instituições públicas", argumentou o então parlamentar. Durante a leitura de seu voto, a senadora Eliziane Gama pretende elencar casos nos quais a aposentadoria compulsória aplicada como punição. Um deles é o do juiz Peter Eckschmidt, acusado desviar dinheiro de ações que julgava. Desde que se aposentou, ele vem recebendo, em média, R$ 93 mil líquidos mensais de acordo com o Portal da Transparência do TJSP (Tribunal de Justiça de São Paulo). Outro magistrado que deve ser citado é Orlan Donato Rocha, do Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF-5). Ele foi acusado de assédio e importunação sexual entre os anos de 2014 e 2022 contra funcionárias do seu gabinete. Leia também: Em 20 anos, 126 magistrados foram punidos com aposentadoria compulsória, diz CNJ Ao menos 40 magistrados punidos com aposentadoria deveriam ter perdido o cargo, segundo tese de Dino 'Juros de mora', 'adicionais temporais', 'outra': termos genéricos camuflam penduricalhos em salários de magistrados

  14. A influenciadora Anabella Lovas Reprodução/Instagram A polícia espanhola investiga a morte da influenciadora húngara Annabella Lovas, de 32 anos. O corpo da influenciadora foi encontrado próximo a um desfiladeiro nas Ilhas Canárias e identificado só um ano depois. Lovas, que ficou famosa em 2021 ao participar da versão húngara do reality show "The Bachelor" , no qual um homem escolhe uma companheira entre dezenas de mulheres, se mudou para a Espanha logo após o reality, onde iniciou um tratamento de câncer e enfrentava problemas financeiros. A polícia não trata o caso como um crime doloso ou violento e ainda tenta entender o que aconteceu. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Quem era Annabella Lovas? Annabella Lovas foi uma influenciadora digital húngara, que ficou famosa ao participar da versão local do reality show "The Bachelor" em 2021. O programa é baseado na busca de um homem por uma namorada, num universo de dezenas de mulheres. Ela competiu pelo coração do canoísta e medalhista olímpico Dávid Tóth e acabou ganhando muitos seguidores nas redes sociais. Após sua passagem pela TV, Annabella decidiu se mudar para as Ilhas Canárias, na Espanha. De acordo com jornal húngaro "Blikk", nos últimos anos ela tratava um câncer de mama e enfrentava problemas emocionais e financeiros. Quando Annabella desapareceu? Annabella Lovas desapareceu em dois momentos num intervalo de poucos dias, o que chegou a confundir a investigação policial. O primeiro alerta às autoridades locais foi feito pela família de em novembro de 2024. Naquele momento, após alguns dias de busca, a polícia local conseguiu localizá-la em um apartamento nas Ilhas Canárias. Porém, dias depois de ser encontrada, a influenciadora parou de dar notícias à família e amigos, e também não postava mais nas redes sociais. De acordo com o jornal "Blikk", ela ficou cerca de cinco meses sem dar notícias antes da polícia espanhola encontrar seu corpo. Como o corpo de Annabella foi encontrado? O corpo de Annabella Lovas foi encontrado em 6 de março de 2025, em uma área de difícil acesso conhecida como o barranco de Berriel. Segundo o jornal espanhol “El Periódico”, devido à localização de difícil acesso, o resgate contou com uso de helicóptero. Por conta do estado avançado de decomposição, a identificação do corpo não foi imediata. Annabella foi encontrada nua da cintura para baixo e os peritos estimaram que o corpo já estava na água há pelo menos três semanas. De acordo com o jornal espanhol, além das condições físicas, a ausência de pertences pessoais ou documentos no local dificultou o trabalho dos investigadores. Inicialmente, as únicas pistas eram algumas tatuagens. A identificação só foi possível por meio de uma comparação de registros odontológicos. Qual a linha de investigação da polícia? A polícia espanhola descarta a hipótese de crime ou morte violenta. Segundo o jornal “Blikk”, as autoridades acreditam que Annabella morreu em outro local da ilha e que seu corpo tenha sido transportado pelas fortes tempestades e inundações repentinas que atingiram a ilha semanas antes. A força das águas teria arrastado o cadáver até o desfiladeiro de difícil acesso onde ele foi finalmente localizado. Durante meses, o caso permaneceu como o de uma "mulher desconhecida", mas o cruzamento dos dados dentários da Hungria com os exames realizados na Espanha levou à identificação. A polícia encerrou uma investigação criminal por não encontrar evidências de envolvimento de terceiros. Segundo os primeiros indícios, Annabella estaria em situação de rua, exposta às grandes chuvas da região.

  15. Kanye West comparece ao julgamento de Diddy AP Photo/Michael R. Sisak O rapper Kanye West foi anunciado como atração do Wireless Festival, em Londres. O evento está marcado para acontecer entre os dias 10 e 12 de julho. No entanto, desde o anúncio da participação do rapper, o evento vem enfrentando uma onda de críticas dos fãs e políticos ingleses, que apontam para frases e músicas antigas do cantor. West, agora conhecido como Ye, já foi criticado por declarações antissemitas e por exaltar o nazismo, o que levou, em diversas ocasiões, ao bloqueio de suas contas nas redes sociais, incluindo a conta X. Ele chegou a lançar uma música com o nome "Heil Hitler". No começo do ano, o rapper publicou um anúncio no Wall Street Journal pedindo desculpas "a quem ele magoou" por fazer apologia ao nazismo. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Patrocínios cancelados A Pepsi cancelou o patrocínio ao Wireless Festival após o anúncio de Kanye West como principal atração do evento. Segundo informações da "Variety", a empresa anunciou neste domingo (5) que decidiu encerrar a parceria de mais de uma década com o festival. O festival era oficialmente conhecido como “Pepsi MAX Presents Wireless” como parte de uma parceria que existia desde 2015. Horas depois da desistência da Pepsi, outro patrocinador, a Diageo, proprietária das marcas de bebidas alcoólicas Johnnie Walker e Captain Morgan, também anunciou sua saída do festival. Um porta-voz do PayPal disse à agência Reuters na segunda-feira que sua marca não aparecerá em nenhum material promocional futuro do Wireless. Kanye West aparece como uma das atrações do Wireless Festival Reprodução Entrada na Inglaterra ameaçada A contratação de Kanye West foi criticada pelo primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, que relembrou os comentários antissemitas do rapper. “É profundamente preocupante que Kanye West tenha sido contratado para se apresentar no Wireless Festival, apesar de suas declarações antissemitas anteriores e de sua homenagem ao nazismo”, disse Starmer em um comunicado ao jornal britânico "The Sun". De acordo com à Reuters, o principal partido da oposição, o Partido Conservador, escreveu à Ministra do Interior, Shabana Mahmood, pedindo que ela proibisse o cantor de entrar no país. Questionada sobre o assunto, uma fonte do Ministério do Interior disse à agência de notícias que os ministros estavam analisando sua permissão para entrar no país. O Ministério do Interior geralmente não comenta casos individuais, mas Mahmood tem poderes para solicitar pessoalmente a expulsão de Ye do Reino Unido. Em janeiro, o departamento revogou a autorização de Eva Vlaardingerbroek, uma ativista holandesa de extrema-direita, por disseminar informações falsas. Kanye West pede desculpas por apologia ao nazismo: 'Perdi contato com a realidade' Festival defende a presença de Kanye West Melvin Benn, diretor administrativo da Festival Republic, uma das organizadoras do evento, defendeu a decisão de ter o rapper como atração principal do Wireless, apesar de seus comentários "abomináveis", e pediu ao público que o perdoasse. Benn afirmou que Kanye não teria "uma plataforma para expressar opiniões" no palco. Ele disse que a música de Ye era tocada nas rádios e estava disponível na internet. "O perdão e a possibilidade de dar uma segunda chance às pessoas estão se tornando virtudes perdidas neste mundo cada vez mais dividido, e eu peço às pessoas que reflitam sobre seus comentários imediatos de repulsa diante da possibilidade dele se apresentar. Que ofereçam a ele algum perdão e esperança, como eu decidi fazer", acrescentou Benn.

  16. Imagem de cortes de picanha. Henrique Martin/g1 A picanha brasileira ficou em 15º lugar na lista dos 100 melhores pratos do TasteAtlas 2025/2026, considerado uma enciclopédia gastronômica dos EUA. A costela bovina brasileira também apareceu na lista, mas na 35ª posição. Outro prato nacional que marcou presença foi a moqueca baiana, porém mais ao final, em 98º lugar. "Com uma camada generosa de gordura e preparo simples, ela conquistou espaço não só no Brasil, mas também no exterior", descreve o TasteAtlas. A publicação afirma ainda que, nos EUA, a picanha é conhecida como top sirloin cap ou coulotte steak. "No entanto, nem sempre é fácil encontrá-la [nos EUA], já que o corte costuma ser dividido em outras partes, como o lombo ou a alcatra. Nesses casos, a recomendação é pedir ao açougueiro pelo top sirloin cap e solicitar que a gordura seja mantida", afirma. A seguir, veja os pratos que ficaram nas 10 primeiras posições. Vori-vori (Paraguai): sopa preparada com fubá e queijo; Pizza Napoletana (Itália): clássica pizza de Nápoles; Tajarin al tartufo bianco d'Alba (Itália): massa com trufas brancas; Sate kambing (Indonésia): espetos de carne de cabra; Oltu cağ kebabı (Turquia): prato de cordeiro; Kontosouvli (Grécia): carne de porco no espeto; Arroz tapado (Peru): camadas de arroz branco com recheio de carne temperada; Komplet lepinja (Sérvia): pão achatado cortado ao meio, coberto com creme e finalizado com um ovo; Quesabirria (México): tacos de birria com queijo; Pappardelle al cinghiale (Itália) Massa com carne de javali. Chef de cozinha ensina picanha com queijo e pão de alho

  17. MEC Livros, plataforma do Ministério da Educação. Reprodução O Ministério da Educação (MEC) lançou nesta semana o MEC Livros, uma iniciativa que visa democratizar o acesso à leitura em todo o país. Abaixo, o g1 preparou um guia completo com as respostas às principais dúvidas sobre o funcionamento da plataforma. O que é o MEC Livros? É uma biblioteca digital pública e gratuita que reúne obras literárias nacionais e internacionais. O acervo é composto por obras em domínio público e títulos contemporâneos licenciados, atendendo a estudantes, professores e leitores em geral. Como faço para acessar? O acesso é feito de forma digital, seja pelo site oficial (meclivros.mec.gov.br/) ou pelo aplicativo MEC Livros, disponível nas principais lojas de aplicativos. Para entrar, o usuário deve utilizar sua conta gov.br. No primeiro acesso, o usuário pode selecionar seus gêneros literários favoritos, o que permitirá que a ferramenta personalize recomendações com base nas preferências. MEC Livros personaliza recomendações com base na preferência do usuário. Reprodução. Quais livros estão disponíveis? O acervo tem quase 8 mil obras. Entre os destaques, estão: Clássicos consagrados: Clarice Lispector, José Saramago e Ariano Suassuna. Best-sellers contemporâneos: títulos como Harry Potter, Jogos Vorazes, O Hobbit e Eu Sou Malala. Domínio Público: cerca de 2 mil obras que podem ser convertidas para o formato ePub, melhorando a experiência de leitura digital. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Como funciona o sistema de empréstimo? Diferentemente de um download comum, a plataforma funciona com um sistema de reserva temporária: Prazo de leitura: o usuário tem 14 dias para ler a obra emprestada. Renovação: existe a possibilidade de renovar o empréstimo do livro por mais 14 dias. Limite de livros: só é possível realizar um novo empréstimo após a devolução do livro que já está com o usuário. Formato: a leitura pode ser feita diretamente no navegador ou via aplicativo. Não está claro como funciona a devolução dos livros. O sistema não informa se ela é automática ao fim do prazo de empréstimo —de 14 dias, ou 28 em caso de renovação—, se ocorre ao concluir a leitura ou se depende de uma ação manual do usuário. Alguns usuários relatam dificuldades nesse processo (veja abaixo). Posso pegar mais de um livro emprestado ao mesmo tempo? Não. O sistema do MEC Livros permite apenas um empréstimo por vez. Um novo livro só poderá ser solicitado após a devolução da obra que já está com o leitor. Ao longo dos primeiros dias de uso da plataforma, usuários relataram problemas na devolução de obras. O usuário terminava a leitura, mas não aparecia uma opção de devolver o livro, e não era possível pegar outro emprestado. O g1 procurou o Ministério para esclarecer esse e outros pontos sobre o funcionamento da plataforma, mas não obteve resposta até a última atualização desta reportagem. MEC Livros não permite o empréstimo de mais de uma obra por vez. Reprodução Existem limites para livros populares? Sim. A plataforma trabalha com três faixas de acesso, que variam conforme o tipo de obra: Lançamentos e best-sellers (cerca de 1,2 mil títulos): têm um limite operacional de aproximadamente 18,6 mil empréstimos por mês, somando todos os usuários. Catálogo mais antigo (longsellers) — cerca de 3,6 mil obras: permitem até 1,4 milhão de leituras por ano. Outros títulos (cerca de 1 mil): têm empréstimos ilimitados. Quais são os recursos de acessibilidade? A plataforma foi desenhada para ser inclusiva, oferecendo: ajuste de tamanho de fonte e contraste; suporte específico para pessoas com dislexia; compatibilidade com leitores de tela. Nos primeiros dias após o lançamento, recursos como ajuste de fonte e configuração de tela apresentaram instabilidade e nem sempre funcionaram corretamente. Procurado, o Ministério da Educação não comentou as falhas até a última atualização desta reportagem. O espaço segue aberto.

  18. UFRGS tem primeiro professor quilombola da história da universidade Jorge Amaro de Souza Borges nasceu em Mostardas, Litoral Norte, dez anos antes da Constituição de 1988. Época em que o acesso à educação era limitado para pessoas negras, pobres e quilombolas. Mas nenhuma barreira social impediu Jorge de ocupar espaços e se tornar o primeiro professor quilombola da história da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). 📲 Acesse o canal do g1 RS no WhatsApp Graduado em Biologia, mestre em Educação, doutor em Políticas Públicas e com três especializações, o professor afirma que a primeira formação começou antes mesmo dele entrar numa sala de aula. “A minha relação com a educação nasce, antes de tudo, da oralidade, algo muito presente nas comunidades quilombolas. Eu fui formado, inicialmente, pela escuta”, relembra. Nascido no Quilombo dos Teixeiras, num contexto marcado pelo analfabetismo, o professor cresceu ouvindo histórias de uma figura emblemática: um homem conhecido como “Totoca”. “Sempre falavam dele com muito orgulho. Diziam que era um homem que sabia ler, escrever, que dominava a matemática, que era agrimensor, carpinteiro, que fazia canga de boi, roda de carreta. Um homem de múltiplos saberes. Aquilo me fascinava profundamente. E o mais significativo é que o Totoca era o meu avô”, conta. Inspirado pelas histórias sobre o avô, Jorge desejava ser como ele. “Desde muito pequeno, eu dizia que queria ser o “Totoquinha”. Queria ler, escrever, compreender o mundo”, completa. Hoje, a posição de professor da UFRGS é celebrada com orgulho pela comunidade quilombola. Para ele, ocupar esse espaço não é uma conquista individual, mas um marco coletivo. “Sou o resultado da luta de muitas gerações! Quando um quilombola ocupa esse espaço, ele não chega sozinho. Ele chega com a força de uma ancestralidade que resistiu ao longo dos séculos, com a memória das comunidades que lutaram pelo direito à terra, à educação, à dignidade. Eu carrego comigo o Quilombo dos Teixeiras e todo Litoral Negro, carrego as histórias que ouvi na infância e carrego as mãos que me sustentaram quando tudo parecia improvável”, finaliza. Primeiro professor quilombola da história da UFRGS. Jorge Amaro/Instagram/Reprodução VÍDEOS: Tudo sobre o RS

  19. Violência sexual é um medo para 61% das mulheres cearenses, aponta pesquisa Adobe Stock A violência sexual é um medo para 61% das mulheres cearenses, conforme revela a pesquisa ‘Mulher Coragem, os medos e demandas das mulheres cearenses por segurança”. O levantamento foi realizado pela Ipsos-Ipec, em parceria com o Diário do Nordeste e o Instituto Patrícia Galvão. Dentre os casos de violência sexual, o levantamento aponta assédio, toques sem consentimento, importunação sexual e estupro. ✅ Clique e siga o canal do g1 Ceará no WhatsApp 🔎 A pesquisa entrevistou 2.032 mulheres, com idades a partir dos 16 anos, em 77 cidades do Ceará entre os dias 1º e 14 de outubro de 2025. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos. O estudo também revelou que 95% das mulheres entrevistadas relataram ter medo de sofrer algum tipo de violência, incluindo a violência física, psicológica, doméstica e outros tipos. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Medo entre mulheres mais jovens Na pesquisa, as entrevistadas foram perguntadas sobre quais tipos de violência elas mais têm medo de sofrer. Como resultado, o levantamento mostra que o principal medo enfrentado por elas é o da violência sexual. O estudo também detalhou que o medo da violência sexual é generalizado, sendo o mais frequente para todas as faixas etárias. No entanto, o medo está mais presente nas mulheres mais jovens. Com maior percentual entre cearenses com até 34 anos, os números tendem a diminuir entre mulheres mais velhas. Ainda assim, quase metade das mulheres acima dos 60 anos relatam este medo. Medo da violência sexual entre mulheres, por faixa etária: 16 a 24 anos: 78% 25 a 34 anos: 72% 35 a 44 anos: 61% 45 a 59 anos: 54% 60 anos e mais: 43% Mais da metade já sofreu violência O estudo também perguntou às mulheres se elas já sofreram algum tipo de violência. A resposta foi “sim” para 51% das entrevistadas. Dentre os tipos de violência vivenciados, o mais frequente foi a violência psicológica. Tipos de violência já vivenciadas pelas mulheres cearenses: 28% - Violência psicológica 16% - Violência física 15% - Violência sexual 11% - Violência doméstica 9% - Violência virtual 6% - Violência patrimonial 8% Violência institucional 3% - Violência policial 48% - Não sofreram nenhum desses tipos de violência A violência psicológica foi mais prevalente em todas as faixas etárias, sendo maior entre mulheres de 16 a 24 anos (37%) e menor entre mulheres acima dos 60 anos (16%). Impunidade dos agressores é fator mais apontado Casa da Mulher Brasileira oferece apoio psicossocial e de garantia de direitos para mulheres em situação de violência. Governo do Ceará/ Divulgação Dentre os fatores que, na opinião das mulheres ouvidas pela pesquisa, mais contribuem para a insegurança e a violência contra as mulheres no Ceará, a impunidade dos agressores aparece em primeiro lugar. Fatores que contribuem para insegurança e violência contra as mulheres: 37% - Impunidade dos agressores 29% - Pouco policiamento 28% - Cultura machista 27% - Vícios (álcool, drogas) dos agressores 26% - Falta de segurança dentro do transporte público 20% - Falta de empatia/solidariedade 19% - Falta de segurança nos pontos de ônibus e terminais 14% - Espaços públicos abandonados 12% - Falta de segurança dentro do transporte individual por aplicativos (Uber, táxi, etc.) 11% - Despreparo dos agentes da polícia 10% - Falta de iluminação pública adequada 8% - Falta de canais de denúncia eficazes 3% - Não sabe/ Não respondeu A pesquisa ressalta, ainda, que a cultura machista foi apontada majoritariamente entre mulheres com idades entre 16 e 24 anos (37%) e entre 25 e 34 anos (36%). Para mulheres acima de 60 anos, este fator foi apontado apenas para 16%. Conforme o levantamento, este aspecto revela diferenças geracionais, visto que as entrevistadas mais jovens enfatizam o machismo, enquanto as mais idosas tendem a minimizar este fator. 🔎 Confira outros destaques do levantamento: 40% das mulheres afirmaram que mudam hábitos em suas rotinas por medo ou insegurança por serem mulheres. Na maioria dos casos (68%), elas evitam sair sozinhas de casa, principalmente à noite. Quando perguntadas sobre ambientes em que se sentem mais seguras como mulheres, a maioria das entrevistadas respondeu que isso acontece em suas próprias casas (83%) e na casa de amigos e parentes (66%). Por outro lado, os espaços públicos são percebidos como locais mais inseguros: apenas 10% se sentem seguras no transporte público ou enquanto aguardam em pontos de ônibus e terminais. E 13% se sentem seguras em ruas, praças e parques. Dentre os canais de denúncia e apoio às mulheres, os mais conhecidos são o contato da Polícia Militar (71%), a Delegacia da Mulher (57%) e o Disque 180 (56%). Para diminuir o medo e a insegurança, a maioria acredita que é necessário aumentar o policiamento nas ruas (56%), aumentar a segurança dentro dos transportes coletivos (36%) e capacitar agentes de polícia para atender casos de violência e assédio contra a mulher (29%). Assista aos vídeos mais vistos do Ceará:

  20. 'Meus avós eram nazistas?'Arquivos na internet ajudam a investigar o passado de famílias Mais de 80 anos após o fim do regime nazista na Alemanha, qualquer um pode procurar sobre o passado de seus antepassados no Arquivo Nacional dos Estados Unidos. O instituto tem disponibilizado um acervo de milhões de documentos, que podem ser consultados online. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Mais de 5 mil rolos de microfilme digitalizados mostram os dados de 6,6 milhões de alemães que, até 1945, eram membros do Partido Nacional-Socialista dos Trabalhadores Alemães (NSDAP, na sigla em alemão), mais conhecido como Partido Nazista. Mas os dados não estão completos. Segundo o Museu Histórico Alemão, em 1945, "um em cada cinco alemães adultos estava entre os 8,5 milhões de membros do partido" e, assim, apoiou, ao menos no papel, os crimes cometidos pelo regime de Adolf Hitler. "Parece que, atualmente, é muito atrativo para um público mais amplo fazer pesquisas por conta própria na internet", afirma o historiador Johannes Spohr. "Mas essas fontes estão, na verdade, disponíveis na Alemanha desde 1994 no Arquivo Federal. E lá é possível obter muito mais informações do que apenas esses registros de filiação", observa ele. O problema é que, na Alemanha, existem mecanismos de proteção que obrigam que as informações sobre uma pessoa só sejam divulgadas 100 anos após o nascimento ou dez anos após a morte. Os dados não estão disponíveis online, e devem ser solicitados por escrito. Além disso, como pessoa física – ao contrário do que ocorre no Arquivo Nacional dos EUA –, só é possível consultar os documentos se você estiver procurando por parentes. "Até hoje, os perseguidos, as vítimas, são muito mais conhecidos publicamente, inclusive com nomes e identidades. No caso dos perpetradores, a situação ainda é bastante vaga", diz Spohr. As testemunhas estão morrendo O registro de filiação de Hitler ao Partido Nazista tem o número 1 Georg Goebel/dpa/picture alliance Há onze anos, o historiador ajuda interessados a investigar a história de suas famílias durante o nazismo por meio de seu serviço de pesquisa "Present Past". Ele conta que as pessoas que o procuram têm entre 20 e 90 anos. "Todas as gerações estão representadas. Acho que o que há de especial é que estamos agora exatamente na transição entre a memória comunicativa e a memória cultural, em que as coisas raramente podem ser transmitidas oralmente e em que também é mais raro poder entrevistar as pessoas", diz. "Atualmente, as interações pessoais para a memória já não são tão comuns e, por isso, a pesquisa em arquivos é mais relevante." Hoje em dia, não só os netos pesquisam, mas também a quarta geração. "E muitas vezes acontece que eles nem chegaram a conhecer as pessoas sobre quem investigam." De acordo com um estudo, mais de dois terços dos alemães acreditam que os seus antepassados não foram perpetradores do nazismo; quase 36% consideram os familiares como vítimas; mais de 30% acreditam que os seus antepassados ajudaram vítimas potenciais do nazismo, por exemplo, escondendo judeus. "Essas respostas decorrem, em parte, mais de sentimentos do que do conhecimento concreto", afirma o Spohr. Após a guerra, quase nenhuma família manteve o hábito de discutir sobre os crimes do nazismo, muito menos sobre qual papel tiveram naquele contexto. A cultura alemã de memória da época nazista é considerada exemplar no exterior, mas "na verdade, a cultura da memória se torna complicada sempre que se torna concreta, ou seja, quando realmente diz respeito a pessoas específicas que talvez até se conhecesse", afirma Spohr. "E acho que a memória também precisa estar presente onde dói", diz. Segundo ele, isso não se refere apenas ao próprio período nazista. "No fim das contas, hoje a gente lida com mitos e distorções que vêm do pós-guerra. Pode-se até dizer: a negação da culpa do pós-guerra." LEIA TAMBÉM Ao lado do Coelhinho da Páscoa, Trump faz discurso sobre guerra em evento para crianças Irã afirma que ameaças de Trump são 'delirantes' e não compensarão 'humilhação' sofrida pelos EUA Filha adolescente de Kim Jong Un deve ser a futura líder da Coreia do Norte, diz Seul Arquivos não revelam motivos Ministros do gabinete de Adolf Hitler, em foto de 30 de janeiro de 1933. Na fileira da frente, a partir da esquerda: Hermann Goering, Adolf Hitler e Franz von Papen. Em pé, a partir da esqueda: Alfred Hugenberg, Werner von Blomberg, Wilhelm Frick, Johann Ludwig Graf Schwerin von Krosigk, Paul Freiherr Eltz von Ruebenach e Franz Beldte AP Photo A pesquisa de documentos pode fornecer mais clareza. Nos arquivos, há nomes, data e local de nascimento, data de adesão e número de filiação. Em alguns casos, também estão disponíveis os endereços e as fotos de rosto dos membros registrados no Partido Nazista. No entanto, esses fichários não revelam se alguém era um fanático, um oportunista ou um seguidor. Além disso, apenas cerca de 80% desses documentos foram preservados. Portanto, não é possível ter certeza de que um parente não era, afinal, um nazista declarado, apenas porque ele não aparece no arquivo. É aí que começa a pesquisa propriamente dita, diz Johannes Spohr. "Claro que há membros do Partido Nazista que, fora do âmbito da filiação, não cometeram grandes delitos, e há também não filiados que participaram de atos cruéis", pontua. É possível, por exemplo, verificar se alguém ingressou no partido antes de 1933. "Esse dado poderia indicar que essa pessoa era considerada especialmente comprometida com a causa nazista, por assim dizer. Ou se também ocuparam cargos. Os descendentes muitas vezes conhecem bem os passos da vida de alguém, mas ainda assim não sabem por que a pessoa fez certas escolhas, o que pensava ou sentia." Perguntas concretas, mas nem sempre com respostas Adolf Hitler discursa para soldados em Dortmund, em 1933; nos anos seguintes, Alemanha pôs em marcha plano para exterminar judeus. Yad Vasehm Pouco importa o que você descobrir, no final, sobre seus bisavós. Para Spohr, o esclarecimento é, em última análise, uma responsabilidade que se assume para com si mesmo e para com a sociedade. O foco das pesquisas continua sendo saber se os antepassados cometeram violência. Mas também se houve trabalhadores forçados na propriedade da família ou se eles possuem objetos confiscados de judeus durante as expropriações. "Pode acontecer de se encontrar pouca coisa, deixando muitas lacunas que dão margem para a imaginação. E, naturalmente, também é possível se deparar com fatos terríveis que contradizem as narrativas familiares", diz o historiador. Spohr atribui o crescente interesse dos últimos anos, entre outros fatores, à guerra na Ucrânia. As pessoas querem saber se o avô, como soldado da Wehrmacht na Crimeia, apenas tirou a carteira de motorista para caminhões, como costumava contar à família, ou se cometeu atrocidades. O avanço da direita, especialmente do partido AfD na Alemanha, também preocupa muitas pessoas. "Elas querem verificar se talvez haja uma relação entre essa ascensão e o passado nazista que não foi devidamente trabalhado – o silêncio sobre as ideologias que talvez repercuta até hoje." Destinados à destruição O fato de esses arquivos produzidos pelos nazistas ainda existirem não era algo que se pudesse esperar. "No fim da guerra, eles estavam destinados à destruição. Os nazistas queriam eliminar tudo o que os incriminava e que pudesse ser utilizado pelos Aliados contra eles", diz Spohr. Isso aconteceu graças a Hanns Huber, o gerente de uma fábrica de papel em Munique, que havia sido encarregado de destruir os documentos. Mas ele desobedeceu a ordem e escondeu os arquivos sob uma pilha de papel usado. No outono de 1945, as Forças Armadas americanas transferiram esses fichários para o Berlin Document Center, em Berlim Ocidental. Eles foram levados junto de outros registros da época que eram necessários para preparar os julgamentos de Nuremberg contra criminosos de guerra. "Os americanos já haviam tentado, em 1967, entregar os arquivos às autoridades alemãs, mas eles só foram aceitos em 1994", diz o historiador. "Na época, eles interpretaram essa recusa como um sinal de que, para os alemães, seria comprometedor e arriscado tornar esses documentos acessíveis – afinal, muitas das pessoas citadas ali ainda estavam ativas no mercado de trabalho ou ocupavam posições influentes na política." Para Spohr, a decisão do Arquivo Nacional dos EUA de disponibilizar os arquivos na internet não tem nada de extraordinário. Trata‑se, basicamente, de um passo administrativo dentro do processo contínuo de digitalização do acervo. Já na Alemanha, o Arquivo Federal só deverá colocar o material online em 2028, quando terminarem todos os prazos legais de proteção de dados pessoais. VÍDEOS: mais assistidos do g1

  21. Caloura que confundiu assalto com trote manteve a calma por não acreditar no crime Estudante do primeiro ano de farmácia da Universidade de São Paulo (USP), Vitória dos Santos estava em Ribeirão Preto a menos de 24 horas quando a república que ela se mudou no domingo (5) foi alvo de criminosos na madrugada do mesmo dia. À EPTV, afiliada da TV Globo, ela disse que chegou a pensar que o assalto era um trote universitário e revela que, por isso mesmo, conseguiu manter a calma o tempo inteiro. "Cheguei ontem [domingo] e aconteceu ontem. Eu pensava que ia ser um dia normal, mas a madrugada não foi nem um pouco normal. A ficha caiu quando a polícia chegou. Para mim, era tudo um trote até a polícia chegar. Era meu primeiro dia, fiquei tranquila porque pensei que era um trote". ✅Clique aqui para seguir o canal do g1 Ribeirão e Franca no WhatsApp Pelo menos seis estudantes estavam na casa, que fica no bairro Monte Alegre, zona Oeste da cidade. Pela proximidade com a universidade, a região é cercada de repúblicas. Câmeras de segurança da Rua Guia Lopes registraram a ação. No momento do crime, dois veteranos e quatro calouros estavam no local. Os suspeitos conseguiram abrir o portão e permaneceram na casa por cerca de 30 minutos. Eles levaram celulares, notebooks e tablets. LEIA TAMBÉM Caloura confunde assalto com trote no primeiro dia em república: 'Pensava que ia ser um dia normal' Juan Carlos Brito, que cursa direito na USP, foi o primeiro estudante a ser abordado e rendido pelos criminosos. O assalto aconteceu por volta das 4h. "Estava no meu quarto e eles chegaram apontando a arma, pedindo senha, perguntando sobre coisas da casa. Depois que tiveram tudo o que queriam, me amarraram, pediram pra virar para a parede e botaram uma mordaça na minha boca. Iam procurando [coisas] e colocando as pessoas no meu quarto. Só quando trancaram a gente que vi que estava a maioria das pessoas. Aí que eu me desesperei porque faltavam outras pessoas". República da USP em Ribeirão Preto (SP) foi invadida por criminosos e estudantes foram assaltados Reprodução/EPTV Estudante de farmácia, Pedro Henrique de Souza não estava no local no momento do crime, mas se assustou quando os colegas ligaram para avisá-lo. Segundo ele, os criminosos entraram na casa pela garagem. Vizinhos compartilharam as imagens das câmeras de segurança com os estudantes e a polícia deve analisar o conteúdo. "Eles pegaram celulares, notebooks e tablets de todo mundo. Eram quatro pessoas, só que três entraram para fazer toda essa arruaça pela casa e um ficou de vigia. E aí eles bagunçaram com a casa inteira, mexeram em roupas, mexeram no guarda roupa, alguma coisa de valor. Infelizmente encontraram muitas coisas", contou Pedro. Após o crime, os suspeitos fugiram do local. Até a última atualização desta reportagem, ninguém tinha sido identificado ou preso. Vitória dos Santos e Pedro Henrique de Souza moram na república que foi alvo de criminosos em Ribeirão Preto, SP Reprodução/EPTV Jovens foram ameaçados de morte Segundo as vítimas, elas foram ameaçadas de morte por diversas vezes durante o tempo que os suspeitos permaneceram no local. "No quarto, quando estava todo mundo junto, eles falaram que quem ligasse para a polícia iriam matar todo mundo", conta Vitória. A Polícia Militar esteve no local e os estudantes registraram um boletim de ocorrência. Juan disse que, depois do assalto, passou a sentir falta de segurança no bairro. "As repúblicas aqui são muito perto uma da outra, então o nosso perigo é o perigo de todo mundo. Esse bairro está cada vez mais perigoso e a gente só teve ideia quando uma arma foi apontada para nossas cabeças", diz. Suspeitos foram flagrados fugindo com sacolas contendo notebooks, celulares e a bicicleta de um dos estudantes da USP Câmeras de Segurança Veja mais notícias da região no g1 Ribeirão Preto e Franca VÍDEOS: Tudo sobre Ribeirão Preto, Franca e região

  22. Fantástico teve acesso a imagens exclusivas da operação Diamante de Sangue Áudios obtidos durante a investigação da Operação Diamante de Sangue indicam que um homem apontado pela polícia como um dos líderes de uma quadrilha especializada em furtos de joias negociava a compra de armas e discutia valores relacionados a drogas. As informações são da Polícia Civil da Bahia. Em um dos trechos, o suspeito, identificado como Gabryel Expedito Nascimento de Lima, demonstra interesse na compra de um fuzil. O interlocutor envia um vídeo da arma, e Gabryel responde: "essa aí eu quero comprar é pro uso pessoal mesmo". Em outra conversa, ele recebe imagens de uma plantação de maconha e pergunta o valor do quilo da droga. Segundo a polícia, os diálogos sugerem possível conexão com o tráfico, embora a participação direta ainda seja alvo de investigação. De acordo com as autoridades, o grupo atuava principalmente em furtos a joalherias dentro de shoppings centers. Em um dos casos, em Salvador, um homem entrou por uma cafeteria fechada, acessou o forro do teto e abriu um buraco até uma loja vizinha, de onde foram levadas joias avaliadas em cerca de R$ 1 milhão. Suspeitos de furtos a joalherias também negociavam armas, segundo a polícia Reprodução/TV Globo/Fantástico A mesma estratégia, segundo a polícia, foi utilizada em outro crime registrado em Vila Velha, no Espírito Santo. Imagens de câmeras de segurança mostram o suspeito se arrastando por baixo da porta de uma loja antes de acessar o teto para chegar ao estabelecimento alvo. Após os furtos, ainda de acordo com as investigações, as joias eram enviadas pelos Correios em caixas de perfume, como forma de evitar suspeitas. O material era despachado para integrantes do grupo em outros estados. A Polícia Civil afirma que a organização criminosa tinha atuação interestadual e estrutura dividida por funções, como execução dos furtos, transporte e revenda das joias. Além dos furtos, os investigados são suspeitos de envolvimento em crimes como estelionato, lavagem de dinheiro e, possivelmente, tráfico de drogas. Ao todo, dez pessoas foram presas na operação. A Justiça também determinou o bloqueio de 55 contas bancárias ligadas aos investigados, que somam cerca de R$ 13,6 milhões. Entre os bens apreendidos estão veículos de luxo, uma moto aquática, joias e celulares sem comprovação de origem. Gabryel Expedito Nascimento de Lima e Yasmin Luyze Souza da Silva, apontados como chefes da quadrilha Reprodução/TV Globo As investigações também apontam indícios de ligação de Gabryel com uma aeronave apreendida em Roraima, que, segundo a polícia, teria sido utilizada em atividades relacionadas ao tráfico internacional de drogas. O sequestro do avião foi autorizado pela Justiça. A defesa de Gabryel Expedito não respondeu às tentativas de contato. Já o advogado de Yasmin Luiza Souza da Silva, também investigada, informou que ainda não irá se manifestar oficialmente no processo. Os suspeitos devem responder por crimes como furto qualificado, organização criminosa, estelionato e lavagem de dinheiro. As apurações sobre outros possíveis delitos seguem em andamento. Ouça os podcasts do Fantástico ISSO É FANTÁSTICO O podcast Isso É Fantástico está disponível no g1 e nos principais aplicativos de podcasts, trazendo grandes reportagens, investigações e histórias fascinantes em podcast com o selo de jornalismo do Fantástico: profundidade, contexto e informação. Siga, curta ou assine o Isso É Fantástico no seu tocador de podcasts favorito. Todo domingo tem um episódio novo.

  23. O principal líder do Vietnã, To Lam, toma posse como presidente do país em Hanói, Vietnã, na terça-feira, 7. Duong Van Giang/VNA via AP O Vietnã elegeu por unanimidade o secretário-geral do Partido Comunista, To Lam, como presidente para um mandato de cinco anos, consolidando seu controle sobre o partido e o Estado. A medida rompe com a tradição vietnamita de liderança compartilhada, na qual os cargos normalmente eram ocupados por pessoas diferentes, e ecoa as estruturas de poder na China sob Xi Jinping e no vizinho Laos. Isso já era amplamente esperado desde a reeleição de Lam como chefe do Partido Comunista em janeiro, quando observadores notaram que sua consolidação da autoridade partidária o posicionava para assumir também a presidência. Após tomar posse, o presidente de 69 anos declarou à Assembleia Nacional que sua principal prioridade era manter a paz e a estabilidade, que são a base para um crescimento rápido e sustentável. "Nosso objetivo é melhorar a qualidade de vida das pessoas para que todos possam compartilhar os benefícios do desenvolvimento", afirmou. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Esta é a segunda vez que To Lam ocupa ambos os cargos, tendo-o feito brevemente em 2024, quando seu antecessor como chefe do partido, Nguyen Phu Trong, faleceu. A concentração de poder era significativa, pois significava que Lam tinha um "mandato mais forte e muito mais espaço político para implementar sua agenda do que qualquer outro líder" desde a década de 1980. Na época, Hanói lançou reformas para abandonar uma economia estatal em favor de uma economia de mercado aberta a estrangeiros, disse Nguyen Khac Giang, do centro de pesquisa ISEAS–Yusof Ishak Institute, de Singapura. “A oportunidade é óbvia. Tomada de decisões mais rápida, maior coerência política e uma chance melhor de implementar reformas difíceis em um momento crucial. Mas o risco é que a concentração de poder possa avançar mais rápido do que a reforma institucional”, disse ele. A ascensão de Lam ao poder coroa a trajetória de um policial de carreira que galgou posições desde os serviços de segurança do Vietnã até o topo do sistema político. Isso foi facilitado por uma ampla campanha anticorrupção lançada por seu antecessor, que ele supervisionou como chefe do Ministério da Segurança Pública. O líder máximo do Vietnã, To Lam (à esquerda), recebe um buquê do presidente da Assembleia Nacional, Tran Thanh Man, após tomar posse como presidente do país. Duong Van Giang/VNA via AP Como chefe do partido, Lam liderou a maior reforma burocrática do Vietnã desde a década de 1980, cortando empregos, fundindo ministérios, redesenhando as fronteiras provinciais e impulsionando grandes projetos de infraestrutura. Ele tem se concentrado no desempenho econômico e no crescimento do setor privado , visando levar o Vietnã além do modelo baseado em mão de obra e exportações que ajudou a tirar milhões da pobreza e a construir uma classe média com base na indústria manufatureira. O país almeja um crescimento econômico anual de 10% ou mais em cada um dos próximos cinco anos. Mas ainda existem desafios, especialmente a tarefa imediata de transformar essa visão ambiciosa em realidade, com a economia mundial abalada pelo choque energético da guerra no Irã . A economia do Vietnã cresceu a uma taxa anualizada de 7,8% nos primeiros três meses do ano, acima dos 7,1% do ano passado, mas abaixo da meta de 9,1% e mais lenta do que no final de 2025. Giang afirmou que Lam também enfrenta obstáculos políticos para obter a adesão às reformas e o desafio de manter a abordagem pragmática do Vietnã em relação à política externa. O Vietnã enfrenta pressão dos EUA devido ao seu superávit comercial , mas também precisa equilibrar as relações com a China, seu maior parceiro comercial e rival na disputa pelo Mar da China Meridional. “O país se beneficiou de uma estratégia de equilíbrio cuidadosa em sua política externa, mas manter essa posição se tornará mais difícil em um mundo mais turbulento”, disse ele.

  24. Mãe e filho são mortos a facadas no sul da Bahia Uma mulher, identificada como Karielle Lima Marques de Souza, e o filho dela foram mortos a facadas na cidade de Ibirapitanga, no sul da Bahia, no domingo (5). O caso causou choque no município, que decretou luto oficial após a morte de Karielle Lima Marques de Souza, de 23 anos, e Nicolas Marques Sodré, de 6. Karielle trabalhava como atendente de classe no grupo escolar municipal Edson Ramos, no bairro Novo. Também trancista e capoeirista, ela representou Ibirapitanga no concurso Deusa do Ébano 2025, em Salvador. Karielle também era mãe de outra criança, de apenas 2 meses. 📲 Clique aqui e entre no grupo do WhatsApp do g1 Bahia Karielle Lima Marques de Souza chegou a representar Ibirapitanga no concurso Deusa do Ébano. Reprodução/Redes sociais Por meio do Instagram, o Bloco Ilê Aiyê publicou uma nota de pesar pela morte da ex-candidata do concurso. No texto, o bloco afro apontou que ela era mais do que uma candidata e era um símbolo da beleza negra, potência, futuro e representatividade. "Este não é um caso isolado. É reflexo de uma estrutura que insiste em violentar, silenciar e interromper vidas negras. É urgente que a sociedade, o poder público e todas as instituições assumam seu papel no enfrentamento dessa realidade, com políticas efetivas, proteção às mulheres e responsabilização rigorosa dos agressores.", escreveu o bloco. Bloco Ilê Aiyê publicou uma nota lamentando a morte de Karielle Lima Marques de Souza e do filho dela. Reprodução/Redes sociais À TV Santa Cruz, afiliada da TV Bahia na região, a família dela informou que o suspeito de cometer o crime perseguia a vítima há dias e que ela planejava registrar um boletim de ocorrência. Ele foi identificado pela polícia como Rolemberg Santos de Pina, de 32 anos. À TV Santa Cruz, afiliada da TV Bahia na região, o delegado de Ibirapitanga, Rodrigo Fernando, detalhou que Karielle tinha um relacionamento com um outro homem, mas o suspeito tentava se aproximar dela desde a adolescência, que, por sua vez, recusava as investidas. Homem suspeito de matar mãe e filho foi identificado como Rolemberg Santos de Pina, de 32 anos. Reprodução/Redes sociais O crime aconteceu em frente à casa onde Karielle Souza morava com os dois filhos, também no bairro Novo. Ela saía da residência quando foi surpreendida pelo suspeito que, segundo testemunhas, estava escondido atrás de um carro. Rolemberg morava em uma casa próxima a Karielle. Ele se aproveitou de um momento em que o companheiro dela tinha saído para trabalhar para cometer o crime. Após matar as vítimas a facadas, o suspeito fugiu do local. Ele foi encontrado morto em um imóvel na zona rural de Maraú, também no sul da Bahia. Em nota, a polícia detalhou que havia sinais de que ele teria tirado a própria vida. Mulher e filho de seis anos são mortos a facadas em cidade do sul da Bahia Reprodução/Redes sociais LEIA TAMBÉM: Mãe e filho de seis anos são mortos a facadas em cidade do sul da Bahia; caso é investigado Suspeito de matar mulher e filho dela na Bahia teve tentativa de relacionamento recusada pela vítima Homem é preso suspeito de tentar matar companheira e enteada e atear fogo em casa na Bahia Veja mais notícias do estado no g1 Bahia Assista aos vídeos do g1 e TV Bahia 💻

  25. Manchas em formato de borboleta na face? A ciência mostra como a dieta ajuda a prevenir e tratar o melasma Adobe Stock Manchas escuras na pele, especialmente no rosto, afetam a autoestima e a interação social, com impacto na qualidade de vida e no bem-estar emocional. Em muitos casos, essas alterações podem persistir mesmo com tratamentos dermatológicos e o uso constante de protetor solar. Essas manchas, conhecidas como melasma, são uma das formas mais comuns de hiperpigmentação da pele. Aparecem principalmente em mulheres adultas e são mais frequentes em populações com maior pigmentação cutânea e regiões de alta exposição solar. Isso ajuda a explicar sua elevada prevalência em países tropicais como o Brasil. Por décadas, o melasma foi explicado principalmente pela exposição solar, por alterações hormonais e pela predisposição genética. Esses fatores continuam centrais para a compreensão do problema. Há também relação, direta ou indireta, com estresse e depressão. Ainda assim, revisões recentes sobre a fisiopatologia do melasma indicam que esses fatores não são suficientes para explicar todos os casos observados na prática clínica. Nos últimos anos, pesquisadores passaram a examinar outros fatores biológicos associados ao surgimento dessa hiperpigmentação. Entre eles estão a inflamação, as alterações metabólicas e o estresse oxidativo. Esses processos podem influenciar a atividade dos melanócitos, células responsáveis pela produção de melanina. Estudos recentes também indicam que a ativação de mastócitos — células de defesa da pele — e o aumento de substâncias inflamatórias como a histamina podem agravar a inflamação local e favorecer o desenvolvimento do melasma. A partir dessas descobertas, uma pergunta começou a ganhar espaço na literatura científica: a alimentação também poderia interferir nesses mecanismos e influenciar o desenvolvimento do melasma? Veja os vídeos que estão em alta no g1 A participação dos hormônios e da genética O melasma é mais frequente em mulheres, sobretudo em fases de variação hormonal, como a gravidez, o uso de anticoncepcionais e, em alguns casos, a terapia de reposição hormonal — embora a maioria dos casos surja na fase reprodutiva. Revisões científicas indicam que estrogênio e progesterona podem estimular a melanogênese, processo de produção da melanina, pigmento natural que dá cor à pele, aos cabelos e aos olhos e ajuda a protegê-los da radiação ultravioleta. A predisposição genética também está envolvida em cerca de 30% dos casos, e o histórico familiar frequente entre pacientes reforça a participação de fatores hereditários. Ainda assim, o quadro não se explica apenas pelo aumento da produção de melanina, mas por uma rede mais complexa de interações biológicas. Esse contexto ajuda a entender por que o melasma compartilha características com outras condições sensíveis à influência estrogênica, como endometriose e lipedema, que também podem ser agravadas por ambientes inflamatórios no organismo. Durante muito tempo acreditou-se que o melasma resultava principalmente da hiperatividade dos melanócitos (células produtoras da melanina). Hoje é sabido que o fenômeno é mais amplo. Além da síntese de melanina, entram em cena mecanismos relacionados à forma como esse pigmento é transferido e distribuído entre as células da pele. A atuação de diferentes genes e enzimas envolvidos nesse processo colabora para o surgimento da hiperpigmentação. A comunicação entre as células da pele e as respostas inflamatórias também participam do processo. Esses achados ampliaram o escopo da investigação sobre o melasma ao incluir outros fatores biológicos associados à sua formação. O que acontece na pele Pesquisas recentes mostram que o melasma está associado a mudanças em diferentes estruturas da pele. Além dos melanócitos, participam desse quadro os queratinócitos, fibroblastos e mastócitos — células de defesa associadas à resposta inflamatória na pele. Quando ativadas por fatores como radiação ultravioleta, alterações hormonais ou poluentes, essas células liberam moléculas inflamatórias capazes de favorecer a hiperpigmentação. Partículas presentes na poluição ambiental também vêm sendo investigadas. Esses poluentes podem comprometer a barreira cutânea, aumentar a formação de radicais livres e estimular respostas inflamatórias, contribuindo para o desenvolvimento da hiperpigmentação. Outro fator relevante é o estresse oxidativo. Ele ocorre quando há excesso de radicais livres — moléculas instáveis capazes de danificar estruturas celulares. Esse desequilíbrio pode favorecer a inflamação e alterações na pigmentação cutânea, contribuindo para o surgimento ou a persistência das manchas. No tecido cutâneo, sistemas naturais de defesa antioxidante ajudam a neutralizar esses compostos. Alterações nesse sistema, porém, têm sido observadas em pacientes com melasma. Também foram descritas mudanças na matriz extracelular — estrutura que sustenta os tecidos e inclui componentes como fibras de colágeno e fibras elásticas — e na função da barreira cutânea. A camada mais externa da pele atua como um escudo protetor, reduzindo a perda de água e dificultando a entrada de poluentes e outros agentes externos. Desequilíbrios nesses mecanismos podem contribuir para a continuidade desse processo na pele. Como e onde a dieta pode ajudar Essa compreensão mais ampla levou pesquisadores a analisar o possível papel da alimentação. A relação entre nutrição e saúde da pele ainda está em estudo, mas algumas linhas de investigação vêm ganhando destaque. Uma delas envolve substâncias antioxidantes presentes nos alimentos, capazes de interferir em mecanismos biológicos relacionados à pigmentação. Essa associação é discutida no livro Nutrição Funcional na Estética (2ª edição, Ed.GEN Guanabara Koogan). No capítulo “Melasma: conexão entre pele e a teia do metabolismo e da nutrição funcional”, a nutricionista e esteticista Sheila Mustafá e a bioquímica Mika Yamaguchi reúnem estudos que analisam como compostos bioativos presentes na dieta podem modular processos ligados à formação das manchas. Os polifenóis estão entre os compostos mais investigados. Essas moléculas antioxidantes estão amplamente distribuídas em alimentos de origem vegetal. As catequinas do chá verde vêm sendo estudadas por seu potencial anti-inflamatório e por sua capacidade de proteger a pele contra danos induzidos pela radiação ultravioleta. A romã é mais um alimento que tem despertado interesse nesse campo. A fruta é rica em elagitaninos e ácido elágico, substâncias antioxidantes que, em estudos experimentais, demonstraram capacidade anti-inflamatória e aumento da proteção cutânea contra os efeitos da radiação ultravioleta. Essas moléculas também estão presentes em frutas como jabuticaba, camu-camu, morango e framboesa. A absorção e o metabolismo dessas moléculas dependem, em parte, da microbiota intestinal, responsável por transformar esses compostos em formas bioativas. Outro conjunto importante de compostos é o dos carotenoides, pigmentos naturais encontrados em alimentos como tomate, cenoura e vegetais verde-escuros. Compostos como licopeno, luteína e zeaxantina têm sido associados à proteção das células cutâneas contra danos provocados pelo estresse oxidativo. Alterações metabólicas também vêm sendo investigadas nesse contexto. Entre elas está a chamada inflamação sistêmica de baixo grau, frequentemente associada à resistência à insulina. Esse desequilíbrio pode ser intensificado por padrões alimentares ricos em açúcares, farinhas refinadas e alimentos ultraprocessados. Nessas condições ocorre maior formação de produtos finais de glicação avançada (AGEs). Essas moléculas resultam da reação entre açúcares e proteínas e podem afetar diferentes estruturas da pele. Estudos indicam que o acúmulo desses compostos pode favorecer a degradação do colágeno, alterações na matriz extracelular e o comprometimento da barreira cutânea. Algumas pesquisas apontam ainda que a forma de preparo dos alimentos pode influenciar a formação dessas substâncias. Métodos de cocção em temperaturas mais altas, como fritura, grelhados e assados intensos, tendem a gerar mais produtos de glicação do que preparações como cozimento em água ou vapor. Essas descobertas reforçam uma ideia importante: alterações visíveis na pele podem refletir processos metabólicos que ocorrem em todo o organismo. Uma visão mais atual sobre o melasma Avanços na pesquisa ampliaram a compreensão do melasma, que hoje é considerado uma alteração multifatorial, resultado da interação entre exposição solar, genética, hormônios, inflamação e metabolismo. Essa perspectiva abrangente ajuda a compreender por que o tratamento costuma envolver abordagens combinadas, como fotoproteção rigorosa, acompanhamento dermatológico e orientação nutricional. Embora ainda sejam necessários mais estudos para esclarecer plenamente a influência da dieta nesse contexto, as evidências disponíveis indicam que componentes de determinados alimentos podem interferir em mecanismos inflamatórios e metabólicos associados à hiperpigmentação. Nesse sentido, padrões alimentares ricos em vegetais, frutas, ervas, especiarias e outros alimentos de origem vegetal — como os que caracterizam as dietas plant-based e mediterrânea — têm sido associados a um ambiente metabólico mais favorável ao equilíbrio dos processos envolvidos no aparecimento do melasma. Cuidados alimentares desse tipo também contribuem para o controle de condições frequentemente relacionadas à hiperpigmentação, como resistência à insulina e inflamação metabólica. Esses mecanismos participam do desenvolvimento de diferentes doenças metabólicas e inflamatórias, entre elas o diabetes tipo 2. O conjunto de pesquisas disponível levanta novas perguntas sobre prevenção e tratamento do melasma. Uma das mais importantes é compreender como as nossas escolhas cotidianas — entre elas a alimentação — podem influenciar não apenas a saúde da pele, mas os processos metabólicos que afetam o organismo como um todo. Os autores não prestam consultoria, trabalham, possuem ações ou recebem financiamento de qualquer empresa ou organização que se beneficiaria deste artigo e não revelaram qualquer vínculo relevante além de seus cargos acadêmicos. Problema vascular pode causar melasma; Bem Estar explica outras causas e tratamentos

+ Sobre nós

Image

Onde estamos: .

Rua Barão do Rio Branco, 347
Centro Itápolis/SP
3262 7482 - 3262 7483
16 99781 3817(Rega)
16 99742 1727(Daiane)
© 2018 RG Assessoria Fisco Contábil. All Rights Reserved. Designed By JKAsites