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Últimas notícias do Brasil e do mundo, sobre política, economia, emprego, educação, saúde, meio ambiente, tecnologia, ciência, cultura e carros. Vídeos dos telejornais da TV Globo e da GloboNews.
  1. A Guarda Revolucionária do Irã afirmou neste domingo (22) que atingiu um caça F-15 "inimigo" que sobrevoava a costa sul do país. Esta reportagem está em atualização.

  2. G1 | Loterias - Lotofácil 3642 Uma aposta feita em Hidrolândia, na Região Metropolitana de Goiânia, acertou 15 números da Lotofácil, da Caixa Econômica Federal, e levou o prêmio de R$1.474.410,10 (veja acima). A aposta foi a única que acertou todos os números sorteados e foi feita na modalidade de bolão com participação de duas pessoas. ✅ Clique e siga o canal do g1 GO no WhatsApp O sorteio aconteceu neste sábado (21) e os números sorteados foram 01 – 02 – 04 – 05 – 06 – 07 – 09 – 10 – 12 – 13 – 14 – 18 – 20 – 23 – 25. Além da aposta que acertou 15 números, outras sete apostas na Lotafácil em Goiás acertaram 14 números e levam juntas R$ 11.799,62. LEIA TAMBÉM: Lotofácil: Aposta de Goiânia leva prêmio de quase R$ 1 milhão Lotofácil: Bolão de Goiás ganha mais de meio milhão ao acertar todos os números Participante excluído de bolão premiado da Mega-Sena pagou cota fora do horário combinado Aposta na Lotofácil Marcelo Brandt/g1 As apostas que acertaram 14 números foram feitas nos municípios: Anápolis Aparecida de Goiânia Aurilândia Caldas Novas Jataí Rio Verde Como jogar na Lotofácil Quem quiser fazer uma aposta na Lotofácil deve escolher entre 15 e 20 números dentre os 25 disponíveis no volante. Os apostadores podem faturar os prêmios ao acertarem 11, 12, 13, 14 ou 15 números sorteados. O apostador pode jogar usando os recursos da “Surpresinha”, deixando o sistema escolher os números, ou da “Teimosinha”, para apostar com os mesmos números por até 24 sorteios consecutivos. 📱 Veja outras notícias da região no g1 Goiás. VÍDEOS: últimas notícias de Goiás

  3. Ao menos 40 magistrados deveriam ter perdido o cargo, segundo tese de Dino Levantamento do g1 identificou ao menos 40 magistrados punidos com aposentadoria compulsória em processos concluídos pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) a partir de 2019, já sob a vigência da reforma da Previdência. Segundo entendimento do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino, esses casos deveriam ter resultado na perda do cargo. Em decisão do último dia 16, Dino afirmou que a punição deixou de ser válida com a mudança constitucional — e que, desde então, infrações graves deveriam levar à perda do cargo, e não à aposentadoria compulsória. Esse conjunto de casos se encaixa na tese defendida pelo ministro. Os 40 magistrados foram punidos por acusações como venda de sentença, favorecimento de familiares, negligência, quebra de imparcialidade, corrupção passiva, assédio sexual, violência doméstica e até rachadinha — prática que consiste na cobrança de parte do salário de servidores de gabinete. Punidos por acusações envolvendo crimes sexuais recebem valores turbinados com penduricalhos Especialistas ouvidos pelo g1 consideram a tese de Dino consistente do ponto de vista jurídico, mas a Associação Nacional dos Magistrados Estaduais (Anamages) diz que a proposta é "flagrantemente inconstitucional" e que a matéria depende de lei complementar aprovada pelo Congresso Nacional. O jurista Max Telesca afirma que, embora a reforma previdenciária tenha vedado a aposentadoria compulsória como punição, isso ainda é previsto na Lei Orgânica da Magistratura. Para o advogado Carlos Augusto Júnior, especialista em direito constitucional, se a decisão de Dino tivesse saído ainda em 2019, órgãos como corregedorias dos tribunais e o CNJ poderiam ter seguido seu entendimento e aplicado a perda do cargo, sem remuneração, em todos esses casos. Como isso não aconteceu, os magistrados continuaram recebendo os salários proporcionais ao tempo de serviço, turbinados por verbas indenizatórias, gratificações e auxílios, os chamados penduricalhos. Em alguns casos, os vencimentos mensais chegam a cerca de R$ 300 mil líquidos. Procurado, o CNJ não se manifestou. Flávio defende que aposentadoria é um benefício e não há mais base constitucional para usá-la como sanção disciplinar. Wallace Martins/Futura Press/Estadão Conteúdo O conselho informa que 126 magistrados foram aposentados compulsoriamente nos últimos 20 anos, mas não fornece os nomes. Para identificar os 40 punidos desde a vigência 2019, o g1 analisou Processos Administrativos Disciplinares (PADs) concluídos após 18 de novembro daquele ano. Para incluir também processos iniciados em tribunais e que migraram para o CNJ, foram usadas informações publicadas no site do conselho. A lista exclui magistrados já falecidos ou que conseguiram reverter a punição no STF. Regra aplicada a servidores públicos deve valer para magistrados Na interpretação de Flávio Dino, a perda de cargo tem que ser aplicada porque a aposentadoria é um benefício e não há mais base constitucional para usá-la como sanção disciplinar. Pela Constituição, os magistrados seguem as mesmas regras previdenciárias dos servidores públicos, previstas no artigo 40. Com a reforma da previdência, esse dispositivo passou a prever aposentadoria compulsória apenas por idade, sem qualquer menção à sua aplicação como punição. Decisão de Dino é para caso isolado e não tem efeito imediato A tese defendida pelo ministro Flávio Dino não tem efeito automático para extinguir a aposentadoria compulsória como punição para todos os magistrados do país, porque a decisão não foi dada em processos que possuem característica vinculante. Apenas decisões proferidas em ações como Recurso Extraordinário com Repercussão Geral, Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) ou a Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) têm potencial de espalharem seus efeitos imediatamente sobre os demais processos. Para Telesca, o entendimento de Dino é "claro, razoável e sob o ponto de vista constitucional, corretíssimo”, mas os efeitos práticos da decisão ainda são limitados. “Somente caso a caso, após passar pelo próprio STF, em ação movida pela AGU, estas punições poderão ser revistas”, explica o jurista. A decisão de Dino é monocrática e se refere apenas ao juiz Marcelo Borges Barbosa, do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. O magistrado foi punido após reintegrar dezenas de policiais expulsos da corporação. Nesse caso, Dino entendeu que houve tumulto processual na tramitação das revisões disciplinares movidas pelo magistrado no CNJ. Por isso, determinou que o órgão reavalie e decida se deve aplicar outra penalidade, exceto a aposentadoria compulsória. Se a punição máxima for aplicada, ela deve ser a perda de cargo. O ministro também sugeriu ao presidente do CNJ e do STF, o ministro Edson Fachin, que reavalie todo o sistema disciplinar da magistratura, "caso considerar cabível". Segundo o STF, a extensão da tese de Dino para outros processos depende de novos desdobramentos, que podem ocorrer: por decisão do plenário do STF em uma ADPF ou em um caso em que seja atribuída Repercussão Geral; por nova resolução do próprio CNJ, cuja pauta depende do presidente do órgão; por aprovação de nova Proposta de Emenda à Constituição (PEC) do Congresso Nacional. Na quarta-feira (18), a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado adiou para o dia 8 de abril a análise de uma PEC que acaba com a aposentadoria compulsória como punição para magistrados, militares e membros do Ministério Público. Mesmo que as mudanças sejam aprovadas, elas não devem atingir casos passados, segundo o advogado Carlos Júnior. “Esse é o princípio da segurança jurídica. Mesmo que venha a prevalecer um novo entendimento no futuro, ele não retroage automaticamente para atingir decisões administrativas já concluídas", disse o especialista. Impacto no debate público Embora a decisão de Flávio Dino não tenha efeito imediato, ela já causou impacto no debate público. Para Telesca, trata-se de um precedente que pode ser confirmado coletivamente por outros ministros e se tornar uma jurisprudência do STF. “Pela primeira vez, uma alta autoridade do Poder Judiciário se pronuncia em desfavor de uma aberração, uma anomalia consistente na entrega de um prêmio, em lugar de uma punição grave”, disse o jurista. O advogado Fábio Souto, especialista em tribunais superiores, defende que o Judiciário se adapte rapidamente, caso a interpretação de Dino avance. “O que se espera é que o Poder Judiciário compreenda que a aposentadoria compulsória se trata de um privilégio, contrário aos princípios da moralidade pública”, afirma. Por outro lado, a Associação Nacional dos Magistrados Estaduais (Anamages) publicou uma nota de repúdio à decisão e disse que "ninguém — nem mesmo o ministro Flávio Dino — está autorizado a substituir o Congresso Nacional na criação de sanções legais". A Anamages também argumenta que a tese poderia atingir as contribuições previdenciárias já realizadas pelos magistrados ao longo da carreira. “A Constituição não pode ser reinterpretada ao sabor de agendas pessoais ou discursos punitivistas", diz a nota. Como o g1 fez o levantamento O g1 solicitou ao CNJ a lista dos 126 magistrados aposentados compulsoriamente nos últimos 20 anos, mas o órgão informou que só tinha o quantitativo. Para descobrir os nomes, a reportagem acessou os processos do CNJ, que são públicos, e separou apenas aqueles com julgamentos concluídos sob a vigência da reforma da previdência. Para alcançar os processos que iniciaram nos tribunais, mas chegaram ao CNJ depois, por meio de ações como as revisões disciplinares, o g1 usou informações publicadas no site do Conselho. Por fim, foram desconsiderados no nomes dos magistrados que já morreram ou que conseguiram reverter a punição em ações do STF. Como a aposentadoria compulsória também pode ser aplicada pelos tribunais e o processo não chegar ao CNJ, é possível que haja mais do que esses 40 casos identificados pela reportagem.

  4. Mais de 497 mil contribuintes devem enviar declaração do Imposto de Renda 2026 na Paraíba Joédson Alves/Agência Brasil O Imposto de Renda 2026 começa a ser declarado pelos contribuintes a partir do mês de março. O prazo para entrega tem início nesta segunda-feira (23) e se encerra no dia 29 de maio. Na Paraíba, a expectativa é que 497.797 contribuintes entreguem a declaração até o fim do prazo. A Receita Federal divulgou o cronograma para o imposto no ano-base 2025, com as novas regras. Quem não entregar a declaração dentro do prazo estará sujeito a uma multa, podendo chegar a até 20% do imposto sobre a renda devido, com valor mínimo de R$ 165,74. Uma das mudanças para o novo ano é a isenção de declaração para quem ganha até R$ 5 mil. Embora a medida tenha sido aprovada em 2025, no entanto, ela só passou a valer no dia 1º de janeiro deste ano e seus efeitos serão válidos para o IR a ser declarado a partir de 2027. A declaração pré-preenchida, modelo em que as informações são inseridas automaticamente no sistema, sem a necessidade de digitação pelo contribuinte, já estará disponível logo no início do prazo de entrega. Quem deve declarar o Imposto de Renda em 2026? Deverá ser obrigado a declarar, em 2026, quem recebeu rendimentos tributáveis acima de R$ 35.584,00 em 2025. Veja abaixo algumas das regras de quem deve declarar: contribuintes que receberam rendimentos isentos, não-tributáveis ou tributados exclusivamente na fonte, cuja soma tenha sido superior a R$ 200 mil no ano passado; quem obteve, em qualquer mês de 2025, ganho de capital na alienação de bens ou direitos, sujeito à incidência do imposto, ou realizou operações em bolsas de valores, de mercadorias, de futuros e assemelhadas cuja soma foi superior a R$ 40 mil, ou com apuração de ganhos líquidos sujeitas à incidência do imposto; quem teve isenção de imposto sobre o ganho de capital na venda de imóveis residenciais, seguido de aquisição de outro imóvel residencial no prazo de 180 dias; quem teve, em 2025, receita bruta em valor superior aR$ 177.920,00 em atividade rural; quem tinha, até 31 de dezembro de 2025, a posse ou a propriedade de bens ou direitos, inclusive terra nua, de valor total superior a R$ 800 mil; quem passou para a condição de residente no Brasil em qualquer mês e se encontrava nessa condição até 31 de dezembro de 2025; quem optou por declarar os bens, direitos e obrigações detidos pela entidade controlada, direta ou indireta, no exterior como se fossem detidos diretamente pela pessoa física; Possui trust no exterior; quem atualizou bens imóveis pagando ganho de capital diferenciado em dezembro/2024 (Lei nº 14.973/2024); quem auferiu rendimentos no exterior de aplicações financeiras e de lucros e dividendos; deseja atualizar bens no exterior. Calendário de restituições 1º lote: 29 de maio 2º lote: 30 de junho 3º lote: 31 de julho 4º lote: 31 de agosto A Receita Federal informou que não haverá 5º lote de restituição em 2026. A previsão é que todos os pagamentos sejam concluídos até agosto, com antecipação do repasse aos contribuintes. Vídeos mais assistidos do g1 Paraíba

  5. Feira de Caxixis 2026 acontece entre os dias 2 e 5 de abril, em Nazaré Divulgação Uma das maiores exposições de artesanato ao ar livre, a Feira de Caxixis 2026, será realizada de 2 a 5 de abril, em meio ao feriado da Semana Santa, na cidade de Nazaré, no Recôncavo baiano. Conhecida por ser a mais antiga exposição de cerâmicas do país, a feira atrai todos os anos milhares de baianos e turistas para Nazaré e cidades do entorno, aquecendo a economia através do comércio e da ocupação da rede hoteleira. A estimativa é de receber mais do que os 100 mil visitantes registrados na última edição. Durante os quatro dias de feira, milhares de caxixis — peças de barro que variam entre objetos decorativos, religiosos e utilitários, como panelas e luminárias — são expostas e comercializados nas praças Dr. Alexandre Bittencourt e Cel. José Bittencourt. 📲 Clique aqui e entre no grupo do WhatsApp do g1 Bahia Nesses espaços, artesãos e artesãs são protagonistas. Um dos destaques é a força de produção de Maragogipinho, distrito pertencente ao município de Aratuípe, na região, que é considerado o maior centro ceramista do continente. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Grandes nomes da música como Zezo, Tony Salles, Edson Gomes e Filhos de Jorge também vão participar da feira, com apresentações confirmadas ao longo da programação. Segundo o prefeito Benon Cardoso, a gestão municipal prepara uma programação "diferenciada", com artistas locais e regionais. Artesãs confeccionando as cerâmicas da feira Divulgação Assista aos vídeos do g1 e TV Bahia 💻

  6. Confira os destaques da semana no g1 Reprodução O g1 lista as reportagens mais acessadas para você ficar por dentro de tudo que aconteceu de 14 e 21 de março de 2026. Confira abaixo. 📲 Participe do canal do g1 AC no WhatsApp Motociclista fica em estado grave após colidir com carro estacionado em Rio Branco O motociclista Eduardo Pinho, de 25 anos, ficou gravemente ferido na manhã de domingo (15) após colidir a moto em um carro estacionado na Avenida Antônio da Rocha Viana, no bairro Vila Nova, em Rio Branco. Segundo testemunhas, o motorista trafegava em alta velocidade no sentido Centro-bairro. A batida ocorreu quando ele tentou ultrapassar um caminhão boiadeiro e bateu na traseira do carro parado. Líder ambientalista e primo de Chico Mendes é internado com pneumonia no Acre Raimundão internado Seis meses depois de ficar internado por conta de uma infecção pulmonar, o ativista ambiental e seringueiro Raimundo Mendes de Barros, de 81 anos, primo de Chico Mendes, voltou para a internação hospitalar com uma pneumonia. Raimundão, como é conhecido, foi transferido de Xapuri, interior do Acre, para o Pronto-Socorro de Rio Branco na noite de sexta-feira (13). O ativista tem diagnóstico de Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC), desenvolvida ao longo dos anos pela exposição à fumaça da defumadeira, instalação usada na produção da borracha, e do vício em cigarro. Delegado Marcos Frank foi condenado pela Justiça acreana Dharcules Pinheiro/Sejusp-AC Delegado condenado A Justiça do Acre condenou o delegado de Polícia Civil e atual presidente do Instituto de Administração Penitenciária do Acre (Iapen-AC), Marcos Frank, a 6 anos e 9 meses de reclusão em regime inicial semiaberto por atirar em um carro estacionado na Rua Castanhal, no Residencial Bom Sucesso, em Rio Branco, em 24 de fevereiro de 2024. Conforme a decisão, ele também deve ser exonerado dos dois cargos. Ao g1, Marcos Frank disse que recorreu da decisão, assinada na última quarta-feira (11). "Acredito na justiça. Existe um erro grave, a pena foi agravada por eu ser presidente do Iapen. Eu não era a época dos fatos", resumiu. g1 responde às principais buscas do Google sobre a Mpox Saúde confirma 1º caso de Mpox O Acre registrou o primeiro caso de mpox em 2026, conforme nota emitida pela Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre) nesta terça-feira (17). A doença foi detectada no município de Brasiléia, interior do estado, e confirmado por meio de exame laboratorial. O paciente está sendo acompanhado pela Vigilância em Saúde. Ainda segundo a Sesacre, o caso foi classificado como importado, uma vez que a infecção não foi adquirida no estado. Ricco anuncia volta de 31 linhas, mas motoristas protestam por salários em Rio Branco Paralisação dos motoristas da Ricco Os motoristas do transporte coletivo de Rio Branco, da Empresa Ricco Transportes e Turismo que atua há quatro anos por meio de contrato emergencial, paralisaram parte da frota de ônibus por conta de atrasos no pagamento dos salários de parte dos profissionais. Conforme o Sindicato dos Trabalhadores em Transporte de Passageiros e Cargas do Estado do Acre (Sinttpac), durante os horários de pico (entre 6h e 9h e de 17h às 19h), 70% da frota circula e 30% fica parada. Já no chamado horário de interpico, 50% dos ônibus rodam e os outros 50% saem de circulação. Caçador encontra corpo de homem em estado de decomposição no Acre Ossada achada Um caçador encontrou o corpo de um homem em avançado estado de decomposição na tarde desta quinta-feira (19) em uma área de mata no Ramal Aquiles Peret, região do bairro Jorge Lavocat, em Rio Branco. Equipes das polícias Civil, Militar e do Instituto Médico Legal foram acionadas. À Rede Amazônica Acre, o investigador da Polícia Civil Rafael Borges disse que as roupas encontradas no local são semelhantes as vestimentas do aposentado Pedro Vilchez, de 87 anos, que desapareceu há dois meses após sair de casa para comprar um refrigerante para a família no bairro Alto Alegre, em Rio Branco. A família de Pedro Vilchez, de 87 anos, confirmou ao g1 que fez o reconhecimento do corpo achado nessa quinta-feira (19) em uma área de mata como do aposentado. Duas chapas concorrem à reitoria da Ufac no 2º turno Reprodução Eleições da Ufac Nenhuma das três chapas inscritas nas eleições para a escolha de reitor(a) e vice-reitor(a) no quadriênio 2026-2030 da Universidade Federal do Acre (Ufac) atingiu 50% dos votos. Com isso, o segundo turno com as duas chapas mais votadas está previsto para a próxima quinta-feira (26). As mais votadas foram: 'Juntos pela Ufac', dos professores Carlos Moraes e Almecina Balbino, e 'Dialogando com as pessoas e construindo o futuro', dos professores Josimar Batista e Marco Antônio Amaro. No total, cerca de quatro mil pessoas, dentre estudantes, professores e técnicos, participaram do pleito. VÍDEOS: g1

  7. Dunas do Jalapão, um dos atrativos mais visitados do Jalapão Walker Ribeiro/Governo do Tocantins A viagem de Palmas até o Jalapão conta atualmente com uma alternativa mais acessível. Para chegar a São Félix — porta de entrada do Jalapão —, eram necessárias até cinco horas de viagem. No entanto, com parte do percurso agora asfaltado, esse tempo diminuiu. O g1 preparou um guia com percursos, preços, roteiros de visitação e locais de hospedagem, entre outras dicas, para um dos destinos mais cobiçados do país: o Jalapão. Confira a seguir. Alternativas para chegar ao Jalapão Com cerca de 50 km de asfalto, o turista consegue chegar em menos de três horas seguindo pela TO-247, que liga Lagoa do Tocantins a São Félix. Com isso, a viagem aos destinos turísticos, que já foram até mesmo cenários de TV e cinema, conta com dois caminhos principais saindo da capital. 📱 Clique aqui para seguir o canal do g1 TO no WhatsApp Um dos caminhos é a Rota Norte, via Novo Acordo, passando por Lagoa do Tocantins até Ponte Alta. A segunda é a Rota Sul, que se dá por meio do trajeto entre Ponte Alta do Tocantins e Mateiros, com cerca de 170 km. Rota Norte: Atualmente, o trecho entre Lagoa do Tocantins e São Félix conta com pavimentação parcial, com aproximadamente 70% das obras concluídas. É a rota mais ágil no momento. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Para este caminho, uiliza-se a TO-020 e a TO-247. Ideal para quem quer chegar rápido aos fervedouros de São Félix, como o famoso Bela Vista. "Dá para ir de carro simples?" A dúvida é comum, e o guia turístico Felipe Rocha, que atua há anos no parque, traz a realidade das estradas até o Jalapão. Segundo Felipe, "o asfalto facilita, mas a região ainda exige experiência em condução e um veículo adequado para evitar embaraços pois ainda tem uma parte não pavimentada", explica. LEIA TAMBÉM: Gruta com labirintos e 'piscina de chão de mármore' são atrativos turísticos em cidade no Tocantins; VÍDEO Águas cristalinas e paisagens memoráveis: descubra oásis no meio do cerrado no TO Lagoa do Japonês: saiba como chegar e quanto custa para curtir o atrativo Rota Sul: Passa pela BR-010 e pela TO-050, sendo composta integralmente por estradas de terra, cujas condições variam conforme o período. Em épocas de chuva, é comum a ocorrência de atoleiros, enquanto, no período seco, há grande volume de areia solta, o que também pode dificultar o deslocamento. Esse caminho é considerado pelo guia estratégico para quem não quer perder o Cânion Sussuapara e o pôr do sol na Pedra Furada. Além disso, para visitar as Dunas ou o Rio Novo, o carro 4x4 continua sendo obrigatório, segundo Felipe. “Alguns fervedouros em São Félix podem, sim, ser visitados sem um carro com tração. No entanto, há um desgaste maior, pois as estradas de acesso aos atrativos não são boas. Já para ir às Dunas e ao Rio Novo, por exemplo, o uso de um veículo 4x4 é obrigatório”, alerta o guia. Felipe Rocha no Morro do Sereno, no Jalapão Arquivo Pessoal/Felipe Rocha Os roteiros geralmente incluem experiências como visitas a fervedouros (Buritis, Macaúbas, Bela Vista e Alecrim), pôr do sol nas dunas, visita à Serra da Catedral e contato com o artesanato local. O melhor período para visitação compreende os meses de maio a agosto. Ainda assim, o período chuvoso não inviabiliza a visita, apenas exige maior atenção às condições das estradas. Atrativos mais procurados Lagoa do Japonês Fervedouros (diversos) Dunas do Jalapão Cachoeira da Velha Cachoeira da Formiga Pedra Furada Prainha do Rio Novo Os roteiros geralmente incluem experiências como visitas a fervedouros (Buritis, Macaúbas, Bela Vista e Alecrim), pôr do sol nas dunas, visita à Serra da Catedral e contato com o artesanato local. Saiba quanto custa para curtir o local Para uma experiência mínima, o guia recomenda pelo menos três dias de roteiro. Ir e voltar no mesmo dia é considerado inviável devido às distâncias. Os custos estimados para uma viagem individual são: Combustível: Considere o valor do diesel (para 4x4) ou gasolina; *Observação: O consumo aumenta em estradas de areia; Entradas e taxas de voucher: Entre R$ 25 e R$ 50 por pessoa; Alimentação: Entre R$ 50 e R$ 80 a refeição completa por pessoa; *Observação: É preciso agendar as refeições com antecedência. As pousadas oferecem cardápio digital, mas é necessário o contato prévio para solicitar o preparo; Hospedagem: Entre R$ 150 a R$ 350 (apartamento simples) / de R$ 400 a R$ 650 (apartamento duplo); Observação: As cidades-base são Ponte Alta (portal de entrada), Mateiros (próximo às Dunas e Fervedouro do Ceiça) e São Félix (onde há fervedouros como o Alecrim e Bela Vista); Guia ou condutor ambiental: média de R$ 200 (diária). Checklist de segurança Para quem vai por conta própria, o guia Felipe Rocha lista itens que não podem faltar no porta-malas: Estepe revisado e cheio. Ferramentas básicas (macaco, chave de roda). Kit de sobrevivência: Muita água e lanches (em caso de ficar parado esperando socorro, já que o sinal de celular é inexistente na estrada). Respeito ao meio ambiente: "Traga seu lixo de volta ou descarte na cidade", reforça o guia. Não confie cegamente no GPS, pois ele pode falhar na região. O guia conta que não há grandes histórias negativas, mas o “perrengue” mais comum é o turista ficar parado por horas esperando alguém passar para ajudar em caso de pane, ressaltando a importância de estar acompanhado por um especialista. “Pode acontecer de um carro quebrar e você precisar de sinal de internet, que só está disponível em restaurantes, pousadas ou na cidade. Se o turista ficar parado no meio da estrada, pode ter que esperar a passagem de um socorro, que pode variar de minutos a horas, dependendo do dia e do local. Por isso, a orientação é ter um guia acompanhando caso não conheça a região”, completa o guia turístico. A Secretaria do Turismo (Setur) informa que, para contratar ajuda turística, o destino conta com diversas agências e operadoras credenciadas, especialmente nos municípios de São Félix do Tocantins e Mateiros. A contratação de serviços locais é fundamental, não apenas pela segurança, mas também pela contribuição ao desenvolvimento econômico das comunidades e à sustentabilidade do destino. A Setur também reforça que os visitantes devem adotar práticas responsáveis, respeitando as normas ambientais e as orientações dos guias locais, uma vez que o Jalapão possui ecossistemas sensíveis. Além disso, destacou a importância de valorizar as comunidades locais, priorizando serviços, hospedagens e produtos da região, fortalecendo o turismo de base local. Os fervedouros do Jalapão são nascentes de rios subterrâneos que formam piscinas naturais Arquivo Pessoal/Felipe Rocha Veja mais notícias da região no g1 Tocantins.

  8. Como canetas emagrecedoras e 'onda fitness' têm moldado cardápios de restaurantes O avanço do uso das chamadas canetas emagrecedoras, medicações à base de tirzepatida e semaglutida, conhecidas como Mounjaro e Ozempic, somado à “onda fitness”, começou a mudar a forma como os restaurantes pensam seus cardápios. Em Campinas (SP), chefs e empreendedores têm adaptado receitas para oferecer porções menores, mais proteínas magras e menos carboidratos pesados, atendendo a um público que busca refeições funcionais sem abrir mão da experiência gastronômica. O g1 conversou com alguns estabelecimentos da cidade. Para eles, essa transformação ocorre, principalmente, pela redução na quantidade ingerida pelos clientes, pois há mais gente deixando comida no prato, e a busca crescente por opções saudáveis no cardápio. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Campinas no WhatsApp Cardápio adaptado para quem usa canetas Chef Mauro Mason acredita que o salmão com legumes será o carro-chefe dos novos pratos Divulgação À frente do restaurante Benedito, que completa 10 anos neste mês de março, o chef executivo Mauro Mason prepara novidades específicas para esse público depois de notar mudanças no comportamento dos clientes. “A gente percebeu duas coisas: diminuiu o número de clientes e o cliente deixa mais comida no prato. O que a gente está planejando é ter esses pratos, mas com menor quantidade”, explica. Entre as novidades estão o salmão com legumes e carboidratos simples, e uma opção vegana de húmus de beterraba com falafel. Segundo Mason, cerca de 15% das receitas de seu cardápio são voltadas para proteínas e vegetais, sem glúten e com baixo ou zero carboidrato. Para facilitar a escolha, o menu eletrônico agora trará ícones que identificam pratos voltados a usuários dos medicamentos. O chef explica que sua experiência pessoal também influenciou o processo. A mãe dele é diabética, um irmão usa Mounjaro e ele próprio fez tratamento com Ozempic sob acompanhamento de um endocrinologista. “Pesquiso muito alimentação por conta do diabetes da minha mãe e acabei entendendo um pouco sobre o funcionamento, sobre por que comer proteína magra e carboidrato simples”, comenta. Com os lançamentos previstos ainda em março, junto ao aniversário do restaurante, Mason comenta as expectativas sobre quais receitas devem se destacar de acordo com o perfil dos clientes. “O que eu acho que vai vender mais assim, que é uma proteína limpa, a gente vai fazer um filé de salmão com legumes, e nesses legumes vai ter um pouquinho de batata, que é o carboidrato, mas ele basicamente vai ser o carboidrato dos legumes, que tem fibra, que é bom para baixar o índice glicêmico, e uma proteína boa. Esse prato acho que vai ser o carro-chefe do negócio”, finaliza. Pratos veganos e bebidas proteicas Café gelado e matcha proteicos, com 23 g de proteína à base de whey, criados pela cafeteria Saints Laundry. Divulgação Na cafeteria Saint's Laundry, Pedro Santana segue outro caminho. Em vez de reformular todo o cardápio, sua aposta está em criações pontuais que dialogam com o público wellness. 🌿 O termo em inglês dá nome ao movimento que incentiva o cuidado integral com o corpo e a mente, promovendo hábitos saudáveis. “A gente entendeu que, além de ser um público potencial para nós, havia a oportunidade de desenvolver criações dentro desse universo wellness. Surgiu muito mais como uma chance de explorar o lado criativo da equipe para atender esse novo público que estava chegando” Para apoiar o wellness e explorar esse público de forma diferenciada, a cafeteria criou bebidas que contêm 23 g de proteína à base de whey protein, como o matcha e o café gelado. “Através da criatividade e do desenvolvimento, foi assim que a gente começou a ter coisas mais saudáveis”. “O mesmo movimento foi para a questão dos pratos veganos. Não é o nosso público-alvo, mas a gente tem dois pratos que a gente conseguiu explorar e criar algo que transmitisse a identidade da ciência para esse público”, diz. Apesar de perceber a onda fitness, o proprietário não pretende expandir o cardápio com outras bebidas do segmento. “Vou ser sincero, a gente pensa em manter, porque hoje a gente tem 32 bebidas no cardápio, então estou falando de 20% do meu cardápio já destinado para esse tipo de propósito”. “O que a gente pretende é não ficar fixo com esses itens, então, ir sempre modificando e sempre trocando para ter novidade. Agora, isso tomar mais espaço no meu cardápio, para a gente, eu não vejo que faz sentido hoje”, conta. LEIA TAMBÉM: Atendimentos por pancreatite na região de Campinas mais que triplicam e batem recorde em 2025 'Saudabilidade' nos restaurantes Cardápio oferecido pelo Restaurante Bellini, em Campinas, tem opções saudáveis Reprodução/Redes sociais Eduardo Porto, que atua à frente da área comercial e de marketing da rede Vitória Hotéis e seus respectivos restaurantes, conta que percebeu uma mudança de hábito mais saudável entre os clientes. Segundo ele, atualmente muitos contratam cardápios com opções mais leves e equilibradas. “Eles fecham coffee break e almoço, e sempre pedem coisas mais saudáveis. A grande maioria das empresas está nessa tendência agora”, afirmou. Ele também destacou que vê com bons olhos o aumento das atividades físicas e da busca por uma vida mais saudável, especialmente entre os jovens. Para ele, é importante que os estabelecimentos reconheçam esse público. “Eu acho muito bacana, porque realmente o mindset das pessoas depois da pandemia mudou. Principalmente a geração Z, que está trocando a noite pelo dia, indo menos para baladas e acordando cedo para praticar esportes. Isso é muito positivo, e os restaurantes estão se adaptando para oferecer esse tipo de opção”, completou. Entrada de folhas com figo grelhado, queijo de cabra empanado em amêndoas do Bellini Ristorante, em Campinas Divulgação Para ele, é muito importante oferecer opções que atendam diferentes dietas, como vegetarianas, veganas, sem lactose e sem glúten. No entanto, diz que é preciso ter cuidado na hora de especificar pratos relacionados ao uso de medicamentos para que a opção não soe como incentivo. "A gente prefere ir na linha do saudável, faz bem para a saúde, low carb, sem glúten, sem lactose. Eu não posso pegar um estabelecimento meu e incentivar esse uso. Eu incentivo as pessoas a serem mais saudáveis, mais determinadas e a emagrecer como tem que ser feito”, destacou. Mudança de mercado ou tendência passageira? A mudança no comportamento dos clientes também começa a chamar atenção de entidades do setor. André Mandetta, presidente da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) há dois anos e com mais de 12 anos de experiência no segmento, afirma que existe, de fato, uma mudança nos hábitos alimentares. Porém, ele a atribui a outro comportamento crescente: o menor consumo de álcool. Segundo ele, se uma pessoa não está bebendo ou está bebendo menos, ela também passa a se alimentar de uma forma mais adequada. “Essa mudança de hábito alimentar vem acompanhada da diminuição do consumo de bebida alcoólica. À medida que as grandes companhias anunciam redução no consumo, isso também reflete na alimentação”, explicou. Apesar disso, Mandetta concorda que o uso das chamadas “canetas emagrecedoras” também está influenciando esse cenário, já que reduzem o apetite e, consequentemente, o consumo nos restaurantes. “Parece que está todo mundo usando. Realmente diminui a vontade de comer. Em vez de consumir dois pratos, um casal consome apenas um. São vários fatores que influenciam, e o uso da caneta talvez até mais do que a mudança de hábito alimentar”, comentou. Para ele, essa transformação não é apenas uma tendência passageira, mas sim o início de uma mudança concreta no setor alimentício. “Eu acho que veio para ficar. Tudo leva a crer que teremos uma geração mais atenta à alimentação. Mas, como ainda é muito recente, não existem dados oficiais ou grandes estudos. Tudo ainda está no campo do achismo”, disse. Desafio para os restaurantes Mandetta destacou que a principal dificuldade estará nos restaurantes mais tradicionais, que correm o risco de não acompanhar a transição do mercado. Ele comparou a discussão sobre pratos adaptados para usuários de medicamentos à chamada “lei do prato bariátrico” (Lei 16.270/2016, em SP). A legislação obrigava restaurantes a oferecer meia porção ou descontos para pessoas que haviam feito cirurgia bariátrica, que também provoca alterações no apetite e no volume de comida a ser ingerida. A diferença é que é difícil identificar quem faz uso dos remédios. A solução, segundo ele, seria oferecer pratos com menor quantidade de comida e preço reduzido, sem necessariamente criar cardápios específicos. “É uma opção para servir comida em menor quantidade e a pessoa pagar menos. Isso já existe, não é difícil de fazer. É só adequar a quantidade e reduzir o preço”, explicou. Por fim, Mandetta reforçou que o equilíbrio é essencial. “Eu acho que nada em excesso faz bem. Não tem problema você comer sua parmegiana ou sua picanha, desde que sem exagero”, finalizou. Como as canetas agem no organismo? Mulher aplica caneta emagrecedora no abdômen Reprodução/TV Globo A tirzepatida, princípio ativo do Mounjaro, é aplicada semanalmente e promove perdas de peso expressivas, acima de 20% em cerca de 36 semanas, segundo estudos. Ela atua no controle da glicose e na regulação da fome, aumentando a sensação de saciedade. A substância imita dois hormônios naturais: GIP: estimula a liberação de insulina, reduz glicose no sangue e diminui a fome. GLP-1: retarda o esvaziamento do estômago e aumenta a saciedade. Pesquisas mostram desempenho superior em perda de peso e controle da glicemia em comparação a outros medicamentos da mesma classe. Já a semaglutida e liraglutida são usadas em injeções para diabetes tipo 2 e obesidade, com redução média de 6% do peso em 12 semanas. A liraglutida é diária; a semaglutida, semanal (ou oral no caso do Rybelsus). Elas imitam o GLP-1, hormônio intestinal que age no cérebro para controlar a fome. Os medicamentos resistem à degradação enzimática natural, prolongando a saciedade e diminuindo o apetite. *Estagiária sob supervisão de Yasmin Castro. VÍDEOS: Tudo sobre Campinas e região Veja mais notícias da região no g1 Campinas.

  9. Ataques do Irã no sul de Israel deixam mais de 100 feridos, e Netanyahu fala em 'noite difícil'; ACOMPANHE Guerra no Oriente Médio entrou neste sábado na 4ª semana, sem perspectiva de cessar-fogo. Irã disse que EUA atacaram Natanz, uma das principais usinas de enriquecimento de urânio do país. A guerra entre EUA, Israel e Irã no Oriente Médio entrou na 4ª semana neste sábado (21) sem perspectiva de término. . O Irã disse que os EUA bombardearam a central nuclear iraniana de Natanz. O governo norte-americano não se pronunciou. . Já o Irã lançou mísseis contra uma base do Reino Unido e dos EUA no Oceano Índico. O governo britânico criticou. . No Iraque, um militar morreu em um ataque a uma base militar, segundo o governo iraquiano.. Em Israel, uma creche foi atingida por um míssil iraniano, mas não havia ninguém no momento do ataque.

  10. Cadeira atingiu telhado de casa (à esq.) que fica ao lado do prédio (à dir.) onde aconteceu a briga. Reprodução Uma briga entre um pai, de 53 anos, e filha, de 23, terminou com objetos sendo arremessados pela janela em Santos, no litoral de São Paulo. Conforme apurado pelo g1, uma cadeira chegou a atingir o telhado de uma casa vizinha, causando danos na estrutura. Ninguém foi preso e não há informações sobre feridos. O caso aconteceu em um prédio na Rua Primeiro de Maio, no bairro Aparecida, no sábado (21). Em nota, a Polícia Militar informou que foi acionada e que, ao chegar ao local, constatou um desentendimento familiar, durante o qual objetos foram arremessados para fora do imóvel. ✅ Clique aqui para seguir o novo canal do g1 Santos no WhatsApp. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Segundo a Prefeitura de Santos, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) também foi acionado, mas os familiares não estavam mais no local quando a equipe chegou, uma vez que haviam sido levados à delegacia. O caso foi registrado como injúria e contravenções penais na Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Santos. Um inquérito policial foi instaurado para apurar as circunstâncias do ocorrido. VÍDEOS: g1 em 1 minuto Santos

  11. PM é filmado chutando rosto de mulher no litoral de SP A mulher de 30 anos que foi chutada no rosto por um policial militar em um prédio em São Vicente, no litoral de São Paulo, afirma que estava em surto por falta de medicação e que não se lembra das agressões. De acordo com a Secretaria de Segurança Pública (SSP-SP), a Polícia Militar instaurou um inquérito para apurar o caso. A situação ocorreu em um prédio localizado na rua Amador Bueno da Ribeira, no Centro de São Vicente. Uma testemunha, que preferiu não se identificar, afirmou que a Polícia Militar foi acionada porque a mulher de 30 anos estava em surto psicótico, gritando frases sem sentido dentro do prédio. No entanto, quando os agentes chegaram ao local, a ação deles surpreendeu a população. ✅ Clique aqui para seguir o novo canal do g1 Santos no WhatsApp. Em entrevista à TV Tribuna, afiliada da Globo, a vítima das agressões afirmou que deixou o apartamento e foi até a portaria após as reclamações de barulho. “Moro aqui há quase um ano e nunca tinha acontecido algo semelhante”, disse ela. PM chuta rosto de mulher em prédio em São Vicente Reprodução A mulher revelou que faz acompanhamento médico para tratamento de questões de saúde mental, mas estava sem tomar medicamento controlado há um mês. Segundo o relato, ela ficou exaltada após funcionários do prédio passarem a filmá-la durante a conversa com o porteiro. “Me deixou um pouco exaltada e também estava em surto por falta de medicação. [...] Tinha câmeras do próprio funcionário me filmando, eu falando para ele que não precisava me filmar, porque o prédio todo tem câmeras”, relatou ela. Policial Militar agride moradora de prédio em São Vicente Chegada da PM e agressões A mulher revelou que, durante a abordagem, tentou dar um tapa no policial, mas não conseguiu atingi-lo. No boletim de ocorrência registrado como desacato, a corporação declarou que houve a agressão contra o PM Danilo de Oliveira Moura. Ainda segundo o documento, a situação levou o agente ao "uso moderado da força". O g1 não localizou a defesa dele até a publicação desta reportagem. A mulher chutada pelo PM disse que estava desorientada no momento e, por isso, não se lembra de detalhes do ocorrido. "Lembro de muito choro e de muita dor", disse. “Se não tivesse sido agredida daquele jeito, não teria desacatado em nenhum momento o policial”, declarou a mulher, que afirmou que não oferecia risco durante a ocorrência. "Foi tudo para me defender daquela situação onde eu estava sozinha, não estava oferecendo perigo para ninguém". Novo surto na delegacia O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado e encaminhou a mulher ao Pronto-Socorro Central com um ferimento na cabeça. Em seguida, ela foi levada à Delegacia de Polícia de São Vicente. Ainda de acordo com o boletim de ocorrência, a mulher apresentou um "novo surto" já na delegacia, sendo necessário acionar novamente o Samu, que a encaminhou ao Pronto-Socorro do Humaitá para continuidade do atendimento médico. Mulher é atingida por chute de policial militar enquanto estava no chão. Reprodução O que diz a PM Em nota, a corporação informou ter instaurado um Inquérito Policial Militar (IPM) para apurar todos os aspectos do caso. "As imagens registradas pelas câmeras operacionais portáteis (COPs) dos policiais são analisadas. A instituição repudia excessos, desvios de conduta e ressalta que, constatada qualquer irregularidade, os responsáveis serão punidos", complementou. O que diz o condomínio Em nota assinada pelo advogado Marcelo Furlan da Silva, o Condomínio Edifício Santa Sophia informou que recebeu reclamações de moradores sobre barulhos no apartamento da mulher durante três dias. Diante da situação, o porteiro entrou em contato com ela, que reagiu com gritos e palavras de baixo calão, ainda segundo o comunicado. "Em seguida, dirigiu-se ao hall do edifício, onde, em estado de descontrole, tentou agredir o porteiro e arremessar contra ele um vaso de vidro. Diante da gravidade da situação e para garantir a segurança no local, o porteiro acionou a Polícia Militar", declarou o condomínio. "Com a chegada da guarnição, a moradora manteve o comportamento hostil. Em determinado momento, partiu para cima de um dos policiais militares e o agrediu com um tapa no rosto. O policial reagiu à agressão e, com a moradora já no chão, ela tentou agarrar as pernas de uma policial feminina que estava ao lado. Nesse instante, ocorreu o chute na moradora por parte do policial militar", alegou. Por fim, o Condomínio Edifício Santa Sophia afirmou que está apurando internamente a dinâmica completa dos acontecimentos e se colocou à disposição das autoridades para colaborar com as investigações e prestar os esclarecimentos necessários. VÍDEOS: g1 em 1 Minuto Santos

  12. Família canadense reencontra parente desaparecido no litoral de SP Fotos mostram o canadense Karl Van Roon, que desapareceu por quatro anos e foi localizado pela família com ajuda de inteligência artificial, antes e depois de viver em situação de rua em Santos, no litoral de São Paulo. Ele foi enterrado como indigente após sofrer uma embolia pulmonar, em 2024. Karl saiu de Vancouver, no Canadá, em 2022, e nunca mais entrou em contato com a família. Os pais, Heidi e Terry Van Roon, tentaram diferentes meios para descobrir onde o filho estava, mas foi apenas em 2025 que eles colocaram uma foto do homem em uma ferramenta de inteligência artificial e chegaram a uma reportagem de A Tribuna publicada em 8 de junho de 2024. ✅Clique aqui para seguir o canal do g1 Santos no WhatsApp. 📰A notícia era sobre um homem que vivia há meses nas ruas de Santos. A reportagem foi publicada a pedido de um morador da cidade que tentava encontrar os familiares do então desconhecido, que se comunicava apenas por linguagem de sinais, mas conseguia entender inglês e italiano. Nas imagens da reportagem, é possível ver o canadense mais magro, abatido e sentado em uma calçada do centro da cidade. Ele teve a aparência transformada após viver em situação de rua. Veja o antes e depois: Fotos mostram antes e depois do canadense Karl Van Roon encontrado com ajuda de IA Initial plugin text Ainda conforme relatado na reportagem, o homem foi abordado por equipes da Secretaria de Desenvolvimento Social de Santos, mas não aceitou acolhimento. Não há detalhes sobre o que aconteceu para ele não entrar em contato com a família e passar a viver em situação de rua. "Ele sempre foi atraído por lugares espirituais, por pessoas amorosas, abertas, que vivem com o coração exposto. Ele amava a praia, amava o estilo de vida, amava a natureza. Então, imaginamos que Santos tivesse tudo isso", afirmou o pai de Karl em entrevista à TV Tribuna, afiliada da Globo. Como era a vida antes? Fotos mostram antes e depois do canadense Karl Van Roon encontrado com ajuda de IA Arquivo Pessoal e Antônio Romano Neto/Reprodução/A Tribuna A família destacou que ele já viveu em cidades do próprio Canadá, Estados Unidos, México e países da América Central. Na Europa, ele esteve na Espanha, Áustria e Noruega. Esse intercâmbio ocorria porque Karl estava dedicado a explorar novas culturas para entender "quem ele era". Em cada nova comunidade, ainda segundo os familiares, o canadense assumia uma profissão diferente para se sustentar. Eles destacaram que o homem não revelava a sua nacionalidade, sobrenome ou data de nascimento. Em uma das últimas viagens de que a família teve conhecimento, Karl estava em uma missão de ajuda humanitária na Louisiana, nos Estados Unidos, em 2022. Os pais relataram que ficaram "em choque" ao descobrir que Karl estava no Brasil, mas destacaram que ele se sentia atraído por lugares de grande beleza natural e por pessoas genuínas, que viviam de forma autêntica em comunidades unidas. Enterro Fotos mostram antes e depois do canadense Karl Van Roon encontrado com ajuda de IA Arquivo Pessoal e Antônio Romano Neto/Reprodução/A Tribuna Após encontrarem o filho na reportagem, os pais conseguiram contato com a Polícia Civil de Santos, mas a resposta não foi a esperada. Karl foi encontrado morto aos 39 anos, em uma calçada da Rua Braz Cubas, no dia 9 de junho de 2024. Em nota enviada ao g1, a Secretaria de Desenvolvimento Social de Santos informou que a morte de Karl foi registrada como de pessoa não identificada. Por este motivo, o sepultamento foi realizado gratuitamente no Cemitério da Areia Branca, em 18 de junho de 2024. Reconhecimento Canadense Karl Van Roon foi reconhecido em reportagem sobre estar em situação de rua em Santos, SP Arquivo Pessoal e Reprodução/A Tribuna O delegado Thiago Nemi Bonametti, da 3ª Delegacia de Polícia de Investigação sobre Homicídios de Santos, contou ao g1 que a família reconheceu o canadense por meio de fotografias do corpo no Instituto Médico Legal (IML). Ele acrescentou que a ficha de identificação do cadáver foi enviada à polícia de Vancouver, onde as impressões digitais de Karl foram confirmadas. Apesar da perda, a sensação da família do canadense também foi de alívio pelo fim das buscas. "Agora, podemos começar a viver o luto de verdade. Agora, sabemos que não está aqui", afirmou o pai do canadense, em entrevista à TV Tribuna, afiliada da Globo. Translado Família usou IA para encontrar canadense Karl Van Roon Reprodução/TV Tribuna Agora, os pais desejam realizar o translado do corpo de Santos até o Canadá, levando o filho de volta para casa. Por meio de nota, o Ministério das Relações Exteriores do Canadá explicou que as autoridades canadenses prestam assistência consular à família de Karl e mantêm contato com as autoridades brasileiras. A Secretaria de Desenvolvimento Social de Santos explicou que não houve, até o momento, qualquer notificação oficial por parte de familiares ou autoridades competentes solicitando apoio da Prefeitura de Santos para o procedimento. A pasta ressaltou que os trâmites de translado de restos mortais seguem normas legais específicas, envolvendo legislações municipais, estaduais e federais, além de protocolos sanitários regulados por órgãos como a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). VÍDEOS: g1 em 1 minuto Santos

  13. Estreito de Ormuz escoava mais de 20% do transporte global de petróleo. Getty Images via BBC O Irã está pronto para cooperar com a Organização Marítima Internacional (IMO) para melhorar a segurança marítima e proteger quem navega pelo Golfo, afirmou o representante iraniano na agência marítima da ONU. Ali Mousavi, embaixador Iraniano, disse que o Estreito de Ormuz permanece aberto a toda a navegação, exceto para embarcações ligadas aos “inimigos do Irã”, acrescentando que a passagem pela estreita via marítima é possível mediante coordenação de medidas de segurança com Teerã. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp “A diplomacia continua sendo a prioridade do Irã. No entanto, a interrupção completa da agressão, bem como a confiança mútua, são ainda mais importantes”, disse Mousavi. O diplomata acrescentou que os ataques de Israel e dos Estados Unidos contra o Irã estão na “raiz da situação atual no Estreito de Ormuz”. Trump deu ultimato O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou mais uma vez o Irã neste sábado (21). A declaração ocorre em um dia marcado por fortes retaliações iranianas contra o território israelense. Trump afirmou que pretende "obliterar" as usinas de energia do país persa. A ofensiva americana ocorrerá se Teerã não reabrir totalmente o Estreito de Ormuz “dentro de 48 horas”. O movimento representa uma escalada dramática. Em uma rede social, o presidente publicou o ultimato: Trump faz nova ameaça ao Irã Reprodução/Truth Social @realDonaldTrump Acompanhe a tradução: “Se o Irã não ABRIR COMPLETAMENTE, SEM AMEAÇAS, o Estreito de Ormuz dentro de 48 HORAS a partir deste exato momento, os Estados Unidos da América irão atacar e obliterar várias de suas USINAS DE ENERGIA, COMEÇANDO PELA MAIOR DELAS! Obrigado pela atenção a este assunto. Presidente DONALD J. TRUMP”. Em resposta, Forças Armadas do Irã afirmaram, segundo veículos da mídia iraniana reportados pela agência Reuters, que qualquer ataque à infraestrutura de energia e combustíveis do país resultará em represálias diretas. O comando declarou que, se instalações iranianas forem atingidas, todas as infraestruturas de energia pertencentes aos Estados Unidos na região serão alvo.

  14. Túneis com mais de 10 mil anos são encontrados no Sul de SC Uma descoberta inesperada mudou o rumo de uma escavação em Lauro Müller, no Sul de Santa Catarina. Durante o alargamento de uma estrada, um túnel subterrâneo chamou a atenção da moradora Simone Cattaneo Betti e revelou uma estrutura com cerca de 10 mil anos, escavada por animais pré-históricos. Influenciada por uma antiga lenda da região, Simone acreditou que poderia estar diante de um túnel que levava a riquezas enterradas por antigos moradores. “Quando a gente viu, pensou: agora é só seguir o caminho que o tesouro está ali”, contou. ✅ Clique e siga o canal do g1 SC no WhatsApp A lenda, segundo ela, fala de uma família que teria enterrado seus bens antes de morrer durante uma peste, já que não poderiam levá-los consigo. A proximidade da casa dela e um antigo cemitério também reforçava essa crença. Mas, com a chegada dos especialistas, o mistério ganhou uma explicação científica. De acordo com os pesquisadores, trata-se de paleotocas, ou seja, túneis escavados por animais gigantes que viveram durante o Período Pleistoceno. Ilustração mostra um tatu gigante abrindo um túnel no solo, as chamadas paleotocas. Reprodução/Grep O geólogo Gustavo Simão explicou que essas estruturas serviam como abrigo para a megafauna da época e conseguiram se preservar mesmo após a extinção desses animais. A confirmação veio a partir de três fatores principais: o tipo de relevo da região; solo arenítico; formato característico do túnel. "O surgimento dessa estrutura mostra que esses animais também habitavam, escavavam, materiais diferentes daquelas paleontocas já conhecidas e que geograficamente ocupavam outros espaços além daqueles já conhecidos. Cada evidência e nova paleontoca vai servindo para a gente reconstruir o modo de vida e os locais que esses animais já extintos habitaram", disse. A área onde o túnel foi encontrado agora está isolada e protegida por lei federal e novos estudos devem aprofundar o conhecimento sobre a estrutura. Enquanto isso, Simone mantém a possibilidade de que o local tenha sido reutilizado ao longo do tempo. “Pode ter sido feito pelos tatus gigantes, sim… mas depois outras pessoas podem ter usado. Vai saber, né? A esperança continua”, diz rindo. 🦥Escavados por tatus gigantes e preguiças pré-históricas Os estudos indicam que as paleotocas foram escavadas principalmente por espécies gigantes de tatus e preguiças. Segundo o doutorando em geografia Arthur Filipe Bechtel, alguns desses tatus podiam chegar a 500 quilos, enquanto as preguiças gigantes alcançavam até seis toneladas. Atualmente, cerca de 30 paleotocas já foram registradas na região do Geoparque Caminhos dos Cânions do Sul, principalmente em municípios como Morro Grande, Jacinto Machado e Timbé do Sul. Túnel de mais de 10 mil anos escavado por animais gigantes é encontrado durante obra em estrada Reprodução/NSC TV Esses animais deixavam marcas características nas paredes dos túneis, como arranhões de garras, que hoje são fundamentais para identificar a origem das estruturas. Mesmo quando não há fósseis, essas marcas funcionam como evidência direta da presença da megafauna. Segundo o diretor executivo do geoparque, Gislael Floriano, a descoberta reforça a importância histórica e científica da região. Ele também destaca que, em alguns casos, essas estruturas chegaram a ser utilizadas por povos indígenas como abrigo. "Estruturas importantes que num determinado período da história, algumas delas, em especial lá no nosso território, também tiveram ocupação humana", disse. VÍDEOS: mais assistidos do g1 SC nos últimos 7 dias

  15. A decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) de reduzir a taxa básica de juros da economia, a Selic, de 15% para 14,75% ao ano, anunciada nesta quarta-feira (18), reforça um cenário desafiador para quem pretende comprar um imóvel: o crédito segue caro e o financiamento imobiliário continua menos acessível. Com a Selic em patamar elevado, os bancos tendem a praticar taxas mais altas, o que encarece as parcelas e aumenta o custo total da casa própria ao longo do tempo. No financiamento, a incidência de juros ao longo dos anos eleva de forma relevante o valor final pago pelo imóvel. Porto Vale Consórcio Divulgação Já no consórcio, não há cobrança de juros, apenas uma taxa de administração diluída ao longo do prazo, o que traz mais previsibilidade para o planejamento financeiro. Diante desse cenário, cresce o número de brasileiros que adiam o financiamento e passam a buscar alternativas mais estruturadas para viabilizar a compra do imóvel. Dados da Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios mostram que esse movimento já se reflete no mercado. O sistema de consórcios deve crescer cerca de 11% em 2026, após um ano recorde em 2025, quando ultrapassou 5 milhões de adesões. No segmento imobiliário, o avanço é ainda mais expressivo. O consórcio de imóveis cresceu 48,4% em 2025 e deve seguir em expansão, reforçando sua relevância como alternativa para aquisição da casa própria. Para Fernando Gianjiope, CEO da Porto Vale, o cenário de juros elevados tem acelerado essa mudança de comportamento. “O ponto não é só o valor da parcela, mas o custo total ao longo dos anos. No financiamento, esse peso cresce com o tempo. O consórcio se destaca porque permite começar esse planejamento já com mais previsibilidade, sem a pressão dos juros”, afirma. Esse movimento também está ligado a uma mudança no comportamento do consumidor, cada vez mais orientado ao planejamento financeiro e menos disposto a assumir custos elevados no longo prazo. “O consórcio também traz uma vantagem importante ao trazer mais autonomia na decisão. O cliente não fica preso ao momento do crédito e consegue escolher quando faz mais sentido comprar, o que é decisivo em um cenário mais restritivo”, completa. Nesse contexto, o avanço do consórcio também amplia a busca por empresas que ajudem o consumidor a estruturar melhor essa decisão ao longo do tempo. A Porto Vale, maior corretora de consórcios e seguros do país, está inserida nesse cenário ao atuar com abordagem consultiva, leitura de perfil e acompanhamento do cliente ao longo de toda a jornada, da escolha do plano à contemplação.

  16. Cássio e Siomar com os filhos Antônio e Bento Reprodução/Redes Sociais O sonho de ter filhos foi o primeiro passo para a união de Cássio Freitas e Siomar Parreira. Mas o casal, que divide a vida entre Uberlândia, no Triângulo Mineiro, e São Paulo (SP), queria ir além: o desejo de ambos era que os filhos tivessem a genética dos pais. E em entre várias opções para a realização do sonho, o casal escolheu a fertilização in vitro e a barriga de aluguel. No entanto, todo o processo, até o nascimento de Bento e Antônio, foi longo e demandou muita paciência. Conheça abaixo a história do casal. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Triângulo no WhatsApp Amor ao primeiro 'match' Entre o deslizar do indicador para a direita e esquerda em um aplicativo de namoro em 2018, Cássio Freitas se deparou com um homem de sorriso largo e uma etiqueta na bio escrita “quero ter filhos”. O tal homem, que o encantou era Siomar Parreira, um empresário do ramo de eventos em Uberlândia. O 'match' foi instantâneo, mas havia um detalhe: Cássio estava no Brasil a passeio, pois morava na Itália. Durante meses os dois conversaram, compartilharam os sonhos, mas ainda era preciso o grande encontro. Em 2019, assim que se encontraram na Itália, os dois foram direto ao ponto: eles se gostavam, queriam construir família e, principalmente, ter filhos com os nomes de ‘Bento e Antônio’, em homenagem aos avôs deles. O casamento também não demorou, cerca de três anos após o 'match'. “Desde o início eu pensava: meu Deus do céu, isso tem que dar certo. Imagina essa pessoa sai do Brasil e não dá em nada. Começamos a conversar e, logo de cara, eu perguntei sobre filhos. Ele respondeu que também era o sonho dele. A partir daí, ficávamos brincando sobre nomes e falávamos que queríamos ter dois meninos”, relembrou Cássio. Bento e Antônio Dali em diante, o relacionamento dos dois só se estreitou e antes, o que era um sonho, se tornou cada vez mais real. Com o casamento em 2021 e passada a lua de mel, o casal passou a pesquisar formas de trazerem os tão sonhados “Bento e Antônio” para o mundo. “Começamos então a conversar sobre os métodos para realizar esse sonho. Falamos sobre adoção, mas entendemos que seria um processo muito demorado. Temos casais de amigos que estão há mais de 12 anos esperando. Além disso, queríamos filhos com a nossa genética”, contou Cássio. Foi então que o casal descobriu algumas coisas importantes: Em casos de casais homoafetivos, existem dois tipos de reprodução assistida: a inseminação artificial e a fertilização in vitro(fiv). No primeiro [inseminação artificial], é feito a indução da ovulação no indivíduo, em seguida o sêmen é preparado em laboratório e injetado dentro do útero, dando início à gestação intrauterina. O esperma utilizado nesse processo pode ser provindo de algum familiar ou colhido de um banco de doadores. Tratando da fiv, mais comum em casais formados por dois homens, e que escolhida por Cássio e Siomar, todos os passos acontecem fora do útero solidário. Inicialmente, com uma agulha conectada ao aparelho de ultrassom, são aspirados os óvulos da doadora, adiante, em uma placa de laboratório, um desses óvulos é unido ao espermatozóide – que pode ser de um dos membros do casal – formando o embrião que é levado à um útero de substituição ou também conhecido como barriga solidária. A fertilização in vitro A ginecologista e obstetra pela Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (USP), especializada em infertilidade e professora do curso de Medicina da Universidade Federal de Uberlândia (UFU), Camila Toffoli, explica como o artificial foi usado para tornar sentimentos reais, nesse caso. De acordo com ela, na fertilização in vitro, ao invés de um óvulo ser unido a um espermatozoide, as quantidades são duplicadas, ou seja, dois óvulos para dois espermas, que em seguida são colocados no útero voluntário. "Foram três anos e quatro meses de processo. Casamos em novembro de 2021 e em dezembro começamos as entrevistas com as clínicas nos Estados Unidos. Escolhemos uma em Los Angeles, na Califórnia, a mesma que o Paulo Gustavo e o Thales Bretas utilizaram. Sempre tivemos claro que queríamos ser pais de crianças que tivessem material genético nosso. Sabíamos que seria um processo longo e custoso, mas, mesmo assim, era o que a gente queria", contou o casal. Processo nos EUA A decisão de realizar o procedimento fora do Brasil foi motivada pelas normas do Conselho Federal de Medicina (CFM). Embora a técnica seja permitida no país, o útero de substituição [barriga de aluguel] só pode ser realizado por uma mulher com vínculo familiar de até quarto grau com o casal e sem fins lucrativos. Há exceções para mulheres sem parentesco, mas nesses casos é necessária autorização específica do CFM. Diante das regras, Cássio e Siomar optaram pela clínica de fertilização nos Estados Unidos (EUA), onde deram início ao processo de forma independente, sem o apoio de empresas especializadas. Segundo o casal, a falta de orientação tornou o caminho mais desafiador. “Ninguém explica o passo a passo até os bebês chegarem aos seus braços. Fomos descobrindo ao longo do processo, com dúvidas do início ao fim”, relataram. O objetivo era ter gêmeos, dois meninos, sendo cada um com o material genético de um dos pais. Para isso, o casal contratou uma clínica responsável pela coleta e o congelamento do sêmen, além da realização dos exames médicos e do envio de documentos, como antecedentes criminais, todos traduzidos para avaliação da equipe americana. “Agendamos uma visita a Los Angeles para a coleta do sêmen. A mesma clínica acompanhou a doadora de óvulos, que passou por tratamento hormonal e pela coleta. Foram formados embriões, metade com o meu material genético e metade com o do Cássio. O trabalho da clínica termina com a transferência dos embriões para o útero da gestante de substituição”, explicou Siomar. Barriga de aluguel foi escolhida por descrição familiar Reprodução/Redes Sociais LEIA TAMBÉM: Casal supera 1.500 km de distância e passa o primeiro Dia dos Namorados junto Namorados se reencontram após 30 anos e retomam relação proibida De vizinhos a trisal maduro: mineiros descrevem o dia a dia da paixão nas redes sociais Da barriga ao nascimento precoce A escolha da barriga de aluguel levou um tempo. Após conversarem com várias candidatas, a conexão aconteceu na oitava tentativa. “Ela tinha o mesmo signo que eu, era muito ligada à família, falava disso o tempo todo e tinha um sorriso constante”, recordaram. Uma chamada de vídeo marcou o início do processo, que começou em 2021 e seguiu até abril de 2025. Mesmo sem gestar os bebês, o casal fez questão de viver cada etapa da gravidez, montando o quarto, organizando o enxoval, participando de cursos de maternidade, amamentação e preparação. “Criamos nossas próprias formas de estar grávidos. Queríamos sentir a presença e viver tudo como qualquer outra família”, afirmou Cássio. A decisão por dois meninos veio após reflexões práticas sobre o cotidiano. Durante uma viagem à Disney de Paris, uma situação simples marcou os dois: a cena de um pai com filhas pequenas em um banheiro masculino, visivelmente desconfortável. “Aquilo nos tocou. Sentimos que, para nós, dois meninos trariam mais segurança em algumas situações do dia a dia.” Os bebês nasceram prematuros, entre seis e sete meses de gestação. Bento enfrentou uma obstrução no canal umbilical, e o parto precisou ser antecipado. “Recebemos uma ligação dizendo que o nascimento seria no dia seguinte para aumentar as chances de sobrevivência." Naquele dia, Cássio e Siomar embarcaram para os EUA, no que afirmaram ser o pior voo de suas vidas. Apesar disso, o parto foi bem sucedido e Bento e Antônio nasceram saudáveis. Após o nascimento, Bento ficou 15 dias internado. Um mês depois, o casal retornou ao Brasil com os filhos, que têm dupla cidadania, e toda a documentação foi emitida com o nome dos dois pais. Bebês nasceram prematuros Reprodução/Redes Sociais Sucesso nas redes No início da jornada, Cássio e Siomar sentiram falta de espelhos. Havia poucos relatos de pais gays que tivessem percorrido o mesmo caminho até a paternidade. Diante do silêncio, decidiram contar a própria história. Criaram um perfil no Instagram e dividiram a rotina da família, transformando a experiência pessoal em acolhimento para quem ainda sonha. “A ideia é mostrar que existem muitas formas de construir uma família. Isso é importante porque recebemos uma série de mensagens de casais do Brasil inteiro, que se sentem representados, acolhidos e encorajados a também viver o sonho de formar uma família", contaram. Com o tempo, perceberam que a escuta foi se tornando mais generosa, inclusive em espaços onde antes predominava a resistência. O batizado dos filhos, realizado em uma igreja a convite de um padre, se tornou um símbolo desse novo olhar. “Narrar nossa história é uma tentativa de mudar o mundo”, afirmaram. E através das redes sociais, mensagens de outros casais de diferentes partes do Brasil afirmam que se reconhecem, se sentem representados e encontram coragem para também construírem uma família. ASSISTA: Casal se reencontra após 30 anos e revive amor proibido Casal se reencontra após 30 anos e revive amor proibido VÍDEOS: veja tudo sobre o Triângulo, Alto Paranaíba e Noroeste de Minas

  17. Pedido de recuperação extrajudicial da Raízen preocupa produtores de cana O anúncio do pedido de recuperação extrajudicial da Raízen, em meio a dívidas que somam cerca de R$ 65,1 bilhões, causou temor entre produtores de cana-de-açúcar do Centro-Sul do Brasil. Isso porque a empresa de açúcar, etanol e distribuição de combustíveis é responsável por processar, em média, mais de 70 milhões de toneladas de cana, o que corresponde a 10% da região como um todo. Metade do montante, ou seja, 35 milhões de toneladas vêm de mais de 1 mil produtores independentes, enquanto o restante do volume é produzido pela própria Raízen. ✅Clique aqui para seguir o canal do g1 Ribeirão e Franca no WhatsApp Os dados foram passados ao g1 pela Organização de Associações de Produtores de Cana do Brasil (Orplana). José Guilherme Nogueira, CEO da Orplana, destacou que o pedido de recuperação extrajudicial gerou preocupação e acendeu um sinal de alerta. 🔎 A recuperação extrajudicial é um acordo em que a empresa renegocia parte das dívidas diretamente com alguns credores, sem a mediação da Justiça. O objetivo é conseguir mais prazo ou melhores condições de pagamento para reorganizar as finanças e evitar problemas mais graves, como a falência. "O medo imediato é atraso de pagamento, possível renegociação de pagamento, impacto em contrato de fornecimento, redução de moagem, fechamento de unidade. Então, tudo isso gera, sim, uma incerteza no produtor. Mesmo a empresa dizendo que as obrigações com fornecedores não serão afetadas, a cadeia fica, naturalmente, com cautela", disse. Indústria da cana-de-açúcar Reprodução/TV Globo O que pode acontecer Nogueira explica que o receio faz com que produtores repensem contratos com a Raízen. Apesar disso, ele ressalta que nenhuma medida concreta foi tomada desde o anúncio do pedido de recuperação extrajudicial. "O produtor começa a ficar receoso de alongar o contrato, de fazer contratos mais longos com a Raízen. Ele começa a tirar um pouco o pé, fala assim: 'deixa eu ver se eu vou continuar com a Raízen. Deixa eu ver se a Raízen realmente vai ser uma grande parceira para mim." O CEO cita, ainda, a preocupação com a possibilidade de a recuperação extrajudicial virar uma recuperação judicial, o que poderia aconteceu no meio da safra 2026/27, que começa em abril. 🔎 Recuperação judicial é o processo em que uma empresa pede ajuda à Justiça para reorganizar suas dívidas, suspender cobranças por um período e tentar continuar funcionando, evitando a falência. "A gente está acompanhando também se essa recuperação extrajudicial não possa virar uma recuperação judicial. Porque daí essa recuperação judicial aconteceria até no meio da safra. Daí seria um momento muito complicado para os produtores e com uma tensão muito grande. Então, é nesse momento que a gente está vivendo e essa crise levanta essas discussões." José Guilherme Nogueira, CEO da Organização de Associações de Produtores de Cana do Brasil (Orplana) Reprodução Safra 2026/27 Uma projeção divulgada neste mês pela consultoria agrícola Datagro aponta que a safra de cana 2026/27 deve atingir 635 milhões de toneladas no Centro-Sul. O número representaria um aumento em relação à safra atual, que será concluída ao final de março e pode alcançar os 610 milhões de toneladas. Segundo Nogueira, o crescimento está relacionado ao clima, com o retorno das chuvas mais regulares. "Claro que você tem uma recuperação de parte da produtividade que foi afetada pelo clima na safra passada. A gente não vê expansão diária, diária de cana aumentando, mas esse efeito de produtividade é principalmente pelo efeito do clima, ou seja, as chuvas que aconteceram no final e no início do ano, no final do ano passado e no início desse ano." Por outro lado, os produtores viram aumentar o custo de produção, principalmente devido aos conflitos no Oriente Médio, que é de onde vem boa parte dos fertilizantes. "Mas, mesmo que essa safra seja uma safra com um volume de cana maior, o custo de produção para o produtor aumentou 25%, comparado já para essa safra com a do ano passado, e com tendência de mais aumento por causa principalmente dos fertilizantes nitrogenados, a guerra no Irã, diesel. Então, tudo isso impacta muito no custo de produção, diretamente. O diesel e fertilizantes nitrogenados impactam diretamente", pontua o CEO. Outro ponto destacado por Nogueira é o preço do açúcar, que operou em queda nos últimos meses. "O preço do açúcar ainda não está respondendo no mercado internacional, o que deixa os produtores aí receosos de fazer investimentos, de colocar adubo, de fazer qualquer tipo de expansão. Então, a gente percebe os produtores muito retraídos agora nesse sentido." Dívida de R$ 65,1 bilhões leva Raízen à recuperação extrajudicial Recuperação extrajudicial da Raízen A Raízen entrou com pedido de recuperação extrajudicial para renegociar cerca de R$ 65,1 bilhões em dívidas. O plano já conta com apoio de credores que representam mais de 47% desse valor, percentual suficiente para protocolar o pedido. A medida busca reorganizar as finanças e ampliar prazos ou melhorar as condições de pagamento, sem afetar as operações da empresa. Segundo a companhia, clientes, fornecedores e parceiros continuarão sendo pagos normalmente. Agora, a empresa terá até 90 dias para obter o apoio mínimo necessário para que o plano seja homologado pela Justiça e passe a valer para todos os credores incluídos na negociação. O plano pode incluir aporte de recursos pelos acionistas, conversão de parte das dívidas em ações, alongamento de prazos de pagamento, mudanças na estrutura da companhia e venda de ativos. Ações caíram 70% em 1 ano As ações da Raízen acumulam queda de 70,11% em 12 meses, em meio ao aumento da pressão financeira sobre a companhia. Atualmente, o valor de mercado da Raízen é de cerca de R$ 5,38 bilhões. A reestruturação da controlada pela Cosan ocorre após um período de pressão financeira, com aumento do endividamento e desafios operacionais. Nos últimos anos, a companhia também ampliou investimentos em projetos de transição energética, alguns com retorno mais lento do que o esperado. Usina Santa Elisa, da Raízen, em Sertãozinho (SP) Aurélio Sal/EPTV O que diz a empresa A Raízen afirma que a renegociação envolve apenas parte das dívidas financeiras e não afeta as operações da companhia. Leia a nota na íntegra: "A Raízen informa que protocolou nesta quarta-feira (11) pedido de homologação de um plano de recuperação extrajudicial, voltado à reorganização de parte de suas obrigações financeiras junto a credores da companhia. A proposta foi estruturada em diálogo com esses credores e tem como objetivo estabelecer um ambiente jurídico adequado para a negociação e implementação de ajustes em determinadas obrigações financeiras, no âmbito da estratégia da companhia de otimização de sua estrutura de capital. A empresa ressalta que o escopo da recuperação extrajudicial é estritamente financeiro e não envolve dívidas ou obrigações operacionais. Dessa forma, permanecem integralmente preservadas as relações da Raízen com clientes, fornecedores, revendedores e demais parceiros de negócios, que seguem regidas normalmente pelos respectivos contratos. Todas as operações da companhia continuam sendo conduzidas normalmente, incluindo o atendimento a clientes, a relação com fornecedores e a execução de seus planos de negócios. O plano apresentado prevê prazo de até 90 dias para a obtenção das adesões necessárias à sua homologação, nos termos da legislação aplicável. A Raízen manterá seus acionistas e o mercado informados acerca de quaisquer desdobramentos relevantes relacionados a este tema." Veja mais notícias da região no g1 Ribeirão Preto e Franca VÍDEOS: Tudo sobre Ribeirão Preto, Franca e região

  18. Universidade Federal de Roraima (UFRR), campus Paricarana, em Boa Vista, Roraima. Reprodução/UFRR/Arquivo A Universidade Federal de Roraima (UFRR) está com inscrições abertas para concurso público com seis vagas para professor efetivo do Ensino Básico, Técnico e Tecnológico (EBTT). O prazo vai até 7 de abril. 👩🏻‍💻 ACESSE O EDITAL As inscrições devem ser feitas na página de concursos da universidade. O valor da taxa de inscrição é de R$ 250. As vagas são para as áreas de: Pedagogia Pedagogia com atuação em Atendimento Educacional Especializado (AEE) Música Agronomia/engenharia agrícola Agronomia/engenharia agronômica Ciências humanas Os salários iniciais podem variar de R$ 6.180,85 a R$ 14.463,83, dependendo da titulação do candidato. 📝 O concurso público será realizado por meio de três etapas: prova escrita e prova didática, ambas eliminatórias e classificatórias, além de prova de títulos, que é classificatória. De acordo com o cronograma, a prova escrita será aplicada em 10 de maio. A prova didática e a entrega de títulos estão previstas para 27 de maio. O resultado final deve ser divulgado em 29 de junho. Veja os vídeos que estão em alta no g1 LEIA TAMBÉM: UFRR abre concurso para professores efetivos com 17 vagas Veja oportunidades de trabalho e cursos em Roraima no mês de março de 2026 Leia outras notícias do estado no g1 Roraima.

  19. Antes da multa, a ironia: perfil expõe estacionamentos irregulares no campus da Unicamp Antes dos flagrantes de estacionamentos irregulares se transformarem em multas, o campus da Unicamp, em Campinas (SP), já era palco de uma espécie de fiscalização informal. É que um perfil que completa um ano de existência neste sábado (21), apostou na ironia para exibir nas redes sociais o que chama de "melhores estacionadores" da universidade. Já são 10 mil seguidores ávidos por registros que beiram o inacreditável: tem desde o campeão, um Mobi roxo com seis aparições, e até o que virou símbolo do perfil, um Palio azul que graciosamente ficou parado em um heliponto. "O que mais explodiu foi o Palio azul. Tive que deixar de foto de perfil", conta o criador da página, que prefere manter o anonimato. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Campinas no WhatsApp Com bom humor, perfil em rede social posta os "melhores estacionadores da Unicamp": nos registros, a primeiro foto a bombar e a que virou símbolo do perfil, de um Palio parado no heliponto Reprodução/redes sociais Ele explica que a ideia surgiu em março de 2025, quando seguia para o restaurante administrativo, e viu um veículo parado ocupando duas vagas. A foto foi enviada para um amigo, seguida pelo comentário de que seria "muito engraçado se existisse um perfil que postasse esses carros errados". Com isso, nasceu a página que apresenta verdadeiras "pérolas" do estacionamento dentro da Unicamp. "Tem gente que acha que estou associado com a Emdec, nunca falei com eles. O intuito é puramente humorístico, nunca tive a intenção de multar ninguém. Se você perceber, nenhum post mostra a placa dos carros", conta. Segundo o criador da página "Estacionados Unicamp", o primeiro post a bombar foi um flagrante de um HB20 em frente da Faculdade de Engenharia Mecânica (FEM), logo no início da brincadeira. "Quando eu postei essa, um amigo que mora em uma república de Barão Geraldo repostou, e nesse dia acho que ganhei uns mil seguidores", recorda. Mobi roxo é o campeão de aparições em página que destaca os "melhores estacionadores" da Unicamp, em Campinas Reprodução/redes sociais Com isso, ele nem teve muito trabalho para buscar novos registros, mas ganhou demanda de curadoria. Com a repercussão do perfil, ele conta que não precisou tirar mais nenhuma foto, uma vez que todos começaram a mandar registros por mensagens na página. "E vou falar que o que eu postei é só metade do que eu recebi. Tem estoque", brinca. Página em rede social reúne 10 mil seguidores com registros de estacionamentos curiosos dentro do campus da Unicamp, em Campinas (SP) Reprodução/redes sociais Multas na Unicamp Teve início na segunda-feira (16) o primeiro dia de fiscalização do trânsito no interior do campus da Unicamp. A autuação com multas previstas no Código de Trânsito Brasileiro (CTB) havia sido anunciada em fevereiro. O contrato com a Emdec tem 12 meses e prevê dois agentes circulando pelo campus entre 7h e 19h. Segundo dados consolidados até o meio-dia desta sexta-feira (20), já foram 107 veículos autuados e dois removidos. Segundo a Prefeitura Universitária, o objetivo é ampliar a segurança viária e prevenir acidentes, reforçar o respeito à sinalização e às regras de estacionamento, incluindo orientações sobre o uso de vagas exclusivas para idosos e pessoas com deficiência - que exigem credencial física ou digital. Perfil em rede social posta flagrantes de estacionamentos irregulares dentro da Unicamp, em Campinas (SP) Reprodução/redes sociais Como funciona a fiscalização? A Emdec poderá autuar motoristas por irregularidades, com dois agentes atuando diariamente no campus, das 7h às 19h, conforme disponibilidade de viaturas. A comunidade poderá solicitar fiscalização pelo telefone 118, WhatsApp ou Fale Conosco Web. A área fiscalizada não inclui polos geradores de tráfego da universidade. As tratativas começaram em 2024, quando a Unicamp adequou toda a sinalização às normas do Contran. Foram instaladas 227 placas, feitos 270 m² de pintura no solo e criadas 197 novas vagas exclusivas, totalizando 393 vagas. A fiscalização ocorrerá apenas onde houver sinalização adequada, e ajustes poderão ser orientados pela Emdec durante o contrato. Emdec passa a fiscalizar trânsito e multar motoristas dentro do campus da Unicamp em março VÍDEOS: Tudo sobre Campinas e região VÍDEOS: Tudo sobre Campinas e região| em G1 / SP / Campinas e Região Veja mais notícias sobre a região na página do g1 Campinas

  20. Diretor e personagem principal comentam processo de criação e gravação de filme Uma história sobre sonhos, música e identidade baiana ganha as telas com o filme "Sonho de Arrocha", produção da Gran Maître Filmes, em coprodução com a TV Bahia. A obra acompanha a trajetória de Biel (Gui Nery), um garoto de 12 anos que sonha em se tornar o maior cantor de arrocha do Brasil e enfrenta desafios dentro da própria família para seguir esse caminho. Ambientado na Bahia e com elenco totalmente local, o telefilme mistura elementos como fé, relações familiares e a força da cultura popular. A obra foi gravada em 2025. 💡 ENTENDA: um telefilme é uma obra audiovisual de ficção com duração de longa-metragem, geralmente 60 minutos ou mais, produzida especificamente para estrear na televisão, em canais de TV aberta, fechada ou plataformas de streaming, e não nos cinemas. 📲 Clique aqui e entre no grupo do WhatsApp do g1 Bahia Na trama, Biel vive com a mãe, Rosa, e a avó, Joaquina. Ao descobrir que um artista famoso vai se apresentar no bairro onde mora, o menino elabora um plano com o melhor amigo para assistir ao show escondido, mas acaba sendo impedido antes de realizar o desejo. Bastidores do filme baiano "Sonho de Arrocha" Taylla de Paula Segundo o diretor Marcos Alexandre, a ideia para a obra nasceu da relação pessoal com o gênero musical arrocha na infância. "Eu nasci em Salvador, mas cresci na região metropolitana, em Vila de Abrantes, e lá é muito perto de Candeias", contextualiza o cineasta em entrevista ao g1. O município é reconhecido como o local de origem do ritmo baiano. Então, o ritmo de Nara Costa, Silvanno Salles, Tayrone Cigano... sempre foi muito presente. Eu queria contar uma história sobre arrocha porque é algo muito nosso, muito presente na nossa realidade, na nossa cultura e que, de alguma forma, tivesse uma relação com a família negra, periférica daqui de Salvador". O diretor destacou que um dos principais desafios foi equilibrar os diferentes elementos da narrativa, como música, religião e conflitos familiares. "A proposta era trazer uma família evangélica dentro desse contexto, inclusive [mostrando] o arrocha gospel. A gente buscou construir uma família unida, saudável, e equilibrar o desejo do personagem Biel com esse ambiente", pontuou. Marcos Alexandre fala sobre o alcance do gênero arrocha nacionalmente Para o papel principal, o escolhido foi o jovem ator Gui Nery, de 11 anos, que faz sua estreia como protagonista em um longa-metragem. Ao g1, ele contou que a identificação com o personagem veio, em parte, pelo gosto em comum pelo gênero musical. “Ele gosta de arrocha como eu, é travesso, mas também é diferente de mim. Foi legal essa convivência com a família do personagem e com o amigo dele”. Gui já tinha experiência com teatro, publicidade e curtas-metragens. Ele disse que não precisou fazer aulas de canto para viver seu primeiro protagonista. "Eu escolhi a música para o teste [a faixa 'Duas', de Nadson O Ferinha] e cantei. Deu certo", celebrou. O processo de escolha do protagonista, segundo Marcos Alexandre, foi decisivo para o resultado final do trabalho. "Quando vi o teste dele, não teve dúvida. Pedi que também cantassem arrocha, para ver essa conexão com a música, e quando vi o vídeo de Gui, soube que era ele", contou. Segundo o diretor, escolha foi rapidamente aprovada pela produção e pela TV Globo. Marcos Alexandre fala sobre o alcance do gênero arrocha nacionalmente O cineasta também ressaltou a importância de o filme ser totalmente produzido na Bahia, com equipe e elenco locais. "É um sonho enquanto realizador. A gente luta muito para conseguir produzir filmes e ter um projeto desse tamanho, com talentos daqui, gravado na nossa cidade, é fundamental para fortalecer o audiovisual baiano", afirmou. Outro ponto destacado foi a preocupação em evitar estereótipos. "Como o elenco é daqui, não houve necessidade de forçar sotaque ou comportamento. Também pensamos em mostrar uma família periférica sem o estigma da escassez, com uma casa organizada, uma vida estruturada, com cuidado e dignidade". Com exibição prevista para o dia 30 de março na Tela Quente, na programação da TV Globo, e no Cine BBB, do reality show Big Brother Brasil, o filme marca um momento importante na carreira dos envolvidos. "Eu cresci assistindo à Tela Quente. Chegar nesse espaço e poder contar uma história para o país inteiro é muito especial. É um sentimento de gratidão e felicidade", definiu o diretor. Imagem da gravação do filme "Sonho de Arrocha" Taylla de Paula Filme baiano 'Sonho de Arrocha' aposta na música e fé para contar história de menino que sonha em ser cantor Julia Carneiro/g1 LEIA TAMBÉM: Ator de 11 anos que protagonizou filme premiado na Alemanha celebra trabalho com Lázaro Ramos: 'Pulei de alegria' De Salvador para Hollywood: conheça baiano que trabalhou em 'Hamnet', filme indicado ao Oscar Wagner Moura: do teatro ao Oscar, relembre a trajetória do ator baiano indicado por 'O Agente Secreto' Veja mais notícias do estado no g1 Bahia. Assista aos vídeos do g1 e TV Bahia 💻

  21. Alguns estudos sugerem que ser educado com a IA gera respostas melhores; outros apontam o contrário Getty Images via BBC Quando um grupo de pesquisadores decidiu testar se o "pensamento positivo" tornava os chatbots de inteligência artificial (IA) mais precisos, os resultados foram surpreendentes. Ao fazer perguntas a vários chatbots, eles tentaram chamar as IAs de "inteligentes", incentivá-las a pensar com cuidado e até terminar as perguntas com "isso vai ser divertido!". 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Nada disso fez diferença de forma consistente, mas uma técnica se destacou. Quando pediram que a inteligência artificial fingisse estar em Star Trek – Jornada nas Estrelas, ela passou a se sair melhor em matemática básica. As pessoas usam todo tipo de estratégia curiosa para tentar obter respostas melhores de grandes modelos de linguagem (LLMs, na sigla em inglês), a tecnologia de IA por trás de ferramentas como o ChatGPT. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Como prints do bloco de notas criaram mais rastros de conversa entre Vorcaro e Moraes Vídeos no TikTok simulam agressões a mulheres em meio a recorde de feminicídios Youtuber diz não ter R$ 70 mil para pagar condenação por ridicularizar bebê e pede a juiz: 'Por favor, reconsidere' Alguns juram que a IA responde melhor se for ameaçada; outros acreditam que os chatbots são mais cooperativos quando os tratamos com educação; e há quem peça aos robôs que interpretem o papel de especialistas no tema sobre o qual estão trabalhando. A lista é interminável. Isso faz parte da mitologia em torno da "engenharia de prompts" ou "engenharia de contexto", diferentes maneiras de estruturar instruções para que a IA produza resultados melhores. O problema é que especialistas dizem que muito do que se acredita sobre como formular prompts simplesmente não funciona. Em alguns casos, pode até ser perigoso. Ainda assim, a forma como você fala com uma IA importa, e algumas técnicas realmente fazem diferença. "Muitas pessoas acreditam que há uma combinação mágica de palavras capaz de fazer os LLMs resolverem um problema", afirma Jules White, professor de ciência da computação que pesquisa IA generativa na Universidade Vanderbilt (EUA). "Mas a questão não é a escolha das palavras, e sim a maneira como você formula o que está tentando fazer." Cuidado com as maneiras? Em 2025, um usuário do X (ex-Twitter) escreveu: "Fico imaginando quanto dinheiro a OpenAI já perdeu em custos de eletricidade por causa de pessoas dizendo 'por favor' e 'obrigado' aos modelos". Sam Altman, diretor-executivo da OpenAI, criadora do ChatGPT, respondeu: "Dezenas de milhões de dólares muito bem gastos. Nunca se sabe". A maioria das pessoas interpretou essa resposta como uma referência bem-humorada à possibilidade de um eventual apocalipse da IA, embora seja difícil saber até que ponto esse número de "dezenas de milhões de dólares" deve ser levado ao pé da letra. Mas a educação também é uma questão prática. Os grandes modelos de linguagem (LLMs) funcionam dividindo suas palavras em pequenos blocos chamados "tokens", antes de analisá-los com base em estatísticas para gerar uma resposta adequada. Isso significa que cada detalhe do que você escreve, da escolha das palavras a uma vírgula extra, pode influenciar a forma como a IA responde. O problema é que isso é extremamente difícil de prever. DeepSeek, ChatGPT e Gemini: qual é a melhor inteligência artificial? Diversos estudos já tentaram identificar padrões em pequenas mudanças nos prompts usados com IA, mas muitas das evidências são contraditórias ou inconclusivas. Por exemplo, um estudo de 2024 constatou que LLMs deram respostas melhores e mais precisas quando as perguntas eram feitas de forma educada, em vez de apenas como comandos. De forma ainda mais curiosa, houve diferenças culturais. Em comparação com o chinês e o inglês, chatbots que se comunicavam em japonês tiveram um desempenho ligeiramente pior quando o usuário era excessivamente educado. Mas não saia correndo para agradecer à IA. Um pequeno teste mostrou que uma versão anterior do ChatGPT era, na verdade, mais precisa quando recebia insultos. E, no geral, ainda não há pesquisas suficientes sobre o tema para conclusões definitivas. Além disso, empresas de tecnologia atualizam constantemente seus chatbots, o que faz com que os resultados de estudos fiquem rapidamente desatualizados. Especialistas afirmam que os modelos de IA evoluíram drasticamente em poucos anos, tornando estratégias como bajular, ser educado, insultar ou ameaçar praticamente uma perda de tempo se o objetivo for obter respostas mais precisas. Ferramentas de IA são imitadoras, não seres vivos. Elas apenas simulam o comportamento humano Getty Images via BBC "Era 100% um tiro no escuro naquela época", diz Rick Battle, engenheiro de aprendizado de máquina aplicado da Broadcom e coautor do estudo sobre Star Trek. Embora o estudo tenha sido realizado em 2024, as coisas já mudaram. Hoje, Battle e outros especialistas afirmam que os modelos de IA mais recentes encontrados em produtos populares como ChatGPT, Gemini ou Claude conseguem identificar melhor as partes mais importantes do prompt. Provavelmente não serão influenciados por pequenas mudanças na linguagem, pelo menos não de forma consistente que possa ser explorada. A conclusão é inquietante à sua maneira. Empresas projetam IAs como o ChatGPT ou o Gemini, do Google, para se comportarem como pessoas, por isso às vezes parecem ter humores que podem ser administrados ou personalidades que podem ser direcionadas. Mas não se engane. Ferramentas de IA são imitadoras, não seres vivos. Elas apenas simulam o comportamento humano. Se você quer respostas melhores, pare de tratar a IA como uma pessoa e comece a tratá-la como uma ferramenta. Como falar com seu chatbot Existem problemas reais relacionados à inteligência artificial, desde preocupações éticas até o impacto ambiental que ela pode causar. Algumas pessoas preferem não usar essa tecnologia. Mas, se você vai utilizar modelos de LLMs, aprender a conseguir o que quer de forma mais rápida e eficiente pode ser melhor para você, e também para o consumo de energia. Estas 6 dicas podem ajudar. Se você quer respostas melhores, pare de tratar a IA como uma pessoa e comece a tratá-la como uma ferramenta Getty Images via BBC 1. Peça várias opções "A primeira coisa que digo às pessoas é: não peça apenas uma resposta, peça três ou cinco", afirma White. Se você quer ajuda com um texto, por exemplo, peça que a IA apresente várias opções que variem em algum aspecto importante. "Isso faz com que a pessoa volte a se envolver e pense sobre o que gosta e por quê." 2. Dê exemplos Sempre que possível, forneça um exemplo para a IA. "Por exemplo, vejo pessoas pedirem a um LLM para escrever um email e depois ficarem frustradas porque dizem: 'isso não soa nada como eu'", diz White. O impulso natural é responder com uma lista de instruções de "faça isso" ou "não faça aquilo". White afirma que é muito mais eficaz dizer: "aqui estão 10 emails que enviei no passado, use meu estilo de escrita". 3. Peça uma entrevista "Digamos que você queira criar uma descrição de vaga de emprego. Diga à IA: 'Quero que você me faça perguntas, uma de cada vez, até reunir informações suficientes para escrever um anúncio de emprego convincente'", diz White. "Fazendo isso pergunta por pergunta, ela pode se adaptar às suas respostas." O impulso natural é dar à IA uma lista de instruções ("faça isso" e "não faça aquilo"), mas é melhor fornecer exemplos Getty Images via BBC 4. Tenha cuidado com encenações de papel "Antes havia a ideia de que, se você dissesse à IA que ela é, por exemplo, um professor de matemática, ela teria mais precisão ao responder perguntas de matemática", afirma Sander Schulhoff, empreendedor e pesquisador que ajudou a popularizar o conceito de engenharia de prompts. Mas se você está buscando uma informação ou quer fazer uma pergunta com uma única resposta correta, Schulhoff e outros especialistas dizem que esse tipo de encenação pode tornar os modelos de IA menos precisos. "Isso pode até ser perigoso", afirma Battle. "Você está incentivando a chamada alucinação, porque diz ao sistema que ele é um especialista e deve confiar em seu conhecimento interno parametrizado." Em essência, isso pode fazer a IA parecer excessivamente confiante. Por outro lado, para tarefas abertas, sem uma única resposta correta, a encenação pode ser eficaz, como em pedidos de conselho, sessões de brainstorming ou na resolução criativa de problemas. Se você está nervoso com entrevistas de emprego, pedir a um chatbot que imite um recrutador pode ser um bom treino, embora seja importante consultar outras fontes também. Se você está nervoso com uma entrevista de emprego, pedir a um chatbot que imite um gerente de contratação pode ser um bom treino Getty Images via BBC 5. Mantenha a neutralidade "Não conduza a resposta", diz Battle. Se você está tentando decidir entre dois carros, por exemplo, não diga que está inclinado a escolher um Toyota. "Caso contrário, essa provavelmente será a resposta que você vai receber." 6. 'Por favor' e 'obrigado' Segundo uma pesquisa do Pew Research Center, de 2019, mais da metade dos americanos diz "por favor" ao falar com seus assistentes de voz. Essa tendência parece ter continuado. Um levantamento de 2025 da editora Future mostrou que 70% das pessoas são educadas com a IA quando a utilizam. A maioria afirma que age assim simplesmente porque é o correto a fazer, embora 12% digam que fazem isso para se proteger no caso de uma revolta de robôs. A educação talvez não proteja ninguém de robôs furiosos nem torne os LLMs mais precisos, mas há outros motivos para continuar agindo assim. "Para mim, o principal é que dizer 'por favor' e 'obrigado' pode fazer com que você se sinta mais confortável ao interagir com a IA", diz Schulhoff. "Isso não melhora o desempenho do modelo, mas, se ajuda você a usar o sistema com mais frequência porque se sente mais à vontade, então é útil." Também é preciso considerar a própria natureza humana. O filósofo Immanuel Kant argumentava que uma das razões para não sermos cruéis com os animais é que isso também nos prejudica. Em essência, agir de forma hostil com qualquer coisa pode tornar a pessoa mais dura. Você não pode ferir os sentimentos de uma IA, porque ela não tem sentimentos. Ainda assim, talvez valha a pena ser educado. É um hábito que pode trazer benefícios para outras áreas da sua vida. *Você pode ler a versão original deste artigo, em inglês, na BBC Future.

  22. Pesquisadores analisam substância usada na digestão de ptons TV Globo/Reprodução Uma molécula produzida no organismo de pítons após a alimentação pode ajudar a desenvolver novos tratamentos contra a obesidade — e sem alguns dos efeitos colaterais comuns dos medicamentos atuais. A descoberta foi publicada nesta semana na revista Nature Metabolism. O composto, chamado para-tiramina-O-sulfato (pTOS), foi identificado no sangue das serpentes após grandes refeições. Em testes com camundongos, a substância reduziu o apetite e levou à perda de peso sem provocar náuseas, perda muscular ou queda de energia — efeitos frequentemente associados a medicamentos como os análogos de GLP-1. A pesquisa foi publicada e revisada por pares, mas ainda precisa passar por novas etapas. Ozempic: Com queda de patente o preço vai cair? Vamos ter versão genérica? O que as pítons podem ensinar sobre metabolismo Pítons estão entre os animais com metabolismo mais extremo da natureza. Elas conseguem ingerir presas inteiras, como antílopes, e depois passar semanas (ou até meses) sem se alimentar, mantendo o organismo em equilíbrio. Após uma refeição, o corpo desses animais passa por mudanças intensas. O coração pode aumentar cerca de 25% de tamanho, e o metabolismo acelera milhares de vezes para dar conta da digestão. Foi justamente esse comportamento que chamou a atenção de pesquisadores da Universidade do Colorado em Boulder (CU Boulder), que estudam há décadas como esses animais conseguem lidar com variações tão extremas sem prejuízo à saúde. Uma molécula que “desliga” o apetite Para entender esse processo, os cientistas analisaram o sangue de pítons-bola e pítons-birmanesas logo após a alimentação. Eles identificaram 208 metabólitos que aumentaram significativamente nesse período. Um deles, o pTOS, chamou atenção por ter níveis até mil vezes maiores após a refeição. Em experimentos com camundongos — tanto obesos quanto magros — a administração da substância atuou diretamente no hipotálamo, região do cérebro responsável pelo controle do apetite. O resultado foi a redução da ingestão de alimentos e perda de peso, sem efeitos adversos relevantes. Segundo os pesquisadores, o pTOS é produzido por bactérias intestinais das cobras e não está presente naturalmente em roedores. Em humanos, ele aparece em pequenas quantidades na urina e pode aumentar levemente após a alimentação. Essa pode ser uma alternativa aos medicamentos atuais? Hoje, medicamentos baseados no hormônio GLP-1 — como semaglutida — são amplamente utilizados no tratamento da obesidade. Eles atuam promovendo saciedade, mas podem causar efeitos colaterais gastrointestinais e, em alguns casos, perda de massa muscular. Os autores do estudo afirmam que o pTOS pode representar uma alternativa ou complemento a essas terapias, justamente por atuar na saciedade sem os mesmos efeitos indesejados observados até agora nos testes com animais. Eles também destacam que outros medicamentos já surgiram a partir da observação de espécies incomuns. Um exemplo é o próprio GLP-1, cuja descoberta teve origem em estudos com o veneno do monstro-de-gila, um réptil. Quais são os próximos passos? A equipe agora pretende investigar como a molécula atua em humanos e explorar o potencial terapêutico de outros metabólitos identificados nas pítons — alguns deles com aumentos de até 800% após a alimentação. Os pesquisadores também criaram uma startup para tentar transformar essas descobertas em medicamentos no futuro. Além da obesidade, os cientistas veem potencial para aplicação em outras condições, como a sarcopenia — perda de massa muscular associada ao envelhecimento, para a qual ainda não há tratamentos eficazes. Apesar dos resultados promissores, os pesquisadores ressaltam que ainda são necessários estudos adicionais para confirmar a segurança e a eficácia da substância em humanos.

  23. Leigh Price diz que viver em uma sociedade em que é possível receber compras de supermercado na porta de casa tornou as pessoas menos preparadas para desastres BBC Quando eu comecei a explorar o mundo do prepping (preparação para emergências, em tradução livre), não sabia o que esperar. Parte de mim imaginava algo teatral, como kits para apocalipse zumbi ou bunkers nucleares. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Mas, ao me aventurar pelo interior da região central do País de Gales, ficou claro que eu havia caído em estereótipos. Leigh Price, 51, de Builth Wells, disse que não estava se preparando para hordas de zumbis vagando pelos arredores, como muitos poderiam supor, mas para ameaças muito mais reais. "Todo mundo acha que um prepper [indivíduo que se prepara para grandes catástrofes] é algum tipo de maluco de chapéu de alumínio. Não me entenda mal, há alguns por aí. Mas muitos dos estereótipos sobre preppers vêm dos Estados Unidos; no Reino Unido, é totalmente diferente." Vim descobrir do que eu precisaria exatamente para sobreviver se a civilização colapsasse BBC Prepping é um movimento global de pessoas que se preparam para a eventualidade de que a sociedade venha a colapsar parcial ou totalmente. Isso geralmente envolve manter um estoque de alimentos e aprender habilidades necessárias para se virar por conta própria. Price, pai de três filhos, serviu no Exército, mas hoje administra uma loja especializada para preppers e oferece cursos de sobrevivência. Veja os vídeos em alta do g1 Veja os vídeos que estão em alta no g1 Cercado por árvores na zona rural de Powys, no País de Gales, o local é um ambiente tranquilo para uma loja que tinha todo o equipamento que se pode imaginar para sobreviver ao fim da civilização, incluindo balestras (arma antiga semelhante a um arco, por vezes conhecida como besta) e paredes cobertas de facas. LEIA TAMBÉM: 'Estado 51, alguém?': após mirar Canadá, Groenlândia e Cuba, Trump sugere dar à Venezuela status de estado dos EUA "Algumas pessoas estão se preparando para o fim do mundo, um ataque nuclear ou seja lá o que for, e eu sempre digo: 'olha, quando se trata de um ataque nuclear, não é impossível, mas é altamente improvável'", diz Price. "É melhor você se preparar para as coisas que têm mais probabilidade de acontecer." A loja de preppers de Price é cercada por árvores por todos os lados, com cabanas de glamping (camping com conforto, em tradução livre) escondidas na floresta BBC Price disse: "O mundo está ficando um pouco mais perigoso. A instabilidade social está no limite. Há algumas coisas acontecendo no mundo, nações contra nações." A lista de possíveis ameaças dele inclui ataques cibernéticos que "podem derrubar a rede elétrica nacional", interrompendo todos os aspectos da vida moderna. "Se isso derrubar as redes elétricas, voltamos à Idade da Pedra. Pelo menos por alguns dias", disse Price. "Você pode imaginar então que, quando as pessoas entram em pânico, tendem a fazer coisas desesperadas. "O pior cenário que pode acontecer é as pessoas começarem a saquear as casas dos outros, haverá brigas, incêndios... Então, como você se prepararia para isso?" A água é outro item básico ao qual todos deveriam ter acesso em uma emergência, diz Price BBC Eu havia presumido que poderia simplesmente pegar meu kit de primeiros socorros e minha barraca e correr para as colinas em um cenário assim, até Price me dizer que esse é o maior erro que as pessoas cometem. "Elas acham que poderiam sobreviver como Rambo na natureza, mas, depois de alguns dias de vento, chuva e frio, vão pensar duas vezes", disse. A chave é defender o seu local ou se deslocar para um mais seguro, como a casa de um amigo, afirmou Price. Ele disse ainda que muitas pessoas acreditam que os preppers têm bunkers cheios de armas e munição, mas, na realidade, são "pessoas comuns do dia a dia, de todas as origens e de todos os espectros políticos", que têm o suficiente do básico para sobreviver por semanas sem precisar de supermercados ou do governo. Para avaliar em que nível eu estava em termos de preparação, Price me submeteu a um teste. Depois de fazer várias perguntas sobre o meu estoque de alimentos, água e kits de primeiros socorros, ele disse que eu havia tirado 7/10. Aparentemente, estar acostumado a fazer compras grandes por ter crescido na zona rural da Cornualha e ter equipamentos de acampamento faz com que você esteja razoavelmente preparado. Mas, para aumentar a minha pontuação, precisaria comprar um kit de primeiros socorros melhor, um filtro de água e mais comida, muito mais comida. Leigh Price diz que alguns preppers acumulam equipamentos que nunca usarão e que é melhor se ater ao básico BBC Influência da pandemia Price disse que sempre esteve preparado para emergências, mas considera isso apenas bom senso. Ele abriu parcialmente a loja após a pandemia de covid-19, para poder se preparar caso algo semelhante voltasse a acontecer, depois de ter de fechar seu negócio anterior. "Pensei: 'bem, vou fazer algo em outro lugar, mesmo que isso aconteça de novo', [assim] eu ainda poderia manter um negócio e sustentar a minha família." Administrar a loja permite que ele compre seu próprio equipamento de prepping a preços de atacado. Ele disse que não poderia "nem arriscar um palpite" sobre quanto já gastou se preparando, mas acha que pode ter sido "algumas milhares de libras". Ele acrescentou que não é obcecado por prepping e passa apenas cerca de uma hora por semana verificando se seu equipamento está em boas condições. Uma das principais coisas a se armazenar é comida, diz Price BBC As lojas de Price são úteis para todos os tipos de emergência, ele disse, e por viver em uma área rural, ele obtém água de um poço artesiano, o que significa que um eventual apagão não apenas apaga as luzes, mas também impede o acesso à água potável, a menos que seja possível purificá-la. O que, é claro, ele consegue fazer, já que possui uma bomba com filtro de água para acessar essa reserva subterrânea por meio do poço. "Eu não me preparo para uma coisa específica, por assim dizer. Sempre penso que, se você está devidamente preparado e tem tudo organizado em casa, não importa o que aconteça, você consegue lidar com isso." Isso significa uma abordagem diferente dependendo de onde você está. Por exemplo, em uma viagem a Londres, na Inglaterra, Price disse: "Eu sempre teria um kit de primeiros socorros, não importa para onde eu vá. Provavelmente teria algum tipo de lenço, se houver, por exemplo, um incêndio, você pode cobrir a boca com ele. Uma lanterna, caderno e caneta, um bom casaco impermeável." Price disse que uma das coisas que recomenda é encontrar uma comunidade: "Prosperamos como espécie humana vivendo juntos; ninguém vai sobreviver sozinho fugindo para a natureza. Em uma situação extrema, é melhor trabalharmos juntos." Há três anos, havia apenas um encontro de preppers no País de Gales, mas agora eles acontecem regularmente em todo o país, disse Price. Donna Lloyd disse que recomenda às pessoas com orçamento limitado que comecem simplesmente comprando uma lata de comida extra ao fazer compras de alimentos Donna Llyod via BBC Donna Lloyd, 60, também acredita na criação de uma comunidade. Ela administra uma página no Facebook sobre prepping e começou a reunir suprimentos depois que a sua eletricidade caiu durante o lockdown da pandemia. Ela e sua esposa, que vivem em Powys, no País de Gales, não conseguiram fazer uma xícara de chá, então um amigo foi até a casa delas com um fogareiro de acampamento para ferver água. "Foi como aquele momento de estalo, eu me senti meio vulnerável e um pouco boba", disse. "Pensei: 'bem, eu posso comprar um fogareiro de acampamento. Eu posso fazer isso'." Lloyd, que já trabalhou nas Forças Armadas, mas hoje atua na área de educação, armazena água, alimentos enlatados, comida liofilizada, chá, café, leite em pó e um kit de primeiros socorros. Assim como Price, Lloyd não está se preparando para algo específico, apenas tem consciência de que alguma coisa pode acontecer. Lloyd disse que saber fazer fogo provavelmente não será necessário, mas pode aumentar a confiança de uma pessoa Donna Llyod via BBC Ela acredita que há um estereótipo sobre como é um prepper, mas, na prática, existe um espectro. Desde aqueles que têm seus próprios abrigos antinucleares até os que apenas carregam lanternas na bolsa, ela disse: "Eu fico em algum ponto no meio." O universo do prepping pode ser bastante reservado, afirmou, variando de "armazenar suprimentos de forma discreta a um isolamento completo de 'lobo solitário', muitas vezes para evitar estigma e rotulações", enquanto outros se concentram na construção de comunidade. Mas Lloyd disse que essa mentalidade não a impede de levar uma vida normal, e ela ainda tira férias. "Há maneiras de se preparar, de modo que, mesmo estando longe do que você normalmente carrega, ainda seja possível utilizar ou improvisar com o que tiver", disse Lloyd. "Algo que levo comigo o tempo todo é uma pequena ferramenta de sobrevivência no formato de cartão, com diferentes funções, como chave de fenda e abridor de garrafas." Ela disse que outra forma de se sentir mais confiante é aprender a fazer fogo. Lloyd continua: "Não se trata necessariamente de fazer fogo, mas da habilidade de identificar os elementos que ajudam você a acendê-lo. "Ajudar você, como pessoa, a ter confiança, a se sentir mais no controle, mais capaz de lidar com situações e mais consciente do seu ambiente." Ela afirmou que não faz isso por diversão, o prepping a ajuda a se sentir mais confiante e segura. Esse sentimento é compartilhado por Price: "Tendo esses suprimentos iniciais, você vai se sentir um pouco melhor do que alguém que não tem absolutamente nada. Um bom ditado no prepping é: 'é melhor ter e não precisar do que precisar e não ter.'"

  24. Muralha construída com pedras vulcânicas e óleo de baleia no meio do Cerrado Na região oeste de Goiás, um mistério intriga historiadores goianos. Trata-se de uma muralha de pedra de 15 km de extensão na cidade de Paraúna. Os pontos curiosos não param somente na construção de origem desconhecida, mas também na composição de basalto negro, rochas vulcânicas e fixadas com óleo de baleia. De acordo com a Prefeitura de Paraúna, a origem exata da formação é desconhecida, com parte dos pesquisadores acreditando se tratar de uma região que possa ter tido origem oceânica, enquanto outra parte acredita que o muro foi construído por mãos humanas, sendo uma divisão entre os povos Incas e Maias. A formação fica no Parque Estadual de Paraúna (Pepa), que é formado pela Serra das Galés e pela Serra da Portaria. ✅ Clique e siga o canal do g1 GO no WhatsApp Além da muralha, o local conta com outras atrações, como cachoeiras e rochas com formatos de tartaruga, cálice, chapéu, e outras figuras. Formação geológica Ao g1, o geólogo Silas Gonçalves explicou que o mistério da muralha talvez seja ainda mais antigo que qualquer civilização, com idade entre 135 e 130 milhões de anos. Ele acredita que a formação nasceu de um dos maiores eventos vulcânicos continentais conhecidos, associado à fragmentação do supercontinente Gondwana e abertura à do Oceano Atlântico Sul. "Esse evento originou a Província Magmática Paraná, responsável pela emissão de grandes volumes de lava basáltica que recobriram extensas áreas do sul e centro do Brasil", explicou. LEIA TAMBÉM: Formações rochosas de milhões de anos em formato de tartaruga e até cálice: conheça cidade em Goiás que conta com paisagens impressionantes Conheça conjunto de cachoeiras com águas azul-turquesa que fica em cidade conhecida como a ‘Buenos Aires de Goiás’ Cachoeira do Segredo: conheça atrativo turístico famoso por cânions e piscinas naturais que teve localização escondida por garimpeiros A lava se estendeu pelas regiões Sul e Centro do Brasil. Após o resfriamento, o material se torna a rocha vulcânica basalto e fica com fraturas conhecidas como juntas de resfriamento. Os blocos de pedra da muralha são divididos. Para Silas, isso também tem a ver com a ação da natureza. Acontece que o processo de desgaste - erosão natural - expôs o alinhamento dos blocos vulcânicos, formando o relevo em linha da muralha. Conclusão do mistério Muralha de pedra, em Goiás Weimer Carvalho/O Popular O geólogo destacou que a formação observada na muralha de pedra não se encaixa com construções artificiais, e sim naturais causadas pela combinação de: Derrames basálticos cretáceos: grandes volumes de lava que se espalharam pela superfície há milhões de anos e depois endureceram, formando o basalto; Fraturamento térmico do basalto durante o resfriamento: quando essa lava esfriou, ela encolheu e acabou rachando naturalmente; Fraturas poliédricas no basalto: essas rachaduras formaram blocos com vários lados, meio "geométricos", em vez de pedras irregulares; Controle estrutural de lineamento geológico NE, NW: as direções dessas fraturas seguem padrões do próprio terreno, alinhadas em certos sentidos (tipo nordeste e noroeste); Erosão diferencial entre basaltos e rochas sedimentares encaixantes: com o tempo, as partes mais frágeis ao redor foram se desgastando mais rápido, deixando o basalto mais resistente em destaque. "Esses processos são comuns em áreas vulcânicas e podem produzir alinhamentos rochosos que lembram estruturas construídas", destacou. Sobre o óleo de baleia, o coordenador da unidade de conservação, Danilo Lessa, pontuou que a afirmação partiu de um dos livros sobre o local, mas que atualmente pesquisadores acreditam que a substância é na verdade dique de diabásio — rocha derretida (magma) que escorreu pelas rachaduras, resfriando dentro das fendas da muralha. Cachoeiras e formas únicas A muralha de pedra não é o único atrativo do parque, que também conta com rochas com nomes variados de acordo com a forma que cada uma delas representa, que varia desde animais até ferramentas (veja abaixo). Outra curiosidade é que foi na Serra da Portaria, dentro do Parque Estadual de Paraúna, que pesquisadores descobriram, em 2021, que dinossauros viveram na região. A confirmação veio a partir da descoberta de um dente de um dinossauro do tipo terópode - espécies bípedes carnívoras ou onívoras. As cachoeiras também são outro destaque do local. Entre elas, está a Cachoeira do Desengano, que é considerada uma das mais bonitas pelos visitantes. Ela fica ao lado da estrada e pode ser visitada sem o acompanhamento de guia. Cachoeira do Desengano, em Goiás Reprodução/Prefeitura de Paraúna Clique aqui e confira outros atrativos do parque. De acordo com Lessa, o parque é aberto ao público, e não exige a contratação de guias, mas a presença dos profissionais é recomendável por segurança. Sobre os horários, ele pontuou que a recomendação é que as visitas aconteçam entre as 7h e 17h. 📱 Veja outras notícias da região no g1 Goiás. VÍDEOS: últimas notícias de Goiás

  25. Como os brasileiros aumentaram o consumo de drogas nos últimos 11 anos O percentual de brasileiros que relatam já ter experimentado alguma substância psicoativa de uso proibido ao menos uma vez na vida passou de 10,3% para 18,8% em um intervalo de 11 anos, segundo dados do III Levantamento Nacional de Álcool e Drogas (Lenad III), realizado por pesquisadores da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). O estudo, que é uma das principais referências epidemiológicas do país, revela que o crescimento no consumo de substâncias ilícitas foi impulsionado majoritariamente pelo consumo de maconha, seguindo uma tendência observada em outros países ocidentais. Para a psicóloga Clarice Madruga, coordenadora do levantamento, esse salto era esperado devido ao longo intervalo entre as edições da pesquisa (a última foi realizada em 2012 com a mesma metodologia) e à percepção social sobre os riscos da droga. “O Brasil tinha, em 2012, uma prevalência de consumo de maconha baixa em relação a outros países. A prevalência mais alta, na verdade, que se destacava naquela época era o consumo de cocaína e crack. O que parece ter ocorrido nesses 11 anos, embora ainda faltem evidências mais robustas, é que o uso ao longo da vida aumentou, enquanto o uso recente não. Isso sugere que, em algum momento do período, pode ter havido crescimento no consumo de cocaína e crack que não foi captado na época, e que depois se estabilizou. Assim, o aumento de cerca de 80% é explicado principalmente pela cannabis, que antes estava muito abaixo da média", explica a pesquisadora. Segundo Clarice, esse aumento aconteceu em todos os países ocidentais em que há registro. “Em alguns países, esse aumento ocorreu antes. No Brasil, isso aconteceu nos últimos dez anos. Em 2012, tínhamos um consumo de maconha baixo e agora ele está dentro de uma média”, complementa. Os resultados Consumo de drogas ilícitas entre homens e mulheres Arte g1 O levantamento também detectou mudança no perfil do consumidor. Embora o consumo entre homens seja maior, entre o público feminino adulto o crescimento também foi expressivo: o uso de qualquer droga ilícita ao longo da vida quase dobrou, passando de 7% para 13,9%. Uma das hipóteses da pesquisadora para esse fenômeno é uma crença equivocada de que a cannabis ajudaria a “acalmar” ou controlar o estresse. “Estamos diante de um mal-entendido: uma percepção social equivocada de que a maconha ajudaria a reduzir a ansiedade, quando, na realidade, pode aumentar o risco de desenvolvimento de transtornos ansiosos, sobretudo devido à maior potência da cannabis que circula atualmente no mercado. Esse fator poderia contribuir para explicar o cenário observado. Ainda assim, trata-se de uma hipótese, uma especulação sobre por que o aumento foi tão expressivo entre meninas”, afirma a coordenadora do levantamento. Detalhes de uma flor de cannabis Reprodução Como foi feito o estudo? Nesta edição do Lenad, a equipe aferiu a taxa de experimentação e de consumo recente de 16 drogas ilícitas no país por meio de entrevistas realizadas com uma amostra representativa da população brasileira com mais de 14 anos. O Lenad III é considerado um estudo de alta confiabilidade por utilizar a metodologia de autopreenchimento sigiloso. Diferentemente de outras pesquisas, em que o entrevistado responde abertamente ao pesquisador, o que pode gerar subnotificação por medo ou vergonha, o participante responde diretamente em um tablet, garantindo o anonimato. Quando não sabiam ler ou escrever, os participantes registravam, em áudio anônimo, as respostas às perguntas previamente gravadas. A amostra do estudo foi de 16.608 pessoas, cobrindo todo o território nacional, incluindo áreas urbanas e rurais. Foram sorteados 900 setores censitários em diferentes municípios. A seleção levou em conta a renda média dos domicílios: os setores foram ordenados por renda, e a probabilidade de escolha foi proporcional ao número de casas em cada setor. Depois de listar todos os domicílios desses setores, parte deles foi selecionada aleatoriamente com a ajuda de um programa de geração de números aleatórios. Substâncias mais consumidas. Arte g1 O perigo para o “cérebro em desenvolvimento” Um dos pontos destacados no levantamento é a alta proporção de jovens consumindo drogas. Segundo a pesquisadora, o acesso facilitado e a crença de que a maconha não causa danos são fatores críticos, especialmente porque qualquer substância psicotrópica, incluindo álcool, tabaco e vape, pode causar danos significativos a um cérebro ainda em desenvolvimento. A especialista destaca que o consumo de drogas pode trazer diferentes impactos para a saúde e o desenvolvimento dos jovens. Entre as principais preocupações estão os prejuízos cognitivos, como problemas de memória e aprendizado, além de alterações no controle de impulsos, já que a substância afeta áreas do cérebro responsáveis pela tomada de decisões. Para a pesquisadora, estratégias baseadas em “amedrontar” os jovens com informações exageradas não são eficazes. Segundo ela, a redução do consumo de drogas no Brasil depende de políticas públicas integradas. Entre as medidas necessárias estão o investimento em educação, com valorização dos professores e maior suporte às escolas, e a ampliação de opções de lazer, com oferta de atividades culturais e esportivas, especialmente voltadas a populações mais vulneráveis. “Valorizar a educação é, sem dúvida, uma estratégia de prevenção bastante importante.” *(Estagiária, sob supervisão de Ardilhes Moreira)

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