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  3. Marielle Franco foi homenageada pelos artistas brasileiros Diego Ojeda e Prëo Arquivo Pessoal Dez anos depois da eleição de Marielle Franco para a Câmara Municipal do Rio de Janeiro, o Instituto Marielle Franco lança nesta segunda-feira (27) a Agenda Marielle Franco 2026, documento elaborado para orientar candidaturas aos cargos estaduais e federais nas eleições deste ano. A publicação reúne propostas para áreas como segurança pública, justiça racial, saúde, educação, direito à cidade, justiça climática e participação política, além de convidar candidatos a assumirem compromisso com as diretrizes apresentadas. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias do RJ em tempo real e de graça Segundo o Instituto, a Agenda foi construída entre abril e julho deste ano a partir de consultas com cerca de 150 movimentos sociais, organizações da sociedade civil e ativistas de diferentes áreas do país. O documento também prevê acompanhamento das candidaturas que aderirem às propostas e dos mandatos eleitos entre 2027 e 2030. Agora no g1 Esta é a quarta edição da Agenda Marielle Franco, criada em 2020. De acordo com o Instituto, nas três eleições anteriores o documento foi assinado por 1.231 candidaturas e teve 92 parlamentares eleitos. O texto afirma que esses mandatos protocolaram mais de 5 mil projetos de lei e aprovaram mais de 450 leis e políticas públicas. Propostas Na área de segurança pública, o documento propõe a criação de uma Política Nacional de Enfrentamento à Violência Política de Gênero e Raça, batizada com o nome de Marielle Franco, além da responsabilização das plataformas digitais pela circulação de conteúdos de ódio contra mulheres negras na política. A Agenda também defende ações de enfrentamento ao controle territorial exercido por milícias e pelo crime organizado, políticas de redução da violência institucional e maior proteção a defensores de direitos humanos. Policiais na Vila Cruzeiro nesta sexta-feira (26) Bruno Domingos/Reuters Na saúde, as propostas incluem a ampliação da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) com novos Centros de Atenção Psicossocial (Caps), fiscalização de comunidades terapêuticas e clínicas psiquiátricas financiadas com recursos públicos, monitoramento das filas do SUS e da reabertura de leitos hospitalares, além da criação de uma linha de cuidado específica para pacientes com câncer de mama e câncer do colo do útero. O documento também prevê a implementação nacional do Programa de Atenção Especializada à Saúde da População Trans (PAES POP Trans), fortalecimento da atenção básica e ampliação da rede pública para atendimento ao aborto legal. Entre as medidas, a Agenda ainda propõe a criação de centros de medicina tradicional indígena integrados ao SUS, o fortalecimento da formação de profissionais da Estratégia Saúde da Família e a destinação de recursos para ampliar ambulatórios especializados para mulheres, idosos, população negra, indígena e LGBTQIAPN+. O documento também apresenta sete princípios para orientar campanhas e mandatos, como ampliar a participação de movimentos sociais, fortalecer alianças com órgãos públicos e organizações da sociedade civil e incentivar a construção coletiva de políticas públicas. Inclusão do esporte Pela primeira vez, o esporte passa a integrar a Agenda Marielle Franco como um eixo específico de políticas públicas. O documento defende que o esporte seja tratado como um direito social e instrumento de transformação em favelas, periferias, comunidades quilombolas, indígenas e áreas rurais. Quadra poliesportiva tem aula de capoeira para crianças Gabriel Paulino/Secom Entre as propostas está a criação de uma Política Estadual de Esporte, Lazer e Bem-Viver nos Territórios, com financiamento permanente e integração com as áreas de saúde, educação, cultura e assistência social. A Agenda também propõe um Fundo Estadual de Esporte e Lazer Comunitário para financiar projetos esportivos de base e a reserva de parte das emendas parlamentares para construção e manutenção de quadras, campos, parques, academias populares e centros esportivos em regiões com maior vulnerabilidade social. O documento ainda prevê a criação do programa Escola, Esporte e Território, voltado ao contraturno escolar em escolas públicas, e de núcleos integrados de esporte, saúde e assistência social para acompanhar crianças, adolescentes e idosos. Também propõe um programa específico para ampliar a participação de meninas e mulheres no esporte, com bolsas de permanência, formação de treinadoras, combate ao assédio e apoio psicossocial, além da democratização da gestão de equipamentos esportivos públicos por meio de conselhos com participação da comunidade.

  4. Trechos da Rodovia Josmar Chaves Pinto, na Zona Sul de Macapá, vão passar por serviços de manutenção na rede elétrica. Jorge Júnior/Rede Amazônica Trechos da Rodovia Josmar Chaves Pinto, na Zona Sul de Macapá, vão passar por serviços de manutenção na rede elétrica entre os dias 28 de julho e 1º de agosto. Os trabalhos vão provocar desligamentos programados em pontos da via, localizada no bairro Universidade (veja cronograma no fim da reportagem). Segundo a Cea Equatorial, as intervenções são necessárias para garantir a segurança das equipes durante a execução dos serviços e reduzir riscos tanto para os colaboradores quanto para a população. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 AP no WhatsApp Agora no g1 Orientações de segurança Desligar o disjuntor geral do imóvel para evitar danos a equipamentos eletrônicos. Não realizar intervenções na rede elétrica, já que o fornecimento pode ser restabelecido antes do horário previsto. Em caso de dúvidas ou ocorrências, o atendimento está disponível pelo site da Equatorial ou pela Central 24h no número 0800 096 0196. LEIA MAIS: Edital tem mais de 500 vagas em cursos para mulheres em vulnerabilidade em 4 cidades do AP Programação Macapá (bairro Universidade) Data: 28 de julho (terça-feira) Horário: 17h30 Local: Rodovia Josmar Chaves Pinto, entre o Ramal Dois Irmãos e o Ramal do Micromundo. Data: 28 de julho (terça-feira) Horário: 17h30 Local: Rodovia Josmar Chaves Pinto, entre o Ramal Padre Vittorio Galiane e o Ramal São Francisco (desligará o Residencial Belluno). Data: 29 de julho (quarta-feira) Horário: 17h30 Local: Rodovia Josmar Chaves Pinto, entre o Ramal do Micromundo e a Alameda Esperança. Data: 29 de julho (quarta-feira) Horário: 17h30 Local: Rodovia Josmar Chaves Pinto (desligará o Residencial Equinócio), Ramal dos Promotores e Ramal da Antena I. Data: 30 de julho (quinta-feira) Horário: 17h30 Local: Rodovia Josmar Chaves Pinto, entre a Rua das Margaridas e a Rua Cinco. Data: 30 de julho (quinta-feira) Horário: 17h30 Local: Rodovia Josmar Chaves Pinto, entre a Avenida Progresso e a Associação dos Funcionários da Domestilar. Data: 31 de julho (sexta-feira) Horário: 17h30 Local: Rodovia Josmar Chaves Pinto, no Ramal Cascalheira. Data: 31 de julho (sexta-feira) Horário: 17h Local: Rodovia Josmar Chaves Pinto, no Ramal Amazonas. Data: 1º de agosto (sábado) Horário: 17h30 Local: Rodovia Josmar Chaves Pinto (desligará a São Paulo Distribuição). VÍDEOS com as notícias do Amapá:

  5. Desafios e direitos: conheça histórias de pessoas que atuaram no trabalho doméstico Lusinete Bispo Araújo foi aprovada em um concurso público da Polícia Militar do Tocantins em 2001, após uma trajetória como empregada doméstica, iniciada quando ela tinha apenas 12 anos. Apesar da rotina de trabalho e dos desafios, ela não desistiu. A militar estudava à noite e aos fins de semana para conquistar a aprovação. Aos 50 anos, ela pode dizer que a "luta foi vencida". Em abril deste ano, a militar conquistou o posto de oficial da corporação. Atualmente, serve como 1ª tenente da PM, cargo que representa sua evolução dentro da estrutura militar. "Decidi que precisaria passar em um concurso público para garantir minha estabilidade. Fiz um cursinho nos finais de semana e estudava sozinha em casa. Estudava à noite e, nos finais de semana, na folga do trabalho, intensificava os estudos", conta Lusinete. 📱 Clique aqui para seguir o canal do g1 TO no WhatsApp Filha mais velha de sete irmãos, Lusinete começou a trabalhar aos 12 anos como babá e, depois, passou a atuar como empregada doméstica para ajudar nas despesas da família. Aos 17 anos, se mudou para Brasília, onde, durante seis anos, trabalhou como doméstica e morou na casa dos empregadores, conciliando as tarefas do dia a dia com os estudos. A rotina exigia dedicação quase integral. Após o expediente, quando encerrava as atividades da casa, Lusinete encontrava tempo para estudar e concluir a formação escolar. Mesmo com pouco tempo disponível, mantinha o objetivo de conquistar uma profissão que garantisse estabilidade. LEIA TAMBÉM: Guia coloca mão no estômago de pirarara para retirar anzol e salvar peixe no TO: 'Tinha engolido', afirma Palmas começa a testar equipamentos de segurança com câmeras 360º e reconhecimento facial Apostador de Araguaína fatura mais de R$ 200 mil na Lotofácil Lusinete Bispo Araújo trabalhou como doméstica por mais de uma década antes de ingressar na corporação Reprodução/Arquivo pessoal de Lusinete Bispo Ao retornar ao Tocantins, a preparação continuou. Morando em Palmas, ela frequentava cursinhos aos fins de semana e mantinha uma rotina de estudos individual para alcançar a aprovação. Aos 26 anos, em 2001, após um longo período trabalhando em atividades domésticas, Lusinete passou no concurso da Polícia Militar do Tocantins e iniciou uma nova fase da vida. "Só deixei essa profissão depois que ingressei no concurso da Polícia Militar", afirma. Em 21 de abril deste ano, ela passou a ocupar o posto de 1ª tenente da Polícia Militar do Tocantins, cargo que simboliza uma trajetória construída entre dificuldades, disciplina e persistência. A história da tenente também abre espaço para uma reflexão sobre a realidade histórica do trabalho doméstico no Brasil. Segundo a socióloga Solange Nascimento, entrevistada pela TV Anhanguera, o modelo em que mulheres deixam suas próprias famílias para morar na casa dos empregadores marcou a formação dessa relação de trabalho no país. "Com relação à relação de trabalho, principalmente quando a gente fala do trabalho doméstico, ele está enraizado no período escravagista ainda", explica a socióloga. Segundo ela, durante décadas, muitas meninas e mulheres passaram a viver nas residências onde trabalhavam, criando uma relação em que a vida pessoal e a atividade profissional ficavam misturadas. A especialista destaca ainda que políticas públicas de acesso à educação e mecanismos como as cotas no serviço público ampliaram as oportunidades de mobilidade social para grupos historicamente excluídos. Veja mais notícias da região no g1 Tocantins.

  6. Nave espacial traz russos e americano de volta à Terra O astronauta da Nasa Chris Williams e os cosmonautas russos Sergei Kud-Sverchkov e Sergei Mikaev retornaram à Terra neste domingo (26) após passarem 241 dias no espaço. A viagem de volta foi realizada a bordo da cápsula russa Soyuz MS-28, que pousou às 13h27 no horário de Moscou (7h27 em Brasília), próximo à cidade de Zhezkazgan, no Cazaquistão, segundo a agência espacial russa Roscosmos. A aterrissagem ocorreu conforme o planejado. Antes do retorno, a Nasa informou que Williams e seus colegas deveriam chegar ao solo cazaque às 6h25 no horário da costa leste dos Estados Unidos. Após o pouso, imagens divulgadas pela Roscosmos mostraram a cápsula Soyuz MS-28 em uma área remota próxima a Zhezkazgan e os três tripulantes ainda no interior da nave. Em publicação nas redes sociais, a Nasa deu as boas-vindas ao astronauta, afirmando que ele e seus colegas estavam de volta à Terra após uma missão de oito meses na órbita baixa do planeta. Os astronautas serão levados de helicóptero para a cidade de Karaganda. De lá, Williams seguirá de avião para o Centro Espacial Johnson, da Nasa, em Houston, enquanto Kud-Sverchkov e Mikaev retornarão à Cidade das Estrelas, centro de treinamento de cosmonautas localizado nos arredores de Moscou. Após 241 dias no espaço, astronauta da NASA e dois russos voltam à Terra Bill Ingalls/NASA via AP, Roscosmos space corporation via AP Apesar das tensões entre Rússia e Estados Unidos desde a invasão russa da Ucrânia, em 2022, os dois países continuam cooperando em projetos espaciais. As agências espaciais dos dois países mantêm uma parceria na Estação Espacial Internacional, com astronautas e cosmonautas viajando regularmente em espaçonaves russas e americanas. A chegada da Soyuz ocorre menos de duas semanas após o lançamento de uma nova missão rumo à ISS. Em 14 de julho, os astronautas Anil Menon, da Nasa, e os cosmonautas russos Pyotr Dubrov e Anna Kikina decolaram do cosmódromo de Baikonur, no Cazaquistão, para uma estadia de oito meses na estação. O lançamento foi acompanhado pelo administrador da NASA, Jared Isaacman, em sua primeira visita a Baikonur desde que assumiu o cargo e na primeira ida de um chefe da agência ao local em oito anos. O grupo se juntou aos astronautas Jessica Meir e Jack Hathaway, à astronauta francesa Sophie Adenot, da Agência Espacial Europeia, e ao cosmonauta russo Andrei Fedyaev, integrantes da Expedição 75 atualmente em atividade na estação espacial. *Com informações da AP e Reuters.
  7. Assista ao Jornal da Manhã

  8. HeadUp foi desenvolvido pela Santos Tecnologia. Divulgação Uma empresa de Santos, no litoral de São Paulo, desenvolveu um capacete que utiliza luz infravermelha para estimular áreas do cérebro e auxiliar no tratamento de transtornos mentais e doenças neurológicas. Conforme apurado pelo g1, o equipamento é o primeiro dispositivo médico desenvolvido no Brasil com foco exclusivo em saúde mental. Chamado de HeadUp, o dispositivo utiliza a técnica de fotobiomodulação transcraniana, que emprega luz infravermelha para estimular regiões do cérebro. Embora a tecnologia já seja difundida em aplicações estéticas, ela é recente no mercado brasileiro de dispositivos médicos voltados exclusivamente à saúde mental. ✅ Clique aqui para seguir o novo canal do g1 Santos no WhatsApp. Agora no g1 Segundo a Santos Tecnologia, responsável pelo desenvolvimento do HeadUp, o investimento no equipamento foi superior a R$ 10 milhões. A criação direcionada para esse tipo de uso foi realizada a partir de estudos sobre o potencial da fotobiomodulação no tratamento de doenças neurológicas e psiquiátricas. Para o estudo, a empresa fez parcerias com instituições de ensino e pesquisa, entre elas a Universidade de Pernambuco (UPE) e a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). O HeadUp possui certificações da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro). O capacete O capacete de fotobiomodulação transcraniana pode ser utilizado como terapia complementar para: Depressão; Ansiedade; Enxaqueca; Doença de Parkinson; Doença de Alzheimer; Outros transtornos neurológicos e psiquiátricos que ainda estão em fase de pesquisa clínica. Segundo o neurologista Juarez Harding, o capacete emite luz infravermelha de baixa intensidade, capaz de atravessar o couro cabeludo e alcançar o tecido cerebral. A proposta é estimular a atividade celular e reduzir processos inflamatórios associados a algumas doenças neurológicas. O médico ressaltou que o tratamento não substitui as terapias convencionais e deve ser indicado pelo profissional responsável pelo acompanhamento do paciente. Paciente relata experiência A recepcionista Camila Alves de Carvalho, de 45 anos, foi uma das pacientes submetidas ao protocolo de fotobiomodulação para tratar enxaqueca crônica. Ela contou que enfrentava crises frequentes e chegava a procurar atendimento hospitalar diversas vezes por semana, mesmo fazendo uso de medicamentos. "Depois do tratamento, estou há sete meses sem precisar voltar ao hospital por causa da enxaqueca. Ainda tenho dores ocasionais, como as hormonais, mas a intensidade não tem comparação", relatou. Segundo Camila, a frequência das crises diminuiu cerca de 70%. "Eu tinha crises três ou quatro vezes por semana. Hoje tenho outra qualidade de vida. Trabalho com atendimento ao público, e antes era muito difícil continuar trabalhando durante as crises." Expansão A empresa realiza estudos no Ambulatório de Neurologia Clínica de Cabo de Santo Agostinho, em Pernambuco, para avaliar a utilização do equipamento no SUS. Segundo a empresa, o dispositivo foi desenvolvido para ter baixo custo operacional, ser portátil e de fácil manejo clínico, características que podem facilitar sua adoção em larga escala. Além de atuar no mercado brasileiro, a Santos Tecnologia informou que mantém intercâmbios científicos com instituições dos Estados Unidos, entre elas a Universidade de Massachusetts, com o objetivo de internacionalizar a tecnologia. VÍDEOS: g1 em 1 minuto Santos

  9. Mulher diz ter sido confundida com sequestradora após erro de endereço no litoral de SP Uma mulher de 51 anos alega ter sido acusada injustamente de tentar sequestrar uma criança em Praia Grande, no litoral de São Paulo. Ao g1, a neuropsicopedagoga Claudia Regina Pereira Torres contou ter registrado um boletim de ocorrência por calúnia após ter a imagem divulgada na internet. Segundo Claudia, tudo começou na sexta-feira (24), após uma prima pedir que ela buscasse um amigo do filho, que passaria o fim de semana na casa da família. A neuropsicopedagoga afirmou que foi até o endereço informado e falou com um grupo de moradores sobre a criança, mas a familiar percebeu depois que havia enviado a localização errada. ✅ Clique aqui para seguir o novo canal do g1 Santos no WhatsApp. Enquanto explicava a situação, Claudia deu o nome da mãe do menino e foi orientada pelos moradores a ir até a casa de outra criança, que tinha o mesmo nome. Segundo ela, após o engano ser identificado, pediu desculpas e foi embora, sem chegar a ter contato com o menino que foi confundido. No dia seguinte, fotos de Claudia passaram a circular nas redes sociais com a acusação de tentativa de sequestro. Após a repercussão, a irmã do menino que Claudia tentou buscar publicou um vídeo afirmando que a situação foi um mal-entendido. O g1 procurou a família, mas não obteve resposta até a última atualização desta reportagem. Claudia Regina Pereira Torres relata que foi acusada de tentativa de sequestro após um mal-entendido em Praia Grande. Arquivo Pessoal e Reprodução/Redes Sociais Acusações na internet Claudia afirmou que a publicação sobre a suposta tentativa de sequestro foi espalhada por grupos de WhatsApp em diferentes cidades da Baixada Santista. "Na Justiça eu consigo me defender e vou provar que eu sou inocente. Agora, no mundo virtual, não estou conseguindo", disse ela. A neuropsicopedagoga afirmou ter procurado uma delegacia após ver publicações. Segundo ela, os policiais verificaram que não havia nenhum boletim de ocorrência sobre a tentativa de sequestro. O caso foi registrado por ela como calúnia no 2º Distrito Policial de Praia Grande. "Sou neuropsicopedagoga, trabalho com crianças autistas. Estou arrasada, só choro, não consigo comer, não consigo dormir, porque ela conseguiu colocar a minha segurança e da minha família em risco", afirmou. Claudia disse que possui mensagens, áudios e imagens que, ainda segundo ela, comprovam que o episódio foi resultado de um erro de endereço. Claudia entrou em contato com pessoas que divulgaram a imagem dela e com a irmã da criança para explicar o ocorrido. Arquivo Pessoal Família da criança Após a repercussão do caso, a irmã do menino que foi confundido publicou um vídeo nas redes sociais afirmando que a situação foi um mal-entendido. Apesar disso, ela afirmou que a família se assustou com o episódio e ficou preocupada com a segurança da criança. A mulher acrescentou que a família não foi a responsável pela divulgação das imagens de Claudia. VÍDEOS: g1 em 1 Minuto Santos

  10. Zanin autoriza investigação contra ministro do STJ Paulo Dias de Moura Ribeiro, o ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) alvo de uma investigação da Polícia Federal no inquérito que apura suspeitas de venda de sentenças, nasceu em Santos, no litoral de São Paulo, e atuou como advogado por seis anos. Conforme apurado pelo g1, ele chegou ao STJ em 2013. O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a PF a investigar Moura Ribeiro após a corporação apontar suspeitas envolvendo decisões dele, como possível favorecimento de pessoas específicas. ✅ Clique aqui para seguir o novo canal do g1 Santos no WhatsApp. Moura Ribeiro trabalhou como advogado, juiz, desembargador e professor antes de tomar posse como ministro. Durante a carreira, ele participou de pelo menos 143 debates, simpósios e congressos, recebendo 13 títulos, condecorações e medalhas. Em nota enviada nesta semana pelo STJ, Moura Ribeiro afirmou que “desconhece a existência de investigação instaurada sobre decisões que tenha proferido". Ministro Moura Ribeiro - Lançamento do livro "Liber Amicorum: uma homenagem aos dez anos do ministro Moura Ribeiro no STJ", no Espaço Cultural STJ. Créditos: Emerson Leal/STJ Formação Moura Ribeiro se formou em Ciências Jurídicas e Sociais na Faculdade de Direito de Santos em 1976. Ele obteve o título de mestre em 2000 e o de doutor três anos depois, em São Paulo. O ministro também fez MBA em Gestão em Instituição de Ensino em 2010 e, em 2016, tornou-se pós-doutor em Direito pela Universidade de Lisboa. Carreira Logo após sair da faculdade, Moura Ribeiro atuou como advogado, profissão que exerceu por seis anos. Já em 1983, ele foi aprovado em um concurso público e nomeado juiz substituto. Designado na Comarca de Franca, o santista passou pelas comarcas de Teodoro Sampaio e Fernandópolis até ser promovido a juiz de Direito na Comarca de Santo André em 1985. Oito anos depois, Moura Ribeiro foi trabalhar como juiz em São Paulo, onde permaneceu até 1997, quando foi designado para o 2° Tribunal de Alçada Civil do Estado de São Paulo. Em 2002, ele passou a compor a Câmara Especial do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJ-SP) e, três anos depois, foi promovido ao cargo de desembargador. Em 2013, o santista tomou posse como ministro no STJ e, cinco anos depois, assumiu a Presidência da 3ª Turma do Superior Tribunal de Justiça. Docência Moura Ribeiro também conciliou com a carreira o cargo de professor de Direito Civil em diversas faculdades, além de coordenador científico da Universidade Santo Amaro (UNISA). Investigação Moura Ribeiro foi o primeiro magistrado do STJ a se tornar alvo direto de investigação desde o início da Operação Siamnes, deflagrada em novembro de 2024. O objetivo da PF é levantar dados bancários de empresas e de familiares do ministro e de servidores para aprofundar a apuração. “Vale esclarecer que não se está descartando a possibilidade de o esquema criminoso envolver servidores ou até o próprio Ministro. O ponto é que, neste estágio inicial da investigação, ainda não há elementos suficientes para concluir se houve ou não participação dessas pessoas nos fatos apurados”, afirmou a PF no relatório, enviado ao STF. PF vê esquema de fraudes em sentenças no STJ De acordo com investigadores, “somente com novas diligências e o avanço das investigações será possível alcançar a clareza necessária para esse tipo de conclusão". O ministro Zanin atendeu a um pedido da Polícia Federal, com aval da Procuradoria-Geral da República (PGR). Na decisão, ele afirmou que a abertura da investigação “possibilitará um juízo adicional e mais abrangente sobre supostas atividades criminosas envolvendo servidores, agentes privados ou mesmo autoridade com prerrogativa de foro no Supremo Tribunal Federal”. VÍDEOS: g1 em 1 Minuto Santos

  11. Flávio Bolsonaro em encontro com Trump; Lula em reunião com Trump Reprodução Pesquisa Datafolha divulgada nesta segunda-feira (27) mostra que 52% dos eleitores brasileiros acreditam que o tarifaço imposto pelo governo de Donald Trump ao Brasil tem como objetivo ajudar a campanha de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República. Outros 37% afirmam que a medida não busca favorecer o senador, enquanto 11% dizem não saber responder. Veja os números: 52% acreditam que o tarifaço visa ajudar Flávio Bolsonaro; 37% descartam essa hipótese; 11% não souberam responder. O levantamento ouviu 2.004 pessoas com mais de 16 anos nos dias 22 e 23 de julho. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos. Entre os eleitores de Flávio Bolsonaro, 29% consideram que a medida adotada por Trump busca favorecer o senador. Já entre os que declaram voto no presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o índice chega a 73%. Agora no g1 A pesquisa também mostra que 63% dos entrevistados afirmam conhecer o tarifaço imposto pelos Estados Unidos ao Brasil. Desse total, 25% dizem estar bem informados sobre o assunto e 34% se declaram razoavelmente informados. O tema ganhou relevância no debate político após a adoção de novas sobretaxas por parte do governo americano. Em julho, os Estados Unidos anunciaram uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros após uma investigação comercial. Dias depois, acrescentaram uma sobretaxa de 12,5% relacionada a alegações de abusos trabalhistas. A relação entre a família Bolsonaro e o presidente americano também entrou no centro da discussão. O deputado cassado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), irmão de Flávio, atuou nos Estados Unidos durante a primeira fase da crise comercial entre os dois países. Responsabilidade pelo tarifaço O Datafolha também perguntou aos eleitores quem está correto ao atribuir a responsabilidade pela crise comercial. Para 34%, Lula tem razão ao afirmar que a responsabilidade é de Flávio Bolsonaro. Já 26% concordam com o senador quando ele atribui a culpa ao governo brasileiro. Outros 24% consideram que nenhum dos dois está certo, enquanto 11% dizem que ambos têm razão. Mais 6% não souberam responder. Ao serem questionados sobre quem é o principal responsável pela punição comercial imposta pelos Estados Unidos, 35% apontaram Lula. Outros 28% atribuíram a responsabilidade a Trump. Os irmãos Bolsonaro somaram 23% das respostas — 13% para Flávio e 10% para Eduardo. Já 10% não souberam responder. LEIA TAMBÉM: Tarifaço de Trump: veja a cronologia e como ficam as novas tarifas para o Brasil Negociação é a saída preferida Segundo o levantamento, 74% dos brasileiros defendem que o país negocie uma solução para a crise comercial com os Estados Unidos. Outros 17% consideram que o governo brasileiro deveria retaliar os americanos na mesma proporção. Apenas 2% afirmam que o Brasil deveria aceitar as tarifas impostas por Washington. A pesquisa também avaliou a atuação do governo Lula nas negociações. Para 51% dos entrevistados, o presidente fez menos do que poderia para tentar evitar o tarifaço. Já 29% avaliam que ele agiu corretamente e 12% dizem que Lula fez mais do que deveria. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o código BR-01166/2026.

  12. Aos poucos, a chef e influenciadora Isabella Scherer foi explicando aos seguidores o motivo de andar mais afastada das redes. Grávida do terceiro filho, a vencedora do MasterChef Brasil 2021 revelou que recebeu o diagnóstico de diabetes gestacional e passou a conviver com medições frequentes de glicose, mudanças na alimentação e aplicações de insulina —uma rotina que decidiu dividir com o público para mostrar como tem enfrentado os ajustes da gravidez. A condição que ela tornou pública é mais comum do que parece e, na maioria das vezes, não dá nenhum aviso. Estima-se que a diabetes gestacional atinja cerca de 18% das gestações no Brasil, segundo a Sociedade Brasileira de Diabetes. No mundo, aproximadamente um em cada seis bebês nasce de uma mãe que teve algum grau de glicose alta durante a gravidez. A influenciadora Isabella Scherer revelou ter recebido o diagnóstico de diabetes gestacional. Reprodução/Instagram O que é a diabetes gestacional Trata-se do aumento da glicose no sangue que aparece —ou é detectado pela primeira vez— durante a gestação. A origem está na placenta: à medida que a gravidez avança, ela produz hormônios que atrapalham a ação da insulina, responsável por levar o açúcar para dentro das células. Para compensar, o pâncreas da mãe precisa trabalhar mais. Quando não dá conta, a glicose se acumula no sangue. Ao contrário de outros tipos de diabetes, ela costuma surgir na segunda metade da gestação e, em geral, desaparece depois do parto. Ter tido qualquer forma de diabetes antes de engravidar aumenta o risco de desenvolvê-la. Quem tem mais risco Alguns cenários exigem atenção redobrada. Segundo Patrícia Dualib, coordenadora do Ambulatório de Diabetes e Gestação da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e diretora da Sociedade Brasileira de Diabetes, mulheres que tiveram um bebê com mais de quatro quilos em uma gravidez anterior ou que convivem com a síndrome dos ovários policísticos estão entre as mais suscetíveis. A lista inclui ainda histórico familiar de diabetes, excesso de peso antes ou durante a gestação, hipertensão e episódios de glicose alterada em exames anteriores. Ainda assim, não ter nenhum desses fatores não elimina a possibilidade. É por isso que o rastreamento vale para todas as gestantes, e não apenas para as de maior risco. A diabetes gestacional geralmente se desenvolve durante o segundo ou terceiro trimestre da gravidez. Just Life/Shutterstock.com Um diagnóstico que costuma passar despercebido O maior obstáculo é o silêncio: a diabetes gestacional raramente provoca sintomas, o que torna o exame a única forma confiável de identificá-la. O rastreamento começa já na primeira consulta de pré-natal, com uma dosagem de glicose em jejum, e se completa com o teste de tolerância à glicose —a chamada curva glicêmica— feito entre a 24ª e a 28ª semana. O período não é escolhido por acaso. De acordo com Fernando Valente, coordenador do Departamento de Educação em Diabetes da Sociedade Brasileira de Diabetes, é nessa fase que os hormônios da placenta atingem o auge de atividade, elevam a resistência à insulina e exigem o máximo do pâncreas materno —por isso a alteração pode não aparecer no começo da gravidez. Os valores de referência também mudam por causa da gestação. Durante a gravidez, explica o médico, a glicemia de jejum é considerada normal até 91 mg/dL; fora dela, o limite sobe para 99. Os riscos para a mãe e para o bebê Quando passa despercebida, a condição pode cobrar seu preço dos dois lados. Para a mãe, aumenta a chance de doenças hipertensivas na gravidez, incluindo a pré-eclâmpsia, e de parto prematuro. Para o bebê, o excesso de glicose atravessa a placenta e faz o pâncreas do feto produzir insulina em excesso —hormônio que estimula o crescimento. O resultado, aponta Patrícia, pode ser um recém-nascido macrossômico, com mais de quatro quilos, ou um quadro de hipoglicemia logo após o nascimento. Como é o tratamento O primeiro passo é ajustar o estilo de vida: reeducação alimentar, atividade física e monitoramento regular da glicose resolvem boa parte dos casos. Quando não bastam, a insulina é o tratamento de primeira escolha durante a gravidez —inclusive porque, pelo tamanho de sua molécula, quase não atravessa a placenta, o que a mantém segura para o bebê. É o caminho que Isa Scherer tornou público ao contar que passou a se aplicar. A metformina, um comprimido, também é uma opção reconhecida pela Sociedade Brasileira de Diabetes, mas reservada a situações específicas. Ela é recomendada quando a insulina não é viável —falta de acesso ao medicamento, grande dificuldade ou aversão à autoaplicação, ou quando a gestante restringe demais a alimentação para escapar das injeções— e pode ser somada à insulina quando doses altas não controlam a glicose ou o ganho de peso dispara. Estudos mostram que o comprimido reduz o ganho de peso da mãe e diminui a frequência de hipertensão na gravidez e de bebês grandes demais. O cuidado extra vem de uma diferença em relação à insulina: a metformina atravessa a placenta e chega ao bebê. Por isso seus efeitos de longo prazo sobre a criança ainda são estudados, e o medicamento fica de fora quando há sinais de crescimento fetal restrito. Não à toa, boa parte das mulheres que começam só com o comprimido acaba precisando associar insulina para chegar às metas. Dá para prevenir? A prevenção começa antes da gravidez. Chegar à gestação com peso adequado e com os fatores de risco sob controle é o que faz diferença, afirma Marcelo Steiner, ginecologista obstetra e membro da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo). Segundo o médico, o ambiente do útero influencia a saúde do bebê a longo prazo: cuidar do próprio metabolismo antes de engravidar ajuda a evitar que alterações desenvolvidas ainda na vida intrauterina se manifestem mais tarde. O que acontece depois do parto Na maioria das vezes, a glicose volta ao normal assim que o bebê nasce. Mas mulheres que tiveram diabetes gestacional devem repetir o exame de tolerância à glicose algumas semanas após o parto e seguem com risco maior de desenvolver diabetes tipo 2 ao longo da vida. Diagnosticar cedo, portanto, protege não só a gravidez em curso, mas também a saúde da mãe muito depois dela. *Sob supervisão de Ardilhes Moreira.

  13. Chef gaúcho prepara o maior arroz de leite do Brasil no interior do RS Caçador de recordes, um chef gaúcho preparou o maior arroz de leite do Brasil no interior do Rio Grande do Sul neste domingo (26). O chef Edi Dagrê cozinhou 1.712 litros do alimento em Agudo, na Região Central do estado. O recorde foi avalizado pela RankBrasil e supera a marca do Sindicato da Indústria de Laticínios e Produtos Derivados (Sindilat-RS), que preparou 1.488 litros na Fenasul em 2017, e a do Sindicato Rural dos municípios de Pedro Osório e Cerrito, de 1.429 litros em 2007. 📲 Acesse o canal do g1 RS no WhatsApp 🔎 O “RankBrasil - Livro dos Recordes Brasileiros” adota critérios técnicos e padrões próprios para a análise, mensuração e homologação de recordes exclusivamente brasileiros. O objetivo é garantir credibilidade, clareza e segurança na validação de cada feito, preservando a seriedade do título e a confiança do público. Após o recorde ser avaliado, foram servidas 7 mil porções de arroz de leite de forma gratuita à população de Agudo no evento Volksfest 2026. A altura do alimento atingiu 33 centímetros. O chef Edi Dagrê se autodenomina como "caçador de recordes". Em maio, ele preparou os maiores hambúrguer, pizza, ambrosia, carreteiro e linguiça do Brasil. Em janeiro, havia sido uma parmegiana gigante de 182 metros. Chef gaúcho prepara o maior arroz de leite do Brasil no interior do RS Gabriel Puhl /Prefeitura de Agudo VÍDEOS: Tudo sobre o RS

  14. Avião ficou destruído após cair na zona Rural de Boa Vista. PMRR/Divulgação O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) concluiu o relatório sobre a queda de um avião que matou um homem e deixou dois feridos próximo ao Lago do Robertinho, na zona Rural de Boa Vista, em 2023. O documento, ao qual o g1 teve acesso nesta segunda-feira (27), apontou que o condutor da aeronave não tinha licença nem habilitação para pilotar. O acidente ocorreu em 6 de maio de 2023. O servidor público Renato Saraiva Costa, de 42 anos, morreu e dois jovens, que tinham 28 anos na época, ficaram feridos. Renato era um dos passageiros da aeronave. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 RR no WhatsApp O relatório foi concluído em abril de 2026 e apontou que o condutor do avião estava com o Certificado Médico Aeronáutico (CMA) vencido desde outubro de 2019. Além disso, ele não possuía experiência para aquele tipo de voo. "Após a checagem das evidências, foi verificado que o condutor não atendia aos requisitos regulamentares, estando, portanto, não qualificado para a realização do voo", cita trecho. O avião tinha capacidade para dois ocupantes, sendo um piloto e um passageiro. No entanto, três pessoas estavam a bordo no momento do acidente. Segundo o relatório, é provável que o terceiro ocupante estivesse em um assento improvisado. A aeronave estava registrada na categoria Privada Experimental (PET), de construção amadora. O Cenipa informou que não foi possível verificar a validade do Certificado de Verificação de Aeronavegabilidade (CVA), documento que comprova as condições de aeronavegabilidade do avião. LEIA TAMBÉM: Piloto e passageiro morrem em queda de helicóptero em Roraima Homem morre e dois ficam feridos em queda de avião na zona Rural de Boa Vista Helicóptero que caiu em Boa Vista e matou dois homens tinha certificado vencido há 10 anos Dinâmica do acidente A aeronave havia decolado de um aeródromo não registrado com destino a uma pista próxima ao Lago do Robertinho, que também não era registrada. O objetivo do voo era transportar pessoas, segundo as investigações. Durante a aproximação para a pista, a aeronave colidiu contra o solo e parte da estrutura foi consumida pelo fogo após o impacto. O condutor e um passageiro tiveram ferimentos graves, enquanto o outro passageiro, Renato, morreu. Renato era servidor do Centro de Hemoterapia e Hematologia de Roraima (Hemoraima), localizado em Boa Vista. À época, a Secretaria Estadual de Saúde (Sesau), responsável pelo Centro, lamentou a partida do servidor. Outros acidentes em Roraima: Helicóptero que caiu e matou dois homens em Boa Vista estava com certificado vencido Leia outras notícias do estado no g1 Roraima.

  15. Por que ninguém responde seu currículo? Oportunidades de empregos e concursos públicos estão abertos no Ceará. Entre os destaques desta segunda-feira (27), estão certames em municípios no interior do estado, como Aracati, Uruburetama e Marco. O g1 compila concursos, processos seletivos, cursos e vagas de empregos com inscrições em andamento, contemplando diferentes áreas e níveis de escolaridade. Confira abaixo as oportunidades nesta segunda-feira (27): Prefeitura de Marco Estão abertas as inscrições para o concurso público da Prefeitura de Marco, no Ceará. Ao todo, são oferecidas 238 vagas, com salários iniciais de até R$ 12.308,33. Desse total, 16 oportunidades são destinadas a pessoas com deficiência e 222 à ampla concorrência. Clique aqui para conferir todos os detalhes. Os interessados devem se inscrever no site da banca organizadora, o Instituto de Desenvolvimento Institucional Brasileiro (Idib), até o dia 17 de agosto. As taxas de inscrição variam de R$ 75 a R$ 140. Prefeitura de Uruburetama A Prefeitura de Uruburetama, no interior do Ceará, está com inscrições abertas para o concurso público com 278 vagas imediatas. Ao todo, serão 730 selecionados — com 452 vagas destinadas para cadastro de reserva. O certame visa a contratação de 44 funções diferentes, incluindo as de motorista, educador social e psicólogo. As oportunidades são destinadas a candidatos que tenham nível fundamental, médio e superior. Dentre as vagas imediatas, 78 são destinadas a pessoas negras (pretas e pardas) e 17 para pessoas com deficiência. Os salários iniciais podem chegar a R$ 3 mil. As inscrições estarão abertas até as 23h59 do dia 10 de agosto de 2026, exclusivamente pela internet, no site do Instituto de Desenvolvimento Institucional Brasileiro (Idib). A taxa de inscrição tem valores entre R$ 75 e R$ 140, de acordo com o cargo escolhido. Prefeitura de Aracati O concurso aberto pela Prefeitura de Aracati (CE) oferece 347 vagas imediatas para o cargo de Professor da Educação Básica. O certame é totalmente voltado para a área da educação municipal. Todos os cargos exigem formação de nível superior (Licenciatura Plena). O vencimento-base inicial é de R$ 2.611,72 para uma jornada de 20 horas semanais.Pedagogo (Educação Infantil e Anos Iniciais): 250 vagas.Professor dos Anos Finais (Disciplinas específicas): 97 vagas no total, divididas para diversas disciplinas. O período de inscrição vai de 28 de julho a 27 de agosto de 2026. A taxa de Inscrição custa R$ 150,00, e aplicação da prova objetiva está prevista para 27 de setembro de 2026. A banca responsável pela organização do concurso é a Fundação Cearense de Pesquisa e Cultura (FCPC), vinculada à Universidade Federal do Ceará (UFC). Prefeitura de Sobral A Guarda Civil Municipal de Sobral prorrogou as inscrições de um dos maiores certames municipais da área de segurança pública do Ceará em 2026. A prova objetiva está prevista para 18 de outubro. A remuneração inicial é de R$ 3.242,00. Esse valor é composto pelo vencimento-base de R$ 1.621,00, acrescido de gratificações previstas para o cargo. O edital oferece 220 vagas imediatas e 150 vagas para cadastro de reserva. Ao todo, são 370 oportunidades. O novo período de inscrições vai até 16 de agosto. A banca organizadora é de responsabilidade do Instituto Consulpam. E a taxa de inscrição ficou em R$ 179,00. Prefeitura de Palhano A cidade de Palhano prorrogou o prazo de inscrições para quatro editais de concursos públicos em 2026, com 418 vagas entre imediatas e cadastro de reserva. O concurso da cidade tem vagas de níveis fundamental, médio, técnico e superior na administração e salários entre R$ 1.621,00 e R$ 4.650,00. O concurso público está a cargo do Instituto Consulpam e receberá inscrições até o dia 10 de agosto. As provas ocorrerão nos dias 10 e 11 de outubro de 2026, conforme a vaga disputada. O valor da taxa de inscrição será de R$ 65,00 para cargos de ensino fundamental, R$ 95,00 para nível médio e técnico, R$ 130,00 para o nível superior e R$ 140,00 para o cargo de Guarda Municipal. Prefeitura de Meruoca A Prefeitura de Meruoca também tem prazos de inscrições prorrogados para dois editais, com concursos públicos, com 137 vagas imediatas. Os certames têm vagas de níveis médio e superior, com salários iniciais entre R$ 1.621 e R$ 3 mil. O concurso público está a cargo do Instituto Consulpam e receberá inscrições até o dia 10 de agosto. Os cargos incluem as funções de educador físico, enfermeiro, agente administrativo e professor. O valor da taxa de inscrição será de R$ 100 para nível médio ou técnico e de R$ 140 para nível superior. Concurso para o Dataprev A Empresa de Tecnologia e Informações da Previdência Social (Dataprev) publicou, no dia 3 de julho, o edital de um novo concurso público. Ao todo, são ofertadas 212 vagas imediatas, além da formação de cadastro de reserva com 1.611 oportunidades, totalizando 1.823 vagas. As vagas são destinadas a candidatos com nível superior em áreas como arquitetura, administração, tecnologia da informação, engenharia, direito, ciências contábeis, comunicação social, entre outras. A remuneração inicial varia conforme o cargo e a jornada de trabalho. Além do salário, os contratados pelo regime CLT terão direito aos seguintes benefícios, conforme o Acordo Coletivo de Trabalho e os normativos internos da empresa: Ticket alimentação/refeição de R$ 1.357,20; Auxílio pré-escolar ou escolar de até R$ 1.758,35 para filhos; Auxílio para tratamento especializado de até R$ 1.230,00 para filhos com deficiência; Assistência à saúde, por meio de reembolso, conforme regras específicas; Previdência complementar, por meio da Prevdata; Participação nos Lucros e Resultados (PLR); Gratificação variável por resultado; Seguro de vida em grupo; Possibilidade de progressão na carreira. As vagas e o cadastro de reserva estão distribuídos entre diversas localidades, incluindo Brasília (DF), Rio de Janeiro (RJ), São Paulo (SP), Fortaleza (CE), João Pessoa (PB), Natal (RN) e Florianópolis (SC), conforme o perfil do cargo. Os interessados poderão se inscrever das 16h do dia 6 de julho até as 16h do dia 6 de agosto, por meio do site da Fundação Getulio Vargas (FGV), banca organizadora do concurso. Programa de Jovens Talentos 2026 A Prefeitura de Fortaleza, em parceria com o CIEE, abriu inscrições para o Programa de Jovens Talentos 2026, que oferece vagas de estágio para estudantes do ensino médio, técnico e superior na administração pública municipal. As inscrições são gratuitas, seguem abertas até 31 de dezembro de 2026 e devem ser feitas exclusivamente pelo portal do CIEE. Os estagiários recebem bolsa-auxílio de R$ 750 (ensino superior), R$ 550 (técnico) e R$ 450 (ensino médio), além de auxílio-transporte. A carga horária é de 4 horas diárias. Para participar, é preciso ter pelo menos 16 anos e estar regularmente matriculado em instituição reconhecida pelo MEC. Saiba mais: Programa abre vagas de estágio para estudantes dos níveis médio, técnico e superior em Fortaleza Aprenda a fazer um bom currículo para conseguir uma vaga de trabalho Vagas no Sine A Prefeitura de Fortaleza, por meio do Sine Municipal, inicia a semana de 27 a 31 de julho de 2026 com a oferta de 2.581 vagas de emprego, distribuídas em 247 profissões e captadas junto a 323 empresas parceiras da capital. As oportunidades são atualizadas diariamente e podem sofrer alterações conforme o preenchimento dos postos de trabalho. Funções em destaque: Auxiliar de limpeza: 291 vagas Operador de telemarketing receptivo: 220 vagas Operador de telemarketing ativo e receptivo: 202 vagas Auxiliar de linha de produção: 150 vagas Operador de telemarketing ativo: 102 vagas Pedreiro: 88 vagas Atendente de lojas: 82 vagas Auxiliar de cozinha: 82 vagas Operador de caixa: 75 vagas Fiel de depósito: 42 vagas Além do atendimento nas unidades, o Sine Municipal realiza uma programação especial de seleções presenciais ao longo da semana, reunindo 977 vagas para candidatos com e sem experiência. Confira a agenda de seleções: ▶️ 27/07 (segunda-feira) – Castelo Borges (9 vagas) Funções: garagista, auxiliar de limpeza, zelador de edifício e porteiro de edifícios Requisitos: ensino fundamental; experiência formal Horário: 8h às 11h Local: Sine PanAmericano (Rua Rio Grande do Sul, 860 – Panamericano) ▶️ 27/07 (segunda-feira) – Dilady (9 vagas) Funções: armazenista, auxiliar de estoque, auxiliar de almoxarifado, costureira e refilador Requisitos: ensino fundamental ou médio; com experiência formal ou informal na função Horário: 13h às 17h Local: Sine Maraponga (Rua Francisco Glicério, 290 – 1º andar – Regional 10) ▶️ 28/07 (terça-feira) – Agis Construtora (710 vagas) Funções: motorista de caminhão-pipa, operador de motosserra, biólogo, encarregado de construção civil, greidista, subencarregado de terraplanagem, motorista de caminhão basculante, operador de trator de esteira, sinaleiro de campo [operações de máquinas e equipamentos de elevação], operador de máquinas agrícolas, operador de rolo compactador, operador de escavadeira, carpinteiro, armador de ferro, zelador e operador de motoniveladora. Requisitos: ensino fundamental ou médio; com ou sem experiência formal ou informal na função Horário: 8h às 11h Local: Sine Aldeota (Av. Santos Dumont, 2500, sala 17 – ao lado do posto Shell) ▶️ 28/07 (terça-feira) – Supermercado Pinheiro (45 vagas) Funções: auxiliar de cozinha, armazenista, serviços gerais, atendente de frios, repositor de mercearia, repositor de hortifrúti, operador de vendas, atendente de gastronomia e operador de vendas - 1º emprego Requisitos: ensino fundamental e médio; com e sem experiência Horário: 13h às 17h Local: Sine Messejana (Rua Santa Clara de Assis, 580 – auditório da Regional 6) ▶️29/07 (quarta-feira) – Menu Brand (18 vagas) Funções: auxiliar de expedição, pizzaiolo, auxiliar de cozinha, supervisor de expedição e coordenador de cozinha Requisitos: ensino fundamental ou médio; experiência formal ou informal na função Horário: 13h às 17h Local: Sine Aldeota (Av. Santos Dumont, 2500, sala 17 – ao lado do posto Shell) ▶️ 22/07 (quarta-feira) – Lavamatic (6 vagas) Funções: atendente de loja, passador e serviços gerais Requisitos: ensino médio; com experiência formal ou informal na função Horário: 8h às 11h Local: Sine Aldeota (Avenida Santos Dumont, 2.500, sala 17 – ao lado do posto Shell) ▶️ 30/07 (quinta-feira) – Anali (20 vagas) Funções: líder de padaria, motoqueiro, auxiliar de depósito, operador de caixa, auxiliar de serviços gerais, balconista de frigorífico, fiscal de caixa, açougueiro, balconista de frios e líder de frigorífico Requisitos: ensino fundamental ou médio; com e sem experiência formal ou informal na função Horário: 13h às 17h Local: Sine Parquelândia (Rua Dom Lino, 546) ▶️ 30/07 (quinta-feira) – Canadá (100 vagas) Funções: operador de caixa, repositor de loja, recepcionista, balconista de frios e balconista de padaria Requisitos: ensino médio; experiência formal ou informal na função Horário: 13h às 17h Local: Sine Maraponga (Rua Francisco Glicério, Nº 290 – 1º Andar) ▶️ 31/07 (sexta-feira) – Supermercado Guará (60 vagas) Funções: açougueiro, ajudante de açougueiro, ajudante de padaria, zelador, repositor e fiscal de loja Requisitos: ensino fundamental; experiência formal ou informal na função Horário: 8h às 11h Local: Sine Aldeota (Av. Santos Dumont, 2500, sala 17 – ao lado do posto Shell) Serviço e orientações para os candidatos Para participar de qualquer uma das seleções, os interessados devem comparecer aos locais indicados nos dias e horários informados portando documento oficial com foto (ou RG e CPF), Carteira de Trabalho (física ou digital) e o currículo atualizado impresso. Curso gratuito em energias renováveis O projeto H-TEC oferece 1.200 vagas para um curso gratuito em energias renováveis em oito cidades do Ceará, com bolsa de R$ 300 por três meses. As inscrições podem ser feitas das 14 horas de 1º de julho até as 17h59 do dia 31 de julho, pela internet. Os interessados devem cumprir alguns requisitos: ter a partir de 16 anos; possuir o Ensino Fundamental completo e residir no Ceará. O processo seletivo será baseado na análise dos requisitos mínimos e na ordem de inscrição. O início das aulas está previsto para o dia 30 de outubro de 2026, com turmas nos turnos manhã, tarde e noite. Vagas temporárias O mercado de trabalho temporário no Ceará está com cerca de 600 vagas disponíveis neste mês de julho, de acordo com o Instituto do Desenvolvimento do Trabalho (IDT). O cenário de férias é o principal fator que reflete na geração de empregos. Os setores de serviço e comércio lideram as vagas disponíveis. As vagas são em diversas áreas de ocupação, como segurança de eventos, vigilante, recreador, garçom, atendente lojas, recepcionista e promotor de vendas. Com mais turistas e consumidores, espaços como as barracas de praia, restaurantes e hotéis reforçam as equipes para atender ao aumento da demanda. A projeção do Vladyson Viana, secretário do Trabalho do Ceará, é de que 20% das vagas temporárias se convertam em efetivas. Viana destaca três pontos nesse caminho: “O primeiro é buscar o emprego através do Sine/IDT. O segundo, impulsionar e destacar as habilidades e experiências. E, por fim, colaborar com as metas da organização onde o funcionário está”. A expectativa é que eventos na capital e no interior, como o Fortal e a Expocrato, bem como as férias escolares, aqueçam o mercado de trabalho no período. Veja o posto do Sine/IDT mais próximo: Fortaleza – Centro: Rua Assunção, 699 – Centro. Fortaleza – Antônio Bezerra: Rua Demétrio de Menezes, 3750 – Antônio Bezerra. Fortaleza – Messejana: Rua Santa Clara, 303 – Messejana. Fortaleza – Casa do Cidadão Benfica: Rua Waldery Uchoa, 1 – Benfica. Fortaleza – Casa do Cidadão Iguatemi: Av. Washington Soares, 85 – Edson Queiroz (Shopping Iguatemi Bosque). Fortaleza – Casa do Cidadão RioMar Papicu: Rua Desembargador Lauro Nogueira, 1500 – Papicu (Shopping RioMar Fortaleza). Aracati: Rua Coronel Alexanzito, 447 – Centro. Baturité: Av. Francisco Braga Filho, s/n – Conselheiro Estelita. Canindé: Praça Dr. Aramis, s/n – Centro. Crateús: Rua Coronel Zezé, 1560 – Centro. Eusébio: Rua Irmã Ambrosina, 83 – Centro. Fortim: Av. Joaquim Crisóstomo, 1049 – Centro. Horizonte: Av. Presidente Castelo Branco, 3600 – Centro. Itaitinga: Rua João Ferreira Viana, 325 – Centro. Itapajé: Rua Major Joaquim Alexandre, 140 – Centro. Itapipoca: Av. Anastácio Braga, 911 – Centro. Juazeiro do Norte: Rua Interventor Francisco Erivano Cruz, 120 – Centro. Limoeiro do Norte: Rua José Hamilton de Oliveira, 160 – Santa Luzia. Maracanaú: Rua 1, nº 17 – Jereissati I. Pecém: Rua Francisco Câncio, s/n – Centro. Quixadá: Rua José Jucá, 75 – Centro. Quixeramobim: Rua Monsenhor Salviano Pinto, 165 – Centro. Sobral: Rua Coronel João Silvestre, 201 – Centro. Tianguá: Av. Prefeito Jaques Nunes, 1411 – Frei Galvão. Veja vagas no Ceará com inscrições abertas a partir desta segunda (6). Jorge Júnior/Rede Amazônica Assista aos vídeos mais vistos do Ceará:

  16. Vacina está disponivel para Carla Cleto Doses das vacinas tríplice viral e contra a gripe vão ser aplicadas a partir de hoje em mais um ponto na Região da Pampulha. Os imunizantes estarão disponíveis até o dia 31 deste mês, no 1º piso do Shopping Del Rey, entre as 9h e as 16h. A tríplice viral é destinada ao público de 12 meses a 59 anos, conforme os critérios do Programa Nacional de Imunizações. Ela imuniza contra o sarampo, a caxumba e a rubéola, doenças que podem provocar complicações graves e cuja prevenção depende da manutenção de altas coberturas vacinais. ✅Clique aqui para seguir o canal do g1 MG no WhatsApp Já a vacina contra a gripe poderá ser aplicada em pessoas a partir dos seis meses de idade, sem limite máximo de idade. Ela protege contra os vírus H1N1, H3N2 e influenza B, reduzindo significativamente o risco de complicações, internações e óbitos causados pela doença. Para receber as doses, a recomendação é apresentar um documento de identificação com foto e, se possível, o cartão de vacinação. No caso das crianças, será necessário o acompanhamento de um responsável legal. Também devem ser apresentados um documento de identificação e a caderneta de vacinação para que a equipe de saúde avalie o histórico vacinal e verifique a necessidade de atualização de outras doses. Shopping de BH recebe vacinação gratuita contra gripe e tríplice viral Veja os vídeos mais assistidos no g1 Minas:

  17. O ex-delegado Maurício Demétrio Henrique Coelho/ g1 Os desembargadores da 5ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ) absolveram, por maioria de votos, o ex-delegado da Polícia Civil Maurício Demétrio da acusação de obstrução de justiça. A decisão, proferida na última quinta-feira (23), reformou a sentença que o havia condenado, em janeiro de 2024, a nove anos e sete meses de prisão, além da perda do cargo público. Demétrio foi acusado de chefiar uma organização criminosa que atuaria na Delegacia de Repressão aos Crimes Contra a Propriedade Imaterial (DRCPI), da qual era titular em 2021. O processo, que também envolve outros dez réus, continua em tramitação na Justiça do Rio de Janeiro. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias do RJ em tempo real e de graça Agora no g1 O ex-delegado foi preso há cinco anos durante uma operação que investigava um esquema de cobrança de propina para permitir a comercialização de roupas falsificadas na Rua Teresa, em Petrópolis, na Região Serrana do estado. Apesar da absolvição por obstrução de justiça, Maurício Demétrio continuará preso, pois ainda responde a processos por outros crimes, entre eles organização criminosa, concussão, corrupção e lavagem de dinheiro. Em nota, os advogados Fernanda Freixinho e Luís Sene, que representam o ex-delegado, afirmaram que a decisão não altera, neste momento, sua situação processual. “Maurício foi absolvido pelo crime de obstrução da justiça, não alterando, no momento, a sua situação processual, em razão de responder ainda a outros processos por outros crimes” informaram os defensores. 🟩O g1 Rio está no GloboPop, o novo aplicativo de vídeos curtos verticais da Globo, disponível gratuitamente no seu celular. Lá no app, você pode seguir o palco do g1 Rio para não perder nenhum episódio. Baixe o GloboPop.

  18. No Amazonas, duas toadas do Boi-Bumbá Garantido ganharam espaço na ciência. 'Kamara' e 'Mãe da Mata' agora dão nome a espécies de gafanhotos descobertas em pesquisa do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa). O estudo, publicado em 24 de julho na revista internacional Zootaxa, identificou nove novas espécies de gafanhotos e quatro novos gêneros. Oito delas foram encontradas na Amazônia brasileira. Entre as descobertas, duas chamam atenção por homenagear o Festival Folclórico de Parintins. A espécie Kamara kratxatxa, que significa “gafanhoto-onça”, foi inspirada na toada 'Kamara', lançada pelo Boi-Bumbá Garantido em 2026. A construção do nome contou com a colaboração de João Kamarayano, da etnia Hixkaryana, incorporando elementos da língua e da cultura indígena à nomenclatura científica. 🔍O Boi-Bumbá Garantido integra um dos maiores patrimônios culturais do Brasil, o Festival de Parintins. Ao lado do Boi-Bumbá Caprichoso, os bois promovem uma festa popular que celebra a cultura amazônica e a rivalidade centenária. Em 2026, a tradicional foi realizada nos dias 26, 27 e 28 de junho. 📲 Participe do canal do g1 AM no WhatsApp Já Proscopia caacy foi inspirada na toada 'Mãe da Mata', apresentada pelo Garantido em 2011. A palavra Caacy, de origem tupi-guarani, significa “mãe da floresta”. A espécie Kamara kratxatxa, que significa “gafanhoto-onça”, foi inspirada na toada Kamara, lançada pelo Boi-Bumbá Garantido em 2026. Foto: Larissa Lima de Queiroz A pesquisa contou com a participação da pesquisadora amazonense Larissa Lima de Queiroz, e de José Albertino Rafael, do Inpa, e Raphael Aquino Heleodoro, do Museu Nacional (MNRJ). Segundo a pesquisadora Larissa Lima de Queiroz, a escolha dos nomes aproxima ciência e cultura. “Quis batizar parte da fauna da Amazônia com nomes inspirados nos povos originários. O Festival de Parintins ensina sobre etnias, línguas e tradições da região. Como sou a única pesquisadora amazonense que estuda gafanhotos no Brasil, quis batizar essa pequena parte da fauna da Amazônia brasileira com nomes inspirados nos povos originários. Também sou Garantido desde pequena, usei como inspiração minhas toadas favoritas, ‘Mãe da Mata’ e ‘Kamara’”, disse Larissa. Já Proscopia caacy foi inspirada na toada Mãe da Mata, apresentada pelo Garantido em 2011. Foto: Nereston Camargo A pesquisa começou em 2019, durante o doutorado de Larissa, mas o trabalho de campo só iniciou em 2022, após a vacinação contra a Covid-19. Além das expedições, ela analisou exemplares preservados em museus no Brasil e no exterior. Alguns insetos, como os de Proscopia caacy, haviam sido coletados em 1984, mas só agora foram reconhecidos como espécie nova. “Parte da busca por novas espécies é realizada em museus, a partir de exemplares coletados anteriormente por outros pesquisadores. Os gafanhotos de Proscopia caacy, por exemplo, foram coletados em 1984, mas somente agora descobrimos que se tratava de algo novo”, explicou Larissa. Cinco meses para encontrar um inseto Encontrar gafanhotos inéditos não é tarefa simples. Um dos grupos recebeu o nome Celatus, que significa “escondido” em latim. A equipe levou cinco meses para localizar o primeiro macho da espécie Celatus nath, em Presidente Figueiredo. Outra novidade é Milenascopia uatuma, encontrada na Reserva Biológica do Uatumã. A coleta foi realizada em uma floresta alagada, utilizando uma lancha para alcançar gafanhotos que estavam sobre árvores parcialmente submersas, uma área de várzea. Das nove espécie, oito espécies foram registradas na Amazônia brasileira: Celatus nath - Presidente Figueiredo, no Amazonas; Kamara kratxatxa - Rio Branco, no Acre; Lianascopia albae - Tiquié, no Amazonas; Lianascopia domenicoi - Amajari, em Roraima; Milenascopia uatuma - Presidente Figueiredo, no Amazonas; Proscopia caacy - Serra Norte, no Pará; Pseudoproscopia taka - Itaituba, no Pará; Pseudoproscopia trajakan - Manicoré, no Amazonas. Amazônia ainda guarda espécies desconhecidas O estudo também descreveu quatro novos gêneros, que agrupam diferentes espécies. O gênero Kamara, por exemplo, já reúne três espécies. Para a pesquisadora, descobrir um novo gênero é um avanço ainda maior do que encontrar uma nova espécie. “Isso mostra como ainda conhecemos pouco da biodiversidade, principalmente na Amazônia. Não descobrimos apenas espécies, mas também grupos inteiros desconhecidos pela ciência”, disse Larissa. Larissa espera que o estudo incentive a valorização da fauna e da cultura amazônica. “Eu gostaria que o nosso país conhecesse melhor os animais fantásticos que existem na nossa floresta e entendesse que o Norte é forte, rico em diversidade e cultura. Isso sempre será motivo de orgulho, e agora uma parte dessa cultura também está eternizada na ciência”, concluiu. 'Kamara' e 'Mãe da Mata': toadas do Boi Garantido inspiram nomes de novas espécies de gafanhoto descobertas por pesquisadora no Amazonas Fotos: Nereston Camargo e Larissa Lima de Queiroz

  19. Bebê nasce em Uberaba após tratamento intrauterino inédito no Brasil Ainda dentro da barriga da mãe, durante a 14ª semana de gestação, o bebê Bento Vasconcelos Dutra começou a ser tratado contra uma doença rara que pode causar insuficiência hepática grave e levar à morte do feto ou do recém-nascido. O tratamento foi feito de forma indireta, por meio de infusões semanais de imunoglobulina aplicadas na mãe, em Uberaba, após a família perder uma filha para a mesma condição, a Doença Hepática Aloimune Gestacional (GALD). 🔎 GALD é a sigla para doença hepática aloimune gestacional, uma doença rara e grave que afeta fetos e recém-nascidos. A condição acontece quando anticorpos da mãe atravessam a placenta e atacam o fígado do bebê ainda durante a gestação, causando lesões hepáticas severas, causando complicações na gravidez e insuficiência hepática no recém-nascido, com alto risco de morte se não houver tratamento rápido. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Triângulo no WhatsApp A estratégia médica tinha como objetivo impedir que os anticorpos maternos voltassem a atacar o fígado do bebê durante a gravidez. Após meses de acompanhamento com especialistas de Uberaba e São Paulo, Bento nasceu saudável, resultado que a família atribui ao tratamento iniciado ainda no útero. Casal havia perdido bebê para mesma doença Por trás do caso está a história dos médicos Isabela Vasconcelos, pediatra, e Raul Dutra, oncologista. O casal decidiu compartilhar a experiência da perda da filha Betina para a doença de GALD. Após o luto, eles passaram a conscientizar outras famílias sobre a importância do diagnóstico e do tratamento precoces. A gravidez de Betina transcorreu normalmente até o sétimo mês, quando exames identificaram uma restrição no crescimento fetal sem causa aparente. Pouco tempo depois, houve redução do líquido amniótico, o que levou a um parto prematuro, com 33 semanas de gestação. Ao nascer, Betina pesava apenas 1,5 quilo e precisou ser internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Neonatal. Os primeiros exames apontaram baixa contagem de plaquetas e alterações na coagulação sanguínea. "Infelizmente, não tem diagnóstico na gestação. Então, assim, são sinais subjetivos. A Betina primeiro parou de ganhar peso, depois começou com uma restrição de crescimento, depois o meu líquido amniótico reduziu, até a gente ter um anidrâmnio [ausência de líquido amniótico] . Ficamos totalmente sem líquido amniótico. Ela nasceu muito pequenininha, restrita, mas não sabia o motivo", disse Isabela Vasconcelos ao falar sobre a doença. A partir dali, os pais começaram a buscar um diagnóstico, por meio de exames, transfusões e uso de medicamentos e procedimentos intensivos. O descobrimento da doença aconteceu após o contato da mãe com um especialista em fígado durante a internação da filha. A bebê faleceu dias após o nascimento, antes de poder realizar o transplante de fígado, em decorrência de complicações graves, mesmo após o início do tratamento com imunoglobulina. O bebê Bento após o parto Reprodução/Rede Sociais Como foi o nascimento do Bento Após a confirmação do diagnóstico da doença de GALD na perda de Betina, os médicos Isabela e Raul sabiam que uma nova gravidez apresentava risco elevado em uma outra possível gestação. Foi então que, a partir da 14ª semana de gestação, a mãe iniciou tratamento com infusões semanais de imunoglobulina humana intravenosa, tratamento destinado a impedir que os anticorpos maternos voltassem a atacar o fígado do bebê. "É uma doença que apresenta uma alta taxa de recorrência, ou seja, a chance de uma gestante com síndrome de GALD apresentar um novo caso chega na casa dos 90% a 95%", diz Alberto Peixoto, obstetra especialista em medicina fetal, ao comentar sobre possível caso da doença ocorrer novamente. A gravidez de Bento foi acompanhada por médicos especialistas de Uberaba e também da capital de São Paulo, desde o início até que o Bento nascesse. O nascimento saudável do bebê é o primeiro caso registrado no Brasil para o tratamento intrauterino preventivo contra a GALD, de acordo com a família. "A gente está vivendo um milagre, estamos aproveitando todo o caos. Então, desse início de que não tem rotina, com a outra pequenininha em casa, a gente aproveita cada minuto do caos e as banalidades, as trivialidades do dia a dia que às vezes passam despercebidas para os outros, para a gente que teve um momento atípico ali, uma maternidade atípica, então a gente curte cada momento, cada minuto, com certeza nosso milagre", contou Isabela. O g1 procurou o Ministério da Saúde para saber se há monitoramento nacional da doença e se já existem registros de outros tratamentos intrauterinos para GALD no país, mas não recebeu resposta até a última atualização desta reportagem. LEIA TAMBÉM: Menino com primeiro caso de doença genética rara identificada no Brasil retorna ao país curado após quatro meses nos EUA Única brasileira em pesquisa na Inglaterra ajuda a desenvolver método pioneiro para recuperação da visão Pais de menino com doença genética rara inédita no Brasil comemoram cura após tratamento nos EUA: ‘vencemos’ Instituto Betina Depois de perderem a filha para a doença de GALD, os pais, Isabela e Raul, criaram o Instituto Betina, com o objetivo de acolher famílias em situação de vulnerabilidade social e ampliar a conscientização sobre doenças raras, em Uberaba e na região. Atualmente, o instituto realiza, arrecada e doa itens de higiene pessoal, enxovais para bebês, cestas básicas, roupas e calçados, destinando as doações a famílias em situação de vulnerabilidade, além de lanches para pacientes, acompanhantes e funcionários. "Depois da Betina, a gente teve uma vontade muito grande de ajudar o próximo, valorizar a vida de outra maneira, da forma profunda que a gente deveria seguir a vida, que é ajudando ao próximo, fazendo caridade", finalizou a médica. Doença de GALD é a primeira o Brasil Rede Social/Reprodução VÍDEOS: veja tudo sobre o Triângulo, Alto Paranaíba e Noroeste de Minas

  20. Relatório do Cenipa identifica uma dinâmica de alta carga de trabalho na cabine Ao investigar a queda do avião da Voepass que matou 62 pessoas em Vinhedo (SP), em agosto de 2024, o Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) concluiu que um dos elementos que contribuíram para o acidente foi a redução da capacidade da tripulação de perceber e interpretar alertas emitidos pela própria aeronave. Para explicar esse comportamento, o órgão recorre a dois conceitos da psicologia cognitiva: inattentional blindness (cegueira por desatenção); e o inattentional deafness (surdez por desatenção). Os termos aparecem no relatório final divulgado na quinta-feira (23), que também aponta falhas da companhia aérea, da tripulação e da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) entre outros fatores. A psicóloga e doutora em neuropsiquiatria e ciências do comportamento Maria da Conceição Correia Pereira, especialista em fatores humanos em ambientes complexos, com atuação de mais de 30 anos em aviação, explica que esses fenômenos não significam distração, negligência ou falta de preparo do profissional – embora os nomes possam sugerir falhas nos sentidos. "Quando a gente fala de fator humano, é importante destacar que isso não significa culpa ou negligência. A psicologia cognitiva e a neurociência mostram que o nosso cérebro possui limites naturais, especialmente para processar informações", afirma. ⚠️ Importante: os fenômenos da cegueira e da surdez por desatenção não aparecem no relatório como causadores diretos do acidente, mas, sim, como mecanismos cognitivos que ajudam a explicar por que determinados alertas podem não ter sido percebidos em um contexto de alta carga de trabalho do piloto e do copiloto. Não é um problema de visão nem de audição De acordo com o Cenipa, os pilotos estavam submetidos a uma elevada carga de trabalho na fase final do voo. Ao mesmo tempo em que precisavam gerenciar o acúmulo de gelo na aeronave, lidar com falhas no sistema de degelo, manter contato com a torre e realizar procedimentos para a aproximação, também mantiveram conversas de caráter pessoal. Nesse cenário, os investigadores avaliam que a capacidade de reconhecer e processar alertas visuais e sonoros foi afetada. O documento destaca, por exemplo, que o sinal sobre perda de desempenho foi emitido quando os pilotos realizavam comunicações com o controle de tráfego, mas as gravações da cabine não registraram qualquer manifestação de que os avisos tenham sido discutidos. A psicóloga destaca que a cabine de um avião é um ambiente onde diversas informações disputam atenção ao mesmo tempo: instrumentos de voo, condições meteorológicas, comunicações por rádio, alarmes, procedimentos e tomada de decisões rápidas. "O cérebro precisa selecionar o que será priorizado. É justamente aí que entram esses fenômenos", explica. O que é a cegueira por desatenção? A cegueira por desatenção acontece quando uma pessoa está olhando para determinada informação, mas o cérebro, completamente concentrado em outra tarefa, deixa de processá-la de forma consciente. Em outras palavras, os olhos enxergam, mas a informação não chega à consciência. Na prática, isso significa que um piloto pode ter um alerta luminoso piscando no painel à sua frente e, ainda assim, não perceber seu significado porque sua atenção está totalmente voltada para outra demanda considerada mais urgente naquele momento. "É um fenômeno da atenção, e não da visão. A pessoa está olhando para aquela informação, mas o cérebro está tão concentrado em outra tarefa que ela não é processada conscientemente. Os olhos enxergam, mas o cérebro não registra aquilo que foi visto", resume a especialista. E a surdez por desatenção? Na surdez por desatenção, o mecanismo é praticamente o mesmo, mas envolve sons. Nesse caso, o alerta sonoro chega normalmente aos ouvidos, porém deixa de receber atenção suficiente para ser interpretado pelo cérebro. "Não é uma perda da audição. O som chega normalmente, mas, diante da elevada carga cognitiva, o cérebro pode deixar de atribuir significado àquele alerta. É uma limitação da atenção", explica Maria da Conceição. Em uma cabine de comando, vários sons podem ocorrer simultaneamente: comunicações com a torre, avisos eletrônicos, ruído dos motores e conversas. Quando o cérebro está sobrecarregado, alguns desses estímulos podem deixar de ser priorizados. Por que isso aconteceria com pilotos experientes? Conceição diz que a neurociência mostra que o cérebro não registra tudo o que vê ou escuta. Em vez disso, ele faz uma seleção contínua das informações que considera mais relevantes naquele momento. Dessa forma: esse é um comportamento esperado do cérebro humano, inclusive em profissionais altamente treinados; a ocorrência desses fenômenos não significa falta de habilidade ou cuidado. Diante de um grande volume de informações, o cérebro funciona como um filtro e direciona seus recursos para aquilo que considera mais importante naquele momento. Quando esse foco está totalmente voltado para uma demanda crítica, outros estímulos podem deixar de ser processados conscientemente. "A atenção funciona muitas vezes como um holofote. Ela ilumina aquilo que estamos processando conscientemente. Quando esse foco está totalmente direcionado para uma demanda urgente, outras informações podem passar despercebidas." ↔️ Entenda: um exemplo comum é quando o motorista faz uma curva e esquece a seta ligada. Embora o aviso sonoro continue sendo emitido dentro do carro e a luz pisque no painel, o condutor pode deixar de notar os avisos porque está prestando atenção em outras tarefas, como observar, trânsito ou trocar de faixa ou olhar o GPS. Resumindo, o treinamento reduz riscos, mas não elimina as limitações naturais do cérebro. Mesmo pilotos altamente capacitados podem ter a atenção comprometida em situações de estresse e elevada carga cognitiva, quando diversos estímulos competem ao mesmo tempo pelos recursos de atenção. Treinamento e tecnologia podem contornar a desatenção Para a psicóloga, a prevenção depende da combinação entre tecnologia, treinamento e uma cultura organizacional voltada à segurança. Ela defende que, além do treinamento técnico, pilotos sejam preparados para compreender como o cérebro funciona em situações de alta complexidade. Isso inclui simulações que exercitem não apenas procedimentos operacionais, mas também: gerenciamento da atenção; gerenciamento da carga cognitiva; melhora da consciência situacional, que é a capacidade de compreender o que acontece ao redor da aeronave, antecipar riscos e tomar decisões com base nesse cenário. Conceição também cita a importância de fortalecer os treinamentos em fatores humanos e estimular uma cultura em que situações de risco possam ser reportadas e transformadas em aprendizado. LEIA TAMBÉM: Avião da Voepass que caiu não poderia ter decolado, aponta Cenipa Acidente Voepass: Cenipa cita conversas pessoais de pilotos durante voo e 'esquecimento' de acionar sistema de degelo Cenipa aponta 'cultura de normalização de desvios' na Voepass em relatório sobre acidente de 2024 O próprio relatório do Cenipa mostra que a tecnologia também pode ser aprimorada para compensar limitações da percepção humana. Após o acidente, a fabricante ATR desenvolveu uma nova versão do sistema de monitoramento de desempenho da aeronave (APM). Além disso, a empresa criou de um intervalo mínimo de 60 segundos antes que um alerta desapareça do painel. Segundo o Cenipa, a medida busca evitar o chamado efeito de flickering, quando avisos surgem e desaparecem rapidamente, o que pode fazer com que as tripulações se acostumem com essas mensagens e passem a atribuir menos importância a elas. "A segurança não depende apenas de evitar erros. Ela depende de construir organizações capazes de antecipar as limitações humanas e criar sistemas de defesa e barreiras que impeçam que essas limitações se transformem em acidentes", conclui a especialista. O que foi analisado pelo Cenipa? Tragédia da Voepass: vídeo mostra como foi acidente de avião em Vinhedo Ao longo da investigação, o órgão fez dezenas de perícias para reconstruir o voo e entender a sequência de eventos que levou à queda da aeronave. ➡️ Entre os principais trabalhos realizados estão: análise das duas caixas-pretas (gravador de voz da cabine e gravador de dados de voo); reconstrução completa do voo, incluindo comandos feitos pelos pilotos e alertas emitidos pela aeronave; exames nos motores e nos sistemas de degelo e de proteção contra estol; análise das condições meteorológicas registradas no dia do acidente; entrevistas com pilotos, mecânicos, despachantes e familiares dos tripulantes; estudo de mais de 15 mil voos realizados por aeronaves da mesma frota da companhia; testes em simuladores e um voo experimental com outro ATR 72-500; análise de registros de manutenção, certificados médicos dos pilotos e outros documentos técnicos. Conforme o Cenipa, também foram analisados equipamentos responsáveis pelo controle de diferentes sistemas da aeronave e até as lâmpadas dos painéis do avião para verificar quais estavam acesas no momento da queda. Escombros de avião em Vinhedo (SP) neste sábado, dia 10 de agosto de 2024 Nelson Almeida/AFP Relembre o acidente O acidente aconteceu em 9 de agosto de 2024. O ATR 72-500, matrícula PS-VPB, fazia o voo entre Cascavel (PR) e o Aeroporto Internacional de Guarulhos (SP) quando caiu no quintal de uma casa em um condomínio de Vinhedo (SP). As 62 pessoas a bordo, incluindo 58 passageiros e quatro tripulantes, morreram. Nenhum morador da residência atingida ficou ferido. Foi o acidente mais grave da aviação brasileira desde o desastre com o voo da TAM, em 2007. O que diz a Voepass A Voepass informou que a tragédia foi o episódio mais difícil da história da empresa e que, desde o momento do acidente, esteve solidária às famílias das vítimas e atua de forma transparente junto ao Cenipa e às autoridades públicas, à disposição para colaborar com o que for necessário. Além disso, a empresa afirmou que sempre adotou procedimentos sérios de segurança, capacitação e orientação de tripulação, com a atuação sempre pautada em padrões de segurança internacionais. Por fim, garantiu que a tripulação do voo que caiu era experiente, capacitada e devidamente certificada, com mais de 5 mil horas de voo e com treinamentos técnicos e acompanhamentos de saúde atualizados, sem qualquer registro prévio ou fator que impedisse a atuação. Infográfico - Como era o avião que caiu em Vinhedo Arte g1 VÍDEOS: tudo sobre Campinas e região Veja mais notícias sobre a região no g1 Campinas

  21. Consultora de gente e gestão fala sobre como lidar com erros no mercado de trabalho A Agência de Trabalho de Pernambuco divulgou as vagas de emprego disponibilizadas para o município de Petrolina, Salgueiro e Araripina, no Sertão de Pernambuco, nesta segunda-feira (27). As oportunidades são atualizadas diariamente pelo g1 Petrolina. Os interessados nas oportunidades podem entrar em contato com a Sedepe através da internet. O atendimento em Petrolina é na Agência de Trabalho, que funciona no Expresso Cidadão. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Concursos no WhatsApp. 📱:Baixe o app do g1 para ver notícias de Petrolina e Região em tempo real e de graça Agência do Trabalho em Petrolina funciona no Expresso Cidadão Carteira de Trabalho Reprodução Associação Nacional dos Servidores Públicos, de Previdência e da Seguridade Social (Anasps) Petrolina Contato: (87) 3866 - 6540 e (87) 9 9180-4065 Vagas disponíveis Salgueiro Contato: (87) 3871 - 8467 Vagas Disponíveis Araripina Contato: (87) 3873 - 8381 Vagas disponíveis Vídeos: mais assistidos do Sertão de PE

  22. Arno X-Clean 4 limpando café no chão Henrique Martin/g1 Limpar a casa com pano funciona bem, mas cansa. Para facilitar a faxina, existem as limpadoras de piso, máquinas que passam um rolo úmido pelo ambiente sem a necessidade de esforço físico. É a verdadeira "máquina de passar pano" que deixa a casa limpa em minutos. O Guia de Compras testou dois modelos com funções distintas: o Arno X-Clean 4, que possui aspirador integrado, e o Karcher FC 7, focado apenas na limpeza com água. Montagem com a Arno X Clean 4 e a Karcher FC 7 Henrique Martin/g1 Ambos cumprem a promessa de deixar o chão limpo, mas são aparelhos bem mais caros do que a combinação de aspirador simples e rodo com pano úmido. Nas lojas pesquisadas no final de julho, os preços variavam entre R$ 2.500 e R$ 3.000. Veja os resultados a seguir e, ao final, a conclusão. Arno X-Clean 4 LXC4 A Arno X-Clean 4 é um híbrido de aspirador de pó e limpadora de piso. É o produto mais caro da comparação (cerca de R$ 3.000, ou R$ 500 a mais que o concorrente), mas vem com funções adicionais e vários acessórios na caixa. O aparelho tem motor de 200W de potência e usa bateria recarregável. O uso é simples: basta colocar água fria ou morna no compartimento, ligar e limpar a casa. A fabricante recomenda o uso de detergentes compatíveis que façam pouca espuma ou somente água. Produtos de limpeza podem estragar o eletrodoméstico. Uma particularidade é que o equipamento só funciona se a alça principal estiver inclinada. Se voltar ao ângulo de 90 graus, ele desliga sozinho. Quando acionado, o aparelho joga água no rolo frontal, que atua como um mop. Sujeiras líquidas ou sólidas no caminho são "engolidas". Nos testes, o modelo funcionou bem com vômito de gato, areia e café com açúcar derramado. O nível de limpeza e sucção é ajustado automaticamente por um sensor interno. A bateria dura bastante. Foi possível limpar duas vezes um apartamento de 42 metros quadrados, com pisos vinílico e porcelanato, gastando menos de 50% da carga. A duração estimada pela Arno é de 50 minutos. O peso, no entanto, é um ponto negativo: com 5,4 kg, pode ser complicado manobrá-lo dentro de casa, mesmo com a tração automática. O principal problema da X-Clean 4 é a baixa capacidade para água e detritos. Durante a faxina, foi preciso parar pelo menos duas vezes para encher o reservatório limpo (de 440 ml) e esvaziar o depósito de sujeira (730 ml). No Arno X-Clean 4, os depósitos de água e de sujeira ficam na estrutura do aparelho Henrique Martin/g1 O caldo escuro que se forma no recipiente de detritos exige limpeza imediata para evitar mau cheiro no ambiente. Recipiente de sujeira do Arno X-Clean 4 cheio após limpar a casa Henrique Martin/g1 Após o uso, a máquina oferece uma função de autolimpeza na base de carregamento. Ainda assim, a fabricante indica remover o rolo semanalmente para lavagem manual, evitando a proliferação de bactérias e mau cheiro. O desencaixe da peça é difícil. A troca do rolo de esfregação deve ser feita a cada seis meses. O produto traz um rolo adicional e um filtro HEPA na caixa. Karcher FC 7 A limpadora Karcher FC 7 tem apenas a função de passar pano, sem aspirador de pó integrado. O modelo custa em média R$ 2.500 nas lojas on-line. O uso também é simples: enche-se o reservatório de 400 ml com água e o aparelho está pronto para a faxina. Há dois níveis de limpeza: mínimo e máximo para sujeiras resistentes, mas é possível acelerar o motor pressionando o botão de nível. A marca não recomenda o uso de produtos químicos além dos detergentes sem espuma específicos do equipamento ou apenas água fria. Junto ao produto, a Karcher enviou um detergente sem espuma da própria marca para ajudar nos testes, que deixou um cheirinho agradável no ambiente. Karcher FC 7 limpando café no chão Henrique Martin/g1 A bateria recarregável tem autonomia de 45 minutos. Nos testes, limpar o apartamento de 42 metros quadrados duas vezes consumiu apenas 30% da carga. Por não ter aspirador, o produto é mais silencioso que o da Arno, mas recolhe cabelos e sujeira do mesmo modo. Ele também se mostrou mais eficiente ao limpar cantos, já que os quatro rolos giram próximos às bordas do aparelho e encostam nas paredes. Além disso, pesa 4,3 kg e desliza com mais agilidade pelo ambiente. O reservatório de sujeira da Karcher fica encaixado embaixo do aparelho e é solto após pressionar um botão. Henrique Martin/g1 O problema da FC 7 é o mesmo da concorrente: a baixa capacidade dos reservatórios. O depósito de detritos, localizado na parte inferior e liberado por uma trava acionada com o pé, comporta apenas 200 ml e enche rapidamente. Apesar de não aspirar, a máquina coleta sujeiras como pelos, cabelos, ração e areia. O modelo também possui função de autolimpeza quando encaixado na base, mas o carregamento da bateria exige a conexão de um cabo de energia ligado à tomada. A higienização do equipamento da Karcher é mais fácil. Os rolos são identificados por cores, soltam com facilidade ao girar e podem ser lavados diretamente na máquina de lavar roupas sem amaciante. Só não podem ir à secadora. A limpeza do depósito de resíduos também é simples, mas o encaixe das peças de plástico pode causar vazamento de líquidos no trajeto até o tanque. Conclusão As duas limpadoras de piso cumprem bem a função de facilitar a faxina e entregam bons resultados na limpeza diária. Arno X-Clean 4 (R$ 3.000) Aspira e passa pano ao mesmo tempo Mais pesada e cara Ideal para quem quer um único aparelho para tudo Karcher FC 7 (R$ 2.500) Só passa pano, sem aspirador Mais leve e silenciosa Ideal para quem já tem aspirador em casa O principal obstáculo para ambas as opções é o preço elevado e a capacidade limitada dos reservatórios. Por isso, o investimento só vale a pena para quem realmente quer reduzir o esforço na limpeza da casa – e pode pagar por isso. Esta reportagem foi produzida com total independência editorial por nosso time de jornalistas e colaboradores especializados. Caso o leitor opte por adquirir algum produto a partir de links disponibilizados, a Globo poderá auferir receita por meio de parcerias comerciais. Esclarecemos que a Globo não possui qualquer controle ou responsabilidade acerca da eventual experiência de compra, mesmo que a partir dos links disponibilizados. Questionamentos ou reclamações em relação ao produto adquirido e/ou processo de compra, pagamento e entrega deverão ser direcionados diretamente ao lojista responsável.  Aspirador com Luz: Inovação ou Bobagem?

  23. Justiça Federal abre seleção de estagiários em Belém e Altamira CDC/Amanda Mills A Justiça Federal divulgou edital de processo seletivo para estudantes de Arquitetura, Biblioteconomia, Ciências Contábeis, Engenharia Civil e áreas de tecnologia da informação em Belém. Já em Altamira, o processo seletivo é para estudantes de Direito. As inscrições estarão abertas de 27 de julho a 14 de agosto e deverão ser feitas por formulário eletrônico. Haverá provas para selecionar os candidatos - veja mais abaixo os detalhes. Segundo o edital, os estagiários vão cumprir jornada diária de quatro horas, entre 8h e 16h. A bolsa mensal será de R$ 1.200, acrescida de auxílio-transporte de R$ 8 por dia de atividade no mês. ✅ Siga o canal do g1 Pará no WhatsApp Agora no g1 Provas para vagas em Belém De acordo com a Justiça Federal, em Belém a prova objetiva será aplicada presencialmente em 23 de agosto, um domingo, das 9h às 9h30, na sede da Seção Judiciária do Pará, na Rua Domingos Marreiros, nº 598, no bairro do Umarizal. A prova terá 10 questões de múltipla escolha e duração de 30 minutos. Será eliminado o candidato que obtiver pontuação inferior a 50%. Segundo o edital, o resultado preliminar será divulgado em até cinco dias úteis após a prova no endereço eletrônico indicado pela Justiça Federal. O resultado final também será publicado no mesmo local. A contratação dos aprovados dependerá do cumprimento de requisitos como credenciamento da instituição de ensino, período acadêmico exigido, regularidade documental e condições de saúde física e mental. Provas em Altamira A prova objetiva em Altamira está marcada para 30 de agosto. Ela terá duração de três horas e será composta por 40 questões de múltipla escolha, com quatro alternativas cada, valendo 2,5 pontos por questão, totalizando 100 pontos. A segunda etapa será a análise do desempenho acadêmico do candidato, com base no coeficiente de rendimento acumulado ou índice equivalente adotado pela instituição de ensino. Em Altamira, os candidatos classificados vão formar cadastro de reserva para contratação durante o prazo de validade do processo seletivo, que é de dois anos. As inscrições em Altamira poderão ser feitas de segunda a sexta-feira, na sala da Seção de Suporte Administrativo e Operacional da Subseção, na Avenida Tancredo Neves, nº 100, no bairro Jardim Independente II. Para se inscrever, será necessário doar dois quilos de alimentos não perecíveis, exceto sal. Os produtos serão destinados a uma associação beneficente. Segundo a Justiça Federal, o resultado da prova objetiva e a classificação dos aprovados serão divulgados no portal da Seção Judiciária do Pará e afixados na sede da Subseção Judiciária de Altamira. Os candidatos poderão apresentar recurso no prazo de até dois dias úteis após a divulgação do resultado preliminar, por meio do e-mail sesap.atm@trf1.jus.br. LEIA TAMBÉM: Homem é preso após agredir mulher e mantê-la em cárcere privado em Oeiras do Pará VÍDEOS: veja todas as notícias do Pará Leia mais notícias do estado no g1 Pará

  24. O agricultor de coca Perea diz que não recebeu o apoio financeiro necessário para deixar de cultivar a planta BBC Quando Perea parou de cultivar coca, a matéria-prima usada para produzir cocaína, ele jurou nunca mais plantá-la. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Ele arrancou os arbustos verdes de sua pequena propriedade em uma área remota da província de Meta, na Colômbia — acessível apenas por via fluvial — e os substituiu por culturas legais, como mandioca e banana. Perea foi um dos milhares de agricultores que aderiram a um programa governamental de substituição de cultivos, criado para ajudá-los a abandonar o plantio de coca. No entanto, grande parte da assistência prometida nunca chegou, e a falta de estradas, somada às inundações recorrentes, dificultava a venda de sua produção. Em 2024, desiludido, ele voltou a cultivar coca. "É uma tragédia", diz Perea. "Mas, quando você tem filhos e não tem trabalho, que escolha lhe resta? Se a ajuda nunca chega, você volta a cultivar a planta." Folhas de coca, que podem ser processadas para produzir a droga cocaína BBC A folha de coca é uma cultura ancestral tradicionalmente usada por comunidades indígenas em chás e medicamentos. No entanto, hoje, a maior parte dela é processada para a produção de cocaína. Estima-se que 70% da oferta global dessa droga ilegal provenha da Colômbia. "A coca apresenta algumas vantagens importantes em relação a outras culturas", afirma Lucas Marín Llanes, pesquisador colombiano especializado na economia da coca e em estratégias de substituição de cultivos. "As colheitas são rápidas — os agricultores conseguem realizar três ou quatro por ano —, o transporte é mais fácil e eles sabem por qual preço venderão." Pesquisas das quais Marín participou indicam que o cultivo de coca também pode impulsionar as economias locais, tendo elevado o PIB municipal em até 10% em algumas áreas entre 2014 e 2019. Programas de substituição foram criados para ajudar os agricultores colombianos de coca a abandonar essa cultura e desenvolver meios de subsistência legais. Contudo, atualmente, o plantio de coca atinge níveis recordes, ultrapassando 250 mil hectares, e muitos colombianos participantes desses programas relatam sentir-se decepcionados. Agora no g1 Elena Hernández mudou-se para a região de cultivo de coca de Guaviare durante o "boom" da década de 1990, atraída por uma remuneração melhor. "Havia mais dinheiro naquela época; via-se isso em toda parte", diz ela. "Consegui economizar e comprar uma casa pequena." Mas a indústria da coca também trouxe violência e insegurança. Grupos armados disputavam o controle, enquanto o governo tentava conter a produção por meio da erradicação manual, fumigação aérea e prisões. Esses esforços cortaram a renda das famílias, mas não conseguiram impedir o cultivo. Por isso, quando um programa nacional de substituição foi lançado pelo governo da época, em 2017, Hernández não hesitou em aderir, juntando-se a cerca de 100 mil famílias às quais foi prometido apoio financeiro em troca de abandonar o cultivo de coca. Cada família deveria receber 36 milhões de pesos colombianos, hoje equivalentes a cerca de R$ 57 mil, pagos ao longo de dois anos. "Da forma como nos foi apresentado, parecia muito promissor para o desenvolvimento do nosso território", diz Hernández. Conhecida como Programa Nacional Integral de Substituição de Cultivos Ilícitos (PNIS), a iniciativa surgiu do acordo de paz de 2016 entre o governo e o maior grupo guerrilheiro da Colômbia, as FARC. Em troca da erradicação de suas plantações de coca, os agricultores também receberiam apoio técnico — inclusive de agrônomos — e orientações sobre o manejo do solo. Embora já existissem programas de substituição anteriormente, eles tinham alcance limitado. O PNIS foi a tentativa mais ambiciosa até o momento — e, a princípio, parecia estar funcionando. Em partes do sul de Meta e em Guaviare, as plantações de coca foram substituídas por limoeiros, cultivos de banana e pequenas criações de animais. Muitos agricultores, como Hernández, mantiveram-se afastados da coca. No entanto, isso não significa que eles considerem a iniciativa um sucesso. "O governo não estava muito comprometido conosco, agricultores. Fomos maltratados", explica Hernández, apontando problemas que surgiram logo no início. Houve atrasos nos pagamentos e, com frequência, o apoio técnico não se concretizava. A presença estatal precária nas áreas rurais e a falta de coordenação entre os órgãos faziam com que o apoio muitas vezes não chegasse às comunidades. O ímpeto do programa diminuiu à medida que as prioridades políticas mudaram. Iván Duque, que assumiu a presidência da Colômbia em 2018, redirecionou a abordagem do governo para estratégias de erradicação e segurança. Quando o atual presidente, Gustavo Petro, assumiu o cargo em 2022, o PNIS estava atrasado e enfrentava dificuldades para chegar às comunidades. Doralba Bejarano diz que tem tranquilidade após deixar de cultivar folhas de coca para a indústria da cocaína BBC Mas alguns agricultores relataram melhorias. Para Doralba Bejarano, de Puerto Rico, no sul de Meta, a situação melhorou à medida que o apoio, antes paralisado, começou a chegar. "Antes do programa, vivíamos aterrorizados", diz ela. "Tínhamos que esconder a pasta de coca porque a polícia e os militares nos prendiam." A pasta de coca é uma forma mais concentrada da planta, usada na produção de cocaína, o que permite aos produtores ganhar mais do que com a venda das folhas in natura. Agora, ela diz ter tranquilidade: "Vou aonde quero. Não tenho motivos para me esconder." Conta que muitas pessoas de sua comunidade estão recebendo apoio do governo para promover e vender culturas que não são de coca, bem como outros produtos alimentícios. Os desafios enfrentados pela substituição de cultivos também são impulsionados por forças que transcendem as fronteiras da Colômbia — a demanda contínua e enorme por cocaína nos EUA e na Europa, bem como o surgimento de novos mercados em outras regiões. "Neste momento, há uma demanda crescente e, portanto, haverá oferta para atendê-la", afirma Michael Weintraub, codiretor do Centro de Estudos sobre Segurança e Drogas da Universidade dos Andes, sediado em Bogotá, a capital colombiana. "Isso significa que a Colômbia continuará cultivando coca em um futuro próximo." Weintraub também descreve o cenário de segurança na Colômbia como "frágil", o que dificulta a atuação eficaz de programas de substituição em muitas áreas rurais. Embora o acordo de paz de 2016 tenha levado à desmobilização de grande parte das FARC, outros grupos armados ocuparam o vácuo deixado, passando frequentemente a controlar rotas de tráfico e as economias locais. O atual governo tem buscado enfrentar essa situação por meio de sua política de "Paz Total", que envolve negociações de paz com diversos grupos armados e facções criminosas. No entanto, analistas apontam que os avanços têm sido limitados. No ano passado, o governo iniciou a implementação do RenHacemos — um programa de substituição que visa aproveitar a base do PNIS e, ao mesmo tempo, corrigir suas falhas — em áreas-piloto. Além de oferecer apoio financeiro aos agricultores, o programa concentra-se na diversificação das economias locais, indo além da simples substituição da cultura agrícola. O suporte mais amplo incluirá melhorias na infraestrutura viária, acesso ao ensino superior, conectividade digital e melhores condições de moradia. "A coca é um negócio", afirma Gloria Miranda, diretora do órgão governamental responsável pela substituição de cultivos ilícitos na Colômbia. "É uma atividade criminosa, mas funciona como qualquer outro negócio. O RenHacemos visa substituir não apenas a planta de coca, mas toda a economia que a cerca — desde o processamento e a agroindústria até o transporte e a logística." No entanto, para muitos analistas, persistem dúvidas sobre se tais abordagens podem gerar mudanças duradouras. Llanes afirma que o crescimento contínuo do cultivo de coca demonstra que as intervenções recorrentes não funcionaram. Perea mostra-se cético quanto à possibilidade de receber, em breve, apoio do governo para abandonar o cultivo de coca — tanto ele quanto seus vizinhos. "O Estado nos abandonou completamente", diz ele, em meio aos pés de coca que cercam seu barraco de madeira desgastada. "Vivemos um dia de cada vez; às vezes, até nos falta comida." Por enquanto, ele diz que continuará cultivando coca — não por ser um criminoso, mas porque, segundo ele, essa é a sua única opção. "Nós não somos os traficantes; se eu fosse, não estaria vivendo como vivo."

  25. Araras colorem céu de Brasília Asa Norte, Lago Sul, Cruzeiro Novo e Grande Colorado. Em diferentes regiões do Distrito Federal, moradores têm registrado uma cena cada vez mais comum: bandos de araras ocupando árvores em áreas urbanas. Em uma das quadras da Asa Norte, oito aves chegaram a dividir a mesma árvore. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 DF no WhatsApp. Entre gritos, voos e uma disputa pelos melhores galhos, as aves viraram a atração de quem passa. Na portaria de um prédio da 312 Norte, a agente Cristiane Souza diz que a visita das araras já faz parte da rotina. Segundo ela, os animais costumam aparecer por volta das 10h, voltam no início da tarde e, às vezes, retornam no fim do dia. Bandos de araras 'invadem' o centro de Brasília e encantam moradores TV Globo "Quando elas vêm pra cá te traz uma alegria, uma harmonia. Você vê que as aves ensinam pra gente essa questão da humanização, de sermos mais unidos", disse. Aparições em diferentes regiões Arara é flagrada bebendo água de coco no Lago Sul, no DF. TV Globo Os registros não se limitam à Asa Norte. No Lago Sul, uma das aves foi filmada bebendo água de coco. No Cruzeiro, elas pousaram em uma área residencial. Araras pousaram em uma área residencial do Cruzeiro, no DF. TV Globo Já no Grande Colorado, um casal escolheu o tronco de uma palmeira para fazer um ninho — para eles e quem sabe também para os filhotes! Casal de araras escolhe tronco de uma palmeira para fazer um ninho no Grande Colorado, no DF. TV Globo Por que elas aparecem nas cidades? Segundo o biólogo Feliphe Novais, a presença das araras em diferentes regiões do Distrito Federal está relacionada à oferta de alimento e à grande quantidade de árvores espalhadas pela cidade. As aves utilizam árvores altas para descansar, socializar e observar o ambiente. O paisagismo de Brasília, que reúne espécies nativas e exóticas, também favorece a presença desses animais em áreas urbanas. "Elas vêm em busca de alimento, às vezes vêm em busca de árvores. Por serem animais que voam bem alto, elas enxergam árvores altas e consequentemente elas às vezes pousam pra repousar, pra socializar e ficar próximo a esse esse ambiente urbano nosso", explica. O especialista orienta que, ao encontrar uma arara, a população evite qualquer tipo de interação. A recomendação é não alimentar, não tocar e apenas observar as aves à distância, contribuindo para que elas continuem vivendo livres na natureza. LEIA TAMBÉM: CONDOMÍNIO RK: Justiça descarta demolição de mais de 2 mil casas no DF PREJUÍZO DE R$ 400 MIL: proprietário de galpão recebe imóvel destruído após 9 anos de aluguel Leia mais notícias sobre a região no g1 DF.

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