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G1 GLOBO (Tudo Diário)

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  1. Daniel Perez é filho de cubanos e tornou-se o centro do mais novo impasse diplomático entre EUA e Brasil Foto: Reprodução/Senado dos EUA A crise diplomática entre Brasil e Estados Unidos ganhou um novo capítulo nesta terça-feira (4), quando o governo Donald Trump anunciou a revogação da embaixadora do Brasil em Washington, Maria Luiza Ribeiro Viotti, em uma medida descrita por Washington como um ato de "tratamento recíproco". Segundo o Departamento de Estado, a decisão foi tomada em resposta à demora do governo brasileiro em conceder o agrément - a aprovação final das indicações na diplomacia - ao indicado para a embaixada dos EUA em Brasília, Daniel Perez. A medida ocorre dez dias após o Itamaraty negar vistos a dois enviados americanos ao Brasil. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp As relações entre Brasil e Estados Unidos já vinham atravessando uma trajetória de desgaste desde julho de 2025, quando Donald Trump anunciou tarifas sobre produtos brasileiros e justificou a decisão citando o que chamou de "caça às bruxas" contra o ex-presidente Jair Bolsonaro. Embora negociações tenham reduzido parte das tensões no fim daquele ano, e Lula e Trump tenham promovido encontros para tentar reaproximar os dois países, novos atritos surgiram ao longo de 2026, envolvendo segurança pública, comércio, eleições e diplomacia. 07/05/2026 - Lula e Trump se encontram na Casa Branca Em meio a esforços para reconstruir a relação bilateral, Lula foi recebido por Trump na Casa Branca em 7 de maio. A reunião durou cerca de três horas e foi classificada pelos dois presidentes como positiva. Após o encontro, Trump elogiou Lula, chamando-o de "muito dinâmico", enquanto o presidente brasileiro afirmou ter saído satisfeito das conversas. Na pauta estiveram a ampliação das relações econômicas, disputas comerciais, a exploração de terras raras, conflitos internacionais e a reforma do Conselho de Segurança da ONU. Lula afirmou ter proposto a criação de um grupo de trabalho bilateral para tratar de impasses comerciais. Temas que posteriormente gerariam atritos, como a classificação de facções brasileiras como grupos terroristas e os questionamentos americanos ao PIX, ficaram fora da discussão. LEIA TAMBÉM Quem é Maria Luiza Ribeiro Viotti, embaixadora do Brasil nos EUA que teve visto revogado pelo governo Trump 'Tensão entre Washington e Brasília': imprensa internacional repercute visto revogado de embaixadora do Brasil nos EUA Reciprocidade, impasse diplomático e 'America First': os argumentos dos EUA para revogar visto de embaixadora brasileira 26/05/2026 - Flávio Bolsonaro se reúne com Trump Menos de três semanas após a visita de Lula, foia vez do senador Flávio Bolsonaro ir a Washington. A viagem foi articulada por Eduardo Bolsonaro junto a aliados do governo americano. Durante a visita, Flávio afirmou ter pedido ao presidente dos EUA que classificasse o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas. O senador também discutiu temas relacionados à liberdade de expressão nas redes sociais e ao combate ao crime organizado. Segundo Flávio, Trump respondeu que analisaria a proposta sobre as facções brasileiras. O encontro foi interpretado por integrantes do governo Lula como um sinal de aproximação entre o bolsonarismo e a Casa Branca. 28/05/2026 - EUA classificam PCC e Comando Vermelho como organizações terroristas Dois dias após a reunião, o Departamento de Estado anunciou que mudaria a calssificação internacional das duas facções brasilerias, conforme o pedido de Flávio. A decisão também teve o apoio do secretário de Estado, Marco Rubio. O governo Lula tentou evitar a medida nos bastidores. A avaliação do Planalto era que a designação poderia abrir espaço para ações mais agressivas dos Estados Unidos no combate às facções. O governo brasileiro sustentava que PCC e CV devem ser tratados como organizações criminosas, e não terroristas, conforme a legislação nacional. 01/06/2026 - Trump indica Daniel Perez para a Embaixada dos EUA No início de junho, a Casa Branca anunciou Daniel Perez, presidente da Câmara da Flórida, como novo embaixador dos Estados Unidos no Brasil. O posto estava vago desde janeiro de 2025, quando Trump retornou à Presidência. Filho de imigrantes cubanos e aliado do presidente americano, Perez precisaria ainda ser aprovado pelo Senado dos EUA. Sua indicação ocorreu num momento de crescente tensão política entre os dois governos. 30/06/2026 - EUA pedem aval formal para Daniel Perez Quase um mês depois da indicação, Washington encaminhou oficialmente ao Itamaraty o pedido de agrément, a autorização diplomática necessária para que Perez pudesse assumir o cargo em Brasília. O episódio expôs um desconforto diplomático. No governo brasileiro, houve incômodo porque o nome de Perez havia sido anunciado publicamente antes da consulta formal ao Brasil, algo que foge ao protocolo diplomático tradicional. 15/07/2026 - EUA confirmam nova tarifa de 25% sobre produtos brasileiros A crise comercial voltou ao centro da relação bilateral quando os Estados Unidos confirmaram uma tarifa adicional de 25% sobre milhares de produtos brasileiros. A medida foi resultado de uma investigação comercial baseada na Seção 301 da Lei de Comércio americana. Washington alegou que o Brasil adota práticas que restringem o comércio, citando o PIX, regras para plataformas digitais, acesso ao mercado de etanol, combate à corrupção e questões ambientais. O governo Lula rejeitou as justificativas e considerou vários dos temas inegociáveis por estarem ligados à soberania nacional. 22/07/2026 - Tarifa entra em vigor A sobretaxa de 25% passou oficialmente a valer para cerca de 3 mil produtos brasileiros exportados aos EUA. Embora itens estratégicos para os americanos, como café, carne bovina, petróleo e aeronaves, tenham sido excluídos da medida, diversos setores industriais passaram a ser afetados. O governo brasileiro classificou a decisão como um marco negativo nas relações entre os dois países e iniciou estudos para eventual aplicação da Lei da Reciprocidade Econômica, mas manteve aberta a possibilidade de negociação diplomática. 25/07/2026 - Brasil nega vistos a diplomatas dos EUA A tensão escalou novamente quando o Itamaraty negou vistos a dois integrantes do Departamento de Estado americano: Riley Barnes e Samuel Samson. Segundo reportagem do Washington Post, ambos participariam de uma iniciativa para questionar a integridade do sistema eleitoral brasileiro antes das eleições presidenciais de outubro. O governo brasileiro considerou a missão uma tentativa de interferência externa em assuntos internos. Ministros do STF classificaram a iniciativa como "escandalosa" e "inusitada". Os Estados Unidos negaram que a viagem tivesse esse objetivo e afirmaram que os encontros tratariam de integridade eleitoral, liberdade religiosa e liberdade de expressão. 04/08/2026 - EUA revogam visto de diplomata brasileira Dez dias após a negativa dos vistos aos americanos, Washington anunciou a revogação do visto de Viotti. A Casa Branca vinculou a decisão tanto ao impasse envolvendo Daniel Perez quanto ao princípio de reciprocidade diplomática. O governo Trump afirmou que o visto poderá ser restabelecido caso o Brasil autorize a nomeação de Perez. A medida representa o ponto mais recente de uma escalada de tensões que, ao longo de pouco mais de um ano, passou de disputas comerciais para embates diplomáticos e questionamentos envolvendo segurança pública e o processo eleitoral brasileiro.

  2. Vacina do sarampo na cidade de São Paulo. Marcelo Camargo/Agência Brasil A Prefeitura de São Paulo disponibiliza a plataforma "De Olho na Fila", conhecida como "Filômetro", para informar a situação das filas nos postos de vacinação contra o sarampo na capital. Desde segunda-feira (3), está ocorrendo uma campanha de reforço da imunização contra a doença em todas as Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e nas AMAs/UBSs Integradas da capital. A ação teve início após a confirmação de 15 casos de sarampo no estado neste ano (12 na capital, dois em São Bernardo do Campo e um em Guarulhos). A ferramenta "De Olho na Fila" permite que a população consulte, em tempo real, quais unidades têm menor tempo de espera antes de se deslocar para receber a vacina (veja como funciona abaixo). Segundo a administração municipal, o objetivo é distribuir melhor o fluxo de pessoas entre os postos, evitando aglomerações e longas filas. O serviço pode ser acessado pelo site "De Olho na Fila". Na plataforma, o usuário escolhe o tipo de posto ou a região da cidade em que pretende se vacinar. Estão disponíveis opções como postos volantes, drive-thru, megapostos e unidades localizadas nas regiões Centro, Leste, Norte, Oeste e Sul. Capital vacina quase 30 mil contra o sarampo Após a seleção, o sistema exibe uma lista com os endereços dos postos, a situação das filas — que varia de "sem fila" a "fila grande" — e o horário da última atualização das informações. De acordo com a prefeitura, os dados são atualizados periodicamente ao longo do dia para refletir a movimentação nas unidades de vacinação. Veja como descobrir os postos com menos fila ➡️Acesse a página inicial do site "De Olho na Fila" Tela principal da página De Olho Na Fila, o "filômetro" da vacinação contra o sarampo da cidade de São Paulo Reprodução/Prefeitura de SP ➡️Clique na zona onde pretende se vacinar "De Olho Na Fila" mostra os postos de saúde onde se vacinar contra sarampo em São Paulo Reprodução/Prefeitura de SP ➡️Ao selecionar o campo "disponibilidade de imunizante", é possível consultar quais vacinas estão disponíveis naquela unidade Opções de imunizantes disponíveis em casa unidade de vacinação na capital paulista Reprodução/Prefeitura de SP

  3. Vereador suspeito de estupro é investigado na Câmara e na Polícia Civil em SP A Câmara de Sertãozinho (SP) tem 90 dias para apresentar o relatório de uma comissão processante que investiga o vereador Antonio Cesar Peghini, o Cesinha (PL), suspeito de estuprar uma mulher dentro do próprio gabinete. A vítima afirma que o episódio ocorreu em junho, após ela procurar o parlamentar em busca de ajuda para conseguir um emprego. Segundo o depoimento, as conversas sobre trabalho teriam evoluído para investidas de cunho sexual por parte do vereador, que teria agendado o encontro no gabinete em um horário específico em que estaria sozinho. ✅Clique aqui para seguir o canal do g1 Ribeirão e Franca no WhatsApp Cesinha nega as acusações, alega ser alvo de uma tentativa de extorsão e afirma que provará a inocência ao longo do processo. Gabinete do vereador Cesinha (PL), denunciado por estupro em Sertãozinho (SP). Reprodução/EPTV A seguir, veja o que se sabe sobre as denúncias e as investigações: Quem é o vereador denunciado? O investigado é Antonio Cesar Peghini, conhecido como Cesinha, filiado ao PL. O parlamentar tem 56 anos e está no sexto mandato como vereador em cerca de 30 anos de vida pública. Em 2017, ele chegou a ser investigado e cassado por gastos com queijo e vinho com verba pública, mas o caso foi arquivado. Em 2018, durante uma confusão na Câmara, Cesinha agrediu um assessor de um parlamentar. Qual é a denúncia? A denúncia é de estupro. Segundo o relato da vítima à Polícia Civil e à Câmara, o crime teria ocorrido no dia 15 de junho. Uma moradora da cidade afirma ter sido submetida a ato sexual sem consentimento dentro do gabinete do vereador na Câmara. Ela alega que o parlamentar se aproveitou de sua situação de vulnerabilidade emocional e financeira. César Peghini agrediu assessor que filmava tumulto na Câmara de Sertãozinho, SP Reprodução/EPTV LEIA TAMBÉM 'Vou dispensar mais cedo a secretária': veja mensagens entre vereador denunciado por estupro e vítima em SP 'Eu paralisei, sabia que não ia adiantar gritar', diz mulher que acusa vereador de Sertãozinho, SP, de estupro no gabinete Câmara de Sertãozinho, SP, abre comissão processante contra vereador após denúncia de estupro Em entrevista, a mulher relatou que "paralisou" durante a abordagem e que não adiantaria gritar, pois a secretária do vereador já havia sido dispensada. Ela apresentou mensagens onde o parlamentar teria dito que dispensaria mais cedo a secretária e a orientado a chegar às 17h para o encontro. Após o ato, ela afirma ter saído em estado de choque e até dado carona ao vereador por se sentir coagida. Mensagem atribuída a vereador sobre encontro com mulher que denunciou estupro na Câmara de Sertãozinho (SP). Reprodução/EPTV O que será investigado na Câmara? A Câmara investigará quebra de decoro parlamentar e má conduta de improbidade administrativa. Uma comissão composta pelos vereadores Juan Luis Flores Bertuso, José André Roberto Mazer e Marília Gabriela Fernandes da Silva conduzirá os trabalhos. Eles analisarão documentos, mensagens de celular, imagens das câmeras de segurança do prédio e ouvirão testemunhas, além da própria vítima e do denunciado. O grupo tem um prazo de até 90 dias para concluir o relatório. O que pode acontecer com o vereador na Câmara? Ao final dos trabalhos da comissão, um relatório será submetido a votação no plenário, que pode levar à cassação do mandato do vereador, caso as provas sejam consideradas contundentes, ou ao arquivamento do processo. Câmara Municipal de Sertãozinho (SP). Reprodução/EPTV Como estão as investigações na Polícia Civil? O caso também é investigado pela Polícia Civil, mas como suspeita de crime contra a dignidade sexual. No âmbito desse inquérito criminal, a Justiça concedeu medidas protetivas à favor da vítima, proibindo Cesinha de manter contato ou de se aproximar dela, de familiares e testemunhas a uma distância mínima de 300 metros. O que diz o vereador? O vereador Antonio Cesar Peghini nega todas as acusações de estupro e afirma ser inocente. Ele nega que tenha havido qualquer ato sexual sem consentimento e afirma que não houve promessa ou intermediação de emprego para a denunciante. Ele argumenta que a função de vereador não tem o poder de gerar empregos e que, portanto, não poderia prometer algo que não teria como cumprir. Durante a sessão na Câmara, o vereador declarou ser alvo de uma tentativa de extorsão. Ele afirmou possuir capturas de tela de mensagens que corroborariam sua versão. Cesinha também defendeu a abertura da comissão processante na Câmara, pedindo aos colegas que votassem favoravelmente à investigação para que ele pudesse provar sua inocência. Ele afirma que a verdade será esclarecida ao longo do processo. Sobre as medidas protetivas, ele afirmou que confia no Judiciário e que não tem interesse ou motivos para descumprir as ordens judiciais. Vereador Cesinha (PL) durante sessão que criou comissão para apurar denúncia em Sertãozinho (SP) Reprodução/Câmara de Sertãozinho Veja mais notícias da região no g1 Ribeirão Preto e Franca

  4. Justiça derruba veto da Prefeitura e permite realização de parada LGBTQIA+ em Vinhedo O Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJ-SP) derrubou um veto da Prefeitura e permitiu a realização da 9ª Parada do Orgulho LGBTQIA+ de Vinhedo (SP). Cabe contestação. O evento está agendado para 16 de agosto de 2026, no centro de convivência da cidade. A decisão, que tem caráter liminar, ainda obriga a administração a se reunir com os organizadores do evento para definir a logística. Caso a determinação seja descumprida, o município poderá receber multa diária de R$ 20 mil. Segundo informações obtidas pelo g1, a Associação da Parada do Orgulho LGBT de Vinhedo - Bianca Niero, responsável pela parada, chegou a formalizar um pedido para a festa acontecer no centro de convivência. ✅ Participe do canal do g1 Campinas no WhatsApp Porém, a Prefeitura rejeitou a solicitação, com base em supostos estragos que teriam sido encontrados no espaço público em edições anteriores do evento e em supostos problemas de segurança pública. O Executivo ainda não permitiu que a associação fizesse qualquer manifestação com uso de estruturas fixas, como palcos e trios elétricos. Por conta da proibição, os organizadores resolveram ajuizar o caso. O g1 procurou a Prefeitura de Vinhedo para comentar a decisão, mas não teve resposta até a última atualização desta reportagem. Pedido e análise Supostos estragos apontados pela Prefeitura de Vinhedo Reprodução/TJ O pedido da associação para fazer a parada no centro de convivência foi apresentado ao município por meio do processo administrativo nº 1.276/26, aberto em 28 de janeiro de 2026. No dia seguinte, a Secretaria de Justiça emitiu um parecer contrário à realização do evento. O documento cita dois procedimentos administrativos anteriores que apontaram a festa como responsável por supostos danos ao espaço público, que resultaram em consertos de R$ 161,1 mil: Furos no piso emborrachado da quadra do centro de convivência decorrentes da fixação de barracas; Marcas de arraste de grades; Tráfego indevido de veículos pesados em áreas de uso esportivo; Acúmulo excessivo de resíduos. Além disso, a Guarda Civil Municipal (GCM) teria desaconselhado a realização de novas paradas no centro de convivência "por razões de segurança pública, ordem urbana e mobilidade", sugerindo como alternativa um parque do município. O parecer foi acatado pela Procuradoria Geral, Secretaria de Esporte e Lazer e Secretaria de Defesa Social e Mobilidade Urbana. A decisão final, no entanto, coube à Secretaria de Cultura e Turismo. Um ato assinado pelo secretário Renato Romanetto vetou definitivamente a realização do evento e destacou tanto os supostos estragos quanto o direito de "ir e vir" de outros cidadãos. "Tais prejuízos não apenas revelam a inobservância contratual por parte da permissionária, como também configuram afronta ao dever de guarda e zelo dos bens públicos, sendo juridicamente inadmissível que a administração permaneça inerte", ponderou Romanetto. O ato ainda determinou que qualquer manifestação promovida pela associação acontecesse exclusivamente em espaços abertos, como passeatas em vias públicas, e sem utilização de estruturas fixas. Processo Imagem de arquivo da Parada do Orgulho LGBT de Vinhedo Pride Vinhedo O veto e os apontamentos feitos pela administração municipal motivaram os organizadores a ajuizarem uma ação. Nela, a associação lembrou que os procedimentos administrativos que apuraram os supostos estragos foram discutidos e anulados pela Justiça, porque não traziam provas de que os danos tinham sido causados pela parada. "É juridicamente inadmissível e vedado ao Poder Executivo ressuscitar ou reaproveitar administrativamente atos desconstituídos pelo Poder Judiciário para fundamentar novas restrições ao exercício de direitos fundamentais", protestou a associação. Além disso, os organizadores acusaram a Prefeitura de homofobia institucional — quando são colocadas barreiras ou proibições a manifestações públicas LGBTQIA+ sob falsas alegações de "proteção ao patrimônio público", "ordem urbana" ou "perturbação do sossego". "Sem a plenitude das liberdades de reunião, de livre manifestação do pensamento e de associação, não há democracia de fato. A reunião pacífica de cidadãos e cidadãs em locais públicos constitui o instrumento mais elementar de expressão coletiva e de reivindicação social", ponderaram. Decisão Imagem de arquivo da Parada do Orgulho LGBT de Vinhedo Pride Vinhedo Em 27 de julho de 2026, a 1ª Vara de Vinhedo negou o pedido da associação para derrubar o veto ao evento. No entanto, os organizadores recorreram da decisão e, na última sexta-feira (31), o TJ (2ª instância judicial) concedeu a liminar para suspender os efeitos da decisão do município, confirmando a realização da parada. "Não há comprovação mínima dos supostos danos causados ao patrimônio público causados em edições anteriores do mesmo evento, não bastando, para tanto, as fotografias dos autos, sem olvidar que sequer constam do processo administrativo cópia do laudo técnico ou discriminação orçamentária dos prejuízos alegadamente sofridos", disparou o relator Carlos Von Adamek. Com isso, a Prefeitura tem até cinco dias, a partir da intimação, para se reunir com a associação para definir o planejamento do evento. Em caso de descumprimento, será imposta multa diária de R$ 20 mil, limitada a R$ 200 mil. VÍDEOS: tudo sobre Campinas e região Veja mais notícias sobre a região no g1 Campinas

  5. Como uma receita de granola deu origem a uma empresa de catering de R$ 100 mil por mês Uma carreira consolidada na publicidade parecia ser o caminho natural de Lilian Santos. Durante 25 anos, ela trabalhou no mercado corporativo, enquanto alimentava um antigo sonho: atuar profissionalmente na gastronomia. A mudança, porém, só aconteceu depois de um episódio que transformou sua forma de enxergar a vida. Em janeiro de 2022, Lilian descobriu que tinha quatro aneurismas cerebrais e precisou colocar dois stents. O diagnóstico fez com que ela repensasse prioridades e decidisse investir naquilo que sempre gostou de fazer. "A vida dá sinais. Eu pensei que precisava aproveitar esse tempo e fazer o que eu realmente amava: a gastronomia", conta. O recomeço aconteceu de forma simples: dentro da própria cozinha. Ela começou produzindo granola artesanal para amigos, que insistiam para que transformasse a receita em um negócio. A empreendedora criou uma marca, passou a divulgar o produto nas redes sociais e, pouco tempo depois, começou a participar de pequenos eventos. A estratégia funcionou. A granola virou uma vitrine para novos clientes e abriu caminho para um mercado muito maior: o de catering, serviço especializado em preparar e servir alimentos em eventos corporativos e sociais. Hoje, cerca de 80% da receita da empresa vem do atendimento a empresas, mas o negócio também realiza festas particulares. Os pratos são preparados previamente na cozinha da empresa e finalizados no local do evento. O crescimento acelerado trouxe um desafio logo no início: organizar um evento para 160 convidados. Mesmo sem ter realizado algo daquela dimensão anteriormente, Lilian aceitou o trabalho. Segundo ela, a experiência acumulada ao longo da carreira anterior foi determinante para enfrentar esse momento. "Quando as pessoas dizem que começaram do zero, eu discordo. A gente nunca começa do zero. Leva toda a história, o repertório e os aprendizados da carreira anterior", afirma. Com o aumento da demanda, a empreendedora convidou Camila Cezário dos Santos para integrar a sociedade. Enquanto Lilian concentra esforços na gestão e no relacionamento com clientes, a sócia assumiu a coordenação das operações, da equipe e das compras. Para Camila, o sucesso da parceria está na confiança construída entre as duas. "Acho que uma sociedade de sucesso depende de lealdade, conversa e entendimento." Hoje, a empresa registra faturamento médio de R$ 100 mil por mês e aposta principalmente na fidelização dos clientes. Um dos exemplos é o de Tatiane Ruiz, que há dois anos contrata o buffet para os encontros mensais de seu clube de leitura. Segundo a cliente, cada evento recebe um cardápio diferente, muitas vezes temático, e o cuidado com a experiência é um dos diferenciais do negócio. "Elas sempre surpreendem meus convidados e entregam uma experiência incrível, com uma culinária afetiva e, ao mesmo tempo, surpreendente", afirma. Agora, o próximo passo é ampliar a atuação da empresa. Além de continuar investindo no mercado corporativo, Lilian pretende aumentar a participação em eventos sociais e promover oficinas gastronômicas em seu espaço. "Tenho certeza de que a empresa só vai crescer", diz. Como uma granola artesanal deu origem a uma empresa de catering que fatura R$ 100 mil por mês Reprodução/PEGN Xodó Catering e Gastronomia 📍 Endereço: Rua Tavares Bastos, 692- Pompéia São Paulo/SP – CEP: 05012-020 📞Telefone: (11) 997950463 📧 Email: comercial@xodogastronomia.com.br 🌐 Site: https://xodogastronomia.com.br/ 📸 Instagram: https://www.instagram.com/xodo.gastronomia/

  6. Como o mercado financeiro reage às notícias? Manchetes sobre guerra, inflação, PIB, decisões do Banco Central e tarifas anunciadas pelos Estados Unidos podem movimentar bilhões de reais na bolsa de valores em poucos segundos. Isso acontece porque o mercado financeiro não reage apenas aos fatos, mas também ao impacto que eles podem ter sobre os lucros futuros das empresas e a economia. Ao comprar uma ação, o investidor adquire uma pequena parte de uma empresa. O preço desse ativo reflete a expectativa sobre a capacidade da companhia de gerar resultados no futuro. Em geral, o crescimento da economia, a queda dos juros e o aumento dos lucros tendem a favorecer a valorização das ações. O fator decisivo, porém, é a diferença entre a expectativa e a realidade. Quando um resultado supera o que o mercado esperava, as ações podem subir. Se os números apenas confirmam as projeções ou ficam abaixo delas, os papéis podem cair, mesmo diante de um lucro recorde. Por isso, a bolsa é vista como uma aposta no futuro, e não como um retrato do presente. Toda semana, o g1 Explica descomplica a economia, o mercado financeiro e a educação financeira, mostrando o impacto de tudo isso no seu bolso.

  7. Homem morre em confronto com a PM após roubar farmácia em Campinas Um homem foi morto na noite desta terça-feira (4) durante confronto com a Polícia Militar (PM) após ter roubado uma farmácia na Rua Serra da Mantiqueira, no Jardim Proença, em Campinas (SP). Imagens de câmeras de segurança obtidas pela EPTV, emissora afiliada da TV Globo, mostram o suspeito armado e exigindo dinheiro de funcionárias, que entregam as notas. ✅ Participe do canal do g1 Campinas no WhatsApp Ele foge do estabelecimento. Pouco tempo depois, uma viatura da PM aparece no local e é chamada por pessoas. Os agentes aceleram o veículo para tentar alcançar o homem. De acordo com a PM, os policiais se depararam com o suspeito, o que motivou o confronto. O autor do assalto foi alvejado, recebeu atendimento médico, mas não resistiu aos ferimentos e morreu. O dinheiro roubado foi devolvido para a farmácia. Homem exigiu que funcionárias de farmácia entregassem dinheiro Câmeras de segurança VÍDEOS: tudo sobre Campinas e região Veja mais notícias sobre a região no g1 Campinas

  8. A Polícia Civil encontrou no celular da empresária Eliane Alves dos Santos pesquisas sobre como desmontar e limpar um veículo. Segundo a investigação, as buscas reforçam a suspeita de que os investigados tentaram eliminar vestígios do assassinato da cozinheira Berenice Ramos de Aguiar, em Ubatuba, no Litoral Norte de São Paulo. As informações constam na denúncia apresentada pelo Ministério Público, aceita pela Justiça nesta segunda-feira (3). Além de Eliane, também são réus o namorado dela, Irimar Castilho, e o sobrinho, Magno dos Santos Neri Barbosa, presos por suspeita de participação no crime e na ocultação do cadáver. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Vale do Paraíba e região no WhatsApp De acordo com a investigação, as pesquisas encontradas no celular da empresária são um dos elementos que sustentam a acusação de fraude processual. Cozinheira Berenice Ramos de Aguiar, de 60 anos. Reprodução/Arquivo pessoal Os policiais também apontaram que a caminhonete onde, segundo o Ministério Público, Berenice foi morta, passou por uma oficina em Jacareí após o crime. Ainda conforme a investigação, houve descarte e troca de aparelhos celulares, exclusão de dados e a retirada do HD do sistema de câmeras do local onde a cozinheira trabalhava. Para o Ministério Público, Berenice foi morta após uma discussão com a patroa por causa de verbas trabalhistas. A denúncia afirma que Eliane atirou na cozinheira durante um trajeto pela Rodovia Rio-Santos, enquanto Magno dirigia a caminhonete. Após o crime, segundo a acusação, o corpo foi levado para uma área de mata em Angra dos Reis (RJ), onde foi encontrado 17 dias depois do desaparecimento da vítima. Eliane Alves dos Santos está presa desde 10 de julho. Irimar Castilho foi preso na segunda-feira (3) e Magno dos Santos Neri Barbosa nesta terça-feira (4). Os três respondem por homicídio qualificado, ocultação de cadáver e fraude processual. Caso Berenice: Polícia acredita que cozinheira foi morta no dia do desaparecimento e investiga outros envolvidos Foto 1: Arquivo pessoal/Foto 2: Reprodução Rede Vanguarda/Foto 3: TV Rio Sul O que dizem os envolvidos? A defesa de Magno informou que, por enquanto, não vai se manifestar sobre o caso. Já o advogado de Irimar afirmou que o cliente é inocente. O advogado que representava Eliane disse que deixou a defesa da investigada. O g1 busca a nova defesa. Veja mais notícias do Vale do Paraíba e região bragantina

  9. O Município de Montes Claros dá continuidade às obras de drenagem e pavimentação no bairro Jardim Panorama, região oeste da cidade. As obras estão colocando fim ao sofrimento dos moradores, que por anos conviveram com alagamentos e muita poeira. Os serviços estão sendo realizados nas ruas Um, Três, J, K, H, N, Dr. Ialley Ricardo Alves Santos, Gabriel Batista, Luísa Campos Pacheco, Marciano Camboeiro, Paulo César Soares Machado e Santa Luzia. O investimento para garantir mais conforto e qualidade de vida para os moradores é de R$ 8,2 milhões. A rede de escoamento de água pluvial terá 2.321 metros de extensão, enquanto que a pavimentação asfáltica irá cobrir uma área de 6.555 metros quadrados de ruas. "O serviço está impecável”, garante o morador Giovani Aquino Solon Queiroz Mas não é só o Município que está construindo no local. Giovani Aquino de Oliveira está fazendo uma casa em uma das ruas beneficiadas, e vem acompanhando as duas obras com a mesma empolgação: “o serviço está impecável, muito bom. Eu acompanho essa obra desde o início, e incentivo outros proprietários a construírem aqui também”. Erick de Castro, engenheiro civil: “quando chovia, corria um rio por cima dessa rua” Solon Queiroz Erick de Castro Barbosa, engenheiro civil, também está acompanhando a obra de perto. Ele, que trabalha com engenharia hidráulica e saneamento, afirma que o conjunto de obras vai beneficiar muito a população. “A gente tinha poeira, lama, água empoçada. As entregas não conseguiam chegar. Quando chovia, corria um rio por cima dessa rua. Aqui vai parecer um lugar que quem veio dois anos atrás não vai reconhecer. O bem-estar das pessoas, a qualidade de vida, vão melhorar muito”, prevê.

  10. 'Delivery com Maju': apresentadora recebe entregadores para jantar e ouvir suas histórias No fim de um domingo, basta alguns toques no celular para pedir uma pizza, um hambúrguer ou comida japonesa. Pouco tempo depois, um entregador chega à porta. Na nova série "Delivery com Maju", exibida pelo Fantástico, esses trabalhadores deixam as motos de lado por alguns minutos para sentar à mesa com Maju Coutinho e contar as histórias por trás das mochilas de entrega. Veja o primeiro episódio no vídeo acima. O primeiro personagem é Jobinho, que resume um dos maiores dilemas da profissão. Embora valorize a liberdade de organizar a própria rotina, convive com uma renda imprevisível. "Tem a sensação de você ser seu próprio patrão. A única coisa que a gente não pode escolher é o preço, porque já vem do aplicativo. Você escolhe a hora que vai trabalhar, como vai se organizar, o tipo de férias que vai ter. É louco porque você não sabe quanto vai ganhar no mês. Sabe quanto tem que pagar". Segundo o IBGE, o Brasil tinha 485 mil entregadores por aplicativo em 2024, quase 10% a mais do que na pesquisa realizada dois anos antes. O crescimento da categoria trouxe também novos desafios para quem depende das corridas para pagar as contas. Jobinho calcula que costuma faturar entre R$ 250 e R$ 300 por dia. Mas o valor varia conforme a demanda, o clima, o trânsito e até o tempo de espera nos restaurantes. Até pouco tempo, ele conseguia tirar a terça-feira para descansar. Hoje, trabalha praticamente todos os dias. "Agora estou de segunda a segunda". Da pandemia para a moto A vida sobre duas rodas começou durante a pandemia. Antes, Jobinho trabalhava como motorista de aplicativo. Com as restrições e a queda nas corridas, precisou buscar outra fonte de renda. No início, acompanhava um amigo nas entregas. "Eu ia na garupa com a mochila. Era auxiliar de motoboy". Depois vieram a bicicleta, uma mobilete, uma moto alugada e, por fim, a motocicleta própria, apelidada por ele de "venenosa". Antes disso, chegou a trabalhar com carteira assinada em duas empresas, mas decidiu não voltar ao mercado formal. "Cansei de empresa. Me irritava muito como funcionam as coisas. Para mim, todo mundo tem que ser tratado da mesma forma". Solidariedade sobre duas rodas Apesar da concorrência pelas corridas, Jobinho diz que existe um forte espírito de união entre os entregadores. "Se algum motoboy sofre um acidente, você vê como a gente reage. A gente atende, para, liga. Eu mesmo já fiz muito isso". A solidariedade, no entanto, tem um custo. "Perde dinheiro. Às vezes eu tenho que maneirar um pouco, porque paro muito para ajudar todo mundo". Essa rede de apoio também existe no ambiente virtual. Grupos com centenas ou até milhares de entregadores servem para avisar sobre promoções dos aplicativos, mudanças no trânsito, chuva e até pedidos de socorro. A realidade que o cliente não vê Por trás de cada entrega, há dificuldades que raramente aparecem para quem faz o pedido. Além da renda instável, Jobinho relata que muitos estabelecimentos impedem os entregadores de usar o banheiro ou até de pegar um copo d'água. "Tem vez que a gente não consegue parar para usar o banheiro. Você pede uma água e a pessoa fala que é só para cliente". Para ele, a falta de estrutura afeta diretamente a saúde dos trabalhadores. "O motoboy precisa de um auxílio, precisa de uma estrutura. Quando ele se machuca, ele não pode trabalhar. O provedor da casa vira um custo. Isso está deixando os motoboys doentes". Foi para tentar amenizar essa realidade que um grupo de entregadores criou uma base mantida com doações da própria categoria. O espaço oferece café, água, marmitas, micro-ondas, banheiro, tomadas para carregar celulares e bicicletas elétricas, além de um sofá para descanso. Em alguns casos, o local também serve de abrigo. "Tem motoboy que não tem lugar para morar em São Paulo. Trabalha de madrugada e dorme na base". Orgulho da profissão Apesar das dificuldades, Jobinho não pensa em abandonar o delivery. Ao ser perguntado se pretende fazer faculdade ou seguir outro caminho profissional, responde sem hesitar. "Não quero isso para mim. Até quando vou ficar nisso? Só Deus sabe. Mas eu não penso em fazer outra coisa". No fim da conversa com Maju Coutinho, vem uma pergunta simples: se pudesse fazer uma entrega especial, para quem seria? A resposta também é simples. "Uma pizza... para o meu pai e para a minha mãe". 'Delivery com Maju': apresentadora recebe entregadores para jantar e ouvir suas histórias Reprodução/TV Globo GloboPop: clique para ver os vídeos do palco do Fantástico Ouça os podcasts do Fantástico ISSO É FANTÁSTICO O podcast Isso É Fantástico está disponível no g1 e nos principais aplicativos de podcasts, trazendo grandes reportagens, investigações e histórias fascinantes em podcast com o selo de jornalismo do Fantástico: profundidade, contexto e informação. Siga, curta ou assine o Isso É Fantástico no seu tocador de podcasts favorito. Todo domingo tem um episódio novo.

  11. A operação contra criminosos que recebiam informações vazadas direto da Justiça Uma gravação encontrada pela Polícia Federal durante a investigação sobre uma quadrilha suspeita de desviar dinheiro de clientes da Caixa Econômica Federal mostra que o chefe do grupo cogitou medidas extremas diante do avanço das investigações. Segundo a PF, o áudio foi encontrado durante a análise dos celulares apreendidos na operação. Na gravação, atribuída a Jader Henrique Arias de Almeida, apontado como líder da organização criminosa, ele comenta o andamento dos inquéritos e chega a mencionar a possibilidade de recorrer à violência. "O dinheiro da pessoa só segura aqui, segura ali... segura a delegacia... manda matar..." De acordo com os investigadores, apesar da fala registrada no áudio, não há indicação de que a ameaça tenha sido colocada em prática. A Polícia Federal afirma que a ideia foi discutida, mas não levada adiante. A gravação foi localizada durante uma investigação que inicialmente apurava fraudes contra clientes da Caixa, mas ganhou novos contornos após a descoberta de que integrantes da quadrilha tiveram acesso antecipado a uma decisão judicial protegida por segredo de Justiça. A análise dos celulares revelou que o documento circulou entre os investigados antes do cumprimento dos mandados de busca e apreensão. A partir dessa descoberta, a investigação passou a apurar também um possível vazamento de informações dentro da Justiça Federal. Segundo a Polícia Federal, três servidores são suspeitos de repassar dados sigilosos ao grupo criminoso. As defesas negam envolvimento ou não se manifestaram sobre as acusações. O Fantástico apurou que a Polícia Federal e o Ministério Público Federal pediram novos mandados de busca e apreensão para serem cumpridos dentro da própria Justiça Federal. Os servidores investigados foram afastados das funções enquanto as apurações continuam. Quadrilha que desviou R$ 45 milhões de clientes da Caixa recebeu informações vazadas da Justiça Como funcionava esquema O levantamento da PF encontrou dois núcleos de atuação da quadrilha. Em São Paulo, o casal Matheus Casado Natário e Isabely Alves de Sousa coordenava as fraudes e obtinha acesso às contas das vítimas. Eles criaram uma empresa nas Ilhas Virgens Britânicas, um paraíso fiscal, para tentar evitar a recuperação de valores pelas autoridades brasileiras, e mantinham parte dos recursos desviados em criptomoedas, que são mais difíceis de rastrear. Já no Rio de Janeiro, a investigação aponta que o chefe era Jader Henrique Areas de Almeida, que coordenava as ações da organização. Ele confirmava as ações, definia a data dos golpes e distribuía os dados das vítimas para o grupo. Enzo Grillo Filho é apontado pela PF como o operador financeiro da organização. Era o testa de ferro de Jader e fazia o dinheiro da quadrilha circular entre o Rio e São Paulo. Vazamento do documento sigiloso A partir da análise de celulares dos integrantes da quadrilha, a Polícia Federal descobriu que os criminosos também tinham acesso a um documento sigiloso: a íntegra da decisão judicial que autorizava a operação contra a quadrilha. O documento é protegido por segredo de justiça, portanto apenas juízes, investigadores e servidores da Justiça Federal podem ter acesso. O chefe da quadrilha chegou a apagar a mensagem com o documento, mas esqueceu que uma cópia no bloco de notas do próprio celular. A Polícia Federal encontrou uma conversa em que ele encaminha o documento para um dos comparsas. O criminoso responde: "Que zica, hein... Blindar o patrimônio". Depois da descoberta, a investigação mudou de rumo. O objetivo era entender como uma decisão que deveria estar protegida pela Justiça Federal foi parar no celular do chefe da quadrilha. Como o documento chegou à quadrilha A Polícia Federal passou a refazer o caminho percorrido por esse documento e descobriu que o primeiro acesso à decisão foi feito por um servidor da Justiça Federal: Jackson Cozendey. Os investigadores afirmam que ele não tinha nenhum motivo funcional para consultar aquele processo e o apontam como o principal responsável por repassar informações sigilosas à quadrilha, em troca de pagamentos. Em novas consultas realizadas, os registros indicam que a conexão de internet que ele usou estava instalada no escritório de advocacia onde trabalha a esposa dele, Gabrielle Cozendey. A advogada declarou renda mensal de R$ 5.200, mas a PF aferiu que ela movimentou R$ 1,74 milhão em seis meses. A defesa do servidor da Justiça Federal Jackson Cozendey e de Gabrielle Cozendey afirma que eles não possuem qualquer vinculação com os fatos apurados no referido processo. A Polícia Federal afirma que houve uma atuação coordenada de três servidores para fazer a decisão sair de dentro da Justiça. As defesas do casal Matheus Casado e Isabely Alves de Sousa, assim como a de Jader Almeida, não responderam o contato. O Fantástico também não conseguiu falar com os advogados de Enzo Grillo Filho. A Polícia Federal e o Ministério Público Federal não quiseram gravar entrevista. O Fantástico apurou que a PF e o MPF estão pedindo à Justiça Federal novos mandados de busca e apreensão para serem cumpridos dentro da própria Justiça Federal. O Fantástico procurou a Justiça Federal, mas o TRF não se pronunciou sobre a investigação. Quadrilha que desviou R$ 45 milhões da Caixa teve acesso antecipado a documento sigiloso da Justiça Fantástico GloboPop: clique para ver os vídeos do palco do Fantástico Ouça os podcasts do Fantástico ISSO É FANTÁSTICO O podcast Isso É Fantástico está disponível no g1 e nos principais aplicativos de podcasts, trazendo grandes reportagens, investigações e histórias fascinantes em podcast com o selo de jornalismo do Fantástico: profundidade, contexto e informação. Siga, curta ou assine o Isso É Fantástico no seu tocador de podcasts favorito. Todo domingo tem um episódio novo. PRAZER RENATA O podcast 'Prazer, Renata' está disponível no g1, no Globoplay, no Deezer, no Spotify, no Google Podcasts, no Apple Podcasts, na Amazon Music ou no seu aplicativo favorito. Siga, assine e curta o 'Prazer, Renata' na sua plataforma preferida.
  12. Influenciadora teve foto de biquíni transformada em imagem pornográfica por IA Uma mulher que teve fotografias manipuladas por inteligência artificial para a criação de conteúdo pornográfico relatou ter sido vítima de chantagem e decidiu denunciar o caso à polícia. Em participação no Fantástico, ela afirmou que imagens publicadas em suas redes sociais foram alteradas e divulgadas em um site adulto. Segundo o relato, criminosos utilizaram suas fotos e inseriram partes íntimas de outra pessoa para criar montagens falsas. "As minhas fotos foram modificadas. Eu estou totalmente nua num site adulto", contou a influenciadora digital Débora Sanchez. Após descobrir a fraude, ela reuniu provas, registrou capturas de tela e procurou uma delegacia. Guerra ao deepfake: Paolla Oliveira expõe a violência que atinge mulheres e meninas Sentimento de culpa A vítima afirmou que chegou a questionar se teria alguma responsabilidade pelo ocorrido por ter compartilhado uma foto de biquíni. "Eu cheguei infelizmente a pensar: será que a culpa é minha? Eu postei uma foto de biquíni", disse. Depois, concluiu que não havia feito nada de errado. "É tão comum a gente postar uma foto de biquíni. Qual que é o problema disso?" Ela afirmou que decidiu não se calar diante da situação e defendeu que outras mulheres também denunciem esse tipo de crime. Apoio da família A vítima destacou que o apoio dos familiares foi fundamental para enfrentar o episódio. Segundo ela, o acolhimento do marido e dos parentes ajudou a superar o medo e o trauma causados pela exposição. "A minha família ter me acolhido, meu esposo ter me acolhido, em nenhum momento ter pensado que a culpa era minha, foi o que mais me deu força", afirmou. Apesar do impacto emocional, ela disse que procurou não se deixar abalar pelo conteúdo produzido. "Eu não me abalei porque não era eu, não era o meu corpo", declarou. Veja a reportagem completa no vídeo abaixo: Guerra ao deepfake: Paolla Oliveira expõe a violência que atinge mulheres e meninas GloboPop: clique para ver os vídeos do palco do Fantástico Ouça os podcasts do Fantástico ISSO É FANTÁSTICO O podcast Isso É Fantástico está disponível no g1 e nos principais aplicativos de podcasts, trazendo grandes reportagens, investigações e histórias fascinantes em podcast com o selo de jornalismo do Fantástico: profundidade, contexto e informação. Siga, curta ou assine o Isso É Fantástico no seu tocador de podcasts favorito. Todo domingo tem um episódio novo. PRAZER, RENATA O podcast 'Prazer, Renata' está disponível no g1, no Globoplay, no Deezer, no Spotify, no Google Podcasts, no Apple Podcasts, na Amazon Music ou no seu aplicativo favorito. Siga, assine e curta o 'Prazer, Renata' na sua plataforma preferida.

  13. TREs fazem mutirões em escolas para incentivar jovens a participar das eleições Jornal Nacional/ Reprodução As eleições de 2026 serão realizadas no dia 4 de outubro, data para o 1º turno, com a realização do 2º turno em 25 de outubro, caso necessário, para as corridas ao governo e à Presidência da República. Saiba quais cargos estão em disputa. O g1 detalha as atribuições de cada um dos cinco cargos em disputa no pleito de 2026 (inserir link). Na primeira votação, o eleitor terá que escolher os seus representantes para cinco cargos, enumerados aqui na mesma ordem em que aparecerão na urna eletrônica: deputado estadual; deputado federal; dois senadores; governador; presidente. Deputado estadual A quantidade de deputados estaduais eleitos depende da representação dos estados na Câmara dos Deputados, em Brasília. Cada assembleia legislativa terá três vezes o número de deputados estaduais em comparação com os federais. Nos estados com mais de 12 deputados federais, há uma diferença na conta: triplica-se apenas até o 12º representante. Acima disso, cada vaga em Brasília é contabilizada como mais um. Por exemplo: São Paulo tem 70 deputados federais na Câmara. Para calcular o total de deputados estaduais, multiplicam-se os 12 primeiros por 3, o que resulta em 36. Depois, somam-se os 58 deputados federais que excedem esse limite. Assim, São Paulo tem 94 deputados estaduais. Candidatos a deputados estaduais possuem cinco números. LEIA TAMBÉM: O que faz um deputado estadual? Deputados federais Serão eleitos 513 deputados federais, como em todas as eleições. A quantidade de representantes por estado depende da população local. Quanto mais moradores, mais deputados. No entanto, a Constituição Federal firmou o número mínimo em 8 e o máximo em 70. Por ser o estado mais populoso, São Paulo tem direito a 70 deputados federais, enquanto os estados com menor população do país possuem 8 cadeiras na Câmara: Acre, Amazonas, Amapá, Distrito Federal, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Norte, Rondônia, Roraima, Sergipe e Tocantins. Candidatos a deputados federais possuem quatro números. LEIA TAMBÉM: O que faz um deputado federal? Senadores Nas eleições deste ano, serão renovados 2/3 do Senado, pois serão eleitos dois por estado, correspondendo a 54 candidatos eleitos. A votação será em duas etapas: primeiro senador e só depois de confirmar, a tela para o votar no segundo senador aparecerá. Cada unidade federativa (o que inclui o Distrito Federal) possui três senadores, que têm mandatos de oito anos, sem limites para reeleição. As eleições são intercaladas: em um pleito, os estados renovam uma cadeira, no seguinte, duas vagas são renovadas. Candidatos a senadores possuem três números. LEIA TAMBÉM: O que faz um senador? Governadores Também serão escolhidos 27 governadores, representantes para chefiarem os poderes executivos de todas as unidades federativas, com possibilidade de cumprirem até dois mandatos de quatros anos consecutivamente, caso sejam reeleitos no pleito seguinte. Como trata-se de cargo executivo, a disputa pode ter 2º turno, caso o primeiro colocado não supere mais de 50% dos votos válidos. Candidatos a governadores possuem dois números. LEIA TAMBÉM: O que faz um governador? Presidente Em 2026, também será escolhido um presidente, que será o representante máximo do poder executivo no país. Para ser eleito no 1º turno, o candidato precisa ter 50% mais um dos votos válidos. Caso contrário, a disputa segue para o segundo turno, que neste ano acontecerá no dia 25 de outubro. Candidatos a presidentes possuem dois números. LEIA TAMBÉM: O que faz o presidente?

  14. Quimbanda: prática de matriz africana que busca cura espiritual. Arquivo pessoal Uma estátua de 11 metros em homenagem ao Diabo foi erguida na Taíba, em São Gonçalo do Amarante, região metropolitana de Fortaleza. O monumento foi construído pela feiticeira (como ela se define) Mãe Rainha das Trevas, no templo religioso Palácio Estrela Negra da Quimbanda. Mas o que á quimbanda? O g1 conversou com Roberto Leão, que é praticante de quimbanda há 3 anos e se tornou tata (entenda abaixo) em 2026. Ele também é pai de santo na umbanda, religião que pratica há 20 anos. 💡 Tata é uma espécie de mestre, dirigente ritualista na prática da quimbanda. 'Tata’ significa "pai" ou "sacerdote", na linhagem Congo-Angola. ➡️ Clique aqui para seguir o canal do g1 Ceará no WhatsApp A primeira característica que o Tata Roberto destacou é que a quimbanda não é uma religião. É uma prática que pode ser feita por pessoas de qualquer religião. “A quimbanda é uma prática magística, inclusive agrega todas as religiões. Então, ela é uma prática diaspórica, ela tem a sua origem realmente em matriz africana, mas com muita influência também dos povos originários, e influência também da magia cerimonial europeia”, explicou Pai Roberto. A prática é determinada como um culto a entidades como exus e pombagiras. No Banto, grupo etnolinguístico da África subsaariana, a palavra ‘kimbanda’ significa curador. O termo em português, escrito “quimbanda”, é também a palavra designada aos adeptos da prática. LEIA TAMBÉM: Feiticeira gastou R$ 100 mil com estátua em homenagem ao Diabo Prefeitura diz que obra da estátua do Diabo é legal e defende liberdade religiosa Do Ceará a Madri: estátua do Diabo entra para lista de monumentos que retratam Lúcifer no mundo; veja lista Processo de cura A prática é determinada como um culto a entidades como exus e pombagiras. Arquivo pessoal Assim como outras religiões de matriz africana, os fundamentos e ritos da quimbanda são compartilhados historicamente pela oralidade. Não existe um livro específico que rege os preceitos, tal como a Bíblia, o Alcorão e a Torá. Assim, não existe um único modo, universal, de praticar a quimbanda. “É um processo de você buscar, sem negar as suas sombras, entender quem você é por inteiro, compreender esse mergulho quase psicanalítico para dentro de você, entender quais são os seus desejos, ter consciência de quem você é por inteiro e decidir, ter a liberdade do que vale a pena você realizar ou não. Então, isso é um processo individual”, explicou o tata. Pai Roberto enxerga que passado, presente e futuro acontecem "ao mesmo tempo", e não de uma forma linear, um evento após o outro. Assim, ele explica que, ao acessar os exus e pombagiras, o praticante acessa uma parte de si próprio, da própria ancestralidade. “Na minha compreensão particular, o que chamamos [de quimbanda] é um culto ao morto, então é necromante, a gente cultua os nossos exus e pombagiras, que são os personagens principais da nossa quimbanda”, reforçou o líder espiritual. Para alguns adeptos da quimbanda, busca-se também a cura espiritual para que não seja mais necessário reencarnar. Nessa perspectiva, a reencarnação é um “castigo” espiritual, onde o indivíduo fica fadado a reviver todas as partes boas e ruins da vida carnal. Ao ser plenamente curado, a pessoa se tornaria um exu ou pombagira. “Não é uma prática do mal. É uma prática de se curar. É uma prática de cultuar a sua ancestralidade, honrar a si mesmo, se compreender como inteiro e ser uma pessoa mais completa”, complementou o tata Roberto Leão. Estátua do Diabo Estátua de 11 metros em homenagem ao Diabo é construída no Ceará O monumento em homenagem ao Diabo foi construído em uma propriedade privada da feiticeira Mãe Rainha das Trevas, que é líder religiosa há quase 30 anos. A estátua foi inaugurada no último dia 25 de julho. A feiticeira disse que gastou mais de R$ 100 mil para idealizar e levantar a estátua. Um engenheiro civil foi responsável pelo projeto. No entanto, ela não quis informar quanto tempo levou para o monumento ficar pronto. A Prefeitura de São Gonçalo do Amarante afirmou que a obra da estátua do Diabo é regular e obedeceu à legislação municipal. Segundo a Prefeitura, a emissão da Licença Ambiental e do Alvará de Construção pelo Município ocorreram de acordo com a legislação e foram concedidas após autorização do Governo do Estado. A gestão municipal explicou que, como o empreendimento é localizado na Área de Proteção Ambiental (APA) das Dunas do Litoral Oeste, foi necessária autorização da Secretaria Estadual de Meio Ambiente e Mudança do Clima (SEMA). Estátua em homenagem ao Diabo, construído na Taíba, região metropolitana de Fortaleza. Carlos Marlon/TVM

  15. Renan Santos durante ato de lançamento da candidatura à Presidência, em SP Reprodução O g1 e a GloboNews realizam, nesta quarta-feira (5), uma entrevista com Renan Santos, candidato à Presidência da República pelo partido Missão. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia A entrevista será conduzida pelas jornalistas Andréia Sadi e Natuza Nery nos novos estúdios da GloboNews, no Rio de Janeiro, às 14h, com duração aproximada de uma hora e meia. Onde assistir? O g1 e a GloboNews vão transmitir ao vivo e simultaneamente. Após a exibição, o conteúdo completo ficará disponível em vídeo no g1 e em áudio no podcast O Assunto. A entrevista faz parte de uma série realizada com os candidatos. Foram convidados os cinco primeiros colocados na pesquisa Datafolha mais recente, divulgada no dia 24 de julho. Um sorteio realizado no dia 27 de julho, com a participação de representantes das campanhas, definiu a seguinte ordem: terça-feira (4): Lula (PT) – a assessoria do presidente informou que ele não compareceria. quarta-feira (5): Renan Santos (Missão) – confirmou presença. quinta-feira (6): Romeu Zema (Novo) – confirmou presença. sexta-feira (7): Ronaldo Caiado (PSD) – confirmou presença. segunda-feira (10): Flávio Bolsonaro (PL) – ainda não confirmou presença. Agora no g1 Romeu Zema e Ronaldo Caiado confirmaram a participação dos candidatos nas datas definidas no sorteio. A equipe de Flávio Bolsonaro ainda não confirmou a presença do candidato na próxima segunda. O 1º turno das eleições ocorre no dia 4 de outubro. Lula, Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado, Romeu Zema, Renan Santos Ricardo Stuckert, Raul Spinassé, Cristiano Borges, Karoline Barreto e Reprodução

  16. A Associação Brasileira dos Coreanos realiza nos dias 15 e 16 de agosto, das 10h até 20h, a 19ª edição do Festival da Cultura Coreana Divulgação A Associação Brasileira dos Coreanos realiza nos dias 15 e 16 de agosto, das 10h às 20h, a 19ª edição do Festival da Cultura Coreana, considerado o maior evento dedicado à cultura coreana da América Latina. O evento será na Praça Coronel Fernando Prestes, no Bom Retiro, bairro que concentra a maior comunidade coreana do Brasil. De acordo com a organização, o festival vai celebrar o Dia da Cultura Coreana, que é comemorado em 15 de agosto. A data também celebra o Dia da Libertação Nacional da Coreia, marco histórico que simboliza a independência do país e reforça a memória e a identidade da comunidade coreana. Durante os dois dias de programação, o público poderá vivenciar uma imersão nas diferentes expressões da cultura coreana, fortalecendo o intercâmbio cultural entre Brasil e Coreia. A expectativa de público para esta edição é de cerca de 100 mil pessoas. Com curadoria de Bruno Kim, presidente da Associação Brasileira dos Coreanos, o festival reunirá manifestações tradicionais e contemporâneas da cultura coreana em um único espaço. O evento conta com o apoio do Consulado Geral da República da Coreia, Centro Cultural Coreano no Brasil, Agência Coreana de Conteúdo Criativo (KOCCA), Centro de Educação Coreana, além da Prefeitura de São Paulo e do governo estadual. "O festival foi criado para proporcionar uma experiência completa da cultura coreana. Da música tradicional ao K-pop, do taekwondo à caligrafia, das artes cênicas à gastronomia, o público poderá conhecer a riqueza e a diversidade de uma cultura construída ao longo de milhares de anos. Mais do que uma celebração, o festival fortalece o intercâmbio cultural entre Brasil e Coreia e aproxima ainda mais os dois países ", afirmou Bruno Kim, presidente da entidade. Show internacional O Centro Cultural Coreano no Brasil (CCCB) apresenta, durante o Festival da Cultura Coreana, o show internacional do cantor sul-coreano Gaho, um dos principais nomes da nova geração da música da Coreia do Sul. O artista conquistou reconhecimento internacional ao interpretar "Start Over", trilha sonora do fenômeno Itaewon Class, um dos K-dramas de maior sucesso dos últimos anos. Com uma voz marcante e repertório que reúne pop, rock e baladas, Gaho acumula milhões de reproduções nas plataformas digitais e também interpreta trilhas sonoras de outras produções de sucesso da televisão coreana. Sua apresentação representa uma oportunidade para o público brasileiro assistir gratuitamente a um dos artistas que simbolizam o alcance global da Hallyu (Onda Coreana), movimento cultural responsável por levar a música, os dramas, o cinema e a cultura pop da Coreia do Sul ao mundo. O artista sobe ao palco nos dias 15 e 16 de agosto, encerrando a programação do Palco Principal com um espetáculo especialmente aguardado pelos fãs de K-pop e K-dramas. Gastronomia coreana A gastronomia ocupa lugar de destaque na programação do Festival da Cultura Coreana em SP Divulgação A gastronomia ocupa lugar de destaque na programação e evidencia a riqueza de uma culinária reconhecida pelo equilíbrio entre sabores, ingredientes frescos e receitas tradicionais. A área gastronômica reúne 30 barracas, comandadas por restaurantes e empreendedores da comunidade coreana, com dezenas de opções de pratos típicos preparados especialmente para o festival. Entre as especialidades estão bibimbap (arroz com legumes, carne e ovo), bulgogi (carne marinada grelhada), tteokbokki (bolinhos de arroz ao molho levemente picante), kimchi (conserva fermentada de acelga, um dos maiores símbolos da culinária coreana), frango frito coreano, entre outras opções, além de bebidas e doces típicos. Os pratos estarão disponíveis por valores entre R$ 20 e R$ 50, permitindo ao público conhecer a diversidade de sabores da gastronomia coreana por meio de uma experiência gastronômica autêntica e acessível. Além da gastronomia, o festival contará com apresentações artísticas, oficinas, exposições, vivências e feira de produtos típicos, proporcionando uma experiência completa da cultura coreana. A gastronomia ocupa lugar de destaque na programação do Festival da Cultura Coreana em SP Divulgação Programação do Palco Principal Sábado (15) 11h às 14h – Exibição de videoclipes de K-pop. 14h às 14h10 – Apresentação de tambores tradicionais e taepyeongso (instrumento tradicional de sopro) – Bukmaru. 14h10 às 14h30 – Coral de músicas coreanas – Coral das Mães Coreanas. 14h35 às 14h50 – Trot: músicas coreanas – Coral da Associação dos Idosos da Coreia. 14h50 às 15h – Poesia, música e declamação – Si Kkot – Associação Profissional de Declamação de Poesia Coreana. 15h às 15h10 – Canções infantis coreanas – Coral da Escola Coreana Sunkyo. 15h10 às 15h30 – Gayageum Byeongchang (canto tradicional coreano acompanhado de gayageum) – Studio Artista Lalla. 15h35 às 15h55 – Apresentação de saxofone – Hanullim Saxofone. 16h às 16h20 – Demonstração de taekwondo – Brasil Taekwondo Demonstration Team. 16h25 às 16h45 – Canções coreanas interpretadas por cantor lírico – Barítono Daniel Lee (participação especial de Soeui Yang). 16h50 às 17h05 – Apresentação de daegeum (flauta tradicional coreana) – Shin Bi-seong, intérprete certificado de Daegeum Sanjo (Patrimônio Cultural Imaterial Nacional nº 45 da Coreia). 17h05 às 17h15 – Apresentação conjunta de daegeum e gayageum byeongchang – Shin Bi-seong e Soeui Yang. 17h20 às 18h – Cerimônia de abertura. 18h às 19h – Apresentação Especial da Coreia – Artes Tradicionais Coreanas – Hannuri Yeonhui, Universidade Nacional de Artes da Coreia (K-Arts). 19h às 20h – Show Internacional – Gaho (Coreia do Sul), intérprete da trilha sonora do drama Itaewon Class e de músicas autorais. Domingo (16) 11h | 13h –K-pop – MV. 11h às 13h – Exibição de videoclipes de K-pop. 13h às 13h15 – Performance de caligrafia coreana – Seong Ju Na. 13h15 às 13h25 – Trot: músicas coreanas – Tae Kyu Kang. 13h30 às 13h50 – Música coreana e pop internacional – In Kang. 13h55 às 14h15 – Gayageum Byeongchang (canto tradicional coreano acompanhado de gayageum) – Gayagatos. 14h20 às 14h40 – Samulnori Hanullim (música tradicional coreana de percussão). 14h45 às 15h05 – Apresentação de saxofone – Som da Nova Fonte. 15h05 às 15h25 – Line Dance – Sugi Line Dance. 15h25 às 15h30 – Dança tradicional coreana (Ipchum) – Bomi Hong. 15h30 às 15h50 – Demonstração de taekwondo – Brasil Taekwondo Demonstration Team. 15h55 às 16h15 – Apresentação de banda com música coreana – Tony Band. 16h20 às 16h40 – Coral de canções líricas coreanas – Coral Sejong. 16h40 às 16h55 – Solo de canção lírica coreana – Rogério Nunes e Yara Terra (finalistas do programa KBS K-Gagok Superstar). 17h às 17h15 – Apresentação de daegeum (flauta tradicional coreana) – Shin Bi-seong, intérprete certificado de Daegeum Sanjo (Patrimônio Cultural Imaterial Nacional nº 45 da Coreia). 17h15 às 17h25 – Apresentação conjunta de daegeum e gayageum byeongchang – Shin Bi-seong e Soeui Yang. 17h30 às 18h30 – Apresentação Especial da Coreia – Artes Tradicionais Coreanas – Hannuri Yeonhui, Universidade Nacional de Artes da Coreia (K-Arts). 18h30 às 19h30 – Show Internacional – Gaho (Coreia do Sul), intérprete da trilha sonora do drama Itaewon Class e de músicas autorais. 19h30 às 20h – Espetáculo de dança – Jazz, K-pop Cover, Hip-Hop e Jazz Funk – Poz-e Dance & Pozetion. Programação Paralela Complexo Cultural Oswald de Andrade Com curadoria do Centro Cultural Coreano no Brasil (CCCB), o Complexo Cultural Oswald de Andrade receberá uma programação dedicada à difusão da cultura, da arte e do conhecimento sobre a Coreia, reunindo atividades que promovem o intercâmbio cultural e aproximam o público brasileiro das tradições e da produção contemporânea coreana. O CCCB fica na Rua Três Rios, 363 – Bom Retiro. 2ª edição da Feira Cultural Bomre-Dong – Munhwa-ro Feira cultural com exposições de arte, artesanato, literatura e moda coreanas, valorizando artistas, artesãos e pequenos empreendedores, além de fortalecer o intercâmbio cultural no bairro do Bom Retiro. 3ª edição do K-Debate Série de palestras e mesas de debate com pesquisadores e especialistas sobre história, cultura, Hallyu, identidade e as relações entre Brasil e Coreia. 15/8 (sábado) 14h | 16h – Ativistas da Independência Coreana: vertentes, dilemas e consequências. 16h30 | 18h – Circuitos Segmentados da Hallyu no Brasil: streaming, webtoons e eventos. 16/8 (domingo) 11h – Descubra a Coreia Local: Turismo, Wellness e Experiências Autênticas. 14h | 15h30 – Entre Culturas: Experiências, Identidade e Representação no Brasil e na Coreia. Feira Study in Korea no Brasil Coordenada pelo Centro de Educação Coreana em São Paulo, a Feira Study in Korea no Brasil reunirá informações sobre cursos de graduação, pós-graduação, programas de intercâmbio e de idioma. O público poderá esclarecer dúvidas sobre bolsas de estudo, processo de admissão, vistos e outras oportunidades acadêmicas. Participam da feira as universidades: Kyungbok University Kyungdong University Silla University Sun Moon University O Centro de Educação Coreana em São Paulo manterá um estande para orientar os visitantes interessados em estudar na Coreia do Sul. Arquivo Histórico Municipal O espaço receberá uma exposição com curadoria da KOCCA (Agência Coreana de Conteúdo Criativo), dedicada à promoção da indústria de conteúdos criativos da Coreia do Sul. A mostra apresentará ao público o universo da Hallyu, com destaque para K-pop, K-dramas, games, animação, moda e outras manifestações da economia criativa que projetam a cultura coreana no cenário internacional. Endereço: Praça Coronel Fernando Prestes, 152 – Bom Retiro SERVIÇO: 19º Festival da Cultura Coreana 📅 Quando? 15 e 16 de agosto, das 10h às 20h 📍Onde? Praça Coronel Fernando Prestes, ao lado da Estação Tiradentes do Metrô - Bom Retiro, Centro 💲 Quanto? Gratuita ➡️Mais informações: @festivalculturacoreana A Associação Brasileira dos Coreanos realiza nos dias 15 e 16 de agosto, das 10h até 20h, a 19ª edição do Festival da Cultura Coreana Divulgação A Associação Brasileira dos Coreanos realiza nos dias 15 e 16 de agosto, das 10h até 20h, a 19ª edição do Festival da Cultura Coreana Divulgação

  17. Anúncios fraudulentos prometiam consultas a supostos valores disponíveis e direcionavam usuários a sites que simulavam serviços oficiais Reprodução/NetLab-UFRJ; Arte/g1 Golpistas têm usado programas e serviços públicos, entre eles Valores a Receber, Brasil Sorridente e Minha Casa Minha Vida, como iscas em anúncios falsos nas plataformas da Meta. É o que mostra um estudo do Laboratório de Estudos de Internet e Redes Sociais da Universidade Federal do Rio de Janeiro (NetLab/UFRJ), ao qual o g1 teve acesso com exclusividade. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Entre janeiro e março de 2026, os pesquisadores identificaram 860 anúncios fraudulentos, publicados por 152 páginas, que exploravam políticas públicas brasileiras no Facebook, Instagram e em outras plataformas da empresa. Agora no g1 Para Débora Salles, coordenadora-geral de pesquisa do NetLab, o número representa apenas uma parte de uma estrutura maior e organizada. “A gente chama de indústria da desinformação, porque vê que é um negócio organizado e estruturado. Apesar de 860 anúncios já ser um volume considerável, sabemos que estamos vendo a ponta do iceberg. Enfrentamos muitas limitações na transparência que a Meta oferece sobre publicidade. Então, o que conseguimos coletar e arquivar é uma fração do problema”, explica. “Um único anúncio pode ser visto por milhares ou até milhões de pessoas. Quando contabilizamos um anúncio, isso não significa que ele seja apenas um post visto por poucas pessoas. Não sabemos quantas pessoas viram esses conteúdos, porque a Meta também não oferece esse tipo de informação”, diz Débora. Procurada pelo g1, a Meta não respondeu até a publicação desta reportagem. O serviço mais utilizado pelos golpistas foi o Valores a Receber, do Banco Central, citado em 345 anúncios. Em seguida aparecem: Brasil Sorridente: 230 anúncios; Minha Casa Minha Vida: 67; Auxílio Gás: 62; Bolsa Família: 31; CNH do Brasil: 30; Carteira de Trabalho: 29; Desenrola Brasil: 19. De acordo com o levantamento, 26,3% dos anunciantes exploraram mais de uma política pública em suas publicações. Segundo Débora, programas que envolvem pagamentos ou benefícios diretos têm maior potencial para atrair vítimas. O Valores a Receber também alcança um público amplo, sem restrições de idade ou condição socioeconômica. “Quando envolve recebimento de dinheiro, existe uma questão de ser mais atrativo para o usuário: ‘Opa, posso conseguir um auxílio de forma facilitada, um auxílio que eu nem sabia que tinha direito’. Isso funciona como um chamariz para a possível vítima. No caso das políticas públicas, quanto mais direta a relação financeira, maior o apelo.” As peças usavam promessas falsas ou informações fora de contexto para fazer os usuários acreditarem que tinham direito a dinheiro, benefícios ou serviços inexistentes. Em alguns casos, os anúncios direcionavam as vítimas a sites que cobravam uma taxa para consultar o suposto benefício. Uma das falsas promessas afirmava que o governo teria liberado até R$ 12 mil para todas as pessoas que trabalharam nos últimos anos. Outros anúncios divulgavam um programa inexistente de cashback para usuários de cartão de crédito. Os anúncios também se apropriavam da identidade de veículos de imprensa e de conteúdos com aparência jornalística para parecer legítimos. Entre os casos identificados, páginas falsas usavam o nome e elementos visuais do g1 para divulgar supostas consultas a valores disponíveis. As peças não tinham relação com o veículo e buscavam levar o usuário a sites fraudulentos. Sites simulavam canais oficiais O estudo identificou 185 anúncios, 21,5% do total, que usavam páginas e sites para simular canais oficiais do governo. Em 154 anúncios, o usuário era direcionado para um site que se apresentava como uma página oficial. Outras 66 peças foram publicadas por páginas que usavam nomes ou elementos visuais associados ao governo e a programas públicos. As duas estratégias apareciam de forma combinada em parte das publicações. Os endereços dos sites também incluíam referências a instituições e serviços públicos, além de expressões como “oficial” e “org”, para transmitir legitimidade. Em um dos exemplos analisados, uma página prometia uma consulta gratuita ao Brasil Sorridente, mas encaminhava o usuário a um site repleto de anúncios. Segundo o NetLab, o objetivo era fazer a pessoa percorrer diferentes páginas para gerar receita publicitária. Segundo o NetLab, muitas das páginas praticamente não mantêm atividade pública regular e são reaproveitadas para diferentes campanhas. “Muitas vezes, elas têm perfis que são quase fantasmas nas plataformas. Do ponto de vista do conteúdo orgânico, publicam muito pouco. Também trocam de nome e imagem: em algum momento a página foi Fabiana, depois vira gov.br e depois vira Ronaldo. Elas são recicladas", explica. Quase metade utilizava inteligência artificial Dos 860 anúncios analisados, 394, ou 45,8%, apresentavam vídeos gerados ou manipulados por inteligência artificial. Entre as estratégias identificadas estão vídeos com imagens manipuladas de políticos, jornalistas e outras figuras públicas. Segundo a pesquisa, esses rostos conhecidos eram usados para dar credibilidade às publicações e induzir os usuários ao erro. Uma deepfake do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) apareceu em pelo menos 16 anúncios da amostra. De acordo com o NetLab, o vídeo já era utilizado desde 2025 em golpes relacionados ao Pix. Anúncios fraudulentos usavam uma deepfake do deputado Nikolas Ferreira e uma página falsa com o nome e a identidade visual do g1 para divulgar supostos valores a receber Reprodução/NetLab-UFRJ; Arte/g1 O estudo também encontrou 146 anúncios, 17% do total, que usaram o recurso de “criativo dinâmico” da própria Meta. A ferramenta combina diferentes imagens, títulos e textos com inteligência artificial para mostrar versões distintas de uma mesma publicidade. Assim, um anúncio pode exibir conteúdos diferentes de acordo com o usuário alcançado ou a plataforma em que aparece. Em um dos casos, a mesma campanha mostrou uma imagem de cidade, o depoimento de uma suposta beneficiária e a deepfake de Nikolas. Para os pesquisadores, a existência de várias versões pode dificultar a identificação das irregularidades e ser explorada para contornar os mecanismos de fiscalização. Anúncio ficou 73 dias no ar Anúncio fraudulento que prometia reduzir parcelas de financiamento de veículos permaneceu no ar nas plataformas da Meta por 73 dias Reprodução/NetLab-UFRJ; Arte/g1 Os anúncios fraudulentos permaneceram ativos por uma média de 4,4 dias. O NetLab avalia que o período curto pode indicar uma estratégia de campanhas rápidas, substituídas frequentemente para reduzir as chances de detecção. Apesar disso, 14 anúncios ficaram no ar por mais de um mês. Um deles permaneceu ativo durante 73 dias, quase dois meses e meio. O estudo afirma que a permanência das peças por períodos prolongados mostra falhas da plataforma em interromper a circulação de campanhas fraudulentas. Rede de páginas administradas na China Os pesquisadores também identificaram uma rede de 18 páginas administradas na China, responsável pela publicação de 67 anúncios enganosos. As peças misturavam referências ao Brasil Sorridente, Bolsa Família e Valores a Receber, além de divulgar benefícios inexistentes. Algumas das páginas também publicavam conteúdos semelhantes em inglês e espanhol. “Foi interessante perceber que esse é um mercado internacional, que não está restrito ao Brasil. Muitas dessas páginas promovem golpes em outros idiomas, para outros países e outros públicos. É realmente uma indústria transnacional que atua sem grandes obstáculos nessas redes sociais", explica a coordenadora do estudo. Embora os anúncios analisados não fossem de propaganda eleitoral, Débora afirma que a atuação de páginas administradas no exterior revela uma vulnerabilidade que também pode ser explorada durante a disputa de 2026. “Isso mostra que estamos suscetíveis à influência externa no que diz respeito à fraude. Mas, quando pensamos no contexto eleitoral, também fica claro que a Meta não está controlando quem veicula conteúdo problemático ou político para o país. Isso é extremamente sensível.” Segundo a pesquisadora, a legislação eleitoral não permite que campanhas sejam financiadas ou impulsionadas do exterior. Para ela, a rede identificada pelo estudo serve de alerta sobre a capacidade de agentes estrangeiros alcançarem usuários brasileiros. “A evidência de que existe uma rede de páginas promovendo esses conteúdos a partir da China mostra que, com uma probabilidade muito alta, isso também pode acontecer nas eleições. É um alerta, porque, nas eleições, isso pode ter impacto direto nos resultados.” A localização foi identificada a partir das informações de transparência fornecidas pela própria Meta. A empresa, no entanto, não divulga esse dado em todos os casos. Por isso, não é possível estimar quantos anúncios foram pagos fora do Brasil e direcionados ao público brasileiro nem determinar a dimensão completa das redes estrangeiras envolvidas. Como foi feito o estudo O NetLab coletou anúncios da Biblioteca de Anúncios da Meta publicados entre 1º de janeiro e 31 de março de 2026. A busca foi feita de forma automatizada, a partir de termos relacionados a políticas públicas brasileiras. Depois, os pesquisadores combinaram métodos computacionais e análise qualitativa para identificar peças com indícios de golpes, padrões suspeitos e violações das normas publicitárias. A pesquisa analisou apenas anúncios disponíveis nas plataformas da Meta. Segundo o laboratório, os 860 casos representam uma parte de um mercado maior, que também atua em outras redes sociais. O relatório aponta ainda que a falta de informações públicas, completas e auditáveis sobre a publicidade digital dificulta a identificação dos responsáveis, o cálculo da dimensão do problema e a fiscalização das campanhas.

  18. Lula em vídeo com música cuja voz foi produzida com auxílio de IA; Flávio Bolsonaro retratado como piloto; Jair Bolsonaro em vídeo sintético exibido na convenção do PL; e Renan Santos em publicação que usa IA em vídeo sobre Daniel Vorcaro Reprodução/Instagram Na pré-campanha eleitoral, a inteligência artificial já apareca em jingles, clipes, sátiras, reconstruções históricas e ataques, publicados tanto pelos próprios políticos quanto por partidos, aliados e apoiadores. Os vídeos e imagens colocam os pré-candidatos em situações que nunca ocorreram: Romeu Zema (Novo) canta sobre Minas Gerais; Flávio Bolsonaro (PL) pilota um caça e captura um ladrão de celular; e Renan Santos (Missão) usa IA em um vídeo sobre o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. A tecnologia também aparece no entorno e no perfil oficial de Lula (PT): parlamentares usaram cenas com a tecnologia para recontar a trajetória do presidente, enquanto ele compartilhou um vídeo embalado por uma música escrita por uma apoiadora e com voz produzida com IA. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça A produção desse tipo de conteúdo já vinha acelerando no início do ano. Em levantamento divulgado em março, que analisou publicações até fevereiro, o Observatório IA nas Eleições identificou que a média diária de conteúdos políticos produzidos com IA cresceu 50% em relação ao período eleitoral de 2024. Carla Rodrigues, coordenadora de Plataformas e Mercados Digitais da Data Privacy Brasil e integrante do projeto, afirma que o ritmo aumentou ainda mais desde então. “Estamos atualizando esses números, mas já notamos um crescimento muito maior em relação àqueles três primeiros meses do levantamento, principalmente porque estamos chegando perto das eleições. Quanto mais perto, a tendência é que cresça o volume de conteúdos, sobretudo de imagens negativas”, afirma Carla. Agora no g1 Entre os conteúdos analisados, 45% foram classificados como desinformativos e 73% não informavam o uso da tecnologia. “A maioria dos conteúdos não é rotulada. Isso vale tanto para conteúdos mapeados quanto para conteúdos completamente de ataque à oposição ou até de violação dos direitos daquela pessoa. Quando fomos entender o que estava acontecendo nesse campo, percebemos que 73% dos nossos achados não possuíam sinalização de uso de inteligência artificial e estavam sendo compartilhados e gerando engajamento dentro das plataformas. A remoção depende muito, além do conteúdo, da denúncia”, afirma Carla. As regras já valem na pré-campanha Embora a propaganda eleitoral comece oficialmente em 16 de agosto, as exigências relativas à IA já alcançam conteúdos político-eleitorais veiculados na pré-campanha. Na segunda-feira (3), o TSE e a Advocacia-Geral da União (AGU) firmaram um acordo de cooperação e disponibilizaram uma cartilha de boas práticas sobre o uso de IA nas eleições, como recomendações para identificar a propaganda gerada por IA, revisar as peças antes da divulgação, verificar fontes, datas e contextos e evitar conteúdos enganosos ou manipuladores. A cartilha também orienta a denúncia de usos indevidos por meio do Sistema de Alertas de Desinformação Eleitoral (Siade), do aplicativo Pardal, do Ministério Público e da SaferNet, organização não governamental que atua no enfrentamento a crimes e violações de direitos na internet. O acordo prevê ainda a elaboração de um guia mais detalhado para reduzir riscos relacionados a deepfakes, automação ilícita e microdirecionamento de conteúdos manipulados. A versão final deverá passar por consulta pública antes de ser publicada. Emma Roberta Bueno, advogada eleitoralista e mestre em Direito pelo IDP, explica que existe uma simetria entre os dois períodos. “A Justiça Eleitoral já tem uma jurisprudência bem consolidada: tudo aquilo que não pode ser feito na campanha também não pode ser feito na pré-campanha; e o que precisa ser feito na campanha também precisa ser feito na pré-campanha", explica Emma. 'Se a inteligência artificial foi utilizada de forma significativa, é preciso informar ao eleitor que aquilo foi feito com IA. O eleitor precisa saber que o conteúdo foi fabricado ou manipulado”. Pela resolução, o responsável por conteúdo sintético que crie, substitua, omita, mescle ou altere imagens e sons deve informar, de forma explícita, destacada e acessível, que a peça foi fabricada ou manipulada e qual tecnologia foi utilizada. Em áudios, o aviso deve aparecer no início. Imagens estáticas devem apresentar marca-d’água e audiodescrição. Os vídeos devem reunir as duas formas de identificação. A exigência não alcança ajustes simples de qualidade, elementos de identidade visual, vinhetas, logomarcas e montagens costumeiras de campanha. Uso de deepfakes Já as deepfakes são proibidas quando usadas para favorecer ou prejudicar uma candidatura, mesmo com autorização da pessoa representada. “Você não pode usar, para prejudicar ou favorecer uma candidatura, conteúdo sintético em áudio, vídeo ou combinação dos dois que tenha sido criado ou manipulado digitalmente, mesmo com autorização, para criar, substituir ou alterar imagem ou voz de pessoa viva, falecida ou fictícia. A resolução é expressa: mesmo que tenha sido autorizado, é proibido. E ela não fala apenas em prejudicar; fala também em favorecer a candidatura”, afirma Emma. A identificação como conteúdo produzido com IA, portanto, não torna lícita uma deepfake proibida. Cabe à Justiça Eleitoral analisar o enquadramento de cada caso. Stefani Juliana Vogel, advogada eleitoral e membro da Academia Brasileira de Direito Eleitoral e Político (Abradep), destaca que as alterações feitas para as eleições de 2026 não proibiram todo uso eleitoral da tecnologia. “A resolução de 2026 não passou a proibir toda utilização de IA e não modificou substancialmente a definição central de deepfake. As mudanças mais relevantes foram a proibição de conteúdo sintético novo nas 72 horas anteriores e nas 24 horas posteriores ao pleito, mesmo rotulado; a inclusão expressa da republicação gratuita; a ampliação das referências para abranger IA e tecnologias equivalentes; a possibilidade de inversão do ônus da prova sobre manipulação e veracidade; novos deveres para plataformas e sistemas de IA; e o reforço das medidas de remoção e indisponibilização de conteúdo irregular”, afirma Stefani. Entre as mudanças, estão ainda a proibição de sistemas de IA recomendarem candidaturas ou indicarem preferência eleitoral e novas restrições à produção de determinados conteúdos ilícitos contra candidatos, inclusive materiais de violência política contra a mulher. Como os presidenciáveis estão usando a tecnologia Entre os presidenciáveis, Flávio Bolsonaro aparece no conjunto mais variado de situações. O senador lançou um jingle feito com IA para seus eventos. Em junho, publicou um funk sobre o Pix no qual aparece vestido como o pai, enquanto Jair Bolsonaro toca pandeiro. Em outro vídeo, Flávio é retratado como piloto de caça para anunciar uma ação contra facções criminosas. A publicação indicava o uso de IA. O PL também usou a tecnologia para divulgar um projeto do senador que aumentava a pena para furto de celular. No vídeo, Flávio captura um ladrão. O uso de IA foi informado na legenda. Vídeos publicados por Flávio Bolsonaro e pelo PL usam IA para retratar Jair Bolsonaro em peça sobre o Pix e o senador como piloto e segurando um homem apontado como ladrão de celular Reprodução/Instagram O vídeo usa a expressão “sem cervejinha”, em referência à alegação falsa de que Lula teria dito que pessoas roubam celulares para comprar cerveja. Na entrevista de 2017, ao falar sobre violência, Lula afirmou: “Para que [uma pessoa] roubar um celular? Para vender. Para ganhar um dinheirinho.” Mais tarde, ao dizer que torcedores rivais não eram inimigos, declarou: “Depois vão para o bar tomar uma cerveja junto.” Os dois trechos foram unidos em uma montagem que alterou o sentido das declarações. Em 13 de outubro de 2022, o TSE suspendeu uma propaganda eleitoral que reproduzia a distorção por considerar que as falas haviam sido gravemente tiradas de contexto. O PL também repostou um vídeo produzido por um apoiador em que Jair Bolsonaro adulto conversa com uma versão de si mesmo criança. O conteúdo informava o uso de IA. O PL repostou vídeo produzido por um apoiador que usa IA para mostrar Jair Bolsonaro em diferentes fases da vida Reprodução/Instagram Na convenção nacional do PL, no sábado (25), que oficializou a candidatura de Flávio Bolsonaro, foi exibido um vídeo produzido com IA que simulava a imagem e a voz de Jair Bolsonaro. Na peça, o ex-presidente era apresentado como apoiador da candidatura do filho. O conteúdo informava que se tratava de uma simulação. Vídeo de IA de Jair Bolsonaro pode ter consequências para o PL e o ex-presidente, avaliam especialistas Na terça-feira (28), o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), deu 48 horas para que a defesa de Jair Bolsonaro informasse se ele autorizou o uso de sua imagem e voz. Segundo Moraes, a eventual concordância pode representar descumprimento da ordem que proíbe o ex-presidente de divulgar manifestações político-eleitorais, inclusive por terceiros. A defesa do ex-presidente informou que Bolsonaro "não autorizou a utilização de sua imagem e voz para a produção do vídeo elaborado mediante inteligência artificial referido na decisão". Ao pedir as explicações, o ministro afirmou que Flávio e o PL podem ser responsabilizados por possível uso irregular de deepfake. Defesa de Flávio Bolsonaro nega que vídeo por IA do pai seja pedido de voto e diz que respeitou lei eleitoral Flávio Bolsonaro discursa; vídeo de Bolsonaro feito de IA é exibido Reuters; Reprodução/YouTube Alexandre Basílio Coura, cientista político e membro da Abradep, explica que jingles, animações e montagens não são automaticamente proibidos. O enquadramento depende da forma como a tecnologia foi usada. “Os jingles podem utilizar recursos de IA para composição musical ou uma voz genérica. Entretanto, criar artificialmente a voz de um candidato para fazê-lo cantar ou dizer algo que nunca disse apresenta elevado risco de enquadramento como deepfake. O mesmo vale para os vídeos: uma animação ou montagem claramente identificável como humorística pode ser permitida, mas é proibido criar, substituir ou alterar digitalmente a imagem ou a voz de uma pessoa para favorecer ou prejudicar candidatura, ainda que exista autorização e ainda que o conteúdo esteja sinalizado”, afirma Alexandre. Para o cientista político Joscimar Silva, professor do Instituto de Ciência Política da Universidade de Brasília (UnB) e membro do Conselho Consultivo da Associação Brasileira de Pesquisadores Eleitorais (Abrapel), a IA deixou de atuar apenas nos bastidores das campanhas. Além de mapear preferências e segmentar públicos, a tecnologia passou a criar a própria linguagem da pré-campanha. “As equipes de campanha conseguem, com menor custo e maior rapidez, produzir mais conteúdo e produzir conteúdo para diferentes públicos. Antes, se quisessem alcançar mulheres de 25 a 35 anos em determinada região, essa produção levaria à necessidade de gravar um vídeo, enviar e segmentar. Agora, é possível produzir o mesmo conteúdo com um único prompt para públicos diferentes, alterando a entonação, o discurso, as imagens e o cenário. Isso torna muito mais rápida a produção e pode tornar mais efetiva a segmentação, além de dar a sensação de um candidato mais presente, embora, na verdade, ele esteja mais distante, porque nem é a imagem real que aparece para o público”, diz Joscimar. Romeu Zema também recorreu à tecnologia em conteúdos de promoção e ataque. Em dezembro de 2025, publicou um clipe em que aparece como cantor em uma música sobre Minas Gerais. O vice-governador Mateus Simões (Novo-MG) surge como baterista. Romeu Zema aparece como cantor em vídeo produzido com inteligência artificial e publicado nas redes sociais Reprodução/Instagram Em março, Zema publicou vídeos com fantoches semelhantes a Lula e a ministros do Supremo Tribunal Federal, em tom crítico. Os primeiros não traziam aviso de IA. Depois, as publicações passaram a informar que as vozes e animações haviam sido produzidas com a tecnologia. Boneco semelhante a Lula aparece em vídeo publicado por Romeu Zema e produzido com inteligência artificial Reprodução/Instagram Carla afirma que o humor e a sátira podem ajudar mensagens falsas ou agressivas a circular, porque parte do público aceita o conteúdo mesmo sabendo que a cena não aconteceu. “A gente ainda não tem dados para fazer essa comparação. O que vemos é um avanço da narrativa e do uso de conteúdos generativos, justamente porque eles ganham um alcance muito grande nas plataformas. Muitas vezes, é um conteúdo que ataca um opositor, mas utiliza os mecanismos do humor, da sátira e da brincadeira para que as pessoas não identifiquem a agressão. A pessoa pode saber que aquilo é uma brincadeira e que o vídeo não é verdadeiro, mas aceita a mensagem porque acha engraçada ou interessante”, diz Carla. Ronaldo Caiado (União Brasil) usou imagens sintéticas em peças sobre segurança pública. Em uma delas, uma bandeira do Brasil é atingida por disparos em uma cena sobre criminalidade. Em novembro de 2025, Caiado também apareceu como cantor e violonista em um vídeo feito com IA e publicado em colaboração com Adriano da Rocha Lima, então secretário-geral do Governo de Goiás. Ronaldo Caiado aparece como cantor e violonista em vídeo feito com IA e publicado nas redes sociais Reprodução/Instagram Renan Santos, por sua vez, publicou um vídeo criado com IA a partir de uma fotografia de Daniel Vorcaro em uma festa, para criticar políticos que participaram de eventos do ex-banqueiro. A postagem informava o uso de IA. Renan Santos publica vídeo criado com IA a partir de uma fotografia de Daniel Vorcaro em uma festa Reprodução/Instagram Mais do que baratear a produção, os casos mostram como a IA permite colocar os pré-candidatos em situações que não ocorreram e multiplicar sua presença nas redes sem a necessidade de novas gravações. Joscimar afirma que a tecnologia também facilita a adaptação de uma mesma mensagem para diferentes públicos, com mudanças na voz, no discurso, nas imagens e no cenário. “O impulsionamento de conteúdo segmentado ajuda a criar uma camada, uma bolha de realidade, que afasta esse eleitor, que recebe várias vezes o mesmo tipo de conteúdo, da realidade. Isso reforça narrativas e pode fazê-lo sentir medo e insegurança. Ele passa a enxergar a oposição ou versões alternativas daquele fato como se fossem mentiras. Esse é um grande problema, porque o impulsionamento gera uma realidade paralela, e a situação se torna muito complicada se o eleitor não busca informação por outros meios, não faz uma pesquisa ou não segue perfis alternativos. Isso pode enviesar a interpretação que ele terá da realidade”, afirma Joscimar. Em maio, Lula defendeu a proibição da tecnologia nas eleições e disse que não aceitaria seu uso na própria campanha. “Um cidadão que aprendeu a ter caráter com a Dona Lindu não aceitará IA para fazer campanha política”, disse Lula. A tecnologia, porém, já aparece em conteúdos divulgados por aliados, apoiadores e pelo próprio perfil do presidente. Em junho, Gleisi Hoffmann (PT-PR) e Lindbergh Farias (PT-RJ) publicaram um vídeo com cenas sintéticas que reconstroem a trajetória de Lula, da infância à Presidência. Em julho, o perfil oficial de Lula compartilhou um vídeo ao som de “Tapete Vermelho”, música de temática gospel escrita por Aline Paula, que assina como Lina Luz, mas com voz produzida com auxílio de IA. A composição surgiu como uma homenagem independente de uma apoiadora e depois foi divulgada pelo PT e pelo presidente. Lula compartilha vídeo ao som de “Tapete Vermelho”, música escrita por Lina Luz e com voz produzida com IA Reprodução/Instagram Os presidenciáveis citados foram procurados pelo g1, mas não responderam até a publicação desta reportagem. O espaço segue aberto. Aliados, apoiadores e eleitores A produção de conteúdo com IA não parte apenas dos políticos e dos partidos. Em junho, uma conta anônima no TikTok manipulou a imagem e a voz do jogador Gabriel Martinelli para fazê-lo pedir voto em Lula. A plataforma sinalizou o vídeo como mídia sintética. Contas anônimas também divulgaram imagens geradas por IA para atacar o presidente. Uma mostrava Lula em uma montagem com Nicolás Maduro, Raúl Castro e Daniel Ortega. Outra manipulava sua imagem em uma crítica à mistura de etanol na gasolina. Flávio também foi alvo de conteúdo produzido fora de sua rede oficial. Uma conta falsa no TikTok divulgou um vídeo sintético que simulava um desabafo do senador para gerar engajamento. O uso aparece ainda em outras disputas. Pré-candidatos a deputado em Pernambuco criaram uma “novela” de frutas artificiais para criticar o prefeito do Recife, João Campos (PSB). Na corrida ao Senado, Tiago Junqueira (PL-PI), Carlos Bolsonaro (PL-RJ) e João Azevêdo Lins (PSB-PB) também publicaram vídeos sintéticos. Joscimar afirma que é preciso distinguir a produção espontânea dos eleitores das redes informais organizadas em torno das candidaturas. “Nós temos duas dimensões diferentes. Uma é a criação feita por eleitores comuns. Essas ferramentas tornam cada vez mais fácil que os eleitores produzam memes e conteúdos de apoio aos seus candidatos. Mas também é preciso observar que muitos candidatos criam uma rede informal de apoiadores e influenciadores digitais que podem produzir conteúdo e impulsionar determinadas narrativas”, diz Joscimar. Eleitores podem manifestar apoio ou crítica e produzir conteúdo político espontaneamente, inclusive em perfis de grande audiência. Não podem, porém, contratar impulsionamento ou disparos em massa nem receber remuneração ou vantagem dos beneficiários da propaganda. Alexandre explica que a organização de apoiadores não é irregular por si só. A resolução permite compartilhamentos simultâneos, distribuição de materiais, convocação para eventos e uso coordenado de hashtags quando o alcance é orgânico e a finalidade é lícita. “A coordenação, isoladamente, não é proibida. A irregularidade surge quando há pagamento, premiação, vantagem econômica, impulsionamento contratado por pessoa natural, disparo em massa, utilização de contas falsas ou remuneração para que influenciadores e titulares de perfis publiquem conteúdo político-eleitoral. Também pode haver responsabilização quando uma mobilização aparentemente espontânea é, na realidade, executada por uma estrutura profissional oculta, mediante contratos, repasses financeiros ou recompensas vinculadas às publicações”, afirma Alexandre. As regras de identificação e as proibições relativas à IA também alcançam o conteúdo produzido, divulgado ou republicado pelos eleitores. “O eleitor pode elogiar, criticar, produzir memes e realizar sátiras. Mas não pode divulgar deepfake, fato sabidamente falso, conteúdo gravemente descontextualizado ou peça sintética sem a sinalização exigida. Quem republica também pode ser responsabilizado, porque a norma alcança divulgação, compartilhamento e republicação. A aplicação de multa ou de outras sanções dependerá da participação, do conhecimento e das circunstâncias concretas de cada pessoa”, diz Alexandre. Emma destaca a dificuldade de fiscalizar o grande volume de conteúdos produzidos fora dos perfis oficiais. “Há muitas coisas que valem também para o eleitor, mas, na prática, existe uma dificuldade maior de contenção, porque estamos falando de mais de 150 milhões de eleitores e também de adolescentes que não votam, mas têm acesso ao celular e à inteligência artificial. Para tentar dar conta desse número tão grande de pessoas que participam do processo eleitoral, a Justiça Eleitoral também determinou um papel importante para as plataformas”, explica Emma. Autores de conteúdos irregulares podem ser alvo de ações, multas e ordens de retirada das publicações. “A população não está imune a sofrer uma ação e até uma sanção, seja uma multa, seja uma determinação de retirada do ar sob pena de multa. Também não é mais uma terra sem lei, e a Justiça Eleitoral tem ficado cada vez mais em cima das plataformas e das próprias pessoas quando há representação”, diz Emma. ‼️ Nos casos mais graves, conteúdos produzidos por apoiadores podem gerar investigação sobre eventual coordenação, conhecimento ou anuência da campanha beneficiada. “Primeiro, a Justiça vai verificar: foi um apoiador? Houve prévio conhecimento ou anuência do candidato? Mas, ainda que o candidato não tenha tido conhecimento ou autorizado, se essa postagem, com uso de deepfake, for suficiente para impactar a vontade popular e impedir que o eleitor tenha discernimento para saber se aquilo era verdade ou não, é possível, sim, que haja cassação do mandato e nova eleição. A lei eleitoral não exige o prévio conhecimento do candidato porque o bem jurídico protegido não é o direito dele de ser candidato, mas o direito do eleitor de escolher livremente”, afirma Emma. Alexandre pondera, porém, que a responsabilidade do beneficiário pelo conteúdo de apoiadores não é automática e depende das provas reunidas no caso concreto. “A responsabilidade do beneficiário não é automática. Em regra, deve ser demonstrado que houve participação, financiamento, autorização, conhecimento prévio ou adesão posterior ao conteúdo. O pagamento pela produção ou divulgação é uma prova forte de coordenação. A entrega antecipada de vídeos, textos, roteiros, hashtags e horários de postagem também pode demonstrar que a publicação integrou uma estratégia organizada”, afirma Alexandre. Segundo o cientista político, o compartilhamento no perfil oficial geralmente representa a adoção do conteúdo. A responsabilidade também pode ser reconhecida quando as circunstâncias indicarem que o beneficiário não poderia desconhecer a propaganda ou quando, depois de notificado, não providenciar sua retirada ou regularização. Casos anteriores mostram riscos e divergências Na pré-campanha municipal de 2024, Tabata Amaral (PSB-SP) publicou um vídeo em que o rosto de Ricardo Nunes (MDB-SP) aparecia sobre o corpo do ator Ryan Gosling, como o personagem Ken, do filme “Barbie”. O Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo considerou que a peça era uma crítica política protegida pela liberdade de expressão e não configurava propaganda antecipada, porque não havia pedido de voto ou de não voto. Durante a campanha de 2024 em Fortaleza, Evandro Leitão (PT-CE) publicou um vídeo em que as imagens e as vozes de Barack Obama, Taylor Swift, Tom Cruise e Cristiano Ronaldo foram manipuladas para simular apoio à candidatura. Em maio de 2026, o TSE manteve a multa de R$ 15 mil e decidiu que a proibição de deepfakes tem natureza objetiva. Segundo o tribunal, não é necessário demonstrar que o conteúdo tinha potencial para enganar o eleitor. O risco também apareceu nas eleições legislativas da cidade de Buenos Aires, em maio de 2025. Horas antes da abertura das urnas, circularam no X vídeos falsos nos quais o ex-presidente Mauricio Macri (PRO-Argentina) e a candidata do PRO Silvia Lospennato (PRO-Argentina) supostamente anunciavam a retirada da candidatura dela e o apoio a Manuel Adorni (LLA-Argentina), candidato do partido do presidente Javier Milei (LLA-Argentina). Macri e Lospennato desmentiram as gravações, e o Tribunal Eleitoral da cidade determinou a retirada das publicações. A origem do material não foi esclarecida. Adorni venceu, e Lospennato terminou em terceiro lugar, com 15,9% dos votos. Não há elementos que permitam atribuir o resultado ao conteúdo falso, mas o episódio mostra a dificuldade de conter uma deepfake divulgada poucas horas antes da votação. 🔎 Para 2026, o TSE proibiu a publicação, a republicação e o impulsionamento de novos conteúdos sintéticos que usem imagem, voz ou manifestação de candidatos ou pessoas públicas nas 72 horas anteriores à votação e nas 24 horas posteriores ao fim do pleito. A proibição vale mesmo quando o uso da tecnologia é informado. “Essa é uma proibição nova para o pleito deste ano. Ela alcança a publicação e a republicação de conteúdo com manifestação de candidato, candidata ou pessoa pública. Mesmo que a postagem não seja feita pelo candidato, existe essa proibição, e as próprias plataformas podem retirar o conteúdo do ar”, explica Emma. Alexandre afirma que a restrição alcança candidatos, partidos, apoiadores, influenciadores e eleitores. No primeiro turno, a proibição começa em 1º de outubro. Se houver segundo turno, começa em 22 de outubro. “A gratuidade e a sinalização não afastam a vedação. A resolução não define expressamente o que seja ‘novo conteúdo’. A interpretação mais coerente é considerar proibido qualquer novo ato de inserção ou reinserção desse conteúdo na circulação pública durante a janela, incluindo postagem, repostagem, reenvio, encaminhamento ou novo upload”, afirma Alexandre. As plataformas também devem manter canais de denúncia e adotar medidas para diminuir a circulação de conteúdos falsos ou gravemente descontextualizados. “Hoje, as empresas de tecnologia são solidariamente responsáveis por alguns tipos de conteúdo. Elas precisam adotar medidas imediatas para remover deepfakes e notícias falsas eleitorais que sejam detectadas. Nem sempre é fácil identificar o que é uma deepfake e o que é uma propaganda legítima com uso de inteligência artificial, mas o eleitor também pode usar aplicativos da Justiça Eleitoral, como o Pardal, para denunciar a existência de um vídeo ou áudio falso”, afirma Emma.

  19. Depois de mostrar que criminosos têm mirado o roubo de joias por causa da alta do valor do ouro, o RJ2 revela que quadrilhas passaram a usar olheiros em locais públicos para monitorar possíveis vítimas. Diante desse cenário, joalherias também estão mudando a rotina e adotando medidas para tentar reduzir o risco de assaltos. Quem compra ou usa joias de ouro no Rio pode estar sendo observado por quadrilhas. O RJ2 conseguiu imagens exclusivas de um desses roubos. No mês passado, Eduardo Pedrosa Alves, de 66 anos, estava fazendo compras num supermercado no Recreio, na Zona Sudoeste. O cordão de ouro que ele usava despertou a atenção dos bandidos. Os criminosos sabiam até os horários em que ele costumava ir ao mercado. As imagens do crime mostram como é feito o monitoramento. Eduardo estava na seção de hortifruti quando um homem, de camisa preta, calça e chinelo chega caminhando pelo corredor ao lado. Assim que vê Eduardo, o homem olha, fixamente para ele por aproximadamente 4 segundos. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias do RJ em tempo real e de graça Olheiro se aproxima de Eduardo em supermercado Reprodução/TV Globo Segundo as investigações, ele era um dos olheiros da quadrilha que rouba ouro na região. O homem se aproxima da vítima e, mais uma vez, fixa o olhar na direção do pescoço de Eduardo. Ele chega tão perto que um idoso até olha para ele. Quando Eduardo se distancia, o olheiro pega o celular. Testemunhas contaram à polícia que, ao telefone, ele comenta que a vítima estava com um cordão grosso, se referindo ao objeto que roubariam minutos depois. Em outro vídeo, Eduardo já está na sessão de carnes quando um suspeito se aproxima. A polícia investiga se foi este homem, de boné, que recebeu a ligação do olheiro. O RJ2 não vai revelar a identidade dele porque ele ainda não foi formalmente acusado. O suspeito também olha na direção do pescoço da vítima, passa por ele e pega um produto. Depois disso, volta a rondar, olhando na direção dele. E faz isso uma terceira vez. Menos de 30 minutos depois, Eduardo já estava guardando as compras no estacionamento, quando uma motocicleta aproveita a cancela aberta por um carro e invade o local. O homem que está na garupa desembarca da moto armado e anuncia o assalto. Eduardo chega a lutar com o assaltante, que dispara na altura da barriga e foge sem o cordão. Eduardo foi baleado na altura da barriga em tentativa de roubo de cordão Reprodução/TV Globo Com a vítima caída, o bandido volta e puxa o cordão do pescoço. Ele só consegue na segunda vez. Eduardo foi socorrido por clientes do supermercado e levado para um hospital particular da região. Ele perdeu um rim e parte do pâncreas. Está no CTI, em quadro estável. “Você ir pra um supermercado 10 horas da manhã e tomar um tiro? É muito revoltante. Uma pessoa tentar matar o meu pai pra tentar roubar um cordão. Não dá pra entender isso", disse a jornalista Priscilla Piffer “O meu maior medo é que isso vire apenas mais uma estatística, que o caso nunca seja investigado e que ninguém esteja em busca da quadrilha que tentou matar o meu pai pra tentar roubar um cordão.” Eduardo foi baleado no estacionamento de um supermercado Reprodução/TV Globo LEIA TAMBÉM: Com alta no preço do ouro, bandidos voltam a visar joias em roubos no Rio; veja flagrantes Eduardo perdeu um rim e parte do pâncreas Reprodução/TV Globo Homem é preso Anderson foi preso por suspeita de participação em roubo Reprodução/TV Globo A investigação do caso é conduzida pela 42ª DP (Recreio). No dia seguinte ao crime, equipes da delegacia de Pedra de Guaratiba prenderam em flagrante Anderson Mateus dos Santos. Segundo a polícia, foi ele que fez o primeiro monitoramento da vítima. Anderson tem diversas anotações criminais por roubo, associação criminosa e estelionato. Com ele foram apreendidas uma balança e uma solução química para confirmar a autenticidade do ouro. A investigação ainda tenta identificar os ocupantes da moto. Uma imagem mostra que um deles tem uma tatuagem na coxa direita. Segundo a polícia, eles fugiram para São Gonçalo. A quadrilha é suspeita de outros roubos na região. Como o RJ2 mostrou nessa segunda-feira (3), são dezenas de casos de roubo e furto de cordões, anéis e pulseiras no Rio. Um dos motivos é o aumento do valor do grama de ouro no mercado internacional. Lojas tentam driblar olheiros Olheiro monitora vítima em supermercado Reprodução/TV Globo O monitoramento de vítimas desse tipo de roubo vem provocando uma mudança na rotina de joalherias. Para fugir dos bandidos, muitas vezes, o cliente é aconselhado a não sair da loja com sacolas, nem mesmo com os itens comprados. A pessoa paga e o estabelecimento manda entregar em casa. A reportagem esteve em shoppings da cidade. Em uma loja, a vendedora diz que existe uma bolsa de segurança para os clientes. “A gente coloca numa sacolinha preta, escondidinha. A gente tem uma sacolinha de segurança.” Em outra, a estratégia é parecida. “A gente tem um saquinho disfarce, pra quem quer sair daqui disfarçado. A gente faz toda a embalagem, coloca num saquinho cinza, que não aparece nada, pra quem sair daqui disfarçado na hora.” Em uma terceira loja, o entregador foi flagrado saindo para a casa dos clientes. Ele não usa uniforme, e as sacolas não levam o nome do estabelecimento. Com alta no preço do ouro, bandidos voltam a visar joias em roubos Reprodução/TV Globo Nas lojas de rua o esquema de segurança é ainda maior. Para entrar em uma joalheira na Zona Sul, o cliente precisa passar por um segurança. É ele quem abre a porta blindada. Depois, ainda passa por um segundo segurança e mais uma porta blindada. Segundo a polícia, a delegacia do Recreio fez perícia no local do crime e analisa as imagens das câmeras de segurança do supermercado. A investigação continua para identificar todos os envolvidos na ação. 🟩O g1 Rio está no GloboPop, o novo aplicativo de vídeos curtos verticais da Globo, disponível gratuitamente no seu celular. Lá no app, você pode seguir o palco do g1 Rio para não perder nenhum detalhe. Baixe o GloboPop.

  20. Urna eletrônica exibida em evento do Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ), no Rio Tânia Rêgo/Agência Brasil As convenções partidárias, encontros em que os partidos definem os candidatos que vão disputar os cargos das eleições de 2026, terminam nesta quarta-feira (5). A partir de agora, o processo eleitoral entra em uma nova fase, cada vez mais próxima da reta final: o registro das candidaturas, seguido do início da campanha eleitoral. Entre os presidenciáveis mais bem posicionados nas últimas pesquisas, as convenções partidárias oficializaram as candidaturas de Lula (PT), Flávio Bolsonaro (PL), Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (Novo) e Renan Santos (Missão). Saiba quais são os 11 nomes oficializados até agora. Além do presidente e do vice-presidente, os eleitores vão escolher 27 governadores e 27 vice-governadores, 513 deputados federais, 54 senadores (o equivalente a dois terços do Senado), 1.035 deputados estaduais e 24 deputados distritais. O primeiro turno será no dia 4 de outubro. Se houver, o segundo turno para cargos majoritários, como presidente e governador, ocorrerá em 25 de outubro. Agora no g1 Registro de candidaturas Mesmo com a aprovação dentro do partido, a oficialização das candidaturas não chegou ao fim. As siglas têm até as 19h do dia 15 de agosto para registrar os nomes das chapas na Justiça Eleitoral. A inscrição vale também para federações (união entre dois ou mais partidos como uma única legenda durante pelo menos 4 anos) e coligações (alianças locais e temporárias para o período da campanha e os cargos de prefeito, governador, senador e presidente). O processo de pedir um registro de candidatura acontece digitalmente. As candidaturas à Presidência devem ser registradas no TSE, enquanto os demais cargos devem ser registrados nos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs). Em seguida, cada tribunal faz uma análise das candidaturas. As cortes verificam a documentação apresentada, as condições de elegibilidade e os requisitos legais de cada nome. É neste momento que a Justiça Eleitoral analisa aspectos como idade, nacionalidade e filiação partidária. Propaganda eleitoral A campanha começa, oficialmente, em 16 de agosto, um dia após o término do prazo para o registro oficial. A partir dessa data, a propaganda eleitoral fica liberada nas ruas e na internet. As peças podem apresentar propostas, mensagens, realizações e trajetórias dos candidatos. Pedidos de voto feitos antes disso são considerados propaganda irregular e podem gerar multas. Já a propaganda eleitoral no rádio e na TV começa em 28 de agosto, 35 dias antes da antevéspera da eleição. Vai até o dia 1º de outubro. A distribuição de tempo para cada partido é calculada pelo TSE. A corte divulgou os dados que embasaram o cálculo na terça-feira (4), mas o mapa de mídia final depende do estabelecimento de coligações entre partidos. O prazo para o estabelecimento das alianças entre legendas, por sua vez, acaba nesta quarta-feira, já que elas devem ser definidas durante o período de convenções partidárias. Até 1º de outubro, é permitida a circulação paga ou impulsionada de propaganda eleitoral na internet. Candidatos também podem fazer comícios até essa data. A campanha na rua é permitida até as 22h de 3 de outubro, véspera do primeiro turno. As campanhas e partidos podem distribuir adesivos e panfletos, realizar passeatas e carreatas. Vale lembrar que, 72 horas antes do primeiro turno, as campanhas ficam proibidas de distribuir novos conteúdos gerados por inteligência artificial em sites e redes sociais. O veto vai até 24 horas após a votação. Essa regra é uma das novidades aprovadas pelo TSE para este ano. Em caso de descumprimento, o texto prevê a remoção imediata do conteúdo ou indisponibilidade do serviço, por iniciativa do provedor de rede social. Dias de votação O primeiro turno acontece em 4 de outubro. Os eleitores definirão o presidente, governadores, senadores e deputados. Os cargos majoritários (presidente e governador nas eleições deste ano) estão sujeitos a segundo turno no dia 25 de outubro. Isso acontece por causa da necessidade de maioria absoluta (alcance de mais da metade dos votos válidos). O segundo dia de votação acontece em todas as cidades do país. Diplomações A diplomação dos candidatos eleitos ocorre até 19 de dezembro nos tribunais regionais eleitorais e no Tribunal Superior Eleitoral. O ato encerra oficialmente o processo eleitoral e confirma os eleitos. Posse O presidente eleito tomará posse no dia 5 de janeiro de 2027, e não mais no primeiro dia do ano. Os governadores tomarão posse no dia seguinte, em 6 de janeiro. A posse dos senadores e deputados será no dia 1º de fevereiro de 2027.

  21. Empreendimento de luxo em praia de SC vira 'pesadelo', gera prejuízos e vai para a Justiça Quase 800 processos na justiça e a busca por respostas motivam investidores de todo o Brasil que viram a chance de integrar a sociedade de um megacomplexo de luxo, em Florianópolis se tornar um pesadelo. Apresentado com ostentação, o projeto de um shopping e hotel de frente para o mar na Praia dos Ingleses, uma das áreas mais procuradas e valorizadas da cidade, está com as obras paralisadas desde 2023. Projetado para abrigar mais de 350 quartos de hotel, um shopping center com 100 lojas e 400 vagas de estacionamento, o canteiro de obras está totalmente paralisado e o esqueleto da estrutura somente com paredes erguidas contrasta com a região movimentada. ✅Clique e siga o canal do g1 SC no WhatsApp Compradores relatam prejuízos com empreendimento de luxo não entregue FOTOS: como era para ser e como está empreendimento de luxo que virou 'pesadelo' A situação gerou o acionamento do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), que instaurou uma notícia de fato para apurar o atraso. Confira abaixo, em perguntas e respostas, os detalhes sobre a estrutura do contrato, os impactos para quem investiu, os argumentos da empresa e o que está em jogo na tentativa de reestruturação do empreendimento. 1. O que é o empreendimento e qual era a promessa inicial do projeto? O projeto previa a construção de um megacomplexo de luxo no centrinho da Praia dos Ingleses, no Norte de Florianópolis, em Santa Catarina. A promessa era entregar um empreendimento multifuncional com mais de 350 quartos de hotel, um shopping center integrado com 100 lojas e 400 vagas de estacionamento de frente para o mar. 2. Qual a situação do empreendimento atualmente? Atualmente, o local apresenta apenas uma estrutura de concreto inacabada e em estado de abandono. As atividades no canteiro estão totalmente paralisadas desde junho de 2023, quando o plantão de vendas foi encerrado definitivamente. Como era para ser e como está empreendimento de luxo que virou 'pesadelo' em Floripa após paralisação de obras Redes sociais/Reprodução 3. Quando o empreendimento deveria ser originalmente entregue? Segundo os contratos dos investidores, a previsão original de conclusão do complexo era para outubro de 2022. O documento estipulava ainda uma cláusula de tolerância de até 180 dias corridos a partir da data limite. No entanto, a obra foi completamente paralisada em junho de 2023, extrapolando o prazo contratual e deixando o alvará de construção vencido junto à prefeitura. 4. Em qual modelo comercial as cotas e unidades foram vendidas? O empreendimento combinava dois modelos comerciais: 🏨 Cooperativa: Envolvendo proprietários de terrenos, fornecedores e cerca de 140 cooperados. 💵 Cotas compartilhadas (multipropriedade): Formato em que o comprador adquiria o direito de uso do imóvel em períodos específicos do ano, sem a transferência da titularidade direta da propriedade. 5. Qual é o perfil dos compradores e o valor dos prejuízos acumulados? A proposta atraiu investidores de diversos estados do Brasil (como Rio Grande do Sul e São Paulo) e moradores locais. Os relatos de prejuízos individuais variam entre R$ 10 mil e quase R$ 200 mil por investidor, somando valores quitados antes de perceberem a paralisação do canteiro. 6. O que relatam as vítimas afetadas pelo atraso e abandono das obras? Flávio Marcelino adquiriu duas cotas com a esposa em 2022, pagou pouco mais de R$ 10 mil e suspendeu os pagamentos ao notar a paralisação. Compradores de diferentes regiões relatam frustração, perda de contato com a construtora e prejuízos que comprometem investimentos de vida. Ele relata a falta de respostas e a tentativa frustrada de reaver os valores: "Eles falaram que ia ter um retorno maior ainda, uma valorização maior depois do alargamento da praia. Não tinha mais ninguém trabalhando [...] entramos com uma ação para tentar reverter isso, mas até agora sem resposta. Não tem mais nada no nome deles, todos os bens foram removidos e é um prejuízo enorme para todo mundo". Janaína de Sousa Alves, professora de São Paulo, adquiriu cinco cotas em 2020 e acumula o maior prejuízo individual relatado, próximo a R$ 200 mil. Foram R$ 200 mil que nós perdemos. Florianópolis é uma cidade muito atrativa. A gente nunca pensou que era uma coisa que não ia dar certo. Até por ser uma cidade turística, atrativa e o local bonito, acabamos acreditando". Empreendimento de luxo em praia de Florianópolis vira 'pesadelo', gera prejuízos e vai parar na Justiça NSC TV/Reprodução 7. Quantas ações judiciais e reclamações pesam contra os responsáveis pelo projeto? A JC Compra e Venda de Imóveis Ltda e a JC Compra e Venda de Imóveis SCP Centrinho dos Ingleses somam quase 800 ações judiciais no Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC), figurando como réus na maioria delas. Além disso, há dezenas de reclamações em plataformas e consumidores e ao menos 11 processos abertos no Procon de Florianópolis. 8. Qual a situação do empreendimento perante os órgãos públicos e a Justiça? O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) instaurou uma notícia de fato na última semana. 🔍 A notícia de fato é: o registro inicial de qualquer demanda, denúncia ou representação encaminhada ao MP e atua como um "termômetro" ou um procedimento preliminar onde é avaliado se a denúncia tem fundamento, se envolve interesse público e se é de competência da instituição. Após a apreciação, pode haver andamento do procedimento, arquivamento ou abertura de inquérito. Do sonho ao prejuízo: perguntas e respostas sobre complexo de luxo que virou 'pesadelo' em Florianópolis Reprodução 9. O que a construtora responsável alega sobre os motivos da paralisação? Júlio De David, sócio-proprietário da JC Compra e Venda de Imóveis, alega que o projeto sofreu com problemas financeiros pós-pandemia, desaquecimento nas vendas e dificuldades enfrentadas por um fundo de investimentos de São Paulo que aportava recursos no negócio. Ele argumenta ainda que a proliferação de ações judiciais acabou travando as tentativas de reestruturação rápida. 10. Qual é a proposta da empresa para tentar retomar as obras? A direção da construtora afirma estar negociando a entrada de um novo grupo investidor. O plano consiste em encerrar o modelo de cooperativa e transformar o empreendimento em uma Sociedade de Propósito Específico (SPE) sob nova gestão. Segundo a empresa, cerca de 99% da negociação já estaria alinhada, pendente de aprovação em assembleia de cooperados. 11. O que a construtora promete quanto ao ressarcimento dos clientes lesados? A empresa afirma que todas as pessoas que adquiriram cotas ou direitos de uso fazem parte do pacote de negociações e serão ressarcidas ou poderão optar por continuar no empreendimento sob a nova estrutura (SPE). Segundo o proprietário, alguns distratos e pagamentos já vêm sendo realizados individualmente. veja como era para ser e como está empreendimento de luxo que virou 'pesadelo' em Floripa após paralisação de obras Redes sociais/Reprodução 12. Como os investidores afetados podem entrar em contato com os responsáveis? A construtora disponibilizou o canal oficial de atendimento pelo email centrinho@jccompraevenda.com para que os investidores que buscam esclarecimentos ou ressarcimento tratem de suas situações individualmente. Paralelamente, grupos de compradores lesados têm se organizado de forma independente na Justiça e em redes sociais para buscar reparações judiciais. Infográfico - empreendimento de luxo vira 'pesadelo' em Florianópolis Crédito arte/g1 VÍDEOS: mais assistidos do g1 SC nos últimos 7 dias

  22. Meteorologistas alertam para ventos fortes a partir de quinta-feira Uma frente fria associada à formação de um ciclone extratropical deve provocar temporais no Sul e espalhar ventos fortes por áreas do Sudeste entre esta quarta-feira (5) e o próximo fim de semana. Os efeitos mais intensos são esperados entre quinta-feira (6) e sábado (8), quando há risco de chuva forte, raios, queda de granizo e rajadas que podem passar dos 100 km/h em alguns pontos. O ciclone deve se organizar entre a Argentina, o Uruguai, o litoral do Rio Grande do Sul e o Oceano Atlântico. Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), há possibilidade de o sistema se intensificar rapidamente e ser classificado como um ciclone bomba. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Essa classificação, porém, ainda não está confirmada. Ela depende da queda de pressão registrada no centro do ciclone durante sua formação e intensificação. 🌀 ENTENDA: um “ciclone bomba” acontece quando uma área de baixa pressão se intensifica muito rápido. Isso costuma deixar o tempo mais severo, aumentando o risco de ventos fortes, chuva intensa e de uma mudança brusca de temperatura. Entre sexta e sábado, o ciclone pode ganhar força muito rapidamente. Se essa intensificação ocorrer como previsto, o sistema poderá ser classificado como ciclone bomba. "Com essa intensidade dos ventos prevista, há possibilidade de estragos semelhantes aos registrados na semana passada nas áreas atingidas pelas rajadas mais fortes", alerta César Soares, meteorologista da Climatempo. O centro do sistema deve permanecer sobre o oceano e se afastar da costa. Os impactos no Brasil serão provocados principalmente pela frente fria ligada ao ciclone, pela diferença de pressão do ar e pelo encontro do ar quente que está sobre o país com o ar frio que avança pelo Sul. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Bruno Miani/Arquivo A Tribuna Jornal Segundo a Climatempo, essa combinação favorece a formação de nuvens carregadas e pode aumentar a força das rajadas no Sul e no Sudeste. Veja os principais destaques: Na costa e em áreas do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina, os ventos podem passar dos 60 km/h entre quinta e sábado. Perto das tempestades, podem ocorrer rajadas mais fortes e repentinas. No Rio Grande do Sul, as rajadas podem passar de 91 km/h no sul e no leste do estado na quinta. A sexta-feira deve concentrar o maior risco de ventania no Sudeste. A frente fria passa por São Paulo e se aproxima do Rio de Janeiro, e o contraste entre o ar quente e o ar frio aumentará a velocidade dos ventos. Na cidade de São Paulo (SP), as rajadas podem chegar aos 80 km/h. No sul da Região Metropolitana, há possibilidade de valores acima dos 90 km/h. O litoral paulista, a Serra do Mar, o Vale do Ribeira, a Baixada Santista, o Vale do Paraíba e áreas das regiões de Campinas e Sorocaba podem ter rajadas entre 90 e 110 km/h. Em outras partes de São Paulo, incluindo áreas das regiões de Presidente Prudente, Bauru, Ribeirão Preto, Franca, Barretos e São José do Rio Preto, os ventos devem variar, em geral, entre 60 e 90 km/h. Na cidade do Rio de Janeiro (RJ), as rajadas podem chegar aos 70 km/h. A Costa Verde, o sul fluminense e a Região Serrana podem registrar ventos entre 70 e 90 km/h. Em Minas Gerais, o sul do estado e a Zona da Mata podem ter rajadas entre 70 e 80 km/h. Na Região Metropolitana de Belo Horizonte, no Centro-Oeste, no Triângulo Mineiro e no Vale do Rio Doce, os ventos podem variar entre 50 e 70 km/h. Onde esperar os fortes ventos na quinta. Arte/g1 O Espírito Santo também pode registrar rajadas fortes, principalmente no centro-sul do estado e na Grande Vitória. No sábado, o ciclone já deve estar mais distante da costa, mas os ventos ainda podem permanecer fortes em parte do Sudeste. A Grande São Paulo, as regiões de Campinas e Sorocaba, o Vale do Ribeira, o Vale do Paraíba e o sul de Minas Gerais podem ter rajadas entre 70 e 90 km/h. No Espírito Santo, os ventos podem chegar a 70 km/h. No Rio de Janeiro e no litoral paulista, a tendência é de redução da força das rajadas. Outra frente fria deve chegar a São Paulo no domingo. O sistema pode provocar novas pancadas de chuva e rajadas entre 50 e 70 km/h no litoral, na Grande São Paulo, no Vale do Ribeira, no Vale do Paraíba e nas regiões de Campinas e Sorocaba. ☁️ Veja a previsão do tempo na sua cidade Onde esperar os fortes ventos na sexta. Arte/g1 Nesta quarta-feira, o dia começa mais frio em algumas cidades, mas esquenta rapidamente durante a tarde. Em São Paulo (SP), a máxima prevista é de 28°C, com sol e poucas nuvens. O Rio de Janeiro (RJ) pode chegar aos 33°C. Em Belo Horizonte (MG), a máxima fica perto dos 28°C. Porto Alegre (RS) pode registrar 26°C nesta quarta-feira, mas a temperatura cai depois da passagem da frente fria. Na quinta, a máxima prevista é de apenas 18°C. Curitiba (PR) pode chegar aos 24°C, com aumento da chuva durante o dia. Florianópolis (SC) terá máxima perto de 28°C antes da chegada do ar frio. No Centro-Oeste, o ar seco ainda predomina em grande parte de Mato Grosso, Goiás e Distrito Federal. A umidade pode ficar entre 12% e 20% em algumas áreas, principalmente durante a tarde. Cuiabá (MT) pode chegar aos 35°C ou 37°C. Brasília (DF) começa o dia perto dos 15°C, mas volta a esquentar à tarde. LEIA TAMBÉM: Raro e espetacular: caverna no Brasil só recebe luz por 3 meses e vira cenário de outro planeta Como Peru transformou um dos desertos mais áridos do mundo em um centro de produção de alimentos 80% dos corais do planeta sofreram branqueamento moderado ou severo, mostra estudo inédito Agora no g1 No Nordeste, a chuva fica concentrada principalmente no litoral. Há previsão de pancadas entre o Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco e Alagoas, além de pontos da costa da Bahia e do Maranhão. No interior, o sol predomina e a umidade permanece baixa. Teresina (PI) pode chegar aos 36°C. O Cemaden aponta possibilidade moderada de deslizamentos pontuais nas regiões de João Pessoa (PB) e Recife (PE), devido à chuva acumulada e à previsão de novas precipitações. Na Região Norte, as pancadas ficam mais frequentes no Amazonas, em Roraima, no norte do Pará e no Amapá. No Acre, em Rondônia, no Tocantins e em grande parte do sul do Pará, o tempo continua firme e quente. Palmas (TO) pode variar entre 21°C e 36°C. Depois da passagem das frentes frias, uma massa de ar frio avança pelo centro-sul do país. A queda das temperaturas começa no Sul e pode alcançar áreas do Centro-Oeste e do Sudeste nos dias seguintes. Previsão de chuva nesta quarta em todo o país. CPTEC/Inpe 📱GloboPop: confira o palco do Jornal Nacional na plataforma de vídeos verticais da Globo Indicadores sobre o clima estão em alerta vermelho LEIA TAMBÉM: Cientistas descobrem formação geológica no Triângulo das Bermudas que pode explicar mistérios da região Japoneses processam governo por inação climática e pedem indenização É #FAKE que Amazônia não contribui para equilibrar clima do mundo

  23. Governo Trump revoga visto de embaixadora brasileira nos Estados Unidos Os Estados Unidos anunciaram nesta terça-feira (4) a revogação do visto da embaixadora do Brasil em Washington, Maria Luiza Ribeiro Viotti. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Segundo o Departamento de Estado, a medida é uma resposta à demora do governo brasileiro em conceder o aval diplomático para que Daniel Perez assuma a embaixada americana em Brasília. O governo norte-americana afirma que a diplomata poderá permanecer no país, mas precisará solicitar um novo visto caso deixe os EUA e queira retornar. O Itamaraty repudiou a decisão dos EUA, chamou as justificativas norte-americanas de "falsas" e classificou a medida como parte de uma escalada de ações hostis. Nesta reportagem, você vai encontrar respostas para as seguintes perguntas: Por que os EUA revogaram o visto da embaixadora? Quem é Daniel Perez? Por que a indicação dele gerou atrito? O que é o aval diplomático? Os EUA expulsaram a embaixadora brasileira? O que disse o governo brasileiro? O que está por trás da crise? 1. Por que os EUA revogaram o visto da embaixadora? Maria Luiza Ribeiro Viotti, em imagem de 2011 UN Photo/Eskinder Debebe Segundo o Departamento de Estado, a decisão é uma resposta à demora do governo brasileiro em conceder o aval diplomático para que Daniel Perez assuma a embaixada dos Estados Unidos no Brasil. Perez foi indicado ao cargo de embaixador dos EUA no Brasil em junho. Há duas semanas, a indicação dele recebeu o aval de uma comissão do Senado norte-americano, mas ainda precisa ser aprovada pelo plenário da Casa. Além disso, o governo norte-americano reclama que o Brasil ainda não deu o aval diplomático para que Perez ocupe o cargo na embaixada dos EUA em Brasília. Os EUA afirmam que comunicaram o governo brasileiro "continuamente por semanas" e deram "todas as oportunidades" para que o impasse fosse resolvido, mas dizem que houve sucessivos atrasos. Voltar ao início. 2. Quem é Daniel Perez? Daniel Perez, apontado por Trump como embaixador dos EUA para o Brasil American Legislative Exchange Council Daniel Perez, de 39 anos, é presidente da Câmara dos Deputados da Flórida. Filho de imigrantes cubanos, nasceu em Nova York, mudou-se ainda criança para a Flórida e integra o Partido Republicano, o mesmo de Donald Trump. O indicado para a Embaixada dos EUA no Brasil estava no comando da Câmara da Flórida desde 2024. No ano passado, ele chegou a ser apontado como possível candidato ao cargo de procurador-geral do estado, mas resolveu permanecer na presidência da Casa. Se aprovado, ele será o primeiro embaixador dos EUA no Brasil desde a saída de Elizabeth Bagley, indicada por Joe Biden. O posto está vago desde janeiro de 2025, quando Trump retornou à Casa Branca. Voltar ao início. 3. Por que a indicação dele gerou atrito? Palácio do Itamaraty Reprodução/ Agência Brasília Segundo o blog da Ana Flor, o governo brasileiro ficou incomodado porque a Casa Branca anunciou publicamente a indicação antes de consultar reservadamente o Brasil. Além disso, o pedido formal de aval diplomático só foi encaminhado mais de duas semanas após o anúncio da indicação. O governo americano afirma que o Brasil sinalizou que só pretende analisar o pedido depois das eleições presidenciais de outubro. Voltar ao início. 4. O que é o aval diplomático? Antes de um embaixador assumir oficialmente o cargo em outro país, o governo anfitrião precisa concordar com a indicação. Esse procedimento é conhecido como agrément ou aval diplomático. Tradicionalmente, a indicação só é anunciada publicamente depois que o país anfitrião sinaliza que aceita o nome. Voltar ao início. 5. Os EUA expulsaram a embaixadora brasileira? Não. O governo americano afirmou que a embaixadora do Brasil em Washington não foi declarada persona non grata. Por isso, ela não precisará deixar o país. Segundo o Departamento de Estado, a diplomata poderá permanecer nos Estados Unidos, mas sem um visto válido. Caso deixe o território americano, ela precisará solicitar um novo visto para retornar. Voltar ao início. 6. O que disse o governo brasileiro? O presidente Lula durante cerimônia em Brasília, em 22 de julho de 2026 REUTERS/Adriano Machado O Itamaraty repudiou a decisão americana e afirmou que as justificativas apresentadas pelo Departamento de Estado são "falsas". O ministério também disse que a revogação do visto faz parte de "uma escalada deliberada de medidas hostis ao Brasil" e acusou os Estados Unidos de tentar interferir nas eleições presidenciais brasileiras. Nos bastidores, diplomatas brasileiros classificaram a medida como uma "chantagem". Voltar ao início. 7. O que está por trás da crise? A relação entre Brasil e Estados Unidos voltou a se deteriorar no fim de maio, quando a Casa Branca classificou o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas. Nas semanas seguintes, os EUA anunciaram novas tarifas sobre produtos brasileiros e, em 24 de julho, o Itamaraty negou vistos a dois diplomatas americanos que viajariam ao Brasil. Segundo reportagem do jornal The Washington Post, os diplomatas fariam parte de uma estratégia para questionar o sistema eleitoral brasileiro, o que foi negado pelo Departamento de Estado. O governo brasileiro já esperava algum tipo de retaliação diplomática após a negativa dos vistos. Voltar ao início. VÍDEOS: agora no g1 Agora no g1

  24. Meteorologistas alertam para ventos fortes a partir de quinta-feira Um ciclone extratropical previsto para se formar entre o Uruguai, o litoral do Rio Grande do Sul e o Oceano Atlântico pode se intensificar rapidamente entre quinta-feira (6) e sábado (8). Caso a pressão no centro do sistema caia de forma acentuada em pouco tempo, ele poderá ser classificado como ciclone bomba. A confirmação, porém, depende da evolução do fenômeno. 🌀 ENTENDA: um “ciclone bomba” acontece quando uma área de baixa pressão se intensifica muito rápido (daí o nome). Isso costuma deixar o tempo mais severo, aumentando o risco de ventos fortes, chuva intensa e de uma mudança brusca de temperatura. O processo começa com o encontro de massas de ar com características muito diferentes. Na meteorologia, esse processo é chamado de ciclogênese explosiva. De um lado, há ar frio. Do outro, ar mais quente e úmido. ➡️ Essa diferença de temperatura ajuda a organizar o sistema e favorece a formação da área de baixa pressão. Com isso, quanto mais a pressão cai no centro do ciclone, maior tende a ser a diferença em relação às áreas ao redor. Ventos costeiros, tornado, ciclone e furacão: entenda as diferenças entre os fenômenos É essa diferença de pressão que acelera o deslocamento do ar e pode deixar os ventos mais fortes. 👉 Em resumo, três fatores ajudam a explicar esse processo: o encontro entre ar frio e ar mais quente; a formação de uma frente fria; a queda rápida da pressão no centro do ciclone. No caso previsto para esta semana, contudo, o centro do ciclone deve permanecer sobre o oceano. Por isso, os impactos em terra estarão ligados principalmente à frente fria, às linhas de tempestade e ao contraste entre o ar frio que avança pelo Sul e o ar quente que ainda predomina no Centro-Sul. ☁️ Veja a previsão do tempo na sua cidade 💨 Segundo os últimos modelos meteorológicos, as rajadas podem passar de 100 km/h em pontos do litoral e de áreas serranas de São Paulo e do Rio de Janeiro. No sul e no leste do Rio Grande do Sul, os ventos podem superar 91 km/h. Passagem de ciclone bomba pelo Sul do Brasil em julho de 2020. Kleber Trabaquini/ Epagri-Ciram/ Goes 16 - NOAA Por que ele pode causar tantos estragos? A rapidez da intensificação é um dos principais fatores de risco de um ciclone bomba. Como o sistema pode ganhar força em poucas horas, o prazo para que cidades, concessionárias de energia, portos e serviços de emergência se preparem pode ficar menor. 👉 Por esse motivo, os prejuízos não dependem apenas da força do ciclone. Eles resultam da combinação de diferentes fatores como: tempestades ligadas à uma frente fria; grandes volumes de chuva sobre um solo já encharcado; ressaca e avanço do mar em áreas costeiras; queda de temperatura após a passagem do sistema; maior vulnerabilidade de cidades com rede elétrica aérea, árvores sem manejo e construções frágeis. No Brasil, muitas vezes os efeitos mais graves não vêm do centro do ciclone, que costuma ficar sobre o oceano. Eles são provocados pelas tempestades organizadas ao redor do sistema, capazes de gerar rajadas muito fortes, granizo e chuva intensa em terra. ⚠️ Fora isso, a chuva também pode deixar o solo mais instável, aumentar o risco de deslizamentos e facilitar a queda de árvores. No litoral, o vento persistente sobre o mar favorece, por exemplo, ondas maiores, a erosão da faixa de areia e danos em estruturas próximas à praia. Ciclones bomba são comuns? Ciclones extratropicais são fenômenos comuns nas latitudes médias, onde massas de ar frio e quente se encontram com frequência. Apenas uma parte deles, porém, se intensifica rápido o suficiente para receber a classificação de ciclone bomba. Esses episódios são mais frequentes sobre os oceanos e durante os meses mais frios, quando o contraste de temperatura costuma ser maior. As principais áreas de ocorrência ficam no Atlântico Norte e no Pacífico Norte, especialmente perto da costa leste da América do Norte e do Japão. No Hemisfério Sul, eles também aparecem nas grandes rotas de tempestades que atravessam o Atlântico Sul, o Índico e o Pacífico. Uma dessas áreas fica justamente entre a Argentina, o Uruguai e o oceano ao sul e a sudeste do Brasil. Bruno Todeschini/ Grupo RBS O El Niño influencia? O El Niño não cria sozinho um ciclone bomba nem permite atribuir diretamente um episódio específico ao fenômeno. Ele pode, porém, alterar a circulação dos ventos e a distribuição de chuva e temperatura em diferentes partes do planeta. Na América do Sul, episódios de El Niño costumam favorecer mais chuva no Sul do Brasil e em áreas próximas. Essas mudanças podem modificar o ambiente em que frentes frias e ciclones se desenvolvem, mas a formação de cada sistema depende das condições meteorológicas presentes naquele momento. LEIA TAMBÉM: Rara água-viva fantasma gigante é registrada no fundo do mar da Argentina; veja VÍDEO Fenômeno espetacular: caverna no Brasil só recebe luz por 3 meses e vira cenário de outro planeta Como Peru transformou um dos desertos mais áridos do mundo em um centro de produção de alimentos COP30 - Como a floresta produz chuva? LEIA TAMBÉM: Cientistas descobrem formação geológica no Triângulo das Bermudas que pode explicar mistérios da região Japoneses processam governo por inação climática e pedem indenização É #FAKE que Amazônia não contribui para equilibrar clima do mundo

  25. Raphael Ribeiro/BCB O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central do Brasil se reúne nesta quarta-feira (5) e deve promover o quarto corte seguido na taxa básica de juros da economia — de 14,25% para 14% ao ano. Essa é a expectativa da maior parte do mercado financeiro. 🔎A taxa básica de juros da economia é o principal instrumento do BC para tentar conter as pressões inflacionárias, que tem efeitos, principalmente, sobre a população mais pobre. Confirmada em 14% ao ano, a Selic atingirá o menor nível desde março de 2025, ou seja, em pouco mais de um ano. O anúncio do Banco Central será feito após as 18h. Mesmo com o corte, em termos reais (descontada a inflação projetada para os próximos doze meses), a taxa ainda é uma das mais altas do mundo. Para o fim do ano, a aposta do mercado financeiro é de que o juro básico fique em 13,75% ao ano — o que embute uma nova queda em novembro. A projeção de corte nos juros vigora apesar da retomada da guerra no Oriente Médio, que elevou o preço do petróleo, com potencial de pressionar a inflação brasileira (via aumento dos combustíveis). Neste domingo (2), porém, o presidente norte-americano, Donald Trump, prometeu novas rodadas de negociações com Irã. Miriam Leitão: IPCA-15 assegura queda dos juros Como as decisões são tomadas Para definir os juros, a instituição atua com base no sistema de metas. Se as projeções de inflação estão em linha com as metas, é possível baixar os juros. Se estão acima, o Copom tende a manter ou subir a Selic. Desde o início de 2025, com o início do sistema de meta contínua, o objetivo foi fixado em 3% e será considerado cumprido se a inflação oscilar entre 1,5% e 4,5%. Com a inflação ficando seis meses seguidos acima da meta em junho, o BC teve de divulgar uma carta pública explicando os motivos. Ao definir a taxa de juros, o BC olha para o futuro, ou seja, para as projeções de inflação, e não para a variação corrente dos preços, ou seja, dos últimos meses. Isso ocorre porque as mudanças na taxa Selic demoram de seis a 18 meses para ter impacto pleno na economia. Neste momento, por exemplo, a instituição já está mirando na meta considerando o primeiro trimestre de 2028. Para 2026, 2027 e 2028, respectivamente, as estimativas de inflação do mercado financeiro estão em 5,03%, 4,22% e 3,80% - todas acima da meta central de inflação. Especialistas comentam Para o economista-chefe do C6 Bank, Felipe Salles, o atual cenário da economia, mesmo com as estimativas de inflação do mercado acima da meta central neste e nos próximos anos, permite a continuidade do ciclo gradual de corte de juros nesta reunião do Copom, para 14% ao ano, "mas recomenda cautela na comunicação e menor comprometimento com os passos futuros da política monetária". "O Comitê deve justificar a continuidade da calibração dos juros diante da projeção de inflação ao redor da meta no horizonte relevante. No entanto, as expectativas de inflação acima da meta, o mercado de trabalho aquecido e a resiliência da atividade econômica exigem ainda uma política monetária contracionista. A ausência de resolução do conflito no Oriente Médio e o ambiente externo muito incerto reforçam a necessidade de prudência adicional na condução dos juros", avaliou Felipe Salles, do C6 Bank. O economista Marco Antonio Caruso, do Santander, observou que os dados de inflação nos últimos meses têm sido favoráveis. Para ele, o IPCA-15 de julho surpreendeu significativamente para baixo, "apresentando uma composição mais benigna e sinais encorajadores nos indicadores de núcleo". "Os dados não resolvem o problema da inflação, nem eliminam o fato de que a inflação de núcleos e a de serviços permanecem acima dos níveis compatíveis com a meta. No entanto, eles reduzem a urgência de uma mudança para uma postura mais restritiva (hawkish) e reforçam a visão de que a deterioração qualitativa da inflação pode ter deixado de se acelerar", concluiu Marco Antonio Caruso, do Santander, em comunicado.

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