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G1 GLOBO (Tudo Diário)

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  1. Como Jeffrey Epstein ficou tão rico? O criminoso sexual acumulou uma fortuna de quase 600 milhões de dólares por meio de golpes, fraude e roubos. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Epstein era visto como um enigma em Wall Street. Um homem de quem as pessoas falavam, mas que poucos realmente conheciam. Nos anos 80, ele já tinha conexões, mas o verdadeiro ponto de virada foi este homem: Les Wexner, o bilionário americano que fez a marca de lingerie Victoria’s Secret decolar. Epstein se tornou consultor financeiro dele no início dos anos 90. E, ao ganhar sua confiança, assumiu o controle da fortuna do magnata. Foi quando Epstein conseguiu desviar centenas de milhões de dólares, pagar a si mesmo de forma generosa, vender para si próprio o jato particular do bilionário por uma fração do valor e comprar propriedades para transferi-las para si mesmo por preços reduzidos. Segundo as investigações, isso explica praticamente toda a fortuna de Epstein. Em 2007, Les Wexner cortou relações com Epstein, mas nunca apresentou uma queixa formal contra ele. Como o caso não foi publicizado por mais de uma década, ninguém sabia o que havia acontecido. Durante esse período, Epstein não só enriqueceu, como ganhou a confiança de outros bilionários. E usou essa credibilidade para se aproximar de um número crescente de pessoas influentes. Mesmo depois de ser condenado por agressão sexual em 2008, Epstein ainda era procurado em busca de conselhos financeiros. E grandes bancos continuaram fazendo negócios com ele. Les Wexner afirmou que desconhecia os crimes sexuais de Epstein e que, na época, foi enganado pelo financista. O magnata da Victoria’s Secret não foi acusado de nenhum crime. LEIA TAMBÉM: 'Vou te matar': advertência de advogado a ex-CEO da Victoria's Secret vaza

  2. Jovem em situação de rua compra casa depois de vídeo sobre abuso sexual viralizar no Rio Uma jovem que vivia há mais de 3 anos em situação de rua conseguiu dar entrada em uma casa no Complexo do Lins, na Zona Norte do Rio, depois que um vídeo em que ela fala sobre a vulnerabilidade de mulheres nas ruas viralizou nas redes sociais. A gravação foi publicada pela atriz e comunicadora Anaterra Oliveira, que tem mais de 600 mil seguidores, e alcançou mais de 8 milhões de visualizações. Patrícia Cruz, de 28 anos, vive há duas semanas uma mudança que esperava há anos: conseguiu sair das ruas. Ela diz que até um quarto com banheiro já seria suficiente, já que ter um lugar para dormir, se alimentar e se abrigar seria uma grande conquista. A mudança na vida da jovem começou em janeiro, quando ela foi abordada pela atriz e comunicadora Anaterra Oliveira para gravar um vídeo contando como é ser mulher em situação de rua. Na entrevista, ela contou que foi abusada sexualmente anos antes, em Duque de Caxias. “O carro parou, e eu me aproximei achando que era comida. Ele me jogou dentro do carro, não sei como ele fez aquilo tão rápido, e me levou para a Reduc. Lá, ele cometeu tudo que cometeu, me abusou, me agrediu. Eu fui abandonada nua, porque ele ficou com a minha roupa, na Rio-Petrópolis de madrugada”, lembra Patrícia. Patrícia Cruz dando entrevista para Anaterra Oliveira Redes sociais Com medo de que o homem voltasse, ela conta que correu até encontrar uma casa. Ela pulou o muro e pediu ajuda para a dona da casa. Patrícia acionou a polícia e fez o boletim de ocorrência, mas conta que foi recebida com hostilidade na delegacia. “Imagina, de madrugada, eu mulher naquela situação, e os policiais, homens, debochando”, relembra. Patrícia nunca chegou a fazer corpo de delito — o exame é essencial para ajudar a identificar o agressor e a violência sofrida. Foi essa história que ela contou para a comunicadora Anaterra e tocou uma multidão de pessoas. Muitas quiseram ajudá-la com doações. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias do RJ em tempo real e de graça Patrícia Cruz na casa dela Gustavo Wanderley/g1 Através do vídeo, a jovem recebeu pouco mais de R$ 30 mil em transferências bancárias. Ela conta como descobriu: “Tinha um homem em Copacabana que sempre me dava R$ 20 para descarregar o carro dele na praia. Nisso, ele perguntou se podia me mandar em PIX e eu fiquei até com raiva porque ia precisar ir ao banco. Quando eu conferi o saldo e vi aquele dinheiro todo, achei que tinha algo errado. Chamei a gerente do banco, pensei em ir até na polícia, mas depois lembrei da entrevista”, relata. “Eu não tinha acreditado quando a Anaterra disse que as pessoas iam me ajudar, sabe? Não estava esperando isso. E foi tudo muito rápido. O vídeo já estava postado há dias quando eu descobri o dinheiro, porque eu estava sem celular”, conta. Patrícia Cruz na laje da sua casa no Complexo do Lins Gustavo Wanderley/g1 Com o dinheiro, ela comprou um telefone para conseguir se comunicar e enviou agradecimentos para a atriz que a entrevistou. Em seguida, já começou a se movimentar para sair da rua. “Eu falei com a minha família, contei para a minha mãe, meu irmão, minha avó e disse que queria mudar, queria sair da rua. A primeira coisa que eu fiz foi falar com a presidente da Associação [do Complexo do Lins] e com o dono dessa casa, pedindo ajuda para alugar um canto”, relata. A saga de Patrícia não foi fácil: ela precisava pagar uma dívida de drogas que tinha com traficantes. Ela conta que o proprietário da casa foi quem a ajudou e incentivou. “O dono dessa casa aqui me ajudou muito. Ele falou: ‘Patrícia, eu vou te vender essa casa’. Eu disse assim: ‘Você vai me vender essa casa?’. Eu ainda não tô nem acreditando porque tá tudo sendo muito rápido, muito rápido”, comemora. “Eu costumo dizer que Deus escreve certo por linhas tortas e tem aquele clichê: ‘Deus move o mundo para quem tem fé nele’. E Deus moveu o mundo para mudar a minha história”. Patrícia Cruz na casa dela Gustavo Wanderley/g1 Formação acadêmica e vício Patrícia tem cursos técnicos de estética, massoterapia e designer de sobrancelhas e micropigmentação. Formada no ensino médio, ela trabalhou por cerca de 3 anos na área de formação. Ela chegou a ter seu próprio estúdio de atendimento, em Caxias, onde morava e trabalhou em uma clínica em Botafogo por 1 ano. Ela perdeu tudo por causa do vício em drogas e acabou na rua. “Eu perdi tudo, deixei tudo para trás, e ainda corro o risco de perder a guarda da minha filha mais nova, que confiei a duas pessoas nesse período”, lamenta. Patrícia tem três filhos: um menino de 10 anos e duas meninas, uma de 6 anos e outra de 1. “Eu sempre tive meus altos e baixos, desde a adolescência, mas é uma coisa que eu não aceito. Não aceito mesmo, sempre que eu tenho uma força de lutar contra, eu luto, eu saio disso. Eu me arrependo muito, eu perdi muita coisa por causa do vício”, completa. Patrícia Cruz na laje da sua casa no Complexo do Lins Gustavo Wanderley/g1 Atualmente, Patrícia está em tratamento psicológico para lidar com a dependência. “Eu tô nesse foco, eu não quero cair de novo, quero seguir forte e limpa como eu estou”. LEIA TAMBÉM Sem divulgação pela prefeitura, novo censo aponta população em situação de rua no Rio cresceu 4,2%: são 8,2 mil sem-teto Na fila da comida, quem vive nas ruas do Rio conta histórias e sonha com recomeços: 'Quero muito fazer novela', diz drag queen 'A gente só tem direito ao chão?': nas madrugadas de inverno no Rio, população de rua relata que tem cobertas e colchões apreendidos A comunicadora que fez o vídeo disse ao g1 que ver a mudança na vida das mulheres entrevistadas é gratificante. “Foi um combustível e uma forma de ressignificar meu trabalho, que outras pessoas possam ter a oportunidade e o cuidado que merecem. Espero poder fazer isso por mais pessoas. Tem sido lindo ver que muitas vezes o que falta na vida de uma pessoa é a oportunidade. Imagina só se mais pessoas tivessem mais oportunidades, como o mundo seria?”, afirma Anaterra. Vulnerabilidade feminina na rua Patrícia conta algumas das dificuldades que enfrentou, até mesmo para ir ao banheiro ou tomar banho. “Já teve uma vez que eu passei a noite toda segurando a urina. Porque de noite, vazia, qualquer coisa dizem que você está se oferecendo”. “Eu procurava sempre estar em um lugar bem público, tomava banho de roupa mesmo, em posto de gasolina, lugar movimentado, com segurança. Para fazer xixi, tem que abaixar na rua, eu sempre ia para lugar mais escondido. Tem que ter muito cuidado dependendo do horário”, relembra. Questionada se não tinha medo de ser atacada sexualmente de novo, ela disse que o medo era extremo. “Eu morria de medo. A gente, quando tem uma vida social normal, tem casa, trabalho, a gente não sabe o mundo obscuro que tem do lado de fora, o que as pessoas passam, o que os moradores de rua passam. É estupro, covardia, uma vez queimaram meu colchão comigo. Tem gente que tem o simples prazer de te matar”, pontua. A falta de casa, nessas horas, era brutal. “Eu não via a hora de estar nesse momento, perto da minha vó, com a minha mãe, meus irmãos, meus filhos. Era a única coisa que eu pensava a cada segundo”, afirma. Para Anaterra, publicar histórias como essa nas redes sociais foi um modo de trazer luz para uma questão que é urgente, a luta pelo direito das mulheres. “Outro ponto é que quando falamos sobre vulnerabilidade feminina, mulheres em situação de rua vivem isso ao extremo. Então, que a luta e o combate a violência contra a mulher sejam em todos os níveis, e não só para mulheres que se encaixam em uma certa camada social”, pontua a comunicadora. Família de mulheres fortes Patrícia apontando para a casa da avó, no Lins Gustavo Wanderley/g1 Patrícia conta que boa parte da infância passou sob os cuidados da avó enquanto a mãe trabalhava como empregada doméstica. A presença e o carinho da avó foram fundamentais para que ela não sucumbisse às drogas. “A força da minha avó é inexplicável. Ela nunca fechou a porta na minha casa, sempre me deu conselho e está sempre sorrindo, me dizendo que vai dar certo, que está tudo bem. É uma pessoa que sofre de insônia, tem síndrome do pânico. Então, ela troca o dia pela noite e ela passa a noite toda conversando comigo. Tinha dia que ela passava a noite em ligação comigo para eu não usar”, relembra. A avó, segundo ela, está radiante com a compra da casa, mas ainda não teve a oportunidade de conhecê-la pessoalmente porque precisa cuidar do filho — tio de Patrícia — que é especial e tem medo de deixá-lo sozinho na comunidade. Dona Gina também cria o filho mais velho dela desde a maternidade, quando ela perdeu a guarda do menino por causa do vício. “Quando eu me restabeleci e pedi ele, ela me pediu com lágrimas nos olhos para não tirar ele dela porque é a felicidade da casa. Lá é só ela, meu tio e meu filho”, conta. “Eu estou ao lado de mulheres fortes. A minha vó, que é uma super mulher, minha mãe que é uma super-mãe, e eu, que estou me sentindo a mulher maravilha”, destaca. Casa que a Patrícia Cruz comprou no Complexo do Lins Gustavo Wanderley/g1 O futuro de Patrícia A jovem está em busca de um emprego para enfim conseguir, de fato, restabelecer sua independência financeira. Embora tenha dado entrada na casa, as parcelas financiadas com o proprietário ela pagará com o auxílio Bolsa Família. Para se manter, ela precisa de um trabalho. Patrícia está em busca de algo formal, mas disse que pretende atender as clientes de estética em um quarto da casa enquanto não consegue voltar ao mercado de trabalho. “Daqui a 1 ano eu me enxergo com meu espaço de volta. Eu não sei se eu tô sonhando muito alto, entendeu? Mas eu sonho com espaço de volta atendendo. De tudo que eu sei fazer, gosto mais de trabalhar com massagem e de micropigmentar”, afirma. Depois de atender no quarto da casa e conseguir juntar dinheiro, ela pretende abrir uma sala de atendimento em uma área melhor localizada da comunidade. “Eu já me vejo com meu espaço lá embaixo. As pessoas perguntam se eu preciso de alguma coisa e eu respondo que Deus me deu saúde, duas mãos, duas pernas, então eu só preciso de oração para continuar nessa pegada que eu tô de me restabelecer e ficar bem”, pontua. Olhar humanizado para população em situação de rua Anaterra defende que muitas vezes pessoas em situação de rua só precisam de uma oportunidade e também a chance de serem ouvidas e acolhidas. “A verdade é que são pessoas como eu e você, a diferença é a quantidade de traumas e principalmente a relação com a família. Alguns dizem na internet que quem está na rua faz isso por preguiça, falta de força de vontade ou até mesmo por vagabundagem, por isso permitir que cada um conte sua história faz toda a diferença”, afirma. “Compartilhar esse olhar social com os expectadores e fazer algo pelo outro é, na minha opinião, o mínimo que posso fazer em relação ao mundo. Muita coisa precisa ser feita pra mudar a sociedade, acho que esse já é um bom começo”, completa. Ela pontua ainda que não se deve “acreditar no discurso de que quem não consegue ‘vencer na vida’ é por falta de esforço, cada um vive uma luta diariamente, cada um tem sua história e suas dificuldades”. “Olhar com empatia e entender que nem sempre o outro teve as mesmas oportunidades, a mesma criação ou até mesmo as mesmas escolhas que você, faz toda a diferença", diz Anaterra. "Uma ajuda pode mudar a vida de alguém e nem sempre essa ajuda é financeira, ouvir um desabafo, dar um abraço, olhar de verdade pro outro faz toda a diferença. Seja paciente com você mesmo, com o seu processo, e assim seja também com o outro", acrescentou.

  3. Documento do FBI sugere que Trump sabia de crimes de Epstein Desde a publicação dos últimos arquivos do caso Epstein, não foram apenas as principais redações de notícias que começaram a vasculhar aquele vasto conjunto de documentos. O caso também despertou amplo interesse do público na internet. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Entre os "jornalistas cidadãos" independentes que apoiam este trabalho, está a escritora Ellie Leonard. Dos Estados Unidos, ela trabalha em conjunto com outras pessoas para destrinchar o mais recente lote de documentos publicado pelo Departamento de Justiça americano. "Preciso aceitar a ideia de que não consigo examinar integralmente 3,5 milhões de páginas", confidenciou Leonard à BBC. Ellie Leonard BBC Ela conta que, inicialmente, não sabia nada sobre Jeffrey Epstein (1953-2019). Mas ela começou a pesquisar as relações de Epstein com o presidente americano Donald Trump, inspirada pelo seu interesse na justiça social e sua oposição às políticas econômicas e de imigração do presidente. O último lote de material, publicado em 30 de janeiro, incluiu três milhões de páginas, 180 mil imagens, 2 mil vídeos e uma série de nomes conhecidos, como os empresários Richard Branson, Bill Gates e Elon Musk. Não há nenhuma indicação de que a menção deles nos documentos implique qualquer irregularidade. Muitas pessoas que aparecem nos documentos publicados anteriormente negaram ter cometido qualquer ilegalidade. Leonard afirma que se demitiu do emprego na escola do seu filho no final de dezembro de 2025 para se dedicar a esta tarefa. Mas, com o aumento do material, ela logo percebeu que precisaria de ajuda. A publicação recente veio semanas depois do prazo definido pela Lei de Transparência dos Arquivos de Epstein, sancionada por Trump em novembro. A lei exigiu a publicação completa de todos os documentos relativos ao caso. Leonard convidou pessoas de todo o mundo para ajudá-la a examinar os arquivos e "elas responderam ao meu chamado", nas suas palavras. Ela calcula que bem mais de 1 mil jornalistas cidadãos, de países como a Coreia do Sul até a Noruega, se uniram ao seu projeto na plataforma online Substack. Eles têm interesses e especialidades variadas, desde a psicanálise e métrica de dados até o direito. 'Vou acreditar nelas' Leonard tem experiência em simplificar documentos políticos complexos, para ajudar as pessoas a se informar melhor antes de votar. Por isso, ela sentiu que poderia ajudar da mesma forma com os arquivos de Epstein. Mas sua principal motivação é conseguir justiça para as vítimas cujos relatos, muitas vezes, não receberam crédito. "Quando as mulheres ou sobreviventes se apresentam e contam sua história, vou acreditar nelas. Vou dar a elas o benefício da dúvida." "Depois, vou começar a procurar e encontrar o que elas dizem. Acho que é muito importante validar suas histórias desta forma", ela conta. A abordagem do grupo é diferente da de muitos órgãos de imprensa. Em vez de começar pelo topo de cada lote de documentos recém-publicado, onde normalmente são encontrados os vídeos, cópias de tela e citações de maior circulação, ela aconselha o grupo a começar em outra parte. "Quando sai uma nova pilha de arquivos, existem muitos pontos de destaque que as pessoas comentam sem parar... e eles costumam vir do começo das pilhas", explica ela. "Por isso, sempre recomendo que as pessoas se dividam e comecem no meio, perto do fim ou de trás para frente, porque tudo está fora de ordem." Dividindo os documentos desta forma, ela conta que o grupo pode comparar anotações, identificar lacunas e evitar trabalho em duplicidade muito mais facilmente. "Todos estão procurando com seus próprios conhecimentos e sua própria parte dos arquivos e estamos todos trabalhando em conjunto", segundo Leonard. Pequenos detalhes A sobrevivente de Epstein Annie Farmer (irmã de Maria Farmer) fala em apoio a outras vítimas Reuters via BBC Leonard destaca que o diálogo público costuma gravitar em torno das figuras mais conhecidas mencionadas nos documentos — as "grandes personalidades" que dominam as manchetes quando é publicado novo material. Mas ela ressalta que este foco pode obscurecer outras partes dos registros que são igualmente importantes. "Acho que, neste caso, existem pontos menores que contêm mais detalhes", explica ela. Trocas de e-mail, comunicações internas e pequenos fragmentos de evidências, segundo Leonard, "servem de recibos das histórias das sobreviventes". Ela menciona uma mulher que forneceu às autoridades o nome de Epstein logo no início do processo. "Maria Farmer fez a denúncia ao FBI em 1996", relembra ela, "e agora pudemos ver que o que ela dizia era verdade." Farmer é uma artista que trabalhou para Epstein. Ela declarou ao FBI que Epstein havia roubado fotos pessoais tiradas por ela das suas irmãs de 12 e 16 anos de idade. Na denúncia, ela disse acreditar que Epstein tenha vendido as fotos para possíveis compradores e que ele ameaçou incendiar sua casa se ela contasse isso a alguém. Farmer também acusou Epstein de ter pedido a ela que tirasse fotos de meninas jovens em piscinas para ele. Após a publicação dos arquivos, Farmer declarou se sentir "redimida", após quase 30 anos. Leonard conta que, para ela, o efeito cumulativo de pequenas evidências é o mais surpreendente, devido à forma em que elas preenchem as lacunas e confirmam a linha do tempo. "Posso ver o que as pessoas estavam pensando, com quem elas falavam, quem eram seus amigos, onde elas deixaram cair a guarda e quais informações elas nos fornecem naquelas conversas", segundo ela. "Realmente acho que os pontos importantes deste caso virão dessas conversas, pois eles nunca acreditaram que elas viessem a público." 'Elas precisam encontrar justiça' 'Saí do emprego para buscar justiça para as vítimas de Epstein' Getty Images via BBC Leonard afirma que observa os documentos sem a experiência de um jornalista tradicional, mas com as técnicas analíticas derivadas da sua formação em arte e cultura clássica. "O jornalismo tradicional se baseia em manter padrões, em se manter vigilante", explica ela. "Penso especificamente em mim, eu realmente me concentro nas citações e na apuração dos fatos." Ela ainda consulta jornalistas formados conhecidos e mostra a eles os textos antes da publicação. "Recebo muitos incentivos deles. E acho que isso me permite seguir adiante, sabendo que contei a história da melhor forma que posso." Como mãe, Leonard afirma que, para ela, este trabalho é de "responsabilização". "Sou mãe e farei o que for preciso para fazer do mundo um lugar melhor e mais seguro para meus filhos." Em relação ao seu trabalho investigativo, ela espera que ele traga conclusões. "É preciso colocar um fim para essas sobreviventes e elas precisam encontrar justiça", afirma Leonard. "Acho que o objetivo é encontrar isso para elas — e é por isso que todos nós estamos trabalhando tanto."

  4. Como um carvão inovador levou um empreendedor a faturar R$ 1 milhão Acender o carvão ainda é um desafio para muita gente. Assoprar, abanar, improvisar com líquidos inflamáveis — além de trabalhoso, o processo pode ser perigoso. Foi observando essa dificuldade recorrente que o gaúcho Wilian Biolo decidiu transformar a experiência prática em oportunidade de negócio. Morador de Pareci Novo, no interior do Rio Grande do Sul, Wilian cresceu ajudando a família em uma churrascaria da cidade e, desde cedo, aprendeu os métodos tradicionais para acender o fogo da churrasqueira. Paralelamente, construiu outra trajetória profissional: atuou por mais de duas décadas como bombeiro voluntário, lidando diariamente com segurança, controle de chamas e prevenção de acidentes envolvendo fogo. A combinação dessas vivências seria decisiva para o futuro do negócio. Unindo a experiência como churrasqueiro e bombeiro voluntário, Wilian Biolo desenvolveu um saco de carvão que acende sozinho, apostando em segurança, praticidade e sustentabilidade. A virada aconteceu em um evento de startups, quando o empreendedor percebeu que poderia reunir esses atributos em um único produto. A partir dali, a criatividade virou meta. Foram quase dois anos de testes intensivos e mais de 200 protótipos até chegar ao modelo final: um saco de carvão que já vem com um dispositivo interno que facilita a circulação de ar e permite que o fogo seja aceso de forma simples. “Sempre tive esse olhar de observar os problemas do dia a dia das pessoas. Não só enxergar o problema, mas enxergar a solução”, afirma Wilian. O resultado é um produto pensado para que o consumidor não precise fazer praticamente nada. Biolo explica o processo de uso com simplicidade: “É só rasgar duas partes da embalagem, acender o acendedor e colocar o produto em pé dentro da churrasqueira”. A estrutura interna, feita de madeira com o acendedor acoplado, foi projetada para garantir a circulação correta de ar e eficiência no acendimento. A embalagem utiliza papel kraft natural, tintas à base de água e cola vegetal. Conheça o empreendedor que criou o saco de carvão que acende sozinho e fatura R$ 1 milhão Reprodução/PEGN Segundo o empreendedor, tudo foi pensado para queimar de forma segura e sem interferir no sabor dos alimentos. “A gente conseguiu resolver três problemas: segurança, praticidade e sujeira”, resume. O produto é patenteado no Brasil e no exterior, o que garante exclusividade à empresa. Hoje, o negócio opera em um galpão com quatro funcionários e produz até cinco mil pacotes por mês, vendidos em embalagens de três e quatro quilos, com preço médio de R$ 32. A distribuição já alcança o Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e outros estados do país, além de grandes redes com milhares de pontos de venda. Os números refletem o crescimento acelerado. Em 2021, primeiro ano de comercialização, o faturamento foi de R$ 62 mil. Em 2025, saltou para R$ 1 milhão. Para o empreendedor, o caminho até o sucesso exigiu persistência. “Nesses dois anos de protótipos, a gente desanima, duvida, mas eu nunca desisti. Hoje eu vejo que o produto deu certo e que ele não sai mais do mercado”, diz. Para ele, a criatividade nasce da observação. “Sempre tive esse olhar de não só enxergar o problema, mas sim a solução”, reforça. Conheça o empreendedor que criou o saco de carvão que acende sozinho e fatura R$ 1 milhão Reprodução/PEGN A inovação, agora presente em churrascos de vários estados, começou com uma faísca de inquietação — e seguiu acesa pela insistência de quem enxergou oportunidade onde muitos só viam fumaça. A história mostra como a inovação nem sempre nasce da alta tecnologia, mas da observação do cotidiano — e como uma ideia simples pode acender não só o fogo do churrasco, mas também um negócio de sucesso, como destaca o quadro Brasil Criativo, do Pequenas Empresas & Grandes Negócios. Conheça o empreendedor que criou o saco de carvão que acende sozinho e fatura R$ 1 milhão Reprodução/PEGN Carvão Brazah 📍 Endereço: Rua da praia, 03 - Centro Pareci Novo/ PR – CEP: 95783-000 📞 Telefone: (51) 998238873 Site: www.brazah.com.br 📧 E-mail: wilianbiolo@gmail.com 📘Facebook: https://www.facebook.com/fogobrazah/?locale=pt_BR 📸 Instagram: https://www.instagram.com/carvaobrazah

  5. Ataque ao Irã: Entenda o que aconteceu e o que pode vir agora Bloqueios de internet e apagões digitais não são novidade no Irã. O regime teocrático islâmico costuma cortar o acesso à rede sempre que ocorrem protestos antigoverno em massa no país. Durante a onda de manifestações em janeiro, que teria deixado milhares de mortos após a repressão brutal das forças de segurança, as autoridades impuseram um apagão da internet que durou semanas. O mesmo roteiro se repetiu durante a guerra de 12 dias com Israel em junho passado. Desde 28 de fevereiro, no início da ofensiva militar dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, a internet voltou a ser cortada pelas autoridades iranianas, mergulhando o país em um apagão de informações. No sábado (7), a plataforma de monitoramento da internet NetBlocks contabilizava mais de 168 horas ininterruptas de apagão – uma semana –, com a conectividade ainda estagnada em torno de 1% dos níveis normais. Dentro do Irã, tarefas simples como o uso do Google Maps ou a busca de informações em sites tornaram-se impossíveis. Apenas a intranet local, extremamente limitada, permanecia disponível. Como os líderes do Irã planejam sobreviver diante da superioridade militar americana Conectividade de internet no Irã em 7 de março, após início de ofensiva militar dos EUA e de Israel contra o país Reprodução/NetBlocks Preocupação dos iranianos no exterior O bloqueio restringiu severamente o fluxo de informações e comunicação, não apenas de dentro para fora do Irã, mas também no interior do país. Hayberd Avedian é membro do conselho da Ayande e.V., uma associação juvenil na Alemanha que se concentra em jovens com ascendência iraniana no mundo de língua alemã. Avedian disse que não poder se comunicar com seus entes queridos no Irã tem sido extremamente estressante e desafiador. "Quando acordo de manhã, minha primeira pergunta é: 'Meus pais ainda estão vivos? Estão ilesos?' Imediatamente verifico as notícias: quais áreas foram bombardeadas, onde houve ataques?", disse Avedian à DW. "Mesmo que eu não veja nenhum ataque onde eles moram, o medo permanece porque muitas vezes não consigo contatá-los", acrescentou. "Devido ao bloqueio da internet e das comunicações, é impossível sequer saber se eles estão bem. Eu sei que, numa situação dessas, até mesmo uma simples ida à padaria para comprar pão pode ser perigosa." Mitra B., de 50 anos, que deixou o Irã após a Revolução Islâmica de 1979 e agora vive na Alemanha, compartilhou preocupações semelhantes. "Ainda não tive notícias da minha tia no Irã. Minha esperança é que ela esteja viva, que esteja bem e que o Irã se liberte em breve deste regime", disse ela à DW. LEIA TAMBÉM: Youtuber diz não ter R$ 70 mil para pagar condenação por ridicularizar bebê e pede a juiz: 'Por favor, reconsidere' Apple lança MacBook Neo, modelo 'popular' da marca; veja preços no Brasil Ataque mira iPhones antigos para roubar dados financeiros; veja como se proteger Uma bandeira preta e uma bandeira do Irã tremulam ao vento em Teerã Majid Asgaripour/WANA via Reuters Iranianos tentam contornar o bloqueio Embora a maioria dos iranianos esteja isolada do mundo digital, um grupo seleto de pessoas ligadas ao regime e seus apoiadores continua a desfrutar de acesso irrestrito à internet usando os chamados "chips brancos", cartões pré-pagos anônimos. Relatórios sugerem que existam mais de 50 mil desses chips no Irã, com muitos desses usuários permanecendo ativos nas redes sociais, disseminando propaganda do governo e narrativas enganosas. Para outros, no entanto, a comunicação tem sido um grande desafio. Telefonar para o Irã a partir do exterior, seja para celulares ou telefones fixos, é quase impossível. Alguns iranianos relataram breves momentos do dia em que conseguem se conectar e enviar mensagens. Muitos também recorreram a ferramentas para burlar a censura, como a plataforma de internet aberta Psiphon, redes virtuais privadas (VPNs) ou assinaturas ilegais da Starlink, provedora de internet via satélite de propriedade de Elon Musk, o que levou as autoridades iranianas a emitirem alertas para que as pessoas não se conectem à internet. A situação dificulta a cobertura jornalística do conflito e impede que ativistas e o público em geral compartilhem relatos independentes dos acontecimentos. Especialistas afirmam que isso também leva a uma onda de desinformação, já que relatos pró-regime ocupam esse vácuo de informações. Israel e Estados Unidos fazem nova rodada de ataques contra o Irã Jornal Nacional/ Reprodução Risco adicional aos iranianos A atual suspensão dos serviços de internet acarreta um risco adicional, já que os militares israelenses emitem regularmente alertas antes de lançar ataques aéreos, instando civis a evacuarem certas áreas ou evitarem locais específicos em cidades iranianas. Com o apagão digital, o acesso dos cidadãos a esses alertas fica cada vez mais limitado, colocando vidas de civis em risco. "Mesmo alertas importantes e pedidos de evacuação, como os emitidos pelas Forças de Defesa de Israel (IDF), não chegam a muitas pessoas a tempo porque a internet no Irã é deliberadamente desligada", disse Avedian. Tahireh Panahi, pesquisadora da Universidade de Kassel no departamento de Direito Público, Direito da Tecnologia da Informação e Direito Ambiental, disse à DW que o apagão da internet "não é apenas um problema individual, mas também social". Ela destacou que isso dificulta a organização e a coordenação de protestos antigovernamentais em massa. "Além disso, o regime clerical garante que as informações sobre seus crimes não cheguem ao mundo exterior", observou. "É por isso que o fim do bloqueio da internet é essencial. Muitos iranianos exilados se sentem responsáveis por garantir que as informações saiam do país e que as pessoas possam ser ajudadas." Entenda o que levou Israel e EUA a atacarem o Irã

  6. Mais de 350 pessoas são capturadas após briga de torcedores em Fortaleza Pelo menos 101 torcedores dos times Ceará e Fortaleza, que foram presos antes de um Clássico-Rei no dia 8 de fevereiro deste ano, devem perder a final do Campeonato Cearense 2026, entre os dois clubes, marcada para este domingo (8 de março). O grupo virou réu na Justiça Estadual e segue preso. A 11ª Vara Criminal recebeu a denúncia do Ministério Público do Ceará (MPCE) contra o grupo de torcedores, no último dia 2 de março. Siga o canal do g1 Ceará no WhatsApp Os torcedores viraram réus pelos crimes de lesão corporal de natureza grave, dano, associação criminosa, desobediência, corrupção de menor e praticar violência em eventos esportivos. Torcedores entram em confronto em diversos bairros horas antes de partida entre Ceará x Fortaleza Reprodução LEIA TAMBÉM: Justiça libera 89 torcedores presos após brigas durante Clássico-Rei, em Fortaleza 'PDF da corrida': Mulher é indiciada por vazar conversas de WhatsApp em que treinador criticava alunos em Fortaleza O juiz ressaltou, na decisão, que, sobre o crime de associação criminosa, "é de se ressaltar que os indícios de materialidade e autoria se revelam, no caso concreto, pelo histórico das torcidas organizadas na formação de grupos criminosos, o que faz prevalecer nesta fase de recebimento da denúncia o princípio in dubio pro societate, sem prejuízo de análise mais específica sobre a conduta de cada denunciado durante a instrução criminal". Na denúncia, a 144ª Promotoria de Justiça de Fortaleza detalhou que os 101 torcedores foram presos antes do Clássico-Rei (jogo entre os times de futebol Ceará e Fortaleza) do dia 8 de fevereiro deste ano. Naquele dia, unidades da Polícia Militar "deflagraram intervenção para conter violento confronto entre integrantes de torcidas organizadas dos dois clubes, com especial destaque para segmentos identificados como Força da Galera — TFG (antiga TUF) e Torcida Organizada do Ceará — TOC, além de dissidências correlatas", segundo o MPCE. "A intervenção concentrou-se, dentre outros pontos, na Rua Doutor Valmir Pontes e adjacências do Bairro Edson Queiroz, registrando-se cenário de acentuada barbárie e grave ruptura da paz pública", acrescentou a 144ª Promotoria de Justiça de Fortaleza. Grupo liberado pela Justiça Justiça libera 89 torcedores presos após brigas durante Clássico-Rei, em Fortaleza. Outro grupo, de 89 torcedores, envolvidos em outra briga antes do Clássico-Rei, foi liberado pela Justiça do Ceará. Os torcedores foram soltos no dia 23 de fevereiro deste ano, e a informação foi repassada pelo Tribunal de Justiça do Ceará dois dias depois. No vídeo, alguns homens apareceram saindo da Unidade Prisional de Triagem e Observação Criminológica (UP-TOC), localizada no Complexo Penitenciário de Aquiraz, na região metropolitana de unidade é a "porta de entrada" do sistema prisional do estado. De lá, é feita a distribuição dos detentos para outros presídios. A 7ª Vara Criminal da Comarca de Fortaleza informou que para revogar as prisões preventivas foi considerada a primariedade dos réus, que não possuem antecedentes criminais ou infracionais, e não estão envolvidos em outros inquéritos ou ações penais. Esses torcedores devem cumprir medidas cautelares, como: proibição de deixar a cidade de Fortaleza sem autorização judicial comparecimento periódico à Coordenadoria de Alternativas Penais restrição de acesso a estádios de futebol em um raio de cinco quilômetros nos dias de jogos do Ceará e do Fortaleza. Torcedores liberados pela Justiça são réus primários mas vão cumprir medidas cautelares. Reprodução Ordem de facção proíbe brigas de torcidas As autoridades cearenses investigam ameaças de uma facção criminosa proibindo brigas entre torcedores do Ceará e Fortaleza, espalhadas nas redes sociais após o jogo do dia 8 de fevereiro. Já no último Clássico-Rei, ocorrido no dia 1º de março, não houve registro de brigas. Após a circulação de mensagens com ordens atribuídas a facção, representantes de duas das maiores torcidas organizadas dos clubes cearenses gravaram vídeos renunciando aos cargos. Presidentes de torcidas organizadas do Ceará e Fortaleza renunciam aos cargos. Nas imagens, Weslley Paulo (conhecido como Dudu) e Anderson Xiboi afirmaram que não são mais líderes da Torcida Organizada Cearamor (TOC) e Torcida Uniformizada do Fortaleza (TUF), respectivamente. No entanto, não há ainda confirmação se as saídas foram causadas pelos “salves” da facção criminosa. O g1 entrou em contato com ambos os ex-presidentes, mas não recebeu resposta até a publicação desta reportagem. Nas mensagens que circulam nas redes sociais, a facção teria proibido as brigas entre torcedores, pois os conflitos “trazem problemas para a organização [o grupo criminoso] e sistema para dentro da quebrada” — em referência à presença de policiais que são acionados para as brigas. O g1 questionou a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social do Ceará sobre as mensagens da facção. Em nota, o órgão informou que a Polícia Civil do Ceará apura todas as informações de ações criminosas que chegam ao conhecimento das autoridades policiais. A SSPDS reforça que setores de Inteligências das Forças de Segurança do Estado auxiliam os trabalhos policiais. MP investiga ordem de facção proibindo brigas de torcidas após saídas de líderes de organizadas no Ceará. Reprodução Assista aos vídeos mais vistos do Ceará:

  7. Os deputados federais do PL Josimar Maranhãozinho (MA), Pastor Gil (MA) e Bosco Costa (SE) denunciados pela PGR Cleia Viana/Câmara dos Deputados e Mário Agra/Câmara dos Deputados A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) vai julgar, a partir da próxima terça-feira (10), o processo penal contra deputados federais acusados de irregularidades com as emendas parlamentares. Ao todo, a ação envolve oito pessoas. Segundo a Procuradoria-Geral da República, autora da denúncia, os parlamentares compunham o "núcleo central" da organização criminosa que atuou nas irregularidades com os recursos públicos. O julgamento ocorre na sala da Primeira Turma, no STF. Foram agendadas três sessões para a análise do caso: a primeira sessão começa às 9h da terça-feira (10); a análise prossegue em outra sessão às 14h, também na terça-feira; há uma terceira sessão marcada para as 9h da quarta-feira (11). Rito O rito de julgamento segue as normas do Regimento Interno da Corte. O relator, ministro Alexandre de Moraes, apresenta o relatório, um resumo com os principais andamentos do caso. Em seguida, a Procuradoria-Geral da República, responsável pela acusação, faz sua exposição. Pelas regras internas, o prazo é de uma hora, mas pode ser alterado pelo presidente da Turma. As defesas dos réus terão uma hora para apresentar seus argumentos, mas este prazo também pode ser modificado pelo comando do colegiado. Encerrados os debates, os ministros deliberam, apresentando seus votos, na ordem de antiguidade na Turma. Vota primeiro o relator, ministro Alexandre de Moraes. Na sequência, o ministro Cristiano Zanin, a ministra Cármen Lúcia e o presidente do colegiado, ministro Flávio Dino. A decisão de condenação ou absolvição é por maioria da Turma – no caso, pelo menos três ministros. Se houver condenação, o relator vai propor uma pena, a ser debatida e fixada com os demais colegas. Se houver absolvição, o caso é arquivado. Em ambas as situações, cabem recursos na própria Corte. Os crimes e os réus ▶️O deputado Josimar Maranhãozinho (PL-MA) responde por corrupção passiva e por integrar organização criminosa (com penas mais graves pela posição de liderança e pela participação de funcionário público). ▶️O deputado Pastor Gil (PL-MA), o ex-deputado Bosco Costa (PL-SE) e João Batista Magalhães respondem por corrupção passiva e pela participação em organização criminosa (com penas mais graves pela participação de funcionário público). Bosco Costa atualmente é suplente de deputado federal e não está em exercício. ▶️Thalles Andrade Costa responde pela participação em organização criminosa (com penas mais graves pela participação de funcionário público). ▶️Antônio José Silva Rocha, Adones Nunes Martins e Abraão Nunes Martins Neto respondem pelo crime de corrupção passiva. 🔎A corrupção passiva ocorre quando alguém solicita ou recebe, "para si ou para outrem, direta ou indiretamente, ainda que fora da função ou antes de assumi-la, mas em razão dela, vantagem indevida, ou aceitar promessa de tal vantagem". A pena é de 2 a 12 anos e multa. 🔎O delito de integrar a organização criminosa está previsto em uma lei de 2013 e tem pena de 3 a 8 anos, além de multa. A pena fica mais grave para quem exerce a posição de liderança. Também pode ser aumentada de 1/6 a 2/3 se há participação de funcionário público. PGR pede ao STF condenação de deputados do PL por desvios em emendas parlamentares O que diz a PGR Na denúncia, a Procuradoria-Geral da República apontou que "os réus constituíram organização criminosa voltada à destinação de emendas parlamentares para municípios em troca de propina". Segundo o Ministério Público as provas reunidas envolvem diálogos e documentos apreendidos durante as investigações. "O núcleo central da organização era composto pelos Deputados Josimar, Pastor Gil e Bosco Costa, responsáveis pelo envio das emendas", ressaltou. O grupo atuou no âmbito de uma organização criminosa "estruturalmente ordenada e caracterizada pela divisão de tarefas, com objetivo de obter, direta ou indiretamente, vantagem financeira mediante a prática e crimes contra a administração pública". Os parlamentares também são acusados de solicitar propina ao prefeito de São José do Ribamar (MA) no valor de R$ 1,667 milhão, a ser dado em contrapartida à destinação de emendas no valor de R$ 6,671 milhões. Além da condenação, a PGR quer que o Supremo determine a perda de funções públicas e fixe indenização mínima por danos morais coletivos.

  8. Fachada do prédio do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Luiz Roberto/TSE O período de janela partidária iniciado nesta semana não deve alterar, de forma significativa, o cenário político no Distrito Federal. Levantamento feito pelo g1 indica que a maior parte dos parlamentares com mandato seguirá nas mesmas legendas para a disputa de outubro. A Justiça Eleitoral definiu que a janela partidária das eleições de 2026 será de 5 de março a 3 de abril, totalizando 30 dias. Durante esse período, parlamentares podem trocar de partido sem risco de perder o mandato por infidelidade partidária.  ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 DF no WhatsApp. 🔎A fidelidade partidária determina que o mandato em eleições proporcionais (deputados estaduais, federais, distritais) pertence ao partido, não ao candidato eleito. Fora da janela, a troca de partido só é permitida em caso de "justa causa comprovada". Em 2018, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu que apenas quem está no fim do mandato vigente pode usufruir da janela partidária. Neste ano, a regra vale apenas para deputados federais, estaduais e distritais. Deputados distritais Distritais do DF Bruno Sodré/CLDF No Distrito Federal, o cenário é de pouca movimentação. Dos 24 deputados distritais, 18 afirmaram que vão permanecer nos partidos em que estão filiados. A maior parte deve tentar reeleição para a Câmara Legislativa. ➡️Fábio Félix (PSOL) e Daniel Donizet (MDB) já sinalizaram interesse em disputar uma vaga na Câmara dos Deputados. ➡️A deputada Paula Belmonte deixou o Cidadania e se filiou ao Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) em dezembro. Ela é pré-candidata ao governo do DF. Roosevelt Vilela (PL), João Cardoso (Avante) e Robério Negreiros (PSD) avaliam propostas, mas não informaram os partidos em negociação. Três deputados não responderam ao g1 sobre a possibilidade de mudança: Wellington Luiz (MDB), Rogério Morro da Cruz (PRD) e Jorge Vianna (PSD). Deputados federais Câmara dos Deputados Renato Costa/Frame Photo/Estadão Conteúdo Entre os deputados federais do DF, Bia Kicis afirmou que vai disputar o Senado pelo PL. Erika Kokay também pretende concorrer ao Senado pelo PT. Reginaldo Veras (PV) e Rodrigo Rollemberg (PSB) disseram que não pretendem mudar de partido. Alberto Fraga (PL), Fred Linhares (Republicanos), Julio Cesar Ribeiro (Republicanos) e Rafael Prudente (MDB) não responderam até a publicação desta matéria. ➡️Políticos que ocupam cargos majoritários — como presidente da República, governador e senador — podem trocar de partido sem precisar apresentar justa causa para sair da legenda. GDF Palácio do Buriti, sede do governo do Distrito Federal, em Brasília TV Globo/ Reprodução O cenário para o Governo do Distrito Federal (GDF) em 2027 já conta com pelo menos cinco pré-candidatos. A vice-governadora Celina Leão (PP) e a distrital Paula Belmonte (PSDB) pretendem disputar o Palácio do Buriti. Leandro Grass (PT) lançou pré-candidatura pelo PT, e Ricardo Cappelli (PSB) é pré-candidato pelo PSB. José Roberto Arruda se filiou ao PSD em novembro, mas ainda aguarda definição sobre a validade de sua candidatura. LEIA TAMBÉM: VÍDEO: Forte chuva faz parte de teto de hospital público do DF desabar TAGUATINGA: Homem é agredido após ser confundido com irmão gêmeo Leia mais notícias sobre a região no g1 DF.

  9. Mês da mulher: protagonismo feminino nas missões aéreas que salvam vidas Em um universo militar dominado historicamente pela presença masculina, um dos aviões da Força Aérea Brasileira (FAB) só deixa o hangar em Brasília se passar pelas mãos de duas mulheres. A sargento Ana Clara, de 26 anos, é a mecânica que garante as boas condições para o voo. A tenente Karoline Loureiro é a piloto da aeronave. Ana Clara checa cada componente do C-98 Caravan, com capacidade para até 10 passageiros e até uma tonelada de carga. O checklist começa na cabine, passa pelas rodas, motor e termina na hélice. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 DF no WhatsApp. Sargento Ana Clara checando equipamento do avião da Força Aérea Brasileira TV Globo/Divulgação Para a jovem mineira, o sonho de atuar na aviação começou ainda na infância. Ela foi influenciada pelo pai militar e pela presença de mulheres fardadas que moravam na mesma cidade. Já a tenente Karoline afirma que o planejamento do voo inclui a definição do número de passageiros e todos os detalhes necessários para garantir a segurança da missão. A aeronave tem autonomia para percorrer até 2 mil quilômetros. "A gente faz todo o planejamento do voo, desde a primeira decolagem, tempo de fadiga dos pilotos, o horário de envolvimento, quanto de carga, quantos passageiros vão ingressar na aeronave", diz a tenente. Missões que marcam Tenente Karoline Loureiro pilota aviões na Força Aérea Brasileira. TV Globo/Divulgação Cada missão tem um significado especial, mas algumas marcam mais do que outras. A tenente Karoline já participou de ações humanitárias, mas destaca o transporte de órgãos para transplante. "Ano passado, eu fiz 24 transportes de órgãos. Eu tenho certeza que atingi 24 famílias, não só 24 pessoas. Isso abrilhanta minha carreira. É uma honra imensa fazer parte" afirmou a tenente. Em setembro de 2025, ela reencontrou o jovem que recebeu o coração transportado por ela. A presença feminina na Força Aérea 👩‍✈️ Atualmente, a Força Aérea Brasileira conta com 67.300 militares em todo o país, sendo 15.301 mulheres, o que representa 22% do efetivo. O ingresso de mulheres aviadoras só foi permitido em 2003, cerca de 122 anos depois da fundação da FAB, em 1881. A tenente Karoline destaca que as mulheres fazem parte dessas conquistas com dedicação. A sargento Ana Clara deixa um recado para as meninas sonhadoras, incentivando-as a perseguirem seus objetivos. "Assim como um dia eu fui uma menina sonhadora, eu digo que sim, é possível. Desde que a gente se dedique, a gente estude e a gente busque o melhor de nós. Tudo é possível para os nossos sonhos" , pontuou a sargento. LEIA TAMBÉM: DANIEL VORCARO: banqueiro é transferido para Penitenciária Federal de Brasília MARCO BUZZI: STJ adia prazo para sindicância concluir apuração de importunação sexual Leia mais notícias sobre a região no g1 DF.

  10. Omar Bordin Schirmer, fundador do Santa María Fast Food, com a irmã, Elisabeth Arquivo pessoal O xis de Santa Maria, na Região Central do Rio Grande do Sul, é considerado por muitos gaúchos o melhor do estado. Em fevereiro, a prefeitura lançou o Programa Xis, iniciativa que busca consolidar o lanche como patrimônio gastronômico identitário da cidade, tornando-a a Capital do Xis. 🍔 Xis é um sanduíche feito com: pão, bife, ovo, queijo, salada e molhos. Os "sabores" podem variar (xis galinha, xis coração, xis filé…). Ele é prensado na chapa, o que deixa o pão redondo levemente crocante. 📲 Acesse o canal do g1 RS no WhatsApp Nascido e criado no município, Omar Bordin Schirmer sempre foi um apaixonado pelo lanche. Aos 24 anos, quando se casou com uma boliviana e se mudou para o país, decidiu vender xis em Santa Cruz de la Sierra, cidade mais populosa da Bolívia, com quase 2 milhões de habitantes. Veja os vídeos que estão em alta no g1 A ideia veio da irmã, Elisabeth Schirmer, que havia se mudado para a Bolívia. Como ele perdeu o emprego em um hotel, decidiu também se mudar e abrir o negócio. "Nunca tinha feito xis na vida. Só ia comer", brinca. Assim como no RS, o xis faz sucesso por lá. Um dos diferenciais foi que a lanchonete ficava aberta até a madrugada, o que não era costume dos demais restaurantes da cidade na época. A atividade, que começou em 1990 com uma barraquinha, se consolidou. Atualmente, Schirmer é dono de 15 lanchonetes. "Eu trabalhei três anos dentro de um quiosque fazendo xis. Depois de três anos eu abri a primeira loja e aí foi indo, aí não parou mais. Agora tenho meu filho que me ajuda", conta. O desafio do início foi conseguir reproduzir a receita do pão de xis. "Não tinha esse pão aqui. Nós tínhamos que ir falar com os padeiros e aí voltava. Até que engrenou. A única diferença do xis daqui é o pão. Porque o que a gente faz aqui é um pouquinho mais leve. Não é tão ‘massudo’ e pesado. Eu tenho duas padarias que me atendem", explica. Schirmer também é dono de uma fábrica artesanal de bacon, ingrediente usado na maioria dos lanches servidos. O empresário destaca que o xis servido na Bolívia é igual ao do RS: "O que não pode faltar são os molhos, 'salsa' que dizem aqui, ketchup, maionese, mostarda. O que mais sai aqui é o filé, o coração e o hambúrguer", conclui. VÍDEOS: Tudo sobre o RS

  11. Congresso Nacional Reprodução A janela partidária vai mudar a composição de partidos e alterar a rotina dos parlamentares até abril na Câmara dos Deputados. O período, iniciado na última quinta-feira (4), se encerra em 3 de abril. No período, os deputados podem mudar de partido sem perder o mandato. A janela partidária está prevista na lei dos Partidos Políticos e funciona como um rearranjo de forças políticas antes das eleições nacionais, marcadas para outubro. É uma exceção à regra de fidelidade partidária. A janela é aberta sete meses antes das eleições, que, neste ano, acontecem no dia 4 de outubro. Na prática, os deputados buscam legendas que acomodam seus interesses eleitorais. Um deputado que não tiver palanque em um partido, por exemplo, pode buscar outra sigla para viabilizar a candidatura. Também pesa para a escolha a verba determinada por cada partido para as campanhas, levando deputados a migrarem para partidos com maior fundo eleitoral ou que optem por aplicar mais dinheiro em campanhas de deputados em detrimento de outros cargos. Neste ano, para facilitar as negociações, o presidente da Câmara, deputado Hugo Motta (Republicanos-PB), intercalou os trabalhos do plenário entre sessões remotas e presenciais. Nas semanas dos dias 9, 23 e 30 de março as sessões serão remotas. Já entre os dias 16 a 20 de março, as sessões serão presenciais. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Mudanças As negociações estão em fase inicial, mas alguns deputados já se movimentaram. O deputado Vinícius Carvalho (SP) vai deixar o Republicanos e ir para o PL. “Embora eu esteja muito feliz hoje, o presidente nacional do Republicanos me comunicou em maio de 2025 que não me daria legenda para disputar as eleições em 2026. Mesmo depois de 15 anos de partido. Mas, tudo bem, faz parte do nosso sistema político partidário. Enquanto a janela se fecha, portas oportunas se abrem com certeza”, afirmou Carvalho. O deputado Lucas Redecker (PSDB-RS) pode deixar o PSDB e ir para o PSD. Nesta semana, ele publicou uma foto ao lado de Gilberto Kassab, presidente do partido. Além disso, o deputado Túlio Gadelha (Rede-PE) deve deixar a Rede e ir para o PDT.

  12. Israel ataca depósito de combustível no Irã; ACOMPANHE Guerra no Oriente Médio chega ao oitavo dia neste domingo (8). A guerra, que começou quando EUA e Israel atacaram o Irã, em 28 de fevereiro, chegou ao 8º dia nesta neste sábado (7). . Na última semana, Israel e EUA anunciaram que estavam entrando em uma nova fase da guerra, focada na intensificação de ataques. . Em Teerã, moradores relataram que os bombardeios desta madrugada foram os mais intensos desde o início da guerra. . No Golfo Pérsico, Arábia Saudita, Catar e Bahrain disseram ter inteceptado mísseis em seus espaços aéreos. . No Líbano, os ataques de Israel chegaram à capital Beirute, onde as Forças Armadas israelenses disseram ter feito uma onda de larga escala.

  13. Mulheres na Computação, projeto que apoia estudantes em cursos de tecnologia Arquivo Pessoal/Luciana Gomes Uma professora paraibana tem incentivado a participação de mulheres em cursos de computação na cidade de Campina Grande, Agreste da Paraíba. Em 2020, com apenas duas alunas, Luciana deu os primeiros passos e criou o projeto Mulheres na Computação com a ideia de oferecer uma rede de apoio para alunas da UEPB e de divulgar a área da tecnologia para a comunidade local. Hoje, o grupo recebe várias estudantes. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 PB no WhatsApp Luciana Gomes é professora do curso de Ciência da Computação da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), no campus de Campina Grande. Na época em que era estudante Luciana já percebia a baixa quantidade de colegas mulheres em cursos de exatas na universidade. Anos depois, em 2020, quando já era docente da UEPB, decidiu fazer algo para mudar essa realidade. "Eu, como graduanda, tive a experiência de ter poucas colegas mulheres na turma, e isso é o que eu observo ainda nos cursos de computação. Apesar de a gente ter uma entrada um pouco maior de mulheres, a gente tem um movimento a nível de Brasil e de mundo de tentar acolher mais essas mulheres, de tentar criar ambientes mais propícios para isso. Na sala de aula o que eu vejo não é diferente. As turmas vão ter um número bem maior de alunos do sexo masculino do que alunas sexo feminino. Então esse é um dos motivos para o surgimento do projeto, essa inquietação", explicou. O início oficial do projeto aconteceu em meio a pandemia de Covid-19. Anos depois do surgimento da ideia, o projeto já acolheu cerca de 90 alunas. Elas recebem comunicados, convites para reuniões e palestras, além de todo incentivo necessário para que permaneçam no curso e ocupem espaço de destaque na profissão. "Semestralmente a gente acolhe as alunas feras, as que estão entrando e que querem fazer parte dessa comunidade. Temos um grupo de umas 90 alunas no WhatsApp que recebem todos os nossos comunicados, e dessas alunas a gente tem por mês em torno de 15 a 20 alunas que participam ativamente do projeto, de todas essas atividades que a gente oferece", disse a professora. Grupo 'Mulheres na Computação' serve como rede de apoio para estudantes mulheres Arquivo Pessoal/Luciana Gomes Durante o percurso, a professora percebeu que através das atividades em grupo, muitas alunas estavam desenvolvendo habilidades não somente técnicas, mas também de desenvoltura profissional. Algo que, para a professora, é fundamental em um mercado dominado por homens. O impacto positivo na vida das estudantes tem sido um combustível para Luciana. Uma das histórias que a marcou foi a de uma ex-aluna com quem trabalhou por dois anos no projeto. A professora relata que a garota, natural do interior da Bahia, não tinha certeza se queria ou não seguir uma carreira profissional na área da computação, mas ao entrar no projeto Mulheres na Computação, conseguiu amadurecer e desenvolver várias habilidades tanto no mercado quanto na pesquisa acadêmica. De participante do projeto a estudante passou a ser bolsista de extensão e chegou, inclusive, a apresentar um trabalho em um dos maiores eventos da área na América Latina. "Ela era muito tímida, e assim, por essa timidez tinha dificuldade de falar em público, de fazer apresentações e também não confiava muito que o curso de computação era para ela - o que no final das contas é a síndrome da impostora, que bate muito forte nas mulheres que estão na tecnologia, porque a gente sempre acha que a gente não é suficiente", relatou a professora. Ainda segundo Luciana, a própria estudante atribui o sucesso profissional ao percurso acadêmico traçado dentro do projeto. A experiência que ela adquiriu dentro da universidade, com ajuda de uma rede de apoio feminina, deu a base e a força necessária para trilhar um caminho de muitas conquistas. "Durante a extensão, ela foi super proativa, sempre trabalhou junto comigo, e ela foi amadurecendo, então ela foi evoluindo junto com o projeto (...) Ela mudou bastante e ela atribui essa mudança ao projeto. Hoje ela trabalha com tecnologia, está super feliz, se encontrou na área, então isso para mim é um indicativo muito forte de que a gente está no caminho certo", falou a professora. Protagonismo feminino Os frutos também são colhidos fora das paredes da universidade. Como projeto de extensão da UEPB, o Mulheres na Computação tem conseguido levar as atividades para escolas, reforçando o poder da tecnologia e a possibilidade de meninas e mulheres atuarem no mercado. Nesse sentido, as próprias alunas do curso ganham protagonismo explicando a garotas em idade escolar sobre a profissão que decidiram seguir. "A gente quer apresentar para a comunidade externa da UEPB também o que é tecnologia. Como é que ela pode ajudar? Porque a tecnologia é um meio, então a gente tem essa capacidade. A ideia do projeto também é fazer com que as alunas tenham esse protagonismo. No momento que elas estão em ação, em intervenção fora da universidade, de apresentar para a comunidade o que é que é tecnologia", explicou a professora. Alunas do projeto Mulheres na Computação se ajudam na vida profissional Arquivo Pessoal/Luciana Gomes Luciana também acrescenta que é conhecendo outras mulheres referências na área da tecnologia que as estudantes conseguem se enxergar e fortalecer o desejo de ocupar espaços anteriormente dominados por homens. "Também queremos apresentar outras mulheres que foram importantes para a computação, para a tecnologia e fizeram história. Mulheres que ainda fazem história para fazer que as mulheres tenham essa ideia de tecnologia como algo que é possível, o que elas podem pensar como carreira", finalizou. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Vídeos mais assistidos do g1 Paraíba

  14. Depósito de petróleo na capital do Irã é tomado por fogo Imagens divulgadas neste domingo (8) mostram um incêndio de grandes proporções em um depósito de combustível em Teerã, capital do Irã. As forças armadas israelenses reivindicaram a autoria de um ataque ao local e disseram ter feito outros ataques a depósitos de combustível em Teerã neste domingo. Os ataques também foram relatados por agências estatais iranianas. A agência Reuters confirmou a localização do vídeo como Teerã, com base no traçado das ruas e nas características de postes de energias e árvores, que correspondem às imagens de arquivo e de satélite. Ainda segundo a agência, nenhuma versão anterior do vídeo foi encontrada online antes deste domingo. Incêndio em depósito de combustível em Teerã, capital do Irã Redes sociais via Reuters

  15. Hotel em Beirute, no Líbano, é atingido por ataque de Israel em 8 de março de 2026 Reuters/Claudia Greco Ao menos quatro pessoas morreram neste domingo (8) depois de um ataque israelense a um hotel no centro de Beirute, capital do Líbano, informou a agência Reuters. As forças armadas israelenses afirmaram que os alvos eram comandantes da Força Quds, unidade de elite do Corpo da Guarda Revolucionária do Irã, que estariam operando a partir do Líbano. "Os comandantes da unidade do Líbano da Força Quds operavam para promover ataques terroristas contra o Estado de Israel e seus civis, enquanto simultaneamente atuavam para a Guarda Revolucionária Islâmica no Irã", disse o exército israelense. O ministério da Saúde do Líbano afirmou que outras dez pessoas ficaram feriadas no ataque. Horas depois, explosões ecoaram nos subúrbios do sul de Beirute, com grandes colunas de fumaça , como registrado em imagem a partir de Baabda, cidade vizinha da capital libanesa (confira foto abaixo). Veja os vídeos que estão em alta no g1 Este é o primeiro ataque israelense a Beirute desde que a tensão entre o país e o grupo extremista Hezbollah voltaram a crescer nos últimos dias. O hotel abrigava pessoas deslocadas que fugiam da guerra no sul do Líbano e nos subúrbios de Beirute, informou a Reuters. Segundo a agência, algumas foram vistas deixando o prédio por medo de novos ataques aéreos. Na semana passada, Israel afirmou ter matado o comandante da Força Quds do Irã no Líbano, Daoud Ali Zadeh, em um ataque na capital iraniana Teerã. O Líbano foi arrastado para o conflito na segunda-feira (2), depois que o Hezbollah, apoiado pelo Irã, lançou foguetes e drones contra Israel. Em seguida, Israel respondeu com fortes ataques conta o território libanês. Explosão registrada no sul de Beirute, no Líbano, em 8 de março de 2026 Reuters

  16. Marina Lima reproduz trecho de conversa com Fernanda Montenegro no WhatsApp na faixa 'Collab Grunkie' André Hawk / Divulgação ♫ NOTÍCIA ♬ Com repertório dividido em três atos, o vindouro 18º álbum de Marina Lima, “Ópera Grunkie”, conta com a colaboração da atriz Fernanda Montenegro na música que abre o terceiro ato e que se chama justamente “Collab Grunkie”. Na faixa, Marina reproduz trecho de conversa que teve com Fernanda no aplicativo de mensagens WhatsApp. Além da atriz, o cantor Mano Brown também tem a voz reproduzida em “Collab Grunkie”, faixa formatada com feat da cantora Laura Diaz com Marina. A música tem autoria creditada a Marina, Laura, Eraldo Palmero e Renato Gonçalves. Marina Lima explica a gênese da faixa: “Fiz uma chamada aberta online para as pessoas enviarem sons ou ideias que pudessem soar interessantes para uma intervenção minha. Entre mais de 800 e-mails recebidos, escolhi a base do Eraldo para criar em cima. Resolvi fazer uma homenagem carinhosa aos grunkies e, a partir disso, chamei Laura Diaz para embelezar, sensualizar e abrasileirar a faixa. Renato e eu escolhemos os samples, e termino com um trecho de uma conversa minha no WhatsApp com Fernanda Montenegro, a maior de todas. A tribo dos grunkies é imensa”. Gravado entre setembro e dezembro de 2025, o álbum “Ópera Grunkie” tem lançamento programado para 24 de março. Marina Lima assina a produção musical do disco, orquestrada pela artista com as colaborações de Arthur Kunz, Edu Martins e Thiago Vivas.

  17. Luiz Inácio Lula da Silva gesticula durante uma coletiva de imprensa em Nova Delhi, Índia REUTERS/Adnan Abidi Pesquisa Datafolha divulgada no sábado (7) pelo jornal Folha de S.Paulo aponta que a avaliação negativa (ruim ou péssimo) do governo Lula (PT) está em 40%. Na pesquisa anterior, de dezembro de 2025, a avaliação negativa estava em 37%. Ela oscilou para cima, mas dentro da margem de erro de 2 pontos percentuais para mais ou para menos. A avaliação positiva (ótimo ou bom) está em 32%, o mesmo patamar de dezembro. O índice de quem avalia a gestão como regular está em 26%, enquanto, em dezembro, era de 30%. Veja os números sobre a avaliação do governo Lula: Ruim/péssimo - 40% (eram 37% em dezembro); Ótimo/bom - 32% (eram 32% em dezembro); Regular - 26% (eram 30% em dezembro); Não sabem - 1% (era 1% em dezembro). O instituto ouviu 2.004 eleitores de 16 anos ou mais entre segunda-feira (3) e quinta-feira (5) em 137 municípios. A margem de erro é de dois pontos para mais ou menos e o nível de confiança é de 95%. Em relação à avaliação do trabalho de Lula como presidente, 49% desaprovam (eram 48% em dezembro), 47% aprovam (eram 49%) e 4% não souberam responder (eram 3%). Datafolha: Lula tem 46% e Flávio Bolsonaro 43% das intenções de voto no 2º turno, diz pesquisa Datafolha: Lula tem 46% e Flávio Bolsonaro 43% das intenções de voto no 2º turno

  18. Vídeo mostra momento em que agricultor encontra possível poço de petróleo ao perfurar solo Em novembro de 2024, o agricultor Sidrônio Moreira encontrou no subsolo da sua propriedade um líquido que, conforme testes laboratoriais preliminares, parece ser petróleo. A possível descoberta, divulgada em fevereiro de 2026 pelo g1, chamou atenção para a possibilidade de encontrar uma jazida no Ceará - estado com uma produção de petróleo atualmente pouco relevante, concentrada em duas cidades na divisa com o Rio Grande do Norte (RN). O suposto achado ocorreu no município de Tabuleiro do Norte (CE), enquanto máquinas perfuravam um poço de aproximadamente 40 metros de profundidade em busca de água. Um vídeo gravado pela família em 2024 mostra o momento em que o líquido escuro emerge do buraco e o agricultor chega a comemorar, pensando se tratar de água. Clique e siga o canal do g1 Ceará no WhatsApp Testes laboratoriais apontaram que a amostra do líquido encontrado tem as mesmas características físico-químicas do petróleo de jazidas da região vizinha, a Bacia Potiguar - o local do achado em Tabuleiro do Norte está a apenas 11 quilômetros da bacia petrolífera. A confirmação oficial de que é petróleo, porém, só pode ser feita pela Agência Nacional do Petróleo (ANP), que investiga o caso. Vídeo mostra momento em que agricultor encontra possível poço de petróleo por acidente ao perfurar solo em Tabuleiro do Norte (CE) Reprodução Embora a Bacia Potiguar seja, oficialmente, uma área localizada entre o Ceará e o Rio Grande do Norte, a maior parte das reservas petrolíferas estão no território potiguar. No Ceará, atualmente, há poucas áreas com exploração de petróleo em andamento, concentradas em um bloco chamado "Fazenda Belém", nos municípios de Aracati e Icapuí, na divisa com o RN. Em 2022, a Petrobras vendeu sua participação nos campos terrestres do Ceará para outras empresas por considerar a extração no estado pouco atrativa, segundo o o professor de Engenharia Química da Universidade Federal do Ceará (UFC), Hosiberto Batista. A produção média na Fazenda Belém era de aproximadamente 575 barris de óleo por dia. A título de comparação, o Campo do Amaro (RN), que faz parte da Bacia Potiguar, produziu em média mais de 6 mil barris de óleo por dia em 2024. "Hoje, basicamente, não é relevante a produção aqui no Ceará. Comparado com os grandes poços de petróleo, que são a Bacia do Pré-sal, a Bacia de Santos, de Búzios, a região onshore [em terra] do Recôncavo Baiano, a região offshore do Rio Grande do Norte, a gente chama RN-CE ali, na fronteira ali, é muita pequena [a produção no Ceará]. É muito pequena mesmo", explica Hosiberto. O suposto achado em Tabuleiro do Norte chamou atenção do professor de Engenharia Química pois, embora a cidade cearense esteja próximo à Bacia Potiguar, não havia, até então, relatos da substância na área. Infográfico - Possível descoberta de petróleo registrada em Tabuleiro do Norte, no interior do Ceará. Arte/g1 O fato do suposto líquido ter emergido de um poço com apenas 40 metros de profundidade - o que é geologicamente raso - também foi considerado "pouco comum" pelo especialista, que recebeu uma amostra da substância para fazer análises complementares nos laboratórios da UFC. "A Bacia Potiguar é uma bacia, assim como a bacia do Recôncavo Baiano, tradicionalmente produtora de petróleo, desde os anos 70 Mossoró e região adjacente, Alto Rodrigues, aquela região toda ali, é sabido que tem petróleo onshore [em terra]", explica Hosiberto Batista. "Agora, foi não usual a profundidade que achou esse [suposto] petróleo. Foi não usual porque é um lote, é uma região, inclusive, que não estava nem catalogada pela ANP para futuras licitações" O pesquisador também destacou que, até o momento, não há análises sísmicas da região de Tabuleiro do Norte feitas pela ANP. Ele não descarta que o achado em Tabuleiro do Norte seja, por exemplo, uma espécie de extensão da Bacia Potiguar, mas somente a análise sísmica da região poderia responder o questionamento. No entanto, são necessárias análises sísmicas da região para dimensionar o tamanho do poço, sua extensão e sua viabilidade econômica - isto é, se vale a pena explorar. "O que é uma análise sísmica? É uma análise geofísica que vai te trazer indícios que o petróleo que foi achado pertence a um reservatório que tem a viabilidade econômica para ser produzido. O que eu quero dizer é o seguinte, pode ser que aquele óleo que o pessoal lá do Tabuleiro do Norte achou seja petróleo, mas cuja quantidade de óleo não valha a pena explorar. Não tem análise sísmica ainda para poder saber a dimensão do reservatório, a profundidade, a estimativa de volume de petróleo in loco", avalia. Busca por respostas Em junho de 2025, o filho de Sidrônio, Saullo Moreira, procurou a equipe do Instituto Federal do Ceará (IFCE) de Tabuleiro do Norte em busca de orientação e conversou com o engenheiro químico Adriano Lima - agente de inovação do campus para o Vale do Jaguaribe. Após receber uma amostra do material, Adriano levou o líquido para análise no Núcleo de Pesquisa em Baixo Carbono da Universidade Federal Rural do Semi-Árido (Ufersa), em Mossoró (RN), onde realizou análises físico-químicas do líquido. A família e o IFCE procuraram a ANP ainda em julho de 2025 informando da descoberta, mas a Agência demorou meses para dar uma resposta. No dia 25 de fevereiro deste ano, o órgão confirmou ao g1 que recebeu o aviso e que vai investigar o caso. Substância extraída em Tabuleiro do Norte (CE) foi levada para estudo em laboratório no Rio Grande do Norte Divulgação No dia 3 de março, a agência notificou oficialmente a família, via e-mail, informando que iria enviar uma equipe ao local, mas não deu um prazo. A ANP disse que vai contatar a Secretaria Estadual do Meio Ambiente do Ceará (Sema) para acompanhar o caso. A agência disse que a pasta deve avaliar a necessidade de uma vistoria técnica in loco para avaliar impactos ao solo, aos recursos hídricos subterrâneos e à segurança ambiental da área, além de orientar o proprietário quanto a procedimentos ambientais cabíveis. O g1 procurou a secretaria para saber se o órgão já foi notificado pela ANP, mas a pasta afirmou que não foi contatada pela agência. Enquanto aguarda resolução da ANP, a família de Sidrônio vive na incerteza. A necessidade de água continua, mas, para além dos custos para pagar novas perfurações em outros pontos da propriedade, a própria descoberta do óleo tornou a busca por um poço artesiano mais complexa. Para abastecer a propriedade, em boa parte do ano, a família paga por carregamentos de água de carro-pipa. A família foi alertada, por exemplo, que se um poço fosse perfurado incorretamente, o óleo poderia vazar para o lençol freático e contaminar a água da região, gerando uma série de problemas ambientais. Agricultor Sidrônio Moreira furou poço em busca de água, mas encontrou óleo que pode ser petróleo Marcelo Andrade/IFCE O que acontece agora? Após a descoberta de uma possível jazida de petróleo e a notificação da ANP, o órgão deve iniciar uma série de procedimentos para averiguar as condições da área, como o subsolo, o tamanho do poço e a composição química do líquido. A descoberta de petróleo não significa necessariamente que a exploração da área seja possível ou financeiramente vantajosa. Após a confirmação e delimitação das jazidas, a ANP divide a região em blocos de exploração, que serão leiloados para empresas realizarem a exploração de petróleo. Possível poço de petróleo no sertão, demora da ANP e busca por água: veja linha do tempo Muitas vezes, uma área já mapeada e liberada para exploração pela ANP não atrai interesse de investidores devido ao tamanho da jazida, à dificuldade de extração, ao custo da instalação da operação ou mesmo à baixa qualidade do petróleo, o que exigiria mais gastos no processo de refino. IFCE investiga possível achado de petróleo em Tabuleiro do Norte (CE) Marcelo Andrade/IFCE IFCE investiga possível descoberta de petróleo durante escavação de poço de água no Ceará Assista aos vídeos mais do Ceará:

  19. Violência contra a mulher Jainni Victória O Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro concedeu 7.556 medidas protetivas de urgência a mulheres vítimas de violência apenas entre 1° de janeiro a 6 de março de 2026. Isso significa que, em média, cerca de 116 mulheres por dia recorrem à Justiça em busca de proteção. O número inclui decisões tomadas tanto nas varas especializadas quanto no plantão judiciário e reflete a dimensão dos casos de violência doméstica. Dados do Observatório Judicial da Violência contra a Mulher mostram que, entre 1º de janeiro e 6 de março, o Plantão Judiciário Noturno — responsável por atender demandas de todo o estado — registrou 2.357 novos casos relacionados à Lei Maria da Penha, sendo 2.002 pedidos de medidas protetivas de urgência. No mesmo período, o Plantão Judiciário Diurno, que atende a capital fluminense, contabilizou 767 processos de violência doméstica, dos quais 450 envolveram pedidos de medidas protetivas. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias do RJ em tempo real e de graça Para a desembargadora Adriana Ramos de Mello, a violência de gênero está ligada a fatores estruturais da sociedade. “A violência contra a mulher e o feminicídio têm raízes sociais profundas e funcionam como uma mensagem às demais mulheres que confrontam a ideia de subordinação”, afirmou. Metade dos feminicídios ocorrem em cidades pequenas

  20. Mulheres desafiam preconceitos em posições de poder e profissões historicamente masculinas Cada vez mais mulheres ocupam espaços em profissões que, durante muito tempo, foram dominadas por homens. No Rio Grande do Sul, mulheres que atuam nessas profissões relatam desafios e superação para conquistar espaço no mercado de trabalho, e ainda ajudam a transformar a cultura de seus ambientes profissionais. 📲 Acesse o canal do g1 RS no WhatsApp A coordenadora de obras Regina de Moura Tavares, que trabalha há cerca de duas décadas na construção civil, precisou ser firme para impor respeito. Ela conta que, ao longo da carreira, lidou com homens que não aceitavam receber ordens de uma mulher. Em uma ocasião, Regina tomou uma decisão que marcou sua trajetória. "Eu peguei o capacete, o boné e mandei toda a equipe embora. Se vocês não têm capacidade de respeitar uma mulher, então vocês não respeitam nem a própria mulher de vocês, que também são mães e trabalhadoras. Eu demiti todos", conta. Segundo a coordenadora, a atitude foi um divisor de águas. "A partir dali eles começaram a me respeitar", afirma. Hoje, ela diz que a persistência foi fundamental para seguir na profissão. "Tem que ter muita coragem, persistência, força de vontade e não ter medo." Quando Regina começou, o cenário era ainda mais restrito. "A mulher não tinha muito contato com ferramentas, com enxada, com colher de pedreiro, com tintas. Era um mundo muito masculino", lembra. Além das dificuldades na obra, ela conciliava o trabalho com a maternidade. "Não foi fácil. Como mulher, como mãe, eu tinha filhos pequenos. Eu largava meus filhos no colégio e vinha para as obras. Eu puxava tijolo, mexia em betoneira, máquinas pesadas", relata. A coordenadora de obras Regina de Moura Tavares, que trabalha há cerca de duas décadas na construção civil, precisou ser firme para impor respeito Reprodução/RBS TV Preconceito ainda aparece em outras profissões A motorista de ônibus Cristiane Silva Cardoso, que transporta passageiros há mais de dez anos em Cachoeirinha, também relata ter enfrentado desconfiança. "No começo tu sente um pouco de preconceito. As pessoas duvidam que tu vá conseguir dirigir um ônibus", diz. Apesar dos desafios, ela se diz realizada com a escolha que fez. "É uma profissão que eu gosto. Eu sempre falo: eu faço o que eu gosto." Para Cristiane, a jornada feminina exige mais determinação. "A mulher tem que ter um pouco mais de persistência do que o homem porque tem mais desafio. Mas não é impossível." A presença de mulheres também cresce em áreas técnicas da infraestrutura. A engenheira Giuliana Ferraro, da concessionária CCR ViaSul, coordenou as obras de recuperação da ponte sobre o Rio Taquari, na BR-386, após as enchentes que atingiram o Rio Grande do Sul. O trabalho dela é garantir que os projetos sejam executados no prazo e com segurança. "O meu dia a dia é no campo mesmo", explica. Giuliana observa uma mudança no ambiente de trabalho. "Nós temos diversas colegas mulheres. Antigamente tinha um pouco de preconceito contra o sexo feminino. Hoje em dia as coisas já estão mudando, a gente é muito mais aceita." Para as mulheres que desejam seguir carreira em áreas semelhantes, Cristiane deixa um recado. "Nós mulheres temos força, somos guerreiras. É só a gente querer que a gente consegue. Se der medo, vai com medo mesmo." Mulheres desafiam preconceitos em posições de poder e profissões majoritariamente masculinas no RS Reprodução/RBS TV VÍDEOS: Tudo sobre o RS

  21. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Uma forte explosão foi ouvida perto da embaixada dos Estados Unidos em Oslo, na Noruega, na madrugada de domingo (8), segundo a polícia. Houve danos leves ao local, mas nenhum ferido. O caso ocorreu na zona oeste da capital norueguesa por volta da 1h, no horário local, e provocou uma grande mobilização policial, informaram investigadores. Ainda não está claro o que causou a explosão nem quem pode estar envolvido. O departamento de polícia de Oslo informou, em comunicado, que apura as circunstâncias do caso. O porta-voz da polícia, mikael Dellemyr, disse à emissora pública da Noruega NRK que a busca pelos responsáveis pela explosão continua e que nenhum outro artefato explosivo foi encontrado no local. "A polícia está em diálogo com a embaixada e não há relatos de feridos", diz o comunicado. Testemunhas relataram ao jornal norueguês Verdens Gang que foi possível ver fumaça subindo da área ao redor do complexo da embaixada. A embaixada dos Estados Unidos não respondeu de imediato a um pedido da reportagem de comentário feito fora do horário normal de expediente. LEIA MAIS: Trump faz novas ameaças ao Irã e chama o país de 'perdedor do Oriente Médio' Guerra no Irã ameaça impacto prolongado nos mercados globais de energia Entrada da embaixada dos Estados Unidos em Oslo, na Noruega. Reprodução/Google Maps

  22. O feriado de Tiradentes, celebrado em 21 de abril, é tradicionalmente associado à reflexão sobre liberdade, identidade e a construção do Brasil. Em 2026, um resort em Atibaia prepara um pacote especial para quem deseja transformar a data em uma experiência de descanso e conexão em família. É a programação especial do Atibaia Residence Hotel & Resort. Com mínimo de quatro diárias e sistema all inclusive, a proposta é unir lazer, cultura e entretenimento em meio à natureza do interior paulista. Atibaia em imagens aérea Prefeitura de Atibaia/Divulgação Programação temática para todas as idades Durante o feriado, os hóspedes terão acesso a uma agenda diversificada de atividades, pensadas para diferentes faixas etárias. Entre os destaques estão: Sistema All Inclusive, com refeições e bebidas incluídas Programação de lazer temática para todas as idades Hidropower, atividade recreativa na piscina Caminhada cultural, com proposta de integração e aprendizado Game histórico, inspirado no contexto da data Caçada de aventura, atividade interativa ao ar livre Música ao vivo Atividades temáticas voltadas ao público adulto A ideia é proporcionar momentos de diversão, mas também de significado, aproveitando o simbolismo do feriado para criar experiências que vão além do descanso tradicional. Conexão e tranquilidade no interior Atibaia é conhecida pelo clima agradável e pelas paisagens que combinam áreas verdes e serras, características que tornam a região um dos destinos preferidos para feriados prolongados. Atibaia Residence Divulgação A infraestrutura do resort inclui áreas de lazer, piscinas, espaços ao ar livre e ambientes planejados para quem busca conforto e tranquilidade. Como o pacote exige permanência mínima de quatro diárias, a orientação é que os interessados façam reservas com antecedência, já que o feriado costuma atrair turistas da capital e de cidades vizinhas. Saiba mais aqui. A página Turismo Atibaia e Região é um oferecimento do Atibaia e Região Convention & Visitors Bureau – a ARC&VB.

  23. Resultado da +Milionária g1 Veja abaixo os números do sorteio do concurso 335 da +Milionária realizado neste sábado (7): Dezenas: 1 - 4 - 15 - 16 - 41 - 50 Trevos: 2 - 5 Confira o resultado do sorteio da +Milionária. Veja quantas apostas foram premiadas no concurso 335: Ninguém conseguiu os 6 acertos, e a premiação acumulou para R$ 29 milhões; 6 acertos + 1 ou nenhum trevo: não houve aposta ganhadora; 5 acertos + 2 trevos: 3 apostas ganhadoras, cada uma vai receber R$ 67.229,25; 5 acertos + 1 ou nenhum trevo: 32 apostas ganhadoras, cada uma vai receber R$ 2.801,22; 4 acertos + 2 trevos: 69 apostas ganhadoras, cada uma vai receber R$ 1.391,90; 4 acertos + 1 ou nenhum trevo: 861 apostas ganhadoras, cada uma vai receber R$ 111,54; 3 acertos + 2 trevos: 1.308 apostas ganhadoras, cada uma vai receber R$ 50; 3 acertos + 1 trevo: 8.920 apostas ganhadoras, cada uma vai receber R$ 24; 2 acertos + 2 trevos: 9.745 apostas ganhadoras, cada uma vai receber R$ 12; 2 acertos + 1 trevo: 62.149 apostas ganhadoras, cada uma vai receber R$ 6. O próximo sorteio acontece na quarta-feira (11). Receba no WhatsApp os resultados de loterias publicados pelo g1 Encontrou algum erro nessas informações? Escreva para o g1. Como jogar na +Milionária Como funciona a +Milionária. Na +Milionária, o jogador tem dois locais no volante para escolher os números para apostar e ter chances de ganhar. No primeiro, é necessário escolher seis números dentre os 50 disponíveis. No segundo, dois números, chamados de trevos, dentre os seis disponíveis. Vence o prêmio máximo as apostas que acertarem seis números e dois trevos. Também ganham prêmios apostas que: tiverem 6 acertos + 1 ou nenhum trevo; tiverem 5 acertos + 2 trevos; tiverem 5 acertos + 1 ou nenhum trevo; tiverem 4 acertos + 2 trevos; tiverem 4 acertos + 1 ou nenhum trevo; tiverem 3 acertos + 2 trevos; tiverem 3 acertos + 1 trevo; tiverem 2 acertos + 2 trevos; tiverem 2 acertos + 1 trevo. Também é possível optar pela Surpresinha: nessa modalidade, os números são escolhidos pela Caixa Econômica Federal, que administra a loteria. Outra opção é repetir seu jogo da sorte por até 5 concursos consecutivos, com a Teimosinha. O valor mínimo da aposta é de R$ 6. O valor da aposta e a chance de acerto variam conforme a quantidade de números escolhidos e de trevos escolhidos: Chances de acerto e valor da aposta A divisão do prêmio é a seguinte: R$ 6 para as apostas com 2 acertos de números mais 1 acerto de trevo; R$ 12 para as apostas com 2 acertos de números mais 2 acertos de trevo; R$ 50 para as apostas com 3 acertos de números mais 2 acertos de trevo. O restante é dividido da seguinte forma: 62% entre apostas com 6 acertos de números mais 2 acertos de trevo; 10% entre apostas com 6 acertos de números mais 1 ou nenhum acerto de trevo; 8% entre apostas com 5 acertos de números mais 2 acertos de trevo; 8% entre apostas com 5 acertos de números mais 1 ou nenhum acerto de trevo; 6% entre apostas com 4 acertos de números mais 2 acertos de trevo; 6% entre apostas com 4 acertos de números mais 1 ou nenhum acerto de trevo. Sorteio da +Milionária A +Milionária tem dois sorteios semanais, às quartas-feiras e aos sábados, às 21h. Esta reportagem foi produzida de modo automático com dados fornecidos pela Caixa Econômica Federal. Clique aqui para saber mais. Se houver novas informações relevantes, a reportagem pode ser atualizada.

  24. Resultado da Dia de Sorte g1 Veja abaixo os números do sorteio do concurso 1185 da Dia de Sorte realizado neste sábado (7): Dezenas: 1 - 5 - 8 - 15 - 22 - 25 - 31 Mês da Sorte: Março Confira o resultado do sorteio da Dia de Sorte. Veja quantas apostas foram premiadas no concurso 1185: Ninguém conseguiu os 7 acertos, e a premiação acumulou para R$ 1,9 milhão; 6 acertos: 54 apostas ganhadoras, cada uma vai receber R$ 2.639,34; 5 acertos: 2.056 apostas ganhadoras, cada uma vai receber R$ 25; 4 acertos: 24.458 apostas ganhadoras, cada uma vai receber R$ 5; Mês da Sorte: 106.234 apostas ganhadoras, cada uma vai receber R$ 2,50. O próximo sorteio acontece na terça-feira (10). Receba no WhatsApp os resultados de loterias publicados pelo g1 Encontrou algum erro nessas informações? Escreva para o g1. Como jogar na Dia de Sorte Na Dia de Sorte, o jogador escolhe entre 7 e 15 números dentre os 31 disponíveis e, também, 1 Mês da Sorte. Também é possível optar pela Surpresinha: nesta modalidade, os números são escolhidos pela Caixa Econômica Federal, que administra a loteria. Outra opção é repetir seu jogo da sorte por 3, 6, 9 ou 12 concursos consecutivos com a Teimosinha. Ganham prêmios as apostas que: tiverem 7 acertos; tiverem 6 acertos; tiverem 5 acertos; tiverem 4 acertos. Ganham prêmio, também, apostas que acertarem o Mês da Sorte. O valor da aposta é de R$ 2,50. O prêmio bruto corresponde a 43,79% da arrecadação. A premiação do Mês de Sorte é independente e cumulativa em relação às demais faixas. A divisão do prêmio é a seguinte: R$ 2,50 para as apostas que acertarem o Mês da Sorte; R$ 5 para as apostas com 4 acertos; R$ 25 para as apostas com 5 acertos. O restante é dividido da seguinte forma: 70% para apostas com 7 acertos; 30% entre apostas com 6 acertos. Chances de acerto Sorteio da Dia de Sorte A Dia de Sorte tem três sorteios semanais, às terças-feiras, às quintas-feiras e aos sábados, às 21h. Esta reportagem foi produzida de modo automático com dados fornecidos pela Caixa Econômica Federal. Clique aqui para saber mais. Se houver novas informações relevantes, a reportagem pode ser atualizada.

  25. Resultado da Timemania g1 Veja abaixo os números do sorteio do concurso 2364 da Timemania realizado neste sábado (7): Dezenas: 24 - 26 - 31 - 41 - 52 - 54 - 55 Time do Coração: VILA NOVA/GO Confira o resultado do sorteio da Timemania. Veja quantas apostas foram premiadas no concurso 2364: Ninguém conseguiu os 7 acertos, e a premiação acumulou para R$ 10,5 milhões; 6 acertos: 5 apostas ganhadoras, cada uma vai receber R$ 29.216,59; 5 acertos: 106 apostas ganhadoras, cada uma vai receber R$ 1.968,77; 4 acertos: 2.183 apostas ganhadoras, cada uma vai receber R$ 10,50; 3 acertos: 22.209 apostas ganhadoras, cada uma vai receber R$ 3,50; Time do Coração: 6.369 apostas ganhadoras, cada uma vai receber R$ 8,50. O próximo sorteio acontece na terça-feira (10). Receba no WhatsApp os resultados de loterias publicados pelo g1 Encontrou algum erro nessas informações? Escreva para o g1. Como jogar na Timemania Na Timemania, é preciso escolher 10 números dentre os 80 disponíveis no volante e um time do coração. São sorteados sete números e ganha as apostas que acertarem entre três e sete números. Também há um prêmio para quem acertar o Time do Coração. Também é possível optar pela Surpresinha: nesta modalidade, os números são escolhidos pela Caixa Econômica Federal, que administra a loteria. Outra opção é repetir seu jogo da sorte por até 12 concursos consecutivos com a Teimosinha. Ganham prêmios as apostas que: tiverem 7 acertos; tiverem 6 acertos; tiverem 5 acertos; tiverem 4 acertos; tiverem 3 acertos. Ganham prêmio, também, apostas que acertarem o Time do Coração. O valor da aposta é de R$ 3,50. A divisão do prêmio é a seguinte: R$ 3,50 para as apostas com 3 acertos; R$ 10,50 para as apostas com 4 acertos; R$ 8,50 para as apostas com acerto do Time do Coração. O restante é dividido da seguinte forma: 50% para apostas com 7 acertos; 20% entre apostas com 6 acertos; 20% para apostas com 5 acertos; 10% restantes são acumulados e distribuídos aos acertadores dos 7 números nos concursos de final 0 ou 5. Chances de acerto Sorteio da Timemania A Timemania tem três sorteios semanais, às terças-feiras, às quintas-feiras e aos sábados, às 21h. Esta reportagem foi produzida de modo automático com dados fornecidos pela Caixa Econômica Federal. Clique aqui para saber mais. Se houver novas informações relevantes, a reportagem pode ser atualizada.

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