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G1 GLOBO (Tudo Diário)

Últimas notícias do Brasil e do mundo, sobre política, economia, emprego, educação, saúde, meio ambiente, tecnologia, ciência, cultura e carros. Vídeos dos telejornais da TV Globo e da GloboNews.

  1. Tempestade no Chile. Guillermo Salgado / AFP O número de mortos em decorrência das tempestades no Chile subiu para pelo menos quatro pessoas, afirmou o subsecretário do Interior, Máximo Pavez, nesta sexta-feira (17). A quarta vítima é da região central do país, de Valparaíso, onde o governo declarou alerta vermelho por alto risco de enxurradas e deslizamentos de terra, apontou a agência de notícias EFE. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp O número de casas afetadas chegou a 1.595. As fortes chuvas, ressacas e ventos, atingiram 10 das 16 regiões do país, informou o governo. O temporal, que começou na tarde de quarta-feira (15) e se estenderá pelo menos até domingo (19). Uma das vítimas morreu com a queda de uma árvore enquanto trabalhava na remoção de escombros de uma rodovia. Outra, ao cair de um telhado enquanto limpava calhas. A terceira morte ocorreu por uma descarga elétrica em um poste de energia. Agora no g1 Meio milhão de pessoas sem luz Mais de meio milhão de pessoas ficaram sem luz na quinta-feira (16) no Chile, principalmente pela queda de árvores sobre os cabos de energia. Eram "590.824 clientes sem fornecimento de energia elétrica, o que representa 7,3%" do país, indicou o Ministério de Energia no X. Por causa da ressaca do mar, várias casas próximas ao litoral de uma zona residencial na região do Biobío, a cerca de 500 km da capital Santiago, ficaram inundadas. Era possível ver pertences espalhados pelas ruas, constatou a AFP. Devido à forte ressaca e às rajadas de vento que superaram os 100 km/h, dezenas de portos precisaram restringir parte de suas operações de forma preventiva. O governo do presidente José Antonio Kast mobilizou equipes de emergência em diferentes regiões para evitar danos maiores. Também decretou a suspensão das aulas para a sexta-feira em nove regiões afetadas.

  2. Teve um nude vazado? Prática é crime; saiba como denunciar  Existem homens que filmam secretamente suas mulheres e namoradas e postam os vídeos na internet, para depois se vangloriarem das suas gravações. Outros procuram mulheres desconhecidas. Um deles carrega uma câmera escondida na calçada, na esperança de filmar mulheres urinando. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Segundo a entidade britânica especializada em abusos domésticos Refuge, as denúncias de abusos cometidos com dispositivos tecnológicos aumentaram em 78% durante um ano. Já a entidade galesa Welsh Women's Aid afirma ser difícil quantificar a escala do problema porque a maioria das vítimas nem sabe o que está acontecendo. Jess Davies ficou chocada com tudo o que descobriu BBC/Rock Paper Productions Um novo documentário da BBC revela uma sombria rede online de câmeras ocultas. Em Hunting the Spycammers ("À caça das câmeras espiãs", em tradução literal), a apresentadora Jess Davies se uniu à jornalista investigativa Liam Connell, que já havia se infiltrado anteriormente em redes secretas na internet. Este é um tema de interesse pessoal para Davies. Ela já foi fotografada nua em segredo enquanto estava dormindo e suas imagens foram compartilhadas em um grupo privado de WhatsApp. 'Ele quis me aniquilar viva': o que é pornografia de revanche e conheça histórias de vítimas Teve um nude vazado? Saiba como juntar provas, denunciar e pedir remoção da internet A dupla teve acesso a um website de voyeurismo, que é o hábito ou fetiche de obter excitação sexual através da observação de pessoas nuas ou em atos sexuais. O endereço incluía links que levam seus usuários para grupos de bate-papo criptografados. Com isso, elas descobriram pessoas trocando abertamente dicas sobre como fazer filmagens clandestinas e se vangloriando das suas gravações. "É um ciclo sem fim de distribuição em massa de conteúdo não consensual de mulheres", explica Davies. "Parece que essas mulheres são caçadas como se fossem presas." ‘Violentada a cada clique’, vítimas contam consequências da pornografia de revanche O documentário revelou pessoas escondendo câmeras em quartos, banheiros, vestiários e outros espaços privados. "Pareceu uma violação tão grande, pensar que alguém que foi importante para mim pôde fazer isso comigo", ela conta. "Faz você se sentir inútil." "Ver imagens similares de outras vítimas compartilhadas no fórum onde estávamos infiltradas trouxe de volta esse sentimento de traição e me fez questionar onde minha imagem terá ido parar." "Será que ela chegou até um desses fóruns?" Celular pode ser aliado para descobrir câmeras escondidas em quartos; veja como se proteger Para Davies, alguns minimizam o impacto dessas ações como sendo inofensivas ou "simples brincadeiras". "Já outros, como os voyeurs que mencionamos no programa, acham que, se a vítima nunca souber que foi filmada sem consentimento, não há problema. Isso realmente destaca como se minimiza o abuso de imagens e as ofensas na internet." "Atrás de cada imagem ou vídeo, há uma pessoa que precisará viver com esta traição pelo resto da vida." Davies destaca que "o que é realmente perturbador é a quantidade de perpetradores que filmam e compartilham conteúdo de pessoas (principalmente mulheres) que foram suas parceiras amadas". "Isso realmente destaca como qualquer pessoa pode ser atingida por este mal." Durante sua investigação, a jornalista galesa de 33 anos ficou conhecendo a variedade da tecnologia disponível de câmeras espiãs de baixo custo. Existem câmeras disfarçadas como objetos do dia a dia, como canetas, odorizadores de ambientes e tomadas. Câmera escondida em resort em Porto de Galinhas Reprodução A dominatrix que criou empresa para combater pornô de vingança após ter imagens vazadas por clientes O grupo de 32 mil homens que compartilhavam na internet fotos das esposas Davies questionou o proprietário do fórum que as duas repórteres entraram infiltradas. "Ele nos disse que verifica regularmente o conteúdo e retira material não consensual", ela conta. "Mas, observando as evidências que encontramos, parecia haver pouca consideração pelos danos permanentes causados por aquele conteúdo para as vítimas." "A impressão era que as pessoas filmadas sem consentimento foram totalmente ignoradas e desprezadas, como se o seu consentimento não fosse necessário." "Na verdade, essa falta de consentimento era o que motivava muitos dos espiões", lamenta a apresentadora. Davies espera que o documentário aumente a consciência sobre os danos causados pelas câmeras escondidas e reforça que os abusos de privacidade e consentimento "nunca devem ser normalizados". As gravações clandestinas são ilegais? No Reino Unido, filmar alguém não é necessariamente crime. Em espaços públicos, por exemplo, as pessoas normalmente podem filmar o que for visível para elas. As gravações clandestinas passam a ser crime em uma série de casos, como o voyeurismo. Também é crime se a filmagem ocorrer em um local onde a pessoa que está sendo filmada espera ter privacidade ou se a gravação for feita para causar assédio ou inquietação. No Brasil, o artigo 218C do código penal estabelece que oferecer, trocar, transmitir, vender distribuir, publicar ou divulgar, por qualquer meio — inclusive pela internet — fotografias, vídeos ou outro registro audiovisual que contenha pornografia ou nudez sem o consentimento da vítima, assim como cena ou apologia de estupro ou de estupro de vulnerável ou cena de sexo, é crime. Quem recebe, por exemplo, uma foto de nudez no WhatsApp e compartilha — mesmo sem ter sido o primeiro a expor a imagem — também é considerado infrator. Como pena, a lei prevê a reclusão de um a cinco anos, se o fato não constitui crime mais grave. Caso o criminoso seja um ex-namorado(a) e a divulgação tenha fim de vingança ou humilhação, essa pena pode aumentar de um a dois terços. Já se as imagens foram compartilhadas por um tutor, padrasto, madrasta, irmão, tio, empregador ou qualquer outro título que a justiça considere "de autoridade" sobre a vítima, a pena pode aumentar 50%. No Brasil, é crime compartilhar conteúdo pornográfico sem consentimento Unsplash/camilo jimenez A Refuge pede maior regulamentação dos dispositivos de vigilância secretos e melhor treinamento da polícia para identificar e investigar seu uso. "O que é especialmente preocupante é como esses dispositivos são baratos e acessíveis, permitindo que mais perpetradores os transformem em armas como forma de controle", declarou a gerente de políticas e assuntos públicos da Refuge, Bo Bottomley. Mas a Refuge afirma que quase todas as sobreviventes atendidas pela entidade vivenciaram algum tipo de abuso possibilitado pela tecnologia. E houve aumento dos relatos de câmeras e microfones ocultos usados em residências. Uma porta-voz da Welsh Women's Aid declarou que "esta forma de vigilância dissimulada pode destruir a sensação de privacidade e segurança das pessoas". A entidade alerta que os danos vão muito além da gravação inicial. Imagens e vídeos compartilhados causam impactos devastadores à vida das sobreviventes e fazem muitas pessoas se sentirem inseguras, mesmo nas próprias casas. "É particularmente difícil quantificar esta forma de abuso", segundo a organização. "Muitas sobreviventes não sabem o que aconteceu com elas." A Refuge também pede às empresas de tecnologia ações rápidas para remover filmagens compartilhadas de câmeras espiãs e fornecer informações que levem a polícia a identificar os responsáveis. O governo britânico afirma que "não tolera filmagens clandestinas, nem o assédio às vítimas". A Estratégia sobre a Violência contra Mulheres e Meninas do governo britânico (VAWG, na sigla em inglês) inclui medidas para combater abusos na internet e os cometidos com o uso de dispositivos tecnológicos, explorando formas de aumentar a segurança dos aparelhos inteligentes e conectados à rede. Um porta-voz do governo britânico declarou que "já é ilegal compartilhar imagens íntimas sem consentimento". "Com a Lei de Crime e Policiamento, estamos indo além, transformando em crime captar imagens íntimas sem consentimento, incluindo por meio da instalação de equipamentos como câmeras que permitam às pessoas obter essas imagens." "Estamos dedicando verbas para um centro nacional para reforçar a reação da polícia à violência contra mulheres e meninas", conclui a declaração. Assista aqui, nos canais da BBC no YouTube, ao documentário Hunting the Spycammers (em inglês), que deu origem a esta reportagem. Veja como denunciar exposição de nudes Gabriel Wesley Marques Santos / arte g1

  3. Anotações encontradas por investigadores durante a Operação Distrato Reprodução/TV Globo Anotações encontradas por investigadores durante a Operação Distrato revelam, segundo a visão dos próprios agentes, o funcionamento interno e a organização de metas de um escritório ligado à advogada Mayra Fahur de Paula. Em quadros brancos, o grupo estabelecia, conforme apontado pelos investigadores, objetivos para a aplicação de golpes tributários federais e estaduais: a meta era realizar 30 ligações por dia, além de 10 reuniões semanais e o fechamento de oito contratos por mês. A estrutura contava com uma divisão específica de tarefas, com cinco advogados dedicados a fraudes federais e dois focados em crimes envolvendo ICMS, segundo a análise dos auditores fiscais. A defesa de Mayra de Paula afirma que não existe, e jamais existiu, qualquer vínculo societário com o advogado Nelson Wilians, ou entre seus respectivos escritórios. Mayra também diz que a relação mantida foi uma parceria técnica pontual para a prestação de serviços específicos, já encerrada. Os quadros, que traziam ainda frases motivacionais como "O NÃO que você tem hoje, pode ser o impulso de muito SIM para AMANHÃ!", exemplificam, na interpretação do Núcleo de Inteligência Fiscal em Recuperação de Ativos (Nira), a “natureza metódica da atividade criminosa investigada”.  Esta evidência faz parte da Operação Distrato, deflagrada pelo Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos (Cira-SP), que investiga uma organização suspeita de sonegar R$ 3,8 bilhões em créditos de ICMS, segundo auditores e procuradores. A ação cumpriu 38 mandados de busca e apreensão em São Paulo e no Paraná, mirando escritórios de advocacia, consultorias e intermediadoras que, conforme as suspeitas dos investigadores, simulavam créditos tributários para reduzir indevidamente o imposto devido ao estado de São Paulo. Operação contra fraude de R$ 3,8 bilhões em ICMS mira grupos econômicos com advogados em SP e PR O escritório de Mayra Fahur é descrito pelos auditores fiscais como uma das peças em um vasto ecossistema financeiro ligado ao advogado e empresário Nelson Wilians. Segundo os investigadores, durante o cumprimento dos mandados de busca e apreensão, Mayra ordenou que funcionários apagassem remotamente o servidor para destruir provas. Segundo o relatório do Nira, o grupo econômico estruturado em torno de Wilians apresenta, na visão dos agentes, "o grau mais elevado de sofisticação organizacional" entre os núcleos analisados. A estrutura, que transcende o exercício da advocacia, mantém uma clara separação entre direção estratégica, execução operacional e blindagem patrimonial, sob uma unidade de comando centralizada, conforme concluíram os investigadores.  Entre os principais achados do relatório, segundo os auditores, destaca-se que a organização utilizava empresas de fachada, inativas ou sem estrutura operacional para emitir documentos fiscais falsos. Para dar credibilidade, os investigados utilizavam, de acordo com o levantamento, helicópteros e carros importados em reuniões com clientes. A empresa Wilians Sons Inc. (Ilhas Virgens Britânicas) compartilhava o mesmo e-mail de contato que empresas do grupo no Brasil, reforçando a conexão operacional apontada pelos investigadores. Além disso, documentos como um e-mail enviado por Mayra de Paula em 27 de maio de 2024, encontrado pela fiscalização, confirmam, para os agentes, sua função como "ponte" entre o discurso jurídico e a execução material das fraudes, operando a partir de um endereço em Campinas, no interior de São Paulo, compartilhado por outros integrantes do núcleo. O relatório aponta ainda uma "diversificação incomum" de ativos, incluindo uma frota numerosa de veículos de luxo (Rolls-Royce Phantom, Ferrari SF90 Stradale, Lamborghini Urus) e aeronaves, como um helicóptero executivo (Leonardo AW169) e um jato (Embraer EMB-135BJ), todos vinculados, segundo a fiscalização, ao núcleo econômico.  Em nota, o escritório Nelson Wilians Advogados informou que a gestão das operações mencionadas era de responsabilidade exclusiva do escritório De Paula Advogados & Consultoria Jurídica, sem vínculo societário com o NWADV. O escritório afirmou ainda que, ao identificar inconsistências, encerrou a parceria e comunicou seus clientes, prestando total colaboração às autoridades. O Alpha Group, também investigado, negou a prática de ilícitos fiscais ou penais, expressando "perplexidade e surpresa" com a investigação e colocando-se à disposição das autoridades. Anotações encontradas por investigadores durante a Operação Distrato Divulgação O governo estadual enfatizou, por meio dos órgãos envolvidos, que a apuração é criteriosa, buscando separar quem agiu de forma consciente do proveito ilícito de quem possa ter sido enganado de boa-fé. Até o momento, a Secretaria da Fazenda já realizou verificações fiscais em mais de 750 empresas. Nota do escritório de Mayra de Paula: Em resposta às recentes matérias veiculadas na imprensa e às manifestações do escritório Nelson Wilians Advogados (NWADV), o escritório De Paula Advogados & Consultoria Jurídica e sua sócia, Mayra Fahur de Paula, vêm a público para restabelecer a verdade dos fatos e reafirmar seu compromisso com a ética e a transparência. Esclarecemos que não existe, e jamais existiu, qualquer vínculo societário entre Mayra Fahur de Paula e o advogado Nelson Wilians, ou entre seus respectivos escritórios. A relação mantida foi uma parceria técnica pontual para a prestação de serviços específicos, já encerrada. O De Paula Advogados é uma banca autônoma, com governança e estrutura independentes. A participação do escritório De Paula Advogados em parcela ínfima das operações em questão se deu estritamente no âmbito técnico-jurídico, como um dos elos de uma complexa cadeia de serviços que foi idealizada, estruturada e comercializada por terceiros. A tentativa de atribuir responsabilidade integral ao nosso escritório distorce a realidade e busca fazer ignorar a atuação dos demais e principais envolvidos. O escritório e sua sócia estão à inteira disposição das autoridades competentes para prestar todos os esclarecimentos necessários, colaborando ativamente para a correta apuração dos fatos. Acreditamos que a verdade prevalecerá por meio da análise técnica e isenta dos documentos e provas.

  4. ‘Seguiremos protegendo o PIX’, diz Durigan após tarifa dos EUA Poucos analistas têm acompanhado a ascensão e queda das nações com a profundidade de Ruchir Sharma. Estrategista global, gestor de recursos e estudioso dos ciclos econômicos que definem o destino dos países, ele é chairman da Rockefeller International, fundador da Breakout Capital e colunista do Financial Times. Autor de obras como Breakout Nations e What Went Wrong With Capitalism, Sharma combina análise macroeconômica com observação direta de campo em países emergentes — uma metodologia construída ao longo de três décadas. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Sua tese central sobre a América Latina parte de um dado que ele considera inconveniente, mas inegável: historicamente, investidores obtêm retornos muito maiores sob governos de direita na região. É essa dinâmica que explica, em grande parte, o bom desempenho dos mercados latino-americanos nos últimos anos. E é por isso que o Brasil, para Sharma, é a grande incógnita de 2026 — talvez a eleição mais importante do ano no mundo inteiro. O cenário ficou ainda mais carregado com a decisão do governo de Donald Trump de impor uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros. Se a medida entrar em vigor no dia 22 de julho, o Brasil se tornará o segundo país mais taxado pelos Estados Unidos no planeta, atrás apenas da China. Para Sharma, o impacto direto da medida é mais limitado do que o número sugere, mas seus efeitos sobre o investimento estrangeiro e, sobretudo, sobre o tabuleiro eleitoral de outubro, são mais complexos de calcular. Em entrevista à BBC News Brasil, ele fala sobre o que essa decisão significa para a corrida presidencial, o risco fiscal sob Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ou Flávio Bolsonaro (PL), a fragilidade estrutural da China, a bolha de inteligência artificial e o impacto das guerras no Oriente Médio e na Ucrânia sobre a economia global. BBC News Brasil – O governo americano anunciou uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros, tornando o Brasil o segundo país mais taxado pelos EUA no mundo. Qual o impacto real dessa decisão? Sharma – A tarifa de 25% incide sobre produtos que somam cerca de US$ 14,9 bilhões em exportações brasileiras. Mas, consideradas as isenções — pela Seção 232 e outras —, o impacto efetivo é mais estreito do que o número sugere. Em termos diretos, o efeito é limitado. O risco maior é de segunda ordem: o impacto sobre o investimento estrangeiro direto e o fato de que esta é a segunda tentativa de Trump de usar tarifas como alavancagem sobre o Brasil em 13 meses. Isso sinaliza que a relação está estruturalmente contestada por este governo americano, não se trata de uma disputa isolada. BBC News Brasil – E eleitoralmente? Essa decisão pode mudar o cálculo da corrida presidencial de outubro? Sharma – A narrativa de soberania e nacionalismo de Lula pode funcionar a seu favor, algo semelhante ao que aconteceu no México. Mas seus índices de aprovação estão pressionados por causa do custo de vida e do crescimento fraco. Se a economia não reagir, essa vantagem pode não se sustentar. O governo Lula já sinalizou que não vê caminho para negociação antes de outubro. Uma vitória de Flávio Bolsonaro criaria pressão para concessões rápidas em regulação digital e plataformas de tecnologia em troca da retirada das tarifas — o que tem seu próprio custo político doméstico. No curto prazo, a leitura política favorece a narrativa de soberania de Lula. Mas a pressão econômica de médio prazo para negociar com Washington independe de quem vença — isso muda mais a postura negociadora do próximo governo do que define quem chega à Presidência em outubro. Para Sharma, tarifas de 25% anunciadas pelo governo Trump sobre produtos brasileiros têm impacto mais estreito do que o número sugere Getty Images via BBC BBC News Brasil – O senhor disse no início do ano que a eleição brasileira poderia ser a mais importante do mundo em 2026. Com o pleito a três meses, como o senhor situa esse evento no contexto global? Sharma – Os investidores têm olhado para a América Latina com interesse crescente no último ano, mesmo que a região não seja vista como uma potência de inteligência artificial. Um grande motivo é o número crescente de governos de direita chegando ao poder. Independentemente de preferências políticas, o fato é que historicamente os investidores obtêm retornos maiores quando governos de direita assumem na América Latina. Fizemos pesquisa sobre isso: em dólares, nos primeiros dois anos de um novo governo, quando a esquerda chega ao poder, o retorno tende a ser de cerca de 16%. Quando é a direita, esse número sobe para mais do dobro — cerca de 37%. Essa expectativa de que mais governos de direita vão chegar ao poder está ajudando a América Latina. E o Brasil é central nessa história. BBC News Brasil – O principal adversário de Lula hoje é Flávio Bolsonaro. Mas, mesmo no campo da direita, há dúvidas sobre o compromisso fiscal. Os investidores podem acabar desapontados de qualquer forma? Sharma – Sim, isso é correto. Mas a reação inicial dos investidores, pelo menos, será baseada na história: os mercados tendem a se sair bem quando um novo líder chega ao poder, e tendem a se sair bem quando um governo de direita assume na América Latina. Esses são fatos. Portanto, a reação inicial a uma vitória de Flávio Bolsonaro provavelmente seria positiva — e depois teremos que ver quais serão as políticas concretas. Até agora, onde quer que governos de direita tenham chegado ao poder na América Latina, os investidores reagiram bem, o capital voltou. Parte disso acontece em antecipação, parte depois que o governo já está no poder — e tem sido assim em toda a região. BBC News Brasil – E se Lula for reeleito? Sharma – A situação fiscal do Brasil é delicada, especialmente em um momento em que o mundo está prestando mais atenção à dívida dos países. Se Lula for reeleito, a reação inicial dos investidores será negativa. Mas acredito que ele saberá que, se tentar gastar demais ou não colocar o Brasil em um caminho fiscalmente sustentável, haverá fuga de capitais. A política brasileira também não é simples, porque o controle do Senado e da Câmara importa muito. Mesmo nos últimos três ou quatro anos, alguns dos piores excessos de gastos do governo Lula foram contidos tanto pelos investidores quanto pontualmente pelo fato de a oposição controlar outras instâncias do governo. Mas não há espaço para irresponsabilidade fiscal agora, em um momento em que a atenção global à dinâmica da dívida é muito maior do que era dez ou vinte anos atrás. Depender demais da China para crescer economicamente é uma estratégia arriscada, na avaliação de Sharma Getty Images via BBC BBC News Brasil – O Brasil tem terras raras, petróleo, energia limpa e concentra mais de 40% de todo o investimento em tecnologia da América Latina. O país tem condições de se posicionar nessa nova ordem global e fechar o gap de desenvolvimento? Sharma – Há sempre possibilidades, mas depende do horizonte de tempo. Para os próximos cinco anos, o Brasil tem ventos favoráveis. Pode haver um impulso reformista com um novo governo. Há um empurrão vindo do ciclo de commodities. O Brasil está se tornando cada vez mais importante nos mercados globais de petróleo. E, no campo tecnológico, o histórico do Brasil não é ruim: o país investe cerca de 1,2% do PIB em pesquisa e desenvolvimento, o que é razoável para um país de renda média. Cerca de 40% de todo o investimento em tecnologia da América Latina acontece no Brasil, e o país já produziu mais de 20 unicórnios (start-ups avaliadas em US$ 1 bilhão ou mais). O Brasil também tem oferta abundante de energia, o que poderia ajudá-lo a construir data centers e ecossistemas de inteligência artificial. Com a combinação certa de políticas, e dado que as expectativas estão muito baixas, há potencial real de valorização — especialmente se as taxas de juros reais, que são extraordinariamente altas no Brasil, começarem a cair. Mas o resultado é binário. Qualquer erro fiscal em um mundo em que o custo do capital está subindo pode fazer um estrago sério na economia brasileira. BBC News Brasil – O senhor argumenta que a inteligência artificial não é suficiente para conter o declínio da China. Que forças são mais poderosas do que a IA? Sharma – O progresso tecnológico da China é notável, e boa parte dele é de origem doméstica. Todo crédito ao ecossistema tecnológico que o país construiu. Mas há outros fatores que considero ainda mais poderosos. A população chinesa está diminuindo. Nenhum país no mundo conseguiu sustentar um crescimento acima de 2% com a população em queda — você precisa que a força de trabalho também cresça. Depois, há os níveis de dívida muito elevados: a China já vinha dependendo de endividamento para sustentar taxas de crescimento bem acima do seu potencial. O Estado também se tornou muito intervencionista, há tanta incerteza regulatória que os espíritos empreendedores em muitos setores foram sufocados. E então há essa situação muito incomum: para uma superpotência em ascensão, praticamente ninguém quer ir à China. A proporção de estrangeiros vivendo no país é de 0,1% da população, a mais baixa entre os grandes países do mundo. E, em termos líquidos, o capital estrangeiro está saindo. São sinais de fragilidades que vão muito além da tecnologia. BBC News Brasil – E o que a trajetória da China significa especificamente para o Brasil? Sharma – É algo que os brasileiros precisam ter em mente. O comércio do Brasil mudou muito e está cada vez mais dependente da China. Mas você está lidando com uma economia que está fundamentalmente se enfraquecendo, onde a demanda doméstica deve permanecer fraca por causa dos desafios demográficos e de endividamento que acabei de descrever. Depender demais da China para crescer é uma estratégia arriscada, porque a demanda doméstica chinesa está em declínio. E o incentivo da China é o oposto do que o Brasil precisa: eles querem exportar o máximo de capacidade excedente possível, porque a economia doméstica não é forte o suficiente para absorvê-la. É isso que têm feito. E o resto do mundo está sofrendo com esse dilúvio de exportações chinesas. BBC News Brasil – Dois grandes conflitos estão em curso: a Ucrânia e o confronto no Estreito de Ormuz. Os investidores têm absorvido esses choques melhor do que muitos esperavam. Eles estão subestimando os riscos? Sharma – O impulso positivo da inteligência artificial está sobrepujando o efeito negativo dos preços mais altos de energia. O mesmo aconteceu com as tarifas no ano passado — muitos esperavam uma recessão global por causa delas, e não aconteceu, porque o boom da IA foi muito mais poderoso. Dito isso, os preços do petróleo subiram menos do que muitos esperavam, dado o volume de oferta retirado do mercado. Em parte porque o mundo aprendeu a se adaptar, o consumo de energia como proporção do PIB global caiu ao longo do tempo, e a destruição de demanda aconteceu rapidamente. O Brasil também desempenhou um papel aqui: a produção de petróleo no país tem se saído bem, e isso ajuda a evitar que a oferta global caia tão abruptamente quanto o fechamento de Ormuz poderia sugerir. BBC News Brasil – O senhor escreveu recentemente que a IA está remodelando a hierarquia dos mercados globais — nações classificadas quase que exclusivamente por sua posição no ecossistema de IA. Isso é uma nova ordem mundial ou uma bolha prestes a estourar? Sharma – É uma combinação das duas coisas. A história nos diz que, quanto maior a inovação tecnológica, maior a bolha — desde os canais e as ferrovias, passando pelos automóveis, até a internet. O gasto global com a construção da infraestrutura de IA este ano é algo em torno de US$ 2,5 trilhões, mais de 2% do PIB global só em investimento em IA. As grandes empresas de tecnologia americanas estão gastando cerca de US$ 800 bilhões sozinhas. O comportamento dos investidores hoje é: ou você tem IA, ou está fora. Mas minha avaliação é que sim, a IA é uma tecnologia muito poderosa, isso está além de qualquer dúvida. Mas a ideia de que o mundo inteiro vai ser moldado apenas pela IA? Não compartilho dessa visão. Ela simplesmente não é consistente com a história do desenvolvimento econômico. BBC News Brasil – Quando essa bolha estourar, quão dolorosa será a correção? Sharma – Toda vez que uma bolha estoura, há dor. Mas existem bolhas boas e bolhas ruins. Quando você tem uma bolha em imóveis ou commodities, é uma bolha ruim — ela não deixa nenhum investimento produtivo em seu rastro. Uma bolha liderada por tecnologia ao menos deixa boa tecnologia para trás, mesmo que a bolha financeira estoure. Dito isso, tenho uma estrutura para identificar bolhas, o que chamo de quatro "O's" [em inglês]: sobrevalorização, concentração excessiva, sobreendividamento e sobreinvestimento. Quando coloco a IA nessa estrutura, ela se qualifica em muitos desses critérios. Historicamente, bolhas não caem sob seu próprio peso — elas precisam de um catalisador, e a alta das taxas de juros costuma ser esse catalisador. As taxas de juros reais nos EUA ainda estão relativamente baixas. Mas, se o título de dez anos do Tesouro americano romper os 5%, isso seria uma bandeira vermelha. Estamos nos estágios avançados desta bolha e podemos estar próximos do fim, mas, até que essas coisas aconteçam, é muito difícil prever quando. Segundo Ruchir Sharma, qualquer erro fiscal em um mundo em que o custo do capital está subindo pode fazer um estrago sério na economia brasileira Matt Greenslade via BBC

  5. Bebê de 1 ano é salvo de engasgo por policial que fazia patrulha no Recife Um bebê de 1 ano de idade foi salvo de um engasgo por um policial militar, na quinta-feira (16), no bairro da Cohab, na Zona Sul do Recife (veja vídeo acima). Imagens divulgadas pela Polícia Militar mostram o momento em que a criança volta a respirar após o servidor fazer uma manobra de Heimlich (saiba mais sobre o procedimento abaixo). O salvamento, registrado pela câmera de segurança de um estabelecimento, foi feito enquanto o policial fazia uma patrulha motorizada, na Avenida Jornalista Costa Porto. ✅ Receba no WhatsApp as notícias do g1 PE De acordo com a PM, uma equipe do Batalhão de Polícia de Trânsito (BPTran) fazia uma ronda de moto quando encontrou uma mulher, que levava a criança desacordada ao hospital na garupa de uma moto. Segundo a corporação, o bebê já apresentava um quadro de cianose, que é quando a pele ganha coloração arroxeada por conta da falta de oxigenação. Foi feita uma Manobra de Heimlich, que conseguiu desobstruir as vias áreas da criança. Pelas imagens, é possível ver que: uma mulher está na garupa de uma moto com uma criança aparentemente desacordada quando uma moto do BPTran encosta ao lado do veículo; o policial desce da moto, pega o bebê e começa o procedimento para que a criança desengasgue; ele vai para a calçada, para ao lado de uma moto e vira a criança para baixo; após a criança recuperar os sentidos, ele a coloca no braço e a devolve para a mulher. Após o socorro, de acordo com a PM, uma mulher ofereceu carona em um carro para levar a criança e sua acompanhante para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Lagoa Encantada, sendo escoltada pelo BPTran. O bebê foi atendido e ficou em observação para realização de exames, mas já fora de perigo. À Polícia Militar, a mulher que fez o socorro do bebê na moto afirmou que era vizinha da família e que a mãe da criança entrou em estado de choque e desmaiou no momento de tentar socorrer o filho. Policial militar faz Manobra de Heimlich e salva bebê de engasgo no Recife. Polícia Militar de Pernambuco / Divulgação Manobra de Heimlich Engasgo: veja como fazer a manobra de Heimlich, técnica que pode salvar vidas A manobra de Heimlich é um procedimento de primeiros socorros para casos de asfixia causada por obstrução das vias respiratórias. Ela consiste em uma espécie de abraço por trás, pouco acima da barriga, para tentar expulsar o alimento ou corpo estranho (veja vídeo acima). No caso de bebês, deve-se segurar a vítima com a barriga para baixo. Uma das mãos deve permanecer fechada sobre a chamada “boca do estômago” ou região epigástrica. A outra mão comprime a primeira, ao mesmo tempo em que empurra a “boca do estômago” para dentro e para cima, como se quisesse levantar a vítima do chão. O Ministério da Saúde orienta que devem ser feitos movimentos de compressão para dentro e para cima (como uma letra “J”), até que a vítima elimine o corpo estranho. O recomendado é fazer até três tentativas. Se a pessoa não responder ou não conseguir respirar depois disso, ela pode estar evoluindo para um quadro de parada cardiorrespiratória. Nesse caso, é necessário acionar a Polícia Militar, pelo 190, ou o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), pelo 192. VÍDEOS: mais vistos de Pernambuco nos últimos 7 dias

  6. Aluno de escola de aviação morre após ter reação alérgica em comemoração com ritual Gustavo Henrique Lara, que morreu após participar de uma comemoração por ter se graduado e completado o seu primeiro voo solo, vinha se preparando para o momento com aulas e estudos há oito anos. Ele era aluno de uma escola de aviação em Ponta Grossa, nos Campos Gerais do Paraná, onde morava atualmente. Além de ter acabado de se tornar piloto, o jovem de 27 anos era engenheiro eletricista especializado em manutenção de equipamentos hospitalares. Ele deixou a mãe, um irmão e uma irmã, moradores de Ipiranga, cidade a 55 quilômetros de distância. ✅ Siga o g1 Ponta Grossa no WhatsApp A prima Barbara Giacomitti descreve Gustavo como uma pessoa iluminada. Ela conta que ele sempre estava disposto a ajudar o próximo, seja com gestos ou palavras. "O Gu era um menino sonhador e, principalmente, batalhador! Conseguiu tudo por mérito dele. [...] O maior sonho sempre foi a aviação. Anos e anos se dedicando para isso! Inclusive ele vivia no céu. O trabalho dele o levava para vários cantos do Brasil", relembrou a prima. Gustavo Lara se dedicou durante oito anos, entre estudos e aulas, para se tornar piloto. Reprodução/Redes sociais Ela conta que a família de Gustavo havia passado por perdas recentes, com a morte da avó e do pai do jovem. Mesmo diante das dificuldades, a prima afirma que o primo sempre lutou para transformar os sonhos em realidade e era um orgulho para a família. "Sem dúvidas, um exemplo na vida das pessoas que ele cruzou e deixou uma marca profunda na vida de todos que tiveram esse privilégio. É uma perda irreparável, nunca vai existir outro igual a ele. Mas que bom que fomos os sortudos. Ele foi cedo demais, mas Deus precisa dos melhores ao lado dele e ele era o melhor", finalizou Bárbara. No dia do primeiro voo solo, Gustavo fez uma postagem nas redes sociais comentando a própria felicidade devido à conquista. Entenda o que é o 'banho de óleo', que provocou a morte de engenheiro no Paraná "Pode ser que hoje seja o melhor dia de toda a minha formação de piloto até aqui", escreveu ele em uma foto do avião. Amigos e familiares foram convidados para acompanhar o "batismo" dele nos céus. Eles estavam presentes quando o piloto passou pelo ritual de "banho" com óleo de motor e teve uma reação alérgica à substância, que acabou o levando à morte. Nas redes sociais, amigos e familiares prestaram homenagens a Gustavo. Nas publicações, o descrevem como um jovem querido, com sonhos e planos pela frente. "Hoje era para ser o dia mais feliz da vida dele, pois estava realizando o seu maior sonho. Menino lindo, com um coração gigante, vai deixar muita saudades", escreveram. Aluno de escola de aviação que morreu após ritual de banho de óleo no PR sonhava em ser piloto e fez post horas antes de morrer Reprodução/Redes Sociais "Que tristeza imensa, Gustavo Henrique Lara. Você foi um grande primo e amigo. Nas horas que eu mais precisei vc ligava e me levava pra passear", escreveu uma prima. O sepultamento de Gustavo está previsto para acontecer neste sábado (18). Conforme a funerária Imbituvense, será realizada uma missa de corpo presente no Pavilhão da Igreja Matriz, às 8h. Depois o corpo seguirá para o enterro no Cemitério Municipal de Ipiranga. Piloto teve reação alérgica ao óleo de motor O caso aconteceu na noite desta quinta-feira (16) em Ponta Grossa, nos Campos Gerais do Paraná. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) informou que, após ter o óleo jogado em seu corpo, Gustavo sofreu uma reação anafilática — a forma mais grave e rápida de uma reação alérgica. Ele teve uma crise convulsiva seguida de três paradas cardiorrespiratórias; as duas primeiras foram revertidas, mas o piloto não resistiu à terceira. MAIS SOBRE O CASO: Anac faz alerta e diz que é essencial 'repensar ritos de celebrações' Gustavo Henrique Lara, de 27 anos, era engenheiro Reprodução O delegado Lucas Petry confirmou que a substância é um óleo usado nos motores de aeronaves e que ela foi jogada por um instrutor da escola, que não teve o nome divulgado. Segundo a Polícia Civil, ele se apresentou espontaneamente na delegacia e foi preso em flagrante por homicídio culposo, quando não há intenção de matar. Ele foi ouvido e liberado após pagar fiança de R$ 3 mil. Conforme a polícia, ele confirmou ter jogado a substância no jovem durante a comemoração e disse que o banho nos formados é feito do pescoço para baixo. A polícia informou ainda que, "até o momento, não foram identificados elementos que indiquem intenção de provocar a morte da vítima". Em nota, o Centro de Instrução de Aviação Civil (CIAC) do Aeroclube de Ponta Grossa manifestou pesar pelo falecimento do aluno e disse que, em respeito à memória dele, à sua família e ao "trabalho das autoridades responsáveis pela apuração dos fatos, não fará comentários adicionais sobre o ocorrido até que as investigações sejam concluídas". Veja nota completa mais abaixo. [INFOGRÁFICO] Aluno de escola de aviação morre após ritual de 'banho de óleo' no Paraná g1 Investigação A investigação vai apurar as circunstâncias do caso, incluindo qual era a composição da substância utilizada, a quantidade usada, as regiões do corpo atingidas e se há relação entre o procedimento realizado e a morte. Foram solicitados exames necroscópico, toxicológico e químico-pericial para confirmar a causa da morte. A polícia também deve analisar imagens, documentos e ouvir testemunhas, participantes do ritual e familiares da vítima. Gustavo Henrique Lara Redes sociais O que diz a escola de aviação Veja, abaixo, a íntegra da nota divulgada pelo Centro de Instrução de Aviação Civil (CIAC) do Aeroclube de Ponta Grossa: "O Centro de Instrução de Aviação Civil (CIAC) de Ponta Grossa manifesta seu mais profundo pesar pelo falecimento do piloto Gustavo Henrique de Lara, ocorrido após a realização de seu voo solo. Esclarecemos que o lamentável fato ocorreu fora da área do CIAC, logo após o encerramento da atividade de voo da data de ontem (16). Neste momento de imensa tristeza, expressamos nossa solidariedade e nossos mais sinceros sentimentos aos familiares, amigos e a todos que conviviam com o Gustavo Lara, desejando força e serenidade para enfrentar esta irreparável perda. O CIAC de Ponta Grossa permanece à inteira disposição das autoridades competentes para colaborar com todos os esclarecimentos que se fizerem necessários, bem como para prestar o apoio cabível aos familiares, dentro de suas possibilidades. Em respeito à memória do aluno, à sua família e ao trabalho das autoridades responsáveis pela apuração dos fatos, o CIAC não fará comentários adicionais sobre o ocorrido até que as investigações sejam concluídas." Vídeos mais assistidos do g1 Paraná: Leia mais notícias no g1 Paraná

  7. Força-tarefa tem dificuldades para conter vazamento de gás em Manaus A superintendente do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) no Amazonas, Francinete Lima, afirmou ao g1, nesta sexta-feira (17), que a empresa Innova manteve de forma ininterrupta a produção na fábrica do Distrito Industrial de Manaus, por pelo menos 48 horas após o vazamento de monômero de estireno, para esvaziar o tanque de armazenamento da substância onde ocorreu o incidente. O vazamento na Innova foi registrado às 17h36 de quarta-feira (15), após o monômero de estireno armazenado no reservatório apresentar uma elevação anormal de temperatura. A substância é utilizada na fabricação de plásticos, borrachas sintéticas e poliestireno expandido (isopor). A exposição ao produto por inalação pode provocar irritação nos olhos, nariz e garganta, além de dores de cabeça, tontura e náuseas. Segundo a superintendente, a empresa informou ao MTE que a produção não foi totalmente interrompida porque o produto armazenado no tanque danificado precisa ser utilizado para acelerar o esvaziamento da estrutura. 📲 Participe do canal do g1 AM no WhatsApp “Aqui na fábrica ainda não parou totalmente a produção porque eles precisam esvaziar esse tanque, foi a informação que eles nos deram. A produção continua para que esse produto seja utilizado e saia o quanto antes do esvaziamento. Por isso que essa produção não parou. Ela está continuando 24 horas utilizando essa matéria-prima que está dentro desse tanque”, afirmou. Questionada se a matéria-prima utilizada é a que está armazenada no tanque danificado, Francinete respondeu: “Do tanque que está danificado, está sendo utilizado”. Na noite de sexta-feira, a Innova foi parcialmente interditada após drones equipados com câmeras térmicas identificarem fissuras no tanque de onde vaza monômero de estireno e confirmarem que o gás continua vazamento O g1 questionou a assessoria da Innova sobre a informação repassada pela autoridade, mas até o fechamento desta reportagem não houve retorno. O incidente O vazamento de monômero de estireno foi registrado às 17h36 de quarta-feira, na Unidade IV da Innova. O forte odor do produto químico foi percebido em bairros próximos ao Distrito Industrial e levou à evacuação imediata de um shopping localizado nas proximidades da empresa. Desde a ocorrência, equipes do Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBMAM) atuam no resfriamento do tanque para controlar a temperatura e evitar novos riscos. A principal hipótese investigada pela corporação é de uma reação espontânea no interior da estrutura. Até a tarde sexta-feira (17), a Secretaria de Estado de Saúde (SES-AM) informou que realizou 211 atendimentos relacionados ao vazamento. Do total, 209 pacientes receberam alta, um permanece internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e um homem de 67 anos morreu após procurar atendimento médico. Segundo a pasta, não foi constatada relação direta entre o óbito e a ocorrência, já que o paciente apresentava histórico de doença respiratória crônica. Em nota, a Innova informou que a ocorrência foi controlada conforme os protocolos de emergência da companhia e que todo o resíduo gerado foi armazenado para tratamento adequado. A empresa afirmou ainda que não houve incêndio, vazamento de produto líquido para fora da área de contenção nem registro de vítimas. "A situação foi prontamente contida de acordo com os procedimentos de emergência estabelecidos pela Companhia", informou a empresa. A Innova também declarou que não há risco de desabastecimento para clientes e que permanece à disposição das autoridades para prestar esclarecimentos. Gás pode ser considerado tóxico O monômero de estireno, substância que vazou de um tanque da empresa Innova, em Manaus, é um produto químico tóxico, segundo a chefe do Departamento de Química da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), Karime Bentes. A especialista também destacou que, em determinadas condições climáticas, o gás pode reagir e formar compostos nocivos que se espalham por grandes distâncias pelo ar. Karime Bentes explicou que o monômero de estireno é utilizado na fabricação de plásticos, borrachas sintéticas e poliestireno expandido (isopor). De acordo com ela, a exposição ao produto por inalação pode provocar irritação nos olhos, nariz e garganta, além de dores de cabeça, tontura e náuseas. A especialista afirma que o produto é originalmente liquido, mas ao se tornar gás, tende a se espalhar com mais facilidade, podendo chegar a locais distantes do ponto de vazamento. "O estireno é um produto químico que se apresenta na forma liquida, mas que evapora rapidamente. Ao se tornar gás, é mais pesado que o oxigênio, podendo se espalhar por grandes distâncias", disse. LEIA TAMBÉM: O que se sabe sobre vazamento de gás tóxico de fábrica em Manaus Gás que vazou de fábrica em Manaus é considerado tóxico e pode se espalhar por grandes distâncias, diz especialista Vazamento de gás em Manaus: Ministério Público do AM investiga causas e impactos do incidente Vazamento de gás tóxico em Manaus bombeiros seguem resfriando tanques após 41 horas Reprodução/Rede Amazônica Multas ultrapassam R$ 20 milhões A Innova foi multada em mais de R$ 20 milhões pela Prefeitura de Manaus após inspeções técnicas realizadas pelo Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) e por uma força-tarefa formada pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semmas), Instituto Municipal de Planejamento Urbano (Implurb), Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) e Secretaria Executiva de Proteção e Defesa Civil (Sepdec). Nesta sexta-feira (17), a empresa foi autuada em 35 mil Unidades Fiscais do Município (UFMs), o equivalente a R$ 5.347.300, por poluição do solo e de corpo hídrico. A prefeitura identificou, com auxílio de drones equipados com câmeras térmicas, fissuras em parte do tanque e constatou a continuidade do vazamento. Horas depois, o Ipaam informou que a Innova foi autuada em R$ 12,5 milhões por infração à legislação ambiental, em razão da poluição atmosférica provocada pelo incidente. Na quinta-feira (16), a prefeitura já havia aplicado outra multa à empresa, de 30 mil UFMs, equivalente a R$ 4.554.300, por poluição do ar causada pela emissão de gases. Somadas, as multas chegam a R$ 22.401.600,00. Os recursos arrecadados com as multas aplicadas pela prefeitura serão destinados ao Fundo Municipal para o Desenvolvimento e Meio Ambiente (FMDMA), responsável por financiar ações da política ambiental do município. O Governo do Estado não informou a destinação do valor. O g1 entrou em contato com a Innova sobre a multa, mas não obteve resposta até a última atualização desta reportagem. Orientações de saúde A SES-AM orienta que pessoas que apresentem sintomas como irritação nos olhos, dor de garganta, falta de ar, tontura, náusea, dor de cabeça, sonolência, confusão mental ou perda de consciência procurem uma unidade de saúde ou acionem o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) pelo telefone 192. A Defesa Civil recomenda que a população permaneça em locais abertos e ventilados, mantenha portas e janelas abertas para favorecer a circulação do ar e desligue aparelhos que captem ar do ambiente externo, como ar-condicionado e sistemas de ventilação. INFOGRÁFICO - Vazamento de gás deixa área isolada em Manaus. g1

  8. Mandela visita o Congresso Nacional, em 4 de agosto de 1991 Acervo do Arquivo do Senado Federal Nelson Mandela nasceu há exatos 108 anos, em 18 de julho de 1918, e lutou contra o regime racista do apartheid na África do Sul. Por sua luta, ficou preso entre 5 de agosto de 1962 e 11 de fevereiro de 1990. Apenas seis meses após ser liberto da prisão, Nelson Mandela visitou Brasília, em agosto de 1991. Na ocasião, ele passou pela Universidade de Brasília (UnB) e pelo Congresso Nacional. Segundo o Memorial da Democracia, a visita de Mandela preparava sua candidatura para a eleição presidencial sul-africana de 1994 e buscava apoio de governos na luta contra o apartheid. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 DF no WhatsApp. "O desafio para todos nós que combatemos o racismo é darmos as mãos em solidariedade e apoio onde quer que possa ser necessário, para que possamos varrê-lo da face da Terra completamente", discursou Mandela no Congresso brasileiro. Abaixo, veja fotos de Mandela na UnB e no Congresso Nacional, e leia na íntegra seu discurso aos parlamentares. Nelson Mandela: 10 fotos mostram a trajetória política do líder africano contra a desigualdade racial Veja fotos de Mandela na UnB Mandela visitou a UnB em 5 de agosto de 1991, ao lado de sua esposa Winnie Mandela. Na instituição, recebeu o título de doutor honoris causa — honraria mais importante concedida por uma universidade a personalidades eminentes. Na universidade, ele foi acompanhado pelo então reitor Antonio Ibanez Ruiz (veja fotos abaixo). Nelson Mandela, sua esposa Winnie Mandela, e o reitor Antonio Ibanez Ruiz, na Universidade de Brasília (UnB), em agosto de 1991 Universidade de Brasília / Arquivo Central / AtoM UnB Nelson Mandela na Universidade de Brasília (UnB), em agosto de 1991 Universidade de Brasília / Arquivo Central / AtoM UnB Nelson Mandela e o reitor Antonio Ibanez Ruiz na Universidade de Brasília (UnB), em agosto de 1991 Universidade de Brasília / Arquivo Central / AtoM UnB Nelson Mandela, sua esposa Winnie Mandela, e o reitor Antonio Ibanez Ruiz, na Universidade de Brasília (UnB), em agosto de 1991 Universidade de Brasília / Arquivo Central / AtoM UnB Nelson Mandela e o reitor Antonio Ibanez Ruiz na Universidade de Brasília (UnB), em agosto de 1991 Universidade de Brasília / Arquivo Central / AtoM UnB Visita ao Congresso Nacional Imagens do Arquivo do Senado Federal registram a visita de Mandela ao Congresso Nacional, em 4 de agosto de 1991. Veja as fotos: Mandela visita o Congresso Nacional, em 4 de agosto de 1991 Acervo do Arquivo do Senado Federal Mandela visita o Congresso Nacional, em 4 de agosto de 1991 Acervo do Arquivo do Senado Federal Mandela visita o Congresso Nacional, em 4 de agosto de 1991 Acervo do Arquivo do Senado Federal Mandela visita o Congresso Nacional, em 4 de agosto de 1991 Acervo do Arquivo do Senado Federal Mandela visita o Congresso Nacional, em 4 de agosto de 1991 Acervo do Arquivo do Senado Federal Mandela visita o Congresso Nacional, em 4 de agosto de 1991 Acervo do Arquivo do Senado Federal Mandela visita o Congresso Nacional, em 4 de agosto de 1991 Acervo do Arquivo do Senado Federal Mandela visita o Congresso Nacional, em 4 de agosto de 1991 Acervo do Arquivo do Senado Federal Mandela visita o Congresso Nacional, em 4 de agosto de 1991 Acervo do Arquivo do Senado Federal Mandela visita o Congresso Nacional, em 4 de agosto de 1991 Acervo do Arquivo do Senado Federal Mandela visita o Congresso Nacional, em 4 de agosto de 1991 Acervo do Arquivo do Senado Federal O que Mandela disse no Congresso Nacional? Em sessão no Congresso Nacional, Nelson Mandela discursou aos parlamentares brasileiros. A íntegra do discurso está registrada ata da 46ª Sessão Conjunta, publicada no Diário do Congresso Nacional, de 6 de agosto. Veja abaixo. Discurso de Nelson Mandela no Congresso Nacional, em 5 de agosto de 1991; parte 1 Diário do Congresso Nacional Discurso de Nelson Mandela no Congresso Nacional, em 5 de agosto de 1991; parte 2 Diário do Congresso Nacional Discurso de Nelson Mandela no Congresso Nacional, em 5 de agosto de 1991; parte 3 Diário do Congresso Nacional Quem foi Nelson Mandela? Nelson Mandela nasceu em 18 de julho de 1918, em Mvezo, e foi o primeiro de sua tribo a ir para a escola. Em 1941, ele fugiu de um casamento arranjado e seguiu para Joanesburgo, onde começou a cursar direito e conheceu outros ativistas que lutavam por igualdade, como Walter Sisulu e Oliver Tambo. Mandela trabalhou em um escritório de advocacia que defendia os negros dos abusos praticados pelo governo e passou a atuar como militante do Congresso Nacional Africano. Em 1948, o regime do apartheid começou oficialmente na África do Sul. Entenda como ocorreu a prisão de Nelson Mandela durante o Apartheid Em 1956, Mandela chegou a ser preso com mais 155 ativistas – todos, acusados de alta traição. O processo foi arquivado por falta de provas. Na década de 60, Mandela passou a comandar o grupo "A Lança da Nação", braço armado do CNA, em ações de sabotagem contra o governo. Ele até viajou para receber treinamento militar. Ele acabou preso em 1962, ao retornar ao país. A pena de cinco anos por sair ilegalmente da África do Sul se transformou em prisão perpétua dois anos depois. O governo comprovou o envolvimento dele e de outros sete militantes com a luta armada. O grupo foi enviado para um presídio de segurança máxima na ilha de Robben. Mandela foi libertado em 1990, aos 71 anos de idade, quando o regime do apartheid estava sendo desmontado. Em 1993, junto do último presidente branco da África do Sul, Frederik Willem de Klerk, Mandela recebeu o Prêmio Nobel da Paz. O líder foi presidente da África do Sul entre 1994 e 1999. Ele morreu em 2013, aos 95 anos. África do Sul celebra 30 anos da libertação de Mandela LEIA TAMBÉM: IMAGENS: 10 fotos mostram a trajetória política do líder africano contra a desigualdade racial MEMÓRIA: as frases mais famosas e marcantes do líder sul-africano Leia mais notícias sobre a região no g1 DF.

  9. IFB em Brasília reprodução O Instituto Federal de Brasília (IFB) está com inscrições abertas para diversas oportunidades de formação gratuita em cursos de qualificação profissional, cursos técnicos, graduação e pós-graduação, distribuídos entre diferentes campi do Distrito Federal. As vagas são ofertadas conforme editais específicos, com inscrições abertas até o preenchimento das vagas ou dentro dos prazos estabelecidos para cada seleção (veja detalhes abaixo). Há cursos rápidos de formação inicial, voltados para quem busca capacitação em curto prazo, além de cursos técnicos na modalidade educação de jovens e adultos (Proeja), graduação, e especialização. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 DF no WhatsApp. Agora no g1 Veja opções de curso: ➡️ Curso de Formação Inicial - Libras Inscrições: até 21 de julho; Campus: Estrutural. ➡️ Cursos Técnico Subsequente em Equipamentos Biomédicos; e em Eletrônica Inscrições: até 22 de julho; Campus: Ceilândia. ➡️ Cursos Técnico Subsequente em Administração; em Logística; e em Administração – Proeja Inscrições: até o preenchimento total de vagas; Campus: Gama. ➡️ Cursos Técnico Subsequente e Concomitante em Agropecuária – Semipresencial; em Agropecuária; e em Biotecnologia – Semipresencial Inscrições: até o preenchimento total de vagas; Campus: Planaltina. ➡️ Cursos Técnico Subsequente em Animação; em Áudio e Vídeo; e em Produção de Áudio e Vídeo Integrado ao Ensino Médio modalidade Proeja Inscrições: até o preenchimento total de vagas; Campus: Recanto das Emas. ➡️ Curso Técnico Subsequente em Controle Ambiental; e em Edificações – Proeja Inscrições: até o preenchimento total de vagas; Campus: Samambaia. ➡️ Curso Técnico Subsequente em Secretariado; e em Secretaria Escolar Inscrições: até o preenchimento total de vagas; Campus: São Sebastião. ➡️ Cursos Técnico Subsequente em Manutenção e Suporte em Informática; em Modelagem do Vestuário; e em Modelagem do Vestuário Modalidade – Proeja Inscrições: até o preenchimento total de vagas; Campus: Taguatinga. ➡️ Curso Superior de Licenciatura em Matemática Inscrições: até o preenchimento total de vagas; Campus: Estrutural. ➡️ Cursos superiores de Tecnologia em Agroecologia; e Licenciatura em Biologia Inscrições: até 22 de julho; Campus: Planaltina. ➡️ Curso de Especialização em Ensino de Ciências e Matemática para o Ensino Fundamental Inscrições: até o preenchimento total de vagas; Campus: Gama. LEIA TAMBÉM: VEJA DETALHES: Cursos profissionalizantes para mulheres estão com inscrições abertas no DF SAIBA COMO SE INSCREVER: Embratur abre processo seletivo para formação de cadastro reserva no DF Leia mais notícias sobre a região no g1 DF.

  10. Conheça o casal que transformou a mexerica em um negócio de R$ 400 mil por ano Às vezes, um novo negócio nasce onde poucos enxergariam oportunidade. Foi exatamente isso que aconteceu com os empreendedores Paula e Christian Macieira. Depois de anos atuando no mercado corporativo e de enfrentarem uma falência durante a pandemia, o casal apostou em um ingrediente comum na mesa dos brasileiros: a mexerica. O que começou como uma tentativa de reinventar a empresa se transformou em uma marca especializada em molhos, temperos e bebidas produzidos a partir da fruta. Hoje, o negócio, sediado em Belo Horizonte, faturou cerca de R$ 400 mil em 2025, sendo aproximadamente 70% desse valor proveniente da linha de produtos à base de mexerica. A trajetória no empreendedorismo começou em 2016, quando Paula decidiu deixar a carreira na área de logística para ter uma rotina mais equilibrada após o nascimento da filha. "Eu estava no mundo corporativo, trabalhando numa loucura. Eu não tinha dia, não tinha noite", conta. Com um investimento inicial de R$ 20 mil, o casal começou produzindo antepastos de forma artesanal. Após falência, casal reinventa empresa com produtos de mexerica e fatura R$ 400 mil Reprodução/PEGN Da falência à reinvenção O negócio enfrentou seu maior desafio entre 2021 e 2022, período em que a empresa acabou falindo em meio aos impactos da pandemia. Foi nesse momento que os dois decidiram apostar em uma nova linha de produtos. "Nós falimos em 2021 para 2022, no auge da pandemia", relembra Paula. A ideia surgiu quase por acaso, durante testes de receitas utilizando mexerica. O resultado surpreendeu os empreendedores e motivou o lançamento dos primeiros produtos em uma feira gastronômica de Belo Horizonte. A aceitação do público foi imediata. O sucesso do primeiro produto abriu espaço para novas criações. Hoje, a empresa comercializa molhos, licores, bebidas prontas para consumo (RTD), sal de mexerica e outros itens desenvolvidos a partir da fruta. Segundo Paula, a variedade de produtos foi essencial para fortalecer a marca. Já Christian explica que a estratégia sempre foi ocupar mais espaço nas prateleiras. "Não adianta lançar só um produto. Se eu tiver apenas o licor na gôndola, tenho pouca visibilidade. É preciso criar uma linha que converse entre si", afirma. Para obter o aroma característico, eles utilizam uma variedade conhecida em Minas Gerais como "mexerica carioca", cuja casca concentra maior quantidade de óleos essenciais. É justamente dela que surgem os sabores e aromas presentes nos produtos da marca. Após falência, casal reinventa empresa com produtos de mexerica e fatura R$ 400 mil Reprodução/PEGN Produção terceirizada As bebidas alcoólicas são produzidas em parceria com uma destilaria registrada no Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), estratégia adotada para acelerar o lançamento dos produtos e reduzir investimentos na estrutura produtiva. Segundo Humberto Araújo, responsável pela destilaria parceira, um dos diferenciais do licor está na utilização da fruta natural durante o processo de infusão. Ele explica ainda que bebidas desse tipo só podem ser comercializadas quando produzidas por empresas registradas no Mapa. A inovação também rendeu reconhecimento. Um dos licores desenvolvidos pela empresa recebeu medalha na Copa Argentina de Destilados, após o casal criar uma versão transparente de licor de café para atender a uma feira do setor. Hoje, os produtos são vendidos pela internet, em feiras, supermercados e empórios da região. Para Arthur Oliveira, dono de um dos estabelecimentos que revendem a marca, o licor de mexerica se tornou o carro-chefe das vendas. "Experimentou, levou. É um produto que as pessoas compram para elas mesmas e também para presentear", afirma. Após falência, casal reinventa empresa com produtos de mexerica e fatura R$ 400 mil Reprodução/PEGN Para os empreendedores, o maior desafio é fazer com que cada produto desperte as mesmas lembranças associadas à fruta. "Quando você descasca uma mexerica, ela vem carregada de boas memórias. A gente precisa transportar isso para o nosso produto", diz Christian. A experiência acumulada também virou aprendizado para quem deseja empreender. "Tudo o que você faz, no fim, tem que trazer retorno. É preciso fazer conta, olhar os processos, a qualidade e a mão de obra", afirma Christian. Paula resume a principal lição em uma frase: "O sucesso não aceita preguiça." Ao final, quando perguntados sobre o significado da mexerica em suas vidas, os dois respondem de forma parecida. Para Paula, a fruta representa "nascimento". Para Christian, simboliza "renascimento", por ter marcado o momento em que a família conseguiu enxergar um novo futuro para o negócio. Hogdidi alimentos e bebidas ltda 📍 Endereço: Rua Guararapes, 251 - Monte Castelo Contagem – MG -CEP: 32285-090 📞Telefone: (31) 99432-4562 📧E-mail: hogdidi@gmail.com 📸 Instagram: www.instagram.com/hogdidi Site: https://www.hogdidi.com.br/ Haf bebidas LTDA 📍 Endereço: Alameda do Universo, 1425 - Ville de Montagne Nova Lima - MG, 34004-870 📞Telefone: (31) 99176-1913 📸 Instagram: https://www.instagram.com/clancerva?igsh=bjZrdjh5am8xdjJw

  11. Com mais de 150 casos de desaparecimento em aberto no RS, polícia cria protocolo de buscas A Polícia Civil do Rio Grande do Sul criou um novo protocolo de atendimento para agilizar as buscas por pessoas desaparecidas que fazem parte de grupos vulneráveis. A medida abrange crianças, adolescentes, idosos, mulheres em situação de violência e pessoas com deficiências físicas e intelectuais. O documento padroniza a atuação das delegacias em todo o estado. Atualmente, o Rio Grande do Sul tem 154 casos de desaparecimento em aberto. Desde janeiro deste ano, foram registrados 1.649 casos, dos quais 1.495 resultaram em localização, o que representa uma taxa de sucesso de 90,7% nas investigações. A maior concentração de desaparecidos está nas faixas etárias de 12 a 17 anos e entre menores de 12 anos. 📲 Acesse o canal do g1 RS no WhatsApp Antes da implementação da medida, cada delegacia realizava as investigações com base na experiência local. A polícia passa a adotar uma classificação de risco por cores, que define a urgência das ações. Veja abaixo. "Uma criança menor de 12 anos tem classificação máxima. A gente fez as classificações em cores. Por exemplo, esse é um caso gravíssimo, onde ele tem prioridade. A partir daí, nesse documento, temos diligências mínimas", afirma a delegada Marina Dillenburg, diretora da Divisão de Inteligência Policial e Análise Criminal do Departamento Estadual de Proteção a Grupos Vulneráveis (DPGV). O protocolo estabelece diretrizes mínimas de atuação divididas por horas: nas primeiras 2h, 6h e 24h do desaparecimento. Nas primeiras duas horas, a unidade policial que recebe a denúncia é a responsável pelas ações iniciais. O protocolo exige o registro imediato do caso e a coleta de uma fotografia recente da pessoa desaparecida. A equipe deve entrevistar familiares, verificar os últimos locais frequentados e checar preliminarmente hospitais, unidades de saúde e instituições de acolhimento. O grau de risco é avaliado e a divisão de inteligência é comunicada. Nas primeiras seis horas, a equipe passa a realizar o levantamento de endereços e pesquisas em bancos de dados. Nesse período, a polícia também analisa redes sociais e busca identificar possíveis conflitos familiares, ameaças ou situações de violência para produzir um relatório preliminar. Em até 24 horas, o protocolo determina a realização de diligências presenciais em locais onde a pessoa possa estar. Os policiais devem buscar imagens de sistemas de monitoramento públicos ou privados e entrar em contato com instituições que possam ajudar na localização. O nível de risco é reavaliado para o planejamento de novas ações. Caso a pessoa não seja localizada após 24 horas, a unidade responsável mantém a apuração. O documento prevê a produção de relatórios complementares, o compartilhamento de informações com outras unidades e a reavaliação constante do risco e das estratégias de busca. A Polícia Civil reforça que é um mito a ideia de que é necessário aguardar 24 horas para registrar uma ocorrência de desaparecimento. A notificação deve ser feita de forma imediata. "De maneira alguma [precisa esperar]. Inclusive, a nossa orientação é que qualquer sinal de diferente que haja na rotina dessa pessoa, que se não tenha conhecimento da localização dela, que se reporte às autoridades. Então, quanto antes isso é feito, mais chances há de localização", diz Dillenburg. "Qualquer sinal diferente que haja na rotina dessa pessoa, que não tenha conhecimento da localização dela, que se reporte às autoridades. Quanto antes isso é feito, mais chances há de localização", destaca. Ela orienta, ainda, que as famílias forneçam o máximo de detalhes logo nas primeiras horas, como informações sobre a rotina, locais frequentados, com quem a pessoa estava e fotos recentes. "Quanto mais a família ajudar, a escola, pessoas do entorno desses vulneráveis, não só crianças e adolescentes, mas também idosos, pessoas com deficiências físicas e mentais, a gente agradece, porque facilita o nosso trabalho e a resposta também que a gente vai dar", conclui a delegada. Classificação dos casos de pessoas desaparecidas no RS 🔴 Vermelho - Risco crítico Criança menor de 12 anos; Pessoa com Alzheimer ou demência; Pessoa com deficiência intelectual; Risco de suicídio; Suspeita de sequestro; Violência doméstica ou ameaça recente; Necessidade de medicação contínua; Última localização em área de risco. Resposta Operacional Imediata. 🟠 Laranja - Alto risco Adolescente; Idosos; Pessoas com deficiência; Histórico de desaparecimentos; Indícios de exploração sexual; Vulnerabilidade social. Resposta Operacional Imediata. 🟡 Amarelo - Risco moderado Ausência de fatores agravantes. Resposta Operacional Prioritária. elegada Marina Dillenburg, diretora da Divisão de Inteligência Policial e Análise Criminal do Departamento Estadual de Proteção a Grupos Vulneráveis (DPGV) André Ávila/ Agência RBS VÍDEOS: Tudo sobre o RS

  12. Harry Styles canta em show em São Paulo, em 2026 Cesar Soto/g1 No primeiro dos quatro shows que realiza em São Paulo em julho, Harry Styles entregou nesta sexta-feira (17) uma apresentação madura, groovada e dançante – e provou estar no ápice de um artista no controle de seus pontos fortes e, acima de tudo, fracos. O quarto disco de estúdio do britânico ex-One Direction, "Kiss all the time. Disco, occasionally", pode não ter sido o mais celebrado de sua carreira. Mas, como se provou no estádio do Morumbis para dezenas de milhares de fãs, ele sabe muito bem como tirar o máximo de suas músicas, que dominaram o repertório da noite. Inspirado por um tempo "low profile" que o músico passou pela Europa, frequentando festinhas e shows do ponto de vista da multidão, o álbum apresenta uma cantoria sempre processada, mergulhada em efeitos e dobras, raramente como a protagonista. Com versões mais groovadas, cruas e, principalmente, poderosas – graças à ótima banda de apoio – de canções como "Are you listening yet?" e "Season 2 weight loss", Harry abre mão de distorções e dá espaço à própria voz. Agora no g1 No processo, se conecta ainda mais com uma plateia que grita e canta durante as quase duas horas de espetáculo. A grande exceção é "Fine Line", do disco de mesmo nome. Balada mais lenta com interpretação muito próxima à do estúdio, seria momento ideal em qualquer outro show para uma queda de energia do público. Ao invés disso, um silêncio quase religioso toma o estádio, com todos os fãs em um coro meio sussurrado. Coisa linda. Depois de uma melhorada "American girls", que ganha muito com o acompanhamento dos fãs e com a oportunidade – meio óbvia, é verdade – de meter um "brazillian" em cima de um dos versos do refrão, ele sofre para entender o nome de uma aniversariante na plateia. Puxa então um "parabéns a você" para "Vanessa? Lanessa? Lanissa? Lalessa" e diverte a galera, que tentava avisar que provavelmente se trata de uma "Larissa". Com certeza, a moça não vai reclamar desse inevitável novo apelido. Harry Styles canta em show em São Paulo, em 2026 Cesar Soto/g1 Discoteca e emoção O cantor de 32 anos acerta também na ideia de concentrar mais shows em menos lugares na turnê "Together, together", o que permite uma estrutura mais elaborada. As passarelas que estendem o palco por quase toda a área da pista ajudam que todo mundo em algum momento veja Harry bem de perto – e ele faz ótimo proveito da ideia. Com a banda deslocada ali para a meiúca, o britânico transforma o Morumbis numa discoteca na sequência de "Ready, steady, go!" e "Dance no more". A segunda, com direito à única coreografia mais elaborada do cantor e suas dançarinas. Sem deixar a energia se dissipar, emenda "Treat people with kindness" em um dos pontos altos da apresentação. Depois da pausa rápida para o bis, leva grande parte das fãs aos prantos com uma versão emotiva de "Matilda" acompanhada de um grupo de cordas, no momento do show dedicado a músicas que não fazem parte do setlist fixo. É até covardia que a canção seja seguida por "Sign of the times", sucesso do disco de estreia mais tocada pelo artista em sua carreira solo. Com direito a fogos de artifício no final, é um dos momentos mais marcantes da noite. Para se despedir e garantir um retorno para casa com energia, após duas canções mais sentimentais, "As it was" bota todo mundo para dançar novamente. Um final certeiro para uma noite com poucos defeitos. Arte/g1

  13. Cantora Simone Mendes emociona fãs durante show em Macapá A cantora Simone Mendes fez show em Macapá na noite desta sexta-feira (17), na Praça Jacy Barata Jucá, no centro da cidade. O evento reuniu centenas de pessoas. Entre os fãs estava Silvinha Pantoja, de 35 anos, amapaense que acompanha a carreira da artista desde a época da dupla com Simaria. Ela chegou ao local às 14h para garantir um bom lugar. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 AP no WhatsApp Silvinha contou que Simone é sua inspiração diária. Disse que acompanha a rotina da cantora e da família pelas redes sociais e que sabe em qual cidade a artista está. Ela também afirmou que se tornou fã do marido de Simone por influência da própria cantora. “Nas redes sociais acompanho a vida pessoal dela: quando ela posta ‘bom dia’, o café da manhã, a cidade onde está, tudo eu sei. Sempre acompanho a vida dos filhos e do esposo. Aprendi a ser fã dele por conta dela", disse. Fã de Simone Mendes, Silvinha Pantoja realiza sonho de abraçar cantora Mariana Braga/Rede Amazônica Perguntada sobre o que Simone representa para ela, Silvinha respondeu: “É minha inspiração como mulher e como mãe. Acho lindo o jeito que ela é com a família e com os fãs. É uma pessoa humilde. Abaixo de Deus, para mim, é Simone”, contou emocionada. Silvinha Pantoja e o filho Marco Antônio, ambos são fãs da cantora Simone Mendes Josi Paixão/g1 O filho de Silvinha, Marco Antônio, de 17 anos, também é fã da artista por influência da mãe. “Me tornei fã desde a época das 'Coleguinhas'. Em casa, sempre estamos ouvindo Simone Mendes e fui gostando, até me tornar ainda mais fã dela, por causa da minha mãe”, contou. LEIA MAIS: Festa de São Tiago completa 249 anos em Mazagão; veja programação completa Simone Mendes durante show em Macapá Josi Paixão/g1 Antes de subir ao palco, Simone recebeu os dois no camarim. Silvinha se emocionou ao abraçar a ídola. “Tô muito, muito feliz. É um sonho realizado, porque quando foi anunciado o show da Simone eu pedi a Deus para que me ajudasse a conseguir ver, encontrar ela, ver de perto e poder abraçar”, diz. Silvinha Pantoja é amapaense e fã da cantora Simone Mendes Mariana Braga/Rede Amazônica VÍDEOS com as notícias do Amapá:

  14. Mulher viaja 18 horas para cortar o próprio cabelo em frente à imagem de Nossa Senhora Gratidão e fé motivaram uma capixaba a cortar o próprio cabelo em frente à imagem de Nossa Senhora Aparecida, no Santuário Nacional, em Aparecida (SP). O vídeo da cena repercutiu nesta semana nas redes sociais e emocionou milhares de pessoas. Moradora de Linhares, no Espírito Santo, Bárbara Basseti viajou cerca de 18 horas até Aparecida para visitar o Santuário Nacional ao lado das filhas, sonho que alimentava havia anos. O momento aconteceu na quarta-feira (15). "O meu cabelo é uma das poucas vaidades que eu tenho em me cuidar. Eu não sou uma pessoa de muito zelo por mim, mas o meu cabelo, sim, meu cabelo sempre foi um ponto pra mim, então, por que não, em agradecimento, eu entregar a ela (Nossa Senhora Aparecida), aos pés dela (...) A gratidão falou mais alto", afirmou. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Vale do Paraíba e região no WhatsApp Segundo Bárbara, visitar o Santuário Nacional ao lado das filhas sempre foi um sonho, e a decisão de planejar a viagem e cortar o próprio cabelo nasceu após anos de dificuldades enfrentadas pela família, especialmente durante a pandemia. Em Aparecida, ela estava acompanhada da mãe, das duas filhas, da comadre e dos dois filhos da comadre. Mulher viaja 18 horas para cortar o próprio cabelo em frente à imagem de Nossa Senhora Aparecida: 'Gratidão falou mais alto' Arquivo pessoal Repercussão nas redes O vídeo, publicado sem qualquer expectativa de repercussão, rapidamente viralizou. De acordo com Bárbara, a quantidade de mensagens e comentários recebidos, tanto positivos quanto negativos, foi surpreendente. "Jamais eu iria imaginar que o vídeo fosse repercutir dessa maneira e acho que comentários de crítica, infelizmente, a gente tem em qualquer momento, em qualquer lugar, né? (...) Mas o apoio de tanta gente foi muito bom, muito bonito", comentou. Segundo ela, a escolha de realizar o gesto em frente à imagem de Nossa Senhora Aparecida não foi por acaso. Sala das promessas Após cortar o cabelo, Bárbara decidiu deixá-lo na Sala das Promessas, local onde ficam os objetos entregues por fiéis como forma de agradecimento por graças alcançadas. "Eu acho que não tinha um lugar melhor, era fácil cortar em casa, era fácil ir numa cabeleireira, era fácil trazer tudo certinho, só chegar na sala e entregar. Pra mim era muito fácil, era pouca coisa diante de tudo que eu recebi (...) é gratidão e leveza, acho que são essas palavras que eu tô sentindo em mim", disse. Veja mais notícias do Vale do Paraíba e região bragantina

  15. Globo Repórter: Conexão Marrocos - 17.07.2026 William Bonner estreou nesta sexta-feira (17) sua primeira reportagem internacional no Globo Repórter. Em uma série de três programas, o jornalista percorre Marrocos, Espanha e Portugal para mostrar a história que conecta os três países, escolhidos para sediar a Copa do Mundo de 2030. Veja o primeiro episódio no vídeo acima. A viagem começa pelo Marrocos, com passagens pelo Estreito de Gibraltar, Fez, Chefchaouen e Casablanca. Ao longo do percurso, Bonner apresenta como séculos de intercâmbio entre diferentes povos deixaram marcas na arquitetura, na gastronomia, na língua e nos costumes da região, além de mostrar como o país se prepara para receber o Mundial sem abrir mão de suas tradições. Os outros dois episódios serão apresentados nos dias 24 e 31 de julho. Confira as últimas reportagens do Globo Repórter:

  16. Motociclista após bater contra poste em Indaiatuba Eu Amo Indaiatuba Um motociclista morreu na noite desta sexta-feira (17) após bater a moto contra um poste na Avenida Horst Frederico John Heer, no distrito Europark, em Indaiatuba (SP). A vítima teve a morte constatada no local. De acordo com o Corpo de Bombeiros, as equipes foram acionadas por volta das 20h por conta de um homem que teria colidido contra um poste. A dinâmica do acidente não foi informada. Ao chegar no local, o Serviço de Atendimento Municipal de Emergências (Same) já estava atendendo à ocorrência. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Campinas no WhatsApp A vítima teve uma parada cardiorrespiratória e embora os socorristas tenham tentado manobras de reanimação, o motociclista teve a morte constatada no ponto da colisão. A batida provocou a queda de fios do poste. A EPTV, emissora afiliada da TV Globo, procurou a CPFL para informações sobre o fornecimento de energia, mas não teve resposta até a última atualização desta matéria. Agora no g1 VÍDEOS: tudo sobre Campinas e região Veja mais notícias sobre a região no g1 Campinas

  17. Casa do Servidor de Macaé, unidade que oferece atendimentos gratuitos de saúde e bem-estar aos servidores municipais Rui Porto Filho - Comunicação A primeira Casa do Servidor do Estado do Rio de Janeiro, localizada em Macaé, centraliza uma ampla variedade de tratamentos voltados à saúde física, mental e emocional dos funcionários públicos municipais. Totalmente gratuito, o serviço é coordenado pela Secretaria Municipal de Gestão de Pessoas e incentiva ações de valorização da categoria. O diferencial do projeto está na oferta de métodos de medicina integrativa e terapias tradicionais que combinam cuidados para o corpo e para a mente por meio de uma jornada de relaxamento, autoconhecimento e redução do estresse associado à rotina de trabalho. Entre as práticas integrativas e alternativas disponíveis para o funcionalismo público local estão as sessões de acupuntura, reiki, auriculoterapia, shiatsu, constelação familiar, naturopatia, barra de access, chin kung, defesa pessoal , fisioterapia, pilates no solo e medicina holística. Além das medicinas alternativas, o centro de atendimento disponibiliza estrutura para atividades de bem-estar e de saúde. Turmas de ioga, acompanhamento nutricional, sessões de massoterapia e o atendimento especializado em fisioterapia e psicologia, além de consultas odontológicas são disponibilizados aos servidores públicos municipais. A unidade foi planejada em um imóvel linear próximo à estrutura administrativa do município para garantir acessibilidade e facilitar o deslocamento dos funcionários. Servidores municipais recebem atendimento de saúde e bem-estar na Casa do Servidor de Macaé Ana Chaffin - Comunicação A Casa do Servidor também oferece frentes de apoio por meio de grupos terapêuticos. O ‘Entre Pares’ é um deles, estruturado para promover a saúde de forma integrada e apoio mútuo entre servidores. A unidade de atendimento também é casa do Grupo Conviver, voltado a servidores municipais com 60 anos ou mais, ativos, aposentados e integrantes da Guarda Sênior. Esses encontros periódicos de apoio emocional são desenhados para proporcionar acolhimento aos trabalhadores, exigindo uma inscrição prévia para que os interessados garantam sua participação nas atividades e o adequado dimensionamento das turmas. A iniciativa faz parte de uma política contínua voltada para o fortalecimento da qualidade de vida dos profissionais da linha de frente do serviço público. A promoção da harmonia e bem-estar da saúde dos trabalhadores resulta de maneira direta em um atendimento cada vez mais humano, qualificado e eficiente para toda a população macaense. A Casa do Servidor funciona de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h, na Rua Doutor Francisco Portela, número 702, no Centro da cidade. Para obter informações detalhadas sobre as modalidades de terapias oferecidas e realizar marcações de consultas ou sessões, os servidores municipais podem entrar em contato diretamente pelo número de WhatsApp (22) 99263-9632.

  18. Pessoas aproveitam dia de sol e forte calor no Parque do Ibirapuera, na zona sul da cidade de São Paulo, em 5 de maio de 2024. CRIS FAGA/DRAGONFLY PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO O Centro-Sul deve continuar sob influência de um veranico ao longo deste final de semana. A previsão é de vários dias seguidos de tempo seco, predomínio de sol e temperaturas acima da média para esta época do ano. Já o Rio Grande do Sul terá o avanço de áreas de chuva mais intensa, que aumentam o risco de temporais, granizo e ventos fortes ao longo dos próximos dias. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Segundo a Climatempo, o veranico atinge áreas do norte do Paraná, Mato Grosso do Sul, sul de Mato Grosso e de Goiás, Triângulo Mineiro, São Paulo e parte do Rio de Janeiro (veja MAPA abaixo). Um bloqueio atmosférico sobre o Atlântico Sul deve dificultar a chegada de frentes frias e manter o tempo mais seco nessas áreas até pelo menos a próxima sexta-feira (24). 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Veranico no Centro-Sul. Arte/g1 - Bruna Azevedo No Sudeste, o sábado terá predomínio de tempo firme em grande parte de São Paulo e Minas Gerais. As tardes ficam mais quentes principalmente no interior paulista, no Triângulo Mineiro e no oeste mineiro. Em áreas mais altas do sul de Minas Gerais, do leste de São Paulo e das serras do Rio de Janeiro, porém, as madrugadas continuam frias e as temperaturas podem ficar perto dos 4°C, sem impedir um aquecimento mais forte ao longo do dia. São Paulo (SP) deve ter um fim de semana de sol e sem previsão de chuva, segundo os dados analisados, e a temperatura máxima fica perto dos 26°C neste sábado e dos 27°C no domingo. No Rio de Janeiro (RJ), os termômetros chegam a cerca de 31°C no sábado e 32°C no domingo. Belo Horizonte (MG) terá tardes perto dos 24°C a 25°C. Neve, chuva congelante, chuva congelada e geada: entenda as diferenças entre os fenômenos Agora no g1 No Centro-Oeste, o sol predomina durante praticamente todo o fim de semana. Goiás, Distrito Federal, Mato Grosso do Sul e boa parte de Mato Grosso terão poucas mudanças no tempo, além de tardes progressivamente mais quentes. Cuiabá (MT) pode chegar aos 35°C, e Campo Grande (MS) deve registrar máxima perto dos 30°C. ☁️ Veja a previsão do tempo na sua cidade Já no Rio Grande do Sul, o fim de semana começa sob risco de tempestades fortes, favorecidas por uma área de baixa pressão próxima à Argentina, a aproximação de uma frente fria e a chegada de muita umidade à região. LEIA TAMBÉM: Raro e espetacular: caverna no Brasil só recebe luz por 3 meses e vira cenário de outro planeta Como Peru transformou um dos desertos mais áridos do mundo em um centro de produção de alimentos 80% dos corais do planeta sofreram branqueamento moderado ou severo, mostra estudo inédito Previsão de chuva neste sábado em todo o país. CPTEC/Inpe Neste sábado, a chuva deve atingir principalmente o oeste, o centro, a Campanha e o sul gaúcho. Há risco de volumes elevados em pouco tempo, descargas elétricas, queda de granizo e rajadas de vento que podem passar dos 90 km/h em pontos isolados. As condições mais severas se concentram em áreas que incluem cidades como Uruguaiana, Bagé, Santa Maria e Pelotas. Também existe possibilidade localizada de fenômenos mais extremos associados às tempestades mais organizadas, como microexplosões e tornados. Isso não significa que esses eventos vão ocorrer em toda a região, mas indica que a atmosfera estará favorável à formação de tempestades fortes em pontos do estado. Em Santa Catarina e no Paraná, o tempo permanece mais firme durante boa parte do sábado. O oeste catarinense começa a sentir aumento da nebulosidade no domingo, à medida que a frente fria tenta avançar lentamente. No Paraná, o veranico mantém vários dias de sol principalmente no norte e no oeste do estado. Curitiba (PR) terá máximas próximas dos 24°C neste sábado e dos 25°C no domingo. Temperaturas mínimas previstas para este sábado em todo o Brasil. CPTEC/Inpe No Nordeste, a chuva fica concentrada principalmente na faixa próxima ao litoral. Entre a Bahia e o Rio Grande do Norte, a entrada de umidade do oceano favorece períodos de chuva neste sábado, localmente mais intensa entre Pernambuco, Paraíba e Rio Grande do Norte. Natal (RN), João Pessoa (PB) e Recife (PE) estão entre as capitais que podem ter maiores volumes durante o fim de semana. Já no Norte, as pancadas de chuva continuam principalmente no Amazonas, em Roraima, no Amapá e em áreas do Pará. Acre e Rondônia também podem registrar chuva isolada, mas de forma mais irregular. No Tocantins e no sul do Pará, o predomínio será de tempo seco e tardes quentes, com máximas perto dos 35°C. 📱GloboPop: confira o palco do Jornal Nacional na plataforma de vídeos verticais da Globo Indicadores sobre o clima estão em alerta vermelho LEIA TAMBÉM: Cientistas descobrem formação geológica no Triângulo das Bermudas que pode explicar mistérios da região Japoneses processam governo por inação climática e pedem indenização É #FAKE que Amazônia não contribui para equilibrar clima do mundo

  19. Inglaterra enfrentará a França pela disputa do terceiro lugar da Copa do Mundo de 2026. Reuters Após perderem as semifinais, França e Inglaterra se enfrentam neste sábado (18) para disputar o terceiro lugar da Copa do Mundo de 2026. (Confira mais informações abaixo) FINAL DA COPA DO MUNDO: veja onde assistir e horário de Argentina x Espanha 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Os franceses chegam para a partida com gosto amargo, porque eram tratados como favoritos ao título. No entanto, foram dominados pela Espanha e perderam por 2 a 0 na última terça (14). Já os ingleses vêm de uma derrota para a Argentina por 2 a 1. Após abrirem o placar em sua semifinal, o técnico Thomas Tuchel colocou quase todo o time na defesa, dando assim espaço para os argentinos — principalmente Lionel Messi — jogarem. O resultado foi uma virada histórica dos hermanos com um show de Messi e agora vão em busca de seu segundo Mundial. Acompanhe a Copa do Mundo 2026 no ge: Atlético de Madrid tem dez jogadores na final da Copa e bate recorde de mais de 90 anos Como a Argentina evitou que Messi fosse captado para jogar pela Espanha Dupla da Espanha já foi punida por caso parecido das "Malvinas são argentinas" Ensina, Vozinha! Cabo Verde foi a pedra no sapato de finalistas Espanha e Argentina na Copa Quando será a disputa pelo terceiro lugar da Copa do Mundo 2026? O duelo entre França e Inglaterra acontece em: Data: 18 de julho (sábado) Horário: 18h (horário de Brasília) Local: Hard Rock Stadium Cidade: Miami, Estados Unidos Onde assistir ao jogo França x Inglaterra? Globo, ge tv, Sportv, SBT, NSports e CazeTV transmitem ao vivo. Você também assiste ao jogo na página de tempo real no ge.globo, além de ver cortes exclusivos. VEJA TAMBÉM Por que a Rússia está banida da Copa do Mundo enquanto os EUA são sede do torneio? Sobre a Copa de 2026 A Copa do Mundo de 2026 é a primeira da história disputada em três países — Estados Unidos, México e Canadá. Ao todo, 16 cidades receberam partidas do torneio, a grande maioria nos EUA. Confira a seguir quantos jogos cada país sediou: Estados Unidos: 78 jogos (incluindo todas as fases eliminatórias a partir das quartas de final e a grande final). México: 13 jogos (incluindo o jogo de abertura no Estádio Azteca). Canadá: 13 jogos.

  20. Stealthing: os impactos da retirada do preservativo sem consentimento A carioca Claudia* viveu duas situações semelhantes e traumáticas: em ambas, o parceiro retirou o preservativo sem seu consentimento durante a relação sexual. Na época, ela não identificou o episódio como violência sexual. Sentiu-se desrespeitada, reclamou com o parceiro e tomou a pílula do dia seguinte para evitar uma gravidez, mas não buscou a profilaxia pós-exposição (PEP), indicada para reduzir o risco de infecção pelo HIV. A retirada deliberada do preservativo durante a relação sexual sem que a outra pessoa saiba ou concorde é mais comum do que se imagina. Ela é conhecida internacionalmente com o nome de stealthing e é objeto de estudos científicos que o g1 aborda abaixo, nesta reportagem. Stealthing: as consequências físicas e mentais da retirada da camisinha sem consentimento e como as vítimas podem se proteger Adobe Stock O tema foi introduzido no debate acadêmico e jurídico internacional em 2017 pela advogada estadunidense Alexandra Brodsky e não possui tradução para o português. Mas o termo ‘stealthing’ já circulava anteriormente, pelo menos desde 2014, em comunidades on-line, especialmente entre homens gays. A prática tem deixado de ser discutida apenas como um comportamento sexual de risco para ocupar espaço crescente nos debates sobre consentimento, violência sexual, saúde pública e legislação. Pesquisadores indicam medidas para reduzir riscos, preservar provas e melhorar o atendimento às vítimas. Eles ressaltam, porém, que nenhuma delas é capaz de impedir totalmente esse tipo de violência. Agora no g1 Em comum, os estudos publicados nos últimos anos apontam que o consentimento para uma relação sexual pode estar condicionado ao uso da camisinha e que alterar essa condição unilateralmente representa uma violação da autonomia sexual da vítima. Consequências do stealthing vão além do risco de ISTs e gravidez Relatos de vítimas de stealthing ouvidas nos estudos revelam que as consequências da prática envolvem: medo da gravidez e gravidez decorrente do episódio diagnóstico de infecção sexualmente transmissível, como sífilis e HPV. experiência de aborto perda da confiança nos parceiros dificuldade de reconhecer a violência ansiedade necessidade de acompanhamento psicológico e psiquiátrico uso de antidepressivos e ansiolíticos perda da autoestima sofrimento psicológico que muitas vezes persiste por anos Os pesquisadores afirmam que, para muitas mulheres, os efeitos psicológicos são ainda mais marcantes do que as consequências físicas. O artigo jurídico de Alexandra Brodsky, publicado no Columbia Journal of Gender and Law, reúne relatos nos quais vítimas descrevem sentimentos de perda da autonomia corporal, violação da confiança, humilhação e desrespeito aos limites previamente estabelecidos. O autor brasileiro Wendell Ferrari destaca que, no stealthing, não necessariamente há força física, ameaça explícita ou um agressor desconhecido. Em muitos casos, o autor é um parceiro, namorado, marido, amigo ou alguém em quem a vítima confiava. “Como ainda associamos violência sexual principalmente a situações de coerção física evidente, formas mais sutis de violação tendem a ser minimizadas ou interpretadas como um ‘mal-entendido’, uma ‘irresponsabilidade’ ou um ‘problema do casal’. Mas consentir a relação sexual com preservativo não significa consentir a relação sem preservativo”, afirma. Ferrari é psicólogo clínico e autor da primeira pesquisa realizada em nível nacional, no Brasil, de forma quanti-qualitativa sobre o tema. O especialista é pesquisador da Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade do Porto e do Núcleo de Estudos sobre Gênero, Sexualidade e Saúde (GENSEX), no Instituto Fernandes Figueira, Fiocruz. Em 2024, Ferrari e sua equipe publicaram na revista Social Sciences um estudo nacional com 2.275 mulheres adultas que haviam vivenciado a retirada não consentida do preservativo. O levantamento apontou que: As idades das vítimas no momento em que o stealthing aconteceu variaram entre 15 e 58 anos. 76% das vítimas tinham até 29 anos de idade. 49% da amostra relatou o parceiro como “relação sexual episódica”, 41,5% como “ficante” e quase 10% foram vítimas de stealthing de um “namorado” ou “marido”. 51,5% nunca tinham ouvido falar no termo stealthing. 77,4% perceberam a retirada do preservativo no momento da relação sexual. 81,6% mencionaram que o parceiro não se importou com a prática. 41% nunca haviam contado a alguém sobre a experiência. 83,6% relataram medo de uma infecção sexualmente transmissível ou de uma gravidez. 77,6% perderam a confiança em futuros parceiros. 77,3% referiram perda de interesse ou prazer em relações sexuais posteriores. 67,2% não buscaram nenhum tipo de profilaxia após o ocorrido – nem a profilaxia pós-exposição (PEP) nem a pílula do dia seguinte. Apenas 2,4% buscaram simultaneamente a contracepção de emergência e a PEP. 7,3% adquiriram infecções sexualmente transmissíveis. Nove mulheres tiveram gravidez decorrente do episódio e aborto. Apenas 34 mulheres (1,5%) procuraram a delegacia de polícia para relatar o acontecimento. O que pode ajudar a prevenir o stealthing Ferrari reforça que não existe uma estratégia capaz de garantir que uma mulher não será vítima de stealthing, porque a prática depende de uma decisão deliberada de outra pessoa de enganá-la. Algumas atitudes podem ajudar, mas não eliminam a possibilidade da violência. São elas: Conversar previamente sobre o uso obrigatório do preservativo e deixar essa condição registrada em mensagens Interromper a relação diante de qualquer suspeita. O autor acrescenta, porém, que não é razoável exigir que uma mulher fiscalize continuamente o parceiro durante uma relação sexual. LEIA TAMBÉM: SUS passa a usar antibiótico para prevenir sífilis e clamídia após exposição a risco Provar é um dos maiores desafios Como o stealthing geralmente ocorre em um contexto privado e pode não deixar uma evidência física capaz de demonstrar, isoladamente, que a retirada foi intencional e não consentida, a prova desse tipo de violência é um dos maiores desafios, segundo Ferrari. Ainda assim, isso não significa que seja impossível demonstrar o ocorrido. Entre os fatores que podem integrar o conjunto de provas, segundo o autor, estão: Mensagens anteriores nas quais o uso do preservativo foi combinado Conversas posteriores com o perpetrador Pedidos de desculpas, confissões, relatos feitos logo após o episódio a amigos ou familiares Registros de atendimento médico Busca por contracepção de emergência ou por profilaxia pós-exposição O próprio depoimento consistente da vítima “Também é importante dizer que, nos crimes sexuais, a ausência de testemunhas presenciais é comum. O relato da vítima não deve ser automaticamente desconsiderado apenas porque o ato ocorreu em ambiente privado”, acrescenta Ferrari. O autor acrescenta que a dificuldade de prova e a ausência de uma tipificação penal específica não podem ser confundidas com ausência de violência. Elas revelam, na verdade, que as instituições ainda precisam desenvolver formas mais adequadas de acolher, investigar e responsabilizar esse tipo de violação, segundo ele. O Superior Tribunal de Justiça já reconheceu que o consentimento inicial não vale indefinidamente e que não se pode exigir da vítima uma reação física ou enérgica para demonstrar sua discordância. No Brasil, a retirada do preservativo sem consentimento pode ser juridicamente analisada como violação sexual mediante fraude, prevista no artigo 215 do Código Penal, embora o enquadramento dependa das circunstâncias concretas e da interpretação das autoridades responsáveis pelo caso. O próprio Tribunal de Justiça do Distrito Federal já divulgou orientação nesse sentido. Além disso, há um projeto de lei específico para tipificar o stealthing. Ele está pronto para votação no Plenário da Câmara, mas não foi convertido em lei. Debate jurídico cresce em diferentes países Os estudos mostram que o reconhecimento jurídico do stealthing vem avançando internacionalmente. Segundo um artigo da revista Sexes, tribunais da Suíça e da Alemanha já condenaram autores por casos de retirada não consensual do preservativo. Em 2022, a Suprema Corte do Canadá decidiu que o uso da camisinha integra as condições do consentimento sexual. Nos Estados Unidos, embora não exista uma tipificação criminal federal específica, alguns estados passaram a reconhecer a prática na esfera civil. A Califórnia foi pioneira, em 2021, ao permitir que vítimas processem civilmente os responsáveis, seguida por estados como Maine e Washington. O artigo de Brodsky, publicado anteriormente, já defendia que a retirada da camisinha sem consentimento deveria receber uma resposta jurídica própria, propondo a criação de uma ação civil específica para reconhecer formalmente os danos causados às vítimas e facilitar o acesso à Justiça. Estudos indicam que o problema pode ser muito maior do que mostram as estatísticas Um dos aspectos destacados pelos pesquisadores é que o stealthing provavelmente permanece subnotificado. No estudo qualitativo de Ferrari, com 10 mulheres de idades entre 19 e 58 anos, as vítimas relataram que só compreenderam meses ou até anos depois que haviam sofrido uma violência. Algumas afirmaram que apenas ao participar da pesquisa descobriram que a prática tinha um nome. Segundo os autores, essa dificuldade para identificar o ocorrido contribui diretamente para a invisibilidade do problema. O artigo, publicado em 2025, reforça essa avaliação ao afirmar que a prática continua amplamente subnotificada e cercada por lacunas legais e institucionais, defendendo políticas específicas de prevenção, acolhimento e responsabilização. Um estudo australiano de 2018 encontrou um dado que ilustra essa baixa procura por mecanismos formais de denúncia: apesar do sofrimento relatado, apenas cerca de 1% das pessoas que sofreram stealthing informou ter comunicado o caso à polícia. Os pesquisadores também observaram que quem já havia vivenciado a situação tinha menos probabilidade de classificá-la como agressão sexual do que participantes que nunca haviam passado por esse tipo de experiência. Busca por contracepção de emergência foi frequente, mas nenhuma procurou PEP O estudo qualitativo de Ferrari destacou que, após perceberem que haviam mantido uma relação sexual desprotegida, seis das dez entrevistadas disseram ter recorrido à contracepção de emergência, conhecida como pílula do dia seguinte. Algumas relataram efeitos adversos após o uso do medicamento, como dores intensas, cólicas, vômitos e sensibilidade nas mamas. Outras optaram por não utilizar a medicação porque afirmaram que o parceiro não havia ejaculado ou porque já estavam na menopausa. Mas um resultado que chamou a atenção dos pesquisadores foi o fato de nenhuma das entrevistadas ter buscado a profilaxia pós-exposição (PEP), tratamento indicado para reduzir o risco de infecção pelo HIV após uma exposição sexual de risco, quando iniciado em até 72 horas. No estudo quantitativo do mesmo autor, apenas 2,4% das 2.275 mulheres entrevistadas buscaram simultaneamente a contracepção de emergência e a PEP. Ferrari destaca que esse foi um dos resultados que mais chamou atenção em seu estudo e não é possível afirmar que isso ocorreu exclusivamente por falta de informação. Porém, esse resultado sugere que existem barreiras importantes ao acesso, ao reconhecimento do risco ou ao próprio entendimento de que o stealthing configura uma situação que merece atenção imediata dos serviços de saúde. Uma hipótese é que muitas vítimas sequer reconheçam, naquele momento, que sofreram uma violência sexual. Se a pessoa interpreta o ocorrido apenas como uma experiência desagradável, uma quebra de confiança ou uma atitude irresponsável do parceiro, é menos provável que procure atendimento de urgência, segundo o pesquisador. Outra possibilidade é o desconhecimento sobre a existência da PEP ou sobre o curto intervalo de tempo disponível para seu início, acrescenta. O pesquisador destaca também que, no Brasil, 65% das prescrições de PEP são para homens e 35% para mulheres, de acordo com dados do governo federal. Este dado demonstra de forma evidente a diferença de gênero nessa busca por profilaxia. “Mais do que uma questão de desconhecimento individual, esse fenômeno aponta para um desafio de saúde pública: ampliar o acesso à informação e garantir que mulheres também reconheçam a PEP e a PrEP como estratégias legítimas de prevenção quando indicadas”, destaca Ferrari. O pesquisador defende ainda que profissionais da atenção básica, das unidades de pronto atendimento e dos serviços especializados em violência sexual precisam estar preparados para reconhecer o stealthing como uma possível situação de exposição sexual de risco, acolher a vítima sem julgamento e orientar adequadamente sobre as medidas disponíveis. O que os estudos mostram sobre a frequência da prática As pesquisas analisaram populações diferentes e, por isso, seus resultados não podem ser comparados diretamente nem extrapolados para a população em geral. Em um estudo australiano realizado com 2.883 mulheres e 3.439 homens em uma clínica pública de saúde sexual, 32% das mulheres e 19% dos homens que fazem sexo com homens relataram já ter sofrido stealthing. Os autores ressaltam que se trata de uma população atendida em um serviço especializado, considerada de maior risco. Já uma pesquisa conduzida nos Estados Unidos com 626 homens jovens identificou que 9,8% admitiram ter retirado o preservativo sem o consentimento da parceira ao menos uma vez desde os 14 anos de idade. Entre eles, mais de 40% disseram ter repetido esse comportamento três vezes ou mais. Uma revisão da literatura citada em um artigo publicado na revista Sexes, em 2025, encontrou prevalências variando entre 7,9% e 43% entre mulheres e de 5% a 19% entre homens, indicando que a prática aparece em diferentes contextos estudados. Homens que admitiram a prática apresentaram outros fatores associados Um estudo norte-americano publicado em 2019 também investigou características dos participantes que admitiram retirar o preservativo sem consentimento. Segundo a pesquisa, esses homens apresentavam maior frequência de diagnóstico prévio de IST, maior ocorrência de gravidez não planejada em parceiras, maior hostilidade em relação às mulheres e histórico mais grave de agressão sexual. Após ajustes estatísticos, hostilidade contra mulheres e histórico de agressão sexual permaneceram associados ao comportamento. A autora também alerta que muitas vítimas podem sequer perceber, durante a relação, que o preservativo foi retirado, deixando de procurar medidas preventivas precoces, como contracepção de emergência ou profilaxias indicadas após exposições de risco. Falta de acolhimento aparece como desafio O estudo de Ferrari, conduzido no Brasil, identificou outro aspecto recorrente: a dificuldade de obter acolhimento em hospitais, delegacias, unidades de saúde e serviços jurídicos. As entrevistadas relataram ter enfrentado julgamentos, dúvidas sobre seus relatos e até desestímulo para denunciar devido à dificuldade de comprovação. Os pesquisadores classificam esses relatos como exemplos de violência institucional e defendem maior capacitação de profissionais da saúde e do sistema de Justiça. Pesquisadores propõem que universidades criem políticas específicas para reconhecer o stealthing, estabeleçam canais acessíveis de denúncia, promovam campanhas permanentes sobre consentimento e ofereçam apoio médico, psicológico e jurídico às vítimas. O consentimento tem condições Um dos principais consensos encontrados entre os estudos é que o consentimento concedido para uma relação sexual não é irrestrito. Os pesquisadores definem o stealthing como a retirada proposital do preservativo ou a não utilização dele, apesar de previamente acordado, sem o conhecimento ou consentimento da outra pessoa. Nessa interpretação, a relação sexual aceita era aquela que ocorreria com preservativo. Quando uma das partes altera essa condição durante o ato, modifica unilateralmente os termos sob os quais o consentimento foi concedido. No estudo qualitativo de Ferrari, conduzido pela Fiocruz e pela Universidade do Porto, 10 mulheres relataram que a relação havia começado com preservativo e que existia consenso prévio sobre seu uso. Para os autores, consentir com uma relação protegida "não significa consentir para uma relação desprotegida", razão pela qual a retirada não autorizada do preservativo rompe esse acordo e caracteriza violência sexual. A mesma interpretação aparece no artigo jurídico publicado na Columbia Journal of Gender and Law. A autora sustenta que consentir ao contato sexual com preservativo é diferente de consentir ao contato direto sem ele. Sob essa perspectiva, retirar a camisinha altera o próprio ato sexual e exigiria um novo consentimento. Já o artigo publicado em 2025 na revista Sexes afirma que o consentimento para uma relação com preservativo "não pode ser interpretado como consentimento para uma relação sem proteção", resumindo um entendimento que vem ganhando força em diferentes países. Quando as vítimas são homens gays, a prática é chamada de stealth breeding Ferrari publicou também uma pesquisa quantitativa com 601 homens gays cisgênero, de todas as regiões brasileiras, que haviam vivenciado a retirada não consentida do preservativo — denominada stealth breeding nesse contexto. Entre eles, 421 procuraram a PEP 180 não a procuraram; mais da metade relatou uma infecção sexualmente transmissível após o episódio. 70% dos homens gays pesquisados procuraram a PEP O último dado mostra um contraste relevante com os dados das mulheres, pois apenas 2,4% das mulheres relataram acesso à PEP, após esse tipo de violência. O que os pesquisadores defendem Apesar das diferenças metodológicas, as pesquisas convergem em alguns pontos. Os autores defendem que o stealthing seja reconhecido como uma violação do consentimento sexual; que profissionais de saúde passem a abordar o tema durante os atendimentos; que haja maior conscientização pública para que vítimas reconheçam a prática; e que políticas institucionais e jurídicas avancem para ampliar prevenção, acolhimento e responsabilização. Segundo Ferrari, os relatos dos participantes mostram que o principal desafio não é apenas reconhecer o stealthing como uma forma de violência sexual, mas fazer com que esse reconhecimento ocorra também nas instituições responsáveis pelo acolhimento. “Quando profissionais da saúde, da segurança pública ou do sistema de Justiça desconhecem essa prática, aumenta o risco de que a vítima seja desacreditada, responsabilizada pelo ocorrido ou tenha suas necessidades de cuidado negligenciadas”, afirma. No sistema de Justiça, os pesquisadores defendem ampliação da capacitação de policiais, delegados, peritos, promotores e magistrados sobre o conceito de consentimento sexual. Isso porque muitas vítimas relatam que não foram levadas a sério porque os profissionais da Justiça mencionaram que havia existido um consentimento inicial para a relação sexual. Em conjunto, os estudos indicam que a retirada da camisinha sem consentimento não representa apenas uma mudança no uso de um método de proteção. Para os pesquisadores, ela altera as condições sob as quais o consentimento foi concedido e produz consequências que podem atingir a saúde sexual, reprodutiva, mental e a autonomia das vítimas. “A responsabilidade é de quem rompeu o acordo e retirou o preservativo sem consentimento. A vítima não deveria ter que vigiar, prever ou impedir uma decisão tomada deliberadamente por outra pessoa. Se algo dentro de você diz que seus limites foram desrespeitados, esse sentimento merece ser levado a sério. Você tem direito a informação, cuidado, acolhimento e proteção”, destaca Ferrari. * Claudia A é o nome fictício da vítima de stealthing entrevistada para esta reportagem. A vítima solicitou a mudança para não se expor.

  21. Após o anúncio do novo tarifaço de Donald Trump às exportações brasileiras, o governo federal começou a recalibrar as estratégias para responder à ofensiva dos Estados Unidos contra o Brasil. O Palácio do Planalto tem como decisão política já tomada a adoção da Lei da Reciprocidade contra os EUA. Segundo interlocutores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o governo deve iniciar os trâmites para acionar a lei nos próximos dias. Representantes de setores atingidos pela nova tarifa de 25% reagem à decisão ➡️ A lei brasileira, aprovada por unanimidade no Congresso Nacional e sancionada por Lula em 2025, permite que o governo brasileiro adote medidas de retaliação contra países ou blocos econômicos que apliquem barreiras comerciais, legais ou políticas contra o Brasil. Nas palavras de um auxiliar de alto nível da diplomacia brasileira, o governo federal estuda "cirurgicamente" os setores norte-americanos para evitar que a aplicação da Lei da Reciprocidade contra os EUA acabe sendo um "tiro no pé" e prejudique o próprio país. ➡️ O Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês) confirmou a proposta de um novo "tarifaço" com uma extensa lista de itens isentos. A medida entra em vigor em 22 de julho, próxima quarta-feira. 🔎A decisão é resultado de uma investigação comercial do USTR que levou um ano, com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, mecanismo que permite ao governo americano apurar e combater possíveis barreiras comerciais em outros países. LEIA TAMBÉM: Tarifaço deve atingir 36,5% das exportações do agro para os EUA, diz CNA Em um primeiro levantamento preliminar, o governo brasileiro identificou que é possível aplicar medidas contra o setor audiovisual e patentes farmacêuticas, conforme divulgado pela Reuters e confirmado pelo g1. O processo para a aplicação da Lei de Reciprocidade pode ser demorado, mas a avaliação dentro do governo é que tudo depende de como os setores vão reagir, sobretudo as cadeias afetadas. Operação de transporte de cargas em porto Bruno Leão/ Sedecti Ajuda aos setores O governo iniciou nesta sexta-feira (17) as consultas aos setores prejudicados pelo novo tarifaço de Trump e estuda como o Estado pode ajudar efetivamente a diminuir os impactos no país. O presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Ricardo Alban, se reuniu com o vice-presidente Geraldo Alckmin e com o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior Márcio Rosa. Segundo nota divulgada pela CNI, durante a conversa, foi proposta a formação de um grupo para discutir uma versão da política industrial Nova Indústria Brasil (NIB). LEIA TAMBÉM: Alckmin diz que empresas afetadas pelo tarifaço terão ajuda e reciprocidade contra EUA será usada em 'momento adequado' "O intuito é apresentar uma alternativa para o novo tarifaço norte-americano que vai atingir 26,2% das exportações brasileiras para os Estados Unidos com tarifa adicional de 25%. A tarifa anunciada afeta US$ 11 bilhões em exportações brasileiras", diz a CNI. Na quinta-feira (16), Alckmin anunciou que o governo federal terá um programa para ajudar empresas prejudicadas com a nova taxa de 25% que o governo dos Estados Unidos anunciou sobre produtos brasileiros. O Plano "Brasil Soberano", implementado no ano passado no contexto das primeiras tarifas contra o Brasil, irá atender os setores atingidos. Na próxima semana, o governo deve começar rodadas de conversas para ouvir as demandas de cada setor afetado. Diversificação de mercado A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), autarquia ligada ao governo federal, prepara um programa de diversificação de mercados voltado, principalmente, para os setores afetados pelas novas tarifas dos Estados Unidos e aos beneficiados pelo acordo entre Mercosul e União Europeia. O plano, que deve ser lançado no início de agosto, contará com investimento de R$ 130 milhões e será desenvolvido em parceria com o setor privado. Países da Ásia Central, como Cazaquistão e Uzbequistão, também estão entre os mercados considerados estratégicos. Segundo interlocutores, o governo brasileiro também conversa com Japão, Canadá e Emirados Árabes para que parte da produção que não vai mais para os EUA possa ser realocada para outros mercados.

  22. Mulheres sentam-se ao lado de uma faixa com os dizeres "Matem Trump" em inglês, durante um comício pró-governo na sexta-feira, 17 de julho de 2026, em Teerã, Irã AP/Vahid Salemi Os Estados Unidos atacaram pontes no Irã, e Teerã respondeu atacando uma usina de energia e dessalinização no Kuwait nesta sexta-feira (17). A troca de agressões é o mais recente capítulo de uma nova escalada militar após o fracasso do cessar-fogo assinado entre os dois países em junho. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp No mar, onde o conflito renovado voltou a interromper o abastecimento de energia proveniente do Golfo Pérsico, fuzileiros navais dos EUA abordaram um petroleiro próximo ao Estreito de Ormuz. Homens armados apreenderam outra embarcação ao largo do Iêmen, gerando preocupação com a segurança no outro grande ponto de estrangulamento do Oriente Médio para o transporte de petróleo, na foz do Mar Vermelho. A agência de notícias semioficial iraniana Tasnim informou na noite desta sexta-feira que a marinha da Guarda Revolucionária havia “atacado” um navio com bandeira tailandesa que tentava atravessar o Estreito de Ormuz. A agência não forneceu mais detalhes. Agora no g1 Testando limites Washington e Teerã vêm testando os limites da escalada desde que seu acordo de cessar-fogo fracassou na semana passada, aumentando a possibilidade de um à guerra aberta vivida entre março e abril. Após relatos da escalada nesta sexta-feira, os preços de referência do petróleo bruto Brent subiram 3% e estavam a caminho de um terceiro ganho semanal consecutivo, exercendo pressão política sobre o presidente dos EUA, Donald Trump, antes das eleições legislativas de novembro. Trump ameaçou lançar ataques aéreos em grande escala contra a infraestrutura do Irã e também se recusou a descartar um ataque terrestre na costa ou nas ilhas do Irã. Autoridades norte-americanas afirmaram que os ataques ao sul do Irã têm como objetivo, em parte, oferecer opções a Trump. Tais medidas correm o risco de provocar uma escalada por parte do Irã, que poderia atingir a infraestrutura vital de países vulneráveis do Golfo, ou fazer com que seus aliados no Iêmen perturbem ainda mais o abastecimento global de energia ao atacar navios no Mar Vermelho. Mohsen Rezaei, assessor do líder supremo do Irã, alertou nesta sexta-feira contra uma escalada por parte dos EUA ou qualquer tentativa de ocupar território iraniano. “Se os ataques dos EUA continuarem por mais alguns dias, entraremos em uma fase de operações ofensivas em grande escala”, disse Rezaei, ex-comandante sênior da Guarda Revolucionária, à televisão estatal. ONU expressa preocupação O secretário-geral da ONU, António Guterres, mostrou-se preocupado com a escalada, particularmente com os “ataques à infraestrutura civil no Irã e em toda a região”, disse seu porta-voz. O Comando Central Militar dos EUA havia informado anteriormente que seus alvos incluíam “infraestrutura logística militar”, a primeira vez que mencionou infraestrutura em mais de uma semana. Nos últimos ataques, o Comando Central informou que retomou os ataques ao Irã pela sétima noite consecutiva. “Os ataques têm como objetivo continuar a enfraquecer as capacidades militares iranianas, sob orientação do comandante-em-chefe”, afirmou o comunicado divulgado no X. Pouco depois, a mídia iraniana noticiou explosões ouvidas ou ataques realizados nas cidades de Sirik, Ahvaz e Yazd. A mídia estatal iraniana havia informado mais cedo que pelo menos cinco pontes foram atingidas no sul. Sete pessoas teriam morrido em ataques a pontes no porto de Bandar Khamir, no sul do país, onde a estação ferroviária também foi atingida. Um aeroporto teria sido atingido mais a leste e longe da costa, em Iranshahr, em uma província na fronteira com o Paquistão. Vídeos verificados pela Reuters mostraram escombros, grades quebradas e um veículo danificado em uma ponte destruída em Bandar Khamir. Um dos vídeos mostrava um incêndio. O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, afirmou que três moradores foram mortos enquanto atravessavam a ponte de Bandar Khamir, acrescentando que o Irã não permitiria que o sangue deles “fosse derramado em vão”. Contra-ataque a bases americanas O Irã anunciou ataques a países do Golfo que abrigam bases aéreas dos EUA, incluindo Barein, Catar e Kuweit, além de um navio norte-americano no norte do Oceano Índico. A Marinha iraniana disparou um míssil de cruzeiro terra-mar contra o que chamou de navio hostil dos EUA no norte do Oceano Índico, informou a agência de notícias estatal Irna nesta sexta-feira. O Exército iraniano afirmou que o lançamento do míssil causou “medo e pânico” e forçou o navio a se afastar do alcance da Marinha iraniana. Autoridades do Kuwait informaram que uma das usinas de geração de energia e dessalinização de água do país foi atingida por um ataque iraniano, causando danos, um incêndio e a interrupção de um grande número de unidades de geração de eletricidade. Os ricos Estados árabes do Golfo Pérsico dependem de usinas que produzem eletricidade e removem o sal da água do mar para tornar habitáveis suas cidades no deserto. Quando o Irã atingiu uma usina de dessalinização do Kuweit em 30 de março, isso foi visto como uma grande escalada. O Exército do Kuwait informou que estilhaços causaram danos materiais em vários locais, mas não houve vítimas, enquanto soldados ficaram feridos em ataques com drones iranianos a instalações do Exército. O país vinha enfrentando ataques com mísseis balísticos e drones desde o amanhecer, e os militares os  interceptaram, informou o Exército. O acordo provisório do mês passado para pôr fim à guerra ruiu desde 7 de julho, quando o Irã atacou navios no Estreito de Ormuz e os Estados Unidos responderam com ataques aéreos. Desde então, o Irã anunciou o fechamento do estreito, e Washington restabeleceu seu próprio bloqueio aos portos iranianos.

  23. Menina emociona ao falar da saudade da mãe durante Festa do Carmo, no Recife A repórter Bianka Carvalho, da TV Globo, disse que chorou depois da entrevista com a criança que se emocionou ao falar sobre a saudade da mãe, que morreu recentemente, durante a cobertura da festa de Nossa Senhora do Carmo, padroeira do Recife (veja vídeo acima). Em entrevista à GloboNews, a jornalista contou que estava trabalhando desde as 5h quando encontrou a menina Antonela, de 8 anos (saiba mais abaixo). O momento viralizou pela sensibilidade da jornalista e pela conexão entre as duas durante a conversa, exibida ao vivo no NE1 de quinta-feira (16). Feriado municipal, a data reúne milhares de fiéis todo ano na Basílica do Carmo, no Centro da cidade. ✅ Receba as notícias do g1 PE no WhatsApp O luto é ruim em qualquer idade, imagina para uma criança entender o que está passando. A mãezinha dela morreu no dia 11 de maio. Ela fez aniversário pouco depois, 8 anos, como ela diz aí na entrevista: 'Fiz 8 anos sem a minha mãezinha'. Gente, foi tão impactante que demorou muito para a ficha cair, e a ficha foi caindo enquanto eu elaborava e ela também elaborava o que estava sentindo Na entrada ao vivo, Antonella contou para Bianka que a mãe dela faleceu em maio e disse que rezava para Nossa Senhora do Carmo protegê-la. "Eu já nem conseguia mais ouvir o retorno de quem estava no controle dizendo o tempo que eu tinha. Eu entrei completamente no universo daquela menina que estava sofrendo por uma perda que é a maior que alguém pode ter na vida", afirmou a repórter. Em conversa com a apresentadora Júlia Duailibi e o jornalista Octavio Guedes, Bianka disse, ainda, que não imaginava o que a menina ia dizer quando a abordou durante a celebração religiosa. "A minha surpresa e o tempo para que eu me recompusesse na hora — aquele tempo que a gente leva para entender e digerir o que está acontecendo — foi o tempo também que ela precisava para elaborar em voz alta o que ela estava sentindo", contou. A repórter declarou também que ficou encantada com Antonella. "Essa menina é muito especial. Quando acabou a entrevista — uma hora ela tem que acabar —, eu tinha que chamar uma outra reportagem. Estava destruída. Eu chorei tanto", disse. Bianka falou, ainda, sobre a repercussão do vídeo e da vontade das pessoas de ajudar e acolher a criança. "Ela tem uma rede de apoio que está cuidando dela. E eu estava ali querendo ser mais uma, sabe? Vontade de pegar no colo e dizer: 'senta aqui, Antonella. Mundo, pelo amor de Deus, pega leve com essa menina que ela já sofreu demais'", afirmou. Veja entrevista completa no vídeo abaixo: Menina de 8 anos emociona ao falar de mãe que faleceu  Emoção em entrevista Menina emociona ao falar de saudade da mãe durante Festa do Carmo, no Recife A garota acompanhava a celebração religiosa quando foi abordada pela jornalista na Basílica do Carmo, no bairro de Santo Antônio, Centro da cidade (veja vídeo acima). As imagens viralizaram na internet, emocionando o público em todo o país. "Fiz 8 anos e não vi minha mãezinha porque minha mãezinha está no céu. A minha família me apoia, mas ainda sinto saudades da minha mãe. Eu quero muito ter uma mamãe, não pode substituir, mas a irmã da minha mãe, ela é minha mãe. Eu tenho duas mães que me protegem", contou. Antonela disse que sente muita falta da mãe, mas afirmou acreditar que ela continua olhando pela filha em todos os momentos. A menina também contou que conversa com a mãe por meio das orações, como fez durante a Festa do Carmo. "A minha mãe está me vendo em todos os lugares. Na escola, minha mãe está me vendo aqui. Mesmo eu não vendo ela, ela me vê. Eu sinto a saudade dela porque ela é a minha mãe. Eu queria dar um abraço nela, eu queria falar com ela, mas eu não consigo. Eu consigo orar, eu consigo falar com ela orando", disse a menina. Menina emociona ao falar de saudade da mãe durante Festa do Carmo, no Recife Reprodução/TV Globo VÍDEOS: mais vistos de Pernambuco nos últimos 7 dias

  24. Entenda o que é o 'banho de óleo', que provocou a morte de engenheiro no Paraná O chamado "banho de óleo" é um ritual tradicional realizado em diversas escolas de aviação no Brasil para celebrar marcos importantes na formação de pilotos, como a realização do primeiro voo solo. A prática voltou ao centro das atenções após a morte do engenheiro Gustavo Henrique Lara, de 27 anos, que sofreu uma grave reação alérgica depois de participar da cerimônia em Ponta Grossa, no Paraná. Segundo a Polícia Civil, Gustavo recebeu um banho com óleo usado em motores de aeronaves após concluir uma etapa da formação. O aluno passou mal logo em seguida, sofreu uma reação anafilática — a forma mais grave de reação alérgica — e morreu no hospital. O caso é investigado. ✅ Siga o g1 Ponta Grossa no WhatsApp O que é o 'banho de óleo'? Ao g1, Andrea Bon, ex-comissária de bordo por 12 anos e proprietária da escola de aviação civil TO FLY, explica que a tradição funciona como um "batismo" na carreira de piloto. Após atingir um marco considerado importante, o aluno recebe um banho com óleo de motor de aeronave, normalmente aplicado por instrutores ou colegas, como forma de comemorar a conquista. Nas redes sociais há vários registros do costume de dar 'banho de óleo' em novos pilotos de avião Reprodução / TikTok Casio.Lucy / YouTube Mamãe Piloto / Instagram Micaely The Pilot A prática é mais conhecida após o primeiro voo solo, quando o estudante decola e pousa sozinho pela primeira vez, mas também pode ocorrer em outras etapas da formação. "Geralmente acontece quando a pessoa alcança algo novo na carreira. No caso dos pilotos, é comum após o primeiro voo solo ou quando mudam de categoria, como a passagem de piloto privado para piloto comercial. Entre os mecânicos também existe essa tradição", afirmou. Segundo Andrea, apesar de ainda existir em alguns aeroclubes, o "banho de óleo" também é alvo de críticas de pilotos e especialistas. "Atualmente, essa prática tem sido bastante condenada pelas autoridades aeronáuticas. Quando acontece, costuma ser de forma mais discreta. Os óleos utilizados nos motores contêm componentes químicos que podem causar dermatites, reações alérgicas e outros problemas de saúde. É uma tradição, mas que também apresenta riscos." Ela afirma que não participou de uma cerimônia desse tipo durante o período em que trabalhou na aviação comercial. "Entrei na TAM, atual LATAM, em 2005. Por ser uma empresa grande e consolidada, essa prática já não acontecia. Mas, conversando com pessoas de aeroclubes e escolas de aviação, sabemos que ela ainda existe em alguns lugares." Aluno que morreu após ritual com banho de óleo de motor em escola de aviação do Paraná teve grave reação alérgica, diz Samu Aluno de escola de aviação morre após ritual de 'banho de óleo' no PR Tradição aparece em vídeos nas redes sociais Nas redes sociais, o ritual é frequentemente registrado por pilotos e criadores de conteúdo ligados à aviação. Em um vídeo publicado pelo canal Mamãe Piloto, por exemplo, a influenciadora mostra o "batismo" de uma piloto após uma etapa da formação. Na descrição da publicação, explica que o momento faz parte da tradição da aviação. Além do Brasil, há registros da tradição em fóruns, redes sociais e canais especializados em aviação de outros países, como Colômbia e Estados Unidos, onde pilotos compartilham vídeos e relatos de cerimônias semelhantes para marcar o primeiro voo solo e outras conquistas na formação. O que aconteceu no Paraná Segundo a investigação, Gustavo Henrique Lara participou do ritual na noite de quinta-feira (16), após concluir uma etapa da formação aeronáutica. Depois do banho de óleo, ele apresentou um grave comprometimento de saúde. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) informou que o aluno sofreu uma reação anafilática, seguida de uma crise convulsiva e três paradas cardiorrespiratórias. As duas primeiras foram revertidas, mas ele não resistiu à terceira. O instrutor responsável por jogar a substância foi preso em flagrante por suspeita de homicídio culposo, quando não há intenção de matar, e liberado após pagamento de fiança. A Polícia Civil investiga a composição do óleo utilizado, a quantidade aplicada, as regiões do corpo atingidas e se há relação entre o ritual e a morte do aluno. Gustavo Henrique Lara Redes sociais A escola de aviação informou, em nota, que o ritual ocorreu fora das dependências do centro de instrução, manifestou solidariedade à família da vítima e disse que vai colaborar com as investigações. Em nota, o Centro de Instrução de Aviação Civil (CIAC) do Aeroclube de Ponta Grossa manifestou pesar pelo falecimento do aluno. Riscos à saúde Após a morte de Gustavo, a discussão sobre o ritual ganhou força na comunidade aeronáutica. Especialistas ouvidos pelo g1 defendem que o simbolismo da tradição pode ser preservado sem o uso de óleo de motor, substituindo a prática por alternativas como banho de água ou outras formas de celebração. A dermatologista Rafaela Salvato, da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), alerta que o principal problema é que o produto utilizado nesses rituais foi desenvolvido para funcionamento de motores aeronáuticos, e não para contato com o corpo humano. "O óleo de motor aeronáutico é um produto industrial, formulado para suportar temperatura e atrito dentro de uma máquina, não para tocar tecido vivo." A médica acrescenta que o maior temor é justamente a possibilidade de uma reação alérgica grave e imprevisível. Segundo ela, a anafilaxia não depende da quantidade de produto utilizada e pode ocorrer mesmo em pessoas sem qualquer histórico conhecido de alergias. Salvato destaca ainda que o próprio contexto do ritual pode dificultar o reconhecimento dos primeiros sinais de uma emergência médica. O que diz a Anac Em nota, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) lamentou a morte de Gustavo Henrique Lara e afirmou que produtos químicos aeronáuticos, como óleos e lubrificantes de aviação, não devem, em hipótese alguma, entrar em contato com a pele, conforme orientam os próprios rótulos desses materiais. A agência alertou que o uso desses produtos em rituais de celebração traz riscos à saúde e pode, inclusive, levar à morte. A Anac também pediu que escolas de aviação, aeroclubes e demais organizações de instrução revejam esse tipo de tradição. Segundo a agência, a segurança deve ser sempre a prioridade na aviação e qualquer celebração precisa ser realizada de forma responsável, sem expor alunos, instrutores ou terceiros a riscos. LEIA TAMBÉM: Céu Azul: Professora de berçário é presa suspeita de mandar fotos íntimas de bebês Imagens: Trabalhadores encontram caminhonete enterrada durante obra de prefeitura Crime: Dedetizador furta cartão de freiras após encontrá-lo com senha anotada VÍDEOS: Mais assistidos do g1 Paraná Leia mais notícias no g1 Paraná.

  25. Baiano aprovado na USP compartilhou dificuldades após acidente O jovem Wesley de Jesus Batista, que alcançou o primeiro lugar no curso de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), neste ano, foi parar em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) após sofrer complicações em uma cirurgia. O procedimento, realizado na segunda-feira (13), tinha como objetivo tratar sequelas de uma lesão no joelho esquerdo, sofrida pelo estudante de 23 anos durante jogos universitários. O acidente aconteceu em abril deste ano, quando o baiano ainda estava cursando o primeiro semestre. Pouco depois de sofrer a lesão, Wesley chegou a publicar uma foto em um hospital de Salvador, contando que precisaria se afastar das atividades diárias e que preferiu voltar para a cidade natal para ficar com família. (Assista acima) 📲 Clique aqui e entre no grupo do WhatsApp do g1 Bahia O estudante recebeu alta depois disso e voltou para São Paulo, passando a usar muletas para se locomover, mas precisou de novos procedimentos. A cirurgia aconteceu na capital paulista. Jovem contou sobre cirurgia nas redes sociais Redes sociais Em nota publicada nas redes sociais na quinta (16), três dias depois do procedimento, os familiares de Wesley explicaram que a operação deveria durar entre três e quatro horas, mas se estendeu para quase 10 horas, devido às complicações. Na madrugada de terça (14), horas após a cirurgia, o jovem passou mal e precisou ser levado para a área de atenção médica, onde permanece, sem previsão de alta. Ainda segundo a nota publicada, o jovem está usando balão de oxigênio, porém se encontra estável. "Houve intercorrências após a cirurgia e ele precisou ser levado às pressas para a UTI devido a dificuldades respiratórias, aumento de pressão arterial e taquicardia", informou a nota. Jovem aprovado em 1º lugar em medicina na USP usou muletas após acidente em jogo universitário Reprodução/Redes Sociais 1º lugar na USP Wesley ficou conhecido após publicar nas redes sociais um vídeo que mostra o momento em que descobriu que passou na universidade. (Assista abaixo) Filho de um pedreiro e de uma empregada doméstica, o jovem emocionou os pais com a aprovação, pois é o primeiro da família a chegar ao ensino superior. Ele foi selecionado pelo Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). "As emoções estão à flor da pele. A incredulidade veio, ela bateu, mas depois que eu vi o resultado e vi que era realmente eu que estava na lista, fiquei em choque. Não esperava que tivesse toda essa repercussão!", disse em entrevista ao g1. Morador do bairro de Águas Claras, na periferia de Salvador, o estudante decidiu ser médico devido a problemas de saúde na infância. Segundo ele, a profissão ficou marcada em sua vida pela importância social do trabalho. Jovem da periferia de Salvador é primeiro colocado em Medicina na USP pelo Enem "Nesse vai e vem para o hospital e no contato com essas pessoas de jaleco branco, eu comecei a internalizar a importância dessa profissão. A partir dessa vivência eu comecei a vislumbrar a medicina e me ver profissionalmente realizado [nela]", disse ele, em entrevista ao g1 na época. Chegar até o primeiro lugar não foi simples: sem computador em casa e apenas com os livros didáticos da escola, o rapaz só tinha um celular antigo como ferramenta para acessar aulas e conteúdos de estudo. O baiano contou ao portal que acordava às 5h, diariamente, para estudar, e afirmou que estendia o tempo na escola, para utilizar o computador ou realizar simulados do exame. O esforço rendeu notas máximas em três das quatro áreas avaliadas no Enem, acertando todas as questões de matemática, ciências humanas e ciências da natureza. Jovem da periferia de Salvador foi o primeiro colocado em Medicina na USP pelo Enem Reprodução/Redes sociais LEIA TAMBÉM: Estudante de Salvador de 17 anos conquista 1º lugar em Medicina na USP, um dos cursos mais concorridos do país Estudante de escola pública do interior da BA é aprovada em 7 universidades norte-americanas Estudante da Bahia que tirou nota mil na redação do Enem revela como se preparou para a prova em oito meses Veja mais notícias do estado no g1 Bahia. Assista aos vídeos do g1 e TV Bahia 💻

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