Enviar uma pergunta? CLICK AQUI
Seg - Sexta: 7:30 - 17:00
Sáb-Dom Fechado
3262 7482 - 3262 7483
16 99781 3817
16 99742 1727
Rua Barão do Rio Branco, 347 - Centro
Itápolis/SP

G1 GLOBO (Tudo Diário)

Últimas notícias do Brasil e do mundo, sobre política, economia, emprego, educação, saúde, meio ambiente, tecnologia, ciência, cultura e carros. Vídeos dos telejornais da TV Globo e da GloboNews.

  1. PIB cresce, mas brasileiro ainda aperta o cinto O Brasil fechou 2025 com o PIB em alta de 2,3%, desemprego no menor nível da história e renda média recorde. Ainda assim, o endividamento segue elevado — e o cartão de crédito continua concentrando uma boa parte das dívidas no país. Dados da Recovery, obtidos pelo g1 em primeira mão, mostram que ao menos 19 milhões de brasileiros tinham dívidas no cartão de crédito no ano passado. Isso porque o levantamento considera a base da empresa, que tem 34 milhões de brasileiros com dívidas administradas. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Apesar de um leve recuo de 2% em relação a 2024, a modalidade continua, com ampla vantagem, no topo da lista das que mais concentram inadimplência no país. A dimensão do endividamento sob gestão da empresa ajuda a entender o cenário: ⏰ São mais de 80 milhões de débitos em atraso em 2025; 🤝 6 milhões de dívidas renegociadas e transformadas em acordos; 👤 Apenas 193 mil registros têm origem em empresas — a maior parte é de pessoas físicas. Além disso, a distribuição regional das dívidas também chama atenção: São Paulo: cerca de 4,4 milhões de endividados no cartão; Rio de Janeiro: aproximadamente 2,4 milhões; Bahia: cerca de 1,4 milhão. Outras modalidades de crédito também ficaram mais pressionadas. As dívidas ligadas a empréstimos e cheque especial cresceram cerca de 7% no ano passado, passando de 12,7 milhões para 13,5 milhões de registros. Nesse grupo, os maiores volumes estão no Sudeste: São Paulo: aproximadamente 3,8 milhões; Rio de Janeiro: 1,6 milhão; Minas Gerais: 1,2 milhão. Mulher checando informações do cartão de crédito Reprodução Freepik Inflação, juros e inadimplência O avanço da inadimplência ocorre em um ambiente de crédito mais caro. Em 2025, o Banco Central elevou a taxa básica de juros em 2,25 pontos percentuais, levando-a a 15% ao ano — o maior patamar em quase duas décadas. Isso significa que tomar dinheiro emprestado ficou mais caro. O rotativo do cartão, os parcelamentos e os empréstimos passaram a pesar mais no orçamento, dificultando a reorganização das finanças de quem já estava com contas em atraso. 📈 A inflação oficial, medida pelo IPCA, fechou o ano em 4,26%, o melhor resultado desde 2018. Ainda assim, isso não significa queda de preços, mas apenas um ritmo menor de reajustes. Para muitas famílias, o orçamento continuou apertado. Como o g1 mostrou, o consumo das famílias cresceu apenas 1,3% em 2025, bem abaixo do avanço de 5,1% registrado em 2024. Mesmo com desemprego em mínima histórica e rendimento médio recorde, as compras passaram a depender quase exclusivamente da renda do trabalho, sem estímulos extras. LEIA TAMBÉM: 'O dinheiro aumenta, mas não dá para comprar nada': por que o brasileiro não sente a melhora da economia? PIB do Brasil cresce 2,3% em 2025, diz IBGE Nesse cenário, o cartão de crédito acaba funcionando como uma solução imediata para fechar as contas do mês — mas pode se transformar rapidamente em uma dívida de longo prazo, especialmente quando há atraso e incidência de juros elevados. Helena Passos, head de Dados e Planejamento na Recovery, ressalta que o momento exige cautela. “Para milhões de brasileiros endividados, 2026 será crucial para a reconstrução financeira", afirma. Segundo ela, o cenário demanda maior foco em educação financeira, uma abordagem consciente na renegociação de dívidas e a implementação de políticas que incentivem a retomada responsável do crédito, evitando, assim, a repetição do ciclo do superendividamento. A especialista também aponta uma mudança no perfil das renegociações, cada vez mais concentradas nos canais digitais. “Atualmente, 77% das negociações feitas na Recovery acontecem nesses canais, o que reforça o avanço da transformação digital no mercado de cobrança.”

  2. Corpo de 3º ciclista vítima de atropelamento em rodovia é velado no RS O ciclista Isac Emanuel Ribeiro da Silva, de 35 anos, morto após ser atropelado na RS‑115, em Três Coroas, havia oficializado ainda em vida a vontade de ser doador, o que facilitou para a família seguir adiante com a doação. O atropelamento, que aconteceu no último dia 21, também vitimou a esposa de Isac, Clarissa Felipetti, e a amiga Fernanda Barros. As duas mulheres morreram no local do acidente, já o homem foi encaminhado ao hospital, mas não resistiu aos ferimentos. 📲 Acesse o canal do g1 RS no WhatsApp Isac teve a morte cerebral confirmada e, segundo o Colégio Notarial do Brasil, o registro prévio realizado por ele foi apontado pelos familiares como determinante para seguir adiante com a doação. A esposa dele, Clarissa, acompanhou o marido quando o casal decidiu oficializar a medida. O ciclista fazia parte de um grupo de 336 moradores de Três Coroas que, desde 2023, procuraram o Cartório de Notas para declarar a intenção de doar órgãos. Isac Emanuel Ribeiro da Silva, de 35 anos, morreu nesta terça-feira (24), após atropelamento em Três Coroas (RS) Reprodução e Jeferson Ageitos/RBS TV Sistema digital agiliza registro O documento, chamado de Escritura Pública Declaratória de Doação de Órgãos, pode ser feito presencialmente ou de forma online. Desde abril de 2024, qualquer cidadão pode registrar de graça e de forma totalmente digital o desejo de ser doador. A ferramenta, chamada Autorização Eletrônica de Doação de Órgãos (Aedo), foi criada pelo Colégio Notarial do Brasil em parceria com o Conselho Nacional de Justiça e o Ministério da Saúde. No Rio Grande do Sul, 1.676 pessoas já utilizaram o serviço. A formalização em cartório para quem deseja doar órgãos começou de forma pioneira no estado em 2022. A iniciativa oferece ao cidadão uma forma oficial, gratuita e acessível de declarar a própria vontade. Como funciona O processo é simples: O interessado acessa o site; Emite gratuitamente um Certificado Digital Notarizado; Participa de uma videoconferência com um tabelião; Assina eletronicamente a autorização, indicando quais órgãos pretende doar. A informação fica registrada na Central Nacional de Doadores de Órgãos e pode ser consultada por profissionais habilitados do Sistema Nacional de Transplantes. A autorização também pode ser cancelada a qualquer momento. Fernanda Mikaella da Silva Barros, Clarissa Felipetti e Isac Emanuel Ribeiro da Silva Reprodução/ Arquivo pessoal Investigação do acidente O motorista do carro envolvido no acidente foi indiciado por triplo homicídio triplamente qualificado por ter sido cometido com meio cruel. O homem, identificado como José Carlos Almeida Bessa, foi preso preventivamente após fugir sem prestar socorro e ser encontrado em casa após deixar a placa do veículo no local do acidente. Ainda há os agravantes de impossibilidade de defesa das vítimas e geração de risco comum — o motorista teve dolo eventual, ou seja, quando assume risco de matar, conforme o delegado. O homem investigado responderá, também, por crimes de trânsito de embriaguez ao volante e condução de veículo automotor sem carteira de habilitação, gerando risco de dano. Procurada, a defesa de Bessa informou que não teve acesso ao inquérito e não irá se manifestar. Placa perdida e câmeras ajudaram a prender suspeito Motorista investigado pfoi a bar e boate antes do acidente, diz polícia VÍDEO mostra ciclistas 1 minuto antes de atropelamento Isac foi velado em Três Coroas O corpo de Isac foi velado na quarta-feira (26) no Ginásio Municipal Armando Brusius , em Três Coroas. "O Isac era surreal. Um amigo extremamente divertido. Ele era sempre alegre, não tinha pessoa triste do lado dele", define Cleria Diel, policial penal e amiga do ciclista. Isac era corretor de imóveis e sócio de uma imobiliária em Três Coroas. A empresa publicou uma nota de pesar lamentando o falecimento. "Isac foi um homem íntegro e generoso, pai exemplar, esposo dedicado e amigo leal. Sua partida deixa um vazio imenso em todos nós", diz a postagem. A Associação Igrejinhense de Ciclismo também lamentou a morte, destacando a paixão de Isac pelo ciclismo. "A bicicleta não era apenas um meio de transporte para Isac — era sua paixão, seu refúgio, sua alegria. Pedalar era o esporte que ele mais amava, o momento em que se sentia livre, conectado com a vida e com a natureza", diz. Corpo de 3º ciclista vítima de atropelamento é velado no RS Reprodução/RBS TV As outras vítimas Clarissa Felipetti era mais conhecida como Sissa. Formada em Educação Física e Publicidade e Propaganda, ela já havia trabalhado como assessora de imprensa na Prefeitura de Três Coroas e, atualmente, atuava como fotógrafa e no setor de marketing de uma empresa. Ela tinha dois filhos com Isac. Clarissa Felipetti e Fernanda Mikaella da Silva Barros Arquivo pessoal Fernanda Mikaella da Silva Barros era natural de Minas Gerais e trabalhava em uma empresa calçadista da região. Em nota, a companhia lamentou a perda. "Fernanda não era apenas uma profissional dedicada e comprometida, ela era verdadeiramente parte da nossa família. Com seu jeito doce, seu sorriso sempre presente e sua disposição em ajudar, marcou a vida de todos", diz o comunicado. O acidente Ciclistas atropelados e mortos no RS costumavam andar de bicicleta 2 vezes por semana O caso é investigado pela Polícia Civil como triplo homicídio doloso no trânsito. Uma testemunha ouvida pelos agentes disse que viu o motorista deixando uma casa noturna e conduzindo o carro em zigue-zague. O suspeito é José Carlos Almeida Bessa. Ele teria fugido do local após a colisão, mas deixou a placa dianteira do carro em meio aos destroços. A polícia identificou o veículo, emplacado em Gramado. Com base nessas informações e com o auxílio do sistema de cercamento eletrônico, que acusou as passagens do veículo, a Brigada Militar (BM) localizou o motorista. Ele foi preso na casa dele, em Três Coroas. O teste do bafômetro confirmou que o motorista estava alcoolizado. A defesa de José Carlos disse que está comprometida em assegurar que os fatos "sejam apurados de forma justa, técnica e dentro dos limites da lei" e informou que está colaborando com as investigações. Infográfico: acidente ocorreu em Três Coroas, motorista fugiu mas foi localizado Arte/g1 VÍDEOS: Tudo sobre o RS

  3. Gisele Alves Santana era policial militar e deixa uma filha de sete anos. Montagem/g1/Arquivo pessoal A família da policial militar Gisele Alves Santana afirmou na terça-feira (3), por meio do advogado de defesa, que espera que novos laudos periciais tragam esclarecimentos sobre a morte da soldado e não descarta apoiar um eventual pedido de exumação do corpo, caso a medida seja solicitada oficialmente durante a investigação. Gisele, de 32 anos, foi encontrada morta com um tiro na cabeça na manhã de 18 de fevereiro no apartamento onde vivia com o marido, o tenente-coronel da PM Geraldo Neto, de 53 anos, no Brás, região central de São Paulo. O caso foi registrado inicialmente como suicídio, mas passou a ser investigado como morte suspeita. Em entrevista coletiva, o advogado da família, José Miguel Silva, afirmou que a exumação “não é comum” em investigações, mas pode ser necessária caso os peritos não consigam chegar a uma conclusão definitiva. Sangue encontrado em box pode dar novo rumo à investigação da morte de uma PM em SP Segundo ele, apesar de a medida ser “chocante e traumatizante” para os parentes, a família está disposta a apoiar o procedimento se isso ajudar a esclarecer o que aconteceu. “A família não quer injustiça, a família quer justiça. É o direito de um pai, de uma mãe e de uma filha saber o que realmente aconteceu naquele dia”, disse o advogado. O 8º DP, que investiga todas as circunstâncias possíveis relacionadas à morte da soldado, afirmou que avalia se pedirá a exumação do corpo dela para sanar eventuais dúvidas que tem sobre como a soldado morreu. A nova perícia dependeria de autorização judicial. Mesmo diante das incertezas que cercam a morte de Gisele, Geraldo ainda não é considerado investigado. A equipe de reportagem tenta contato com a defesa dele para comentar o assunto. De acordo com o que o coronel disse no boletim de ocorrência do caso, as discussões entre ele e a esposa foram motivadas por ciúmes dela. Geraldo falou que surgiram boatos na Corregedoria da PM de que ele teria amantes. Ele pediu afastamento do trabalho na Polícia Militar (PM). Controle das redes sociais Print de conversa de PM com primo de Gisele Reprodução Um print de conversa obtido pela família da policial militar Gisele Alves Santana, no entanto. mostra que o tenente-coronel da PM Geraldo Neto afirmava ter acesso e controle sobre as redes sociais da esposa. Segundo o advogado dos familiares, José Miguel Silva, o print reforça a suspeita de controle e violência psicológica exercidos pelo marido. Na mensagem, ele teria usado o próprio perfil para repreender um primo dela após supostamente ter visto a conversa dos dois no perfil da esposa. Ele afirmou que o homem estaria “conversando demais” com Gisele. “Ele tinha acesso e total controle às redes sociais dela”, afirmou o advogado José Miguel Silva, ao g1. De acordo com ele, na conversa, o primo responde de forma cordial — "Eu sou primo dela, a gente foi criado juntos, legal, vamos marcar um churrasco" —, mas o marido encerra de forma ríspida: "Não quero que fique de conversa". O material, segundo a defesa da família, integra um conjunto de indícios que apontam para um relacionamento abusivo. O advogado afirma que Gisele era impedida de manter contato com familiares, de usar maquiagem, de frequentar academia e que insistia na separação. Print de conversa do tenente-coronel com primo de Gisele Reprodução Coronel fala em suicídio Em seu depoimento inicial na delegacia que investiga o caso, Geraldo afirmou que discutiu com Gisele quando ela falou que queria se separar. Ele contou que foi tomar banho e um minuto depois ouviu o barulho do disparo. A PM Gisele Santana e o marido Geraldo Leite Rosa Neto, tenente-coronal da Polícia Militar. Reprodução/TV Globo Quando abriu a porta, o coronel disse que encontrou a esposa caída na sala. Segundo Geraldo, ela estava ferida e sangrando na cabeça, segurando uma arma dele na mão. Em seguida, ele acionou as autoridades para pedir ajuda e contar o que aconteceu. Mas a família de Gisele sempre contestou essa versão de suicídio. Parentes contaram no 8º Distrito Policial (DP), Brás, que o relacionamento dela com Geraldo era tóxico, e a mulher sofria violência psicológica. Que ele a perseguia e proibia que ela usasse perfumes, batom e salto alto. Ela também só poderia ir à academia com ele. SP registra recorde de feminicídio para o mês de janeiro Sangue no box e tiro encostado PM encontrada morta: laudo revela disparo de arma encostado no lado direito da cabeça A perícia da Polícia Técnico-Científica usou luminol e encontrou sangue ainda não identificado no box do banheiro onde Geraldo havia dito que foi tomar banho antes de ocorrer o disparo. O laudo necroscópico ainda concluiu que o tiro que matou Gisele foi dado com o cano da arma encostado do lado direito da cabeça. O exame residuográfico, que serve para detectar resquícios de pólvora, deu negativo para as mãos da soldado e também para as do tenente-coronel. A investigação realiza mais exames para saber quem apertou o gatilho. O casal vivia junto desde 2024. A filha de Gisele, de 7 anos, morava com eles, mas não estava no apartamento no momento do disparo que matou sua mãe. Polícia faz reconstituição da morte de PM achada com tiro na cabeça no Centro de SP

  4. Benefício do INSS ainda não chegou para mais de 100 crianças com microcefalia Nove meses após a promulgação da lei federal que garante indenização a crianças nascidas com microcefalia associada ao Zika vírus, muitas delas ainda não tiveram acesso ao benefício a que têm direito (veja vídeo acima). A norma, promulgada pelo Congresso Nacional em junho de 2025, estabelece o pagamento de R$ 50 mil às famílias, além de uma pensão vitalícia de R$ 8.475 por mês. Em Pernambuco, cerca de 350 famílias recebem o valor, equivalente ao maior salário de benefício do Regime Geral de Previdência Social (RGPS). No entanto, mais de 100 crianças seguem sem acesso ao recurso. Em todo o país, aproximadamente 1,5 mil crianças e famílias são impactadas. ✅ Receba no WhatsApp as notícias do g1 PE De acordo com Germana Soares, presidente da Associação de Mães de Anjos, que apoia famílias afetadas pela síndrome congênita do vírus da Zika, a fila para a concessão dos pagamentos está parada desde janeiro deste ano. A demora na concessão dos benefícios começou a ser notada após decisão do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), que transferiu a análise dos pedidos da Superintendência do Nordeste, no Recife, para a do Norte e Centro-Oeste, em Anápolis (GO). "Além de a gente ter demorado dez anos para conseguir trazer uma reparação, fazer com que o estado brasileiro reconhecesse que fomos vítimas de descaso público, de algo que foi considerado uma emergência internacional de saúde. Nós peregrinamos esses anos todos para, depois de aprovar a lei, a gente enfrentar essas burocracias internas do Ministério da Previdência e do INSS", afirmou. Germana disse que as famílias cobram mais agilidade na análise dos processos requeridos pelas famílias pernambucanas. "O que cobramos é uma providência desses dois órgãos de celeridade, de precisão, que eles se organizem para dar o direito a realmente quem tem", afirmou. A TV Globo procurou o INSS para saber por que os benefícios de mais de 100 famílias ainda não foram concedidos e por que os pedidos estão sendo analisados em Goiás, mas não obteve resposta até a última atualização desta reportagem. "Me sinto angustiada" Isabel Albuquerque, mãe de Matheus, de 10 anos, está entre as famílias que já recebem o recurso em Pernambuco. Reprodução/TV Globo Isabel Albuquerque, mãe de Matheus, de 10 anos, está entre as famílias que já recebem o valor. Ela contou que o dinheiro é necessário para garantir melhor qualidade de vida ao filho, que precisa de diversas terapias e cuidados constantes. "Renovei as talas de braço e de pernas. Investi em um recurso que a gente trabalha muito comportamento, que é o ABA (Análise do Comportamento Aplicada), porque muito da questão de Matheus é comportamental, então todo esse investimento a gente conseguiu fazer depois que a gente entrou na regra da lei e está recebendo o salário", disse. A realidade é diferente da de Conceição da Silva, mãe de Ágatha, também de 10 anos. Ela ainda não foi contemplada pela lei federal e recebe apenas o Benefício de Prestação Continuada (BPC), no valor de um salário mínimo por mês. Conceição disse que mora de favor em uma casa com escadaria, o que dificulta subir e descer os degraus com a filha nos braços. Segundo ela, também falta dinheiro para despesas básicas. "O povo pensa que é uma boneca, botou na cadeira e tchau. Não é assim, não. Tem que manter, tem que comprar roupa, a roupa está ficando pequena, tem que comprar remédio, comprar alimento, tudo. (...) Eu me sinto angustiada, triste, porque é o direito da minha menina, que ela tem direito, sim, de receber o dinheiro dela, como é que ela vai sobreviver sem esse dinheiro?", declarou. Edvânia da Silva, mãe de Laura, de 10 anos, também está entre as famílias que aguardam a indenização. "A gente não está brincando, a gente não está inventando, não está mentindo. A gente tem nossos filhos com as limitações, que estão precisando. A gente está precisando organizar a vida deles, dar uma melhoria, as nossas vidas, mas a gente fica com essa espera, que, até agora, nada, nenhuma resposta", disse. Conceição da Silva, mãe de Ágatha, de 10 anos, ainda não foi contemplada pela lei federal Reprodução/TV Globo VÍDEOS: mais vistos de Pernambuco nos últimos 7 dias m

  5. Lula participa da sessão de abertura do Fórum Mundial da Alimentação 2025 Foto: Ricardo Stuckert / PR O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) participa nesta quarta-feira (4) da abertura da Conferência Regional da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) para a América Latina e o Caribe. A cerimônia ocorre no Palácio do Itamaraty, em Brasília, e marca o principal fórum regional da FAO para definir as prioridades de 2026 e 2027, com foco no combate à fome e à má nutrição na região. O encontro reúne ministros, autoridades e representantes de países latino-americanos e caribenhos. A abertura contará com a participação do Diretor-Geral da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), QU Dongyu. Pelo Brasil, também participam o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, e o ministro do Desenvolvimento Agrário, Paulo Teixeira, que é co-presidente da conferência. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Crise humanitária em Cuba A expectativa é que a crise humanitária em Cuba entre na pauta de discussões. A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) acompanha o agravamento da escassez de alimentos no país, e os representantes discutem possíveis formas de cooperação para garantir itens básicos à população. O ministro do Desenvolvimento Agrário, Paulo Teixeira afirmou que o governo brasileiro pretende enviar ajuda a Cuba e ao Haiti no âmbito da Aliança Global contra a Fome e a Pobreza, com apoio para a compra de insumos destinados à produção de alimentos, além do envio direto de mantimentos. Cuba enfrenta escassez de petróleo desde que os Estados Unidos capturaram o ditador venezuelano Nicolás Maduro e passaram a impedir o envio de combustíveis para o país. Na semana passada, o Departamento do Tesouro dos Estados Unidos informou que vai autorizar empresas a solicitar licença para revender petróleo venezuelano a Cuba, segundo orientações publicadas em seu site. A medida pode ajudar a aliviar a grave escassez de combustível na ilha. Por mais de 25 anos, a Venezuela foi a principal fornecedora de petróleo bruto e combustíveis a sua aliada política, Cuba, por meio de um acordo bilateral. O ministro Paulo Teixeira também defende que a reforma agrária faça parte das estratégias de combate à fome na América Latina e no Caribe. A proposta foi apresentada inicialmente pela Colômbia e passou a contar com apoio formal do governo brasileiro.

  6. Imagens de satélite mostram antes e depois de locais bombardeados em Teerã, no Irã A escalada do conflito no Oriente Médio, que teve início no último sábado (28), causou uma onda de destruição no Irã. Imagens de satélite registradas nos últimos dias mostram a extensão dos danos provocados por ataques atribuídos a Israel e aos Estados Unidos contra estruturas estratégicas do regime iraniano em Teerã. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Os bombardeios atingiram o complexo presidencial e a residência do líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei, além do complexo judiciário, prédios do Ministério da Inteligência, o Hospital Ghandi, o quartel-general da Guarda Revolucionária Islâmica, o Tribunal Revolucionário Islâmico e a Universidade Nacional de Defesa. (Veja no vídeo acima). As imagens comparativas, feitas antes e depois dos ataques, indicam destruição significativa em edifícios administrativos, instalações militares e centros ligados à estrutura de segurança do Estado iraniano. As ofensivas teriam como alvo infraestruturas consideradas estratégicas pelos governos de Israel e dos EUA. Complexo judiciário antes e depois dos ataques Initial plugin text Initial plugin text LEIA MAIS EUA dizem ter afundado 17 barcos do Irã: 'Não há uma única embarcação iraniana no Golfo Arábico, de Omã e no Estreito de Ormuz' EUA divulgam nomes de militares mortos em guerra no Oriente Médio A guerra O conflito começou após bombardeios dos EUA e de Israel em Teerã que mataram o líder supremo Ali Khamenei e autoridades iranianas de alto escalão. Desde então, o Irã tem retaliado contra Israel e países do Oriente Médio que abrigam bases norte-americanas. No Irã, 787 pessoas morreram, com base em informações do Crescente Vermelho, braço da Cruz Vermelha que atua no Oriente Médio. Pelo menos seis soldados americanos também morreram. Veja o que aconteceu nesta terça-feira Imagens de satélite mostram antes e depois de estruturas atacadas no Irã Reprodução/Reuters
  7. Novas testemunhas procuram a Justiça para denunciar desembargador por abuso sexual As denúncias contra o desembargador Magid Nauef Láuar, do Tribunal de Justiça de Minas Gerais, ganharam novas proporções após a repercussão de uma decisão que absolveu um homem condenado por estuprar uma adolescente de 12 anos (Entenda mais abaixo). Em reportagem exibida pelo Fantástico, vítimas afirmam ter sofrido abusos do magistrado quando ele ainda atuava como juiz em comarcas do estado. O desembargador não se manifestou sobre as acusações. Um dos denunciantes é Saulo Láuar, primo do magistrado, que relata ter sofrido abuso aos 14 anos. Saulo conta que começou a trabalhar com o desembargador aos 13 anos, como assistente pessoal, uma espécie de office-boy. "Ele pediu que eu levasse o documento pra casa dele, que ele não iria ao fórum nesse dia. E quando eu sentei na cama, estava passando um vídeo, um filme pornográfico na televisão. Naquele momento ele pega a minha mão e leva até o órgão genital dele", revela Saulo. "A minha reação foi tirar a minha mão. Ele tentou novamente e eu levantei e saí da casa", conta Saulo. Outras duas mulheres, que pedem para não ser identificadas, também relatam abusos ocorridos enquanto trabalharam ou estagiaram com o juiz. Uma das vítimas conta que quando tinha 20 anos, e era estagiária e aluna de Magid na faculdade, o magistrado a beijou à força durante um almoço. "Em um determinado, de forma inesperada, ele veio e me deu um beijo na boca. Sem o meu consentimento. Eu me senti invadida, me senti com nojo, constrangida", disse. "Eu me senti invadida, me senti com nojo, constrangida, sem saber o que fazer. Aquilo me marcou profundamente. Eu não voltei mais para o estágio", revelou. Já uma outra mulher descreve agressões dentro do gabinete do juiz em Betim (MG), em 2009, incluindo toques forçados e tentativas insistentes de beijo. "Eu estava com uma calça jeans e ele enfiou a mão. Primeiro por trás, só que eu reagi. Aí, ele veio e enfiou a mão lá na frente. E eu fiquei assustada na hora e eu falei: abre a porta que eu quero sair." "Aí, ele me encostou na parede e tentou me beijar, só que eu fiquei com a boca fechada e ele ficou enfiando a língua. Aí eu falei pra ele: se você não me soltar, eu vou gritar. "Na época eu tinha muito medo. Porque ele é o juiz, né? né? O poder é dele, seria a minha palavra contra dele", disse a vítima. "A porta do quarto estava entreaberta. Ele pega a minha mão e leva até o órgão genital dele", diz uma vítima sem se identificar. Nos últimos dias, cinco pessoas apresentaram ao CNJ (Conselho Nacional de Justiça) denúncias antigas contra Magid Láuar por assédio e abuso sexual. Decisão sobre estupro de vulnerável Esses casos que envolvem o desembargador só vieram à tona depois que ele esteve no centro de uma polêmica por uma decisão dele em um processo de estupro de vulnerável. O episódio que reacende essas acusações tem início em Indianópolis, no Triângulo Mineiro. Em 2024, a direção de uma escola municipal percebe faltas frequentes de uma aluna de 12 anos. O Conselho Tutelar foi acionado e descobre que a menina vive com um homem de 35 anos. "No endereço da mãe, ela disse que a adolescente não morava mais com ela, que já estava morando na cidade, com o marido dela", disse a conselheira tutelar Débora Abadia do Santo Silva. A polícia prendeu o homem, Paulo Edson Martins do Nascimento Ribeiro, e a mãe da adolescente. Paulo admitiu manter relações sexuais com a menina, que o chama de “namorado” e “marido”. "O artigo 217A do Código Penal é muito claro ao dizer que relação sexual, o que a lei chama de conjunção carnal, ou ato libidinoso com pessoa que tem menos de 14 anos é crime. Independe do consentimento da vítima, independe de relacionamento entre a vítima e o agressor", apontou a promotora de justiça Graciele de Rezende Almeida. Ele já possui outras passagens pela polícia. Os dois foram condenados, em primeira instância, a nove anos e quatro meses de prisão. A Defensoria Pública apresentou recurso, julgado em fevereiro. Por dois votos a um, o Tribunal de Justiça de Minas Gerais absolveu Paulo e a mãe da adolescente. O relator, desembargador Magid Láuar, aplicou a técnica do distinguishing para afastar a interpretação automática da lei. Ele afirmou que havia um “relacionamento amoroso sem violência”, conhecido pela família. A decisão gerou forte reação de especialistas e do Ministério Público. "Não houve uma correta aplicação da técnica do distinguish. Se dois adolescentes tivessem uma situação dessa natureza, alguém com 18 anos de idade ter um relacionamento com alguém de 14, poderia-se, num caso dessa natureza, imaginar a aplicação da técnica do distinguish", disse Gustavo Chalfun, presidene da OAB-MG. A única divergência no julgamento foi da desembargadora Karin Emmerich, que destaca que a vulnerabilidade de menores de 14 anos é absoluta. Voltou atrás de decisão Com as denúncias enviadas ao CNJ e a repercussão do caso da adolescente, Magid Láuar reconsiderou a própria decisão. De forma monocrática, sem a participação dos demais desembargadores que atuaram no julgamento anterior, ele restabeleceu a condenação de Paulo Edson e da mãe da menina. Os dois são presos novamente. "Como a decisão tinha sido tomada pelo órgão colegiado, pelo órgão colegiado ela deveria ser revista", disse o procurador André Ubaldino. Na mesma semana, o CNJ decidiu afastar o desembargador para não comprometer as investigações. A Polícia Federal cumpriu mandado de busca no gabinete dele no TJMG. O tribunal afirmou que vai colaborar com as apurações. As denúncias antigas contra Magid já prescreveram, mas há fatos mais recentes sob investigação. O desembargador não se manifestou. "Que deste equívoco nós tiremos um exemplo para que nós preservemos a integridade física, moral e sexual das crianças e dos adolescentes", comentou o presidente da OAB-MG. "Quando a gente fala de crianças e de adolescentes vulnerabilizados, a gente fala de uma necessidade de todo um sistema de proteção integral", disse Ana Tereza Giacomini, promotora de justiça. "O silêncio, a relativização, a indiferença, também são formas de violência. Então, é por isso que nós não podemos mais nos calar", apontou uma das vítimas. Ouça os podcasts do Fantástico ISSO É FANTÁSTICO O podcast Isso É Fantástico está disponível no g1 e nos principais aplicativos de podcasts, trazendo grandes reportagens, investigações e histórias fascinantes em podcast com o selo de jornalismo do Fantástico: profundidade, contexto e informação. Siga, curta ou assine o Isso É Fantástico no seu tocador de podcasts favorito. Todo domingo tem um episódio novo. PRAZER, RENATA O podcast 'Prazer, Renata' está disponível no g1 e nos principais aplicativos de podcasts. Siga, assine e curta o 'Prazer, Renata' na sua plataforma preferida.

  8. Veja quem é o homem acusado de usar a justiça para conseguir indenizações milionárias e coagir suas vítimas Maria Matuzenetz vende mel e geleia na feira para sobreviver. Para ela, o trabalho seria impensável anos atrás, por causa da vida confortável que levava com o marido e pela herança que ele deixou para que ela não tivesse preocupações financeiras. Ela diz ter perdido milhões de reais ao confiar em um advogado indicado pela psicóloga que a acompanhava. Na época, diz Maria, ela havia acabado de perder o companheiro e tentava recomeçar a vida quando a psicóloga a recomendou um suposto advogado para resolver trâmites sobre a herança. A psicóloga, Maria descobriu posteriormente, é a mãe do homem. Já ele não tinha formação em Direito. Maria afirma ter sido enganada e que o suposto profissional a convenceu a transferir para uma conta no exterior cerca de R$ 7 milhões recebidos como herança. "Eu não tenho paz, eu não tenho dinheiro, eu não tenho. Ele tirou tudo de mim. eu não recebi um centavo do inventário por causa dele, porque ele é um capeta em forma humana. Ele, a mãe dele. Eu tô sofrendo muito", desabafa Maria. Documentos mostram que a quantia foi enviada para uma empresa aberta em nome de Maria no Uruguai e, depois, transferida sem o conhecimento dela para outra conta ligada à mulher de Bottura. A viúva diz que teve a assinatura falsificada em um termo em que renunciaria à herança em troca de apenas R$ 10 mil. Três perícias apresentadas pela defesa dele estão sob investigação por suspeita de irregularidades. "Tudo, tudo falsificado. Eu não assinei nada pra dar pra ele. Nada, nada", diz Maria. Para Maria, que hoje vive da venda de mel em feiras, a luta é por justiça — e pela chance de reconstruir a vida. Viúva Maria Matuzenetz sofreu golpe milionário após perda de marido Reprodução O homem que aplicou o golpe nela se chama Luiz Eduardo Bottura. Ele é acusado pelo Ministério Público de chefiar uma organização criminosa que usa o sistema de Justiça para fraudar indenizações, coagir advogados, intimidar autoridades e movimentar uma série de processos forjados. A equipe do Fantástico encontrou Bottura levando uma vida bacana, cercada de luxo em Selvazzano Dentro, cidade ao lado de Pádua, a poucos quilômetros de Veneza. Durante uma semana, a reportagem acompanhou a rotina do foragido. Ele leva uma vida cercada de conforto, circula em carros de luxo e mora em um condomínio com acesso a campo de golfe. Assim como Maria, há outras vítimas que dizem ter perdido patrimônio e saúde emocional por causa das ações de Bottura. Maria vende mel e geleia em feira para sobreviver Reprodução Bottura é maior 'litigante serial' do Brasil Promotores e delegados ouvidos pelo Fantástico afirmam que Bottura se especializou na produção de documentos falsos e no uso deles para abrir processos que criam dívidas inexistentes. "Nós apuramos que ele deve ter participado de mais de 3 mil ações", disse um promotor. "Em 327, foi condenado por litigância de má-fé, porque foi constatado pelo juízo que ele não estava jogando limpo", complementa. Ele é considerado o maior litigante serial do Brasil", revelou o delegado Fabiano Barbeiro. Durante a semana em que foi monitorado na Itália, Bottura seguiu uma rotina fixa: saídas diárias entre 11h e meio-dia, visitas à academia e a restaurantes. Ele circula em uma Maserati e em um segundo carro de luxo avaliado em 40 mil euros (cerca de R$ 240 mil em conversão direta). Em 2024, o Ministério Público de São Paulo pediu a prisão preventiva dele e da mulher, que chegou a ser detida e usa tornozeleira eletrônica no Brasil. A prisão de Bottura na Itália aconteceu no ano passado, quando a polícia local identificou movimentações financeiras suspeitas, incluindo a compra de um veículo de meio milhão de reais. As autoridades solicitaram à Interpol a documentação para efetuar a detenção. Após ser liberado, ele teve o passaporte apreendido e responde ao processo de extradição. Confrontado pelo Fantástico no estacionamento do condomínio em que vive, Bottura negou todas as acusações. Disse que não chefia organização criminosa, que não falsifica documentos e que os processos contra ele se baseiam em denúncias arquivadas. "Eu não tive mais de 200 processos na justiça e ganhei praticamente todos. É uma mentira que eles falam", disse Bottura. Ele também afirmou ter sido alvo de vazamento ilegal de informações na Itália. A extradição será decidida pelo Tribunal de Apelação de Veneza na próxima quinta-feira (12). A investigação identificou que a defesa de Bottura apresentou às autoridades italianas a informação falsa de que Henrique Pizzolato, extraditado para o Brasil em 2015, teria morrido na prisão. Pizzolato está vivo. O caso levantou suspeitas sobre a tentativa de manipular dados para evitar o retorno do foragido ao país. Enquanto aguarda a decisão da Justiça italiana, o “rei dos processos”, como ficou conhecido, acumula denúncias, acusações e relatos de vítimas em busca de reparação. Segundo uma associação criada por pessoas que afirmam ter sido prejudicadas por ele, os prejuízos ultrapassam R$ 100 milhões. Ouça os podcasts do Fantástico ISSO É FANTÁSTICO O podcast Isso É Fantástico está disponível no g1 e nos principais aplicativos de podcasts, trazendo grandes reportagens, investigações e histórias fascinantes em podcast com o selo de jornalismo do Fantástico: profundidade, contexto e informação. Siga, curta ou assine o Isso É Fantástico no seu tocador de podcasts favorito. Todo domingo tem um episódio novo. PRAZER, RENATA O podcast 'Prazer, Renata' está disponível no g1 e nos principais aplicativos de podcasts. Siga, assine e curta o 'Prazer, Renata' na sua plataforma preferida.

  9. Em sessão tumultuada, a CPI do INSS aprova quebra do sigilo do filho do presidente Lula Jornal Nacional/ Reprodução Membros governistas da CPMI do INSS têm avaliação divergente da decisão do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), que manteve a quebra de sigilos de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva (PT), aprovada na última quinta-feira (26). Após a votação, na quinta-feira, houve confusão e empurra-empurra na sessão. Governistas se aproximaram da mesa para protestar diante do resultado, quando começou o tumulto. Alguns socos foram desferidos durante a confusão (entenda mais abaixo). A base de apoio ao governo no Congresso argumentou que o presidente da CPI mista, senador Carlos Viana (Podemos-MG), contou apenas sete votos contrários ao requerimento, quando, na verdade, 14 parlamentares teriam se posicionado contra. Os governistas usaram imagens da sessão para sustentar essa tentativa de anulação. Nesta terça-feira (3), Alcolumbre não aceitou esse argumento da base e afirmou que 14 votos não formariam maioria para derrubar a quebra de sigilo. De acordo com ele, seriam necessários 16 votos. Aliado de primeira hora de Alcolumbre, o líder do governo no Congresso, Randolfe Rodrigues (PT-AP), acatou a decisão do presidente do Senado e descartou entrar no Supremo Tribunal Federal (STF) para anular a votação. “Agiu como magistrado diante da questão. Balizado pelo entendimento da advocacia e da consultoria do Senado, se manifestou. Nós nos curvamos ao entendimento”, declarou Randolfe. Os deputados Alencar Santana (PT-SP) e Rogério Correia (PT-MG), por outro lado, criticaram a decisão de Alcolumbre. “De fato foi uma decisão que violou o regimento interno, violou os nossos votos. Nós votamos. Será que numa próxima nossos votos serão respeitados?”, questionou Santana. No dia da votação, após o resultado ser proclamado pelo presidente da CPMI, Carlos Viana (Podemos-MG), Santana e Correia se envolveram no tumulto na mesa da comissão quando socos foram desferidos. CPI do INSS aprova quebra de sigilo do filho do presidente Lula Para Santana, a votação simbólica não prevê a contagem de maioria absoluta e sim do contraste entre os favoráveis, que permanecem sentados, e os contrários, que se levantam ou erguem a mão. “Se for pra ter maioria absoluta, a votação tinha que ser nominal, não precisa ter mais votação simbólica, tem que banir. Porque como é que eu meço a maioria absoluta? Votando individualmente, não é no contraste”, argumentou. Em sua justificativa, Alcolumbre argumentou que o quórum de votação era de 31 senadores e que no momento da votação do requerimento para a quebra dos sigilos de Lulinha, apenas 14 senadores estavam contra, quando o necessário era de 16. “Neste caso concreto, 14 parlamentares teriam se manifestado contrariamente aos requerimentos postos em votação. Porém, ainda assim, esse número de votos contrários não seria suficiente para a configuração da maioria. A maioria, com esse quórum, portanto, equivale 16 parlamentares", disse Alcolumbre. Votação tumultuada O motivo dos questionamentos feitos por parte dos integrantes da CPMI foi a votação dos requerimentos que incluíam a quebra do sigilo. A decisão ocorreu de maneira simbólica, ou seja, por contraste visual – um método de votação em que não há contagem da quantidade exata de votos, mas sim uma análise do panorama de votos (pessoas em pé, mãos levantadas) visualmente. Viana destacou que suplentes não teriam direito a voto. Os parlamentares a favor deveriam permanecer sentados, enquanto os contra se levantaram para se manifestar. Viana fez a contagem em voz alta e afirmou que foram sete votos contrários, desconsiderando suplentes. "Tem suplente aí. Só os titulares", reiterou. "Sete, a pauta está aprovada", emendou Viana. Apesar disso, considerando o registro do painel de votações da CPMI, os 14 congressistas da base estavam atuando como titulares no momento da votação. Um suplente do mesmo bloco partidário vota quando o titular da vaga está ausente. Governistas se aproximaram da mesa para protestar diante do resultado, quando começou o tumulto. Alguns socos foram desferidos durante a confusão. GIF parlamentares brigam na CPI do INSS Reprodução Parlamentares que ameaçavam brigar, inclusive, tiveram de ser separados. Entre os envolvidos no empurra-empurra estão o deputado Rogério Correa (PT-MG), o relator Alfredo Gaspar (União-AL), os deputados Evair de Melo (PP-ES) e Luiz Lima (Novo-RJ).

  10. João Luís Fischer Dias em imagem de arquivo. TJDFT/Reprodução O Ministério Público da União detalhou, em parecer ao qual o g1 e a TV Globo tiveram acesso, episódios de assédio sexual e perseguição atribuídos ao juiz substituto de segundo grau João Luís Fischer Dias, do Tribunal de Justiça do Distrito Federal. As principais denúncias são de duas servidoras que trabalharam no gabinete de Fischer Dias (saiba mais detalhes abaixo). Nesta terça-feira (3), o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) manteve a pena de aposentadoria compulsória ao juiz. Ele havia sido punido pelo Tribunal de Justiça do DF em 2023. A defesa do juiz alegou nulidades no procedimento, cerceamento de defesa e ausência de provas suficientes. O CNJ rejeitou os argumentos. ➡️Com a decisão, o magistrado continua recebendo o salário proporcional ao tempo de serviço, mas fica impedido de atuar na magistratura. ➡️A aposentadoria compulsória —imposição legal que obriga o trabalhador a afastar-se do posto de trabalho — é a pena disciplinar máxima prevista em lei para juízes. ➡️ Segundo a folha de pagamento do TJDFT, somente em 2026, o juiz recebeu quase R$ 216 mil (bruto) de aposentadoria. Com os descontos, o valor ficou em aproximadamente R$ 185 mil. Ao g1, a defesa de João Luís Fischer Dias disse que vai se manifestar somente após a divulgação da íntegra do voto pelo CNJ. Assédio sexual Segundo a denúncia, em agosto de 2022, o juiz disse que precisava conversar pessoalmente com uma servidora, que trabalha remotamente em outro Estado, sobre uma possível nomeação para um novo cargo. Dias depois, quando a servidora avisou que estava no gabinete, o magistrado sugeriu que os dois se encontrassem fora do tribunal, em um shopping de Brasília. Ela pediu que a reunião fosse no próprio gabinete. Segundo o processo, encontro ocorreu na sala privativa do juiz, com a porta fechada. Em depoimento, a servidora contou que, após falar sobre o cargo e a exigência de trabalho presencial, Dias Fischer pediu um abraço — neste momento, ainda de acordo com a vítima, ele a segurou pelas costas e tentou puxá-la e disse: “senta aqui no meu colo”. A mulher afirma que tentou se afastar. Disse que o juiz insistiu, segurou a mão dela, e quando finalmente a servidora conseguiu se soltar, ele a agarrou por trás. "Nessa hora, eu consegui gritar com ele. Eu falei assim: 'Para! Para com isso!' E saí. E apontei assim para a porta: "Vai na minha frente!"", contou a mulher em depoimento. Ao abrir a porta, segundo o depoimento, o juiz teria dito, rindo: “pode ir”. Após o episódio, a servidora procurou atendimento médico e foi diagnosticada com transtorno de pânico desencadeada pelo assédio sexual sofrido. Fórum de Segurança Pública mostra que 16% das mulheres foram vítimas de stalking em um ano Convites, poemas e ligações Outra servidora contou que as situações de assédio começaram em 2017 e duraram por anos. Prints de conversas de João Luís Fischer Dias com a servidora, obtidas pelo g1 DF e TV Globo, mostram as tentativas de "forçar uma aproximação de natureza não profissional Reprodução Ela contou que o juiz fazia convites frequentes para tomar vinho, ir a restaurantes ou participar de confraternizações. Segundo o depoimento anexado pela relatora do CNJ, ele dizia que “não precisava levar maridos” e que “as meninas podiam levar biquíni”, o que causava constrangimento no ambiente de trabalho. "No início, quando começou a acontecer, eu acho que até demora um tempo para você entender o que está acontecendo e que você esta naquela situação. [...] Você nunca imagina um assédio dentro do Tribunal, trabalhando com direito, sabendo os direitos que você tem. E acredita menos ainda que e um magistrado que está fazendo isso", disse a mulher em depoimento. Prints de conversas de João Luís Fischer Dias com a servidora, obtidas pelo g1 DF e TV Globo, mostram as tentativas de "forçar uma aproximação de natureza não profissional Reprodução A servidora afirmou que, no início, tentava recusar de forma educada, mas que as investidas ficaram mais insistentes com o tempo. Ela também relatou envio de poemas, músicas, fotos de viagens e mensagens pessoais pelo WhatsApp (veja os prints). Depois de um tempo, ela pediu para sair do gabinete e foi para outro setor. Mesmo assim, as investidas continuaram. A servidora disse que chegou a bloquear o número do magistrado, mas que ele teria ligado para o novo local de trabalho, usando o ramal interno do tribunal. Em uma das ocasiões, o juiz enviou um e-mail para a mulher parabenizando-a pelo novo cargo. Na mesnsagem, ele pedia o e-mail particular dela. "Eu mandei uma mensagem para ele dizendo que, que o meu e-mail particular era para questões particulares, não eram para questões do gabinete, que o que fosse relativo ao trabalho, a gente ia conversar pelo e-mail institucional", contou. De acordo com a denúncia, a mulher bloqueou o juiz, que passou a entrar em contato por outro número. Veja o print abaixo: Prints de conversas de João Luís Fischer Dias com a servidora, obtidas pelo g1 DF e TV Globo, mostram as tentativas de "forçar uma aproximação de natureza não profissional Reprodução "Eu confesso que eu fiquei com muito medo, porque não uma atitude razoável de uma pessoa na posição dele. Naquele dia, depois que eu falei com o meu chefe, mandei uma mensagem para aquele mesmo número que tinha me encaminhado tanto o SMS quanto o WhatsApp, e que estava com a foto do magistrado. Eu escrevi um texto, até grande, dizendo para ele que eu não queria mais contato com ele", contou em depoimento. A conduta foi caracterizada como perseguição. Segundo a relatora do CNJ, o comportamento do juiz "ultrapassou, e muito, os limites da cordialidade ou de uma relação estritamente profissional". Danos psicológicos 'imensuráveis e duradouros' O plenário do Conselho Nacional de Justiça seguiu o voto da relatora, Daiane Nogueira de Lira. A conselheira entendeu que a decisão do Tribunal de Justiça do DF foi proporcional aos fatos constatados. Veja os vídeos que estão em alta no g1 "Os atos praticados pelo magistrado João Luís Fischer Dias formam um conjunto de condutas graves e reiteradas contra múltiplas vítimas, executados com abuso de autoridade e poder, elementos inerentes ao assédio sexual. Os danos psicológicos sofridos pelas servidoras são imensuráveis e duradouros, razão o pela qual a reprimenda na o pode ser branda", diz um trecho da decisão. LEIA TAMBÉM: APÓS DEBATES: CLDF deve votar PL que autoriza uso de terrenos públicos como garantia para empréstimo do BRB 'ALÍVIO', DIZ MÃE: Criança de 1 ano passa por cirurgia complexa para reconstruir pálpebra em hospital do DF Veja mais notícias sobre a região no g1 DF.

  11. Empresário é assassinado a tiros após perseguição de moto no Recife Um homem foi morto a tiros no bairro de Jardim São Paulo, na Zona Oeste do Recife. Imagens de uma câmera de segurança mostram o momento em que dois criminosos numa moto param ao lado do carro da vítima e começam a atirar (veja vídeo acima). O caso aconteceu na manhã da terça-feira (3), na Rua Osório Borba. A vítima foi identificada como Carlos André de Queiroz Galvão, de 50 anos. O empresário atuava no ramo de venda de caminhões. ✅ Receba no WhatsApp as notícias do g1 PE As imagens mostram quando os dois homens numa moto perseguindo o carro da vítima até o empresário parar perto de um cruzamento. O motociclista se aproxima e um dos criminosos, que estava na garupa com uma mochila de entregador de aplicativo, saca a arma e dispara contra o veículo. O carro do empresário anda mais um pouco e para novamente enquanto os bandidos fogem. Em seguida, passam outros veículos, incluindo um caminhão de lixo, na via. Menos de 15 segundos depois, o carro volta a andar, mas a vítima perde o controle da direção e bate no muro de uma casa. A Polícia Civil informou que registrou o caso e abriu um inquérito para apurar o crime. Até a última atualização desta reportagem, a motivação do assassinato não foi confirmada e nenhum suspeito foi localizado. Empresário foi morto a tiros no bairro de Jardim São Paulo, na Zona Oeste do Recife Reprodução/WhatsApp VÍDEOS: mais vistos de Pernambuco nos últimos 7 dias

  12. Paciente perde a visão após cirurgia e procura a polícia Seis pessoas perderam um dos olhos após passarem por cirurgia de catarata em uma unidade de saúde de Salvador, até terça-feira (3). Os pacientes passaram pelo procedimento cirúrgico no dia 26 de fevereiro, na clínica Clivan, que foi interditada na segunda-feira (2) pela Secretaria Municipal de Saúde (SMS) após a repercussão das denúncias. Ainda na terça, a família de um dos pacientes, identificado como Damário Antônio da Silva, de 75 anos, registrou um boletim de ocorrência contra a clínica. A denúncia foi oficialmente registrada na Delegacia Especial de Atendimento ao Idoso (Deati), localizada no bairro do Engenho Velho de Brotas. "Foi desumano o que fizeram com meu avô. Então, a gente tem que ver quem vai ser responsabilizado por isso. A gente veio na delegacia para tentar resolver", disse Gleidiane Souza à TV Bahia. 📲 Clique aqui e entre no grupo do WhatsApp do g1 Bahia Globo ocular removido, infecção e clínica interditada: o que se sabe sobre pacientes que perderam a visão após cirurgias na Bahia Reprodução/TV Bahia Damário e os outros pacientes sentiram fortes dores no olho operado, sangramento e perda de visão. Eles precisaram retirar o globo ocular. "O médico olhou logo e falou: 'É, o senhor perdeu a visão [...] vai ter que escanear a córnea e tirar, porque senão pode infeccionar mais e o senhor perder a outra vista ou até causar a morte'", relata o idoso. Segundo relato de familiares, ao menos 38 pessoas relataram problemas após o procedimento. Porém, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) informou que conseguiu rastrear 26 pacientes que realizaram a cirurgia em uma das salas da unidade. A clínica, localizada na Avenida Anita Garibaldi, tinha uma parceria com a Secretaria e realizou todos os procedimentos via SUS. Confira abaixo o que se sabe e o que falta esclarecer sobre o caso: Quando as cirurgias aconteceram? Quantas pessoas perderam a visão de um dos olhos até o momento? Quais são os sintomas relatados pelas vítimas? Quem investiga o caso? O que teria causado a perda da visão? O que diz a clínica? Quando as cirurgias aconteceram? Conforme relato dos pacientes, as cirurgias aconteceram no dia 26 de fevereiro, na clínica Clivan, localizada na Avenida Anita Garibaldi. A unidade tinha uma parceria com a Secretaria Municipal de Saúde e realizava atendimentos pelo SUS. Na segunda-feira (2), a SMS suspendeu a parceria e interditou a unidade. Segundo a secretaria, a clínica estava devidamente licenciada junto à vigilância sanitária municipal e com alvará vigente. Entretanto, após as denúncias, a pasta tomou as seguintes providências cautelares no âmbito da vigilância sanitária: Suspensão cautelar do alvará sanitário; Interdição temporária dos serviços relacionados aos procedimentos em apuração; Instauração de processo administrativo sanitário para verificação das condições de funcionamento e conformidade com as normas vigentes; Notificação ao Ministério Público e Cremeb para acompanhamento nas esferas cabíveis. Conforme apuração da TV Bahia com um funcionário da clínica, que preferiu não se identificar, as cirurgias foram realizadas em duas salas naquele dia. Em uma, foram feitos cerca de 110 atendimentos, enquanto na outra foram 26. As pessoas que foram infectadas teriam sido atendidas na sala onde houve um número menor de procedimentos. O oftalmologista que teria realizado as cirurgias conversou por telefone com a equipe de reportagem da TV Bahia, mas pediu para não ser identificado. Ele contou que atua no ramo desde 2013 e que nunca passou por nada parecido. Ele disse ainda que espera o resultado da investigação da vigilância sanitária, que pode apontar uma contaminação em algum insumo ou instrumento cirúrgico utilizado. Quantas pessoas perderam a visão de um dos olhos até o momento? Conforme relato de pacientes, ao todo, seis pessoas perderam a visão de um dos olhos e precisaram realizar a remoção do globo ocular devido a uma infecção. Cinco pessoas passaram pelo procedimento de remoção do olho operado no Hospital Geral do Estado (HGE), enquanto uma sexta recebeu atendimento no Hospital Santa Luzia, localizado no bairro de Nazaré. Quais são os sintomas relatados pelas vítimas? As vítimas relataram dores após a cirurgia, olhos lacrimejantes, perda de visão e, em alguns casos, sangramentos. O que teria causado a perda da visão? Ainda não se sabe exatamente o que teria causado a perda da visão. Entretanto, os pacientes que tiveram que retirar o globo ocular foram diagnosticados com uma infecção. Porém, as famílias relatam que não foram fornecidos detalhes sobre o tipo de infecção ou como as vítimas foram contaminadas. Em entrevista à TV Bahia, a advogada Eveline Santos, que representa um dos pacientes que perdeu o olho, informou que o cliente foi diagnosticado com uma bactéria. "Os médicos fizeram uma intervenção usando antibióticos para controlar a bactéria que foi identificada, mas infelizmente, hoje pela manhã, recebemos a notícia de que ele perdeu a visão de um dos olhos pelo risco da bactéria se espalhar e causar lesão cerebral. Por isso, ele vai passar por uma cirurgia hoje à tarde de remoção do globo ocular e instalação de uma prótese" Quem investiga o caso? Além da SMS e da Vigilância Sanitária Municipal, o caso é investigado pela Secretaria de Saúde do Estado (Sesab) e pelo Conselho Regional de Medicina do Estado da Bahia (Cremeb). Em nota, enviada na terça-feira (3), a Sesab detalhou que o convênio da clínica com o estado foi encerrado em dezembro de 2025. Além disso, o órgão pontuou que nenhum dos pacientes que tiveram complicações foi encaminhado pela rede estadual. Já a SMS informou que notificou outros órgãos competentes, como o Ministério Público da Bahia. Sobre a apuração do caso, a pasta destacou que se trata de um caso complexo, que exige o cruzamento de diversos dados. "A pasta destaca que se trata de uma apuração tecnicamente complexa, considerando fatores como: pacientes com cadastro em mais de um território e pacientes oriundos do interior do Estado; atendimentos pactuados entre municípios; e possíveis inconsistências entre bases de dados assistenciais." Apesar disso, a SMS afirmou que todos os pacientes envolvidos estão sendo acompanhados e assistidos pela rede municipal de saúde para a continuidade do tratamento. Na segunda-feira, o Cremeb informou que realizou uma fiscalização na clínica. As eventuais sanções ao empreendimento só serão divulgadas pelo conselho após o resultado da análise. O que diz a clínica? Em nota, a clínica Clivan informou que todos os protocolos clínicos, técnicos e de biossegurança foram rigorosamente seguidos durante as cirurgias. Além disso, a unidade reafirmou a confiança nos profissionais, protocolos e na medicina exercida desde o início do empreendimento. Confira a nota na íntegra: "A Clínica de Oftalmologia esclarece as informações relacionadas a intercorrências registradas no pós-operatório de cirurgias de catarata realizadas na última semana. Ressaltamos que todos os protocolos clínicos, técnicos e de biossegurança foram rigorosamente seguidos, desde a avaliação pré-operatória até o acompanhamento pós-cirúrgico, em conformidade com as normas médicas vigentes. A clínica realiza mais de 8 mil cirurgias por ano, mantendo um histórico sólido de segurança, qualidade e excelência, o que reforça o caráter pontual do episódio. Reiteramos nosso compromisso com a saúde, o bem-estar e a transparência no atendimento aos pacientes, permanecendo à disposição para quaisquer esclarecimentos adicionais e assegurando que todos continuem sendo acompanhados de forma responsável e humanizada. A Clínica de Oftalmologia reafirma sua confiança nos seus profissionais, protocolos e na medicina responsável que sempre pautou sua trajetória." LEIA TAMBÉM: Clínica oftalmológica é interditada em Salvador após pacientes denunciarem perda de visão por causa de cirurgia de catarata Professor é preso suspeito de praticar crimes sexuais contra alunas adolescentes dentro de escola na BA Ação de saúde promove consulta médica, vacinação e exames gratuitos em Conceição do Coité Veja mais notícias do estado no g1 Bahia. Assista aos vídeos do g1 e TV Bahia 💻

  13. Agressão sexual faz tartarugas pularem do penhasco Ela sabia que a queda era grande, mas teve que pular. Eu não estou falando da Luísa Sonza. Mas sim da tartaruga mediterrânea (Testudo hermanni). As duas quedas têm o mesmo motivo: machos.  Um novo estudo sugere que agressão sexual pode ser o motivo por que as tartarugas fêmeas se jogam de penhascos na ilha de Golem Grad, na Macedônia do Norte. Um fenômeno que os cientistas batizaram de “suicídio demográfico”. E que acontece por conta de um desequilíbrio extremo no número de machos e fêmeas.  Existem áreas da ilha em que a proporção é de 19 machos para cada fêmea, numa população que gira em torno de mil tartarugas. E, segundo a pesquisa, esse desequilíbrio leva a tentativas de acasalamento por violência. De acordo com um dos autores do estudo, Dragan Arsovski, que é ecólogo da Sociedade Ecológica da Macedônia, as fêmeas ficam literalmente soterradas pelos machos, que as perfuram com a ponta afiada da cauda e as mordem até sair sangue.  Como resultado, até três quartos das fêmeas da ilha apresentam lesões na região genital. E algumas delas ficam tão exaustas que pular de um penhasco parece a única saída possível. O que acaba levando muitas delas à morte, diminuindo ainda mais o número de fêmeas na população.  E o trauma é real. Experimentos comprovaram que, na presença de machos, as fêmeas dessa ilha pulavam até mesmo de penhascos simulados. Isso não acontecia com as fêmeas de uma população continental vizinha, que não passam por esse tipo de violência. Deve ser por isso que elas se reproduzem mais e têm maiores taxas de sobrevivência que as pobres vizinhas da ilha. Em condições normais de temperatura e pressão, a expectativa de vida dessa espécie é de até 100 anos. Mas os cientistas preveem que a última grande fêmea da ilha deve morrer daqui a 57 anos, em 2083.

  14. Vídeo mostra momento em que agricultor encontra possível poço de petróleo ao perfurar solo O agricultor Sidrônio Moreira, que pode ter achado um poço de petróleo em sua propriedade no município de Tabuleiro do Norte (CE), fez um empréstimo de R$ 15 mil para pagar pela perfuração do solo em busca de água. O líquido que ele encontrou no poço, porém, não foi água, e testes indicam que a substância pode ser petróleo. A Agência Nacional do Petróleo (ANP) investiga o caso. A residência onde a família vive, na localidade de Sítio Santo Estevão, a cerca de 35 quilômetros da sede do município, não possui água encanada. Para abastecer a propriedade, em boa parte do ano, a família paga por carregamentos de água de carro-pipa. Clique e siga o canal do g1 Ceará no WhatsApp Um vídeo gravado pela família em novembro de 2024 mostra o momento em que Sidrônio e a equipe contratada furam o primeiro poço, após a contratação do empréstimo. Em determinado momento, um líquido escuro emerge do buraco e o agricultor chega a comemorar, pensando se tratar de água. (Assista acima) "Quando eles estavam perfurando, já estavam quase a 40 metros, depois de 30 metros, saiu um líquido, e aí no vídeo meu pai até comemora porque ele pensava que era água. E acabou que, depois que o perfurador parou, não saiu nada [de água]", relatou ao g1 Saullo Moreira, filho de Sidrônio. Vídeo mostra momento em que agricultor encontra possível poço de petróleo por acidente ao perfurar solo em Tabuleiro do Norte (CE) Reprodução 📍Localizado a cerca de 210 quilômetros de Fortaleza, Tabuleiro do Norte fica na divisa com o Rio Grande do Norte e faz parte da região do Vale do Jaguaribe. A região fica próxima à Bacia Potiguar, uma área de exploração de petróleo localizada entre o Ceará e o Rio Grande do Norte. Tabuleiro do Norte não está inserido em nenhum bloco de exploração de petróleo, mas a localidade onde a substância foi descoberta está a apenas 11 quilômetros do bloco de exploração mais próximo. Além do empréstimo, Sidrônio usou parte das suas economias para pagar a perfuração. Após a frustração inicial com o primeiro poço, que não deu água, a família chegou a furar um segundo poço, mais raso. Porém, também não encontrou água. "Tem poços na região que são de 30 metros, já dá água, e a água que a gente fala nem é água de consumo mesmo, é água pros próprios animais. A gente cavou outro poço, só que o outro poço é bem mais raso, é 20 metros no máximo, e aí não deu também. A gente acabou que isolando [o poço], porque, como não tava dando, a gente tava acabando o nosso recurso", relatou Saullo. Semanas após perfurar o primeiro poço, a família voltou a mexer no local, ainda na esperança de encontrar água. Em vez disso, eles encontraram um líquido viscoso, escuro, de odor característico semelhante ao de óleo automotivo. Em junho de 2025, o filho de Sidrônio, o gerente de vendas Saullo Moreira, procurou a equipe do Instituto Federal do Ceará (IFCE) de Tabuleiro do Norte em busca de orientação e conversou com o engenheiro químico Adriano Lima - agente de inovação do campus para o Vale do Jaguaribe. Infográfico - Possível descoberta de petróleo registrada em Tabuleiro do Norte, no interior do Ceará. Arte/g1 LEIA MAIS: Caso petróleo seja confirmado, agricultor que furou poço no Ceará não poderá vender o combustível; entenda Vídeo mostra agricultor encontrando possível poço de petróleo ao perfurar em busca de água Após receber uma amostra do material, Adriano levou o líquido para análise no Núcleo de Pesquisa em Baixo Carbono da Universidade Federal Rural do Semi-Árido (Ufersa), em Mossoró (RN), onde realizou análises físico-químicas do líquido. Testes laboratoriais apontaram que a amostra do líquido encontrada tem as mesmas características físico-químicas do petróleo de jazidas da região vizinha, no Rio Grande do Norte. A confirmação oficial, porém, só pode ser feita por um laboratório credenciado pela Agência Nacional do Petróleo (ANP). A família e o IFCE procuraram a ANP ainda em julho de 2025 informando da descoberta, mas a Agência demorou meses para dar uma resposta. Em fevereiro deste ano, o órgão confirmou ao g1 que recebeu o aviso e que vai investigar o caso. A ANP também disse que vai contatar "o órgão de meio ambiente competente para as providências cabíveis", mas não informou quais são as medidas nem qual o órgão responsável. O que acontece agora? As análises feitas pelo IFCE e Ufersa confirmaram que o líquido encontrado em Tabuleiro do Norte é um tipo de hidrocarboneto que, em termos de densidade, viscosidade, cor e cheiro, se assemelha ao petróleo encontrado nas redondezas. Apesar disso, somente após análise de um laboratório credenciado pela ANP será possível afirmar que substância realmente é petróleo. A confirmação de que a substância é um hidrocarboneto não configura confirmação oficial de que há uma jazida de petróleo na propriedade nem que é a exploração econômica é viável. Ou seja, não se sabe qual a quantidade, a qualidade e a viabilidade. Substância extraída em Tabuleiro do Norte (CE) foi levada para estudo em laboratório no Rio Grande do Norte Divulgação Após a descoberta de uma possível jazida de petróleo e a notificação da ANP, o órgão deve iniciar uma série de procedimentos para averiguar as condições da área, como o subsolo, o tamanho do poço e a composição química do líquido. A descoberta de petróleo não significa necessariamente que a exploração da área seja possível ou financeiramente vantajosa. Após a confirmação e delimitação das jazidas, a ANP divide a região em blocos de exploração, que serão leiloados para empresas realizarem a exploração de petróleo. Possível poço de petróleo no sertão, demora da ANP e busca por água: veja linha do tempo Muitas vezes, ocorre de uma área já mapeada e liberada para exploração pela ANP não atrair interesse de investidores devido ao tamanho da jazida, à dificuldade de extração, ao custo da instalação da operação ou mesmo à baixa qualidade do petróleo, o que exigiria mais gastos no processo de refino. "O custo de se montar uma unidade de produção numa região tem que ser equivalente ao retorno que a operação vai ter. Então, pra empresa, por exemplo, arrematar um bloco no semiárido nordestino, em cima da Chapada do Apodi, considerando os cálculos de custos ambientais, impactos ambientais, custos econômicos de operação, tem que ser proporcional ao retorno que ele vai ter daquele material que ele vai extrair. O retorno tem que estar relacionado à qualidade do óleo que ele vai extrair e à quantidade, à duração, o tempo que ele vai conseguir produzir", avalia o pesquisador. Necessidade de água continua IFCE investiga possível achado de petróleo em Tabuleiro do Norte (CE) Marcelo Andrade/IFCE Enquanto aguarda resposta da ANP, a família de Sidrônio vive na incerteza. A necessidade de água continua, mas, para além dos custos para pagar novas perfurações em outros pontos da propriedade, a própria descoberta do óleo tornou a busca por um poço artesiano mais complexa. A família foi alertada, por exemplo, que se um poço fosse perfurado incorretamente, o óleo poderia vazar para o lençol freático e contaminar a água da região, gerando uma série de problemas ambientais. Ao g1, o filho de Sidrônio, Saullo Moreira, destacou que a família preferia ter encontrado água, mas, diante da possibilidade de encontrar petróleo, espera que o processo seja resolvido quanto antes para saber o que será feito com a propriedade. "O que a gente queria era água, né? O que a gente queria era solucionar o problema da água lá, até porque meu pai já é idoso, gosta de criar esses animais. Hoje, eu queria que, se fosse petróleo, a gente resolvesse o mais rápido possível pra ele ter essa forma de renda extra e, aí sim, se tiver uma forma de renda extra, ele conseguir, de alguma forma, levar a água, nem que seja mais próximo. Hoje eles compram carro-pipa quando falta [água] por muito tempo. Se tiver algum recurso, eles podem comprar com mais frequência", disse Saullo. IFCE investiga possível descoberta de petróleo durante escavação de poço de água no Ceará Assista aos vídeos mais do Ceará:

  15. Cho Chang foi a história de origem da vilã de ‘Bridgerton’, brinca atriz Na 4ª temporada de "Bridgerton", a escocesa Katie Leung chama a atenção como Lady Araminta Gun, uma espécie de releitura da "madrasta má" da "Cinderela". Em alguns momentos, ela é tão fria que é difícil associar a atriz ao papel pelo qual ficou conhecida: Katie foi Cho Chang, a primeira namoradinha de Harry Potter. Ao g1, a atriz contou que essa transição de um papel conhecido para outro tem sido bem divertida. Na verdade, é quase como se uma personagem explicasse a outra. "Eu acho que a Cho Chang foi tipo a história de origem da vilã dela. Sabe, o Cedric morre, o Harry deu um fora nela", brinca. "É uma transição para algo que eu nunca realmente fiz antes na minha carreira e é tão divertido. Sim, eu simplesmente amei cada minuto disso, mas sem ter nenhuma expectativa de onde isso chegaria. Eu não estava pensando no resultado final". Katie Leung como Cho Chang na franquia 'Harry Potter' e Lady Araminta Gun em 'Bridgerton' Divulgação Apesar da maldade de Araminta Gun, Katie conta que sempre enxergou a personagem como uma sobrevivente às circunstâncias e que foi colocada. "Eu pensava sobre as motivações dela, e era sempre sobre proteger os filhos dela. Então, veio de um lugar de amor, mesmo que tenha se manifestado de uma forma muito cruel". Quem sabe não é o primeiro passo para novas vilãs? "Eu adoraria", diz a atriz. Rostinho jovem Aos 38 anos, Katie comemora poder finalmente interpretar a matriarca de uma família. É que, desde Cho Chang, ela realmente não envelheceu muito. "Eu realmente me vejo vista como uma atriz ao poder interpretar uma mãe. Porque eu acho que por muito tempo, fiz testes para personagens muito mais jovens. Fomos paradas para mostrar identidade ontem! Eu disse: 'Com licença, eu poderia ser sua mãe'". Para Katie, esse tipo de papel tem mais possibilidades como atriz. "Papéis de mãe são muito mais interessantes. E eu amo que não foram atrás de uma mulher muito mais velha. Que bom que foram abertos para essa escalação". Posy Li (Isabella Wei), Lady Araminta Gun (Katie Leung) e Rosamund Li (Michelle Mao) na 4ª temporada de 'Bridgerton' Divulgação/Netflix

  16. Poucas turnês comemorativas trouxeram um debate tão polarizado entre a técnica e a emoção quanto os dois shows com Wagner Moura nos vocais da Legião Urbana. Para os músicos remanescentes, Dado Villa-Lobos e Marcelo Bonfá, foi uma catarse coletiva e uma homenagem à memória de Renato Russo. Para a crítica e para uma parte mais exigente dos fãs de Legião, aquele foi o pior papel interpretado por Moura, que concorre ao Oscar de Melhor Ator por “O Agente Secreto”. A decisão de convidar Moura para liderar o tributo nos 30 anos de criação da banda não foi por acaso. O convite partiu de Dado e Bonfá. Eles nunca viram no ator um substituto técnico, mas alguém com uma "energia legionária". O “teste" para o papel veio em trilhas sonoras: em “O Homem do Futuro” (2011), ele cantou "Tempo Perdido"; e em VIPS (2010), deu voz a "Será". As duas performances deixavam bem claro: o que unia Wagner e Renato era a teatralidade. Wagner Moura no Tributo a Legião Urbana em 2012 Caio Kenji/g1 A experiência de Moura como cantor não vinha só do cinema. Em 1992, em Salvador, ele fundou a banda Sua Mãe com amigos da faculdade de jornalismo. O som misturava o pós-punk de grupos como The Cure e Smiths com o brega de Waldick Soriano e Odair José. Quando o convite para o tributo chegou, Moura estava filmando “Praia do Futuro” na Alemanha. Aceitou por ser fã e pelo desejo de cantar com seus ídolos. Evitar um imitador de Renato Russo era vital para que o projeto fosse visto como um tributo, e não uma substituição. A vida foi curta: duas noites no Espaço das Américas, em São Paulo, em maio de 2012. O objetivo era a gravação de um especial da MTV, com direção de Felipe Hirsch. O evento contou ainda com Andy Gill, do Gang of Four, banda que Renato Russo amava, e Bi Ribeiro (baixista dos Paralamas do Sucesso). Nem tudo foi celebração. Um conflito jurídico ameaçou o evento. Giuliano Manfredini, filho de Renato Russo e detentor da marca "Legião Urbana", mantinha uma relação tensa com os músicos. Impedidos de usar o nome original, Dado e Bonfá tomaram todo o cuidado para não correrem riscos. Mesmo assim, Manfredini questionou o preço dos ingressos e a escolha de Moura. A disputa quase fez o projeto ser cancelado. Na estreia, no dia 29 de maio de 2012, o som foi prejudicado por microfonias e outras falhas técnicas. Foram errinhos aqui e ali, como a vez em que Bonfá interrompeu a introdução de "Pais e Filhos" para recomeçar a música após um erro. Quem gostou disse que parecia um ensaio aberto, uma coisa íntima. Wagner Moura no Tributo a Legião Urbana em 2012 Caio Kenji/g1 Wagner Moura, super emocionado, enfrentou dificuldades para se manter afinado. Ganhou a plateia mais na garra e na devoção. O ponto alto foi a inclusão improvisada de "Faroeste Caboclo". A música não havia sido ensaiada, mas ao ver sete mil pessoas cantando a letra quilométrica, o ator decidiu se jogar. Deu certo. O fato de a letra ser mais falada do que cantada, claro, ajudou. O que disse Wagner Moura? Wagner Moura no Tributo a Legião Urbana em 2012 Caio Kenji/g1 Apesar das críticas e da sensação de que o show parecia um "karaokê" de luxo, muitos fãs se sentiram representados pelo suor de Moura. O ator defendeu sua performance contra o que chamou de "idiotice" dos críticos que esperavam uma imitação perfeita. Em 2021, no podcast “Mano a Mano”, ele falou do tributo com bom humor. Admitiu a baixa qualidade técnica, mas reafirmou o valor sentimental, descrevendo-se como "um fã que eles cataram na plateia". "Eu nunca fui tão esculachado em toda a minha vida. Nem por ‘Tropa de Elite’ eu tive tanto hate”, ele comparou, citando seu papel como Capitão Nascimento. "Foi emocionante pra cacete. Eu desafinei? Desafinei. Estava ruim? Estava. Mas eu faria tudo de novo, foi um dos momentos mais incríveis da minha trajetória." Uma trajetória que segue com momentos igualmente incríveis, incluindo prêmios de Melhor Ator no Globo de Ouro e no Festival de Berlim.

  17. Praças de pedágio na região de Pelotas serão desativadas As praças de pedágio do polo rodoviário de Pelotas serão desativadas a partir da meia-noite desta quarta-feira (4). O contrato entre o governo federal e a concessionária Ecovias Sul chega ao fim às 23h59 desta terça (3), encerrando 28 anos de operação no Sul do Rio Grande do Sul. Ao todo, quatro praças deixarão de cobrar tarifa: Canguçu e Rio Grande, na BR‑392, e Pelotas e Jaguarão, na BR‑116. Motoristas de carros deixarão de pagar R$ 19,60 em cada uma delas — a tarifa mais cara do estado e entre as dez maiores do Brasil. Em 2024, os pedágios chegaram a ser os mais caros do Brasil. 📲 Acesse o canal do g1 RS no WhatsApp Caminhoneiros também terão redução significativa. Em viagens entre Porto Alegre e Rio Grande, por exemplo, deixarão de pagar cerca de R$ 350. As tarifas atuais variam de R$ 39,10 a R$ 117,40, dependendo do número de eixos. "Um 9 eixos é R$ 235. Não tem como, é muito caro", disse o caminhoneiro Cláudio da Silva. Com o fim da cobrança, a gestão dos trechos volta para o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit). Segundo o órgão, quatro contratos terceirizados foram encaminhados para garantir manutenção rotineira, incluindo roçada, drenagem e conservação da pista. "Nós não temos equipamentos. Nós contratamos empresas para fins de execução das obras", afirma o superintendente do Dnit no RS, Hiratan Pinheiro da Silva. Já o resgate e o socorro deixam de ser responsabilidade da concessionária e passam a ser operados por cada município. A Ecovias Sul desligará cinco ambulâncias e uma UTI móvel. No último ano, foram registradas 13 ocorrências diárias nos trechos. Para suprir a demanda, o Samu de Pelotas pretende ampliar a frota e contratar 10 profissionais. "Solicitamos mais uma ambulância, uma unidade de suporte básico e uma viatura de intervenção rápida", disse Marcelo Rodrigues da Rosa, diretor da rede de urgência e emergência do município. As balanças de pesagem de Pelotas e Rio Grande também serão desligadas e passarão a ser responsabilidade do DNIT. Segundo a concessionária, 27 mil veículos foram autuados por excesso de carga nos últimos cinco anos. O Dnit avalia incluir o serviço em um aditivo contratual para retomar a operação. Para a Polícia Rodoviária Federal, o tempo de resposta é o principal ponto de atenção. "Uma empresa estrategicamente posicionada na rodovia, logicamente, tem um tempo de resposta mais curto do que o Estado conseguirá prover", disse o chefe de delegacia da PRF, Daniel Pitrez. A concessão começou em 1998 por 15 anos e foi prorrogada em 2013 até 2026. Um contrato emergencial chegou a ser tratado neste ano, mas não avançou. A nova concessão só deve entrar em vigor em 2027, com previsão de mais de R$ 6 bilhões em investimentos. A licitação está a cargo da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). O processo inclui audiências públicas marcadas para este mês: no dia 12, em Brasília; no dia 18, em Pelotas; e no dia 20, em Porto Alegre. Um dos pedágios mais caros do Brasil será desativado após 28 anos no RS Reprodução/RBS TV VÍDEOS: Tudo sobre o RS

  18. Justiça nega habeas corpus a 3 foragidos por estupro coletivo A denúncia de um caso de estupro coletivo ocorrido na noite de 31 de janeiro contra uma adolescente de 17 anos no Rio de Janeiro chocou o país. Quatro jovens são réus por estupro com concurso de pessoas, e a Justiça expediu mandados de prisão contra todos. Segundo a investigação, a vítima foi convidada por um ex-namorado para um encontro amoroso, mas acabou sendo violentada sexualmente por amigos deste jovem. O exame de corpo de delito apontou lesões compatíveis com violência física e escoriação na região genital, além de sangue no canal vaginal. O episódio, que causa indignação na sociedade, evidencia uma das formas mais severas de violência sexual e reacende o debate sobre as políticas de prevenção contra este tipo de agressão. As principais vítimas de estupro coletivo contra menores são meninas adolescentes, vulneráveis socioeconomicamente ou com histórico de traumas, explica o professor de psiquiatria da Faculdade de Medicina do ABC Danilo Baltieri, que já atendeu a mais de mil agressores sexuais em 30 anos. Além disso, a relação entre agressores e vítimas desses casos é geralmente próxima. A subnotificação torna difícil quantificar com precisão a prevalência do estupro coletivo contra menores, mas pesquisas apontam que esse tipo de crime representa uma parcela considerável dos casos de violência sexual grave: estima-se que mais de 370 milhões de meninas e mulheres vivas em todo o mundo tenham sido vítimas de estupro ou abuso sexual antes dos 18 anos, o que representa uma em cada oito. Baltieri destaca que a subnotificação é alarmante: acredita-se que apenas 7,5% dos casos de estupro sejam reportados. Um estudo de 2025 publicado na revista The Lancet revela que 17,7% das mulheres e 12,5% dos homens brasileiros com 20 anos ou mais foram vítimas de violência sexual na infância ou adolescência. De acordo com o Anuário Brasileiro de Segurança Pública de 2024, 71% dos casos de estupro de 2023 foram contra vulneráveis (menores de 14 anos ou incapazes de consentir). Segundo o documento, o país registrou, 80.605 casos de estupro naquele ano, sendo 57.329 estupros de vulnerável. As maiores taxas de incidência são registradas na região Norte: Acre (69,37 por 100 mil habitantes), Rondônia (68,55) e Roraima (60,69). São Paulo ocupa a primeira posição em números absolutos, com 11.330 casos, seguido pelo Paraná, com 5.272. Entre 2017 e 2020, houve 179.277 casos de estupro ou estupro de vulnerável contra vítimas com até 19 anos, o que equivale a uma média anual de 45 mil ocorrências. Crianças de até 10 anos representaram um terço desse total, com 62 mil casos. Meninas de 12 a 17 anos são as maiores vítimas Pesquisas indicam que meninas de 12 a 17 anos (com idade média de 14 anos) são as mais impactadas em casos de estupro. 🌎 No mundo, 89% das vítimas de estupro são mulheres, sendo 81% delas com idades entre 12 e 17 anos. Em alguns tipos deste crime, mais da metade das vítimas é menor de 12 anos. Meninos também são vítimas, principalmente nas faixas etárias mais jovens (3 a 9 anos), correspondendo a 14% dos casos no Brasil. 🇧🇷 No Brasil, 88% das vítimas de violência sexual são meninas, com um pico aos 13 anos. Por outro lado, meninos são mais frequentemente vítimas entre os 3 e 9 anos de idade. Baltieri destaca que, quando se trata de crianças e adolescentes, o impacto causado é ainda mais devastador, uma vez que atinge de maneira profunda o desenvolvimento psicológico, emocional e até mesmo físico dos jovens afetados. “Esse tipo de situação acaba por perpetuar ciclos de trauma que têm o potencial de se estender por toda a vida das vítimas, criando um ciclo vicioso que é difícil de romper”, afirma o psiquiatra. O médico acrescenta que, apesar de o estupro coletivo ser menos frequente do que os assaltos cometidos por um único autor, ele está ligado a um aumento significativo nos riscos de infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) e problemas de saúde mental. Cerca de 30% das vítimas de estupro coletivo sofrem lacerações himenais e 38% apresentam ISTs. Os dados são de uma pesquisa realizada em 2014 que examinou 32 casos de estupro por vários agressores em um único incidente envolvendo adolescentes de 12 a 17 anos, em comparação com 534 casos de assaltos cometidos por um único agressor. Na África do Sul, país onde a violência sexual é endêmica, 8,9% dos homens adultos já confessaram envolvimento em estupro coletivo. Estupro coletivo contra menores: principais vítimas são meninas adolescentes Adobe Stock Relação entre agressores e vítimas geralmente é próxima Em casos de estupro coletivo contra menores, a relação entre agressores e vítimas é geralmente próxima, o que intensifica o trauma e torna as denúncias mais difíceis. Pesquisas apontam que 93% das vítimas com menos de 18 anos têm algum tipo de relação com o agressor: 59% são conhecidos ocasionais 34% são familiares e apenas 7% são estranhos. Em casos de múltiplos perpetradores, 27,7% envolvem estranhos, 28,3% conhecidos ou datas casuais, 10,3% parentes, e 27,7% múltiplos tipos. No Brasil, 86% dos autores são conhecidos, com 67% dos casos ocorrendo na residência da vítima, de acordo com a Unicef Brasil. Dados da violência sexual Juan Silva / Arte g1 Baltieri explica que a investigação de estupro coletivo contra menores enfrenta desafios significativos devido a obstáculos de natureza estrutural, psicológica e social, tornando a subnotificação significativa: apenas 30% dos casos de assalto sexual contra crianças são denunciados à polícia. Os motivos incluem medo de represálias, vergonha e falta de reconhecimento como vítima. Para o médico, é fundamental que a sociedade priorize a prevenção e o apoio, entendendo que o silêncio contribui para a perpetuação do crime: “O estupro coletivo de menores é uma grave violação dos direitos humanos, ocorrendo com uma frequência alarmante no Brasil e o mundo todo e afetando principalmente meninas em situações de vulnerabilidade em contextos de proximidade. Os desafios na investigação exigem reformas imediatas nas políticas públicas, educação e justiça para quebrar ciclos de violência e proteger as vítimas”, declara. O perfil de estupradores A partir da experiência de 30 anos no atendimento a abusadores sexuais, o psiquiatra Baltieri afirma que o histórico de outros comportamentos violentos por parte de estupradores é comumente visto na prática clínica. Sobre os casos de estupro coletivo, ele explica ainda que não observa uma separação clara entre submissão, humilhação e prazer sexual por parte desses criminosos. Segundo o especialista, todos esses itens constituem o que os especialistas chamam de thriller motivation. “Frequentemente, existe um líder, aquele que comanda. Não é incomum encontrarmos aspectos da chamada tríade negra: narcisismo, maquiavelismo e anti-socialidade. A tríade negra precisa ser identificada durante o manejo clínico. Não afirmo que esteja presente em todos os membros da gang, mas naqueles que tive a oportunidade de atender, isso é comum”, declara. Entenda o caso de Copacabana Segundo o inquérito, a vítima foi convidada por um ex-namorado para ir ao apartamento de um amigo dele, em Copacabana. No imóvel, ela foi levada para um quarto e, enquanto mantinha relação sexual com o ex, outros quatro rapazes entraram no cômodo. A vítima relatou que, após insistência do adolescente, concordou apenas que os amigos permanecessem no quarto, desde que não a tocassem. Mas, segundo o depoimento, os rapazes forçaram a jovem a praticar sexo oral e fizeram que ela sofresse penetração por todos. Ela afirmou ainda que levou tapas, socos e um chute na região abdominal. A jovem tentou sair do quarto, mas foi impedida. O exame de corpo de delito apontou lesões compatíveis com violência física e a perícia identificou infiltrado hemorrágico e escoriação na região genital, além de sangue no canal vaginal. Também foram descritos grupos de manchas nas regiões dorsal e glúteas. Materiais foram coletados para exames genéticos e análise de DNA. Na manhã desta terça-feira (3), o até então foragido Mattheus Verissimo Zoel Martins, de 19 anos, sem entregou à polícia. Outros 3 investigados seguiam foragidos até a última atualização desta reportagem: Bruno Felipe dos Santos Allegretti, de 18 anos; João Gabriel Xavier Bertho, de 19 anos e Vitor Hugo Oliveira Simonin, de 18 anos. Anteriormente, a Justiça do Rio de Janeiro tinha negado habeas corpus aos foragidos. O adolescente que convidou a vítima também é investigado por ato infracional análogo ao crime. O procedimento dele foi desmembrado para a Vara da Infância e Juventude, que ainda não tinha decidido pela apreensão dele ou não. Por se tratar de um menor, a identidade não será divulgada. Dois dos 5 envolvidos em estupro coletivo são acusados de outro caso semelhante; vítima tinha 14 anos 'O 'não' dela é muito precioso e importa', diz mãe de vítima de estupro coletivo no Rio

  19. Os projetos originais da Disney/Pixar não obtiveram bons resultados nos últimos anos. Tirando as sequências (como “Divertida Mente 2”), as animações originais desta parceria, como “Elementos” e, mais recentemente, “Elio”, não conseguiram conquistar público e crítica como nos tempos áureos desta parceria. Mas com “Cara de Um, Focinho de Outro”, que estreia nesta quinta-feira (5), pode ser que essa má fase fique para trás. O 30º filme lançado pela Disney/Pixar (desde “Toy Story”, de 1995) tem uma história bem divertida (mesmo que não seja inovadora), ótimas piadas e personagens realmente carismáticos. Além disso, o longa traz uma boa mensagem sobre meio ambiente e ecologia, que agrada às crianças e não entedia os mais crescidos. A trama é centrada em Mabel, uma jovem que aprendeu a amar os animais e a natureza desde criança, graças aos ensinamentos de sua avó. Por causa disso, ela vive brigando com o prefeito Jerry para proteger os bichos de seus projetos, que podem afetar as áreas naturais da cidade onde vive. Assista ao trailer do filme "Cara de Um, Focinho de Outro" Um dia, Mabel descobre uma tecnologia desenvolvida na universidade onde estuda que permite que sua mente seja transferida para um robô com aparência de uma marmota. A jovem usa o invento para conhecer melhor o reino animal, onde faz amizade com diversos bichos. Especialmente o Rei George, um castor boa praça, que lhe ensina as regras de convivência entre as espécies na região que ela quer proteger. Só que um incidente inesperado faz com que Mabel precise correr contra o tempo para salvar seus novos amigos, antes que aconteça algo que pode afetar tanto os animais quanto os humanos. Pequeno grande mundo Dizer que a técnica de animação de “Cara de Um, Focinho de Outro” é muito bem feita é algo óbvio demais. Afinal, a Pixar não parou de evoluir nesse quesito para apresentar filmes que sempre fascinaram o público a cada novo trabalho. Mas neste longa, chama a atenção que, além de deixar o movimento dos personagens mais ágil, os animadores souberam criar ótimas sequências para mostrar o reino animal de um ângulo diferente, até mágico, que ajuda o espectador a embarcar na história. Mabel (na boca do urso) tenta se adaptar a conviver com os animais em 'Cara de Um, Focinho de Outro' Divulgação O longa tem alguns aspectos que lembram “Vida de Inseto”, lançado em 1998, ao mostrar como funcionaria o universo dos bichos, com semelhanças com o dos seres humanos, o que rende boas piadas. Mas, dessa vez, isso é expandido e mostrado como se houvesse diferentes reinos habitados por outras espécies. Chega até a lembrar a consagrada série “Game of Thrones”, com suas intrigas e reviravoltas. Claro, tudo de maneira leve e cômica, para não assustar as crianças. Além disso, vale destacar as várias referências que aparecem no filme, como “Avatar”, e até mesmo com obras da própria Disney/Pixar, como o “Up: Altas Aventuras”, “Lightyear” e o curta “For The Birds”. Mas as mais divertidas são as que misturam clássicos como “Os Pássaros”, de Alfred Hitchcock, e “Tubarão”, de Steven Spielberg. Não tem como não rir desta sequência quando ela acontece. Amigo, estou aqui O que torna “Cara de Um, Focinho de Outro” um ótimo entretenimento, além do bom humor, é a construção da amizade que se forma entre Mabel e o Rei George. Enquanto ela é bem proativa e intensa em seu desejo de salvar a natureza, ele se mostra super calmo e “de boa” com os outros animais. Essa diferença faz com que, pouco a pouco, o respeito e a consideração entre eles cresçam e a relação dos dois seja o grande coração do filme. Mabel e o Rei George ficam amigos em 'Cara de Um, Focinho de Outro' Divulgação O mérito disso está na boa estreia de Daniel Chong na direção de longas de animação. O cineasta, que também escreve o roteiro ao lado de Jesse Andrews, mostra ter um bom domínio tanto nos momentos mais cômicos quanto também nos mais emotivos, sem exagerar na dose, o que poderia resvalar num sentimentalismo barato. Chong também acerta em não tornar seus personagens rasos e estereotipados. Especialmente os humanos. O melhor exemplo disso é o prefeito Jerry, que, à primeira vista, parece ser um vilão cheio de clichês. Mas, à medida que a trama se desenvolve, vão surgindo elementos que o deixam mais tridimensional e até com camadas, o que o torna mais interessante. Até os alívios cômicos, como a Dra. Sam, que cria a máquina que transfere a mente de Mabel para a marmota-robô, apresentam características além daquelas apenas para fazer rir. Isso mostra um cuidado maior do diretor/roteirista e sua equipe de entregar algo melhor do que os projetos mais recentes da Pixar. Mabel segura a sua versão robótica numa cena de 'Cara de Um, Focinho de Outro' Divulgação A versão dublada do filme tem como principal destaque a estreia da atriz Renata Sorrah, famosa como a Nazaré da novela “Senhora do Destino”, como uma das dubladoras. Ela dá a voz à Rainha dos Insetos, que se torna peça importante da trama numa das cenas mais inesperadas da animação. Na versão original, a personagem é interpretada por Meryl Streep. Infelizmente, por não ter cópias legendadas, o público não poderá ouvir os trabalhos de Streep e de atores conhecidos, como Jon Hamm (“Top Gun: Maverick”), que dubla o prefeito, e Dave Franco (“Juntos”), como o Rei dos Insetos. Mas a dublagem brasileira, mais uma vez, dá conta do recado muito bem. “Cara de Um, Focinho de Outro” transmite bem sua mensagem de proteger a natureza e dá a sensação de que a Disney/Pixar voltou aos tempos de glória após um período bastante turbulento ao final da sessão. Uma dica: quem ficar até o final dos créditos vai assistir a mais duas cenas extras. A primeira é até engraçadinha. Mas a segunda é bem melhor. Vale conferir. Cartela resenha crítica g1 Arte/g1

  20. O conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã se concentra numa área estratégica para o abastecimento global de energia. O Oriente Médio reúne algumas das maiores reservas de petróleo do planeta – o Irã tem a terceira maior, e a Arábia Saudita, a segunda – e concentra importantes instalações de produção e refino. Toda essa produção precisa atravessar o Estreito de Ormuz, que liga o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã, para abastecer os setores produtivos dos quatro cantos do mundo. Cerca de 20% do volume total de petróleo comercializado passa por esse corredor, que foi fechado pelo governo iraniano. Um cenário que pode se agravar caso a ameaça do general da Guarda Revolucionária iraniana, Ebrahim Jabari, se concretize: caso os bombardeios de Estados Unidos e Israel continuem, irá atacar “todos os centros econômicos” do Oriente Médio. Para explicar como o fechamento do Estreito de Ormuz abre um efeito cascata na economia global, Natuza Nery conversa com José Roberto Mendonça de Barros, fundador e sócio da consultoria MB Associados. Ele, que foi secretário de política econômica do Ministério da Fazenda entre 1995 e 1998, comenta também os impactos da guerra na produção e distribuição de gás natural e fertilizantes, e como isso repercute nas economias de Brasil e Estados Unidos, inclusive com possível alta no preço dos alimentos. Convidado: José Roberto Mendonça de Barros, fundador e sócio da consultoria MB Associados, foi secretário de política econômica do Ministério da Fazenda entre 1995 e 1998. O que você precisa saber: Irã lança drones contra a maior refinaria de petróleo da Arábia Saudita Fechamento da principal rota marítima de escoamento do petróleo do Oriente Médio acende alerta nos mercados internacionais PONTO A PONTO: Por que a guerra começou? O que deve acontecer agora? MAPA: Veja como o conflito se espalha no Oriente Médio SANDRA COHEN: Arrastados para o conflito, países calibram resposta ao Irã O podcast O Assunto é produzido por: Luiz Felipe Silva, Amanda Polato, Sarah Resende, Carlos Catelan e Luiz Gabriel Franco. Apresentação: Natuza Nery. O impacto da guerra no preço dos alimentos O Assunto é o podcast diário produzido pelo g1, disponível em todas as plataformas de áudio e no YouTube. Desde a estreia, em agosto de 2019, o podcast O Assunto soma mais de 168 milhões de downloads em todas as plataformas de áudio. No YouTube, o podcast diário do g1 soma mais de 14,2 milhões de visualizações. MoradoreS ao lado de prédios residenciais danificados em Teerã Moradores observam de uma rua ao lado de prédios residenciais danificados perto da praça Niloufar, em Teerã, durante a campanha militar conjunta EUA-Israel no Irã, em 2 de março de 2026.

  21. Dj Meury Divulgação Belém recebe de quinta-feira (5) a sábado (7), no Palafita, na Cidade Velha, três noites dedicadas a apresentar novos sons da Amazônia brasileira. O Aposta Psica, projeto de descoberta de talentos do Festival Psica, reúne 18 artistas e bandas selecionados em edital para showcases que funcionam como vitrine da nova cena musical da região. O resultado é um panorama da diversidade sonora produzida hoje na Amazônia, com artistas que transitam por carimbó, rap, reggae, indie rock, brega, tecnomelody, afrobeat, pop queer e rock alternativo. Programação também traz nomes consegrados como DJ Meury, DJ Dinho Tupinambá e Crocodilo. A edição reúne artistas do Pará, Amapá, Maranhão e Amazonas e mantém a proposta de diversidade do edital: metade das vagas é ocupada por mulheres e metade por artistas negros, além da presença de pessoas indígenas, artistas trans e representantes de diferentes territórios amazônicos. Os shows acontecem durante o Motins, encontro que reúne profissionais da indústria da música de todo o país. No palco, artistas apresentam sets curtos para um público formado por curadores, programadores de festivais e agentes do mercado. “O Aposta é um palco muito importante para os novos artistas porque é uma oportunidade de mostrar o trabalho para um público especializado, para pessoas que programam festivais em vários cantos do Brasil”, afirma Gerson Dias, diretor do Festival Psica. Segundo ele, a iniciativa também tem impacto direto na programação do próprio festival. “Muitos artistas que passam pelo Aposta acabam indo para o palco do Psica depois. Esse palco tem essa importância porque gera uma visibilidade muito grande”, completa Jeft Dias, também diretor do evento. DJ Dinho no Super Pop: cultura da aparelhagem é tema de festival inédito em Belém Tuyuka Lara/Psica 2022 5 de março: carimbó ancestral, pop queer e beat brega A primeira noite começa com Mestra Jesus e Grupo Terruada, guardiã do carimbó marajoara em Joanes, no arquipélago do Marajó. No palco, a artista leva composições que dialogam com religiosidade, cultura popular e memória da região. Na sequência aparece MOiSEE, artista de Ananindeua que mistura tecnomelody, brega e referências de K-pop em um pop queer de estética amazônica. O grupo Verene apresenta um indie rock alternativo com formação majoritariamente negra e discurso urbano contemporâneo. A noite também traz AfroTonni, MC e produtora de Ananindeua que ganhou destaque em batalhas de rima e constrói uma sonoridade que cruza rap, grime e R&B com estética afro-amazônica. Direto de Manaus, Luli Braga apresenta um trabalho que mistura música, poesia e artes cênicas, dialogando com a MPB contemporânea. Encerrando a sequência de shows, Walder Wolf, de Cametá, apresenta o chamado “beat brega”, proposta que mistura ritmos paraenses, pop e estética audiovisual. A noite termina com set da DJ Meury. 6 de março: do lírico ao brega amazônico O segundo dia abre com Mila Costa, cantora de Ananindeua que une formação lírica a referências da música popular brasileira, costurando samba, carimbó, brega e jazz em composições autorais. De Macapá, a artista Margot Inajosa leva ao palco um pop autoral que articula identidade amazônica e vivências trans. A banda Os Renascentistas, de Barcarena, apresenta um rock alternativo independente que mistura vulnerabilidade emocional, crítica social e energia coletiva. Do arquipélago do Marajó, a rapper Bruna BG, de Breves, traz letras que falam de periferia, ancestralidade e território. Já Jorginho Gomez — O Boto do Pará representa o universo do brega e do arrocha amazônico, com repertório inspirado no romantismo popular e nas narrativas do imaginário regional. Fechando os showcases da noite, Bruno Benitez, de Belém, apresenta uma pesquisa sonora que conecta carimbó, cumbia, salsa e tecnobrega, criando uma identidade latino-amazônica. O encerramento fica por conta dos DJs Dinho e Gordo, do Crocodilo. 7 de março: carimbó feminino, reggae e rap amazônico A terceira noite começa com Tamboiara Amazônia, coletivo feminino que propõe uma releitura do carimbó tradicional colocando mulheres no centro da percussão e da regência. O rapper André Negro, de Marabá, sobe ao palco trazendo mais de uma década de atuação no hip-hop do sudeste paraense. A banda Miriti, de Belém, mistura punk rock com brega, carimbó e tecnobrega, criando uma sonoridade híbrida que dialoga com diferentes cenas da cidade. A cantora e produtora Matemba apresenta um trabalho que conecta afrobeat, funk e ritmos afro-diaspóricos, refletindo negritude e espiritualidade. Direto de São Luís, Levi James representa a tradição do reggae maranhense, cultura marcada pelas radiolas e pela forte presença do gênero no estado. Também do Maranhão, Pantera Black encerra os showcases com um rap que conecta hip-hop, ancestralidade e ativismo negro. O encerramento da noite fica por conta do DJ Dinho Tupinambá. Programação 5 de março Mestra Jesus e Grupo Terruada MOiSEE Verene AfroTonni Luli Braga Walder Wolf Encerramento: DJ Meury 6 de março Mila Costa Margot Inajosa Os Renascentistas Bruna BG Jorginho Gomez – O Boto do Pará Bruno Benitez Encerramento: DJs Dinho e Gordo 7 de março Tamboiara Amazônia André Negro Miriti Matemba Levi James Pantera Black Encerramento: DJ Dinho Tupinambá Local: Palafita — Rua Siqueira Mendes, 264, Cidade Velha, Belém Entrada franca Abertura da casa: 19h. VÍDEOS com as principais notícias do Pará

  22. Advogada explica ações de empresas ligadas a Teló e Thaís Fersoza contra Doni nos EUA Decisões recentes da Justiça americana obrigam a empresa D32, do ex-goleiro da Seleção Brasileira Doniéber Alexander Marangon, o Doni, a pagar US$ 812 mil [o equivalente a R$ 4,2 milhões] a empresas ligadas a Michel Teló e Thaís Fersoza que fizeram investimentos no mercado imobiliário dos Estados Unidos. Segundo documentos obtidos pelo g1 em consulta ao tribunal do Condado de Miami-Dade, os processos contra a companhia, denunciada por quebras de contratos ligados a aportes em empreendimentos, começaram em 2024 e ainda não resultaram na devolução dos valores, que seguem sendo corrigidos por juros enquanto não forem pagos. 🔎 Nos Estados Unidos, os condados são divisões administrativas intermediárias dentro dos estados que abrangem diferentes municípios. Dentro do sistema judiciário norte-americano, essas cortes abrangem dívidas e outras causas cíveis entre pessoas e empresas. Clique aqui para seguir o canal do g1 Ribeirão e Franca no WhatsApp Nas ações, os representantes legais alegam que a empresa de Doni, que atua com empreendimentos na Flórida, emprestou US$ 450 mil de companhias ligadas ao sertanejo e à atriz com a promessa de devolução com um ganho baseado em uma taxa de juros anual de 15%, o que não ocorreu no prazo estabelecido. O cantor sertanejo Michel Teló Divulgação A advogada Juliana Leite, que ficou conhecida por participar da 4ª edição do Big Brother Brasil, atua em defesa das empresas gerenciadas por Teló e Thaís nos Estados Unidos. Em entrevista exclusiva ao g1, ela confirma o ganho de causa nos processos e que eles estão em fase de execução por meio da busca de bens da D32. As decisões definitivas, que atualizaram os valores a serem pagos, ocorreram entre o fim do ano passado e o início deste ano. "A gente está em negociação, porque essa parte de execução nos Estados Unidos, eles têm que nomear os bens. Já recebemos uma série de informações e estamos nessa fase de execução", disse. Em nota, Doni informou que é sócio há mais de oito anos da incorporadora que atua na região central da Flórida, que atualmente passa por um processo de reestruturação societária e renegociação de contratos e que, por isso, houve divergências pontuais com determinados clientes. “Todas submetidas regularmente à apreciação do Poder Judiciário e tratadas de forma técnica e dentro da legalidade”, comunicou. LEIA TAMBÉM Após denúncias por fraude imobiliária, Doni culpa elevação de juros nos EUA e diz que vai honrar contratos com investidores Suspeita de golpe imobiliário nos EUA, empresa do ex-goleiro Doni tem 22 processos em tribunal da Flórida Doni: quem é o ex-goleiro da Seleção e do Corinthians processado por golpes com investimentos nos EUA Doni: o que se sabe sobre ações contra ex-goleiro da Seleção por não entregar imóveis nos EUA Revelado em Ribeirão Preto (SP), ex-goleiro Doni tem histórico de títulos dentro e fora do país e passagens por Corinthians, Santos, Roma, Liverpool e Seleção Brasileira. Getty Images/AcervoEP Em outro comunicado, divulgado nas redes sociais, ele disse ter firmado acordos com a maioria dos investidores, que tem recursos para honrar os contratos e atribuiu os problemas dos empreendimentos a questões econômicas, como o aumento da taxa de juros nos EUA. Com forte ligação com Ribeirão Preto (SP), onde iniciou no futebol, Doni jogou em grandes equipes como Corinthians, Roma e Liverpool, além de ter atuado na Seleção Brasileira. Após 2013, quando encerrou a carreira, virou empresário e um dos sócios da D32, que captou recursos para a construção de casas em condomínios no estado da Flórida. Devido à falta de entrega dos empreendimentos e da ausência de retorno das aplicações financeiras, a empresa se tornou alvo de queixas de investidores, que entraram na Justiça solicitando a devolução dos valores aplicados. Em alguns casos, a Justiça chegou a cogitar a prisão cível dos sócios da empresa, devido à ausência em atos processuais. O ex-goleiro Doni, à esquerda, é um dos sócios da D32 Wholesale, que atua no setor imobiliário nos EUA. Reprodução/EPTV Os processos contra a D32 Segundo um levantamento feito pelo g1 nos condados de Miami-Dade e de Orange, dentro do estado da Flórida, são ao menos 29 processos ajuizados contra a D32, em sua maioria relacionados a quebras contratuais. Em Orange, são 22 ações, entre elas uma ajuizada pelo jogador do Santos Willian Souza Arão da Silva, após investir US$ 200 mil em um projeto imobiliário nos Estados Unidos. Em Miami-Dade, são mais 7 processos, entre eles ações ajuizadas por empresas gerenciadas por Michel Teló e Thaís Fersoza. "São disputas empresariais, empresas que fizeram investimentos, projetos que não foram entregues e a dívida não foi paga. (...) Todos são uma situação clássica do que a gente chama em inglês de breach of contract, uma quebra de contrato. Empréstimo que não foi pago, um empreendimento imobiliário que não foi entregue", explica a advogada, especializada em quebras contratuais nos EUA e que atendeu pelo menos cinco clientes contra a D32. Segundo informações disponíveis no site oficial de corporações e entidades comerciais do estado da Flórida, a M. Participações é representada por Michel Teló. No processo aberto no condado de Miami-Dade, a companhia alegou que, em dezembro de 2021, emprestou US$ 300 mil para a empresa de Doni com a promessa de retorno de 15% sobre o valor total, que deveria ser devolvido com correção monetária até novembro de 2023, o que não aconteceu. Após uma sentença favorável em fevereiro do ano passado, uma nova decisão, de janeiro deste ano, estabeleceu US$ 520,6 mil como valor final do pagamento devido pela empresa de Doni, o que inclui juros e honorários advocatícios. Com as mesmas alegações, a Thaiti Magic Investments, ligada a Thaís Fersoza, exigiu a devolução de US$ 150 mil, que subiram para US$ 292 mil na data da sentença definitiva, em novembro do ano passado. "O processo que a gente atua é bem simples: temos uma nota promissória, que é uma dívida e não tem garantia real. Então não teve uma hipoteca, não tem a menção a um terreno ou a uma casa. A gente está simplesmente executando uma dívida que não foi paga", afirma Juliana Leite. Placa de um dos empreendimentos da D32 nos Estados Unidos Reprodução/EPTV Empresa tentou acordo de renovação das dívidas, diz advogada Segundo Juliana Leite, os casos relacionados a Michel Teló e Thaís Fersoza estão entre os processos com ganho de causa que já resultaram em sentenças determinando a devolução de US$ 1,5 milhão. De acordo com a advogada, os investidores foram atraídos pela proposta da D32 por uma questão de confiança e também porque, inicialmente, as propostas pareciam promissoras. "Tinha-se um relacionamento com os diretores das empresas. Ele tinha projetos bem interessantes que, se fossem entregues, iriam devolver muito mais do que era devido. E o mercado imobiliário da Flórida sempre foi muito pujante, principalmente depois da pandemia. Os terrenos valoraram muito. (...) Acredito que no início a intenção realmente era de entrega. Os projetos eram bons, os terrenos eram bem localizados e, por algum motivo, não foram entregues." Juliana afirma que, depois dos problemas enfrentados, a D32 tentou estabelecer acordos extrajudiciais, que não foram aceitos porque não compensavam, explica a advogada. "Eles estavam propondo uma novação da dívida. Eles queriam fazer uma reestruturação na qual a dívida antiga seria extinta, se faria uma nova estrutura. Eu recomendei aos meus clientes não fazerem isso, porque nós já tínhamos uma dívida executada na Justiça e esse julgamento nos dá prioridade de recebimento", diz. Além dos quatro processos, ela confirma ter um cliente que preferiu aderir ao acordo extrajudicial, mas que ainda não recebeu da D32. Neste caso, o débito passa de US$ 1 milhão, segundo a advogada. "O único que eu tenho 100% de propriedade para dizer que aceitou a reestruturação da dívida também deu uma nova data de maturidade para a nota promissória para a dívida que foi renegociada e isso também foi descumprido." Juliana Leite, advogada que atua em processos contra a empresa do ex-goleiro Doni nos Estados Unidos. Reprodução/Teams Veja mais notícias da região no g1 Ribeirão Preto e Franca VÍDEOS: Tudo sobre Ribeirão Preto, Franca e região

  23. Data da posse de Dom Mário pode ser em abril A posse de Dom Mário Antônio da Silva como novo arcebispo de Aparecida será realizada no Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida, que é a catedral da arquidiocese e o maior centro de peregrinação mariana do país. A cerimônia deve ocorrer durante ou logo após a Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), marcada para 15 a 24 de abril de 2026, também no Santuário. A data exata ainda não foi confirmada. A celebração segue o rito previsto pelo Direito Canônico. O momento central é a entrega do báculo — o cajado episcopal que simboliza o pastoreio. O atual arcebispo, Dom Orlando Brandes, fará a entrega do símbolo a Dom Mário Antônio da Silva. O gesto oficializa a transferência da condução da arquidiocese. Após a entrega e a conclusão da missa, a transição é considerada efetivada. A programação também prevê um momento de agradecimento a Dom Orlando pelo período em que esteve à frente da arquidiocese. Em seguida, Dom Mário fará o primeiro pronunciamento como arcebispo de Aparecida e será acolhido oficialmente pelo clero e pelos fiéis. Ele é o sexto arcebispo a comandar a Arquidiocese de Aparecida desde a sua criação, em 1958. Dom Mário Antônio da Silva, novo arcebispo de Aparecida. Thiago Leon/Santuário Nacional Qual é o prazo para a posse? Segundo o padre Arnaldo Rodrigues, da CNBB, Dom Mário tem até 2 de maio de 2026 — dois meses após a nomeação — para assumir oficialmente o cargo, conforme determina o Direito Canônico. A nomeação de Dom Mário Antônio da Silva foi feita pelo Papa Leão XIV, que o escolheu para comandar a Arquidiocese de Aparecida. Até então arcebispo de Cuiabá (MT), Dom Mário passa a ser o sexto arcebispo da cidade desde 1958, iniciando uma nova etapa na liderança da Igreja Católica no município. Ele assume no lugar de Dom Orlando Brandes, que deixa o cargo. Dom Orlando esteve à frente da arquidiocese por cerca de dez anos e se despede após uma década de atuação em Aparecida. Dom Orlando Brandes esteve à frente da arquidiocese por 10 anos. Carlinhos Brasil/TV Vanguarda Como fica a arquidiocese até lá Até a posse, a arquidiocese não fica sem liderança. Dom Orlando já deixou o cargo de titular e atua como administrador apostólico, garantindo a continuidade das atividades pastorais e administrativas. Dom Mário permanece em Cuiabá até 12 de abril, cumprindo compromissos da Quaresma e da Semana Santa, antes de se preparar para a mudança definitiva para Aparecida. A transição está sendo articulada entre Dom Mário, Dom Orlando e a presidência da CNBB para assegurar que os trabalhos no Santuário sigam sem interrupções. Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida Vinícius Assis/TV Vanguarda Veja mais notícias do Vale do Paraíba e região bragantina

  24. Cão Orelha: laudo após exumação não identifica lesões na cabeça O laudo da exumação do cão Orelha, realizada em 11 de fevereiro pela Polícia Científica de Santa Catarina, não encontrou lesões na cabeça e apontou que o animal tinha doenças crônicas prévias, na coluna e nos ossos do rosto (entenda abaixo). O documento, que tem 19 páginas e foi obtido com exclusividade pelo repórter Jean Raupp, da NSC TV, conclui que não há fraturas ou lesões compatíveis com ação humana nos ossos analisados. Mesmo assim, os peritos destacam que a ausência de fraturas não descarta a possibilidade de trauma na cabeça. ✅ Clique e siga o canal do g1 SC no WhatsApp Idoso e dócil: quem era Orelha Os peritos também observaram uma área de porosidade óssea no lado esquerdo do maxilar, compatível com osteomielite, que é uma infecção no osso. Segundo o laudo, esse padrão indica um processo antigo, sem relação com qualquer trauma recente. Outra possível causa da infecção, segundo o laudo, é a grande quantidade de tártaro e a doença periodontal que o cão apresentava. Mesmo assim, o documento destaca que não é possível afirmar qual foi a origem exata do problema “devido à falta de histórico do animal”. Cão Orelha morava na Praia Brava Reprodução/Redes sociais O laudo também aponta alterações importantes na coluna. Os peritos encontraram muitos osteófitos, pequenas formações ósseas ligadas ao desgaste, compatíveis com espondilose deformante, uma doença degenerativa comum em animais idosos. O exame foi limitado à análise do esqueleto, já que o corpo estava em avançado estado de decomposição, o que impediu a avaliação de tecidos moles. Condições podem estar ligadas à vida nas ruas, diz especialista O professor José Francisco Bragança, do curso de Medicina Veterinária da Universidade do Oeste de Santa Catarina (Unoesc), explica que a osteomielite é uma infecção que pode ocorrer por bactérias ou por ferimentos que não cicatrizam da forma correta. “Em cães de rua, esse tipo de quadro é relativamente comum”, disse. Segundo o professor, a condição identificada na coluna do cão Orelha é semelhante ao chamado “bico de papagaio” em humanos, quando os ligamentos da coluna criam calcificações após inflamações repetidas. O quadro costuma causar dor leve e contínua. Cão Orelha na areia da praia Reprodução/Redes sociais De acordo com o professor, o fato de Orelha ser um cão comunitário e viver nas ruas pode ter contribuído para o agravamento do quadro. “Esses animais não têm um padrão alimentar adequado, nem suplementação que supra as exigências minerais e vitamínicas. Além disso, estão sujeitos a esforço físico constante, caminhando diariamente”, explicou. Por que o MP solicitou novas diligências à Polícia Civil Um mês depois da morte de Orelha, em 4 de fevereiro, o MP recebeu a conclusão das investigações. No dia 10, o órgão solicitou informações complementares à Polícia Civil após apontar que o material reunido apresentava lacunas que impediam a formação de uma opinião sobre o caso. As diligências solicitadas foram enviadas na última sexta-feira (20). Foram 35 novas ações solicitadas pelo MP, além de outros 26 atos de investigação e mais 61 diligências extras. Entre os pedidos, estava a exumação do corpo do animal. Agora, o MPSC segue a análise do material para decidir se acolhe o pedido de internação do adolescente apontado como autor, se pede mais investigações ou se arquiva o caso. Na segunda-feira (2), o órgão informou que criou um grupo de trabalho para analisar as novas diligências. A investigação está em segredo de Justiça por envolver adolescentes, conforme prevê o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Entenda o caso Orelha foi agredido em 4 de janeiro e morreu no dia seguinte após ser resgatado por populares. Comunitário, o animal recebia cuidados de vários moradores na Praia Brava, bairro turístico da Capital. Em um laudo inicial, baseado no atendimento veterinário que o animal recebeu, a Polícia Civil apontou que a morte de Orelha teria sido causada por um golpe na cabeça com objeto contundente e sem ponta. O MP recebeu o documento e solicitou a exumação do corpo do animal para a realização de um novo laudo. A exumação foi realizada em 11 de fevereiro. Infográfico - cão Orelha Arte/g1 VÍDEOS: mais assistidos do g1 SC nos últimos 7 dias

  25. Mulher é espancada pelo companheiro em Tomé-Açu (PA) e está na UTI O homem preso em Tomé-Açú, no nordeste do Pará, suspeito de espancar a companheria a socos cometeu uma série de atos de brutalidade que culminaram na gravidade dos ferimentos da mulher, que acabou internada. O suspeito agrediu a companheira com uma lata de cerveja e depois, enquanto ela tentava se afastar, provocou um acidente que a derrubou de uma moto. Segundo a Polícia Civil, com a vítima ainda desacordada no chão, o homem desferiu socos nela, além de impedir que a companheira fosse socorrida. O crime foi na noite de domingo (2) e nesta terça-feira (3), a Polícia Civil pediu e a Justiça aceitou que a prisão em flagrante de Pedro do Nascimento Santana Júnior seja convertida em preventiva por tentativa de feminicídio. O g1 tentava contato com a defesa. ✅ Clique e siga o canal do g1 PA no WhatsApp Veja mais notícias do estado no g1 Pará Agressões em bar e na rua, após derrubá-la de moto As agressões começaram em um bar, onde o suspeito agrediu a vítima com uma lata de cerveja depois de uma discussão entre o casal. Quando a mulher tentava deixar o local na garupa de um mototáxi, o agressor a perseguiu de motocicleta e em alta velocidade. Ele se aproximou várias vezes da moto onde estava a vítima até que provocou um acidente. A batida derrubou as motos e seus ocupantes no chão. Mesmo com a mulher ainda desacordada no chão, o homem desferiu vários socos em seu rosto e ameaçou quem tentava prestar socorro, revelando que "agiu com intenção de matá-la", segundo a Polícia Civil. Mulher fica em estado grávissimo após ser espancada com socos e chutes pelo companheiro TV Liberal O agressor fugiu e a mulher foi socorrida. Ela sofreu ferimentos graves e lesões no rosto e foi atendida inicialmente na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Tomé-Açu. No entanto, por causa da gravidade, precisou ser transferida para o Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência (HMUE), em Ananindeua, na Região Metropolitana de Belém. O suspeito foi localizado e preso na manhã de segunda-feira (2) pela Polícia Militar. Ele foi encaminhado à Delegacia de Tomé-Açu, onde segue á disposição da Justiça. Não foi informado o que alegou em depoimento. A vítima Alciele de Almeida Alencar, de 31 anos, segue internada. O estado de saúde dela não foi informado pelas autoridades nesta terça-feira (3). Em Tomé-Açu, mulher é brutalmente espancada pelo companheiro VÍDEOS: veja todas as notícias do Pará

+ Sobre nós

Image

Onde estamos: .

Rua Barão do Rio Branco, 347
Centro Itápolis/SP
3262 7482 - 3262 7483
16 99781 3817(Rega)
16 99742 1727(Daiane)
© 2018 RG Assessoria Fisco Contábil. All Rights Reserved. Designed By JKAsites