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G1 GLOBO (Tudo Diário)

Últimas notícias do Brasil e do mundo, sobre política, economia, emprego, educação, saúde, meio ambiente, tecnologia, ciência, cultura e carros. Vídeos dos telejornais da TV Globo e da GloboNews.

  1. Assista a todas as reportagens do telejornal.

  2. O Papa Leão XIV fala com jornalistas a bordo do voo papal de Malabo para Roma, em 23 de abril de 2026, após visita pastoral de 11 dias à África Andrew Medichini/Pool via Reuters O papa Leão XIV publicou sua primeira encíclica nesta segunda-feira (25). O documento aborda a ascensão da inteligência artificial e os desafios aos direitos dos trabalhadores - e pode virar um novo ponto de atrito entre o pontífice e o presidente dos EUA, Donald Trump. ➡️ Contexto: Encíclicas são documentos papais dirigidos a bispos de todo mundo (e, como resultado, aos fiéis) informando a posição da Igreja Católica sobre determinados assuntos. Intitulado "Magnifica Humanitas" (Magnífica Humanidade), o documento foi formalmente assinado pelo Papa na sexta-feira (15). Confira abaixo alguns trechos da encíclica, de quase 43 mil palavras, em que o Leão XIII pede a regulamentação internacional para desacelerar o desenvolvimento de sistemas de inteligência artificial, que, segundo ele, disseminam desinformação e podem levar o mundo a um caminho de guerras intermináveis. SOBRE SISTEMAS DE IA *"Os principais motores do desenvolvimento são entidades privadas, muitas vezes transnacionais, dotadas de recursos e capacidade de intervenção que superam os de muitos governos. O poder tecnológico assume, assim, um aspecto sem precedentes, predominantemente 'privado', o que torna ainda mais difícil discernir, governar e direcionar esse poder para o bem comum." "Quando esse poder se concentra nas mãos de poucos, tende a tornar-se opaco e a escapar à supervisão pública, aumentando o risco de formas distorcidas de desenvolvimento que dão origem a novas dependências, exclusões, manipulações e desigualdades." "Apelar à prudência, à avaliação rigorosa e até mesmo, por vezes, a um ritmo mais lento na adoção da IA ​​não significa opor-se ao progresso; pelo contrário, é um exercício de cuidado responsável para com a família humana." "Não basta invocar a ética no abstrato; são necessários marcos legais robustos, supervisão independente, usuários informados e um sistema político que não se esquive de sua responsabilidade." *"É essencial que o uso da IA, especialmente quando se trata de bens públicos e direitos fundamentais, seja guiado por critérios claros e supervisão eficaz.... A propriedade dos dados não pode ser deixada exclusivamente em mãos privadas, mas deve ser devidamente regulamentada." EM GUERRA *"A revolução digital está mudando a natureza dos conflitos. Além da guerra convencional, existem formas híbridas como ciberataques, manipulação de informações, campanhas de influência e a automatização de decisões estratégicas." "O que é criado para a defesa pode ser rapidamente reaproveitado para o ataque, e a tênue linha entre proteção e agressão torna-se confusa. Embora a IA possa aprimorar a defesa e a proteção de civis, ela também pode diminuir o limiar para o uso da força, proteger as pessoas da responsabilidade e fomentar uma cultura na qual o inimigo é reduzido a uma estatística e a vítima a 'dano colateral'." "Em nossa época, uma cultura de poder está se consolidando, na qual a disponibilidade de recursos e a capacidade de dominar tendem a ditar a agenda e os critérios para a tomada de decisões.... Essa cultura de poder se infiltra na sociedade, altera relacionamentos e comportamentos e cresce normalizando a guerra, buscando um poder militar cada vez maior, aproveitando-se da crise do multilateralismo e alimentando um falso realismo que insiste que não há alternativa." "Hoje... estamos testemunhando uma verdadeira mudança de paradigma no discurso público e nas decisões relativas ao rearme, com um preocupante ressurgimento da guerra como instrumento da política internacional, enquanto os próprios princípios éticos que antes limitavam seu uso estão sendo corroídos." "O crescimento do complexo militar-industrial tornou-se uma característica definidora do atual cenário político.... A estreita ligação entre os interesses econômicos, o aparato militar e as decisões políticas produz uma 'nação armada', na qual a guerra surge como uma extensão natural da política e o mercado de armamentos se torna uma força motriz autônoma por trás das decisões militares." "O desenvolvimento e a utilização da IA ​​na guerra devem estar sujeitos às mais rigorosas restrições éticas... não é permitido confiar decisões letais ou irreversíveis a sistemas artificiais." DESINFORMAÇÃO, EDUCAÇÃO DA JUVENTUDE, DIREITOS DOS TRABALHADORES "A democracia não consiste apenas em regras e procedimentos, mas sobretudo numa sólida concordância com os fatos e num compromisso genuíno com o bem dos indivíduos e da sociedade como um todo. A indiferença à verdade leva, lenta mas seguramente, a uma descida ao totalitarismo." "É difícil para os pais, por si só, resistirem à influência de modelos de negócios que monetizam a atenção e o tempo. Portanto, é essencial formar uma aliança entre formuladores de políticas, instituições educacionais e famílias, capaz de apoiar concretamente os adultos nessa tarefa." *"A convergência da automação, da robótica e da IA ​​está transformando rapidamente a própria estrutura do trabalho. Diz-se que isso trará grandes melhorias para todos. Na realidade, porém, as 'novas formas' de trabalhar não são necessariamente melhores." *"A proteção das oportunidades de emprego e o papel insubstituível do indivíduo devem permanecer a regra geral. A busca por maiores lucros não pode justificar escolhas que sacrifiquem sistematicamente empregos." "Mais do que nunca, na era da IA ​​e da robótica, não é mais possível confiar apenas na 'mão invisível' do mercado.... Como muitas decisões econômicas transcendem as fronteiras nacionais, há também necessidade de cooperação internacional capaz de definir estratégias comuns, especialmente em favor dos países e pessoas mais vulneráveis." Vídeos em alta no g1
  3. Três carros se envolveram em um acidente de trânsito na madrugada desta segunda-feira (25) e um deles caiu e ficou submerso no Rio Tamanduateí, na Avenida do Estado, região central de São Paulo. Ainda não se sabe se há vítimas. O trecho da via, na altura do viaduto de acesso à Avenida Rangel Pestana, na Sé, foi interditado no sentido Marginal Tietê, causando um longo congestionamento. O Corpo de Bombeiros foi acionado pouco antes das 5h. Esta reportagem está em atualização.

  4. China lança missão preparatória para ida à Lua A China transformou uma missão espacial em uma espécie de “reality show” científico para decidir qual astronauta ficará mais tempo no espaço. A missão Shenzhou-23, lançada nesta semana rumo à estação espacial chinesa Tiangong, levará três tripulantes — mas apenas um deles permanecerá por um ano em órbita. A escolha será feita com base na adaptação de cada astronauta à vida em microgravidade. Segundo autoridades chinesas, a permanência prolongada servirá para estudar os efeitos médicos da microgravidade no corpo humano, em uma etapa considerada estratégica para os planos de Pequim de levar astronautas à Lua até 2030. China acelera corrida espacial e lança missão que pode ajudar país a levar humanos à Lua até 2030 China lança missão preparatória para ida à Lua Reprodução/TV Globo A missão A viagem até a estação espacial durou cerca de três horas e meia — tempo bem menor do que o normalmente gasto pelos Estados Unidos para chegar à Estação Espacial Internacional. A missão partiu do deserto de Gobi, no noroeste chinês, no 40º voo do programa espacial tripulado da China. O destino é a estação Tiangong, cujo nome significa “Palácio Celestial” em mandarim. Entre os tripulantes está Lai Kai Yin, primeira pessoa de Hong Kong a ir ao espaço. A participação dela também é vista como um gesto político de integração da ex-colônia britânica à China continental. Entre os astronautas está Laing, primeira pessoa de Hong Kong a ir ao espaço. Segundo analistas ouvidos pelo Fantástico, a participação dela também tem peso político, já que Pequim tenta reforçar a integração de Hong Kong ao país após anos de tensões e disputas por direitos na região. Outro tripulante é Jang Juan, ex-piloto da Força Aérea chinesa que passou por treinamentos extremos, incluindo dias isolado dentro de uma caverna sem luz para simular as condições do espaço. Navegação autônoma e disputa tecnológica A acoplagem na estação espacial foi feita sem piloto no controle, usando o sistema Beidou, o GPS desenvolvido pela própria China. O país se tornou em 2020 a terceira nação do mundo com um sistema global de navegação próprio, atrás apenas de Estados Unidos e Rússia. A missão também mostra a tentativa chinesa de reduzir dependência tecnológica dos americanos em áreas consideradas estratégicas. A Shenzhou 23 leva nove experimentos científicos e 54 quilos de equipamentos. Entre eles, estudos sobre alterações nas células do fígado em ambiente de microgravidade e testes com células solares de perovskita, tecnologia considerada mais leve e barata para futuras bases espaciais. Os astronautas também vão tentar cultivar arroz no espaço. O experimento simboliza a tentativa de levar um dos elementos mais tradicionais da cultura chinesa para futuras missões espaciais de longa duração. Nova corrida espacial Ainda neste ano, a China pretende lançar a sonda Chang’e 7 rumo ao polo sul da Lua para estudar possíveis áreas de instalação de uma futura base lunar. O movimento coloca o país em disputa direta com os americanos, que também querem levar astronautas de volta à Lua com o programa Artemis. Quando os Estados Unidos pousaram na Lua pela primeira vez, em 1969, a China ainda não tinha um programa espacial estruturado. Hoje, segundo especialistas, o país compete de igual para igual na nova corrida espacial global. China lança missão preparatória para ida à Lua Reprodução/TV Globo GloboPop: clique para ver os vídeos do palco do Fantástico Ouça os podcasts do Fantástico ISSO É FANTÁSTICO O podcast Isso É Fantástico está disponível no g1 e nos principais aplicativos de podcasts, trazendo grandes reportagens, investigações e histórias fascinantes em podcast com o selo de jornalismo do Fantástico: profundidade, contexto e informação. Siga, curta ou assine o Isso É Fantástico no seu tocador de podcasts favorito. Todo domingo tem um episódio novo.

  5. Mulher morre e sete pessoas ficam feridas em acidente envolvendo moto e dois carros no Cariri da Paraíba TV Paraíba Uma mulher morreu e outras sete pessoas ficaram feridas em um acidente envolvendo uma moto e dois carros na PB-177, no município de Soledade, no Cariri da Paraíba, no último domingo (25). ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 PB no WhatsApp De acordo com a TV Paraíba, ainda não há informações sobre a dinâmica do ocorrido, mas a Polícia Civil abriu uma investigação para entender o que causou o acidente. A mulher morreu no local e pilotava a moto que se envolveu na batida. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado para o local, mas quando os agentes chegaram já encontraram a mulher morta. As outras sete pessoas, que estavam divididas em dois carros, foram encaminhadas para o Hospital de Trauma de Campina Grande. Uma delas, também conforme a TV Paraíba, foi socorrida em estado grave. A unidade de saúde ainda não forneceu atualizações sobre o estado de saúde de todos. Agora no g1 Vídeos mais assistidos do g1 Paraíba

  6. Ônibus e carreta pegam fogo após batida na BR-251 deixando mortos e feridos no Norte de MG Os corpos das oito vítimas do acidente entre um ônibus e uma carreta na BR-251 foram encaminhados para o Instituto Médico-Legal (IML) Dr. André Roquette, em Belo Horizonte. Inicialmente, os corpos haviam sido levados para o IML de Taiobeiras, mas a Polícia Civil decidiu transferi-los para a capital para a continuidade dos trabalhos periciais. Eles saíram do Norte de Minas por volta das 2h desta segunda-feira (25), e a previsão é de chegada a Belo Horizonte no início da tarde. 📲Clique aqui para seguir o canal do g1 Grande Minas no WhatsApp Corpos saíram do IML de Taiobeiras na madrugada desta segunda em um veículo oficial da Polícia Civil Reprodução Segundo a corporação, os corpos passarão por exames de identificação e demais procedimentos periciais no IML da capital. Entenda o acidente Veículos foram destruídos pelas chamas na BR-251 Redes Sociais Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), a colisão frontal ocorreu por volta das 4h30 na altura do km 234 da BR-251, em Santa Cruz de Salinas. O ônibus saiu de São Bernardo do Campo (SP) com destino a Aracaju (SE). Já a carreta fazia o trajeto entre Fortaleza (CE) e Piracicaba (SP). Após a batida, os veículos pegaram fogo. LEIA TAMBÉM Acidente na BR-251: ônibus e carreta pegam fogo e deixam oito mortos em MG 'Desespero de escutar os gritos sem poder fazer nada', diz caminhoneiro que ajudou vítimas na BR-251 BR-251 é liberada após mais de 11 horas interditada por acidente com oito mortos De acordo com o Corpo de Bombeiros, as oito vítimas estavam no ônibus e ficaram carbonizadas após o incêndio. Outras nove pessoas foram socorridas e levadas para hospitais da região. Entre elas estão o motorista do ônibus, de 41 anos, um idoso de 72 anos, uma mulher de 61 anos, três homens de 30, 38 e 42 anos e uma pessoa de 24 anos. A BR-251 ficou interditada por mais de 11 horas e foi liberada no fim da tarde deste domingo (24). Vídeos do Norte, Centro e Noroeste de MG Veja mais notícias da região em g1 Grande Minas.

  7. Vazamento de combustível após acidente causa bloqueio total na BR-386 Um acidente com um caminhão bloqueia totalmente a BR-386, no Norte do Rio Grande do Sul. O tombamento aconteceu no km 237, entre Soledade e Tio Hugo, na noite de domingo (24). A interdição segue na manhã desta segunda-feira (25). Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), um caminhão-trator com semirreboque, com placas de Canoas, tombou e houve vazamento de gasolina. Devido ao risco de explosão, equipes do Corpo de Bombeiros foram acionadas para atender à ocorrência. 📲 Acesse o canal do g1 RS no WhatsApp Técnicos da Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam) também atuam no local para avaliar possíveis danos ambientais. O motorista, de 59 anos, não ficou ferido. Não havia previsão de liberação do trecho até as 6 horas. Vazamento de combustível após acidente causa bloqueio total na BR-386 Polícia Rodoviária Federal (PRF) Desvio de trânsito Há bloqueio total da rodovia entre os quilômetros 236 e 241. Segundo a PRF, após o transbordo da carga, o trânsito será liberado parcialmente e, durante o dia, ocorrerá novamente bloqueio total para o destombamento da carreta. A sugestão aos motoristas é que usem uma rota alternativa, desviando pela rodovia RS-223, passando por Espumoso e acessando a RS-332, para chegar em Soledade e seguir no sentido interior-capital. Vazamento de combustível após acidente causa bloqueio total na BR-386 Polícia Rodoviária Federal (PRF) VÍDEOS: Tudo sobre o RS

  8. Assista ao Bom Dia ES Comece o dia bem informado com as notícias do Espírito Santo a partir das 6h.

  9. Morre Gabriel Ganley, fisiculturista e influenciador, aos 22 anos A polícia de São Paulo está investigando as causas da morte do fisiculturista e influenciador Gabriel. Segundo a polícia, os amigos tentaram entrar em contato com o influenciador sem sucesso. Ontem, um deles foi até a casa de Gabriel na zona leste de São Paulo e o encontrou já sem vida no chão. A carreira de Gabriel começou no Ele tinha um milhão e setecentos mil seguidores. "Na época eu trabalhava de garçom no final de semana. Eu quero ser fisiculturista, eu quero viver disso. E aí foi dando bom, assim, eu descobri talvez um talento de comunicação, assim, entre aspas. E o pessoal foi assistindo, foi dando muito certo", relatou Gabriel. Os vídeos renderam um patrocínio e ainda para a capital paulista. Na época, ele defendia um fisiculturismo sem o uso de hormônios. Depois de uma pneumonia, Gabriel mudou de posicionamento e disse nas redes sociais que tinha começado a usar insulina para aumentar a massa muscular. Chegou a relatar ter passado mal. "Só que aí, mano, começou a me dar muita confusão mental", contou o jovem. Fisiculturista morto em SP já relatou ter passado mal depois de usar insulina Reprodução/TV Globo Os médicos alertam para os riscos de usar a insulina para esse fim. "A insulina é um agente anabolizante, dependendo da fase do treinamento dos fisiculturistas, eles acabam usando isso, não tem respaldo científico nenhum. Usar hormônios sem indicação traz comprometimento do sistema nervoso central, da parte cardiovascular, do nosso fígado, dos hormônios como um todo, do nosso metabolismo como um todo", explica Claytom Macedo, diretor da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia. O caso foi registrado como morte suspeita. A polícia informou que não havia sinais de violência no local onde foi encontrado o corpo de Gabriel Ganley. Laudos do Instituto Médico Legal e resultados de exames toxicológicos ainda não foram divulgados e a polícia agora investiga o que causou a morte do fisiculturista. Amigos, fãs e atletas repercutiram a morte de Gabriel nas redes sociais. O campeão de fisiculturismo, Ramon Dino, publicou a seguinte mensagem: "Descanse em paz, meu amigo. Obrigado por tudo". A Secretaria de Segurança informou que o corpo de Gabriel já foi liberado do IML. As informações sobre velório e enterro ainda não foram divulgadas. Morre Gabriel Ganley, fisiculturista e influenciador, aos 22 anos Reprodução/TV Globo GloboPop: clique para ver os vídeos do palco do Fantástico Ouça os podcasts do Fantástico ISSO É FANTÁSTICO O podcast Isso É Fantástico está disponível no g1 e nos principais aplicativos de podcasts, trazendo grandes reportagens, investigações e histórias fascinantes em podcast com o selo de jornalismo do Fantástico: profundidade, contexto e informação. Siga, curta ou assine o Isso É Fantástico no seu tocador de podcasts favorito. Todo domingo tem um episódio novo.

  10. Parar de fumar reduz significativamente o risco de câncer de pulmão e de outras doenças respiratórias Banco de Imagens Todo ano, no dia 31 de maio, o mundo para falar sobre um hábito que ainda mata milhões de pessoas: o tabagismo. O Dia Mundial Sem Tabaco, criado pela Organização Mundial da Saúde, existe para lembrar que o cigarro não é só um vício, é um dos principais fatores de risco para doenças graves, entre elas o câncer de pulmão. No Brasil, o câncer de pulmão é um dos tipos mais comuns e um dos de maior mortalidade. A relação com o tabaco é direta: estima-se que cerca de 85% dos casos estejam associados ao cigarro (INCA), incluindo o tabagismo passivo, ou seja, a exposição à fumaça de quem fuma ao redor. A data é um convite à reflexão. Mas mais do que isso, é uma oportunidade para prestar atenção ao próprio corpo e buscar orientação médica quando algo não parece certo. O que o cigarro faz no organismo A fumaça do cigarro contém mais de 70 substâncias cancerígenas (OMS). Com o uso prolongado, essas substâncias danificam as células do trato respiratório, abrindo caminho para mutações que podem levar ao desenvolvimento de tumores. O risco aumenta com o tempo de exposição e a quantidade fumada, mas não existe nível seguro de tabagismo. Mesmo fumantes ocasionais ou pessoas expostas frequentemente à fumaça alheia têm risco elevado. Cigarros eletrônicos e narguilé também oferecem riscos. Apesar da imagem de alternativas “mais seguras”, essas modalidades igualmente liberam substâncias tóxicas e cancerígenas. Exame de imagem é uma das ferramentas utilizadas para investigar alterações pulmonares; médico deve ser consultado diante de sintomas persistentes Banco de Imagens Sinais que merecem atenção O câncer de pulmão é traiçoeiro: nos estágios iniciais, muitas vezes não apresenta sintomas claros. Quando os sinais aparecem, podem ser confundidos com doenças respiratórias comuns. O oncologista clínico Dr. Hugo Mandarino (CRM/MG: 101.899) alerta para os principais sinais de alerta: “Tosse persistente, falta de ar, dor no tórax ou nas costas para respirar e tosse com sangue, associado a emagrecimento sem dieta.” Por isso, atenção redobrada a qualquer alteração que persista por mais de três semanas: Tosse persistente ou que piora com o tempo Tosse com sangue, mesmo em pequena quantidade Falta de ar sem esforço físico intenso Dor no peito ou nas costas ao respirar, tossir ou rir Rouquidão sem causa aparente Cansaço excessivo e perda de peso sem motivo Infecções respiratórias frequentes, como bronquite e pneumonia Esses sintomas isolados têm muitas causas possíveis, mas quando persistem, precisam ser investigados por um médico. Por que o diagnóstico precoce é decisivo Assim como em outros tipos de câncer, quanto antes o diagnóstico, maiores as chances de tratamento bem-sucedido. O Dr. Hugo reforça a gravidade dos números: “O diagnóstico precoce é de fundamental importância para o tratamento e a cura da doença. Cerca de 85% dos casos são diagnosticados em estágios avançados e inoperáveis (INCA). Por isso, é importante ficar atento aos sinais que o corpo apresenta, para um diagnóstico precoce e um tratamento curativo.” Pessoas com histórico de tabagismo prolongado, especialmente acima dos 50 anos, devem conversar com o médico sobre acompanhamento preventivo. A tomografia computadorizada de baixa dosagem é o exame mais indicado para rastreamento em grupos de risco, e pode detectar alterações antes mesmo de qualquer sintoma aparecer. A relação entre tabaco e câncer vai além do pulmão O cigarro não é fator de risco apenas para o câncer de pulmão. O Dr. Hugo explica que a relação é ainda mais ampla: “Não só com o câncer de pulmão, mas com outros tipos, como boca, orofaringe, esôfago, traqueia, bexiga, entre outros. O tabagismo continua o seu dano para aqueles pacientes que estão com o diagnóstico de algum tipo de câncer e que continuam fumando, diminuindo a eficácia do tratamento, o efeito da medicação sobre o tumor.” Por isso, a orientação do especialista é clara: “Interromper o tabaco, deixar o ambiente em que se vive livre do tabaco, para que as pessoas que convivam no mesmo ambiente não sofram com a ação do tabagismo passivo. Esta exposição aumenta o risco de câncer.” Parar de fumar: nunca é tarde Uma das informações mais importantes sobre o tabagismo é que os benefícios de parar aparecem rapidamente. Já nas primeiras horas sem cigarro, a pressão arterial e a frequência cardíaca começam a se normalizar. Em semanas, a função pulmonar melhora. Em anos, o risco de câncer cai de forma significativa (OMS). O Sistema Único de Saúde oferece apoio gratuito para quem quer parar de fumar, com acompanhamento médico, psicológico e, quando necessário, medicamentos. O posto de saúde mais próximo pode ser o primeiro passo. Hábitos que protegem Além de deixar o cigarro, outros hábitos fazem diferença na saúde respiratória e na prevenção do câncer de pulmão. Alimentação rica em frutas e vegetais fornece antioxidantes que ajudam a proteger as células. A prática regular de atividade física melhora a capacidade pulmonar e fortalece o sistema imunológico. Evitar ambientes com fumaça, poeira ou produtos químicos em excesso também é uma medida preventiva importante, especialmente para quem trabalha em ambientes industriais ou com exposição a agentes tóxicos. Procure um médico O Dia Mundial Sem Tabaco é um lembrete de que cuidar da saúde é um ato cotidiano. O Dr. Hugo reforça a importância do acompanhamento médico regular: “Fazer e manter os exames em dia, fazendo um rastreio, no intuito de prevenir o câncer e darmos o diagnóstico de forma precoce. Desta forma, podemos curar mais pacientes, de uma doença extremamente agressiva e silenciosa, em alguns casos.” Se você fuma, ou fumou por muitos anos, converse com um médico sobre seu histórico e as melhores formas de monitorar sua saúde respiratória. Se você tem algum dos sintomas listados acima e eles persistem, não adie a consulta. Unidades de saúde do SUS na Zona da Mata Mineira realizam triagens e encaminhamentos para especialistas. O cuidado começa com um passo simples: buscar ajuda.
  11. Assista ao Jornal da Manhã

  12. Ubatuba, no litoral norte paulista, é uma das cidades onde houve disputa entre as duas facções GETTY IMAGES Um homem e um adolescente foram mortos a tiros dentro do carro na Estrada de Camburi, na cidade de Ubatuba, no litoral norte paulista, em 10 de dezembro do ano passado. Foi um dos 24 homicídios dolosos registrados no município em 2025, quase o dobro do ano anterior, 13, de acordo com as estatísticas da Secretaria de Segurança Pública. As investigações apontam que o crime foi motivado por uma disputa entre o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV). Seria algo talvez corriqueiro em qualquer outro Estado. O confronto entre as duas facções rivais já deixou centenas de mortos pelo país na última década. É incomum, contudo, ouvir sobre ocorrências desse tipo em São Paulo, onde há anos o PCC é considerado a força hegemônica do crime. Disputa de facções: conflito entre PCC e quadrilha apoiada pelo CV fez mortes crescerem Esse cenário, no entanto, pode estar mudando. Investigadores e pesquisadores ouvidos pela BBC News Brasil apontam que a facção carioca vem fazendo incursões em território paulista. A presença do grupo se divide entre duas áreas principais: próximo à fronteira com o Rio de Janeiro, como é o caso de Ubatuba, e na região de Piracicaba. O movimento se explica, em uma ponta, pelo próprio processo de expansão nacional do CV. Do outro lado, o PCC, que enriqueceu e diversificou os negócios, passou a priorizar menos o varejo de drogas, abrindo espaço para a concorrência. Essa dinâmica se combina ainda com um terceiro fator destacado pelas fontes ouvidas pela reportagem: a entrada para o crime de uma geração de jovens que muitas vezes não se identificam com a ideologia do PCC e suas regras e códigos de conduta — e estão mais suscetíveis, por exemplo, a formar alianças com rivais da facção paulista. A BBC News Brasil pediu entrevista à Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo, mas não teve retorno. O mapa do CV em São Paulo O enriquecimento do PCC é central, de acordo com as fontes ouvidas pela reportagem, para entender o momento atual. Em 30 anos, o grupo que surgiu como uma associação de detentos em um presídio em Taubaté dominou o varejo de drogas em São Paulo, se expandiu para outros Estados e passou a operar no tráfico internacional e em segmentos da economia legal. Hoje tem presença no ramo de combustíveis e até no setor financeiro, como mostrou a Operação Carbono Oculto, e embolsa uma fatia considerável dos estimados R$ 350 bilhões que o crime organizado faturou nos últimos três anos no país, número que consta em um estudo recente do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP). Essa diversificação de atividades, e especialmente a entrada no tráfico internacional de drogas, tem tirado em certa medida o foco da facção do tráfico interno, afirma o promotor do Ministério Público de São Paulo (MPSP) Lincoln Gakiya, integrante do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco). "O que os criminosos falam é que [o tráfico interno] dá mais trabalho pra eles e menos dinheiro. O risco de prisão é maior e, quando prende, eles têm que manter a família, têm que pagar advogado", ilustra Gakiya. "No tráfico internacional, por sua vez, normalmente o risco é só apreensão da droga, o que já é um risco do negócio mesmo, já está embutido no 'lucro'. E a lucratividade é infinitamente maior, né? A gente está falando de US$ 1.000 (R$ 5 mil) o quilo [de cocaína], pra vender isso lá fora a no mínimo a 35 mil euros (R$ 205 mil), podendo chegar a US$ 150 mil (R$ 750 mil) na Ásia e na Oceania", completa o promotor. Uma fonte ligada às investigações sobre a atuação do crime organizado na região do Vale do Paraíba e do Litoral Norte de São Paulo reitera essa análise e ressalta que em alguns locais o PCC chegou a abandonar pontos de vendas de drogas, as chamadas "biqueiras". "A partir do momento em que o PCC deixou, os traficantes aqui da região começaram a disputar os locais. De outro lado, o Comando Vermelho também viu ali oportunidade de expandir. Cooptou gente, mandou gente pra cá, enfim", comenta. Ele menciona a presença da facção carioca no Vale Paraíba em municípios paulistas como Bananal, Cruzeiro, Lorena, Ubatuba e Caraguatatuba. Ao contrário do que acontece em outras regiões com presença do Comando Vermelho, nestas não há controle territorial armado, o que a coordenadora do Grupo de Estudos de Novos Ilegalismos da Universidade Federal Fluminense (Geni/UFF) Carolina Grillo aponta como uma característica própria dessa área entre o Sul Fluminense e do Vale do Paraíba e Litoral Norte paulistas, que ela chama de "zona de transição" "[É uma área que] não funciona sob a lógica da Região Metropolitana do Rio de Janeiro de conflito territorial armado, um contexto em que é mais fácil haver superposição de diferentes grupos criminosos", afirma a pesquisadora. Os investigadores têm observado, contudo, a prática de extorsões, também comuns na atuação do CV. Em alguns locais, como em Ubatuba, houve reação do PCC para tentar retomar parte do espaço perdido, o que se reflete em homicídios como o registrado em dezembro passado. "Acredito que o PCC tenha se arrependido um pouco dessa expansão, até porque deixou muitos dos seus associados, que são massa de manobra, sem ganha-pão. E viram ali que perderam certa presença, né", diz um investigador. Casa de luxo alvo de mandado da operação Carbono Oculto: PCC diversificou atividades e hoje lucra com uma série de outros negócios além do tráfico Reprodução / Polícia Federal Apesar dos homicídios observados no fim do ano passado, o confronto entre as facções nessa região, segundo ele, é bem menos sangrento do que na área de Piracicaba, onde "a célula, os associados ou simpatizantes do Comando Vermelho são muito mais violentos". Nesse caso, um grupo criminoso local conhecido como "Bonde do Magrelo" se associou ao Comando Vermelho. O homem apontado como um de seus principais líderes, Anderson Ricardo de Menezes, conhecido como "magrelo", foi preso em 2023 e cumpre pena de 23 anos. Uma das denúncias do Ministério Público de São Paulo contra ele dessa época, ao qual a reportagem teve acesso, o definem como alguém que "não admite desaforos, seja de outros criminosos de seu grupo, seja de pessoas envolvidas com outras organizações criminosas, tal como o Primeiro Comando da Capital". "A consequência de quem ousa contrariar as determinações de Anderson Ricardo é uma só: a morte!", diz o texto. O Bonde do Magrelo teve origem em Rio Claro, na região metropolitana de Piracicaba, e atua no tráfico de cocaína em diferentes municípios da região. Tem chamado atenção das autoridades locais desde 2021 pela forma de agir, com uso de fuzis em vias públicas em homicídios cometidos à luz do dia e emprego de rastreadores para seguir e matar inimigos. Menezes está preso, mas o grupo segue atuando. No último dia 6 de maio, o Ministério Público e a Polícia Militar prenderam dois homens ligados à organização suspeitos de envolvimento com o Comando Vermelho em Rio Claro e Paulínia, conforme informou o 10º Batalhão de Ações Especiais da Polícia Militar de São Paulo. A operação foi batizada de "Red Flag", "bandeira vermelha" em inglês, possivelmente uma referência ao emoji que costuma ser usado nas redes sociais em referência à facção carioca. O passado da facção carioca em São Paulo Essa não é a primeira vez que o Comando Vermelho opera em São Paulo. Antes de o PCC se tornar hegemônico no Estado, a facção carioca — que surgiu na década de 1970, também em um presídio — teve uma operação pequena na periferia da capital e uma presença mais relevante na Baixada Santista. Saiu do Estado em meio ao processo de expansão do PCC, que aconteceu no início dos anos 2000. "O grande salto foi 2003, 2004, quando eles foram pro tráfico, começaram a tomar as biqueiras", diz Guaracy Mingardi, analista criminal e membro do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP). O PCC chegou a travar uma guerra com o CV até expulsar a facção carioca da Baixada Santista, considerada estratégica por conta do porto, de onde a facção paulista embarca hoje droga para outros países. Os dois grupos chegaram a viver momentos de trégua, mas o pacto foi rompido em 2016 com o assassinato em uma emboscada coordenada pelo PCC no Paraguai do traficante Jorge Rafaat, que operava o tráfico de armas e drogas na fronteira e vendia para as duas facções. Depois disso, o PCC consolidou o controle sobre a rota do tráfico a partir do Paraguai. Apesar do revés, o Comando Vermelho também continuou se expandindo. Depois do episódio no Paraguai, se voltou para uma via alternativa do tráfico pela região Amazônica para trazer drogas de vizinhos para o país, a chamada rota do Solimões. Em paralelo, se capilarizou pelo território nacional com uma estrutura menos centralizada que a do PCC. "A adesão [de membros e facções de outros Estados ao CV] é mais fluida", aponta Carolina Grillo, coordenadora do Geni/UFF. "E isso lhe confere uma capacidade de expansão muito grande, pela possibilidade de incorporar grupos locais sob a bandeira do Comando Vermelho, sem que seja necessário nenhum critério de formalização dessa aliança. Basta estabelecer, de alguma forma, uma conexão com outras figuras importantes do Comando Vermelho", completa a pesquisadora. Como aliado, o CV pode dar suporte contra grupos rivais e fornecer armas e drogas. Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola: cúpula da facção paulista teria se dividido há cerca de dois anos Reuters 'Jovens querem ganhar dinheiro; não estão ligando muito pro PCC' O rearranjo do crime organizado em São Paulo tem como pano de fundo uma tendência que pesquisadores e autoridades que conversaram com a BBC News Brasil consideram que pode ter um impacto relevante no cenário no médio prazo: a menor adesão à ideologia da facção paulista entre gerações mais jovens envolvidas no crime. "O PCC tem perdido um pouco a força entre os integrantes jovens", diz o promotor Lincoln Gakiya. "A força no sentido de manter a disciplina, a hierarquia. Esses jovens não estão mais imbuídos [da ideia] de luta contra o sistema, de [combater a] opressão no sistema [prisional], que foi o que levou à criação do PCC, à ascensão do Marcola", acrescenta ele, referindo-se à origem da facção, que surgiu como uma reação ao massacre do Carandiru, com objetivo de conquistar melhores condições aos detentos nas prisões. "Eles estão imbuídos da vontade de ganhar dinheiro. Eles não estão ligando muito pro PCC ou para a hierarquia", completa. Essa desconexão tem tido reflexos no sistema prisional. Há, por exemplo, um aumento de ocorrências de agressões e homicídios em dia de visita, segundo Gakiya, algo que é proibido pelo código do PCC. "Isso demonstra que essas gerações mais jovens, que era de criminoso na rua, era de batizado [pela facção] e está indo para o sistema não está obedecendo muito aquela ideologia, aquela disciplina e aquela hierarquia que era aplicada a ferro e fogo pelo PCC", afirma o promotor. Na outra ponta, Gakiya diz ter percebido "uma certa desorganização interna do PCC", que ele cogita como possível reflexo do racha na cúpula da facção, de criminosos da chamada "sintonia final" que romperam com Marcola, ou do isolamento das lideranças, algumas foragidas em países como a Bolívia. Essa dinâmica se repete, com suas particularidades, do lado de fora do sistema prisional, nas periferias da cidade de São Paulo, por exemplo. É o que observa o sociólogo Eduardo Dyna, que pesquisa sobre a governança criminal do PCC — o controle social e as regras informais estabelecidas pela facção nas áreas em que está presente. Ordens dadas pelo PCC antes cumpridas à risca não são mais necessariamente respeitadas pelos mais jovens. Isso vai desde regras de conduta, como a proibição de "chamar no grau" (empinar a moto), até a prática de crimes, como a proibição de roubar nas periferias. Entre os membros mais velhos da facção, que em teoria poderiam assumir um papel mais disciplinador, alguns nem mais nas periferias vivem, mas em bairros de classe média e alta da capital paulista. "Houve um processo de ascensão social pelo crime", destaca Dyna, voltando à questão do enriquecimento da facção paulista. "Esse acúmulo de capital [pelo PCC] provocou um enfraquecimento de uma ordem local nas periferias." Nem Dyna nem Gakiya consideram, contudo, que o PCC deixou de ser hegemônico em São Paulo ou perdeu força. "Eu não vejo ainda essa presença do Comando Vermelho em São Paulo como uma presença preocupante, no sentido de provocar uma guerra sangrenta aqui no Estado. Eu acho que é uma coisa ainda bem embrionária e incipiente", afirma o promotor de Justiça. Uma eventual disputa entre duas ou mais facções em São Paulo poderia reproduzir no Estado dinâmicas semelhantes às que hoje se veem em diferentes partes do país, diz Guaracy Mingardi, com consequências bastante negativas. "Se você tiver dois grupos fortes aqui guerreando, os dois lados vão começar a se armar mais, vão começar a atirar da polícia, vão querer ter o controle da área", ilustra o pesquisador. Ele lembra que a última vez em que São Paulo foi palco de disputa entre diferentes grupos criminosos foi no fim dos anos 90 e início dos anos 2000, quando o conflito se dava entre pequenas quadrilhas, antes da ascensão do crime organizado. Esse período coincidiu com os recordes nos índices de homicídios no Estado, que chegou a 35,27 por 100 mil habitantes em 1999 e caiu de forma expressiva nas últimas décadas, chegando a 5,46 em 2025.

  13. Detalhe do cartaz de Dark Horse, filme sobre Jair Bolsonaro com o ator Jim Caviezel. Divulgação via BBC O jornal britânico Financial Times publicou uma reportagem nesta segunda-feira (25/5) afirmando que Dark Horse — filme para o qual o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) pediu dinheiro ao banqueiro Daniel Vorcaro, do Master, segundo revelações do site Intercept Brasil este mês — é uma ameaça à pré-candidatura do senador. "Antes mesmo de seu lançamento, a cinebiografia em inglês [sobre Jair Bolsonaro] está se transformando em uma comédia de erros, após revelações de que Flávio Bolsonaro obteve milhões de dólares em financiamento para o filme com um suspeito de corrupção, apontado como o responsável pelo colapso de um banco de US$ 10 bilhões", diz o jornal. Flávio Bolsonaro nega ter cometido qualquer irregularidade. O jornal britânico diz que Vorcaro cultivava "contatos de alto nível em importantes instituições enquanto ostentava um estilo de vida luxuoso, em um esquema que, segundo críticos, configurava tráfico de influência para promover seus interesses". Eduardo Bolsonaro assinou contrato como produtor-executivo do filme 'Dark Horse', diz site "A crise levantou dúvidas sobre a viabilidade eleitoral de [Flávio] Bolsonaro. Ele foi escolhido como herdeiro por seu pai, depois que o patriarca recebeu uma sentença de 27 anos em setembro por planejar um golpe para se manter no poder após sua derrota para Lula nas eleições de 2022." O jornal afirma que Jair Bolsonaro segue sendo, em última instância, o líder da direita brasileira, e que decisões sobre a candidatura de Flávio, segundo um dos analistas ouvidos, dependem dele. O Financial Times também diz que aliados de Bolsonaro acreditam que o filme Dark Horse pode ter um bom público tanto dentro do Brasil como no exterior. "O ex-estrategista da Casa Branca, Steve Bannon, disse ao Financial Times que planeja promover Dark Horse e acredita que o filme pode ser um sucesso nos EUA, dada a popularidade de [Jim] Caviezel [ator que interpreta Jair Bolsonaro] no movimento MAGA [Make America Great Again, de Donald Trump]." Segundo o jornal, Bannon disse: "Se você está no Brasil e ouve falar que estão fazendo um filme sobre o seu ex-presidente, com uma grande estrela de Hollywood no elenco, esse tipo de coisa multiplica o investimento em termos de alcance. É muito melhor do que fazer comerciais de 30 segundos na TV." Em 13 de maio, uma reportagem do portal The Intercept Brasil revelou que o repasse total acordado entre Flávio Bolsonaro e Vorcaro seria de US$ 24 milhões, o equivalente a cerca de R$ 134 milhões na época. Desse montante, R$ 61 milhões teriam sido de fato liberados entre fevereiro e maio de 2025. Diante dos atrasos para os pagamentos restantes, Flávio teria enviado mensagens para Vorcaro cobrando a liberação. Em uma das mensagens divulgadas pelo Intercept, e que teria sido enviada um dia antes da primeira prisão do banqueiro, Flávio trata Vorcaro com aparente proximidade, o chamando de "irmão" e dizendo: "Estou e estarei contigo sempre". Nesta semana, Flávio Bolsonaro deverá ir a Washington para uma possível reunião com o presidente Donald Trump.

  14. Motogirl viraliza após ser surpreendida por Toguro no meio do trânsito de SP A motogirl Yasmin Oliveira Marques, de 21 anos, viralizou após ser surpreendida pelo influenciador Tiago Toguro no trânsito de São Paulo. O vídeo, com quase três milhões de visualizações, mostra o momento em que ela é presenteada com um capacete e dinheiro para gasolina, e acabou gerando novas doações à jovem após repercussão nas redes. Moradora da Baixada Santista, Yasmin contou que estava na capital na última sexta-feira (22), após subir a serra para trabalhar. ✅ Clique aqui para seguir o novo canal do g1 Santos no WhatsApp. Ao reconhecer o influenciador, ela desejou conseguir uma foto. “Na minha cabeça, eu pensei: ‘Deus, por favor, faça o sinal fechar’”, disse. O pedido se concretizou, e os dois pararam lado a lado. Yasmin contou que o influenciador puxou assunto e, durante a conversa, ela contou que havia saído de Praia Grande (SP). Toguro então pediu que a jovem encostasse a moto para presenteá-la. Motogirl viraliza após ser surpreendida por Toguro no meio do trânsito de SP Reprodução/Instagram e Arquivo Pessoal "Tenho um capacete aberto. Então, toda vez que subia ou descia a serra, eu ficava com o rosto todo congelado. Esse capacete ajudou bastante", afirmou. Apesar de comentários nas redes sociais sobre o valor do presente, Yasmin disse que ficou satisfeita com o gesto. “Só por ter acontecido, pela visibilidade e pelos presentes, já está ótimo. Eu sou grata”, disse. Gesto de valorização Ainda no vídeo, o influenciador ressaltou que a jovem estava enfrentando chuva e frio, e enalteceu o trabalho de Yasmin. "Valorizo mulheres que trabalham, valorizo os motoca. Extremamente frio em São Paulo. Ela mora no litoral de São Paulo e sobe para capital para trabalhar. Não é para qualquer pessoa. Parabéns", escreveu o influenciador ao compartilhar o encontro com a motogirl no Instagram. Em determinado momento do vídeo, a jovem disse que estava com as mãos 'congeladas'. Com a repercussão nas redes sociais, um seguidor de Toguro presenteou a motogirl com um par de luvas. Motogirl viraliza após ser surpreendida por Toguro no meio do trânsito de SP Reprodução/Instagram Trabalho na praia Yasmin destacou que estava emocionada com a situação e não conseguiu explicar que se divide entre a casa da mãe em Praia Grande e a do pai em Itanhaém. Isto porque ela comentou com o Toguro que também trabalha vendendo raspadinha nos dias de sol e calor. À equipe de reportagem, ela contou que o pai era motorista de ônibus, mas precisou ser afastado após ser assaltado três vezes no mesmo dia. Um ano depois, ele teve o auxílio cortado e se reinventou com a venda de raspadinhas na Praia do Sonho, em Itanhaém. "Com o dinheiro da raspadinha, graças a Deus, eu fico até feliz em falar isso. Com o suor do trabalho dele, ele conseguiu construir uma casinha", comentou Yasmin, que agora também tem um carrinho na Praia do Cibratel II, também em Itanhaém. Quem é Tiago Toguro? Tiago Toguro em academia nos Estados Unidos Reprodução/ Redes sociais Toguro é empresário e professor de educação física. Ele ganhou notoriedade após fazer vídeos no segmento fitness, com foco em musculação e vida saudável. Apenas no Instagram, Toguro tem mais de 10 milhões de seguidores. Já a sua conta do TikTok tem cerca de 5 milhões de seguidores. No YouTube, os dois canais do influenciador somam quase 8 milhões de seguidores. Os vídeos trazem conteúdos sobre musculação e os vlogs "Em Busca do Shape Inexplicável" e "Mansão Maromba". Em 2023, Toguro foi indiciado por homicídio culposo após atropelamento e morte do motociclista Jonny Vieira da Silva, de 30 anos, na Linha Amarela, no Rio de Janeiro. Em 2025, foi detido após uma confusão e desacato a agentes de trânsito em Balneário Camboriú (SC). VÍDEOS: g1 em 1 minuto Santos

  15. Nubank e Banco inter foram condenados e indenizar idosa vítima de golpe do bilhete premiado em Santos, SP Reprodução/RBS TV; Getty Images via BBC e Divulgação/Inter O Superior Tribunal de Justiça (STJ) condenou os bancos Inter e Nubank a indenizar uma idosa vítima do golpe do bilhete premiado em Santos, no litoral de São Paulo. A decisão apontou falha na fiscalização de uma transferência de R$ 51,7 mil feita via Pix. As instituições deverão devolver o valor e pagar R$ 10 mil por danos morais. O crime ocorreu em novembro de 2022, quando a vítima foi abordada por duas mulheres e um homem que ofereciam um suposto bilhete premiado. Convencida a participar da divisão do prêmio, ela foi levada até uma agência bancária. ✅Clique aqui para seguir o canal do g1 Santos no WhatsApp. Durante o trajeto, o suspeito pediu um Pix como garantia. A transferência foi feita da conta da vítima no Nubank para uma conta aberta no Banco Inter em nome de um dos envolvidos. Após isso, uma das mulheres acompanhou a vítima até a agência, mas voltou ao carro e desapareceu. Os advogados Fabricio Posocco e Andrews Ferrucio, que representam a vítima, informaram que a cliente acionou os bancos logo depois para tentar bloquear o valor, mas, segundo o processo, houve demora na resposta, o que permitiu a movimentação do dinheiro pelos golpistas. Instituições condenadas: 1ª instância A mulher procurou a Justiça em 2024 e, em primeira instância, as instituições foram condenadas. Na ocasião, a 3ª Vara Cível de Santos apontou que houve falha do Nubank, que deveria ter detectado a transação atípica em relação ao perfil da vítima e adotado medidas para solucionar a fraude quando foi acionado. Em relação ao banco Inter, a Justiça entendeu que a instituição permitiu a movimentação dos valores e não apresentou quais foram os procedimentos de segurança adotados para abertura da conta por parte do suspeito. Bancos recorreram Em 2025, os bancos recorreram ao Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), que reverteu a decisão alegando que a culpa naquela ocasião foi exclusiva da vítima, que espontaneamente realizou a transferência. O caso foi encaminhado à Terceira Turma do STJ, que no início deste mês condenou novamente os bancos a indenizarem a vítima do golpe. A decisão estabelece o pagamento de forma solidária, o que significa que as duas instituições são responsáveis pela pena. Agora no g1 Para o relator, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, houve falha na atuação dos bancos. “Caso o Nubank tivesse dispensada a devida atenção à movimentação repentina de alto valor, em total dissonância com a movimentação padrão da consumidora, por certo, teria evitado a concretização da fraude”, disse. Ele também afirmou que o Inter não comprovou a regularidade da abertura da conta. “Nem mesmo informações ou extratos para verificação de sua movimentação, o que possibilitaria aferir se estavam dentro ou fora do padrão do titular”, disse. Respostas Em nota, o Nubank disse que não comenta casos específicos ou decisões judiciais, por respeito à privacidade de seus clientes e ao sigilo bancário. "A empresa atua com rigor na prevenção e no combate a fraudes e golpes financeiros, com investimentos contínuos em tecnologia, monitoramento de operações atípicas e mecanismos de segurança adicionais", disse. A instituição também destacou que mantém iniciativas permanentes de orientação e conscientização sobre golpes, com alertas no aplicativo e conteúdos educativos em seus canais oficiais, e reforçou que seus canais de atendimento seguem abertos e à disposição para apoiar os clientes. Procurado pelo g1, o Banco Inter disse que não comenta sobre decisões judiciais. VÍDEOS: g1 em 1 minuto Santos

  16. Rafael Alves Santos, de 44 anos, desapareceu no Rio Itapanhaú, em Bertioga, SP Reprodução Rafael Alves Santos, o homem que está desaparecido há dois dias no Rio Itapanhaú, em Bertioga, no litoral de São Paulo, tem 44 anos e cinco filhos. Ao g1, a sobrinha Adriele Mendes, de 28, contou que o tio é pintor, capoeirista e ama a prática da canoa. "Uma pessoa maravilhosa", afirmou a filha do irmão de Rafael. "Ele é bastante conhecido aqui em Bertioga [...] porque é espontâneo, arruma amizade fácil", acrescentou. ✅ Clique aqui para seguir o novo canal do g1 Santos no WhatsApp. O homem sumiu no sábado (23), quando caiu de um caiaque enquanto acompanhava uma prova de natação de longa distância. De acordo com o Grupamento de Bombeiros Marítimo (GBMar), ele fazia parte da equipe de apoio aos atletas e pode ter sofrido um mal súbito. As buscas continuam. Agora no g1 Adriele disse que ficou sabendo que o tio é conhecido como "Jamaica" pelos amigos após o desaparecimento. Ela ainda não descobriu o motivo do apelido, mas destacou que o homem é de Ubaitaba, cidade no sul da Bahia. "Já tinha família aqui [em Bertioga] e veio em busca de uma vida melhor". A sobrinha acrescentou que o tio nunca havia tido um mal súbito antes e não chegou a comentar sobre nenhum sintoma antes de desaparecer. Ela afirmou que Rafael estava apenas com um ferimento na perna porque caiu enquanto andava de bicicleta elétrica. "A família está muito abalada e com esperança em encontrá-lo vivo", finalizou a sobrinha. Desaparecimento Caso aconteceu durante a Mega Maratona Aquática do Rio Itapanhaú, em Bertioga, SP Prefeitura de Bertioga/Divulgação As buscas começaram logo após o acionamento dos bombeiros, com equipes aquáticas e terrestres. Desde o dia do desaparecimento, os agentes atuam com embarcações e viaturas especializadas em uma área de mata e de difícil acesso. "O atendimento exige atuação integrada e grande esforço operacional em razão das características da área, que possui difícil acesso e extensa faixa de busca no interior do rio", ressaltou o GBMar. Organização da prova A Mega Maratona Aquática do Rio Itapanhaú tinha 21 quilômetros de percurso, com saída do bairro Chácaras, passagem pelo Mangue Seco e chegada no Forte São João. Rio Itapanhaú, em Bertioga, SP Reprodução/Prefeitura de Bertioga Em nota, a Associação 14 Bis, responsável pela organização da maratona aquática, afirmou que acompanha o caso: "Neste momento, toda a organização está profundamente abalada com o ocorrido e concentrada no acompanhamento das buscas e no apoio às autoridades competentes. Estamos colaborando integralmente com as equipes responsáveis e acompanhando a situação desde os primeiros minutos. Por respeito aos familiares, amigos e envolvidos, entendemos que este é um momento de cautela e responsabilidade na divulgação de informações. Assim que houver atualizações oficiais e confirmadas, iremos nos posicionar pelos canais oficiais da organização". VÍDEOS: g1 em 1 minuto Santos

  17. Disparada do custo de vida e dos imóveis em João Pessoa com chegada de jovens CACIO MURILO/MTUR Custo de vida baixo, ruas pouco movimentadas e praias com pouquíssimos turistas. Era assim que as pessoas encontravam a cidade de João Pessoa, capital da Paraíba, quatro anos atrás, quando a publicitária Rebeca Cirino, de 39 anos, se mudou de volta para lá. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Ela e o marido escolheram a cidade para fugir de São Paulo em busca de uma rotina em que pudessem "desacelerar" e tentar dar melhor qualidade de vida à filha. A paraibana conta que percebeu o desenvolvimento da capital, se comparada há quinze anos, quando deixou a cidade. Porém, percebeu que o custo de vida aumentou, especialmente de dois anos para cá. "Quando eu morei aqui, em 2010, era outra realidade. Hoje, a gente sente diferença em tudo, principalmente nos preços", diz Rebeca. "Em 2022, o coco era R$ 2. Agora já você já encontra por R$ 6 e até R$7". Guia do empreendedor: Renda extra vs negócio principal Seu marido, o advogado Ezequiel Ribeiro, de 35 anos, também cita aumento em despesas básicas, como mercado e restaurantes, o que, segundo ele, afeta diretamente o dia a dia. Eles também sentiram esse impacto ao buscar um novo lugar para morar. O preço médio do metro quadrado praticamente dobrou em poucos anos: de R$ 4,5 mil, em 2019, para R$ 8 mil em 2026, segundo o índice FipeZap. "Os preços eram bem mais acessíveis quando chegamos. Hoje, subiram muito, tanto para compra quanto para aluguel", diz Ezequiel. A rotina do casal também mudou. "Um trajeto de carro de cinco minutos pode levar meia hora no horário de pico", diz Rebeca. Rebeca e Ezequiel trocaram São Paulo por João Pessoa para 'desacelerar' ARQUIVO PESSOAL via BBC Para Ezequiel, o trânsito mais intenso está ligado ao crescimento recente, especialmente em bairros como o Bessa, zona Norte da cidade, onde o casal vive. "É um dos bairros que está sendo mais ocupado nesses últimos anos. E, a depender do horário em que você sai de casa, você pega um trânsito considerável." O avanço populacional ajuda a explicar as transformações. Dados do último Censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que João Pessoa foi a quinta capital que mais ganha habitantes no país. Com uma taxa de crescimento de 1,19% ao ano, a capital paraibana só ficou atrás de Boa Vista (RR), Palmas (TO), Florianópolis (SC) e Cuiabá (MT) no levantamento. Isso representou um acréscimo de 110 mil novos moradores em 12 anos, o que posiciona a cidade como um dos principais polos de atração populacional do país hoje. Atualmente, João Pessoa tem 833.932 habitantes, segundo o cálculo mais atual IBGE. As mudanças na rotina da capital As mudanças recentes em João Pessoa também são percebidas por quem acompanha a cidade há mais tempo. Morador há mais de quatro décadas, o ambientalista Marco Túlio Gusmão, de 58 anos, afirma que o crescimento urbano trouxe uma nova dinâmica para a vida na cidade. Segundo ele, a valorização imobiliária tem sido um dos principais vetores dessas transformações. A capital paraibana registrou a segunda maior valorização entre todas as capitais do país, com uma alta de 15,15%, índice superado apenas por Salvador (16,25%) e ficando à frente de mercados tradicionais como Vitória e São Paulo. Foi a maior alta anual da história de João Pessoa desde que a cidade começou a ser monitorada pelo Índice FipeZAP. "Esse aumento acaba impactando o custo de vida de forma geral, refletindo em serviços, lazer e consumo cotidiano", diz Marco Túlio. Segundo Marco Tulio, a valorização imobiliária é um dos principais fatores para o aumento do custo de vida em João Pessoa ARQUIVO PESSOAL via BBC Marco Túlio diz que o aumento da população, acompanhado pelo crescimento urbano acelerado, ocorre especialmente em áreas próximas ao litoral. Esse movimento, segundo ele, também alimenta discussões sobre gentrificação. O aumento pela procura por imóveis eleva seu preço, e, com isso, cresce o risco de fazer com que as pessoas que vivem nestas áreas há mais tempo tenham que se mudar para regiões mais afastadas porque não conseguem pagar os novos preços. O ambientalista também nota um aumento na circulação nas regiões litorâneas, impulsionado pelo turismo e pela chegada de novos moradores, principalmente após a pandemia. As praias, por exemplo, passaram a ficar mais cheias. Esse movimento ocorre em paralelo ao crescimento da frota de veículos. Dados da Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran) mostram que o número de automóveis na capital passou de 474 mil, em 2024, para mais de 501 mil em 2026. O aumento reflete o adensamento urbano e impacta diretamente o tempo de deslocamento entre bairros, como mencionado por moradores da capital paraibana ouvidos pela reportagem. Apesar das mudanças, Marco Túlio afirma que a cidade ainda mantém características que levam pessoas a se mudar para João Pessoa, como a busca por maior contato com a natureza e por uma maior qualidade de vida. Para ele, o desafio está em fazer com que esse crescimento ocorra de forma planejada e organizada. 'Estão criando uma cidade para o mercado imobiliário' O crescimento recente de João Pessoa tem sido guiado, segundo especialistas, por decisões de planejamento urbano que influenciam diretamente a forma como a cidade se expande. Para o geógrafo Alexandre Sabino do Nascimento, professor da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), não se trata de um avanço desordenado, mas segue um modelo que está diretamente ligado à valorização fundiária e imobiliária. "Não podemos dizer que a cidade está sem planejamento. O que temos é um planejamento que atende a determinados interesses", diz Nascimento. A expansão da cidade ocorre em função do mercado, influenciando como são feitos investimentos públicos, sobretudo em infraestrutura viária. "Há uma simbiose entre a abertura de grandes vias e a criação de oportunidades para o investimento imobiliário", diz o professor. Segundo ele, mudanças no Plano Diretor reduziram instrumentos de participação popular, como audiências públicas e conselhos urbanos. Com isso, as decisões sobre o uso da área urbana passaram a ter menor participação da população. "Quem vive aqui está acompanhando o planejamento urbano da cidade?", questiona o pesquisador ao apontar o distanciamento entre as decisões e o cotidiano dos moradores. Isso tem produzido impactos diretos no acesso à moradia em João Pessoa. O pesquisador cita um déficit habitacional de cerca de 50 mil domicílios na capital, com muitas famílias comprometendo mais de 30% da renda com aluguel. Além disso, mudanças nas regras para zonas de interesse social e ambiental favorece a ocupação de áreas antes protegidas. Para Nascimento, esse modelo de crescimento aprofunda desigualdades: "Estão criando uma cidade para o mercado imobiliário". Ele destaca que, enquanto isso, existem milhares de lotes vazios em áreas com infraestrutura urbana, que poderiam ser utilizados para habitação social. De acordo com o pesquisador, as incorporadoras têm ampliado a compra de terrenos para formação de "bancos de terra" para empreendimentos futuros, o que reduz a oferta disponível e contribui para a elevação dos preços. "Isso gera alta concentração de terrenos e escassez no mercado, o que encarece a cidade como um todo", afirma Nascimento. A atuação das incorporadoras tem inclusive mudado o perfil de regiões da cidade, diz Nascimento: "O que temos agora é uma reestruturação de padrões de alguns bairros". A Prefeitura afirma que o crescimento exige adaptação da infraestrutura e diz que tem investido em mobilidade para acompanhar a expansão. Segundo a gestão, em nota enviada à reportagem, obras como o Complexo Viário Beira Rio e novos corredores de transporte coletivo buscam melhorar a fluidez e preparar a cidade para o aumento da demanda. A administração também destaca projetos voltados à integração viária e ao turismo. A BBC News Brasil também voltou a procurar a Prefeitura para questionar sobre as alegações de que a expansão da capital estaria organizada em função do interesse imobiliário, mas a administração não respondeu a esse questionamento da reportagem. Orla concentra maior valorização imobiliária A valorização imobiliária em João Pessoa se concentra, sobretudo, nos bairros da orla, onde a combinação entre turismo, novos moradores e investimentos tem redesenhado o mercado local. O corretor Caio César de Queiroz Ferreira, que trabalha com imóveis de luxo há 15 anos na capital paraibana, diz que o movimento é puxado pela localização e perfil dos novos empreendimentos e também pelo tipo de público que a cidade passou a atrair nos últimos anos. João Pessoa costumava receber muitos aposentados em busca de qualidade de vida, mas passou a atrair també profissionais de outras regiões, muitos com maior poder de compra e trabalho remoto. "Existe uma presença forte de aposentados, mas o que chama mais atenção ultimamente é a vinda de um público mais jovem e economicamente ativo, que enxerga João Pessoa não só como destino de descanso, mas como lugar para viver e investir", diz Ferreira. Esse público, aliado ao aumento dos custos da construção civil, contribui para elevar o padrão — e o preço — dos empreendimentos. Os números do mercado ilustram essa tendência. Em março, enquanto a média do metro quadrado em João Pessoa chegou a R$ 8 mil, em Cabo Branco, um dos bairros mais valorizados, o valor atingiu R$ 12,3 mil, uma alta de 10,4% em 12 meses. "Os bairros de alta renda hoje estão concentrados principalmente na orla. Cabo Branco e Tambaú são regiões mais consolidadas, com alta procura pelo turismo, enquanto o Altiplano se destaca como polo de alto padrão", afirma Ferreira. "Jardim Oceania, no Bessa, tem ganhado espaço com produtos mais novos e infraestrutura urbana, e algumas regiões de Manaíra próximas ao mar também concentram imóveis de padrão elevado". Para Rebeca, a mudança ficou evidente na tentativa de comprar um imóvel. Ao comparar com o período em que já havia morado na capital, ela relata, além do aumento generalizado dos preços, uma dificuldade maior nas negociações por conta da maior procura. Em uma das propostas, ela conta, o proprietário se recusou a reduzir o valor pedido mesmo diante de uma oferta próxima. Em outro caso, soube que o imóvel permaneceria fechado à espera de valorização. Esse tipo de comportamento, segundo Ferreira, está ligado ao aumento da demanda. "O crescimento populacional acontece mais rápido do que a entrega de novos imóveis no curto prazo", afirma o corretor. Valorização do mercado imobiliário de João Pessoa se concentra, sobretudo, em bairros da orla GETTY IMAGES via BBC A chegada de novos moradores tem pressionado tanto o mercado de compra quanto o de locação. Na prática, isso se traduz em reajustes expressivos, principalmente nas áreas mais valorizadas. O corretor aponta que, em alguns bairros da orla, os aluguéis já acumulam altas entre 20% e 30% nos últimos anos. O resultado é um mercado mais competitivo, em que imóveis passam a ser tratados também como ativos financeiros, com impacto direto no custo de vida de quem já mora na cidade. "A cidade está em um momento muito bom, com crescimento urbano e valorização constante, mas pontos como mobilidade urbana, infraestrutura e serviços precisam evoluir junto com esse aumento populacional", acrescenta o corretor. Esgoto, poluição e os limites do crescimento O avanço urbano de João Pessoa também expõe fragilidades na infraestrutura básica, especialmente no saneamento. Dados do Instituto Trata Brasil indicam que 72,36% do esgoto da cidade é coletado e encaminhado para estações de tratamento, enquanto o restante ainda tem destino incerto, podendo ir de fossas sépticas a ligações clandestinas e descarte direto em rios que deságuam no mar, explicam especialistas ouvidos pela BBC News Brasil. Segundo o pesquisador Joácio Morais Júnior, coordenador do laboratório de pesquisa em Sistemas Ambientais Urbanos da UFPB, o ritmo de expansão da cidade não foi acompanhado pela rede de esgotamento. "O crescimento urbano acelerado, especialmente com a verticalização na orla e a expansão para outras zonas, gera uma pressão sem precedentes, pois a infraestrutura de coleta não acompanhou esse avanço", afirma Júnior, que também é presidente do Instituto ARBOR. Na prática, isso pode levar ao transbordamento de tubulações e ao escoamento irregular para galerias pluviais, atingindo rios e praias. Esse cenário tem impacto direto no meio ambiente e na própria economia local. O lançamento de esgoto favorece a proliferação de algas, reduz o oxigênio da água e pode comprometer ecossistemas como recifes de coral e manguezais. "Há risco real de danos irreversíveis. Esses sistemas têm um ponto de não retorno", diz o pesquisador. A consequência, segundo ele, vai além da degradação ambiental e pode afetar atividades como a pesca e o turismo. Outro ponto levantado é a divergência nos dados oficiais. Enquanto levantamentos nacionais apontam índices mais baixos de cobertura, relatórios da Companhia de Água e Esgotos da Paraíba (Cagepa) indicam percentuais mais elevados. A diferença, explica Morais, está na metodologia: parte dos dados considera apenas áreas formalmente atendidas, enquanto outros incluem regiões periféricas ainda sem cobertura plena. "A solução técnica para o saneamento é, portanto, uma medida de sobrevivência biológica e econômica para a capital", afirma o pesquisador. Diante desse cenário, especialistas defendem mais transparência e monitoramento contínuo. Entre as medidas apontadas estão a fiscalização de ligações clandestinas, ampliação da rede de coleta, instalação de sensores de qualidade da água e uso de soluções alternativas de tratamento em áreas não atendidas. Também é citado o papel do planejamento urbano, com revisão de parâmetros de ocupação e proteção de áreas ambientais sensíveis. A reportagem procurou a Cagepa, responsável pela coleta de esgoto na região, mas não obteve resposta até a publicação deste texto. "Para equilibrar o crescimento acelerado de João Pessoa com a preservação ambiental e a viabilidade do turismo, as ações do poder público precisam atacar tanto a infraestrutura invisível (saneamento) quanto o planejamento visível (uso do solo)", diz Júnior. Baixe o GloboPop para assistir a vídeos curtos verticais da Globo

  18. É #FAKE que Trump foi recebido ao som de 'Y.M.C.A.' em aeroporto de Pequim; vídeo teve áudio substituído Reprodução Circula nas redes sociais um vídeo que mostra o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, supostamente sendo recebido no aeroporto de Pequim, na China, ao som de "Y.M.C.A.", do Village People, música símbolo da campanha do republicano. É #FAKE. Selo Fake (Horizontal) g1 🛑 Como é o vídeo? Ele viralizou em 13 de maio no X, no Facebook e no TikTok. Sobre as imagens, há uma caixa de texto que diz: "Os chineses recebendo Donald Trump ao som de 'Y.M.C.A.' é uma coisa que eu não esperava". O vídeo mostra o presidente americano e sua comitiva desembarcando em Pequim, diante de representantes do governo chinês. O grupo caminha por um tapete vermelho até um carro. No entorno, jovens uniformizados balançam bandeiras americanas e locais. Em um dos posts do TikTok, usuários fizeram comentários como estes dois:"Que recepção de respeito 👏👏👏Grandes líderes"; e "Isso é exemplo de boa hospitalidade e cortesia". Mas o som da gravação foi alterado: na cena verdadeira, não há essa música. Naquela data, Trump foi recebido com uma marcha e uma apresentação de estudantes chineses, com coreografia sincronizada e canção de boas-vindas (assista ao vídeo mais abaixo). ⚠️ Por que é #FAKE? Estudantes fazem coreografia com bandeiras para receber Trump na China Em 13 de maio, o republicano desembarcou na capital chinesa para uma visita de Estado ao presidente Xi Jinping. Essa foi a segunda vez em menos de um ano que os dois se encontraram presencialmente. Desta vez, ao contrário da reunião de outubro de 2025, poucos anúncios concretos sobre avanços foram feitos (leia mais). Ao descer do Air Force One, Turmp foi recepcionado pelo vice-presidente chinês, Han Zheng, ao som de uma marcha. Depois, estudantes chineses realizaram uma cerimônia de boas-vindas, balançando bandeiras dos dois países e cantando repetidamente, em mandarim, "Bem-vindo! Bem-vindo! Calorosas boas-vindas!". A música "Y.M.C.A.", lançada pelo grupo Village People na década de 1970, embalou vários comícios do republicano durante a campanha presidencial em 2024 e foi reproduzida em sua cerimônia de posse, em 20 de janeiro de 2025. Trump também costuma fazer uma típica dancinha ao som da música em eventos oficiais, como durante o sorteio da Copa do Mundo em dezembro do ano passado, em Washington. Em 2022, o presidente americano declarou que gostava da música porque "levantava as pessoas". Ele também havia usado a faixa nos comícios da campanha de 2020, quando foi derrotado por Joe Biden. É #FAKE que Trump foi recebido ao som de YMCA em aeroporto de Pequim; vídeo teve áudio substituído Reprodução Veja também É #FAKE foto de Carlo Ancelotti dormindo no jogo Athletico-PR x Flamengo É #FAKE foto de Carlo Ancelotti dormindo no jogo Athletico-PR x Flamengo; VÍDEOS: Os mais vistos agora no g1 Veja os vídeos que estão em alta no g1 VÍDEOS: Fato ou Fake explica . .. É #FAKE VEJA outras checagens feitas pela equipe do FATO ou FAKE Adicione nosso número de WhatsApp +55 (21) 97305-9827 (após adicionar o número, mande uma saudação para ser inscrito) GloboPop: clique para ver vídeos do palco de Fato ou Fake

  19. Valeria Rodriguez Codina, chefe da WPO na América Ibérica e Latina, Luciana Giudice Barrella, chefe da WPO em São Paulo, e a chefe global da organização, Anni Wilhelmi. Camila Cordeiro Em um auditório envidraçado na Faria Lima, na Zona Oeste de São Paulo, mulheres que comandam empresas milionárias passaram a manhã do dia 14 de maio discutindo um tema pouco associado ao mundo corporativo: a solidão de quem ocupa o topo das decisões empresariais. O encontro marcou o lançamento da primeira sede brasileira da Women Presidents Organization (WPO), ou Organização de Mulheres Presidentes, em português, destinada a mulheres donas ou acionistas de empresas com faturamento acima de R$ 5 milhões (leia mais abaixo). Apesar de a ideia remeter a ambientes reservados e luxuosos, algo parecido com reality shows sobre mulheres milionárias, o evento foi mais corporativo do que glamouroso. A reunião aconteceu em um prédio preto e espelhado. Na recepção, foi preciso esperar cerca de 15 minutos até que o QR Code finalmente liberasse a entrada no elevador. Mulheres milionárias se reúnem em evento na Faria Lima para discutir a 'solidão do topo' No 11º andar, uma mulher jovem recebia as convidadas e apontava discretamente para o auditório onde o café da manhã já estava montado: sanduíches de pesto com tomate e uma espécie de fricassê de frango, além de frutas com granola, suco de laranja e café. As participantes eram recebidas por Luciana Giudice Barrella, responsável pelo núcleo paulista da organização. Entre uma conversa e outra, ela parecia tentar equilibrar duas pressões ao mesmo tempo: convencer as empresárias presentes de que aquele espaço poderia ajudá-las e mostrar às lideranças internacionais da organização, Valeria Rodriguez Codina, chefe da WPO na América Ibérica e Latina, e Anni Wilhelmi, presidente global da entidade, que o modelo tinha potencial para crescer no Brasil. Donas de empresas A organização reúne mulheres donas ou acionistas de empresas com faturamento acima de US$ 1 milhão — cerca de R$ 5 milhões — e promete criar um espaço confidencial para discutir aquilo que normalmente não aparece nos posts motivacionais do LinkedIn. Quando a empresa dela começa a crescer e atingir uma certa maturidade, ela vai começar a ter questões em que vai se sentir sozinha na tomada de decisão. A pressão aumenta Ao redor das mesas do café da manhã, o tema aparecia em diferentes versões. A empresária que evita demonstrar insegurança para a equipe, a CEO que não consegue discutir certas decisões em casa, a dona da empresa que até tem amigas próximas, mas não alguém que entenda o que significa demitir funcionários, renegociar contratos milionários ou atravessar uma crise financeira. Muitas vezes a empresária tem uma super amiga ou um grupo de amigas, mas ela tem questões que não fazem sentido trocar com elas, porque são questões de negócios, de experiências, de decisões estratégicas Segundo ela, é justamente nesse momento que surge o que a organização chama de “isolamento do topo”. “Ela pensa: ‘Com quem eu vou contar para tomar essa decisão? Quem vai me ajudar nessa tomada de decisão? Empresárias nessa faixa de faturamento têm questões que precisam discutir. A solidão do topo começa a aparecer muito mais nesse estágio”, afirmou. Luciana discursou para 30 pessoas presentes noauditório — apenas três homens: um jornalista, um técnico de som e um assessor de imprensa. Até a última quinta, dia do lançamento, o capítulo paulistano — que é como a organização chama os núcleos divididos em 145 cidades pelo mundo — contava com cinco integrantes, de áreas como engenharia, sustentabilidade, energia e comunicação. A previsão é a de que as reuniões comecem oficialmente em junho, quando o grupo atingir o número de dez participantes. A meta é chegar a 15 empresárias até o fim do ano. Rede de apoio A proposta da organização é justamente reunir mulheres que vivem problemas parecidos. Mas sem concorrentes na mesma sala e sob acordo de confidencialidade. Uma vez por mês, elas se encontram por algumas horas para discutir os dilemas da liderança. Segundo Luciana, os encontros seguem uma metodologia internacional e duram entre três e quatro horas. “É muito diferente de você sair para jantar com as amigas, de você participar de um evento de networking. Não é sobre networking, é sobre essa troca estratégica entre pares.” Na prática, o grupo funciona quase como uma mistura de conselho empresarial com grupo de apoio executivo. Cada empresária leva para a mesa uma dificuldade concreta da empresa — ou da própria vida. “As temáticas são as mais diversas. Pode ser um desafio da empresa que esteja impactando também a vida pessoal, outros tipos de relação. O que é proporcionado ali é um ambiente seguro”, disse. Luciana discursou para 30 pessoas presentes auditório — apenas três homens: um jornalista, um técnico de som e um assessor de imprensa. João de Mari/g1 Empreendedorismo O corte milionário de faturamento para participar do grupo posiciona as integrantes em um estágio já consolidado do empreendedorismo brasileiro. Embora o valor esteja distante das grandes corporações bilionárias da Faria Lima, ele representa um patamar acima da maioria das pequenas empresas do país e costuma envolver equipes maiores, expansão do negócio e decisões estratégicas mais complexas. No Brasil, a maioria das empresas é de pequeno porte e fatura muito abaixo disso. Segundo critérios do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), empresas com faturamento anual de até R$ 4,8 milhões ainda são consideradas pequenas empresas no Simples Nacional. Segundo a organização, o Brasil foi tratado como prioridade na América Latina pelo crescimento do empreendedorismo feminino. Dados do Sebrae apontam que o país chegou a 10,4 milhões de mulheres donas de negócios. “Existe uma psicologia que mostra que precisamos de referências. Se a gente só tem referências masculinas, ou de homens brancos, isso vira a imagem do sucesso", diz Luciana. Participaram do encontro Valeria Rodriguez Codina, chefe da WPO na América Ibérica e Latina, e a chefe global da organização, Anni Wilhelmi. Ao final da apresentação, Valeria resumiu o sentimento do encontro. “Não tem que esconder dificuldades, mas compartilhá-las”, disse.

  20. Últimos da fila: Em 7 anos, apenas 8 crianças com deficiência foram adotadas na Bahia Enquanto a fila de pessoas interessadas em adotar no Brasil passa das 30 mil, um perfil de crianças e adolescentes disponíveis desperta pouco interesse e ocupa as últimas posições da fila: as portadoras de deficiências. Na Bahia, desde 2019, apenas 8 crianças com alguma deficiência conseguiram ser adotadas. O estado tem 280 menores vinculadas ao sistema de adoção. Desse total, 54 são crianças e adolescentes com deficiência, que vivem entre a espera por um lar, brinquedos, terapias e atividades coletivas em instituições de acolhimento. Segundo o painel do Sistema Nacional de Adoção e Acolhimento (SNA), 33 menores têm deficiência intelectual, 15 têm deficiência física e intelectual e seis têm deficiência física. 📲 Clique aqui e entre no grupo do WhatsApp do g1 Bahia Ao todo, o estado tem 1.315 pretendentes cadastrados no SNA, mas a adoção de pessoas com deficiência é cercada por mitos, barreiras e preferências que tornam bem mais difícil o processo adotivo, afirma a psicóloga Évelim Silva, que atua no Lar Vida, instituição de Salvador que acolhe a população PcD. Muitas dessas crianças passam anos esperando por uma família. Algumas sem nunca receber visitas ou demonstrações de interesse para adoção, segundo a psicóloga. Dados do SNA mostram que crianças com deficiência estão entre os perfis menos procurados pelos pretendentes à adoção no país. A preferência ainda é por bebês e crianças mais novas e sem deficiência. A ausência de vínculo familiar ultrapassa os desafios estruturais e afeta diretamente o desenvolvimento emocional das crianças acolhidas. Évelim Silva destaca que, mesmo com todo esforço e trabalho da equipe do Lar Vida, nenhum acolhimento consegue substituir completamente a convivência familiar. “Na unidade de acolhimento, por mais que exista todo o serviço, profissionais acompanhando cada acolhido, atividades internas e externas, nada substitui o seio familiar”, defende. Os impactos positivos aparecem de forma clara quando essas crianças retornam para a família de origem ou são adotadas. "Quando acontece a reinserção familiar ou a adoção, a gente percebe um desenvolvimento maior da autonomia deles. Na unidade, tudo é coletivo. Já na família, eles conseguem ter as próprias coisas, o próprio quarto, guardar suas roupas, desenvolver senso crítico, fazer escolhas, descobrir do que gostam ou não gostam", explicou a psicóloga. A atenção individualizada também contribui diretamente para o desenvolvimento emocional e social das crianças e adolescentes. Ela ajuda nos estímulos do dia a dia e permite que sinais singulares sejam notados, pontos importantes no desenvolvimento de pessoas com deficiência. "Há uma atenção voltada só para eles. Então, percebemos um ganho muito positivo nesse sentido", afirma a Évelim. Instituição Lar Vida abriga e cuida desde então de forma integral de crianças, adolescentes e adultos com deficiência, em grande maioria sem referência familiar. Arquivo Pessoal Ainda mais barreiras Além da espera prolongada pela adoção, crianças com deficiência ainda enfrentam capacitismo, o que acaba reduzindo ainda mais as possibilidades de inserção familiar. “As pessoas ainda olham para pessoas com deficiência como incapazes de estudar, trabalhar ou ocupar espaços sociais”. Ela explica que as barreiras aparecem em diferentes momentos da vida: desde o acesso em rodas de brincadeiras, acesso aos meios de locomoção, educação e até oportunidades no mercado de trabalho. Segundo a especialista, na adoção, a lógica não é diferente. "O fluxo de adoção é muito pequeno. Dificilmente as pessoas procuram uma criança com deficiência. A maioria das adoções ainda é de bebês sem deficiência", explica. O medo em relação aos cuidados e às necessidades dessas crianças também afasta possíveis adotantes. "As pessoas tem muito medo, muito receio. Existe muito tabu sobre o cuidado, sobre as limitações e sobre o que essas crianças podem ou não fazer". Cadeira de rodas Reprodução/Pixabay Autonomia e cuidado O desenvolvimento da autonomia e independência dentro da instituição é possível, apesar das dificuldades. No Lar Vida, algumas crianças acolhidas conseguem ir para a escola de ônibus, ir ao mercado, fazer lista de compras, pensar no próprio futuro. "Nosso trabalho é desenvolver cada vez mais essa autonomia", conta Évelim. A psicóloga acredita que o contato direto com as crianças, além das descrições dadas no sistema de adoção, ajuda a desconstruir preconceitos. “A gente convida as pessoas para conhecerem a instituição, conhecerem os meninos e o trabalho realizado. Quando chegam aqui, percebem que muitas barreiras existem mais no olhar da sociedade do que na realidade deles”, diz. Apesar de toda a dificuldade e desafios, histórias inspiradoras aquecem o coração de quem trabalha e convive com essas crianças e com a espera delas por um lar. Uma história que marcou Évelim é a de um bebê que foi acolhido pela instituição. Havia dúvidas sobre o desenvolvimento dele, diante de um quadro que indicava possíveis limitações motoras e de fala. O bebê foi adotado e hoje a família mantém contato com a instituição, compartilhando a evolução. Com o cuidado e atenção individualizados, a coordenadora conta que houve avanços no desenvolvimento, e a criança conseguiu andar e falar algumas palavras. Para Évelim, histórias como essa ajudam a mostrar que crianças com deficiência também podem construir trajetórias de independência, afeto e desenvolvimento. “Tudo que elas querem é um lar, cuidado e pessoas voltadas para elas. Quando isso acontece, elas conseguem se desenvolver de uma forma muito bonita”. Como funciona o processo de adoção 1. Abertura do processo O processo de adoção no Brasil é gratuito e pode ser feito a partir de 18 anos, desde que seja respeitada a diferença de 16 anos entre a criança acolhida e quem deseja adotar. A adoção deve ser inicializada na Vara da Infância Juventude da sua região, a partir da apresentação dos seguintes documentos: Cópias autenticadas da Certidão de nascimento ou casamento, ou declaração relativa ao período de união estável; Cópias da Cédula de identidade e da Inscrição no Cadastro de Pessoas Físicas (CPF); Comprovante de renda e de residência; Atestados de sanidade física e mental; Certidão negativa de distribuição cível; Certidão de antecedentes criminais 2. Análise de documentos Após as análises dos documentos, chega a fase de avaliação por uma equipe técnica multidisciplinar do Poder Judiciário, com o objetivo de entender os motivos e expectativas dos pretendentes, analisar a realidade sociofamiliar e orientar os pretendentes sobre o processo adotivo. 3. Programa de preparo A terceira etapa exige a participação em programa de preparação para adoção, previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), para quem busca habilitação no cadastro à adoção. O programa pretende oferecer o conhecimento sobre a adoção, tanto do ponto de vista jurídico quanto psicossocial, preparar os pretendentes para superar possíveis dificuldades que possam haver durante a convivência inicial com a criança/adolescente; orientar e estimular à adoção interracial, de crianças ou de adolescentes com deficiência, com doenças crônicas ou com necessidades específicas de saúde, e de grupos de irmãos. 4. Decisão judicial A partir do estudo psicossocial, da certificação de participação no programa de preparação e do parecer do Ministério Público, o juiz tomará a decisão, aprovando ou não o pedido de habilitação à adoção. Caso nome não seja aprovado, é importante saber os motivos, eles podem ser justificados como estilo de vida incompatível com criação de uma criança ou razões equivocadas (para aplacar a solidão; para superar a perda de um ente querido; superar crise conjugal etc.). O pretendente pode se adequar e começar o processo novamente. A habilitação do postulante à adoção é válida por três anos, podendo ser renovada pelo mesmo período. O prazo máximo para conclusão da habilitação à adoção será de 120 dias, prorrogável por igual período, mediante decisão fundamentada da autoridade judiciária. 5. Aprovação Com a aprovação do pedido de habilitação à adoção, os dados do postulante são inseridos no sistema nacional, observando-se a ordem cronológica da decisão judicial. A busca por uma família para uma criança ou adolescente segue o perfil correspondente ao definido pelos adotantes, que serão contatados pelo Poder Judiciário, respeitando-se a ordem de classificação no cadastro. Será apresentado o histórico de vida da criança ou adolescente e, se houver interesse, será permitida aproximação com ela/ele. 6. Etapa de convivência Durante esse estágio de convivência monitorado pela Justiça e pela equipe técnica, é permitido visitar o abrigo onde ela/ele mora, dar pequenos passeios para que vocês se aproximem e se conheçam melhor. A etapa de convivência acontece quando a aproximação é bem sucedida. Nesse momento, a criança ou o adolescente passa a morar com a família, sendo acompanhados e orientados pela equipe técnica do Poder Judiciário. Esse período tem prazo máximo de 90 dias, prorrogável por igual período. Contado do dia seguinte à data do término do estágio de convivência, os pretendentes terão 15 dias para propor a ação de adoção. 7. Finalização da adoção Caberá ao juiz verificar as condições de adaptação e vinculação socioafetiva da criança/adolescente e de toda a família. Sendo as condições favoráveis, o magistrado profere a sentença de adoção e determina a confecção do novo registro de nascimento, já com o sobrenome da nova família. Nesse momento, a criança ou adolescente passa a ter todos os direitos de um filho. LEIA TAMBÉM: Mais de 200 crianças e adolescentes esperam por adoção na Bahia; saiba como iniciar processo Mulher adota casal de irmãos na Bahia e fala sobre nova família: 'Minha vida mudou pra melhor' Irmãs baianas confundem internet ao contar que têm os mesmos pais e a mesma idade, mas não são trigêmeas Veja mais notícias do estado no g1 Bahia. Assista aos vídeos do g1 e da TV Bahia 🖥️

  21. Bairros de Curitiba têm alta de 61% em taxas de condomínios Em um ano, os preços dos condomínios de Curitiba tiveram um aumento de até 61%, e os bairros com maiores preços médios atualmente são o Campo Comprido, Batel, Hugo Lange e Água Verde. Os dados, que consideram os quatro primeiros meses de 2026 na comparação com o mesmo período do ano anterior, foram revelados em uma pesquisa que analisou 26 mil anúncios residenciais online. O estudo é da Loft, empresa de tecnologia e serviços financeiros para imobiliárias. Veja tabela com os valores médios abaixo. ✅ Siga o g1 Paraná no WhatsApp Conforme o levantamento, o preço médio mais alto da capital fica no Batel, custando R$ 1.504. O crescimento no bairro foi de 60% em um ano. Hugo Lange tem a segunda média mais alta, com R$ 1.184 e aumento de 48%. Bairros de Curitiba registram alta nas taxas de condomínio, revela pesquisa Divulgação/Governo do Paraná Em valores, o bairro Campo Comprido é o sétimo com a maior média de preço: R$ 870. Entretanto, fica em primeiro na lista em aumento percentual. A alta foi de 61%. No bairro mais populoso de Curitiba, a Cidade Industrial, o aumento foi de 24% no período analisado. O valor médio cobrado é de R$ 545. Ao todo, 29 bairros aparecem na pesquisa. Deles, apenas quatro tiveram queda nos valores médios: Mercês, São Francisco, Seminário e Tatuquara. Confira a lista abaixo: Valor médio dos condomínios de Curitiba Mais sobre moradia: IPS: Curitiba lidera ranking de qualidade de vida do Paraná Vida no interior: Cidade com 45 mil habitantes está entre as melhores do país Lista: Confira as cidades com melhor qualidade de vida do Paraná Impacto do condomínio na renda do curitibano Em Curitiba, o rendimento nominal mensal domiciliar per capita é de R$ 4.662,13, segundo dados da PNAD Contínua do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Considerando o valor médio dos condomínios na capital em 2026, de R$ 580, mais de 12% da renda média do trabalhador curitibano fica comprometida — sem contar o valor do aluguel. Pedro Paulo de Oliveira é servidor público na Universidade Federal do Paraná (UFPR) e mora no bairro Juvevê desde 2022. Ele relata que, quando se mudou para o imóvel, o valor do aluguel era de R$ 1.100, enquanto a taxa de condomínio custava R$ 460. Desde então, os reajustes anuais elevaram os custos da moradia. Atualmente, ele paga R$ 1.600 de aluguel e R$ 690 de condomínio. Segundo ele, o aumento contínuo das despesas impacta diretamente no orçamento mensal e exige maior planejamento financeiro para manter os gastos em equilíbrio. "Está cada vez mais difícil encontrar aluguéis abaixo de R$ 2.000, mesmo em imóveis pequenos. Parece que esse aumento que o incidiu no pós-pandemia, que parecia momentâneo, virou uma constante. Pra ter uma ideia, até 2019 eu morava num apartamento de uns 40m² e pagava R$ 750 de aluguel e R$ 200 de condomínio." Para o gerente de dados Fábio Takahashi, da Loft, os custos dos condomínios vêm sendo pressionados principalmente por reajustes, como o aumento nas contas de água e energia elétrica e pela necessidade constante de manutenção preventiva nos edifícios. O crescimento de novos empreendimentos no mercado imobiliário, especialmente condomínios que costumam ter estruturas maiores e mais serviços agregados, também impactam o valor médio das taxas. "O condomínio é um custo fixo relevante e tende a crescer acima da inflação em períodos de pressão sobre custos de manutenção, segurança e serviços. Em Curitiba, o mercado vem passando por uma forte renovação do estoque de imóveis, com novos empreendimentos de padrão mais elevado entrando em oferta e puxando o condomínio médio para cima." *Estagiária do g1 Paraná, sob supervisão de Caio Budel. Vídeos mais assistidos do g1 Paraná Leia mais notícias no g1 Paraná.

  22. Jiboia fica presa em bueiro e bombeiros são acionados para resgate em Araguari Uma jiboia de cerca de 1,20 metro foi resgatada pelo Corpo de Bombeiros após ficar presa em uma boca de lobo no bairro Ouro Verde, em Araguari, na tarde de sexta-feira (22). O resgate foi feito pela sargento Vanessa de Souza Lima, e o animal não ficou ferido. Depois da operação, a cobra foi devolvida ao habitat natural. Segundo a sargento responsável pela ocorrência, moradores da Rua Claudiana Cândida Batista perceberam que a jiboia estava presa e acionaram os bombeiros. Por volta das 14h, moradores acompanharam o resgate à distância enquanto aguardavam a chegada da equipe. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Triângulo no WhatsApp Imagens gravadas por moradores mostram o momento em que a jiboia é retirada da boca de lobo. Em outro trecho, registrado pela sargento, o animal aparece sendo devolvido ao habitat natural. Assista ao vídeo acima. “Sempre digo que os animais percebem quando alguém se aproxima para ajudá-los”, relatou a sargento. Segundo a militar, parte do corpo da jiboia ficou presa na estrutura, o que impedia a movimentação do animal. A suspeita inicial era de que a cobra estivesse de "barriga cheia", o que teria aumentado o volume do corpo e dificultado o resgate. Apesar da situação, a serpente não apresentava sinais de agressividade. Caso inédito para a sargento com 18 anos de profissão A sargento Vanessa contou que ocorrências envolvendo serpentes são relativamente comuns. Segundo ela, os animais costumam ficar presos em motores de carros em busca de calor. No entanto, a militar afirmou que, em 18 anos de profissão, nunca havia atendido um caso de cobra presa em uma boca de lobo, como ocorreu na sexta-feira (22). Ainda segundo a sargento, a jiboia foi retirada com as mãos, com uso de técnica e treinamento, já que a espécie não é peçonhenta. O resgate exigiu cuidado e paciência para evitar ferimentos, principalmente na coluna do animal. “Tentei movimentá-la pelo rabo, mas não havia espaço. Em certo momento, ela colocou a cabeça para fora do bueiro, o que facilitou o desencarceramento, já que a parte anterior tem menor circunferência”, detalhou. Após o resgate, a jiboia foi solta em uma área de preservação ambiental. A retirada do animal foi acompanhada por moradores, que aplaudiram a ação dos bombeiros. O Corpo de Bombeiros orienta que, em situações semelhantes, a população não tente manusear animais silvestres. A recomendação é acionar equipes especializadas para garantir a segurança das pessoas e dos animais. *Estagiária sob supervisão de Adreana Oliveira LEIA TAMBÉM: 'O ambiente era um lixão': pitbulls em situação de maus-tratos são resgatados Homem é multado em R$ 60 mil por maus-tratos a papagaios Indústria de frango é interditada por maus-tratos aos animais Jiboia de ‘barriga cheia’ fica presa em bueiro e bombeiros são acionados para resgate em MG Corpo de Bombeiros/Divulgação VÍDEOS: veja tudo sobre o Triângulo, Alto Paranaíba e Noroeste de Minas

  23. Amanhecer em Belo Horizonte nesta quinta-feira (20) Lucas Franco/TV Globo Belo Horizonte pode registrar temperatura mínima de até 13°C ao longo desta semana, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). A queda nos termômetros deve ocorrer principalmente a partir de terça-feira (28), com dias mais frios na capital mineira. Nesta segunda-feira (25), o tempo fica com muitas nuvens e possibilidade de chuva isolada. As temperaturas variam entre 15°C e 28°C. Há chance de pancadas rápidas à noite, e os ventos devem ser fracos. Na terça-feira (26), o cenário se mantém, com céu encoberto e previsão de chuva isolada. A temperatura segue estável. Já na quarta-feira (27), o dia deve ter muitas nuvens, mas sem previsão de chuva. A temperatura se mantém entre 15°C e 28°C. Agora no g1 A partir de quinta-feira (28), o tempo fica mais frio, com mínima prevista de 13°C e máxima de 26°C, além de céu nublado. De forma geral, a semana será marcada por aumento da nebulosidade e temperaturas amenas, típicas do outono, com leve queda no fim do período.

  24. Mulher segura currículo e carteira de trabalho. TV Globo/Reprodução O Posto de Atendimento ao Trabalhador (PAT) de São José dos Campos (SP) tem 453 vagas de emprego abertas nesta segunda-feira (25). O maior número de vagas é para a função de operador de teleatendimento, com 260 oportunidades. Deste número, 30 vagas são para pessoas com deficiência (PCD). Também há oportunidades com número significativo para auxiliar de limpeza, com 31 oportunidades, pintor de obras e atendente de lanchonete, ambas com 20 vagas, além de atendente de lojas e mercados, com 12 vagas, e costureira, com 10 postos ofertados. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Vale do Paraíba e região no WhatsApp As vagas são para pessoas com diferentes níveis de escolaridade e algumas não exigem experiência prévia. A lista completa com as oportunidades pode ser acessada no site da prefeitura. Agora no g1 O PAT fica na Praça Afonso Pena, 175, na região central da cidade, e funciona de segunda a sexta-feira, das 8h às 16h. Todos os serviços são gratuitos para trabalhadores e empregadores. As vagas são atualizadas diariamente no site da prefeitura, a partir das 18h. Antes de ir até o local, é recomendado que o candidato consulte as oportunidades disponíveis e verifique se atende aos requisitos. Para se candidatar, é necessário apresentar carteira de trabalho (digital ou física) e um documento de identificação. Se possível, também é indicado levar o currículo. Veja mais notícias do Vale do Paraíba e região bragantina

  25. A Justiça condenou o Município de Parnamirim ao pagamento de R$ 60 mil por danos morais a uma mulher que perdeu o bebê durante a gestação após atendimento prestado na rede pública de saúde considerado insuficiente. A decisão é do 2º Juizado Especial Cível, Criminal e da Fazenda Pública da comarca do município. Segundo o processo, a gestante, que tinha histórico de pré-eclâmpsia, procurou atendimento na Maternidade Divino Amor em 4 de agosto de 2023, quando estava com 32 semanas de gravidez. Ela relatou dores intensas no baixo ventre e sensação de expulsão vaginal iminente. 📳 Clique aqui para seguir o canal do g1 RN no WhatsApp Ainda de acordo com os autos, a paciente foi atendida por um médico plantonista, passou por exames físicos e laboratoriais simples, como sangue e urina, e recebeu medicação para uma suposta infecção urinária. A autora alegou que não foi submetida a exame de ultrassonografia, considerado essencial para avaliar a vitalidade do feto. Cinco dias depois, durante consulta de pré-natal, a mulher informou ausência de movimentos fetais. Após a realização da ultrassonografia, foi constatado o óbito fetal intrauterino. Conforme o processo, a causa da morte foi hipóxia fetal intrauterina associada à pré-eclâmpsia. Na ação, a mulher pediu indenização pelos danos morais e a responsabilização dos envolvidos, alegando omissão no atendimento médico e a perda evitável de um feto viável. O juiz José Ricardo Pires de Amorim entendeu que houve negligência por parte do Município de Parnamirim ao não adotar os protocolos mínimos de atendimento para uma gestação de alto risco, especialmente pela ausência de exame de imagem para monitorar a saúde do bebê e os riscos da pré-eclâmpsia. A sentença também destacou que o município não apresentou defesa no processo dentro do prazo estabelecido pela Justiça. Além da indenização de R$ 60 mil, a decisão determina o pagamento de atualização monetária e juros. Mulher que perdeu bebê após atendimento em maternidade de Parnamirim será indenizada em R$ 60 mil Lucas Cortez/Inter TV Cabugi

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