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G1 GLOBO (Tudo Diário)

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  1. Trump confirma ataques ao Irã Reprodução/Truth Social O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou os ataques do país contrs o Irã neste sábado (28). Segundo o presidente, o objetivo é 'defender o povo americano' de 'ameaças do governo iraniano'. "Nós garantiremos que o Irã não terá uma arma nuclear", afirmou. Fumaça sobe no horizonte após uma explosão em Teerã, Irã, sábado, 28 de fevereiro de 2026. AP Explosões foram ouvidas no centro de Teerã, Capital do Irã, no início da manhã deste sábado (28) no horário local. A ação foi coordenada com os Estados Unidos e Israel. As ações correm via terrestre e via marítima. A operação ocorre após semanas de negociações entre os EUA e o Irã na tentativa de fechar um acordo que limite ou encerre o programa nuclear iraniano. O ministro da Defesa israelense, Israel Katz, descreveu como "ataque preventivo" e uma ação para "eliminar ameaças". Ele não deu mais detalhes de imediato. O líder supremo do Irã, Khamenei, não está em Teerã, tendo sido transferido para um local seguro, informou um oficial à Reuters. As Forças Armadas de Israel disseram que acionaram sirenes de alerta aéreo em diversas áreas do país "para preparar a população para a possibilidade de lançamento de mísseis contra Israel". Também anunciaram a suspensão das aulas e do deslocamento das pessoas ao trabalho. A autoridade aeroportuária de Israel informou que fechou o espaço aéreo a voos civis. A Embaixada dos EUA no Catar implementou um protocolo de confinamento para todo o seu pessoal após ataques israelenses ao Irã. O ataque ocorre num momento em que os Estados Unidos reuniram uma frota de caças e navios de guerra na região para tentar pressionar o Irã a chegar a um acordo sobre seu programa nuclear. Tensão entre os EUA e o Irã A última reunião entre os países ocorreu na quinta (26), em Genebra. Na ocasião, os enviados americanos avaliaram as negociações como positivas e acertaram de se encontrar na próxima segunda (1). Os EUA querem que o Irã interrompa o enriquecimento de urânio, por temerem que o país construa uma bomba nuclear. O governo iraniano afirma que o programa tem fins pacíficos, voltados à produção de energia. Segundo a imprensa americana, os EUA também querem restringir o alcance dos mísseis balísticos iranianos e encerrar o apoio a grupos armados no Oriente Médio. O Irã havia indicado que aceitava limitar o programa nuclear e que estava disposto a reduzir o nível de enriquecimento de urânio em troca do fim de sanções. O governo do Irã prometeu uma resposta “feroz” a qualquer tipo de ataque dos EUA, mesmo que seja limitado, e já indicou que pode atingir bases militares americanas no Oriente Médio. ➡️ Contexto: Essa é a segunda vez em menos de um ano que os EUA atacam o Irã. Em junho de 2025, uma operação norte-americana bombardeou estruturas nucleares iranianas. A ação ocorreu em apoio a Israel, que travava uma guerra contra o país. Cerco no Oriente Médio Os Estados Unidos ampliaram sua presença militar no Oriente Médio nas últimas semanas com o envio dos porta-aviões USS Abraham Lincoln e USS Gerald R. Ford. As embarcações se somaram a navios de guerra e às bases militares já mantidas pelos norte-americanos na região. Ao todo, os EUA controlam ao menos 10 bases em países vizinhos ao Irã e mantêm tropas em outras nove. Há ainda relatos do envio de aeronaves para a Europa e Israel. Enquanto isso, o Irã realizou exercícios militares conjuntos com Rússia e China. Imagens de satélite mostram também que o país tem fortificado e camuflado suas instalações nucleares. Onda de protestos A pressão americana sobre o Irã ganhou força no início do ano, após uma onda de protestos contra o o regime do aiatolá Ali Khamenei. O governo iraniano reagiu aos atos com forte repressão, deixando milhares de manifestantes mortos. À época, Trump ameaçou o regime com uma ação militar caso a "matança" continuasse, mas os atos enfraqueceram diante da repressão brutal. O presidente dos EUA passou então a exigir um acordo nuclear - foi quando começaram as negociações. Por volta do dia 20 de fevereiro, o Irã voltou a registrar protestos. Desta vez, de estudantes que retomavam o semestre estudantil. Teerã novamente advertiu os manifestantes a não ultrapassarem "limites". Crise no Irã O Irã enfrenta dificuldades econômicas há anos, impactado principalmente pela reimposição de sanções pelos Estados Unidos. A medida foi adotada em 2018, quando Trump deixou um acordo internacional sobre o programa nuclear iraniano. Ao retornar à Casa Branca, em janeiro de 2025, Trump retomou uma política de pressão máxima contra o Irã. Em setembro, sanções também foram impostas pelas Nações Unidas, levando o governo iraniano a realizar reuniões para tentar evitar um colapso econômico. A situação também foi agravada pelo conflito entre Irã e Israel, em junho. À época, forças israelenses e dos EUA realizaram ataques contra alvos ligados ao programa nuclear iraniano. Em meio a esse cenário, a população passou a enfrentar inflação elevada, acima de 40% ao ano. O descontentamento também cresceu diante da desigualdade entre cidadãos comuns e a elite do país, além de denúncias de corrupção no governo. No fim de dezembro, o presidente do Banco Central do Irã renunciou ao cargo. A mídia iraniana afirmou que políticas recentes de liberalização econômica pressionaram a moeda local, levando a uma rápida desvalorização. Somente em 2025, o rial iraniano perdeu cerca de metade do valor em relação ao dólar e atingiu a mínima histórica neste mês. O contexto econômico se soma a tensões políticas internas. Desde a Revolução Islâmica de 1979, o Irã é uma república teocrática, em que a autoridade máxima é o líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei. Ele está no poder há mais de 30 anos. O regime é alvo de críticas por violações de direitos humanos e restrições a liberdades sociais, especialmente entre os mais jovens, que encabeçaram vários protestos nos últimos anos. Disputa antiga Não é de hoje que Irã e Estados Unidos vivem relações tensas. Os países acumulam desavenças desde 1979, quando a Revolução Islâmica implantou o regime dos aiatolás, que dura até hoje. De lá para cá, os dois países trocaram uma série de hostilidades, com os EUA apostando em sanções econômicas e embargos comerciais para pressionar o Irã, principalmente para evitar que o país desenvolva armas e apoie grupos armados no Oriente Médio. Durante o governo de Barack Obama, as relações tiveram certa estabilização, o que contribuiu para o acordo histórico de 2015, que limitava o programa nuclear iraniano. Dois anos depois, no entanto, Trump retirou os EUA do tratado, ao afirmar que o Irã continuava em uma corrida armamentista e retomou sanções econômicas. No início de 2020, os dois países viveram uma grande crise após o governo Trump lançar uma operação que resultou na morte do general Qassem Soleimani, principal figura da estratégia militar iraniana e muito próximo do líder supremo. No ano passado, os EUA lançaram um ataque ao Irã em apoio a Israel para destruir instalações nucleares iranianas. O bombardeio resultou em um contra-ataque limitado contra uma base americana na região e em um acordo de cessar-fogo. Esta reportagem está em atualização. Veja os vídeos que estão em alta no g1

  2. EUA e Israel atacam o Irã em ação coordenada Trump montou cerco militar ao Oriente Médio para pressionar o regime iraniano a fechar um acordo nuclear. Os EUA atacaram o Irã, em uma ação coordenada com Israel, após semanas de escalada de tensão entre os países. . Primeiramente, Israel anunciou que lançou um ataque preventivo contra o país em coordenação com os EUA. . Nas últimas semanas, o governo Trump intensificou a presença militar no Oriente Médio, enquanto o Irã fortificou instalações nucleares.. Esta é a segunda vez, em menos de dois anos, que os EUA atacam o Irã.. Antes da operação, o governo iraniano havia prometido bombardear bases americanas em caso de ataque.

  3. Espécies gigantes dividem espaço com humanos em cidades da Ásia O Sri Lanka concentra a maior população de elefantes asiáticos do mundo e, em algumas regiões do país, os animais dividem espaço com motoristas em rodovias que cortam áreas de mata. O animal é um dos destaques do episódio da série “Ásia”, exibido pelo Fantástico neste domingo (22). Para encontrar alimento, os elefantes precisam atravessar estradas movimentadas. Do outro lado, condutores tentam seguir viagem em meio a bloqueios inesperados. Nem sempre a convivência é simples: quando um dos animais decide parar sobre a pista, o trânsito fica interrompido até que ele resolva sair. Em um desses trechos, um elefante conhecido como 'Raja' se tornou personagem frequente da região. Acostumado à presença de carros, ele se aproxima dos veículos e aguarda que motoristas ofereçam algum alimento — prática que não é recomendada por autoridades ambientais, mas que ainda ocorre. Elefantes asiáticos bloqueiam trânsito no Sri Lanka Reprodução/Fantástico Ouça os podcasts do Fantástico ISSO É FANTÁSTICO O podcast Isso É Fantástico está disponível no g1 e nos principais aplicativos de podcasts, trazendo grandes reportagens, investigações e histórias fascinantes em podcast com o selo de jornalismo do Fantástico: profundidade, contexto e informação. Siga, curta ou assine o Isso É Fantástico no seu tocador de podcasts favorito. Todo domingo tem um episódio novo. PRAZER, RENATA O podcast 'Prazer, Renata' está disponível no g1 e nos principais aplicativos de podcasts. Siga, assine e curta o 'Prazer, Renata' na sua plataforma preferida.

  4. Curitibano conversa com detento por janela de prisão histórica na Alemanha Um passeio despretensioso por Hamburgo, na Alemanha, terminou com uma conversa improvável para o curitibano Bryan Ramos de Andrade, de 21 anos. Ao descobrir que um prédio histórico da cidade era uma prisão, ele decidiu esperar na calçada até conseguir trocar algumas palavras com um dos detentos pela janela. Assista acima. Natural de Curitiba, Bryan mora atualmente em Antuérpia, na Bélgica, onde trabalha com marketing ao lado da namorada, a alemã Leila Dear, de 22 anos. Em uma visita à família dela em Hamburgo, os dois pararam em frente à unidade prisional Untersuchungshaftanstalt Hamburg, que também foi usada durante a Segunda Guerra Mundial. ✅ Siga o g1 PR no WhatsApp "Esse era mais um dia explorando a cidade. A gente estava andando quando ela falou: ‘Você sabia que aquilo ali é uma prisão?’ Mas olhando assim, pensei que fosse um prédio comercial, porque é bem bonito”, contou. Bryan disse que ficou cerca de 20 minutos observando uma das laterais do prédio até ver um detento se aproximar da janela, momento em que o jovem resolveu puxar a conversa. A cena foi filmada por Leila e viralizou nas redes sociais, alcançando mais de meio milhão de visualizações. Comentários brincaram que atitude do curitibano contrastou com a "fama" de que moradores da capital paranaense não falariam com "estranhos". "Ainda falam que curitibano não conversa com ninguém. Acho que estão com a visão errada", completou. Curitibano conversa com narcotraficante por janela de prisão histórica na Alemanha Redes sociais Leia também: Foz do Iguaçu: Personal trainer fica com 80% do corpo queimado após explosão Saudade do Iguaçu: Duas pessoas morrem e três ficam feridas em acidente com três carros Saúde: Paraná registra primeiro caso do vírus mpox do ano, diz Secretaria de Saúde Homem detido contou que era narcotraficante Na conversa, Bryan perguntou há quanto tempo o homem estava preso, por qual motivo e quantos anos ele tinha. O detento respondeu ser da Colômbia, ter 44 anos e contou estar preso por narcotráfico. A conversa, que misturou espanhol, português e inglês, também passou por assuntos do dia a dia, como alimentação. “Comemos bem, claro. Batatas, arroz, carne de porco, tudo”, disse o homem sobre a comida do presídio. Cena comum para moradores Bryan Ramos de Andrade e Leila Dear Reprodução/g1 Paraná Para Bryan, a experiência foi inusitada, mas para a namorada Leila, que nasceu em Hamburgo, a situação não causa espanto. Ela conta que, quando era criança, familiares explicavam que as pessoas costumavam conversar com presos pelas janelas, inclusive parentes que iam até a região para manter contato à distância. A área ao redor da unidade tem circulação de moradores e possui um parque nas proximidades. Contudo, Leila explicou que, se muitas pessoas começassem a conversar ao mesmo tempo ou se a situação virasse uma confusão na frente da prisão, a polícia poderia intervir. Bryan admite que só depois parou para pensar no risco. “Depois que eu analisei, pensei: meu Deus do céu, que sorte que eu não fui fazer companhia para ele”, disse. O que é a Untersuchungshaftanstalt Hamburg Untersuchungshaftanstalt, Hamburgo. Centro de Detenção de Hamburgo A Untersuchungshaftanstalt Hamburg é o centro de detenção provisória de Hamburgo. Segundo informações oficiais do sistema prisional da cidade, a unidade foi inaugurada em 1877 e, atualmente, recebe pessoas que aguardam julgamento ou cumprem penas curtas. Durante o regime nazista, período responsável pela morte de cerca de seis milhões de judeus no Holocausto, a prisão foi usada pelo Estado alemão e houve execuções no local durante a Segunda Guerra Mundial. VÍDEOS: Mais assistidos do g1 Paraná Leia mais notícias no g1 Paraná.

  5. Mufti Noor Wali Mehsud (à dir.), líder do Talibã do Paquistão (TTP), e o vice Mufti Muzahim em imagem divulgada pelo braço de mídia do grupo, Umar Media, em novembro de 2021. TTP O Paquistão atacou, na madrugada desta sexta-feira (27), o Afeganistão e declarou uma "guerra aberta" contra o país vizinho depois da tensão entre os países escalar nas últimas semanas, com troca de tiros na fronteira. ▶️ Contexto: A tensão gira em torno do Tehreek-e-Taliban Pakistan (TTP), grupo que atua contra o governo paquistanês. O Paquistão afirma que militantes se escondem no Afeganistão e organizam ataques a partir de lá. O governo afegão nega. O Tehreek-e-Taliban Pakistan (TTP), conhecido como Talibã do Paquistão, é um grupo extremista que mantém uma insurgência armada contra o Estado do Paquistão desde 2007. A organização afirma querer derrubar o governo e implantar um regime rígido baseado na sharia, a lei islâmica. O TTP é formalmente separado do Talibã que governa o Afeganistão, mas os dois grupos mantêm laços históricos, estratégicos e doutrinários. O governo paquistanês sustenta que os chefes do TTP e grande parte de seus integrantes atuam a partir do Afeganistão. Islamabad também acusa o país vizinho de servir de abrigo para separatistas no sudoeste do Paquistão. O grupo paquistanês ganhou notoriedade internacional após reivindicar o atentado contra a estudante Malala Yousafzai, baleada em 2012 por defender o direito de meninas à educação. Ela sobreviveu e se tornou símbolo global da luta por acesso à escola. Paquistão bombardeia Cabul após declarar 'guerra aberta' contra o Afeganistão Durante a guerra contra forças lideradas pelos Estados Unidos, combatentes paquistaneses atuaram ao lado dos insurgentes afegãos. Hoje, Islamabad acusa o governo vizinho de permitir que lideranças do TTP se abriguem em seu território e organizem ataques próximos das fronteiras — acusações que Cabul nega. ▶️ Mais contexto: O Talibã surgiu em 1994, com o Paquistão fornecendo apoio logístico, financeiro e militar ao grupo, que era composto majoritariamente por estudantes no país e no sul do Afeganistão. Eles se tornaram parte de grupos armados que lutavam contra a ocupação de dez anos da União Soviética no Afeganistão. Com um inimigo comum, em meio à Guerra Fria, os Estados Unidos treinaram e deram equipamentos aos combatentes, chamados de Mujahedin. LEIA TAMBÉM: De aliado a inimigo: o que está por trás do conflito entre Paquistão e Afeganistão? Pessoas com bandeiras do Talibã na fronteira do Afeganistão com o Paquistão Saeed Ali Achakzai/Reuters Aliados históricos em confronto O Paquistão tem sido o aliado mais próximo do Talibã afegão por décadas e ajudou a dar origem ao regime no início dos anos 1990 – como forma de conferir ao país "profundidade estratégica" em sua rivalidade com a Índia. No entanto, desde que o Talibã retomou o poder em 2021 – volta que foi saudada pelo então primeiro-ministro paquistanês –, os dois países vêm enfrentando questões. A aproximação diplomática do Afeganistão com o governo indiano, que começou com o envio de ajuda humanitária ao país a partir de 2022 e culminou com um encontro e anúncio de parcerias em outubro de 2025, não é vista com bons olhos pelo Paquistão. "O que deu errado entre os dois países, creio eu, tem muito a ver com o fato de ter havido um aumento acentuado da violência militante no Paquistão desde que o Talibã afegão chegou ao poder", destacou a pesquisadora Farzana Shaikh à agência de notícias Reuters. Soldados talibãs sentam-se ao lado de uma arma antiaérea enquanto vigiam os caças paquistaneses, na província de Khost, Afeganistão, em 27 de fevereiro de 2026 Reuters Refúgio para terroristas? O TTP trava uma guerra contra o Estado paquistanês desde 2007. O objetivo dos militantes é impor seu rígido modelo de governo islâmico, similar ao Talibã afegão, à nação predominantemente muçulmana. Nos últimos meses, o grupo intensificou os ataques realizados. No começo deste mês, 31 pessoas morreram e outras 130 ficaram feridas em um atentado suicida a uma mesquita xiita em Islamabad. Em novembro, após três anos sem ataques à capital, outro homem-bomba deixou 12 mortos e 27 feridos em frente a um tribunal. Ataque suicida em mesquita do Paquistão deixa mortos e feridos O Paquistão afirma que a liderança do grupo militante TTP e muitos de seus combatentes estão baseados no Afeganistão, e que insurgentes armados que buscam a independência da província de Baluchistão , no sudoeste do Paquistão, também usam o país como refúgio. Cabul nega e, por sua vez, acusa o país vizinho de abrigar combatentes de seu inimigo, o Estado Islâmico, o que Islamabad nega. Além dos atentados realizados contra o Estado paquistanês, o TTP lutou ao lado do regime afegão contra as forças lideradas pelos EUA no Afeganistão. Escalada recente de violência Autoridades paquistanesas dizem que a atividade do TTP aumentou desde a volta do Talibã ao poder, em 2021. O país enfrenta uma nova onda de atentados, especialmente em regiões próximas à fronteira. Entre os ataques recentes estão uma explosão em uma mesquita em Islamabad, que deixou dezenas de mortos, e uma emboscada contra veículos policiais no distrito de Bajaur. Como a violência escalou? No fim de semana, o Paquistão fez bombardeios contra acampamentos de militantes do TTP e do Estado Islâmico no Afeganistão. O Talibã, grupo que governa o Afeganistão, afirmou que daria uma “resposta apropriada e proporcional” aos ataques. A operação afegã para retaliar os bombardeios foi feita nesta quinta-feira (26). Tensão entre vizinhos Para o governo paquistanês, a presença de supostos santuários do TTP além da fronteira representa ameaça direta à segurança nacional. A crise elevou a tensão diplomática e militar entre os dois países, com operações aéreas e troca de acusações, aumentando o risco de instabilidade regional. Analistas apontam que o avanço do grupo reforça um cenário já delicado, em que militância armada, disputas fronteiriças e fragilidade econômica se combinam, tornando mais difícil qualquer tentativa de pacificação duradoura.

  6. Arsênio foi encontrado em médico de 90 anos de Vitória, Espírito Santo, e suspeita é que ex-funcionária dava água de coco envenenada Reprodução Presente na conservação de madeira, na produção de ligas metálicas e em herbicidas, o arsênio voltou ao noticiário após ser apontado como substância usada no envenenamento do médico cardiologista Victor Murad, de 90 anos, em Vitória. O médico afirma ter sido envenenado pela própria secretária, Bruna Garcia, que, segundo a investigação, também desviou dinheiro de suas contas ao longo de anos. Ela está presa, acusada de desviar mais de R$ 500 mil e colocar arsênio na água de coco servida ao profissional. 📲 Clique aqui para seguir o canal do g1 ES no WhatsApp De acordo com a Polícia Científica, desde 2012 foram registrados seis casos positivos de intoxicação por arsênio no estado. Antes do episódio envolvendo o cardiologista, o último registro havia sido em 2014. O pós-doutor em Ciências e professor dos cursos de Química e Farmácia da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), Wanderson Romão, explicou que a administração do arsênio em humanos é incomum e restrito a situações específicas. Médico fala sobre envenenamento por arsênio no ES LEIA TAMBÉM: CINCO DENUNCIADOS PELO MP: Presos foram forçados a votar em candidatos escolhidos por organização criminosa no ES 'ALUCINAÇÕES': Irmãos do RJ que ficaram 60h perdidos no Pico da Bandeira contam como enfrentaram os dias sem água e comida Como exemplo, ele citou o tratamento de pacientes em remissão de leucemia promielocítica aguda. Por isso, segundo o professor, tanto a comercialização quanto a aplicação devem ser monitoradas para evitar intoxicações que podem levar à morte. Atualmente, cerca de 70% do consumo mundial da substância ocorre como conservante de madeira, na forma de arseniato de cobre e cromo. O elemento também é empregado na indústria de tecnologia e no agronegócio. “Vemos também o uso na fabricação de semicondutores nas indústrias do silício, em aditivos de ligas metálicas para gerar um elemento menos pesado para a fabricação de computadores, por exemplo. Ou também ligado ao sódio pela indústria do agro para a fabricação de herbicidas e inseticidas, em alguns casos”, explicou o professor. Substância sem cheiro, cor ou gosto As investigações envolvendo o caso do cardiologista capixaba apontaram que um frasco contendo 100 gramas de óxido de arsênio (As₂O₃), também chamado de trióxido de arsênio, foi comprado por Bruna Garcia em uma loja que fornece artigos para laboratórios, no Centro de Vitória. Para a compra no valor de R$ 49,50, foi utilizado o nome e o CNPJ do marido, de acordo com nota fiscal localizada durante as investigações. A secretária Bruna Garcia, suspeita de envenenar médico de 90 anos, comprou 100 gramas de arsênio por R$ 49,50, em Vitória, de acordo com nota fiscal localizada durante as investigações Reprodução Segundo o professor da Ufes, o trióxido de arsênio é uma das formas mais comuns no mercado, geralmente apresentado como pó branco. "O trióxido de arsênio é um pó branco, não tem cheiro, nem cor, nem gosto, o que facilita o uso por envenenamento por criminosos. Já em casos de intoxicação menos graves, provoca vômitos violentos, diarreias, dores abdominais", afirmou. Dependendo da quantidade administrada, a substância pode causar a morte. Em doses menores e repetidas, pode provocar intoxicação crônica. Lacunas na legislação Em 2025, o Conselho Federal de Química (CFQ) se manifestou sobre a necessidade de um controle mais rigoroso para a produção e comercialização de algumas substâncias arsenicais, após a morte de uma adolescente depois de comer um bolo envenenado, em São Paulo. O professor Romão corrobora com a necessidade de se trabalhar para ter uma legislação que minimize os riscos de mau uso para todos os tipos de substâncias com arsênio. “O problema nunca é o que existe na natureza, sempre são as pessoas, principalmente nesse caso. O arsênio está sendo tirado de contexto, da indústria e da finalidade que deveria ter, colocado em um ambiente que não deveria estar, com um objetivo bem claro que é o criminal”, avaliou. No Brasil, o Exército regula a venda e o uso de substâncias como o tricloreto de arsênio e o hidreto de arsênio (arsina), usados principalmente em fins militares. No entanto, segundo o CFQ, há lacunas na regulamentação do óxido de arsênio e de outros compostos arsenicais. Projetos de Lei n° 1381/2025, do deputado federal Gilson Daniel (PODE-ES), e nº 985/2025, do deputado federal Lula da Fonte (PP/PE), são exemplos de ementas propostas com o objetivo de corrigir essa brecha. Os textos falam sobre a proibição da venda de substâncias arsenicais a pessoas físicas, criando um controle mais rigoroso sobre o transporte, o armazenamento, além da identificação do comprador e a justificativa técnica de uso. Médico Victor Murad, 90 anos, foi envenenado pela secretária Bruna Garcia para encobrir roubo de R$ 700 mil em clínica, no Espírito Santo Reprodução O primeiro aguarda designação de relator na Comissão de Indústria, Comércio e Serviços (CICS), enquanto o segundo aguarda parecer da Comissão de Saúde (CSAUDE). Enquanto isso, empresas que comercializam produtos químicos devem estar registradas no Sistema CFQ/CRQs e cumprir exigências de licenciamento ambiental e sanitário, conforme o Inventário Nacional de Substâncias Químicas. Entenda caso do médico capixaba O médico cardiologista Victor Murad, de 90 anos, alega ter sido envenenado lentamente por sua própria secretária, Bruna Garcia, funcionária de confiança, que é investigada por desviar dinheiro de suas contas. O caso, que agora é tratado pela polícia e pelo Ministério Público como tentativa de homicídio qualificado associada a fraude financeira. Clínica do médico Victor Murad, que diz ter sofrido envenenamento por arsênio, está fechada, em Vitória, Espírito Santo TV Gazeta Bruna trabalhava na clínica de Murad desde 2013. Ela é filha de uma antiga funcionária que trabalhou com o cardiologista por duas décadas. Por causa desse vínculo, a secretária detinha controle total sobre as finanças do médico, que não utilizava ferramentas digitais como o PIX. "Confiava cegamente nela, foi esse meu mal. Acreditava nela, assim, ela encanta qualquer um. É uma serpente", desabafou o médico. A investigação aponta que Bruna desviou R$ 544 mil ao longo de 12 anos. O dinheiro era usado para financiar um padrão de vida luxuoso, com viagens para a Disney e hotéis de alto padrão, enquanto o médico via seu patrimônio diminuir sem explicação. "Quando eu fui uma vez questionar o gerente, falei: 'Como é que pode que meu saldo não sobe?'. O gerente dizia que eu estava gastando demais. E era ela que estava tirando o dinheiro", relata Murad. Segundo o promotor Rodrigo Monteiro, os saques eram frequentes e variados: "Eram valores de três, quatro, até dez mil reais. Às vezes duas, três transferências no mesmo dia". Cortina de fumaça Para o Ministério Público, o envenenamento começou quando os desvios ficaram prestes a ser descobertos. A intenção da secretária seria jogar uma cortina de fumaça e afastar a responsabilidade pelos crimes financeiros através da morte da vítima. Enquanto Bruna ostentava em redes sociais, o médico apresentava sintomas graves e inexplicáveis: Dores intensas e vômitos com sangue; Anemia profunda e fraqueza nas pernas; Agravamento dos tremores e rigidez da doença de Parkinson. O veneno, segundo a polícia, era misturado à comida e à água de coco servidas na clínica. Devido ao mal-estar constante, Victor Murad precisou fechar o consultório que mantinha há mais de 30 anos. Defesa nega acusações Bruna Garcia está presa desde outubro e deve ser levada a júri popular por tentativa de homicídio qualificado. O advogado de defesa, James Gouveia, nega todas as acusações. "Ter um laudo que foi envenenado não comprova que a Bruna o envenenou. Pode ter sido outra pessoa, pode ter sido acidental", afirmou o advogado. Bruna Garcia Barbosa, suspeita de envenenar um médico de 90 anos por arsênio para encobrir um desvio de cerca de R$ 700 mil, no Espírito Santo Reprodução/TV Gazeta Sobre o dinheiro, a defesa sustenta que toda a movimentação financeira era de conhecimento do médico e devidamente autorizada por ele. O marido da suspeita, Alisson Oliveira Marinho, chegou a ser preso preventivamente em setembro do ano passado, com a esposa, mas acabou sendo solto em novembro devido à ausência de indícios de participação no crime. 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  7. Victoria Natalini tinha 17 anos quando foi encontrada morta em fazenda Reprodução / Facebook Há mais de uma década, a morte da estudante Victoria Mafra Natalini, de 17 anos, é um caso sem conclusão na Polícia Civil de São Paulo. Ninguém foi preso. As autoridades policiais nunca concluíram a investigação e por diversas vezes questionaram se ela realmente foi vítima de um crime. A jovem desapareceu e foi encontrada morta durante uma excursão escolar em uma fazenda em Itatiba, no interior de São Paulo, em setembro de 2015. A família de Victoria alega que a investigação do caso teve inúmeras falhas, como demora para a realização de perícias e diversas trocas de equipes. A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo afirma que trabalha rigorosamente para esclarecer o caso. Mas a pasta não dá detalhes sobre a investigação, que chegou a ser arquivada, foi reaberta no ano passado e tramita sob segredo de Justiça, por se tratar da morte de uma adolescente. No início deste mês, o caso voltou a ser notícia após o Superior Tribunal de Justiça (STJ) condenar a Escola Waldorf Rudolf Steiner, responsável pela excursão na qual a jovem morreu, a pagar indenização de danos morais de R$ 1 milhão ao pai de Victoria. "Nenhum valor traz minha filha de volta, mas a decisão foi importante porque reconheceu oficialmente a responsabilidade na sucessão grotesca de erros cometidos e a flagrante falha da escola no dever de cuidado. Não fosse a conduta da instituição naquele contexto, minha filha estaria comigo hoje”, afirma o pai de Victoria, o engenheiro mecânico João Carlos Natalini, ao g1. A decisão do STJ apontou que a morte da jovem não foi um acidente. Para os ministros, houve uma “sucessão de falhas assombrosas” sob responsabilidade da escola no período em que a adolescente estava sob os cuidados da unidade de ensino. Já no âmbito criminal, dois professores e três gestores da escola se tornaram réus em setembro de 2023 por abandono de incapaz, em razão de apontamentos da Polícia Civil de que teriam sido omissos e negligentes em relação à excursão escolar. Em agosto passado, segundo o g1 apurou, os funcionários da escola foram absolvidos de forma sumária – quando uma decisão judicial ocorre logo no início do processo –, sob a argumentação de que não havia elementos para afirmar que eles cometeram o crime de abandono de incapaz. A família de Victoria recorreu da decisão do âmbito criminal e aguarda análise do recurso. “Isso não é coerência. As mesmas pessoas apontadas como responsáveis pelas falhas no dever de proteção reconhecidas pelo STJ — aquelas que tinham a obrigação de garantir a segurança dos alunos — foram absolvidas na esfera criminal de forma sumária”, critica o pai da jovem. Victória e o pai, o engenheiro mecânico João Carlos Natalini Reprodução A morte da adolescente Victoria morreu enquanto fazia um trabalho extracurricular com outros alunos da Escola Waldorf Rudolf Steiner na Fazenda Pereiras, em Itatiba, no interior de São Paulo, em setembro de 2015. Os alunos ficariam uma semana na propriedade rural. Por volta das 14h30 do quinto dia, enquanto fazia uma atividade coletiva, a jovem foi sozinha ao banheiro e desapareceu. Cerca de duas horas depois, os colegas de grupo estranharam que ela não havia retornado e procuraram os professores. Os alunos e funcionários da fazenda e da escola chegaram a procurar pela jovem, mas não a localizaram. Eles ligaram para a Defesa Civil, que deu início a buscas pela adolescente. Por volta das 8h do dia seguinte, o helicóptero da Polícia Militar de São Paulo encontrou o corpo de Victoria no entorno da fazenda. No corpo da jovem não havia lesão aparente ou qualquer outro indício evidente de que Victoria havia sido vítima de um crime, segundo a investigação. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Pouco após a morte, um laudo emitido pelo Instituto Médico Legal (IML) de Jundiaí (SP) apontou “causa indeterminada, sugestiva de morte natural” e descartou que ela tenha sido vítima de qualquer tipo de violência. Segundo os exames, Victoria não havia usado drogas nem ingerido bebida alcoólica. O pai da jovem decidiu fazer uma investigação própria e contratou especialistas. Para ele, não havia chance de a filha ter morrido de causa natural. Um fato que havia levantado desconfiança era a forma como o corpo dela foi encontrado: de bruços e com os braços entrelaçados. Para João, isso representava que provavelmente alguém havia mexido no corpo. Além disso, a adolescente foi encontrada em um lugar distante do percurso entre o local que os alunos estavam e a sede da fazenda, trajeto que a adolescente deveria ter feito para ir ao banheiro. Fazenda em Itatiba, no interior de São Paulo Reprodução/TV Globo O laudo particular apontou que a jovem teria sido vítima de homicídio. O pai dela apresentou a apuração para a polícia, que reavaliou o caso e o encaminhou ao Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de São Paulo. O DHPP pediu um novo laudo ao Centro de Perícias da Secretaria da Segurança Pública de São Paulo. Essa nova análise confirmou que a aluna morreu por "asfixia mecânica, na modalidade de sufocação direta". Essa nova apuração, meses após o crime, indicou que a jovem pode ter sido assassinada. Isso porque esse tipo de sufocação, apontam especialistas, costuma ser feita pelas mãos, o que pode indicar que uma pessoa atacou a jovem. O pai de Victoria acredita que ela foi atacada e sufocada até a morte, enquanto tentava seguir para a sede da fazenda, e teve o corpo levado para outro local. Mesmo com os novos elementos, as autoridades policiais não chegaram a uma conclusão. Em 2023, o caso foi arquivado pelo Ministério Público de São Paulo porque a Polícia Civil apontou que não havia como determinar a causa da morte, muito menos se ela havia sido assassinada. O pai de Victoria critica a conduta do caso nos últimos 10 anos. “Ao longo desses anos houve falhas graves na condução do inquérito, erros técnicos, demora na realização de perícias importantes e sucessivas trocas de equipes. O que nos prejudicou muito”, afirma. Percurso entre o local que o grupo estava e o alojamento em que seria o banheiro; no outro ponto, o local onde o corpo foi encontrado Reprodução/TV Globo Procurada pelo g1, a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo não se pronunciou especificamente sobre as alegações do pai da adolescente. Em junho de 2025, após insistência da família, o DHPP entendeu que a investigação do caso deixou de ouvir testemunhas importantes e que havia mais apurações a serem feitas sobre o caso. Em nota à reportagem, a Polícia Civil de São Paulo informa que voltou a considerar o caso como homicídio. “Em 2025, os autos retornaram à unidade para o prosseguimento das diligências voltadas à apuração da autoria do homicídio. A Polícia Civil reforça que, desde o início, a investigação tem observado rigorosamente os procedimentos previstos no Código de Processo Penal, com o objetivo de assegurar o completo esclarecimento dos fatos. O caso tramita sob segredo de Justiça”, diz o comunicado da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo. A polícia não informa se há algum suspeito do crime. A espera por resposta O pai da adolescente defende que a investigação precisa continuar para que o caso seja concluído. “O que se espera agora é que esse material seja analisado com a seriedade necessária para que quem matou a minha filha responda por isso”, diz João ao g1. “Já se sabe que foi homicídio. Já se sabe que não foi causa natural. Já se sabe que houve ação de terceiro. O que ainda falta? Eu também não sei! Como pai, é impossível não sentir revolta diante disso”, acrescenta. Adolescente morreu em setembro de 2015 Reprodução ‘Dor profunda’ Em nota ao g1, a Escola Waldorf Rudolf Steiner diz que a morte de Victoria “permanece como uma dor profunda para toda a comunidade” e afirma que desde o primeiro momento esteve à disposição das autoridades e colaborou com todas as etapas das investigações, por meio das informações solicitadas. “A instituição entende que o esclarecimento pleno dos fatos é essencial não apenas para a família, mas para todos que foram impactados por essa tragédia, e reafirma seu compromisso com a busca da verdade e com o respeito à memória de Victoria”, diz o comunicado. A unidade de ensino afirma que seguiu todos os protocolos de segurança aplicáveis à atividade de campo em que a jovem morreu, com o número de profissionais adequados “em conformidade com as diretrizes previstas para atividades realizadas fora do ambiente escolar”. Procurada pelo g1, a Fazenda Pereiras não respondeu.

  8. Antonio Denarium e Cláudio Castro durante as eleições de 2022 aos governos de Roraima e do Rio de Janeiro. Montagem/g1 Dois governadores que pretendem disputar uma vaga no Senado em 2026 respondem a ações no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que podem levar à cassação de seus mandatos e à declaração de inelegibilidade. Cláudio Castro, do Rio de Janeiro, e Antonio Denarium, de Roraima, são julgados por abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022. Os processos ainda não foram concluídos e podem impedir a participação dos dois na disputa por vagas no Senado, em caso de condenação. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça O caso de Denarium está em análise no tribunal há quase dois anos e teve o último pedido de vista encerrado em 11 de janeiro, mas ainda aguarda inclusão na pauta para retomada do julgamento. Ele e o vice foram cassados pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE) de Roraima, sob a acusação de ampliar programas sociais e distribuição de benefícios em ano eleitoral. Denarium recorreu e segue no cargo até que haja decisão do TSE. Já há dois votos no tribunal pela manutenção da cassação e pela inelegibilidade. O julgamento foi interrompido em novembro. Já o processo de Castro tem continuidade prevista para 10 de março. Ele é acusado de ter se beneficiado de um esquema de distribuição de cargos e recursos públicos em 2022. A ação questiona a atuação da Fundação Ceperj e a contratação de cerca de 27,5 mil pessoas a poucos meses do pleito, com pagamentos em espécie e gastos superiores a R$ 300 milhões, além da ampliação de programas e repasses. A defesa do governador nega irregularidades e afirma que não há provas de ligação direta com as contratações. Ao contrário de Denarium, Castro foi absolvido na primeira instância, mas a oposição recorreu e o caso subiu para o TSE. Possível impacto nas eleições de 2026 Especialistas ouvidos pelo g1 avaliam que, apesar da complexidade dos casos e das interrupções, há tendência de que o tribunal conclua os julgamentos antes da eleição, que será em outubro. “São casos bastante complexos, com discussão sobre cassação de mandato de governador e análise de muitos elementos. Mas, pela celeridade que marca a Justiça Eleitoral, há uma tendência de conclusão dos julgamentos antes das próximas eleições", diz o advogado eleitoral Michel Bertoni Soares, mestre em Direito Político e Econômico pela Universidade Presbiteriana Mackenzie. A eleição de 2026 renovará 54 das 81 cadeiras do Senado, com dois representantes eleitos por estado para mandatos de oito anos. A dimensão da renovação ampliou o peso político da disputa. Além de votar leis, o Senado tem atribuições como julgar presidentes da República e ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) por crimes de responsabilidade e aprovar indicações para tribunais superiores, para a Procuradoria-Geral da República e para a direção do Banco Central. Antonio Denarium e Edilson Damião anuciam pré-candidaturas para as eleições de 2026 Caíque Rodigues/g1 RR Apesar dos processos em curso, Denarium anunciou em outubro de 2025 que pretende disputar o Senado em 2026. Cláudio Castro também foi anunciado pelo líder do PL, Valdemar da Costa Neto, nesta terça (24) como pré-candidato ao Senado pela sigla. O governador avisou que sairá do governo em abril para disputar o pleito. Reunião na sede do PL que anunciou a pré-candidatura de Cláudio Castro ao Senado Reprodução/Instagram O que acontece se houver condenação? Pelas regras eleitorais, a cassação por abuso de poder político e econômico pode resultar em perda imediata do mandato e inelegibilidade por oito anos. Para disputar a eleição, os governadores terão que renunciar aos mandatos atuais até abril. Mesmo fora do cargo, ainda podem ser punidos com a inelegibilidade. “Se ele renunciar, o julgamento prossegue. A acusação diz respeito à forma como aquele cargo foi conquistado. Ele não terá a perda do cargo, porque deixou de existir, mas o tribunal continuará a decidir sobre a inelegibilidade”, explica o advogado Hélio Silveira, especializado em Direito Político e Eleitoral e ex-presidente da Comissão Especial de Direito Eleitoral da OAB-SP. ➡️ Se a condenação for confirmada antes do pedido de registro de candidatura, que deve ocorrer até 15 de agosto de 2026, o político fica inelegível. Nessa hipótese, o partido pode substituir o candidato até 20 dias antes do pleito. Caso não haja substituição válida, os votos recebidos são anulados. Segundo Fernando Neisser, professor de Direito Eleitoral da Fundação Getúlio Vargas, a legislação permite a troca de nomes na chapa até o prazo final. “Os partidos podem, até 20 dias antes das eleições, promover a substituição de candidaturas por qualquer pessoa que preencha os requisitos”, explica Neisser. No caso de Denarium, o fato de já haver decisão do tribunal regional pela cassação e inelegibilidade aumenta o risco para sua candidatura. Pela Lei das Inelegibilidades, decisões de órgãos colegiados, como os TREs, já podem produzir efeitos mesmo antes do trânsito em julgado (condenação definitiva). “A lei não exige trânsito em julgado. Basta decisão de órgão colegiado. Essa decisão já ocorreu no TRE de Roraima. Em tese, hoje, o cenário do Denarium é de inelegibilidade”, afirma Michel Bertoni, advogado especializado em eleições. Relembre o histórico de julgamento do governador de RR E se a decisão sair depois da eleição? Uma mudança aprovada no ano passado na Lei das Inelegibilidades passou a prever que as condições de elegibilidade devem ser verificadas no momento do pedido de registro da candidatura. O candidato apresenta a candidatura e cabe à autoridade eleitoral atestar se ele está apto ou se há alguma pendência judicial. “As condições de elegibilidade têm que ser aferidas no momento do registro. Alterações supervenientes [posteriores] só podem ser aplicadas para afastar a inelegibilidade, e não para configurá-la”, afirma Michel Bertoni. Antes dessa mudança, era comum discutir inelegibilidade até a diplomação, momento em que a Justiça Eleitoral atesta que o candidato foi efetivamente eleito. Nesse contexto, se o candidato estiver com o registro regular, for eleito e condenado depois, o resultado da urna tende a ser preservado. Ele pode ser diplomado e tomar posse no novo cargo, ficando inelegível apenas para disputas futuras. Em tese, isso poderia beneficiar Castro, caso o julgamento não acabe antes do registro da sua candidatura ao Senado, uma vez que o governador foi absolvido no tribunal regional eleitoral. "Se não houver julgamento concluído pelo Plenário do TSE até a data do pedido de registro de candidatura dele, os recursos pendentes nas ações não afetarão a elegibilidade do governador Cláudio Castro, mesmo que, posteriormente, ele seja condenado", explica Bertoni.
  9. Rio teve mais de 6,2 milhões de multas em 2025, média de quase 12 por minuto Um levantamento feito pelo Departamento de Trânsito do Estado do Rio de Janeiro (Detran-RJ), a pedido do RJ2, mostra o tamanho do desrespeito às leis de trânsito no estado. Em 2025, foram aplicadas 6.239.979 multas — média de 17.095 por dia e quase 12 por minuto. Só na capital, foram 2.929.807 infrações no ano passado — mais de 8 mil por dia, o equivalente a 5,5 por minuto. O excesso de velocidade foi a infração mais comum no estado em 2025. Outros pontos que chamaram a atenção: Transitar em velocidade até 20% acima da máxima permitida representou 42% do total, com 2.618.269 multas. Já ultrapassar o limite entre 20% e 50% acima da velocidade permitida resultou em 419.409 autuações (6,7%). Usar faixa exclusiva de transporte público somou 427.612 multas (6,9%). Avançar o sinal vermelho gerou 426.723 registros (6,8%). Na cidade do Rio, o cenário é semelhante. Foram mais de 1 milhão de multas por excesso de velocidade de até 20% acima do permitido. Em seguida aparecem infrações por uso irregular de faixa exclusiva (416.377) e avanço de sinal vermelho (292.625). Os automóveis lideram o ranking por tipo de veículo, com 3.767.952 multas. Depois aparecem motocicletas (906.318), caminhonetes e camionetas (866.772) e utilitários (253.019). Educação como caminho Os números levantam questionamentos sobre o caminho para um trânsito mais seguro e com mais educação. As equipes do RJ2 registraram diversas infrações em diferentes pontos da cidade. Na Zona Portuária, pedestres aguardavam na faixa enquanto um ônibus avançava o sinal vermelho. Na Avenida das Américas, na altura do Recreio, carros e motos ignoravam a sinalização. A pista exclusiva do BRT também foi usada como atalho por motoristas. Na Avenida Paulo de Frontin, no Rio Comprido, onde a velocidade máxima permitida é de 50 km/h, um radar flagrou um veículo a 55 km/h. Em outro caso, um motociclista escondia a placa para evitar a identificação. No Santo Cristo, a cena se repetiu. Com o sinal fechado, seis motociclistas passaram direto. Logo depois, carros também avançaram. Para o advogado especialista em trânsito Márcio Dias, o alto número de multas está diretamente ligado ao desrespeito às regras. “A quantidade de multas piora pro trânsito por quê? Não respeitar as normas de trânsito gera engarrafamentos, acidentes, prejudica a mobilidade urbana e, principalmente, gera um grande prejuízo para o condutor”, afirma. Ele defende que a principal solução passa pela conscientização: “Pra ter um trânsito melhor primeira coisa: a educação do trânsito. Campanhas educativas pelos governos, municipal, estadual e federal, fazendo campanhas educativas, melhorando o esclarecimento com relação aos temas de trânsito, para que cada motorista tenha um conhecimento melhor e respeite melhor essas regras.” E reforça: “Principalmente, as pessoas que não respeitam o Código de Trânsito. Infelizmente, tem muito motorista que anda em alta velocidade, não respeita a sinalização e pratica infrações e gera essa quantidade de multas.” s números impressionam — e revelam que, além da fiscalização, o desafio maior pode estar na mudança de comportamento de quem está ao volante.

  10. Meteorologista fala sobre possibilidade de chuva no fim de semana em Juiz de Fora As fortes chuvas que atingiram a Zona da Mata mineira nesta semana deixaram um rastro de destruição e voltaram a colocar Minas Gerais em estado de alerta. Em Juiz de Fora, a cidade mais afetada até agora, mais de 60 mortes já foram contabilizadas. Em Ubá, seis mortes foram registradas. Além disso, há registros de deslizamentos de terra, transbordamento de rios, bairros isolados e centenas de famílias desalojadas. E não é a primeira vez que o estado enfrenta tragédias desse porte. Segundo um estudo da MetSul Meteorologia, ao longo das últimas décadas, alguns períodos chuvosos marcaram a história de Minas Gerais com episódios que deixaram dezenas de mortos e desabrigados e cidades devastadas. As maiores tragédias provocadas pela chuva em Minas Gerais O ano de 1979 ficou marcado pela "grande enchente", maior desastre da história de Minas Gerais. Depois de mais de 35 dias consecutivos de chuva no estado entre janeiro e fevereiro, 246 pessoas morreram, e 37 cidades ficaram completamente ilhadas. A Região Leste foi a mais atingida. Em março de 1992, a tragédia da Vila Barraginha, em Contagem, na Região Metropolitana de BH, deixou 36 mortos. Cerca de 150 construções desabaram, e mais de 60 pessoas ficaram feridas. Já em janeiro de 1997, em apenas 30 dias, 83 pessoas morreram nas regiões Central e da Zona da Mata, em decorrência de consequências causadas pelas chuvas. Além disso, 600 mil pessoas ficaram sem acesso à água potável, e oito municípios decretaram estado de calamidade pública. No mesmo período, a cidade de Raposos, na Grande BH, ficou alagada por três dias. Em 2003, um temporal provocou a morte de 25 pessoas e deixou 70 feridas em diferentes municípios. Só em Belo Horizonte, nove crianças da mesma família morreram após um deslizamento na Região Leste da capital. Cobertura do MGTV sobre a tragédia que matou oito crianças da mesma família em decorrência das consequências das chuvas em Minas Gerais Reprodução/ TV Globo Recordes de chuva e impacto urbano No período chuvoso entre 2019 e 2020, 74 pessoas morreram em Minas. Belo Horizonte registrou, naquele janeiro, o mês mais chuvoso desde 1910: foram 935,2 milímetros de chuva, quase o triplo da média histórica. Em 2025, no Vale do Aço, 11 pessoas morreram após o desabamento de casas, e quase 200 moradores ficaram desalojados ou desabrigados. Mais um capítulo na linha do tempo das chuvas O mês de fevereiro de 2026 se aproxima do fim com acumulados acima da média em grande parte do estado. Segundo o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) em Juiz de Fora, o volume já ultrapassa 763 milímetros, sendo considerado o mês mais chuvoso na cidade desde 1961, quando tiveram início as medições do Inmet. Chuvas intensas alagam bairros em Munhoz (MG) Defesa Civil LEIA TAMBÉM: Chuvas na Zona da Mata deixam 68 mortos e 7 desaparecidos Chuva de 103 milímetros provoca estragos em Belo Horizonte; VÍDEOS Veja os vídeos mais assistidos do g1 Minas:

  11. Desembargador de Minas é afastado pelo CNJ O desembargador Magid Nauef Láuar, afastado do cargo por decisão da Corregedoria Nacional de Justiça nesta sexta-feira (27) após ser alvo de denúncias de crimes sexuais, continuará a receber salário de mais de R$ 40 mil por mês. Uma resolução do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) assegura "subsídio integral" aos magistrados afastados em decorrência de procedimento administrativo disciplinar. Atualmente, o salário-base de um desembargador no Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) é de R$ 41.845,49. No entanto, com os "penduricalhos", a remuneração real é muito maior. Neste mês, Magid recebeu R$ 67,2 mil líquidos, de acordo com o portal de transparência do TJMG. Em janeiro, R$ 100 mil foram depositados na conta do magistrado. Questionado pelo g1, o Tribunal não informou se o desembargador vai continuar a receber os adicionais ou "somente" o subsídio fixo. Segundo o TJMG, durante o afastamento de Magid Nauef Láuar, um magistrado de primeiro grau será convocado para substituí-lo na relatoria dos processos e na atuação na 9ª Câmara Criminal. O órgão também instaurou procedimento administrativo para a apuração de eventual falta funcional por parte do desembargador. Entenda Magid Nauef Láuar ganhou repercussão nacional após votar pela absolvição, em segunda instância, de um homem de 35 anos acusado de estuprar uma menina de 12, em Indianópolis, no Triângulo Mineiro. Ele considerou que havia "vínculo afetivo consensual" entre o réu e a vítima. Depois, o desembargador voltou atrás e mudou a própria decisão, condenando o homem e a mãe da menina a nove anos e quatro meses de prisão. Ambos já foram detidos. Investigações Inicialmente, o CNJ abriu investigação para apurar a primeira decisão de Magid no caso, com indícios de ser "teratológica", ou seja, absurda e ilegal. No entanto, no decorrer do processo, o órgão recebeu denúncias contra o desembargador por "delitos contra a dignidade sexual" no período em que ele atuou como juiz de direito nas comarcas de Ouro Preto, na Região Central de MG, e Betim, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Cinco vítimas já foram ouvidas. "Em face da gravidade e verossimilhança dos fatos até aqui levantados, o Corregedor Nacional proferiu decisão cautelar para determinar o afastamento do desembargador Magid Nauef Láuar, de todas as suas funções, para garantir que a apuração dos fatos transcorra de forma livre, sem quaisquer embaraços'", disse o CNJ, em nota. LEIA TAMBÉM: TJMG volta atrás e manda prender homem de 35 anos acusado de estuprar menina de 12 PF faz busca, e CNJ afasta desembargador que absolveu réu por estupro Magid Nauef Láuar Juarez Rodrigues/TJMG Vídeos mais vistos no g1 Minas:

  12. CPMI do INSS quebra sigilo de Lulinha Com os sigilos de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, quebrados pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e pela CPI do INSS, interlocutores do filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) têm feito uma defesa política do governo, ao mesmo tempo em que, no campo jurídico, sustentam que não existem provas concretas contra Lulinha. "Importante destacar que o presidente Lula deixa a Polícia Federal investigar", disse ao g1 uma pessoa próxima de Lulinha. Esse argumento virou um mantra também entre políticos da base governista, que buscam marcar posição diferenciando Lula do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Questionado pela reportagem sobre as suspeitas contra Lulinha, um deputado federal do PT respondeu que, no governo anterior, "o presidente trocava delegados da Polícia Federal (PF) para defender a família" — em referência a uma denúncia feita em 2020 por Sergio Moro (União-PR), então ministro da Justiça e atualmente senador, contra Bolsonaro. 📫 A defesa política ganhou força depois que a quebra dos sigilos bancário, fiscal e telemático (de e-mails e nuvens) de Lulinha aumentou a pressão sobre o governo e sobre o próprio filho do presidente. O advogado de Lulinha, Guilherme Suguimori Santos, disse em nota nesta semana que, "diante da incessante campanha midiática reproduzindo dados parciais e sigilosos" da investigação das fraudes no INSS, pediu acesso ao inquérito que investiga as fraudes. O inquérito tramita na Suprema Corte sob a relatoria do ministro André Mendonça. A CPMI do INSS quebrou os sigilos de Lulinha na quinta-feira (26) em uma sessão tumultuada que vem sendo questionada pelos governistas. Veio a público, depois da sessão da CPI, a informação de que Mendonça já havia autorizado as quebras de sigilo em janeiro, atendendo a um pedido da PF. Fábio Luís Lula da Silva, filho mais velho do presidente Lula. Paulo Giandalia/Estadão Conteúdo As suspeitas As suspeitas contra Lulinha estão relacionadas a um dos principais lobistas do esquema de desvio de aposentadorias e pensões, Antônio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS, e à empresária Roberta Luchsinger, de São Paulo. (veja as suspeitas contra Lulinha) 💵 A PF encontrou cinco pagamentos de R$ 300 mil de uma empresa do Careca para uma empresa de Roberta, totalizando R$ 1,5 milhão. A suspeita é que esse dinheiro tenha sido desviado das aposentadorias. 💰 Em mensagens de WhastApp trocadas entre o Careca e um ex-sócio, o lobista é questionado sobre um dos pagamentos de R$ 300 mil para Roberta. Ele responde que o valor era "para o filho do rapaz". Não há menção expressa a quem seria essa pessoa. Um ex-funcionário do Careca, que prestou depoimentos à PF, afirmou que o lobista dizia à sua equipe que pagava uma mesada de R$ 300 mil para Lulinha. O objetivo dessa mesada, segundo essa testemunha, era que o filho do presidente ajudasse uma das empresas do Careca, a World Cannabis, a vender produtos de canabidiol para o Ministério da Saúde. O depoimento dessa testemunha levantou a suspeita de que os pagamentos à empresária Roberta tenham sido, na verdade, direcionados a Lulinha. Em um outro trecho da investigação, a própria empresária Roberta troca mensagens com o Careca, nas quais ela diz que "acharam um envelope com o nome do nosso amigo no dia da busca e apreensão", referindo-se a uma operação anterior feita pela PF. O envelope tinha o nome de "Fábio" e ingressos para um show. O lobista respondeu: "Putz". E a empresária disse depois: "Antônio, some com esses telefones. Joga fora". Amizades e argumentos da defesa Um interlocutor de Lulinha diz que ele considera "improvável" que o Careca tenha dito que pagava mesada ao filho do presidente. 👉🏽 Um amigo de Lulinha contou, reservadamente, que ele nunca negou ser amigo da empresária Roberta Luchsinger — que é uma das melhores amigas de Renata, a esposa do filho do presidente. Além de Roberta, duas pessoas que conhecem os envolvidos afirmam que Lulinha é amigo de outro investigado pelos desvios no INSS, Gustavo Gaspar, que já foi assessor da liderança do PDT nomeado pelo senador Weverton Rocha (PDT-MA), também investigado no esquema. A PF encontrou mensagens que indicam pagamento de R$ 40 mil em dinheiro vivo do Careca para Gaspar, além de anotação de R$ 100 mil para "Gasparzinho", supostamente em referência ao sobrenome dele. Assim como o advogado de Lulinha, seus interlocutores também negam que ele tenha recebido qualquer dinheiro do Careca para fazer lobby no Ministério da Saúde e na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), seja diretamente ou por meio de Roberta. 🗓️ O advogado Marco Aurélio Carvalho, que integra o Grupo Prerrogativas e já foi defensor de Lulinha em outros processos, disse ao g1 que Lulinha já foi alvo, no passado, de fake news que atribuíam a ele a propriedade de carros de luxo, fazenda e frigorífico, o que não era verdade. Já o advogado Bruno Salles, que defende a empresária Roberta Luchsinger, confirmou que ela recebeu pagamentos do Careca, mas afirmou que o dinheiro era lícito e não foi repassado a Lulinha. "A acusação tem uma grande contradição: diz que ela [Roberta] teria recebido valores para repassar, mas dá exemplos de ela prestando o serviço, um serviço de relações institucionais, indo realmente ao Ministério da Saúde para fazer apresentação sobre as necessidades de regulação de cannabis medicinal", explicou o advogado. Quanto às mensagens em que Roberta aparenta estar preocupada com a apreensão do envelope com o nome de "Fábio", Salles disse que já prestou esclarecimentos ao STF. Segundo ele, as mensagens de WhatsApp estão "completamente fora do contexto" e eram parte de um diálogo maior que não foi tornado público. Ele disse não poder dar mais detalhes porque o inquérito está em sigilo.

  13. Como o colapso do Banco Master mostrou os limites da garantia do FGC Morando em Nova York há quatro anos, onde trabalha como au pair, Marina*, de 27 anos, decidiu investir os R$ 10 mil que havia economizado para voltar ao Brasil. Sem experiência no mercado financeiro, recorreu ao ChatGPT em busca de orientações para iniciantes. Atraída pela promessa de retorno elevado e pelo prazo curto de resgate, optou por um Certificado de Depósito Bancário (CDB) do Banco Master. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Em novembro do ano passado, quando o Banco Central decretou a liquidação da instituição, Marina descobriu que praticamente todo o valor que tinha guardado estava comprometido. Apesar do susto, conseguiu reaver o montante por meio do Fundo Garantidor de Créditos (FGC). Segundo ela, o processo foi rápido e levou menos de 24 horas. Mas milhares de outros clientes ainda aguardam ressarcimento. “Quando vi o valor creditado, fiquei muito aliviada”, disse Marina. “Quero continuar investindo, mas preciso entender melhor. Estou começando a assistir a aulas e a procurar informações sobre os melhores tipos de investimento.” Para especialistas ouvidos pelo g1, a quebra do Banco Master expõe fragilidades de um modelo de expansão amplamente adotado por bancos, corretoras e fintechs, que se apoiaram na garantia do FGC para vender CDBs e outros títulos supostamente seguros a investidores com pouco conhecimento sobre o mercado. O episódio gerou abalo na confiança e levou investidores a adotar uma postura mais conservadora. Já os bancos precisarão destinar mais recursos para recompor o fundo, o que pode afetar até a concessão de crédito aos clientes. 🔎 Este texto faz parte de uma série especial do g1 que investiga as repercussões do caso do Banco Master e seus desdobramentos. A apuração analisa as causas da liquidação, o funcionamento e limites do FGC, bem como os efeitos que vão além das perdas imediatas. Promessa de segurança O FGC foi criado em 1995 e funciona como um seguro. É ele quem garante que o dinheiro depositado ou aplicado em um banco esteja protegido caso a instituição enfrente crise ou quebre, como ocorreu com o Banco Master. O fundo garante a devolução de até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ em cada grupo financeiro. Também há um limite total de R$ 1 milhão a cada quatro anos, somando o valor aplicado e os rendimentos acumulados até a data da liquidação ou falência. Mas a economista Ione Amorim, do Instituto de Defesa do Consumidor (Idec), afirma que o fundo passou a ser usado como “argumento de venda” por corretoras e bancos para diminuir a percepção de risco dos CDBs e de outros investimentos de renda fixa. Além do selo de “protegido pelo FGC”, esses títulos ganhavam ainda mais credibilidade ao serem oferecidos por grandes plataformas de investimento. “O FGC foi apresentado como garantia absoluta para atrair investidores menos experientes. Todo investimento envolve risco, mesmo com a proteção do fundo, e isso, pelo visto, nem sempre foi explicado de forma clara pelas corretoras”, afirma. Nesse mercado, também há incentivos comerciais que influenciavam a oferta desses produtos por gerentes e assessores de investimento, que recebem comissões pela indicação de determinados títulos. Para clientes que não utilizavam serviços de recomendação, as corretoras davam destaque aos papéis do Master, posicionando os CDBs do banco “na altura dos olhos” entre as opções disponíveis. Alexandre Gonçalves, de 29 anos, já investia em fundos multimercado e imobiliários. Decidiu diversificar com a aplicação de parte do dinheiro em títulos de renda fixa, uma modalidade geralmente associada a investidores mais conservadores. Ele investiu R$ 15 mil em CDBs do Banco Master. Segundo ele, o que o convenceu a aplicar dinheiro no Master foi a combinação de “segurança e rentabilidade” de uma campanha de marketing de sua corretora, enviada por e-mail. Enquanto bancos saudáveis pagam em torno de 100% a 110% do CDI, o Master chegou a oferecer até 140% — um demonstrativo de que havia mais risco atrelado. Com a quebra do banco, ele passou a depender do FGC para recuperar o valor. “Demorou, mas deu certo. Depois que liberaram o pedido de ressarcimento, o dinheiro caiu na conta em quatro dias. Mas, desde a liquidação do banco, foram meses de espera”, afirmou Alexandre. “Foi um alerta para entender melhor a origem dos investimentos e as instituições com as quais estou lidando.” Segundo o advogado Adilson Bolico, sócio do Mortari Bolico Advogados, essa dinâmica pode ter gerado uma “quebra do dever fiduciário” — isto é, da obrigação dos bancos e corretoras de agir no melhor interesse do cliente. “As corretoras, como intermediárias e distribuidoras de investimentos, têm obrigações regulatórias e de controle interno”, diz. Já para o advogado Roberto Panucci, especialista em direito bancário, o fato de os valores garantidos terem sido devolvidos não é suficiente para medir o impacto econômico real do episódio. Segundo ele, recuperar o dinheiro não significa que o investimento tenha sido vantajoso. “Um título que, no papel, prometia rendimento acima do CDI pode, após meses de espera, render muito pouco ou até gerar perda real, quando se considera a inflação e o tempo em que o dinheiro ficou parado”, afirma. Entre a decretação da liquidação e o pagamento, o investidor não tem acesso aos recursos, o que elimina a vantagem de ter aceitado taxas mais altas. Revisão do FGC Marina e Alexandre estão longe de ser casos isolados. Eles fazem parte dos cerca de 800 mil investidores com direito à garantia do FGC apenas por causa do Banco Master. Somando Master, Will Bank e Banco Pleno, que fazem parte do mesmo grupo e entraram em liquidação desde novembro, o FGC deverá pagar cerca de R$ 51 bilhões para ressarcir clientes e investidores afetados. O fundo informou que já desembolsou R$ 37,2 bilhões. Ao todo, 653 mil credores do Master receberam os valores, o que representa 84% dos beneficiários. O FGC afirma que os casos pendentes envolvem empresas e situações específicas, como menores de idade e inventários. Esses pagamentos costumam demorar mais porque exigem documentos adicionais para comprovar o direito ao ressarcimento. As listas de credores do Will e do Pleno ainda não foram finalizadas, uma condição necessária para que o fundo inicie os pagamentos. Como mostrou o g1 na primeira reportagem desta série, o caso mais dramático é o do Will Bank, pois os clientes, de renda média e baixa, precisam do dinheiro para o pagamento de despesas básicas. Os recursos do FGC vêm dos próprios bancos associados, que fazem contribuições mensais. Antes do caso Master, o fundo tinha mais de R$ 140 bilhões em caixa para cobrir emergências e preservar a estabilidade do sistema financeiro. Agora, será preciso recompor esse valor. Como pode precisar levantar quase um terço do que tinha em caixa, o FGC discute medidas como: 💰 Antecipar contribuições dos bancos que seriam pagas nos próximos anos — o plano prevê adiantar o equivalente a 60 meses de contribuições ainda em 2026, além de mais 12 meses em 2027 e outros 12 meses em 2028. 📈 Criar uma cobrança extra, sem prazo definido, a ser paga pelas instituições financeiras associadas. 🏦 Negociar com o Banco Central o uso de parte do compulsório para reforçar os recursos do FGC, reduzindo a pressão direta sobre o caixa das instituições. Especialistas ouvidos pelo g1 defendem uma revisão ainda mais profunda do modelo de financiamento do FGC, para que instituições mais arriscadas contribuam com valores maiores. “A contribuição deveria refletir o risco da instituição”, afirma o economista Armando Castelar, pesquisador do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV Ibre). Segundo ele, a cobrança igual para todos buscava estimular a entrada de bancos menores, mas essa fase de incentivo à concorrência já foi superada. Hoje, os bancos pagam uma taxa mensal de 0,01% sobre o saldo dos depósitos cobertos pelo fundo — caso de CDBs, poupança, Letras de Crédito Imobiliário (LCI) e Letras de Crédito do Agronegócio (LCA), por exemplo. Em agosto, o Conselho Monetário Nacional (CMN) criou uma cobrança adicional para instituições mais expostas a riscos, elevando a taxa para 0,02%, e determinou que mantenham uma parcela maior de recursos aplicada em títulos públicos. Para o advogado Roberto Panucci, as medidas aumentam o custo para bancos que assumem riscos excessivos, mas não resolvem o problema central. “Ao encarecer o uso da cobertura do FGC, o regulador reconhece que o modelo atual gera incentivos distorcidos. A reforma é, na prática, uma admissão de que a garantia estimula comportamentos de risco.” Segundo ele, a lógica permanece a mesma, sem mecanismos que levem o cliente a dividir parte do risco ou avaliar melhor a instituição que quer investir. Para o advogado, não há medidas que façam o investidor refletir sobre o risco de o banco não ter dinheiro para honrar os compromissos. “A consequência é que situações como a do Banco Master continuam, em tese, possíveis.” A grande consequência é que parte desse custo tende a ser repassada aos demais consumidores, por meio de tarifas mais altas, juros maiores nos empréstimos ou menor rendimento nas aplicações financeiras. Ou seja, até quem não investiu nos bancos em dificuldade pode sentir os efeitos indiretos da crise. Além disso, a necessidade de destinar recursos ao fundo pode levar bancos e fintechs a adotar uma postura mais cautelosa na concessão de crédito. Para Ione Amorim, do Idec, com menos capital disponível, as instituições devem “apertar os critérios”, reduzindo a oferta ou encarecendo financiamentos para pessoas físicas e empresas. “Enquanto os controladores não sentem o impacto da quebra, os prejuízos recaem sobre os mais vulneráveis”, diz. * Nome fictício a fim de preservar a identidade da fonte. Fachada do Banco Master na cidade de São Paulo, nesta terça-feira, 18 de novembro de 2025. Werther Santana/Estadão Conteúdo

  14. Cearense com AVC nas Filipinas precisa de ajuda para voltar para casa A família do desenvolvedor de softwares Rafael Félix depende de doações para pagar os custos de mais de R$ 20 mil mensais da internação domiciliar do brasileiro nas Filipinas, onde ele vive um drama após sofrer um AVC que o deixou acamado. A família tem feito uma mobilização para custear uma UTI aérea para trazê-lo de volta ao Brasil, procedimento que pode custar R$ 1,9 milhão. Rafael, de 32 anos, trabalhava como desenvolvedor de softwares, foi para as Filipinas em 2023 para conhecer pessoalmente uma mulher com quem mantinha um relacionamento virtual há seis anos. Em 2024, eles se casaram e planejavam retornar juntos para Fortaleza em outubro de 2025. No entanto, em julho do ano passado, Rafael sofreu um AVC, mudando completamente os planos do casal. Siga o canal do g1 Ceará no WhatsApp De acordo com a família, Rafael teve um AVC isquêmico de grande extensão, afetando toda a parte motora. O estado de saúde dele ficou crítico. Segundo a família, ele não conseguiu atendimento no serviço público das Filipinas, que atende apenas cidadãos locais. Desde então, os familiares se desdobram para arcar com todas as despesas médicas necessárias. Rafael, que tem 32 anos, sofreu um AVC enquanto se preparava para voltar ao Brasil. Arquivo pessoal Rafael está em internação domiciliar na casa onde mora com a esposa. O pai dele também foi para as Filipinas para tentar trazê-lo de volta ao Brasil, onde poderia receber tratamentos mais específicos. No entanto, os custos são elevados - a família gasta cerca de R$ 26 mil mensais para manter a internação domiciliar. O tratamento e a permanência dele nas Filipinas são mantidos por doações. Volta para casa Atualmente, Rafael está com as funções vitais estabilizadas e tem autorização para voltar ao Brasil, mas, devido à gravidade do quadro, não pode viajar em voo comercial. Ele precisa de uma UTI móvel para enfrentar a longa viagem de quase 40 horas. O orçamento mais recente para o transporte de Rafael em um voo com UTI móvel ultrapassa 375 mil dólares, o que equivale a R$ 1,9 milhão. O procedimento inclui o transporte do paciente, em ambulância, até o avião especializado, e ao chegar no destino o transporte, também em ambulância, até o local de internação. Desde que ele recebeu a autorização para viajar, a família tem realizado uma mobilização para trazê-lo de volta ao Ceará. Os familiares iniciaram uma campanha de arrecadação em dezembro de 2025. Quem quiser contribuir pode acessar o site Volta Rafael, onde estão detalhados os orçamentos e as finalidades das doações. Família busca voo de UTI aérea de R$ 1,9 milhão para trazer jovem cientista de volta ao Brasil TV Verdes Mares/Reprodução O que diz o governo O pai de Rafael acompanha o tratamento nas Filipinas e relatou que buscou ajuda da Embaixada do Brasil. Apesar das tentativas, a embaixada informou que não pode ajudar financeiramente. Em nota, a Embaixada do Brasil em Manila afirmou que não há base legal para custear a repatriação médica, e a família segue contando com a solidariedade para trazer Rafael de volta ao país. Em nota, a Embaixada do Brasil em Manila (capital das Filipinas) disse que "embora compreensível a situação de vulnerabilidade enfrentada pela família, não há base legal que permita ao Estado brasileiro custear ou viabilizar financeiramente operações de repatriação médica ou transporte aero médico de cidadãos no exterior". Já o Ministério das Relações Exteriores informou que "em caso de hospitalização de brasileiros no exterior, a atuação consular do Estado brasileiro é subsidiária e complementar à da família, não havendo previsão legal para o custeio de despesas médicas". O órgão ministerial disse ainda que repatriação custeada pelo Estado pode acontecer apenas em classe econômica. No entanto, por sua condição de saúde, Rafael precisa de uma UTI Aérea para voltar. Família gasta mais de R$ 20 mil por mês para manter Rafael Félix internado nas Filipinas após AVC Reprodução Assista aos vídeos mais vistos do Ceará:
  15. Líderes da oposição disseram que não querem condicionar a votação do projeto que reduz as penas dos envolvidos na tentativa de golpe de 2022 ao arquivamento da CPMI do Banco Master. O requerimento de instalação da CPMI já tem as assinaturas necessárias e deveria ser lido na próxima sessão do Congresso Nacional pelo presidente do Congresso, Davi Alcolumbre (União-AP). O presidente, no entanto, tem evitado convocar a sessão com receio de cobranças para a instalação da comissão de investigação. Alcolumbre e o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), têm demonstrado resistência à instalação do colegiado. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Nesta sessão, deverá ser analisado o veto ao projeto que reduz as penas dos envolvidos na tentativa de golpe, conhecido como PL da Dosimetria. A proposta beneficia o ex-presidente Jair Bolsonaro, preso por tentativa de golpe de Estado (leia mais abaixo). 🔎A última sessão do Congresso para a análise de vetos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi realizada no dia 27 de novembro de 2025. O relator do texto, deputado Paulinho da Força (SD-SP), já procurou o presidente do PL, Valdemar da Costa Neto, e conversou com o líder do PL, Sóstenes Cavalcante (PL-SP), nesta sexta-feira (27). Paulinho sugeriu que o partido não se manifestesse a favor da instalação da CPMI. Dessa forma, a sessão do Congresso seria destinada unicamente à analise do veto ao projeto da dosimetria. “Eu disse que se eles quiserem tudo de uma vez eles não vão ter e o melhor é a gente centrar fogo na derrubada do veto para depois conversar sobre as outras coisas. A proposta é abrir a sessão, derrubar o veto, sem discutir o Master. Se toparem, tem acordo, se não topar vai ficar parada [a dosimetria]”. 'Já pagamos essa conta' O líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ), disse que não aceita o acordo e que o partido vai continuar pressionando pela instalação da CPMI e pela derrubada do veto. “Vieram interlocutores falar comigo e com o Rogério Marinho (PL-RN) e nós de pronto rechaçamos qualquer tipo de acordo com relação a isso”, afirmou. “Já pagamos ao presidente Alcolumbre essa conta: na eleição dele para a presidência, teve o primeiro compromisso. Depois, na desocupação do plenário uma segunda vez. Já pagamos essa conta. Não vamos pagar de novo”, disse Sóstenes. O líder da oposição, Cabo Gilberto Silva (PL-PB), se queixou da demora de Alcolumbre em marcar as sessões do Congresso. “A CPMI está protocolada. Assim que tiver sessão vai ter a leitura. O presidente Alcolumbre, infelizmente, demora muito para marcar as sessões. E independentemente do projeto da redução de penas, a CPMI terá que ser lida”, disse. "Sem dúvida nenhuma já deveria ter sido marcada há muito tempo essa sessão. Precisamos derrubar urgentemente o veto do PL da redução de penas, temos votos suficientes. Só falta o presidente do Congresso marcar, estamos pressionando politicamente para que seja marcado o quanto antes", afirmou. PL da Dosimetria O texto já foi aprovado na Câmara e no Senado e seguiu para sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que vetou o projeto. Esse veto agora deve ser analisado pelos parlamentares. A proposta estabelece: um mecanismo para tornar mais rápida a progressão do regime de pena (quando um condenado sai de uma modalidade mais severa e passa para um regime mais brando) para quem cumpre pena por crimes contra o Estado Democrático de Direito; redução de até 2/3 da pena imposta aos vândalos comuns dos ataques de 8 de janeiro de 2023; que o crime de tentativa de golpe de Estado (com penas maiores) vai absorver o de tentativa de abolição do Estado, em caso de condenação simultânea. O texto aprovado também estabelece que os condenados por envolvimento com os ataques de 8 de janeiro de 2023 terão direito a progredir ao regime semiaberto após o cumprimento de 16% da pena no regime fechado. A legislação atual prevê que esses criminosos precisam cumprir ao menos 25% para pleitear uma progressão.

  16. Os principais benefícios sociais do país, juntos, vão custar cerca de R$ 550 bilhões em 2026, o equivalente a 4,3% do Produto Interno Bruto (PIB). É o que aponta o estudo "Renda Básica: Um Debate de Longa Data", dos economistas Gabriel Barros, da ARX Investimentos, ex-diretor da Instituição Fiscal Independente (IFI) do Senado, Cléo Olimpio e Matheus Caliano. No início do mês, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, sugeriu uma nova arquitetura para essas despesas, com a unificação de programas. Segundo Haddad, análises técnicas estão sendo conduzidas para “repensar” esses gastos de forma “mais moderna”. "Está sendo discutido se, com o atual nível de investimento em Previdência Social, não seria o caso de repetir o que o Lula fez em 2003, quando havia vários programas e o Bolsa Família nasceu como um grande guarda-chuva [que os unificou]", afirmou o ministro. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Segundo o estudo dos economistas, a estrutura de gastos sociais do país é extensa, com múltiplas portas de entrada, critérios diversos de elegibilidade e diferentes mecanismos de pagamento ou entrega de produto ou serviço sem a requerida integração. Os economistas mostram, ainda, que a rede de proteção social é "ampla, onerosa e umbilicalmente relevante para as contas públicas, que se apresentam como o principal desafio macroeconômico do Brasil". Benefícios sociais Levantamento da ARX com base em fontes oficiais "Em suma, adicional ao notável montante de recurso alocado em políticas sociais, suas limitações em termos de desenho como política pública e articulação dentro de uma rede holística de políticas sociais produz, dentre vários efeitos colaterais, baixa eficiência e elevado volume de fraudes ou concessão irregular de benefícios", acrescentaram os economistas. 💰Gabriel Barros estimou que é possível economizar cerca de R$ 50 bilhões por ano somente combatendo fraudes e retirando beneficiários que não têm direito aos benefícios (pelos critérios atuais). Com mudança nos critérios de acesso, ou seja, nas regras dos programas, segundo ele, seria possível economizar, ao menos, mais R$ 50 bilhões — elevando a economia anual para mais de R$ 100 bilhões. Em dez anos, o impacto seria superior a R$ 1 trilhão em recursos. A redução de gastos públicos ineficientes é algo pedido por analistas e economistas desde o começo do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O objetivo é reequilibrar as contas públicas, que estão no vermelho, e conter o crescimento da dívida brasileira - que já está distante de países da América Latina e próxima de nações europeias. Em termos práticos, com uma dívida mais alta há uma pressão maior sobre a taxa Selic, fixada pelo BC para conter a inflação. Isso se reflete nos juros cobrados pelo mercado financeiro ao setor produtivo da economia, restringindo o crescimento do país. Os gastos sociais são obrigatórios, ou seja, é necessário que sejam alteradas leis para que possam ser reformulados. Para isso, terão de ser encaminhadas propostas, seguidas de debates no Congresso Nacional. Sem a contenção de gastos obrigatórios, faltarão nos próximos anos recursos para algumas ações do governo, como: gastos da máquina pública, investimentos, bolsas de estudo, universidades federais e agências reguladoras, entre outros. Problemas detectados No estudo, os economistas observam que há sobreposição de benefícios, ou seja, a duplicidade no recebimentos recursos de programas de assistência social (como no caso do BPC e do Bolsa Família), o que, embora não seja ilegal, "evidencia fragilidades no desenho e na coordenação das políticas públicas". Eles lembram o caso citado na imprensa em que três cidades brasileiras possuíam mais cadastrados no programa Pé-de-Meia do que alunos matriculados na rede pública. "Ainda que a ocorrência de tais episódios não signifique necessariamente uma defesa pela extinção dos programas, registram uma fragilidade evidente: o sistema cresce em volume e complexidade antes de amadurecer plenamente em controle, auditoria e integração de dados", disseram. Para eles, outra importante política social também merece destaque: a aposentadoria rural, representando o segundo maior custo fiscal dentre os benefícios com gasto anual de R$ 126 bilhões. Nesse sistema, o beneficiário não precisa contribuir para ter direito à aposentadoria, sendo que a exigência para concessão já apresentou brechas para fraudes. Assim como a aposentadoria rural, o BPC, benefício destinado a idosos com 65 anos ou mais e a pessoas com deficiência de baixa renda, enfrenta número crescente de beneficiados, sem a devida avaliação de quem passa a receber o benefício e de quem já recebe. O abono salarial é outro programa que também é criticado por analistas. O próprio ministro Haddad já disse que o benefício, "num certo sentido, perdeu a sua razão de ser". O autor do estudo, Gabriel Barros, lembra abono foi criado no regime militar quando o salário mínimo era muito baixo. "Com a política de valorização do salário mínimo, perdeu o sentido. É um exemplo clássico e política velha, mal desenhada e é muito caro", opinou. Renda básica Os economistas autores do estudo lembram que a discussão de reformulação e eventual consolidação dos programas de assistência social, conforme sugeriu o ministro Fernando Haddad, não é nova, pois foi sancionada há mais de 22 anos a lei 10.835/2004 — que instituiu a Renda Básica de Cidadania —, embora sem real implementação nas últimas décadas. Para levar adiante a proposta de renda básica, que poderia consolidar os programas sociais, eliminar sobreposições indevidas e fraudes, porém, os economistas observam que seria necessário atacar obstáculos, inconsistências e fragmentações das bases de dados e cadastros oficiais. Segundo os autores do estudo, a ausência de uma base unificada de beneficiários é talvez o ponto mais crítico do debate, não obstante o CNIS (Cadastro Nacional de Informações Sociais) e mudanças feitas no ano passado no Cadastro Único (CadÚnico). "O excesso de judicialização da política social (fiscal) e de fraudes são claros sintomas dessa limitação sistêmica na gestão das políticas públicas e que deve, naturalmente, ser atacada e endereçada antes que qualquer nova política ou benefício sejam pensados ou concedidos", acrescentaram.

  17. Fumaça sobe no horizonte após uma explosão em Teerã, Irã, sábado, 28 de fevereiro de 2026. AP Explosões foram ouvidas no centro de Teerã, Capital do Irã, no início da manhã deste sábado (28) no horário local. A ação foi coordenada com os Estados Unidos e Israel. EUA lançam ataques por via aérea e marítima. A operação ocorre após semanas de negociações entre os EUA e o Irã na tentativa de fechar um acordo que limite ou encerre o programa nuclear iraniano. O ministro da Defesa israelense, Israel Katz, descreveu como "ataque preventivo" e uma ação para "eliminar ameaças". Ele não deu mais detalhes de imediato. O líder supremo do Irã, Khamenei, não está em Teerã, foi transferido para um local seguro, informou um oficial à Reuters. Sete mísseis atingiram área próxima ao palácio presidencial e ao complexo do líder supremo. As Forças Armadas de Israel disseram que acionaram sirenes de alerta aéreo em diversas áreas do país "para preparar a população para a possibilidade de lançamento de mísseis contra Israel". Também anunciaram a suspensão das aulas e do deslocamento das pessoas ao trabalho. A autoridade aeroportuária de Israel informou que fechou o espaço aéreo a voos civis. A Embaixada dos EUA no Catar implementou um protocolo de confinamento para todo o seu pessoal após ataques israelenses ao Irã. O ataque ocorre num momento em que os Estados Unidos reuniram uma frota de caças e navios de guerra na região para tentar pressionar o Irã a chegar a um acordo sobre seu programa nuclear. Tensão entre os EUA e o Irã A última reunião entre os países ocorreu na quinta (26), em Genebra. Na ocasião, os enviados americanos avaliaram as negociações como positivas e acertaram de se encontrar na próxima segunda (1). Os EUA querem que o Irã interrompa o enriquecimento de urânio, por temerem que o país construa uma bomba nuclear. O governo iraniano afirma que o programa tem fins pacíficos, voltados à produção de energia. Segundo a imprensa americana, os EUA também querem restringir o alcance dos mísseis balísticos iranianos e encerrar o apoio a grupos armados no Oriente Médio. O Irã havia indicado que aceitava limitar o programa nuclear e que estava disposto a reduzir o nível de enriquecimento de urânio em troca do fim de sanções. O governo do Irã prometeu uma resposta “feroz” a qualquer tipo de ataque dos EUA, mesmo que seja limitado, e já indicou que pode atingir bases militares americanas no Oriente Médio. ➡️ Contexto: Essa é a segunda vez em menos de um ano que os EUA atacam o Irã. Em junho de 2025, uma operação norte-americana bombardeou estruturas nucleares iranianas. A ação ocorreu em apoio a Israel, que travava uma guerra contra o país. Cerco no Oriente Médio Os Estados Unidos ampliaram sua presença militar no Oriente Médio nas últimas semanas com o envio dos porta-aviões USS Abraham Lincoln e USS Gerald R. Ford. As embarcações se somaram a navios de guerra e às bases militares já mantidas pelos norte-americanos na região. Ao todo, os EUA controlam ao menos 10 bases em países vizinhos ao Irã e mantêm tropas em outras nove. Há ainda relatos do envio de aeronaves para a Europa e Israel. Enquanto isso, o Irã realizou exercícios militares conjuntos com Rússia e China. Imagens de satélite mostram também que o país tem fortificado e camuflado suas instalações nucleares. Onda de protestos A pressão americana sobre o Irã ganhou força no início do ano, após uma onda de protestos contra o o regime do aiatolá Ali Khamenei. O governo iraniano reagiu aos atos com forte repressão, deixando milhares de manifestantes mortos. À época, Trump ameaçou o regime com uma ação militar caso a "matança" continuasse, mas os atos enfraqueceram diante da repressão brutal. O presidente dos EUA passou então a exigir um acordo nuclear - foi quando começaram as negociações. Por volta do dia 20 de fevereiro, o Irã voltou a registrar protestos. Desta vez, de estudantes que retomavam o semestre estudantil. Teerã novamente advertiu os manifestantes a não ultrapassarem "limites". Crise no Irã O Irã enfrenta dificuldades econômicas há anos, impactado principalmente pela reimposição de sanções pelos Estados Unidos. A medida foi adotada em 2018, quando Trump deixou um acordo internacional sobre o programa nuclear iraniano. Ao retornar à Casa Branca, em janeiro de 2025, Trump retomou uma política de pressão máxima contra o Irã. Em setembro, sanções também foram impostas pelas Nações Unidas, levando o governo iraniano a realizar reuniões para tentar evitar um colapso econômico. A situação também foi agravada pelo conflito entre Irã e Israel, em junho. À época, forças israelenses e dos EUA realizaram ataques contra alvos ligados ao programa nuclear iraniano. Em meio a esse cenário, a população passou a enfrentar inflação elevada, acima de 40% ao ano. O descontentamento também cresceu diante da desigualdade entre cidadãos comuns e a elite do país, além de denúncias de corrupção no governo. No fim de dezembro, o presidente do Banco Central do Irã renunciou ao cargo. A mídia iraniana afirmou que políticas recentes de liberalização econômica pressionaram a moeda local, levando a uma rápida desvalorização. Somente em 2025, o rial iraniano perdeu cerca de metade do valor em relação ao dólar e atingiu a mínima histórica neste mês. O contexto econômico se soma a tensões políticas internas. Desde a Revolução Islâmica de 1979, o Irã é uma república teocrática, em que a autoridade máxima é o líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei. Ele está no poder há mais de 30 anos. O regime é alvo de críticas por violações de direitos humanos e restrições a liberdades sociais, especialmente entre os mais jovens, que encabeçaram vários protestos nos últimos anos. Disputa antiga Não é de hoje que Irã e Estados Unidos vivem relações tensas. Os países acumulam desavenças desde 1979, quando a Revolução Islâmica implantou o regime dos aiatolás, que dura até hoje. De lá para cá, os dois países trocaram uma série de hostilidades, com os EUA apostando em sanções econômicas e embargos comerciais para pressionar o Irã, principalmente para evitar que o país desenvolva armas e apoie grupos armados no Oriente Médio. Durante o governo de Barack Obama, as relações tiveram certa estabilização, o que contribuiu para o acordo histórico de 2015, que limitava o programa nuclear iraniano. Dois anos depois, no entanto, Trump retirou os EUA do tratado, ao afirmar que o Irã continuava em uma corrida armamentista e retomou sanções econômicas. No início de 2020, os dois países viveram uma grande crise após o governo Trump lançar uma operação que resultou na morte do general Qassem Soleimani, principal figura da estratégia militar iraniana e muito próximo do líder supremo. No ano passado, os EUA lançaram um ataque ao Irã em apoio a Israel para destruir instalações nucleares iranianas. O bombardeio resultou em um contra-ataque limitado contra uma base americana na região e em um acordo de cessar-fogo. Esta reportagem está em atualização. Veja os vídeos que estão em alta no g1

  18. Cuidadora gasta R$ 3 mil para cremar cão e agora carrega as cinzas dele em um amuleto A cuidadora de animais Helena Marçal de Oliveira não hesitou em desembolsar mais de R$ 3 mil para garantir uma despedida digna para a vira-lata Princesa. A cerimônia, em um crematório particular em São Paulo (SP), incluiu um velório e terminou com as cinzas entregues em uma urna, junto com uma impressão da pata do animal. Helena considerou o custo do procedimento alto, mas ela avalia que isso se tornou pequeno perto do valor emocional do momento. "Eu optei pela [cremação] individual para pegar as cinzas dela. Ali, na hora, eu só conseguia sentir gratidão", conta Helena. "A Princesa foi uma cachorra adotada, que veio da rua. Eu só conseguia agradecer pela oportunidade de poder dar essa despedida pra ela com aquele tipo de tratamento." A história de Princesa já havia sido contada em uma reportagem do Fantástico sobre longevidade animal no ano passado. Dois meses depois da exibição, ela morreu. A experiência do luto e da despedida foi transformadora para Helena. Além da urna com as cinzas e do molde da pata, ela mandou fazer um amuleto que carrega consigo, também com uma porção das cinzas de Princesa. "Eu não fazia ideia que ia ser tão significativo para mim", reflete. Lei reconhece pet como membro da família A atitude de Helena reflete uma mudança na forma como a sociedade enxerga os animais de estimação, que são cada vez mais considerados membros da família. Esse novo status impulsionou uma conquista jurídica recente no estado de São Paulo: uma lei, sancionada neste mês, permite que cães e gatos sejam enterrados no mesmo jazigo de seus tutores em cemitérios públicos e privados. A medida foi inspirada na história de um cachorro muito especial de Taboão da Serra, na Grande São Paulo: o Bob Coveiro. Helena Marçal guarda com carinho as lembraças de Princesa Reprodução/Fantástico A história de Bob, o cão que virou lei Bob ficou conhecido por sua lealdade. Após o enterro de sua primeira tutora, ele permaneceu no Cemitério da Saudade, em Taboão da Serra. A família até tentou levá-lo de volta para casa, mas ele retornou ao local e nunca mais foi embora. "Terminou o sepultamento, todos foram embora e o Bob ficou", relata Ana Rita Rodrigo de Santos, diretora do cemitério. "Depois, ele acabou se acostumando com os funcionários." Ailton Francisco dos Santos, coveiro do cemitério, se tornou um de seus melhores amigos. "Ele era muito querido aqui. Podia estar chovendo, fazendo sol, ele ia. Todos os enterros ele estava presente", lembra. Bob viveu por mais de dez anos no local, onde brincava com bolinhas, muitas delas doadas por visitantes após uma campanha criada pela protetora Valéria Ribeiro. Bob viralizou após ela criar uma página nas redes sociais para pedir doações de brinquedos, pois o cãozinho tinha o hábito de pegar os que eram deixados nos túmulos de crianças. O cão passou mais de 10 anos correndo atrás das bolinhas no cemitério. Mas em 2021, Bob morreu atropelado por uma motocicleta. Com uma autorização especial da prefeitura, ele foi enterrado no mesmo cemitério onde viveu, se tornando o único animal sepultado ali. Sua história de amor e lealdade inspirou a criação da "Lei Bob Coveiro", que agora se estende para todo o estado. Em sua homenagem, uma estátua foi erguida na entrada do cemitério. A história de Bob, o cão que inspirou a lei paulista do sepultamento de pets em jazigos de família. O que diz a nova lei? Com a nova lei em vigor, os municípios paulistas precisam agora regulamentar os procedimentos. Segundo João Manoel da Costa Neto, diretor-presidente da SP Regula, órgão que fiscaliza os cemitérios na capital, ainda serão definidos os detalhes técnicos e sanitários. "Vamos entender com a vigilância a questão da decomposição do cadáver animal, qual tipo de recipiente ou caixão deve ser usado e se existe alguma vedação necessária para que não tenha contaminação", explica. Também serão discutidas regras para o velório e o sepultamento. A lei já define que todos os custos serão de responsabilidade da família. Cidades como Matão e Campinas já possuíam leis municipais semelhantes. Os bichinhos passaram a dividir as lápides com os humanos. Em Florianópolis (SC), a prática é permitida desde 2017. A importância do ritual de despedida Para especialistas, a nova lei e a busca por cerimônias como a cremação são importantes para a saúde pública e para o processo de luto dos tutores. "Isso diminui muito aquele hábito incorreto da pessoa eventualmente sepultar em qualquer terreno, fundo de casa, terreno baldio, o que é um risco muito grande de contaminação do solo", aponta João Manoel. A médica veterinária Rita Erickson destaca o aspecto emocional. "Abrir a possibilidade do pet ir para o jazigo da família assume, de uma vez por todas, o papel dele como membro da família", afirma. Ela também ressalta que ter um local específico para o luto, como um cemitério, é mais saudável do que enterrar o animal em casa. "Quando a gente enterra um ser que a gente amou muito no nosso caminho, isso pode trazer uma consequência emocional complicada, porque a gente não passa pelo túmulo de alguém que a gente ama todo dia na hora de ir ao trabalho." No fim, o importante é validar o sentimento. "Não tem certo, não tem errado. Cada família tem a sua crença e quer fazer a sua homenagem. Conversar sobre, olhar fotos, contar histórias. Essas são as formas que a gente tem para lidar melhor com o luto", conclui a veterinária. Ouça os podcasts do Fantástico O podcast Isso É Fantástico está disponível no g1 e nos principais aplicativos de podcasts, trazendo grandes reportagens, investigações e histórias fascinantes em podcast com o selo de jornalismo do Fantástico: profundidade, contexto e informação. Siga, curta ou assine o Isso É Fantástico no seu tocador de podcasts favorito. Todo domingo tem um episódio novo.

  19. Polícia Civil divulga imagens do celular de mulher desaparecida em Cachoeirinha Silvana Germann de Aguiar, 48 anos, passou a integrar a lista de feminicídios de 2026 no Rio Grande do Sul desde quarta-feira (25) e se tornou a 20ª vítima do ano. Ela está desaparecida desde 24 de janeiro, e a Polícia Civil tem evidências que indicam esse tipo de crime, de acordo com a diretora da Divisão de Proteção e Atendimento à Mulher de Porto Alegre, a delegada Waleska Alvarenga. O suspeito é o ex-companheiro de Silvana, Cristiano Domingues Francisco, preso temporariamente por suspeita de envolvimento no crime. 📲 Acesse o canal do g1 RS no WhatsApp A Polícia Civil afirmou ter evidências suficientes para indiciar Cristiano pelo desaparecimento de Silvana e os pais, Isail Aguiar, de 69 anos, e Dalmira Aguiar, 70. "Já temos elementos para indiciá-lo, com certeza. Não podemos dizer agora que o inquérito será concluído, porque [...] o Ministério Público precisa ter subsídios para propor uma ação penal, para que isso vire um processo judicial", explica o delegado responsável pelo caso, Anderson Spier. Pelo tempo que passou — a família desapareceu há mais de um mês — e pela falta de contato em tempos de facilidade de comunicação, a polícia praticamente descarta encontrar a família com vida, segundo apontam as investigações. Por isso, o caso de Silvana é tratado como feminicídio e, o dos pais, como duplo homicídio. A polícia já ouviu mais de 30 pessoas e, segundo o delegado, Cristiano é o único suspeito. A relação dele com a Silvana é descrita como conturbada pelo delegado, principalmente por divergências sobre a criação do filho de ambos. Agora, a investigação volta-se para a análise do celular de Silvana, que foi encontrado no dia 7 de fevereiro, após uma denúncia anônima detalhada. Nesta quinta-feira, a polícia divulgou imagens do aparelho. A câmera do celular foi tapada com fita isolante. Não foi encontrado material genético, mas já se sabe que o telefone não saiu da Região Metropolitana de Porto Alegre desde a data do desaparecimento. Celular de Silvana Germann de Aguiar foi encontrado pela Polícia Civil em um terreno baldio de Cachoeirinha (RS) Polícia Civil/Divulgação Foi deste aparelho que foi feita uma ligação para os pais de Silvana, um dia depois do desaparecimento dela e no dia do desaparecimento de Isail e Dalmira. A defesa de Cristiano afirma que ele é inocente e que as provas obtidas contra ele são circunstanciais. Nas duas vezes que foi chamado para depor, o suspeito permaneceu em silêncio. Silvana Germann de Aguiar, Dalmira Germann de Aguiar e Isail Vieira de Aguiar Imagens cedidas/Polícia Civil Polícia considera concluir inquérito mesmo sem localizar corpos Relembre o caso Um mês do desaparecimento da família Aguiar, em Cachoeirinha (RS) O g1 montou a linha do tempo que detalha os principais acontecimentos da investigação. Confira: Antes do sumiço 2 de janeiro: Silvana Germann de Aguiar solicita, em um grupo de mensagens, o contato do Conselho Tutelar; 9 de janeiro: Silvana comparece ao Conselho Tutelar para registrar que seu ex-marido, o policial militar Cristiano Domingues Francisco, desrespeitava as restrições alimentares do filho do ex-casal. A reportagem procurou Jeverson Barcellos, advogado de Cristiano, e aguarda posicionamento. O fim de semana dos desaparecimentos 24 de janeiro (sábado): Silvana é vista pela última vez. Uma publicação em seu perfil nas redes sociais dizia que ela havia sofrido um acidente em Gramado, mas que estava bem. Segundo a polícia, o acidente nunca aconteceu e o objetivo da postagem seria despistar o desaparecimento. Imagens de uma câmera de segurança registraram uma movimentação atípica de veículos na noite de 24 de janeiro: - 20h34: Um carro vermelho entra na residência de Silvana, e sai oito minutos depois; - 21h28: O veículo branco de Silvana entra na garagem da casa; - 23h30: Outro automóvel chega ao local, permanece por 12 minutos e vai embora. 25 de janeiro (domingo): - Alertados por vizinhos sobre a postagem, os pais de Silvana, Isail e Dalmira Aguiar, saem para procurar a filha. O casal de idosos tenta registrar o desaparecimento na delegacia distrital, mas a unidade estava fechada; - Segundo a Polícia Civil, após saírem da delegacia, os idosos seguiram para a residência do ex-genro, Cristiano. Em depoimento prestado inicialmente como testemunha, o policial afirmou que o casal teria pedido ajuda para procurar Silvana, já que ele é policial militar. Ele teria dito que estava preparando o almoço e que auxiliaria mais tarde; - Ainda conforme a investigação, após a visita, os idosos teriam retornado para casa e, horas depois, teriam sido vistos por vizinhos entrando em um carro não identificado, de cor desconhecida. Desde então, não foram mais vistos. Início das investigações 27 e 28 de janeiro: As ocorrências de desaparecimento são registradas formalmente. O ex-marido, Cristiano Domingues Francisco, comunica o sumiço de Silvana, e uma sobrinha, informa à polícia que os idosos também não foram mais vistos; 28 de janeiro: Cristiano comparece ao Conselho Tutelar para pedir que o filho fique sob sua guarda durante as investigações; 1º de fevereiro: Cristiano envia uma foto de dentro da casa dos sogros para uma conhecida, mostrando o veículo do casal; 3 de fevereiro: A polícia ouve seis pessoas, incluindo o ex-marido e sua atual companheira. Um projétil de arma de fogo é encontrado no pátio da casa dos idosos; 4 de fevereiro: A Polícia Civil confirma que trata o caso como crime, descartando sequestro por falta de pedido de resgate. Perícias e prisão 5 de fevereiro: A perícia coleta material na casa de Silvana, encontrando vestígios de sangue no banheiro e na área externa. "Encontraram vestígios diversos de material genético, além de impressões digitais (...) Sangue também. Todos esses vestígios foram devidamente colhidos por eles e agora seguem para análise no laboratório do IGP", explica o delegado Anderson Spier, que está à frente da investigação. 7 de fevereiro: O celular de Silvana é localizado após denúncia anônima, escondido sob uma pedra em um terreno baldio próximo à casa dos pais; 9 de fevereiro: Reunião de autoridades confirma que o cartucho encontrado na casa dos idosos é de festim (munição não letal); 10 de fevereiro: - Cristiano Domingues Francisco é preso temporariamente após quebra de sigilo telefônico indicar movimentação suspeita. A reportagem tem acesso a áudios nos quais ele estaria tentando interferir na investigação (confira abaixo); - Familiares e amigos realizam um protesto e caminhada em Cachoeirinha pedindo solução para o caso; - O filho de Silvana é encaminhado para a casa dos avós paternos. Em áudio, PM suspeito de matar família no RS pergunta sobre investigação 13 de fevereiro: É divulgado que o suspeito e sua atual companheira se recusaram a fornecer as senhas de seus aparelhos. 20 de fevereiro: - O policial militar prestou depoimento à polícia. De acordo com a defesa, Cristiano ficou em silêncio; - Polícia confirma que o mesmo carro entrou duas vezes na residência de Silvana no dia em que ela desapareceu. Contudo, não foi possível identificar a placa. Assim, não se sabe quem é o proprietário. 24 de fevereiro: A perícia do celular Silvana mostrou que o aparelho nunca esteve em Gramado, diferente do que indicava a publicação feita em 24 de janeiro em suas redes sociais. 24 e 25 de fevereiro: O desaparecimento da família Aguiar completa um mês. 25 de fevereiro: Silvana é considerada a 20ª vítima de feminicídio no RS em 2026. Infográfico: pais e filha desaparecem em Cachoeirinha Arte/g1 VÍDEOS: Tudo sobre o RS

  20. Gêmeas siamesas: médico explica etapas de separação no HC de Ribeirão Preto As gêmeas Heloísa e Helena, que nasceram unidas pela cabeça, passaram por um novo procedimento para separação dos crânios neste sábado (28), no Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto (SP). A previsão é de que esta terceira cirurgia tenha início às 7h e a expectativa é de que seja finalizada após oito horas. A segunda cirurgia das meninas, de 1 ano e 10 meses, aconteceu em novembro de 2025, durou cerca de dez horas. Elas tiveram alta após 19 dias. ✅Clique aqui para seguir o canal do g1 Ribeirão e Franca no WhatsApp A equipe que acompanha as gêmeas é composta por mais de 50 profissionais, de áreas como neurocirurgia, pediatria e cirurgia plástica, todos sob o comando do professor Jayme Farina Junior. Equipe do HC de Ribeirão Preto realiza primeira etapa de separação de gêmeas siamesas de São José dos Campos (SP). Divulgação/ Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto Pai de Heloísa e Helena, Amarildo Batista da Silva acompanha as filhas desde a primeira cirurgia e disse que não vê a hora de as meninas poderem ver uma a outra e brincarem juntas. "Não vejo a hora. É sempre com aquele medo [da próxima cirurgia], mas medo faz parte da vida. Elas precisam muito dessa separação para poder ver o rostinho uma da outra, poder brincar". LEIA TAMBÉM Gêmeas unidas pela cabeça têm boa resposta após 2ª etapa de separação; nova cirurgia deve ocorrer em fevereiro Modelos 3D e planejamento: como é cirurgia que tornou Ribeirão Preto referência em separação de siameses unidos pela cabeça HC de Ribeirão Preto inicia série de cirurgias em 3º caso de separação de gêmeas siamesas desde 2018 O primeiro dos cinco procedimentos foi realizado no dia 23 de agosto do ano passado. A gêmeas passam por exames desde 2024, quando o planejamento das cirurgias começou. Amarildo Batista da Silva acompanhou as filhas gêmeas siamesas na segunda cirurgia de separação de crânio, em Ribeirão Preto, SP Divulgação/HC Ribeirão Preto Cinco cirurgias até separação completa Ao todo, as gêmeas siamesas passarão por cinco cirurgias até serem completamente separadas, o que deve ocorrer ainda neste ano. Nos quatro primeiros procedimentos, o foco da equipe médica é a separação dos tecidos, vasos sanguíneos e estruturas que unem os crânios e os cérebros. A cirurgia deste sábado é a terceira. "Tem que ser uma separação muito delicada, não pode ser rápida, porque provoca muito sangramento, é uma cirurgia bem delicada e o cérebro precisa ir se adaptando", diz Jayme Farina Junior, que comanda a equipe multiprofissional envolvida. Na quarta etapa, os médicos devem inserir enxertos ósseos e expansores de pele, o que serve de preparação para a etapa final, de cirurgia plástica, com o fechamento dos tecidos que revestem as cabeças. De acordo com Farina Junior, a quarta etapa deve ser realizada já em março. E a expectativa é de que a quinta etapa seja concluída até o fim deste ano. Realidade aumentada ajuda médicos do HC de Ribeirão Preto em cirurgia de separação de gêmeas siamesas. Divulgação/ HC de Ribeirão Preto Retrospecto positivo O caso de Heloísa e Helena, que são de São José dos Campos (SP), é o terceiro conduzido pelo Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto, que se tornou referência nacional em cirurgias de separação de gêmeos siameses. O primeiro procedimento foi registrado em 2018, após dois anos de acompanhamento e análise. Na ocasião, os médicos conseguiram separar as irmãs Maria Ysabelle e Maria Ysadora, do Ceará. Já o segundo caso envolveu as gêmeas Alana e Mariah, que nasceram em Ribeirão Preto, mas vivem com a família em Piquerobi (SP). A separação definitiva ocorreu em agosto de 2023, após um procedimento que durou 25 horas. Allana e Mariah se recuperam em casa, em Piquerobi (SP), após passarem por cirurgia de separação total de crânio em 2023, em Ribeirão Preto (SP) Reprodução/EPTV Veja mais notícias da região no g1 Ribeirão Preto e Franca VÍDEOS: Tudo sobre Ribeirão Preto, Franca e região

  21. Rodrigo Bacellar é indiciado por ligação com o Comando Vermelho No relatório final enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF), a Polícia Federal afirma que há “elementos de convicção” que indicariam incompatibilidade entre o patrimônio do deputado estadual Rodrigo Bacellar e seus vencimentos como parlamentar e empresário. "No bojo do presente relatório foram trazidos diversos elementos de convicção que denotam a incompatibilidade do patrimônio de Rodrigo Bacellar com seus vencimentos lícitos como parlamentar estadual e empresário", diz o documento. Bacellar recebe pouco mais de R$ 25 mil mensais da Alerj. Segundo a PF, dois apartamentos na Avenida Atlântica, em Copacabana, e uma mansão em Teresópolis, na Região Serrana do RJ, foram alvo de mandados de busca e apreensão. Apartamento de Rodrigo Bacellar na Avenida Atlântica, em Copacabana Reprodução O documento também cita indícios de sociedade oculta no frigorífico JGPS Comércio de Carnes Ltda., com potencial de faturamento estimado em R$ 1 milhão por mês, estrutura que, segundo os investigadores, poderia funcionar como vetor de lavagem de dinheiro. A PF investiga ainda se os R$ 91,5 mil encontrados com Bacellar quando foi preso, em dezembro do ano passado, são fruto de crime. Em uma mensagem na véspera, o irmão, Nelsinho Bacellar, avisou: "Esqueci de te falar. Peguei o rancho". 📱Baixe o app do g1 para ver notícias do RJ em tempo real e de graça Confira abaixo a localização dos imóveis e o que diz a PF sobre suas características. Copacabana / Leme 2 apartamentos na orla Segundo a PF, o imóvel na Avenida Atlântica é de alto padrão, tem porta blindada e ocupa um andar inteiro. São cerca de 650 m² e vista para a Praia do Leme (veja acima). Os investigadores também descrevem outro apartamento de alto luxo, com endereços na Rua Aires Saldanha e na Avenida Atlântica, que aparentemente ocupa um andar inteiro. O local seria “suntuosamente adornado”, limpo e mobiliado, com armários vazios e geladeira com bebidas alcoólicas, além de um espaço reservado para garçom e “sem sinais de uso permanente”. De acordo com testemunhas, Bacellar frequentaria esse imóvel cerca de duas vezes por semana, permanecendo pouco tempo e sempre sozinho, enquanto o motorista aguardaria do lado de fora. Imóvel em Copacabana, com duas entradas: pela Rua Aires Saldanha e pela Avenida Atlântica Reprodução Teresópolis 1 mansão na Estrada Francisco Smolka No terreno há outras construções além da casa principal, como casa de hóspedes, casa de caseiro, academia, área gourmet ao lado da piscina, capela e quadra poliesportiva. O imóvel principal tem três andares e elevador, e é classificado como de alto padrão. O local possui ainda uma adega de vinhos, com dezenas de garrafas e o rosto do deputado — itens que agora fazem parte do conjunto de apreensões analisadas pelos peritos. Em agosto de 2023, Bacellar afirmou que comprou a mansão em Teresópolis por meio de um processo judicial e que o imóvel estava prestes a ser leiloado por dívidas. O parlamentar também negou qualquer participação no frigorífico. Imóvel na Estrada Francisco Smolka, em Teresópolis Reprodução LEIA TAMBÉM: Bacellar tinha lista de nomes para compor secretariado em possível governo PF encontra adega com diversos rótulos de vinhos e rosto de Bacellar em imóvel ligado ao deputado 'Bacellar me avisou': PF diz que TH Joias confirmou para traficante ter sido avisado sobre operação contra CV Bacellar, TH Joias e mais 3 indiciados Rodrigo Bacellar, TH Joias e mais 3 são indiciados pela PF por ligação com o Comando Vermelho Nesta sexta-feira (27), Rodrigo Bacellar, o ex-deputado estadual Thiego Raimundo dos Santos Silva, conhecido como TH Joias, e outras três pessoas foram indiciados pela Polícia Federal sob suspeita de vazar informações sigilosas para integrantes do Comando Vermelho (CV). Também foram indiciados Flávia Júdice Neto, Jéssica Oliveira Santos e Tharcio Nascimento Salgado. O g1 tenta contato com a defesa dos acusados. O desembargador do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2), Macário Judice Neto, que chegou a ser preso no curso das investigações, não foi indiciado. Segundo a Polícia Federal, a medida se deve às regras previstas na Lei Orgânica da Magistratura, que estabelece procedimentos específicos para a responsabilização de magistrados. Rodrigo Bacellar Thiago Lontra/Alerj Bacellar, que está licenciado da presidência da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), foi preso no dia 3 de dezembro pela Polícia Federal na Operação Unha e Carne. Ele é suspeito de ter vazado informações sigilosas da Operação Zargun, deflagrada em setembro, em que o então deputado estadual TH Joias foi preso. No dia 9 de dezembro Bacellar deixou a prisão, após decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou a substituição da detenção por medidas cautelares. TH Joias foi preso por tráfico de drogas, corrupção e lavagem de dinheiro, suspeito de negociar armas para o Comando Vermelho (CV). Ele assumiu o mandato em junho, mas deixou de ser deputado após sua prisão. O que dizem os citados A defesa do ex-deputado TH Joias negou a participação dele em qualquer possibilidade de vazamento ou informações a qualquer organização criminosa do Estado do Rio de Janeiro. "Sua relação com o deputado Rodrigo Bacellar era uma relação urbana, uma relação de parlamento entre colegas de parlamento. Assim como TH Joias jamais conheceu e sequer teve qualquer contato com o desembargador Macário ou qualquer outro personagem deste inquérito policial e desta confusão em que meu cliente se encontra.", disse o advogado Rafael Faria.

  22. Suspeito de matar freira havia sido solto da prisão em dezembro O homem preso pelo assassinato da freira Nadia Gavanski, de 82 anos, encontrada morta dentro do convento Irmãs Servas de Maria Imaculada em Ivaí, nos Campos Gerais do Paraná, havia saído da prisão dois meses antes do crime. Segundo a Polícia Civil do Paraná (PC-PR), o homem foi preso por furto qualificado no dia 28 de dezembro de 2025 e, dois dias depois, colocado em liberdade provisória. O delegado Hugo Fonseca, responsável pelo caso afirma ainda que o investigado tem passagens pela polícia desde 2024 por crimes como roubo, furto e violência doméstica. O nome do investigado não foi divulgado pelas autoridades. ✅ Siga o g1 Ponta Grossa e região no WhatsApp O crime aconteceu por volta das 13h30 de sábado (21), após o homem pular o muro do convento. Segundo as investigações, ele foi questionado pela freira sobre o que fazia no local e respondeu que estava ali para trabalhar. Ao notar a desconfiança da vítima, ele a atacou. Em depoimento, o suspeito afirmou que, após empurrá-la, a asfixiou porque ela começou a gritar. As investigações da PC-PR apontaram que a freira também foi vítima de estupro. De acordo com a polícia, o laudo pericial apontou que, além da morte por asfixia, houve violência sexual, evidenciada pela gravidade das lesões constatadas. O inquérito foi concluído nesta sexta-feira (27) e encaminhado ao Ministério Público (MP-PR). LEIA MAIS: Humilde, perseverante e com meio século de dedicação à vida religiosa: quem era irmã Nadia O homem foi indiciado pela prática dos crimes de homicídio qualificado, estupro qualificado, resistência à prisão e violação de domicílio qualificada. "As provas colhidas, incluindo imagens de câmeras de segurança e vestígios de sangue nas roupas do investigado, confirmam a autoria dos crimes", disse o delegado Hugo Santos Fonseca. Irmã Nadia Gavanski tinha 55 anos de dedicação à vida religiosa Redes Sociais Investigado disse que 'ouviu vozes' No depoimento, o homem disse que havia passado a madrugada usando drogas e álcool e que ouviu vozes ordenando que ele matasse alguém. "Embora o investigado tenha admitido parte das agressões durante o interrogatório, alegando ter agido sob o comando de vozes, a perícia técnica refutou as versões que tentavam minimizar a natureza sexual dos atos cometidos", disse o delegado. Ele também relatou à polícia que entrou no convento com a intenção de cometer um assassinato, mas negou que pretendesse furtar bens do local. Depois, disse que se afastou do corpo ao perceber que a vítima estava desacordada. O homem foi localizado em casa após o crime. Ao perceber a chegada da equipe policial, ele tentou fugir e agrediu os agentes, mas foi contido. Durante a abordagem, o investigado admitiu que pulou o muro do convento e atacou a freira. Leia também: Moreira Sales: Vereadora tem diploma cassado por compra de votos Altônia: Ex-secretária é suspeita de usar acesso às contas de município para pegar R$ 152 mil Foz do Iguaçu: Personal fica com 80% do corpo queimado após explosão em apartamento Quem é a vítima Nadia Gavasnki tinha 82 anos e vivia no convento Irmãs Servas de Maria Imaculada. Ingressou na congregação em 1971, aos 27 anos, e dedicou 55 anos à vida religiosa. Segundo a freira Deonisia Diadio, a irmã era “humilde, confiante e profundamente mariana” — quando se é muito devota à Virgem Maria. Após sofrer um AVC, irmã Nadia desenvolveu dificuldades na fala, mas seguia ativa na rotina do convento. No momento do crime, a freira estava indo alimentar as galinhas, como fazia rotineiramente. Testemunha filmou o suspeito Vídeo gravado por fotógrafa ajudou polícia a localizar homem que matou freira em convento Uma fotógrafa que registrava um evento no convento foi abordada pelo suspeito logo após a morte da freira. Ela contou à polícia que ele apresentava nervosismo, estava com as roupas sujas de sangue e arranhões no pescoço. Ele disse à fotógrafa que estava trabalhando no local e que encontrou a freira caída. Desconfiada da versão apresentada por ele, a mulher filmou discretamente a interação e pediu ajuda de outras pessoas que estavam no local para acionar a ambulância e a Polícia Militar. Nesse intervalo, o suspeito fugiu do local. "Eu sabia que ele não trabalhava ali porque eu tiro fotos nesse local há 9 anos e eu nunca o vi ali", contou a mulher à RPC. O suspeito fugiu antes da chegada das autoridades, mas foi identificado depois, com base nas filmagens feitas pela testemunha. A ação da fotógrafa foi fundamental para a identificação do homem, conforme o delegado Hugo Fonseca, responsável pelas investigações. "A contribuição dela foi importantíssima, justamente para, de pronto, já identificarmos o suspeito. Muitas vezes, nos crimes de homicídio, nós encontramos o corpo, conseguimos identificar o que causou a morte daquela pessoa, só que, muitas vezes, em um primeiro momento, nós não temos elementos de informação capazes de identificar a autoria. Essa testemunha estando lá, conseguiu identificar o autor", detalhou. Vídeos mais assistidos do g1 Paraná: Leia mais notícias no g1 Campos Gerais e Sul.

  23. Imagem de arquivo mostra ladeira do Sítio Histórico de Olinda em terça de carnaval Leo Caldas/g1 No sobe e desce das ladeiras de Olinda, é comum os foliões perderem objetos pessoais enquanto brincam o carnaval. Segundo a prefeitura, a central de achados e perdidos do município ficou com, ao menos, 1.028 itens guardados após a folia de 2026. Entre os pertences de moradores e turistas que foram resgatados na Cidade Alta, estão documentos, cartões, bolsas, celulares e até um smartwatch (veja lista abaixo). ✅ Receba no WhatsApp as notícias do g1 PE O setor de achados e serviços começou a funcionar em janeiro, durante o período de prévias carnavalescas, e é mantido pela Secretaria Municipal de Segurança Cidadã. De acordo com o órgão, até o momento, 549 pessoas procuraram o serviço e cerca de 360 objetos foram entregues — o que equivale a aproximadamente 30% do total de itens catalogados. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Para verificar se tem algum objeto guardado lá, o folião pode entrar em contato com a central pelo WhatsApp, no número (81) 98979.0054, ou se dirigir à sede da secretaria, que fica na Avenida Santos Dumont, no imóvel 177 - Lado B, no bairro do Varadouro. Segundo a Secretaria de Segurança Cidadã, entre os itens encontrados durante o carnaval, estão: 309 carteiras de identidade; 232 cartões de crédito ou débito; 147 carteiras de habilitação; 73 carteiras; 69 cartões sem identificação; oito celulares; um smartwatch; 19 cartões do Vale Eletrônico Metropolitano (VEM) 36 CPFs; 30 títulos de eleitor; dez carteiras de estudante; duas carteiras de reservista; 19 carteiras funcionais; cinco Certificados de Registro e Licenciamento de Veículo (CRLVs); quatro bolsas; 36 cartões do Sistema Único de Saúde (SUS); cinco carteiras de trabalho; um cartão de PIS/Pasep; um passaporte; duas pastas; 16 chaves; três óculos. VÍDEOS: mais vistos de Pernambuco nos últimos 7 dias

  24. Foto ilustrativa mostra logotipos da Paramount e da Warner Bros Reuters A Warner Bros. Discovery firmou nesta sexta-feira (27) um acordo para ser adquirida pela Paramount Skydance. A decisão foi tomada após a Netflix anunciar que não elevaria sua proposta e que deixaria a disputa pelo estúdio. A oferta da Paramount, comandada por David Ellison, foi de US$ 110 bilhões. Segundo as empresas, o negócio deve ser concluído no terceiro trimestre deste ano. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A possível compra da Warner Bros. Discovery pela Paramount cria um dos maiores grupos de entretenimento do mundo, com um catálogo que reúne marcas como HBO, DC Comics, “Harry Potter” e “Game of Thrones” e uma base estimada em cerca de 200 milhões de assinantes. O negócio, que ainda precisa ser aprovado pelo conselho da Warner e por órgãos reguladores nos Estados Unidos, tem potencial para redesenhar o mercado global do entretenimento e do streaming. O g1 preparou um infográfico que compara o tamanho das duas empresas e mostra como a operação pode alterar o equilíbrio de forças no setor. Veja os números da junção entre Warner e Paramount Arte/g1 A disputa pela Warner Antes, a Warner havia informado que a nova oferta da Paramount, de US$ 31 por ação, era superior ao acordo em vigor com a Netflix. Com isso, a plataforma de streaming teria quatro dias úteis para apresentar uma contraproposta ou abandonar a disputa — o que acabou ocorrendo após o anúncio da Warner. “A transação que negociamos criaria valor para os acionistas com um caminho claro para a aprovação regulatória. No entanto, com o preço necessário para igualar a última oferta da Paramount Skydance, o acordo deixou de ser financeiramente atraente”, afirmaram os co-CEOs da Netflix, Ted Sarandos e Greg Peters, em comunicado. A oferta da Paramount avalia a Warner em cerca de US$ 110 bilhões, incluindo a dívida, enquanto a proposta da Netflix somava US$ 83 bilhões e excluía ativos como CNN e Discovery. A disputa começou em dezembro de 2025, quando a Netflix firmou um acordo para comprar parte dos ativos da Warner, com foco nos negócios de estúdio e streaming. Em seguida, a Paramount entrou na negociação com uma proposta concorrente para adquirir a empresa inteira, incluindo os canais tradicionais. Nesta quinta, a Warner classificou a nova oferta da Paramount como “superior” e deu prazo para que a Netflix cobrisse o valor — o que não aconteceu. A proposta da Paramount prevê o pagamento de US$ 31 por ação e inclui a dívida da Warner. A empresa também se comprometeu a pagar uma multa maior caso o negócio seja barrado por autoridades regulatórias, numa tentativa de tornar a oferta mais atrativa para os acionistas. O que está em jogo O impacto da operação vai além do valor bilionário. A Warner concentra algumas das marcas mais valiosas da indústria do entretenimento, enquanto a Paramount busca ganhar escala para competir com gigantes como Netflix e Disney em um mercado cada vez mais concentrado no streaming. 💰 Ao contrário da Netflix, a proposta da Paramount envolve todo o grupo Warner Bros. Discovery, incluindo a CNN, a HBO e outras redes de TV a cabo. 🗞️ Caso a operação seja aprovada, a família Ellison passará a controlar algumas das principais marcas do jornalismo nos EUA, como a CBS News, o programa 60 Minutes e a CNN. Com a incorporação dos ativos da Warner, a Paramount também ampliaria sua base de assinantes e fortaleceria sua presença em cinema, TV e plataformas digitais. Analistas avaliam que o movimento pode criar um grupo com catálogo mais robusto, maior poder de negociação e mais recursos para produção de conteúdo. Embora a Warner tenha classificado a oferta da Paramount como superior à da Netflix, a operação depende de etapas formais, como a aprovação do conselho de administração, a assinatura dos contratos definitivos e o aval dos órgãos reguladores dos Estados Unidos, que vão avaliar os impactos sobre concorrência e concentração no setor de mídia.

  25. Supercarreta com carga milionária para a Arábia Saudita para rodovia de SP Um transformador com tecnologia 100% brasileira vai ajudar a viabilizar a construção da “The Line”, megaprojeto da Arábia Saudita que prevê a criação de uma cidade linear de 170 quilômetros, totalmente abastecida por fontes de energia renovável. "Nessa primeira etapa do projeto, não é nem para levar luz para nenhuma residência, é simplesmente para uma infraestrutura de uma construção de uma cidade", explicou Alexandre Malveiro, diretor de Negócios e Transformadores da Hitachi. A "Linha" é uma cidade vertical futurista na Arábia Saudita Reprodução/Fantástico O Fantástico acompanhou a operação logística para levar uma das unidades — a quarta de um total de 14 — da fábrica, em Guarulhos (SP), até o Porto de Itaguaí (RJ), de onde segue para o Oriente Médio. Cada transformador, com um custo milionário, foi montado peça por peça e, juntos, têm potência para abastecer duas cidades do porte de São Paulo ou uma Nova York. O transporte de do equipamento de 11 metros e 540 toneladas exigiu uma supercarreta com mais de 50 eixos e 380 pneus, três cavalos mecânicos e ao menos 50 profissionais envolvidos. A viagem foi feita de madrugada para reduzir impactos no trânsito e incluiu inspeções da Polícia Rodoviária Federal, checagem constante de pneus e manobras milimétricas, especialmente na Serra das Araras, onde o comboio chegou a trafegar a 5 km/h. Ao ver o equipamento finalmente embarcado, o sentimento é de dever cumprido. "Chegar e ver o bichão indo embora é uma satisfação muito grande", desabafa Fabrício Verpa, gerente de logística. A operação enfrentou atrasos por questões mecânicas, climáticas e burocráticas. A previsão inicial de entrega de três transformadores em dois meses não se confirmou, acumulando mais de três meses de atraso. Ainda restam 11 unidades a serem embarcadas para atender ao cronograma saudita de modernização até 2030. Ouça os podcasts do Fantástico O podcast Isso É Fantástico está disponível no g1 e nos principais aplicativos de podcasts, trazendo grandes reportagens, investigações e histórias fascinantes em podcast com o selo de jornalismo do Fantástico: profundidade, contexto e informação. Siga, curta ou assine o Isso É Fantástico no seu tocador de podcasts favorito. Todo domingo tem um episódio novo.

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