Enviar uma pergunta? CLICK AQUI
Seg - Sexta: 7:30 - 17:00
Sáb-Dom Fechado
3262 7482 - 3262 7483
16 99781 3817
16 99742 1727
Rua Barão do Rio Branco, 347 - Centro
Itápolis/SP

G1 GLOBO (Tudo Diário)

Últimas notícias do Brasil e do mundo, sobre política, economia, emprego, educação, saúde, meio ambiente, tecnologia, ciência, cultura e carros. Vídeos dos telejornais da TV Globo e da GloboNews.

  1. Novas imagens mostram acidente que matou ciclista atropelado por caminhão em Santos, SP Novas imagens mostram o momento em que um motorista de caminhão atingiu e matou Lucca Guaglianone Varandas Pereira, que andava de bicicleta em Santos, no litoral de São Paulo. O vídeo de uma câmera de monitoramento foi obtido pela TV Tribuna, afiliada da Globo (assista acima). O acidente aconteceu por volta das 8h de terça-feira (21), no cruzamento das avenidas Coronel Joaquim Montenegro e Governador Mário Covas, no bairro Estuário. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado e constatou a morte de Lucca no local. ✅ Clique aqui para seguir o novo canal do g1 Santos no WhatsApp. Nas imagens, é possível ver o caminhão e o ciclista na Avenida Governador Mário Covas. Em determinado momento, o motorista fez uma curva para entrar na Avenida Coronel Joaquim Montenegro e atingiu Lucca. Lucca Guaglianone Varandas Pereira morreu após ser atropelado por um caminhão em Santos, SP Redes Sociais e Reprodução Em entrevista à TV Tribuna, o delegado Wagner Camargo Gouveia, do 3° Distrito Policial (DP) e responsável pelas investigações, afirmou que as imagens mostram exatamente a dinâmica do acidente. "[O condutor] alegou que, quando passou pelo ciclista, buzinou e deu a seta. Só que realmente, às vezes, não dá tempo para o ciclista parar ou reduzir, que o caminhão abre e depois fecha, e foi o que aconteceu. Então, realmente mostra uma imprudência muito grande do motorista nesse fato". Motorista liberado Lucca Guaglianone Varandas Pereira morreu após ser atropelado por um caminhão em Santos, SP Reprodução e Redes Sociais De acordo com o boletim de ocorrência, o motorista do caminhão realizou o teste do etilômetro, que deu negativo para a presença de álcool no organismo. A identidade dele não foi divulgada, então não foi possível localizar a defesa dele até a última atualização desta reportagem. Ainda segundo o registro policial, o motorista relatou que, durante a manobra, ouviu um barulho e, ao parar o veículo, encontrou Lucca próximo à roda traseira do caminhão. O condutor pagou R$ 2 mil de fiança e foi solto após ser detido. O caso foi registrado como homicídio culposo na direção de veículo automotor, na Central de Polícia Judiciária (CPJ) de Santos. Vídeo mostra ciclista sendo atropelado em Santos VÍDEOS: g1 em 1 minuto Santos

  2. Maria Eduarda Cordeiro da Silva, de 20 anos, fazia menções ao Comando Vermelho em publicações nas redes sociais Reprodução Um homem foi preso suspeito de envolvimento no desaparecimento de Maria Eduarda Cordeiro da Silva, de 20 anos, após o réveillon em Guarujá, no litoral de São Paulo. De acordo com a Polícia Civil, a vítima teria sido executada em um tribunal do crime do Primeiro Comando da Capital (PCC). Maria Eduarda sumiu no dia 2 de janeiro, mas a polícia só confirmou a morte dela em 19 de fevereiro, quando quatro pessoas foram presas por participação no crime. A corporação acredita que a vítima tenha sido 'condenada à morte' por suspeita de integrar uma facção rival, o Comando Vermelho (CV). ✅ Clique aqui para seguir o novo canal do g1 Santos no WhatsApp. O delegado Thiago Nemi Bonametti, da 3ª Delegacia de Homicídios, da Divisão Especializada de Investigações Criminais (Deic) de Santos, explicou ao g1 que o modus operandi, o sinal do celular da vítima e os relatos de testemunhas confirmaram a morte de Maria Eduarda. As investigações continuam para localizar o corpo. Maria Eduarda Cordeiro da Silva, de 20 anos, estava desaparecida em Guarujá, SP Arquivo Pessoal Nova prisão Policiais militares cumpriram o mandado de prisão preventiva contra Alexandre Barros Neves, de 50 anos, na tarde de sexta-feira (24), na Alameda dos Lírios, no bairro Vila Santo Antônio, em Guarujá. A defesa dele não foi localizada até a última atualização desta reportagem. De acordo com a corporação, os agentes realizavam uma operação para prevenção de roubos, quando abordaram o suspeito e constataram que ele estava sendo procurado pela Justiça. Alexandre estava acompanhado de um homem, que foi liberado e não teve a identidade divulgada. Segundo a denúncia do Ministério Público de São Paulo (MP-SP), Alexandre e outros dois homens que já foram presos por participação no crime exerciam funções ativas na organização criminosa, atuando na fiscalização, arrebatamento e execução de possíveis rivais no chamado 'tribunal do crime'. Conforme apurado pela Polícia Civil, Alexandre teria sido o responsável por iniciar a caçada atrás de Maria Eduarda e do namorado, que acabou sendo liberado após ser sequestrado com a vítima. As investigações apontaram que o suspeito enviou uma foto da jovem e pediu informações sobre a localização dela em um grupo com integrantes da organização criminosa. Demais presos Operação da Polícia Civil prende quarto pessoas por desaparecimento de jovem em Guarujá As investigações apontaram que a vítima foi arrebatada e morta por integrantes do crime organizado da região, com apoio de um motorista de aplicativo e de um casal. Além de Alexandre, outras cinco pessoas foram presas. Veja abaixo a participação de cada uma delas: ➡️Um homem e uma mulher, cujos nomes não foram divulgados, eram amigos da vítima e estavam em um churrasco quando os criminosos chegaram à procura da jovem. No dia seguinte, eles foram até a casa de Maria Eduarda para descartar os pertences dela — ação que dificultaria o desdobramento e elucidação do caso, de acordo com a Polícia Civil. ➡️Anthony Francisco Dias Moreira, apontado como integrante da facção criminosa e envolvido na execução de Maria Eduarda. ➡️Um motorista de aplicativo, que não teve a identidade divulgada pela corporação, realizou o transporte de envolvidos no crime ao Estado do Paraná. O motivo da viagem ainda é investigado. ➡️Adadilton Candido da Silva, de 33 anos, conhecido como DA7, cumpria a função de 'carrasco' do PCC e teria participado do julgamento da vítima no 'tribunal do crime'. Motivação Maria Eduarda Cordeiro da Silva, de 20 anos, fazia menções ao Comando Vermelho em publicações nas redes sociais Reprodução O g1 teve acesso aos conteúdos publicados por Maria Eduarda há aproximadamente um ano. A jovem ostentava armas de fogo, usava símbolos e fazia menções ao CV. "Isso [publicações] chamou atenção do próprio crime organizado rival na região. Ela estava morando aqui agora e [...] eles começaram a tentar identificar onde ela estaria, já que fazia várias menções a essa facção criminosa rival", afirmou o delegado na ocasião. Na época do desaparecimento, a mãe de Maria Eduarda, a balconista Claudieli Natali Cordeiro, de 34 anos, contou ao g1 que a filha se mudou de Curitiba (PR) para Guarujá com o namorado, aproximadamente três meses antes de sumir. Claudieli também disse ter sido informada pelo namorado da filha que a jovem havia sido sequestrada sob a acusação de integrar o CV. A mãe afirmou que Maria Eduarda tinha antecedentes por tráfico de drogas de quando ainda era adolescente, mas ressaltou que, até onde sabia, a jovem estava trabalhando na praia e não tinha mais envolvimento com o crime. VÍDEOS: g1 em 1 minuto Santos

  3. Jacemir Barbosa Bueno de Almeida se passou pela vítima enviando mensagens por WhatsApp Reprodução Jacemir Barbosa Bueno de Almeida, preso suspeito de matar e enterrar a esposa no quintal da casa onde viviam em Pariquera-Açu, no litoral de São Paulo, fingiu ser a vítima enviando mensagens para familiares e amigos pelo celular dela. Conforme apurado pelo g1 neste domingo (26), o homem também criou um perfil de casal falso nas redes sociais, indicando um suposto amante da mulher. O corpo foi encontrado na casa no bairro Vila São João, na última sexta-feira (24). Elisângela Barbosa de Almeida foi considerada desaparecida por cinco dias até que a irmã dela acionou a Polícia Civil. Jacemir prestou depoimento à corporação, mas o relato levantou suspeita e os agentes foram até a residência, onde encontraram uma área com "terra mexida" no quintal. ✅Clique aqui para seguir o canal do g1 Santos no WhatsApp. Conforme apurado pelo g1, Jacemir ficou com o celular de Elisângela após enterrá-la. Ele teria feito contato com familiares e colegas de profissão da mulher por meio de redes sociais. Os destinatários, porém, perceberam que as mensagens não condiziam com o tipo de escrita dela. Os colegas também questionaram a mulher sobre as faltas no trabalho na quarta e quinta-feira, recebendo como resposta mensagens de que ela estaria "vivendo a vida" com um suposto amante em Paranaguá (PR). Procurada pelo g1, a defesa de Jacemir ainda não se manifestou. Jacemir Barbosa Bueno de Almeida se passou pela esposa em redes sociais e criou perfil com suposto amante Reprodução Perfil falso Jacemir também teria criado um perfil falso de casal, entre Elisângela e o suposto amante. Na biografia da página, ele escreveu: "Namorando, espero que este novo amor me liberte". Uma familiar da vítima entrou em contato por meio da rede, mas recebeu a resposta de que seria bloqueada. Nesse momento, a irmã da mulher foi comunicada sobre o desaparecimento e registrou o boletim de ocorrência na Polícia Civil. Os agentes da Delegacia de Pariquera-Açu passaram a ouvir possíveis testemunhas, chegando em Jacemir. Corpo de Elisângela Bueno Barbosa foi encontrado enterrado na residência do casal Polícia Civil e Reprodução Versão inconsistente Em um primeiro momento, Jacemir afirmou que a esposa havia deixado a casa na quarta-feira (22), possivelmente acompanhada de um amante. Durante o depoimento, porém, o suspeito mencionou que um cano havia estourado na residência. O fato chamou a atenção dos policiais, tendo em vista que o cano estourado não tinha relação com o desaparecimento. Os agentes foram ao imóvel e, após acionarem o Corpo de Bombeiros, encontraram o corpo da mulher enterrado. Bombeiros encontram corpo de mulher enterrado no quintal de casa Jacemir confessou o crime em seguida. No local, os policiais encontraram o celular da vítima e apreenderam um computador de mesa, um notebook e dois celulares que pertencem ao suspeito. O caso foi registrado como ocultação de cadáver, violência doméstica e feminicídio na Delegacia de Pariquera-Açu, que segue com as investigações para esclarecer a motivação do crime. Jacemir Barbosa Bueno de Almeida se passou pela vítima enviando mensagens por WhatsApp Redes sociais VÍDEOS: g1 em 1 minuto Santos

  4. Garrafa de refrigerante explode em panificadora de SC e assusta funcionários e clientes Uma garrafa de refrigerante congelada explodiu nas mãos de uma funcionária de uma panificadora em Urubici, na Serra de Santa Catarina. A cena foi registrada por uma câmera de monitoramento, que captou o susto de clientes e demais atendentes do local. Ninguém se feriu. As imagens mostram o momento em que o proprietário do estabelecimento, Lucas Ferreira, retira o produto da geladeira e o entrega para a mulher (assista acima). "A bagunça foi enorme e o susto também. Mas, no fim, depois do susto, acabamos rindo do acontecimento", admite. ✅Clique e siga o canal do g1 SC no WhatsApp Ao g1, Lucas disse que retirou a garrafa da geladeira porque o refrigerante havia congelado. Ao passar o item para as mãos da funcionária, a embalagem explodiu. "Atingiu o espaço todo: paredes, forro e a maior parte no chão mesmo", contou. A situação chamou tanta atenção entre os frequentadores que ele decidiu guardar o que restou da embalagem para mostrar a quem tivesse curiosidade. Apesar do estrago, a tampa permaneceu lacrada (veja foto abaixo). Garrafa de refrigerante ficou destruída após explosão em SC Arquivo pessoal O vídeo foi compartilhado no perfil da própria padaria em uma rede social. A publicação bem-humorada tinha mais de 240 mil visualizações na sexta-feira (24). "Que tiro foi esse?? 😅💥Agora a gente ri, mas o susto foi grande 😂😂", escreveram na legenda. 🤔A física explica... Segundo o doutor em física Marcelo Schappo, professor do Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC), a explosão está ligada a dois fatores: variação de volume na troca de estado físico e liberação do CO2. Ele lembra que a maioria das substâncias, como etanol e vários metais, tem seu volume reduzido quando congelam. Mas a água faz exatamente o contrário. "Quando ela congela, ela forma uma estrutura sólida que acaba ocupando um volume maior do que quando a substância está no estado líquido. Assim, quando um refrigerante confinado na garrafa ou na latinha congela, como ele é composto majoritariamente por água, ele vai expandir, aumentar seu volume, e isso, consequentemente, passa a exercer uma pressão maior contra as paredes", explica. Ao mesmo tempo, quando ocorre o congelamento, a solubilidade do gás no refrigerante fica prejudicada, forçando um pouco do gás para fora. "Assim, após congelar, mais gás se acumula no recipiente e, é claro, ajuda, novamente, a aumentar a pressão ali dentro contra as paredes", continua. Os efeitos, segundo ele, se reforçam: a água expande e exerce mais pressão nas paredes, e o gás dissolvido também sofre uma liberação parcial a partir do líquido e contribui ainda mais para o aumento da pressão. "Assim, quando isso atinge um valor limite de resistência do recipiente, pode ocorrer uma ruptura explosiva", conclui. Garrafa de refrigerante explodiu em panificadora de Urubici (SC) Redes sociais/ Reprodução Garrafa de refrigerante explode em panificadora de SC e assusta funcionários e clientes Reprodução VÍDEOS: mais assistidos do g1 SC nos últimos 7 dias

  5. O clima de festa junina já tem data para começar em Atibaia. Um resort da cidade anunciou uma programação especial de arraiá que vai se estender por dois meses, com atividades voltadas para toda a família, incluindo música ao vivo, comidas típicas e experiências recreativas.A proposta é unir tradição, lazer e hospedagem em um só lugar, aproveitando o período de feriados e férias escolares. Com detalhes importantes: Sistema All-Inclusive e piscinas aquecidas. Festa junina em Atibaia Divulgação 🌽 Programação no feriado de Corpus Christi A abertura do calendário acontece no feriado de Corpus Christi (4 de junho, quinta-feira), com uma programação temática especial. Durante o período, hóspedes terão acesso a atividades juninas e condições promocionais para pacotes all inclusive. A expectativa é atrair famílias que buscam viagens curtas, com fácil acesso a partir da capital paulista. 🎉 Arraiá em junho Ao longo de junho, as festas continuam aos sábados, com estrutura completa de arraiá. Entre as atrações estão: trio de forró ao vivo comidas típicas bingo fogueira atividades para crianças e adultos Além disso, o resort oferece a possibilidade de entrada antecipada e saída estendida em alguns pacotes, ampliando o tempo de permanência dos hóspedes. Festa junina em Atibaia Divulgação 🏖️ Férias de julho Durante as férias escolares de julho, a programação se intensifica. As festas juninas passam a acontecer às quartas-feiras e aos sábados, acompanhadas de uma agenda diária de atividades. Entre os destaques estão: recreação monitorada atividades esportivas experiências temáticas atrações como espaço de skate com acompanhamento A proposta é manter as crianças ativas e integradas, enquanto os adultos aproveitam a estrutura de lazer. 💰 Descontos progressivos Os pacotes incluem sistema all inclusive e condições especiais, com descontos progressivos ao longo do período. A estratégia busca incentivar estadias mais longas durante as férias. Conheça os pacotes promocionais do Atibaia Residence Hotel & Resort aqui.

  6. Peixes e nascentes são encontrados na Avenida Rondon Pacheco, em Uberlândia Uma nascente a céu aberto chama a atenção de quem passa pela avenida Rondon Pacheco, em Uberlândia, no Triângulo Mineiro. O ponto, cercado por plantas e com pequenos peixes, fica em uma das vias mais movimentadas da cidade, com circulação diária de cerca de 19,2 mil veículos, segundo a Secretaria Municipal de Trânsito e Transportes (Settran). A presença da nascente no local, no entanto, tem explicação: a avenida foi construída sobre o córrego São Pedro. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Triângulo no WhatsApp Segundo o biólogo Kléber Del Claro, da Universidade Federal de Uberlândia (UFU), o fenômeno é comum no Cerrado. Isso ocorre porque o lençol freático fica próximo da superfície. Com isso, a água pode emergir em alguns pontos e formar nascentes, como a observada na avenida Rondon Pacheco. “Há moradores que têm até nascentes no próprio quintal. Nessas áreas, e também nos bairros como no Jardim Inconfidência, é possível encontrar pequenas lagoas e poçamentos de água formados naturalmente. Nesses locais vivem pequenos peixes muito resistentes, do gênero Phalloceros, que pertencem ao mesmo grupo do lebiste, conhecido peixe de aquário”, ressaltou o biólogo. Além de peixes, essas áreas também abrigam ninfas, libélulas, larvas e outros insetos aquáticos, além de girinos. Natureza resiliente peixes rondon pacheco uberlândia Reprodução/JF imagens Apesar de pequenas, nascentes com grande diversidade de espécies, como a da avenida Rondon Pacheco, mostram a capacidade de a natureza resistir à ação humana, segundo o biólogo Kléber Del Claro. “É algo bonito e triste de se ver: esses pequenos animais vivendo de forma tão precária em um ambiente que antes era naturalmente deles. A área, que originalmente era uma vereda, nunca deveria ter deixado de ser assim. Por isso, construir uma via nesse tipo de terreno acaba trazendo consequências, como os alagamentos que ocorrem todos os anos na Rondon Pacheco”, explicou o biólogo. A presença de peixes também contribui para a resistência da natureza nesses locais. Segundo o veterinário André Schlemper, essas espécies são bastante resistentes. Elas podem viver em água salobra, que é a mistura de água doce com a do mar, e também em ambientes poluídos ou com pouco oxigênio. Na prática, são poucos os locais onde esses peixes não conseguem sobreviver. “Uma característica que possuem diferente da maioria dos peixes é que, em vez de colocarem ovos, eles dão à luz aos filhotes já formados. Por isso, são classificados como peixes vivíparos, ou seja, não nascem de ovos”, explicou o veterinário. De onde os peixes vieram? Para entender a origem dos peixes do gênero Phalloceros, é preciso voltar ao passado. Segundo o veterinário André Schlemper, as espécies encontradas nas nascentes da avenida Rondon Pacheco podem estar no local desde as décadas de 1960 e 1970. Na época, houve uma ampla distribuição desses peixes para o controle de mosquitos. Já no início dos anos 2000, uma nova distribuição foi realizada com o mesmo objetivo. “Hoje já se sabe que não são tão eficientes nessa função, pois se alimentam de muitas outras fontes além das larvas de mosquitos, e também por serem espécies invasoras ambientais muito impactantes, devido à sua altíssima velocidade de reprodução, o que faz com que compitam com espécies nativas de mesmo porte nos locais onde são introduzidas”, ressaltou André. Outra hipótese é que os peixes tenham sido soltos por moradores. Isso porque são espécies comuns em aquários, usadas tanto como ornamentais quanto como alimento para peixes predadores. LEIA TAMBÉM: Homem reage, tenta soltar canários em cativeiro e é preso VÍDEO: após furtar contrafilé de R$ 62, homem paga fiança de R$ 1,6 mil Motoboy desaparece com videogame durante entrega por aplicativo Os peixes podem ser levados para casa? Especialistas orientam que a população não leve esses peixes para casa. Apesar de não haver registro de doenças graves transmitidas apenas pelo contato, a recomendação é evitar o manuseio. O consumo também não é indicado, assim como a colocação dos animais em aquários. Isso porque eles podem ter sido expostos a substâncias químicas e ainda carregar parasitas, o que pode contaminar outros peixes. O g1 questionou a Prefeitura Municipal de Uberlândia sobre o conhecimento e possíveis medidas adotadas em relação a esses peixes e nascentes ao longo da avenida Rondon Pacheco. Segundo a Prefeitura, essas medidas são de responsabilidade da Unidade Regional de Gestão das Águas Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba (Igam). Em contato com o Igam, o órgão respondeu que realiza medidas de preservação no local, porém não detalhou quais são elas e como são executadas. O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) também foi procurado para comentar sobre, e informou que o cuidado das nascentes é de responsabilidade da Prefeitura. VÍDEOS: veja tudo sobre o Triângulo, Alto Paranaíba e Noroeste de Minas

  7. ID 14556301 O monitor escolar Luis Moreira estava a caminho do trabalho quando viu pela primeira vez a Estrelinha, uma cachorrinha de 10 meses que vivia nas ruas de Limeira (SP). Foi amor de pet à primeira vista, mas o que o monitor não sabia é que encontro, ocorrido em março deste ano, também salvou a vida da filhote. No mesmo dia em que levou Estrelinha para casa, o tutor percebeu que algo estava errado. Apesar de se mostrar alegre e carinhosa, a cachorra não conseguia comer e estava com o tórax expandido. Preocupado, o monitor escolar levou o animal ao veterinário e levou um susto com o resultado do exame de raio X: um prego estava alojado no estômago dela. "Se ele [Luis] não a socorresse e não a levasse para o atendimento veterinário, ela teria morrido com toda certeza", contou o veterinário Henrique Maézi, que atendeu Estrelinha. 📲 Siga o g1 Piracicaba no Instagram Cirurgia de emergência 'Amor à primeira vista' salva cachorra adotada à beira da morte com prego no estômago, em Limeira Acervo Pessoal Além da agilidade de Luis ao identificar que a cachorra precisava de ajuda, outro fator foi determinante: a filhote apareceu quando o limite do cartão de crédito dele era suficiente para custear uma cirurgia de emergência. "Eu sempre gostei muito de cachorro. Minha vida inteira eu tive cachorro desde criança. Ela, felizmente, me encontrou no momento que eu estava sem conta no cartão [de crédito]. Aí eu pude pagar pelo tratamento dela", disse o monitor escolar de Limeira. O veterinário Henrique Maézi contou que Estrelinha chegou na clínica debilitada e vomitando. "No ultrassom, percebi que tinha um pouco de líquido livre e vi uma imagem que parecia ser um corpo estranho. O raio X confirmou a presença do prego no piloro", relatou o veterinário. 🔍O piloro é uma passagem muscular entre o estômago e o intestino delgado responsável por empurrar a comida do estômago para o intestino. Segundo o veterinário, os “corpos estranhos” engolidos costumam se prender nesse músculo. A filhote precisou passar por uma laparotomia de emergência, procedimento que permite a visualização e tratamento dos órgãos. "Eu retirei esse prego, e nós fizemos a limpeza do abdômen. Esse animal ficou sondado por dois dias e no terceiro dia já foi embora, e a recuperação foi surpreendente", relatou o veterinário. Escolha do nome ⭐ e hipóteses para o acidente 'Amor à primeira vista' salva cachorra adotada à beira da morte com prego no estômago Acervo Pessoal A situação era tão grave que Luis nem teve tempo para decidir um nome para o animalzinho antes do início do procedimento cirúrgico. A decisão recaiu para a secretária da clínica, que precisou preencher o registro de entrada dele. ⭐ A atendente escreveu Estrelinha, e o tutor decidiu não trocar. "Eu levei ela lá de repente, E aí precisaria de colocar um nome pra ela para o registro, sabe? E aí surgiu Estrelinha", explicou. Estrelinha é uma cachorrinha que vivia nas ruas, e por isso, não é possível confirmar exatamente como ela ingeriu o prego. Luis afasta a hipótese de que ela tenha sido vítima de alguma maldade. Para ele, é provável que tenha ingerido acidentalmente o prego enquanto revirava o lixo em busca do que comer. "Aqui tem um monte de comércio, sabe? Na esquina aqui, perto de casa. Provavelmente ela deve ter fuçado lixo e acabou comendo sem querer. [...] Parece que não era só o prego, ela estava com uns pedaços de osso de galinha no estômago", explicou Luis. 💘 Amor à primeira vista 'Amor à primeira vista' salva cachorra adotada à beira da morte com prego no estômago Acervo Pessoal Luis conheceu a cachorrinha Estrelinha em 3 de março, quando voltava ao trabalho de carro após o horário de almoço. Ele a viu subindo a rua, mas ela desapareceu da sua vista ao passar atrás do carro. Preocupado que pudesse ter se escondido embaixo do veículo, desceu para verificar. Ao abrir a porta, Estrelinha estava ao lado do carro, balançando o rabinho. Durante a internação médica, o tutor fez questão de visitar a cachorrinha todos os dias e, quando foi buscar após a alta médica, sabia que havia o risco de ela não o reconhecer. Por isso, estava preparado para receber uma recepção apática e um pouco assustada. Isso porque ela tinha passado apenas um dia com ele e os outros três internada. Mas a surpresa veio no reencontro: assim que viu o tutor, Estrelinha pulou e comemorou como se fossem amigos de longa data. "Foi um amor à primeira vista, digamos assim. Da minha parte, foi. E aparentemente da dela também. Então, aqui em casa ela é mais grudada comigo do que a outra [cachorrinha] que eu já tinha. Para onde eu vou, ela vai junto", disse. 'Amor à primeira vista' salva cachorra adotada à beira da morte com prego no estômago Acervo Pessoal VÍDEOS: Tudo sobre Piracicaba e Região Veja mais notícias sobre a região na página do g1 Piracicaba.

  8. Pena de morte nos EUA: entenda medida do governo Trump sobre pelotão de fuzilamento Os Estados Unidos deram sinal verde na última sexta-feira (24) para ampliar os métodos utilizados para a pena de morte no país. Agora, serão permitidas execuções de presos federais por pelotão de fuzilamento — método utilizado em mais de 20 países pelo mundo, de acordo com a organização Juntos Contra a Pena de Morte (ECPM, na sigla em francês). ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Segundo o Departamento de Justiça dos EUA, a recomendação segue uma ordem de Donald Trump para agilizar e ampliar a aplicação de penas de morte no país. Na prática, a decisão do governo Trump funciona como uma diretriz aos estados, já que a pena de morte é descentralizada nos EUA, e diferentes métodos são permitidos ou proibidos dependendo do local. Além disso, a lei só autoriza o governo federal a realizar execuções federais em estados que permitem a pena de morte e deve seguir os protocolos locais. Atualmente, cinco estados permitem execuções por fuzilamento: Idaho, Mississippi, Oklahoma, Carolina do Sul e Utah. No total, a pena de morte é aplicada em 46 países, segundo dados de 2025 da organização Juntos Contra a Pena de Morte (veja no mapa abaixo). Destes, 23 /aplicam o método do fuzilamento. 👉 São eles: Afeganistão, Bahrain, Belarus, Catar, China, Coreia do Norte, Emirados Árabes Unidos, EUA (5 estados norte-americanos), Etiópia, Iêmen, Índia, Indonésia, Iraque, Kuwait, Líbia, Maldivas, Mauritânia, Nigéria, Omã, Síria, Somália, Taiwan e Vietnã. 🔎​A pena de morte é um procedimento legal em que o Estado de um país condena uma pessoa à morte como punição por um crime, segundo a organização Anistia Internacional. A organização condenou que o governo norte-americano pretenda ampliar os métodos de execução de penas de morte. Dentro dos Estados Unidos, as principais críticas vieram do Partido Democrata, rival do republicano Donald Trump. O senador democrata Dick Durbin classificou a mudança como "cruel, imoral e discriminatória". "Expandir a pena de morte federal será uma mancha em nossa história", disse. MAPA - pena de morte pelo mundo Editoria de Arte/g1 Ao todo, pelo menos 1,5 mil pessoas foram executadas após sentença de pena de morte em 2024, o maior número desde 2015, de acordo com a Anistia Internacional, organização de direitos humanos. Deste número, 90% das execuções aconteceram no Irã, na Arábia Saudita e no Iraque. "No entanto, a China sozinha realiza mais execuções anualmente do que todos os outros países juntos, embora seus números oficiais sejam classificados como segredo de Estado", segundo a ECPM. ⚠️Por isso, na prática, ​o número total de pessoas executadas deve ser bem maior. Além da China, países como Coreia do Norte e Vietnã também mantêm essas informações em sigilo. E quanto ao Brasil? No Brasil, o artigo 5º da carta constitucional, em seu inciso 47, diz que a pena de morte não pode ser aplicada, "salvo em caso de guerra declarada". Essa é uma das cláusulas pétreas da Constituição, ou seja, não pode ser modificada por emendas constitucionais. Fuzilamentos nos EUA Veja os vídeos que estão em alta no g1 Até agora, o pelotão de fuzilamento era um método raro de aplicação de penas de morte nos Estados Unidos. Historicamente, foi usado esporadicamente desde o século XIX, na maior parte das vezes em casos militares. Mas em alguns estados, como o de Utah, o fuzilamento era mantido como opção legal ainda no século XX. Após a retomada da pena de morte pela Justiça dos EUA, em 1976, apenas três penas foram executadas por fuzilamento. Todas ocorreram em Utah entre 1976 e 2010.

  9. Cálculos sem fim: como é a rotina de medalhista em olimpíada de matemática Rotinas diárias de estudos que chegam a 11 horas e finais de semana dedicados aos problemas matemáticos mais difíceis. A paixão pelos números molda a rotina da estudante Heloísa Mysczak, de 17 anos, que conquistou na França mais uma medalha em olimpíadas da categoria. O bronze na European Girls' Mathematical Olympiad foi a 15ª premiação em competições de exatas da moradora de Valinhos (SP) desde 2022. "A maior parte do meu estudo ocorre no final de semana, quando eu passo quase o dia inteiro só tentando fazer alguns problemas mais difíceis. Às vezes demora um dia ou o final de semana inteiro para sair", diz Heloísa. Durante a semana, a estudante vive rodeada pelos números. Aproveita as aulas de matemática na escola para estudar para as olimpíadas, aprendendo o conteúdo com antecedência. À tarde, dedica-se a novas matérias com livros e materiais online, e à noite, revisa os exercícios em que sentiu mais dificuldade. ↔️ Sai celular, entram crochê e séries 📵 Heloísa explica que um dos segredos para manter o foco é esconder o celular longe do ambiente de estudo. Além da disciplina, ela descobriu que o descanso é uma ferramenta poderosa. Hobbies como fazer crochê, ler ou assistir séries ajudam a aliviar a mente para resolver problemas difíceis. "Você volta com uma outra mentalidade e consegue ter ideias novas. Principalmente antes de provas, eu prefiro muito mais relaxar do que estudar", afirma. Heloísa Mysczak na 15ª edição da European Girls' Mathematical Olympiad (EGMO), realizada em Bordeaux, na França Ana Paula Chaves 'Saber o simples bem' Diante de resultados tão expressivos e do gosto pelo desafio, a recomendação da medalhista para outras meninas interessadas na área não envolve a repetição de sua rotina ou fórmulas mirabolantes. Para Heloísa, o importante "é saber o simples bem". "Minha recomendação final é ter uma boa base de conteúdo e problemas. Muitas vezes não importa saber um conteúdo superdifícil, mas sim saber o simples bem. Se você conseguir ser uma pessoa constante e sempre fazer os problemas considerados fáceis, você já estará na frente da maioria das pessoas", orienta. A estudante conta que costuma utilizar materiais online para ter uma base de conteúdo, em especial os disponíveis na Olimpíada Brasileira de Matemática, além de devorar livros. Resolver problemas variados, de diferentes olimpíadas de matemática, também é uma dica importante para quem deseja competir na área, diz a jovem. Motivada pelo desafio Nascida em Curitiba (PR), Heloísa afirma que sempre foi uma aluna aplicada e se interessou por diversas áreas, como física, química e até esportes. O pai, Rafael Mysczak, conta com orgulho que a filha sempre foi muito curiosa com tudo. "Ela queria ver coisas de ciência, então, tudo que eu podia dar, eu comprava. 'Vamos fazer experiências de química?', eu comprava as coisas para fazer experiências de química, de física. A gente assistia Cosmos [série de TV], ela adorava, sabe?", recorda. A paixão pela matemática surgiu após a pandemia da covid-19, quando a falta de motivação com o fim da prática esportiva a levou a buscar novos desafios. Entre 2022 e 2023, Heloísa encontrou nos problemas matemáticos a emoção que procurava. Nesse período, ela chegou a frequentar como aluna ouvinte as disciplinas de Funções, Cálculo 1 e Teoria dos Números na Universidade Federal do Paraná (UFPR). Um fator que marcou a família foi que Heloísa encontrou resistência para encarar os números justamente no espaço em que deveria ser estimulada a superar os desafios: a escola. "No começo, em Curitiba, ela enfrentou preconceito até de professores. Porque ela queria fazer as olimpíadas mais difíceis, e os professores chegavam para ela e diziam: 'Não, nem perca tempo, isso daí é muito difícil, você não vai conseguir'", recorda Rafael. Bolsa de estudo e mudança para o interior de SP A virada aconteceu em 2024, quando a família deixou a capital paranaense e mudou-se para o interior de São Paulo, após a jovem ganhar uma bolsa de estudo integral em um colégio particular de Valinhos. Nesse espaço, Heloísa ganhou estrutura e incentivo para se dedicar aos estudos e às competições. 🏆 Desde 2022, Heloísa já soma 15 premiações em competições de matemática, incluindo a Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (OBMEP) e a Olimpíada Brasileira de Matemática (OBM). Medalhas conquistadas por Heloísa Heloísa Mysczak *Estagiária sob supervisão de Fernando Evans VÍDEOS: Tudo sobre Campinas e Região Veja mais notícias sobre a região na página do g1 Campinas.

  10. Plantio de milho no interior de Roraima Reprodução/Amazônia Agro O cultivo do milho é uma das principais fontes de renda da agricultura familiar em Mucajaí, no Sul de Roraima. A produção abastece a alimentação animal, fortalece pequenos negócios e é usada na fabricação de derivados como pamonha. O assunto foi destaque no Amazônia Agro deste domingo (26). 🌽 A versatilidade do grão faz do milho uma cultura estratégica para os produtores do município. Ele pode ser comercializado verde ou seco, usado na alimentação humana e animal e também abastece cadeias como a pecuária e a produção leiteira. O agricultor familiar Luiz Souza, que chegou ao município há cerca de dois anos, encontrou no milho uma alternativa mais estável e rentável para manter a produção ao longo do ano. "Estou achando melhor produzir milho do que melancia, porque o milho você vende verde e vende seco. O que fica, fica para a galinha”, disse. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 RR no WhatsApp Com irrigação por gotejamento instalada na propriedade, ele consegue plantar e colher em diferentes épocas, sem depender apenas das chuvas, o que reduz perdas e garante maior regularidade na produção. Apesar das vantagens, o cultivo exige cuidados constantes. Segundo o técnico em agricultura Ivo Feitosa, o principal desafio do cultivo é o ataque de percevejos sugadores, que prejudicam o desenvolvimento da planta e podem comprometer a produtividade. “Esse percevejo causa grandes danos à lavoura. O combate pode ser biológico ou químico, além da manutenção da área limpa e roçada”, explicou. LEIA TAMBÉM: Agronegócio, produção rural: tudo sobre o Amazônia Agro Veja todas as reportagens do agro em Roraima Produção de pamonha amplia renda familiar Além da venda do milho in natura, o cultivo também impulsiona pequenos negócios familiares. A produtora Thais Xavier usa o milho plantado na propriedade para fazer pamonhas vendidas às margens da BR-174. Pamonha é alimento derivado do milho Reprodução/Amazônia Agro Hoje, o plantio é feito semanalmente em sistema rotacionado, o que garante colheita contínua e matéria-prima ao longo do ano. "Nosso plantio é toda semana. A gente colhe uma roça e a outra já está boa. Nunca falta milho", explicou. Na pamonharia, o milho se transforma em sabores como a tradicional, a salgada com linguiça e a versão Romeu e Julieta. Segundo Thais, o diferencial está no preparo artesanal, feito com o próprio milho da lavoura. “Milho é uma bênção. É uma das coisas que se aproveita 100%”, definiu a produtora. Saiba mais sobre a produção de milho em Roraima: 1º bloco: Cultivo do milho cresce entre os agricultores familiares de Roraima Leia outras notícias do estado no g1 Roraima.

  11. De Carmo do Cajuru ao Chile: dupla aposta em carro popular para rodar quase 10 mil km Sair de Carmo do Cajuru, no Centro-Oeste de Minas Gerais, e chegar ao Chile em um carro popular, sem planejamento detalhado e com apenas R$ 4 mil no bolso. Foi assim que os influenciadores Renner Gonçalves de Camargos, de 26 anos e Vitor Hugo Barbosa Queiroz, de 28, decidiram transformar um sonho em realidade e em conteúdo para a internet. A viagem começou em 23 de fevereiro e terminou em 10 de março, após quase 10 mil quilômetros rodados. A dupla passou por cidades, estradas desconhecidas e perrengues que rendem boas histórias. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Centro-Oeste no WhatsApp Amigos foram de Carmo do Cajuru ao Chile em um carro popular Renner Gonçalves/Divulgação Sonho de crescer na internet Ao g1, Renner contou que a ideia nasceu da vontade de se destacar nas redes sociais. Ele já produzia vídeos de humor e pegadinhas em cidades como Carmo do Cajuru, Divinópolis e Itaúna, mas queria ir além. “Eu sempre reparei que os influenciadores fazem viagens e coisas diferentes. Então pensei: por que não fazer algo realmente fora do comum?”, disse. A ideia que parecia improvável ganhou força quando Vitor, sem pensar duas vezes entrou de cabeça no projeto. "Ele me fez o convite de viajar para longe, para outro país e eu aceitei na hora. Foi uma loucura ter aceitado, mas no fundo sabia que ia dar certo. A experiência foi única, com perrengues e alegrias. Faria de novo a qualquer hora", contou Vitor. Animados, decidiram que a aventura precisava ter um destino marcante e um elemento que chamasse atenção. O escolhido foi o carro: um Fiat Uno, comprado um mês antes da viagem. “O Uno representa muito o Brasil. É um carro simples, popular, mas resistente. A gente queria algo que tivesse a ver com a nossa realidade e por isso fui lá e comprei só para poder viajar. Paguei 14 mil confiante de que iria dar certo”, afirmou Vitor. Sem roteiro e com fé nos seguidores O planejamento foi mínimo. A decisão de viajar veio cerca de um mês antes da saída. Eles conseguiram alguns patrocínios locais para preparar o carro e partiram praticamente no improviso. “Não sabíamos onde íamos dormir, nem se conseguiríamos chegar ao Chile. A ideia era viver a experiência com surpresas pelo caminho”, contou Renner. E uma das maiores surpresas foi público que acompanhou a aventura e ajudou a tornar a viagem possível. Durante o trajeto, seguidores enviaram dinheiro, ajudaram com combustível e até ofereceram hospedagem e alimentação. “A galera comprou a ideia. Teve gente que pagou tanque de gasolina, ofereceu lugar para dormir e foi assim que conseguimos seguir viagem”, explicou Renner. Estradas difíceis e desafios inesperados Carro popular levou amigos de Carmo do Cajuru ao Chile Renner Gonçalves/Divulgação A ideia de que todo trajeto seria tranquilo e com paisagens bonitas caiu por terra quando começaram a enfrentar estradas desconhecidas, muitas vezes guiados apenas por aplicativos. “Caímos em trechos com muitos buracos, rodamos quilômetros em estradas ruins e ficamos com medo em alguns momentos". Outro perrengue foi dentro do próprio carro. O Uno não tinha ar-condicionado e, em determinado momento, os vidros elétricos pararam de funcionar. “Ficamos dois dias com o vidro fechado, passando calor dentro do carro. Foi difícil". A comunicação também virou obstáculo quando a dupla entrou na Argentina e depois no Chile. Sem domínio do espanhol, eles enfrentaram dificuldades para se comunicar. Histórias que viraram lembranças Entre os momentos marcantes, um episódio em um hotel simples virou motivo de risada depois do susto. “O dono do hotel falou que a gente tinha que dormir com a porta fechada por causa das ‘palhomas’. A gente não entendia o que era e ficou com medo de ser algum bicho perigoso”, lembrou um dos viajantes. Sem internet para pesquisar, o medo durou até o dia seguinte, quando finalmente descobriram o significado. “Era só ‘pomba’. A gente passou a noite com medo à toa, por conta de uma pomba". Já no Chile, outro detalhe chamou a atenção, o comportamento das pessoas nas ruas. “A gente percebeu que ninguém chamava a gente para entrar nas lojas. Depois vimos que éramos os únicos andando de chinelo. Lá, ninguém usa". Uma viagem que mudou os dois Mais do que o destino, a experiência marcou a dupla pela conexão com as pessoas e pelo aprendizado. Vitor, que acompanhava Renner como apoio, acabou se envolvendo também na produção de conteúdo. “Ele virou meu braço direito. Sempre acreditou no meu sonho e, depois da viagem, também se animou com a internet e agora também vai se tornar influencer ”, disse Renner. No fim, o que começou como uma ideia “maluca” virou uma jornada de superação, criatividade e apoio coletivo. “Se a gente fosse esperar ter tudo certo, talvez nunca sairia. A gente foi sem planejar, sem muitas expectativas e deu certo tudo certo”, finalizou Renner. LEIA TAMBÉM: Bailarino conquista carreira internacional após atuar como dublê em filme pré-selecionado ao Oscar Casal faz sucesso na internet ao mostrar cidades de MG fora dos roteiros tradicionais VÍDEOS: veja tudo sobre o Centro-Oeste de Minas

  12. Cidade em SP remaneja verba de senador que seria para obras em estrada onde ele tem hotel A Prefeitura de Morungaba (SP) terá de remanejar R$ 2,8 milhões recebidos por meio de uma emenda Pix do senador Alexandre Giordano (Podemos-SP), que inicialmente seriam usados em melhorias na Estrada Municipal Benedito Olegário Chiovatto, onde o parlamentar tem um hotel-fazenda. A mudança foi firmada em uma reunião na última quarta-feira (22) entre a administração e o Ministério Público Federal (MPF), que apontou conflito de interesse e ameaçou ajuizar uma ação civil pública por improbidade administrativa. De acordo com o a Prefeitura, o novo destino da verba no momento passa por trâmites técnicos e será discutido de "forma estratégica entre os departamentos municipais". ✅ Participe do canal do g1 Campinas no WhatsApp O g1 Campinas e Região consultou a plataforma Transferegov, do Governo Federal, e constatou que ainda não foi oficializado o remanejamento do valor. No entanto, documentos relacionados ao projeto de melhorias na estrada já foram excluídos do plano de ação. A reportagem procurou Giordano por e-mail, telefone e contato com o diretório estadual do Podemos, mas não teve resposta até a última atualização desta matéria. Inquérito civil Senador destinou emenda para beneficiar estrada onde ele tem hotel-fazenda em Morungaba (SP) Arquivo pessoal O caso passou a ser acompanhado após representação encaminhada ao MPF, que inicialmente fez questionamentos ao município e ao senador. Em 11 de fevereiro deste ano, o procurador da República Ricardo Nakahira enviou uma recomendação à Prefeitura de Morungaba após descobrir que Giordano tem um hotel-fazenda na via que receberia melhorias com os recursos da emenda Pix, destinada em 2024. 🔎 O que são as emendas Pix? Classificadas no orçamento da União como "transferências especiais", as emendas Pix são repassadas diretamente ao contemplado, independentemente da celebração de convênio ou instrumento similar, pertencendo ao ente no momento da transferência dos recursos e devendo ser aplicadas em programas específicos. A modalidade é considerada de baixa transparência, já que é de difícil fiscalização. As melhorias na estrada tinham como objetivo criar a "Rota do Charme", no Bairro dos Silvas, onde há chácaras, hotéis, pousadas e trilhas, além da paisagem serrana. Segundo o órgão federal, a destinação "configura nítido conflito de interesses e violação aos princípios da impessoalidade e da moralidade administrativa". Emenda foi enviada pelo senador Alexandre Giordano Carlos Moura/Agência Senado Também de acordo com o MPF, durante a fase de procedimento preparatório, a administração admitiu a inexistência de estudos técnicos, pareceres ou justificativas que fundamentassem a escolha da estrada em detrimento de outras demandas prioritárias da cidade. Morungaba ainda teria justificado que o investimento no local fomentaria o turismo. Porém, essa alegação foi rebatida pelo procurador, já que o Plano Diretor da cidade condiciona a criação de eixos turísticos à existência de infraestrutura de lazer e ecoturismo, enquanto a estrada tem estabelecimentos industriais e de serviços, como marcenarias, fábricas de blocos, beneficiamento de aço e revenda de peças. Foram feitas três recomendações à Prefeitura: Devolver o valor de R$ 2.831.901,81, devidamente atualizado, à União; Anular todas as licitações ou atos administrativos vinculados às melhorias na estrada; Deixar de utilizar recursos públicos para obras de embelezamento ou infraestrutura que beneficiem direta ou indiretamente empreendimentos privados de agentes políticos envolvidos na destinação da verba, sem o devido respaldo em estudos técnicos de prioridade pública. Se as orientações não fossem seguidas pelo município, o procurador afirmou que ajuizaria uma ação civil pública por ato de improbidade administrativa. Reunião Imagem de arquivo da Estrada Municipal Benedito Olegário Chiovatto Prefeitura de Morungaba Na última quarta, uma reunião foi realizada com as participações de representantes da Prefeitura de Morungaba e do MPF — que confirmaram o encontro ao g1 Campinas e Região. Foi decidido que não será necessária a devolução dos R$ 2,8 milhões, mas o valor precisará ser remanejado para outra obra. A nova destinação será definida pela administração municipal, que comunicará a escolha ao órgão federal. Apesar disso, o Executivo encaminhou um projeto de lei à Câmara de Morungaba que autoriza a abertura de um crédito adicional ao orçamento para devolver o montante. O texto foi votado e aprovado, e depois sancionado no último dia 16. Com essas providências, a cidade deverá evitar a ação por improbidade administrativa, embora o inquérito civil ainda não tenha sido oficialmente arquivado. Prefeitura de Morungaba terá de remanejar verba recebida de senador Vanessa de Paula VÍDEOS: tudo sobre Campinas e região Veja mais notícias sobre a região no g1 Campinas

  13. Policial militar resgata criança de inundação em Fortaleza O policial militar que resgatou uma criança em uma rua alagada de Fortaleza disse que passou no local por coincidência. O soldado Lorran Alisson foi filmado carregando um menino que ficou preso com a mãe em meio a correnteza ao tentar atravessar uma avenida inundada no Bairro Conjunto Ceará, em Fortaleza, na madrugada do último domingo (19). Lorran disse que havia encerrado o turno de trabalho e estava indo embora para casa, mas não iria passar por aquela rua. Encontrar a família precisando de ajuda foi uma coincidência. Siga o canal do g1 Ceará no WhatsApp "Quando eu entrei na rua e a vi, ela veio até mim e me pediu ajuda. E de pronto eu ajudei. Se eu não estivesse fardado, eu ainda teria a mesma reação, porque eu acho que ajudar o próximo é uma coisa essencial na vida da gente. E em uma situação daquela, eu como pai, não podia ter outra atitude do que aquela de ajudar ela", comentou o soldado. LEIA TAMBÉM: Vídeo: Ruas de Jericoacoara, no Ceará, viram ‘rios’ após forte chuva no município Vídeo: força da água impressiona em cachoeira após chuvas intensas na região norte do Ceará A região onde o caso aconteceu foi um dos locais afetados pela segunda maior chuva do ano na capital, de 123 milímetros, que provocou vários transtornos na cidade. Durante a chuva, um homem desapareceu arrastado pela enxurrada em outro bairro. "Ela já tinha tentado passar. E eu falei para ela: 'Moça, está uma correnteza muito forte, acho melhor não passar. Aí quando eu falei isso, ela falou que morava do outro lado da ponte, e que já estava muito tarde", relatou. Lorran está há três anos e nove meses como policial militar. "Foi a primeira vez que eu passei por aquilo. Então vai ficar marcado assim pelo resto da minha vida, aquele momento. Nunca tinha presenciado nada parecido", destacou. O soldado disse que não conhecia quem fez o vídeo. O homem estava gravando um vídeo mostrando a rua alagada para enviar ao próprio pai quando flagrou o momento em que o soldado ajudou a criança e a mãe. "Quando eu acordei de manhã, já tinha mais de 100 mensagens no meu telefone, o pessoal dando parabéns. O pessoal do meu batalhão, que puxou no grupo do nosso WhatsApp", disse o soldado que se impressionou com a repercussão do caso. Policial militar resgata criança presa em inundação no Conjunto Ceará, em Fortaleza, na madrugada de domingo (19). Reprodução Assista aos vídeos mais vistos do Ceará:

  14. Navio japonês de 65 metros e 500 toneladas, usado contra pesca ilegal, atraca em Ilhabela Um navio japonês de 65 metros de comprimento e 500 toneladas, usado em ações contra pesca ilegal ao redor do mundo, está atracado em Ilhabela, no Litoral Norte de São Paulo. A embarcação abriu visitação ao público. Batizado de Bandero, o navio atua em missões internacionais de proteção dos oceanos e é ligado à fundação do ativista ambiental Paul Watson, que há mais de 50 anos participa de ações em defesa da vida marinha. A embarcação foi fabricada no ano 2000, no Japão, e era utilizada na indústria da pesca. Em 2024, foi adquirida e adaptada para atuar em operações ambientais no mar. Navio japonês atracado em Ilhabela. Reprodução/TV Vanguarda ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Vale do Paraíba e região no WhatsApp O navio ficará em Ilhabela até o dia 3 de maio, atracado no canal, próximo ao Píer da Vila. As inscrições para visitação estão esgotadas, mas há lista de espera. Nesta semana, alunos da rede municipal tiveram a oportunidade de conhecer o interior da embarcação e participar de atividades educativas. O Bandero foi preparado para ações diretas não violentas, com o objetivo de impedir práticas ilegais. A própria tripulação construiu estruturas reforçadas, como barras de ferro e peças metálicas, para aumentar a capacidade de atuação do navio. Em uma dessas operações, recentemente na Antártica, a embarcação colidiu de forma planejada com um navio envolvido na pesca predatória de krill — um pequeno crustáceo essencial para a cadeia alimentar marinha. As marcas do impacto ainda podem ser vistas na estrutura, embora já tenham sido reparadas. A tripulação é formada por cerca de 15 pessoas de diferentes nacionalidades, unidas pelo propósito de proteger os oceanos. A rotina a bordo também chama atenção: toda a alimentação é vegana, o navio é equipado com desfibrilador e os vasos sanitários têm assentos aquecidos, comuns no Japão. Navio japonês atracado em Ilhabela. Reprodução/TV Vanguarda Veja mais notícias do Vale do Paraíba e região bragantina

  15. Sede do Tribunal de Justiça de MG, em Belo Horizonte. (foto ilustrativa) TJMG/Divulgação Pelo menos 695 dos 1660 magistrados do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) deverão ter os contracheques reduzidos a partir de maio de 2026, quando entram as novas regras para os chamados "penduricalhos", definidas pelo Supremo Tribunal Federal (STF). A economia para os cofres do Judiciário mineiro devem girar em torno de R$ 25 milhões por mês, ou uma média de cerca de R$ 300 milhões por ano - o número pode variar de acordo com o mês ou ano. Em março, o plenário do STF ratificou uma decisão do ministro Flávio Dino e estabeleceu critérios para o pagamento das verbas indenizatórias e adicionais por tempo de serviço – popularmente chamadas de "penduricalhos" – para os juízes e os integrantes do Ministério Público. Pela nova regra, serão autorizados alguns pagamentos indenizatórios, até o limite de 35% do valor do teto constitucional, que hoje podem chegar a R$ 16.228,16. Os magistrados também poderão receber esse mesmo valor como benefício de tempo de serviço (saiba mais abaixo). O TJMG afirmou que estuda como cumprir as novas regras e que, até lá, segue as normas do CNJ para o período de transição (leia na íntegra ao final da reportagem). Veja os vídeos que estão em alta no g1 41% dos magistrados afetados Dados da folha de pagamento de março de 2026 mostram que 41% dos integrantes da cúpula do judiciário mineiro recebem hoje benefícios que superam esses limites. A análise foi feita pelo g1 sobre a folha divulgada em abril, referente a março de 2026. Os valores dos benefícios podem variar, e a economia em outros meses pode ser maior ou menor que R$ 25 milhões. Desses 695, 689 magistrados ultrapassaram, em março, o novo teto por causa das vantagens pessoais (nominais, de adicional por tempo de serviço, quintos, décimo, etc), em que, em muitos casos, chega a exceder o triplo do previsto pelo Supremo. Os outros seis estouraram o futuro limite previsto para benefícios como auxílio alimentação, transporte, saúde e ajudas de custo. Dezenas de desembargadores receberam em março exatamente R$ 109.148,52 brutos, com rendimento líquido de R$ 90.135,24. Para se adequarem à nova norma, precisariam de um corte de mais de R$ 30 mil em benefícios no valor bruto. O fim da era dos 'superbenefícios' A tese jurídica ratificada pelo STF determina que, além do subsídio base de R$ 46.366,19, os magistrados só podem receber, no máximo, 35% desse valor em verbas indenizatórias (R$ 16.228,16) e outros 35% a título de Adicional por Tempo de Serviço (ATS). Ou seja, ao todo, mesmo com a limitação, juízes e promotores poderão receber até 70% acima do teto em "penduricalhos". O objetivo é impedir que gratificações sem previsão em lei federal inflem os salários para além do teto constitucional. Segundo os relatores no Supremo, a economia estimada com a medida em todo o país é de R$ 7,3 bilhões anuais. O que diz o TJMG "Conforme a Resolução Conjunta CNJ/CNMP nº 14/2026, os tribunais têm até o mês de maio para promoverem as adequações necessárias nas respectivas folhas de pagamento. De acordo com a decisão do STF, regulamentada por ato normativo conjunto dos Conselhos Nacionais de Justiça e do Ministério Público, foi estabelecido um novo regime remuneratório enquanto não houver lei ordinária de caráter nacional que uniformize o entendimento acerca dessa temática. No âmbito do Tribunal de Justiça de Minas Gerais, equipes técnicas da Presidência realizam estudos para o fiel cumprimento de tais determinações, que ainda se encontram em fase de finalização. Enquanto o novo regime não for implementado, todos os pagamentos efetuados pelo TJMG seguem rigorosamente as decisões e normas estabelecidas pelo Conselho Nacional de Justiça para esse período de transição." Vídeos mais assistidos do g1 MG

  16. Propagandas de cursos superiores de Administração com mensalidades mais altas do que a média nacional Reprodução/Link School of Business/PIB The New College/Saint Paul Escola de Negócios Em cursos “premium” de administração, faculdades particulares costumam reforçar (com muitos termos em inglês) que os professores são founders de empresas e ajudam a formar global leaders. E que os estudantes seguem o learn by doing com imersão em hubs de inovação para fazerem networking e serem, no futuro, os changemakers da nova geração. Segundo o levantamento do g1, 8 instituições de ensino no Brasil cobram de R$ 7 mil a R$ 13.500 de mensalidade para cursos de quatro anos de duração. Sem contar com os reajustes que ocorrem anualmente, os futuros administradores desembolsarão mais de até R$ 648 mil ao longo do período. Ao menos metade dessas faculdades fica no que algumas delas chamam de “Vale do Silício paulistano”, na região da Avenida Faria Lima e do bairro Vila Olímpia, em São Paulo. Veja a lista abaixo, com os valores atuais: Link School of Business (SP): R$ 13.500 PIB The New College (SP): R$ 10.000 Saint Paul Escola de Negócios (SP): R$ 8.900 Insper (SP): R$ 8.300 FGV-EAESP (SP): R$ 7.850 Inteli (SP): R$ 7.780 Ibmec (campus de SP): R$ 7.700 ESPM (SP e RJ): R$ 7.262 Segundo o levantamento do Instituto Semesp (2024), a média nacional cobrada para cursos presenciais desta área no país é de R$ 930. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Como as instituições acima tentam convencer os alunos a pagar valores tão mais altos, comparáveis aos de Medicina? Veja abaixo. 1- Foco em liderança e formação de protagonistas Todas as instituições enfatizam que estimulam o desenvolvimento de líderes, CEOs e empreendedores capazes de impactar a sociedade e a economia. A Link, por exemplo, declara que seu programa é construído para “formar empreendedores”. Já a PIB Education posiciona-se como uma “escola de CEOs”. 2- Internacionalização A experiência internacional é um pilar central de propaganda nesses cursos, indo além de intercâmbios comuns e incluindo imersões em “hubs globais de inovação”. Alguns prometem duplas titulações após a formatura, como a FGV e o Insper. A Link e a PIB realizam imersões em locais como Stanford, Wharton e ecossistemas em Austin (Texas) ou Madrid. Já a Saint Paul mantém conexões com instituições como Harvard Business School Online e ESMT Berlin. 3- Metodologia prática (hands-on) O aprendizado nessas escolas é voltado para a resolução de problemas reais de empresas parceiras — há um foco claro no discurso de combate ao modelo puramente teórico. No Insper, existe o programa REP (Resolução Eficaz de Problemas) com empresas reais, e no Inteli, o ensino é baseado em projetos para organizações e startups. 4- Corpo docente atuante no mercado As escolas afirmam que investem em professores que não são apenas acadêmicos, mas também líderes de mercado, fundadores e executivos experientes. 5- Processos seletivos alternativos Algumas dessas instituições têm processos de seleção que fogem do padrão de vestibular e tentam focar nas habilidades e na personalidade de cada candidato. Na Link, os inscritos encaram o “Link Journey”, com análise de portfólio e apresentação de vídeos motivacionais. O Intelige e a FGV preferem priorizar desafios práticos e entrevistas para avaliar o perfil dos interessados. Vídeos Aluno tira zero na redação da Fuvest ao usar 'palavras difíceis' Gêmeos de 18 anos contam bastidores de aprovação em universidades de elite dos EUA

  17. Em 1981, Baby do Brasil gravou um samba-rock em forma de advertência que, décadas depois, o Brasil ainda caminha a passos lentos para processar. Em Curumim Chama Cunhatã Que Eu Vou Contar, a cantora protesta contra o “homem branco” que limita o dia do indígena a apenas uma data. É que antes de sua chegada, todo dia era dia de índio. Quarenta e cinco anos depois do lançamento da música, o dia dos Povos Indígenas, celebrado no último domingo (19/04), não é mais a única data na qual os olhos do país se viram para suas populações originárias. Nas redes sociais, turbinadas por influencers indígenas, todo dia pode ser dia de índio. Ysani Kalapalo e We’e’ena Tikuna, duas mulheres indígenas, de povos e posicionamentos distintos, são expoentes desse debate. As redes sociais como ferramenta de luta Nas redes desde 2008, Ysani Kalapalo define-se como uma indígena do século XXI. Nascida no Alto Xingu, em Mato Grosso, ela conversou com o G1 após participar do Fórum da Liberdade, realizado nos dias 9 e 10 de abril, em Porto Alegre. No palco, entre debates políticos e econômicos do fórum, falou sobre o jeitinho brasileiro e lembrou da resiliência dos Kalapalos: "Uma coisa de que eu gosto muito no meu povo é a alegria. É algo que eu admiro muito, é exatamente não perder a esperança". Ysani, que começou seu trabalho como influenciadora no antigo Orkut, hoje soma mais de 2 milhões de seguidores entre YouTube, Instagram e TikTok. "Quando eu criei meu perfil, recebi muitos ataques. 'Como assim índio na internet? Lugar de índio é no mato'. Daí eu criei a campanha 'Orgulho Indígena' justamente para combater esse preconceito. De lá para cá, mudou muita coisa. Hoje somos mais aceitos como seres humanos", relembra. O ambiente digital, que já foi usado para mostrar a dança e a cultura de seu povo, tornou-se espaço de debate político sobre indígenas. Em setembro de 2019, Ysani foi convidada pelo então presidente Jair Bolsonaro para integrar a comitiva brasileira na Assembleia Geral da ONU, em Nova York. A decisão provocou uma nota de repúdio à escolha da influenciadora pelo governo Bolsonaro e foi assinada por representantes de 16 povos do Xingu. No Fórum da Liberdade, Ysani defendeu que a escuta não se limite às lideranças. "Ouça o indígena. Vá para as aldeias, converse com a comunidade, não apenas com uma liderança", afirmou. Ysani Kalapalo durante palestra no Fórum da Liberdade, em Porto Alegre. Daniella Dias Foi no mesmo Orkut que We’e’ena Tikuna chegou à internet. A indígena amazonense hoje se divide entre a aldeia manauara, o Rio e São Paulo. Sua vasta biografia explica o motivo: influenciadora, estilista, ativista, cantora e formada em Artes Plásticas pelo Instituto Dirson Costa de Arte e Cultura da Amazônia, além de Gestão Financeira e Nutrição. "Eu acreditava que para as pessoas me escutarem, eu tinha que ter uma formação acadêmica, porque elas olham para o indígena e veem como algo do passado, e não do presente, né?", conta. Com quase 5 milhões de seguidores nas redes, We’e’ena divulga saberes ancestrais, rituais, rotina e pinturas corporais. O espaço tornou-se vitrine de cultura e combate. "Hoje as redes são uma ferramenta de luta dos povos indígenas. Antigamente a gente era morto sem ninguém ver. Hoje as nossas terras são demarcadas porque a gente grava que estão matando parentes ali", acredita a influenciadora. We’e’ena Tikuna soma quase 5 milhões de seguidores na internet. Alessandro Kawan We’e’ena relembra que as redes foram o campo de batalha para o lançamento de uma campanha em defesa do Rio Tapajós, em Alter do Chão, contra uma empresa que pretendia explorar o território. "Tivemos mais de 32 mil compartilhamentos, quase 8 mil comentários e quase 1 milhão de visualizações. A campanha foi tão forte que pausou a obra. Se a gente não tivesse a internet, o que estaria acontecendo no rio que é conhecido como o Caribe da Amazônia?", questiona, em entrevista feita por vídeo, algo que já se tornou parte da sua rotina. We’e’ena Tikuna em campanha, nas redes sociais, em defesa do Rio Tapajós, em Alter do Chão. Reprodução Terra e Constituição O marco temporal divide opiniões na internet, no Congresso e entre influenciadores indígenas. Em dezembro de 2025, o Senado aprovou a PEC 48 em dois turnos. O texto define que são demarcáveis apenas as terras que estavam sob posse indígena ou em disputa em 5 de outubro de 1988, data da promulgação da Constituição. A proposta ainda precisa ser votada na Câmara. Após sua participação no Fórum da Liberdade, Ysani disse concordar com algumas cláusulas da PEC 48: “Hoje há muita exploração dentro das terras indígenas, mas o indígena não recebe royalties, não tem lucro. Por que o indígena não tem nenhum tipo de lucro se as riquezas naturais estão dentro da sua terra?" Já We’e’ena tem uma visão oposta. "Em 1988 aconteceu o massacre do capacete. Garimpeiros e madeireiros entraram na nossa terra e mataram caciques, lideranças e crianças do povo Tikuna. Sem demarcação de terra vai ter morte, vai ter sangue", afirma. 19 de abril Questionadas sobre o futuro dos povos originários, as diferenças de posicionamento entre a indígena liberal Ysani e a indígena progressista We’e’ena desaparecem. Se Baby do Brasil cantou em 1981 que só restou aos indígenas o dia 19 de abril, as influenciadoras mostram que estão na internet nos outros 364 dias do ano pedindo, cada uma à sua maneira, que os 391 povos originários brasileiros tenham visibilidade. "Que essa data represente mais liberdade, mais autonomia para o povo indígena, porque o indígena é ser humano. É isso que eu peço, liberdade para o povo indígena", acredita Ysani Kalapalo. "Desejo que a gente não lute mais pela demarcação de terras. Não queremos ser peça de museu. A cada ano que passa, se a gente não cuidar do nosso território, dos nossos filhos, essa cultura vai acabar. Daqui a 10 anos eu quero ver meu povo nos seus territórios, quero que a nossa voz seja alcançada através das redes porque a internet é algo que ajudou a salvar muitas vezes. Enquanto a gente está conversando aqui, tem parente morrendo. A nossa luta é contínua", pontua We’e’ena Tikuna Liberdade, demarcação, ativismo, cultura e diferentes colorações políticas: o que une Ysani, We’e’ena e tantos outros indígenas não é a ideologia, mas a recusa de desaparecer. Entre a aldeia e o algoritmo, o que está em jogo é o direito de contar a própria história, sem estereótipo e sem uma única data marcada no calendário. "Nós, indígenas, precisamos, sim, trazer a nossa voz para que as pessoas escutem e saibam que nós existimos e que não, não estamos parados no tempo", resume Alex Potiguara.

  18. Aluna do Ceará comemora única medalha de ouro em olimpíada internacional de matemática. A estudante Julia Leguiza, de 17 anos, conquistou medalha de ouro na 15ª edição da European Girls' Mathematical Olympiad (EGMO) — Olimpíada Europeia de Matemática para Meninas —, realizada em Bordeaux, na França. Ela foi a única da delegação brasileira a conseguir condecoração dourada e ajudou o país a garantir o melhor resultado da América Latina. 💡 A EGMO, criada em 2012, é uma das competições internacionais de matemática mais prestigiadas do mundo e a maior dedicada exclusivamente a estudantes do sexo feminino. Inspirada pela Olimpíada Internacional de Matemática, a EGMO tem como objetivo incentivar a participação de meninas na área, promovendo o intercâmbio entre jovens matemáticas de diferentes países e ampliando a presença feminina no cenário científico. O Brasil somou uma medalha de ouro, uma de prata, uma de bronze e uma menção honrosa, alcançando a 15ª colocação no ranking geral entre cerca de 60 países participantes. “Quando eu soube que eu tinha sido ouro, realmente, eu fiquei muito feliz”, disse Julia Leguiza. LEIA TAMBÉM: Cearense de 16 anos é a única mulher entre brasileiros classificados para olimpíadas internacionais de Física Estudante de escola pública do CE vai representar o Brasil nos EUA com projeto de IA que mapeia feminicídios “No ambiente olímpico, você tem várias provas, e para você poder participar das equipes internacionais, você tem testes de seleção. Eu venho fazendo desde o oitavo ano. Já participei de outras olimpíadas internacionais. É sempre legal você viajar, conhecer pessoas diferentes”, destacou a estudante, que está no 2º ano do ensino médio em uma escola particular de Fortaleza. Nas olimpíadas de matemática, as participantes resolvem problemas de forma discursiva, apresentando soluções completas e detalhadas. A avaliação considera não apenas o resultado final, mas todo o raciocínio desenvolvido, o que torna o processo criterioso e, muitas vezes, sujeito a revisões técnicas conduzidas pelas lideranças das delegações, que podem identificar etapas corretas nas soluções das estudantes e contribuir para uma avaliação mais precisa. Além da França, Julia também já viajou para outros países, como Argentina e México. Em Durango, ela foi eleita a melhor competidora em uma olimpíada internacional de matemática, em 2024. “Por toda a diferença [cultural], acaba que a prova é o de menos, mas você também se diverte na prova, e é tudo muito bom”, comentou a jovem. Ela disse que pretende continuar se dedicando às competições durante o ensino médio e que também almeja aplicar para vestibulares de universidades internacionais. Aluna do Ceará conquista única medalha de ouro brasileira em olimpíada internacional de matemática. Arquivo pessoal Brasil na EGMO 2026 A delegação brasileira na EGMO foi acompanhada pela líder, professora Ana Paula Chaves, e pela vice-líder Bilhana Plamenova Kochloukov, responsáveis tanto pela orientação acadêmica das estudantes quanto pelo acompanhamento do processo de correção das provas, etapa fundamental da competição. A edição de 2026 da EGMO reuniu cerca de 250 competidoras de aproximadamente 60 países, consolidando o evento como uma plataforma global de incentivo à excelência acadêmica e à equidade de gênero na matemática. “As meninas fizeram uma prova muito sólida e demonstraram maturidade ao longo da competição. Estamos muito felizes com o desempenho da equipe e, especialmente, com a conquista de sermos o país latino-americano mais bem colocado nesta edição. Esse resultado é fruto de muito esforço e de um trabalho contínuo de formação”, afirmou Ana Paula Chaves. A equipe brasileira é selecionada e treinada por representantes da Olimpíada Brasileira de Matemática e também conta com a preparação do Torneio Meninas na Matemática - competição voltada exclusivamente para meninas e criada no ambiente da própria OBM - assim como outras iniciativas da Associação Olimpíada Brasileira de Matemática (AOBM). O trabalho conjunto dessas frentes contribui para a formação e o fortalecimento das equipes femininas de matemática do Brasil. Assista aos vídeos mais vistos do Ceará

  19. Fóssil prova que pré-mamíferos botavam ovos Um grupo de pesquisadores descobriu restos fossilizados de um embrião de Lystrosaurus, um pré-mamífero que habitou a Terra há cerca de 250 milhões de anos. A descoberta fornece a primeira evidência direta de que nossos ancestrais mamíferos punham ovos, de acordo com um estudo publicado na revista científica PLOS One. A ideia de que os ancestrais dos mamíferos – conhecidos como terapsídeos – punham ovos circula na ciência há mais de 180 anos. Nos dias de hoje, o ornitorrinco (Ornithorhynchus anatinus) e a equidna (Tachyglossidae) são raridades que fascinam muitos pesquisadores, por serem os únicos mamíferos vivos que botam ovos. No entanto, nenhum fóssil havia sido encontrado que pudesse confirmar isso. A nova descoberta "finalmente prova que os terapsídeos eram, de fato, animais que colocavam ovos. Essa descoberta lança nova luz sobre as estratégias reprodutivas e de sobrevivência desse grupo de animais", escreveram os autores em uma publicação para o portal científico The Conversation. O Lystrosaurus viveu há cerca de 250 milhões de anos, durante a chamada Grande Extinção, o evento em massa mais devastador da história do planeta, que dizimou até 90% de todos os seres vivos. A Terra era então uma paisagem de cinzas e lava, com chuva ácida e mares envenenados. Pesquisadores sugerem que esse herbívoro pré-histórico pode ter sobrevivido a esse ambiente hostil graças à sua capacidade de colocar ovos. LEIA TAMBÉM: El Niño pode voltar em meados de 2026 e ser forte, aponta organização meteorológica da ONU Salmão exposto à cocaína nada mais longe, mostra estudo VÍDEO: Chimpanzés em uma 'guerra civil'? Ilustração de filhote de Lystrosaurus que morreu dentro do ovo, baseada em fóssil encontrado na África do Sul Sophie Vrard Ajuda da tecnologia para desvendar o segredo Os restos mortais deste e de outros animais pré-históricos foram descobertos em 2008 pelo paleontólogo John Nyaphuli na região semiárida do Karoo, na África do Sul. O novo estudo revisita este espécime, que parece ter morrido dentro do ovo, e outros dois fósseis de filhotes de Lystrosaurus. Quando os paleontólogos encontraram o espécime, não possuíam a tecnologia necessária para analisar os restos mortais do animal em detalhes. No novo estudo, os autores explicam que utilizaram uma "poderosa fonte de raios-X para obter imagens do interior dos ossos do embrião". Graças a esse procedimento, "o fóssil revelou todos os segredos que guardava há tanto tempo; e, mais importante, seu estágio de desenvolvimento", afirmam. A coautora Jennifer Botha, paleontóloga da Universidade de Witwatersrand, na África do Sul, reconheceu que sabia desde o início que "era um filhote de Lystrosaurus perfeitamente encolhido. Eu até suspeitei, naquela época, que ele tivesse morrido dentro do ovo, mas não tínhamos a tecnologia para confirmar". A posição e o formato oval do animal sugerem que ele morreu dentro do ovo. Além disso, sua mandíbula inferior não estava fundida, semelhante ao que ocorre com aves e tartarugas modernas antes da eclosão, e seus ossos e cartilagens parecem ter sido muito frágeis para suportar seu próprio peso. Filhotes independentes desde o primeiro dia Ao contrário dos ovos de dinossauro – duros e abundantes no registro fóssil – a casca do ovo de Lystrosaurus seria feita de um material macio e coriáceo, o que explica seu desaparecimento. Em sua fase adulta, este herbívoro pré-histórico "parecia um porco, com pele nua, um bico semelhante ao de uma tartaruga e duas presas protuberantes apontando para baixo", descrevem os autores. Ao ser observado com raios X, embrião fossilizado de Lystrosaurus revelou detalhes sem precedentes Julien Benoit O Lystrosaurus botava ovos grandes para o seu tamanho, indicando que seus filhotes eram bastante grandes. Ao eclodirem, eles eram capazes de se alimentar, escapar de predadores e sobreviver por conta própria. "Crescimento rápido, reprodução em tenra idade e proliferação foram os segredos da sobrevivência do Lystrosaurus", sugerem os autores. Função e origem do leite materno Esses animais não recebiam leite materno. Os nutrientes que os alimentavam vinham diretamente do interior do ovo, um fato que também abre uma hipótese sobre a origem da lactação. De acordo com os pesquisadores, é possível que o leite materno não tenha surgido para alimentar os filhotes, "mas como secreções da pele usadas para umedecer os ovos, fornecer nutrientes, protegê-los contra infecções fúngicas e bacterianas ou para a sinalização hormonal através da membrana do ovo", pontuam os pesquisadores. A descoberta "nos ajuda a entender melhor a origem da biologia reprodutiva e da lactação em mamíferos, bem como a estratégia de sobrevivência do Lystrosaurus durante a crise biológica mais devastadora", concluem. LEIA TAMBÉM: Polvos gigantes de até 19 metros caçavam répteis marinhos há 100 milhões de anos Menina encontra anfíbio mexicano ameaçado de extinção debaixo de ponte no País de Gales Cientistas descobrem como os 'Doze Apóstolos da Austrália' foram formados Chimpanzés em uma "guerra civil"?

  20. Trump: atirador é homem que vive na Califórnia O suspeito de ter atirado durante o jantar da Associação de Correspondentes da Casa Branca na noite deste sábado, 25/04, foi identificado como Cole Tomas Allen, segundo a imprensa americana. Segundo a CBS News, parceira da BBC nos Estados Unidos, ele disse às autoridades que tinha como alvo autoridades ligadas ao presidente americano Donald Trump. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp AO VIVO: Acompanhe as notícias sobre os tiros em jantar de Trump com jornalistas Citando duas fontes não identificadas, a CBS afirma também que entre cinco e oito tiros foram disparados durante o incidente. O homem de 31 anos seria morador de Torrance, na Califórnia, nos subúrbios a sudoeste de Los Angeles. A CBS News afirma que Allen trabalhava como tutor em Torrance após se formar no prestigiado Instituto de Tecnologia da Califórnia. Homem é detido no chão por agentes de segurança em imagem divulgada por Donald Trump após tiros disparados em jantar de correspondentes da Casa Branca com presidente dos EUA, em Washington, nos EUA, em 25 de abril de 2026. Reprodução/ Truth Social A polícia informou que ele era hóspede do hotel Washington Hilton, onde o jantar acontecia, e portava várias armas — incluindo revólveres e facas. Allen está recebendo tratamento hospitalar após o incidente e deve ser formalmente acusado na segunda-feira. Ele irá responder por uso de arma de fogo durante crime violento e agressão a agentes federais. LEIA TAMBÉM: Trump diz que homem detido após tiros em jantar de correspondentes é 'lobo solitário e doente' Presente em jantar nos EUA, Raquel Krahenbuhl relata tensão durante tiros: 'Todos começaram a entrar debaixo das mesas' Veja reações de líderes mundiais ao incidente Agente do Serviço Secreto foi baleado no jantar de correspondentes com Trump, diz presidente dos EUA Trump foi tirado às pressas do local O presidente americano Donald Trump foi retirado às pressas do hotel em Washington neste sábado (25/4), após tiros serem ouvidos no local, onde ele discursaria no tradicional jantar com os correspondentes da Casa Branca. Vídeo mostra pessoas agachadas durante jantar interrompido por tiros Ele deu uma entrevista coletiva em que informou que um homem munido com diversas armas abriu fogo e tentou entrar no local do evento antes de ser detido pela segurança. Um agente ficou ferido na ação, mas foi salvo pelo colete à prova de balas e está bem, segundo o presidente americano. "Minha impressão é que ele era um lobo solitário maluco", disse Trump. "Essas pessoas são loucas. São pessoas loucas, e precisam ser contidas." O tumulto foi percebido por volta das 20h35 no horário local (21h25 em Brasília), quando Trump e a primeira-dama Melania já estavam no local do evento, no hotel Hilton Washington, na capital americana. Um barulho alto foi ouvido e, em seguida, vários membros do serviço secreto escoltaram o presidente, que já estava na mesa principal, para fora do local enquanto pessoas gritavam "abaixem-se, abaixem-se".

  21. Brasil produz toneladas de lixo eletrônico por ano; entenda o que fazer com o seu Todo mundo tem aquela gaveta com coisas que não usa mais, produtos antigos. Com certeza, se você abrir a sua, vai encontrar pilhas, cabos, carregadores, celulares antigos e câmeras. Tudo isso é lixo eletrônico. O país é o quinto maior produtor de resíduos eletrônicos do mundo, gerando 2,4 milhões de toneladas anuais. Esse é um problema complexo de se resolver. Diferente do lixo comum e até mesmo do lixo reciclável, o lixo eletrônico é composto de muitos materiais diferentes. Para que ele seja reciclado como se deve, é preciso uma minuciosa desmontagem, para destinar cada parte ao local correto. Hoje, das milhões de toneladas que são produzidas no país, apenas uma pequena parte é encaminhada para esse processo. O país tem uma lei que exige que fabricantes, importadores e varejistas recolham seus produtos. No entanto, ainda há um gargalo enorme. lixo eletronico pilha descartada Marcello Casal Jr/Agência Brasil O que é descartado no Brasil? A "montanha" de resíduos eletrônicos gerada anualmente no país é composta por uma diversidade de itens que vão de pequenos cabos a grandes eletrodomésticos. Lixo eletrônico no Brasil Kayan Albertin/Arte g1 E o que acontece com o que é descartado? O descarte desse tipo de lixo é uma questão complexa. Ele precisa passar por um processo de manufatura reversa. Isso porque os materiais eletrônicos são feitos de plástico, metal, prata, ouro, entre outros itens. 📱 Por exemplo, o celular que está na sua gaveta precisa passar por uma desmontagem para separar materiais como: 📱 Carcaça Ela é feita de plástico e aço. Para reciclagem é preciso que o revestimento externo seja separado para recicladores de base. O plástico pode ser transformado em matéria-prima para novos produtos, como baldes ou copos, enquanto o aço segue para siderúrgicas. 📱 Tela O vidro é isolado para ser processado e reinserido na indústria. 📱 Bateria A bateria de lítio é removida com cuidado para que seus materiais químicos sejam recuperados de forma segura dentro do próprio Brasil. Ou seja, para que o material possa voltar ao mercado e, assim, gerar menos impacto ambiental, é preciso que seja desmontado e cada parte encaminhada ao destino correto. O único ciclo que o país ainda não consegue fechar totalmente é o das placas eletrônicas. Por conterem metais preciosos como ouro e prata, essas peças precisam ser exportadas para empresas na Europa ou Ásia que possuem tecnologia para realizar a extração final desses materiais. A Green Eletron, uma organização sem fins lucrativos e que atua com a coleta, trabalha para algumas das maiores empresas do mercado como Apple, Samsung, Dell, HP. Em 2025, eles recolheram 12,5 mil toneladas de produtos eletrônicos em todo o país nos postos de coleta. No entanto, a realidade brasileira é de descarte por ano 2,4 milhões de toneladas, segundo dados da ONU. E por que isso acontece? De acordo com os especialistas, apesar da lei exigir que as empresas sejam responsáveis pelo lixo que produzem, isso não está acontecendo como deveria. A gente tem cerca de 5 mil empresas que produzem, vendem ou exportam eletrônicos para o país. No entanto, o que mapeamos é que cerca de 150 empresas atuam coletando de volta e dando destino correto a esse tipo de resíduo. Isso é uma lacuna de fscalização que causa muito impacto ambiental. Para Ademir, é preciso uma ação de fiscalização maior do governo federal e até medidas mais duras, como impedir a importação de empresas que não comprovem ter um sistema de logística para dar o destino correto ao lixo eletrônico causado a partir de seus produtos. O que fazer com o lixo que você tem em casa? Se você tem equipamentos parados, existem três caminhos principais: Fabricantes e Importadores: o consumidor pode entrar em contato direto com o fabricante do produto, que por lei deve oferecer uma opção de descarte. Entidades Gestoras: Empresas do terceiro setor, como a Green Eletron, disponibilizam mapas em seus sites para que o cidadão encontre o ponto de coleta mais próximo de sua residência. Ações Governamentais: O Ministério do Meio Ambiente mantém parcerias para pontos de coleta em diversas cidades. Para saber onde fica o posto em sua cidade, basta entrar em contato com a prefeitura.

  22. Filha leva pai em bar universitário para comemorar aniversário em Uberlândia, e vídeo viraliza; ‘galera adorou ele’ diz Redes Sociais/Reprodução Com cerveja na mão e passinhos no meio da galera, o vídeo de um pai curtindo em um bar universitário de Uberlândia, no Triângulo Mineiro, bombou nas redes sociais com mais de 30 mil curtidas e 160 mil visualizações no Tik Tok. Publicado em 24 de março no perfil da filha, Cristiane Oliveira Cardoso, de 22 anos, o vídeo mostra Amaury Cardoso Matos, de 57, se divertindo na noite anterior ao aniversário dela. Na legenda, ela escreveu: “O dia que eu levei o meu pai num bar universitário na véspera do meu aniversário”. ✅ Clique aqui e siga o perfil do g1 Triângulo no WhatsApp Entre os mais de 272 comentários, jovens reagiram com bom humor: “eu quando for mais velho e for com minha filha na festa para relembrar os velhos tempos”, escreveu um. Outro disse que Amaury “fez o nome dele”. E teve ainda quem brincou com a situação: “eu no rolê que jurei que não ia”. “Eu não imaginei que chegaria nesse nível”, afirmou Cristiane surpresa com o vídeo que viralizou. Cris, como prefere ser chamada, contou que tudo começou quando comentou com o pai que queria comemorar o aniversário em uma boate e ele, segundo ela, topou na hora. O local escolhido foi um bar temático voltado ao público universitário, com foco em esporte e atléticas, no bairro Santa Mônica. O aniversário de Cris foi em 22 de março. No sábado (21), por volta das 23h, ela foi ao bar com o pai, a namorada dele, a irmã, o cunhado e amigos. O grupo ficou até a madrugada, já perto do horário de o estabelecimento fechar. O “parabéns” saiu à meia-noite, em uma rodinha improvisada. “O bar é de um público mais jovem, né? Então as pessoas ficavam olhando, mas a galera adorou e brincou com ele”, contou. De acordo com ela, quando avisou aos amigos que o pai iria, muita gente não acreditou. Mas Amaury surpreendeu com uma animação que, segundo ela, era maior do que a de muito universitário por ali. Cris contou que o pai faz amizade com todo mundo. “Não tem tempo ruim e nem vergonha de nada”, disse. Apesar de já conhecer algumas pessoas naquela noite, outras ele encontrou ali mesmo e, em poucos minutos, já estava conversando e dançando junto. Filha leva pai em bar universitário para comemorar aniversário em Uberlândia, e vídeo viraliza; ‘galera adorou ele’ diz Redes Sociais/Reprodução LEIA TAMBÉM: Influenciadora faz da cozinha um palco e se torna ‘diva pop’ com vídeos de culinária Freira que viralizou nas redes sociais pela beleza relembra vida em cidade mineira Médico influencer faz unboxing de camisinha texturizada distribuída pelo SUS Ponto a ponto do vídeo O vídeo começou com Cris pronta para comemorar o aniversário e a legenda: “O dia que eu levei o meu pai num bar universitário na véspera do meu aniversário"; Logo depois, Amaury apareceu tomando um shot, com a bebida servida direto na boca pelo barman; No meio da galera, Amaury entrou na rodinha ao som de um funk que tocava ao fundo; Em seguida, veio mais um shot, dessa vez, Amaury recebeu a dose de uma universitária que estava em cima do palco; Em outra cena, Cris, Amaury e a irmã apareceram fazendo passinhos juntos. As imagens seguiram com Amaury dançando com um copo de cerveja na mão, até o final do vídeo. “É o meu melhor amigo” Cris contou sobre a relação próxima que tem com o pai. Ela mora com ele e com o irmão, de 17 anos, desde que a irmã mais velha, de 25, recém-casada, saiu de casa. Segundo ela, os dois são muito parceiros, costumam dividir programações e, no início do ano, até saltaram de paraquedas juntos. Filha leva pai em bar universitário para comemorar aniversário em Uberlândia, e vídeo viraliza; ‘galera adorou ele’ diz Redes Sociais/Reprodução “Meu pai é companheiro para tudo. Ele é muito extrovertido, ama viver, dançar, escutar música. É uma pessoa feliz e raramente eu o vejo triste”, contou. Diante da repercussão, Cris disse que ficou surpresa, mas levou tudo na brincadeira: respondeu aos comentários com bom humor, entrou na onda dos seguidores e relembrou que se divertiu muito naquela noite. Filha leva o pai para bar universitário *Estagiária sob supervisão de Guilherme Gonçalves. VÍDEOS: veja tudo sobre o Triângulo, Alto Paranaíba e Noroeste de Minas

  23. Começa nesta segunda-feira (27), em Ribeirão Preto (SP), a 31ª edição da Agrishow, a principal feira de tecnologia para o agronegócio da América Latina. A organização espera receber cerca de 200 mil visitantes e mais de 800 marcas expositoras nacionais e internacionais. Na última edição, a feira gerou R$ 14,6 bilhões em intenções de compra. Para a edição deste ano, a feira foca fortemente na digitalização do campo, trazendo inovações em agricultura de precisão, drones, sistemas de automação, GPS e análise de dados integrados a tratores e colheitadeiras. ✅Clique aqui para seguir o canal do g1 Ribeirão e Franca no WhatsApp A organização também focou em melhorias logísticas, com alterações na entrada de autoridades pelo Instituto Agronômico (IAC), criação de um caminho exclusivo para pedestres que vão de ônibus e a implementação de um aplicativo oficial com inteligência artificial para otimizar a experiência do visitante no recinto. A Agrishow conta com exposição de tecnologia, conectividade, agricultura de precisão, veículos e diversos outros produtos ligados ao agronegócio. Entre as comodidades que o público poderá desfrutar estão: Palestras e espaços temáticos; Wi-fi gratuito e app com Inteligência Artificial; Pontos de hidratação; Praça de alimentação; Acessibilidade para pessoas com deficiência. O g1 lista abaixo uma série de orientações para facilitar a visita do público ao evento. Ruas lotadas na Agrishow 2025, nesta quinta-feira (1º), em Ribeirão Preto (SP). Rogener Pavinski/g1 📆 Quando acontece e onde fica a feira? A Agrishow começa nesta segunda-feira e vai até sexta-feira. O evento funciona diariamente das 8h às 18h. A feira acontece no quilômetro 321 da Rodovia Prefeito Antônio Duarte Nogueira (SP-322), conhecido como Anel Viário Sul, sentido Sertãozinho - Ribeirão Preto. 🎫 Como comprar ingressos? A venda dos ingressos de forma antecipada é feita pela internet no valor de R$ 85 (inteira) e R$ 42,50 (meia-entrada). A plataforma exige que o visitante escolha, no ato da compra, o dia da semana em que deseja visitar a feira. Na bilheteria do local, os ingressos serão vendidos no valor de R$ 150 (inteira) e R$ 75 (meia-entrada). Como a quantidade de ingressos por dia é limitada, a organização reforça a recomendação de compra antecipada pelo canal online. 📍 Como chegar e acessar a feira? O Anel Viário Sul é o único meio de acesso à Agrishow. Diante da expectativa de grande fluxo, os acessos foram divididos dependendo da origem do motorista: Para quem chega pelo sentido Sertãozinho - Ribeirão Preto: Após o pedágio na Rodovia Carlos Tonani, entre à direita na saída 326 A. No Anel Viário Sul, siga as placas até o acesso à direita para uma nova rua que leva ao estacionamento oficial. Quem perder essa entrada terá outro acesso adiante. Neste sentido, o motorista já está no mesmo lado da entrada da feira. Para quem chega pelo sentido Ribeirão Preto - Sertãozinho: Siga pelo Anel Viário até o km 319 e pegue a entrada em direção à Avenida Patriarca. Na rotatória, mantenha-se na pista marginal, sem entrar na avenida. Haverá duas entradas para o estacionamento: um novo acesso direto e outro mais adiante, para quem seguir pela marginal. Haverá transfers disponíveis para cruzar a rodovia e chegar à entrada da feira. Atenção à mudança do IAC: A entrada pelo Instituto Agronômico (IAC), destinada exclusivamente a autoridades e funcionários, foi transferida do ponto tradicional nesta edição para melhorar a logística de entrada e saída do evento. A mudança também busca evitar a confusão registrada no ano passado, quando muitos visitantes entraram por engano na fila do instituto. Segundo a porta-voz da organização, Liliane Bortoluci, quem seguir no sentido Sertãozinho–Ribeirão Preto deve redobrar a atenção à sinalização. “Mudamos a entrada do IAC, por onde passam apenas autoridades e funcionários. No ano passado, muitas pessoas acabaram entrando nessa fila sem saber que aquele acesso não levava ao evento. Por isso, quem vier nesse sentido precisa prestar bastante atenção às placas.” Vista aérea do Anel Viário Sul de Ribeirão Preto (SP). AcervoEP LEIA TAMBÉM Agrishow 2026: visitantes terão app com inteligência artificial para não se perder na feira Agrishow 2026: veja como acertar o caminho e chegar mais rápido à feira no interior de SP Taxi aéreo vira alternativa às filas na Agrishow e aeródromo se prepara para receber empresários do Brasil e do exterior 🚗 Onde estacionar? Além do ingresso, é possível adquirir antecipadamente o ticket para o estacionamento pela internet, com valores a partir de R$ 75 (variando de acordo com o veículo). Também está disponível o pacote para o estacionamento VIP, no valor de R$ 580 para os 5 dias. Dentro do estacionamento, haverá uma área dedicada a caravanas. O objetivo, segundo a organização, é promover praticidade e conforto no desembarque e embarque dos participantes desses grupos. A organização mantém também as opções de estacionamentos alternativos com transfer gratuito, com saída a partir de 7h e retorno até as 19h: Hotel Mont Blanc (Avenida Maurílio Biagi, 1.577 - Ribeirânia) Hotel Wyndham Garden (Avenida Wladimir Meirelles Ferreira, 856 - Jardim Botânico) Arena Nicnet Eurobike (Avenida Costábile Romano - Santa Cruz do José Jacques) 🚁 Heliponto e pista de pouso Como nas edições anteriores, os pousos e decolagens continuam proibidos dentro do recinto da feira. O suporte aéreo será concentrado no Aeródromo Santa Lydia, localizado a cerca de cinco quilômetros da Agrishow, que este ano passou por melhorias na estrutura para oferecer mais conforto a passageiros e tripulantes. Com uma pista de 1,1 mil metros, o local tem capacidade para atender até 60 aeronaves (aviões e helicópteros) por dia, com pátio para o pernoite de até 40 delas. De acordo com a administração, já há agendamentos confirmados inclusive para grupos vindos do Chile e da Colômbia. Valores para utilização: Pouso diurno: aproximadamente R$ 200; Pouso noturno: aproximadamente R$ 400; Pernoite: em torno de R$ 350; Pacotes Agrishow: podem chegar a R$ 1 mil, dependendo do tamanho da aeronave e do tempo de permanência. Aeródromo em Ribeirão Preto (SP) tem cerca de 1100 metros e recebe aviões do Brasil e exterior Reprodução/EPTV ⬅️ Como sair e bloqueios nas pistas A concessionária Entrevias e a Polícia Militar Rodoviária adotaram medidas especiais. A previsão é de que os horários de pico ocorram entre 7h e 11h e das 17h às 21h. Para sair da feira: Quem parou no mesmo lado da entrada: Deve seguir à direita para Ribeirão Preto. Para ir a Sertãozinho, o retorno próximo à Av. Patriarca estará bloqueado; siga até o próximo acesso liberado. Quem parou do lado oposto: Pode seguir viagem normalmente pelo Anel Viário rumo a Sertãozinho. Para voltar a Ribeirão, será preciso pegar o acesso à Rod. Geovana Aparecida Deliberto, à direita. Bloqueios: O retorno do km 319 (sentido Sertãozinho) poderá ser interditado nos dois sentidos. O dispositivo do km 321 (sentido Sertãozinho) deve ficar interditado nos picos para acesso à Rod. Geovana Aparecida Deliberto. A passagem inferior do acesso no km 320 ficará interditada durante toda a feira. 🚐 Como vão funcionar as linhas de ônibus e acesso a pé? A RP Mobi informou ao g1 que não haverá linhas de ônibus especiais para o evento este ano. No entanto, para quem optar pelo transporte coletivo regular, a organização implantou uma novidade: um acesso exclusivo para o pedestre que chega de ônibus. Ao desembarcar no quilômetro 319 do Anel Viário Sul, um caminho de 800 metros dará acesso direto até a bilheteria norte, aberto para entrada e saída. 🎤 Atrações, palestras e estandes temáticos Além da exposição de máquinas de última geração, a Agrishow 2026 conta com espaços dedicados ao conhecimento e à experiência prática. Um dos destaques é o ônibus interativo, montado em parceria com a RP Mobi. No local, o público poderá participar de ações educativas de trânsito, que incluem o uso de óculos simuladores de embriaguez e interação com mascotes, focando na conscientização sobre segurança viária. A programação de debates e inovação segue com espaços já consolidados, mas com conteúdos atualizados: Agrishow Labs: área totalmente voltada para o ecossistema de startups, com foco em soluções tecnológicas e inovações que prometem revolucionar a produtividade no campo. Agrishow Pra Elas: ponto de encontro dedicado a valorizar o protagonismo feminino no agronegócio, com uma agenda intensa de palestras e bate-papos com mulheres que lideram operações e tomam decisões no setor. 📶 Internet grátis e app com inteligência artificial A organização reforçou a infraestrutura digital para garantir que o visitante permaneça conectado em toda a área de 520 mil metros quadrados. Além do sinal de wi-fi gratuito, o grande diferencial desta edição é o aplicativo oficial, que agora conta com uma inteligência artificial própria, batizada de Flora. A assistente virtual funciona como um guia inteligente: ela é capaz de indicar a localização exata de banheiros, estandes e praças de alimentação, além de informar os horários das atrações e demonstrações em tempo real. A plataforma também permite a criação de roteiros personalizados, sugerindo os trajetos mais eficientes de acordo com o interesse de cada perfil de produtor ou profissional. Outro recurso inédito do app é a ferramenta de networking. Através de um chat integrado, os visitantes podem buscar e conversar com outros participantes da feira, facilitando a troca de experiências e a geração de negócios entre pessoas que atuam na mesma área de interesse. Tecnologias chamam atenção do público da Agrishow nesta quinta-feira (1º), em Ribeirão Preto (SP). Rogener Pavinski/g1 ♿ Acessibilidade Visitantes com dificuldades de locomoção ou deficientes devem desembarcar nas entradas principais da feira (Norte ou Sul) e solicitar a um dos funcionários o carrinho elétrico (circular e não exclusivo) nas portarias. O carrinho será utilizado sempre que for preciso deslocamento de um ponto a outro dentro da feira. De acordo com a organização, todos os banheiros da Agrishow estão preparados para atender pessoas com necessidades especiais. 🍴 Alimentação e hidratação A Agrishow possuirá diversas opções de restaurantes e de food trucks nas praças de alimentação. 👍 Dicas para visitação O aplicativo da feira disponibiliza uma série de informações, incluindo mapa dos estandes, localização de restaurantes, atrações e lista de expositores. O aplicativo está disponível para sistemas iOS e Android nas lojas virtuais. A organização recomenda aos visitantes o uso de roupas e calçados confortáveis e de preferência fechados, como tênis e botas, mas sem salto, para facilitar o percurso a pé na feira. É importante usar protetor solar, óculos escuros, bonés e chapéus por causa do sol forte que predomina em Ribeirão Preto na época da feira. Estande lotado na Agrishow 2025, em Ribeirão Preto (SP), nesta quinta-feira (1º). José Marcos Veja mais notícias da Agrishow 2026 VÍDEOS: Tudo sobre Ribeirão Preto, Franca e região

  24. Toyota quer vender o dobro de RAV4 no Brasil É raro ver uma montadora claramente dar um passo para trás em tecnologia — claramente pois as marcas há muito tempo fazem isso de maneira velada. Alguns carros deixam de ter suspensão independente na traseira ou perdem pacotes de segurança. Tem carro até que primeiro veio com freio de estacionamento eletrônico e depois adotou a antiquada alavanca. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp A Toyota não foi tão sutil. O novo RAV4 chega ao Brasil e abandona mesmo a tecnologia plug-in lançada em 2024, que durou só aquele ano. A meta é ter duas versões com preços competitivos: o preço inicial do modelo caiu para R$ 317.190 na versão S e ficou em R$ 349.290 na versão topo SX. O SUV permanece, então, exclusivamente um híbrido convencional, sem possibilidade de carregamento das baterias na tomada. Pelo menos, subiram a potência do conjunto e, claro, o desempenho. Nova geração do Toyota RAV4 Divulgação / Toyota A explicação pela estratégia está do outro lado do globo, bem perto do Japão. As marcas chinesas lançam no Brasil utilitários esportivos híbridos e elétricos com preços agressivos. As novidades chegam com valores abaixo dos R$ 300 mil, com garantia estendida e já com boa rede de lojas. Como o RAV4 híbrido plug-in iria concorrer nesse cenário? Lançado há dois anos, já custava R$ 400 mil. Para reforçar a mensagem de que o RAV4 faz sentido para o bolso, a Toyota deixou o preço da primeira revisão lá embaixo. Se o cliente fizer uma revisão a cada 12 meses, em cinco anos o custo mensal com a manutenção do SUV será de R$ 85. Desplugado A Toyota apresentou o novo RAV4 no Brasil e os executivos disseram que a meta é vender o dobro de 2025. Declaração rara de se ouvir, pois poucas fábricas projetam vendas publicamente. Foram emplacadas 2.981 unidades do SUV da Toyota em 2025. Então, estamos falando de vender 6 mil RAV4 em todo 2026. Para se ter uma ideia, a BYD já vendeu 1.546 unidades do Song Plus Premium DM-i só nos três primeiros meses de 2026. O SUV é um híbrido plug-in e custa R$ 299 mil. Nova geração do Toyota RAV4 Divulgação / Toyota Ao menos, traz uma boa lista de equipamentos. Na prática, a versão topo de linha acrescenta equipamentos supérfluos, mas interessantes. Aquecimento nos bancos traseiros, head-up display e teto solar panorâmico podem não ser motivo para pagar R$ 350 mil. No entanto, quem procura equipamentos de segurança e tecnologia talvez fique balançado. O RAV4 topo de linha tem câmera 360 graus, farol alto adaptativo e sensor de chuva. Confira a tabela. Tradicional bem feito Ao entrar no RAV4 a sensação é de segurança nas decisões. A Toyota torce o braço e não se rende a desenhos espalhafatosos. Nada de telas para comando de tudo nem controles exóticos para itens simples, como os retrovisores. No console central, os botões enormes e fáceis de ler ajustam os modos de condução, câmera e assistente de descida. Logo abaixo, o porta-copos e, talvez, a única concessão da Toyota: uma alavanca tímida de câmbio. Outras marcas já optaram por essa solução minimalista, que não libera espaço no console e nem facilita a operação do câmbio. O volante vem com comandos claros e bons de operar com a ponta dos dedões. Galerias Relacionadas O ar-condicionado se ajusta na tela, mas pelo menos os comandos não somem depois e o mapa fica sempre visível. A versão topo SX tem sistema GPS integrado e tela maior. O espaço no banco traseiro é bom, com saídas de ar e boa visibilidade, mas alguns clientes vão descartar o Toyota por não ter opção de sete lugares. Porta-malas tem abertura elétrica e, na versão topo, tem o sistema de aproximação, que abre sozinho ao passar o pé por baixo do para-choque. Cortes de espada Nova geração do Toyota RAV4 Divulgação / Toyota O design do RAV4 anterior era mais rechonchudo, com para-lamas inflados e simpáticos. O novo RAV4 parece que foi esculpido a golpes precisos de espada. O capô tem vincos agudos, o para-choque dianteiro tem cortes abruptos e a grade parece que foi furada com estocadas de katana. O conceito usado no farol, segundo a marca, é chamado de "hammerhead" (cabeça de martelo, em inglês). Na lateral, a filosofia afiada continua e as rodas de 20 polegadas completam o visual esportivo. A traseira mais comportada tem as lanternas picotadas por dentro. O resultado agrada, mas atribuir beleza é uma questão individual. Não houve alterações significativas nas medidas. Só a altura cresceu 1 cm. Filosofia mantida O SUV manteve uma qualidade da geração anterior, o entrosamento entre motor a combustão, câmbio e motores elétricos. O que o motorista quer é não perceber o que está acontecendo, uma transição suave entre os motores. Agora a potência combinada é de 239 cv, antes o conjunto entregava 222 cv. Essa é a quinta geração deste sistema híbrido full da Toyota. O consumo na rodovia, medido pelo Inmetro, é de 14,1 km/l. Mas, em nosso breve contato, o SUV conseguiu média de 16 km/l. A cabine tem boa vedação acústica, a direção comunica bem e não fica hesitosa com os assistentes de faixa e ponto cego. Ao testar o RAV4 dá para perceber as décadas que a Toyota passou afinando o modelo. Nova geração do Toyota RAV4 Divulgação / Toyota No teste na estrada, por uma mudança de rota do GPS, passamos por uma descida íngreme e lameada. Acabara de chover e a trilha de terra estreita estava impregnada pelo que parecia ser uma cobertura de caramelo. O RAV4 começou a patinar na descida e a virar sozinho. Um balé em câmera lenta. A traseira ameaçou beijar o barranco. O pé vai no freio com sutileza, e é acionado o assistente de declive (com botão grande e fácil de operar). Pronto, o Toyota assume e vai freando cada roda de maneira independente. O SUV fica alinhado e desce o tobogã de lama a 10 km/h. Isso que é bom: eletrônica que ajuda, sem incomodar quando não é chamada. Pelo produto e pela história, a Toyota deve alcançar o objetivo de vender o dobro de RAV4 no Brasil. Mesmo abrindo mão da tecnologia plug-in, a marca sabe que seu cliente vai buscar o SUV.

  25. Página do mercado de previsões Kalshi AP Photo/Jenny Kane Quem será a pessoa mais rica do mundo no final do ano? Por quanto tempo Nicolás Maduro seguirá preso? O regime do Irã cairá em duas semanas? Estas são algumas das perguntas apresentadas em sites que permitem especular sobre praticamente tudo. Esportes, economia, política e até clima: os chamados mercados de previsão têm várias opções para usuários tentarem ganhar dinheiro apostando na probabilidade de um evento acontecer. ❓ Um mercado de previsão é uma plataforma de compra e venda de contratos baseados em palpites sobre eventos futuros. Cada contrato tem um preço baseado na chance de o evento acontecer e paga um valor caso ele se concretize. Quanto menor a probabilidade, menor o preço e maior o retorno para quem acertar. As casas de apostas que atuam no Brasil alegam que os mercados de previsão devem seguir as regras previstas pela lei de bets, que exige, entre outros pontos, uma licença de R$ 30 milhões para operar no país. Brasileira é a mulher mais jovem do mundo a construir a própria fortuna Os mercados de previsão mais conhecidos são a Kalshi, avaliada em US$ 11 bilhões, e a Polymarket, que vale US$ 9 bilhões. A Kalshi se tornou mais conhecida no Brasil após sua cofundadora, a mineira Luana Lopes Lara, virar a bilionária mais jovem do mundo a construir sua própria fortuna. Ela tem 12% da empresa e fortuna de US$ 1,3 bilhão, segundo a Forbes. O Ministério da Fazenda afirmou ao g1 que, pela lei, as empresas se enquadram como plataformas de mercado de previsão e que o setor é tema de estudos preliminares de sua Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA). "Cabe citar que, no momento, não há empresas brasileiras formalmente autorizadas pela SPA a atuar nesse segmento", disse o ministério. "Quaisquer outras avaliações regulatórias sobre o assunto dependem da conclusão das análises técnicas em curso e serão conduzidas em articulação com os órgãos competentes, entre eles a Comissão de Valores Mobiliários (CVM), no intuito de análise acerca de eventuais interfaces regulatórias", completou. Nesta semana, o Banco Central do Brasil tornou pública uma nova resolução do Conselho Monetário Nacional (CMN) que proíbe a oferta e a negociação, no país, de apostas de previsões atreladas a eventos esportivos, jogos on-line e temas políticos, eleitorais, sociais, culturais ou de entretenimento. Na prática, a regra impede Kalshi e Polymarket de oferecer apostas que não sejam ligados à economia — o que restringe bastante a amplitude do mercado de previsões. Celular mostra ofertas de especulação sobre esportes na Polymarket AP Photo/Jenny Kane Como funcionam os mercados de previsão? As plataformas de mercados de previsão têm sites parecidos, em que perguntas e suas probabilidades para cada desfecho são destacadas logo na página inicial. Ao clicar em uma pergunta, o usuário é direcionado para uma nova página com as opções de aposta — por exemplo, o barril do petróleo atingirá US$ 200 (cerca de R$ 1.000) até o final de abril? A partir da escolha de "sim" ou "não", a plataforma indica quanto pagará caso o palpite esteja certo. O pagamento é feito pela carteira digital da conta, que pode ter saldo com transferências bancárias ou criptomoedas. O que dizem as bets? O Instituto Brasileiro de Jogo Responsável, que representa as bets, disse ter feito um pedido formal para mercados de previsão serem classificados como apostas. A entidade defende que empresas como Kalshi e Polymarket fiquem sob a regulação coordenada de SPA, CVM, Banco Central, Secretaria Nacional do Consumidor e Conar, que faz a autorregulação do mercado publicitário. "Apostas em desdobramentos esportivos são apostas independentemente do formato. Se um mercado de previsão quer comercializar apostas esportivas, ele tem que aplicar para uma licença na SPA. Senão, está fora do enquadramento nacional, está cometendo um crime", defendeu André Gelfi, presidente do IBJR. O g1 entrou em contato com a Kalshi e a Polymarket, mas não teve retorno até a publicação desta reportagem. Na avaliação de Gelfi, os mercados de previsão operam sem qualquer tipo de controle no Brasil. "Tem pesquisa eleitoral sendo feita de forma velada, gente apostando em desgraça. Do ponto de vista ético, é no mínimo polêmico o modelo de negócios dos mercados de previsão". Brasileiros gastam até R$ 30 bilhões por mês em bets, segundo o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, em uma audiência da CPI das Apostas Esportivas, em abril de 2025. Um terço dos apostadores brasileiros têm perfil de jogo de risco ou problemático, de acordo com um estudo publicado em abril de 2025 pela Universidade Federal de São Paulo, em parceria com o Ministério da Justiça e Segurança Pública. O vício em apostas online atinge milhões de brasileiros e já é considerado problema de saúde pública. Reprodução/TV Verdes Mares Mercados de previsão são casas de apostas? Os mercados de previsão não se enquadram na definição de casas de apostas prevista na lei de bets, aprovada em 2018 e regulamentada em 2023, segundo dois advogados ouvidos pelo g1. Para exigir que empresas como Kalshi e Polymarket sigam as mesmas regras para bets, seria preciso fazer ajustes na lei, explicou Hélio Ferreira Moraes, sócio da área digital do escritório PK Advogados. "Quando você faz uma aposta contra a bet, ela tem as previsões e faz o pagamento. É o que chamamos de apostar contra a casa. Nos mercados de previsão, são contratos", afirmou. "Os mercados de previsão funcionam como mercados descentralizados, onde o valor dos contratos emerge da interação entre os participantes, se aproximando do funcionamento de bolsas de valores", disse Moraes. Página do mercado de previsões Kalshi AP Photo/Jenny Kane As plataformas de mercados de previsão estão em uma situação parecida com a das bets antes da lei para o setor no Brasil, analisou o advogado Gustavo Biglia, sócio do escritório Ambiel Advogados e especialista em regulação de apostas esportivas e jogos online. "Como não tem regulamentação, a gente parte do pressuposto jurídico de que o que não é proibido, é permitido. A diferença é que elas estão atuando fora, sem qualquer tipo de fiscalização e sem pagar imposto no Brasil", disse Biglia. "Outro conflito entre os dois mercados é identificar a legitimidade para colocar um contrato de opção dentro de uma aposta esportiva. O Brasil delimita quem pode vender esse tipo de produto". O que dizem os mercados de previsão? Os mercados de previsão são parecidos com as bets esportivas, mas não são idênticos, argumenta a Kalshi em seu site. Segundo a empresa, uma das diferenças é que os seus usuários apostam entre si, enquanto, na bets, as apostas são contra a casa. A plataforma alega ainda que os preços são definidos a partir da compra e venda de contratos. E que fatura a partir de taxas cobradas em cada uma dessas transações. "Os preços refletem as crenças agregadas dos investidores com participação direta no mercado, atraindo pessoas com conhecimento genuíno do setor", diz a Kalshi, lançada no Brasil em março por meio de uma parceria com a empresa de investimentos XP. A XP afirma que sua corretora Clear atua como facilitadora do acesso e que a criação, a operação, a precificação e a liquidação dos contratos são de responsabilidade da Kalshi. O banco BTG Pactual lançou em março o BTG Trends, uma plataforma de mercado de previsões exclusiva a assuntos financeiros. E a B3 lançará em 27 de abril contratos de eventos baseados na variação de índices da bolsa de valores, do dólar e do bitcoin. Quais são as polêmicas nos EUA? Os mercados de previsão foram usados recentemente para especular sobre ações militares no Irã e na Venezuela. Regras financeiras dos Estados Unidos proíbem contratos sobre guerra. Um investidor anônimo ganhou R$ 2 milhões em janeiro por apostar na derrubada de Nicolás Maduro. O lucro foi alto porque o contrato foi feito antes mesmo da divulgação da operação militar dos EUA que levou a prisão do então presidente venezuelano. Com preocupações sobre o uso de informações privilegiadas para apostar em eventos futuros, a Casa Branca orientou funcionários a não usarem discussões internas para especularem nas plataformas. Mercado de previsão Polymarket AP Photo/Wyatte Grantham-Philips Nos Estados Unidos, eles estão sob supervisão da Comissão de Negociação de Futuros de Commodities (CFTC), órgão nacional que se aproxima da Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Mas lá também há polêmicas: em janeiro, um juiz de Massachusetts determinou que a Kalshi não pode oferecer contratos sobre eventos esportivos no estado por entender que a plataforma viola regras locais sobre jogos de azar. Em março, a Justiça de Nevada determinou a suspensão da plataforma por concluir que ela não tem licença para operar atividades de aposta no estado. O estado do Arizona foi outro que processou a empresa por argumentar que ela opera no mercado de apostas, proibido pela lei estadual. Mas a Justiça federal dos EUA derrubou a ação após concluir que a plataforma deve ser regulada nacionalmente pela CFTC. A empresa disse que não é uma casa de apostas. "Estados como o Arizona querem regular individualmente uma bolsa de valores nacional e estão tentando todos os artifícios possíveis para conseguir isso", afirmou. O presidente da CFTC, Mike Selig, demonstrou apoio à Kalshi. Nomeado ao cargo pelo presidente americano Donald Trump, ele afirmou que o estado do Arizona apresentou "um processo criminal totalmente inadequado". Para Biglia, do escritório Ambiel Advogados, as plataformas oferecem uma porta para manipular apostas, o que as colocam em um mercado perigoso. "Uma coisa é apostar no clima, se vai chover ou vai fazer sol. Outra é apostar quando Trump vai morrer. Você coloca a cabeça de alguém a prêmio por um determinado valor", afirmou. Para Moraes, do PK Advogados, os riscos dos mercados de previsão são maiores por conta de sua área de atuação maior, o que exige o trabalho em conjunto de reguladores. "Historicamente, essa coordenação no Brasil não é fácil. E esses temas multidisciplinares levantam essa dificuldade. Agora, o pior dos mundos é a gente não fazer regulação nenhuma", disse.

+ Sobre nós

Image

Onde estamos: .

Rua Barão do Rio Branco, 347
Centro Itápolis/SP
3262 7482 - 3262 7483
16 99781 3817(Rega)
16 99742 1727(Daiane)
© 2018 RG Assessoria Fisco Contábil. All Rights Reserved. Designed By JKAsites