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G1 GLOBO (Tudo Diário)

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  1. Com Maradona tatuado, brasileiro sonha com o tetra da Argentina: 'Se ganhar, faço outra' O "hermano mineiro" Leandro Borges, de 38 anos, morador de Uberaba, no Triângulo Mineiro, está certo de que a Argentina vai levantar a taça da Copa do Mundo pela quarta vez neste domingo (19). Apesar de reconhecer que vencer a Espanha não será tarefa fácil, o vigilante já definiu até a tatuagem que pretende fazer para homenagear o tetra da equipe sul-americana. “Confesso que estou um pouco tenso, mas acredito que vai dar tudo certo. Vai ser difícil, como foi desde o começo, mas vamos ser campeões. Eu até já falei com o tatuador sobre a tatuagem, só não marquei a data ainda”, relatou ao g1. ✅ Clique aqui e siga o perfil do g1 Triângulo no WhatsApp O amor pela Seleção Argentina já está marcado na pele de Leandro, que tem tatuado em um dos braços o nome de Maradona. O vigilante também exibe a sigla da Associação do Futebol Argentino (AFA) e o escudo do River Plate, demonstrando que a admiração vai além do ídolo do futebol. Pé-quente, o brasileiro acertou não só o placar da semifinal, vencida pela Argentina por 2 a 1 sobre a Inglaterra na última quarta-feira (15), como também previu que o gol da vitória sairia nos minutos finais da partida. Para a grande final, Leandro prefere ser mais cauteloso. O vigilante aposta em uma vitória apertada e não descarta que a decisão seja definida até mesmo nos pênaltis. “Em uma final é complicado porque é um jogo que é decidido nos detalhes. Mas acredito que a Argentina vai ganhar de 1 a 0. Agora é hora de aparecer alguém que ninguém espera. Acho que o gol vai ser do Leandro Paredes, o volante, mas, se ele não for escalado, talvez do Julian Alvarez. Ou vai para os pênaltis, para dar mais emoção!”, especulou. Leandro comemorou a vitória da Argentina contra a Inglaterra Arquivo Pessoal Até a família questiona A relação de Leandro com a Argentina não é aprovada pela família. De acordo com o vigilante, que tem dois filhos, os próprios familiares o chamam de "maluco" por declarar torcida à rival histórica da Seleção Brasileira. “Eles acham que sou maluco por torcer para a Argentina. São contra, mas respeitam. E eu não me incomodo mais com os comentários, é o que passo há muito tempo aqui no bairro.” Tatuagens de Leandro: escuto do River Plate, nome do ídolo Maradona e a sigla AFA TV Integração/reprodução Leandro se encantou pelo futebol argentino aos 13 anos, atraído pela garra da equipe e pela paixão da torcida. O encantamento do menino não apenas resistiu à rivalidade entre brasileiros e argentinos ao longo dos anos, como também ultrapassou as fronteiras do esporte. Hoje, o vigilante torce para o River Plate, mas também é um entusiasta da cultura, da língua e da gastronomia argentinas. “Eu escuto as músicas de lá e vejo todos os jogos com a narração de espanhóis. O churrasco que faço em família aqui em casa também é do jeito deles. Até falo um pouco de espanhol, que aprendi acompanhando tudo de lá. Eu nunca fui à Argentina, mas é o meu sonho!” O vigilante acumula camisetas e quadros relacionados à Argentina TV Integração/reprodução LEIA TAMBÉM: Bebê de 6 meses embarca com os pais para ver jogo do Brasil nos EUA e manter tradição da família VÍDEO: Mais de 50 vizinhos transformam 200 metros de rua em 'tapete verde e amarelo' para a Copa no interior de MG Esporte: veja para quem torcedores em Uberaba vão torcer nas semifinais da Copa do Mundo VÍDEOS: veja tudo sobre o Triângulo, Alto Paranaíba e Noroeste de Minas Desde então, os planos passaram a ser construídos em conjuntoe. O

  2. Fachada do Teatro Amazonas. Mácio James/SEC-AM A Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) vai analisar 30 novas candidaturas à sua Lista do Patrimônio Mundial durante a reunião anual do comitê responsável pela seleção da honraria. O encontro começa na próxima segunda-feira (20) e segue até 29 de julho, em Busan, na Coreia do Sul. Antes, haverá uma cerimônia de abertura neste domingo (19). O Brasil participa com a candidatura dos “Teatros da Amazônia”, uma proposta formada pelo Teatro Amazonas, em Manaus (AM), e pelo Theatro da Paz, em Belém (PA). Construídos no fim do século XIX, os dois prédios se tornaram símbolos do período em que a exploração da borracha levou riqueza, crescimento urbano e forte influência europeia às duas maiores cidades da região. A proposta será examinada com as demais entre os dias 24 e 26 de julho. Entre os candidatos estão também reservas naturais, recifes de coral, fósseis, fortalezas, templos, cidades históricas e obras da arquitetura moderna. A lista inclui, por exemplo, as praias do desembarque do Dia D, na França, antigas capitais do Japão e um corredor das Rotas da Seda que atravessa quatro países. Além das novas inscrições, o comitê vai avaliar o estado de conservação de 147 patrimônios já reconhecidos. Atualmente, a lista reúne 1.248 locais em 170 países. Veja abaixo as candidaturas que serão analisadas: Refúgio Nacional de Vida Selvagem de Okefenokee, no estado da Geórgia, nos Estados Unidos. Serviço de Pesca e Vida Selvagem dos EUA/Wikimedia Commons Sítios naturais Arábia Saudita: Recifes de coral do Golfo de Aqaba, no norte do Mar Vermelho. Dinamarca: Área do oeste do Limfjord com fósseis de peixes de cerca de 56 milhões de anos. Emirados Árabes Unidos: Uádi Wurayah, região montanhosa com vales, nascentes e espécies adaptadas ao clima árido. Estados Unidos: Refúgio Nacional de Vida Selvagem de Okefenokee, na Geórgia, uma extensa área de pântanos e florestas alagadas. Rússia: Montes isolados de Toratau, Kushtau e Yuraktau, na região da Bashkiria, formados por antigos recifes marinhos fossilizados. Jordânia: Reserva Marinha de Aqaba, no Mar Vermelho, conhecida pelos recifes de coral e pela diversidade de espécies marinhas. Sudão do Sul: Paisagem de Boma-Badingilo, rota de uma das maiores migrações de animais selvagens do mundo. A candidatura será analisada em caráter de urgência. Monte Yuraktau, no distrito de Sterlitamak, na Rússia, visto a 85 metros de altura. Игорь326/Wikimedia Commons Sítios culturais Brasil: Conjunto formado pelo Teatro Amazonas, em Manaus (AM), e pelo Theatro da Paz, em Belém (PA). Construídos no fim do século XIX, durante o ciclo da borracha, os dois edifícios combinam referências arquitetônicas europeias com elementos da fauna, da flora e da cultura amazônicas. Cazaquistão: Mesquitas escavadas em rochas e outros locais sagrados da região de Mangystau. Cazaquistão, Quirguistão, Tajiquistão e Uzbequistão: Trecho das antigas Rotas da Seda que atravessa o Vale de Fergana e acompanha o Rio Syr Darya. China: Antigos locais de produção de porcelana em Jingdezhen, cidade conhecida mundialmente por essa atividade. Comores: Centros históricos murados ligados aos antigos sultanatos do arquipélago. Espanha: Paisagem da Ribeira Sacra, marcada por rios, cânions, vinhedos e mosteiros. Estado da Palestina: Sebastia, antiga cidade com ruínas de diferentes períodos históricos. A candidatura será analisada em caráter de urgência. O Theatro da Paz é considerado o maior símbolo do ciclo da borracha em Belém. Reprodução/Theatro da Paz Finlândia: Conjunto de 13 edifícios e complexos projetados pelo arquiteto finlandês Alvar Aalto e seus colaboradores ao longo do século XX. França: Sistema de fortalezas construído nos séculos XIII e XIV para proteger a região de Carcassonne. França: Praias da Normandia onde as forças aliadas desembarcaram em 6 de junho de 1944, durante a Segunda Guerra Mundial. Índia: Sarnath, local próximo a Varanasi onde, segundo a tradição budista, Buda fez seu primeiro sermão. Itália: Conjunto de teatros históricos da Itália central, construídos nos séculos XVIII e XIX e financiados coletivamente por famílias e moradores das cidades. Japão: Sítios arqueológicos de Asuka e Fujiwara, antigas capitais que concentraram o poder político do Japão entre os séculos VI e VIII. Mongólia: Túmulos monumentais ligados à nobreza Xiongnu, povo nômade que dominou partes da Ásia Central na Antiguidade. Polônia: Centro de Gdynia, cidade portuária planejada e construída principalmente nas décadas de 1920 e 1930, com arquitetura modernista. Portugal: Conjunto de fortalezas em Almeida, Elvas, Marvão e Valença, construídas para defender a fronteira com a Espanha. Studio Aalto, projetado por Alvar Aalto e construído entre 1954 e 1963, em Helsinque, na Finlândia. Rauno Träskelin/Alvar Aalto Foundation Irã: Castelo de Alamut e outras fortificações construídas nas montanhas de Alborz, ligadas ao poder dos ismaelitas na Idade Média. São Tomé e Príncipe: Antigas roças que estruturaram a produção agrícola colonial, sobretudo de cacau e café, com uso de mão de obra submetida à migração forçada. Tailândia: Wat Phra Mahathat Woramahawihan, templo budista histórico de Nakhon Si Thammarat e importante centro religioso do sul do país. Tunísia: Vila costeira de Sidi Bou Saïd, conhecida pelas construções brancas e azuis e por sua influência sobre artistas e pensadores do Mediterrâneo. Turquia: Fortaleza romana de Zerzevan e templo subterrâneo dedicado ao culto de Mitra. Uzbequistão: Conjunto de edifícios modernistas de Tashkent que combina referências arquitetônicas soviéticas e tradições da Ásia Central. Sítio misto (cultural e natural) Grécia: Área ampliada do Monte Olimpo, que reúne o pico mais alto do país, paisagens montanhosas e locais associados à mitologia grega. Barack Obama e François Hollande olham para a praia de Omaha, um dos locais do desembarque dos aliados no 70 º aniversário do Dia D em Colleville sur Mer, na Normandia, França Charles Dharapak/AP LEIA TAMBÉM: 'Rios atmosféricos': o que é o fenômeno que coloca o Sul do Brasil em alerta para tempestades no fim de semana El Niño: fenômeno deve favorecer temporais no RS após veranico no Sul do país; veja previsão Guaxinim de Haaland: comprar animais empalhados é permitido? Entenda o que determinam as leis

  3. Tarifa dos EUA: Brasil avalia adotar a reciprocidade e proteger setores atingidos O novo tarifaço imposto pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros pode levar empresas a buscar novos mercados para reduzir a dependência do consumidor americano. Nesse cenário, a China, principal destino das exportações do Brasil, aparece como uma alternativa. Especialistas, porém, avaliam que o país asiático deve absorver apenas uma parcela das vendas que eventualmente forem afetadas pelas tarifas americanas. A diferença entre o perfil das exportações brasileiras para os dois países e a própria capacidade industrial chinesa limitam uma substituição rápida dos mercados. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 No ano passado, o Brasil exportou US$ 99,94 bilhões (cerca de R$ 512 bilhões) para a China, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). O valor é bem mais que o dobro das vendas para os EUA, que somaram US$ 37,7 bilhões (cerca de R$ 192,7 bilhões). No primeiro semestre de 2026, as exportações brasileiras para o mercado chinês alcançaram recorde de US$ 58,32 bilhões (cerca de R$ 299 bilhões), alta de 21,9% na comparação com igual período do ano anterior. Ainda assim, a China não é uma solução imediata para a maior parte dos produtos atingidos. "Quando existe excedente de produção, as empresas buscam novos mercados. A China é um grande mercado, mas eu não acredito que somente o tarifaço vá provocar alguma mudança nisso", afirma Rodrigo Giraldelli, especialista em comércio China-Brasil e CEO da China Gate. "O que entra nesse tarifaço são, basicamente, produtos manufaturados, máquinas, equipamentos e esse tipo de coisa. E, nesse caso, a China produz muito e exporta justamente esse tipo de produto", diz. Principais destinos das exportações brasileiras em 2026 Arte/g1 Perfil das exportações limita substituição Enquanto os americanos importam do Brasil principalmente aeronaves, máquinas, equipamentos, produtos siderúrgicos transformados e outros bens industrializados, as compras chinesas são concentradas em commodities. 🔎 Atualmente, soja, petróleo bruto, minério de ferro e carnes representam quase 90% das exportações brasileiras para a China. Essa concentração reduz a capacidade de empresas que vendem produtos industriais aos EUA migrarem para o mercado chinês. "Um fabricante brasileiro que perder mercado nos EUA nem sempre consegue redirecionar sua produção para a China. Isso ocorre apenas parcialmente e varia conforme o setor", explica Wagner Pagliato, coordenador dos cursos de Administração e Ciências Contábeis da Unicid. Segundo Vera Kanas, especialista em comércio internacional, a China tende a oferecer mais oportunidades para produtos agrícolas e minerais do que para bens industrializados. "A pauta exportadora brasileira para a China é restrita a poucas commodities, como minério de ferro e soja. Além disso, muitas das commodities que o Brasil exporta para a China não foram atingidas pelas tarifas impostas recentemente." Os 20 produtos mais exportados para a China no 1º semestre de 2026 Arte/g1 A experiência do primeiro tarifaço de Trump mostra que parte das empresas conseguiu buscar outros mercados, mas sem uma substituição completa. Segundo o Boletim Regional do Banco Central publicado em dezembro de 2025, as vendas brasileiras para os EUA caíram 6,7%, de US$ 40,4 bilhões para US$ 37,7 bilhões em 2025. No mesmo período, as exportações para outros países cresceram de US$ 296,7 bilhões para US$ 310,6 bilhões. No período mais intenso das tarifas, entre agosto e novembro de 2025, produtos como petróleo, aviões, semiacabados de ferro e aço, café, carne bovina, sucos de frutas e celulose tiveram queda nas vendas aos EUA, mas aumento das exportações para outros destinos, indicando um redirecionamento parcial dos fluxos comerciais. Além da diferença no perfil das compras, o mercado chinês possui suas próprias restrições. Entre elas estão cotas tarifárias para alguns produtos agropecuários, exigências sanitárias e regras para habilitação de exportadores. Desde janeiro de 2026, a China passou a aplicar cotas de importação e sobretaxas sobre a carne bovina brasileira. A medida estabelece uma cota anual inicial de 1,1 milhão de toneladas para o Brasil. O volume excedente fica sujeito a uma sobretaxa de 55%. Como Brasil e China não possuem acordo de livre comércio, os produtos brasileiros continuam sujeitos às tarifas de importação aplicadas pelo mercado chinês, além de exigências regulatórias e barreiras específicas para determinados setores. 💰 A China não aplica uma tarifa única sobre produtos brasileiros. As alíquotas variam conforme o produto e a classificação tarifária. Commodities como soja, minério de ferro e petróleo costumam ter tarifas menores ou zeradas por serem estratégicas para a economia chinesa. A soja, por exemplo, tem tarifa de cerca de 3%, enquanto o minério de ferro entra com alíquota de 0%. Já produtos industrializados tendem a enfrentar taxas mais altas. Economia chinesa cresce menos Uma mulher e duas crianças fazem compras diante de uma prateleira refrigerada de queijos em um supermercado em Pequim, na China, em 10 de julho de 2026. Reuters Outro fator que limita uma expansão maior das exportações brasileiras é o momento vivido pela economia chinesa. No segundo trimestre de 2026, o Produto Interno Bruto (PIB) da China cresceu 4,3%, abaixo do registrado no início do ano e inferior à meta estabelecida pelo governo. Ao mesmo tempo, o país enfrenta uma prolongada crise no setor imobiliário, consumo doméstico enfraquecido e excesso de capacidade industrial. "A economia chinesa continua crescendo, mas em ritmo menor do que no passado. Os dados recentes mostram crescimento sustentado principalmente pelas exportações e pela indústria, enquanto o consumo doméstico permanece fraco e o setor imobiliário continua enfrentando dificuldades", afirma Pagliato. Para ele, esses fatores tornam arriscado ampliar excessivamente a dependência brasileira do mercado chinês. "A China continua sendo um mercado enorme e essencial para o Brasil, mas apostar em uma dependência ainda maior aumenta a vulnerabilidade brasileira a uma eventual desaceleração mais forte da economia chinesa." Oportunidades em novos setores Conferência Mundial de Inteligência Artificial em Xangai em julho de 2026 REUTERS/Go Nakamura Apesar das limitações, especialistas veem oportunidades decorrentes da mudança de estratégia econômica chinesa. 🤖 O 15º Plano Quinquenal (2026-2030) estabelece como prioridade o desenvolvimento de setores ligados à inteligência artificial, semicondutores, veículos elétricos, biotecnologia e transição energética. Essa mudança tende a ampliar a demanda por minerais críticos, como níquel, cobre, grafite e terras raras — recursos abundantes no Brasil. Nos últimos anos, os investimentos chineses também passaram a se concentrar em projetos de energia renovável, mineração e mobilidade elétrica. Em 2025, o Brasil recebeu US$ 6,1 bilhões em investimentos produtivos da China, tornando-se o principal destino global do capital chinês, segundo dados do Conselho Empresarial Brasil-China (CEBC). Na avaliação dos especialistas, o principal efeito do tarifaço pode ser acelerar a diversificação das exportações brasileiras, e não necessariamente aumentar a dependência da China. "O tarifaço vai acelerar uma mudança permanente na geografia das exportações brasileiras, seja pela busca mais ativa por novos mercados, seja pela negociação de acordos de livre comércio", afirma Vera Kanas. Ela cita que o novo cenário fortalece negociações conduzidas pelo Mercosul com parceiros como Japão, Canadá e Singapura, além de reforçar a importância do acordo de livre comércio com a União Europeia, aprovado no ano passado após 25 anos de negociações. Para o professor Wagner Pagliato, a estratégia mais segura é ampliar o número de destinos das exportações brasileiras. "A China continuará sendo um parceiro fundamental, mas a diversificação reduz a exposição do Brasil tanto às mudanças na política comercial americana quanto aos riscos de uma desaceleração mais intensa da economia chinesa." O movimento inicial das empresas brasileiras, segundo Rodrigo Giraldelli, tende a ser de adaptação ao novo cenário, antes de uma mudança completa dos mercados consumidores. "É tudo muito novo, então as empresas ainda estão avaliando a situação. As negociações vão e voltam, as taxas podem subir e depois ser retiradas. As empresas estão aguardando para ver como o mercado vai se comportar, principalmente qual será a reação dos clientes americanos", afirma. Segundo ele, muitas companhias devem tentar preservar as vendas para os EUA por meio de ajustes comerciais, como renegociação de preços e condições de venda. "A China está muito longe e desenvolver novos mercados não acontece do dia para a noite", afirma. "É claro que a movimentação dos empresários já está acontecendo no sentido de buscar alternativas, mas a China não é uma alternativa óbvia e imediata para a maioria desses mercados afetados." O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente da China, Xi Jinping, cumprimentam-se cerimônia no Palácio do Povo, em Pequim, no dia 13 de maio de 2025 Ricardo Stuckert/Presidência da República

  4. Celular personalizado com imagem de Messi custa mais de R$ 60 mil Divulgação/Caviar Quanto você pagaria para ter um celular quase exclusivo com a figura de um craque do futebol? Antes da final da Copa do Mundo de 2026, uma empresa lançou o "celular do Messi" por aproximadamente R$ 67 mil. Para fãs de Cristiano Ronaldo, há versões com a imagem do português por "apenas" R$ 58 mil. O smartphone com a figura de Messi é o dobrável Galaxy Z Fold 8 Ultra, que ainda não foi lançado. Ele custa a partir de US$ 13.130 (cerca de R$ 67 mil), quatro vezes o preço do Galaxy Z Fold 7 padrão – o valor do novo modelo ainda não foi divulgado pela Samsung. Os celulares estilizados com a imagem de Cristiano Ronaldo podem ser o iPhone 17 Pro ou o iPhone 17 Pro Max. Eles custam a partir de US$ 11.410 (R$ 58 mil), o equivalente a cinco vezes o preço da versão tradicional no lançamento. A empresa de aparelhos de luxo Caviar disse que produziu apenas 19 unidades de cada modelo. Eles fazem parte da linha Legends, lançada na última sexta-feira (17). Agora no g1 A personalização fica na parte traseira dos aparelhos, que mostram Messi e Cristiano Ronaldo com as camisas das seleções da Argentina e de Portugal, respectivamente. Segundo a empresa, os desenhos são feitos à mão e são banhados a ouro 24 quilates. A Caviar alegou que o Galaxy Fold 8 foi escolhido como "celular do Messi" por conta do "estilo de jogo sutil e refinado" do argentino. O iPhone 17 Pro Max, por sua vez, foi voltado a Cristiano Ronaldo devido ao "estilo de jogo monumental e a determinação" do português. Celular personalizado com imagem de Cristiano Ronaldo Divulgação/Caviar As especificações do Galaxy Z Fold 8 Ultra ainda não foram reveladas, mas a geração anterior tem tela de interna de 8 polegadas e externa de 6,5 polegadas. O modelo tem câmera de 200 megapixels e até 1 terabyte de armazenamento. O iPhone 17 Pro tem tela de 6,3 polegadas, enquanto a versão Pro Max tem tela de 6,9 polegadas. Os dois contam com um trio de câmeras de 48 megapixels cada uma, e a versão mais avançada tem 2 terabytes de armazenamento. Os celulares estilizados com figuras de Messi e Cristiano Ronaldo não são os primeiros vendidos pela Caviar. A empresa já anunciou modelos com referências aos 50 anos da Apple, à bandeira dos Estados Unidos e ao bitcoin, por exemplo. Celulares personalizados com figuras de Messi e Cristiano Ronaldo Divulgação/Caviar

  5. Esporte: jornalistas projetam final da Copa do Mundo entre Espanha e Argentina O Brasil ficou fora da decisão da Copa do Mundo, mas os torcedores não deixaram de acompanhar o torneio. Bares e restaurantes que vão transmitir a final neste domingo (19) esperam registrar aumento de até 45% no faturamento em relação a um domingo comum, além de lotação máxima nos espaços preparados para a transmissão. Segundo a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), mesmo após a eliminação da seleção brasileira, o interesse do público em assistir aos jogos fora de casa se manteve, o que deve garantir um saldo positivo para o setor ao fim do Mundial. Uma pesquisa realizada pela entidade no mês passado mostrou que 59% dos estabelecimentos pretendiam transmitir partidas envolvendo outras seleções, mesmo sem o Brasil na disputa. Para a Abrasel, a final representa mais uma oportunidade para bares e restaurantes impulsionarem as vendas com promoções e ações voltadas aos clientes que pretendem acompanhar a decisão. "O saldo da Copa para bares e restaurantes foi positivo do início ao fim. (...) O setor manteve bom desempenho ao longo de todo o torneio, e a expectativa é encerrar esse ciclo com a final reforçando ainda mais esse resultado", afirma o presidente-executivo da Abrasel, Paulo Solmucci. Cerimônia de encerramento da Copa do Mundo de 2026. Reprodução/Fifa Como um bar ganha durante o jogo? Para ampliar o faturamento, a estratégia precisa ser criativa. Os donos dos estabelecimentos costumam combinar ambiente, serviço e oferta de produtos. Veja exemplos comuns: transmissão com telões e som de qualidade; criação de combos e promoções temáticas; cardápios inspirados nos jogos ou nas seleções; planejamento de entregas antes do início das partidas. A lógica é simples: atrair o cliente antes do apito inicial e mantê-lo consumindo ao longo do jogo. LEIA MAIS Copa do Mundo faz bares faturarem até 76% mais, mas prejudica outros negócios

  6. Eleições 2026: o que você precisa saber neste mês de julho. No dia 4 de outubro, os brasileiros vão às urnas para escolher deputados estaduais, deputados federais, senadores, governadores e um presidente. Mas antes do eleitor definir o voto, os partidos precisam definir quem vai representá-los nas urnas. Essa definição ocorre durante as chamadas convenções partidárias. No Ceará, sete pré-candidatos ao Governo do Estado podem ter os nomes confirmados nos próximos dias. A partir desta segunda-feira (20), os partidos podem realizar suas convenções. O prazo para realização vai até o dia 5 de agosto. É na convenção que são definidas as chapas eleitorais. Após a definição dos nomes, os partidos têm até o dia 15 de agosto para submeter as candidaturas junto à Justiça Eleitoral. A campanha, então, começa oficialmente no dia 16 de agosto. ➡️Clique aqui para seguir o canal do g1 Ceará no WhatsApp Nas convenções, partidos e as federações (que são uniões de partidos para concorrer às eleições) definem quem disputará os cargos de presidente, governador, senador, deputado federal, deputado estadual e deputado distrital. As convenções podem ser realizadas de forma presencial, virtual ou ter formato híbrido. Partidos escolhem candidatos durante convenções partidárias; Ciro Gomes, Elmano de Freitas e Eduardo Girão são pré-candidatos com as maiores intenções de voto, segundo a última pesquisa Quaest. Reprodução 📍No Ceará, sete partidos já informaram que vão lançar candidatos ao Governo do Estado. Como já definiram as candidaturas internamente com antecedência, as convenções vão formalizar os nomes. Entre eles estão: Partido dos Trabalhadores (PT): convenção marcada para 01/08, que deve confirmar o nome do governador Elmano de Freitas como candidato à reeleição; Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB): convenção marcada para 20/07, que deve confirmar o nome de Ciro Gomes como candidato a governador; Partido NOVO: data da convenção ainda não foi confirmada. O senador Eduardo Girão foi lançado como candidato a governador; Partido Socialismo e Liberdade (PSOL): data da convenção ainda não foi confirmada. Jarir Pereira é apontado candidato a governador; Partido da Renovação Democrática (PRD): convenção marcada para 25/07. O ex-vice-prefeito de Juazeiro do Norte Giovanni Sampaio é apontado como candidato a governador; Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU): convenção marcada para 01/08. Zé Batista é apontado como candidato a governador; Partido Missão: data da convenção ainda não foi confirmada. Delegado Huggo Leonardo é apontado como candidato a governador. Eleições de 2026 vão definir novos deputados estaduais, federais, senadores, governadores e presidente Reprodução/TRE-RN 🗓️Calendário eleitoral de 2026: 👥20 de julho a 5 de agosto: Convenções partidárias 📬15 de agosto: Último dia para registrar candidaturas ✅16 de agosto: Início da propaganda eleitoral nas ruas e na internet 📺28 de agosto: Início da propaganda eleitoral gratuita na rádio e na TV 👮‍♀️19 de setembro: Candidatas e candidatos não podem ser detidos ou presos, a não ser em flagrante delito 🚫3 a 5 de outubro: Proibição total de transporte de armas e munições por colecionadores, atiradores e caçadores (CACs) em todo o território nacional 📣🗳️4 de outubro: Primeiro turno das eleições 📺9 de outubro: Início da propaganda eleitoral gratuita na rádio e na TV em caso de segundo turno 🚫24 a 26 de outubro: Nova proibição total de transporte de armas e munições por colecionadores, atiradores e caçadores (CACs) em todo o território nacional 📣🗳️25 de outubro: Segundo turno das eleições 🧐Como funcionam as convenções? Cada partido ou federação pode definir as próprias regras para escolher seus candidatos. Apesar disso, as convenções devem seguir algumas regras definidas pela Justiça Eleitoral, já que as definições das convenções têm implicações diretas nas eleições, como a escolha dos candidatos, a escolha dos números deles nas urnas e, mais tarde, a distribuição da verba de campanha. Por exemplo, no caso das candidaturas proporcionais (como deputados), os partidos devem respeitar a cota de gênero definida por lei, com mínimo de 30% e máximo de 70% de candidaturas de cada sexo. Partidos que não cumprem a regra podem ser punidos com a perda dos mandatos. Durante as convenções, as siglas devem elaborar uma ata com as decisões tomadas, informando, por exemplo, o local, a data e o horário da reunião, a lista de presenças, o responsável pela condução dos trabalhos e a lista dos candidatos escolhidos. A ata da convenção é um dos documentos que os candidatos devem apresentar à Justiça Eleitoral quando vão registrar sua candidatura oficialmente. 🔎Como está o cenário no Ceará? Até o momento, Ceará tem 7 pré-candidatos ao Palácio da Abolição, sede do governo estadual Fabiane de Paula/SVM No Ceará, sete partidos apresentaram pré-candidatos ao Palácio da Abolição. Conforme a última pesquisa Quaest para a o governo estadual, três candidatos têm pontuado melhor até o momento: o ex-ministro Ciro Gomes (PSDB), com 41%; o governador Elmano de Freitas (PT), com 31%; e o senador Eduardo Girão (Novo), com 5%. Para o cientista político Cleyton Monte, a eleição deste ano deve ser uma das mais acirradas do estado e vai indicar até que ponto a disputa presidencial pode influenciar os cenários estaduais. “A grande questão aqui no Ceará e em outros estados também é a que ponto nós teremos uma disputa nacionalizada”, considera Clayton. Na disputa cearense, o tucano Ciro Gomes tem o apoio do PL do senador Flávio Bolsonaro, apesar de já ter afirmado que não irá apoiar a campanha presidencial de Flávio. Enquanto o petista Elmano tem o apoio de Lula e deve usar a imagem do presidente – no Nordeste, Lula possui uma aprovação de 61%, segundo a Quaest. “Você vê cada vez mais o grupo do governador Elmano de Freitas associando, relacionando diretamente o grupo do Ciro Gomes ao bolsonarismo, às lideranças bolsonaristas, à agenda bolsonarista. E do outro lado, você tem as lideranças da oposição dizendo que a disputa no Ceará é uma disputa local, que nada tem a ver com o cenário nacional”, explica o cientista político. A disputa no estado vai marcar também o confronto entre os dois nomes considerados precursores do grupo político há 20 anos no poder no estado: os irmãos Cid Gomes (PSB) e Ciro Gomes (PSDB), que estão em lados opostos mais uma vez. Cid é considerado o fundador do atual grupo político, a partir da sua eleição como governador em 2006. Ao fim do seu segundo mandato, Cid indicou como sucessor Camilo Santana (PT) e, mais tarde, virou senador. O petista cumpriu dois mandatos de governador e foi eleito senador ao fim. Camilo, por sua vez, indicou Elmano, que concorre ao segundo mandato em 2026. O processo de sucessão de Camilo, porém, marcou o primeiro grande racha dos aliados - colocando o PDT e o PT, partidos basilares do grupo, em lados opostos. Se Cid é descrito por aliados como articulador do grupo, Ciro era apontado como o responsável pelas ideias. Os irmãos, no entanto, romperam em 2022, durante a escolha do sucessor de Camilo. As eleições de 2026, portanto, marcam mais um capítulo da rixa. Irmãos Cid e Ciro Gomes estão brigados publicamente desde 2022 Fabiane de Paula/Thiago Gadelha De um lado, o senador Cid Gomes vai concorrer novamente ao Senado, a pedido pessoal de Lula, na chapa de Elmano; enquanto Ciro Gomes vai tentar voltar ao governo do Ceará após 32 anos da sua última gestão, tendo em sua chapa desafetos de Cid, como ex-deputado federal Capitão Wagner (União), que concorre ao Senado. “O senador Cid é uma figura importante de articulação, principalmente no interior do Estado. É considerado o fundador desse grupo que está no poder desde 2006. E, claro, o governo quer fazer um contraponto com o irmão, Ciro”, avalia Cleyton. Assista aos vídeos mais vistos do Ceará:

  7. Turismo religioso impulsiona economia e atrai milhares de fiéis ao Sul de Minas O Sul de Minas tem se consolidado como um dos principais polos de turismo religioso do Brasil. Segundo a Secretaria de Estado de Cultura e Turismo, a região reúne importantes santuários, rotas de peregrinação e atrações de fé que atraem milhares de visitantes todos os anos e movimentam a economia de diversos municípios. 📲 Siga a página do g1 Sul de Minas no Instagram Em Cássia (MG), o setor transformou a vida da empresária Ana Paula Avelar Silveira. Há quatro anos, ela abriu uma loja de artigos religiosos no Santuário de Santa Rita e, em 2024, inaugurou uma segunda unidade em Passos, no Santuário de Santo Aníbal. A decisão de empreender no segmento surgiu em um momento delicado. “Foi no momento que eu fui diagnosticada com câncer e no dia do diagnóstico, da confirmação do diagnóstico, a gente passou em Cássia, que já estava encerrando o último ano da construção, e eu falei, eu quero uma loja aqui”, contou. Santuário de Santa Rita de Cássia. Crédito: André Luiz Ribeiro. De olho no crescimento do turismo religioso, Ana Paula tem buscado qualificação para atender melhor os visitantes. Ela participou de um seminário sobre o tema realizado em Passos. “A gente tem que desenvolver os produtos que a pessoa vai procurar. A gente já vai conhecendo a estrutura toda do segmento e atender o romeiro como ele gostaria de ser atendido”, afirmou. O Sebrae também atua para fortalecer o setor. Segundo a analista Carolina Alvim, o objetivo é preparar os empresários para receber os peregrinos. “A gente está construindo uma consultoria para a gente melhorar a receptividade desses empresários que estão ao longo do caminho desses romeiros”, explicou. Santuário de Santa Rita de Cássia, em Cássia Juliano Denubila/EPTV Infraestrutura ajuda a atrair visitantes Em Passos (MG), a estrutura disponível é apontada como um diferencial para receber turistas religiosos. O secretário municipal de Turismo, Édson Martins, destaca a rede hoteleira, a gastronomia e a localização estratégica da cidade. “Nós temos uma boa infraestrutura de rede hoteleira, de gastronomia e Passos tem uma posição estratégica equidistante, próximo a esses pontos turísticos religiosos, como Cássia, como Alpinópolis, como Claraval. Então são cidades que têm os atrativos turísticos, lembrando que também nós temos aqui nossos atrativos turísticos religiosos, nós temos igrejas de mais de 100 anos”, disse. Um dos símbolos dessa vocação turística é o portal Caminho Santa Rita de Cássia, inaugurado em 2022. O local marca o início da caminhada de peregrinos que percorrem 45 quilômetros até o santuário em Cássia e se tornou ponto de encontro de milhares de visitantes. Turismo religioso representa 60% do orçamento de Cássia Em Cássia, o impacto econômico do turismo religioso é significativo. De acordo com o secretário de Turismo, Frank Arantes Souza, o segmento representa atualmente cerca de 60% do orçamento municipal. O crescimento do fluxo de visitantes ganhou força após a inauguração do Santuário de Santa Rita, em 2022. “Nesse mês de maio, nessa festividade inteira de maio, nós passamos mais de 150 mil fiéis no nosso município. Acredito que o ano que vem, o 22 de maio, vai cair num sábado, a gente já está fazendo o plano de trabalho, preparando para a gente poder estar recebendo esse turista em 2027”, afirmou. Missa no Santuário de Santa Rita de Cássia. Crédito: André Luiz Ribeiro. Rotas de fé atraem peregrinos Além dos santuários de Cássia e Passos, o Sul de Minas reúne outros importantes destinos religiosos. Em Alpinópolis está o Monte das Oliveiras, considerado o maior cenário bíblico a céu aberto do país. Já o Caminho da Agonia, na Serra da Mantiqueira, percorre 61 quilômetros entre Cristina e o Santuário de Nossa Senhora da Agonia, em Itajubá, atraindo peregrinos todos os anos. Em Baependi, o Santuário de Nossa Senhora da Conceição, onde está sepultada a Beata Nhá Chica, recebe milhares de fiéis. Em Três Pontas, a festa dedicada ao Beato Padre Vítor também mobiliza devotos em romarias rumo à cidade. Turismo religioso: Sul de Minas se consolida como um dos principais polos de visitação Para o chanceler da Diocese de Campanha, cônego Bruno César Graciano, a força do turismo religioso está diretamente ligada ao patrimônio histórico e cultural da região. “Nós temos um patrimônio valiosíssimo no que se refere à história, à tradição, mas também as nossas igrejas, como também aquilo que é contado, patrimônio imaterial. Na nossa região, essa movimentação é uma grande forma de fortalecimento da fé e é uma atração que traz muita gente para o Sul de Minas”, destacou. Veja mais notícias da região no g1 Sul de Minas

  8. Justiça manda oficina indenizar cliente após roubo de caminhão em Itaúna A 12ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça de Minas Gerais confirmou a condenação de uma oficina de Itaúna a indenizar o dono de um caminhão-guindaste roubado. O veículo estava no estabelecimento para conserto quando foi levado por criminosos armados. O bem foi avaliado em R$ 164 mil. A decisão manteve o pagamento por danos materiais e lucros cessantes. No entanto, o pedido de danos morais foi negado. 🔎 Lucro cessante é a quantia que uma pessoa ou empresa razoavelmente deixou de ganhar devido a um ato ilícito ou quebra de contrato. Ele representa a perda do lucro esperado e não meras suposições. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Centro-Oeste de Minas no WhatsApp Roubo dentro da oficina Segundo a decisão, o proprietário alegou que deixou o caminhão na oficina para reparos. Na primeira instância, a Justiça determinou o ressarcimento do valor do veículo e indenização pelo período sem trabalho. Argumentos da defesa A oficina recorreu. Sustentou que o roubo foi um fortuito externo, causado por terceiros e fora do controle da empresa. Também afirmou que não havia provas do prejuízo financeiro alegado pelo cliente. O dono do caminhão defendeu que a oficina assumiu o dever de guardar e vigiar ao receber o veículo. LEIA TAMBÉM: Quem era a estudante encontrada morta em matagal Homem dado como desaparecido pela família é encontrado Caso Sheilla Angelis: Justiça condena casal pela morte Risco do negócio Na decisão, a relatora, desembargadora Régia Ferreira de Lima, manteve a condenação da oficina. Ela considerou o crime como risco inerente à atividade. Segundo a magistrada, empresas que recebem bens de terceiros devem prever e mitigar crimes patrimoniais. Ela afirmou que a violência do roubo não afastou a responsabilidade da oficina. A decisão destacou que a responsabilidade, nesses casos, é objetiva. Os valores não foram informados, pois serão definidos na fase de liquidação. Os desembargadores Francisco Costa e José Américo Martins da Costa acompanharam o voto. Por outro lado, o colegiado negou indenização por danos morais, pois não houve comprovação de abalo à honra ou direitos da personalidade. A decisão foi 12ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça de Minas Gerais. Divulgação VÍDEOS: veja tudo sobre o Centro-Oeste de Minas

  9. Pôr do sol na Praia da Ponta Negra. Reprodução/X Com a chegada do verão amazônico, a redução do nível dos rios transforma a paisagem de vários municípios do Amazonas. Bancos de areia aparecem às margens dos rios e formam praias temporárias que atraem moradores e turistas em busca de banho de rio, lazer e contato com a natureza. O período de vazante costuma revelar alguns dos principais destinos de praia de água doce do estado. O g1 reuniu sete opções e explica como chegar até elas. 📲 Participe do canal do g1 AM no WhatsApp 1. Praia da Ponta Negra – Manaus Praia da Ponta Negra, em Manaus. Foto: Divulgação Localizada na Zona Oeste de Manaus, a Praia da Ponta Negra é uma das opções mais acessíveis para quem quer aproveitar o verão amazônico sem sair da capital. O espaço conta com calçadão, áreas de convivência, quiosques e estrutura para receber visitantes. 📍Como chegar: O acesso é feito pela Avenida Coronel Teixeira, na Zona Oeste de Manaus. O local possui estacionamento e linhas de transporte coletivo que passam pela região. O acesso à praia é gratuito. 2. Praia do Tupé – Manaus Localizada a cerca de uma hora de barco de Manaus, a Praia do Tupé é um paraíso um pouco mais isolado, perfeito para quem busca tranquilidade e contato com a natureza. Divulgação/Amazonastur Dentro da Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) do Tupé, a praia é um dos destinos naturais mais conhecidos da capital. O local reúne areia branca, águas do Rio Negro e áreas de floresta, além de comunidades tradicionais que recebem visitantes. 📍Como chegar: O acesso é feito por embarcação. Uma das opções é utilizar lanchas que saem da Marina do Davi, na região da Ponta Negra, Zona Oeste de Manaus, com valores que podem variar entre R$ 10 e R$ 20 por pessoa. O trajeto dura cerca de 30 minutos, dependendo das condições do rio. 3. Praia de Açutuba – Iranduba Praia de Açutuba virou um dos points turísticos do Amazonas após inauguração da Ponte Rio Negro g1 AM A Praia de Açutuba é uma das mais procuradas por moradores da Região Metropolitana de Manaus durante a vazante do Rio Negro, entre julho e outubro. Localizada no município de Iranduba, o destino chama atenção pelas extensas faixas de areia e pela possibilidade de passar o dia em contato com a natureza. 📍Como chegar: Saindo de Manaus, o visitante deve atravessar a Ponte Jornalista Phelippe Daou e seguir pela rodovia AM-070, a Estrada Manoel Urbano. O acesso para a praia fica no km 30 da rodovia, por uma estrada vicinal. O acesso à praia é gratuito. 4. Praia do Miriti – Manacapuru Praia do Miriti, em Manacapuru. Divulgação/Prefeitura de Manacapuru A Praia do Miriti, em Manacapuru, é uma opção para quem deseja sair da capital e conhecer uma praia de rio no interior do Amazonas. Durante o período de seca, a região ganha áreas de areia que atraem visitantes para banho e lazer. 📍Como chegar: Partindo de Manaus, o acesso é feito pela rodovia AM-070 até Manacapuru. A partir da cidade, o visitante segue por vias locais até a área da praia, conforme as condições de acesso no período. O estacionamento no local é pago é pode custar até R$ 20. 5. Praia da Lua – Manaus Praia da Lua, em Manaus, é opção para se refrescar durante verão amazônico. Divulgação/Amazonastur Localizada às margens do Rio Negro, a Praia da Lua é uma das praias de água doce mais conhecidas de Manaus. O local recebe visitantes principalmente durante o período de vazante. Por lá, é possível encontrar restaurantes e atividades de lazer. 📍Como chegar: O acesso é feito exclusivamente por embarcação. As lanchas costumam sair da Marina do Davi, na região da Ponta Negra, Zona Oeste de Manaus, com valores que podem variar entre R$ 10 e R$ 20 por pessoa. O trajeto dura cerca de 10 a 15 minutos, dependendo das condições do rio. 6. Praia do Japonês – Iranduba Praia do Japonês, em Iranduba. Divulgação/Praia do Japonês A Praia do Japonês é outra opção bastante procurada por moradores da Região Metropolitana de Manaus durante a temporada de praias. Localizada às margens do Rio Negro, em Iranduba, o local reúne paisagens de água doce e vegetação amazônica, além de restaurantes. O acesso à praia é gratuito, mas o estacionamento é pago e os valores variam entre R$ 15 e R$ 30 para motos e carros. 📍Como chegar: Saindo de Manaus, o visitante deve atravessar a Ponte Jornalista Phelippe Daou e seguir pela rodovia AM-070, a Estrada Manoel Urbano, em direção a Iranduba. O acesso é feito por estrada até a área da praia. 7. Praia de Paricatuba – Iranduba A Praia Paricatuba fica na Vila de Paricatuba, em Iranduba, às margens do Rio Negro, e é uma das praias de rio mais conhecidas da Região Metropolitana de Manaus. O passeio também pode incluir uma visita às históricas Ruínas de Paricatuba, construídas no fim do século XIX e transformadas em um dos principais atrativos turísticos da vila. Do local, também é possível apreciar a vista para o Rio Negro. 📍Como chegar: Saindo de Manaus, o acesso é feito pela Ponte Jornalista Phelippe Daou e pela rodovia AM-070 (Manoel Urbano). No km 21 da estrada, há um ramal à direita que leva à Vila de Paricatuba. O percurso pelo ramal tem cerca de 10 quilômetros até a comunidade, onde fica a praia. A entrada é gratuita. Verão amazônico e a busca por roupas leves: crescimento do setor moda praia

  10. Filhote de onça-pintada será apresentado ao público pela 1º vez em bioparque no Pará O filhote de onça-pintada Xingu será apresentado ao público pela primeira vez neste domingo (19), durante a programação especial de férias no BioParque Vale Amazônia, em Parauapebas, no sudeste do Pará. Nascido na Serra dos Carajás, o animal completou seis meses e pertence a uma espécie considerada ameaçada de extinção. O nome Xingu foi escolhido após votação popular realizada em março deste ano. ✅ Clique e siga o canal do g1 PA no WhatsApp Segundo o veterinário Nereston de Camargo, o filhote está em uma fase importante de desenvolvimento e aprendizado. “O nascimento de Xingu foi mais um marco para a conservação da espécie. Agora ele chegou numa idade de aprendizados com a mãe. A ampliação do espaço permite que ele explore mais o ambiente e aprenda com a mãe etapas importantes”, explicou. Durante a programação especial de férias, os visitantes poderão participar de atividades como oficinas de biojoias e bomba de sementes, pintura de máscaras, personalização de ecobags, jogos educativos e apresentação de capoeira. O filhote 🐅 Xingu é o sétimo filhote de onça-pintada nascido no BioParque nos últimos 12 anos e o terceiro com genética do cerrado. Ele é filho de Marília e Zezé - veja os outros nascimentos abaixo: 2014: Thor e Pandora (genética amazônica) 2016: Sheila e Leila (melânicas, também amazônicas) 2022: Rhudá e Rhuana (genética do Cerrado) Nesta fase, Xingu passa por um período de descobertas, aprendendo a nadar, escalar, correr e afiar as unhas nos troncos, sempre acompanhado pela mãe e monitorado pela equipe técnica. A adaptação ao espaço maior ocorre de forma gradual, em horários determinados, respeitando o comportamento do filhote. Xingu, filhote de onça-pintada, será apresentado ao público pela primeira vez no Pará. Divulgação Marília, mãe de Xingu, foi resgatada de cativeiro ilegal. Já Zezé nasceu em uma instituição em Goiás e descende de animais retirados de situação irregular. Por terem vivido sob influência humana, nenhum dos dois pode retornar à natureza. Atualmente, o casal e o filhote fazem parte do plantel do parque e contribuem para ações de conscientização sobre o tráfico de animais e a importância da preservação da espécie. O espaço 🐾 O BioParque Vale Amazônia já registrou o nascimento de diversas espécies ameaçadas de extinção, como ararajuba, arara-azul, jacupiranga, mutum-de-penacho, gavião-real, onça-pintada, onça-parda, queixada, caititu, guariba-de-mãos-ruivas e anta. O local conta com 29 recintos que abrigam felinos, primatas, répteis e aves. Entre as atrações estão a sala de coleção entomológica, com cerca de 1.100 exemplares de insetos da floresta, além de formigueiro e viveiro de imersão. O BioParque funciona de terça a domingo, das 9h às 16h, e está localizado dentro da Floresta Nacional de Carajás, unidade de conservação ambiental gerida pelo ICMBio. VÍDEOS: veja todas as notícias do Pará Confira outras notícias do estado no g1 PA

  11. Drones ucranianos atingiram alvos em um local identificado como Mar Negro , em uma captura de tela de um vídeo divulgado em 17 de julho de 2026 REUTERS Forças ucranianas atingiram dois petroleiros russos no Mar Negro em um ataque noturno na madrugada deste domingo (19), informou o comando militar de Kiev. Em comunicado, o Estado-Maior informou que também atingiu um guindaste flutuante no Mar de Azov, acrescentando que os três alvos estavam sendo utilizados para apoiar o esforço de guerra da Rússia na Ucrânia. Os ataques aconteceram após uma nova escalada de acontecimentos na contra com a Rússia. Mais cedo, Moscou lançou uma série de mísseis balísticos contra a capital ucraniana, Kiev, matando ao menos uma pessoa e ferindo outras 16. Rússia revida ataques ucranianos com mísseis em Kiev A Força Aérea da Ucrânia disse ter abatido 18 dos 41 mísseis balísticos lançados pela Rússia. Segundo o ministro interino das Relações Exteriores da Ucrânia, Andrii Sybiha, esse foi o maior número de mísseis balísticos usado por Moscou em um único ataque desde o início da guerra. "A Rússia lançou o maior número de mísseis balísticos desde o início da guerra — cerca de quatro dúzias — em um ataque terrorista brutal contra a capital ucraniana, matando e ferindo pessoas", escreveu Andrii Sybiha na rede social X. "Exigimos respostas apropriadas e enérgicas. Precisamos de uma pressão devastadora sobre Moscou para acabar com esse terror", disse Sybiha. Ministro interino das Relações Exteriores da Ucrânia na rede social X (antigo Twitter) Reprodução/X *Com informações da agência Reuters

  12. Um helicóptero de combate a incêndios lança água sobre o local de um ataque de míssil russo, em meio ao ataque da Rússia à Ucrânia, na região de Kiev, Ucrânia REUTERS A Força Aérea ucraniana disse que abateu 18 dos 41 mísseis lançados pela Rússia neste domingo (19). De acordo com o ministro interino das Relações Exteriores da Ucrânia, Andrii Sybiha, esse foi o maior número de mísseis balísticos usado por Moscou em um único ataque desde o início da guerra. "A Rússia lançou o maior número de mísseis balísticos desde o início da guerra — cerca de quatro dúzias — em um ataque terrorista brutal contra a capital ucraniana, matando e ferindo pessoas", escreveu Andrii Sybiha na rede social X. "Exigimos respostas apropriadas e enérgicas. Precisamos de uma pressão devastadora sobre Moscou para acabar com esse terror", disse Sybiha. Ministro interino das Relações Exteriores da Ucrânia na rede social X (antigo Twitter) Reprodução/X Mísseis russos atingem Kiev, matando uma pessoa e ferindo 16 Rússia revida ataques ucranianos com mísseis em Kiev Mísseis russos atingiram a capital ucraniana, Kiev, e região circundante na madrugada de domingo (19), matando pelo menos uma pessoa e ferindo outras 16, enquanto incêndios se alastravam pela cidade, disseram autoridades. Uma série de poderosas explosões ecoou pela noite, enquanto a força aérea ucraniana alertava para uma ameaça de míssil balístico. O prefeito de Kiev, Vitali Klitschko, informou pelo aplicativo Telegram que incêndios deflagraram em um dormitório, um prédio de apartamentos e um supermercado. Vários edifícios não residenciais e armazéns foram atingidos no ataque, enquanto carros estacionados e prédios de escritórios pegaram fogo em diversos distritos, disse Klitschko. Mísseis russos atacam Kiev neste domingo (19) REUTERS Em um dos locais, os trabalhadores vasculhavam os destroços fumegantes e apagavam os incêndios em apartamentos bombardeados. Um morador que se identificou como Vlad disse que estava dentro de seu apartamento quando uma explosão arrancou a porta da varanda, atingindo-o na cabeça. "Minha avó mora comigo e não consegue andar. Como eu poderia fugir e deixá-la para trás?", disse ele. O Serviço Estadual de Emergência enviou equipes de emergência para vários locais em três distritos da cidade. De acordo com a administração militar, duas pessoas ficaram feridas na região de Kiev e armazéns também foram danificados. Nas últimas semanas, as forças russas intensificaram os ataques com mísseis balísticos contra Kiev e outras cidades, visto que a Ucrânia está com poucos sistemas de defesa aérea projetados pelos EUA, essenciais para interceptá-los. Vídeo mostra momento em que armazém desaba na Rússia após ataque de drones ucranianos Vídeo mostra armazém desabando na Rússia após ataque de drones ucranianos Um vídeo mostra o momento exato em que um armazém desaba em Kotovsk, na região de Tambov, na Rússia - cerca de 475 quilômetros ao sudeste de Moscou. O local foi um dos alvos de um ataque massivo de drones ucranianos contra centros logísticos e outras instalações russas durante a madrugada deste sábado (18). Ao menos oito pessoas morreram e mais de 60 ficaram feridas. Os bombardeios também provocaram um incêndio em um depósito de petróleo na região de Moscou e levaram à evacuação de uma maternidade. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Testemunhas observam a fumaça de um incêndio em um centro logístico da varejista russa Wildberries, em Elektrostal, nos arredores de Moscou, em 18 de julho de 2026. TATYANA MAKEYEVA / AFP Segundo o governador regional de Tambov, Evgueni Pervishov, drones atingiram um centro logístico da Wildberries, maior empresa de comércio eletrônico da Rússia. "Sete funcionários do turno da noite morreram no local", escreveu Pervishov no Telegram. Outras 24 ou 25 pessoas ficaram feridas, de acordo com diferentes balanços divulgados pelas autoridades russas. O governador afirmou ainda que 28 drones foram abatidos antes de atingir seus alvos e disse que, caso tivessem conseguido passar pelas defesas aéreas, o número de vítimas civis poderia ter sido ainda maior. Outro centro logístico da Wildberries, na cidade de Elektrostal, na região de Moscou, também foi atingido. O governador Andrei Vorobyov informou que a queda de um drone matou uma pessoa e deixou 37 feridos. Na vizinha Noginsk, destroços de drones provocaram um incêndio em um depósito de petróleo. Segundo Vorobyov, duas pessoas ficaram feridas e uma maternidade próxima foi evacuada por precaução. As autoridades não detalharam a extensão dos danos à instalação. O prefeito de Moscou, Sergey Sobyanin, afirmou que mais de 370 drones foram lançados contra a região da capital durante a noite. Segundo ele, 64 aeronaves não tripuladas foram destruídas enquanto se aproximavam da cidade. Zelensky diz que alvos abasteciam produção de drones O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, confirmou os ataques e afirmou que as forças ucranianas atingiram duas grandes instalações logísticas nas regiões de Moscou e Tambov. Segundo ele, os centros eram usados para fornecer componentes destinados à fabricação de drones e equipamentos de navegação utilizados pelas forças russas. Zelensky também informou que uma instalação ligada ao setor de petróleo foi atingida. A Ucrânia intensificou nos últimos meses os ataques de longo alcance contra o território russo, concentrando-se principalmente em infraestrutura logística e energética considerada estratégica para o esforço de guerra de Moscou. Enquanto isso, ataques russos contra a Ucrânia deixaram ao menos um morto e 13 feridos neste sábado, de acordo com autoridades ucranianas. A guerra entre Rússia e Ucrânia começou em fevereiro de 2022, após a invasão russa do território ucraniano, e segue marcada por ataques de drones e mísseis de ambos os lados da fronteira. *Com informações das agências Reuters e France Presse GIF - armazém desaba na Rússia após ataque de drones ucranianos Reuters

  13. Apicultores utilizam áreas de preservação ambiental de empresa para produzir mel no ES Em meio às áreas de preservação de Aracruz, no Norte do Espírito Santo, a criação de abelhas virou fonte de renda para dezenas de famílias e garantiu a posição da cidade entre as maiores produtoras de mel do estado. Os apicultores conseguiram um espaço nas dependências de uma indústria de celulose para montar os apiários. A iniciativa surgiu no programa Apicultura Sustentável, que tem objetivo de fortalecer a cadeia produtiva do mel no estado. 📲 Clique aqui para seguir o canal do g1 ES no WhatsApp Lançado em 2005 no Brasil e em 2014 no Espírito Santo, o programa contempla a organização e a gestão de associações e oferece suporte técnico e administrativo. Apicultor há mais de 50 anos, Sebastião Grazziotti tem cerca de 30 apiários, com 20 colmeias cada, dentro das áreas de mata. Ele viu no local uma oportunidade para os produtores. "A preservação aqui é bem cuidada. É o único lugar que a gente encontra uma preservação cuidada, com bastante recursos naturais, porque outras áreas não tem", disse. Apicultores recebem apoio com o Programa Apicultura Sustentável em Aracruz, Espírito Santo Douglas Abreu / TV Gazeta LEIA TAMBÉM: PRODUÇÃO SUSTENTÁVEL: Café agroecológico ganha espaço no ES com grãos de mais sabor CARRAPITO: Conheça doce artesanal centenário feito no ES ACHACHAIRU: conheça fruta agridoce de origem boliviana que ajuda a controlar a pressão O programa apoia seis associações de apicultores, com um total de 1.170 colmeias. A produção média é de quase 35 kg cada, resultando em, aproximadamente, 40,9 toneladas de mel por colheita, realizada duas vezes por ano. Para entrar no projeto, é necessário fazer parte de uma das associações. O programa trouxe também a solução para o maior problema de muitos apicultores: a falta de espaço para criar abelhas, como era o caso de Domingos Alburghetti. "A maior parte dos apicultores não tem propriedade rural própria, então eles dependem do parceiro. Como eles têm áreas de preservação, que são bastante protegidas, ali é o lugar onde a gente consegue instalar as colmeias e elas [as abelhas] terem alimento em volta para sua subsistência", explicou. Produtores de mel recebem capacitações, acesso a insumos, tecnologias e equipamentos relacionados à apicultura Douglas Abreu / TV Gazeta Apoio para os produtores O programa também incentiva a capacitação dos apicultores. Rafaela Cavalcanti, consultora de desenvolvimento social da empresa, destacou que, para além da cessão do espaço, é oferecido também o acesso a insumos, tecnologias e equipamentos relacionados à apicultura. “Nós trabalhamos com eles a questão para tirar a carteirinha de apicultor, que é extremamente importante para a profissionalização e para que eles possam comercializar o produto com maior segurança”, ressaltou. Benefício ambiental Além da geração de renda, a apicultura e a meliponicultura, que é a criação de abelhas com e sem ferrão, respectivamente, desempenham papel fundamental para o equilíbrio do meio ambiente. Domingos Alburghetti lembrou que as abelhas prestam um serviço vital para a biodiversidade. "As abelhas prestam um serviço que não tem preço para toda a humanidade, por todo o planeta, por meio da polinização", disse. Uma maneira que permite o ciclo completo de muitas espécies na natureza. Área de preservação é utilizada para produção de mel em Aracruz, Espírito Santo Douglas Abreu / TV Gazeta Aracruz lidera a produção de mel De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Espírito Santo produziu 846 mil quilos de mel em 2024, um aumento de 55% em relação a 2016, quando o volume era de 544 mil quilos. O valor da produção de mel mais que dobrou no estado, passando de R$ 6,2 milhões em 2016 para R$ 12,3 milhões em 2024. Entre os destaques, Aracruz lidera o ranking estadual, responsável por 10,6% da produção, seguido de Fundão (9,7%) e Marechal Floriano (9,5%). * Reportagem de Ana Maria Vasques, com supervisão de Breno Alexandre e Juirana Nobres. Vídeos: tudo sobre o Espírito Santo Veja o plantão de últimas notícias do g1 Espírito Santo

  14. Divulgação Os medicamentos que revolucionaram o tratamento da obesidade entraram em uma nova fase. Depois de anos em que a conversa girava em torno de quanto peso Ozempic, Wegovy e Mounjaro eram capazes de eliminar, a pergunta que passa a ocupar os especialistas é outra: como usar esses remédios com segurança ao longo do tempo —e como reconhecer o momento de reduzir a dose ou, se for o caso, interromper o tratamento. A resposta começou a ser desenhada no início de julho, com a publicação do primeiro consenso internacional dedicado aos cuidados nutricionais, físicos e psicológicos de quem usa remédios da classe das incretinas. Elaborado por três entidades europeias —a European Association for the Study of Obesity (EASO), a European Federation of the Associations of Dietitians (EFAD) e a European Coalition for People Living with Obesity (ECPO)— e publicado no The Lancet Diabetes & Endocrinology, o documento não altera as indicações dos medicamentos, mas propõe uma virada de perspectiva: emagrecer deixa de ser a única meta. Preservar músculos, garantir uma alimentação de qualidade, acompanhar a saúde mental e individualizar as decisões sobre dose passam a fazer parte do tratamento. "A grande importância deste primeiro consenso está em mostrar que o tratamento não se restringe a tomar a injeção e perder peso", afirma Fernando Valente, coordenador do Departamento de Educação em Diabetes da Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD) e diretor do Departamento de Diabetes da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM). Para ele, o mérito do texto está em deslocar o eixo do número na balança para um cuidado mais amplo, que prioriza a qualidade de vida e a melhora das comorbidades e chama atenção para o que uma perda de peso sem monitoração pode acarretar —desnutrição, perda de massa muscular e sofrimento psíquico. Os autores fazem questão de delimitar o alcance do texto: o consenso não cria regras obrigatórias nem substitui a avaliação médica. Em vários trechos, lembram que boa parte das recomendações combina a melhor evidência disponível com a experiência clínica, justamente porque ainda faltam estudos capazes de responder a algumas das principais dúvidas sobre esses medicamentos. Mounjaro muda sinais cerebrais ligados ao prazer e ao impulso de comer, veja estudo Nem todo paciente precisa chegar à dose máxima Uma das mensagens centrais do documento é que subir a dose até o teto previsto em bula não deve ser tratado como objetivo automático. O que deve orientar a decisão, argumentam os autores, é a resposta clínica de cada pessoa. Quem já sente boa saciedade, emagrece de forma adequada e tolera bem o tratamento nem sempre precisa de doses maiores. O texto cita, inclusive, dados de vida real que mostram perdas expressivas de peso com doses reduzidas, quando a conduta é ajustada caso a caso. Valente distingue dois perfis para explicar essa lógica: quem está muito longe da meta e precisa perder 30 quilos ou 30% do peso corporal tende a caminhar para a dose máxima; já quem desenvolveu doenças metabólicas —diabetes, hipertensão, triglicérides elevados, gordura no fígado, apneia do sono— sem grande excesso de peso pode se beneficiar de doses menores. "A dose máxima não é obrigatória, porque os alvos são ajustáveis individualmente", explica o endocrinologista. Em vez de perseguir uma dose ideal única, a proposta é tratar cada paciente segundo seus objetivos, seus ganhos e seus efeitos adversos. Quando reduzir, pausar ou interromper O consenso enfrenta uma das dúvidas mais frequentes entre quem usa esses medicamentos: existe um momento certo para parar? A resposta é que a decisão precisa ser compartilhada entre médico e paciente e sopesar tanto os benefícios quanto os riscos. Reduzir a dose, adiar um aumento programado, fazer uma pausa temporária ou suspender a medicação podem ser condutas apropriadas em determinadas situações —e o documento lista os sinais que pedem reavaliação: náuseas e vômitos persistentes, dificuldade de manter uma boa hidratação, perda de peso rápida demais, incapacidade de ingerir nutrientes suficientes e indícios de desnutrição. ⚠️ Há ainda um cenário que merece atenção redobrada: quando a ingestão alimentar se mantém abaixo de 800 calorias por dia por um período prolongado. Rodrigo Lamounier, diretor da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e Síndrome Metabólica (Abeso) e membro da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM), acrescenta que interromper nem sempre é sinal de que algo deu errado. A pausa pode chegar porque o paciente atingiu uma meta de peso adequada, porque a tolerância piorou a ponto de comprometer a adesão —situação em que um passo atrás na dose ajuda a manter o tratamento— ou por uma decisão de bom senso, como no idoso cuja perda de peso já alcançou um patamar razoável e para quem emagrecer mais deixa de ser desejável. "São medicamentos muito importantes, mas, como tudo na medicina, exigem cuidado e individualização de acordo com a evolução e o contexto de cada paciente", pondera. Freepik O sucesso não se mede só pela balança Se há uma ideia que percorre todo o consenso, é a de que perder peso não significa, necessariamente, ganhar saúde. Os especialistas ressaltam que parte do peso eliminado durante o tratamento corresponde à perda de massa muscular. Quando isso ocorre em excesso, crescem os riscos de fraqueza, limitação para as tarefas do dia a dia e sarcopenia —a redução da força e da quantidade de músculos. O documento reforça que os benefícios desses remédios vão muito além do ponteiro da balança, do controle da glicose à redução do risco cardiovascular, passando pela gordura no fígado e pela apneia do sono. É esse o ponto que Valente faz questão de sublinhar. "Pouco adianta reduzir o número na balança à custa de uma piora nutricional, de cansaço, de queda de cabelo intensa ou da incapacidade de se exercitar e viver bem —e, nos mais vulneráveis, do aumento do risco de quedas e fraturas", afirma. Daí a proposta de deslocar o foco: mais do que contar quilos, o médico deve acompanhar se o paciente preserva músculos, capacidade física e estado nutricional. Proteína e musculação deixam de ser coadjuvantes Para conter a perda de massa magra, o consenso recomenda uma ingestão diária de cerca de 1 a 1,5 grama de proteína por quilo de peso ajustado —com um mínimo de 60 gramas por dia, distribuídas ao longo das refeições. Quando a alimentação não dá conta dessa meta, suplementos podem entrar em cena, sempre após avaliação individual. Como o apetite diminui, o consumo de proteína tende a cair justamente quando ela é mais necessária, o que aumenta o risco de baixa massa muscular. A novidade é o papel reservado ao exercício: a prática regular de atividades de força, como a musculação, aparece pela primeira vez como peça central da estratégia para quem usa agonistas de GLP-1 e medicamentos semelhantes. Lamounier acrescenta uma ressalva que considera decisiva, sobretudo entre os mais velhos: proteína e treino de força importam para todos, mas especialmente quanto mais avança a idade —e, na hora de avaliar o resultado, o que conta não é o tamanho do músculo, e sim o que ele consegue fazer. "No que diz respeito ao músculo, a funcionalidade é mais importante do que a quantidade", afirma. Isso significa, por exemplo, observar a capacidade de levantar da cadeira sem o apoio das mãos ou a força de preensão palmar, medida com o dinamômetro —o hand grip—, que ele descreve como um marcador de risco de mortalidade em idosos. Comer menos não significa comer melhor Pexels Comer menos, porém, não significa comer melhor. O consenso alerta que a redução do apetite pode comprometer o consumo de vitaminas, minerais e fibras, e insiste que a alimentação priorize alimentos densos em nutrientes —frutas, verduras, legumes e grãos integrais— em vez de apenas cortar calorias. Emagrecer depressa demais cobra um preço à parte, adverte Valente: um ritmo excessivo pode levar à anemia e favorecer a formação de cálculos na vesícula, além de elevar o risco de pancreatite —ainda que os grandes ensaios clínicos não mostrem aumento significativo desse risco frente ao placebo. Ainda assim, o documento não defende que todos os pacientes sejam acompanhados por nutricionistas ou submetidos a uma extensa bateria de exames. A proposta é um modelo escalonado, que reserva o acompanhamento mais próximo aos casos vulneráveis —idosos, pessoas com histórico de cirurgia bariátrica ou de transtorno alimentar, quem emagrece rápido demais e quem já teve desnutrição. Para esses, explica o médico, fazem sentido exames como hemograma, além da avaliação de ferro, zinco, vitaminas do complexo B (incluindo B12 e tiamina), ácido fólico e vitamina D. Uma ingestão abaixo de 1.200 calorias diárias, acrescenta, já é sinal de necessidade de uma avaliação mais cuidadosa. A relação com a comida também muda Além das questões metabólicas, o documento dedica um capítulo inteiro aos efeitos psicológicos desses medicamentos —e, pela primeira vez, um documento internacional incorpora o conceito de food noise. "É o pensamento persistente e intrusivo em relação à comida, da pessoa que pensa o tempo todo em comer; os medicamentos reduzem esse ruído ao atuar nas áreas de recompensa do cérebro", descreve Valente. O efeito, relatam os autores, ajuda o paciente a comer em resposta à fome física, e não a estímulos emocionais ou sociais. Essa mudança, porém, tem um reverso. Muitos pacientes têm dificuldade de reconstruir hábitos e estratégias emocionais quando a comida deixa de ocupar o lugar central que ocupava. "Muitos usam a comida como muleta emocional ou ritual social; ao perder esse apoio, podem viver uma crise de identidade e angústia", pondera o endocrinologista. Quando esse vínculo emocional com a comida se rompe, defende o endocrinologista, o acompanhamento psicológico deve estar disponível —sobretudo para quem tem histórico de transtornos alimentares—, ajudando o paciente a construir formas de lazer e conexão social que não passem pelo prato. Lamounier chama atenção para o outro lado dessa mesma vigilância. Se o consenso destaca o alívio psicológico que costuma acompanhar o tratamento, ele lembra que é preciso verificar, caso a caso, se o remédio não está tendo o efeito inverso sobre sintomas de ansiedade e depressão. "Não adianta perder peso e o sofrimento mental aumentar", resume —uma piora que, ressalva, não é o que os estudos têm mostrado, mas que justifica uma avaliação individualizada ao longo de todo o tratamento. O desafio do reganho de peso Adobe Stock Entre as questões que o tratamento ainda precisa equacionar está o que acontece depois que o remédio é interrompido. "O reganho de peso não é incomum, porque o corpo interpreta a perda como uma ameaça, reduz o gasto energético e aumenta o apetite", explica Valente. Sem o medicamento a neutralizar esse mecanismo de adaptação, e sem uma orientação de retaguarda, a tendência é que os quilos voltem. O endocrinologista aponta, no entanto, um conjunto de estratégias para reduzir esse risco: manter o exercício físico para sustentar o gasto energético, ajustar a alimentação com proteína adequada, carboidratos complexos e gorduras insatuQuando esse vínculo emocional com a comida se rompe, defende o endocrinologista, o acompanhamento psicológico deve estar disponível — sobretudo para quem tem histórico de transtornos alimentares —, ajudando o paciente a construir formas de lazer e conexão social que não passem pelo prato.radas (evitando as saturadas e os ultraprocessados), adotar novos hábitos comportamentais e preservar a regularidade das consultas, com o médico ou com uma equipe multidisciplinar. Em alguns casos, acrescenta, discute-se a manutenção do tratamento farmacológico em dose menor ou a troca por uma medicação mais acessível, pensando no longo prazo.

  15. Alzheimer em mulheres: danos cerebrais podem começar bem antes da velhice Quando se pensa em Alzheimer, logo vem à mente a imagem de placas beta-amiloides e de proteínas tau anormais no cérebro. No entanto, exames pós-morte de pessoas portadoras de demência indicam outros problemas, como o acúmulo de gorduras e até acidentes vasculares cerebrais microscópicos, também chamados de microinfartos cerebrais. Embora sejam assintomáticos, isto é, silenciosos, à medida que se acumulam podem afetar a capacidade cognitiva do indivíduo. Ampliar a forma de encarar a enfermidade tem levado os pesquisadores a dar cada vez mais importância à soma de eventos que impactam a existência humana. Dois terços dos pacientes com Alzheimer são mulheres: pesquisadores querem medir como variáveis como educação, pobreza, sono e oportunidades limitadas influenciam a reserva cognitiva Ageing without limits O conceito de sindemia foi largamente utilizado na Conferência Internacional da Alzheimer's Association (AAIC 2026), em Londres, mas o que isso quer dizer? Significa que estamos diante de um quadro complexo, que não deve ser visto apenas como uma falha biológica do cérebro, mas sim como o resultado de condições socioculturais, políticas, ambientais e econômicas. Em suma, é preciso levar em conta todos os fatores capazes de contribuir para a enfermidade. A palavra sindemia é uma junção de sinergia com epidemia, um conceito criado na década de 1990 pelo antropólogo médico Merrill Singer. Descreve uma situação em que duas ou mais doenças interagem entre si de forma que uma potencializa a outra – e cujo impacto é amplificado pelas condições sociais e econômicas da população. O objetivo do "Modelo de Sindemias da Neurociência Populacional-Demência" (PNDS, na sigla em inglês), publicado em janeiro de 2026, é justamente dar visibilidade ao papel desempenhado pelas desigualdades. No painel Abordando as Diferenças de Gênero/Sexo no Complexo Problema da Demência, os palestrantes analisaram a questão feminina e seu risco aumentado para o Alzheimer – dois terços dos pacientes são mulheres – a partir de variáveis como educação, pobreza, hormônios sexuais, sono e oportunidades limitadas para o desenvolvimento de reserva cognitiva. Beth Shaaban, professora de enfermagem e epidemiologia da Universidade de Pittsburgh, fez uma provocação: “Será que reduzir a proteína amiloide é a resposta certa? E o que dizer da influência de migrações, guerras, pobreza, mudanças climáticas, desastres naturais, poluição, racismo, sexismo, capacitismo e todas as interseções que derivam dessas situações para o surgimento da doença de Alzheimer? Sabemos que os fatores políticos, econômicos, ambientais e socioculturais levam ao estresse, ao envelhecimento biológico e, consequentemente, à demência.” Para dar alguns exemplos práticos: Infecções na infância: crianças expostas a infecções frequentes, como as que contraíram malária, podem apresentar dificuldade de aprendizado. Vale lembrar que a escolaridade formal é considerada um importante fator de proteção contra a demência. Violência de gênero: mulheres que sofrem agressões físicas na região da cabeça têm um risco aumentado de desenvolver demência. Distúrbios de sono: comuns a partir da perimenopausa, afetam o nível de inflamação do organismo e também são um fator de risco modificável. Barreiras educacionais: um número expressivo de mulheres não tem acesso à educação, o que limita a sua capacidade de criar uma reserva cognitiva. Prevenção e demência na América Latina A "Iniciativa Latino-Americana para Intervenção no Estilo de Vida para Prevenir o Declínio Cognitivo" (LatAm-FINGERS), financiada pela Alzheimer's Association, relatou como intervenções no estilo de vida adaptadas à cultura de cada país melhoraram a memória, o raciocínio e a função cognitiva geral em idosos sob risco de demência em 11 países da América Latina, com os maiores ganhos observados nos participantes que receberam suporte estruturado e mentoria. Os achados desse trabalho de dois anos reforçam os resultados do “Estudo Norte-Americano para Proteger a Saúde Cerebral por meio de Intervenção no Estilo de Vida para Reduzir o Risco” (U.S. POINTER). Ambos indicam que intervenções no estilo de vida de múltiplos domínios – incluindo atividade física, alimentação saudável, treinamento cognitivo e engajamento social – podem ser formatadas com sucesso para diferentes comunidades. Os programas de atividade física incorporaram atividades familiares, como salsa e tango, e exercícios em grupos ao ar livre em parques públicos. O aconselhamento nutricional se adaptou às tradições alimentares regionais, baseando-se em alimentos acessíveis localmente. "O LatAm-FINGERS incluiu uma diversidade racial e étnica significativa, além de uma ampla gama de escolaridade e status socioeconômico. Os resultados demonstram que a saúde cerebral pode ser melhorada nas comunidades com níveis variados de acesso a recursos", explicou Laura Baker, professora de gerontologia e geriatria da Universidade Wake Forest. Os pesquisadores defendem que abordar vários fatores de risco simultaneamente oferece o maior benefício para a saúde do cérebro. À medida que as taxas de demência aumentam no mundo inteiro, programas acessíveis baseados ganham relevância, especialmente em países de baixa e média renda. A análise do estudo incluiu 1.065 participantes em 12 centros na Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Costa Rica, República Dominicana, Equador, México, Peru e Uruguai, divididos aleatoriamente em dois grupos de intervenção que diferiam em estrutura, intensidade e nível de suporte: Os 539 participantes do grupo de Intervenção Sistemática no Estilo de Vida (ISE) receberam mentoria e suporte contínuos, incluindo exercícios supervisionados, aconselhamento nutricional, treinamento cognitivo computadorizado, monitoramento de risco cardiovascular e 38 reuniões em grupo para conexão social. Os 526 participantes do grupo de Intervenção Flexível no Estilo de Vida (IFE) receberam educação em saúde periódica e recomendações gerais de estilo de vida. Ao longo de dois anos, participaram de quatro reuniões em grupo onde receberam recomendações sobre dieta, atividade física, engajamento cognitivo e social e manejo de risco vascular, sem mentoria ou supervisão contínua. Após dois anos, os participantes do grupo ISE demonstraram uma melhora cognitiva – assim como de função executiva, memória e velocidade de processamento – significativamente maior do que os do grupo IFE. A propósito, o Dia Mundial do Cérebro é comemorado em 22 de julho. O AAIC 2026 também foi assunto das colunas de terça e quinta.

  16. Com 280 metros de altura, a Cachoeira do Tabuleiro é a maior de Minas Gerais e a terceira maior do Brasil em queda livre Reprodução/TV Globo A Cachoeira do Tabuleiro, considerada a maior de Minas Gerais, será totalmente reaberta para visitação neste domingo (19), em Conceição do Mato Dentro, na Região Central do estado. O acesso ao poço principal estava interditado há quase cinco anos por causa do risco de desprendimento de rochas. A reabertura está marcada para as 9h e ocorre após a conclusão das obras para estabilizar a encosta e reforçar a segurança no local. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MG no WhatsApp O parque também recebeu um sistema que monitora a movimentação das rochas em tempo real. Se houver risco de deslizamento, medidas de segurança poderão ser adotadas imediatamente. Segundo a prefeitura, as equipes retiraram rochas instáveis do paredão por meio de uma intervenção controlada, sem o uso de explosivos. O município também firmou um acordo com o Ministério Público para definir as medidas necessárias para a retomada das visitas. As rotas de fuga e a sinalização para os visitantes também foram reforçadas. Interdição durou quase cinco anos Fissura foi encontrada em estrutura de cachoeira do Tabuleiro em 2021 Divulgação/Corpo de Bombeiros O acesso ao poço principal da Cachoeira do Tabuleiro foi fechado em 2021, depois que um bloco de rocha se desprendeu do paredão. Desde então, os visitantes não podiam se aproximar da queda d'água por causa do risco de novos deslizamentos. Um dos principais cartões-postais de Minas Com 280 metros de altura, a Cachoeira do Tabuleiro é a maior de Minas Gerais e a terceira maior do Brasil em queda livre. Localizada na Serra do Espinhaço, em Conceição do Mato Dentro, ela é um dos principais destinos turísticos do estado. A expectativa da prefeitura é que a reabertura impulsione o turismo e movimente a economia da região, beneficiando hotéis, pousadas, restaurantes e o comércio local. Cachoeira do Tabuleiro será reaberta LEIA TAMBÉM: Massa de ar polar mantém frio em MG e tempo firme deve continuar até a próxima semana Milton Nascimento é internado para tratar pneumonia; estado de saúde é estável Veja os vídeos mais assistidos do g1 Minas:

  17. Estudo do TST mostra que motoristas de aplicativo podem ter renda mensal próxima à média dos trabalhadores, mas ganham menos por hora Freepik O motorista de aplicativo pode até olhar o valor depositado na conta no fim do mês e achar que ganhou mais do que outros trabalhadores. Mas, quando o cálculo considera o tempo dedicado ao trabalho, o cenário é outro. Um estudo do Tribunal Superior do Trabalho (TST) mostra que a renda desses profissionais é pressionada por jornadas mais longas, custos elevados para manter a atividade e um modelo em que grande parte dos riscos recai sobre o próprio motorista. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Segundo a pesquisa, o ganho médio mensal dos motoristas de aplicativo chega a R$ 2.996. O valor fica acima do salário mínimo federal, que atualmente é de R$ 1.621, mas ainda abaixo da renda média dos brasileiros considerando todas as fontes de rendimento, que alcançou R$ 3.367 em 2025. Enquanto a jornada média dos trabalhadores em geral é de 39,3 horas por semana, motoristas de aplicativo trabalham cerca de 44,8 horas. Com isso, o rendimento por hora fica 8,3% menor do que o de quem atua fora das plataformas. Brasil bate recorde de acidentes e mortes no trabalho em 2025 O levantamento faz parte de um diagnóstico mais amplo sobre o trabalho por aplicativos no Brasil, especialmente no transporte de passageiros, que concentra a maior parcela desses profissionais. Atualmente, cerca de 1,7 milhão de pessoas trabalham por plataformas digitais no país. Quase 60% delas atuam no transporte de passageiros. 🔎 O levantamento do TST combinou dados oficiais de órgãos como IBGE, OIT, Ipea e Dieese, além de estudos empíricos que acompanharam o trabalho de motoristas na prática. A partir dessa base, foram calculadas despesas reais da atividade, faturamento e jornadas. A ideia de que esse modelo garante liberdade e flexibilidade, um dos principais argumentos das empresas, é questionada pelo estudo. Na prática, esses trabalhadores têm pouca influência sobre decisões relevantes da atividade, aponta o TST. 🔎 Os aplicativos definem o valor das corridas, distribuem as chamadas e podem até bloquear motoristas. Mais de 90% afirmam não ter controle sobre o preço cobrado pelas viagens. O estudo aponta que o controle não desapareceu, apenas mudou de forma. Em vez de um chefe supervisionando de perto, entram em cena sistemas de avaliação, notas e rankings. Esses mecanismos podem influenciar diretamente a quantidade de corridas recebidas e, consequentemente, a renda. Motoristas que recusam muitas viagens ou recebem avaliações baixas podem ter menos oportunidades na plataforma. Outro ponto destacado pelo TST é que praticamente todos os custos da atividade ficam com o trabalhador. Combustível, manutenção do carro, seguro, impostos, alimentação e até a internet utilizada no trabalho saem do próprio bolso. 🔎 Quando essas despesas entram no cálculo, o ganho real diminui. O estudo estima que os custos mensais podem ultrapassar R$ 5.500. Segundo a pesquisa, a falta de clareza sobre esses gastos pode criar uma percepção equivocada sobre a renda gerada pela atividade. O impacto aparece também no endividamento. Dados citados no levantamento indicam que 92% dos trabalhadores de plataformas estão endividados. Em alguns casos, as próprias empresas oferecem linhas de crédito aos motoristas. Assim, o trabalhador passa a depender do aplicativo não apenas para gerar renda, mas também para quitar dívidas que podem ser descontadas diretamente dos seus ganhos. A falta de proteção trabalhista é outro ponto destacado pelo estudo. A maioria desses profissionais não tem acesso a direitos como férias, 13º salário, seguro-desemprego ou aposentadoria garantida. 🔎 Mais de 60% não contribuem para a Previdência Social. Entre os motivos estão a instabilidade da renda e a dificuldade de manter pagamentos regulares. Sem essa proteção, qualquer imprevisto pode interromper a fonte de renda, explica o TST. Uma doença, um acidente ou até um problema mecânico no carro pode deixar o trabalhador sem ganhos, já que as plataformas não oferecem uma rede de proteção equivalente. Além disso, motoristas estão expostos diariamente a riscos como acidentes de trânsito e violência urbana, sem garantias de assistência em situações desse tipo. A pesquisa também destaca a dificuldade de organização coletiva dos trabalhadores. A comunicação com as plataformas costuma ocorrer por canais automatizados, como chatbots, e decisões como bloqueios nem sempre oferecem espaço para contestação. Para os autores do estudo, o modelo atual de trabalho por aplicativos transfere custos, riscos e responsabilidades aos trabalhadores. O TST destaca que a discussão precisa ir além da existência ou não de vínculo empregatício e incluir medidas que garantam condições mínimas de trabalho, remuneração adequada e proteção para esses profissionais.

  18. Casa onde viveu cordelista Patativa do Assaré é restaurada e reaberta ao público A casa de taipa onde viveu Antônio Gonçalves da Silva, o Patativa do Assaré, reabriu as portas ao público neste mês de julho. O imóvel fica na Serra de Santana, a 18 km do centro de Assaré, no Cariri cearense. Clique e siga o canal do g1 no WhatsApp A residência foi adquirida pela Universidade Patativa do Assaré e passou por uma restauração que durou cinco meses. O modelo da construção era muito popular no interior do Nordeste no início do século 20, com estruturas feitas de barro e madeira pelas mãos dos próprios moradores. O diretor cultural da universidade, Francisco Palácio Leite, afirma que a estrutura original foi mantida. Portas e pertences da época continuam integrando o cenário. "Nós tivemos a preocupação de preservar. O telhado permanece o mesmo, o reboco com a mesma estrutura e cor. As calçadas também com o mesmo tijolo que existia anteriormente", explica o diretor. Literatura de cordel Área interna da casa do poeta Patativa do Assaré, aberta a visitações no interior do Ceará Claudiana Mourato/TV Verdes Mares Foi nessa casa que Patativa do Assaré teve o primeiro contato com a literatura de cordel, aos oito anos de idade. Ele morou no local até se casar. A sala de estar era um dos cômodos preferidos do poeta, onde ele costumava se apresentar ao lado de repentistas. Aos 87 anos, a filha de Patativa, Inês Cidrão Alencar, relembra com orgulho a rotina da família e o processo criativo do artista. "O meu pai foi a pessoa mais maravilhosa que eu conheci na minha vida, ele era um ótimo pai. A gente foi muito pobre, naquela época era trabalhando no roçado. A gente ajudou muito ele. A gente ia com ele, e ele dizia que a gente fosse na frente e ele ficava atrás. Ele tirava todo o tempo da roça trabalhando também nas poesias dele. Quando era à noite, depois da janta, ele chamava todo mundo pra sentar perto. E ia declamar o poema que tinha feito durante o trabalho. Assim, era todo dia. Ele tinha o dom para tudo", recorda Inês. O neto do homenageado, o também poeta Daniel Gonçalves da Silva, destaca que a trajetória do avô foi marcada pela simplicidade. "Ele era muito família. Uma das coisas que a gente aprendeu com ele foi a não negar nossas origens e defender nossas causas. Tratou nas suas poesias sobre o homem da roça, falou dos sem-terra, dos esquecidos, dos abandonados no Nordeste. Esses ensinamentos a gente pretende repassar para os demais", comenta Daniel. A visitação é aberta ao público de segunda a sábado, das 8h às 17h. O espaço também vai abrigar o Museu do Homem Sertanejo, que deve ser inaugurado em outubro deste ano, funcionando como um memorial para contar a história de Patativa do Assaré. Casa do Poeta Patativa do Assaré é aberta para visitação no interior do Ceará Claudiana Mourato/TV Verdes Mares Mobília da casa de Patativa do Assaré é típica do interior cearense Claudiana Mourato/TV Verdes Mares Assista aos vídeos mais vistos do Ceará:

  19. GWM Haval H9 Exclusive Divulgação / GWM É raro ver um ícone balançar no pedestal. O Toyota SW4 reinava sozinho numa categoria de clientes fiéis e com bolsos cheios. A versão mais barata do SUV da marca japonesa custa mais de R$ 424 mil e vende bem mais do que o Chevrolet Trailblazer, que custa a partir de R$ 422 mil. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp Um desafiante improvável chegou quietinho, em setembro de 2025, e foi conquistando espaço. O GWM Haval H9 não faz sentido dentro do portfólio da marca chinesa, pelo menos na teoria. A GWM vem tentando construir no Brasil uma imagem de modernidade. Os carros híbridos do seu portfólio têm desenho requintado. Os elétricos apostam em carrocerias arredondadas e simpáticas. Agora no g1 E, no meio dessa turma, um jipão sisudo com motor diesel e arquitetura de carroceria sobre chassi. Difícil imaginar que ele faria sucesso. E é justamente o H9 que vem cutucando o líder SW4 em 2026. O modelo chinês ficou à frente do Toyota em emplacamentos em março e maio. No acumulado entre janeiro e junho, o GWM tem 5.942 unidades vendidas e o SW4 tem 6.780 unidades. Para entender o fenômeno, o g1 separou 5 pontos que explicam a ascensão do GWM Haval H9. Galerias Relacionadas Abismo no preço Ao analisar a tabela, é impossível desconsiderar os R$ 89 mil de diferença entre H9 e SW4. E a prática da GWM de não dar descontos e ter apenas duas versões, bem próximas em preço, permite que o SUV não tenha distorções no mercado de seminovos. O H9 Exclusive custa R$ 335 mil e a versão Selection sai por R$ 339 mil. Os R$ 4 mil extras são para um pacote visual com grade preta, rodas escurecidas e outros itens que não mudam o pacote de equipamentos do GWM. O Toyota tem preço inicial de R$ 417.590 na versão SRX Platinum, porém, essa configuração vem com cinco lugares. Nesta reportagem foi considerada a SRX Platinum com sete assentos, que custa R$ 424.590. Com isso, até a manutenção ligeiramente mais cara do GWM não faz nem cócegas. O detalhe é que o H9 tem revisões programadas a cada 12 mil km, enquanto o Toyota é revisado a cada 10 mil km. Dessa maneira, o GWM até a 4ª revisão tem o custo total de R$ 9.126 e já está em 48 mil km, bem próximo dos 50 mil km que o SW4 marca na 5ª revisão. Detalhe que ambos oferecem garantias de 10 anos, desde que o cliente siga a manutenção, com disciplina, dentro da rede de concessionárias. Galerias Relacionadas Bem recheado O argumento do preço fica ainda mais forte ao analisar as listas de equipamentos. O GWM não deve nada em relação ao Toyota. Pode-se dizer até que o H9 ganha o duelo. No modelo chinês, a tela do multimídia é maior e a lógica do software é mais amigável. Bancos dianteiros do GWM têm aquecimento e massagem, os do Toyota só resfriamento. Na 2ª fileira de bancos, só o H9 tem resfriamento. O SW4 tem abertura elétrica do porta-malas, item que traz conforto e praticidade. Seguindo os itens de tecnologia e segurança, o GWM tem assistente de permanência em faixa, enquanto o Toyota apenas conta com alerta. Ambos têm câmeras ao redor do veículo, mas o Haval consegue criar um efeito de “transparência” e entrega um visual melhor. A função Auto-Hold e o Stop&Go, que estão no H9, ajudam no anda e para do trânsito. Junto com o controle adaptativo de velocidade de cruzeiro, é possível acompanhar o engarrafamento sem precisar ficar apertando o pedal de freio constantemente. Porte de jipão Um quesito importante quando se fala desses SUVs a diesel com chassi sobre carroceria é o porte. O cliente que está disposto a gastar esse valor busca um carro imponente, espaçoso e que também transmita essa sensação visualmente. Pela ficha técnica, é possível perceber que o H9 é maior do que o SW4 em largura, comprimento e, por isso, é mais pesado. Na prática, quando os dois modelos estão lado a lado, a percepção (ainda que psicológica) é de que o comprador está levando “mais” ao optar pelo modelo da GWM. Galerias Relacionadas No design, um aspecto naturalmente subjetivo, a GWM também seguiu um caminho que tende a agradar esse público. O H9 não se parece com outros modelos da marca vendidos no Brasil, como os da linha Ora ou o H6. A proposta dos designers foi criar um visual que remete a modelos como o Land Rover Defender e o Mercedes-Benz Classe G, combinando a carroceria de linhas quadradas com elementos levemente arredondados, além de faróis e grade dianteira de presença marcante. O resultado é um visual com forte apelo para quem procura um utilitário com aparência de verdadeiro jipe, ainda que ele nunca saia do asfalto e seja usado apenas para ir ao shopping. Galerias Relacionadas Essa percepção também é influenciada pela evolução do SW4 ao longo dos últimos anos. Nas atualizações mais recentes, a Toyota foi deixando o SUV derivado da picape Hilux cada vez mais sofisticado e com menos aparência de um veículo voltado ao fora de estrada. Isso não significa que o SW4 tenha perdido capacidade para enfrentar terrenos difíceis. Ele continua capaz de fazer isso muito bem. Mas, do ponto de vista do design, o modelo seguiu uma linha mais próxima de um SUV de luxo, enquanto o H9 aposta na aparência robusta e bruta de um jipão, característica que tem apelo junto aos consumidores. Bom acerto ao volante Os números da ficha técnica indicam vantagem para o Toyota em desempenho. Embora a marca japonesa não divulgue oficialmente dados de velocidade máxima e aceleração, ao volante fica claro que o SW4, por ser mais leve e ter maior potência, entrega respostas mais ágeis no trânsito. Já quem entra no H9 pode imaginar que encontrará um carro desajeitado por causa do porte e do visual robusto. No entanto, durante os testes do g1 no trânsito intenso e apertado da capital paulista, o SUV da GWM não demonstrou esse comportamento em nenhum momento. É verdade que conduzir um veículo desse tamanho entre faixas e motocicletas exige atenção, mas o H9 não passou a sensação de ser um carro difícil ou intimidador de manobrar nas avenidas movimentadas de São Paulo. Galerias Relacionadas A GWM também acertou no conjunto de suspensão e direção. Considerando o contexto de um SUV grande com chassi sobre carroceria, a dirigibilidade agrada e cumpre bem sua proposta. Esse pode ser um dos motivos para o sucesso do H9: quem já está acostumado a dirigir veículos desse tipo encontrará uma receita bem executada, sem exageros, capaz de entregar a robustez esperada de um SUV preparado para enfrentar trilhas, mas também de se movimentar com facilidade pela selva de pedra. Cabine com novidades Ao entrar no SW4, quem já é consumidor do modelo há muitos anos provavelmente encontrará uma sensação de familiaridade, mas também poderá sentir falta de novidades. O interior mantém uma proposta conhecida e pouco ousada, algo que, até agora, parecia não fazer diferença para o público desse segmento. Com a chegada do H9, porém, surge a possibilidade de levar um SUV que oferece uma central multimídia maior, painel de instrumentos totalmente digital e uma experiência a bordo com maior foco em tecnologia, sem renunciar às características esperadas de um utilitário desse porte, como motor a diesel, câmbio automático e tração 4x4 com reduzida. GWM Haval H9 Exclusive Divulgação / GWM Além disso, os comandos e acionamentos do H9 são diferentes, mas não exigem um período de adaptação complicado nem prejudicam o uso no dia a dia. Em alguns casos, marcas chinesas ou fabricantes que buscam se reinventar acabam apostando em soluções criativas até para funções básicas, tornando a experiência mais confusa para o usuário. No H9, esse não é o caso. A vida a bordo do SW4 continua sendo satisfatória, mas o H9 entrega uma experiência diferente e mais atual, o que pode ser um dos fatores capazes de atrair consumidores que antes sequer consideravam um modelo da GWM. A conclusão é que, quando existe uma diferença tão grande de preço dentro de um mesmo segmento e o desafiante consegue igualar o líder em diversos aspectos, além de superá-lo em outros, é natural que o domínio absoluto de um modelo como o Toyota SW4 passe a ser questionado.

  20. Imagem mostra patenetes elétricos na orla da Lagoa da Pampulha, em Belo Horizonte Divulgação/Prefeitura de Belo Horizonte Os patinetes elétricos compartilhados começam a circular na região da Pampulha, em Belo Horizonte, neste domingo (19). A expansão do serviço leva os equipamentos para a orla da Lagoa da Pampulha e amplia as opções de deslocamento para moradores e turistas. A operação contará com 20 estações, sendo 18 físicas e duas virtuais, distribuídas ao longo da orla. Os pontos de retirada e devolução poderão ser consultados pelo aplicativo da empresa responsável pelo serviço. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MG no WhatsApp Para marcar o início da operação, será realizada uma ação gratuita de orientação sobre o uso dos patinetes. A atividade acontece das 9h às 12h, na Praça da Pampulha, e vai abordar pilotagem segura, regras de circulação e cuidados no trânsito. Onde será permitido circular? Os patinetes poderão trafegar pelas avenidas Coronel Oscar Paschoal e Otacílio Negrão de Lima, que contornam a Lagoa da Pampulha. A circulação será proibida apenas na barragem, na Avenida Pedro I. Agora no g1 Quais são as regras? O uso dos equipamentos segue as normas do Conselho Nacional de Trânsito (Contran). Entre as principais regras estão: velocidade máxima de 20 km/h limite de 6 km/h em calçadas, praças e parques circulação em ciclovias, ciclofaixas e vias com velocidade de até 40 km/h cadastro permitido apenas para maiores de 18 anos uso individual do equipamento transporte de passageiros e animais é proibido uso de capacete é recomendado Os patinetes também possuem GPS, sistema antifurto e redução automática da velocidade em áreas determinadas por geolocalização. Quase 600 mil viagens em três meses Os patinetes compartilhados começaram a operar em Belo Horizonte há cerca de três meses. Segundo a Prefeitura, nesse período foram realizadas quase 600 mil viagens, com mais de 720 mil quilômetros percorridos e mais de 100 mil usuários cadastrados. Atualmente, a cidade conta com cerca de 1,5 mil equipamentos em operação. A Pampulha passa a ser a mais nova região atendida pelo serviço. LEIA TAMBÉM: Fiocruz alerta para aumento de casos graves de doenças respiratórias em Minas Gerais Quem é Dener Guieiro, chef de cozinha mineiro desaparecido em Londres Veja os vídeos mais assistidos do g1 Minas:

  21. Baiano que torce para Argentina pinta casa nas cores da seleção e viraliza O pintor baiano que pintou a própria casa com as cores da Argentina planeja uma festa para a final da Copa do Mundo, neste domingo (19). O morador de Feira de Santana, segunda maior cidade da Bahia, pretende passar as horas que antecedem o jogo na frente do imóvel, com sombreiros, toneis e roupas brancos e azul celeste. Klebisson de Jesus Santos, conhecido como Klebão, de 49 anos, é brasileiro, mas torce pelo país de Messi. Há cerca de cinco Copas do Mundo ele mantém a tradição de pintar o imóvel em homenagem à seleção. E não para por aí: o amor pela seleção é tanto que ele batizou os dois filhos de Riquelme e Messi, ídolos do futebol argentino. "Vou colocar meus toneis 'argentinos' lá fora [da casa], junto com meu tapete verde e o sombreiro azul e branco. Vou ficar ouvindo música até a hora do jogo", contou. Klebão, os filhos Riquelme e Messi e sobrinho também torcem para a Argentina Arquivo Pessoal 📲 Clique aqui e entre no grupo do WhatsApp do g1 Feira de Santana e região O jogo será às 16h, no MetLife Stadium, no estado de Nova Jersey, nos Estados Unidos. A partida gera expectativa devido ao embate do veterano Messi e do jovem Lamine Yamal, estrela espanhola que atua no Barcelona, mesmo clube em que o argentino conquistou diversos prêmios. Para Klebão, o espanhol de 19 anos não vai acabar com o sonho argentino: ele aposta no placar de 3x2 para a Argentina, com gols de Messi. Amor azul celeste Klebão é torcedor da Argentina desde a adolescência em Feira de Santana Arquivo Pessoal A identificação de Klebão com a seleção argentina surgiu na adolescência, durante a Copa do Mundo de 1990. “Eu me identifiquei com o Cláudio Caniggia, que fez um gol contra o Brasil. Foi a partir daí que nasceu esse amor”, relembrou. O baiano não se importa nem um pouco com a seleção brasileira e até comemorou a eliminação da seleção na copa deste ano, para a Noruega. Com a Argentina, a situação é diferente: o pintor contou que quando a seleção perde fica muito chateado e não vai trabalhar no dia seguinte. Ou seja, clientes, se a Espanha levantar a taça no domingo, nada de pintura na segunda-feira (20). LEIA TAMBÉM: Salvador terá linhas de ônibus operadas exclusivamente por mulheres durante a Copa do Mundo Feminina 2027 Saiba onde assistir partida da Copa do Mundo de graça em Salvador Rua em bairro de Salvador vira galeria a céu aberto e reúne gerações em tradição que se renova a cada Copa do Mundo Veja mais notícias do estado no g1 Bahia Assista aos vídeos do g1 e TV Bahia 💻

  22. Aluno de escola de aviação morre após ter reação alérgica em comemoração com ritual Familiares e amigos tentaram socorrer Gustavo Henrique Lara, piloto que morreu após passar por um banho de óleo como comemoração ao seu primeiro voo solo. Eles tinham sido convidados pelo próprio rapaz a participar da cerimônia, que marca uma etapa de formação em escolas de aviação. À polícia, um dos presentes relatou que, ao passar mal, primeiro Gustavo começou a ficar zonzo. "Nisso que a gente viu que começou a ficar sério, colocamos ele no chão. Ele estava com muita dificuldade de respirar. Daí a gente foi pra cima, tentar fazer alguma coisa, começou a gritar pra chamar o Samu, pra chamar o apoio ali do pessoal do helicóptero também que tinha ali do lado", relatou uma testemunha, em depoimento. No final da fala, a testemunha se refere à equipe aeromédica do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) que possui uma base no aeroporto de Ponta Grossa, cidade dos Campos Gerais do Paraná onde aconteceu o caso. ✅ Siga o g1 Ponta Grossa no WhatsApp Gustavo foi atendido pelo Samu ainda no local e levado a um hospital. Segundo os socorristas, após ter o óleo jogado em seu corpo, ele sofreu uma reação anafilática — a forma mais grave e rápida de uma reação alérgica. O piloto teve uma crise convulsiva seguida de três paradas cardiorrespiratórias; as duas primeiras foram revertidas, mas ele não resistiu à terceira. Família filmou primeiro voo solo do aluno, realizado pouco antes do ritual Cedidas pela família O caso aconteceu na noite desta quinta-feira (16). O delegado Lucas Petry, responsável pela investigação, confirmou que a substância despejada em Gustavo é um óleo usado nos motores de aeronaves. Ela foi jogada por um instrutor da escola, que não teve o nome divulgado. Segundo a Polícia Civil, ele se apresentou espontaneamente na delegacia e foi preso em flagrante por homicídio culposo, quando não há intenção de matar. Ele foi ouvido e liberado após pagar fiança de R$ 3 mil. Conforme a polícia, ele confirmou ter jogado a substância no jovem durante a comemoração e disse que o banho nos formados é feito do pescoço para baixo. Em nota, o Centro de Instrução de Aviação Civil (CIAC) do Aeroclube de Ponta Grossa manifestou pesar pelo falecimento do aluno e disse que, em respeito à memória dele, à sua família e ao "trabalho das autoridades responsáveis pela apuração dos fatos, não fará comentários adicionais sobre o ocorrido até que as investigações sejam concluídas". Veja nota completa mais abaixo. [INFOGRÁFICO] Aluno de escola de aviação morre após ritual de 'banho de óleo' no Paraná g1 Como reconhecer uma reação alérgica A Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (Asbai) explica que a anafilaxia deve ser suspeita ou considerada quando um ou mais dos sintomas abaixo surgirem rapidamente após exposição a um alérgeno: Sintomas respiratórios: falta de ar, chiado no peito, aperto no peito, rouquidão, tosse persistente e sensação de “bolo na garganta”; Sintomas na pele e mucosas: placas vermelhas que coçam, vermelhidão em todo corpo, mesmo sem placas, inchaço de lábios, olhos, rosto, língua ou garganta; Sintomas cardiovasculares: tontura ou fraqueza, desmaio, pressão baixa, palpitações; Sintomas gastrointestinais: dor abdominal intensa, náuseas, vômitos repetidos, diarreia, sensação de “bolo na garganta”. A associação explica que, diante de uma suspeita de anafilaxia, devem ser seguidos três passos: Aplicar adrenalina intramuscular imediatamente, se disponível, na parte externa da coxa, mesmo sobre a roupa; Ligar para o SAMU (192) ou Bombeiros (193) mesmo após melhora inicial, pois os sintomas podem voltar; Colocar a pessoa em posição adequada para evitar piora repentina: deitado de costas com pernas elevadas, nunca ficar em pé ou andar. Se houver muita falta de ar, sentar com tronco elevado. Se a pessoa perder a consciência, posicioná-la de lado. Gestantes devem ficar deitadas sobre o lado esquerdo. Investigação A Polícia Civil informou que "não foram identificados elementos que indiquem intenção de provocar a morte da vítima". A investigação vai apurar as circunstâncias do caso, incluindo qual era a composição da substância utilizada, a quantidade usada, as regiões do corpo atingidas e se há relação entre o procedimento realizado e a morte. Foram solicitados exames necroscópico, toxicológico e químico-pericial para confirmar a causa da morte. A polícia também deve analisar imagens, documentos e ouvir testemunhas, participantes do ritual e familiares da vítima. MAIS SOBRE O CASO: Engenheiro que morreu após ritual de banho de óleo para celebrar primeiro voo solo passou 8 anos se preparando para ser piloto Antes de passar mal, jovem comemorou formação como piloto: 'Pode ser que hoje seja o melhor dia' Anac faz alerta e diz que é essencial 'repensar ritos de celebrações' Despedida Gustavo Henrique Lara, de 27 anos, era engenheiro Reprodução Gustavo foi sepultado neste sábado (18) em Ipiranga, cidade vizinha à Ponta Grossa, onde os familiares dele moram atualmente. Nas redes sociais, amigos e familiares prestaram homenagens a ele. Nas publicações, o descrevem como um jovem querido, com sonhos e planos pela frente. "Hoje era para ser o dia mais feliz da vida dele, pois estava realizando o seu maior sonho. Menino lindo, com um coração gigante, vai deixar muita saudades", escreveram. "Que tristeza imensa, Gustavo Henrique Lara. Você foi um grande primo e amigo. Nas horas que eu mais precisei vc ligava e me levava pra passear", escreveu uma prima. O que diz a escola de aviação Veja, abaixo, a íntegra da nota divulgada pelo Centro de Instrução de Aviação Civil (CIAC) do Aeroclube de Ponta Grossa: "O Centro de Instrução de Aviação Civil (CIAC) de Ponta Grossa manifesta seu mais profundo pesar pelo falecimento do piloto Gustavo Henrique de Lara, ocorrido após a realização de seu voo solo. Esclarecemos que o lamentável fato ocorreu fora da área do CIAC, logo após o encerramento da atividade de voo. Neste momento de imensa tristeza, expressamos nossa solidariedade e nossos mais sinceros sentimentos aos familiares, amigos e a todos que conviviam com o Gustavo Lara, desejando força e serenidade para enfrentar esta irreparável perda. O CIAC de Ponta Grossa permanece à inteira disposição das autoridades competentes para colaborar com todos os esclarecimentos que se fizerem necessários, bem como para prestar o apoio cabível aos familiares, dentro de suas possibilidades. Em respeito à memória do aluno, à sua família e ao trabalho das autoridades responsáveis pela apuração dos fatos, o CIAC não fará comentários adicionais sobre o ocorrido até que as investigações sejam concluídas." Vídeos mais assistidos do g1 Paraná: Leia mais notícias no g1 Paraná

  23. Fãs argentinos comemoram vitória sobre o Egito na Copa nas ruas de Buenos Aires Luis Robayo/AFP A campanha da seleção da Argentina na Copa do Mundo extrapolou os gramados e fomentou debates nas redes sociais que foram além do futebol e reacendeu debates sobre racismo e sobre a própria formação da sociedade argentina, com forte influência europeia. Mas o que pouca gente sabe é que a Argentina tem até um artigo específico em sua Constituição para fomentar a vinda de imigrantes do Velho Continente. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Por que Brasil e Argentina tratam o racismo de forma diferente? Entenda as leis dos dois países O Artigo 25 da Constituição argentina diz: "O Governo Federal fomentará a imigração europeia; e não poderá restringir, limitar nem impor qualquer imposto sobre a entrada no território argentino de estrangeiros que tenham como objetivo cultivar a terra, desenvolver as indústrias e introduzir e ensinar as ciências e as artes". O texto é de 1853 e foi escrito no contexto de uma nação que tinha conquistado sua independência da Espanha há menos de 40 anos. O trecho, porém, ainda aparece na versão atualizada da Constituição. A permanência desse artigo no texto constitucional é ultrapassada, afirmou ao g1 o comentarista da GloboNews Ariel Palacios. “Esse artigo é totalmente anacrônico, deveria ser removido, porque na prática o governo não estimula essa imigração e nunca fez campanhas públicas para trazer europeus, até porque eles [europeus] estão muito mais confortáveis atualmente na União Europeia”, afirmou Palacios. Uma outra legislação sobre o tema, a Lei de Migrações de 2003, afirma que a imigração deve ocorrer sob os princípios da “igualdade e universalidade” e não distingue o continente de origem. A virada étnica Herança da colonização espanhola, esse artigo específico é um indicativo de como a Argentina atual foi construída e como sua sociedade passou de uma maioria indígena para uma maioria branca. Segundo Palacios, as cidades argentinas eram compostas no início por uma minoria de colonizadores espanhóis e o restante de indígenas. Além disso, mais de 200 mil africanos escravizados também foram levados ao território entre o século XVI e início do século XIX. A Espanha então incentivou a vinda de seus cidadãos para a colônia, política se manteve depois que a Argentina se tornou independente, em 1816, com uma grande onda de europeus chegando ao país em meados do século XIX e no século XX. Cerca de 7 milhões de imigrantes, principalmente da Espanha e da Itália, chegaram entre 1850 e 1950. Uma outra onda de imigrantes do leste europeu rumou à Argentina após a queda da União Soviética, segundo Palacios. Em paralelo, as parcelas da população negra e de povos originários foram diminuindo ao longo dos séculos, como consequência de alguns fatores: genocídios derivados da expansão territorial guerras civis - com recrutamento desproporcional de negros uma epidemia devastadora de febre amarela, em 1871, que atingiu bairros pobres com mais força. ''A população de afro-argentinos foi morta nas guerras da independência e nas guerras civis, que duraram décadas. Eles sempre eram colocados na linha de frente. Foi devastador", afirmou Palácios. Já os povos originários foram vítimas de massacres e genocídios, explicou. Esses dois movimentos - a chegada de imigrantes europeus e a queda da população originária - contribuíram para uma virada demográfica na Argentina. 👉 Segundo um censo realizado em 2022, a parcela de descendente dos povos originários encolheu para apenas 2,9%. A população negra é ainda menor, de 0,7% do total de 46,2 milhões de habitantes contabilizados naquele ano. Apesar disso, Palacios afirma que a população argentina tem um certo grau de miscigenação para além do que as estatísticas mostram, porque o costume na época da colonização era dos espanhóis se casarem com as mulheres indígenas. Palacios ressalta ainda que a cultura dos povos originários tem grande influência nos ritmos mais populares da Argentina - como o tango. O tango vem da milonga, que tem origem na música africana, explica o advogado e ativista argentino Alí Delgado, em entrevista à Deutsche Welle. Segundo ele, a Argentina sofreu um apagamento racial deliberado ao longo dos séculos. "A Argentina acha que não é racista porque a Argentina acha que não existem pessoas negras no país [...] Dizem que é o país mais branco da América do Sul, a Paris das Américas, da América Latina. A Argentina não é branca. Se fosse, eu não estaria aqui", afirmou Delgado à DW. "Somos negros, somos argentinos, e a Argentina também é negra", concluiu o ativista (veja a entrevista completa de Delgado no vídeo abaixo). Como a Argentina fomentou por séculos o mito de um país branco e europeu

  24. Corpo de motorista de aplicativo morto por adolescentes é achado no Rio Pardo em Ribeirão Os três adolescentes, de 13, 14 e 16 anos, que confessaram à Polícia Civil que mataram o motorista de aplicativo José Edson da Silva para roubar o carro dele em Ribeirão Preto (SP), respondem por ato infracional análogo a latrocínio, o roubo seguido de morte, e ocultação de cadáver. 🔎 O ato infracional é a conduta descrita como crime ou contravenção penal praticada por menores de 18 anos, segundo o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Como são penalmente inimputáveis, eles estão sujeitos ao cumprimento de medidas socioeducativas e não a penas como as impostas aos adultos. Na última sexta-feira (17), os três adolescentes foram encaminhados à Fundação Casa após decisão da Vara da Infância e Juventude de Ribeirão Preto a pedido do Ministério Público (MP). Segundo a Polícia Civil, os adolescentes disseram que chamaram uma corrida por aplicativo na terça-feira (14) com a intenção de praticar o roubo. O jovem de 16 anos foi apontado como autor do mata-leão que sufocou o motorista. Em seguida, os três seguiram até o Rio Pardo, na região do bairro Ribeirão Verde, e jogaram José Edson na água. A Polícia Civil não descarta a hipótese de que a vítima estava viva quando foi abandonada. O corpo foi encontrado na sexta-feira. Ele era casado e pai de dois filhos. Faça parte do canal do g1 Ribeirão e Franca no WhatsApp O motorista de aplicativo José Edson da Silva, de 43 anos Ribeirão Preto Sertãozinho Arquivo pessoal No Brasil, para maiores de 18 anos, o latrocínio tem pena de 20 a 30 anos de reclusão, além de multa, conforme o Código Penal. O crime é considerado hediondo, o que implica regras mais rígidas para o cumprimento da pena, como restrições a benefícios e critérios mais severos para progressão de regime. De acordo com o ECA, adolescentes só podem ser privados de liberdade em situação de flagrante ou por ordem escrita e fundamentada da Justiça. LEIA TAMBÉM: Quem era o motorista de aplicativo morto por três adolescentes durante corrida 'Família está acabada', diz cunhada de motorista morto por 3 adolescentes durante corrida Motorista de aplicativo desaparece após sair para trabalhar; carro dele é achado com adolescentes Adolescentes usaram cartões do motorista de aplicativo José Edson da Silva após o crime para abastecer carro da vítima em Ribeirão Preto, SP Reprodução/Câmeras de segurança Internação provisória A presidente da Comissão do Direito da Criança e do Adolescente, Tatiana Aparecida Teodoro Eleutério da Silva, da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) de Ribeirão Preto, diz que a internação dos três adolescentes é provisória e vale por 45 dias, prazo para a conclusão do processo. “Esse prazo de 45 dias é para que o Ministério Público faça a representação ou não, as provas sejam apresentadas para poder depois, então, passar por uma audiência.” O ECA assegura garantias processuais ao adolescente infrator. Elas incluem: pleno e formal conhecimento da atribuição de ato infracional, mediante citação ou meio equivalente; defesa técnica por advogado (caso seja necessário, a assistência jurídica pode ser gratuita) igualdade na relação processual para produção de todas as provas necessárias à sua defesa; direito de ser ouvido pessoalmente pela autoridade competente; direito de solicitar a presença dos pais ou responsável em qualquer fase do procedimento. Medidas socioeducativas Se houver representação do Ministério Público, que é equivalente à acusação nos processos penais, o juiz determina uma sentença em uma audiência para responsabilizá-los. Entre as medidas aplicáveis estão: advertência; obrigação de reparar o dano; prestação de serviços à comunidade; liberdade assistida; inserção em regime de semi-liberdade; internação em estabelecimento educacional. "A ideia da lei é que você tenha um julgamento antes do prazo de 45 dias, de modo que se houver aplicação de medidas socioeducativas de internação, eles continuam já internados, não muda nada. Se não julgar nesse prazo, aí tem que soltar. Normalmente cumpre-se o prazo, porque processos com gente presa, os prazos são todos mais curtos justamente para cumpri-los", diz o advogado criminalista Daniel Pacheco, professor da Universidade de São Paulo (USP). O motorista de aplicativo José Edson da Silva, de 43 anos, morreu após sair para fazer corrida em Ribeirão Preto, SP Arquivo pessoal Conforme o ECA, a medida de internação só pode ser aplicada quando o ato infracional se der mediante grave ameaça ou violência a pessoa. Também por infrações graves reiteradas e por descumprimento repetido e injustificável da medida anteriormente imposta. “A internação é só para os crimes mais graves, que é o caso aqui. Obviamente, a gente está falando de um crime muito grave, latrocínio, é um crime contra o patrimônio, é um crime contra a vida. Então, a gente vai ter aqui a possibilidade de internação. O mais provável é que tenha internação, mas não podemos dizer que é certeza”, afirma Pacheco. O ECA determina o prazo máximo de três anos de internação. O adolescente deverá ser liberado, colocado em regime de semi-liberdade ou de liberdade assistida se o limite for atingido. A liberação é imediata ao completar 21 anos. Enquanto o caso é analisado pela Polícia Civil e pelo MP, os adolescentes ficarão em setores diferentes na Fundação Casa de Ribeirão Preto. “Eles ficam separados por atos infracionais e também por idade. Então, esse de 13 anos também ficará na Fundação Casa. Lembrando que a Fundação Casa não é uma prisão, não cumpre pena, ele vai cumprir ali medidas socioeducativas”, afirma Tatiana. Veja mais notícias da região no g1 Ribeirão e Franca

  25. Baleias-jubarte cercam embarcação e dão espetáculo por quase uma hora no litoral do Espírito Santo - Reprodução/Amigos da Jubate Duas baleias-jubarte cercaram uma embarcação e interagiram com passageiros por quase uma hora na manhã deste sábado (18), a cerca de 26 quilômetros da costa de Vitória. O encontro aconteceu durante a etapa prática de um curso de capacitação para observação de cetáceos e foi registrado em vídeo. (assista acima) As imagens mostram os animais nadando ao redor do barco, realizando saltos, batendo as nadadeiras e fazendo o chamado spy hop, comportamento em que erguem a cabeça para fora da água para observar o que está ao redor. 📲 Clique aqui para seguir o canal do g1 ES no WhatsApp A embarcação levava cerca de 20 participantes do curso, entre mestres de embarcação, empresários do setor de turismo e representantes do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e da Secretaria de Estado do Turismo. Diretor do projeto Amigos da Jubarte, o ambientalista Thiago Ferrari contou que o grupo já havia encontrado outras baleias durante a saída para o mar, mas a interação com esse par surpreendeu até quem trabalha há anos com a espécie. "Foi algo muito raro. Eu nunca tinha presenciado uma interação dessa forma. Viraram de cabeça pra baixo, colocando a região ventral a amostra. Pareciam querer entrar no barco, bateram a nadadeira peitoral, a nadadeira caudal, fizeram um movimento que é bem peculiar da jubarte, que é o spy hop, elas estavam curiosas e investigando a embarcação. Parecia que elas estavam observando os humanos, e não o contrário", disse. Baleias-jubarte cercam embarcação e dão espetáculo por quase uma hora no litoral do Espírito Santo Reprodução/Rede social LEIA TAMBÉM: FORÇA-TAREFA: Ave ameaçada de extinção faz ninho em pilar da Terceira Ponte e queda de filhotes no mar mobiliza operação no ES SURDO E DESAJUSTADO: Conheça sapinho-pingo-de-ouro que mede 1 cm encontrado no ES Baleias não se afastavam da embarcação Quando as jubartes se aproximaram, a equipe adotou o procedimento previsto no Manual de Boas Práticas para Observação de Baleias, que determina manter a embarcação parada, com o motor em ponto morto, até que os animais se afastem espontaneamente por pelo menos 50 metros. Só depois disso o barco pode seguir viagem. Segundo Ferrari, porém, as baleias permaneceram ao lado da embarcação durante quase uma hora. "A gente seguia as normas e esperava que elas se afastassem para poder navegar, mas elas pareciam querer brincar com a embarcação. Rodeavam o barco, apareciam de um lado, depois do outro, e ficavam observando as pessoas". O ambientalista explicou que é relativamente comum as jubartes demonstrarem curiosidade por embarcações durante alguns minutos. O que tornou o episódio incomum foi o tempo de permanência e o comportamento dos animais. Segundo ele, além de garantir a segurança das baleias e das pessoas, o cumprimento das regras de observação permite que encontros como esse aconteçam de forma natural. "Quando a gente respeita as normas, a natureza retribui. Foi um espetáculo! Uma interação absolutamente saudável, absolutamente incrível, que emocionou todo mundo a bordo". Período de reprodução Filhote e baleia-jubarte são flagradas por pesquisadores no Espírito Santo Divulgação/Amigos da Jubarte Todos os anos, entre os meses de junho e novembro, as baleias-jubarte passam pelo litoral do Espírito Santo durante o período de reprodução. Os animais migram das águas frias da Antártida para a costa brasileira em busca de águas mais quentes, onde acasalam, dão à luz e amamentam os filhotes antes de retornar ao sul do continente. Cerca de 2 mil baleias passaram pelo litoral do estado entre 2023 e 2025. Na última temporada, foram até 97 nascimentos identificados na região, segundo pesquisadores da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) e integrantes do projeto Amigos da Jubarte/Jubarte.Lab, responsáveis pelo monitoramento dos animais. Vídeos: tudo sobre o Espírito Santo Veja o plantão de últimas notícias do g1 Espírito Santo

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