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G1 GLOBO (Tudo Diário)

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  1. Advogado Conrado Paulino da Rosa Reprodução/Redes sociais Relatos de 10 mulheres colhidos pela Polícia Civil e encaminhados ao Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS), que resultaram na denúncia do advogado e professor de Direito Conrado Paulino da Rosa, descrevem uma sequência de episódios de violência sexual, física e psicológica atribuídos a ele. As informações compõem um inquérito policial que concentra situações que teriam ocorrido entre 2013 e 2025, sempre envolvendo mulheres que teriam tido diferentes tipos de relação com o professor. 📲 Acesse o canal do g1 RS no WhatsApp A acusação aponta condutas enquadradas em crimes como estupro, violência psicológica e cárcere privado. O Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJRS) informou que, até a última atualização desta reportagem, na noite de sexta-feira (27), o caso ainda não havia sido analisado. Por meio de nota, a defesa de Conrado informou que, "embora o Ministério Público tenha informado nos autos do inquérito policial o oferecimento da denúncia na última terça-feira, a defesa ainda não teve acesso ao seu conteúdo oficial". (leia, abaixo, na íntegra) De acordo com a denúncia, em parte dos casos as vítimas afirmam que teriam passado mal após beber algo oferecido por Conrado, o que teria deixado algumas delas desorientadas ou incapazes de reagir. Em outros episódios, as mulheres relatam que teriam sido surpreendidas quando estavam dormindo ou em momentos em que não teriam conseguido se defender. Há também situações descritas como agressões físicas e coerção durante encontros, inclusive quando as mulheres manifestaram claramente que não queriam continuar. Em um relato, uma das mulheres afirma que, após despertar "em estado letárgico" em um hotel e deixar claro que não queria manter a relação, afirma ter ouvido do homem: “sim, tu vai conseguir”, seguindo com o ato apesar da resistência verbal. A denúncia também reúne relatos de violência psicológica. Outra mulher contou que teria sido humilhada pelo denunciado. Em outro depoimento, uma vítima relata que teria sido impedida de sair de um quarto de motel após pedir para ir embora. Ela afirma que o professor teria trancado a porta, guardado a chave e passado a agredi-la antes de cometer a violência sexual relatada. O MP destaca que a proximidade entre ele e as mulheres, como convivência, relação afetiva, orientação acadêmica ou amizade, estaria favorecendo situações em que elas se encontravam vulneráveis ou expostas a algum tipo de controle. Quatro mulheres que relatam terem sido vítimas de Conrado concederam entrevista à RBS TV. Em 22 de outubro, a Justiça revogou a prisão de Conrado, dois dias antes do fim do prazo da prisão temporária. Ele estava preso desde 26 de setembro. Mulher procura a polícia após a prisão de professor Professor de Direito suspeito de crimes sexuais é preso em Porto Alegre Investigação Professor de Direito é indiciado por suspeita de crimes sexuais no RS A investigação policial durou três meses e teve depoimentos de 18 mulheres que afirmam ser vítimas e 16 testemunhas, além de perícias, exames e provas documentais. Por se tratarem de crimes sexuais, a Polícia Civil não divulgou detalhes da investigação, mas diz que a apuração conta com relatos semelhantes entre si e que as possíveis vítimas passarão, também, por perícia psicológica. Por meio de seu perfil no Instagram, o homem afirmou que "a verdade dos fatos se sobressairá" e que "repudia violência contra a mulher". A Justiça do RS já havia determinado medidas cautelares contra ele. As restrições incluíam monitoramento eletrônico por tornozeleira, comparecimento mensal em juízo e proibição de manter contato com possíveis vítimas e testemunhas. Conrado também estava impedido de frequentar instituições de ensino superior, congressos e simpósios. Outras determinações são retenção do passaporte, recolhimento domiciliar entre 20h e 6h e a proibição de deixar a comarca de Porto Alegre. Desligamento Conrado Paulino da Rosa trabalhava na Fundação Escola Superior do Ministério Público (FMP) de Porto Alegre, de onde foi desligado. A instituição não informa o motivo da rescisão do contrato de trabalho, mas a RBS TV apurou que a decisão foi tomada após o início da investigação policial. Ele lecionava para alunos de graduação e mestrado em direito na FMP, onde também coordenava a pós-graduação em Direito de família e sucessão. Além disso, foi presidente do Instituto Brasileiro de Direito de Família, Seção RS (IBDFAM-RS). Em sua biografia, diz ser autor de 18 obras sobre o assunto. A FMP disse que "o desligamento foi definido em caráter administrativo", "sem juízo antecipado sobre eventuais responsabilidades relacionadas a fatos externos à instituição". Mulheres contam terem sofrido violência sexual de professor de direito e advogado no RS RBS TV/Reprodução Como denunciar casos de violência A vítima deve ir à Delegacia da Mulher ou a qualquer Delegacia de Polícia para registrar um boletim de ocorrência. O serviço também está disponível pela Delegacia Online para relatar agressões sem precisar ir presencialmente à delegacia. Lista de centros de referência e delegacias para mulheres Como solicitar uma medida protetiva online O que diz a defesa de Conrado "NOTA À IMPRENSA A defesa técnica de Conrado Paulino da Rosa, composta pelas advogadas Fernanda Osorio e Neida Floriano e pelos advogados Rodrigo Grecellé Vares, Ezequiel Vetoretti, Daniel Achutti, Fernando Nerung e Eduardo Vetoretti, vem a público esclarecer que, embora o Ministério Público tenha informado nos autos do inquérito policial o oferecimento da denúncia na última terça-feira, a defesa ainda não teve acesso ao seu conteúdo oficial. Causa profunda indignação e preocupação o fato de que trechos da denúncia estejam sendo amplamente divulgados pela imprensa, inclusive com a exposição de passagens da narrativa acusatória, apesar de o procedimento tramitar sob sigilo em nível máximo. É inadmissível que detalhes de uma peça processual protegida pelo segredo de justiça sejam expostos publicamente antes mesmo que os advogados constituídos possam examiná-la. Tal cenário de vazamentos, além de ilegal, compromete garantias constitucionais fundamentais como o contraditório, a ampla defesa e a paridade de armas, submetendo o réu a um grave pré-julgamento alimentado por informações parciais e descontextualizadas. A defesa registra, ainda, que levou recentemente ao conhecimento do Juízo a existência de elementos que indicam uma possível convergência indevida entre parte diretamente interessada no resultado do processo e agentes responsáveis pela investigação. Tal circunstância compromete severamente a imparcialidade e a lisura da persecução penal, com reflexos diretos na validade e na confiabilidade das provas produzidas, bem como na própria regularidade do procedimento. Diante do profundo conhecimento da investigação, a defesa afirma de maneira veemente que as acusações são manifestamente improcedentes. O réu dispõe de farta prova documental e testemunhal que desconstrui as narrativas lançadas contra si, além de terem sido identificadas graves irregularidades na preservação de provas orais e periciais. A defesa reitera que adotará todas as medidas cabíveis para apurar a indevida divulgação de informações e para resguardar o devido processo legal, manifestando absoluto interesse no levantamento do segredo de justiça para que a sociedade conheça a realidade dos fatos e a fragilidade das acusações formuladas. Porto Alegre, 27 de fevereiro de 2026." VÍDEOS: Tudo sobre o RS

  2. Caso Master: Justiça bloqueia R$ 376,4 milhões em ações do BRB A Consultoria Legislativa (Conlegis) da Câmara Legislativa do Distrito Federal um estudo sobre o projeto de lei que autoriza o governo do DF a oferecer nove imóveis públicos como garantia para um empréstimo bilionário a ser tomado pelo Banco de Brasília (BRB). ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 DF no WhatsApp. De acordo com o documento, caso a proposta seja aprovada, há o risco de "dilapidação do patrimônio público". O estudo aponta que há uma "extensa lista de fragilidades" no projeto de lei, como ausência de documentos, relatórios e informações estratégicas que possam viabilizar uma análise sobre as possíveis repercussões orçamentários e financeiras. "A medida pode resultar, na prática, em transferência relevante de riqueza pública sem adequada mensuração, o que contraria o princípio da prudência fiscal", diz o documento. Fachada do BRB Reprodução/TV Globo A recomendação da Conlegis é de que a Câmara Legislativa solicite mais informações ao governo sobre a "estimativa de impacto fiscal, com limites e condicionantes claros, com avaliação patrimonial consolidada e com mecanismos reforçados de transparência e controle". O projeto foi encaminhado à CLDF na terça-feira (24). A expectativa do governo era de que ele fosse votado e aprovado no mesmo dia, mas, devido às lacunas no texto, a análise foi adiada para a próxima semana. O estudo técnico sobre a proposta foi encomendado à Consultoria Legislativa pelos deputados Fábio Félix (PSOL), Jorge Vianna (PSD) e Pepa (PP). Fragilidades No estudo, a Conlegis afirma que o projeto de lei tem "fragilidades de governança fiscal e transparência". O texto considera a proposta "inadmissível". Entre os pontos em destaque, estão as ausências de: Estimativa do impacto orçamentário-financeiro; Declaração que mostre que o projeto tem adequação orçamentária e financeira com a Lei Orçamentária Anual, além da compatilidade com o plano Plurianual e com a Lei de Diretrizes Orçamentárias; Estimativa do montante de potencial de aportes; Avaliação econômico-financeira dos imóveis; Dotação orçamentária específica na Lei Orçamentária de 2026; Avaliação sobre metas fiscais; Avaliação sobre o risco de descapitalização patrimonial do DF; Avaliação do imácto patrimonial nas empresas que usam os imóveis. O estudo reconhece que o projeto tem o objetivo legítimo de fortalecimento institucional do BRB, mas ressalta que ele não apresenta "robustez suficiente" do ponto de vista da responsabilidade fiscal. Por isso, ele foi considerado inadequado. LEIA TAMBÉM: Saiba o que o BRB poderá fazer com os imóveis oferecidos por Ibaneis Distritais acionam MP e governo do DF para barrar Daniel Vorcaro em reunião de acionistas do BRB BRB precisa de até R$ 6,6 bilhões em empréstimos, indica governo do DF ao oferecer lotes como garantia BRB quer elevar capital em R$ 8,8 bilhões e emitir até 1,67 bilhão de ações para reforçar patrimônio Celina diz que imóveis não serão vendidos Celina Leão diz que imóveis no DF não serão vendidos para socorrer BRB A vice-governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), afirmou nesta quarta-feira (27), que o projeto enviado à CLDF não prevê a venda de imóveis públicos. No entanto, a proposta prevê expressamente a possibilidades de alienação (venda) dos bens. Celina disse que o objetivo do governo é apenas oferecer garantias para um eventual empréstimo que o governo precise tomar para reforçar o balanço do banco. "O projeto de lei traria um fundo, um arcabouço de R$ 2 bilhões, somente em validação para empréstimo. Porque você não pode pegar empréstimo sem dar um aval ou uma garantia. Isso não seria vendido em nenhum momento", declarou. Apesar da declaração, o texto em tramitação na Câmara Legislativa prevê as duas possibilidades – e algumas outras outras, para o uso dos imóveis. Proposta do BRB aos acionistas GDF muda o projeto de socorro ao BRB O Banco de Brasília (BRB) pretende emitir até 1,67 bilhão de ações ordinárias, nas próximas semanas, para captar dinheiro no mercado e reforçar o patrimônio da instituição. Com essa emissão, o BRB espera aumentar o próprio capital social do banco em, no mínimo R$ 529 milhões – e, no máximo, R$ 8,86 bilhões de reais. Hoje, o capital social do BRB é de R$ 2,34 bilhões. Ou seja: se conseguir captar o montante máximo, o BRB passaria a um capital de R$ 11,2 bilhões – cifra quase quatro vezes maior que o valor atual. ➡️Todos esses números constam na proposta que será levada pelo banco à Assembleia Geral Extraordinária de acionistas, convocada para o dia 16 de março. ➡️Ou seja: todo esse plano ainda precisa ser aprovado pelos investidores do banco – incluindo o governo do Distrito Federal, que é acionista controlador e detém 71,92% do capital do banco do BRB. Garantia em empréstimos Enquanto isso, o governo do DF também tenta reforçar o patrimônio do BRB com outra medida: a entrega de nove imóveis públicos de grande porte, que poderiam ser vendidos ou usados como garantia em um empréstimo de até R$ 6,6 bilhões. Essa mecânica ainda precisa ser aprovada pela Câmara Legislativa do DF, mas vem enfrentando resistência da oposição ao governo Ibaneis Rocha (MDB) e até de aliados do governador. BRB espera aprovação do projeto de socorro em até três semanas O empréstimo, que pode inclusive ser tomado junto ao Fundo Garantidor de Crédito, é uma das hipóteses citadas pelo BRB no plano "preventivo" entregue ao Banco Central há duas semanas, segundo apurou o g1. O objetivo é garantir que o banco permaneça sólido e não gere desconfianças no mercado. Ou seja: evitar abalos à credibilidade do BRB. ⬆️ Com essa garantia do governo do DF, o BRB teria condições de captar recursos em condições mais favoráveis – com juros menores, por exemplo – para dar mais consistência ao balanço patrimonial do banco, abalado após as transações mal-sucedidas para a compra do Banco Master, nos últimos anos. ⬇️ Em compensação, caso não consigam honrar o empréstimo no futuro, o BRB e o governo do DF podem se ver obrigados a alienar (vender) esses imóveis para pagar o compromisso assumido. Quais imóveis o GDF quer entregar? Confira a lista: SIA, Trecho Serviço Público, Lote F – área pertencente à Companhia de Saneamento Ambiental do DF (Caesb) SIA, Trecho Serviço Público, Lote G SIA, Trecho Serviço Público, Lote I SIA, Trecho Serviço Público, Lote H SIA, Trecho Serviço Público, Lote C – pertencente à CEB; SIA, Trecho Serviço Público, Lote B – pertencente à Novacap; Centro Metropolitano, Quadra 03, Conjunto A, Lote 01, em Taguatinga – é a sede do Centro Administrativo do DF, abandonada há mais de uma década; "Gleba A" de 716 hectares, pertencentes à Terracap – o documento não diz o endereço com precisão. Leia mais notícias sobre a região no g1 DF.

  3. Veículos e sucatas Detran-DF/Divulgação O Departamento de Estradas de Rodagem do Distrito Federal (DER-DF) faz o segundo leilão público do ano de veículos apreendidos em operações de trânsito. O leilão acontece 6 de março, pelo site da empresa leiloeira (clique aqui). ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 DF no WhatsApp. Entre os itens em leilão estão: Sundown Web100 2007/2007: lance atual de R$ 850; Fiat Uno S 1.5 1991/1991: lance atual de R$ 1,8 mil; Chevrolet Corsa Wind 1996/1996: lance atual de R$ 2,1 mil; Jaguar XE R-Sport S14 2015/2016: lance atual de R$ 61,7 mil; Jeep Compass Long TF 2022/2022: lance atual de R$ 81 mil. IPVA 2026: veja calendário de pagamento nos estados e no DF Os veículos ficam expostos entre 3 e 4 de março, das 9h às 17h, no pátio da concessionária Via Brasília Segura, em Samambaia. 🚗 Os automóveis contemplados pelo leilão foram retidos em operações de fiscalização de trânsito e não foram reclamados por seus proprietários dentro do prazo legal. Segundo o DER-DF, a medida atende à legislação vigente e garante a destinação correta dos veículos recolhidos, promovendo a liberação dos pátios e a eficiência administrativa do órgão. LEIA TAMBÉM: FEBRE AMARELA: vacina está disponível no DF para pessoas com até 59 anos AGRESSÃO: Família de adolescente morto após briga no DF questiona uso de 'soco inglês' por ex-piloto Leia mais notícias sobre a região no g1 DF.

  4. Veículos ultrapassam sinal vermelho em Porto Alegre 🚦 Entram em funcionamento efetivo neste domingo (1º) os Detectores de Avanço de Sinal (DAS), radares que identificam, e multam, motoristas que avançaram o sinal vermelho em Porto Alegre. A operação inicia com equipamentos em apenas dois cruzamentos, mas a Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) prevê a instalação de 15 aparelhos até maio (confira a lista ao final desta matéria). Os dois detectores que dão a largada no sistema já estavam operando em período experimental. Eles ficam nos cruzamentos da avenida Protásio Alves com a rua Vicente da Fontoura e das avenidas Bento Gonçalves e Princesa Isabel. 📲 Acesse o canal do g1 RS no WhatsApp Os DAS são popularmente conhecidos como Caetanos. A alcunha remete ao músico brasileiro Caetano Veloso, que em diversos momentos de sua carreira criticou motoristas que respeitam a sinalização. O motorista que avançar o sinal vermelho nesses sinais e for identificado pelas câmeras estará infringido o artigo nº 208 do Código de Trânsito Brasileiro. A multa para a infração gravíssima é de R$ 293,47, além de sete pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH). Próximos radares a serem instalados A EPTC planeja ter todos os 15 Caetanos em funcionamento até o sinal de maio. Mas, antes, ainda em março, cinco radares devem estar em operação. Os DAS que serão instalados até o final do mês ficam nos seguintes cruzamentos: Av. Oscar Pereira x Rua Cel. Aparício Borges Av. Nonoai x Rua Dr. Campos Velho Av. Farrapos x Santo Antônio Multas não serão aplicadas de madrugada Apesar da operação contínua dos equipamentos, a EPTC informa que não haverá multas entre 23h e 5h. Uma resolução publicada no ano passado permite que motoristas avancem o sinal nesse período. A flexibilização vale das 23h às 4h59min. Para seguir, o condutor deve reduzir a velocidade, observar o fluxo de veículos e pedestres e não ultrapassar 30 km/h ao cruzar a via. Período de testes Mais de 50 motoristas foram flagrados furando o sinal vermelho desde 6 de janeiro em Porto Alegre durante o período de testes dos equipamentos, quando foram enviados somente comunicados educativos. Operação busca reduzir acidentes A nova forma de monitoramento chega em momento propício. Porto Alegre teve o mês de janeiro mais violento no trânsito nos últimos anos, de acordo com dados da EPTC. ⚠️ Na comparação entre janeiro de 2025 para o mesmo mês de 2026, as mortes no tráfego mais que dobraram, saltando de cinco no ano passado para 11 neste ano. Já o mês de fevereiro apresentou estabilidade: foram sete mortes em 2025 e outras sete em 2026. O diretor-presidente da EPTC, Pedro Bisch Neto, afirma que os cruzamentos concentram parte significativa dos acidentes na Capital. “As estatísticas da acidentalidade apontaram os cruzamentos como um dos principais locais e causas de sinistros. Isso nos gerou uma urgência de preparar um sistema de controle que pudesse promover uma mudança comportamental mais efetiva. Simples campanhas estavam sendo fracas, então mapeamos os 15 principais cruzamentos da cidade”, diz. No início do ano, a EPTC divulgou balanço sobre acidentes com morte em 2025. O levantamento mostrou que o desrespeito à sinalização, especialmente o avanço de sinal de pare ou do semáforo vermelho, foi o principal fator de risco. Também aparecem como condutas perigosas a velocidade excessiva, alcoolemia, conversões proibidas e direção por condutores sem Carteira Nacional de Habilitação (CNH) regular. Motoristas ultrapassam sinal vermelho em Porto Alegre Divulgação/ EPTC/ PMPA Confira os cruzamentos que receberão os equipamentos: Protásio Alves x Vicente da Fontoura (a partir de 1º de março); Bento Gonçalves x Princesa Isabel (a partir de 1º de março); Aparício Borges x Oscar Pereira (instalação até o final de março); Farrapos x Santo Antônio (instalação até o final de março); Baltazar de Oliveira Garcia x Dante Angelo Pilla (instalação até maio); Ipiranga x Silva Só (instalação até maio); Cavalhada x Campos Velho (instalação até o final de março); Sertório x Souza Reis x Edu Chaves (instalação até maio); Bento Gonçalves x Antônio de Carvalho (instalação até maio); Bento Gonçalves x João de Oliveira Remião (instalação até maio); Protásio Alves x Ramiro Barcelos (instalação até maio); Sertório x Ceará (instalação até maio); Ipiranga x Salvador França (instalação até maio); Carlos Gomes x Plínio Brasil Milano (instalação até maio); Ipiranga x Azenha (instalação até maio). VÍDEOS: Tudo sobre o RS

  5. Onça-pintada preta atravessa estrada e fica observando carro passar em MT Um vulto escuro cruza a estrada de terra. Bastou um segundo para que o empresário Allison Pegorini parasse o carro nessa sexta-feira (27), em Sorriso, a 420 km de Cuiabá, para ficar frente a frente com uma onça-pinta preta (assista acima). O animal passou de um lado para outro num corredor de mata na fazenda, quando ouviu o carro se aproximando e parou para observar atentamente, momento em que Allison começou a filmar. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MT no WhatsApp Ao g1, ele contou a emoção ao avistar um dos maiores felinos do mundo. "Já tinha visto a onça-pintada de perto tudo, mas a sensação de poder ver essa onça preta foi de arrepiar. É indescritível a sensação", afirmou. Ele disse ainda que o local é um corredor de mata criado para os animais passarem de um lado para outro. O que ele não esperava era presenciar uma dessas passagens enquanto trafegava pela fazenda. "Vi ela saindo de um lado da mata para atravessar para o outro", disse. 🐆Onça-pintada preta Há uma semana, outra onça-pintada preta foi avistada em Querência, a 912 km de Cuiabá. Ela estava em cima de uma caixa d'água em uma fazenda. Conhecidas popularmente como onça-preta ou “pantera negra”, as onças-pintadas com pelagem escura apresentam essa característica devido a uma mutação genética chamada melanismo. Onça-pintada preta é flagrada próximo de estrada entre fazendas em MT Arquivo pessoal

  6. TV estatal do Irã confirma morte de Khamenei O presidente iraniano Masoud Pezeshkian, o Chefe do Judiciário Gholamhossein Mohseni-Ejei e um dos juristas do Conselho dos Guardiões assumirão temporariamente a liderança do país, segundo as mídias estatais iranianas. O anúncio acontece após a morte do líder supremo do país, o aiatolá Ali Khamenei, em ataques ao Irã coordenados pelos Estados Unidos e Israel. ACOMPANHE a cobertura sobre o conflito em tempo real O trio deve ficar no poder apenas até a definição do sucessor de Khamenei para ajudar na fase de transição de poder. Segundo a Constituição do país, o novo líder deve ser escolhido por clérigos da Assembleia de Especialistas. Como o Irã é liderado Depois que os aiatolás derrubaram a monarquia do Xá Reza Palévi em 1979, o Irã inaugurou um regime teocrático — onde o poder político é exercido por líderes religiosos ou baseado em dogmas de alguma religião. O mais alto cargo do país se tornou o do Líder Supremo, que concentra os poderes político e religioso. Apenas 2 pessoas ocuparam essa função até o momento: o aiatolá Khomeíni até 1989, e desde então, Ali Khamenei. Apesar de ter um presidente, o aiatolá é a maior liderança do país. O cargo é determinado por clérigos islâmicos, que são encarregados de selecionar, supervisionar e, se necessário, derrubar o líder. É função do Líder Supremo: definir a política externa; supervisionar o Parlamento; nomear o comandante da Guarda Revolucionária; e indica os principais representantes do Judiciário. O presidente do Irã responde basicamente pelas políticas econômicas e outras questões internas. Ele é escolhido em eleições diretas, mas todos os candidatos precisam ser aprovados pelo Líder Supremo. Presidente do Irã, Masoud Pezeshkian Reprodução/Globo

  7. Alice Caymmi canta músicas como os sambas 'Dois de fevereiro' e 'Maracangalha' em álbum previsto para abril Luqdias / Divulgação ♫ NOTÍCIA ♬ Alice Caymmi ficou em família ao longo de 2025. A cantora e compositora carioca equilibrou a agenda profissional entre o show “Roda Caymmi” – no qual dá voz ao cancioneiro do avô Dorival Caymmi (30 de abril de 1914 – 16 de agosto de 2008) na cadência do samba – e o tributo à tia Nana Caymmi (29 de abril de 1941 – 1º de maio de 2005), falecida em maio do ano passado. Ao que tudo indica, esse equilíbrio familiar será mantido pela artista na agenda deste ano de 2026. Enquanto continua em cena com o show “Para minha tia Nana”, apresentado neste fim de semana em Belém (PA), Alice já começa a mostrar o álbum que gravou em estúdio com releituras do cancioneiro do avô. Previsto para ser lançado em abril, o álbum reapresentará as músicas de Dorival – entre elas, os sambas “Maracangalha” (1956) e “Dois de fevereiro” (1957) – com arranjos e timbres contemporâneos. Música escolhida para ser o abre-alas do álbum, em single programado para 13 de março, “Modinha para Gabriela” (1975) será ouvida no balanço do reggae, com toques de música eletrônica, em gravação feita com produção musical de Iuri Rio Branco. “Eu trago para as músicas de Caymmi um olhar atual que dialoga com o público jovem. O meu avô sempre foi conectado com o que acontecia ao redor dele”, argumenta a cantora, que, já no primeiro álbum, “Alice Caymmi” (2012), fez a densa música “Sargaço mar” (1985) emergir com esse olhar jovial, expandido dois anos depois no show “Dorivália” (2014), no qual Alice abordou a obra do avô com a liberdade dos tropicalistas.

  8. O guarda-corpo já começou a ser instalado no emissário Secom A Prefeitura de Rio das Ostras está concentrando esforços para entregar à população o Píer do Emissário de Costazul totalmente reformado. Marco na paisagem da Cidade e um dos locais preferidos de moradores e turistas, o Píer é um dos pontos mais visitados, principalmente no Verão. Todo o sistema elétrico já foi finalizado e a sinalização do Píer está pronta. Também já foram feitas as furações e a estrutura está preparada para receber os novos guarda-corpos. A colocação do guarda-corpo já foi iniciada. As equipes também estão terminando a construção do novo acesso entre o calçadão da Orla e o Píer. Com a obra, a rampa de acesso será recuada para liberar o trânsito de pessoas pelo calçadão, com conforto. Servidores estão trabalhando na manutenção do emissário Secom REVITALIZAÇÃO – A obra é uma das prioridades da atual Gestão Municipal, uma vez que a instalação estava há seis anos sem manutenção. A revitalização do Píer garante a segurança e o conforto de todos que frequentam o local e preserva o patrimônio público. O projeto, que segue dentro do cronograma, prevê a instalação de novos guarda-corpos e recuperação do piso, sistema de iluminação, além da repintura da estrutura e melhoria na mobilidade para seu acesso. A reforma integra o conjunto de ações da Administração Municipal voltadas para a requalificação dos espaços públicos e fortalecimento da infraestrutura urbana e turística do Município.

  9. Os impostos serão revertidos em melhorias para a Cidade Secom Os contribuintes de Rio das Ostras que não realizaram o pagamento do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) em janeiro ainda podem obter redução no valor do tributo. O novo prazo para o pagamento em cota única termina no dia 27 de fevereiro e garante um desconto de 8% sobre o valor total. O benefício é válido não apenas para o IPTU, mas também para a Contribuição para Custeio do Serviço de Iluminação Pública de Imóveis Não Edificados (CIP) e para a Taxa de Coleta, Remoção e Destinação do Lixo. As guias para o recolhimento do imposto estão disponíveis para emissão pela internet Secom As guias para o recolhimento do imposto estão disponíveis para emissão pela internet. O cidadão deve acessar o endereço eletrônico spe.riodasostras.rj.gov.br/iptu/guia.aspx para gerar o documento de arrecadação. O sistema exige apenas o número da inscrição imobiliária para que o boleto com o desconto de 8% seja processado. A Administração Municipal reforça a importância da emissão pelos canais oficiais para garantir a segurança da operação. Para os moradores que preferirem não quitar o imposto à vista, o dia 27 de fevereiro também marca o vencimento da primeira das nove parcelas previstas no Calendário Fiscal de 2026. Nesta modalidade de parcelamento, o contribuinte perde o direito ao desconto, pagando o valor integral do tributo dividido em quotas mensais que se estendem até o dia 30 de outubro.

  10. A equipe já começou o trabalho de fresagem do revestimento asfáltico existente Secom A Prefeitura de Rio das Ostras deu início a uma importante obra de recuperação da Rodovia do Contorno (Rodovia Eng. Luiz Gonzaga Quirino Tannus) para melhorar as condições de tráfego, aumentar a segurança viária e prolongar a vida útil da via. A obra está sendo realizada por um convênio com a Secretaria de Estado das Cidades e inclui nova sinalização e construção de uma ciclovia em toda a extensão da Rodovia. A equipe da Secretaria de Manutenção da Infraestrutura Urbana e Obras Públicas, responsável pela infraestrutura viária, já começou o trabalho de fresagem do revestimento asfáltico existente – técnica que consiste na remoção controlada da camada superficial deteriorada, garantindo melhor aderência e desempenho do novo pavimento. Na sequência, será realizado o recapeamento asfáltico, com aplicação de nova camada de concreto betuminoso usinado a quente (CBUQ), proporcionando maior regularidade, conforto e resistência à pista. SINALIZAÇÃO – A obra também prevê a implantação de sinalização horizontal, com pintura do eixo central da via e dos bordos, atendendo às normas técnicas de trânsito e segurança viária. A nova sinalização contribuirá para melhor orientação dos condutores, redução de riscos de acidentes e organização do fluxo de veículos. “Essa intervenção faz parte do programa contínuo de manutenção e recuperação da malha viária do Município, reforçando o compromisso da Administração Pública com a mobilidade urbana, a segurança dos usuários e a conservação do patrimônio público”, diz o secretário de Manutenção da Infraestrutura Urbana e Obras Públicas, Wayner Fajardo. A obra tem o objetivo de melhorar as condições de tráfego, aumentar a segurança viária e prolongar a vida útil da via Secom CICLOVIA – Como parte do projeto de mobilidade urbana, a obra inclui ainda a construção de uma ciclovia, proporcionando um espaço exclusivo e seguro para ciclistas, incentivando o uso de meios de transporte sustentáveis e integrando diferentes modais de deslocamento. INTERDIÇÕES – Os motoristas devem estar atentos: durante a execução das obras podem ocorrer interdições parciais e alterações temporárias no tráfego. A Prefeitura solicita a compreensão da população e orienta que os motoristas redobrem a atenção à sinalização provisória no local.

  11. A Base do Programa Segurança Presente é uma parceria entre a Polícia Militar e a Prefeitura de Rio das Ostras Secom Inaugurada no início de outubro de 2025, a Base de Segurança de Rio das Ostras segue como uma das importantes conquistas do Município. Em apenas 100 dias de funcionamento, a unidade já apresenta resultados concretos no cuidado com a Cidade e com as pessoas. Nesse período, foram registradas 360 ocorrências, com 45 prisões realizadas. Além disso, 91 veículos foram autuados, apreendidos ou recuperados. As equipes também efetuaram mais de 1.200 apreensões de drogas, como maconha, cocaína, haxixe, crack, ecstasy e loló, e retiraram de circulação armas de fogo, armas brancas e simulacros. A Base do Programa Segurança Presente é uma parceria entre a Polícia Militar e a Prefeitura de Rio das Ostras, garantindo maior presença nas ruas, resposta rápida às ocorrências e mais tranquilidade para moradores e visitantes. Com a implantação da nova unidade, o Município passou a contar com o reforço de 25 policiais militares, além de seis motocicletas, quatro viaturas, uma van e bicicletas, ampliando a presença policial e o combate à violência na cidade. Responsável pela coordenação da Base, o capitão da Polícia Militar Edilson dos Santos destacou a importância da localização estratégica da unidade para o desempenho das ações. “A partir daqui, distribuímos os agentes para áreas comerciais, pontos de grande circulação e rotas de patrulhamento, oferecendo mais presença nas ruas, resposta rápida e tranquilidade para moradores e visitantes”, explicou o capitão. A Operação Segurança Presente garante maior presença de policiais nas ruas Secom SEGURANÇA PRESENTE - O Segurança Presente é um programa do Governo do Estado do Rio de Janeiro voltado para a prevenção da violência e a promoção da cidadania. A iniciativa realiza patrulhamento com policiais militares, agentes civis e assistentes sociais. Além de reforçar a segurança, o programa oferece atendimentos sociais e atua na mediação de pequenos conflitos, contribuindo para a tranquilidade e o bem-estar da população em locais estratégicos da cidade.

  12. O PEC é um avanço na digitalização e modernização da Saúde Secom Rio das Ostras conquista um novo marco na Saúde Pública. O Município implantou o Prontuário Eletrônico do Cidadão – PEC, avançando na digitalização e modernização da Saúde. A iniciativa amplia o acesso dos cidadãos aos serviços, por meio da tecnologia, promovendo uma abordagem mais integrada e eficiente no cuidado à saúde. A primeira unidade a utilizar o sistema é a de Rocha Leão, mas a previsão é de que, A inovação seguiu para Cantagalo e Mar do Norte. Em uma segunda fase, as demais unidades também serão inseridas no Prontuário Eletrônico, para que, em breve, toda a Rede Municipal de Saúde esteja integrada ao mesmo sistema. VANTAGENS – Com a implantação do Prontuário Eletrônico, os dados dos pacientes são registrados e enviados diretamente ao Ministério da Saúde, garantindo um acompanhamento mais preciso e integrado. Essa tecnologia possibilita que o cidadão tenha mais agilidade no atendimento, um histórico de saúde completo e acessível, integralidade e continuidade do cuidado, com mais qualidade. O sistema permite ainda a padronização das informações dos pacientes de forma segura, incluindo seu histórico e avaliações clínicas, além da prescrição de tratamentos e medicamentos. Com o PEC é ainda possível emitir atestados e documentos e solicitar exames e procedimentos de forma totalmente digital. A adesão ao prontuário eletrônico é fundamental para garantir a segurança, a agilidade e a qualidade do atendimento oferecido à população, alinhando a Gestão Municipal às diretrizes nacionais de Saúde Digital. O prontuário eletrônico é fundamental para garantir a segurança, a agilidade e a qualidade do atendimento oferecido à população Secom TELECONSULTA – Outro avanço possibilitado pelo sistema é a teleconsulta, uma funcionalidade própria do sistema eletrônico do SUS (e-SUS), por meio do prontuário eletrônico. Considerada uma verdadeira revolução no atendimento, a teleconsulta permite atendimentos de saúde à distância, quando necessário. Com ela, profissionais e pacientes podem se conectar por videochamada. Essa ferramenta representa um grande avanço, especialmente para o acompanhamento de casos crônicos e para levar atendimento a áreas de difícil acesso. ECONOMIA – Todo o processo está sendo realizado sem custos extras para o Município, uma vez que o sistema é disponibilizado gratuitamente pelo Ministério da Saúde e está sendo implantado em Rio das Ostras por servidores municipais capacitados.

  13. Rocha Leão pode se tornar referência no ecoturismo Secom Uma nova etapa do turismo de Rio das Ostras começou a ser estruturada em Rocha Leão, localidade que passa a integrar um projeto de desenvolvimento ecoturístico coordenado pela Prefeitura, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Turismo e Fundação de Cultura, em parceria com o Sebrae. A iniciativa foi apresentada durante reunião com a participação de representantes do poder público, instituições e da comunidade local, com o objetivo de organizar o território como destino sustentável, integrado e preparado para receber visitantes. “A localidade é reconhecida pelo patrimônio ambiental, por estar situada no entorno da Reserva Biológica da União, e pelo valor histórico e cultural, evidenciado pela antiga Estação Ferroviária e por equipamentos históricos preservados na região. Novos produtos turísticos estão previstos para lançamento neste ano de 2026”, disse Rodrigo Peleteiro. Participaram do encontro representantes do Sebrae, o secretário de Desenvolvimento Econômico e Turismo, Rodrigo Peleteiro; Mario Max, coordenador do Departamento de Indústria e Petróleo; Pablo Kling, da Secretaria de Turismo; Rosimarie Teixeira, da Fundação Rio das Ostras de Cultura; Paulo César, do Convention Bureau; e Dayana Chê, moradora de Rocha Leão. O projeto prevê o envolvimento direto de guias, artesãos, produtores rurais, empreendedores e moradores, fortalecendo o turismo de base comunitária e a geração de oportunidades locais. Ao longo de 2025, a Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Turismo já realizou ações que ampliaram a visibilidade de Rocha Leão junto a especialistas em ecoturismo. O próximo passo será a realização de um diagnóstico técnico conduzido pelo Sebrae, que irá identificar oportunidades, desafios e vocações do território. A partir desse levantamento, será feita a formatação de roteiros turísticos e culturais, com aplicação ao longo de 2026, integrando a estratégia do Município de diversificar a oferta turística, fortalecer o turismo sustentável e ampliar o tempo de permanência dos visitantes em Rio das Ostras.

  14. Danilo César, padre denunciado por intolerância religiosa em fala sobre Preta Gil participou de ato após não persecução penal com o MPF Diogo Pinheiro/TV Cabo Branco A família de Gilberto Gil continua com um processo por danos morais contra o padre Danilo César, da paróquia de Areial, no Agreste da Paraíba, que foi denunciado por intolerância religiosa por uma fala sobre Preta Gil durante uma homília de uma missa que foi transmitida ao vivo no ano passado. O processo é na área cível e cobra um pagamento por danos morais de R$ 370 mil. Esse processo cível foi aberto em 5 de novembro na 41ª Vara Cível da Comarca do Rio de Janeiro e é conduzido pelo juiz Victor Agustin Cunha Jaccoud Diz Torres. Na peça de abertura do trâmite judicial a qual o g1 teve acesso, o magistrado estabelece os ritos do processo. O processo atualmente está na fase de defesa do padre. Agora, a próxima etapa será a réplica da família de Gilberto Gil, ou seja, a manifestação dos autores para rebater os argumentos apresentados pela defesa. O advogado do padre na área cível, Rodrigo Rabello, confirmou ao g1 que a defesa já foi protocolada. Por outro lado, os advogados da família Gil, Layanna Piau e Fredie Didier, que representam a família no processo cível, alegaram que Gilberto Gil quer um reconhecimento do padre, embora tenha havido um acordo com o Ministério Público Federal (MPF) na esfera criminal. Os advogados alegam que o conteúdo da defesa apresentada no processo cível pelo padre demonstra divergência em relação ao que foi assumido anteriormente no acordo com o MPF. Para firmar o acordo na área criminal, o padre precisou assinar um termo de confissão de conduta ilícita. No entanto, na defesa apresentada na ação cível, ele não reconheceu responsabilidade pelos fatos e afirmou que apenas manifestava sua própria fé quando associou a prática de religiões de matriz africana à morte de Preta Gil. Fredie Didier disse ainda que o acordo que o padre fechou juridicamente requer o reconhecimento da conduta e que, por um juiz ter homologado a decisão, o padre se manifestar-se posteriormente com uma posição contrária, pode ser interpretado como quebra de decisão judicial. Ele não informou se vai recorrer do acordo. Ao g1, a defesa do padre também disse que os processos não têm relação e que o acordo do padre com o MPF não previu "assumir qualquer prática de crime". "No ANPP do procedimento criminal, em momento algum o padre assumiu qualquer prática de crime, tampouco de dolo. Ele somente assumiu o que era público e notório: que proferiu aquelas falas que foram gravadas. O texto do ANPP é claro nesse sentido. Ademais, os objetos centrais do procedimento criminal e do processo civil são diferentes. De sorte que, em nosso entendimento, no processo civil, não há como se estabelecer relação entre ambos os procedimentos", disse. Em fevereiro, o padre fechou um acordo de não persecução penal com o Ministério Público Federal da Paraíba para não responder criminalmente no processo da área criminal, e se comprometeu em ter várias condutas para ter direito ao benefício, entre elas, participar de um ato inter-religioso e fazer resenhas de livros que tratam do combate a intolerância religiosa. O ato religioso foi realizado em 6 de fevereiro e o padre Danilo César não quis se pronunciar durante o evento. LEIA TAMBÉM Gilberto Gil chama de 'agressão' fala de padre denunciado por intolerância religiosa contra Preta Gil em ato Ato inter-religioso do MPF marca etapa de acordo em caso de intolerância religiosa na PB Padre denunciado por intolerância religiosa contra Preta Gil se recusou a falar em evento com Gilberto Gil; VÍDEO Veja abaixo todos os pontos do acordo do padre com o MPF Leitura e produção de resenhas manuscritas das obras A Justiça e a Mulher Negra (Lívia Santana) e Cultos Afro-Paraibanos (Valdir Lima), preferencialmente capítulo a capítulo, para garantir compreensão geral; Produção de resenha manuscrita do documentário Obatalá, o Pai da Criação; Cumprimento de 60 horas de cursos sobre intolerância religiosa, com certificados válidos, podendo somar diferentes cursos, inclusive na modalidade EAD com controle de presença; Até o fim de junho, é obrigatório entregar as 3 resenhas manuscritas e no mínimo 20 horas certificadas de cursos; Pagamento de R$ 4.863,00, em até 5 dias, via Pix para a Associação de Apoio aos Assentamentos e Comunidades Afrodescendentes (AACADE); Participação obrigatória em ato inter-religioso com presença de diferentes religiões e familiares de Gilberto Gil. Danilo deve comparecer e articular previamente sua participação com a Procuradora da República. "Cadê esses orixás que não ressuscitaram Preta Gil?" Associação denuncia padre por intolerância religiosa ao citar morte de Preta Gil, na PB O caso ocorreu no dia 27 de julho. Durante a homilia, o padre citou a morte da cantora Preta Gil, nos Estados Unidos, vítima de um câncer colorretal, associando a fé dela em religiões de matriz afro-indígenas a morte e sofrimento. A missa foi transmitida ao vivo pelo Youtube da paróquia de São José, em Areial. O vídeo foi retirado do ar após a grande repercussão nas redes sociais. “Eu peço saúde, mas não alcanço saúde, é porque Deus sabe o que faz, ele sabe o que é melhor para você, que a morte é melhor para você. Como é o nome do pai de Preta Gil? Gilberto Gil fez uma oração aos orixás, cadê esses orixás que não ressuscitaram Preta Gil? Já enterraram?", disse. As declarações com cunho de intolerância religiosa também aconteceram em relação aos fiéis para os quais o padre estava presidindo a missa. Ele chegou a se referir a religiões de matriz afro-indígenas como "coisas ocultas" e que desejava "que o diabo levasse" quem procurar essa prática. “E tem católico que pede essas coisas ocultas, eu só queria que o diabo viesse e levasse. No dia seguinte quando acordar lá, acordar com calor no inferno, você não sabe o que vai fazer. Tem gente que não vai aqui (Areial), mas vai em Puxinanã, em Pocinhos, mas eu fico sabendo. Não deixe essa vida não pra você ver o que acontece. A conta que a besta fera cobra é bem baratinha", disse A fala foi considerada como preconceituosa pela Associação Cultural de Umbanda, Candomblé e Jurema Mãe Anália Maria, da região de Areial. O presidente da instituição, Rafael Generiano, fez um boletim de ocorrência contra as falas do padre por intolerância religiosa à época. Vídeos mais assistidos do g1 Paraíba

  15. Praia de Torres, no RS Anselmo Cunha/ Agencia RBS 💼 Em janeiro de 2026, mais de 1,4 milhão de turistas internacionais desembarcaram no Brasil, mas foi o Rio Grande do Sul quem roubou a cena: o estado se tornou a principal porta de entrada do turismo internacional em janeiro ao receber mais turistas do que destinos tradicionais do país, como o Rio de Janeiro e as praias do Nordeste. Dados da Embratur, do Ministério do Turismo e da Polícia Federal, mostram que o estado recebeu 366.578 visitantes internacionais no primeiro mês. Confira: 📲 Acesse o canal do g1 RS no WhatsApp Rio Grande do Sul: 366.578 Rio de Janeiro: 289.255 São Paulo: 230.788 Santa Catarina: 205.115 Paraná: 181.935 Trilhas da Guarita, em Torres O que explica o top 1 🔝 O desempenho do RS combina proximidade com países vizinhos, fronteiras ativas e promoção contínua de destinos, segundo os dados oficiais e as ações estaduais. A Argentina puxou as chegadas ao estado com 302.971 visitantes, seguida por Uruguai (55.130), Paraguai (2.122), Chile (1.576) e Estados Unidos (793). Para o presidente da Embratur, Marcelo Freixo, o resultado sinaliza reconexão regional e efeito econômico: "A liderança do Rio Grande do Sul em janeiro de 2026 é um reflexo direto de um Brasil que se reconecta com seus vizinhos e fortalece suas fronteiras como espaços de desenvolvimento", diz. Ele afirma ainda: "Estamos mais conectados e promovendo o Brasil de forma diversificada, estimulando que esses visitantes permaneçam mais tempo e movimentem ainda mais a nossa economia, deixando mais recursos para promover desenvolvimento e incentivar a geração de emprego e renda". O secretário de Turismo do RS, Ronaldo Santini, resume o movimento: "O turismo do Rio Grande do Sul não está apenas se recuperando. Estamos crescendo acima da média brasileira porque estruturamos ações de promoção, qualificação e presença de mercado. Isso gera resultado concreto e sustentável para o estado", comenta. Turistas estrangeiros em alta O movimento do RS acontece em um cenário nacional aquecido. Segundo Freixo, o desempenho gaúcho "faz parte de uma engrenagem maior", com investimento em infraestrutura e promoção de destinos de fronteira. "Com o Rio Grande do Sul no topo do ranking estadual, o setor inicia 2026 com a certeza de que a diversidade de destinos brasileiros é o nosso maior ativo no mercado global", afirma a Embratur. No recorte por países emissores para o Brasil, os vizinhos sul-americanos seguem na frente: Argentina: 741.827 Paraguai: 112.698 Chile: 112.673 Uruguai: 79.055 Já entre mercados de longa distância aparecem: Estados Unidos: 56.891 Portugal: 28.678 Alemanha: 21.446 França: 20.337 Itália: 18.595 Reino Unido: 18.245 A procura também cresceu em China, Colômbia, Peru, Portugal, México, Espanha e França, de acordo com a agência. Estratégia do RS: promoção contínua e qualificação O governo gaúcho credita a tração do setor a um planejamento de mercado com execução em escala. Em 2025, o Rio Grande do Sul registrou crescimento de 11,4% na atividade turística, mais que o dobro da média nacional (4,6%), segundo o Índice de Atividades Turísticas (Iatur), do IBGE. O secretário Santini reforça o caráter econômico: "O crescimento de 11,4% comprova que o turismo é política pública estruturante. Estamos falando de geração de renda, fortalecimento regional e posicionamento nacional e internacional do Rio Grande do Sul". O período teve 190 ações promocionais (entre campanhas, ativações regionais e presença em feiras) com investimento superior a R$ 60 milhões. As campanhas Viva o Verão Gaúcho e Viva o Inverno Gaúcho integraram a estratégia de posicionamento. A tática também incluiu qualificação do trade e estímulo à venda: foram mais de 9 mil profissionais capacitados ao longo do ano e 400,8 mil pacotes de viagens para o RS vendidos em 2025. VÍDEOS: Tudo sobre o RS

  16. Relembre a trajetória de Dennis Carvalho como ator e diretor O corpo do ator e diretor Dennis Carvalho será velado neste domingo (1º) em um cemitério na Zona :Norte do Rio, em uma cerimônia restrita à família e amigos. Um dos nomes mais influentes da televisão brasileira, Dennis morreu na manhã deste sábado (28), no Rio de Janeiro, aos 78 anos. Entre muitos programas de sucesso, Dennis dirigiu as novelas Vale Tudo, Dancin Days, Fera Ferida, O Dono do Mundo, Celebridade e Paraíso Tropical. Como ator, também teve papéis em produções marcantes como Roque Santeiro, Brega e Choque entre outras. Dennis estava internado no Hospital Copa Star, em Copacabana, na Zona Sul do Rio. A unidade de saúde confirmou o falecimento do diretor. A causa da morte não foi divulgada. "O Hospital Copa Star confirma com pesar o falecimento de Dennis de Carvalho neste sábado e se solidariza com a família, amigos e fãs por essa irreparável perda. O hospital também informa que não tem autorização da família para divulgar mais detalhes." Em dezembro de 2022, Dennis foi internado com septicemia – infecção generalizada. Alguns dias depois ele teve alta hospitalar após evolução positiva em seu quadro clínico. O corpo do ator e diretor será enterrado neste domingo (1º) após uma cerimônia de despedida reservada exclusivamente à família e amigos próximos. Veja a repercussão da morte de Dennis Carvalho Dennis Carvalho é entrevistado no Ofício em Cena João Cotta/TV Globo Dennis Carvalho teve trajetória marcada por sucessos tanto diante das câmeras quanto nos bastidores. Início da carreira A relação de Dennis com a televisão começou em meados da década de 1960. Ele passou pela TV Paulista e pela TV Tupi antes de chegar à TV Globo, em 1975. Na emissora, foi contratado inicialmente para atuar na novela “Roque Santeiro”, cuja exibição acabou proibida pela censura na época. Foi em “Locomotivas” (1977), interpretando o personagem Netinho, que teve a primeira experiência como diretor, conduzindo cenas nas semanas finais da trama. A partir dali, consolidou uma carreira dupla que marcaria sua trajetória artística. No seriado “Malu Mulher” (1979), deu vida a Pedro Henrique e aprofundou sua vocação para a direção. Dennis costumava lembrar que aproveitava os intervalos das gravações para aprender com o diretor Daniel Filho, acompanhando de perto o trabalho técnico nos estúdios. Tributo: Dennis Carvalho Diretor de sucessos Ao longo das décadas seguintes, Dennis Carvalho dirigiu algumas das produções mais emblemáticas da teledramaturgia brasileira. Sua parceria com o autor Gilberto Braga resultou em obras como “Vale Tudo” (1989), “Anos Rebeldes” (1992) e “Celebridade” (2003). Os trabalhos são considerados marcos da televisão por abordarem temas políticos e sociais e promoverem inovações na linguagem de direção. Dennis também esteve à frente de novelas como “Babilônia” (2015) e “Segundo Sol” (2018), além de ter participado de inúmeros outros projetos na TV Globo. Conhecido pelo estilo firme nos estúdios, popularizou bordões como “Fora, Vídeo Show!” e o característico “Silêncio!”, ao iniciar gravações. Formador de diretores Além dos trabalhos autorais, Dennis Carvalho foi reconhecido como um dos principais formadores de diretores da emissora. Diversos profissionais que hoje ocupam posições de destaque na dramaturgia passaram por sua equipe e destacam a influência dele na formação técnica e artística. Seu método de trabalho combinava rigor técnico e criatividade. Ao mesmo tempo, colegas ressaltam o bom humor nos bastidores, marcado por brincadeiras com elenco e equipe. Ao longo da carreira, Dennis Carvalho atuou e dirigiu produções que marcaram gerações de telespectadores. Sua contribuição ajudou a moldar a linguagem da novela brasileira e consolidou padrões estéticos e narrativos que influenciaram a televisão nas décadas seguintes. A morte do artista encerra uma trajetória de mais de cinco décadas dedicadas à dramaturgia nacional. Ele deixa familiares, amigos, colegas de profissão e um legado considerado fundamental para a história da TV no Brasil.

  17. Irã confirma a morte do seu líder supremo, Ali Khamenei Estados Unidos e Israel realizaram um ataque coordenado contra o Irã neste sábado (28). Segundo o presidente dos EUA, Donald Trump, o líder supremo do Irã, Ali Khamenei, morreu em um dos bombardeios. A morte foi inicialmente confirmada pela agência estatal Fars em seu perfil no Telegram. "O líder supremo da Revolução foi martirizado", diz a publicação. O gabinete de governo declarou 40 dias de luto nacional e 7 dias de feriado geral. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Em uma rede social, Trump havia confirmado mais cedo a morte de Khamenei, e disse que o aiatolá não conseguiu escapar dos sistemas de inteligência e rastreamento dos EUA em parceria com Israel. “Khamenei, uma das pessoas mais malignas da História, está morto. Isso não é apenas justiça para o povo do Irã, mas para todos os grandes americanos e para pessoas de muitos países ao redor do mundo que foram mortas ou mutiladas por Khamenei e seu bando de capangas sanguinários”, escreveu Trump. Veja abaixo, em tópicos, tudo o que se sabe sobre o ataque e suas consequências. Um resumo dos fatos Veja os locais dos ataques e da retaliação Programa nuclear iraniano está no centro do confronto Ali Khamenei, líder supremo do Irã, morreu nos ataques O que disse Trump sobre os ataques O que disse o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu O que disse o Ministério das Relações Exteriores do Irã 'Momento de voltar às ruas está próximo', diz opositor iraniano Quem são os aliados de EUA e Irã no Oriente Médio Veja a repercussão dos ataques O que disse o governo brasileiro FOTOS e VÍDEOS mostram destruição em Teerã e retaliação iraniana Relembre a onda de protestos que tomou o Irã ANÁLISE: Trump e Netanyahu defendem mudança de regime iraniano, mas se expõem a riscos políticos Um resumo dos fatos Pela manhã, explosões foram registradas na capital, Teerã, e em diversas outras cidades iranianas. Em resposta, o Irã disparou mísseis contra Israel e atacou bases americanas no Oriente Médio. O ataque ocorreu após semanas de negociações tensas e pressão dos EUA para que Teerã encerrasse seu programa nuclear. O que se sabe do ataque de EUA e Israel: Agências de notícias informaram que mísseis atingiram áreas próximas ao palácio presidencial e a instalações utilizadas pelo líder supremo em Teerã, capital do Irã. As Forças de Defesa de Israel (IDF) divulgaram um comunicado que lista os membros do alto escalão iraniano mortos. Entre eles, está o o líder supremo do Irã, Ali Khamenei. O ministro da Defesa do Irã, Amir Nasirzadeh, e o comandante da Guarda Revolucionária, Mohammed Pakpour, morreram nos ataques israelenses. Ali Khamenei não estava nesta lista. Segundo a agência estatal iraniana Fars, explosões também foram ouvidas nas cidades de Isfahan, Qom, Karaj e Kermanshah, em diferentes regiões do país. O Exército israelense afirmou ter atingido “centenas de alvos militares iranianos”, incluindo lançadores de mísseis. O ataque deixou 201 mortos e 747 feridos, segundo a imprensa iraniana com base em informações da rede humanitária Crescente Vermelho. O bombardeio a uma escola de meninas no sul do Irã deixou mais de 100 mortos, segundo o embaixador do Irã na ONU. Na mesma região, outras 15 pessoas morreram em um ginásio. O que se sabe sobre a retaliação do Irã: Em resposta, o Irã lançou mísseis e drones contra o território israelense, onde sirenes de alerta foram acionadas. Explosões também foram ouvidas em outros países da região, como Arábia Saudita, Catar, Bahrein, Kuwait, Iraque, Jordânia e Emirados Árabes Unidos — todos com presença de bases norte-americanas. Em comunicado, os Emirados Árabes Unidos disseram ter interceptado vários mísseis iranianos e informaram que uma pessoa morreu na capital, Abu Dhabi. Uma explosão também foi ouvida em Dubai e vários prédios residenciais foram atingidos no Bahrein. Sistemas de defesa antimísseis foram acionados por Israel e por países do Golfo. 4 pessoas morreram na Síria após um míssil iraniano atingir um prédio, informou a Reuters. Já na noite de sábado, o Irã lançou uma nova rodada de mísseis, mirando alvos militares e de segurança dos EUA e de Israel. Uma pessoa morreu e outras 21 ficaram feridas na região de Tel Aviv Outra pessoa morreu e mais sete ficaram feridas em um "incidente" no Aeroporto Zayed, em Abu Dhabi. Quatro pessoas ficaram feridas após um incidente no Aeroporto Internacional de Dubai, informou o gabinete de imprensa da cidade neste sábado. O escritório de comunicação do governo de Dubai confirmou que destroços de um drone interceptado causaram um incêndio na fachada externa do edifício Burj Al Arab. Volte ao índice. Veja os locais dos ataques e da retaliação Mapa mostra os locais dos ataques no Irã e da retaliação Arte/g1 Volte ao índice. Programa nuclear iraniano está no centro do confronto A escalada militar entre Irã, EUA e Israel tem como pano de fundo uma disputa antiga: o programa nuclear iraniano. O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que o objetivo do ataque é destruir o programa nuclear iraniano e proteger o povo americano de ameaças. "Nós garantiremos que o Irã não terá uma arma nuclear", afirmou. "Sempre foi a política dos Estados Unidos, em particular da minha administração, que este regime terrorista nunca poderá ter uma arma nuclear". Trump considera o programa uma ameaça, embora o governo iraniano negue possuir uma bomba nuclear. Parte da comunidade internacional, incluindo a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), responsável pela fiscalização nuclear no mundo, contesta a versão iraniana. Essa é a segunda vez em menos de um ano que os EUA atacam o Irã. Em junho de 2025, uma operação norte-americana bombardeou estruturas nucleares iranianas. A ação ocorreu em apoio a Israel, que travava conflito com o país. O resultado do ataque de nove meses atrás, no entanto, permanece incerto. Na época, o presidente americano disse que as instalações haviam sido destruídas. Em seguida, Rafael Grossi, chefe da Agência Internacional de Energia Atômica, afirmou que os ataques causaram danos graves, embora “não totais”. Saiba mais na reportagem abaixo. Programa nuclear iraniano está no centro do confronto com os EUA; entenda Volte ao índice. Ali Khamenei, líder supremo do Irã, morreu nos ataques O governo do Irã e a sua mídia estatal confirmou a morte do aiatolá Ali Khamenei ainda no sábado. A morte foi divulgada pela agência Fars em seu perfil no Telegram. "O líder supremo da Revolução foi martirizado", diz a publicação. O gabinete de governo declarou 40 dias de luto nacional e 7 dias de feriado geral. "É com profundo pesar e consternação que informamos que, após o ataque brutal do governo criminoso dos Estados Unidos e do regime abjeto sionista, o modelo de fé, luta e resistência, o líder supremo da Revolução Islâmica, sua eminência o grande aiatolá Ali Khamenei, alcançou a grande graça do martírio", diz o texto. Segundo a agência estatal, Khamenei foi morto em seu local de trabalho na manhã deste sábado, enquanto cumpria os seus deveres no escritório. "Os meios de comunicação ligados ao regime sionista e à reação regional alegaram repetidamente que, por medo de assassinato, o Líder da Revolução vivia em um local seguro e escondido. Seu martírio em seu local de trabalho provou, mais uma vez, a falsidade dessas alegações e da guerra psicológica do inimigo", completa a nota. A agência também compartilhou o comunicado das Guardas Revolucionárias do Irã, que lamentou a morte. "O corpo de Guardas da Revolução Islâmica, as Forças Armadas da República Islâmica e o vasto Basij (milícia popular) continuarão poderosamente o caminho de seu guia para defender o precioso legado deste líder supremo e resistirão contra conspirações internas e externas, punindo exemplarmente os agressores da pátria islâmica". Veja detalhes na reportagem abaixo. Mídia estatal iraniana confirma morte do líder supremo Ali Khamenei Volte ao índice. O que disse Trump sobre os ataques O presidente dos EUA, Donald Trump, confirmou os ataques e disse que o objetivo é “defender o povo americano” de “ameaças do governo iraniano”. “Nós garantiremos que o Irã não terá uma arma nuclear”, afirmou. “Sempre foi a política dos Estados Unidos, em particular da minha administração, que este regime terrorista nunca poderá ter uma arma nuclear.” Sobre os alvos da operação, Trump disse que os EUA vão “arrasar a indústria de mísseis até o chão”. Trump alertou que, como resultado da operação militar dos EUA, “podemos ter baixas”. Segundo o jornal “The New York Times”, o general Dan Caine, presidente do Estado-Maior Conjunto, havia alertado Trump em reuniões privadas de que tropas americanas poderiam ser mortas ou feridas em uma guerra com o Irã. Veja a íntegra do pronunciamento na reportagem abaixo. Trump confirma ataques ao Irã e diz que objetivo é 'defender o povo americano' Volte ao índice. O que disse o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, disse que o “Irã não deve ter permissão para se armar com armas nucleares” e que a ofensiva “criará as condições para que o povo iraniano tome as rédeas do próprio destino”. “Chegou a hora de todos os setores da população do Irã removerem o jugo da tirania (do regime) e construírem um Irã livre e pacífico”, disse Netanyahu em comunicado. Veja a íntegra do pronunciamento na reportagem abaixo. 'Irã não deve ter permissão para se armar com armas nucleares', diz Netanyahu Volte ao índice. O que disse o Ministério das Relações Exteriores do Irã Em comunicado, o Ministério das Relações Exteriores do Irã afirmou que o país é alvo de uma “agressão militar criminosa” que coloca em risco a paz mundial e pediu providências à ONU. “Neste momento, o povo do Irã se orgulha de ter feito tudo o que era necessário para evitar a guerra. Agora é tempo de defender a pátria e enfrentar a agressão militar do inimigo”, diz a nota. “Assim como estávamos preparados para negociar, estamos ainda mais preparados do que nunca para defender a integridade do Irã. As Forças Armadas da República Islâmica do Irã responderão aos agressores com firmeza.” Veja a íntegra do pronunciamento na reportagem abaixo. Irã diz ser alvo de 'agressão militar criminosa' de EUA e Israel Volte ao índice. 'Momento de voltar às ruas está próximo', diz opositor iraniano O príncipe herdeiro do Irã, Reza Pahlavi, publicou uma mensagem na rede social X logo após os ataques, dizendo que a “ajuda americana finalmente chegou” e que o “momento de voltar às ruas está próximo”. “A ajuda que o presidente dos Estados Unidos prometeu ao bravo povo do Irã chegou agora. Trata-se de uma intervenção humanitária; e seu alvo é a República Islâmica, o aparelho de repressão e sua máquina de matar — não o grande país e o grande povo do Irã”, disse. Durante os protestos de janeiro contra o regime dos aiatolás no Irã, Pahlavi surgiu como possível sucessor de Ali Khamenei. Para alguns, ele é a principal figura da oposição no país. Ele, que deixou o país na juventude e não retorna ao Irã desde 1978, está longe de ser unanimidade entre analistas e mesmo entre aliados políticos. O jornalista Guga Chacra o descreveu como um “playboy, filho de ditador, que vive no exterior”. Saiba mais na reportagem abaixo. 'Momento de voltar às ruas está próximo', diz Reza Pahlavi; quem é o filho de ditador que se apresenta como príncipe herdeiro Volte ao índice. Quem são os aliados de EUA e Irã no Oriente Médio Os ataques de EUA e Israel ao Irã são mais um capítulo no cenário geopolítico do Oriente Médio. A região, uma das mais conflituosas do mundo desde meados do século XX, também concentra diversas bases militares norte-americanas. Veja abaixo os principais aliados dos EUA e do Irã na região: Aliados dos EUA Israel: é o principal aliado dos EUA no Oriente Médio, recebendo armamentos e compartilhando inteligência e tecnologia militar. Arábia Saudita: Riad mantém laços estreitos com o Ocidente e com os EUA há décadas, apesar de divergências pontuais que nunca escalaram para conflito aberto. Como principal potência sunita da região e guardiã de Meca, cidade sagrada do Islã, o país mantém rivalidade com o Irã, de maioria xiita. Emirados Árabes Unidos: o país da Península Arábica mantém forte cooperação militar e econômica com os EUA. Jordânia: a monarquia da família Hashemita é tradicional aliada das potências ocidentais, assim como a família Saud, da Arábia Saudita. Bahrein: aliado da Arábia Saudita e dos EUA, que mantêm no país insular do Golfo Pérsico a sede da Quinta Frota. Kuwait: é aliado estratégico dos EUA no Golfo Pérsico. Os americanos defenderam o país quando foi invadido pelo regime de Saddam Hussein, do Iraque, em 1990. Desde então, mantêm parcerias em acordos de defesa. Egito: embora não se alinhe automaticamente aos EUA em todas as questões regionais, o governo do Cairo recebe ajuda militar americana desde os anos 1970, quando reconheceu Israel e se aproximou do Ocidente para recuperar o controle da Península do Sinai, ocupada por Tel Aviv em 1967. Atualmente, busca atuar como mediador de conflitos. Síria: o país era um dos principais aliados do Irã durante o regime de Bashar al-Assad, cuja família pertence a um ramo da minoria xiita local. Após a queda de Assad, o presidente interino, Ahmed Al-Sharaa, ex-integrante da Al-Qaeda local, busca aproximação com Trump e com Israel. Apesar da desconfiança ocidental, ele manteve o espaço aéreo aberto para ataques israelenses ao Irã durante o conflito de junho de 2025. Aliados do Irã Iêmen (houthis): o país é amplamente controlado pelos houthis, grupo xiita que tomou a capital, Sanaa. O regime não tem amplo reconhecimento internacional. Os houthis recebem apoio militar de Teerã e realizam ataques ocasionais contra Israel. Hezbollah: o grupo extremista é um partido libanês xiita com milícia própria que atua como força paramilitar. Embora o Líbano permaneça formalmente neutro, o Hezbollah mantém forte aliança com Teerã. O grupo foi enfraquecido em 2024 após ataques israelenses e a morte de seu líder, Hasan Nasrallah. Hamas: um dos raros aliados sunitas do Irã. Tanto o Hamas, ligado à Irmandade Muçulmana, quanto os aiatolás compartilham oposição ao Estado de Israel. Paquistão: não integra o Oriente Médio, mas faz fronteira com o Irã e costuma se alinhar a Teerã quando o país é atacado ou ameaçado. Saiba mais na reportagem abaixo. Quem são os aliados de EUA e Irã no Oriente Médio Volte ao índice. Veja a repercussão dos ataques Líderes da Europa, China, Rússia, Japão, França e outros países se manifestaram sobre os ataques pela manhã. A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, classificou os ataques como “extremamente preocupantes”. “Garantir a segurança nuclear e prevenir quaisquer ações que possam escalar ainda mais as tensões ou comprometer o regime global de não proliferação é de importância crítica”, disse. O vice-presidente do Conselho de Segurança da Rússia, Dmitry Medvedev, criticou Trump e questionou a posição de Washington. “O ‘pacificador’ mostrou mais uma vez sua face”, disse Medvedev, ex-presidente da Rússia. “Todas as negociações com o Irã são uma operação de fachada. Ninguém duvidava disso. Ninguém realmente queria negociar coisa alguma.” Saiba mais na reportagem abaixo. Veja a repercussão dos ataques dos EUA e de Israel contra o Irã Volte ao índice. O que disse o governo brasileiro O Itamaraty condenou o ataque conjunto de EUA e Israel ao Irã e afirmou que a negociação entre as partes é o “único caminho viável para a paz”. "O Governo brasileiro condena e expressa grave preocupação com os ataques realizados hoje (28/2) por Estados Unidos e Israel contra alvos no Irã. Os ataques ocorreram em meio a um processo de negociação entre as partes, que é o único caminho viável para a paz, posição tradicionalmente defendida pelo Brasil na região", afirmou o Itamaraty em nota. Na manifestação, o Ministério das Relações Exteriores “apela a todas as partes que respeitem o Direito Internacional e exerçam máxima contenção”, a fim de evitar a escalada das hostilidades e assegurar a proteção de civis e da infraestrutura civil. O Itamaraty afirmou que as embaixadas do Brasil na região acompanham os desdobramentos do conflito e que o embaixador brasileiro em Teerã está em contato direto com a comunidade brasileira para transmitir atualizações sobre a situação e orientações de segurança. Saiba mais na reportagem abaixo. Itamaraty condena ataques ao Irã e diz que negociação é único caminho 'viável' para paz Volte ao índice. FOTOS e VÍDEOS mostram destruição em Teerã e retaliação iraniana EUA e Israel realizaram ataque coordenado contra o Irã. Em resposta, o país disparou mísseis contra Israel e atacou bases americanas no Oriente Médio. Veja as imagens na reportagem abaixo. Ataque ao Irã: FOTOS e VÍDEOS mostram destruição em Teerã e retaliação iraniana em Israel e base dos EUA Volte ao índice. Relembre a onda de protestos que tomou o Irã Os protestos no Irã começaram diante da insatisfação popular com a situação econômica do país. A moeda local sofreu forte desvalorização, enquanto o custo de vida aumentava. O Irã enfrenta dificuldades econômicas há anos, principalmente após a reimposição de sanções pelos EUA e outros países. A medida foi adotada em 2018, quando Trump deixou o acordo internacional sobre o programa nuclear iraniano. Os primeiros registros dos protestos ocorreram em 28 de dezembro, quando comerciantes iranianos iniciaram greve e fecharam lojas em reação à situação econômica. Saiba mais na reportagem abaixo. Da greve de comerciantes ao ataque dos EUA: relembre a onda de protestos que tomou o Irã Volte ao índice. ANÁLISE: Trump e Netanyahu defendem mudança de regime iraniano, mas se expõem a riscos políticos A jornalista Sandra Cohen, especializada em temas internacionais, escreve que a campanha militar prolongada e capacidade de retaliação do Irã guiarão as consequências para ambos os líderes em ano eleitoral. Leia a análise completa abaixo. Trump e Netanyahu defendem mudança de regime iraniano, mas se expõem a riscos políticos Volte ao índice.

  18. Governo do Irã confirma a morte do aiatolá Ali Khamenei Donald Trump, presidente dos EUA, havia anunciado que o líder supremo do Irã foi atingido em um ataque neste sábado (28). EUA e Israel promovem uma ação conjunta contra o país, que retaliou mirando em bases pelo Oriente Médio. Forças armadas dos EUA e de Israel promoveram um ataque coordenado ao Irã neste sábado (28), após semanas de escalada de tensão entre os países.. O governo iraniano confirmou a morte do aiatolá Ali Khamenei. Ele foi morto em um bombardeio pela manhã de sábado.. O domingo (1º), no horário do Oriente Médio, começou com uma nova onda de ataques, tanto do lado dos EUA e Israel quanto do lado iraniano.. Nas últimas semanas, o governo Trump intensificou a presença militar no Oriente Médio, enquanto o Irã fortificou instalações nucleares. Diversos países da região relataram explosões; veja mapa.. Os principais alvos da operação foram instalações nucleares do Irã, segundo os governos dos EUA e de Israel.

  19. Na manhã deste sábado (28), os iranianos foram surpreendidos com bombardeios na capital Teerã e em diversas cidades do país – pelo menos 200 pessoas morreram, de acordo com informações da rede humanitária Crescente Vermelho, que atua em nações muçulmanas. O líder supremo do Irã, Ali Khamenei, foi morto na ação. Trata-se da operação “Fúria Épica”, um ataque de grandes proporções promovido pelos Estados Unidos e Israel contra o regime dos aiatolás. Imediatamente, as forças militares do Irã reagiram. Mísseis e drones foram lançados ao território israelense e houve também ataques a países que mantêm bases americanas, caso de Catar, Bahrein, Kuwait, Iraque, Jordânia e Emirados Árabes. Imediatamente, as forças militares do Irã reagiram. Mísseis e drones foram lançados ao território israelense e houve também ataques a países que mantêm bases americanas, caso de Catar, Bahrein, Kuwait, Iraque, Jordânia e Emirados Árabes. Os ataques ocorreram mesmo com negociações em curso entre Estados Unidos e Irã para que o regime interrompesse seu programa nuclear. Donald Trump defendeu a ofensiva dizendo que os iranianos nunca quiseram um acordo de verdade. E, num vídeo publicado nas redes sociais, instou a população a derrubar o regime para tomar o poder. Neste episódio especial, Natuza Nery entrevista Tanguy Baghdadi, professor de política internacional e criador do podcast Petit Journal, para explicar o tamanho da crise no Oriente Médio e o risco de uma guerra generalizada na região. Tanguy também analisa por que o governo americano decidiu atacar agora e avalia o que pode acontecer com o regime dos aiatolás a partir dos acontecimentos deste sábado. Convidado: Tanguy Baghdadi, professor de política internacional e criador do podcast Petit Journal. O que você precisa saber: Ataques de EUA e Israel ao Irã deixaram 201 mortos Mídia estatal iraniana confirma morte do líder supremo Ali Khamenei FOTOS e VÍDEOS: destruição em Teerã e retaliação iraniana em Israel e base dos EUA Programa nuclear iraniano está no centro do confronto com os EUA Quem é o aiatolá Ali Khamenei, líder supremo do Irã e alvo dos ataques Trump diz que objetivo é 'defender o povo americano' de 'ameaças do governo iraniano' O podcast O Assunto é produzido por: Luiz Felipe Silva, Amanda Polato, Sarah Resende, Carlos Catelan e Luiz Gabriel Franco. Na apresentação: Natuza Nery. Ataques dos EUA e Israel em Teerã, capital do Irã Majid Asgaripour/WANA/Reuters O Assunto é o podcast diário produzido pelo g1, disponível em todas as plataformas de áudio e no YouTube. Desde a estreia, em agosto de 2019, o podcast O Assunto soma mais de 168 milhões de downloads em todas as plataformas de áudio. No YouTube, o podcast diário do g1 soma mais de 14,2 milhões de visualizações.

  20. Trump não pediu autorização ao Congresso para atacar o Irã O presidente Donald Trump não pediu autorização parlamentar para começar a guerra contra o Irã. Coube ao secretário de Estado Marco Rubio informar os líderes do Congresso antes dos ataques. Horas antes de autorizar os ataques contra o Irã, Donald Trump apareceu numa festa na Flórida. Dançou um pouco e saiu: “Temos que ir trabalhar”. Em seguida, Mar-a-Lago virou a sala de crise do governo americano altamente protegida. Hoje, Trump monitorou a situação e conversou com o primeiro-ministro de Israel. Dezessete dias atrás, Benjamin Netanyahu foi à Casa Branca para, segundo fontes do governo americano, pressionar o presidente americano a não confiar no Irã. Em uma entrevista para o site Axios, o presidente americano disse que decidiu atacar porque “entendeu que os iranianos realmente não queriam um acordo”. Sobre a duração da operação militar, afirmou: “Eu posso ir por muito tempo e assumir o controle total, ou encerrá-la em dois ou três dias e dizer aos iranianos: ‘Nos vemos daqui a alguns anos, se vocês começarem a reconstruir [seus programas nucleares e de mísseis]’”. Donald Trump em festa horas antes do ataque ao Irã Reprodução/Jornal Nacional Antes do ataque, o secretário de Estado Marco Rubio notificou líderes do Congresso. O líder da oposição no Senado, Chuck Schumer, criticou a ofensiva: “O povo americano não quer outra guerra interminável e custosa no Oriente Médio quando há tantos problemas em casa.” Líderes da oposição criticaram os ataques sem aprovação do Congresso e defenderam uma resolução para limitar os poderes de guerra do presidente. O professor de Direito Constitucional Bruce Ackerman, da Universidade Yale, disse que o ataque sem aprovação do Congresso é inconstitucional. Pela lei de 1973, o presidente precisa notificar o Congresso, que então deve votar pela aprovação do ataque. “E depois, se um conflito de fato começar, há uma série de passos exigindo que o presidente obtenha autorização adicional”, explicou o professor. Em dois mandatos, Donald Trump autorizou três ofensivas militares contra o Irã. Em 2020, os Estados Unidos mataram o chefe da Guarda Revolucionária iraniana, Qassem Soleimani, no Iraque. No ano passado, conduziu o primeiro ataque em solo iraniano em décadas para destruir instalações nucleares. E agora, a operação militar mais ambiciosa — não apenas para destruir estruturas militares iranianas, mas para abrir caminho para derrubar do regime dos aiatolás. O professor afirmou que o ataque ao Irã poderá afetar a popularidade de Trump e do Partido Republicano em ano de eleições parlamentares — que vão renovar toda a Câmara dos Deputados e um terço do Senado. “Durante as campanhas, Trump repudiou completamente a noção de lutar guerras em nome de outros países, por qualquer razão que fosse.” “Agora, faz o contrário. Ele começou uma guerra. E os iranianos contra-atacaram.”

  21. EUA têm maior poder de fogo no Oriente Médio desde a invasão no Iraque Os ataques de hoje foram disparados pela maior força militar montada pelos Estados Unidos no Oriente Médio desde a invasão do Iraque. Nas últimas semanas, os americanos foram fechando ainda mais o cerco na região. O ataque coordenado entre Estados Unidos e Israel contra o Irã faz parte da maior ação militar no Oriente Médio em duas décadas. Os Estados Unidos mobilizaram porta-aviões e navios de guerra no Oriente Médio. Pelo menos dez deles no Mar da Arábia e no Golfo Pérsico. Duas embarcações de combate ficaram a poucos quilômetros da costa iraniana. O Pentágono também enviou destróieres ao Mediterrâneo, perto de Israel, e mandou nesta semana para a costa israelense o maior porta-aviões americano: o USS Gerald Ford. Os ataques de hoje foram relatados em todo o país. EUA têm maior poder de fogo no Oriente Médio desde a invasão no Iraque Reprodução/Jornal Nacional Israel tem um apoio de cerca de 300 aviões de ataque e uma aeronáutica com experiência na região. Parte desse potencial conseguiu atingir alvos militares em diversas cidades no Irã. Do lado do Irã, a rápida retaliação contra ao menos quatro bases americanas na região e ataques a Israel seguiu o manual previsto: ondas sucessivas de drones e mísseis balísticos, resta saber a eficácia. Ainda assim, o Irã conta com um dos exércitos mais poderosos da região. Com um programa nuclear que preocupa o Ocidente e com uma geografia privilegiada porque controla o Estreito de Ormuz, por onde passa um quinto da produção de petróleo mundial. O professor de Relações Internacionais Kían Taibársh, da Universidade de Columbia, explica que este é um confronto assimétrico porque o Irã já usou pelo menos metade dos três mil mísseis que detinha num embate com Israel em junho do ano passado. O professor afirmou: "Isso quer dizer que o espaço aéreo iraniano está praticamente livre para aviões americanos e israelenses voarem". Por isso, na avaliação dele, o conflito deve se estender por alguns dias ou semanas, mas não teria fôlego para uma longa duração. "O Irã não tem uma força aérea moderna, não tem uma marinha moderna e não tem um exército moderno", afirmou. Os ataques devem continuar por ar e mar. Isso porque o governo dos Estados Unidos não quer combates por terra, que ameacem a vida de soldados americanos, um risco em um ano decisivo na política dos Estados Unidos. É o que explicou ao Jornal Nacional o professor de Estudos Islâmicos da American University Akbar Ahmed. Ele afirmou: "Os americanos não querem que seus militares estejam vulneráveis a ataques e possivelmente perdendo suas vidas. Mas guerras são sempre muito perigosas de se prever".

  22. Irã confirma a morte do seu líder supremo, Ali Khamenei O governo do Irã e a sua mídia estatal confirmaram a morte do aiatolá Ali Khamenei neste sábado (28). O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, havia anunciado mais cedo que o líder supremo do Irã foi morto durante um bombardeio. Khamenei comandou o país por quase quatro décadas. A morte foi inicialmente confirmada pela agência estatal Fars em seu perfil no Telegram. "O líder supremo da Revolução foi martirizado", diz a publicação. ACOMPANHE a cobertura sobre o conflito em tempo real O gabinete do governo do Irã, cujo presidente é Masoud Pezeshkian, declarou 40 dias de luto nacional e sete dias de feriado geral. "É com profundo pesar e consternação que informamos que, após o ataque brutal do governo criminoso dos Estados Unidos e do regime abjeto sionista, o modelo de fé, luta e resistência, o líder supremo da Revolução Islâmica, sua eminência o grande aiatolá Ali Khamenei, alcançou a grande graça do martírio", diz nota. O texto classifica o episódio como um "crime" e diz que "marcará uma nova página na história do mundo islâmico e do xiismo". "O sangue puro deste descendente do profeta fluirá como uma fonte impetuosa e erradicará a opressão e o crime americano-sionista. Desta vez, com toda a força e firmeza, e com o apoio da nação islâmica e dos homens livres do mundo, faremos com que os autores e mandantes deste grande crime se arrependam". Segundo a agência estatal, Khamenei foi morto em seu local de trabalho na manhã deste sábado. "Os meios de comunicação ligados ao regime sionista e à reação regional alegaram repetidamente que, por medo de assassinato, o líder da Revolução vivia em um local seguro e escondido. Seu martírio em seu local de trabalho provou, mais uma vez, a falsidade dessas alegações e da guerra psicológica do inimigo", completa a nota. A agência também compartilhou o comunicado das Guardas Revolucionárias do Irã, que lamentaram a morte. "O Corpo da Guarda da Revolução Islâmica, as Forças Armadas da República Islâmica e o vasto Basij (milícia popular) continuarão poderosamente o caminho de seu guia para defender o precioso legado deste líder supremo". O apresentador da TV estatal iraniana anunciou a morte de Khamenei emocionado. Veja no vídeo abaixo. Apresentador da TV estatal do Irã confirma emocionado morte de Khamenei; notícia é celebrada nas ruas de algumas cidades do país Em uma rede social, Trump afirmou que Khamenei não conseguiu escapar dos sistemas de inteligência e rastreamento dos Estados Unidos, em parceria com Israel. Segundo ele, “não havia nada” que o líder supremo pudesse fazer. “Khamenei, uma das pessoas mais malignas da História, está morto. Isso não é apenas justiça para o povo do Irã, mas para todos os grandes americanos e para pessoas de muitos países ao redor do mundo que foram mortas ou mutiladas por Khamenei e seu bando de capangas sanguinários”, escreveu Trump. Veja o post de Trump na íntegra mais abaixo. Na Truth Social, Trump afirmou que os bombardeios contra o Irã vão continuar para alcançar “paz no Oriente Médio e no mundo”. Ele disse esperar que integrantes da Guarda Revolucionária e das forças de segurança se unam à população para “devolver grandeza” ao país. "Este é o maior momento para o povo iraniano retomar o próprio país. Estamos ouvindo que muitos integrantes da Guarda Revolucionária (IRGC), das Forças Armadas e de outras forças de segurança e polícia já não querem lutar e estão buscando imunidade de nossa parte", afirmou. Mais cedo, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou haver indícios de que Khamenei estava morto. Segundo ele, forças israelenses destruíram um complexo usado pelo líder supremo. O que disse o gabinete de governo do Irã "É com profundo pesar e consternação que informamos que, após o ataque brutal do governo criminoso dos Estados Unidos e do regime abjeto sionista, o modelo de fé, luta e resistência, o líder supremo da Revolução Islâmica, sua eminência, o grande aiatolá Ali Khamenei, alcançou a grande graça do martírio. O sucessor justo de Khomeini, que por mais de 37 anos de liderança sábia assumiu a vanguarda e a verdadeira liderança da frente do Islã, marcou com sua coragem exemplar e fé inabalável um novo capítulo de governança na história islâmica. Até o último momento de sua vida abençoada e histórica, ele liderou a nação islâmica contra a descrença, a tirania e a arrogância. O mártir glorioso, grande aiatolá Ali Khamenei, foi o modelo de sacrifício e resistência da era atual — o 'Imam das Promessas Verdadeiras, o Imam da Esperança e da Autoridade' — nas mentes dos homens livres, oprimidos e combatentes do mundo. Ele permanecerá para sempre eterno nos corações das nações ao lado do nome de 'Khomeini, o Grande'. Sua abrangência e domínio das ciências contemporâneas, sabedoria, visão de futuro, fé pura, sinceridade nas ações, vontade de aço, crença profunda em suas palavras e objetivos, coragem inigualável, vasto conhecimento religioso, alma gentil e pura, e esperança e confiança no Senhor Todo-Poderoso foram características marcantes deste grande personagem, raramente encontradas em outros líderes políticos. O Gabinete do Governo da República Islâmica do Irã expressa suas condolências por esta grande perda a Sua Santidade Baqiyatallah al-A'zam, à nobre nação do Irã, à grande nação islâmica e a todos os homens livres do mundo. Em solidariedade ao povo resiliente do Irã, declara 40 dias de luto nacional e 7 dias de feriado público. Este grande crime jamais ficará sem resposta e marcará uma nova página na história do mundo islâmico e do xiismo. O sangue puro deste descendente do profeta fluirá como uma fonte impetuosa e erradicará a opressão e o crime americano-sionista. Desta vez, com toda a força e firmeza, e com o apoio da nação islâmica e dos homens livres do mundo, faremos com que os autores e mandantes deste grande crime se arrependam. Nosso querido Irã, com o apoio da vitória divina, unido em uma só voz e um só coração, atravessará este difícil caminho com orgulho; pois Deus está à espreita de nossos inimigos opressores e é o ajudador dos crentes e oprimidos." O que disse a agência estatal iraniana Fars "O líder supremo da Revolução Islâmica foi martirizado em seu local de trabalho, na Casa da Liderança (Beit Rahbari). No momento do martírio, ele estava cumprindo seus deveres e presente em seu escritório; este ataque covarde ocorreu nas primeiras horas da manhã de sábado. Os meios de comunicação ligados ao regime sionista e à reação regional alegaram repetidamente que, por medo de assassinato, o líder da revolução vivia em um local seguro e escondido. Seu martírio em seu local de trabalho provou, mais uma vez, a falsidade dessas alegações e da guerra psicológica do inimigo, demonstrando que ele sempre esteve entre o povo e em seu posto de responsabilidade, resistindo destemida e corajosamente contra a arrogância [imperialista]." O que disse Donald Trump O presidente Donald Trump confirma a morte de Ali Khamenei Reprodução "Khamenei, uma das pessoas mais malignas da História, está morto. Isso não é apenas justiça para o povo do Irã, mas para todos os grandes americanos e para pessoas de muitos países ao redor do mundo que foram mortas ou mutiladas por Khamenei e seu bando de capangas sanguinários. Ele não conseguiu escapar de nossos sistemas de inteligência e de rastreamento altamente sofisticados e, trabalhando em estreita colaboração com Israel, não havia nada que ele, ou os outros líderes mortos junto com ele, pudessem fazer. Este é o maior momento para o povo iraniano retomar o próprio país. Estamos ouvindo que muitos integrantes da Guarda Revolucionária (IRGC), das Forças Armadas e de outras forças de segurança e polícia já não querem lutar e estão buscando imunidade de nossa parte. Como eu disse ontem à noite: 'Agora eles podem ter imunidade; depois, terão apenas a morte!' Esperamos que a Guarda Revolucionária e a polícia se unam pacificamente aos patriotas iranianos e trabalhem juntos para devolver ao país a grandeza que merece. Esse processo deve começar em breve, já que não apenas Khamenei morreu, mas o país foi, em apenas um dia, amplamente destruído e até mesmo arrasado. Os bombardeios intensos e precisos, no entanto, continuarão sem interrupção ao longo da semana ou pelo tempo que for necessário para alcançar nosso objetivo de PAZ EM TODO O ORIENTE MÉDIO E, DE FATO, NO MUNDO!" Quem era Khamenei Imagem mostra Ali Khamenei durante uma transmissão de TV em fevereiro de 2026 Office of the Iranian Supreme Leader/West Asia News Agency/Handout via REUTERS Ali Khamenei nasceu em 1939 em Mashhad, cidade sagrada para os xiitas. O segundo de oito filhos, de uma família pobre e devota. Cresceu sob a monarquia do xá Reza Pahlavi — num momento em que o Irã era aliado dos Estados Unidos e até de Israel. O líder supremo nunca aceitou fazer reformas na república islâmica e reprimiu com força a oposição. No cenário internacional, Khamenei mantinha a hostilidade aos Estados Unidos e se negava a aceitar a existência do Estado de Israel. Quando o Irã começou a se rebelar contra a monarquia, ele se juntou aos protestos. Acabou na prisão e, em 1977, foi para o exílio, que não durou muito. A revolução islâmica do aiatolá Ruhollah Khomeini, em 1979, derrubou o xá e marcou uma mudança radical na política externa do país. O Irã, de origem persa, buscava conter o predomínio árabe no Oriente Médio. Mas aquele país que respirava cultura americana e europeia também reprimia quem discordasse do governo. Não demorou para que uma ideologia antiocidental crescesse na sociedade e dentro de Khamenei. O Irã passou a pregar a eliminação do Estado de Israel. E a chamar os Estados Unidos, um antigo aliado, de “grande satã”, símbolo do imperialismo ocidental. A ascensão dos clérigos xiitas foi a porta de entrada de Ali Khamenei ao poder. Virou homem da confiança do líder supremo. Em 1980, passou a conduzir a oração de sexta-feira em Teerã, a mando de Khomeini. Em 1981, um ataque a bomba deixou a sua mão direita paralisada. Logo depois, aos 42 anos, foi eleito presidente do Irã com 95% dos votos. Durante a guerra contra o Iraque, entre 1980 e 1988, esteve ao lado de Khomeini. Foi nesse período também que o Irã começou a financiar e a armar extremistas como o Hezbollah, no Líbano. E, mais tarde, os terroristas do Hamas, na Faixa de Gaza. Era a chamada guerra por procuração — que, ao longo das décadas seguintes, provocou diferentes atentados contra cidadãos israelenses e ocidentais. Desde a morte de Khomeini, em 1989, Ali Khamenei liderou o país de 90 milhões de habitantes e uma história que se funde com a antiga Pérsia. Quando se tornou líder supremo, sua escolha foi considerada uma surpresa porque nem todos o julgavam qualificado para suceder Ruhollah Khomeini, o fundador da república islâmica. Seu poder foi proporcional ao dos grandes ditadores. O Irã é uma teocracia. Por isso, Khamenei acumulou as funções de líder político e líder religioso. Foi o responsável pelas decisões estratégicas da nação, como as de política externa, segurança e forças armadas. Podia anular as decisões do presidente e tinha o poder de demitir qualquer membro do governo a qualquer momento, sem os votos do parlamento. Apresentava-se como o guardião dos valores da revolução islâmica: justiça social, independência nacional e governo islâmico. Mas, diante do seu povo, Khamenei usou a força para reprimir a dissidência. Como a Onda Verde de 2009, que protestou contra a reeleição do presidente conservador Ahmadinejad. Ou em 2019, quando as periferias se revoltaram contra o aumento dos preços dos combustíveis. Em 2022, uma nova onda de protestos foi reprimida depois da morte da jovem Mahsa Amini, sob custódia da polícia moral iraniana. Ela tinha sido presa por não usar o véu islâmico corretamente e, segundo a família, foi espancada pelos agentes. O gesto de retirar o hijab e cortar o cabelo em público se tornou um símbolo das manifestações. O governo reagiu com a receita das ditaduras: violência, prisões arbitrárias, mortes, perseguição a jornalistas e censura da internet. Nos últimos anos, Khamenei viu a popularidade do regime cair, por causa da insatisfação com a economia cambaleante. A inflação disparou, o desemprego está em alta e a exportação de petróleo já não é mais a mesma. Muito por causa das sanções impostas pelo Ocidente, em represália ao programa nuclear iraniano. A insatisfação popular aumentou após os ataques de Israel e dos EUA ao Irã, em junho de 2025, que agravaram a crise econômica no país. No início deste ano, o governo enfrentou uma grande onda de protestos, reprimida com violência por Teerã e que deixou milhares de mortos. Antes do ataque deste sábado, o líder iraniano sobreviveu a um atentado em 1981, e também se recuperou de um câncer em 2014. Desde a morte de Hassan Nasrallah, que comandava o Hezbollah, o Irã aumentou as medidas de segurança para o aiatolá. Em um país em que os veículos de imprensa são controlados pelo regime, não são muitas as informações sobre a rotina do líder supremo. Diziam que ele viveu os últimos meses num bunker subterrâneo em Teerã. Ataque Imagem de satélite mostra fumaça preta subindo e grandes danos no complexo do Líder Supremo do Irã, o Aiatolá Ali Khamenei, após ataque Pleiades Neo (c) Airbus DS 2026/Divulgação via REUTERS Estados Unidos e Israel lançaram um grande ataque contra o Irã na manhã deste sábado. A ação deixou 201 mortos e 747 feridos, segundo a imprensa iraniana com base em informações da rede humanitária Crescente Vermelho. Explosões foram registradas na capital Teerã e em diversas outras cidades iranianas. Em resposta, o Irã disparou mísseis contra Israel e atacou bases americanas no Oriente Médio. O Exército dos Estados Unidos informou que nenhum militar americano ficou ferido na ação. O governo americano afirmou ainda que os danos às bases militares dos EUA no Oriente Médio, após a retaliação iraniana, foram “mínimos”. O Estreito de Ormuz, uma das principais rotas de petróleo do mundo, foi fechado por motivos de segurança, informou a agência estatal iraniana Tasnim. Em pronunciamento, Netanyahu declarou que a ofensiva contra o Irã matou comandantes da Guarda Revolucionária e altos funcionários ligados ao programa nuclear iraniano. Segundo ele, "milhares de alvos" serão atacados nos próximos dias. No mesmo pronunciamento, Netanyahu fez um apelo direto à população do Irã para que se levante contra o regime e vá às ruas para protestar. “Não percam a oportunidade. Esta é uma oportunidade que surge uma vez por geração”, afirmou. Em inglês, Netanyahu acrescentou: “A ajuda chegou”, em referência a uma publicação do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Em janeiro, o norte-americano afirmou que estava enviando “ajuda” a manifestantes que protestavam contra Khamenei. O que se sabe do ataque de EUA e Israel: Agências de notícias informaram que mísseis atingiram áreas próximas ao palácio presidencial e a instalações usadas pelo líder supremo em Teerã, capital do Irã. Segundo a agência estatal iraniana Fars, explosões também foram ouvidas nas cidades de Isfahan, Qom, Karaj e Kermanshah, todas em diferentes regiões do país. Exército israelense afirma ter atingido "centenas de alvos militares iranianos", incluindo lançadores de mísseis. O ministro da Defesa do Irã, Amir Nasirzadeh, e o comandante da Guarda Revolucionária, Mohammed Pakpour, morreram nos ataques israelenses, segundo três fontes ouvidas pela agência Reuters. O que se sabe sobre a retaliação do Irã: Em resposta, o Irã lançou mísseis e drones contra o território israelense, onde sirenes de alerta foram acionadas. Diversas explosões foram ouvidas em outros países da região, como Catar, Bahrein, Kuwait, Iraque, Jordânia e Emirados Árabes — países que têm bases norte-americanas. Vários prédios residenciais foram atingidos no Bahrein, segundo o governo local. Em comunicado, os Emirados Árabes Unidos disseram ter interceptado vários mísseis iranianos e que uma pessoa morreu na capital Abu Dhabi. Uma explosão também foi ouvida em Dubai, segundo testemunhas. Sistemas de defesa antimísseis foram acionados por Israel e pelos países do Golfo. 4 pessoas morreram na Síria após míssil iraniano atingir um prédio, informa a agência Reuters.

  23. Petróleo já subiu 20% no ano e conflito no Irã tem poder de afetar a economia mundial Os ataques ao Irã têm potencial para mexer com a economia do mundo inteiro. O principal motivo é o preço do petróleo. O Irã tem a terceira maior reserva do planeta. O aumento global nos preços já vem do início deste ano, quando Donald Trump voltou a fazer ameaças ao regime dos aiatolás. Desde janeiro, o preço do barril tipo brent subiu quase 20%. Ontem, fechou em $ 75,87. O que você precisa saber sobre os bombardeios de EUA e Israel, e a resposta do Irã 'Pessoa maligna', 'justiça para o povo do Irã': veja na íntegra a declaração de Trump sobre a morte de Ali Khamenei O Irã hoje produz menos do que seu potencial. Mas tem uma posição geografia estratégica, que interfere na exportação da produção dos países vizinhos. De 20 a 25% do petróleo e do gás natural consumidos no mundo passam pelo Estreito de Ormuz. O corredor liga o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã e ao mar da Arábia. O Irã controla a margem norte e tem capacidade técnica para bloquear a navegação, o que poderia reduzir significativamente a oferta de combustível para o resto do mundo. “Quem tem as cartas na mão não são os EUA, quem tem as cartas na mão é o Irã, por um motivo muito simples: o Estreito de Ormuz“, afirma Leonardo Trevisan, professor de relações internacionais na ESPM. “A expectativa de você ter menos petróleo, a expectativa de não saber onde comprar o petróleo que está faltando, faz o preço subir. Isso tem uma carga perigosa para o mundo todo, mas especialmente para os próprios Estados Unidos", diz. Possíveis efeitos econômicos dos ataques no Irã Reprodução/Jornal Nacional Os economistas afirmam que o aumento do preço do petróleo pode pressionar os índices de inflação no mundo inteiro. Mas que a força desse impacto depende do tempo que o conflito vai durar. O economista André Perfeito alerta para as consequências se essa tensão continuar. "Outros atores podem entrar no teatro de guerra. Estamos falando de China, estamos falando de Rússia, estamos falando de outras partes interessadas que não veem neste conflito nada positivo". "Um exemplo muito claro: se o Irã fechar o Estreito de Ormuz, a atividade econômica cai — e quem pode sofrer muito com isso é a própria China, mesmo porque a China importa muito petróleo. Então existe um jogo em que não se pode tensionar demais a corda, senão ele pode se generalizar", diz. O especialista em relações internacionais Igor Lucena avalia como a instabilidade causada pelos ataques ao Irã pode interferir na economia mundial. “Isso gera uma volatilidade muito grande nos mercados, isso diminui investimentos e faz com que grandes investidores e até mesmo os médios e pequenos, não queiram investir ou criar novos processos produtivos”, afirma. “O que faz, obviamente, com que as bolsas de valores tendam a cair, títulos de dívidas de países se valorizem, moedas como euro e dólar também fiquem mais fortes e toda a economia fica em um estado de espera até que, de fato, a gente veja um final ou o que vai acontecer com a administração política do Irã”, diz.

  24. Governo brasileiro condena ataques ao Irã e pede diálogo Brasileiros que vivem no Oriente Médio relataram momentos de tensão e medo ao longo do dia por causa dos bombardeios. Por aqui, o governo Lula condenou os ataques ao Irã. A reação veio em nota do Ministério das Relações Exteriores. "O governo brasileiro condena e expressa grave preocupação com os ataques realizados por Estados Unidos e Israel contra alvos no Irã". Segundo a nota, "os ataques ocorreram em meio a um processo de negociação entre as partes, que é o único caminho viável para a paz". "O Brasil apela a todas as partes que respeitem o Direito Internacional e exerçam máxima contenção, de maneira a evitar a escalada de hostilidades e a assegurar a proteção de civis e da infraestrutura civil". O Itamaraty fez um alerta: não viajar para o Irã, Israel e outros nove países vizinhos. E, para quem se encontra nesses países, o Itamaraty orienta ir para abrigos próximos durante ataques ou bombardeios. E só sair de casa se houver condições de segurança. O Itamaraty recomenda que, em situações de emergência, risco à vida, é necessário acionar os consulados para atuação imediata. Governo brasileiro condena ataque ao Irã Reprodução/Jornal Nacional Duzentos brasileiros moram no Irã. Em Teerã, em torno de cem. O embaixador do Brasil lá, André Veras Guimarães, criou um grupo por aplicativo para atender aos brasileiros. Mas a internet no país está cortada. O contato com ele só foi possível porque a embaixada tem sistema via satélite. “Eu estou até agora ouvindo algumas explosões. Aqui em Teerã não tem bunker. Então, não é um país, como Israel, que em todos os prédios têm praticamente bunkers”, disse o embaixador. "A instrução é essa: Olha, vamos nos abrigar, vamos evitar lugares onde há aglomeração de pessoas, porque a indicação é que os ataques serão, dentro da possibilidade, cirúrgicos”, disse. O consultor de software Antônio foi para Dubai a trabalho. Agora, não consegue sair. “No momento, o maior impacto é o cancelamento de todos os voos e o fechamento do espaço aéreo”, disse. Mais tarde, Antônio recebeu alerta de míssil no celular e que se proteger no subsolo do hotel. O repórter Ricardo Abreu estava num voo a caminho de Dubai que teve que voltar ao Brasil. “Próximo à costa da África, o piloto avisou que a gente teve que voltar para o Rio de Janeiro porque o espaço aéreo dos Emirados Árabes Unidos e no entorno do Irã acabou sendo fechado por conta dos ataques.” O carioca Paulo Mathura é treinador de goleiros no Bahrein, onde uma base americana foi atingida. “Os estrangeiros, né, a gente sente mais. Não estamos acostumados. Eles dão todo apoio, todo recurso para a gente correr atrás e ficar seguro. Toca uma sirene. Para poder avisar que interceptou um míssil”, conta. José mora com a mulher e dois filhos em Karmiel, no norte de Israel. Ele disse que, por ser dia sagrado, há menos gente nas ruas. A semana começa amanhã e as aulas já foram canceladas. “Recebe os alertas pelo telefone, das regiões, quando o míssil sai do Irã. A gente teve que entrar no quarto de segurança muitas vezes — acho que já perdi a conta até hoje.”, diz.

  25. Localizada a cerca de 100 quilômetros de São Paulo, com acesso direto pela Rodovia Fernão Dias (BR-381), Extrema se consolidou nos últimos anos como uma opção prática para viagens curtas e fins de semana prolongados. A proximidade com grandes centros urbanos e a facilidade de deslocamento tem atraído cada vez mais visitantes em busca de natureza, gastronomia típica e clima de serra. A cidade mineira está estrategicamente posicionada não apenas próxima à capital paulista, mas também de outros importantes polos da região: Campinas fica a aproximadamente 80 km, São José dos Campos a 90 km, Guarulhos a 100 km, e cidades do Vale do Paraíba como Taubaté e Jacareí também estão a curta distância. Turismo em Extrema MG Divulgação Perfis de visitante A curta distância permite flexibilidade no planejamento das viagens. Extrema atende basicamente dois perfis de visitantes: Turismo em Extrema MG Divulgação Bate-volta: Turistas que saem cedo de casa, aproveitam o dia na cidade e retornam no mesmo período. O trajeto de cerca de 1h30 a 2h pela Fernão Dias torna essa opção viável mesmo para quem tem compromissos no dia seguinte. Fim de semana: Visitantes que optam por passar a noite ou aproveitar fins de semana prolongados, explorando com mais calma as atrações naturais e a gastronomia local. "A facilidade de acesso é um dos nossos principais atrativos. Muita gente descobre que pode estar em contato com a natureza sem precisar viajar horas", explica uma moradora que trabalha com turismo na região. Porta de entrada para o verde Extrema funciona como porta de entrada para a região verde do interior de São Paulo, como a Serra da Mantiqueira, combinando diferentes atrativos em um mesmo destino: Natureza preservada: Trilhas, cachoeiras e áreas verdes Clima de serra: Temperaturas mais amenas, especialmente no inverno Gastronomia típica: Culinária mineira e produtores locais Estrutura urbana organizada: Centro bem cuidado e serviços turísticos A cidade consegue oferecer a experiência de interior e montanha sem que os visitantes precisem se deslocar para destinos mais distantes, como cidades do circuito turístico mais afastadas da capital. Infraestrutura adequada O crescimento do turismo na região tem sido acompanhado pelo desenvolvimento da infraestrutura local. Extrema conta hoje com: Rede hoteleira diversificada, desde pousadas a hotéis Restaurantes que valorizam a gastronomia mineira Feiras e produtores locais Organização urbana e segurança Essa estrutura permite que visitantes encontrem conforto e praticidade, seja para um passeio de um dia ou para uma estadia mais longa. Alternativa para quem não quer viajar longe A combinação de proximidade, facilidade de acesso e variedade de atrativos tem transformado Extrema em uma alternativa cada vez mais procurada por paulistas que desejam "fugir" da rotina sem percorrer longas distâncias. Turismo em Extrema MG Divulgação Para famílias com crianças, casais em busca de tranquilidade ou grupos de amigos que querem contato com a natureza, a cidade oferece uma proposta completa: está perto o suficiente para ser prática, mas longe o bastante para proporcionar a sensação de desconexão do ambiente urbano. A tendência é que esse movimento se intensifique, consolidando a cidade como um dos principais destinos de turismo de proximidade para moradores de grandes centros paulistas. Turismo em Extrema MG Divulgação Como chegar: De São Paulo: Rodovia Fernão Dias (BR-381), cerca de 100 km De Campinas: Acesso pela Rodovia Dom Pedro I e Fernão Dias, cerca de 80 km De São José dos Campos: Rodovia Floriano Rodrigues Pinheiro e Fernão Dias, cerca de 90 km Tempo médio de viagem: 1h30 a 2h, dependendo do ponto de partida e condições do trânsito. Vai viajar quando? Programe-se com antecedência para viajar para Extrema (MG). Você pode entrar no site Extrema Tur ou CIT - Centro de Informações Turísticas. WhatsApp (35) 3435-3711 para tirar possíveis dúvidas. Aqui em “O que fazer em Extrema”, reunimos dicas e informações relevantes para a sua próxima viagem na região. Fique de olho!

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