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G1 GLOBO (Tudo Diário)

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  1. 55 anos de Ceilândia g1/Reprodução Ceilândia, a maior e mais populosa região administrativa do Distrito Federal, completa 55 anos nesta semana. A celebração começa já nesta segunda-feira (23), com a abertura da exposição “Terra dos Incansáveis: Ceilândia 55 anos”, que será realizada na Galeria Risofloras, localizada na Praça do Cidadão, até 11 de abril. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 DF no WhatsApp. A mostra reúne artistas da região e apresenta obras que dialogam com a história, a memória e as experiências coletivas que moldam um dos territórios mais emblemáticos do Distrito Federal. À esquerda foto original da caixa d'água da Ceilândia e à direita obra do artista Elom Elom/Reprodução A exposição parte da própria origem de Ceilândia, fundada em 1971 durante a Campanha de Erradicação de Invasões (CEI) – processo que deslocou milhares de famílias para a região. Segundo Gu da Cei, artista e curador da exposição, “Ceilândia, assim como o DF, nasce do deslocamento”. O nome, que deriva da CEI, carrega as marcas de uma política de remoção que buscava reorganizar corpos e presenças no território. Ceilândia se destaca no cenário cultural; veja reportagem de 2025 A exposição é realizada pelo Programa Jovem de Expressão, com apresentação do Ministério da Cultura e do Instituto CNP Brasil, e conta com o apoio da Casa do HipHop. A iniciativa reforça o compromisso com a democratização do acesso à arte e o fortalecimento da produção artística periférica. Ceilândia na década de 70 g1/Reprodução De CEI a 'Terra dos Incansáveis' Com curadoria de Gu da Cei, artista reconhecido em todo o DF, a exposição homenageia o histórico Movimento dos Incansáveis de Ceilândia, formado por moradores que reivindicaram direitos para a população recém-chegada. Chamados de “incansáveis” pela persistência diante da negligência do poder público, esses pioneiros deixaram uma marca profunda na história da cidade. “Celebramos uma cidade que transformou a violência em arte”, afirma o curador. Quem tem o direito de permanecer Gu da Cei/Reprodução "Vejo como uma forma de reverenciar a cidade que me inspira. Deixar evidente de onde venho e o que ela se tornou. Mostrar a diversidade de expressões que surgem do nosso território. A nossa pluralidade, criatividade e resistência." afirma Gu da Cei. A exposição reúne trabalhos de artistas cuja trajetória é atravessada pela experiência de viver em Ceilândia. As obras articulam memória coletiva e biografia por meio de arquivos pessoais, documentos, imagens históricas, relatos familiares e fabulações. Entre os destaques estão imagens históricas de Ceilândia colorizadas, que aproximam passado e presente e convidam o público a revisitar a memória da cidade sob novas perspectivas. Veja programação Participam da mostra os artistas Antonio Luvs, Bruna Paz, Camz Rosendo, Coovas Kamel, Cristyle Cei, Dayana Correia, Dora Revolusie, Ester Cruz, Elom, Kliff Afrik, Gabriel Mesquita, P3drão, Rivas, Santz, Tauane Lyz, Webert da Cruz e Zahir, reunindo diferentes linguagens e gerações da produção artística ceilandense. A programação inclui intervenções urbanas e, no dia 27 de março — aniversário de Ceilândia —, às 19h, na Galeria Risofloras, a performance “Expresso Ceilândia” será apresentada como ação artística que celebra a história, a potência cultural e a resistência da cidade. "Antes a Ceilândia se destacava pela violência e por ser perigosa, hoje a Ceilândia se destaca em cultura, criatividade, empreendedorismo, cores. Ao meu ver, um dos responsáveis por mudar essa realidade são projetos socioeducativos em potência que nasceram na Ceilândia." pontua a artista Camz Rosendo. Galeria Risofloras e Jovem de Expressão Jovem de Expressão, onde fica localizada a Galeria Risofloras g1/Reprodução Localizada em uma das regiões mais populosas do Distrito Federal, a Galeria Risofloras se destaca por promover o acesso democrático à arte, abrigando exposições, oficinas, ações formativas e iniciativas de mediação cultural com foco na juventude periférica. A galeria integra o Jovem de Expressão, uma iniciativa do Instituto de Referência da Juventude voltada à promoção da saúde e do bem-estar de jovens de 18 a 29 anos em Ceilândia. O programa desenvolve ações de terapia comunitária, prevenção à violência e ao uso de drogas, além de incentivar práticas culturais, saudáveis e empreendedoras, fortalecendo o protagonismo juvenil. LEIA TAMBÉM: FEMINICÍDIO ZERO: CNI e instituto instalam banco vermelho gigante no centro de Brasília para estimular debate sobre o tema AINDA É CARNAVAL: Galeria no Guará, no DF, recebe exposição sobre carnaval do artista paraibano Badu; veja fotos Leia mais notícias sobre a região no g1 DF.

  2. DF tem ao menos cinco nomes para Buriti g1/Reprodução Pelo menos três dos cinco pré-candidatos já anunciados ao governo do Distrito Federal devem deixar cargos que ocupam atualmente, nas próximas semanas, com a intenção de disputar o comando do Palácio do Buriti. É a desincompatibilização eleitoral – prazo para que ocupantes de cargos do Executivo saiam desses postos para disputar o voto dos eleitores em pé de igualdade com os demais candidatos. A legislação eleitoral fixa diferentes prazos, a depender do cargo ocupado. Um desses prazos é de "seis meses antes do primeiro turno" – em 2026, a data-limite neste caso é o dia 4 de abril. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 DF no WhatsApp. Os prazos constam em leis e decisões anteriores do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Série ‘Eleições de A a Z’ fala sobre desincompatibilização Quem precisa renunciar? Veja abaixo a situação de cada um dos pré-candidatos já anunciados ao governo do Distrito Federal (GDF): Celina Leão (PP) Celina Leão, vice-governadora do Distrito Federal Reprodução/TV Globo A vice-governadora Celina Leão assumirá o comando do governo do Distrito Federal ainda em março, quando Ibaneis Rocha (MDB) deve renunciar ao posto de governador para concorrer ao Senado. Como vice-governadora que substitui o governador no último ano de mandato, Celina Leão não precisa se desincompatibilizar. Ou seja: pode seguir na campanha e no cargo. Se a candidatura for confirmada, Celina disputará o Palácio do Buriti na condição de vice-governadora. E, graças a uma decisão tomada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em outubro de 2025, pode inclusive disputar a reeleição em 2030 se for eleita agora. José Roberto Arruda (PSD) José Roberto Arruda (PR), ex-governador do Distrito Federal TV Globo/Reprodução O ex-goverandor José Roberto Arruda se filiou ao PSD em 2025 para concorrer ao Palácio do Buriti. Como não tem cargo no Executivo atualmente, não está sujeito às regras de desincompatibilização. Arruda ainda terá que garantir na Justiça Eleitoral, no momento de registrar a candidatura, que é "ficha limpa" e pode disputar eleições. O Superior Tribunal de Justiça (STJ) definiu que Arruda está inelegível até 2032 por ter sido condenado por improbidade administrativa no escândalo conhecido como "mensalão do DEM". O político, no entanto, diz se enquadrar no prazo mais benéfico definido por uma lei sancionada em 2025. Pelos cálculos de Arruda, ele voltaria a ser elegível este ano, a tempo de constar nas urnas. Leandro Grass (PT) Leandro Grass (PV- PT - PC do B) em debate na Globo Brasília, nas eleições de 2022 TV Globo/Reprodução Leandro Grass é presidente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), uma autarquia federal. Pela lei, Grass precisa deixar o cargo seis meses antes do pleito. Até a publicação desta matéria, Grass não havia informado a data em que se afastará das atividades do Iphan. Paula Belmonte (PSDB) Deputada distrital Paula Belmonte na CLDF CLDF Deputada distrital em exercício, Paula Belmonte deixou o Cidadania e filiou-se ao PSDB em fevereiro. Ela não precisa se desincompatibilizar para concorrer a outro cargo em 2026, já que parlamentares podem disputar novas eleições sem deixar o mandato. Ricardo Cappelli (PSB) O ministro interino do GSI, Ricardo Cappelli, em entrevista ao Estúdio i nesta terça-feira (25) Reprodução/GloboNews Pré-candidato pelo PSB, Ricardo Capelli preside atualmente a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). Cappelli disse que renunciará à presidência da ABDI em abril de 2026, com o objetivo de evitar questionamentos jurídicos sobre sua candidatura. Neste sábado, o pré-candidato confirmou ao g1 que fará a desincompatibilização no dia 3 de abril. Segundo ele, trata‑se de 'um ato pessoal'. LEIA TAMBÉM: FEMINICÍDIO QUALIFICADO: Ex-médico é condenado por queimar a mãe viva em apartamento CASO HENRY: Mãe é condenada a 30 anos por matar filho de 1 ano e 8 meses no DF Leia mais notícias sobre a região no g1 DF.
  3. Um avião da Air Canada Express colidiu com um veículo da autoridade portuária no Aeroporto La Guardia, em Nova York, nesta segunda-feira (23), causando o fechamento do aeroporto. A Administração Federal de Aviação dos EUA (FAA) emitiu uma ordem de interrupção de solo para todos os aviões no aeroporto. Ou seja, voos que fariam viagem em direção ao La Guardia não devem decolar. A previsão é que o aerporto fique fechado até o fim da tarde desta segunda. O site do LaGuardia mostrou que os aviões que chegavam foram desviados para outros aeroportos ou retornaram ao ponto de origem. Em imagens divulgadas nas redes sociais, é possível ver o nariz da aeronave levantado e danificado (imagens ainda não forma verificadas) . Segundo o FlightRadar24, os passageiros já teriam desembarcado quando o acidente ocorreu. Veja os vídeos que estão em alta no g1 O serviço de emergência da cidade afirmou que está ciente do acidente, mas não tem detalhes para fornecer. O cordo de bombeiros também está no local. A aeronave CRJ-900, que vinha de Montreal, atingiu o veículo a uma velocidade de cerca de 39 km/h, informou o Flightradar24. O jato era operado pela Jazz Aviation, parceira regional da Air Canada. Com informações da Reuters. Esta notícia está em atualização.

  4. Investigação em curso no noroeste de Londres após quatro ambulâncias de uma organização judaica serem alvo de um ataque incendiário nesta segunda-feira. Isabel Infantes/Reuters Quatro ambulâncias pertencentes a uma organização da comunidade judaica no norte de Londres foram incendiadas, informou a polícia nesta segunda-feira (23). O incidente está sendo tratado como um crime de ódio antissemita. Vários cilindros nos veículos explodiram, causando a quebra de janelas em um bloco de apartamentos próximo, informou a brigada de incêndio de Londres. Segundo a brigada, não há feridos. "Uma investigação foi iniciada após quatro ambulâncias pertencentes ao Serviço de Ambulâncias da Comunidade Judaica terem sido incendiadas em Golders Green", afirmou a Polícia Metropolitana em um comunicado. As ambulâncias pertenciam à Hatzola Northwest, uma organização voluntária sem fins lucrativos que atende a população judaica em casos de emergências médicas. Golders Green, onde fica Hatzola Northwest, é um bairro de Londres com uma grande população judaica, Veja os vídeos que estão em alta no g1 "Sabemos que este incidente causará uma grande preocupação na comunidade e os oficiais permanecem no local para realizar investigações urgentes", disse a Superintendente da Polícia, Sarah Jackson. Ela acrescentou que nenhuma prisão foi feita até o momento e que a polícia está realizando patrulhas na área. A polícia informou que os relatos de explosões estão ligados a botijões de gás nas ambulâncias. Casas próximas foram evacuadas como medida de precaução. O número de incidentes antissemitas relatados em todo o Reino Unido disparou desde o início da guerra entre Israel e Hamas no final de 2023, de acordo com o Community Security Trust, que trabalha para proteger a comunidade judaica. O grupo registrou 3.700 em 2025, contra 1.662 em 2022. Em outubro de 2025, um agressor se reuniu do lado de fora de uma sinagoga em Manchester para celebrar o feriado judaico do Yom Kippur e esfaqueou uma pessoa até a morte. Outra pessoa morreu durante o ataque. Com informações da Reuters e Associated Press.

  5. Jairinho e Monique Medeiros no banco dos réus pela morte de Henry Borel Brunno Dantas/TJRJ As defesas dos réus pela morte do menino Henry Borel, de 4 anos, em 2021, elaboraram diferentes estratégias para tentar a absolvição no júri popular que começa nesta segunda-feira (23). Os advogados de Jairo Souza Santos Júnior, o Dr. Jairinho, apostam na contestação de provas periciais para tentar absolver o réu e na falta de acesso a outros elementos da investigação para, ao menos, adiar o júri. Já a defesa de Monique Medeiros pretende provar no Tribunal do Júri que ela não tinha conhecimento das agressões contra o filho e que vivia sob uma rotina de violência nas mãos de Jairinho, apontado por ela como o responsável pela morte de Henry. Segundo sua defesa, Monique vem enfrentando uma depressão com a proximidade do julgamento. Os advogados querem provar aos jurados que Jairinho, além de cometer o crime, atuou para calar testemunhas do processo, e que a babá Thayná de Oliveira Ferreira seria cúmplice de Jairinho em episódios de tortura. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias do RJ em tempo real e de graça A babá, intimada como testemunha, não foi encontrada pela Justiça na semana anterior ao júri. A defesa de Jairinho afirmou que não teve acesso ao notebook de Leniel Borel, apesar de o material ter sido solicitado ao longo do processo. Segundo os advogados, o computador pode conter provas de que Leniel teria combinado com peritos uma estratégia para incriminar o ex-vereador. Na quinta-feira (19), após uma audiência que durou quase 4 horas, a juíza Elizabeth Machado Louro deferiu acesso ao equipamento, que estava no Instituto de Criminalística Carlos Éboli (ICCE). A defesa, no entanto, afirma que não tinha visto o material até a tarde de sexta-feira (20). “Como a gente não recebeu o conteúdo dos documentos, fica inviabilizado o julgamento. Como você vai fazer o julgamento sem ter acesso a tudo? É uma situação um pouco delicada”,, disse o advogado Rodrigo Faucz. O filho de Jairinho, Luís Fernando Abidu Figueiredo Santos, é advogado e está na sua equipe de defesa. Ele é um dos responsáveis por visitar o pai diariamente no Presídio Pedrolino Werling de Oliveira, na unidade prisional popularmente conhecida como Bangu 8. “A juíza Elizabeth autorizou que a defesa entrasse dentro do presídio com os notebooks, com os processos, com as provas digitais, para que a gente possa debater tudo com ele”, afirmou o advogado Fabiano Tadeu Lopes. Os advogados de defesa avaliam a possibilidade de ir até o apartamento onde Henry morreu, em um condomínio na Zona Sudoeste, com os 7 jurados do Conselho de Sentença. “Para que os jurados vejam o apartamento, a distância de um quarto para outro, como o som se propaga, até por causa dos outros dias que alegam que houve tortura no apartamento”, explicou o advogado Zanone Júnior. Defesa de Jairo questiona laudos Jairinho em três momentos: ainda vereador, ao ser preso e na audiência na Justiça Reprodução A defesa de Jairinho alegou diversas vezes, no curso do processo, que os diferentes laudos apresentados pela perícia para comprovar as causas da morte de Henry Borel tinham contradições entre si, com respostas antagônicas em curto intervalo de tempo. Os advogados alegam que obtiveram mensagens, a partir do relatório do aplicativo israelense Cellebrite, que demonstrariam que o perito conversou com a então chefe do Instituto Médico-Legal (IML) do Rio antes de finalizar um dos laudos de Henry. Para a defesa, a conversa levou a uma mudança no documento para favorecer a acusação. “O conteúdo das mensagens comprova, sem quaisquer dúvidas, que os laudos de necropsia foram manipulados por interesses de terceiros. Pelo menos, os laudos elaborados semanas depois da necropsia e após as conversas extraídas dos celulares de Leniel e de seu advogado deverão ser anulados”, argumentou Rodrigo Faucz. Segundo a defesa, o perito legista Leonardo Tauil admitiu, em uma audiência de instrução do caso, que alterou um dos laudos, elaborado em 20 de abril de 2021, após contato com a então chefe do IML. De acordo com o advogado, o risco é de anular o júri. “Se esses laudos forem utilizados no júri, acarretará a nulidade do julgamento, gerando um grande gasto público, pois o júri terá de ser realizado novamente”, pontuou Faucz. “A prova é muito objetiva. A fraude aconteceu. Se tratar isso da forma que merece, esses laudos são nulos. Não se aproveita um laudo que foi feito dentro de uma perspectiva de parcialidade. Não se pode condenar pessoas em uma fraude no que é mais importante nesse processo, que é a materialidade do crime”, disse Fabiano Lopes. Para Rodrigo Faucz, há elementos para dizer que a criança não morreu devido a agressões de Jairinho. “A gente está dizendo que a criança comprovadamente não foi vítima de agressões”, afirmou Faucz. Durante as conversas da reportagem do g1 com a defesa de Jairo, os advogados voltaram a citar um argumento usado na época da audiência de instrução na Justiça de que a criança pode ter morrido devido a manobras de ressuscitação no Hospital Barra D'Or. Morte de Henry Borel: relembre o caso até as audiências Os advogados também citaram um vídeo que mostra Jairinho e Monique dentro do elevador do condomínio Majestique, na Barra da Tijuca, com a criança no colo. Jairinho tenta fazer respiração boca a boca no menino. Segundo a defesa, isso provaria que a criança estava viva naquele momento. A Polícia Civil e o Hospital Barra D'Or, no entanto, dizem que Henry já chegou morto à unidade de saúde. Monique está deprimida, dizem advogados A pedagoga Monique Medeiros, mãe do menino Henry Borel, de 4 anos, depõe durante audiência no plenário do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ), no centro da cidade, nesta quarta-feira, 9 de fevereiro de 2022. Mauricio Almeida/Estadão Conteúdo A pedagoga Monique Medeiros está presa no Presídio Talavera Bruce e vem sendo preparada diariamente para o júri. Segundo o advogado Hugo Novais, que integra a defesa, Monique ficou meses sem acesso ao processo. “Ficamos quase dois meses sem esse direito. O juízo teve que diversas vezes reiterar ofícios para a Secretaria de Administração Penitenciária. Há um mês, voltamos a ter esse atendimento pessoal. Agora estamos fazendo a visita todos os dias, levando o caderno processual”, afirmou Hugo. Monique Medeiros volta à cadeia de Benfica Monique chegou a deixar a prisão após uma decisão da Justiça em 2022, mas voltou a ser presa em 2023 após determinação do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Os advogados dizem que o estado mental dela com a proximidade do julgamento é de fragilidade. “A Monique já vinha tendo um quadro de depressão. Agora, além de tudo, ela está revivendo a perda do filho. E ela estará próxima da pessoa responsável pela morte do filho dela, da pessoa que praticou violência com ela ao longo do relacionamento”, afirmou Florence Rosa. A defesa vai tentar demonstrar que Monique não se omitiu no dever de proteger o filho. Para os advogados, Jairinho e a babá foram responsáveis pela morte do menino. Convocada como testemunha de Monique, a babá apresentou 3 versões diferentes sobre o crime. Na 1ª, negou saber de qualquer agressão. Na 2ª, afirmou que Monique pediu que ela mentisse à polícia, e que a patroa sabia do crime. Ela ainda narrou 3 episódios de tortura cometidos por Jairinho em fevereiro de 2021. Na 3ª, em audiência, disse que não sabia das agressões de Jairinho e que teria se sentido usada por Monique. Para a defesa de Monique, Thayná foi coagida por Jairinho a mentir em juízo e não revelou outros episódios de agressão contra Henry. “A babá deveria ter respondido por tortura, porque ela estava presente nos três episódios. Ela, em conversas com o namorado, com o pai, ela diz que a Monique não sabia, e inclusive fala de episódios de agressão que ela não enviou para a Monique”, revelou a advogada. Segundo Florence, sua cliente não estava acordada no horário em que teriam ocorrido as agressões que causaram a morte de Henry. “E durante o momento que acabou culminando na morte do Henry, a Monique estava dormindo porque ela tinha sido dopada, disse Florence.

  6. Pai de Henry Borel fala sobre filho antes de júri popular Leniel Borel, pai de Henry Borel, afirma que busca justiça pelo filho há mais tempo do que pôde conviver com ele. A morte do menino, que tinha 4 anos, completa 5 anos e 2 semanas neste domingo (22). O júri popular está marcado para começar na segunda-feira (23). No banco dos réus, estarão a mãe de Henry, Monique Medeiros, e o namorado dela na época do crime, o ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, o Dr. Jairinho. “Eu, Leniel, tenho mais tempo lutando por justiça pelo meu filho do que o tempo que eu tive com ele em vida. São 5 anos que eu tento gritar, mostrar o óbvio, provar que aqueles 2 monstros que brutalmente assassinaram meu filho precisam ser condenados”, disse Leniel em um vídeo exclusivo para o g1. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias do RJ em tempo real e de graça Foto de arquivo de Henry Borel. postada nas redes sociais do pai, Leniel Reprodução Leniel diz que a noite de 8 de março de 2021 ainda é marcante. “Ali, 3 pessoas entraram vivas naquele apartamento, 2 adultos e 1 criança. O que aconteceu naquela noite? O que aconteceu com o meu filho? Ali saem 2 adultos e 1 criança morta. O que eles fizeram com o Henry?” Segundo ele, as provas demonstram que Jairinho e Monique cometeram o crime. “Agora tá mais do que provado, toda a materialidade. Jair e Monique foram presos dormindo juntos, com as malas arrumadas. Agora eles estão desesperados, mas nós vamos ver a condenação daqueles monstros. O que eu espero é uma condenação exemplar”, disse Leniel. Leniel Borel, diante do quadro com Henry g1 Rio Acusação prevê júri longo O promotor do caso e a assistência de acusação disseram ao g1 que a previsão é de um júri longo, que pode durar mais de 10 dias. “Nós temos 26 testemunhas arroladas e os 2 réus. O interrogatório da Monique na 1ª fase durou mais de 11 horas. Do Jairo, foram 9. Se isso se reproduzir, cada um vai levar 1 dia. Um delegado levou 6 horas, o Leniel também levou algumas horas”, afirmou o promotor Fábio Vieira, que ficará responsável por representar o Ministério Público no júri. Caso Henry Borel: Jairinho e Monique vão a júri popular “Penso eu que esse júri demore, numa configuração menor, uns 5 a 6 dias. Numa configuração mais extensa, estimo de 11 a 12 dias”, pontuou. O promotor afirmou que não tem dúvida de que Jairinho e Monique participaram do crime. Um laudo da Polícia Civil apontou 23 lesões por ação violenta no corpo do menino. “O Jairo mentiu na delegacia que estava dormindo, ele deu centenas de passos quando disse que estava dormindo, tentou ligar para pessoas durante a madrugada, tentou ligar para o diretor da Rede D'or para que aquilo fosse atestado como acidente”, citou o promotor. Jairinho foi preso no caso do assassinato do menino Henry Borel um mês após o crime Reprodução Segundo a Comissão de Ética da Câmara Municipal do Rio de Janeiro, um dos que receberam ligação de Jairinho foi o governador Cláudio Castro. O promotor também relembra que Monique foi avisada pela babá, Thayná Oliveira, sobre as agressões de Jairo contra a criança, e que ela mesma teria mentido a uma unidade de saúde sobre machucados sofridos por Henry. “Monique foi avisada que esse menino estava correndo risco havia algum tempo pela babá, que ele estava sendo agredida pelo Jairo. Ela mente sobre um machucado do Henry em uma ida ao hospital”, pontuou. Assistência de acusação fala em ‘aberração jurídica’ O assistente de acusação, Cristiano Medina, advogado de Leniel, rebateu as acusações da defesa de Jairinho de que houve parcialidade a favor da acusação na produção dos laudos sobre a morte de Henry Borel. “No meu entender, essas alegações da defesa do Jair tratam-se de uma aberração jurídica. Então, é totalmente incabível esse argumento de que os laudos devem ser desentranhados dos autos. Isso não tem o menor fundamento jurídico”, afirmou o advogado, relembrando as lesões apontadas nos laudos. “Foi observada lá dentro uma hemorragia absurda, foi identificada lesão no rim, no pulmão. Você encontra 3 lesões contundentes que deixaram o cérebro com edemas. E além disso, o Henry vinha sofrendo inúmeras agressões físicas e psicológicas. É indiscutível. Infográfico mostra a cronologia do dia da morte de Henry Borel Infografia: Amanda Paes e Elcio Horiuchi/G1

  7. Turistas de São Paulo e Mato Grosso têm objetos roubados em pousada de Porto de Galinhas Quatro turistas denunciaram à polícia que foram roubadas em uma pousada em Porto de Galinhas, em Ipojuca, no Litoral Sul de Pernambuco, por um homem que também estava hospedado no mesmo local. Imagens de câmeras de segurança mostram quando ele pega chaves na recepção e entra nos quartos (veja vídeo acima). O hóspede foi identificado como Agenildo Júnior Barbosa Mendes, segundo o auto de prisão em flagrante, documento ao qual o g1 e a TV Globo tiveram acesso. Ele foi preso no Aeroporto Internacional do Recife, quando tentava viajar para Brasília, no sábado (21). ✅ Receba as notícias do g1 PE no WhatsApp A prisão aconteceu no mesmo dia em que as turistas, três de São Paulo e uma de Mato Grosso, foram à Delegacia de Porto de Galinhas para registrar a queixa dos furtos. De acordo com os relatos das vítimas à Polícia Civil, os crimes aconteceram na Pousada Musa do Porto quando estavam fora do local, fazendo passeios com suas respectivas famílias. Elas denunciaram que saíam pela manhã e, ao retornar à tarde ou à noite para o local, percebiam o desaparecimento de alguns objetos pessoais que estavam dentro dos quartos. Após a administração da pousada ser acionada, as imagens das câmeras de segurança foram vistas, identificando o crime. Nas imagens, um homem vestindo uma camisa do Flamengo aparece pegando chaves na recepção da pousada. Segundo as vítimas, as chaves ficavam reunidas para a limpeza dos quartos, conforme os hóspedes deixavam o local, e ele se aproveitava da situação para pegá-las e entrar nos quartos. Entre os itens roubados, estavam: Aliança; Cerca de R$ 680 em espécie; Cartões bancários; Documentos pessoais; Óculos de sol; Carregador portátil. A pousada informou que o proprietário do estabelecimento não vai se pronunciar sobre o caso. O g1 busca o contato da defesa do homem preso após a denúncia das turistas. Ação foi flagrada por câmera de segurança de pousada em Porto de Galinhas Reprodução/WhatsApp Prisão no aeroporto Segundo o auto de prisão, a Delegacia de Porto de Galinhas identificou o homem que aparece nas imagens após análise das câmeras de segurança e descobriu que ele embarcaria para Brasília no mesmo dia das denúncias. Com apoio da Polícia Federal, os agentes localizaram Agenildo Júnior Barbosa Mendes na área de embarque do aeroporto. Durante a abordagem, foram encontrados com ele cartões bancários, documentos das vítimas e outros objetos roubados. O g1 procurou a Polícia Civil para saber se o homem preso foi encaminhado para audiência de custódia, mas não recebeu resposta até a última atualização desta reportagem. VÍDEOS: mais vistos de Pernambuco nos últimos 7 dias

  8. Justiça aponta exercício irregular da medicina e proíbe técnica usada por naturopata no RS Divulgação/CREMERS A 1ª Vara Federal de Novo Hamburgo, na Região Metropolitana de Porto Alegre, proibiu um naturopata de realizar e divulgar a prática denominada "biorressonância magnética quântica". 🔎 Naturopatia = "Prática terapêutica que adota visão ampliada e multidimensional do processo vida-saúde-doença e utiliza um conjunto de métodos e recursos naturais no cuidado e na atenção à saúde", segundo o Ministério da Saúde. 📲 Acesse o canal do g1 RS no WhatsApp A técnica era oferecida como um método capaz de avaliar o estado de saúde e detectar doenças antes mesmo de sua manifestação clínica. A decisão liminar atende a uma Ação Civil Pública ajuizada pelo Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio Grande do Sul (Cremers). O magistrado considerou que a prática pode configurar exercício irregular da medicina e induzir pacientes a erro, afastando-os de tratamentos médicos adequados. Veja os vídeos que estão em alta no g1 A ação foi iniciada após o Departamento de Fiscalização (Defis) do Cremers constatar que o naturopata divulgava a técnica e oferecia cursos sobre ela. Em publicações nas redes sociais, a prática era associada à "Medicina Quântica" e prometia um "diagnóstico precoce e um tratamento mais eficaz, evitando complicações futuras". Segundo o Cremers, a fiscalização identificou que o réu apresentava a biorressonância como uma "tecnologia inovadora que permite identificar o estado de saúde geral do paciente". Em sua defesa, o naturopata sustentou que atua há anos prestando serviços de aconselhamento e bem-estar e que nunca se apresentou como médico. Ao analisar o caso, o juiz Nórton Luís Benites destacou que a Lei do Ato Médico (Lei nº 12.842/2013) define a determinação do diagnóstico de doenças como uma atividade privativa de médicos. Para o magistrado, mesmo que o réu não se intitule médico, a oferta de exames com finalidade diagnóstica equivale ao exercício irregular da profissão. “A realização e divulgação de exame com fim de diagnóstico de doenças (...) pode induzir pessoas em erro, deixando de procurar o atendimento médico adequado”, afirmou Benites na decisão. Ele concluiu que a prática representa um risco concreto à saúde pública, configurando o perigo na demora que justifica a tutela de urgência. Acupuntura, homeopatia, reiki, constelação familiar no SUS: como é o atendimento e por que as terapias alternativas causam controvérsia A liminar proíbe o naturopata de realizar ou divulgar, por qualquer meio, procedimentos de avaliação, diagnóstico ou prognóstico de saúde. A proibição se estende a redes sociais, websites e qualquer material publicitário, sob pena de multa diária de R$ 100 em caso de descumprimento. Cabe recurso da decisão ao Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4). O que é a 'biorressonância magnética quântica'? A terapia de biorressonância foi criada na Alemanha em 1977 e se baseia no uso de um dispositivo com circuito elétrico para medir a resistência da pele. Seus adeptos afirmam que o aparelho pode diagnosticar e tratar doenças ao modificar as "vibrações eletromagnéticas" das células. No entanto, a comunidade médica e científica aponta que não há suporte em dados confiáveis de que o método seja efetivo. Pareceres de conselhos de medicina, como os de Minas Gerais (CRM-MG) e do Ceará (CREMEC), classificam a prática como pseudociência por falta de base científica sólida e eficácia não comprovada. Prática sem reconhecimento O Conselho Federal de Medicina (CFM) não reconhece a biorressonância magnética quântica como método para diagnóstico ou tratamento. Além disso, o Departamento de Fiscalização do Cremers apurou que não há registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) de equipamentos destinados a essa finalidade. A legislação sanitária brasileira (Lei nº 6.360/1976) exige que qualquer produto ou equipamento referente à saúde seja registrado na Anvisa antes de ser comercializado ou utilizado no país. O próprio Código de Ética Médica veda aos médicos o uso de processos de tratamento ou diagnóstico cujo valor não seja expressamente reconhecido cientificamente. Para o Cremers, a decisão judicial é uma vitória importante e reforça a atuação do conselho na defesa da medicina e na proteção da saúde da população, combatendo práticas sem respaldo legal que possam colocar pacientes em risco. VÍDEOS: Tudo sobre o RS

  9. Na última terça-feira (17), o presidente Lula assinou o decreto que cria o Estatuto Digital da Criança e do Adolescente. O ECA Digital cria regras que obrigam redes e provedores de conteúdo a controlar o acesso de menores de 16 anos, e a garantir que eles não recebam conteúdos impróprios para a idade. Essa é uma pauta que ganhou os holofotes do debate público depois da publicação do vídeo do influenciador Felca, em agosto de 2025. Nele, Felca denunciou a sexualização de crianças e adolescentes e o uso indevido da imagem de jovens com a finalidade de ganhar dinheiro com conteúdo online. Apenas em 2025, o Brasil registrou quase 90 mil denúncias de crimes cibernéticos: mais de 60% deles alertavam para abuso e exploração sexual infantil. Neste episódio, o secretário de Políticas Digitais do Governo Federal, João Brant, relata quais são os quatro eixos mais importantes do ECA Digital. E Natuza Nery entrevista Thiago Tavares, presidente da SaferNet Brasil, associação civil que atua na defesa dos Direitos Humanos na Internet há mais de 20 anos. Thiago explica o que muda na prática a partir de agora. Convidado: Thiago Tavares, presidente da SaferNet Brasil. O que você precisa saber: Lula assina decretos que regulamentam ECA Digital: veja principais pontos O que muda na sua vida e na de seus filhos com o ECA Digital ECA Digital: 'Se você conhece alguém contra, desconfie', diz Felca ANPD diz que sistemas e lojas de aplicativos serão fiscalizados com maior rigor O podcast O Assunto é produzido por: Luiz Felipe Silva, Sarah Resende, Carlos Catelan, Luiz Gabriel Franco e Juliene Moretti. Colaboraram neste episódio Arthur Stabile e Janize Colaço. Apresentação: Natuza Nery. O Assunto é o podcast diário produzido pelo g1, disponível em todas as plataformas de áudio e no YouTube. Desde a estreia, em agosto de 2019, o podcast O Assunto soma mais de 168 milhões de downloads em todas as plataformas de áudio. No YouTube, o podcast diário do g1 soma mais de 14,2 milhões de visualizações. ECA Digital, Estatuto da Criança e do Adolescente que cria novas regras para o acesso de menores à internet, entra em vigor Jornal Nacional/ Reprodução

  10. O projeto “Educando para a Vida” é realizado pela ONG Ame Mais e o Instituto Jovens de Ouro, com patrocínio da Prolagos e o Instituto Aegea Helena Dias/Visuals O clima foi de festa e, sobretudo, de orgulho na sede da Estratégia de Saúde da Família (ESF) do bairro Manoel Corrêa. 38 crianças e adolescentes atendidos pelo projeto "Educando para a Vida" alcançaram um novo degrau em suas trajetórias esportivas: a graduação para a próxima faixa. O evento, que marcou a evolução dos alunos após meses de dedicação no tatame, reuniu pais, responsáveis e lideranças em uma noite celebrada com pipoca, algodão doce e muita emoção. O projeto social patrocinado pela Prolagos e pelo Instituto Aegea, por meio da Lei Federal de Incentivo ao Esporte, oferece aulas gratuitas de judô para jovens da comunidade. “É um dia de muita alegria pra gente acompanhar a graduação deste projeto, que trouxe transformação real para o Manoel Corrêa, um bairro tão importante para nós. Ter parceiros como o Instituto Jovens de Ouro e a ONG Ame Mais fortalece nosso compromisso social e a nossa presença nas cidades onde atuamos. Acreditamos que o esporte, assim como o saneamento, é uma ferramenta de saúde, educação e responsabilidade”, afirmou a executiva Institucional da Prolagos, Roberta Moraes. Para a coordenadora de Responsabilidade Social da concessionária, Aline Araújo, a graduação é um marco. “É uma emoção imensa retornar ao Manoel Corrêa quase um ano após o início das aulas e presenciar esta graduação. Ver cada uma dessas ‘sementinhas’ que plantamos lá atrás trocando de faixa hoje é a prova viva de como o esporte transforma trajetórias”, destacou. Projeto é realizado no bairro Manoel Corrêa, em Cabo Frio Helena Dias/Visuals A execução do projeto é fruto de uma parceria robusta. Ciarlam Júnior, coordenador da ONG Ame Mais, desenvolvedora da iniciativa, ressaltou a importância desta união. “O judô traz esperança e, com a graduação, trazemos também a responsabilidade. Queremos que esses jovens sejam referências na escola, em casa e no dia a dia. Nosso maior objetivo é que eles entendam que podem ser campeões não apenas no esporte, mas na vida”, disse. O progresso técnico dos alunos foi conduzido pelo mestre Willian Geribá. O sensei destacou que a graduação é o reconhecimento do comportamento e da dedicação demonstrada durante as aulas. “O esporte é uma ferramenta de transformação que eleva a vida deles, fazendo com que a disciplina alcance seus lares e o dia a dia. Através das aulas e dos campeonatos, participamos diretamente da formação da personalidade de cada um. O judô hoje é muito importante para a comunidade”, comentou o professor. Leonardo Costa, coordenador do Instituto Jovens de Ouro, responsável pela captação, também celebrou o sucesso da etapa. “É uma noite de muita alegria para nós, do Instituto Jovens de Ouro. Há quase um ano, estávamos aqui no Manoel Corrêa fazendo a entrega de quimonos no início deste projeto tão importante e, hoje, a graduação dos alunos mostra a evolução de cada um. Foi uma festa linda, com casa cheia e presença maciça dos familiares. Quero agradecer à Prolagos pelo patrocínio através da Lei de Incentivo ao Esporte, que tanto beneficia os municípios locais, e também a todos os envolvidos, como a ONG Ame Mais”, estimou. 38 crianças e adolescentes fizeram a troca de faixa, que é a graduação no judô Helena Dias/Visuals A cerimônia teve um componente inspirador a mais com a presença de Filipe Pacheco, atleta profissional de futebol. Ele foi prestigiar o irmão, Pierre Pacheco, um dos graduados do dia. “Sempre falei com a minha mãe que meu sonho era ter um projeto social, e ver essas crianças hoje me alegra muito, pois foi o esporte que me fez crescer como homem e como pessoa. Hoje vim ver a graduação do meu irmão, o Pierre, e fico muito feliz”, contou Filipe. Para o pequeno Pierre, a nova faixa tem um sabor especial. “Depois que comecei o projeto, minha vida mudou muito. Estou aprendendo, gostando e hoje troquei de faixa, o que é uma alegria muito grande. O judô me ensinou a respeitar mais a minha mãe e a tirar notas boas na escola. O projeto agora faz parte da minha vida. Hoje ganhei essa faixa, mas daqui a pouco quero ser um sensei”, finalizou.

  11. Fala Comunidade: histórias de quem precisa continuar a vida após tragédia em Juiz de Fora Há um mês, na noite de 23 de fevereiro, uma sequência de temporais transformou a Zona da Mata em um cenário de destruição. Em poucos dias, o acumulado de chuva superou a média histórica e deixou 65 mortos em Juiz de Fora e oito em Ubá. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Zona da Mata no WhatsApp Em Juiz de Fora, a tempestade começou no fim da tarde, ganhou intensidade à noite e avançou pela madrugada do dia 24 de fevereiro. O grande volume de água fez o Rio Paraibuna transbordar em vários pontos e provocou alagamentos severos e desmoronamentos em diferentes áreas da cidade. Diante do cenário, a Prefeitura anunciou a suspensão das aulas na rede municipal. Instituições estaduais, particulares e federais também cancelaram as atividades como medida preventiva. Quase 2 mil moradias foram destruídas. Em Ubá, o temporal também causou estragos no mesmo período. O Rio Ubá transbordou, e a Avenida Beira Rio ficou tomada pela água. Oito pessoas morreram. Vidas mudadas Antony Rosa, de 6 anos, foi salvo pela mãe durante o soterramento em Juiz de Fora TV Integração/Reprodução Para além dos dados oficiais, dos decretos e das explicações técnicas, a tragédia foi vivida por moradores que ficaram soterrados, lamentaram a perda de tudo o que construíram ao longo da vida e se despediram de familiares. No bairro Parque Burnier, o mais afetado pelo temporal em Juiz de Fora, uma mãe protegeu o filho, de seis anos, até o último momento. Antony sobreviveu a um soterramento, mas os pais faleceram no local. Já Vitória Gomes perdeu a mãe e a filha, Mellissa Emanuelly, de 2 anos, durante o deslizamento no Parque Burnier. “Foi tudo muito rápido. Perdi a minha mãe e a minha filha de uma vez só, tudo o que eu tinha nesta vida”, disse. Jaqueline Teodoro de Fátima Vicente, de 32 anos, ficou mais de 15 horas soterrada após um deslizamento na rua do Carmelo, no bairro Paineiras. Ela chegou a ser resgatada, mas morreu. A mãe, os dois filhos e o namorado também morreram na tragédia. O policial Reinaldo Neiva Ferreira, de 36 anos, morreu soterrado ao salvar a esposa e vizinhos de um prédio atingido por um deslizamento. Entre as histórias marcadas pela perda, está a de Maria Aparecida Batista, que perdeu 17 familiares. “Perdi 17 pessoas da família. Duas já foram enterradas, uma será enterrada agora, e ainda há 14 soterradas”, disse na época. Essas são algumas das histórias de pessoas que perderam a vida na maior cidade da Zona da Mata: https://public.flourish.studio/visualisation/28167197/ Chuva também afetou Ubá Em Ubá, a Prefeitura informou que a chuva extrema que atingiu a cidade registrou 170 milímetros em cerca de 3h30 e provocou “a maior inundação dos últimos anos”, além de danos severos em diferentes regiões. Uma das histórias marcantes foi a de Edna Almeida Silva, de 56 anos. Ela permaneceu abraçada a um poste por cerca de 3 horas para não ser levada pela enxurrada. “Eu dei tudo o que tinha e o que Deus me deu para sobreviver. Foi um milagre, minha fé me salvou. E, dentro do possível, estou tentando me recuperar. Ontem já consegui jantar um pouquinho; hoje consegui tomar um cafezinho”, contou, emocionada, ao g1. Outros oito moradores não tiveram a mesma chance e morreram. Edmara Peluzo Cândido, 32 anos; João Gonçalves Soares, 74 anos (marido de Maria); Maria da Conceição Honorato Soares, 65 anos (esposa de João); Elza das Graças da Silva, 77 anos; Alex Lucas Pinto, de 35 anos; Rafael Juliano Amaral; Luciano Franklin Fernandes, de 50 anos (namorado de Edna Almeida). Luciano Franklin Fernandes, Alex Lucas Pinto e Rafael Juliano Amaral g1 LEIA TAMBÉM: Defesa Civil já vistoriou mais de 4 mil locais e outros mil seguem à espera; veja balanço de 1 mês das chuvas em Juiz de Fora Reconstrução Um mês depois, o trabalho de recuperação nas cidades segue. Em Juiz de Fora, ao todo, 8.880 pessoas ficaram desalojadas ou desabrigadas, o que representa cerca de 1,5% da população. A Defesa Civil já vistoriou mais de 4 mil locais, e outros mil seguem à espera. Veja mais abaixo: 1.008 moradias foram completamente destruídas; 928 imóveis estão interditados; 58 casas foram evacuadas por risco iminente; 156 famílias (457 pessoas) foram realocadas para apartamentos e hotéis. Em uma coletiva de imprensa na última semana, a prefeita Margarida Salomão (PT) destacou que os principais desafios imediatos envolvem moradia, além de obras de contenção de encostas e drenagem urbana. Projetos já autorizados pelo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), do Governo Federal, somam: ➡️ R$ 373 milhões para obras de drenagem, com intervenções previstas nos córregos dos bairros: Humaitá (Bairro Industrial) São Pedro (Mariano Procópio e Democrata) Santa Luzia Ipiranga Ribeirão das Rosas (Vila dos Sonhos) ➡️ R$ 233 milhões para obras de contenção, nos seguintes locais: Grajaú Olavo Costa Furtado (Vila Ideal) Santa Cecília Santa Luzia Costa Carvalho Cidade do Sol Graminha Dom Bosco Entre as prioridades estão: Acelerar obras estruturantes de drenagem e contenção (previsão para 23 de fevereiro de 2027); Buscar soluções para famílias desalojadas; Transformar áreas de risco em zonas ambientais protegidas. Chuva de fevereiro deixou 65 mortos em Juiz de Fora TV Globo/Reprodução VÍDEOS: veja tudo sobre a Zona da Mata e Campos das Vertentes VÍDEOS: veja tudo sobre a Zona da Mata e Campos das Vertentes| em G1 / MG / Zona da Mata

  12. Livros têm Florianópolis como pano de fundo de suas histórias Florianópolis faz 353 anos nesta segunda-feira (23). Ao longo desse tempo, a cidade teve suas praias, bairros e tradições transformados em cenário literário inúmeras vezes. Não por acaso, o apelido de Ilha da Magia também nasce desse universo de lendas e histórias contadas em livros, contos e poemas. 📚 Para comemorar a data, o g1 reuniu nove livros que ajudam a entender a capital de Santa Catarina. A lista inclui escritores consagrados, como Franklin Cascaes, Cruz e Sousa e Salim Miguel, e outros novos autores que escolheram a Ilha e seus nativos como pano de fundo para suas histórias. ✅ Clique e siga o canal do g1 SC no WhatsApp 📚 A curadoria foi feita com auxílio das professoras Zilma Gesser Nunes e Tania Regina Oliveira Ramos, da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), e inclui as seguintes obras: O fantástico na Ilha de Santa Catarina — Franklin Cascaes Broquéis — Cruz e Sousa Assembleia das aves — Marcelino Antônio Dutra O Detetive De Florianópolis — Jair Francisco Hamms Os Viúvos — Mario Prata Entreilha — Rafael Reginato Primeiro de abril: Narrativas da cadeia — Salim Miguel A coroa no reino das possibilidades — Miro Morais Do lado de dentro do mar — Daniela Stoll Livros têm Florianópolis como pano de fundo Divulgação 1. O fantástico na Ilha de Santa Catarina — Franklin Cascaes O fantástico na Ilha de Santa Catarina — Franklin Cascaes Divulgação Franklin Cascaes, um dos principais pesquisadores da cultura açoriana, dedicou grande parte da vida a registrar histórias, lendas e costumes das comunidades tradicionais da Capital catarinense. A expressão "Ilha da Magia", inclusive, está ligada ao imaginário folclórico que o autor ajudou a popularizar em suas obras. Em "O fantástico na Ilha de Santa Catarina", um de seus principais títulos, difundiu o termo bruxa em contos, desenhos e lendas, que fazem valer esse apelido histórico. O livro reúne 24 narrativas escritas entre 1946 e 1975 que nasceram de conversas com pescadores, rendeiras, benzedeiras e antigos moradores. Ao longo das páginas, ele descreve a ilha como "um autêntico e vivo relicário da cultura popular tradicional reflorida", com povo "mesclado, inteligente, audacioso, de espírito arguto e, sobretudo, religioso e arraigado em crendices mitológicas". Obra: O fantástico na Ilha de Santa Catarina Autor: Franklin Cascaes Ano: 1979 Relação com Florianópolis: Retrata lendas, crenças e costumes das comunidades tradicionais da ilha, ajudando a construir o imaginário da “Ilha da Magia”. 2. Broquéis — Cruz e Sousa Cruz e Sousa nasceu na antiga Desterro, como era chamada Florianópolis na época. Embora o principal autor simbolista do país não cite a cidade natal no livro, sua experiência como homem negro no Brasil do século XIX e o sentimento de exclusão social acabaram influenciando a sua poesia. Composta por 54 poemas, a obra foi eleita por professores o melhor livro de Santa Catarina em levantamento do g1. Obra: Broquéis Autor: Cruz e Sousa Ano: 1893 Relação com Florianópolis: O autor não cita a cidade explicitamente, mas é possível inferir que os lugares pelos quais passou, incluindo sua cidade natal, influenciaram sua obra de forma indireta. Qual é o melhor livro de cada estado brasileiro? Professores votam 3. Assembleia das aves — Marcelino Antônio Dutra O conto Assembleia das Aves trata de uma campanha eleitoral em que há uma disputa entre os cristãos e os judeus. Segundo a professora aposentada do Departamento de Língua e Literatura Vernáculas da UFSC Zilma Gesser Nunes, essa é a primeira obra literária de autor catarinense que se tem registro. A biblioteca virtual da Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc) descreve que o poema está relacionado à campanha política de 1847. Ridicularizava os políticos do Partido Conservador, que na Desterro (como Florianópolis era chamada) representava a burguesia comercial local e membros do clero, e tinha como líder o arcipreste Paiva. No texto, personagens também fazem referência a nomes conhecidos da Capital. “Cisne” se refere a Jerônimo Coelho, militar, político, jornalista e criador do primeiro jornal de Santa Catarina. “Quero-Quero” é o arcipreste Joaquim Gomes de Oliveira e Paiva, que hoje dá nome a uma das ruas centrais de Florianópolis. Já “Aves” se refere, de forma geral, aos deputados e a outros políticos da época. Obra: Assembleia das aves Autor: Marcelino Antônio Dutra Ano: 1847 Relação com Florianópolis: Satiriza a política da antiga Desterro, com referências a personagens e disputas locais do século XIX. 4. O Detetive De Florianópolis — Jair Francisco Hamms O Detetive De Florianópolis — Jair Francisco Hamms Divulgação O autor do prefácio, José Matusalém Comelli, diz que “o autor consegue reunir num só personagem vários tipos com os quais cruza todos os dias nas ruas de Florianópolis, acentuando o espírito do ilhéu malandro, irreverente, gozador, esperto e, no caso, lutador, disposto até mesmo a levar a sério sua profissão de detetive particular para defender – sabe Deus como! – o pão nosso de cada dia nestes tempos em que, para muitos, nem todo dia tem pão”. A professora Zilma Gesser Nunes destaca que, no sumário, aparecem citadas algumas localizações por onde passou o detetive, como: Rua João Pinto, um calçadão no Centro, e Saco Grande, bairro na Zona Centro-Norte. Obra: O Detetive De Florianópolis Autor: Jair Francisco Hamms Ano: 1983 Relação com Florianópolis: Ambientado na capital, incorpora o cotidiano e o espírito do ilhéu, citando ruas e bairros da cidade. 5. Os Viúvos — Mario Prata Os Viúvos — Mario Prata Divulgação O romance que se passa em Florianópolis conta a história do detetive e ex-policial federal Ugo Fioravanti e de seu ajudante Darwin Matarazzo. A dupla participa de duas investigações: a primeira trata-se de encontrar uma mulher a pedido do príncipe de Dubai e a outra sobre um homem que manda e-mails para Fioravanti falando sobre seus futuros crimes - o problema é que ele só se apresenta como E.R.N. Obra: Os Viúvos Autor: Mario Prata Ano: 2010 Relação com Florianópolis: A cidade serve de cenário para a trama policial, com ambientações urbanas e referências ao cotidiano local. 6. Entreilha — Rafael Reginato Segundo o autor, Rafael Reginato, em entrevista publicada pela Agência de Comunicação (Agecom) da UFSC, em 2012, o enredo conta a história de um grupo de jovens desocupados que se conhecem pela internet e decidem assaltar um banco. Trocam suas identidades, traçam um plano e o executam. "Entretanto, o personagem principal, que se autodenomina 'eu' e também é o narrador da história, resolve mudar os planos. Juntamente com Tavia resolvem fugir com o dinheiro roubado para a ilha que haviam visto numa foto de calendário", explicou. Reginato disse que se inspirou em Florianópolis para escrever o livro, embora a Capital não apareça de forma literal. "A ponte que aparece no livro pode ser a Hercílio Luz. Mas pode também se tratar de alguma outra ilha de características semelhantes". A ilha simboliza no livro o destino almejado pelos personagens. Obra: Entreilha Autor: Rafael Reginato Ano: 2012 Relação com Florianópolis: Inspirado na ilha, recria elementos simbólicos da cidade, como a ponte e o imaginário de isolamento e fuga. 7. Primeiro de abril: Narrativas da cadeia — Salim Miguel Primeiro de abril: Narrativas da cadeia — Salim Miguel Divulgação O livro narra os cinquenta dias que o autor passou em uma prisão militar em Florianópolis após o golpe de 1964. A experiência no quartel resultou no diário que mais tarde se transformou no “Primeiro de Abril: narrativas da cadeia”, eleito o melhor romance do ano em 1994 pela União Brasileira de Escritores. O jornalista Moacir Werneck de Castro apresentou o livro no prefácio da primeira edição. De acordo com ele, o relato de Salim não denuncia arbitrariedades inéditas, nem torturas como as que ocorreram em outros lugares, mas é o depoimento de um escritor "que sabe valorizar o detalhe". "[É o relato] de um ficcionista atropelado por uma realidade dolorosamente imprevista, mas que não perde o sentido do pitoresco, do humor, mesmo quando descreve a destruição da livraria que foi sua, a queima absurda de livros em pleno centro da capital catarinense", diz trecho. Obra: Primeiro de abril: Narrativas da cadeia Autor: Salim Miguel Ano: 1994 Relação com Florianópolis: Relata a prisão do autor na capital após o golpe de 1964 e episódios ocorridos no centro da cidade. 8. A coroa no reino das possibilidades — Miro Morais “A coroa no reino das possibilidades”, primeiro livro de Miro Morais, inclui 20 contos independentes, mas que podem ser lidos como capítulos. Entrelaçados pelo narrador-personagem e pelo espaço comum da vila de pescadores, os contos ganham unidade como um romance. Tânia Mara Cassel Trott cita, na pesquisa "Miro o mar, Morais no grande tabuleiro?", que o narrador-personagem procurava liberdade e sentido para sua existência. "Resolve transferir-se para o interior da Ilha, refugiando-se em Sambaqui, um vilarejo de pescadores, lugar que, na época, era só mar, pedras e morros. Este é o cenário", diz trecho do trabalho de 2005. Segundo a pesquisadora, as descrições do espaço, no Norte da Ilha, são feitas por meio de comparação e metáforas, e indicam que o ambiente é simples e belo. "O mundo ainda primitivo de uma comunidade de pescadores", escreveu. Obra: A coroa no reino das possibilidades Autor: Miro Morais Ano: 1967 Relação com Florianópolis: Ambientado em Sambaqui, retrata a vida simples de uma comunidade de pescadores no Norte da Ilha. 9. Do lado de dentro do mar — Daniela Stoll Do lado de dentro do mar — Daniela Stoll Divulgação Em "Do lado de dentro do mar", Daniela Stoll divide o protagonismo entre três mulheres de origens bem distintas: Sílvia, Margarete e Joaquina. Por força das circunstâncias, elas estabelecem um convívio e constroem uma relação de confiança e apoio mútuo. No entanto, apesar das diferenças de idade, educação e formação social, as personagens compartilham entre si uma mesma solidão fundamental de ser mulher ao enfrentar desafios semelhantes para conhecer e assumir a própria sexualidade e o seu papel na sociedade. Ao longo da história, o livro acompanha como essas três mulheres lidam com o medo, as perdas e o desejo de liberdade. Paralelamente, a Florianópolis retratada na obra surge como um espaço marcado por desigualdades e por conflitos históricos, onde mulheres seguem enfrentando diferentes formas de opressão no cotidiano. Obra: Do lado de dentro do mar Autor: Daniela Stoll Ano: 2018 Relação com Florianópolis: Apresenta a cidade como pano de fundo social, explorando desigualdades e vivências femininas no contexto local. Sol na Ponte Hercílio Luz, cartão-postal de Florianópolis Eduardo Valente/Secom-SC VÍDEOS: mais assistidos do g1 SC nos últimos 7 dias

  13. Filhos de famosos que curtiram o Lollapalooza 2026 Agnews Você piscou, eles cresceram — e foram direto para o Lollapalooza. Entre looks estilosos e poses estratégicas para as redes sociais, os filhos de celebridades tomaram conta do festival. E fica a reflexão inevitável: em que momento aquelas crianças viraram miniadultos curtindo shows e fazendo a gente pensar “espera… quando foi que eu fiquei velho?” Sofia Massafera Sofia Massafera, filha de Grazi Massafera e Cauã Reymond, no primeiro dia de Lollapalooza 2026 Marcelo Sá Barretto - Agnews Filha única dos atores Grazi Massafera e Cauã Reymond, Sofia entregou muito estilo no look para aproveitar o festival. Gabriel Fontenelle Apresentadora Astrid Fontenelle com o filho Gabriel no segundo dia de Lollapalooza 2026 Leo Franco / AgNews O filho da apresentadora Astrid Fontenelle já costuma chamar atenção pela altura, mas neste ano foi além: Gabriel fez jus ao título de figurinha carimbada do Lollapalooza ao marcar presença nos três dias do evento, sempre ao lado da mãe, em uma dobradinha cheia de estilo. Lolla das apostas: festival tem 5 indicados a revelação no Grammy dos últimos anos Zion Fontana e Lucas Fontana Modelo Isabeli Fontana com os filhos Lucas e Zion no segundo dia de Lollapalooza 2026 Rogério Fidalgo/Agnews A modelo Isabeli Fontana marcou presença ao lado dos filhos e posou em um daqueles cliques que misturam rock, estilo e sintonia em família. Maria Antônia Maria Antônia e Taís Araújo no Lollapalooza Agnews Teve mini (ok, nem tão mini assim) Taís Araújo no Lollapalooza. Maria Antônia apareceu ao lado da mãe em um momento daqueles de foto perfeita, com looks combinando e estilo de sobra para a nova geração. Rafaella Justus Rafaella Justus, filha de Ticiane Pinheiro e Roberto Justus, no primeiro dia de Lollapalooza 2026 Marcelo Sá Barretto/Agnews Conhecida do público desde pequena como Rafinha Justus, o diminutivo já não dá mais conta. Rafa, filha de Ticiane Pinheiro e Roberto Justus, entregou uma produção cheia de personalidade para o festival. Lucas Jagger Lucas Jagger no terceiro dia de Lollapalooza 2026 Edu Araujo Agnews Um crossover entre rock e pop marcou o look de Lucas Jagger no Lollapalooza. Filho de Mick Jagger e Luciana Gimenez, ele circulou pelo festival com visual descolado e chamou atenção pela camiseta que misturava o logo clássico dos Rolling Stones com referências aos álbuns de Taylor Swift. Liz Pedro Scooby com a filha Liz no terceiro dia de Lollapalooza 2026 Edu Araujo/Agnews Tem surfista no rock, sim. Pedro Scooby mostrou seu lado pai-coruja ao curtir o Lollapalooza ao lado da filha Liz, provando que o festival também é lugar de programa em família

  14. Policial penal é suspeito de cometer o feminicídio em Aracaju Redes sociais Tiago Sóstenes Miranda de Matos, diretor do Conjunto Penal de Paulo Afonso suspeito de matar a namorada, havia iniciado o relacionamento há uma semana. O crime aconteceu no domingo (22), em Aracaju, no estado de Sergipe. A vítima, Flávia Barros, de 38 anos, era empresária e morava em Paulo Afonso, no norte da Bahia. O casal viajou junto para a capital sergipana, onde curtiu o show de Rey Vaqueiro no sábado (21). De acordo com amigas da vítima, o casal começou a se relacionar em novembro do ano passado, mas o pedido de namoro foi feito por Tiago no dia 15 de março, data do aniversário de Flávia. Empresária e estudante de Direito: saiba quem era baiana morta a tiros em hotel de Aracaju O que é feminicídio? 📲 Clique aqui e entre no grupo do WhatsApp do g1 Bahia O crime aconteceu dentro do quarto de um hotel, que não teve o nome divulgado. Após atirar contra Flávia, Tiago tentou tirar a própria vida. Ele foi socorrido para o Hospital de Urgências de Sergipe (Huse) e está em estado grave. Ainda não há informações sobre o que motivou o crime e a Polícia Civil investiga o caso. O corpo da vítima começou a ser velado na noite de domingo, no Ginásio esportivo Diamante Negro, na cidade de Canindé de São Francisco, em Sergipe. O enterro será na segunda-feira (23), às 16h, em um cemitério da cidade, que não teve o nome divulgado. Vítima havia completado 38 anos há uma semana Redes sociais Quem é o suspeito Tiago é policial penal e bacharel em Direito. De acordo com a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária da Bahia (Seap-BA), ele não responde a nenhum processo administrativo disciplinar. Além disso, a Seap informou que Tiago tem um histórico funcional regular e vinha desempenhando as funções de gestão sem registros de condutas incompatíveis com o cargo, ou indicativos de instabilidade de ordem emocional. LEIA TAMBÉM: Confira lista com serviços de apoio gratuito para mulheres vítimas de violência na Bahia 'Baralho Lilás': Governo da Bahia lança catálogo com foragidos por violência contra a mulher Bahia registra 97 feminicídios entre janeiro e início de dezembro de 2025 Veja mais notícias do estado no g1 Bahia. Assista aos vídeos do g1 e TV Bahia 💻

  15. Lollapalooza dos sonhos? Quais artistas o público quer ver no festival? O Lollapalooza 2026 chegou ao fim, mas o público já sonha com as atrações das próximas edições. Justin Bieber, Bad Bunny, Anitta e Marina Sena foram alguns dos nomes citados pelos fãs do evento em conversa com o g1. “Queria ver a Charli XCX. Ela vem de um momento BRAT muito f***. E acho incrível como ela consegue unir a comunidade, fazer a comunidade LGBT, mulheres cis, se juntar e poder prosperar muito mais”, afirma Gabriel Ferreira Viera, de 29 anos. “Sonho muito com o Jaden Smith. Ele já prometeu vier, não veio, cancelou... E ver Rihana também, porque ela é um ícone. A maioral”, diz Letícia, 25 anos. “Queria ver o grupo coreano NCT 127. Eles já vieram ao Brasil uma vez e acho que eles têm o potencial de lotar. Agora que a gente está vendo os artistas de kpop vindo, acho que eles têm muito potencial de lotar o Lollapalooza”, analisa Karine, de 31 anos. A Giulia, de 18 anos, sonha em ver Lana Del Rey. “Sou muito fã dela. Gosto muito.” Enquanto Edu, de 24 anos, amaria ver Robyn. Já Ana Flávia, de 27 anos, quer a presença de Demi Lovato. E o Caio, de 29 anos, gostaria de rever Kendrick Lamar. Já o Luiz, de 20 anos, espera por Melanie Martinez. “Embora ela já tenha vindo, nunca assisti a um show dela. Como cada era que ela canta é diferente, queria muito ver ela tocando o ‘Hades’.” Público curte último dia de Lollapalooza Brasil 2026 Fabio Tito/g1 A Thais, de 32 anos, quer ver mais atrações latinas. “Bad Bunny. Além do show solo que ele fez, maravilhoso, seria uma atração muito legal. E mais artistas latinos Karol G, Rauw Alejandro, e diversos assim, mais voltados para o reggaeton.” A Camila, de 29 anos, colocaria Marina Sena e Billie Eilish no line-up. “A Marina Sena, porque acho que ela combina super com o festival. Todo mundo ia gostar. E a Billie Eilish, que foi incrível da outra vez que ela veio, então queria ver isso de novo.” Enquanto Rafael, de 33 anos, se divide entre duas atrações: “Eu amaria ver Tinashe, sou muito fã. E Anitta, não tem como. É a maior diva do mundo.” A Giulia, de 24 anos, quer assistir a dupla argentina Ca7riel e Paco Amoroso. E o Gustavo, de 19 anos, que conheceu o The Strokes somente após a última passagem deles no Lolla, em 2022, sonha em poder assistir a banda americana. Já João Pedro que Justin Bieber no palco do festival. “Ele seria disparado o melhor, porque ele nunca veio. Seria zerar o game.” Público curte último dia de Lollapalooza Brasil 2026 Fabio Tito/g1

  16. Chappell Roan fala sobre confusão com enteada de Jorginho: 'não odeio crianças' Antes do começo deste Lollapalooza Brasil 2026, quem poderia imaginar que a maior notícia do festival envolveria o jogador de futebol Jorginho, do Flamengo, a cantora Chappell Roan e até o ator britânico Jude Law? Pois foi o que aconteceu. Tudo começou na manhã do sábado (21), dia em que a americana se apresentava como a headliner do festival. Jorginho publicou um relato em seus stories no Instagram, no qual afirmava que um segurança no local tinha reclamado do comportamento de sua filha ao passar pela mesa da cantora no hotel em que ambas estavam hospedadas. A torcida do Flamengo, é claro, não perdoou e deixou diversos comentários pouco carinhosos em publicações da artista na rede sociais. Na manhã deste domingo (22), Chappell postou dois vídeos no qual afirmava que o segurança não fazia parte de sua equipe, que ninguém a incomodou e que não odeia crianças. Ela também disse que nem a criança, nem a mãe que a acompanhava, mereciam passar por aquilo. Depois, a mulher de Jorginho, Catherine Harding, publicou um vídeo no qual afirmava que "com 100% de certeza, esse segurança não era do hotel", que ele trabalha com artistas, que não sabia se era da equipe da cantora, mas que estava com ela. Entenda melhor toda a história, que também envolve uma postura crítica da cantora em relação à fama, abaixo: Jorginho, do Flamengo, critica Chappell Roan após confusão com criança Reprodução/Instagram/Jordan Strauss/Invision/AP A versão de Jorginho O jogador disse que a filha, de 11 anos, é fã da artista e que ficou empolgada ao descobrir que estavam no mesmo hotel durante o café da manhã. Para ter certeza que era a ruiva mesmo, passou pela mesa da cantora, mas não falou com ela e foi sentar com a mãe. Nesse momento, um segurança abordou as duas de forma "extremamente agressiva", pedindo mais respeito pela americana. "Sinceramente, não sei em que momento passar por uma mesa e olhar para ver se é alguém é considerado assédio [...]. É triste ver esse tipo de tratamento vindo de quem deveria entender o peso que os fãs têm. Sem os seus fãs você não seria ninguém", escreveu. Ainda de acordo com o jogador, o segurança de Chappell afirmou que faria uma reclamação ao hotel pelo comportamento da criança enquanto ela estava "chorando à mesa". Ada tem 11 anos e é filha de Catherine com o ator Jude Law. Os dois tiveram um breve relacionamento em 2014. Já Jorginho e Catherine estão casados desde 2020. Jorginho, do Flamengo, critica Chappell Roan após confusão com criança reprodução/instagram Repercussões Sem uma resposta da cantora, a versão do jogador ganhou o mundo. Veículos como "Variety", TMZ e "People" destacaram o desconforto causado pela situação, que teria levado a criança às lágrimas. A revista "People" informou que solicitou um posicionamento de representantes de Roan e do Palácio Tangará, hotel onde o episódio ocorreu. Torcedores do Flamengo saíram em defesa de Jorginho em comentários nas redes sociais da cantora e pediram mais respeito à "Nação Rubro-Negra". Após confusão com jogador Jorginho, torcedores do Flamengo criticam Chappell Roan no perfil da cantora reproduçao/instagram Catherine afirmou que sua filha tinha desistido de ir ao show e que decidiram fazer compras. Antes disso, ela publicou uma foto de Ada com o cantor Lewis Capaldi, que também se apresentou no festival no sábado. A versão de Chappell Durante o show, a cantora não comentou o incidente, por mais que parte do público tenha se manifestado contra o Flamengo. Ela chegou a mencionar sua equipe de segurança durante um agradecimento a todos que trabalham com ela, o que muitos consideraram uma indireta, porém o discurso é parte da maioria das apresentações da artista. No domingo, no entanto, ela publicou vídeos em que contava a sua versão. Segundo Chappell, o agente que abordou a menina não faz parte de sua equipe de segurança e ela não presenciou a cena. "Eu nem vi... Eu nem vi a mulher e a filha. Tipo, ninguém veio falar comigo. Ninguém me incomodou", diz ela. "Eu não pedi para o segurança ir falar com essa mãe e essa criança. Eles não vieram falar comigo. Eles não estavam fazendo nada. É injusto a segurança assumir que alguém não tem boas intenções quando não há motivo para acreditar nisso, porque nenhuma ação foi tomada." "Eu não odeio pessoas que são fãs da minha música. Eu não odeio crianças. Tipo, isso é louco. Desculpa à mãe e à filha, alguém presumiu que vocês fariam algo e que poderiam causar incômodo, isso me deixa muito triste. Vocês não mereciam isso." Tréplica de Catherine Ao fim do mesmo dia, Catherine também publicou um vídeo. Nele, afirmava que tinha certeza que o segurança não era do hotel e que trabalhava com artistas. "Não sei se era o segurança pessoal dela, mas ele estava com ela. Diante disso, isso é o que eu sei. Se ela mandou ele fazer isso? Novamente, não sei", disse ela. "De verdade, eu gostaria de acreditar que não, mas, ao mesmo tempo, acho que você tem uma responsabilidade quando você é uma celebridade, de garantir que as pessoas que trabalham pra você e agem em seu nome estejam realmente te representando." Limites de Chappell Roan com a fama Não é de agora que Chappell tem uma relação delicada com a fama — que reflete nos fãs e, em especial, com a mídia. Apesar de ser uma das atrações principal desta edição do Lolla, Chappell era um nome relativamente desconhecido até 2024. Com um ano, a cantora já era considerada a grande revelação do pop, reunia um público gigantesco em seus shows e levava Grammys. Apesar de estar realizando sonhos, a cantora não aceitou o sucesso incondicionalmente. Nos últimos anos, a cantora passou a impor limites nessa exposição – e tem conseguido resultado. Com o tempo, Chappell vem "ensinando" fãs e mídia a repensar a forma que lidam com celebridades – sem se importar se é vista como "chata" por isso. Com a ascensão brusca à fama, ela logo se impôs. "Eu não quero o que diabos você acha que tem direito sempre que vê uma celebridade. Eu não dou a mínima se você acha que é egoísmo da minha parte dizer não para uma foto ou para seu tempo ou para um abraço. Isso não é normal", disse em vídeos nas redes sociais. Chappell Roan fala sobre relação com fãs

  17. Lorde empolga público do Lollapalooza com o hit “Royals” A décima terceira edição do Lollapalooza reuniu 285 mil pessoas no Autódromo de Interlagos, em São Paulo, somando os três dias de festival: sexta (20), sábado (21) e domingo (22). O line-up desta edição contou 71 artistas, sendo 17 estreantes no país, 38 nacionais e 33 atrações internacionais. O line-up deste ano comprovou que o Lollapalooza Brasil ainda tem cacife para trazer os nomes "do momento" ao país. A maior parte dos headliners está em alta em todo o mundo, sendo atrações muito procuradas não só pelo Lolla, como por festivais como o Glastonbury e o Coachella. Abaixo, o g1 elege os destaques positivos e negativos do line-up. As listas foram feitas com base nos 18 reviews do g1, que fez a cobertura dos principais shows do Lollapalooza. Os critérios levam em conta não só a relevância e talento de cada artista. A apresentação no festival, a reação da plateia, a escolha do setlist, a execução das músicas e a parte técnica da performance também são fatores considerados nos rankings. NÃO CONCORDA? Vote no seu show preferido Os melhores do Lollapalooza 2025 10°) Riize RIIZE no segundo dia de Lollapalooza 2026 Guilherme Lucio da Rocha/g1 O Lollapalooza Brasil teve seu primeiro show de k-pop com a banda RIIZE. Mas poucas pessoas estiveram na plateia do Palco Flying Fish para acompanhar a apresentação. Marcado para começar às 21h30, mesmo horário da atração principal do dia, Chappell Roan, estrela do Palco Budweiser, a performance do sexteto sul-coreano foi marcada por uma apresentação bem construída, com uma banda impecável, dança e flow encaixados, aliando uma mistura estética do pop e do rap. O grupo é “novato”, tendo debutado em 2023. O sexteto é formado por Wonbin, Anton, Shotaro, Sungchan, Eunseok e Sohee. Seu primeiro álbum completo, “ODYSSEY", foi lançado em maio de 2025. Durante o show, o sexteto gastou todo seu parco vocabulário em português. “Oi”, “Muito prazer”, “Galera linda” e “Estão se divertindo bastante” foram algumas das frases repetidas pelos integrantes. Adaptada para um festival, a apresentação teve momentos claros de aceleração. Faixas como “Show Me Love” e “Love 119” ficaram só no refrão. Leia mais sobre o show de Riize. 9°) ⁠Turnstile POV na roda durante show do Turnstile A primeira vez que a banda Turnstile pisou no Brasil com seu hardcore “made in Baltimore”, EUA, foi em 2016. Dez anos depois, com muito mais elementos adicionados ao repertório que dialoga com o eletrônico e o pop, a nova sensação do rock fez um show de gente grande na noite deste domingo (22) no Lollapalooza Brasil. A bateria ligeira e forte de Daniel Fang (que, com certeza, pegou umas dicas com Travis Barker durante a turnê em parceria com o blink-182) é o ponto alto da (ótima) banda. Mesmo estando do ladinho de Nova York, o grupo tem muito mais influência do hardcore nascido do outro lado dos EUA, o californiano. Logo na música de abertura, "NEVER ENOUGH", o público acendeu os primeiros sinalizadores — que se tornaram marca registrada em shows a céu aberto e com mosh-pit. As baladinhas meio pop rock como "I CARE" e "SEEIN' STAR" conduziram bem a plateia na parte mais dançante da apresentação, com o público respirando e cantando bem alto. Leia mais sobre o show de Turnstile. 8°) Blood Orange Blood Orange se apresenta no Lollapalooza 2026 Fabio Tito/g1 O inglês Dev Hynes, também conhecido como Blood Orange, é o tipo de artista queridinho por ser introspectivo. Dele, ninguém espera firula, só um show cuidadoso – exatamente o que ele entregou nesta sexta (20) no Lolla. Muso dos sentimentais alternativos (Hynes já trabalhou com artistas de Solange Knowles a Lorde), o músico quase não falou com a plateia e preferiu conversar pela música. Atraiu fãs apaixonados com suas canções sensíveis e suingadas, ali entre o R&B, jazz e rock alternativo. Leia mais sobre o show de Blood Orange. 7°) Doechii Lollapalooza 2026: Doechii canta Anxiety Doechii estava em dívida com a gente e sabia disso. Em 2024, a cantora desmarcou o que seria seu primeiro show no Brasil, sem muita explicação. Ficou para esta sexta-feira (20), mais de um ano depois, no Lollapalooza 2026. Vestida de cigana, a rapper entrou dominando o palco, com cenário, bailarinas e vídeos “místicos”. Apesar da estética tranquila, Doechii nunca desacelerou: entoou flows afiados, rebolou, interagiu com a câmera e ainda sobrou tempo pra acariciar as bailarinas. Leia mais sobre o show de Doechii. 6°) Skrillex Skrillex toca Where Are Ü Now no Lollapalooza Ícone do dubstep, Skrillex é pioneiro de uma sonoridade mais agressiva. Ele já foi considerado “barulhento demais” para fãs do Lolla, festival que começou no indie rock. Mas os tempos mudaram e ele também. O DJ ficou mais polido e mainstream com o tempo, enquanto o público também o alcançou. Hoje, ele cabe bem no festival, reunindo uma multidão que inclui até fãs de pop. Neste sábado, o DJ chegou bem equipado com luzes e muitos efeitos pirotécnicos. De modo geral, raramente desacelerou o beat, mantendo um ritmo frenético até o fim. Entre faixas próprias como “Push” e “Move Ting”, ele fez um aceno ao Brasil, incluindo “Puta que Pariu”, música com MC Dricka. A apresentação ainda teve direito aofunk, reggae e Whitney Houston. Leia mais sobre o show de Skrillex. 5°) Chappell Roan Chappell Roan toca 'Good Luck, Babe!' no Lollapalooza Na despedida de sua “The Visions of Damsels & Other Dangerous Things Tour”, Chappell provou que é uma performer indicada para multidões. A cantora americana de 28 anos é 100% capaz de comandar uma plateia de 85 mil pessoas, como neste sábado (21). Faz isso sem esforço, rimando teatralidade com naturalidade. Só assistindo ao vivo para entender como uma artista pode emular um líder de banda de glam metal dos anos 80 e não fazer disso uma paródia barata. É exagero dizer que Chappell canta metal para crianças e jovens adultos? Provavelmente, mas não deixa de ter certo sentido. Uma certeza prevalece: ela é uma cantora pop que parece ter uns 10 anos de carreira e discografia extensa. Leia mais sobre o show de Chappell Roan. 4°) Sabrina Carpenter Sabrina Carpenter canta 'Espresso' no Lollapalooza 2026 Mesmo depois de diversas apresentações no Brasil nos últimos dez anos, dá para dizer que Sabrina Carpenter realizou seu primeiro show de verdade no país nesta sexta-feira (20), no Lollapalooza 2026. E que baita show. O único momento que destoou um pouco do clima de alegria e liberdade feminina foi protagonizado por Luísa Sonza. A cantora participou da música "Juno", contracenando em uma parte do show na qual Sabrina "algema" uma pessoa da plateia que ela escolheu. Quando apareceu no telão a popstar brasileira foi vaiada por grande parte do público. É como se as experiências – todas passagens anteriores ao sucesso estrondoso de "Espresso", que grudou na cabeça de todo mundo em 2024 – tivessem maturado a cantora americana que subiu ao palco agora e provou merecer o recém-adquirido status de popstar. Leia mais sobre o show de Sabrina Carpenter. 3°) Tyler, the Creator Público do Lolla faz coro no hit ‘See You Again’ de Tyler, The Creator Headliner sem muito privilégio, Tyler, The Creator fechou o Lollapalooza Brasil 2026 neste domingo (22) com um show muito divertido, cheio de love songs, dança e um publico bem menor que Sabrina Carpenter e Chappell Roan, cantoras que fecharam o Palco Budweiser nos dias anteriores. O rapper norte-americano começou sua apresentação com parte do público ainda chegando após assistir à Lorde no Palco Samsung Galaxy. Com o passar do tempo, o espaço foi sendo preenchido, mas ainda teve uma parte considerável de fãs que preferiu assistir ao girl group KATSEYE, que se apresentou no mesmo horário, mas no Palco Flying Fish. Leia mais sobre o show de Tyler, the Creator. 2°) ⁠Lewis Capaldi Lewis Capaldi canta Someone You Loved no Lollapalooza Lewis Capaldi já passou por maus bocados, mas seu show no Lollapalooza neste sábado (21) foi prova de que ele está bem. O cantor transformou seu repertório de baladas confessionais em uma apresentação que uniu bom humor e potência vocal. Com som bem equalizado e arranjos minimalistas, o que se ouviu foi um bom show de pós-britpop emocionado e romântico. O escocês de 29 anos passou pelo Autódromo de Interlagos, em São Paulo, em mais um show da turnê que começou após uma pausa de dois anos. Ele precisou interromper a carreira em junho de 2023 para tratar a síndrome de Tourette. Leia mais sobre o show de Lewis Capaldi. 1°) Lorde Lorde canta 'Supercut' no Lollapalooza 2026 Lorde cresceu com os fãs para quem se apresentou neste domingo (22), no Lollapalooza. De tempos em tempos, vem ver como a gente está, e vice-versa. A artista já veio ao Brasil em todas as suas fases: em 2014, como a adolescente deslocada de "Pure Heroine"; em 2018, mais visceral e dramática no "Melodrama"; no icônico Primavera Sound 2022, no psicodélico "Solar Power" (ainda que hoje, no show, ela tenha esquecido que essa foi a última vez). Agora, trouxe uma versão do show da “Ultrasound Tour”, que promove o disco “Virgin”. Foi recebida no Lolla por uma multidão gigantesca, a maior que o palco secundário viu neste festival. Uma das artistas mais influentes de sua geração, Lorde se fez por refletir seu próprio tempo nas suas composições. O mais impressionante é que isso não fica só nas músicas: a cada apresentação, ela tira novos coelhos da cartola. Não há artista como ela, e nenhum show igual ao outro. Se continuar assim, Lorde nunca vai ficar sem público por aqui. Leia mais sobre o show de Lorde. Os piores shows do Lolla 2026 5° pior - Edson Gomes Edson Gomes se apresenta no Lollapalooza 2026 Fábio Tito/g1 O nome de Edson Gomes na terceira linha do cartaz do Lollapalooza 2026 foi bastante celebrado pelo público quando anunciado em agosto de 2025. Não só pela inserção do reggae no line-up do festival (algo bastante raro na história do Lolla), mas principalmente pelo reconhecimento ao artista de mais de cinco décadas de carreira. Mas a celebração não refletiu no ao vivo e reverteu somente em uma plateia vazia e que misturava jovens fãs, que carregavam a herança musical dos pais, e o público roqueiro, que finalizava o show dos Deftones no palco que ficava ao lado do Flying Fish, onde Gomes se apresentou na noite desta sexta-feira (20), no Autódromo de Interlagos em São Paulo. Leia mais sobre o show do Edson Gomes. 4° pior - Marina Marina se apresenta no Lollapalooza 2026 Globo Figurinha carimbada no Lollapalooza Brasil, Marina (ex-and the Diamonds) fez seu terceiro show no festival brasileiro. Foi um nítido acerto de curadoria. A artista galesa subiu no palco principal à tarde, horas antes de Chappell Roan, e foi recebida por uma multidão alegre e dançante. O show deste Lolla privilegiou "Princess of Power", disco atual, com a sonoridade que a consolidou. Tem o canto agudo meio operístico, os sintetizadores, o repertório dançante. Também entraram sucessos mais antigos como "Bubblegum Bitch" e "Froot", que entusiasmaram mais a plateia. Leia mais sobre o show de Marina. 3° pior - Deftones Lollapalooza 2026: Deftones toca Change (in the house of flies) O show do Deftones no Lollapalooza na noite desta sexta-feira (20) demorou, engatou uma segunda marcha e… ficou nisso. Fechando o palco Samsung Galaxy no primeiro dia de evento, a banda entregou uma apresentação aquém das expectativas. Vindo de um álbum revigorante e mostrando porque é uma das poucas bandas geracionais do nu-metal que segue (bem) na ativa, o grupo não conseguiu empolgar para além do esperado num show de rock. Leia mais sobre o show do Deftones. 2° pior - Interpol Interpol se apresenta no Lollapalooza 2026 Rafael Peixoto/g1 Banda criada no fim dos anos 90, o Interpol encontrou uma plateia dedicada para curtir seu som, sempre entre o pós-punk sombrio e o indie rock dançante, nesta sexta (20) de Lollapalooza, no Autódromo de Interlagos, em São Paulo. De cabelo lambido e movimentos econômicos, Paul Banks fez lembrar o Kings of Leon. As duas bandas entregam pouca interação e "som de CD". O Interpol seria um Kings of Leon triste e um pouco mais indie? Talvez. Leia mais sobre o show do Interpol. 1° pior - Addison Rae Addison Rae faz 'striptease' no hit Fame Is a Gun no Lollapalooza 2026 Ex-estrela do TikTok, Addison Rae estreou nos palcos do Lollapalooza Brasil neste domingo (22). Se estava tímida, não pareceu. A cantora entrou ao som de "Fame is a Gun", de casaco e peruca, e logo tirou – revelando que usava pouco mais que uma lingerie brilhante. Em seguida, engatou um rebolado ao som de um remix funk. Addison mostrou que não tem muito medo de arriscar e, acima de tudo, tem boas músicas e referências. Neste show, a cantora seguiu o molde de Britney Spears, tanto nos trejeitos de garota ingênua e sensual, quanto na performance… e muito playback. Leia mais sobre o show de Addison Rae.

  18. Onça-pintada e filhote no alto de árvore, no Pantanal. Bruno Sartori/Arquivo Pessoal Pela primeira vez na história, o Brasil está no centro de um debate multilateral sobre a vida selvagem que migra. A partir desta segunda-feira (23), Campo Grande (MS) recebe a 15ª Conferência das Partes da Convenção sobre a Conservação das Espécies Migratórias de Animais Silvestres, a COP15 da CMS, nas siglas em inglês, e o país não é apenas o anfitrião. Assume também a presidência da convenção pelos próximos três anos, comprometendo-se a liderar as negociações globais sobre a proteção de animais que cruzam fronteiras durante seus ciclos de vida. O encontro acontece até o dia 29 de março e deve reunir cerca de 3 mil pessoas: representantes de mais de 130 países, cientistas, delegações governamentais, organizações da sociedade civil, povos indígenas e comunidades tradicionais. E a escolha de Campo Grande não foi aleatória. A cidade é porta de entrada para o Pantanal, a maior planície alagável do planeta, compartilhada por Brasil, Bolívia e Paraguai, e está no coração da agenda desta edição. Entenda mais abaixo. Veja os vídeos que estão em alta no g1 O que é a CMS (e por que ela importa) A Convenção sobre Espécies Migratórias existe desde 1979. É o único tratado global dedicado exclusivamente à conservação de animais que cruzam fronteiras nacionais ao longo de seus ciclos de vida. Negociada em Bonn, na Alemanha, e por isso também chamada de Convenção de Bonn, ela entrou em vigor em 1983 e hoje conta com 132 países mais a União Europeia como signatários. O Brasil, contudo, só aderiu à convenção em 2015, mas desde então passou a ocupar posição estratégica no processo. A lógica da CMS é simples: de nada adianta proteger um animal em território brasileiro se ele será caçado ou encontrar o habitat destruído nos países por onde também passa. Por isso, a convenção organiza as espécies em duas listas: No Anexo I, ficam as espécies ameaçadas de extinção, que exigem proteção imediata e rigorosa por parte de todos os países onde ocorrem. No Anexo II, as espécies cujo estado de conservação é desfavorável e que dependem de cooperação internacional coordenada para sobreviver. Essas listas são atualizadas a cada três anos, justamente durante a COP, que é o momento em que os países se sentam à mesa, apresentam evidências científicas, negociam inclusões e aprovam planos de ação conjuntos. "As espécies não têm uma governança territorializada: é uma governança em fluxo. Se não tiver cooperação, se não tiver parceria, fica muito difícil que a gente cuide não só da espécie, quanto dos seus habitats”, disse a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, em uma coletiva de imprensa na última semana. Vista da cidade de Campo Grande, capital de Mato Grosso do Sul Silas Ismael O que está em debate As negociações desta semana envolvem mais de 100 itens de agenda. Entre os mais relevantes está a análise de 42 propostas de inclusão de novas espécies nos anexos da convenção. O processo é rigoroso: cada proposta passa pelo Conselho Científico da CMS, que avalia se a espécie de fato cruza fronteiras de forma previsível e regular, e qual é o seu estado de conservação. "Qualquer vez que um país propõe adicionar uma espécie ao tratado, ele precisa apresentar as evidências científicas e mostrar qual é a base dessa proposta. Esse material é então analisado pelo Conselho Científico da Convenção antes de chegar à COP”, explica Amy Fraenkel, secretária-executiva da Convenção. Entre as espécies cujas propostas devem ser votadas estão o tubarão-martelo (Sphyrna mokarran), a coruja-das-neves (Bubo scandiacus), a ariranha (Pteronura brasiliensis), a hiena listrada (Hyaena hyaena) e o surubim-pintado (Pseudoplatystoma corruscans), um peixe amazônico para o qual o Brasil propõe inclusão no Anexo II. Além das listas, a COP vai debater planos de ação concretos. Um dos mais relevantes para o Brasil é o Plano Regional de Conservação dos Bagres Migradores Amazônicos, construído ao longo de meses por seis países (Brasil, Bolívia, Colômbia, Equador, Peru e Venezuela) e que será submetido à aprovação durante a conferência. O plano reconhece que esses peixes são fundamentais para a segurança alimentar de milhões de pessoas nas margens dos rios amazônicos e que a pesca, inclusive a artesanal, precisa de marcos regulatórios transnacionais. Ariranha flagrada em câmera de monitoramento Instituto Mamirauá O que pode sair da conferência A COP15 deve encerrar com a aprovação de diversos documentos, entre resoluções, planos de ação, revisões dos anexos e uma declaração ministerial de alto nível, que pode vir a ser chamada de Declaração do Pantanal. Entre os resultados concretos esperados estão a inclusão de novas espécies nos dois anexos da convenção, a aprovação do plano regional para os bagres amazônicos, o lançamento formal do relatório sobre peixes migradores de água doce e a definição do orçamento do secretariado da CMS para os próximos três anos. "Esperamos sair desta COP com muito trabalho pela frente, dando continuidade aos esforços já em curso, incorporando os novos avanços científicos e fortalecendo a ambição para enfrentar as ameaças que já conhecemos contra essas espécies”, resumiu Fraenkel. A conferência também deve deixar uma agenda densa para o intervalo até a próxima COP, prevista para 2029. Nesse período, o Brasil manterá a presidência do processo, o que representa tanto uma oportunidade diplomática quanto uma responsabilidade concreta: monitorar a implementação das decisões aprovadas em Campo Grande e articular novos países para o tratado. LEIA TAMBÉM: Onça, aves raras e morcegos: os animais do Pantanal que estão na COP15 Adeus, sabão? Spray cria efeito 'antissujeira' que permite limpar roupas só com água À deriva no Mediterrâneo, 'navio-fantasma' russo vira bomba ambiental Gato-do-mato ameaçado de extinção é registrado em parque no RJ

  19. Morte de Henry Borel: relembre o caso até as audiências Começa nesta segunda-feira (23), no 2º Tribunal do Júri do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, no Centro da cidade, o julgamento do caso Henry Borel. O menino morreu há 5 anos com sinais de agressão em um apartamento na Barra da Tijuca, na Zona Sudoeste do Rio. Estarão no banco dos réus o padrasto do garoto, Jairo Souza Santos Júnior, o Jairinho; e a mãe da criança, Monique Medeiros da Costa e Silva de Almeida. A acusação espera condená-los a pelo menos 35 anos de prisão cada um, por diferentes crimes. Já as defesas sustentam que Henry morreu por acidente e alegam haver erros nos laudos no corpo do menino. A expectativa é que a sessão dure no mínimo 10 dias, pois só de depoimentos estão previstos os das 26 testemunhas e os dos 2 réus. Ainda haverá tempo para debates entre acusação e defesa até que o júri delibere. A sessão será presidida pela juíza Elizabeth Machado Louro. Veja, abaixo, perguntas sobre o julgamento. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias do RJ em tempo real e de graça O menino Henry Borel Jornal Nacional/ Reprodução O que é o Tribunal do Júri? O Tribunal do Júri é uma instituição prevista na Constituição Federal e tem como função julgar crimes dolosos contra a vida, como homicídio (tentado ou consumado), infanticídio, aborto e induzimento ao suicídio. O diferencial em relação à Justiça comum é que a decisão final não é tomada por um juiz, mas por 7 cidadãos comuns, os jurados. A composição de um júri é entendida como uma forma de participação direta da sociedade no Judiciário e permite que decisões de grande impacto social — como as que envolvem a vida humana — refletissem valores, sensibilidades e normas da comunidade, não apenas a interpretação técnica da lei. Quem são os jurados e como são escolhidos? Um jurado é qualquer brasileiro com mais de 18 anos, em pleno gozo dos direitos políticos, e que more na comarca onde ocorre o júri. O Conselho de Sentença é composto por 7 jurados. Esse colegiado é definido por sorteio a partir de uma lista de 25 cidadãos convocados. Cada nome que sai da urna, porém, é submetido na hora à análise da acusação e da defesa. Cada parte pode barrar até 3 pessoas, sem necessidade de justificar. O sorteio prossegue até que se chegue aos 7 nomes. Os jurados, a partir do momento em que são escolhidos para compor o conselho de sentença, ficam hospedados nas dependências do TJRJ, em um local próprio, e não podem conversar sobre o caso. A identidade deles também é protegida, e nenhuma imagem pode ser feita do júri. Quais crimes estão em julgamento? Jairinho é acusado de homicídio duplamente qualificado, por meio cruel e recurso que impossibilitou a defesa da vítima. Segundo o MP, o crime foi cometido com dolo eventual, com Jairinho assumindo o risco de matar a vítima. Jairinho também é acusado de tortura, em 3 episódios que aconteceram em fevereiro de 2021, antes da morte de Henry. Monique, por sua vez, responde por homicídio qualificado na forma omissiva, por não ter agido para proteger seu filho de episódios de agressão e tortura. Os dois são acusados ainda de coação no curso do processo. Jairinho e Monique estão presos desde abril de 2021, mês seguinte à morte de Henry. Ela chegou a sair da cadeia após uma decisão da Justiça em 2022, mas voltou após decisão do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, em 2023. Como é o julgamento? Uma vez formado o Conselho de Sentença, a juíza abre a sessão com a leitura da denúncia (a acusação formal) e apresenta um resumo do processo. O julgamento entra na fase das oitivas, e todas as partes podem fazer perguntas aos depoentes. Os primeiros a falar são as testemunhas. Depois, os réus. Não há um tempo limite para cada depoimento. Depois que todos forem ouvidos, começa a etapa dos debates. A acusação tem 3 horas para apresentar seu argumento. A defesa tem mais 3 horas para expor sua tese. Na sequência vêm a réplica da acusação e a tréplica da defesa, que podem durar 2 horas cada. A juíza, então, formula os quesitos — perguntas direcionadas aos jurados para auxiliá-los na sentença. As respostas são sempre “sim” ou “não”. O colegiado se reúne a portas fechadas e responde ao questionário. Dali sai o veredito. Em caso de condenação, a juíza calcula as penas, sempre baseada no que o júri decidiu. O resultado é lido. Quais foram as testemunhas chamadas? No total, foram intimadas 26 testemunhas no processo: Ministério Público (MP) Leniel Borel de Almeida Júnior, pai de Henry e assistente de acusação; Ana Carolina Lemos Medeiros de Caldas, delegada assistente; Luiz Carlos Leal Prestes, perito do Ministério Público; Natasha de Oliveira Machado, ex-namorada de Jairinho; Débora Mello Saraiva, ex-namorada de Jairinho; Edson Henrique Damasceno, delegado titular; Luiz Airton Saavedra de Paiva, médico-legista; Rafael Bernardon Ribeiro, psiquiatra. Testemunhas a pedido da juíza Tereza Cristina dos Santos, cabeleireira do salão que Monique frequentava; Paloma dos Santos Meireles, manicure; Maria Cristina de Souza Azevedo, médica pediatra do Barra D’Or; Leila Rosângela de Souza Mattos, empregada de Jairinho e Monique; Kaylane Oliveira Duarte Pereira, ex-enteada de Jairinho. Defesa de Jairinho Jairo Souza Santos, o Coronel Jairo, pai do réu; Fernanda Abidu Figueiredo, ex-mulher; Leonardo Huber Tauil, perito responsável pelos laudos; Roberto Claure Arena de Souza; Hewdy Lobo Ribeiro, psiquiatra; Cristiane Izidoro, assessora de Jairinho. Defesa de Monique Rosangela Medeiros da Costa e Silva, mãe de Monique e avó de Henry; Bryan Medeiros da Costa e Silva, irmão de Monique; Thayna de Oliveira Ferreira, babá de Henry; Glauciane Ribeiro Dantas; Ana Paula Medeiros Pacheco, prima de Monique; Ari Mamede; Marcia Eduarda Andrade Vieira. Quais as estratégias de defesa e acusação? Estratégias da acusação (Ministério Público e assistente) A tese acusatória sustenta que Henry foi vítima de agressões intencionais e reiteradas, culminando em um “homicídio brutal”. Ação direta de Jairo: o MP afirma que Jairo causou lesões em órgãos vitais (rins, pulmões, crânio e fígado) mediante ação contundente, agindo com sadismo e assumindo o risco de matar (dolo eventual). Omissão de Monique: a acusação argumenta que Monique, como mãe e garantidora, sabia das agressões anteriores e, mesmo presente no local e dia dos fatos, nada fez para proteger o filho, visando manter benefícios financeiros e o status da união com o réu. Padrão de conduta: a acusação busca demonstrar ao júri que Jairo possui um histórico de violência contra filhos de ex-namoradas, o que reforçaria que o caso Henry não foi um acidente isolado. Obstrução da Justiça: sustentam que os réus intimidaram testemunhas e ordenaram a limpeza da cena do crime para dificultar a perícia. Refutação técnica: utilizam pareceres de peritos assistentes para provar que a morte foi causada por violência extrema, descartando qualquer hipótese de queda acidental ou erro médico. Estratégia de defesa de Jairinho A defesa de Jairo foca na negação da autoria e no questionamento da materialidade do crime de homicídio e tortura. Tese do erro médico: a defesa sustenta que as lesões fatais (especialmente a laceração hepática) não foram causadas pelo réu, mas sim por manobras de ressuscitação inadequadas realizadas pela equipe do Hospital Barra D’Or. Hipótese de acidente: alegam que a criança pode ter sofrido uma queda acidental da cama. Nulidades processuais: questionam a integridade da cadeia de custódia das provas digitais (celulares) e apontam suposta parcialidade de peritos oficiais e da magistrada. Crítica à exposição midiática: argumentam que o réu enfrenta um “linchamento” público e que a pressão da mídia contaminou as investigações e depoimentos. Estratégia de defesa de Monique A defesa de Monique busca dissociar sua conduta da de Jairo, apresentando-a como uma figura subjugada. Vítima de dominação: Monique é apresentada como uma mulher manipulada e enganada por Jairo, um “algoz” que exercia domínio psicológico e influência política sobre ela. Inexistência de dolo/omissão: argumentam que ela não presenciou as torturas e não acreditava que o filho estivesse sendo agredido, tendo buscado ajuda médica e profissional sempre que notou algo errado. Ausência de liame subjetivo: sustentam que não houve comunhão de desígnios (acordo prévio) entre ela e Jairo para a prática de qualquer crime. Refutação do motivo torpe: classificam como “sexista” e infundada a acusação de que ela se omitiu por interesse financeiro, alegando que ela possuía carreira própria e estabilidade como servidora pública. Quais as penas em caso de condenação? A pena de homicídio vai de 12 a 30 anos, dependendo das condições do caso. Além do homicídio, há os episódios de tortura atribuídos a Jairinho e a coação pela qual Jairinho e Monique estão sendo acusados. O g1 apurou, na promotoria e na assistência de acusação, que a pena de Jairinho pode chegar a 40 anos. Já a de Monique pode chegar a 35 anos de prisão. Leniel Borel manteve intacto o quarto de Henry, 1 ano após a morte do filho Marcos Serra Lima/g1

  20. Público aproveita o último dia do Lollapalooza, no Autódromo de Interlagos, na Zona Sul de SP, que foi de sol e céu azul ALE FRATA/CÓDIGO19/ESTADÃO CONTEÚDO A semana que se inicia deve ser marcada por tardes quentes e temperaturas próximas dos 30°C na cidade de São Paulo, com retorno de pancadas isoladas de chuva entre quarta-feira (25) e quinta-feira (26), segundo previsão do Centro de Gerenciamento de Emergências Climáticas (CGE) da Prefeitura de São Paulo. De acordo com o órgão municipal, a segunda-feira (23) terá tempo estável e sem previsão de chuva. O dia também será marcado por restrição de visibilidade provocada por névoa úmida nas primeiras horas da manhã, que deve se dissipar rapidamente com o aparecimento do sol. Ao longo do dia, o sol deve predominar entre poucas nuvens, e a temperatura máxima pode chegar a valores próximos dos 29°C, com umidade relativa do ar variando entre 40% e 95%. Na terça-feira (24), a previsão indica um cenário semelhante ao do dia anterior, com sensação de calor, índices de umidade mais reduzidos e redução de visibilidade ao amanhecer. As temperaturas devem variar entre mínima de 18°C e máxima na faixa dos 29°C, com percentuais mínimos de umidade próximos ou ligeiramente abaixo dos 40%. Não há previsão de chuva. Outono começa amanhã Segundo o CGE, as pancadas isoladas de chuva devem voltar entre quarta-feira (25) e quinta-feira (26). A quarta- terá sol com algumas nuvens e pancadas rápidas de chuva ao longo do dia e à noite. As temperaturas devem variar entre 18°C e 27°C. Confira a previsão para a capital nos próximos dias, segundo a Climatempo: Segunda-feira (23) 🌡️ Mínima: 18°C / Máxima: 30°C 🌤️ Sol com algumas nuvens ao longo do dia. À noite, céu com algumas nuvens e nevoeiro. 💧 Umidade: entre 50% e 93% Terça-feira (24) 🌡️ Mínima: 17°C / Máxima: 31°C 🌤️ Sol e muitas nuvens à tarde. À noite, céu ainda com muita nebulosidade, mas sem chuva. 💧 Umidade: até 95% Quarta-feira (25) 🌡️ Mínima: 18°C / Máxima: 27°C 🌤️ Sol com algumas nuvens e pancadas rápidas de chuva durante o dia e à noite. 💧 Umidade: até 97% Quinta-feira (26) 🌡️ Mínima: 19°C / Máxima: 27°C 🌤️ Sol com algumas nuvens e chuva passageira durante o dia. À noite, muitas nuvens com tempo firme. 💧 Umidade: até 100% Sexta-feira (27) 🌡️ Mínima: 20°C / Máxima: 28°C 🌤️ Sol com algumas nuvens durante o dia. À noite, muitas nuvens, mas sem chuva. 💧 Umidade: até 100%

  21. Prazo para declarar imposto de renda começa na próxima segunda (23) O prazo para entrega do Imposto de Renda 2026 começa nesta segunda-feira (23) e se estende até 29 de maio. O programa para declaração já está disponível para download. ⚠️ A entrega após o prazo legal terá multa mínima de R$ 165,74 e máxima de 20% do imposto devido. Entre as mudanças na declaração deste ano estão: a possibilidade de os contribuintes informarem o nome social na declaração; aumento das informações disponíveis na declaração pré-preenchida; redução no número de lotes de restituição, de cinco para quatro; um tipo de "cashback" para contribuintes que tiveram retenção na fonte em 2025, mas que não vão apresentar a declaração neste ano. (entenda mais abaixo) A expectativa da Receita é de que cerca de 44 milhões de declarações sejam entregues neste ano. Veja nesta reportagem perguntas e respostas sobre a declaração do Imposto de Renda 2026. Quem é obrigado a declarar? Como baixar o programa? Até quando vai o prazo de declaração do Imposto de Renda 2026? Quando vou poder fazer a declaração pré-preenchida? A isenção do IR para quem ganha até R$ 5 mil já está valendo? Quando vou receber a restituição? Quem tem prioridade para receber a restituição? Quais os documentos necessários para fazer a declaração? O que é o 'cashback' anunciado pelo Fisco? Quais são os limites para dedução? 1. Quem é obrigado a declarar? São obrigadas a fazer a declaração do IR 2026: quem recebeu rendimentos tributáveis, sujeitos ao ajuste na declaração, cuja soma foi superior a R$ 35.584,00 no ano passado; contribuintes que receberam rendimentos isentos, não-tributáveis ou tributados exclusivamente na fonte, cuja soma tenha sido superior a R$ 200 mil no ano passado; quem obteve, em qualquer mês de 2025, ganho de capital na alienação de bens ou direitos, sujeito à incidência do imposto, ou realizou operações em bolsas de valores, de mercadorias, de futuros e assemelhadas cuja soma foi superior a R$ 40 mil, ou com apuração de ganhos líquidos sujeitas à incidência do imposto; quem teve isenção de imposto sobre o ganho de capital na venda de imóveis residenciais, seguido de aquisição de outro imóvel residencial no prazo de 180 dias; quem teve, em 2025, receita bruta em valor superior a R$ 177.920,00 em atividade rural; quem tinha, até 31 de dezembro de 2025, a posse ou a propriedade de bens ou direitos, inclusive terra nua, de valor total superior a R$ 800 mil; quem passou para a condição de residente no Brasil em qualquer mês e se encontrava nessa condição até 31 de dezembro de 2025; quem optou por declarar os bens, direitos e obrigações detidos pela entidade controlada, direta ou indireta, no exterior como se fossem detidos diretamente pela pessoa física; quem possui trust (acordo para que outra pessoa administre seus bens) no exterior; quem atualizou bens imóveis pagando ganho de capital diferenciado em dezembro/2025 (Lei nº 14.973/2024); quem auferiu rendimentos no exterior de aplicações financeiras e de lucros e dividendos; deseja atualizar bens no exterior; quem optou pela isenção do imposto sobre a renda incidente sobre o ganho de capital auferido na venda de imóveis residenciais, caso o produto da venda seja aplicado na aquisição de imóveis residenciais localizados no país, no prazo de 180 dias, contado da celebração do contrato de venda, nos termos do art. 39 da Lei nº 11.196, de 21 de novembro de 2005. Imposto de Renda 2026: veja quem deve declarar Voltar ao índice. 2. Como baixar o programa? 🖥️ Pelo computador O contribuinte poderá baixar os programas do Windows, Multiplataforma (zip) e Outros (Mac, Linux, Solaris). O programa está disponível no próprio site da Receita Federal (clique aqui para acessar). Veja o passo a passo: Acesse o site da Receita Federal e clique na opção "Baixar programa" para baixar a versão para Windows ou escolher uma das demais opções; Depois que o computador fizer o download do programa de instalação, uma caixa de introdução será aberta. Nessa aba, a orientação da Receita é que você finalize todos os programas em execução antes de prosseguir. Feito isso, basta clicar em "Avançar"; Em seguida, selecione a pasta onde pretende instalar o programa no seu computador. Você também tem a opção de criar uma pasta própria para o download, se quiser. Depois, clique em "Avançar" novamente; Confirme as configurações para a pasta de destino. Para facilitar, selecione a opção de "criar atalho na área de trabalho" — dessa forma, um ícone para o programa será criado. Em seguida, clique em "Avançar"; Pronto! A Instalação está concluída. Agora, basta clicar em "Terminar". 📱Pelo celular Os contribuintes que preferirem fazer a declaração por dispositivos móveis precisarão baixar o aplicativo da Receita Federal. ▶️ ATENÇÃO: Essa opção não pode ser usada, entre outros, por contribuintes que tenham recebido rendimento: de rendimentos tributáveis recebidos do exterior; que tenham ganhos de capital na alienação de bens ou direitos; que tenham ganhos de capital na alienação de bens ou direitos adquiridos em moeda estrangeira; que tenham ganhos de capital na alienação de moeda estrangeira em espécie; entre outros. Para ver todos os limites da declaração online e por aplicativo, clique aqui. Voltar ao índice. Imposto de renda Marcos Serra/g1 3. Até quando vai o prazo de declaração do Imposto de Renda 2026? O prazo para entrega da declaração vai de 23 de março a 29 de maio. Quem não entregar a declaração dentro do prazo fixado está sujeito a uma multa, que varia de um valor mínimo de R$ 165,74 até um montante máximo, que corresponde a 20% do imposto devido. Voltar ao índice. 4. Quando vou poder fazer a declaração pré-preenchida? De acordo com a Receita Federal, a declaração pré-preenchida estará disponível desde o primeiro dia do prazo de entrega. Ou seja, já nesta segunda-feira (23). 🔎 Na declaração pré-preenchida, a Receita Federal apresenta ao contribuinte informações sobre rendimentos, deduções, bens e direitos, além de dívidas e ônus reais — dados que são carregados automaticamente, sem necessidade de digitação. Neste ano, além das informações já disponibilizadas em anos anteriores, a declaração pré-preenchida também passará a informar: recuperação das informações de pagamento (DARFs); informações do Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) de renda variável (comum e day-trade); informações do eSocial – empregados domésticos; otimização na recuperação das informações dos dependentes (núcleo familiar). Para optar pela declaração pré-preenchida, o contribuinte precisa ter uma conta de nível prata ou ouro no gov.br. Voltar ao índice. 5. A isenção do IR para quem ganha até R$ 5 mil já está valendo? Não. A isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil por mês foi aprovada pelo governo no final do ano passado. A medida também prevê um desconto progressivamente menor para rendas de até R$ 7.350 mensais. Apesar de entrar em vigor a partir de janeiro deste ano, as novas regras só serão declaradas no ano que vem. Isso porque a declaração deste ano se refere aos rendimentos recebidos em 2025. "Rendimentos que estão sendo recebidos neste ano vão estar sujeitos a ajustes, confirmação, na declaração do ano que vem. Na declaração deste ano, o contribuinte tem que considerar aquilo recebido no ano passado", explicou o supervisor do Imposto de Renda da Receita Federal, José Carlos da Fonseca. SAIBA MAIS: ENTENDA: Isenção para quem ganha até R$ 5 mil só começa a valer na declaração de 2027 Isenção do IR: calcule quanto você deixará de pagar e como fica o imposto para a alta renda Voltar ao índice. 6. Quando vou receber a restituição? Diferentemente de anos anteriores, as restituições de 2026 serão pagas em quatro lotes. Segundo a Receita Federal, cerca de 80% dos pagamentos devem ser feitos nos dois primeiros lotes, ou seja, até o fim de junho. 🗓️ Veja o calendário de restituições do IR em 2026: 1º lote: 29 de maio 2º lote: 30 de junho 3º lote: 31 de julho 4º lote: 28 de agosto A Receita prioriza a data de entrega da declaração, mas também segue uma fila de prioridades para alguns grupos, que recebem a restituição antes dos demais — mesmo que tenham enviado o documento nos últimos dias do prazo. Quem envia a declaração mais cedo recebe a restituição primeiro. Por outro lado, se houver erros ou omissões, o contribuinte perde a posição na fila e vai para o fim do calendário de restituições. Voltar ao índice. 7. Quem tem prioridade para receber a restituição? A prioridade no recebimento das restituições do Imposto de Renda acontece na seguinte ordem: idosos acima de 80 anos; idosos entre 60 e 79 anos; contribuintes com alguma deficiência física ou mental ou moléstia grave; contribuintes cuja maior fonte de renda seja o magistério; contribuintes que adotarem a declaração pré-preenchida e optarem por receber a restituição via PIX; contribuintes que adotarem a declaração pré-preenchida ou optarem por receber a restituição via PIX. Imposto de Renda 2026: duas primeiras restituições concentrarão 80% dos pagamentos Voltar ao índice. 8. Quais os documentos necessários para fazer a declaração? Você precisará ter em mãos informes de rendimentos da empresa em que trabalha, de instituições financeiras e de outras rendas recebidas no ano passado. Veja a lista de documentos necessários: Renda Informes de rendimentos de instituições financeiras, inclusive corretora de valores; Informes de rendimentos de salários, pró-labore, distribuição de lucros, aposentadoria, pensões etc.; Informes de rendimentos de aluguéis de bens móveis e imóveis recebidos de jurídicas etc.; Informações e documentos de outras rendas recebidas, tais como doações, heranças, dentre outras; Livro Caixa e DARFs de Carnê-Leão; Informes de rendimentos de participações de programas fiscais (Nota Fiscal Paulista, Nota Fiscal Paulistana, dentre outros). Bens e direitos Documentos que comprovem a compra e venda de bens e direitos ocorridas no ano-calendário; Cópia da matrícula do imóvel e/ou escritura de compra e venda; Boleto do IPTU; Documentos que comprovem a posição acionária de cada empresa, se houver. Dívidas e ônus Informações e documentos de dívida e ônus contraídos e/ou pagos no ano-calendário. Renda variável Controle de compra e venda de ações, inclusive com a apuração mensal de imposto (indispensável para o cálculo do Imposto de Renda sobre Renda Variável); DARFs de Renda Variável; Informes de rendimento auferido em renda variável. Pagamentos e deduções efetuadas Recibos de pagamentos de plano de saúde (com CNPJ da empresa emissora); Despesas médicas e odontológicas em geral (com CNPJ da empresa emissora); Comprovantes de despesas com educação (com CNPJ da empresa emissora, com a indicação do aluno); Comprovante de pagamento de previdência social e privada (com CNPJ da empresa emissora); Recibos de doações efetuadas; Recibos de empregada doméstica (apenas uma), contendo número NIT; Recibos de pagamentos efetuados a prestadores de serviços. Informações gerais Nome, CPF, grau de parentesco e data de nascimento dos dependentes; Endereços atualizados; Cópia completa da última Declaração de Imposto de Renda Pessoas Física entregue; Dados da conta para restituição ou débitos das cotas de imposto apurado, caso haja; Atividade profissional exercida atualmente. O contribuinte também pode precisar incluir informações complementares sobre alguns tipos de bens — como imóveis e veículos, por exemplo —, além de dados de conta-corrente e aplicações financeiras. Veja quais são essas informações: Imóveis: data de aquisição, área do imóvel, Inscrição municipal (IPTU), registro de inscrição no órgão público e registro no cartório de Imóveis; Veículo, aeronaves e embarcações: número do Renavam e/ou registro no correspondente órgão fiscalizador; Contas correntes e aplicações financeiras: CNPJ da instituição financeira. Voltar ao índice. 9. O que é o 'cashback' anunciado pela Receita? Segundo o secretário da Receita Federal, Robinson Barreirinhas, haverá um tipo de "cashback" do Imposto de Renda 2026, voltado para contribuintes específicos. De acordo com o Fisco, esse valor será direcionado para quem: não precisa declarar neste ano de forma obrigatória (por estar fora da faixa de renda) e que, por isso, não enviará a declaração; teve alguma retenção na fonte em 2025; e que teria direito à restituição do IR. Sem o envio da declaração de ajuste no prazo legal, essas pessoas normalmente ficariam sem a restituição. Neste ano, porém, a Receita depositará os valores automaticamente, em um lote no mês de julho. Segundo a Receita, deverão ser alcançados cerca de 4 milhões de contribuintes. Imposto de Renda 2026: Receita terá 'cashback' na declaração para 4 milhões de contribuintes Voltar ao índice. 10. Quais são os limites para dedução? Segundo a Receita Federal, os contribuintes podem optar por dois modelos na entrega do documento: o simplificado ou o completo, que têm limites para dedução. Veja a seguir: Declaração simplificada A regra para fazer a declaração simplificada continua a mesma. Quem optar por ela terá um desconto "padrão" de 20% na renda tributável. Este abatimento substitui todas as deduções legais da declaração completa, entre elas aquelas de gastos com educação e saúde. No IR de 2026, esse desconto de 20% está limitado a R$ 16.754,34 – mesmo valor do ano passado. Declaração completa Quem teve gastos altos em 2025 com dependentes e saúde, por exemplo, pode optar por fazer a declaração completa do Imposto de Renda, pois esses gastos são dedutíveis. Veja os limites: Dependentes: o valor máximo é de R$ 2.275,08 por dependente, o mesmo do ano passado. Educação: nas despesas com educação (ensino infantil, fundamental, médio, técnico e superior, o que engloba graduação e pós-graduação), o limite de dedução permaneceu em R$ 3.561,50 por dependente. Despesas médicas: as deduções continuam sem limite, ou seja, o contribuinte pode declarar todo o valor gasto e deduzi-lo do Imposto de Renda. Imposto de Renda 2026: saiba quais são os limites para as deduções Voltar ao índice.

  22. Lorde empolga público do Lollapalooza com o hit “Royals” O terceiro e último dia de Lollapalooza 2026 foi marcado por um público menos marcado por uma só atração e uma apresentação visceral de Lorde, que deixou claro merecer espaço no palco principal. De acordo com a organização, o domingo (22) também se esgotou, com 100 mil pessoas presentes. Veja fotos do 3º dia de festival ENQUETE: Qual foi o melhor show do festival? Ao contrário dos dias anteriores, em que era fácil identificar os fãs de atrações principais como Sabrina Carpenter e Chappell Roan, o encerramento do festival dividiu espectadores, que lotaram o palco Samsung para assistir à cantora neozelandesa e depois se separou. Público curte último dia de Lollapalooza Brasil 2026 Fabio Tito/g1 A maioria foi acompanhar o rapper Tyler, The Creator em sua primeira vez no Brasil, mas uma quantia considerável ficou por ali para curtir o grupo Katseye. O domingo ainda teve um show esvaziado de Turnstile, e apresentações de Addison Rae e Djo. Veja abaixo um resumo de tudo o que rolou neste domingo (22) no Lollapalooza: Tyler, the Creator Público do Lolla faz coro no hit ‘See You Again’ de Tyler, The Creator Headliner sem muito privilégio, Tyler, The Creator fechou o festival com um show muito divertido, cheio de love songs, dança e um publico bem menor que Sabrina Carpenter e Chappell Roan, cantoras que fecharam o Palco Budweiser nos dias anteriores. O rapper norte-americano começou a apresentação com parte do público ainda chegando após assistir à Lorde. O espaço foi sendo preenchido, mas ainda teve uma parte considerável de fãs que preferiu assistir ao girl group KATSEYE, que se apresentou no mesmo horário. Mesmo com a concorrência forte e até o volume do palco eletrônico atrapalhando a experiencia dos fãs, Tyler entregou um bom show de rap. KATSEYE O grupo KATSEYE se apresenta no Lollapalooza 2026 Fábio Tito/g1 Desfalcado, o grupo fez uma apresentação de 60 minutos neste domingo (22), embalada por uma precisão quase que milimétrica de coreografias, reflexo direto da sua origem fabricada. Elas até estavam entusiasmadas (“A gente esperou muito tempo para vir ao Brasil"), disse uma delas. Mas tudo na apresentação é coreografado demais, robótico demais. Nada sai do roteiro. O que se viu no palco realmente pode ter impressionado os pequeninos e animados fãs, mas faltou de um headliner de festival uma das partes mais interessantes de se ver em um evento desse tipo: pulsação, improviso, alma. Leia mais sobre o show das KATSEYE. Lorde Lorde canta 'Supercut' no Lollapalooza 2026 Lorde trouxe uma versão do show da “Ultrasound Tour”, que promove o disco “Virgin”. Foi recebida no Lolla por uma multidão gigantesca, a maior que o palco secundário viu neste festival. A galera cantou, chorou, dançou. Pulou horrores em “Green Light”. No fim, ela chegou perto do público e “se entregou” aos abraços dos fãs – até onde os seguranças deixaram, pelo menos. Uma das artistas mais influentes de sua geração, Lorde se fez por refletir seu próprio tempo nas suas composições. O mais impressionante é que isso não fica só nas músicas: a cada apresentação, ela tira novos coelhos da cartola. Leia mais sobre o show de Lorde. Turnstile POV na roda durante show do Turnstile Dez anos depois de seu primeiro show no Brasil, com muito mais elementos adicionados ao repertório que dialoga com o eletrônico e o pop, o Turnstile fez um show de gente grande esta noite. Logo na música de abertura, "NEVER ENOUGH", o público acendeu os primeiros sinalizadores — que se tornaram marca registrada em shows a céu aberto e com mosh-pit. Um dos pontos negativos ficou por conta do baixo público, que, no "olhômetro", estava na casa das 4 mil pessoas. Isso porque Lorde se apresentaria, minutos depois, no Palco Galaxy, e muita gente preferiu já reservar um espaço na multidão. Leia mais sobre o show do Turnstile. Addison Rae Addison Rae faz 'striptease' no hit Fame Is a Gun no Lollapalooza 2026 Ex-estrela do TikTok, Addison Rae estreou nos palcos do Lolla e, se estava tímida, não pareceu. No show, a cantora seguiu o molde de Britney Spears, tanto nos trejeitos de garota ingênua e sensual, quanto na performance… e muito playback. Para um show de iniciante (o que ela é), estava até de bom tamanho. Os fãs não esperavam nada diferente. Para esse horário e palco no Lollapalooza, no entanto, Addison ainda é um tanto amadora. Leia mais sobre o show de Addison Rae. Djo Djo canta 'End of Beginning' no Lollapalooza 2026 Para quem acompanha Joe Keery como ator (sim, é o Steve de “Stranger Things”), vê-lo no festival foi uma chance de entender como ele equilibra a gratidão pelo sucesso em séries ou filmes com a necessidade de ser levado a sério como um músico de 33 anos de idade. É uma pena, no entanto, que ele ao vivo ainda esteja bem aquém do cacife que tem como ator. No máximo, o show de Keery no Autódromo de Interlagos o credenciou a ser um One-hit Wonder de TikTok tentando se firmar. A maturidade da performance é forçada, como colocar um abacate no saco de pão, esperar duas horas e comer ele verde. Leia mais sobre o show de Djo. Lorde se apresenta no Lollapalooza Brasil 2026 Fábio Tito/g1

  23. Público do Lolla faz coro no hit ‘See You Again’ de Tyler, The Creator Headliner sem muito privilégio, Tyler, The Creator fechou o Lollapalooza Brasil 2026 neste domingo (22) com um show muito divertido, cheio de love songs, dança e um público bem menor que o de Sabrina Carpenter e Chappell Roan, cantoras que fecharam o Palco Budweiser nos dias anteriores. Lolla 2026: Veja fotos do 3º dia O rapper norte-americano começou sua apresentação com parte do público ainda chegando após assistir à Lorde no Palco Samsung Galaxy. Com o passar do tempo, o espaço foi sendo preenchido, mas ainda teve uma parte considerável de fãs que preferiu assistir ao girl group KATSEYE, que se apresentou no mesmo horário, mas no Palco Flying Fish. Tyler, the Creator, se apresenta como headliner no Lollapalooza 2026 Rafael Peixoto/g1 Mesmo com a concorrência forte e até o volume da música eletrônica atrapalhando a experiência dos fãs, Tyler entregou um bom show de rap. A primeira parte da apresentação foi focada nos seus dois álbuns mais recentes: “CHROMAKOPIA”, mais experimental, e “Don’t Tap The Glass”, mais dançante. Tyler é um artista performático. "CHROMAKOPIA", lançado em 2024, venceu a categoria estreante de melhor capa de álbum no Grammy e sua turnê traz a identidade visual do trabalho. A pirotecnia, bem usada, deixou o espetáculo mais bonito. Não que fosse uma surpresa, já que nas apresentações do Lollapalooza Chile e Argentina o cantor não levou nenhuma grande estrutura, mas definitivamente ficou a sensação da falta de um palco do tamanho da criatividade do cantor. Tyler, the Creator, se apresenta no Lollapalooza 2026 Fábio Tito/g1 Simpático, o rapper elogiou a cultura brasileira e contou que desde 2011 não vinha ao Brasil — relembrando a passagem com seu coletivo, Odd Future, pelo festival SWU. A lembrança gerou vaias do público pelo grande período. “Oi? Vocês estão me vaiando por que não venho desde 2011? Seus idiotas”, disse. Bom pontuar que o cantor é conhecido por falar muitos palavrões, principalmente "vadia". É o tipo de ofensa amorosa. Bom, lá se vão 15 anos e Tyler lançou muito, mas muita coisa mesmo nesse intervalo de tempo. Em seu setlist, ele fez questão de passar por essas fases. Os destaques ficam por conta de “TAMALE”, de “Wolf” (2013), com o cantor repetindo que estava em São Paulo, não no Rio, enquanto segurava uma bandeira do Brasil, “Who Dat Boy”, do álbum “Flower Boy”, e as love songs “ARE STILL FRIENDS” e “EARFQUAKE”, com o rapper entregando ao público cantar a deixa “doooon’t leave / it’s my fault”. A apresentação foi encerrada com a energia no alto. Ao som de leques batendo, Tyler cantou “New Magic Wand” e “See You Again”. Num dia tão eclético, o que podia ser o show de um rapper pop capaz de unir todas as tribos terminou com um bom show de um artista que não recebeu toda a atenção que merecia. Tyler, the Creator, se apresenta como headliner no Lollapalooza 2026 Rafael Peixoto/g1 Cartela resenha crítica g1 Arte/g1

  24. Estreia quadro de Felca no Fantástico: você sabe o que é ansiedade social? O Fantástico estreou neste domingo (22) a série “Sobre Nós”, com o influenciador Felca, que aborda saúde mental e os desafios que afetam principalmente os jovens. 'Sobre Nós': veja lista de serviços de atendimento gratuito de saúde mental Ao longo de seis episódios, ele falará sobre temas como insegurança, pressão sobre o futuro e relações sociais, além de ouvir especialistas sobre comportamento e bem-estar emocional. O primeiro episódio trata da ansiedade social (assista acima). “Eu tenho medo de pessoas. Eu gosto de sair de casa, mas, quando me chamam, torço para cancelarem. E, quando vou, fico pensando em como me portar: vou dançar? Como vou dançar? Que roupa usar? Eu queria que fosse cancelado”, diz o influenciador no começo da reportagem. "Você já sentiu isso?". Especialista ouvido pela reportagem explica que medo e ansiedade são emoções naturais, que funcionam como um alerta em situações de risco. No caso da ansiedade social, o desafio está ligado à própria natureza humana. “Somos animais sociais. Nossa sobrevivência sempre dependeu da capacidade de viver em grupo”, afirma. "Para grande parte das pessoas, é desafiador estar em contato com alguém novo ou se colocar numa situação em que vc possa ser avaliado negativamente. Ou julgado". Nova série com Felca aborda saúde mental entre jovens Reprodução/TV Globo Ouça os podcasts do Fantástico ISSO É FANTÁSTICO O podcast Isso É Fantástico está disponível no g1 e nos principais aplicativos de podcasts, trazendo grandes reportagens, investigações e histórias fascinantes em podcast com o selo de jornalismo do Fantástico: profundidade, contexto e informação. Siga, curta ou assine o Isso É Fantástico no seu tocador de podcasts favorito. Todo domingo tem um episódio novo.

  25. Capa do álbum 'Elis', gravado em 1973 por Elis Regina (1945 - 1982) e relançado em edição remixada e remasterizada Divulgação ♫ NOTÍCIA ♬ O protesto público de Cesar Camargo Mariano contra a remixagem do álbum “Elis” (1973) – disponível desde terça-feira, 17 de março, dia do 81º aniversário de nascimento de Elis Regina (1945 – 1982), em edição com novas mixagem e masterização – gerou discussões acaloradas nas rede sociais ao longo do fim de semana. A maioria dos internautas tendeu a concordar com a indignação de Cesar Camargo Mariano, pianista, arranjador e diretor musical do álbum “Elis”. Na visão de Cesar, com a remixagem, foram “jogados no lixo” todos os planos originais de gravação e mixagem estudados e pensados pelo músico e arranjador com Elis. Filho de Cesar e de Elis, Pedro Mariano vinha acompanhando as discussões dos últimos dois dias e, na noite deste domingo, se posicionou nas redes sociais, defendendo a remixagem orquestrada pelo engenheiro de som Ricardo Camera sob a supervisão de João Marcello Bôscoli, filho primogênito de Elis. “Não houve falta de respeito, critério e carinho em nenhuma etapa”, sentenciou Pedro Mariano, contrariando a visão do pai. ♫ Eis, na íntegra, o texto de Pedro Mariano sobre a remixagem do álbum “Elis”: “Olá, gente! Tudo bem? Estou vindo aqui pra me posicionar em relação a uma certa comoção que vem ganhando reverberação por aqui nas redes quanto ao lançamento do disco da Elis de 1973, que foi remixado pelo Ricardo Camera, sob a supervisão e direção do João Marcello, meu irmão. Confesso que não entendi o motivo da polêmica! Como herdeiros, João Marcello, Maria Rita e eu, detemos o direito total irrestrito de aprovação e de veto de qualquer projeto que venha ao nosso encontro que tenha a Elis como seu objeto principal. Temos ao nosso lado as gravadoras que possuem os materiais originais e que são as proprietárias dos fonogramas contendo as vozes da Elis. Temos também competentes e experientes escritórios de advocacia especializados nas questões jurídicas e artísticas que envolvem todas as liberações. Há décadas estamos à frente de uma empreitada gigante de manter o legado da Elis vivo e presente. Enfrentamos muitos desafios que vão desde a perda de memória cultural até os algoritmos de hoje em dia. Mesmo assim, os fãs da Elis tiveram biografias, filmes, documentários, peças de teatro, musicais e uma enormidade de homenagens em álbuns, audiovisuais e publicidade. Sempre respeitando a liberdade artística dos que criam e geram esses conteúdos. Se um projeto da Elis está no ar, foi porque nós, o herdeiros, aprovamos. Isso é ponto pacífico. Não existe, portanto, a menor possibilidade de um projeto que estejamos envolvidos ter sido feito à nossa revelia. Remixagens feitas por DJs mundo afora frequentemente chegam até nós e, a despeito de qualquer gosto artístico ou estético, nossa maior preocupação é manter o legado da Elis vivo. Estando tecnicamente correto e com todas as questões legais envolvidas resolvidas, que Elis siga cantando para o maior número de pessoas. O disco em questão, 'Elis', de 1973, passou por processo rigoroso de recuperação e, após essa etapa, foi decidido que seria remixado e relançado sob essa bandeira de "Remix", mantendo o álbum original em todas as plataformas onde as duas versões podem coexistir. Trata-se de uma nova visão de um álbum incrivelmente bem sucedido em todas as suas características, com o propósito de trazer às novas audiências uma nova experiência, sob a luz das novas tecnologias disponíveis hoje em dia. Não houve falta de respeito, critério e carinho em nenhuma etapa. Não faltou dedicação, seriedade e amor no processo. Fizemos algo semelhante há alguns anos com o disco 'Elis & Tom', onde novos "momentos" foram resgatados e uma nova abordagem em termos de mixagem também foi utilizada. Não é obrigatório gostar do álbum! Apenas lembrem que nós, João Marcello, Maria Rita e eu, estamos envolvidos e em nenhum momento estivemos munidos de qualquer sentimento que não fosse o melhor para a obra dela. Aos que não gostaram, segue o original nas plataformas, para seguirem curtindo, como sempre! Aos que estão abertos às novas experiências, que as novas tecnologias nos proporcionam: Viva Elis!” Pedro Mariano

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